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TRATAMENTO DE ÁGUAS

Parte I: Caracterização da qualidade da Água

A ÁGUA COMO RECURSO NATURAL

• Recurso constantemente reciclado pelo ciclo hidrológico

•Sua quantidade varia no tempo e no espaço

• regiões áridas Vs regiões húmidas


• estação chuvosa Vs estação seca

Disponibilidade (agua doce) limitada


TRATAMENTO DE ÁGUAS
Parte I: Caracterização da qualidade da Água

 Ocorrência da Água no Globo

 Volume Total  1600 .106 Km3


 Volume na forma ligada (química) 14,4% to total
 Volume na forma de água livre  85,6%
 Água Salgada (mares Oceanos)  97,2% do total na forma livre
 Água em glaciares etc. 2,1% do total na forma livre

 Água doce (rios/sub/lagos)  0,6% do total (8,2.106 Km3)

 Volume subterrâneo  99% do volume de água doce.


Mais de 50% ocorre a mais de
800m de profundidade

 Volume superficial  1% do volume de água doce


correspondente a cerca de1.105
Km3)
2
TRATAMENTO DE ÁGUAS
Parte I: Caracterização da qualidade da Água

PRIMEIRO CONCEITO DE QUALIDADE DA ÁGUA

Na natureza a água nunca é pura

é um bom solvente
quando a condensação se inicia, a água começa a apresentar
‘impurezas’

• Na natureza a água pode ou não ser adequada aos diferentes usos

• A qualidade da água é dada por um conjunto de indicadores

Concentração de espécies e constituintes específicos


indicadores da condição física
Indicadores da condição química
indicadores da condição biológica
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Parte I: Caracterização da qualidade da Água

Importância da cart.çao da qualidade da água no âmbito dos SAA-1

Nem toda a água obtida de fontes naturais (subterrânea ou superficial) é própria


para consumo humano pois encontra-se misturada com substâncias diversas
(naturais ou de origem humana), algumas das quais prejudiciais à saúde

Na natureza a água apresenta compostos dissolvidos que resultam:

do contacto com a atmosfera (p.ex: gases)


contacto com solos, rochas (dissociacão, erosão)
da decomposição da matéria orgânica
da actividade humana

A sua qualidade varia

no espaco e no tempo


com a vazão em rios e com a ocorrência de chuvas
em funcão do estágio no ciclo hidrológico
TRATAMENTO DE ÁGUAS
Parte I: Caracterização da qualidade da Água

Importância da cartçao da qualidade da água no âmbito dos SAA-2

• Águas de fontes misturadas com resíduos resultantes da actividade humana


são no geral impróprias para consumo pois podem conter microrganismos
prejudiciais à saúde. (Podem no entanto ser usadas se a contaminação for ligeira, e/ou se não
existirem alternativas desde que sujeitas a tratamento simples)

• Para proteger a saúde pública, definem-se Normas de qualidade que incidem


sobre parâmetros específicos de potabilidade. Existem contudo Normas para
outro tipo de utilizações da água como sejam a irrigação e a recreação.

• Qualquer água distribuída para consumo humano deve respeitar as Normas de


potabilidade (normas para água potável).
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Parte I: Caracterização da qualidade da Água

Importância da cartçao da qualidade da água no âmbito dos SAA-3

• Ao estudarmos a qualidade da água, procuramos comparar os valores


assumidos pelas diferentes variáveis de qualidade com os valores
correspondentes nas Normas de potabilidade.
• Caso a qualidade da água na fonte não satisfaça as Normas de potabilidade,
temos que providenciar medidas de melhoramento (tratamento/purificação)
• A Norma base para água Potável é a Norma da OMS. Existem contudo
Normas específicas (nacionais, regionais ou comunitárias) cuja base de
formulacão é a Norma da OMS
• Tanto a Norma da OMS como as demais Normas (EU, USEPA etc)
consideram 3 categorias de CARACTERIZAÇÃO da qualidade da água
designadamente:

•Características Físicas
•Características Químicas
•Características bacteriológicas
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Parte I: Caracterização da qualidade da Água

Importância da cartçao da qualidade da água no âmbito do TARs-1


Objectivo é identificar medidas para minimizar problemas relacionadas com a
descarga descontrolada de resíduos dentre os quais

Riscos para saúde

Aumento do potencial e diversidade de microrganismos presentes em meios naturais


que atentam contra saúde individual e pública.
transmissão de doenças através de microrganismos patogénicos presentes na água
(através de ingestão directa de água contaminada, através de alimentos
contaminados, ou ainda através de contacto

Efeitos nocivos no bem-estar e nas actividades humanas

Efeitos sobre a estética dos meios receptores, podendo torná-los impróprios para o
lazer, recreio, quer devido à eventuais odores, quer através da coloração da água
ocorrência de efeitos secundários (e.g. eutrofização) que comprometem a utilização
(e.g. navegabilidade, pesca e outros)
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Parte I: Caracterização da qualidade da Água

Importância da cartçao da qualidade da água no âmbito do TARs-2


Prejuízos para a utilização da água

Compromisso para as utilizações de jusante (e.g. Abastecimento de água,


irrigação, produção de energia etc.)
Contaminação de mananciais subterrâneos
Aumento da complexidade e custos de tratamento da água

Perturbação e/ou destruição de ecossistemas

Consumo excessivo de OD dos meios receptores com consequências sobre a


vida animal e aquática
produção e/ou acumulação de lodo com eventual ocorrência de condições
anaeróbias, quebra da cadeia alimentar, libertação de odores e coloração da
água
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Parte I: Caracterização da qualidade da Água

RELAÇÃO CICLO HIDROLÓGICO-QUALIDADE DA ÁGUA-1

• O primeiro passo na avaliação da qualidade da água é o conhecimento da sua


relacão com o ciclo hidrológico já que todos os corpos hídricos estão interligados
com o ciclo hidrológico
Rios
• correntes unidirecionais
• velocidades altas Diferentes
• vazão variável no tempo e no espaco características
Hidrodinâmicas
Água Subterrânea
• fluxo governado pela permeabilidade
• velocidades baixissimas Diferentes
• tempo de residência altíssimo comportamentos de
Lagos qualidade
•correntes multidirecionais
• velocidades baixas
• tempo de residência moderado
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Parte I: Caracterização da qualidade da Água

RELAÇÃO CICLO HIDROLÓGICO-QUALIDADE DA ÁGUA-2


Transformações que ocorrem com a qualidade da água estão associadas aos
diferentes estágios do ciclo hidrológico

As transformacões naturais com a qualidade da água são funcão do:


•regime hidrológico
•da litologia
•do clima
•da vegetação
•dos ecossistemas prevalecentes

As transformacões antropogénicas com a qualidade da àgua são funcão de:


•Alteração das características hidráulicas (eg. obras hidráulicas)
•Poluição por cargas pontuais: esgotos domésticos e efluentes industriais
•Poluição por cargas difusas: áreas urbanas, áreas agrícolas, áreas de
mineração etc.
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Parte I: Caracterização da qualidade da Água

RELAÇÃO CICLO HIDROLÓGICO-QUALIDADE DA ÁGUA-3

Transformações naturais e de origem humana na água superficial

Mistura com material sólidos e substâncias inorgânicas (minerais como argila, areias e
sais diversos)

Mistura natural com matéria orgânica (plantas, bactérias, organismos e animais


aquáticos)

Descargas residuais (urbanizacão)


Caudais de retorno (agricultura)
Obras hidráulicas (erosão, sedimentos)
Actividade mineira (erosão, sedimentos, poluicão química)
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Parte I: Caracterização da qualidade da Água

RELAÇÃO CICLO HIDROLÓGICO-QUALIDADE DA ÁGUA-4

Transformações naturais e de origem humana água subterrânea

Mistura com matéria Inorgânica resultante da lavagem (dissociação) das formações


geológicas que atravessa

Dissociação de sais metálicos como CaCO3, MgSO4, NaCl, FeO, MnO da qual resulta a
presença de espécies iónicas como Fe2+/3+ Ca2+ SO42- Mg2+ Cl- etc.

Mistura com matéria orgânica e inorgânica introduzida pelo Homem

Fertilizantes (NO32-; PO43-)


Pesticidas
Herbicidas etc.
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Parte I: Caracterização da qualidade da Água

CICLO HIDROLÓGICO-QUALIDADE DA ÁGUA-5


Alguns problemas ambientais comuns
Chuvas ácidas

Origem do problema: Mistura da água (evaporação ou precipitação), com gases


presentes na atmosfera das quais resultam problemas ambientais comuns no Mundo:

SO2 + ½ O2  SO3
SO3 + 3H2O 2H3O+ + SO42- (ácido sulfúrico)
--------------------------------
4NO2 + O2 + 6H2O  4H3O+ + 4NO3- (ácido Nítrico)

Consequências: queda do pH (pode baixar até < 4); destruição de florestas (morte de
fungus essenciais) e culturas; destruição de ecossistemas aquáticos (rios, lagoas,
zonas húmidas etc)

Magnitude/abragência: No início o problema das chuvas ácidas era local mas com a
introdução de chaminés altas, o problema passou a ultrapassar a barreira local
(deslocação no espaço e no tempo)
TRATAMENTO DE ÁGUAS
Parte I: Caracterização da qualidade da Água

RELAÇÃO CICLO HIDROLÓGICO-QUALIDADE DA ÁGUA-6


Eutrofizacão /acidez

Aumento da concentracão de nutrientes


em linhas de água naturais

Obras de regularizacão (albufeiras etc)

Crescimento excessivo de plantas

Impactos sobre a utilizacão (navegacão,


Abastecimentos de água, agricultura etc)
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Parte I: Caracterização da qualidade da Água

CARACTERIZAÇÃO DA QUALIDADE DE ÁGUA-1

􀁻 CRITÉRIOS DE AVALIACÃO

• Concentração de espécies iónicas;


• Avaliacão das características físicas;
• Avaliacão das propriedades e características químicas;
• Avaliacão das características biológicas.
TRATAMENTO DE ÁGUAS
Parte I: Caracterização da qualidade da Água

Métodos de caracterização Categoria de Classificação Variáveis ou parâmetros de controle


Temperatura
Características Físicas
Cor, Cheiro , sólidos, Turvacão

• Agrupar as variáveis de Características Químicas


Matéria Orgânica DQO, DBO
acordo com a sua Acidos gordos voláteis
Detergentes
natureza/Classe Oleos
Nitrogénio orgânico (N-Kjeldahl)
Matéria Inorgânica Conductividade eléctrica, (EC)
• Características Físicas Sólidos dissolvidos totais (TDS)
* catiões H+ (pH) Na+, NH4+, Ca2+, Mg2+,
* Aniões HCO3-, Cl-, CO32-, SO42-, NO2-, S2-
• Características Químicas * Aniões Nutrientes NO3-, PO43-.
* Bases Alcalinidade
•Acidos Acidez

• Biológicas •Gases Oxigénio dissolvido (O2); Metano (CH4)


Dioxido de carbono (CO2)

• Características de lodos Metais Pesados Zn, Cu, Pb, Cr, Ni, Cd, Hg, etc.

Características de lodos Volume de lodos


Indice do volume de lodos
Características biológicas Contagem das algas
Coliformes fecais
Ovos de lombrigas

D&S-2011-Qualidade AR 16
TRATAMENTO DE ÁGUAS
Parte I: Caracterização da qualidade da Água

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA DA QUALIDADE DA ÁGUA-4


• Traduz as características ou propriedades da água que são
visíveis/detectáveis à olho nu ou através dos sentidos humanos
• Constitui a primeira avaliação que um indivíduo faz para avaliar se
determinada água é ADEQUADA ou não para consumo,
• Na prática do abastecimento de água a caracterização é feita
considerando as seguinte variáveis
• Matéria a flutuar
• Sólidos (suspensos, dissolvidos, voláteis)
• Turvação
• Cheiro
• Temperatura
• Cor
• Gases
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Parte I: Caracterização da qualidade da Água

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA- Matéria a flutuar

• Ocorre geralmente no estado sólido ou líquido


• Geralmente de origem orgânica
• Parte sólida constituída fundamentalmente por plantas aquáticas, restos
de material vegetal, material fecal etc,
• Parte líquida constituída fundamentalmente por óleos/gorduras, e
resíduos industriais
• Presença na água influi sobre a aparência estética
• Componente orgânica pode degradar reduzindo os níveis de O2-
dissolvido,
• Óleos e gorduras podem atribuir cheiro e sabor à água para além de
poderem reduzir a taxa de transferência de gases entre a massa líquida
e a atmosfera
TRATAMENTO DE ÁGUAS
Parte I: Caracterização da qualidade da Água

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA- Sólidos

• No âmbito do AA e do Tratamento de Águas Residuais a presença de Sólidos


divide-se em:

• Sólidos Totais

• Sólidos Dissolvidos

• Sólidos Suspensos
TRATAMENTO DE ÁGUAS
Parte I: Caracterização da qualidade da Água

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA- Sólidos

Sólidos totais
Resíduo que permanece numa cápsula após a evaporação duma amostra de
água e secagem posterior em estufa, a uma temperatura definida (105°C).

Procedimento de determinacão
Colocar cápsula na estufa por 1 hora a 105°C; Retirar cápsula e colocar no
excicador; pesar (peso a, em g); colocar V = 100ml de agua na capsula bem
homogeneizada; evaporar água em banho-maria; colocar cápsula na estufa a
105°C; Arrefecer no excicador e pesar (peso b, em g)

Sólidos totais: ba


mg l   1000  1000
V
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Capítulo 4: Qualidade da Água

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA- Sólidos

• Os ST subdividem-se ainda em:


Sólidos fixos totais (inorgânico)
A quota de ST que permanece na cápsula após incineração na mufla a
550±50°C durante 1 hora. A reducão do peso representa o conteúdo em
sólidos totais fixos.
Procedimento de determinacão

Calcinar o resíduo obtido da secagem a 105°C em mufla durante 1 hora a


550±50°C; arrefecer no excicador; pesar (peso b1, em g). A diferença: peso
da cápsula c/ resíduo (b1) – cápsula vazia (a) representa sólidos fixos totais.
b1  a
Cálculos: Sólidos FT: mg l   1000 1000
V
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Capítulo 4: Qualidade da Água

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA- Sólidos

• Os ST subdividem-se ainda em:

Sólidos fixos voláteis (orgânico)

A diferenca entre ST e a quota que permanece na cápsula após incineração na


mufla a 550±50°C durante 1 hora.

A diferença entre os valores dos sólidos totais e sólidos fixos totais constitui
portanto um indicador para a avaliação do conteúdo orgânico e inorgânico de
uma amostra de água.
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Capítulo 4: Qualidade da Água

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA- Sólidos

• Sólidos Dissolvidos

Sólidos dissolvidos são todas as substâncias em solução na amostra e que nao


são retidas no filtro durante a filtração, nem volatilizadas durante a secagem.

O teor de sólidos dissolvidos é determinado evaporando até a secura o filtrado e


pesando o resíduo;
Procedimento de determinacão

Filtrar 100ml de amostra previamente bem misturada; pesar a água filtrada (peso
b, em g) (guardar o filtro para SSuspensos); evaporar o filtrado numa cápsula de
porcelana e pesar (vide STotais).
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Capítulo 4: Qualidade da Água

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA- Sólidos

• Sólidos Dissolvidos

Cálculos
ba
Sólidos dissolvidos mg l   1000 1000
V
a: peso da cápsula vazia em g
b: peso da cápsula com resíduo em g
V: volume da amostra em ml
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Capítulo 4: Qualidade da Água

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA- Sólidos

• Sólidos suspensos

As substâncias não dissolvidas e que são retidas no filtro constituem os sólidos


suspensos. O teor de SS é determinado secando e pesando o filtro com o
resíduo da filtração.

Procedimento
• Seca-se o filtro vazio em estufa a 105°C durante 1 hora; arrefece-se em
excicador e pesa-se (peso a, em g).
• Filtra-se 100ml de amostra previamente bem misturada.
• Seca-se o filtro com o seu conteúdo em estufa a 105°C durante 1 hora;
arrefece-se em excicador e pesa-se (peso b, em g).
ba
Cálculo: Sólidos suspensos: mg l   1000 1000
V
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Capítulo 4: Qualidade da Água

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA- Sólidos

• Os Sólidos em suspensão podem ainda ser subdivididos em:

Sedimentáveis
Teste do Cone imhoff. Sólidos que depositam-se no fundo do cone após 1
hora de sedimentacão

Não sedimentaveis

Sólidos que se mantêm em suspensão após o teste do cone imhoff


ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Capítulo 4: Qualidade da Água

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA- Sólidos

Voláteis

50%
Voláteis
sedimentáveis
e em 70%
suspensão
60% Fixos

10%
Sólidos totais
Sólidos totais
100%
100%
Voláteis

20%
Fixos
Dissolvidos
30%
40%
Fixos

20%
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Capítulo 4: Qualidade da Água

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA- Sólidos- exemplo de calculo


Dados
• A determinação de SS de uma amostra de agua de volume 60 ml forneceu os
seguintes resultados:

• Peso da Tina evaporimétrica = 63,454 gr


• Peso da Tina evap. incluindo resíduo depois de evaporação à 1050 C = 63,494gr
• Peso da Tina incluindo resíduo após queima à 5050C = 63,487 gr
• Peso do filtro antes da filtração = 2,6454 gr
• Peso do filtro com resíduo depois de secagem 1050 C = 2,6553 gr
• Resíduo do filtro depois da queima à 5500 C = 2,6531 gr

Determine:
• O valor de sólidos Totais (mg/l) , Sólidos voláteis (mg/l), e Sólidos suspensos (mg/l)
na amostra de água
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Capítulo 4: Qualidade da Água

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA- Sabor

Não existem
métodos/instrumentais
capazes de fornecer uma
avaliação absoluta. O método
baseia-se na apreciação do
sabor da água em pesquisa e
na definição da sensação que
nos dá. Depende da
sensibilidade do operador.
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Capítulo 4: Qualidade da Água

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA- Cheiro

• A presença de cheiro na
água geralmente indica
poluição e/ou presença de
material orgânico em
decomposição.

Procedimento
• Colocar a amostra num
erlenmeyer, agitar 3 – 4
vezes e cheirar (T < 25°C).
• Resultados indicados
segundo a natureza do
cheiro.
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Capítulo 4: Qualidade da Água

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA- Cor

• A cor é determinada por comparação visual da amostra com soluções de


concentração conhecida apos eliminação do material em suspensão.

Procedimento

• Filtrar a amostra ou centrifugar. As águas muito coradas (coloração superior a


70 unidades) devem ser diluídas antes da determinação com água destilada
anotando-se a diluição efectuada.
• Medir 50ml de água para um tubo de Nessler e fazer a comparação da côr
com as cores duma escala padrão
• A cor pode ser verdadeira (resultante da presenca de taninos na água) ou
aparente (e.g poluicão com águas coradas)
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Capítulo 4: Qualidade da Água

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA- Turvacão

• A turvação é uma medida da concentração de sólidos suspensos na água. Não


existe contudo uma relacão linear Turvacão/SS devendo-se tracar curvas de
calibracão individuais para cada fonte.

• A Turvação expressa a redução da transparência (dispersão de um feixe de luz)


devido a presença de substâncias em suspensão. O metodo de determinacão
baseia-se na comparação de intensidades de luz difundida nas mesmas
condições, pela amostra e por uma solução standard de turvação conhecida
(formazina).

• A turvacão é expressa em NTU Nepheelometric Turbidity Units


ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Capítulo 4: Qualidade da Água

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA- Turvacão

• Procedimento para determinacão

Turbidímetro
• Preparar soluções de turvação conhecida;
• Calibrar o turbidímetro;
• Colocar amostra e ler turvação.

Espectrofotómetro
Agitar bem a amostra para completa dispersão de sólidos; esperar pelo
desaparecimento de eventuais bolhas de ar; colocar a amostra em tubos do
espectrofotómetro (a determinado comprimento de onda) e ler directamente a
turvação na escala do instrumento ou com auxílio de uma curva de calibração.

Para a medição de valores acima de 40 NTU, diluir a amostra


ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Capítulo 4: Qualidade da Água

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA- Temperatura

• A temperatura é medida utilizando o termómetro de mercúrio na altura da


colheita da amostra

• A medição da temperatura duma água só tem significado se fôr efectuada


no próprio local, imediatamente após a colheita da amostra.

• A temperatura é expressa em graus Celcius

• O conhecimento da Temperatura da água é importante para avaliar os


processos físico químicos que ocorrem na massa líquida. Ela influi p.ex:
sobre a velocidade das reaccões químicas, presenca/ausência de
microorganismos, equilíbrios químicos, troca de gases etc.
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Capítulo 4: Qualidade da Água

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA- Gases

• Principais gases em águas naturais

• Nitrogênio (N2)
• Oxigênio (O2)
• Dióxido de Carbono (CO2)
• Ácido Sulfúrico (H2S4)
• Amoníaco (NH3)
• Metano (CH4)

• Os primeiros 3 são gases presentes na atmosfera e portanto estarão presentes em


todas fontes de água expostas a atmosfera
• O H2S resulta da reducão de sulfatos em condições anaerobicas
• O NH3 e o CH4 são produtos da decomposicão biológica da MO, também em
condições anaeróbicas.
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Capítulo 4: Qualidade da Água

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA- Gases

• A presenca de gases na água é funcão da sua solubilidade na água que, por


sua vez depende de:

• Pressão parcial do Gás na Atmosfera


• Temperatura da água
• O grau de pureza da água medida através da sua resistência iónica,
salinidade e presenca de sólidos suspensos

• A relacão entre a solubilidade de um gás e a sua pressão parcial é descrita


pela lei de Henry (1803)

• Cg = KH * Pg

• Cg = fraccão molar do gás em equilíbrio na fase líquida molgas/molágua


• Pg = pressão parcial do gás na atmosfera (atm)
• KH = constante de Henry (atm-1)
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Capítulo 4: Qualidade da Água

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA- Gases

• Transferência de gases

A velocidade com que um gas se transfere da atmosfera para a massa líquida (e


vice-versa) é descrita pela 1a lei de Fick, segundo
dc
 k2 (Cs  C ) Integrando,
dt
Cs  C
 e  k 2 .t
C s  C0
Cs = concentração de saturação do gás na água (g/m3)

K2 = constante de transferência de gases


ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Capítulo 4: Qualidade da Água

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA- Gases

• Transferência de gases

• Cs é funcão da : Temperatura, salinidade, pressão parcial do gás na


atmosfera, altitude etc.). Diminui com a temperatura.
ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Capítulo 4: Qualidade da Água

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA- Gases

• Transferência de gases

• K2 é função de : Temperatura, turbulência, velocidade, teor de


sólidos, Razão A/V etc. Aumenta com a turbulência
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA –
Caracterizacao quimica da agua

 Caracterização Da Qualidade Química Da Água

 Traduz a presença de constituintes e espécies iónicas


diversas resultantes da decomposição (total ou parcial) e
dissociação de compostos orgânicos e sais inorgânicos, na
água.

 Na prática a caracterização é feita considerando três


grupos de variáveis/constituintes designadamente:

 Constituintes Inorgânicos

 Constituintes Orgânicos

 Constituintes Radioactivos

40
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 Caracterização Da Qualidade Química Da Água

 Na avaliação dos constituintes inorgânicos, para além da avaliação


de espécies iónicas diversas resultantes da dissociação de sais
inorgânicos, consideram-se parâmetros globais que resultam da
presença dessas espécies iónicas e que fornecem informação
sobre a adequabilidade do uso de determinada fonte de água.

41
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 Caracterização Química-Constituintes Inorgânicos


 Compreende a avaliação das seguinte variáveis/propriedades

 pH e Ionização da água

 Espécies Iónicas de origem Natural

 Espécies Iónicas de origem Antropogênica

 A avaliação de algumas espécies iónicas (as presentes com maior


frequência na natureza), é também usada para controlar a
exactidão de análises de caracterização da qualidade de água. O
teste em questão é o balanço de iões.

42
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA –
Caracterizacao quimica da agua

 pH

 A concentracao do iao Hidrogeneo [H+] e um parametro de qualidade muito


importante das aguas naturais e aguas residuais, porque o seu valor determina
todos os equilibrios que se estabelecem numa agua.

 A forma usual de expressao da concentracao do iao hidrogeneo e o pH cuja


definicao e a seguinte:

pH = - log10 (H3O+) (7 ≤ pH ≤ 14 )

43
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA –
Caracterizacao quimica da agua

 pH e autoionização da água

 O pH de uma solução aquosa mede o grau de equilíbrio ácido-base alcançado


pelos vários compostos dissolvidos na mesma solução. Na maioria das águas
naturais o pH é condicionado pelo equilíbrio carbónico.

 O pH de muitas águas naturais varia de 6,5-8,5. Quando as mesmas são


usadas para fins de abastecimento, o seu pH pode ser significativamente
alterado em processos como a coagulação, clorinação e remoção da dureza.

 As aguas podem se classificar, consoante os valores de pH, no seguinte:

 Aguas acidas, cujos valores de pH sao menores do que 7;


 Aguas neutras, cujos valores de pH sao iguais a 7;
 Aguas basicas, cujos valores de pH sao maiores do que 7;

44
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 O pH de uma água está associado à algumas características/propriedades da


água designadamente:

 pH e poder corrosivo da água

 pH e a eficiência de processos unitários

 pH e qualidade microbiológica da água

 pH e presença de metais (pesados) na água

45
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 Espécies iónicas de origem Natural

 Todas as águas naturais contêm constituintes de sais inorgânicos na forma de


iões dissolvidos
 Dentre as várias espécies iónicas presentes em águas Naturais, os mais
comuns são:

 Catiões: Ca2+ ; Mg2+ ; Na+

 Aniões: HCO3- ; SO42-; Cl-

 Estas são as espécies iónicas geralmente usadas para fazer o controle da


qualidade das determinações de caracterização da qualidade da água

 A concentração destes iões na água é variável em função da Temperatura, e


das formações geológicas atravessadas pela água.

46
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 Espécies iónicas de origem Natural


Exemplo de Balanço de iões

Catiões Massa Conc. Conc. (mol) Conc. (eq/m3)


Atómica (mg/l)
Calcio (Ca2+) 41,1 104,3 2,6 5,2
Magnésio (Mg2+) 24,3 14,6 0,6 1,2
Sódio (Na+) 23,0 147,2 6,4 6,4
Potássio (K+) 39,1 11,7 0,3 0,3
Ferro (Fe2+) 55,8 0 0 0
Manganês (Mn2+) 54,9 0 0 0
Amoníaco (NH4+) 18,0 3,6 0,2 0,2
Conc. total (eq/m3) 13,3

47
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 Espécies iónicas de origem Natural


Exemplo de Balanço de iões

Aniões Massa Conc. Conc. (mol) Conc.


Atómica (mg/l) (eq/m3)
Bicarbonato (HCO3-) 61,0 176,9 2,9 2,9
Sulfato ((SO4- -) 48,0 62,4 1,3 2,6
Cloreto (Cl-) 35,5 262,7 7,4 7,4
Nitrato (NO3- ) 62,0 12,4 0,2 0,2

Conc. total (eq/m3) 13,1

48
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 Espécies iónicas de origem Natural

Porque Fazer o balanço de iões ?

 Caso exista uma diferença grande entre Σaniões e Σcatiões é


preciso averiguar as causas que podem ser:
 Erro de cálculo
 Falhas na investigação de determinada(s) espécie iónica

 Considera-se diferença passível de averiguação (água


superficial):

 |Σaniões – Σ catiões| ≤ 0,1065 + 0,0155Σ aniões ou,


 |Σaniões – Σ catiões| ≤ ± 0,0155Σ iões,

49
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 Espécies iónicas de origem Natural menos comuns

 Também resultam do contacto da água com formações


geológicas diversas (subterrâneo e superficial)

 Alguns iões (carbonatos, sulfitos, amónia), resultam da


actividade metabólica de bactérias, algas e outras plantas

 A sua concentração é dependente da solubilidade dos que


as originam. A solubilidade desses sais é geralmente baixa
daí a concentração dos iões ser também baixa (ver tabela
4.2 do manual ????)

50
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 Espécies iónicas de origem Natural menos comuns

 Alguns catiões trivalentes (p. ex: Al3+) desta categoria, tendem a


ligar-se com aniões (p.ex: OH- )presentes na água formando
compostos complexos cuja concentração é função do pH.
Quanto mais alto for o pH maior será a concentração de
espécies hidrolizadas:

 Al3+ + OH- <====>

51
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 Espécies iónicas de origem antropogênica


 Resultam fundamentalmente de descargas de resíduais
não tratadas. Destaque especial para as descargas
residuais industriais e descarga de lamas provenientes de
ETArs. (ver tabela 4.6)

Exs:

 A sua consideração em estudos de caracterização da


qualidade da água resulta do facto de serem elementos
tóxicos mesmo quando presentes em pequenas
concentrações. A toxicidade destas espécies iónicas é
extensiva à microorganismos, plantas animas e seres
humanos.

52
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 Espécies iónicas de origem antropogênica

 Alguns casos que merecem destaque são:

 (i) nitratos (provnientes do usos de fertilizantes na


agricultura), causadores da metahemoglobina quando
presentes em concentrações acima de 50-100 mg/l;

 (ii) nutrientes (azoto fósforo e potássio) responsáveis


pela eutrofização em albufeiras e reservatórios de
grandes dimensões.

53
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

Parâmetros Globais
Sólidos T. Dissolvidos (TDS) e Cond. Eléctrica (EC)
 A determinação de STD e EC é feita com a finalidade de avaliar o
conteúdo mineral de uma água sem recorrer-se ao trabalho
exaustivo de determinação das espécies iónicas individualmente

 O STD e a EC são propriedades da água que lhe são atribuídas


devido à presença de iões de sais minerais dissolvidos e
pequenas quantidades de matéria orgânica. As principais
espécies iónicas responsáveis pelos TDS de uma água são: o
carbonato, os bicarbonatos, o cloro, os sulfatos, nitratos, sódio,
potássio, cálcio e magnésio.

54
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 Parâmetros Globais-

Sólidos T.Dissolvidos (TDS) e Cond. Eléctrica (EC)


 A determinação de STD é simples mas demorada e consiste nos
seguinte passos: filtração da amostra de água para remoção dos
sólidos suspensos eventualmente presentes na amostra, secagem
à 1800C e pesagem do filtro após evaporação da parte líquida

 A determinação de EC é mais rápida e directa. A EC determinada,


traduz a capacidade da solução, de conduzir corrente eléctrica.
Essa capacidade é atribuída pela presença de iões específicos na
solução, daí que a mesma aumenta com o aumento da
concentração de iões.

 EC = Σi (Ci x fi )
 Ci = concentração de iões específicos (meq/l; mg/l)
 fi = factor de conductividade específica para cada espécie iónica

55
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

Sólidos T. Dissolvidos (TDS) e Cond. Eléctrica (EC)

 A EC de uma água potável varia de 50-1500 µS/cm. A Norma da OMS


estabelece um limite máximo de 2000 µS/cm para águas destinadas ao
consumo humano.

 O conteúdo em STD de uma água resulta tanto de fontes naturais


como de descargas residuais (domésticos e industriais) e caudais
de drenagem urbana e superficial.

 Dependendo da origem e composição das formações geológicas


atravessadas pela água, em fontes naturais o conteúdo em STD
varia de 30-110 mg/l.

 Em zonas áridas, o conteúdo em STD de fontes superficiais é


geralmente elevado (da ordem dos 15 g/l) podendo em alguns
casos atingir os 35 g/l.

56
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA
Sólidos Totais Dissolvidos (TDS)

 Do ponto de vista de saúde pública, não há evidencias de riscos


para a saúde resultantes do consumo de águas com níveis de
STDs superiores até a 1000 mg/l.

 Bruvold et al. sugerem a seguinte classificação da potabilidade da


água em função do conteúdo em STD:

 Excelente STD < 300 mg/l


 Boa 300 mg/l < STD < 600 mg/l
 Moderada 600 mg/l < STD < 900 mg/l
 Pobre (má) 900 mg/l < STD < 1200 mg/l
 Inaceitável STD > 1200 mg/l

59
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA
Sólidos Totais Dissolvidos (TDS)

 Ainda com relação aos STD é importante notar que:

 Águas com baixos níveis de STD são também inaceitáveis


para consumo pois apresentam sabor fraco e insípido.
 Certos espécies iónicas constituíntes dos STD de uma água
(cloretos, Sulfatos, magnésio, cálcio, carbonatos e
bicarbonatos), influenciam o poder agressivo ou incrustante da
água
 O tratamento de águs em ETAs convencionais praticamente
não altera o conteúdo em STD da água bruta
 O limite máximo recomendado (embora não seja por questões
de saúde pública) para STD numa água de consumo é de
1000 mg/l.

60
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

Alguns Conceitos

 Conversão de Unidades

 mg/l  mmol/l = [mg/l]/PA ou Mm

 mg/l  meq/l = ([mg/l]/PA ou Mm) x Valência

61
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

Alguns Conceitos
Equilíbrio Químico
 aA + bB ==== cC + dD

Velocidade da reacção depende do nr de colisões entre A e B (C e


D) daí que a mesma, é proporcional ao produto das
concentrações de A e B (ou C e D)

V1 = K1 [A].[B]
V2 = K2 [C].[D]

No equilíbrio: V1 = V2 == K1/K2 = Keq = {[C]c.[D]d}/{[A]a.[B]b}

62
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

Alguns Conceitos
Algumas propriedades da Const. Equilíbrio

 Keq função da Temperatura. E constante a TºC constante


 Na equacao da Keq os Produtos aparecem no Numerador e
reagentes no Denominador
 [reagentes]; [produtos], aparecem elevados ao coefeciente
estequiométrico correspondente
 Reagentes/produtos no estado sólido não aparecem na equação
de Keq

CaCO3 == CaOs + CO2 ; Keq = [CO2]


 Água não aparece na equação do equilíbrio

 CaCO3+ H2O = Ca2+ + 2CO32- ; Keq= [Ca2+].[CO32-]2 63


CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 Alguns equilíbrios importantes

pH e auto-ionização da Água

 A água sofre autoionização, ionizando-se a H+ e OH- . O


protao nao tem existencia propria. E capturado por uma
molecula de agua, originando o iao H3O+ que e expressa
como equilibrio quimico

 2 H2O = H3O+ + OH- ;

 A existência de espécies químicas com possibilidade de se


ionizarem em solução altera o equilíbrio da reação de
autoionização da água.
64
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 A extensão do equilíbrio das espécies iónicas H3O+ e OH- é


expresso como um normal equilíbrio químico, ou seja,
como a razão entre o produto das concentrações dos iões
e o produto dos reagentes.

 Sendo o solvente também o único reagente, a


concentração da água numa solução aquosa é constante e
pode ser apresentada da seguinte forma:

 Keq= [H3O+].[OH-] ; @ 250C = 1,01.10-14

  [H3O]+ = [OH-] = 10-7 = pH = 7, pOH = 1- pH = 7 (neutro)


65
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 Por esta definição, o pH neutro define-se como sendo


numericamente igual a 7 (sem unidade). Quando
[H+]<[OH-], a solução terá um pH superior a 7 e diz-se
que é básica ou alcalina. Quando [H+]>[OH-], a solução
tem um pH inferior a 7, dizendo-se que é uma solução
ácida.

66
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 Alguns Equilíbrios importantes


Equilíbrio CO2 na Água

 É um dos equilíbrios mais importante em meis aquosos pois


condiciona a distribuição de espécies que condicionam o pH e a
alcalinidade desses meios, factor determinante das reacções que
ocorrem nesses mesmos meios.

 Em termos práticos, traduz o equilíbrio das espécies contendo o


ião carbonato que por sua vez dita as características agressivas
e/ou incrustantes de uma água.

 A equação do processo é:

CO2 + 2H2O == H3O+ + HCO3-


HCO3- + H2O == H3O+ + CO32-
-----------------------------------------------------------------------
CO2 + 3H2O ==== 2H3O+ + CO32-
67
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 Equilíbrio do CO2 na Água


[H3O]+ [HCO3-]
(1)
[CO2]

[H3O]+ [CO32-]
(2)
[HCO3-]

Vamos agora analisar como se comportam as diferente


espécies em função da Temperatura e pH do meio

@ 100C p. ex: (calcular para T= 200C)


K1= 3,4.10-7 mol/l K2= 3,2.10-7 mol/l
pK1 = 6,5 pK2 = 10,5

68
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA
 Equilíbrio do CO2 na Água

Admitindo pH do meio = 4,5

[HCO3-]
pK1- pH = p = 6,5- 4,5 = 2
[CO2]
[HCO3-]
[CO2]
= 10-2 =1/100  1% HCO3- e 99% CO2

(predomina CO2)

[HCO3-]
pK2- pH = p = 10,5- 4,5 = 6
[CO3 2-]

[HCO3-]
2-]
= 10-6 =1/106  HCO3- e CO32-
[CO3

(concentrações desprezáveis)
69
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA
 Equilíbrio do CO2 na Água

pH do meio = 5,5
[HCO3-]
pK1- pH = p [CO2]
= 6,5- 5,5 = 1
[HCO3-]
[CO2] = 10-1 =1/10  10% HCO3- e 90% CO2
(predomina CO2)
[HCO3-]
pK2- pH = p [CO32-]
= 10,5- 5,5 = 5
[HCO3-]
[CO32-] = 10-5 =1/105  HCO3- e CO32-

(concentrações desprezáveis)
70
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA
 Equilíbrio do CO2 na Água

pH do meio = 6,5

[HCO3-]
pK1- pH = p = 6,5- 6,5 = 0
[CO2]
[HCO3-]
[CO2]
= 100 =1/1  50% HCO3- 50% CO2 (equ.

entre CO2 e HCO3-)

[HCO3-]
pK2- pH = p = 10,5- 6,5 = 4
[CO32-]
[HCO3-]
2-]
= 10-4 =1/104  HCO3- e CO32- ([ ]s
[CO3

continuam desprezáveis)
71
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA
 Equilíbrio do CO2 na Água

pH do meio = 8,5

[HCO3-]
pK1- pH = p = 6,5- 8,5 = -2
[CO2]
[HCO3-]
= 102 = 100/1  99% HCO3- 1%CO2
[CO2]

[HCO3-]
pK2- pH = p = 10,5- 8,5 = 2
[CO32-]
[HCO3-]
= 10-2 =1/100  1% HCO3- e 99% CO32-
[CO32-]

72
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA
 Equilíbrio do CO2 na Água

pH do meio = 10,5

[HCO3-]
pK1- pH = p = 6,5- 10,5 = - 4
[CO2]
[HCO3-]
= 104 =10000/1  ([]s CO2 e HCO3-
[CO2]

desprezáveis)

[HCO3-]
pK2- pH = p = 10,5- 10,5 = 0
[CO3 2-]

[HCO3-]
[CO32-]
= 100 =1/1  HCO3- e CO32- ([ ]s em

equilíbrio)
73
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA
 Equilíbrio do CO2 na Água

Distribuição de espécies no sistema CO2-HCO3—CO32-

Qdo pH > 10,5 predomina CO32-

Qdo 8,5 < pH < 10,5 predominam CO32- e HCO3-

Qdo 6,5 < pH < 8,5 predominam CO2 e HCO3-

Qdo pH < 6,5 predomina CO2

74
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

Propriedades/variáveis influenciadas pelo Eq.


Carbónico
Dureza na Água
 A dureza na água é causada por ligações insolúveis com catiões
bivalentes de Ca2+ e Mg2+. Deve-se à presença destas espécies
iónicas em concentrações elevadas.

 Efeitos adversos resultantes do uso de águas duras

 Reacções com constituintes do sabão/detergentes formando


compostos insolúveis de difícil remoção (p.ex: polyfosfatos).
 Precipitação de sais inorgânicos de Ca2+ e Mg2+ alguns dos quais
pouco solúveis (CaCO3; CaSO4; Mg(OH)2),
 Precipitação de CaCO3 em caldeiras a vapor e utensílios de cozinha

Ca2+ + 2HCO3- == CO2 + H2O + CaCO3


76
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

Propriedades/variáveis influenciadas pelo Eq.


Carbónico

Dureza na Água

 Aspectos Positivos resultantes do uso de águas duras

 Sabor
 Menor propensão para problemas cardíacos
 Aguas duras são menos propensas a ser agressivas

77
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

A água macia identifica-se facilmente


com a espuma formada pelo sabão

A água dura provoca depósitos de calcário


nas máquinas de lavar e caldeiras de
aquecimento

78
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 Dureza na Água-Quantificação

 A dureza da água é expressa pela quantidade de iões


metálicos polivalentes (Ca2+ Mg2+) presentes na água e é
expressa como uma concentração equivalente de
Carbonato de cálcio (CaCO3).

 Outras espécies tipo o stroncio ( ), Fe2+, e o Manganês


(Mn2+), também contribuem para a dureza na água,

 Na prática, a dureza da água é calculada com base na


concentração das espécies iónicas com maior peso na
formação da dureza (Ca 2+ e Mg 2+ )

79
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 Dureza na Água-Quantificação
 A classificação da dureza Total numa água obedece ao seguinte
critério:

 Águas moles 0 – 60 mgCaCO3/l


 Águas moderadamente duras 60 – 120 mgCaCO3/l
 Águas duras 120 – 180 mgCaCO3/l
 Águas muito duras > 180 mgCaCO3/l

A dureza na água também pode ser expressa em eq/m3 (eq/m3 = 50


mg CaCO3/l)

 Águas moles 1 meq/l


 Águas moderadamente duras 1-3 meq/l
 Águas duras 3-6 meq/l
 Águas muito duras > 6 meq/l

80
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

Dureza na Água-Tipos
 A dureza temporária (carbónica): associada à presença de iões
carbonato (CO32-, HCO3-) e bicarbonato. Pode ser removida por
precipitação durante processos de aquecimento da água.

 A DT é responsável pela formação de incrustações em condutas


de água quente e chaleiras. Dada a relação estequiométrica de
1:2 entre o CaCO3 e o ião HCO3- (ver equilíbrio carbónico), o total
de dureza carbónica removível é equivalente a ½ da concentração
do ião bicarbonato.

 A dureza permanente: causada por iões polivalentes (Ca2+ Mg2+


Mn2+ Fe3+ e outros) com origem não carbónica i.e. associados a
outro tipo de sais (CaSO4 , CaCl2 , Na2CO3). Não sofre alteração
quando a água é aquecida. Pode ser removida por meios outros
processos complexos tipo a troca iónica.

81
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 Dureza na Água-Tipos

 Do ponto de vista sanitário, não há indícios de riscos para a saúde


pública resultantes do uso de águas duras para consumo. Os
impedimentos práticos são relacionados com o uso.

 Águas moles em contrapartida são geralmente agressivas o que


pode conduzir à dissociação de metais pesados como Cobre,
Zinco, Chumbo e Cádmio. O grau de dissociação destas espécies
é função do pH e alcalinidade da água e ainda da concentração
de oxigénio dissolvido.

 Em termos práticos, águas com níveis de dureza da ordem dos


100 mgCaCO3/l oferecem um equilíbrio razoável entre poder
incrustante e poder agressivo. A Norma da OMS para dureza na
água é de 500 mgCaCO3/l.

82
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 Dureza na Água- exemplo de cálculo


Duas amostras:

Ca2+ 250 mg/l (5meq/l) 100 mg/l (2 meq/l)


Mg2+ 50 mg/l (1 meq/l) 200 mg/l (4 meq/l)
HCO3- 150 mg/l (3 meq/l) 350 mg/l (7 meq/l)
Cl- 100 mg/l (2 meq/l) 200 mg/l (4 meq/l)

a) Dureza Total = [Ca2+] + [Mg2+] = 5 + 1 = 6 meq/l

b) Dureza (carbónica) = DTemporária = [HCO3-] = 3 meq/l

c) Dureza Permanente = DT-DT = 6 - 3 = 3 meq/l

83
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 Alcalinidade na Água
 Definida como a capacidade da água de neutralizar ácidos.

 Está relacionada com a dureza, pH e agressividade na


água pois, na maioria dos casos a alcalinidade é causada
pela presença de aniões ou espécies moleculares de
ácidos fracos designadamente, hidróxidos, bicarbonatos e
carbonatos.

 Outras espécies iónicas como boratos, Fosfatos , silicatos


e ácidos orgânicos fracos também contribuem para a
alcalinidade da água.

 Quando a alcalinidade é apenas devida a presença de iões


carbonato e bicarbonato, a dureza da água é
aproximadamente igual à sua alcalinidade.
86
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 Alcalinidade na Água

 A alcalinidade pode ser estimada com base nas seguintes


fórmulas.

 Alc (eq/m3) = [HCO3-] + 2[CO3--] + [OH-] qdo as Conc. são em mol/m3

 Alc (eq/m3) = [HCO3-] + [CO3--] + [OH-] qdo as Conc. são em eq/m3

 Alc (mgCaCO3 /m3) = 50 {[HCO3-] + 2[CO3--] + [OH-]} qdo as Conc.


são em mol/m3

 Qdo. pH < 8,5 Alc~. [HCO3-]

Ex: CO3-- = 20 g/m3; HCO3- = 488 g/m3; OH- = 0,17 g/m3;


Determinar alcalinidade total
87
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 Agressividade da Água

 Propriedade que a água tem de dissolver materiais contendo


carbonato de cálcio em consequência da distribuição relativa das
espécies contendo o ião carbonato,
 A propriedade agressiva de uma água resulta do facto de as
espécies do sistema CO32—HCO3-- CO2 não estarem em equilíbrio
consigo próprias,
 O uso de águas agressivas tem como consequência o
enfraquecimento dos materiais (por um lado) e a ocorrência de
espécies iónicas que podem ser prejudiais à saúde ou alterar a
qualidade da água,
 A agressividade da água aplica-se não só a materiais contendo
CaCO3 mas também à outros materiais como o Zn, Fe, Cu.
Nestes casos, o pH da água joga um papel importante na
manutenção do equilíbrio que condiciona a dissociação destes
materiais,

88
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 Agressividade contra o CaCO3

 Existem pelo menos duas teorias para análise da


agressividade contra o CaCO3
 A agressividade contra o CaCO3 foi inicialmente estudada
por Tillmans. A sua teoria é baseada na análise do
equilíbrion entre o CO2 e o anião HCO3- segundo a seguinte
equação:

 CaCO3 + CO2+ H2O == Ca2+ + 2HCO3-

Keq = [Ca2+].[HCO3-]/[CO2]
Sabendo que [Ca2+] = 1/2[HCO3-]
Keq = [HCO3-]3/[CO2]
89
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

Agressividade contra o CaCO3


Da equação de equilíbrio de Tillmans, conclui-se que

 A relação CO2/HCO3- é cúbica


 A teoria de Tilmans só é valida para casos em que a relação
Ca2+/HCO3- é de 1:2
 Qdo a [CO2] na água é maior que a correspondente ao ponto
de equilíbrio, a água é agressiva i.e. tem tendência a dissover
CaCO3 até atingir o equilíbrio. No caso contrário, a água é
encrustante,
 Existe uma relação directa entre a [CO2-agressiva] e a Dureza
na água. Para uma mesma [CO2] água é tanto mais agressiva
quanto menor fôr a sua dureza,
 Porque o equilíbrio é função da temperatura, águas em
equilíbrio carbónico tornam-se facilmente encrustantes quando
sujeitas a aquecimento,
90
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

Agressividade contra o CaCO3


Teoria de Langlier
 Teoria de Tilmans só é valida para casos em que a relação
Ca2+/HCO3- é de 1:2 e quando o Ca2+ e o HCO3- têm como
origem o CaCO3
 Na prática aquelas espécies Iónicas podem ter outras origens
como sejam: CaSO4, CaCl2 Na2CO3, NaHCO3. Por esta razão
e pelo facto de ser difícil medir o CO2 na água, Langlier e
Ryznar estudam a agressividade da água com base na
equação:

CaCO3 + H3O+ === Ca2+ + HCO3-


pHsat = -log [Ca2+] – log[HCO3-] – log(K2/Ksp)
pHsat = pH da água em equilíbrio com o CaCO3

93
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

Agressividade contra o CaCO3


Teoria de Langlier

IL = pHmedido – pHsat

IL> 0 água encrustante


IL < 0 água agressiva

IR = 2 pHsat – pHmedido

IR < 5,5 água muito encrustante

etc.

94
CAPÍTULO 4- QUALIDADE QUÍMICA DA ÁGUA

 Radioactividade na água
(leitura individual)

 Matéria Orgânica Dissolvida


 Em água naturais ocorre em pequenas concentrações (0-5 mg/l)
 A principal fonte é a decomposição de plantas, folhas e árvores.
Os ácidos húmicos p.ex:, são produtos parciais dessa
decomposição,
 Actualmente a MO presente em água superficiais é também
resultado da actividade humana (origem antropogénica)
 MO em águas brutas é problemática pois: é causa de cor, sabor e
cheiro presente na água, reduz a [O2] na água, interfere com
processos de tratamento (cloração, filtração)

95
CAPÍTULO 4- QUALIDADE QUÍMICA DA ÁGUA

 Matéria Orgânica Dissolvida-composição


 Compostos orgânicos Naturais (proteínas, lípidos,
carbohidratos)
 Compostos orgânicos sintéticos (detergentes, pesticidas e
herbicidas, dissolventes de limpeza, compostos
halogenados (trihalometanos),

 Matéria Orgânica Dissolvida- Determinação


 DBO (demanda Bioquímica)
 DQO (demanda Química)
 DTO (demanta total)
 COT (Carbono orgânico Total)

96
CAPÍTULO 4- QUALIDADE QUÍMICA DA ÁGUA

 Características Biológicas

 No âmbito dos SAA, a caracterização biológica trata fundamentalmente da


idenfificação da presença de microorganismos (alguns dos quais podem
ser patogénicos) e da presença de algas e eutrofização,
 Para além de poderem ser patogénicos, a presença de microorganismos
na água pode resultar em cor, cheiro ou sabor na água, cuja origem são
os produtos de reacções de decomposição (parcial ou total) induzida por
esses microorganismos (exs: biofouling),
 Na prática do abastecimento de água, o controle da população de
microorganismos é feito através do controle da população de bactérias
coliformes,
 Na família das bactérias coliforme, o grupo Escherichia coli (E-coli)
constitui um dos membros da família que tem o seu viveiro em intestinos
de animais de sangue quente incluíndo o Homem.

97
CAPÍTULO 4- QUALIDADE QUÍMICA DA ÁGUA

Características Biológicas-bactérias

 O grupo E-coli é usado como indicador da provável presença de


microorganismos patogénicos na água,
 O uso o grupo E-coli para controle bacteriológico, deve-se ao facto
de os mesmo terem maior resistência que a maioria dos
coliformes patogénicos daí que a sua presença em pequenas
concentrações indique a provável ausência de organismos
patogénicos,
 O teste é o MPN (número mais provável)
 A idade da contaminação é feita por determinação posterior de
Streptococcos fecais e de Clostridium perfringens. SF indicam
uma contaminação recente pois resistem pouco tempo à
condições adversas ao seu habitat. CP indicam uma poluíção
antiga.
98
CAPÍTULO 4- QUALIDADE QUÍMICA DA ÁGUA

Características Biológicas-Algas

 A presença de algas em águas superficiais pode impedir o seu uso


como fonte de abastecimento de água pois:

 Algas constituem matéria orgânica,


 Algas estão associadas à processos de eutrofização em rios, albufeiras
e lagoas, facto que altera significativamente a qualidade da água
inclusive as suas características agressivas/encrustantes (CO2),
 Algas são organismos autotroficos portanto podem reproduzir-se na
presença somente de matéria inorgânica designadamente nutrientes
como Nitratos, e Fosfatos,
 Com o aumento da poluição devido à caudais de retorno o potencial
para lançamento de nutrientes em fontes superficiais é elevado.

99
CAPÍTULO 4- QUALIDADE QUÍMICA DA ÁGUA

Características Biológicas-Algas

 Algas exercem uma demanda de Oxigénio que é variável


ao longo do dia e em termos sazonais,
 Algas compromentem processos de tratamento (cloração,
filtração),
 Determinação da presença de algas= determinação
Clorofila-A.
 Controle da proliferação de algas em mananciais hídricos
controle de descargas de nutrientes.

100
Caracterização Qualitativa/Quantitativa de AR e águas de
abastecimento

Qualidade de Aguas Residuais

Métodos de caracterização

• Vários (ref. bibliográficas)

• Agrupamento das variáveis de acordo com a forma como aparecem na AR

• Impurezas em suspensão, não dissolvidas, geralmente vesíveis à olho


nu (e.g. restos de papel, gordura, fezes parcialmente desintegradas,
restos de comida e vegetais, areias resultantes da lavagem de vegetais
etc),
• Impurezas dissolvidas (açucares, sais, etc.; espécies iónicas,
propriedades ou características)

• matéria ou impurezas em suspensão coloidal (fase intermédia entre


impurezas dissolvidas e não dissolvidas) tais como proteínas e o amido.

101
Caracterização Qualitativa/Quantitativa de AR e águas de
abastecimento

Qualidade de Aguas Residuais Categoria de Classificação Variáveis ou parâmetros de controle


Temperatura
Características Físicas
Cor, Cheiro , sólidos, Turvacão

Métodos de caracterização Características Químicas


Matéria Orgânica DQO, DBO
Acidos gordos voláteis

• Agrupar as variáveis de Detergentes


Oleos
acordo com a sua Nitrogénio orgânico (N-Kjeldahl)
Matéria Inorgânica Conductividade eléctrica, (EC)
natureza/Classe Sólidos dissolvidos totais (TDS)
* catiões H+ (pH) Na+, NH4+, Ca2+, Mg2+,
* Aniões HCO3-, Cl-, CO32-, SO42-, NO2-, S2-

• Características Físicas * Aniões Nutrientes


* Bases
NO3-, PO43-.
Alcalinidade
•Acidos Acidez

• Características Químicas •Gases Oxigénio dissolvido (O2); Metano (CH4)


Dioxido de carbono (CO2)

• Biológicas Metais Pesados Zn, Cu, Pb, Cr, Ni, Cd, Hg, etc.

Características de lodos Volume de lodos


Indice do volume de lodos
Características de lodos Características biológicas Contagem das algas
Coliformes fecais
Ovos de lombrigas

102
Caracterização Qualitativa/Quantitativa de AR e águas de
abastecimento

Qualidade de Aguas Residuais

• Características físicas (Temperatura, Côr/Turvacão, Cheiro e Sólidos)

• Temperatura:
No geral, pouco superior à das águas de abastecimento de água (pela contribuição
de resíduos líquidos domésticos contendo águas aquecidas). Normalmente, a
temperatura nos efluentes urbanos está acima da temperatura do ar, a excepção
dos meses mais quentes do Verão.

• Cor e Turvacão:

Indicam, aproximadamente, o estado de decomposição do


efluente, ou a sua condição. A tonalidade acinzentada,
acompanhada de alguma turvação, é típica de efluentes
frescos. A cor preta é típica de efluentes velhos e/ou de uma
decomposição parcial. ARs podem, no entanto, apresentar
qualquer outra cor, como é o caso de efluentes industriais,
(e.g. despejos de indústrias de tintas).

103
Caracterização Qualitativa/Quantitativa de AR e águas de
abastecimento

Qualidade de Aguas Residuais

• Características físicas (Temperatura, Côr/Turvacão, Cheiro e Sólidos)

• Cheiro:
Resulta dos gases formados no processo de decomposição da matéria orgânica
contida nas águas residuais (e.g. Amoníaco, H2S, Aminos etc.)

• Sólidos:
Conjunto de sólidos dissolvidos ou em suspensão. Analiticamente definido como o
conjunto de matéria sólida que permanece remanescente após uma amostra ser
submetida a evaporação a 103-105º. Quando este resíduo é calcinado a 550ºC, as
substâncias orgânicas volatilizam (S voláteis =orgânica) e as minerais permanecem
sob forma de cinza (S fixos = fraccão inorgânica).

A matéria sólida pode ainda ser definida como sendo a parte que é retida quando
um volume da amostra é filtrado através de um filtro padronizado, a fracção que
passa pelo filtro compõe a matéria sólida dissolvida, e que esta presente sob a
forma de coloidal. A retida são os Sólidos filtráveis
104
Caracterização Qualitativa/Quantitativa de AR e águas de
abastecimento

Qualidade de Aguas Residuais

• Características Física (Temperatura, Côr/Turvacão, Cheiro e Sólidos)

• Sólidos (cont):

Das características físicas, o teor de matéria sólida (em suspensão ou


dissolvida) tem sido considerado como o de maior importância em termos
de dimensionamento e controlo de operação das unidades de
tratamento.

A determinação da presença de sólidos é critério de concepção de


operações unitárias em ETARs apesar de em média representar cerca
0,08% do volume das águas residuais aduzidas às ETARs

105
Caracterização Qualitativa/Quantitativa de AR e águas de
abastecimento

Qualidade de Aguas Residuais

Características Químicas -Matéria Orgânica

• Nas ARs, cerca 75% da matéria sólida em suspensão e 40% do conteúdo


sólido filtrado é constituído por MO. Geralmente, estes compostos são uma
combinação de carbono, hidrogénio, e algumas vezes nitrogénio

• A sua origem é essencialmente, Proteínas, carbohidratos, gorduras e óleos,


detergentes de limpeza, fenóis, pesticidas etc.

• Os principais problemas causados por estes constituintes na água residual


ETARs e nos meios receptores são:
.

106
Caracterização Qualitativa/Quantitativa de AR e águas de
abastecimento

Qualidade de Aguas Residuais

Características Químicas -Matéria Orgânica

• Proteínas: São produtoras de nitrogénio e contêm carbono, nitrogénio, oxigénio,


algumas vezes fósforo, enxofre e ferro. Na sua decomposição há geração de
cheiros desagradáveis devido essencialmente a libertação do gás sulfídrico.

• Carbohidratos: Contêm carbono, hidrogénio e oxigénio. São as primeiras substancias


a serem destruídas pelas bactérias, com produção de ácidos orgânicos (por esta
razão as águas residuais velhas ou águas estagnadas apresentam maior acidez).

• Gorduras e óleos: Nas ARs domésticas provêm principalmente do uso da manteiga,


óleos vegetais em cozinha, etc. Podem estar também presentes como resultado de
derivados do petróleo (nestes caso, a sua presença é altamente indesejável pois,
aderem as paredes das canalizações e provocam entupimento). Em ETARs (L.E.,) e
linhas de água, tendem a formar espuma na interface ar - água interferindo na troca
de oxigénio (ar-liquido) podendo causar condições anaeróbias.

107
Caracterização Qualitativa/Quantitativa de AR e águas de
abastecimento

Qualidade de Aguas Residuais

Características Químicas -Matéria Orgânica

• Detergentes de Limpeza: São substâncias constituídas por moléculas orgânicas


com a propriedade de poder formar espuma em corpos receptores ou ETARs para
onde a água residual é lançada. Tendem a se agregar na interface ar – agua em
LE, e na superfície das bolhas de ar (em unidades de aeração (LA)), formando uma
espuma muito estável e difícil de ser quebrada.

• Fenóis: São compostos orgânicos principalmente originados em efluentes industriais,


e tem a propriedade de causar, ainda que em baixa concentração, gosto
característico à água (em especial a água clorada)

• Pesticidas. Pesticidas e demais compostos químicos orgânicos são utilizados,


principalmente, na agricultura, e, como tal, não costumam chegar aos colectores
urbanos de esgoto, mas sim aos rios e corpos receptores, sendo, no entanto, uma
fonte de poluição e de toxidade à vida aquática.

108
Caracterização Qualitativa/Quantitativa de AR e águas de
abastecimento

Qualidade de Aguas Residuais

Características Químicas -Matéria Orgânica-Quantificacão

• DBO/DQO:
• Nitrogênio Kedjal

Relação DBO5/DQO Biodegradabilidade da Água Residual

< 0.2 Pouco biodegradável

0.2 – 0.6 Mederadamente biodegradável

> 0.6 Biodegradável

109
Caracterização Qualitativa/Quantitativa de AR e águas de
abastecimento

Qualidade de Aguas Residuais

Características Químicas -Matéria Inorgânica

• Originada fundamentalmente pela presença de areia e substâncias


minerais dissolvidas.

• A areia é proveniente de águas de lavagens das ruas e das águas de


subsolo, que chegam aos colectores de drenagem através das juntas de
canalizações.

• Os sais minerais são geralmente provenientes dos excreta humanos.

110
Caracterização Qualitativa/Quantitativa de AR e águas de
abastecimento

Qualidade de Aguas Residuais

Características Químicas -Matéria Inorgânica

• Para além do pH e da alcalinidade que são largamente usados no controle


de operações em ETARs, são também constituintes inorganicos de grande
importância na água residual, os seguintes:

• os compostos de enxofre: em particular os sulfatos e o gás sulfídrico. Este


último resulta da decomposição anaeróbica de MO e é tido como causador de
problemas, algumas vezes sérios de odor e corrosão;

• Nitrogénio e do fósforo: são essenciais ao crescimento biológico, quando


lançados na proporção ideal, para o meio receptor,
• Sais de ferro: podem afectar os processos biológicos de tratamento causando
colmatação dos difusores em tanques de aeração ou do meio filtrante, nos filtros
biológicos;
• Cloretos, resultam tanto da contribuição humana (cerca de 6 g/hab.d) como do
lençol subterrâneo, em particular em regiões costeiras.
111
Caracterização Qualitativa/Quantitativa de AR e águas de
abastecimento

Qualidade de Aguas Residuais

Características Químicas -Matéria Inorgânica –Especies iónicas


Tabela 2-3 – Concentracão típica de minerais encontrados nas AR
Constituínte Valor Típicoa mg/L Constituínte Valor Típicoa mg/L
Aniões Outros Constituintes
Bicarbonate (HCO3) 50 - 100 Aluminum (Al) 0.1 - 0.2
Carbonate (CO3) 0 - 10 Boron (B) 0.1 - 0.4
Chloride (Cl) 20 - 50b Fluoride (F) 0.2 - 0.4
Nitrate (NO3) 20 - 40 Manganese (Mn) 0.2 - 0.4
Phosphate (PO4) `5- 15 Silica (SiO2) `2-10
Sulfate (SO4) 15 -30 Total alkalinity (as CaCo3) 60 - 120
Catiões Total dissolved solids (TDS) 150 - 380
Calcium (Ca) `6-16
Magnesium (Mg) `4-10
Potassium (K) `7-15
Sodium (Na) 40-70

112
Caracterização Qualitativa/Quantitativa de AR e águas de
abastecimento

Qualidade de Aguas Residuais

Gases

• Oxigenio Dissolvido

• Indicador de sépticidade do esgoto


• Regulador dos processos de degradacão (natural ou induzida)

• Nitrogenio; Dioxido de Carbono, Amoníaco Sulfureto de Hidrogenio;


Metano

• Gases formados no processo de decomposição da matéria orgânica


contida nas águas residuais;

• Indicadores do tipo e grau de degradação predominante


(aeróbica/anaeróbica, com ou sem nitrificacão)

• Propriedade agressiva (H2S; NH4) das águas residuais (colectores bem


como instalações de tratamento)
113
Caracterização Qualitativa/Quantitativa de AR e águas de
abastecimento

Qualidade de Aguas Residuais

Características biológicas

• Estudo de características biológicas da AR visa essencialmente avaliar três


aspectos importantes de gestão de resíduos líquidos :

• Principais grupos de microrganismos bem como a sua responsabilidade no


processo de tratamento das águas residuais,
• Identificacão de agentes patogénicos presentes na AR ;
• Identificacão de indicadores de poluição.

• Principais grupos: bactérias, fungos, protozoários, vírus, algas/plantas e


animais.

As bactérias são as mais importantes por serem responsáveis pela


decomposição/estabilização da matéria orgânica, tanto na natureza como nas
unidades de tratamento biológico

114
Caracterização Qualitativa/Quantitativa de AR e águas de
abastecimento

Qualidade de Aguas Residuais

Características biológicas
Organism Concetration, number/mL
Organismos patogénicos. Total coliform 105 - 106
Fecal coliform 104 - 105
No geral, provenientes da descarga de Fecal streptococci 3
10 - 10
4

excretas de alguém infectado ou que Enterococci 102 - 103


sofre de alguma doença. As principais Shigella Present b
categorias são as bactérias, vírus, 0 2
Salmonella 10 - 10
protozoários e helmintes.
Pseudomonas aeroginosa 101 - 102
clostridium perfringens 101 - 103
Indicadores de Poluicão
Mycobacterium tubrculosis Present b

Coliformes Totais, coliformes fecais, Protozoan cysts 101 - 103


streptococci fecal, enterocci closdtridium Giardia cysts 10-1 - 102
perfinges P. Aerruginosa e A. Hydrophila. Cryptosporidium cysts 10-1 - 101
Helminth ova 10-2 - 101
1 2
Enteric virus 10 - 10

115
Caracterização Qualitativa/Quantitativa de AR e águas de
abastecimento

Qualidade de Aguas Residuais

Caracterizacão de Lodos

• Importante do ponto de vista ambiental


• Importante do ponto de vista de manuseamento e destino final
• Importante devido ao facto de os lodos serem mais agressivos que a propria
AR uma vez que constituem o concentrado
• Desenho das unidades e constituicao das ETARs

116
Caracterização Qualitativa/Quantitativa de AR e águas de
abastecimento

1. Qualidade de Aguas Residuais

Caracterizacão de Lodos
Concentração mg/L Concentração mg/L
Constituintes
Intervalo Valor típico
Solidos Totais (ST) 5.000 – 100.000 40.000
Solidos suspensos (SS) 4.000 – 100.000 15.000
Solidos suspensos volateis
1.200 – 14.000 7.000
(VSS)
BOD5, 20oC 2.000 – 30.000 6.000
DQO 5.000 – 80.000 30.000
Nitrogénio Kjedhal Total (TKN
100 – 1.600 700
as N)
Amonia, NH3, como N 100 – 800 400
Fósforo Total 50 – 800 250
Metais pesados 100 – 1.000 300

117
DRENAGEM E SANEAMENTO
Caracterização e Quantificação de Águas Residuais
DRENAGEM E SANEAMENTO
Caracterização e Quantificação de Águas Residuais

Acido
Amonia
Nitroso

Acido
Nitrico
DRENAGEM E SANEAMENTO
Caracterização e Quantificação de Águas Residuais
DRENAGEM E SANEAMENTO
Caracterização e Quantificação de Águas Residuais
DRENAGEM E SANEAMENTO
Caracterização e Quantificação de Águas Residuais
DRENAGEM E SANEAMENTO
Caracterização e Quantificação de Águas Residuais
DRENAGEM E SANEAMENTO
Caracterização e Quantificação de Águas Residuais
DRENAGEM E SANEAMENTO
Caracterização e Quantificação de Águas Residuais
DRENAGEM E SANEAMENTO
Caracterização e Quantificação de Águas Residuais
DRENAGEM E SANEAMENTO
Caracterização e Quantificação de Águas Residuais
DRENAGEM E SANEAMENTO
Caracterização e Quantificação de Águas Residuais
1. Faca o Balanco de ioes e comente os resultados?

Furo – 11172200 - GUIJA MAIMANE


80/WR/94

Aniões (mg/l) (meq/l) % Catiões (mg/l) (meq/l) %


Conc conc(eq/m3 Conc Conc conc(eq/
(mol) ) (mol) (mol) m3)
2+
Clorecto (Cl-) 993 28.01 28.01 55% Cálcio (Ca ) 44 2.20 1.07 2.14 4%
2+
Sulfato (SO4 2-) 360 7.50 14.99 29% Magnésio (Mg ) 0 0.00 0%
+
Hidrocarbotato (HCO3-) 488 8.00 8.00 16% Sódio (Na ) 0 0.00 0%
+
Carbonato (CO3 2-) 0 0.00 0% Potássio (K ) 0 0.00 0%
+
Nitrato (NO3-) 2 0.04 0% Amônio (NH4 ) 0 0.00 0%
Ferro (Fe3+) 886 47.60 15.88 47.63 96%
∑ 43.55 51.00 ∑ 49.79 49.78

∑ aniões -∑ catiões 1.23 < 8.01 0,1065 + 0,155∑aniões


|∑ aniões -∑ catiões| 1.23 < 7.91 ±0,155∑ aniões
 Exer. 1:
pH = 8,22
Ca 2+ = 42,5 mg/l CE = 290μS/cm
Mg 2+ = 3,2 mg/l Cl- = 31,2 mg/l
Na + = 13,7 mg/l SO42- = 39 mg/l
K+ = 1,18 mg/l HCO3- = 79,9 mg/l
NO3- = 1,3 mg/l

Faca o balanco ionico e comente os resultados.

134
Aniões (mg/l) Massa (meq/l) Catiões (mg/l (meq/l)
Atomica )
Conc (mol) conc(eq/ Conc Conc conc
m3) (mol) (mol) (eq/m3)
2+
31.2 35.5 0.88 0.88 Cálcio (Ca ) 42.5 41.1 1.03 2.07
Clorecto (Cl-)
2+
Sulfato (SO42-) 39 48 0.81 1.63 Magnésio (Mg ) 3.2 24.3 0.13 0.26
+
79.9 61 1.31 1.31 Sódio (Na ) 13.7 23.0 0.60 0.60
Hidrocarbotato (HCO3-)
+
0 Potássio (K ) 1.18 39.1 0.03 0.03
Carbonato (CO3 2-)
+
Nitrato (NO3-) 1.3 62 0.02 0.02 Amônio (NH4 ) 0 18.0 0.00
Ferro (Fe3+) 0 55.8 0.00
∑ 3.02 3.83 ∑ 1.79 2.96

|Σaniões – Σ catiões| ≤ 0,1065 + 0,0155Σ aniões


|Σaniões – Σ catiões| ≤ ± 0,0155Σ iões

|Σaniões – Σ catiões|= 0.88 > 0.17 KO!


|Σaniões – Σ catiões|= 0.88 > 0.11 KO!
pH = 5,30
Ca 2+ = 19 mg/l CE = 290μS/cm
Mg 2+ = 0 mg/l Cl- = 92 mg/l
Na + = 0 mg/l SO42- = 16 mg/l
K+ = 0 mg/l HCO3- = 625 mg/l
Fe3+ = 240 mg/l NO3- = 0 mg/l

 Faca o balanco ionico e comente os resultados


 Calcule a dureza da agua

136
Aniões (mg/l) Massa (meq/l) Catiões (mg/l) (meq/l)
Atomica
Conc (mol) conc(eq/m3) Conc Conc conc
(mol) (mol) (eq/m3
)
2+
Clorecto (Cl-) 92 35.5 2.59 2.59 Cálcio (Ca ) 19 41.1 0.46 0.92
2+
Sulfato (SO42-) 16 48 0.33 0.67 Magnésio (Mg ) 0 24.3 0.00 0.00
+
Hidrocarbotato (HCO3-) 625 61 10.25 10.25 Sódio (Na ) 0 23.0 0.00 0.00
+
Carbonato (CO32-) 0 Potássio (K ) 0 39.1 0.00 0.00
+
Nitrato (NO3-) 0 62 0.00 0.00 Amônio (NH4 ) 0 18.0 0.00 0.00
Ferro (Fe3+) 240 55.8 4.30 12.90
∑ 13.17 13.50 ∑ 4.76 13.83

|Σaniões – Σ catiões| ≤ 0,1065 + 0,0155Σ aniões


|Σaniões – Σ catiões| ≤ ± 0,0155Σ iões

|Σaniões – Σ catiões|= -0.32 0.32 OK!


|Σaniões – Σ catiões|= -0.32 < 0.42 OK!
Exer.

Foram escolhidas 2 fontes de agua bruta para o abast agua.


Analises de qualidade de agua da amostra indicaram o seguinte:

Fonte 1 Fonte 2
Turvacao 3 NTU 20 NTU
Cor
HCO3- 76 mg/L 14 mg/l
pH 7.45 8.3
CO2 130 mg/l 82 mg/l
Ca 2+ 115 mg/l 165 mg/l
Mg 2+ 88 mg/l 96 mg/l
Tº 18º 23º

Calcule a Dureza Total e Dureza Carbonica das 2 amostras em


mg caco3/l.
Classifique a agua em termos de Dureza.
CAPÍTULO 4- QUALIDADE DA ÁGUA

 Dureza na Água-Quantificação
 A classificação da dureza Total numa água obedece ao seguinte
critério:

 Águas moles 0 – 60 mgCaCO3/l


 Águas moderadamente duras 60 – 120 mgCaCO3/l
 Águas duras 120 – 180 mgCaCO3/l
 Águas muito duras > 180 mgCaCO3/l

A dureza na água também pode ser expressa em eq/m3 (eq/m3 = 50


mg CaCO3/l)

 Águas moles 1 meq/l


 Águas moderadamente duras 1-3 meq/l
 Águas duras 3-6 meq/l
 Águas muito duras > 6 meq/l

141
Alcalinidade

 Alc (eq/m3) = [HCO3-] + 2[CO3--] + [OH-] qdo as Conc. são em mol/m3

 Alc (eq/m3) = [HCO3-] + [CO3--] + [OH-] qdo as Conc. são em eq/m3

 Alc (mgCaCO3 /m3) = 50 {[HCO3-] + 2[CO3--] + [OH-]} qdo as Conc. são


em mol/m3

143
 pH e Alcalinidade

A alcalinidade refere-se à capacidade da água de neutralizar ácidos, sendo o indicador


geral da capacidade de amortização ou tamponamento da água. É correlacionada ao pH, pois água
com alcalinidade alta apresenta alto pH. Coagulantes metálicos são ácidos e a adição destes na
água consome alcalinidade. Nas águas com baixa alcalinidade, a redução desta e do pH poderá ser
para valores tão baixos que venham a interferir no bom desempenho da coagulação, sendo
necessária a adição de alcalinidade.

Em contraposição, águas com alta alcalinidade (tamponamento elevado) consomem maior


quantidade de coagulante, sendo mais indicada a aplicação de ácido (sulfúrico ou clorídrico) para
reduzir a alcalinidade em excesso. O sulfato de alumínio e os sais de ferro são mais ácidos que os
coagulantes pré-hidrolisados (PACl), portanto, tem maior consumo de alcalinidade, sendo que
nestes, o consumo é correlacionado à basicidade.

O pH no qual a coagulação ocorre é o parâmetro mais importante para a adequada


coagulação, que afeta:
· Carga superficial dos colóides
· Carga dos grupos funcionais da matéria orgânica natural (NOM)
· Carga das espécies do coagulante
· Carga superficial dos flocos
· Solubilidade do coagulante 144
 TOD = Total Oxygen Demand
 TOD é medido como mg/L
oxigênio.
 O analisador de TOD mede a
quantidade de
 oxigênio consumido na
combustão de alta
 temperatura de compostos
presentes na amostra.

145
146
147