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Apostila de Guitarra

Módulo Básico
História do Instrumento
O mais popular e versátil instrumento do mundo se originou a
partir de um instrumento musical espanhol. A vihuela, como
este instrumento era denominado, se originou por meio de dois
outros instrumentos mais antigos ainda: o “ud”, com cinco
cordas, muito popular no Oriente Médio; e a “cozba”, um
instrumento musical romano. O violão ou guitarra clássica
surgiu na Itália, em 1970, e a guitarra elétrica foi uma
modificação do próprio violão.

As guitarras elétricas surgiram em 1930. As mesmas geravam


um som muito suave e baixo, bem diferente do que conhecemos
atualmente. Para ampliar a potência sonora do instrumento,
resolveram colocar captadores, que funcionavam como
microfones. Isso gerou um pequeno problema, pois os mesmos
faziam os bojos das guitarras vibrarem, provocando a famosa
alteração sonora chamada “feedback”. Para solucionar esse
problema, o famoso Les Paul inventou o corpo maciço da
guitarra, o que deixou o instrumento na forma como
conhecemos hoje em dia. A empresa Rickenbacker começou a
fabricar as primeiras guitarras em 1931. A guitarra se
popularizou após a Segunda Guerra Mundial, nos anos 50 e
60, período em que ganhou enorme espaço no mundo da música.
Hoje em dia, estima-se que existam cerca de 50 milhões de
guitarristas em todo o mundo.
Conhecendo as partes da
Guitarra
O braço da guitarra e as notas
musicais
Imagino que certamente você já deve conhecer a escala musical convencional,

certo? Caso não, ai vai...

Dó Ré Mi Fa Sol La Si Dó (8º)

Essas são as sete notas musicais existente na música nesta ordem que se
encontra Dó, Ré, Mi, Fa, Sol, La, Si. E o que é que dizer aquele Dó com um 8º ao
lado? Coloquei a escala dessa forma para apresentar a oitava da mesma, essa é
uma escala diatônica maior com sua oitava (repetição da tônica, nesse caso Dó,)
isso no caso da tonalidade da escala de Dó maior, se fossem na tonalidade de
Ré, a oitava seria Ré, se fosse em Mi, seria Mi... e assim por diante, a cada oitava

a altura da nota fica mais aguda.

Visualização da Escala Diatônica de Dó maior abaixo:

Agora vamos visualizar


todas as notas no braço do instrumento

Você deve ta se perguntando o que são esses sinais (#/b) ao lado das notas
né?! Bem estes são os acidentes musicais veja abaixo a explicação!

Bom, a escala apresentada no início da pag. anterior Dó, Ré, Mi, Fa, Sol, La, Si e
Dó, é uma escala natural, suas notas são naturais, isso implica que elas não
apresentam alterações ou acidentes musicais entre uma e outra. Acidentes
Musicais são símbolos utilizados na notação musical para modificar a altura da
nota (aguda ou grave), são dois tipos de acidentes que existem, o sustenido

representado pelo símbolo (#) e o bemol representado pelo símbolo (b).

Sustenido (#) eleva a altura da nota ½ tom acima, no braço da guitarra se move

para frente ou direita. Mais Aguda

Ex: Dó#

Bemol (b) diminui a altura da nota ½ tom abaixo, no braço da guitarra se move

para trás ou para esquerda. Mais grave

Ex: Réb

As notas em bemol ou sustenidos emitem o mesmo som, mas recebem dois


nomes diferentes. Podemos dizer que: Db é igual a C#. Eb é igual a D#, Gb é
igual a F#, Ab é igual a G# e Bb é igual a A#. Chamamos duas notas que

produzem o mesmo som, mas com nomes diferentes de, ENARMONIA

Existe uma regra muito importante que não deve ser esquecida, as notas Mi e
Si não vão de modo algum receber um sustenido (#) e nem o Fa e o Dó

receberam jamais o bemol (b), isso porque entre Mi e Fa, Si

Do, existe um intervalo de semitons. Ou seja, Mi#, Si# ou Fab, Dób não existirão!

Poderão surgir dúvidas quanto ao critério usado nas alterações, por exemplo,
como determinar a nota que está entre La e Si?
 Seria La# ou Sib?

Em princípio as duas estão certas. Uma especificação só é necessária, quando


as notas estão aplicadas numa música, ou seja, através do tom da música você
sabe se a nota vai ser sustenida ou bemol.

Conceito sobre Cifrado


Cifrado é o nome dado às notas musicais por meio de letras, números e sinais,
sendo assim facilitado a escrita. Ex: “Dó maior” escreve-se “C”, ao invés de

escrever “Dó sustenido menor”, escreve-se “C#m”.

Segue-se abaixo as 7 notas e acordes naturais/dissonantes e suas respectivas

letras (cifras).

Intervalos
Intervalo é a distância entre dois sons, onde um SEMITOM equivale ao menor
intervalo entre dois sons e um TOM equivale a um intervalo formado por dois
semitons.
Cada espaço que encontramos no braço do instrumento é um semitom (ou
meio-tom)
Ex: O intervalo da 1° casa até a 2° é de 1 SEMITOM, o espaço da 1° casa e a 3°
casa é de 1 Tom
A música ocidental possui um sistema composto por 12 partes, ou melhor,
dizendo, 12 sons musicais diferentes. Temos, a princípio, sete sons principais
chamados notas naturais, que derivam outros cinco sons, chamados acidentes
musicais.

Para se ter uma relação concreta entre os sons, se fez necessário um padrão de
medida entre as notas musicais. Essa unidade de medida é chamada tom.

O tom pode ser fragmentado em duas partes chamadas semitons. O


semitom é o menor intervalo possível entre duas notas.

Temos diversos tipos de intervalos: ascendente, descendente, melódico,


harmônico, simples, composto, natural, enarmônico e invertido. Por enquanto
nos interessam os seguintes intervalos que estão em destaque, são:

Intervalo ascendente: quando o primeiro som é mais grave que o seguinte.

Intervalo harmônico: quando os sons são ouvidos simultaneamente.

Intervalo enarmônico: quando os sons são iguais, mas têm nomes diferentes.

*Estes intervalos nos ajudarão a entender como os acordes são montados, as


escalas e etc.

Tablaturas
O que são tablaturas?
Tablatura (tablature ou tabulature ou tab em inglês) é um método usado para
transcrever música que pode ser tocada em instrumentos de corda como
violões, guitarras e baixos, e também em outros instrumentos como gaita e
bateria. Ao contrário das partituras que exigem maior conhecimento de música e

bastante treino, as tablaturas são voltadas para o músico iniciante ou prático.

Além das notas a serem feridas a tablatura irá indicar quando devem ser
usadas técnicas como bends, slides, hammer-ons, pull-offs, harmônicos e

vibrato.

Como ler tablaturas?


O conceito básico da tablatura é apresentar no papel um conjunto de linhas que
representam as cordas do instrumento. Sendo assim para uma guitarra ou violão
comum você terá seis linhas, para um baixo de quatro cordas terá quatro linhas,
para um baixo de cinco cordas cinco linhas, para uma guitarra de sete cordas sete
linhas e assim por diante. Geralmente nos exemplos mostrados aqui usaremos
tablaturas de seis linhas para guitarra, mas o principio é o mesmo para qualquer
quantidade de cordas.
Uma tablatura vazia de guitarra ou violão apresenta-se da seguinte forma:
E--------------------------------------------------------
B--------------------------------------------------------
G--------------------------------------------------------
D--------------------------------------------------------
A--------------------------------------------------------
E--------------------------------------------------------

A linha de baixo representa a corda mais grossa (mi mais grossa) e a linha de
cima representa a corda mais fina (mi mais fina). De cima para baixo as linhas

representam as cordas mi, si, sol, re, la, mi.

Números escritos nas linhas indicam em que traste as respectivas cordas devem
ser apertadas ao serem feridas. Número 0 indica corda solta. As notas devem ser
lidas da esquerda para a direita.
E--------------------------------------------------------
B--------------------------------------------------------
G--------------------------------------------------------
D--------------------------------------------------------
A--------------------------------------------------------
E---0--1--2--3-------------------------------------------

Notações usadas em tablaturas

Além dos números que apenas indicam qual corda deve ser ferida em qual casa
(traste) existem algumas letras e símbolos comumente usados para notar
determinadas técnicas. Essas notações podem variar um pouco de autor para autor,
mas as mais comuns são:
h - fazer um hammer-on
p - fazer um pull-off
b - fazer um bend para cima
r - soltar o bend
/ - slide para cima (pode ser usado s)
\ - slide para baixo (pode ser usado s)
~ - vibrato (pode ser usado v)
t - tap
x - tocar a nota abafada (som percussivo)

Notação de Hammer-Ons

Um hammer-on consiste em martelar com um dedo da mão esquerda uma corda


em um traste fazendo soar a nota sem o auxílio da mão direita.
E--------------------------------------------------------
B--------------------------------------------------------
G--------------------------------------------------------
D--------------------------------------------------------
A---------5h7-----------5h7---------------------------
E---0--0----------0--0---------------------------------

No exemplo acima após ferir a corda grossa solta duas vezes o músico deverá
ferir a segunda corda na quinta casa e imediata e vigorosamente apertar a mesma
corda (segunda) duas casas a frente (sétimo traste), fazendo a corda soar apenas
com a martelada e sem auxílio da mão direita. Depois repita a seqüência.

Notação de Pull-Offs

Pull-Offs são de certa forma o inverso de um hammer-on e consistem em soltar


rapidamente uma corda fazendo com que a mesma soe solta (ou apertada em um
traste anterior).
E----3p0-----------------------------------------------
B---------3p0------------------------------------------
G--------------2p0-------------------------------------
D-------------------2-----------------------------------
A--------------------------------------------------------
E--------------------------------------------------------

No exemplo acima o primeiro pull-off na corda mais fina consiste em ferir a corda
apertada no terceiro traste e soltá-la rapidamente para que soe solta.
Posteriormente um pull-off idêntico é feito uma corda acima e assim por diante.
Note que o terceiro pull off é feito a partir do segundo traste.
Hammer-ons e pull-offs costumam ser usados em conjunto como indicado abaixo:
E--------------------------------------------------
B--------------------------------------------------
G---2h4p2h4p2h4p2h4p2h4p2-------------
D--------------------------------------------------
A--------------------------------------------------
E--------------------------------------------------

Neste caso a corda deve ser ferida na segunda casa, imediatamente apertada na
quarta casa (hammer-on), imediatamente solta da quarta casa (soando novamente
na segunda, pull-off), novamente apertada na quarta e assim por diante. Note que
a mão direita da música só irá ferir a primeira nota... todas as outras são tocadas
apenas com os hammer-ons e pull-offs da mão esquerda no braço.
Notação de bends

Um bend consiste em empurrar uma corda para cima aumentando a tensão e


conseqüentemente gerando uma nota mais aguda. Quanto mais empurrada for a
corda maior será o efeito. Um número é usado para indicar o quanto a nota deve
ser aumentada.
E------------------------------------------------------
B------7b9-------------------------------------------
G------------------------------------------------------
D------------------------------------------------------
A------------------------------------------------------
E------------------------------------------------------

No exemplo acima a corda (re) deve ser tocada no sétimo traste e empurrada
para cima até que soe mais aguda como se estivesse apertada no nono traste (um
tom acima). Note que o dedo do musico continuara na sétima casa. O bend pode
também ser indicado entre parênteses como 7b(9).
E------------------------------------------------------
B------7b9--9r7-------------------------------------
G------------------------------------------------------
D------------------------------------------------------
A------------------------------------------------------
E------------------------------------------------------

No exemplo acima é indicado depois do bend inicial que ele deve ser soltado. O
músico deve ferir a corda na sétima casa, fazer um bend de um tom inteiro
(equivalente a subir duas casas), ferir novamente a corda e soltar o bend (de forma
que a corda volte a sua posição e nota originais).
Outros exemplos: bends podem ser de meio tom (7r8, equivalente a uma casa), de
um quarto de tom (7r7.5, equivalente a meia casa) e assim por diante. É comum
não ser indicado o valor (7b, por exemplo) e nestes casos é preciso ouvir a música
para saber o valor do bend.

Notação de Slides

Um slide consiste em fazer deslizar um dedo da mão esquerda pelo braço


enquanto uma corda soa gerando uma variação do tom.
E------------------------------------------------------
B------7/9--------------------------------------------
G------------------------------------------------------
D------------------------------------------------------
A------------------------------------------------------
E------------------------------------------------------

O exemplo acima indica que a corda deve ser ferida na sétima casa e
imediatamente o dedo que aperta a corda nesta casa deve deslizar para a nona
casa enquanto a nota continua soando (aumentando, portanto um tom).
Não necessariamente o início e o fim de um slide precisam ser indicados:
E------------------------------------------------------
B------/7--7\-----------------------------------------
G------------------------------------------------------
D------------------------------------------------------
A------------------------------------------------------
E------------------------------------------------------

Neste caso a nota deve inicialmente ser ferida em alguma das primeiras casas e
deslizada até a sétima casa, posteriormente sendo deslizada de volta para as
primeiras casas. Novamente é necessário conhecer a música que se deseja tocar de
forma, a saber, o tamanho do slide.
Vários slides podem ser usados seguidos como indicado abaixo. Apenas a primeira
nota precisa ser ferida.

E-------------------------------------------------------
B------7/9/11\9\7\6\7------------------------------
G-------------------------------------------------------
D-------------------------------------------------------
A-------------------------------------------------------
E-------------------------------------------------------

Notação de Vibrato

O vibrato é o efeito de variação de tom conseguido com a alavanca ou mesmo


através de pressão variável do dedo sobre a corda no braço do instrumento (vide
músicos de blues).
E------------------------------------------------------
B------------------------------------------------------
G------------------------------------------------------
D-------2--5~----------------------------------------
A----3-------------------------------------------------
E------------------------------------------------------

Neste caso a última nota deve sofrer vibrato. É necessário conhecer a música em
questão para saber como este vibrato deve ser efetuado.

Notação de Tap
Tap ou tapping consiste em fazer soar notas feridas com a mão direita apertando
as cordas nos trastes. É técnica geralmente usada por guitarristas rápidos como
Eddie Van Hallen entre outros. A indicação de que uma nota deve ser tocada como
tap consiste apenas em acrescentar a letra t à nota correspondente. Geralmente
são efetuadas na parte mais interna do braço do instrumento.
E------------------------------------------------------
B----13t----------------------------------------------
G---------12t-----------------------------------------
D--------------12t------------------------------------
A------------------------------------------------------
E------------------------------------------------------

No exemplo acima as notas devem ser feridas pela mão direita do músico
simplesmente apertando as cordas vigorosamente nos trastes indicados.

Outras notações

Notações extras necessárias em determinadas músicas e/ou técnicas são comuns,


mas não padronizadas, sendo geralmente explicadas na própria tablatura em texto
anexo. Variações das notações acima também são bastante comuns.

Formação de acordes (maiores)


Acorde é um conjunto de três ou mais notas executadas simultaneamente ou
sincronizadamente, formando, assim, uma harmonia. Vejamos como se chamam

certos grupos de notas:

 Notas executadas uma a uma (separadamente) – Solo ou melodia


 Duas notas executada juntas – Dupla ou dueto
 Três notas executadas juntas – Acorde, trio, tríade ou acorde de 3 sons
 Quatro notas executadas juntas – Acorde ou quarteto
 Cinco notas executadas juntas – Acorde ou quinteto
 Seis notas executadas juntas – Acorde ou sexteto
Um acorde maior é formado pelo modo maior de uma escala, acordes são
criados para tocar uma música propriamente dita.

Acorde Tríade

Um acorde tríade é um acorde formado por 3 notas conjuntas (tríade  3) da escala maior,
usaremos como exemplo a escala de Dó maior para formar assim nosso acorde C maior,
vejamos:

I II III IV V VI VII VIII

DÓ RÉ MI FÁ SOL LÁ SI DÓ

T T ST T T T ST

As notas ou graus que precisamos pegar dessa escala para formar uma tríade
são o I II III graus ou ainda Dó, Mi e Sol que respectivamente são 3 notas tiradas

da escala maior, por isso o nome tríade.

Então nosso acorde Dó maior ficaria da seguinte forma:

TRÍADE

/ | \
/ | \

1° 3° 5°
C E G  Dó maior

Obs.: As três notas que compõe um acorde podem ser repetidas em suas oitavas não alterando
assim em nada sua composição harmônica da tríade maior do acorde.

Formação de acordes (menores)


Bom, agora que já sabemos o que são acordes, tríades, e já sabemos forma um
acorde maior e etc. agora vamos ver como se é formado os acordes tríades
menores. É bastante simples de entender, pois o processo é o mesmo, a
diferença é que iremos montar um acorde menor através de uma escala menor
ou modo menor, vejamos apartir da nota A:

I II bIII IV V bVI bVII VIII


LÁ SI DÓ RÉ MI FÁ SOL LÁ
T ST T T ST T T

TRÍADE

/ | \
/ | \

1° b3° 5°
A C E La menor

Obs.: As três notas que compõe um acorde podem ser


repetidas em suas oitavas não alterando assim em nada sua composição harmônica da tríade
maior do acorde.

Introdução as Escalas

As escalas são compostas de 7 notas, por exemplo, a escala mais simples, a de

Dó maior compreende as notas: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si.

Então o que define uma escala é a primeira nota com que ela inicia – se iniciar
com dó é uma escala, se iniciar com ré, é outra escala e assim por diante. Como

existem 12 notas no espectro sonoro, há um total de 12 escalas.

Porém, a música ocidental usa dois modos na maneira como os intervalos


estão distribuídos ao longo da escala: o maior e o menor. Então temos 12
escalas no modo maior e mais 12 no modo menor, totalizando 24 escalas

possíveis de se fazer com as 12 notas disponíveis na música ocidental.

Vamos ver algumas escalas:

Escala cromática e Diatônica  veja na próxima página.


 Escala cromática – é a sucessão de todas as notas em SEMITONS, até
completar uma oitava, veja abaixo uma escala cromática apartir de C:

C C#/Db D D#/Eb E F F#/Gb G G#/Ab A A#/Bb B C

 Escala Diatônica – é a sucessão das notas em intervalos de SEMITONS e


TONS, podendo ser MAIOR ou MENOR, veja o exemplo na próxima pag.
da escala de A maior:

A T B T C# ST D T E T F# T G# ST A

T tom II tom III semitom IV tom V tom VI tom VII semitom VIII
Essa fórmula acima é a fórmula de estrutura da escala maior em

qualquer tonalidade.

Note que entre as notas da escala diatônica de A maior eu inseri uns T e ST, que
são representação de TOM (T) e SEMITON (ST). Sendo que fica sendo regra da

escala diatônica maior a seguinte fórmula: T T ST T T T ST

Escala diatônica de A menor natural, veja abaixo:

A T B ST C T D T E ST F T G T A

T tom II semitom III tom IV tom V semitom VI tom VII tom VIII

Essa fórmula acima é a fórmula de estrutura da escala menor natural em

qualquer tonalidade.

Escala diatônica de A menor melódica

A T B ST C T D T E T F# T G# ST A
Escala diatônica de A menor harmônica

A T B ST C T D T E ST F TS G# ST A

T tom II semitom III tom IV tom V semitom VI tom+semitom VII semitom VIII

As escalas também podem ser ascendentes ou descendentes, conforme a


disposição das notas, isto é, do grave para o agudo ou vice-versa. Uma
particularidade importante nas Escalas Menores, é que a descendente não é
igual ascendente, como acontece nas escalas maiores (mas isso não funciona

como uma regra, tudo vai depender da harmonia do estilo que estarás tocando).

Escalas pentatônica

Introdução:

As escalas Pentatônicas são um dos passos mais importantes para aprender e


evoluir a tocar guitarra. Especialmente utilizadas na música pop/rock, mas
também em jazz, blues, folk, country entre outros estilos, são uma dádiva
particularmente especial para os guitarristas amadores com pouco tempo para
praticar porque são muito fáceis de memorizar e aplicam-se a quase qualquer
música destes estilos.

O que são ?

Tecnicamente qualquer escala de cinco notas por oitava pode ser considerada
uma pentatónica, daí o seu nome (Penta). Porém, em 99% dos casos, utilizamos
o termo Pentatónica para nos referirmos às escalas derivadas do círculo de
quintas (lição em breve), ou seja, começando na nota raiz da escala e indo
fazendo as quintas consecutivas de cada nota. Por exemplo:
C (Dó)
C + 5ª = G (Sol) G + 5ª = D (Ré)D + 5ª = A (Lá) A + 5ª = E (Mi)

Re-ordenando estas notas obtemos a pentatónica maior de Dó: C D E G A

É um fato intuitivo para a maioria dos guitarristas e baixistas que a 5ª funciona


bem como complemento a qualquer nota de uma escala ou progressão de
acordes, daí as pentatônica também resultarem.
A pentatónica menor, também se deriva do círculo de 5ªs, pegando na nota raiz
e "andando para trás", por exemplo:
C
nota cuja 5ª é C = F
nota cuja 5ª é F = A#
nota cuja 5ª é A# = D#
nota cuja 5ª é D# = G#

Re-ordenando estas notas obtemos a pentatónica menor de Dó: C D# F G# A#


Como se constroem ?

OK. Isto é só para ler uma vez, porque quando as memorizar na barra da
guitarra nunca mais vai querer formar Pentatônicas a partir dos intervalos.

A Pentatónica maior, formada a partir da nota raiz, é: R 2 3 5 6, ou seja

R + Tom + Tom + Tom Semi-tom + Tom

Por exemplo, na escala de Dó: C D E G A

A Pentatónica menor, formada a partir da nota raiz, é: R m3 4 5 m7, ou seja

R + Tom Semi-Tom + Tom + Tom + Tom Semi-tom


Por exemplo, na escala de Dó: C Eb F G Bb

Desenhos/Shapes das Escalas


Escala Cromática

Escala diatônica de C Maior apartir da 5ª corda:

Escala diatônica de C maior apartir da 6ª corda:

Escala diatônica de A menor melódica:


Escala A menor melódica:

Escala Menor harmônica


Trabalhando a Palhetada

Existem dois tipos de Palhetada, a ALTERNADA e o SWEEP, com as frases que


serão dadas abaixo, você desenvolverá os dois modos, preste atenção no
posicionamento dos dedos e na posição da palheta, para que você não se vicie
de forma errada.

Palhetando no Cromatismo

No exercício abaixo você irá utilizar seis notas por tempo, preste muita atenção
no posicionamento dos dedos e na palhetada que deve ser ALTERNADA em

todo o exercício baixo.

Esse 2º exercício cromático tem por finalidade, apresentar um uso prático para
o cromatismo, ou seja, vamos mostrar como um grande guitarrista como Joe
Petrucci, utiliza o cromatismo em seus solos. Esse exercício foi extraído de um
vídeo aula do mesmo. Só um lembrete, este exemplo só fica interessante
quando tocado muito rápido.
Licks

Nas frases abaixo, a maioria das técnicas citadas nessa apostila, Sweeps, Bends,
Reverse Bend, Pull-Off, Hammer-On, essas técnicas são assinaladas na tablatura
através de suas iniciais. Preste muita atenção na hora de reproduzir as frases com
as suas respectivas técnicas. Muitas das frases citadas abaixo podem ser usadas em
improvisos.

Exemplos de Sweep.
Frases de Blues

Frases de Blues Pentatônica Gm

FIM