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Litisconsórcio

O litisconsórcio ocorre quando duas ou mais pessoas figuram como autoras ou réu na relação
jurídica, ou seja, quando ocorre a pluralidade das partes em qualquer dos polos da ação
judicial.

Humberto Theodoro Junior define:


``Os diversos litigantes, que se colocam do mesmo lado da relação processual, chamam-
se litisconsortes. O que justifica o cúmulo subjetivo, in casu, é o direito material disputado tocar a
mais de um titular ou obrigado, ou é a existência de conexão entre os pedidos formulados pelos
diversos autores ou opostos aos diversos réus.´´

A previsão legal para essa pluralidade de partes encontra-se no art. 113 do CPC/15:

``Art. 113. Duas ou mais pessoas podem litigar, no mesmo processo, em conjunto, ativa ou
passivamente, quando:

I - entre elas houver comunhão de direitos ou de obrigações relativamente à lide;

II - entre as causas houver conexão pelo pedido ou pela causa de pedir;

III - ocorrer afinidade de questões por ponto comum de fato ou de direito.´´

As razões fundamentais do litisconsórcio são economia processual e a harmonização dos


julgados, devido à existência de uma inter-relação das situações jurídicas de direito material
entre os litisconsortes, buscou-se harmonizar os julgados para evitar decisões conflitantes, em
decorrência disso ocorre à economia processual.

O CPC/2015 se atentou em regulamentar o litisconsórcio multitudinário, conforme previsão


dos §1º e §2º do art. 113:

``§ 1o O juiz poderá limitar o litisconsórcio facultativo quanto ao número de litigantes na fase de
conhecimento, na liquidação de sentença ou na execução, quando este comprometer a rápida
solução do litígio ou dificultar a defesa ou o cumprimento da sentença.

§ 2o O requerimento de limitação interrompe o prazo para manifestação ou resposta, que


recomeçará da intimação da decisão que o solucionar.´´

Caso não houvesse esta previsão dando poderes ao juiz para limitar o numero de litigantes
poderia ocorrer um desvio de finalidade do litisconsórcio, já que os processos com número
exorbitante de partes demorariam muito tempo para terminar.

O pólo da relação processual no litisconsorcio pode ser: Ativo – mais de um autor e um réu
Passivo –mais de um réu no processo. Misto, bilateral ou recíproco – em ambos os polos do
processo há uma pluralidade de partes – mais de um autor e mais de um réu. Multitudinário -
juiz tem o poder de limitar o numero de litisconsortes desde que se trata de litisconsórcio
facultativo.

Classificação

 Quanto a sua formação pode ser necessário (obrigatório) ou facultativo (opcional).


Será necessário quando a lei determinar a sua formação ou quando a natureza da relação
jurídica, depender da presença de todos os sujeitos no processo, para alcançar uma solução
eficaz, essa segunda hipótese ocorre quando o direito material for único e incindível.
Conforme art. 114 do CPC:

``Art. 114. O litisconsórcio será necessário por disposição de lei ou quando, pela natureza da
relação jurídica controvertida, a eficácia da sentença depender da citação de todos que devam
ser litisconsortes.´´

Nos casos em que o litisconsórcio for necessário em decorrência do direito material, também
será unitário, porque a sentença deverá ser a mesma para ambos. Quando for necessário em
decorrência exclusivamente da lei será simples (quando a relação não for una e incindível) ou
unitário (quando a relação jurídica é uma e incindível).

Marcus Vinicius Rios Gonçalves aborda o seguinte exemplo em razão do direito material:

``... , por

: o marido e a mulher.´´

Em regra não há litisconsórcio necessário ativo.

No caso de descumprimento do polo passivo do litisconsórcio necessário, o juiz quando


verificar a omissão, ordenará que o autor proceda a regularização do processo, nos termos do
parágrafo único do art. 115 do CPC, sob pena de extinção do processo, o juiz não poderá
inserir de oficio no polo passivo réu não indicado pelo autor.

Será facultativo quando for opcional a formação do litisconsórcio, em regra essa decisão cabe
ao autor, podendo depender da vontade do réu, no chamamento ao processo do devedor
principal, em caso de fiança, ou dos codevedores solidários, por exemplo.

Quando for facultativo o mais comum é que também seja simples, já que por ser opcional não
será obrigatória a mesma decisão para todos.

Para Humberto Theodoro Junior, o litisconsórcio facultativo unitário tem a seguinte função:

``A figura do litisconsórcio facultativo unitário, implicitamente incluída no art. 116 do NCPC,
tem como função resolver a situação daqueles casos previstos no direito material em que a
relação jurídica é incindível, mas a legitimação para discuti-la é atribuída por lei a mais de uma
pessoa, que pode agir individualmente, provocando solução judicial extensível a todos os
cointeressados.´´

Assim, no caso de legitimidade extraordinária, a lei per

, mas facultativo.

 Quanto ao momento da sua formação o litisconsórcio poderá ser inicial ou ulterior.

O litisconsórcio inicial é formado com a petição inicial, já o litisconsórcio ulterior é formado no


curso do processo.
Quando o litisconsórcio é facultativo a formação depende da vontade do autor. Após a citação
do réu se o autor quiser incluir algum litisconsorte, será necessária a anuência deste, se o
processo já tiver sido saneado não será possível nem mesmo com o consentimento.

Já no litisconsórcio necessário o autor deverá incluir todos no polo passivo e ativo, se não o
juiz determinará que emende a inicial, sob pena de indeferimento. O juiz poderá determinar a
inclusão do litisconsorte a qualquer momento do processo, e decretara a nulidade dos atos
processuais que o litisconsorte necessário não participou.

 Quanto à uniformidade da decisão perante os litisconsortes : unitário e simples

No litisconsórcio unitário a sentença deverá ser a mesma para todos, é juridicamente


impossível que seja diferente. Existe quando há uma relação jurídica una e incindível.

,
.

,d , o resultado acabaria sendo


diferente. tajoso, todos os litisconsortes
, mas se .

, se for prej .

No litisconsórcio simples o juiz não esta obrigado a decidir de maneira uniforme para todos,

. Ele pode ser necessário quando a lei determinar ou


facultativo nas hipóteses do art. 113 do CPC.
orecem nem prejudicam os demais, entretanto, é in

, apenas aquele que o praticou.