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Commented [U1]: ou

O sopé da montanha
A base do verbo ser

A vida corre. E nós com ela. Por vezes temos vislumbres de sobriedade e queremos
parar. Por vezes o corpo lança-nos avisos e faz-nos parar. E outras ainda é a própria vida
que, cansada, sucumbe e nos obriga a mudar o rumo e a perspetiva. E isto acontece em Commented [U2]: Das duas uma: ou substituis um dos
ciclos, mais ou menos uniformes, mais ou menos intensos. Eles são lampejos divinos (do parar por, ou tens de acrescentar um parar nesta frase. =)

universo ou do selfiverso) que bem entendidos podem ser o empurrão para a mudança
Commented [U3R2]:
de rumo, de rotinas, ou o desfraldar velas da embarcação que jaz latente dentro de nós,
Commented [U4]: Itálico porque não é português
ansiosa por se adentrar por mares desconhecidos.
Commented [U5R4]:
A nossa viagem começa aqui. No chamamento deste momento, no sopro intuitivo de
Commented [U6]: Desfraldar velas ou desfraldar das
querer deixar de compreender o mundo e ao começarmos a mergulhar no selfiverso. velas?
Todas as grandes construções começam assim, da fundação para a edificação, do átomo Não sei

para o Arcanjo. E a descoberta do Guerreiro Interior afigura-se como a subida de uma Commented [U7R6]:
montanha. Não olhes ainda para o topo. Não queiras ainda ter um vislumbre da
paisagem, ou sentir a brisa pura da altitude a entrar-te pelo corpo. Não penses já nas
dificuldades que vais ter porque antecipas trilhos escarpados, passagens estreitas e Commented [U8]: Tirei vírgula
rochas afiadas que te dilacerarão o corpo. Esse nem é o maior desafio. Esse começa no Commented [U9R8]:
primeiro passo, mesmo no sopé da montanha, onde te preparas para a grande jornada.
Antes de partires em qualquer viagem, por pequena que seja, preparas-te sempre para
não seres apanhado desprevenido no local para onde te deslocas, seja ele mais ou
menos desconhecido. Assim é na vida, quando já percebeste que partiste sem o mais
básico dos cuidados e tens de te preparar para continuar o caminho. Embora o primeiro
passo seja essencial, a roupagem com que te vestes, aquela que levas na mala para
qualquer eventualidade, todos os produtos que te garantem higiene, um bloco de notas
e uma máquina fotográfica são essenciais. Neste primeiro momento a proposta é que
organizes a mala para a grande viagem ao selfiverso. Para isso terás de caminhar num
labirinto que vais descobrir, momento a momento… e se em algum deles a passagem
estiver interrompida, não sucumbas. Recua e procura novo trilho que te leve a
desenrolar o novelo em que te encontras, usando-o para marcar o caminho percorrido
e para te servir de guia. O início começa, pois, na descoberta do que é SER, de dentro
para fora, na caminhada que leva o átomo de outrora a progredir para o Arcanjo. Que a
jornada inicie!
1. O que colocar na mala?

Numa viagem colocamos na mala roupa conforme as características do local para onde
vamos. Roupa leve para locais quentes, roupa quente e impermeável para locais frios e
chuvosos. O problema é quando iniciamos uma viagem para um local desconhecido, de
onde não temos qualquer informação. Então, o melhor é usar precaução e levar um Commented [U10]: Precaver ou “ser-se cauteloso”
pouco de cada um dos tipos. Para isso precisamos de espaço, até porque sabemos que Commented [U11R10]:
a viagem será longa, e temos de nos livrar de coisas supérfluas, de todas as
“quinquilharias e bugigangas” que não acrescentam nada que não sejam o verbo TER. Commented [U12]: Dupla negação.
Estamos a iniciar uma viagem para SER e o acessório não será necessário. Talvez uma Que nada acrescentam

vez lá possamos compreender que o simples, muitas das vezes, se torna o melhor Commented [U13R12]:
acessório. Cada um de nós tem a sua individualidade, a experiência é imperatória nas Commented [U14]: A não ser o verbo TER
nossas escolhas e por isso este é um processo íntimo, sagrado, ao qual apenas devemos Commented [U15R14]:
permitir a entrada do EU. Commented [U16]: Repetição de palavras. Sei que têm
significados diferentes, mas não gosto.
O anterior acessório poderá ser dúbio. Substituía por: o que
é acessório. E aqui em baixo punha outra coisa, não sei…
A urgência da necessidade em detrimento do desejo não me lembro
Commented [U17R16]:
Commented [U18]: Imperativa?
O primeiro exercício para a descoberta do GUERREIRO INTERIOR é descobrir o que nos Commented [U19R18]:
é necessário. É importante saber agir segundo as nossas necessidades e nunca segundo
os nossos desejos. Coloca-te a seguinte questão: Preferia ter uma vida de luxo ou ter
uma vida de felicidade? Commented [U20]: Claro que percebo a ideia, mas a
verdade é que para muita gente o luxo será a felicidade…
Todos nós, em algum momento, gostávamos de ter alguma coisa, porque a sociedade parece-me que este tipo de afirmação não é o melhor ;)
em que nos inserimos nos obriga a ter para tentarmos ser. A questão é que a nossa Commented [U21R20]:
maior viagem, a nossa maior conquista, o nosso maior tesouro é, provavelmente, Commented [U22]: Mantém os CAPS por uma questão de
gratuito. Mora dentro de nós à espera de ser encontrado. Diz o senso comum que coerência ;)
começamos a ser felizes quando as nossas escolhas se baseiam no que sentimos e Commented [U23R22]:
deixamos de nos incomodar com o que os outros pensam, e é bem verdade. Para o senso
comum também é verdade que dançar num temporal é insanidade, mas se te fizer feliz, Commented [U24]: Estás a ver? É por isto que aqui dizes
vais deixar de o ser porque te recriminam? Tudo é ambíguo, toda a moeda tem duas que aquela afirmação da felicidade é falaciosa ;)

faces e todas as questões possuem milhares de respostas. Mais uma vez: aqui, o que Commented [U25R24]:
importa és tu, é a tua vida, é o teu espírito que deve viver a sua verdade sem pensar no
que o outro pensa. Desde que a tua caminhada não interfira com a do outro a ponto de
lhe tirar a liberdade, estarás sempre no teu bom caminho.
EXERCÍCIO
Escreve no papel aquela que pensas ser a tua maior necessidade no momento. Tens
tempo, não escrevas aquela que te vem à cabeça, mas a tua real necessidade. Não te
esqueças que estás a preparar a mala para a tua maior viagem.
Resolução:
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Então, ao te preparares para iniciar esta viagem, enfrenta e cuida de todos os teus
medos. O medo é o principal fator de tropeço e procrastinação, chegando a superar o
outro, que é a preguiça. Se te mantiveres na zona de conforto nunca chegarás a alcançar
a libertação, pois tens grilhões que te prendem e te impedem de voar. Chama a ti todos
os demónios e em seguida alimenta-os, dando-lhes paz. Nada é insolúvel, assim como Commented [U26]: É mesmo isto? Alimentar ‘os
nada é permanente. Permite-te reconciliares-te com o teu passado, com o teu eu. demónios? Ou é mais algo do género “aceita-os”?

Quando amas de verdade alguém, deves demonstrá-lo não a satisfazer os seus desejos, Commented [U27R26]:
mas sim facilitar a que colmate as suas necessidades. Contigo passa-se o mesmo. Commented [U28]: Amas alguém de verdade ;)
Apaixona-te por ti! Vive uma intensa e tórrida história de amor contigo próprio, que te Commented [U29R28]:
leve a suprir as tuas necessidades e não os teus desejos. Estes, levam-te para respostas Commented [U30]: Ao facilitares que colmate
automáticas, rápidas e efémeras que te tiram o foco e te prendem a todos os demónios. Commented [U31R30]:
Eles sempre vão existir, porque a vida também depende das relações com o outro e com
o meio, mas se souberes alimentá-los e dar-lhes paz, não mais eles serão algozes e sim Commented [U32]: O mesmo de há pouco….
mind-builders, que te fortalecerão. Ninguém é mais forte que aquele que passa pela Commented [U33R32]:
tormenta, pois conhece-lhe as suas dificuldades e sabe como transpô-las. Commented [U34]: Tirava “suas”
Commented [U35R34]:

A importância de se ser “egoísta”

Este capítulo pode gerar polémica. A verdade é que, como em tudo na vida, é o excesso
que corrói a forma como utilizamos todos os recursos infinitos que possuímos. Num
breve exercício mental, não há nenhum recurso que levado ao extremo seja saudável e Commented [U36]: Dupla negação. Tira “nenhum”
útil. Nem o Amor, em todo o seu conceito e forma, pois levado ao extremo corrompe o Commented [U37R36]:
sentido. Se nos amarmos demais, criamos barreiras à interação com o meio, se amamos Commented [U38]: Separaria as ideias, tal como há
demais o próximo, acabamos por esquecer o “eu”. A natureza ensina-nos que tudo se pouco:
ou com ponto e vírgula, ou com ponto final! =)
deve equilibrar e quando se quebra esse equilíbrio, o ecossistema entra em caos. Então,
antes de partirmos para a descoberta do meio e do outro, devemos explorar o nosso Commented [U39R38]:
selfiverso, que é o mesmo que dizer que devemos explorar-lhe os “cantos” e as
“manhas”, saber os “tiques”, os defeitos e as qualidades. E aqui urge que sejamos, mais
que tudo, honestos. É um processo íntimo, mas como estamos a entrar em campos de
alguma forma escorregadios, tendemos a fazer connosco o que fazemos com os que nos
rodeiam… a dificuldade em reconhecer. Liberta-te desse entrave e procura-te nos Commented [U40]: ter dificuldade em reconhecer
abismos da tua existência. A importância de saberes o mapa do teu ser é primária. Commented [U41R40]:
Sermos atentos e conscientes do nosso selfiverso é sabermos como agir em todas as Commented [U42]: maiúsculas
situações que se nos deparam. Por isso entra um pouco em processo egoístico para que
Commented [U43R42]:
possas, em primeiro, traçar o mapa de ti. Quem melhor se conhece, sabe melhor os seus
anseios, agindo segundo os seus princípios e não segundo o que os outros pensam,
adquirindo um grau de liberdade intenso e quase pleno.
EXERCÍCIO
A folha que te demos tem um mapa do corpo. Podes verificar que para além dos órgãos
básicos físicos, tem também os chakras. Durante a meditação, vais viajar por todos eles
e em cada um, vais procurar uma situação da tua vida que vais relacionar. Escreve na Commented [U44]: com que o vais relacionar
folha cada uma dessas situações. Se aparecer mais que uma, tenta memorizar e escreve- Commented [U45R44]:
as também. No espaço em branco em volta do corpo tens a oportunidade de desenhar,
colorir, da forma que entendas ser o teu paraíso, o teu lugar seguro, onde a tua alma
pode repousar em paz.

O cuidado da imposição de limites

Todos nós somos falíveis. Ninguém é perfeito e não conhecemos alguém que goste de
ser ninguém. Como dizem várias doutrinas a perfeição não é deste mundo, porquanto
estamos aqui e agora, para nos encontrarmos e limar as nossas arestas rumo a uma
felicidade relativa. Comummente, exigimos de nós para além dos nossos limites, e em
regra por causa dos que nos rodeiam. Esticamos todas as fronteiras do nosso ser para
que possamos coexistir minimizando o confronto com o meio. Mais uma vez entramos
em excesso e saímos do que nos é natural. Ou nos estouramos fisicamente em afazeres
extralaborais porque há coisas para fazer pelo lar e não queremos confronto com quem
coabita connosco em apelos de cooperação, ou adentramos na rixa por isso, ou noutro Commented [U46]: por outro
motivo, esgotando-nos fisicamente. Em todas as situações que exigem certo grau de Commented [U47R46]:
resiliência, achamos que podemos ir além do esforço máximo e acabamos por nos
esgotar, resultando num desgaste que acaba por influenciar toda a nossa vida e não o
momento em que decidimos ir para além do nosso limite. Quebrar os limites é uma
forma extraordinária de encontrar novas motivações, mas necessita de uma base sólida,
do sossego de estarmos dentro da nossa fortaleza, para que possamos, depois, criar a
aventura de procurar novos objetivos. Ninguém depois duma maratona quer aventurar-
se numa nova corrida. Ninguém depois de horas de esforço mental consegue mudar o
chip para outro assunto e voltar à carga com a mesma intensidade. Usando um quadro
mental vamos imaginar um surfista que gosta de cavalgar ondas gigantes. Ele terá que
ir aumentando progressivamente o grau de dificuldade até chegar ao seu objetivo e
nunca poderá adentrar-se mar a dentro para fazer uma onda destas. Com preparação, Commented [U48]: redundante. Entendo o reforço, mas
aprendendo e sem saltar processos, ele aprenderá também a fazer esta onda… sem isto, é redundante.
sugiro “aventurar-se mar a dentro”
tornar-se-á mortal. Então o cuidado em estabelecer LIMITES REAIS é fundamental. A
Commented [U49R48]:
pouco e pouco (os ritmos de cada um são diferentes) devemos ir progredindo e
aumentando as nossas fronteiras, rumo ao desconhecido. Não se começa uma casa pelo
telhado. Também ninguém nasce com todas as faculdades a topo, pronto para o que der
e vier. O importante, neste ponto, é procurarmos e entendermos os nossos limites e
antes de os expandirmos, procurar conhecer todas as margens que tocam o
desconhecido.

EXERCÍCIO

Nessa folha está uma pequena ilha com uma casa. És tu essa ilha. O compromisso neste
exercício é que no espaço que tens livre na ilha coloques mais casas, cada uma com
aqueles que achas que são os teus limites, conforme o exemplo que te é dado. Vais
perceber que em certa altura a ilha está preenchida e não tem mais onde colocar
edificações. Está na hora de expandires a ilha. Faz uma margem, com cerca de um
centímetro a partir das fronteiras da ilha em toda a volta. Agora coloca novas casas, com
os teus próximos limites, uma vez que os que se encontram na ilha original já estão
conhecidos e dominados. Repete todas as vezes que sintas que tens os teus limites
dominados e que te permitem partir para novas conquistas, mas tem atenção porque
ao aumentares o raio do teu selfiverso, aumentas também as margens do que te é
desconhecido. Avança quando estiveres preparado.

A prioridade de higienização

A regra mais básica para nos amarmos é mantermo-nos limpos e em forma. O nosso
corpo é o nosso templo e ao mesmo tempo a nossa muralha e o nosso porto de abrigo.
A nossa alma é o nosso centro de decisões, e ao mesmo tempo a nossa biblioteca e o
nosso centro de comunicação com o exterior, a sede do que fomos, somos e seremos.
Muitas vezes conceituamos como descuido, ou desculpamo-nos com a falta de tempo
para nos higienizarmos no corpo e na mente. É verdade que o mundo corre e que muitas Commented [U50]: o não nos higienizarmos
vezes as 24 horas do dia parecem ser curtas para todos os compromissos, mas não há Commented [U51R50]:
nenhum superior ao de cuidar de nós. Como vamos enfrentar o dia a dia se não nos Commented [U52]: dupla negação: não há algo de
sentirmos confortáveis com o nosso veículo e com o seu condutor? Se partirmos para superior ao cuidarmos de nós
cada dia confiantes e em paz, todas as adversidades não serão mais que oportunidades Commented [U53R52]:
para aprender e crescer. Se andarmos descuidados o panorama afigurar-se-á como mais Commented [U54R52]:
um problema a juntar a todos os outros. Se te mantiveres limpo, a tua autoestima
aumenta, assim como aumenta a possibilidade de receber bênçãos para que, sob forma
de intuição, surjam soluções.
Não mexendo com as convicções de cada um nem com o seu ritmo é importante cuidar
da alimentação. Quantas e quantas vezes não nos alimentamos para além do aceitável
só porque está a “cair bem”? Sabemos que todos os mal-estares físicos nos estimulam
comportamentos de defesa, tantas vezes auto e heteroagressivos… Se nos vigiarmos e
cumprirmos a função básica da alimentação que é fornecer energia ao corpo, então
estaremos em equilíbrio. Não se trata de opções por convicção. Não tens de ser
vegetariano para estar em equilíbrio, nem tens de passar fome. O importante é sentires
que estás bem alimentado e sem sensações de enfartamento. Assim é com o alimento
da alma… a oração ou meditação não deve ser imposta, assim como o estudo ou a
leitura. Todos os alimentos da alma devem ser compassados e fluir com naturalidade
pela alma sem que sejam impostos. É mais profícuo fazer dois dias de pausa, se não
estiver a fazer sentido, do que fazê-lo por obrigação e estar a jogar poeira para dentro
ao invés de luz. Isto cria desequilíbrio e desinteresse, sem que notemos. A palavra para
as duas formas de nos alimentarmos é uma: equilíbrio.
Por outro lado, a higiene corporal e espiritual, assim como o exercício regular, permitem
que as energias do teu templo se mantenham ativas, em movimento. Assim como as
águas paradas, também a energia, em todas as suas formas (celular ou etérea), acaba
por se tornar venenosa. A juntar a isto, evita locais e pessoas tóxicas, pois um dos Commented [U55]: a água parada é venenosa?
grandes poderes que temos nas nossas vidas é o livre arbítrio, poder escolher onde Commented [U56R55]:
queremos estar e com quem queremos partilhar o nosso templo. Locais e pessoas Commented [U57]: Isto é concetual, não precisas de
desajustadas com a nossa vibração tendem a envolver-nos, a emaranhar-se, acabando alterar… mas o que temos são graus de liberdade ;)
por se instalarem. Aprende a diferenciar o que fazes do que queres fazer e, conhecendo Commented [U58R57]:
os teus limites e dentro do teu equilíbrio, exercita-te física e espiritualmente, libertando-
te de toda a poluição que te rodeia.

EXERCÍCIO

(ainda não tenho nenhum =P)