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DIREITO ADMINISTRATIVO

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CONCEITO
• Maria Sylvia Zanella:

• "Ramo do Direito Público que tem


por objeto os órgãos e pessoas
jurídicas administrativas que
integram a Administração Pública, a
atividade jurídica não contenciosa
que exerce e os bens de que se
utiliza para a consecução de seus
fins, de natureza pública".
DIREITO ADMINISTRATIVO

• ESTADO, GOVERNO E ADMINISTRAÇÃO


PÚBLICA.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Conceito Estado – segundo ensina a


doutrina tradicional, o Estado é
uma associação humana (povo),
radicada em base espacial
(território), que vive sob o
comando de uma autoridade
(poder), não sujeita a qualquer
outra.
DIREITO ADMINISTRATIVO
SIMPLES UNITÁRIO

• Forma de Estado:

COMPOSTO CONFEDERAÇÃO
FEDERAÇÃO
FORMA DE ESTADO - FEDERAL

UNIÃO
ESTADOS

DISTRITO FEDERAL

MUNICÍPIOS
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Forma de Governo: República

monarquia
DIREITO ADMINISTRATIVO

Presidencialista
• Sistema de Governo:

Parlamentarista
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Regime Político: Democracia.

Ditadura.
DIREITO ADMINISTRATIVO

Povo;
• Elementos do Estado Território;
e Governo Soberano.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Povo – corresponde a um conceito


jurídico político. (São os natos +
naturalizados).
• população (conceito numérico)
número de pessoas existentes em
determinado espaço territorial em
certo tempo.
• Cidadão – povo no exercício do
direito político.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Território corresponde a um
conceito jurídico e, não meramente
geográfico. Navios e aeronaves
pertencentes ao Governo brasileiro,
ou a seu serviço são considerados
território nacional onde quer que se
encontrem.
DIREITO ADMINISTRATIVO

Executivo;

Poderes Legislativo;

Judiciário.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Organização – União; Estados; DF e


Municípios – todos autônomos. Art
18 CF/88.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Conceito de Governo – na verdade,


o governo ora se identifica com os
Poderes e órgãos supremos do
Estado, ora se apresenta nas
funções originárias desses Poderes
DIREITO ADMINISTRATIVO

• O governo atua mediante atos de


soberania ou, pelo menos, de
autonomia política na condução dos
negócios públicos. É Poder político
– temporal.
DIREITO ADMINISTRATIVO
GOVERNO

ADM
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Conceito de Administração Pública -


é todo o aparelhamento do Estado
preordenado à realização de
serviços visando a satisfação das
necessidades coletivas. Não pratica
atos de governo, mas tão-somente
atos de execução. (são os
chamados atos administrativos).
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Sentido Subjetivo e Objetivo

• a) Sentido Subjetivo (orgânico ou


formal) – “Quem realiza”.
• - Entes que exercem a atividade
administrativa (atividade jurídica
não contenciosa) => compreende
pessoas jurídicas, órgãos e agentes
públicos.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• b) Sentido Objetivo (material ou


funcional) – “O que realiza”.
– fomento;
– polícia administrativa;
– serviço público (prestação);
– intervenção na atividade econômica.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Fontes
– Lei – É a fonte primária. (sentido amplo
Constituições, Leis ...)
– Doutrina; Jurisprudência; Costumes.
• Princípios.

• “Art. 37 - A administração pública direta e indireta de qualquer


dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”.
• Sua principal característica é serem de observância obrigatória a
União, Estados, Distrito Federal e Municípios. São eles :

• L EGALIDADE
• I IMPESSOALIDADE
• M ORALIDADE
• P UBLICIDADE
• E FICIÊNCIA
• PRINCÍPIOS PREVISTOS NA LEI DO PROCESSO
ADMINISTRATIVO

• A Lei nº 9.784, de 29.01.1999, art. 2º, prevê que A


Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos
princípios da :
• supremacia do interesse público sobre o interesse
particular
• indisponibilidade
• finalidade,
• motivação,
• razoabilidade e proporcionalidade,
• ampla defesa e contraditório,
• segurança jurídica,
• autotutela
QUESTÕES
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
(PFN-ESAF) O princípio de legalidade consiste em
que:

a) é possível fazer tudo aquilo que a lei não proíbe;

b) é necessário indicar nos atos administrativos a sua


fundamentação;

c) só é permitido fazer o que a lei autoriza ou permite


a disciplina depende de lei;

d) presume-se legítimo todo ato administrativo,


enquanto não for revogado ou declarado nulo.
(Analista Judiciário - execução de mandados - TRF/RS-
FCC)Em relação aos princípios básicos da
Administração Pública, é INCORRETO afirmar que o
da :
(A) razoabilidade significa que a Administração deve
agir com bom senso e de modo proporcional.
(B) autotutela significa que a Administração controla os
seus próprios atos através da anulação e da revogação.
(C) indisponibilidade consiste no poder da
Administração de revogar ou anular seus atos
irregulares, inoportunos ou ilegais.
(D) impessoalidade significa que a Administração deve
servir a todos, sem preferências ou aversões pessoais ou
partidárias.
• ORGANIZAÇÃO ADM
• A organização político-administrativa
brasileira compreende a União, os Estados, o
Distrito Federal e os Municípios, todos
autônomos nos termos da Constituição
(CF/88, art. 18, caput).
• A administração Direta e Indireta de qualquer dos
Poderes da União dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios obedecerá aos princípios da legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e
eficiência.....”.(CF/88, art. 37, caput)
• Assim, em uma primeira classificação a
Administração Pública compreende a :
– Administração Federal;
– Administração Estadual,
– Administração do Distrito Federal; e
– Administração Municipal.
• Cada uma destas Administrações se subdivide em :
• Administração Direta e
• Administração Indireta.
• ÓRGÃOS PÚBLICOS
• Para Hely Meirelles órgãos públicos “são
centros de competência instituídos para o
desempenho de funções estatais, através de
seus agentes, cuja atuação é imputada à
pessoa jurídica a que pertencem”. Por isso
mesmo, os órgãos não têm personalidade
jurídica nem vontade própria, que são
atributos do corpo e não das partes".
• Classificação dos órgãos públicos
• Hely Meirelles classifica os órgãos
públicos quanto á posição estatal, ou seja,
relativamente á posição ocupada pelos
mesmos na escala governamental ou
administrativa, em : independentes,
autônomos, superiores e subalternos.
• ÓRGÃOS INDEPENDENTES : são os originários da
Constituição, colocados no ápice da pirâmide governamental, sem
qualquer subordinação hierárquica ou funcional, e só sujeitos aos
controles constitucionais de um Poder pelo outro. São chamados
de órgãos primários do Estado. Esses órgãos detêm e exercem as
funções políticas, judiciais e quase-judiciais outorgadas
diretamente pela Constituição, para serem desempenhadas
diretamente pelos seus membros (agentes políticos, distintos de
seus servidores, que são agentes administrativos). São exemplos :
• Casas legislativas - Congresso Nacional, Câmara dos Deputados,
Senado Federal, Assembléias Legislativas, Câmaras de
Vereadores.
• Chefias do Executivos – Presidência da República,
Governadorias, Prefeituras.
• Tribunais Judiciários e Juízes singulares;
• Ministério Público – da União e dos Estados;
• Tribunais de Contas – da União, dos Estados, dos Municípios
• ÓRGÃOS AUTÔNOMOS : são os localizados na cúpula
da Administração, imediatamente abaixo dos órgãos
independentes e diretamente subordinados a seus chefes.
Têm ampla autonomia administrativa, financeira e
técnica, caracterizando-se como órgãos diretivos com
funções precípuas de planejamento, supervisão,
coordenação e controle das atividades que constituem
sua área de competência. São exemplos :
• Ministérios, Secretarias Estaduais, Secretarias
Municipais.
• Advocacia-Geral da União, Procuradorias dos Estados e
Municípios.
• ÓRGÃOS SUPERIORES : não gozam de autonomia
administrativa nem financeira, que são atributos dos
órgãos independentes e dos autônomos a que pertencem.
Sua liberdade funcional restringe-se ao planejamento e
soluções técnicas, dentro de sua área de competência,
com responsabilidade pela execução, geralmente a cargo
de seus órgãos subalternos. São exemplos
• Gabinetes;
• Inspetorias-Gerais;
• Procuradorias Administrtivas e Judiciais;
• Coordenadorias;
• Departamentos;
• Divisões.
• ÓRGÃOS SUBALTERNOS : destinam-se á
realização de serviços de rotina, tarefas de
formalização de atos administrativos, com
reduzido poder decisório e predominância de
atribuições de execução, a exemplo das
atividades-meios e atendimento ao público. São
exemplos .
• Portarias;
• Seções de expediente
• (TRF – 4º região) Os Tribunais Federais, a
Advocacia-Geral da União e as
Coordenadorias, quanto à posição estatal
são considerados respectivamente, órgãos :
a) Superiores, políticos e administrativos;
b) Independentes, autônomos e superiores;
c) Autônomos, independentes e superiores;
d) Superiores, independentes e autônomos;
e) Independentes, superiores e autônomos.
• DESCONCENTRAÇÃO

• DESCENTRALIZAÇÃO

• CENTRALIZAÇÃO
• DescEntralização é a distribuição de
competências entre Entidades de uma para
outra pessoa, ou seja, pressupõe a
existência de duas pessoas, entre as quais
se repartem as competências.
• DescOncentração é a distribuição de
competências entre Órgãos dentro da
mesma pessoa jurídica, para
descongestionar, desconcentrar, um
volume grande de atribuições, e permitir o
seu mais adequado e racional desempenho.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
DA UNIÃO:
• Administração Direta e Indireta:
• A Administração direta é composta
pelos órgãos integrantes da
Presidência da República e pelos
Ministérios.

• LEI Nº 10.683, DE 28 DE MAIO DE 2003


• Art. 25. Os Ministérios são os seguintes:
• I - da Agricultura, Pecuária e Abastecimento;
• II - do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; (Redação dada pela Lei nº 10.869,
de 2004)
• III - das Cidades;
• IV - da Ciência e Tecnologia;
• V - das Comunicações;
• VI - da Cultura;
• VII - da Defesa;
• VIII - do Desenvolvimento Agrário;
• IX - do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior;
• X - da Educação;
• XI - do Esporte;
• XII - da Fazenda;
• XIII - da Integração Nacional;
• XIV - da Justiça;
• XV - do Meio Ambiente;
• XVI - de Minas e Energia;
• XVII - do Planejamento, Orçamento e Gestão;
• XVIII - da Previdência Social;
• XIX - das Relações Exteriores;
• XX - da Saúde;
• XXI - do Trabalho e Emprego;
• XXII - dos Transportes;
• XXIII - do Turismo.
• Parágrafo único. São Ministros de Estado:
• os titulares dos Ministérios,
• o Chefe da Casa Civil da Presidência da República,
• o Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência
da República,
• o Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República,
• o Chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência
da República,
• o Chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da
República,
• o Chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da
Igualdade Racial,
• o Advogado-Geral da União,
• o Ministro de Estado do Controle e da Transparência e
• o Presidente do Banco Central do Brasil. (Redação dada pela
Medida Provisória nº 419, de 2008)
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Administração indireta
• É composta por entidades
que possuem personalidade jurídica
própria, e são responsáveis pela
execução de atividades de Governo
que necessitam ser desenvolvidas
de forma descentralizada.
• LEI Nº 11.107 DE 2005
• Art. 6º O consórcio público adquirirá
personalidade jurídica:
• I – de direito público, no caso de constituir
associação pública, mediante a vigência das leis
de ratificação do protocolo de intenções;
• II – de direito privado, mediante o
atendimento dos requisitos da legislação civil.
• § 1o O consórcio público com
personalidade jurídica de direito público integra
a administração indireta de todos os entes da
Federação consorciados.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Autarquias
• Definição do art. 5º, I, do DL 200/67: "o
serviço autônomo, criado por lei, com
personalidade jurídica, patrimônio e
receita próprios, para executar atividades
típicas de administração pública, que
requeiram para seu melhor
funcionamento, gestão administrativa e
financeira descentralizada".
• => Só podem ser criadas por lei
específica (art. 37, XIX, CF) .
DIREITO ADMINISTRATIVO
• Fundações Públicas
•  Fundações são pessoas de direito
público de natureza autárquica. Lei
complementar deve definir sua área
de atuação.
• Criação autorizada por lei (art 37,
XIX, CF), com registro em órgão
competente;
•  Regime de pessoal - Estatutário (L
8112/90) ou Celetista (L 9962/01).
•  Exs.: ENAP; IBGE, FUNAI, IPEA
(Inst de pesq. Econ. Aplicada).
DIREITO ADMINISTRATIVO
• Empresas Públicas.
•  Capital – 100% público;
•  Assume qq forma societária admitida em
direito;
• => Justiça Federal é competente para julgar
ações em que é parte empresa pública federal.
• => Deve-se entender que a supremacia
acionária esteja na órbita Federal .
•  Art. 173, § 1º - CF => Estabelece que lei
criará um estatuto jurídico das SEM e EP.
•  Criação e Extinção: art. 37, XIX exige-se lei
específica para a autorização de sua instituição.
Logo só por lei podem ser extintas.
•  Exs.: ECT; CEF; EMBRAPA.
DIREITO ADMINISTRATIVO
• Sociedade de Economia Mista.
•  capital 50% + 1 ação é pública;
•  forma societária, S/A
•  seus feitos são julgados na justiça
estadual;
•  Criação e Extinção: art. 37, XIX
exige-se lei específica para a
autorização de sua instituição. Logo
só por lei podem ser extintas.
• SEM => prestadoras de serviço
público não estão sujeitas à falência
(art. 242 da lei nº 6.404).
• As Diferenças entre EP x SEM

• a) EP => só recursos de pessoas


jurídicas de direito público e entidades
de administração indireta.
• SEM => recursos públicos e privados
(>50% + uma na esfera federal)
• b) EP => podem adotar qualquer forma
societária.
• SEM => sociedade anônima.
• c) EP (federal) => feitos perante a
Justiça Federal (art. 109, CF)
• SEM => feitos perante a Justiça
Estadual.
• Pontos comuns das Entidades

• a) patrimônio próprio;
• b) personalidade jurídica;
• c) lei de licitações;
• d) supervisão Ministerial;
• e) controle pelo TCU;
• f) Art. 37, II - concurso público
para ingresso.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• AGENTES PÚBLICOS: espécies e


classificação, poderes, deveres e
prerrogativas; cargo, emprego e
função pública.
DIREITO ADMINISTRATIVO
• Agente político; • estatutário. 8112

• Servidor Público: • temporário. Lei no


8.745, de 9 de dezembro de 1993

• AP • Agente militar. • Empregado


público Decreto-lei nº
5.452, de 1º de maio de 1943

• Particular em colaboração com o poder


público - requisição, nomeação,
delegação ou designação
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Poderes, deveres e prerrogativas dos


Agentes Públicos.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Subdivide-se em:
– dever de eficiência;
– dever de probidade (L 8429/92);
– dever de prestar contas.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Cargo – são lugares criados, por lei nos


órgãos, para serem providos por gentes
que exercerão as suas funções na forma
legal, podendo ser temporário ou efetivo.
O cargo é do órgão e o agente é investido
no cargo.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Função – é a atribuição ou conjunto de


atribuições que a administração confere a
cada categoria profissional ou comete
individualmente a determinados
servidores para a execução de serviços
eventuais. Diferencia-se, basicamente, do
cargo em comissão pelo fato de não
titularizar cargo público.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Emprego Público. É o trabalho, o ofício,


exercido por um servidor em caráter
permanente, sob o regime da
Consolidação das Leis do trabalho.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• PODERES ADMINISTRATIVOS
Trata-se de um instrumento que a ordem
jurídica coloca a disposição do poder
público, que tem por finalidade tornar
efetiva sua atuação.
DIREITO ADMINISTRATIVO
• PODERES ADMINISTRATIVOS:
Poder Vinculado;
Poder discricionário;
Poder Hierárquico;
Poder Disciplinar;
Poder Regulamentar;
Poder de Polícia;
Uso e Abuso do Poder.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Poder Vinculado: É aquela situação em


que o agir do agente da administração
pública está previsto em lei, ou seja, ele
age pré-condicionado emitindo uma
carga menor de valor.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Poder Discricionário: o que prepondera é


um juízo de valor em termos de
oportunidade e conveniência, ou seja, a
ordem jurídica coloca à disposição do
agente a possibilidade de opção.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Poder Hierárquico: é aquele que tem por


finalidade ordenar os órgãos e cargos
públicos em níveis gerando a atribuição
de fiscalizar, avocar, controlar,
supervisionar, etc.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Poder disciplinar: tem por finalidade a


punição ou não do servidor, art. 5º inciso
LIV, LV CF/88. O exercício do poder
disciplinar pressupõe a existência de
regular processo administrativo em que
se assegure contraditório e a ampla
defesa.
DIREITO ADMINISTRATIVO
Poder Regulamentar: ver art. 84 inciso IV
CF/88. Art. 49 inciso V, CF/88. Tem por
finalidade explicitar o conteúdo da Lei,
possibilitando a sua efetivação, ou seja, dar
condições a que se exercite o direito previsto
na Lei.

• É de se notar que a CF/88, art. 84, inc VI;


(acrescentado pela EC n. 32/2000) possibilitou
a edição de decretos autônomos
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Poder de Polícia:
• “Considera-se poder de polícia a atividade da
administração pública que, limitando o
disciplinando direito, interesse ou liberdade,
regula a prática de ato ou abstenção de fato,
em razão de interesse público...” (Código
Tributário Nacional, art. 78, primeira parte)”
DIREITO ADMINISTRATIVO

• ADMINISTRATIVA:

• DE PRESERVAÇÃO
• PODER DE POLÍCIA: DA ORDEM PÚBLICA

• JUDICIÁRIA
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Características ou Atributos do Poder de


Polícia:
– Discricionariedade;
– auto-executoriedade; e
– coercibilidade .
DIREITO ADMINISTRATIVO
Excesso de poder;
• Uso e Abuso do Poder
Desvio de finalidade.

• O abuso do poder ocorre quando a autoridade,


embora competente para praticar o ato,
ultrapassa os limites de suas atribuições ou se
desvia das finalidades administrativas.
DIREITO ADMINISTRATIVO
• O constituinte trouxe o mandado de segurança,
cabível contra ato de qualquer autoridade (CF,
art. 5º, LXIX, e Lei 1.533/51), e assegurou a
toda pessoa o direito de representação contra
abusos de autoridades (art. 5º XXXIV, e a Lei
4.898/65 ).
QUESTÕES
(Analista Judiciário - execução de mandados
TRF/RS - FCC) No que se refere aos poderes
administrativos, é certo que:
(A) não há hierarquia nos Poderes Judiciário e
Legislativo, tanto nas funções constitucionais, como nas
administrativas.
(B) o termo polícia judiciária tem o mesmo
significado de polícia administrativa.
(C) o poder disciplinar confunde-se com o poder
hierárquico.
(D) o poder discricionário não se confunde com a
arbitrariedade.
(E) o poder será vinculado quando o Administrador
pode optar dentro de um juízo de conveniência e
oportunidade.
(AFTN/1990/ESAF) Poder vinculado é aquele que o direito :
a) atribui ao Poder Público para aplicar penalidades às
infrações funcionais de seus servidores e demais pessoas
sujeitas à disciplina dos órgãos e serviços da Administração.
b) confere ao Executivo para distribuir e escalonar as funções
de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes,
estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores de
seu quadro de pessoal.
c) confere à Administração Pública de modo explícito ou
implícito, para a prática de atos administrativos, com
liberdade na escolha de sua conveniência, oportunidade e
conteúdo.
d) positivo confere à Administração Pública para a prática de
ato de sua competência, determinando os elementos e requisitos
necessários à sua formação incumbe às autoridades
administrativas para explicitar a lei na sua correta execução.
• ATO ADMINISTRATIVO:
• Conceito,
• requisitos,
• perfeição,
• validade,
• eficácia,
• atributos,
• extinção,
• desfazimento e sanatória,
• classificação,
• espécies e exteriorização,
• vinculação e discricionariedade.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• CONCEITO
• H.LM – “é toda manifestação unilateral
de vontade da Administração Pública
que, agindo nessa qualidade, tenha por
fim imediato adquirir, resguardar,
transferir, modificar, extinguir e declarar
direitos, ou impor obrigações aos
administrados ou a si própria”.
• Características do ato administrativo:
• a) declaração jurídica que produz efeitos
jurídicos;
• b) provém do Estado ou de quem esteja
investido em prerrogativas estatais;
• c) é exercido no uso de prerrogativas públicas,
portanto, de autoridade, sob regência do Direito
Público;
• d) providências jurídicas complementares da lei
ou excepcionalmente da Constituição;
• e) sujeita-se a exame de legitimidade por órgão
jurisdicional.
DIREITO ADMINISTRATIVO
• Perfeição, Validade e Eficácia

• - perfeição - ato produzido em absoluta


conformidade - situação do ato cujo ciclo de
formação está concluído;

• - validade - observadas as exigências do sistema


normativo;

• - eficácia - disponível para produzir efeitos


próprios, típicos (não depende de termo,
condição).
DIREITO ADMINISTRATIVO
• Elementos ou requisitos do Ato Administrativo
• - Competência (sujeito) - autor do ato;
• - Finalidade - bem jurídico a que o ato deve
atender
• - Forma - revestimento externo do ato;
• - Motivo - situação objetiva que autoriza ou
exige a prática do ato(de fato e de direito);
• - Objeto (conteúdo) - disposição jurídica
expressada pelo ato;
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Teorias dos Motivos Determinantes -


enunciados os motivos pelo agente, estes
aderem ao ato, devendo ser provado que
ocorreram e que justificaram o ato.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Atributos dos Atos Administrativos


• a) presunção de legitimidade;
• b) imperatividade;
• c) exigibilidade;
• d) executoriedade ou auto-executoriedade;
• e) tipicidade.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Classificação dos Atos Administrativos


DIREITO ADMINISTRATIVO
QUANTO AO DESTINATÁRIO
• Atos Gerais  ato abstrato - alcança um
número indeterminado de pessoas e
situações. Ex.: regulamento; edital de
concurso público.
• Atos Individuais ato concreto - alcança
um único caso. Ex.: exoneração de um
servidor;
DIREITO ADMINISTRATIVO

QUANTO AO ALCANCE:
• Atos internos e externos

QUANTO À PRERROGATIVA:
• Atos de gestão, de império e de
expediente
DIREITO ADMINISTRATIVO

• QUANTO AO REGRAMENTO:
• - Discricionários  há margem de
liberdade para a Administração decidir.
Ex.: porte de arma;
• - Vinculados - não há liberdade para a
Administração decidir. Ex.:
aposentadoria, a pedido, por ter
completado o tempo para aposentadoria
DIREITO ADMINISTRATIVO

• - Quanto aos efeitos:


• - constitutivos. A administração
reconhece o direito que não era
comprovado. Ex.: tempo de serviço sem
carteira.
• - declaratórios. O direito já existe, a
administração atesta, certidão de tempo
de serviço com carteira.
DIREITO ADMINISTRATIVO
• Quanto à composição da vontade produtora do
ato:
• - ato simples - declaração jurídica de um órgão;
• - atos complexos - conjugação da vontade de
dois ou mais órgãos. Ex.:Decreto do Executivo
referendado pelo Ministro de Estado.
• - ato composto – declaração jurídica de um
órgão formando um ato, porém sem eficácia
que depende da verificação por parte de outro
para se tornar exeqüível. PGR - MSZD
DIREITO ADMINISTRATIVO

• ESPÉCIES DE ATO ADMINISTRATIVO


DIREITO ADMINISTRATIVO

• Normativos
• são aqueles que contém um comando
geral do executivo visando a correta
aplicação da lei. Ex.: Decretos;
Regulamentos; Regimentos e Resoluções.
Decretos

Regulamentos

Instruções normativas

• Normativos
Regimentos

Resoluções

Deliberações
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Atos Ordinatórios: são os que visam a


disciplinar o funcionamento da
Administração e a conduta funcional de
seus agentes; emanam do poder hierárquico;
só atuam no âmbito interno das repartições
e só alcançam os servidores hierarquizados
à chefia que os expediu; dentre os atos
ordinatórios merecem exame:
Instruções

Circulares

Avisos
• Atos Ordinatórios:
Portarias

Ordens de Serviço

Ofícios

Despachos
• Atos Negociais: são todos aqueles que
contêm uma declaração de vontade da
Administração apta a concretizar
determinado negócio jurídico ou a deferir
certa faculdade ao particular, nas
condições impostas ou consentidas pelo
Poder Público; enquadram-se os
seguintes atos administrativos:
Licença

Autorização

Permissão
• Atos Negociais:
Aprovação

Admissão

Visto

Homologação
Dispensa

• Atos Negociais: Renúncia

Protocolo Administrativo
• Atos enunciativos: são todos aqueles em
que a Administração se limita a certificar
ou atestar um fato, ou emitir uma opinião
sobre determinado assunto, sem se
vincular ao seu enunciado; dentre os
mais comuns estão os seguintes:
Certidões

Atestados

• Atos Enunciativos:
Pareceres

Apostilas
• Certidões (Administrativas): são cópias ou
fotocópias fiéis e autenticadas de atos ou fatos
constantes no processo, livro ou documento que se
encontre nas repartições públicas; o fornecimento
de certidões é obrigação constitucional de toda
repartição pública, desde que requerida pelo
interessado; devem ser expedidas no prazo
improrrogável de 15 dias, contados do registro do
pedido. (Lei 9051/95)
• Atestados: são atos pelos quais a Administração
comprova um fato ou uma situação de que tenha
conhecimento por seus órgãos competentes.
• Pareceres: são manifestações de órgão técnicos
sobre assuntos submetidos à sua consideração;
tem caráter meramente opinativo;
– Normativo: é aquele que, ao ser aprovado pela
autoridade competente, é convertido em norma de
procedimento interno;
– Técnico: é o que provém de órgão ou agente
especializado na matéria, não podendo ser
contrariado por leigo ou por superior hierárquico.

• Apostilas: são atos enunciativos ou


declaratórios de uma situação anterior criada
por lei.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Atos Punitivos: são os que contêm uma


sanção imposta pela Administração
àqueles que infringem disposições legais,
regulamentares ou ordinatórias dos bens
e serviços públicos; visam a punir e
reprimir as infrações administrativas ou
a conduta irregular dos servidores ou dos
particulares perante a Administração.
Multa

• Atos Punitivos: Interdição de Atividade

Destruição de coisas
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Extinção, desfazimento e sanatória.


• Extinção do ato eficaz

– O ato eficaz é o que esta produzindo os efeitos para


os quais foi preordenado. Essa espécie de ato
extingue-se:
– pelo cumprimento de seus efeitos;
– pelo desaparecimento do sujeito da relação
jurídica;
– pelo desaparecimento do objeto da relação
jurídica;
– pela retirada do ato;
– e pela renúncia.
• Retirada
• A edição de um ato administrativo
cujo objeto é a retirada de outro do
ordenamento jurídico impõe a esse ato a sua
extinção.
– A retirada pode dar-se:
– por revogação,
– por invalidação,
– por cassação,
– por caducidade, e
– por contraposição.
• Extinção: As formas mais usuais de extinção do
ato administrativo são a revogação e anulação.
• A revogação é a supressão de um ato
administrativo legítimo e eficaz, realizada pela
Administração. A revogação opera efeitos “ex
nunc”, ou seja, não retroage. Vale de sua
decretação em diante.
• Anulação – pode ser decretada pela própria
Administração ou pelo judiciário. Sua
fundamentação sempre será a ilegalidade do
ato. Opera efeitos “ex tunc”, ou seja, retroage à
data da produção do ato.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Recusa
• A recusa não se confunde com a
renúncia. Na recusa, rejeita-se o que
ainda não se possui; na renúncia, rejeita-
se o que já se possui.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Revogação da revogação e repristinação


• O ato de revogação pode ser
revogado? A resposta é não. O ato de
revogação é um ato administrativo
consumado, e como tal não existe mais. A
ressalva é feita para o caso de no ato
revogador constar a hipótese de
restauração do ato revogado.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Sanatória – a sanatória do ato adm. é o


seu conserto e aproveitamento, ou seja, a
superação de seus defeitos, para que se
alcance sua validade, eficácia e
exeqüibilidade.
• Convalidação – é o suprimento da invalidade
de um ato com efeitos retroativos.
• - Há de haver interesse público;
• - Não prejudicar terceiros de boa-fé;
• É poder discricionário da Administração, art.
55, Lei Federal, 9.784/99 “regula o processo
administrativo no âmbito da Administração
Pública Federal”.
• - Somente os atos anuláveis podem ser
convalidados.
• Cumprimento dos efeitos
• Desaparecimento do sujeito

• Desaparecimento do objeto
• ATO EFICAZ • Revogação.
• Invalidação.
• retirada • Cassação.
• Caducidade.
• Contraposição.
• Renúncia

• ATO
INEFICAZ • RECUSA.
• QUESTÕES - ATO ADMINISTRATIVO
• (Juiz de Direito DF)São requisitos de validade
do ato administrativo:
a) forma, competência, finalidade, oportunidade
e objeto;
b) imperatividade, competência, legitimidade,
motivo e objeto;
c) competência, conveniência, finalidade, motivo
e objeto;
d) forma, competência, finalidade, motivo e
objeto.
• (AFC)Com relação ao ato administrativo,
eivado de vício insanável que o torne ilegal,
assinale a afirmativa correta:
a) Pode ser anulado pela própria Administração;
b) Só pode ser anulado pelo Poder Judiciário;
c)Só gera os direitos para os quais foi produzido;
d) Corretas as opções das letras “a” e “b”;
e) Corretas as opções das letras “a”, e “b” e “c”.
• (Juiz de Direito DF) O ato de exoneração de
servidor ocupante de cargo em comissão é:
a) discricionário quanto à competência;
b) discricionário quanto à forma;
c) discricionário quanto ao motivo;
d) totalmente vinculado.
CONTRATO DE GESTÃO

• Com o objetivo de alcançar melhores


resultados na Administração Pública,
criaram-se novos instrumentos no âmbito do
Direito Público, para conferir maior
autonomia aos entes administrativos ou
estabelecer parcerias com entidades privadas
sem fins lucrativos. Dentre tais medidas,
sobressai o contrato de gestão.
• Com a Emenda Constitucional nº 19/98, o contrato de
gestão passou para a alçada constitucional com
previsão no art. 37, § 8º: “a autonomia gerencial,
orçamentária e financeira da administração direta e
indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser
firmado entre seus administradores e o poder público,
que tenha por objeto a fixação de metas de
desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei
dispor sobre: I – o prazo de duração do contrato; II –
os controles e critérios de avaliação de desempenho,
direitos, obrigações e responsabilidade dos dirigentes;
III – a remuneração do pessoal”.
Diante desse panorama, pode-se separar três situações
distintas frente ao instituto contrato de gestão:

- contrato entre o Poder Público e entidades da


Administração Indireta;

- “contrato” entre órgãos;

- contrato entre o Poder Público e “organizações


sociais”.
• A organização social
• A organização social é uma qualificação, um
título, que a Administração outorga a uma
entidade privada, sem fins lucrativos, para
que ela possa receber determinados benefícios
do Poder Público (dotações orçamentárias,
isenções fiscais etc.), para a realização de seus
fins, que devem ser necessariamente de
interesse da comunidade.
• Foi a denominação que o legislador
resolveu outorgar àquelas entidades, em
substituição ao desmoralizado título de
utilidade pública, concedido a entidades
assistenciais que de beneficentes só tinham
o rótulo, por servirem a interesses
particulares.
• Nos termos da Lei federal n. 9.637, de
18.5.1998, o Poder Executivo poderá
qualificar como organizações sociais
pessoas jurídicas de direito privado, sem
fins lucrativos, cujas atividades sociais
sejam dirigidas ao ensino, à pesquisa
científica, ao desenvolvimento tecnológico,
à proteção e preservação do meio
ambiente, à cultura e à saúde, atendidos os
requisitos previstos nesse mesmo diploma.
• Quais são os requisitos básicos?

a) não podem ter finalidade lucrativa e todo e qualquer


legado ou doação recebida deve ser incorporado ao seu
patrimônio; de igual modo, os excedentes financeiros
decorrentes de suas atividades;
b) finalidade social em qualquer das áreas previstas na lei:
ensino, saúde, cultura, ciência, tecnologia e meio ambiente;
c) possuir órgãos diretivos colegiados, com a participação
de representantes do Poder Público e da comunidade;
d) publicidade de seus atos;
e) submissão ao controle do Tribunal de Contas dos
recursos oficiais recebidos (o que já existe);
f) celebração de um contrato de gestão com o Poder
Público, para a formação da parceria e a fixação das metas
a serem atingidas e o controle dos resultados.
• Os Estados e Municípios perante a Lei federal n.
9.637/98?
• Na verdade, os Estados e Municípios, se quiserem
se utilizar dessa nova forma de parceria na sua
administração, deverão aprovar suas próprias leis.
Deve-se lembrar que a matéria diz respeito à forma
de prestação de serviços de competência da
respectiva entidade estatal. Por conseguinte,
somente a entidade estatal competente pode
legislar sobre o tema. A Lei n. 9.637/98 não é uma
lei nacional, cujas normas gerais seriam aplicáveis
aos Estados e Municípios, tanto assim que ela não
faz menção ao assunto, como ocorre, por exemplo,
com a Lei Geral de Licitações e Contratos (Lei n.
8.666/93, art. 1º, parágrafo único).
• SERVIÇOS PÚBLICOS
• SERVIÇOS PÚBLICOS; conceito,
classificação, regulamentação e
controle; formas, meios e requisitos;
delegação; concessão, permissão e
autorização.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Definição de HLM: “É todo aquele


prestado pela Administração ou por seus
delegados, sob normas e controles
estatais, para satisfazer necessidades
essenciais ou secundárias da coletividade
ou simples conveniência do Estado”.
DIREITO ADMINISTRATIVO
• Nessa definição, três elementos são essenciais para
configurar o serviço público, quais sejam:
• o elemento subjetivo,

• o formal e

• o material.

• O elemento subjetivo caracteriza a competência do


Estado para definir o termo serviço público (artigo 175,
da Constituição Federal).
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Quanto ao aspecto formal, verifica-se que


o serviço público é regido pelo regime
jurídico de direito público, podendo,
quando a lei permitir, utilizar-se de
instituto de direito privado.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Por fim, o elemento material é aquele que


considera o serviço público como uma
atividade de interesse público, ou seja,
tem por objetivo primordial o
atendimento às necessidades públicas.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Serviços públicos – propriamente ditos,


são os que a Administração presta
diretamente à comunidade, por
reconhecer sua essencialidade e
necessidade para a sobrevivência do
grupo social e do próprio Estado.
• Serviços de utilidade pública – são os que a
Administração, reconhecendo a sua
conveniência (não essencialidade, nem
necessidade) para os membros da coletividade,
presta-os diretamente ou aquiesce em que sejam
prestados por terceiros (concessionários,
permissionários ou autorizatários), nas
condições regulamentadas e sob seu controle,
mas por conta e risco dos prestadores, mediante
remuneração dos usuários. Ex.: serviços de
transporte coletivo, energia elétrica, gás,
telefone.
DIREITO ADMINISTRATIVO
• Serviços próprios do Estado - são aqueles
que se relacionam intimamente com as
atribuições do Poder Público (segurança,
polícia, higiene e saúde pública) e para a
execução dos quais a Administração usa da
sua supremacia sob os administrados. Por
esta razão só podem ser prestados por
órgãos ou entidades da Administração
Pública, sem delegação a particulares.
DIREITO ADMINISTRATIVO
• Serviços impróprios do Estado – são os que
não afetam substancialmente as
necessidades da comunidade, mas
satisfazem interesses comuns de seus
membros, e, por isso, a Administração os
presta remuneradamente por seus órgãos
ou entidades descentralizadas (autarquias,
empresas públicas, sociedades de economia
mista, fundações governamentais), ou
delega sua prestação a concessionários,
permissionários ou autorizatários.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Serviços administrativos - são os que a


Administração executa para atender a
suas necessidades internas
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Serviços industriais - são os que


produzem renda para quem os presta,
mediante a remuneração da utilidade
usada ou consumida, remuneração,esta,
que, tecnicamente se denomina tarifa ou
preço público, por ser sempre fixada pelo
Poder Público.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Serviço “uti universi” ou gerais – são


aqueles que a administração presta sem
ter usuários determinados, para atender
a coletividade no seu todo. Ex.: de polícia,
iluminação pública, calçamento e outros.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Serviço “uti singuli” ou individuais – são


os que têm usuários determinados e
utilização particular mensurável para
cada destinatário. Ex.: telefone, água e
energia elétrica domiciliares.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Requisitos do Serviço e Direitos do


Usuário:
• Cortesia – (um bom tratamento);

• continuidade – (não pode sofre solução de


continuidade);

• eficiência – (bom resultado, sem desperdiço,


obter o máximo com o mínimo);
• segurança – (não se deve colocar em risco o
usuário. Peças impróprias devem ser removidas
o renovar o equipamento);

• atualidade – (utilização de equipamentos


modernos, oferecer o que há de melhor, dentro
das possibilidades da outorga);
• regularidade – (ser segundo padrões de
qualidade e quantidade impostos pela
administração pública, tendo em vista o número
e as exigências dos usuários);

• modicidade – (taxas ou tarifas justas, pagas


pelos usuários para remunerar o prestador);
• Mutabilidade do regime- pode alterar o regime
de prestação sem consultar os agentes e os
usuários; e

• generalidade – (ser igual para todos – art. 37,


CF – impessoalidade e igualdade).
DIREITO ADMINISTRATIVO

• O controle do serviço público e sua


devida regulamentação
DIREITO ADMINISTRATIVO

• É o poder público quem tem a tarefa de


controlar e regular os serviços públicos. Mesmo
quando o Estado delega a terceiro a execução
de determinada atividade, tem este o dever de
regular e controlar o que irá ser exercido.
• Assim, qualquer irregularidade ou não
cumprimento das condições impostas gerará a
imediata intervenção do Poder Público.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Da competência
• Em relação á competência para
realização do serviço público, esta se
divide em competência:
• executiva e
• legislativa.
Exclusiva
União – art. 21
Privativa
Administrativa

comum União/Estado/DF/Município
Art. 23

privativa União – art. 22

concorrente União/Estado/DF-Art. 24
Legislativa
suplementar Município-Art. 30

residual Estado-Art. 25
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Forma de prestação dos serviços públicos


O serviço público pode ser realizado de
forma centralizada, descentralizada,
desconcentrada, de execução direta ou
indireta.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• A forma centralizada ocorre quando é de


exclusiva responsabilidade do Poder
Público a execução do serviço público,
sendo que este o exerce com seus próprios
órgãos.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• A descentralização do serviço se dá
quando o Poder Público transfere a
outrem a titularidade ou execução do
serviço, sendo esta caracterizada com a
outorga ou delegação da execução á
autarquias, entidades paraestatais,
empresas privadas ou particulares
individualmente.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• A outorga é caracterizada pela


transferência do serviço através de lei,
enquanto a delegação configura a
transferência mediante contrato
(concessão) ou ato unilateral (permissão
ou autorização).
DIREITO ADMINISTRATIVO

• O serviço desconcentrado é aquele onde a


Administração Pública o executa de
forma centralizada, no entanto, o
distribui entre vários órgãos da mesma
entidade, facilitando, dessa forma, sua
obtenção pelos usuários.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• A execução direta do serviço é aquela


realizada pelos meios da pessoa
responsável por sua prestação. Há a
realização pr quem tem o dever direto de
fazê-lo. Já a execução indireta é realizada
por terceiros.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Há outorga quando o Estado cria uma


entidade (autarquia, fundação pública ou
estatais) e a ela transfere, por lei,
determinado serviço público ou de
utilidade pública.
• Há delegação quando o Estado transfere,
por contrato (concessão) ou ato unilateral
(permissão ou autorização),
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Convênios administrativos
• a) Conceitos
• – “acordos firmados por entidades
públicas de qualquer espécie, ou entre
estas e organizações particulares, para
realização de objetivos de interesse
comum dos partícipes.” (Hely Lopes
Meirelles).
DIREITO ADMINISTRATIVO
• Consórcios – LEI Nº 11.107, DE 6 DE
ABRIL DE 2005.

• Esta Lei dispõe sobre normas gerais


para a União, os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios contratarem
consórcios públicos para a realização
de objetivos de interesse comum e dá
outras providências.

DIREITO ADMINISTRATIVO

• Consórcios – LEI Nº 11.107, DE 6 DE ABRIL DE


2005.

• § 1o O consórcio público constituirá


associação pública ou pessoa jurídica de
direito privado.
• § 2o A União somente participará de
consórcios públicos em que também façam
parte todos os Estados em cujos territórios
estejam situados os Municípios
consorciados.
• Art. 5o O contrato de consórcio público será
celebrado com a ratificação, mediante lei, do
protocolo de intenções.
• Art. 6o O consórcio público adquirirá
personalidade jurídica:
• I – de direito público, no caso de
constituir associação pública, mediante a
vigência das leis de ratificação do protocolo
de intenções;
• II – de direito privado, mediante o
atendimento dos requisitos da legislação
civil.
DIREITO ADMINISTRATIVO
• Art. 6o
• § 1o O consórcio público com
personalidade jurídica de direito público
integra a administração indireta de todos os
entes da Federação consorciados.
• § 2o No caso de se revestir de
personalidade jurídica de direito privado, o
consórcio público observará as normas de
direito público no que concerne à realização
de licitação, celebração de contratos,
prestação de contas e admissão de pessoal,
que será regido pela Consolidação das Leis
do Trabalho - CLT.
• Art. 17. Os arts. 23, 24, 26 e 112 da Lei
no 8.666, de 21 de junho de 1993, passam a
vigorar com a seguinte redação:

• "Art. 23. .........................................................


• § 8o No caso de consórcios públicos,
aplicar-se-á o dobro dos valores
mencionados no caput deste artigo quando
formado por até 3 (três) entes da Federação,
e o triplo, quando formado por maior
número." (NR)
• "Art. 24. ................................................................
• XXVI – na celebração de contrato de programa com ente
da Federação ou com entidade de sua administração
indireta, para a prestação de serviços públicos de forma
associada nos termos do autorizado em contrato de
consórcio público ou em convênio de cooperação.

• Parágrafo único. Os percentuais referidos nos incisos I


e II do caput deste artigo serão 20% (vinte por cento)
para compras, obras e serviços contratados por
consórcios públicos, sociedade de economia mista,
empresa pública e por autarquia ou fundação
qualificadas, na forma da lei, como Agências
Executivas." (NR)
DIREITO ADMINISTRATIVO

• CONCESSÃO E PERMISSÃO DE SERVIÇO


PÚBLICO
• Conceito e Noções Gerais
• O art. 175 da CF dispõe que “incumbe ao
poder público, na forma da lei, diretamente ou
sob regime de concessão ou permissão, sempre
através de licitação, a prestação de serviços
públicos”.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• A concessão pode ser contratual ou legal.


É contratual quando se concede a
prestação de serviços públicos aos
particulares. É legal quando a concessão
é feita a entidades autárquicas e
paraestatais.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Principais características da concessão de


serviço público:
• a) exige licitação – art. 2o da Lei 8666/93 e art.
175, caput;
• b) natureza jurídica contratual sujeito ao
regime jurídico de Direito Público. Possibilita
alteração unilateral do ajuste pela
Administração (são as cláusulas exorbitantes);
• c) é bilateral por enlaçar direitos e obrigações
recíprocas;
DIREITO ADMINISTRATIVO
• d) delega-se apenas a execução do serviço, de tal
sorte que a titularidade continua a pertencer ao
Poder Público, que regulamenta e fiscaliza a
forma como o particular executa o ajuste. O
serviço é realizado em seu nome, por sua conta e
risco, sendo remunerado por tarifas (pagas pelos
usuários do serviço);
• e) o ajuste celebrado é intuitu personae ou “em
razão da pessoa”, o que significa dizer que o
particular não poderá transferir a
responsabilidade pela execução do serviço a
outrem, sem autorização expressa da
Administração Pública”.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• PERMISSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO.


• Segundo as lições de Celso Antonio
Bandeira de Mello, “é o ato unilateral e
precário, intuito personae, através do qual o
Poder Público transfere a alguém o
desempenho de serviço de sua alçada,
proporcionando, à moda do que faz a
concessão,a possibilidade de cobrança de
tarifas dos usuários.”
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Principais características da permissão


de serviço público:
• a) exige licitação – art. 175 CF/88 e art.
2o da Lei 8666/93.
• b) celebrado por meio de contrato de
adesão que, apesar desse nome, permite a
revogação e alteração unilateral do ajuste
pela Administração;
DIREITO ADMINISTRATIVO
• c) é unilateral, discricionário e precário:
podendo, dessa forma, ser alterado
unilateralmente pela Administração Pública,
inclusive revogando-o por motivo de
conveniência e oportunidade, sem que o
permissionário nada possa fazer;
• d) tal qual a concessão, delega-se apenas a
execução do serviço, de tal sorte que a
titularidade continua a pertencer ao Poder
Público, que regulamenta e fiscaliza a forma
como o particular executa o ajuste;
• e) o ajuste celebrado é intuitu personae ou “em
razão da pessoa”, idêntico à concessão.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Autorização de Serviço Público


• “A autorização de serviço público é ato
unilateral pelo qual a Administração,
discricionariamente, faculta o exercício
de atividade material, tendo, como regra,
caráter precário.
CONTROLE DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
• Art. 37. A administração pública direta e indireta
de qualquer dos Poderes da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá
aos princípios:

– l egalidade,
– I mpessoalidade,
– m oralidade,
– p ublicidade, e
– e ficiência e, também, ao seguinte:
• PODERES ADMINISTRATIVOS:
Poder Vinculado;
Poder discricionário;
Poder Hierárquico;
Poder Disciplinar;
Poder Regulamentar;
Poder de Polícia;
Uso e Abuso do Poder.
DIREITO ADMINISTRATIVO

• Poder Hierárquico: é aquele que tem por


finalidade ordenar os órgãos e cargos
públicos em níveis gerando a atribuição
de fiscalizar, avocar, controlar,
supervisionar, etc.
• Cumprimento dos efeitos
• Desaparecimento do sujeito

• Desaparecimento do objeto
• ATO EFICAZ • Revogação.
• Invalidação.
• retirada • Cassação.
• Caducidade.
• Contraposição.
• Renúncia

• ATO
INEFICAZ • RECUSA.
• CONTROLE DA
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA.
• O controle administrativo deriva
do poder-dever de autotutela que
a Administração tem sobre seus
próprios atos e agentes.
• Controle interno – é todo aquele
realizado pela entidade ou órgão
responsável pela atividade
controlada, no âmbito da própria
Administração.
• Controle externo
• é o que se realiza por órgão estranho à
Administração responsável pelo ato controlado,
como p. ex.:
• a apreciação das contas do Executivo e do
Judiciário pelo Legislativo;
• a auditoria do Tribunal de Contas sobre a
efetivação de determinada despesa do
Executivo;
• anulação de um ato do Executivo por
determinação do Judiciário;
• a sustação de ato normativo do Executivo pelo
Legislativo (CF, art. 49, V).
• Meios de Controle Administrativo

• Os meios de controle administrativo,


de um modo geral dividem-se em:

• fiscalização hierárquica;
• supervisão ministerial; e
• recursos administrativos.
• Controle do Judiciário

• ART. 5º ...............................................
• XXXV - a lei não excluirá da apreciação do
Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;

• É o exercido privativamente pelos órgãos do


Poder Judiciário sobre os atos administrativos
do Executivo, do Legislativo e do próprio
Judiciário, quando realiza atividades
administrativas.
• Controle do Judiciário

• É um controle a posteriori, unicamente de


legalidade, por restrito à verificação da
conformidade do ato com a norma legal que o
rege.

• Não pode o Judiciário pronunciar-se sobre


conveniência e oportunidade ou eficiência do
ato em exame, ou seja, sobre o mérito
administrativo.
DIREITO HABEAS HABEAS MANDADO MANDADO DE AÇÃO AÇÃO
DE CORPUS DATA SEGURANÇA INJUNÇÃO POPULAR CIVIL
PETIÇÃO PUBLICA

Base Art.5º, ART.5º, Art.5º, LXXII Art.5º, LXIX e Art.5º, LXXI Art.5º, LXXIII Art. 129, III
XXXIV LXVIII
LXX

Objeto Invocar a Proteção Acesso e/ou Direito líquido e Liberdades Obter Proteção do
atenção dos à retificação de certo, individual ou constitucionais, invalidação pratrimônio
poderes liberdade informações coletivo, não franquias de ato ou público e
públicos a de pessoais em amparado relativas à contrato social,
certa locomoçã bancos de por HC ou HD, nacionalidade, administrativo meio
questão; o dados de lesado ou soberania ilegal e lesivo ambiente e
entidades ameaçado de e cidadania, ao patrimônio outros
denunciar governamentai lesão por ato de frustradas pela público, interesses
uma lesão s ou de caráter autoridade falta de norma meio ambiente difusos e
a um direito; público regulamentador e coletivos.
a patrimônio
manifestaçã histórico e
o de cultural
opinião, ou
aspiração
DIREITO HABEAS HABEAS MANDADO MANDADO DE AÇÃO AÇÃO
DE CORPUS DATA SEGURANÇA INJUNÇÃO POPULAR CIVIL
PETIÇÃO PUBLICA

Legitim. Qualquer Qualquer Qualquer Pessoas Físicas Qualquer Cidadão Ministério


Ativa pessoa pessoa - pessoa ou pessoa brasileiro Público;
física ou (se física/jurídica. Jurídicas; órgãos (física ou (pessoa Adm.direta
jurídica jurídica, Direito públicos jurídica). física, e indireta;
(com ou só em personalíssim despersonalizado eleitor ) associação
sem favor de o. s, dotados de Coletivo: todos constituída
advogado) pessoa capacidade os que podem há pelo
física); processual; usar o MS menos 1
MP; universalidades coletivo. ano.
Defensori reconhecidas por
a lei; autoridades.
Coletivo:
Pública;
Partido Político;
Juiz ( só
Organização
possível
Sindical;
ex officio)
entidades de
Classe;
associações
(1ano).
DIREITO HABEAS HABEAS MANDADO MANDADO AÇÃO AÇÃO
DE CORPUS DATA SEGURANÇA DE POPULAR CIVIL
PETIÇÃO INJUNÇÃO PUBLICA

Legitim. órgão de qualquer Entidades Pessoa jurídica Órgão Autor do ato idem AP
Passiva autoridade pessoa governament de responsável (mesmo
pública (autorida ais (adm. direito público a pela autoridades);
de direta e que pertence a elaboração da todos os que
pública indireta); autoridade norma faltante contribuíram
ou não) entidades de apontada para a ação
caráter como coatora. ou omissão;
público. Todos os
beneficiados
pelo ato.
DIREITO HABEAS HABEAS MANDADO MANDADO DE AÇÃO AÇÃO
DE CORPUS DATA SEGURANÇA INJUNÇÃO POPULAR CIVIL
PETIÇÃO PUBLICA
Legislação. Lei 9051/95 Art. 647 a Lei 9507/97 Lei 1533 / 51 Inexistente. Lei 4717 / 65 Lei 7347/85
Regulam.
667 CPP Lei 8437 /92 Aplicação da
e RI dos legislação do
Tribunais MS

Capacid.Postu não exigível não exigível exigível exigível exigível exigivel


l. exigível

OBS. Necessidad Aplicável Limites - Duas Admite-se o M I O ato deve ser Inquérito
e de à prisão cláusula modalidades: Coletivo ilegal ou civil:
Manifestaçã civil. de sigilo (art.5º Individual e ilegítimo procediment
o da - coletivo. Efeitos: e lesivo. o de
autoridade. Gratuidad XXXIII ). prevalece investigação
e - (art.5º Prazo decadencial no STF a Improcedência instaurado
LXXVII) Prévio pedido para impetração: posição : pelo MP.
administrativo 120 dias (contados não-concretista. autor de boa
exigível. da ciência oficial fé Foro
do ato) fica livre de competente:
Gratuidade ( art.5º custas local do
LXXVII) e dano.
sucumbências
. Pedidos:
Indenização;
obrigação
de fazer ou
não fazer;
outras
sanções
prev. em lei
• Controle Legislativo

• É o exercido pelos órgãos legislativos


(Congresso Nacional, Assembléias Legislativas
e Câmaras de Vereadores) inclusive suas
comissões parlamentares sobre determinados
atos do Executivo na dupla linha da legalidade
e da conveniência pública, pelo quê
caracteriza-se como um controle
eminentemente político, objetivando os
superiores interesses do Estado e da
comunidade.
• Controle Legislativo

• Segundo Caio Tácito “ o controle do


Legislativo sobre a Administração Pública,
especialmente nos governos
presidencialistas, é caracteristicamente de
efeito indireto.
• Não pode o Congresso Nacional anular atos
administrativos ilegais, nem exercer sobre
as autoridades executivas poderes de
hierarquia ou de tutela”.
• Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso
Nacional:

• I - resolver definitivamente sobre tratados,


acordos ou atos internacionais que acarretem
encargos ou compromissos gravosos ao
patrimônio nacional;

• IV - aprovar o estado de defesa e a intervenção


federal, autorizar o estado de sítio, ou suspender
qualquer uma dessas medidas;
• V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que
exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de
delegação legislativa;

• IX - julgar anualmente as contas prestadas pelo


Presidente da República e apreciar os relatórios sobre a
execução dos planos de governo;

• X - fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer


de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os
da administração indireta;
• Art. 50. A Câmara dos Deputados e o Senado
Federal, ou qualquer de suas Comissões, poderão
convocar Ministro de Estado ou quaisquer
titulares de órgãos diretamente subordinados à
Presidência da República para prestarem,
pessoalmente, informações sobre assunto
previamente determinado, importando crime de
responsabilidade a ausência sem justificação
adequada.
• § 1º Os Ministros de Estado poderão comparecer ao
Senado Federal, à Câmara dos Deputados ou a qualquer
de suas comissões, por sua iniciativa e mediante
entendimentos com a Mesa respectiva, para expor
assunto de relevância de seu Ministério.

• § 2º As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado


Federal poderão encaminhar pedidos escritos de
informação a Ministros de Estado ou a qualquer das
pessoas referidas no caput deste artigo, importando em
crime de responsabilidade a recusa, ou o não
atendimento, no prazo de trinta dias, bem como a
prestação de informações falsas.
• Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos
Deputados:

• I - autorizar, por dois terços de seus membros, a


instauração de processo contra o Presidente e o
Vice-Presidente da República e os Ministros de
Estado;

• II - proceder à tomada de contas do Presidente


da República, quando não apresentadas ao
Congresso Nacional dentro de sessenta dias após
a abertura da sessão legislativa;
• Art. 58. O Congresso Nacional e suas Casas terão
comissões permanentes e temporárias,
constituídas na forma e com as atribuições
previstas no respectivo regimento ou no ato de
que resultar sua criação.
• § 2º Às comissões, em razão da matéria de sua
competência, cabe:

• II - realizar audiências públicas com entidades da


sociedade civil;

• III - convocar Ministros de Estado para prestar


informações sobre assuntos inerentes a suas
atribuições;
• IV - receber petições, reclamações,
representações ou queixas de qualquer pessoa
contra atos ou omissões das autoridades ou
entidades públicas;

• V - solicitar depoimento de qualquer autoridade


ou cidadão;

• VI - apreciar programas de obras, planos


nacionais, regionais e setoriais de
desenvolvimento e sobre eles emitir parecer.
• § 3º As comissões parlamentares de inquérito,
que terão poderes de investigação próprios das
autoridades judiciais, além de outros previstos
nos regimentos das respectivas Casas, serão
criadas pela Câmara dos Deputados e pelo
Senado Federal, em conjunto ou separadamente,
mediante requerimento de um terço de seus
membros, para a apuração de fato determinado e
por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o
caso, encaminhadas ao Ministério Público, para
que promova a responsabilidade civil ou criminal
dos infratores.
• Seção IX
• Da Fiscalização Contábil, Financeira e
Orçamentária
• Art. 70. A fiscalização contábil, financeira,
orçamentária, operacional e patrimonial da
União e das entidades da administração direta e
indireta, quanto à legalidade, legitimidade,
economicidade, aplicação das subvenções e
renúncia de receitas, será exercida pelo
Congresso Nacional, mediante controle externo, e
pelo sistema de controle interno de cada Poder.
• Parágrafo único. Prestará contas qualquer
pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que
utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre
dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais
a União responda, ou que, em nome desta,
assuma obrigações de natureza pecuniária.
• Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso
Nacional, será exercido com o auxílio do
Tribunal de Contas da União, ao qual compete:
• II - julgar as contas dos administradores e
demais responsáveis por dinheiros, bens e valores
públicos da administração direta e indireta,
incluídas as fundações e sociedades instituídas e
mantidas pelo poder público federal, e as contas
daqueles que derem causa a perda, extravio ou
outra irregularidade de que resulte prejuízo ao
erário público;
• III - apreciar, para fins de registro, a legalidade
dos atos de admissão de pessoal, a qualquer
título, na administração direta e indireta,
incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo
poder público, excetuadas as nomeações para
cargo de provimento em comissão, bem como a
das concessões de aposentadorias, reformas e
pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que
não alterem o fundamento legal do ato
concessório;
• IV - realizar, por iniciativa própria, da Câmara
dos Deputados, do Senado Federal, de comissão
técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de
natureza contábil, financeira, orçamentária,
operacional e patrimonial, nas unidades
administrativas dos Poderes Legislativo,
Executivo e Judiciário, e demais entidades
referidas no inciso II;
• VIII - aplicar aos responsáveis, em caso de
ilegalidade de despesa ou irregularidade de
contas, as sanções previstas em lei, que
estabelecerá, entre outras cominações, multa
proporcional ao dano causado ao erário;

• IX - assinar prazo para que o órgão ou entidade


adote as providências necessárias ao exato
cumprimento da lei, se verificada ilegalidade;

• X - sustar, se não atendido, a execução do ato


impugnado, comunicando a decisão à Câmara
dos Deputados e ao Senado Federal;
• XI - representar ao Poder competente sobre
irregularidades ou abusos apurados.

• § 1º No caso de contrato, o ato de sustação será


adotado diretamente pelo Congresso Nacional,
que solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as
medidas cabíveis.

• § 2º Se o Congresso Nacional ou o Poder


Executivo, no prazo de noventa dias, não efetivar
as medidas previstas no parágrafo anterior, o
Tribunal decidirá a respeito.
• Seção I
• Do Ministério Público
• Art. 127. O Ministério Público é instituição
permanente, essencial à função jurisdicional do
Estado, incumbindo-lhe:

• a defesa da ordem jurídica,

• do regime democrático; e

• dos interesses sociais e individuais indisponíveis.


• Art. 129. São funções institucionais do Ministério
Público:
• I - promover, privativamente, a ação penal
pública, na forma da lei;
• II - zelar pelo efetivo respeito dos poderes
públicos e dos serviços de relevância pública aos
direitos assegurados nesta Constituição,
promovendo as medidas necessárias a sua
garantia;
• III - promover o inquérito civil e a ação civil
pública, para a proteção do patrimônio público e
social, do meio ambiente e de outros interesses
difusos e coletivos;
• IV - promover a ação de inconstitucionalidade ou
representação para fins de intervenção da União
e dos Estados, nos casos previstos nesta
Constituição;

• V - defender judicialmente os direitos e interesses


das populações indígenas;

• VI - expedir notificações nos procedimentos


administrativos de sua competência, requisitando
informações e documentos para instruí-los, na
forma da lei complementar respectiva;
• VII - exercer o controle externo da atividade policial, na
forma da lei complementar mencionada no artigo
anterior;

• VIII - requisitar diligências investigatórias e a


instauração de inquérito policial, indicados os
fundamentos jurídicos de suas manifestações
processuais;

• IX - exercer outras funções que lhe forem conferidas,


desde que compatíveis com sua finalidade, sendo-lhe
vedada a representação judicial e a consultoria jurídica
de entidades públicas.
QUESTÕES
79) (ESAF - ASSISTENTE JURÍDICO - AGU) São
pressupostos do mandado de segurança, exceto:

a) lesão a direito ou ameaça de lesão;


b) negativa do acesso a dados pessoais em bancos de
dados de órgãos públicos;
c) ato de autoridade pública ou privada agindo por
delegação;
d) direito líquido e certo não amparado por habeas
corpus ou habeas data.
80) (ESAF - ASSISTENTE JURÍDICO -
AGU/1999) No âmbito do processo
administrativo, o princípio que autoriza a
instituição do processo por iniciativa da
Administração, sem necessidade de
provocação, denomina-se princípio:

a) da gratuidade;
b) do contraditório;
c) da oficialidade;
d) da legalidade;
e) da observância à forma.
81) (ESAF - COMEX/1998) São interesses da
comunidade protegidos por meio de ação
popular, no controle da Administração Pública,
exceto:

a) patrimônio público;
b) meio ambiente;
c) patrimônio histórico e cultural;
d) direitos do consumidor;
e) moralidade administrativa.
82) (Magistratura - SP/ 2000) Os Tribunais de
Contas:

a) integram o Poder Judiciário;


b) são órgãos auxiliares dos Legislativos e
colaboradores dos Executivos;
c) podem ser criados nas capitais de Estados
que deles não dispõem;
d) revestem-se de natureza autárquica.
83) (JUIZ SUBSTITUTO - TJDF/2001) Entre
os meios de controle judicial dos atos
administrativos incluem-se, exceto:

a) a ação de inconstitucionalidade por omissão;


b) o habeas-data;
c) mandado de segurança individual;
d) ação de indenização por dano causado por
agente público.
84) (MP - RN/2000) Pode-se definir o controle da Administração Pública como
o poder de fiscalização que sobre ela exercem os órgãos dos Poderes
Legislativo, Executivo e Judiciário, com o objetivo de garantir a conformidade
de sua atuação com os princípios que lhe são impostos pelo ordenamento
jurídico. Em relação ao controle Legislativo, é correto afirmar que:

a) as Comissões Parlamentares de Inquérito tem poderes de investigação e


sancionatório, com conclusão encaminhada ao Ministério Público para que este
promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores:
b) é vedada a atuação do Tribunal de Contas da União a posteriori, uma vez
que a fiscalização prévia é o que preserva os atos ou contratos da
Administração;
c) compete privativamente à Câmara dos Deputados aprovar a escolha de
ministros do Tribunal de Contas da União indicados pelo Presidente da
República;
d) compete privativamente ao Senado Federal aprovar previamente, por voto
secreto, a escolha de Presidente e Diretores do Banco Central;
e) no controle interno da Administração financeira e orçamentária é que se
inserem as principais atribuições dos Tribunais de Contas.
85) (AGU/1998) Se o Tribunal de Contas da União, no exercício
da sua função de controle externo da atividade financeira do
Estado, verificar alguma ilegalidade, em órgão ou entidade do
Poder Executivo, poderá fixar prazo para as providências
necessárias ao exato cumprimento da lei mas, se não for
atendido, poderá de imediato sustar a execução do respectivo
ato:

a) mesmo no caso de contrato;


b) exceto no caso de contrato, cuja sustação compete à Câmara
dos Deputados;
c) exceto no caso de contrato, cuja sustação compete ao Senado
Federal;
d) exceto no caso de contrato, cuja sustação compete ao
Congresso Nacional;
e) exceto no caso de contrato cuja sustação compete ao
Presidente da República.
86) (ESAF - COMEX/1998) São interesses da
comunidade protegidos por meio de ação
popular, no controle da Administração
Pública, exceto:

a) patrimônio público;
b) meio ambiente;
c) patrimônio histórico e cultural;
d) direitos do consumidor;
e) moralidade administrativa.
• RESPONSABILIDADE CIVIL DA
ADMINISTRAÇÃO
• Esta responsabilidade se relaciona à reparação
de danos causados a terceiros em decorrência
das atividades ou omissões do Estado, como
por exemplo :

• acidente de trânsito provocado por veículo


oficial ou buracos em vias públicas.
• A doutrina atribui outros nomes a esta
matéria tais como :

– responsabilidade extracontratual do Estado


(Maria Sylvia Zanella di Pietro);

– responsabilidade patrimonial extracontratual do


Estado (Celso Antônio);

– responsabilidade civil do Estado (José dos Santos


Carvalho Filho)
• Trata-se de responsabilidade objetiva ou sem
culpa, com base na teoria do risco
administrativo.
• A Constituição da República Federativa do
Brasil de 05/10/1988, no § 6º do art. 37 :

• “ As pessoas jurídicas de direito público e as


de direito privado prestadoras de serviços
públicos responderão pelos danos que seus
agentes, nessa qualidade, causarem a
terceiros, assegurado o direito de regresso
contra o responsável nos casos de dolo ou
culpa”
• Ação regressiva – ação do Estado contra o agente
causador do dano. Como a responsabilidade do
Estado é (objetiva), não precisa comprovar dolo ou
culpa do agente causador do prejuízo experimentado
pelo terceiro. Basta tão somente, que este terceiro,
demonstre a relação de causa e efeito existente entre
a ação do agente público e o prejuízo experimentado
por ele.
• Assim o fazendo o Estado é obrigado a indenizá-lo.
Porém, caberá ação de regresso do Estado contra o
agente; só que agora deverá existir dolo ou culpa do
agente (subjetiva).
• NEXO

• AÇÃO • DANO

POR AÇÃO
PREVISÃO
POR
OMISSÃO: HUMANO
RECURSO $
MATERIAL
• CAUSAS DE EXCLUSÃO TOTAL OU PARCIAL DA
RESPONSABILIDADE OBJETIVA –TEORIA DO
RISCO INTEGRAL

• ocorrência de força maior- expressa em fatos da


natureza, irresistíveis tais como : terremoto, chuva de
granizo, tornado, queda de raio, inundação;

• culpa exclusiva da vítima;

• culpa de terceiros;

• Culpa recíproca.
QUESTÕES
87) (TRF/2000) A teoria da responsabilidade objetiva
do estado consiste em que ele responde pelos danos
causados por seus agentes a terceiros:

a) sendo restrita às pessoas jurídicas de direito


público;
b) depende de prévia prova de dolo ou culpa daqueles
servidores;
c) não se admitindo prova de eventual culpa
recíproca;
d) não se admitindo excludente, por culpa do paciente
(vítima);
e) independentes de prévia prova de dolo ou culpa
desses servidores.
88) (ESAF - AGU/1998) A responsabilidade civil do
Estado, pelos danos causados por seus agentes a terceiros,
é hoje tida por ser:

a) subjetiva passível de regresso;


b) objetiva insusceptível de regresso;
c) objetiva passível de regresso;
d) subjetiva insusceptível de regresso;
e) dependente de culpa do agente.
89) Para que alguém obtenha indenização do
Estado por danos que lhe tenham sido
causados por atos comissivos de seus agentes, é
necessário provar, além do dano, o nexo de
causalidade entre o dano e a atuação :
a) dolosa ou culposa do agente.
b) do agente.
c) dolosa do agente.
d) ilegal do agente.
90) (JUIZ SUBSTITUTO - TJDF/2001) Tício,
Policial Civil, no exercício de suas funções e em
legítima defesa de terceiro, matou o marginal X.
Por isso, o Distrito Federal:

a) deverá indenizar, pela simples morte de X;


b) não deverá indenizar, porque Tício agiu em
defesa de terceiro;
c) deverá indenizar, porque Tício atuou na
qualidade de agente público;
d) não deverá indenizar, porque Tício não agiu
com culpa ou dolo
91) (MP - PA/2000) A responsabilidade civil patrimonial prevista no art. 37, § 6º da
Constituição Federal, abrange:

a) as pessoas jurídicas de direito público pelos danos que seus agentes, nessa
qualidade, causarem a terceiros e as de direito privado prestadoras de serviço
público, quando o dano causado por seus agentes resultar de conduta comissiva
ilícita;
b) as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado, no exercício de
função pública, pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a
terceiros, por conduta comissiva lícita ou ilícita;
c) as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de
serviço público, pelos danos que seus agentes, nessa qualidade causarem a
terceiros;
d) as pessoas jurídicas de direito público quando o dano causado por seus agentes,
nessa qualidade, for resultante de conduta omissiva ilícita e as de direito privado
prestadoras de serviço público, quando o dano causado por seus agentes for
resultante de conduta comissiva ou omissiva, ilícita;
e) as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado criadas pelo poder
público e prestadoras de serviço público, pelos danos que seus agentes, nessa
qualidade, causarem a terceiros, por conduta comissiva ou omissiva ilícita.
92) (VUNESP - OAB - SP/1999) Fala-se que o “apagão” de 11 de
março de 1999 foi causado por um raio nas subestações elétricas
da cidade de Bauru. Em sendo isso verdade, admitindo-se a
existência de força maior, pode-se dizer que os concessionários
de serviço público de eletricidade ainda assim poderão ser
responsabilizados pelos danos causados:

a) de vez que a sua responsabilidade é objetiva;


b) se constatado que as concessionárias não tomaram as cautelas
normais contra acidentes dessa ordem;
c) visto que a força maior e o caso fortuito não excluem a
responsabilidade objetiva do Estado;
d) dada a responsabilidade subjetiva das concessionárias não
depender da ausência de nexo causal.
DIREITO ADMINISTRATIVO

•BENS
• CONCEITO:

• Em sentido amplo, bem é aquilo que


pode ser suscetível de se tornar objeto
do direito.

• Em sentido restrito significam apenas as


coisas que são objeto do direito, que
formam nosso patrimônio, a nossa
riqueza, com valor econômico.
• DOMINIO PÚBLICO:
• Conceito:
em sentido amplo é o poder de dominação
ou de regulamentação que o Estado exerce
sobre os bens de seu patrimônio (bens
públicos) ou sobre os bens do patrimônio
privado (bens particulares de interesse
público) ou sobre as coisas inapropriáveis
(rios, lagos, ar, natureza) individualmente,
mas de fruição geral da coletividade.
• Dominus: domínio = dono = senhor

• Domínio Eminente: é geral, sobre todas as coisas


de seu território (soberania nacional interna)
• Domínio Patrimonial: é sobre os bens
pertencentes as entidades públicas (direito de
propriedade)
• Jus utendi: usar
• Jus fruendi: fruir (colher frutos)
• Jus abutendi: abusar (dispor livremente).
• Enquanto o domínio patrimonial se restringe aos
bens públicos, o domínio eminente é geral, em
todo território.
• BENS PÚBLICOS
• Conceito:
• em sentido amplo são todas as coisas
corpóreas ou incorpóreas, móveis ou
imóveis, semoventes, créditos, direito e
ações que pertençam a qualquer título as
entidades estatais, fundacionais,
autárquicas e paraestatais.
• Código Civil
• Dos Bens Públicos

• Art. 98. São públicos os bens do domínio


nacional pertencentes às pessoas jurídicas
de direito público interno; todos os outros
são particulares, seja qual for a pessoa a
que pertencerem.
• Art. 99. São bens públicos:

• I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares,


estradas, ruas e praças;
• II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos
destinados a serviço ou estabelecimento da
administração federal, estadual, territorial ou
municipal, inclusive os de suas autarquias;
• III - os dominicais, que constituem o patrimônio das
pessoas jurídicas de direito público, como objeto de
direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades.

• Parágrafo único. Não dispondo a lei em contrário,


consideram-se dominicais os bens pertencentes às
pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado
estrutura de direito privado.
• UTILIZAÇÃO DE BENS
PÚBLICOS
• Utilização dos bens públicos:

se destinam ao uso comum do povo ou a


uso especial, o Estado interfere como
poder administrador, disciplinando e
policiando a conduta do público e dos
usuários especiais;
• Uso Comum do Povo: é todo aquele que
se reconhece à coletividade em geral
sobre os bens públicos, sem
discriminação de usuários ou ordem
especial para sua fruição; não exige
qualquer qualificação ou consentimento
especial; os usuários são anônimos,
indeterminados, e os bens utilizados o são
por todos os membros da coletividade.
• Uso Especial: é todo aquele que, por um
título individual, a Administração atribui
a determinada pessoa para fruir de um
bem público com exclusividade, nas
condições convencionadas.
• As formas administrativas para o uso
especial são:
• Autorização de uso: é o ato unilateral,
discricionário e precário pelo qual a
Administração consente na prática de
determinada atividade individual incidente
sobre um bem público.
• Permissão de uso: é o ato negocial, unilateral,
discricionário e precário através do qual é
facultado ao particular a utilização individual
de determinado bem público.
• Cessão de uso: é a transferência gratuita da
posse de um bem público de uma entidade ou
órgão para outro, a fim de que o cessionário o
utilize nas condições estabelecidas no respectivo
termo, por tempo certo ou indeterminado.
• Concessão de uso: é o contrato administrativo pelo qual
é atribuída a utilização exclusiva de um bem de seu
domínio a particular, para que o explore segundo sua
destinação específica.
• Concessão de direito real de uso: é o contrato pelo qual é
transferido o uso renumerado ou gratuito de terreno
público a particular, como direito real resolúvel, para
que dele se utilize em fins específicos de urbanização,
industrialização, edificação, cultivo ou qualquer outra
exploração de interesse social.
• Enfiteuse ou aforamento: é o instituto civil que permite
ao proprietário atribuir a outrem o domínio útil de
imóvel, pagando a pessoa que o adquire (enfiteuta) ao
senhorio direto uma pensão ou foro, anual, certo e
invariável. (CC, art. 678).
• Imprescritibilidade, Impenhorabilidade e não oneração
dos Bens Públicos: os bens públicos são em regra,
imprescritíveis, impenhoráveis e não sujeitos a oneração.
• Imprescritibilidade: decorre como conseqüência lógica de
sua inaliebilidade originária; se os bens são inalienáveis,
ninguém pode os adquirir enquanto guardarem essa
condição.
• Impenhorabilidade: decorre de preceito constitucional
que dispões sobre a forma pela qual serão executadas as
sentenças judiciárias contra a Fazenda Pública.
• Não oneração: a impossibilidade de oneração dos bens
públicos é indiscutível diante de sua inaliebilidade e
impenhorabilidade.

• Aquisição de bens pela Administração: são feitas
contratualmente, pelos instrumentos comuns de
Direito Privado, sob forma de compra, permuta,
doação, dação em pagamento, ou se realizam
compulsoriamente, por desapropriação ou
adjudicação em execução de sentença, ou ainda,
se efetivam por força de lei, na destinação de
áreas públicas nos loteamentos e na concessão de
domínio de terras devolutas; a aquisição onerosa
de imóvel depende de autorização legal e
avaliação prévia; deve constar de processo
regular no qual se especifiquem as coisas a serem
adquiridas e sua destinação.
• I - Terras Públicas
• Terras Devolutas: são todas aquelas
que, pertencentes ao domínio público
de qualquer das entidades estatais, não
se acham utilizadas pelo Poder Público,
nem destinadas a fins administrativos
específicos.
• Plataforma Continental: compreende o leito
e o subsolo das áreas submarinas que se
estendam além de seu mar territorial, em
toda extensão do prolongamento natural de
seu território terrestre, até o bordo exterior
da margem continental, ou até uma
distância de 200 milhas marítimas das
linhas de base a partir das quais se mede a
largura do mar territorial (Lei 8617/93, art.
11)

• Terras tradicionalmente ocupadas
pelos índios: são porções do território
nacional necessárias à sobrevivência
física e cultural das populações
indígenas que as habitam, assegura a
posse permanente e o usufruto
exclusivo das riquezas naturais, (CF
art. 20, XI, e 231)
• Terrenos de Marinha: são todos que,
banhados pelas águas do mar ou dos
rios navegáveis, em sua foz, vão até a
distância de 33 metros para a parte da
terra, contados desde o ponto em que
chega o preamar médio.
• Terrenos Reservados: são as faixas de
terras particulares, marginais dos rios,
lagos, e canais públicos, na largura de
15 metros, oneradas com a servidão de
trânsito; a faixa reservada é feita para
obras e serviços públicos, não à
utilização de particulares.
• II - Águas Públicas

• As águas são classificadas, segundo o


Direito Internacional Público em externas e
internas; consideram-se externas as que
contornam o continente e internas as que
banham exclusivamente o território
nacional ou lhe servem de divisa com
Estados estrangeiros.
• II - Águas Públicas

• As águas nacionais, consoante seu domínio e uso, são
públicas, comuns ou particulares.
- águas públicas são todas as que pertencem a uma
pessoa jurídica de Direito Público, ou tem destinação
pública;
- águas comuns são correntes não navegáveis nem
flutuáveis;
- águas particulares são as nascentes e todas as demais
situadas em propriedade privada; a utilização das águas
sujeita-se sempre à regulamentação necessária à
preservação dos mananciais e à eqüitativa distribuição
de consumo.
• III - Jazidas

• O regime jurídico é o de domínio federal sobre


os minérios, a serem explorados no sistema de
autorização e concessão, com direito de
preferência ao proprietário do solo; são de
regime de monopólio da União as seguintes
jazidas:

• Petróleo: O código do Petróleo (Dec-lei


3.236/41) declarou que as jazidas de petróleo e
gases naturais existentes no território nacional
pertencem à União, a título de domínio privado
imprescritível.
• IV – Florestas

• Floresta é a forma de vegetação, natural ou


plantada, constituída por um grande
número de arvores, com o mínimo de
espaçamento entre si; As reservas florestais
podem ser constituídas por qualquer das
entidades estatais, em suas própria terras
ou nas particulares, mediante
desapropriação, com a respectiva
indenização;
• V - Fauna

• A fauna sujeita-se a um regime administrativo


especial, visando à sua preservação, como
riqueza nacional que é.

• VI - Espaço Aéreo

• O Brasil exerce completa e exclusiva soberania


sobre o espaço aéreo acima de seu território e
mar territorial ( art. 11 da Lei 7656/86).
• VII - Patrimônio Histórico: Tombamento

• O conceito de patrimônio histórico e artístico


nacional abrange todos os bens, móveis e imóveis,
existentes no País, cuja conservação seja de
interesse público, por sua vinculação a fatos
memoráveis da História pátria, ou por seu
excepcional valor artístico, arqueológico,
etnográfico, bibliográfico ou ambiental.
• Tombamento é a declaração pelo Poder Público
do valor histórico, artístico, paisagístico,
turístico, cultural ou científico de coisas ou locais
que, por essa razão, devam ser preservados, de
acordo com a inscrição em livro próprio.
• VIII - Proteção Ambiental

• A proteção ambiental visa à preservação da natureza


em todos os elementos essenciais à vida humana e à
manutenção do equilíbrio ecológico, diante do ímpeto
predatório das nações civilizadas, que, em nome do
desenvolvimento, devastam florestas, exaurem o solo,
exterminam a fauna, poluem as águas e o ar.

• Controle de Poluição: enquadra-se no poder de polícia


administrativa de todas as entidades estatais,
competindo a cada uma delas atuar nos limites de seu
território e de sua competência, e em conjunto colaborar
nas providências de âmbito nacional de prevenção e
repressão as atividades poluidoras definidas em norma
legal.
• VIII - Proteção Ambiental

• Preservação dos Recursos Naturais: é dever do Estado e apóia-se


do domínio eminente que ele exerce sobre todas as coisas que se
encontram em seu território; mas pode apenas condicionar o uso
da propriedade particular para cumprimento de sua função social
ou retirá-la compulsoriamente, por utilidade pública ou interesse
social, através de desapropriação, com justa e prévia indenização.

• Restauração dos elementos destruídos: impõe a reflorestamento


das áreas desmatadas, a recomposição dos terrenos erodidos ou
escavados, a recuperação de águas poluídas, a regeneração de
terras exauridas, a recriação de espécies silvestres e aquáticas em
via de extinção, e tantas outras medidas de restauração do meio
ambiente, para o reencontro do equilíbrio ecológico e
renascimento da vida animal e vegetal, de que depende a
sobrevivência da Humanidade; essa providências são mais de
incentivo ao administrado do que de polícia administrativa.
• VIII - Proteção Ambiental

• Ação Civil Pública para proteção ambiental: A


lei 7347/85 legitima precipuamente o MP para
propô-la como, também , as entidades que indica
(art. 5º) e estabelecendo regras específicas para o
ajuizamento e julgamento.
• ALIENAÇÃO

• Alienação é toda transferência de propriedade,


remunerada ou gratuita, sob a forma de venda,
permuta, doação, dação em pagamento,
investidura, legitimação de posse ou concessão de
domínio.

• Em princípio, toda alienação de bem público


depende de lei autorizadora, de licitação e de
avaliação da coisa a ser alienada, mas casos há de
dispensa dessas formalidades.
• DESAFETAÇÃO

• é a passagem ou a transferência por


lei, de bens da categoria dos
indisponíveis para a categoria dos
disponíveis, visando uma subseqüente
alienação
• Art. 100. Os bens públicos de uso comum
do povo e os de uso especial são
inalienáveis, enquanto conservarem a sua
qualificação, na forma que a lei
determinar.

• Art. 101. Os bens públicos dominicais


podem ser alienados, observadas as
exigências da lei.
• Doação é o contrato pelo qual uma
pessoa (doador), por liberalidade,
transfere um bem do seu patrimônio
para o de outra (donatário), que o
aceita (CC, art. 1.165).

• A doação só se aperfeiçoa com a


aceitação do donatário, seja pura ou
com encargo.
• Dação em pagamento é a entrega de
um bem que não seja dinheiro para
solver dívida anterior.
• A coisa dada em pagamento pode ser
de qualquer espécie e natureza, desde
que o credor consinta no recebimento
em substituição da prestação que lhe
era devida (CC, art. 995).
• Permuta, troca ou escambo é o
contrato pelo qual as partes transferem
e recebem um bem, uma da outra,
bens, esses, que se substituem
reciprocamente no patrimônio dos
permutantes.
• Investidura é a incorporação de uma área
pública, isoladamente inconstruível, ao terreno
particular confinante que ficou afastado do novo
alinhamento em razão de alteração do traçado
urbano.
• Esse clássico conceito doutrinário merece,
atualmente, ampliação, no sentido de abranger
qualquer área inaproveitável isoladamente,
remanescente ou resultante de obra pública (art.
15, § 2º, do Dec.-lei 2.300/86) uma vez que esta
pode afetar também os terrenos rurais.
• Legitimação de posse é modo excepcional de
transferência de domínio de terra devoluta ou
área pública sem utilização, ocupada por longo
tempo por particular que nela se instala,
cultivando-a ou levantando edificação para seu
uso.
• A legitimação da posse há que ser feita na forma
da legislação pertinente, sendo que, para as
terras da União, o Estatuto da Terra (Lei 4.504/
64) já disciplina seu procedimento e a expedição
do título (arts. 11 e 97 a 102), para o devido
registro do imóvel em nome do legitimado.
• Os bens públicos são, em regra,
imprescritíveis, impenhoráveis e não
sujeitos a oneração. Vejamos a razão de ser
desses atributos, que tem fundamentos
constitucionais e legais, além de
encontrarem plena justificação na prática
administrativa.
• Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os
de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem
a sua qualificação, na forma que a lei determinar.

• Art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser


alienados, observadas as exigências da lei.

• Art. 102. Os bens públicos não estão sujeitos a


usucapião.

• STF Súmula nº 340


• Desde a vigência do Código Civil, os bens
dominicais, como os demais bens públicos, não podem
ser adquiridos por usucapião.
• A imprescritibilidade dos bens públicos
decorre como conseqüência lógica de
sua inalienabilidade originária. E é
fácil demonstrar a assertiva: se os bens
públicos são originariamente
inalienáveis, segue-se que ninguém os
pode adquirir enquanto guardarem
essa condição.
• A impenhorabilidade dos bens públicos decorre
de preceito constitucional que dispõe sobre a
forma pela qual serão executadas as sentenças
judiciárias contra a Fazenda Pública, sem
permitir a penhora de seus bens.

• Admite, entretanto, o seqüestro da quantia


necessária à satisfação do débito, desde que
ocorram certas condições processuais (CF, art.
100).
• INTERVENÇÃO NA PROPRIEDADE E
ATUAÇÃO NO DOMÍNIO
ECONÔMICO
• Os fundamentos da intervenção na propriedade e
atuação no domínio econômico repousam na
necessidade de proteção do Estado aos interesses
da comunidade; os interesses coletivos
representam o direito de maior número e, por
isso mesmo, quando em conflito com os interesses
individuais, estes cedem àqueles, em atenção ao
direito da maioria, que é a base do regime
democrático e do Direito Civil moderno.
• Propriedade e domínio econômico: A propriedade é um
direito individual, mas condicionado ao bem estar da
comunidade; admite limitações ao seu uso e restrições ao
seu conteúdo em benefício da comunidade.
• A CF garante a propriedade, mas permite a
desapropriação; e lhe atribui a função social; No
domínio econômico a CF assegura a liberdade de
iniciativa, mas, no interesse do desenvolvimento nacional
e da justiça social, impondo regras.

• A intervenção na propriedade incide sobre os bens;


• A intervenção no domínio econômico incide sobre a
atividade lucrativa exercida pela empresa, como
instrumento de iniciativa privada.
• Bem-estar social: é o bem comum, o bem do povo
em geral; é o escopo da justiça social e só pode
ser alcançado através do desenvolvimento
nacional; para propiciar isso, o Poder Público
pode intervir na propriedade privada e nas
atividades econômicas, nos limites da
competência atribuídas a cada uma das entidades
estatais, através de normas legais e atos
administrativos adequados ao objeto da
intervenção.
• Competência para a intervenção: a legislação
sobre direito de propriedade e intervenção no
domínio econômico é privativa da União;
• aos Estados e Municípios só cabem as medidas de
polícia administrativa, de condicionamento do
uso de propriedade ao bem-estar social e de
ordenamento das atividade econômicas, nos
limites das normas federais, a intervenção no
domínio só pode ser feita por delegação do
Governo Federal, que é o detentor de todo poder
nesse setor.
• I - Intervenção na Propriedade

• É todo ato do Poder Público que


compulsoriamente retira ou restringe direitos
dominiais privados ou sujeita o uso de bens
particulares a uma destinação de interesse
público; pode ter fundamento na necessidade ou
utilidade pública, ou no interesse social (expresso
em lei federal).
• Desapropriação: A doutrina dominante define a
desapropriação como sendo, um procedimento
pelo qual o Poder Público ou seus delegados,
mediante prévia declaração de necessidade
pública, utilidade pública ou interesse social,
retira compulsoriamente a propriedade de
alguém, mediante prévio e justo pagamento de
indenização
• Desapropriação:

• A Constituição Federal garante a propriedade


privada nos arts. 5º, caput, e 5º, XXII, e 170, III.
• Reconhece, todavia, como uma tendência
irreversível do Estado moderno, a possibilidade
da interferência do Poder Público na mudança
compulsória da destinação de um bem, ajustando
aos interesses sociais, mediante a desapropriação,
o confisco ou a requisição.
• Desapropriação:

• procedimento: Art. 5º, XXIV, CF

• competência para legislar sobre: Art. 22, II, CF

• por interesse social: Art. 184 e §§ 1º a 5º, CF

• de glebas com culturas ilegais: Art. 243, CF


• Consideram-se casos de necessidade pública;
• I - a defesa do território nacionaL.
• II - a segurança pública.
• III - os socorros públicos, nos casos de calamidade.
• IV - a salubridade pública.
• Consideram-se casos de utilidade pública:
• I - a fundação de povoação e de estabelecimentos de
assistência, educação ou instrução pública.
• II - a abertura, alargamento ou prolongamento de ruas,
praças, canais, estradas de ferro e, em geral, de
quaisquer vias públicas.
• III - a construção de obras, ou estabelecimentos,
destinados ao bem geral de uma localidade, sua
decoração e higiene.
• IV - a exploração de minas".
• Desapropriação:
• Na legislação ordinária, temos:
• Decreto-Lei nº 3.365, de 21.6.1941, que dispõe
sobre desapropriação por utilidade pública;
• Lei nº 4.132, de 10.9.1962, que define os casos de
desapropriação por interesse social e dispõe
sobre sua aplicação;
• Decreto-Lei nº 554, de 25.4.1969 (revogado pela
Lei Complementar nº 76 de 6 de julho de 1993),
que dispõe sobre desapropriação, por interesse
social, de imóveis rurais, para fins de reforma
agrária;
• Decreto-Lei nº 1.075, de 22.1.1970, que regula a
imissão de posse.
• Desapropriação:
• Inúmeras teorias procuram fundamentar e
justificar o instituto da desapropriação, sendo as
principais:
• a) coletivista;
• b) do domínio eminente do Estado;
• c) do pacto social;
• d) da prevalência do interesse público sobre o
privado, ou teoria da colisão de direitos;
• e) da função social da propriedade;
• f) da alienação compulsória.
• Desapropriação:
• a) Teoria Coletivista: conforme esta doutrina, a
propriedade primitiva era comunitária, comunista,
da coletividade e, sendo meramente tolerada a
propriedade individual pelo Estado, reservou-se este
o direito de novamente avocá-la para si, quando
necessário.

• b) Teoria do Domínio Eminente do Estado:


segundo esta doutrina, o Estado exerce um super-
domínio sobre seu território, como atributo da
própria soberania. Em face disto, ele pode limitar ou
suprimir a propriedade individual, quando achar
conveniente.
• Desapropriação:
• c) Teoria do Pacto Social: esta teoria afirma como
o fundamento do próprio Estado o contrato social
entre os cidadãos, de modo a restar implícita a
eventualidade de se sacrificar a propriedade de cada
um no interesse de todos.

• d) Teoria da Prevalência do Interesse Público


Sobre o Privado ou Teoria da Colisão de Direitos:
esta teoria é simplista, mas bem fundamentada: a
desapropriação se justifica pela subordinação do
direito particular ao direito do Estado.
• Desapropriação:
• e) Teoria da Função Social da Propriedade: esta
doutrina já fora preconizada por Santo Tomás de Aquino,
para quem o proprietário de um bem deveria utilizá-lo como
um gestor perante a sociedade, de modo a favorecer o maior
número possível de indivíduos. A doutrina da função social
da propriedade reconhece a propriedade individual, desde
que condicionada ao interesse público.

• f) Teoria da Alienação Compulsória: para esta concepção,


a desapropriação vem a ser uma alienação compulsória, pois
no procedimento expropriatório estão presentes a entrega do
bem e o pagamento do preço.
• Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção
de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e
aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade
do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à
segurança e à propriedade, nos termos seguintes
• XXII - direito de propriedade;
• XXIII - função social;
• XXIV - desapropriação por necessidade ou utilidade
pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia
indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos
nesta Constituição;
• XXV - no caso de iminente perigo público, uso de
propriedade particular, assegurada ao proprietário
indenização ulterior, se houver dano
• o Código Civil Brasileiro no seu artigo 524, diz
que "A lei assegura ao proprietário o direito de
usar, gozar e dispor de seus bens, de reavê-los do
poder de quem quer que injustamente os possua.
• A Constituição Federal trata de dois tipos de
desapropriação, que os doutrinadores chamavam de
ordinária e extraordinária.
A desapropriação ordinária vem inserida no texto
constitucional no capítulo "dos direitos e deveres
individuais e coletivos", mais precisamente no artigo 5º,
XXIV, que esclarece o seguinte:

" desapropriação por necessidade ou utilidade pública,


ou por interesse social, mediante justa e prévia
indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos
nesta Constituição.".
A desapropriação ordinária poderá ser declarada pela
União, Estados-Membros como pelos Municípios, o que
será feito mediante lei ordinária. Daí dizer-se que o
instituto da desapropriação tem fundamento
infraconstitucional .
A desapropriação extraordinária vem tratada no
artigo 184 da Constituição Federal, com o
seguinte teor:

"Compete à União desapropriar por interesse


social, para fins de reforma agrária, o imóvel
rural que não esteja cumprindo sua função
social, mediante prévia e justa indenização em
títulos da dívida agrária, com cláusula de
preservação do valor real, resgatáveis no prazo
de até vinte anos, a partir do segundo ano de sua
emissão, e cuja utilização será definida em lei .”

Quanto à desapropriação extraordinária é aquela
que somente à União competirá desapropriar por
interesse social, para fins de reforma agrária,
sendo declarado de interesse social o imóvel rural
que não esteja cumprindo a sua função social.

• Com relação à indenização, será prévia e justa,


mas em títulos da dívida agrária, com cláusula de
preservação do valor real, resgatáveis no prazo
de até vinte anos, a partir do segundo ano de
emissão, nos termos do artigo 184 da
Constituição Federal.
• A desapropriação do artigo 243 da Constituição
Federal não é considerada por alguns autores
uma nova espécie de desapropriação, mas um
confisco ou penalidade àqueles que praticarem a
atividade criminosa de cultivar ilegalmente
plantas psicotrópicas (expropriação) .

• IMISSÃO DE POSSE
• Imissão de posse, na definição de Celso Antônio
Bandeira de Mello, "é a transferência da posse do
bem objeto da expropriação". Não será a
transferência da propriedade, mas apenas da
posse.
• Servidão administrativa: é ônus real de uso
imposto pela Administração à propriedade
particular para assegurar a realização e
conservação de obras e serviços públicos ou de
utilidade pública, mediante indenização dos
prejuízos efetivamente suportados pelo
proprietário; a Instituição faz-se por acordo
administrativo ou por sentença judicial,
precedida sempre de ato declaratório de servidão;
a indenização faz-se em correspondência com o
prejuízo causado ao imóvel.
• Requisição: é a utilização coativa de bens e
serviços particulares pelo Poder Público por ato
de execução imediata e direta da autoridade
requisitante e indenização ulterior, para
atendimento de necessidades coletivas urgentes e
transitórias ( art. 5º, XXV da CF).
• Ocupação temporária: é a utilização transitória,
remunerada ou gratuita, de bens particulares
pelo Poder Público, para a execução de obras,
serviços ou atividades públicas ou de interesse
público; essa prerrogativa estatal pode ser
transferida a concessionários e empreiteiros.
• Limitação administrativa: é toda imposição
geral, gratuita. unilateral e de ordem pública
condicionadora do exercício de direitos ou de
atividades particulares às exigências do bem-
estar social; são preceitos de ordem pública;
decorrem do poder de polícia inerente e
indissociável da Administração e se exteriorizam
nas imposições unilaterais e imperativas sob a
tríplice modalidade positiva (fazer), negativa
(não fazer) ou permissiva ( deixar fazer).
• II - Atuação no Domínio Econômico

O que é o CADE?
• O Conselho Administrativo de Defesa Econômica - CADE, criado
em 1962 e transformado, em 1994, em Autarquia vinculada ao
Ministério da Justiça, tem suas atribuições previstas na Lei nº
8.884, de 11 de junho de 1994. Ele tem a finalidade de orientar,
fiscalizar, prevenir e apurar abusos de poder econômico,
exercendo papel tutelador da prevenção e repressão do mesmo.

• Qual é o papel do CADE?


• O CADE é a última instância, na esfera administrativa,
responsável pela decisão final sobre a matéria concorrencial.
Assim, após receber os pareceres das duas secretarias (Seae e
SDE) o CADE tem a tarefa de julgar os processos. O órgão
desempenha, a princípio, três papéis:
1. Preventivo
2. Repressivo
3. Educativo
• II - Atuação no Domínio Econômico

• Monopólio: Situação em que um setor do mercado com múltiplos


compradores é controlado por um único vendedor de mercadoria
ou serviço, tendo capacidade de afetar o preço pelo domínio da
oferta. Nesse cenário, os preços tendem a se fixar no nível mais
alto para aumentar a margem de lucro.


OLIGOPOLIO : Na economia, oligópólio (do grego oligos, poucos
+ polens, vender) é uma forma evoluída de monopólio, no qual um
grupo de empresas promove o domínio de determinada oferta de
produtos e/ou serviços, como empresas de mineração, alumínio,
aço, montadoras de veículos , cimentos, laboratórios farmacêuticos,
aviação, comunicação e bancos.
Cartéis
Trustes
Holdings
• Cartel
• Associação entre empresas do mesmo ramo de
produção com objetivo de dominar o mercado e
disciplinar a concorrência. As partes entram em
acordo sobre o preço, que é uniformizado
geralmente em nível alto, e quotas de produção são
fixadas para as empresas membro. No seu sentido
pleno, os cartéis começaram na Alemanha no
século XIX e tiveram seu apogeu no período entre
as guerras mundiais. Os cartéis prejudicam a
economia por impedir o acesso do consumidor à
livre-concorrência e beneficiar empresas não-
rentáveis. Tendem a durar pouco devido ao conflito
de interesses.
• Holding
• Forma de organização de empresas que surge depois de
os trustes serem postos na ilegalidade. Consiste no
agrupamento de grandes sociedades anônimas.
Sociedade anônima é uma designação dada às empresas
que abrem seu capital e emitem ações que são
negociadas em bolsa de valores. Neste caso, a maioria
das ações de cada uma delas é controlada por uma
única empresa, a holding.
• A ação das holdings no mercado é semelhante a dos
trustes. Uma holding geralmente é formada para
facilitar o controle das atividades em um setor. Se ela
tiver empresas que atuem nos diversos setores de um
mercado como o da produção de eletrodomésticos, por
exemplo, abocanha gordas fatias desse mercado e
adquire condições de dominar seu funcionamento.
• Dumping
• Prática comercial que consiste em vender um produto
ou serviço por um preço irreal para eliminar a
concorrência e conquistar a clientela. Proibida por lei,
pode ser aplicada tanto no mercado interno quanto no
externo. No primeiro caso, o dumping concretiza-se
quando um produto ou serviço é vendido abaixo do seu
preço de custo, contrariando em tese um dos princípios
fundamentais do capitalismo, que é a busca do lucro. A
única forma de obter lucro é cobrar preço acima do
custo de produção. No mercado externo, pratica-se o
dumping ao se vender um produto por preço inferior ao
cobrado para os consumidores do país de origem. Os
EUA acusam o Japão de praticar dumping no setor
automobilístico.
• Truste
• Reunião de empresas que perdem seu poder
individual e o submetem ao controle de um
conselho de trustes. Surge uma nova empresa com
poder maior de influência sobre o mercado.
Geralmente tais organizações formam monopólios.
Os trustes surgiram em 1882 nos EUA, e o temor de
que adquirissem poder muito grande e impusessem
monopólios muito extensos fez com que logo
fossem adotadas leis antitrustes, como a Lei
Sherman, aprovada pelos norte-americanos em
1890.
• Repressão ao Abuso de Poder Econômico: a
constituição impõe sua repressão (art. 173, § 4º );
o abuso pode assumir as mais variadas
modalidades, visando sempre ao
açambarcamento dos mercados, à eliminação da
concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros,
neste caso mediante um excessivo e injustificável
aumento de preços; as formas usuais são:
• Controle de Abastecimento: é o conjunto de
medidas destinadas a manter no mercado
consumidor matéria-prima, produtos ou serviços
em quantidade necessárias às exigências de seu
consumo.

• Tabelamento de preços: Preço é a retribuição


pecuniária do valor do bem, do serviço ou da
atividade que se compra ou que se utiliza
mediante renumeração; pode ser privado,
semiprivado ou público; Tabelamento é função
privativa da União, por seus órgãos centralizados
ou entes descentralizados a que a lei federal
atribui; incide sobre os preços privados.
•FIM