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INDICAÇÃO DE LEITURA: LA PLATINE, François. APRENDER ANTROPOLOGIA. 5 ed. São Paulo: Brasiliense, 1991. p.

13-33

1 - Introdução à Antropologia

- Antropologia: saber científico, data do século XVIII, que coloca o homem como objeto científico na tentativa de defini-lo
Segunda metade do século XIX: define o o objeto da antropologia como sendo o estudo das populações que não pertencem à
civilização ocidental, ou seja, sociedades ditas como "simples" ou primitivas
Século XX: com o desaparecimento das sociedades "primitivas", estabelece-se uma crise quanto ao seu futuro
Três caminhos são colocados:
1) cientistas partem para outros campos científicos
2) buscam-se outros objetos
3) desloca-se o objeto de pesquisa para a abordagem metodológica. Desta forma, a Antropologia deixa de ter um objeto
determinado pelo espaço, cultura e história e passa a ser o estudo do homem por inteiro e sociedades, em qualquer tempo e
localização, inclusive a própria cultura ocidental
Atualmente, a antropologia é segmentada em cinco áreas:
1) Antropologia Biológica - estudo das variações dos caracteres biológicos. A partir de 1950 desenvolveu grande interesse
pelo gramática das populações
2) Antropologia Pré-histórica - estudo do homem pelos vestígios materiais inteirados no solo. Liga-se a arqueologia e visa
reconstruir as sociedades desaparecidas
3) Antropologia Linguística - pela linguagem estuda-se o pensamento, a vida do homem, seus sentimentos, como se
expressam e como interpretam seus prazeres
4) Antropologia Psicológica - estuda os processos e o psiquismo humano via comportamento (consciente ou inconsciente)
5) Antropologia Social ou Cultural (etimologia) - trata-se do campo mais abrangente da antropologia e diz respeito a tudo
que constituir uma sociedade (seus modos de produção econômica, suas técnicas, economias, sua organização política, jurídica,
sua língua, crenças, etc)
Antropologia

- ciência do homem
colonização
- segunda metade do século XIX - estudo das populações primitivas
primitivo, porém, homem
- século XX - crise científica
- três saídas: acabou o ramo de análise; mudar das primitivas para outras (índios -> camponeses); identificação de que
o processo científico é composto por um método, deslocando o olhar do antropólogo do objeto para a metodologia de análise,
onde tudo pode ser analisado

O ESTUDO DO HOMEM EM SUA DIVERSIDADE

- estudo de todas as sociedades humanas (inclusive a nossa), ou seja, das culturas da humanidade como um todo em suas
diversidades históricas e geográficas

ESTRANHAMENTO: perplexidade provocada pelo encontro das culturas que são, para nós, distantes ou diferentes, ou seja, o
distanciamento em ralação à nossa cultura, alterando a concepção dos valores naturais para culturais. Esta mudança de olhar
modificará (em regra) o nosso olhar sobre nós mesmo.
ir a campo, processo de observação, ver como se desenvolve aquele laço cultural

Alteridade: conhecimento antropológico de nossa cultura que leva, pelo conhecimento de outras culturas, a reconhecer que
somos uma cultura possível, não a única. Ainda, que nossas formas de vida são inatas (não naturais), produtos de escolhas
culturais. Olhar para outro e reconhecê-lo, rompendo com o que adotamos como natural ao invés de cultural. Ruptura com a
abordagem comum que opera sempre a naturalização do social e a ruptura da exclusão pelo diferente (processo difícil ante a
tendência dominante da cultural ocidental).

PROJETO ANTROPOLÓGICO - Revolução do olhar.


Etnocentrismo

- diversidade das culturas aparece enquanto fenômeno natural, resultante das relações diretas ou indiretas entre as sociedades;

- a atitude mais antiga e que repousa, sem dúvida, sobre fundamentos psicológicos sólidos, pois que tende a reaparecer em casa
um de nós quando somos colocados numa situação inesperada;
- consiste em repudiar pura e simplesmente às formas culturais, morais, religiosas, sociais e estéticas mais afastadas daquelas
com que nos identificamos;

- a recusa a admitir a própria DIVERSIDADE CULTURAL, preferindo repetir da cultural tudo o que esteja conforme à norma sob a
qual se vive.

estranhamento, intolerância à diversidade cultural


ETNOCENTRISMO

* repúdio às formas culturais morais, religiosas, sociais, estéticas, mais afastadas daquelas com as quais nos identificamos ->
estranhamento
RAÇA

- determinação genética, biológica, fisiológica


- inexiste supremacia ou inferioridade intelectual entre as raças humanas
- tipos: brancos, negros, amarelos, vermelhos

CULTURA

Lévi-Strauss -> estabelece três categoria:


Questões
1 - O que é:
a) Atropologia?
É a ciência que tem como objeto o estudo do homem e a humanidade de maneira totalizante, ou seja, abrangendo todas as
suas dimensões.
b) Alteridade?
Conhecimento antropológico de nossa cultura que leva, pelo conhecimento de outras culturas, a reconhecer que somos uma
cultura possível, não a única.
c) Etnocentrismo?
É o repúdio/estranhamento às formas culturais morais, religiosas, sociais, estéticas, mais afastadas daquelas com as quais nos
identificamos. (visão de uma cultura, não aceitas as outras culturas como possíveis)
d) Cultura?
A cultura é todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos
e aptidões adquiridos pelo homem não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade como membro
dela que é.
e) Diversidade Cultural?
São diferenças culturais que existem entre o ser humano. Há vários tipos, tais como: a linguagem, vestuário, religião e outras
tradições, como a organização da sociedade.

2 - Diferencie Raça e Cultura.


Raça é a determinação genética, biológica e fisiológica, inexistindo supremacia ou inferioridade intelectual entre elas.
Enquanto que cultura é algo adquirido pelo homem durante sua vida.

3 - Qual o impasse entre etnocentrismo e diversidade cultural?


A diversidade cultural prima pela junção de todas as culturas existentes, enquanto que o etnocentrismo repudia as formas
culturais diferentes.