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UNIVERSIDADE SALGADO DE OLIVEIRA


ENGENHARIA CIVIL
ETICA, VALORES HUMANOS E TRANSDISCIPLINARIDADE

METARECICLAGEM E A LEI DOS


RESÍDUOS SÓLIDOS

ALUNOS: DOUGLAS ALEXSIMON DUARTE


FABIANE KELLY DE MOURA
HÍCARO RODRIGUES ROCHA
MARCOS ANTONIO A. JUNIOR

PROF: GUSTAVO CAVALCANTE

MAIO/2016

SUMÁRIO
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1 – INTRODUÇÃO................................................................................................................03
2 - DEFINIÇÃO DE METARECICLAGEM ......................................................................04
3 – DIMENSÃO EDUCATIVA DO LIXO ELETRÔNICO................................................. 04
4 – PROBLEMAS CAUSADOS PELO DESCARTE INADEQUADO.................................05
5 – O QUE É RECICLAGEM....................................................................................05
6 – PROJETOS ( INCLUSÃO
DIGITAL)...............................................................................06 7 – LABORATÓRIO
VIRTUAL DE METARECICLAGEM...............................................07
8 – LABORATÓRIO DE METARECICLAGEM..................................................................07
9 – LEI DOS RESÍDUOS SÓLIDOS......................................................................................08
10 – POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS...................................................08
11 – CAMPANHA “NÃO REBOLE SEU LIXO ELETRÔNICO NO MATO”.................09
12 – METAS DAS CAMPANHAS........................................................................................10
13 – CONCLUSÃO...............................................................................................................11
14 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS............................................................................12

1 - INTRODUÇÃO
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A informática passou a fazer parte no dia a dia das pessoas, seja nas transações bancárias,
em ambientes escolares, no trabalho e no lazer. Cada vez mais o computador se mostra presente
no cotidiano. Apesar da alta produção na tecnologia da informação, no Brasil, o acesso ao
computador e à internet é ainda escasso para alguns indivíduos. Programas de inclusão digital são
elaborados para esta parcela, atualmente excluída da dita sociedade da informação, porém estes
programas são criticados por especialistas por não atenderem de forma eficaz às demandas do
que é chamado de exclusão digital. Em contraponto com as pessoas sem acesso a estes meios,
outra parcela da população, com um maior poder aquisitivo, consome cada vez mais um
computador de última geração ou algum gadget de última moda. O consumo desenfreado, numa
sociedade onde pessoas trocam de celulares duas vezes ao ano, que trocam componentes de seus
computadores sempre que um novo mais veloz ou com maior capacidade é lançado, não é
acompanhado por uma pergunta básica: para onde vai o lixo tecnológico gerado?
No Brasil, surge um grupo de nome MetaReciclagem, que tem como proposta reciclagem
do lixo eletrônico para a transformação social. De acordo com o grupo, também é possível reciclar
mentes para esta transformação e a inclusão digital se dá por um processo de apropriação
tecnológica e não apenas “usar o computador”. Este grupo, de origem em São Paulo, está
presente em todo o Brasil, de forma descentralizada e auto-organizada, inclusive tendo uma forte
atuação no Governo Brasileiro (Ministérios da Cultura e Ciência e Tecnologia) com questões
pertinentes a tudo que perpasse pelo computador, redes, equipamentos tecnológicos, cibercultura
e sociedade.
Este trabalho consiste na investigação da importância de contribuição da MetaReciclagem à
questionamentos sobre o lixo eletrônico que está sendo descartado pelos rápidos avanços
tecnológicos.

2 – OBJETIVO DA METARECICLAGEM
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A MetaReciclagem é uma metodologia aberta e de livre replicação, baseada na


apropriação crítica de tecnologias para promover a transformação social. Adotada em dezenas de
projetos desenvolvidos por indivíduos, coletivos, ONGs e governos, tem marcado presença efetiva
em discussões sobre o desenvolvimento de tecnologias a partir de uma dimensão humana,
colaborativa e crítica ao fetichismo tão comum nos discursos sobre inclusão digital. Valoriza
características culturais brasileiras como a gambiarra (na forma de criatividade cotidiana informa)
e o mutirão (como sociabilidade dinâmica orientada a solução de problemas).
Esta idéia propõe a apropriação dos objetos tecnológicos, novos ou velhos, objetivando
suas reestruturações e resignificações, compartilhando a maneira de fazê-lo e assim permitindo
que qualquer um possa replicar ações, produções e experiências para preservá-las ou transformá-
las.

3 – DIMENSÃO EDUCATIVA DO LIXO ELETRÔNICO

Lixo Eletrônico é todo resíduo material produzido pelo descarte de equipamentos


eletrônicos. Com o elevado uso de equipamentos eletrônicos no mundo moderno, este tipo de lixo
tem se tornado um grande problema ambiental quando não descartado em locais adequados.
O lixo eletrônico visto pela ótica educativa adquire o significado de transformação, tanto de
aparelhos em desuso, que estariam poluindo a natureza, quanto nas tecnologias contidas nesses
equipamentos, que podem alcançar um tempo maior de durabilidade e até formas diferentes de
utilização, se forem doados para grupos que lidam com a reconstrução desses materiais,
observando-se aí uma nova utilidade para esses periféricos. O lixo eletrônico uma vez destinado a
um local adequado, pode se tornar numa importante ferramenta de inclusão e participação das
comunidades carentes, possibilitando emancipação tecnológica

5 – PROBLEMAS CAUSADOS PELO DESCARTE INADEQUADO

Este descarte é feito quando o equipamento apresenta defeito ou se torna obsoleto


(ultrapassado). O problema ocorre quando este material é descartado no meio ambiente. Como
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estes equipamentos possuem substâncias químicas (chumbo, cádmio, mercúrio, berílio, etc.) em
suas composições, podem provocar contaminação de solo e água.

Além do contaminar o meio ambiente, estas substâncias químicas podem provocar doenças
graves em pessoas que coletam produtos em lixões, terrenos baldios ou na rua.

Estes equipamentos são compostos também por grande quantidade de plástico, metais e
vidro. Estes materiais demoram muito tempo para se decompor no solo.

Onde Jogar? Descarte correto e reutilização

O consumo desenfreado, numa sociedade onde pessoas trocam de celulares duas vezes ao
ano, que trocam componentes de seus computadores sempre que um novo mais veloz ou com
maior capacidade é lançado, não é acompanhado por uma pergunta básica: para onde vai o lixo
tecnológico gerado?
Além de ocupar muito espaço, peças e componentes de microcomputadores feitos de
metais pesados apresentam toxicidade para a saúde humana.

6 – O QUE É RECICLAGEM?

A reciclagem é um conjunto de técnicas que tem como finalidade aproveitar os materiais


que se tornariam lixo, ou estão no lixo, para serem usados como matéria-prima na manufatura de
novos produtos. Também pode ser explicado como o retorno da matéria-prima ao ciclo de
produção através de atividades de desvio, coleta, separação e processamento de materiais
inutilizados. Muitos materiais podem ser reciclados e os exemplos mais comuns são; papel, vidro,
metal e plástico. As maiores vantagens da reciclagem são a minimização da utilização de fontes
naturais, muitas vezes não renováveis; e a minimização da quantidade de resíduos que necessita
tratamento final, como aterramento ou incineração.
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O processo de reciclagem é composto de várias fases, porém para a sua realização é


importante uma ação fundamental: a separação prévia dos materiais, afinal misturar os materiais
recicláveis com os não recicláveis prejudica o reaproveitamento. O armazenamento do material
reciclável de forma separada facilita o aproveitamento desse material. Isso é denominado coleta
seletiva. Trata-se da separação e recolhimento, desde a origem , dos materiais potencialmente
recicláveis.

7 - PROJETOS (INCLUSÃO DIGITAL)

Doação de computadores para pessoas de baixa renda e a margem das novas tecnologias.
Os computadores são doados após uma aula que basicamente é a montagem dos componentes e a
explicação da função de cada um deles no computador.

8 - LABORATÓRIO VIRTUAL DE METARECICLAGEM

Um espaço aberto na internet destinado ao ensino e pesquisa em rede, catalogação de


peças e componentes eletroeletrônicos através de postagens de usuários, criando um ambiente
colaborativo de pesquisa. Em paralelo são disponibilizadas aulas virtuais de elétrica, eletrônica,
robótica com arduino e galileu além dos conceitos de metarecilagem.
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9 – LABORATÓRIO DE METARECICLAGEM

Um espaço onde são destinados ao recebimento de eletroeletrônicos, desmontagem e


catalogação das peças e componentes. Em paralelo são ministradas aulas de elétrica, eletrônica
através dos componentes doados.

10 – LEI DOS RESÍDIOS SÓLIDOS

O lixo eletrônico vem se tornando foco de preocupação no mundo, os níveis atuais são
alarmantes. Segundo a ONU o mundo já produz 40 milhões de toneladas por ano, sendo o Brasil,
o que mais gera esse tipo de lixo entre os países emergentes, chegando a 5kg por ano/per capta.
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A toxicidade dos componentes de computadores, monitores, baterias, celulares e outros é


alta, em sua fabricação são usadas substâncias como chumbo, cádmio, berílio, que podem
contaminar o solo, mesmo em aterros sanitários.

11 – POLÍTICA NACIONAL DOS RESÍDUOS SÓLIDOS

A Lei nº 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) é bastante
atual e contém instrumentos importantes para permitir o avanço necessário ao País no
enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo
inadequado dos resíduos sólidos.

Prevê a prevenção e a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos
de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e
da reutilização dos resíduos sólidos (aquilo que tem valor econômico e pode ser reciclado ou
reaproveitado) e a destinação ambientalmente adequada dos rejeitos (aquilo que não pode ser
reciclado ou reutilizado).

Institui a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos: dos fabricantes,


importadores, distribuidores, comerciantes, o cidadão e titulares de serviços de manejo dos
resíduos sólidos urbanos na Logística Reversa dos resíduos e embalagens pós-consumo e pós-
consumo.

Cria metas importantes que irão contribuir para a eliminação dos lixões e institui
instrumentos de planejamento nos níveis nacional, estadual, microregional, intermunicipal e
metropolitano e municipal; além de impor que os particulares elaborem seus Planos de
Gerenciamento de Resíduos Sólidos.

Também coloca o Brasil em patamar de igualdade aos principais países desenvolvidos no


que concerne ao marco legal e inova com a inclusão de catadoras e catadores de materiais
recicláveis e reutilizáveis, tanto na Logística Reversa quando na Coleta Seletiva.
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Além disso, os instrumentos da PNRS ajudarão o Brasil a atingir uma das metas do Plano
Nacional sobre Mudança do Clima, que é de alcançar o índice de reciclagem de resíduos de 20%
em 2015.

12 – CAMPANHA “NÃO REBOLE SEU LIXO ELETRÔNICO NO MATO”

A Campanha “não rebole seu lixo eletrônico no mato”, criada no Ceará, pretende,
adotando uma expressão bem humorada Cearês, chamar a atenção de todos os setores envolvidos
para a temática do lixo eletrônico. Propomos um encadeamento de atividades específicas para
cada setor. Em cada uma delas expressamos princípios contidos na PNRS e na prática adquirida
com lixo eletrônico . Durante o período, unificada pela comunicação visual e meios de promoção
de controle social propomos as seguintes atividades:

Seminário do lixo Eletrônico:

O público-alvo são técnicos de empresas, tomadores de decisão, gestores públicos de


todos os âmbitos. O principal objetivo é formalizar recomendações para empresas produtoras,
distribuidoras e poder público sobre as premissas da PNRS, relacionadas. o funcionamento da
logística reversa existente, o que deve ser implantado, obstáculos e propostas para o sistema.

13 – METAS E CAMPANHAS

Ambiental

Arrecadar 10 toneladas de lixo eletrônico através do mutirão, dando-lhe a destinação final


ambientalmente correta.
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Educacional

Pautar a temática na sociedade fortalezense, através de debates, entrevistas, palestras,


oficinas e material gráfico e as próprias atividades de mobilização, aplicadas com ludicidade.

13 – CONCLUSÃO

Com a metodologia criada para a Metareciclagem poderemos principalmente então


contribuir para a preservação do meio ambiente não jogando os lixos eletrônicos em lixões ou em
lugares desapropriados, mais sim reutilizando os aparelhos e peças, melhorando a economia das
empresas e desenvolvendo a inclusão digital por meios de programas sociais em comunidades,
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construindo laboratórios de informática com os aparelhos usados e consertados, elaborando


cursos de montagem e desmontagem de computadores.

13 – REFERÊNCIAS

Assunto: Metareciclagem
Site: http://rede.metareciclagem.org/
Data:
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Assunto: Metareciclagem
Site: http://www.metareciclagem.com.br/index.html
Data:

Assunto: Política de Resíduos Sólidos


Site: http://www.brasil.gov.br/meio-ambiente/2014/08/tire-suas-duvidas-sobre-a-politica-de-
residuos-solidos
Data:

Assunto: O é que lico eletrônico


Site: http://www.suapesquisa.com/o_que_e/lixo_eletronico.htm
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Assunto:
Site:
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Assunto:
Site:

Data:

http://www.portaleducacao.com.br/informatica/artigos/58488/metareciclagem-que-negocio-e-esse
http://www.moodle.ufba.br/mod/wiki/view.php?id=12648

http://www.ebah.com.br/content/ABAAAeib0AE/metareciclagem-alternativa-a-problematica-lixo-
eletronico-patos-minas
http://www.sermelhor.com.br/ecologia/lixo-eletronico-problema-e-solucoes.html
http://www.moodle.ufba.br/mod/wiki/view.php?id=12648
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http://www.mma.gov.br/pol%C3%ADtica-de-res%C3%ADduos-s%C3%B3lidos