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Concurseiros Unidos MAIOR RATEIO de MATERIAIS

Aula 14

Administração Financeira e Orçamentária e Direito Financeiro p/ TCM-RJ - Técnico de


Controle Externo

Professores: Sérgio Mendes, Vinícius Nascimento

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AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Sérgio Mendes Aula 14

AULA 14: Lei de Responsabilidade Fiscal - Parte V


APRESENTAÇÃO DO TEMA
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO DO TEMA ........................................................................ 1
1. EMPRÉSTIMOS ................................................................................... 3
1.1 Empréstimos Compulsórios ............................................................ 3
1.2 Empréstimos Voluntários ............................................................... 4
1.3 Outras Informações ........................................................................... 4
2. DÍVIDA PÚBLICA ................................................................................. 6
2.1. Definições ........................................................................................ 6
2.2. Competências .................................................................................12
2.3. Limites ao Endividamento .................................................................13
2.4. Recondução da Dívida aos Limites .....................................................14
2.5. Exceções aos Prazos para Recondução da Dívida aos Limites.................15
3. OPERAÇÕES DE CRÉDITO ....................................................................19
3.1. Regras Gerais para as Operações de Crédito .......................................19
3.2. Das Operações de Crédito por Antecipação de Receita Orçamentária ......20
4. VEDAÇÕES ........................................................................................25
5. BANCO CENTRAL DO BRASIL ...............................................................29
5.1. BACEN e suas Operações na LRF .......................................................29
5.2. Outras Considerações sobre o BACEN .................................................29
6. GARANTIA E CONTRAGARANTIA ...........................................................32
7. REGRA DE OURO ................................................................................35
8. PRECATÓRIOS ...................................................................................39
MAIS QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES ........................................43
MEMENTO XIV .......................................................................................71
LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA ......................................78
GABARITOS ...........................................................................................97

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Olá amigos! Como é bom estar aqui!

Nesta última aula sobre LRF abordaremos os tópicos que eu, particularmente,
considero a parte mais difícil do curso.

Entretanto, isso não é motivo para desistirmos. Vamos com tudo pra cima da
LRF! O ponto positivo é que nessa parte impera a letra fria da Lei, ou seja, as
bancas cobram exatamente como está escrito na LRF, sem muitos rodeios.

Estudaremos nesta aula os temas da Lei de Responsabilidade Fiscal que ainda


não foram abordados ao longo do nosso curso, relacionados à dívida pública.

Ao final deste encontro chegaremos a impressionante marca de centenas de


questões apenas de LRF! É teoria completa e muita prática! Vai estar “afiado”
para a prova!

Aproveito a oportunidade para informar sobre a 5ª edição do meu livro:


Administração Financeira e Orçamentária, Teoria e Questões, Sérgio
Mendes, Editora Método, 2015. O livro já está disponível nas melhores
livrarias de todo o país.

E vamos começar nossa aula!

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1. EMPRÉSTIMOS

O crédito público é uma das formas que o Estado dispõe para obter
ingressos financeiros visando cobrir as despesas de sua responsabilidade.
No entanto, os recursos deverão ser devolvidos, acrescidos de juros e
encargos correspondentes. Assim, ao captar os recursos, é gerada uma
obrigação correspondente ao endividamento. Os empréstimos do Estado
podem ser compulsórios ou voluntários.

1.1 Empréstimos Compulsórios

De acordo com a Constituição Federal de 1988, a competência para instituir


empréstimos compulsórios é da União, cabendo sua instituição e disciplina
dependente de lei complementar. Consiste na tomada compulsória de uma
certa importância do particular, a título de empréstimo, com promessa de
resgate em certo prazo, e em determinadas condições prefixadas em lei,
para atender situações excepcionais ali estabelecidas. Os recursos
arrecadados terão sua aplicação vinculada à despesa que fundamentou sua
instituição. De acordo com o STF, a restituição do empréstimo compulsório
deverá ser feita em moeda corrente.

Segundo o art. 148 da CF/1988, a União, mediante lei complementar, poderá


instituir empréstimos compulsórios:
 Para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade
pública, de guerra externa ou sua iminência.
 No caso de investimento público de caráter urgente e de relevante
interesse nacional. Neste caso deve ser observado o princípio tributário
da anterioridade, o qual veda a cobrança de tributos no mesmo exercício
financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou.

Os empréstimos compulsórios são considerados de natureza tributária por


grande parte da doutrina e pela jurisprudência. No entanto, apenas para efeito
das classificações orçamentárias, os empréstimos compulsórios pertencem
à categoria econômica receitas de capital e sua origem são operações de
crédito.

A lei fixará obrigatoriamente o prazo do empréstimo e as condições de seu


resgate, observando, no que for aplicável, o disposto nesta Lei (art. 15,
parágrafo único, do Código Tributário Nacional).

São considerados créditos públicos impróprios, já que não há o caráter


voluntário de emprestar os recursos. Não há a manifestação livre da vontade
do investidor.

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1.2 Empréstimos Voluntários

Os empréstimos voluntários são contraídos pelo estado de forma contratual,


pela livre manifestação da vontade do investidor. Desta forma, são
considerados créditos próprios.

1.3 Outras Informações

Os próximos tópicos raramente caem em prova. O motivo é que não há


consenso por parte da doutrina. Vamos apenas resumi-los por meio de
quadros, trazendo as informações que possuem menos divergência.

Classificação quanto à origem

Obtido dentro do território nacional


Interno
(seja de nacionais ou estrangeiros no país)

Externo Obtido no exterior

Classificação quanto ao prazo


Sem previsão de data de pagamento do principal. Há apenas o
Perpétuo
pagamento indefinidamente de juros ao credor.
Com data prevista de pagamento. Podem ser de curto ou longo
Temporário
prazo:

Curto Prazo Pagamento do Estado no mesmo exercício financeiro da aquisição

Pagamento do Estado em exercício financeiro diferente ao da


Longo Prazo
aquisição

Classificação quanto à competência

Federal Tomado pela União

Estadual Tomado pelas unidades federativas

Municipal Tomados pelos municípios

Fases

Emissão O Estado se propõe a obter o crédito e explicita as condições.

Dívida Pública Flutuante ou Fundada (próximos tópicos)

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Garantias

Garantia da devolução da
Exemplo: indicação de fiadores, vinculações de receita.
quantia emprestada

Garantia contra a Exemplos: vinculação ao valor da moeda estrangeira


desvalorização da moeda ou ao padrão ouro.

Principais formas de Extinção da Dívida Pública

Amortização Feita por compra no mercado, sorteio ou junto ao credor.

Compensação Compensação dos débitos com os créditos devidos ao Estado.

Estado altera condições anteriores, geralmente por meio de redução de


Conversão
juros.

O Estado cancela a dívida por falta de legitimidade, como as dívidas


Repúdio
assumidas por atos de corrupção ou regime políticos não reconhecidos.

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2. DÍVIDA PÚBLICA

2.1. Definições

A dívida pública é a decorrência natural dos empréstimos. São consideradas


fundamentais para o equilíbrio entre receitas e despesas, em virtude de seu
potencial para causar danos às contas públicas. O assunto é tão importante
que o art. 34 da CF/1988 dispõe que a União não intervirá nos estados nem
no Distrito Federal, exceto, entre outros motivos, para reorganizar as finanças
da unidade da Federação que suspender o pagamento da dívida fundada
por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força maior; ou deixar
de entregar aos municípios receitas tributárias fixadas na Constituição, dentro
dos prazos estabelecidos em lei.

Quanto à origem, a dívida pública se subdivide em dívida interna e dívida


externa. Já quanto à duração, subdivide-se em flutuante ou fundada. Esta
última classificação que mais interessa ao Direito Financeiro/Orçamento
Público, por terem definições na Lei 4320/1964 e na Lei de Responsabilidade
Fiscal.

De acordo com o art. 92 da Lei 4.320/1964, a dívida flutuante compreende:


 Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida.
 Os serviços da dívida a pagar (parcelas de amortização e juros da dívida
fundada não pagas no momento aprazado).
 Os depósitos.
 Os débitos de tesouraria (operações de crédito por antecipação de
receita).

Consoante o art. 98, a dívida fundada compreende os compromissos de


exigibilidade superior a 12 meses, contraídos para atender o desequilíbrio
orçamentário ou financeiro de obras e serviços públicos.
O Decreto 93.872/1986 é mais abrangente. Segundo o art. 115, a dívida
pública abrange a dívida flutuante e a dívida fundada ou consolidada.

A dívida flutuante compreende os compromissos exigíveis, cujo pagamento


independe de autorização orçamentária, assim entendidos:
 Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida.
 Os serviços da dívida.
 Os depósitos, inclusive consignações em folha.
 As operações de crédito por antecipação de receita.
 O papel-moeda ou moeda fiduciária.

Já a dívida fundada ou consolidada compreende os compromissos de


exigibilidade superior a 12 meses contraídos mediante emissão de títulos ou
celebração de contratos para atender a desequilíbrio orçamentário, ou a

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financiamento de obras e serviços públicos, e que dependam de autorização


legislativa para amortização ou resgate.

A Lei de Responsabilidade Fiscal estabeleceu regras mais rígidas para o


endividamento público, até mesmo redefinindo conceitos da Lei 4.320/1964
e do Decreto 93.872/1986. A LRF adota no art. 29 as definições relacionadas
ao crédito público e ao endividamento.

A dívida pública consolidada ou fundada corresponde ao montante total,


apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação,
assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização
de operações de crédito, para amortização em prazo superior a 12 meses.
Também será incluída na dívida pública consolidada da União a relativa à
emissão de títulos de responsabilidade do Banco Central do Brasil e as
operações de crédito de prazo inferior a 12 meses cujas receitas tenham
constado do orçamento.

Ainda, para fins de aplicação dos limites ao endividamento, os precatórios


judiciais não pagos durante a execução do orçamento em que houverem sido
incluídos integram a dívida consolidada.

 Amortização em prazo superior a 12 meses;


 A relativa à emissão de títulos de responsabilidade
do BACEN e as operações de crédito de prazo
inferior a 12 meses cujas receitas tenham constado
da LOA;
 Para fins de aplicação dos limites ao endividamento,
Integram a Dívida os precatórios judiciais não pagos durante a
Pública Consolidada execução do orçamento em que houverem sido
ou Fundada incluídos.

A dívida pública mobiliária é aquela representada por títulos emitidos pela


União, inclusive os do Banco Central do Brasil, dos estados e dos municípios. É
uma especificação da dívida consolidada geral para que ocorra um maior
controle.

Considera-se operação de crédito o compromisso financeiro assumido em


razão de mútuo, abertura de crédito, emissão e aceite de título, aquisição
financiada de bens, recebimento antecipado de valores provenientes da venda
a termo de bens e serviços, arrendamento mercantil e outras operações
assemelhadas, inclusive com o uso de derivativos financeiros. Equiparam-se à
operação de crédito a assunção, o reconhecimento ou a confissão de dívidas
pelo ente da Federação, sem prejuízo do cumprimento das exigências dos arts.
15 e 16 da LRF, relacionados à geração de despesa.

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A concessão de garantia corresponde a compromisso de adimplência de


obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou
entidade a ele vinculada.

O refinanciamento da dívida mobiliária corresponde à emissão de títulos


para pagamento do principal acrescido da atualização monetária.
O refinanciamento do principal da dívida mobiliária não excederá, ao término
de cada exercício financeiro, o montante do final do exercício anterior, somado
ao das operações de crédito autorizadas no orçamento para este efeito e
efetivamente realizadas, acrescido de atualização monetária.

Nas restrições às despesas de pessoal, se não alcançada a redução no prazo


estabelecido, e enquanto perdurar o excesso, o ente não poderá contratar,
entre outros, operações de crédito, ressalvadas as destinadas ao
refinanciamento da dívida mobiliária e as que visem à redução das
despesas com pessoal.

A Resolução do Senado Federal 43/2001 acrescenta que a dívida consolidada


líquida é a dívida pública consolidada deduzidas as disponibilidades de caixa,
as aplicações financeiras e os demais haveres financeiros.

1) (CESPE – Analista Administrativo – Direito - ANTT – 2013) São


consideradas no montante da dívida pública consolidada ou fundada as
obrigações financeiras do ente da Federação assumidas por contrato
ou convênio, cuja amortização deve se dar em até doze meses.

A dívida pública consolidada ou fundada corresponde ao montante total,


apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação,
assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização
de operações de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses
(art. 29, I, da LRF).
Resposta: Errada

2) (CESPE – Analista - Planejamento e Orçamento - MPU – 2013)


Integra a dívida pública consolidada da União a dívida relativa à
emissão de títulos de responsabilidade do BACEN.

Será incluída na dívida pública consolidada da União a relativa à emissão de


títulos de responsabilidade do Banco Central do Brasil (art. 29, § 2º, da LRF).
Resposta: Certa

3) (CESPE – Analista – Finanças e Controle - MPU – 2013) Para fins de


ajustes da dívida pública consolidada aos limites fixados, os

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precatórios liquidados durante a previsão do orçamento bem como os


precatórios não pagos não devem ser incluídos no montante da dívida
consolidada.

Os precatórios judiciais não pagos durante a execução do orçamento em que


houverem sido incluídos integram a dívida consolidada, para fins de aplicação
dos limites (art. 30, § 7º, da LRF).
Resposta: Errada

4) (CESPE – Técnico Científico – Direito – Banco da Amazônia - 2012)


Define-se dívida pública consolidada ou fundada como o montante
total das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em
virtude de abertura de crédito, para amortização em prazo inferior a
doze meses.

A dívida fundada ou consolidada compreende os compromissos de exigibilidade


superior a 12 meses contraídos mediante emissão de títulos ou celebração de
contratos para atender a desequilíbrio orçamentário, ou a financiamento de
obras e serviços públicos, e que dependam de autorização legislativa para
amortização ou resgate.
Resposta: Errada

5) (CESPE – Técnico – FNDE – 2012) Os restos a pagar, assim como os


serviços da divida a pagar, integra a divida flutuante.

De acordo com o art. 92 da Lei 4.320/1964, a dívida flutuante compreende:


_ Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida.
_ Os serviços da dívida a pagar.
_ Os depósitos.
_ Os débitos de tesouraria.

Resposta: Certa

6) (CESPE – Procurador – ALES – 2011) A dívida ativa contém as


obrigações financeiras da fazenda pública e classifica-se, quanto à
origem, em interna ou externa e, quanto à duração, em flutuante ou
fundada.

Quanto à origem, a dívida pública se subdivide em dívida interna e dívida


externa. Já quanto à duração, subdivide-se em flutuante ou fundada.
A dívida ativa não se confunde com a dívida pública (passiva), que representa
as obrigações do ente público para com terceiros. A dívida ativa abrange os
créditos a favor da Fazenda Pública, cuja certeza e liquidez foram apuradas,
por não terem sido efetivamente recebidos nas datas aprazadas.
Resposta: Errada

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7) (CESPE – Procurador – ALES – 2011) A Lei n.º 4.320/1964, diploma


legal sobre normas gerais de direito financeiro, recepcionada pela CF
como lei complementar até a edição da norma prevista em seu art.
165, § 9.º, teve alguns de seus conceitos e procedimentos alterados ou
acrescidos pela LRF. Nesse sentido, é correto afirmar que a LRF incluiu
no conceito de dívida fundada não só as dívidas com prazo de resgate
superior a doze meses, como conceituado pela Lei n.º 4.320/1964,
mas também aquelas inferiores a doze meses cujas receitas tenham
constado do orçamento.

A Lei de Responsabilidade Fiscal estabeleceu regras mais rígidas para o


endividamento público, até mesmo redefinindo conceitos da Lei 4.320/1964 e
do Decreto 93.872/1986.
De acordo com a LRF, a dívida pública consolidada ou fundada corresponde ao
montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente
da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados
e da realização de operações de crédito, para amortização em prazo superior a
12 meses. Também será incluída na dívida pública consolidada da União a
relativa à emissão de títulos de responsabilidade do Banco Central do Brasil e
as operações de crédito de prazo inferior a 12 meses cujas receitas tenham
constado do orçamento.
Resposta: Certa

8) (CESPE – Consultor do Executivo – SEFAZ/ES – 2010) A dívida


fundada refere-se ao montante, apurado sem duplicidade, das
obrigações financeiras do estado do Espírito Santo, assumida em
virtude de leis, contratos, convênios ou tratados. Refere-se, também,
às obrigações decorrentes de operações de crédito, para amortização
em prazo superior a 12 meses.

A dívida pública consolidada ou fundada corresponde ao montante total,


apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação
(como o Estado do Espírito Santo), assumidas em virtude de leis, contratos,
convênios ou tratados e da realização de operações de crédito, para
amortização em prazo superior a doze meses.
Segundo a LRF, são entes da federação: a União, cada Estado, o Distrito
Federal e cada Município.
Resposta: Certa

9) (CESPE – Auditor de Controle Externo – TCDF – 2012) A dívida


pública, que representa o montante das obrigações financeiras do
Estado, pode ser classificada quanto à origem em fundada e flutuante.

Quanto à origem, a dívida pública se subdivide em dívida interna e dívida


externa. Já quanto à duração, subdivide-se em flutuante ou fundada.
Resposta: Errada

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10) (CESPE – Consultor de Orçamentos – Câmara dos Deputados –


2014) A emissão de títulos de responsabilidade do Banco do Brasil S.
A. será incluída na dívida pública consolidada da União.

Também será incluída na dívida pública consolidada da União a relativa à


emissão de títulos de responsabilidade do Banco Central do Brasil e as
operações de crédito de prazo inferior a 12 meses cujas receitas tenham
constado do orçamento.
O Banco Central do Brasil (BACEN), criado pela Lei 4.595, de 31 de dezembro
de 1964, é uma autarquia federal, vinculada ao Ministério da Fazenda, que tem
por missão assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e um
sistema financeiro sólido e eficiente. Não se confunde com o Banco do Brasil
S.A. (BB), que é uma instituição financeira constituída na forma de sociedade de
economia mista.
Resposta: Errada

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2.2. Competências

Sobre o montante da dívida pública brasileira, a CF/1988 atribuiu


competências ao Congresso Nacional e separadamente ao Senado Federal.

Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República,


dispor sobre matéria financeira, cambial e monetária, instituições financeiras e
suas operações; bem como sobre moeda, seus limites de emissão, e
montante da dívida mobiliária federal.

Atenção: é da competência exclusiva do Congresso Nacional julgar


anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os
relatórios sobre a execução dos planos de governo (art. 49, IX, da CF/1988).

Compete privativamente ao Senado Federal:

(por meio de resolução)


 Autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da
União, dos estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos municípios.
 Fixar, por proposta do Presidente da República, limites globais para o
montante da dívida consolidada da União, dos estados, do Distrito
Federal e dos municípios.
 Dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito
externo e interno da União, dos estados, do Distrito Federal e dos
municípios, de suas autarquias e demais entidades controladas pelo
Poder Público federal.
 Dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da União
em operações de crédito externo e interno.
 Estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida
mobiliária dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

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2.3. Limites ao Endividamento

Os limites para a dívida pública, operações de crédito e concessão de garantia


serão fixados em percentual da receita corrente líquida para cada esfera de
governo e aplicados igualmente a todos os entes da Federação que a integrem,
constituindo, para cada um deles, limites máximos. Para fins de verificação do
atendimento do limite, a apuração do montante da dívida consolidada será
efetuada ao final de cada quadrimestre. Exceção se dá para os municípios
com população inferior a 50 mil habitantes, que podem usufruir de regras
especiais de aplicação das determinações constantes na LRF, entre as quais se
inclui a apuração semestral dos limites da dívida consolidada. A mesma
exceção ocorre na apuração das despesas com pessoal.

Serão estabelecidos pelo Senado Federal por proposta do Chefe do Poder


Executivo da União, enviada 90 dias após a publicação da LRF (art. 30, I, da
LRF):
 Limites globais para o montante da dívida consolidada da União, Estados
e Municípios e de limites e condições relativos às operações de crédito
externo e interno da União, dos estados, do Distrito Federal e dos
municípios, de suas autarquias e demais entidades controladas pelo
Poder Público federal.
 Concessão de garantia da União em operações de crédito externo e
interno e montante da dívida mobiliária dos estados, do Distrito Federal e
dos municípios.

Os limites para o montante da dívida mobiliária federal serão estabelecidos


pelo Congresso Nacional, mediante projeto de lei encaminhado pelo Chefe do
Poder Executivo da União, enviado também 90 dias após a publicação da LRF
(art. 30, II, da LRF).

As propostas também poderão ser apresentadas em termos de dívida líquida,


evidenciando a forma e a metodologia de sua apuração.

Sempre que alterados os fundamentos das propostas enviadas ao Senado


Federal (no caso do art. 30, I, da LRF) ou ao Congresso Nacional (no caso do
art. 30, II, da LRF), em razão de instabilidade econômica ou alterações nas
políticas monetária ou cambial, o Presidente da República poderá encaminhar
solicitação de revisão dos limites.

As propostas enviadas e suas alterações conterão:


 Demonstração de que os limites e condições guardam coerência com as
normas estabelecidas na LRF e com os objetivos da política fiscal.
 Estimativas do impacto da aplicação dos limites a cada uma das três
esferas de governo.
 Razões de eventual proposição de limites diferenciados por esfera de
governo.

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 Metodologia de apuração dos resultados primário e nominal.

Vale ressaltar que a LRF traz diversas regras sobre a dívida pública, porém,
diferentemente das despesas com pessoal, não determina quais são os limites
do endividamento, pois tais definições cabem ao Senado Federal.

As Resoluções do Senado 40/2001, 43/2001 e 48/2007 dispõem sobre os


limites dos entes em relação à Receita Corrente Líquida:

LIMITES EM RELAÇÃO À RCL


Objeto União Estados/DF Municípios
Dívida consolidada Não há 200% 120%
Contratação de operações de crédito 60% 16%
Concessão de garantias 60% 22%
Pagamento dos serviços da dívida Não há 11,5%
Contratação de operações por ARO Não há 7%

2.4. Recondução da Dívida aos Limites

Se a dívida consolidada de um ente da Federação


ultrapassar o respectivo limite ao final de um
quadrimestre, deverá ser a ele reconduzida até o término
Recondução da dívida dos três subsequentes, reduzindo o excedente em pelo
(art. 31 da LRF) menos 25% no primeiro.

Enquanto perdurar o excesso, o ente que nele houver incorrido se submeterá


às seguintes sanções:
I – estará proibido de realizar operação de crédito interna ou externa, inclusive
por antecipação de receita, ressalvado o refinanciamento do principal
atualizado da dívida mobiliária.
II – obterá resultado primário necessário à recondução da dívida ao limite,
promovendo, entre outras medidas, limitação de empenho.

Vencido o prazo para retorno da dívida ao limite, e enquanto perdurar o


excesso, o ente ficará também impedido de receber transferências voluntárias
da União ou do estado. Ressalto que, para fins da aplicação das sanções de
suspensão de transferências voluntárias constantes da LRF, excetuam-se
aquelas relativas a ações de educação, saúde e assistência social.

As normas serão observadas nos casos de descumprimento dos limites da


dívida mobiliária e das operações de crédito internas e externas.

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2.5. Exceções aos Prazos para Recondução da Dívida aos Limites

Estas são as exceções aos prazos do art. 31 da LRF para recondução da dívida
aos limites:

Aplicação imediata: as restrições são aplicadas imediatamente se o


montante da dívida exceder o limite no primeiro quadrimestre do último ano
do mandato do Chefe do Poder Executivo.

Suspensão: na ocorrência de calamidade pública reconhecida pelo Congresso


Nacional, no caso da União, ou pelas Assembleias Legislativas, na hipótese dos
estados e municípios; e em caso de estado de defesa ou de sítio decretado na
forma da constituição, enquanto perdurar a situação, serão suspensas a
contagem dos prazos e as disposições estabelecidas no artigo.

Duplicação: já em caso de crescimento real baixo ou negativo do Produto


Interno Bruto (PIB) nacional, regional ou estadual por período igual ou superior
a quatro trimestres, os prazos do artigo serão duplicados. Entende-se por
baixo crescimento a taxa de variação real acumulada do PIB inferior a 1%, no
período correspondente aos quatro últimos trimestres.

Ampliação: ainda, na hipótese de se verificarem mudanças drásticas na


condução das políticas monetária e cambial, reconhecidas pelo Senado Federal,
o prazo poderá ser ampliado em até quatro quadrimestres.

11) (CESPE – Analista – Finanças e Controle - MPU – 2013) Os limites


globais para o montante da dívida consolidada da União, estados e
municípios propostos pelo presidente da República poderão ser
verificados a partir de percentual da receita corrente líquida (RCL).

Os limites para a dívida pública, operações de crédito e concessão de garantia


serão fixados em percentual da receita corrente líquida para cada esfera de
governo e aplicados igualmente a todos os entes da Federação que a integrem,
constituindo, para cada um deles, limites máximos.
Resposta: Certa

12) (CESPE – Analista – Finanças e Controle - MPU – 2013) Se


ultrapassar o respectivo limite ao final de um bimestre, a dívida
fundada de um ente da Federação deverá ser a ele reconduzida até o
término do bimestre subsequente, reduzindo-se o excedente em pelo
menos 25%.

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Consoante o art. 31 da LRF, se a dívida consolidada de um ente da Federação


ultrapassar o respectivo limite ao final de um quadrimestre, deverá ser a ele
reconduzida até o término dos três subsequentes, reduzindo o excedente
em pelo menos 25% no primeiro
Resposta: Errada

13) (CESPE – Analista Judiciário - Administrativa – STF – 2013)


Sempre que forem alterados os fundamentos das políticas monetária
ou cambial em razão de instabilidade econômica, o presidente da
República, em atendimento aos dispositivos constitucionais vigentes,
poderá encaminhar ao Congresso Nacional proposta de revisão dos
limites globais para o montante da dívida consolidada da União, dos
estados e dos municípios.

Sempre que alterados os fundamentos das propostas enviadas ao Senado


Federal (no caso do art. 30, I, da LRF) ou ao Congresso Nacional (no caso do
art. 30, II, da LRF), em razão de instabilidade econômica ou alterações nas
políticas monetária ou cambial, o Presidente da República poderá encaminhar
solicitação de revisão dos limites.

Assim, sempre que forem alterados os fundamentos das políticas monetária ou


cambial em razão de instabilidade econômica, o presidente da República, em
atendimento aos dispositivos constitucionais vigentes, poderá encaminhar ao
Senado Federal proposta de revisão dos limites globais para o montante da
dívida consolidada da União, dos estados e dos municípios. O encaminhamento
ao Congresso Nacional seria no caso de dívida mobiliária federal.

Resposta: Errada

14) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TRT/10 – Prova


cancelada - 2013) No caso de crescimento real baixo ou negativo do
Produto Interno Bruto (PIB), será suspenso o prazo para que o ente da
Federação reconduza a divida consolidada que ultrapassar o respectivo
limite ao final de um quadrimestre.

Em caso de crescimento real baixo ou negativo do PIB nacional, regional ou


estadual por período igual ou superior a quatro trimestres, os prazos
previstos serão duplicados. Entende-se por baixo crescimento a taxa de
variação real acumulada do PIB inferior a 1%, no período correspondente aos
quatro últimos trimestres.
Resposta: Errada

15) (CESPE – Auditor Substituto de Conselheiro – TCE/ES – 2012)


Compete exclusivamente ao Congresso Nacional dispor sobre limites e
condições para a concessão de garantia da União em operações de
crédito externo e interno.

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Compete privativamente ao Senado Federal dispor sobre limites e condições


para a concessão de garantia da União em operações de crédito externo e
interno.
Resposta: Errada

16) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) Os limites globais


para o montante da dívida consolidada da União e para o montante da
dívida mobiliária federal devem ser fixados, em percentual da receita
corrente líquida, para cada esfera de governo.

Os limites para a dívida pública, operações de crédito e concessão de garantia


serão fixados em percentual da receita corrente líquida para cada esfera de
governo e aplicados igualmente a todos os entes da Federação que a integrem,
constituindo, para cada um deles, limites máximos.
Resposta: Certa

17) (CESPE – Consultor do Executivo – SEFAZ/ES – 2010) Se o estado


do Espírito Santo tivesse ultrapassado o limite de endividamento no
último quadrimestre de 2009, então ele deveria tomar medidas
imperativas de recondução ao limite, no máximo até o término de
2010, enquanto perdurasse o excesso, as operações de crédito
ficariam suspensas, até mesmo as de antecipação de receita.

Se a dívida consolidada de um ente da Federação ultrapassar o respectivo


limite ao final de um quadrimestre, deverá ser a ele reconduzida até o término
dos três subsequentes, reduzindo o excedente em pelo menos 25% no
primeiro. Enquanto perdurar o excesso, o ente que nele houver incorrido se
submeterá a sanções, entre elas, a proibição de realizar operação de crédito
interna ou externa, inclusive por antecipação de receita, ressalvado o
refinanciamento do principal atualizado da dívida mobiliária.
Logo, se o estado do Espírito Santo tivesse ultrapassado o limite de
endividamento no último quadrimestre de 2009, então ele deveria tomar
medidas imperativas de recondução ao limite, no máximo até o término de
2010, ou seja, até o término dos três quadrimestres subsequentes. Enquanto
perdurasse o excesso, como regra geral, entre outras sanções, as operações
de crédito ficariam suspensas, até mesmo as de antecipação de receita.
Resposta: Certa

18) (CESPE – AUFC – TCU – 2009) Compete a lei complementar dispor


sobre finanças públicas e sobre os limites globais e condições para o
montante da dívida mobiliária dos estados, do Distrito Federal (DF) e
dos municípios.

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Compete privativamente ao Senado, por meio de resolução, estabelecer


limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos estados,
do Distrito Federal e dos municípios.
Resposta: Errada

19) (CESPE – Consultor de Orçamentos – Câmara dos Deputados –


2014) É competência da Câmara dos Deputados dispor a respeito dos
limites globais e das condições para o montante da dívida mobiliária
dos estados, do DF e dos municípios.

É competência do Senado Federal dispor a respeito dos limites globais e das


condições para o montante da dívida mobiliária dos estados, do DF e dos
municípios.
Resposta: Errada

20) (CESPE – Administrador – Polícia Federal – 2014) Se o presidente


da República pretender modificar os limites globais para o montante
da dívida pública consolidada, deverá enviar proposta ao Poder
Legislativo que contenha a metodologia de apuração dos resultados
primário e nominal.

Sempre que alterados os fundamentos das propostas enviadas ao Senado


Federal (no caso do art. 30, I, da LRF) ou ao Congresso Nacional (no caso do
art. 30, II, da LRF), em razão de instabilidade econômica ou alterações nas
políticas monetária ou cambial, o Presidente da República poderá encaminhar
solicitação de revisão dos limites.
As propostas enviadas e suas alterações conterão:
_ Demonstração de que os limites e condições guardam coerência com as
normas estabelecidas na LRF e com os objetivos da política fiscal.
_ Estimativas do impacto da aplicação dos limites a cada uma das três esferas
de governo.
_ Razões de eventual proposição de limites diferenciados por esfera de
governo.
_ Metodologia de apuração dos resultados primário e nominal.
Resposta: Certa

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3. OPERAÇÕES DE CRÉDITO

3.1. Regras Gerais para as Operações de Crédito

O Ministério da Fazenda verificará o cumprimento dos limites e das condições


relativos à realização de operações de crédito de cada ente da Federação,
inclusive das empresas por eles controladas, direta ou indiretamente. O ente
interessado formalizará seu pleito fundamentando-o em parecer de seus
órgãos técnicos e jurídicos, demonstrando a relação custo-benefício, o
interesse econômico e social da operação e o atendimento das seguintes
condições:

I – existência de prévia e expressa autorização para a contratação, no texto


da lei orçamentária, em créditos adicionais ou lei específica.
II – inclusão no orçamento ou em créditos adicionais dos recursos
provenientes da operação, exceto no caso de operações por antecipação de
receita.
III – observância dos limites e condições fixados pelo Senado Federal.
IV – autorização específica do Senado Federal, quando se tratar de operação
de crédito externo.
V – atendimento da regra de ouro (inciso III do art. 167 da CF/1988).
VI – observância das demais restrições estabelecidas na LRF.

Vale ressaltar que os contratos de operação de crédito externo não conterão


cláusula que importe na compensação automática de débitos e créditos.

A instituição financeira que contratar operação de crédito com ente da


Federação, exceto quando relativa à dívida mobiliária ou à externa, deverá
exigir comprovação de que a operação atenda às condições e limites
estabelecidos.

A operação realizada com infração do disposto na LRF será considerada nula,


procedendo-se ao seu cancelamento, mediante a devolução do principal,
vedados o pagamento de juros e demais encargos financeiros. Se a devolução
não for efetuada no exercício de ingresso dos recursos, será consignada
reserva específica na lei orçamentária para o exercício seguinte.

Enquanto não efetuado o cancelamento, a amortização, ou constituída a


reserva, aplicam-se as sanções previstas nos incisos do § 3º do art. 23 (as
mesmas para despesas com pessoal). Também se constituirá reserva, no
montante equivalente ao excesso, se não atendido o disposto na LRF sobre a
regra de ouro.

Relembro que a CF/1988 veda a transferência voluntária de recursos e a


concessão de empréstimos, inclusive por antecipação de receita, pelos
Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento

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de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos estados, do Distrito


Federal e dos municípios.

3.2. Das Operações de Crédito por Antecipação de Receita


Orçamentária

Um tipo destacado de operação de crédito é o que ocorre por antecipação de


receita orçamentária (ARO). Em geral, o primeiro contato com o termo
acontece quando se estuda o princípio orçamentário da exclusividade, previsto
na CF/1988, pois ele determina que a lei orçamentária não poderá conter
matéria estranha à previsão das receitas e à fixação das despesas. Exceção se
dá para as autorizações de créditos suplementares e operações de crédito,
inclusive por ARO.

De acordo com o art. 7º da Lei 4.320/1964:


“Art. 7º A Lei de Orçamento poderá conter autorização ao Executivo para:
II – Realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações de crédito
por antecipação da receita, para atender a insuficiências de caixa.”

De acordo apenas com a Lei 4.320/1964, a LOA poderá conter autorização ao


Executivo para realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações de
crédito por antecipação da receita, para atender a insuficiências de caixa.
No entanto, esse dispositivo foi parcialmente prejudicado e deve ter sua leitura
combinada com a LRF, por ser esta mais restritiva.

Segundo o art. 38 da LRF, a operação de crédito por antecipação de receita destina-


se a atender insuficiência de caixa durante o exercício financeiro e cumprirá as
exigências para as operações de crédito (tópico anterior) e as seguintes:

I – realizar-se-á somente a partir do décimo dia do início do exercício.


II – deverá ser liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o dia 10 de
dezembro de cada ano.
III – não será autorizada se forem cobrados outros encargos que não a taxa de
juros da operação, obrigatoriamente prefixada ou indexada à taxa básica financeira,
ou à que vier a esta substituir.
IV – estará proibida enquanto existir operação anterior da mesma natureza não
integralmente resgatada, bem como no último ano de mandato do Presidente,
Governador ou Prefeito Municipal.

As operações de crédito por antecipação de receita orçamentária compõem a


dívida flutuante; logo, não compõem a dívida fundada do ente, tampouco
entram nos limites ao endividamento público. As operações de crédito por ARO
também não serão computadas para efeito do que dispõe a regra de ouro,

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desde que liquidadas com juros e outros encargos incidentes, até o dia 10 de
dezembro de cada ano.

As AROs realizadas por estados ou municípios serão efetuadas mediante


abertura de crédito junto à instituição financeira vencedora em processo
competitivo eletrônico promovido pelo Banco Central do Brasil, o qual manterá
um sistema de acompanhamento e controle do saldo do crédito aberto e, no
caso de inobservância dos limites, aplicará as sanções cabíveis à instituição
credora.

21) (CESPE – Administrador – Ministério da Integração - 2013)


Considere que determinado município contrate empréstimo com
instituição financeira que consista na antecipação de parte de seus
tributos para pagamento da folha de salários de seus funcionários.
Nessa situação, deve-se considerar essa operação dívida flutuante.

As operações de crédito por antecipação de receita orçamentária compõem a


dívida flutuante.
Resposta: Certa

22) (CESPE – Analista - Planejamento e Orçamento - MPU – 2013) A


LRF proíbe que, nos dois últimos anos do mandato, governadores e
prefeitos antecipem receitas tributárias por meio de empréstimos de
curto prazo, concedam aumento de salários e contratem novos
servidores públicos.

Questão que mistura Dívida Pública e Despesas com Pessoal (outro tema da
LRF).

A operação de crédito por antecipação de receita orçamentária estará proibida


no último ano de mandato do Presidente, Governador ou Prefeito Municipal.

No que tange ao tema “Despesas com Pessoal”, é nulo de pleno direito o ato
de que resulte aumento da despesa com pessoal expedido nos 180 dias
anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Poder ou órgão (art. 21,
parágrafo único, da LRF). Seria o caso da concessão de aumento de salários e
da contratação de novos servidores públicos.

A questão está incorreta porque em ambos os casos afirma que a proibição


abrange os últimos dois anos do mandato.
Resposta: Errada

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23) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade - TRE/RJ – 2012)


Caso, em 2012, os municípios realizem operações de crédito por
antecipação de receita orçamentária, essas operações deverão ser
incluídas em suas respectivas leis orçamentárias, em obediência ao
princípio da universalidade.

As operações de crédito por antecipação de receita orçamentária destinam-se


a insuficiência de caixa e são receitas extraorçamentárias.
Resposta: Errada

24) (CESPE - Advogado – AGU – 2012) Em determinadas situações


previstas em lei, o governo federal poderá conceder empréstimos para
pagamento de despesas com pessoal dos estados, do DF e dos
municípios.

A CF/1988 veda a transferência voluntária de recursos e a concessão de


empréstimos, inclusive por antecipação de receita, pelos Governos
Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de
despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos estados, do Distrito
Federal e dos municípios (art. 167, X, da CF/1988).
Resposta: Errada

25) (CESPE – Procurador – ALES – 2011) A LRF restringiu a realização


das operações de crédito por antecipação de receita, antes permitidas
a qualquer tempo pela Lei n.º 4.320/1964, para somente após o
segundo mês do início do exercício financeiro.

De acordo com o art. 7º da Lei 4.320/1964:


“Art. 7º A Lei de Orçamento poderá conter autorização ao Executivo para:
II – Realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações de crédito
por antecipação da receita, para atender a insuficiências de caixa.”

De acordo apenas com a Lei 4.320/1964, a LOA poderá conter autorização ao


Executivo para realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações de
crédito por antecipação da receita, para atender a insuficiências de caixa.

No entanto, esse dispositivo foi parcialmente prejudicado e deve ter sua leitura
combinada com a LRF, por ser esta mais restritiva. Uma das regras é que as
operações de crédito por antecipação de receita realizar-se-ão somente a
partir do décimo dia do início do exercício. Logo, não são permitidas
apenas após o segundo mês do início do exercício financeiro, como afirma o
item.

Resposta: Errada

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26) (CESPE - Analista de Economia - MPU - 2010) Acerca da elaboração


e do controle dos orçamentos e balanços da União, dos estados, dos
municípios e do Distrito Federal, julgue o item.
A lei de orçamento pode conter autorização ao Poder Executivo para
que este realize, em qualquer mês do exercício financeiro, operações
de crédito por antecipação da receita, para atender insuficiências de
caixa.

A questão pede a resposta apenas de acordo com a elaboração e o controle


dos orçamentos e balanços da União, dos estados, dos municípios e do Distrito
Federal, ou seja, de acordo com a Lei 4320/1964. De acordo apenas com a Lei
4.320/1964, a qual estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para
elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos
Municípios e do Distrito Federal, a LOA poderá conter autorização ao Executivo
para realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações de crédito
por antecipação da receita, para atender a insuficiências de caixa.

Relembro que esse dispositivo foi parcialmente prejudicado e deve ter sua
leitura combinada com a LRF, por ser esta mais restritiva.
Resposta: Certa

27) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa – TRE/MT – 2010)


Uma operação de crédito por antecipação de receita somente pode ser
feita nos últimos quatro meses do exercício financeiro.

Uma operação de crédito por antecipação de receita somente pode ser feita a
partir do décimo dia do início do exercício, desde que cumpra as demais
exigências legais.

Resposta: Errada

28) (CESPE – Analista – Administração - EMBASA - 2010) É permitida a


contratação da antecipação de receita orçamentária, desde que não
ocorra no último ano de mandato.

É vedada a contratação da antecipação de receita orçamentária no último ano


de mandato do Presidente, Governador ou Prefeito Municipal. Logo, é
permitida nos demais anos, desde que obedeça às demais regrais legais.
Resposta: Certa

29) (CESPE – Economista - DPU - 2010) Conforme a LRF, no último ano


de mandato, é permitido aos prefeitos firmar, pela prefeitura,
operação de crédito por antecipação de receita, em meados de janeiro
desse ano, desde que a liquide até o último dia de novembro do
mesmo ano.

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De acordo com a LRF, a operação de crédito por antecipação de receita estará


proibida no último ano de mandato do Presidente, Governador ou Prefeito
Municipal.
Resposta: Errada

30) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – MDIC – 2014) As


dívidas realizadas para atender a insuficiências de caixa ou de
tesouraria constituem dívida flutuante.

As operações de crédito por antecipação de receita (débitos de tesouraria),


destinadas à insuficiência de caixa, compõem a dívida flutuante.
Resposta: Certa

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4. VEDAÇÕES

Vamos falar das vedações previstas na LRF.


Segundo o art. 34 da LRF, o Banco Central do Brasil não emitirá títulos da
dívida pública a partir de dois anos após a publicação da LRF, o que significa
que tal determinação já está produzindo efeitos há vários anos.

O art. 35 da LRF veda a realização de operações de crédito entre entes da


Federação, sob qualquer forma, seja diretamente ou por intermédio de fundo,
autarquia, fundação ou empresa estatal dependente, ainda que sob a forma
de novação, refinanciamento ou postergação de dívida contraída
anteriormente. Essa vedação não impede estados e municípios de comprar
títulos da dívida da União como aplicação de suas disponibilidades.

No entanto, excetuam-se da vedação citada as operações entre


instituição financeira estatal e outro ente da Federação, inclusive suas
entidades da Administração indireta, que não se destinem a financiar,
direta ou indiretamente, despesas correntes; e que não se destinem a
refinanciar dívidas não contraídas junto à própria instituição
concedente. Ou seja, são permitidas para refinanciar dívidas contraídas
junto à instituição concedente.

De acordo com Nascimento e Debus (2002), ao discorrerem sobre a vedação à


realização de operações de crédito entre entes da Federação prevista na LRF,
“tende a encerrar-se um longo capítulo em que a União seguidamente
refinanciou dívidas de Estados e Municípios, assumiu dívidas de Estados
recém-criados, bem como de órgãos que foram extintos, sendo esse
procedimento responsável, em boa parte, pelo crescimento vertiginoso do
estoque da dívida do Governo Central. Para lembrar, somente em 1996/97 a
União refinanciou, com juros subsidiados, dívidas de Estados no montante de
R$ 103,0 bilhões e, nas vésperas da sanção da LRF, a Prefeitura do município
de São Paulo teve a sua dívida renegociada em mais de R$ 10,0 bilhões, com
prazo de 30 anos.”

Segundo o art. 36, é proibida a operação de crédito entre uma instituição


financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na qualidade de
beneficiário do empréstimo. Essa vedação não proíbe instituição financeira
controlada de adquirir, no mercado, títulos da dívida pública para atender
investimento de seus clientes, ou títulos da dívida de emissão da União para
aplicação de recursos próprios. Também segundo Nascimento e Debus, “dessa
forma, estão vedadas as operações envolvendo os bancos estaduais e os
respectivos governos, onde proliferaram, durante muito tempo, práticas
escusas, que a norma busca abolir definitivamente”.

Ainda, de acordo com o art. 37, I a IV, da LRF:

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“Art. 37. Equiparam-se a operações de crédito e estão vedados:

I – captação de recursos a título de antecipação de receita de tributo ou contribuição


cujo fato gerador ainda não tenha ocorrido, sem prejuízo do disposto no § 7º do art.
150 da Constituição;
II – recebimento antecipado de valores de empresa em que o Poder Público detenha,
direta ou indiretamente, a maioria do capital social com direito a voto, salvo lucros e
dividendos, na forma da legislação;
III – assunção direta de compromisso, confissão de dívida ou operação assemelhada,
com fornecedor de bens, mercadorias ou serviços, mediante emissão, aceite ou aval
de título de crédito, não se aplicando esta vedação a empresas estatais dependentes;
IV – assunção de obrigação, sem autorização orçamentária, com fornecedores para
pagamento a posteriori de bens e serviços.”

Note que o art. 37 equipara diversos mecanismos a operações de crédito e


também os proíbe, a fim de evitar que sejam utilizados para burlar as
vedações.

O inciso I veda antecipações de receitas antes da ocorrência do fato gerador do


tributo ou contribuição. Ainda, faz referência ao § 7o do art. 150 da CF/1988, o
qual dispõe que a lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a
condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição, cujo fato
gerador deva ocorrer posteriormente, assegurada a imediata e preferencial
restituição da quantia paga, caso não se realize o fato gerador presumido.

O inciso II veda antecipações de receitas das empresas estatais, excetuando,


na forma da legislação, os lucros e dividendos.

Já os incisos III e IV vedam a assunção de compromissos de quaisquer formas


com fornecedores, excetuando as empresas estatais dependentes; e de
obrigação sem autorização orçamentária, ainda que para pagamento posterior.

31) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – Ministério da


Integração - 2013) Uma instituição financeira estatal não pode obter
empréstimos junto ao ente da Federação que a controla, mas poderá
adquirir no mercado títulos da dívida pública para atender às
necessidades de investimentos de seus clientes.

Segundo o art. 36 da LRF, é proibida a operação de crédito entre uma


instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na
qualidade de beneficiário do empréstimo. Essa vedação não proíbe instituição
financeira controlada de adquirir, no mercado, títulos da dívida pública para

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atender investimento de seus clientes, ou títulos da dívida de emissão da


União para aplicação de recursos próprios.
Resposta: Certa

32) (CESPE – Especialista – FNDE – 2012) Proíbe-se aos estados e


municípios a compra de títulos de dívida da União como forma de
aplicação de suas disponibilidades.

O art. 35 da LRF veda a realização de operações de crédito entre entes da


Federação, sob qualquer forma, seja diretamente ou por intermédio de fundo,
autarquia, fundação ou empresa estatal dependente, ainda que sob a forma de
novação, refinanciamento ou postergação de dívida contraída anteriormente.
Entretanto, essa vedação não impede estados e municípios de comprar títulos
da dívida da União como aplicação de suas disponibilidades.
Resposta: Errada

33) (CESPE – Procurador – ALES – 2011) A LRF veda a aquisição por


instituição financeira estatal de títulos da dívida pública emitidos por
seu ente público controlador.

Segundo o art. 36 da LRF, é proibida a operação de crédito entre uma


instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na
qualidade de beneficiário do empréstimo. Essa vedação não proíbe instituição
financeira controlada de adquirir, no mercado, títulos da dívida pública para
atender investimento de seus clientes, ou títulos da dívida de emissão da
União para aplicação de recursos próprios.
Resposta: Errada

34) (CESPE - Analista Administrativo - MPU - 2010) À instituição


financeira controlada pela União é permitida a aquisição de títulos da
dívida pública para atender investimentos de seus clientes.

Segundo o art. 36 da LRF, é proibida a operação de crédito entre uma


instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na
qualidade de beneficiário do empréstimo. Essa vedação não proíbe, ou seja,
permite a instituição financeira controlada de adquirir, no mercado,
títulos da dívida pública para atender investimento de seus clientes, ou
títulos da dívida de emissão da União para aplicação de recursos próprios.
Resposta: Certa

35) (CESPE - Procurador - PGE/PE - 2009) Não se admite a realização


de operações de crédito entre uma instituição financeira estatal e o
ente da Federação que a controle, na qualidade de beneficiário do
empréstimo, mesmo nos casos de aquisição de títulos da dívida pública
para atender a investimento de seus clientes.

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Segundo o art. 36 da LRF, é proibida a operação de crédito entre uma


instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na
qualidade de beneficiário do empréstimo. Essa vedação não proíbe instituição
financeira controlada de adquirir, no mercado, títulos da dívida pública para
atender investimento de seus clientes, ou títulos da dívida de emissão da
União para aplicação de recursos próprios.
Resposta: Errada

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5. BANCO CENTRAL DO BRASIL

5.1. BACEN e suas Operações na LRF

O Banco Central do Brasil (BACEN), criado pela Lei 4.595, de 31 de dezembro


de 1964, é uma autarquia federal, vinculada ao Ministério da Fazenda, que tem
por missão assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e um
sistema financeiro sólido e eficiente. Não se confunde com o Banco do Brasil
S.A. (BB), que é uma instituição financeira constituída na forma de sociedade de
economia mista.

Quanto às operações com o Banco Central do Brasil, a LRF dispõe que nas suas
relações com ente da Federação, o BACEN está sujeito às vedações do art. 35
(estudamos no tópico sobre vedações) e às seguintes:
 Emissão de títulos da dívida pública.
 Compra de título da dívida, na data de sua colocação no mercado. Só
poderá comprar diretamente títulos emitidos pela União para refinanciar
a dívida mobiliária federal que estiver vencendo na sua carteira. Ainda,
tal operação deverá ser realizada à taxa média e condições alcançadas
no dia, em leilão público.
 Permuta, ainda que temporária, por intermédio de instituição financeira
ou não, de título da dívida de ente da Federação por título da dívida
pública federal, bem como a operação de compra e venda, a termo,
daquele título, cujo efeito final seja semelhante à permuta. Não se aplica
ao estoque de Letras do Banco Central do Brasil, Série Especial,
existente na carteira das instituições financeiras, que pode ser
refinanciado mediante novas operações de venda a termo.
 Concessão de garantia.

É vedado ao Tesouro Nacional adquirir títulos da dívida pública federal


existentes na carteira do Banco Central do Brasil, ainda que com cláusula de
reversão, salvo para reduzir a dívida mobiliária.

O Tribunal de Contas da União acompanhará o cumprimento de tal vedação e


da determinação que o BACEN só poderá comprar diretamente títulos emitidos
pela União para refinanciar a dívida mobiliária federal que estiver vencendo na
sua carteira, bem como que a operação deverá ser realizada à taxa média e
condições alcançadas no dia, em leilão público.

5.2. Outras Considerações sobre o BACEN

A competência da União para emitir moeda será exercida exclusivamente pelo


banco central.

É vedado ao banco central conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao


Tesouro Nacional e a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição

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financeira. No entanto, o BACEN poderá comprar e vender títulos de emissão


do Tesouro Nacional, com o objetivo de regular a oferta de moeda ou a taxa de
juros.

Integrarão as despesas da União, e serão incluídas na LOA, as despesas do


Banco Central do Brasil relativas a pessoal e encargos sociais, custeio
administrativo, inclusive os destinados a benefícios e assistência aos
servidores, e a investimentos.

O resultado do Banco Central do Brasil, apurado após a constituição ou


reversão de reservas, constitui receita do Tesouro Nacional, e será transferido
até o décimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços semestrais. O
resultado negativo constituirá obrigação do Tesouro para com o Banco Central
do Brasil e será consignado em dotação específica no orçamento. Assim, o
Tesouro Nacional é beneficiário dos resultados positivos do BACEN, apurados
após a constituição ou a reversão de reservas, bem como é devedor de
eventuais resultados negativos da mesma instituição.

O impacto e o custo fiscal das operações realizadas pelo Banco Central do


Brasil serão demonstrados trimestralmente, nos termos em que dispuser a lei
de diretrizes orçamentárias da União. Os balanços trimestrais do BACEN
conterão notas explicativas sobre os custos da remuneração das
disponibilidades do Tesouro Nacional e da manutenção das reservas cambiais e
a rentabilidade de sua carteira de títulos, destacando os de emissão da União.

36) (CESPE - Oficial Técnico de Inteligência - Administração - ABIN -


2010) O resultado positivo do Banco Central, apurado após a
constituição ou reversão de reservas, constitui receita do Tesouro
Nacional; o resultado negativo, obrigação do Tesouro para com o
Banco Central, devendo ser consignado em dotação específica no
orçamento.

O resultado do Banco Central do Brasil, apurado após a constituição ou


reversão de reservas, constitui receita do Tesouro Nacional, e será transferido
até o décimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços semestrais. O
resultado negativo constituirá obrigação do Tesouro para com o Banco Central
do Brasil e será consignado em dotação específica no orçamento.
Resposta: Certa

37) (CESPE - TFCE - TCU - 2009) Veda-se ao Banco Central conceder,


direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional e a
qualquer órgão ou entidade que não seja instituição financeira.

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É vedado ao banco central conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao


Tesouro Nacional e a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição
financeira.
Resposta: Certa

38) (CESPE – Analista – Administração - FINEP - 2009) Integram as


despesas da União e são incluídas na lei orçamentária as despesas do
Banco Central do Brasil relativas a pessoal e encargos sociais e custeio
administrativo, excluídas as destinadas a benefícios e assistência aos
servidores.

Integrarão as despesas da União, e serão incluídas na LOA, as despesas do


Banco Central do Brasil relativas a pessoal e encargos sociais, custeio
administrativo, inclusive os destinados a benefícios e assistência aos
servidores, e a investimentos.
Resposta: Errada

39) (CESPE – Analista – Finanças e Contabilidade - FINEP - 2009) O


Tesouro Nacional é beneficiário dos resultados positivos do BACEN,
apurados após a constituição ou a reversão de reservas, assim como
devedor de eventuais resultados negativos da mesma instituição.

O resultado do Banco Central do Brasil, apurado após a constituição ou


reversão de reservas, constitui receita do Tesouro Nacional, e será transferido
até o décimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços semestrais. O
resultado negativo constituirá obrigação do Tesouro para com o Banco Central
do Brasil e será consignado em dotação específica no orçamento.
Resposta: Certa

40) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo - SUFRAMA – 2014) Se o


Banco Central do Brasil apresentar resultado negativo em determinado
semestre, o Tesouro Nacional ficará responsável pela cobertura do
prejuízo, utilizando para tanto dotação específica no orçamento.

O resultado do Banco Central do Brasil, apurado após a constituição ou


reversão de reservas, constitui receita do Tesouro Nacional, e será transferido
até o décimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços semestrais. O
resultado negativo constituirá obrigação do Tesouro para com o Banco Central
do Brasil e será consignado em dotação específica no orçamento.
Resposta: Certa

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6. GARANTIA E CONTRAGARANTIA

A concessão de garantia corresponde a compromisso de adimplência de


obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou
entidade a ele vinculada.

Consoante o art. 40 da LRF, os entes poderão conceder garantia em operações


de crédito internas ou externas, observados o disposto neste artigo, as normas
do art. 32 (são as normas sobre operações de crédito previstas na LRF) e, no
caso da União, também os limites e as condições estabelecidos pelo Senado
Federal.

O § 1º do art. 40 determina que a garantia estará condicionada ao


oferecimento de contragarantia, em valor igual ou superior ao da garantia a
ser concedida, e à adimplência da entidade que a pleitear relativamente a
suas obrigações junto ao garantidor e às entidades por este controladas,
observado o seguinte:
_ Não será exigida contragarantia de órgãos e entidades do próprio ente.
_ A contragarantia exigida pela União a estado ou município, ou pelos estados aos
municípios, poderá consistir na vinculação de receitas tributárias diretamente
arrecadadas e provenientes de transferências constitucionais, com outorga de
poderes ao garantidor para retê-las e empregar o respectivo valor na liquidação da
dívida vencida.

No caso de operação de crédito junto a organismo financeiro internacional, ou


a instituição federal de crédito e fomento para o repasse de recursos externos,
a União só prestará garantia a ente que atenda, além do disposto no § 1º, as
exigências legais para o recebimento de transferências voluntárias. Ainda, é
nula a garantia concedida acima dos limites fixados pelo Senado Federal.

Quando honrarem dívida de outro ente, em razão de garantia prestada, a


União e os estados poderão condicionar as transferências constitucionais ao
ressarcimento daquele pagamento. O ente da Federação cuja dívida tiver sido
honrada pela União ou por estado, em decorrência de garantia prestada em
operação de crédito, terá suspenso o acesso a novos créditos ou
financiamentos até a total liquidação da mencionada dívida.

É vedado às entidades da Administração indireta, inclusive suas empresas


controladas e subsidiárias, conceder garantia, ainda que com recursos de
fundos. Tal vedação não se aplica à concessão de garantia por:
I – empresa controlada a subsidiária ou controlada sua, nem à prestação de
contragarantia nas mesmas condições;
II – instituição financeira a empresa nacional, nos termos da lei.

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Excetua-se das regras dispostas na LRF a garantia prestada por instituições


financeiras estatais, que se submeterão às normas aplicáveis às instituições
financeiras privadas, de acordo com a legislação pertinente; bem como a
prestada pela União, na forma de lei federal, a empresas de natureza
financeira por ela controladas, direta e indiretamente, quanto às operações de
seguro de crédito à exportação.

41) (CESPE - Advogado – AGU – 2012) Tratando-se de empréstimo a


estado ou município, a União poderá conceder garantia, mediante o
oferecimento de contragarantia consistente na vinculação de receitas
tributárias diretamente arrecadadas e provenientes de transferências
constitucionais.

De acordo com o art. 40, II, da LRF, a contragarantia exigida pela União a
Estado ou Município, ou pelos Estados aos Municípios, poderá consistir na
vinculação de receitas tributárias diretamente arrecadadas e provenientes de
transferências constitucionais, com outorga de poderes ao garantidor para
retê-las e empregar o respectivo valor na liquidação da dívida vencida.
Resposta: Certa

(CESPE – Analista Judiciário – Administrativo – STM - 2011) Com


relação ao disposto na Lei de Responsabilidade Fiscal acerca das
garantias e contragarantias em operações de crédito internas e
externas, julgue os itens a seguir.
42) O ente da Federação que tiver a sua dívida honrada pela União em
decorrência de garantia prestada em operação de crédito não terá
acesso a novos créditos ou financiamentos até que a respectiva dívida
seja totalmente liquidada.

Quando honrarem dívida de outro ente, em razão de garantia prestada, a


União e os Estados poderão condicionar as transferências constitucionais ao
ressarcimento daquele pagamento. O ente da Federação cuja dívida tiver
sido honrada pela União ou por Estado, em decorrência de garantia prestada
em operação de crédito, terá suspenso o acesso a novos créditos ou
financiamentos até a total liquidação da mencionada dívida.
Resposta: Certa

43) É vedado às entidades da administração indireta e suas


respectivas empresas controladas e subsidiárias conceder garantia
com recursos de seus próprios fundos.

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A LRF veda às entidades da administração indireta, inclusive suas empresas


controladas e subsidiárias, conceder garantia, ainda que com recursos de
fundos.
Resposta: Certa

44) (CESPE - Analista de Economia - MPU - 2010) A operação de


crédito consiste no compromisso de adimplência de obrigação
financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou entidade a
ele vinculada.

A concessão de garantia corresponde a compromisso de adimplência de


obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou
entidade a ele vinculada.
Resposta: Errada

45) (CESPE - Analista Administrativo - MPU - 2010) A vinculação de


receitas tributárias diretamente arrecadadas por um estado pode ser
legalmente oferecida como contragarantia à União.

De acordo com o art. 40, II, da LRF, a contragarantia exigida pela União a
Estado ou Município, ou pelos Estados aos Municípios, poderá consistir na
vinculação de receitas tributárias diretamente arrecadadas e provenientes de
transferências constitucionais, com outorga de poderes ao garantidor para
retê-las e empregar o respectivo valor na liquidação da dívida vencida.
Resposta: Certa

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7. REGRA DE OURO

A legislação atual atribui uma série de restrições para a aplicação de


determinadas origens da receita de capital em despesas correntes. A CF/1988,
em seu art. 167, III, estabelece:

“Art. 167. São vedados:


III – a realização de operações de créditos que excedam o montante das
despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos
suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder
Legislativo por maioria absoluta.”

Essa norma, conhecida como “regra de ouro”, objetiva dificultar a


contratação de empréstimos para financiar gastos correntes, evitando que o
ente público tome emprestado de terceiros para pagar despesas de pessoal,
juros ou custeio.

De acordo com esta regra, cada unidade governamental deve manter o seu
endividamento vinculado à realização de investimentos e não à manutenção da
máquina administrativa e demais serviços. Não deve haver endividamento
público para fins não relevantes. É necessário haver critério para a realização
de operações de créditos.

No que se tange às receitas, não são todas as receitas


de capital que entram na apuração da regra de ouro,
são apenas as operações de crédito. Por outro lado, no
que tange às despesas, são todas as despesas de
capital: “(...) realização de operações de créditos que
Regra de Ouro
excedam o montante das despesas de capital (...)”.

Vale destacar que segundo o § 2º do art. 12 da LRF:


“§ 2º O montante previsto para as receitas de operações de crédito não poderá
ser superior ao das despesas de capital constantes do projeto de lei
orçamentária.”

Repare que tal parágrafo da LRF descarta as exceções constitucionais. Por isso,
foi proposta uma Ação Direta de Inconstitucionalidade perante o Supremo
Tribunal Federal, o qual suspendeu liminarmente a eficácia deste dispositivo.
Porém, a regra de ouro e suas exceções continuam em pleno vigor
devido ao dispositivo constitucional.

A LRF também traz os critérios para a apuração das operações de crédito e das
despesas de capital para efeito da regra de ouro. Segundo o § 3º do art. 32,
considerar-se-á, em cada exercício financeiro, o total dos recursos de operações

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de crédito nele ingressados e o das despesas de capital executadas, observado


o seguinte:
I – não serão computadas nas despesas de capital as realizadas sob a forma
de empréstimo ou financiamento a contribuinte, com o intuito de promover
incentivo fiscal, tendo por base tributo de competência do ente da Federação,
se resultar a diminuição, direta ou indireta, do ônus deste.
II – se o empréstimo ou financiamento a que se refere o inciso I for concedido
por instituição financeira controlada pelo ente da Federação, o valor da
operação será deduzido das despesas de capital.

O art. 6º da Resolução do Senado Federal 43/2001 trata do cumprimento do


limite da regra de ouro, o qual deverá ser comprovado mediante apuração das
operações de crédito e das despesas de capital conforme os critérios definidos
na LRF e citados acima. Acrescenta também que se verificarão,
separadamente, o exercício anterior e o exercício corrente, tomando-se por
base:
I – no exercício anterior, as receitas de operações de crédito nele realizadas e
as despesas de capital nele executadas.
II – no exercício corrente, as receitas de operação de crédito e as despesas de
capital constantes da lei orçamentária.

Ainda, ressalta que se entende por operação de crédito realizada em um


exercício o montante de liberação contratualmente previsto para o mesmo
exercício. Nas operações de crédito com liberação prevista para mais de um
exercício financeiro, o limite computado a cada ano levará em consideração
apenas a parcela a ser nele liberada.

Vale ressaltar que, consoante a LRF, as operações de crédito por


antecipação de receita não serão computadas para efeito da regra de ouro,
desde que liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o dia 10 de
dezembro.

Como se observa, a Legislação procura restringir a aplicação de receitas de


capital no financiamento de despesas correntes. No entanto, o gestor público
ainda encontra espaço para custear seus gastos correntes utilizando receitas
de operações de crédito, desde que o total não ultrapasse as despesas de
capital ou sejam autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais,
com finalidade específica e aprovados pelo Poder Legislativo por maioria
absoluta.

46) (CESPE – Analista Administrativo - IBAMA – 2013) Considere que


o montante total dos empréstimos realizados por determinado
município tenha sido igual às despesas de capital fixadas no

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orçamento municipal para o exercício financeiro em execução. Nessa


situação, caso o município precise realizar mais uma operação de
crédito, sem alterar o total das despesas de capital, somente poderá
fazê-la se for aprovado pela câmara de vereadores, por maioria
absoluta, um crédito suplementar ou especial com finalidade precisa.

Segundo a “regra de ouro”, é vedada a realização de operações de créditos


que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas
mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa,
aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta (art. 167, III, da
CF/1988).

Assim, caso o município precise realizar mais uma operação de crédito, sem
alterar o total das despesas de capital, somente poderá fazê-la se for aprovado
pela câmara de vereadores (Poder Legislativo municipal), por maioria absoluta,
um crédito suplementar ou especial com finalidade precisa.

Resposta: Certa

47) (CESPE – Auditor Substituto de Conselheiro – TCE/ES – 2012) É


conhecida como regra de ouro a vedação, prevista na CF, à realização
de operações de créditos que excedam o montante das despesas de
capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares,
ou especiais, com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo,
por maioria absoluta.

Segundo a “regra de ouro”, é vedada a realização de operações de créditos


que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas
mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa,
aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta (art. 167, III, da
CF/1988).
Resposta: Certa

48) (CESPE – Procurador – ALES – 2011) A regra de ouro presente na


CF e nas constituições estaduais prescreve que as operações de crédito
não poderão exceder as despesas com investimentos realizadas no
exercício financeiro, ressalvadas as autorizadas mediante créditos
suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo
Poder Legislativo por maioria absoluta.

Segundo a “regra de ouro”, é vedada a realização de operações de créditos


que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as
autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade
precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta (art. 167, III,
da CF/1988).

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No que se refere às receitas, não são todas as receitas de capital que entram
na apuração da regra de ouro, são apenas as operações de crédito. Por outro
lado, no que tange às despesas, são todas as despesas de capital: “(...)
realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas
de capital (...)”.

O erro da questão foi considerar apenas os investimentos e não todas as


despesas de capital.
Resposta: Errada

49) (CESPE – Analista Judiciário – Administração – STM - 2011)


Mesmo que, em determinado exercício financeiro, as despesas de
capital fixadas no orçamento sejam integralmente financiadas com
recursos de operações de crédito, novos empréstimos poderão ser
realizados, desde que autorizados por maioria absoluta do respectivo
Poder Legislativo.

A Legislação procura restringir a aplicação de receitas de capital no


financiamento de despesas correntes. No entanto, o gestor público ainda
encontra espaço para custear seus gastos correntes utilizando receitas de
operações de crédito, desde que o total não ultrapasse as despesas de capital
ou sejam autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais, com
finalidade específica e aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta.
Resposta: Certa

50) (CESPE – Agente Administrativo - MTE – 2014) A Constituição


Federal de 1988 (CF) permite a realização de operação de crédito que
exceda o montante das despesas de capital, se essa operação for
aprovada pelo Poder Legislativo por maioria absoluta.

É vedada a realização de operações de créditos que excedam o montante das


despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos
suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder
Legislativo por maioria absoluta (art. 167, III, da CF/1988).
Resposta: Certa

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8. PRECATÓRIOS

Os precatórios são pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal,


estaduais, Distrital e municipais, em virtude de sentença judicial. Decorrem de
situações em que a Administração não reconhece uma dívida na esfera
administrativa e o credor ingressa com uma ação no Poder Judiciário. Em caso
de vitória do credor, haverá um procedimento diferenciado para o pagamento,
já que os bens públicos são impenhoráveis. A Emenda Constitucional 62, de 9
de dezembro de 2009, alterou o dispositivo constitucional dos precatórios.

O atual art. 100 da CF/1988 determina que os pagamentos far-se-ão


exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à
conta dos créditos respectivos, proibida a designação de casos ou de pessoas
nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim.
São preferências à ordem cronológica:
 O § 2º dispõe que os débitos de natureza alimentícia cujos titulares
tenham 60 anos de idade ou mais1, ou sejam portadores de doença
grave, definidos na forma da lei, serão pagos com preferência sobre
todos os demais débitos, até o valor equivalente ao triplo do fixado em
lei para os fins do disposto no § 3º (obrigações definidas em lei como de
pequeno valor), admitido o fracionamento para essa finalidade, sendo
que o restante será pago na ordem cronológica de apresentação do
precatório.
 Os débitos de natureza alimentícia serão pagos com preferência sobre
todos os demais débitos, excetuados os citados acima. Poderão ser
fixados, por leis próprias, valores distintos às entidades de direito
público, segundo as diferentes capacidades econômicas, sendo o mínimo
igual ao valor do maior benefício do regime geral de previdência social.
 Exceção: o § 3º dispõe que a expedição de precatórios não se aplica aos
pagamentos de obrigações definidas em leis como de pequeno valor que
as Fazendas referidas devam fazer em virtude de sentença judicial
transitada em julgado.

Os débitos de natureza alimentícia compreendem aqueles decorrentes de


salários, vencimentos, proventos, pensões e suas complementações, benefícios
previdenciários e indenizações por morte ou por invalidez, fundadas em
responsabilidade civil, em virtude de sentença judicial transitada em julgado.

Os pagamentos devidos pela Fazenda Pública, em virtude de sentença


judiciária, far-se-ão na ordem de apresentação dos precatórios e à conta dos

1
O § 2º dispõe: “os débitos de natureza alimentícia cujos titulares tenham 60 (sessenta) anos
de idade ou mais na data de expedição do precatório” (...). Entretanto, o STF declarou a
inconstitucionalidade da expressão ‘na data da expedição do precatório’. Entendeu-se haver
transgressão ao princípio da igualdade, porquanto a preferência deveria ser estendida a todos
credores que completassem sessenta anos de idade na pendência de pagamento de
precatório de natureza alimentícia.
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créditos respectivos, sendo proibida a designação de casos ou de pessoas nas


dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para esse fim (art. 67
da Lei 4320/1964).

É vedada a expedição de precatórios complementares ou suplementares de


valor pago, bem como o fracionamento, repartição ou quebra do valor da
execução para fins de enquadramento de parcela do total em obrigações
definidas em leis como de pequeno valor.

O credor poderá ceder, total ou parcialmente, seus créditos em precatórios a


terceiros, independentemente da concordância do devedor, não se aplicando
ao cessionário o disposto nos já citados §§ 2º (preferência para maiores de
60 anos ou com doenças graves) e 3º (obrigações definidas em lei como de
pequeno valor). No entanto, a cessão de precatórios somente produzirá
efeitos após comunicação, por meio de petição protocolizada, ao tribunal de
origem e à entidade devedora.

Relembro que os passivos contingentes podem ser definidos como dívidas cuja
existência dependa de fatores imprevisíveis, como os processos judiciais em
curso e dívidas em processo de reconhecimento. Assim, os precatórios não se
enquadram no conceito de Risco Fiscal por se tratarem de passivos “efetivos” e
não de passivos contingentes, pois, conforme estabelecido pelo art. 100, § 5º
da Constituição Federal, é obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades
de direito público, de verba necessária ao pagamento de seus débitos,
oriundos de sentenças transitadas em julgado, constantes de precatórios
judiciários apresentados até 1º de julho, fazendo-se o pagamento até o
final do exercício seguinte, quando terão seus valores atualizados
monetariamente. Com base nesse mesmo dispositivo, os precatórios não se
enquadram nos conceitos de “imprevisível e urgente”, alicerces para a abertura
de créditos adicionais extraordinários. Logo, o Poder Executivo não poderá
abrir credito extraordinário com o objetivo de realizar o pagamento de
precatórios.

O STF, por meio da Súmula Vinculante 17,


dispõe que durante o período previsto no §
1º do art. 100 da Constituição (atualmente
é §5°), não incidem juros de mora sobre
Incidência de Juros de Mora os precatórios que nele sejam pagos.

As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados


diretamente ao Poder Judiciário, cabendo ao Presidente do Tribunal que
proferir a decisão exequenda determinar o pagamento integral e autorizar, a
requerimento do credor e exclusivamente para os casos de preterimento de
seu direito de precedência ou de não alocação orçamentária do valor
necessário à satisfação do seu débito, o sequestro da quantia respectiva. O

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Presidente do Tribunal competente que, por ato comissivo ou omissivo,


retardar ou tentar frustrar a liquidação regular de precatórios, incorrerá em
crime de responsabilidade e responderá, também, perante o Conselho Nacional
de Justiça.

Na linha da firme jurisprudência do STF, os atos


praticados por Presidentes de Tribunais no
tocante ao processamento e pagamento de
Atos praticados por precatório judicial têm natureza
Presidentes de Tribunais administrativa, não jurisdicional.

Os atos praticados por Presidentes de Tribunais no tocante ao processamento e


pagamento de precatório judicial têm natureza administrativa, não
jurisdicional. A função do Presidente do Tribunal é, no caso, meramente
administrativa. Ele não é Juiz da execução. Juiz da execução é aquele que
expede o precatório. Pelo nosso sistema, é o Presidente do Tribunal, a cuja
disposição estão “as verbas”, quem expede a ordem de pagamento. Encerra-se
a execução com a expedição do precatório. Esta é a função executória.

A CF/1988 faculta ao credor, conforme estabelecido em lei da entidade


federativa devedora, a entrega de créditos em precatórios para compra de
imóveis públicos do respectivo ente federado.

O art. 100 ainda dispõe que a União poderá assumir, a seu critério exclusivo e
na forma de lei, débitos oriundos de precatórios, de estados, do Distrito
Federal e de municípios, refinanciando-os diretamente.

De acordo com o STF, os privilégios da Fazenda


Pública são inextensíveis às sociedades de
economia mista que executam atividades em
regime de concorrência ou que tenham como
Sociedades de Economia objetivo distribuir lucros aos seus acionistas.
Mista e os Precatórios Portanto, tais empresas não podem se beneficiar
do sistema de pagamento por precatório de
dívidas decorrentes de decisões judiciais.

O art. 10 da LRF determina que a execução orçamentária e financeira


identifique os beneficiários de pagamento de sentenças judiciais, por meio de
sistema de contabilidade e Administração Financeira, para fins de observância
da ordem cronológica determinada no art. 100 da CF/1988.

Relembro que, de acordo com o art. 30 da LRF, para fins de aplicação dos
limites ao endividamento, os precatórios judiciais não pagos durante a
execução do orçamento em que houverem sido incluídos integram a dívida
consolidada.
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Finalizando, seguem as decisões do STF no que tangem aos §§ 9º, 10 e 15 do


art. 100:

§ 9º No momento da expedição dos precatórios, independentemente


de regulamentação, deles deverá ser abatido, a título de compensação,
valor correspondente aos débitos líquidos e certos, inscritos ou não em
dívida ativa e constituídos contra o credor original pela Fazenda
Pública devedora, incluídas parcelas vincendas de parcelamentos,
ressalvados aqueles cuja execução esteja suspensa em virtude de
contestação administrativa ou judicial. (Incluído pela EC 62/2009)
§ 10. Antes da expedição dos precatórios, o Tribunal solicitará à
Fazenda Pública devedora, para resposta em até 30 (trinta) dias, sob
pena de perda do direito de abatimento, informação sobre os débitos
que preencham as condições estabelecidas no § 9º, para os fins nele
previstos. (Incluído pela EC 62/2009).

STF: “O regime de compensação dos débitos da Fazenda Pública inscritos em


precatórios, previsto nos § 9º e § 10 do art. 100 da CF, incluídos pela EC
62/2009, embaraça a efetividade da jurisdição (CF, art. 5º, XXXV), desrespeita
a coisa julgada material (CF, art. 5º, XXXVI), vulnera a Separação dos Poderes
(CF, art. 2º) e ofende a isonomia entre o poder público e o particular (CF, art.
5º, caput), cânone essencial do Estado Democrático de Direito (CF, art.
1º, caput).” (ADI 4.425, rel. p/ o ac. min. Luiz Fux, julgamento em 14-3-
2013, Plenário, DJE de 19-12-2013.)

§ 15. Sem prejuízo do disposto neste artigo, lei complementar a esta


Constituição Federal poderá estabelecer regime especial para
pagamento de crédito de precatórios de Estados, Distrito Federal e
Municípios, dispondo sobre vinculações à receita corrente líquida e
forma e prazo de liquidação. (Incluído pela EC 62/2009).

STF: “O regime ‘especial’ de pagamento de precatórios para Estados e


Municípios criado pela EC 62/2009, ao veicular nova moratória na quitação dos
débitos judiciais da Fazenda Pública e ao impor o contingenciamento de
recursos para esse fim, viola a cláusula constitucional do Estado de Direito (CF,
art. 1º, caput), o princípio da Separação de Poderes (CF, art. 2º), o postulado
da isonomia (CF, art. 5º), a garantia do acesso à justiça e a efetividade da
tutela jurisdicional (CF, art. 5º, XXXV), o direito adquirido e à coisa julgada
(CF, art. 5º, XXXVI).” (ADI 4.425, rel. p/ o ac. min. Luiz Fux, julgamento em
14-3-2013, Plenário, DJE de 19-12-2013.)

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MAIS QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES

51) (IDECAN - Técnico em Contabilidade – Colégio Pedro II - 2014)


Nas demonstrações contábeis de órgão da Administração Direta,
verificou-se a existência de exigibilidades financeiras com prazo
superior a 12 meses, contraídas mediante emissão de títulos para
atendimento de desequilíbrio orçamentário.
Estas exigibilidades são definidas como
A) dívida ativa.
B) dívida fundada.
C) dívida flutuante.
D) encargos da dívida.
E) antecipação de receitas.

Consoante o art. 98 da Lei 4320/1964, a dívida fundada compreende os


compromissos de exigibilidade superior a 12 meses, contraídos para atender o
desequilíbrio orçamentário ou financeiro de obras e serviços públicos.
Resposta: Letra B

52) (IDECAN - Contador – Prefeitura de Vilhena/RO - 2013) O Decreto


nº 93.872/86 estabelece, em seu art. 115, que a dívida pública
classifica-se em: flutuante ou não consolidada; e, fundada ou
consolidada. É correto afirmar que a dívida flutuante
A) depende de autorização orçamentária e de ser apresentada nos
registros contábeis no grupo do passivo não circulante.
B) é contraída por um período superior a 12 meses e compreende os
restos a pagar, serviços da dívida a pagar, depósitos e débitos de
tesouraria.
C) corresponde aos compromissos de pagamento de longo prazo, para
atender a desequilíbrio orçamentário ou financeiro de obras e serviços
públicos.
D) é contraída por um período inferior a 12 meses e pode ter como
finalidade o financiamento ou custeio de obras ou o equacionamento
de desequilíbrio orçamentário.
E) corresponde aos compromissos de pagamento de curto prazo, para
cobrir necessidades momentâneas de caixa, independentemente de
autorização orçamentária.

a) Errada. A dívida flutuante independe de autorização orçamentária.

b) Errada. A dívida flutuante é contraída por um período não superior a 12


meses e compreende os restos a pagar, serviços da dívida a pagar, depósitos e
débitos de tesouraria.

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c) Errada. É a dívida consolidada que corresponde aos compromissos de


pagamento de longo prazo, para atender a desequilíbrio orçamentário ou
financeiro de obras e serviços públicos.

d) Errada. É a dívida consolidada que visa atender a desequilíbrio


orçamentário, ou a financiamento de obras e serviços públicos.

e) Correta. A dívida flutuante ou não consolidada corresponde aos


compromissos de pagamentos, de curto prazo, para cobrir necessidades
momentâneas de caixa, independente de autorização orçamentária.

Resposta: Letra E

53) (IDECAN - Analista em Orçamento e Finanças - CNEN -2014)


Relacione as colunas adequadamente.

1. Dívida pública consolidada ou fundada.


2. Dívida pública mobiliária.
3. Operação de crédito.
4. Concessão de garantia.
5. Refinanciamento da dívida mobiliária.

( ) Compromisso financeiro assumido em razão de mútuo, abertura de


crédito, emissão e aceite de título, aquisição financiada de bens,
recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de
bens e serviços, arrendamento mercantil e outras operações
assemelhadas, inclusive com o uso de derivativos financeiros.
( ) Compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual
assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada.
( ) Montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações
financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis,
contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de
crédito, para amortização em prazo superior a doze meses.
( ) Dívida pública representada por títulos emitidos pela União,
inclusive os do Banco Central do Brasil, Estados e Municípios.
( ) Emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da
atualização monetária.

A sequência está correta em


A) 3, 4, 1, 2, 5.
B) 5, 4, 1, 2, 3.
C) 4, 3, 2, 1, 5.
D) 2, 4, 5, 3, 1.
E) 1, 4, 3, 2, 5.

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(3 - Operação de crédito) Compromisso financeiro assumido em razão de


mútuo, abertura de crédito, emissão e aceite de título, aquisição financiada de
bens, recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de
bens e serviços, arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas,
inclusive com o uso de derivativos financeiros.
(4 - Concessão de garantia) Compromisso de adimplência de obrigação
financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou entidade a ele
vinculada.
(1 - Dívida pública consolidada ou fundada) Montante total, apurado sem
duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em
virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de operações
de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses.
(2 - Dívida pública mobiliária) Dívida pública representada por títulos emitidos
pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil, Estados e Municípios.
(5 - Refinanciamento da dívida mobiliária) Emissão de títulos para pagamento
do principal acrescido da atualização monetária.

Logo, a sequência correta é 3, 4, 1, 2, 5.


Resposta: Letra A

54) (IDECAN - Técnico em Contabilidade – Colégio Pedro II - 2014)


Administração Pública pode realizar operação de crédito por
antecipação de receita, para atender insuficiência de caixa durante o
exercício financeiro. São exigências para este tipo de operação,
EXCETO:
A) A liquidação até o dia 10 de dezembro de cada ano.
B) A realização somente a partir do décimo dia do início do exercício.
C) A inclusão dos recursos provenientes da operação em créditos
adicionais.
D) A realização apenas nos três primeiros anos da gestão do ente da
federação.
E) A autorização somente quando os juros forem os indexados à taxa
básica da economia.

A) Correto. A ARO deverá ser liquidada, com juros e outros encargos


incidentes, até o dia 10 de dezembro de cada ano.

B) Correta. A ARO realizar-se-á somente a partir do décimo dia do início do


exercício.

C) É a incorreta. Os créditos adicionais são orçamentários, enquanto a ARO é


extraorçamentária, destinada a insuficiência de caixa. Logo, créditos
adicionais e ARO não se misturam.

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D) Correta. A ARO estará proibida enquanto existir operação anterior da


mesma natureza não integralmente resgatada, bem como no último ano de
mandato do Presidente, Governador ou Prefeito Municipal.

E) Correta. A ARO não será autorizada se forem cobrados outros encargos que
não a taxa de juros da operação, obrigatoriamente prefixada ou indexada à
taxa básica financeira, ou à que vier a esta substituir.

Resposta: Letra C

55) (IDECAN – Técnico de Contabilidade – Pref. de São Gonçalo do Rio


Abaixo/MG – 2010) Um determinado município ultrapassou o limite da
despesa de pessoal em R$60.000,00 no mês de abril. Sabendo-se que
a Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece um prazo para que o
excesso seja eliminado, indique o valor a ser eliminado até o mês de
agosto:
A) R$30.000,00
B) R$40.000,00
C) R$24.000,00
D) R$ 20.000,00
E) R$ 60.000,00

Estamos diante da situação de limite ultrapassado. Nesse caso, o percentual


excedente (60 mil) terá de ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes,
sendo pelo menos um terço no primeiro, ou seja 20 mil.
Resposta: Letra D

56) (FUNRIO – Contador - Ministério da Justiça – 2009) Quanto à


conta denominada serviços da dívida a pagar, de acordo com a Lei
Federal n° 4.320, de 17 de março de 1964, é correto afirmar que
A) integra o montante da dívida flutuante.
B) constitui uma obrigação de longo prazo.
C) representa um dispêndio de natureza orçamentária.
D) integra a dívida consolidada interna.
E) seu saldo é evidenciado no balanço financeiro.

De acordo com o art. 92 da Lei 4.320/1964, a dívida flutuante compreende:


 Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida.
 Os serviços da dívida a pagar.
 Os depósitos.
 Os débitos de tesouraria (operações de crédito por antecipação de
receita).
Resposta: Letra A

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57) (FUNRIO - Auditor – SUFRAMA – 2008) De acordo com a Lei


Federal n° 4.320 de 17 de março de 1964, NÃO pertencem à Dívida
Flutuante
A) os depósitos.
B) os serviços da dívida a pagar.
C) os restos a pagar.
D) a dívida ativa.
E) os débitos de tesouraria.

De acordo com o art. 92 da Lei 4.320/1964, a dívida flutuante compreende:


 Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida.
 Os serviços da dívida a pagar.
 Os depósitos.
 Os débitos de tesouraria (operações de crédito por antecipação de
receita).

Logo, não pertence à dívida flutuante a dívida ativa.


Resposta: Letra D

58) (FUNRIO - Técnico em Contabilidade – Pref. de Niterói/RJ – 2008)


A dívida pública será considerada consolidada ou fundada, se possuir
prazo para amortização:
A) Superior a 12 (doze) meses.
B) Inferior a 10 (dez) meses.
C) Inferior a 11(onze) meses.
D) Igual a 12 (doze) meses.
E) Inferior a 12 (doze) meses.

A dívida pública consolidada ou fundada corresponde ao montante total,


apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação,
assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização
de operações de crédito, para amortização em prazo superior a 12 meses.
Resposta: Letra A

59) (FUNRIO - Auditor – SUFRAMA – 2008) De acordo com o que


dispõe a Lei de Responsabilidade Fiscal, considera-se Dívida Pública
Mobiliária:
A) a Dívida Pública representada por títulos emitidos pela União,
inclusive os do Banco Central do Brasil, Estados e Municípios.
B) o compromisso de adimplência de obrigação financeira ou
contratual assumida por ente da Federação ou entidade a ele
vinculada.
C) a emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da
atualização monetária.
D) o montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações
financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis,

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contratos ou convênios, com prazo de 12 (doze) meses para


amortização.
E) os valores relativos a Restos a Pagar Não Processados.

A dívida pública mobiliária é aquela representada por títulos emitidos


pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil, dos estados e dos
municípios. É uma especificação da dívida consolidada geral para que ocorra
um maior controle.
Resposta: Letra A

60) (FUNRIO - Técnico em Contabilidade – SUFRAMA – 2008) De


acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, a dívida pública
representada por títulos emitidos pela União, inclusive os do Banco
Central do Brasil, Estados e Municípios é definida como
A) Dívida Pública Consolidada.
B) Operação de Crédito.
C) Dívida Pública Mobiliária.
D) Alienação de Bens.
E) Concessão de Garantia.

A dívida pública mobiliária é aquela representada por títulos emitidos pela


União, inclusive os do Banco Central do Brasil, dos estados e dos municípios. É
uma especificação da dívida consolidada geral para que ocorra um maior
controle.
Resposta: Letra C

61) (FUNRIO - Técnico em Contabilidade - Furnas – 2009) A dívida


pública representada por títulos emitidos pela União e o compromisso
de adimplência de obrigação financeira ou contratual assumida por
ente da Federação, são, de acordo com a Lei de Responsabilidade
Fiscal, respectivamente definidos como:
A) Dívida pública mobiliária e concessão de garantia.
B) Concessão de garantia e operação de crédito.
C) Dívida imobiliária e operação de crédito.
D) Concessão de garantia e dívida fundada.
E) Dívida pública mobiliária e dívida ativa.

A dívida pública mobiliária é aquela representada por títulos emitidos pela


União, inclusive os do Banco Central do Brasil, dos estados e dos municípios.
A concessão de garantia corresponde a compromisso de adimplência de
obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou
entidade a ele vinculada.
Resposta: Letra A

62) (FUNRIO – Contador - SUFRAMA – 2008) Se a Dívida Consolidada


de um ente da Federação ultrapassar o respectivo limite ao final de um

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quadrimestre, deverá ser a ele reconduzida até o término dos 3 (três)


subsequentes, reduzindo no primeiro o excedente em pelo menos:
A) 15 (quinze) por cento
B) 25 (vinte e cinco) por cento
C) 30 (trinta) por cento
D) 35 (trinta e cinco) por cento
E) 40 (quarenta) por cento

Se a dívida consolidada de um ente da Federação ultrapassar o respectivo


limite ao final de um quadrimestre, deverá ser a ele reconduzida até o término
dos três subsequentes, reduzindo o excedente em pelo menos 25% (vinte e
cinco por cento) no primeiro (art. 31, caput, da LRF).
Resposta: Letra B

63) (FUNRIO – Contador - SUFRAMA – 2008) A operação de crédito por


antecipação de receita orçamentária se destina a atender insuficiência
de caixa durante o exercício financeiro e deverá ser liquidada, com
juros e outros encargos incidentes, até o dia:
A) 20 (vinte) de novembro de cada ano
B) 30 (trinta) de novembro de cada ano
C) 10 (dez) de dezembro de cada ano
D) 15 (quinze) de dezembro de cada ano
E) 20 (vinte) de dezembro de cada ano

A operação de crédito por antecipação de receita deverá ser liquidada, com


juros e outros encargos incidentes, até o dia dez de dezembro de cada ano.
Resposta: Letra C

64) (FUNRIO – Contador - FUNAI – 2008) A operação de crédito por


antecipação da receita orçamentária destina-se a atender insuficiência
de caixa durante o exercício financeiro, sendo correto afirmar que:
a) deverá ser liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o
dia 31 de dezembro de cada ano.
b) estará proibida nos dois primeiros anos de mandato do Presidente,
Governador ou Prefeito Municipal.
c) realizar-se-á somente a partir do quinto dia do início do exercício
financeiro.
d) somente será autorizada se forem cobrados outros encargos que
não a taxa de juros da operação.
e) estará proibida enquanto existir operação anterior da mesma
natureza não integralmente resgatada.

a) Errada. A operação de crédito por ARO deverá ser liquidada, com juros e
outros encargos incidentes, até o dia 10 de dezembro de cada ano.

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b) Errada. A operação de crédito por ARO estará proibida no último ano de


mandato do Presidente, Governador ou Prefeito Municipal.

c) Errada. A operação de crédito por ARO realizar-se-á somente a partir do


décimo dia do início do exercício financeiro.

d) Errada. A operação de crédito por ARO não será autorizada se forem


cobrados outros encargos que não a taxa de juros da operação.

e) Correta. A operação de crédito por ARO estará proibida enquanto existir


operação anterior da mesma natureza não integralmente resgatada.

Resposta: Letra E

65) (FUNRIO – Contador - CEITEC – 2012) De acordo com a Lei


Complementar Federal nº 101, de 4 de maio de 2000, e alterações, é
correto afirmar que:
a) Considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa
extraorçamentária derivada de lei, que fixe para o ente a obrigação
legal de sua execução por um período superior a três exercícios.
b) A despesa total com pessoal da União, em cada período de
apuração, não poderá exceder a 45% (quarenta e cinco por cento) de
sua receita corrente líquida.
c) A existência de dotação específica bem como de previsão
orçamentária de contrapartida não representa condições para a
realização de transferências voluntárias.
d) A operação de crédito por antecipação de receita orçamentária
deverá ser liquidada, com juros e demais encargos incidentes, até o
dia 25 de dezembro de cada ano.
e) O Poder Executivo da União promoverá, até o dia trinta de junho, a
consolidação, nacional e por esfera de governo, das contas dos entes
da Federação relativas ao exercício anterior, e a sua divulgação,
inclusive por meio eletrônico de acesso público.

Questão que mistura diversos pontos da LRF:

a) Errada. Considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa corrente


derivada de lei, medida provisória ou ato administrativo normativo que fixem
para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a
dois exercícios.

b) Errada. A despesa total com pessoal da União, em cada período de


apuração, não poderá exceder a 50% (cinquenta por cento) de sua receita
corrente líquida.

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c) Errada. A existência de dotação específica bem como de previsão


orçamentária de contrapartida, entre outros, representam condições para a
realização de transferências voluntárias.

d) Errada. A operação de crédito por antecipação de receita orçamentária


deverá ser liquidada, com juros e demais encargos incidentes, até o dia 10 de
dezembro de cada ano.

e) Correta. O Poder Executivo da União promoverá, até o dia trinta de junho, a


consolidação, nacional e por esfera de governo, das contas dos entes da
Federação relativas ao exercício anterior, e a sua divulgação, inclusive por
meio eletrônico de acesso público.

Resposta: Letra E

66) (FUNRIO – Contador - Ministério da Justiça – 2009) De acordo com


a Lei de Responsabilidade Fiscal, é correto afirmar que
A) os créditos adicionais suplementares poderão ser abertos
independentemente da existência de recursos correspondentes.
B) as operações de crédito podem ser contratadas por decreto
executivo, independentemente de prévia e expressa autorização legal.
C) a comprovação do cumprimento do limite constitucional relativo à
educação, não constitui exigência para a realização de transferência
voluntária.
D) as despesas com a manutenção da unidade administrativa poderão
ser realizadas mesmo que excedam o montante dos créditos
orçamentários ou adicionais.
E) o montante previsto para as receitas de operações de crédito
poderá ser inferior ao montante das despesas de capital constantes do
orçamento público.

Questão que mistura diversos tópicos da LRF:

a) Errada. Entretanto, “mais errado ainda” é o enunciado, pois tal tema não
está na LRF e sim na CF/1988. É vedada a abertura de crédito suplementar ou
especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos
correspondentes (art. 167, V, da CF/1988).

b) Errada. É condição para a realização de operações de crédito, entre outras,


a existência de prévia e expressa autorização para a contratação, no texto da
lei orçamentária, em créditos adicionais ou lei específica.

c) Errada. A comprovação do cumprimento do limite constitucional relativo à


educação constitui uma das exigências para a realização de transferência
voluntária.

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d) Errada. Outra alternativa que não está na LRF e sim na CF/1988. É vedada
a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os
créditos orçamentários ou adicionais (art. 167, II, da CF/1988).

e) Correta. Como regra geral, o montante previsto para as receitas de


operações de crédito não poderá ser superior ao das despesas de capital
constantes do projeto de lei orçamentária. Logo, é correto afirmar que o
montante previsto para as receitas de operações de crédito poderá ser inferior
ao montante das despesas de capital constantes do orçamento público.

Resposta: Letra E

67) (FUNRIO – Contador – Pref. de Itaboraí/RJ – 2007) De acordo com


o que dispõe a Lei Federal n° 4320 de 17/03/1964, a dívida flutuante
compreende:
A) os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida, os serviços da
dívida a pagar, os depósitos e os débitos de tesouraria
B) os restos a pagar, os serviços da dívida a pagar, os bens móveis e
os débitos de tesouraria
C) os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida, os serviços da
dívida a pagar, a dívida ativa e os débitos de tesouraria
D) os serviços da dívida a pagar, a dívida ativa e os débitos de
tesouraria
E) os serviços da dívida, os serviços da dívida a pagar, os depósitos e a
dívida ativa

De acordo com o art. 92 da Lei 4.320/1964, a dívida flutuante compreende:


 Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida.
 Os serviços da dívida a pagar.
 Os depósitos.
 Os débitos de tesouraria (operações de crédito por antecipação de
receita).
Resposta: Letra A

68) (CESGRANRIO - Analista – Jurídica – FINEP – 2014) À luz da Lei


Complementar nº 101/2000, Lei de Responsabilidade Fiscal, em se
tratando das operações de crédito por antecipação de receita
orçamentária, constata-se que essa operação de crédito
(A) é destinada a atender insuficiência de caixa e deverá ser liquidada,
com juros e encargos incidentes, em prazo superior a 12 meses.
(B) é destinada a atender insuficiência de caixa e deverá ser liquidada,
com juros e encargos incidentes, em prazo superior a 24 meses.
(C) é destinada a atender insuficiência de caixa e deverá ser liquidada,
com juros e encargos incidentes, no último ano do mandato do
Presidente, do Governador e do Prefeito.

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(D) poderá ser contratada, ainda que possa existir operação anterior
da mesma natureza não integralmente resgatada.
(E) estará proibida enquanto existir operação anterior da mesma
natureza não integralmente resgatada.

a) b) e c) Erradas. A operação de antecipação de receita orçamentária destina-


se a atender à insuficiência de caixa durante o exercício financeiro e não
poderá ser realizada no último ano de mandato do Presidente, do Governador
ou do Prefeito. Deverá ser liquidada com juros e outros encargos incidentes,
até o dia 10 de dezembro de cada ano.

d) Errada. A operação de crédito por antecipação de receita estará proibida


enquanto existir operação anterior da mesma natureza não integralmente
resgatada.

e) Correta. A operação de crédito por antecipação de receita estará proibida


enquanto existir operação anterior da mesma natureza não integralmente
resgatada.

Resposta: Letra E

69) (CESGRANRIO – Ciências Contábeis - BNDES – 2009) As operações


de crédito por antecipação de receita são empréstimos destinados a
atender momentâneas insuficiências de caixa durante o exercício
financeiro, e cuja autorização depende do atendimento de diversas
exigências da:
(A) Constituição Federal.
(B) Lei de Responsabilidade Fiscal.
(C) Lei de Diretrizes Orçamentárias.
(D) Lei Orçamentária Anual.
(E) Lei n° 4.320 de 1964.

A autorização para as operações de crédito por antecipação de receita


depende do atendimento de diversas exigências da Lei de
Responsabilidade Fiscal.
Resposta: Letra B

70) (CESGRANRIO – Agente Judiciário - Contador – TJ/RO – 2008) O


artigo 29, Inciso I, da Lei Complementar 101/2000, conhecida como
Lei de Responsabilidade Fiscal, define dívida pública consolidada ou
fundada como:
(A) financiamento da dívida mobiliária com emissão de títulos para
pagamento do principal acrescido da atualização monetária.
(B) compromisso financeiro assumido para aquisição financiada de
bens, recebimento antecipado de valores provenientes da venda a

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termo de bens e serviços, arrendamento mercantil e outras operações


assemelhadas.
(C) compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual
assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada.
(D) montante representado por títulos emitidos pela União, inclusive
os do Banco Central do Brasil, Estados e Municípios.
(E) montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações
financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis,
contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de
crédito, para amortização em prazo superior a doze meses.

a) Errado. O refinanciamento da dívida mobiliária corresponde à emissão de


títulos para pagamento do principal acrescido da atualização monetária.

b) Errado. Considera-se operação de crédito o compromisso financeiro assumido em


razão de mútuo, abertura de crédito, emissão e aceite de título, aquisição financiada
de bens, recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e
serviços, arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas, inclusive com o
uso de derivativos financeiros.

c) Errado. A concessão de garantia corresponde a compromisso de adimplência de


obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou entidade a ele
vinculada.

d) Errado. A dívida pública mobiliária é a dívida pública representada por


títulos emitidos pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil, Estados e
Municípios.

e) Correto. A dívida pública consolidada ou fundada corresponde ao montante


total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação,
assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de
operações de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses.

Resposta: Letra E

71) (CESGRANRIO – Profissional Básico - Direito - BNDES – 2010) À


luz das normas contidas na Lei de Responsabilidade Fiscal, afirma-se
que:
a) a empresa pública e a sociedade de economia mista que não se
configurem como empresas estatais dependentes devem obediência à
Lei de Responsabilidade Fiscal.
b) a operação de antecipação de receita orçamentária destina-se a
atender à insuficiência de caixa durante o exercício financeiro e poderá
ser realizada no último ano de mandato do Presidente, do Governador
ou do Prefeito.
c) a dívida pública fundada alcança o montante total, apurado, sem
duplicidade, das obrigações financeiras do ente da federação,

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assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados, para


amortização em prazo superior a 12 (doze) meses.
d) as despesas autorizadas em Lei e contraídas antes dos dois
quadrimestres do término do mandato do titular do poder ou órgão a
que se refere à Lei de Responsabilidade Fiscal não podem ser inscritas
em restos a pagar, ainda que haja disponibilidade de caixa suficiente
para cobri-la.
e) os repasses de recursos do Poder Executivo Estadual para os
Poderes Legislativo Estadual e Judiciário são considerados como
transferências voluntárias.

Questões que mistura diversos tópicos da LRF:

a) Errada. A empresa pública e a sociedade de economia mista que não se


configurem como empresas estatais dependentes não devem obediência à Lei
de Responsabilidade Fiscal (art.1º, § 3º, I, b, da LRF).

b) Errada. A operação de antecipação de receita orçamentária destina-se a


atender à insuficiência de caixa durante o exercício financeiro e não poderá ser
realizada no último ano de mandato do Presidente, do Governador ou do
Prefeito (art. 38, IV, b, da LRF).

c) Correta. A dívida pública consolidade ou fundada alcança o montante total,


apurado, sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da federação,
assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados, para
amortização em prazo superior a 12 (doze) meses (art. 29, I, da LRF).

d) Errada. As despesas autorizadas em Lei e contraídas antes dos dois


quadrimestres do término do mandato do titular do poder ou órgão a que se
refere à Lei de Responsabilidade Fiscal não podem ser inscritas em restos a
pagar, a não ser que haja disponibilidade de caixa suficiente para cobri-la
(art. 42 da LRF).

e) Errada. Entende-se por transferência voluntária a entrega de recursos


correntes ou de capital a outro ente da Federação, a título de cooperação,
auxílio ou assistência financeira, que não decorra de determinação
constitucional, legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde (art. 25,
caput, da LRF).

Resposta: Letra C

72) (CEPERJ – EPPGG – SEPLAG/RJ – 2013) “Dívida Pública de uma


Nação é a soma de todas as obrigações financeiras resultantes dos
empréstimos tomados por todas as unidades governamentais (em
nível nacional, regional e local) ou as obrigações financeiras
assumidas em virtude de lei, contrato, acordo, convênio ou tratado”.

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Considerando essa citação, a dívida pública pode ser classificada


como:
A) consolidada ou mobiliaria
B) operações de crédito por antecipação de receita
C) restos a pagar processados e não processados
D) os serviços da dívida a pagar
E) flutuante ou fundada

Quanto à duração, a dívida pública subdivide-se em flutuante ou fundada.


Tal classificação é a que mais interessa ao Direito Financeiro/Orçamento
Público, por terem definições na Lei 4320/1964 e na Lei de Responsabilidade
Fiscal.
Resposta: Letra E

73) (CEPERJ - Analista em Finanças Públicas – SEFAZ/RJ – 2011)


Segundo a Lei n.º 4320/64, a dívida flutuante compreende:
A) os restos a pagar e os débitos de tesouraria, apenas
B) os restos a pagar e os serviços da dívida a pagar, apenas
C) os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida; os serviços da
dívida a pagar; os depósitos; e os débitos de tesouraria
D) os restos a pagar; os serviços da dívida a pagar; os débitos de
tesouraria; os serviços da dívida e os encargos financeiros, apenas
E) os restos a pagar, os serviços da dívida; os depósitos; os débitos de
tesouraria; e as indenizações a pagar

De acordo com o art. 92 da Lei 4.320/1964, a dívida flutuante compreende:


_ Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida;
_ Os serviços da dívida a pagar;
_ Os depósitos;
_ Os débitos de tesouraria.

Resposta: Letra C

74) (CEPERJ - Analista em Finanças Públicas – SEFAZ/RJ – 2011) Será


permitida a realização de operações de crédito que excedam o
montante das despesas de capital, autorizadas mediante créditos
suplementares ou especial, com finalidade precisa, se:
A) autorizada pelo Senado Federal por maioria simples
B) aprovada pelo Poder Legislativo por maioria absoluta
C) autorizada pelo Chefe do Poder Executivo e aprovada pelo Poder
Legislativo
D) aprovada pelo Poder Legislativo em votação nominal
E) aprovada pelo Poder Legislativo por maioria simples

A regra de ouro veda a realização de operações de créditos que excedam o


montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante

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créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo


Poder Legislativo por maioria absoluta (art. 167, III, da CF/1988).
Resposta: Letra B

75) (CEPERJ – Analista de Controle Interno – SEFAZ/RJ – 2013) As


dívidas provenientes de operações de crédito para antecipação da
receita orçamentária na demonstração da dívida flutuante, serão
representadas pela rubrica:
A) restos a pagar processados
B) serviços da dívida a pagar
C) depósitos
D) débitos de tesouraria
E) restos a pagar não processados

De acordo com o art. 92 da Lei 4.320/1964, a dívida flutuante compreende:


 Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida.
 Os serviços da dívida a pagar.
 Os depósitos.
 Os débitos de tesouraria (operações de crédito por antecipação de
receita).
Resposta: Letra D

76) (CEPERJ – Analista de Controle Interno – SEFAZ/RJ – 2013) Para a


contratação de operações de crédito por antecipação da receita
orçamentária será imprescindível o seguinte procedimento:
A) ser liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o fim do
exercício
B) estar limitada a 10% da Receita Corrente Líquida anual do ente
federado
C) ser liquidada com juros, porém sem outros encargos incidentes, até
o fim do exercício financeiro
D) não existirem mais de três operações anteriores da mesma
Natureza
E) realizar-se somente a partir do décimo dia do início do exercício
financeiro

a) Errada. A operação de crédito por antecipação de receita deverá ser


liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o dia 10 de dezembro
de cada ano.

b) Errada. A operação de crédito por antecipação de receita está limitada a


7% da Receita Corrente Líquida anual do ente federado.

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LIMITES EM RELAÇÃO À RCL


Objeto União Estados/DF Municípios
Dívida consolidada Não há 200% 120%
Contratação de operações de crédito 60% 16%
Concessão de garantias 60% 22%
Pagamento dos serviços da dívida Não há 11,5%
Contratação de operações por ARO Não há 7%

c) Errada. A operação de crédito por antecipação de receita deverá ser


liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o dia 10 de
dezembro de cada ano.

d) Errada. A operação de crédito por antecipação de receita estará proibida


enquanto existir operação anterior da mesma natureza não integralmente
resgatada, bem como no último ano de mandato do Presidente, Governador ou
Prefeito Municipal.

e) Correta. A operação de crédito por antecipação de receita realizar-se-á


somente a partir do décimo dia do início do exercício.
Resposta: Letra E

77) (CEPERJ – Analista de Controle Interno – SEFAZ/RJ – 2013) A


Receita Corrente Líquida de um determinado Estado em 2012 foi de R$
39,532 bilhões e sua Dívida Consolidada Líquida foi de R$ 55,785
bilhões. Com base nessas informações, é correto afirmar que a Dívida
Consolidada Líquida desse ente federativo não poderá ultrapassar o
valor de:
A) 58,830 bilhões
B) 59,298 bilhões
C) 79,064 bilhões
D) 118,596 bilhões
E) 138,362 bilhões

LIMITES EM RELAÇÃO À RCL


Objeto União Estados/DF Municípios
Dívida consolidada Não há 200% 120%
Contratação de operações de crédito 60% 16%
Concessão de garantias 60% 22%

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Pagamento dos serviços da dívida Não há 11,5%


Contratação de operações por ARO Não há 7%

Dívida consolidada = 200% da RCL = 200% de R$ 39,532 bilhões = R$


79,064 bilhões.
Resposta: Letra C

78) (CEPERJ – Analista de Controle Interno – SEFAZ/RJ – 2013) O


Estado do Rio de Janeiro apurou, em determinado período, o montante
de R$ 29,532 bilhões a título de Receita Corrente Líquida, e, no mesmo
período, apurou um montante de 179,014 milhões de operações de
crédito internas e externas. Com base nessas informações, o limite
para essas operações não poderá ultrapassar o montante de:
A) 4,429 bilhões
B) 4,725 bilhões
C) 5,906 bilhões
D) 7,678 bilhões
E) 8,859 bilhões

LIMITES EM RELAÇÃO À RCL


Objeto União Estados/DF Municípios
Dívida consolidada Não há 200% 120%
Contratação de operações de crédito 60% 16%
Concessão de garantias 60% 22%
Pagamento dos serviços da dívida Não há 11,5%
Contratação de operações por ARO Não há 7%

Limite de Operações de Crédito = 16% da RCL = 16% de R$ 29,532 bilhões =


R$ 4,725 bilhões
Resposta: Letra B

79) (CEPERJ - Executivo – Procon/RJ – 2012) A exemplo do que foi


estabelecido para limites da despesa com pessoal, a LRF também
estabelece critérios para recondução aos limites propostos de
endividamento. Caso um determinado Estado, ao final de um
quadrimestre, tenha ultrapassado os limites da dívida consolidada,
deverá ser a ele reconduzido, até o término dos três quadrimestres
subsequentes, reduzindo necessariamente, no primeiro quadrimestre,
pelo menos o seguinte percentual do montante excedente:
A) 50%
B) 30%
C) 25%

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D) 33%
E) 40%

Se a dívida consolidada de um ente da Federação ultrapassar o respectivo


limite ao final de um quadrimestre, deverá ser a ele reconduzida até o término
dos três subsequentes, reduzindo o excedente em pelo menos 25% (vinte e
cinco por cento) no primeiro (art. 31, caput, da LRF).
Resposta: Letra C

80) (CEPERJ - Analista de Planejamento e Orçamento – SEPLAG/RJ –


2012) A alternativa abaixo que não corresponde a compromissos
exigíveis provenientes de operações, e que deverão ser pagos
independentemente de autorização orçamentária e classificados no
Passivo Financeiro, é:
A) dívida fundada
B) restos a pagar
C) consignações
D) serviços da dívida a pagar
E) débitos de tesouraria

A dívida flutuante compreende os compromissos exigíveis, cujo pagamento


independe de autorização orçamentária, assim entendidos:
 Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida.
 Os serviços da dívida.
 Os depósitos, inclusive consignações em folha.
 As operações de crédito por antecipação de receita.
 O papel-moeda ou moeda fiduciária.

Já a dívida fundada ou consolidada compreende os compromissos de


exigibilidade superior a 12 meses contraídos mediante emissão de títulos ou
celebração de contratos para atender a desequilíbrio orçamentário, ou a
financiamento de obras e serviços públicos, e que dependam de
autorização legislativa para amortização ou resgate.
Resposta: Letra A

81) (CEPERJ - Analista de Gestão Organizacional – ITERJ – 2012)


Conforme preconizado pela LRF, o limite máximo determinado para o
endividamento público consolidado dos estados da federação é
estabelecido pelo seguinte órgão:
A) Assembleia Legislativa
B) Tribunal de Contas
C) Senado Federal
D) Ministério da Fazenda
E) Congresso Nacional

Serão estabelecidos pelo Senado Federal por proposta do Chefe do Poder Executivo

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da União, enviada 90 dias após a publicação da LRF:


 Limites globais para o montante da dívida consolidada da União, Estados
e Municípios e de limites e condições relativos às operações de crédito
externo e interno da União, dos estados, do Distrito Federal e dos
municípios, de suas autarquias e demais entidades controladas pelo
Poder Público federal.
 Concessão de garantia da União em operações de crédito externo e
interno e montante da dívida mobiliária dos estados, do Distrito Federal e
dos municípios.
Resposta: Letra C

82) (CEPERJ - Analista de Gestão Organizacional – ITERJ – 2012) As


operações de crédito por antecipação de receitas orçamentárias,
conhecidas por ARO, têm por objetivo suprir a necessidade de caixa ou
de liquidez no curto prazo, para fazer face ao pagamento de
compromissos que não apresentem cobertura financeira imediata para
a sua liquidação. Conforme é estabelecido na legislação vigente, essas
operações só poderão ser efetuadas no exercício financeiro a partir da
seguinte data:
A) 1º de janeiro
B) 15 de abril
C) 31 de agosto
D) 10 de janeiro
E) 30 de junho

Uma operação de crédito por antecipação de receita somente pode ser feita a
partir do décimo dia do início do exercício, desde que cumpra as demais
exigências.
Resposta: Letra D

83) (CEPERJ - Advogado – Procon/RJ – 2012) Nos termos da Lei de


Responsabilidade Fiscal, várias operações entre o Banco Central e
entes da federação não são possíveis. Dentre as abaixo indicadas, a
operação permitida ao Banco Central do Brasil é:
A) captação de recursos a título de antecipação de receita de tributo
cujo fato gerador ainda não tenha ocorrido
B) recebimento antecipado de valores de empresa em que o Poder
Público detenha, direta ou indiretamente, a maioria do capital social
com direito a voto
C) assunção direta de compromisso com fornecedor de bens mediante
emissão de título de crédito
D) compra diretamente de títulos emitidos pela União para refinanciar
a dívida mobiliária federal que estiver vencendo na sua carteira
E) assunção de obrigação, sem autorização orçamentária, com
fornecedores para pagamento a posteriori de bens e serviços

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a) Errada. É vedada a captação de recursos a título de antecipação de receita


de tributo ou contribuição cujo fato gerador ainda não tenha ocorrido.

b) Errada. É vedado o recebimento antecipado de valores de empresa em que


o Poder Público detenha, direta ou indiretamente, a maioria do capital social
com direito a voto, salvo lucros e dividendos, na forma da legislação.

c) Errada. É vedada a assunção direta de compromisso, confissão de dívida ou


operação assemelhada, com fornecedor de bens, mercadorias ou serviços,
mediante emissão, aceite ou aval de título de crédito, não se aplicando esta
vedação a empresas estatais dependentes.

d) Correta. É vedada a compra de título da dívida, na data de sua colocação no


mercado. Entretanto, o BACEN poderá comprar diretamente títulos
emitidos pela União para refinanciar a dívida mobiliária federal que
estiver vencendo na sua carteira. Ainda, tal operação deverá ser realizada
à taxa média e condições alcançadas no dia, em leilão público.

e) Errada. É vedada a assunção de obrigação, sem autorização orçamentária,


com fornecedores para pagamento a posteriori de bens e serviços.

Resposta: Letra D

84) (CESGRANRIO – Analista – Auditoria – FINEP – 2011)


Considerando que o art. 7º da Lei de Responsabilidade Fiscal
estabeleceu a regra para transferência dos resultados do Banco
Central para o Tesouro Nacional, o período máximo permitido para a
referida transferência é o
(A) décimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços semestrais
(B) décimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços anuais
(C) vigésimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços
semestrais
(D) vigésimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços anuais
(E) trigésimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços Anuais

O resultado do Banco Central do Brasil, apurado após a constituição ou


reversão de reservas, constitui receita do Tesouro Nacional, e será transferido
até o décimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços semestrais.
Resposta: Letra A

85) (CESGRANRIO - Analista – Planejamento e Gestão – IBGE – 2013)


Na hipótese de certo Município celebrar contrato de empréstimo por
antecipação de receita orçamentária – ARO – com o Banco JMN S/A, à
luz das regras previstas na legislação aplicável à espécie, e, ainda,
nele constatarem, a título de garantia, os recursos da Municipalidade

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originários de quotas-partes do Fundo de Participação dos Municípios,


certo é que a respectiva garantia:
(A) infringiria princípio constitucional o qual veda a vinculação de
receita de impostos a órgão, fundo ou despesa.
(B) infringiria a ordem de pagamento a ser efetuada mediante a
expedição de precatório requisitório.
(C) infringiria princípio constitucional o qual veda a concessão e
utilização de créditos ilimitados.
(D) encontra-se em conformidade com o texto constitucional em vigor.
(E) encontra-se apenas em conformidade com os Decretos editados
pelo Chefe do Executivo local.

A contragarantia exigida pela União a estado ou município, ou pelos estados


aos municípios, poderá consistir na vinculação de receitas tributárias
diretamente arrecadadas e provenientes de transferências constitucionais,
com outorga de poderes ao garantidor para retê-las e empregar o respectivo
valor na liquidação da dívida vencida.
Assim, não há ilegalidade ou inconstitucionalidade na situação em apreço.
Resposta: Letra D

86) (CESGRANRIO - Analista – Planejamento e Gestão – IBGE – 2013)


Determinado Município, em razão de insuficiência de caixa ocorrida no
último ano do mandato do Prefeito, pretende realizar operação de
crédito por antecipação de receita orçamentária, para pagamento das
despesas de curto prazo. Observando o exposto à luz da Lei
Complementar 101/2000, verifica-se que a referida operação de
crédito é
(A) legal, desde que seja realizada a partir do décimo dia do início do
exercício financeiro em pauta.
(B) legal, desde que seja liquidada, com juros e outros encargos
incidentes, até o dia dez de dezembro do exercício financeiro em
pauta.
(C) legal, desde que a taxa de juros da operação seja prefixada ou
indexada à taxa básica financeira, ou a que vier a esta substituir.
(D) ilegal, tendo em vista a ausência de previsão legal para a
realização de operação de crédito por antecipação de receita.
(E) ilegal, tendo em vista a vedação contida em lei quando a referida
operação vier a ocorrer no último ano do mandato do Chefe do
Executivo Municipal.

É vedada a operação de crédito por antecipação de receita orçamentária no


último ano de mandato do Presidente, Governador ou Prefeito Municipal.
Resposta: Letra E

87) (VUNESP – Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças


Públicas – SEFAZ/SP – 2013) Tratando-se de empréstimos públicos, a

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alteração feita pelo Estado, após a emissão de qualquer das condições


fixadas para obtenção do crédito público, objetivando diminuir a carga
anual do encargo que ele tem de suportar, em contrapartida à
subscrição, denomina-se
(A) remissão.
(B) conversão.
(C) título da dívida pública.
(D) crédito suplementar.
(E) restos a pagar.

Principais formas de Extinção da Dívida Pública:


(...)
Conversão: estado altera condições anteriores, geralmente por meio de
redução de juros (encargos).

Resposta: Letra B

88) (VUNESP – Economista – Câmara Municipal de Mauá - 2012) A


União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos
compulsórios:
I. para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade
pública, de guerra externa ou sua iminência;
II. no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante
interesse nacional;
III. para honrar compromissos decorrentes de dívida interna ou
externa.
Está correto o que se afirma em:
(A) I, apenas.
(B) II, apenas.
(C) I e II, apenas.
(D) II e III, apenas.
(E) I, II e III.

Segundo o art. 148 da CF/1988, a União, mediante lei complementar, poderá


instituir empréstimos compulsórios:
_ Para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública,
de guerra externa ou sua iminência;
_ No caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse
nacional.

Logo, está correto o que se afirma apenas em I e II.


Resposta: Letra C

89) (FCC – Auditor Substituto de Conselheiro – TCE/SP – 2008) Os


empréstimos compulsórios:

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(A) são tributos instituídos pela União, pelos Estados e pelo Distrito
Federal.
(B) podem ser criados por lei complementar com a finalidade de
enxugamento da moeda em circulação na economia, desde que sejam
restituídos no prazo de dois anos.
(C) são instituídos por Decreto, para atender a despesas
extraordinárias decorrentes de calamidade pública ou guerra externa
ou sua iminência.
(D) podem ser cobrados no mesmo exercício financeiro em que haja
sido publicada a lei que os houver instituído em casos de despesas
extraordinárias, decorrentes de calamidade pública ou guerra externa.
(E) são tributos instituídos pela União, por meio de lei ordinária,
observando-se o princípio da anterioridade.

a) Errada. A competência para instituir empréstimos compulsórios é da União,


cabendo sua instituição e disciplina dependente de lei complementar.

b) Errada. Os empréstimos compulsórios poderão ser instituídos para atender


a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra
externa ou sua iminência; e no caso de investimento público de caráter
urgente e de relevante interesse nacional. Não podem ter como finalidade o
enxugamento da moeda em circulação na economia.

c) Errada. Os empréstimos compulsórios são instituídos por lei


complementar, podendo ser destinados a despesas extraordinárias
decorrentes de calamidade pública ou guerra externa ou sua iminência.

d) Correta. O princípio tributário da anterioridade, o qual veda a cobrança de


tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os
instituiu ou aumentou, só precisa ser obedecido caso os empréstimos
compulsórios sejam destinados a investimento público de caráter urgente e de
relevante interesse nacional. No caso de despesas extraordinárias, decorrentes
de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência, podem ser
cobrados no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que
os houver instituído.

e) Errada. A competência para instituir empréstimos compulsórios é da União,


cabendo sua instituição e disciplina dependente de lei complementar. Além
disso, o princípio tributário da anterioridade só precisa ser obedecido caso os
empréstimos compulsórios sejam destinados a investimento público de caráter
urgente e de relevante interesse nacional.

Resposta: Letra D

90) (FGV – Fiscal de Rendas – ICMS/RJ – 2010) Com relação aos


empréstimos compulsórios, assinale a afirmativa incorreta.

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(A) Os empréstimos compulsórios deverão ser instituídos por meio de


lei complementar.
(B) A instituição do empréstimo compulsório se justifica quando, para
atender a calamidade pública, são necessárias despesas
extraordinárias.
(C) A iminência de guerra externa é fundamento suficiente para a
instituição de empréstimo compulsório.
(D) Todos os entes da Federação têm competência para a instituição
do empréstimo compulsório, desde que haja urgência de investimento
público.
(E) O empréstimo compulsório poderá ser instituído sob o fundamento
de relevante interesse nacional.

a) Correta. De acordo com a Constituição Federal, a instituição e disciplina dos


empréstimos compulsórios dependente de lei complementar.

b) c) Corretas. O empréstimo compulsório pode ser instituído para atender a


despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra
externa ou sua iminência.

d) É a incorreta. Consoante a Constituição Federal, a competência para a


instituição de empréstimos compulsórios é da União.

e) Correta. O empréstimo compulsório pode ser instituído para atender a


investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional.
Neste caso deve ser observado o princípio tributário da anterioridade, o qual
veda a cobrança de tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido
publicada a lei que os instituiu ou aumentou.

Resposta: Letra D

91) (VUNESP - Contador - TJ/SP – 2008) Estabelece o art. 100, § 1.º,


da Constituição Federal, que é obrigatória a inclusão, no orçamento
das entidades de direito público, de verba necessária ao pagamento de
seus débitos oriundos de sentenças transitadas em julgado, constantes
de precatórios judiciários, para pagamento até o final do exercício
seguinte, desde que apresentados até:
(A) 1.º de junho.
(B) 30 de junho.
(C) 1.º de julho.
(D) 30 de julho.
(E) 1.º de agosto.

Conforme estabelecido pelo art. 100, § 5º da Constituição Federal, é


obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades de direito público, de verba
necessária ao pagamento de seus débitos, oriundos de sentenças transitadas

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em julgado, constantes de precatórios judiciários apresentados até 1º de


julho, fazendo-se o pagamento até o final do exercício seguinte, quando terão
seus valores atualizados monetariamente.
Resposta: Letra C

92) (VUNESP – Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças


Públicas – SEFAZ/SP – 2013) Um Analista em Planejamento,
Orçamento e Finanças Públicas (APOFP), ao ter conhecimento de que
haverá um pagamento de débitos oriundos de sentenças transitadas
em julgado, constante de precatórios judiciários e que foram
apresentados até 1.º de julho, deverá
(A) incluir tal valor no orçamento da entidade de direito público.
(B) provisionar o valor no patrimônio social da entidade, pois se
tratam de precatórios.
(C) classificar tal pagamento como restos a pagar.
(D) preparar o processo para pagamento do valor a ser homologado
pela receita fazendária.
(E) transferir tal passivo para a União, uma vez que se tratam de
precatórios.

É obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades de direito


público, de verba necessária ao pagamento de seus débitos, oriundos de
sentenças transitadas em julgado, constantes de precatórios judiciários
apresentados até 1º de julho, fazendo-se o pagamento até o final do exercício
seguinte, quando terão seus valores atualizados monetariamente (art. 100, §
5º, da CF/1988).

Resposta: Letra A

93) (FCC – Analista Judiciário – Administrativa - TRT/19 – Alagoas –


2014) A Sra. Maria da Silva obteve sucesso em pleito judicial em face
da União, cujo objeto do processo era o pagamento de R$
1.000.000,00 em razão da desapropriação de sua casa. Em
atendimento à ordem geral de apresentação dos precatórios, foi aberto
crédito adicional para o pagamento, tendo constado na dotação
orçamentária respectiva: “Pagamento de precatório em favor de Maria
da Silva, no valor de R$ 1.000.000,00”. Essa situação confirma
ilegalidade porque
(A) não pode ser aberto crédito adicional para o pagamento de
precatório.
(B) precatório de R$ 1.000.000,00 ou mais deve integrar lista
específica e prioritária.
(C) antes de abrir o crédito adicional, em razão do valor, a União deve
renegociar o montante do precatório.
(D) não é permitida a designação expressa do nome do credor na
dotação orçamentária do precatório.

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(E) pagamentos relativos à desapropriação independem de precatório.

Os pagamentos devidos pela Fazenda Pública, em virtude de sentença


judiciária, far-se-ão na ordem de apresentação dos precatórios e à conta dos
créditos respectivos, sendo proibida a designação de casos ou de
pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos
para esse fim (art. 67 da Lei 4320/1964).

Assim, a situação em apreço confirma ilegalidade porque não é permitida a


designação expressa do nome do credor na dotação orçamentária do
precatório.
Resposta: Letra D

94) (FCC – Analista de Planejamento e Orçamento – SEAD/PI - 2013)


Sobre precatórios, a Constituição Federal dispõe:
I. A seu critério exclusivo e na forma de lei, a União poderá assumir
débitos, oriundos de precatórios, de Estados, Distrito Federal e
Municípios, refinanciando-os diretamente, conforme autoriza a
Constituição Federal de 1988.
II. É facultada ao credor, conforme estabelecido em lei da entidade
federativa devedora, a entrega de créditos em precatórios para compra
de imóveis públicos do respectivo ente federado.
III. O Presidente do Tribunal competente que, por ato comissivo ou
omissivo, retardar ou tentar frustrar a liquidação regular de
precatórios incorrerá em crime comum e responderá perante o
Supremo Tribunal Federal.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) III.
(B) I e III.
(C) I.
(D) I e II.
(E) II.

I) Correto. O art. 100 da CF/1988 dispõe que a União poderá assumir, a seu
critério exclusivo e na forma de lei, débitos oriundos de precatórios, de
estados, do Distrito Federal e de municípios, refinanciando-os diretamente
(art. 100, § 16, da CF/1988).

II) Correto. A CF/1988 faculta ao credor, conforme estabelecido em lei da


entidade federativa devedora, a entrega de créditos em precatórios para
compra de imóveis públicos do respectivo ente federado (art. 100, § 11, da
CF/1988).

III) Errado. O Presidente do Tribunal competente que, por ato comissivo ou


omissivo, retardar ou tentar frustrar a liquidação regular de precatórios,

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incorrerá em crime de responsabilidade e responderá, também, perante o


Conselho Nacional de Justiça (art. 100, § 7º, da CF/1988).

Logo, está correto o que se afirma apenas em I e II.


Resposta: Letra D

95) (FCC – Analista Judiciário – Administrativa –TRT/1ª- 2013) De


acordo com o regime constitucional dos precatórios judiciais,
(A) o credor poderá ceder, total ou parcialmente, seus créditos em
precatórios a terceiros, desde que mediante prévia e expressa
concordância do devedor.
(B) os pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal,
Estaduais, Distrital e Municipais, em virtude de sentença judiciária,
far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação de
precatórios e à conta dos créditos respectivos, independentemente do
valor do débito.
(C) é obrigatória a inclusão no orçamento das entidades de direito
público, de verba necessária ao pagamento de seus débitos, oriundos
de sentenças transitadas em julgado, constantes de precatórios
judiciários apresentados até 1º de julho, fazendo-se o pagamento até
o final do mesmo exercício, quando terão seus valores atualizados.
(D) cabe ao Presidente do Tribunal que proferir a decisão exequenda
autorizar, exclusivamente, na hipótese de o precatório não ter sido
pago no prazo constitucional, o sequestro da quantia necessária à
satisfação do débito.
(E) a União poderá, a seu critério exclusivo e na forma da lei, assumir
débitos, oriundos de precatórios, de Estados, Distrito Federal e
Municípios, refinanciando-os diretamente.

a) Errada. O credor poderá ceder, total ou parcialmente, seus créditos em


precatórios a terceiros, independente concordância do devedor.

b) Errada. Os pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal, Estaduais,


Distrital e Municipais, em virtude de sentença judiciária, far-se-ão
exclusivamente na ordem cronológica de apresentação de precatórios e à
conta dos créditos respectivos. Entretanto, não se aplica aos pagamentos de
obrigações definidas em leis como de pequeno valor que as Fazendas referidas
devam fazer em virtude de sentença judicial transitada em julgado.

c) Errada. É obrigatória a inclusão no orçamento das entidades de direito


público, de verba necessária ao pagamento de seus débitos, oriundos de
sentenças transitadas em julgado, constantes de precatórios judiciários
apresentados até 1º de julho, fazendo-se o pagamento até o final do exercício
seguinte, quando terão seus valores atualizados.

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d) Errada. As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados


diretamente ao Poder Judiciário, cabendo ao Presidente do Tribunal que
proferir a decisão exequenda determinar o pagamento integral e autorizar, a
requerimento do credor e exclusivamente para os casos de preterimento
de seu direito de precedência ou de não alocação orçamentária do
valor necessário à satisfação do seu débito, o sequestro da quantia
respectiva.

e) Correta. A União poderá assumir, a seu critério exclusivo e na forma de lei,


débitos oriundos de precatórios, de estados, do Distrito Federal e de
municípios, refinanciando-os diretamente.

Resposta: Letra E

E assim terminamos nossa última aula juntos. E você que chegou aqui já é um
vitorioso, pela persistência e força de vontade.
Segui estritamente o edital para o TCM/RJ aprofundando nos temas de acordo
com o que vem aparecendo nas provas, para levar ao estudante o que há de
mais importante e as maiores possibilidades de exigências.

Procurei ao longo dessas semanas trazer o que tinha de mais atualizado da


matéria. Nestas 15 aulas (0 a 14), você teve a oportunidade de aprender a
teoria e ainda se exercitar com centenas de questões comentadas. É um
número muito significativo para um curso teórico. Sinta-se realmente confiante
e preparado!

Agradeço sinceramente os elogios, as críticas e as sugestões. É dessa forma


que o professor aprimora seu trabalho, enfatizando o que está dando certo e
melhorando o que não está bom.
Desejo a você ótimos estudos e excelente prova!

Para aqueles que querem se aprofundar ainda mais nos estudos, indico a
leitura dos meus artigos na parte aberta do site e os outros
cursos on-line de minha autoria no Estratégia Concursos
(http://www.estrategiaconcursos.com.br/cursosPorProfessor/sergio-mendes-
3000/). Ainda, indico meu blog www.portaldoorcamento.com.br
E aguardo você no serviço público, buscando contribuir para o
desenvolvimento de nosso país. Lembro que estarei com você sempre que
necessitar no e-mail sergiomendes@estrategiaconcursos.com.br

Estará em ótimas mãos na última aula com o Prof. Vinícius Nascimento.

Forte abraço!

Sérgio Mendes

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MEMENTO XIV

DÍVIDA PÚBLICA

A dívida pública consolidada ou fundada corresponde ao montante total, apurado sem


duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de
leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de crédito, para
amortização em prazo superior a doze meses. Também será incluída na dívida pública
consolidada da União a relativa à emissão de títulos de responsabilidade do Banco Central
do Brasil e as operações de crédito de prazo inferior a doze meses cujas receitas tenham
constado do orçamento. Ainda, para fins de aplicação dos limites ao endividamento, os
precatórios judiciais não pagos durante a execução do orçamento em que houverem sido
incluídos integram a dívida consolidada.

A dívida pública mobiliária corresponde à dívida pública representada por títulos emitidos
pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil, Estados e Municípios.

Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, dispor sobre


matéria financeira, cambial e monetária, instituições financeiras e suas operações; bem
como sobre moeda, seus limites de emissão, e montante da dívida mobiliária federal.

Compete privativamente ao Senado Federal:

Autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da União, dos Estados,


do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios;

Fixar, por proposta do Presidente da República, limites globais para o montante da dívida
consolidada da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;

Dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno da
União, Estados, do DF e dos Municípios, de suas autarquias e demais entidades
controladas pelo Poder Público federal;

Dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da União em operações de


crédito externo e interno;

Estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos Estados,
DF e Municípios.

Recondução da dívida aos limites:

Se a dívida consolidada de um ente da Federação ultrapassar o respectivo limite ao final


de um quadrimestre, deverá ser reconduzida até o término dos 3 subsequentes, reduzindo
o excedente em pelo menos 25% no 1.°.

Enquanto perdurar o excesso, o ente que nele houver incorrido se submeterá às seguintes
sanções:

Estará proibido de realizar operação de crédito interna ou externa, inclusive por


antecipação de receita, ressalvado o refinanciamento do principal atualizado da dívida

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mobiliária.

Obterá resultado primário necessário à recondução da dívida ao limite, promovendo, entre


outras medidas, limitação de empenho.

OPERAÇÕES DE CRÉDITO E VEDAÇÕES

A LRF define operação de crédito como o compromisso financeiro assumido em razão de


mútuo, abertura de crédito, emissão e aceite de título, aquisição financiada de bens,
recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e serviços,
arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas, inclusive com o uso de
derivativos financeiros.

É vedada a realização de operação de crédito entre um ente da Federação, diretamente


ou por intermédio de fundo, autarquia, fundação ou empresa estatal dependente, e outro,
inclusive suas entidades da administração indireta, ainda que sob a forma de novação,
refinanciamento ou postergação de dívida contraída anteriormente. Essa vedação não
impede Estados e Municípios de comprar títulos da dívida da União como aplicação de
suas disponibilidades.

Excetuam-se da vedação citada as operações entre instituição financeira estatal e outro


ente da Federação, inclusive suas entidades da administração indireta, que não se
destinem a financiar, direta ou indiretamente, despesas correntes; e a
refinanciar dívidas não contraídas junto à própria instituição concedente.

É proibida a operação de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da


Federação que a controle, na qualidade de beneficiário do empréstimo. Essa vedação não
proíbe instituição financeira controlada de adquirir, no mercado, títulos da dívida pública
para atender investimento de seus clientes, ou títulos da dívida de emissão da União para
aplicação de recursos próprios.

O ente interessado formalizará seu pleito fundamentando-o em parecer de seus órgãos


técnicos e jurídicos, demonstrando a relação custo-benefício, o interesse econômico e
social da operação e o atendimento das seguintes condições:

Existência de prévia e expressa autorização para contratação, na LOA, em créditos


adicionais ou lei específica;

Inclusão na LOA ou em créditos adicionais dos recursos provenientes da operação, exceto


no caso de ARO;

Observância dos limites e condições fixados pelo Senado Federal;

Autorização específica do Senado Federal, quando se tratar de operação de crédito


externo;

Atendimento da regra de ouro (inciso III do art. 167 da CF/1988);

Observância das demais restrições estabelecidas na LRF.

Equiparam-se a operações de crédito e estão vedados:

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I – captação de recursos a título de antecipação de receita de tributo ou contribuição cujo


fato gerador ainda não tenha ocorrido, sem prejuízo do disposto no § 7.o do art. 150 da
CF/1988;

II – recebimento antecipado de valores de empresa em que o Poder Público detenha,


direta ou indiretamente, a maioria do capital social com direito a voto, salvo lucros e
dividendos, na forma da legislação;

III – assunção direta de compromisso, confissão de dívida ou operação assemelhada, com


fornecedor de bens, mercadorias ou serviços, mediante emissão, aceite ou aval de título
de crédito, não se aplicando esta vedação a empresas estatais dependentes;

IV – assunção de obrigação, sem autorização orçamentária, com fornecedores para


pagamento a posteriori de bens e serviços.

ARO

Destina-se a atender insuficiência de caixa durante o exercício financeiro.

Apenas poderá ser realizada a partir do décimo dia do início do exercício e deverá ser
liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o dia dez de dezembro de cada
ano.

Não será autorizada se forem cobrados outros encargos que não a taxa de juros da
operação, obrigatoriamente prefixada ou indexada à taxa básica financeira, ou à que vier
a esta substituir.

É proibida enquanto existir operação anterior da mesma natureza não integralmente


resgatada e no último ano de mandato do Presidente, Governador ou Prefeito Municipal.

BACEN

Atribuições do BACEN segundo a CF/1988

A competência da União para emitir moeda será exercida exclusivamente pelo BACEN.

A CF veda ao BACEN conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional


e a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição financeira. Porém, faculta ao
BACEN comprar e vender títulos de emissão do Tesouro Nacional, com o objetivo de
regular a oferta de moeda ou a taxa de juros.

BACEN nas relações com entes da federação:

Vedação: emitir títulos da dívida pública.

Vedação: compra de título da dívida, na data de sua colocação no mercado.


Exceção: só poderá comprar diretamente títulos emitidos pela União para refinanciar a
dívida mobiliária federal que estiver vencendo na sua carteira. Ainda, tal operação deverá
ser realizada à taxa média e condições alcançadas no dia, em leilão público.

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Vedação: permuta, ainda que temporária, por intermédio de instituição financeira ou


não, de título da dívida de ente da Federação por título da dívida pública federal, bem
como a operação de compra e venda, a termo, daquele título, cujo efeito final seja
semelhante à permuta.
Exceção: não se aplica ao estoque de Letras do BACEN, Série Especial, existente na
carteira das instituições financeiras, que pode ser refinanciado mediante novas operações
de venda a termo.

Vedação: concessão de garantia.

Vedação ao Tesouro Nacional: adquirir títulos da dívida pública federal existentes na


carteira do BACEN, ainda que com cláusula de reversão.
Exceção: poderá adquirir para reduzir a dívida mobiliária.

CONCESSÃO DE GARANTIA

Corresponde ao compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual


assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada.

A garantia estará condicionada ao oferecimento de contragarantia, em valor igual ou


superior ao da garantia a ser concedida, e à adimplência da entidade que a pleitear
relativamente a suas obrigações junto ao garantidor e às entidades por este controladas,
observado o seguinte:

Não será exigida contragarantia de órgãos e entidades do próprio ente;

A contragarantia exigida pela União a Estado ou Município, ou pelos Estados aos


Municípios, poderá consistir na vinculação de receitas tributárias diretamente
arrecadadas e provenientes de transferências constitucionais, com outorga de poderes
ao garantidor para retê-las e empregar o respectivo valor na liquidação da dívida
vencida.

É vedado às entidades da administração indireta, inclusive suas empresas controladas e


subsidiárias, conceder garantia, ainda que com recursos de fundos. Tal vedação não se
aplica à concessão de garantia por:

Empresa controlada a subsidiária ou controlada sua, nem à prestação de contragarantia


nas mesmas condições.

Instituição financeira a empresa nacional, nos termos da lei.

Excetua-se das regras dispostas na LRF a garantia prestada por instituições financeiras
estatais, que se submeterão às normas aplicáveis às instituições financeiras privadas, de
acordo com a legislação pertinente; bem como a prestada pela União, na forma de lei
federal, a empresas de natureza financeira por ela controladas, direta e indiretamente,
quanto às operações de seguro de crédito à exportação.

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REGRA DE OURO

É vedada a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de


capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com
finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta (art. 167, III, da
CF/1988).”

As operações de crédito por ARO não serão computadas para efeito da regra de ouro,
desde que liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o dia 10 de dezembro.

A LRF também traz os critérios para a apuração das operações de crédito e das despesas
de capital para efeito da regra de ouro. Segundo o § 3º do art. 32, considerar-se-á, em
cada exercício financeiro, o total dos recursos de operações de crédito nele ingressados e
o das despesas de capital executadas, observado o seguinte:
I – não serão computadas nas despesas de capital as realizadas sob a forma de
empréstimo ou financiamento a contribuinte, com o intuito de promover incentivo fiscal,
tendo por base tributo de competência do ente da Federação, se resultar a diminuição,
direta ou indireta, do ônus deste.
II – se o empréstimo ou financiamento a que se refere o inciso I for concedido por
instituição financeira controlada pelo ente da Federação, o valor da operação será
deduzido das despesas de capital.

EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS

Segundo a CF/1988, a União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos


compulsórios:
• para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra
externa ou sua iminência;
• no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional,
observado o princípio tributário da anterioridade, o qual veda a cobrança de tributos no
mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou
aumentou.

Os recursos arrecadados terão sua aplicação vinculada à despesa que fundamentou sua
instituição.

Nas classificações orçamentárias os empréstimos compulsórios pertencem à categoria


econômica receitas de capital e sua origem são operações de crédito.

PRECATÓRIOS

Os pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal, Estaduais, Distrital e Municipais,


em virtude de sentença judiciária, far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de
apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos, proibida a designação de
casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para
este fim.

Preferências à ordem cronológica:

Os débitos de natureza alimentícia cujos titulares tenham 60 anos ou mais na data de

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expedição do precatório, ou sejam portadores de doença grave, definidos na forma da lei,


serão pagos com preferência sobre todos os demais débitos, até o valor equivalente ao
triplo do fixado em lei para os fins do disposto no § 3.º, admitido o fracionamento para
essa finalidade, sendo o restante pago na ordem cronológica de apresentação do
precatório.

Os débitos de natureza alimentícia que serão pagos com preferência sobre todos os
demais débitos, excetuados os citados acima. Poderão ser fixados, por leis próprias,
valores distintos às entidades de direito público, segundo as capacidades econômicas,
sendo o mínimo igual ao valor do maior benefício do RGPS.

Exceção: O § 3.º dispõe que o regime de precatórios não se aplica aos pagamentos de
obrigações definidas em leis como de pequeno valor que as Fazendas devam fazer em
virtude de sentença judicial transitada em julgado.

Dotações:

É obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades de direito público, de verba


necessária ao pagamento de seus débitos, oriundos de sentenças transitadas em julgado,
constantes de precatórios judiciários apresentados até 1.º de julho, fazendo-se o
pagamento até o final do exercício seguinte, quando terão seus valores atualizados
monetariamente.

As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados diretamente ao


Poder Judiciário, cabendo ao Presidente do Tribunal que proferir a decisão exequenda
determinar o pagamento integral e autorizar, a requerimento do credor e exclusivamente
para os casos de preterimento de seu direito de precedência ou de não alocação
orçamentária do valor necessário à satisfação do seu débito, o sequestro da quantia
respectiva.

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Complemento do aluno

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LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA

1) (CESPE – Analista Administrativo – Direito - ANTT – 2013) São consideradas


no montante da dívida pública consolidada ou fundada as obrigações
financeiras do ente da Federação assumidas por contrato ou convênio, cuja
amortização deve se dar em até doze meses.

2) (CESPE – Analista - Planejamento e Orçamento - MPU – 2013) Integra a


dívida pública consolidada da União a dívida relativa à emissão de títulos de
responsabilidade do BACEN.

3) (CESPE – Analista – Finanças e Controle - MPU – 2013) Para fins de ajustes


da dívida pública consolidada aos limites fixados, os precatórios liquidados
durante a previsão do orçamento bem como os precatórios não pagos não
devem ser incluídos no montante da dívida consolidada.

4) (CESPE – Técnico Científico – Direito – Banco da Amazônia - 2012) Define-


se dívida pública consolidada ou fundada como o montante total das
obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de
abertura de crédito, para amortização em prazo inferior a doze meses.

5) (CESPE – Técnico – FNDE – 2012) Os restos a pagar, assim como os


serviços da divida a pagar, integra a divida flutuante.

6) (CESPE – Procurador – ALES – 2011) A dívida ativa contém as obrigações


financeiras da fazenda pública e classifica-se, quanto à origem, em interna ou
externa e, quanto à duração, em flutuante ou fundada.

7) (CESPE – Procurador – ALES – 2011) A Lei n.º 4.320/1964, diploma legal


sobre normas gerais de direito financeiro, recepcionada pela CF como lei
complementar até a edição da norma prevista em seu art. 165, § 9.º, teve
alguns de seus conceitos e procedimentos alterados ou acrescidos pela LRF.
Nesse sentido, é correto afirmar que a LRF incluiu no conceito de dívida
fundada não só as dívidas com prazo de resgate superior a doze meses, como
conceituado pela Lei n.º 4.320/1964, mas também aquelas inferiores a doze
meses cujas receitas tenham constado do orçamento.

8) (CESPE – Consultor do Executivo – SEFAZ/ES – 2010) A dívida fundada


refere-se ao montante, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras
do estado do Espírito Santo, assumida em virtude de leis, contratos, convênios
ou tratados. Refere-se, também, às obrigações decorrentes de operações de
crédito, para amortização em prazo superior a 12 meses.

9) (CESPE – Auditor de Controle Externo – TCDF – 2012) A dívida pública, que


representa o montante das obrigações financeiras do Estado, pode ser
classificada quanto à origem em fundada e flutuante.

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10) (CESPE – Consultor de Orçamentos – Câmara dos Deputados – 2014) A


emissão de títulos de responsabilidade do Banco do Brasil S. A. será incluída
na dívida pública consolidada da União.

11) (CESPE – Analista – Finanças e Controle - MPU – 2013) Os limites globais


para o montante da dívida consolidada da União, estados e municípios
propostos pelo presidente da República poderão ser verificados a partir de
percentual da receita corrente líquida (RCL).

12) (CESPE – Analista – Finanças e Controle - MPU – 2013) Se ultrapassar o


respectivo limite ao final de um bimestre, a dívida fundada de um ente da
Federação deverá ser a ele reconduzida até o término do bimestre
subsequente, reduzindo-se o excedente em pelo menos 25%.

13) (CESPE – Analista Judiciário - Administrativa – STF – 2013) Sempre que


forem alterados os fundamentos das políticas monetária ou cambial em razão
de instabilidade econômica, o presidente da República, em atendimento aos
dispositivos constitucionais vigentes, poderá encaminhar ao Congresso
Nacional proposta de revisão dos limites globais para o montante da dívida
consolidada da União, dos estados e dos municípios.

14) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TRT/10 – Prova cancelada -


2013) No caso de crescimento real baixo ou negativo do Produto Interno Bruto
(PIB), será suspenso o prazo para que o ente da Federação reconduza a divida
consolidada que ultrapassar o respectivo limite ao final de um quadrimestre.

15) (CESPE – Auditor Substituto de Conselheiro – TCE/ES – 2012) Compete


exclusivamente ao Congresso Nacional dispor sobre limites e condições para a
concessão de garantia da União em operações de crédito externo e interno.

16) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) Os limites globais para o


montante da dívida consolidada da União e para o montante da dívida
mobiliária federal devem ser fixados, em percentual da receita corrente líquida,
para cada esfera de governo.

17) (CESPE – Consultor do Executivo – SEFAZ/ES – 2010) Se o estado do


Espírito Santo tivesse ultrapassado o limite de endividamento no último
quadrimestre de 2009, então ele deveria tomar medidas imperativas de
recondução ao limite, no máximo até o término de 2010, enquanto perdurasse
o excesso, as operações de crédito ficariam suspensas, até mesmo as de
antecipação de receita.

18) (CESPE – AUFC – TCU – 2009) Compete a lei complementar dispor sobre
finanças públicas e sobre os limites globais e condições para o montante da
dívida mobiliária dos estados, do Distrito Federal (DF) e dos municípios.

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19) (CESPE – Consultor de Orçamentos – Câmara dos Deputados – 2014) É


competência da Câmara dos Deputados dispor a respeito dos limites globais e
das condições para o montante da dívida mobiliária dos estados, do DF e dos
municípios.

20) (CESPE – Administrador – Polícia Federal – 2014) Se o presidente da


República pretender modificar os limites globais para o montante da dívida
pública consolidada, deverá enviar proposta ao Poder Legislativo que contenha
a metodologia de apuração dos resultados primário e nominal.

21) (CESPE – Administrador – Ministério da Integração - 2013) Considere que


determinado município contrate empréstimo com instituição financeira que
consista na antecipação de parte de seus tributos para pagamento da folha de
salários de seus funcionários. Nessa situação, deve-se considerar essa
operação dívida flutuante.

22) (CESPE – Analista - Planejamento e Orçamento - MPU – 2013) A LRF


proíbe que, nos dois últimos anos do mandato, governadores e prefeitos
antecipem receitas tributárias por meio de empréstimos de curto prazo,
concedam aumento de salários e contratem novos servidores públicos.

23) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade - TRE/RJ – 2012) Caso, em


2012, os municípios realizem operações de crédito por antecipação de receita
orçamentária, essas operações deverão ser incluídas em suas respectivas leis
orçamentárias, em obediência ao princípio da universalidade.

24) (CESPE - Advogado – AGU – 2012) Em determinadas situações previstas


em lei, o governo federal poderá conceder empréstimos para pagamento de
despesas com pessoal dos estados, do DF e dos municípios.

25) (CESPE – Procurador – ALES – 2011) A LRF restringiu a realização das


operações de crédito por antecipação de receita, antes permitidas a qualquer
tempo pela Lei n.º 4.320/1964, para somente após o segundo mês do início do
exercício financeiro.

26) (CESPE - Analista de Economia - MPU - 2010) Acerca da elaboração e do


controle dos orçamentos e balanços da União, dos estados, dos municípios e
do Distrito Federal, julgue o item.
A lei de orçamento pode conter autorização ao Poder Executivo para que este
realize, em qualquer mês do exercício financeiro, operações de crédito por
antecipação da receita, para atender insuficiências de caixa.

27) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa – TRE/MT – 2010) Uma


operação de crédito por antecipação de receita somente pode ser feita nos
últimos quatro meses do exercício financeiro.

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28) (CESPE – Analista – Administração - EMBASA - 2010) É permitida a


contratação da antecipação de receita orçamentária, desde que não ocorra no
último ano de mandato.

29) (CESPE – Economista - DPU - 2010) Conforme a LRF, no último ano de


mandato, é permitido aos prefeitos firmar, pela prefeitura, operação de crédito
por antecipação de receita, em meados de janeiro desse ano, desde que a
liquide até o último dia de novembro do mesmo ano.

30) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – MDIC – 2014) As dívidas


realizadas para atender a insuficiências de caixa ou de tesouraria constituem
dívida flutuante.

31) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – Ministério da Integração -


2013) Uma instituição financeira estatal não pode obter empréstimos junto ao
ente da Federação que a controla, mas poderá adquirir no mercado títulos da
dívida pública para atender às necessidades de investimentos de seus clientes.

32) (CESPE – Especialista – FNDE – 2012) Proíbe-se aos estados e municípios


a compra de títulos de dívida da União como forma de aplicação de suas
disponibilidades.

33) (CESPE – Procurador – ALES – 2011) A LRF veda a aquisição por


instituição financeira estatal de títulos da dívida pública emitidos por seu ente
público controlador.

34) (CESPE - Analista Administrativo - MPU - 2010) À instituição financeira


controlada pela União é permitida a aquisição de títulos da dívida pública para
atender investimentos de seus clientes.

35) (CESPE - Procurador - PGE/PE - 2009) Não se admite a realização de


operações de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da
Federação que a controle, na qualidade de beneficiário do empréstimo, mesmo
nos casos de aquisição de títulos da dívida pública para atender a investimento
de seus clientes.

36) (CESPE - Oficial Técnico de Inteligência - Administração - ABIN - 2010) O


resultado positivo do Banco Central, apurado após a constituição ou reversão
de reservas, constitui receita do Tesouro Nacional; o resultado negativo,
obrigação do Tesouro para com o Banco Central, devendo ser consignado em
dotação específica no orçamento.

37) (CESPE - TFCE - TCU - 2009) Veda-se ao Banco Central conceder, direta
ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer órgão ou
entidade que não seja instituição financeira.

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38) (CESPE – Analista – Administração - FINEP - 2009) Integram as despesas


da União e são incluídas na lei orçamentária as despesas do Banco Central do
Brasil relativas a pessoal e encargos sociais e custeio administrativo, excluídas
as destinadas a benefícios e assistência aos servidores.

39) (CESPE – Analista – Finanças e Contabilidade - FINEP - 2009) O Tesouro


Nacional é beneficiário dos resultados positivos do BACEN, apurados após a
constituição ou a reversão de reservas, assim como devedor de eventuais
resultados negativos da mesma instituição.

40) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo - SUFRAMA – 2014) Se o Banco


Central do Brasil apresentar resultado negativo em determinado semestre, o
Tesouro Nacional ficará responsável pela cobertura do prejuízo, utilizando para
tanto dotação específica no orçamento.

41) (CESPE - Advogado – AGU – 2012) Tratando-se de empréstimo a estado


ou município, a União poderá conceder garantia, mediante o oferecimento de
contragarantia consistente na vinculação de receitas tributárias diretamente
arrecadadas e provenientes de transferências constitucionais.

(CESPE – Analista Judiciário – Administrativo – STM - 2011) Com relação ao


disposto na Lei de Responsabilidade Fiscal acerca das garantias e
contragarantias em operações de crédito internas e externas, julgue os itens a
seguir.
42) O ente da Federação que tiver a sua dívida honrada pela União em
decorrência de garantia prestada em operação de crédito não terá acesso a
novos créditos ou financiamentos até que a respectiva dívida seja totalmente
liquidada.
43) É vedado às entidades da administração indireta e suas respectivas
empresas controladas e subsidiárias conceder garantia com recursos de seus
próprios fundos.

44) (CESPE - Analista de Economia - MPU - 2010) A operação de crédito


consiste no compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual
assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada.

45) (CESPE - Analista Administrativo - MPU - 2010) A vinculação de receitas


tributárias diretamente arrecadadas por um estado pode ser legalmente
oferecida como contragarantia à União.

46) (CESPE – Analista Administrativo - IBAMA – 2013) Considere que o


montante total dos empréstimos realizados por determinado município tenha
sido igual às despesas de capital fixadas no orçamento municipal para o
exercício financeiro em execução. Nessa situação, caso o município precise
realizar mais uma operação de crédito, sem alterar o total das despesas de

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capital, somente poderá fazê-la se for aprovado pela câmara de vereadores,


por maioria absoluta, um crédito suplementar ou especial com finalidade
precisa.

47) (CESPE – Auditor Substituto de Conselheiro – TCE/ES – 2012) É conhecida


como regra de ouro a vedação, prevista na CF, à realização de operações de
créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as
autorizadas mediante créditos suplementares, ou especiais, com finalidade
precisa, aprovados pelo Poder Legislativo, por maioria absoluta.

48) (CESPE – Procurador – ALES – 2011) A regra de ouro presente na CF e nas


constituições estaduais prescreve que as operações de crédito não poderão
exceder as despesas com investimentos realizadas no exercício financeiro,
ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com
finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta.

49) (CESPE – Analista Judiciário – Administração – STM - 2011) Mesmo que,


em determinado exercício financeiro, as despesas de capital fixadas no
orçamento sejam integralmente financiadas com recursos de operações de
crédito, novos empréstimos poderão ser realizados, desde que autorizados por
maioria absoluta do respectivo Poder Legislativo.

50) (CESPE – Agente Administrativo - MTE – 2014) A Constituição Federal de


1988 (CF) permite a realização de operação de crédito que exceda o montante
das despesas de capital, se essa operação for aprovada pelo Poder Legislativo
por maioria absoluta.

51) (IDECAN - Técnico em Contabilidade – Colégio Pedro II - 2014) Nas


demonstrações contábeis de órgão da Administração Direta, verificou-se a
existência de exigibilidades financeiras com prazo superior a 12 meses,
contraídas mediante emissão de títulos para atendimento de desequilíbrio
orçamentário.
Estas exigibilidades são definidas como
A) dívida ativa.
B) dívida fundada.
C) dívida flutuante.
D) encargos da dívida.
E) antecipação de receitas.

52) (IDECAN - Contador – Prefeitura de Vilhena/RO - 2013) O Decreto nº


93.872/86 estabelece, em seu art. 115, que a dívida pública classifica-se em:
flutuante ou não consolidada; e, fundada ou consolidada. É correto afirmar que
a dívida flutuante
A) depende de autorização orçamentária e de ser apresentada nos registros
contábeis no grupo do passivo não circulante.

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B) é contraída por um período superior a 12 meses e compreende os restos a


pagar, serviços da dívida a pagar, depósitos e débitos de tesouraria.
C) corresponde aos compromissos de pagamento de longo prazo, para atender
a desequilíbrio orçamentário ou financeiro de obras e serviços públicos.
D) é contraída por um período inferior a 12 meses e pode ter como finalidade o
financiamento ou custeio de obras ou o equacionamento de desequilíbrio
orçamentário.
E) corresponde aos compromissos de pagamento de curto prazo, para cobrir
necessidades momentâneas de caixa, independentemente de autorização
orçamentária.

53) (IDECAN - Analista em Orçamento e Finanças - CNEN -2014) Relacione as


colunas adequadamente.

1. Dívida pública consolidada ou fundada.


2. Dívida pública mobiliária.
3. Operação de crédito.
4. Concessão de garantia.
5. Refinanciamento da dívida mobiliária.

( ) Compromisso financeiro assumido em razão de mútuo, abertura de crédito,


emissão e aceite de título, aquisição financiada de bens, recebimento
antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e serviços,
arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas, inclusive com o uso
de derivativos financeiros.
( ) Compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual
assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada.
( ) Montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do
ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou
tratados e da realização de operações de crédito, para amortização em prazo
superior a doze meses.
( ) Dívida pública representada por títulos emitidos pela União, inclusive os do
Banco Central do Brasil, Estados e Municípios.
( ) Emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da atualização
monetária.

A sequência está correta em


A) 3, 4, 1, 2, 5.
B) 5, 4, 1, 2, 3.
C) 4, 3, 2, 1, 5.
D) 2, 4, 5, 3, 1.
E) 1, 4, 3, 2, 5.

54) (IDECAN - Técnico em Contabilidade – Colégio Pedro II - 2014)


Administração Pública pode realizar operação de crédito por antecipação de

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receita, para atender insuficiência de caixa durante o exercício financeiro. São


exigências para este tipo de operação, EXCETO:
A) A liquidação até o dia 10 de dezembro de cada ano.
B) A realização somente a partir do décimo dia do início do exercício.
C) A inclusão dos recursos provenientes da operação em créditos adicionais.
D) A realização apenas nos três primeiros anos da gestão do ente da
federação.
E) A autorização somente quando os juros forem os indexados à taxa básica da
economia.

55) (IDECAN – Técnico de Contabilidade – Pref. de São Gonçalo do Rio


Abaixo/MG – 2010) Um determinado município ultrapassou o limite da despesa
de pessoal em R$60.000,00 no mês de abril. Sabendo-se que a Lei de
Responsabilidade Fiscal estabelece um prazo para que o excesso seja
eliminado, indique o valor a ser eliminado até o mês de agosto:
A) R$30.000,00
B) R$40.000,00
C) R$24.000,00
D) R$ 20.000,00
E) R$ 60.000,00

56) (FUNRIO – Contador - Ministério da Justiça – 2009) Quanto à conta


denominada serviços da dívida a pagar, de acordo com a Lei Federal n° 4.320,
de 17 de março de 1964, é correto afirmar que
A) integra o montante da dívida flutuante.
B) constitui uma obrigação de longo prazo.
C) representa um dispêndio de natureza orçamentária.
D) integra a dívida consolidada interna.
E) seu saldo é evidenciado no balanço financeiro.

57) (FUNRIO - Auditor – SUFRAMA – 2008) De acordo com a Lei Federal n°


4.320 de 17 de março de 1964, NÃO pertencem à Dívida Flutuante
A) os depósitos.
B) os serviços da dívida a pagar.
C) os restos a pagar.
D) a dívida ativa.
E) os débitos de tesouraria.

58) (FUNRIO - Técnico em Contabilidade – Pref. de Niterói/RJ – 2008) A dívida


pública será considerada consolidada ou fundada, se possuir prazo para
amortização:
A) Superior a 12 (doze) meses.
B) Inferior a 10 (dez) meses.
C) Inferior a 11(onze) meses.
D) Igual a 12 (doze) meses.
E) Inferior a 12 (doze) meses.

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59) (FUNRIO - Auditor – SUFRAMA – 2008) De acordo com o que dispõe a Lei
de Responsabilidade Fiscal, considera-se Dívida Pública Mobiliária:
A) a Dívida Pública representada por títulos emitidos pela União, inclusive os
do Banco Central do Brasil, Estados e Municípios.
B) o compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual
assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada.
C) a emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da atualização
monetária.
D) o montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do
ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos ou convênios, com
prazo de 12 (doze) meses para amortização.
E) os valores relativos a Restos a Pagar Não Processados.

A dívida pública mobiliária é aquela representada por títulos emitidos pela


União, inclusive os do Banco Central do Brasil, dos estados e dos municípios. É
uma especificação da dívida consolidada geral para que ocorra um maior
controle.
Resposta: Letra A

60) (FUNRIO - Técnico em Contabilidade – SUFRAMA – 2008) De acordo com a


Lei de Responsabilidade Fiscal, a dívida pública representada por títulos
emitidos pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil, Estados e
Municípios é definida como
A) Dívida Pública Consolidada.
B) Operação de Crédito.
C) Dívida Pública Mobiliária.
D) Alienação de Bens.
E) Concessão de Garantia.

61) (FUNRIO - Técnico em Contabilidade - Furnas – 2009) A dívida pública


representada por títulos emitidos pela União e o compromisso de adimplência
de obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação, são, de
acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, respectivamente definidos como:
A) Dívida pública mobiliária e concessão de garantia.
B) Concessão de garantia e operação de crédito.
C) Dívida imobiliária e operação de crédito.
D) Concessão de garantia e dívida fundada.
E) Dívida pública mobiliária e dívida ativa.

62) (FUNRIO – Contador - SUFRAMA – 2008) Se a Dívida Consolidada de um


ente da Federação ultrapassar o respectivo limite ao final de um quadrimestre,
deverá ser a ele reconduzida até o término dos 3 (três) subsequentes,
reduzindo no primeiro o excedente em pelo menos:
A) 15 (quinze) por cento
B) 25 (vinte e cinco) por cento

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C) 30 (trinta) por cento


D) 35 (trinta e cinco) por cento
E) 40 (quarenta) por cento

63) (FUNRIO – Contador - SUFRAMA – 2008) A operação de crédito por


antecipação de receita orçamentária se destina a atender insuficiência de caixa
durante o exercício financeiro e deverá ser liquidada, com juros e outros
encargos incidentes, até o dia:
A) 20 (vinte) de novembro de cada ano
B) 30 (trinta) de novembro de cada ano
C) 10 (dez) de dezembro de cada ano
D) 15 (quinze) de dezembro de cada ano
E) 20 (vinte) de dezembro de cada ano

64) (FUNRIO – Contador - FUNAI – 2008) A operação de crédito por


antecipação da receita orçamentária destina-se a atender insuficiência de caixa
durante o exercício financeiro, sendo correto afirmar que:
a) deverá ser liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o dia 31
de dezembro de cada ano.
b) estará proibida nos dois primeiros anos de mandato do Presidente,
Governador ou Prefeito Municipal.
c) realizar-se-á somente a partir do quinto dia do início do exercício financeiro.
d) somente será autorizada se forem cobrados outros encargos que não a taxa
de juros da operação.
e) estará proibida enquanto existir operação anterior da mesma natureza não
integralmente resgatada.

65) (FUNRIO – Contador - CEITEC – 2012) De acordo com a Lei Complementar


Federal nº 101, de 4 de maio de 2000, e alterações, é correto afirmar que:
a) Considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa extraorçamentária
derivada de lei, que fixe para o ente a obrigação legal de sua execução por um
período superior a três exercícios.
b) A despesa total com pessoal da União, em cada período de apuração, não
poderá exceder a 45% (quarenta e cinco por cento) de sua receita corrente
líquida.
c) A existência de dotação específica bem como de previsão orçamentária de
contrapartida não representa condições para a realização de transferências
voluntárias.
d) A operação de crédito por antecipação de receita orçamentária deverá ser
liquidada, com juros e demais encargos incidentes, até o dia 25 de dezembro
de cada ano.
e) O Poder Executivo da União promoverá, até o dia trinta de junho, a
consolidação, nacional e por esfera de governo, das contas dos entes da
Federação relativas ao exercício anterior, e a sua divulgação, inclusive por
meio eletrônico de acesso público.

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66) (FUNRIO – Contador - Ministério da Justiça – 2009) De acordo com a Lei


de Responsabilidade Fiscal, é correto afirmar que
A) os créditos adicionais suplementares poderão ser abertos
independentemente da existência de recursos correspondentes.
B) as operações de crédito podem ser contratadas por decreto executivo,
independentemente de prévia e expressa autorização legal.
C) a comprovação do cumprimento do limite constitucional relativo à
educação, não constitui exigência para a realização de transferência voluntária.
D) as despesas com a manutenção da unidade administrativa poderão ser
realizadas mesmo que excedam o montante dos créditos orçamentários ou
adicionais.
E) o montante previsto para as receitas de operações de crédito poderá ser
inferior ao montante das despesas de capital constantes do orçamento público.

67) (FUNRIO – Contador – Pref. de Itaboraí/RJ – 2007) De acordo com o que


dispõe a Lei Federal n° 4320 de 17/03/1964, a dívida flutuante compreende:
A) os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida, os serviços da dívida a
pagar, os depósitos e os débitos de tesouraria
B) os restos a pagar, os serviços da dívida a pagar, os bens móveis e os
débitos de tesouraria
C) os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida, os serviços da dívida a
pagar, a dívida ativa e os débitos de tesouraria
D) os serviços da dívida a pagar, a dívida ativa e os débitos de tesouraria
E) os serviços da dívida, os serviços da dívida a pagar, os depósitos e a dívida
ativa

68) (CESGRANRIO - Analista – Jurídica – FINEP – 2014) À luz da Lei


Complementar nº 101/2000, Lei de Responsabilidade Fiscal, em se tratando
das operações de crédito por antecipação de receita orçamentária, constata-se
que essa operação de crédito
(A) é destinada a atender insuficiência de caixa e deverá ser liquidada, com
juros e encargos incidentes, em prazo superior a 12 meses.
(B) é destinada a atender insuficiência de caixa e deverá ser liquidada, com
juros e encargos incidentes, em prazo superior a 24 meses.
(C) é destinada a atender insuficiência de caixa e deverá ser liquidada, com
juros e encargos incidentes, no último ano do mandato do Presidente, do
Governador e do Prefeito.
(D) poderá ser contratada, ainda que possa existir operação anterior da
mesma natureza não integralmente resgatada.
(E) estará proibida enquanto existir operação anterior da mesma natureza não
integralmente resgatada.

69) (CESGRANRIO – Ciências Contábeis - BNDES – 2009) As operações de


crédito por antecipação de receita são empréstimos destinados a atender
momentâneas insuficiências de caixa durante o exercício financeiro, e cuja
autorização depende do atendimento de diversas exigências da:

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(A) Constituição Federal.


(B) Lei de Responsabilidade Fiscal.
(C) Lei de Diretrizes Orçamentárias.
(D) Lei Orçamentária Anual.
(E) Lei n° 4.320 de 1964.

70) (CESGRANRIO – Agente Judiciário - Contador – TJ/RO – 2008) O artigo 29,


Inciso I, da Lei Complementar 101/2000, conhecida como Lei de
Responsabilidade Fiscal, define dívida pública consolidada ou fundada como:
(A) financiamento da dívida mobiliária com emissão de títulos para pagamento
do principal acrescido da atualização monetária.
(B) compromisso financeiro assumido para aquisição financiada de bens,
recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e
serviços, arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas.
(C) compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual
assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada.
(D) montante representado por títulos emitidos pela União, inclusive os do
Banco Central do Brasil, Estados e Municípios.
(E) montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do
ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou
tratados e da realização de operações de crédito, para amortização em prazo
superior a doze meses.

71) (CESGRANRIO – Profissional Básico - Direito - BNDES – 2010) À luz das


normas contidas na Lei de Responsabilidade Fiscal, afirma-se que:
a) a empresa pública e a sociedade de economia mista que não se configurem
como empresas estatais dependentes devem obediência à Lei de
Responsabilidade Fiscal.
b) a operação de antecipação de receita orçamentária destina-se a atender à
insuficiência de caixa durante o exercício financeiro e poderá ser realizada no
último ano de mandato do Presidente, do Governador ou do Prefeito.
c) a dívida pública fundada alcança o montante total, apurado, sem
duplicidade, das obrigações financeiras do ente da federação, assumidas em
virtude de leis, contratos, convênios ou tratados, para amortização em prazo
superior a 12 (doze) meses.
d) as despesas autorizadas em Lei e contraídas antes dos dois quadrimestres
do término do mandato do titular do poder ou órgão a que se refere à Lei de
Responsabilidade Fiscal não podem ser inscritas em restos a pagar, ainda que
haja disponibilidade de caixa suficiente para cobri-la.
e) os repasses de recursos do Poder Executivo Estadual para os Poderes
Legislativo Estadual e Judiciário são considerados como transferências
voluntárias.

72) (CEPERJ – EPPGG – SEPLAG/RJ – 2013) “Dívida Pública de uma Nação é a


soma de todas as obrigações financeiras resultantes dos empréstimos tomados
por todas as unidades governamentais (em nível nacional, regional e local) ou

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as obrigações financeiras assumidas em virtude de lei, contrato, acordo,


convênio ou tratado”. Considerando essa citação, a dívida pública pode ser
classificada como:
A) consolidada ou mobiliaria
B) operações de crédito por antecipação de receita
C) restos a pagar processados e não processados
D) os serviços da dívida a pagar
E) flutuante ou fundada

73) (CEPERJ - Analista em Finanças Públicas – SEFAZ/RJ – 2011) Segundo a


Lei n.º 4320/64, a dívida flutuante compreende:
A) os restos a pagar e os débitos de tesouraria, apenas
B) os restos a pagar e os serviços da dívida a pagar, apenas
C) os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida; os serviços da dívida a
pagar; os depósitos; e os débitos de tesouraria
D) os restos a pagar; os serviços da dívida a pagar; os débitos de tesouraria;
os serviços da dívida e os encargos financeiros, apenas
E) os restos a pagar, os serviços da dívida; os depósitos; os débitos de
tesouraria; e as indenizações a pagar

74) (CEPERJ - Analista em Finanças Públicas – SEFAZ/RJ – 2011) Será


permitida a realização de operações de crédito que excedam o montante das
despesas de capital, autorizadas mediante créditos suplementares ou especial,
com finalidade precisa, se:
A) autorizada pelo Senado Federal por maioria simples
B) aprovada pelo Poder Legislativo por maioria absoluta
C) autorizada pelo Chefe do Poder Executivo e aprovada pelo Poder Legislativo
D) aprovada pelo Poder Legislativo em votação nominal
E) aprovada pelo Poder Legislativo por maioria simples

75) (CEPERJ – Analista de Controle Interno – SEFAZ/RJ – 2013) As dívidas


provenientes de operações de crédito para antecipação da receita orçamentária
na demonstração da dívida flutuante, serão representadas pela rubrica:
A) restos a pagar processados
B) serviços da dívida a pagar
C) depósitos
D) débitos de tesouraria
E) restos a pagar não processados

76) (CEPERJ – Analista de Controle Interno – SEFAZ/RJ – 2013) Para a


contratação de operações de crédito por antecipação da receita orçamentária
será imprescindível o seguinte procedimento:
A) ser liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o fim do exercício
B) estar limitada a 10% da Receita Corrente Líquida anual do ente federado
C) ser liquidada com juros, porém sem outros encargos incidentes, até o fim
do exercício financeiro

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D) não existirem mais de três operações anteriores da mesma


Natureza
E) realizar-se somente a partir do décimo dia do início do exercício financeiro

77) (CEPERJ – Analista de Controle Interno – SEFAZ/RJ – 2013) A Receita


Corrente Líquida de um determinado Estado em 2012 foi de R$ 39,532 bilhões
e sua Dívida Consolidada Líquida foi de R$ 55,785 bilhões. Com base nessas
informações, é correto afirmar que a Dívida Consolidada Líquida desse ente
federativo não poderá ultrapassar o valor de:
A) 58,830 bilhões
B) 59,298 bilhões
C) 79,064 bilhões
D) 118,596 bilhões
E) 138,362 bilhões

78) (CEPERJ – Analista de Controle Interno – SEFAZ/RJ – 2013) O Estado do


Rio de Janeiro apurou, em determinado período, o montante de R$ 29,532
bilhões a título de Receita Corrente Líquida, e, no mesmo período, apurou um
montante de 179,014 milhões de operações de crédito internas e externas.
Com base nessas informações, o limite para essas operações não poderá
ultrapassar o montante de:
A) 4,429 bilhões
B) 4,725 bilhões
C) 5,906 bilhões
D) 7,678 bilhões
E) 8,859 bilhões

79) (CEPERJ - Executivo – Procon/RJ – 2012) A exemplo do que foi


estabelecido para limites da despesa com pessoal, a LRF também estabelece
critérios para recondução aos limites propostos de endividamento. Caso um
determinado Estado, ao final de um quadrimestre, tenha ultrapassado os
limites da dívida consolidada, deverá ser a ele reconduzido, até o término dos
três quadrimestres subsequentes, reduzindo necessariamente, no primeiro
quadrimestre, pelo menos o seguinte percentual do montante excedente:
A) 50%
B) 30%
C) 25%
D) 33%
E) 40%

80) (CEPERJ - Analista de Planejamento e Orçamento – SEPLAG/RJ – 2012) A


alternativa abaixo que não corresponde a compromissos exigíveis provenientes
de operações, e que deverão ser pagos independentemente de autorização
orçamentária e classificados no Passivo Financeiro, é:
A) dívida fundada
B) restos a pagar

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C) consignações
D) serviços da dívida a pagar
E) débitos de tesouraria

81) (CEPERJ - Analista de Gestão Organizacional – ITERJ – 2012) Conforme


preconizado pela LRF, o limite máximo determinado para o endividamento
público consolidado dos estados da federação é estabelecido pelo seguinte
órgão:
A) Assembleia Legislativa
B) Tribunal de Contas
C) Senado Federal
D) Ministério da Fazenda
E) Congresso Nacional

82) (CEPERJ - Analista de Gestão Organizacional – ITERJ – 2012) As operações


de crédito por antecipação de receitas orçamentárias, conhecidas por ARO,
têm por objetivo suprir a necessidade de caixa ou de liquidez no curto prazo,
para fazer face ao pagamento de compromissos que não apresentem cobertura
financeira imediata para a sua liquidação. Conforme é estabelecido na
legislação vigente, essas operações só poderão ser efetuadas no exercício
financeiro a partir da seguinte data:
A) 1º de janeiro
B) 15 de abril
C) 31 de agosto
D) 10 de janeiro
E) 30 de junho

83) (CEPERJ - Advogado – Procon/RJ – 2012) Nos termos da Lei de


Responsabilidade Fiscal, várias operações entre o Banco Central e entes da
federação não são possíveis. Dentre as abaixo indicadas, a operação permitida
ao Banco Central do Brasil é:
A) captação de recursos a título de antecipação de receita de tributo cujo fato
gerador ainda não tenha ocorrido
B) recebimento antecipado de valores de empresa em que o Poder
Público detenha, direta ou indiretamente, a maioria do capital social com
direito a voto
C) assunção direta de compromisso com fornecedor de bens mediante emissão
de título de crédito
D) compra diretamente de títulos emitidos pela União para refinanciar a dívida
mobiliária federal que estiver vencendo na sua carteira
E) assunção de obrigação, sem autorização orçamentária, com fornecedores
para pagamento a posteriori de bens e serviços

84) (CESGRANRIO – Analista – Auditoria – FINEP – 2011) Considerando que o


art. 7º da Lei de Responsabilidade Fiscal estabeleceu a regra para

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transferência dos resultados do Banco Central para o Tesouro Nacional, o


período máximo permitido para a referida transferência é o
(A) décimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços semestrais
(B) décimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços anuais
(C) vigésimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços semestrais
(D) vigésimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços anuais
(E) trigésimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços Anuais

85) (CESGRANRIO - Analista – Planejamento e Gestão – IBGE – 2013) Na


hipótese de certo Município celebrar contrato de empréstimo por antecipação
de receita orçamentária – ARO – com o Banco JMN S/A, à luz das regras
previstas na legislação aplicável à espécie, e, ainda, nele constatarem, a título
de garantia, os recursos da Municipalidade originários de quotas-partes do
Fundo de Participação dos Municípios, certo é que a respectiva garantia:
(A) infringiria princípio constitucional o qual veda a vinculação de receita de
impostos a órgão, fundo ou despesa.
(B) infringiria a ordem de pagamento a ser efetuada mediante a expedição de
precatório requisitório.
(C) infringiria princípio constitucional o qual veda a concessão e utilização de
créditos ilimitados.
(D) encontra-se em conformidade com o texto constitucional em vigor.
(E) encontra-se apenas em conformidade com os Decretos editados pelo Chefe
do Executivo local.

86) (CESGRANRIO - Analista – Planejamento e Gestão – IBGE – 2013)


Determinado Município, em razão de insuficiência de caixa ocorrida no último
ano do mandato do Prefeito, pretende realizar operação de crédito por
antecipação de receita orçamentária, para pagamento das despesas de curto
prazo. Observando o exposto à luz da Lei Complementar 101/2000, verifica-se
que a referida operação de crédito é
(A) legal, desde que seja realizada a partir do décimo dia do início do exercício
financeiro em pauta.
(B) legal, desde que seja liquidada, com juros e outros encargos incidentes,
até o dia dez de dezembro do exercício financeiro em pauta.
(C) legal, desde que a taxa de juros da operação seja prefixada ou indexada à
taxa básica financeira, ou a que vier a esta substituir.
(D) ilegal, tendo em vista a ausência de previsão legal para a realização de
operação de crédito por antecipação de receita.
(E) ilegal, tendo em vista a vedação contida em lei quando a referida operação
vier a ocorrer no último ano do mandato do Chefe do Executivo Municipal.

87) (VUNESP – Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças Públicas –


SEFAZ/SP – 2013) Tratando-se de empréstimos públicos, a alteração feita pelo
Estado, após a emissão de qualquer das condições fixadas para obtenção do
crédito público, objetivando diminuir a carga anual do encargo que ele tem de
suportar, em contrapartida à subscrição, denomina-se

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(A) remissão.
(B) conversão.
(C) título da dívida pública.
(D) crédito suplementar.
(E) restos a pagar.

88) (VUNESP – Economista – Câmara Municipal de Mauá - 2012) A União,


mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios:
I. para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública,
de guerra externa ou sua iminência;
II. no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse
nacional;
III. para honrar compromissos decorrentes de dívida interna ou externa.
Está correto o que se afirma em:
(A) I, apenas.
(B) II, apenas.
(C) I e II, apenas.
(D) II e III, apenas.
(E) I, II e III.

89) (FCC – Auditor Substituto de Conselheiro – TCE/SP – 2008) Os


empréstimos compulsórios:
(A) são tributos instituídos pela União, pelos Estados e pelo Distrito Federal.
(B) podem ser criados por lei complementar com a finalidade de enxugamento
da moeda em circulação na economia, desde que sejam restituídos no prazo de
dois anos.
(C) são instituídos por Decreto, para atender a despesas extraordinárias
decorrentes de calamidade pública ou guerra externa ou sua iminência.
(D) podem ser cobrados no mesmo exercício financeiro em que haja sido
publicada a lei que os houver instituído em casos de despesas extraordinárias,
decorrentes de calamidade pública ou guerra externa.
(E) são tributos instituídos pela União, por meio de lei ordinária, observando-
se o princípio da anterioridade.

90) (FGV – Fiscal de Rendas – ICMS/RJ – 2010) Com relação aos empréstimos
compulsórios, assinale a afirmativa incorreta.
(A) Os empréstimos compulsórios deverão ser instituídos por meio de lei
complementar.
(B) A instituição do empréstimo compulsório se justifica quando, para atender
a calamidade pública, são necessárias despesas extraordinárias.
(C) A iminência de guerra externa é fundamento suficiente para a instituição
de empréstimo compulsório.
(D) Todos os entes da Federação têm competência para a instituição do
empréstimo compulsório, desde que haja urgência de investimento público.
(E) O empréstimo compulsório poderá ser instituído sob o fundamento de
relevante interesse nacional.

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91) (VUNESP - Contador - TJ/SP – 2008) Estabelece o art. 100, § 1.º, da


Constituição Federal, que é obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades
de direito público, de verba necessária ao pagamento de seus débitos oriundos
de sentenças transitadas em julgado, constantes de precatórios judiciários,
para pagamento até o final do exercício seguinte, desde que apresentados até:
(A) 1.º de junho.
(B) 30 de junho.
(C) 1.º de julho.
(D) 30 de julho.
(E) 1.º de agosto.

92) (VUNESP – Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças Públicas –


SEFAZ/SP – 2013) Um Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças
Públicas (APOFP), ao ter conhecimento de que haverá um pagamento de
débitos oriundos de sentenças transitadas em julgado, constante de
precatórios judiciários e que foram apresentados até 1.º de julho, deverá
(A) incluir tal valor no orçamento da entidade de direito público.
(B) provisionar o valor no patrimônio social da entidade, pois se tratam de
precatórios.
(C) classificar tal pagamento como restos a pagar.
(D) preparar o processo para pagamento do valor a ser homologado pela
receita fazendária.
(E) transferir tal passivo para a União, uma vez que se tratam de precatórios.

93) (FCC – Analista Judiciário – Administrativa - TRT/19 – Alagoas – 2014) A


Sra. Maria da Silva obteve sucesso em pleito judicial em face da União, cujo
objeto do processo era o pagamento de R$ 1.000.000,00 em razão da
desapropriação de sua casa. Em atendimento à ordem geral de apresentação
dos precatórios, foi aberto crédito adicional para o pagamento, tendo constado
na dotação orçamentária respectiva: “Pagamento de precatório em favor de
Maria da Silva, no valor de R$ 1.000.000,00”. Essa situação confirma
ilegalidade porque
(A) não pode ser aberto crédito adicional para o pagamento de precatório.
(B) precatório de R$ 1.000.000,00 ou mais deve integrar lista específica e
prioritária.
(C) antes de abrir o crédito adicional, em razão do valor, a União deve
renegociar o montante do precatório.
(D) não é permitida a designação expressa do nome do credor na dotação
orçamentária do precatório.
(E) pagamentos relativos à desapropriação independem de precatório.

94) (FCC – Analista de Planejamento e Orçamento – SEAD/PI - 2013) Sobre


precatórios, a Constituição Federal dispõe:
I. A seu critério exclusivo e na forma de lei, a União poderá assumir débitos,
oriundos de precatórios, de Estados, Distrito Federal e Municípios,

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refinanciando-os diretamente, conforme autoriza a Constituição Federal de


1988.
II. É facultada ao credor, conforme estabelecido em lei da entidade federativa
devedora, a entrega de créditos em precatórios para compra de imóveis
públicos do respectivo ente federado.
III. O Presidente do Tribunal competente que, por ato comissivo ou omissivo,
retardar ou tentar frustrar a liquidação regular de precatórios incorrerá em
crime comum e responderá perante o Supremo Tribunal Federal.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) III.
(B) I e III.
(C) I.
(D) I e II.
(E) II.

95) (FCC – Analista Judiciário – Administrativa –TRT/1ª- 2013) De acordo com


o regime constitucional dos precatórios judiciais,
(A) o credor poderá ceder, total ou parcialmente, seus créditos em precatórios
a terceiros, desde que mediante prévia e expressa concordância do devedor.
(B) os pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal, Estaduais,
Distrital e Municipais, em virtude de sentença judiciária, far-se-ão
exclusivamente na ordem cronológica de apresentação de precatórios e à
conta dos créditos respectivos, independentemente do valor do débito.
(C) é obrigatória a inclusão no orçamento das entidades de direito público, de
verba necessária ao pagamento de seus débitos, oriundos de sentenças
transitadas em julgado, constantes de precatórios judiciários apresentados até
1º de julho, fazendo-se o pagamento até o final do mesmo exercício, quando
terão seus valores atualizados.
(D) cabe ao Presidente do Tribunal que proferir a decisão exequenda autorizar,
exclusivamente, na hipótese de o precatório não ter sido pago no prazo
constitucional, o sequestro da quantia necessária à satisfação do débito.
(E) a União poderá, a seu critério exclusivo e na forma da lei, assumir débitos,
oriundos de precatórios, de Estados, Distrito Federal e Municípios,
refinanciando-os diretamente.

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AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ
Técnico de Controle Externo
Teoria e Questões Comentadas
Prof. Sérgio Mendes Aula 14

GABARITOS

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
E C E E C E C C E E
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
C E E E E C C E E C
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
C E E E E C E C E C
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
C E E C E C C E C C
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
C C C E C C C E C C
51 52 53 54 55 56 57 58 59 60
B E A C D A D A A C
61 62 63 64 65 66 67 68 69 70
A B C E E E A E B E
71 72 73 74 75 76 77 78 79 80
C E C B D E C B C A
81 82 83 84 85 86 87 88 89 90
C D D A D E B C D D
91 92 93 94 95
C A D D E

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