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Concurseiros Unidos MAIOR RATEIO de MATERIAIS

Aula 14

Administração Financeira e Orçamentária e Direito Financeiro p/ TCM-RJ - Técnico de Controle Externo

Professores: Sérgio Mendes, Vinícius Nascimento

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AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ Técnico de Controle Externo Teoria e Questões Comentadas Prof. Sérgio Mendes Aula 14

AULA 14: Lei de Responsabilidade Fiscal - Parte V

APRESENTAÇÃO DO TEMA

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO DO TEMA

1

1.

EMPRÉSTIMOS

3

1.1

Empréstimos Compulsórios

3

1.2

Empréstimos Voluntários

4

1.3

Outras Informações

4

2.

DÍVIDA PÚBLICA

6

2.1. Definições

 

6

2.2. Competências

12

2.3. Limites ao Endividamento

13

2.4. Recondução da Dívida aos Limites

14

2.5. Exceções aos Prazos para Recondução da Dívida aos Limites

15

3.

OPERAÇÕES DE

CRÉDITO

19

3.1. Regras Gerais para as Operações de Crédito

19

3.2. Das Operações de Crédito por Antecipação de Receita Orçamentária

20

4. VEDAÇÕES

 

25

5. BANCO CENTRAL DO BRASIL

29

5.1. BACEN e suas Operações na LRF

29

5.2. Outras Considerações sobre o BACEN

29

6. GARANTIA E CONTRAGARANTIA

32

7. REGRA DE OURO

 

35

8. PRECATÓRIOS

39

MAIS QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES

43

MEMENTO XIV

 

71

LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA

78

GABARITOS

 

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Concurseiros Unidos MAIOR RATEIO de MATERIAIS Olá amigos! Como é bom estar aqui! AFO e Direito

Olá amigos! Como é bom estar aqui!

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Nesta última aula sobre LRF abordaremos os tópicos que eu, particularmente, considero a parte mais difícil do curso.

Entretanto, isso não é motivo para desistirmos. Vamos com tudo pra cima da LRF! O ponto positivo é que nessa parte impera a letra fria da Lei, ou seja, as bancas cobram exatamente como está escrito na LRF, sem muitos rodeios.

Estudaremos nesta aula os temas da Lei de Responsabilidade Fiscal que ainda não foram abordados ao longo do nosso curso, relacionados à dívida pública.

Ao final deste encontro chegaremos a impressionante marca de centenas de questões apenas de LRF! É teoria completa e muita prática! Vai estar “afiado” para a prova!

Aproveito a oportunidade para informar sobre a 5ª edição do meu livro:

Administração Financeira e Orçamentária, Teoria e Questões, Sérgio Mendes, Editora Método, 2015. O livro já está disponível nas melhores livrarias de todo o país.

está disponível nas melhores livrarias de todo o país. E vamos começar nossa aula! Prof. Sérgio

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1.

EMPRÉSTIMOS

O

crédito público é

uma das formas que

o Estado

dispõe

para obter

ingressos financeiros visando cobrir as despesas de sua responsabilidade. No entanto, os recursos deverão ser devolvidos, acrescidos de juros e encargos correspondentes. Assim, ao captar os recursos, é gerada uma obrigação correspondente ao endividamento. Os empréstimos do Estado podem ser compulsórios ou voluntários.

1.1 Empréstimos Compulsórios

De acordo com a Constituição Federal de 1988, a competência para instituir empréstimos compulsórios é da União, cabendo sua instituição e disciplina dependente de lei complementar. Consiste na tomada compulsória de uma certa importância do particular, a título de empréstimo, com promessa de resgate em certo prazo, e em determinadas condições prefixadas em lei, para atender situações excepcionais ali estabelecidas. Os recursos arrecadados terão sua aplicação vinculada à despesa que fundamentou sua instituição. De acordo com o STF, a restituição do empréstimo compulsório deverá ser feita em moeda corrente.

Segundo o art. 148 da CF/1988, a União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios:

Para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência.

No caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional. Neste caso deve ser observado o princípio tributário da anterioridade, o qual veda a cobrança de tributos no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou.

Os empréstimos compulsórios são considerados de natureza tributária por

grande parte da doutrina e pela jurisprudência. No entanto, apenas para efeito das classificações orçamentárias, os empréstimos compulsórios pertencem

à categoria econômica receitas de capital e sua origem são operações de crédito.

A lei fixará obrigatoriamente o prazo do empréstimo e as condições de seu

resgate, observando, no que for aplicável, o disposto nesta Lei (art. 15, parágrafo único, do Código Tributário Nacional).

São considerados créditos públicos impróprios, já que não há o caráter voluntário de emprestar os recursos. Não há a manifestação livre da vontade

do investidor.

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Concurseiros Unidos MAIOR RATEIO de MATERIAIS 1.2 Empréstimos Voluntários AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ Técnico

1.2 Empréstimos Voluntários

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Os empréstimos voluntários são contraídos pelo estado de forma contratual, pela livre manifestação da vontade do investidor. Desta forma, são considerados créditos próprios.

1.3 Outras Informações

Os próximos tópicos raramente caem em prova. O motivo é que não há consenso por parte da doutrina. Vamos apenas resumi-los por meio de quadros, trazendo as informações que possuem menos divergência.

Classificação quanto à origem

Interno

Obtido dentro do território nacional (seja de nacionais ou estrangeiros no país)

Externo

Obtido no exterior

Classificação quanto ao prazo

Classificação quanto ao prazo Perpétuo Temporário Sem previsão de data de pagamento do principal. Há apenas
Classificação quanto ao prazo Perpétuo Temporário Sem previsão de data de pagamento do principal. Há apenas

Perpétuo

Temporário

Sem previsão de data de pagamento do principal. Há apenas o pagamento indefinidamente de juros ao credor.

Com data prevista de pagamento. Podem ser de curto ou longo prazo:

Curto Prazo

Pagamento do Estado no mesmo exercício financeiro da aquisição

Longo Prazo

Pagamento do Estado em exercício financeiro diferente ao da aquisição

Classificação quanto à competência

Federal

Tomado pela União

Estadual

Tomado pelas unidades federativas

Municipal

Tomados pelos municípios

Fases

Fases Emissão O Estado se propõe a obter o crédito e explicita as condições. Dívida Pública

Emissão

O Estado se propõe a obter o crédito e explicita as condições.

Dívida Pública

Flutuante ou Fundada (próximos tópicos)

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Garantias

Garantias Garantia da devolução da quantia emprestada Exemplo: indicação de fiadores, vinculações de receita.

Garantia da devolução da quantia emprestada

Exemplo: indicação de fiadores, vinculações de receita.

Garantia contra a desvalorização da moeda

Exemplos: vinculação ao valor da moeda estrangeira ou ao padrão ouro.

Principais formas de Extinção da Dívida Pública

Principais formas de Extinção da Dívida Pública Amortização Feita por compra no mercado, sorteio ou junto

Amortização

Feita por compra no mercado, sorteio ou junto ao credor.

Compensação

Compensação dos débitos com os créditos devidos ao Estado.

Conversão

Estado altera condições anteriores, geralmente por meio de redução de juros.

Repúdio

O Estado cancela a dívida por falta de legitimidade, como as dívidas assumidas por atos de corrupção ou regime políticos não reconhecidos.

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Concurseiros Unidos MAIOR RATEIO de MATERIAIS 2. DÍVIDA PÚBLICA 2.1. Definições AFO e Direito Financeiro p/

2. DÍVIDA PÚBLICA

2.1. Definições

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A dívida pública é a decorrência natural dos empréstimos. São consideradas

fundamentais para o equilíbrio entre receitas e despesas, em virtude de seu

potencial para causar danos às contas públicas. O assunto é tão importante que o art. 34 da CF/1988 dispõe que a União não intervirá nos estados nem

no Distrito Federal, exceto, entre outros motivos, para reorganizar as finanças

da unidade da Federação que suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força maior; ou deixar

de entregar aos municípios receitas tributárias fixadas na Constituição, dentro

dos prazos estabelecidos em lei.

Quanto à origem, a dívida pública se subdivide em dívida interna e dívida externa. Já quanto à duração, subdivide-se em flutuante ou fundada. Esta última classificação que mais interessa ao Direito Financeiro/Orçamento Público, por terem definições na Lei 4320/1964 e na Lei de Responsabilidade Fiscal.

De acordo com o art. 92 da Lei 4.320/1964, a dívida flutuante compreende:

Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida.

Os serviços da dívida a pagar (parcelas de amortização e juros da dívida fundada não pagas no momento aprazado).

Os depósitos.

Os débitos de tesouraria (operações de crédito por antecipação de receita).

Consoante o art. 98, a dívida fundada compreende os compromissos de exigibilidade superior a 12 meses, contraídos para atender o desequilíbrio orçamentário ou financeiro de obras e serviços públicos.

O Decreto 93.872/1986 é mais abrangente. Segundo o art. 115, a dívida

pública abrange a dívida flutuante e a dívida fundada ou consolidada.

A dívida flutuante compreende os compromissos exigíveis, cujo pagamento

independe de autorização orçamentária, assim entendidos:

Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida.

Os serviços da dívida.

Os depósitos, inclusive consignações em folha.

As operações de crédito por antecipação de receita.

O papel-moeda ou moeda fiduciária.

Já a dívida fundada ou consolidada compreende os compromissos de exigibilidade superior a 12 meses contraídos mediante emissão de títulos ou celebração de contratos para atender a desequilíbrio orçamentário, ou a

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financiamento de obras e serviços públicos, e que dependam de autorização legislativa para amortização ou resgate.

A Lei de Responsabilidade Fiscal estabeleceu regras mais rígidas para o

endividamento público, até mesmo redefinindo conceitos da Lei 4.320/1964

e do Decreto 93.872/1986. A LRF adota no art. 29 as definições relacionadas

ao crédito público e ao endividamento.

A dívida pública consolidada ou fundada corresponde ao montante total,

apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização

de operações de crédito, para amortização em prazo superior a 12 meses. Também será incluída na dívida pública consolidada da União a relativa à emissão de títulos de responsabilidade do Banco Central do Brasil e as operações de crédito de prazo inferior a 12 meses cujas receitas tenham constado do orçamento.

Ainda, para fins de aplicação dos limites ao endividamento, os precatórios judiciais não pagos durante a execução do orçamento em que houverem sido incluídos integram a dívida consolidada.

Integram a Dívida Pública Consolidada ou Fundada

Integram a Dívida Pública Consolidada ou Fundada

Amortização em prazo superior a 12 meses;

A relativa à emissão de títulos de responsabilidade

do BACEN e as operações de crédito de prazo inferior a 12 meses cujas receitas tenham constado da LOA; Para fins de aplicação dos limites ao endividamento, os precatórios judiciais não pagos durante a execução do orçamento em que houverem sido incluídos.

A dívida pública mobiliária é aquela representada por títulos emitidos pela

União, inclusive os do Banco Central do Brasil, dos estados e dos municípios. É uma especificação da dívida consolidada geral para que ocorra um maior controle.

Considera-se operação de crédito o compromisso financeiro assumido em razão de mútuo, abertura de crédito, emissão e aceite de título, aquisição financiada de bens, recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e serviços, arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas, inclusive com o uso de derivativos financeiros. Equiparam-se à operação de crédito a assunção, o reconhecimento ou a confissão de dívidas pelo ente da Federação, sem prejuízo do cumprimento das exigências dos arts. 15 e 16 da LRF, relacionados à geração de despesa.

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A concessão de garantia corresponde a compromisso de adimplência de

obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada.

O refinanciamento da dívida mobiliária corresponde à emissão de títulos

para pagamento do principal acrescido da atualização monetária.

O refinanciamento do principal da dívida mobiliária não excederá, ao término

de cada exercício financeiro, o montante do final do exercício anterior, somado ao das operações de crédito autorizadas no orçamento para este efeito e

efetivamente realizadas, acrescido de atualização monetária.

Nas restrições às despesas de pessoal, se não alcançada a redução no prazo estabelecido, e enquanto perdurar o excesso, o ente não poderá contratar, entre outros, operações de crédito, ressalvadas as destinadas ao refinanciamento da dívida mobiliária e as que visem à redução das despesas com pessoal.

A Resolução do Senado Federal 43/2001 acrescenta que a dívida consolidada

líquida é a dívida pública consolidada deduzidas as disponibilidades de caixa,

as aplicações financeiras e os demais haveres financeiros.

as aplicações financeiras e os demais haveres financeiros. 1) (CESPE – Analista Administrativo – Direito -

1) (CESPE Analista Administrativo Direito - ANTT 2013) São consideradas no montante da dívida pública consolidada ou fundada as obrigações financeiras do ente da Federação assumidas por contrato ou convênio, cuja amortização deve se dar em até doze meses.

A dívida pública consolidada ou fundada corresponde ao montante total,

apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses (art. 29, I, da LRF). Resposta: Errada

2) (CESPE Analista - Planejamento e Orçamento - MPU 2013) Integra a dívida pública consolidada da União a dívida relativa à emissão de títulos de responsabilidade do BACEN.

Será incluída na dívida pública consolidada da União a relativa à emissão de títulos de responsabilidade do Banco Central do Brasil (art. 29, § 2º, da LRF). Resposta: Certa

3) (CESPE Analista Finanças e Controle - MPU 2013) Para fins de ajustes da dívida pública consolidada aos limites fixados, os

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precatórios liquidados durante a previsão do orçamento bem como os precatórios não pagos não devem ser incluídos no montante da dívida consolidada.

Os precatórios judiciais não pagos durante a execução do orçamento em que houverem sido incluídos integram a dívida consolidada, para fins de aplicação dos limites (art. 30, § 7º, da LRF). Resposta: Errada

4) (CESPE Técnico Científico Direito Banco da Amazônia - 2012) Define-se dívida pública consolidada ou fundada como o montante total das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de abertura de crédito, para amortização em prazo inferior a doze meses.

A dívida fundada ou consolidada compreende os compromissos de exigibilidade

superior a 12 meses contraídos mediante emissão de títulos ou celebração de contratos para atender a desequilíbrio orçamentário, ou a financiamento de obras e serviços públicos, e que dependam de autorização legislativa para amortização ou resgate.

Resposta: Errada

5) (CESPE Técnico FNDE 2012) Os restos a pagar, assim como os serviços da divida a pagar, integra a divida flutuante.

De acordo com o art. 92 da Lei 4.320/1964, a dívida flutuante compreende:

_

Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida.

_

Os serviços da dívida a pagar.

_

Os depósitos.

Os débitos de tesouraria.

_

Resposta: Certa

6) (CESPE Procurador ALES 2011) A dívida ativa contém as obrigações financeiras da fazenda pública e classifica-se, quanto à origem, em interna ou externa e, quanto à duração, em flutuante ou fundada.

Quanto à origem, a dívida pública se subdivide em dívida interna e dívida externa. Já quanto à duração, subdivide-se em flutuante ou fundada.

A dívida ativa não se confunde com a dívida pública (passiva), que representa

as obrigações do ente público para com terceiros. A dívida ativa abrange os créditos a favor da Fazenda Pública, cuja certeza e liquidez foram apuradas, por não terem sido efetivamente recebidos nas datas aprazadas. Resposta: Errada

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7) (CESPE Procurador ALES 2011) A Lei n.º 4.320/1964, diploma legal sobre normas gerais de direito financeiro, recepcionada pela CF como lei complementar até a edição da norma prevista em seu art. 165, § 9.º, teve alguns de seus conceitos e procedimentos alterados ou acrescidos pela LRF. Nesse sentido, é correto afirmar que a LRF incluiu no conceito de dívida fundada não só as dívidas com prazo de resgate superior a doze meses, como conceituado pela Lei n.º 4.320/1964, mas também aquelas inferiores a doze meses cujas receitas tenham constado do orçamento.

A Lei de Responsabilidade Fiscal estabeleceu regras mais rígidas para o

endividamento público, até mesmo redefinindo conceitos da Lei 4.320/1964 e

do Decreto 93.872/1986.

De acordo com a LRF, a dívida pública consolidada ou fundada corresponde ao montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente

da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de crédito, para amortização em prazo superior a 12 meses. Também será incluída na dívida pública consolidada da União a relativa à emissão de títulos de responsabilidade do Banco Central do Brasil e

as operações de crédito de prazo inferior a 12 meses cujas receitas tenham

constado do orçamento. Resposta: Certa

8) (CESPE Consultor do Executivo SEFAZ/ES 2010) A dívida fundada refere-se ao montante, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do estado do Espírito Santo, assumida em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados. Refere-se, também, às obrigações decorrentes de operações de crédito, para amortização em prazo superior a 12 meses.

A dívida pública consolidada ou fundada corresponde ao montante total,

apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação (como o Estado do Espírito Santo), assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses. Segundo a LRF, são entes da federação: a União, cada Estado, o Distrito Federal e cada Município. Resposta: Certa

9) (CESPE Auditor de Controle Externo TCDF 2012) A dívida pública, que representa o montante das obrigações financeiras do Estado, pode ser classificada quanto à origem em fundada e flutuante.

Quanto à origem, a dívida pública se subdivide em dívida interna e dívida externa. Já quanto à duração, subdivide-se em flutuante ou fundada. Resposta: Errada

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10) (CESPE Consultor de Orçamentos Câmara dos Deputados 2014) A emissão de títulos de responsabilidade do Banco do Brasil S. A. será incluída na dívida pública consolidada da União.

Também será incluída na dívida pública consolidada da União a relativa à emissão de títulos de responsabilidade do Banco Central do Brasil e as operações de crédito de prazo inferior a 12 meses cujas receitas tenham constado do orçamento. O Banco Central do Brasil (BACEN), criado pela Lei 4.595, de 31 de dezembro de 1964, é uma autarquia federal, vinculada ao Ministério da Fazenda, que tem por missão assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e um sistema financeiro sólido e eficiente. Não se confunde com o Banco do Brasil S.A. (BB), que é uma instituição financeira constituída na forma de sociedade de economia mista. Resposta: Errada

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Concurseiros Unidos MAIOR RATEIO de MATERIAIS 2.2. Competências AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ Técnico de

2.2. Competências

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Sobre o montante da dívida pública brasileira, a CF/1988 atribuiu competências ao Congresso Nacional e separadamente ao Senado Federal.

Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República, dispor sobre matéria financeira, cambial e monetária, instituições financeiras e suas operações; bem como sobre moeda, seus limites de emissão, e montante da dívida mobiliária federal.

Atenção: é da competência exclusiva do Congresso Nacional julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo (art. 49, IX, da CF/1988).

Compete privativamente ao Senado Federal : (por meio de resolução)

Compete privativamente ao Senado Federal:

(por meio de resolução)

Autorizar operações externas de natureza financeira, de interesse da União, dos estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos municípios.

Fixar, por proposta do Presidente da República, limites globais para o montante da dívida consolidada da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, de suas autarquias e demais entidades controladas pelo Poder Público federal.

Dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da União em operações de crédito externo e interno.

Estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

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Concurseiros Unidos MAIOR RATEIO de MATERIAIS 2.3. Limites ao Endividamento AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ

2.3. Limites ao Endividamento

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Os limites para a dívida pública, operações de crédito e concessão de garantia serão fixados em percentual da receita corrente líquida para cada esfera de governo e aplicados igualmente a todos os entes da Federação que a integrem, constituindo, para cada um deles, limites máximos. Para fins de verificação do atendimento do limite, a apuração do montante da dívida consolidada será efetuada ao final de cada quadrimestre. Exceção se dá para os municípios com população inferior a 50 mil habitantes, que podem usufruir de regras especiais de aplicação das determinações constantes na LRF, entre as quais se inclui a apuração semestral dos limites da dívida consolidada. A mesma exceção ocorre na apuração das despesas com pessoal.

Serão estabelecidos pelo Senado Federal por proposta do Chefe do Poder

Executivo da União, enviada 90 dias após a publicação da LRF (art. 30, I, da LRF):

Limites globais para o montante da dívida consolidada da União, Estados e Municípios e de limites e condições relativos às operações de crédito externo e interno da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, de suas autarquias e demais entidades controladas pelo Poder Público federal.

Concessão de garantia da União em operações de crédito externo e interno e montante da dívida mobiliária dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

Os limites para o montante da dívida mobiliária federal serão estabelecidos pelo Congresso Nacional, mediante projeto de lei encaminhado pelo Chefe do Poder Executivo da União, enviado também 90 dias após a publicação da LRF (art. 30, II, da LRF).

As propostas também poderão ser apresentadas em termos de dívida líquida, evidenciando a forma e a metodologia de sua apuração.

Sempre que alterados os fundamentos das propostas enviadas ao Senado Federal (no caso do art. 30, I, da LRF) ou ao Congresso Nacional (no caso do art. 30, II, da LRF), em razão de instabilidade econômica ou alterações nas políticas monetária ou cambial, o Presidente da República poderá encaminhar solicitação de revisão dos limites.

As propostas enviadas e suas alterações conterão:

Demonstração de que os limites e condições guardam coerência com as normas estabelecidas na LRF e com os objetivos da política fiscal.

Estimativas do impacto da aplicação dos limites a cada uma das três esferas de governo.

Razões de eventual proposição de limites diferenciados por esfera de governo.

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Metodologia de apuração dos resultados primário e nominal.

Vale ressaltar que a LRF traz diversas regras sobre a dívida pública, porém, diferentemente das despesas com pessoal, não determina quais são os limites do endividamento, pois tais definições cabem ao Senado Federal.

As Resoluções do Senado 40/2001, 43/2001 e 48/2007 dispõem sobre os limites dos entes em relação à Receita Corrente Líquida:

LIMITES EM RELAÇÃO À RCL

   

120%

Contratação de operações de crédito

60%

 

Estados/DF

200%

Municípios

16%

Concessão de garantias

60%

22%

Pagamento dos serviços da dívida

Não há

11,5%

Contratação de operações por ARO

Não há

 

7%

2.4. Recondução da Dívida aos Limites

Recondução da dívida (art. 31 da LRF) da Federação ultrapassar o respectivo limite ao final

Recondução da dívida (art. 31 da LRF)

da Federação

ultrapassar o respectivo limite ao final de um quadrimestre, deverá ser a ele reconduzida até o término dos três subsequentes, reduzindo o excedente em pelo menos 25% no primeiro.

Se

a

dívida

consolidada

de

um

ente

Enquanto perdurar o excesso, o ente que nele houver incorrido se submeterá às seguintes sanções:

I estará proibido de realizar operação de crédito interna ou externa, inclusive por antecipação de receita, ressalvado o refinanciamento do principal atualizado da dívida mobiliária. II obterá resultado primário necessário à recondução da dívida ao limite, promovendo, entre outras medidas, limitação de empenho.

Vencido o prazo para retorno da dívida ao limite, e enquanto perdurar o excesso, o ente ficará também impedido de receber transferências voluntárias da União ou do estado. Ressalto que, para fins da aplicação das sanções de suspensão de transferências voluntárias constantes da LRF, excetuam-se aquelas relativas a ações de educação, saúde e assistência social.

As normas serão observadas nos casos de descumprimento dos limites da dívida mobiliária e das operações de crédito internas e externas.

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2.5. Exceções aos Prazos para Recondução da Dívida aos Limites

Estas são as exceções aos prazos do art. 31 da LRF para recondução da dívida aos limites:

Aplicação imediata: as restrições são aplicadas imediatamente se o montante da dívida exceder o limite no primeiro quadrimestre do último ano do mandato do Chefe do Poder Executivo.

Suspensão: na ocorrência de calamidade pública reconhecida pelo Congresso Nacional, no caso da União, ou pelas Assembleias Legislativas, na hipótese dos estados e municípios; e em caso de estado de defesa ou de sítio decretado na forma da constituição, enquanto perdurar a situação, serão suspensas a contagem dos prazos e as disposições estabelecidas no artigo.

Duplicação: já em caso de crescimento real baixo ou negativo do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, regional ou estadual por período igual ou superior a quatro trimestres, os prazos do artigo serão duplicados. Entende-se por baixo crescimento a taxa de variação real acumulada do PIB inferior a 1%, no período correspondente aos quatro últimos trimestres.

Ampliação: ainda, na hipótese de se verificarem mudanças drásticas na condução das políticas monetária e cambial, reconhecidas pelo Senado Federal, o prazo poderá ser ampliado em até quatro quadrimestres.

o prazo poderá ser ampliado em até quatro quadrimestres . 11) (CESPE – Analista – Finanças

11) (CESPE Analista Finanças e Controle - MPU 2013) Os limites globais para o montante da dívida consolidada da União, estados e municípios propostos pelo presidente da República poderão ser verificados a partir de percentual da receita corrente líquida (RCL).

Os limites para a dívida pública, operações de crédito e concessão de garantia serão fixados em percentual da receita corrente líquida para cada esfera de governo e aplicados igualmente a todos os entes da Federação que a integrem, constituindo, para cada um deles, limites máximos. Resposta: Certa

12) (CESPE Analista Finanças e Controle - MPU 2013) Se ultrapassar o respectivo limite ao final de um bimestre, a dívida fundada de um ente da Federação deverá ser a ele reconduzida até o término do bimestre subsequente, reduzindo-se o excedente em pelo menos 25%.

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Consoante o art. 31 da LRF, se a dívida consolidada de um ente da Federação ultrapassar o respectivo limite ao final de um quadrimestre, deverá ser a ele reconduzida até o término dos três subsequentes, reduzindo o excedente em pelo menos 25% no primeiro Resposta: Errada

13) (CESPE Analista Judiciário - Administrativa STF 2013) Sempre que forem alterados os fundamentos das políticas monetária ou cambial em razão de instabilidade econômica, o presidente da República, em atendimento aos dispositivos constitucionais vigentes, poderá encaminhar ao Congresso Nacional proposta de revisão dos limites globais para o montante da dívida consolidada da União, dos estados e dos municípios.

Sempre que alterados os fundamentos das propostas enviadas ao Senado Federal (no caso do art. 30, I, da LRF) ou ao Congresso Nacional (no caso do art. 30, II, da LRF), em razão de instabilidade econômica ou alterações nas políticas monetária ou cambial, o Presidente da República poderá encaminhar solicitação de revisão dos limites.

Assim, sempre que forem alterados os fundamentos das políticas monetária ou cambial em razão de instabilidade econômica, o presidente da República, em atendimento aos dispositivos constitucionais vigentes, poderá encaminhar ao Senado Federal proposta de revisão dos limites globais para o montante da dívida consolidada da União, dos estados e dos municípios. O encaminhamento ao Congresso Nacional seria no caso de dívida mobiliária federal.

Resposta: Errada

14) (CESPE Analista Judiciário Contabilidade TRT/10 Prova cancelada - 2013) No caso de crescimento real baixo ou negativo do Produto Interno Bruto (PIB), será suspenso o prazo para que o ente da Federação reconduza a divida consolidada que ultrapassar o respectivo limite ao final de um quadrimestre.

Em caso de crescimento real baixo ou negativo do PIB nacional, regional ou estadual por período igual ou superior a quatro trimestres, os prazos previstos serão duplicados. Entende-se por baixo crescimento a taxa de variação real acumulada do PIB inferior a 1%, no período correspondente aos quatro últimos trimestres. Resposta: Errada

15) (CESPE Auditor Substituto de Conselheiro TCE/ES 2012) Compete exclusivamente ao Congresso Nacional dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da União em operações de crédito externo e interno.

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Compete privativamente ao Senado Federal dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da União em operações de crédito externo e interno. Resposta: Errada

16) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) Os limites globais para o montante da dívida consolidada da União e para o montante da dívida mobiliária federal devem ser fixados, em percentual da receita corrente líquida, para cada esfera de governo.

Os limites para a dívida pública, operações de crédito e concessão de garantia serão fixados em percentual da receita corrente líquida para cada esfera de governo e aplicados igualmente a todos os entes da Federação que a integrem, constituindo, para cada um deles, limites máximos. Resposta: Certa

17) (CESPE Consultor do Executivo SEFAZ/ES 2010) Se o estado do Espírito Santo tivesse ultrapassado o limite de endividamento no último quadrimestre de 2009, então ele deveria tomar medidas imperativas de recondução ao limite, no máximo até o término de 2010, enquanto perdurasse o excesso, as operações de crédito ficariam suspensas, até mesmo as de antecipação de receita.

Se a dívida consolidada de um ente da Federação ultrapassar o respectivo limite ao final de um quadrimestre, deverá ser a ele reconduzida até o término dos três subsequentes, reduzindo o excedente em pelo menos 25% no primeiro. Enquanto perdurar o excesso, o ente que nele houver incorrido se submeterá a sanções, entre elas, a proibição de realizar operação de crédito interna ou externa, inclusive por antecipação de receita, ressalvado o refinanciamento do principal atualizado da dívida mobiliária. Logo, se o estado do Espírito Santo tivesse ultrapassado o limite de endividamento no último quadrimestre de 2009, então ele deveria tomar medidas imperativas de recondução ao limite, no máximo até o término de 2010, ou seja, até o término dos três quadrimestres subsequentes. Enquanto perdurasse o excesso, como regra geral, entre outras sanções, as operações de crédito ficariam suspensas, até mesmo as de antecipação de receita. Resposta: Certa

18) (CESPE AUFC TCU 2009) Compete a lei complementar dispor sobre finanças públicas e sobre os limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos estados, do Distrito Federal (DF) e dos municípios.

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Compete privativamente ao Senado, por meio de resolução, estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Resposta: Errada

19) (CESPE Consultor de Orçamentos Câmara dos Deputados 2014) É competência da Câmara dos Deputados dispor a respeito dos limites globais e das condições para o montante da dívida mobiliária dos estados, do DF e dos municípios.

É competência do Senado Federal dispor a respeito dos limites globais e das condições para o montante da dívida mobiliária dos estados, do DF e dos municípios. Resposta: Errada

20) (CESPE Administrador Polícia Federal 2014) Se o presidente da República pretender modificar os limites globais para o montante da dívida pública consolidada, deverá enviar proposta ao Poder Legislativo que contenha a metodologia de apuração dos resultados primário e nominal.

Sempre que alterados os fundamentos das propostas enviadas ao Senado Federal (no caso do art. 30, I, da LRF) ou ao Congresso Nacional (no caso do art. 30, II, da LRF), em razão de instabilidade econômica ou alterações nas políticas monetária ou cambial, o Presidente da República poderá encaminhar solicitação de revisão dos limites. As propostas enviadas e suas alterações conterão:

_ Demonstração de que os limites e condições guardam coerência com as normas estabelecidas na LRF e com os objetivos da política fiscal.

Estimativas do impacto da aplicação dos limites a cada uma das três esferas de governo. _ Razões de eventual proposição de limites diferenciados por esfera de governo.

_

_ Metodologia de apuração dos resultados primário e nominal. Resposta: Certa

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Concurseiros Unidos MAIOR RATEIO de MATERIAIS 3. OPERAÇÕES DE CRÉDITO AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ

3. OPERAÇÕES DE CRÉDITO

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3.1. Regras Gerais para as Operações de Crédito

O Ministério da Fazenda verificará o cumprimento dos limites e das condições

relativos à realização de operações de crédito de cada ente da Federação, inclusive das empresas por eles controladas, direta ou indiretamente. O ente interessado formalizará seu pleito fundamentando-o em parecer de seus órgãos técnicos e jurídicos, demonstrando a relação custo-benefício, o

interesse econômico e social da operação e o atendimento das seguintes

condições:

I existência de prévia e expressa autorização para a contratação, no texto

da

lei orçamentária, em créditos adicionais ou lei específica.

II

inclusão no orçamento ou em créditos adicionais dos recursos

provenientes da operação, exceto no caso de operações por antecipação de

receita.

III

observância dos limites e condições fixados pelo Senado Federal.

IV

autorização específica do Senado Federal, quando se tratar de operação

de

crédito externo.

V atendimento da regra de ouro (inciso III do art. 167 da CF/1988).

VI observância das demais restrições estabelecidas na LRF.

Vale ressaltar que os contratos de operação de crédito externo não conterão cláusula que importe na compensação automática de débitos e créditos.

A instituição financeira que contratar operação de crédito com ente da

Federação, exceto quando relativa à dívida mobiliária ou à externa, deverá exigir comprovação de que a operação atenda às condições e limites estabelecidos.

A operação realizada com infração do disposto na LRF será considerada nula,

procedendo-se ao seu cancelamento, mediante a devolução do principal, vedados o pagamento de juros e demais encargos financeiros. Se a devolução não for efetuada no exercício de ingresso dos recursos, será consignada reserva específica na lei orçamentária para o exercício seguinte.

Enquanto não efetuado o cancelamento, a amortização, ou constituída a reserva, aplicam-se as sanções previstas nos incisos do § 3º do art. 23 (as mesmas para despesas com pessoal). Também se constituirá reserva, no montante equivalente ao excesso, se não atendido o disposto na LRF sobre a regra de ouro.

Relembro que a CF/1988 veda a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por antecipação de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento

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de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.

3.2.

Orçamentária

Das

Operações

de

Crédito

por

Antecipação

de

Receita

Um tipo destacado de operação de crédito é o que ocorre por antecipação de receita orçamentária (ARO). Em geral, o primeiro contato com o termo acontece quando se estuda o princípio orçamentário da exclusividade, previsto na CF/1988, pois ele determina que a lei orçamentária não poderá conter matéria estranha à previsão das receitas e à fixação das despesas. Exceção se dá para as autorizações de créditos suplementares e operações de crédito, inclusive por ARO.

De acordo com o art. 7º da Lei 4.320/1964:

“Art. 7º A Lei de Orçamento poderá conter autorização ao Executivo para:

II Realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações de crédito por antecipação da receita, para atender a insuficiências de caixa.”

De acordo apenas com a Lei 4.320/1964, a LOA poderá conter autorização ao Executivo para realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações de crédito por antecipação da receita, para atender a insuficiências de caixa. No entanto, esse dispositivo foi parcialmente prejudicado e deve ter sua leitura combinada com a LRF, por ser esta mais restritiva.

 
 

Segundo o art. 38 da LRF, a operação de crédito por antecipação de receita destina-

se

a atender insuficiência de caixa durante o exercício financeiro e cumprirá as

exigências para as operações de crédito (tópico anterior) e as seguintes:

I realizar-se-á somente a partir do décimo dia do início do exercício.

II deverá ser liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o dia 10 de dezembro de cada ano.

III

não será autorizada se forem cobrados outros encargos que não a taxa de

juros da operação, obrigatoriamente prefixada ou indexada à taxa básica financeira,

ou

à que vier a esta substituir.

IV

estará proibida enquanto existir operação anterior da mesma natureza não

integralmente resgatada, bem como no último ano de mandato do Presidente, Governador ou Prefeito Municipal.

As operações de crédito por antecipação de receita orçamentária compõem a dívida flutuante; logo, não compõem a dívida fundada do ente, tampouco entram nos limites ao endividamento público. As operações de crédito por ARO também não serão computadas para efeito do que dispõe a regra de ouro,

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desde que liquidadas com juros e outros encargos incidentes, até o dia 10 de dezembro de cada ano.

As AROs realizadas por estados ou municípios serão efetuadas mediante abertura de crédito junto à instituição financeira vencedora em processo competitivo eletrônico promovido pelo Banco Central do Brasil, o qual manterá um sistema de acompanhamento e controle do saldo do crédito aberto e, no caso de inobservância dos limites, aplicará as sanções cabíveis à instituição credora.

aplicará as sanções cabíveis à instituição credora. 21) (CESPE – Administrador – Ministério da

21) (CESPE Administrador Ministério da Integração - 2013) Considere que determinado município contrate empréstimo com instituição financeira que consista na antecipação de parte de seus tributos para pagamento da folha de salários de seus funcionários. Nessa situação, deve-se considerar essa operação dívida flutuante.

As operações de crédito por antecipação de receita orçamentária compõem a dívida flutuante. Resposta: Certa

22) (CESPE Analista - Planejamento e Orçamento - MPU 2013) A LRF proíbe que, nos dois últimos anos do mandato, governadores e prefeitos antecipem receitas tributárias por meio de empréstimos de curto prazo, concedam aumento de salários e contratem novos servidores públicos.

Questão que mistura Dívida Pública e Despesas com Pessoal (outro tema da LRF).

A operação de crédito por antecipação de receita orçamentária estará proibida no último ano de mandato do Presidente, Governador ou Prefeito Municipal.

No que tange ao tema “Despesas com Pessoal”, é nulo de pleno direito o ato de que resulte aumento da despesa com pessoal expedido nos 180 dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Poder ou órgão (art. 21, parágrafo único, da LRF). Seria o caso da concessão de aumento de salários e da contratação de novos servidores públicos.

A questão está incorreta porque em ambos os casos afirma que a proibição abrange os últimos dois anos do mandato. Resposta: Errada

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23) (CESPE Analista Judiciário Contabilidade - TRE/RJ 2012) Caso, em 2012, os municípios realizem operações de crédito por antecipação de receita orçamentária, essas operações deverão ser incluídas em suas respectivas leis orçamentárias, em obediência ao princípio da universalidade.

As operações de crédito por antecipação de receita orçamentária destinam-se a insuficiência de caixa e são receitas extraorçamentárias. Resposta: Errada

24) (CESPE - Advogado AGU 2012) Em determinadas situações previstas em lei, o governo federal poderá conceder empréstimos para pagamento de despesas com pessoal dos estados, do DF e dos municípios.

A CF/1988 veda a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por antecipação de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios (art. 167, X, da CF/1988). Resposta: Errada

25) (CESPE Procurador ALES 2011) A LRF restringiu a realização das operações de crédito por antecipação de receita, antes permitidas a qualquer tempo pela Lei n.º 4.320/1964, para somente após o segundo mês do início do exercício financeiro.

De acordo com o art. 7º da Lei 4.320/1964:

“Art. 7º A Lei de Orçamento poderá conter autorização ao Executivo para:

II Realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações de crédito por antecipação da receita, para atender a insuficiências de caixa.”

De acordo apenas com a Lei 4.320/1964, a LOA poderá conter autorização ao Executivo para realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações de crédito por antecipação da receita, para atender a insuficiências de caixa.

No entanto, esse dispositivo foi parcialmente prejudicado e deve ter sua leitura combinada com a LRF, por ser esta mais restritiva. Uma das regras é que as operações de crédito por antecipação de receita realizar-se-ão somente a partir do décimo dia do início do exercício. Logo, não são permitidas apenas após o segundo mês do início do exercício financeiro, como afirma o item.

Resposta: Errada

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26) (CESPE - Analista de Economia - MPU - 2010) Acerca da elaboração

e do controle dos orçamentos e balanços da União, dos estados, dos

municípios e do Distrito Federal, julgue o item.

A lei de orçamento pode conter autorização ao Poder Executivo para

que este realize, em qualquer mês do exercício financeiro, operações de crédito por antecipação da receita, para atender insuficiências de

caixa.

A questão pede a resposta apenas de acordo com a elaboração e o controle

dos orçamentos e balanços da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal, ou seja, de acordo com a Lei 4320/1964. De acordo apenas com a Lei

para

elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal, a LOA poderá conter autorização ao Executivo para realizar em qualquer mês do exercício financeiro, operações de crédito por antecipação da receita, para atender a insuficiências de caixa.

4.320/1964,

a

qual

estatui

Normas

Gerais

de

Direito

Financeiro

Relembro que esse dispositivo foi parcialmente prejudicado e deve ter sua leitura combinada com a LRF, por ser esta mais restritiva. Resposta: Certa

27) (CESPE Analista Judiciário Administrativa TRE/MT 2010) Uma operação de crédito por antecipação de receita somente pode ser feita nos últimos quatro meses do exercício financeiro.

Uma operação de crédito por antecipação de receita somente pode ser feita a partir do décimo dia do início do exercício, desde que cumpra as demais exigências legais.

Resposta: Errada

28) (CESPE Analista Administração - EMBASA - 2010) É permitida a contratação da antecipação de receita orçamentária, desde que não ocorra no último ano de mandato.

É vedada a contratação da antecipação de receita orçamentária no último ano de mandato do Presidente, Governador ou Prefeito Municipal. Logo, é permitida nos demais anos, desde que obedeça às demais regrais legais. Resposta: Certa

29) (CESPE Economista - DPU - 2010) Conforme a LRF, no último ano de mandato, é permitido aos prefeitos firmar, pela prefeitura, operação de crédito por antecipação de receita, em meados de janeiro desse ano, desde que a liquide até o último dia de novembro do mesmo ano.

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De acordo com a LRF, a operação de crédito por antecipação de receita estará proibida no último ano de mandato do Presidente, Governador ou Prefeito Municipal. Resposta: Errada

30) (CESPE Analista Técnico-Administrativo MDIC 2014) As dívidas realizadas para atender a insuficiências de caixa ou de tesouraria constituem dívida flutuante.

As operações de crédito por antecipação de receita (débitos de tesouraria), destinadas à insuficiência de caixa, compõem a dívida flutuante. Resposta: Certa

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Concurseiros Unidos MAIOR RATEIO de MATERIAIS 4. VEDAÇÕES AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ Técnico de

4. VEDAÇÕES

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Vamos falar das vedações previstas na LRF. Segundo o art. 34 da LRF, o Banco Central do Brasil não emitirá títulos da dívida pública a partir de dois anos após a publicação da LRF, o que significa que tal determinação já está produzindo efeitos há vários anos.

O art. 35 da LRF veda a realização de operações de crédito entre entes da Federação, sob qualquer forma, seja diretamente ou por intermédio de fundo, autarquia, fundação ou empresa estatal dependente, ainda que sob a forma de novação, refinanciamento ou postergação de dívida contraída anteriormente. Essa vedação não impede estados e municípios de comprar títulos da dívida da União como aplicação de suas disponibilidades.

No entanto, excetuam-se da vedação citada as operações entre instituição financeira estatal e outro ente da Federação, inclusive suas entidades da Administração indireta, que não se destinem a financiar, direta ou indiretamente, despesas correntes; e que não se destinem a refinanciar dívidas não contraídas junto à própria instituição concedente. Ou seja, são permitidas para refinanciar dívidas contraídas junto à instituição concedente.

De acordo com Nascimento e Debus (2002), ao discorrerem sobre a vedação à realização de operações de crédito entre entes da Federação prevista na LRF, “tende a encerrar-se um longo capítulo em que a União seguidamente refinanciou dívidas de Estados e Municípios, assumiu dívidas de Estados recém-criados, bem como de órgãos que foram extintos, sendo esse procedimento responsável, em boa parte, pelo crescimento vertiginoso do estoque da dívida do Governo Central. Para lembrar, somente em 1996/97 a União refinanciou, com juros subsidiados, dívidas de Estados no montante de R$ 103,0 bilhões e, nas vésperas da sanção da LRF, a Prefeitura do município de São Paulo teve a sua dívida renegociada em mais de R$ 10,0 bilhões, com prazo de 30 anos.”

Segundo o art. 36, é proibida a operação de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na qualidade de beneficiário do empréstimo. Essa vedação não proíbe instituição financeira controlada de adquirir, no mercado, títulos da dívida pública para atender investimento de seus clientes, ou títulos da dívida de emissão da União para aplicação de recursos próprios. Também segundo Nascimento e Debus, “dessa forma, estão vedadas as operações envolvendo os bancos estaduais e os respectivos governos, onde proliferaram, durante muito tempo, práticas escusas, que a norma busca abolir definitivamente”.

Ainda, de acordo com o art. 37, I a IV, da LRF:

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“Art. 37. Equiparam-se a operações de crédito e estão vedados : I – captação de

“Art. 37. Equiparam-se a operações de crédito e estão vedados:

I captação de recursos a título de antecipação de receita de tributo ou contribuição cujo fato gerador ainda não tenha ocorrido, sem prejuízo do disposto no § 7º do art. 150 da Constituição; II recebimento antecipado de valores de empresa em que o Poder Público detenha, direta ou indiretamente, a maioria do capital social com direito a voto, salvo lucros e dividendos, na forma da legislação; III assunção direta de compromisso, confissão de dívida ou operação assemelhada, com fornecedor de bens, mercadorias ou serviços, mediante emissão, aceite ou aval de título de crédito, não se aplicando esta vedação a empresas estatais dependentes; IV assunção de obrigação, sem autorização orçamentária, com fornecedores para pagamento a posteriori de bens e serviços.”

Note que o art. 37 equipara diversos mecanismos a operações de crédito e também os proíbe, a fim de evitar que sejam utilizados para burlar as vedações.

O inciso I veda antecipações de receitas antes da ocorrência do fato gerador do

tributo ou contribuição. Ainda, faz referência ao § 7 o do art. 150 da CF/1988, o qual dispõe que a lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição, cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente, assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga, caso não se realize o fato gerador presumido.

O inciso II veda antecipações de receitas das empresas estatais, excetuando,

na forma da legislação, os lucros e dividendos.

Já os incisos III e IV vedam a assunção de compromissos de quaisquer formas com fornecedores, excetuando as empresas estatais dependentes; e de obrigação sem autorização orçamentária, ainda que para pagamento posterior.

orçamentária, ainda que para pagamento posterior. 31) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo –

31) (CESPE Analista Técnico-Administrativo Ministério da Integração - 2013) Uma instituição financeira estatal não pode obter empréstimos junto ao ente da Federação que a controla, mas poderá adquirir no mercado títulos da dívida pública para atender às necessidades de investimentos de seus clientes.

Segundo o art. 36 da LRF, é proibida a operação de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na qualidade de beneficiário do empréstimo. Essa vedação não proíbe instituição financeira controlada de adquirir, no mercado, títulos da dívida pública para

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atender investimento de seus clientes, ou títulos da dívida de emissão da União para aplicação de recursos próprios. Resposta: Certa

32) (CESPE Especialista FNDE 2012) Proíbe-se aos estados e municípios a compra de títulos de dívida da União como forma de aplicação de suas disponibilidades.

O art. 35 da LRF veda a realização de operações de crédito entre entes da Federação, sob qualquer forma, seja diretamente ou por intermédio de fundo, autarquia, fundação ou empresa estatal dependente, ainda que sob a forma de novação, refinanciamento ou postergação de dívida contraída anteriormente. Entretanto, essa vedação não impede estados e municípios de comprar títulos da dívida da União como aplicação de suas disponibilidades. Resposta: Errada

33) (CESPE Procurador ALES 2011) A LRF veda a aquisição por instituição financeira estatal de títulos da dívida pública emitidos por seu ente público controlador.

Segundo o art. 36 da LRF, é proibida a operação de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na qualidade de beneficiário do empréstimo. Essa vedação não proíbe instituição financeira controlada de adquirir, no mercado, títulos da dívida pública para atender investimento de seus clientes, ou títulos da dívida de emissão da União para aplicação de recursos próprios. Resposta: Errada

34) (CESPE - Analista Administrativo - MPU - 2010) À instituição financeira controlada pela União é permitida a aquisição de títulos da dívida pública para atender investimentos de seus clientes.

Segundo o art. 36 da LRF, é proibida a operação de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na qualidade de beneficiário do empréstimo. Essa vedação não proíbe, ou seja, permite a instituição financeira controlada de adquirir, no mercado, títulos da dívida pública para atender investimento de seus clientes, ou títulos da dívida de emissão da União para aplicação de recursos próprios. Resposta: Certa

35) (CESPE - Procurador - PGE/PE - 2009) Não se admite a realização de operações de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na qualidade de beneficiário do empréstimo, mesmo nos casos de aquisição de títulos da dívida pública para atender a investimento de seus clientes.

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Segundo o art. 36 da LRF, é proibida a operação de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na qualidade de beneficiário do empréstimo. Essa vedação não proíbe instituição financeira controlada de adquirir, no mercado, títulos da dívida pública para atender investimento de seus clientes, ou títulos da dívida de emissão da União para aplicação de recursos próprios. Resposta: Errada

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Concurseiros Unidos MAIOR RATEIO de MATERIAIS 5. BANCO CENTRAL DO BRASIL 5.1. BACEN e suas Operações

5. BANCO CENTRAL DO BRASIL

5.1. BACEN e suas Operações na LRF

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O Banco Central do Brasil (BACEN), criado pela Lei 4.595, de 31 de dezembro

de 1964, é uma autarquia federal, vinculada ao Ministério da Fazenda, que tem por missão assegurar a estabilidade do poder de compra da moeda e um sistema financeiro sólido e eficiente. Não se confunde com o Banco do Brasil S.A. (BB), que é uma instituição financeira constituída na forma de sociedade de

economia mista.

Quanto às operações com o Banco Central do Brasil, a LRF dispõe que nas suas relações com ente da Federação, o BACEN está sujeito às vedações do art. 35 (estudamos no tópico sobre vedações) e às seguintes:

Emissão de títulos da dívida pública.

Compra de título da dívida, na data de sua colocação no mercado. Só poderá comprar diretamente títulos emitidos pela União para refinanciar a dívida mobiliária federal que estiver vencendo na sua carteira. Ainda, tal operação deverá ser realizada à taxa média e condições alcançadas no dia, em leilão público.

Permuta, ainda que temporária, por intermédio de instituição financeira ou não, de título da dívida de ente da Federação por título da dívida pública federal, bem como a operação de compra e venda, a termo, daquele título, cujo efeito final seja semelhante à permuta. Não se aplica ao estoque de Letras do Banco Central do Brasil, Série Especial, existente na carteira das instituições financeiras, que pode ser refinanciado mediante novas operações de venda a termo.

Concessão de garantia.

É vedado ao Tesouro Nacional adquirir títulos da dívida pública federal

existentes na carteira do Banco Central do Brasil, ainda que com cláusula de

reversão, salvo para reduzir a dívida mobiliária.

O Tribunal de Contas da União acompanhará o cumprimento de tal vedação e

da determinação que o BACEN só poderá comprar diretamente títulos emitidos pela União para refinanciar a dívida mobiliária federal que estiver vencendo na sua carteira, bem como que a operação deverá ser realizada à taxa média e condições alcançadas no dia, em leilão público.

5.2. Outras Considerações sobre o BACEN

A competência da União para emitir moeda será exercida exclusivamente pelo

banco central.

É vedado ao banco central conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição

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financeira. No entanto, o BACEN poderá comprar e vender títulos de emissão

do Tesouro Nacional, com o objetivo de regular a oferta de moeda ou a taxa de

juros.

Integrarão as despesas da União, e serão incluídas na LOA, as despesas do Banco Central do Brasil relativas a pessoal e encargos sociais, custeio administrativo, inclusive os destinados a benefícios e assistência aos servidores, e a investimentos.

O resultado do Banco Central do Brasil, apurado após a constituição ou

reversão de reservas, constitui receita do Tesouro Nacional, e será transferido até o décimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços semestrais. O resultado negativo constituirá obrigação do Tesouro para com o Banco Central do Brasil e será consignado em dotação específica no orçamento. Assim, o Tesouro Nacional é beneficiário dos resultados positivos do BACEN, apurados após a constituição ou a reversão de reservas, bem como é devedor de eventuais resultados negativos da mesma instituição.

O impacto e o custo fiscal das operações realizadas pelo Banco Central do

Brasil serão demonstrados trimestralmente, nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias da União. Os balanços trimestrais do BACEN conterão notas explicativas sobre os custos da remuneração das disponibilidades do Tesouro Nacional e da manutenção das reservas cambiais e a rentabilidade de sua carteira de títulos, destacando os de emissão da União.

carteira de títulos, destacando os de emissão da União. 36) (CESPE - Oficial Técnico de Inteligência

36) (CESPE - Oficial Técnico de Inteligência - Administração - ABIN - 2010) O resultado positivo do Banco Central, apurado após a constituição ou reversão de reservas, constitui receita do Tesouro Nacional; o resultado negativo, obrigação do Tesouro para com o Banco Central, devendo ser consignado em dotação específica no orçamento.

O resultado do Banco Central do Brasil, apurado após a constituição ou

reversão de reservas, constitui receita do Tesouro Nacional, e será transferido até o décimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços semestrais. O

resultado negativo constituirá obrigação do Tesouro para com o Banco Central

do Brasil e será consignado em dotação específica no orçamento.

Resposta: Certa

37) (CESPE - TFCE - TCU - 2009) Veda-se ao Banco Central conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição financeira.

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É vedado ao banco central conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição financeira. Resposta: Certa

38) (CESPE Analista Administração - FINEP - 2009) Integram as despesas da União e são incluídas na lei orçamentária as despesas do Banco Central do Brasil relativas a pessoal e encargos sociais e custeio administrativo, excluídas as destinadas a benefícios e assistência aos servidores.

Integrarão as despesas da União, e serão incluídas na LOA, as despesas do Banco Central do Brasil relativas a pessoal e encargos sociais, custeio administrativo, inclusive os destinados a benefícios e assistência aos servidores, e a investimentos. Resposta: Errada

39) (CESPE Analista Finanças e Contabilidade - FINEP - 2009) O Tesouro Nacional é beneficiário dos resultados positivos do BACEN, apurados após a constituição ou a reversão de reservas, assim como devedor de eventuais resultados negativos da mesma instituição.

O resultado do Banco Central do Brasil, apurado após a constituição ou

reversão de reservas, constitui receita do Tesouro Nacional, e será transferido

até o décimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços semestrais. O resultado negativo constituirá obrigação do Tesouro para com o Banco Central

do Brasil e será consignado em dotação específica no orçamento.

Resposta: Certa

40) (CESPE Analista Técnico-Administrativo - SUFRAMA 2014) Se o Banco Central do Brasil apresentar resultado negativo em determinado semestre, o Tesouro Nacional ficará responsável pela cobertura do prejuízo, utilizando para tanto dotação específica no orçamento.

O resultado do Banco Central do Brasil, apurado após a constituição ou

reversão de reservas, constitui receita do Tesouro Nacional, e será transferido

até o décimo dia útil subsequente à aprovação dos balanços semestrais. O resultado negativo constituirá obrigação do Tesouro para com o Banco Central

do Brasil e será consignado em dotação específica no orçamento.

Resposta: Certa

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Concurseiros Unidos MAIOR RATEIO de MATERIAIS 6. GARANTIA E CONTRAGARANTIA AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ

6. GARANTIA E CONTRAGARANTIA

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A concessão de garantia corresponde a compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada.

Consoante o art. 40 da LRF, os entes poderão conceder garantia em operações de crédito internas ou externas, observados o disposto neste artigo, as normas do art. 32 (são as normas sobre operações de crédito previstas na LRF) e, no caso da União, também os limites e as condições estabelecidos pelo Senado Federal.

limites e as condições estabelecidos pelo Senado Federal. O § 1º do art. 40 determina que

O § 1º do art. 40 determina que a garantia estará condicionada ao oferecimento de contragarantia, em valor igual ou superior ao da garantia a ser concedida, e à adimplência da entidade que a pleitear relativamente a suas obrigações junto ao garantidor e às entidades por este controladas, observado o seguinte:

_ Não será exigida contragarantia de órgãos e entidades do próprio ente. _ A contragarantia exigida pela União a estado ou município, ou pelos estados aos municípios, poderá consistir na vinculação de receitas tributárias diretamente arrecadadas e provenientes de transferências constitucionais, com outorga de poderes ao garantidor para retê-las e empregar o respectivo valor na liquidação da dívida vencida.

No caso de operação de crédito junto a organismo financeiro internacional, ou

a instituição federal de crédito e fomento para o repasse de recursos externos,

a União só prestará garantia a ente que atenda, além do disposto no § 1º, as exigências legais para o recebimento de transferências voluntárias. Ainda, é nula a garantia concedida acima dos limites fixados pelo Senado Federal.

Quando honrarem dívida de outro ente, em razão de garantia prestada, a União e os estados poderão condicionar as transferências constitucionais ao ressarcimento daquele pagamento. O ente da Federação cuja dívida tiver sido honrada pela União ou por estado, em decorrência de garantia prestada em operação de crédito, terá suspenso o acesso a novos créditos ou financiamentos até a total liquidação da mencionada dívida.

É vedado às entidades da Administração indireta, inclusive suas empresas

controladas e subsidiárias, conceder garantia, ainda que com recursos de fundos. Tal vedação não se aplica à concessão de garantia por:

I empresa controlada a subsidiária ou controlada sua, nem à prestação de

contragarantia nas mesmas condições;

II instituição financeira a empresa nacional, nos termos da lei.

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Excetua-se das regras dispostas na LRF a garantia prestada por instituições financeiras estatais, que se submeterão às normas aplicáveis às instituições financeiras privadas, de acordo com a legislação pertinente; bem como a prestada pela União, na forma de lei federal, a empresas de natureza financeira por ela controladas, direta e indiretamente, quanto às operações de seguro de crédito à exportação.

às operações de seguro de crédito à exportação. 41) (CESPE - Advogado – AGU – 2012)

41) (CESPE - Advogado AGU 2012) Tratando-se de empréstimo a estado ou município, a União poderá conceder garantia, mediante o oferecimento de contragarantia consistente na vinculação de receitas tributárias diretamente arrecadadas e provenientes de transferências constitucionais.

De acordo com o art. 40, II, da LRF, a contragarantia exigida pela União a Estado ou Município, ou pelos Estados aos Municípios, poderá consistir na vinculação de receitas tributárias diretamente arrecadadas e provenientes de transferências constitucionais, com outorga de poderes ao garantidor para retê-las e empregar o respectivo valor na liquidação da dívida vencida. Resposta: Certa

(CESPE Analista Judiciário Administrativo STM - 2011) Com relação ao disposto na Lei de Responsabilidade Fiscal acerca das garantias e contragarantias em operações de crédito internas e externas, julgue os itens a seguir. 42) O ente da Federação que tiver a sua dívida honrada pela União em decorrência de garantia prestada em operação de crédito não terá acesso a novos créditos ou financiamentos até que a respectiva dívida seja totalmente liquidada.

Quando honrarem dívida de outro ente, em razão de garantia prestada, a União e os Estados poderão condicionar as transferências constitucionais ao ressarcimento daquele pagamento. O ente da Federação cuja dívida tiver sido honrada pela União ou por Estado, em decorrência de garantia prestada em operação de crédito, terá suspenso o acesso a novos créditos ou financiamentos até a total liquidação da mencionada dívida. Resposta: Certa

43) É vedado às entidades da administração indireta e suas respectivas empresas controladas e subsidiárias conceder garantia com recursos de seus próprios fundos.

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A LRF veda às entidades da administração indireta, inclusive suas empresas

controladas e subsidiárias, conceder garantia, ainda que com recursos de

fundos. Resposta: Certa

44) (CESPE - Analista de Economia - MPU - 2010) A operação de crédito consiste no compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada.

A concessão de garantia corresponde a compromisso de adimplência de

obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada. Resposta: Errada

45) (CESPE - Analista Administrativo - MPU - 2010) A vinculação de receitas tributárias diretamente arrecadadas por um estado pode ser legalmente oferecida como contragarantia à União.

De acordo com o art. 40, II, da LRF, a contragarantia exigida pela União a Estado ou Município, ou pelos Estados aos Municípios, poderá consistir na vinculação de receitas tributárias diretamente arrecadadas e provenientes de transferências constitucionais, com outorga de poderes ao garantidor para retê-las e empregar o respectivo valor na liquidação da dívida vencida. Resposta: Certa

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Concurseiros Unidos MAIOR RATEIO de MATERIAIS 7. REGRA DE OURO AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ

7. REGRA DE OURO

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A legislação atual atribui uma série de restrições para a aplicação de

determinadas origens da receita de capital em despesas correntes. A CF/1988, em seu art. 167, III, estabelece:

“Art. 167. São vedados:

III a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta.”

Essa norma, conhecida como “regra de ouro”, objetiva dificultar a contratação de empréstimos para financiar gastos correntes, evitando que o ente público tome emprestado de terceiros para pagar despesas de pessoal, juros ou custeio.

De acordo com esta regra, cada unidade governamental deve manter o seu endividamento vinculado à realização de investimentos e não à manutenção da

máquina administrativa e demais serviços. Não deve haver endividamento público para fins não relevantes. É necessário haver critério para a realização

de operações de créditos.

No que se tange às receitas, não são todas as receitas de capital que entram

No que se tange às receitas, não são todas as receitas de capital que entram na apuração da regra de ouro, são apenas as operações de crédito. Por outro lado, no que tange às despesas, são todas as despesas de

Regra de Ouro

capital: “(

)

realização de operações de créditos que

excedam o montante das despesas de capital (

Vale destacar que segundo o § 2º do art. 12 da LRF:

“§ 2º O montante previsto para as receitas de operações de crédito não poderá ser superior ao das despesas de capital constantes do projeto de lei orçamentária.”

Repare que tal parágrafo da LRF descarta as exceções constitucionais. Por isso, foi proposta uma Ação Direta de Inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal, o qual suspendeu liminarmente a eficácia deste dispositivo. Porém, a regra de ouro e suas exceções continuam em pleno vigor devido ao dispositivo constitucional.

A LRF também traz os critérios para a apuração das operações de crédito e das despesas de capital para efeito da regra de ouro. Segundo o § 3º do art. 32, considerar-se-á, em cada exercício financeiro, o total dos recursos de operações

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de crédito nele ingressados e o das despesas de capital executadas, observado

o seguinte:

I não serão computadas nas despesas de capital as realizadas sob a forma

de empréstimo ou financiamento a contribuinte, com o intuito de promover incentivo fiscal, tendo por base tributo de competência do ente da Federação, se resultar a diminuição, direta ou indireta, do ônus deste.

II se o empréstimo ou financiamento a que se refere o inciso I for concedido

por instituição financeira controlada pelo ente da Federação, o valor da operação será deduzido das despesas de capital.

O art. 6º da Resolução do Senado Federal 43/2001 trata do cumprimento do

limite da regra de ouro, o qual deverá ser comprovado mediante apuração das

operações de crédito e das despesas de capital conforme os critérios definidos na LRF e citados acima. Acrescenta também que se verificarão, separadamente, o exercício anterior e o exercício corrente, tomando-se por

base:

I no exercício anterior, as receitas de operações de crédito nele realizadas e as despesas de capital nele executadas.

II no exercício corrente, as receitas de operação de crédito e as despesas de

capital constantes da lei orçamentária.

Ainda, ressalta que se entende por operação de crédito realizada em um exercício o montante de liberação contratualmente previsto para o mesmo exercício. Nas operações de crédito com liberação prevista para mais de um exercício financeiro, o limite computado a cada ano levará em consideração apenas a parcela a ser nele liberada.

Vale ressaltar que, consoante a LRF, as operações de crédito por antecipação de receita não serão computadas para efeito da regra de ouro, desde que liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o dia 10 de dezembro.

Como se observa, a Legislação procura restringir a aplicação de receitas de capital no financiamento de despesas correntes. No entanto, o gestor público ainda encontra espaço para custear seus gastos correntes utilizando receitas de operações de crédito, desde que o total não ultrapasse as despesas de capital ou sejam autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais, com finalidade específica e aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta.

e aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta. 46) (CESPE – Analista Administrativo - IBAMA –

46) (CESPE Analista Administrativo - IBAMA 2013) Considere que o montante total dos empréstimos realizados por determinado município tenha sido igual às despesas de capital fixadas no

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orçamento municipal para o exercício financeiro em execução. Nessa situação, caso o município precise realizar mais uma operação de crédito, sem alterar o total das despesas de capital, somente poderá fazê-la se for aprovado pela câmara de vereadores, por maioria absoluta, um crédito suplementar ou especial com finalidade precisa.

Segundo a “regra de ouro”, é vedada a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta (art. 167, III, da

CF/1988).

Assim, caso o município precise realizar mais uma operação de crédito, sem alterar o total das despesas de capital, somente poderá fazê-la se for aprovado pela câmara de vereadores (Poder Legislativo municipal), por maioria absoluta, um crédito suplementar ou especial com finalidade precisa.

Resposta: Certa

47) (CESPE Auditor Substituto de Conselheiro TCE/ES 2012) É conhecida como regra de ouro a vedação, prevista na CF, à realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares, ou especiais, com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo, por maioria absoluta.

Segundo a “regra de ouro”, é vedada a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta (art. 167, III, da

CF/1988).

Resposta: Certa

48) (CESPE Procurador ALES 2011) A regra de ouro presente na CF e nas constituições estaduais prescreve que as operações de crédito não poderão exceder as despesas com investimentos realizadas no exercício financeiro, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta.

Segundo a “regra de ouro”, é vedada a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta (art. 167, III, da CF/1988).

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No

que se refere às receitas, não são todas as receitas de capital que entram

na

apuração da regra de ouro, são apenas as operações de crédito. Por outro

lado, no que tange às despesas, são todas as despesas de capital: “( ) realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital (

O erro da questão foi considerar apenas os investimentos e não todas as despesas de capital. Resposta: Errada

49) (CESPE Analista Judiciário Administração STM - 2011) Mesmo que, em determinado exercício financeiro, as despesas de capital fixadas no orçamento sejam integralmente financiadas com recursos de operações de crédito, novos empréstimos poderão ser realizados, desde que autorizados por maioria absoluta do respectivo Poder Legislativo.

A Legislação procura restringir a aplicação de receitas de capital no

financiamento de despesas correntes. No entanto, o gestor público ainda encontra espaço para custear seus gastos correntes utilizando receitas de operações de crédito, desde que o total não ultrapasse as despesas de capital ou sejam autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais, com finalidade específica e aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta. Resposta: Certa

50) (CESPE Agente Administrativo - MTE 2014) A Constituição Federal de 1988 (CF) permite a realização de operação de crédito que exceda o montante das despesas de capital, se essa operação for aprovada pelo Poder Legislativo por maioria absoluta.

É vedada a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta (art. 167, III, da CF/1988). Resposta: Certa

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Concurseiros Unidos MAIOR RATEIO de MATERIAIS 8. PRECATÓRIOS AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ Técnico de

8. PRECATÓRIOS

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Os precatórios são pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal,

estaduais, Distrital e municipais, em virtude de sentença judicial. Decorrem de situações em que a Administração não reconhece uma dívida na esfera administrativa e o credor ingressa com uma ação no Poder Judiciário. Em caso

de vitória do credor, haverá um procedimento diferenciado para o pagamento,

já que os bens públicos são impenhoráveis. A Emenda Constitucional 62, de 9

de

dezembro de 2009, alterou o dispositivo constitucional dos precatórios.

O

atual art. 100 da CF/1988 determina que os pagamentos far-se-ão

exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à

conta dos créditos respectivos, proibida a designação de casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim. São preferências à ordem cronológica:

O § 2º dispõe que os débitos de natureza alimentícia cujos titulares tenham 60 anos de idade ou mais 1 , ou sejam portadores de doença grave, definidos na forma da lei, serão pagos com preferência sobre todos os demais débitos, até o valor equivalente ao triplo do fixado em lei para os fins do disposto no § 3º (obrigações definidas em lei como de pequeno valor), admitido o fracionamento para essa finalidade, sendo que o restante será pago na ordem cronológica de apresentação do precatório.

Os débitos de natureza alimentícia serão pagos com preferência sobre todos os demais débitos, excetuados os citados acima. Poderão ser fixados, por leis próprias, valores distintos às entidades de direito público, segundo as diferentes capacidades econômicas, sendo o mínimo igual ao valor do maior benefício do regime geral de previdência social.

Exceção: o § 3º dispõe que a expedição de precatórios não se aplica aos pagamentos de obrigações definidas em leis como de pequeno valor que as Fazendas referidas devam fazer em virtude de sentença judicial transitada em julgado.

Os débitos de natureza alimentícia compreendem aqueles decorrentes de salários, vencimentos, proventos, pensões e suas complementações, benefícios previdenciários e indenizações por morte ou por invalidez, fundadas em responsabilidade civil, em virtude de sentença judicial transitada em julgado.

Os pagamentos devidos pela Fazenda Pública, em virtude de sentença judiciária, far-se-ão na ordem de apresentação dos precatórios e à conta dos

1 O § 2º dispõe: “os débitos de natureza alimentícia cujos titulares tenham 60 (sessenta) anos

de idade ou mais na data de expedição do precatório” (

inconstitucionalidade da expressão ‘na data da expedição do precatório’. Entendeu-se haver transgressão ao princípio da igualdade, porquanto a preferência deveria ser estendida a todos

credores que completassem sessenta anos de idade na pendência de pagamento de precatório de natureza alimentícia.

).

Entretanto, o STF declarou a

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créditos respectivos, sendo proibida a designação de casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para esse fim (art. 67 da Lei 4320/1964).

É vedada a expedição de precatórios complementares ou suplementares de valor pago, bem como o fracionamento, repartição ou quebra do valor da execução para fins de enquadramento de parcela do total em obrigações definidas em leis como de pequeno valor.

O credor poderá ceder, total ou parcialmente, seus créditos em precatórios a terceiros, independentemente da concordância do devedor, não se aplicando ao cessionário o disposto nos já citados §§ 2º (preferência para maiores de 60 anos ou com doenças graves) e 3º (obrigações definidas em lei como de pequeno valor). No entanto, a cessão de precatórios somente produzirá efeitos após comunicação, por meio de petição protocolizada, ao tribunal de origem e à entidade devedora.

Relembro que os passivos contingentes podem ser definidos como dívidas cuja existência dependa de fatores imprevisíveis, como os processos judiciais em curso e dívidas em processo de reconhecimento. Assim, os precatórios não se enquadram no conceito de Risco Fiscal por se tratarem de passivos “efetivos” e não de passivos contingentes, pois, conforme estabelecido pelo art. 100, § 5º da Constituição Federal, é obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades de direito público, de verba necessária ao pagamento de seus débitos, oriundos de sentenças transitadas em julgado, constantes de precatórios judiciários apresentados até 1º de julho, fazendo-se o pagamento até o final do exercício seguinte, quando terão seus valores atualizados monetariamente. Com base nesse mesmo dispositivo, os precatórios não se enquadram nos conceitos de “imprevisível e urgente”, alicerces para a abertura de créditos adicionais extraordinários. Logo, o Poder Executivo não poderá abrir credito extraordinário com o objetivo de realizar o pagamento de precatórios.

Incidência de Juros de Mora O STF, por meio da Súmula Vinculante 17, dispõe que
Incidência de Juros de Mora O STF, por meio da Súmula Vinculante 17, dispõe que
Incidência de Juros de Mora O STF, por meio da Súmula Vinculante 17, dispõe que

Incidência de Juros de Mora

O

STF, por meio da Súmula Vinculante 17,

dispõe que durante o período previsto no §

dispõe que durante o período previsto no §

1º do art. 100 da Constituição (atualmente

1º do art. 100 da Constituição (atualmente

é §5°), não incidem juros de mora sobre os precatórios que nele sejam pagos.

é §5°), não incidem juros de mora sobre os precatórios que nele sejam pagos.

As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados diretamente ao Poder Judiciário, cabendo ao Presidente do Tribunal que proferir a decisão exequenda determinar o pagamento integral e autorizar, a requerimento do credor e exclusivamente para os casos de preterimento de seu direito de precedência ou de não alocação orçamentária do valor necessário à satisfação do seu débito, o sequestro da quantia respectiva. O

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Presidente do Tribunal competente que, por ato comissivo ou omissivo,

retardar ou tentar frustrar a liquidação regular de precatórios, incorrerá em crime de responsabilidade e responderá, também, perante o Conselho Nacional

de Justiça.

Atos praticados por Presidentes de Tribunais Na linha da firme jurisprudência do STF, os atos

Atos praticados por Presidentes de Tribunais

Na linha da firme jurisprudência do STF, os atos praticados por Presidentes de Tribunais no tocante ao processamento e pagamento de precatório judicial têm natureza administrativa, não jurisdicional.

no tocante ao processamento e pagamento de precatório judicial têm natureza administrativa , não jurisdicional.

Os atos praticados por Presidentes de Tribunais no tocante ao processamento e

pagamento de precatório judicial têm natureza administrativa, não jurisdicional. A função do Presidente do Tribunal é, no caso, meramente administrativa. Ele não é Juiz da execução. Juiz da execução é aquele que expede o precatório. Pelo nosso sistema, é o Presidente do Tribunal, a cuja disposição estão “as verbas”, quem expede a ordem de pagamento. Encerra-se a execução com a expedição do precatório. Esta é a função executória.

A CF/1988 faculta ao credor, conforme estabelecido em lei da entidade

federativa devedora, a entrega de créditos em precatórios para compra de imóveis públicos do respectivo ente federado.

O art. 100 ainda dispõe que a União poderá assumir, a seu critério exclusivo e na forma de lei, débitos oriundos de precatórios, de estados, do Distrito Federal e de municípios, refinanciando-os diretamente.

Sociedades de Economia Mista e os Precatórios De acordo com o STF, os privilégios da

Sociedades de Economia Mista e os Precatórios

De acordo com o STF, os privilégios da Fazenda Pública são inextensíveis às sociedades de economia mista que executam atividades em

regime de concorrência ou que tenham como objetivo distribuir lucros aos seus acionistas. Portanto, tais empresas não podem se beneficiar do sistema de pagamento por precatório de dívidas decorrentes de decisões judiciais.

O art. 10 da LRF determina que a execução orçamentária e financeira

identifique os beneficiários de pagamento de sentenças judiciais, por meio de

sistema de contabilidade e Administração Financeira, para fins de observância

da ordem cronológica determinada no art. 100 da CF/1988.

Relembro que, de acordo com o art. 30 da LRF, para fins de aplicação dos limites ao endividamento, os precatórios judiciais não pagos durante a execução do orçamento em que houverem sido incluídos integram a dívida consolidada.

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Finalizando, seguem as decisões do STF no que tangem aos §§ 9º, 10 e 15 do art. 100:

§ 9º No momento da expedição dos precatórios, independentemente de regulamentação, deles deverá ser abatido, a título de compensação, valor correspondente aos débitos líquidos e certos, inscritos ou não em dívida ativa e constituídos contra o credor original pela Fazenda Pública devedora, incluídas parcelas vincendas de parcelamentos, ressalvados aqueles cuja execução esteja suspensa em virtude de contestação administrativa ou judicial. (Incluído pela EC 62/2009) § 10. Antes da expedição dos precatórios, o Tribunal solicitará à Fazenda Pública devedora, para resposta em até 30 (trinta) dias, sob pena de perda do direito de abatimento, informação sobre os débitos que preencham as condições estabelecidas no § 9º, para os fins nele previstos. (Incluído pela EC 62/2009).

STF: “O regime de compensação dos débitos da Fazenda Pública inscritos em precatórios, previsto nos § 9º e § 10 do art. 100 da CF, incluídos pela EC 62/2009, embaraça a efetividade da jurisdição (CF, art. 5º, XXXV), desrespeita a coisa julgada material (CF, art. 5º, XXXVI), vulnera a Separação dos Poderes (CF, art. 2º) e ofende a isonomia entre o poder público e o particular (CF, art. 5º, caput), cânone essencial do Estado Democrático de Direito (CF, art. 1º, caput).” (ADI 4.425, rel. p/ o ac. min. Luiz Fux, julgamento em 14-3- 2013, Plenário, DJE de 19-12-2013.)

§ 15. Sem prejuízo do disposto neste artigo, lei complementar a esta Constituição Federal poderá estabelecer regime especial para pagamento de crédito de precatórios de Estados, Distrito Federal e Municípios, dispondo sobre vinculações à receita corrente líquida e forma e prazo de liquidação. (Incluído pela EC 62/2009).

STF: “O regime ‘especial’ de pagamento de precatórios para Estados e Municípios criado pela EC 62/2009, ao veicular nova moratória na quitação dos débitos judiciais da Fazenda Pública e ao impor o contingenciamento de recursos para esse fim, viola a cláusula constitucional do Estado de Direito (CF, art. 1º, caput), o princípio da Separação de Poderes (CF, art. 2º), o postulado da isonomia (CF, art. 5º), a garantia do acesso à justiça e a efetividade da tutela jurisdicional (CF, art. 5º, XXXV), o direito adquirido e à coisa julgada (CF, art. 5º, XXXVI).” (ADI 4.425, rel. p/ o ac. min. Luiz Fux, julgamento em 14-3-2013, Plenário, DJE de 19-12-2013.)

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MAIS QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES

51) (IDECAN - Técnico em Contabilidade Colégio Pedro II - 2014) Nas demonstrações contábeis de órgão da Administração Direta, verificou-se a existência de exigibilidades financeiras com prazo superior a 12 meses, contraídas mediante emissão de títulos para atendimento de desequilíbrio orçamentário. Estas exigibilidades são definidas como

A) dívida ativa.

B) dívida fundada.

C) dívida flutuante.

D) encargos da dívida.

E) antecipação de receitas.

Consoante o art. 98 da Lei 4320/1964, a dívida fundada compreende os compromissos de exigibilidade superior a 12 meses, contraídos para atender o desequilíbrio orçamentário ou financeiro de obras e serviços públicos. Resposta: Letra B

52) (IDECAN - Contador Prefeitura de Vilhena/RO - 2013) O Decreto nº 93.872/86 estabelece, em seu art. 115, que a dívida pública classifica-se em: flutuante ou não consolidada; e, fundada ou consolidada. É correto afirmar que a dívida flutuante

A) depende de autorização orçamentária e de ser apresentada nos

registros contábeis no grupo do passivo não circulante.

B) é contraída por um período superior a 12 meses e compreende os

restos a pagar, serviços da dívida a pagar, depósitos e débitos de tesouraria.

C) corresponde aos compromissos de pagamento de longo prazo, para

atender a desequilíbrio orçamentário ou financeiro de obras e serviços públicos.

D) é contraída por um período inferior a 12 meses e pode ter como

finalidade o financiamento ou custeio de obras ou o equacionamento

de desequilíbrio orçamentário.

E) corresponde aos compromissos de pagamento de curto prazo, para

cobrir necessidades momentâneas de caixa, independentemente de autorização orçamentária.

a) Errada. A dívida flutuante independe de autorização orçamentária.

b) Errada. A dívida flutuante é contraída por um período não superior a 12 meses e compreende os restos a pagar, serviços da dívida a pagar, depósitos e débitos de tesouraria.

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c) Errada. É a dívida consolidada que corresponde aos compromissos de pagamento de longo prazo, para atender a desequilíbrio orçamentário ou financeiro de obras e serviços públicos.

d) Errada.

orçamentário, ou a financiamento de obras e serviços públicos.

É

a

dívida

consolidada

que

visa

atender

a

desequilíbrio

e) Correta. A dívida flutuante ou não consolidada corresponde aos

compromissos de pagamentos, de curto prazo, para cobrir necessidades momentâneas de caixa, independente de autorização orçamentária.

Resposta: Letra E

53) (IDECAN - Analista em Orçamento e Finanças - CNEN -2014) Relacione as colunas adequadamente.

1. Dívida pública consolidada ou fundada.

2. Dívida pública mobiliária.

3. Operação de crédito.

4. Concessão de garantia.

5. Refinanciamento da dívida mobiliária.

( ) Compromisso financeiro assumido em razão de mútuo, abertura de crédito, emissão e aceite de título, aquisição financiada de bens, recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e serviços, arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas, inclusive com o uso de derivativos financeiros. ( ) Compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada. ( ) Montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses. ( ) Dívida pública representada por títulos emitidos pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil, Estados e Municípios. ( ) Emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da atualização monetária.

A sequência está correta em

A) 3, 4, 1, 2, 5.

B) 5, 4, 1, 2, 3.

C) 4, 3, 2, 1, 5.

D) 2, 4, 5, 3, 1.

E) 1, 4, 3, 2, 5.

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(3 - Operação de crédito) Compromisso financeiro assumido em razão de mútuo, abertura de crédito, emissão e aceite de título, aquisição financiada de bens, recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e serviços, arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas, inclusive com o uso de derivativos financeiros. (4 - Concessão de garantia) Compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada. (1 - Dívida pública consolidada ou fundada) Montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses. (2 - Dívida pública mobiliária) Dívida pública representada por títulos emitidos pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil, Estados e Municípios. (5 - Refinanciamento da dívida mobiliária) Emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da atualização monetária.

Logo, a sequência correta é 3, 4, 1, 2, 5. Resposta: Letra A

- 2014)

Administração

antecipação de receita, para atender insuficiência de caixa durante o

operação de crédito por

54) (IDECAN - Técnico em Contabilidade Colégio Pedro II

Pública

pode

realizar

exercício

financeiro.

São

exigências para este tipo de operação,

EXCETO:

A) A liquidação até o dia 10 de dezembro de cada ano.

B) A realização somente a partir do décimo dia do início do exercício.

C) A inclusão dos recursos provenientes da operação em créditos

adicionais.

D) A realização apenas nos três primeiros anos da gestão do ente da

federação.

E) A autorização somente quando os juros forem os indexados à taxa

básica da economia.

A) Correto. A ARO deverá ser liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o dia 10 de dezembro de cada ano.

B) Correta. A ARO realizar-se-á somente a partir do décimo dia do início do

exercício.

C) É a incorreta. Os créditos adicionais são orçamentários, enquanto a ARO é

extraorçamentária, destinada a insuficiência de caixa. Logo, créditos

adicionais e ARO não se misturam.

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D) Correta. A ARO estará proibida enquanto existir operação anterior da mesma natureza não integralmente resgatada, bem como no último ano de mandato do Presidente, Governador ou Prefeito Municipal.

E) Correta. A ARO não será autorizada se forem cobrados outros encargos que não a taxa de juros da operação, obrigatoriamente prefixada ou indexada à taxa básica financeira, ou à que vier a esta substituir.

Resposta: Letra C

55) (IDECAN Técnico de Contabilidade Pref. de São Gonçalo do Rio Abaixo/MG 2010) Um determinado município ultrapassou o limite da despesa de pessoal em R$60.000,00 no mês de abril. Sabendo-se que a Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece um prazo para que o

excesso seja eliminado, indique o valor a ser eliminado até o mês de agosto:

A) R$30.000,00

B) R$40.000,00

C) R$24.000,00

D) R$ 20.000,00

E) R$ 60.000,00

Estamos diante da situação de limite ultrapassado. Nesse caso, o percentual excedente (60 mil) terá de ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes, sendo pelo menos um terço no primeiro, ou seja 20 mil. Resposta: Letra D

56) (FUNRIO Contador - Ministério da Justiça 2009) Quanto à conta denominada serviços da dívida a pagar, de acordo com a Lei Federal n° 4.320, de 17 de março de 1964, é correto afirmar que

A) integra o montante da dívida flutuante.

B) constitui uma obrigação de longo prazo.

C) representa um dispêndio de natureza orçamentária.

D) integra a dívida consolidada interna.

E) seu saldo é evidenciado no balanço financeiro.

De acordo com o art. 92 da Lei 4.320/1964, a dívida flutuante compreende:

Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida.

Os serviços da dívida a pagar.

Os depósitos.

Os débitos de tesouraria (operações de crédito por antecipação de receita). Resposta: Letra A

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57) (FUNRIO - Auditor SUFRAMA 2008) De acordo com a Lei

Federal n° 4.320 de 17 de março de 1964, NÃO pertencem à Dívida Flutuante

A) os depósitos.

B) os serviços da dívida a pagar.

C) os restos a pagar.

D) a dívida ativa.

E) os débitos de tesouraria.

De acordo com o art. 92 da Lei 4.320/1964, a dívida flutuante compreende:

Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida.

Os serviços da dívida a pagar.

Os depósitos.

Os débitos de tesouraria (operações de crédito por antecipação de receita).

Logo, não pertence à dívida flutuante a dívida ativa. Resposta: Letra D

58) (FUNRIO - Técnico em Contabilidade Pref. de Niterói/RJ 2008)

A dívida pública será considerada consolidada ou fundada, se possuir prazo para amortização:

A) Superior a 12 (doze) meses.

B) Inferior a 10 (dez) meses.

C) Inferior a 11(onze) meses.

D) Igual a 12 (doze) meses.

E) Inferior a 12 (doze) meses.

A dívida pública consolidada ou fundada corresponde ao montante total,

apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização

de operações de crédito, para amortização em prazo superior a 12 meses.

Resposta: Letra A

59) (FUNRIO - Auditor SUFRAMA 2008) De acordo com o que

dispõe a Lei de Responsabilidade Fiscal, considera-se Dívida Pública Mobiliária:

A) a Dívida Pública representada por títulos emitidos pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil, Estados e Municípios.

B) o compromisso de adimplência de obrigação financeira ou

contratual assumida por ente da Federação ou entidade a ele

vinculada. C) a emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da atualização monetária.

D) o montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações

financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis,

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contratos

amortização.

E) os valores relativos a Restos a Pagar Não Processados.

ou

convênios,

com

prazo

de

12

(doze)

meses

para

A dívida pública mobiliária é aquela representada por títulos emitidos

pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil, dos estados e dos municípios. É uma especificação da dívida consolidada geral para que ocorra um maior controle. Resposta: Letra A

60) (FUNRIO - Técnico em Contabilidade SUFRAMA 2008) De

a dívida pública

representada por títulos emitidos pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil, Estados e Municípios é definida como

acordo

com

a

Lei

de

Responsabilidade

Fiscal,

A) Dívida Pública Consolidada.

B) Operação de Crédito.

C) Dívida Pública Mobiliária.

D) Alienação de Bens.

E) Concessão de Garantia.

A dívida pública mobiliária é aquela representada por títulos emitidos pela

União, inclusive os do Banco Central do Brasil, dos estados e dos municípios. É

uma especificação da dívida consolidada geral para que ocorra um maior controle. Resposta: Letra C

61) (FUNRIO - Técnico em Contabilidade - Furnas 2009) A dívida pública representada por títulos emitidos pela União e o compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação, são, de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, respectivamente definidos como:

A) Dívida pública mobiliária e concessão de garantia.

B) Concessão de garantia e operação de crédito.

C) Dívida imobiliária e operação de crédito.

D) Concessão de garantia e dívida fundada.

E) Dívida pública mobiliária e dívida ativa.

A dívida pública mobiliária é aquela representada por títulos emitidos pela

União, inclusive os do Banco Central do Brasil, dos estados e dos municípios.

A concessão de garantia corresponde a compromisso de adimplência de

obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação entidade a ele vinculada.

Resposta: Letra A

ou

62) (FUNRIO Contador - SUFRAMA 2008) Se a Dívida Consolidada de um ente da Federação ultrapassar o respectivo limite ao final de um

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quadrimestre, deverá ser a ele reconduzida até o término dos 3 (três) subsequentes, reduzindo no primeiro o excedente em pelo menos:

A) 15 (quinze) por cento

B) 25 (vinte e cinco) por cento

C) 30 (trinta) por cento

D) 35 (trinta e cinco) por cento

E) 40 (quarenta) por cento

Se a dívida consolidada de um ente da Federação ultrapassar o respectivo limite ao final de um quadrimestre, deverá ser a ele reconduzida até o término dos três subsequentes, reduzindo o excedente em pelo menos 25% (vinte e cinco por cento) no primeiro (art. 31, caput, da LRF). Resposta: Letra B

63) (FUNRIO Contador - SUFRAMA 2008) A operação de crédito por antecipação de receita orçamentária se destina a atender insuficiência de caixa durante o exercício financeiro e deverá ser liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o dia:

A) 20 (vinte) de novembro de cada ano

B) 30 (trinta) de novembro de cada ano

C) 10 (dez) de dezembro de cada ano

D) 15 (quinze) de dezembro de cada ano

E) 20 (vinte) de dezembro de cada ano

A operação de crédito por antecipação de receita deverá ser liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o dia dez de dezembro de cada ano. Resposta: Letra C

64) (FUNRIO Contador - FUNAI 2008) A operação de crédito por antecipação da receita orçamentária destina-se a atender insuficiência de caixa durante o exercício financeiro, sendo correto afirmar que:

a) deverá ser liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o

dia 31 de dezembro de cada ano.

b) estará proibida nos dois primeiros anos de mandato do Presidente,

Governador ou Prefeito Municipal.

c) realizar-se-á somente a partir do quinto dia do início do exercício

financeiro.

d) somente será autorizada se forem cobrados outros encargos que

não a taxa de juros da operação. e) estará proibida enquanto existir operação anterior da mesma

natureza não integralmente resgatada.

a) Errada. A operação de crédito por ARO deverá ser liquidada, com juros e outros encargos incidentes, até o dia 10 de dezembro de cada ano.

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b) Errada. A operação de crédito por ARO estará proibida no último ano de

mandato do Presidente, Governador ou Prefeito Municipal.

c) Errada. A operação de crédito por ARO realizar-se-á somente a partir do

décimo dia do início do exercício financeiro.

d) Errada. A operação de crédito por ARO não será autorizada se forem

cobrados outros encargos que não a taxa de juros da operação.

e) Correta. A operação de crédito por ARO estará proibida enquanto existir

operação anterior da mesma natureza não integralmente resgatada.

Resposta: Letra E

65) (FUNRIO Contador - CEITEC 2012) De acordo com a Lei Complementar Federal nº 101, de 4 de maio de 2000, e alterações, é correto afirmar que:

a) Considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa extraorçamentária derivada de lei, que fixe para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a três exercícios.

b) A despesa total com pessoal da União, em cada período de

apuração, não poderá exceder a 45% (quarenta e cinco por cento) de

sua receita corrente líquida.

c) A existência de dotação específica bem como de previsão

orçamentária de contrapartida não representa condições para a realização de transferências voluntárias.

d) A operação de crédito por antecipação de receita orçamentária

deverá ser liquidada, com juros e demais encargos incidentes, até o dia 25 de dezembro de cada ano. e) O Poder Executivo da União promoverá, até o dia trinta de junho, a consolidação, nacional e por esfera de governo, das contas dos entes

da Federação relativas ao exercício anterior, e a sua divulgação, inclusive por meio eletrônico de acesso público.

Questão que mistura diversos pontos da LRF:

a) Errada. Considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa corrente

derivada de lei, medida provisória ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a

dois exercícios.

b) Errada. A despesa total com pessoal da União, em cada período de

apuração, não poderá exceder a 50% (cinquenta por cento) de sua receita corrente líquida.

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AFO e Direito Financeiro p/ TCM-RJ Técnico de Controle Externo Teoria e Questões Comentadas Prof. Sérgio Mendes Aula 14

c) Errada. A existência de dotação específica bem como de previsão orçamentária de contrapartida, entre outros, representam condições para a realização de transferências voluntárias.

d) Errada. A operação de crédito por antecipação de receita orçamentária deverá ser liquidada, com juros e demais encargos incidentes, até o dia 10 de dezembro de cada ano.

e) Correta. O Poder Executivo da União promoverá, até o dia trinta de junho, a

consolidação, nacional e por esfera de governo, das contas dos entes da Federação relativas ao exercício anterior, e a sua divulgação, inclusive por meio eletrônico de acesso público.

Resposta: Letra E

66) (FUNRIO Contador - Ministério da Justiça 2009) De acordo com

a Lei de Responsabilidade Fiscal, é correto afirmar que A) os créditos adicionais suplementares poderão ser abertos

independentemente da existência de recursos correspondentes.

B) as operações de crédito podem ser contratadas por decreto

executivo, independentemente de prévia e expressa autorização legal. C) a comprovação do cumprimento do limite constitucional relativo à educação, não constitui exigência para a realização de transferência voluntária. D) as despesas com a manutenção da unidade administrativa poderão ser realizadas mesmo que excedam o montante dos créditos orçamentários ou adicionais. E) o montante previsto para as receitas de operações de crédito poderá ser inferior ao montante das despesas de capital constantes do orçamento público.

Questão que mistura diversos tópicos da LRF:

a) Errada. Entretanto, “mais errado ainda” é o enunciado, pois tal tema não está na LRF e sim na CF/1988. É vedada a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes (art. 167, V, da CF/1988).

b) Errada. É condição para a realização de operações de crédito, entre outras,

a existência de prévia e expressa autorização para a contratação, no texto da lei orçamentária, em créditos adicionais ou lei específica.

c) Errada. A comprovação do cumprimento do limite constitucional relativo à

educação constitui uma das exigências para a realização de transferência

voluntária.

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d) Errada. Outra alternativa que não está na LRF e sim na CF/1988. É vedada a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais (art. 167, II, da CF/1988).

e) Correta. Como regra geral,

operações de crédito não poderá ser superior ao das despesas de capital constantes do projeto de lei orçamentária. Logo, é correto afirmar que o montante previsto para as receitas de operações de crédito poderá ser inferior ao montante das despesas de capital constantes do orçamento público.

o montante previsto para as receitas de

Resposta: Letra E

67) (FUNRIO Contador Pref. de Itaboraí/RJ 2007) De acordo com o que dispõe a Lei Federal n° 4320 de 17/03/1964, a dívida flutuante compreende:

A) os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida, os serviços da

dívida a pagar, os depósitos e os débitos de tesouraria

B) os restos a pagar, os serviços da dívida a pagar, os bens móveis e

os débitos de tesouraria

C) os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida, os serviços da

dívida a pagar, a dívida ativa e os débitos de tesouraria D) os serviços da dívida a pagar, a dívida ativa e os débitos de tesouraria E) os serviços da dívida, os serviços da dívida a pagar, os depósitos e a dívida ativa

De acordo com o art. 92 da Lei 4.320/1964, a dívida flutuante compreende:

Os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida.

Os serviços da dívida a pagar.

Os depósitos.

Os débitos de tesouraria (operações de crédito por antecipação de receita). Resposta: Letra A

68) (CESGRANRIO - Analista Jurídica FINEP 2014) À luz da Lei Complementar nº 101/2000, Lei de Responsabilidade Fiscal, em se tratando das operações de crédito por antecipação de receita orçamentária, constata-se que essa operação de crédito

(A) é destinada a atender insuficiência de caixa e deverá ser liquidada,

com juros e encargos incidentes, em prazo superior a 12 meses.

(B) é destinada a atender insuficiência de caixa e deverá ser liquidada,

com juros e encargos incidentes, em prazo superior a 24 meses.

(C) é destinada a atender insuficiência de caixa e deverá ser liquidada,

com juros e encargos incidentes, no último ano do mandato do

Presidente, do Governador e do Prefeito.

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(D) poderá ser contratada, ainda que possa existir operação anterior

da mesma natureza não integralmente resgatada.

(E) estará proibida enquanto existir operação anterior da mesma

natureza não integralmente resgatada.

a) b) e c) Erradas. A operação de antecipação de receita orçamentária destina-

se a atender à insuficiência de caixa durante o exercício financeiro e não poderá ser realizada no último ano de mandato do Presidente, do Governador ou do Prefeito. Deverá ser liquidada com juros e outros encargos incidentes,

até o dia 10 de dezembro de cada ano.

d) Errada. A operação de crédito por antecipação de receita estará proibida

enquanto existir operação anterior da mesma natureza não integralmente resgatada.

e) Correta. A operação de crédito por antecipação de receita estará proibida

enquanto existir operação anterior da mesma natureza não integralmente resgatada.

Resposta: Letra E

69) (CESGRANRIO Ciências Contábeis - BNDES 2009) As operações de crédito por antecipação de receita são empréstimos destinados a atender momentâneas insuficiências de caixa durante o exercício financeiro, e cuja autorização depende do atendimento de diversas exigências da:

(A)

Constituição Federal.

(B)

Lei de Responsabilidade Fiscal.

(C)

Lei de Diretrizes Orçamentárias.

(D)

Lei Orçamentária Anual.

(E)

Lei n° 4.320 de 1964.

A autorização para as operações de crédito por antecipação de receita depende do atendimento de diversas exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal. Resposta: Letra B

70) (CESGRANRIO Agente Judiciário - Contador TJ/RO 2008) O artigo 29, Inciso I, da Lei Complementar 101/2000, conhecida como

Lei de Responsabilidade Fiscal, define dívida pública consolidada ou fundada como:

(A) financiamento da dívida mobiliária com emissão de títulos para

pagamento do principal acrescido da atualização monetária.

(B) compromisso financeiro assumido para aquisição financiada de

bens, recebimento antecipado de valores provenientes da venda a

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termo de bens e serviços, arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas. (C) compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada. (D) montante representado por títulos emitidos pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil, Estados e Municípios. (E) montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses.

a) Errado. O refinanciamento da dívida mobiliária corresponde à emissão de

títulos para pagamento do principal acrescido da atualização monetária.

b) Errado. Considera-se operação de crédito o compromisso financeiro assumido em

razão de mútuo, abertura de crédito, emissão e aceite de título, aquisição financiada de bens, recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e

serviços, arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas, inclusive com o uso de derivativos financeiros.

c) Errado. A concessão de garantia corresponde a compromisso de adimplência de

obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou entidade a ele

vinculada.

d) Errado. A dívida pública mobiliária é a dívida pública representada por títulos emitidos pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil, Estados e Municípios.

e) Correto. A dívida pública consolidada ou fundada corresponde ao montante

total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses.

Resposta: Letra E

71) (CESGRANRIO Profissional Básico - Direito - BNDES 2010) À luz das normas contidas na Lei de Responsabilidade Fiscal, afirma-se que:

a) a empresa pública e a sociedade de economia mista que não se configurem como empresas estatais dependentes devem obediência à Lei de Responsabilidade Fiscal. b) a operação de antecipação de receita orçamentária destina-se a atender à insuficiência de caixa durante o exercício financeiro e poderá ser realizada no último ano de mandato do Presidente, do Governador ou do Prefeito. c) a dívida pública fundada alcança o montante total, apurado, sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da federação,

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assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados, para amortização em prazo superior a 12 (doze) meses. d) as despesas autorizadas em Lei e contraídas antes dos dois quadrimestres do término do mandato do titular do poder ou órgão a que se refere à Lei de Responsabilidade Fiscal não podem ser inscritas em restos a pagar, ainda que haja disponibilidade de caixa suficiente para cobri-la. e) os repasses de recursos do Poder Executivo Estadual para os Poderes Legislativo Estadual e Judiciário são considerados como transferências voluntárias.

Questões que mistura diversos tópicos da LRF:

a) Errada. A empresa pública e a sociedade de economia mista que não se

configurem como empresas estatais dependentes não devem obediência à Lei de Responsabilidade Fiscal (art.1º, § 3º, I, b, da LRF).

b) Errada. A operação de antecipação de receita orçamentária destina-se a

atender à insuficiência de caixa durante o exercício financeiro e não poderá ser realizada no último ano de mandato do Presidente, do Governador ou do

Prefeito (art. 38, IV, b, da LRF).

c) Correta. A dívida pública consolidade ou fundada alcança o montante total, apurado, sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados, para amortização em prazo superior a 12 (doze) meses (art. 29, I, da LRF).

d) Errada. As despesas autorizadas em Lei e contraídas antes dos dois quadrimestres do término do mandato do titular do poder ou órgão a que se refere à Lei de Responsabilidade Fiscal não podem ser inscritas em restos a pagar,