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XCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DE PLANTÃO DA VARA CRIMINAL DA

COMARCA DE XXXXXXXXX

RÉU PRESO: URGENTE

Auto de Prisão em Flagrante nº:


Assunto: Pedidode Liberdade Provisória sem recolhimento de fiança
Requerente: XXXXXXXXXXX
Tipo Penal: art. 306 da Lei 9.503/97

Constituição Federal Art. 5º Incisos: LVII e LXVI .

“Ninguém seráconsiderado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal


condenatória";

"Ninguém será levado a prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória,
com ou sem fiança";XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX, vem respeitosamente perante V.Ex.a., por seu
advogado e procurador que a esta subscrev432e apresentar o presente pedido de

L I B E R D A D E P R O V I S Ó R I ACom base legal aos fatos e fundamentos abaixo relacionados


a saber:

Primeiramente protesta a juntada do instrumento de Procuração dentro do prazo legal, uma


vez que a prisão se deu na madrugada dodia de hoje e não deu como instruir o presente
pedido com a Procuração;

Que a suplicante se encontra preso e recolhido na cadeia Pública por ter sido preso e autuado
em flagrante delito por tersupostamente infringido o art. 306 da Lei 9.503/97;

Que o suplicante é réu primário e de bons antecedentes, não possuindo nenhuma condenação
criminal anterior;

Que o suplicante tem residência nodomicilio da culpa, o que não colocará em risco a aplicação
da lei penal;

Que a douta Autoridade policial arbitrou fiança na importância de R$ 7.000.00 ( Sete mil reais),
que o suplicantenão tem como recolher, já que ganha pouco mais do que R$ 800.00 (
Oitocentos reais), mensais, conforme comprova a sua CTPS e ainda tem que sustentar toda a
sua família;
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ..... VARA
CRIMINAL DA COMARCA DE ....

....................................,(qualificação)., por seu advogado "in fine" assinado, inscrito na


OAB/.... sob nº ...., com escritório profissional na Rua .... nº .....onde recebe avisos e
intimações em geral, vem respeitosamente perante V. Exa., com fundamento no artigo
316, do Estatuto Processual Penal, requerer a sua

LIBERDADE PROVISÓRIA

o que faz na forma do dispositivo citado e nas razões fáticas e jurídicas a seguir
aduzidas:

- Que o Denunciado teve contra si instaurado a presente Ação Penal, sendo-lhe


imputado o cometimento do delito capitulado no artigo 155, parágrafos 1º e 4º, incisos
II e IV c/c o art. 1º da Lei nº 2.252/54 (2 vezes), c/c 69, do Código Penal Brasileiro,
figurando como vítimas ...., .... e ....;

- O Denunciado foi preso em data de .... de .... de ...., em "situação de flagrante",


consoante se depreende do incluso auto de prisão em flagrante, às fls., lavrado naquela
data, encontra-se recolhido a um dos cubículos da cela pública da cidade de ...., até
presente data;

- Que, em sendo entendimento corredio a pregação doutrinária de que a prisão só deve


se dar quando for de "incontrastável necessidade", evitando-se ao máximo o
comprometimento do direito de liberdade que o ordenamento jurídico tutela e ampara, o
acusado, enquanto não condenado, não é culpado, não podendo ser tratado como se o
fosse, gozando ele de um "status" de Inocência, porquanto as restrições à sua liberdade,
quaisquer que sejam elas, só se admitem se ditadas pela mais estrita necessidade, o que
"in casu" não ocorre;

JURISPRUDÊNCIA

"Liberdade provisória. Concessão. Inexistência nos autos de elementos que convençam


da necessidade da manutenção da prisão preventiva. Inteligência do art. 310, parágrafo
único, do CPP." (RT 560/359)

- Daí, Excelência, desde o início, a prisão do Denunciado tem se mostrado iníqua e


desnecessária, por não se amoldar a seu comportamento quaisquer das situações que
autorize sua segregação, eis que se trata, como brota cristalinamente dos próprios autos,
de trabalhador, com raízes neste Município, possuidor de residência fixa e domicílio
certo, não sendo contumaz de sua pessoa comportamento censurável (Certidão de
antecedentes criminais às fls. ....);

- Assim, vê-se que inexiste razão a que se perdure sua prisão, e assim sendo, cessando a
necessidade, que cesse a medida.

- Ante ao exposto, conforme cabalmente demonstrado, desde o início inexistiram


motivos para a segregação do Denunciado, e ora inexistem motivos a que ela perdure,
pelas razões fáticas e jurídicas aduzidas, considerando-se ainda tudo mais que milita em
favor do mesmo e que por certo o alto saber jurídico e senso de eqüidade de V. Exa.
haverá de suprir, com fundamento no dispositivo anteriormente citado, roga o
Denunciado ...., que no sublime exercício de seu mister, V. Exa. se digne em conceder a
LIBERDADE PROVISÓRIA do Denunciado, para o fim de restabelecer-lhe a
liberdade, para que solto se livre da imputação que lhe pesa, se comprometendo, via de
conseqüência, a se submeter às imposições estilares, observadas as formalidades legais.

Nestes Termos.

Pede e Espera Deferimento.

...., .... de .... de ....

..................

05. CABE FIANÇA AO “PRESO EM FLAGRANTE” POR “EMBRIAGUEZ AO


VOLANTE”?

05.1 ALGUMAS PALAVRAS SOBRE FIANÇA

A liberdade de um acusado durante o transcurso da persecução criminal é a regra que


emana em nosso ordenamento jurídico. Assim, poderá ser exigido do acusado uma
prestação de garantia real para conceder-lhe a liberdade provisória. Desse modo, a
fiança surge na seara penal quando se exige tal pagamento. Trata-se de um direito
constitucional, que lhe possibilita, mediante caução, reconquistar a sua liberdade no
decorrer do inquérito policial ou processo até a sentença penal condenatória irrecorrível.

O Código de Processo Penal regula o instituto da fiança entre os artigos 322 a 350. No
direito pátrio, as autoridades competentes à sua concessão são o delegado de polícia e o
juiz de direito.

A autoridade policial poderá concedê-la nas hipóteses de crimes punidos com


detenção e prisão simples.

Nos demais casos, somente a autoridade judiciária poderá fazê-lo. Destarte, satisfeitos
os pressupostos legais, a sua concessão é direito subjetivo do acusado e não,
meramente, uma faculdade das autoridades policial ou judiciária.

05.2. CABIMENTO DE FIANÇA NO CASO DE PRISÃO PELO ART. 306 DO


CTB – EMBRIAGUÊS AO VOLANTE

A resposta é afirmativa, pois além da previsão constitucional da FIANÇA há uma


previsão legal infraconstitucional, senão vejamos a seguir.

A Constituição Federal no inciso LXVI do artigo 5º diz o seguinte: “Ninguém será


levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória com ou sem
fiança”.

O Código de Processo Penal assevera:


Art. 322 - A autoridade policial somente poderá conceder fiança nos casos de
infração punida com detenção ou prisão simples.

Parágrafo único - Nos demais casos do Art. 323, a fiança será requerida ao juiz, que
decidirá em 48 (quarenta e oito) horas.

Art. 323 - Não será concedida fiança:

I - nos crimes punidos com reclusão em que a pena mínima cominada for superior
a 2 (dois) anos;

(...)

Portanto, o art. 306 do CTB prevê uma infração afiançável (já que a pena é de
detenção).

Desse modo, uma vez lavrado o auto de prisão em flagrante, cabe à autoridade
policial fixar o valor da fiança. Feito o pagamento o preso será liberado
imediatamente (e passa para a condição de liberado mediante fiança).

PALAVRAS FINAIS

Este é o primeiro de dois artigos jurídicos sobre o tema do artigo 306 do Código de
Trânsito Brasileiro.

Espero que seja aproveitável!!

Horácio Andrade
Advogado

MERETÍSSIMO JUIZ DA SECRETARIA DA INF..JUV. E DE CARTAS


PRECATÓRIAS DA COMARCA DE TEÓFILO OTONI (MG)

Proc. 5003539-98.2018.813.0686 - CARTA PRECATÓRIA CÍVEL (261)

Autor : VIAÇÃO RIODOCE LTDA - Caratinga (MG).

Requerido: WALDIR SOUZA


O Requerido (Waldir Souza) vem informar e tirar uma dúvida.

Nos IDs 49625202 - 48801848 - 45913758 – 49013224,


informam que foi possível emitir mandado somente para uma
testemunha, pelo fato de ter sido efetuado pagamento
somente de uma única diligência, dando prazo 05 dd p/
providenciar uma (1) verba ind. Oficial de Justiça.

Expedindo mandado de apenas 01 Testemunha – Adimilton Maciel – Id.


48894252

Será que não houve engano; pois, na GRCTJ exibida no final do ID


45649772 (Petição inicial) consta pagamento de 2 (duas) verbas de
diligências do O. Justiça nos valores de (R$ 20,81 x 2), destinadas as
intimações das duas testemunhas arroladas, ou seja: Adimilton Maciel
Rodrigues e Marcionilio Leite, nesta cidade, guia datada de 27/11/2017
(anexa).

Até porque, no ID 45913758 deixa expresso que a guia de pagamento


constante na deprecada de nº 5003538-16.2018, deverá ser
vinculada a esse processo.

Salvo melhor engano, entende Requerido que foi reconhecido o


pagamento de 2 (duas) diligências do O. Justiça na GRCTJ exibida no
final do ID 45649772 (petição inicial).

Por favor, favor responder urgentemente esta petição.

Pede deferimento

T. Otoni, 28/08/2018

Horácio Andrade – advogado – OAB/55170


R. Dr. Manoel Esteves, 88 s/88 – centro – Teófilo Otoni (MG) – fone: (33) 35235410 – cel: (33)
988704840 – Email: andradeadvocacia@uai.com.br