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NEMATODA

ANCYLOSTOMATIDAE

Caio Monteiro
ANCYLOSTOMATIDAE

Características gerais da família


• Ankylos=curvo, tomma=boca
• Curvatura sentido dorsal

Cápsula bucal
• Expansão globular
• Entre boca e esôfago
• Fixação parede de órgãos
• Alimentação

Em Ancylostomatidae
• Parede da cápsula espessa
• Projeções – pungitivas e cortantes
• Dente/lâminas
ANCYLOSTOMATIDAE
Bolsa copulatória
• Dimorfismo sexual
• Bem desenvolvida
• Auxílio na cópula

• Expansão da cutícula X raios carnosos


ANCYLOSTOMATIDAE

Ovos

• Casca delgada
• 2 a 8 blastômeros
• Formato oval
• Indistinguíveis
ANCYLOSTOMATIDAE

Larvas rabditóides – L1 e L2

• Esôfago do tipo rabditóide


• Corpo, istmo e bulbo posterior.
• Ocupando um terço do corpo.
• Se alimentam ativamente no solo - bactérias.
ANCYLOSTOMATIDAE

Larva filarióide – L3
• Muito alongado e sem bulbo.
• Dupla camada cuticular
• Não se alimenta

Comportamento
• Grande mobilidade
• Granulometria x locomoção

Comportamento
• Geotropismo negativo
• Hidrotropismo
• Tigmotropismo
ANCYLOSTOMATIDAE

Dividida em várias subfamílias – 2 de maior destaque

Ancylostominae Bunostominae
Projeções em forma de dentes Projeções em forma de lâminas
Cápsula subglobular Cápsula retangular
Não são encontrados em herbívoros São encontrados em herbívoros
Fêmea com vulva no terço posterior Vulva na porção anterior da
Presença de gubernáculo fêmea
Sem /gubernáculo
Ancylostoma caninum

Dentes: três pares de dentes na face ventral

Cápsula: subglobular

Macho (12 mm): bolsa copuladora;

Espículos: longos, delgados e iguais;

Gubernáculo: presente;

Fêmea (15 a 20 mm), cauda cônica.

Coloração: avermelhada
Ancylostoma caninum
Ciclo direto – L1 a L3 no ambiente (5 dias) Mais comum

Percutânea Mucosa oral Oral

L4-L5 Circulação
Intestino
Intestino Coração

L3 - L4 - L5

Faringe Pulmão

Traqueia
Ambiente
L3-L4 Ambiente
Ancylostoma caninum

Transmamária: 1966 – primeiro registro

• Porção de L3 que chegam ao pulmão


• Migram para musculatura esquelética
• Ficam latentes
• Reativação em cadela grávidas
• Migração para as glândulas mamárias

Em filhotes – ciclo pulmonar

Cadela infectada x Transmissão 3 gestações


Ancylostoma caninum

Biologias na fase de vida livre

Cópula – liberação de 4.000-30.000

• Idade de infecção x queda no n°


de ovos
• + densidade populacional x queda
no n° de ovos

Local ideal
• área, sombreados
• úmidos
Ancylostoma caninum
Biologias na fase de vida livre

Desenvolvimento
• Oxigênio,
• temperatura (23-30°)
• Umidade

Dissolução do bolo fecal


• Anelídeos e artrópodes
• Chuva e vento
• Ovo até L3 (5 – 8 dias)

Alimentação
• Microorganismos
• L3 não se alimenta
• L3 – migração vertical
Ancylostoma caninum

Ação sobre o hospedeiro

Penetração na pele
• Irritação (animais com resposta imune)

Lesão pulmonar
• Discreta
• Geralmente assintomática

Principal distúrbio
• Perda de sangue
• A. caninum é mais patogênico que
A. brasiliense
Ancylostoma caninum

Associação verme no intestino


• Anemia
• Diarréia sanguinolenta – fezes escuras
• Enterite hemorrágica
• Emagrecimento, prostração
Ancylostoma caninum

Epidemiologia

• Fonte de infecção x condições ambientais


• Falta de higiene
• Presença de animais susceptíveis

Solo arenoso
• Melhor deslocamento
• Difusão de CO2
Ancylostoma braziliensis

Hospedeiro - Cães e gatos

Boca com dois pares de dentes na face ventral,

Macho com bolsa copulatória desenvolvida,

Espículos iguais, finos e longos.

Ciclo similar a A. caninum

Sem evidência de transmissão transmamária

Roedores podem atuar como hospedeiros paratênico


Ancylostoma braziliensis

Importância
• Agente zoonótico,
• Principal causador de larva migrans
cutânea – Bicho geográfico

Migração L3
• inflamações
• Prurido intenso.
• Migram pela derme continuamente

• Não se desenvolvem
• Lesões podem durar semanas
Ancylostoma braziliensis
Bunostomum

Bunostomum – 1 a 3 cm
• Cápsula bucal: semi-retangular
• Presença de lâminas
• Hematófagos

Bunostomum phlebotomum
• Hospedeiros – bovinos
• Espículos: um par longo e delgado

Bunostomum trigonocephalum
• Ovinos e caprinos
• Espículos curtos
Bunostomum

Ciclo biológico

• Semelhante ao ciclo de A. caninum.

• Penetração percutânea – migração


pulmonar

• Oral – desenvolvimento no intestino

Epidemiologia:

Raro verificar animais com altas cargas

Infecções patogênicas - nos trópicos


Bunostomum

Importância médico veterinária:


• 100 a 500 vermes
• Anemia
• Emagrecimento
• Diarréia

Mais comuns em animais jovens.

Infecções maciças = pode ocorrer morte


• 2000 vermes em bovinos
• 600 vermes em ovinos e caprinos pode levar o

• Pode ser observado prurido nos pés em animais


estabulados e bezerros.