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Mitologia

Numerológica

Mitologia Contos de Amor

Oráculo

Nova Corrente da
Numerologia Pitagórica

Roberto Macchado – Numerólogo


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Dedicatórias
Esse livro é dedicado a minha irmã Rosana Machado
e ao meu sobrinho – seu filho –
Felipe Machado Mendonça.

Durante anos nossas convivências confirmaram a


importância dos laços de amor.

Esse é meu 3º livro.


O 3 que em numerologia Pitagórica representa as
figuras das irmãs e dos sobrinhos.

Com carinho e amor.

Roberto Macchado

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Prefácio do autor

Quando terminei de escrever minha experiência com a senhora do lago senti,


de maneira profunda, que não seria mais o mesmo. Meus dias seriam
diferentes. Meus sonhos mudariam. E, evidentemente, eu teria de ser outra
pessoa.
Este livro ficou três anos em preparação. Foi o período de que precisei para
coletar vivências e informações sobre como o ser humano pratica o amor em
nosso mundo atual. Sobre as facetas que a raça humana desenvolve em
nome do amor. Sobre os atalhos em que nos enredamos na busca da
felicidade.
À medida que fui relatando pela escrita os amores humanos, como pude em
minha vida senti-los ou apenas conhecê-los, surgiu certa sensação
desagradável. A sensação de que este livro não reuniria quantidade
considerável de experiências e vivências agradáveis. Em certo momento
considerei que talvez estivesse passando apenas a minha visão sobre as
formas de praticar o amor presente no dia-a-dia das pessoas. Foi quando
decidi parar de escrever este livro. Arquivei os textos e deixei para outro
momento.
Passados alguns meses, vivi a história da Senhora do lago. E depois de
escrever sobre essa vivência com ela resolvi reler o que já havia escrito para
este livro. Pude então verificar que, são diversas as formas de amar.

Em a Sra do lago, ela relata o amor humano. Ou pelo menos como deveria
ser praticado o amor entre os humanos.

Em Mitologia Numerológica as Deusas e os Deuses relatam:


O momento da criação dos números. Como os humanos evoluíram pelos
números.
O Mito dos Números conta como os humanos evoluídos tiveram que cumprir
suas tarefas para tornarem-se Deusas e Deuses.
E, em Os Deuses Revelam, informam os humanos sobre as suas vivências já
como Deusas e Deuses no Olimpo.

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O Talalde representa para mim um momento da prova do amor da Divindade
por seus filhos.
Em um período conturbado e dolorido de minha vida no ano de 2007 durante
a 1ª Iniciação de numerólogos da ABRAN resolvi por conversar com a
Divindade e fazer um pedido.
Disse:
Divindade durante os últimos 11 anos de minha vida tudo que escrevi
disponibilizei nos cursos da ABRAN Associação Brasileira de Numerologia
para uso de qualquer pessoa. Nesse momento Divindade quero pedir que
me dê algo novo. Somente para mim. Não somente para meu uso, mas que
somente eu possa ensinar.
Em seguida fui ao computador e escrevi o Talalde.
Que para mim representa uma prova do amor Divino pelos seus filhos.

Meses antes de fundar a ABRAN resolvi ler cartas ciganas com minha querida
mãe. Ela começou a ler cartas quando eu tinha 25 anos. Já faz mais de 25
anos que ela lê cartas. E nesse período eu recorri às suas cartas duas vezes.
A primeira vez, um pouco antes de fundar a ABRAN, em 1996. E a outra, dez
anos depois, quando terminei de escrever este livro. Em ambos os
momentos os resultados das cartas foram precisos e preciosos.
Na primeira leitura, antes de fundar a ABRAN, as cartas foram precisas nas
respostas. Nessa ocasião indaguei ao baralho:
— Por que devo fundar uma associação de Numerologia?
Por que devo trabalhar com Numerologia?
Nessa época tinha acabado de renascer em meu mapa Numerológico natal
e estava muito mais perdido do que seguro.
E a amada cigana das cartas respondeu:
— Porque a Numerologia nasceu com você. É como uma árvore frondosa,
larga e grande. Você tem de plantar a semente, regar e cuidar para que ela
cresça.

Na segunda leitura, 9 anos depois, logo após o término deste livro, as cartas
me proporcionaram alívio e esperança. Perguntei:
— A semente que você falou foi plantada. A árvore que você esboçou existe.
E agora, qual é o meu caminho?
E a encantadora cigana falou:

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— A partir de agora você jamais será o mesmo.
— Como assim?
— O que você sente pela Numerologia?
— Ora, sempre que me fazem essa pergunta digo que amo a Numerologia.
Porque ela foi a única maneira que encontrei de entender a mim mesmo e o
meu semelhante.
— Certo. Você já sabe que quando amamos poderemos ter de pagar certos
preços. Estaria disposto a pagar um preço por esse amor?
— Sim, estou.
— A semente vingou. A árvore nasceu. Agora você terá de expandir a
plantação. E algumas renúncias serão necessárias em nome do amor.
Nesse momento parei por alguns segundos para refletir. E perguntei:
— Qual a sua opinião sobre o texto “A senhora do lago”, que faz parte do
meu terceiro livro de Numerologia?
E a cigana respondeu:
— Eu sempre serei suspeita para opinar sobre aquilo que você escreve.

Sim a Cigana estava certa.


O amor requer que pagamos preços muitas vezes maiores do que achamos
poder pagar.
No entanto, são esses preços que acabam por implantar em nós a certeza de
realmente amar.

Em meu 4º livro a Voz e eu, escrito 7 anos após o último contato com a
Cigana, relato os preços que paguei por amar a numerologia Pitagórica.

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Índice

CAPÍTULO 1 – MITOLOGIA página 6


O Momento da Criação dos Números página 7
O Mito dos Números página 13
Revelam os Deuses página 25

CAPÍTULO 2 – CONTOS DE AMOR página 76


A Sra do Lago página 76
Amor de Gerações página 83
O Voador Cósmico página 96

CAPÍTULO 3 – ORÁCULO página 109


Como nasceu o Talalde página 109
Como consultar página 111
Evocação página 121

CAPÍTULO 4 – SOBRE página 121


Pitágoras e a Numerologia Pitagórica – página 122
Autor – página 124
Nova Corrente da Numerologia Pitagórica- página 125
Assessoria Numerológica e Cursos de Numerologia – página 127

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Capítulo 1 – Mitologia

O Momento da Criação dos Números


Deus, em Sua infinita sabedoria e bondade, criou o universo.
Nele, colocou as suas criaturas: os seres vivos. A cada ser vivo
corresponderia um planeta, para iluminá-lo no momento de seu
nascimento e acompanhá-lo energeticamente por toda a vida.
No entanto, Deus achou que só a energia do planeta não
bastaria, e decidiu dar a cada ser vivo um número no momento
de seu nascimento, já que Seus filhos, habitando este planeta,
teriam maior facilidade para entender os números, do que os
astros.

 Chamou o primeiro filho, e disse-lhe:


“Querido filho, a ti darei o NÚMERO 1. Serás sempre batalhador.
Lutarás muito, e todas as portas se abrirão para ti. Terás sucesso no
que quiseres fazer, pois em ti está a semente do começar. Serás
famoso e terás muitas conquistas. Brilharás tanto, que poderás ter de
lutar contra a inveja e o despeito de outros filhos. Teu brilho será tão
intenso, que a ti mesmo parecerá grandioso. No entanto, te darei
tanto brilho, para que com ele possas iluminar a vida de meus outros
filhos. Será essa a tua missão: clarear os caminhos de teus irmãos,
com o teu próprio brilho. Se aqui voltares, tendo acumulado o brilho
apenas para ti, te direi então que perdeste tempo. Tirarei teu brilho,
para que possas entender a escuridão”.

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 Em seguida, o Pai bondoso chamou Seu segundo filho:
“Querido filho, a ti destinei o NÚMERO 2. Com ele conseguirás
amar e juntar-te ao próximo. Sempre, em todos os momentos,
necessitarás estar acompanhado. A solidão não te será frutífera. Luta
sempre para estares com alguém. Carregarás em ti a semente da
união. Serás o responsável pela união de todos os teus irmãos. Sem
ti, eles estarão soltos e dispersos pelo universo. Por isso, rogo-te,
busca sempre o próximo, estando sempre ao lado dele. Somente
conseguirás ter sucesso e ser feliz, se dividires tua vida com alguém.
A ti caberá unir. Porque se meus filhos aqui retornarem, dispersos e
desunidos, de ti cobrarei. A ti pedirei respostas, pois será por teus
atos, tua mente e teu coração que teus irmãos permanecerão
unidos”.

 Prosseguindo, DEUS chamou o terceiro filho:


“A ti, querido filho, reservei a semente da multiplicação: te destinei
o NÚMERO 3. Por teu ventre passará a vida. Em ti, teus irmãos
encontrarão como se multiplicar. Estarás sempre destinado a servir,
para que o mundo possa crescer. Nunca negues a ninguém, seja
quem for, o direito da proliferação. Terás fala ampla e irrestrita,
falarás todas as línguas e descobrirás todos os pensamentos.
Captarás no ar aquilo que não puderes ver.
“Conquistarás a todos através da conversa, para que isso facilite a
tua aproximação com a recriação. Terás talento de sobra para
desenvolver a imaginação e a criatividade, para com isso procriares-
te. Está em tuas mãos a manutenção da vida e das ideias, por ti
passarão todas as esperanças e os sonhos, para que lhes dê a injeção
da multiplicação.
“No entanto, rogo-te que multipliques sem te excederes. Não
gastes tua energia em vão, descobre como usá-la sabiamente, mas
nunca negues a possibilidade de desenvolvimento e crescimento.
Quando aqui retornares, pedir-te-ei que, junto a mim, olhes rumo ao
infinito para podermos avaliar a tua obra; se no universo houver vida
abundante, terás sido um vitorioso”.

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 Chamando imediatamente o próximo filho, DEUS disse:
“A ti, querido filho, reservei o NÚMERO 4. Serás, entre todos os
meus filhos, o único responsável pela solidez da vida e dos fatos
desta. Aprenderás a criar raízes. Aprenderás a estruturar; em ti está
o poder de perpetuar a vida. Com tua energia, conseguirás fazer com
que as sementes plantadas por teus irmãos possam se perpetuar. A
ti cabe a responsabilidade de manter as obras de teus irmãos para
sempre. Se houver frutos dessas obras, tu forneceste o alicerce e a
estrutura para a sua frutificação. Vê, teu trabalho não será fácil.
Exigirá dedicação e, por vezes, muito trabalho e esforço; trabalharás
arduamente e não virá a ti o retorno de tua obra. Pois a ti bastará
apenas garantir a segurança, a estrutura e a solidez dos caminhos de
teus irmãos.
“Como disse, a ti não virão os frutos, nem serás tu a colhê-los. No
entanto, querido filho, posso te garantir que é para ti que reservo os
maiores méritos. Pois quem trabalhar arduamente em meu nome,
sem esperar reconhecimento, merecerá um lugar de destaque em
meu reino”.

 Chamando em seguida Seu próximo filho, disse:


“Querido filho, para ti reservei o poder da mudança. De posse do
NÚMERO 5, serás o responsável pelas transformações na vida de teus
irmãos. Carregarás contigo a facilidade de quebrar estruturas e
derrubar barreiras; tudo o que tocares mudará e se transformará.
“Por isso, peço-te que, de tempos em tempos, visites teus irmãos
um a um e, individualmente, observes suas vidas. Verifica o que não
está de acordo, e procede à mudança, conservando aquilo que
precisa e deve ser mantido. Como teus irmãos estarão espalhados
pelo universo, terás a facilidade e a vontade de te locomoveres por
longas distâncias, ou melhor, necessitarás disso. Serás então um
pássaro errante sem moradia e sem ninho. Pois somente assim
conseguirás avaliar o que deve ser mudado, e o que deve ser
mantido”.

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 Em seguida, repleto de carinho, nosso Pai convocou Seu
próximo filho:
“Para ti, querido pupilo, darei o NÚMERO 6. Com ele, poderás
formar família, conseguirás conservar e manter a estrutura
sentimental de teus irmãos. Serás aquele que carrega o amor em si.
Cada vez que passares próximo a teus irmãos, uma nuvem singela
envolverá cada um deles, para que sintam o quanto é importante
amar.
“Vê que a ti não peço grande sacrifício. Pois, se observares o amor
que tenho por ti, poderás então transmiti-lo a todos os que tocares,
para que possas assim inspirar o amor na sua mais bela forma de
expressão. No entanto, advirto-te de que essa paz e tranquilidade
poderá te causar danos; nunca te acomodes. Nunca fiques sentado
esperando a vida passar. És tu quem deverás estar sempre atento às
necessidades afetivas de teus irmãos. Dar-te-ei mais: um lar, com o
aconchego de teus entes queridos, para que possas assim, dentro de
tua própria casa, exercitar o mandamento de teu destino”.

 Prosseguindo, chamou o próximo filho e, com muita


seriedade, disse-lhe:
“A ti, querido filho, reservei o NÚMERO 7. Quase sempre em tua
vida serás mal-entendido. Muitos não saberão como lidar contigo. É
que te destinei para ser meu canal de comunicação com os demais
filhos meus. Para isso, terás a facilidade de entrar em contato com o
mundo não racional. Por ti, passará sempre um cordão de ligação
comigo. Por ti, falarei a meus outros filhos. Tua missão não será fácil,
pois, no mundo em que irás viver, poderás sucumbir às tentações de
outras ligações que não comigo.
“Por isso, da vida terás que conhecer de tudo. Conhecer apenas não
bastará, terás de entender profundamente a vida e as pessoas. Para
isso, serás quieto, calmo e pensador. Peço-te que, sempre que não
conseguires mais continuar nessa tua estrada, liga-te fortemente a
mim e te mostrarei o caminho. Fica em paz, porque sempre estarei
falando contigo. E usarei de ti para falar com todos os meus filhos”.

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 Assim que terminou, nosso Pai convocou o próximo filho:
“A ti, querido filho, darei o NÚMERO 8, e com ele todas as
facilidades das moedas. Com ele, conseguirás acumular muita riqueza
material, própria e específica do mundo físico. Com a vibração deste
número, serás poderoso, influente e prestigiado por muitos, pois teus
cofres estarão sempre cheios.
E, para que lides com a moeda com a desenvoltura que ela solicita, te
darei um poder visionário e, como te disse, não precisarás correr
atrás das moedas, pois elas te encontrarão. No entanto, reflete muito
sobre a posse das moedas. Se te dou tanta facilidade para adquiri-las,
é porque deposito em ti a esperança de que faças justiça. Se utilizares
do poder das moedas para financiar apenas teus projetos, ou para,
pura e simplesmente, encher teus cofres, quando aqui retornares,
cobrarei de ti por teus irmãos.
“Pois, no mundo físico, aquele que estiver sem as moedas, ou com
poucas delas, sofrerá muito. Por isso é que te dou tanta facilidade
para adquiri-las, na esperança de que irás reparti-las. Pois, em relação
aos outros teus irmãos, quando necessitares da ajuda deles, eles te
fornecerão seus dons, e não será justo que reserves somente para ti
a facilidade que as moedas produzem no meio físico”.

 Assim sendo e, ao terminar a reunião, DEUS chamou Seu


último filho:
“Com você, amado filho, ainda terei de conversar muito. No
momento, apenas te dou o NÚMERO 9. E, com a energia deste,
sentirás uma necessidade incontrolável de amparar a todos
indistintamente; serás o único filho que se preocupará com todos os
outros indistintamente.
“Não conseguirás ser feliz, se a teu redor existir alguém infeliz. A
tua felicidade dependerá do bem-estar de todos os teus irmãos.
Amarás o universo das criaturas, e não uma a uma. Sentir-te-ás
responsável por todas elas. E és realmente responsável por elas.
Nunca exigirei de ti mais do que podes aguentar. Como tens de velar

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por todos os teus irmãos, te darei o poder da imortalidade. Pois nunca
poderás morrer; estarás sempre vivo, e sempre cuidando deles. Tua
vida é a vida de todos os demais. Assim serás feliz. Assim conseguirás
imortalizar-te. Sei, amado filho, que tua tarefa não é cômoda. Por
isso, providencio, agora, o nascimento em ti de dois auxiliares: de um
lado, carregarás a intuição que te ajudará no entendimento do
mundo e intensificará nossa ligação; poderás chamá-la de 11. De
outro, carregarás a semente da sabedoria universal: com ela
adquirirás a facilidade para entender as razões pelas quais teus
irmãos cometem faltas e deslizes. E, com esse entendimento,
poderás orientá-los adequadamente. Poderás chamá-lo de 22.
“Como vês, serás o único filho com dois auxiliares. Pois sei da labuta
que terás de enfrentar. Rogo-te, nunca os abandones. Não te
esqueças, amado filho, tu somente serás feliz se teu próximo também
estiver feliz. Por isso, derrama felicidade por onde passares, para que
teu próximo possa absorvê-la, e assim tornar-se feliz. Estando ele
feliz, tu também serás feliz”.

Terminada a reunião, nosso Amado Pai disse a todos os seus filhos:


“Queridos e amados filhos, chegou o momento da partida. Ide em
direção ao infinito. Lá encontrareis a terra árida para trabalhardes.
Depositei em vós tudo o que até agora pude desenvolver. Sois a
minha esperança do futuro. Olharei por todos. Estarei sempre
presente ao vosso lado. Nunca vos abandonarei. A cada um dei um
talento desenvolvido; mas quero ainda dizer-vos que, apesar desse
talento desenvolvido, em cada um de vós plantei também todas as
outras sementes. Se, num determinado momento de vossas jornadas
cósmicas, precisardes de outro talento que não seja esse que
desenvolvi em vós, basta me pedirdes, que farei com que a semente
solicitada germine dentro de vós. Assim vos criei, pois vos criei à
minha semelhança. Razão pela qual sois iguais a mim”.

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O Mito dos Números

Descubra a sua Divindade


Para saber qual a divindade que representa vossa existência considere a
soma das Vogais de seu nome – valendo sempre o nome que constar na 1ª
certidão de nascimento. Escreva o seu nome de nascimento (como estiver
escrito na certidão de nascimento), e some os valores das vogais.
Reduzindo de 1 a 9. Conforme a tabela Pitagórica, descrita abaixo.

Tabela Pitagórica
1 2 3 4 5 6 7 8 9
A B C D E F G H I
J K L M N O P Q R
S T U V W X Y Z

Exemplo de como somar as vogais do nome:

1 6 96 1 6 5 1 59 1 = 50 = 5 + 0 = 5
ANTONIO CARLOS DE ALMEIDA

O Mito dos Números


Contava-se na Grécia antiga que havia nove Deuses.
Cada qual responsável por uma característica cósmica evolutiva.
A cada dois mil anos, eles reuniam-se para avaliarem suas atividades junto a
raça humana, e relembrarem como tornaram-se divindades.
Nesses encontros, contavam com a presença do Deus dos Deuses.
Mestre sábio e perfeito, que recebia de cada um dos Deuses, os relatos das
suas atividades e ouvia suas histórias.
Cada um dos Deuses, prostrava-se perante o Deus dos Deuses, para
relatar como conseguiu deixar de ser humano, e tornou-se divindade.

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 O DEUS DA LIDERANÇA
Conta ele:
Que quando humano, conheceu um ser sábio.
E, por confiar nele decidiu contar sua aspiração.
Dizia ele, ao homem sábio, que queria tornar-se um Deus.
Seu desejo era liderar, comandar e dirigir.
O homem sábio disse-lhe:
- Vamos ver se és líder. Vou lhe incumbir de certas tarefas.
Em um dia de caça deverás trazer-me 10 animais abatidos para alimentar
meu povo.
Saiu, o homem que queria ser Deus, e em menos de um dia trouxe 10 animais
abatidos.
Passou algum tempo, e o homem sábio pediu para que ele conduzisse, pela
selva, um grupo de pessoas. E, seria ele o responsável pela sobrevivência de
todos que estariam sob seu comando.
Depois de alguns meses, o homem que queria ser Deus, retornou sem
nenhuma baixa em sua equipe.
Em seguida, o homem sábio, solicitou ao aspirante a Deus, que sozinho fosse
até o ponto mais alto da região, e lá, permanecesse por longo período sem
a companhia de ninguém.
E, assim foi. O pretendente permaneceu por dez anos sozinho no topo da
montanha.
Ao retornar, resolveu por perguntar ao homem sábio:
- Prezado sábio, sou eu agora um Deus?
- Não. Ainda não és.
- Mas, durante anos cumpri todas as tarefas que me solicitou. Provei ser forte
e corajoso. Liderei e comandei pessoas. Fui capaz de sobreviver sozinho.
Porque não sou ainda um Deus?
Respondeu-lhe o homem sábio:
- Porque apenas cumpristes o que mandei. Se fostes realmente o Deus da
liderança teria seguido os teus próprios caminhos.
Foi então, que para tornar-me um Deus, tive que descobrir a importância da
independência.
E assim, tornei-me a divindade da liderança.
E atendo pelo nome de GUREDAANT ou GARETUAND.

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E, desde os tempos iniciais, viajo pelo cosmo, ensinando a humanidade como
tornar-se independente.

 O DEUS DA UNIÃO
Conta ele:
Para tornar-me Deus foi necessário aprender a unir as pessoas.
Fui durante séculos o responsável pelo elo que mantinha unidos os seres
humanos.
Deveria manter todos unidos e ligados entre si.
Imaginei que para isso acontecer precisaria atender a todos os pedidos e
desejos dos outros.
Assim sendo, criava com eles um sentimento de gratidão e confiança que
firmaria nosso elo de união.
Passei meus dias atendendo aos pedidos dos outros.
Priorizava sempre as necessidades das pessoas.
Valorizava os desejos alheios.
E assim, fui firmando elos de ligação entre um e outro ser humano.
No entanto, com o passar dos tempos, apesar de eu ter cumprido as
exigências alheias, as pessoas se afastavam de mim. Iam embora e,
dissolviam os elos da união.
E por isso, tinha que recomeçar tudo de novo.
Atender a todos pedidos.
Ajudar as conquistas alheias.
Viver os sonhos e desejos dos outros.
Para poder firmar novos elos de união.
Só que, com o passar dos tempos, depois de dedicar-me tanto, as pessoas
iam novamente embora. Desfazendo os elos da união.
Não entendia!
Sempre as acompanhei.
Fiz tudo que solicitavam.
Dediquei minha vida atendendo a seus pedidos.
Porque iam embora?
Resolvi então perguntar à essas pessoas, porque me abandonavam.
Busquei respostas, e as encontrei.
Disseram-me:

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- És na verdade gratificante ter alguém como você.
Que nos acompanha. Que atende nossos pedidos.
Mas, não é confortável saber que existe alguém para sempre ao nosso lado.
Nos acompanhando.
Há momentos que necessitamos estar sozinho.
E, você não permite.
Por isso, resolvemos nos afastar.
Foi assim, que para tornar-me um Deus foi preciso que eu aprendesse, que
somente com desprendimento mantem-se a verdadeira e indissolúvel união.
Quando permitimos que alguém siga o seu próprio caminho, e adquira as
suas conquistas criamos com ela os verdadeiros laços de união.
Não estamos unidos quando seguimos o caminho dos outros.
Mas sim, quando proporcionamos a eles seguirem o seu próprio caminho.
E assim, tornei-me a divindade da união.
E atendo pelo nome de NEROW ou WOREN
Viajo pelo universo ensinando os humanos a manterem suas uniões.

 A DEUSA DA FALA
Conta ela:
Para tornar-me uma divindade fui incumbida de tarefa aparentemente
simples.
Ao nascer o filho da deusa da fertilidade, deveria avisar ao mundo a sua
chegada.
Preparei-me durante séculos para essa tarefa.
Quando o momento chegou. A deusa da fertilidade chamou-me.
E disse:
- Sabes de tua tarefa? Deves avisar ao mundo a chegada de meu filho.
Faremos uma grande festa e a partir daí todos os humanos serão férteis.
Sabes como fazer?
Disse-lhe:
- Sim.
- Então rodas o mundo comunicando a boa nova.
Percorri todas as distâncias.
Rodei os cantos do mundo avisando em bom tom:
- O filho nasceu.

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- O filho nasceu.
- O filho nasceu.
- Todos devem comparecer à festa para tornarem-se férteis.
Retornei ao reino da deusa, avisando-lhe que não havia no universo, um
único ser que não sabia da chegada de teu filho.
Assim sendo, todos compareceriam a festa para consagração da fertilidade.
A deusa da fertilidade feliz e radiante, solicitou ao seu reinado que
preparassem as festividades. Com muita alegria e beleza para receber o povo
do universo.
Foram dias e mais dias de preparos para a grande festa.
Quando o momento chegou, aguardamos durante dias a chegada do povo
do universo.
E ninguém apareceu.
A deusa da fertilidade chamou-me e disse:
- Sabes, que para seres a deusa da comunicação tens que saber falar.
- Disse-lhe que sim. E, foi o que fiz. Avisei a todos que teu filho tinha nascido.
- E, como foi que lhes disse?
Assim;
- O filho nasceu. O filho nasceu. O filho nasceu.
Falou-me a deusa da fertilidade com olhar sério e profundo:
- Esquecestes de dizer de quem era o filho.
Como querias que eles comparecessem a festa?
Nesse momento, para tornar-me a divindade da comunicação descobri que
não bastava apenas falar. Seria preciso saber o que e como falar.
E atendo pelo nome de MARLOETT ou TOMARLET.
Transporto-me pelo universo inspirando os humanos a comunicarem-se
adequadamente.

 O DEUS DA SEGURANÇA
Conta ele:
A tarefa para tornar-me a divindade da segurança pareceu-me simples,
porém árdua.
Deveria eu, manter sobre a areia de uma praia um navio. Sem permitir que
o balanço e o movimento das ondas e das marés levassem o navio para o
mar.

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Optei por amarrá-lo com cordas, fincando profundas estacas na areia. Para
que o balanço das ondas não o levasse para a água.
Depois de muito amarrar. E de fincar estacas profundas e resistentes, percebi
que o vai e vem das ondas, carregava a areia embaixo do navio.
Decidi por repor a areia que escorria com a água do mar.
Durante dias carregava a areia de outros pontos da praia, para jogar embaixo
do navio e mantê-lo imóvel.
Foi um trabalho árduo, pesado e cansativo. Mas assim, permanecia o navio
atracado na areia.
Durante anos seguidos, aprofundava as estacas.
Trocava as cordas frágeis.
E, repunha a areia embaixo do navio.
Cumpri o meu objetivo.
Ao terminar o prazo o navio permanecia atracado na areia da praia.
Muito satisfeito e pensando ter cumprido minha tarefa, retornei ao Deus dos
deuses, para receber meu reconhecimento.
E ele disse-me:
- Quanto tempo passastes prendendo o navio na areia?
- Quatro anos, senhor.
- Foi um trabalho fácil?
- Não senhor. Foi árduo, cansativo, e de muita dedicação.
Pois, a maré muda durante o dia e durante a noite.
E, a cada mudança de maré tinha que bater estacas.
Revisar as cordas e repor a areia.
- Muito bem. – Disse o Deus dos deuses – volte à praia e solte o navio. E,
permaneça mais quatro anos observando-o.
Assim fiz.
Voltei a praia.
Soltei o navio e permaneci, observando-o, por mais quatro anos.
E, pude verificar que devido ao seu peso, mesmo solto, as ondas não
conseguiam leva-lo para o mar.
E, foi assim que para tornar-me a divindade da segurança, tive que aprender
que a segurança é adquirida pela movimentação e não através da
estagnação.
E atendo pelo nome de CATOOIP ou POCIATO.

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Percorro o universo aproximando-me das pessoas para estruturar suas
jornadas cósmicas. Gerando movimentação em suas vidas.

 A DEUSA DA TRANSFORMAÇÃO
Conta ela:
Disseram-me, quando me propus a ser uma deusa – a deusa da
transformação -, que por onde eu passasse nada poderia permanecer como
antes.
Seria eu a responsável pelas mudanças.
Por isso, deram-me “as asas da liberdade”.
Poderia eu voar, ser livre e assim gerar mudanças.
Poderia estar em vários lugares quase que ao mesmo tempo.
Bastava apenas voar.
E assim fiz.
Saí pelo universo.
Voando entre as galáxias e mudando tudo que encontrava.
Num belo dia, fui chamada pelo Deus dos deuses, que me disse:
- Senhora transformação. Podes me dizer onde está o sol?
E em que lugar colocas-te a estrela Dalva?
Há dias procuro pelo planeta Terra e não o encontro.
Plutão, o último planeta do sistema solar, está cara a cara com a lua.
- O que fizestes no universo?
- Ora senhor, transformei –o. – respondi.
- Transformastes tudo numa grande bagunça.
Com suas mudanças colocaste em risco a vida no universo.
E agora que vais fazer?
- Não sei senhor. Só sei transformar.
- Pois então, venhas comigo.
Acompanhei os passos do Deus dos deuses.
Calmo e tranquilo, ele colocou tudo, que eu havia transformado, em seus
devidos lugares.
E o universo retornou a sua harmonia original.
E nesse momento, para tornar-me a deusa da transformação precisei
aprender a transformar sem alterar a harmonia das coisas.
Atendo pelo nome de SUDARFAT ou DARFATUS.

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Bato asas pelo universo.
Em voos rasantes no planeta Terra.
E ao lado de cada humano desenvolvo a vontade de mudar.
Inserindo em seu ser cósmico, o sentimento de preservação da harmonia.

 O DEUS DO AMOR
Conta ele:
Para tornar-me uma divindade tive que aprender a amar.
Teria o poder de evitar as brigas; as agressões e os desentendimentos.
Pois, esses fatores não representam o sentimento amoroso.
Por isso, seria eu um grande mediador.
Estaria sempre disposto a conciliar e a proporcionar entendimento.
Porém, decidi por conta própria acrescentar algumas atitudes a minha
tarefa.
Se deveria patrocinar entendimento.
Poderia então evitar desentendimentos.
E, para isso, seria preciso interferir na vida das pessoas, impedindo-as de
desentenderem-se.
Assim, tornei-me uma ponte de ligação entre as pessoas.
Dizia para um o que o outro pensava.
Relatava a todos o que um fazia.
Relembrava os compromissos assumidos.
Interferia nas escolhas alheias, com medo de que fossem erradas e
produzissem desentendimentos.
Fazia tudo isso em nome do amor.
Pois, precisava eu gerar calma, tranquilidade e entendimento entre as
pessoas. Mergulhei nessa tarefa apaziguadora. E, não percebi que as pessoas
estavam se afastando de mim.
Quando me dei conta não tinha ninguém ao meu redor.
Assustado. Dirigi-me ao Deus dos deuses e perguntei-lhe:
- Senhor, se essas pessoas me amavam, porque me abandonaram?
Respondeu-me o Deus dos deuses:
- Quem disse que elas o amavam?
- Pensei que sim. Porque elas não me amavam?
- Terás que descobrir. Voltes ao planeta Terra e as observe.

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Passou algum tempo e voltei a falar com o Deus dos deuses.
Disse-lhe:
- Pensava eu Senhor que para amar as pessoas seria preciso poupá-las.
Por isso, decidi interferir em suas vidas para evitar desentendimentos.
- E o que foi que descobristes observando as pessoas? - Disse o Deus dos
deuses.
- Descobri que para amar é preciso respeitar o direito das pessoas de
descobrirem suas verdades sozinhas.
E assim, para tornar-me a divindade do amor, tive que dar às pessoas o
direito de descobrirem os seus próprios caminhos e viverem as suas
experiências.
Atendo pelo nome de MOCIVIC ou CIMOVIC.
Com muita calma e tranquilidade passeio pelo universo e implanto nas
pessoas a vontade de transformar as experiências da vida em sentimento de
amor.

 O DEUS DA SABEDORIA
Conta ele:
Foi-me explicado detalhadamente, que para tornar-me uma divindade,
deveria eu produzir nas pessoas a descoberta da sabedoria.
Transmitiram-me a tarefa, mas não explicaram como desenvolve-la.
Depois de muito ter pesquisado e refletido sobre como desenvolver minha
tarefa de sabedoria, optei por responder as perguntas que me fizessem.
E assim, acreditava eu, transmitiria aos outros a sabedoria.
Instalei-me num confortável trono terrestre e permaneci a espera das
pessoas para responder todas as suas perguntas,
Formou-se a minha frente longas e intermináveis filas.
Cada qual com suas perguntas.
Respondi a todas. Nunca deixei ninguém sem resposta.
Mesmo que tivesse que pesquisar e refletir muito para responder.
Passei por longos sete anos respondendo às perguntas.
No entanto, depois desses sete anos, percebi que as pessoas continuavam
sem terem adquirido a sabedoria.
Fiquei intrigado. Inconformado.

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Depois de responder a todas as perguntas, as pessoas continuavam sem
sabedoria.
Comecei então a refletir sobre os meus próprios caminhos.
Com isso, senti a necessidade de descer de meu trono e infiltrar-me na
multidão em busca de respostas.
Ao conviver entre as pessoas, vivenciei suas dificuldades e adquiri suas
experiências.
E assim, tive de reagir a elas, demonstrando na prática os meus
conhecimentos de sabedoria.
Quando terminei de rodar o mundo em busca de respostas estava
novamente em meu trono.
Aproveitei então, para descansar da peregrinação.
E, sentado em meu trono, observei que as pessoas haviam se tornado sábias.
Em minha quietude mais uma vez refleti. Só que agora de maneira mais
profunda e abrangente.
Foi então, que consegui entender que ao conviver com as pessoas, pude
exemplificar como descobre-se a sabedoria.
E, para tornar-me o Deus da sabedoria, descobri que não basta falar com
sabedoria.
Mas, sim, agir sabiamente.
Atendo pelo nome de SYPEMONEI ou MONEIPESY.
Estou quase que inteiramente no planeta Terra.
Todas as noites, enquanto o ser humano dorme, visito-o. E na sua alma,
sussurro baixinho em seu ouvido:
Lembre-se: a sabedoria está nos atos e não nas palavras.

 A DEUSA DA JUSTIÇA
Conta ela:
Houve uma reunião no céu, e decidiram criar o Deus da justiça.
Como pretendente, fui chamada para essa tarefa.
Foi-me dado o direito à justiça.
Dirigi-me ao planeta Terra. E, instalei-me em vários plenários.
Neles, eu julgava e sentenciava as pessoas.
Muitos foram presos.
Outros perderam seus bens para pagarem os estragos que haviam causado.

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Alguns foram condenados a vergonha e a difamação.
Em certo momento, percebi que se continuasse a julgar as pessoas, não
sobraria ninguém sem ser punido.
Assustei-me. E, resolvi recorrer ao Deus dos deuses.
Ao chegar próximo a residência do Deus dos deuses, fui abordada por um
soldado cósmico que me deu voz de prisão. E encaminhou-me ao calabouço.
Indignada, solicitei ao soldado cósmico o direito de falar com o Deus dos
deuses. E pedi para chamá-lo.
- Não é preciso disse uma voz forte rouca. Estou aqui.
O que queres?
Perguntei-lhe:
- Senhor, como podes prender aquela que zela pela justiça?
Respondeu-me:
- Você julgou e puniu as pessoas.
Acreditou que assim fizeste justiça?
- Sim senhor. Apliquei a justiça.
- E desde quando tens procuração minha para julgares alguém?
Depositei em ti a esperança de justiça.
Esperando que tu tiveste uma vida justa. E não exigisse dos outros a justiça.
- E agora. O que faço senhor?
- Voltes a Terra. E respeite as pessoas no seu direito de errar.
E ajude-as, através de seus atos honestos, a praticarem a justiça.
Foi assim, que para tornar-me a Deusa da justiça abandonei o ato de julgar e
transformei minha própria vida num exemplo de justiça.
Atendo pelo nome de ROKAAN ou NAAKOR.
Estou plantada no planeta Terra.
Convivo com todos os seus habitantes.
E apareço em seus sonhos para exemplificar como viver justamente.

 O DEUS DOS DEUSES


Nesse momento os outros deuses aproximaram-se do Deus dos deuses para
ouvir o seu relato.
Conta ele:
Para tornar-me o Deus dos deuses, tive que amparar a todos vocês.
Tive que ajudar cada um a conquistar seu posto dévico.

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Tive sob minha assistência e orientação oito pretendentes a divindade.
Teria que orientá-los.
Ser bondoso e solícito.
Generoso com seus erros.
E, paciente com suas descobertas.
No desenvolver dessa tarefa. Deixei-me de lado.
Fui absorvido pelo amparo a todos vocês.
E com o passar dos tempos, vocês tornaram-se deuses.
Cada qual em seu momento, rumou em direção ao infinito, para desenvolver
suas tarefas.
Quando a última divindade partiu, a da justiça, fiquei sozinho.
Foi então que descobri, que com o tempo de dedicação a vocês, esqueci de
mim.
Na solidão de vossas ausências, senti a importância de dedicar-me a mim
mesmo.
Por isso, afasto-me de vocês e nos reencontramos apenas a cada dois mil
anos.
E agora, nesse nosso encontro posso afirmar-lhes:
Descobri que para amparar nosso semelhante, temos antes de nos amparar.
E assim tornei-me o Deus dos deuses, desde que ajudei a mim, reuni
condições de continuar a ajudar vocês.
Atendo pelo nome de DUVERNNA ou VARDENUN .
E sou uma Deusa.
A Deusa dos deuses.
Não vivo no planeta Terra e nem no universo.
Pertenço a eles.

Nesse instante terminou o encontro dos Deuses.


Todos juntos embarcaram rumo ao planeta Terra.
Aqui chegando, os fogos de artifícios anunciavam a entrada do ano 2000.

EXPLICA A DEUSA DOS DEUSES


As divindades atendem por dois nomes.
Quando chamares pelo primeiro nome seremos teu anjo protetor.
Quando evocares o segundo nome, seremos o guerreiro que a teu lado,
ajudará a cumprires tua proposta evolutiva.

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E assim, o povo antigo da Grécia, no sexto dia do nono mês celebravam o
culto às divindades.
No nono mês, por serem 9 divindades.
E no sexto dia, por ser o 6 o número do amor.
Em todos os anos, nesse dia, a festa durava 24 horas. Do raiar do sol ao
poente da lua.
Festejavam através da música, da dança e do alimento.
E ali, depositavam seus pedidos e esperanças.
Acreditando que estavam em contato direto com sua divindade
O notável, é que segundo o povo antigo da Grécia, nessa celebração, as
divindades penetravam em cada ser. Gerando em suas vidas os aspectos
delas.

 Agradecimento a Rosana Machado, diretora fundadora da


ABRAN sede, que descobriu as divindades Guerreiras,
dando-lhes o segundo nome.

Revelam os Deuses

REVELA DUVERNNA Em meados do segundo século da


A DEUSA DOS DEUSES nova era fui agraciada com um
presente da Deusa SUDARFAT.
Ao abrir a embalagem uma nova ave
alçou voo.
Contemplando o voo dessa
magnífica, porém, inusitada ave,
pude perceber que seu hábito de
voar diferia dos demais pássaros
então conhecidos.
Partia do solo em direção absoluta numa linha ascendente para o infinito. E
depois de quase imperceptível retornava, na mesma linha, agora
descendente em direção ao ponto de partida.
Indaguei a SUDARFAT, a Deusa da transformação, a que nome essa ave
atenderia?
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SUDARFAT em sua leveza estonteante já não se fazia mais presente.
Eu desejara também lhe perguntar por que havia me presenteado.
Mas, sem a presença da Deusa da Transformação seria impossível obter
qualquer resposta.
Dos Deuses sobre meu comando, SUDARFAT é a única capaz de desaparecer.
Seria em vão minhas tentativas de localizá-la nesse momento.
Até por que, sua ausência repentina e despercebida por mim, embutia algum
significado.

A nova ave mantinha seus voos em repetidas tentativas de me chamar à


atenção.
Partia de meus pés em direção ao infinito e voltava notoriamente aos meus
pés.
Sentei-me sobre a pedra filosofal, local desejado por todos os Deuses, e dali
fiquei a contemplar o voo magnífico, magnânimo e preciso dessa nova
habitante do Olimpo.

Repentinamente comecei a lembrar de meu pai, o Deus Rufoni.


Lembrei-me exatamente das histórias que me contava sobre minha mãe e
sua Deusa.
“Querida filha, sabemos que não podes conhecer a bela mãe que tivestes.
Ainda criança, sem fala, sua mãe e minha Deusa teve que partir rumo ao
infinito em tarefa específica destinada a evolução de alguns seres.
Sua criação e evolução ficou então destinada a mim.
Mas, saiba que sua mãe, a minha Deusa, tem tarefas das mais significativas
na evolução humana.
No entanto, essas tarefas solicitam a presença constante de sua mãe, razão
dela estar ausente em sua vida.
Porém, amada criança, posso lhe afirmar, com a certeza que os Deuses têm
sobre a vida, de que em determinado momento, quando você já Deusa do
Olimpo, sua mãe se apresentará a você.
Não sei lhe dizer de que vestimenta ela estará possuída. Nem mesmo com
que nome se fará conhecer. Sei apenas lhe informar que sua presença será
marcante, inesquecível e transformadora. ”

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Meu querido pai, o Deus Rufino, esteve em minha vida sempre presente. E
no dia em que me tornei Deusa, em minha frente e dos demais Deuses do
Olimpo, ele se desintegrou. E, as partículas de seu corpo vibracional foram
levadas pelo vento cósmico em direção ao planeta Terra.

Deusa SUDARFAT não poderia ter-me dado presente mais significativo. E,


nem pelas mãos de outros Deuses esse presente poderia chegar a mim.

• O Passageiro.
Alguns seres humanos, estimasse em torno de 10% da população terrestre,
terão que, em determinado momento alçar voo em viagem evolutiva.
As passagens, de ida e volta, foram adquiridas no plano cósmico. Com data,
horário e segundo determinados. Obviamente não poderão ser transferidas
ou canceladas no plano terrestre.
Para o passageiro haverá 3 opções:
1 – Fazer a viagem levando muita bagagem.
2 – Fazer a viagem sem bagagem.
3 – Fazer a viagem fingindo não estar viajando.
Não há a opção de não fazer a viagem.
A orientação dos Deuses é a de que, quanto mais leve for o passageiro, menor
será o desconforto.
A viagem de ida tem duração de 9 anos. Igualmente a de volta.
Na aeronave destinada a viagem evolutiva não há tripulação.
O espaço da aeronave é determinado pelo passageiro.
No comando da aeronave evolutiva poderá estar o passageiro como piloto.
Ou, se o passageiro seguir as orientações da numerologia Pitagórica, na
viagem de ida o piloto poderá ser o numerólogo prestador do serviço.
E, na da volta, o piloto será o passageiro e o numerólogo prestador do serviço
o orientador do voo na torre de controle em terra.

• A viagem de ida.
A aeronave partirá exatamente na data e horários acertados no plano
cósmico. Independente da vontade do passageiro.
O passageiro estará exatamente no local acertado para o embarque.
Após o embarque do passageiro a aeronave parte em reta ascendente em
direção ao ponto marcado como chegada.

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Do solo de decolagem ao ponto marcado de chegada serão 9 anos seguidos
e ininterruptos.
Durante o trajeto o passageiro sentirá reações diversas. Até então não
presenciadas em sua existência.
O sistema de comunicação com seus semelhantes será, por vários momentos,
ineficiente.
Porém, com os Deuses, estará em comunicação ininterrupta.
Na aeronave não há alimentação e nem vestimentas. Serão essas as únicas
duas preocupações do passageiro no decorrer da viagem de ida, se o piloto
for o numerólogo. Se não, pilotar a aeronave será a primeira preocupação do
passageiro seguidas das outras duas.
Durante a viagem de ida não adiantará estocar alimentos, roupas ou
qualquer outra provisão. O próprio ar da aeronave se incumbira de
providenciar a desintegração dos estoques armazenados pelo passageiro.
O próprio solo da aeronave fará germinar os ingredientes necessários à
manutenção do passageiro. Sempre nos momentos determinados pelos
Deuses e nas quantidades apropriadas.
Nos momentos de acentuada solidão onde as lágrimas fazem-se presentes,
ou que a ausência delas indica o esgotamento do estoque lagrimal, o
passageiro poderá sentar bem rente a janela da aeronave e olhar para o
infinito.
Nesse momento, um anjo dourado se fará presente no céu carregando
lembrete divino com a seguinte frase:
“Caro passageiro, enquanto você desejar viajar a aeronave se manterá em
seu curso correto. ”
Durante o percurso de ida, quando os Deuses decidirem, algum tripulante
poderá se fazer visível na aeronave. Um humano do mesmo sangue do
passageiro, ou um anjo vestido de humano.
A viagem de ida de 9 anos terá o seu ponto culminante de ascensão.
Nesse momento todos os Deuses estarão à disposição do tripulante. Desde
que este os convoquem.
No ponto culminante a aeronave poderá apresentar turbulências que
representam as escolhas indevidas que o passageiro fez nos 4 primeiros anos
de sua viagem evolutiva.

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As turbulências serão apenas mensagens para que o passageiro reavalie seus
comportamentos a bordo e os modifique conforme as orientações dos
Deuses.
Comportamentos modificados, conforme as orientações dos Deuses, indicará
mais 5 anos de viagem sem turbulências.
Comportamentos não modificados ou alterados parcialmente produzirão
turbulências na aeronave.
As turbulências, por mais intensas que se apresentam, nunca indicarão a
queda da aeronave.
A aeronave caminhará até ao ponto marcado como chegada independente
das atitudes do passageiro.
No entanto, os comportamentos não modificados e ou alterados
parcialmente implicarão em turbulências, não previstas na viagem de volta.
Na data, horário e segundo marcados na passagem de embarque a aeronave
fará o pouso no ponto marcado como chegada.
Ao aterrissar da aeronave o passageiro será recebido pelo Deus SYPEMONEI
(Divindade da sabedoria). Será ELE o responsável pelos cuidados na
recuperação do passageiro.
Durante um ano completo Deus SYPEMONEI cuidará do passageiro, com
dedicação exclusiva e ininterrupta até sua recuperação total para a viagem
de volta.
Durante o período de recuperação do passageiro os demais Deuses são os
responsáveis pela recuperação da aeronave para a viagem de volta.
Deus SYPEMONEI ao fim da recuperação faz a seguinte revelação.
“Percebestes passageiro que sua aeronave não tinha motores?
Sabes como ela voava?
Erguida, carregada e conduzida pelos 9 Deuses do Olimpo;”
Feita a tarefa de recuperação Deus SYPEMONEI encaminhará o passageiro
ao Deus GUREDAANT (divindade da liderança).

• A viagem de volta
Na viagem de volta Deus GUREDAANT estará, por 4 anos seguidos, como
tripulação na aeronave ao lado do passageiro guiando seus caminhos de
volta.
Findo o 4º ano da viagem de volta, a contar da data final da recuperação do
passageiro, Deus GUREDAANT se despedirá do passageiro.

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Nesse instante, a Deusa MARLOETT (deusa da fala) assumi o comando da
aeronave por um ano.
Deusa MARLOETT por sua característica divina (a fala) irá transmitir ao
passageiro todas as informações necessárias para o restante da viagem.
Nos 9 dias anteriores de completar o seu tempo na aeronave Deusa
MARLOETT promoverá uma festa na aeronave. Todos os Deuses serão
convidados e se farão presentes.
Durante os nove dias de festejos em comemoração a viagem do passageiro,
o mesmo poderá conversar diretamente com cada Divindade e solicitar
DELAS as orientações que desejar.
Nos 3 anos restantes da viagem de volta o passageiro seguirá sozinho na
aeronave.
No entanto, a qualquer momento poderá convocar a presença do Deus que
desejar. E esse se fará presente e prontamente atenderá.
Na viagem de volta a aeronave fará aterrisagem no ponto de chegada um
ano antes.
Ao desembarcar da aeronave o passageiro será recebido pela Deusa
DUVERNNA (Deusa dos Deuses).
ELA o encaminhará ao Olimpo (moradia dos Deuses) e lá o passageiro
permanecerá como morador por 1 ano.
Findo o prazo, na data, horário e segundo, acertados no cosmo para término
da viagem o passageiro é encaminhado ao ponto de partida da viagem.
E ali, abençoado pelas 9 Divindades, retorna a sua vida.

Explica a Deusa DUVERNNA (Deusa dos Deuses).


O presente que recebi da Deusa SUDARFAT era a representação de meu
Renascimento para uma nova vida.
Mesmo como Deusa tive que renascer para poder estar preparada para
assistir os humanos em sua trajetória terrestre.
Em minha viagem pela aeronave descobri tempos depois que não havia
aeronave alguma.
Aquele lindo pássaro que Deusa SUDARFAT me presenteou emprestou-me
suas asas para que eu pudesse voar nessa minha viagem evolutiva chamada
Renascimento.

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E quando fui levada ao Olimpo no fim de minha viagem vi que o pássaro era
na verdade minha querida mãe.
E entendi por que ela se fez ausente em minha vida.
Sempre empresta suas asas para os humanos renascerem. E sem asas, não
tem como voar de volta ao Olimpo moradia dos Deuses.
Minha querida mãe, vocês humanos, a conhecem pelo nome de Fênix.

REVELA GUREDAANT Antes de iniciar meu relato desejo


O DEUS DA LIDERANÇA deixar aqui registrada minha gratidão
por Tomimucarane o ser sábio que
conduziu minhas vivências para tornar-
me um Deus.
Como sabes para tornar-me Deus foi
preciso descobrir que para liderar não bastava apenas seguir as ordens ou os
caminhos determinados.
Nem mesmo apenas as vitórias conquistadas foram suficientes para
determinar minha evolução.
Para tornar-me o Deus da Liderança foi preciso descobrir, que deveria eu,
caminhar pelos meus próprios caminhos.

Pretendo agora transmitir minhas experiências já como Deus.


Passar minhas vivências como o humano, que após descobrir seu caminho e
cumprir suas tarefas, tornou-se Deus.

Como a ti foi relatado anteriormente tornei-me o Deus da Liderança no início


do novo tempo, conhecido por vocês como a era de Peixes.

Confesso que a condição de Divindade é deveras confortável. Um posto


rodeado de satisfação e de imensurável responsabilidade na evolução
humana.
Minhas atividades nem sempre foram fáceis. Parece-me hoje que a liderança
é na verdade um grande risco.
Caminhar apenas com a preocupação de dirigir a sua própria evolução é,
muito mais cômodo e com menos riscos do que a de comandar a evolução
alheia.

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No entanto, foi essa a minha escolha. E é assim que relato agora a vocês a
vivência do comando geral do universo.

O comando geral do universo.


Nós, Deuses, temos por hábito, no mínimo a cada 100 anos, sentar-se sobre
a pedra filosofal.
Esse monumento de sabedoria foi instalado no Olimpo (morada dos Deuses)
com o objetivo de proporcionar a seu usuário a descoberta de que necessita
naquele instante evolutivo.
Confesso que no início não me sentia confortável em sentar na pedra
filosofal.
Dado as minhas próprias características, afinal sou o Deus da Liderança, não
tenho muito a ver com filosofia. Para mim a vida é muito mais prática do que
subjetiva ou filosófica.
Como não tinha espontaneamente o hábito de sentar-me na pedra filosofal
DUVERNA (A Deusa dos Deuses) me convoca ao Olimpo a cada centenário de
evolução e, gentilmente convida-me a sentar sobre a pedra filosofal. Era uma
de SUAS funções em relação aos Deuses que comandava.

Sabia que vários Deuses tinham ali descoberto respostas a suas indagações.

Os humanos têm por hábito acreditarem que o posto Dévico é perfeito e,


portanto, um Deus não pode ter dúvidas.
Realmente não temos dúvidas. Mas, temos indagações. Descobertas que
precisamos ainda fazer para poder continuar em nossa evolução.

Por volta do ano 200, de sua era de Peixes, certa indagação acompanhava
meu SER de maneira presente e constante. Pela persistência da indagação
resolvi então, espontaneamente, sentar-me na pedra filosofal.

Mal havia sentado sobre a pedra e um quadro colorido começou a ser


desenhado em minha frente.
Como numa grande tela pintada com esmero e graciosidade a vida humana
estava ali representada. Em suas incontáveis e não enumeradas facetas.
Passei a observar atentamente aquele quadro vivo pintado a minha frente.

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Havia uma agilidade no esboço e na concretização das tarefas humanas que
me surpreendia. Não sabia na verdade se era apenas um quadro vivo ou a
realidade da vida humana.
Passei, acredito eu, em torno de alguns dias apenas observando essa
magnífica pintura viva.
Passados esses dias de observação constante e ininterrupta desloquei minha
visão para outro rumo.
Olhando um pouco acima do quadro pude perceber que havia um cone de
voz.
O cone de voz é utilizado em momentos dévicos quando o Universo deseja
falar com os Deuses.
E de lá o som Universal perguntou-me:
“Deus GUREDAANT tens ainda aquela indagação que o trouxe
espontaneamente ao Olimpo? ”
Demandei alguns momentos para responder à pergunta efetuada.
No contemplar admirativo do quadro pintando a minha frente, na verdade,
tinha esquecido o motivo que me levara espontaneamente à pedra filosofal.
Naquele instante da pergunta relembrei-me da indagação que me
acompanhava persistentemente por tempos. E respondi:
- Sim, ainda a tenho em meu campo vibracional.
Completou o som universal:
“ Faça-a então! ”
- Em minha jornada como Deus da Liderança deparei-me com vitórias e
conquistas consideráveis.
No entanto, pude confirmar, que certas conquistas carregam em si um preço
muito maior do que, a batalha pela vitória.
Pude perceber que certos humanos despenderam consideráveis energias
para alcançar suas conquistas.
Entretanto, após a vitória e ainda cansados pelas batalhas, as suas
conquistas representaram um preço consideravelmente mais acentuado do
que a batalha conduzida.
Minha pergunta é:
Por que a vitória não traz somente a satisfação. Dado que as energias gastas
na busca da conquista são consideráveis e por vezes desgastantes?
Informou o som universal:

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“Caro Deus GUREDAANT da maneira como relatou tua indagação os
humanos não vão entende-la. ”
Nesse momento pensei:
Se não estou sendo capaz de relatar minha indagação é por que ainda não
tenho claro em mim qual é a questão a ser descoberta. E completei:
- Solicito que minha descoberta seja transferida para outro momento.
Respondeu-me o som universal:
“Que assim seja caro Deus GUREDAANT.”

Passei os próximos dias sentado na pedra filosofal apenas refletindo.


Assim que o som universal encerrou nossa conversa, o quadro e o cone,
desapareceram de meu raio de visão.
Durante esses dias de reflexão permaneci calado. Até por que no local onde
a pedra filosofal está instalada não é permitido mais do que um Deus ao
mesmo tempo.
Sei que estás curioso em saber mais sobre a pedra filosofal. Até por que não
sou o primeiro a falar dela.
A Deusa DUVERNA já havia relatado sua existência.
Tenha calma. Em determinado momento UM DE NÓS contará em detalhes
sobre esse monumento do Olimpo.

Foram dias de consideráveis reflexões.


Lembrei de minha vida como humano.
De minhas batalhas nas tentativas de vitórias.
No desejo de tornar-me o Deus da Liderança.
Da condução exemplar do ser sábio Tomimucarane na minha evolução para
tornar-me um Deus.
E, em minha trajetória como o Deus da Liderança.
Minha indagação teve origem nessa trajetória.
Ao conduzir os humanos em suas batalhas, com o objetivo de realizar a sua
vitória, pude perceber que após a vitória certos humanos desenvolviam a
tristeza.
Em primeiro instante, eram invadidos pelo prazer da conquista.
Para em seguida, ao viver a conquista, eram abarrotados pela decepção. Não
com a conquista, mas sim, com a utilização dela.
E então, a tristeza era instalada.

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Nós Deuses não somos mais possuidores da ingenuidade que acompanha os
humanos. Nossos postos requerem o acúmulo de vivências que, incorporados
corretamente, transformam-se em mecanismos evolutivos.
Já havia observado que o grupo de humanos que desenvolviam a tristeza,
após a conquista, tinha um mesmo ingrediente presente.
Suas conquistas não eram somente para eles.
Lutaram para conquistar algo em comum. E assim seus semelhantes foram
também favorecidos com suas conquistas.
Esse favorecimento sempre me pareceu saudável, vês de que o egoísmo não
é um caminho aconselhável à evolução.
A tristeza que nascia no conquistador era de verificar que seus semelhantes,
usuários de sua conquista, não a valorizavam. E por vezes, até a
desprezavam.
Como Deus, e observando os humanos, via nascer no coração do
conquistador a semente da tristeza. Que se desabrochava como dor. E que,
quando desenvolvida, era a plantação que alimentava a vontade de não mais
implantar batalhas.
Passando então considerável tempo no sofrimento. Sem manter viva a
chama da conquista.
Sabemos, EU e você, que sem conquistas não há evolução humana.
A indagação que me acompanhava residia no fato de como uma vitória
poderia ter sido transformada em tristeza, dor e desencanto pelas
conquistas?
Agora sim consegui expor minha indagação.

Terminado esse período de reflexão.


Pensei em convocar o som universal pelo cone de voz.
Nem foi preciso. Materializou-se em minha frente e afirmou:
“Sabemos que agora todos entenderam sua indagação. ”
“As conquistas, elemento que quando ausente não há evolução, têm duas
etapas distintas e independentes. A energia originária e a vitória. ”
”Falemos então, sobre a vitória. ”
“A vitória, resultado das batalhas de conquistas, quando compartilhada
produz, mais vitórias. O compartilhamento produz crescimento que abre
caminhos para novas vitórias. ”

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“Do ponto de vista evolutivo o compartilhamento da vitória é o procedimento
mais seguro para a ampliação das conquistas. ”
“Quanto a energia originária podemos afirmar que, se ela for desenvolvida
com o objetivo de compartilhar, produzirá dor e sofrimento. ”
“O conquistador deverá, única e exclusivamente, desenvolver a energia
originária somente sobre o ângulo de suas necessidades. Se o fizer,
considerando ou desejando favorecer alguém, mesmo as pessoas de seu
sangue, chegará a vitória, mas, será acometido da tristeza e de seus
desdobramentos. ”
“Tal fato ocorre por que somente serão consideradas na evolução humana
as conquistas adquiridas individualmente. ” “Nenhuma conquista alheia que
tenha sido compartilhada será considerada na evolução humana dos
favorecidos. ”
“É sábio compartilhar a vitória. Inadequado ser movido (desenvolver a
energia originária) para conquistas com a intenção de favorecer alguém. ”

Explica GUREDAANT (O Deus da Liderança)


Alguns séculos, exatamente no século 7, depois dessa minha inesquecível
experiência, na pedra filosofal, descobri a verdade sobre o comando geral do
universo que se expressa pelo cone de voz.
Esse comando de voz são as gravações cósmicas de todas as vivências que
tivemos.
Sempre que nossos pensamentos registraram nossas vivências, elas são
gravadas em voz no Universo.
Na condição de Deuses temos acesso a esse Universo.
Um Universo individual e único para cada ser.
Além da resposta a minha indagação, que me levou espontaneamente a
pedra filosofal, também descobri que as respostas estão na verdade ao
nosso redor. Bastando apenas acessá-las através da indagação e da reflexão.
Para os humanos o seu acesso acontece pelo sentir e não pela audição.

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REVELA NEROW
Quando Duverna me chamou ao Olimpo
O DEUS DA UNIÃO
pensei tratar-se de mais uma reunião de
Deuses.
Ao chegar notei que os demais Deuses não
haviam sido convocados por nossa Deusa. A MÃE dos humanos, dos Deuses
e da vida que se desenvolve em todos os planos que a vista humana pode
avistar. E também todas aquelas que a prospecção de nós Deuses pode
chegar.
Nunca tinha visto Duverna tão meiga e emocionada.
Nossa querida Deusa estava sentada na pedra filosofal.
Quando me aproximei pude então verificar sua inesquecível vestimenta.
Nossa Deusa sempre foi Linda em sua apresentação.
Sempre meiga.
Nesse dia algo de exuberante teria acontecido com nossa Deusa.
A seu redor pairavam suaves e esvoaçantes pelugens de cores avermelhadas
claras, como se dançassem seguindo as emanações das emoções que nossa
Deusa emitia. Não consegui identificar a quantidade dessas pelugens a SEU
redor. Todo Olimpo tinha sido tomado pelo dançar suave.
Quando cheguei, passando por entre as suaves pelugens, na tentativa de
aproximar-se, Duverna estava com seu olhar fixo na montanha das razões.
Essa é a mais alta e, a mais larga montanha do Olimpo.
Certa vez tentamos, nós Deuses, dimensionar o tamanho da montanha das
razões em relação ao planeta Terra. E ficamos surpresos. Uma pequena parte
dessa montanha possuía território maior que o sistema solar.
A montanha das razões é alimentada, em sua massa, incessantemente.
Ela acumula, incessantemente, as perguntas humanas em busca de
respostas.
As perguntas humanas são diretamente encaminhas ao Olimpo e alojadas na
montanha das razões, para que não atrapalhem a evolução humana.
Se todas as perguntas permanecessem ao redor dos humanos tornaria seu
equilíbrio mental comprometido. E também, para que nós Deuses, possamos
encaminhá-las ao ministério da revelação.
O ministério da revelação é um dos suportes aos Deuses do Olimpo.

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Nele, trabalham arduamente seres cósmicos que já esgotaram sua evolução,
e desejam colaborar com a evolução planetária.
No ministério da revelação tem o departamento das mães. Aqui colocado
com esse nome para que fique clara essa nossa revelação.

O departamento das mães.


Essa ala do ministério da revelação é composta por salas redondas.
Quando um ser cósmico tem autorização para adentrar na sala algo de
mágico acontece.
Somente um Deus do Olimpo poderá encaminhar o ser cósmico até a sala.
Justamente o Deus ao qual o ser cósmico endereçou suas perguntas.
Deus esse que as encaminhou, com autorização de nossa Deusa, ao
ministério da revelação.
Os seres cósmicos do ministério da revelação levantam toda história
evolutiva desse ser humano em relatórios visuais e projetivos. Nesses
relatórios estão inclusos os pensamentos, as vontades, os sentires e as ações
de toda história evolutiva desse ser.
Depois de analisados e sentido, o relatório da história evolutiva desse ser,
então se estabelece um plenário.
Duverna, nossa Deusa comanda essa reunião de seres cósmicos com o Deus
que recebeu e encaminhou a pergunta do ser humano.
Nesse plenário são estudadas as possibilidades e as consequências da
revelação que o ser humano solicitou, através de suas perguntas
encaminhadas a montanha das razões.
O plenário somente foi estabelecido na era de peixes por duas vezes.
Uma, por volta do ano 600. E outra, exatamente em 1873.
Fui eu, Deus Nerow, chamado ao Olimpo exatamente para participar do 3º
plenário. O primeiro da era de aquário.
Depois que o plenário decidir favoravelmente a revelação, o Deus que
encaminhou a pergunta é encaminhado à sala redonda.
Como a pergunta que o ser humano havia a MIM encaminhado referia-se a
questões de sua mãe, fui então, após a decisão favorável do plenário,
encaminhado ao departamento das mães.
Lá chegando meu condutor gentilmente despediu-se.
E automaticamente suaves e esvoaçantes pelugens de cores avermelhadas
claras encaminhavam meu corpo vibracional para a sala da mãe.

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A mãe do ser humano que havia encaminhado suas perguntas.
A sala é redonda e não tem portas. Nosso campo vibracional penetra nas
paredes sensitivas da sala.
Ao adentrar percebi que as suaves e esvoaçantes pelugens de cores
avermelhadas claras não me acompanhavam mais.
Olhei a sala redonda em toda sua extensão. Percebi que não somente as
paredes, mas também o teto e o chão, eram compostos de materiais
sensitivos.
Concentrei-me na pergunta que o ser humano tinha encaminhado a MIM.
E magicamente nas paredes, teto e chão começaram as projeções e os
depoimentos de todas as mães, que esse ser teve em sua evolução cósmica.
Inclusive a mãe atual.
Oportuno lembrar que nós Deuses não se comunicamos pela palavra, mas
sim pelas sensações emanadas.
Quando o Deus que está na sala registrou em seu campo vibracional todas
as emanações, é então, orientado a retirar-se da sala redonda das mães.
Retorna imediatamente a suas tarefas na evolução humana.
Aguardando o chamamento de nossa Deusa Duverna.

Explica Nerow (o Deus da União):


Minha chegada ao Olimpo atendendo ao chamamento de Duverna continha
revelação inesquecível.
Quando Duverna, sentada na pedra filosofal e rodeada pelas suaves e
esvoaçantes pelugens de cores avermelhadas claras, identificou minha
aproximação virou-se em minha direção.
Levantou-se da pedra filosofal e veio em minha direção. Até por que na
pedra filosofal somente um Deus pode permanecer.
Duverna irradiava tamanha emoção que para mim, Deus Nerow, foi difícil
controlar minhas sensações.
Meigamente pegou em meu braço e juntos caminhamos pelo Olimpo.
Pude perceber que em nossa caminhada as suaves e esvoaçantes pelugens
de cores avermelhadas claras iam, automaticamente e suavemente, abrindo
caminho a nossa frente.
Quando estávamos próximos ao ministério da revelação Duverna esclareceu:
“Caro Deus Nerow informo que a pergunta de seu ser humano será atendida.

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Após análises, deliberações e considerações foi concluído que esse ser
humano poderá receber a revelação que solicitou com sua pergunta.
Caro Deus Nerow o trabalho que fizeste, de registrar em seu campo
vibracional todas as emanações das mães, foi exemplar e fundamental para
a liberação da revelação.
Assim, querido Nerow, terá que preparar-se para providenciar, nesse
humano, a revelação liberada. “
Duverna nesse momento postou-se a minha frente e segurando minhas duas
mãos pronunciou:
“Forma-se agora a corrente vibracional necessária a preparação e execução
da revelação. ”
Permaneci 9 dias seguidos no Olimpo em preparação. Foram determinados
4 ajudantes para essa minha tarefa de revelação. Todos, seres cósmicos com
considerável experiência no ministério da revelação.
No dia, mês, ano, hora, minuto e segundo marcados estávamos nós cinco
postos no caminho do ser humano que enviou a pergunta.
Seria EU o responsável pela implantação da revelação.
Os 4 ajudantes, com seus corpos vibracionais, formavam cordão vibracional
para que outros seres não pudessem se aproximar. Já que estávamos todos
nós no planeta Terra e bem próximos ao chão terrestre.
Foi então que, o ser humano foi encaminhado em nossa direção, e ao
adentrar no cordão vibracional direcionado diretamente a MIM.
Num ato preciso e exequível plantou-se, nesse ser humano, a 1ª revelação
do 3º milênio e a 3ª revelação da nova era.
Quando a revelação é desenvolvida num ser cósmico o processo é mais fácil
e cômodo.
Quando a revelação é implantada no ser humano, devido ao corpo físico
grotesco, se comparado ao campo vibracional, produz evento físico
repentino, dolorido e sem sequelas.

Oportuno informar que a montanha das razões contém infindáveis


perguntas.
E que todas são respondidas, conforme direitos de seus emitentes, pelos
seres cósmicos do ministério da revelação.
Quase a totalidade dessas perguntas é sobre as questões relacionadas à vida
atual do ser humano.

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Somente as perguntas que estão relacionadas a histórias evolutivas passam
pelo processo aqui descrito. E que produz interferência dos Deuses na vida
terrena.

O reflexo da montanha das razões pode ser avistado do planeta Terra.


Olhando para a Lua, a imagem determinada como São Jorge em seu cavalo
abatendo o dragão, é o reflexo da montanha das razões.

Notável caro humano!


A Lua é um satélite da Terra que reproduz a montanha das razões.
Isso significa, numa linguagem alegórica, que cada ser humano possui ao seu
redor uma “lua individual” que reflete a montanha das razões.
A Lua satélite da Terra reflete a luz do sol produzindo claridade no Planeta.
A “lua individual” satélite de cada ser humano deveria também produzir luz
clareando a vida humana.
Isso não ocorre por que a “lua individual” permanece mais tempo em eclipse
ao redor do humano. Esse eclipse ocorre pelos pensamentos inadequados
que o ser humano carrega.
E, assim sendo, seu “satélite individual” não consegue emanar as respostas
a suas perguntas.

REVELA MARLOETT
A DEUSA DA FALA
Sempre que estou próxima do Olimpo
(morada dos Deuses) ouço o coro em som
de trombetas:

A Deusa chegou.
A Deusa chegou.
A Deusa chegou.
É uma alusão dos Deuses a minha desastrada tentativa de tornar-me a Deusa
da Fala:
O filho nasceu.
O filho nasceu.
O filho nasceu.

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Sou a única Deusa que chega ao Olimpo de carruagem.
Por que, além de Deusa da Fala, sou também a da beleza, da estética e da
criatividade.
Não caminho pelo Universo de carruagem. Quando estou há alguns
quilômetros de distância do Olimpo embarco na carruagem.
Deusa SUDARFAT (da transformação) já esteve comigo na carruagem por
várias vezes. Até DUVERNNA (Deusa dos Deuses) já viajou em minha
carruagem.
E hoje venho aqui, novamente, conversar com os humanos para contar sobre
a viagem de DUVERNNA (Deusa dos Deuses) em minha carruagem. Que aqui
chamarei de: a viagem dimensional.

A viagem dimensional.
Exatamente na passagem do 2º para o 3º século, da era de Peixes, estávamos
todos NÓS - Deuses - no Olimpo para comemorar mais um centenário na
evolução humana.
Os Deuses se reúnem no Olimpo por vários motivos:
Quando a raça humana faz alguma descoberta significativa; quando algum
grupo de humanos desenvolve atitudes que favorecem a humanidade;
quando líderes religiosos ou governamentais se desprendem de seus
interesses pessoais e patrocinam avanço a humanidade; ou quando se
encerra um século e inicia-se outro.
Nesse encontro da virada do 2ª para o 3ª século os Deuses estavam
consideravelmente felizes no Olimpo.
Exceto EU. Justamente EU a Deusa da Fala, que também é a Deusa do bom
humor e da alegria.
Habitava em MIM uma tristeza acompanhada de certo desencanto.
NÓS – Deuses – não temos, como os humanos, a condição de esconder aquilo
que estamos sentindo. Nosso campo vibracional emana irradiações coloridas
que identificam as condições do que estamos sentindo.
Sentia-me consideravelmente desconfortável em irradiar emanações
desconexas com o ambiente da festividade, que era de pura alegria e
comemoração.

Por alguns anos seguidos TINHA-ME deparado com situações humanas que
apresentavam dor e sofrimento.

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Vinha tentando, com muito cuidado e precisão, irradiar em direção à esses
humanos as emanações de alegria, satisfação e beleza.
Mas, verificava que minhas tentativas não alcançavam os objetivos. Se
alcançavam, era apenas momentâneo.
No decorrer dos anos essas situações foram me contaminando. A ponto de
chegar ao Olimpo, para as festividades, com marcas de desencanto em meu
campo vibracional.

DUVERNNA (Deusa dos Deuses) percebendo minhas irradiações se


aproximou e começamos a conversar.
Relatei a ELA os fatos que havia presenciado nos humanos e que estavam me
incomodando a ponto de EU irradiar energias não compatíveis com uma
Deusa, e nem, com os festejos.

Todos NÓS – Deuses – temos por DUVERNNA não somente respeito. Temos
admiração e devoção. Nossa DEUSA irradia tanta beleza que ficamos,
quando apenas alguns segundos a seu LADO, envolvidos como que num
manto de alegria e satisfação.
Não SOUBEMOS ainda definir se DUVERNNA é apenas uma Deusa, ou a
própria beleza da vida em suas mais variadas expressões.

Nesse dia de nossa conversa nos festejos do Olimpo DUVERNNA não me


envolveu em seu manto de alegria e satisfação. Permanecemos conversando
cada qual em sua realidade vibracional.
Certo momento, de nossa conversa, DUVERNNA sugeriu que NOS
ausentássemos, por alguns momentos, dos festejos. E fossemos caminhar
pelo Universo.
Confesso que considerei relativamente estranho o seu convite.
Nunca presenciei DUVERNNA se ausentar do Olimpo; ainda mais num dia de
festejos.
No entanto, NÓS sabemos que nossa Deusa, tem mistérios, que NÓS Deuses
do Olimpo ainda desconhecemos.
Aceitei seu convite e, partimos juntas em direção ao infinito.

Em determinado momento DUVERNNA convidou-me para sentar na estrela


Aquaraisco.

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Essa estrela tem visão privilegiada do Universo.
Sentada nela podemos visualizar qualquer ângulo do Cosmo.
Sua posição e movimentação permitem ver qualquer ângulo que a visão
alcançar.
Enxergamos o planeta Terra, todo o sistema solar, outros sistemas, todas as
galáxias, outras galáxias, o Olimpo e, até onde a visão dos Deuses pode
chegar.

Depois de algum tempo sentada comecei a ficar com vontade de perguntar


a DUVERNNA qual a razão de estarmos ali naquele momento. Afinal sou a
Deusa Fala.
Antes de iniciar minha fala DUVERNNA disse:
“Cara Deusa MARLOETT diante dessa magnífica obra de criação podemos
enxergar até onde NOSSA visão permite. ”
“Mas, tivestes já a oportunidade de pensar que aquilo que enxergamos está
diretamente relacionado à necessidade que temos nesse momento de
visualizar? ”
Certamente quando virei meu rosto em direção ao de DUVERNNA minha
expressão deveria ser de espanto. Pois nossa amada Deusa expressou:
“Calma querida Deusa MARLOETT. FAREI-ME explicar melhor. ”
E completou:
“Nossa visão é fruto daquilo que registramos em nossa mente. ”
“Os registros mentais emitem ondas que comandam a visão. ”
“Assim sendo, aquilo que vemos é, na verdade, aquilo que anteriormente
pensamos. ”
“Sendo assim, podemos então afirmar que, vamos ver de acordo com os
registros mentais que fizermos. ”
“Ora! Vamos então, mudar nossos registros mentais e, assim nossa visão
será diferente. ”
Magnífico cara Deusa, exclamei EU.
“E então, minha Deusa da Fala que também é a da alegria, vais ainda manter
as suas emanações de tristeza? ”
Novamente quando virei meu rosto em direção ao de DUVERNNA minha
expressão deveria ser de novo de espanto. Só que dessa vez DUVERNNA nada
falou.
Refleti por algum tempo e afirmei:

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Os fatos não têm apenas uma dimensão.
“Sim. ”
Podemos enxergar os fatos de acordo com nossos registros mentais.
Portanto, podemos transformar a visão de um fato se alterar o registro
mental dele.
“Exatamente. ”
Onde houver perda, nascerá à vontade de conquista.
Perante o sofrimento, devemos recomeçar a vida.
Na presença da fome, devemos lutar pelos direitos.
Existindo tristeza, aprendemos a valorizar a alegria.
O que é feio, define o que é belo.
A falta, valoriza a posse.
A batalha, premia o descanso.
A solidão, encaminha para a união.
O pensamento, define a visão.
“Sim cara Deusa. ”
“Se os fatos apresentassem somente uma dimensão a evolução seria
limitada. ”
Como está irradiando agora o meu campo vibracional?
“Somente alegria. ”
Obrigada cara Deusa.

“Temos agora que voltar ao Olimpo para as festividades. ” Afirmou


Duvernna.

Cara Deusa, disse EU, aceitaria retornar ao Olimpo em minha carruagem?


Duvernna sorriu alegremente.
E voltamos ao Olimpo para as festividades de comemoração de um novo
século na evolução humana.

Explica MARLOETT (A Deusa da Fala)


Nunca tive carruagem alguma.
Quando humana na infância imaginava que gostaria de ser sempre
transportada numa carruagem.
A minha carruagem infantil não tinha rodas. Ela voava pelo ar.

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E, o mais interessante, é que essa minha fantasia não ficou somente em
minha infância.
Já quando adulta, e mãe, quando meus filhos perguntavam que presente eu
gostaria de ganhar? Eu sempre repetia:
Uma carruagem sem rodas e que voa no ar.

Os demais Deuses juram que sempre viram minha carruagem chegar e sair
do Olimpo. Principalmente a Deusa SUDARFAT (da transformação).

Passado algum tempo, certo dia conversando com a Deusa DUVERNNA, no


Olimpo, perguntei-lhe:
Cara Deusa. Naquele dia em que estivemos sentadas na estrela Aquaraisco,
ao voltarmos ao Olimpo, retornamos voando ou em minha carruagem?
“Ora! Voltamos em sua carruagem. ” Afirmou DUVERNNA.
Então minha carruagem existe mesmo?
“Sim. Na dimensão em que você a visualiza. ”
Mas, se é em minha dimensão como fez para visualizar minha carruagem?
“Programei minha mente na dimensão em que estava a sua naquele
momento. ”
Então a dimensão de cada um pode ser também vivenciada por outro?
“Exatamente. ” Afirmou DUVERNNA.

Caro humano faz-se necessário esclarecer 2 pontos importantes:


1 – As dimensões aqui relatadas são conhecidas na linguagem humana como
resiliência.
Que é a capacidade de transformar momentos desagradáveis ou difíceis, em
situações mais agradáveis e proveitosas.
Capacidade essa que pode ser natural, ou aprendida através do treinamento.
2 – A estrela Aquaraisco é visível no planeta Terra.
Os Deuses sabem, por observação, que o período noturno apresenta
concentrações de lembranças que favorecem a tristeza.
Nas atividades do período diurno os humanos esquecem, ou amenizam as
lembranças que lhes proporcionam tristeza.
Já, no período noturno, pela quietude as lembranças são ativadas, e
vivenciadas com mais intensidade.

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Por isso que os Deuses trouxeram do Universo, para bem próximo do Planeta
terra a estrela Aquaraisco.
Que é a primeira estrela a despontar no horizonte ainda quando o planeta
está claro.
A aproximação da estrela Aquaraisco tem como objetivo lembrar ao humano
que os fatos da vida têm mais de uma dimensão. E podem ser enxergados
nas várias dimensões que se apresentam.
A contemplação da estrela Aquaraisco favorece a resiliência.
Vocês a conhecem como Estrela Dalva.

REVELA CATOOIP Depois que me tornei o Deus da Segurança,


O DEUS DA SEGURANÇA logo em seguida, descobri que além desse
posto detinha também a cadeira dévica dos
ancestrais.
Meu campo vibracional continha
ingrediente direcionado a conectar-me diretamente com os campos
vibracionais de ancestrais.
Minha presença em qualquer parte ou em contato com qualquer humano
aciona o ingrediente dos ancestrais. E, automaticamente, a história evolutiva
daquela situação ou, daquele ser, se apresenta completa.
Nem sempre é possível entender a história evolutiva de um ser, suas
nuances, variações e vivências tão diversificadas.
O fato da história evolutiva se apresentar não significa, necessariamente,
que será de imediato entendida e decifrada.
Acredito EU ter levado mais tempo no treinamento de entender a história
evolutiva, do que na verdade, a experiência em tornar-me Deus. A qual
dediquei oito anos de vivências.
Confesso que minha presença junto aos humanos nem sempre é confortável.
Nas roupagens, que os humanos costumam vestir, na tentativa de
sobrevivência, nem sempre são compatíveis com sua história evolutiva
durante os tempos.
E por isso, quase sempre minha presença tornar-se desconfortável para o
humano, pois, a seu lado EU lhe apresento a verdade em sua evolução,
trazendo até ele as sensações da ancestralidade.

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Acredito ter me feito entender nesse momento revelando que não sou
apenas o Deus da segurança, mas também o Deus dos ancestrais.
Meu objetivo em participar dessa Mitologia não é somente essa revelação.
Desejei mesmo estar aqui para contar a história, que decido aqui chamar de:
A passagem.

A passagem.
Por um caminho longo, retilíneo e sem margens.
Foi assim que minha mãe conduziu seus filhos até a idade adulta.
Quando menciono o termo mãe refiro-me a minha vida ainda como humano.
Eu e meus irmãos fomos acostumados desde a infância a caminhar na vida
somente através da verdade e da honestidade.
Nossa mãe não entendia a vida a não ser dentro dos padrões da veracidade
e da honra. E assim, sempre acreditou que seus filhos deveriam caminhar por
esse caminho longo, retilíneo e sem margens.
Longo por que as práticas da verdade e da honestidade solicitam dedicação
e persistência contínuas.
Retilíneo devido as características desses comportamentos não admitirem
curvas.
E, a ausência de margens, nesse caminho determina que não haja local para
descanso.
Foi assim que EU e meus irmãos aprendemos a viver a vida humana.
Minha mãe, assim como nós, sempre foi alvo de críticas dos demais
humanos. Ora, por verbalizar somente o que fosse absolutamente real. Ora,
por não aceitar conveniências que não fossem direitos nossos.

No entanto, certa situação em minha vida proporcionou a experiência inédita


e absoluta de a passagem.
Já estava casado e minha companheira esperava nosso primeiro filho.
Por ocasião do parto deparei-me com situação inédita.
Aguardava na sala de espera do hospital enquanto minha esposa iniciava os
trabalhos de parto.
Com a ansiedade natural desse momento minhas ideias estavam desconexas
e alternadas.
Minha visão apresentava sensações não habituais.

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Visualizava o nascimento de meu primeiro filho e, ao mesmo tempo
alternava minha imaginação com o momento do parto de minha
companheira.
Nessa alternância de ideias e de visões sentia que minha mente estava
confusa e desconexa.
Nessas alucinações, enquanto aguardava o desfecho do nascimento, fui
despertado por uma senhora.
Ao tocar em meu ombro, como num leve toque de despertar, deparei-me com
uma figura estranha, porém familiar.
Ao ver meu espanto a senhora logo se adiantou:
“Fique calmo senhor. Não venho trazer-lhe nenhuma notícia. ”
Continuei observando a senhora a minha frente, e ela completou:
“Nem tão pouco venho portar alguma informação que você não saiba,
mesmo que não a lembre nesse momento. ”
Foi quando perguntei:
Por que então me despertou de minhas visões nesse momento?
Ela sorrindo informou:
“Vim entregar-lhe a passagem. ”
Como assim senhora? – Indaguei:
Não obtive mais nenhuma resposta. E tão pouco consegui perceber o que
estava se passando comigo naquele momento.
Lembro apenas de ter sentido uma leve sensação de desligamento e ao
mesmo tempo de estar sendo conduzido, como que flutuando, por um tubo
redondo.
Das lembranças que consegui registrar, desses momentos de desligamento e
de flutuação, são suficientes para concluir que se abriu a minha frente uma
outra realidade.
Diferente daquela que compunha minha vida.
Acredito EU que essa experiência tenha sido valiosa para a criação, o
entendimento e a assistência de meu primeiro filho.
Quando meu corpo parou de flutuar e, o tubo redondo chegou ao final,
encontrei uma dimensão visual completamente diferente da habitual.
Um ser desconhecido conduziu-me pela mão até um casebre humilde e bem-
apessoado.
Colocou-me sentado à frente de uma cama simples feita de madeira que no
lugar do colchão havia feno espalhado de maneira uniforme.

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Fiquei ali sentado, creio eu, por algumas horas em absoluto silêncio. Até por
que, não havia mais ninguém nesse humilde quarto.
O senhor que me conduziu pela mão havia sumido repentinamente sem que
eu percebesse.
Confesso que no período em que permaneci solitário nesse quarto nenhum
pensamento veio a minha mente. Nem mesmo questionava minha chegada
a esse lugar. Nem tão pouco entendia a mudança de paisagem. Nada
passava em minha mente seja pensamentos, questionamentos ou qualquer
tipo de sentimentos.
Em certo momento, creio eu, depois de 3 ou 4 horas de minha permanência
nesse local, uma luz branca e forte penetrou pela pequena janela do quarto
em direção ao feno da cama.
Nesse momento uma figura masculina, porém ainda não identificável, se
desenhava sobre a cama.
Em alguns segundos a figura foi tomando forma e pude então perceber que
se tratava de um jovem por volta de 26 anos.
Estava deitado na cama de feno e sua saúde pareceu-me consideravelmente
comprometida.
Ao me ver o jovem segurou minha mão e, gradativamente, a apertava como
se estivesse sentindo forte dor ou como quando alguém, quer falar algo e não
consegue.
Aproximei meu rosto do dele e foi quando ouvi em som extremamente baixo,
porém muito claro para mim a seguinte frase:
“Me deixa ir. ”
Pelo susto, que tive ao ouvir essa frase, meus pensamentos me remeteram
de volta a sala de espera do hospital onde meu filho estava para nascer.
Encontrei-me de novo com meus pensamentos alternados da chegada de
meu primeiro filho e do momento do parto de mina companheira.
No entanto a frase dita pelo rapaz ecoava em minha mente.
“Me deixa ir. ”

Explica CATOOIP (O DEUS DA SEGURANÇA)


Exatamente quando meu primeiro filho, com 7 anos, insistia em ir a uma
festa de aniversário de um amigo seu da escola, e eu, resistia a ideia de sua
ida, foi que ouvi pela primeira vez ele dizer:

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“Me deixa ir. ”
Ao som dessa frase fui remetido as lembranças de a passagem.
Lembrei da sala de espera do hospital, da senhora que tocou meu ombro, do
tubo redondo e, do rapaz na cama de feno.
Aos 89 anos eu morri e meu primeiro filho estava com 57 anos.
Durante os anos de nosso convívio ouvi a frase: “Me deixa ir. ” Centenas de
vezes.
Morri sem conseguir entender a relação que existia entre a frase do rapaz da
cama de feno, com a mesma frase que meu filho pronunciava em sua vida.
Sem que nunca tivesse comentado com ele dessa minha experiência com o
rapaz da cama de feno.
Logo após minha morte iniciou-se minha preparação para tornar-me Deus.
Tão pouco consegui entender a relação das frases durante esse período de
preparação.
E também não entendi a relação das frases mesmo quando me tornei Deus.
Vim a entender essa relação quando indaguei DUVERNA (A Deusa dos
Deuses) sobre o sentido dessa frase.
ELA então me respondeu:
“Caro Deus Catooip o termo: a passagem não significa um bilhete de viagem
para algum lugar. Representa um canal que é aberto para acessar sensações
de nossa história evolutiva. “
“Para acessar sensações e não para lembrar ou vivenciar. ”
“Em situações de perigo em nossa evolução atual, poderemos acessar
sensações de nossa história evolutiva, e então evitaremos a repetição de
erros cometidos. ”
Foi quando que por encanto consegui entender a relação da frase do rapaz
da cama de feno com a mesma frase, constantemente, verbalizada pelo meu
primeiro filho.
E, nesse momento entendi que podemos, pela sensação, acessar nossos
canais de ligação com nossos ancestrais. Sejam eles (os ancestrais) nós, ou
alguém de convívio na nossa história evolutiva.
Nós DEUSES temos ligação direta com nossa história evolutiva.
Vós humanos para acessar as sensações da história evolutiva deverá sempre
estar em sintonia consigo mesmo. De maneira que sua vida seja sempre
pautada por um caminho longo, retilíneo e sem margens.

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Na verdade o navio utilizado pelo Deus
REVELA SUDARFAT
DEUSA DA TRANSFORMAÇÃO Catooip, em sua iniciação dévica, era meu.
Como Deusa da transformação sou também
a da mudança, da liberdade, do
desprendimento e das infindáveis viagens.
Quando nossa Deusa Duverna pediu que eu atracasse meu navio na areia,
achei que seria o começo de minha iniciação Dévica.
Somente depois de alguns dias fui perceber, que meu instrumento de
mudanças serviria para proporcionar vivências ao Deus Catooip.
Quando, todos nós éramos ainda aspirantes a Deuses, não habitávamos o
Olimpo.
Nossas moradas eram num lugar entre o planeta Terra e o Olimpo.
Local agradável e de fácil acesso a qualquer ponto do Universo.
Acredito eu devemos ter permanecido nesse local em torno de 2 séculos
conforme a contagem de tempo terrestre. Nesse tempo de permanência fui
EU, sem dúvidas, a pretendente a Deusa que mais viajou.
Numa dessas viagens, que mais tarde iria entender melhor, presenciei o
encontro entre dois seres que até então desconhecia a sua existência no
Universo.
Foi encontro surpresa, e que tive que me comportar cuidadosamente e
aplicar toda habilidade que havia, até então, desenvolvido.
Na verdade, posso confessar que inicialmente estava assustada e também,
sem saber como agir com criaturas que não esperava encontrar e muito
menos, imaginava existirem no Universo
Já quando Deusa certo dia revelei aos demais Deuses as experiências que vivi
nesse encontro.
E ELES carinhosamente chamaram de: O encontro da vida que não passou.

O encontro da vida que não passou.


Lemartciponca era de estatura baixa, de corpo meio cheinho, pés chatos e
com mãos e dedos arredondados.
Já, Sofiarunds, contrastante, era alta e esguia. Seu corpo lembrava
perfeitamente uma haste de bambu longeva flutuante. Seus braços e pernas
continham o perfeito desenho dos caules e folhas de um bambuzal, com o
vento passando entre eles.

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Pouco antes do momento do encontro estava EU, para variar, viajando pelo
Universo em busca de novas experiências. Como sempre FUI aberta ao novo
e uma das formas de encontrar o novo, é estar em movimento constante.
De longe avistei essas duas figuras plainando sobre a Lua.
Seus pés não tocavam o chão lunar. À alguns centímetros do solo
permaneciam equilibradas.
Estavam mesmo flutuando.
Essa visão, até então completamente nova para mim, foi surpreendente.

Umas das regras que nos foi transmitida quando da reunião da Iniciação
dévica é que não poderíamos, durante o processo de iniciação, manter
contato com qualquer ser que não fosse apenas os pretendentes a Deuses.
Essa regra era válida para aqueles que havíamos deixado no planeta Terra e
também em relação a nossos ancestrais.
Daí então, a surpresa minha em visualizar esses dois seres.
Quando os visualizei lembrei dessa condição iniciatória e parei
imediatamente, para não me aproximar dessas criaturas e, nem tão pouco
ter qualquer contato com elas.
Ao parar minha viagem percebi que mesmo estando parada certa força me
atraia em direção aos 2 seres.
Quando dessa constatação minha primeira reação foi evocar Duverna, nossa
Deusa, para me socorrer.
Sempre que evocávamos Duverna, conforme sua própria orientação, éramos
atendidos de imediato com sua agradável aparição. Pois sabíamos que sua
evocação poderia acontecer somente em momentos de necessidade.
Mas, nesse momento em que meu corpo, por mim estancado, continuava a
caminhar em direção aos seres, nossa querida Deusa não apareceu.
Imediatamente, como aprendiz, entendi que algo de novo estava
acontecendo.
Permiti então, que o processo fosse desenvolvido sem nenhuma interferência
de minha parte.
Meu corpo continuou a caminhar suavemente em direção a Lua.
Quando estava para adentrar na atmosfera lunar comecei a sentir uma nova
sensação. Que posso aqui descrevê-la como se, um vento estivesse passando
por dentro de meu corpo. Essa brisa entrava pela frente, sentia eu a
passagem por todo meu corpo, e saia pelas costas.

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Foi uma das sensações mais marcantes de minha vida depois, das sensações
de quando fomos iniciados como Deuses.
Assim, com essa brisa agradável passando pelo meu corpo, adentrei na
atmosfera lunar.
Meu corpo, conduzido por forças que desconhecia, foi levado até uma grande
pedra azul e lá, delicadamente acomodado, em estado confortável.
Já sentada sobre a pedra azul percebi que a força que movia meu corpo e, a
brisa que o atravessava, haviam desaparecido.
Minha atenção voltou-se apenas para aqueles dois seres conversando.
Da pedra azul eu ouvia muito bem o diálogo entre eles.

Lemartciponca explicava:
Não sei exatamente as razões. Apenas entendi os motivos. Mas daí a
entender a essência é um passo que ainda não consegui dar.
Sofiarunds informou:
Existe mesmo razões além dos motivos? E depois desses há ainda a essência?
Foi o que aprendemos. Disse Lemartciponca.
Foi mesmo. Confirmou Sofiarunds
Perguntou Sofiarunds:
O que faremos agora?
Orientou Lemartciponca:
Devemos procurar nosso mestre.
Então vamos. Confirmou Sofiarunds.

Nesse momento ambos, repentinamente, desapareceram de meu raio de


visão. Seus corpos subiram ao céu como num raio invertido. Que saiu do solo
em direção ao espaço.
Sentada estava na pedra azul e assim permaneci como quem certamente
soubesse que os seres iriam voltar.
E realmente voltaram logo em seguida trazendo consigo o seu mestre.
Em nenhum momento ouvi os seres pronunciarem o nome de seu mestre.
Sempre que se dirigiam a ele utilizam unicamente a palavra mestre.
Quando voltaram com seu mestre eu não mais conseguia ouvir o diálogo
entre eles.
Apenas conseguia contemplar seus gestos e a movimentação dos lábios, mas
não conseguia ouvir os sons de suas palavras.

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Fiquei então nessa condição estranha por algum tempo.
De repente o mestre deles desapareceu na mesma condição de raios
invertidos.

A partir de então o som voltou a meus ouvidos e pude então, escutar o


seguinte:
A vida humana tem 3 dimensões vividas ao mesmo tempo pelos humanos.
As razões, os motivos e a essência.
As razões são as justificativas que os humanos têm para agir.
Os motivos são as energias humanas marcadas em seu campo vibracional
através das experiências vividas, chamadas de lembranças.
E a essência é aquilo que os humanos não podem mudar por estar atrelada
a sua história evolutiva. São as experiências timbradas no campo vibracional
do ser cósmico que habita o corpo humano. Explicou Lemartciponca.
E em seguida completou Sofiarunds:
Sabemos agora que quando o humano age pelas razões corre sério risco de
erro.
Pois, as energias que alimentam as razões são produzidas pelas lembranças.
Descobrimos então que no momento de agir o ser humano deve
desconsiderar as razões, esquecer das lembranças e agir pela essência.
Assim procedendo, à chance de erro nas escolhas é quase nula.
Fez-se imediatamente um silêncio e surpreendentemente o mestre deles
voltou.
E os três juntos, como num raio invertido, voltaram ao céu.
Nesse momento, senti vontade de levantar da pedra azul e partir rumo a
minha viagem ora interrompida.
E foi o que fiz.

Explica SUDARFAT (Deusa da transformação)


Somente fui descobrir o significado amplo desse diálogo após tornar-me
Deusa.
Quando os calendários indicavam o nascimento de uma nova era no planeta
Terra, e nós terminamos nossa iniciação dévica e nos tornamos Deuses,
recebemos de Duverna o convite para a celebração de nossos novos postos
evolutivos.

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Num determinado momento dessa celebração nossa querida Duverna
dirigiu-se a mim e solicitou:
Cara Deusa Sudafart gostaria de contar a todos nós o diálogo que presenciou
daqueles 2 seres na face norte da Lua?
Surpresa respondi:
Sim, cara Duverna.
E relatei minuciosamente aos Deuses presentes o diálogo que ELES depois
chamaram de: o encontro da vida que não passou.
Deram esse nome por que NÓS sabemos que os humanos têm por hábito
acreditarem que sua vida atual é única.
Ou na melhor das hipóteses acreditam que pode ter havido outras, mas não
valorizam essas outras.
A vida que não passou quer dizer que não vivemos mais àquelas vidas, mas
sim, essa atual, mas as outras não passaram e, estão registradas em nosso
campo vibracional.
Quando Sofiarunds afirmou que:
“Descobrimos então que no momento de agir o ser humano deve
desconsiderar as razões, esquecer das lembranças e agir pela essência.
Assim procedendo à chance de erro nas escolhas é quase nula. “
Ela afirmou que, no momento que temos que fazer escolhas que vão decidir
o nosso futuro, devemos entrar em contato com nossa essência e sentir as
decisões que devemos tomar, para assim diminuir ou até anular, nossos
erros.
Donde nasceu o nome: O encontro da vida que não passou.
A vida que não passou por estar registrada em nós.

Depois de terminada a celebração de nosso posto como Deuses CADA QUAL


se dirigiu a sua nova morada divina no Universo.
O caminho de MINHA viagem rumo à nova morada passo necessariamente
pela face norte da Lua.
Quando estava exatamente nessa posição fui surpreendida pela aparição de
Lemartciponca, Sofiarunds e seu mestre.
O trio apareceu e parou a minha frente repentinamente.
Visto minha surpresa o mestre deles disse:
- Salve Deusa Sudafart!
Em reverência respondi:

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Sejam bem vindos o mestre e seus discípulos em meu caminho.
E o mestre disse:
- Gratos somos por sua gentileza. E completou:
Estamos aqui para fazer-lhe um pedido cara Deusa.
Como descobristes durante a celebração o diálogo que presenciou entre eu
e meus dois mais dedicados discípulos têm, considerável relevância quando
transmitido a raça humana.
Sabemos, que na programação cósmica, essa transmissão será efetuada e na
linguagem humana mais simples e adequada.
No entanto, sabemos também que mesmo quando o ser humano recebe
orientação tem, infelizmente, por hábito esquecê-la logo em seguida.
Julgamos ser necessário que ao receber a orientação de: O encontro da vida
que não passou, o ser humano tenha também uma identificação visual a sua
disposição para poder ajudá-lo a acionar a sua essência.
Assim sendo cara Deusa nosso pedido, meu e de meus 2 discípulos, é que
nos transforme, de raios que somos, em estrelas.
E para que isso ocorra somente o manto da Deusa da transformação poderá
proporcionar.
Nesse momento fui invadida pela emoção.
Aqueles 3 seres cósmicos que me ensinaram uma das lições mais rica de toda
minha evolução me faziam um pedido encantador.
No entanto, naquele momento, era EU apenas uma Deusa que acabara de
ser celebrada como tal.
Confesso que certa insegurança se alojou em meu corpo vibracional.
Surpresa perante tal sensação de insegurança, dado que essa característica
é humana e não dévica, lembrei-me das palavras de Sofiarunds:
“Descobrimos então que no momento de agir o ser humano deve
desconsiderar as razões, esquecer das lembranças e agir pela essência. ”
E, naquele momento, minha essência não era mais humana e sim, de Deusa.
Fechei meus olhos.
Levantei meu manto da Deusa da transformação. Envolvi nele os três seres
vibracionais.
E pronunciei em voz alta:
A partir de agora os três raios são transformados em 3 estrelas.
Quando abri os olhos os 3 haviam sumido.
Retomei minha viagem rumo a minha nova morada de Deusa.

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E, ao sair do raio claro da Lua e adentrar no Universo, avistei no céu 3
estrelas alinhadas.

Vós humanos conhecem essas 3 estrelas como as 3 marias.


A estrela do topo é, o Lemartciponca o discípulo da emoção.
A estrela do meio é, Sofiarunds a discípula da razão.
E a estrela seguinte é, o mestre deles.
Sempre que você, humano, precisar acessar a sua essência para agir
contemple o trio estrelar que aciona as lembranças de:
O encontro da vida que não passou.

Minha participação nessas revelações será


REVELA MOCIVIC
DEUS DO AMOR
muito mais por amor do que, por qualquer
outra razão.
Tenho observado em minhas experiências
como o Deus do amor que a busca do
humano ao amor é muito mais intensa do que ele imagina.
Nas atitudes mais simples encontramos resquícios do amor.
Muitos dizem, há tempos, que o que falta no ser humano é o amor.
Não. Além da frase estar errada. As avaliações e, consequentemente as
conclusões, estão consideravelmente equivocadas.
Não falta ao ser humano amor. Nem tão pouco lhe faltam emoções. Como
também não lhe faltam os sentidos para captar as ondas de amor emitidas
pelos seus semelhantes.
Falta-lhe então o que exatamente?
Para responder à essa questão vou revelar a vivência que NÓS, aqui no
Olimpo, resolvemos chamar de: A caixa de pandora.

A caixa de Pandora
Certo momento cósmico, assim chamamos o que vocês humanos chamam de
certo dia, Duverna nos convocou a todos os Deuses a comparecerem ao
mesmo tempo no Olimpo.
Esse fato é raro. Duverna nos convoca geralmente individualmente para
transmitir alguma orientação. Aliás, nesses mais de 2000 anos, fomos TODOS
chamados uma única vez. Dito foi que nós Deuses nos reunimos TODOS para

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comemorar a passagem dos séculos e em descobertas significativas feitas
pelos humanos.
Mas, chamados ao mesmo tempo foi essa a única vez.
Duverna nos esperava sentada na pedra filosofal e pediu que cada um de
NÓS se acomodasse a seu redor sentados em círculo em volta DELA.
Estávamos TODOS ansiosos pelo chamado inesperado e não habitual de
nossa Deusa.
Após à acomodação devida Duverna deu a ordem. Nesse momento uma alta
e longa tela flutuava em nossa frente.
Nela as imagens de humanos se relacionando começou a ser projetada.
TODOS em absoluto silêncio acompanhavam a exibição.
As imagens apresentadas eram de um jovem casal de namorados abraçados
e aparentemente apaixonados.
Com braços entrelaçados, corpos colados e com os campos vibracionais
mesclando caminhavam rumo à um momento de diversão.
Ao adentrarem na sala de cinema, sentaram-se lado a lado. Nesse momento,
Duverna deu o sinal para interrompimento da projeção.
E disse:
“Como VOCÊS estão visualizando trata-se de um casal de namorados indo ao
cinema num momento de lazer, ternura e prática afetiva.
Na verdade, o que nos interessa nesse casal não é o laço afetivo. Nem tão
pouco as expressões afetivas que vão desenvolver. Muito menos, nos
interessa, avaliar a veracidade dos sentimentos entre eles.
Temos que observar neles quais são as sensações que recebem um do outro.
E, como essas sensações são codificadas e armazenadas em seus campos
vibracionais.
Essa é nossa tarefa: observar o relacionamento desse casal. ”

Passamos todos NÓS em torno de mais de 12 horas seguidas, considerando-


se a medida de tempo terrestre, observando os atos desse casal.
Observamos:
Os comportamentos de carinhos no cinema;
A prática sexual após a saída do cinema;
O pós prática sexual;
As emanações dos campos vibracionais deles quando em estado de sono
depois de praticarem as expressões afetivas e sexuais.

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O despertar lado a lado.
A despedida da noite que terminava para o dia que se iniciava.

Nesse momento Duverna nos informou que a projeção seria adiantada 30


anos.
A tela então começou a apresentar a vida do casal de namorados, agora
casados, com 2 filhos, profissões definidas, compromissos financeiros
assumidos e, as lembranças de cada um correspondente ao período entre a
noite do cinema aos 30 anos depois.
Na tela grande era projetada a vida deles após 30 anos.
Na tela menor abaixo e a esquerda, eram projetadas as lembranças da jovem
no período entre a noite do cinema aos 30 anos depois.
Na tela menor abaixo e a direita eram projetadas as lembranças do jovem no
período entre a noite do cinema aos 30 anos depois.
Nós Deuses temos algumas vantagens na projeção de cenas da vida dos
humanos.
Uma delas é que as colorações da tela são alteradas conforme as emanações
dos campos vibracionais dos participantes.
Quando cada participante emite ondas de sentimentos, sejam eles
agradáveis ou desagradáveis, as colorações da tela são alteradas conforme
essas emissões.
Isso proporciona ao assistente avaliar as sensações desenvolvidas pelos
participantes independente, de suas expressões ou verbalizações.
Esse recurso, de coloração da tela, NOS ajuda muito a entender o momento
vivido pelos participantes, sem SER-MOS envolvidos pelos discursos, que na
maioria das vezes, são desconexos com o que sentem e até contrários aos
sentimentos deles.
Nessas condições Nós os Deuses do Olimpo presenciamos as expressões
humanos de afeto, amor e sexo.
Certo momento quando o casal, 30 anos depois, estava em um
desentendimento corriqueiro e pouco significativo Duverna nos chama a
atenção para um fato determinante:
Disse Duverna:
“Observem que esse desentendimento sem importância alguma nas tarefas
diárias do casal e de seus filhos vai produzir no futuro algumas reações. “

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Ordenou nossa Deusa que naquele momento a filmagem fosse projetada 9
dias seguintes.
Assim foi feito.
Na sala da casa estavam o casal e os 2 filhos num momento de lazer perante
um programa de tv.
Todos pareciam alegres e descontraídos nas aparências.
No entanto, a tela de projeção irradiava coloração de desconforto, mágoas
e dor.
Fomos então agraciados por Duverna com o telescópio da projeção.
Esse telescópio, de material vibracional, quando focalizado em alguma parte
do corpo humano, reflete as condições do campo vibracional correspondente
a parte do corpo focalizada.
Cada Deus poderia, no uso do telescópio da projeção, focalizar o participante
que desejava e a parte do corpo que fosse de seu interesse estudar.
Em meu telescópio deti-me no corpo da mãe e percorri todo o seu corpo físico
na esperança de visualizar o campo vibracional dela em cada órgão de seu
corpo.
Pude perceber que as partes mais atingidas estavam relacionadas aos sons
de palavras ouvidas e registradas por ela.
O telescópio da projeção além de nos permitir enxergar o campo vibracional
de determinado órgão humano, nos dá também as opções de saber, por
intermédio de leituras sensitivas, quais foram as razões que proporcionaram
as alterações no campo vibracional daquele órgão.
No caso da mãe, que eu observava atentamente, o telescópio da projeção
indicava que os rins, fígado e baço estavam com alterações vibracionais
significativas. E, as leituras sensitivas indicavam que, essas alterações tinham
sido produzidas pelos sons de palavras ouvidas. Ou pela ausência das
palavras, não ditas.
Os sons de palavras ouvidas produzem inchaço nos órgãos e, a ausência de
palavras não ditas produzem furos nos órgãos.
Seus rins, baço e fígado apresentavam alterações de inchaços e perfurações
vibracionais.
Podemos então concluir que, as alterações nos campos vibracionais desses
órgãos foram produzidas por palavras ouvidas e, por palavras esperadas e
não ouvidas.
Oportuno faz-se colocar que:

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As palavras ditas que originaram os inchaços não eram esperadas de serem
ouvidas.
E, as perfurações são de palavras desejadas, e que não foram pronunciadas.
Em ambas alterações, inchaço ou perfurações, com o decorrer do tempo os
órgãos ficam debilitados, comprometendo a saúde adequada do corpo físico.
Duverna então nos solicitou comentários.
Cada Deus falou de suas observações com o telescópio da projeção e das
colorações das telas de projeções.
TODOS afirmaram que no casal e filhos haviam alterações nos corpos
vibracionais de determinados órgãos. E que a maioria, das alterações, tinha
sido produzida pelas palavras ouvidas ou, pela ausência de palavras.
Os Deuses, após essas colocações concluíram que:
O amor praticado pelos humanos carece de palavras adequadas.
E que, transborda de palavras inadequadas.
Duverna então ordenou que a projeção fosse interrompida e que TODOS
deveriam voltar as suas atividades no Cosmo.

Explica Mocivic (Deus do amor)


Na mitologia grega a caixa de Pandora significa o compartimento que
guardava todas as expressões humanas.
Pandora era aquela que possuía tudo (a caixa com as expressões humanas)
e aquela que, nada possuía. Já que a caixa de Pandora continha as expressões
humanas que não eram suas expressões. E sim, dos humanos.
Representava Pandora a ambiguidade típica dos humanos.
Em momentos, os humanos acham-se donos de bens e pessoas. Em outros,
sentem-se solitários e abandonados sem nada possuírem.
Deixemos as análises sobre a caixa de Pandora aos gregos ou à aqueles que
gostam de mitologia grega.
Nos interessa, nesse momento, revelar aos humanos a ligação direta que
existe entre o sentir, o emitir e a palavra.
Considerando o órgão humano que representa o amor, o coração, vamos
então visualizá-lo como uma caixa, do formato que sua imaginação permitir,
que guarda em seu interior sentimentos de seu possuidor.

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Essa caixa fechada somente permite a abertura quando o seu possuidor
emita do cérebro determinado comando, identificado pela caixa como
codificado.
Quando o cérebro emite comando energético sobre qualquer expressão
relacionada ao sentimento afetivo, a caixa é automaticamente aberta.
Nessa condição o comando energético vindo do celebro é penetrado na
caixa. Lá, dentro da caixa, ele permanece até que mais comandos cheguem
do cérebro na mesma condição do primeiro comando.
Quanto mais comandos são emitidos do cérebro a caixa vai sendo cheia.
Após 9 dias de emissões de comandos celebrais, os comandos começam a
serem multiplicados na caixa. Logo após sua multiplicação, e pôr a caixa estar
cheia, começa então a emissão desses comandos em direção a pessoa que
originou os sentimentos.
Os comandos, de caráter vibracionais, emitidos pela caixa, alcançam o
campo vibracional da pessoa que originou os sentimentos.
Os comandos vibracionais emitidos para a pessoa que originou os
sentimentos são recebidos por todo o seu corpo vibracional e, distribuídos
em seus órgãos físicos; exceto em sua caixa (coração).
A caixa (coração) acomoda somente os comandos emitidos pelo cérebro da
própria pessoa.
O campo vibracional, da pessoa que originou os sentimentos, ao receber as
vibrações emitidas pela caixa da outra pessoa, distribui essas vibrações aos
órgãos do corpo físico correspondente as características da vibração emitida
pela caixa.
Dessa forma os órgãos físicos são fortalecidos e revigorados.
Quando a pessoa emiti palavras que correspondem ao sentimento guardado
em sua caixa, as vibrações das palavras passam pelos mesmos processos das
vibrações emitidas pela caixa e, se alojam no órgão do corpo físico do
emissor e do receptor.
Como no coração são aceitos somente comandos celebrais e vibrações
relacionadas ao amor pode-se então constatar que, nenhuma outra vibração
se aloja nessa caixa.
E concluir que:
Coração saudável é aquele que amou e não aquele que foi amado.

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Dado que as vibrações emitidas pelas pessoas que nos amaram não são
alojadas em nossa caixa e sim, em nossos órgãos correspondentes a essas
vibrações por nós recebidas.
As vibrações relacionadas aos sentimentos de vingança, inveja, mágoa,
revolta e angústia não se alojam na caixa (coração) pois, não há o comando
cerebral de amor e portanto, a caixa não o reconhece e não permite o seu
alojamento.
Esses sentimentos são diretamente alojados nos órgãos correspondentes de
seu emissor. E, quando emitidos vibracionalmente ou verbalizados são
recebidos pelo campo vibracional da pessoa recebedora e alojados também
em seus órgãos.
As características vibracionais desses sentimentos - vingança, inveja, mágoa,
revolta e angústia - ao serem alojados nos órgãos do emissor e do receptor,
no decorrer do tempo produzem inchaços ou perfurações.
As palavras ditas de qualquer natureza podem produzir alterações nos
órgãos do corpo físico e, as não ditas também.
Um órgão deformado (doente) com inchaços ou perfurações vibracionais
pode ser recuperado pela emissão vibracional e, pelas palavras verbalizadas
ou não ditas pela pessoa (doente) ou por outras pessoas.
Assim como o órgão saudável pode ficar comprometido pela emissão
vibracional e, pelas palavras verbalizadas ou não ditas pela pessoa (doente)
ou por outras pessoas.
Na mitologia Grega a caixa de Pandora quando aberta permitiu que os bens
humanos escapassem ficando apenas a esperança.
Na mitologia Numerológica a caixa (coração) humana deve estar sempre
aberta por receber as vibrações celebrais de comandos de amor.
Que a esperança, permanecida na caixa de Pandora, seja transformada em
prática do amor.
Oportuno repetir:
Coração saudável é aquele que amou e, não aquele que foi amado.

REVELA SYPEMONEI
Assim que nossa Deusa Duverna ordenou
DEUS DA SABEDORIA que voltássemos ao Cosmo
(Final do encontro de todos os Deuses da
revelação: A caixa de Pandora) para

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andamento de nossas tarefas com a raça humana, solicitei a nossa amada
Deusa a permissão para falar.
Nunca presenciei Duverna negar o pedido de algum Deus.
E como esperado, ela gentilmente me concedeu a palavra.
Gostaria, cara Deusa, de perguntar algo que vem me incomodando.
Esse incomodo se origina na ausência de respostas.
Não consegui ainda visualizar ou sentir qual seria a resposta adequada a
minha questão.
Como considero minha indagação pertinente e de interesse dos demais
Deuses resolvi então solicitar-lhe, o direito a fala antes de nossa partida.
Minha indagação sem resposta reside no fato de que:
Fomos informados há tempos que as vivências – de qualquer natureza - de
nossos ancestrais podem ser por nós assimiladas pelo sentir. Por estarem
atreladas aos laços de sangue quando essas forem de algum familiar. Ou
então, quando o ancestral nosso for nós mesmo.
Sabemos que esse acesso é desenvolvido somente pelo sentir.
No entanto, sabemos também que existem lugares propícios para
determinadas ações, sejam elas Dévicas ou humanas.
O local inapropriado dificultará à aplicação prática do sentir. Bem como, o
local adequado favorecerá a utilização do sentir.
Minha indagação está relacionada à essas condições. E, a pergunta até o
momento sem resposta é a seguinte:
Qual seria o local mais adequado para acessar o sentir e, absorver as
vivências de nossos ancestrais sejam eles do sangue ou, nós mesmo?
Duvernna estava em pé, como todos NÓS naquele momento, e
inesperadamente sentou-se novamente na pedra filosofal.

A pedra filosofal
Deus Rufino, pai de nossa amada Deusa Duverna, no dia de sua consagração
como Deusa do Olimpo, momento histórico universal que nós Deuses da nova
era não pudemos presenciar, pois ainda éramos humanos, transmitiu a sua
FILHA algumas informações necessárias ao desenvolvimento de sua nova
tarefa cósmica.
Deus Rufino, momentos antes de sua desintegração, chamou sua filha
Duverna e relatou:

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“Cara filha não será possível iniciar um aspirante a Deus se esse não possuir
ligação direta e contínua com seus ancestrais. Sejam eles os do sangue ou,
ele mesmo. “
“Como uma de suas tarefas mais imediatas será formar novos Deuses para
que estes possam comandar e orientar as atividades humanas na chamada
nova era, será preciso então que você, nesse momento, descubra a conexão
mais precisa com as vivências ancestrais. ”
“Também, por vários momentos, não será possível aos Deuses, seja VOCÊ
minha amada filha ou os Deuses sobre seu comando, encontrar orientações
e respostas sem consultar as vivências de nossos ancestrais. ”
“Pela contagem humana, considerando-se o período evolutivo humano, sou
eu o 456º Deus do Olimpo. Sendo você então a 457ª Deusa do Olimpo. ”
“Sabemos que os Deuses em suas vivências acumularam orientações
preciosas que não seria possível passar automaticamente para o Deus
sucessor. Não somente pela quantidade de informações, mas também, por
ser consideravelmente complicado transmitir vivências. ”
“As informações podem ser absorvidas pela mente. Já as vivências somente
são absorvidas pelo sentir. ”
“A cada grupo de 100 Deuses foi determinada tarefa específica a ser vivida e
implantada na evolução da raça humana. ”
“ O primeiro grupo – do 1º ao 99º Deus – a tarefa foi a de proporcionar
vivências e implantar na raça humana a importância da sobrevivência
individual. ”
“ O segundo grupo – do 100º ao 199º Deus – a tarefa foi a de proporcionar
vivências e implantar na raça humana a importância da sobrevivência
coletiva. ”
“ O terceiro grupo – do 200º ao 299º Deus – a tarefa foi a de proporcionar
vivências e implantar na raça humana a importância da expansão, do
desenvolvimento e da multiplicação. ”
“ O quarto grupo – do 300º ao 399º Deus – a tarefa foi a de proporcionar
vivências e implantar na raça humana a importância de sua estruturação, da
sua organização e da dedicação. ”
“O quinto grupo – do 400º ao 499º Deus – ao qual NÓS pertencemos - a
tarefa é a de proporcionar vivências e implantar na raça humana a
importância da transformação. Vista aqui única e exclusivamente na questão
positiva em transformar para evoluir. ”

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“Sabemos que os humanos se dividem, nesse momento, em 3 grupos
evolutivos: ”
“Aqueles, que por sua dedicação, ultrapassaram o quarto grau evolutivo
(referente aos Deuses do 400º ao 499º). Mas ainda mantém questões
evolutivas relacionadas a esse grupo. ”
“Aqueles que estão no quarto grau evolutivo. ”
“ E os demais que estão para ascenderem ao 4º grau evolutivo. ”
“Minha querida filha, como Deusa 457º, não poderia comandar a evolução
humana baseada apenas em suas experiências e vivências evolutivas. ”
“Tal procedimento seria desconfortável a você e arriscado a evolução da
humanidade. ”
“Os arquivos vibracionais do 1º ao 456º Deus estarão sempre a sua
disposição e a disposição dos Deuses sobre seu comando. ”
“Para acessá-los será preciso seguir algumas condições fundamentais: ”
“1 ª – O acesso será sempre individual e solitário. ”
“2ª – O sentir deverá estar aberto sem interferências de qualquer natureza.”
“3ª – Deverão ser reverenciadas as expressões criadoras. ”
“4ª – A posição sentada é a única que permite o acesso. ”
“Por isso querida filha em seu novo reino você deverá marcar local em que o
corpo permaneça na posição sentada para que você e, os Deuses sobre seu
comando, possam acessar as experiências e vivências evolutivas de seus
ancestrais. ”

Assim, nossa amada Deusa, buscou na natureza exuberante do Olimpo um


local adequado para o acesso aos ancestrais.
Mandou então ali instalar uma pedra em formato de corpo sentado.
Que NÓS Deuses do Olimpo chamamos de: a pedra filosofal.

Explica SYPEMONEI (Deus da sabedoria).


A consulta das experiências e vivências dos ancestrais pode ser acionada
também pelos humanos dentro de seu padrão evolutivo.
As experiências e vivências dos ancestrais, como sabemos, podem ser de
nossos ancestrais de sangue ou, as de nossos outros momentos passados de
evolução (nós mesmos).

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Esse arquivo universal é individual. E, pode ser acessado desde que
cumpridas às condições colocadas pelo Deus Rufino.
E que, traduzidas de maneira mais clara para os humanos ficará assim:
“Para acessá-los será preciso seguir algumas condições fundamentais: ”
“1 ª – O acesso será sempre individual e solitário. ”
O ser humano que decidir acessar as experiências e vivências dos ancestrais
deverá fazer unicamente em seu nome e, estar sozinho no local de acesso.
“2ª – O sentir deverá estar aberto sem interferências de qualquer natureza.”
Para o desenvolvimento do sentir será preciso um ambiente silencioso. O
esquecimento de lembranças e emoções. E de qualquer outra sensação e
pensamento. A mente deverá estar vazia.
“3ª – Deverão ser reverenciadas as expressões criadoras. ”
Aqui se trata de ritual. Após cumprir as condições anteriores o humano
deverá reverenciar.
Estar em pé, num gesto baixar sua cabeça e ao mesmo tempo abrir os braços
em direção ao infinito (céu) e manter essa posição por 9 segundos seguidos
e ininterruptos.
“4ª – A posição sentada é a única que permite o acesso. ”
Em seguida, após o cumprimento da 3ª regra, deverá então posicionar a
cabeça na posição usual e fechar os braços. Imediatamente sentar num
objeto confortável com acento e encosto (cadeira ou qualquer outro móvel
que acomode seu corpo confortavelmente).
E então, começar a pensar nos fatos que deseja orientações e, indagar qual
seria o melhor caminho a seguir.
Demais orientações:
O tempo de permanência sentado em contato com o acesso as experiências
e vivências dos ancestrais será determinado pelo humano.
Ao levantar, a ligação será automaticamente interrompida. E não poderá ser
acessada nos próximos 9 dias corridos considerando-se o horário de quando
levantou.
É possível que o acesso proporcione sono ou, algum estado de relaxamento
considerável. Sem que essas questões desfavoreçam o acesso.
O objeto utilizado para sentar deverá permanecer no mesmo local. Não é
aconselhável mudá-lo de local. Salvo se o ambiente onde o objeto está será
alvo de reformas ou mudanças.
O objeto é de uso pessoal e não pode ser compartilhado.

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O objeto pode estar alojado internamente ou externamente.
O acesso as experiências e vivências dos ancestrais não ocorrerá quando o
humano estiver sentado diretamente no solo.

Sabido é nesse momento que, o humano tem a sua disposição 2


instrumentos para orientação em suas escolhas:
A consulta aos Deuses pelos Oráculos.
E, a consulta aos seus ancestrais pela pedra filosofal.

REVELA ROKAAN
DEUSA DA JUSTIÇA Minha vida é muito mais difícil das dos
demais Deuses do Olimpo.
Minha tarefa em relação à raça humana não
é de ensinar, e sim, de exemplificar.
Tenho que ter vida justa, atitudes corretas e procedimentos verdadeiros
para exemplificar ao humano o que esses conceitos, tão valiosos,
representam na vida humana.
Muitas vezes carrego a sensação de que não vai adiantar.
Outrora a justiça era parte integrante dos procedimentos humanos.
No tempo contemporâneo os hábitos de honestidade, correção e justiça nos
parecem esquecidos nos comportamentos humanos.
Cansada, desiludida e abatida resolvi procurar DUVERNA, nossa querida e
respeitada Deusa.
Não fui feliz na escolha do momento em procurá-la.
Os Deuses, sem exceção, estavam naquele momento deveras ocupados.
Era EU a única Deusa com mais tempo livre nesse momento.
Procurei DUVERNA exatamente no momento em que a raça humana estava
saltando em sua evolução terrestre.
Depois de consideráveis séculos de estagnação evolutiva a raça humana,
num esplendor de beleza e inteligência, caminhava rumo a evolução em
passos nunca visto no tempo chamado moderno.
E, exatamente nesse momento, resolvo EU procurar DUVERNA.
Ocupada e atarefada, nossa querida Deusa, parou por momentos suas
atividades e deu-me absoluta atenção. Numa dedicação digna de quem
ocupa um cargo tão relevante na evolução cósmica.

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Para que você, humano, possa entender e se situar melhor no tempo,
quando me referi ao termo: a raça humana estava saltando em sua evolução
terrestre, esse momento é conhecido por vocês como a revolução industrial.
Momento mágico na evolução humana.
Todos Deuses estavam muito ocupados nesse momento, inclusive
DUVERNA.
Eu, a Deusa da justiça, tinha mais tempo livre, pois a prioridade na
implantação desse momento mágico na evolução humana, não requeria a
necessidade de caminhar sobre os conceitos de justiça, honestidade e
retidão.
Logo após a implantação da revolução industrial, aí sim, meus trabalhos
seriam árduos e ininterruptos.
Estava eu, nesse momento mágico na evolução humana, assessorando Deus
SYPEMONEI (Deus da sabedoria) dado que suas energias eram vitais nesse
momento.
DUVERNA me recebeu reservadamente no Olimpo.
Foi então que pude lhe confessar meu cansaço, minha desilusão e meu
abatimento em relação a minha tarefa de exemplificar ao humano que
deveria praticar os hábitos de justiça, retidão e honestidade.
Minha tarefa, como afirmei de início, é difícil. Mas, meu cansaço, desilusão
e abatimento não estavam relacionados a minha tarefa. Até por que nós
Deuses somos abastecidos ininterruptamente pela energia Cósmica
criadora.
Essas sensações, em meu corpo vibracional de Deusa, estavam relacionadas
a constatação de que, o humano, cada vez mais se afasta da prática da
justiça, da retidão e da honestidade. Substituindo esses valores interiores
por vários outros mais cômodos e aparentemente mais vantajosos.
Quando nós Deuses conversamos não há a necessidade de palavras. Não
emitimos sons em nossas conversas.
Em nosso campo vibracional existe dispositivo energético que quando
desejamos nos comunicar o acionamos. Suas ondas vibracionais são emitidas
e os receptores, dessas ondas, entendem a comunicação sem a necessidade
de emissão de qualquer ruído.
Depois de ter solicitado falar com DUVERNA e ter recebido a ordem de que
seria atendida por ELA solicitei licença ao Deus SYPEMONEI e dirigi-me rumo
ao Olimpo onde nossa Deusa me aguardava.

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Você já deve imaginar que nossas viagens no Cosmo são como relâmpagos
se, comparado ao tempo terrestre.
Nós Deuses estávamos no planeta Terra, caminhando no meio da multidão,
quando desse momento mágico na evolução humana. De minha liberação
pelo Deus SYPEMONEI em vosso Planeta até o Olimpo, em linguagem
terrestre, devo ter gasto em torno de 2 segundos.
Nessa viagem relâmpago imaginei EU que DUVERNA estivesse me esperando
sentada na pedra filosofal. Dado que meus sentimentos, de cansaço,
desilusão e abatimento, estão relacionados com a renovação interior
necessária que se faz, para poder então caminhar rumo a evolução. E a pedra
filosofal é o instrumento mais significativo na renovação interior.
Avistei DUVERNA quando passava pela Lua Repoquitalonca.
Essa lua é um satélite natural do Olimpo.
Gira em torno do eixo do Olimpo e obedecendo a órbita deste.
Por isso é satélite. Não tem vida própria e nem, movimentação autônoma.
Está sempre a serviço das necessidades do campo vibracional do Olimpo.
Nós Deuses temos carinho especial por essa Lua. De tantas que habitam o
Universo, tal qual a Lua terrestre. Repoquitalonca merece nosso carinho
especial.
Por que foi nela que os rituais de consagração de nós Deuses aconteceram.
A cor de Repoquitalonca é de difícil descrição. Geralmente alterna nas cores
laranja, verde, azul, dourado e prateada.
No entanto, no dia de nossa consagração, a cor predominante era, a
prateada com tufos flutuantes de dourado.
Por isso agora conto-lhes o que carinhosamente chamo de:

A renovação incessante.
Para minha surpresa ao chegar no Olimpo verifiquei que DUVERNA não
estava na pedra filosofal.
Nossa querida Deusa me aguardava sentada em sua cadeira a beira de uma
mesa posta para 2 pessoas.
DUVERNA estava de frente para mim e a sua frente, passando pela mesa,
tinha outra cadeira vazia que, com certeza destinava-se a mim.
Visto minha surpresa, DUVERNA convidou-me a sentar.
Assim fiz.

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Permanecemos por alguns momentos em silêncio.
E DUVERNA graciosamente perguntou-me:
“Cara Deusa ROKAAN, a que prato faz gosto servi-lhe primeiro? ”
Devido a minha surpresa ao encontrar DUVERNA não tinha reparado que na
linda mesa, cuidadosamente preparada e decorada, haviam 3 pratos.
Surpreendentemente identificados como:
Justiça, retidão e honestidade.
Havia em cada prato, uma bandeirola vibracional, que tinha sua cor alterada
e intercalada entre dourada e prateada.
Inevitavelmente essas cores me remeteram as lembranças de minha
consagração como Deusa na lua Repoquitalonca.
Nesse momento minha mente fervilhava em lembranças.
Muitos flashes se alternavam em minha memória. Minha cabeça girava em
círculos e uma leve tontura abordou-me completamente.
Antes que perdesse os sentidos senti em meu ombro direito a mão da Deusa
MARLOETT que, entre outras atribuições é, também a Deusa da imaginação.
Em meu ombro direito senti a mão de Deus SYPEMONEI que, entre outras
atribuições é, também o Deus da memória que reproduz as lembranças.
Assim amparada, com DUVERNA a minha frente, MARLOETT a minha direita
e SYPEMONEI a minha esquerda desfaleci.
Como num sonho revivi meu momento de consagração como Deusa e revivi
as doces, esperadas e inesquecíveis palavras de DUVERNA:
“Para tornar-me a deusa dos deuses, tive que amparar a todos vocês.
Tive que ajudar cada um a conquistar seu posto dévico.
Tive sob minha assistência e orientação oito pretendentes a divindade.
Teria que orientá-los.
Ser bondosa e solícita.
Generosa com seus erros.
E, paciente com suas descobertas.
No desenvolver dessa tarefa. Deixei-me de lado.
Fui absorvida pelo amparo a todos vocês.
E com o passar dos tempos, vocês tornaram-se deuses.
Cada qual em seu momento, rumou em direção ao infinito, para desenvolver
suas tarefas.
Quando a última divindade partiu, a da justiça, fiquei sozinha.

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Foi então que descobri, que com o tempo de dedicação a vocês, esqueci de
mim.
Na solidão de vossas ausências, senti a importância de dedicar-me a mim
mesmo.
Por isso, afasto-me de vocês e nos reencontramos apenas a cada dois mil
anos.
E agora, nesse nosso encontro posso afirmar-lhes:
Descobri que para amparar nosso semelhante, temos antes de nos amparar.
E assim tornei-me a deusa dos deuses, desde que ajudei a mim, reuni
condições de continuar a ajudar vocês. “

Despertei!
E encontrava-me agora na lua Repoquitalonca sendo amparada por
DUVERNA que carinhosamente pegava em meu braço.
MARLOETT e SYPEMONEI continuavam a meu lado em minhas costas.
Os Deuses Guredaant, Nerow, Catooip, Sudafart e Mocivic estavam, a minha
frente, sentados no chão lunar em forma de lua crescente.
Ainda um pouco zonza perguntei a DUVERNA:
Deusa o que fazem todos os Deuses aqui em Repoquitalonca?
“Sei querida ROKAAN que o cansaço que sentes não é somente seu. ”
“Todos Deuses estão cansados, inclusive EU. ”
“Como você mesma explicou anteriormente nosso cansaço não é falta de
energias, mas sim interior. É o cansaço relacionado à lentidão com que o ser
humano caminha rumo a sua própria evolução. ”
“Sabedora desse cansaço geral e de que sua existência já estava prevista é
que resolvi então, a partir de sua solicitação de falar comigo, convocar todos
os Deuses do Olimpo para a nossa última revelação nessa época. ”
DUVERNA abriu os braços em direção ao infinito.
Nesse momento uma rajada suave do vento cósmico passou por nossos
corpos vibracionais.
Repoquitalonca começou então um movimento inicialmente suave de
desprendimento do campo gravitacional do Olimpo.
Sua velocidade foi aumentando consideravelmente.
E quando avistávamos o planeta Terra, numa comparação a linguagem
humana, Repoquitalonca viajava a velocidade surpreendentemente superior
a velocidade que caminha a luz.

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O corpo vibracional de Repoquitalonca, onde nós Deuses do Olimpo
estávamos acomodados, era rodeado de labaredas douradas. No interior
permanecia ainda a cor prateada.
Repoquitalonca, nesse momento, era um esplendor de beleza.
O dourado se espalhava por todo o externo mantendo no interno o prateado.
Dada a surpreendente velocidade o dourado externo e, o prateado interno,
fumegavam em harmonia.
Rajadas de ventos cósmico passavam a cada milésimo de segundo
impulsionando Repoquitalonca em direção a Terra.
Os Deuses estavam todos dispostos na ordem de suas consagrações.
Exceto nossa Deusa DUVERNA que se encontrava, na cabeça frontal de
Repoquitalonca.
Dado a velocidade e as rajadas constantes de ventos cósmico Repoquitalonca
não tinha mais o formato de lua.
Seu corpo vibracional era mais parecido ao de um foguete com cabeça
arredondada e cauda esvoaçante.
Nessas condições Repoquitalonca passou bem próximo à órbita do planeta
Terra.
Percorrendo caminho, em torno da Terra, igualzinho ao formato da lua
crescente.
Assim feito, e cumprido o trajeto no formato de lua crescente em volta do
planeta terra, Repoquitalonca começou viagem de retorno, rumo ao Olimpo.
Ao chegar ao campo vibracional do Olimpo, Repoquitalonca já tinha
adquirido seu formato original.
Os ventos cósmicos cessaram.
E, os 9 Deuses saíram da lua Repoquitalonca rumo ao Olimpo.
Lá chegando antes que Deus SYPEMONEI, que entre outras atribuições é
também o Deus das perguntas, DUVERNA informou:
“A viagem que acabamos de vivenciar é chamada de: A renovação
incessante. ”
E continuou agora dirigindo-se a mim:
“Cara Deusa ROKAAN quando chegastes aqui no Olimpo em busca de consolo
devido a seu cansaço, desilusão e abatimento, fostes recebida numa mesa e
orientada a sentar-se numa cadeira. “
“A mesa e a cadeira, ambas com 4 pés fincados no chão, representavam a
ausência de renovação. ”

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“A comida a ti oferecida, três pratos com bandeirolas vibracionais
identificando as condições de Justiça, retidão e honestidade, representavam
a sua essência. ”
“E a alternância de cores douradas e prateadas nas bandeirolas remeteram-
na as suas lembranças de sua consagração como Deusa. ”
“Esses 3 ingredientes: a constatação da ausência de renovação, a essência
de cada Ser e as lembranças do que realmente somos produzem, quando
servidos ao mesmo tempo, a ativação do processo de renovação. ”

Explica ROKAAN (Deusa da Justiça).


A cada período de aproximadamente 40 anos Repoquitalonca é
desconectada do campo vibracional do Olimpo e inicia viagem rumo ao
planeta Terra como foi anteriormente descrita.
Essa viagem tem como objetivo proporcionar a renovação.
Os 9 Deuses do Olimpo estão a bordo dessa aeronave lunar.
A renovação acontece com os habitantes do planeta Terra e também com
nós Deuses.
Quando Repoquitalonca retorna ao Olimpo e é conectada novamente a seu
campo vibracional, qualquer tipo de vida no Universo está renovada para
mais uma etapa evolutiva.
Dependendo da intensidade necessária da renovação é que Repoquitalonca
poderá estar mais próxima ou, mais distante da órbita terrestre. Podendo
assim ser visível ou não, no planeta.
Repoquitalonca, a aeronave renovadora, quando em viagem tem as cores
dourada em seu externo e prateada no seu interior.
O dourado representa a força vital iniciadora - sexo masculino -, que
impulsiona o nascimento da vida.
O prateado representa o casulo - sexo feminino - que carrega em seu interior
os ingredientes da vida.
Esses dois processos juntos, e ao mesmo tempo, fazem a vida renovar como
quando do nascimento humano.
Assim, Repoquitalonca passa ao redor do planeta Terra para renovar a vida
humana.
Repoquitalonca é conhecida, por vocês humanos, como o cometa Haley.

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Capítulo 2 – Contos de Amor

A Sra. do Lago
Quando faltavam três dias para finalizar este livro e concluir que estava
encerrado mais este trabalho de Numerologia, conhecei a sra. Martha, que
me procurou para solicitar a Sinastria Sentimental de sua filha e de seu
genro, que, segundo ela, estavam passando por um momento difícil na
relação afetiva.
Informei-lhe que o serviço poderia ser prestado apenas ao casal, pois
conforme o estatuto da ABRAN (Associação Brasileira de Numerologia) não
é permitido prestar nenhum serviço que não seja para a própria pessoa.
Ela disse que iria comunicar minha resposta à filha e pedir a ela que entrasse
em contato comigo.
Um pouco antes de nos despedirmos, ela ficou inesperadamente
contemplando a parede acima da minha cabeça por algum tempo.
Depois baixou lentamente seus olhos à procura dos meus e com um sorriso
leve perguntou-me:
— Quer ouvir a história da minha vida?
Surpreso, refleti por alguns segundos e, sorrindo, respondi:
— Sim, Sra. Martha, desejo ouvir a história da sua vida.
E a Sra. Martha, me contou a seguinte história:
“Às vezes eu me pergunto por que fui merecedora desse amor.
Talvez você não entenda, mas se tentar sentir o que me aconteceu
conseguirá visualizar o que eu vivi em minha vida.
Tinha por hábito, quando jovem, sentar-me à beira de um lago redondo, de
azul forte, cercado de outros lagos menores, derivados deste.

Ficava ali contemplando aquelas águas azuis, a vegetação em volta dessas


águas como se as segurasse para que elas não ultrapassassem as margens.

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No fim do lago existia um canal estreito que dava passagem à água e à
vegetação, formando novos lagos menores, reproduzidos à semelhança do
lago maior e com as mesmas características.
Sentava quase diariamente à beira desse lindo lago para sentir a serenidade
e a formosura desse quadro pintado pela natureza. Permanecia horas
sentada ali.
Em minha cidade natal, onde vivi até os 40 anos, a vida era tranquila, simples
e pacata.
A beira do lago era meu recanto preferido. Durante anos seguidos sentei às
suas margens e de lá visualizava a paisagem, sonhava, sorria, e vivia a minha
humilde vida daquela época.
Havia sonhos? Não somente sonhos, mas também ilusões e emoções.
Esse adorado lago fazia parte da minha vida como as demais necessidades
que tinha naquela idade. Não conseguia passar alguns dias sem visitá-lo. Ele
me abastecia de vida, de sensações, de sentimentos.
A cada momento passado à beira desse lago era como se eu conseguisse
entender a vida, abastecer-me de energias e vislumbrar a felicidade. Não
sabia por que ele me transmitia tantas emoções. Eu já não sabia mais viver
sem visitá-lo constantemente.
Quase sempre havia alguém ali também, mas somente eu permanecia tanto
tempo e era sempre a última a ir embora.
O sr. Pedro era o zelador do lago. Zelador por conta própria, ele vivia num
casebre à beira do lago e havia anos cuidava da vegetação e dos visitantes.
Era uma pessoa agradável, porém exigente. Não deixava ninguém sequer
tentar agredir o lago ou a natureza. Eu gostava dele justamente porque
protegia o lago de meus sonhos e fantasias.
Desde a primeira vez que vi o lago — por volta de meus 3 anos — o sr. Pedro
sempre esteve presente. Solitário. Totalmente solitário.
Ninguém sabia nada dele nem de seus familiares. Nunca tinha apresentado
alguém de seu relacionamento.
Era realmente uma pessoa estranha o sr. Pedro, mas respeitado e admirado
por sua dedicação voluntária ao lago e à natureza.
Um dia ele sentou ao meu lado, na beira do lago, passou a mão em meus
cabelos, olhou carinhosamente em meus olhos e, sério, disse:
— Ele está chegando, e quando chegar seja receptiva.

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Nessa época eu estava com 28 anos. Achei estranha a sua atitude. Havia anos
sentava à beira do lago e ele nunca sentou ao meu lado.
Passava por mim, cumprimentava, às vezes sorria, verificava se eu não
estava fazendo nada de errado com o lago e com a natureza e seguia seu
caminho.
Nesse dia ele sentou, falou, sorriu, levantou-se e foi-se embora.
Fiquei olhando o sr. Pedro sumir nos contornos do lago e não consegui
entender as suas palavras.

Certo dia estava eu sentada à beira do lago comparando o azul-escuro da


água com o azul-claro do céu. Era uma contemplação muito agradável.
Na terra o azul-escuro e forte, no ar o azul-claro quase transparente.
Parecia que a água de azul-escuro do lago ia subindo, subindo e subindo e, a
cada subida, tornava-se mais clara até atingir a altura desejada num tom azul
bem clarinho.
A impressão que dava era que o céu havia saído da água. Ou que a água ao
cair do céu ficava mais escura.
Invertendo a situação por mim visualizada, o céu iria descendo, descendo e
descendo até chegar à terra tornando-se um azul-escuro nas águas do
encantador lago.
Dizem que no céu há anjos que protegem nós humanos, e no lago tem água
que dizem compor a maior parte do planeta e do corpo humano.
Seria então uma coisa só, céu e água?
Então tanto faz estar no céu como no lago.
Eu realmente viajava quando sentava ali.

Nessas contemplações costumeiras, e em especial nesse dia em que misturei


céu e água, fui surpreendida pela aparição de um jovem, como eu, que
percebi passava repetidas vezes perto de mim.
Ele passou tantas vezes perto de mim que acabou por interromper a minha
contemplação da água misturada com o céu.
Olhei para o rapaz, e bastou o meu olhar para ele se aproximar.
Foi logo se sentando ao meu lado, mantendo uma distância respeitosa, e
falou:
— Olá, Martha, então é você a dona desse lago?

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Surpresa, pensei: ‘Como ele sabe meu nome? Eu dona do lago?'. Antes que
eu perguntasse, ele completou:
— Foi o sr. Pedro que me disse seu nome e falou também que você é a
visitante mais assídua daqui.
— É, eu adoro esse lago e realmente venho aqui quase todos os dias e
permaneço por algum tempo.
Eu estava com 28 anos e ele aparentava uns 32 anos.
Disse-me ser biólogo e que estava naquela região para fazer alguns
levantamentos e catalogar algumas espécies. Morava em uma cidade grande
e distante da minha.
Ficamos nesse dia algumas horas conversando e contemplando o lago. Ele
me parecia muito sensível, além de atraente e culto.
Por muitos dias e meses nos encontrávamos à beira do lago, ora para
passear, ora para conversar, ora para apenas contemplar em silêncio a
exuberante natureza e as águas azul-escuras do lago.
Já me habituara com a companhia dele.
Quando me atrasava para ir ao lago, eu apressava meu serviço como
enfermeira para poder chegar a tempo de encontrá-lo.
Percebi que não estava conseguindo definir mais se ia somente pelo lago,
somente pela companhia dele ou pelas duas coisas.

Um dia, ele aproximou-se, colocou o braço esquerdo em meu ombro e


permaneceu assim até que eu virei para olhá-lo, e em seguida ele
lentamente aproximou sua boca dando-me um beijo lento, demorado e
envolvente.
A partir de então começamos a namorar. E, em menos de um ano, nos
casamos.
Eu não me casei à beira do lago, mas passei boa parte da lua-de-mel andando
e sentando nesse lugar e também rolando com ele.
O André foi para mim um homem que nunca pensei em encontrar na vida.
Vivemos trinta anos casados. Tivemos dois filhos.
Esse homem era de uma presteza, atenção e dedicação comigo que
encantava qualquer pessoa que convivesse conosco.
Nas situações em que eu necessitava mudar a minha vida, e foram muitos
esses momentos, ele sempre me apoiou.

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Sempre esteve ao meu lado, amparando-me, incentivando-me e colocando
à minha disposição o que ele havia conquistado.
Nosso casamento foi repleto de dedicação.
São incontáveis as horas que passamos juntos apenas conversando. Ele
sempre me orientando, mostrando o melhor caminho. Incentivando minhas
atitudes. Orientando-me nos momentos de escolha.
Nunca ouvi dele: não pode, não faça, não vá.
Quando ele discordava de uma atitude ou procedimento meu, apenas emitia
sua opinião, e, sem que eu solicitasse, ele me concedia o direito de fazer o
que eu queria mesmo sem a sua concordância.
Foi um homem que engravidou comigo. Acompanhou tudo de perto: a
gestação, o parto e a criação de nossos filhos.
Nunca esteve ausente. Sempre presente, cumprindo sua parte.
Criamos nossa família, eu e ele, com condições financeiras confortáveis para
nós, nossos familiares e nossos filhos.
Das diversas vezes em que errei em minha vida, ele sempre esteve ao meu
lado, ajudando-me a reparar os estragos, e nunca me cobrou nada.
Foi carinhoso, atencioso, dedicado, companheiro, amante, amigo e
principalmente sempre presente e atuante.

Esse homem que para mim nasceu do lago, nasceu da junção do azul-claro
do céu com o azul-escuro das águas do lago, pois foi lá, à beira do lago, que
eu o encontrei, era um presente que a vida me trouxe”.

Nesse momento a sra. Martha voltou a fitar a parede acima da minha cabeça.
Aproveitei sua pausa e perguntei:
— E onde está esse homem hoje?

Ela, novamente, desceu suavemente os olhos até os meus e disse:


— Há dez anos viemos para São Paulo, a terra dele, e há três anos ele partiu.

Antes que eu fizesse qualquer indagação, ela completou:


— Ele chegou um dia em casa e, como de costume, nos sentamos no quarto
para conversar. Entre vários assuntos, ele começou a dizer:

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— Martha, há alguns meses me apaixonei por outra mulher. No entanto não
consigo permitir nenhuma aproximação física entre nós. Somente
conversamos no serviço. Mais nada.
Não consigo mais segurar essa situação e pretendo viver com ela, só que
antes de decidir quero ouvir a sua opinião.
Eu calmamente perguntei:
— Você está seguro de seus sentimentos por essa mulher?
Ele afirmou:
— Sim, muito seguro.
— É com ela que você deseja viver agora?
— Sim, é com ela.
E eu completei:
— Pois então, meu querido, siga o seu caminho com ela. E vá em paz que
saberei seguir o meu.
Uma semana depois ele se mudou. Comunicamos aos nossos filhos a
separação. E em paz ele foi e em paz eu fiquei.

— Entendi, sra. Martha, que em paz ele foi. Mas a sra. poderia me explicar
como ficou em paz?
— Roberto, o que ele me deu nos trinta anos de casados foi o suficiente para
que eu ficasse em paz com sua partida. Amei e amo esse homem e se a sua
felicidade agora se encontra ao lado desse novo amor, como poderei impedi-
lo? Do que teriam valido toda a atenção, a dedicação, o cuidado, o
companheirismo, a participação e o entendimento que ele me proporcionou
durante anos, se quando ele precisou disso eu não o tivesse compreendido?
— E a sra., após a separação, viveu um novo amor?
— Sim, mas muito distante do que vivi com ele.
— Diga-me, sra. Martha, de maneira objetiva, qual foi a principal razão que
fez com que a sra. aceitasse essa separação?
— Por que eu aceitei separar-me do meu grande amor?
— Sim, por quê?
— Por que o tempo todo que esteve ao meu lado ele provou que me amava.
Como poderia eu impedir a sua felicidade?
— E a sra. se sente bem assim?
— Sim, pois me senti amada enquanto estive com ele.

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— Dessa sua linda história de amor eu tenho uma pergunta a fazer:
O sr. Pedro — zelador do lago — em algum momento lhe disse: “Ele está
chegando, e quando chegar seja receptiva”.
O sr. Pedro conhecia o André?
— Não, nunca se conheceram.
— Como nunca? O sr. André falou para a sra. que foi o sr. Pedro que lhe disse
o seu nome e que a sra. era a dona do lago.
— Soube, Roberto, depois de alguns anos de casada, que o André, dias antes
de me conhecer, havia tido um sonho em que um sr. idoso, de nome Pedro,
lhe dizia que iria conhecer a dona do lago e que seu nome era Martha.
— Nossa! Mas a sra. conviveu com o sr. Pedro!
— Sim, convivi. Mas fui a única. Porque ninguém na minha cidade nunca viu
alguém com nome de Pedro zelando pelo lago.
— É?
Ela, sorrindo suavemente, perguntou-me:
— É uma linda história de amor a minha. Você vai relatá-la no seu próximo
livro?
— Como a sra. sabe de meu livro? Somente as pessoas íntimas sabem que
estou escrevendo um novo livro. Mas não sabem de seu conteúdo. Como a
sra. sabe que é sobre o amor que escrevo?
Nesse momento, ela levantou-se e pude observar que seu vestido era na cor
azul-escuro, igual à cor do lago que ela relatou.
De pé, curvando-se em minha direção, pegou delicadamente em minha mão
e disse:
— Esse amor que relatei a você ainda não é muito praticado no plano
humano. A raça humana prende-se ao tempo. Avalia seus resultados pelo
tempo de permanência dos fatos em sua vida. E não pelo que realmente
viveu.
A qualidade do que vivemos não está relacionada ao tempo, mas sim à
intensidade do que vivemos.
Haverá um tempo em que a raça humana irá absorver da vida o melhor em
apenas alguns segundos.
O amor verdadeiro é aquele que dura ou aquele que constrói sentimentos
indestrutíveis?
Se a separação física momentânea for suficiente para desfazer um amor,
teria sido esse sentimento realmente significativo em nós?

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Quando permitimos que a pessoa amada viva sua vida de acordo com suas
necessidades do momento, não seria essa uma das mais fortes provas de
amor?
Só amamos enquanto temos? Não somos capazes de abrir mão da pessoa
amada para que ela seja feliz ao modo dela?
Ela em pé segurava carinhosamente minha mão.
E eu emocionado perguntei:
— Sra. Martha, diga-me, por favor, me explique, como fazemos para amar
dessa forma? Como nós humanos poderemos alcançar esse amor? De que
maneira?
Ela, sempre com seu sorriso suave, disse:
— É simples! Quando amamos respeitamos os direitos da pessoa amada.
Nesse momento fui invadido pela emoção.
E despertei. Em meu quarto o relógio marcava 2h16.
Levantei-me e dirigi-me ao computador. Sentei, liguei-o e concluí este livro.

Amor de Gerações
Às vezes eu me esqueço, mas quase sempre lembro.
Mesmo que desejasse, não conseguiria esquecer, e sempre faço questão de
relembrar.
Se pudesse viver de novo. Não, não seria possível viver novamente.
Há coisas na vida que serão possíveis somente uma única vez.

— São três casos distintos.


— Como assim, três casos? Estamos falando de apenas um caso. O da mulher
que fugiu abandonando o marido e os filhos.
— Sim, esse é o caso original. Mas, talvez existam por trás dele mais casos.
— Mais casos?
— Exatamente. Por que essa esposa e mãe deixou tudo para trás?
Por que teria abandonado a família, o convívio com os entes queridos e o
conforto do lar? Para quê? Em busca do quê?
— Ah! Talvez para viver uma aventura amorosa recheada de ilusões e
fantasias.

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— Pode ser. Mas parece pouco para largar uma estrutura montada. E o
sentimento de mãe? Os filhos são pequenos, ainda precisam muito dela.
Romper toda estrutura apenas para viver um amor indefinido?
— Pode ser, muitas pessoas atiram-se em aventuras afetivas sem se
preocuparem com as consequências. E depois de vivê-las ficam o resto da
vida consertando erros e transtornos cometidos.
— Sim, essa é uma possibilidade. Mas temos também de aceitar o fato de
que um humano, por natureza, apenas reage ao estímulo recebido. Talvez
essa senhora sumida tenha apenas reagido a uma situação anterior.
— Como seria isso?
— Muitas vezes guardamos uma agressão ou decepção. Naquele momento
da vida não nos parece possível resolver essas questões. Então, como
humanos, escolhemos, às vezes inconscientemente, acomodar isso em
nosso interior. Ao escolher essa opção, por falta de conhecimento sobre as
próprias reações, adiamos a reação. Essa reação, quando contida, vai sendo
alimentada e tudo que é alimentado cresce e se desenvolve. Num
determinado momento, às vezes muitos anos depois, essa reação contida,
alimentada e, portanto, desenvolvida, toma formas inesperadas e
aparentemente contraditórias ou inexplicáveis.
— Na prática como seria? Ou seja, de maneira mais clara, como poderia
acontecer?
— Podemos supor que essa senhora, que deixou para trás companheiro,
filhos e o aconchego do lar, tenha apenas extravasado uma reação contida.
Suponhamos que no passado ela tenha sofrido uma decepção amorosa
considerável, produzida pelo seu atual companheiro, e que naquele instante,
avaliando sua estrutura, decidiu não reagir à agressão.
Teria, então, reavaliado a agressão sofrida e priorizado outras situações que
julgou mais importante que o sofrimento naquele instante de sua vida.
— Quer dizer então que devemos reagir a toda agressão recebida?
— Sim. Para que a vivência interior seja saudável será preciso reagir a toda
agressão ou decepção sofrida.
No entanto, reagir não significa cometer o mesmo ato agressivo, ou seja,
pagar na mesma moeda. Também não significa guardar para depois e, em
momento oportuno cobrar. E nem ficar constantemente acusando a pessoa
pelo ato falho cometido.

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Reagir aqui significa unicamente avaliar a situação nova, dimensionar suas
consequências e descobrir nossas falhas que proporcionaram tal ocorrido.
A partir do momento que um fato novo acontecer em nossa vida afetiva;
essa afetividade nunca mais será a mesma. Como, aliás, em todas as outras
áreas da vida humana ou cósmica.
O fato novo, seja ele agradável ou desagradável, é que proporciona as
transformações em nossas vivências com o objetivo de gerar evolução.
Qualquer conquista humana ou cósmica que permanecer longo período sem
transformações irá deteriorar-se. Para que isso não aconteça, as energias
vitais, que comandam todos os seres no Universo, desencadeiam situações
novas para no final produzirem transformações.
Sendo aplicada a transformação, estará assegurada a permanência da
conquista na vida humana. Entendendo-se aqui permanência como o ato de
manter-se algo na vida, e não de manter-se pessoas em nossas vidas.
— É bastante confuso esse raciocínio.
— Sim, mas somente para o padrão limitado de raciocínio em que a raça
humana se encontra atualmente.
— Vamos então visitar novamente aquele lar em que a senhora abandonou
o companheiro e os filhos pequenos?
— Sim, vamos até lá.
— Nossa! Faz apenas dois dias que ela saiu de casa e já voltou. Está de novo
no convívio familiar e cumprindo suas tarefas.
Puxa! Está tudo como era antes.
— Será?
— Sim, eles transmitem harmonia e tranquilidade. Pelo que vejo ela alegou
que teve um momento de esquecimento, de amnésia e teria ficado
perambulando pelas ruas. Depois se lembrou de tudo novamente e retornou
à casa.
— Sim, essa foi sua alegação.
— E não foi isso que aconteceu?
— Observe ao redor dela. Que coloração encontra ao redor de sua cabeça, o
órgão que ela disse ter produzido o esquecimento?
— Amarelo forte e ondas eletrizadas de vermelho muito escuro.
— São essas as cores da realidade?
— Não, as cores que representam a realidade são o verde e o azul.
— Há essas cores ao redor de sua cabeça?

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— Não.
— Então?
— Sua alegação de amnésia não é verdadeira.
— Sim, exatamente isso. Se fosse verdadeira ela estaria emitindo colorações
azuis esverdeadas.
— Bem, como faremos então para poder entender suas verdadeiras razões
para tal atitude, mesmo que momentânea.
— Teremos de primeiro conhecer seu passado para entendermos seu
presente. Está disposta a fazer uma viagem retroativa pela vida dessa
senhora?
— Acho que sim.
— Essa não é a resposta mais adequada para essa questão.
— Sinto um pouco de medo.
— Por que acha que sente medo?
— Não sei.
— O que é o sentimento de medo?
— A sensação do desconhecido.
— Então você sente medo por não conhecer.
— Acho que é isso.
— Continua não sendo uma resposta adequada.
— Vou viajar no tempo passado para entender por que essa senhora agiu
assim no presente. Não seria mais proveitoso você colocar os fatos do
passado que levaram essa senhora a agir assim no presente?
— Você está aqui para aprender ou para ensinar?
— Para aprender.
— Há situações em que os relatos não são suficientes para produzirem os
efeitos esperados. Será preciso a vivência.
E então, está disposta a fazer uma viagem retroativa pela vida dessa
senhora?
— Sim, estou, mas vou com medo.
— Parece muito mais adequada essa resposta.

• 10 anos antes de a senhora sumida “ter amnésia”.


— Puxa! Como ela está linda.
— É verdade. Mas todas as mulheres vestidas de noiva são lindas.

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Aliás, esse branco do vestido e da grinalda não representa a pureza sexual, a
da castidade como muita gente pensa. Representa o sentimento de amor,
pois o amor é um sentimento puro e o branco a única cor que não apresenta
misturas.
— Ora! Se for assim então por que o homem também não veste o branco?
— Porque parece que a raça humana convencionou que somente a mulher
seria capaz de amar.
— Mas que estupidez!
— Sem dúvida, mas se fosse somente essa seria fácil contorná-la.
— Para onde eles estão indo?
— Ora! Para a chamada lua-de-mel. Vamos acompanhá-los.
— Para onde o marido está indo?
— Em momentos como este a melhor atitude é ver sem perguntar.
— Mas ele está indo para a cozinha do hotel.
— Sim, está.
— O que ele vai fazer lá?
— Em momentos como este a melhor atitude é ver sem perguntar.
— Não acredito. Aquela moça estava esperando ele.
— Sim, estava.
— Mas faz apenas dois dias que estão nesse hotel em lua-de-mel.
— Sim, apenas dois dias.
— Mas como ele conseguiu em apenas dois dias programar um encontro
com essa garçonete?
— Para quem carrega interiormente a deformação do desrespeito humano
não são necessários mais que alguns segundos para desenvolver suas
propostas.
— Ah, não! Eles estão tendo aproximação física.
— Sim, nesse momento eles estão praticando sexo.
— Não é possível, mas ele acabou de casar.
— Sim, ele acabou de destruir um belo sentimento alheio.
— Destruir um belo sentimento alheio? A esposa não está vendo isso.
— Não fixe seus olhos na atitude sexual deles. Amplie sua visão nesse
momento. Dê com o olhar um giro no ambiente todo.
— Oh, não! A esposa está atrás daquela porta vendo tudo.
— Sim, está.
— O que será que ela vai fazer agora?

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— Está olhando para a esposa traída?
— Sim, estou.
— Seu olhar está em qual lugar do corpo dela?
— No coração, que chora nesse momento.
— Pois então desça um pouco seu olhar até o ventre dela.
— Oh, não! Ela está grávida.
— Sim, de três meses.
— Entre no pensamento dela. Vamos, encontre uma brecha para entrar na
energia do pensamento dela.
— Estou tentando, mas está confusa, ela pensa muitas coisas ao mesmo
tempo.
— Sim, essa agressão está desencadeando nela muitos pensamentos.
Tente se fixar no pensamento da família original dela. Conseguiu?
— Sim. É uma família muito humilde e sem posses materiais.
— Ela teria chance de criar essa criança que vai nascer em condições
recomendáveis de evolução se dependesse apenas de sua família original?
— Não. Sua família não poderia ajudá-la em nada. Essa criança teria o mesmo
destino que ela e seus irmãos. Uma vida de privação e necessidades.
— Agora tente se fixar no pensamento dela em relação à família dele.
— Sim, consegui.
— E o que está vendo?
— Uma família de acentuadas posses materiais e absoluto conforto físico.
— O que acha que essa sra. traída, ora a sra. sumida, que futuramente será
mãe, vai decidir?
— Não sei.
— Olhe para mim. E em seguida olhe para frente.
— Ora! Mudou tudo. Estamos no quarto do hotel. Ele com sua esposa, e ela
não disse nada do que presenciou na cozinha com a garçonete.
— Sim, ela não disse nada. E nada irá dizer nos próximos anos. Precisamos
agora retornar à casa da mulher sumida com amnésia.

— Bom! Por aqui está tudo bem. Reina a harmonia nesse lar e parece que
todos esqueceram o incidente.
— Sim, aparentemente esqueceram. Entende por que a mulher disse ter
amnésia?

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— Pelo que entendi essa amnésia fictícia foi exatamente a agressão
alimentada esses anos todos, que explodiu nesse momento.
— Sim, exatamente isso.
— Mas, então, o que foi que ela fez nesses dois dias de suposta amnésia?
— Para entendermos isso será preciso ir ao presente dessa senhora.
— Mas não estamos vivendo o presente dela?
— Observe as roupas dessas pessoas e os objetos da casa. Eles representam
a atualidade do planeta Terra?
— Não, não representam. Parecem de muitos anos atrás.
— Sim, de exatamente 40 anos atrás.
— Quer dizer que esse momento que pensava ser o presente dela é também
um momento de seu passado?
— Sim. O casamento, a agressão e a suposta amnésia são passados.
— E qual é então o presente dela?
— Essa senhora está hoje com 79 anos e encontra-se neste momento
interpretando seu mapa numerológico Natal com um Numerólogo.
Aliás, foi justamente a ativação de suas lembranças, desenvolvida por esse
processo de interpretação, que proporcionou a oportunidade de viajarmos
em seu passado.
— Deseja ir até o presente dessa senhora?
— Sim, desejo, mas meu medo aumentou.
— Compreensível.
— Estamos exatamente no presente da Sra. Sumida. Entretanto, não
poderemos passar além dessa porta. Na sala estão a Sra. e o Numerólogo; se
adentrarmos nossas energias poderão interferir nesse processo. Por isso,
devemos permanecer aqui do lado de fora apenas ouvindo o diálogo entre
eles.

— Olha, quase tudo que você falou realmente aconteceu em minha vida.
Mas, tem algo que aconteceu e você não falou.
— Sim. O Numerólogo não consegue interpretar tudo. Até porque nosso
entendimento da Numerologia é ainda parcial.
— Certa idade de minha vida eu vivi um amor avassalador.
Às vezes eu me esqueço, mas quase sempre lembro.
Mesmo que desejasse, não conseguiria esquecer, e sempre faço questão de
relembrar.

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Se pudesse viver de novo. Não, não seria possível viver novamente.
Há coisas na vida que serão possíveis somente uma única vez.
Foi um amor de dois dias.
Entretanto, esses dois dias ao lado dessa pessoa foram mais significativos
que os 60 anos de meu casamento.
E você não relatou essa encantadora e inesquecível experiência em minha
vida.
— Entendo. A Numerologia é uma ciência perfeita, mas o Numerólogo não.
Por limitações de nossa parte não conseguimos visualizar certos fatos na vida
humana.
— Nesses dois dias em que vivi esse encantador e inesquecível amor todo
mundo ao meu redor acreditou que eu estava com amnésia.

— Em alguns minutos eles irão sair. Quer conhecer a senhora que foi sumida
e que disse ter tido amnésia?
— Sim, quero.
— Ainda está com medo?
— Sim e muito.
— Ela está saindo.
— Oh, meu Deus! É a minha mãe.
— Sim, é. E lembra-se da criança que estava para nascer quando houve a
agressão?
— Sim, lembro.
— Aquela criança no útero era você.
— Oh, meu Deus!

— Quando eu a procurei fiz apenas uma pergunta.


— Sim, você me perguntou por que eu havia interrompido tão cedo minha
vida no planeta Terra.
— Exatamente. E quando lhe perguntavam por que havia interrompido sua
vida física você alegava não ter sido amada por sua mãe.
— É verdade.
— E ainda pensa assim?
— Não. Mas, ainda não consigo ver a resposta de minha pergunta.
— Acha que sua mãe agiu certo ou errado?

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— Entendo que ela agiu certo. Pois no momento da agressão ela pensou na
filha que ia nascer e não nela própria. Pois mantendo aquele casamento
poderia proporcionar a essa filha uma vida melhor.
— E proporcionou a você uma vida melhor?
— Parece que não, pois aos 18 anos decidi interromper minha jornada no
planeta Terra.
— Como alguém que se mutila poderá proporcionar alguma condição
satisfatória a outras pessoas?
Para proporcionar uma vida equilibrada temos de estar em equilíbrio.
Para não produzirmos dor ao nosso redor, temos de resolver as nossas dores.
Para não mutilar alguém não podemos desenvolver a automutilação.
Somente quando nos amamos podemos amar alguém.
— Então posso concluir que meu suicídio foi por falta de amor de minha mãe.
— Não. Sua mãe não soube amar a si própria e, consequentemente, não
conseguiu transmitir a você o amor-próprio.
Só damos aquilo que temos.
— Nessa história toda onde fica meu pai? Afinal ele foi o causador de toda
essa mutilação familiar.
— Gostaria de fazer uma viagem ao passado de seu pai?
— Oh, não! De novo uma viagem ao passado.
— Poderemos parar aqui onde estamos agora. Minha tarefa neste momento
de minha evolução cósmica não é responder perguntas, mas sim
proporcionar vivências. E sabe por quê?
— Nem imagino.
— Em minha última estada no planeta Terra fui um ser humano muito
exigente. Somente aceitava como verdade o que podia ser vivido e sentido.
Nunca aceitava os relatos de experiências alheias como possibilidade de
conteúdo verdadeiro. Sempre tinha de ser provado através da efetiva
vivência.
Desenvolvi tanto o potencial de vivências que acabei atrofiando o potencial
de explicação. Por isso, agora, como Ser cósmico, só consigo proporcionar
vivências, não consigo explicar.
— Bem, se é assim não tenho muita opção. Vamos então viajar no passado
de meu pai. Vamos de novo ao casamento de meus pais?
— Não será preciso. Vamos até os 10 anos de idade de seu pai. Lá
entenderemos tudo.

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— Veja esse menino de 10 anos, que alegre e divertido.
— Sim. Mas meu pai foi assim sempre. O tempo que convivi com ele foi
sempre um homem alegre e divertido.
— É verdade, essa característica agradável seu pai manteve em toda a sua
vida. Aliás, quase todo mundo gostava dele justamente por ser sempre uma
pessoa alegre, divertida e de bom humor. Mas observe a região do coração
dele ainda como criança.
— Sim, há algumas luzes com tonalidades obscuras sendo irradiadas desse
coraçãozinho infantil.
— É verdade. Essas tonalidades obscuras representam as mágoas humanas.
E veja que por muitas vezes elas encobrem o coração do nosso menino alegre
e bem-humorado.
— Representam mágoas? Mas, ele é ainda tão novinho. De quem poderia ter
tamanha mágoa a ponto de irradiar-se em seu coração com apenas 10 anos
de vida?
— Com essa pouca idade apresentando tamanha mágoa somente poderia
ser de alguém muito amado.
— É verdade. Quem será que proporcionou essa mágoa?
— Quem são as pessoas que mais ama uma criança com apenas 10 anos de
idade?
— Ora! Seus pais. Até porque nessa idade é o único referencial que temos.
— Perfeitamente correto. Já estamos aqui há algum tempo e você viu os pais
dele?
— Não, até agora não. Não tinha nem reparado nisso.
Onde estão os pais dele, aliás, meus avós?
— Vamos adentrar a casa onde essa encantadora criança vive para ver se
encontramos os pais dela?
— Sim, vamos, até porque gostaria de ver a cara desses pais que produziram
tamanha mágoa nessa criança. Aliás, gostaria de poder dizer-lhes alguma
verdade.
— Tenha calma. É você nesse momento quem procura a verdade. Mas,
compreendo sua indignação.
— Puxa! Rodamos a casa inteira e não encontramos os pais dele, meus avós.
— E você observou esta casa em detalhes?
— Em detalhes não. Apenas procurei pelos pais.

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— Então vamos andar novamente pela casa. Só que agora você deveria
observar os aposentos e as pessoas que aqui vivem.
— Mas isso não é uma casa.
— Sim, não é uma casa com família e filhos.
— Aqui é uma creche.
— Sim. Gostaria de ir até a porta de entrada para ler a placa que define este
local?
— Sim, vamos.
— Leia essa placa em voz alta.
— Lar do menor abandonado Dr. Zuqie.
Zuqie, mas esse é o meu sobrenome de família. Ou melhor, quando vivia na
Terra tinha esse sobrenome.
— Sim, esse sobrenome era de seu pai, que veio de seu avô.
— Mas nunca soube que meu avô tinha sido médico e que tinha fundado um
lar para crianças abandonadas.
— Sim, nunca soube mesmo. Seu pai e sua mãe sempre confirmaram que
seus avós paternos haviam morrido muito cedo, bem antes de você nascer.
— E não foi isso?
— Não. Quando você decidiu interromper sua jornada no planeta Terra seu
avô ainda estava vivo.
— Vivo? Mas, onde?
— Sempre distante de vocês.
— Distante onde? E por quê?
— Seu avô era um médico muito respeitado e com acentuadas posses
materiais em sua época.
Casou-se muito cedo. E, ainda em sua juventude teve uma relação sexual
com uma funcionária de seu consultório, na época menor de idade. Essa
garota engravidou dele.
E no momento do parto, que, aliás, foi seu avô quem a assistiu nesse episódio
como médico, ela morreu, mas a criança nasceu saudável.
Seu avô viu-se numa situação muito comprometedora.
Não poderia assumir o filho fora do casamento. Se assumisse estaria
confirmando a paternidade, e também confirmando a agressão praticada
contra a menor de idade.

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Durante a gestação da garota, ele conseguiu escondê-la. A família da menina
morava em outro Estado e, portanto, não pôde conviver com a gravidez. Da
sociedade local não foi difícil escondê-la, bastou apenas tirar a garota de
circulação, mantendo-a em cárcere privado por longos nove meses. Que,
aliás, teria sido essa a principal causa de sua morte no parto.
Mas, quando o garoto nasceu e a mãe morreu, seu avô viu-se numa situação
sem saída, pois não contava com a morte da menina. Em sua cabeça
deformada ele planejara após o parto mandar a menina para outra cidade e
continuar assim mantendo com ela suas necessidades sexuais.
Apavorado com a nova situação, resolveu procurar auxílio na Igreja. Ao
confessar-se com o padre, este lhe pediu a seguinte penitência, no intuito de
reparar seus erros:
“És um homem de muitas posses, por isso deverás fundar uma creche nesta
cidade, pois ainda não temos um local para abrigar nossas crianças
abandonadas. Essa creche receberá teu nome em tua homenagem e poderás
deixar esse teu filho bastardo lá”.
E assim seu avô procedeu.
Antes de um mês de vida seu pai foi deixado nessa creche.
Cresceu sempre alegre e bem-humorado. Quando completou 10 anos, por
ser muito esperto e curioso, uma criança ativa e agitada, ouvia atrás da porta
as conversas das freiras que cuidavam da manutenção física da creche, e
numa delas escutou todas as verdades sobre sua história, e, pior ainda,
mencionaram o nome de seu avô.
Assim, o garoto alegre e bem-humorado quando via seu avô sabia que era
seu verdadeiro pai. Mas, não podia sequer lhe dirigir a palavra.
Por isso, esse menino de 10 anos, alegre e divertido, carrega no coração essa
névoa acinzentada.
Da dolorida descoberta aos 10 anos até tornar-se homem, carregou consigo
a certeza de não ser amado. E, assim, não conseguia amar ninguém.
Quando imprudentemente produziu o incidente na cozinha do hotel estava
apenas retransmitindo as condições que seu avô havia lhe passado como
herança.
Seu pai não conseguiu superar a falta de amor. Como nunca se sentiu amado,
não conseguia amar.
Pois somente o sentimento de amor consegue produzir respeito
incondicional à vida e ao bem-estar dos nossos semelhantes.

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— Oh, meus Deus! Somos todos vítimas.
— Sim. Se fôssemos viajar pelo passado de seu avô encontraríamos também
uma agressão. Mas, não se faz necessário tal procedimento.
É oportuno neste momento esclarecer que não são apenas as agressões que
transmitimos às gerações. Se podemos transmitir essa condição, poderemos
também deixar como herança a nossos descendentes o sentimento de amor.
Existirá uma geração que, apesar de agredida, optará por transmitir somente
o amor como herança. Porque, afinal, um dos maiores méritos é dar aquilo
que não tivemos.
— Até que idade meu avô viveu?
— Quando ele morreu seu pai estava com 45 anos.
— E ele nunca procurou meu pai?
— Seu pai permaneceu nesse orfanato até os dezoito anos.
Conseguiu com a maioridade um emprego numa cidade vizinha. E, por volta
dos 20 anos, foi para bem longe, e aos 21 anos casou-se com sua mãe em
outro Estado.
Ele nunca mais soube de seu avô.
Seu avô, momentos antes de morrer, chamava por ele.
Mas a distância que os separava, e claro não me refiro à distância física, era
tão grande que seu pai nunca ouviu os chamados de seu avô.
— Meu avô teve outros filhos?
— Sim, teve um belo rapaz que se suicidou aos 19 anos.
— Não acredito! Por que esse jovem se matou?
— Seu avô era uma pessoa muito exigente. Somente aceitava como verdade
o que podia ser vivido e sentido.
Ali no jardim tem um busto de seu avô. Gostaria de conhecê-lo?
— Sim, gostaria.
— E por quê?
— Fomos todos vítimas.
— Sim. Vítimas da estupidez que permeia as atitudes humanas desde os mais
simples até os mais graduados seres humanos.
Já pensou se em vez de ter sido transmitida a agressão em sua família tivesse
sido transmitido o amor? Como teria sido?
— É exatamente sobre isso que reflito neste momento. Não consigo
visualizar como teria sido. Mas tenho a certeza de que eu e meu tio que se
matou aos 19 anos ainda estaríamos vivos no planeta Terra.

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— Sim, é verdade. Seu avô não teria precisado suplicar a presença de seu pai
no leito de morte. Seu pai não teria agredido sua mãe. E assim você não teria
atentado contra sua própria vida.
— Sim. Eu teria quando criança vivido em uma família completa, com avós e
tios. Meu pai seria outro homem. Eu teria me sentido amada.
— É verdade. Bem esse é o busto de seu avô. Tem certeza de que quer
conhecê-lo?
— Sim, quero.
— Pois então rodeie a estátua e olhe bem em seu rosto.
— Mas essa face é a sua.
— Sim, eu sou seu avô.

O Voador Cósmico
Conta-se que existia um ser cósmico que adorava voar.
Ele postava-se no alto do Sol.
De lá, pulava para cima e mergulhava no espaço.
Dava um mergulho tão profundo que passava rapidamente pelos primeiros
planetas próximos ao Sol.
E saía diretamente na Terra.
Dava uma volta completa ao seu redor e mergulha novamente para sair ao
lado de Plutão, o planeta mais distante do sistema solar.
Do alto de Plutão, avistava todo o sistema solar e conferia planeta por
planeta, um a um.
Diariamente fazia essa viagem cósmica.
Saltava do topo do Sol e mergulha no espaço.
Dava uma volta completa ao redor da Terra, mergulhava novamente e
reaparecia no alto de Plutão.
Sentado em Plutão, permanecia contemplando o sistema solar inteiro.
Certo dia, o guardião do sistema solar aproximou-se do voador cósmico.
O guardião do sistema solar é um ser cósmico muito antigo, de vasta e
considerável vivência evolutiva.
Tanto que sua posição foi determinada diretamente pela Divindade.

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Sua compreensão e sabedoria sobre a vida cósmica e terrestre é tão
considerável e respeitada que dizem, que certo dia, a Divindade o chamou,
dizendo-lhe:
“Senhor Nômade, como sabe, a quantidade de seres cósmicos aumentou
consideravelmente e o sistema solar abriga grande número desses seres. E
em particular o planeta Terra proporciona a evolução deles.
Como o fluxo evolutivo vem tornando-se acentuado, precisamos manter
certo controle na entrada e saída desses seres evolutivos no sistema solar.
Por isso, neste instante necessito de um ser que controle esse fluxo
evolutivo.
Desejo que o senhor aceite essa função.
E a partir de sua aceitação será nomeado o ser cósmico responsável pela
entrada e saída dos seres em processo de evolução”.
Assim, a partir de então, o sr. Nômade ficou conhecido como guardião do
sistema solar.

— Como vai, sr. voador cósmico?


— Muito bem, sr. guardião. E o sr., como está?
— Bem. Tenho há algum tempo observado seus hábitos. E percebo que todos
os dias repete o mesmo procedimento. Dá um passeio completo no sistema
solar e depois fica observando o Sol e os planetas, e de vez em quando fixa
seu olhar em alguma estrela distante.
Gostaria de saber por que repete esse procedimento diariamente? E o que
busca em sua contemplação do sistema solar?
— Prezado guardião. Quando estava em minha viagem evolutiva pelo
planeta Terra, não soube aproveitar completamente minhas oportunidades.
Pertenci a uma sociedade que valorizava muito mais o possuir do que o ser.
Era mais importante conquistar do que vivenciar.
Achei então que deveria dedicar minha vida terrena a acumular
materialmente.
E assim fiz.
Porém, com certa idade, pude perceber que as conquistas acumuladas, pelo
trabalho árduo e dedicação de muitas décadas, não eram exatamente o que
desejava ter conquistado.
Insatisfeito, decidi pesquisar melhor sobre os objetivos da vida terrestre.

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Foi quando descobri certas ciências que revelam as verdadeiras condições
para uma evolução sadia e satisfatória.
Porém, o estudo dessas ciências demandava tempo. E, nesse ponto, minha
jornada pelo planeta Terra estava terminando. Não dispunha do tempo
necessário para aprender essas ciências.
Entretanto, estava demasiadamente encantado por elas. Não queria perder
a oportunidade de aprendê-las.
Foi quando resolvi rogar à Divindade que me fosse dado mais tempo. Que
minha jornada pelo planeta fosse prolongada.
Certo dia, sonhei com um anjo que disse:
“Venho falar-lhe em nome da Divindade. Saiba que seu pedido foi ouvido.
Mas, não poderá ser atendido da forma que solicitou.
Sua viagem evolutiva neste planeta não poderá ser ampliada. Isso
comprometeria planejamentos evolutivos firmados com outros seres
cósmicos, que pertencem a mesma linhagem evolutiva que a sua.
No entanto, dada sua necessidade de conhecimentos, a Divindade autorizou-
me a fazer-lhe a seguinte proposta:
Sua viagem evolutiva no planeta Terra será em breve interrompida e você
retornará ao cosmos, adquirindo novamente a condição de ser cósmico.
No entanto, não será tão logo implantada outra viagem evolutiva.
Permanecerá, por um bom tempo, como ser cósmico, e deverá nesse
período contemplar o sistema solar, local de sua última estadia evolutiva. E,
através dessa contemplação, conseguirá descobrir e entender os objetivos
de uma viagem evolutiva no planeta Terra”.
— Sr. guardião, confesso que fiquei estarrecido com a proposta do anjo.
E resolvi perguntar-lhe:
— Estimado anjo, por que precisarei contemplar? Por que não posso, através
do estudo dessas ciências, descobrir essas questões?
Disse-me o anjo:
— “Poderia ter feito isso no decorrer desta jornada que termina agora.
Porém, resolveu aproveitar essa oportunidade de outras formas. Por isso,
agora, em vez de adquirir conhecimentos, deverá descobri-los.
Pois, segundo consta em sua ficha cósmica evolutiva, essa sua viagem ao
planeta Terra tinha como objetivo principal desenvolver as ciências de
autoconhecimento, que respondem perguntas a respeito da evolução
cósmica de cada ser.

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Entretanto, no decorrer de sua vida, optou por outras conquistas.
E, assim sendo, deixou paralisado esse projeto de desenvolver essas ciências.
Somente no final de sua jornada, resolveu aproximar-se delas. Porém, o
tempo estava se esgotando. Como rogou à Divindade mais tempo, foi-lhe
concedido um tempo cósmico e não terrestre.”
— Assim sendo, sr. guardião, resolvi aceitar esta oportunidade. É por isso
que todos os dias mergulho e contemplo o sistema solar. Busco
conhecimentos e entendimentos para proporcionar aprendizado sobre a
vida cósmica evolutiva.
— Entendi, sr. voador cósmico. Agora entendo por que repete todos os dias
o mesmo comportamento, e fica aqui em Plutão observando os planetas, o
Sol e as estrelas.
Mas, gostaria de fazer-lhe mais uma pergunta:
Há quanto tempo está nessa condição?
— Em minha última estada no planeta Terra, a raça humana estava para
implantar um novo tempo, que receberia o nome de Era Cristã.
— Ah, sim! Mas esse é o tempo terrestre — disse o guardião. E em nosso
tempo?
— Estou a aproximadamente dois anos cósmico.
— E o que aprendeu nesse período?
— Muitas lições e descobertas. E a principal delas é que quando não
aproveitamos adequadamente nossa jornada pelo planeta Terra perdemos
uma significativa chance evolutiva.
E teremos de buscar outras maneiras de evoluir, que muitas vezes são mais
incômodas, porém, necessárias.
— E quando pretende retornar ao planeta Terra para uma nova viagem
evolutiva?
— Não tenho ideia, sr. guardião. Dependerá exclusivamente da Divindade.
— E o que acha que falta para iniciar sua nova jornada evolutiva?
— Acredito que me falta a permissão divina.
— Há dois anos cósmicos percorre o sistema solar para lá e para cá, e nunca
o abordei. Por que acha que o faço agora?
— Não sei.
— Porque devo entregar-lhe a autorização divina para uma nova viagem
evolutiva no planeta Terra.

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• O antes
— Está chegando a hora. Chame minha mãe e as mulheres da oração.
— Tem certeza de que é este o momento?
— Sim, as dores são fortes e estou com uma incontrolável vontade de urinar.
Apresse-se.
— Vamos, menina, faça força para baixo. Abra suas pernas. Empurre a
barriga. Aperte com força que a criança desce.
— Nasceu!
— Um lindo menino. Parece forte e determinado.

— É pai.
— E o que faço agora?
— Ora! Vá abraçar seu filho e fique ao lado da sua mulher.

— É um lindo menino. Porém, deve aprender a portar-se direito. Está com


10 anos e ainda não aprendeu a lutar. Terá de aprender a defender-se e a
defender a quem ama.
— Pai, desejo ardentemente aprender o que os magos falam ao rei e aos
senhores do império. Serei um grande mago.
— Ora, menino, desde quando nasceu para ser alguma coisa que não seja
aquilo que seu pai é? Deixe de iludir-se, seguirá o caminho de seu pai. Será
um homem respeitável e grande administrador das terras do rei.
Não se importará com aquilo que não seja real.
Buscará uma posição de destaque perante aqueles que servem o rei.
Terá tudo ao seu dispor, desde que tenha moedas. E muitas delas.
— Mas, pai, ...
— Não diga nada, garoto. Se insistir nessa estúpida ideia de ser mago,
solicitarei ao rei que o coloque nas fileiras de combatentes.
E, desde já, ordeno que parta para a corte e lá aprenda a lidar com as
moedas, a defender suas terras e a acumular riquezas.

— Sr. Audrei, acaba de chegar um mensageiro. Solicitam sua presença ainda


hoje nas terras de seu pai.
— Deixe-me falar com o tal mensageiro.
— Não será possível, senhor. Ele retornou imediatamente dada a gravidade
da situação na casa de sua família.

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— Disse ao menos do que se tratava?
— Não houve tempo, senhor. Apenas pediu que transmitisse a urgência da
sua presença.

— Sim, minha mãe, por que me busca com tanta urgência?


— É sobre seu pai. Está enfermo. Necessita falar com você.
— E o que tem meu pai?
— Os doutores da corte não sabem o que ocorre com ele. Porém, avisam-
nos que sua hora está próxima.
— E o que devo fazer?
— Fale com ele.
— Mandou-me chamar, senhor?
— Sim, meu filho. Aproxime-se.
— Como está?
— Sinto que no fim. Por isso mandei chamá-lo. Hoje é um homem.
A última vez que falamos, disse-me querer ser mago. Mandei-o aos estudos.
E, nesses anos todos, espero que tenha mudado de ideia.
Com minha partida, deverei estar tranquilo ao entregar em suas mãos além
de nossas terras o meu título de Barão.
Passo para suas mãos a manutenção de nosso nome, de nossa família e de
nossa honra e fortuna.
Deverá ser sábio ao administrar esses poderes.
Siga os caminhos de seu pai.

Audrei era conhecido na corte e por seus vassalos como um homem duro e
impiedoso. Implacável em suas atitudes. Muitos o achavam composto
apenas de poder e maldade. Suas atitudes eram cruéis e desumanas.
Acumulava cada vez mais riqueza, poder e influência. Era odiado e temido
ao mesmo tempo. Distanciou-se da família a ponto de desconhecer seus
próprios filhos. Dedicava-se apenas a manter sua fortuna e a usufruir de
maneira desgovernada os ilusórios privilégios que as moedas aparentam
produzir.
Por volta dos 60 anos, desfilando seu poder e a abundante riqueza material
acumulada, deparou-se nas ruas em direção a uma festa no reino, com uma
senhora que, pegando em sua mão, lhe disse:

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— Audrei, não sabe a falta que faz em nosso reino. Sua presença nos parece
insubstituível. Há muito que fazer, mas sua ausência não permite realizar.
Não pensa em voltar?
— E a que reino pertence? Pois não consigo identificar suas vestimentas?
— Está tão distante de nós que não reconhece o povo a que pertence.
— Diga logo, mulher. A que reino pertence, e por que sou insubstituível?
— Ao reino dos magos, Audrei.
Naquela tarde, por mais deslumbrante que se apresentavam as festas reais,
Audrei estava distante e afastado da realidade.
Como que por encanto aquela senhora bruxa havia mexido com ele.
Relembrava a infância, a conversa com o pai, a represália paterna, a punição
por querer ser mago.
Chegou a relutar nos estudos na corte. Mas, com o passar dos anos acabou
acreditando que sua vontade de ser mago fazia parte das fantasias da
infância.
Por isso, abandonara-se aos estudos. E com a morte do pai necessitou
assumir o controle das terras da família e aprender a acumular moedas, que
lhe abririam todas as portas do mundo.
Para tanto, não poupou esforços e não se preocupou em preservar
existências.
Era como que se vingasse em cada pessoa, por ter de fazer o que não queria.
Mas, aquela mulher, aquela bruxa maldita veio para relembrar-lhe.
Que maldita!
Devo encontrá-la e puni-la por tal ousadia.
Vou usar de toda minha influência para condená-la na corte.
E assim aprenderá a não insultar um nobre.
Sua peregrinação em busca da mulher bruxa atravessou duas décadas.
Sempre em vão.
De início colocou seus homens a seu encalço. Como não obtiveram
resultados, decidiu procurá-la pessoalmente.
Rodou por todos os reinos. Avisou todos os nobres. Chegou a estipular
recompensa a quem encontrasse a mulher que lhe tirava noites de sono e a
quem acreditava dever certas derrotas no reino.
Certo dia, em terras longínquas, sonhou com a procurada senhora, que lhe
disse:

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— Audrei, procurou em tão longínquas terras. Rodou fronteiras a minha
procura. Por que não olhou ao seu redor? Estão guardados em sua casa, nos
pertences de seus antepassados certos escritos. Por que não os consulta?
Assustado com o sonho, Audrei retornou a suas terras.
Dirigiu-se ao calabouço onde estavam guardados os pertences de seus
antepassados.
E, ao vasculhar escritos de seu bisavô, encontrou o seguinte texto:
“Em tempos futuros, nascerá em nossa família um menino que herdará de
nosso sangue a sabedoria dos bruxos, a qual possuo. A ele estará designado
o poder dos magos”.
Desesperado com a descoberta, mandou imediatamente chamar sua mãe. E
perguntou-lhe:
— Por que esses pertences de nossos antepassados não foram revelados à
família?
A mãe, surpresa, respondeu:
— De quais pertences você está falando? Toda herança de nossos
antepassados foi repassada a nós: terras, títulos, moedas, prestígio e poder.
— Falo, minha mãe, desses escritos.
— Ora, esses escritos. Para que servem? Antes de seu avô morrer, ele pediu
ao seu pai que valorizasse somente os títulos da posse das terras e o de
nobreza e esquecesse essas papeladas de seu bisavô, que, aliás, foi até
considerado bruxo. Ora, desde quando os nobres se envolvem com
bruxarias?
Nesse momento Audrei entendeu o que a bruxa havia lhe falado. E com o
desejo de sua alma, rogou à Divindade que lhe desse mais tempo para poder
aprender sobre a vida. E naquela noite sonhou com um anjo que falava em
nome da Divindade.

• O após
— Doutor, dá para saber o sexo?
— É uma linda menina. Está perfeita. Deverá nascer nos primeiros dias de
janeiro do próximo ano.
— Ora, querido, será que nossa filhinha vai nascer no primeiro dia do ano?
— Não importa, amor. Venha quando vier será sempre bem-vinda. Mas, se
vier na virada do ano será maravilhoso.

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Agora tenho de ir. As empresas estão com problemas. Não posso me
ausentar com frequência. Necessitam de mim para tomar as novas decisões.
Estaremos a partir de janeiro investindo maciçamente em informática e
prontos para faturar com a globalização.
Serei eu o primeiro empresário brasileiro a entrar com produtos no mercado
comum europeu. E de lá colocaremos nossos produtos em venda direta no
mundo todo através da Internet.
Dá para imaginar o salto que daremos em nossa fortuna?
Quando papai morreu deixou-me um grande império. Porém, obsoleto e
lento. Estou transformando-o numa empresa virtual, na distribuição global
de nossas marcas. O mundo irá consumir nossos produtos. Entrarei na
história dessa família como o homem que internacionalizou nossas
indústrias. Serei reconhecido como o homem do futuro.

— Vamos, querida, seja forte. O doutor disse que falta alguns minutos para
nossa garota chegar. Você vai para a cirurgia. Será uma rápida experiência.
— Como está ela, doutor? E a criança?
— Ambas estão bem. Mãe e filha passam muito bem. Vá vê-las.

— Por quê? Por que resiste às orientações de seus pais? Pode estudar nas
melhores escolas do Brasil ou do exterior. Será uma grande empresária. No
futuro terá em suas mãos a direção de todas as nossas empresas.
Circulamos tranquilamente por todos os países com nossos produtos. Somos
um império atuando no planeta Terra.
Você será a única herdeira e responsável por todo o nosso império. E reluta
em aceitar toda essa facilidade.
Você consegue me explicar por que está lutando contra a sua formação
adequada para comandar nossas empresas?
— Pai, sinto que não vou me dar bem na administração das empresas. Gosto
de outras coisas. Sou apaixonada por ciências ocultas. Isso me fascina. Gosto
de estudar tudo que é místico.
— Você é minha única filha. A quem passarei o comando das empresas?
— Não sei. A algum funcionário de confiança.
— A algum funcionário de confiança? Vou entregar nosso patrimônio nas
mãos de um funcionário de confiança? Você está louca. Não sabe do que
está falando.

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E se ele me roubar? E se ele acabar com nossa fortuna?
— Sem problemas, pai. Agente não precisa de tanto para viver.
— Olha, eu não vou mais perder meu tempo com você. Dou-lhe mais dois
dias para pensar. Se não retomar seus estudos no exterior, serei obrigado a
decidir sobre sua própria vida.
— Querido, o que pretende fazer em relação a nossa filha?
— Dei-lhe dois dias para pensar.
— E se ela decidir não seguir seus caminhos. O que fará?
— Vou obrigá-la a estudar.
— E se ela se recusar?
— Vou deserdá-la e pedir que saia de nossas vidas.
— Está muito certo. Onde já se viu ter uma filha esotérica? O que irão falar
de nós e de nossa família? Afinal, temos patrimônio, somos reconhecidos
socialmente e você é considerado um dos melhores empresários brasileiros.
— Um dos melhores porque não é hábito dar a um só homem todo o
reconhecimento e mérito que ele merece.

— Alô?
— Dona Olga?
— Sim.
— Sou o advogado de seu pai. Como sabe, ele faleceu há uma semana.
Estamos resolvendo as papeladas do inventário de sua família.
A senhora deve saber que seu pai deixou em testamento todos os seus bens
para sua mãe. E, segundo a legislação a senhora poderá contestar esse
testamento na justiça, e com grandes possibilidades de adquirir a sua parte.
Estou ligando para informá-la desse fato. Como advogado da família sinto-
me na obrigação de alertá-la sobre esse fato.
— Agradeço sua atenção, mas, não há nada a ser feito.
— Senhora, estamos falando em...
— Eu sei. Foi assim que meu pai desejou. Que seja feita a vontade dele.
Obrigado por sua atenção e até logo.

— Olga, há algum tempo acompanho seu trabalho. Faz tempo que queria
participar de seus cursos. Mas, somente agora pude comparecer.

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Ouvi várias vezes você falar, em seus livros, ou na mídia, a respeito de viagem
evolutiva, autorização da Divindade. Poderia nos explicar melhor essas
questões?
— Claro que sim.
Todos nós, seres cósmicos, quando resolvemos avançar em nosso processo
evolutivo, solicitamos à Divindade a oportunidade de embarcarmos em uma
viagem rumo ao planeta Terra.
Assim, é elaborado um plano de vivências para que possamos nos guiar
quando aqui estivermos.
Esse plano, quando aprovado por nós e pela Divindade, nos dá o direito de
viajar pelo sistema solar e ingressar no planeta Terra.
E o mais interessante é que muitas vezes não aproveitamos adequadamente
essa viagem. Às vezes descobrimos muito tarde os nossos verdadeiros
objetivos.
E num ato de desespero rogamos à Divindade que prolongue nossa jornada
na Terra para podermos adequar nossas vivências.
Porém, por vezes, não é possível esse prolongamento. Então nos é dada a
oportunidade de ficarmos vagando pelo cosmos como viajantes até
descobrirmos nossas verdades. E isso poderá levar anos, séculos ou milênios.
Quando descobrimos, o guardião do sistema solar nos encontra e nos
entrega a nova autorização para viajarmos rumo ao planeta Terra, numa
nova viagem evolutiva.

Considerações do Numerólogo
O mapa Numerológico natal, elaborado por meio do nome de nascimento e
da data de nascimento, representa um roteiro de vida.
Nele estão contidos nossos potenciais, nossas dificuldades, nossas
conquistas no campo financeiro, profissional, afetivo, social, sexual e
espiritual.
Ele relata também as facilidades que temos em certos campos de nossa vida
e as dificuldades que teremos de enfrentar com o objetivo de aprendermos.
Apresenta com precisão as transformações que teremos durante nossa vida,
com o objetivo de nos preparar para novas conquistas evolutivas.
A numerologia Pitagórica é uma ciência da área esotérica, de cunho
espiritual, e destinada ao autoconhecimento humano e à prática da
espiritualidade.

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O mapa Numerológico natal é definido como uma proposta evolutiva
acertada entre o portador e a Divindade que ele acredita e representa,
respeitando-se, incondicionalmente, o livre-arbítrio.
Assim, o mapa representa um passaporte cósmico, o visto de entrada e saída
no sistema solar.
Nós, como seres cósmicos, desejamos embarcar numa nova viagem
evolutiva no planeta Terra.
Como toda viagem, mesmo a terrestre, a viagem cósmica exige um roteiro,
um plano a seguir.
Quando nos deslocamos para viajar temos de escolher o meio de transporte,
o local de destino, o que iremos fazer nesse local.
Assim também é no plano cósmico.
Em algum momento de nossa vida como seres cósmicos, resolvemos realizar
uma viagem evolutiva e, para tanto, solicitamos a elaboração de um roteiro.
Roteiro esse que na numerologia Pitagórica se chama mapa Numerológico
natal, apelidado de passaporte cósmico.
Pois, acreditamos que ao chegar à entrada do sistema solar deparamos com
seu guardião, que nos solicita a autorização para entrada no sistema solar,
em direção à Terra.
Nesse momento apresentamos o mapa Numerológico natal assinado por nós
e pela Divindade.
O guardião carimba o visto de entrada e estamos autorizados a desenvolver
nossa viagem evolutiva no planeta Terra.
Ao terminarmos essa viagem, para sair do sistema solar o guardião solicita
novamente a apresentação do mapa Numerológico natal, para carimbar o
visto de saída.
Porém, nesse momento ele – o guardião - verifica se cumprimos nossos ob-
jetivos. Se assim for, será carimbado o visto de saída do sistema solar, e
voltamos a nossa condição original de seres cósmicos.
Se assim não for, ou seja, se não cumprimos os nossos objetivos nessa
viagem evolutiva, teremos de retornar para uma nova viagem evolutiva.
O que não sabemos é quanto tempo esse retorno demorará a acontecer.

Por isso que quando nós, numerólogos, interpretamos o mapa Numerológico


natal de qualquer pessoa descrevemos, mediante os conceitos da
numerologia Pitagórica, sua viagem evolutiva no planeta Terra.

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O numerólogo é apenas um instrumento interpretativo, pois o maior
conhecedor do mapa Numerológico natal é o seu proprietário. Afinal, foi ele
quem fechou o acordo.
Segundo os conceitos numerológicos, os seres humanos apresentam
propostas distintas em seus mapas.
Alguns nasceram para conquistar materialmente. Outros com conquistas
espirituais. Ou ainda mescladas.
Alguns com conquistas afetivas. Outros com ausência de prática afetiva.
E outros ainda apenas para vivenciarem sua trajetória terrestre.
Essas conquistas poderão ser fixas ou cíclicas, dependendo do mapa de cada
ser humano.

Na Nova Corrente da Numerologia Pitagórica o mapa Numerológico natal é


apresentado através do Projeto de Vida Pessoal que consiste na
interpretação do mapa acrescida de informações, orientações e apoio do
numerólogo sobre a vida pessoal e na sociedade.
Com assessoria para responder questões relacionadas a vida pessoal,
familiar, afetiva, profissional/empresarial e social. E a prática de
espiritualidade e de sexualidade.

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Capítulo 3 – Oráculo

Talalde o Oráculo dos Números


Consulta aos Deuses pela numerologia Pitagórica.

Como nasceu o TALALDE

Os anos de 2006 a 2010 foram muito difíceis em minha vida de numerólogo


como informo em meu livro A Voz e eu.
No ano de 2007, depois de ter convivido um ano com meu afastamento dos
cursos de numerologia ao vivo estava muito triste, desgastado e cansado.
Nesse momento a vida não me pareceu tão atraente como sempre a
visualizei.
Exatamente no mês de abril de 2007, depois da 1ª Iniciação de numerólogos
da ABRAN, sentia certo desencanto pela vida.
Resolvi então conversar com a Divindade e fazer um pedido.
Disse a Divindade:
Durante 11 anos - de 1996 da fundação da ABRAN a 2007 – tudo que tinha
escrito na numerologia Pitagórica foi disponibilizado para qualquer pessoa
utilizar.
Eu desejo ter algo novo que fosse somente para mim. Não somente para
meu uso. Mas, que só eu pudesse ensinar.
Nesse mesmo dia, momentos depois do pedido, escrevi o TALALDE.

A palavra TALALDE tem 7 letras. E nasceu das letras iniciais das 7 atividades
que o ser humano deveria manter, para ter uma vida de equilíbrio e
evolução.

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T = Trabalho com retorno financeiro
A = Alimentação correta
L = Leitura diversificada
A = Atividade física (exercícios)
L = Lazer
D = Descanso físico
E = Espiritualidade

Certo dia ministrando o curso presencial Aprenda a Numerologia um aluno


perguntou:
“Você fala com tanta certeza de que, se o pedido for possível, a Divindade
atenderá o seu filho de imediato. Como você adquiriu essa certeza? ”

Foi então que, pela 1ª vez, contei ao vivo como nasceu o TALALDE.
E teria muitos outros exemplos, não somente meus e também de outras
pessoas, de como os Deuses, se possível, atendem de imediato a solicitação
de seus filhos.

Representação Numerológica do nome TALALDE

A Personalidade do TALALDE - representação Numerológica do nome – que


corresponde a somas das vogais e das consoantes na numerologia Pitagórica
é:
Soma das vogais = 7
Soma das consoantes = 3
Soma das vogais + a soma das consoantes = 1
Esses números encontrados nas somas do nome representam – na
numerologia Pitagórica – a Personalidade.
Assim sendo, o TALALDE tem a seguinte personalidade:
MO = 7 - que representa a alma/essência
EU = 3 - que representa o sonho/os desejos
EX = 1 - que representa o que demonstra ser

A VN (vibração numérica) 7 na numerologia Pitagórica representa o canal da


Espiritualidade humana.

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A VN 3 representa a fertilidade humana através da Divindade.
A VN 1 representa a Individualidade.
Nessa configuração Numerológica a personalidade do TALALDE representa
que:
Quando a pessoa consulta esse oráculo ela utiliza o canal da espiritualidade
humana (VN 7) para falar com os Deuses (VN 3) através de si mesmo (VN 1).
Por isso que o TALALDE não é um jogo é, um mecanismo de consulta aos
Deuses pela numerologia Pitagórica.

Orientações para utilizar o TALALDE

O oráculo dos números é um sistema de auto consulta.


Ou seja, somente a pessoa que deseja orientações poderá consultar.
O TALALDE não permite que uma pessoa consulte para outra.
Quando a pessoa consulta o Oráculo as energias para a emissão das
respostas serão absorvidas do campo vibracional numérico do mapa
Numerológico natal do consulente.
O Mapa Numerológico Natal do ser humano tem 14 vibrações numéricas
durante a sua vida.
Essas vibrações numéricas emitem energias para a vida humana produzindo
vivências para que a pessoa tenha conquistas, equilíbrio e evolução.
Ao consultar o Oráculo, para que as respostas sejam emitidas para a pessoa,
são utilizadas as energias das vibrações numéricas do mapa do consulente.
Por isso, o TALALDE é um oráculo de auto consulta.
Somente a pessoa que fizer a pergunta poderá consultá-lo.
O Oráculo não responderá corretamente quando uma pessoa consultar para
outra.

Mecanismos para consultar o TALALDE

A consulta deve ser efetuada com 3 moedas.


Pode ser as moedas do TALALDE ou quaisquer outras moedas.
De início a pessoa deve lavar as moedas em água corrente e enxugá-las.
A cada nova consulta as moedas devem ser lavadas e enxugadas.

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Representação das moedas utilizadas para a consulta

Se forem as moedas do TALALDE


A face com a letra T vale 1 ponto
A face contrária vale Zero

Se forem outras moedas


A face com o valor da moeda vale 1 ponto
A face contrária vale Zero

Orientações para o início da consulta

Esteja sozinho e em local silencioso para consultar o Oráculo.


Se o consulente desejar, poderá estar na companhia de alguma pessoa, que
não haverá interferência na consulta.
O TALALDE não requer nenhum ritual para a sua utilização.
Se o consulente tem por hábito utilizar algum recurso esotérico, místico,
espiritual ou religioso, tais como: incenso, vela, objetos místicos ou imagens
de santos, poderá utilizar sem que haja interferências na consulta.
Quando da utilização de outras moedas, que não as do TALALDE, podem ser
moedas que a pessoa tenha no momento. Ou aquelas que ela tenha
guardado somente para consultar o Oráculo.

Formulação da pergunta

A precisão da resposta depende da formulação correta da pergunta.


A pergunta deve ser objetiva, sem apresentar dualidade e, no máximo, em 2
linhas. Considerando- se as linhas dum caderno ou do Word em sua
formatação original.
Perguntas longas dificultam o entendimento correto da resposta.
A dualidade, quando presente, na pergunta impede a resposta correta.
Exemplos de dualidades na pergunta:
Devo fazer ou não devo fazer.

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Vai dar certo ou não vai dar certo.
Pergunte em apenas uma condição. Exemplos:
Devo fazer ... Dará certo ...
A maneira recomendada de formular a pergunta é utilizando no início a
seguinte frase: É favorável ...
A pergunta pode ser efetuada mentalmente, verbalmente ou escrita.

Iniciando a consulta

De posse das moedas lavadas o consulente terá que decidir se vai utilizar da
resposta do Sim ou Não ou da resposta Completa.

•Resposta Sim ou Não


O Oráculo responderá se a questão é ou não favorável.

•Resposta Completa
O Oráculo responderá o que será preciso a pessoa mudar em seu interior e,
no exterior, para a resolução da questão apresentada na pergunta. E
orientará também, sobre as consequências futuras depois de praticar as
orientações internas e externas.

Para uma mesma pergunta o consulente poderá utilizar 1º a resposta do Sim


ou Não e depois, utilizar a resposta Completa.

Para uma mesma pergunta quando iniciada pela resposta Completa não
poderá utilizar a resposta do Sim ou Não.

O Oráculo permite que o consulente efetue quantas consultas desejar com


perguntas diferentes.

Jogando as moedas

Depois da escolha do tipo de resposta o consulente deverá chacoalhar as 3


moedas com as mãos fechadas e soltá-las juntas.

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Se, escolheu a resposta do Sim ou Não. Jogue as moedas uma única vez.
Conte os pontos obtidos. Consulte a tabela de resposta do Sim ou Não.

Se, escolheu a resposta Completa. Jogue as moedas por 3 vezes. Em cada vez
chacoalhar as moedas com as mãos fechadas.
Conte os pontos da 1ª jogada e some com a 2ª jogada e com a 3ª jogada.
Consulte a tabela de resposta Completa

Em qualquer consulta se, a moeda cair da mão, deve-se recolocá-la na mão


e chacoalhar novamente e soltar as 3 moedas ao mesmo tempo.

Tabela de resposta Sim ou Não

Se a soma for:
1
A resposta é Sim. É favorável.
2
A resposta é Depende.
O Oráculo não pode responder, nesse momento, pois a situação está em
desenvolvimento. O consulente deverá aguardar 4 dias corridos para
consultar o oráculo novamente sobre essa mesma questão.
Para outras perguntas poderá continuar a utilizar o Oráculo.
3
A resposta é Não. Não é favorável.
0
Pergunta inconsequente.
O consulente deverá refletir e mudar a maneira de se relacionar com
a questão perguntada. Haverá acentuados riscos se continuar nessa postura.
A consulta foi interrompida e não poderá ser utilizada a consulta Completa
para essa pergunta. O consulente deverá aguardar 9 dias corridos para
consultar o oráculo novamente sobre essa mesma questão.
Para outras perguntas poderá continuar a utilizar o Oráculo.

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Tabelas de resposta Completa

A consulta completa é dividida em 3 momentos.

 1º Momento – Obrigatório.
Depois de lavar as 3 moedas chacoalhar com as mãos fechadas e soltá-las
juntas por 3 vezes.
Em cada vez chacoalhar as moedas com as mãos fechadas e soltá-las juntas.
A cada vez que jogar anote a soma dos valores de cada jogada.
Ao terminar as 3 jogadas some os valores das 3 jogadas.
A resposta (valor encontrado na soma das 3 jogadas) representa a mudança
Interior necessária para que o objetivo da pergunta seja atingido.
Indica o que falta no interior da pessoa e que precisa ser alterado para atingir
o objetivo.
Através dessa mudança interior o consulente abre caminhos para atingir os
seus objetivos da pergunta efetuada.

Tabela do 1º momento – Mudar no interior

Se a soma for:
1
Falta consideração.
Está considerando demais as suas próprias opiniões e necessidades. E
desconsiderando as alheias.
A situação somente será resolvida com o cumprimento das necessidades
de todos os envolvidos.
Ainda há tempo.

2
Falta afastar-se. Está muito ligada à outras pessoas.
Não está valorizando suas necessidades.
Afastar-se das pessoas envolvidas na situação.
Permita que cada um resolva a sua maneira.
Agora faça somente a sua parte.

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3
Falta precisão.
Está falando e pensando em excesso e repetidamente.
Assim, não consegue comunicar e nem se fixar no que realmente deseja.
Deve parar e refletir sobre o que realmente deseja.
E, após descobrir, fixar-se somente nessa descoberta quando se comunicar.
Risco de acentuada confusão na situação se manter o excesso.

4
Falta movimentação.
A situação está estagnada devido à rigidez da pessoa.
A melhor opção é deixar o curso natural seguir, sem interferir, e
acompanhando somente pela observação.
Acentuado risco de perder as oportunidades se manter a rigidez.

5
Falta harmonia.
A situação está acentuadamente desgovernada.
Esse fato aconteceu devido ao excesso de alterações que a
pessoa patrocinou na situação.
Solicita-se calma e comportamentos harmônicos.
É preciso acentuada dose de harmonia na situação sem proporcionar
mais nenhuma alteração e mudanças. A desordem geral está muito próxima.
Risco de desencontros múltiplos.
Atue com calma e harmonia.

6
Falta permitir.
O Oráculo nesse momento adverte:
Sua verdade é somente sua.
Seus semelhantes têm outras verdades e outros caminhos a seguir.
Respeite esse fato incondicionalmente e permita que seus semelhantes
sigam os seus próprios caminhos.

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7
Falta coerência.
O Oráculo nesse momento adverte:
Você é bom em falar.
Mas, ao agir você segue as suas palavras?
Responda à essa pergunta, e remodele seus comportamentos de acordo
com aquilo que fala. E encontrará o caminho que procura.

8
Falta sentir.
O Oráculo nesse momento adverte:
Se somente atuar pela razão haverá perdas significativas e irreparáveis.
Nem sempre poderá decidir somente pelo que vê.
Se seguir o sentir (coração) os resultados serão satisfatórios.
Mesmo que o sentir aparentemente contradiz a razão.

9
Não há nada faltando.
Mas, o Oráculo nesse momento adverte:
É preciso centrar-se em si mesmo.
É o momento de pensar exclusivamente em si mesmo.
Somente suas necessidades têm valor nesse momento.
Afinal, do que vale adquirir se não usufruir.

0
Consulta terminada pelos Deuses. Os Deuses perguntam ao consulente:
“Por que estás ocultando seus verdadeiros interesses? ”
Os Deuses orientam o consulente:
“Somente terás respostas, nesse Oráculo, quando a pergunta for
formulada corretamente”.
E alertam o consulente:
“Se continuares nesse caminho chegará o inevitável momento
do conflito doloroso”.
Não prosseguir para a 2ª Jogada.

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 2º Momento – Obrigatório após o 1º momento.
Não é preciso lavar de novo as moedas. Chacoalhar as 3 moedas com as mãos
fechadas e soltá-las juntas por 3 vezes.
Em cada vez chacoalhar as moedas com as mãos fechadas e soltá-las juntas.
A cada vez que jogar anote a soma dos valores de cada jogada.
Ao terminar as 3 jogadas some os valores das 3 jogadas.
A resposta (valor encontrado na soma das 3 jogadas) representa a mudança
Exterior necessária para que o objetivo da pergunta seja atingido.
Indica como a pessoa deve agir no exterior para atingir o objetivo da
pergunta.
Através dessa ação exterior o consulente abre caminhos para atingir os seus
objetivos da pergunta efetuada.

Tabela do 2º momento – Agir no exterior


Se a soma for:
1
Deverá AGIR sozinho sem esperar ou solicitar ajuda de alguém.
Exceto se solicitar ajuda a Divindade.
Qualquer ajuda humana será maléfica.
2
Para poder AGIR é preciso solicitar a participação de outras pessoas.
Se persistir em agir sozinho haverá excessos e insuficiências.

3
Deverá AGIR com bom humor e verbalizar somente questões agradáveis.
Para chegar a essa condição será preciso eliminar magoas e ressentimentos.

4
Deverá AGIR com organização, disciplina e rigidez.
Se não implantadas essas questões, acentuados riscos de desordem
generalizada.

5
Deverá AGIR desprendendo-se da situação permitindo o curso natural da
vida. Quanto mais atuar (interferir) na situação maior será o risco
de desencontros.

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6
Deverá AGIR com muita calma e as atitudes deverão ser com a intenção de
harmonizar. A cooperação, a conciliação e a solicitude são essências
nesse momento. A presença de desentendimentos acentua
a possibilidade de desencontros. Evite-os.

7
Deverá AGIR com refinamento (seletividade). É o momento de
selecionar para quem deve falar e com quem pode realmente contar.
A comunicação indistinta proporcionará desencontros.

8
Deverá AGIR com retidão e autoridade. Mantendo a objetividade e
a clareza nos comportamentos. A ausência de objetividade e
clareza proporcionarão desencontros.

9
Deverá AGIR com generosidade sendo, incondicionalmente, impessoal.
Quanto mais defender/lutar por seus direitos maiores serão os riscos
de desencontros.

0
NÃO DEVERÁ AGIR. Colocando-se em prática somente a orientação do
1º momento para a resolução da questão perguntada.

 3º Momento – Optativo após o 1º e o 2º momentos.


Não é preciso lavar de novo as moedas. Chacoalhar as 3 moedas com as mãos
fechadas e soltá-las juntas por 3 vezes.
Em cada vez chacoalhar as moedas com as mãos fechadas e soltá-las juntas.
A cada vez que jogar anote a soma dos valores de cada jogada.
Ao terminar as 3 jogadas some os valores das 3 jogadas.

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A resposta (valor encontrado na soma das 3 jogadas) representa como a
situação se apresentará no futuro depois de praticadas as orientações do 1º
e do 2º momento.
Com o objetivo de preparar e orientar o consulente sobre o futuro da
questão perguntada.

Tabela do 3º momento – Futuro

Se a soma for:
1 ou 9 ou 0
No futuro, depois de resolvida a situação, será momento de recomeçar.
Buscar novos caminhos.
Esqueça os acontecimentos que envolveram a situação e parta para um
novo momento de vida.
2 ou 6
No futuro, depois de resolvida a situação, poderá continuar com as
mesmas pessoas envolvidas na questão da pergunta sem
riscos de desencontros.
3 ou 5
No futuro, depois de resolvida a situação, deverá relaxar pela diversão,
passeios, viagens ou prática de esportes. A situação anterior foi
cansativa e desgastante é necessário praticar o prazer.
4 ou 8
No futuro, depois de resolvida a situação, deverá buscar recursos que
proporcionam relaxamento e reciclar suas energias.
O Campo Vibracional Numérico do consulente está
com excesso de energias.

7
No futuro, depois de resolvida a situação, deverá passar por momentos
de reflexões profundas. Muitos desencontros e dificuldades no
nascimento, desenrolar e conclusão da situação poderiam ter sido
evitados se o excesso de exigências e cobranças tivessem sido controlados.
Após a situação estar resolvida será necessária a transformação interior
para, no futuro, não incidir nos mesmos erros cometidos.

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• Evocação
A evocação é optativa e não interfere nas respostas do Oráculo.
Se o consulente desejar poderá evocar, no início da consulta, o 1º nome de
sua Divindade Numérica.
E ao terminar a consulta poderá evocar o 2º nome de sua Divindade
Numérica.

Evocar significa pensar e ou falar o nome da Divindade Numérica.

Para saber a sua Divindade Numérica verifique nesse livro:


O Mito dos Números - Descubra a sua Divindade
E no final de cada Divindade tem a frase:
Atendo pelo nome de...

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Capítulo 4 – Sobre

Pitágoras e a Numerologia Pitagórica


Numerologia Pitagórica e sua história
Grécia Antiga 600 AC.
A
A vida era muito mais fácil. E, por ser mais fácil, tornava-
se mais interessante.
As opções eram poucas e, por ter poucas opções, os
seres dedicavam-se a entender as pessoas, o mundo e,
consequentemente, o Universo e seu Criador.
Não havia recursos significativos para serem utilizados
na busca desses conhecimentos e descobertas.
Como não havia quase nenhum recurso tecnológico
disponível os seres tinham que utilizar do recurso mais
primitivo, que por ser primitivo tornou-se o mais
aprimorado, a contemplação.
O simples fato de olhar e sentir as pessoas, a vida, o
universo, o Criador.
Contemplar!
Suas expectativas miravam-se nas descobertas.
Suas atitudes baseavam-se na não interferência nos
fatos, mas sim, na retirada do véu que encobre a lógica
implantada nos movimentos de todos os seres vivos.
Se contemplar a si, o ser humano descobriria a
Humanidade.
Ao descobrir a Humanidade entenderia o Universo.
Ao entender o Universo estaria próximo do Criador.
A contemplação indicava haver uma lógica na dança
universal.
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Todos os seres vivos, planetas e galáxias se moviam num
círculo de equilíbrio perfeito.
Como se estivessem amarrados, porém autônomos,
porém ligados.
Que lógica seria essa que une a todos num conjunto
circular enorme e harmônico e que ao mesmo tempo
lhes proporcionam a liberdade nos movimentos?
As perguntas eram poucas e por isso as respostas
encontradas com mais facilidade.
Nessa época e nesse ambiente nasceu Pitágoras.
Sua trajetória foi polêmica. Como é a trajetória de
qualquer iluminado.
Grupos de historiados divergem sobre questões
importantes a respeito de sua vida.
Como nada foi encontrado que teria sido escrito por
Pitágoras, criou-se grande polêmica a respeito de sua
figura. Os historiadores relatam apenas que suas
descobertas e ensinamentos foram transmitidos por
seus discípulos, sendo o mais conhecido Aristóteles.
Segundo os historiadores seus discípulos, após sua
morte ou desaparecimento, teriam transmitido ao
mundo os conhecimentos Pitagóricos.
Sabe-se pelos historiadores que Pitágoras desenvolveu
estudos em várias áreas:
Numerologia, Astrologia, Astronomia, Arte, Esoterismo,
Religião, Matemática...
Um sábio? Mestre? Numerólogo? Astrólogo? Artista?
Matemático? Religioso? Esotérico?
Foi um Filósofo. Um ser humano iluminado pela
sabedoria e dotado de precisão científica.
Suas descobertas em Numerologia extrapolaram o
conhecimento disponível na época.
A Pitágoras é creditada pelos historiados a descoberta
da Numerologia.
Há relatos históricos de que teria existido leituras de
números que antecederam Pitágoras. Porém, essas

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leituras eram isoladas e restritas apenas a algumas
circunstâncias.
Credita-se historicamente a Pitágoras a compilação
científica dos números e suas comprovadas influências
na vida humana e a elaboração de técnicas para a
formulação do Mapa Numerológico Natal.
Ou seja, Pitágoras associou as expressões humanas aos
números dando-lhes características humanas e
desenvolveu mecanismos para elaborar um roteiro de
entendimento dessas influências numéricas no decorrer
da vida humana sobre o planeta Terra.
Criando assim as descrições de cada número e o Mapa
Numerológico Natal Individual.

O Autor

Roberto Macchado – Numerólogo


Iniciou seus trabalhos com a Numerologia Pitagórica no ano de
1996 quando fundou a ABRAN Associação Brasileira de
Numerologia. Órgão oficial que representa a Numerologia
Pitagórica e os Numerólogos no Brasil e no exterior.
É autor dos cursos e de livros que estruturaram os conhecimentos,
os cursos e os serviços de Numerologia. Considerados como o
conteúdo da Numerologia Pitagórica.
Fundador da Nova Corrente da Numerologia Pitagórica onde atua
com o Projeto de Vida Pessoal, assessoria
Numerológica individual, familiar, profissional e empresarial.
Ministrando cursos de Numerologia para o autoconhecimento e
profissional.

Site: www.omeutempo.com.br
E-mail: roberto@omeutempo.com.br

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Nova Corrente da Numerologia Pitagórica

É uma Entidade que pesquisa, informa e orienta sobre a utilização


da Numerologia Pitagórica na vida humana através do Projeto de
Vida Pessoal, dos Cursos e das Assessorias.
Aberta a pessoas acima dos 14 anos em qualquer localidade
brasileira ou do exterior.
Como atuar na Nova Corrente da Numerologia Pitagórica
Para pessoa com mais de 18 anos em qualquer região do Brasil e
do exterior.
Não é preciso ter conhecimentos da Numerologia para atuar na
Nova Corrente.
1º Elo
Adquirir o seu Projeto de Vida Pessoal.
Durante o 1º elo a pessoa participa da Nova Corrente na condição
de: Iniciante na Nova Corrente.
2º Elo
Indicar 8 pessoas que façam o seu Projeto de Vida Pessoal.
Durante o 2º elo a pessoa participa da Nova Corrente na condição
de:
Voluntariado da Nova Corrente.
3º Elo
Ao concluir as 8 indicações, automaticamente, a pessoa adquire o
título de:
Adjunto da Nova Corrente. Com os seguintes direitos:
1 - Recebe o título e o reconhecimento de Adjunto da Nova
Corrente.
2 - Passa a receber, como participação financeira na Nova
Corrente, 10% do valor pago pelo Projeto de cada pessoa por ela
indicada.
3 – O título de Adjunto é vitalício. Não transferível. Não passível
de negociações.
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Demais condições para atuar na Nova Corrente
1 - Não há prazo estipulado para o cumprimento de cada elo. O
participante poderá cumpri-los conforme desejar.
2 – As pessoas indicadas podem ser da família. Pessoas de seus
relacionamentos. Ou pessoas indicadas que sejam conhecidas ou
não.
3 - Para pessoa que adquirir o Seu Projeto e já indicar 8 pessoas
que também adquiram os seus Projetos, essa pessoa – que indicou
– recebe, automaticamente, o título de Adjunto e os seus direitos.
Sem precisar cumprir o 1º e o 2º elos.
www.omeutempo.com.br

PROJETO DE VIDA PESSOAL


Conheça como proporcionar uma renovação em sua vida e na
vida das pessoas de seu convívio. Descobrindo novos caminhos
que proporcionam acentuadas conquistas e evolução.

Informações acesse: www.omeutempo.com.br


Ou solicite pelo e-mail: roberto@omeutempo.com.br

ASSESSORIA NUMEROLÓGICA

Numerologia Individual
Conversar com o numerólogo sobre quaisquer questões da vida
pessoal.

Numerologia na Família
Receba orientações sobre como equilibrar a relação afetiva e o
relacionamento com filhos.

Numerologia Potenciais Profissionais


Indica as profissões fortes e como desenvolvê-las.

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Numerologia para Empresários
Consulte o numerólogo sobre a razão social, nome fantasia, data
para abertura e potenciais empresariais.

Previsões Anuais
Informa situações que a pessoa irá viver. E orienta sobre
mudanças, investimentos e qualquer questão que envolva o
período de um ano.

Melhor Assinatura
Determina quais letras são favoráveis para compor a assinatura
conforme o mapa Numerológico Natal Individual.

Pseudônimo
Determina nome para ser utilizado como pseudônimo ou nome
artístico conforme o mapa Numerológico Natal Individual.

Número de Imóvel
Determina número de imóvel favorável conforme o mapa
Numerológico Natal

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CURSOS DE NUMEROLOGIA

Curso de Formação Profissional em Numerologia


Ensina a trabalhar profissionalmente com a Numerologia. Seja
como profissão complementar ou principal. Não é necessário ter
conhecimentos de Numerologia.

Curso de Nível 1
Descreve as influências dos números na vida.
Como calcular e o que representa o mapa Numerológico. Técnicas
que interpretam o mapa. Não é necessário ter conhecimentos de
Numerologia.
127
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Curso de Nível 2
Temas que interpretam o mapa Numerológico.
Necessário os conhecimentos do curso de nível 1. Com os cursos
de níveis 1 e 2 é ensinado a interpretar o mapa Numerológico na
totalidade.

Curso de Nível 3
Aulas práticas de interpretações de mapas.
Necessário os conhecimentos dos cursos de nível 1 e 2.

Pacote de Cursos com desconto.


Contém os cursos de Níveis 1, 2 e 3. Não é necessário ter
conhecimentos de Numerologia.

Curso Acadêmico
Composto por RVN – Recuperação da Vida Humana e Vivências
históricas e da vida do aluno.
Necessário os conhecimentos dos cursos de nível 1 e 2.

Curso de Especializações
Ensina a trabalhar com: Numerologia Empresarial, Previsões
Anuais, Sinastria, Orientação Pedagógica e Estudo de nomes e nº
de imóvel. Necessário os conhecimentos dos cursos de nível 1 e 2.

Informações acesse: www.omeutempo.com.br


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Dados do registro desse livro.

Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida, guardada


pelo sistema “retrivial” ou transmitida de qualquer modo ou por
qualquer outro meio, seja este eletrônico, mecânico, de fotocópia,
de gravação, ou outros, sem prévia autorização escrita do autor.

Proibida a reprodução ou o envio total ou parcial por quaisquer


meios sem a autorização escrita do autor.

Todos os direitos reservados são reservados por Roberto Machado


Índice para catálogo sistemático:
Numerologia Pitagórica: Ciências Ocultas 133.335
Números: Simbolismos: Ciências Ocultas 133.335
Numerólogo, Roberto
Numerologia Pitagórica: Mitologia Numerológica
Roberto Numerólogo. 3. ed. - - São Paulo, SP: Machado, 2017
ISBN: 978-85-900752-3-3
1. Simbolismos dos números I. Título.
CDD: 133.355 - N9718n
Todos os direitos para língua portuguesa são reservados por Roberto
Machado. 3ª Edição 2017.
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“No momento de agir o ser humano deve desconsiderar as razões,
esquecer das lembranças
e agir pela essência.”

*87688590007863*

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