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2017­6­21 AVA UNINOVE

Noções de Finanças
Comportamentais e Custo de Capital
OFERECER AO ALUNO UMA VISÃO DA INCORPORAÇÃO DE OUTRAS CIÊNCIAS ÀS CIÊNCIAS GERENCIAIS

¿ FINANÇAS COMPORTAMENTAIS - E NOÇÕES DE CUSTOS DE CAPITAIS.

Introdução
Finanças comportamentais consiste no reconhecimento das interferências pessoais nos orçamentos
matematicamente considerados ótimos, como também, nas decisões de mercado de capitais. Muitas

instituições se preparam para conviver com tais interferências, dentre outras medidas, aprovando três
orçamentos: Um considerado otimista, um mediano e um terceiro considerado pessimista. Percebe-se que
os termos otimista, mediano e pessimista não têm uma correspondência matemática que vem a ser a

essência do orçamento. Buscam orientação de especialistas no momento de investir considerando, também,


que no dia a dia os detalhes da gestão podem interferir nos resultados sistêmicos.

Com relação ao custo de capitais pretendemos apresentar breve conceituação das formas de financiamento
das operações.

Finanças
É a ciência que estuda a obtenção, gestão e aplicação de recursos financeiros. Neste processo são utilizadas

estratégias (strategus – arte do general) a atender a metas anteriormente definidas. A gestão financeira tem
como principal meta aumentar o valor do negócio com benefícios para os agentes envolvidos. A gestão dos

recursos passa pela preparação de um orçamento eficiente e cumprimento adequado, genericamente

tratado como administração financeira.


Nos anos 1950 se estabeleceu separação entre os conceitos de contabilidade e economia na gestão dos

recursos dos conceitos de administração financeira. Harry M. Markowitz (1952) publicou a obra denominada

Teoria das Carteiras.

Recentemente o mercado passou a considerar as Finanças comportamentais, sustentáveis e pessoais como


se fossem ramo desta tal administração financeira.

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Orçamento eficiente
Na elaboração dos orçamentos há uma busca da eficiência em relação à previsão de cenários de três a cinco

anos futuros. Muitas ferramentas foram criadas para auxiliar o gestor neste sentido criando uma previsão
matemática bastante eficiente.

Se isolarmos as demais circunstâncias teremos um futuro perfeito para a organização considerando que o

previsto será realizado e o mercado deverá se inclinar a resultados perfeitos.

Então como explicar que duas empresas bastante semelhantes com previsões bastante semelhantes obtêm
resultados diferentes sendo apenas uma para o sucesso?

Como explicar o fato do fundador se afastar da direção dos negócios e rapidamente toda empresa passar por
um processo de perda de valores e até mesmo perder o viés do progresso e do sucesso?

Podemos então admitir que o orçamento não leva a resultados eficientes em função das finanças
comportamentais - interferência das pessoas no conjunto das decisões financeiras - da organização.
Os estudos sobre finanças comportamentais ganharam força no final dos anos 1970 quando grandes

empresas aplicavam seus melhores recursos humanos na preparação e execução dos orçamentos e falhavam
em relação aos resultados esperados. O prêmio Nobel de economia do ano 2000 foi concedido a dois
pesquisadores sobre economia comportamental.

Axiomas do orçamento eficiente


Segundo trabalho publicado na revista FAMA – apud Milanez, Daniel Y. Tese Finanças Comportamentais no
Brasil) existe três axiomas (pressupostos, adágios) que norteiam a preparação do orçamento, a saber:

1. Axioma fraco – onde o orçamento é composto por ‘achismos’ e conhecimentos pessoais sem qualquer base
científica e, portanto, sujeito a grandes diferenças;
2. Axioma semiforte – onde são investigadas informações públicas e transformadas em bases atuais.
3. Axioma forte – onde todos os preços refletem fundamentos do mercado (informações públicas e não
públicas) e estão corretos e devidamente projetados.
Se desprezarmos a existência das finanças comportamentais teremos como conclusão lógica que todo
orçamento conceituado como axioma forte e cumprido adequadamente levará a organização ao sucesso.
Neste ponto vamos citar o exemplo de uma empresa brasileira que elabora seus orçamentos com base em

axioma forte. Decisões de seus gestores levaram a empresa a grandes prejuízos a ponto de seu valor na
bolsa de valores representar metade do seu valor de patrimônio líquido.

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Parece claro que as interferências das finanças comportamentais, neste caso, foram absurdamente
relevantes em relação às previsões cristalizadas nos orçamentos.

Aplicações no mercado de capitais e as finanças


comportamentais
No mundo das finanças corporativas muitas são as interferências das finanças comportamentais que
provocam prejuízos ao investidor e são bastante previsíveis:

1. Erro no cálculo de retorno futuro de uma ação;


Recentemente na negociação de grande empresa no ramo de TI houve informações não divulgadas
prejudicando os compradores. Parte deles entraram com ação judicial para tentar recuperar a perda.
2. Venda de ação em momento inadequado;
O investidor pode comprar ações quando estas estão perdendo valor de mercado como forma de baixar a
média de valor do investimento, desde que uma adequada análise dos fundamentos das ações indique uma
positiva perspectiva de recuperação.
3. Aquisição de ativos perdedores;
Os compradores de itens com incentivos fiscais acabam por ter um lucro imediato quando se extingue a
redução de impostos. Aqueles que adquiriram os bens antes do incentivo terão que aguardar a realização
do retorno ao fim do incentivo fiscal para terem competitividade para revender seus itens.
4. Diversificação ingênua;
Em tese, se o investidor adquirir ações de diversas empresas em diferentes seguimentos terá dividendos
todos os meses decorrentes dos resultados. Na prática caberá uma investigação dos resultados passados e
do cálculo do viés de resultados para decisão de investimento.
Poderíamos citas muitos episódios onde as Finanças Comportamentais interferem no processo decisório
melhorando os resultados previsto, como também, outros tantos que pioraram substancialmente tais

resultados.

Podemos citar como últimos exemplos uma empresa que produzia fósforos e não teve interesse em produzir

isqueiros. Em um ano seu negócio de fósforos perdeu 85% para a tal empresa que produzia isqueiros ou o
caso dos suíços que inventaram uma nova tecnologia para produzir relógios e a entregou para os

americanos e com tal atitude perderam a hegemonia do mercado de relógios.

Custo de capitais
Quando pensamos no mundo das organizações precisamos admitir algumas premissas:

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1. Capital próprio tem custo maior que capital de terceiros;


A integralização de capital por parte dos sócios não exige o pagamento de juros, porém a taxa de retorno
exigida pelos acionistas deve ser superior em função do maior risco incorrido pelos sócios em relação aos
seus credores. Os credores possuem contratos estipulando a remuneração e os prazos de pagamento,
enquanto a remuneração dos sócios será realizada através da valorização das ações da empresa e/ou
pagamento de dividendos/juros sobre o capital próprio, os quais dependerá do sucesso dos seus
investimentos.
2. A venda à vista tem impacto melhor que venda a prazo;
Quanto menor for o ciclo financeiro, via de regra, menor será sua necessidade em financiar o capital
circulante líquido. Este, por sinal, tende a aumentar.
3. Os empréstimos de longo prazo têm menor impacto no fôlego financeiro;
O fôlego financeiro é essencial para a boa gestão da organização. A organização que passa dia após dia em
busca de capitais certamente não terá busca de novos negócios.
Os bancos de fomento emprestam recursos com base na capacidade de geração de recursos da entidade.
4. A alavancagem financeira é benvinda até determinado limite;
Quando uma cadeia de supermercados, por exemplo, compra grande quantidade de produtos para
pagamento em parcelas futuras e vende à vista com pequena margem de lucro estará gerando novos
capitais a custo zero. Porém, quanto maior a alavancagem financeira maior é o risco de falência, o que
exige uma adequada administração da estrutura de capital da empresa.
5. Análise constante do custo de capital;
Nestes muitos anos percebemos que a escolha do indicador varia de empresa para empresa, como também,
a forma de apresentação aos gestores. Temos como mais comuns (a) taxa linear, (b) taxa equivalente, (c)
prazos envolvidos nos juros e na taxa efetiva, (d) Taxa por dia útil – over, (e) Taxa de desconto, (f) Taxa
preferencial de juros, (g) Taxa real e taxa de inflação, (h) Medidas estatísticas de avaliação e risco; (i)
Medidas de posição – tendência central; (j) Medidas de dispersão; (l) Probabilidades; (m) Distribuição
normal; (n) Covariância, (o) Correlação e (p) regressão linear.
Procuramos listar na ordem dos indicadores/ferramentas mais usados para os menos usados.
Os sistemas avançados de TI já trazem no seu bojo a Inteligência Artificial que fazem simulações e

deduções através dos dados processados.

ATIVIDADE FINAL

Finanças comportamentais pode ser considerado:

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A. Uma forma de gerenciar. 

B. Um modo de gastar o seu salário. 

C. Interferência dos gestores na execução do planejado. 


D. Interesse em fazer tudo corretamente. 

E. Falta de treinamento das gerências. 

Orçamento eficiente é feito:

A. Por todos os funcionários da organização. 

B. Apenas pelo presidente da empresa.


C. Por votação geral item a item. 

D. Com Axioma forte. 

E. Antes do final do ano. 

São erros comuns nas aplicações de capitais, exceto:

A. Cálculo de retorno futuro de uma ação.

B. Diversificação ingênua. 
C. Aquisição de ativos perdedores. 

D. Venda de ações no momento inadequado. 

E. Compra de ações nas quedas de preços. 

REFERÊNCIA
ASSAF, Alexandre Neto. Estrutura e Análise de Balanços: um enfoque econômico financeiro. 9ª ed. São

Paulo: Atlas, 2010.


__________________; LIMA, Fabiano Guasti. Curso de Administração Financeira. São Paulo: Atlas, 2010.

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engenharia simultânea, plano de negócios – São Paulo: Atlas, 2002.


DAMODARAN, Aswath. Finanças Corporativas: teoria e prática. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2004.

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FERREIRA, Vera Rita de Mello. Psicologia Econômica: Estudo do comportamento Econômico e da tomada
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FREZATTI, Fábio. Orçamento Empresarial: Planejamento e Controle Empresarial. 5ª Ed. São Paulo: Editora

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GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 10ª Ed. São Paulo: Editora Pearson, 2004.

HOJI, Masakazu. Administração Financeira e Orçamentária. 8ª Ed. São Paulo: Editora Atlas, 2009.
LEMES JÚNIOR, Antônio Barbosa et al. Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas

brasileiras. Rio de Janeiro: Campus, 2002.


MATARAZZO, D. C. Análise Financeira de Balanço, 6ª ed. São Paulo: Atlas,2003.

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