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ABNT/CB-055ABNT/CB-055

PROJETOPROJETO ABNTABNT NBRNBR 16655-316655-3 AGOAGO 20172017

InstalaçãoInstalação dede sistemassistemas residenciaisresidenciais dede ar-condicionadoar-condicionado SplitSplit ee compactocompacto ParteParte 3:3: MétodoMétodo dede cálculocálculo dada cargacarga térmicatérmica residenresidencialcial

carga carga térmica térmica residen residen cial cial APRESENTAÇÃO APRESENTAÇÃO 1) 1) Este Este Projeto

APRESENTAÇÃOAPRESENTAÇÃO

1)1) EsteEste ProjetoProjeto foifoi elaboradoelaborado pelapela ComissãoComissão dede EstudoEstudo dede EquipamentosEquipamentos dede ExpansãoExpansão DiretaDireta DivididosDivididos (CE-055:002.005)(CE-055:002.005) dodo ComitêComitê BrasileiroBrasileiro dede Refrigeração,Refrigeração, Ar-condicionado,Ar-condicionado, VentilaçãoVentilação ee AquecimentoAquecimento (ABNT/CB-055),(ABNT/CB-055), comcom númeronúmero dede TTexto-Baseexto-Base 055:002.005-001/3,055:002.005-001/3, nasnas reuniõesreuniões de:de:

1199 0022 22001144 1199 0033 22001144 1166 0044 22001144 2211 0055 22001144 1188 0066 22001144
1199
0022
22001144
1199
0033
22001144
1166
0044
22001144
2211
0055
22001144
1188
0066
22001144
1166
0077
22001144
1100
0088
22001144
1177
0099
22001144
2222
1100
22001144
19.11.201419.11.2014
2255
0022
22001155
2255
0022
22001155
25.03.201525.03.2015
29.04.201529.04.2015
27.05.201527.05.2015
24.06.201524.06.2015
22.07.201522.07.2015
26.08.201526.08.2015
28.10.201528.10.2015
25.11.201525.11.2015
24.02.201624.02.2016
2233
0033
22001166
2255
0055
22001166
2222
0066
22001166
27.07.201627.07.2016
28.09.201628.09.2016
09.06.201709.06.2017

a)a) nãonão temtem valorvalor normativo.normativo.

2 ) 2 ) Aqu Aqu ele ele s s que que ti ti ver 2)2) AquAqueleeless queque titiververemem conconhechecimeimentonto dede quaqualqulquerer dirdireiteitoo dede patpatententee devdevemem aprapreseesentntarar estestaa informaçãoinformação emem seusseus comentários,comentários, comcom documentaçãodocumentação comprobatória.comprobatória.

3 ) 3 ) 3)3)

TomaramTomaram parteparte nana elaboraçãoelaboração destedeste Projeto:Projeto:

elaboração elaboração deste deste Projeto: Projeto: Participante Participante ABR ABR AV AV A/ A/ ABN ABN

ParticipanteParticipante

ABRABRAVAVA/A/ABNABNT/T/CB-CB-055055

ABNABNT/T/CB-CB-055055

ABN ABN T/ T/ CB- CB- 055 055 ABN ABN T/ T/ CB- CB- 055 055

FFAAMM//MMIITTSSUUBBIISSHHII

RepresentanteRepresentante

OsOswalwaldodo dede SiqSiqueiueirara BueBuenono

ClaClarara LúcLúciaia HerHernannandesdes M.M. BasBastotoss

MMáárrcciioo CCaammaarrggoo

©© ABNTABNT 20172017

TTodosodos osos direitosdireitos reservados.reservados. SalvoSalvo disposiçãodisposição emem contrário,contrário, nenhumanenhuma parteparte destadesta publicaçãopublicação podepode serser modicadamodicada ouou utilizadautilizada dede outraoutra formaforma queque alterealtere seuseu conteúdoconteúdo EstaEsta publicaçãopublicação nãonão éé umum documentodocumento normativonormativo ee tetemm apenasapenas aa incumbênciaincumbência dede permitirpermitir umauma consultaconsulta prévipréviaa aoao assuntoassunto tratado.tratado. NãoNão éé autorizadoautorizado postarpostar nana ininternetternet ouou intranetintranet semsem préviaprévia permissãopermissão porpor escrito.escrito. AA permissãopermissão podepode serser solicitsolicitadaada aosaos meiosmeios dede comunicaçãocomunicação dada ABNTABNT

ABNT/CB-055ABNT/CB-055

PROJETOPROJETO ABNTABNT NBRNBR 16655-316655-3 AGOAGO 20172017

FFRRIIGGEELLAARR FFRRIIGGEELLAARR PPOOLLIIPPEEXX TTOONNAARREE EENNGGEENNHHAARRIIAA SSUUPPOORRTTEE UUNNIIVVEERRSSAALL SSOOSSUUPPOORRTTEE SSOOSSUUPPOORRTTEE JJCCFFAARRIIAA EENNGGEENNHHAARRIIAA 55 PPLLAASSTTIICC HHUULLTTEERR I A A 5 5 P P L L A A S S T T I MMAASSSSTTIINN TRANETRANE C H H U U L L T T E E R R M M A ASASTRATRA GIGIZZ MMPPMM AARR CCOONNDDIICCIIOONNAADDOO LGLG JJOONNHHSSOONN CCOONNTTRROOLLSS DAIKINDAIKIN HHIITTAACCHHII MMIIDDEEAA CCAARRRRIIEERR

C H H I I M M I I D D E E A A C
C H H I I M M I I D D E E A A C
C H H I I M M I I D D E E A A C
C H H I I M M I I D D E E A A C
C H H I I M M I I D D E E A A C
C H H I I M M I I D D E E A A C
C H H I I M M I I D D E E A A C
C H H I I M M I I D D E E A A C
C H H I I M M I I D D E E A A C
C H H I I M M I I D D E E A A C

CCiiddaa CCoonnttrreerraa EEdduuaarrddoo RRoossaalleess MMaacchhaaddoo AAnnddrréé DDiicckkeerrtt JJoosséé RReennaattoo VViiaannnnaa

SSéérrggiioo LLuuiizz ddaa SSiillvvaa CCoorrtteezz SSéérrggiioo LLuuiizz PP ddooss SSaannttooss KKaarriinn LLiiee KK ddooss SSaannttooss JJooããoo CCaarrllooss FFaarriiaa RRooggeerr BBeecckkeerr VVoollttrriixx FFeelliippee SSaanncchheezz GGuuiinntteerr NNiiccoommééddiioo FernandoFernando VillarrubiaVillarrubia AleAlexanxandredre MirMirandandaa GutenbergGutenberg PereiraPereira

WWaannddeerrlleeyy PPeerriinnii

MauroMauro AporApor WWaaggnneerr CCaarrvvaallhhoo JeffersonJefferson MoretoMoreto RRoobbeerrttoo CCooeellhhoo GGeerrssoonn RRoobbaaiinnaa

ABNT/CB-055

PROJETO ABNT NBR 16655-3 AGO 2017

Instalação de sistemas residenciais de ar-condicionado — Split e compacto Parte 3: Método de cálculo da carga térmica residencial

Installation of residential air conditioning systems — Split and compact Part 3: Residential heat load calculation methodParte 3: Método de cálculo da carga térmica residencial Prefácio A Associação Brasileira de Normas Técnicas

compact Part 3: Residential heat load calculation method Prefácio A Associação Brasileira de Normas Técnicas

Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas

Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos

de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto da normalização.
normalização.Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da ABNT Diretiva 2.

A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos

de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT a

qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996).

Ressalta-se que Normas Brasileiras podem ser objeto de citação em Regulamentos Técnicos. Nestes casos, os órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar outras datas para exigência dos requisitos desta Norma.

A

ABNT NBR 16655-3 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Refrigeração, Ar-condicionado, Ventilação

e

Aquecimento (ABNT/CB-055), pela Comissão de Estudo de Equipamentos de Expansão Direta

Divididos (CE-055:002.005). O Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº XX,

de XX.XX.XXXX a XX.XX.XXXX.

A ABNT NBR 16655, sob o título geral Instalação de sistemas residenciais de ar-condicionado – Split

e compacto”, tem previsão de conter as seguintes partes:

Parte 1: Projeto e instalação;

Parte 2: Procedimento para ensaio de estanqueidade, desidratação e carga de uído frigoríco;

Parte 3: Método de cálculo da carga térmica residencial.

O

Escopo em inglês desta Norma Brasileira é o seguinte:

Scope

This Part of ABNT NBR 16655 presents a simplied procedure thermal load calculation of air conditioning for residential installations, which can be used in a spreadsheet with the following objectives:

a) from the user information, customer, choose the cooling and heating capacity parameters;

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PROJETO ABNT NBR 16655-3 AGO 2017

b) advise clients in actions to reduce the need for coolingheating, for example, glass with heat treatment and reection or absorption of solar radiation;

c) estimate the power point required and check if it is compatible with the available installation.

check if it is compatible with the available installation. The simplied procedure allows the thermal load
check if it is compatible with the available installation. The simplied procedure allows the thermal load
check if it is compatible with the available installation. The simplied procedure allows the thermal load

The simplied procedure allows the thermal load of the estimate of a unique environment in the case of two or more environments the calculation must be repeated with the characteristics of each environment.

This is recommeded the use of computer programs available for thermal load calculation, and must complete the calculation in the case of plants with repetitive environments or environments multiple and repetitive residences for different families (apartments).

ABNT/CB-055

PROJETO ABNT NBR 16655-3 AGO 2017

ABNT/CB-055 PROJETO ABNT NBR 16655-3 AGO 2017 Introdução O aumento da base instalada de equipamentos de
ABNT/CB-055 PROJETO ABNT NBR 16655-3 AGO 2017 Introdução O aumento da base instalada de equipamentos de
ABNT/CB-055 PROJETO ABNT NBR 16655-3 AGO 2017 Introdução O aumento da base instalada de equipamentos de

Introdução

O aumento da base instalada de equipamentos de ar-condicionado residencial em operação, trouxe como consequência um aumento na demanda e no consumo de energia elétrica, com risco de sobre - carga no sistema de geração e de distribuição. O cálculo da carga deve permitir a escolha de equi - pamentos com a capacidade correta, evitando o superdimensionamento na escolha do equipamento com um aumento desnecessário do consumo da energia elétrica.

Somente como informação, se trabalha com uma carga de refrigeração típica de 6 m 2 /kW de área de piso por potência de refrigeração em kW (21 m 2 /tr) sendo que a meta em países mais desenvolvidos é de 9 m 2 /kW (32 m 2 /tr). Uma vez denida a capacidade de refrigeração, podemos estimar a demanda de alimentação elétrica de 1,25 kW/tr e a demanda elétrica de 0,35 kW para uma demanda de refrigeração de 1 kW, ou seja, um coeciente de desempenho COP de 2,9 kW de refrigeração por kW elétrico.

ABNT/CB-055

PROJETO ABNT NBR 16655-3 AGO 2017

Instalação de sistemas residenciais de ar-condicionado — Split e compacto Parte 3: Método de cálculo da carga térmica residencial

1 Escopo Esta Parte da ABNT NBR 16655 apresenta um procedimento simplicado de cálculo de
1
Escopo
Esta Parte da ABNT NBR 16655 apresenta um procedimento simplicado de cálculo de carga térmica
de ar-condicionado para instalações residenciais, com os seguintes objetivos:

a) para instalações residenciais, com os seguintes objetivos: a partir das informações do cliente, calcular os

a partir das informações do cliente, calcular os parâmetros de capacidade de refrigeração e aque - cimento;

orientar o cliente nas ações para redução da necessidade de refrigeração/aquecimento, por exem - da necessidade de refrigeração/aquecimento, por exem plo, vidros com tratamento térmico de reexão e/ou plo, vidros com tratamento térmico de reexão e/ou absorção da radiação solar;

b)

estimar o ponto de energia elétrica necessário e a sua compatibilidade com o disponível na instalação.de reexão e/ou absorção da radiação solar; b) c) NOTA É recomendável o uso de programas

c)

compatibilidade com o disponível na instalação. c) NOTA É recomendável o uso de programas de computador
compatibilidade com o disponível na instalação. c) NOTA É recomendável o uso de programas de computador

NOTA É recomendável o uso de programas de computador disponíveis para o cálculo de carga térmica:

sendo obrigatório o cálculo completo no caso de instalações com ambientes repetitivos ou os ambientes residenciais múltiplos e repetitivos para diferentes famílias (apartamentos).

2 Referências normativas

Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento. Para referên - cias datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR 15575-1, Edicações habitacionais – Desempenho – Parte 1: Requisitos gerais

ABNT NBR 16401-1, Instalações de ar-condicinado – Sistemas centrais e unitários – Parte 1: Projetos das instalações

ABNT NBR 16401-2, Instalações de ar-condicionado – Sistemas centrais e unitários – Parte 2:

Parâmetros de conforto térmico

3 Termos e denições

Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos e denições.

3.1

diferença de temperatura da carga de resfriamento

(CLTD Cooling load temperature differences)

diferença da temperatura usada no cálculo de transmissão de calor por superfícies opacas, que leva em consideração a resistência térmica à transmissão do calor, sua inércia térmica, o efeito do sol e a diferença da temperatura interna e externa

NOTA

A diferença é expressa em grau Celsius (°C)

ABNT/CB-055

PROJETO ABNT NBR 16655-3 AGO 2017

ABNT/CB-055 PROJETO ABNT NBR 16655-3 AGO 2017 3.2 fator de carga de resfriamento ( C L
ABNT/CB-055 PROJETO ABNT NBR 16655-3 AGO 2017 3.2 fator de carga de resfriamento ( C L

3.2

fator de carga de resfriamento

(CLF cooling load factor)

fator que corrige os valores de carga térmica em função do efeito de retardamento da incidência do calor da radiação emitida por equipamentos, iluminação pessoas devido a sua temperatura de superfície e da radiação solar

NOTA

3.3

fator de ganho de calor por insolação

(SHGF Solar heating gain factor)

potência de insolação especíca que considera a latitude e o período do ano para a incidência máxima da radiação solar em superfícies transparentes

NOTA

O fator é adimensional.

O fator é expresso em watts por metro quadrado (W/m 2 ).

fator de sombreamentofator é expresso em watts por metro quadrado (W/m 2 ). 3.4 ( S C Shade

3.4

(SC Shade cooling load factors)

fator que corrige a radiação solar transmitida para o ambiente em função de características físicas do vidro, como espessura, característica ótica de reexão ou absorção e forma construtiva de vidro duplo ou fachada duplade sombreamento 3.4 ( S C Shade cooling load factors ) 4 4.1 Requisitos Gerais A

e forma construtiva de vidro duplo ou fachada dupla 4 4.1 Requisitos Gerais A estimativa da
e forma construtiva de vidro duplo ou fachada dupla 4 4.1 Requisitos Gerais A estimativa da
e forma construtiva de vidro duplo ou fachada dupla 4 4.1 Requisitos Gerais A estimativa da

4

4.1

Requisitos

Gerais

A estimativa da carga térmica tem por objetivo avaliar os valores de calor sensível (mudança de

temperatura), e de calor latente (mudança da umidade), de um ambiente e desta forma a partir dos valores da carga térmica selecionar o equipamento necessário para manter as condições desejadas.

O valor deve ser calculado na condição mais crítica. Recomenda-se não acrescentar fatores de

segurança no cálculo da carga térmica, a seleção do equipamento pode ser feita pelo valor aprox imado e não necessariamente maior.

  4 . 1 . 1 Para a estimativa da carga térmica, é necessário:
 

4.1.1

Para a estimativa da carga térmica, é necessário:

a)

escolher os valores de projeto da temperatura de bulbo seco e a temperatura de bulbo úmido do ar externo em função da latitude e da altitude do local;

 

b)

escolher as temperaturas de projeto do ambiente condicionado adequadas às pessoas em função de sua idade, atividade e roupas;

 

c)

averiguar possíveis condições especiais, como recintos adjacentes não condicionados, insolação, sombreamento externo etc.;

 

d)

escolher os coecientes de transferência de calor das distintas paredes da edicação com base no seu projeto. Paredes que separam ambientes na mesma temperatura devem ser ignoradas. Os coecientes de transmissão de calor para inverno (aquecimento) e para verão (resfriamento) podem ser diferentes;

e)

com base nas características construtivas da edicação, no programa de operação do sistema, nos valores de projeto da velocidade do vento e da diferença de temperatura. Estimar a taxa de inltração (parcela não controlada), conforme ABNT NBR 15575-1 e/ou de ventilação com ar externo, conforme 4.4;

ABNT/CB-055

PROJETO ABNT NBR 16655-3 AGO 2017

ABNT/CB-055 PROJETO ABNT NBR 16655-3 AGO 2017 f) determinar as características adicionais da edicação, como:

f)

determinar as características adicionais da edicação, como: localização, orientação, sombrea- mento externo e massa, as quais afetam o ganho de calor por insolação;

g)

com base nas características construtivas da edicação e nas condições de projeto determinar as diferenças de temperatura para a carga de refrigeração, fatores de ganho de calor por insolação e fatores de carga de refrigeração apropriados;

h)

determinar a taxa de transferência de calor para o recinto em função dos coecientes de transfe- rência de calor, áreas e diferenças de temperatura, previamente calculados;

i)

para espaços com geração interna de calor (luzes, equipamentos, pessoas etc.) aplicar os fatores de carga de refrigeração quando necessário e as programações de uso.

4.1.2 O processo de cálculo da carga térmica a ser empregado é o da carga de resfriamento pela

diferença de temperatura (CLTD) [1], fatores de carga de resfriamento solar ( SCL) [1] e fatores de carga térmica Interna [1] que é o processo que melhor se aplica para o cálculo manual.

4.2 Escolha dos valores de projeto da temperatura de bulbo seco e temperatura de

bulbo úmido, do ar externo

4.2.1 Os valores de temperatura e de umidade do ar externo devem ser escolhidos conforme a

ABNT NBR 16401-1.

Caso não seja encontrada a cidade ou o local da inst alação, pode ser usado um valor por aproximação ou de referência.

4.2.2 A Tabela 1 apresenta as condições de verão de sete cidades do Brasil e dois valores de

referência.

Tabela 1 Condições de temperatura e umidade do ar externo para o verão

C i d a d e Altitude m Temperatura máxima de bulbo seco Temperatura de
C i d a d e Altitude m Temperatura máxima de bulbo seco Temperatura de

Cidade

Altitude

m

Temperatura máxima de

bulbo seco

Temperatura de bulbo úmido

Umidade

absoluta

Volume

especíco

Entalpia

kJ/kg

 

°C

coincidente

°C

kg de vapor /kg ar seco

m

3 /kg

Belém

16

33,2

25,9

0,018 2

0,895

79,87

 

Brasília

1 060

32,2

17,1

0,008 2

0,995

53,32

Porto Alegre

3

34,7

24,6

0,018 6

0,898

82,43

Recife

10

34,0

27,1

0,019 9

0,899

85,20

 

Rio de Janeiro

3

34,1

25,2

0,016 6

0,894

76,72

 

São Paulo

802

32,1

20,4

0,011 7

0,970

62,29

Teresina

67

38,2

23,5

0,012 3

0,907

69,95

Referência 1

50

35

25

0,016 0

0,901

76,13

Referência 2

750

35

25

0,017 8

0,982

80,78

NOTA

Os valores de referência podem ser usados em caso de dúvida da cidade equivalente em termos de clima.

ABNT/CB-055

PROJETO ABNT NBR 16655-3 AGO 2017

4.2.3 A Tabela 2 apresenta as condições de inverno de sete cidades do Brasil e dois valores de

referência.

Tabela 2 Condições de temperatura e umidade do ar externo para o inverno

de temperatura e umidade do ar externo para o inverno Temperatura Umidade Ponto de Volume Altitude
de temperatura e umidade do ar externo para o inverno Temperatura Umidade Ponto de Volume Altitude
Temperatura Umidade Ponto de Volume Altitude mínima de absoluta Entalpia Cidade orvalho especíco bulbo
Temperatura
Umidade
Ponto de
Volume
Altitude
mínima de
absoluta
Entalpia
Cidade
orvalho
especíco
bulbo seco
m
kJ/kg
°C
°C
kg de vapor
/kg ar seco
m 3 /kg
Belém
16
22,8
20,8
0,015 7
0,861
62,79
Brasília
1 060
10
1,2
0,004 7
0,918
21,84
Porto Alegre
3
3,9
1,1
0,004 1
0,790
14,18
Recife
10
21,8
18,2
0,013 1
0,854
55,23
Rio de Janeiro
3
16,2
11,9
0,008 7
0,832
38,23
São Paulo
802
8,9
3,9
0,005 5
0,887
22,80
Teresina
67
21,9
12,9
0,009 3
0,855
45,75
Referência 1
50
10
5
0,005 4
0,814
23,74
Referência 2
750
5
2
0,004 8
0,869
17,01
NOTA
Os valores de referência podem ser usados em caso de dúvida da cidade equivalente em termos de clima.

4.3 Escolha das temperaturas de projeto do ambiente condicionado

A escolha das temperaturas de projeto do ambiente condicionado deve ser adequada às pessoas em função de sua idade, atividade e roupas, conforme a ABNT NBR 16401-2.Escolha das temperaturas de projeto do ambiente condicionado Se necessário, podem ser adotadas as condições de

sua idade, atividade e roupas, conforme a ABNT NBR 16401-2. Se necessário, podem ser adotadas as

Se necessário, podem ser adotadas as condições de referência apresentadas nas Tabelas 3 e 4.

Tabela 3 Condições das temperaturas internas de referência para o verão

  A l t i t u d e Temperatura de bulbo Umidade Pressão Umidade
 

Altitude

Temperatura

de bulbo

Umidade

Pressão

Umidade

Volume

Entalpia

Ar interno

relativa

atmosférica

absoluta

especíco

 

m

seco

%

kPa

kg/kg

 

3 /kg

kJ/kg

   

°C

m

Condição 1

50

24,0

50,0

100,73

0,009 4

0,860

47,92

Condição 2

50

26,0

50,0

100,73

0,010 6

0,867

53,03

 

Condição 3

500

24,0

50,0

95,46

0,009 9

0,908

49,25

Condição 4

500

26,0

50,0

95,46

0,011 2

0,916

54,54

 

Condição 5

750

24,0

50,0

92,63

0,010 2

0,936

50,03

Condição 6

750

26,0

50,0

92,63

0,011 5

0,944

55,43

Condição 7

1 000

24,0

50,0

89,87

0,010 5

0,965

50,84

Condição 8

1 000

26,0

50,0

89,87

0,011 9

0,974

56,34

NOTA

As condições de temperatura de bulbo seco de 26 °C são consideradas como valores para instalações de menor

custo inicial e operacional (energia elétrica) sem a perda do conforto.

 

4/21

NÃO TEM VALOR NORMATIVO

ABNT/CB-055

PROJETO ABNT NBR 16655-3 AGO 2017

Tabela 4 Condições das temperaturas internas de referência para o inverno

das temperaturas internas de referência para o inverno Temperatura Umidade Pressão Umidade Volume Altitude
das temperaturas internas de referência para o inverno Temperatura Umidade Pressão Umidade Volume Altitude
das temperaturas internas de referência para o inverno Temperatura Umidade Pressão Umidade Volume Altitude
Temperatura Umidade Pressão Umidade Volume Altitude entalpia Ar interno de bulbo seco relativa atmosférica
Temperatura
Umidade
Pressão
Umidade
Volume
Altitude
entalpia
Ar interno
de bulbo seco
relativa
atmosférica
absoluta
especíco
m
kJ/kg
°C
%
kPa
kg/kg
m
3 /kg
Condição 1
50
18,0
50,0
100,73
0,006 4
0,838
34,40
Condição 2
50
20,0
50,0
100,73
0,007 3
0,845
38,63
Condição 3
500
18,0
50,0
95,46
0,006 8
0,885
35,31
Condição 4
500
20,0
50,0
95,46
0,007 7
0,893
39,67
Condição 5
750
18,0
50,0
92,63
0,007 0
0,912
35,84
Condição 6
750
20,0
50,0
92,63
0,008 0
0,920
40,27
Condição 7
1 000
18,0
50,0
89,87
0,007 2
0,941
36,39
Condição 8
1 000
20,0
50,0
89,87
0,008 2
0,949
40,90
NOTA
As condições de temperatura de bulbo seco de 18 °C são consideradas como valores para instalações de menor
custo inicial e operacional (energia elétrica), sem a perda do conforto.

4.4 Recintos adjacentes

Para recintos adjacentes não condicionados considerar a temperatura de bulbo seco conforme a seguir:

a)

no verão, a temperatura de bulbo seco é 3 °C acima da temperatura de bulbo seco do ar externo no verão;

b)

no inverno, a temperatura de bulbo seco é 3 °C acima da temperatura de bulbo seco do ar externo no inverno.

4.5 Renovação e inltração de ar

4.5.1 Com base nas características construtivas da edicação, vedação de janelas e portas, nos

valores de projeto da velocidade do vento e da diferença de temperatura, estimar a taxa de inltração e ou de ventilação com ar externo. Este valor corresponde à parcela não controlada, do ar externo, conforme ABNT NBR 15575-1.

NOTA

Considerar, no mínimo o valor recomendado de 1 L/s.m 2 (3,6 m 3 /h.m 2 ) para cada ambiente residencial.

4.5.2

A carga térmica do ar externo é calculada pelas Equações a seguir:

4.5.2.1

A vazão de ar em volume inltrado ou de renovação deve ser calculada conforme Equação 1.

Q ae = Q inf · A

onde

(1)

Q ae é a vazão de ar externo, expresso em metro cúbico por hora (m 3 /h);

Q inf é a vazão de ar externo inltrado ou de renovação expresso em metro cúbico por hora (m 3 /h) por metro quadrado de piso (m 2 de piso);

A é a área do piso, expressa em metro quadrado (m 2 ).

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PROJETO ABNT NBR 16655-3 AGO 2017

4.5.2.2 A vazão em massa de ar inltrado ou de renovação é calculada conforme Equação 2.

m ae = (Q ae ).(1/3 600).ρ

onde

(2)

2. m a e = ( Q a e ).(1/3 600). ρ onde (2) m a

m ae

Q ae

é a vazão em massa de ar externo, expressa em quilograma por segundo (kg/s);

é a vazão em volume de ar externo, expressa metro cúbico por hora (m 3 /h);

1 h/ 3 600 s é a transformação de metros cúbicos por hora em metros cúbi cos por segundo (m 3 /h 1 h/ 3 600 s é a transformação de metros cúbicos por hora em metros cúbi em m 3 /s);

metros cúbi cos por segundo (m 3 /h em m 3 /s); ρ é a massa

ρ é a massa especíca do ar externo, expressa em quilograma por metro cúbico (kg/m 3 ).

4.5.2.3 Para o cálculo da carga de ar externo, deve-se considerar:

a)Para o cálculo da carga de ar externo, deve-se considerar: o calor sensível calculado conforme a

o calor sensível calculado conforme a Equação 3:

ondea) o calor sensível calculado conforme a Equação 3: qs ae = qt ae – ql

qs ae = qt ae ql ae

conforme a Equação 3: onde qs ae = qt ae – ql ae b) qs a

b)conforme a Equação 3: onde qs ae = qt ae – ql ae qs a e

qs

ae

qt ae

ql ae

é o calor sensível do ar externo, expresso em watts (W);

é o calor total, expresso em watts (W);

é o calor latente, expresso em watts (W).

o calor total do ar externo é calculado conforme a Equação 4:

qt ae = m ae ·(h ae h amb )

onde é a vazão em massa de ar externo, expressa em quilograma por segundo (kg/s);
onde
é a vazão em massa de ar externo, expressa em quilograma por segundo (kg/s);
m ae
h
é a entalpia do ar externo, expressa em quilo joule por quilograma (kJ/kg);
ae
h
é a entalpia do ar do ambiente, expressa em quilo joule por quilograma (kJ/kg).
amb
c)
o calor latente do ar externo, é calculado conforme a Equação 5.
ql ae = m ae ·h lv ·(W ae – W amb )
onde

m ae

é a vazão em massa de ar externo, expressa em quilograma por segundo (kg/s);

(3)

(4)

(5)

h lv

W ae

é o calor latente de vaporização da água 2 501 kJ/kg, expresso em quilo joule por quilograma (kJ/kg);

é a umidade absoluta do ar externo, expressa em quilograma por quilograma (kg/kg);

W amb

é a umidade absoluta do ar do ambiente, expressa em quilograma por quilograma (kg/kg).

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ABNT/CB-055 PROJETO ABNT NBR 16655-3 AGO 2017 4 . 6 Coecientes de transmissão de calor por
ABNT/CB-055 PROJETO ABNT NBR 16655-3 AGO 2017 4 . 6 Coecientes de transmissão de calor por

4.6 Coecientes de transmissão de calor por superfícies opacas (paredes, pisos, lajes

e telhados)

As opções de arranjo dos materiais e de suas espessuras para a construção de paredes, pisos e lajes e podem ser vericadas nos manuais de cálculo de carga térmica [1].

As opções de arranjo de materiais usuais para o coeciente de transmissão de calor adotadas são apresentadas na Tabela 5.

Tabela 5 – Coecientes de transmissão de calor através de superfícies opacas (paredes,

pisos, lajes e telhados)

Parede

externa

Resistividade

térmica

Laje externa + espessura ar

Resistividade

térmica

Laje externa + isolamento

Resistividade

térmica

Elementos de construção – Características físicas Coeciente de

Elemento

construtivo

Filme do ar externo

Espessura

m

não

condutibilidade

Reboque + pintura

0,025

Bloco de concreto

0,200

Concreto laje

0,150

maciça e

contrapiso

Drywall Gesso

0,070

Vidro

0,006

Espaço de ar

não

Isolamento 25 mm lã de vidro

Reboque + pintura

Filme do ar interno

Total

0,025

0,025

não

0

k

2 .°C)/W

 

2 .°C)/W

 

2 .°C)/W

W/(m.°C)

(m

(m

(m

0

0,044

0,044

0,044

0,73

0,034

0

0

1,04

0,192

0

0

1,9

0

0,079

0,079

0,46

0

0,152

0

0,76

0

0

0

0

0

0,160

0

0,032

0

0

0,781 25

0,73

0,034

0,034

0

0

0,121

0,121

0

0

0,426

0,590

0,904

Tabela 6 Coecientes de transmissão de calor através de piso, parede interna e janelas

Elemento construtivo

Filme do ar externo Concreto laje maciça e contrapiso

Drywall

Vidro Espaço de ar (vidro duplo) Filme do ar interno

Total

Piso/Laje interna

Resistividade

térmica

(m 2 .°C)/W

Parede interna

Resistividade

térmica

(m 2 .°C)/W

Janela externa simples Resistividade térmica

(m 2 .°C)/W

Janela externa cortina Resistividade térmica

(m 2 .°C)/W

0

0

0,044

0,044

0,079

0

0

0

0

0,152

0

0

0

0

0,008

0,016

0

0

0

0,160

0,242

0,242

0,121

0,121

0,321

0,394

0,173

0,341

ABNT/CB-055

PROJETO ABNT NBR 16655-3 AGO 2017

ABNT/CB-055 PROJETO ABNT NBR 16655-3 AGO 2017 4.6.1 No caso dos elementos construtivos não estarem listados

4.6.1 No caso dos elementos construtivos não estarem listados nas Tabelas 5 e 6, deve ser calculado

conforme [1].

4.6.2 Não pode ser considerada a troca de calor entre ambientes com a mesma temperatura.

4.6.3 Os coecientes de transmissão de calor para inverno (aquecimento) e para verão (resfriamento)

podem ser diferentes.

4.7 Cargas de transmissão e de insolação

4.7.1 Para o cálculo do valor de carga térmica por transmissão e por insolação, deve-se considerar

as seguintes condições:

a) b) c)
a)
b)
c)

latitude;

orientação;

mês do ano;

horário;a) b) c) latitude; orientação; mês do ano; d) e) temperatura de bulbo seco externa e

d)

e)

temperatura de bulbo seco externa e interna;

f) g)
f)
g)

h)temperatura de bulbo seco externa e interna; f) g) características construtivas do edifício; para condições

características construtivas do edifício;

para condições de projeto, determinar as diferenças de temperatura para a carga de refrigeração CLTD, fatores de ganho de calor por insolação SHGF e fatores de carga de refrigeração CLF apropriados;

determinar as características adicionais do edifício;

 

localização;

 
— orientação (norte, leste, sul e oeste); — sombreamento externo devido a outras construções ou

orientação (norte, leste, sul e oeste);

sombreamento externo devido a outras construções ou mesmo árvores, as quais afetam o ganho de calor por transmissão.

4 . 7 . 2 A Tabela 7 apresenta as diferenças de temperatura em função

4.7.2

A Tabela 7 apresenta as diferenças de temperatura em função das condições de transmissão

de calor.

 
 

Tabela 7 – Diferença de temperatura para a carga de refrigeração CLTD, corrigida às 16 h (continua)

 
 

Cidade

 

Valor de

Condição

referência

Belém,

Brasília,

Porto Alegre, RS

Rio de Janeiro, RJ

São Paulo,

 

°C

PA

DF

SP

 

°C

°C

°C

°C

°C

Norte

10

11,1

15,2

11,85

11,2

9,95

Nordeste

15

16,1

20,2

16,85

16,2

14,95

Leste

19

20,1

24,2

20,85

20,2

18,95

8/21

NÃO TEM VALOR NORMATIVO

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Tabela 7 (conclusão)

Condição

Valor de

referência

 

°C

Sudeste

20

Sul

18

Sudoeste

18

Oeste

15

Noroeste

11

Horizontal

24

Vidro

8

Belém,

PA

Brasília,

DF

Cidade Porto Alegre, RS

Rio de Janeiro, RJ

São Paulo,

SP

°C

°C

°C

°C

°C

21,1

25,2

21,85

21,2

19,95

19,1

23,2

19,85

19,2

17,95

19,1

23,2

19,85

19,2

17,95

16,1

20,2

16,85

16,2

14,95

12,1

16,2

12,85

12,2

10,95

25,1

29,2

25,85

25,2

23,95

9,1

13,2

9,85

9,2

7,95

NOTA Os valores de diferença de temperatura para a carga estão corrigidos para os valores de temperatura de bulbo seco interna, de 24 °C e temperatura de bulbo seco externa do local considerado conforme a Tabela 1.

4.7.3 Caso seja necessário corrigir o CLTD (ver 3.1), deve-se utilizar a Equação 6.

(6)

o CLTD (ver 3.1), deve-se utilizar a Equação 6. (6) CLTD r = CLTD + (25
o CLTD (ver 3.1), deve-se utilizar a Equação 6. (6) CLTD r = CLTD + (25
o CLTD (ver 3.1), deve-se utilizar a Equação 6. (6) CLTD r = CLTD + (25

CLTD r = CLTD + (25 – TBS p ) + ( TBS a e m r = CLTD + (25 – TBS p ) + (TBS aem – 29)

= CLTD + (25 – TBS p ) + ( TBS a e m – 29)

onde

CLTD r é a diferença de temperatura da carga de resfriamento, expressa em graus Celsius (°C);

TBSda carga de resfriamento, expressa em graus Celsius (°C); p é a temperatura de bulbo seco

p

é a temperatura de bulbo seco de projeto, expressa em graus Celsius (°C);

de bulbo seco de projeto, expressa em graus Celsius (°C); TBS a e m é a

TBS aem é a temperatura de bulbo seco média do ar externo ao longo do dia, expressa em graus Celsius (°C).

4.7.4 Para o cálculo da transmissão de calor por superfícies opacas, deve-se utilizar a Equação 7.

qs trans = [(CLTD r )]/R

(7)

onde7. q s t r a n s = [ A· ( CLTD r )]/ R

q s t r a n s = [ A· ( CLTD r )]/ R (7)
q s t r a n s = [ A· ( CLTD r )]/ R (7)

A é a área da superfície, expressa em metros quadrados (m 2 );

CLTD r é a diferença de temperatura para a carga de resfriamento, expressa em graus Celsius (°C);

R é a resistividade térmica da superfície, expressa em metros quadrados, multiplicado por graus Celsius, dividida por watts (m 2 .°C)/W.

4.7.5 Para determinar as características adicionais da edicação, os seguintes fatores devem ser

observados, por exemplo:

a)

localização;

b)

orientação (norte, leste, sul e oeste);

c)

sombreamento externo devido a outras construções ou mesmo a existência de árvores, as quais afetam o ganho de calor por insolação.

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4.7.6 A Tabela 8 apresenta os fatores de ganho de calor em função da insolação.

Tabela 8 – Fator de ganho de calor por insolação SHGF em W/m 2

8 – Fator de ganho de calor por insolação SHGF em W/m 2 Cidade Belém, PA
8 – Fator de ganho de calor por insolação SHGF em W/m 2 Cidade Belém, PA
8 – Fator de ganho de calor por insolação SHGF em W/m 2 Cidade Belém, PA
Cidade Belém, PA Brasília, DF. Porto Alegre, RS. Rio de Janeiro, RJ. São Paulo, SP.
Cidade
Belém, PA
Brasília, DF.
Porto Alegre, RS.
Rio de Janeiro, RJ.
São Paulo, SP.
Latitude sul
1,38
17,87
30,00
22,82
23,62
(º)
Mês
Janeiro
Janeiro
Janeiro
Janeiro
Janeiro
Unidade
W/m 2
Norte
363
135
204
142
142
Nordeste
634
363
458
555
555
Leste
615
666
678
672
672
Sudeste
243
582
532
407
407
Sul
120
163
128
145
145
Sudoeste
243
582
532
407
407
Oeste
615
666
678
672
672
Noroeste
634
363
458
555
555
Horizontal
820
876
866
877
877

4.7.7 No caso de vidros em janelas ou claraboias, é necessário que a sua transmissibilidade seja redu -

zida, diminuindo a carga térmica interna. Os fatores de sombreamento são encontrados na Tabela 9.

Tabela 9 – Carga de insolação – Fator de carga de resfriamento às 16 h

Fator de carga de resfriamento em função do horário Orientação geográca (adimensional) Norte 0,75 Nordeste
Fator de carga de resfriamento em função do horário
Orientação geográca
(adimensional)
Norte
0,75
Nordeste
0,20
Leste
0,17
Sudeste
0,22
Sul
0,35
Sudoeste
0,81
Oeste
0,82
Noroeste
0,73
Horizontal
0,58

4.7.8 Determinar a taxa de transferência de calor para o recinto, em função dos coecientes de

transferência de calor, áreas, diferenças de temperatura e fator de ganho de calor por insolação, previamente calculados, (ver Tabela 10).

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Tabela 10 Coecientes de sombreamento (adimensional) para películas protetoras e sombreamento interno (cortinas)

para películas protetoras e sombreamento interno (cortinas) Simples 0,87 Vidro 6 mm Simples + cortina 0,55

Simples

0,87

Vidro

6 mm

Simples + cortina

0,55

Reetivo + cortina

0,30

4.7.9 O ganho de calor solar através do vidro é calculado conforme Equação 8.

qs ins = A·SC·SHGF·CLF

(8)

ondeEquação 8. q s i n s = A·SC · SHGF · CLF ( 8 )

A 8. q s i n s = A·SC · SHGF · CLF ( 8 ) onde

SC

é a área da janela, expressa em metros quadrados (m 2 );

é o fator de sombreamento;

SHGFem metros quadrados (m 2 ); é o fator de sombreamento; CLF é o fator de

CLF

é o fator de ganho de calor por insolação, expresso em watts por metro quadrado (W/m 2 );

fator de carga de resfriamento em função do horário.

4.8 Calor interno

4.8.1 Devem ser consideradas as cargas relativas às pessoas, à iluminação e aos equipamentos,

que dissipam calor, ver Tabelas 11, 12 e 13.

Tabela 11 – Carga térmica interna em função de pessoas, iluminação e equipamentos

Atividade

Calor sensível

W/pessoa

Calor total

W/pessoa

CLF

Adimensional

Pessoas sentadas, trabalho leve

75

150

1

Dançando

120

375

-----

NOTA

O calor total de pessoa é igual à soma da parcela de calor sensível e de calor latente.

à soma da parcela de calor sensível e de calor latente. 4.8.2 O cálculo da carga
à soma da parcela de calor sensível e de calor latente. 4.8.2 O cálculo da carga

4.8.2 O cálculo da carga térmica interna de pessoas deve ser feito utilizando as Equações 9 e 10.

qs pessoas = pessoas· cs pessoa· CLF

onde

qs pessoas

é o calor sensível referente às pessoas, expresso em watts (W);

(9)

pessoas

é a quantidade de pessoas;

cs

pessoa

CLF

é o calor sensível por pessoa, em função da atividade, expresso em watts por pessoa (W/pessoa);

é o fator de carga de resfriamento adimensional.

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ql pessoas = pessoas ·(ct pessoa cs pessoa )

onde

(10)

ql pessoas

é o calor latente referente a pessoas, expresso em watts (W);

o calor latente referente a pessoas, expresso em watts (W); n° p e s s o

pessoas

ct pessoa

cs p e s s o a pessoa

CLFe s s o a s ct p e s s o a cs p e

é a quantidade de pessoas;

é o calor total por pessoa, em função da atividade expressa em watts por pessoa (W/ pessoa);

é o calor sensível por pessoa em função da atividade expressa em watts por pessoa (W/pessoa);

é o fator de carga de resfriamento adimensional.

é o fator de carga de resfriamento adimensional. Tabela 12 – Carga térmica interna em função
é o fator de carga de resfriamento adimensional. Tabela 12 – Carga térmica interna em função

Tabela 12 – Carga térmica interna em função de iluminação

Cargas internas

Iluminação

Potência por m 2

W/m 2

Fator de carga de resfriamento CLF

Adimensional

Escritório

12

1

Sala de jantar

23

1

Quartos de dormir

10

1

NOTA Os valores desta Tabela correspondem a uma densidade de potência de iluminação em W/m 2 . No caso de ser conhecida a potência instalada, recomenda-se a utilização deste valor. Consideram como fator de carga de resfriamento CLF o valor 1.

4.8.3 A estimativa da potência instalada deve ser calculada conforme Equação 11.

Ps ilum = A·cs ilum

onde

(11)

Ps ilum é a potência instalada de iluminação, expressa em watts (W);

A é a área de piso expressa em metros quadrados (m 2 );

cs ilum

é a potência instalada especíca, expressa em watts por metro quadrado (W/m 2 ).

4.8.4 A carga sensível de iluminação deve ser calculada conforme Equação 12.

qs ilum = Ps ilum· CLF

(12)

onde

qs ilum é a carga sensível de iluminação, expressa em watts (W);

P ilum é a potência instalada de iluminação, expressa em watts (W);

CLF é o fator de carga de resfriamento adimensional.

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Tabela 13 – Carga térmica interna em função de equipamentos

Equipamentos

Televisão 40 polegadas

Computador desktop

W

250

135

W/equipamento

W

250

135

Fator de carga de resfriamento

CLF

Adimensional

0,8

0,8

Carga térmica

W

200

108

NOTA 1

considerado. NOTA 2 No caso de cozinhas conjugadas, há diculdade em função da exaustão de ar da coifa do fogão, bem como a carga térmica dos equipamentos instalados. Recomenda-se consultar [1].

O fator de carga de resfriamento CLF pode ser alterado em função do uso do equipamento

4.8.5 Para calcular a carga sensível de equipamentos, utilizar a Equação 13.

qs equip = Ps equip .CLF onde qs é a carga sensível de equipamentos, expressa
qs equip = Ps equip .CLF
onde
qs
é a carga sensível de equipamentos, expressa em watts (W);
equip
é a potência instalada de equipamentos, expressa em watts (W);
P ilum

(13)

C L F CLF

é o fator de carga de resfriamento adimensional.

C L F é o fator de carga de resfriamento adimensional. 5 Somatória das cargas térmicas
C L F é o fator de carga de resfriamento adimensional. 5 Somatória das cargas térmicas

5 Somatória das cargas térmicas de refrigeração

Os valores calculados na Seção 4 devem ser utilizados para o cálculo dos valores de cada carga e somados nas mesmas características do calor sensível, do calor latente e do calor total.

O valor total deve ser usado na seleção do equipamento, neste caso, feito de forma simplicada aten -

dendo a carga total em kW. Não podem ser usados coecientes de segurança ou mesmo a escolha com folga.

O Anexo A apresenta os exemplos de um cálculo.

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ABNT/CB-055 PROJETO ABNT NBR 16655-3 AGO 2017 Anexo A (informativo) Exemplo do cálculo de carga A.1
ABNT/CB-055 PROJETO ABNT NBR 16655-3 AGO 2017 Anexo A (informativo) Exemplo do cálculo de carga A.1
ABNT/CB-055 PROJETO ABNT NBR 16655-3 AGO 2017 Anexo A (informativo) Exemplo do cálculo de carga A.1

Anexo A

(informativo)

Exemplo do cálculo de carga

A.1

Para este Exemplo, é adotado como referência a cidade de São Paulo/SP, em um ambiente de

sala de estar, conforme Figura A.1.

NOTA

O desenho da Figura A.1 está fora de escala.

6 m

A

Ambiente com ar-condicionado

Face noroeste com janela contínua + parede

Ambiente interno não condicionado

Ambiente com ar-condicionado

Face noroeste com janela contínua + parede

A

2,5 m

Janela com vidro sim les

10 m

Corte A - A

Janela com vidro sim les

0,25 m

1,25 m

1,0 m

Figura A.1 – Arranjo físico da sala

ABNT/CB-055

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A.2

O cálculo da transmissão de calor pelas superfícies externas e internas é apresentado nas

Tabelas A.2 a A.9.

Tabela A.1 – Descrição do ambiente e suas superfícies

Resistividade Descrição Característica Comentário térmica (m 2 .ºC)/W Paredes Filme externo do ar + reboque
Resistividade
Descrição
Característica
Comentário
térmica
(m 2 .ºC)/W
Paredes
Filme externo do ar + reboque
Ver Tabela 5
0,426
externas
+ tijolo de cimento + reboque
Parede
Filme interno do ar + drywall +
lme interno do ar
Ver Tabela 6
0,394
interna
Laje superior
Filme interno do ar + concreto
para laje maciça e contrapiso
Ver Tabela 6
0,321
e inferior
+ lme interno do ar
Laje
superior e
Filme interno do ar + concreto
laje maciça e contrapiso +
isolamento de 25 mm de lã de
vidro lme interno do ar
Ver Tabela 5
0,904
inferior com
isolamento
Janela
externa
Filme externo do ar + vidro de
6 mm + lme interno do ar
Ver Tabela 6
0,173
simples
NOTA
As portas não são consideradas.
A.2.1
A temperatura de bulbo seco do ambiente interno não condicionado é igual à temperatura de
bulbo seco do ar externo (32,1 °C) + 3 °C – a temperatura de bulbo seco do ar interno (24 °C), neste
Exemplo 32,1 + 3 – 24 = 11,1 °C, conforme a Tabela A.2.
Tabela A.2 ‒ Áreas de troca de calor e diferença de temperatura na carga de resfriamento
CLTD em função da orientação e do horário
resfriamento CLTD em função da orientação e do horário Parede/janela/laje Parede noroeste Janela noroeste –
resfriamento CLTD em função da orientação e do horário Parede/janela/laje Parede noroeste Janela noroeste –
resfriamento CLTD em função da orientação e do horário Parede/janela/laje Parede noroeste Janela noroeste –

Parede/janela/laje

Parede noroeste

Janela noroeste – vidro

Parede sudeste

Janela sudeste – vidro

Parede interna – ambiente não condicionado

Laje/teto ambiente não condicionado

Dimensão do comprimento da sala de estar

Dimensão da largura da sala de estar

m

Área

m 2

Valores conforme Tabela 7

°C

m

6

(1,0 + 0,25) = 1,25

7,9

10,95

6

1,25

7,9

7,95

6

(1,0 + 0,25) = 1,25

7,9

19,95

6

1,25

7,9

7,95

10

2,5

25

32,1 + 3 – 24 =11,1

6

10

60

32,1 + 3 – 24 =11,1

NOTA

Considera-se que os andares superiores e inferiores são ambientes internos não condicionados.

ABNT/CB-055

PROJETO ABNT NBR 16655-3 AGO 2017

A.2.2

A Tabela A.3 apresenta o cálculo considerando dois valores de transmissão de calor pelas

superfícies externas e internas, expressos em watts (W) conforme a seguir:

a)

sem isolamento na laje = 6 153 W;

b)

com isolamento na laje = 3 477 W.

Este Exemplo demonstra a necessidade de análise dos valores obtidos e vericação da possibilidade de redução da carga térmica.= 6 153 W; b) com isolamento na laje = 3 477 W. Tabela A.3 –

da possibilidade de redução da carga térmica. Tabela A.3 – Transferência de calor pelas superfícies
da possibilidade de redução da carga térmica. Tabela A.3 – Transferência de calor pelas superfícies

Tabela A.3 – Transferência de calor pelas superfícies externas e internas

Parede/janela/laje

Parede noroeste

Janela noroeste – vidro

Parede sudeste

Janela sudeste – vidro

Parede interna,

ambiente não

condicionado

Laje/teto,

ambiente não

condicionado

Subtotal sem isolamento

Laje/teto com isolamento, ambiente interno não condicionado

Subtotal com isolamento

Resistividade

térmica

(m 2 .°C)/W

Área

m 2

Diferença de temperatura da carga de

resfriamento (CLTD) ºC

Transmissão de calor

pelas superfícies

externas e internas

W

0,426

7,9

10,95

203