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DIAGNÓSTICO

 As avaliações são fundamentais para o estabelecimento de um diagnóstico da


aprendizagem dos alunos, auxiliando os professores na identificação das
dificuldades e potencialidades dos alunos.
 As avaliações não são um fim em si mesmo, pois prestam-se à identificação de
problemas de aprendizagem; o objetivo é potencializar a aprendizagem dos
alunos e os resultados da avaliação refletem isso.
 O diagnóstico é essencial para o levantamento de hipóteses que ajudem a
compreender a aprendizagem dos alunos.

METAS

 As metas de aprendizagem fazem parte das atividades de qualquer professor e


gestor de escola, não se apresentando como uma lógica estranha à escola; não há
processo educacional que não estabeleça metas de aprendizagem em seu
horizonte.
 A definição de metas é uma tarefa fundamental, que deve ser compartilhada com
os demais atores escolares; as metas afetam a todos na escola e devem ser objeto
de discussão e acordo.
 As metas devem ser definidas de maneira realista: devem ser plausíveis de
alcance em um período de tempo determinado.

PJANEJAMENTO

 Planejamento é parte essencial da organização do ensino; todas as escolas dependem


de um planejamento bem definido para a execução de suas atividades ao longo do ano
letivo.
 O planejamento não deve ser elaborado de forma aleatória; ele depende de evidências
sobre as condições e características dos alunos e das turmas; por isso, é imprescindível
um bom diagnóstico da aprendizagem para a construção de um bom planejamento.
 O planejamento deve ser construído coletivamente, pois é do interesse de todos e afeta
o trabalho de todos.
 O planejamento é o caminho através do qual as metas de aprendizagem podem ser
atingidas.

Assim, o planejamento pedagógico organizado e bem definido é a forma pela qual as


metas de aprendizagem acordadas coletivamente podem ser efetivamente alcançadas,
tendo como base o diagnóstico da aprendizagem oferecido pelas avaliações. No entanto,
como elaborar o planejamento pedagógico? Como organizar o ensino, em sala de aula,
para que o planejamento possa ser eficaz?

Para responder a essas perguntas, vamos recorrer ao que a pedagoga argentina Delia
Lerner chama de modalidades organizativas do ensino.

Atividades permanentes

São as atividades habituais, realizadas com regularidade definida (diária, semanal,


quinzenal, mensal etc.). A realização regular é sua característica marcante. Soma-se a
isso o fato de que tais atividades são dotadas de certa autonomia, umas em relação às
outras, sem que estejam alinhadas a um projeto ou a uma sequência.

Fonte: Adaptado de Delia Lerner (2002).

Sequências didáticas

São conjuntos de atividades, ligadas entre si e articuladas em uma sequência ordenada


ao longo do tempo. As sequências são formadas por etapas, de modo que uma etapa
deve ser concluída para que a próxima tenha início. Como coleção de atividades
articuladas, as sequências têm começo, meio e fim bem definidos. Elas possuem um
período de tempo definido, mas não apresentam a regularidade das atividades
permanentes. O que se busca é uma atividade mais orgânica.

Fonte: Adaptado de Delia Lerner (2002).

Projetos didáticos

São projetos que se organizam tendo como objetivo a entrega de um produto final, que é
a característica que os definem. De maneira geral, assumem uma perspectiva
interdisciplinar.

Fonte: Adaptado de Delia Lerner (2002).

Atividades independentes

São atividades ocasionais, pontuais, realizadas em determinado momento do


planejamento, com o objetivo de dar mais ênfase a determinado conteúdo, considerado
importante para o aprendizado de outros conteúdos. Não apresenta ligação direta
necessária com sequências ou projetos.

Fonte: Adaptado de Delia Lerner (2002).

Cada modalidade de organização do ensino apresenta características próprias, como


vimos. As modalidades organizativas são módulos complementares, que podem ser
usados conjuntamente ou não. Porém, apesar de serem distintas, a questão central é
integrá-las no mesmo planejamento. Para que essa integração aconteça, são necessários
um planejamento bem definido e um grande conhecimento dos conteúdos a serem
trabalhados.

Para outras informações sobre as modalidades de organização do trabalho pedagógico,


consulte o quadro a seguir:

Atividades permanentes
As atividades permanentes têm como principais objetivos: i) a construção de
determinados hábitos entre os alunos; e ii) a familiarização dos alunos com
determinados conteúdo.

Fonte: Elaboração própria do Programa Mais Alfabetização 2018.

Sequências didáticas

A ordem das ações, no âmbito das sequências didáticas é dada pela crescente
complexidade e dificuldade dos conhecimentos e conteúdos que mobilizam. Essa
progressão é a chave para a construção dos conhecimentos, e a organização gradual do
trabalho é sua característica fundamental.

Fonte: Elaboração própria do Programa Mais Alfabetização 2018.

Projetos didáticos

Não devem ser confundidos com projetos institucionais, visto que estes envolvem a
escola como um todo.

Em geral, caracterizam-se pela divisão de tarefas entre os participantes, estimulando, ao


mesmo tempo, a autonomia individual e a responsabilidade coletiva.

Fonte: Elaboração própria do Programa Mais Alfabetização 2018.

Atividades independentes

São chamadas, também, de atividades de sistematização, justamente por serem


destinadas, muitas vezes, à fixação ou à sistematização de conteúdos trabalhados pelas
sequências, projetos ou mesmo pelas atividades permanentes.

De maneira geral, elas são realizadas como atividade única.

Fonte: Elaboração própria do Programa Mais Alfabetização 2018.

As modalidades de organização do trabalho pedagógico têm sua razão de ser em função


do tempo. No âmbito escolar, o tempo é sempre um recurso escasso. Diante disso, é
necessário organizá-lo, com qualidade, para fins didáticos.
A escolha das modalidades de organização do ensino e das maneiras por meio das quais
elas podem interagir de modo complementar depende de uma série de fatores, entre
outros:

 os objetivos definidos pelo professor;


 os conhecimentos a serem trabalhados;
 as características das escolas, das turmas e dos alunos;
 o Projeto Político-Pedagógico da escola.

PARA SABER MAIS

As modalidades de organização do trabalho pedagógico não são específicas de


determinada área do conhecimento ou de alguma etapa de escolaridade. Todas as
disciplinas escolares podem ser planejadas e organizadas com base em qualquer uma
das modalidades apresentadas. Além disso, elas podem ser utilizadas ao longo de todas
as etapas da escolarização básica.

Antes de iniciarmos o tópico 2 do presente módulo, é importante relembrar o que foi


trabalhado até aqui. Neste tópico 1, recordamos a lógica que orienta o desenvolvimento
profissional do Programa Mais Alfabetização, vinculando, em uma cadeia de ações, o
diagnóstico da aprendizagem, oferecido pelas avaliações, o estabelecimento de metas
com base nesse diagnóstico e a elaboração do planejamento pedagógico, de modo a
propiciar o alcance das metas. Vimos também, como parte do planejamento, as quatro
grandes modalidades de organização do trabalho pedagógico, tendo em vista suas
principais características.

AS SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS COMO CAMINHO PARA A EFETIVAÇÃO DO


PLANEJAMENTO PEDAGÓGICO

Como vimos no tópico anterior, há diferentes maneiras de organizar o trabalho


pedagógico. Dentre elas, vamos destacar as sequências didáticas. Dentre as quatro
modalidades propostas por Delia Lerner, a escolha pelas sequências didáticas se deve a,
pelo menos, dois fatores:

As características das próprias sequências didáticas, que exigem do professor uma fina
organização do tempo de ensino e um amplo domínio do conhecimento a ser trabalhado
e das atividades que podem ser utilizadas para sua efetivação, o que faz com que as
sequências sejam uma modalidade complexa e completa da organização do trabalho
pedagógico.
O histórico do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), que
apresentava as sequências didáticas como sugestão de trabalho para o professor
alfabetizador, dando a elas destaque no âmbito das formações do programa.

Diante disso, as sequências didáticas exigem um compromisso e um conhecimento


necessários aos professores alfabetizadores para o trabalho com alunos que compõem
turmas heterogêneas, além de serem recursos já conhecidos por boa parte deles, em
virtude de sua participação no Pnaic.

Mas, afinal, quais são as características das sequências


didáticas?
Sequências didáticas: principais características

Já vimos que as sequências didáticas podem ser definidas como conjuntos de atividades
ligadas entre si e articuladas em uma sequência ordenada ao longo do tempo. A ordem
das ações é definida por um crescente de complexidade em relação aos conteúdos
trabalhados, e cada etapa da sequência é pré-requisito para as etapas seguintes.

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PARA LEMBRAR

PARA LEMBRAR

Caso não se lembre da definição das sequências didáticas e sua comparação com outras
modalidades organizativas do ensino, volte ao tópico 1 deste módulo.

As sequências didáticas são, portanto, uma maneira de organizar o tempo pedagógico de


modo qualificado, para fins didáticos. Como já ressaltado anteriormente, as sequências
podem ser aplicadas de forma complementar a outras modalidades de organização do
ensino. Dificilmente, seria possível imaginar que o ano letivo pudesse ser planejado
apenas com sequências didáticas, sem a inclusão de atividades permanentes e atividades
independentes. A diversidade exigida pelo trabalho pedagógico faz com que essas
modalidades se articulem de modo complementar.

Além disso, é importante ressaltar que as sequências fazem parte de um planejamento


maior e mais amplo, que tem sua base no currículo e envolve toda a escola. Isso
significa que as sequências não são, e nem podem ser, atividades isoladas. A escolha
dos temas e conteúdos a serem trabalhados em uma sequência didática não pode ser
aleatória ou sem critérios predefinidos.
A RELAÇÃO DAS SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS COM
O CURRÍCULO E COM A ESCOLA
BNCC

Currículo da rede

Proposta pedagógica da rede

Projeto pedagógico da escola

Plano de aula do professor

Sequências Didáticas

A imagem acima ilustra a relação da sequência didática com outros documentos


educacionais e escolares. Como podemos ver, ela não pode ser elaborada sem a
observância de outros elementos, que envolvem diferentes níveis de atuação, na escola e
na rede.

A sequência didática é parte do plano de ensino elaborado pelo próprio professor. O


plano de ensino não se resume à sequência didática, pois ele é mais amplo do que ela. O
plano de ensino envolve todas as modalidades organizativas do trabalho pedagógico a
serem desenvolvidas ao longo de todo o ano letivo, incluindo as sequências didáticas.
Logo, as sequências não podem ser pensadas como algo isolado, desconectado do plano
de ensino. O plano de ensino, por sua vez, faz parte do plano da escola, devendo estar
alinhado a ele. Por fim, o plano da escola tem como base o currículo, referência máxima
para o planejamento pedagógico. Além disso, a própria sequência didática precisa ser
mais detalhada, chegando à especificação dos planos de cada aula.

CARACTERÍSTICAS DAS SEQUÊNCIAS


DIDÁTICAS
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Referencialidade

A sequência didática não é um documento isolado, encontrando referência em outros


documentos do planejamento, como o plano de ensino, o plano da escola e o currículo.

Essa é a primeira característica da sequência didática, sua referencialidade. Com isso,


se quer dizer que a sequência não é isolada, devendo observar os planos de ensino e da
escola, e, em última instância, o currículo. Ela sempre possui referência, portanto, está
presente em outros documentos do planejamento pedagógico. Por isso, é fundamental
que se tenha clareza das diretrizes anuais que dizem respeito à escola como um todo
para que a sequência seja elaborada.

Ordenação

A sequência apresenta etapas, organizadas segundo uma ordem própria: das atividades e
conteúdos de menor complexidade para aqueles de maior complexidade.

Objetividade

As sequências devem ser objetivas, possíveis de serem executadas no tempo proposto,


tendo em vista as outras modalidades de organização do trabalho pedagógico.

Coerência

Deve haver coerência entre os objetivos a serem atingidos pelas sequências (os
conhecimentos e as habilidades a serem desenvolvidos pelos alunos) e sua proposta
metodológica (as atividades e ações destinadas a esse desenvolvimento).

Flexibilidade

As sequências didáticas devem ser flexíveis, abertas a ajustes e adequações ao longo de


sua efetivação, de maneira que possam atender às necessidades das turmas, dos alunos e
dos próprios professores.

Universalidade

As sequências devem levar em consideração todos os alunos, sem exceção, na medida


de suas necessidades.

Fonte: Elaboração própria do Programa Mais Alfabetização 2018.

Um dos grandes problemas que podem afetar a efetividade de uma sequência didática é
o excesso de conteúdos.
O que faz uma sequência didática ser complexa não é a quantidade de conteúdos, tarefas
e atividades com os quais trabalha, mas o grau de dificuldade deles. Poucos conteúdos
complexos podem exigir tanto tempo para a execução de uma sequência quanto muitos
conteúdos menos complexos.

A ELABORAÇÃO DE UMA SEQUÊNCIA


DIDÁTICA
Não existe um conjunto de regras definitivo e absoluto para a elaboração de sequências
didáticas. Os professores possuem formações, concepções de ensino e formas de
trabalhar diferentes, que se refletem na forma como elaboram sequências didáticas. A
despeito disso, é possível selecionar alguns passos importantes para que uma sequência
didática seja bem elaborada. A seguir, são sugeridos os passos que devem ser
observados pelo professor para a elaboração de uma sequência didática.

Consulte e conheça o planejamento da escola antes da elaboração da sequência – conforme


salientado anteriormente, toda sequência possui como referência o projeto pedagógico da
escola e o currículo.

Preveja a sequência como parte do seu plano de ensino – isso significa considerar que outras
ações estão previstas para o ano letivo e que elas precisam estar em relação de
complementaridade com a sequência.

Realize um diagnóstico inicial sobre o que os alunos sabem e quais dificuldades apresentam
acerca do conteúdo – tal sondagem é fundamental para prever, desde o início, eventuais ajustes
na sequência proposta, além de identificar pontos de maior necessidade de aprendizagem da
turma; essa sondagem pode se dar sob a forma de uma avaliação diagnóstica, por exemplo.

Defina os objetivos a serem alcançados por meio da sequência – a definição dos objetivos é
crucial para uma sequência didática, visto que influencia todas as outras decisões (do tempo
gasto para sua execução aos recursos didáticos e materiais a serem utilizados); os objetivos
precisam ser claros, coerentes entre si, e sua definição pode se dar a partir do que se espera que
os alunos aprendam ao fim da sequência (conhecimentos e habilidades).

Defina as estratégias que serão utilizadas para o alcance dos objetivos – um


caminho é desmembrar cada objetivo em ações concretas que devem ser realizadas
pelos alunos.

Selecione os conteúdos a serem trabalhados pela sequência didática – a rigor, não existem
conteúdos próprios para o trabalho com as sequências, o que significa dizer que qualquer
conteúdo pode integrar uma sequência didática; contudo, se a sequência é uma novidade para
a turma, selecione conteúdos que possam ser mais facilmente organizados em uma ordem
crescente de complexidade.

Estabeleça cada uma das etapas da sequência – com base na ordenação, característica das
sequências didáticas, organize os conhecimentos em ordem crescente de complexidade.

Estabeleça o tempo de duração da sequência didática – conforme já discutido, o tempo é um


fator essencial para a sequência didática; ela não deve ser muito curta, a ponto de não permitir
o aprendizado gradual que a caracteriza, nem muito longa, a ponto de suprimir outras
modalidades de organização do trabalho pedagógico, como as atividades permanentes e
independentes.

Defina os recursos didáticos e materiais utilizados em cada fase e em cada aula – essa escolha
será influenciada pelos conteúdos trabalhados pela sequência, pela duração temporal e pelas
características da turma (informação obtida com a sondagem inicial); sua definição deve ser
específica para cada aula.

Elabore os planos de cada uma das aulas que comporão a sequência didática – a sequência
não é o último nível de especificação do planejamento pedagógico; além dela, é preciso planejar
todas as aulas que fazem parte da sequência.

Defina o instrumento de avaliação em relação aos conteúdos e às habilidades previstos pela


sequência – a avaliação é uma etapa muito importante para a sequência didática, pois, por meio
dela, é possível monitorar se a sequência alcançou ou não seus objetivos; o instrumento deve
ser capaz de dizer se os conhecimentos foram adquiridos e se as habilidades foram
desenvolvidas.

Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004) desenvolveram um modelo de sequência didática


para o aprendizado de gêneros textuais, conforme mostra a figura a seguir:

APRESENTAÇÃO DA SITUAÇÃO /PRODUÇÃO INICIAL/MODULO 1/


MODULO2/MODULO N/PRODUÇÃO FINAL

Depois de apresentada a situação, é realizada uma produção inicial, que funciona como
uma etapa de sondagem. Cada um dos módulos representa uma etapa para a realização
da sequência. Por fim, a produção final funciona como a etapa de avaliação.

DOLZ, J.; NOVERRAZ, M.; SCHNEUWLY, B. Sequências didáticas para o oral e a


escrita: apresentação de um procedimento. In: SCHNEUWLY, B; DOLZ, J. Gêneros
orais e escritos na escola. Trad. e org. Rojo, R.; Cordeiro, G. S. São Paulo: Mercado
das Letras, 2004, p. 95-128.

SUGESTÕES DE SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS


Antes de passarmos às atividades propostas para este tópico, a seguir são
disponibilizadas sequências didáticas de Língua Portuguesa e Matemática, construídas
especialmente para atender a você, professor alfabetizador participante do Programa
Mais Alfabetização. Consulte e use as sequências em sua sala de aula, conforme seu
interesse e sua necessidade.

ropostas de atividades independentes – outros modos de organização do ensino

Conforme vimos ao longo do módulo 4, o planejamento pedagógico pode ser


organizado a partir de uma série de modalidades. As sequências didáticas foram o foco
do tópico 2 deste módulo. Neste tópico 3, vamos apresentar um conjunto de atividades
independentes, que podem, inclusive, ser complementares às sequências didáticas
selecionadas e elaboradas no tópico anterior. Como atividades independentes, elas
podem ser realizadas em momento único, sem que estejam necessariamente
relacionadas de forma direta com outras atividades.

O objetivo geral deste tópico é refletir sobre como as atividades realizadas em sala de aula estão
relacionadas com as habilidades que devem ser desenvolvidas pelos estudantes de acordo com
a BNCC e que são avaliadas no programa Mais Alfabetização.

Especificamente, pretende-se, com as discussões trazidas no tópico, auxiliá-los na elaboração


de diferentes estratégias que poderão ser trabalhadas no âmbito da sala de aula, a fim de
favorecer o desenvolvimento das habilidades essenciais para o processo de alfabetização dos
estudantes do 1º e 2º anos do ensino fundamental. O ponto de partida para as atividades aqui
propostas são as habilidades descritas nas matrizes de referência das avaliações do PMALFA.

A seguir, você encontrará duas formas diferentes para a organização das atividades em
sala de aula. Em Matemática, a lógica de organização foi a seguinte: com base nos
resultados da avaliação, a matriz de referência é utilizada como suporte para a
proposição de atividades que estimulam o desenvolvimento de habilidades que ela prevê
e que estão, também, contempladas na BNCC. Para Língua Portuguesa, são propostas
cinco atividades independentes, que se estruturam em torno da organização da sala de
aula para o estímulo à leitura e à escrita dos alunos. Esses dois casos são exemplos das
inúmeras maneiras através das quais as atividades independentes podem se organizar.

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PARA LEMBRAR

PARA LEMBRAR

Não se lembra do que são as atividades independentes? Volte ao tópico 1 do módulo 4 e


recorde suas principais características.

Uma matriz de referência para a avaliação não determina o que deve ser ensinado em
sala de aula, mas apresenta um recorte do que define cada currículo. Ou seja, a matriz
de uma avaliação especifica o que será avaliado, tendo em vista as operações mentais
desenvolvidas pelos estudantes em relação aos conteúdos escolares. Esses conteúdos
são definidos pelo currículo, o qual prevê uma gama maior de conhecimentos e
conteúdos aos quais os estudantes deverão ter o acesso garantido. Portanto, a matriz de
referência não pode ser confundida com o currículo, mas deve estar alinhada com o que
ele propõe e, com isso, orientar a avaliação para um diagnóstico mais preciso sobre o
desenvolvimento e a aprendizagem dos estudantes. A proposição das práticas
pedagógicas desenvolvidas deve levar em consideração tudo o que propõe o currículo.
O que se pretende, ao sugerir atividades com base na matriz de referência do programa
Mais Alfabetização, é enriquecer o trabalho realizado em sala de aula, ampliando as
estratégias que podem ser utilizadas para favorecer o desenvolvimento daqueles
conhecimentos essenciais previstos para os estudantes nessa etapa de escolaridade.

Conforme já vimos nos módulos anteriores, a avaliação, no programa Mais


Alfabetização, tem por objetivo revelar o caminho percorrido pelos estudantes ao longo
do seu processo de escolarização, bem como apontar o que ainda precisa ser trabalhado,
tendo em vista a consolidação da alfabetização até o final do 2º ano do ensino
fundamental. É indispensável debruçar-se sobre as informações produzidas pela
avaliação, identificando o que elas sinalizam em relação à aprendizagem e ao
desenvolvimento das crianças, sobretudo as habilidades consideradas essenciais para
que todas as crianças estejam alfabetizadas no tempo determinado e que são avaliadas
nos testes do PMALFA. De posse dessas informações, você poderá planejar diferentes
formas de trabalhar os conteúdos previstos para cada etapa de escolaridade, visando aos
objetivos de aprendizagem e às habilidades que deverão ser desenvolvidos em cada
etapa de escolaridade. Para isso, há um leque de possibilidades e de caminhos a serem
percorridos.

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IMPORTANTE

IMPORTANTE

Sabemos que o seu planejamento anual já está em execução, bem como os planos de
aula oriundos desse planejamento. E não queremos que você os abandone, mas que
tenha acesso a mais sugestões de atividades que possam servir de referência para você
no desenvolvimento da sua prática pedagógica.

Como opção didática, e com base nos objetivos para este módulo, na última parte desse
itinerário são apresentadas sugestões de atividades, de acordo com as habilidades
avaliadas pela matriz de referência do Programa Mais Alfabetização e a relação dessas
habilidades com a Base Nacional Comum Curricular. Em um segundo momento, é
sugerido que você, professor, e cada assistente, proponham atividades que deverão ser
realizadas em sala de aula.