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ALGODÃO: broca da raiz (Eutinobothrus brasiliensis):

Identificação: presença de calos;


Características: preferência para solos úmidos, arenosos e encharcados. Ataque em reboleira. Pupa livre na
raiz, abre galeria na transição entre solo e planta (calos). Ciclo de 220 dias. Postura endofítica (perfura a base da
planta com o rostro e faz postura). Maior população de nov-dez.
Danos: ataque em reboleira, destrói sistema radicular (plantas vistas de longe apresentam sintomas de
murchamento e entumecimento entre a raiz e caule). Vermelhão. Engrossamento do caule. Murcha nas horas mais
quentes do dia, podendo causar morte de plantas - interrupção da passagem de água e nutrientes.
Controle: inseticidas, planta isca, destruição de soqueira. Controle preventivo.
Amostragem: identificação: broca; presença de calos.

BATATA: traça (Phthorimaea operculella):


Infestação cruzada. Danos superficiais.
Danifica folhas e ramos. Secamento, destruição dos tubérculos no campo e durante o armazenamento.
Monitoramento com feromonio: bacia com água e detergente, fechando com uma placa. Feromonio é muito
volátil, liberar lentamente.

CITROS: Cochonilha de placas (Orthezia praelonga):


Difícil controle. Desprovida de carapaça. Ninfas protegem no ovissaco até 1° instar. Possuem saco cereo
semelhante a uma calda alongadas, as vezes recurvada para cima (ovissaco). Móvel. Disseminação por caminhões,
caixa, homem, implementos.
Danos: alteração no brix, atrai fumagina, frutos afetados, ataca folhas e ramos.
Controle: difícil, pois as ninfas ficam protegidas pelo ovissaco. Controle do inseto. Erradicação de plantas
afetadas do pomar. Forrar a base da planta com lona plástica, aplicar produto na planta. Os indivíduos que caírem e
sobreviverem devem ser controlados quimicamente, replicar para controle de ninfas sobreviventes (demanda muito
trabalho)

SOJA: Lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis):


lagarta verde com listas escuras ou esbranquiçadas. Ao perceber distúrbio, se atira no solo.
Danos: lagarta come folhas (nervuras e limbo).
Controle: uso de baculovirus e Bacillus thuringiensis para controlar (70 lagartas grandes infectadas/ha).
Macera, coa, mistura com água.

ARROZ:
Cigarrinha do arroz (Tagosodes orizicola): como praga não é muito importante, problema é com virose, mais
comum na Ásia, Brasil não tem.
Danos: suga folhas centrais do arroz, transmite virose folha branca, sintomas de enfezamento, folhas
esbranquiçadas, panícula pequena com poucos grãos, infecção precoce leva a planta a morte.
Cigarrinha das pastagens (Deois flavopicta): mais comum em sequeiro, praga de pastagem, ninfa protegida
por espuma para não dessecar no solo, gosta de período úmido.
Danos: adulto inocula toxina que causa queima das folhas, pode morrer planta nova.

CAFÉ:

Cigarras (Cicadidae): norte de SP e sul de Minas. Ovos colocados nos ramos imbricados sobre a casca. Ciclo
biológico: ovos (ramos – nov-abr) – nina móvel (raiz – set-fev) – ninfa imóvel (tronco – out-mar) – adulto (out-mar).
Na saída das ninfas para a transformação de adultos percebe orifícios no solo.
Dano: atacam as raízes. Ninfas ficam presas se alimentando em profundidade de até 50 cm (maior
concentração em 0-25 cm). Folhas caídas e amareladas. Reboleiras. Queda prematura de folhas.
Controle: controlar as reboleiras. Identificação das plantas afetadas – poda (para a planta responder
mais rápido e pode ser de forma mais drástica ou menos drástica, depende da condição de incidência. Recepa,
esqueletamento ou decote). Fazer em plantas vizinhas por segurança. Inseticida sistêmico no solo. Inseticida temik
(nov-dez).

Cigarrinhas (Dilobopterus costalimai, Acrogonia terminalis, Oncometopia facialis):


Danos: transmissora do vírus Atrofia dos ramos do cafeeiro – ARC. Sintomas: perda de folhas na parte
superior da planta, mau desenvolvimento de grãos, ramos atrofiados.

CANA:

Pulgão (Rhopalosiphum maidis): a sucção da seiva traz poucos problemas, mas pode transmitir o vírus do
mosaico em cana.

Pulgão (Melanaphis sacchari): a sucção da seiva traz poucos problemas, mas pode transmitir o vírus do
amarelinho, fumagina. População aumenta nos períodos quentes – veranico (15-20 dias sem chuva). Plantação se
recupera normalmente – não há controle.

MILHO:

Cigarrinha do milho (Dalbulus maidis): vive na região das folhas do cartucho, onde faz postura endofítica. Época mais
frequente fev-abr – mais agressiva na safrinha.
Danos: honey dew. Suga a base das folhas tornando-as amareladas. É vetor de vírus: virose corn stunt
(enfezamento do milho, folhas inicialmente com estrias longitudinais amarelas e posterior vermelhas. Atraso no
desenvolvimento, reduz severamente a produção. Doença mais importante no início do desenvolvimento da planta -
dez). Virose estria da folha: aparecimento de estrias amarelas, folhas enroladas, encurtamento dos entrenós e
enfezamento – planta adulta não tem problema.