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Reta Final Questões Comentadas

Direito Tributário p/ AFRFB - 2017


Prof.º Rafael Rocha Aula 8

QUESTÃO 1 (ATRFB 2012)


Em relacao a recuperação judicial é correto dizer que a
concessao desse regime de pagamento dos creditos depende
da apresentação da prova de quitação de todos os tributos.

QUESTÃO 2 (ATRFB 2012)


A certidao com efeito de negativa pode ser expedida em favor
de contribuinte que tenha efetuado o deposito do montante
integral do credito tributario, pois, em tal caso, este estara
com sua exigibilidade suspensa?

QUESTÃO 3 (ATRFB 2012)


Analise os itens a seguir e assinale a opcao correta.

I. O comeco da aliena ao de bens por quem seja devedor


perante a fazenda publica por credito tributario inscrito na
d̀vida ativa e considerado fraudulento.

II. O credito tributario e o nº 1 na ordem de prioridade de


pagamento dos debitos por empresa insolvente.

III. Na falencia o credito tributario prefere aos creditos


extraconcursais.

(A) Somente o item I esta correto.

(B) Somente o item II esta correto.

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(C) Somente o item III esta correto.

(D) Estao corretos os itens I e III.

(E) Estao corretos os itens II e III.

QUESTÃO 4 (ATRFB 2012)


Assinale a opcao que esteja em desacordo com o CTN.

(A) A regulacao da compet ncia e dos poderes das autoridades


administrativas em materia de fiscalizacao tributaria, segundo o CTN,
presc̀nde de lè, bastando norma da “leg̀sla ao tributaria”.

(B) Mesmo quando nao veiculadas em lei, as normas de fiscalizacao


aplicam-se as pessoas naturais ou jur̀dicas, contribuintes ou nao,
inclusive as que gozem de imunidade tributaria ou de isencao de
carater pessoal.

(C) A fiscalizacao tributaria tera amplos poderes de investiga ao,


ressalvadas as disposi oes legais expressas excludentes ou limitativas
do direito de examinar mercadorias, livros ou arquivos.

(D) Os livros obrigatorios de escrituracao comercial e fiscal e os


comprovantes dos lan amentos neles efetuados serao conservados
ate que ocorra a prescri ao dos creditos tributarios decorrentes das
operacoes a que se refiram.

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(E) A obrigacao de prestar informa oes requisitadas pelo fisco nao


abrange as relativas a fatos sobre os quais o informante esteja
legalmente obrigado a observar segredo em razao de cargo, of̀cio,
funcao, ministerio, atividade ou profissao.

QUESTÃO 5 (PGFN 2012)


Sobre a D̀vida Ativa da Uniao, e incorreto afirmar que:

(A) seu conceito abrange qualquer valor cuja cobranca seja atribùda
por determina ao legal as autarquias federais.

(B) a D̀vida Ativa da Uniao, de qualquer natureza, aplicam-se as


normas relativas a responsabilidade prevista na legislacao tributaria,
civil e comercial.

(C) a inscricao em D̀vida Ativa da Uniao suspendera a prescri ao,


para todos os efeitos de direito, pelo prazo previsto na lei, ou ate a
distribui ao da respectiva execucao fiscal, se esta ocorrer antes de
findo aquele prazo.

(D) a D̀vida Ativa da Uniao, somente se for de natureza tributaria,


sera apurada e inscrita na Procuradoria da Fazenda Nacional.

(E) a inscricao em D̀vida Ativa da Uniao, que se constitui no ato de


controle administrativo da legalidade, sera feita pelo orgao
competente para apurar a liquidez e certeza do credito.

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QUESTÃO 6 (PGFN 2012)


Sobre o intercâmbio de informações protegidas pelo sigilo
fiscal entre as fazendas publicas dos entes federados,
podemos afirmar que nao é permitido o compartilhamento de
cadastros entre as administrações tributarias da Uniao, dos
Estados, dos Munic̀pios e do Distrito Federal.

QUESTÃO 7 (PGFN 2012)


O intercâmbio de informações protegidas pelo sigilo fiscal,
entre as fazendas publicas dos entes federados sera
executado ao amparo de forma estabelecida, em carater geral
ou espec̀fico, por forca de lei ou convênio.

QUESTÃO 8 (PGFN 2012)


O Codigo Tributario Nacional preve a obriga ao ineqùvoca de
qualquer pessoa jur̀dica de dar a fiscaliza ao tributaria amplo
acesso aos seus registros contabeis. Tal norma:

(A) permite ao fisco, no caso de obstaculizacao por parte da pessoa


jur̀dica fiscalizada, buscar em Jùzo acesso a exibicao de livros e
documentos, quando houver fundada suspeita de irregularidade.

(B) se desobedecida, implica descumprimento de obrigacao


acessoria, podendo ter varias consequencias, que vao desde a
aplicacao de multa ao lan amento por arbitramento, sempre na
esfera c̀vel.

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(C) permite ao fisco, inclusive, proceder a retencao da mercadoria


ate a comprova ao da posse leg̀tima daquele que a transporta.

(D) nao distingue as microempresas e empresas de pequeno porte


de manterem escrituracao comercial e fiscal, bem como a
documenta ao a que estao obrigadas as demais empresas, ate que
ocorra a prescri ao dos creditos decorrentes das opera oes a que se
refiram.

(E) permite inferir que estao sujeitos a fiscalizacao previdenciaria ou


tributaria quaisquer livros comerciais, podendo os agentes
fiscalizadores, havendo ind̀cios, estenderem o exame para alem dos
pontos que inicialmente eram objeto da investiga ao.

QUESTÃO 9 (PGFN 2012)


A Constituicao Federal permitiu o tratamento tributario
diferenciado e favorecido para as microempresas e para as
empresas de pequeno porte. Assim, editou-se a Lei
Complementar n. 123, de 14 de dezembro de 2006. De acordo
com esta lei, analise os itens a seguir, para entao assinalar a
opcao que corresponda as suas respostas.

I. Para a classificacao como microempresa, a lei estabeleceu


determinado valor maximo auferido por ano-calendario a
t̀tulo de receita bruta.

II. O conceito de receita bruta compreende o produto da


venda de bens e servicos nas opera oes de conta propria, nao

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inclùdas as vendas canceladas e quaisquer descontos


concedidos.

III. Tambem integram o conceito de receita bruta o preco dos


servi os prestados e o resultado nas opera oes em conta
alheia.

IV. O enquadramento como microempresa ou empresa de


pequeno porte, bem como o seu desenquadramento, nao
implicarao alteracao, denuncia ou qualquer restri ao em
relacao a contratos por elas anteriormente firmados.

V. No caso de iǹcio de atividade no proprio ano-calendario, o


limite (valor maximo no caso de microempresa; valores
m̀nimo e maximo no caso de empresa de pequeno porte) sera
proporcional ao numero de meses em que a microempresa ou
a empresa de pequeno porte houver exercido atividade,
inclusive as fracoes de meses.

Est̃o corretos apenas os itens:

(A) I, II, III e IV.

(B) I, III e IV.

(C) I, III, IV e V.

(D) II, III e IV.

(E) Todos os itens estao corretos.

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QUESTÃO 10 (PGFN 2012)


Sobre a tributacao no regime falimentar, assinale a op ao
correta.

(A) A lei estabelecera limites e condicoes para a prefer ncia dos


creditos decorrentes da legisla ao do trabalho em relacao aos demais
creditos, inclusive aos tributarios.

(B) Com as alteracoes havidas em rela ao ao regime falimentar, a


altera ao do Codigo Tributario Nacional deixa claro o proposito de
preservar as empresas em dificuldades e consequentemente a oferta
de empregos, pelo que se permite afirmar que o credito tributario
ganhou posicoes em rela ao a sistematica ate entao vigente.

(C) Na falencia, o credito tributario prefere aos creditos


extraconcursais e as importancias pass̀veis de restitui ao. Todavia,
nao prefere aos creditos com garantia real, no limite do valor do bem
gravado.

(D) As multas contratuais e as penalidades pecuniarias por infracao


das leis penais ou administrativas, inclusive as multas tributarias,
preferem aos credores quirografarios.

(E) O proprietario de bem arrecadado no processo de falencia ou que


se encontre em poder do devedor na data da decreta ao da fal ncia
podera pedir sua restitui ao.

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QUESTÃO 11 (AFRFB 2014)


A Lei Complementar n. 123/2006 preve tratamento tributario
diferenciado para Microempresas e Empresas de Pequeno
Porte, que consiste em um regime especial unificado de
arrecadacao de tributos e contribui oes devidos por estas
entidades, denominado Simples Nacional. Sobre este, e
incorreto afirmar que:

(A) para fins do Simples Nacional, considera-se receita bruta o


produto da venda de bens e servicos nas opera oes de conta propria,
o pre o dos servi os prestados e o resultado nas operacoes em conta
alheia, exclùdas as vendas canceladas e os descontos incondicionais
concedidos.

(B) o Simples Nacional implica o recolhimento mensal, mediante


documento unico de arrecadacao, de um conjunto de tributos e
contribui oes. Todavia, mesmo em relacao a algum destes tributos e
contribui oes, ha situa oes em que o recolhimento dar-se-a a parte
do Simples Nacional.

(C) na determinacao dos valores a serem lan ados de of̀cio para cada
tributo, apos a exclusao do Simples Nacional, devem ser deduzidos
eventuais recolhimentos da mesma natureza efetuados nessa
sistematica, observando-se os percentuais previstos em lei sobre o
montante pago de forma uni cada.

(D) alteracao recente na legisla ao tributaria permitiu o parcelamento


de debitos do Simples Nacional.

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(E) para efeito do Simples Nacional, e enquadramento da sociedade


empresaria na condicao de Microempresa ou Empresa de Pequeno
Porte, deve-se considerar a receita de cada estabelecimento
individualmente, e nao o somatorio destes.

QUESTÃO 12 (AFRFB 2014)


Sobre a inscricao em d̀vida ativa tributaria, assinale a op ao
incorreta.

(A) A inscricao em d̀vida ativa, que se constitui no ato de controle


administrativo da legalidade, sera feita, no caso dos tributos de
competencia da Uniao, pela Procuradoria da Fazenda Nacional.

(B) Trata-se do unico ato de controle de legalidade, efetuado sobre o


credito tributario ja constitùdo, que se realiza pela apreciacao cr̀tica
dos profissionais legalmente competentes.

(C) O exame previo efetuado para a inscricao em d̀vida ativa


constitui uma garantia ao cidadao de que aquele credito, originario de
uma obriga ao nao adimplida em tempo e forma devidos, foi
devidamente apurado e teve sua existencia confirmada por meio do
controle administrativo de sua legalidade e legitimidade.

(D) Exige-se a notficacao do sujeito passivo da lavratura da


notfica ao do debito, da inscri ao em d̀vida ativa e da extra ao da
respectiva certidao, sob pena de nulidade.

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(E) A Fazenda Nacional pode, gracas a autoriza ao contida em


Portaria Ministerial do Ministro de Estado da Fazenda, deixar de
inscrever em D̀vida Ativa da Uniao debitos consolidados de um
mesmo sujeito passivo inferiores a determinado valor.

QUESTÃO 13 (PGFN 2015)


Pessoa jur̀dica em pleno gozo de benef̀cio fiscal nao pode ser
obrigada, por simples portaria, a consolidar e apresentar
resultados mensais como condicao para continuidade da
frui ao do benef̀cio.

QUESTÃO 14 (PGFN 2015)


A imunidade das pessoas f̀sicas ou jur̀dicas nao abrange as
obrigacoes tributarias acessorias.

QUESTÃO 15 (PGFN 2015)


Estao submetidas a sigilo fiscal as informacoes relativas a:

(A) representacoes fiscais para fins penais.

(B) inscricoes na D̀vida Ativa da Fazenda Publica.

(C) parcelamento ou moratoria.

(D) bens, negocios ou atividades do contribuinte ou de terceiros.


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(E) dados cadastrais do contribuinte.

QUESTÃO 16 (AFRF 2009)


A inscricao do debito em d̀vida ativa constitui causa de
suspensao do prazo prescricional.

QUESTÃO 17 (AFRF 2009)


Sobre a Administracao Tributaria e o poder de fiscalizar,
assinale a opcao correta.

(A) Iniciado o procedimento fiscalizatorio pela autoridade


administrativa, com a lavratura de Termo de Iǹcio de Fiscalizacao,
tem-se a antecipa ao do prazo decadencial que, normalmente,
ocorreria com o lancamento.

(B) Diante de requisicao da autoridade administrativa de


apresenta ao de informa oes sigilosas, nao pode o agente publico
responsavel pelo deferimento negar-se a entrega-la.

(C) Em que pese o dever de sigilo da autoridade fiscal, o Codigo


Tributario Nacional autoriza a divulgacao de informa oes relativas a
representa oes fiscais para fins penais, inscri oes na D̀vida Ativa da
Fazenda Publica e parcelamento ou moratoria.

(D) A Constituicao Federal estabeleceu que as administra oes


tributarias da Uniao, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic̀pios

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atuarao de forma integrada, inclusive com o compartilhamento de


cadastros e de informa oes fiscais, independentemente da existencia
de lei ou conv nio.

(E) Verificada a existencia de crime contra a ordem tributaria,


praticado por particular, deve a autoridade administrativa representar
ao Ministerio Publico, mesmo antes de proferida decisao final, na
esfera administrativa, sobre a exigencia do credito tributario.

QUESTÃO 18 (ATRFB 2009)


Sobre o sigilo fiscal, previsto no art. 198 do Código Tributário
Nacional, analise os itens a seguir, classificando-os como
verdadeiros ou falsos. Escolha, em consequência, a opção que
seja adequada às suas respostas:

I. é vedada a divulgação para qualquer fim, como regra, por


parte da Fazenda Pública e de seus funcionários, de qualquer
informação obtida em razão do ofício, sobre a situação
econômica ou financeira dos sujeitos passivos ou de terceiros;

II. não é vedado o fornecimento de informações para


autoridade judiciária, mediante requisição, no interesse da
justiça;

III. é dominante o entendimento de que pode o Juiz, nos


autos de uma execução fiscal, atender a pedido do exeqüente
de oficiar à Secretaria da Receita Federal do Brasil solicitando
cópia da declaração de bens e renda do executado, de modo a
permitir a identificação de bens penhoráveis;
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IV. de outra forma, não se admite o disposto no item III no


caso de uma execução de sentença.

São corretos, apenas:

(A) I, II e III.

(B) I e II.

(C) Todos estão corretos.

(D) II, III e IV.

(E) II e III.

QUESTÃO 19 (Analista Técnico SUSEP/Adm. e Finanças -


2010)
A atividade fiscalizatória, essencial à manutenção do equilíbrio
financeiro governamental, considerando o grau de relevância
das receitas oriundas dos tributos no orçamento, possui
determinadas prerrogativas de acordo com o Código Tributário
Nacional-CTN.
Sobre o tema, assinale a opção incorreta.

(A) A atividade de fiscalização decorre de lei e não pode ser inibida;


já o resultado da fiscalização está sujeito ao mais amplo controle
judicial.

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(B) O CTN prevê obrigação inequívoca de qualquer pessoa jurídica de


dar à fiscalização tributária amplo acesso aos seus registros
contábeis, bem como às mercadorias e aos documentos respectivos.

(C) Havendo negativa ou mera obstaculização, por parte da pessoa


sujeita à fiscalização, à exibição de livros e documentos contábeis,
pode o Fisco buscar, judicialmente, acesso a eles, desde que haja a
fundada suspeita de irregularidade.

(D) Para os efeitos da legislação tributária, não têm aplicação


quaisquer disposições legais excludentes ou limitativas do direito de
examinar arquivos ou documentos de comerciantes, ou da obrigação
destes de exibi-los.

(E) Se o agente da Administração Pública Tributária exigir a


apresentação dos livros e o contribuinte negá-los, poderá haver o
lançamento do crédito tributário por arbitramento.

QUESTÃO 20 (ATRFB 2009)


Sobre a dívida ativa tributária, é incorreto afirmar que:

(A) provém de crédito de igual natureza.

(B) somente se admite a inscrição de débito em dívida ativa após o


decurso do prazo fixado para pagamento, pela lei ou por decisão final
proferida em processo administrativo.

(C) o controle da legalidade da inscrição em dívida ativa é a


derradeira oportunidade que a Administração tem de rever os

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requisitos dos atos praticados no processo administrativo de


cobrança, ocasião em que ainda pode modificá-los.

(D) as informações relativas a inscrições na dívida ativa da fazenda


pública podem ser divulgadas, sem que isso configure violação ao
sigilo fiscal.

(E) uma vez inscrito o débito em dívida ativa, tem-se que o título
representativo desta goza de presunção de liquidez e certeza.

QUESTÃO 21 (Analista Técnico SUSEP/Adm. e Finanças –


2010-adaptada)
Depois de esgotado o prazo fixado (em lei ou decisão final
proferida em processo administrativo fiscal) para o
pagamento de determinado tributo, o crédito respectivo é
inscrito em dívida ativa tributária, por meio de um termo de
dívida ativa.
Assinale, entre os itens a seguir, o único que não é de
indicação obrigatória no respectivo termo para todos os
tributos.

(A) O nome do devedor e a indicação de seu domicílio, sempre que


possível.

(B) O número do processo administrativo de que se originar o crédito.

(C) A origem e a natureza do crédito, com a menção específica à


disposição legal em que seja fundado.

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(D) A data em que foi inscrita.

(E) A quantia devida e a maneira de calcular os juros de mora


acrescidos.

QUESTÃO 22 (Fiscal ISS-RJ/2010-adaptada)


O termo de inscrição da dívida ativa (CDA) tem função
precípua de materializar a dívida ativa tributária regularmente
inscrita na repartição administrativa, instrumentalizando pela
Fazenda Pública, ação executória fiscal pertinente;

QUESTÃO 23 (Fiscal ISS-RJ/2010-adaptada)


Tendo o contribuinte apurado e declarado o montante do
tributo devido e, portanto confessado a obrigação
correspondente, deveria ter efetuado o pagamento no prazo
estipulado pela legislação fiscal. Não o realizando, o crédito
tributário deve ser inscrito na Dívida Ativa da União;

QUESTÃO 24 (Assistente Técnico-Administrativo (MF)/2009)


De acordo com o Código Tributário Nacional, o termo de
inscrição em dívida ativa, autenticado pela autoridade
competente, indicará, obrigatoriamente:

(A) o nome do devedor, dos co-responsáveis e, sob pena de nulidade,


o domicílio ou residência de um e de outros.

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(B) a data em que foi inscrita.

(C) a origem e a natureza do crédito, não se exigindo a exata


disposição da lei em que seja fundado.

(D) a quantia devida, incluindo-se os juros de mora, dispensando- se


a apresentação dos meios utilizados para os cálculos dos valores.

(E) o número e a origem do processo administrativo de que se


originou o crédito, com transcrição dos termos mais importantes para
exata identificação do devedor.

QUESTÃO 25 (APOF – SEFAZ SP/2009)


Aldemário Araujo Castro ensina que "O crédito tributário não
pago, na forma prevista na legislação própria, e não sujeito a
qualquer das causas de suspensão da exigibilidade, é
encaminhado para a inscrição na chamada Dívida Ativa pela
repartição administrativa competente".
A inscrição em Dívida Ativa:

(A) presume fraudulenta a alienação ou oneração de bens ou rendas


por sujeito passivo com débito tributário regularmente inscrito.

(B) somente incide sobre créditos tributários definitivamente


constituídos.

(C) sujeita-se a sigilo fiscal.

(D) tem natureza constitutiva do crédito e declaratória da obrigação.

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QUESTÃO 3 (ATRFB 2012)


Analise os itens a seguir e assinale a opcao correta.

I. O comeco da aliena ao de bens por quem seja devedor


perante a fazenda publica por credito tributario inscrito na
d̀vida ativa e considerado fraudulento.

II. O credito tributario e o nº 1 na ordem de prioridade de


pagamento dos debitos por empresa insolvente.
a

III. Na falencia o credito tributario prefere aos creditos


extraconcursais.

(A) Somente o item I esta correto.

(B) Somente o item II esta correto.

(C) Somente o item III esta correto.

(D) Estao corretos os itens I e III.

(E) Estao corretos os itens II e III.

COMENTÁRIOS:
Item I: De fato, com base no art. 185 do CTN: “presume-se
fraudulenta a alienação ou oneração de bens ou rendas, ou
seu começo, por sujeito passivo em débito para com a
Fazenda Pública, por crédito tributário regularmente inscrito
como dívida ativa”.

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prioridade de pagamento dos debitos por empresa insolvente


(errado, portanto o item II).
Da mesma forma, com base no art. 186, parágrafo único , I, do
CTN, podemos afirmar que, na falência, o credito tributario não
prefere aos creditos extraconcursais (errado, também, o item
III).

GABARITO: A.

QUESTÃO 4 (ATRFB 2012)


Assinale a opcao que esteja em desacordo com o CTN.

(A) A regulacao da compet ncia e dos poderes das autoridades


administrativas em materia de fiscalizacao tributaria, segundo o CTN,
prescinde de lei, bastando norma da “leg̀sla ao tributaria”.

(B) Mesmo quando nao veiculadas em lei, as normas de fiscalizacao


aplicam-se as pessoas naturais ou jur̀dicas, contribuintes ou nao,
inclusive as que gozem de imunidade tributaria ou de isencao de
carater pessoal.

(C) A fiscalizacao tributaria tera amplos poderes de investiga ao,


ressalvadas as disposi oes legais expressas excludentes ou limitativas
do direito de examinar mercadorias, livros ou arquivos.

(D) Os livros obrigatorios de escrituracao comercial e fiscal e os


comprovantes dos lan amentos neles efetuados serao conservados

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Assim sendo, o Fisco não necessita de autorização judicial para ter


acesso aos livros e documentos do contribuinte (já que essa é uma
prerrogativa da autoridade fiscal, como vimos na questão 4). E, caso
sofra embaraço ou desacato (ou seja necessário para a efetivação de
alguma medida prevista na legislação tributária), por parte do
“f̀scal̀zado”, poderá reqùs̀tar força públ̀ca federal, estadual ou
municipal.
Acrescento ainda que não há necessidade de fundada suspeita de
irregularidade cometida. A autoridade fiscal poderá requisitar a força
pública, ainda que não haja suspeita alguma, desde que sofra
embaraço ou seja desacatada.

Opção B: Assertiva bem interessante. De fato, a não exibição dos


livros à autoridade fiscal configura um descumprimento de obrigação
acessória (ilícito administrativo) e, por conseguinte, enseja a
aplicação da penalidade prevista em lei. O erro da assertiva está
em diz que as consequências dessa não exibição se dão
sempre na esfera cível. Na verdade, quando se tratar de crime ou
contravenção (ilícito penal), haverá consequência, também, na
esfera criminal. Por exemplo: se é verificado que o sujeito passivo
sonegou contribuição previdenciária, além das implicações na esfera
administrativa, ele será responsabilizado criminalmente, com base no
art. 337-A do Código Penal. O mesmo ocorreria se fosse verificada
a prática de um crime contra a ordem tributária (previstos na Lei
8.137/90).
Nesses casos, (somente) após estar definitivamente
constituído o crédito tributário, a autoridade fiscal elaborará a
representação fiscal para fins penais (inclusive tenho duas para
elaborar semana que vem) e a encaminhará à autoridade competente
para propor a ação penal (que é o representante do Ministério
Público).

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Opção C: E essa hein ? Tenho a impressão de que muita gente se


confundiu nessa assertiva. Ela diz que é permitido ao fisco proceder a
retencao da mercadoria ate a comprova ao da posse leg̀tima daquele
que a transporta. E realmente é ! Segue a ementa da ADI 395-0,
nesse sentido:
“Ação Direta de Inconstitucionalidade. Art. 167, §7º, da
Constituição de São Paulo. Inocorrência de Sanções Políticas.
Ausência de afronta ao art. 5º, inciso XIII, da Constituição da
República. 1. A retenção da mercadoria, até a comprovação da posse
legítima daquele que a transporta, não constitui coação imposta em
desrespeito ao princípio do devido processo legal tributário.2. Ao
garantir o livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, o
art. 5º, inciso XIII, da Constituição da República o faz de forma
absoluta, pelo que a observância dos recolhimentos tributários no
desempenho dessas atividades impõe-se legal e legitimamente.3. A
hipótese de retenção temporária de mercadorias prevista no art. 163,
§7º, da Constituição de São Paulo, é providência para a fiscalização
do cumprimento da legislação tributária nesse território e
consubstancia exercício do poder de polícia da Administração Pública
Fazendária, estabelecida legalmente para os casos de ilícito tributário.
Inexiste, por isso mesmo, a alegada coação indireta do contribuinte
para satisfazer débitos com a Fazenda Pública. 4. Ação Direta de
Inconstitucionalidade julgada improcedente.”
Pessoal, não confundam aqui com o enunciado da Súmula 323 do
STF que diz ser “inadmissível a apreensão de mercadorias como meio
coercitivo para pagamento de tributos”.
Ou seja, temos aqui duas situações distintas:

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Opção E: Já vimos na questão 4 que, de acordo com a súmula 439


do STF, estão sujeitos à fiscalizacao tributaria ou previdenciaria
quaisquer livros comerciais, limitado o exame aos pontos objeto
da investigacao. O agente fiscalizador não pode estender o exame
dos livros/documentos para alem dos pontos que inicialmente eram
objeto da investiga ao, a menos que haja autorização superior (de
autoridade competente) nesse sentido.

GABARITO: C.

QUESTÃO 9 (PGFN 2012)


A Constituicao Federal permitiu o tratamento tributario
diferenciado e favorecido para as microempresas e para as
empresas de pequeno porte. Assim, editou-se a Lei
Complementar n. 123, de 14 de dezembro de 2006. De acordo
com esta lei, analise os itens a seguir, para entao assinalar a
opcao que corresponda as suas respostas.

I. Para a classificacao como microempresa, a lei estabeleceu


determinado valor maximo auferido por ano-calendario a
t̀tulo de receita bruta.

II. O conceito de receita bruta compreende o produto da


venda de bens e servicos nas opera oes de conta propria, nao
inclùdas as vendas canceladas e quaisquer descontos
concedidos.

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III. Tambem integram o conceito de receita bruta o preco dos


servi os prestados e o resultado nas opera oes em conta
alheia.

IV. O enquadramento como microempresa ou empresa de


pequeno porte, bem como o seu desenquadramento, nao
implicarao alteracao, denuncia ou qualquer restri ao em
relacao a contratos por elas anteriormente firmados.

V. No caso de iǹcio de atividade no proprio ano-calendario, o


limite (valor maximo no caso de microempresa; valores
m̀nimo e maximo no caso de empresa de pequeno porte) sera
proporcional ao numero de meses em que a microempresa ou
a empresa de pequeno porte houver exercido atividade,
inclusive as fracoes de meses.

Estao corretos apenas os itens:

(A) I, II, III e IV.

(B) I, III e IV.

(C) I, III, IV e V.

(D) II, III e IV.

(E) todos os itens estao corretos.

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produto/mercadoria para que se considere ocorrido o fato gerador


das contribuições em questão, bastando a entrega do
produto/mercadoria para que o negócio jurídico tenha se
aperfeiçoado (quando haverá a disponibilidade jurídica - art. 43 do
CTN - em favor do vendedor). Ou seja, no caso das vendas
inadimplidas, não há que se falar no desfazimento do negócio
e, portanto, na exclusão de tais valores da base de cálculo das
já referidas contribuições. Enquanto não efetivamente
canceladas, tais vendas importam num crédito em favor do
vendedor, perante o comprador, que poderá ser exigido, inclusive,
judicialmente.
Já nas vendas canceladas há o desfazimento do negócio
jurídico e, portanto, extinguem-se, também, as obrigações do
vendedor e do comprador, não havendo que se falar
no ingresso de novas receitas (seja por meio de disponibilidade
econômica ou jurídica) e, consequentemente, na ocorrência do fato
gerador.
Portanto, as vendas inadimplidas não se equivalem às
canceladas para fins de incidência tributária.
Segue a ementa do RE 586.482/RS:
"EMENTA: TRIBUTÁRIO. CONSTITUCIONAL. COFINS/PIS. VENDAS
INADIMPLIDAS. ASPECTO TEMPORAL DA HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA.
REGIME DE COMPETÊNCIA. EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO.
IMPOSSIBILIDADE DE EQUIPARAÇÃO COM AS HIPÓTESES DE
CANCELAMENTO DA VENDA. 1. O Sistema Tributário Nacional fixou o
regime de competência como regra geral para a apuração dos
resultados da empresa, e não o regime de caixa. (art. 177 da Lei nº
6.404/¨76). 2. Quanto ao aspecto temporal da hipótese de incidência
da COFINS e da contribuição para o PIS, portanto, temos que o fato
gerador da obrigação ocorre com o aperfeiçoamento do contrato de
compra e venda (entrega do produto), e não com o recebimento do

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preço acordado. O resultado da venda, na esteira da jurisprudência


da Corte, apurado segundo o regime legal de competência, constitui o
faturamento da pessoa jurídica, compondo o aspecto material da
hipótese de incidência da contribuição ao PIS e da COFINS,
consistindo situação hábil ao nascimento da obrigação tributária. O
inadimplemento é evento posterior que não compõe o critério
material da hipótese de incidência das referidas contribuições. 3. No
âmbito legislativo, não há disposição permitindo a exclusão das
chamadas vendas inadimplidas da base de cálculo das contribuições
em questão. As situações posteriores ao nascimento da obrigação
tributária, que se constituem como excludentes do crédito tributário,
contempladas na legislação do PIS e da COFINS, ocorrem apenas
quando fato superveniente venha a anular o fato gerador do tributo,
nunca quando o fato gerador subsista perfeito e acabado, como
ocorre com as vendas inadimplidas. 4. Nas hipóteses de
cancelamento da venda, a própria lei exclui da tributação valores
que, por não constituírem efetivos ingressos de novas receitas para a
pessoa jurídica, não são dotados de capacidade contributiva. 5. As
vendas canceladas não podem ser equiparadas às vendas
inadimplidas porque, diferentemente dos casos de cancelamento de
vendas, em que o negócio jurídico é desfeito, extinguindo-se, assim,
as obrigações do credor e do devedor, as vendas inadimplidas - a
despeito de poderem resultar no cancelamento das vendas e na
consequente devolução da mercadoria -, enquanto não sejam
efetivamente canceladas, importam em crédito para o vendedor
oponível ao comprador. 6. Recurso extraordinário a que se nega
provimento."

Item IV: O item é a reprodução literal do parágrafo 3º, do art. 3º,


da LC 123/06 (desnecessário copiar o dispositivo, pois é
exatamente igual). Basta entender que o fato de a empresa mudar o

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seu enquadramento para o Simples Nacional não afeta as obrigações


privadas assumidas por ela.

Item V: O item é a reprodução literal do parágrafo 2º, do art. 3º,


da LC 123/06 (também é desnecessário copiar o dispositivo, pois é
exatamente igual). Lembrem-se: no início da atividade durante o
ano-calendário, o limite será calculado sempre proporcionalmente
ao número de meses (e frações de meses) que a empresa
exerceu suas atividades. Gosto da leitura da lei seca, pois é
possível que alguém tenha achado que o “inclusive frações de meses”
era uma pegadinha.

GABARITO: C.

QUESTÃO 10 (PGFN 2012)


Sobre a tributacao no regime falimentar, assinale a op ao
correta.

(A) A lei estabelecera limites e condicoes para a prefer ncia dos


creditos decorrentes da legisla ao do trabalho em relacao aos demais
creditos, inclusive aos tributarios.

(B) Com as alteracoes havidas em rela ao ao regime falimentar, a


altera ao do Codigo Tributario Nacional deixa claro o proposito de
preservar as empresas em dificuldades e consequentemente a oferta
de empregos, pelo que se permite afirmar que o credito tributario
ganhou posicoes em rela ao a sistematica ate entao vigente.

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“Ah Rafael, e o valor desse crédito (trabalhista) que superar o


limite ? Qual a classificação dele na ordem de pagamentos dos
créditos, na falência ?”.
Tais créditos são classificados como quirografários.
Muito rapidamente, vou deixar aqui a ordem de preferência dos
créditos na falência (pelo amor de Deus, essa ordem só vale para
a falência... a regra geral é a do art. 186, caput, do CTN. Falei
sobre isso na questão 3):
1º) Importâncias passíveis de restituição;
2º) Créditos extraconcursais;
3º) Créditos trabalhistas (até 150 salários-mínimos) e
decorrentes de acidente de trabalho;
4º) Créditos com garantia real (até o limite do bem gravado);
5º) Créditos tributários, seja qual for sua natureza ou tempo de
constituição (exceto as multas tributárias);
6º) Créditos com privilégio especial;
7º) Créditos com privilégio geral;
8º) Créditos quirografários (os trabalhistas acima de 150 salários-
mínimos, por exemplo);
9º) Multas contratuais, penas pecuniárias por infração penal ou
administrativa, inclusive as multas tributárias;
10º) Créditos subordinados;

Opção B: Considerando o caput do art. 186, do CTN e o seu


parágrafo único, inciso II, vemos que o crédito tributário perdeu
posições com a inovação da ordem de pagamentos dos créditos no
regime falimentar.
Na regra (art. 186, caput, do CTN), o crédito tributário só
“perde” para os trabalh̀stas (aqui, sem limite de valor) e os de
acidente de trabalho. Na falência, vimos que o crédito tributário
ocupa a 5ª posição no ranking da ordem de pagamentos.

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Opção C: Basta ver o comentário da opção A, para saber que os


créditos tributários não preferem as importâncias passíveis de
restituição e nem os créditos extraconcursais.

Opção D: O art. 186, parágrafo único, III, do CTN, dispõe que as


multas tributárias preferem apenas aos créditos subordinados (além
disso, na opção A, foi explicado que as demais multas - contratuais,
penas pecuniárias por infração penal ou administrativa - também
preferem somente aos créditos subordinados).

Opção E: Essa é uma das importâncias passíveis de restituição, cuja


previsão consta, literalmente, do art. 85 da Lei 11.101/05. De
fato, vimos que tais importâncias têm prioridade máxima na ordem
de pagamentos (no regime falimentar).

GABARITO: E.

QUESTÃO 11 (AFRFB 2014)


A Lei Complementar n. 123/2006 preve tratamento tributario
diferenciado para Microempresas e Empresas de Pequeno
Porte, que consiste em um regime especial unificado de
arrecadacao de tributos e contribui oes devidos por estas
entidades, denominado Simples Nacional. Sobre este, e
incorreto afirmar que:

(A) para fins do Simples Nacional, considera-se receita bruta o


produto da venda de bens e servicos nas opera oes de conta propria,
o pre o dos servi os prestados e o resultado nas operacoes em conta

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alheia, exclùdas as vendas canceladas e os descontos incondicionais


concedidos.

(B) o Simples Nacional implica o recolhimento mensal, mediante


documento unico de arrecadacao, de um conjunto de tributos e
contribui oes. Todavia, mesmo em relacao a algum destes tributos e
contribui oes, ha situa oes em que o recolhimento dar-se-a a parte
do Simples Nacional.

(C) na determinacao dos valores a serem lan ados de of̀cio para cada
tributo, apos a exclusao do Simples Nacional, devem ser deduzidos
eventuais recolhimentos da mesma natureza efetuados nessa
sistematica, observando-se os percentuais previstos em lei sobre o
montante pago de forma uni cada.

(D) alteracao recente na legisla ao tributaria permitiu o parcelamento


de debitos do Simples Nacional.

(E) para efeito do Simples Nacional, e enquadramento da sociedade


empresaria na condicao de Microempresa ou Empresa de Pequeno
Porte, deve-se considerar a receita de cada estabelecimento
individualmente, e nao o somatorio destes.

COMENTÁRIOS:
Opção A: Segundo o art. 3º, § 1º, da LC 123/06, considera-se
receita bruta o produto da venda de bens e serviços nas operações de
conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado nas
operações em conta alheia, não incluídas as vendas canceladas e os
descontos incondicionais concedidos.

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Logo, de fato, a inscrição do débito em dívida ativa acarreta a


suspensão do prazo prescricional por 180 dias OU até a data da
distribuição da ação de execução fiscal (caso esta ocorra antes
dos 180 dias).

GABARITO: CORRETA.

QUESTÃO 17 (AFRF 2009)


Sobre a Administracao Tributaria e o poder de fiscalizar,
assinale a opcao correta.

(A) Iniciado o procedimento fiscalizatorio pela autoridade


administrativa, com a lavratura de Termo de Iǹcio de Fiscalizacao,
tem-se a antecipa ao do prazo decadencial que, normalmente,
ocorreria com o lancamento.

(B) Diante de requisicao da autoridade administrativa de


apresenta ao de informa oes sigilosas, nao pode o agente publico
responsavel pelo deferimento negar-se a entrega-la.

(C) Em que pese o dever de sigilo da autoridade fiscal, o Codigo


Tributario Nacional autoriza a divulgacao de informa oes relativas a
representa oes fiscais para fins penais, inscri oes na D̀vida Ativa da
Fazenda Publica e parcelamento ou moratoria.

(D) A Constituicao Federal estabeleceu que as administra oes


tributarias da Uniao, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic̀pios

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Sumula Vinculante 24: Nao se tipifica crime material contra


a ordem tributaria, previsto no art. 1º, incisos I a IV, da Lei nº
8.137/90, antes do lancamento definitivo do tributo.

GABARITO: C.

QUESTÃO 18 (ATRFB 2009)


Sobre o sigilo fiscal, previsto no art. 198 do Código Tributário
Nacional, analise os itens a seguir, classificando-os como
verdadeiros ou falsos. Escolha, em consequência, a opção que
seja adequada às suas respostas:

I. é vedada a divulgação para qualquer fim, como regra, por


parte da Fazenda Pública e de seus funcionários, de qualquer
informação obtida em razão do ofício, sobre a situação
econômica ou financeira dos sujeitos passivos ou de terceiros;

II. não é vedado o fornecimento de informações para


autoridade judiciária, mediante requisição, no interesse da
justiça;

III. é dominante o entendimento de que pode o Juiz, nos


autos de uma execução fiscal, atender a pedido do exeqüente
de oficiar à Secretaria da Receita Federal do Brasil solicitando
cópia da declaração de bens e renda do executado, de modo a
permitir a identificação de bens penhoráveis;

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QUESTÃO 19 (Analista Técnico SUSEP/Adm. e Finanças -


2010)
A atividade fiscalizatória, essencial à manutenção do equilíbrio
financeiro governamental, considerando o grau de relevância
das receitas oriundas dos tributos no orçamento, possui
determinadas prerrogativas de acordo com o Código Tributário
Nacional-CTN.
Sobre o tema, assinale a opção incorreta.

(A) A atividade de fiscalização decorre de lei e não pode ser inibida;


já o resultado da fiscalização está sujeito ao mais amplo controle
judicial.

(B) O CTN prevê obrigação inequívoca de qualquer pessoa jurídica de


dar à fiscalização tributária amplo acesso aos seus registros
contábeis, bem como às mercadorias e aos documentos respectivos.

(C) Havendo negativa ou mera obstaculização, por parte da pessoa


sujeita à fiscalização, à exibição de livros e documentos contábeis,
pode o Fisco buscar, judicialmente, acesso a eles, desde que haja a
fundada suspeita de irregularidade.

(D) Para os efeitos da legislação tributária, não têm aplicação


quaisquer disposições legais excludentes ou limitativas do direito de
examinar arquivos ou documentos de comerciantes, ou da obrigação
destes de exibi-los.

(E) Se o agente da Administração Pública Tributária exigir a


apresentação dos livros e o contribuinte negá-los, poderá haver o
lançamento do crédito tributário por arbitramento.

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Opção E: Também vimos o assunto na questão 8. A não exibição


dos livros à autoridade fiscal configura um descumprimento de
obrigação acessória (ilícito administrativo) e, por conseguinte,
enseja a aplicação da penalidade prevista em lei. Obviamente que,
além da multa, como o sujeito passivo não forneceu à fiscalização
elementos necessários à correta verificação/apuração do imposto
devido, não resta outra alternativa ao Fisco a não ser proceder ao
arbitramento do valor. Se não houvesse essa possibilidade, todo
mundo se recusaria a prestar informações ou exibir
livros/documentos, seria apenado com uma multa, mas não
recolheria imposto nenhum.

GABARITO: C.

QUESTÃO 20 (ATRFB 2009)


Sobre a dívida ativa tributária, é incorreto afirmar que:

(A) provém de crédito de igual natureza.

(B) somente se admite a inscrição de débito em dívida ativa após o


decurso do prazo fixado para pagamento, pela lei ou por decisão final
proferida em processo administrativo.

(C) o controle da legalidade da inscrição em dívida ativa é a


derradeira oportunidade que a Administração tem de rever os
requisitos dos atos praticados no processo administrativo de
cobrança, ocasião em que ainda pode modificá-los.

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Logo, esgotado o prazo para pagamento, sem que o sujeito passivo


o tenha efetuado (e sem que tenha impugnado administrativamente
o lançamento), o débito será inscrito em dívida ativa.

GABARITO: Correta.

QUESTÃO 24 (Assistente Técnico-Administrativo (MF)/2009)


De acordo com o Código Tributário Nacional, o termo de
inscrição em dívida ativa, autenticado pela autoridade
competente, indicará, obrigatoriamente:

(A) o nome do devedor, dos co-responsáveis e, sob pena de nulidade,


o domicílio ou residência de um e de outros.

(B) a data em que foi inscrita.

(C) a origem e a natureza do crédito, não se exigindo a exata


disposição da lei em que seja fundado.

(D) a quantia devida, incluindo-se os juros de mora, dispensando- se


a apresentação dos meios utilizados para os cálculos dos valores.

(E) o número e a origem do processo administrativo de que se


originou o crédito, com transcrição dos termos mais importantes para
exata identificação do devedor.

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