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UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO

FACULDADE DA SAÚDE
CURSO DE BIOMEDICINA

ANA RIBEIRO
BEATRIZ MARTON
DOMINIQUE VIEIRA SANTOS
MARLON LUNA
LETYCIA MACCEU MARTINEZ
THALITA FARIA QUINTAL

INFARTO

SÃO BERNARDO DO CAMPO

2015
ANA RIBEIRO
BEATRIZ MARTON
DOMINIQUE VIEIRA SANTOS
MARLON LUNA
LETYCIA MACCEU MARTINEZ
THALITA FARIA QUINTAL

INFARTO

Trabalho sobre infarto,


apresentado no curso de
Graduação à Universidade
Metodista de São Paulo,
Faculdade da Saúde, Curso
de Biomedicina a matéria de
Fisiopatologia.

Orientador (a): Marcos Zonta

SÃO BERNARDO DO CAMPO


2015
SUMÁRIO

1.1 ETIOLOGIA....................................................................................................4

1.2 FISIOPATOLOGIA.........................................................................................5

1.3 CLASSIFICAÇÃO..........................................................................................6

1.4 CARACTERÍSTICAS MACROCÓPICAS.......................................................7

1.5 CARACTERÍSTICAS MICROSCÓPICAS......................................................8

1.6 PROGNÓSTICO..........................................................................................12

REFERÊNCIAS..........................................................................................13
1.1 ETIOLOGIA

Embora a palavra infarto seja sempre associada ao infarto do miocárdio,


este evento patológico pode acontecer em qualquer tipo de tecido,
incluindo tecido renal, cerebral e pulmonar. A etiologia do infarto é definida
pela morte do tecido, por necrose, causada pela falta de suplementação
sanguínea (isquemia prolongada )ou por oclusão da drenagem venosa de
uma determinada área tecidual. Essa falta de suplementação sanguínea
pode ser causada por dois motivos o que resulta em dois tipos de infarto.
Quando o tecido deixa de receber sangue por causa de uma obstrução
arterial o infarto é denominado infarto branco. Esse tipo de infarto ocorre
em órgãos sólidos, que possuem apenar um tipo de circulação (circulação
terminal). Infarto renal, infarto do miocárdio, e infarto do baço são exemplos
desse tipo de infarto. O outro tipo de infarto é chamado de infarto vermelho
ou hemorrágico e é caracterizado pela falta de suplementação sanguínea
decorrente de hemorragia, levando o acumulo de sangue na área infartada.
Esse infarto acomete órgãos que não possuem um preenchimento sólido e
por órgãos que possuem mais de um tipo de irrigação. Infarto intestinal e
pulmonar são exemplos desse tipo de infarto.
1.2 FISIOPATOLOGIA
1.3 CLASSIFICAÇÃO
1.4 CARACTERISTICAS MACROCÓPICAS
1.5 CARACTERÍSTICAS MICROSCÓPICAS

As alterações microscópicas no infarto se diferenciam através da


evolução do processo fisiopatológico. Observam-se características
celulares distintas em cada etapa do processo, desde a ocorrência do
infarto até a recuperação do tecido. Para relatar esse processo a
seguir serão descritos a seguir casos de infarto do miocárdio e de
pulmão.

Infarto do miocárdio

Na lesão reversível não é possível observar alterações no microscópio


óptico, porém na microscopia eletrônica nota-se relaxamento das
miofibrilas, perda de glicogênio e tumefação mitocondrial.
Já na lesão não reversível, após meia hora até quatro horas de infarto,
geralmente não se nota alteração ou detecta-se ondulação variável das
fibras na borda. Nas doze horas seguintes há Início da necrose por
coagulação, edema e hemorragia. No decorrer de vinte horas da
ocorrência do infarto há continuação da necrose por coagulação;
picnose dos núcleos; miócitos com hipereosinofilia; necrose marginal
com faixas de contração e início do infiltrado neutrofílico
Do primeiro até o terceiro dia do infarto estende-se a necrose por
coagulação, com perda dos núcleos e das estriações e infiltrado
intersticial vigoroso de neutrófilos. De três dias a uma semana há início
da desintegração das miofibras mortas, com morte de neutrófilos e a
fase inicial da fagocitose das células mortas pelos macrófagos na borda
da área infartada. Aos dez dias de infarto temos uma fase avançada da
fagocitose das células mortas e a fase inicial da formação do tecido de
granulação fibrovascular nas margens. Aos quatorzes dias temos um
tecido de granulação bem organizado com novos vasos sanguíneos e
deposição de colágeno.
Após duas a oito semanas da ocorrência do infarto há aumento da
deposição de colágeno, com diminuição da celularidade no local
acometido e após dois meses verificamos uma cicatriz colagenosa
densa no tecido acometido.

Características microscópicas do infarto do miocárdio e do seu reparo

Área de infarto com um dia de duração que


mostra necrose por coagulação e fibras
onduladas (alongadas e estreitas, ao serem
comparadas com as fibras normais adjacentes, à
direita). Os espaços ampliados entre as fibras
mortas contêm líquido edematoso e neutrófilos
dispersos.

Infiltrado denso de leucócitos polimorfonucleares


na área de infarto agudo do miocárdio com 3 a 4
dias de duração.

Remoção quase completa dos miócitos


necrosados por fagocitose (aproximadamente 7 a
10 dias).
Tecido de granulação caracterizado por colágeno
frouxo e capilares abundantes

Área do infarto do miocárdio bem cicatrizada com


substituição das fibras necrosadas por cicatriz
colagenosa densa. Presença de algumas células
cardíacas residuais.

Características microscópicas do infarto hemorrágico no pulmão

Completa desorganização do parênquima


pulmonar com área hemorrágica (delimitada pelo
círculo) e necrose (delimitada pelo quadrado).

Presença de hemorragia (círculo), necrose da


células que compõe os alvéolos (cabeças das
setas) e nota-se também a presença de septos
interalveolares (setas).
As setas pretas indicam células necróticas no
interior dos alvéolos, enquanto que as vermelhas
indicam os septos. No quadrado temos
macrófagos alveolares, enquanto que no círculo
temos os mesmo, porem atividade fagociticas
para com os restos celulares.

Intensa fibrose ao redor dos alvéolos e


bronquíolos (setas azuis), além de infiltrado
inflamatório (círculo azul).

Presença de nódulos fibróticos (setas azuis)


1.6 PROGNÓSTICO
REFERÊNCIAS

ABBAS, A. K. , FAUSTO, N. , KUMAR, V. - Robbins & Cotran Bases


Patológicas das Doenças - 8ª Edição - Editora Elsevier

LABORATÓRIO DE PATOLOGIA VIRTUAL. Disponível em:


< http://labpath.blogspot.com.br/2012/02/infarto-hemorragico-no-pulmao.html>.
Acesso em: 22 de fevereiro de 2016.