Você está na página 1de 5

Algo de grave se passa no Campo Magnético da

Terra, e é um processo irreversivel !!!

Os dados são alarmantes, o campo magnético da Terra parece ser


drasticamente reduzido. 10% nos últimos 160 anos, mas agora eles também
localizaram o ponto exato onde há uma estranha perturbação no núcleo.
Estamos à beira de uma INVERSÃO DE POLOS?
Veja a Matéria logo abaixo:

O campo magnético da Terra está se comportando de maneira imprevista – e


intrigando cientistas.

O campo magnético ao redor da Terra é gerado pela movimentação dos metais


líquidos no interior do planeta
Uma movimentação com características inesperadas no magnetismo da Terra
está intrigando cientistas do mundo todo e fazendo com que os modelos
existentes de descrição do campo magnético precisem ser atualizados.

Por causa de seu núcleo feito de metal líquido, a Terra funciona como um
enorme ímã com pólos positivo e negativo. O campo magnético é a uma
"camada" de forças ao redor do planeta entre esses dois pólos.

Conhecida como magnetosfera, essa grande camada é extremamente


importante para a vida terrestre.

"É o campo magnético que nos protege das partículas que vêm de fora,
especialmente do vento solar (que pode ser muito nocivo)", explica o geólogo
Ricardo Ferreira Trindade, pesquisador do Instituto de Astronomia e Geofísica
da Universidade de São Paulo (USP).

A maior parte do campo magnético é gerada pela movimentação dos metais


líquidos que compõem o centro do planeta. Conforme o fluxo varia, o campo se
modifica.

O campo magnético nos protege de partículas do vento solar

A questão, segundo Trindade, é que nos últimos dez anos ele tem "variado numa
velocidade muito maior do que variava antigamente".

O pólo norte muda magnético constantemente de posição, mas sempre dentro


de um limite. Embora a direção dessas mudanças seja imprevisível, a velocidade
costumava ser constante.

No entanto, nos últimos anos o norte magnético está se movendo do Canadá


para a Sibéria em uma velocidade muito maior do que a projetada pelos
cientistas.

Modelo de campo
A mudança está forçando os especialistas em geomagnetismo a atualizarem o
Modelo Magnético Mundial, espécie de mapa que descreve o campo magnético
no espaço e no tempo.

"Ele é criado a partir de um conjunto de observações feitas no mundo inteiro ao


longo de 5 anos, a partir dos quais se monta um modelo global que muda no
tempo e no espaço, mostrando a variabilidade do campo", explica Trindade. "É
uma espécie de mapa 4D."

O modelo é importante porque é a base para centenas de tecnologias de


navegação modernas - dos controles de rotas de navios ao Google Maps.

"Ele é fundamental para geolocalização e até para o posicionamento de


satélites", afirma o geólogo.

Direito de imagem GETTY IMAGES

A bússola aponta para o norte magnético, que se movimenta bastante e é


próximo – mas não coincidente – com o pólo norte geográfico
A versão mais recente do modelo foi feita em 2015 e deveria durar até 2020, mas
a velocidade com o que a magnetosfera tem mudado está forçando os cientistas
a atualizarem o modelo antes do previsto.

Além da mudança do pólo, um pulso eletromagnético detectado sob a América


do Sul em 2016 gerou uma mudança logo após a atualização do modelo em
2015.

As muitas mudanças imprevistas têm aumentando o número de erros no modelo


atual o tempo todo.

Segundo a Nature, pesquisadores do Noaa (centro de administração oceânica e


atmosférica), nos EUA, e do Centro de Pesquisa Geológica Britânica
perceberam que o modelo estava tão defasado que estava quase excedendo o
limite aceitável - e prestes a gerar possíveis erros de navegação.
A nova atualização deverá sair dia 30 de janeiro de 2019, segundo a Nature,
uma das revistas científicas mais prestigiadas do mundo.

Segurança espacial

O modelo é essencial também para a segurança espacial.

Como distribuição do campo não é homogênea, onde ele é mais fraco, a


proteção que oferece é menor - isso faz que com que essas regiões,
principalmente a altíssimas altitudes, sejam um pouco mais vulneráveis a ventos
solares.

Direito de imagem GETTY IMAGES

O modelo de campo magnético usado pelos cientistas é base dos sistemas de


navegação e importante para posicionamento de satélites
"Temos regiões onde ele é maior e outras onde o campo magnético muito baixo.
Aqui (na América do Sul) temos uma anomalia grande que faz o campo
magnético ser de baixa intensidade", explica Ernesto.

"Equipamentos atmosféricos, satélites e telescópios, principalmente, têm maior


probabilidade de sofrerem danos se estiverem sobre essas regiões", explica.

As causas

Os cientistas estão trabalhando para entender por que o campo magnético está
se modificando com tanta velocidade.

"O campo é todo variável e muito imprevisível", afirma a geóloga Marcia Ernesto,
também pesquisadora do Instituto de Astronomia e Geofísica da Universidade
de São Paulo (USP).

A movimentação do pólo norte pode estar ligada um jato de ferro líquido se


mexendo sob a superfície da crosta terrestre na região sob o Canadá, segundo
um estudo de pesquisadores da Universidade de Leeds publicado na Nature
Geoscience em 2017.

Segundo Philip W. Livermore, um dos autores do estudo, esse jato poderia estar
enfraquecendo o campo magnético no Canadá, enquanto o da Sibéria se
mantém forte, o que estaria "puxando" o norte magnético em direção à Rússia.

O campo é tão variável que o pólo norte e o pólo sul magnéticos já se inverteram
muitas vezes desde a formação do planeta.

A sua atual configuração é a mesma há 700 mil anos, mas pode começar a se
inverter a qualquer momento. Segundo Ernesto, essa inversão demoraria cerca
de mil anos.

"Pode ser que (a aceleração nas mudanças no campo) signifique que ele está
caminhando para uma inversão, mas não é certeza. Pode ser que seja apenas
uma aceleração momentânea", diz Márcia Ernesto