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UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO – UNINOVE

ANDERSON SANTOS DE JESUS

Desenvolvimento de Hábitos de Estudos.

Relatório Final de Estágio


Profissionalizante na Organização II
Desenvolvimento de Hábitos de Estudos do
Curso de Psicologia, da Universidade Nove
de Julho – Uninove.

Profª. Msª Leticia Tiemi Monteiro

São Paulo
2017
SUMÁRIO

1. Introdução.......................................................................................................

2. Objetivos.........................................................................................................

2.1Geral.............................................................................................................

2.2Especifico......................................................................................................

3. Método............................................................................................................

4. Resultado........................................................................................................

5. Discussão.......................................................................................................

6. Considerações Finais ...................................................................................

7. Referências Bibliográficas............................................................................

8. Anexos...........................................................................................................12

1.Introdução

Este relatório tem por objetivo apresentar o estudo sobre


“Desenvolvimento de Hábitos de Estudo”, conduzido ao longo do 8º. Semestre
de 2017 no Curso de Psicologia da UNINOVE.
Os temas abordados no referido Estágio Profissionalizante em
Organizações foram: O desenvolvimento de Hábitos de Estudos nos alunos do
primeiro semestre dos cursos superiores da Universidade Nove de Julho.
O estudo do comportamento humano tem sua importância, inclusive no
que diz respeito aos hábitos de estudo e seus impactos na aprendizagem, a
observação e técnicas de intervenção no NAAP têm sido um instrumentos
importantes e satisfatórios, pois toda informação que é coletada através deles,
coloca o cientista sobre as influências da realidade em que vivemos do que
sobre influência de suposições, preconceito entre outros, possibilitando assim
uma maior e melhor compreensão destas dificuldades acadêmicas.
Foram utilizados três textos para a elaboração dos fichamentos abaixo.
O primeiro texto é, “Procedimentos para a instalação do comportamento de
estudar” o segundo texto é o, “Professor particular e/ou acompanhante
terapêutico com foco no estudo: eis a questão...” Os fichamentos foram
feitos com auxílio da professora supervisora.
Ao falar de hábitos de estudos, várias coisas do gênero vêm em
nossas mentes. O ponto de partida para se identificar o problema é conhecer
o indivíduo e até mesmo se conhecer principalmente suas limitações. Com o
intuito de auxiliar os alunos em suas dificuldades acadêmicas o NAAP veio
para que possamos aprimorar os nossos hábitos de estudos ou até mesmo
criar hábitos de estudos caso a pessoa não tenha.

Segundo Guilhardi 2012 preparar o ambiente de estudar e criar habito


de sempre estudar é de extrema importância manter o mesmo horário e a
mesma rotina;
 Desejável possuir mesa ampla para colocar livros, cadernos,
notebook, computador apenas direcionado para estudos.
 Estudar sentado; porque a posição permite escrever, fazer
anotações.
 Fazer anotações;
 Grifar os textos e partes importantes;
 Manter os livros organizados no mesmo ambiente em que
estudou para que no outro dia volte à rotina novamente não
necessitando mudar de local os cadernos;
 Deixar o ambiente silencioso, desligar TV, som, celular tudo que
desvie sua atenção (remover todo tipo de estimulo que tire a atenção de
estudar);
 Selecionar atividade de conduzir para estudar;
 Ler em voz alta trechos fracionados,
 Consultar texto de referência para complemento de estudo;
 Pedir para que repita o conteúdo que estudou e faça algumas
explicações em forma de exemplos;
 Manter tudo que é necessário à mão facilita engajar-se nos
estudos.
 Eliminar estímulos concorrentes.
 Optar pela disciplina considerada mais fácil e que exige menos
esforço é uma ótima aliados para instalar hábitos de estudo novos e
mais adequados.
 Estudar unidades pequenas aumenta as chances de sucesso e
fortalece sentimentos de autoconfiança.
 Memorizar é uma necessidade para desempenho bem-sucedido.
 Exercitar fazer perguntas a respeito do texto estudado.
 Só interromper o estudo quando tiver certeza de que aprendeu.
 Aumentar o período de estudo gradativamente.
 O texto cita alguns pontos grande importância como, por exemplo,
Falta de vocabulário; Interpretação de texto; Redação.

Os três pontos citados são de extrema importância para nós. Na hora


de uma apresentação na escola ou faculdade um vasto vocabulário se faz
de suma importância, isso também para a elaboração de um relatório, uma
atividade e até mesmo na hora de responde questões de uma prova.
A interpretação textual se faz de suma importância, pois uma boa
interpretação irá lhe permitir uma boa compreensão do que está sendo dito
de forma textual.
Em uma redação/texto é o momento em que o aluno poderá mostrar
suas habilidades de forma escrita de maneira clara e objetiva.
Todos os pontos citados são muito importantes para um bom
desenvolvimento acadêmico e escolar em relação aos hábitos de estudo. Vale
ressaltar que os pontos citados devem ser colocados em pratica para se obter
qualidade na pratica de tal atividade.
2. Objetivos

2.1 Objetivo Geral


Analisar as dificuldades acadêmicas por falta do desenvolvimento de
hábitos de estudos dos alunos de 1º semestre de cursos superiores da
Universidade Nove de Julho.

2.2 Objetivos específicos


> Realizar intervenções com praticas positivas de Hábitos de estudos.
> Treinar alunos do 10º semestre do curso de Psicologia para atendimento
no NAAP ,Núcleo de Apoio Psicopedagógico .
> Capacitar alunos do 8º semestre do Curso de Psicologia para elaborar
vídeo institucional, treinamento e material de triagem com posterior
utilização de alunos do 10º semestre nas atividades do NAAP.

3. Método

Foram realizadas Leituras e Discussões de textos referenciais com


aproximadamente 2 horas de duração, onde com base nas construções
teóricas foi elaborado um vídeo institucional e um Slide utilizado nas
oficinas com alunos do 10º semestre do Curso de Psicologia onde foi
passada orientações desde como realizar a triagem até as praticas de
intervenção no NAAP.

4. Resultado
Foi possível perceber que grande parte dos alunos de primeiro semestre dos
Cursos Superiores da Universidade Nove de Julho enfrenta dificuldades quanto
à gestão de tempo e hábitos salutares que possam auxiliar durantes os
estudos, otimizando o tempo e produzindo bons resultados acadêmicos, além
da desmotivação e índice de desistência por conta do desenvolvimento de
crenças limitantes consequente das dificuldades durante a inserção na vida
universitária em ter que conciliar na maioria das vezes estudos e trabalho.

5. Discussão

Sobre o desenvolvimento de Hábitos de Estudos na perspectiva


psicopedagógica deve existir dentro do processo de instalação dos hábitos
positivos de estudos um AT acompanhante terapêutico preparado para tal
atividade de forma que possa entender as dificuldades do estudante assim
como estar presente durante os estudos até que não seja mais necessário.
GUILHARDI (2012) assevera que quando o estudante diz que prefere estudar
com som ligado, tela de computador ou TV ligada etc. é porque adquiriu
hábitos inadequados. As orientações convencionais de que se deve estudar em
um ambiente silencioso, não encontram acolhimento entre os jovens. O critério
a ser adotado se resume no seguinte, os estímulos (som, vídeos, computador
etc.) que competem com estudar e orienta que qualquer outro estimulo que
possa desviar o comportamento de estudar possa ser eliminado do ambiente
beneficiando dessa forma o aluno.

Determinados comportamentos e sentimentos como responsabilidade,


disciplina, e outros mais que auxiliam nesse processo não se desenvolvem de
forma rápida ou espontânea e quando ocorrem eles devem ser mantidos. Os
pais tem papel significativo nesse percurso de desenvolvimento e não devem
lamentar que os filhos não apresentem responsabilidade e autocontrole. É mais
apropriado reconhecer que os repertórios de comportamentos que justificam o
uso de tais termos não foram desenvolvidos e que podem ser desenvolvidos e
instalados. Depende muito da participação ativa dos Pais durante todo o
programa assim como a participação da escola que vai ter um papel importante
no decorrer das atividades
O acompanhante terapêutico deve manter contatos constantes com a
professora e responsáveis pelo aluno a fim de que possa alinhar o programa de
orientação do estudante com os objetivos, ritmo e método da Escola dessa
forma a probabilidade dos comportamentos desejados serem instalados será
maior. Às vezes pode haver a necessidade uma equipe de profissionais como
Fonoaudiólogo etc., porém isso tudo vai depender das dificuldades do
estudante.

COLOMBINI et al. (2017?) consideram que foi percebido na prática, por meio
dos contatos com pais, escolas, psicólogos e outros profissionais da área da
saúde, algumas dúvidas em relação ao trabalho de um professor particular
,assim como duvidas em relação ao profissional que elabora o programa e
acompanha os estudos. Estas perguntas são importantes por isso decidiram
escrever um artigo que discutisse sobre suas praticas nesse campo.

É afirmado que a Análise do Comportamento possui um papel importante na


elaboração de intervenções para melhorar os estudos com o desenvolvimento
de novos hábitos inclusive se valem de exemplos pautados na referida
abordagem como, tais como: o sistema de ensino personalizado, as máquinas
de ensinar e a instrução programada, o ensino de precisão, entre outros. Em
relação a instalação de comportamentos acadêmicos, muitas intervenções são
realizadas e desenvolvidas, tais como: treino de colegas de classe - que muitas
vezes são denominados tutores, treino de comportamentos a serem emitidos
na sala de aula, treino de pais e professores, treino de agentes educativos em
instituições educacionais, etc. acreditando que com todas estas praticas o
objetivo seja alcançado.

Estudando especificamente o acompanhamento de estudo, profissionais com


formação em Psicologia e Análise do Comportamento trabalham fora do
consultório e realizam as intervenções na residência de crianças, adolescentes
e adultos em parte, o trabalho é uma modalidade adaptada do atendimento
fora do consultório fugindo do ambiente clinico e, em parte, utiliza técnicas
comportamentais para o desenvolvimento de comportamentos voltados ao
estudo, tudo isso tomando como base a Análise do Comportamento.
O foco do trabalho mantem-se focado sobre o comportamento de estudar, e o
objetivo é desenvolvê-lo e mantê-lo no cotidiano e nos hábitos dos estudantes
que buscam auxilio ou seus Pais em torno dessa dificuldade.

Estudar e definido como inúmeros comportamentos, tais como organizar


material, sentar-se e folhear um material acadêmico, etc. O trabalho de
acompanhamento de estudo não foca apenas a aprendizagem de conteúdos
específicos, por exemplo: frações (na disciplina de Matemática) ou Segunda
Guerra Mundial (nadisciplina de História). O acompanhamento de estudo
aborda desde a organização do local de estudo: verificação do mobiliário,
iluminação, condição ambiental do local, objetos que podem distrair a pessoa.

Ainda a atenção é voltada para a criação de uma rotina de estudos, onde o


profissional acompanhante junto com o estudante estabelece essa rotina, tudo
isso dentro de um programa onde é levado em conta horário, divisão de tópicos
etc. É importante que o papel de terapeuta acompanhante não seja confundido
com a do professor particular para que dessa forma não exista uma
dependência quanto as matérias especificas ou confusão do papel desse
profissional, mas isso não o impede de realizar um trabalho conjunto com o
professor particular desde que seja limitada as atividades pertinentes a cada
um e bem claras para o estudante, tanto um quanto o outro devem criar uma
forte parceria com esse estudante afim de que o processo seja desenvolvido e
os objetivos comportamentais alcançados auxiliando o dessa forma no
progresso acadêmico por conta da evolução na sua aprendizagem ,dessa
forma dia após dia as evoluções podem ser analisadas e perceptíveis.

6. Considerações Finais .

Com a finalização deste relatório, textos estudados e atividades realizadas


ficaram claro que além da preparação do ambiente, as consequências para o
estudo precisam ser planejadas. É importante sempre lembrar que são as
consequências do comportamento emitido que alteram a probabilidade da
ocorrência daquele comportamento no futuro como afirma a analise do
comportamento. Nem sempre as consequências naturais do comportamento de
estudar controlam o comportamento do estudante. Dessa forma,
consequências arbitrárias podem ser utilizadas. Por exemplo, a cada período
de 30 minutos de estudo, o estudante pode fazer uma interrupção breve para
se levantar, dar uma volta, checar o celular, ter acesso a algum item
gratificante. As consequências arbitrárias deverão ser substituídas
gradualmente pelas consequências naturais do ato de estudar. Outro ponto
importante no manejo das consequências durante o desenvolvimento de
hábitos de estudo é o monitoramento. Não podemos esperar que um estudante
que esteja desenvolvendo esse novo repertório tenha o autocontrole e
disciplina necessários para se manter engajado e sob controle das respostas
que deve emitir.. A participação de pessoas preparadas para implementar um
programa de desenvolvimento de hábitos de estudo é de extrema importância.
Além disso, a participação da família é essencial. A atenção pessoal, a
presença, a interação e o acompanhamento de todo processo é o que faz a
diferença entre resultados medíocres e excepcionais. É preciso reconhecer que
não é apenas obrigação do estudante estudar. É preciso valorizar – por meio
de incentivos, elogios sinceros, imediatos e descritivos – o esforço do
estudante. O objetivo ao se instalar hábitos mais saudáveis de estudo não é
apenas tirar boas notas, passar de ano. Mas também desenvolver amor por
aprender e estudar, para complementar os resultados de nosso projeto segue
abaixo anexo alguns materiais utilizados.

7. Referências Bibliográficas
8. Anexos
INTRODUÇÃO

Este relatório tem por objetivo apresentar o estudo sobre “Orientação de


Pais e filhos no suporte psicopedagógico dos problemas de aprendizagem”,
conduzido ao longo do 7º. Semestre de 2017 no Curso de Psicologia da
UNINOVE.
Os temas abordados no referido Estágio Profissionalizante em
Organizações e Clinico I foram: a observação do comportamento e as práticas
educativas entre Pais e filhos.
O estudo da observação do comportamento humano tem sua
importância, pois segundo Danna & Matos (2006) a observação tem sido um
instrumento importante e satisfatório, pois toda informação que é coletada
através dela, coloca o cientista sobre as influências da realidade em que
vivemos do que sobre influência de suposições, preconceito entre outros,
possibilitando assim uma maior e melhor compreensão das nossas ações.
Considera-se a observação como sendo uma técnica que consiste em
registrar e anotar tudo aquilo que for observado, e sua visão é a facilidade e
praticidade proporcionada ao psicólogo em revisar suas anotações. “A
observação é um instrumento de coleta de dados que permite o presente
relatório refere-se às atividades realizadas no Estágio Profissionalizante a
socialização e consequentemente a avaliação do trabalho do cientista”
(DANNA; MATOS1999, p.17)
A maioria dos dados coletados por uma observação refere- se na
maioria das vezes a comportamentos exibidos pelo sujeito como, por exemplo,
em contatos físicos com objetos e pessoas, expressões faciais, vocalizações,
posturas e posições do corpo e até mesmo movimentos no espaço e este foi
um dos principais objetivos no ambiente escolar de acordo com a proposta que
nos foi apresentada visando identificar suas demandas.
Todos os dados coletados por observação dependem do objetivo pelo
qual a observação está sendo realizada, dessa forma pode-se dizer que esses
dados que são coletados por observação também se referem à situação

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ambiental, ou seja, às características do meio social e físico onde o sujeito se
encontra, bem como às mudanças que acontecem no mesmo.
Nosso estudo também realizou uma breve analise das práticas
educativas por parte dos Pais e da escola e examinou a relação entre os
fatores escolares e o desenvolvimento do comportamento entre pais e filhos. E
é analisando esses casos que se observa a deterioração e enfraquecimento da
autoridade dos pais em relação a seus filhos, dessa forma o presente trabalho
tem como objetivo observar, descrever e analisar as práticas educativas assim
como a orientação ao Pais de forma psicopedagógica e como isso é
apresentado pelos pais na educação dos filhos com breve analises a partir de
textos com embasamento teórico de Carl Rogers, Feist, Feis & Roberts, Maria
Aurora Dias G. Silva e autores diversos.
As práticas educativas sob acompanhamento e orientação dos Pais
referem-se ao modo que os pais utilizam para socializar ou desenvolver valores
e atitudes em seus filhos. As práticas são estratégias utilizadas pelos pais
com objetivo de suprimir os comportamentos inadequados ou de certa forma
incentivar os comportamentos considerados adequados fora e dentro do
ambiente escolar. (Alvarenga, 2001). Sabe-se que as práticas educativas
podem gerar de certa forma comportamentos pró e antissociais auxiliando ou
não no desenvolvimento da criança de forma holística como trata o
humanismo, isso dependendo de como questões educativas são tratadas pelos
pais no dia -a dia da família.
As condutas comportamentais aplicadas aos filhos por parte dos Pais
são estratégias especificas utilizada pelos pais em diferentes contextos, e são
compostas por práticas educativas positivas e negativas. As práticas
educativas positivas também podem ser chamadas de monitoria positiva e
envolve o comportamento moral e o uso adequado na distribuição de privilégios
entre outros, promovendo assim condições favoráveis ao desenvolvimento dos
filhos (Gomide 2003).
Já as práticas educativas Negativas envolvem a ausência de atenção
dos pais para com os filhos, mais precisamente envolve a negligencia, onde,
abuso físico e psicológico, disciplina relaxada, punição inconsistente, gerando
assim um ambiente de convivência hostil e isso se reflete na escola onde o

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dever do corpo psicopedagógico e identificar estes fatores e propor uma
intervenção eficaz.
Dessa forma, de acordo com as análises realizadas acima podemos
constatar o quanto é importante o estudo do comportamento dos pais para com
os filhos assim como da orientação psicopedagógica, e de certa forma
podemos compreender que as práticas educativas dos pais são diferentes, ou
seja, não possuem modelo único e seus efeitos sobre seus filhos não são tão
evidentes, não podendo afirmar de maneira precisa que tal ou tal estilo
educativo é melhor ou produz ótimos resultados que o outro. , ou seja, tudo vai
depender muito dos contextos e de cada situação e dentro de uma abordagem
humanista vamos estudar quais ferramentas ajudariam neste processo.

1- OBJETIVOS

1.1 - OBJETIVO GERAL

 Articular a relação pais-escola-criança ao processo de ensino e


aprendizagem.
 Subsidiar a criança no aspecto psicopedagógico, para melhorar o
desempenho escolar

1.2 - OBJETIVOS ESPECIFICOS

 Observar a relação aluno e professor em sala de aula e como


esta relação influencia no comportamento.
 Analisar a ação e participação dos Pais em relação ao
comportamento dos filhos no contexto escolar.

2- JUSTIFICATIVA

Este relatório tem como tema discutido Orientação de Pais e filhos no suporte
psicopedagógico dos problemas de aprendizagem, onde durante os estágios
nós discutimos sobre a importância da Orientação de Pais e suas práticas
educativas em relação aos filhos assim como a relevância destes estudos para
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a contribuição com a sociedade nos âmbitos familiares, jurídicos, escolares e
demais áreas em que estas práticas possam se fazer presentes de formas
diversas. De acordo com o IBGE No período de 2007 a 2014 foi mantida a
tendência de declínio das taxas de analfabetismo e de crescimento da taxa de
escolarização do grupo etário de 6 a 14 anos e do nível de educação da
população isso demonstra mudanças no quadro educacional dentro do
contexto escolar e através destes estudos pode se realizar levantamento de
dados para elaboração de projetos de medidas corretivas e preventivas em
relação a conduta educacional por parte dos Pais, contribuindo assim para a
garantia de uma melhor estrutura e diminuição de riscos do desenvolvimento
de comportamentos desajustados em crianças e adolescentes, ainda dessa
forma contribuímos com dados científicos para aprimoramento de pesquisas
pertinentes a área dentro da Psicologia que estuda também estes fatores já
que são classificados como comportamentos

3- MÉTODO

O tema proposto tem como meta compreender os problemas de


aprendizagem em uma perspectiva psicopedagógica, a fim de que os alunos
com desempenho escolar insatisfatório, e que muitas vezes apresentam
resultados de fracasso escolar possam ser analisados em uma visão
humanista (Rogers) considerando as atividades do aprendizado escolar e não
apenas as questões orgânicas e patológicas.

4- DISCUSSÃO

Sobre a orientação de Pais na perspectiva psicopedagógica diz respeito


a normas e condutas que o núcleo familiar se utiliza para fornecer subsídios a
criança, de forma que o comportamento desta possa se adequar as exigências
sociais do contexto escolar e fora deste âmbito, aqui a ação pedagógica se
torna eficaz desde que suas ferramentas sejam utilizadas de forma plenas
visando restabelecer os equilíbrios das ações do aluno.
Ao longo de sua vida o sujeito tem lembranças que auxiliam no
enriquecimento da sua existência isso envolve vários aspectos desde família,

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amigos relações amorosas assim como o tempo de vivencia escolar que para
ele adquire um grau de importância considerável, GASPAR (2013).
Aqui na citação encontramos elementos que auxiliam no entendimento
de todo o processo que se deu no decorrer do estágio que implicou no
atendimento de dois alunos, o primeiro Miguel Cabral de 4 anos de idade foi
encaminhado ao atendimento psicopedagógico por parte do estagiário com a
queixa de problemas de socialização e hipótese diagnostica de autismo por
conta do seu comportamento em sala de aula, segundo o corpo da direção
escolar o aluno quando iniciou o período letivo de aulas chorava muito não
queria permanecer na escola ,posteriormente percebiam que ele tinha o
comportamento de intolerância a barulhos de qualquer espécie desde a
brincadeiras com colegas até atividades em sala de aula, recebida as previas
orientação de observar o comportamento da criança em sala de aula e de
intervir paulatinamente foi iniciada as atividades de campo, realmente o aluno
vivia destacado dos colegas não comungando das brincadeiras coletivas se
esquivando a todo tempo como citou GASPAR(2013) o sujeito tem recordações
que auxiliam no seu desenvolvimento ,assim foi realizada uma intervenção em
que o diálogo foi utilizado como instrumento para uma melhor compreensão do
que ocorria de forma subjetiva com o aluno, buscando dessa forma resgatar
lembranças que corroborasse para o processo psicoterapêutico que
desenrolava, dotado de pouca comunicação o aluno não forneceu de início
material suficiente para hipoteticamente elaborar um possível
Psicodiagnóstico ,o aluno é muito bem acolhido pela docente Cintia que busca
lhe dar a devida atenção e auxiliar no processo de desenvolvimento do aluno,
se torna perceptível a vontade de colaborar para reversão do comportamento
da criança segundo, GUSDORF(1970) afirma que o professor se torna um
modelo de referência para o aluno, principalmente nos dias de hoje em que os
Pais delegam a responsabilidade ao professor equivocadamente. De acordo
com Rogers (1971) as relações interpessoais na escola não devem ser apenas
produzido de forma teórica mas sim vivenciado em toda sua plenitude para que
possa criar um vínculo de autoridade em que o respeito vai imperar e colaborar
para o desenvolvimento do aluno assim como auxiliar no processo de
compreensão de si mesmo por parte da criança assim como sua capacidade
de explorar suas limitações, com o Miguel Cabral apesar de existir esta relação

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entre ele e a professora não existia o estimulo necessário para que o aluno
trabalhasse o seu comportamento considerado anormal tornando explícita a
influência cultural na definição de características patológicas. Este aluno acaba
correndo o risco de ser vítima deste discurso, pois é visto como portador de
comportamento a parte do grupo considerado “normal” pela sociedade que se
encontra inserida.
Durante a discussão decidi formular a seguinte pergunta: qual é o nosso
conceito sobre os nossos alunos? Será que não estamos estigmatizando
nossas crianças, antes de refletir sobre muitos aspectos? Vivemos de
comparação querendo sempre medir uma criança com base na outra,
detectando algum problema, algo de errado para culpá-las. Será que não
buscamos justificativas para nossos fracassos quanto educadores e Pais? Por
que não trabalhar de forma eficiente, apresentando interesse nos assuntos
tratados em sala de aula? Será que não deveríamos refletir e questionar a nós
mesmos onde se encontra o erro?
Há vários que nos levariam a uma reflexão minuciosa em torno do
assunto, uma delas é quanto às transformações sociais que ocorrem
constantemente com as crianças, as quais sofrem com mudanças Miguel
Cabral por exemplo tem acesso frequente a uso de tablete, celular e joga
exaustivamente vídeo games com o tio de 17 anos de idade, isso também
colabora para aumento do quadro de ansiedade e comportamentos vinculados
na criança. Se antes o professor era o centro de tudo hoje as crianças já
possuem certa carga de informação, com diferentes subjetividades e vivências
cotidianas. Cada criança possui uma cultura diferente, e moldar esses
diferentes alunos já não é tarefa fácil. De acordo com GASPAR(2013) a relação
pessoal é preponderante na formação docente aqui no caso do Miguel apesar
da relação existir não há uma visão subjetiva do aluno enquanto singular em
suas peculiaridades além de não existir elementos que auxilie este sujeito na
busca de resolução e compreensão de problemas conforme ROGERS (1971).
Por esses motivos, acaba-se não observando todos da mesma maneira, e
aqueles tidos como “diferentes” da turma se tornam “anormais” aos olhos dos
professores.
Ao longo do atendimento o aluno desenvolveu drasticamente a
linguagem assim como a interação em sala de aula, tudo isso em

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consequência das atividades realizadas com jogos diálogos e propostas
alternativas que visaram estimular a capacidade de auto compreensão da
criança, ainda assim o aluno passa por acompanhamento neurológico que
segundo a mãe foi deduzido a possibilidade da criança ser autista quando na
verdade o que pode esta existindo é apenas uma profecia autor realizadora
,um estigma de um comportamento rotulado anormal até por que em entrevista
com a mãe a mesma afirmou ser o comportamento do filho idêntico ao seu na
infância.
ROGERS (1978)) assevera que havia uma tendência que toda a matéria
tanto inorgânica quanto organiza passava por um processo de
desenvolvimento da forma mais simples para mais complexa ,para o universo
inteiro o processo criativo em vez de desintegrativo está em operação, aqui fica
claro que a abordagem humanista aponta que todo e qualquer sujeito busca de
forma direta seu auto desenvolvimento sendo isso uma consequência do existir
,porém para que tal processo se desenrole de forma aproveitável e benéfica se
faz necessário o estimulo externo partindo do contexto em que o mesmo está
inserido.
O autor descreve que existem na natureza muitos exemplo, podendo
tomar por eles as galáxias complexas de estrelas que se formam a partir de
uma massa menos organizada, partindo desta citação vamos discutir o caso da
aluna Manuela Carmesim de 4 anos que foi encaminhada ao processo de
atendimento por parte do estagiário com a queixa de fazer muitas birras, sair
com frequência da sala de aula, não participar das atividades e sofrer mimo
demasiado por parte dos Pais, assim como no caso anterior seguindo as
orientações a aluna foi observada em sala de aula durante as atividades
escolares, mantendo constante interação com a sala porém saindo dela com
frequência, ao longo dos atendimento chamei Manuela Carmesim para
conversar no início está se mostrou resistente deixando claro não querer
contato algum, ROGERS(1959) diz que o processo necessário para torna se
pessoa deveria existir um processo de contato por parte do sujeito sendo este
um contato positivo ou negativo e que tal contato seria uma experiência mínima
para torna se pessoa, tomou como exemplo o contato do bebe com os pais ou
cuidador que se faz necessária para o desfecho deste processo, com base na
teoria i intuito de tentar criar um vínculo com a aluna foi com intuito de através

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de atividades e diálogos produtivos e embasados buscasse desenvolver o
potencial da aluna fazendo a refletir quanto suas condutas e correção destas.
Segundo ROGERS(1959) a ansiedade é definida como um estado de
inquietação e tensão cuja causa é desconhecida, e no caso da Manuela
Carmesim ficava evidente o quadro de ansiedade que a assolava isso tudo
sendo demonstrado através de suas ações em sala de aula como correr
constantemente, não parar quieta no lugar ,sair da sala com frequência e
gritar ,após intervir com jogos interativos e manter contato com a criança
através de um diálogo estabelecido em lugar improvisado por falta de local
para o atendimento a aluna falou que brincava frequentemente apenas com o
irmão maior e jogava muito vídeo game ,estas eram suas únicas atividades e
que dormia no quarto dos pais em um berço, aqui foi percebido a
superproteção materna cujo trabalho já estava sendo feito pelo corpo da
direção escolar segundo foi informado e que a mãe ao deixar a filha na escola
chorava com frequência junto com a filha sendo este evento resolvido com
dialogo por parte da diretora. Ao longo dos atendimento Manuela se aclamou
mais em consequência dos diálogos estabelecidos em que ela era orientada
quanto as normas da sala de aula e da escola assim como acordo comum com
a sua professora em fazer primeiro as atividades para posteriormente dar volta
na escola, foi necessário empatia que segundo ROGERS(1980) significa viver
temporariamente a vida do outro movimentar se de forma suave sem fazer
julgamentos, isso colaborou de forma efetiva para um bom resultado do
trabalho conduzido ao longo do estágio, após passar por este processo em que
o estimulo foi essencial como nos afirma a abordagem humanista a aluna
permanece com o comportamento esperado pela professora que afirma que
melhorou muito inclusive deixando de sair e passando a realizar as atividades
propostas em sala, foi realizado ainda nossa participação na realização de
oficinas na semana da família realizada no campo de estagio cujo temas
trabalhados por nosso grupo foi bullying e uso da tecnologia por parte dos
alunos assim como seus impactos visando assim deixar os pais informados
quanto as consequências de ambas praticas.

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5- CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com a finalização do relatório e discussão dos textos estudados foi


percebido que os Pais e educadores pouco sabem como lidar com as normas
educativas da criança, assim como foi notada a forma de lidar com estas
crianças com hipóteses diagnosticas. No início dos estudos houve dúvidas que
gradativamente foram respondidas, contribuindo para o meu interesse no tema,
aumentando a minha vontade de através deste estágio e confecção do relatório
proporcionar aos profissionais de educação e áreas interessadas um melhor
esclarecimento acerca do processo de orientação psicopedagógico aos Pais e
sua necessidade na escola de modo que a linguagem fosse mais clara e
voltada a esses profissionais.
Deste modo, concluo que apesar dos professores e alguns Pais já
terem ouvido falar a respeito da orientação psicopedagógica , eles ainda não
apresentam informações suficientes em torno do mesmo.
Quanto ao número de publicações não é satisfatório para professores e
educadores que trabalham diariamente com crianças com queixas e hipóteses
diagnosticas em salas de aula, e, simultaneamente com o restante da classe. É
necessário que o Brasil revir a educação em seus instrumentos de emprego
para que possa oferecer um ensino de qualidade a todos, conforme a
discussão apresentada neste relatório também é necessária pensar na
melhoria da qualidade de vida desses docentes e na orientação ativa destes
Pais, valorizando o trabalho dos professores e corpo escolar de forma geral,
pois eles, mesmo em condições difíceis, fazem o impossível pelos seus alunos.
Temos que considerar comportamentos que possam ser ocasionados
por distúrbios que exijam tratamento médico, psicoterápicos ou psicólogos,
além de as influências do meio social que o indivíduo vive como, por exemplo,
o uso excessivo da tecnologia como foi citado nos casos acima e condução da
educação por parte do núcleo familiar.

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Fica evidente a falta do conhecimento de uso do instrumento
psicopedagógico por parte dos professores para que isso seja evitado, um
curso de especialização, por exemplo, é convergente, para que essas
informações sejam mais claras para esses professores e para aqueles que
desconhecem o uso das ferramentas que esta área dispõe.
É nesse sentindo que a escola desenvolve um papel importante na vida
dessas crianças, sendo necessário desenvolver programas de incentivo aos
professores para conhecer mais referente ao assunto, a fim de montarem
planos de intervenção que facilitem a vida dos alunos.
Como foi visto durante os estudos, a criança com hipótese diagnostica,
apresenta dificuldades em seus relacionamentos por não obedecerem, por
exemplo, às regras das brincadeiras, respeitando a vez do outro, atrapalhando
as conversas, não controlando os seus impulsos e hiperatividades, fazendo
com que os outros do grupo o exclua.
Os profissionais devem ter muito cuidado para não rotularem as crianças
e interferindo no seu aprendizado, ou deixá-la fazer o que desejar por ter
problemas comportamentais. Um diagnóstico mais preciso é pertinente para
comprovar a existência de transtornos ou não é preciso. Apesar de este
diagnóstico ser dificultado por se basear em relatos de pais, professores e
outros profissionais que possam contribuir com dados sobre a criança e
sintomas específicos do transtorno, uma entrevista mais detalhada e avaliação
psicológica contribuem para tal questão.
Desta forma, o intuído de melhorar ao aprendizado não é de
responsabilidade somente dos professores, mas deve ser algo que venha ser
incentivado pelos Pais, uma vez que é explícito à criança com estas
características ter um rendimento escolar Insatisfatório, bem como aos
comportamentos ocasionados que são inerentes à sua forma de agir e de ser.
Para tanto, finalizo este trabalhando contribuindo de maneira positiva tanto
para a disseminação do conhecimento quanto para chamar a atenção sobre o
assunto para as várias redes de profissionais.

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6- REFERÊNCIAS

GASPAR, Maria Aurora Dias. Alfabetização das crianças com seis anos- a
importância da afetividade no processo. IN. PERSPECTIVAS DA
ALFABETIZAÇÃO (Pedagogia de A a Z). Jundiaí, Paco Editorial: 2013.

Rogers. (1983). Um Jeito de ser. São Paulo: EPU.

Disponível em http://seriesestatisticas.ibge.gov.br/lista_tema.aspx?op=0&no=4

DANNA, M. F. & MATOS, M. A. (2006). Aprendendo a observar. São Paulo:


EDICON

GOMIDE. P. (2006). Inventário de Estilos Parentais: Modelo Teórico-


Manual de Aplicação e interpretação. Petrópolis, RJ: Editora Vozes.

ANEXOS

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