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LABORATÓRIO DE SOLOS

Bruna Aparecida Forlin, Gabriele Cristina dos Santos, Lucca Bittencourt da Costa
e Vitor Hugo Burgardt
Centro Universitário Católica de Santa Catarina – Campus Jaraguá do Sul
Engenharia Civil – Mecânica dos Solos I
Profº. Me. Celio Roberto Campos Piedade Junior

1. Ensaio de Consistência

O ensaio de consistência ou Limites de Atterberg, este ensaio permite determinar


os limites de consistência do solo, plasticidade e liquidez. O termo consistência é usado
para descrever um estado físico, isto é, o grau de ligação entre as partículas das
substâncias. Quando aplicado aos solos finos ou coesivos, a consistência está ligada à
quantidade de água existente no solo, ou seja, ao teor de umidade.
Limite de Liquidez (LL) é o valor de umidade no qual o solo passa do estado
líquido para o estado plástico. Esse limite é determinado com auxílio do aparelho de
Casagrande no qual se determina o teor de umidade que, com 25 golpes, une os bordos
inferiores de uma canelura (um centímetro de comprimento) aberta, na massa de solo, por
um cinzel de dimensões padronizadas.
Limite de Plasticidade (LP): é o valor de umidade na qual o solo passa do estado
plástico para o estado semissólido. É o limite no qual o solo começa a se quebrar em
pequenas peças, quando enrolado em bastões de 3 mm de diâmetro. Ou seja, é o menor
teor de umidade em que o solo se comporta plasticamente.
O ensaio trata-se do seguinte dos passos definidos pela NBR (6459) para limite
de liquidez e NBR (7180), que consistem em peneirar o solo com uma peneira de #40 e
deste material que passa na peneira 0,42 mm (#40), separa-se cerca de 200 g, das quais
serão utilizadas cerca de 100 g para determinação do Limite de Liquidez (LL). Cerca de
50 g para determinação do Limite de Plasticidade (LP). Então é separado uma amostra de
solo passado na # 40 e devidamente destorroada e homogeneizada é colocada no prato do
aparelho de Casagrande, observando-se que esta deve ter 1cm de espessura no centro do
prato (1º ponto 35 golpes). É feito, então, um sulco longitudinal com o auxílio do cinzel,
por meio de um excêntrico imprimiu-se ao prato, repetidamente, quedas da altura de 1cm
e de intensidade constante e igual a duas quedas por segundo. O número de golpes
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necessários para provocar o fechamento deste sulco é registrado. Adicionando água à
amostra repete-se o procedimento variando a umidade. Com os resultados obtidos traça-
se a linha de escoamento do material (umidade X nº de golpes). Recomenda-se a
determinação de, pelo menos, seis pontos. O LL será o teor de umidade correspondente a
25 golpes.
Para a determinação do limite de plasticidade é seguida ABNT NBR 7180, que
regulamenta o cálculo do teor de umidade para o qual o solo começa a se fraturar quando
se tenta moldá-lo na forma de uma amostra cilíndrica de 3 mm de diâmetro. A amostra é
rolada com a mão, em um movimento de vaivém, sobre uma placa de vidro fosco, e a
umidade correspondente ao início do fraturamento calculada. Normalmente, são
realizadas três medidas de umidade para a determinação do LP com o mesmo solo
fissurado. Outras dimensões do cilindro comparativo também podem ser utilizadas nesse
ensaio. Através dos valores dos limites de consistência é comum proceder-se ao cálculo
de outros dois índices: o índice de plasticidade (IP) e o índice de consistência (IC). Esses
índices são chamados de índices de consistência e são de utilização muito comum na
prática. O valor do IP pode ser obtido pela diferença entre o LL e o LP: IP = LL – LP.

O índice de plasticidade procura medir a plasticidade do solo e, fisicamente,


representa a quantidade de água necessária a acrescentar ao solo para que este passe do
estado plástico para o líquido. A seguir, são apresentados alguns intervalos do IP para a
classificação do solo quanto a plasticidade. IP = 0 Não Plástico 1 < IP < 7 Pouco Plástico
7 < IP < 15 Plasticidade Média IP > 15 Muito Plástico
Como o solo utilizado pela equipe em laboratório foi um solo majoritariamente
arenoso, ou seja, não coesivo, o ensaio não pode ser realizado pois é um solo classificado
como não plástico não sendo possível realizar os ensaios por critérios de desempenho dos
equipamentos não apresentarem resultados úteis para cálculo.

2. Ensaio de Cisalhamento Direto


A obtenção da resistência ao cisalhamento do solo consiste no procedimento mais
importante em projetos geotécnicos que envolve estabilidade de solos e estruturas, tais
como estabilidade de taludes naturais e compactados, taludes de barragens, projetos de
fundações, estabilidade de estrutura de contenções, projetos que envolvem sistema em

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solo-reforçado e outros. Normalmente, a determinação dos parâmetros de resistência
(coesão e ângulo de atrito) é realizada em laboratório, basicamente, por três tipos de

ensaios: cisalhamento direto, compressão triaxial e compressão simples.

O ensaio de cisalhamento direto foi desenvolvido basicamente para a


determinação da resistência ao corte de um corpo de prova de solo, de forma prismática
e seção quadrada ou circular e de pequena espessura. Este ensaio é geralmente drenado.
É utilizado para obtenção de coordenadas de pontos da envoltória de resistência
de Mohr-Coulomb para obtenção dos parâmetros de resistência coesão (c) e ângulo de
atrito (Φ). Informações quanto a deformação volumétrica do solo durante cisalhamento
também pode ser obtido.
O cisalhamento direto consiste num aparato que promove o deslizamento de uma
metade do corpo de prova de solo em relação a outra, determinando assim, para cada
tensão normal (σ) à superfície do deslizamento, o valor da tensão cisalhante (τ) necessária
para provocar a deformação do corpo de prova até a ruptura. O ensaio é executado
mantendo-se constante a tensão vertical e medindo-se a tensão cisalhante correspondente
a cada deformação horizontal imposta ao corpo de prova, gerando dessa maneira a curva
tensão-deformação. As deformações verticais são também monitoradas durante o
processo de cisalhamento, possibilitando avaliações da variação volumétrica. Assim
observando os manômetros do aparelho consegue-se traçar os pontos para obtenção
gráfica, como determinado pelo professor, o ensaio foi repetido com 3 cargas diferentes,
9kg, 18kg e 36 kg, os resultados obtidos para o solo feito pelo nosso grupo com a carga
de 9 kg, estão representados na tabela abaixo:

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Vol inicial 72 F=2,1503L+2,8432
dv DV d l corr A corr Força  
Tempo (mm) (%) (mm) (cm) (cm2) L (ANEL) (kgf) (kPa) (kPa)
12:00:00
AM 1,00 0,00 0,00 6,00 36,00 0,00 2,84 7,90 25,00
12:00:15
AM 1,97 0,0461 0,14 5,99 35,92 0,20 3,27 9,11 25,06
12:00:30
AM 1,92 0,0390 0,40 5,96 35,76 0,50 3,92 10,96 25,17
12:00:45
AM 1,87 0,0341 0,54 5,95 35,68 0,60 4,13 11,59 25,23
12:01:00
AM 1,84 0,0305 0,66 5,93 35,60 0,60 4,13 11,61 25,28
12:01:15
AM 1,77 0,0238 0,85 5,92 35,49 0,70 4,35 12,25 25,36
12:01:30
AM 1,75 0,0193 1,05 5,90 35,37 0,80 4,56 12,90 25,45
12:01:45
AM 1,73 0,0172 1,12 5,89 35,33 0,80 4,56 12,92 25,48
12:02:00
AM 1,71 0,0153 1,17 5,88 35,30 0,90 4,78 13,54 25,50
12:02:30
AM 1,71 0,0144 1,22 5,88 35,27 1,00 4,99 14,16 25,52
12:03:00
AM 1,72 0,0118 1,40 5,86 35,16 1,00 4,99 14,20 25,60
12:03:30
AM 1,70 0,0069 1,63 5,84 35,02 1,20 5,42 15,49 25,70
12:04:00
AM 1,72 0,0023 1,95 5,81 34,83 1,20 5,42 15,57 25,84
12:04:30 -
AM 1,69 0,0067 2,39 5,76 34,57 1,30 5,64 16,31 26,04
12:05:00 -
AM 1,67 0,0096 2,50 5,75 34,50 1,30 5,64 16,34 26,09
12:05:30 -
AM 1,64 0,0150 2,73 5,73 34,36 1,40 5,85 17,04 26,19
12:06:00 -
AM 1,66 0,0190 3,02 5,70 34,19 1,40 5,85 17,12 26,33
12:06:30 -
AM 1,67 0,0221 3,23 5,68 34,06 1,50 6,07 17,82 26,42
12:07:00 -
AM 1,70 0,0254 3,50 5,65 33,90 1,50 6,07 17,90 26,55
12:07:30 -
AM 1,71 0,0284 3,70 5,63 33,78 1,30 5,64 16,69 26,64
12:08:00 -
AM 1,71 0,0332 3,98 5,60 33,61 1,30 5,64 16,78 26,78
12:08:30 -
AM 1,67 0,0388 4,20 5,58 33,48 1,10 5,21 15,56 26,88

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12:09:00 -
AM 1,65 0,0453 4,52 5,55 33,29 1,00 4,99 15,00 27,04
12:09:30 -
AM 1,64 0,0500 4,77 5,52 33,14 0,80 4,56 13,77 27,16
12:10:00 -
AM 1,62 0,0558 5,05 5,50 32,97 0,70 4,35 13,19 27,30
12:10:30 -
AM 1,62 0,0603 5,30 5,47 32,82 0,65 4,24 12,92 27,42
12:11:00 -
AM 1,61 0,0640 5,50 5,45 32,70 0,60 4,13 12,64 27,52
12:11:30 -
AM 1,60 0,0687 5,75 5,43 32,55 0,55 4,03 12,37 27,65
12:12:00 -
AM 1,60 0,0730 6,00 5,40 32,40 0,50 3,92 12,09 27,78

A ruptura ocorreu com uma força de 6,07 kgf.


Com esta tabela pode-se traçar o gráfico tensão deformação e analisar a curva obtida:

E pode-se também montar um gráfico para visualização da variação de volume do solo


conforme andamento do ensaio:

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3. Ensaio de Sedimentação

A sedimentação é o resultado do processo de separação de diferentes misturas


heterogêneas, de duas ou mais fases. Este processo se assemelha em grande parte com o
processo envolvendo a decantação, isto pois seu princípio se baseia quase que igualmente,
o qual consiste em deixar a mistura em um período de repouso para que as fases da mesma
possam se separar por suas diferenças de densidade, sendo assim, a fase que for mais
densa irá se alocar no fundo do recipiente, e nas demais sucessivamente pela diferença de
densidade, com está separação é possível remover os componentes de cada fase da
mistura individualmente.
Este processo é realizado pelo processo de mistura de sólidos em suspensão, visto
isso, quando há partículas sólidas dispersas em um líquido
Por este processo ser lento, pois depende da ação da gravidade sobre o sistema
para que as fases sejam separadas, para isto é utilizado o processo de centrifugação para
realizar separações de uma maneira mais ágil, visto que este processo é uma versão mais
rápida do processo de sedimentação.
O processo de sedimentação ocorre em algumas situações, como na natureza, onde
ocorre a deposição em camadas de partículas sólidas de rochas provenientes da erosão,
sendo assim, da ação do vento sobre as rochas, montanhas e paredões que existem na
natureza. Um exemplo é a formação das praias pela sedimentação dessas partículas
granulares provenientes da erosão.
No nosso ensaio de sedimentação para as partículas mais finas (<0,075 mm), para
silte e argila, a análise foi feita pela sedimentação. Onde se mediu a velocidade de
decantação das partículas dispersas em água. Em função da variação da densidade da
solução feita, onde calculou-se as proporções na amostra.
Os resultados obtidos com o ensaio em laboratório estão presentes no Anexo 1,
deste relatório.