Você está na página 1de 3

Meus irmãos, meus diletos radio- ouvintes, a graça e a paz do Senhor vos sejam

multiplicadas.
Decorridos mais seis dias, aqui de novo estamos no cumprimento de nossa
missão. Aleluia!
Creio que os meus ouvintes tiveram tempo para refletirem sobre a mensagem,
que na última audição vos entreguei em Nome do Senhor; "O sinal do fim".
Hoje quando ainda retine em nossos ouvidos os cânticos histéricos dos foliões
do tríduo carnavalesco, creio que, os meus ouvintes estão mais dispostos a
concordar com Deus, que realmente nos achamos às portas de um fim, que de
um fim, que em carreira vertiginosa se aproxima desta mal fadada civilização.
Creio que diante dos fatos e da cena que vimos, ou a seu respeito ouvimos dos
infaustos dias carnavalescos é oportuno que eu continue a vos falar sob o sinal
do fim.
São João quando escrevia ao seu rebanho, no sua 1ª Carta, capitulo 2 e versículo
18, disse: "Filhinhos, é já a ultima hora". Que diria o apóstolo do amor, se
ouvisse o que nós ouvimos, cousas que chegam fazer arder os nossos ouvidos, e
fazem corar até uma estátua, se ele chegasse a ver o que tem a infelicidade de
ver a geração deste século, o que não diria o puritano apóstolo?
Sim meus ouvintes o que ouvimos, o que vemos nos nossos dias, é sinal do fim;
ainda que por ai digam que somos o povo do século da luz, diante do
desenvolvimento da ciência, dos foguetes interplanetários, dos sputnikes,
televisores, rádios, etc. Eu digo que vivemos no apagar das luzes desta infeliz
civilização que cada dia mais afasta Deus dos seus caminhos, esta civilização
que com os Marxistas e o sistema capitalista em sua vanguarda, está se tornando
velozmente materialista; sim porque a cultura secular sem a espiritual que se
processa com a aproximação do homem a Deus, só pode levar ao materialismo,
esta é minha interpretação; só pode levar o homem a igualar-se ao irracional,
que tendo o coxo cheio de milho e a grade cheia de alfafa lhe basta; Jesus nos
seus dias, assim se expressou: " se vossa luz são trevas, quão grande serão as
vossas trevas".
Meus diletos ouvintes, permitam-me voltar ao meu ponto de partida; o que
sabemos de São Paulo desde o dia 25 até o dia 28, o que ouvimos nesses 4 dias,
dias estes que são dedicados pela maioria dos brasileiros ao culto à trindade;
carne, mundo e o diabo, me obrigam a vos falar mais uma vez sob o sinal do
fim, e nas palavras de S. João, da última hora; diziam por ai que havia nesses
dias, bailes de máscaras, isto é, pessoas fantasiadas consideradas como algo de
singular, via-se pelas pessoas e blocos que se diziam fantasiados, porém eu vos
digo que foram unicamente nesses 4 dias do ano que aquelas pessoas andaram
sem máscaras, pois naqueles dias, com o apoio de nossas autoridades e das
nossas leis, andaram sem máscaras; as máscaras elas carregam 361 dias;
escondem debaixo delas as suas paixões rasteiras, as suas taras, que foram
expostas publicamente à sociedade nos 4 dias de culto a Momo, o deus do
deboche e da imoralidade.,
Outras divindades são cultuadas por uma parte dos brasileiros cada uma no seu
dia; aqui na Pauliceia cheguei a conhecer a igreja de São Judas Tadeu e esse
santo mais ativo que os demais, seus companheiros, ao menos aqui em São
Paulo, ele tem todos os dias 28 como seu dia, e as multidões ocorreu ao seu
templo assim esse "santo" tem no ano doze dias, ao passo que seus colegas,
apenas 1 por ano; porém Momo tem 3 e as vezes 4 dias no ano, e as festividades
são ensaiadas pelos seus devotos, ou pela maioria deles com alguns meses de
antecedência.
Chegados os dias de tão destacada divindade, poucos são os brasileiros que não
fazem algo para culto a tão grande divindade, poucos são os brasileiros que não
inssensão a Momo.
Sobre o seu altar que se parece com o deus dos sidonios da antiguidade, o deus
demônio Moloque, tudo e o ofertado em sacrifícios; dias de trabalho, dinheiro,
bebidas, perfumes, a honra de milhares de senhoras e donzelas, e até vidas.
Para que ninguém diga que sou exagerado, quero citar o balanço dos 4 dias de
culto dos paulistanos.
A esse deus truculento; prestem meus ouvintes, bem a atenção, e depois dizei-
me se exagero; em um dos nossos jornais sob o titulo: Balanço dos 4 dias de
Carnaval- trazia a seguinte estatística que naturalmente é o mínimo que foi
apurado do preço que custou à pauliceia, o culto ao deus terrível e diabólico a
essa divindade pagã e infernal, que conhecemos com o apelido de Momo.
O balanço passo a vos entregar, é deficiente mas ouçamos; 13 crimes de morte,
130 atropelamentos, 3 suicídios, 219 quedas, 262 agressões, 46 trombadas, 48
incêndios, 23 carros roubados, 87 pessoas foram assaltadas, 215 brigas, 31
habeas corpus; esse balanço foi apresentado no dia imediato ao último do culto
a divindade infernal, razão porque digo, que ele é incompleto; e que diremos do
que aconteceu em toda a terra de Cabral, não é isso o sinal do fim? O pior cego
é aquele que não que