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DIREITO CONSTITUCIONAL

 A Constituição Federal autoriza a acumulação de cargos e empregos públicos, desde


que se faça presente o requisito da compatibilidade

a) de horários e se trate da acumulação de um cargo de professor com outro técnico ou


científico.

Comentário: Artigo 37, da Constituição, no inciso XVI - é vedada a acumulação remunerada de


cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer
caso o disposto no inciso XI:
a) a de dois cargos de professor;
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões
regulamentadas;

 O controle externo, no âmbito da administração estadual, encontra-se sob a


responsabilidade da Assembléia Legislativa, e deve ser exercido com auxílio do
Tribunal de Contas do Estado, ao qual compete, dentre outras atribuições,

b) avaliar a execução das metas previstas no plano plurianual, nas diretrizes orçamentárias e no
orçamento anual.

Comentário: Constituição do Estado de SP, no artigo dispõe:Artigo 33 - O controle externo, a


cargo da Assembléia Legislativa, será exercido com auxílio do Tribunal de Contas do Estado, ao
qual compete:
I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Governador do Estado, mediante parecer
prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias, a contar do seu recebimento;
II - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores
públicos da administração direta e autarquias, empresas públicas e sociedades de economia
mista, incluídas as fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público estadual, e as contas
daqueles que derem perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário;
III - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer
título, na administração direta e autarquias, empresas públicas e empresas de economia mista,
incluídas as fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações
para cargo de provimento em comissão, bem como a das concessões de aposentadorias,
reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal
do ato concessório;
IV - avaliar a execução das metas previstas no plano plurianual, nas diretrizes orçamentárias
e no orçamento anual;
V - realizar, por iniciativa própria, da Assembléia Legislativa, de comissão técnica ou de inquérito,
inspeções e auditoria de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial,
nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, do Ministério
Público e demais entidades referidas no inciso II;
VI - fiscalizar as aplicações estaduais em empresas de cujo capital social o Estado participe de
forma direta ou indireta, nos termos do respectivo ato constitutivo;
VII - fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados ao Estado e pelo Estado, mediante
convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres;
VIII - prestar as informações solicitadas pela Assembléia Legislativa ou por comissão técnica
sobre a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e sobre
resultados de auditorias e inspeções realizadas;
IX - aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as
sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre outras cominações, multa proporcional ao
dano causado ao erário;
X - assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato
cumprimento da lei, se verificada a ilegalidade;
XI - sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à Assembléia
Legislativa;
XII - representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados;
XIII - emitir parecer sobre a prestação anual de contas da administração financeira dos
Municípios, exceto a dos que tiverem Tribunal próprio;
XIV - comunicar à Assembléia Legislativa qualquer irregularidade verificada nas contas ou na
gestão públicas, enviando-lhe cópia dos respectivos documentos.
§ 1º - No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente pela Assembléia
Legislativa que solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis.
§ 2º - Se a Assembléia Legislativa ou o Poder Executivo, no prazo de noventa dias, não efetivar
as medidas previstas no parágrafo anterior, o Tribunal decidirá a respeito.
§ 3º - O Tribunal encaminhará à Assembléia Legislativa, trimestral e anualmente, relatório de
suas atividades.

 Diversos temas relevantes da pauta política do Congresso Nacional exigem a votação


de Emenda à Constituição. Nos termos da Constituição Federal, a proposta de Emenda
Constitucional será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois
turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos:

d) três quintos dos votos dos respectivos membros

Comentário: Art. 60 da Constituição Federal: A Constituição poderá ser emendada mediante


proposta:

I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;

II - do Presidente da República;

III - de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-
se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.

§ 1º A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de


defesa ou de estado de sítio.

§ 2º A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos,
considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos respectivos
membros.

 O Prefeito Municipal enviou projeto de lei à Câmara de Vereadores, dispondo sobre a


concessão de determinado benefício aos servidores municipais. Os Vereadores,
porém, apresentaram emenda ao projeto estendendo o benefício aos servidores
aposentados. O projeto foi aprovado, com a inclusão da emenda parlamentar, sendo
enviado ao Prefeito que o sancionou integralmente. A lei foi promulgada e publicada.

b) houve um vício formal quando foi aprovada a emenda parlamentar, que não poderia
acarretar despesa ao projeto original.

Comentário:

 Assinale a alternativa que está de acordo com as súmulas vinculantes do Supremo


Tribunal Federal.

d) É constitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais elementos da base de


cálculo própria de determinado imposto, desde que não haja integral identidade entre uma
base e outra.

Comentário:

Súmula Vinculante 29: É constitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais


elementos da base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não haja integral
identidade entre uma base e outra.
DIREITO ADMINISTRATIVO

 Suzie promove uma ação indenizatória em face do município X. Sua advogada, Bruna
V., aduz que não é possível acionar o agente público responsável pelo dano
diretamente. Essa interpretação, na doutrina do Direito Administrativo, é
denominada teoria da:

b) dupla garantia

Comentário: A teoria da dupla garantia tem aplicação no âmbito da responsabilidade civil


extracontratual do Estado. Porém, antes de explicarmos o que significa a teoria da dupla
garantia, devemos dar alguns passos atrás para relembrar alguns pontos.

Sabe-se que o art. 37, § 6º, da CRFB, prevê a responsabilidade objetiva do Estado. Observe:

“Art. 37. (…) § 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de
serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a
terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa”.

Nesse contexto, para que haja responsabilidade do Estado devem estar presentes três
elementos: a conduta oficial, dano e o nexo causal. Note que não se faz necessário comprovar
o dolo ou a culpa (elemento subjetivo), motivo pelo qual se trata de responsabilidade objetiva,
como já afirmado.

Sobre o tema, a doutrina e a jurisprudência são pacíficas no sentido de que tal norma de
responsabilização é embasada na teoria do risco administrativo, admitindo-se, portanto,
excludentes e atenuantes de responsabilidade.

Pois bem. Feita esta rápida revisão, voltemos nossa atenção à parte final do dispositivo
constitucional citado acima, especificamente, no trecho que trata do direito de regresso contra
o responsável nos casos de dolo ou culpa.

O Supremo Tribunal Federal, ao interpretar este dispositivo, consagrou o entendimento de que


o particular lesado somente poderá demandar o ente público ou a pessoa jurídica de direito
privado objetivando a reparação do dano causado, não sendo possível ajuizar ação contra o
agente causador do ano, tal faculdade cabe, apenas, a pessoa jurídica de direito público ou a
pessoa jurídica de direito privado prestadora de serviços públicos.

Constitui-se, assim, uma dupla garantia. A primeira para o particular que terá assegurada a
responsabilidade objetiva, não necessitando comprovar dolo ou culpa do autor do dano; a
segunda para o servidor, que somente responderá perante o ente estatal. Nesse sentido:

RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO: § 6º


DO ART. 37 DA MAGNA CARTA. ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM. AGENTE PÚBLICO (EX-
PREFEITO). PRÁTICA DE ATO PRÓPRIO DA FUNÇÃO. DECRETO DE INTERVENÇÃO. O § 6º do artigo
37 da Magna Carta autoriza a proposição de que somente as pessoas jurídicas de direito público,
ou as pessoas jurídicas de direito privado que prestem serviços públicos, é que poderão
responder, objetivamente, pela reparação de danos a terceiros. Isto por ato ou omissão dos
respectivos agentes, agindo estes na qualidade de agentes públicos, e não como pessoas
comuns. Esse mesmo dispositivo constitucional consagra, ainda, dupla garantia: uma, em favor
do particular, possibilitando-lhe ação indenizatória contra a pessoa jurídica de direito público,
ou de direito privado que preste serviço público, dado que bem maior, praticamente certa, a
possibilidade de pagamento do dano objetivamente sofrido. Outra garantia, no entanto, em prol
do servidor estatal, que somente responde administrativa e civilmente perante a pessoa jurídica
a cujo quadro funcional se vincular. Recurso extraordinário a que se nega provimento. (RE
327904, CARLOS BRITTO, STF.)

Não obstante a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal seja uniforme, a doutrina diverge
sobre o tema. Alguns doutrinadores admitem que o particular deve ter a faculdade de demandar
o Estado, o agente público ou ambos.

Os Tribunais Superiores ainda não tinham acatado tal tese, porém, recentemente, o Superior
Tribunal de Justiça acolheu em um julgado tal argumentação:

DIREITO PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. LEGITIMIDADE DE AGENTE PÚBLICO PARA


RESPONDER DIRETAMENTE POR ATOS PRATICADOS NO EXERCÍCIO DE SUA FUNÇÃO. Na
hipótese de dano causado a particular por agente público no exercício de sua função, há de se
conceder ao lesado a possibilidade de ajuizar ação diretamente contra o agente, contra o Estado
ou contra ambos. De fato, o art. 37, § 6º, da CF prevê uma garantia para o administrado de
buscar a recomposição dos danos sofridos diretamente da pessoa jurídica, que, em princípio, é
mais solvente que o servidor, independentemente de demonstração de culpa do agente público.
Nesse particular, a CF simplesmente impõe ônus maior ao Estado decorrente do risco
administrativo. Contudo, não há previsão de que a demanda tenha curso forçado em face da
administração pública, quando o particular livremente dispõe do bônus contraposto; tampouco
há imunidade do agente público de não ser demandado diretamente por seus atos, o qual, se
ficar comprovado dolo ou culpa, responderá de qualquer forma, em regresso, perante a
Administração. Dessa forma, a avaliação quanto ao ajuizamento da ação contra o agente público
ou contra o Estado deve ser decisão do suposto lesado. Se, por um lado, o particular abre mão
do sistema de responsabilidade objetiva do Estado, por outro também não se sujeita ao regime
de precatórios, os quais, como é de cursivo conhecimento, não são rigorosamente adimplidos
em algumas unidades da Federação. Posto isso, o servidor público possui legitimidade passiva
para responder, diretamente, pelo dano gerado por atos praticados no exercício de sua função
pública, sendo que, evidentemente, o dolo ou culpa, a ilicitude ou a própria existência de dano
indenizável são questões meritórias. Precedente citado: REsp 731.746-SE, Quarta Turma, DJe
4/5/2009. (REsp 1.325.862-PR, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 5/9/2013.)

Para a sua prova, recomenda-se que adote o posicionamento do Supremo Tribunal Federal,
tendo em vista que é dele a competência para dar a interpretação definitiva das normas
constitucionais.

A menção ao entendimento doutrinário divergente ou ao julgado do Superior Tribunal de Justiça


só deve ocorrer se for objeto do questionamento do examinador ou para enriquecer a questão.

Cuidado! Nem sempre a responsabilidade do Estado será regida pela teoria do risco
administrativo, sendo aplicável, a depender da situação, a teoria da culpa do serviço ou a teoria
do risco integral.

 O regime jurídico dos contratos administrativos NÃO confere à Administração, em


relação a eles, a prerrogativa de:

d) Nos casos de serviços essenciais, ocupar definitivamente bens móveis, imóveis, pessoal e
serviços vinculados ao objeto do contrato, na hipótese da necessidade de acautelar apuração
administrativa de faltas contratuais pelo contratado, bem como na hipótese de rescisão do
contrato administrativo.

Comentários:

 Segundo a disciplina legal aplicável, a alienação de bens por empresas públicas e por
sociedades de economia mista depende, em regra, de avaliação formal do bem e da
realização de licitação, ressalvada esta última na hipótese de: b) comercialização de
produto especificamente relacionado como o objeto social da empresa pública ou
sociedade de economia mista

Art. 49. A alienação de bens por empresas públicas e por sociedades de economia mista será
precedida de:

I - avaliação formal do bem contemplado, ressalvadas as hipóteses previstas nos incisos XVI a
XVIII do art. 29;

(Att.29, XVI a XVIII: transferência de bens a órgãos e entidades da administração pública,


inclusive quando efetivada mediante permuta; doação de bens móveis para fins e usos de
interesse social; compra e venda de ações, de títulos de crédito e de dívida e de bens que
produzam ou comercializem.

II - licitação, ressalvado o previsto no § 3o do art. 28.

§ 3o São as empresas públicas e as sociedades de economia mista dispensadas da observância


dos dispositivos deste Capítulo nas seguintes situações:

I - comercialização, prestação ou execução, de forma direta, pelas empresas mencionadas no


caput, de produtos, serviços ou obras especificamente relacionados com seus respectivos
objetos sociais;
DIREITO PROCESSUAL CIVIL

 Sobre a Lei nº 12.153/09, analise as afirmações a seguir:

I – É de competência dos Juizados Especiais da Fazenda Pública processar, conciliar e julgar


causas cíveis de interesse dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, até
o valor de 60 (sessenta) salários mínimos.

II – Não haverá prazo diferenciado para a prática de qualquer ato processual pelas pessoas
jurídicas de direito público, inclusive a interposição de recursos, devendo a citação para a
audiência de conciliação ser efetuada com antecedência mínima de 30 (trinta) dias.

III – Podem ser partes no Juizado Especial da Fazenda Pública como autores, os Estados, o
Distrito Federal, os Territórios e os Municípios, bem como autarquias, fundações e empresas
públicas a eles vinculadas.

IV – São permitidos o fracionamento, a repartição ou a quebra do valor da execução, de modo


que o pagamento se faça, em parte, no prazo máximo de 60 (sessenta) dias, contado da entrega
da requisição do juiz à autoridade citada para a causa, independentemente de precatório, na
hipótese do § 3º do art. 100 da Constituição Federal e, em parte, mediante expedição de
precatório, bem como a expedição de precatório complementar ou suplementar do valor pago.

V – As Turmas Recursais do Sistema dos Juizados Especiais são compostas por juízes em exercício
no segundo grau de jurisdição, na forma da legislação dos Estados e do Distrito Federal, com
mandato de 2 (dois) anos, e integradas, preferencialmente, por juízes do Sistema dos Juizados
Especiais.

Assinale a alternativa CORRETA:

a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.

Comentários:

 Em determinado processo, o réu não foi citado nem apresentou contestação. O


magistrado, além de não declarar o processo nulo, julgou-o, no mérito,
favoravelmente ao réu. Nessa situação hipotética, a conduta do magistrado foi correta
porque

b) ele julgou favoravelmente o mérito da causa para a parte que seria beneficiada caso a
nulidade fosse decretada.

Comentários: Art. 282. Ao pronunciar a nulidade, o juiz declarará que atos são atingidos e
ordenará as providências necessárias a fim de que sejam repetidos ou retificados. § 1o O ato
não será repetido nem sua falta será suprida quando não prejudicar a parte.

§ 2o Quando puder decidir o mérito a favor da parte a quem aproveite a decretação da nulidade,
o juiz não a pronunciará nem mandará repetir o ato ou suprir-lhe a falta.
 Nas perícias cíveis, quando a prova do fato depender de conhecimento técnico e
científico, o juiz será assistido por perito. Após a ciência de sua nomeação, caso não
apresente escusa, o perito deverá:

d) apresentar, em cinco dias, proposta de honorários.

Comentários: Art. 464. A prova pericial consiste em exame, vistoria ou avaliação.

§ 2o Ciente da nomeação, o perito apresentará em 5 (cinco) dias:

I - proposta de honorários;

II - currículo, com comprovação de especialização;

III - contatos profissionais, em especial o endereço eletrônico, para onde serão dirigidas as
intimações pessoais.

 À luz do Código de Processo Civil e da doutrina pertinente, julgue o item a seguir, acerca
dos recursos extraordinário e especial. Ressalvada a possibilidade de oposição de
embargos de declaração, será irrecorrível a decisão do Supremo Tribunal Federal que
não conhecer do recurso extraordinário por considerar que a questão constitucional
arguida pelo recorrente não atende à repercussão geral.

Certo.

Comentários: O enunciado da questão está correto, ao teor do art. 1.035, caput, do Código de
Processo Civil:

"Art. 1.035. O Supremo Tribunal Federal, em decisão irrecorrível, não conhecerá do recurso
extraordinário quando a questão constitucional nele versada não tiver repercussão geral, nos
termos deste artigo."

Com relação aos embargos de declaração esses são cabíveis em qualquer instância e decisão,
ainda que não preenchidos seus requisitos, ocasião em que serão rejeitados, já que seu objetivo
é o melhoramento das decisões judiciais.

Inclusive há decisões no sentido de ser possível o ajuizamento de embargos declaratórios contra


decisão que reconheça ausência de repercussão geral em Recurso Extraordinário:

"Ementa: RECURSO. Embargos de declaração. Interposição contra decisão que reconhece


repercussão geral da matéria e reafirma jurisprudência da Corte. Omissão e contradição.
Embargos de declaração acolhidos. Verificadas omissão quanto à inversão do ônus da
sucumbência e contradição entre a ementa e o dispositivo do acórdão, devem ser corrigidas em
embargos declaratórios. (STF - RE: 642682 SP, Relator: Min. CEZAR PELUSO (Presidente), Data
de Julgamento: 29/03/2012, Tribunal Pleno, Data de Publicação: ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-
082 DIVULG 26-04-2012 PUBLIC 27-04-2012)"

 Foi interposto, no tribunal de origem, um recurso especial, oportunidade na qual o vice-


presidente daquele tribunal, após a juntada das contrarrazões, admitiu o apelo e o
encaminhou ao Superior Tribunal de Justiça. Nessa situação hipotética, conforme o
Código de Processo Civil, o vice-presidente do tribunal cometeu um erro procedimental,
porque ele não poderia examinar a admissibilidade do recurso; mas, como,
posteriormente, o processo foi encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça, não houve
nulidade a ser declarada, ante a ausência de prejuízo.

Errado

Comentário: Aqui o erro da questão assente na impossibilidade de Juízo de admissibilidade pelo


relator, o que não é verdade, o relator no recurso especial após a juntada de contrarrazões
realizará o Juízo de admissibilidade, ao teor do art. 1.030, inciso V, do CPC:

Art. 1.030. Recebida a petição do recurso pela secretaria do tribunal, o recorrido será intimado
para apresentar contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias, findo o qual os autos serão
conclusos ao presidente ou ao vice-presidente do tribunal recorrido, que deverá:

(...)V – realizar o juízo de admissibilidade e, se positivo, remeter o feito ao Supremo Tribunal


Federal ou ao Superior Tribunal de Justiça, desde que:

a) o recurso ainda não tenha sido submetido ao regime de repercussão geral ou de julgamento
de recursos repetitivos;

b) o recurso tenha sido selecionado como representativo da controvérsia; ou

c) o tribunal recorrido tenha refutado o juízo de retratação.

Gabarito: Errado.

 A respeito da repercussão geral da questão constitucional e do mandado de


segurança, julgue o item que se segue. Situação hipotética: Ao verificar que o
impetrante criou obstáculos ao normal andamento do processo, o juiz decretou, de
ofício, a perempção da liminar concedida. Assertiva: Nessa situação, agiu
erroneamente o juiz, que violou direito garantido constitucionalmente.

O enunciado da questão está errado, pois fere frontalmente o art. 8º, da Lei 12.016/2009, Lei
do Mandado de Segurança:

"Art. 8o Será decretada a perempção ou caducidade da medida liminar ex officio ou a


requerimento do Ministério Público quando, concedida a medida, o impetrante criar obstáculo
ao normal andamento do processo ou deixar de promover, por mais de 3 (três) dias úteis, os
atos e as diligências que lhe cumprirem."

Gabarito: Errado.

 Em caso de paralisação do processo por período superior a um ano em razão da


negligência de ambas as partes, as despesas e os honorários serão pagos pela parte
que tiver dado causa à ação.

Errado.

Comentário: O enunciado encontra-se incorreto, uma vez que o código preconiza o seguinte:

"Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando:

I - indeferir a petição inicial;


II - o processo ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes;

III - por não promover os atos e as diligências que lhe incumbir, o autor abandonar a causa por
mais de 30 (trinta) dias; (...)

§ 1o Nas hipóteses descritas nos incisos II e III, a parte será intimada pessoalmente para suprir
a falta no prazo de 5 (cinco) dias.

§ 2o No caso do § 1o, quanto ao inciso II, as partes pagarão proporcionalmente as custas, e,


quanto ao inciso III, o autor será condenado ao pagamento das despesas e dos honorários de
advogado." (grifo nosso).

Assim se o processo ficar paralisado por um ano por negligência das partes as partes pagarão
proporcionalmente as custas, e não as despesas dos honorários de advogado, que somente será
devida em caso de o autor não promover atos ou diligências que lhe incumbir por mais de trinta
dias.

Gabarito: Errado.

 Cabe reclamação constitucional para garantir a observância de precedente proferido


em julgamento de casos repetitivos.

Errado

Comentários: A questão encontra-se errada pois na redação original da Lei 13.105/2015, havia
a previsão de que a reclamação constitucional caberia para garantir a observância de
precedente proferido em julgamento de casos repetitivos.

Todavia, a Lei 13.256/2016 extirpou tal hipótese, dando a seguinte redação ao art. 988, §5, inciso
IIº, do CPC:

"Art. 988 (...)§ 5º É inadmissível a reclamação: (Redação dada pela Lei nº 13.256, de 2016)
(Vigência)

I – proposta após o trânsito em julgado da decisão reclamada; (Incluído pela Lei nº 13.256, de
2016) (Vigência)

II – proposta para garantir a observância de acórdão de recurso extraordinário com repercussão


geral reconhecida ou de acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário ou
especial repetitivos, quando não esgotadas as instâncias ordinárias."

Gabarito: Errado.

 Admite-se a assunção de competência quando o julgamento de remessa necessária


envolve relevante questão de direito com grande repercussão geral e sem repetição
em múltiplos processos, devendo o relator propor que o julgamento se dê por turma
definida pelo regimento interno. Resposta Certo

Comentários: O enunciado da questão está correto, seguindo a literalidade do art. 947, caput e
§1º, do Código de Processo Civil:
"Art. 947. É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso, de remessa
necessária ou de processo de competência originária envolver relevante questão de direito, com
grande repercussão social, sem repetição em múltiplos processos.

§ 1o Ocorrendo a hipótese de assunção de competência, o relator proporá, de ofício ou a


requerimento da parte, do Ministério Público ou da Defensoria Pública, que seja o recurso, a
remessa necessária ou o processo de competência originária julgado pelo órgão colegiado que
o regimento indicar." (grifo nosso).

Gabarito: Certo.

 A reconvenção poderá: a) ser conexa com o fundamento da defesa.

Comentários: CPC, Art. 343. Na contestação, é lícito ao réu propor reconvenção para manifestar
pretensão própria, conexa com a ação principal ou com o fundamento da defesa.

 É meio autônomo de impugnação da sentença: e) Ação Rescisória.

Comentários:

 Quanto ao incidente de desconsideração da personalidade jurídica, é correto afirmar:


c) será resolvido por decisão interlocutória.

Comentários:

a) ERRADA: Art. 134, §2º do CPC - Dispensa-se a instauração do incidente se a desconsideração


da personalidade jurídica for requerida na petição inicial, hipótese em que será citado o sócio
ou a pessoa jurídica.

b) ERRADA: Art. 134, caput, do CPC - O incidente de desconsideração é cabível em todas as fases
do processo de conhecimento, no cumprimento de sentença e na execução fundada em título
executivo extrajudicial.

c) CERTA: Art. 136, caput, do CPC - Concluída a instrução, se necessária, o incidente será
resolvido por decisão interlocutória.

d) ERRADA: Art. 134, §2º do CPC - Dispensa-se a instauração do incidente se a desconsideração


da personalidade jurídica for requerida na petição inicial, hipótese em que será citado o sócio
ou a pessoa jurídica.

e) ERRADA: Art. 134, §3º do CPC - A instauração do incidente suspenderá o processo, salvo na
hipótese do §2º.

 É prescindível a manifestação das partes acerca de fundamento utilizado em sentença


por juiz, quando se trata de matéria a ser decidida de ofício. Errado

Comentários: RESPOSTA '' ERRADO ''


TRATA-SE DA LITERALIDADE DO CPC.OBSERVE: Art. 10. O juiz não pode decidir, em grau algum
de jurisdição, com base em fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes
oportunidade de se manifestar, ainda que se trate de matéria sobre a qual deva decidir de ofício.

 É vedado lançar nos autos cotas marginais ou interlineares, as quais o juiz mandará
riscar, impondo a quem as escrever multa correspondente: d) à metade do salário
mínimo

RESPOSTA LETRA '' D ''. TRATA-SE DA LITERALIDADE DO CPC.OBSERVE:

Art. 202. É vedado lançar nos autos cotas marginais ou interlineares, as quais o juiz mandará
riscar, impondo a quem as escrever multa correspondente à metade do salário-mínimo.

 Sobre o pedido no Direito Processual Civil, assinale a alternativa INCORRETA.

a) É lícito formular mais de um pedido, alternativamente, para que o juiz acolha um deles.

b) O pedido deve ser determinado. É lícito, porém, formular pedido genérico em situações em
que o próprio código admite.

c) É lícito formular mais de um pedido em ordem subsidiária, a fim de que o juiz conheça do
posterior, acolhendo o anterior.

d) O pedido deve ser certo. Compreendem-se no principal os juros legais, a correção monetária
e as verbas de sucumbência, inclusive os honorários advocatícios.

Comentários: RESPOSTA LETRA '' D ''. VAMOS ANALISAR CADA ALTERNATIVA.OBSERVE O QUE
DIZ O CPC:

LETRA A) CERTA. Art. 326,Parágrafo único. É lícito formular mais de um pedido,


alternativamente, para que o juiz acolha um deles.

LETRA B) CERTA. Art. 324. O pedido deve ser determinado.§ 1o É lícito, porém, formular pedido
genérico: (...)

LETRA C) ERRADA. Art. 326. É lícito formular mais de um pedido em ordem subsidiária, a fim de
que o juiz conheça do posterior, quando não acolher o anterior.

LETRA D)CERTA. Art. 322. O pedido deve ser certo. § 1o Compreendem-se no principal os juros
legais, a correção monetária e as verbas de sucumbência, inclusive os honorários advocatícios.
DIREITO CIVIL

 Assinale a alternativa CORRETA:

b) Decorrido um ano da arrecadação dos bens do ausente, ou, se ele deixou representante ou
procurador, em se passando três anos, poderão os interessados requerer que se declare a
ausência e se abra provisoriamente a sucessão.

Comentário:

 Sobre condomínio, assinale a alternativa INCORRETA:

a) O proprietário que tiver direito a estremar um imóvel com paredes, cercas, muros, valas ou
valados, tê-lo-á igualmente a adquirir meação na parede, muro, valado ou cerca do vizinho,
embolsando-lhe metade do gasto havido com a obra.

Comentário:

 Sobre bens, analise as afirmativas a seguir:

I – Considera-se bem imóvel o direito à sucessão aberta.

II – Os bens naturalmente divisíveis podem tornar-se indivisíveis por determinação da lei ou por
vontade das partes.

III – Constitui universalidade de direito o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas
ou não de valor econômico.

IV – Os bens públicos dominicais não podem ser alienados.

V – Perdem o caráter de imóveis os materiais provisoriamente separados de um prédio, para


nele se reempregarem.

Assinale a alternativa CORRETA: d) Apenas as afirmativas III, IV e V estão incorretas.

Comentários:

 Julgue o item a seguir, acerca de pessoa jurídica e desconsideração de sua


personalidade, direitos da personalidade e prova do fato jurídico, de acordo com o
disposto no Código Civil: É exclusiva a legitimidade do Ministério Público para
promover a extinção de fundação cuja finalidade, designada pelo instituidor, tiver se
tornado ilícita, impossível ou inútil.

Errado.

Comentários: O enunciado encontra-se errado, já que a legitimidade do Ministério Público é


concorrente e não exclusiva, ou seja outros interessados podem promover a extinção de
fundação que desviou-se de sua finalidade, conforme art. 69, do Código Civil:

"Art. 69. Tornando-se ilícita, impossível ou inútil a finalidade a que visa a fundação, ou vencido
o prazo de sua existência, o órgão do Ministério Público, ou qualquer interessado, lhe
promoverá a extinção, incorporando-se o seu patrimônio, salvo disposição em contrário no ato
constitutivo, ou no estatuto, em outra fundação, designada pelo juiz, que se proponha a fim
igual ou semelhante." (grifo nosso). Gabarito: Errado.
 Julgue o item a seguir, acerca de pessoa jurídica e desconsideração de sua
personalidade, direitos da personalidade e prova do fato jurídico, de acordo com o
disposto no Código Civil. Situação hipotética: Em ação de investigação de paternidade
foi demonstrado que o réu investigado, o qual se recusou a realizar o exame de DNA,
manteve relacionamento íntimo com a mãe do autor. Diante da recusa do investigado,
o magistrado considerou a referida conduta como suficiente para suprir a prova que
se pretendia obter com o exame. Assertiva: Nessa situação, a decisão do magistrado
foi equivocada, uma vez que o réu possui direito a não produzir prova que possa lhe
prejudicar.

Errado.

Comentários: A matéria já encontra-se sumulada pelo STJ, no enunciado da Súmula 301, que
considera a negativa em realizar o exame de DNA como presunção relativa de paternidade, vale
destacar a simples negativa em realizar o exame de DNA não induz automaticamente a
paternidade, o magistrado deve considerar outros elementos para haver a referida presunção:

"Súmula 301 - Em ação investigatória, a recusa do suposto pai a submeter-se ao exame de DNA
induz presunção juris tantum de paternidade. (Súmula 301, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em
18/10/2004, DJ 22/11/2004 p. 425)"

A respeito das regras dispostas no Código Civil quanto aos negócios jurídicos e aos contratos,
julgue o item a seguir.

 A existência de encargo em negócio jurídico somente suspende a aquisição ou


exercício do direito se for expressamente imposto como condição suspensiva pela
disponente.

Certo.

Comentários: Código civil, Art. 136. O encargo não suspende a aquisição nem o exercício do
direito, salvo quando expressamente imposto no negócio jurídico, pelo disponente, como
condição suspensiva.

 Situação hipotética: Decidido a comprar automóvel ofertado por seu vizinho Pedro,
João procurou-o para fechar negócio. Em virtude de comportamento malicioso, Pedro
conseguiu fazer João pagar pelo bem quantia significativamente acima do valor de
mercado. Assertiva: Nesse caso, o comprador tem direito à invalidação do negócio
jurídico em razão da existência de dolo na conduta do vendedor.

Errado.

Comentários: Gab. ERRADO - Art. 146, CC. O dolo acidental só obriga à satisfação das perdas
e danos, e é acidental quando, a seu despeito, o negócio seria realizado, embora por outro
modo.

Conclusão: o dolo acidental não tem o condão de anular o negócio, mas apenas ao
pagamento de perdas e danos.
 De acordo com o Código Civil e considerando o entendimento doutrinário acerca das
pessoas naturais, das obrigações e da prescrição e decadência, julgue o item a seguir. A
renúncia a prazo decadencial fixado em lei somente será considerada válida se for
feita de modo expresso e na forma escrita.

Errado.

Comentários: Art. 209 do Código Civil - É nula a renúncia à decadência fixada em lei.

 Determinada entidade bancária ofereceu a um cliente a oportunidade de financiar


dívida vencida de trinta mil reais, informando que, caso não ocorresse a regularização
da situação de inadimplência, tomaria as medidas cabíveis para a inclusão do
consumidor em cadastro de devedores. Nessa situação hipotética, embora a oferta de
financiamento seja válida, a cobrança da dívida está viciada pela presença do vício de
consentimento denominado coação: ERRADO.

Comentários: O enunciado da questão está incorreto. Isso porque a inscrição do devedor em


cadastro de inadimplentes, se revela exercício legado de um direito do credor, assim não há que
se falar em coação. Além disso não há temor de dano iminente e considerável no caso em tela.

Logo a fundamentação da questão gira em torno dos art. 151 e 152, do Código Civil: "Art. 151.
A coação, para viciar a declaração da vontade, há de ser tal que incuta ao paciente fundado
temor de dano iminente e considerável à sua pessoa, à sua família, ou aos seus bens.

Art. 153. Não se considera coação a ameaça do exercício normal de um direito, nem o simples
temor reverencial." Gabarito: Errado.

 Sobre a capacidade civil, assinale a alternativa correta. d) São relativamente incapazes


os pródigos, os ébrios eventuais, os viciados em tóxicos, bem como aquele que não
possa, de forma permanente ou transitória, manifestar sua vontade

Questão que exige a literalidade da lei, bem como atenção às alterações legislativas. Assim, a
correta é a letra D, pois o art. 4 do CC prevê:

Art. 4o São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: (Redação


dada pela Lei nº 13.146, de 2015)

I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos;

II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; (Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015)

III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade;
(Redação dada pela Lei nº 13.146, de 2015)

IV - os pródigos.

 Considere o seguinte caso hipotético: João, escritor, escreveu uma biografia sobre a vida
de um político. Na referida biografia, relatou fatos de sua vida política, como acusações
de ter participado de escândalos de corrupção, e de sua vida pessoal, como casos
extraconjugais. Todos os fatos relatados na biografia, compilados e reunidos, já haviam
sido noticiados pela imprensa. A obra foi editada com uma foto do político na capa.

e) poderá requerer a condenação do autor da obra por danos morais em razão do uso não
autorizado de sua imagem para fins comerciais, bem como poderá requerer a responsabilização
do autor da biografia pelos eventuais fatos narrados de maneira abusiva, mas não poderá
requerer a retirada de circulação da obra.

 O início da personalidade civil das pessoas físicas e das pessoas jurídicas de direito
privado ocorre, respectivamente, com

a) o nascimento com vida e com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro, precedida
de autorização ou aprovação do Poder Executivo, quando necessária.
DIREITO TRIBUTÁRIO

 Considerando o disposto na Lei nº 6.830/80, analise as afirmativas a seguir:

I - A inscrição na dívida ativa, que se constitui no ato de controle administrativo da legalidade,


será feita pelo órgão competente para apurar a liquidez e certeza do crédito e suspenderá a
decadência, para todos os efeitos de direito, por 180 dias, ou até a distribuição da execução
fiscal, se esta ocorrer antes de findo aquele prazo.

II - Até a decisão de primeira instância, a Certidão de Dívida Ativa poderá ser emendada ou
substituída, assegurada ao executado a devolução do prazo para embargos.

III - A competência para processar e julgar a execução da Dívida Ativa da Fazenda Pública exclui
a de qualquer outro Juízo, inclusive o da falência, da concordata, da liquidação, da insolvência
ou do inventário.

IV - A citação pelo correio considera-se feita na data da entrega da carta no endereço do


executado, ou, se a data for omitida, no aviso de recepção, 10 (dez) dias após a entrega da carta
à agência postal.

V- O edital de citação será afixado na sede do Juízo, publicado três vezes no órgão oficial,
gratuitamente, como expediente judiciário, com o prazo de 60 (sessenta) dias, e conterá,
apenas, a indicação da exequente, o nome do devedor e dos corresponsáveis, a quantia devida,
a natureza da dívida, a data e o número da inscrição no Registro da Dívida Ativa, o prazo e o
endereço da sede do Juízo.

Assinale a alternativa CORRETA: c) Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas.

Comentários:

 Sobre isenção e anistia previstas no Código Tributário Nacional, analise as afirmativas


a seguir:

I - A isenção, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso, por despacho
da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado faça prova do
preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato
para sua concessão.

II - A anistia pode ser concedida a determinada região do território da entidade tributante, em


função de condições a ela peculiares.

III - A isenção pode ser restrita a determinada região do território da entidade tributante, em
função de condições a ela peculiares.

IV – A isenção e a anistia são modalidades de extinção do crédito tributário.

V- A anistia não abrange as infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a concede.

Assinale a alternativa correta: c) Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas.

Comentários: Vejamos as disposições do CTN:

Art. 175. Excluem o crédito tributário:


I - a isenção e II - a anistia.

Art. 176. A isenção, ainda quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que
especifique as condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica
e, sendo caso, o prazo de sua duração.

Parágrafo único. A isenção pode ser restrita a determinada região do território da entidade
tributante, em função de condições a ela peculiares.

Art. 179. A isenção, quando não concedida em caráter geral, é efetivada, em cada caso, por
despacho da autoridade administrativa, em requerimento com o qual o interessado faça prova
do preenchimento das condições e do cumprimento dos requisitos previstos em lei ou contrato
para sua concessão.

Art. 180. A anistia abrange exclusivamente as infrações cometidas anteriormente à vigência da


lei que a concede, não se aplicando:

Art. 181. A anistia pode ser concedida:

c) a determinada região do território da entidade tributante, em função de condições a ela


peculiares;

 Na entrega de mercadoria importada do exterior, considera-se ocorrido o fato gerador


do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), o
momento em que se dá

a) o desembaraço aduaneiro.

 Caso tenha alguma dúvida relativa à interpretação e à aplicação da legislação


tributária, em relação à situação concreta do seu interesse, o sujeito passivo poderá

b) formular consulta escrita.

 Foi lavrado um auto de infração visando à cobrança de Imposto Sobre Circulação de


Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), relativo a fatos geradores ocorridos em
2014. O sujeito passivo, por não concordar com a cobrança, pretende apresentar
defesa administrativa. Assinale a opção que indica o prazo correto para a defesa.

c) 30 dias, contados da data da intimação do auto de infração.

 Em uma prestação de serviço de transporte, iniciada no Estado de Rondônia e


finalizada no Estado de Mato Grosso, considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto
Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), o momento

e) do início da prestação do serviço de transporte interestadual, no Estado de Rondônia.


 As opções a seguir apresentam hipóteses em que poderá ser atribuída a terceiros a
responsabilidade pelo pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
prestação de Serviços (ICMS) devido pelo contribuinte, à exceção de uma. Assinale-a.

A pessoa natural, na condição de sócio ou administrador, de fato ou de direito, de pessoa


jurídica, quando tiver praticado ato com excesso de poder ou infração de contrato social ou
estatuto.

A pessoa natural ou jurídica que adquirir fundo de comércio ou estabelecimento comercial,


industrial ou profissional, quando o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou
atividade.

O contribuinte que realizar operação interestadual com petróleo, inclusive lubrificantes,


combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, em relação às operações subsequentes, na
condição de substituto tributário.

O transportador quanto à mercadoria por ele transportada, proveniente de outra unidade da


Federação, para entregar a destinatário incerto, no território desse Estado.

ESSA é a errada: d) A pessoa física ou jurídica que, mesmo sem habitualidade ou intuito
comercial, importar bens ou mercadorias do exterior, qualquer que seja a sua finalidade.
DIREITO
DIREITO