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Curso Sapientia

Curso Regular Extensivo – CRE 2018


Língua Portuguesa – Profª. Ivo Yonamine e Claudia Simionato
Aula 5
Material: Caderno de Aula 5

CURSO SAPIENTIA - CADERNO DE AULA 5

Revisão das aulas anteriores

Funções da Linguagem

 Emotiva - função ligada à 1ª pessoa.

 Conativa - função ligada à 2ª pessoa (exemplo: música do Chico Buarque -


"apesar de você").

 Referencial - função ligada à 3 ª pessoa, para tratar de assunto.

 Metalinguística - a própria forma tomada como assunto.

 Fática - prioriza o "canal".

 Poética - função da mensagem (sinônimo de expressão; relacionada ao


significante).
Atentar-se à função poética, que é a função da mensagem. Por conta do
nome, acaba-se por pensar que a função poética só aparece em poesia, o que é
um erro! Só de existir linguagem figurada já aponta para a função poética.

A maioria dos textos, na prova, são textos com função referencial.


 Conjunções
1) Coordenativas - ligam palavras (ex.: Paulo E Maria) ou orações. Não há
relação hierárquica. Não há oração principal.
Ex.: Ana estudou e passou. => Análise da oração: são duas orações sem
relação de hierarquia.
"Ana estudou" é uma oração coordenada assindética (ou seja, sem conjunção).
E, depois, com a oração "e passou", temos uma oração coordenada sindética
(tem uma conjunção - "e"). Os verbos, em si, não se alteram,
independentemente das conjunções.

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2) Subordinativas - ligam orações. Há dependência sintática. Há oração


principal.
Nas conjunções subordinativas, temos as seguintes categorias:
a) Conjunções integrantes: iniciam as orações subordinadas substantivas =>
Exemplo: Espero QUE ele venha. NÃO tem função sintática!

b) Conjunções subordinativas adverbiais: NÃO confunda "porquanto" (é


causal; o verbo fica no indicativo) com "conquanto" (concessiva - mesmo
sentido de "embora", portanto, verbo vai para o subjuntivo)!
Exemplos: conquanto; posto que (seja); a despeito de (apesar de);
malgrado (ainda que); não obstante.

Pérola de aula 1: "Nas coordenadas, você não tem oração principal. Quando eu
dizia que elas são coordenadas e vocês vincularem isso à ideia de uma
oposição à subordinadas, é porque a coordenada não tem desnível, não tem
uma dependência sintática em relação à anterior. ” (13:29 -13:43 - explicação
sobre a diferença entre orações coordenadas e subordinadas).

Pérola de aula 2: "'Posto que', que o pessoal sempre confunde. Lembra já do


subjuntivo: "posto que seja assim". Não é "posto que é"; é "posto que seja". E
eu sempre brinco porque o pessoal sempre fala do poema do Vinícius ("posto
que é chama")" (22:26-22:47 - explicação da conjunção subordinativa adverbial
"posto que").

Sujeitos
Se o sujeito é composto e vem antes do verbo, necessariamente, o verbo
vai concordar em número com esse sujeito (concorda com os dois núcleos).
Se o verbo vem antes dos dois núcleos, há duas opções: ou concorda
com o núcleo mais próximo (concordância atrativa - "Saiu o pai e o filho") ou
concorda com os dois núcleos juntos (concordância gramatical - "Saíram o pai e
o filho").
Há a possibilidade de o verbo ficar no singular, mesmo quando o verbo
está depois dos sujeitos. Isso acontece nos casos de gradação de ideias ("nem
um dia, nem uma semana, nem um mês bastavam/bastava"), de sujeito formado
por sinônimos ("o amor e o carinho tornou-se/tornaram-se uma obsessão") ou de
casos com infinitivo ("trair e coçar é só começar"/"competir e ganhar faz parte
do esporte"). No caso do infinitivo, especialmente, é obrigatório o uso do
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singular (o verbo não vai para o plural), no entanto, se houver infinitivos


antônimos, há a possibilidade de ficar no singular e no plural.

Sujeito indeterminado acontece quando não se quer identificar o sujeito


ou quando não se sabe quem é o sujeito. Acontece na 3ª pessoal do plural (ex.:
Roubaram meu carro). A outra possibilidade é com o "se" como índice de
indeterminação do sujeito, após um verbo transitivo indireto (ex.: Precisa-se de
funcionários), após verbo intransitivo (ex.: Vive-se bem em Brasília), ou após verbo
de ligação (ex.: Anda-se triste).

ATENÇÃO: Não confunda o "se", do índice de indeterminação do sujeito, com o


"se" referente à partícula apassivadora (neste caso, há sujeito simples
determinado, de forma que o verbo concorda com o sujeito). Lembre-se de
que, na voz passiva analítica, o agente da passiva pode estar presente ou não
(na voz passiva sintética, o agente da passiva nunca está presente).
Sujeito inexistente faz referência aos verbos impessoais (não há sujeito!).
Os verbos ficam sempre no singular. Verbo "haver" (com sentido de "existir"),
verbo "fazer" (indicando tempo climática e cronológico) são os verbos
impessoais. Vale apontar que, os verbos auxiliares dos verbos impessoais
também ficam no singular!
Há locuções que ficam sempre no singular com sentido impessoal:
Bastar de
Chegar de
Passar de
Tratar-se de

=> Questões feitas durante a aula:


TESTE - Concordância com Verbos Impessoais
1 - Assinale a alternativa em que a concordância do verbo grifado está correta:
a) Mesmo que se tratem de pessoas honestas, exija um fiador.
b) É importante que haja muitas faculdades de Letras. => VERBO
HAVER COM SENTIDO DE EXISTIR!
c) Espero que, em fevereiro, façam dias menos ventosos.
d) Haviam quatro semanas que o navio estava no porto.
e) Se não houverem imprevistos, chegaremos amanhã.

2 - Assinale a alternativa em que a concordância do verbo grifado está errada:


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a) Onde você andava? Fazem mais de três horas que a espero. =>
VERBO "FAZER" É IMPESSOAL, NA PRESENTE ORAÇÃO.
b) Talvez houvesse soluções melhores do que aquela.
c) Você não acha que basta de provocações?
d) Vão terminar acontecendo coisas desagradáveis
e) Haviam ocorrido vários acidentes naquele local.

3 - Assinale a alternativa em que a concordância do verbo grifado está errada


a) Acho que devem bastar duas colheres de açúcar.
b) Há de haver outras saídas.
c) Hão de existir outras saídas.
d) Podem tratar-se de vírus desconhecidos. => AUXILIAR NÃO DEVE
VARIAR!
e) Deve passar das quatro horas.
*Há de haver = Haverá

4 - Assinale a alternativa em que o verbo grifado deve ser pluralizado, a fim de


que a concordância verbal fique correta:
a) Em fevereiro deverá fazer dias melhores.
b) Espero que haja sobrado algumas cervejas. => "SOBRAR" NÃO É UM
VERBO IMPESSOAL.
c) Já começa a haver esperanças.
d) Aqui nunca havia feito verões tão rigorosos.
e) Não pode haver hesitações

5 - Este ano ................... as festas que ..................., que eu não comparecerei a


nenhuma.
a) pode haver – haver
b) podem haver – haverem
c) pode haver – houver
d) pode haver – houverem
e) podem haver - houver

6 - No domingo, ................... seis meses que as aulas começaram; pode-se dizer


que só ................... trinta dias para as férias.
a) fará – falta
b) farão – falta
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c) fará - faltam => "FALTAR" NÃO É IMPESSOAL. VARIA NORMALMENTE.


d) faz – falta
e) fazem - faltam

7 - Não ................... condições para se ................... os trabalhos; mesmo que as


..................., era tarde.
a) havia - recomeçar – houvessem
b) haviam - recomeçarem – houvessem
c) haviam - recomeçar – houvesse
d) haviam - recomeçar – houvessem
e) havia - recomeçarem – houvesse

8 - ................... ainda muitos dias para que ele volte? Afinal, ................... bem uns
dois meses que ele foi viajar.
a) Faltará - deve fazer
b) Faltará - devem fazer
c) Faltarão - devem fazerem
d) Faltarão - devem fazer
e) Faltarão - deve fazer

9 - Já ................... muitos anos que só ................... ruínas das construções que


................... nesta cidade.
a) fazem - existe – haviam
b) fazem - existe – havia
c) fazem - existem – haviam
d) faz - existem – havia
e) faz - existem – haviam

10 - Todos os parafusos que ................... demais naquele relógio, noutros


................... falta. ................... dez anos que a queixa era a mesma.
a) havia - fazia – Havia
b) havia - faziam – Havia
c) haviam - faziam – Haviam
d) haviam - fazia – Haviam
e) haviam - faziam – Havia