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Iniciativa da CNI - Confederação Nacional da Indústria

Iniciativa da CNI - Confederação Nacional da Indústria

Iniciativa da CNI - Confederação Nacional da Indústria
Iniciativa da CNI • Confederação Nacional da Indústria , SÉRIE ENERGIA- GERAÇÃO, TRANSMISSÃO EDISTRIBUIÇÃO

Iniciativa da CNI Confederação Nacional da Indústria

, SÉRIE ENERGIA- GERAÇÃO, TRANSMISSÃO EDISTRIBUIÇÃO , ELETRICA PREDIAL E INDUSTRIAL
,
SÉRIE ENERGIA- GERAÇÃO, TRANSMISSÃO EDISTRIBUIÇÃO
,
ELETRICA
PREDIAL E
INDUSTRIAL

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA - CNI

Robson Braga de Andrade

Presidente

DIRETORIA DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA - DIRET

Rafael Esmera/do Lucchesi Ramacciotti

Diretor de Educação e Tecnologia

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL - SENAI

Conselho Nacional

Robson Braga de Andrade

Presidente

SENAI - Departamento Nacional

Rafael Esmera/do Lucchesi Ramacciotti

Diretor Geral

Gustavo Leal Sal es Filho

Diretor de Operações

Iniciativa da CNI - Confederação Nacional da Indústria

Iniciativa da CNI - Confederação Nacional da Indústria

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© 2018. SENAI - Departamento Nacional

© 2018. SENAI - Departamento Regional da Bahia

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cânico, fotocópia, de grava ção ou outros, somente será permitida com pr év ia autorização,

por escrito, do SENAI.

Esta publicação foi elaborada pela Equipe de Inovação e Tecnologias Educacionais do SENAI da Bahia, com a coordenação do SENAI Departamento Nacional, para ser utilizada por todos os Departamentos Regionais do SENAI nos cursos presenciais e a distância .

SENAI Departamento Nacional Unidade de Educação Profissional e Tecnológica - UNIEP

SENAI Departamento Regional da Bahia 1novação e Tecnologias Educacionais - ITED

FICHA CATALOGRÁFICA

S491m

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional. Manutenção elétrica predial e industrial I Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, Departamento Nacional, Departamento Regional da Bahia - Brasília: SENAl/DN, 2018.

126 p.: il. - (Série Energia - Geraçã o , Transm issão e Distribuição) .

ISBN 978-855050296-0

1. lnstaJações elétricas. 2. Manutenção predial. 3. Manuterção industrial. 4. Manutenção elétrea. 1. Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.

li. Departamento Nacional. Ili. Departamento Regional da Bahia IV. Manutenção elétrica predial e industrial. V. Série Energia- Geração, Transmissão e Distribuição.

CDU: 621. 3191

SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem 1ndustrial Departamento Nacional

Sede Setor Bancário Norte · Quadra 1 · Bloco C • Edifício Roberto Simonsen • 70040-903 · Brasília - DF • Tel.: (Oxx61 ) 3317 -9001 Fax: (Oxx61 ) 3317-9190 • http:/ / www.senai.br

Lis a de i1ustrações

Lis a de i 1ustrações

Figura

1 - Planejamento e controle da manutenção

 

18

Figura

2 - FI uxo das atividadles

do PCM

0

19

Figura

3 -

Fluxo

das

atividades

do planejamento da manutenção

20

Figura 4 -

Fluxo das atividades da programação da manutenção

21

Figura

5 - FI uxo das atividades

de controle da manutenção

22

Figura

6

-

Inspeção visual em painéis elétricos

 

25

Figura

7

- Verificando o nível de tensão das instalações

 

26

Figura 8 - Evolução da manutenção

 

32

Figura 9 - Ferramentas estratégicas

 

,

33

Figura 1O- Benchmarking

 

33

Figura

11 -

Ciclo PDCA

 

,

34

Figura

1 2 -

Princípio de Pa reto

 

,

35

Figura

13-

Os pilares da TPM

,

,

36

Figura

14 - Tipos de manutenção

,

u

37

Figura

15

-

Manutenção

corretiva não planej ada

 

38

Figura 16 -

Manutenção _preventiva

 

,

39

Figura 17 -

Manutenção preventiva em painéis elétricos

 

40

Figura

18

-

Conceito da manutenção preditiva

 

H ••••• 41

Figura

19

-

Manutenção preditiva em motores elétricos

 

,

42

Figura

20 -

Conceito da manutenção detectiva

,

44

Figura

21 -

Painel com lâmpadas de sinalização

 

,

44

Figura

22

-

Custo dos tipos de manutenção vs resultados

 

46

Figura

23

-

Instrumentos de controle da manutenção

47

Figura

24 -

Modelo

de SSM

 

48

Figura

25 -

Modelo

de Ordem de Serviço

 

48

Figura

26 - Técnico preenchendo relatório de inspeção

 

,

49

Figura

27 - Software ERP

 

,

, 49

Figura

28 -

29-

30

Confiabilidade

 

, 50

Figura

Ciclo da manutenção baseado na confiabilidade

 

,

55

Figura

- Técnico fazendo testes em painel elétrico

 

61

Figura 31 -

Corrente elétrica nominal

 

,

62

Figura

3 2

-

Sobrecorrente

 

,

63

Figura 33 -

Sobrecarga

 

,

, 64

Figura

34

-

Extensões e filtro de linha para tomadas

,

u

•••••• 64

Figura

35 -

Fluxo de atividades para identificar sobrecarga

 

,

65

Figura

36 -

Lei de Joule

,

, 68

Figura

37 -

Sobreaquecimento em painel elétrico

 

,

69

Figura

38

-

Inspeção termográfica em instalações

elétricas

,

, 72

Figura 39 ·- Termômetro infravermelho

, 72

Figura

40

-

Centelhamento/ arco elétrico

 

73

Figura 41 -

Centelhamento durante a abertura dos contatos de um relé

74

·Figura

Figura

42

-

-

Condutor isolado

 

75

43

Falha na isolação por emenda malfeita

75

Figura 44 -

Medição dia resistência de isolamento em condutores

77

Figura

45

- Testando a isolação de um motor

79

Figura 46 -

Resistência de isolação do motor por um período de tempo

79

Figura 47 -

Danos físicos e materiais provocados por um curto-circuito

-

80

Figura

48

Princípio de incêndio provocado por um curto - circuito

81

Figura

49

-

Diagrama unifilar

-

Painel elétrico

82

Figura

50

-

Diagrama unifilar - Seletividade

 

83

Figura 51 - Seletividade por níveis de corrente

,

84

Figura

52 -

Seletividade

por tempo

84

Figura 53 - Seletividade por níveis de corrente e tempo

85

Figura

54-

Escada rolante

-

88

Figura

55

Fasímetro e sequencímetro

89

Figura 56 -

Análise de

vibração

90

Figura

57

-

Análise

de

ruídos

91

Figura 58 - Dependência do homem com os instrumentos de medição

95

Figura

59-

Medição de temperatura com termômetro i nfravermelho

97

Figura

60

-

Imagem real vs imagem térmica

98

Figura

61 -

Inspeção com termovisor em painéis elétricos

99

Figura 62 - Medição com analisador de energia

100

Figura

63

-

Megôhmetro

analógico

102

Figura

64

-

Megôhmetro

digital

103

Figura 65 -

Meio ambiente

107

Figura

66 -

Poluição na praia de Bali, Indonésia

108

Figura 67 - Lixeira para coleta seletiva

11 O

Gráfico 1 - Manutenção preditiva

41

Quadro

1 -

Competência das pessoas

24

Quadro 2 - Comparação entre as manutenções corretiva não planejada, preventiva e preditiva

43

Quadro

3 - FMEA -

Ponto da falha

52

Quad.ro 4 - FMEA - Aná.lise da falha

52

Quadro

5

-

Componentes NPR

53

Quadro

6 -

FMEA - Ação da manutenção

54

Quadro 7 - FMEA

Quadro 8 - Instrumentos de medição

Quadro 9 - Megôhmetros

Quadro 1O- Tipos de materiais recicláveis

Quadro 11 - Descarte adequado

54

67

78

109

111

Tabe la 1 - FMEA - Avaliação de risco

,

u

• •••• • 53

Tabela 2

- Temperaturas características dos cabos em função do material da isolação

 

70

Tabe la 3 - Valores mínimos de resistência de isolamento

H

77

Tabela 4 - Pontos de conexão em Tensão Nominal igual ou inferior a 1 kV (220/ 127)

86

Tabela 5

- Pontos

de

conexão

em

Tensão Nominal igual ou inferior

a 1 kV (380/ 220)

,

86

Tabe l a 6

- Pontos

de

conexão

em

Tensão Nominal

superior a 1 kV e inferior a 69 kV

.,

87

Tabela 7 - Limites para os desequilíbrios de tensão

u

87

Sumário

Sumário

1 lntrodução

13

2 Elementos de manutenção elétrica

17

2.1 Planejamento, programação e controle da manutenção

18

2.1.1 Planejamento da manutenção

20

2.1.2 Programação da manutenção

21

2.1.3 Controle da manutenção

22

2.2 Aplicação conforme norma da ABNT de instalações elétricas em baixa tensão (ABNT N BR 541 O)

······l···

24

3 Manutenç,ão

31

3.1 Conhecimento de gestão

 

33

3.2 Manutenção produtiva total

"

35

3.3 Tipos de manutenção

37

3.3.1 Manutenção corretiva

 

u

37

3.3.2 Manutenção

preventiva

38

3.3.3 Manutenção preditiva

 

40

3.3.4 Manutenção

detectiva

0

43

3.3.5 Engenharia de manutenção

 

46

3.4 Instrumentos de controle da manutenção

 

47

3.5 Confiabilidade: análise de falhas e defeitos, falha humana, análise de riscos, prevenção e

correção de fa 1has

50

3.5.1

Análise do modo e efeito de falha - FMEA

51

3.5.2 Falha h.umana

 

.,

55

3.6 Técnicas de desmontagem de equipamentos das instalações elétricas

56

4 Técnicas de análise de falhas em instalações elétricas

 

61

4.1 Identificação de sobrecargas em circuitos

 

"

62

4.1

.1 Co .rrente nominal

··················· 19·······

1

,

62

4.1

.2

Sobrecorrente ····················································-································

································1······63

 

4.1

.3

Sobreca r ga

63

4.1.4

Instrumentos de medição

67

4.2 Identificação de sobreaquecimento em componentes e circuitos

 

68

 

4.2.1 Temperatura

 

69

4.2.2 Sobretemperatura

71

4.2.3 Instrumento de medição

71

4.3 Verificação de centelhamento

73

4.4 Ealha de isolação (fuga de corrente)

u

75

 

4.4.1

Identificação da falha de isolação

76

4.5 Resistência de isolamento

 

,

78

4.6

Falhas elétricas (curto-circuito franco/ por impedância)

80

4.7

Seletividade dos dispositivos de proteção dos circuitos elétricos

82

4.8 Condições

4.9 Sequência

4.1 OAnálise de vibrações

e valores nominais de trabalho

de fase (inversão)

4.

11 An á 1i se d e ruíd os

5 1nstrumentos de medição

5.1 Temperatura: pirômetros

(s ub/s obre/ desequilíbrio/tensão)

86

88

89

90

95

96

5. 1.1 Termômetro infravermelho ·················································································~··················96

5 .1.2 Termovi so r

97

 

5.2 Energia: analisador de energ,ia

99

5.3 Megôhmetro

102

6

Meio ambiente

107

6.1 Tipos de materiais reciclados

108

6.2 Descarte adequado

111

Referências

115

Minicur·rículo do autor

121

Índice

123

Prezado aluno,

t com grande satisfação que o Serviço Nacional de Aprendizagem lndustriial (SENAI) traz o

livro didático de Manutenção Elétrica Predial e Industrial.

Este livro tem como objetivo levar o aluno a desenvolver capacidades técnicas relativas à

manutenção de sistemas elétricos prediais e industriais, bem como capacidades sociais, orga-

n·izativas e metodológicas, de acordo com a atuação do técnico no mundo do trabalho.

Nos capítulos a seguir, veremos conceitos, procedimentos e normas voltadas à área de ma-

nutenção com o intuito de instruir o aluno sobre os elementos que englobam a manutenção elétrica e elucidar as técnicas para análise de algumas falhas em instalações elétricas, utilizan-

do instrumentos de medição e conhecimentos técnicos que irão auxiliar no dia a dia da manu- tenção. Será apresentado também como a manutenção pode auxiliar o meio ambiente através

da identificação dos tipos de materiais recicláveis e o descarte adequado.

Este livro visa proporcionar ao aluno conteúdo técnico necessário que permita planejar e,

executar manutenções em equipamentos e i nstalações elétricas, bem como identificar falhas através de técnicas e instrumentos adequados para evitar danos ou prejuízos às instalações

elétricas.

Por fim, esta unidade curricular servirá para despertar suas capacidades sociais, organizati-

vas, metodológicas e técnicas. Queremos que você esteja preparado e capacitado para execu-

tar a manutenção elétrica predial e industrial. Os estudos desta unidade curricular lhe permiti - rão desenvolver:

CAPACIDADES SOCIAIS, ORGANIZATIVAS EMETODOLÓGICAS

a) Cumprir normas e procedimentos;

b) Identificar diferentes alternativas de solução nas situações propostas;

c) Manter-se atualizado tecnicamente;

d) Ter capacidade de análise;

• MANUTENÇilo ELÉTRICA PREDIAL EINDUSTRIAL

e) Ter senso crítico;

f) Ter senso investigativo;

g) Ter visão sistêmica;

h) Aplicar procedimentos técnicos;

i) Demonstrar organização;

j) Estabelecer prioridades;

k) Ter responsabilidade socioambiental;

1) Comunicar-se com clareza;

m) Demonstrar atitudes éticas;

n) Ter proatividade;

o) Ter responsabilidade;

p) Trabalhar em equipe.

CAPACIDADES TÉCNICAS

a) Aplicar estratégias para a execução da manutenção, considerando as diferenças individuais da equipe;

b) Aplicar normas técnicas, de qualidade, de saúde e segurança no trabalho, e de preservação am- biental;

c) Aplicar novas tecnologias;

d) Aplicar técnicas de manutenção conforme procedimentos;

e) Aplicar técnicas de negociação tendo em vista a realização da manutenção;

f) Cumprir plano de manutenção preditiva;

g) Cumprir procedimento de controle de sistemas elétricos prediais e industriais;

h) Fazer as correções necessárias;

i) Fazer ensaios de conformidade e funcionalidade de acordo com as normas;

j)

Fazer inspeção visual em sistemas elétricos;

k)

Identificar e interpretar grandezas elétricas;

1)

Identificar e interpretar sistemas elétricos;

m) Identificar materiais, componentes, instrumentos, ferramentas e equipamentos;

n) Identificar normas regulamentadoras e técnicas;

o) Identificar os defeitos;

p) Identificar os riscos;

q) Identificar sequência de operação;

1 INTRODUÇAO •

r) Indicar, no projeto, as alterações para atualização dos documentos técnicos, inclusive por meio de croqui;

s) Interpretar diagramas elétricos;

t) Preparar a área de trabalho para a manutenção de sistemas elétricos prediais e industriais, de acordo com os procedimentos estabelecidos;

u) Programar o reparo com os setores envolvidos;

v) Reconhecer princípios de eletricidade;

w) Reconhecer princípios de funcionamento do sistema elétrico;

x) Reconhecer princípios de qualidade, segurança, saúde e meio ambiente;

y) Reparar componentes danificados dos sistemas elétricos prediais e industriais;

z) Reparar os circuitos elétricos prediais e industriais;

aa) Substituir componentes danificad,os dos sistemas elétricos;

ab) Utilizar software específico de monitoramento dos sistemas elétricos prediais e industriais;

ac) Verificar o funcionamento dos componentes.

Lembre-se de que você é o principal responsável por sua formação e isso inclui ações proativas, como:

a) Consultar seu professor-tutor sempre que tiver dúvida;

b) Não deixar as dúvidas para depois;

c) Estabelecer um cronograma de estudo que você cumpra realmente;

d) Reservar um intervalo para quando o estudo se prolongar um pouco mais.

Bons estudos!

Elementos de manutenção elétrica O técnico em eletrotécnica pode atuar em diversos seguimentos da energia

Elementos de manutenção elétrica

O técnico em eletrotécnica pode atuar em diversos seguimentos da energia elétrica, inclu-

sive na área de manutenção, que cada vez mais tem se modernizado e utilizado a tecnologia para inovar técnicas e instrumentos capazes de auxiliar na rotina de trabalho.

Deste modo, a manutenção tem motivado diversos profissionais a se atualizar. Por isso, convido-o a fazer o mesmo através da leitura deste livro.

A manutenção surgiu quando houve as primeiras necessidades de reparo s a partir da me-

canização da indústria.

 

Segundo Vianna

(2002),

a manutenção industrial surge efe -

 

0

 

tivamente como função do organismo produtivo no século XVI, com a aparição dos primeiros teares mecânicos, época

1

CURIOSIDADES

que indica o abandono da produção artesanal e do sistema econômico feudal.

 

(Fonte: VIANA, 2002).

 

Inicialmente, os reparos eram executados pelos próprios operadores. Depois, os gestores

das indústrias visualizaram que era preciso uma alternativa para manter o crescimento da pro-

dução, tendo sempre equipamentos disponíveis para executar o trabalho.

Foi neste momento que surgiu o setor de manutenção.

Desde o surgimento do setor dedicado apenas à manutenção até os dias atuais, a indústria

vem passando por diversas mudanças influenciadas diretamente pelo avanço da tecnologia.

A manutenção acompanha esta evolução tecnológica e conquista cada vez mais importân-

cia motivada pela necessidade das indústrias em melhorar a qualidade dos produtos, diminuir custos, aumientar a disponib~lidade e confiabilidade dos equipamentos.

A figura a seguir ilustra o setor de planejamento e controle da manutenção moderna, o

PCM.

• MANUTENÇilo ELÉTRICA PREDIAL EINDUSTRIAL

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Figu ra 1 - Planejamento e controle da manutenção Fon te : SENAI DR BA, 2018.

Nesse sentido, diante da importância da manutenção e com a utilização crescente de energia elétrica para funcionamento dos equipamentos, houve a necessidade das indústrias em organizar o setor de ma- nutenção elétrica e ter profissionais qualificados para realizar atividades específicas, para manter os equi- pamentos funcionando adequadamente e com segurança.

No cenário atual da manutenção, é importante que o profissional tenha, além do conhecimento téc- nico, noções organizacionais do setor. Assim, serão abordados neste capítulo procedimentos para o pla-

nejamento, programação e controle da manutenção das instalações elétricas, como também, aplicações

conforme a norma ABNT NBR 541 Opara as instalações elétricas de baixa tensão.

2.1 PLANEJAMENTO , PROGRAMAÇÃO E CONTROLE DA MANUTENÇÃO

O setor de manutenção tem uma área específica para planejamento, programação e contro,le da manu- tenção conhecido como PCM (Planejamento e Controle da Manutenção).

O PCM g 1 erencia as atividades da manutenção determinando as prioridades, recursos, procedimentos,

disponibilidad e do s equi-

cu stos e ind i cadores dos serviço s com o propó sito d e garantir a confi abilidad e e pamentos.

A demanda de serviços da manutenção é proveniente de solicjtações de serviço de manutenção (SSM), planos de manutenção, inspeções e emergências que surgem na operação.

Por exemplo, no início da sua jornada de trabalho, o técn ,ico encontra no setor de manutenção soli - citações de operadores para reparar equipamentos que não estão funcionando perfeitamente, além de atender chamados de operadores ou usuários de equipamentos que apresentam defeito e pararam de

2

ELEMENTOS OE MANUTENÇÃO ELÉTRICA

funcionar repentinamente, interferindo na produção da fábrica ou no desenvolvimento de alguma ativi- dade, e fazer as inspeções programadas que constam no plano de manutenção para realizar naquele dia .

O PCM deve avaliar todas as demandas solicitadas e executar os serviços de maneira planejada, progra - mada, analisando os custos envolvidos e principalmente os impactos na produtividade.

O PCM atua resumidamente conforme o fluxograma a seguir para execução dos serviços:

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Figu ra 2 - Fluxo das atividades do PCM Fonte: SENAI DR BA, 2018.

As demandas iniciais do setor de PCM são as solicitações de manutenção da operação e os planos de manutenção da engenharia. Desta forma, o PCM inicia suas atividades realizando a programação dos ser-

viços de acordo com a criticidade e, em seguida, realiza a programação conforme disponibilidade dos recursos necessanos.

,

.

Durante a execução dos serviços, é feito o 1 gerenciamento e, ao término., o setor faz o controle do serviço realizado.

Para ter mais informações sobre a organização da manutenção, consulte: VIANA, Her-

Para ter mais informações sobre a organização da manutenção, consulte: VIANA, Her-

bert. PCM: planejamento e controle da manutenção. Rio de Janeiro: Qua litymark, 2002.

bert. PCM: planejamento e controle da manutenção. Rio de Janeiro: Qua litymark, 2002.
da manutenção. Rio de Janeiro: Qua litymark, 2002. 1 SAIBA ~' MAIS ~ A atuação do

1 SAIBA ~' MAIS

~

A atuação do PCM é fundamenta l para o bom desempenho e organização da manutenção, tendo cada etapa a sua devida importância. Desta maneira, a seguir serão detalhados os procedimentos realizados

durante as etapas de planejamento, programação e controle.

• MANUTENÇilo ELÉTRICA PREDIAL EINDUSTRIAL

2.1.1 PLANEJAMENTO DA MANUTENÇÃO

O planejamento da manutenção das instalações elétricas é um processo administrativo executado pelo

PCM com o objetivo de analisar a viabilidade técnica e econômica, a criticidade e a prioridade dos serviços.

Desta maneira, é possível organizar as ações, entender as necessidades e criar uma estratégia eficiente para minimizar os custos com a manutenção e aumentar a disponibilidade dos equipamentos.

O fluxograma a seguir exemplifica as etapas para o planejamento de um serviço que surgiu a partir de

uma solicitação de serviço de manutenção por um operador:

1UM&~c:.O1 SElotDE A- çÃO ~ DASW PLAT•AlllilllU ~ l_fE , R _CCM_ o _ MlrORla
1UM&~c:.O1
SElotDE
A-
çÃO
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PLAT•AlllilllU
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Fig ura 3 -

Fluxo das atividades do planejamento da manutenção Fonte: SENAI DR BA~2017.

O planejamento da manutenção inicia a partir de uma solicitação de serviço de manutenção (SSM) que

é enviada ao setor relatando algum problema nas instalações.

A manutenção avalia a SSM e caso seja procedente inicia uma ordem de serviço (0.S.) para investigar,

organizar as atividades e, por fim , avaliar se há urgência na execução do serviço.

2

ELEMENTOS OE MANUTENÇÃO ELÉTRICA

Caso haja urgência, a manutenção pode s 1 er iniciada. Caso contrário, o PCM classifica e programa a exe- cução das atividades de acordo com a criticidade do serviço.

O planejamento dos serviços que serão executados pela manutenção é fundamental para garantir a execução das atividades de forma organizada e priorizando os serviços mais críticos, objetivando maior

disponibilidade dos equipamentos e segurança dos técnicos durante a realização da manutenção.

-

-

2.1 .2 PROGRAMAÇAO DA MANUTENÇAO

A programação da manutenção das instalações elétricas refere-se à análise da disponibilidade dos re-

cursos, como: mão de obra, ferramentas, máquinas e materiais necessários para execução da manutenção.

O fluxograma a seguir ilustra as etapas que compreendem a programação da manutenção:

as etapas que compreendem a programação da manutenção: M.UMCllllCtOAOE ENCW1RNA<R>EM ~~M 1~~ 1 ~t. 5EllltlE

M.UMCllllCtOAOE

ENCW1RNA<R>EM

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Hl_ Nl_N
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PM>CliDllB«Oi

Figu ra 4 -

Fluxo d as atividades da programação da manutenção Fonte: SENAI DR BA, 2018.

Após a fase de planejamento, o PCM inicia a programação dos serviços analisando a disponibilidade dos recursos.

Caso haja recursos, a manutenção é iniciada, caso contrár1io, o PCM deve acompanhar os procedimen- tos de compra de materiais, disponibilidade de equipamentos, ferramentas e/ou recursos humanos para programar e iniciar o serviço.

• MANUTENÇilo ELÉTRICA PREDIAL EINDUSTRIAL

Durante ,a execução dos serviços, o PCM gerencia as atividades e dá suporte aos executantes, anteci- pando possíveis demandas que surjam durante o processo, garantindo a execução do serviço no prazo e com os recursos previstos.

-

2.1 .3 CONTROLE DA MANUTENÇAO

O PCM realiza o controle da manutenção das instalações elétricas através da análise crítica do serviço executado, ou seja, o setor avalia se o serviço foi realizado conforme planejado e programado, identifican- do possíveis desvios que ocorreram durante a sua execução.

Desta forma, são obtidos indicadores confiáveis que possibilitem a gestão das práticas de manutenção

e uma melhoria contínua dos processos de trabalho.

O fluxogrrama a seguir ilustra as etapas de controle da manutenção das instalações elétricas.

de controle da manutenção das instalações elétricas. u.J5AAQi.E W 'DlllU.MflMr.UI osmcos 5EIOODE I W I

u.J5AAQi.E W

'DlllU.MflMr.UI

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elétricas. u.J5AAQi.E W 'DlllU.MflMr.UI osmcos 5EIOODE I W I J I E I Q O <'

5EIOODE

IWIJIEIQO

<' *I ilO' ç

I W I J I E I Q O <' *I ilO' ç Figura 5 -

Figura 5 - Fluxo das atividades de controle da manutenção Fo nte: SENAJ DR BA; 2018.

Mesmo após a execução da manutenção, o PCM continua analisando o serviço que foi executado com

a intenção de levantar informações para avaliar o desempenho da manutenção e poder intervir nos pro-

cedimentos, caso necessário, para melhorar os principais indicadores e, consequentemente, aumentar a produtividade.

Por exemplo, nesta etapa, o setor verifica se o serviço foi executado no tempo planejado, se cumpriu a programação, o tempo médio para realizar o reparo, se houve retrabalho, qual foi o tempo médio entre a falha anterior deste mesmo equipamento e outros.

2

ELEMENTOS OE MANUTENÇÃO ELÉTRICA

2 ELEMENTOS OE MANUTENÇÃO ELÉTRICA • CASOS E RELATOS Profissionalizar e organizar a manutenção Uma fábrica

CASOS E RELATOS

Profissionalizar e organizar a manutenção

Uma fábrica de confecção de roupas operava há 1Oanos sem nenhuma prática de manutenção nas instalações e equipamentos.

Frequentemente, ocorriam paradas na produção da fábrica por falta de manutenção nas máquinas de costura, máquina de estampa e por queda na energia elétrica. Desta forma, a fábrica já estava ten-

do prejuízos devido à queda da produção. Foi neste momento que o proprietário da fábrica resolveu contratar uma empresa especializada em manutenção.

Durante o período em que a empresa de manutenção realizou as inspeções e investigações iniciais para conhecer as instalações, constatou que não haviam registros de manutenção dos equipamen-

tos e que a única prática de manutenção que existia na fábrica era a do "quebra-conserta", ou seja, apenas manutenção corretiva, o que elevava os custos, devido à perda da produção, profissionais

ociosos e gasto para conserto dos equipamentos.

A empresa de manutenção inicialmente criou o setor de PCM na fábrica com a contratação de um

profissional que iria planejar, programar e controlar todas as atividades necessárias para manuten- ção. Posteriormente, a empresa de manutenção fez inspeções visuais e ensaios em toda a instalação

elétrica para identificar todos os problemas.

Após identificados os problemas nas instalações elétricas a empresa de manutenção fez as i nterven-

ções necessárias e passou a fazer manutenção periodicamente, inclusive, nas máquinas de costura e

de estampa seguindo as recomendações dos fabricantes.

Desde então, a fábrica passou a ter lucros, pois aumentou a produção, reduziu consideravelmente os

custos com manutenção corretiva e parada da produção.

A atuação do PCM é fundamental para garantir a eficiência da manutenção através do planejamento,

programação e controle dos serviços utilizando profissionais capacitados, padrões e procedimentos de

trabalho.

Em instalações elétricas de baixa tensão, o PCM tem que seguir os critérios mínimos estabe,lecidos pela norma ABNT NBR 541 O para as atividades de manutenção, como: qualificação das pessoas, periodicidade

e rotinas de manutenção conforme será apresentado a seguir.

• MANUTENÇilo ELÉTRICA PREDIAL EINDUSTRIAL

2.2 APLICAÇÃO CONFORME NORMA DA ABNT DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM BAIXA TENSÃO

(ABNT NBR 5410)

As instalações elétricas, por utilizar diversos equipamentos e elementos que são necessários para ga- rantir o forniecimento de energia, são muito complexas.

Por isso, existem normas que estabelecem uma série de critérios e condições que as instalações devem satisfazer e a NBR 541 Oé uma delas.

A NBR 541 Oé a norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que estabelece as condições que devem seguir as instalações elétricas de baixa tensão. Conforme definido na referida norma, caracte-

riza - se como baixa tensão os circuitos elétricos alimentados sob tensão nominal igual ou inferior a 1000 Volts em corrente alternada, com frequências inferiores a 400 Hz, ou a 1SOO Volts em corrente contínua.

Com relação à manutenção, a norma da ABNT NBR 541 O estabelece os seguintes itens:

a) Periodicidade: a periodicidade da manutenção é específica a cada

ti 1 po de instalação. Neste caso,

o intervalo entre as manutenções deverá levar em consideração a importância do equipamento para a instalação, a severidade das influências externas a que é submetido e as recomendações do fabricante. Por exemplo, em equipamentos de subestações devem ser realizadas inspeções termográficas a cada 6 meses no máximo;

b) Qualificação do pessoal: as instalações elétricas deverão ser inspecionadas e sofrer interven- ções apenas por pessoas advertidas (BA4) ou qualificadas (BA5)1, conforme o quadro a seguir:

Pessoas sufi dentemente informadas ou supervi- Locais de serviço sionadas por pessoas qualificadas, de tal
Pessoas sufi dentemente informadas ou supervi-
Locais de serviço
sionadas por pessoas qualificadas, de tal forma

BA4

Advertidas

por pessoas qualificadas, de tal forma BA4 Advertidas BAS Qualificadas que l hes permite evitar os

BAS

Qualificadas

que l hes permite evitar os perigos da eletricida-

de (pessoal de manutenção e/ou operação)

Pessoas com conhecimento

técnico ou experiência tal que lhes

permite evitar os perigos da

elet ricidade (engenheiros e

t écnicos)

Quadro 1 - Competência das pessoas Fonte: ABNT NBR 54 10, 2004, 2008.

elétrico

das pessoas Fonte: ABNT NBR 54 10, 2004, 2008. elétrico Locais de serviço elét rico fechados

Locais de serviço

elét rico fechados

1 BA4 e BAS: é um código que representa a compet ência das pessoas que irão utilizar as inst alações elét ricas, onde a primeira letra indica a categoria geral, a segunda let ra indica a nat ureza e o número indica a classe.

2

ELEMENTOS OE MANUTENÇÃO ELÉTRICA

c) Verificação de rotina : faz parte da manutenção preventiva a verificação das instalações elétricas através de inspeções visuais, conforme a figura seguinte, para identificar se os equipamentos e

componentes apresentam danos aparentes que comprometam o funcionamento adequado e a segurança. As verificações de rotina são feitas em dois momentos. No primeiro momento será

inspecionado visual mente os seguintes itens:

- Condutores: deve ser verificada a isolação dos condutores para identificar sinais de aqueci-

mento excessivo, rachaduras e ressecamento; e seus elementos de conexão, fixação e suporte para verificar folga nas conexões gerando mau contato, o estado de conservação e limpeza;

- Quadros de dist ribuição e pai n é is: deve ser verificada a integridade da estrutura mecânica

dos quadros de distribuição e painéis observando se há algum dano físico, corrosão e se seus

elementos estão em perfeito funcionamento. Internamente, todos os elementos devem ser inspecionados avaliando o estado dos contatos, ajustes, calibrações, fixação e limpeza. t im-

portante verificar se há sinais de aquecimento excessivo em algum componente;

Equipamentos móveis: deve ser inspecionado verificando o estado geral, limpeza e se há

sinais de aqueci mento excessivo. Deverá verificar, principalmente, o estado dos condutores

que alimentam o equipamento móvel.

Figu ra 6 - 1nspeçãovi sual em painéi s elé t ricos Fo n te: SENAI DR BA 2018.

A inspeção visual é uma atividade simples, mas extremamente importante para identificar falhas ou

quaisquer anomalias visíveis nas instalações elétricas e devem ser feitas com muita atenção para evitar que estas falhas se transformem em defeitos ou danos mais graves.

• MANUTENÇilo ELÉTRICA PREDIAL EINDUSTRIAL

,='.~FIQUE

~·~ALERTA

Sempre que possível, as verificações devem ser feitas com as instalações elétricas desenergizadas, garantindo uma maior segurança aos profissionais envolvidos na manutenção.

Após a inspeção visual, deverão ser realizados, no segundo momento, os ensaios nas instalações elétri- cas. Os ensaios são testes feitos, normalmente, com auxílio de instrumentos de medição para verificar se as instalações estão aptas a funcionar. Deste modo, deverão ser realizados, no mínimo, os seguintes ensaios:

- Continuidade dos condutores de proteção e das equipotencializações principal e suplementares;

- Resistência de isolamento da instalação elétrica;

- Resistência de isolamento das partes dai instalação objeto de SELV 2 , PELV 3 ou separação elétrica 4 ;

- Ensaios de funcionamento.

Caso seja identificada alguma irregularidade durante os ensaios, o ensaio deverá ser repetido após a correção do problema, inclusive, os ensaios predecessores que tenham sido influenciados.

Após realizar a inspeção visual e os ensaios, chega o momento de ser feito o ensaio geral de funciona -

mento das instalações elétricas, pelo menos, das situações de maior perigo.

Nesta etapa da verificação é importante também avaliar se os níveis de tensão estão adequados à ins- talação, conforme ilustra a figura seguinte.

à ins- talação, conforme ilustra a figura seguinte. Fig ura 7 - Ve rifi ca nd

Fig ura 7 - Ve rifi ca nd o o nível de te nsão d as Insta lações Fo nt e: Shu tte r.st ock , 20 18 .

2 SELV: sistema de ext rabaixa tensão que é elet ricamente separad o da t erra, de outros sistemas e de tal modo que a ocorrência de uma única falta não resulta em risco de choque elét rico.

3 PELV: sist ema de extrabaixa tensão que não é elet ricament e separado da terra, mas que preenche,

os requisitos de um SELV.

de modo

e q uivalent el to dos

2

ELEMENTOS OE MANUTENÇÃO ELÉTRICA

As inspeções e ensaios em instalações elétricas são importantíssimos para evitar possíveis falhas ou irregularidades que ocorram no sistema elétrico durante a sua vida útil, prevenindo que equipamentos elétricos operem fora dos seus parâmetros nominais ou que possíveis falhas ocorram provocando danos físicos às instalações ou acidentes com pessoas.

SAIBA Para ter mais informações em relação aos ensaios em instalações elétricas consulte o

SAIBA

Para ter mais informações em relação aos ensaios em instalações elétricas consulte o

MAIS

item 7.3 da Norma ABNT NBR 5410.

informações em relação aos ensaios em instalações elétricas consulte o MAIS item 7.3 da Norma ABNT

d) Manutenção corretiva: caso seja identificada alguma anormalidade durante as inspeções e en- saios nas instalações elétricas, toda a instalação ou apenas a parte afetada deverá ser desenergi- zada e a falha deverá ser corrigida por pessoas advertidas (BA4) ou qualificadas (BAS).

Aaplicação da norma ABNT NBR 541 Ona manutenção elétrica predial e industrial é generalista, deven- do ser utilizada apenas como uma referência do mínimo que deve ser feito nas instalações elétricas.

t importante destacar que o técnico deve observar as particularidades de cada componente da insta- lação elétrica e seguir as orientações do fabricante no que diz respeito à manutenção. Contudo, as reco- mendações da referida norma garantem um funcionamento adequado e com segurança das instalações elétricas de baixa tensão.

• MANUTENÇilo ELÉTRICA PREDIAL EINDUSTRIAL

• MANUTENÇilo ELÉTRICA PREDIAL EINDUSTRIAL RECAPITULANDO Aprendemos neste capítulo que o sucesso da manutenção

RECAPITULANDO

Aprendemos neste capítulo que o sucesso da manutenção depende da organização do setor através

da área de PCM que é responsável pelo planejamento, programação e controle dos serviços. Cada atividade deve ser analisada cuidadosamente e assim o sucesso do setor é traduzido em uma maior disponibilidade dos equipamentos, menor custo e consequentemente maior produtividade.

Aprendemos que o PCM é responsável por organizar todos serviços executados na manutenção e ao término dessas atividades o PCM analisa os procedimentos executados para avaliar o desempenho da manutenção através de indicadores que irão ajudar no acompanhamento de desempenho e me- lhoria contínua da manutenção.

Para manutenção em instalações elétricas de baixa tensão vimos que devemos seguir, no mínimo,

as orientações da

norma ABNT NBR 541 O que estabelece alguns critérios para manutenção, como:

periodicidade da manutenção, qualificação das pessoas envolvidas na manutenção, as verificações de rotina e a manutenção corretiva que devem ser executadas nas instalações.

2

ELEMENTOS OE MANUTENÇÃO ELÉTRICA

Manutenção, conceitualmente, significa o ato de conservar equipamentos com as caracte- rísticas originais, de modo

Manutenção, conceitualmente, significa o ato de conservar equipamentos com as caracte-

rísticas originais, de modo que estejam aptos para funcionar quando necessário ou, em caso de defeito, sejam reparados no menor tempo possível, concil~ando soluções técnicas e econô-

micas.

Porém, apenas a conservação dos equipamentos não é suficiente para garantir o sucesso,

da manutenção.

Atualmente, a gestão da manutenção e aplicação de ferramentas estratégicas como a TPM 5 ·

são alternativas mais curtas para garantir a eficiência da manutenção.

A manutenção, que inicialmente era predominantemente corretiva, através do reparo dos

equipamentos após a quebra dos mesmos, representava um alto custo operacional por ser

uma ação não planejada.

Por este motivo, acabava influenciando diretamente nos parâmetros de produtividade,

confiabilidade e qualidade do produto final.

Observou-se, então, que a solução era planejar, modernizar e atualizar a manutenção com novas técnicas como, por exemplo, as técnicas de manutenção preventiva, preditiva, detectiva

e engenharia de manutenção.

Nesse contexto de modernização os profissionais, como o técnico em eletrotécnica, que,

atuam na manutenção precisaram e precisam se atualizar frequentemente para conseguir apli - car novas técnicas e aprimorá-las buscando sempre a melhonia contínua da manutenção.

5 TPM: Termo proveniente da palavra em inglês Total Productive Maintenance que significa Manutenção Produtiva Total.

• MANUTENÇilo ELÉTRICA PREDIAL EINDUSTRIAL

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Fig ura 8 - Evolução da manutenção Fo n te: SENAI DR BA, 2018 .

Normalmente, os instrumentos utilizados para controlar as atividades da manutenção são documentos e softwares que, além de controlar e registrar todas as ações, são utilizados para transformar a rotina da manutenção em indicadores de desempenho que norteiam o PCM e fundamentam as ações do setor.

Um dos indicadores de desempenho mais utilizado na manutenção é a contiabilidade que analisa, atra- vés da aplicação de técnicas de análises de falhas, a probabilidade de ocorrer falhas em um equipamento ou sistema.

Assim, a manutenção é peça fundamental para execução das técnicas de análises de falhas, pois é ne- cessário conhecer os equipamentos, investigar as causas das falhas para que o resultado deste processo seja transformado em ações no plano de manutenção.

 

1 01

CURIOSIDADES

O termo confiabilidade na manutenção, do inglês Reliability, teve origem nas análises de falha de equipamentos eletrônicos para uso militar, du- rante a década de 50, nos Estados Unidos.

 

(Fonte: PINTO; NASCIF, 2009).

Agora, convido você a saber mais sobre manutenção.

Nas páginas a seguir serão abordados aspectos como gestão da manutenção, tipos de manutenção, TPM, instrumentos de controle da manutenção e contiabilidade. Além das técnicas de desmontagem de equipamentos das instalações elétricas.

Vamos nessa!

3.1 CONHECIMENTO DE GESTÃO

3 MANUTENÇAO •

A gestão da manutenção é o processo coordenado de atividades que visam integrar a manutenção ao processo produtivo para alcançar, através de ferramentas estratégicas, metas preestabelecidas na visão da empresa.

metas preestabelecidas na visão da empresa. Fig ura 9 - Fer ramentas estraté9icas Fonte: SHUTTERSTOCK,

Fig ura 9 - Fer ramentas estraté9icas Fonte: SHUTTERSTOCK, 20 18.

As ferramentas estratégicas são instrumentos gerenciais utilizados para conduzir as ações de uma em- presa, para que esta alcance suas metas. Algumas ferramentas estratégicas utilizadas na gestão da manu- tenção, são:

a) Benchmarking: é um processo de comparação dos principais indicadores de performance com

um nível de excelência . No caso

da manutenção, a aplicação desta ferramenta assume um foco estratégico para que a empresa

melhore seus indicadores e se torne mais competitiva no seu ramo de atuação;

uma empresa do mesmo seguimento de negócio que possui

Nossa empresa
Nossa
empresa

Figura 10 - Benchmarklng

Fonte: SENAJ DR BA, 2018.

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b) PDCA: conhecido como cicJo PDCA, é uma metodologia com ampla aplicação em diversos pro- cessos com o objetivo de solução de problemas, controle e melhoria contínua. PDCA é assim cha- mado devido aos nomes das suas etapas que são representadas pela sua letra inicial em inglês:

- P: do verbo em inglês Plan, que significa planejar em português;

- D: do verbo em inglês Do, que significa executar em português;

- C: do verbo em inglês Check, que significa verificar em português;

- A: do verbo em inglês Action, que significa agir em português, mas no contexto da metodolo- gia significa corrigir.

Ciclo PDCA

no contexto da metodolo- gia significa corrigir. Ciclo PDCA Executar planos d e ação Acompanlhar desempenho;

Executar

planos d e ação

significa corrigir. Ciclo PDCA Executar planos d e ação Acompanlhar desempenho; Verificar meta s. Localizar

Acompanlhar desempenho; Verificar meta s.

Localizar problemas; Planos de ação; Metas.

Treinar; Corrigir erros; Padronizar.

Figura 11 - Ciclo PIXA

Fonte : SENAI DR BA, 2018 .

c) Diagrama de Pareto: é um gráfico de barras que ordena as frequências das ocorrêncÍJas, da maior para a menor, facilitando a identificação dos problemas que ocorrem com maior frequência, com

o objetivo de focar os esforços nos problemas mais importantes. O Princípio de Pareto apresenta o conceito de que, na maioria das situações , 80ºA> das consequências são resultado de 20º/Ó das causas. Ou seja, são poucas causas que originam a maioria dos problemas.

3 MANUTENÇAO •

PRINCÍPIO DE PARETO

3 MANUTENÇAO • PRINCÍPIO DE PARETO 20o/o ES FORÇO 80% RESULTADOS 20% - 20o/o Figu ra
3 MANUTENÇAO • PRINCÍPIO DE PARETO 20o/o ES FORÇO 80% RESULTADOS 20% - 20o/o Figu ra
3 MANUTENÇAO • PRINCÍPIO DE PARETO 20o/o ES FORÇO 80% RESULTADOS 20% - 20o/o Figu ra

20o/o

ES FORÇO

80%

RESULTADOS

20% - 20o/o
20%
-
20o/o
DE PARETO 20o/o ES FORÇO 80% RESULTADOS 20% - 20o/o Figu ra 12 - Princípio d

Figu ra 12 - Princípio d e Pa reto Fo nte: SENAI DR BA, 2018.

Atualmente, as empresas têm exigido a profissionalização da gestão da manutenção, onde engenhei- ros com esp 1 ecialização na área ou, em alguns casos, técnicos com muita experiência são responsáveis pela gestão.

No entanto, algumas ferramentas estratégicas como PDCA fazem parte do dia a dia dos técnicos, pois a sua apl icação resulta em uma maior eficiência do seu desempenho no trabalho.

São inúmeras ferramentas estratégicas que podem ser aplicadas para permitir que a gestão da ma- nutenção alcance suas metas e faça parte das estratégias das empresas para tornar-se mais competitiva. No entanto, existem algumas ferramentas estratégicas que acabam se tornando uma filosofia estratégica, como é o caso da TPM que veremos a seguir.

3.2 MANUTENÇÃO PRODUTIVA TOTAL

A manutenção produtiva total (TPM) é uma metodologia de gerenciamento da manutenção de equi- pamentos que engloba a participação de todos os funcionários e os setores de uma empresa, para uma

mudança de postura organizacional.

Visa a melhoria das pessoas e dos equipamentos com o objetivo de manter o ambiente produtivo e com qualidade.

Na prática, a TPM tem três objetivos básicos: "quebra zero", "defeito zero" e "acidente zero".

Além disso, a manutenção produtiva total é baseada em 8 pilares com o objetivo de eliminar as causas dos defeitos, garantindo a manutenção planejada para alcançar a disponibilidade total do equipamento para a produção, conforme rnustrados na figura seguinte.

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• MANUTENÇilo ELÉTRICA PREDIAL EINDUSTRIAL Os pilares da TPM são: Ag ura 13 - Os pilares
• MANUTENÇilo ELÉTRICA PREDIAL EINDUSTRIAL Os pilares da TPM são: Ag ura 13 - Os pilares

Os pilares da TPM são:

Ag ura 13 - Os pilares d a TPM Fo nte: SHUTTERSTOCK, 2018.

a) Manutenção autônoma: é a capacitação do operador para que ele se envolva nas rotinas de manutenção do equipamento em busca do a umento da eficiência do equipamento;

b) Manutenção planejada: foca no planejamento das manutenções preventivas e preditivas obje- tivando a "quebra zero";

c) Manutenção da q u alidade: busca o controle do equipamento e dos processos, objetivando o "defeito zero" e a qualidade dos produtos;

d) Melhorias específi cas: implantar melhorias específicas para eliminar as perdas e aumentar a eficiência do equipamento;

e) Controle inicial: conjunto de atividades que visam reduzir o tempo de introdução do produto e processo;

f) Treinamento e ed u cação: busca elevar o nível de capacitação da mão de obra;

g) Segurança, saúde e meio ambiente: garantir segurança e saúde aos funcionários e evitar im- pactos ambientais;

h) Areas administrat ivas: aprimorar o trabalho administrativo, reduzindo as perdas e aumentando a eficiência dos processos administrativos.

Alguns pilares da TPM buscam a manutenção planejada e melhorias específicas. Desta forma, é ne- cessário conhecer e aplicar corretamente os tipos de manutenção para cria'r um plano de manutenção adequado e eficaz às instalações .

3.3 TIPOS DE MANUTENÇÃO

3 MANUTENÇAO •

Compõe a manutenção um conjunto de atividades planejadas ou não planejadas que são realizadas com o objetivo de manter ou recuperar as características funcionais de U1m equipamento ou sistema.

A manutenção não planejada ocorre de forma inesperada, quando há a fallha 6 de um equipamento ou

sistema, necessitando de intervenções corretivas para que o equipamento volte às suas condições normais de funcionamento. Desta forma, dizemos que a manutenção é corretiva.

A manutenção planejada depende de uma organização prévia de atividades e métodos que serão apli-

cados, além de ferramentas e mão de obra que serão necessários para evitar que ocorram falhas nos equi-

pamentos.

Neste caso, existem algumas técnicas para realizar e programar a manutenção, como as mianutenções preventiva, preditiva, corretiva planejada e d 1 etectiva.

r

1

1

MANUTENÇÃO
MANUTENÇÃO

MANUTENÇÃO

MANUTENÇÃO
MANUTENÇÃO
MANUTENÇÃO

NÃO PLANEJADA

PLANEJADA
PLANEJADA
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PLANEJADA

PLANEJADA

PLANEJADA
PLANEJADA
PLANEJADA
PLANEJADA
PLANEJADA

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MANUTENÇÃO

MANUTENÇÃO

MANUTENÇÃO

MANUTENÇÃO

MANUTENÇÃO

1

CORRETIVA

CORRETIVA

PREVENTIVA

PREDITIVA

DETECTIVA

ENGENHARIA DE MANUTENÇÃO

 

1

L-----------------------------------------~

Figu ra 14 - Tipos de manutenção Fo n te : SENAI DR BA, 20 18 .

Atualmente, está havendo uma mudança de conceito na manutenção. Essa mudança consiste em dei- xar de ficar consertando para implantar um conjunto de atividades para aumentar a confiabil idade e, as- sim, garantir a disponibilidade dos equipamentos através da engenharia da manutenção.

Nesse sentido, convido vocês para aprender um pouco mais sobre os tipos de manutençã10, suas van- tagens e desvantagens.

3.3.1 MANUTENÇÃO CORRETIVA

A manutenção corretiva é um conjunto de atividades que tem como objetivo restaurar ou corrigir as

condições de funcionamento de um equipamento para que retorne próximo às condições originais.

6 Falha: é o término da capacidade de um item desempenhar a função requerida {ABNT NBR 5462, 1994).

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A manutenção corretiva é aplicada em dois momentos: no momento da manutenção não planejada, que acontece quando ocorre a falha do equipamento e no momento da manutenção planejada, que acon- tece quando há a diminuição do desempenho de funcionamento dos equipamentos, observado através do monitoramento de um parâmetro até um limite preestabelecido.

No entanto, quando a manutenção ocorre de maneira não planejada, ou seja, após a falha do equipa-

mento, interrompendo a produção sem uma programação, como ilustra a figura seguinte, causa prejuízos enormes às empresas e perda da qualidade do produto.

enormes às empresas e perda da qualidade do produto. Figura 15 - Manutenção corretiva não planejada

Figura 15 - Manutenção corretiva não planejada Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.

As principais características da manutenção corretiva quando ocorre de maneira não planejada, são :

a) Redução da disponibilidade dos equipamentos;

b) Diminuição da vida útil dos equipamentos;

c) Paradas em momentos indesejados e inesperados causando prejuízos à empresa;

d) Perda da qualidade do produto;

e) Aumento no custo da manutenção.

Apesar do avanço das técnicas e métodos na manutenção~é impossível eliminar completamente a ma- nutenção corretiva não programada, pois em muitos casos ainda não é possível prever o momento exato que uma falha irá ocorrer nos equipamentos. Entretanto, a aplicação da manutenção preventiva evita as ações não planejadas, conforme será abordado a seguir.

3.3.2 MANUTENÇÃO PREVENTIVA

3 MANUTENÇAO •

A manutenção preventiva tem o objetivo de prevenir defeitos que possam ocasionar a falha ou dimi- nuir o desempenho de funcionamento dos equipamentos em operação.

Esta é uma manutenção que atua de maneira programada, através de um plano de manutenção elabo- rado previamente, baseado em intervalos de tempo definidos, estudos estatísticos, orientação do fabrican-

te, local de instalação e outros fatores que interfiram diretam ente no funcionamento dos equipam entos.

Figura 16 - Manutenção preventiva Fon te : SENAI DR BA, 2018.

Para que a manutenção preventiva seja produtiva e eficaz, é necessário criar um plano de manutenção

com uma equipe de profissionais capacitados, para realizar o planejamento e controle de todas as ações.

Além disso, é necessário criar um mapa de rotinas e organizar uma biblioteca com a documentação dos

equipamentos, como: manuais, catálogos, desenhos atualizados e histórico de intervenções.

A manutenção preventiva, quando bem executada, garante a integridade dos equipamentos e tem

como principais benefícios:

a) Redução do número de intervenções corretivas não planejadas;

b) Redução do custo da manutenção corretiva;

c) Maior disponibilidade dos equipamentos;

d) Conservação da vida útil do equipamento.

• MANUTENÇilo ELÉTRICA PREDIAL EINDUSTRIAL

Agu ra 17 -

.,

Ma n ute nção p revent iva em pai néi s elétr icos Fo nte: SHUTTERSTOCK, 2018.

Entretanto, quando há intervenção em equipamentos que estão funcionando bem, existe o risco de in-

troduzir defeitos através da falha humana, falha das peças sobressalentes ou procedimentos inadequados.

Portanto, as desvantagens da manutenção preventiva são:

a) Inserção de defeitos nos equipamentos;

b) Gasto na substituição de um componente que está funcionando bem.

Apesar das desvantagens a manutenção preventiva é muito aplicada nas rotinas das manutenções e quando bem aplicada tem resultados extremamente eficientes.

3.3.3 MANUTENÇÃO PRED ITIVA

A manutenção preditiva, assim como a manutenção preventiva, tem o olbjetivo de prevenir defeitos

que possam ocasionar a falha dos equipamentos em operação.

Porém, a manutenção preditiva atua através do monitoramento de parâmetros, permitindo a operação

dos equipamentos continuamente por um maior período possível.

A prática da manutenção preditiva é aplicada em equipamentos que permitem o monitoramento de

parâmetros e que os custos envo lvidos justificam a aplicação deste tipo de manutenção.

Esta manutenção permite monitorar o equipamento em pleno funcionamento através de medições de

parâmetros (vibração, corrosão, temperatura e outros) que podem ter sua progressão acompanhada.

A partir da determinação de um limite seguro para o estado ou condição operacional do parâmetro

monitorado, é planejada a intervenção no equipamento, ou seja, uma manutenção corretiva planejada.

3 MANUTENÇAO •

A figura a seguir ilustra a execução da manutenção preditiva através do monitoramento de temperatura utilizando a análise termográfica.

de temperatura utilizando a análise termográfica. Fig ura 18 - Conceito da manutenção preditiva Fonte: SH

Fig ura 18 - Conceito da manutenção preditiva Fonte: SH UTTERSTOCK 1 2018.

A determinação de um limite seguro para o parâmetro monitorado é crucial para impedir a ocorrência

de falhas aleatórias e paradas indesejáveis na produção, ao mesmo tempo, permite planejar a manutenção

corretiva no equipamento.

o 19-- Tempo de planejamento da intervenção --- .r:. e QJ performance esperada - -
o
19-- Tempo de planejamento da intervenção
---
.r:.
e
QJ
performance esperada
-
- -
---------
o E r--~
QJ
Vl
OJ
"'O
nível de alarme
-
-
------
- -
nível admissível
procurado
- -
1
1
1 •-acompanhamento
preditivo
1
1
+
t,
t 2
t 3
tempo

----- Manutenção corretiva planejada

Manutenção preditiva

Gráfico 1 - Manutenção pred l tiva Fo n te: SENAI DR BA, 2018.

• MANUTENÇilo ELÉTRICA PREDIAL EINDUSTRIAL

A manutenção preditiva tem como principais benefícios em relação à manutenção preventiva:

a) Operação contínua do equipamento por maior tempo possível;

b) Maior disponibilidade dos equipamentos;

c) Maior intervalo entre as manutenções;

d) Menor custo com sobressalentes.

entre as manutenções; d) Menor custo com sobressalentes. Fig ura 19- Manutenção predltiva em motores e

Fig ura 19- Manutenção predltiva em motores e létricos Fonte: SHUTTERSTOCK, 20 18.

Entretanto, em comparação com a manutenção preventiva, a manutenção preditiva tem um custo para a implantaç,ão do sistema de medição e monitoramento. Desta forma, os custos devem ser avaliados e justificados para a sua implantação.

devem ser avaliados e justificados para a sua implantação. Corretiva não planejada Correção das falhas Aleatórios

Corretiva não planejada

para a sua implantação. Corretiva não planejada Correção das falhas Aleatórios Intervenção/

Correção das falhas

Corretiva não planejada Correção das falhas Aleatórios Intervenção/ substituição sem progra-

Aleatórios

Intervenção/ substituição sem progra-

mação

- Redução da disponibi- lidade dos equipamen-

tos;

-

Diminuição da vida

útil dos equipamentos; - Paradas em momen-

tos indesejados e ines-

perados causando pre-

juízos à empresa;

Perda da qualidade do produto;

-

-

Aumento no custo da

manutenção.

perados causando pre- juízos à empresa; Perda da qualidade do produto; - - Aumento no custo

3 MANUTENÇAO •

3 MANUTENÇAO • Preventiva Evitar ocorrên- eia de falhas - Horas de operação; - N° de

Preventiva

Evitar ocorrên- eia de falhas

- Horas de

operação; - N° de opera- ções;

-Tempo decor-

rido (dias).

Intervenção/

substituição em intervalos

programados

- Redução do número

de intervenções corre-

tivas não planejadas;

- Redução do custo da

manutenção corretiva;

- Maior disponibmda-

de dos equipamentos;

- Conservação da vida

- Inserção de defeitos

nos equipamentos;

- Gasto na substituição

de um componente que está funcionando

bem.

Intervenção/ Determinado
Intervenção/
Determinado

Preditiva

Evitar ocorrên-

pelo estado

ou condição

substituição determinada pelo estado

útil do equipamento.

-Operação continua do equipamento por

maior tempo possível;

- Maior disponibilida-

de dos equipamentos;

- Custo para implanta-

ção do sistema de me-

eia de falhas

do

parâmetro

ou

condição

- Maior intervalo entre

dição e monitoramento dos parâmetros.

monitorado.

do

parâmetro

as manutenções;

monitorado.

- Menor custo com

sobressalentes.

õ e s ; monitorado. - Menor custo com sobressalentes. Quadro 2 - Comparação entre as

Quadro 2 - Comparação entre as manutenções corretiva não planejada, preventiva e predltiva Fonte SENAI DR BA, 2018.

Atualmente, o plano de manutenção aplicado em instalações elétricas é essencialmente manutenção preventiva com a inserção das técnicas preditivas gradativamente, principalmente através da utilização de análise termográfica.

-

3.3 .4 MANUTENÇAO DETECTIVA

Manutenção detectiva é aplicada, exclusivamente, em sistemas de proteção, comando e controle etem o objetivo de detectar falhas ocultas que não são perceptíveis ao pessoal de operação e manutenção.

Este tipo de manutenção vem sendo muito utilizado em função da inclusão da instrumentação de co- mando, controle e automação em diversos processos prediais e industriais.

A manut 1 enção detectiva funciona através da verificação dos itens de sistemas que foram projetados

para funcionar automaticamente e que, em caso de falhas, podem comprometer a segurança e a produção.

Na prática, a manutenção é realizada com os equipamentos em operação e após detectar uma falha oculta é realizada uma manutenção corretiva programada para corrigir a falha .

• MANUTENÇilo ELÉTRICA PREDIAL EINDUSTRIAL

• MANUTENÇilo ELÉTRICA PREDIAL EINDUSTRIAL Rgura 20 - Conceito da manutençãodetectlva Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018. Um

Rgura 20 - Conceito da manutençãodetectlva Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.

Um exemplo simples da manutenção detectiva são os botões de teste de lâmpadas de sinalização e alarmes em painéis, a exemplo da figura seguinte.

e alarmes em painéis, a exemplo da figura seguinte. Figura 21 - Painel com lãmpa dasde
e alarmes em painéis, a exemplo da figura seguinte. Figura 21 - Painel com lãmpa dasde
e alarmes em painéis, a exemplo da figura seguinte. Figura 21 - Painel com lãmpa dasde
e alarmes em painéis, a exemplo da figura seguinte. Figura 21 - Painel com lãmpa dasde
e alarmes em painéis, a exemplo da figura seguinte. Figura 21 - Painel com lãmpa dasde
e alarmes em painéis, a exemplo da figura seguinte. Figura 21 - Painel com lãmpa dasde
e alarmes em painéis, a exemplo da figura seguinte. Figura 21 - Painel com lãmpa dasde
e alarmes em painéis, a exemplo da figura seguinte. Figura 21 - Painel com lãmpa dasde

Figura 21 - Painel com lãmpa dasde si nalização

Fonte~ SHUTTERSTOCK, 2018.

Asinalização nas portas dos painéis é um indicativo do status dos equipamentos e normalmente indica se o equipamento está em operação e se há algum defeito. Caso todo o circuito de comando esteja funcio- nando perfeitamente, mas a lâmpada de sinalização esteja com algum defeito, a sinalização ou o alarme deixa de ser executado.

CASOS E RELATOS 3 MANUTENÇAO • A inclusão da manutenção detectiva Uma empresa de logística

CASOS E RELATOS

3 MANUTENÇAO •

A inclusão da manutenção detectiva

Uma empresa de logística realizava uma festa para todos os funcionários e seus respectivos fami- liares, no espaço de eventos de um edifício, para comemorar o aniversário de 1Oanos da empresa.

Durante la organização da festa, o responsável pelo evento tomou o cuidado de verificar com a ad - ministração do prédio se o local possuía gerador de energia para, em caso de falta de energia da

concessionária, não prejudicar a comemoração dos funcionários. O administrador prontamente respondeu que existia gerador e que o mesmo havia passado por uma manutenção preventiva há

pouco tempo.

Eis que durante a festa, um problema na rede de distribuição de energia elétrica na região interrom-

peu a festa e o gerador de energia, que estava programado para entrar em operação automatica- mente, não funcionou, deixando todos no escuro.

O organizador da festa se deslocou até a administração do prédio para resolver o problema,, que na - quele momento já duravam 1Ominutos, até que o gerador entrou em funcionamento manualmente

com o auxílio de um técnico da manutenção que trabalhava no prédio.

No dia seguinte, após a festa, o administrador do prédio entrou em contato com o organizador do

evento para se desculpar e informar que o gerador, como ele havia informado, estava func i onando, mas que o problema ocorreu no circuito que comanda a entrada do gerador automaticamente e por

isso teve que ser acionado manualmente.

A partir daquele dia, o setor de manutenção do prédio passou a incorporar a manutenção detectiva

no seu plano de manutenção para evitar a ocorrência de falhas ocultas em suas instalações.

Perceberam como atitudes simples ajudam na manutenção dos equipamentos, evitando danos maio- res? Por isso, é importante a implementação da manutenção detectiva nos planos de manutenção em

sistemas de proteção, controle e comando.

• MANUTENÇilo ELÉTRICA PREDIAL EINDUSTRIAL

-

3.3.5 ENGENHAR IA DE MANUTENÇAO

Engenharia de manutenção é a evolução da manutenção, uma cultura de mudanças que consiste em deixar de ficar consertando continuamente para consolidar a rotina e implantar melhorias através da apli- cação de técnicas modernas.

Pinto e Nascif (2009), destacam as principais atribuições da engenharia de manutenção:

a)

Aumentar a confiabilidade;

b)

Aumentar a disponibilidade;

e)

Melhorar a manutenibilidade;

d)

Aumentar a segurança;

e)

Eliminar problemas crônicos;

f) Solucionar problemas tecnológicos;

g) Melhorar a capacitação do pessoal;

h) Gerir materiais e sobressalentes;

i) Participar de novos projetos (interface com a engenharia);

j) Dar suporte à execução;

k)

Fazer análise de falhas e estudos;

1)

Elaborar planos de manutenção e de inspeção e fazer sua análise crítica;

m) Acompanhar os indicadores;

n) Zelar pela documentação técnica.

A figura a seguir representa a evolução da manutenção e compara os resultados obtidos em cada tipo da manutenção com os custos envolvidos.

CORRETIVA

PREVENTIVA

PREDITIVA +

ENG. DE

CORR. PLANEJADA MANUTENÇÃO

EVOLUÇÃO

RESULTADOS: D l sponl bll l dad e, Connabllldade, S~uranÇc\Melo Ambiente

Fig ura 22 - Custo d

os tipos d e ma nu tenção vs resul ta d os

Fon te: SENAJ DR BA, 2018.

3 MANUTENÇAO •

t possível perceber através da figura anterior a necessidade de evitar ao máximo a manutenção corre- tiva não planejada, como também, a necessidade de buscar evoluir até a engenharia de manutenção para obter melhores resultados.

l~ SAIBA ~J 1 MAIS Para saber mais sobre os tipos de manutenção, consulte: PINTO,

l~ SAIBA

~J

l~ SAIBA ~J 1 MAIS Para saber mais sobre os tipos de manutenção, consulte: PINTO, Alan

1 MAIS

Para saber mais sobre os tipos de manutenção, consulte: PINTO, Alan Kardec; NASCIF,

Júlio. Manutenção: função estratégica. 3. ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2009.

Visualizaram o quanto é vantajosa a engenharia de manutenção para ter melhores resultados com cus- tos menores? Então, é importante estudar a implementação deste tipo de manutenção para ter um setor eficiente.

3.4 INSTRUMENTOS DE CONTROLE DA MANUTENÇÃO

Aimplantação do plano de manutenção depende das informações que estão presentes nas rotinas das empresas. Desta forma, o setor de manutenção precisa ter instrumentos de controle para poder coletar

esses dados.

ter instrumentos de controle para poder coletar esses dados. ( t ntra da de dado s
ter instrumentos de controle para poder coletar esses dados. ( t ntra da de dado s
ter instrumentos de controle para poder coletar esses dados. ( t ntra da de dado s
ter instrumentos de controle para poder coletar esses dados. ( t ntra da de dado s
(
(

t ntra da de dados

para poder coletar esses dados. ( t ntra da de dado s Entrada de dados -

Entrada de dados

- Software ERP;

( t ntra da de dado s Entrada de dados - Software ERP; - 0 .S.

- 0 .S.

- SSM

Banco de dados de manutenção

ERP; - 0 .S. - SSM Banco de dados de manutenção Figura 23 - Instrumen tos

Figura 23 - Instrumen tos de cont ro le da manu te nção Fo nte : SENA! DR BA, 20 18 .

• MANUTENÇilo ELÉTRICA PREDIAL EINDUSTRIAL

Os principais instrumentos uti lizados para controle da manutenção são documentos e software ERP, conforme a lista seguinte:

a) Solidtação de serviço de manutenção (SSM): documento utilizado pela operação com a finali- dade de informar ao setor de manutenção alguma falha nas instalações;

SOLICITAÇÃO D E SERVI ÇO OE MAN UTE NÇÃO (SSM )

DATA

EMPRESA

IDENTIFICAÇÃO

DESCRIÇÃO

NÍVEL DE URG~NCIA

ASSINATURA

Rgura 24 - Modelo de SSM Fo n te : SENAI DR B~ 2018 .

b) Ordem de serviço (O.S.): documento utilizado para descrever, individualmente, os serviços exe- cutados pela manutenção, para qu,e seja possível gerir o setor baseado em informações como

materiais utilizados, funcionários envolvidos, duração da manutenção, atividades, causa da fa lha e outros;

ORD EM OE SERVIÇO OE MANUTEN ÇÃO (0.S )

--

REFERtNCIA

EMPRESA

EM OE SERVIÇO OE MANUTEN ÇÃO (0.S ) -- REFERtNCIA EMPRESA MATERIAIS INSTRUMENTOS EPI RISCOS Figura

MATERIAIS

INSTRUMENTOS

EPI

RISCOS

Figura 25 - Modelo de Ordem de Serviço Fo n te : SENA! DR B~ 2018 .

3 MANUTENÇAO •

c) Rela tórios de inspeção: documento utilizado pelo profissional do setor de manutenção para descrever as informações das inspeções realizadas nos equipamentos ou instalações;

inspeções realizadas nos equipamentos ou instalações; Fig u ra 26 - Técn ico preenchendo relatório d

Fig u ra 26 - Técn ico preenchendo relatório d e inspeção

Fonte: SH UTTERSTOCK, 2018.

d) Software ERP 7 : é um sistema integrado de gestão utilizado para integrar diversos setores de uma empresa com um banco de dados único. Atualmente, muito utilizado nas empresas de médio e grande porte devido à eficiência e facilidade de acesso às informações.

à eficiência e facilidade de acesso às informações. • • • • • I N V
à eficiência e facilidade de acesso às informações. • • • • • I N V

INVEtlTORY

~~~ PRODUCTIOH SERVICE - , -\.Si_ - ••
~~~
PRODUCTIOH
SERVICE
- ,
-\.Si_
-
••

PURCHASINO

HUMAN RESOURCES

Figu ra 27 - Software ERP

Fonte: SHUTTERSTOCK, 20 18.

7 ERP: significa Planejament o dos Recursos da Empresa é uma sigla proveniente do termo em Inglês Enterprise Resource Planning.

• MANUTENÇilo ELÉTRICA PREDIAL EINDUSTRIAL

Os instrumentos de controle de manutenção, além de conter informações relevantes que auxiliam a elaboração do plano de manutenção, também são úteis para gerar os indicadores de manutenção, como:

TMEF 8 , TMPR 9 , disponibilidade 10 , custo da manutenção e outros.

Estes indicadores são importantes para o setor de manutenção, pois são valores que servem de referên-

cia para que o setor busque a melhoria contínua e competitividade do setor da manutenção.

3 . 5 CONFIABILIDADE: ANÁLISE DE FALHAS E DEFEITOS , FALHA HUMANA , ANÁLISE DE RISCOS , PREVENÇÃO E CORREÇÃO DE FALHAS

Confiabilidade é a capacidade de um item desempenhar uma função requerida sob condições especifi- cadas, durante um dado intervalo de tempo (NBR 5462- 1994). t um índice (número) utilizado para controle da manutenção, que representa um estudo de todos os fatores que contribuem para a falha de um equipa- mento, instalações ou processo.

Para aumentar a confiabilidade de um equipamento ou instalação são necessárias diversas ações que se baseiam na identificação das falhas potenciais e determinação das ações necessárias para evitar a sua

A

ocorrenc1a.

ações necessárias para evitar a sua A ocorrenc1a. • Figu ra 28 - Co nfiabllidade Fonte:

Figu ra 28 - Co nfiabllidade Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018 .

8 TMEF: é um indicador da manutenção que significa Tempo Médio Entre Falhas e é proveniente do termo em inglês, MTBF, Mean

Time Between Failures.

9 TMPR: é um indicador da manut enção que significa Tempo Médio Para Reparo e é proveniente do termo em inglês MTTR,

Mean time to Repair.

1ODisponibilidade: é a capacidade de um item estar em condições de executar uma certa função em um dado instante ou durante um intervalo de tempo determinado (ABNT NBR 5462, 1994).

3 MANUTENÇAO •

Uma dessas ações é a Análise do Modo e Efeito de Falha (FMEA), muito utilizada em diversos setores, in - clusive, na manutenção. Assim, sabendo que a FMEA implica no aumento da confiabilidade, que tal apren-

dermos sobre esta ferramenta e como aplicá -la na manutenção? Vamos lá!

3.5 .1 ANÁL ISE DO MODO E EFE ITO DE FALHA - FMEA

FMEA, do inglês Failure Modes and Effects Analysis, é uma ferramenta que tem como objetivo identificar modos potenciais de falha, classificá-los de acordo com a sua importância e indicar ações corretivas, pre-

ventivas, preditivas ou detectivas que evitem a sua ocorrência.

Os principais beneficias da aplicação da FMEA para a manutenção são:

a) Analisar de forma estruturada e conceituai as falhas vivenciadas ou potenciais falhas nas instala -

ções ou equipamentos;

b) Garantir o controle das principais causas identificadas em cada modo de falha e minimizar o im-

pacto sobre a disponibilidade dos equipamentos;

c) Melhorar continuamente o plano de manutenção das instalações, através de recomendações

para evitar falhas;

d) Melhorar a eficiência da manutenção, aumentando TMEF e reduzindo o TMPR;

e) Redução dos custos da manutenção;

f) Aumento da confiabilidade e segurança das instalações e equipamentos.

A aplicação da FMEA na manutenção, normalmente, utiliza dados históricos e informações de proble-

mas que já ocorreram nos equipamentos, registrados nos instrumentos de controle da manutenção, para auxiliar na investigação das falhas e garantir qualidade na execução deste procedimento.

A FMEA é documentada em um formulário que auxilia na análise e permite que haja revisões futuras em

busca da melhoria contínua desta ferramenta.

Além disso, a FMEA deve ser executada por um grupo de especialistas da manutenção e operação que devem se reunir para discutir o ponto da falha (equipamento), realizar a análise da falha, avaliar os ricos e

propor ações para o plano de manutenção.

A lista seguinte detalha as 4 etapas que devem constar no formulário FMEA, tomando como exemplo

parte de uma análise para um transformador de potência:

a) Ponto da falha: identificar e listar os equipamentos que têm importância t écnica e/ ou financeira

para o sistema ou instalações, compreendendo as seguintes informações:

- Equipamento: i dentificar o equipamento com nome e TAG (se houver);

- Função: informar a função que o equipamento desempenha para o sistema que ele faz parte;

- Componente: identificar os componentes que podem sofrer pote ncja is falhas.

• MANUTENÇilo ELÉTRICA PREDIAL EINDUSTRIAL

Equipamento

Transformador TF-01 (Parte Ativa)

Ponto da falha

Componente

Enrolamentos

Função

Transformar o nível de tensão

Qu adro 3 - FMEA - Po nto d a falh a Fo nte: SENAJ DR BA, 2018.

b) Análise da f alha: identificar as possíveis falhas que podem ocorrer nos componentes listados, considerando os seguintes itens:

- Modos de falhas: informar como é observado o dano causado ao componente;

- Ef eitos da falha: identificar as consequências que a falha provoca no componente;

- Ca usa da f alha: identificar as possíveis causas da falha.

Análise da falha

Modos de

Falha

Efeitos de

Falha

1

Caus.a da

Falha

Sobreaquecimento

Sobreaquecimento

Elevar a t emperatura do Trafo

Sobrecarga ou fat or es externos

Sobrecarga ou fatores externos

Fa lha na isola çã o na s es piras

Curto-circuito

Rupt ura d ie lét ri ca do i solam ento

Contaminação por partículas Cu rto- ci rcu ito Ruptura dielétrica do isolamento
Contaminação por partículas

Contaminação por partículas

Cu rto- ci rcu ito

Contaminação por partículas Cu rto- ci rcu ito Ruptura dielétrica do isolamento
Ruptura dielétrica do isolamento

Ruptura dielétrica do isolamento

Resistência d e isolam ento

Perda de p otê nci a

Degradação do i solam ent o

Quadro 4 -FMEA - An álise da falh a Fo n te: SENAI DR BA. 20 18.

c) Avaliar os ri cos: analisar os riscos inerentes a cada falha , compreendendo os seguintes itens :

- Frequência: é a probabilidade de ocorrer a falha, conforme o quadro anterior;

- Severidade: é a gravidade da fa lha, conforme o quadro anterior;

- Detecção: indica o grau de facilidade para detectar a falha, conforme o quadro anterior;

3 MANUTENÇAO •

- NPR: é um índice que indica o Número da Prioridade do Risco, através do produto da Frequên- cia x Severidade x Detecção , ou seja, NPR = F x S x D.

COMPONENTE DO NPR

CLASSIFICAÇÃO

PESO

Improvável

1

Muito pequena

2a3

Frequência (F)

Pequena

4a6

Média

7a8

Alta

9a10

Apenas perceptível

1

Pouca importância

2a3

Severidade (S)

Moderadamente grave

4a6

Grave

7a8

Extremamente grave

9a10

Alta

1

Moderada

2a5

Detecção (D}

Pequena

6a8

Muito pequena

9

Improvável

10

Baixo

1a50

Médio

50a100

NPR

 

Alto

100a 200

Muito alto

200a 1000

Qu adros- Componentes NPR Fo nte: PINTO; NASCI F, 2009.

Ainda tendo como base o exemplo do transformador de potência, tem-se os seguintes índices NPR:

Avaliação de Risco

Frequência

Severidade

4

6

2

10

2

10

2

10

Detecção

4 6 2 10 2 10 2 10 Detecção , 24 3 60 3 60 3

,

24

3

60

3

60

3

60

Tabela 1 - FMEA - Avaliação de ri sco Fo nte: SENAJ DR BA, 20 18.

• MANUTENÇilo ELÉTRICA PREDIAL EINDUSTRIAL

d) Ações pa ra o pla no de manutenção: neste item são indicadas as ações que devem ser imple- mentadas no plano de manutenção para evitar a ocorrência da respectiva falha.

AÇÃO DA MANUTENÇÃO

Manute nção Predrtiva - Instal ação de sensore s+ rel é de sobrete mperatura

Manutenção Preventiva - Realizar

análise doóleo Manute nç ão Prevent iva - Realiz ar e nsaios de resistê ncia d e isolamen to, rigidez dielétr ica e

de isolamento, rigidez dielétrica e

ensaios de resistê ncia

análi se d o ól eo Manutenção Preventiva - Realizar ensaiosde resistência de isolamento

Quad ro6 - FMEA - Ação da manutenção

Fo nte: PINTO; NASCIF, 2009.

Com base nas etapas descritas, o formulá rio FMEA resultante para o exemplo do transformador deverá

ter a seguinte estrutura:

FMEA -Transformador Elétrico de Potência a Óleo

Ponto da Falha

 

Análise da Falha

Avaliação de Risco

 
           

!O

<U

   

·o

'O

o

Ação da manute ncão

Equipa-

Compo-

Modos

Efeitos

Causa

e

<QJ

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''°

"' ""'

a:

a.

mento

nente

Função

de Falha

da Falha

da Falha

:l

CT

<U

<U

z

 

QJ

>

cu

<U

e

   

1.11.

"'

 

So breaque - cimento

El eva r a

Sobre-

M anutenção Pr edit i va - I nsta lação

temperatura

carga

4

6

1

24

de sen so res + rel é de sob retempe r a- t ura

 

do Trafo