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nº. 1 - 2 -22

Trabalhos Laboratoriais

Métodos Instrumentais de Análise II

2009/2010

Maria Beatriz Quinaz Junqueiro

Eduarda Fernandes

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Métodos Instrumentais de Análise II
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nº. 1 - 3 -33

Trabalho 1 TITULAÇÃO POTENCIOMÉTRICA DE SOLUÇÕES DE


HIDRÓXIDO DE SÓDIO (NaOH) E CARBONATO DE SÓDIO
(Na2CO3) COM ÁCIDO CLORÍDRICO (HCl).

OBJECTIVO
Pretende-se com este trabalho experimental que os alunos realizem titulações potenciométricas

e tomem contacto com a noção de que a medição da variação da diferença de potencial entre

dois eléctrodos imersos no titulado em função do volume de titulante adicionado permite

verificar experimentalmente o ponto final de uma titulação.

INTRODUÇÃO
Embora os indicadores visuais sejam bastante usados na determinação do ponto final de

titulações, não fornecem grandes detalhes sobre o curso da titulação e não fornecem resultados

satisfatórios com soluções turvas ou coloridas. Os métodos potenciométricos permitem

construir a curva de titulação, determinar o ponto final e servem para soluções coloridas ou

turvas. São métodos bastante sensíveis e normalmente aplicados a uma ampla faixa de

concentração da espécie de interesse. Além disso, a instrumentação utilizada é simples e de

baixo custo, o que torna estes métodos muito importantes em Química Analítica. Numa

titulação potenciométrica a curva de titulação relaciona a diferença de potencial (E) com volume

de titulante (v) e apresenta um aspecto sigmóide. Na vizinhança do ponto de equivalência

ocorre uma variação brusca de diferença de potencial. O volume equivalente é dado pelo ponto

de inflexão da curva (Figura 1).

Figura 1

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nº. 1 - 4 -44

Devido às curvas de titulação se apresentarem normalmente rectilíneas na vizinhança do ponto

de equivalência, a determinação do volume equivalente torna-se na prática bastante difícil e

susceptível de conduzir a que se cometam grandes erros. Assim, recorre-se muitas vezes ao

traçado da curva da primeira derivada, em que o ponto de equivalência é um máximo dessa

curva, sendo o ponto final determinado graficamente a partir desse máximo. Assim calcula-se

para cada adição de titulante, a razão entre a variação de potencial e a correspondente variação

de volume de titulante adicionado (∆E/∆Vtitulante). A Figura 2.1. ilustra uma curva do tipo

descrito:

Figura 2.1. Figura 2.2.

Vequivalente Vequivalente

A precisão das determinações efectuadas a partir da curva da primeira derivada depende da

variação da diferença de potencial entre os eléctrodos na vizinhança do ponto de equivalência.

Quanto maior for essa variação, mais anguloso será o aspecto da curva e, consequentemente, a

curva apresentará praticamente uma assímptota vertical, cuja intersecção com o eixo das

abcissas define com precisão o volume equivalente.

Poderá ainda recorrer-se ao traçado da segunda derivada da curva de titulação e nesse caso o

ponto de equivalência é dado pela intercepção da curva com o eixo das abcissas (Figura 2.2.).

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nº. 1 - 5 -55

Neste trabalho realizam-se duas titulações potenciométricas, respectivamente da Amostra 1,

que contém hidróxido de sódio e da Amostra 2 que contém carbonato de sódio usando

ácido clorídrico como titulante. Para a titulação utiliza-se um eléctrodo de membrana de vidro

sensível ao protão (pH) e um eléctrodo de Ag/AgCl como eléctrodo de referência.

Figura 3

Na titulação da amostra 1 deverá ser observado um ponto de equivalência (Figura 1), enquanto

que na titulação da solução 2 deverão ser observados dois pontos de equivalência (Figura 4).

Figura 4

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nº. 1 - 6 -66

REAGENTES E MATERIAL

- 2 Pipetas volumétricas de 2,00 mL

- Auxiliar de pipetagem

- 2 Balões volumétricos de 25,00 mL

- Bureta de 25,00 mL e suporte

- Gobelé de 100 mL

- Pipetas Pasteur

- Esguicho de água desionizada

- Agitador magnético

- Barra magnética

- Potenciómetro

- Eléctrodo de vidro sensível ao H3O+

- Eléctrodo de referência Ag/AgCl

- Amostra 1: solução de Hidróxido de Sódio (NaOH) a titular

- Amostra II: solução de Carbonato de sódio (Na2CO3) a titular

- Solução titulante de Ácido Clorídrico (HCl) 0,10 M

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

- Lave o vaso de titulação (gobelé de 100 mL) e a superfície dos eléctrodos com água

desionizada.

- Pipete 2,00 mL de amostra 1 para balão volumétrico de 25,00 mL e perfaça o volume com

água.

- Coloque a solução no vaso de titulação com a barra magnética.

- Ligue a agitação que será mantida durante toda a titulação.

- Encha a bureta com solução titulante de Ácido Clorídrico (HCl) 0,10 M

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nº. 1 - 7 -77

- Proceda à titulação. Adicione volumes de titulante de 0,20 mL e anote os valores de

diferença de potencial lidos no potenciómetro. A cada adição de titulante, espere estabilizar a

medida de potencial (cerca de 15 s) e anote o valor encontrado, preenchendo na tabela de

volume adicionado vs E (mV). Adicione titulante até um total de 5,00 mL.

- Terminada a titulação retire o conteúdo do vaso e lave os eléctrodos com água desionizada.

- Proceda do mesmo modo para a amostra 2.

- No final deixe o eléctrodo de vidro sensível ao H3O+ mergulhado em HCl e o eléctrodo de

referência mergulhado em água desionizada.

APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

1. Determine o ponto de final da titulação

1.1. Através da curva potenciométrica

Trace as duas curvas de titulação em papel milimétrico. A curva de titulação é traçada marcando

em abcissas os valores de titulante adicionado (Vtitulante em mL) e, em ordenadas, os respectivos

valores de diferença de potencial entre os eléctrodos mergulhados em solução (E em mV). O

ponto final é um ponto médio da curva de titulação, sendo o correspondente volume de

titulante, o volume equivalente.

1.2. Através da 1ª Derivada

Trace as duas curvas da 1ª Derivada em papel milimétrico. O gráfico da 1ª derivada obtém-se

marcando em abcissas os valores de titulante adicionado (Vtitulante em mL) e, em ordenadas, os

respectivos valores de ∆E/∆Vtitulante. O ponto final é o ponto máximo da curva de 1ª Derivada,

sendo o correspondente volume de titulante o volume equivalente.

2. Calcule as concentrações dos aniões da amostra 1 e amostra 2.

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lha de resultados referente ao Trabalho nº. 1

Nome(s):_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

Grupo: ____________ Turma laboratorial: ____________ Data:__________________

TABELA 1: Titulação potenciométrica da amostra 1

Vtitulante (mL) E (mV) ∆E (mV) ∆Vtitulante (mL) ∆E / ∆Vtitulante

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lha de resultados referente ao Trabalho nº. 1

TABELA 1: Titulação potenciométrica da amostra 1 (cont)

Vtitulante (mL) E (mV) ∆E (mV) ∆Vtitulante (mL) ∆E / ∆Vtitulante

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lha de resultados referente ao Trabalho nº. 1

TABELA 2: Titulação potenciométrica da amostra 2

Vtitulante (mL) E (mV) ∆E (mV) ∆Vtitulante (mL) ∆E / ∆Vtitulante

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lha de resultados referente ao Trabalho nº. 1

TABELA 2: Titulação potenciométrica da amostra 2 (cont.)

Vtitulante (mL) E (mV) ∆E (mV) ∆Vtitulante (mL) ∆E / ∆Vtitulante

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Gráfico 1: Titulação potenciométrica e 1ª Derivada da amostra 1

Vequivalente =

Título exacto da amostra 1:

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Gráfico 2: Titulação potenciométrica e 1ª Derivada da amostra 2

Vequivalente =

Título exacto da amostra 2:

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Métodos Instrumentais de Análise II

Trabalho 2 ESTUDO DE UM ELÉCTRODO SENSÍVEL A IÃO NITRATO


(ESI)

OBJECTIVO
Pretende-se com este trabalho experimental que os alunos estudem as características de um

eléctrodo sensível a ião nitrato e calculem do limite prático de detecção da unidade (LPD), o

limite inferior de resposta linear (LIRL), o slope (S) e os coeficientes de selectividade

potenciométricos (KpotNO3-, X-) relativamente a outras espécies interferentes.

INTRODUÇÃO
O estudo das características de um eléctrodo sensível envolve o traçado da curva de calibração

do eléctrodo, que é um gráfico dos valores da diferença de potencial do elemento de pilha

constituído pelo eléctrodo selectivo e pelo eléctrodo de referência em função do logaritmo de

actividade (na prática, concentração) da espécie a que o eléctrodo responde. É recomendável

que os valores da diferença de potencial dos eléctrodos, E (mV) sejam marcados em ordenadas,

crescendo de baixo para cima, e que os valores de logaritmo da concentração da espécie

medida, Log C (mol.L-1) sejam marcados em abcissas.

Figura 1

Geralmente é possível distinguir-se três zonas distintas numa curva de calibração. Uma primeira

zona (A) em que o potencial do eléctrodo (diferença de potencial entre o eléctrodo indicador e

o eléctrodo de referência) se mantém constante. Uma segunda zona (B) em que o potencial do

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lha de resultados referente ao Trabalho nº.2

eléctrodo varia com a alteração da concentração do ião principal na solução, não seguindo

contudo essa variação a lei de Nernst e é muitas vezes referida como “zona de resposta não

linear”. Esta zona não é muito apropriada para a utilização do eléctrodo para fins analíticos.

Por fim, uma terceira zona (C), em que a variação do potencial do eléctrodo em função do Log

C do ião principal segue a equação de Nernst:

0, 0592
E= log( a ) ião (1)
n

em que n é a carga da espécie iónica envolvida e aião é a actividade (ou concentração) da espécie

envolvida. O ponto de passagem da zona de resposta não linear (B), para a zona de resposta

linear (C) é designado por limite inferior de resposta linear (LIRL). O ponto de

intersecção das extrapolações das zonas lineares da curva de calibração (A e C) é designado por

limite prático de detecção da unidade (LPD). O declive da recta correspondente à zona

linear (C) permite ainda a determinação do slope (S).

No presente trabalho estes três primeiros parâmetros podem ser avaliados pela adição de

solução padrão de nitrato ao vaso onde estão mergulhados os eléctrodos (ESI a nitratos e

eléctrodo de referência Ag/AgCl) e construção da respectiva curva de calibração.

Relativamente ao eléctrodo selectivo pode ainda determinar-se os coeficientes de

selectividade potenciométricos (Kpotx,y) relativamente a outras espécies interferentes que

são uma medida da capacidade que um eléctrodo selectivo tem de distinguir diferentes iões na

mesma solução. Quanto menor for o coeficiente potenciométrico de selectividade (Kpotx,y),

maior a preferência do eléctrodo pelo ião principal (x) relativamente ao ião interferente (y), isto

é, menor a intensidade de interferência. O coeficiente potenciométrico de selectividade pode

ser determinado por dois métodos, o “método da interferência fixada” e o “método das

soluções separadas”. No caso concreto deste trabalho, o coeficiente de selectividade

potenciométrico do ESI de nitratos relativamente ao ião cloreto (KpotNO3-, Cl-) avalia-se pelo

método das soluções separadas. Segundo este método, mede-se a diferença de potencial

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lha de resultados referente ao Trabalho nº.2

entre o eléctrodo selectivo e o eléctrodo de referência em duas soluções separadas: uma

contendo o ião principal, mas não contendo o ião interferente; e outra contendo o ião

interferente, mas não contendo o ião principal. Se os valores de potencial medidos forem

respectivamente E e E − o valor do coeficiente de selectividade potenciométrico


NO3− Cl

relativamente ao ião cloreto é dado por:

E − −E NO3−
log K pot

NO3− , Cl −
= Cl
(2)
s
REAGENTES E MATERIAL

- Micropipeta de 100 µL

- Micropipeta de 1000 µL

- Pipeta volumétrica de 50,00 mL

- 2 Pipetas graduadas de 5,00 mL

- Auxiliar de pipetagem

- 2 Balões volumétricos de 25,00 mL

- Gobelé de 100 mL

- Pipetas Pasteur

- Esguicho com água desionizada

- Agitador magnético

- Barra magnética

- Potenciómetro

- Eléctrodo selectivo de iões (ESI) para nitratos

- Eléctrodo de referência Ag/AgCl

- Solução de Sulfato de Sódio (Na2SO4) 0,033 M


- Solução de Nitrato de Potássio (KNO3) 0,10 M

- Solução Cloreto de Sódio (NaCl) 0,10 M

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PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
Procedimento 1 – Curva de calibração

- Lave o vaso potenciométrico (gobelé de 100 mL) e a superfície dos eléctrodos com água

desionizada.

- Pipete 50,00 mL da solução de sulfato de sódio (Na2SO4) 0,033 M para o vaso com a barra

magnética e ligue a agitação que será mantida durante toda adição da solução padrão.

- Da solução de nitrato de potássio (KNO3) 0,10 M adicione para o vaso: 10 µL; 10 µL; 20 µL; 20

µL; 20 µL; 20 µL; 100 µL; 100 µL; 100 µL; 100 µL; 200 µL 300 µL; 1000 µL; 1000 µL; 1000 µL;

1000 µL ou seja até um total de 5 mL (5000 mL).

- A cada adição, espere estabilizar a medida de potencial (cerca de 15 s) e anote o valor

encontrado, preenchendo na tabela de volume adicionado vs E (mV).

- Terminadas as adições retire o conteúdo do vaso e lave os eléctrodos com água desionizada.

pot
Procedimento 2 – Determinação de K NO3− , Cl −
(método das soluções separadas)

Leia separadamente o potencial para as seguintes soluções:

- Nitrato de potássio 10-2 M : prepare a partir da solução 0,10 M em nitrato de potássio 25,00

mL de solução 10-2 M utilizando o sulfato de sódio como diluente;

- Cloreto de sódio 10-2 M: prepare a partir da solução 0,10 M de cloreto de sódio 25,00 mL de

solução 10-2 M utilizando o sulfato de sódio como diluente.

- No final deixe os eléctrodos mergulhados na solução de nitrato de potássio 0,10M.

APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

1. Cálculo de LPD, LIRL e S

Trace em papel semi-logarítmico, o gráfico de potencial (E em mV) em função do logaritmo da

concentração em nitrato. Determine graficamente o LPD, LIRL e S.


pot
2. Cálculo de K NO− , Cl −
3

Calcule o coeficiente de selectividade potenciométrico relativamente ao anião cloreto, utilizando a

equação (2).

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lha de resultados referente ao Trabalho nº.2

Nome(s):_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

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Grupo: ____________ Turma laboratorial: ____________ Data:__________________

TABELA 1: Variação do E (mV) com adição de Nitrato de potássio

Vadicionado (µL) Vtotal (mL) [ NO3− ] (M) E (mV)

10

10

20

20

20

20

100

100

100

100

200

300

1000

1000

1000

1000

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lha de resultados referente ao Trabalho nº.2

Gráfico 1: Curva de calibração potenciométrica

1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1

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Equação da recta da zona linear da curva de calibração:

S=

LPD=

LIRL=

TABELA 2: E (mV) das soluções separadas

Soluções E (mV)

Solução 10-2 M de KNO3

Solução 10-2 M de NaCl

E Cl −
−E NO −
log K pot
− , Cl −
= 3
=
NO 3
s
K pot
− , Cl −
NO 3
=

20
M él htao d
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os Instrumentais de Análise II
de resultados referente ao Trabalho nº.7

DETERMINAÇÃO DO TEOR EM NITRATOS DE UMA ÁGUA


Tr abalho 3
POR POTENCIOMETRIA DIRECTA E PELO MÉTODO DA
ADIÇÃO PADRÃO.

OBJECTIVO
Pretende-se com este trabalho experimental que os alunos procedam à determinação de uma

espécie química numa amostra através de potenciometria directa em que se relaciona a

diferença de potencial entre eléctrodo de referência e indicador com a concentração. Pretende-

-se ainda que os alunos aprendam dois métodos de potenciometria directa: método da curva de

calibração e método da adição padrão.

INTRODUÇÃO
O azoto perfaz cerca de 80% do ar que respiramos. Como um componente essencial das

proteínas ele é encontrado nas células de todos os organismos vivos. O azoto inorgânico pode

existir no estado livre como gás, nitrito, nitrato e amónia sendo continuamente reciclado pelas

plantas e animais (Figura 1).

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lha de resultados referente ao Trabalho nº.7

Das formas bioquimicamente interconversíveis do ciclo do azoto, as que têm maior interesse no

estudo de águas e de águas residuais são o nitrato, o nitrito, a amónia e o azoto orgânico.

O nitrato ocorre em quantidades pequenas em águas superficiais, e pode atingir níveis elevados em

águas subterrâneas. Nas águas residuais em geral é encontrado pouco nitrato, excepção feita aos

efluentes do tratamento biológico.

No sistema digestivo o nitrato é transformado em nitrosaminas, que são substâncias cancerígenas.

Crianças com menos de três meses de idade possuem, no seu aparelho digestivo, bactérias que

reduzem o nitrato a nitrito. Este liga-se muito fortemente a moléculas de hemoglobina, impedindo-

as de transportarem oxigénio para as células do organismo. A deficiência em oxigénio leva a danos

neurológicos permanentes, dificuldade de respiração (falta de ar) e em casos mais sérios à morte

por asfixia. Aos seis meses de idade a concentração de ácido clorídrico aumenta no estômago,

matando as bactérias redutoras de nitrato.

Assim, fontes de água potável contendo altas concentrações de nitrato representam um grande

risco para a saúde pública. Além de poderem originar nitrosaminas cancerígenas, concentrações

superiores a 10 mg/l podem ser fatais para crianças com idades inferiores a 6 meses, pelo que se

estabeleceu este valor como limite máximo em água potável.

Analiticamente os nitratos nas águas podem ser determinados por métodos

espectrofotométricos e por potenciometria directa. Por potenciometria directa as

determinações do analito a dosear podem ser feitas pelo método da curva de calibração ou pelo

método da adição padrão.

Potenciometria directa – Método da curva de calibração

Pelo método da curva de calibração o potencial do eléctrodo indicador (comparado com um

eléctrodo de referência) é medido inicialmente em soluções padrão da espécie química a ser

determinada, cuja composição difere simplesmente na concentração da espécie química,

obtendo-se assim uma recta de calibração. Em seguida, por interpolação gráfica calcula-se a

concentração do elemento a analisar através da medida do valor da sua diferença de potencial.

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lha de resultados referente ao Trabalho nº.7

Figura 2

O potencial do eléctrodo indicador (comparado com um eléctrodo de referência) é medido

inicialmente em soluções padrão da espécie química a ser determinada; comparando-se a

medição do potencial em amostras com os dados das soluções padrões

Potenciometria directa – Método da adição padrão

Para se determinar o teor de nitratos de uma água pelo método de adição padrão procede-se

do seguinte modo: determinado o declive ou slope (S) da curva de calibração, adiciona-se um

volume conhecido de solução padrão e avalia-se a variação de potencial que ocorre após a

adição. A concentração da amostra é calculada através da expressão seguinte:

C V
C amostra
= ∆E
padrão padrão

(1)
10 (V
S
amostra
+V padrão
) −V amostra

C amostra
= concentração da amostra a determinar V amostra
= volume de amostra
C padrão
= concentração do padrão adicionado V padrão
= volume do padrão adicionado
∆E = Diferença entre os potenciais das soluções da amostra após a adição de padrão e da
amostra antes da adição do padrão

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REAGENTES E MATERIAL

- 2 Pipetas volumétricas de 1,00 mL

- Pipetas volumétricas de 25,00; 20,00; 15,00; 10,00; 5,00 e 2,00 mL

- Auxiliar de pipetagem

- 5 Balões volumétricos de 25,00 mL

- Gobelé de 100 mL

- Pipetas Pasteur

- Esguicho com água desionizada

- Agitador magnético

- Barra magnética

- Potenciómetro

- Eléctrodo selectivo de iões (ESI) para nitratos

- Eléctrodo de referência Ag/AgCl

- Solução de Sulfato de Sódio (Na2SO4) 0,033 M

- Solução de Nitrato de Potássio (KNO3) 0,10 M

- Amostra de água

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Procedimento 1 – Curva de calibração

- Lave o vaso potenciométrico (gobelé de 100 mL) e a superfície dos eléctrodos com água

desionizada.

- Usando sulfato de sódio como solvente, prepare a partir da solução de 0,10 M em nitrato de

potássio 25,0 ml de soluções padrão de acordo com a tabela seguinte:

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lha de resultados referente ao Trabalho nº.7

Volume de Solução
PADRÕES [PADRÃO] (M)
de KNO3 0,10 M

1 25,00 0,10

2 20,00

3 15,00

4 10,00

5 5,00

6 2,00

- Pipete 2,5 ml da amostra para balão de 25 ml e complete com solução de sulfato de sódio.

Seguidamente determine a diferença de potencial para as soluções dos padrões e solução da

amostra (guarde a solução da amostra para o procedimento 2).

Procedimento 2 – Método da adição padrão

- À solução da amostra diluída (25 ml) adicione 1,00 ml da solução padrão em nitrato de potássio

0,1 M e registe a variação da diferença de potencial ocorrida.

Neste procedimento terá que ter dois valores de diferença de potencial: um da amostra (25 ml) e

outro da amostra mais 1 ml de padrão (26 ml).

- No final deixe os eléctrodos mergulhados em solução de nitrato de potássio 0,10 M.

APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

1. Cálculo da concentração da amostra pelo método da curva de calibração

Trace em papel semi-logarítmico, o gráfico de potencial (E em mV) em função do logaritmo da

concentração em nitrato. A partir do potencial medido para a solução de amostra e por

interpolação gráfica, determine a concentração da amostra em nitratos. Determine a partir da

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lha de resultados referente ao Trabalho nº.7

equação da recta o valor do declive (S) correspondente à zona linear da curva de calibração.

Deverá utilizar este valor no procedimento 2.

2. Cálculo da concentração da amostra pelo método da adição padrão

A partir do declive (S) calculado em 1. e utilizando a equação (1) determine a concentração em

nitratos da amostra pelo método da adição padrão.

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lha de resultados referente ao Trabalho nº.7

Nome(s):_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

Grupo: ____________ Turma laboratorial: ____________ Data:__________________

TABELA 1: E (mV) para diferentes padrões de Nitrato de potássio

PADRÃO [ NO3− ] (M) E (mV)

1 0,10

Equação da recta da zona linear da curva de calibração:

S=

TABELA 2: E (mV) método da adição padrão

Soluções E (mV) ∆E (mV) ∆E/S

Solução de amostra

Solução de amostra+padrão

C V
C amostra
= ∆E
padrão padrão
=
10 (VS
amostra
+V padrão
) −V
amostra

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lha de resultados referente ao Trabalho nº.7

Gráfico 1: Curva de calibração potenciométrica

1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1

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lha de resultados referente ao Trabalho nº.7

DETERMINAÇÃO DO TEOR EM ÁCIDO ACETILSALICÍLICO


Tr abalho 4
EM COMPRIMIDOS POR TITULAÇÃO CONDUTIMÉTRICA

OBJECTIVO
Pretende-se com este trabalho experimental que os alunos realizem titulações condutimétricas

e tomem contacto com a noção de que a medição da variação da condutância verificada na

solução do titulado em função do volume de titulante adicionado permite verificar

experimentalmente o ponto final de uma titulação.

INTRODUÇÃO
Na condutimetria a grandeza medida é a condutância, G, (ou condutividade eléctrica) de uma

solução, que traduz a maior ou menor facilidade com que uma solução conduz a corrente

eléctrica. Em condutores electrolíticos, a corrente é assegurada por um fluxo de iões que

possuem mobilidades diferentes (λ0). Existem dois tipos de análises condutimétricas: a

condutimetria directa e as titulações condutimétricas. As medições condutimétricas directas não

são selectivas, pois qualquer ião contribui para a condutância duma solução, logo não é possível

determinar a concentração de um ião em solução. Numa titulação condutimétrica segue-se a

variação da condutância da solução em análise à medida que o reagente titulante é adicionado

de uma bureta. As titulações condutimétricas, ao contrário da condutimetria directa, permitem

a determinação da concentração de um ião em solução, uma vez que da reacção química que

ocorre entre titulante e titulado resultam alterações da quantidade de iões presentes em

solução com substituição dos iões iniciais por outros de mobilidades diferentes e portanto a

condutância da solução titulada varia.

A determinação de ácido acetilsalicílico em comprimidos pode ser efectuada por titulação

condutimétrica em que uma base forte titulante (KOH) é adicionada à amostra dissolvida,

ocorrendo a seguinte reacção:

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lha de resultados referente ao Trabalho nº.7

OCOCH3 OCOCH3

+ NaOH + H2O
COOH COO-

A curva de titulação condutimétrica do ácido acetilsalicílico, AAS (ácido fraco) com o hidróxido

de potássio (base forte) apresenta o seguinte aspecto:

No início antes da adição de titulante, como o AAS é um ácido fraco está pouco dissociado e

existe uma condutividade devida à mobilidade dos iões H+. Quando se adicionam os primeiros

volumes de KOH, há substituição dos iões H+ pelos iões de K+, e sendo a mobilidade destes

últimos menor (λ0K+< λ0H+) dá-se uma diminuição da condutância. Há medida que a titulação

progride estão presentes iões H+ e HO- e a condutividade aumenta. Finalmente após o ponto de

equivalência a adição de titulante resulta num excesso de iões HO- e K+ e a condutividade

aumenta novamente.

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– F o PM
lha de resultados referente ao Trabalho nº.7

REAGENTES E MATERIAL

- 1 Balão volumétrico de 100,00 mL

- Bureta de 25,00 mL e suporte

- 2 Gobelés de 250 mL

- Pipetas Pasteur

- Esguicho de água desionizada

- Funil de vidro

- Papel de filtro

- Vareta de vidro

- Agitador magnético

- Barra magnética

- Condutivímetro

- Célula condutimétrica
- Amostra: Comprimido de ácido acetilsalicílico

- Solução padrão de Hidróxido de Potássio (KOH) 0,10 M

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
- Disperse um comprimido de AAS em cerca de 50 ml de água num gobelé de 250 ml (a solução

fica sempre ligeiramente turva dado que o comprimido contém amido como excipiente).

- Filtre a solução para balão volumétrico de 100,00 ml e complete o volume com água

desionizada.

- Prepare uma bureta com a solução de KOH 0,1 M e registe o volume inicial na bureta.

- Transfira toda a solução de AAS para um gobelé de 250 ml, ligue a agitação que se vai manter

durante toda a titulação.

- Faça adições de 1,00 ml de titulante e anote os valores da condutividade até adição de um

total de 20,00 ml de titulante.

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lha de resultados referente ao Trabalho nº.7

- No final lave o vaso de titulação e a superfície dos eléctrodos com água e deixe a célula

mergulhada em água desionizada.

APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

Trace a curva de titulação (G, µS) em função do volume de titulante adicionado (V, mL) em

papel milimétrico e calcule a concentração de ácido acetilsalicílico por comprimido.

Nota: PM do ácido acetilsalicílico-180,2

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– F o PM
lha de resultados referente ao Trabalho nº.7

Nome(s):_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

Grupo: ____________ Turma laboratorial: ____________ Data:__________________

TABELA 1: Variação de G (µS) com adição de Hidróxido de potássio

Vadicionado (mL) Vtotal (mL) G (µS)

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lha de resultados referente ao Trabalho nº.7

Gráfico 1: Titulação condutimétrica

Vequivalente =

Título exacto da amostra:

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– FMo PM
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Trabalho 5

DETERMINAÇÃO DO TEOR EM S2O32– NUMA AMOSTRA


ATRAVÉS DE UMA TITULAÇÃO COULOMÉTRICA

OBJECTIVO
Pretende-se com este trabalho experimental que os alunos realizem titulações coulométricas e

tomem contacto com as vantagens desta metodologia relativamente às titulações volumétricas.

INTRODUÇÃO
Nos métodos coulométricos mede-se a quantidade de electricidade (carga eléctrica), expressa

em coulombs, necessária para converter quantitativamente o analito noutro estado de oxidação.

Existe uma proporcionalidade directa entre a quantidade de electricidade e o número de moles

que se reduzem, ou oxidam, aquando da passagem de corrente através de uma célula

electroquímica e por isso, a relação entre a carga e a quantidade de analito electrolisado é dada

pela LEI DE FARADAY (Equação 1):

A quantidade de electricidade ou de carga (Q) é medida em coulomb (C). O coulomb é

quantidade de carga que é transportada num segundo por uma intensidade de corrente de um

ampere. Portanto, para uma intensidade de corrente de I amperes durante t segundos, o

número de coulombs Q será dado por (Equação 2):

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– F o PM
lha de resultados referente ao Trabalho nº.7

Logo, o nº de moles do analito, N, pode ser dado pela expressão (Equação 3):

I. t F – constante de Faraday, 96485 C mol-1


N= n – nº de electrões transferidos
n.F
I – Intensidade de corrente, A
t – tempo, s

A coulometria compreende duas técnicas distintas: a coulometria com potencial electródico

controlado (coulometria potenciostática) e a coulometria com corrente constante

(coulometria amperostática, também designada por titulação coulométrica).

A titulação coulométrica envolve a geração electrolítica de um reagente titulante capaz de reagir

estequiometricamente com a espécie a determinar e baseia-se no uso de uma intensidade de

corrente constante, que passa através da célula até ao momento em que a reacção termina –

ponto final – momento este que é assinalado pelo uso de indicadores corados ou outros meios

de detecção do ponto final tais como: meios potenciométricos, amperimétricos entre outros.

A titulação coulométrica oferece vantagens sobre a volumétrica. Uma das vantagens consiste no

facto de não ser necessária a preparação e a conservação da solução-padrão, uma vez que o

reagente titulante é electroliticamente gerado na ocasião. Assim sendo, a titulação coulométrica

pode operar com reagentes instáveis que não se podem armazenar (exemplo: halogenetos).

Além disso, uma vez que é possível medir uma pequena quantidade de electricidade com uma

boa exactidão, este método é utilizado para determinação de micro e semi-microquantidades.

2−
Neste trabalho efectua-se o doseamento coulométrico do tiosulfato, S O , mergulhando dois
2 3

eléctrodos de platina aos quais se aplica uma intensidade de corrente constante de 25 mA numa

solução de iodeto de potássio. Gera-se assim electroliticamente o reagente titulante iodo I 2 :

2I- ⇄ I2 + 2e-

(1)

36
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lha de resultados referente ao Trabalho nº.7

O iodo gerado é uma partícula oxidante de força média capaz de reagir estequiometricamente
2−
com o analito a determinar ( S 2 O3 ):

I2 + 2S2O32- ⇄ 2I- + S4O62-

(2)
2−
Quando todo o tiosulfato ( S 2 O3 ) se gasta, um pequeno excesso de iodo ( I 2 ) liga-se à β-

amilose do cozimento de amido usado como indicador visual na detecção do ponto final da

titulação:

I + β − amilose 
2
→ β − amilose.I (cor azul ) 2 (3)

Sabendo que esta titulação se realiza a uma intensidade de corrente constante de 25 mA (I=

0,025 A) e que o número de electrões envolvidos no processo de eléctrodo, foi neste caso 2

(n=2) e conhecidos: F= 96485 C mol-1 e I=o tempo t (s), necessário para atingir o ponto

final, é possível determinar a partir da Equação 3, o número de moles de iodo (N), necessárias
2−
para reagir completamente com o número de moles de SO2 3 da nossa amostra.

As soluções de iodeto de potássio devem ser preparadas imediatamente antes das

determinações pois as soluções armazenadas de iodeto contêm sempre uma percentagem de



triiodeto ( I 3 ) proveniente da oxidação do iodeto, por algum iodato existente como impureza

no iodeto sólido (reacção é particularmente rápida em meio ácido) o que interferia na


2−
determinação do SO
2 3 devido à ocorrência da reacção seguinte:

I3- + 2S2O32- ⇄ 3I- + S4O62-

(4)

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lha de resultados referente ao Trabalho nº.7

REAGENTES E MATERIAL

- Pipeta volumétrica de 50,00 mL

- Pipeta volumétrica de 1 mL

- Auxiliar de pipetagem

- 2 Gobelés de 100 mL

- Proveta de vidro de 100,0 mL

- Pipetas Pasteur

- Esguicho de água desionizada

- Vareta de vidro

- Agitador magnético

- Barra magnética

- Amperostato

- 2 eléctrodos de platina

- Balança de precisão

- Espátula
- Amostra com S2O32-

- Sólidos: Iodeto de Potássio (KI) e Carbonato de Sódio (Na2CO3)

- Solução de cozimento de amido

- Solução aquosa de Ácido Nítrico a 30%

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

- Para preparar a solução de iodeto de potássio pese cerca de 2,0 g de KI e cerca de 0,75 g de

carbonato de sódio. Dissolva numa proveta e dilua até cerca de 100,0 mL com água desionizada.

- Lave a superfície dos eléctrodos mergulhando-os durante cerca de um minuto em solução de

ácido nítrico 30% e lave-os seguidamente com água desionizada.

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lha de resultados referente ao Trabalho nº.7

- Para gobelé de 100 mL pipete 50,00 mL da solução de iodeto de potássio com carbonato (da

proveta) e 5 gotas de cozimento de amido. Coloque a barra magnética, mergulhe os eléctrodos

e ligue a agitação.

- Para o gobelé anterior pipete 1,00 mL da amostra e imediatamente inicie o cronómetro e ligue

o amperostato (em simultâneo).

- Pare o cronómetro logo que verifique o aparecimento de cor na solução e registe o tempo (s)

decorrido até ao aparecimento da cor.

- Lave a superfície dos eléctrodos mergulhando-os durante cerca de um minuto em solução de

ácido nítrico 30% e lave-os seguidamente com água desionizada.

- No segundo gobelé de 100 mL coloque a solução restante de iodeto de potássio com

carbonato (que ficou na proveta) e 5 gotas de cozimento de amido. Coloque a barra magnética,

mergulhe os eléctrodos e ligue a agitação.

- Repita o ensaio realizado no 1º gobelé.

- Após a realização do trabalho deixe os eléctrodos mergulhados em água desionizada.

APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

Sabendo o tempo da titulação t em segundos (média dos dois ensaios), e a intensidade de corrente

de 25 mA (0,025 A) determine a concentração de S2O32- na amostra a partir da equação 3.

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lha de resultados referente ao Trabalho nº.7

Nome(s):_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

Grupo: ____________ Turma laboratorial: ____________ Data:__________________

t (1º ensaio)=
I. t
t (2º ensaio)= N= =
n.F
t médio=

I=0,025 A

F= 96485 C mol-1

n=

N=nº moles de I2=

nº moles de S2O32-=

[S2O32-] (M)=

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Métodos Instrumentais de Análise II

DETERMINAÇÃO DO TEOR EM ÁCIDO ASCÓRBICO NUMA


Tr abalho 6
AMOSTRA POR FIA COM DETECÇÃO AMPEROMÉTRICA

OBJECTIVO
Pretende-se com este trabalho experimental que os alunos tomem contacto com a análise por

injecção em fluxo e percebam o funcionamento do seu sistema de injecção e de detecção.

INTRODUÇÃO
Neste trabalho efectua-se a determinação do ácido ascórbico de uma amostra por análise por

injecção em fluxo (FIA) que é um método automático de análise que se baseia no controlo

da dispersão de um segmento de amostra (neste caso contendo ácido ascórbico) intercalada

num fluxo de transportador (tampão) que a conduz ao detector (neste caso um detector

Metrohm VA 641 e uma célula electroquímica). A detecção usada neste trabalho é portanto

amperométrica e a célula electroquímica é constituída por um eléctrodo de trabalho de carbono

vítreo, um eléctrodo de referência de Ag/AgCl e um eléctrodo auxiliar de platina (para

estabilizar o potencial).

O ácido ascórbico é oxidado no eléctrodo de carbono vítreo (a um potencial constante de

E=800 mV) de acordo com a reacção:

A intensidade de corrente resultante da oxidação do ácido ascórbico é proporcional à

concentração deste.

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lha de resultados referente ao Trabalho nº.7

Assim, pela análise se padrões de ácido ascórbico é possível obter no registador sinais analíticos

cuja altura em cm equivalente à intensidade de corrente e por sua vez é proporcional à

concentração de ácido ascórbico. Com base nisto, traça-se uma curva de calibração em que em

eixo das ordenadas figuram a altura em cm dos sinais analíticos obtidos para cada padrão e em

abcissas as correspondentes concentrações dos padrões. Tendo a equação da recta

correspondente à calibração e possuindo a altura do sinal analítico obtido para a amostra de

ácido ascórbico com concentração desconhecida é possível determinar por interpolação gráfica

o teor de ácido ascórbico da amostra.

Funcionamento de sistema de injecção FIA

O sistema de injecção do sistema FIA possui duas posições esquematizadas na figura seguinte:

Na posição “ENCHER”, o tampão (transportador) entra na válvula e segue para a restante

parte da montagem. Nesta posição, a amostra entra na válvula e percorre o “loop” e a restante

segue para um frasco, podendo ser recuperada.

42
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– F o PM
lha de resultados referente ao Trabalho nº.7

Na posição “INJECTAR”, o tampão (transportador) entra na válvula e percorre o “loop” onde

se encontra a amostra, arrastando-a para o detector onde a sua oxidação vai ser traduzida por

um sinal analítico no registador.

REAGENTES E MATERIAL

- 2 Pipetas graduadas de 1,00 mL

- Auxiliar de pipetagem

- 4 Balões volumétricos de 25,00 mL

- Pipetas Pasteur

- Esguicho de água desionizada

- Sistema FIA/válvula

- Bomba peristáltica

- Detector amperométrico

- Registador

- Amostra de ácido ascórbico

- Solução padrão de ácido ascórbico 0,01 M

- Tampão fosfato ou acetato pH=5,0

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
- Prepare 4 padrões de ácido ascórbico a partir da solução padrão 0,01 M pipetando 0,25; 0,50;

0,75; 1,00mL para balões de 25,00 mL e perfazendo o volume com água desionizada.

- Pipete para dois balões de 25,00 mL, 0,50 ml e 1,00mL respectivamente da amostra e perfaça

os volumes com água desionizada.

- Os padrões e as amostras são injectados num canal e transportados, pelo tampão de fosfato.

APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS


Trace o gráfico em papel milimétrico da altura de sinal analítico em relação à concentração dos

vários padrões.

Determine por interpolação gráfica o teor de ácido ascórbico da amostra.

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Grupo: ____________ Turma laboratorial: ____________ Data:__________________

Altura sinal analítico amostra =

Título exacto da amostra:


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Métodos Instrumentais de Análise II
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lha de resultados referente ao Trabalho nº.7

ESTUDO VOLTAMÉTRICO DO ÁCIDO SALICÍLICO EM


Tr abalho 7
TAMPÃO FOSFATO

OBJECTIVO
Pretende-se com este trabalho experimental que os alunos tomem contacto com a técnica de

voltametria de onda quadrada (SWV).

INTRODUÇÃO
Neste trabalho efectua-se o estudo voltamétrico do ácido salicílico, utilizando o eléctrodo de

carbono vítreo como eléctrodo de trabalho, o eléctrodo Ag/AgCl como referência e o

eléctrodo auxiliar de platina. O estudo é feito utilizando uma técnica voltamétrica denominada

voltametria de onda quadrada (SWV). Nesta técnica aplica-se um varrimento de potencial

e determina-se a intensidade de corrente (Ip). O ácido salicílico é oxidado à superfície do

eléctrodo de carbono vítreo originando uma onda quadrada. Esta onda surge na mesma zona de

potencial, mas a sua altura em intensidade de corrente é directamente proporcional à

concentração dos padrões de ácido salicílico, ou seja Ip=K.Conc.

Utilizando concentrações crescentes de ácido salicílico é possível traçar uma curva de calibração

que relacione a altura da onda voltamétrica (uA) com a concentração dos padrões e por

interpolação gráfica determinar a concentração de ácido salicílico da amostra

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lha de resultados referente ao Trabalho nº.7

REAGENTES E MATERIAL

- Micropipeta de 1000 mL

- Pipeta graduada de 10,00 mL

- Auxiliar de pipetagem

- Gobelé de plástico

- Esguicho de água desionizada

- Sistema voltamétrico-Amel

- Eléctrodo de carbono vítreo

- Eléctrodo de referência Ag/AgCl

- Eléctrodo auxiliar de platina

- Amostra de ácido salicílico e Solução padrão de ácido salicílico 0,01 M

- Tampão fosfato ou acetato pH=5,0

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
- Pipete 20,00 mL de solução tampão para o vaso voltamétrico. Proceda a um varrimento

voltamétrico seguindo as instruções do sistema voltamétrico. Todos os varrimentos ficam

gravados no programa e serão analisados no final do trabalho. A primeira determinação

(varrimento de potencial) é feita com a solução de tampão (branco 1). Seguidamente adicione

100 µL da solução padrão e proceda a novo varrimento, repita a operação até um total de

500µL. Nota: antes de cada adição limpe o eléctrodo de carbono vítreo com camurça e água.

- Terminada esta primeira parte, lave o vaso voltamétrico e pipete novamente 20,00 mL de

solução de tampão e faça um novo varrimento (branco 2). Seguidamente adicione 250 µL da

solução da amostra e proceda a novo varrimento.

APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS


Em papel milimétrico trace um gráfico que relaciona a altura da onda voltamétrica (µA) com

concentração dos padrões e por interpolação gráfica determine a concentração de ácido

salicílico da amostra.

Indique o potencial de pico (Ep) para o ácido salicílico nas condições descritas

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Grupo:____________ Turma laboratorial: ____________ Data:__________________

Altura sinal analítico amostra =

Título exacto da amostra:

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