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Material Teórico
Os Quatro Pilares da Educação e a Prática Docente

Responsável pelo Conteúdo:


Prof.ª Me. Kethlen Leite de Moura

Revisão Textual:
Jaquelina Kutsunugi
Os Quatro Pilares da Educação
e a Prática Docente

• Os Quatro Pilares da Educação e a Prática Docente.

OBJETIVOS DE APRENDIZADO
• Proporcionar reflexões sobre as necessidades pedagógicas essenciais na atuação
dos professores.
Orientações de estudo
Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem
aproveitado e haja maior aplicabilidade na sua
formação acadêmica e atuação profissional, siga
algumas recomendações básicas:
Conserve seu
material e local de
estudos sempre
organizados.
Aproveite as
Procure manter indicações
contato com seus de Material
colegas e tutores Complementar.
para trocar ideias!
Determine um Isso amplia a
horário fixo aprendizagem.
para estudar.

Mantenha o foco!
Evite se distrair com
as redes sociais.

Seja original!
Nunca plagie
trabalhos.

Não se esqueça
de se alimentar
Assim: e de se manter
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte hidratado.
da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e
horário fixos como seu “momento do estudo”;

Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar; lembre-se de que uma


alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo;

No material de cada Unidade, há leituras indicadas e, entre elas, artigos científicos, livros, vídeos
e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você tam-
bém encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão
sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados;

Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discus-
são, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o
contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e
de aprendizagem.
UNIDADE Os Quatro Pilares da Dducação e a Prática Docente

Os Quatro Pilares da Educação


e a Prática Docente
Nas últimas décadas, houve inúmeras mudanças no mundo do trabalho, fator
que atingiu, também, a escola e a educação. Nesse processo, temos uma nova con-
cepção de educação, que passa a exigir uma formação de professores para atuar
na realidade em que os estudantes estão inseridos.

Figura 1 – O professor do novo milênio


Fonte: Wavebreak Media Ltd/123RF

A concepção dos saberes docentes passam a ter um novo viés, que visa ampliar as
competências dos docentes, constituindo um novo tipo de profissional, ou seja, “[...]
aquele que é capaz de criar situações de aprendizagem nas quais o jovem desenvolva
a capacidade de trabalhar intelectualmente, a partir do que se capacita para enfrentar
as situações da prática social e do trabalho” (KUENZER, 2008, p. 28).

A partir do momento que passamos a considerar as particularidades e as espe-


cificidades apresentadas em nossa sociedade que, hoje, modifica as relações de
trabalho, confere-se, à formação docente, algumas dimensões, como cita Kuenzer
(2008, p. 31-33),
[...] deve conhecer o mundo do trabalho sem ingenuidade, a partir da
apreensão do caráter de totalidade das relações sociais produtivas [...]; [...]
exigir que se tenha clareza a respeito de qual educação se está falando,
uma vez que ela atende a diversos níveis, da básica à científica-tecnológica
de alto nível [...] e a existência de conhecimento, elaborados através de
pesquisas realizadas nas últimas décadas que permitem configurar uma
pedagogia adequada, a ser considerada na elaboração dos programas de
formação de professores [...].

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Quando nos referimos aos saberes docentes, ressaltamos a necessidade de
estudar o trabalho docente a partir de uma dimensão ontológica, em que este
passa a constituir o ser social, por isso, é preciso estudar as bases materiais que
cimentam tal saber.

Ao levarmos em consideração a reflexão de Kuenzer, indagamos a complexi-


dade que envolve os saberes necessários docentes, pois essas ações envolvem o
mundo do trabalho e o mundo da escola, além dos saberes dos professores.

Quais os saberes necessários que os professores necessitarão ter para que haja um desem-
Explor

penho profissional para enfrentar os novos desafios?

A partir disso, podemos, também, aproximar-nos das propostas de Tardif


(2004), as quais dizem que o saber docente está atrelado às condicionalidades do
contexto do trabalho do professor, ou seja, “[...] saber é sempre o saber de alguém
que trabalha alguma coisa no intuito de realizar um objetivo qualquer” (TARDIF,
2004, p. 11). Por isso, os saberes necessários docentes para que se exerça a pro-
fissão de professor podem ser classificados em quatro categorias, como: saberes
da formação profissional; saberes curriculares; saberes experienciais e os
saberes disciplinares.

Importante! Importante!

Para a atuação profissional como professor, o processo formativo é considerado essencial


não só na formação inicial, mas também ao longo da profissão, na perspectiva da forma-
ção continuada, uma vez que a docência exige constante aperfeiçoamento de práticas,
conhecimentos e saberes (FREIRE; SKEIKA, 2015, p. 17065).

Nesse sentido, a formação docente deve sempre ser o problema central dos
saberes necessários para a prática docente. Logo, o professor precisa envolver seu
trabalho em elementos advindos de sua experiência e de seu processo formativo.
Isso torna-o um docente único e seus saberes pedagógicos passam a fazer mais
sentido para os seus alunos.

Um dos aspectos relevantes da profissão docente são passíveis de momentos


de aperfeiçoamento e de aprendizagem ao longo da sua formação, seja ela inicial
ou continuada, e o conhecimento do professor é um dos fatores mais importantes
para ensinar qualquer tipo de conteúdo aos seus alunos.

Os conhecimentos pedagógicos são inseridos em um espectro mais amplo, que


envolve competências e habilidades dos professores, e este vai desenvolvendo es-
sas ações ao longo de seu trabalho profissional. Logicamente que isso inclui ações
didático-pedagógicas, conteúdo e relações interpessoais.

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Veja o vídeo sobre prática pedagógica na atualidade: oportunidades e desafios. Disponível


Explor

em: https://bit.ly/2LScHhr. Acesso em: 16 mai. 2019.

Para Fernandez (2011), existem diversas formas de compreender o saber do-


cente e do professor exercer sua profissão, por isso há inúmeras discussões sobre
os conhecimentos que são necessários para exercer a prática docente. Essa prática
também é conhecida como knowledge base for teaching, que é um conjunto de te-
orias que passa a sustentar a formação inicial dos professores. Esse conhecimento
é necessário para que os professores consigam ensinar aquilo que denominamos
de base de conhecimentos para o ensino.

Figura 2 – Conhecimentos docentes


Fonte: Tyler Olson / 123RF

A base de conhecimentos para o ensino deve ser compreendida como “[...] um


corpo de compreensões, conhecimentos, habilidades e disposições que são neces-
sários para que o professor possa propiciar processos de ensinar e de aprender,
em diferentes áreas de conhecimento, níveis, contextos e modalidades de ensino”
(MIZUKAMI, 2004, p. 91). Logo, a base de conhecimentos possui diversas na-
turezas, que são essenciais para os saberes pedagógicos dos professores. Esses
conhecimentos podem ser delimitados como: conhecimento, respeito aos alunos,
conteúdos específicos, questões pedagógicas e aprendizagem.

O conhecimento pedagógico ou pedagogical content knowledge são conheci-


mentos que distinguem os licenciados dos bacharéis. Essa categoria pode ser or-
ganizada a partir de algumas propostas, como
1) conhecimento pedagógico geral (composto pelo conhecimento dos alunos
e sua aprendizagem, gestão da sala de aula, currículo e instrução e outros);
2) conhecimento do tema (que inclui o conhecimento das estruturas sintá-
ticas e substantivas e do próprio conteúdo); 3) conhecimento do contexto
(conhecimento do estudante em relação à comunidade, à escola e ao
distrito/região) e; 4) conhecimento pedagógico do conteúdo (guiado pela

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concepção dos propósitos para ensinar um conteúdo específico e cons-
tituído pelo conhecimento da compreensão dos estudantes, do currículo
e das estratégias instrucionais); sendo que, esse último é influenciado e
influente nos demais e é considerado o conhecimento central da base de
conhecimentos de um professor. (FREIRE; SKEIKA, 2015, p. 17065)

O esquema ilustrativo que apresentamos agora consegue demonstrar, de manei-


ra clara, a citação acima, vejamos.

Conhecimento do Tema Conhecimento Pedagógico Geral


Estruturas Estruturas Alunos e Gestão da sala Currículo e
Conteúdo Outros
Sintáticas Substantivas aprendizagem de aula instrução

Conhecimento Pedagógico do Conteúdo


Concepção dos propósitos para ensinar um
conteúdo específico
Conhecimento
Conhecimento
da Conhecimento
de estratégias
compreensão do currículo
instrucionais
dos estudantes

Conhecimento do Contexto
Estudante
Comunidade Distrito Escola

Figura 3 – Saberes necessários à prática docente


Fonte: Grossman (1990)

Esta imagem demonstra como os saberes necessários aos docentes relacionam-


-se aos conhecimentos utilizados para ensinar; e o processo de ensino, muitas
vezes, visa propor ou, até mesmo, ampliar os conhecimentos dos docentes que
estão em processo de formação inicial ou continuada. Por isso, podemos dizer que
um excelente profissional da educação é aquele que consegue transitar pelos mais
diferentes conhecimentos que envolve o ensino e faz uso de diversas metodologias
para colocar, em prática, seu ensino, bem como o conteúdo que irá ministrar no
processo de aprendizagem.

Você Sabia? Importante!

Você sabia que os principais saberes docentes surgem em discussões do documento da


Unesco, intitulado Educação: um tesouro a descobrir, relatório para a UNESCO da Comis-
são Internacional sobre Educação para o Século XXI?

Sabemos que o professor precisa ter conhecimentos essenciais que estão para
além daqueles relacionados à sua área de pesquisa. Esse docente precisa ter co-
nhecimentos relacionados à gestão escolar e atualização profissional. Os autores
Gauthier et al (1998, p. 22, grifo nosso) retrata que os saberes necessários à práti-
ca docente organizam-se da seguinte forma:

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1) Disciplinar - conhecimento do conteúdo a ser ensinado; 2) Curricu-


lar - transformação da disciplina em programa de ensino; 3) Ciências da
Educação - saber profissional específico que não está diretamente rela-
cionado com a ação pedagógica; 4) Tradição Pedagógica - saber de dar
aulas que será adaptado e modificado pelo saber experiencial, podendo
ser validado pelo saber da ação pedagógica; 5) Experiência - julgamentos
privados responsáveis pela elaboração, ao longo do tempo, de uma juris-
prudência particular; 6) Ação pedagógica - saber experiencial tornado
público e testado

Vejam que os saberes mencionados não se restringem, exclusivamente, às ques-


tões do ensino, pois também estão assentados no processo administrativo e peda-
gógico da instituição. Você pode me perguntar, mas por quê, professora?
Veja que o(a) professor(a) é parte integrante de todas as ações que são desen-
volvidas na escola. Ele não se porta como mero expectador, já que ele é o agente
que faz a escola funcionar. Exatamente por isso é que ele precisa estar envolvido
nessas questões, um envolvimento que está para além da sala de aula e que busca,
no saber profissional desse docente, os direcionamentos das ações pedagógicas.
Por isso, podemos dizer que não há docência sem discência!

Ensinar exige
reflexão crítica Ensinar exige
sobre a prática estética e ética
Ensinar exige
Ensinar exige
risco, aceitação
rigorosidade
do novo e rejeição
metódica
a discriminação
NÃO HÁ
Ensinar exige DOCÊNCIA Ensinar exige
corporificação SEM DISCÊNCIA pesquisa
das palavras
pelo exemplo
Ensinar exige
respeito aos
Ensinar exige o saberes dos
reconhecimento educandos
a assunção da Ensinar exige
identidade cultural a critidade

Figura 4 – Flor da docência

Uma das tarefas mais importantes do saber docente é trabalhar com os seus alu-
nos com grande rigorosidade metódica, em que o professor deve aproximá-los dos
objetos cognoscíveis. Logicamente, essa rigorosidade não quer dizer que o professor
precisa voltar para a tendência tradicional, mas sim prezar por apresentar os concei-
tos do que será ensinado em sua aula, pois, quando o professor propõe a produção
de novos conhecimentos, o aluno passa a superar aquele velho conhecimento que ti-
nha, por isso é tão importante apresentar os conceitos de cada assunto a ser tratado.
Outro fator é que o professor precisa ser um pesquisador e saber ensinar os seus
alunos a pesquisarem, pois é a partir da pesquisa que se trabalha com a produção
do conhecimento.

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Dentro dessas questões, o professor precisa discutir e dialogar com seus educan-
dos sobre a realidade concreta em que estamos inseridos. É preciso dar exemplos,
no contexto da aula, da realidade objetiva que vivemos, pois é por meio de exem-
plos que os alunos, muitas vezes, conseguem assimilar o conteúdo apresentado.
Essa prática também deve direcionar para a prática de relações entre os saberes
curriculares necessários à formação do educando e à experiência social que cada
um tem em sua vida cotidiana.
Em sua prática docente, o professor deve ensinar os alunos a superarem a
curiosidade ingênua, obviamente, sem deixar de ser curiosidade, mas que essa
curiosidade leve-os à prática da criticidade, pois é por meio dessas ações que o
aluno passa a apreender o rigor metodológico do ensino e consegue aproximar-se
do objeto estudado.
Uma ação necessária e importante neste caminhar é que a rigorosidade da pes-
quisa e a criticidade não podem estar distantes da ética, que deve sempre caminhar
ao lado da estética. Materiais bem elaborados, coloridos, com a língua portuguesa
formal bem utilizada são mecanismos que chamam muito a atenção dos alunos.
A partir desses princípios, a relação professor-aluno também deve aceitar o
novo, mas sem negar aquilo que já foi compreendido, pois essa prática é a conti-
nuidade do processo histórico tão importante na formação de cada indivíduo.
O pensar sobre questões certas dentro de uma perspectiva ética pode transfor-
mar a prática docente, que envolve dinamicidade, dialética e ações entre o fazer
e o pensar. Isso porque o saber, na prática docente, é quase sempre espontâneo
e, em muitos casos, produz um saber ingênuo, que acaba faltando a rigorosidade
metódica da teoria.
Com isso tudo, temos o resultado de que ensinar não é transferir conhecimento
(FREIRE, 2000).

Ensinar exige Ensinar exige


curiosidade consciência do
inacabado
Ensinar exige
convicção de que Ensinar exige
a mudança é reconhecimento
possível de ser condicionado
ENSINAR
NÃO É TRANSFERIR
Ensinar exige CONHECIMENTO Ensinar exige
alegria e respeito a autonomia
esperança do ser do
educando

Ensinar exige apreensão


Ensinar exige
da realidade
Ensinar exige humildade, bom senso
tolerância e luta
em defesa dis direitos
dos educadores

Figura 5 – Resultado dos saberes docentes

Assim, o professor precisa compreender, em seus saberes-docentes, que, para


ensinar, é necessário apreender que a educação é uma forma de intervir no mundo

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onde se esta inserido. Todos os professores precisam estar abertos ao diálogo para
ensinar de maneira prazerosa.
Tardif (2002) ressalta que os saberes necessários à prática docente relacionam-
-se, também, à problematização do ensino e à formação de professores. Exatamen-
te por isso o autor salienta que o saber pedagógico dos docentes estão organizados
em seis eixos. Vejam quais são:
• Saber e trabalho;
• Diversidade do Saber;
• Temporalidade do saber;
• Experiência de trabalho enquanto fundamento do saber;
• Saberes humanos a respeito de saberes humanos;
• Saberes e formação profissional (TARDIF, 2002, p. 55).
Esses fios condutores da carreira docente possibilitam que o professor compre-
enda a relação entre seu trabalho, escola e sala de aula; o professor, mediante a
sua pluralidade de conhecimentos, passa a focalizar os saberes necessários que irão
alicerçar sua prática profissional.

A melhoria na qualidade da educação tem sido constantemente discutida pela sociedade,


Explor

pelo governo e pelas instituições de ensino?

Dentro desse processo de conhecimento, os saberes docentes necessários à


prática pedagógica trazem a necessidade dos professores manterem-se atualizados,
mas essa atualização não é apenas de informações, sendo, também, de conheci-
mento científico e uma formação solidificada em conceitos e práticas que confi-
gurem a prática pedagógica dos professores. De acordo com Perrenoud (2000),
Freire (2011), Tardif (2014) e Gauthier (2006), os saberes docentes são plurais e
não podem reduzir-se a um mero conhecimento conteudista.
A árvore dos saberes docentes permite-nos enxergar todo esse processo de uma
maneira mais lúdica e dinâmica. Vejamos:

Saberes da/de experiência


Saberes disciplinares
Saber atitudinal
Saberes curriculares
Saber crítico-contextual Gauthier et al Saberes das ciências da educação
Saber específico Saviani
Saberes da tradição pedagógica
Saber pedagógico
Saberes da ação pedagógica
Saber didático-curricular

ÁRVORE DE SABERES DOCENTES

Saberes da experiência Saberes da formação


Saberes do conhecimento Pimenta profissional
Tardif, Lessard
Saberes pedagógicos Saberes das disciplinas
e Lahaye
Saberes curriculares
Saberes da/de experiência

Figura 6 – Árvore de saberes docente

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Discutir sobre os processos que envolvem a prática e a formação de professores
é essencial para uma educação de qualidade, por isso, a formação é tão necessária
e importante, pois o docente não é um ser “[...] descartável, nem substituível, pois,
quando bem formado, ele detém um saber que alia conhecimento e conteúdos à
didática e às condições de aprendizagem para segmentos diferenciados” (GATTI,
2009, p. 91). Por isso, as instituições que trabalham com a formação de professo-
res precisam preocupar-se com os rumos da educação, vivenciando a
[...] busca de novos currículos educacionais e de uma formação ao mesmo
tempo polivalente e diversificada de professores, as propostas de trans-
versalidade de conhecimento em temas polêmicos, mostram que a área
educacional encontra-se no meio desse movimento em busca de alterna-
tivas formativas. (GATTI, 2009, p. 94)

As ações que são intrínsecas à docência também relacionam-se às competências


e habilidades necessárias para formar o professor, além desse profissional compre-
ender que os saberes docentes não podem e não devem limitar-se ao conhecimen-
to de conteúdos específicos, como mencionamos anteriormente.

O professor precisa estar disposto, sempre, a estudar, pois, constantemente,


lhe será cobrado um conhecimento amplo, que precisa ser desenvolvido coletiva-
mente e de maneira interdisciplinar. O professor precisa estar aberto ao diálogo e
sua comunicação precisa ser clara e precisa, por isso, ele precisa ler muito, falar
e escrever bem. O professor precisa saber pesquisar, tomar decisões e resolver
problemas. De acordo com Gadotti (2011, p. 69), “[...] o enfoque da formação do
novo professor deve ser na autonomia e na participação, nas formas colaborativas
de aprendizagem”. Dentre essas variáveis, Imbernón (2009, p. 31-33) aponta
a falta de uma coordenação real e eficaz entre a formação inicial do
professorado dos diversos níveis educativos [...]; a falta de coordenação,
acompanhamento e avaliação por parte das instituições [...]; a falta de
orçamento para atividades de formação [...]; horários inadequados, so-
brecarregamento e intensificando a tarefa docente; [...] a formação em
contextos individualistas, personalistas.

Por isso, o profissional da educação, no caso, o professor, além de deter com-


petências, deve saber:
• Organizar e dirigir situações de aprendizagem;
• Administrar a progressão das aprendizagens;
• Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação;
• Envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho;
• Trabalhar em equipe;
• Participar da administração escolar;
• Informar e envolver os pais;
• Utilizar novas tecnologias;

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• Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão;


• Administrar sua própria formação continuada (PERRENOUD, 2000, p. 14).

Esse processo de organização e direcionamento das situações de aprendizagem


deve envolver os alunos, sendo papel do professor criar as situações de aprendiza-
gem a partir do domínio de conteúdos e de teorias pedagógicas.

Importante! Importante!

Para conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação, o professor precisa com-


preender e saber gerir a heterogeneidade de aprendizagens e sala de aula, pois, apesar
de o sistema de ensino homogeneizar as turmas, isso não ocorre na prática e compete,
ao professor, administrar essas situações. Dessa forma, é importante o professor desen-
volver habilidades e competências capazes de auxiliá-lo na busca de como trabalhar
com a heterogeneidade, que é comum em qualquer sala de aula, e, consequentemente,
com o tempo de aprendizagem e dificuldades de cada educando (FREITAS; PACÍFICO,
2015, p. 5).

Outro fator importante, que faz parte dos saberes pedagógicos necessários à
prática docente, é o uso de novas tecnologias. O professor deve saber como utili-
zar as novas tecnologias em benefício da educação, já que é impossível negar que
nossos alunos estão em constante conexão com essas tecnologias, e não utilizá-las
é transformar o processo educacional em algo obsoleto.

Dentro desse processo, temos os quatro pilares da educação!

Os quatro pilares da educação surgiram como uma forma de atender aos pre-
ceitos da globalização. O propósito é desenvolver uma educação que abarcasse,
no currículo, questões importantes dentro do ambiente escolar, mas sem deixar de
lado a qualidade educacional, preparando as futuras gerações para o mundo do
trabalho. Esses fundamentos foram organizados e pensados pela Organização das
Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Os quatro pila-
res propõe direcionar alguns fundamentos para a educação de países considerados
em desenvolvimento, como o Brasil.

Cada pilar estaria diretamente ligado ao processo de desenvolvimento pessoal e


profissional dos estudantes, além do desenvolvimento humano.

No entanto, esses pilares não são ações apenas para modificar a formação de
alunos da educação básica, mas também de futuros profissionais da educação.

Os pilares da educação são quesitos fundamentais para organizar a prática pedagógi-


ca e os saberes docentes necessários à educação, desde a básica até o ensino superior.

Assim, a prática pedagógica dos profissionais da educação deve estar prevista


não somente no currículo dos cursos, mas também na maneira de conduzir as
ações e atividades docentes, por isso, na formação de professores, é essencial levar
em consideração os quatro pilares da educação, e não somente um ou dois.

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CONVIVER

SER CONHECER

APRENDER

VALORIZAR TRANSFORMAR

PRESERVAR RECOMEÇAR

Figura 7 – As competências necessárias para o docente na prática do trabalho

A imagem apresentada acima demonstra as competências que o docente preci-


sa desenvolver em sua prática. Os itens citados são fundamentais para os saberes
docentes e contribuem à formação dos profissionais da educação.

O primeiro deles, aprender é conhecer, é o momento do docente compreender


o ato da docência, enquanto parte fundamental de sua carreira. Esse mesmo do-
cente precisa verificar que ele é um pesquisador, um construtor do conhecimento.
As informações que lhes são passadas são extremamente importantes, mas ele
precisa buscar, no conhecimento sistematicamente organizado pelo homem, os
fundamentos de suas aulas. Outro fator importante é que esse mesmo docente
precisa livrar-se da ignorância e aprimorar sua criticidade e reflexão.

No aprender a viver juntos, o docente deve incentivar a convivência entre os de-


mais sujeitos da escola e da sala de aula. A convivência com outros seres humanos é
essencial à vida humana, tendo em vista que o homem só se faz homem por meio das
relações sociais. Por isso, é essencial aprender a compreender o próximo e a necessi-
dade de seus alunos. Esse mesmo professor precisa estar pronto para saber gerenciar
crises e incentivar projetos comuns na escola. A sua prática autoritária precisa ser
deixada de lado para que haja progresso em suas relações com os seus educandos.

Esse momento é importante para descobrir o outro, compreender suas diversida-


des e contribuir, de maneira significativa, para a elevação educacional de cada um.

Quando se trata de aprender a ser, esse mesmo docente precisa desenvolver


o pensamento crítico, incentivando seus alunos a desenvolverem a autonomia e
a criatividade. A partir dessas questões, é possível contribuir com a formação de
sujeitos éticos e cidadãos para atuar em sociedade. O professor não pode negligen-
ciar o potencial de seus alunos; ele precisa contribuir para o seu total desenvolvi-
mento, apresentando-lhe ferramentas que contribuam com a sua intelectualidade e
autonomia, tendo em vista que é a diversidade cultural que permite a inovação de
todas as áreas em nossa sociedade.

A proposta dos quatro pilares da educação é propor uma harmonia entre conhe-
cimento técnico e prático na formação dos professores, que é obtida no percurso

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estudantil, desde a educação básica até o ensino superior, e tem, por perspectiva,
enfatizar uma vida social que impulsione relações harmônicas em uma sociedade
totalmente fraterna e de paz.
A partir desse princípio, os pilares balizadores dos saberes docentes são questões
a serem disseminadas ao longo da vida do homem, tendo em vista que o homem
aprende das mais diversas formas, seja na igreja, na família, pelos meios de comuni-
cação, nos bancos, nas escolas e ao longo de sua existência. Nesse sentido, os sabe-
res docentes perfazem-se por meio das relações profissionais e sociais. Nas práticas
a serem desenvolvidas ao longo do percurso estudantil, o docente vai incorporando
comportamentos e ações que passam a ter sintonia com o seu ambiente de trabalho.
Outro fator que influencia nos saberes docentes é que o profissional precisa
amealhar, em sua trajetória pessoal e profissional, “[...] os mais variados saberes:
técnicos, de relacionamento e de vida propriamente dita” (TANURI, 2000, p. 2).
Quando o docente busca seu sucesso profissional, não é suficiente que ele apenas
saiba de sua área, ele precisa, também, agregar valor ao seu conhecimento e so-
mente conseguirá isso a partir do momento que incorporar os pilares da educação
em sua prática e ação profissional.
Ao ingressar no mundo do trabalho, o docente não pode negligenciar suas di-
mensões do saber. Isso quer dizer que, muitas vezes, os docentes acabam privile-
giando muito mais um conhecimento em detrimento de outro.
É importante ressaltar o que menciona a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional – Lei n.º 9394/1996, em seu Capítulo VI, em que há a definição da fina-
lidade dos cursos de formação de professores. Para Zabalza (2004), as instituições
de formação de professores precisam constituir uma dimensão organizacional para
estruturar e dimensionar as relações formais existentes na formação de professo-
res. Isso porque, em um determinado momento da história, diversas instituições de
ensino superior cederam maior espaço para a formação tecnológica, e esquece-
ram-se de abarcar as relações profissionais e sociais, que são fundamentais para a
inserção do profissional no mercado de trabalho.
Segundo o Relatório Delors (1996) , a simples formação técnica e científica não
é mais suficiente para atender às necessidades do mercado de trabalho e, muito
menos, da sociedade em que o sujeito está inserido. Por isso, é importante que a
educação e os professores incorporem metodologias que estejam assentadas nos
quatro pilares da educação (UNESCO, 1996).
Quando há a utilização dos pilares da educação, estes contribuem para o desenvol-
vimento e exercício dos saberes docentes no campo de atuação. Para Candau (2014),
certamente ser professor hoje supõe assumir um processo de desnaturali-
zação da profissão docente, do “ofício de professor” e ressignificar sabe-
res, práticas, atitudes e compromissos cotidianos orientados à promoção
de uma educação de qualidade social para todos. A crise da escola, na
nossa perspectiva, é radical. Não se trata simplesmente de introduzir mo-
dificações cosméticas na sua dinâmica cotidiana. É a própria concepção
da educação escolar que está em questão para que possa responder aos
desafios da contemporaneidade. (CANDAU, 2014, p. 41)

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De acordo com a autora, é necessário redimensionar o saber docente, no século
XXI, tendo em vista que o magistério tem necessitado de ressignificações nos sabe-
res docentes e na prática pedagógica. Para Candau (2014), é necessário desnatu-
ralizar as práticas pedagógicas, ou seja, romper com o caráter monocultural que a
escola tem, por isso, é importante conceber uma formação docente assentada nos
pilares da educação e nas ações interculturais, fator que também se faz presente
no processo de ensino e aprendizagem. Assim, é necessário modificar o olhar do
professor para os seus saberes e práticas pedagógicas.

O docente é aquele que trabalha com diversas realidades, sociais, culturais e eco-
nômicas, e, justamente por isso, precisa ressignificar seu saber docente para tornar
suas práticas mais ricas, promovendo as relações sociais, profissionais e culturais
no âmbito da escola.

Nesse sentido, algumas reflexões são pertinentes, já que os saberes docentes


passam a ser construções sob os auspícios dos pilares da educação. Mudanças são
necessárias, tais como:
• Saberes da formação profissional: são transmitidos pelas instituições de
ensino no processo de formação de professores;
• Saberes disciplinares: pertencem às diversas áreas do conhecimento;
• Saberes curriculares: estão articulados aos discursos, objetivos, conteúdos e
métodos presentes no currículo e na matriz curricular dos cursos;
• Saberes experienciais: passam a ser desenvolvidos pelos docentes, a partir
do momento que desempenham ações práticas em sua formação.

Os autores Tardif e Raymond (2000) apresentam uma organização desses sabe-


res e como integra-los ao trabalho docente. Vejamos essa estrutura:
Quadro 1 – Organização e integração do trabalho docente
MODOS DE INTEGRAÇÃO
SABERES DOS PROFESSORES FONTES DE AQUISIÇÃO
NO TRABALHO DOCENTE
Saberes pessoais do professor Família, ambiente de vida, educação História de vida

Saberes da formação A escola primária e secundária, os estudos Pela formação e pela socializa-
escolar primária pós secundáriosnão especializadas. ção profissional.

Saberes que provem da Estabelecer relações entre estágios, cursos Uma formação assentada nos
formação profissional de extensão, projetos de ensino e pesquisa. princípios de socialização.
Utiliza-se ferramentas como: livros didáti-
Saberes que provem de Utiliza-se essas ferramentas
cos, cadernos de exercícios, fichas, seminá-
livros didáticos para se adaptar as tarefas.
rios, notas de leitura, entre outros
Saberes que provém da sua pró- Ao praticar o ofício de lecionar, e a partir
Prática de trabalho e socializa-
pria experiência profissional e de do compartilhamento de experiência en-
ção profissional.
sala de aula tre os pares.
Fonte: Tardif e Raymond (2000)

Essas orientações servem para embasar o trabalho docente e organizar a forma


como o professor utiliza desses saberes em suas práticas pedagógicas, além de re-
pensar suas ações mediante o processo de ensino e aprendizagem.

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UNIDADE Os Quatro Pilares da Dducação e a Prática Docente

Os saberes docentes assentados nos pilares da educação devem organizar-se a


partir de jogos, brincadeiras e trabalho em equipe, sendo assim, é preciso ressaltar
a lógica lúdica e desenvolver os processos pedagógicos mais atrativos.

Entendemos que os pilares para a educação, para o século XXI, são ideias-guias,
ou seja, pontos que visam nortear a educação deste novo século, mas não como
uma forma de uniformizar a educação, e sim de somar princípios culturais, os quais
possibilitam um processo de ensino e aprendizagem em todas as partes do mundo.

Isso é importante porque os quatro pilares da educação visa compreender o


aluno em sua globalidade, tanto como sujeito em formação quanto a importância
do contexto social onde está inserido, e exerce influência sobre ele. Como o ensino
é uma ação que permeia todos os espaços, faz-se necessário estimular os sujeitos
ou os alunos à aprendizagem. A educação visa estimular uma formação que esteja
de acordo com essa nova era, pois “[...] a criança em formação vive cada vez mais
numa escola e numa sociedade plural complexa e sofisticada, desigual e violenta o
que requer uma educação de qualidade, também para a paz” (SILVA, 2017, p. 253).

Por isso, o papel de educar está para além da escola e da sala de aula, envolven-
do-se na vida de cada indivíduo.

Tanto a escola quanto o professor precisam estar envolvidos em um processo


de formação humana integral, não com o sentido de formar sujeitos competitivos,
mas indivíduos que possam vivem em completa harmonia com seus semelhantes,
respeitando as diversidades culturais.

Essa aprendizagem se refere à aquisição dos “instrumentos do conhecimento”, desenvolvendo nos alunos o raciocínio lógico, a
capacidade de compreensão, o pensamento dedutivo e intuitivo e a memória. O importante é não apenas despertar nos estu-
dantes esses instrumentos, como motivá-los a desenvolver sua vontade de aprender e querer saber mais e melhor.

Essa aprendizagem confere ao aluno uma formação em que aplicará seus conhecimentos teóricos. É essencial que cada indiví-
duo saiba se comunicar através de diferentes linguagens, assim como interpretar e selecionar quais informações são essenciais
e quais podem ajudar a refazer opiniões e serem aplicadas na maneira de se viver e de redescobrir o tempo e o mundo.

Esse domínio da aprendizagem atua no campo das atitudes e dos valores e


envolve uma consciência e ações contra o preconceito e as rivalidades diárias
que se apresentam no desafio de viver.

Esta aprendizagem depende das outras três, e dessa forma a educação deve
propor como uma de suas finalidades essenciais o desenvolvimento do indiví-
duo, espírito e corpo, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal
e espiritualidade.

Figura 8 – Os quatro pilares da Educação para o século XXI


Fonte: Telefônica (2019)

Por meio dos pilares da educação, o professor é chamado a compreender mais


e melhor os indivíduos que estão dentro de seu âmbito de trabalho, bem como a se-
rem compreendidos. As bases que envolvem os saberes necessários para a forma-
ção docente estão assentadas em um humanismo libertador, em que os professores

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que são os sujeitos detentores do conhecimento não são apenas os professores,
mas também tornam-se os alunos, envolvendo-se em toda a formação permanente
que ocorre na escola.

O professor precisa ser o facilitador da aprendizagem, por isso, é importante


que ele delimite caminhos adequados de ação humana, e isso implica em uma so-
ciedade que convive com todos os cidadãos planetários.

Assim, nossos estudos apresentaram que o processo de construção do saber


docente está assentado na pesquisa, na criticidade, na rigorosidade metódica, na
estética, na ética, dentre outros, bem como que esse movimento dialético permite
que o docente desenvolva uma prática educativa progressista, a qual direcione o
aluno para a autonomia e a reflexão-crítica. Nesse sentido, vemos a importância de
formar cidadãos e não apenas treinar alunos para o mercado de trabalho, por isso,
todo docente precisa ter reflexões críticas sobre suas práticas e buscar sempre, nos
fundamentos teóricos, as ações para exercer essa prática, alinhando suas ações a
uma organização progressista da formação docente e discente.

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Material Complementar
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:

  Sites
Reportagem trata dos quatro pilares da educação e da neurociência
A partir da perspectiva da neurociência, a reportagem trata da importância dos
quatro pilares da educação para o século XXI e do impacto na formação de crianças
e adolescentes.
http://bit.ly/2YeAskR

 Vídeos
“Os quatro pilares da educação ainda servem para alguma coisa?”
O vídeo trata sobre os quatro pilares da educação, desde o seu surgimento até a sua
efetivação no âmbito da educação, visando apresentar se os pilares ainda apresentam
algum efeito sobre os saberes necessários do professor e do processo de ensino-
aprendizagem.
http://bit.ly/2M6cd65

 Vídeos
O professor tem muitas dimensões: intelectual, de artista, de pesquisador, de artesão, dentre outras, e ter isso,
claro, é muito importante
O vídeo aborda o papel do professor na contemporaneidade e fala sobre o professor
enquanto intelectual. As reflexões apresentadas dizem respeito à formação do professor
e de como esse ator é produtor de conhecimento e técnica na educação.
http://bit.ly/2YbzLc8

 Leitura
A consciência como base para a transformação da escola, de Andreza Freitas da Silva Batista e André Ricardo
Gonçalves Dias
Os autores retratam a educação na atualidade, buscando realizar discussões quanto à
utilização de instrumentos que permitam ampliar a atuação docente em sala de aula.
http://bit.ly/2MaM7yU

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Referências
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