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ETEC JOAO BELARMINO

CENTRO PAULA SOUZA


CURSO TÉCNICO EM EDIFICAÇÕES

DIEGO LEITE HORA

PRODUTIVIDADE EM EDIFICAÇÕES RESIDENCIAIS DE BAIXO CUSTO

AMPARO - SP

NOVEMBRO/2010
DIEGO LEITE HORA

PRODUTIVIDADE EM EDIFICAÇÕES RESIDENCIAIS DE BAIXO CUSTO

PROJETO DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

Orientador: Cláudia Lima Truzzi Perondini

AMPARO – SP

NOVEMBRO/2010
RESUMO

No decorrer das pesquisas para o desenvolvimento deste trabalho nas


cidades de Águas de Lindóia-SP e Monte Sião MG, detectamos dificuldades e
problemas quanto a prazos de entregas nas obras residenciais pelas
construtoras da região.
Começamos então a pesquisar maneiras de aumentar a produtividade
a fim de melhorar o prazo de entrega nestas obras, reunindo informações sobre
ferramentas e alguns materiais que poderiam ser substituídos nestas obras
residenciais.

Palavras Chave: Produtividade, Construção Civil, ITEC’s.


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO............................ERROR: REFERENCE SOURCE NOT FOUND

2 OBJETIVOS................................ERROR: REFERENCE SOURCE NOT FOUND

2.1 Objetivo Geral..........................................Error: Reference source not found

2.2 Objetivo Específico.................................Error: Reference source not found

3 METODOLOGIA DO TRABALHO (OU DA PESQUISA). ERROR: REFERENCE


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4 DESENVOLVIMENTO................ERROR: REFERENCE SOURCE NOT FOUND

5 CONCLUSÃO............................ERROR: REFERENCE SOURCE NOT FOUND

6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......ERROR: REFERENCE SOURCE NOT


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INTRODUÇÃO

Justificativa, motivo da escolha, hipóteses, (atraso nas obras)

A partir do segundo semestre deste curso iniciamos a pesquisa sobre o

tema para a elaboração do trabalho e nos interessou a produtividade nas

construções.

Reunimos diversas ferramentas e materiais que podemos substituir ou

acrescentar aos atualmente utilizados nas obras que foram visitadas.

Apesar de alguns destes materiais se tratarem de novas tecnologias,

não é objetivo deste trabalho, alterar o sistema construtivo que é utilizado nestas

obras, o sistema de alvenaria convencional, pois estaríamos assim, esbarrando

em questões de costumes e paradigmas que nos custaria uma pesquisa mais

abrangente e com outro foco.

Encontramos obras com área de construção de 50, 60 até 70m², cujos

cronogramas apresentavam entre 3 e 4 meses para a sua completa execução e

algumas sofriam atrasos de até 3 meses do planejado.

Por este trabalho estar focado em residências de baixo padrão,

compreendemos que o cliente que contrata os serviços de construção destas

empresas pesquisadas tenha necessidades reais de que seu prazo seja

cumprido, assim sua família deixará de morar em casa de aluguel e a pessoa

passar a pagar e usufruir do que realmente é seu.


OBJETIVOS

Objetivo Geral

O objetivo deste trabalho é mostrar como pequenas ferramentas e simples materiais,

podem aumentar a produtividade em obras residenciais de baixo padrão.

Objetivo Específico

O objetivo específico deste trabalho é apresentar analogias entre o trabalho com

ferramentas e materiais comuns e o trabalho com as ferramentas e materiais

apresentados na pesquisa para a construção de residências de baixo padrão no

sistema construtivo convencional, sem prejuízos a qualidade final da edificação.

Este trabalho apresenta maneiras práticas que possuem características de aumentar

a produção no decorrer da obra, sem contanto, influenciar no sistema construtivo

que é o corrente em cidades menos desenvolvidas em relação a novas tecnologias e

qualificação da mão de obra.


JUSTIFICATIVA

Diante do cenário presenciado na construção civil, onde podem ser

notados diversos vícios e padrões construtivos, seja na escolha dos materiais,

na logística de entregas, na má aceitação ou até mesmo o preconceito das

novas tecnologias, temos de um lado:

A mão de obra, visivelmente desqualificada e ultrapassada perante as

novas tecnologias, seguida pelo imenso e crescente número de materiais e

técnicas construtivas sendo lançadas no mercado.

E de outro o consumidor final, muitas vezes com pouco ou nenhum

conhecimento sobre o assunto, unidos pelo descaso com o meio faz com que

seja indispensável um estudo amplo sobre o tema visando não apenas

conscientizar sobre novas técnicas construtivas, como também tornar mais

viável e acessível a edificação de baixo custo, porém com igual ou superior

qualidade do produto final.


METODOLOGIA DA PESQUISA

METODOLOGIA – trata-se da estratégia de trabalho


-tipo de pesquisa, população(universo envolvido na pesquisa)
-amostra(parteda população)
Materiais e métodos

-Análise e discussão de resultados – apresentação e discução dos resultados


obtidos na pesquisa, além da análise dos mesmos, par uma boa argumentação. A
Argumentação deve ser fundamentada, lógica e coerente.

Para o desenvolvimento deste trabalho, houve a necessidade de revisão


bibliográfica de fontes como a internet, normas, revistas do setor, livros e
panfletos de fornecedores de materiais, artigos publicados em seminários e
visitas a obras em andamento nas cidades de Águas de Lindóia-SP e Monte
Sião-MG..
METODOLOGIA

Neste trabalho serão desenvolvidos dois tipos de pesquisa:

• Pesquisa teórica: serão tratados todos os conceitos envolvendo os

sistemas construtivos, com suas fontes e canais.

• Pesquisa de campo: a pesquisa de campo será realizada em Monte Sião-

MG e Águas de Lindóia-SP por meio de entrevistas com pedreiros,

mestres de obras, e outros envolvidos no processo de construção.

O procedimento metodológico escolhido foi o estudo de caso da

indústria da construção civil de residências de baixo custo da região do sul de

Minas e Interior de São Paulo que se mostrou um campo fértil para a

investigação de diversos problemas relacionados à produtividade nas

construções residenciais.
DESENVOLVIMENTO

DEFINIÇAO DO TERMO

A produtividade pode ser definida como a quantidade do trabalho realizado em uma unidade
de tempo, normalmente horas, e é basicamente caracterizada como a relação entre os
resultados obtidos e os recursos utilizados.

“Produtividade é minimizar cientificamente o uso de recursos materiais, mão-de-obra,


máquinas, equipamentos etc., para reduzir custos de produção, expandir mercados,
aumentar o número de empregados, lutar por aumentos reais de salários e pela melhoria do
padrão de vida, no interesse comum do capital, do trabalho e dos consumidores”. (Japan
Productivity Center for Social – Economics Development ).

Peter Ducker afirmou que “sem objetivos de produtividade, o negócio não tem direção e
nem controle”.

A produtividade está intimamente ligada à melhor ou pior utilização dos recursos produtivos
disponíveis em uma empresa, dentre eles: espaço físico, ferramentas, mão-de-obra, insumos,
técnicas de gerenciamento, meio de transporte interno e externo, informatização, horário de
trabalho, etc.

• Reduzir custos;
• Reduzir refugo (desperdício);
• Reduzir tempo de processo;
• Reduzir a demanda de mão de obra;
ANDAIME METÁLICO

A montagem e desmontagem é extremamente rápida, e não requer o uso de


ferramentas e mão de obra especializada.

Figura x – Tipos e aplicações dos distanciadores confeccionados em obra


20mm
1123
Distanciadores para pilares, postes, vigas e lajes – tipo DTC (1), DT (2) e DAM (3)
12

Figura x – Tipos e aplicações dos distanciadores plásticos

Larguras das torres de andaimes:

• 1,0 x 1,0 m
• 1,0 x 1,5 m
• 1,5 x 1,5 m
• 2,0 x 2,0 m
1.1 Acessórios para andaimes:

• Travessa e diagonal
• Sapata fixa e ajustável
• Roda fixa e giratória
• Pranchas metálicas ou táboas
http://www.andaimesrolin.com.br/andaimes.html

http://www.zonalesteandaimes.com.br/produtos_descricao.asp?
lang=pt_BR&codigo_produto=32

ESCORA METALICA

Escora metálica como o próprio nome já diz, são torres metálicas com ajuste por
rosca que substituem a antiga escora de madeira, atualmente é comum encontrar
nas obras visitadas escoras com madeira do tipo “eucalipto”. O escoramento por
troncos de eucalipto são utilizados para escoramento de lajes e formas em vãos
livres e tem diversos pontos que podem contar negativamente às vantagens de seu
uso:

• Pouco reaproveitamento,
• Resistências variadas conforme sua bitola,
• Agressivo ao meio-ambiente por ser fruto de desmatamento,
• Ajuste mais demorado,
• Pouca precisão, necessitando ser ajustado com calços do tipo cunha,
• Pouca segurança por riscos de quebra,
• Alto peso para transporte,

O inverso é observado no uso das Escoras Metálicas:

• Aproveitamento total em outros pavimentos ou obras,


• Resistência ensaiada já de fábrica, podendo chegar a suportar cargas de até
10 toneladas,
• Ecologicamente correto, reduzindo o uso de madeira na obra,
• Ajuste fino por meio de rosca para aumentar ou diminuir a altura,
• Redução nos acidentes,
• Redução nos custos com mão de obra,
• Manuseio simples e montagem rápida.
• Leves para carregar.
http://www.multiequip.com.br/index.php?codpagina=00019316
BETONEIRA

A Betoneira é sem dúvidas a ferramenta que mais se destacou nesta pesquisa por
ser a ferramenta que pode ser utilizada na maioria das etapas da obra. Atualmente
poucas obras não utilizam esta ferramenta que mostra facilmente sua eficácia,

Garantindo uma mistura homogênea da massa, com capacidade do tambor para 320
litros, a betoneira é de fácil manuseio e instalação, além de agilizar serviço na obra e
diminuir custos.
Sua produção horária estimada com carga ideal de trabalho é de 4,0m³. Utiliza motor
trifásico ou monofásico de 220V.

Características Técnicas
Carga Ideal de Trabalho 260 litros
Produção Horária 4,0m³
Motor: Monofásico(220V) ou Trifásico
Betoneira

http://www.multiequip.com.br/index.php?codpagina=00019312
21/10/10
Carrinho masseira regulável
Cód.:CMR 1

Masseira e recipiente para água, montados em plataforma com altura regulável e rodízios, que
permitem a movimentação horizontal e posicionamento ergonomico na vertical
Vantagens do carrinho para a atividade de elevação de uma parede em alvenaria: •Economia;
•Melhoria das condições de trabalho;
•Disciplina férrea na colocação da argamassa (alta padronização);
•Eliminação de desperdício com material e tempo;
•Aumento na qualidade da alvenaria;
•Aumento da produtividade na execução da alvenaria;
•Possibilidade de orçamentos mais precisos (índices de consumo estáveis);
•Não esborro da argamassa nas laterais das camas das fiadas;
•Possibilidade de uso de qualquer tipo de argamassa (industrializada ou produzida na obra);
•Melhor utilização da mão de obra com uso de serventes para distribuir a argamassa na fiada com o
carrinho;
•Melhoria da limpeza e aspectovisual das paredes, tanto interna quanto externamente.

Escantilhão alvenaria vedação


Cód.:ESCv

Utilizado em alvenarias de vedação, oferece facilidade de instalação entre as lajes, garantindo perfeito
alinhamento, juntas uniformes da argamassa e alta produtividade dos operários
Posicionador de linha (blocos de madeira) - par
Cód.:KRA BL350

Utilizado na elevação da alvenaria, podendo ou não ser utilizado em conjunto com o escantilhão
Gabarito para janela
Cód.:GJ 1

Ajustável na largura e altura, oferece vãos precisos para instalação das janelas, tanto nas alvenarias
estruturais como de vedação
Gabarito para porta regulável universal
Cód.:GPR

Possibilita vãos com dimensões precisas e perfeita regularidade das laterais, abolindo a regularização dos
mesmos com argamassas. Por ser ajustável, permite larguras de 59 cm a 98 cm, e alturas até 2,30 m

Colher meia cana


Cód.:CMC 1

A colher meia-cana é Material: chapa zincada, é um equipamento indispensável para a elevação da


alvenaria. Sua utilização proporciona economia de até 50% da argamassa utilizada Comprimento: 40 cm
http://www.inovarequipamentos.com.br/?pg=lista_produto&c=7&i=todos

EQUIPAMENTOS SUGERIDOS Vigas e colunas pré-moldadas


ARGAMASSA PRE FABRICADA. Carrinho para argamasa;
2 ESCORAMENTO METÁLICO

Estribos comprados prontos.

DISTANCIADORES PLÁSTICOS
Distanciadores: cocadinha de argamassa (DtC’s) e distanciadores plásticos
(DtP’s)
Os distanciadores têm a função principal de garantir a distância entre a ferragem e a
fôrma, de
modo que o cobrimento seja exatamente o projetado e exigido pela norma NBR
6118:2003.
CONCLUSÃO

Percebe-se que com ferramentas simples, pode-se obter ganhos em


produtividade, estes ganhos também são vistos com as tabelas de composição de
preços para orçamentos TCPO (PINI, 2002) que apontam redução no uso de ajudantes, tais
ferramentas não implicam na alteração do sistema construtivo e também não
demandam treinamentos para sua aplicação nas obras estudadas por serem
ferramentas com utilização simples e intuitiva por conta da mão de obra, que tem
também a demanda reduzida.
Ressalta-se que neste trabalho focou-se apenas a melhoria da produtividade
perante a aplicação de novas ferramentas, pode-se também observar ganhos em
produtividade em observações de outros processos a partir da administração da
obra até a escolha do sistema construtivo, observações estas que não foram
objetivo deste trabalho.
REFERENCIAL TEÓRICO

Layout do canteiro de obras; NR18

Sistemas de Qualidade e Organização

Políticas de Bônus e Incentivos

Capacitação e treinamento da mão-de-obra;

Práticas gerenciais de controle;

Utilização de insumos;

Estrutura organizacional da empresa.

Processos de produção;

Metodologia de trabalho utilizada;

Câmara Brasileira da Indústria da Construção – CBIC

XXVI ENEGEP - Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006 - ENEGEP 2006


ABEPRO 7

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13529. Execução de


revestimento de paredes e tetos de argamassas inorgânicas. Rio de Janeiro, 1995.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7200. Revestimento de


paredes e tetos de argamassas inorgânicas. Rio de Janeiro, 1998.

Norma NBR 7200 (ABNT, 1998) – Tempo de cura da Argamassa.

BIBLIOGRAFIA

• ABNT 6023
• NR18

PINI TCPO 12, TABELA DE COMPOSIÇÃO DE PREÇOS PARA ORÇAMENTOS,EDITORA PINI, 1 ED.
SÃO PAULO, 2003,

Ganhos em produtividade decorrentes de inovação tecnológica na


construção civil: o uso dos distanciadores plásticos no sub-setor de

edificações. XXVI ENEGEP - Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006

Berto Luiz Freitas Peixoto (CENTEC-LN) bfpeixoto@uol.com.br


Maria de Lourdes Barreto Gomes (UFPB) marilu@ct.ufpb.br

CRONOGRAMA

• Visitas e entrevistas – Meses de Julho e Agosto de 2010.

• Pesquisas na Internet de tecnologias, ferramentas, condições,

organização e técnicas de trabalho – Meses de Agosto e Setembro.

• Formatação da pesquisa e conclusão do trabalho. – Meses de Setembro

e Outubro.