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ERRATA

REVISTA DA EBD DE ESCATOLOGIA – DICKSON MEDEIROS

ANTES DE COMEÇAR LEIA ESTA OBSERVAÇÃO

No ano de 2008 houve uma de série de 04 revistas (no. 36, 37, 38 e 39) sobre escatologia, na Igreja Missão Evangélica Pentecostal do Brasil.

Fui convidado para escrever a quarta revista de no. 39. Infelizmente a revista perdeu duas lições do arquivo original: a lição 04 e 13. Já a lição 05 e 07 entraram,
porém com uma diagramação que dificulta o entendimento e omissão de uma tabela.

O organizador desta revista (Pr. Alfredo Galvão) designou um revisor para finalizar o arquivo da mesma e, este revisor infelizmente enviou o arquivo final com
diversos erros, bem como a lição 4 trocada para o diagramador da gráfica.

A lição 04 foi escrita pelo Pb. Luzimar Dourado na revista 38 acabou sendo repetida na de no. 39. Portanto, eu (Dickson Medeiros), que sou o escritor da revista
no. 39, da lição 1 até a 12, acho importante que se explique estes detalhes, pois perdeu-se para o público o capítulo de maior curiosidade (4. O 666 e o anticristo)
devido a este erro.

Outra lição que não entrou foi a lição 13 (13. Atualidades da Vinda de Cristo), escrita pelo Pr. Alfredo. Assim, trazemos ao final da revista, a integra original
além da lição 04, também a inédita lição 13 da revista e as lições 05, 07 que entraram, mas aqui virão com diagramação original de melhor
entendimento e, mais extras do sinal do sol e da lua (Mt 24).

Não há uma correção do português profissional nestas lições originais, pois foram feitos antes de serem enviados para a correção que gerou a
revista, contudo, verá-se uma boa tentativa.

Prof. Dickson Medeiros


Sítio do Autor:
www.novosceus.com
Contato:
dickson.medeiros@gmail.com
A lição 04 foi escrita pelo Pb. Luzimar Dourado na revista 38 acabou sendo repetida pelo erro citado
acima na de no. 39. Portanto, eu (Dickson Medeiros), que sou o escritor da revista no. 39, da lição 1
até a lição 12, acho importante que se explique estes detalhes, pois perdeu-se para o público um dos
capítulos de maior curiosidade (4. O 666 e o Anticristo) devido a este erro. No final desta revista,
veja o arquivo original.
Outra lição que não entrou foi a lição 13 (13. Atualidades da Vinda de Cristo), escrita pelo Pr.
Alfredo. Assim, no final desta revista, veja a integra original da inédita lição 13.
LEIA AGORA AS LIÇÕES ORIGINAIS 05 E 07 E AS QUE FALTARAM (04 E 13)
ESCATOLOGIA

PROF. DICKSON MEDEIROS SALES

“ALGUNS CAPÍTULOS ORIGINAIS DA REVISTA O GRANDE TRONO BRANCO”

Natal, 2008/2018.
No ano de 2008 houve uma de série de 04 revistas (no. 36, 37, 38 e 39) sobre escatologia, na Igreja Missão
Evangélica Pentecostal do Brasil.

Fui convidado para escrever a quarta revista de no. 39. Infelizmente a revista perdeu duas lições do arquivo
original: a lição 04 e 13. Já a lição 05 e 07 entraram, porém com uma diagramação que dificulta o entendimento
e omissão de uma tabela.

O organizador desta revista (Pr. Alfredo Galvão) designou um revisor para finalizar o arquivo da mesma e, este
revisor infelizmente enviou o arquivo final com diversos erros, bem como a lição 4 trocada para o diagramador
da gráfica.

A lição 04 foi escrita pelo Pb. Luzimar Dourado na revista 38 acabou sendo repetida na de no. 39. Portanto, eu
(Dickson Medeiros), que sou o escritor da revista no. 39, da lição 1 até a 12, acho importante que se explique
estes detalhes, pois perdeu-se para o público um dos capítulos de maior curiosidade (4. O 666 e o anticristo)
devido a este erro.

Outra lição que não entrou foi a lição 13 (13. Atualidades da Vinda de Cristo), essa substituída pela lição 13
escrita pelo Pr. Alfredo. Assim, trazemos agora, a integra original além da lição 04, também a inédita lição
13 da revista e as lições 05, 07 que entraram, mas aqui virão com diagramação original de melhor
entendimento, mais extras do sinal do sol e da lua (Mt 24).

Não há uma correção profissional do português nestas lições originais, pois foram feitos antes de serem
enviados para a correção que gerou a revista, contudo, se verá uma boa tentativa.

Prof. Dickson Medeiros


LIÇÃO 04

O 666 E O ANTICRISTO

TEXTO BIBLICO: “Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é
número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis” (Ap 13.18).

REFLEXÃO: A cada dia vemos que as profecias ditas no passado se cumprem mais e mais para a chegada de
um líder e Governo Mundial no futuro.

INTRODUÇÃO

Esta quarta lição, mais a décima terceira dizem respeito a atualidade profética sendo as mais especulativas deste
trimestre. No estudo das profecias é inevitável se especular, pois as profecias foram proferidas em grande parte
em meio ao simbolismo que nos deixam dúvidas ao se interpretar.

Entretanto, não podemos desprezar as especulações, pois também fazem parte do estudo das profecias. Se Deus
tivesse deixado as profecias num alto grau de clareza, seria inconcebível se especular, mas não foi isso que
Deus fez acerca das profecias do futuro.

Interpretar as profecias é uma tarefa que tanto se deve ter cuidado para não se chegar a absurdas especulações,
bem como, não se deve desprezar “previsões especulativas”, pois o que se especula hoje pode se cumprir
amanhã.

I – O 666 DO ANTICRISTO

Vejamos a passagem abaixo sobre o Anticristo:

“Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem.
Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis” (Ap 13.18)

A passagem de Ap 13.18 sobre o 666 é juntamente com Jo 3.16 as passagens mais lembradas da Bíblia aos
leitores da mesma. Esse número representa “o poder total” de um homem (o Anticristo), que há de surgir nos
últimos dias da Terra, mas só poderá dominá-la num curto espaço de tempo que a Bíblia chama de 42 meses
(Ap 11.2; 13.5; 17.10).

Várias interpretações têm sido dadas, vejamos as mais comentadas, que seriam: 1. A trindade do mal (diabo,
Anticristo e um falso profeta que seria diferente do Anticristo); 2. Nero; 3. Os Papas; 4. Algum personagem da
História que totaliza 666 no nome; 5. A consciência de cada pessoa que se afasta de Deus.

O número 666, apesar de ser um número como qualquer outro, não é bom ou mau, assim como um gato preto
ou branco, entretanto, é visto em meio a tirania e poder. O número como será explicado com mais detalhes
adiante representa o Poder para todas as as escolas de interpretação, unanimidade rara na interpretação do
Apocalipse.

O 666 (o Poder) não é bom nem mau, deveria ser apenas justo, contudo o 666 na história significa o “abuso” do
Poder, o Poder ditatorial. O número 666, esteve presente em muitos acontecimentos ditatoriais. Por exemplo, a
duração do acordo de não agressão e divisão da Polônia entre Alemanha e Rússia na II Guerra Mundial, teria
durado 666 dias, segundo o Pastor Severino Pedro da Silva. Jerusalém foi pisada pelos romanos por 666 anos
(de 31 AC a 635 DC). O mais impiedoso de todos os impérios, o império assírio, durou 666 anos, isso para citar
alguns eventos que envolvem o PODER ESTATAL.

Uma das interpretações acerca do 666, é que este número é visto no nome em hebraico do imperador romano
Nero que totaliza 666, outros lembram que o título que está sobre a tiara dos papas também totaliza 666. O
nome Hitler no alfabeto inglês também totalizar 666. Satanás em grego totaliza 666. E até John F. Kennedy e
Ronald Wilson Reagan são vistos contendo o 666, pois cada parte do nome de Reagan tem 6 letras.

Assim vemos o 666 em vários situações e personagens da história que obtiveram muito poder. Seria isso uma
coincidência? Penso que não. Vejamos agora alguns cálculos tirados do livro: “Apocalipse: versículo por
versículo” de Severino Pedro da Silva e outros acrescentados pelo comentador que vos escreve.

No hebraico as palavras são escritas sem a grafia das vogais, portanto o nome de Nero César (Neron Kaiser)
equivalente das consoantes em hebraico é “Nron Ksr”. Uma observação, o “o” (vav) em hebraico é uma vogal e
também uma consoante:

NERO CÉSAR
N R O N K S R Total
50 200 6 50 100 60 200 666

Tiara dos papas com o título em latin somado somente letras que têm função em algarismo romano: VICARIVS
FILII DEI:

VICARIVS FILII DEI - VIGÁRIO DO FILHO DE DEUS


V I C A R I V S Total
5 1 100 0 0 1 5 0 112
F I L I I
0 1 50 1 1 53
D E I
500 0 1 501
Total geral 666

Hitler no alfabeto inglês contando como A sendo 100, B sendo 101 e assim sucessivamente, também
encontramos o 666:
HITLER
H I T L E R Total
107 108 119 111 104 117 666

Satanás em grego (TEITAN) de acordo com o valor das letras gregas:

TEITAN
T E I T A N Total
300 5 10 300 1 50 666

Mas afinal quem é o Anticristo? Na verdade muitos se tem feito anticristo (I Jo 2.18 e II Jo 1.7), assim o espírito
do Anticristo (de satanás) já está no mundo antes de Cristo bem como nos dias de hoje (II Ts 2.7) e pode ser
visto na história e em pessoas como foi abordado acima.

Porém, o pior de todos os anticristos ainda está por vir, pois o 666 é o número de “UM HOMEM”. E não de
vários homens como citamos a pouco. Portanto, Nero, alguns papas, outros líderes religiosos, Hitler, Kennedy,
Reagan foram apenas sombras do verdadeiro Anticristo que ainda está por vir. O Anticristo será o chifre
pequeno e boca vistos em Dn 7.7; 9.27 e Ap 13.5. Este sim “cumprirá” todos os detalhes do significado do
666.

Em Gênesis vemos o homem criado no sexto dia da criação, sendo este número bíblico o número do homem
(6). E o que significa o 666? O 666 significa o poder total, em um homem que exercerá poder sobre os Três
Poderes da história, um homem (6) exercendo o papel de três homens (666). E quem são os Três Poderes da
história? Apesar do Executivo, Legislativo e Judiciário terem sido sistematizados mais fortemente a partir de
Montesquieu (1689-l755) e da Revolução Francesa (1789), eles sempre existiram na composição dos povos,
como por exemplo, em Israel, na Grécia em Roma, etc. Porém quanto mais voltamos ao passado, vemos que os
Três Poderes se concentravam geralmente nas mãos de UMA SÓ PESSOA (o Rei), que os exercia de forma
ditatorial. Por isso para entendermos o siginificado do 666, não podemos fazê-lo sem voltar ao passado, pois é
isso que o verso Ap 13.18 diz ao iniciar: “Aqui há sabedoria”, ou seja há ciência, conhecimento acumulado no
tempo para se entender todo o versículo. Vemos a interpretação abaixo pormenorizada:

VERSO ORIGINAL

Ap 13.18: Aqui está a sabedoria (a). Aquele que tem entendimento (b) calcule o número da besta (c), pois é
número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis.

INTERPRETAÇÃO

Ap 13.18: Aqui está o conhecimento de como era composto o poder no passado (a). Aquele que tem habilidade
de interpretar como será o poder no futuro (b), calcule a composição [número] do Estado [da besta] (c), porque
será a composição (número) que um homem (Anticristo) DETERÁ SOBRE SI. Ora, essa composição (número)
é o Poder Total e ditatorial DE UM HOMEM sobre os Três Poderes (6 – executivo; 6 – legislativo; 6 –
judiciário).

Ou seja:

(a) Sabedoria = Conhecimento relativo a saber (conhecimento acumulado), portanto, entendendo o Poder no
passado.

(b) Entendimento = Conhecimento relativo a inteligência (habilidade presente), portanto, entendimento do


Poder atualmente (no presente) e no futuro.

(c) Número da besta = O NÚMERO DO ESTADO (PODER). O número é uma “composição avaliativa”,
portanto, o número da besta significa a composição do Estado (do Poder), pois, como sabemos, o termo “besta”
é um dos poucos símbolos na escatologia profética que é entendido de forma unânime, ou seja, significa para
quase todos os intérpretes o PODER. Assim, na COMPOSIÇÃO do Poder, em toda história houve os três
poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. No futuro surgirá um Poder Total sendo exercido por um só
homem (6), fazendo o papel de três homens (666), por isso, 666 é o número de “um” homem futuro que terá
todo o poder na Terra, o Anticristo.

Vejamos o que diz Is 33.22:

“Porque o SENHOR é o nosso juiz, o SENHOR é o nosso legislador, o SENHOR é o nosso Rei; ele nos
salvará” (Is 33.22)

Satanás quer imitar a Deus que tem “todo o Poder”, assim interpretar o significado do 666, a princípio não é
primordialmente achar o nome do Anticristo no passado ou no futuro, mas entender que “um homem” no
futuro exercerá o PODER ditatorialmente como no passado “tantos anticristos” exerceram o 666 (o Poder
total).

Alguns pensam que seu nome poderá reviver outros dois imperadores e poderia ser Rômulo, pois Roma foi
fundada sobre um Rômulo (6 letras em português), caiu em 476 DC sobre um Rômulo (6 letras) e “poderia” ser
ressuscitada no futuro (Dn 7.7 com Ap 13.1-3,14; 17.8) por um terceiro Rômulo (6 letras). Isto é uma
especulação, pode ocorrer ou não.

Porém o que foi enfatizado aqui é que na verdade o principal significado do 666 é entender que o número
representa a História do poder ditatorial de vários impérios e pessoas e que vai ser revivida no futuro por um
homem que tentará imitar Deus (Is 33.22) e exercerá a função de três homens, por isso 666, pois o número do
homem na Bíblia é o da criação (6). Assim, um homem fazendo a função três homens é 666, onde exercerá o
poder executivo (um homem - 6), o poder Legislativo (um homem – 6) e o poder judiciário (um homem – 6).
Ou seja, a imitação do poder total numa só pessoa como diz Is 33.22.

Apesar de ser altamente provável que o Anticristo futuro também terá a soma do seu nome equivalente a 666,
contudo, hoje eu pergunto: o que é o 666,? Só no futuro saberemos?

Não, respondendo detalhadamente digo: significa o número (a composição) da besta (do poder) nas mãos do
futuro governador mundial (o anticristo) que deterá o poder total do Planeta.

Respondendo sucintamente digo: o 666 significa o último império e imperador mundial com poder total para
legislar, julgar e presidir o mundo ditarialmente com uma identidade mundial futura.

II – O 666 E A TECNOLOGIA ATUAL?

Quando interpretamos o 666, sempre existem várias formas de entendê-lo, desde descobrir uma pessoa (1)
neste número, um significado, O PODER TOTAL (2) ou entendê-lo como uma tecnologia (3) do futuro que
quem não tiver o número da besta, não poderá comprar ou vender.

O 666 é tudo isso, pessoas do passado e o Anticristo futuro podem ser identificados numericamente, o sentido
do número como “poder total” sobre os Três Poderes também deve ser visto no 666.

O significado para o 666 no futuro, é a “marca da besta”, ou seja, a “Identidade Mundial do Governo
Mundial futuro” que se implantará na Terra, para que ninguém possa comprar ou vender se não tiver a
identidade deste Governo Mundial ditatorial. Isto não parece símbolo, pois deverá ser uma situação “real” do
futuro, assim como foi na II Guerra Mundial onde os judeus eram tatuados nos braços e controlados pelo
nazismo de Hitler.

Ao que parece, apesar do realismo desta marca (Identidade) futura, não significa necessariamente que as
pessoas do mundo no futuro receberão um número 666, pois como já dissemos, 666 tem mais o significado
representativo do Poder na história. O mais provável é que no futuro ocorra um cadastramento geral da
humanidade para receber uma identidade mundial, não significa que todos receberão o número 666, mas uma
identidade que representa o 666 (o Poder total).

É de se espantar que eventos já ocorridos na História da Terra tenham aspectos tão semelhantes com o
Anticristo, pois Jesus compara o Anticristo à Antíoco Epifânio que fez a profanação do Templo, queimou a Lei
e proibiu a fé. Na Revolução francesa, a Bíblia e a fé cristã foram proibidas. E como já dito na Alemanha
Nazista os judeus “RECEBIAM UM NÚMERO” tatuado no braço para serem controlados pelos nazistas. No
futuro, penso como muitos outros comentadores, que o mundo todo estará sob o controle do Governador
Mundial (o Anticristo), e terá que receber a marca da besta, que é um número (uma Identidade Mundial) para
poder comprar e vender “literalmente” como diz a palavra de Deus.

Hoje, o mundo já está preparado para se quiser fazer um cadastro geral da humanidade muito mais eficiente e
regulador do que os atuais. No Brasil, por exemplo, já é usado um sistema de identificação pessoal para entrada
nos consultórios médicos, operado por algumas empresas de plano de saúde. O cadastro e assistência é feito, por
meio da leitura das digitais das mãos, que são postas no visor de um pequeno leitor das digitais. Hoje, já existe
também microchipes que podem ser implantados na pele e identificar uma pessoa por GPS contra seqüestros.
Outra tecnologia é a leitura da íris dos olhos. De forma que no futuro uma dessas tecnologias ou ainda outra por
vir, assumirão o papel de regular os cidadãos do mundo, com uma identidade mundial por meio das mãos e/ou
da testa deles.

III. AS NAÇÕES DO ANTICRISTO


Segundo Ap 11.8 e Dn 7.7, o Anticristo deverá ter a capital do Governo Mundial que dominará a Terra em
Roma, visto transparecer “profeticamente” nestes versículos a cidade de Roma e a famosa Praça de S. Pedro
que viria a nascer tempos depois da morte de João.

Esta famosa praça da grande cidade (Ap 11.8) é identificada com o adjetivo “grande”, igualmente como o
“grande” da grande cidade que está citada e interpretada pela maioria dos intérpretes em Ap 17.18 como
sendo Roma.

Em Apocalipse 13.3,14; 17.8 e Daniel 7.19-25 há margem para se entender que Roma deverá ser novamente a
cidade destaque do mundo de onde sairá as ordens de um Governo Mundial formado por um Conselho de Dez
Países e do Anticristo. Não podemos dizer com certeza total que a capital do Conselho de Dez Países seja só em
Roma, porque o Anticristo terá uma ligação muito forte com a Rússia (Eze 38 e 39). Talvez no futuro, o líder
mundial, o Anticristo, divida a sua cidade governo entre Roma e Moscou, assim como Constantino e diversos
imperadores fizeram no passado em Roma e Constantinopla.

Com certeza a grande força militar do Anticristo estará na terra de Magogue (a Rússia, Dn 2.40-43 com Ez 38)
mas a força política estará na Itália (Dn 7.7, 19-25; Ap 11.8; 13.3,14; 17.8). Ainda que alguns façam
equivocadamene, distinção entre o Anticristo e Gogue.

A nacionalidade do Anticristo porém é difícil de determinar, ele provavelmente terá ascendência judia (Gn
49.16-17 com Ap 13.11) russa ou iraniana (Is 21.1-2 com Eze 38.2,5), ou até mesmo duas ou três destas
ascendências. Poderá ser um italiano, pois Roma será a sede do Governo Mundial (Dn 7.7, 19-25; Ap 11.8;
13.3,14; 17.8), ou apenas usará a cidade como sede do poder quando vir de outro país. Estas são as maiores
possibilidades segundo a Bíblia. Pode ser que seja um russo de mãe judia nascido no Irã e criado na Rússia ou
Israel, quem saberá?

O que se sabe é que ele liderará uma grande confederação de países que atacará Israel por todas as direções,
mas que no final de tudo será traído pelos asiáticos (e provavelmente pelos muçulmanos: Ez 38; Ap 9.13-
19;16.16), onde esses trariam um grande exército para invadir a Europa, pondo o mundo no holocausto nuclear
em que morrerá um terço da humanidade (Jl 3.12-14; Is 34.1-10; 63.1-6; Ez 38.21; Zc 14.16; Ap 9.16,18; 14.18-
20; 16.16; 19.15).

CONCLUSÃO

Não podemos saber com certeza acerca da nacionalidade do Anticristo ou de quem serão as Dez Forças no
futuro que governarão a sétima cabeça (O Governo Mundial) que está por vir. Porém, sabemos que o Anticristo
é uma pessoa real, descrito claramente, pelo menos, “sete vezes” na Bíblia. É verdade que algumas citações não
são tão explicitas como Gn 49.17 com Ap 13.11; Is 21.1-2; Is 33.1; Dn 8.24; Dn 11.35-44; Ez 38.1,14-17; Ez
39.11 ou Ap 9.11; onde entra o raciocínio interpretativo (pesquise).

Mas vemos claramente passagens que apontam para este personagem de forma direta e clara, onde não há
cabimento negá-lo como querem alguns “cristãos” liberais. Algumas dessas passagens onde o Anticristo dos
últimos sete anos da Terra pode ser visto claramente são: Ez 38.17-18; a “boca” de Dn 7.20 com a “boca” de Ap
13.5-7; 1 Jo 2.18; Ap 13.11; Dn 9.27; (Dn 8.13 e Dn 9.27) com Mt 24.15; II Ts 2.3 (leia).

Fazendo comparação entre estas passagens claras com as outras “não tão explícitas” a “principio”, vemos como
esta personagem pode ser encontrado pelo menos dezessete vezes nas Escrituras.

Simplificando, repetimos, o significado do 666 é o último império e imperador mundial com poder total para
legislar, julgar e presidir o mundo ditarialmente com uma identidade mundial futura.
LIÇÃO 05

A IRA DE DEUS

TEXTO BÁSICO: “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso
Senhor Jesus Cristo” (I Ts 5.9).

REFLEXÃO: A Ira Deus é a abertura das sete trombetas que danificarão a Terra e que ocorrerão após o
arrebatamento da Igreja.

INTRODUÇÃO

A linguagem profética nos adverte sobre sete selos que Cristo abre no livro do Apocalipse, e no sétimo selo que
contém a Ira de Deus são tocadas sete trombetas que ferirão a Terra literalmente. Mais adiante no tópico II desta
lição explicaremos a ordem e os efeitos dos sete selos, sete trombetas e sete taças.

Alguns intérpretes americanos como Marvin Rosenthal, diz que a Ira de Deus se dá a partir do sexto selo (Ap
6.14-17) onde ocorre o arrebatamento, sendo esta Ira consolidada a partir do sétimo selo (Ap 8.1-6) que
“contém” a Ira de Deus das sete trombetas

Segundo os mesmos intérpretes, pré-iristas, o sexto selo relata, portanto, o arrebatamento da Igreja, assim,
anterior a Ira de Deus que só é despejada depois no sétimo selo.

Mais adiante, veremos a ordem interpretativa dos selos e das trombetas conforme os intérpretes pré-
tribulacionistas e conforme os pré-iristas e de escola eclética.

I. A IRA DEPOIS DO ARREBATAMENTO

É certo que a Igreja não passará pela Ira de Deus e pela perseguição do Anticristo, pois a VINDA de Cristo
descrita como arrebatamento, será repentina, como ladrão segundo Mt 24.43-44 I Ts 5.2 e Ap 3.3, mostrando
assim, que não tem fundamento que a Igreja sofrerá ou passará muito tempo com o Anticristo na Terra, pois se
assim fosse, a VINDA de Cristo não seria repentina como ladrão, conforme faz ver a palavra de Deus, pois
saberia todos os detalhes descritos na palavra de Deus que antecederiam o retorno de Cristo. Assim, é
impossível, a Igreja está aqui na Terra no tempo da Ira de Deus e da Grande Tribulação, pois a Vinda
“repentina” tem de se cumprir conforme os já mencionados Mt 24.43-44 I Ts 5.2 e Ap. 3.3.

Isto não quer dizer que não possamos presenciar brevemente a chegada do Anticristo ao poder e que nenhum
sinal predito nas profecias antes do arrebatamento não possa acontecer. Mas quando ocorrerem tem de ser
repentinos também, tal qual será o arrebatamento da Igreja, pois a Vinda de Cristo para arrebatar sua Igreja é
descrita como um ladrão na noite. Porém, para o pré-tribulacionismo o Anticristo só se manifesta após a saída
da Igreja. Marvin Rosenthal diz que o Anticristo surge antes do arrebatamento. Penso que brevemente, antes do
arrebatamento (II Ts 2.1-3), se dará seu aparecimento no mundo. Esta aparição é tão iminente quanto o
arrebatamento, portanto assim que Ele aparecer a Igreja o verá (II Ts 2.3), mas rapidamente será arrebatada para
se cumprir a Vinda de Cristo como o “ladrão na noite” de Mt 24.43, I Ts 5.2,4 e Ap 3.3.

Devemos lembrar também, que apesar da Vinda de Cristo ser repentina, a Bíblia fala também que a Igreja de
Cristo não será pega de surpresa conforme diz claramente a palavra de Deus em Am 3.7, Mt 25.6, I Ts. 5.2 e Ap
3.3.

Porém voltando a questão do arrebatamento, fazemos uma indagação: a Igreja será arrebatada antes do
aparecimento do Anticristo ou depois dele? Conforme foi explicado em lições anteriores, a maior parte dos
intérpretes entendem que a Igreja não verá o Anticristo, embora há outros que entendem que a Vinda de Cristo e
Dia do Senhor descritos em Joel 2.31 e II Ts 2.1-3 diria o contrário, ou seja, que esta Vinda e Dia do Senhor
sendo o arrebatamento atestaria que antes do arrebatamento surge o Anticristo, quando II Ts 2.1-3 diz: “Irmãos,
no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos. 2 a que
não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra,
quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor. 3 Ninguém, de nenhum
modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da
iniqüidade, o filho da perdição”.

Há os que pensam que esses versos falam da Segunda Vinda de Cristo. Entretanto, outros vêem o
arrebatamento, pois o termo grego transliterado “Parúsia” (Vinda) é visto da mesma forma que “Vinda” em I
Ts 4.15 e Mt 24.43 que são passagens do arrebatamento. Na lição 13 essa Parúsia (vinda) será revista.

De qualquer forma, se vermos o Anticristo, como está escrito em II Ts 2.1-3, será algo muito rápido, pois a
palavra de Deus diz que a Vinda de Cristo é iminente, repentina, como ladrão. Assim, se o avistarmos, seremos
em pouco tempo arrebatados conforme faz ver os versículos que falam da Vinda de Cristo como ladrão,
caracterizando assim tanto o arrebatamento como a aparecimento do Anticristo como iminentes, ou seja,
deverão ocorrer a qualquer momento e rapidamente como ladrão.

Quanto a rapidez do “momento” do arrebatamento num abrir e piscar de olhos e como um relâmpago se
explicará melhor na lição 13, a diferença do que é o arrebatamento “repentino” (como ladrão, Mt 24.43 e I Ts
5.2,4) e da rapidez do “momento” do arrebatamento (como um relâmpago e abrir e piscar de olhos, Mt 24.27 e I
Co 15.52).

II . SELOS E TROMBETAS

Abaixo é colocado duas formas de entender os sete selos e sete trombetas do livro do Apocalipse. Uma é a dos
pré-tribulacionistas a outra é a dos novos intérpretes americanos, dentre eles os da nova corrente pré-milenista
de Marvin Rosenthal (os pré-iristas).

Isto não quer dizer que nesta segunda corrente, o que será exposta seja abordado de forma unânime pelos pré-
iristas, pois até dentre os pré-tribulacionistas há diversidade de opiniões. O pré-tribulacionismo, geralmente não
existe muitas diferenças quanto o entendimento dos selos e trombetas, embora alguns digam que as trombetas
ocorrem na primeira metade dos últimos sete anos da Terra diferente do exposto abaixo que falam da segunda
metade dos último sete anos da Terra.

A palavra de Deus, desde Dn 9.27, fala de um período de sete anos em que se dará os últimos eventos proféticos
da Terra, este tempo é visto por João como 1.260 dias que são 3,5 anos (1ª. Metade), sendo somados a 42 meses
que também são 3,5 anos (2ª. Metade).

Os sete selos, sete trombetas e sete taças visto pelos pré-tribulacionistas e pelos pré-iristas:

PRÉ-TRIBULACIONISMO
DEPOIS DO ARREBATAMENTO
1ª. metade de 3,5 anos 2ª. metade de 3,5 anos
1º Selo – o Anticristo 1º Trombeta – sobre a Terra 1º Taça – sobre a Terra
2º Selo – a guerra 2º Trombeta – sobre o mar 2º Taça – sobre o mar
3º Selo – a fome 3º Trombeta – sobre os lagos 3º Taça – sobre os lagos
4º Selo – a peste/mortandade 4º Trombeta – sobre sol e lua 4º Taça – sobre sol e lua
5º Selo – mártires 5ºTrombeta – demônios 5º Taça – trevas trono da besta
6º Selo – sinal no sol 6º Trombeta – cavaleiros 6º Taça – seca no Eufrates
7º Selo – sete trombetas 7º Trombeta – sete taças 7º Taça – teremoto e saraiva
PRÉ-IRA E NOVOS INTÉRPRETES
ANTES DO ARREBATAMENTO DEPOIS DO ARREBATAMENTO – Começo da 2ª. Metade de 3,5 anos
4 cavaleiros durante toda História 7º Selo – sete trombetas e taças na 2ª. metade de 3,5 anos
1º Selo – o poder Não existe diferença entre taças e trombetas, ver Gên 41.25-28,32 e Sir Robert Anderson
2º Selo – a guerra 1º Trombeta e Taça – meteoritos sobre a Terra e trono da besta
3º Selo – a fome 2º Trombeta e Taça – vulcões sobre o mar
4º Selo – a peste/mortandade 3º Trombeta e Taça – grande meteorito sobre os lagos
Após a 1ª. metade de 3,5 anos 4º Trombeta e Taça – efeitos sobre sol e lua
5º Selo – últimos mártires 5º Trombeta e Taça – gafanhotos demoníacos – armas biológicas e dor ?
6º Selo – arrebatamento 6º Trombeta e Taça – cavaleiros – tanques de guerra ? o Armagedom!
Começa a 2ª. metade de 3,5 anos
7º Trombeta e Taça – A 2a. Vinda (Ap 10.7; Ap 11.15; Ap 14.18-20; Ap 19.11)

Literalismo. Apesar de todo o simbolismo do livro do Apocalipse, os melhores intérpretes do livro entendem
que as sete trombetas e sete taças são eventos literais.

Segundo o entendimento literal, como as sete trombetas estão para ocorrer depois do arrebatamento, não há
razão para se interpretar essas passagens historicamente como é o caso da besta de sete cabeças de Ap 12 e de
Ap 13.1 que fala das histórias dos sete impérios universais descritos na Bíblia.

O fato de aparecerem eventos de forma “repetida”, ou seja, as sete taças de uma maneira geral são uma
repetição das sete trombetas, faz com esses eventos sejam “confirmados” para ocorrerem literalmente assim
como foi a “repetição” do sonho do faraó que José interpretou, quando aquele sonhou com sete vacas magras
comendo sete vacas gordas e depois sete espigas magras comendo sete espigas gordas, tendo José dito que seria
sete anos de fartura que seriam comidos por sete anos de seca. Ele aconselha ao faraó para se preparar nos sete
anos de fartura e DIZ QUE que os sonhos “eram um só” e que Deus se “apressava em fazer” aquilo de forma
“real”, por isso falou de forma repetida, vejamos o que a Bíblia diz em Gên 41.25-28,32:

“25 Então, lhe respondeu José: O SONHO DE FARAÓ É APENAS UM; Deus manifestou a Faraó o que há de
fazer. 26 As sete vacas boas serão sete anos; as sete espigas boas, também sete anos; O SONHO É UM SÓ. 27
As sete vacas magras e feias, que subiam após as primeiras, serão sete anos, bem como as sete espigas
mirradas e crestadas do vento oriental serão sete anos de fome. 28 Esta é a palavra, como acabo de dizer a
Faraó, que Deus MANIFESTOU A FARAÓ QUE ELE HÁ DE FAZER. 32 O SONHO DE FARAÓ FOI
DÚPLICE, porque a coisa é estabelecida por Deus, e Deus SE APRESSA A FAZÊ-LA” (Gn 41.25-28,32).

Assim, esses versos acima nos mostram e confirmam que como as sete trombetas e sete taças têm o mesmo
conteúdo, devem portanto, serem interpretadas como um mesmo evento, assim como os dois símbolos dos
sonhos do faraó representavam “um só (Gn 41.26)”. Também dizia isto o escritor britânico Sir Robert
Anderson, na obra clássica da escatologia futurista: “The Coming Prince” (O Príncipe que Há de Vir).

Como a maioria dos intérpretes entende que as sete trombetas são literais, colocamos abaixo um resumo
atualizado de parte do livro de 2007 deste que vos escreve (SALES, Dickson de Medeiros. Apocalipse: O Livro
da História da Terra. p.188-189, 2007), onde é abordado “possibilidades” acerca das sete trombetas, vejamos
abaixo:

“... A Terra da primeira trombeta/taça até a última trombeta/taça estará sofrendo com o fogo, que é o juízo com
fogo falado por Pedro em II Pe 3.10-13. Erroneamente, alguns dizem baseados principalmente nesta passagem
de Pedro que a Terra acabará com fogo antes do milênio ou depois do milênio. A Terra será afetada pelo fogo
e pela água no tempo da Ira de Deus nos seus últimos 3,5 anos, mas nem acabará com fogo nem com água,
pois ainda haverá o milênio.
Veremos aqui as sete taças e sete trombetas. Podemos destacar de forma resumida, que elas têm
“provavelmente” o seguinte conteúdo:

Primeira trombeta/taça (Ap 8.7; 16.2): meteoritos caem sobre a Terra, ferindo os homens e provavelmente a
terça parte da vegetação da Terra nas florestas temperadas do hemisfério Norte;

Segunda trombeta/taça (Ap 8.8-9; 16.3): um vulcão ou vulcões explodem contaminando a terça parte da vida
marinha provavelmente do oceano Pacífico e a terça parte da economia do mundo;

Terceira trombeta/taça (Ap 8.10-11; 16.4-7): um grande meteorito (ou asteróide) com suas partículas caem
contaminando a terça parte (33%) dos lagos e rios do mundo. O lago Baikal e os Grandes lagos que fazem
parte da mesma latitude, “seriam” contaminados por uma fila de meteoritos, pois juntos têm cerca de 40 % da
água doce do mundo;

Quarta trombeta/taça (Ap 8.12; 16.8-9): a terça parte da luz do sol e da lua em relação a Terra são afetados;
parcial escuridão causa grande calor na Terra. Diversas hipótese podem ocorrer, desde da lua ser atingida
por meteoritos até o efeito estufa, ou algo semelhante. Isto pode ocorrer inclusive pelos distúrbios das três
primeiras trombetas, principalmente os gases das florestas queimadas e do vulcão da segunda trombeta. Com
os gases (fumaça) e o calor poderá se dar o derretimento do gelo dos pólos (aumentando o nível do mar em
100 metros) e o cumprimento da profecia de Jesus (Luc 21.25) acerca do avanço do mar sobre as cidades
costeiras, caso isto não se deva aos maremotos (tsunamis);

Obs: Estas quatro primeiras trombetas andam juntas, podemos dividir, porém, a atuação que os elementos
terrestres e cósmicos atingirão a Terra em quatro partes, sobre: a terra, mar, rios (lagos) e sol e lua. Depois
destas quatro primeiras trombetas, começa o que o livro do Apocalipse chama de três ais. Três ais porque são
mais especificamente jogados sobre os homens e não sobre a Terra. Os três ais descrevem as guerras finais da
Terra bem como a vitória de Cristo ao final da sétima trombeta/taça. Os três ais caminham juntos começando
provavelmente com a discórdia dentro de um Conselho de Dez Países ou Zonas (quinta trombeta/taça), o
Armagedom (sexta trombeta/taça) e a saraiva de pedras na intervenção de Cristo sobre o Armagedom em sua
Segunda Vinda (sétima trombeta/taça).

Quinta trombeta/taça (Ap 9.1-12; 16.10-11): Uma grande doença (vírus) oriunda de um gás biológico escuro
lançado por gafanhotos (seriam helicópteros?) se abate sobre a Terra, gerando 5 meses de sofrimento (Ap
9.2,5; Ap 16.10-11);

Sexta trombeta/taça (Ap 9.13-21; 16.12-16): a terça parte da população da Terra (se tomarmos a população
de “hoje”, 2 bilhões dos 6 bilhões, População de 2007), morreria na grande guerra das nações contra Israel
no Armagedom e na guerra entre elas mesmas (Zc 14.12-13; Ez 38.21-23 com Ap 9.18; Ap 16.21) devido suas
armas de destruição em massa: nucleares, químicas e biológicas (Zc 14.12-13 e Ap 9.18);

Sétima trombeta/taça (Ap 11.15-19; 16.17-21): a Segunda Vinda de Cristo para a Terra (Ap 10.7 com Ap
11.15) derrotando as nações no Armagedom. Um grande terremoto em Jerusalém (Ez 38.18-20; Zc 14.4-5)
repercutirá nas nações e em Roma (na sede do Anticristo) como o maior terremoto em força da história (Ap
16.18-20) mais uma saraiva de pedras que cairia sobre a Itália vinda provavelmente de erupções vulcânicas”.

 Terça Parte. No que se relaciona a terça parte da Terra destruída, apesar de vermos a literalidade destes
números, é evidente que existe um simbolismo na expressão “terça parte” das trombetas. Ao mesmo tempo,
que é simbólica é literal também no que se refere ao cumprimento físico das profecias no Planeta Terra.
Vemos a duplicação das sete trombetas em sete taças, também como confirmação que são eventos literais à
ocorrerem como foi as sete vacas e sete espigas gordas do sonho de faraó (Gn 41.25-28,32).

Mas quanto ao simbolismo da “terça parte”, significa o limite da oportunidade. Algo parecido com os juízos da
“terça parte da Terra” nas trombetas, pode ser vista em Am 1.3-15 e em Ez 5.2,12-13. Deus executa um juízo
sobre Jerusalém dividindo em três partes: peste, guerra e dispersão. Ou ainda fome, peste e espada citado em II
Cr 20.9. São estas pragas que Deus usa para quem passa dos limites. Desta forma as sete trombetas e a terça
parte significam na verdade três partes do juízo de Deus sobre a Terra como os juízos do passado contra as
nações e Israel (ver Am 1.3-15 e em Ez 5.2,12-13). De forma que vemos que a Terra estará mergulhada nestas
sete trombetas em pragas semelhantes que ocorreram no passado como: fome, peste, guerra e dispersão
descritos também nos quatro cavaleiros (quatro primeiros selos de Apocalipse 6) e em Lc 21.8-11.

III. GRANDE TRIBULAÇÃO

Como já comentado em revistas anteriores a esta, a Grande Tribulação será um período em que a Terra e seus
habitantes estarão sendo provados pelo Anticristo e pelas trombetas e taças da Ira de Deus. Este período é
descrito por alguns como sete anos, mas é entendido pelo pré-tribulacionista Thomas Ice, por exemplo, como
sendo na verdade apenas de 42 meses (Ap 13.4), na segunda metade dos últimos sete anos da Terra. E é
verdade, pois a primeira metade é descrita como de paz (Dn 9.27 e Ap 11.3; 12.6) ao contrário da segunda
metade dos últimos sete anos da Terra que é do “poder total” do Anticristo “depois” da quebra de um acordo de
paz (Dn 9.27 e Ap 13.4).

Após a tomada de poder do Anticristo na metade dos últimos sete anos da Terra estabelecendo uma Profanação
em Israel (Dn 9.27; 12.11 com Mt 24.15), começará a segunda metade dos últimos sete anos da Terra em que
serão despejados pelo sétimo selo que contém as sete trombetas e sete taças sobre a Terra, constituindo-se assim
na Ira de Deus que faz parte da chamada Grande Tribulação. Vê a revista nº 38 “A Grande Tribulação, o real
problema Mundial”.

CONCLUSÃO

Os juízos da Grande Tribulação vêm sobre os homens através do Governo Mundial futuro e o Anticristo (Mt
24.15), assim como pela Ira de Deus descrita no sétimo selo que contém as sete trombetas que afetarão a Terra
(1ª a 4ª. trombetas) e três ais (5ª. a 7ª. trombetas) que afetará a humanidade distante de Deus em sua própria
pele.

O juízo de Deus sobre os homens virá afetando toda a terra conforme nos faz ver Isaías 24.19-23 e Apocalipse
9.1-21. Quando Deus começar a estabelecer a sua justiça no mundo com o arrebatamento da Igreja e depois com
a Grande Tribulação e Ira de Deus, a humanidade sem Deus “não” se arrependerá da adoração de ídolos, da
invocação de espíritos, das feitiçarias, da prostituição nem dos seus roubos (Ap 9.20-21), demonstrando assim
que serão merecedores desse juízo e que é necessário Deus fazer justiça aos moradores da Terra.
LIÇÃO 07

490 ANOS PARA O MILÊNIO

TEXTO BÁSICO: “Setenta semanas (70x 7 = 490 anos) estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua
santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer a
justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos” (Dn 9.24).

REFLEXÃO: A profecia dos 490 anos para a chegada (e volta) do Messias Jesus, se completará quando o
Anticristo surgir nos últimos sete anos da Terra e findo estes sete anos Jesus vier instaurar o milênio na sua
descida sobre o monte das Oliveiras (Zc 14.4 e At 1.10-11).

INTRODUÇÃO

Esta lição talvez seja a lição que o leitor mais precise de atenção para entender a complexidade escatológica e
matemática acerca das setenta semanas (490 anos) profetizados a Daniel. Penso que as outras lições são mais
fáceis de entender, sendo esta, apesar de complexa, necessária para o entendimento daqueles que querem
entender a profecia bíblica. Caso você não entenda bem todos os detalhes, leia novamente, pois certos assuntos
proféticos somente com diversas leituras é que podemos entendê-los.

Não gostaria de escrever uma revista de estudo Dominical que fosse difícil de ser entendida, e acho que as
lições desta revista são acessíveis ao bom entendimento, entretanto penso que esta lição tem de ter este nível de
comentário devido a complexidade e importância do assunto.

As setenta semanas são sem dúvida, a profecia mais elaborada da Bíblia. Entender esta profecia será um dos
grandes testes para se constatar se o crente realmente crê ou não na inspiração das Escrituras e faz parte
daqueles “purificados” que entenderão as profecias conforme profetizou Daniel (Dn 12.10).

I. CONTEXTO HISTÓRICO DAS SETENTA SEMANAS (70 X 7)

Daniel em 538 AC (Dn 9.2), orava a Deus pelo cumprimento da profecia de Jeremias em que o povo de Israel
depois de setenta anos no cativeiro babilônico (Jr 25-11-12; 29.10) retornaria a sua Terra.

“No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi, pelos livros, que o número de anos, de que falara o
SENHOR ao profeta Jeremias, que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos” (Dn 9.2).

“Assim diz o SENHOR: Logo que se cumprirem para a Babilônia setenta anos, atentarei para vós outros e
cumprirei para convosco a minha boa palavra, tornando a trazer-vos para este lugar” (Jr 29.10).

Já estava terminando os setenta anos e o Senhor se preparava para libertar Daniel e seu povo através dos medos
(Dn 5.30-31) e do persa Ciro (Is 41.25; Is 45.13; Dn 7.5.) como estava profetizado por Jeremias e Isaías. Mas
mais importante que esta libertação de Israel do cativeiro babilônico era a libertação de “toda a humanidade”.

Daniel ora para a libertação do seu povo após 70 anos de cativeiro, mas Deus anuncia a Daniel outra libertação
ainda maior de 70 x 7, ou seja, de 490 anos que VIRIAM sobre Israel e o mundo. Ou seja, Jeremias falava de 70
anos para libertação de Israel, mas agora é dito a Daniel 70 x 7, para libertação do mundo, portanto 70 anos x 7
é igual a 490 anos.

Nas nossas bíblias está traduzido este tempo como setenta semanas, mas no original hebraico está escrito 70 x 7.
Mas como funciona a profecia das setenta semanas de Daniel (os 70 x 7 = 490 anos)?

II. MATEMÁTICA DIVINA NAS SETENTA SEMANAS (70 x 7 = 490 anos)


Entre parêntesis abaixo, está a interpretação de algumas palavras para melhor entendimento e alguns dados de
interpretação que serão detalhados e entendidos mais adiante. A profecia das setenta semanas de Dn 9.24-27
começa assim:

24 Setenta semanas (70x7 = 490 anos) estão determinadas sobre o teu povo (Israel) e sobre a tua santa cidade
(Jerusalém), para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer
a justiça eterna (o Messias Jesus), para selar (encerrar),a visão e a profecia (dos 490 anos) e para ungir o
Santo dos Santos (restauração do Templo do milênio).

25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém (ia ser dada em março de
445 AC, ver Ne 2.1-9), até ao Ungido (Jesus), ao Príncipe, sete semanas (7x7 = 49 anos) e (mais) sessenta e
duas semanas (62x7 = 434 anos); as praças e as circunvalações (de Jerusalém) se reedificarão (depois dos 70
anos de cativeiro), mas em tempos angustiosos.

26 Depois das sessenta e duas semanas [(7x7 = 49) + (62x7 = 434) / 49 + 434 = 483 (depois de 483 anos)],
será morto o Ungido (Messias Jesus em 11/04/32 DC) e já não estará (e o tempo profético será paralisado até
sua restauração nos últimos sete anos da Terra, Mt 24.15 e Ap 12.14); e o povo de um príncipe que há de vir
(Anticristo) destruirá a cidade e o santuário (romanos em 70 DC), e o seu fim será num dilúvio (dias finais da
Terra), e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas.

Obs. 1: Dn 9.27 vem adiante.

Obs. 2: de 21 de março de 445 AC até 11/04/32 DC, se calculados pelo programa de computador “Bíblia on
line”, registra-se 173.880 dias do nosso calendário que são 483 anos bíblicos de 360 dias (Gn 7.11 com Gn 8.3-
4), 483x360 = 173.880 dias.

Obs. 3: Portanto, a base para se interpretar a profecia dos 490 anos de Dn 9.24 não é pelo calendário ocidental
(365 dias), nem pelo judeu “atual” (354,5 dias), mas pelo antigo calendário bíblico diluviano e babilônico do
tempo de Daniel (360 dias), pois Gn 7.11 com Gn 8.3-4 mostram que o calendário nos tempos antigos era de
doze meses de 30 dias completos e que somavam um ano de 360 dias.

A profecia dita acima diz que partindo de março de 445 AC (Ne 2.1,9) e calculando-se 7x7 = 49 anos e 62x7 =
434 anos, que somados dão 483 anos (49 + 434 = 483 anos) haveria a chegada do Messias.

Esta contagem é feita pelo calendário profético bíblico de 360 dias, para transformar estes 483 anos em dias
ocidentais do nosso calendário de 365 dias, temos que saber primeiro quantos dias tem o bíblico:

483 anos x 360 dias = 173.880 dias

Ou seja, 173.880 dias é o período profetizado entre a ordem para reconstruir Jerusalém até a morte do Messias
Jesus.

Mais adiante será explicado detalhes para melhor entendimento, bem como, se explicará novamente porque que
de 445 AC até 32 DC são 476 anos ocidentais de 365 dias, mas 483 anos bíblicos-proféticos de 360 dias que
equivalem a 173.880 dias.

27 Ele (o Anticristo) fará firme aliança com muitos (nos dias finais da Terra), por uma semana (1x7 = 7 anos);
na metade da semana (depois de 1.260 dias, 3,5 anos, Ap 11.3), fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares (a
reativação do cerimonial judaico); sobre a asa (renovação, Ap 12.14) das abominações virá o assolador (ver Mt
24.15-16), até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele (o Anticristo, Dn 7.11,26; 11. 45;
Ap 19.20).
Na maior parte das Bíblias, vemos a tradução de Dn 9.24-27 as expressões “setenta semanas”, “sete semanas”,
“sessenta e duas semanas” e “uma semana” ao invés do entendimento de “quatro partes” numéricas que são:
70x7, 7x7, 62x7 e 1x7 como se encontra no original. Isto é um complicador para o melhor entendimento da
profecia, pois se fosse traduzido como está no original (70x7, 7x7, 62x7 e 1x7) ficaria mais claro o
entendimento da profecia sem precisar da interpretação de semanas de anos como é comumente abordado o
assunto.

AS QUATRO PARTES DAS SETENTA SEMANAS (70 X 7) = 490 ANOS


Período Evento Partes x sete anos Soma
Saída da ordem Começo da
445 AC (Ne 2.1) Profecia 1ª. parte: 7x7 = 49 anos (49 + 434)
Jesus é morto Final de 483 anos 2ª. parte: 62x7 = 434 anos =
32 DC (Lc 23.54) 483 anos
TEMPO PROFÉTICO INTERROMPIDO EM 32 DC
Reativação Tribulação 3ª. parte:1x7 = 7 anos 7 anos
SOMA TOTAL: 7 + 62 + 1 = 70
Soma geral Fim de Dn 9.24 4ª. parte:70x7 = 490 anos 490 anos

Mas por que é importante os 70x7? Porque é a chave para entender que Daniel orava pela libertação de Israel do
cativeiro “depois de 70 anos”. Como a profecia fala de 70x7, estava se referindo portanto de 490 anos pois 70
anos x 7 é igual a 490 anos. E que enquanto Daniel estava pedindo a libertação do cativeiro após 70 anos, Deus
lhe mostraria uma libertação ainda maior que falava da Primeira e da Segunda Vinda de Cristo à Terra como
veremos adiante.

A interpretação de Dn 9.24-27 começa no ano 445 AC da saída da ordem de Artaxerxes Longínamo para
reedificar os muros de Jerusalém. Depois de três ordens de imperadores a favor dos judeus para que os mesmos
reedificassem Jerusalém e o seu Templo (Esd 5.13 em 538 a 536 AC; Esd 6.8 em 520 AC; Esd 7.7-8,11-28 em
457 AC), foi a partir do ano 445 AC (Neem 2.1,7-9) que saiu a última ordem para reedificar os muros de
Jerusalém dada por Artaxerxes Longímano que reinou entre 465 a 425 AC. É esta ordem que é a correta para da
partida na interpretação dos 70x7 de Dn 9.24, segundo explicou magistralmente o britânico que viveu no
começo do século XX, Sir Robert Anderson no seu livro The Coming Prince (O Príncipe que Há de Vir).

A ordem: “No mês de nisã, no ano vigésimo do rei Artaxerxes (445 AC), uma vez posto o vinho diante dele, eu
o tomei para oferecer e lho dei; ora, eu nunca antes estivera triste diante dele” (Ne 2.1).

Infelizmente em Ne 2.1 não é dito o dia de nisã (março) que saiu a ordem para restaurar os muros de Jerusalém
por Artaxerxes, mas Sir Robert Anderson no seu livro The Coming Prince, destaca que é possível prever o 1º.
dia de nisã para nosso calendário ocidental devido o calendário de Israel ser lunar e todo 1º. de nisã ( de
qualquer ano) pode ser previsto “depois” da lua nova do calendário astronômico do equinócio de março/abril.

Em 445 AC, ano da data da ordem de Ne 2.1-9, a lua nova do equinócio caia em 13 de março de 445 AC.

Segundo Anderson se pegarmos 14 de março de 445 AC (*data provavelmente atribuída a 1º. de nisã) e
somarmos 173.880 dias até o dia 06 de abril do ano 32 DC, chegaríamos segundo ele no domingo (06/04/32
DC) anterior a páscoa da crucificação de Cristo em 11/04/32 DC. Pelo calendário astronômico Sir Robert
Anderson pensava que se cumpriu a profecia dos 483 anos (173.880 dias) de Dn 9.24-26 entre 14/03/445 AC
até o domingo de ramos de Jo 12.1,12 em 06/04/32DC.

 *Obs. 4: As datas do ano novo religioso judaico (1º. de nisã), geralmente eram calculadas de um a dois dias
depois da lua nova astronômica, excepcionalmente ocorre o 1º. de nisã ser o mesmo dia que ocorre a lua nova.
Por isso, Sir Robert Anderson, quando viu que a lua nova de março de 445 AC caia às 07:09 da manhã de 13
de março, atribuiu o dia seguinte como 1º. de nisã (14 de março) como era normalmente calculado.
 Obs. 5: Para o programa “Bíblia on line” da SBB, ocorre uma pequena diferença da lua nova astronômica de
445 AC, ocorrendo às 06:29 da manhã.

Mas voltando a falar dos 173.880 dias, temos que entender que esses significam os 483 anos bíblicos de 360
dias de Dn 9.25-26, ou seja, 483 anos x 360 dias = 173.880 dias.

Os 483 anos bíblicos, portanto, têm 173.880 dias. Mas por que 483 anos, a profecia não era de 490 anos?
Correto, porém devemos observar que da ordem para restaurar Jerusalém (445 AC) até Cristo (32 DC) se
passaram 483 anos bíblicos (173.880 dias).

Os 173.880 dias equivalem ao espaço de 476 anos do “nosso” calendário de 365 dias, veja: 445 AC + 32 DC =
476 anos ocidentais.

Caso você não tenha entendido ainda, tenha calma, pois mais adiante, está melhor explicado as divisões das
setenta semanas, continue lendo e aos poucos você entenderá.

O leitor poderá perguntar: e os sete anos depois dos 483 anos que vão totalizar os 490 anos onde entram, o
tempo parou? Sim parou, pois Jesus (o Messias) era o único que poderia trazer a paz a Terra descrita em Dn
9.24 e realizar a “LIBERTAÇÃO” final não só de Israel do tempo de Daniel mas de “toda humanidade” no fim
dos dias onde os últimos sete anos que faltam na profecia completarão os 490 anos preditos.

João e de Daniel em outras passagens, vêem os sete anos de Dn 9.27 como dois ciclos de 3,5 anos (1.260 dias e
42 meses) que vão totalizar sete anos que faltam e à serem comentados mais adiante.

Mas voltando ao raciocínio de Robert Anderson, penso que é o mais perfeito acerca da interpretação das setenta
semanas (70x7), bem como, é o mais utilizado pelas Igrejas evangélicas e que melhor esclarece
matematicamente a profecia de Daniel 9.24-27. Entretanto, penso que Anderson se equivocou no seu raciocínio
em apenas 5 dias para chegar na crucificação de Cristo ocorrida em 11 de abril de 32 DC. Anderson pára no
domingo de ramos (06 de abril de 32 DC).

Portanto, o raciocínio de Anderson é correto, mas a ordem não teria sido dada em 14 de março como acreditava
ele, mas em 21 de março de 445 AC, pois ele interpreta que o dia da saída da ordem para reedificar os muros de
Jerusalém em Ne 2.1 como o “1º” de nisã (14 de março de 445 AC). Mas em Ne 2.1 não é citado o dia, mas
apenas o mês de nisã (março de 445AC). Desta forma temos que especular que na verdade a profecia e o
método de interpretação foram perfeitos, mas não tendo sido encerrada 5 dias antes (06/04/32DC) da morte de
Cristo, mas haveria de se encerrar na própria sexta-feira de 11/0432 DC como afirma a profecia; e sabia
Anderson que era a sexta-feira da crucificação. Por isso, é preciso AVANÇAR “em sete dias” o “1º ” de nisã
(14 de março) de 445 AC e chegaremos perfeitamente no o dia da crucificação. É isso que vamos ver a seguir
nos cálculos abaixo.

III – CALENDÁRIOS

Os cálculos dos 490 anos de Dn 9.24 de Sir Robert Anderson é o mais adotado entre os evangélicos, até porque
é o único que responde com precisão a morte de Cristo numa páscoa de sexta-feira de 11 de abril de 32 DC se
saindo a ordem para restaurar os muros de Jerusalém em 445 AC. Thomas Ice põe a saída em 444 AC e o ano
final em 33 DC, que é também como boa possibilidade. Mas o impertante é o método perfeito de Robert
Anderson sobre as 70 semanas. Se há dúvidas no ano de saida, não há no método.
Vejamos como se cumpriu matematicamente parte da profecia dos 490 anos, completando-se assim primeiro os
483 anos que findaram na morte de Cristo, faltando, portanto, os 7 anos finais no fim dos dias que completam
os 490 anos de Dn 9.24.

Para Robert Anderson a profecia finda no domingo de ramos (06/04/32 DC). No meu entendimento, porém,
finda no dia da crucificação em 11/04/32 DC, sexta-feira pelo calendário astronômico:

Obs: O inicio da profecia dos 490 anos começa com a Saída da Ordem para reedificar os muros de Jerusalém
em 445 AC e termina no ano 32 DC com a morte de Cristo.

Calendário Ocidental de 365 dias (cálculos do ano teológico de 1aC para 1dC, sem o ano zero
astronômico)

 Obs. 6: O ano 445 AC adotado aqui “não põe um zero” do ano 1AC ao ano 1DC. Enquanto o calendário
astronômico põe o zero. Assim, o calendário astronômico data o ano citado de Ne 2.1 como 444 AC, enquanto
os teólogos grafam geralmente o ano 445 AC por não usarem o “o ano zero”.

 Para Sir. Robert Anderson

Início da Profecia = Saída da ordem em 14/03/445 AC até domingo de ramos 06/04/32 DC = 476 anos.

476 x 365 = 173.740 dias

Dias dos anos bissextos = 116 dias

Diferença (14/03/445 AC até 06/04/32 DC) = 24 dias

TOTAL: 173.740 + 116 + 24 = 173.880 dias

 Obs. 7: Cálculo feito baseado no calendário “gregoriano de 365,2425 dias”.

 Para o Prof. Dickson Medeiros

Início da Profecia = Saída da ordem em 21/03/445 AC até sexta-feira da crucificação 11/04/32 DC = 476 anos

476 x 365 = 173.740 dias

Dias dos anos bissextos em 476 anos [116 dias + (3 dias em 400 anos)] = 119 dias

Diferença (21/03/445 AC até 11/04/32 DC) = 21 dias

TOTAL: 173.740 + 119 +21 = 173.880 dias

 Obs. 8: Cálculos feito baseado no calendário “juliano” (365,25) é mais longo 1/128 da parte de um dia que o
gregoriano de 365,2425 dias e que era o adotado nos dias de Jesus. Se adotarmos o cálculo gregoriano a “data
de saída” seria 3 dias a menos (-3), 18/03/445 AC, ao invés de 21/03/445 AC, mas findaria também em
11/04/32 DC.

Estes 173.880 dias de 21/03/445 AC até 11/04/32 DC podem ser constados precisamente no programa de
computador “Bíblia on line”. É necessário, entretanto, você fazer os cálculos no menu “utilitários e calendário
histórico”.

 Calendário bíblico de 360 dias


Os 483 anos bíblicos profetizados desde de 445 AC até o ano 32 DC do calendário ocidental, se forem
multiplicados por 360 dias bíblicos, pois o calendário bíblico é lunar, vai somar o mesmo número do calendário
ocidental acima, 173.880 dias, vejamos:

483 x 360 = 173.880 dias

Na verdade a profecia dos 490 anos de Dn 9.24 foi feita pelo calendário bíblico de 360 dias (ver Gn 7.11 com
Gn 8.3-4.), mas através de cálculos no calendário ocidental, vemos a perfeição dos 173.880 dias dentro do nosso
calendário.

Conclusão. Creio que aqui está mais claro o cálculo. Se você ainda tem dúvidas, dê uma olha acima na tabela
que fala na “A divisão das setenta semanas (70 x 7) = 490 anos” e veja também os versículos digitados no
começo do assunto com algumas informações. Depois volte para aqui nos títulos “calendário ocidental de 365
dias” e “calendário bíblico de 360 dias” e você entenderá bem a interpretação mais usada entre os evangélicos
que diz que de 445 AC até o ano 32 DC se cumpriram os primeiros 483 anos (173.880 dias) da profecia dos 490
anos de Dn 9.24.

IV. OS ÚLTIMOS 7 ANOS DOS 490 ANOS

Por que o tempo parou nos 483 anos no ano 32 DC? Porque Cristo cumpriu a primeira parte da profecia que
continha 483 anos que findavam no dia da sua morte em 32 DC. E para ocorrer o que está profetizado em Dn
9.24, depois da morte de Cristo, só será possível com a Volta de dEle que fará: “cessar a transgressão, dará fim
aos pecados, expiará definitivamente a iniqüidade e trará a justiça eterna”.

Alguns intérpretes não acreditam na interpretação que os últimos sete anos da profecia dos 490 anos de Dn 9.24
vão se cumprir no futuro, mas Daniel e João falam deste tempo (Dn 7.25; 12.7; Ap 11.2,3; 12.6,14; 13.5), além
de podermos destacar pelo menos três passagens que se harmonizam entre o Antigo e o Novo Testamento
acercas da “reativação” do tempo dos 490 anos nos últimos dias da Terra com seus sete anos finais, vejamos:

Profecia de Daniel:

“Ele (o Anticristo) fará firme aliança com muitos (nos dias finais da Terra), por uma semana (1 x 7 = 7 anos);
na metade da semana (depois de 1.260 dias = 3,5 anos), fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a
asa (Ap 12.14) das abominações virá o assolador (ver Mt 24.15-16), até que a destruição, que está
determinada, se derrame sobre ele (Dn 7.11,26; 11. 45; Ap 19.20)” (Dn 9.27).

Comparar com asas das abominações virá o assolador de Dn 9.27:

Jesus disse:

“Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê
entenda), 16 então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes” (Mt 24.15-16).

Comparar com a renovação das asas de Dn 9.27.

Apocalipse:

“E foram dadas à mulher as duas asas da grande águia (asas de Dn 9.27), para que voasse até ao deserto, ao
seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente”
(Ap 12.14).

1. Obs. 9: Um tempo (1), tempos (2) e metade de um tempo (0,5) somado totaliza: 1+2+0,5 = 3,5, ou seja, 1.260
dias, pois 1.260 dias são 3,5 anos de Ap 12.6,14.
A primeira metade dos últimos sete anos da Terra, ainda será de paz, pois até ser quebrado um acordo entre
Israel e os países visto em Dn 9.27, haverá paz. É o que o livro do Apocalipse chama de 1.260 dias (Ap 11.3) e
as asas de Ap 12.14 mostradas acima confirmam isso na reativação dos últimos 7 anos da profecia dos 490 anos
de Dn 9.24-27.

Porém o acordo entre Israel, os países e o Anticristo será quebrado conforme Dn 9.27 e começará então a
segunda metade dos últimos sete anos da Terra, que é chamada de 42 meses (Ap 13.5). Mateus 24.15 mostra
isso, ou seja, a confirmação que os sete anos da profecia de Dn 9.27 SÃO os dias finais como atesta cabalmente
Jesus em Mt 24.15-16. João livro do Apocalipse ao falar de dois períodos de 3,5 anos que totalizam 7 anos
[(1.260 dias, Ap 11.3; 12.6,14) (42 meses, Ap 11.2; 13.4)], está falando dessa forma da “reativação” dos sete
anos de Dn 9.27, interrompidos na morte de Cristo no ano 32 DC.

CONCLUSÃO

É essencial entender a profecia das setenta semanas, ou melhor, dizendo, dos 490 anos, pois assim como depois
de 70 anos, Deus cumpriu suas profecias e sua palavra para com o povo de Israel ditas por Jeremias e os
libertou do cativeiro, assim será no futuro “quando” nos últimos sete anos da Terra dos 490 anos preditos em
Dn 9.24, se cumprirá o final destes 490 anos e a promessa de Deus que fará chegar a paz e a Justiça eterna na
Volta de Cristo à Terra.

É impressionante ver que a profecia dos 490 anos prever “através da história e da matemática” não somente a
vinda do Messias Jesus na sua primeira Vinda, mas na sua Segunda Vinda, pois a profecia termina justamente
na Segunda Vinda de Cristo à Terra justamente após o fim dos últimos sete anos da Terra e inaugura o milênio,
quando é dito ainda em Dn 9.24 que será ungido o Santo dos Santos para a construção do Templo do milênio.

Os detalhes não cumpridos da profecia mostram na verdade a veracidade dos 490 anos, pois se a profecia já
tivessem se cumprido, o mundo já estaria “liberto” e desfrutando da justiça e paz do messias no milênio como
dito em Dn 9.24.

Mas é necessário que se cumpra a volta de Cristo com poder e glória (Ap 19.11 e Dn 2.44), para que toda a
profecia dos 490 anos se cumpra, e os judeus aceitem Jesus como o Messias. Profeticamente está escrito que
eles chorarão pelo unigênito de Deus (Jesus, Zc 12.10) quando estiverem sitiados pelas nações em seu território
(Zc 14.1-4). Aí então se cumprirá a justiça e paz eterna e o fim da profecia dos 490 anos, começando o milênio
e o novo Templo (Dn 9.24 e Ez 40,41,42, 44).
LIÇÃO 13

ATUALIDADES DA VINDA DE CRISTO

TEXTO BÁSICO: “Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens
santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (II Ped 1.21).

REFLEXÃO: As profecias do passado de Isaías, Ezequiel, Zacarias, Daniel e João se combinam cada dia mais
com a geopolítica contemporânea, mostrando que as profecias estão se cumprindo e vão se cumprir.

INTRODUÇÃO

Trago nesta lição a atualidade e atualidades das profecias dentro do que se especula na escatologia. Depois
temos não uma especulação, mas uma certeza, “a Vinda de Cristo”, onde veremos dois pontos de visto acerca
do arrebatamento. Os dois pontos são: aqueles que pensam que a vinda de Cristo não terá sinais (uma boa parte
da corrente pré-tribulacionistas) já bastante comentado em outra revista e, outros que pensam que deve ocorrer
alguns pontos cronológicos para se dá o arrebatamento (pensadores independentes e pré-iristas). O pré-
tribulacionismo é a corrente evangélica de maior aceitação no Brasil e de grande aceitação nos EUA. Os
tribulacionistas são formados por correntes como o mesotribulacionismo e os pós-tribulacionismo. Já os
independentes dos EUA são novos pensadores que apesar de contestarem em parte a doutrina da iminência dos
pré-tribulacionistas, pois pensam que o arrebatamento segue etapas, contudo, da mesma forma que o pré-
tribulacionismo, não acredita que a Igreja está destinada à tribulação na Ira de Deus descrita nas sete trombetas
do sétimo selo. Esses independentes formaram uma nova ramificação pré-milenista na década de 70, chamada
de Pré-Ira, tendo como principal defensor Marvin Rosenthal.

Nesta lição, entretanto, não será detalhada as quatro correntes pré-milenistas atuais: pré-tribulacionismo,
mesotribulacionismo, Pré-Ira e Pós-tribulacionismo ou o pensamento de denominações evangélicas que
geralmente não são Pré-milenistas (católicos, adventistas e presbiterianos). Mas se falará das duas formas de
pensar em relação ao arrebatamento: “com ou sem” sinais. Cabe ao leitor, mais uma vez julgar com qual ponto
vista é o mais provável.

É louvável à Igreja ter seus pontos de fé que formam o seu credo, mas não é bom a imposição de doutrinas
duvidosas aos credos. Por isso, sempre é bom deixar em abertos pontos teológicos que não são consenso e que
não influem na salvação, como notadamente se destacam as interpretações escatológicas e, ver como algo de
bom para o estudo das profecias, as diferentes formas de pensar para as interpretações difíceis.

I – ISRAEL NO CENÁRIO MUNDIAL

Desde 1866 dois cristãos, John Cumming e James Grant (LINDSEY, Hal. The Late Great Planet Earth.
Zondervan P. H. G. Rapids, 1977) já previam e profetizavam a restauração de Israel que veio a ocorrer em
1947/48. A escatologia observava profecias que previam a restauração do Estado de Israel e o aperto do povo
judeu na sua Terra nos dias finais, tais como Is 66.8; Ez 37.21;38.14; Dn 9.27; Mt 24.15; Ap 11.2. Abaixo
colocaremos somente Is 66.8 e Ez 37.21:

“Is 66.8 - Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisa semelhante? Pode, acaso, nascer uma terra num só
dia? Ou nasce uma nação de uma só vez? Pois Sião, antes que lhe viessem as dores, deu à luz seus filhos” ; Ez
37.21 - “Dize-lhes, pois: Assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu tomarei os filhos de Israel de entre as nações
para onde eles foram, e os congregarei de todas as partes, e os levarei para a sua própria terra” .

Para estes versos se cumprissem no futuro em relação ao tempo de John Cummimng e James Grant (1866) era
necessário que o povo de Israel voltasse a sua Terra. Vemos nesses visionários um exemplo do que ocorre hoje,
onde aqueles que como eles crêem nas profecias futuras são taxados algumas vezes como “sonhadores”. Citei II
Pe 1.21 no cabeçalho do texto básico, para que os ministros do evangelho não percam de vista os sonhos de
Deus revelados aos homens e ainda que taxados de sonhador como foi José, mantenham firme a firme esperança
na Vinda de Cristo e na inspiração das Escrituras relativo as profecias. II Pe 1:21 - “Porque nunca jamais
qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos
pelo Espírito Santo” .

Como Israel foi recriado e se cumpriu o profetizado, vemos que no futuro uma aliança descrita em Dn 9.27, há
de ser cumprida nos últimos sete anos da Terra, pois os últimos 1 x7 de Dn 9.27 representa sete anos. Confirma-
se isso no livro do Apocalipse com a expressão profética literal dos 1.260 dias (3,5 anos) de paz e de 42 meses
(também 3,5 anos), ver Ap 11.2-3. Quando somamos a primeira metade dos últimos sete anos da Terra (1.260
dias, Ap 12.6) com a segunda metade (42 meses, Ap 13.5), temos 3,5 anos e 3,5 anos = 7 anos; “Dn 9.27 - Ele
(Anticristo) fará firme aliança com muitos, por uma semana (sete anos) ; na metade da semana (3,5 anos), fará
cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador (Mt 24.15-16), até que a
destruição, que está determinada, se derrame sobre ele”. 1.260 dias – Primeira metade = 3,5 anos; Ap 12.6 -
“A mulher (Israel), porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem
durante mil duzentos e sessenta dias (3,5 anos)”.

42 meses – Segunda metade = 3,5 anos. Ap 13.5 - “Foi-lhe dada uma boca (Anticristo) que proferia
arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses (3,5 anos)”

Hoje em Israel – como em 1993 no Acordo de Olso, onde Bill Clinton fez uma acordo entre Itzhak Rabin
(Israel) e Yasser Arafat (Palestina) – busca-se constantemente “acordos de paz” para a região. Mais uma vez
vemos como a Palavra de Deus é atual e como as profecias estão em sintonia com o que ocorre nos dias de hoje.
Ou seja, um dia começará o acordo de paz descrito em Dn 9.27, e quando isso ocorrer o mundo estará à espera
da Segunda Vinda de Cristo quando sete anos após o acordo, Jesus voltará a Terra e todos que habitarem a
Terra o verão (Ap 1.7 e Ap 19.11).

Israel na Bíblia é simbolizada pela videira, oliveira e figueira. Em Mateus 24.32-34 diz: “Aprendei, pois, a
parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o
verão. 33 Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas.34 Em
verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça”. Esta passagem é entendida por
muitos interpretes como sendo esta figueira, Israel, e como o sinal do fim dos dias quando Israel em 1948
voltou a ser uma nação (brotou novamente).

Para outros, isso não tem sentido, pois uma geração seria 40 anos, e em 1988 nada ocorreu. Portanto, para
alguns seria melhor interpretar a geração descrita em Mt 24.32-34 como a geração que veria o Anticristo (Mt
24.15).

Particularmente, penso que a soma destas duas interpretações estão certa, ou seja, Israel se reerguer em 1948 foi
o sinal da figueira, enquanto o sinal da geração que não passará sem que tudo aconteça, se refere ao tempo da
chegada do Anticristo em Mt 24.15 (5o. Se selo de Ap 6).

II – DEZ PAÍSES OU DEZ ZONAS

Na lição 1, vimos o relato de uma estátua que tem nas pernas de ferro (Roma), dez dedos (dez forças políticas
dos últimos dias, Dn 2.41-42). Já Dn 7.7 fala destas dez forças como dez chifres. João em Ap 13.1 vê essa
mesma Roma renascida como sétima cabeça, e é retratada também como tendo dez chifres (dez partes). É
desses dez chifres que surge o Anticristo (Dn 7.8,20).

Se você quiser relembrar estes detalhes, observe o cpítulo 2 de Daniel que fala da estátua de quatro metais e dez
dedos e da besta de sete cabeças e dez chifres de João (Ap 13.1).

Hoje o mundo tem o Conselho Segurança da ONU com EUA, Rússia, Inglaterra, França e China. Tem também
o G8, grupo das antigas maiores economias do mundo mais a Rússia: EUA, Japão, Alemanha, França, Itália,
Inglaterra, Canadá e Rússia. A china atualmente poderia fazer parte deste G8, já que hoje já é a quarta economia
do mundo.

De forma que o que Daniel e João profetizaram no passado sobre Dez Forças que dominariam o mundo, está
para se cumprir, ou seja, a formação de um grupo de Dez Países da EU (União Européia) ou Dez Zonas
Econômicas (como UE, NAFTA, APEC, MERCOSUL, etc) para controlar o mundo.

III – A ONU, A UNIÃO EUROPÉIA E DEZ FORÇAS

A ONU foi criada primeiramente com o nome de Liga das Nações (1920) e depois consolidada com o nome
atual em 1945. A área livre comércio e moeda comum da Europa é uma realidade hoje com o nome de União
Européia (UE) composta de vários países europeus. A União Européia foi idealizada em 1957 em “Roma”, onde
Itália, França, Bélgica, Alemanha Ocidental, Luxemburgo e Holanda assinaram o “Tratado de Roma” criando a
CEE (Comunidade Econômica Européia).

Seria coincidência a ONU e a UE parecerem tanto com o Governo Mundial (Ap 13.1.4-5) predito na Bíblia e o
futuro Conselho de Dez Países deste Governo Mundial vindo de Roma (Dn 7.7 e Ap 13.1,3; 13.14; 17.8)?

Como dito na lição 1, o livro de Daniel e o Apocalipse de João destacam sete impérios (sete cabeças) à se
destacarem na história da Terra: 1. Egito, 2. Assíria, 3. Babilônia, 4. Grécia, 6. Roma e 7. o Governo Mundial
futuro. A ONU pode já ser este Governo Mundial futuro quando surgiu em 1920 e 1945, ou será ainda algum
órgão mundial semelhante a ONU a surgir no futuro que reformularia a ONU surgindo “realmente” com poder
total sobre os países, pois na maioria dos conflitos (exceção a Guerra do Iraque em 1993) a ONU não tem
mostrado uma liderança mundial efetiva mas somente apaziguadora.

Seja o que for surgirá um Governo Mundial no futuro que “ressuscitará” das cinzas o poder mundial perdido da
“sexta cabeça” (Roma em 476 DC, ver Dn 7.7; Ap 13.3;13.14; 17.8) e se instalará no futuro como “sétima”
cabeça. Observemos um detalhe que o Governo Mundial do futuro será liderado por dez chifres da sétima
cabeça de Ap 13.1 e Ap 17.8 que é a Roma renascida: “Ap 13.1- Vi emergir do mar uma besta que tinha dez
chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez coroas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia.”; “Ap 17. - A
besta que viste, era e não é, está para emergir do abismo e caminha para a destruição. E aqueles que habitam
sobre a terra, cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida desde a fundação do mundo, se admirarão,
vendo a besta que era e não é, mas aparecerá” (8).

Estas dez coroas colocadas sobre os dez chifres, representam o tempo de poder no “tempo do fim”, onde os
dez países ou zonas assumirão o poder mundial e universal na Terra sobre a sétima cabeça. Aí é que “pode”
entrar a UE, pois “apesar” de ser composta hoje de mais de dez países, no futuro, talvez, “dez” países da UE
poderiam receber a herança política do passado Tratado de Roma, realizado em Roma e se tornarem os dez
principais países da UE.

Há a possibilidade também que como de Roma, saiu o “primeiro” bloco econômico com moeda e livre
comércio, outros blocos econômicos se formarão no mundo estabelecendo-se assim, dez zonas que dominarão o
mundo economicamente e se aliarão a UE, formando um Governo Global com Dez Zonas Econômicas.

Voltando a falar de Ap 13.1, transcrito a pouco acima, vemos que a linguagem de coroas é usada em Ap 12.
Só que lá se refere as coroas sobre as sete cabeças, representado o poder dos impérios durante toda história,
enquanto que as coroas sobre os dez chifres representam que o poder é dado a dez chifres (dez países ou dez
forças, zonas da Terra?) nos últimos dias da Terra (Dn 7.7 com Ap 13.1) que formarão um Conselho Mundial.
Seria esse Conselho Mundial de Dez Forças vindo dos cinco países do Conselho de segurança da ONU que
adquiriria mais cinco países? Só o futuro dirá, pois não sabemos se este futuro Conselho será formado dentro da
nossa geração, entretanto vemos como já “hoje” o que a Bíblia diz a milênios, tem toda a chance de se cumprir
hoje.
Apesar do estudo das profecias terem muitos pontos diferentes. Esta interpretação das sete cabeças da besta
representando a história universal dos impérios, é uma das interpretações que mais apresenta semelhança entre
as Igrejas e teologias, desde pentecostais, batistas, presbiterianos, adventistas, testemunhas de Jeová, católicos,
etc. Esses grupos apresentam interpretações – ainda que não unânimes entre si – que se assemelham, pelo
menos, no entendimento que a besta que sobe do mar representa o Poder e que as sete cabeças representam sete
grande impérios universais da história como descritos a pouco e na lição 1. Ou seja, a interpretação das sete
cabeças como sete impérios mundiais (explicitados na lição 1) é uma das poucas “quase” unanimidades no
estudo das profecias dos intérpretes crédulos na inspiração da Bíblia.

IV. A VINDA DE CRISTO

1. Arrebatamento e Segunda Vinda. Grande parte da teologia dos presbiterianos, adventistas e católicos,
entende que a Vinda de Cristo só terá uma fase, já grande parte dos batistas e a maioria dos pentecostais
geralmente entendem a Vinda de Cristo se dando em duas fases distintas: arrebatamento e Segunda Vinda. Para
os primeiros I Ts 4.16, Mt 24.40-44 com I Ts 5.2, Ap 1.7 e Ap 19.11 se referem ao mesmo acontecimento, mas
para o segundo grupo, I Ts 4.16, Mt 24.40-44 com I Ts 5.2 é o arrebatamento e Ap 1.7 e Ap 19.11 a Segunda
Vinda.

2. Lógica das duas fases. Parece lógico quando Mt 24.40-44 diz que quando se der a Vinda de Jesus, um será
“tomado” e outro será “deixado” mostrar-se a permanência de alguns ainda na Terra. Da mesma forma I Ts
4.15-17 mostra que os que estiverem vivos serão tomados e transformados nos ares para as bodas do Cordeiro
(Ap 19) que ainda não é na morada final. Assim, não é difícil ver o arrebatamento em duas fases, pois em Ap
19.1-10 vemos a chegada da Igreja nas bodas após o arrebatamento, enquanto a partir de Ap 19.11 vemos a
descida de Cristo à Terra, na chamada de Segunda Vinda com a sua Igreja para reinar por 1000 anos (ver
também Ap 2.26-28). Assim vemos como é lógico a interpretação das duas fases da Vinda de Cristo:
arrebatamento e a Segunda Vinda no monte das Oliveiras. Sem falar que se Ap 19.11 fosse a mesma coisa do
arrebatmento descrito em I Ts 4.13-17, então para que arrebar a igreja se começaria o milênio ou para algumas
outras interpretações o juízo final? Como então se cumpriria a passagem de Mateus 24 que “um será todado e
deixado o outro”? Deixado para que? Certamente, os que discordam das duas fases da Vinda de Cristo
arrumamam sempre uma justificativa.

3. Arrebatamento e sinais.

3.1. Idéias pré-tribulacionistas. Para alguns interpretes do capítulo 6 ao 18 de Apocalipse não se vê mais a
Igreja aqui na Terra, por isso para esses não existe interpretação do arrebatamento no livro do Apocalipse dos
capítulos 6 a 18.

3.2. Novas idéias. Novos comentadores americanos, vêem o arrebatamento no livro do Apocalipse, pois vêem a
retirada da Igreja no sexto selo de Ap 6.12-17 e Ap 7.1 (ver selos na lição 5); que se daria um pouco antes de
começar o sétimo selo (que contém a Ira de Deus). Para os independentes existem duas passagens no livro do
Apocalipse sobre o arrebatamento e que confirmam as duas fases da Vinda de Cristo: Passagem 1:
Arrebatamento em Ap 6.12 (sexto selo, sol, lua e a figueira, com o sol, lua e figueira de Mt 24.29,32) que
continua em Ap 7.1 (quatro cantos e quatro ventos, com quatro ventos e extremidades da terra de Mt 24.31 e
Mc 13.27) e Passagem 2: Arrebatamento em Ap 14.14-16 (a ceifa, com a ceifa de Mt 13.30) que é distinguido
da Segunda Vinda em Ap 14.17-20 (a vindima, com a vindima de Is 34 e 63 e Ap 19.15).

Assim, para esses novos comentadores podemos ver o arrebatamento no livro do Apocalipse em Ap 6.12-17
com Ap 7.1 e Ap 14.14-16. Já a Segunda Vinda pode ser vista em Ap 10.7 com Ap 11.15-19 e Ap 16.17-20
mais Ap 14.17-20 e Ap 19.11-21.

3.3. Aviso, surpresa e rapidez do “momento” do arrebatamento. Segundo os novos comentadores,


passagens com Mt 24.43 e I Ts 5.2 mostram que o arrebatamento da Igreja começará a acontecer de repente
como um ladrão na noite, mas a Igreja prudente “não seria pega totalmente de surpresa” quando Cristo estiver
voltando “segundo” Am 3.7, Mt 25.5-7, I Ts 5.4 e Ap 3.3. A “rapidez do momento” do arrebatamento então é
que seria rápido depois da surpresa como ladrão relatada em Mt 24.43, I Ts 5.2 e Ap 3.3, pois é a “rapidez” do
arrebatamento que será como relâmpago (Mt 24.27) e como um abrir e piscar de olhos (I Co 15.52). Primeiro
veria a surpresa e depois a rapidez da Vinda. Vejamos abaixo esse pensamento:

Aviso e surpresa do arrebatamento

”Certamente, o SENHOR Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os
profetas” (Am 3.7).

“Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor. 43 Mas considerai isto: se o pai de família
soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa” (Mt 24.42-43).

“ E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram. 6 Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis
o noivo! Saí ao seu encontro! 7 Então, se levantaram todas aquelas virgens e prepararam as suas lâmpadas” (Mt
25.5-7).

“Pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. 3 Quando
andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à
que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão.4 Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia
como ladrão vos apanhe de surpresa” (I Ts 5.2,4).

“Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te. Porquanto, se não vigiares, virei
como ladrão, e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti.” (Ap 3.3).

Rapidez do arrebatamento

“Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho
do Homem” (Mt 24.27).

“Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos
ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (I Co 15.52).

4. Sinal do Sol e na lua. Como já dito na lição 2, momentos antes ou na ora da Vinda de Cristo para arrebatar a
Igreja haverá algum distúrbio na luz solar e lunar para Terra. Provavelmente ocasionado por um corpo celeste
do espaço que afetaria a Terra ou a lua (Jl 2.31; Mt 24.29; Luc 21.25; Ap 6.12).

5. Surpresa total? Conforme dito na introdução, há estudiosos que pensam que a Igreja do Senhor não será
surpreendida quando o “dia do Senhor” (arrebatamento) chegar, pois haveria o sinal do sol e da lua (Joel 2.31),
que Joel diz ser “antes” do “dia do Senhor” chegar. Segundo esses, isso não quer dizer que a Igreja passará pelo
tempo da tribulação, pois Mt 24.43 e I Ts 5.4, diz que quando Cristo vier arrebatar sua Igreja tudo ocorrerá
rapidamente e sem tempo para arrependimento dos infiéis (Mt 25.6,10). Assim, quando o arrebatamento
estivesse para ocorrer, momentos antes o sol escureceria e rapidamente se daria o arrebatamento. Talvez, o
“sinal do filho do homem” de Mt 24.30 se refira ao sinal do sol e da lua ou ao próprio arrebatamento, caso
entendamos que Mt 24.29-31 se refere também ao arrebatamento, diferente de outros que acham que são
versículos só da Segunda Vinda de Cristo.

6. Sinal no sol com o Dia do Senhor. Mostrarei prodígios no céu e na terra: sangue, fogo e colunas de fumaça.
O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR (Joel
2.30-31).

Então, dois estarão no campo, um será tomado, e deixado o outro; duas estarão trabalhando num moinho, uma
será tomada, e deixada a outra. Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor. Mas
considerai isto: se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse
arrombada a sua casa (Mt 24.40-43).

Pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. Quando
andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à
que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão. Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia
como ladrão vos apanhe de surpresa (I Ts 5.2-4).

Mateus 24.40-43 com I Tessalonicenses 5.4 dar a entender que o “Dia do Senhor” dito em I Ts 5.4 é o mesmo
arrebatamento dito em Mt 24.40-44, pois ambas as passagens ilustram a surpresa da “vinda” de Cristo como se
dando como um “ladrão da noite”. Assim, como o Dia do Senhor começa no arrebatamento, como comumente é
entendido pela teologia. Ao lermos Joel 2.28-31 dizendo que “o sol se converterá em trevas antes do Dia do
Senhor”, confirmaria a opinião que ocorrerá rapidamente antes do arrebatamento um sinal do sol e na lua.

O Dia do Senhor no passado não se referia a um dia específico somente no “dia” que caísse sobre um povo em
meio ao juízo de Deus, mas se referia-se a um “Tempo” de juízo sobre Israel ou outro povo. Assim, a Vinda de
Cristo toma de empréstimo essa expressão do Antigo Testamento para dizer que “a partir” do arrebatamento da
Igreja se começará o Dia do Senhor, “o juízo de Deus sobre o mundo”, visto que a teologia normalmente
entende que o Dia do Senhor se refere tanto ao arrebatamento como a Segunda Vinda de Cristo e vai até mesmo
ao fim do milênio, ver II Pe 3.10-13.

7. Parousia (Vinda). Outra controvérsia acerca da Vinda de Cristo é o termo usado para descrever a volta de
Cristo. Parousia no grego ), com som de “Parúsia”, significa “vinda”.

Este termo “vinda” é entendido por alguns como referência somente a Segunda Vinda de Cristo, enquanto para
outros se refere ao arrebatamento.

Porém passagens como I Ts 4.16, II Ts 2.1 e Mt 24.40 são identificados a palavra “vinda” () no
grego. E como I Ts 4.16 todos concordam que é uma passagem do “arrebatamento”, e contém o termo “vinda”,
bastaria isso para provar que é errado atribuir a Parúsia (vinda) ou II Ts 2.1 como sendo a Segunda Vinda de
Cristo, já que I Ts 4,16, também aparece o mesmo termo “Parúsia”. Portanto, mostra-se cabalmente o erro em
separar I Ts 4.16 como arrebatamento e II Ts 2.1 como “supostamente” Segunda Vinda.

Como II Ts 2.1 fala do termo “vinda” e diz que “é” o Dia do Senhor; sabemos que este “dia” é falado também
em I Ts 5.2,4 como sendo o arrebatamento, pois I Ts 5.2,4 usa a expressão “Dia do Senhor” e “ladrão da noite”.
O arrebatamento da igreja será repentino como o ladrão da noite (Mt 24.43).

Mateus 24.40, 43 tanto usa a palavra “vinda” como a expressão “ladrão da noite”. Resumindo temos:

I Ts 4.16 – Vinda (Parúsia)

I Ts 5.2,4 – Dia do Senhor e Ladrão

II Ts 2.1 – Vinda (Parúsia) e Dia do Senhor

Mat 24.40, 43 – Vinda (Parúsia) e Ladrão

Ap 3.3 – Ladrão

Por fim, “como” a passagem mais falada acerca do arrebatamento (I Ts 4.13-17) usa o termo grego “Parúsia”, e
“I Ts 4.16, I Ts 5.2,4, II Ts 2.1, Mat 24.40,43” estão “todos” ligados entre si com as expressões “dia do
Senhor”, “ladrão da noite” e “vinda” (Parúsia), conclui-se, portanto que I Ts 4.16, I Ts 5.2,4, II Ts 2.1, Mat
24.40 são “todas” elas passagens referentes ao arrebatamento da Igreja.
Não tendo cabimento, portanto, dizer que II Ts 2.1-3 ou o termo Parúsia, sejam referentes à Segunda
Vinda Cristo (2ª. Fase da vinda), pois vemos que na verdade é o contrário - o arrebatamento (1ª. Fase da
vinda).

Assim, quando você for estudar acerca do arrebatamento, verá que passagens como “I Ts 4.16, I Ts 5.2,4, II Ts
2.1, Mt 24.40,43 e Ap 3.3” referem-se todas elas ao arrebatamento, que são diferentes da Segunda Vinda que se
dará depois do arebatamento e da grande tribulação, A segunda Vinda tem como versos: Zc 14.1-4, Is 34, Is 63
com Ap 14.17-20, Ap 1.7, Ap 10.7 com Ap 11.15, Ap 19.11-19.

CONCLUSÃO

Devemos crer nas verdades proféticas, pois se não o fizermos, corremos o risco de sermos como a geração dos
fariseus do tempo de Jesus, que discerniam sobre o clima do céu e da Terra (Mt 16.4), mas não sabiam discernir
o tempo da visitação do Senhor para a humanidade através de Jesus.
EXTRA 1

A LUA PODE SER ATINGIDA?

Jesus cita nos finais da Terra que antes de sua Vinda haverá sinais no sol e na
lua. Isaias, Joel, Mateus, Lucas e o Apocalipse de João, falam deste evento
dizendo que o sol e a lua escurecerão e que a lua ficará vermelha como
sangue.

É possível tal fenômeno acontecer e ser explicado cientificamente? Sim, no


passado já ocorreu diversas vezes fenômenos que tudo indica serem do
mesmo tipo citados por Jesus. A lua é vista pelos astrônomos como grande
receptora de meteoritos e asteróides.

Carl Sagan, na celebre série para TV, “Cosmos”, cita um evento “histórico” e
astronômico presenciado num domingo, e que deve ter ocorrido entre os dias
7 a 21 de junho de 1178*, pois tal evento foi presenciado por monges
católicos da Catedral de Canterbury que citam o mesmo se dando “antes” da
festa católica de São João Batista (24 de junho). O monge e historiador
Gervais de Canterbury (que ouviu as testemunhas da sua Ordem) cita que
após a lua nova de junho de 1178 quando aparecia o chifre a leste da lua
(provavelmente em 18 de junho de 1178), ao cair da tarde vários monges que
estavam no pátio ao ar livre, presenciaram um fenômeno na lua que se
parecia como se o chifre se partisse em dois como um “fogo vermelho” mais
brasas, vendo-se ainda “fagulhas” (como estrelas?) que saiam da lua, fazendo
com que a mesma se “escurecesse” depois de um ponto do chifre ao outro,
segundo Gervais.

Para Carl Sagan, não há dúvidas que foi um asteróide, pois para se confirmar,
na década de 70, quando os americanos faziam pesquisas em “solo” lunar,
foram colocados “espelhos para medir a distância” da lua e se a mesma
“tinha” oscilação oriunda de impactos, que poderia ser confirmada se tivesse
ocorrido um grande impacto, pelo menos, 800 anos antes. Para surpresa dos
pesquisadores havia “ainda” oscilação na lua, confirmando que a mesma tivera
sido atingida a menos de 1.000 anos. Além disso, na posição leste e nordeste
da lua conforme disseram os monges foi encontrada uma grande cratera
oriunda de um impacto de um asteróide, que passou a ser chamada de cratera
Giordano Bruno.

É impressionante como um relato histórico observado a olho nu em 1178 pelos


monges de Canterbury se parece tanto com o que é descrito na Bíblia para os
dias da volta de Jesus como Joel 2.31 e Ap 6.12-13, que diz: Vi quando o
Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de
crina, a lua toda, como sangue, 13 as estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira, quando
abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes. Ou ainda Is 24.23 e Mt 24.29,
que diz: Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua
claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados.

*Obs: O Papa Gregório XIII em 1582 acrescentou 10 dias ao calendário,


naquele ano.

Assim, em 25/06/1178 do calendário gregoriano (que tem cerca de 04 dias a


mais em 400 anos de 1178 a 1582) era em 1178, cerca do dia 21/06/1178.
Pois 21 +4 = 25/06/1178.
Prof. Dickson Medeiros
EXTRA 2

A CRATERA GIORDANO BRUNO

As crônicas medievais do monge Gervase de Canterbury relatam a observação de um fenômeno astronômico espetacular: em
18 de junho de 1178 d.C., cerca de uma hora após o pôr-do-sol, cinco testemunhas viram a ponta superior da Lua crescente se
partir subitamente em duas. "Do ponto intermediário dessa divisão", conta o monge, "elevou-se uma tocha flamejante que
cuspia (...) fogo, carvão quente e faíscas (...). A Lua se contorcia e palpitava como uma serpente ferida."
A cratera lunar Giordano Bruno ; mancha branca no alto à esquerda; pode ter sido originada por um fenômeno visto por
observadores medievais. Em 1976, um geólogo propôs uma explicação para o fenômeno: os observadores medievais haviam
relatado o impacto de um imenso meteoro (de um a três quilômetros de largura) com a Lua. O objeto teria dado origem a
uma cratera de 22 quilômetros de diâmetro, hoje conhecida como Giordano Bruno. A hipótese, sustentada pela localização e
idade aproximada da cratera (a mais jovem na Lua com as suas dimensões), foi bem aceita no meio científico.

Uma evidência favorável a tal hipótese é dada pela observação do vibrações da superfície lunar.Quando um meteorito muito
grande ou veloz se choca com a lua, esta responde com vibrações. Calcula-se que tais oscilações não cessam antes de uns
oitocentos anos, para um impacto do tipo que estamos considerando. Esses estremecimentos da superfícies podem ser
medidos através de raios laser mandados da terra e refletidos em espelhos deixados na lua pelos astronautas da missão
Apollo. A medição do tempo de ida e volta dos raios nos dá com excelente a distância da fonte do laser ao espelho. As
medições indicam que a superfície lunar vibra com um período de cerca de três anos e amplitude de três metros, consistente
com a idéia de que a cratera Giordano Bruno tenha menos de 1000 anos de idade.

POSTADO POR FERNANDO FONSECA ÀS 09:24 http://cosmoemportugues.blogspot.com.br/2009/10/cratera-giordano-bruno.html


Dickson de Medeiros Sales
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