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S.

Mendo
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9ª Aula: Metabolismo Microbiano


S.Mendo
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Conceitos chave a apreender


• O que é o metabolismo? Conceito de catabolismo e
anabolismo.
• Respiração aeróbica e anaeróbica e fermentação
• Papel do ATP; Balanço energético;
• Cadeia transportadora de electrões e fosforilação
oxidativa
• Os principais ciclos do catabolismo: Glicólise, TCA
• Anabolismo: energia é utilizada para biosíntese.
• Intermediários do ciclo TCA e glicólise são precursores da
síntese de metabolitos
• Fixação do CO2 : o ciclo de Calvin
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METABOLISMO MICROBIANO

METABOLISMO É O CONJUNTO DE REACÇÕES QUÍMICAS


QUE OCORREM NO INTERIOR DA CÉLULA.

Reacções de biossíntese (anabolismo) ocorrem em


simultâneo com reacções de degradação de moléculas
(catabolismo).

Todos os processos físicos e químicos resultam da aplicação


ou movimento de energia.
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ENERGIA

biossíntese de material celular

manutenção de funções vitais da célula - transporte de


moléculas e iões através da membrana, movimento de
flagelos, degradação de macromoléculas

ENERGIA: CAPACIDADE DE REALIZAR TRABALHO

TRABALHO QUÍMICO TRABALHO MECÂNICO

TRABALHO DE TRANSPORTE
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A célula tem a capacidade de transferir energia dos sistemas que a


produzem para sistemas que vão realizar trabalho às custas desta
energia.

Respiração aeróbica Fotossíntese

NADH NADH+

Energia Energia
2e- 2e-
(ATP) (Luz)

½ O2 H2O
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As células utilizam o ATP como forma de energia. ATP é


degradado em ADP + PI, tornando possível a realização de
trabalho. Processos como respiração aeróbica, fermentação e
outros resintetizam ATP a partir de ADP + PI.

Os organismos quimioheterotróficos utilizam o O2 como aceitador


de e- quando oxidam a glucose e outras moléculas orgânicas a
CO2

Glucose ADP + PI
Trabalho químico
Respiração Trabalho mecânico
Trabalho de transporte
CO2 + H2O ATP
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Papel do ATP (Adenosina Trifosfato)


. Biosíntese de constituintes
. Transporte
. Mobilidade
. Reacções de polimerização
. etc

ATP: molécula de alto potencial energético, formada em reacções


exergónicas; usado para levar a cabo reacções endergónicas.
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REACÇÕES DE OXIDAÇÃO-REDUÇÃO
(CONSERVAÇÃO DE ENERGIA)

Os electrões movem-se de uma molécula dadora (agente redutor),


para uma molécula aceitadora (agente oxidante). A E libertada depende
da natureza do dador e do aceitador de e-.
Produção de compostos altamente
Redução energéticos como o ATP

Lactato + NAD+ Piruvato + NADH + H+

Oxidação
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Enzimas
São proteínas catalíticas (aumentam a velocidade de reacção
química que catalisam), têm grande especificidade para a reacção
que catalisam e para a molécula em que actuam.

Substrato Produto
Enzima (E)

Efeito da actividade enzimática

Pouco substrato formação do produto lenta


Muito substrato formação do produto mais rápida
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Muitas enzimas são proteínas. Algumas consistem numa proteína


(apoenzima) e num cofactor que é necessário para a actividade
catalítica.

fracamente ligado à enzima: coenzima (ex: NAD+)

fortemente ligado à enzima: grupo prostético

activadores metálicos (ex: Mn2+, Cu2+, Zn2+)

A formação do complexo enzima-substrato diminui a energia de activação da reacção.


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Metabolismo Primário e Metabolismo Secundário


(necessário ao crescimento) (não associado ao crescimento)

Catabolismo Anabolismo Idiofase (desacelaração)

Quebra de
Síntese de moléculas complexas
moléculas grandes e
complexas a
moléculas pequenas
e simples (H. de
carbono; lípidos,
proteínas, etc)

Libertação de energia para trabalho:


• mecânico
• químico
• transporte
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Em condições de aerobiose, o metabolismo de compostos orgânicos, quando


associado a um processo de respiração aeróbia, pode ser dividido em 3
etapas.

FASES/ ETAPAS DO METABOLISMO:


Proteínas / Polissacarídeos / Lípidos
1ª fase:
aa / Monossacarídeos / Glicerol, ác. gordos

2ª fase:
Acetil CoA, piruvato, intermediários do TCA

3ª fase:
Moléculas oxidadas a CO2 com produção de ATP, NADH e FADH2
Triglicéridos ou fosfolípidos S.Mendo
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Lípidos.... Glicerol + ác gordos


ATP

β-oxidação

Acetil CoA

GTP

Coenzimas são reoxidadas


pela transferência de electrões
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As vias metabólicas utilizam nutrientes que são degradados por acção de


enzimas; as reacções decorrem de forma a que o produto de uma reacção é o
substrato da reacção seguinte.

Glicólise e Ciclo de Krebs


podem ser consideradas vias Metabólicas Centrais
e são também designadas por:

Vias anfibólicas ( vias de função dupla):


reacções de degradação e de síntese, levadas a cabo por enzimas
distintas – conduzem não só à produção de energia mas também,
de moléculas de baixo peso molecular utilizadas na síntese de
blocos precursores de macromoléculas.
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1. Via Glicolítica como exemplo de fermentação da glucose

Presente em quase todos os grupos de MO


Decorre em ausência ou presença de oxigénio
Decorre na matriz citoplasmática (procariotas e eucariotas)
Dividida em duas partes: (fase de 6 carbonos e fase de 3 carbonos)

Glucose Frutose 1,6-difosfato


Gliceraldeído-3-P
Frutose 1,6-difosfato
dihidróxiacetona-P
ATP é sintetizado por fosforilação a nível do substrato
A seguinte equação pode ser usada para representar a degradação da
glucose em piruvato:

Glucose + 2 ADP + 2 Pi + 2 NAD+ 2 piruvato + 2 ATP + 2 NADH + 2 H+


GLICÓLISE OU EMBDEN-MEYERHOF S.Mendo
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Iª etapa:
Rearranjo; produção
de intermediários com 3C

IIª etapa:
Síntese de ATP e piruvato
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Em condições de anaerobiose o metabolismo de compostos orgânicos


pode envolver processos de fermentação ou de respiração anaeróbia

Fermentação alcoólica
Fermentação láctica
Outras fermentações

IIIª etapa:
Produtos de fermentação (etanol,
ác. láctico; CO2)
Regeneração de NAD+ para que
Continue a ocorrer oxidação da
Glucose.

Fermentação da glucose liberta pouca energia. Porquê?


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RESPIRAÇÃO E TRANSPORTADORES DE ELECTRÕES

Respiração aeróbica: Como o O2 está presente:


. Aceitador final de e-
. Moléculas de substrato são completamente oxidadas a CO2
. Maior quantidade de ATP produzida

Transportadores e movimento de electrões

Aceitam átomos de H+ de um dador


NADH desidrogenase
(NADH) e passam-nos a flavoproteínas
Flavoproteínas Aceitam átomos de H+ e doam electrões

Quinonas Aceitam átomos de H+ e doam electrões

Citocromos Utilizam átomos de Fe para transportar e-


Fe 3+ + e- Fe 3+
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MECANISMOS DE SÍNTESE DE ATP:


transporte de electrões
fosforilação oxidativa

Mecanismos para gerar ATP: Respiração;


Fotofosforilação; Fosforilação a nível de substrato

1. Cadeia transportadora de electrões: transportadores que


transferem electrões de moléculas dadoras (NADH e FADH2) para
moléculas aceitadoras (O2)

Localização dos transportadores:


• Membrana interna do mitocôndrio (complexos I, II, III e IV)
• Membrana plasmática
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CADEIAS TRANSPORTADORAS DE ELECTRÕES

E’0
-0.40 Substratos
Fermentação
-0.30 NAD+/NADH

Flavoproteínas
Sequência típica da cadeia
transportadora de electrões das
Quinonas
Resp.
0.0 mitocôndrias de eucariotas e de
Citocromo bc1
Anaeróbica alguns procariotas.
+0.25 Citocromo C E.coli, não possui os citocromos
c e aa3
+0.40 Citocromo aa3

Resp.
Aeróbica

+0.80
O2
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2. Fosforilação oxidativa: processo pelo qual a energia que é gerada


na cadeia transportadora de e- é usada para síntese de ATP

Quando 1 par de e- passa do NADH para 1 átomo de oxigénio são


sintetizados 3 ATP a partir de ADP + Pi, ou seja P/O = 3; FADH2 só
passa por dois pontos de fosforilação oxidativa, ou seja P/O = 2.

A. Hipótese Quimiosmótica (força motriz de protões-PMF)-Peter Mitchell, 1978


B. Hipótese de alteração conformacional
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COMO É QUE O TRANSPORTE DE ELECTRÕES ESTÁ LIGADO À SÍNTESE DE ATP?

Os átomos de H
retirados aos
transportadores
como por ex. NADH
são separados em
e- e H+
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Exterior

Citoplasma
Fo

F1

citoplasma

Complexo enzimático
ATP sintase ou ATPase

membrana
Exterior
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HIPÓTESE QUIMIOSMÓTICA

A cadeia transportadora está organizada de forma a que ocorra o


transporte de protões para fora da matriz mitocondrial/membrana
plasmática e o transporte de e- para dentro da matriz/membrana; gera-
se um gradiente de protões no exterior da matriz; quando os H+ são
transportados para o interior da matriz pelo complexo F1F0, ocorre a
síntese de ATP em F1 (ATPase).
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FLUXO DE CARBONO NA RESPIRAÇÃO: O CAC (CICLO DO


ÁCIDO CÍTRICO)/ TCA OU CICLO DE KREBS

Àcidos gordos

Reacções
Anapleuróticas
Aspartato

Reposição de
Intermediários

Carboxilação do piruvato
ou do PEP a OAA

Glutamato
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GANHO DE ATP NA GLICÓLISE E NA RESPIRAÇÃO AERÓBIA


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ASPECTOS PARTICULARES DA RESPIRAÇÃO

Vários ácidos orgânicos (2 e 3 C) podem ser utilizados como fonte de carbono e fonte
dadora de e-
Ciclo do glioxilato: Algumas bactérias têm a capacidade de oxidar
o acetato a CO2 e H2O. Duas enzimas chave são necessárias (que não
estão envolvidas no ciclo TCA) Etanol (Leveduras)
Oxidação pelas
Bactérias acéticas

Acetato
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OBTENÇÃO DE ENERGIA NOS MICRORGANISMOS QUIMIOAUTOTRÓFICOS

Microrganismos obtêm energia pela oxidação de substâncias inorgânicas reduzidas


(H2, NH3, NO2-, Fe2+ e compostos reduzidos do enxofre)

Algumas bactérias têm um papel fundamental na oxidação destes compostos

Fixação do Azoto
Nitrobacter

Bactérias nitrificantes (Nitrosomonas)

* Pseudomonas e Bacillus, nitrato aceitador final de e-


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ASSIMILAÇÃO DO ENXOFRE
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O enxofre é um componente indispensável dos aminoácidos (cisteína;


Metionina) e outros constituintes celulares (CoA)

As bactérias redutoras do enxofre são anaeróbias estritas


sulfito E utilizam o sulfato como receptor de electrões

sulfato sulforeto Incorporação nos constituintes


celulares

Bactérias metanogénicas não conseguem


reduzir o sulfato
necessitam de sulforeto de Hidrogénio
(H2S) como fonte de enxofre
R. de assimilação do enxofre
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Desulfovibrio e Desulfotomaculum: utilizam sulfato (SO42-) como aceitador final de e-, formando sulforeto
de hidrogénio (H2S)
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A redução do sulfato (SO42-) ocorre numa série de reacções envolvendo consumo


de ATP, NADPH e proteínas contendo enxofre (tioredoxina)

Sulfato (SO42-)
ATP
2 Pi

Adenosina 5´fosfosulfato (APS)


ATP
2 Pi

Fosfoadenosina 5´fosfosulfato (PAPS)


Tioredoxina (reduzida)
Tioredoxina (oxidada)
Sulfito
3 NADPH

Sulforeto

Compostos orgânicos contendo enxofre através da O-acetilserina (cisteína, por exemplo)


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OBTENÇÃO DE ENERGIA NOS ORGANISMOS FOTOAUTOTRÓFICOS

Microrganismos que utilizam a luz como fonte de energia (transformam a energia


da luz em energia química em presença de pigmentos como a clorofila, carotenóides
e ficobilinas.

Fototrófos

Fotoautotrófos Fotoheterotrófos
C=CO2 C= orgânico

A energia da luz é utilizada para redução do CO2


a compostos orgânicos
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Clorofilas, bacterioclorofilas, carotenóides e ficobilinas

Pigmentos acessórios

Plantas ( clorofila a e clorofila b)

Cianobactérias: clorofila a
Bactérias verdes e purpúreas: uma de várias bactérioclorofilas

Localização:
. Membranas fotossintéticas

eucariotas: em tilacóides no cloroplasto


procariotas: sistemas membranares internos resultantes
de invaginações da membrana citoplasmática
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Fotossíntese compreende:

Reacções de luz: A energia da luz é transformada em energia química

Reacções de escuro: Energia química é usada para reduzir o CO2 a compostos


orgânicos

Por um processo semelhante


à fosforilação oxidativa
que, neste caso, se denomina
Fotofosforilação

Cadeia semelhante à de transporte de electrões; os e- passam de intermediários de


baixo potencial redox para a ferredoxina, UQ, cit b e c, ocorrendo síntese de ATP por
Fotofosforilação cíclica
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Cianobactérias, por exemplo ocorre Nas bactérias fotossintéticas, não ocorre


fotólise da água, formando-se O2 e poder fotólise da água, portanto não se forma O2.
redutor necessário à redução das o poder redutor necessário para reduzir o CO2
moléculas de CO2 é formado a partir de H2 e H2S
Fotossíntese oxigénica Fotossíntese anoxigénica
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CO2 COMO FONTE DE C PELOS ORGANISMOS AUTOTRÓFICOS


(FOTOAUTOTRÓFICOS E QUIMIOAUTOTRÓFICOS)

Estes organismos utilizam o CO2 como fonte única de C, que é convertido em glucose
pelo ciclo de Calvin

Divide-se em 3 fases:

RubisCO
1. Fase de fixação do CO2

2. Fase de redução das trioses

3. Regeneração da Ribulose diP

NAD(P)H, ATP e 2 enzimas chave:


Ribulose biP carboxilase (RubisCO)
Fosforibulocinase

Glicogénio, amido, etc


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CATABOLISMO DE HIDRATOS DE CARBONO

Ex: Degradação da Lactose

Lactose+ H2O β-galactosidade Galactose+ Glucose

CATABOLISMO DE POLÍMEROS
Na ausência de nutrientes exógenos MO sobrevivem pois catabolizam
substâncias armazenadas:
Glicogénio
Amido
poli- -hidroxibutirato
outras reservas energéticas
(Glucose)n + Pi (Glucose)n-1 + Glucose 1-P Glucose + 6P

Glicólise
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CATABOLISMO DE ÁC. GORDOS

Quebra de moléculas longas de ácidos gordos


em unidades de 2C convertidas em Acetil CoA

Ciclo TCA ( geralmente produz 14 ATP)

Partindo de uma 8 x unidades de 2C


molécula de 16C
» ATP
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ESQUEMA GERAL DA SÍNTESE CELULAR E DA BIODEGRADAÇÃO DE


MOLÉCULAS
CO2

Reacções de Fixação

Glicólise Maioria dos percursores monoméricos


das macromoléculas são sintetizados a
CO2 partir de intermediários de um destes ciclos
Ciclo TCA

Monómeros
Glucose, àc. Gordos
Amino ácidos
célula
Biodegradação

Moléculas maiores Morte da célula


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APLICAÇÃO DA ENERGIA PARA BIOSSÍNTESE (ANABOLISMO)

Moléculas Monómeros Macromoléculas Membranas Organelos Células


Inorgânicas Complexos
enzimáticos

Substratos Catabolismo Produtos


libertação de energia

ATP ↔ Força motriz de protões

Anabolismo
consumo de energia
Monómeros Macromoléculas
Biosíntese e outros constituintes
celulares
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SÍNTESE DE PRECURSORES E MACROMOLÉCULAS

A estratégia da célula consiste na utilização de


moléculas simples como aa, açucares, bases púricas
e pirimídicas, etc

Esqueletos de carbono das diferentes


Macromoléculas constituintes da célula
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Monómeros de polissacarídeos: açúcares

. Constituintes da parece celular de muitos organismos


Ex: em bactérias o peptidoglucano

. Glicogénio e amido (hexoses: glucose ou derivados desta)

. Pentoses: esqueleto do DNA e RNA

Quando as células estão a crescer na presença de hexoses, é fácil obter


glucose para biosíntese contudo, qdo as células crescem em outras fontes
de C, têm que a sintetizar via gluconeogénese a partir do fosfoenolpiruvato
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SÍNTESE DE HIDRATOS DE CARBONO


Os monossacáridos ( constituintes dos polissacáridos) são essencialmente
moléculas de 6C (glucose é a mais frequente); As pentoses (5C) são constituintes
dos ác. nucleicos (ribose e da desoxiribose)

. Nutrientes
. Fontes de carbono disponíveis
na natureza

Síntese de Glucose-6P Gluconeogénese


a partir de PEP
(algumas destas reacções
são o reverso das da glicólise,
outras são específicas)
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GLUCONEOGÉNESE

7 enzimas em comum
com a glicólise Gluconeogénese
Específicas
da gluconeogénese
(Reacções irreversíveis)
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MONÓMEROS DE ÁCIDOS NUCLEICOS: NUCLEÓTIDOS


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Desoxiribonucleótidos → DNA

Ribonucleotido
NADPH reductase

RNA Ribonucleótidos
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SÍNTESE DE AMINOÁCIDOS E PROTEÍNAS

20 aminoácidos essenciais

Átomos de azoto na
sua estrutura

Assimilação de azoto inorgânico ou orgânico

Nitrato Ureia
Amónia aa Sintetizados a partir de intermediários
da glicólise, da via das Pentoses fosfato
e do Ciclo de Krebs.

Podem ser agrupados de acordo com o precursor utilizado


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Cisteína (Transfere 2C)


Glicina Histidina

Serina

(Transfere 3C)

Síntese de aa aromáticos

Ciclo
TCA

Fenilalanina
(+ PEP)
Tiptofano Piruvato
Tirosina
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α- cetoglutarato GLUTAMATO prolina; glutamina; arginina

TCA

OAA ASPARTATO Asparagina;lisina; metionina: treonina;


isoleucina

PIRUVATO ALANINA valina;leucina

Glicólise

3-PGA SERINA Asparagina;lisina; metionina: treonina;


leucina
PEP
Eritrose-4-P CORISMATO AROMÁTICOS fenilalanina, triptofano, tirosina

Ribose 5-P HISTIDINOL HISTIDINA histidina


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INCORPORAÇÃO DE AMÓNIA EM BACTÉRIAS

NADH

α- ceto glutarato + NH3 Glutamato- NH2


Glutamato desidrogenase
ATP

Glutamato-NH2 + NH3 NH2- Glutamina- NH2


Glutamina sintetase

Glutamina- NH2 + Oxaloacetato Transaminase


α- ceto glutarato + Aspartato- NH2
NADH

NH2- Glutamina - NH2+ α- ceto glutarato 2 Glutamato- NH2


Glutamato
sintetase
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Biosíntese de ácidos gordos (essenciais à síntese de lípidos)


Acetil- CoA
CO2 2 ATP
2 ADP+ Pi
Molécula de 3 C
Malonil- CoA

Envolve a adição sequencial


de unidades de 2 C derivada do
Acetil CoA Malonil -ACP

Requer uma proteína Acil-ACP CO2


transportadora de grupos
acilo acil carrier protein Acetoacetil- ACP
2 NADPH
H2O 2 NADP+
* Este é um processo que requer
muita energia na forma de ATP Butiril-ACP
e NADPH

Ácidos Gordos
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BIOSÍNTESE DE ÁCIDOS GORDOS 08/09

* Estas reacções são


reversas às do *
processo de β- *
oxidação

* *
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GLICÓLISE Glucose CICLO KREBS

Metabolismo
Glucose 6-P PEP OAA
Energético Gluconeogénese

Glucose 1-P (...)

Ribulose-5-P PPP

UDP-Glucose
Ribose-5-P

Polissacáridos Paredes
Celulares
(peptidoglucano) DNA Ribonucleótidos

Biossíntese
RNA Desoxiribonucleótidos