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RELATÓRIO E/OU COMPROVANTE DE ATIVIDADE COMPLEMENTAR

Nome Completo: Roxana Maria Filetti Barbosa RA: 9902010521


E-mail: rox_filetti@hotmail.com Tel: 11-43715553 Data: 27/11/2014
Curso: LICENCIATURA EM HISTÓRIA Série: 2º SEMESTRE

ATIVIDADE COMPLEMENTAR

FILME & RESENHA


Fahrenheit 451

Carimbo e Assinatura de Validação

_______________________________
Prof. André Wagner
Data_____/_____/2015.
Responsável da Atividade
Complementar

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Fahrenheit 451

Fahrenheit 451 é um romance de ficção científica, escrito por Ray Bradbury e


publicado pela primeira vez em 1953. O conceito inicial do livro começou em 1947 com o
conto "Bright Phoenix". (fonte: Wikipédia). Em um futuro opressivo um bombeiro, cujo
dever é destruir todos os livros, começa a questionar sua tarefa. O filme homônimo, dirigido
por François Truffaut também recebe a ambientação em um futuro indeterminado, porém
buscando uma estética e linguagem que pudessem inserir um clima paranoico no decorrer de
toda a história.
No romance há uma convergência de ideias com as críticas de George Orwell, por
exemplo, sobre a massificação da sociedade, manipulação da classe dominante para
defender seus interesses, e principalmente, a opressão pelo pensamento único. Este aspecto
sobrepõe-se, já que os livros representam essencialmente a diversidade de ideias e
pensamentos.
Inquietante, o livro revela o pensamento do autor que definia o tema central de seu
romance como a resistência da “força destruidora de pensamentos”. Mas há clara alusão aos
incêndios de livros na Alemanha Nazista e também a censura dos anos 50. Já o filme, usa
estética visual e sonora, para manter o clima de ameaça mesmo se a transgressão for a leitura
de um romance, em tese inofensivo, como David de Copperfield de Charles Dickens.
O efeito bombástico da ideia de destruir a produção cultural da humanidade, penso, traz em
seu bojo também um aspecto emocional que não se deve desprezar: o escopo da Segunda
Grande Guerra. No pós 1945 não havia indivíduo que tivesse sobrevivido incólume aos
efeitos da guerra sangrenta e de um grau de opressão jamais presenciado ou sentido.
Ele denuncia o perigo de um pensamento único que estaria acima de tudo isso,
pairando e manipulando, inclusive a grande mídia, num redimensionamento assustador,
legando a cultura das massas a um restrito círculo de uma pequena parábola sobre interesses
econômicos.
Comparativamente, George Orwell, quando fala em seu 1984 do departamento
Novalingua, que pretendia simplificar a gramática para que ela pudesse ser acessível a todos,
democratizando a linguagem, deixa claro que esta manipulação tem interesses de poder.
Simplificando cada vez mais a linguagem, simplifica-se o pensamento. Neste caso, da
negação dos livros, da proibição de seus conteúdos, é uma nova metáfora para a

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simplificação da linguagem e pensamento, já que as ideias transcritas em palavras, sem


dúvida, promovem a elevação e a sofisticação do pensamento.
Bradbury jamais se rendeu à interpretação fácil de que seu livro seria uma crítica à
censura promovida pelo Estado ou que prenunciasse simplesmente o efeito da mídia de
massa (mass media) cujos efeitos nos anos 1960. Ele assombra com a ideia de que a
humanidade possa ser controlada por um ameaçador pensamento único, que, como podemos
observar nos dias de hoje, vem nos ameaçando com um comportamento inverso: excesso de
informações que são rapidamente digeridas e descartadas.