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CURSO ANALISTA FISCAL COM ÊNFASE EM ICMS

Agosto/2019
Facilitadora: Evalda Gonçalves
COMO A ESCRITA FISCAL AFETA NOSSA VIDA?
INSUMOS, REVENDA,
COMBUSTÍVEL, CONSUMO,
ATIVO, TRANSPORTES

ENTRADA

INVENTÁRIO

SAÍDAS: VENDA,
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

APURAÇÕES
ESCRITA FISCAL
• A escrita fiscal se refere ao conjunto de documentos criados e instituídos
pelo poder Executivo, que todas as empresas e sujeitos passivos de
obrigação tributária precisam manter, de modo a comprovar as operações
e receitas que decorrem de serviços prestados ou tomados, das entradas e
saídas, mesmo que estas operações não sejam tributadas.

• Podemos dizer que são as rotinas de lançamento e apuração de impostos -


ICMS, IPI e ISS (e também do PIS e da COFINS) nos livros respectivos.

• Tanto para o IPI, quanto para o ICMS, os créditos devem estar escriturados
no livro de entradas (EFD/Fiscal), baseados em documentação legal e
idônea (notas fiscais).

• As exigências da escrita fiscal para tais tributos são determinadas pelo


Regulamento do ICMS (no caso deste imposto) de cada estado, bem como
no Regulamento do IPI e nas normas tributárias municipais, no caso do
ISS.
www.portaltributario.com.br

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PRA QUE EXISTE O SETOR FISCAL
• Setor Fiscal:
– Não é um mero registrador de notas;
– Responsável pelo registro dos fatos do dia a dia;
– Informações servem de base para apuração dos
tributos;
– Auxilia na tomada de decisões tributárias e gerenciais;
– Ajuda a fazer a diferença na economia tributária.
– Atende às exigências fiscais;

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PRINCIPAIS TRIBUTOS APURADOS SETOR FISCAL

IPI ICMS ISS PIS COFINS

• TRIBUTOS:
 IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados;
 ICMS – Imposto sobre Operações Relativas a Circulação de Mercadorias e
sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal
e de Comunicação;
 ISS – Imposto sobre Serviços
 PIS – Programa de Integração Social
 COFINS – Contribuição para Fins Sociais

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LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA
• Em Direito tributário, legislação tributária se refere às
leis referentes à definição de tributos, atribuição de
responsabilidade tributária e à cobrança de tributos no
país, incluindo a fiscalização e as penalidades para quem
não cumpre a lei.
• No Brasil, a legislação tributária está sujeita a um Sistema
Constitucional.
• Segundo o artigo 96 do Código Tributário Nacional, a
expressão "legislação tributária" compreende as leis,
os tratados e as convenções internacionais, os decretos e
as normas complementares que versem, no todo ou em
parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles
pertinentes. No entanto, é importante ressaltar que
o processo legislativo prescrito no artigo 59
da Constituição brasileira compreende também
as emendas à Constituição; as leis complementares;
as leis ordinárias; as leis delegadas; as medidas
provisórias; os decretos legislativos; e as resoluções.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Legisla%C3%A7%C3%A3o_tribut%C3%A1ria

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HIERARQUIA DA LEGISLAÇÃO

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ICMS – FATO GERADOR
O ICMS de que tratam o art. 155, inciso II, §§ 2º e 3º, da Constituição
Federal, a Lei Complementar nº 87/1996 e a Lei Estadual nº 7.014/96,
tem como fatos geradores:

I - Operações relativas à circulação de mercadorias;

II - Prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal;

III - Prestação de serviços de comunicação.

Ocorre a incidência do ICMS inclusive quando as operações e as prestações se iniciem no


exterior.

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ICMS – FATO GERADOR
De acordo com o Art. 4º da Lei nº 7.014/96, considera-se ocorrido o
fato gerador do imposto no momento:
...
XV - da entrada ou da utilização, conforme o caso, efetuada por
contribuinte do imposto, de mercadoria, bem ou serviço, em decorrência
de operação interestadual ou de serviço cuja prestação tenha sido
iniciada em outra unidade da Federação, quando a mercadoria ou bem
forem destinados ao seu uso, consumo ou ativo permanente ou quando
o serviço não estiver vinculado a operação ou prestação subseqüentes
alcançadas pela incidência do imposto.

XVI - da saída do estabelecimento do remetente ou do início da


prestação, conforme o caso, destinada a consumidor final, não
contribuinte do imposto, de mercadoria, bem ou serviço, em decorrência
de operação interestadual ou de serviço cuja prestação tenha sido
iniciada em outra unidade da Federação(a partir de 2016).

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ICMS – INCIDÊNCIA
• O imposto incide sobre:
 A realização de operações relativas à circulação de mercadorias, inclusive o
fornecimento de alimentação, bebidas e outras mercadorias por bares,
restaurantes, hotéis e estabelecimentos similares, incluídos os serviços
prestados
 O fornecimento de mercadoria com prestação de serviços não compreendidos
na competência municipal;
 As operações e prestações interestaduais que destinem mercadorias, bens e
serviços a consumidor final localizado neste Estado, contribuinte ou não do
imposto;
 A prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal, por
qualquer via ou meio, inclusive gasoduto, oleoduto e aqueduto, de pessoas,
bens, mercadorias ou valores;
 A prestação onerosa de serviços de comunicação, por qualquer meio, inclusive
a geração, a emissão, a recepção, a transmissão, a retransmissão, a repetição
e a ampliação de comunicação de qualquer natureza;
 O serviço prestado no exterior ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior.

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ICMS – NÃO INCIDÊNCIA
• O imposto não incide sobre:

 livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão, inclusive o


serviço de transporte dos mesmos;

 operações e prestações que destinem ao exterior mercadorias e serviços,


observado o seguinte:

a) equipara-se às operações de exportação a saída de mercadoria realizada com o fim


específico de exportação para o exterior, destinada à empresa comercial exportadora,
inclusive trading, ou outro estabelecimento da mesma empresa, exceto o serviço de
transporte;
b) tornar-se-á devido o imposto quando não se efetivar a exportação, ressalvada a
hipótese de retorno ao estabelecimento em razão de desfazimento do negócio.

 operações interestaduais relativas a energia elétrica, a petróleo e a


lubrificantes e combustíveis líquidos ou gasosos derivados de petróleo,
quando destinados a comercialização, industrialização, produção, geração ou
extração;

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ICMS – NÃO INCIDÊNCIA
• O imposto não incide sobre:

 Saídas de mercadorias ou bens:


a) com destino a armazém geral ou frigorífico situados neste Estado,
para depósito em nome do remetente;
b) com destino a depósito fechado do próprio contribuinte, situado
neste Estado;
c) dos estabelecimentos anteriores, em retorno ao estabelecimento
depositante;

 Saídas de bens integrados no ativo permanente, desde que tenham


sido objeto de uso, no próprio estabelecimento, por mais de um
ano, antes da desincorporação;

 Circulação física de mercadoria em virtude de mudança de


endereço do estabelecimento, neste Estado;

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ICMS - CONTRIBUINTE
• Contribuinte do ICMS é qualquer pessoa, física ou
jurídica, que realize, com habitualidade ou em volume
que caracterize intuito comercial, operações de
circulação de mercadoria ou prestações de serviços de
transporte interestadual e intermunicipal e de
comunicação, ainda que as operações e as prestações
se iniciem no exterior.

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ICMS – CADASTRO DE CONTRIBUINTE
• O Cadastro de Contribuintes do ICMS do Estado da Bahia (CAD-ICMS) tem por
finalidade a identificação, localização e classificação do sujeito passivo e
respectivos titulares, sócios, responsáveis legais, condôminos e contabilistas,
habilitando o contribuinte ao exercício de direitos decorrentes do cadastramento.

• Devem se inscrever no Cadastro de Contribuintes:


– MICROEMPRESA
– EMPRESA DE PEQUENO PORTE
– CONTRIBUINTE SUBSTITUTO:
• a) sujeitas ao regime de substituição tributária para contribuintes
estabelecidos neste Estado, observado o disposto em convênios e
protocolos dos quais a Bahia seja signatária;
• b) destinadas a consumidor final localizado neste Estado, não contribuinte
do imposto.
– CONTRIBUINTE NORMAL
O contribuinte terá que inscrever cada estabelecimento, ainda que filial, sucursal,
agência, depósito, fábrica ou qualquer outro.
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ESTABELECIMENTO
• De acordo com o Art. 14 da Lei nº 7.014/96 “estabelecimento é o
local, privado ou público, edificado ou não, próprio ou de terceiro,
onde pessoa física ou jurídica exerça suas atividades em caráter
temporário ou permanente, bem como onde se encontrem
armazenadas mercadorias”
• Na impossibilidade de determinação do estabelecimento,
considera-se como tal o local em que tenha sido efetuada a
operação ou prestação, encontrada a mercadoria ou constatada a
prestação.

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REGIME DE APURAÇÃO - NORMAL
• No regime de conta-corrente fiscal, os contribuintes apurarão, no
último dia de cada mês, o imposto a ser recolhido em relação às
operações ou prestações efetuadas no período, com base nos
elementos constantes em sua escrituração fiscal.
• Os débitos e os créditos devem ser apurados por estabelecimento
do sujeito passivo. O crédito deverá ser escriturado pelo seu valor
nominal.
• Constitui débito fiscal, para efeito de cálculo do imposto a recolher:
– O valor resultante da aplicação da alíquota cabível para a operação ou
prestação tributada;
– O valor dos créditos estornados;
– O valor correspondente à diferença de alíquotas:
– Eventual saldo devedor apurado no final do período quando transferido de
estabelecimento da mesma empresa;
– O valor do imposto devido ao Estado - operações e prestações destinadas a
consumidor final não contribuinte do imposto domiciliado em outra unidade
da federação.
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REGIME DE APURAÇÃO - SUMÁRIO
• No regime sumário de apuração, o imposto a recolher resultará da
diferença a mais entre o valor do ICMS relativo à operação ou
prestação a tributar e o relativo a operação ou prestação anterior,
efetuada com as mesmas mercadorias ou seus insumos ou com o
mesmo serviço, e se aplicará nas seguintes hipóteses:

I - operações e prestações sujeitas à antecipação tributária;


II - operações realizadas por produtor ou extrator, não constituído
como pessoa
jurídica;
III - operações ou prestações realizadas por contribuintes não
inscritos ou em situação irregular no cadastro estadual.
IV - operações realizadas por armazém geral.

ART 319 DO RICMS/BA


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REGIME DE APURAÇÃO – SIMPLES NACIONAL
• O Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e
Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de
Pequeno Porte - Simples Nacional obedecerá ao disposto na Lei
Complementar Federal nº 123, de 14/12/2006, às resoluções do
Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de
Pequeno Porte e, no que couber, as normas da legislação do ICMS.

• As microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo


Simples Nacional não farão jus à apropriação nem transferirão
créditos fiscais relativos ao ICMS, bem como não poderão utilizar
qualquer valor a título de incentivo fiscal.

ARTS 319 e 320 DO RICMS/BA

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ICMS - ALÍQUOTAS
ALÍQUOTAS OPERAÇÕES OBS
4% Operação Interestadual de transporte aéreo; (1) A partir de 01 de março
Operações interestaduais com mercadorias de 2013.
importadas (1); (2) A partir de 10 de março
7% Arroz, feijão, milho, macarrão, sal de cozinha, de 2016.
farinha, fubá de milho e farinha de (3) A partir de 23 de março
Mandioca(*); de 2015
Operações Interestaduais (SUL/SUDESTE –> (4) Incidirá 2% do Fundo
NORTE, NORDESTE, CENTRO OESTE E ES) de combate a pobreza;
(*) Verificar isenções e
12% Operações Interestaduais (BA – Demais UF) reduções
18% Internas (2)
Importação
Serviços iniciados no exterior
25% Produtos supérfluos e energia elétrica
26% Serviços de telefonia
28% Operações com gasolina (3)
38% Armas e munições

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ICMS – ALÍQUOTAS – DEMAIS SITUAÇÕES
7% - mercadorias saídas diretamente do
estabelecimento fabricante situado neste
Estado com destino a empresas de pequeno
porte e microempresas inscritas no cadastro
estadual, optantes do Simples Nacional, exceto
em se tratando das mercadorias enquadradas
no regime de substituição tributária e das
mercadorias supérfluas, condicionada ao
repasse para o adquirente da mercadoria, sob
a forma de desconto, do valor correspondente
ao benefício fiscal, devendo o desconto
constar expressamente no documento fiscal.

Lei nº 7014/96 Art. 16, § 1º

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ICMS - ALÍQUOTAS
REGRAS – ALÍQUOTA – 4% - IMPORTAÇÃO
• Nas operações interestaduais com bens e
mercadorias importados do exterior, destinados a
contribuintes ou não do imposto, que, após seu
desembaraço aduaneiro:
 Não tenham sido submetidos a processo de industrialização;
 Ainda que submetidos a qualquer processo de
transformação, beneficiamento, montagem,
acondicionamento, reacondicionamento, renovação ou
recondicionamento, resultem em mercadorias ou bens com
conteúdo de importação superior a 40% (quarenta por
cento).

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ICMS - ALÍQUOTAS
REGRAS – NÃO APLICAÇÃO DA ALÍQUOTA – 4% - IMPORTAÇÃO
• I - aos bens e mercadorias importados do exterior que não tenham
similar nacional, a serem definidos em lista a ser editada pelo
Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex);
• II - aos bens produzidos em conformidade com os processos
produtivos básicos de que tratam o Decreto-Lei nº 288, de 28 de
fevereiro de 1967, e as Leis nos 8.248, de 23 de outubro de 1991,
8.387, de 30 de dezembro de 1991, 10.176, de 11 de janeiro de
2001, e 11.484, de 31 de maio de 2007;
• III - às operações que destinem gás natural importado do exterior a
outros Estados.
O conteúdo de importação é o percentual correspondente ao
quociente entre o valor da parcela importada do exterior e o
valor total da operação de saída interestadual da mercadoria ou
bem.

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ICMS - ALÍQUOTAS
COMO CALCULAR O CONTEÚDO DE IMPORTAÇÃO?
 Quando for diretamente importado pelo industrializador é o valor aduaneiro,
assim entendido como a soma do valor “free on board” (FOB) do bem ou
mercadoria importada e os valores do frete e seguro internacional.
 Quando for produto adquirido no mercado nacional não submetidos à
industrialização no território nacional, o valor do bem ou mercadoria
informado no documento fiscal emitido pelo remetente, excluídos os valores
do ICMS e IPI.
 Quando for produto adquirido no mercado nacional submetidos à
industrialização no território nacional com conteúdo de importação superior a
40%, o valor do bem ou mercadoria informado no documento fiscal emitido
pelo remetente, excluídos os valores do ICMS e IPI, observando ainda o
seguinte:
 Considerar como nacional quando o percentual for até os 40%;
 Considerar como 50% nacional e 50% importado quando o percentual for
maior que 40% e igual ou menor que 70%.
 Considerar como importado quando o percentual for superior a 70%.
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ICMS – DIFERENÇA DE ALÍQUOTAS
• Na hipótese das operações e prestações interestaduais
que destinem mercadorias, bens e serviços a
consumidor final localizado neste Estado, contribuinte
ou não do imposto a responsabilidade pelo
recolhimento do imposto correspondente à diferença
entre a alíquota interna e interestadual caberá ao:

I. destinatário localizado neste Estado, quando este for


contribuinte do imposto, inclusive se optante pelo Simples
Nacional;

II. remetente e o prestador localizados em outra unidade da


Federação, inclusive se optante pelo Simples Nacional, quando
o destinatário não for contribuinte do imposto.

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ICMS – DIFERENÇA DE ALÍQUOTAS
• Para fins de pagamento da diferença de
alíquotas, o imposto a pagar será o valor
resultante da aplicação do percentual
equivalente à diferença entre a alíquota
interna e a interestadual, sobre o valor da
operação ou prestação, não devendo ser
considerada qualquer redução da base de
cálculo relativa à operação interna prevista na
legislação tributária estadual.

RICMS/BA - Art. 268, § 4º


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ICMS – DIFERENÇA DE ALÍQUOTAS
• DISPENSA DO PAGAMENTO

Fica dispensado o lançamento e o pagamento relativo:

a) nas aquisições de bens do ativo permanente destinada a:


1 – até 31.12.2020, indústria de laticínios;
2 – microempresas e empresas de pequeno porte;
3 – Até 30/09/2019 a empresa concessionária pública com atividade de
captação, tratamento, distribuição de água canalizada e saneamento
básico.

b) Até 30/09/2019 material de uso e consumo destinada a


empresa concessionária pública com atividade de
captação, tratamento, distribuição de água canalizada e
saneamento básico.

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ICMS – DIFERENÇA DE ALÍQUOTAS
• BASE DE CALCULO
+ Valor da operação ou prestação na UF de origem;
+ Valor do IPI;
+ Frete e demais despesas cobradas
+ Montante do ICMS relativo à diferença de alíquotas
-----------------------------------------------------------------------
= BASE DE CALCULO
X Diferença entre alíquota interna e interestadual

Inciso XI c/c o §6º do art. 17 da Lei 7.014/96

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ICMS – DIFERENÇA DE ALÍQUOTAS
• BASE DE CALCULO
+ Valor da operação ou prestação na UF de origem;
+ Valor do IPI;
+ Frete e demais despesas cobradas
+ Montante do ICMS relativo à diferença de alíquotas
-----------------------------------------------------------------------
Orientação da SEFAZ:
Base de Cálculo
X (1 – Alíquota Interestadual / 100%)
= Valor expurgado o imposto (valor sem ICMS);
Valor expurgado o imposto / (1 – Alíquota interna / 100%)
= Nova Base de Cálculo;
Nova Base de Cálculo X Alíquota Interna – Valor do Imposto Destacado
= Imposto a Recolher, ou seja, o DIFAL.

Inciso XI c/c o §6º do art. 17 da Lei 7.014/96


§ 6º Nos casos do inciso XI do caput deste artigo, o imposto a pagar será o valor resultante da
aplicação da alíquota interna sobre base de cálculo obtida a partir da retirada da carga tributária
da operação interestadual e inclusão da carga tributária interna sobre o valor da mercadoria,
subtraindo-se desse resultado o valor do imposto destacado no documento fiscal.

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EXEMPLO – ORIENTAÇÃO SEFAZ
• Considere uma aquisição interestadual, efetuado pelo
Contribuinte do regime conta corrente fiscal ou optante
do Simples Nacional, de material de uso ou consumo,
junto a fornecedor do regime conta corrente fiscal
localizado no Estado do Paraná, cujo valor total do
documento fiscal é de R$ 100,00, e tributação pela
alíquota interestadual de 7%; para fins de cálculo do
DIFAL:
• (A) Valor total do documento fiscal: R$100,00 (incluso o ICMS de
origem)
• (B) Alíquota do Estado de origem: 7%
• (C) Extração do ICMS Interestadual: R$ 100,00 x 0,93 = R$ 93,00
• (D) Nova Base de Cálculo para o DIFAL: R$ 93,00 / 0,82 = R$ 113,41
• (E) DIFAL: (R$ 113,41 X 18%) - R$ 7,00 (ICMS interestadual) = R$ 13,41

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ICMS – DIFERENÇA DE ALÍQUOTAS
• Com a chegada do convênio ICMS 93/2015, o DIFAL passou a ser
aplicado também nas operações interestaduais para consumidor
final e não contribuinte do ICMS.
• Uma grande diferença nesta nova modalidade é que o DIFAL é
realizado no momento da emissão da NF-e, ou seja, quem recolhe o
diferencial de alíquota é o emissor da nota e não o comprador.
• Agora este ICMS será gradativamente partilhado entre a UF de
origem e a UF de destino entre 2016 e 2018 até o ponto de todo o
ICMS ser transferido para a UF de destino em 2019.
ANO UF ORIGEM UF DESTINO
2016 60% 40%
2017 40% 60%
2018 20% 80%
2019 – a partir 100%

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ICMS – DIFERENÇA DE ALÍQUOTAS
EXEMPLO ATE 2016
DADOS VALOR DIFAL = Base do ICMS * ((% DEST – %
ORIGEM) / 100)
ALÍQUOTA INTERESTADUAL 12% DIFAL =
1.280,00*((18,00%–12,00%)/100)
DIFAL = 1.280,00 * (6,00% / 100)
ALÍQUOTA INTERNA 18%
DIFAL = 1.280,00 * 0,06
DESTINO
DIFAL = 76,80
VALOR DO PRODUTO 1000
PARTILHA
VALOR DO IPI 100 ORIGEM:
76,80 * 60% = 46,08
OUTRAS DESPESAS 80
DESTINO:
FRETE 100 76,80 * 40% = 30,72

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METODOLOGIA DIFAL
• Para determinação da base a ser utilizada para fins de cálculo da
diferença de alíquota nas operações interestaduais destinadas ao
consumidor final (contribuinte ou não do imposto), deve-se incluir o
ICMS total da operação, utilizando a alíquota interna vigente na
Unidade Federada - UF de destino, conforme orientação contida no
inciso XI, do artigo 17° da Lei Estadual n.º 7.014/96 (redação
introduzida pela Lei Estadual n.º 13.373/15).

• De acordo com essa regra, a DIFAL devida nas aquisições de


material de uso ou consumo passa a ser calculada sobre o valor
total do documento fiscal e, então, expurga-se o ICMS da alíquota
do estado de origem (contidos os acréscimos dispostos no § 1° do
artigo 13° da Lei Complementar n.º 87/96), e com tributação final
do Estado da Bahia (imposto calculado por dentro, com aplicação
da alíquota interna da Unidade Federada de destino).

Fonte: www.sefaz.ba.gov.br

61
ANTECIPAÇÃO PARCIAL DO ICMS
• Conforme dispões o Art. 12-A da Lei nº 7.014/96 nas
aquisições interestaduais de mercadorias para fins de
comercialização, será exigida antecipação parcial do imposto,
a ser efetuada pelo próprio adquirente, independentemente
do regime de apuração adotado (ou seja, inclusive para
empresas optantes pelo Simples Nacional), mediante a
aplicação da alíquota interna sobre a base de cálculo prevista
no inciso III do art. 23, deduzido o valor do imposto destacado
no documento fiscal de aquisição, exceto nas seguintes
hipóteses:
I - isenção;
II - não-incidência;
III - antecipação ou substituição tributária, que encerre a fase de
tributação.

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ANTECIPAÇÃO PARCIAL DO ICMS
Para fins de substituição tributária, inclusive a título de
antecipação a base de cálculo prevista no inciso III do art. 23,
mencionado anteriormente é a seguinte:
O valor da operação interestadual constante no documento fiscal de
aquisição.

Logo:
 Inclui o IPI;
 Inclui o valor do frete (se estiver na nota fiscal);
 Inclui as demais despesas acessórias que agreguem o valor do
produto, a exemplo de seguro da mercadoria.
Portanto:
(Valor Total da Nota Fiscal x Alíquota Interna) – Imposto Destacado

63
ANTECIPAÇÃO PARCIAL DO ICMS
De acordo com o Art. 274 do RICMS/BA, No
caso de antecipação parcial decorrente de
aquisições efetuadas por contribuintes
enquadrados na condição de microempresa
ou empresa de pequeno porte,
independentemente da receita bruta, fica
concedida uma redução de 20% do valor do
imposto apurado, na hipótese de o contribuinte
recolher no prazo regulamentar, desde que
observado o disposto no art. 332, § 2º e 2º-A – A
NF-e deve acompanhar MDF-e para utilizar
prazo de 25 do mês subsequente.

64
ANTECIPAÇÃO PARCIAL DO ICMS
O recolhimento na forma do Simples Nacional
não exclui a incidência do ICMS devido nas
operações com bens ou mercadorias sujeitas
ao regime de antecipação do recolhimento do
imposto, nas aquisições em outros estados e
Distrito Federal sem encerramento da
tributação (antecipação parcial), hipótese em
que será cobrada a diferença entre a alíquota
interna e a interestadual, sendo vedada a
agregação de qualquer valor, sem prejuízo das
reduções previstas nos arts. 274.

65
ICMS – ESCRITURAÇÃO NO EFD IPI/ICMS
• REGISTRO E300 e FILHOS
Tem por objetivo informar o(s) período(s) de apuração do ICMS –
Diferencial de Alíquota por UF origem/destino, segundo o disposto na
Emenda Constitucional 87/2015.
Os períodos informados no registro E300 deverão abranger todo o
período da escrituração, para cada UF informada, não sendo
permitidos intervalos.
Devem ser informados:
• UF de destino
• Data inicial e final (Mês)
• Valor dos débitos
• Valor dos créditos
• Número do documento fiscal relacionado a ajustes
• Códigos de apuração e valor a recolher

66
ICMS – BASE DE CÁLCULO
• BCICMS = VP + DA – DI

• Ou

• BCICMS = VP + DA – DI – IPI

• BCICMS = Base de Cálculo de ICMS


• VP = Valor do Produto
• DA = Despesas Acessórias (seguro, juros, pedágio, frete...)
• DI = Descontos Incondicionais
• IPI = Imposto sobre Produtos Industrializados

 O valor do IPI não é deduzido da base de cálculo quando a mercadoria for destinada a
consumidor final, não contribuinte, e para uso/consumo ou ativo permanente de
contribuinte;

67
ICMS – BASE DE CÁLCULO

IPI – Não Inclusão na Base de Cálculo

Não compreenderá, em sua base de cálculo, o montante do imposto sobre produtos


industrializados - IPI, quando a operação, realizada entre contribuintes e relativa a
produto destinado à industrialização ou à comercialização, configure fato gerador dos
dois impostos;

Contribuinte do ICMS/IPI Não Compreenderá


(Industrialização/Comercialização)

Contribuinte Consumidor Final Compreenderá

Não Contribuinte Compreenderá

68
ICMS - CRÉDITOS
• O ICMS é não-cumulativo, compensando-se o que for devido em
cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de
serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de
comunicação com o montante cobrado nas anteriores por este
Estado ou por outra unidade da Federação.
• Para a compensação, é assegurado ao sujeito passivo o direito de
creditar-se do imposto anteriormente cobrado em operações de
que tenha resultado a entrada de mercadoria, real ou simbólica, no
estabelecimento, inclusive a destinada ao seu uso ou consumo ou
ao ativo permanente, ou o recebimento de serviços de transporte
interestadual e intermunicipal ou de comunicação, inclusive quando
iniciados ou prestados no exterior.

 USO OU CONSUMO – A PARTIR DE 2020

 ATIVO IMOBILIZAO – EM 48 PARCELAS

69
ICMS - CRÉDITOS

MATÉRIAS
PRIMAS

MATERIAL
COMUNICAÇÃO*
EMBALAGEM

CRÉDITOS

PRODUTO
ENERGIA* INTERMEDIÁRIO

TRANSPORTE

70
ICMS - CRÉDITOS
• FIQUE ATENTO!!!
A apropriação do crédito fiscal em operações
interestaduais fica condicionada a comprovação efetiva
da movimentação de carga pela emissão do MDF-e,
documento obrigatório nas operações interestaduais.

O § 9º foi acrescentado ao art. 309 pelo Decreto nº 17.815,


de 04/08/17, DOE de 05/08/17, efeitos a partir de 05/08/17.

Esta condição vale também para o pagamento da


antecipação parcial até o dia 25 do mês subsequente, ou
seja, O prazo especial somente será concedido se houver
emissão do MDF-e vinculado ao documento fiscal da
operação.
71
ICMS – AQUISIÇÕES DE OPTANTES PELO SIMPLES
• Em alguns estados, a partir de janeiro de 2009, terá direito ao
crédito do imposto nas aquisições de mercadorias de ME ou EPP
optante pelo Simples Nacional, observado o seguinte:

• I - a ME ou EPP que emitir documento fiscal com direito ao crédito,


consignará no campo destinado às informações complementares
ou, em sua falta, no corpo do documento, por qualquer meio
gráfico indelével, a expressão:
• "PERMITE O APROVEITAMENTO DO CRÉDITO DE ICMS NO VALOR
DE R$...; CORRESPONDENTE À ALÍQUOTA DE ...%, NOS TERMOS DO
ART. 23 DA LC 123/06";

• II - o crédito do imposto está limitado ao ICMS efetivamente devido


pela ME ou EPP por ocasião da remessa da mercadoria.

• Fundamentação: Resolução do CGSN 51/08

72
ICMS – AQUISIÇÕES DE OPTANTES PELO SIMPLES
CRÉDITO PRESUMIDO
RICMS/BA - Art. 269. Ficam concedidos os seguintes créditos presumidos do ICMS para fins de
compensação com o tributo devido em operações ou prestações subsequentes e de apuração do
imposto a recolher:
...
X - aos contribuintes sujeitos ao regime de conta-corrente fiscal de apuração do imposto, nas
aquisições internas de mercadorias junto a microempresa ou empresa de pequeno porte
industrial optante pelo Simples Nacional, desde que por elas produzidas, em opção ao crédito
fiscal informado no documento fiscal nos termos do art. 57, observados os seguintes critérios:
a) serão concedidos os créditos nos percentuais a seguir indicados, aplicáveis sobre o valor da
operação:

1 - 10% (dez por cento) nas aquisições junto às indústrias do setor têxtil, de artigos de
vestuário e acessórios, de couro e derivados, moveleiro, metalúrgico, de celulose e de
produtos de papel;
2 - 12% (doze por cento) nas aquisições junto aos demais segmentos de indústrias;
b) na hipótese de previsão na legislação de redução da base de cálculo na operação
subsequente, o crédito presumido previsto neste inciso fica reduzido na mesma proporção;
c) excluem-se do disposto neste inciso as mercadorias enquadradas no regime de
substituição tributária;
Slide adicional
73
ICMS – VEDAÇÃO AO CRÉDITO
• Não dão direito a crédito as entradas de mercadorias ou as
utilizações de serviços resultantes de operações ou prestações
isentas ou não tributadas, ou que se refiram a mercadorias ou
serviços alheios à atividade do estabelecimento.

• É vedado o crédito relativo a mercadoria entrada no


estabelecimento ou a prestação de serviços a ele feita:
 Para integração ou consumo em processo de industrialização,
produção rural, extração ou geração, quando a operação de que
decorrer a saída do produto resultante não for tributada ou estiver
isenta do imposto, exceto em se tratando de saída para o exterior;
 Para comercialização, quando a operação de saída subsequente não
for tributada ou estiver isenta do imposto, exceto a destinada ao
exterior;
 Para prestação de serviço, quando a prestação subsequente não for
tributada ou estiver isenta do imposto, exceto a destinada ao exterior.

74
ICMS – ESTORNO DE CRÉDITOS
• O sujeito passivo deverá efetuar o estorno do imposto de
que se tiver creditado, salvo disposição em contrário,
sempre que o serviço tomado ou a mercadoria entrada no
estabelecimento:
I - for objeto de saída ou prestação de serviço não tributada ou
isenta, sendo esta circunstância imprevisível na data da entrada da
mercadoria ou da utilização do serviço;
II - for integrada ou consumida em processo de industrialização,
produção, geração ou extração, quando a saída do produto
resultante não for tributada ou estiver isenta do imposto;
III - vier a ser utilizada em fim alheio à atividade do
estabelecimento;
IV - vier a perecer, deteriorar-se ou extraviar-se.

Não se estornam créditos referentes a mercadorias e serviços que venham


a ser objeto de operações ou prestações destinadas ao exterior.

75
ICMS – CRÉDITO EXTEMPORÂNEO
• A escrituração do crédito fiscal será efetuada pelo contribuinte no próprio
mês ou no mês subsequente em que se verificar:
I - a entrada da mercadoria e a prestação do serviço por ele tomado ou a aquisição de sua
propriedade;

II - o direito à utilização do crédito.

A escrituração do crédito fora dos períodos dependerá de autorização do


titular da repartição fazendária da circunscrição do contribuinte.

Formulado o pedido de autorização para escrituração extemporânea de


crédito e não havendo deliberação no prazo de 180 (cento e oitenta) dias,
contado da sua protocolização, o contribuinte poderá creditar-se, em sua
escrita fiscal, do respectivo valor

76
ICMS – CRÉDITO ACUMULADO
Os créditos acumulados relativos a cada mês serão transferidos, no final do período,
do campo “valor total de ajustes estornos de créditos” no Registro E110 (Apuração do
ICMS - operações próprias), para o Registro 1200, relativo ao controle de crédito
acumulado da EFD, de acordo com a origem dos créditos. Os créditos fiscais
acumulados poderão ser:
I - utilizados pelo próprio contribuinte:
a) na compensação prevista no regime conta-corrente fiscal de apuração do
imposto a recolher;
b) para pagamento de débito do imposto decorrente de:
1 - entrada de mercadoria importada do exterior;
2 - denúncia espontânea;
3 - débito declarado;
4 - auto de infração;
5 - notificação fiscal.
II - transferidos a outros contribuintes para pagamento de débito decorrente de:
a) autuação fiscal e notificação fiscal;
b) denúncia espontânea, e débito declarado, desde que o débito seja de
exercício já encerrado;
c) entrada de mercadoria importada do exterior;
d) apuração do imposto pelo regime de conta-corrente fiscal.
77
ICMS – CRÉDITO ACUMULADO
Os créditos acumulados somente poderão ser transferidos a outros contribuintes, na hipótese de
não haver débitos em dívida ativa sem a exigibilidade suspensa do contribuinte requerente.

A utilização do crédito acumulado pelo próprio contribuinte para pagamento de débitos


decorrentes de entrada de mercadoria importada do exterior, denúncia espontânea ou autuação
fiscal dependem de autorização do inspetor fazendário.

A transferência a outro contribuinte para pagamento de auto de infração, notificação fiscal,


débito declarado ou de denúncia espontânea de até R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais),
dependerão de autorização do inspetor fazendário do domicílio do contribuinte e, no âmbito da
DAT METRO, do titular da coordenação de processos.

As demais transferências de crédito acumulado a outros contribuintes dependerão de ato


específico do Secretário da Fazenda, em cada caso.

A autorização para transferência de crédito fiscal acumulado a outro contribuinte para


pagamento de auto de infração, notificação fiscal e débito declarado ou denúncia espontânea de
exercício já encerrado, fica condicionada ao recolhimento prévio em moeda corrente de, no
mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) do valor do débito fiscal

78
ICMS – TRANSFERÊNCIA DE CRÉDITOS
A transferência do saldo credor ou devedor entre os
estabelecimentos do mesmo contribuinte será feita
mediante a emissão de nota fiscal em nome do
estabelecimento destinatário do crédito ou débito, na qual
serão indicados o valor do saldo a ser transferido, a data e
uma das expressões: “Transferência de Saldo Credor” ou
“Transferência de Saldo Devedor”, conforme o caso.

ESTABELECIMENTO ESTABELECIMENTO
A B
BAHIA BAHIA

79
ICMS – ISENÇÕES
Art. 264 do RICMS/BA com manutenção do
crédito fiscal
• Ovos;
• Pinto de 1 dia;
• Insumos agropecuários – Conv 100/97 (há
exceções);
• Saídas de veículos para taxi, portadores de
deficiência física, mental, visual ou autista;
• Doações para GAAC;
• Saídas para Zona Franca de Manaus

80
ICMS – ISENÇÕES

Art. 265 do RICMS/BA sem manutenção


do crédito fiscal
• Saídas internas e interestaduais
– Polpa de cacao
– Maçãs e peras
– Plantas ornamentais e mudas
– Leite de cabra
– Caprinos em pé

81
ICMS – ISENÇÕES
Art. 265 do RICMS/BA sem manutenção do crédito fiscal
• Saídas internas
 leite pasteurizado do tipo especial, contendo 3,2% de gordura, dos tipos A e B, e de
leite pasteurizado magro, reconstituído ou não, contendo 2,0% de gordura (Conv.
ICMS 25/83);
 farinha de mandioca (Conv. ICMS 59/98);
 arroz e feijão (Conv. ICMS 224/17);
 sal de cozinha, fubá de milho e farinha de milho (Conv. ICMS 224/17);
 castanha de caju e mel de abelhas realizadas por produtores rurais, suas
associações ou cooperativas;
 aves vivas efetuadas por produtor rural e destinadas à CÁRITAS BRASILEIRA, para
posterior doação a famílias assentadas e pré-assentadas neste Estado, com o
objetivo de promoção da segurança alimentar e nutricional;
 produtos não comestíveis, exceto couro, resultantes do abate de aves e de gado
bovino, bufalino e suíno, realizadas por abatedouro que atenda as disposições da
legislação sanitária federal ou estadual;
 as operações de saídas de veículos usados;
 Amostra Grátis (diminuto valor);
 Vasilhames e sacarias;
 Serviços internos de transporte cargas.

82
ICMS – REDUÇÃO DE BASE DE CÁLCULO
Art. 266 do RICMS/BA com manutenção do crédito fiscal
 operações com máquinas, aparelhos e equipamentos do Conv
52/91;

 Saídas interestaduais dos insumos agropecuários relacionados


no Conv. ICMS 100/97, na forma e condições estabelecidas no
acordo interestadual, sendo que, a manutenção integral do
crédito fiscal somente se aplica às entradas em estabelecimento
industrial das matériasprimas, produtos intermediários,
materiais de embalagem e demais insumos utilizados na
fabricação daqueles produtos;

 das operações internas com aparelhos e equipamentos de


processamento de dados, seus periféricos e suprimentos,
indicados a seguir, de forma que a carga tributária incidente
corresponda a 12%

83
ICMS – REDUÇÃO DE BASE DE CÁLCULO
Art. 267 do RICMS/BA em opção à utilização do crédito fiscal
 TV por assinatura – Carga 15%;

 das operações realizadas por restaurantes, churrascarias,


pizzarias, lanchonetes, bares, padarias, pastelarias, confeitarias,
doçarias, bombonerias, sorveterias, casas de chá, lojas de
“delicatessen”, serviços de “buffet”, hotéis, motéis, pousadas,
fornecedores de salgados, refeições e outros serviços de
alimentação, de forma que a carga tributária seja equivalente a
4%;

 softwares, programas, jogos eletrônicos, aplicativos, arquivos


eletrônicos e congêneres, padronizados, ainda que sejam ou
possam ser adaptados, disponibilizados por qualquer meio,
inclusive nas operações efetuadas por meio da transferência
eletrônica de dados, de forma que a carga tributária seja
correspondente a 5% (cinco por cento), excluída a aplicação de
qualquer outro benefício fiscal (Conv. ICMS 181/15)

84
ICMS - DIFERIMENTO
• É quando o lançamento e o pagamento do imposto incidente sobre
determinada operação ou prestação forem adiados para uma etapa
posterior, atribuindo-se a responsabilidade pelo pagamento do
imposto diferido ao adquirente ou destinatário da mercadoria, ou
ao usuário do serviço, na condição de sujeito passivo por
substituição vinculado a etapa posterior.
Produtor Rutal Indústria
(Substituído) (Substituto)

ICMS DIFERIDO ICMS PAGO PELO


CONTRIBUINTE SUBSTITUTO
 A fruição do benefício é condicionada a que o adquirente ou destinatário
requeira e obtenha, previamente, sua habilitação para operar nesse regime,
perante a repartição fiscal do seu domicílio tributário. 85
ICMS – DIFERIMENTO – PRINCIPAIS HIPÓTESES
DIFERIMENTO – PRINCIPAIS HIPÓTESES – RICMS/BA – ART. 286
 Fornecimentos de refeições a quaisquer estabelecimentos de contribuintes
deste estado, destinadas a consumo por parte de seus empregados (Fica
dispensado de habilitação);
 Nas sucessivas saídas internas de lingotes e tarugos de metais não-ferrosos,
bem como nas sucessivas saídas internas de sucatas de metais, papel usado,
aparas de papel, ossos, ferro-velho, garrafas vazias, cacos de vidro e
fragmentos, retalhos ou resíduos de plásticos, de borracha, de tecidos e de
outras mercadorias;
 Nas saídas, em retorno real ou simbólico ao estabelecimento de origem, de
mercadorias remetidas para industrialização, beneficiamento, conserto ou
processos similares em estabelecimento de terceiro por conta do remetente,
relativamente ao valor acrescido, desde que o autor da encomenda e o
estabelecimento executor da industrialização ou serviço sejam situados neste
Estado e que as mercadorias se destinem a comercialização ou
industrialização;
 Nas entradas decorrentes de importação do exterior e nas saídas internas de
peças e equipamentos destinadas à montagem de aerogeradores de energia
eólica; 86
ICMS – SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA
Constituição Federal, art. 150, § 7.º

• A lei poderá atribuir a sujeito passivo de


obrigação tributária a condição de responsável
pelo pagamento de imposto ou contribuição, cujo
fato gerador deva ocorrer posteriormente,
assegurada a imediata e preferencial restituição
da quantia paga, caso não se realize o fato
gerador presumido.

• MERCADORIAS SUJEITAS A SUBSTITUÇÃO


TRIBUTÁRIA

87
ICMS – SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA
Venda porta a
Peças para Pneus e Farinha de trigo
porta, calçados
Veículos câmaras de ar e derivados
e bolsas (*)

Cervejas, Medicamentos
Motos e
Chopes e e aparelhos Carnes
Triciclos
energéticos para barbear

Refrigerantes e Materiais para Produtos de Veículos


águas construção papelaria automotores

Combustíveis e Lâmpadas e Telefones e Tintas e


lubrificantes reatores cartões Vernizes

Cigarros e Rações tipo


Cimento Sorvetes
derivados “Pet”

88
ITENS EXCLUÍDOS DA ST EM 2019
Chocolates e
Ovos de
Dentrifícios barra de
Páscoa
cereais

Chupetas Salgadinhos Fios dentais

Preparações Preparações
Fraldas
para bolos Higiene Bucal

Preparados
Absorventes Escovas
para sorvetes

89
ICMS – SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA

ICMS NORMAL
Valor de Venda Indústria: R$ 20.000,00
ICMS Normal: R$ 20.000,00 x 18% = R$ 3.600,00

ICMS Normal: DAE


(Documento de Arrecadação Estadual) :
R$ 3.600,00

ICMS-ST
Valor de Venda Indústria: R$ 20.000,00 ICMS-ST: DAE / GNRE
MVA (Estabelecido pela SEFAZ): 30% (Guia Nacional de
Recolhimento de Tributos
ICMS ST: R$ 20.000,00 + 30% = R$ 26.000,00 x 18% = Estaduais): R$ 1.080,00.
R$ 4.680,00 – R$ 3.600,00 = R$ 1.080,00

90
ICMS – SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA
I - “MVA ajustada” é o percentual correspondente à margem
de valor agregado a ser utilizada para apuração da base de
cálculo relativa à substituição tributária na operação
interestadual;

II - “MVA-ST original” é o coeficiente correspondente à margem


de valor agregado estabelecida na legislação da unidade
federada de destino ou previsto nos respectivos convênios e
protocolos;

III - “ALQ inter” é o coeficiente correspondente à alíquota


interestadual aplicável à operação;

IV - “ALQ intra” é o coeficiente correspondente à alíquota


interna ou percentual de carga tributária efetiva, quando este
for inferior à alíquota interna, praticada pelo contribuinte
substituto da unidade federada de destino.
91
ICMS – SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA
• O contribuinte substituído, na operação subsequente que realizar com mercadoria
recebida com imposto retido ou antecipado, emitirá documento fiscal, sem
destaque do imposto, que conterá, além dos demais requisitos exigidos, a seguinte
declaração, ainda que por meio de carimbo:

"ICMS pago por substituição tributária"


IMPORTANTE:

O CEST é a abreviatura de Código Especificador da Substituição Tributária. O objetivo


deste novo código é estabelecer uma forma de uniformizar e identificar as
mercadorias e bens passíveis de sujeição ao regime de substituição tributária e de
antecipação de recolhimento do ICMS com o encerramento de tributação, relativos
às operações subsequentes. Sua regulamentação se dá através do convênio ICMS
92/15.

OBRIGATORIEDADE – A PARTIR DE OUTUBRO 2016, mas houve prorrogação em


diversos segmentos

92
ICMS – SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA - TRANSPORTE
Somente são sujeitas à substituição tributária por retenção as prestações de serviços
de transporte contratadas por contribuinte inscrito neste estado na condição de
normal:
I - realizadas por autônomo ou por empresa transportadora não inscrita neste
estado;
II - que envolva repetidas prestações de serviço vinculadas a contrato.

Nas repetidas prestações de serviço de transporte de carga vinculadas a contrato, o


sujeito passivo por substituição:
I - fará constar na nota fiscal de saída de mercadorias:
a) declaração de que o ICMS sobre o serviço de transporte é de sua
responsabilidade;
b) a expressão, se for o caso: "Dispensa de emissão de conhecimento de transporte
a cada prestação, nos termos do § 4º do art. 298 do RICMS";

93
ICMS – SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA - TRANSPORTE
II - no final do mês, emitirá nota fiscal na qual constarão, especialmente, a base de
cálculo, o imposto retido e a expressão "Substituição tributária - serviços de
transporte";

III - lançará em sua escrita fiscal:


a) o documento relativo à saída de mercadorias no Registro de Saídas,
relativamente aos dados correspondentes à operação própria;
b) na coluna "Observações", na mesma linha do documento de que trata a alínea
"a" deste inciso, a informação de que o imposto relativo ao frete é de sua
responsabilidade;
c) o valor total do imposto retido no Registro de Apuração do ICMS, no campo
"observações", fazendo constar a expressão "Substituição Tributária - Serviço de
Transporte";
IV - Levará em conta, para fins de abatimento do imposto a ser retido, eventual direito
a crédito presumido relativo à prestação do serviço de que trata este artigo, desde que
o transportador faça jus a tal benefício.

94
NOTA FISCAL ELETRÔNICA

CONCEITO

Considera-se Nota Fiscal Eletrônica - NF-e o documento emitido e


armazenado eletronicamente, de existência apenas digital, com o intuito
de documentar operações e prestações, cuja validade jurídica é
garantida pela assinatura digital do emitente e autorização de uso pela
Secretaria da Fazenda, antes da ocorrência do fato gerador.

O Projeto Nota Fiscal Eletrônica consiste na alteração da sistemática


de emissão de nota fiscal em papel, modelos 1 e 1A, por nota fiscal de
existência apenas eletrônica.

Fonte: www.nfe.fazenda.gov.br
COMO EMITIR NF-e?
1º - Empresa emissora gera um arquivo eletrônico com as
informações fiscais da operação e assina com certificado digital

2º - Transmissão do arquivo que corresponde a NF-e para a Secretaria


de Fazenda do seu Estado.

3º - Validação pela Secretaria de Fazenda do Estado com emissão de


protocolo de recebimento (Autorização de uso)

4º - Emite o DANFE com a respectiva chave de acesso e


autorização de uso

5º - Confirmação de Recebimento da NF-e pelo destinatário.


NOTA FISCAL ELETRÔNICA

Modelo Operacional

Vendedor Comprador

Destino
97 Origem Validação
NOTA FISCAL ELETRÔNICA

DANFE (Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica).


NOTA FISCAL ELETRÔNICA

DANFE (Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica)


X
ARQUIVO XML
COMO É FORMADA A CHAVE DE ACESSO DA NF-E

100
NOTA FISCAL ELETRÔNICA

CARTA DE CORREÇÃO

Após a concessão da Autorização de Uso da NF-e, o emitente


poderá sanar erros em campos específicos da NF-e, por meio de
Carta de Correção Eletrônica - CC-e, transmitida à administração
tributária da unidade federada do emitente.

Observe-se, no entanto, que somente será permitida a utilização de


Carta de Correção Eletrônica - CC-e, para regularização de erro,
desde que não esteja relacionado com:

 Valor do imposto, base de cálculo, valor da operação ou da


prestação;

A correção de dados cadastrais que implique mudança do


remetente ou do destinatário;

A data de emissão ou de saída.


NOTA FISCAL ELETRÔNICA

CANCELAMENTO

O emissor deverá comunicar-se com a SEFAZ, via tecnologia “web


service”, enviando uma mensagem no formato XML (extensible
markup language), com assinatura digital, solicitando o cancelamento
de uma NF-e e identificando-a através da informação de sua
respectiva chave de acesso.

Se não houver restrição quanto ao pedido de cancelamento, a


SEFAZ responderá ao contribuinte através de protocolo de transação
com status “Cancelamento de NF-e”.

Além disso, uma NF-e somente poderá ser cancelada durante um


determinado período de tempo, estabelecido pela legislação, após sua
emissão e recepção pela SEFAZ.
Prazo – 24 horas
NOTA FISCAL DE CONSUMIDOR ELETRÔNICA – NFC-e

Conforme dispõe o Ajuste Sinief 19/16 e Art.


107-A do RICMS/BA, a Nota Fiscal de
Consumidor Eletrônica - NFC-e, modelo
65, é o documento de existência apenas
digital, emitido e armazenado
eletronicamente para documentar operação
interna destinada a consumidor final, cuja
validade jurídica é garantida pela assinatura
digital do emitente e autorização de uso pela
Secretaria da Fazenda, antes da ocorrência
do fato gerador.
DATA OBRIGATORIEDADE
22.08.2017 Novos estabelecimentos
01.03.2018 Todos, exceto Simples Nacional
01.01.2019 Simples Nacional
NOTA FISCAL DE CONSUMIDOR ELETRÔNICA – NFC-e
 Deve conter a identificação do consumidor pelo CNPJ
ou CPF ou, tratando-se de estrangeiro, documento de
identificação admitido na legislação civil, nas operações
com:
I - entrega em domicílio, hipótese em que também
deverá ser informado o respectivo endereço;
II - valor igual ou superior a R$ 500,00 (quinhentos
reais);
III - valor inferior a R$ 500,00 (quinhentos reais),
quando solicitado pelo adquirente.

 É vedado o direito a crédito de ICMS baseado em NFC-


e.

 Na hipótese de pagamento com cartão de crédito ou


débito, se integrados, devem ser informados os dados
da credenciadora e da autorização concedida

 Não é mais permitido o uso de Nota Fiscal de Venda a


Consumidor – Modelo 2
NOTA FISCAL DE CONSUMIDOR ELETRÔNICA – NFC-e

PODE SER CANCELADA?

 O contribuinte emitente poderá solicitar o


cancelamento da NFC-e, mediante Registro do
Evento de Cancelamento de NFC-e, transmitido à
SEFAZ, quando, observadas as demais
disposições da legislação pertinente,
cumulativamente (RICMS/BA, Art. 107-H):

I - não tenha ocorrido a circulação da


mercadoria;

II - tenha sido solicitado em até 24 horas da


concessão da Autorização de Uso da NFC-
e.”. A partir de Maio/19 – 30 min
CONHECIMENTO DE TRANSPORTE ELETRÔNICO – CT-e

O Conhecimento de Transportes Eletrônico - CT-e é um documento


de existência exclusivamente digital, emitido e armazenado
eletronicamente, com o intuito de documentar uma prestação de
serviços de transportes, cuja validade jurídica é garantida pela
assinatura digital do emitente e a Autorização de Uso fornecida pela
administração tributária do domicílio do contribuinte.
CONHECIMENTO DE TRANSPORTE ELETRÔNICO – CT-e

O Conhecimento de Transporte eletrônico (CT-e) é o novo modelo de


documento fiscal eletrônico, instituído pelo AJUSTE SINIEF 09/07, de
25/10/2007, que poderá ser utilizado para substituir um dos seguintes
documentos fiscais:
 Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas, modelo 8;
 Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas, modelo 9;
 Conhecimento Aéreo, modelo 10;
 Conhecimento de Transporte Ferroviário de Cargas, modelo 11;
 Nota Fiscal de Serviço de Transporte Ferroviário de Cargas, modelo
27;
 Nota Fiscal de Serviço de Transporte, modelo 7, quando utilizada em
transporte de cargas.

O CT-e também poderá ser utilizado como documento fiscal eletrônico no


transporte dutoviário e, atualmente, nos transportes Multimodais.
CONHECIMENTO DE TRANSPORTE – CT-E

Modelo Operacional

Transportadora Destinatário

Destino
108 Origem Validação
CONHECIMENTO DE TRANSPORTE ELETRÔNICO – CT-e

CHAVE DE
ACESSO

DADOS DO
REMET. E
DESTINAT.

DADOS DA
NOTA
FISCAL
ICMS – DOCUMENTOS FISCAIS
Deverá ser consignado no respectivo
documento fiscal, inclusive na NFC-e, o número
do CPF ou do CNPJ do adquirente nas vendas
de mercadorias a não contribuintes do ICMS,
salvo nas operações de valor inferior a R$
500,00, cujo registro somente é obrigatório
quando solicitado pelo adquirente.

Vigente a partir de 27/01/2015 quando houve a


alteração do art. 37-B pelo Decreto nº 18.219, de
26/01/18, DOE de 27/01/18.

110
IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL

Segundo a Receita Federal “a Escrituração Fiscal Digital - EFD é um


arquivo digital, que se constitui de um conjunto de escriturações de
documentos fiscais e de outras informações de interesse dos fiscos das
unidades federadas e da Secretaria da Receita Federal do Brasil, bem
como de registros de apuração de impostos referentes às operações e
prestações praticadas pelo contribuinte.”

111
IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL
LIVROS FISCAIS

A Escrituração Fiscal Digital - EFD compõe-se da totalidade das informações


econômico-fiscais e contábeis, em meio digital, necessárias à apuração dos impostos
referentes às operações e prestações praticadas pelo contribuinte.

Essas informações referem-se aos dados correspondentes ao período compreendido


entre o primeiro e o último dia do mês, considerando-se totalidade das informações:

a) as relativas às entradas e saídas de mercadorias bem como aos serviços prestados e


tomados, incluindo a descrição dos itens de mercadorias, produtos e serviços;

b) as relativas a quantidade, descrição e valores de mercadorias, matérias-primas,


produtos intermediários, materiais de embalagem, produtos manufaturados e
produtos em fabricação, em posse ou pertencentes ao estabelecimento do
contribuinte declarante, ou fora do estabelecimento e em poder de terceiros;

c) qualquer informação que repercuta no inventário físico e contábil, na apuração, no


pagamento ou na cobrança de tributos de competência dos entes conveniados ou
outras de interesse das administrações tributárias.
112
IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL

Os contribuintes do IPI e/ou ICMS devem utilizar a EFD para


escrituração fiscal dos seguintes livros:

I - Livro Registro de Entradas;

II - Livro Registro de Saídas;

III - Livro Registro de Inventário;

IV - Livro Registro de Apuração do IPI;

V - Livro Registro de Apuração do ICMS;

VI - Controle de Crédito de ICMS do Ativo Permanente - CIAP.

VII - Livro Registro de Controle da Produção e do Estoque.

113
IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL

Convenio ICMS 143/06:

O contribuinte deverá manter EFD distinta para cada estabelecimento.

O contribuinte deverá manter o arquivo digital da EFD, bem como os


documentos fiscais que deram origem à escrituração, na forma e prazos
estabelecidos para a guarda de documentos fiscais na legislação
tributária, observados os requisitos de autenticidade e segurança nela
previstos.

114
IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL

Convenio ICMS 143/06:

Apresentação MENSAL.

 O arquivo digital conterá as informações dos períodos de apuração do


imposto e será gerado e mantido dentro do prazo estabelecido pela
legislação de cada unidade federada e RFB.

 Cada Unidade Federada estabelecerá o prazo previsto para entrega.


 BAHIA – dia 25 do mês subsequente
 SÃO PAULO – dia 20 do mês subsequente

115
IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL
LIVRO DE REGISTRO DE ENTRADAS - destina-se à escrituração (Conv. S/Nº, de
15/12/70):

I - das entradas, a qualquer título, de mercadorias ou bens no


estabelecimento;

II - das aquisições de mercadorias ou bens que não transitarem pelo


estabelecimento;

III - dos serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de


comunicação tomados pelo contribuinte.

O Registro de Entradas será utilizado pelos contribuintes sujeitos,


simultaneamente, às legislações do IPI e do ICMS.

116
IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL
A escrituração do Registro de Entradas será efetuada por operação ou
prestação, em ordem cronológica:

I - das entradas efetivas de mercadorias ou bens no estabelecimento


ou, na hipótese do inciso II do caput deste artigo, de sua aquisição
ou desembaraço aduaneiro;

II - dos serviços tomados.

Os lançamentos serão feitos documento por documento, desdobrados em


tantas linhas quantas forem as alíquotas do imposto e as naturezas das
operações ou prestações, segundo o Código Fiscal de Operações e Prestações

Não devem ser lançados no Registro de Entradas os Conhecimentos de


Transporte relativos a entradas de mercadorias ou bens adquiridos a preços CIF.

117
IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL
LIVRO DE REGISTRO DE SAÍDAS - destina-se à escrituração (Conv. S/Nº, de
15/12/70 e Conv. SINIEF 06/89):

I - das saídas de mercadorias, a qualquer título, do estabelecimento;

II - das transmissões da propriedade de mercadorias que não transitarem pelo


estabelecimento;

III - das prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e


de comunicação efetuadas pelo contribuinte.

Será utilizado pelos contribuintes sujeitos, simultaneamente, às legislações do IPI e do


ICMS.

Os lançamentos serão feitos em ordem cronológica, segundo as datas de emissão dos


documentos fiscais ou da Redução Z, pelos totais diários, com desdobramento em tantas
linhas quantas forem as alíquotas aplicadas às operações ou prestações da mesma
natureza, de acordo com o Código Fiscal de Operações e Prestações (Anexo do Conv.
S/Nº, de 15/12/1970.
118
IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL
• CIAP

O livro Controle de Crédito de ICMS do Ativo Permanente (CIAP),


Modelo C, destina-se ao controle da apropriação dos créditos de ICMS
sobre as entradas de bens destinados ao ativo permanente.

No CIAP Modelo C, o registro dos créditos de ICMS dos bens do ativo


permanente será efetuado em função de cada bem, individualmente

119
IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL
• CIAP – “BLOCO G”
Bloco de registros dos dados relativos ao CIAP – Controle de Crédito do
Ativo Permanente cujo objetivo é demonstrar o cálculo da parcela do
crédito de ICMS apropriada no mês, decorrente da entrada de
mercadorias destinadas ao ativo imobilizado, conforme previsto no art.
20, § 5º, da Lei Complementar nº 87, de 13 de setembro de 1996.
DESCRIÇÃO REGISTRO OBRIGATORIEDADE
Abertura do Bloco G G001 O
ICMS – Ativo Permanente – CIAP G110 OC
Movimentação de bem ou componente G125 O (G110)
Outros créditos CIAP G126 OC
Identificação do documento fiscal G130 O (G125)
Identificação do item do documento fiscal G140 O (G130)
Encerramento do Bloco G G990 O

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IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL
• INVENTÁRIO - BLOCO H
O livro Registro de Inventário destina-se a arrolar, pelos seus valores e com
especificações que permitam sua perfeita identificação, as mercadorias, as matérias-
primas, os produtos intermediários, os materiais de embalagem, os produtos
manufaturados e os produtos em fabricação existentes no estabelecimento na data do
balanço

O livro Registro de Inventário será utilizado por todos os estabelecimentos que


mantiverem mercadorias em estoque.

No livro referido neste artigo, serão também arrolados, separadamente:

I - as mercadorias, as matérias-primas, os produtos intermediários, os materiais de


embalagem e os produtos manufaturados pertencentes ao estabelecimento, em
poder de terceiros;
II - as mercadorias, as matérias-primas, os produtos intermediários, os materiais de
embalagem, os produtos manufaturados e os produtos em fabricação, de terceiros,
em poder do estabelecimento.

PRAZO PARA ESCRITURAÇÃO – 60 DIAS

121
IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL
• BLOCO H

Este bloco destina-se a informar o inventário físico do estabelecimento, nos


casos e prazos previstos na legislação pertinente.

Contribuinte que apresente inventário com periodicidade anual ou trimestral,


caso apresente o inventário de 31/12 na EFD ICMS IPI de dezembro ou
janeiro, deve repetir a informação na escrituração de fevereiro.

Deve ser apresentado para discriminar os valores totais dos itens/produtos do


inventário realizado em 31 de dezembro de cada exercício, ou nas demais
datas estabelecidas pela legislação fiscal ou comercial.

O inventário deverá ser apresentado no arquivo da EFD-ICMS/IPI até o


segundo mês subsequente ao evento. Ex. inventário realizado em 31/12/15
deverá ser apresentado na EFD-ICMS/IPI de período de referência fevereiro
de 2015.

122
IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL
• BLOCO H - 010

0- Item de propriedade do informante e em seu


poder;

1- Item de propriedade do informante em posse


de terceiros;

2- Item de propriedade de terceiros em posse


do informante
123
IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL
• REGISTRO DE CONTROLE DA PRODUÇÃO – BLOCO K

O livro Registro de Controle da Produção e do Estoque, destina-se à


escrituração dos documentos fiscais e dos documentos de uso interno
do estabelecimento, correspondentes às entradas e saídas, à produção
e às quantidades referentes aos estoques de mercadorias (Conv. S/Nº,
de 15/12/70).

O Registro de Controle da Produção e do Estoque será utilizado pelos


estabelecimentos industriais ou a eles equiparados pela legislação
federal.

Os lançamentos serão feitos operação a operação, devendo ser


utilizada uma folha para cada espécie, marca, tipo e modelo de
mercadoria.

124
IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL
BLOCO K

• Bloco K é o livro de registro de controle de produção e


estoque na versão digital.
• Em outubro de 2015, a Receita Federal alterou o prazo para
as indústrias de todos os tamanhos se adequarem as novas
demandas do Bloco K do SPED Fiscal.

• As novas datas são:

125
IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL
• BLOCO K
Destina a prestar informações mensais da produção e respectivo
consumo de insumos, bem como do estoque escriturado, relativos aos
estabelecimentos industriais ou a eles equiparados pela legislação
federal e pelos atacadistas, podendo, a critério do Fisco, ser exigido de
estabelecimento de contribuintes de outros setores

126
IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL
• INFORMAÇÕES QUE DEVEM CONSTAR NO BLOCO K?

 A quantidade produzida.
 A quantidade de materiais consumida.
 A quantidade produzida em terceiros.
 A quantidade de materiais consumida na produção em terceiros.
 Todas as movimentações internas de estoque que não estejam
diretamente relacionadas à produção.
 A posição de estoque de todos os seus produtos acabados,
semiacabados e matérias primas, separando:
 Materiais de propriedade da empresa e em seu poder.
 Materiais de propriedade da empresa e em poder de terceiros.
 Materiais de propriedade de terceiros em poder da empresa.
 A lista de materiais padrão de todos os produtos fabricados na
produção própria e em terceiros.

127
IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL
O que a minha empresa deve fazer?

• Analisar e planejar detalhadamente a adequação dos seus


processos de gestão da produção às exigências do fisco,
seguindo os passos abaixo:
1 – estudar todos os requisitos do Bloco K;
2 – mapear cada detalhe dos processos de industrialização, terceirização
e estocagem;
3 – avaliar o software que irá adotar para atender às exigências;
4 – contratar uma empresa especializada para ajudar a sua empresa a
entender essas novas exigências e se preparar para o Bloco K;
5 – preparar e treinar sua equipe interna na operação e nos registros de
informações;
6 – fazer testes para confirmar se as informações coletadas no sistema
correspondem à realidade;
7 – entregar o Bloco K a partir de janeiro de 2017 (ou 2018 ou 2019,
dependendo da sua indústria).
128
IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL
As pessoas abaixo listadas podem assinar o arquivo
da escrituração fiscal digital:

a) o e-PJ ou e-CNPJ que contenha a mesma base do


CNPJ (8 primeiros caracteres) do estabelecimento;

b) o e-PF ou e-CPF do representante legal da


empresa no cadastro CNPJ;

c) a pessoa jurídica ou pessoa física com procuração


eletrônica cadastrada no site da RFB, por
estabelecimento.

Cláusula primeira, § 2º e Cláusula décima primeira, II, do Ajuste Sinief nº


02/2009.

129
IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL

QUAL É O PERFIL DA EMPRESA


“A”, “B” ou “C”?

Em regra geral, o perfil “A” determina a


entrega dos registros mais detalhados e perfil
“B” trata as informações de forma sintética
(totalizadas por período – diário, mensal).
O perfil “C” deveria ser utilizado pelas
empresas optantes pelo Simples Nacional, cuja
apresentação é de forma simplificada.

130
IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL

A partir de sua base de dados, cada estabelecimento deverá gerar um


arquivo digital, informando todos os documentos fiscais e outras
informações de interesse dos fiscos federal e estadual, referentes ao
período de apuração dos impostos ICMS e IPI.

Este arquivo deverá ser submetido à importação e validação pelo


Programa Validador e Assinador (PVA) fornecido pelo Sped.

A EFD somente será válida para fins fiscais após a confirmação de


recebimento do arquivo que a contém.

Antes de recepcionado, o arquivo digital passará por validações que


analisarão o conteúdo destes registros.

131
IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL
Fluxo de Informação para Escrituração Fiscal

Contribuinte RFB
SEFAZ
Banco de
Espírito
Leiaute Dados
Santo

SPED
Arquivo Minas
Texto Gerais
Representante
Legal RIS
Recepção
Programa
Java
Validação

. Arquivo Original Rio de


. Banco de Dados Janeiro
•Importar
•Digitar . Download
•Validar
•Assinar
•Visualizar
•Transmitir

Internet
132
IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL

NOTAS DE ENTRADAS INVENTÁRIO

APURAÇÕES

NOTAS DE SAÍDAS CUPONS FISCAIS

133
IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL

CUIDADOS ANTES DO ENVIO

 O total das entradas e saídas representam a totalidade das operações


ocorridas no estabelecimento;

 A apuração do IPI e do ICMS estão iguais a valor das guias que foram
geradas;

 A apuração do IPI e do ICMS estão iguais a valor informado nas


demais declarações (DMA, GIA, DMD);

 Todos os registros obrigatórios estão sendo informados;


IPI E ICMS – ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL

O contribuinte poderá retificar a EFD:

I - até o prazo legal para envio, independentemente de autorização da


administração tributária;

II - até o último dia do terceiro mês subsequente ao encerramento do


mês da apuração, independentemente de autorização da
administração tributária, desde que não esteja sob ação fiscal ou o
débito informado não esteja inscrito em dívida ativa.

III - após o prazo previsto no item anterior, mediante autorização da


SEFAZ ou pela RFB quando se tratar de IPI, nos casos em que
houver prova inequívoca da ocorrência de erro de fato no
preenchimento da escrituração, quando evidenciada a
impossibilidade ou a inconveniência de saneá-la por meio de
lançamentos corretivos.

Cláusula décima terceira – Ajuste Sinief nº 02/2009


135
IPI E ICMS – OPERAÇÕES ESPECIAIS
OPERAÇÃO ICMS RETORNO IPI OBS
Remessa para Industrialização Suspenso/Art. 280 180 dias Suspensão Art. 43/RIPI
Vasilhames e sacarias Isento/Art. 265 - Op alheia
Conserto Suspenso/Art. 280 180 dias Op alheia
Garantia Isenta/Art. 380 Não incide
Locação e Empréstimo Operação alheia Não incide
Sucata (dentro do estado) Diferimento. Art. 286 Tributa
Depósito Fechado Não incide/Art. 461 Suspensão Art. 43/RIPI
Armazém Geral - Interno Não incide/Art. 465 Suspensão Art. 43/RIPI
Demonstração (dentro da BA) Suspenso/Art. 280 60 dias Isento Art. 54/RIPI
Amostra Grátis Isento/Art. 265 - Isenta Art. 54/RIPI
Bonificação Tributada Tributada
Doação Tributada Tributada
Brindes Tributada Tributada
Exposição ou Feira Suspenso/Art. 280 180 dias Suspensão Art. 43/RIPI

136
IPI E ICMS – OPERAÇÕES ESPECIAIS
SIMPLES FATURAMENTO

• Nas vendas para entrega futura poderá ser emitida nota fiscal com
indicação de que se destina a simples faturamento, vedado o destaque do
ICMS (Conv. S/Nº, de 15/12/70, e Ajuste SINIEF 01/87).

• Na saída global ou parcelada da mercadoria, o vendedor emitirá nota


fiscal em nome do adquirente, na qual, além dos demais requisitos,
constarão:
I - como valor da operação, aquele efetivamente praticado no ato da realização
do negócio, conforme conste na nota fiscal relativa ao faturamento, sendo que a
base de cálculo será a prevista na legislação para este tipo de operação;

II - o destaque do ICMS, quando devido;

III - como natureza da operação, a expressão “Remessa - entrega futura”;

IV - o número de ordem, a série e a data da emissão da nota fiscal relativa ao


simples faturamento.

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ULTIMAS ALTERAÇÕES
• Instrução Normativa nº 03/2019 – que trata da pauta fiscal para derivados
de farinha de trigo.
http://mbusca.sefaz.ba.gov.br/DITRI/normas_complementares/instrucoes
_normativas/instnorm_2019_003.pdf

• Decreto nº 19.116/2019 que prorroga para 31/12/2025 o prazo para


redução de base para, nas operações internas com querosene de aviação
(QAV) destinado a empresa de serviço de transporte aéreo de passageiros,
inscrita no Cadastro de Contribuintes da Bahia.

• Decreto nº 19.142/2019 que trata da NFC-e e outros.

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BIBLIOGRAFIA
• BORGES, Humberto Bonavides. Planejamento tributário – IPI, ICMS, ISS e IR. 9. ed. São
Paulo: Atlas, 2006.
• CHAVES, Francisco Coutinho. Planejamento tributário na Prática. São Paulo: Atlas,
2008.
• COELHO, Sacha Calmon Navarro. Teoria e prática das multas tributárias – infrações
tributárias – sanções tributárias. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense, 1998.
• DENARI, Zelmo; COSTA JÚNIOR, Paulo José da. Infrações tributárias e delitos fiscais. 3.
ed. São Paulo: Saraiva, 1998.
• FABRETTI, Láudio Camargo. Contabilidade tributária. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2005.
• GUTIERREZ, Miguel Delgado. Planejamento tributário: elisão e evasão fiscal. São Paulo:
Quartier Latin, 2006.
• OLIVEIRA, Luís Martins de et tal. Manual de contabilidade tributária. 4. ed. São Paulo:
Atlas, 2005.
• RICMS – Regulamento do ICMS do Estado da Bahia, disponível em www.sefaz.ba.gov.br.
• Lei nº 10.637/2002 e Lei nº 10.833/2003 disponível em www.planalto.gov.br;
• Lei nº 11.488/2007, de 15.06.2007 disponível em www.planalto.gov.br;

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CONTATOS
• Evalda Gonçalves
evalda@uniqueba.com.br
071-98137-5992
071-99115-3556

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