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Professor Mauricio da Silva

Escravidão Moderna
Brasil – colônia e império
Brasil colonial 1500 - 1822
 A opção pela mão-de-obra escrava africana: interesses econômicos na
lucrativa empreitada do tráfico negreiro e da Igreja que proibiu a
escravização de índios, garantindo a expansão do catolicismo.

 A escravidão foi marcada por grande diversidade, tanto com relação às


atividades realizadas pelos escravos, quanto às formas de resistência
destes à condição de cativos
Brasil Império 1822-1889
A crise do escravismo
Oposição inglesa (Bill Aberdeen – 1845).
Leis abolicionistas
 Campanha abolicionista
 1850 – Lei Eusébio de Queirós
 1871 – Lei Do Ventre Livre
 l885 – A Lei do Sexagenário
 188 – Lei Áurea
Resistência
 Processo contínuo: fugas, formação de quilombos, insurreições,
assassinatos, envenenamentos, suicídios, abortos, banzo...
 Primeira grande revolta – Levanta de Malês (1835).
A Exploração da mão de obra na
América Espanhola

 Predomínio indígena, mas houve a


escravidão africana.
 Formas de exploração dos nativos:
MITA – Os indígenas eram tirados de suas
comunidades para trabalhar nas minas por um
prazo determinado e sob um pagamento
irrisório.
ENCOMIENDA - A Coroa encomendava a captura
de indígenas a um intermediário -
encomendero – e os distribuía aos
colonizadores, que recebiam o índio como seu
servo.

A servidão era justificada como um pagamento


de tributos, feitos pelos índios em forma de
serviço, por receberam proteção e
educação cristã.
1 – Fuvest/2016 – Examine o gráfico.
O gráfico fornece elementos para afirmar:
a) A despeito de uma ligeira elevação, o tráfico negreiro em direção ao Brasil
era pouco significativo nas primeiras décadas do século XIX, pois a mão de
obra livre já estava em franca expansão no país.
b) As grandes turbulências mundiais de finais do século XVIII e de começos
do XIX prejudicaram a economia do Brasil, fortemente dependente do
trabalho escravo, mas incapaz de obter fornecimento regular e estável
dessa mão de obra.
c) Não obstante pressões britânicas contra o tráfico negreiro em direção ao
Brasil, ele se manteve alto, contribuindo para que a ordem nacional surgida
com a Independência fosse escravista.
d) Desde o final do século XVIII, criaram-se as condições para que a
economia e a sociedade do Império do Brasil deixassem de ser escravistas,
pois o tráfico negreiro estava estagnado.
e) Rapidamente, o Brasil aderiu à agenda antiescravista britânica formulada
no final do século XVIII, firmando tratados de diminuição e extinção do
tráfico negreiro e acatando as imposições favoráveis ao trabalho livre.
2 – Fuvest/2015. Uma observação comparada dos regimes de trabalho
adotados nas Américas de colonização ibérica permite afirmar
corretamente que, entre os séculos XVI e XVIII,
a) a servidão foi dominante em todo o mundo português, enquanto,
no espanhol, a mão de obra principal foi assalariada.
b) a liberdade foi conseguida plenamente pelas populações indígenas
da América espanhola e da América portuguesa, enquanto a dos
escravos africanos jamais o foi.
c) a escravidão de origem africana, embora presente em várias
regiões da América espanhola, esteve mais generalizada na
América portuguesa.
d) não houve escravidão africana nos territórios espanhóis, pois estes
dispunham de farta oferta de mão de obra indígena.
e) o Brasil forneceu escravos africanos aos territórios espanhóis, que,
em contrapartida, traficavam escravos indígenas para o Brasil.
DOMÍNIO DAS OLIGARQUIAS (1894-1930)

 As oligarquias assumiram o poder federal e o estadual e


o exerceram praticamente sem oposição. Foi também nessa
época que surgiram os principais mecanismos de domínio
Política do Café-com-Leite
Oligarquias de SP e MG alternavam-se na presidência da República.
Voto de Cabresto
Manipulação de dados
Coronelismo
Política dos Governadores
Os movimentos rurais e urbanos na República Velha
CANGAÇO

REVOLTA DA
CONTESTADO
CHIBATA

REPÚBLICA VELHA
REVOLTA DA
CANUDOS
VACINA

COLUNA OS 18 DO FORTE
PRESTES DE COPACABANA
Contestado – 1912/16
 Região entre Paraná e Santa Catarina.
 Messiânico.
 Conflito exército Encantado de São Sebastião X Exército Brasileiro.
Cangaço – 1870-1940
 Sertão do Nordeste.
 Banditismo social.
 Ações violentas de grupos ou indivíduos isolados.
 1938 - o bando de Lampião teve suas cabeças decepadas e expostas em locais públicos
MOVIMENTO URBANO – REVOLTA DA VACINA (1904)

 No Rio de Janeiro
 Modernização do Rio de Janeiro - “bota-abaixo” - destruição de cortiços e
favelas, ampliação das avenidas...
 Saneamento urbano: Osvaldo Cruz, os mata-mosquitos e a “Lei da Vacina
Obrigatória”;
3 – Fuvest/2014

Storni. Careta, 19/02/1927, Apude: Relato Lemos (org.). Uma história do Brasil através da
caricatura. 1840-2006. Rio de Janeiro: Bom Texto, 2006, p. 35. Adaptado
A charge satiriza uma prática eleitoral presente no Brasil da chamada
“Primeira República”. Tal prática revelava a
a) ignorância, por parte dos eleitores, dos rumos políticos do país,
tornando esses eleitores adeptos de ideologias políticas
nazifascistas.
b) ausência de autonomia dos eleitores e sua fidelidade forçada a
alguns políticos, as quais limitavam o direito de escolha e
demonstravam a fragilidade das instituições republicanas.
c) restrições provocada pelo voto censitário, que limitava o direito de
participação política àqueles que possuíam um certo número de
animais.
d) facilidade de acesso à informação e propaganda política,
permitindo, aos eleitores, a rápida identificação dos candidatos que
defendiam a soberania nacional frente às ameaças estrangeiras.
e) ampliação do direito de voto trazida pela República, que passou a
incluir os analfabetos e facilitou sua manipulação por políticos
inescrupulosos.
4 – Leia o Trecho a seguir
“(...) O coronel seria um elemento eminentemente eleitoral, cuja liderança política se
exercitava em decorrência da sua liderança econômica; e o argumento para que o
seu poder se legitimasse estaria no aliciamento de eleitores e no preparo das
eleições. Todavia, a nível local, o coronel seria um organizador do seu mundo,
inseparável da sociedade agrária, protetor do "camponês", para quem era o protetor
e o mandão, e articulador da sociedade local ao sistema político, econômico e social.
Dessa forma, o poder do coronel derivaria mais do seu prestígio e da sua honra
social, tradicionalmente reconhecidos, do que da sua situação econômica”
Disponível em:< https://goo.gl/HYtNoZ>. Acesso em 02 jan. 2018
O Coronelismo foi uma das características do período histórico denominado
República Velha (1889-1930). Esse período pode ser caraterizado também
a) pelo sistema político democrático, onde todos incluindo as mulheres e ex-
escravos pudessem votar e ser votados
b) pelo processo de retribuição de renda, com o objetivo de diminuir a pobreza
herdada da monarquia.
c) pelo processo de industrialização que ajudou o Brasil a diminuir a dependência do
setor agrário.
d) pela manutenção do Catolicismo como religião oficial do Brasil e subordinação da
Igreja Católica ao Estado no regime do Padroado.
e) como um período de grande agitação social, representado pelos movimentos
populares urbanos, Revolta da Vacina, e movimentos do campo, o Cangaço.
1930 - 1945
Provisório -1930-1934
Constitucional -1934-1937

Constituição de 1934 –
Voto feminino no Brasil

Ação Integralista Brasileira (AIB)


Estado novo -1937-1945

Brasil na Segunda
Guerra
O Legado de Vargas
 Populismo, personalismo, nacionalismo, desenvolvimentismo e trabalhismo.
 Legislação trabalhista e social, sindicato corporativo, carteira de trabalho,
previdência social, justiça do trabalho, salário mínimo e Consolidação das Leis
do Trabalho.
Populismo

Pode ser definido como uma política de manipulação das massas


urbanas, com o objetivo de mantê-las sob o controle do Estado.

É uma forma de governar em que o chefe de


Estado se dirige diretamente ao povo de
maneira carismática e utiliza vários recursos
para obter o apoio popular.
5–

Em 2017 foi promulgada a Reforma Trabalhista, que flexibilizou a


legislação trabalhista consolidada por Getúlio Vargas em 1943.
Marque a alternativa que tem relação com a criação da CLT no
governo de Getúlio Vargas.
a) Salário pago por hora trabalhada.
b) Regulamentação do trabalho dos estrangeiros.
c) Acordo entre pratão em empregados para permitir um mínimo de
30 minutos de almoço.
d) Direito a férias anuais remuneradas.
e) A homologação da rescisão de contrato (demissão) no sindicato
deixa de ser obrigatória
6 – Ao dirigir-se à Nação, em 10 de novembro de 1937, quando
implantava o Estado Novo, Getúlio Vargas assim afirmava:
“Torna-se impossível estabelecer normas sérias e sistematização
eficiente à educação, à defesa e aos próprios empreendimentos de
ordem material, se o espírito que rege a política geral não estiver
conformado em princípios que se ajustem às realidades nacionais.”
Tomando-se o trecho anterior de Vargas como base, assinale a
alternativa que caracteriza corretamente o Estado Novo.
a) o poder tornou-se descentralizado, aumentando a autonomia dos
Estados por meio da nomeação de Interventores estaduais
b) a política econômica deixou de ser intervencionista, abrindo maior
espaço para a iniciativa privada e o capital estrangeiro
c) a redemocratização política, apoiada por amplos setores do
empresariado e por parte das oligarquias latifundiárias
d) a organização das massas urbanas em instituições de classe e
políticas, facilitando o domínio sobre elas por parte do governo
e) a implantação de uma política centralizadora e autoritária que
gradualmente assumia um caráter paternalista e nacionalista
7 – Num dicionário especializado em conceitos históricos, encontramos
o seguinte verbete:
DITADURA – Modernamente, o termo ditadura designa ou identifica
todo e qualquer regime não democrático. Constituem, de modo geral,
características dominantes das ditaduras modernas: concentração de
poderes numa só pessoa ou grupo; nenhuma ou poucas regras de
sucessão; ausência de expressão da vontade popular, bem como da
escolha dos que, segundo o povo, podem opinar e a instituição da
censura. O governo ditatorial coloca-se acima da lei, a qual passa a ser
a sua própria e exclusiva vontade, ainda que, por vezes, mascarada
pela existência de normas jurídicas.
(AZEVEDO, Antonio Carlos do Amaral. Dicionário de nomes, termos e
conceitos históricos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990. Adaptado.)
Na história do Brasil Republicano após 1930, dois períodos podem ser
classificados como ditatoriais: de 1937 a 1945, conhecido como Estado Novo, e
de 1964 a 1985, conhecido como Regime Militar.
Assinale a alternativa que apresenta uma diferença CORRETA entre esses dois
momentos.
a) O Estado Novo organizou-se sem uma legislação específica, ficando as
normas jurídicas nas mãos de Vargas, o que não ocorreu no período militar, o
qual estabeleceu rigorosas regras sucessórias.
b) O período de 1964 a 1985 foi marcado pela presença determinante dos
militares no poder Executivo e eram realizadas eleições para os poderes
Legislativo e Executivo, o que não aconteceu no Estado Novo.
c) No Estado Novo, eram realizadas eleições periódicas para o Legislativo, ao
contrário do Regime Militar, quando estes pleitos foram suspensos, embora
neste último a liberdade de expressão tenha sido preservada.
d) No Regime Militar, tanto a censura quanto a tortura foram instrumentos de
controle das oposições, ao contrário do Estado Novo, que preservou a
imprensa livre e não reprimiu os movimentos contrários ao regime.
e) O corporativismo do Estado Novo serviu como instrumento de coerção e
controle da vida operária, ao contrário do “Novo Sindicalismo” do Regime
Militar.
1964 Golpe CIVIL-Militar
Ditadura Militar 1964/1985
 Radicalização política.
 Setores conservadores, igreja, classes médias, militares — apoiados e
estimulados por agências governamentais norte-americanas e
empresas multinacionais condenaram o governo Goulart.
 A derrubada do governo contou com a participação das forças
armadas, as quais impuseram ao país uma nova ordem político-
institucional com características crescentemente militarizadas.”
A Rotina do autoritarismo
Nacionalismo extremo, militarismo,
Doutrina de Segurança Nacional,
Intolerância, Tortura, Anticomunismo,
Atos Institucionais,
Doi-Codi, censura e desaparecimentos
Resistência - guerrilha urbana e rural
AI-5 (1968)
Autorizou o presidente:
Decretar o recesso do Congresso e
outros órgãos.
Intervir nos estados e municípios.
Cassar mandatos eletivos e suspender
por 10 anos dos direitos políticos de
qualquer cidadão.
Decretar o confisco de bens.
Suspender a garantia do habeas corpus
Emílio Garrastazu Médici (1969-1974)

 O governo considerado o mais repressivo do Brasil.


 Milagre econômico - intenso crescimento do PIB e da produção industrial.
 Obteve altos índices de popularidade.
 Promoveu os valores cívicos.
 Estímulo às exportações, à educação, e controle da mídia pela censura produzindo
uma imagem de “Brasil grande”.

Pelé e Médici comemoram a


conquista da Copa do Mundo de
1970.
Abertura Política
ERNESTO GEISEL
(Sorbonne 1974 – 1979)

Abertura “lenta, gradual e segura”.

Em 1978, fechou o
Congresso Nacional, em
seguida a extinção do
AI-5.
JOÃO BAPTISTA FIGUEIREDO (Sorbonne 1979 – 1985):

AGO/1979: Lei da Anistia.


Prescreveu a maioria dos
crimes e delitos políticos
cometidos entre 1964 e 1979,
tanto por opositores ao
governo quanto pelos agentes
das forças de segurança.
8 – Fuvest/2017.
Não nos esqueçamos de que este é um tempo de abertura. Vivemos sob o signo da anistia
que é esquecimento, ou devia ser. Tempo que pede contenção e paciência. Sofremos todo
ímpeto agressivo. Adocemos os gestos. O tempo é de perdão. (...) Esqueçamos tudo isto,
mas cuidado! Não nos esqueçamos de organizar a defesa das instituições democráticas
contra novos golpistas militares e civis para que em tempo algum do futuro ninguém tenha
outra vez de enfrentar e sofrer, e depois esquecer os conspiradores, os torturadores, os
censores e todos os culpados e coniventes que beberam nosso sangue e pedem nosso
esquecimento.
Darcy Ribeiro. “Réquiem”, Ensaios insólitos. Porto Alegre: L&PM, 1979.
O texto remete à anistia e à reflexão sobre os impasses da abertura política no Brasil,
no período final do regime militar, implantado com o golpe de 1964. Com base nessas
referências, escolha a alternativa correta.
a) A presença de censores na redação dos jornais somente foi extinta em 1988, quando
promulgada a nova Constituição.
b) O projeto de lei pela anistia ampla, geral e irrestrita foi uma proposta defendida pelos
militares como forma de apaziguar os atos de exceção.
c) Durante a transição democrática, foram conquistados o bipartidarismo, as eleições
livres e gerais e a convocação da Assembleia Constituinte.
d) A lei de anistia aprovada pelo Congresso beneficiou presos políticos e exilados, e
também agentes da repressão.
e) O esquecimento e o perdão mencionados integravam a pauta da Teologia da
Libertação, uma importante diretriz da Igreja Católica.
9 – (UFSM) Analise a gravura.

As ideias e imagens representadas na figura estão relacionadas com o período da história


do Brasil caracterizado
a) pela repressão aos movimentos de trabalhadores urbanos durante a República Velha,
com ameaças de expulsar do país os líderes imigrantes anarquistas.
b) por uma intensa campanha nacionalista, desencadeada no Estado Novo ditatorial de
Getúlio Vargas, contra os adeptos do comunismo e do fascismo.
c) pela perseguição ao Partido Comunista e cassação dos deputados eleitos por essa
legenda para atender às pressões dos Estados Unidos no contexto da Guerra Fria.
d) por um combate ostensivo do presidente Juscelino Kubitschek contra os pessimistas
acusados de boicotarem os planos de fazer o país avançar 50 anos em 5.
e) pela propaganda ufanística da ditadura militar no governo do General Emílio Garrastazu
Médici, marcado pela expansão da economia nos anos do denominado ‘milagre
econômico’.
10 – Observe a imagem

A primeira Constituição Brasileira é do ano de 1824, até o dia de hoje o pais já teve 8
constituições. Neste ano de 2018, mais precisamente aos 5 de outubro, a atual
Constituição brasileira completou 30 anos de existência. A Constituição de 1988
proclamou uma concepção universalista dos direitos sociais e definiu importantes
mecanismos de participação, como o plebiscito, o referendo popular, a iniciativa popular de
lei, a tribuna popular e a audiência pública. Foram ainda criados ou resinificados muitos
espaços institucionais de participação cidadã: espaços legalmente constituídos, nos quais
Estado e sociedade civil tomariam decisões conjuntas sobre os rumos das mais diferentes
políticas públicas.

A participação cidadã de acordo com a Constituição de 1988


a) constitui-se em requisito para qualquer Estado que se pretenda democrático.
b) depende de certo nível de concentração da renda e da riqueza.
c) existe de maneira completamente independente da cidadania.
d) possibilita a participação na administração apenas sob a forma de grupos.
e) surge impulsionada pela crise no sistema político-partidário brasileiro.
A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
( 1914 – 1918 )

 A corrida imperialista contribuiu para acirrar os ânimos entre os países da


Europa.
 Insatisfação de alguns países como Alemanha e Itália com a partilha da África,
no final do século XIX.
 Desejo de revanche dos franceses
 Os interesses das potências nos Bálcãs
 O nacionalismo exagerado ou chauvinismo
Novembro de 1914/março de 1918: as trincheiras constituíam-se num emaranhado
de sulcos sinuosos. Entre os dois exércitos ficava a "terra de ninguém", um caos de
crateras, troncos de árvores calcinadas, rolos de arame farpado, lama e cadáveres.
“Tratado de Versalhes”

 Assinado em 1919 - O “Tratado de Versalhes”


 Considerou os derrotados (Alemanha) como responsáveis pelas
perdas materiais e humanas dos vencedores. Imposição.

 A Alemanha teve seu exército reduzido.


 Teve que devolver à França a região da
Alsácia-Lorena.
 França obteve a exploração das minas de
carvão durante 15 anos.
 Teve que pagar reparações da guerra
aos países vencedores (132 bilhões
marcos/ouro).
 França 52%, Inglaterra 22%, Itália
10%, Bélgica 8%, outros 8%.
 Em 1919, foi criada a Liga das Nações
(sediada na Suíça). Porém, pouco tempo
depois, ela fracassou.
11 – O trecho a seguir é do líder bolchevique Vladimir Ilyich Ulyanov (1870-
1924), conhecido como Lênin.
A guerra europeia, preparada durante dezenas de anos pelos governos e
partidos burgueses de todos os países, estalou. O armamentismo, o
agravamento da luta por mercados na nova etapa, a etapa imperialista do
desenvolvimento do capitalismo dos países avançados e os interesses
dinásticos das monarquias mais atrasadas da Europa oriental, inevitavelmente
levariam como levaram a essa guerra. A ocupação de territórios e a submissão
de nações estrangeiras, o arruinamento de nações concorrentes, o saque das
suas riquezas, o desvio da atenção das massas das crises políticas internas da
Alemanha, Inglaterra e outros países, a divisão dos trabalhadores e seu engano
pela mentira nacionalista, a liquidação da sua vanguarda para enfraquecer o
movimento revolucionário do proletariado, este é o único conteúdo verdadeiro,
esta é a importância e a compreensão da guerra atual.
Disponível em: <https://goo.gl/T8A4NB>. Acesso em: 24 out. 2018. (Adaptado).
A “guerra europeia” mencionada por Lênin é a Primeira Guerra Mundial. A partir
do excerto, o autor relaciona:
a) Imperialismo e Primeira Guerra Mundial.
b) Fascismo, Socialismo e Segunda Guerra Mundial.
c) Capitalismo, Imperialismo e Segunda Guerra Mundial.
d) Anarquismo, Imperialismo e Primeira Guerra Mundial.
e) Capitalismo e Luta de Classes.
Características do
Nazifascismo
 Totalitarismo.
 Nacionalismo extremado (xenófobo).
 Militarismo.
 Anticomunismo. Antiliberalismo. Unipartidarismo.
 Culto ao líder. Propaganda governamental. Educação dirigida.
 Corporativismo.
 Racismo.
 Expansionismo territorial.
 “Mein Kampf” (Minha Luta)
 Princípios básicos do nazismo: pensamentos
antissemitas e racistas
12 – Mussolini e Hitler são os dois principais representantes do
totalitarismo da Europa Ocidental. Mussolini em 1922 e Hitler em 1933.
Na Itália o regime era chamado de Fascismo e na Alemanha de
Nazismo. Constituídos com base em fundamentos antidemocráticos,
antiliberais e anticomunistas, os regimes nazifascistas defendiam que o
a) Corporativismo – As relações de trabalho deveriam continuar como
sempre foi, o mercado regula a necessidade de mão de obra, não
cabendo ao Estado envolver nesse processo.
b) Romantismo – Valorização da cultura europeia e latina, enfocando o
sentimento de heroísmo, de conquista e de bravura dos povos que
fundaram a Europa.
c) Unipartidarismo – A vontade do partido passa a ser a vontade de
todos. Pois o pluripartidarismo, segundo os líderes nazifascistas,
conduz a divisão da nação, impossibilitando o processo de
recuperação do Estado.
d) Totalitarismo – Defendia a construção de um Estado forte e
democrático.
e) Ultranacionalismo: A nação e os valores étnicos devem ser
valorizados como bens supremos, respeitando a individualidade do
sujeito social.
A Segunda Guerra Mundial
MOTIVOS
 A Segunda Guerra Mundial teve sua
origem no Tratado de Versalhes
 O Nacionalismo exacerbado.
 A crise econômica que se abateu
sobre o sistema capitalista mundial a
partir de 1929.
 Nesse contexto caótico que a
Alemanha no Ocidente e o Japão no
Oriente vão em busca de nova luta
por mercados e novas fontes de
matérias-primas levaria o mundo à
Segunda Guerra Mundial.
Holocausto
No período da ditadura de Hitler, os judeus e outros grupos minoritários
considerados "indesejados", como testemunhas de Jeová , eslavos,
poloneses, ciganos, negros, homossexuais, deficientes físicos e mentais,
foram perseguidos e exterminados no que se convencionou chamar de
Holocausto.

Fileiras de corpos enchem o campo de


concentração de Nordhausende, Alemanha
de 1945.
Desde 1933, quando os primeiros campos de
concentração de presos em massa foram construídos,
oito milhões de pessoas perderam seus nomes,
ganharam números, foram escravizadas, transformadas
em cobaias, ou simplesmente eliminadas pelas doenças,
torturas e câmaras de gás numa organização civil e
militar liderada por Adolf Hitler.

“Solução Final”
13 – Para o historiador Arno J. Mayer, as duas guerras mundiais, a de
1914-1918 e a de 1939-1945, devem ser vistas como constituindo um
único conflito.
A afirmativa acima confirma a continuidade latente de problemas não
solucionados na Primeira Guerra Mundial, que contribuíram para
alimentar os antagonismos e levaram á eclosão da Segunda Guerra
Mundial. Entre esses problemas identificamos:
a) desenvolvimento do imperialismo chinês na Ásia, com abertura para
o Ocidente.
b) os antagonismos austro-ingleses que giraram em torno da questão
Alsácia-Lorena.
c) crescente nacionalismo econômico, aumento da disputa por
mercados consumidores e por áreas de investimentos.
d) oposição ideológica que fragilizou os vínculos entre os países,
enfraquecendo todo tipo de nacionalismo.
e) a divisão da Alemanha que levou a uma política agressiva de
expansão marítima.
14 – Fuvest – 2018.
A operação era um pouco dolorosa e não durava mais que um minuto, mas era
traumática. Seu significado simbólico estava claro para todos: este é um sinal
indelével, daqui não sairão mais; esta é a marca que se imprime nos escravos e
nos animais destinados ao matadouro, e vocês se tornaram isso. Vocês não têm
mais nome: este é o seu nome. A violência da tatuagem era gratuita, um fim em
si mesmo, pura ofensa: não bastavam os três números de pano costurados nas
calças, no casaco e no agasalho de inverno? Primo Levi. Os afogados e os
sobreviventes. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.
Está de acordo com o texto a seguinte afirmação:
a) O uso de tatuagens era perturbador apenas para ciganos e judeus ortodoxos,
pois violava o código moral e as leis religiosas dessas comunidades.
b) O recurso de tatuar o prisioneiro, além de impor um sofrimento físico e moral,
discriminava o tipo de remuneração.
c) O emprego das tatuagens funcionava como um código estético e de
classificação dos prisioneiros nos campos de concentração.
d) A tatuagem era uma forma de tortura e uma mensagem não verbal, que
inscrevia a condenação no corpo do prisioneiro.
e) A tatuagem, assim como o trabalho voluntário, não tinham finalidade
produtiva, mas contribuíam para o entendimento entre os prisioneiros.
Direitos Humanos alcançam consequência universal
 Após os horrores e atrocidades da Segunda Guerra Mundial.
 Direitos humanos acabam por transcender e extrapolar o
domínio reservado do Estado ou a competência nacional.
 A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948,
representa um marco no pacto internacional dos Direitos
Humanos.

Segundo Norberto BOBBIO, “sem direitos


do homem reconhecidos e protegidos não
há democracia; sem democracia não
existem as condições mínimas para a
solução pacífica de conflitos”
15 – Fuvest – 2018.
[...] a Declaração Universal representa um fato novo na história, na medida em
que, pela primeira vez, um sistema de princípios fundamentais da conduta
humana foi livre e expressamente aceito, através de seus respectivos governos,
pela maioria dos homens que vive na Terra. [...] Somente depois da Declaração
Universal é que podemos ter a certeza histórica de que a humanidade – toda a
humanidade – partilha alguns valores comuns; e podemos, finalmente, crer na
universalidade dos valores, no único sentido em que tal crença é historicamente
legítima, ou seja, no sentido em que universal significa não algo dado
objetivamente, mas algo subjetivamente acolhido pelo universo dos homens. N.
Bobbio. A era dos direitos. Rio de Janeiro: Campus, 1992.
A Declaração Universal mencionada no texto
a) foi instituída no processo da Revolução Francesa e norteou os movimentos
feministas, sufragistas e operários no decorrer do século XIX.
b) foi aprovada pela Organização das Nações Unidas e serviu como referência
para grupos que lutaram pelos direitos de negros, mulheres e homossexuais
na década de 1960.
c) assemelhou-se ao universalismo cristão, que também resultou no
estabelecimento de um conjunto de valores partilhado pela humanidade.
d) desenvolveu-se com a inclusão de princípios universais pelos legisladores
norte-americanos e influenciou o abolicionismo nos Estados Unidos.
e) originou-se do jusnaturalismo moderno e consolidou-se com o movimento
ilustrado e o despotismo esclarecido ao longo do século XVIII.