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A CURA PELA NATUREZA

Jean Aikhenbaum e Piotr Daszkiewicz

A CURA PEla Natureza

ENCIClOPéDIA FAMILIAR DOS REMéDIOS NATURAIS

EDITORIAL ESTAmPA
Aviso:

Esta obra não tem a pretensão de substituir o seu médico. Não pode substituir 
uma consulta médica.

A nossa abordagem não consiste numa crítica sistemática da medicina. A nossa 
intenção é apresentar­lhe um guia que permita ajudá­lo a fazer face a certos 
problemas através do recurso às terapias ditas “naturais”. Também lhe 
apresentamos, nas próximas páginas, uma análise crítica, científica, etnológica 
e histórica de certos tratamentos.

É importante saber que “natural” não significa “inofensivo”. Existem toxinas 
terríveis que são, muitas vezes, de origem natural, e certas plantas que podemos 
encontrar correntemente nos nossos parques e jardins são, por vezes, mortais. 
Devemos também ter presente que a acção de qualquer substância é sempre 
múltipla, e que não existe acção sem reacção. Mesmo as plantas e as técnicas 
delas derivadas devem ser utilizadas com moderação. Para terminar, lembramos que 
é sempre preferível prevenir a ter de remediar.

Título original: Le Pouvoir de Guérir par la Nature 
Tradução: Maria João Araújo Freire 
Capa: José Antunes 
Composição: Byblos­Fotocomposição, Lda. 
Impresso e acabado por Companhia Editora do Minho, S.A. em Maio de 1999 Depósito 
legal: 136432/99 
ISBN 972­33­1442­8 
Copyright: C Édi­Inter B. V. Amsterdam, 1996
Representada por Cathy Miller Publishing Rights Ltd., Londres, Grã­Bretanha
Editorial Estampa, Lda., Lisboa, 1999

para a língua portuguesa
A casa dos meus pais cheirava bem a sopa de couve Quando o Inverno fustigava que 
bem que se estava em casa Mas empurrei a cancela quando chegou a Primavera para 
deambular rio abaixo como todos os moços de vinte anos...

G. Jackno

À minha filha Christina, que não gosta de ir ao médico.

Ao meu avô Kalman, que conhecia o poder do Verbo e sabia curar com um pouco de 
azeite e de limão.
ÍNDICE GERAL

INTRODUÇÃO E PREFÁCIO, pelo Dr. Jean­Pierre WILLEM 
23

*  Esta obra é uma enciclopédia de medicinas naturais 
.......     23
*  Uma reflexão sobre a saúde 
................................................  24
*  Uma mina de informações sobre as medicinas naturais 
...     25
*  A medicina moderna enganou­se no caminho 
...................    25
*  A medicina moderna deve dar explicações 
........................    26
*  As medicinas naturais contribuem para o progresso médico 
...............................................................................
... 28
*  Até os médicos podem tratar os seus doentes com esta enciclopédia 
.......................................................................... 28
*  A abordagem das medicinas naturais 
.................................   29
*  Esta enciclopédia vai ajudá­lo a defender a sua saúde 
....     30
*  Esta enciclopédia é um passaporte de boa saúde 
..............    32

A VIDA, ESSE FENóMENO TÃO MISTERIOSO 
...................    33 
Será possível derinir a “vida”? 
.................................................  33 
­ Algumas definições da vida 
................................................  34 Quais são as 
características da vida? 
.....................................  35

Quais são as consequências destas investigações e em que medida influenciaram as 
nossas teorias em matéria de saúde? 
.......................................................... 36

A NATUREZA QUE TRATA 
......................................................... 37
*  Em busca das origens da Natureza 
....................................   37
*  A Natureza pode tratar? 
...................................................... 37
*  As relações entre Natureza e medicina 
..............................   38
*  A Natureza que trata: a naturopatia 
...................................   39
*  A medicina pela Natureza 
................................................... 39
*  Devemos suprimir os medicamentos? 
................................   40
A naturopatia          ...................... . 
.......................................................

*  E se os medicamentos nos fizessem mais mal do que bem? 
..............................................................................
*  Os erros da medicina: muitos medicamentos são retirados do mercado 
............................. ..  ............................
*  A naturopatia socorre os males quotidianos 
...................  ...
*  A naturopatia respeita o corpo 
...........................................
Algumas teorias               ..................... ......... ... ............. 
....  ................... .. . ...
*  Louis Kul­me combate os excessos alimentares 
.................
*  O método natural e personalizado do professor Bilz 
.......
*  Os tratamentos do padre Kneipp 
........................................
*  Sheiton nega a doença 
.........................................................
*  A prática do jejum e as restrições alimentares 
.................
*  A opinião de alguns teóricos e médicos sobre o jejum 
...
*  O jejum faz emagrecer e rejuvenescer 
...............................

AS PLANTAS MEDICINAIS 
.........................................................

As plantas acalmam a fome e aliviam as dores 
....................

O interesse das plantas que tratam                         ... 
................................. ... e o interesse da fitoterapia 
..............................................
O poder de cura das plantas está hoje cientificamente confirmado 
............................................................................

A lei das assinaturas” ou a face “mística” da fitoterapia.

*  As virtudes terapêuticas das plantas 
...................................
*  A “lei das assinaturas” revela as virtudes das plantas 
......
*  Quem formulou primeiro a “lei das assinaturas”? 
............
*  A “lei das assinaturas” decifra os “sinais” das plantas 
....
*  Como identificar esses sinais 
..............................................
*  Quais são esses sinais? 
........................................................
*  A fitoterapia decorre da “lei das assinaturas” 
...................

Algumas noções sobre a química das plantas 
........................

* Não lhe vamos fazer um curso teórico 
..............................
* Verifique a composição química das plantas 
.....................
* A guerra química das plantas entre si 
...............................
* As plantas também nos protegem 
.......................................
* A acção terapêutica das plantas 
..........................................
 Algumas noções sobre a combinação dos princípios activos das plantas 
...................................................................       61
FITOTERAPIA DAS PLANTAS INFERIORES (Criptogamas) 
.............................................................................. 
63
*      micoterapia ou o tratado dos cogumelos medicinais 
........      63
* Os cogumelos também são medicinais: uma tradição popular antiga 
......................................................................        64
* Propriedades antibióticas e doenças de civilização 
...........      65
* Remédios que não necessitam de preparação 
....................       66
À redescoberta dos lactários 
...............................................       66
O cogumelo: um remédio universal 
...................................       68
O “agárico” utilizado na homeopatia 
.................................       68 
A propósito do hongo, esse remédio milagroso 
................       69
* terapia pelas algas 
..................................................................        69
* As algas são antibióticos naturais 
......................................       70
* As algas: uma solução milagrosa contra os retrovírus? 
...      70
* Algumas algas medicinais: apanhe­as durante as férias 
...      71
Alsidium helminthochostor 
..................................................       71 Ascophyllum nodosum 
.........................................................        71 Corrallina 
officinalis 
...........................................................        71 Cystoseira 
fibrosa 
................................................................        71 
Chondrus crispus 
.................................................................         72 
Dignea simplex 
..................................................................... 72 Fucus 
vesiculosus 
................................................................        72 
Gelidium sp         . 
......................................................................... 
72 Hisikia fusiforme 
..................................................................        72 
Laminaria digitata, Chicote­das­bruxas 
.............................       72 Laminaria hyperborea, Laminária­de­
clouston                                     ..................       73 
Laminaria saccharina, Boldrié­de­neptuno 
........................       73 Lithothamnium calcereum, “Maêrl” 
....................................        73 Rhodymenia palmata, Sargaço­de­
vaca                                 ..............................       74 
Spirulina maxima e Spirulina platensis 
.............................       74 Undária sp         . 
.......................................................................... 
74 Os líquenes: uma simbiose entre as algas e os cogumelos.. 
74

A “lei das assinaturas” impõe o tratamento 
......................       74
AS PLANTAS EXóTICAS 
.............................................................
Os cinco continentes possuem plantas medicinais 
................
O aloés 
...............................................................................
...........
* Os poderes mágicos e terapêuticos do aloés remontam à noite dos tempos 
..............................................................
* Os poderes de cura do aloés 
...............................................
* As diferentes espécies de aloés 
..........................................
* As receitas produzidas à base de aloés 
..............................
As cactáceas 
...............................................................................
..
* O Trichocereus pachanoi: planta mágica latino­americana
* O Lophophora williamsi, “peyotI”: planta sagrada e alucinogénea 
......................................................................
* Outras cactáceas com efeitos alucinogéneos 
.....................
* A utilização terapêutica das cactáceas 
...............................
* As cactáceas também são comestíveis 
...............................
É difícil identificar e obter as espécies de forma fiável As cactáceas são 
plantas resistentes                   ...  mas conseguirão resistir à 
civilização? 
...........................................................
OS REMÉDIOS UNIVERSAIS DE ORIGEM VEGETAL E ANIMAL 
..............................................................
Os chifres: a ciência confirma a eficácia dos remédios tradicionais dos 
Siberianos                  ..................................................
* Os três tipos de chifres medicinais 
....................................
* Possibilidades terapêuticas da pantocrina, da rantarina e da santarina 
.......................................................................
Adaptogéneos e biostímuladores ou a busca da “panaceia” moderna 
...............................................................................
...
* A busca de substâncias susceptíveis de aumentarem
as nossas capacidades de adaptação parece ter um futuro promissor 
..............................................................................
* A acção terapêutica das plantas adaptogéneas 
..................
10
DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS 
................     95
Como utilizar as plantas 
...........................................................       95
*  A infusão 
.............................................................................. 
95
*  A decocção 
........................................................................... 
96
*  As decocções do padre Kneipp 
..........................................      96
*  “Flores de feno” 
...................................................................       96
*  As cataplasmas de argila 
.....................................................       97
*  A maceração 
......................................................................... 
98
*  Os óleos essenciais 
..............................................................      100
*  A drageia 
.............................................................................. 
109
Como deve alimentar­se para salvaguardar a sua saúde 
....    110
* A alimentação 
......................................................................      110
* O que devemos beber? 
........................................................       125
* Alimentação vegetariana e dieta 
.........................................     127
* O jejum para desintoxicar 
...................................................      128
Conselhos           para viver melhor e mais tempo 
...........................     130
*  Duas regras essenciais para uma boa saúde 
......................     130
*  O endurecimento: sete maneiras de vencer a doença 
.......    132
*  Procure nos         exercícios físicos a descontracção e a expressão corporal 
........................................................       133
*  O repouso: indispensável para o seu bem­estar 
................     134
*  A respiração e o relaxamento 
.............................................     137
Os tratamentos esquecidos 
........................................................       140
*  Os duches terapêuticos 
........................................................       140
*  Os banhos medicinais 
..........................................................      144
*  Os banhos de vapor para transpirar 
....................................     147
*  A camisa de ffiores de feno” (segundo o padre Kneipp) 
148
*  O cinturão de Neptuno (compressa abdominal) 
................     148
*  Os banhos de ar livre e de sol: um tratamento natural
que deve ser praticado com moderação 
............................     151
*  A fototerapia: uma ciência em marcha 
..............................     152
OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS 
..........   155
As sanguessugas vão voltar aos nossos hospitais? 
..... ...  ........ 155
As ventosas na terapia moderna                        ....................... 
....................... 158
* litoterapia, ou terapia pelos minerais                          ....... 
.......................... 164
* O múmio, ou “bálsamo das montanhas” 
............................  167
* A ozoquerite: uma cera natural 
.......................................  ... 169
* O mistério da “pedra das serpentes” 
............................. ..... 171
* O âmbar: um precioso medicamento desde a Antiguidade 
172
* espeleoterapia ou terapia no subsolo 
.................................. 174
O REDUCIONISMO, UMA ARMADILHA A EVITAR 
...........    177
Como se chegou ao reducionismo na medicina? 
...................  177
­ A medicina reduz os factos a uma causa única 
................   178
Lutar para que a medicina natural não constitua uma ameaça para a Natureza 
...................................................... 178
* Como foi possível chegar­se a esta situação? 
...................  179
* Qual é o papel da medicina natural neste tráfico indigno? 
179
* As principais espécies de fauna ameaçadas 
.......................  180
* As principais espécies da flora ameaçadas 
........................  182
* O que pode fazer a medicina natural para remediar esta situação? 
............................................................................... 
183

DOENÇAS E OS SEUS TRATAMENTOS NATURAIS 
....    185
Símbolos visuais que acompanham certos tratamentos 
.......   186
A

Abcessos ­ furúnculos 
................................................................. 188 Acidez de 
estÔmago (azia gástrica) 
............................................ 190 Ácido úrico (uremia) 
.................................................................... 192 Acne 
...............................................................................
............... 194 Afrontamentos 
............................................................................... 
196
12
Aftas 
...............................................................................
...............       198 Albuminúria 
...............................................................  . 
..................    200 Alcoolismo 
...............................................................................
.....      201 Alergias e doenças ditas ambientais 
...........................................     207

*   Influência das alterações naturais do ambiente sobre

a saúde 
...............................................................................
...      207
*   Influência das alterações artificiais do ambiente sobre

a saúde     .................................... . 
.............................................     212
*   A poluição electromagnética 
...............................................     215
*   óleos essenciais, legionelose e poluição microbiológica

do ar 
...............................................................................
.......      223
*   As alergias alimentares e as suas consequencias 
..............    226
*   Alguns tratamentos naturais recomendados em casos

de alergias 
............................................................................ 
230 Anemia 
...............................................................................
...........      231 Anginas, Dores de garganta 
.........................................................      233 Ansiedade ­ 
angústia, medos 
......................................................     236 Apetite ­ falta 
de, perda de (anorexia) 
.......................................     237 Arteriosclerose, Angina de 
peito, Enfarte do miocárdio                                          ........... 
242 Artrites 
...............................................................................
............       245 Artrose, Reumatismos articulares, Poliartrites 
............................     247 Asma 
...............................................................................
...............       252 Astenia nervosa 
............................................................................. 
258

Blenorragias, Gonorreia ­ Esquentamento 
.................................     260 Boca (Afecções bucais, Estomatite, 
Piorreia, etc.)                                    ....................     261 
Bronquites, Traqueítes, Catarro das vias respiratórias 
...............     264 Bursite (Higroma) 
......................................................................... 
267

Cabeça (dores de) 
......................................................................... 
270 Cabelo (queda do), Caspa 
............................................................      270 Cãibras 
...............................................................................
............       272 Cálculos biliares (litíases) 
............................................................      274
13
Cálculos urinários 
......................................................................... 276 
Cancro      ...................... 
.................................................................... 279

* A devastação do cancro 
....................................................... 279
* Os antibióticos: uma grande ameaça para a sua saúde 
....  283
* O ponto de vista dos naturopatas 
....................................... 284
* Dois casos de cura natural 
............................................ ...... 285
* 44 métodos de prevenção do cancro 
.................................. 287
* Métodos de despistagem e tratamentos complementares

e   “alternativos” do cancro         .............. 
.................................... 291 *   despistagem através da fotometria 
................................. 292 *   ionoquínésia 
..................................................................... 292 * 
biologia electrónica 
......................................................... 292 *   cristalização 
sensível        ....................................................... 293 * 
tratamento Solomidès desacreditado 
.............................. 293 *   Dr. Gernez face à medicina oficial 
................................ 294 *   electroacupunctura do Dr. Võll 
...................................... 295
O   ozono e o cancro 
............................................................. 295 *   lei de 
ferro do Dr. Hamer sobre o cancro e a SIDA                         ...   296 * 
germânío 
........................................................................... 297 
Os ácidos Le Foll 
................................................................ 297 As enzimas: 
uma terapia de acção sistémica                      .................... 297
* Dr.’ Kousmine e o cancro 
............................................... 298
* medicina do Dr. Nieper 
.................................................. 298
* oxigenação biocatalítica 
.................................................. 299 Pierre Tubéry 
........................................................................ 300 
Rudolph Steiner e a antroposofia 
....................................... 300 A imunoterapia em doses 
infinitesimais                   ............................ 301 As acções 
terapêuticas do selénio                ...................................... 
301
O 714 X 
............................................................................... 
302 BeIjanski e as promessas da biologia molecular 
............... 303 As plantas imunostimulantes e o cancro 
........................... 304 Catarata 
.............................................................. 
........................... 309 Celulite 
...............................................................................
........... 310 Ciática 
................................................................... 
......................... 315 Cicatrização de feridas e hemostáticos 
....................................... 317
14
Cistite 
...............................................................................
.............       318 Colesterol        ................ 
.....................................................................     321 
Colibacilose 
...............................................................................
....      328 Cólicas hepáticas 
.......................................................................... 
329 Cólicas intestinais 
......................................................................... 
331 Comichão 
...............................................................................
.......       333 Conjuntivite, Inflamações oculares 
..............................................    333 Constipação (de cabeça) 
..............................................................     336 
Contusões ­ Golpes 
..................................................... . ................    338 
Convulsões          ...................................................  . 
................................    340 Coqueluche ­ Tosse convulsa 
......................................................     341 Coração ­ 
Afecções cardíacas 
.....................................................     343 Coreia (dança de 
São Gui) 
..........................................................     344 Corrimento 
branco (leucorreia) 
...................................................     346 Costas (dores nas) 
........................................................................ 
349

­ Mais vale prevenir do que remediar 
..................................    350

* mioterapia           ........................................................ 
. ...............    351
* osteobiótica ou o lado “psico” das dores nas costas 
....    352
* mecânica para socorrer as dores nas costas., 
................    352 Cuperose 
...............................................................................
.........       353

D
Dentes 
...............................................................................
.............       356 Depressão nervosa 
........................................................................ 
357 Descalcificação ­ Desmineralização                            .... 
.......................................     360 Diabetes e hipoglicemia 
...............................................................     361 
Diarreias       ................................ . 
.......................................................     366 Disenteria 
...............................................................................
.......       368 Dores e nevralgias 
........................................................................ 
369

Eczema 
...............................................................................
...........      372 Edema 
...............................................................................
.............       373 Enfarte do miocárdio 
....................................................................      374
15
Enjoo (de barco) 
....................................................................

.......  374

Enjoo (de automóvel, transportes) 
.......................................

.......   374

Entorpecimentos 
.....................................................................

.......   375

Entorses ­ Luxações 
..............................................................

.......   376

Enxaqueca (cefaleias, dores de cabeça)          ...............................
377

Epilepsia 
...............................................................................
..

.......   381

Erisipela 
...............................................................................
...

.......   383

Escaldão (golpe de sol) 
.........................................................

.......   385

Escarlatina 
..............................................................................

.......   385

Esclerose em placas 
..............................................................

.......   385

EscrófÚlas ­ Adenites ­ Alporcas 
.......................................

.......   386

Espasmofilia (Tetania) 
...........................................................

.......   387

Esterilidade 
...............................................................................
...   389
Estomatite ­ Gengivite 
..........................................................

.......   389

Fadiga ­ Convalescença ­ Esgotamento ­ Fraqueza     ..........

.......   392

Febre 
...............................................................................
........

.......  394

Feridas abertas 
.......................................................................

.......  396

Fibroma uterino 
.....................................................................

.......  398

Fígado 
...............................................................................
......

.......  399

Fístulas anais 
..........................................................................

.......   401

Flatulência ­ Gases intestinais 
.............................................

.......  403

Flebite 
...............................................................................
.......

......  404

Fracturas 
...............................................................................
...

......  406

Fragilidade capilar 
..................................................................

......  408

Frieiras 
...............................................................................
......

......  409

Frigidez 
...............................................................................
....

......  411

Furúnculos 
...............................................................................

......  412

Gaguez 
...............................................................................
......

......   414

Gangrena 
...............................................................................
..

......   415
Gastrites 
...............................................................................
....
Lombalgias (Lumbago) 
.......................................................... Magreza 
...............................................................................
.... Melancolia 
............................................................................... 
Memória (perdas de) 
.............................................................. Menopausa 
.............................................................................. 
Menstruaçã o dolorosa e difícil (Dismenorreia) 
.................... Menstruação frequente 
....................................» .......................

Menstruação insuficiente (Amenorreia) 
................................. Menstruação demasiado abundante 
(Hipermenorreia)                                   .......... Metabolismo 
(perturbações do) 
.............................................. Micoses 
...............................................................................
..... Mucosas (inflamação das) 
......................................................

N ­ O

Náuseas 
...............................................................................
...... Nefrite ­ Pielite 
....................................................................... 
Nervosismo 
...............................................................................

­ Para acalmar uma crise de nervos 
................................. Neurastenia 
............................................................................... 
Nevralgia 
...............................................................................
... Obesidade 
...............................................................................
.. Odores 
...............................................................................
....... Olhos (inflamação) ­ Oftalmia                  ..... 
........................................ Osteoporose 
.............................................................................. 
Otalgia 
...............................................................................
....... Otite 
...............................................................................
........... Ouvidos ­ Surdez 
.................................................. ..................

Palpitações 
...............................................................................
. Papeira 
...............................................................................
....... Paralisias 
...............................................................................
... Parasitas 
...............................................................................
..... Parkinson (Doença de), Doenças degenerativas (Alzheimer,

Esclerose em placas) 
..........................................................
18
Pele 
...............................................................................
.................      504

*Pele seca 
............................................................................... 
505
*Pele oleosa 
............................................................................ 
506
*Pele normal 
.......................................................................... 
507
*Rugas 
...............................................................................
.....      508
*Manchas ­ Pontos negros 
....................................................     509
*Cicatrizes 
.............................................................................. 
509
*Manchas de nascença 
..........................................................     509
*Sardas 
...............................................................................
.....      510
*Acção benéfica das plantas na pele 
....................................    510
*Hematomas 
........................................................................... 
512 Pernas pesadas 
.............................................................................. 
512 Pés 
...............................................................................
..................     515

* Pés frios 
...............................................................................
.      515
* Pésinchados 
......................................................................... 
517
* Transpiração excessiva dos pés 
...........................................     517 Pesadelos ­ Sono agitado 
............................................................     517 Picadas de 
insectos 
.......................................................................     520

­ Para afastar os insectos 
.......................................................     520 Pneumonia 
................... . 
.................................................................     520 
Poliartrite 
...............................................................................
........      520 Pólipos 
...............................................................................
............      521

­ Pólipos do nariz 
...................................................................     521 
Prisão de ventre 
............................................................................ 
522 Próstata 
...............................................................................
...........       527 Prurido 
...............................................................................
............      530 Psoríase 
...............................................................................
..........      531

­ R Queimaduras 
...............................................................................
..       534 Raquitismo 
...............................................................................
.....      536 Reconstituição (após fadiga ou doença prolongada) 
..................    537 Resfriamentos 
...............................................................................
.      537 Reumatismos 
...............................................................................
..       538 Rins 
...............................................................................
.................      543
19
Rouquidão 
...............................................................................
......      544 Rugas 
.................................................... .... 
..................................... 546

Salpingite 
...............................................................................
........      548 Sangue (perturbações da circulação) 
...........................................     549

* Para a hipotensão 
.................................................................      553
* Para regularizar o trabalho do coraçao 
..............................    554 Sarampo 
...............................................................................
.......  ...  554 Sarna 
................................................... 
........................................... 555 Seborreia 
...............................................................................
........      557 Sedativos 
...............................................................................
........      557 Sede 
...............................................................................
................ 558 Seios 
...............................................................................
............... 559

­ Beleza dos seios 
...................................................................    559 
Senescência 
...............................................................................
....      560 SIDA 
...............................................................................
............... 561 Síncopes 
...............................................................................
.........     565 Sinusite 
...............................................................................
...........   567 Soluços 
...............................................................................
...........   567 Sudorífico 
...............................................................................
.......       568 Sufocação 
...............................................................................
.......       568 Surdez 
...............................................................................
............. 569

Tabagismo 
...............................................................................
......      572 Tendinite 
...............................................................................
.........     582 Ténia 
...............................................................................
............... 582 Tensão muscular 
........................................................................... 
582 Tiques 
...............................................................................
............. 583 Torcicolos 
...............................................................................
.......       584 Tosse 
...............................................................................
............... 585 Transpiração excessiva 
.................................................................      586 
Tremores 
...............................................................................
.........     588 Tumores 
...............................................................................
..........    589

Tumores benignos 
................................................................       589
20
U ­ v ­ z

ú Iceras 
...............................................................................
............     592

* úlcera do estômago                   ................... 
....................................     592
* úlceras varicosas 
.................................................... . .............    594 
Uremia         .................... ................................... .... 
................................ 596 Urina (incontinência) 
................................................... . ................    596 
Urina (retenção de)               ........................... 
.....................................    597 Urticária 
...............................................................................
..........       598 Varizes 
............................................................................. 
..............    598

* Feridas decorrentes de varizes 
............................................    599
* Ulcerações            ................................ . 
...........................................    599 Velhice (Senilidade) 
......................................................................     600 
Verrugas       ................................................ 
.................. .......................    607 Vertigens 
...............................................................................
.........      608 Vómitos 
...............................................................................
..........       609 Zona 
...............................................................................
................      610 Zumbido nos ouvidos 
...................................................................     611

CONCLUSÃO 
...............................................................................
....      613

Envelhecer.. mas continuando jovem 
......................................    613 * O que é realmente ajuventude? 
.........................................    613 * 22 conselhos para viver muito 
tempo e com saúde                                            ..........   614 * 
Prepare os seus elixires de juventude 
................................    615 * As plantas, sob todas as formas, 
também o podem ajudar                                                  616 
Estabeleça metas, tenha objectivos 
.............................................    617

LÉXICO DOS TERMOS CIENTíFICOS UTILIZADOS 
.........    619

íNDICE DAS PLANTAS UTILIZADAS 
......................................    627

BIBLIOGRAFIA 
.............................................................................. 
641

Jornais e documentos vários 
.....................................................     649

21
INTRODUÇÃO E PREFÁCIO

pelo Dr. Jean­Pierre WILLEM

Vivemos num tempo apaixonante em razão das suas contradições!

E a relação que a nossa sociedade mantém com a saúde é uma delas. Aliás o 
sentido da palavra “saúde” não cessa de se alargar. Ela tanto designa os 
cuidados intensivos numa unidade de reanimação, como o jogging das manhãs de 
domingo, passando pelos medicamentos de conforto. A frase “É bom para a saúde” 
constitui uma etiqueta indiscutível. Além disso, a saúde especializa­se por meio 
de técnicas cada vez mais científicas e espalha­se sob a forma de crendices cada 
vez mais extravagantes. Por outro lado, se hoje em dia se tratam doenças que no 
passado eram mortais, surgem doenças primárias perante as quais somos ainda 
impotentes. E voltam a aparecer velhas infecções, tais como as “doenças da 
miséria”, de que é um dos exemplos a sarna.

Esta obra é uma enciclopédia de medicinas naturais Seria uma presunção pretender 
conhecer perfeitamente o conjunto de terapias às quais esta enciclopédia de 
tratamentos naturais faz referência, sendo certo que Jean Aikhenbaum, jornalista 
científico e fundador da revista Réussir votre Santé, e Piotr Daszkiewicz, 
biólogo e historiador das ciências, elaboraram um guia muito completo.

A sua competência em matéria de medicinas naturais, numa perspectiva científica 
e sobretudo experiencial, conjugou­se para proveito das pessoas que, a 
propósito, por exemplo, de uma angina, de uma gonalgia, de um edema na garganta 
ou de uma hemorragia nasal, poderão consultar este manual, que terá um lugar 
privilegiado para elas.
23
Um exame da medicina, dos cuidados de saúde e do doente.

As suas considerações são, na verdade, múltiplas e variadas, mas mencionarei 
apenas as três principais:

­ O facto de que existe apenas uma medicina, com múltiplas facetas.

Já não se fala de “medicinas diferentes”, a não ser para explicar que muitas 
formas possíveis de terapêutica sã o ignoradas, voluntariamente ou não, pelas 
Faculdades de Medicina. ­A primordialidade da alimentação saudável, equilibrada 
e natural.

Este fenómeno é conhecido há muito: “Existem doentes que só se curam através da 
alimentação”, já dizia Hipócrates, e Jean Rostand, entre outros, fez dele um 
fervoroso eco.
­ A vontade de cura.

Uma reflexão sobre a saúde

Esta enciclopédia aborda também os diferentes aspectos da saúde. ­A saúde 
comporta uma grande parte de confiança: por se pensar tanto que o progresso 
técnico resolve rapidamente os problemas, as suas lentidões ou impotências 
suscitam decepções violentas ou a procura de terapias ditas naturais. A 
confiança é, sem dúvida, fundamental no que toca a saúde: o sobreconsumo de 
tranquilizantes prova­o. Existe por conseguinte uma forte relação entre 
confiança e saúde. E um bom estado de saúde prova que o corpo se situa numa 
relação de autoconfiança, de confiança no médico e de confiança na sociedade.
­ Evocando, diversas vezes, o assunto do investimento nos cuidados de
saúde, os nossos autores apresentam a questão da confiança na vida, no valor da 
própria vida. Será que estar de boa saúde significa não ter qualquer problema? 
Assistimos actualmente a um conjunto crescente de doenças físicas bem como a uma 
grande dificuldade em suportar a vida. No fundo, é o problema do sentido da vida 
que se põe. ­Que utilidade tem o que faço?”, que implica a pergunta: “0 que 
vale a minha vida?”
­ Por outro lado, constatamos que as ciências e as tecnologias de ponta se 
especializam cada vez mais. Mas o custo destes avanços é duplo:
24
a saúde está dividida em especialidades, e o homem, na sua totalidade viva, é 
talvez menos considerado. Além do mais, o abismo aumenta entre as tecnologias e 
a população: esta tem dificuldade em entender todas as investigações, mas exige­
as “de direito”, imediatamente. E o acesso de toda a população aos cuidados de 
saúde exige provavelmente uma orientação tornada inteligível e mais humana.

Sim, a saúde precisa de humanizar­se. E não apenas no que se refere às condições 
de acolhimento de um grande hospital, mas, sobretudo, de modo a permitir ao 
homem manter uma relação justa com a saúde. Certas pessoas preocupam­se de tal 
modo com a sua saúde que dela se tornam escravas. A saúde não é apenas o campo 
do objecto (o corpo, a psique), mas também o é do sujeito. E o domínio da saúde 
passa pela condução da própria existência e, por conseguinte, pela paz consigo 
mesmo...

E depois pode­se, recorrer, então, às terapias. 

Uma mina de informações sobre as medicinas naturais

Trata­se de um livro de “boa fé”: a informação do público, e até dos terapeutas, 
necessitaria aliás de muitos outros livros como este. Basta sabermos que o leque 
terapêutico é enorme e que é necessário actualizá­lo constantemente.

Esta obra é também uma mina de informações sobre os métodos tradicionais, os 
remédios antigos e a medicina natural.

A medicina dos nossos dias tem o seu tempo, enquanto os métodos tradicionais, 
experimentados ao longo de séculos, senão milénios, prosseguem incansavelmente a 
sua acção favorável.

A medicina moderna enganou­se no caminho

A medicina moderna, dita “científica­, enganou­se incontestavelmente no caminho 
nestes últimos cinquenta anos. E contudo... Nunca antes na história do mundo 
existiram tantas drogas, mas, em contrapartida, nunca
25
antes existiram tantas pessoas débeis, tantas pessoas verdadeiramente doentes: 
UM terço dos indivíduos hospitalizados ­ um número aterrador ­ ocupam as camas 
dos hospitais por motivo de doenças “causadas por medicamentos”. Muitas delas 
morrem quando poderiam ter sido salvas.

É assim que as purgas e as sangrias dos séculos passados são actualmente 
substituídas pelos antibióticos e pelos corticóides sistemáticos, dispensados às 
cegas. As consequências nocivas deste procedimento são, desde há muito,  piores 
do que as purgare e saignare de Molière. Assim, durante séculos, os espíritos 
“duros” que atravancam as nossas civilizações ocidentais zombaram de uma prática 
muito antiga, curiosa mas eficaz: o facto de uma chave grande, aplicada na nuca, 
estancar rapidamente a maioria das hemorragias nasais. Foi necessário que 
surgissem os trabalhos do padre Leriche para que este método fosse despojado da 
sua lenda: qualquer objecto frio (uma chave, um pedaço de metal, um cubo de 
gelo), colocado ao nível das vértebras cervicais, tem por efeito excitar o 
sistema nervoso simpático situado diante das vértebras, que possui entre as suas 
múltiplas propriedades a de provocar a contracção dos vasos sanguíneos. Daí o 
estancamento das hemorragias nasais (epistaxes).

A medicina moderna deve dar explicações

Por que razão, sempre desconhecida, na nossa época de viagens à Lua, uma simples 
ligadura de linho ou de lã suprime certas dores: as cãibras nocturnas nas 
pernas, as dores reumatismais nos pulsos, nos cotovelos e nos joelhos? E por que 
razão um banal pedaço de sabão de Marselha colocado na cama evita o regresso das 
cãibras?

Será doravante necessário esforçarmo­nos para encontrar uma explicação para a 
eficácia de inúmeros tratamentos.

­­­As investigações modernas”, escrevia Léon Binet, antigo decano da Faculdade 
de Medicina de Paris, “apenas confirmam de uma forma geral o bom fundamento dos 
cuidados de saúde utilizados no passado de forma empírica.” 
Mas continuamos a ignorar a razão pela qual os nossos predecessores utilizavam 
há séculos a cavalinha para as afecções degenerativas e tam
26
bém como agente remineralizante. Sabemos actualmente que as propriedades desta 
planta se devem aos seus múltiplos componentes, especialmente a silícia ­ cuja 
importância é fundamental na consolidação do nosso esqueleto; e a cavalinha é 
uma das plantas mais ricas neste componente. “A acção da silícia na 
terapêutica”, escrevia aliás Louis Pasteur em 1878, “deverá ter um papel 
grandioso.”

As propriedades vermífugas do musgo­da­córsega foram mencionadas por Teofrasto, 
há 2000 anos. Utilizadas até à Idade Média, caíram no esquecimento e foi um 
médico corso, como é natural, que as reabilitou em 1775. Conhecemos actualmente 
a realidade científica da sua acção.

Para os cancros, no primeiro século da nossa era, Dioscórides utilizava o 
cólquico (mata­cão). Foi preciso esperarmos até 1934 para isolarmos um dos seus 
alcalóides: a colquicina, que, no estado actual dos nossos conhecimentos, 
combate o desenvolvimento das células anárquicas dos tumores.

Durante séculos, e tal como para a cavalinha, para o musgo­da­córsega e para a 
maioria das outras plantas, os espíritos duros negaram­se à evidência da sua 
eficácia sob o pretexto infantil de que se ignorava a razão “científica” da sua 
acção.

Para Henri Poincaré, “negar porque não se sabe explicar não é nada científico”, 
o que também afirmava Ambroise Paré, à sua maneira, há já quatro séculos e meio: 
“As coisas, em medicina, não se medem ou consideram senão pelos seus 
resultados.”

Felizmente que, para muitos doentes com cancro, nem Dioscórides nem os médicos 
que lhe sucederam esperaram 1900 anos para tirarem provas científicas da acção 
evidente das propriedades antitumorais do cólquico.

É com a intenção de vulgarizar todo este património natural que os nossos 
autores escreveram esta enciclopédia.

‘ Não se trata, obviamente, de um musgo mas sim de uma alga, Alsidium 
helminthocorton, um remédio esquecido, conhecido dos médicos da Antiguidade e 
da Idade Média. Redescoberto em 1775 por Stephanopol, este medicamento foi, 
muitas vezes, utilizado por Napoleão.

27
As medicinas naturais contribuem para o progresso médico

Aqueles que consideram a medicina moderna como fonte de descobertas infinitas, 
tanto no plano das preparações farmacêuticas como no plano das intervenções 
cirúrgicas, avaliam frequentemente a medicina natural como um travão indesejável 
ao “progresso”. Outros parecem estar de tal modo investidos na especificidade 
das suas profissões que a mera menção da palavra “oligoelementos” ou 
“nutriterapia” lhes é insuportável. Os cuidados médicos “sérios” não concedem 
qualquer lugar às vitaminas e aos exercícios físicos autoprescritos (argumento 
ao qual não nos oporemos). Mas o que é bom para o “progresso médico” ou para os 
“cuidados médicos” e o que é bom para os seres humanos são duas coisas 
completamente diferentes!

Até os médicos podem tratar os seus doentes com esta enciclopédia

Os médicos receitam rapidamente medicamentos para acalmar dores, quando em 
certos casos o recurso a esta preciosa enciclopédia lhes facultaria uma solução 
simplicíssima.
Um exemplo: quantas dores de cabeça, perturbações da visão ou zumbidos nos 
ouvidos não teriam cura se não se interviesse ao nível das vértebras cervicais, 
em muitos casos deslocadas?

Mais um exemplo? Quantas disfunções vagossimpáticas, que resistiram a cuidados 
diversos durante vinte anos, não poderiam ser rapidamente aniquiladas através da 
negativização eléctrica?

­ E em que consiste esta terapia? ­ Simplesmente em devolver às células do nosso 
organismo as cargas eléctricas negativas benéficas que estas perderam: todas as 
afecções degenerativas ­ artrose, neuroses e afecções similares, diabetes, 
psoríase, cancro... ­ são concomitantes de um excesso de carga positiva.

É uma questão de bom senso

Quando terapêuticas deste tipo, ignoradas pela nomenclatura científica, são 
capazes de “recuperar” situações muito comprometidas pelo abuso da 
quimioterapia, por que não deveriam elas ser utilizadas antes de
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quaisquer outras, e para as substituir, em caso de insucesso, por medicações 
mais violentas? Não se tratará apenas, com o conhecimento existente dos 
tratamentos eficazes e não tóxicos, de uma pura questão de bom senso? “Para 
alcançar a verdade é preciso que uma vez na vida nos dispamos de todas as 
opiniões recebidas e reconstruamos, de novo e a partir do seu fundamento, os 
sistemas desses conhecimentos.” Estas palavras de Descartes, esse antigo oficial 
do exército, matemático e filósofo, dizem respeito a todas as disciplinas. E 
mais ainda à medicina. É por esta razão que a presente obra terá certamente o 
grande êxito que merece, tanto em França como no resto da Europa.
Não é uma questão de negar os resultados, por vezes, incomparáveis, obtidos 
graças aos medicamentos modernos. Temos o exemplo da meningite tuberculosa, que, 
sem a estreptomicina, continuaria a ser uma doença mortal. É por isso que os 
inúmeros e pacientes trabalhos dos fundamentalistas, indispensáveis aos 
progressos do conhecimento, devem imperativamente ser prosseguidos sem que os 
investigadores se tenham de interrogar se das suas descobertas serão algum dia 
retiradas conclusões práticas.

A abordagem das medicinas naturais

A medicina natural assenta num método lento e orgânico. Ela começa por 
reconhecer que o corpo humano está maravilhosamente equipado de modo a resistir 
às doenças e a curar as feridas. Assim, quando a doença se instala, ou se produz 
um acidente, a primeira abordagem das medicinas naturais consiste em ver o que 
pode ser feito para reforçar a resistência natural e multiplicar os agentes de 
cura, a fim de que estes possam agir mais eficazmente contra o processo 
patológico.

A eficácia da medicina natural repete­se desde os tempos mais remotos

Vem­me à memória um pensamento chinês: “Não devemos acreditar ou deixar de 
acreditar numa terapêutica, mas sim constatar ou não os seus resultados 
benéficos.” Mas o espírito, mais ou menos cartesiano, de um
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médico ocidental não pode, obviamente, subscrever este tipo de pensamento, que 
apenas aceitará como tratando­se de uma afirmação humorística.

Os “resultados benéficos” não trabalham, portanto, a favor da convicção. Aquilo 
que, em contrapartida, não deveria deixar dúvidas no espírito dos mais cépticos 
é a repetição da mesma eficácia em milhares de casos, por processos semelhantes 
na aplicação de uma mesma técnica.

Se os cépticos persistem, que se acautelem, porque o cepticismo arrisca­se a 
transformar­se em má­fé. E isto parece lamentável no que diz respeito ao 
progresso médico.

Esta enciclopédia vai ajudá­lo a defender a sua saúde

Sendo cada um responsável pelo seu próprio bem­estar, é­lhe desejável depender o 
menos possível de outrem para defender a sua saúde. Cada um é o promotor, o 
censor e o guardião da sua saúde. E esta obra vai ajudá­lo.
Uma síntese entre medicina tradicional e medicina de ponta

Muitas são as pessoas que consideram a medicina natural uma alternativa radical 
aos cuidados médicos clássicos. No entanto, quando se encontram perante um 
problema grave, em que a saúde está em jogo, essas mesmas pessoas rejeitam na 
totalidade todo o arsenal de plantas curativas, de cereais integrais, de 
vitaminas e de exercícios físicos, que são a própria essência dessa medicina. E 
isto é tanto mais absurdo que a medicina natural e os cuidados médicos modernos 
não se excluem mutuamente, antes pelo contrário.

Esta é a razão pela qual este livro contém não só tratamentos naturais postos à 
prova através dos tempos, mas também as novas terapias derivadas das mais 
recentes investigações. Houve poucos, até agora, a fazerem este tipo de síntese 
entre a medicina tradicional e a medicina de ponta.

Para cada doença são propostos vários tratamentos

Esta obra, realizada graças à colaboração entre um jornalista que animou e 
publicou a revista médica de abordagem holística Réussir votre
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Santé e um homem de ciência recheado de diplomas, constitui um verdadeiro 
balanço dos tratamentos mais bem adaptados a cada caso particular.

É aliás a sua segunda faceta de originalidade o propor várias terapias para cada 
doença: o leitor encontrará assim, entre os tratamentos e produtos citados, 
aqueles que mais lhe convêm.

Consulte esta obra em todos os casos

Desta forma, tudo foi feito para que lhe seja possível consultar esta obra fácil 
e rapidamente, em caso de emergência.

O objectivo deste livro é, na verdade, permitir a todas as mães de família, a 
cada um de nós, na presença de sintomas ou de doenças variadas (267 doenças 
abordadas nesta obra):

­tomar as primeiras previdências;
­ fazer abortar a doença, se possível;
­ alertar a nossa consciência para a eventualidade de uma afecção séria ou grave 
e pôr­nos em guarda contra uma despreocupação perigosa.

Mas esta obra tem também outras ambições
­ Diminuir o absentismo daqueles que têm todos os motivos morais ou
materiais para quererem trabalhar.
­ Evitar hospitalizações inúteis.
­ Lutar contra o abuso de uma prescrição sistemática de drogas supérfluas, 
quando existem vários remédios ditos “suaves” igualmente eficazes (e, muitas 
vezes, mais fiáveis preventivamente).

Tratar uma afecção benigna é coisa fácil. A grande dificuldade reside justamente 
na apreciação da gravidade das manifestações anormais.

É obviamente perigoso manifestar um optimismo exagerado, mascarando a realidade 
e contribuindo, deste modo, para a evolução de uma
doença que um tratamento precoce teria conseguido deter. Em contrapartida, 
parece­nos pernicioso usar e abusar de drogas medicamentosas, nenhuma delas 
desprovida de riscos (fala­se do risco iatrogénico), quando a aplicação de 
medicinas naturais pode, sem perigo e facilmente, levar à cura.
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Esta enciclopédia é um passaporte de boa saúde

Saúdo a publicação desta obra de Jean Aikhenbaum e Piotr DasAiewicz que a 
redigiram agregando um conjunto de práticas naturais. No nosso
mundo de poluição química e mental, este trabalho vai trazer­nos uma
lufada de ar fresco.

Esta enciclopédia constitui um passaporte de boa saúde. Destina­se a
nos fazer descobrir um conjunto de chaves para melhorarmos a nossa
saúde, aumentarmos o nosso bem­estar e preservarmos a nossa qualidade de vida.

Contudo, ponho em guarda os leitores contra uma automedicação sistemática. 
Certas patologias devem recorrer aos médicos (de abordagem holística, de 
preferência).

Todos aqueles que se interessam pelos métodos naturais de cura experimentarão 
uma grande alegria na leitura deste tratado, que é muito mais do que um conjunto 
de receitas!

Desejo um franco êxito para esta obra, elaborada por dois autores sérios.

Dr. Jean­Pierre Willem Presidente da FLMN (Faculdade Livre de Medicinas 
Naturais)

e dos MAPN (Médicos de Pés Descalços)

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1 A VIDA, ESSE FENÓMENO TÃO MISTERIOSO

“O nosso mundo materialista é maravilhoso e cruel, mas simultaneamente 
ultrapassa a nossa compreensão, é maior do que a própria matéria. E impossível 
reduzi­lo a essa matéria.”

Karl Jaspers

SERÁ POSSíVEL DEFINIR A “VIDA,),)?

Todos os sistemas terapêuticos têm em comum o desejo de preservar a vida. A 
saúde pode ser considerada como um estado da vida. Ora um dos paradoxos ­ e eles 
são inúmeros na ciência moderna ­ é a sua incapacidade de explicar em que 
reside a vida. A biologia (que pela sua
etimologia não é outra coisa senão a ciência da vida) nem sequer consegue 
definir o seu próprio objecto! Houve tentativas de a definir pela sua
estrutura química, pela interpretação de certos fenómenos, mas até à data estas 
explicações foram todas elas insuficientes.

A história da biologia tem sido marcada pelo discurso dos vitalistas em
busca da célebre vis vitalis, propriedade ou substância própria à vida, e
pelos reducionistas (mecanicistas do século xix) que apenas viam na vida simples 
fenómenos físico­químicos. Mas nenhuma destas escolas apresentou respostas 
satisfatórias.

Desde a experiência de WõhIer, no início do século xix, que sabemos que podemos 
sintetizar substâncias orgânicas, contudo nunca consegui
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mos descobrir um estado particular da matéria viva, nem sequer uma substância da 
vida. Todavia, os reducionistas nunca conseguiram criar vida in vitro (mesmo se 
as últimas investigações americanas permitiram criar sistemas polimoleculares 
capazes de se reproduzirem e de utilizarem recursos nutritivos). E também não 
foram capazes de explicar a sua origem.

Algumas definições da vida

Podemos propor várias definições para a vida, por exemplo, a do célebre biólogo 
húngaro Szent­Georgyi (Prémio Nobel em 1935, pela sua
descoberta da vitamina C):

“A vida é uma poluição proteínica da água.”

Esta definição, proposta para ridicularizar os esforços de certos mandarins e 
ideólogos da ciência oficial, tem a qualidade de fazer a
demonstração da nossa ignorância e realçar a importância da água e das proteínas 
nos fenómenos da vida.

A maioria dos dicionários contenta­se com definições tautológicas (que definem a 
vida... através do organismo vivo) do tipo:

“A vida é um conjunto de fenómenos que comporta principalmente a assimilação, o 
crescimento, a reprodução e a morte, que caracterizam os seres vivos.”

Actualmente a biogénese (estudo da origem da vida) dedica­se, em
especial, às definições e às características da vida. Esse campo da ciência 
contemporânea desenvolve­se de forma dinâmica. Podemos contar uma
boa centena de teorias sobre a origem da vida. Elas são, obviamente, apenas 
hipóteses de escola... inverificáveis.
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QUAIS SÃO AS CARACTERÍSTICAS DA VIDA?

Qual é a fronteira que separa o vivo do não vivo?
­ Para Henry Quastler, a unidade da vida deve caracterizar­se pela
capacidade de transformar a matéria, pela estabilidade de organização e pela 
capacidade de adaptação e de auto­reprodução.
­ Para H. Kuhne, a qualidade mais importante da molécula viva reside
na sua capacidade de procura e de armazenamento de informação sobre o seu meio, 
bem como a sua capacidade de reprodução.
­ Quanto aos especialistas da biogénese, estes rejeitam as teses
reducionistas e afirmam que é muito difícil (se não impossível) explicar o 
fenómeno da origem da vida através da simples evolução química.

Cada vez mais, as investigações tendem, tal como o sugeriram os
vitalistas no passado, para uma explicação de uma “entidade” que seria a 
característica da vida, como por exemplo:

* a bioestrutura de Macovschie; ,
* a proteína viva (uma proteína morta que, graças a uma ligação com
a “porfirina”, se transforma numa proteína viva) de Florowska;
* ou ainda o “bioplasma”, proposto por certos bioelectrónicos.
­ Certos biólogos, como S. W. Fox, pensam que a vida é eterna e que
uma espécie de informação biológica existe desde a criação do universo. A génese 
da vida estaria inscrita no “ Big Bang”.
­ Outros supõem que existe uma regra universal de integração que
governa todos os processos do universo e que o aparecimento da vida é a simples 
consequência dessa lei (Bahadur designa­a por “regra ekhalma­manav”).
­ Para C. Porteli, é a mega informação que dirige a matéria e torna
possível a biogénese.
­ P. Fong supõe que a informação é primordial para o aparecimento da
vida, que é ela (e não a matéria) que deve ser primeiro estudada. As teorias e 
os trabalhos de Fong permitiram uma nova interpretação das tradições místicas, 
porque a ciência contemporânea interpreta
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cada vez mais à letra o preceito segundo o qual “o universo é a regra da 
organização do Tao”, ou os primeiros versículos do Génesis: “No princípio, criou 
Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a 
face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. Deus 
disse: Taça­se luz.’ E a luz foi feita.”

Quais são as consequências destas investigações e em que medida influenciaram as 
nossas teorias em matéria de saúde?
Toda a gente concorda em reconhecer que a vida é um fenómeno de uma 
extraordinária complexidade, apesar de existir há vários milhares de anos. Em 
razão da sua complexidade e da incapacidade ou impotência da ciência para o 
explicar, compreender ou simplesmente descrever, devemos rejeitar todas as 
explicações simplistas.

Uma doença não pode ser reduzida (salvo em certos casos raros e
extremos) a um único factor. Ou seja, não basta, por exemplo, alterar o pH, nem 
adicionar alguns elementos que aparentemente faltam (vitaminas, minerais, etc.), 
para obter resultados para os quais a Natureza necessitou de condições 
específicas que exigiram milhares de anos para se realizarem.

Em contrapartida, somos da opinião de Hipócrates e pensamos que a Natureza, 
através dos seus mecanismos de regulação, é capaz de tratar a maioria das nossas 
doenças. É também importante realçar que se os
estudos sobre a biogénese demonstram que a vida tem capacidades excepcionais 
para se manter (as bactérias, por exemplo, vivem em condições extremas de calor, 
num ambiente de substâncias tóxicas), existe contudo uma fronteira de alterações 
ambientais para além da qual a vida não consegue manter­se. Ao ultrapassar um 
“certo patamar” de tolerância, a
vida pode tornar­se impossível nas suas formas actuais.

Desta banal constatação podemos reter como conclusão que preservar a vida e a 
saúde em geral passa pela protecção do nosso meio ambiente.

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A NATUREZA QUE TRATA

“Saúdo­te, ô Natureza, mãe de todas as coisas. “

Plínio

­­­Nos povos primitivos todos os indivíduos são exímios naturalistas, o que não 
é de espantar já que disso depende a sua sobrevivência.”

Errist Mayr (Histoire de la biologie)

Em busca das origens da Natureza

Há vinte e seis séculos os filósofos gregos propuseram o equivalente à palavra 
Natureza e, também na mesma época, o termo Arche (início, origem). A etimologia 
da palavra Natureza globalizava o facto de as substâncias serem susceptíveis de 
se desenvolverem, durarem e se reproduzirem. Tales de Mileto dedicou­se, mais 
especificamente, à busca das origens da Natureza. Os seus sucessores, entre os 
quais Anaximandro, quiseram saber o que existia na Natureza no momento da sua 
criação. A busca filosófica dos factores unificadores e das causas naturais dos 
fenómenos originais estão na base da cultura europeia.

A Natureza pode tratar?

Os grandes pensadores gregos ‘debruçaram­se sobre o papel terapêutico da 
Natureza. Para Hipócrates, considerado fundador da medicina científica, a 
Natureza está na base de todas as curas. Os diversos órgãos do corpo constituem 
uma entidade harmoniosa, e a Natureza tem a possibilidade de tratar as doenças. 
O papel do médico consiste em observar o doente, seguir os progressos que a 
Natureza efectua em direcção à cura e, eventualmente, ajudá­la. Não deve de modo 
nenhum contrariá­la na sua
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acção curativa. “Primum non nocere” significa que o dever do médico ou do 
curador é o de não perturbar o desenrolar de uma acção benéfica. Os preceitos 
que orientaram os terapeutas durante séculos estabeleciam que o médico deve ser 
minisler naturae (estudante da Natureza) e não magisler nalurae (mestre da 
Natureza).

As relações entre Natureza e medicina

Na tradição filosófica (e medicinal) existem duas correntes:

­Para a primeira, o homem faz parte da Natureza. É a relação
conflituosa entre o nosso corpo e a Natureza que está na origem das doenças, e 
é, por conseguinte, na Natureza que podemos encontrar os meios de preservar ou 
de recuperar uma boa saúde.
­ Para a segunda, o homem é o mestre da Natureza. A sua ciência e
a sua técnica têm os meios de resolver todos os problemas que lhe possam surgir, 
incluindo o problema da saúde.

Nós estamos, pela nossa parte, próximos da primeira tradição: pensamos que a 
Natureza põe à nossa disposição todos os meios para um
melhor bem­estar. Felizmente, esta tradição, mesmo tendo sido, por vezes, 
ocultada ao longo dos séculos, não desapareceu com a Grécia antiga. Ela 
acompanhou os homens e a medicina ao longo da história. Encontramo­la na 
tradição da Escola de Medicina de Montpellier, onde outrora se
escrevia com orgulho “Hippocrate oolim Cous, nunc Monspelliensis”, e
nos Conselhos Gerais de Saúde da célebre Escola de Salerno:

“Quando sentirdes que a Natureza vos quer aliviar
de alguma matéria impura, Esculai os seus conselhos, ajudai­a nos seus esforços: 
Em vez de reterdes essa imundície em vós, dela libertai, rapidamente e sem 
tardar, o vosso corpo. Fugi dos tratamentos nocivos, pois por eles se altera o 
sangue; Evitai a cólera como um veneno funesto.
O serva do estes pontos, contai que os vossos dias por meio de um regime 
prudente se prolongarão.”
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A Natureza que trata: a naturopatia

Esta tradição hipocrática encontra­se igualmente na naturopatia e nas
teorias ecológicas de Gaia: “Terra ­ organismo vivo de que o homem faz parte.”

Esta concepção da Natureza que trata tem tido inúmeros detractores, 
especialmente entre os médicos e os cientistas. É compreensível, porque, se é 
suposto a Natureza tratar, para que servirão então os médicos?

É evidente que a propagação desta teoria põe em jogo os interesses económicos 
dos comerciantes de saúde, dos médicos e dos farmacêuticos, mas sobretudo dos 
laboratórios que fabricam os medicamentos. O problema não é novo.

No século xviii um grande naturalista e médico francês, Jean Emmanuel Gilibert, 
publicou as obras Autocracia da Natureza ou Primeira Dissertação sobre a Energia 
do Princípio Vital para a Cura das Doenças Cirúrgicas e Segunda Dissertação 
sobre a Autocracia da Natureza na Qual se Prova que a Natureza Cura as Doenças 
Internas, tais como Febres, Inflamações, Convulsões e Dores. A reacção do meio 
médico não se fez esperar e foi muito violenta. Gilibert foi obrigado a publicar 
uma rectificação: Joannis­Emmanuel Gilibert adversaria medico­praticum Lugduni,
1791, na qual explica que foi mal entendido e que, em certos casos, a 
intervenção do médico pode ser necessária.

Nós partilhamos o ponto de vista de Gilibert: a intervenção do médico é 
necessária apenas em certos casos. Assim, segundo o princípio hipocrático, 
devemos limitá­la aos casos mais sérios.

A medicina pela Natureza

Aliás, na grande tradição da “medicina pela Natureza”, muitos foram os 
pensadores que rejeitaram todas e quaisquer intervenções médicas, salvo as mais 
urgentes (como a cirurgia das fracturas). Assim, Ambroise Paré não foi o único a 
descobrir que frequentemente a ausência de medicamentos (no seu caso tratava­se 
de óleo a ferver que servia para tratar as feridas) pode ser mais benéfica do 
que o tratamento científico”.
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Devemos suprimir os medicamentos?

Encontramos esta ideia na tradição “hasídica” (movimento ortodoxo judeu da 
Europa Central, no século xviii), para a qual “a cura e a saúde não pertencem 
aos médicos”, bem como nos trabalhos de Karol Rokitansky, da Escola de Viena do 
século xix. Este grande médico declarou que cada escola de medicina ensina 
tratamentos terapêuticos diferentes para patologias idênticas, sem mesmo assim 
obter uma cura para as doenças tratadas. Rokitansky chegou ao ponto de declarar 
que toda a “matéria médica” não serve para nada e que os doentes recuperam ou 
não a saúde graças à acção da Natureza; e que, nesta hipótese, é por conseguinte 
impossível tratá­los.

Não somos tão extremistas na nossa maneira de pensar. Partilhamos mais o ponto 
de vista de Galiano, que pensava, como Hipócrates, que a
Natureza trata as doenças e que nós podemos observá­la e imitá­la, sem 
reservas, através dos dons que ela nos proporciona. A Natureza tem a
capacidade tanto de nos tratar directamente como de nos fornecer as suas 
capacidades terapêuticas.

A NATUROPATIA

Não é possível comparar a naturopatia com a medicina oficial, que apenas se 
limita a intervir quando a doença se declara e que se esforça por fazer 
desaparecer os seus sintomas o mais rapidamente possível. Ela constitui a 
fotografia fiel do nosso modo de vida e da nossa técnica e sente­se assim na 
obrigação de trabalhar muito depressa, de responder o mais imediatamente 
possível às necessidades do público. Comporta obviamente vantagens 
indiscutíveis, mas gera, muitas vezes, inconvenientes maiores, inclusive riscos 
com consequências difíceis de avaliar.

E se os medicamentos nos fizessem mais mal do que bem?

Utilizamos um grande número de substâncias químicas de que ignoramos totalmente 
os efeitos, tanto para nos tratarmos como para nos alimentarmos: quem poderá 
explicar o que acontece quando estas ditas
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substâncias penetram no nosso organismo, se combinam entre si e se acumulam nos 
nossos tecidos? Podemos considerar que os seres vivos estão perante várias 
centenas de milhar de compostos químicos dos quais nos é impossível avaliar as 
interacções.

É útil lembrar que 25% das patologias diagnosticadas são consideradas ­­­
iatrogénicas”, ou seja, resultam directamente de um acto ou de uma prescrição 
médica.

Os erros da medicina: muitos medicamentos são retirados do mercado

Devemos, igualmente, lembrar que um grande número de produtos considerados 
anódinos, que faziam parte da panóplia terapêutica de todos os médicos há alguns 
anos atrás, foram desde então retirados do mercado. Numa década, 600 
medicamentos foram assim postos na lista negra. Alguns deles, ainda autorizados 
em certos países, são contudo considerados perigosos e proibidos noutros!... 
Como se, em função da latitude em que se encontra, o ser humano fosse diferente!

Foi, aliás, o caso da demasiado célebre thalidomida',que foi autorizada na 
maioria dos países ocidentais mas não na Turquia. O ministro da Saúde deste país 
era médico e tinha muitas reservas relativamente às novas terapias ocidentais. 
Podemos dizer que as reservas deste homem foram no mínimo felizes e que, se 
prejudicaram de alguma forma as finanças do laboratório que comercializava este 
produto, evitaram nascimentos monstruosos na Turquia, tais como aqueles que 
ocorreram nos nossos países... mais civilizados.

A naturopatia socorre os males quotidianos

Não se trata de pôr em causa os conhecimentos adquiridos e os progressos da 
medicina e da cirurgia oficiais. É necessário recorrer a essas
técnicas em certos casos limitados, especialmente nas fases agudas de certas 
patologias. Mas, em contrapartida, no que diz respeito à maioria
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dos males correntes, essas medicações apresentam inconvenientes inúteis. Torna­
se, por conseguinte, preferível recorrer a técnicas que respeitem o
meio ambiente e que estejam em harmonia com os princípios vitais do organismo.

A naturopatia baseia­se em princípios filosóficos que assentam no
facto de o homem ser um microcosmos no macrocosmos, um universo no
universo, um corpo feito de mares, montanhas, vales, correntes de água, rios, 
desertos... Ele é a imagem emblemática e representativa das forças em movimento 
que o compõem.

Ele sofre a influência do seu meio, do ambiente que o envolve. Se este é 
perturbado, a perturbação reflecte­se no homem microcosmos, espelho da entidade 
global.

A naturopatia respeita o corpo

A naturopatia age rearmonizando as energias que constituem a vida.
Tende a estimular as defesas do nosso organismo e coloca­o num estado capaz de 
responder e fazer face às agressões exteriores.

O corpo tem obrigação de ser forte para poder recuperar e conservar
a saúde, preservando simultaneamente o seu capital vital.
* A doença ou as perturbações orgânicas que dela decorrem não são
um simples efeito do acaso, do inexplicável ou da má sorte. Do mesmo modo que 
não passamos naturalmente de um estado de boa saúde para um estado de doença.
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ALGUMAS TEORIAS (naturopáticas)

Louis Kuhne combate os excessos alimentares

A sua teoria

As doenças manifestam­se através de sintomas variados, mas a sua
causa é sempre idêntica: é a sobrealimentação que forma substâncias estranhas no 
corpo. Estas perturbam­no, prejudicam o seu bom funcionamento e a circulação 
sanguínea. A origem da doença reside na acumulação dessas matérias estranhas não 
eliminadas. Estas são o resultado de o indivíduo ingerir mais alimentos do que 
aqueles de que necessita efectivamente para compensar o desgaste do seu corpo.

Louis Kul­­­me combate a ingestão de alimentos nocivos (carnes, vinho, 
especiarias, álcool, chá, café, narcóticos, medicamentos, etc., que não têm, na 
sua opinião, qualquer valor nutritivo) que irritam o corpo e acabam por torná­
lo doente. Os órgãos ficam prematuramente enfraquecidos e tornam­se incapazes de 
assegurar as suas funções... nada escapa às suas
críticas, e já em 1850 ele se insurgia contra o tabagismo e as vacinas, o ar 
impuro, os vapores das cloacas, os desinfectantes e a poeira “que são nocivos 
para o corpo e se transformam em princípios mórbidos”.

Estes materiais armazenados e transformados não podem, em razão da 
sobrealimentação, ser eliminados pelos órgãos excretores. Por conseguinte, 
fermentam e apodrecem. Se surge alguma agressão interna ou externa, por exemplo 
um resfriado, um sobreaquecimento ou uma emoção, os princípios mórbidos procuram 
uma saída. Se encontram um obstáculo no seu caminho dilatam o espaço onde se 
movem e provocam então tumores, hipertiroidismo, pólipos, enfisema, 
endurecimentos, úlceras, cancro...

O seu método

Com esta filosofia (unidade das doenças, unidade do tratamento para curar todas 
as doenças), Kulme exclui todos os medicamentos, plantas medicinais e 
intervenções cirúrgicas. Ele preconiza um tratamento uniforme para todas as 
doenças, traumatismos e feridas, através de:

* banhos do tronco;
* banhos de assento com fricções;
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* banhos de prancha;
* banhos de vapor;
* uma alimentação estritamente vegetariana.

O método natural e personalizado do professor Bilz

A sua teoria

Bilz elaborou uma técnica a que deu o nome de O Novo Método do Professor Bilz 
para Curar as Doenças. Esta teoria obteve um grande êxito e conseguiu proezas e 
maravilhas onde a medicina da época esbarrava contra um impasse.

Bilz utilizava apenas tratamentos naturais que ele personalizava e adaptava a 
cada caso particular. Inspirava­se em Savonarola, médico do século xv, e, mais 
próximos dele, em Hahn, em Pressnitz e em Frank. Era um fervoroso adepto da 
hidroterapia, que conseguiu adaptar maravilhosamente a cada caso.

O seu método

Apesar de fornecer receitas saborosas, considera que o vegetarianismo é o regime 
mais adaptado ao homem e superior a todos os outros. Não o considera, contudo, 
como uma regra absoluta, salvo no tratamento de certas doenças. Com efeito, 
aconselha a prática de uma alimentação variada, composta por legumes, fruta, 
leguminosas (ervilhas, feijões), lacticínios, ovos, pão integral, saladas, 
compotas e, eventualmente de vez em quando, um pouco de carne assada, cereais 
integrais, arroz, milho, trigo sarraceno, cevada, bem como manteiga e queijo.

Como bebida, recomenda a água, mas considera que se pode tomar, de
vez em quando, um pouco de vinho, de chá ou de café.

Para cada caso específico impõe­se um tratamento específico. É necessário 
individualizar o tratamento e personalizá­lo, de modo a torná­lo o mais eficaz 
possível.
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Para o doente, ele afirma justamente que uma sobrecarga alimentar é totalmente 
inútil. Observa também que a privação de alimentos provoca no organismo as mais 
belas curas.

Bilz insurgiu­se contra as águas químicas de SeItz, que denunciou violentamente. 
O que diria ele hoje perante a profusão de águas gaseificadas, com sabores de 
fruta e outras, adicionadas de corantes e de conservantes, que todos nós 
consumimos?

Ele admitia que o ar era indispensável para prosperarmos e nos desenvolvermos. 
Basta observar as plantas e delas retirar a nossa inspiração: as plantas 
necessitam de ar e de luz.

Os tratamentos do padre Kneipp

Kneipp utilizava nos seus tratamentos tisanas e envolvimentos por meio de banhos 
de vegetais. Utilizava a água sob a forma de compressas e aplicava cataplasmas 
de argila. Também considerava a água fria como
um remédio particularmente eficaz e aconselhava a prática de imersões frequentes 
e de curta duração.

Shelton nega a doença

Para Shelton, as doenças não existem. Aquilo que observamos e a que chamamos 
doenças são apenas sintomas variados. Pretender curar a
doença é um contra­senso porque esta não existe. O papel da doença é o
de preparar o corpo para um bom estado de saúde. É por isso que a doença deve 
ser gerida e não combatida.

A prática do jejum e as restrições alimentares

A prática do jejum é velha como o mundo e constitui provavelmente um dos meios 
conhecidos mais antigos para recuperar um bom estado de saúde. A sua história 
confunde­se com a história do homem e das religiões: a Bíblia cita Moisés, e o 
Novo Testamento cita Cristo.
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A opinião de alguns teóricos e médicos sobre o jejum

­ Para o Pr. Biliz:

“Em vez de alimentarmos o doente alimentamos a doença. A dieta
é o meio mais seguro de recuperar uma boa saúde e de conservar a juventude e a 
vitalidade. “

O jejum é um período de descanso por excelência. Logo de início o
sangue e a linfa purificam­se e produz­se um novo equilíbrio que permite aos 
órgãos vitais regenerarem­se. O jejum pode comparar­se a uma noite de repouso 
total para um corpo extenuado.

“Os jejuns são umas férias fisiológicas de todo o nosso organismo.
Não são uma penitência mas sim uma medida de desintoxicação interna que merece 
ser mais conhecida e desenvolvida.”
Para Upton Sinclair:

“A coisa mais importante em relação ao jejum é o facto de ele proporcionar um 
novo nível de saúde.”

Toda a gente pode jejuar, as contra­indicações são extremamente raras
e os efeitos benéficos fazem­se rapidamente sentir; as funções orgânicas são 
restauradas, e o corpo elimina os excessos de peso.

­ Para a Sr.’ Geffroy:

“É o fenómeno da autofagia que torna o jejum num meio maravilhoso de regeneração 
e num extraordinário factor de longevidade.
O organismo devora as suas células, começando por aquelas que estão fracas ou 
doentes, que perderam vitalidade e que representa um perigo para o corpo na sua 
totalidade.”
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O jejum faz emagrecer e rejuvenescer

É por esta razão que durante as curas de jejum se eliminam primeiro as gorduras 
e a celulite.

* O Dr. Bertholet, médico suíço, afirma que a autofagia se processa
da seguinte maneira: 97% da gordura desaparece, depois o baço perde 63% do seu 
peso, o que prova que se encontra sobrecarregado e anormalmente dilatado, e não 
sofre, de modo algum, com esta perda de peso. Em seguida, o fígado perde também 
56% do seu peso, sem qualquer inconveniente. Os músculos, por sua vez, podem 
perder até 30% do seu volume, o sangue 17%, enquanto os nervos e o cérebro 0%. 
Para este médico o que o jejum não consegue curar nenhuma outra terapêutica será 
capaz de o fazer.
* Carlon e Kunde mostraram que quando o jejum é praticado por um
homem de 40 anos, durante um período de 2 semanas:

“O jejum permite ao corpo regressar a uma condição fisiológica comparável à de 
um jovem.”

Estes dois médicos realçam que, se o homem praticasse regularmente jejuns 
rejuvenescedores, poderia manter­se jovem ano após ano.

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AS PLANTAS MEDICINAIS

AS PLANTAS ACALMAM A FOME E ALIVIAM AS DORES

Não existe vida animal sem vida vegetal, nem mundo vegetal sem mundo mineral. O 
que demonstra, caso seja necessário, que tudo o
que constitui o nosso planeta se encontra estritamente interdependente.
O essencial da nossa alimentação provém directa ou indirectamente do mundo 
vegetal.

Os homens sempre procuraram nas plantas, nas flores, nas raízes e nos tubérculos 
um meio de saciarem a fome. Depois procuraram as que eram mais aptas a ajudá­los 
a suportar a sua miséria, a sua inquietação, a sua
angústia e, também, a aliviar as suas feridas e vencer a doença e a dor.

O interesse das plantas que tratam...

Qual é o interesse da utilização das plantas medicinais na época em
que as manipulações genéticas e a síntese química são moeda corrente?

A resposta põe em evidência as grandes tradições religiosas e todas as 
civilizações que utilizaram a fitoterapia ­ do Egipto antigo à Grécia antiga, 
passando pela China. Contudo, estas mostram­se incapazes de fornecer uma 
resposta que satisfaça as nossas expectativas.

Podemos, evidentemente, falar da superioridade das substâncias obtidas nos 
laboratórios, em condições ideais de esterilização e de controlo de qualidade. 
Não basta citar o exemplo dos animais que procuram re
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médios no seu biótopo natural, apesar de sabermos, graças aos estudos 
pormenorizados dos zoólogos, que os grandes primatas, por exemplo, escolhem 
espécies vegetais antiparasitárias. Até sabem compor o seu regime alimentar de 
modo a preservarem a sua saúde, tal como o fazem os babuínos, que escolhem as 
folhas e os frutos do Balanites aegyptiaca para evitar a bilharziose.

Para convencer os Ocidentais cartesianos da utilidade das plantas medicinais, é 
difícil recorrer a concepções místicas, à Lei das assinaturas” (plantas cuja 
forma e cor se assemelham aos sintomas de uma determinada doença e que é suposto 
tratá­las), à herança dos livros sagrados ou, para finalizar, à convicção de que 
o homem deve encontrar remédios para todos os males na Natureza, pois é no 
desequilíbrio da Natureza que se encontra a causa da doença.

e o interesse da fitoterapia
A fitoterapia não precisa de recorrer a todas estas explicações para se
justificar. Os resultados obtidos com as substâncias de origem vegetal são 
suficientemente convincentes. Devemos lembrar que o potencial e a enorme riqueza 
bioquímica dos vegetais são factos indiscutíveis. Eles contêm várias centenas de 
milhares (ou de milhões) de componentes químicos que a síntese artificial é 
incapaz (na maioria das vezes) de reproduzir e
até, por vezes, de determinar.

No que diz respeito às substâncias que o homem aprendeu a reproduzir em 
laboratório e que são portanto quimicamente idênticas às isoladas nas
plantas, existem também diferenças essenciais relativamente aos produtos 
naturais. Quando se utilizam plantas, os seus princípios activos nunca
agem sozinhos mas, sim, em sinergia com os outros componentes. São estas 
substâncias “complementares” que têm frequentemente um papel activador, 
completando e reforçando a acção dos princípios activos. Melhor ainda, quando 
verificamos que certos componentes isolados são tóxicos, outras substâncias que 
contêm essa toxicidade diminuem ou neutralizam completamente a sua acção 
nefasta.

E, finalmente, não devemos esquecer o aspecto económico da fitoterapia, que se 
torna muito importante nas nossas sociedades hipermedicalizadas, nas quais o 
custo da segurança social é cada vez mais elevado. Podemos
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frequentemente encontrar plantas muito eficazes entre as espécies banais, as 
especiarias, os legumes, as plantas ubíquas (que se encontram em todo o lado). A 
utilização de certas plantas exóticas, que se podem cultivar em
casa, é agora também possível.

O poder de cura das plantas está hoje cientificamente confirmado

Inúmeros investigadores, médicos, cientistas ou simples curiosos, redescobriram 
desde a última guerra a medicina dos simples. Analisaram e testaram centenas de 
variedades de plantas. Conhecemos agora os principais componentes de inúmeras 
espécies, que os antigos ignoravam. Estes estudos confirmaram, igualmente, o seu 
conhecimento empírico e
apercebemo­nos de que as tisanas, as decocções e outras preparações nas quais 
as plantas possuem uma virtude terapêutica eram sempre prescritas adequadamente.

Podemos então afirmar que as plantas têm todos os poderes? Que as ervas, as 
flores, as raízes têm todas as virtudes, que constituem o remédio ideal, a 
panaceia universal? Decerto que não, mas elas têm, em muitos casos, a faculdade 
de ajudar o corpo a vencer a doença e a recuperar a saúde, em situações nas 
quais até as medicinas mais sofisticadas falham. As plantas têm, meramente, a 
pretensão de poder constituir uma ajuda complementar interessante de um 
tratamento médico.

A “LEI DAS ASSINATURAS” OU A FACE “MíSTICA” DA FITOTERAPIA

As virtudes terapêuticas das plantas

­ Em África, as raparigas utilizam uma “planta mágica” Kigelia africana, para 
aumentar o tamanho e o volume dos seios e tratar a esterilidade. ­No Norte da 
Europa, os Escandinavos desde tempos pré­históricos
que tratam as doenças respiratórias com a Lobariapulmonaria.

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­ O salgueiro Salix sp., cura os reumatismos, e o castanheiro­da­Índia
é suposto curar as hemorróidas.

Estas quatro plantas medicinais foram utilizadas por diferentes civilizações, em 
épocas diferentes, para tratar diversas doenças. A descoberta das suas virtudes 
foi feita sem qualquer correlação. Contudo, possuem inegavelmente factores 
comuns. Estas quatro plantas foram descobertas graças à Lei das assinaturas”.

A “lei das assinaturas” revela as virtudes das plantas

*Os frutos da Kígelia africana têm aspecto fálico.
*A Lobariapulmonaria é um líquen foliáceo que se assemelha a um
lóbulo pulmonar.
*O salgueiro cresce, frequentemente, em terrenos inundados e pantanosos e, como 
é facto conhecido, os reumatismos estão associados à humidade.
*As raízes do castanheiro­da­índia assemelham­se a veias hipertrofiadas.

Nestes quatro exemplos a ciência moderna confirma as virtudes terapêuticas 
evocadas pelas “assinaturas”. Até foi possível identificar e isolar os 
componentes químicos que traduzem a acção terapêutica da linguagem da doutrina 
das assinaturas para a linguagem da química dos medicamentos do século xx*A 
Kigelia africana contém esteróides cuja assinatura química é
idêntica às das hormonas sexuais.
*O salgueiro contém derivados salicílicos (como a aspirina).
*Um ácido, próximo do ácido cetrátrico, conhecido pelo seu forte
poder antibiótico, foi isolado a partir da Lobaria pulmonaria.
*Os saponídeos anti­ inflamatórios justificam as virtudes do castanheiro­da­
índia.
Qual é a “fórmula mágica” que permitiu descobrir as virtudes das diversas 
plantas? Como é que as civilizações “primitivas” chegaram às mesmas conclusões e 
aos mesmos resultados que os Ocidentais do século xx? Os nossos antepassados não 
dispunham nem de laboratórios, nem de aparelhos sofisticados, nem de 
cromatografia.
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Quem formulou primeiro a “lei das assinaturas?

Nunca descobriremos o inventor desta doutrina; ela surgiu provavelmente com os 
primeiros homens. Nem sequer conseguimos determinar que civilização ou que 
continente foi precursor em matéria de decifração dos sinais divinos da cura.

Para os Europeus esta doutrina está ligada à medicina e à filosofia de 
Paracelso, que transformou a antiga regra na lei simula similitibus curantor (o 
semelhante cura­se pelo semelhante). Esta lei pretende que cada planta contém um 
sinal que indica a sua prescrição. Por exemplo, uma folha em forma de coração 
trata perturbações cardíacas, outra em forma de fígado e as flores de cor 
amarela são indicadas contra a icterícia.

Por outro lado, Giambattista della Poria associou a botânica à astrologia e 
dedicou a sua obra Phytognomococa ao estudo e à descrição das assinaturas em 
relação com o cosmos.

A base teórica desta lei pertence à concepção hipocrática e já era
conhecida na Grécia antiga. Mas foi provavelmente no século xvi que a
doutrina das “assinaturas” entrou no cânone do conhecimento médico e na 
filosofia ocidental. Foi também nessa época que os viajantes e conquistadores 
espanhóis descobriram que esta lei não pertencia apenas aos Europeus. No tempo 
de Paracelso a doutrina das “assinaturas” tornou­se no verdadeiro paradigma do 
conhecimento humano.

A “lei das assinaturas” decifra os “sinais” das plantas

É evidente que a época de Paracelso favorecia a redescoberta, a divulgação e a 
predisposição para a doutrina dos sinais. Em primeiro lugar porque o homem (e 
também o cientista) vivia com a consciência da omnipresença divina e o medo da 
morte. Virava­se para Deus e pedia­Lhe que levasse em conta os seus infortúnios. 
A certeza de que não estamos sós com as nossas doenças predominava nas 
mentalidades.

Segundo a teoria dos alquimistas, e de Paracelso em particular, é a
visão das relações entre micro­ e macrocosmos que constitui a base importante da 
doutrina das “assinaturas”, porque:
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“Existe uma correspondência entre o que acontece nos astros e o que acontece na 
terra, uma influência do céu sobre os objectos que constituem a Natureza.”

Esta ideia teve um papel importante na filosofia do século xvi. A teoria das 
“assinaturas” está em sintonia com a visão que os alquimistas tinham da matéria, 
ou seja, com a concepção da transformação. É, com
efeito, a Natureza que impõe um sinal na “matéria­prima” (amorfa) e a
transforma em “matéria última”, que possui a forma característica associada às 
virtudes medicinais.

Os alquimistas, e em particular Della Porta e Paracelso, desenvolveram toda uma 
teoria da cosmogonia dos sinais. Devemos lembrar que os
princípios desta teoria são idênticos ou, pelo menos, quase idênticos, em
todas as civilizações.

Como identificar esses sinais

Os sinais podem ser assimilados aos sintomas, às causas das doenças
ou aos órgãos (sinais organolépticos e, eventualmente, aos processos 
fisiológicos) do corpo humano.

A ficária (Ficaria sp.) é um bom exemplo de sinal “sintomático”: as
suas raízes são inchadas, têm a forma de hemorróidas, e daí o seu nome corrente, 
erva­das­hemorróidas.

As plantas cuja aparência se assemelha à de uma serpente ou de um escorpião 
foram, durante muito tempo, utilizadas para neutralizar a acção dos venenos. 
Elas pertencem ao grupo dos sinais “causais” (ligados às causas das doenças).

Em certas culturas, a utilização destes sinais ia ao ponto de tratar feridas 
feitas por flechas com plantas que serviam para o fabrico das flechas.

Contudo, os sinais organolépticos eram provavelmente os mais frequentes. As 
plantas em forma de fígado (como a Repatica nobilis) ou de pulmão (como a 
Lobaria pulmonaria) estão presentes em todas as farmacopeias.
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Para terminar, não podemos esquecer os sinais ligados aos processos 
fisiológicos. As plantas com suco branco era suposto estimularem a lactação, Nos 
índios, a pedra­vermelha eztetl tinha a capacidade de estancar as hemorragias.

Quais são esses sinais?
­ É frequentemente a morfologia de uma planta (ou parte dela) que
constitui o sinal:
­ As folhas da Hepatica nobilis (anémona­hepática) são recortadas
em três lóbulos profundos com a forma de fígado.
O talo da Lobaria pulmonaria lembra os alvéolos pulmonares.

­ As cores constituem a segunda grande classe de sinais:

As plantas amarelas são, com frequência, utilizadas no tratamento da icterícia 
ou das afecções da vesícula biliar.

­ Estes dois sinais (a morfologia e a cor) estão, muitas vezes, presentes em 
simultâneo:
* As folhas da pulmonária têm a aparência de alvéolos não só por
causa da sua forma, mas também das suas manchas brancas.
* A cor vermelha da parte inferior de uma folha de anémona­hepática reforça a 
semelhança com o fígado.

­ Mas o sabor e o aroma constituem, igualmente, sinais utilizados
pelo homem.

­Todas as partes de uma planta podem constituir sinais: a raiz (ficária, 
orquídeas), os talos (lianas), a flor (Sarothamnus), o fruto (Kigleya) e também 
o látex (Chelidonium majus).

­Na tradição chinesa utilizou­se também a repartição anatómica dos
sinais: os botões e as flores representavam as partes superiores do corpo, e as 
raízes as partes inferiores.

­Os sinais podem estar ligados não apenas à planta, mas também à
sua ecologia. O salgueiro e a rainha­dos­prados, utilizados como antipiréticos e 
para tratar o reumatismo, pertencem à classe de sinais
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definidos pelo seu habitat, já que ambos crescem em terrenos habitualmente 
inundados.

­O homem estudou frequentemente as capacidades específicas dos
organismos a fim de os decifrar:
*Assim, na América do Sul utilizava­se a pele de nandu contra os
males do ouvido, por causa da grande dimensão das orelhas deste animal.
*Considerando a coragem e a força do tigre, os Chineses utilizam
o pó dos ossos deste animal como panaceia necessária para recuperar as forças do 
organismo, enfraquecido pela doença.
*As flores da erva­de­são­joão (hipericão) são amarelas, mas se as
desfizermos entre os dedos tornam­se vermelhas, o que lembra a
reacção da pele às queimaduras do sol (as flores desta planta são utilizadas em 
inúmeros cremes cosméticos).

Não devemos contudo esquecer que certos sinais nunca foram confirmados (por 
exemplo, a utilização da noz, que pela sua forma se assemelha ao cérebro, nunca 
demonstrou qualquer eficácia contra as dores de cabeça).

­ Para descobrir certos sinais o homem observou os animais, como
é o caso da quelidónia, que, segundo uma tradição popular, é utilizada pelas 
andorinhas.
­ Os sinais ligados ao sistema reprodutor do homem (fálico, testicular
ou vaginal) constituem uma grande parte dos afrodisíacos e também das plantas 
anti­sifilíticas. ­Não devemos esquecer a categoria dos sinais linguísticos, em 
que o nome da planta nos indica as suas propriedades. Mas desde há muito que 
esta categoria parece secundária, já que o homem descobriu primeiro as 
características dos vegetais e só depois lhes atribuiu um nome. A aceitação da 
existência de sinais linguísticos exige obrigatoriamente a aceitação da 
existência de “nomes primários” (supostamente existentes antes do conhecimento). 
Por outro lado, devemos realçar que determinadas concepções psicolinguísticas 
(sobre as relações entre o cérebro, o espaço, o tempo e a língua) tentam 
explicar este fenómeno.
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A fitoterapia decorre da “lei das assinaturas”

O homem sempre procurou uma panaceia para curar os seus males. Para este efeito, 
a lógica da teoria das semelhanças assenta sobre a busca
de uma planta que possua o maior número possível de sinais. É daí que derivam 
todos os estudos sobre as plantas que possuem a forma do corpo humano, como, por 
exemplo, a mandrágora e o ginseng.

Iniciámos estas reflexões com o exemplo das “assinaturas” que foram confirmadas 
pela biologia molecular. Podemos também demonstrar que inúmeras “assinaturas” 
utilizadas no passado não têm qualquer poder terapêutico (ou talvez não tenham 
ainda pura e simplesmente revelado os seus segredos aos nossos laboratórios?).

Quererá isto dizer que a doutrina das “assinaturas” não é credível? Que todas as 
plantas descobertas através desta lei são o resultado de um mero acaso? Ou 
tratar­se­ia talvez de “falsos sinais” (mal escolhidos ou mal interpretados) que 
não constituem o reflexo de uma teoria exacta?

É certo que a doutrina das “assinaturas” foi uma hipótese para um
trabalho de investigação que deu resultados muito interessantes. Ela permitiu a 
descoberta de inúmeras plantas medicinais, e não esqueçamos que Paracelso, 
grande partidário desta doutrina, está na origem das bases da química e da 
farmacologia modernas. Até os que ridicularizaram as
“assinaturas” não podem ocultar a importância do contributo que esta teoria pode 
ter no campo da fitoterapia.

ALGUMAS NOÇÕES SOBRE A QUÍMICA DAS PLANTAS

Não lhe vamos fazer um curso teórico

A utilização de fórmulas químicas num livro faz baixar a sua venda em 20%, e 
até o simples facto de se utilizarem palavras como “fenol” ou “flavonóide” pode 
desencorajar o leitor.

Não pensamos, por isso, como o fazem muitos responsáveis do marketing dos 
laboratórios farmacêuticos, que uma fórmula ou um nome químico complicado (por 
exemplo, para­hidroxi­meta­nitro­hidroxibenzoato de metilo) possa aumentar, 
graças ao seu efeito psicológico (placebo), a eficácia dos medicamentos.
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Os leitores interessados no aspecto e na composição química dos remédios 
naturais podem consultar, se o desejarem, livros de fitoquímica ou
de bioquímica, de que damos referências no fim desta obra. Limitar­nos­emos, nas 
linhas que se seguem, ao estritamente necessário e não lhe apresentaremos 
qualquer fórmula química rebarbativa.

Verifique a composição química das plantas

Os princípios activos das plantas podem ter um carácter químico muito variado e 
serem compostos por fenóis, flavonóides, antocianos, glícidos, lípidos, 
aminoácidos e proteínas, chiquímatos, poliacetatos, terpenos, esteróides, 
alcalóides, etc.

Alguns deles são venenos terríveis. É o caso, por exemplo, da estricnina, da 
ergotamina, do curare, da cocaína... Parece­nos indispensável lembrar este 
facto, já que certos médicos e terapeutas têm uma deplorável tendê ncia para 
banalizar e subestimar o poder da fitoterapia. A composição química das 
substâncias de origem vegetal confirma não só a sua eficácia sobre o organismo 
humano, mas também o perigo que a sua má aplicação poderia representar.

A guerra química das plantas entre si

Perguntamo­nos frequentemente qual poderá ser o papel destas substâncias para os 
vegetais? Por que razão as plantas sintetizam estes princípios activos? Em 
inúmeros casos a ciência não tem capacidade para fornecer uma resposta a esta 
pergunta. Mas sabemos que algumas dessas substâncias activas têm um papel na 
“guerra química que as plantas travam entre si”.

Por exemplo, a Cafluna vulgaris inibe, graças à síntese dos seus mediadores 
químicos, o desenvolvimento da Avenafatua e deste modo livra­se de um 
concorrente. O Eucalyptus globulus intoxica os seus concorrentes por meio de 
fenóis e terpenos, “utilizando” um pequeno coleóptero, o Paropsis atomaria, que 
come as suas folhas e ingurgita as substâncias
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activas para mais tarde as libertar na proximidade de plantas das quais pretende 
livrar­se.

A intensidade das “armas químicas” das plantas é tal que uma substância isolada 
a partir do látex, o Panthenium argentatum, inibe a acção das outras espécies 
numa concentração de O,000 1 %! Para se obter 20 g desta substância seria 
necessário utilizar 20 kg das suas raízes.

Compreendemos, deste modo, a terrível eficácia de que dispõem as
plantas para se defenderem das doenças causadas por bactérias ou fungos, e 
também dos seus diversos predadores: das lagartas aos mamíferos.

A título de curiosidade, podemos acrescentar que esta acção constitui uma das 
hipóteses apresentadas para tentar explicar o desaparecimento dos dinossauros. 
Esta tese dá a entender que, no decurso da sua evolução, as plantas se foram 
aperfeiçoando quimicamente cada vez mais. Tornaram­se então tóxicas para os seus 
predadores e conseguiram sair vitoriosas dos dinossauros, que não conseguiram 
desenvolver mecanismos de desintoxicação.

Esta teoria desenvolveu­se, mas desde os trabalhos de Alvarez que se
admite geralmente a teoria da ocorrência de uma catástrofe cósmica como 
explicação para a sua extinção. Contudo, não se considera, actualmente, uma 
atitude séria pôr em dúvida o poder da acção biológica dos princípios activos 
inerentes à fitoterapia.

As plantas também nos protegem

As substâncias contidas nas plantas podem ter ainda outras funções biológicas. 
Explica­se que a grande quantidade de bioflavonóides contidos nas folhas de 
certas espécies funcionam como filtros contra as radiações ultravioletas e 
desempenharam um papel primordial durante a colonização da terra no período 
siluriano. É possível que estas substâncias venham ainda a ter um papel 
importante, no futuro, no que diz respeito à protecção do homem contra as 
radiações resultantes da destruição da camada de ozono.

Segundo as últimas investigações americanas, a presença de fenóis garante uma 
protecção imunitária e também uma possibilidade de adap
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tação. No caso das plantas que vivem em ecossistemas pobres em azoto, certas 
espécies utilizam componentes orgânicos para substituir este elemento. Os 
fenóis, segundo esta teoria, formam com as proteínas complexos acessíveis 
(contrariamente às proteínas que, só por si, são incapazes de fazê­lo) às 
plantas como fonte de azoto.

Um dos autores desta obra trabalhou durante vários anos na investigação dos 
mecanismos de resistência das plantas às poluições atmosféricas e às doenças 
fúngicas. Pôde constatar que o aparecimento ou o desenvolvimento desta 
resistência são sempre acompanhados de um aumento importante dos teores em 
componentes fenólicos. Parece então que os princípios activos constituem um 
elemento­chave do sistema de defesa dos vegetais contra o stress ambiental e as 
suas diversas patologias.

Os estudos farmacológicos sobre os flavonóides realçam a complexidade da sua 
acção sobre o organismo: a capacidade de libertar histaminas, a facilidade de 
amalgamação às plaquetas sanguíneas e a capacidade de bloquear os efeitos 
inflamatórios das toxinas do fígado, o efeito sobre o sistema enzimático (os 
flavonóides depositados nas folhas agem no sistema enzimático e inibem a acção 
dos parasitas).

A descoberta da presença destas substâncias na superfície dos tecidos vegetais 
permite compreender melhor o sistema imunitário das plantas.

São, por conseguinte, os vegetais que, em razão das substâncias activas de que 
dispõem, têm fortes possibilidades de substituírem, com eficácia, os 
antibióticos. Além disso, certos flavonóides têm, independentemente do seu poder 
antimicrobiano, um poder antiarteriosclerótico.

A acção terapêutica das plantas

O mistério da Natureza é tal que torna impossível substituir o poder terapêutico 
da planta por um dos seus princípios activos, isolado quimicamente. A razão 
deste fenómeno é simples: a sua acção terapêutica baseia­se, em geral, no efeito 
combinado de vários princípios activos. É o caso, em particular, da salva, que 
age através dos seus muitos componentes antibióticos e anti­sépticos, bem como 
dos seus taninos (acção adstringente).
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Algumas noções sobre a combinação dos princípios activos das plantas

É importante saber que uma planta possui sempre vários princípios activos. As 
espécies (mas também os diversos especimenes da mesma espécie) diferenciam­se 
pela estrutura química de alguns dos seus componentes e pela sua quantidade 
(que depende sobretudo de factores ecológicos). Contudo certos autores tentaram 
simplificar a classificação fitoterapêutica das plantas escolhendo os princípios 
que caracterizam as suas utilizações terapêuticas. A título indicativo, 
apresentamos alguns “tipos quimioterapêuticos”, com as suas espécies:

Plantas com alcalóides

Aconitum napeflus (acónito), Bryonia alba (briónia), Conium maculatum (cicuta), 
Cordyalis cava (cordiala tuberosa). Como podemos verificar, são plantas com uma 
forte acção, tóxicas, mas
encontram­se neste grupo espécies mais utilizadas na terapia, como o
Leonurus cardíaca (agripalma cardíaca).

Plantas com vitaminas

Petroselinum crispum (salsa cultivada), Ribes nigrum (groselha).

Plantas com acção antibiótica

Hieracium pilosella (pilosela), Plumbago europeaea (dentelária­da­europa).
Plantas com heteróssidos sulfúricos

Allium porrum (alho­porro).
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Plantas com heteróssidos fenólicos

Arctostaphyllos uva ursi (uva­de­urso).

Plantas com flavonóides

psella hursa pastoris (bolsa­de­pastor).

Plantas com heteróssidos cumaríuicos

Melilotus officinalis (trevo coroa­de­rei)

Plantas com renunculóssidos
Anemone nemorosa (anémona­dos­bosques)

Plantas com antracenóssidos

Rhamnus cathartica (escambroeiro).

Plantas com taninos

Fagiis sylvatica (faia).

Plantas com princípios amargos

Artenúsia absinlhum (absinto).

Plantas com cardenólidos

Digitalis lanata (digitália).

Plantas com saponíssidos

Beta vulgaris (beterraba).

Plantas com essências e resinas

Ocinium basilicum (manjericão).

Plantas com glícidos

Borago officinalis (borragem).

Plantas com componentes inorgânicos

Pulmonaria officinalis (pulmonária).
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FITOTERAPIA DAS PLANTAS INFERIORES (Criptogamas)

A maioria dos manuais de fitoterapia, bem como as obras sobre saúde relacionadas 
com plantas, preocupam­se apenas com as plantas superiores (pteridófitas, 
gimnospermas e angiospermas). Contudo, a imensa variedade de cogumelos, de 
algas e de líquenes ultrapassa o número de plantas correntemente utilizadas 
pelos terapeutas.

Esta riqueza manifesta­se pelo número impressionante de espécies e pela sua 
profusão em substâncias bioquímicas. Estes organismos são pioneiros na 
preparação do terreno para outros organismos que lhes sucedem. Encontram­se 
frequentemente em estado de concorrência e travam uma “verdadeira guerra 
química” entre si. São dotados de extraordinárias capacidades.

Houve tempos em que o homem procurou os seus remédios no mundo estranho dos 
cogumelos e das algas. É por esta razão que decidimos apresentar alguns deles, 
com as respectivas utilizações terapêuticas tradicionais.

A MICOTERAPIA OU O TRATADO DOS COGUMELOs MEDICINAIS

O Outono é o período por excelência dos cogumelos. Mas é evidente que os 
verdadeiros apreciadores de cogumelos não ligam muito a este pequeno pormenor, 
já que é possível cultivá­los praticamente todo o ano.

1 Segundo os novos sistemas taxinómicos, os cogumelos já não são considerados 
plantas. Contudo, por razões práticas, inserimo­los neste capítulo.
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De facto, existem espécies que aparecem nos primeiros dias da Primavera e outras 
que até existem no Inverno. Mas o Outono é a estação por excelência dos 
cogumelos.

Quando os colhemos e provamos, negligenciamos quase sempre as suas propriedades 
medicinais. Contudo, no que diz respeito à sua composição bioquímica, os 
cogumelos são provavelmente os mais ricos e variados de todos os organismos 
vivos.

Os cogumelos também são medicinais: uma tradição popular antiga

As capacidades metabólicas dos cogumelos são ainda pouco conhecidas. Mas para 
dar uma ideia da sua força vital, basta lembrarmos que o Bovista gigantea pode 
atingir, apenas numa noite, o tamanho de uma abóbora grande e pesar 7 kg 
(conhece­se mesmo um exemplar com 15 kg). Acrescentemos que o pó (composto em 
grande parte pelos esporos deste soberbo cogumelo) é utilizado na farmacopeia 
chinesa como expectorante.

Lindley, biólogo americano, calculou que alguns cogumelos produzem
60 milhões de células por minuto. A sua grande actividade e riqueza enzimática 
predestinava­os a todos os tipos de enzimoterapia. Aliás, desde há muito que se 
utilizam os fermentos oxidados dos cogumelos, especialmente no tratamento da 
hipertensão.

Desde a descoberta da penicilina que os investigadores se interrogam sobre o 
facto de os cogumelos superiores serem também dotados dos mesmos princípios 
activos. O estudo e a observação da sua vida confirmam esta hipótese. Constatou­
se com frequência a não germinação dos grãos na proximidade imediata dos 
célebres círculos das bruxas. Estes locais eram assim chamados porque os 
cogumelos surgiam aí em grande quantidade, formando um círculo, que era 
considerado mágico por muitos povos. A morte das plantas vizinhas é o resultado 
provável da acção de uma substância comparável à dos antibióticos.

As medicinas populares sempre lhes atribuíram propriedades anti­infecciosas. 
Sabemos empiricamente que os esporos do Colybia radiata e os do Amonita 
inaurata, bem como dos cogumelos de tabuleiro, tomados em quantidade suficiente, 
curam as tosses rebeldes. As observações
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populares sobre a acção desinfectante do pó do Polyporus sulfureus, do Polyporus 
umbellatus, do Polyporus frondosus e até do vulgar Boletus luteus foram 
confirmadas.

Nas receitas antigas preconizava­se uma mistura composta do lactário apimentado 
para tratar a tuberculose pulmonar. Sabia­se também que o pó do 
Lycoperdônpirifórine curava os resfriados e as dores de garganta e o do 
BolletusfeIlus e do Russula delica reduzia as secreções excessivas em casos de 
bronquite.

Já no século xix médicos não convencionais constatavam a existência de 
propriedades antibacterianas nos cogumelos. Assim, o Dr. Curtis propõe uma 
tintura de “agárico falóide” ou de “agárico bulbex” contra a
cólera e contra a doença de Bright. As experiências confirmam o seu forte poder 
antibiótico contra bactérias tais como os estafilococos dourados e os bacilos de 
Koch. A clitocibina, extraída dos cogumelos Clilocybe candida e Clitocybe 
gigantea, foi a primeira substância isolada nos cogumelos superiores que 
confirmou as suas propriedades antibióticas.

Depois da descoberta da estreptomicina, as investigações sobre as
propriedades dos clitócibos e sobre as várias espécies de cogumelos caíram em 
desuso. Mas é provável que a crise que atravessam os antibióticos, bem como o 
regresso da tuberculose e das doenças infecciosas, façam
renascer as investigações sobre as suas propriedades. Além disso, sabe­se que 
certas espécies, como o “tricólomo de São Jorge” (Tricholoma georgi), têm uma 
acção antibiótica comparável à dos mais potentes antibióticos sintéticos 
actuais.

Propriedades antibióticas e doenças de civilização

As propriedades antibióticas dos cogumelos não são as únicas virtudes destas 
espécies que podem ser utilizadas pela nossa sociedade. Muitos deles podem ter 
um papel importante no tratamento das doenças de civilização. Infelizmente 
abandonámos muito rapidamente as investigações sobre os cogumelos de tabuleiro 
(cultura) Agaricus campester, cujos resultados eram promissores no tratamento 
das alergias.

Também é possível que certos cogumelos possam substituir vantajosamente as 
pílulas anti­stress e os meios químicos inibidores do cansaço.
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O célebre micólogo George Becker descreveu o caso de uma pessoa “que depois de 
mastigar e ingerir a cera branca espessa e amarga que recobre o políporo 
Ganodemia appIanatum viu desaparecer em poucos minutos o cansaço que a 
acometia”. Observou também que depois de comer dois silercas crus, Marasmius 
oreades, experimentou durante alguns minutos um sentimento de alegria e de 
leveza muito agradáveis.

A medicina popular, por outro lado, utiliza o pó esporal (a porção de
1 colher) de certos licoperdos (bexiga­de­lobo) para combater a sonolência e 
aumentar a pressão arterial.

Remédios que não necessitam de preparação

A incomparável vantagem da micoterapia reside no facto de a maioria dos remédios 
à base de cogumelos não exigir praticamente qualquer tipo de preparação.

­ o pó do Mucidula radicata, tomado tal qual, cura rapidamente todas
as inflamações de garganta, incluindo as anginas!
­ O lactário apimentado é um notável antiblenorrágico (antibiótico e
antigonocócico). As suas propriedades foram descobertas em 1930 por um micólogo 
amador de nome Bataille e foram posteriormente confirmadas por G. Becker. 
Antigamente os lenhadores do condado franco curavam­se destas doenças consumindo 
2 a 3 destes cogumelos assados na grelha.
­Os cogumelos do grupo lactário foram também utilizados como
diuréticos para a gravela e para os cálculos urinários. O seu suco foi 
aproveitado com grande eficácia para eliminar as verrugas.

À redescoberta dos lactários...

As descobertas em etnobotânica eram divulgadas como notícias de sensação na 
imprensa especializada. A nota publicada por S. Berthoud em
Les petites chroniques de la Science, em 1860, sobre a acção de um
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cogumelo, provavelmente o Phallus impudico, é a este respeito muito evocadora:

“ Trata­se de um cogumelo que possuiria uma propriedade que não
possuem, infelizmente!, nem as nossas gentes simples nem a nossa farmacopeia, 
nem sequer as nossas águas, de curar essas doenças implacáveis que são a gota e 
o reumatismo.

O cogumelo dos pobres... e dos ricos

Este cogumelo, que existe em abundância no Norte da Ásia, no Cáucaso e até nas 
florestas da Europa (as que ainda merecem este nome), nasce sob camadas de 
folhas e detritos de ramos que a humidade, a fermentação e a acção do tempo 
transformam em humo, nas proximidades de aveleiras, de fusanos e de alfeneiros.

De Junho a Agosto o criptogama ­ que na Rússia é chamado zemlianóe maslo (ou 
manteiga­da­terra) ­ aparece primeiro sob a forma de uma bola subterrânea 
oblonga, de cor esbranquiçada e aveludada. Quinze dias depois esta bola rompe­se 
e dela nasce um cogumelo grande e sólido que não tarda em secar e em espalhar à 
sua volta, à medida que se vai reduzindo em pó, um cheiro acre que irrita a 
garganta.

Os habitantes da Ucrânia colhem o zemlianóe maslo quando este se
encontra ainda na sua forma ovóide, abrem­no e recolhem o seu muco em vasilhas e 
deitam manteiga ou gordura derretida, para o preservar do contacto com o ar. 
Utilizam­no com eficácia em fricções para curar os
reumatismos de que muito frequentemente sofrem, devido à insalubridade das suas 
cabanas construídas na floresta e na proximidade de pântanos.

E assim é no que diz respeito aos pobres! Para os ricos, secam­se em estufa os 
pés e os chapéus dos cogumelos manteiga­da­terra reduzidos a
pó. Este pó é depois macerado em álcool e enviado para toda a Rússia, onde, 
segundo o Dr. Kalenitchenko, professor de Fisiologia da Universidade de Khárkov, 
é muito utilizado para curar radicalmente a gota e a hidropisia.
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O cogumelo: um remédio universal

Os nomes vulgares de certos cogumelos revelam a sua utilização terapêutica 
tradicional. Como podemos constatar lendo os manuais do século XIX:

O políporo dos farmacêuticos’ (ou agárico) era utilizado, ainda
há pouco tempo, contra a diarreia, em aplicação externa nas
doenças dos olhos, nas manchas e nas erupções cutâneas, nas feridas e nas 
úlceras e também contra as hemorróidas.”

Actualmente os camponeses suíços utilizam­no para purgar o gado. Em certas 
regiões da Europa ainda é utilizado contra os suores nocturnos dos tuberculosos. 
O agárico (Pol>porusfomentarius, assim chamado pelos cirurgiões) foi utilizado 
contra as hemorragias externas.

Para a sua preparação:

“... escolhem­se os mais jovens, separam­se dos tubos e da casca, depois de 
amolecidos durante algum tempo numa cave (ou noutro local fresco). Em seguida 
cortam­se em fatias que se batem com força com um maço de madeira, afim de as 
espalmar e esticar; molham­se de vez em quando, batem­se de novo e depois 
esfregam­se entre as mãos até adquirirem um certo grau de moleza e de doçura. “

O 6(lagárico” utilizado na homeopatia

A homeopatia sempre o utilizou. Já Hal­­­mernann propunha a utilização da falsa­
oronia. Devemos realçar que os médicos homeopatas empregam o nome Agaricus 
muscarius há muito tempo e erradamente, já que este cogumelo não é um agárico! 
Este remédio é utilizado para os espasmos musculares, os abalos, os tremores e a 
epilepsia.
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A tintura obtida a partir destes cogumelos, depois de devidamente limpos, 
descascados e cortados em pequenos pedaços macerados em álcool, é um meio eficaz 
contra a tinha, o impetigo e as impigens.

A propósito do hongo, esse remédio milagroso

Quando se fala em micoterapia, deve mencionar­se o célebre hongo ou
cogumelo­do­chá. A primeira informação sobre este misterioso organismo foi 
publicada em 1913 pelo Dr. Lindau. Este médico alemão descobriu que os 
habitantes de Mitau, um porto no mar Báltico, consideravam como
um remédio milagroso um “cogumelo”, trazido pelos marinheiros do Extremo 
Oriente, onde era acompanhado de um verdadeiro ritual durante a sua preparação e 
consumo.

A origem deste cogumelo permanece obscura. Será ele originário dos campos de 
arroz da China, do Peru ou da Europa? A sua cultura espalhou­se por muitas 
regiões. As investigações demonstraram que o hongo não é um simples cogumelo mas 
sim uma associação de microrganismos, de bactérias e de cogumelos. Infelizmente, 
os componentes do hongo são muito variáveis, e as suas propriedades estão em 
estrita relação com a forma como é cultivado.

Nos anos 60, a Europa Ocidental apaixonou­se pelo hongo. Mas esta moda, bem como 
as investigações feitas em diversos laboratórios, foram rapidamente abandonadas. 
É contudo indiscutível que este cogumelo merece que nos interessemos de novo por 
ele.

A TERAPIA PELAS ALGAS

O mar parece ser uma fonte terapêutica ainda muito mal conhecida e
pouco utilizada. Contudo muitos são os especialistas que pensam que a
riqueza bioquímica dos organismos marítimos é mais importante do que os da 
terra.

Devemos realçar que a utilização terapêutica das algas, salvo algumas excepções, 
é recente e que os nossos antepassados desenvolveram mais (excepto no Extremo 
Oriente) uma fitoterapia baseada nas plantas terres
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tres. Além disso, relativamente aos organismos marítimos, os antigos
interessaram­se mais por certas toxinas ou tinturas de origem animal, do que 
pelas algas.

As algas são antibióticos naturais

Há algumas décadas que certas substâncias são objecto de estudos aprofundados. 
Neles utiliza­se o fenómeno do antagonismo bioquímico (os organismos libertam 
substâncias biologicamente activas para inibir o
desenvolvimento de outros organismos) de certas espécies de algas, de modo a 
descobrir os princípios antibacterianos e antifúngicos.

Descobriu­se que estes “antibióticos naturais” não só inibem a proliferação de 
certos organismos patogénicos mas também tornam as bactérias “menos agressivas”. 
A penetração das bactérias na célula hospedeira torna­se difícil e até 
impossível.
Certos terapeutas invocam como argumento a origem marítima da vida para 
justificar a sua utilização na terapia. Esta estranha coincidência está 
associada à descoberta dos evolucionistas do século xix, que sublinhavam a 
grande semelhança entre a composição química da água do mar e a dos líquidos 
fisiológicos dos organismos, incluindo o do homem.

Os bioquímicos, para grande espanto seu, redescobriram a unidade do mundo vivo. 
Constatou­se, assim, que os ácidos biliares de inúmeros peixes são idênticos aos 
do homem.

As algas: uma solução milagrosa contra os retrovírus?

Nos tempos da SIDA, a ausência de um remédio antiviral constitui um dos maiores 
falhanços da medicina contemporânea. Deste ponto de vista,
o mar e os seus produtos parecem propor­nos uma alternativa. As investigações 
mostraram que certas substâncias (derivados sulfÓnicos dos polissacáridos) 
provenientes das algas têm uma acção sobre os vírus da poliomielite e do herpes 
e podem ser utilizadas no tratamento destas doenças.

Os extractos de um rodófito do Pacífico, o Schizymenia pacífiqua, têm uma acção 
inibidora sobre a transcriptase inversa (enzima­chave no fun
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cionamento dos retrovírus) dos pássaros e dos mamíferos. Além disso, podem 
utilizar­se estes extractos de maneiras e em doses não nocivas para as outras 
enzimas.

Serão as algas uma “solução milagrosa"contra as doenças causadas por retrovírus? 
É uma hipótese a investigar. Devemos acrescentar que a riqueza marítima das 
substâncias antivírus não se limita às algas e às plantas. Também existem outros 
organismos que nos oferecem meios de luta contra os vírus, nomeadamente as 
esponjas, como, por exemplo, uma
espécie originária do mar das Caraíbias, a Tethyda crypta.

Algumas algas medicinais: apanhe­as durante as férias

É possível encontrar um equivalente para a fitoterapia clássica graças às algas. 
Apresentamos em seguida algumas “algas medicinais”. Devemos acrescentar que a 
sua maioria é acessível sob diversas formas de preparação. Algumas podem mesmo 
ser recolhidas durantes as férias à beira­mar. E a sua preparação é idêntica à 
das plantas superiores (decocções, tinturas­mãe, banhos, etc.)

Alsidium helniinthochostor
Musgo­da­córsega ­ Vermífugo ­ Estimula a glândula tiróide ­ Faz parte dos 
regimes de emagrecimento ­ Uso externo: sob a forma de cataplasmas, para tratar 
as papeiras.

Ascophy11um nodosum

Sargaço­negro ­ Espécie muito rica em iodo ­ Utiliza­se como o Fucus 
vesiculosus.

Corraffina officinalis %Vermífugo ­ Hipoglicemiante ­ Diminui a taxa de 
colesterol ­ Anticoagulante.

Cystoseira fibrosa

Espécie aconselhada aos diabéticos, tem uma acção hipoglicemiante. Também faz 
baixar o colesterol.
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Chondrus crispus

Musgo­da­irlanda. Utiliza­se para tratar: o a arteriosclerose ­ as doenças 
respiratórias ­ as patologias gástricas (hiperacidez, inflamações intestinais, 
prisão de ventre) ­ o raquitismo (banhos).

Dignea simplex

No Japão é utilizada como vermífugo sob o nome de “kaninso”.

Fucus vesiculosus

Carvalho­marinho (também o Fucus platycarpus e o Fucus serratus) é uma espécie 
muito abundante em França, especialmente na Bretanha. Os seus princípios 
activos, a sua acção e a sua posologia são semelhantes aos da Laminaria 
digitata, mas o seu teor em iodo é muito mais elevado ­ Além disso tem 
propriedades hemostáticas e por isso é indicado contra as hemorragias externas.

Gelidium sp.

(Também Pterociadia sp.) Espécies utilizadas por via interna para
perturbações gástricas (estados inflamatórios, prisão de ventre crónica).

Hisikia fusiforme

Faz parte de um prato japonês. Faz baixar a taxa de colesterol.

Laminaria digitata, Chicote­das­bruxas

(As suas propriedades são idênticas às da Alaria esculenta.) Esta alga
é comum nas costas bretãs e normandas. Tem inúmeras virtudes curativas (é 
amplamente utilizada). É ­ remineralizante * reconstituinte estimulante da 
circulação sanguínea ­ Influencia favoravelmente a glândula tiróide. ­ É laxante 
e diurética (presença de manitol). ­ É também um estimulante geral do 
metabolismo celular. ­ É interessante em
regimes de emagrecimento e ­ faz baixar o colesterol. ­ Em banhos é uma aliada 
eficaz contra os reumatismos e as perturbações circulatórias.
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­ Absorvida por via interna é descrita como uma “verdadeira panaceia”, e muitos 
autores aconselham­na para: ­ a arteriosclerose ­ as
doenças dos olhos ­ a menopausa ­ a prisão de ventre ­ as neuroses o 
envelhecimento prematuro ­ a queda de cabelo ­ a astenia ­ o cansaço e ­ a 
convalescença.
­ Prepara­se por decocção: 50 g do talo seco para 1 litro de água fria. Deixar 
macerar durante 6 horas, em seguida ferver durante um quarto de hora e deixar em 
infusão durante 15 minutos. Filtrar. Tomar 1 a 2 chávenas por dia.
­ Ou em tintura­mãe: 50 g da planta seca para meio litro de álcool a 50’. Deixar 
macerar durante ]0 dias. Tornar 20 a 40 gotas num pouco de água, 2 vezes por 
dia.
­ Para banhos: utilizar a planta seca. Existem no comércio preparações prontas a 
utilizar.

As algas que pertencem ao género Laminaria (a que pertence esta espécie) fazem 
parte do prato japonês Kombu.

Mas atenção: as espécies do género Laminaria contêm uma proporção importante de 
iodo, agem sobre as glândulas hormonais, e a sua acção anticoagulante exige que 
sejam utilizadas com prudência. É por isso preferível utilizá­las sob a 
prescrição de um especialista!

Laminaria hyperborea, Laminária­de­clouston

Idêntica à espécie anterior.

Laminaria saccharina, Boldrié­de­neptuno

Idem.

Lithothaninium calcereum, “Maêrl”

Recomendada para as acidoses gástricas (incluindo as úlceras), em
decocção: 50 g do talo para 1 litro de água. Tomar 1 a 2 chávenas por dia.
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Rhodymenia palmata, Sargaço­de­vaca

A decocção provoca uma transpiração abundante.

Spirulina maxíma e Spirulina platensis

A primeira espécie, misturada com milho, constitui o célebre “tecuitlatl”, prato 
tradicional dos Astecas. A outra espécie é ainda consumida lia
África negra. Estas duas espirulinas têm propriedades ­ antl­inflamatórias e ­ 
de emagrecimento, Constituem uma fonte importante de amlnoácidos. Encontram­se, 
frequentemente, na cozinha vegetariana, como tempero aromatizante dos pratos e 
saladas.

Undaria sp.

As espécies deste género fazem parte da cozinha oriental (”Wakame” no Japão, 
“Miyok” na Coreia, “Quindai­cai” na China). Demonstrou­se que o consumo desta 
espécie facilita a assimilação do cálcio (tem uma acção antialérgica notória). A 
Undariapinnatifida é ­ cardiotónica ­ certos autores aconselham­na nas curas 
antitabaco. Em tintura­mãe: tomar 30 a 50 gotas por dia.

OS LÍQUENES: UMA SIMBIOSE ENTRE AS ALGAS E OS COGUMELOS

É a Lei das assinaturas” que faz surgir em grande plano a importância medicinal 
dos líquenes nas doenças dermatológicas (ainda agora, em várias línguas, a 
expressão “líquen” serve para designar sintomas) e também no que diz respeito a 
outras patologias.

A “lei das assinaturas” impõe o tratamento

­0 Lobaria pulmonaria, semelhante a um lóbulo pulmonar (o líquen­pulmonar, erva­
dos­pulmões), é utilizado no tratamento das afecções
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das vias respiratórias. É interessante realçar que este líquen contém um ácido 
próximo do ácido cetrárico, dotado de um poder antibiótico.

­ O Parmelia sulcala é um líquen que se assemelha a um cérebro. Foi
portanto utilizado contra as dores de cabeça.

­O Pelligra canina, misturado com pirrienta, previne contra a raiva (daí o seu 
nome).
­O líquen dos muros, o Xantharia parietina, foi utilizado como sucedâneo do 
quinino porque contém crisopicrina.
­ O Pertusaria amara é um excelente antipirético.

Graças à lei das assinaturas” o homem descobriu um verdadeiro tesouro 
bioquímico. Actualmente conseguimos isolar cerca de 200 substâncias (princípios 
activos) liquénicas, e a lista está longe de ter acabado.

E, para finalizar, os estudos dos Japoneses mostram que algumas destas 
substâncias têm propriedades antitumorais e que outras possuem factores 
inibidores das replicações virais.
75
AS PLANTAS EXÓTICAS

OS CINCO CONTINENTES POSSUEM PLANTAS MEDICINAIS

A maioria das plantas medicinais que apresentamos pertencem à flora da Europa. É 
certo que os outros continentes possuem também uma
grande riqueza vegetal. Os nossos leitores podem encontrar informações sobre a 
flora africana, asiática, americana e australiana, se o desejarem. Infelizmente, 
é frequente as espécies apresentadas não estarem disponíveis em França. Além 
disso a utilização de algumas dessas plantas, presentes nas colecções botânicas 
francesas, está interdita.

A flora tropical e a sua utilização terapêutica são, frequentemente, pouco 
conhecidas e até ignoradas. Segundo J. M. Watt (Plants potentially useful in 
mental health, Lloydia 1/1967), conhecem­se actualmente 200 espécies africanas 
que estão potencialmente disponíveis (fazem parte das farmacopeias locais) para 
o tratamento de doenças mentais.

55 espécies africanas são antiepilépticas e 3 espécies têm uma acção 
antiamnésica (descoberta sem precedentes, que consideramos como quase 
excepcional). Trata­se das seguintes plantas:

­ Adenia lobata;
­ Adenia cissampeloides;
­ Gardenia neuberias.

Para realçar a riqueza da flora exótica, apresentamos as plantas da família das 
cactáceas e dos aloés, cuja grande maioria pode ser comprada em França. São bem 
conhecidas e possuem um vasto leque de possibilidades terapêuticas.
77
O ALOÉS

Aloe sp. A aparência desta planta engana os não especialistas que pensam que o 
aloés é um cacto. Na realidade é uma Liliaceae (actualmente classificada na 
família das Asphodelaceae).

O gênero aloés está representado por cerca de 250 espécies. O maior
(Aloe arborescens) pode atingir 5 metros de altura.
O Aloe succotrina é um dos remédios mais antigos da humanidade.
O seu suco, “aloana”, é conhecido desde há 3000 anos na Somália e no Egipto.

Os poderes mágicos e terapêuticos do aloés remontam à noite dos tempos

O aloés vem mencionado na Bíblia e faz parte dos remédios citados no papiro de 
Edwin Smith. No Egipto tem a reputação de preservar a
vitalidade e a beleza. Estava presente durante as cerimónias funerárias e era 
considerado como um sinal divino da renovação da vida. As lendas atribuem­lhe um 
papel na preparação da mumificação dos corpos. Faz também parte das plantas 
secretas do Atharvaveda (um dos quatro Vedas).

O aloés era conhecido dos Gregos, que o traziam da ilha de Socotra. Dioscórides 
menciona as suas virtudes relativamente à cicatrização de feridas, de arranhões 
e de chagas. Plínio, o Antigo, descreve, na sua
História Natural a cura de Alexandre, o Grande, ferido por uma flecha. 
Hipócrates aprecia as suas capacidades para curar tumores. Esta “planta 
panaceia” foi redescoberta por Alberto, o Grande, que a introduziu na 
farmacopeia medieval. Era então largamente utilizada como remédio hepático.

O aloés está presente no Codex de Meletios da medicina bizantina. Também está 
presente na farmacologia chinesa: Li Shih­Shen cita­o como
tónico para as doenças do estômago e do aparelho digestivo. Os grandes viajantes 
portugueses, espanhóis e ingleses trouxeram novas espécies de aloés dos seus 
países de origem, bem como informações sobre as doenças para as quais eram 
prescritas. Foi assim que se descobriu o aloés do Cabo e o aloés do Natal.
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Esta planta tem, nas culturas “primitivas”, um papel mágico. Em África, ela 
neutraliza a influência dos mortos que voltam à terra para perturbar o espírito 
dos vivos. Nos Camarões, ela protege as mulheres contra os acidentes que podem 
ocorrer ao cultivarem os seus jardins. No Mali, pendurado no tecto, afasta os 
espíritos e atrai a boa sorte. Os Mexicanos fabricam grinaldas de aloés para dar 
sorte. As jovens Maias besuntam o
rosto com suco de aloés para atrair os rapazes. “A capacidade feronómica” (de 
atracção) foi observada e utilizada na África do Sul, onde os Afrikaaners e os 
Zulus afirmam que o “perfume do aloés é um potente perfume sexual”.

Os poderes de cura do aloés

As virtudes dos aloés são múltiplas:

­São cicatrizantes em uso externo, colagogos, laxantes e purgativos
em uso interno.
­ Têm uma sólida reputação no tratamento de queimaduras, até mesmo
nas queimaduras causadas por irradiações.
­ Certas tribos da África do Sul utilizam­no no tratamento anti­sifilítico e 
antibiótico.
­ O Dr. Jefi`rey Bland, que estudou a influência do aloés no sistema
digestivo, verificou que esta planta melhora o pH gástrico e permite uma melhor 
assimilação das proteínas.
­ A tradição africana e as investigações americanas atribuem ao aloés
uma acção benéfica nas doenças dos olhos; o aloés foi utilizado em oftalmologia 
pelo Dr. Vladimir Filátov, autor da teoria sobre os bioestimuladores.
­ Finalmente, certos investigadores fazem prova da sua capacidade de
diminuir os riscos das doenças coronárias.
­ É também prescrito na cirurgia bucal.

É natural que uma planta como esta tenha suscitado inúmeras investigações, 
especialmente no que diz respeito ao estudo dos seus componentes fitoquímicos. 
Parece que a maioria das virtudes do aloés está ligada aos heteróssidos 
antracénicos (pelo menos uma quinzena, entre os quais a aloína) e a certas 
substâncias aromáticas. Os outros elementos (vitami
79
nas, enzimas, am inoácidos) não lhe são específicos, já que estão presentes em 
abundância no mundo vegetal.

As diferentes espécies de aloés

A grande riqueza das espécies do género aloés, bem como a existência de inúmeras 
diferenças bioquímicas, obrigam a identificá­los com rigor. Certas fontes 
demonstraram que os aloés de Curaçau não contêm aloína. Thomas Githeres, em Drug 
Plants of Africa, afirma que os aloés medicinais se resumem apenas a algumas 
espécies: o Aloe succotrina, o Aloe perryi e os aloés do Cabo (A. ferox, A. 
africana, A. plicatilis).

Aqueles que podemos encontrar são provavelmente misturas de origem incerta. As 
plantas cultivadas são mais homogéneas e mais facilmente identificáveis, mas 
poderemos nós ter a certeza de que preservamos toda a riqueza bioquímica que se 
encontra nas espécies selvagens? A experiência demonstra que as monoculturas 
empobrecem os componentes genéticos das plantas, o que tem forçosamente 
repercussões na sua riqueza bioquímica. Sabemos assim que certos aloés selvagens 
contêm até 18% de aloína.

Qual é a situação das plantas de cultura?

Inúmeras espécies estão actualmente ameaçadas pelo homem, e a única forma de as 
preservarmos é cultivar aquelas que podemos aclimatar.
O Aloe aIbida está em vias de extinção (o baixo nível de germinação das suas 
sementes é provavelmente um dos factores responsáveis desta situação). Restam 
apenas algumas centenas ou menos (certas fontes afirmam que existem apenas 200), 
de Aloe polyphy11a. Ora é praticamente impossível cultivá­lo fora dos seus 
locais naturais.

O Jardim Botânico de Kew, a mais prestigiosa instituição nesta matéria, vai 
recorrer a manifestações para a sua protecção.

Desconfiem do Aloe vera

Existem actualmente muitos autores e (sobretudo) produtores que transpõem as 
virtudes tradicionais do Aloe succotrina para o Aloe vera (planta de cultura). 
Mas esta prática não é minimamente aceitável.
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As diferenças bioquímicas entre as espécies vizinhas devem incitar o
consumidor a uma certa reserva. Os produtos à base de aloés deveriam ser objecto 
de estudos sérios antes de serem vendidos como “produtos naturais”. A falta de 
dados e de comunicações sobre estes produtos leva­nos a aconselhar os leitores a 
cultivarem em vaso, nas suas casas, os seus
próprios aloés e a confeccionarem eles próprios os seus produtos.

Se o aloés foi objecto de estudo dos fármaco­botânicos, não devemos esquecer que 
inúmeros charlatães se serviram dele unicamente para ganhar dinheiro. O 
interesse de todos não será o de evitar que uma planta tão preciosa seja 
desacreditada através de simplificações rápidas, duvidosas e pouco credíveis?

As receitas produzidas à base de aloés

O sumo de aloés espremido

Para obter 80 ml de solução aquosa de sumo de folhas frescas de aloés, 
Aloeferox, são necessários 20 ml de álcool a 95%.
As folhas são conservadas em local fresco e à sombra, entre 12 e 14 dias. Em 
seguida deverão ser cuidadosamente lavadas com água quente.
­ Depois devem ser esmagadas, envolvidas em gaze e comprimidas.
­ A suspensão obtida deve então ser filtrada (com gaze ou papel de
filtro). ­Este produto filtrado deve ser aquecido durante 8 a ]0 minutos até
atingir o ponto de ebulição e depois vertido num recipiente de decantação. 
Acrescente a quantidade de álcool necessária. Deixe esta mistura em local fresco 
e sem luz durante 14 dias, mexendo­a uma vez por dia. Para terminar, filtre.

Creme de aloés para a protecção da pele

Composição:

* 6 g de cera de abelhas (branca) * 6 g de óleo de jujuba * 40 g de óleo de 
amêndoas­doces
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20 g de tintura DI, feita de folhas bioestimuladas de aloés (todos os tipos de 
aloés, excepto os que não contêm aloína)

­Misturar para obter um creme.

AS CACTÁCEAS

Esta família conta com cerca de 2000 espécies. A grande maioria cresce em 
terrenos tropicais e subtropicais das Américas, mas também se encontram algumas 
espécies em África, na Ásia e na Austrália. O Peru e o México possuem uma flora 
de cactáceas particularmente rica. Um grande número destas plantas possui um 
tecido especializado no armazenamento de água, já que crescem e vivem em 
terrenos desérticos.

Têm frequentemente flores muito belas, adaptadas à polinização pelos insectos, 
pelos pássaros e pelos morcegos. As maiores, como o Carnegia gigantea, podem 
atingir uma altura de 20 metros.

As cactáceas caracterizam­se pela sua grande riqueza bioquímica em
princípios activos, bem como pelo papel importante que têm na religião
e na mitologia das culturas pré­colombianas.

O Trichocereus pachanoi: planta mágica latino­americana

O Trichocereus pachanoi é uma das plantas mágicas mais antigas da história da 
Humanidade. No Peru encontra­se nas imagens, nas pedras gravadas e nos têxteis 
da civilização chavín que existiu há mais de 3300 anos. Encontra­se também nos 
objectos das culturas nasca e inca.

Durante milhares de anos, o Trichocereus panachoi esteve associado a diversos 
animais: ao veado, ao colibri e especialmente ao jaguar, que está intimamente 
associado ao xamanismo da América Latina. A igreja católica, desde a conquista 
espanhola, combateu as plantas mágicas, incluindo o Trichocereus, porque “é a 
planta usada pelo diabo para enganar os índios”. Mas, nos Andes, existe uma 
mistura estranha de catolicismo e de culturas indígenas, que lhe atribuiu o nome 
de “San Pedro”, nome muito significativo já que São Pedro possui as chaves do 
paraíso...

No Peru e na Bolívia, o Trichocereus é actualmente utilizado para tratar certas 
doenças, principalmente as perturbações mentais e o alcoo
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lismo. Serve também como meio de defesa contra todo o tipo de bruxarias, bem 
como para garantir o êxito e para adivinhar o futuro. Pensa­se também que esta 
planta é a guardiã da casa e que ela produz um assobio lúgubre que afasta os 
intrusos.

Os xamãs distinguem 4 tipos de cactos Trichocereus, dependendo do número de 
lados que possuem. Os mais potentes possuem 4 (representam os 4 ventos, as 4 
estradas), mas infelizmente são muito raros.

Os talos dos cactos, que se podem comprar nos mercados, são cortados aos pedaços 
e fervidos em água durante 7 horas. Esta decocção é tomada com outras plantas, o 
PedilantInís tilhymaloides (Euphorbiaceae), o Isotoma longiflora (Campanulaceae) 
e o Neoromandia macrostibas (Amaranthaceae). Também se mistura, por vezes, com 
duas outras plantas alucinogéneas: a Brugmansia aurea e a Brugmansia sanguínea.

Estudos químicos e psiquiátricos demonstraram o papel importante destes 
aditivos. No xamanismo ­ tal como os outros alucinogéneos ­ a
“San Pedro” permite a separação entre a alma e o corpo, e as pessoas tratadas 
voam através das regiões cósmicas. Um dos primeiros oficiais espanhóis que 
assistiram a estes fenómenos descreveu­os da seguinte maneira:

“Os magos índios tomam a forma que desejam e deslocam­se nos
ares através de grandes distâncias num espaço de tempo muito curto. Vêem o que 
se passa, falam com o Demónio, que lhes responde por meio de pedras ou de outros 
objectos que eles veneram.5@

O Lophophora williamsi, “peyotl”: planta sagrada e alucinogénea
O Lophophora williamsi, o “peyotI”, é provavelmente a planta sagrada americana 
mais bem conhecida. Tal como o “San Pedro”, e a despeito de vários séculos de 
luta por parte da igreja e da administração, esta planta é ainda muito utilizada 
pelos Mexicanos, e o comércio dos botões de mescal é ainda florescente nos 
mercados da América Central e do México. Todos os anos, após a estação das 
chuvas e da colheita do milho, organizam a festa do “peyoti” para comemorar esta 
planta, que permitiu ao
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grande chefe Majakugay, há vários séculos, combater os seus inúmeros inimigos e 
fundar um império. Todos os objectos das tropas dispersas de Majakugay foram 
destruídos, e o deus transformou­os numa planta maravilhosa, que conhecemos sob 
o nome de Lophophora williamsi.

O efeito psicológico do “peyotV’ é muito variável e depende das doses 
absorvidas, das condições físicas e do carácter receptivo do consumidor. Os seus 
efeitos alucinogéneos são muito fortes: provoca visões caleidoscópicas 
coloridas. Os outros sentidos, como o tacto e o gosto, também se alteram.

A acção do Lophophora willianisi efectua­se em dois níveis sucessivos:

­ Primeiro, aguça a sensibilidade. ­Numa segunda fase produz uma grande calma e 
um relaxamento muscular; a atenção desliga­se dos estímulos exteriores, para se 
tornar introspectiva e meditativa.

O Lophophora williamsi contém cerca de 30 alcalóides (entre os quais a 
mescalina), e é fácil entender a importância que esta planta poderá ter no 
tratamento das doenças mentais.

Outras cactáceas com efeitos alucinogéneos

O Lophophora williamsi e o “San Pedro” não são as únicas cactáceas mágicas e 
alucinogéneas da cultura pré­colombiana. Grande parte das plantas alucinogéneas 
foi designada pelo nome de “falso peyotl”.

­ A Epithelantha micromeris, cujos frutos, os “xilitos”, são comestíveis, foi 
utilizada pelos índios Tarahomara. Os feiticeiros ingerem­na para obter visões 
mais claras e para comunicar com os outros feiticeiros. Os corredores utilizam­
na como estimulante e para combater o cansaço. Os índios pensam que prolonga a 
vida e que faz enlouquecer as pessoas maldosas.
­ A Ariocarpus retusus, ou “falsa pedra”, foi utilizada pelos habitantes
do Norte do México.
­ O maior cacto de todos, o Carnegia gigantea ou “saguaro”, apesar
de não se conhecer a sua utilização pelos indígenas, contém alcalóides com 
efeitos psicotrópicos.
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­ O Pelcyphora asseliformis é também considerado como “falso peyotF’.
­ O Coryphanta compacta é um pequeno cacto respeitado no Norte do
México por ser uma planta eleita pelos deuses. É também consumida pelos xamãs. 
­0 Mamillaria senifis é alucinogéneo e cresce na América Central.

Todas estas espécies contêm em abundância alcaloides anteriormente desconhecidos 
da ciência.

A utilização terapêutica das cactáceas

A utilização terapêutica das cactáceas não se limita aos seus efeitos 
psicotrópicos e à estimulação do sistema nervoso.

­ O Lophophora williamsi foi utilizado pelos índios norte­americanos como 
remédio para estancar as hemorragias.
­ O médico homeopata italiano Rubini foi o primeiro terapeuta a preconizar a 
utilização do Cereus grandiflorus. Prescreveu­o para as afecções orgânicas do 
coração e dos vasos sanguíneos e, como não tem uma acção depressiva sobre o 
sistema nervoso, prefere­o ao acónito, especialmente para os linfáticos e para 
os nervosos. Utiliza­o também como potente antipsoríaco (uso externo).

* O suco do Cereus pode também ser utilizado como depilatório e
para eliminar as verrugas. Em 1890, Jones descobriu a acção antinómica deste 
cacto e da digitália. A digitália foi prescrita para corações cansados, e o
Cereus grandiflorus para a astenia do coração.
* Sultano isolou o alcalóide que denominou “cactina”. Este alcalóide
aumenta a energia do músculo cardíaco, faz subir a pressão sanguínea e activa os 
centros motores da espinal medula.
* Segundo o Dr. Watson Williams, a parte mais rica em princípios
activos é a flor.
* Ele recomenda uma tintura obtida por maceração (durante 1 mês)
dos talos e das flores em 500 ci de álcool e aconselha a sua utilização em doses 
de algumas gotas de 4 em 4 horas.
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O Cereus fimbriatus e o Cereus moníliformis têm propriedades anti­reumatismais. 
O Cereus geonietrizans está indicado para as úlceras.

No género Pereskia existem várias espécies terapêuticas:
* O Pereskiaguamacho, produzido como goma utilizada nas afecções
pulmonares catarrais. As folhas têm um sabor acre e utilizam­se em inalações e 
tisanas. As flores fornecem tisanas espessas, e os frutos são diuréticos.
* O Pereskia bleo tem virtudes anti­sifilíticas e é também utilizado
contra a febre amarela.
* Os frutos do Pereskia aculeata têm uma acção anti­sifilítica e expectorante.

O talo carnudo do Opuntia contém uma quantidade importante de mucilagem. É por 
esta razão que é utilizado como emoliente e para fazer amadurecer os tumores 
indolentes.
* Segundo Faiveley aplica­se o talo do Opuntia vulgaris em todas
as afecções inflamatórias e flegmónicas: herpes, erisipela, fleumatismos, 
furúnculos. O talo é cortado aos pedaços e esmagado e aplica­se cru ou aquecido 
em excelentes cataplasmas.
* Contra a desinteria, aconselham­se as flores da Opuntia vulgaris.

Os frutos da Opuntia brasiliensis são antiescorbúticos, os ramos
são utilizados em cataplasmas e acalmam as dores ciáticas. O suco é utilizado 
nos edemas das pálpebras.

As cactáceas também são comestíveis

Muitas cactáceas dão frutos comestíveis, por exemplo, o Opuntia vulgaris (figo­
da­barbárie) ou o Cereus thurberi dão frutos do tamanho de uma laranja. Também 
se comem os frutos do Cereus pruinosus, do Cereus triangularis e do Cereus 
giganteus. Com o Opuntia produz­se álcool. Certas espécies servem para a criação 
de cochonilhas.

Para terminar, as cactáceas são reservatórios naturais de água nas
regiões desérticas.
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É difícil identificar e obter as espécies de forma fiável

A utilização das cactáceas, tal como a de outras espécies vegetais, apresenta 
alguns inconvenientes. A primeira e maior dificuldade consiste em obter plantas 
cuja actividade seja uniforme. Na verdade, as condições específicas de 
vegetação, a época das colheitas, a latitude e a natureza dos solos alteram de 
forma significativa os processos de nutrição da planta, bem como a sua genética. 
Todos estes factores têm uma repercussão sobre o teor em alcalóides da planta. 
Assim, segundo Rouhier, os “peyotIs” do Texas, sendo mais tóxicos, dão menos 
visões coloridas do que os “peyotIs” de outras proveniências.

Por outro lado, as leis do mercado fazem com que os produtos sejam 
frequentemente falsificados. Isto acontece especialmente com o Cereus 
grandiflorus. A matéria­prima vendida no mercado e que é suposto ser
proveniente desta espécie não é senão uma variedade qualquer de Opuntia, com 
propriedades diferentes das que lhe são atribuídas. É por isso que é 
particularmente difícil determinar as espécies utilizadas pelos indígenas. Mesmo 
o “San Pedro”, que é bem conhecido, só há bem pouco tempo foi identificado com 
exactidão, pois durante muito tempo foi confundido com o Opuntia cy1indrica.
As cactáceas são plantas resistentes... mas conseguirão resistir à civilização?

As cactáceas são, por natureza, resistentes às condições difíceis: seca, 
amplitudes térmicas e poluição. A exploração indígena nunca ameaçou a sua 
existência, já que os índios colhem apenas uma parte e salvaguardam a quantidade 
necessária para a reconstituição da população vegetal.

Contudo o entusiasmo dos coleccionadores e a moda dos medicamentos produzidos à 
base destas plantas constitui uma ameaça séria para este grupo. Assim, em 1976, 
a população de Pediocaclus knowIlonú não ultrapassou os 250. A polícia do 
Arizona estima que o contrabando de cactáceas representa um mercado de várias 
centenas de milhares de dólares.
87
Actualmente, cerca de 30% das espécies presentes nos Estados Unidos estão 
ameaçadas. Seremos nós privados desses “dons terapêuticos fabulosos” que nos 
legaram as civilizações pré­colombianas, antes mesmo de conhecermos todas as 
suas possibilidades?

88
OS REMéDIOS UNIVERSAIS DE ORIGEM VEGETAL E ANIMAL

OS CHIFRES: a ciência confirma a eficácia dos remédios tradicionais dos 
Siberianos 

A utilização dos chifres fez parte durante muito tempo das receitas populares da 
Sibéria. É provável, aliás, que esta prática fosse proveniente da medicina 
chinesa. Quanto à farmacopeia de certos povos europeus, ela contém igualmente 
extractos de chifres. O Dr. Gilibert estudou a eficácia terapêutica dos chifres 
de alce para tratar a epilepsia, depois de a ter observado na Lituânia. As 
investigações contemporâneas confirmam os efeitos deste remédio popular.

Os três tipos de chifres medicinais

Os médicos russos distinguem três tipos de remédios à base de chifres, cujas 
propriedades são função da sua origem.

A pantocrina

A pantocrina foi isolada nos chifres em 1930 pelo professor Pavlenko. Desde 
então já foram publicadas várias obras sobre as propriedades desta
89
substância. A dita substância encontra­se em dois tipos de veado: o “sika” 
(Cervus nippon) e o “wapiti” (Cervus elaphus), dos quais quatro subespécies 
vivem na Sibéria.

Para a sua extracção cortam­se os chifres sem magoar o animal, que vive em 
semiliberdade. A operação decorre durante o período intenso da sua actividade 
biológica.

Depois de limpos, os chifres são secos, cozidos, pulverizados e colocados em 
solução alcoólica. A sua prescrição faz­se por meio de gotas ou
de injecções intramusculares.

Breckman e Dobriakov determinaram as suas condições de criação de modo a 
sistematizar e optimizar a pantocrina. Os investigadores russos e
japoneses conseguiram identificar uma parte dos seus componentes. Estes 
constituem uma mistura muito complexa de substâncias inorgânicas e
orgânicas, de aminoácidos (leucina, treonina, lisina, fenilalanina, isoleucina), 
de lípidos e de fosfolípidos (lecitina, lisoleticina, esfingomielina).

Além disso, contêm substâncias específicas, tais como o he tacosan (C27H56), 6 
colesteróides, glicóssidos, querâmidos, vestígios de magnésio, de ferro, de 
alumínio, de titânio, de cobre, de prata, de nátrio e de cálcio.

A pantocrina é uma substância que parece não ter efeitos secundários. Possui 
capacidades antitóxicas e caracteriza­se por uma dupla acção sobre o sistema 
nervoso, simpático e central.

A rantarina

A rantarina é extraída dos chifres das renas (da Rangifer tarandus, que é a 
principal subespécie da Sibéria, e da Rangifer tarandus phylarchus).

A sua composição é semelhante à da pantocrina, contudo contém um
maior número de substâncias orgânicas e um menor número de compostos minerais. 
No entanto age de forma diferente, tem uma acção anti­inflamatória e possui 
propriedades anti­stress. Certas investigações confirmam a sua acção 
antitumoral.

A santarina

A santarina é extraída dos chifres do antílope saiga (Saiga tatarica). Esta 
espécie é explorada pela farmacopeia chinesa. A santarina é um
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tranquilizante e um antiespasmódico. É uma substância bastante interessante e 
que tem, sem dúvida, um futuro indiscutível porque não diminui as capacidades 
de trabalho dos indivíduos tratados.

Possibilidades terapêuticas da pantocrina, da rantarina e da santarina

Os investigadores testaram as possibilidades terapêuticas destas três 
substâncias. Os resultados são extremamente promissores no tratamento
de doenças cardiovasculares, de hipotensão e também como adaptogéneos e em casos 
de neurastenia (incluindo a insónia).

­ A pantocrina tem um efeito antiarrítmico e pode também ser prescrita para as 
gastrenterites. A sua utilidade foi confirmada em operações cirúrgicas, em 
queimaduras e em fracturas.
­ A pantocrina (e sobretudo a santarina) age sobre a epilepsia e a
hipertensão.
­ A rantarina e a pantocrina são estimulantes e tónicas. Melhoram as
actuações físicas e mentais e agem, ainda, na coordenação, no cansaço, na 
irritabilidade e no apetite. Favorecem também a convalescença.
­ A rantarina e a pantocrina são prescritas na Rússia para tratar problemas 
geriátricos (hipertrofia da próstata, em períodos pré­ e pós­operatórios e como 
adjuvante de diversos tratamentos).
­ Reconhecidas as suas propriedades sobre o sistema nervoso, a santarina
é utilizada como tranquilizante.
­ Finalmente, estas substâncias são também indicadas para casos de
perturbações sexuais.

É espantoso que, não obstante todos estes dados (publicados nos jornais 
científicos), as substâncias extraídas dos chifres sejam tão pouco conhecidas, 
excepto no Japão. Certos biólogos britânicos, contudo, como, por exemplo, o 
célebre Thomas Huxley, interessaram­se pela pantocrina, mas as suas 
investigações não ultrapassaram a fase experimental.
91
ADAPTOGÉNEOS E BIOESTIMULADORES OU A BUSCA DA"PANACEIA” MODERNA

O organismo possui grandes capacidades de adaptação às condições exteriores às 
quais é submetido. A homeostase é o resultado desta adaptação. Os teóricos da 
medicina definem a doença como um resultado da ruptura da homeostase, ou seja, 
do enfraquecimento destas capacidades de adaptação.

A homeostase mantém­se por meio de reacções enzimáticas a nível
molecular e de uma acção hormonal a nível do organismo.

Todas as reacções bioquímicas têm um carácter de compensação (asseguram a 
manutenção do equilíbrio) ou um carácter exploratório (elas
procuram” novas possibilidades metabólicas).

O envelhecimento é entendido como uma perda das nossas faculdades de adaptação, 
já que para lutar contra os factores ambientais nocivos o organismo se desgasta 
imoderadamente.

A busca de substâncias susceptíveis de aumentarem as nossas
capacidades de adaptação parece ter um futuro promissor

Esta busca não é uma novidade. As plantas “adaptogéneas” pertenciam à “classe 
imperial” da farmacopeia chinesa. A sua importância para a
medicina moderna está ligada à independência da sua acção sobre os
factores externos.

Elas aumentam a resistência do nosso corpo contra a poluição química e 
electromagnética, contra as infecções, contra o abaixamento do teor de oxigénio 
na atmosfera e contra as condições extremas de pressão atmosférica e de 
temperatura.

Parecem proteger­nos contra as depredações autodestrutivas a que o nosso 
organismo é submetido: os radicais livres, a oxigenação natural, os
desgastes hidrolíticos, etc.

Devemos realçar a diferença entre adaptogéneos e bioestimuladores. Estes últimos 
estimulam o sistema imunitário, que é apenas um dos nossos mecanismos de 
adaptação.
92
Esta busca é difícil

A acção adaptogénea é o resultado de uma actividade complexa dos diferentes 
componentes orgânicos. Por este motivo é muito difícil estudá­los, sistematizá­
los e garantir a repetitividade dos seus resultados. Pelo mesmo motivo é 
praticamente impossível obter adaptogéneos sintéticos. Acrescentemos que nas 
plantas “panaceia” uma classe de substâncias adaptogéneas está, por vezes, 
presente nas raízes e outra nas folhas (é o caso do Rhaponticum carthamoides).

A acção terapêutica das plantas adaptogéneas

A maioria dos adaptogéneos tem uma forte acção anabólica (comparável à dos 
esteróides). Eles favorecem as reacções enzimáticas, participando na síntese dos 
componentes macromoleculares, tais como as proteínas, os lípidos e os ácidos 
nucleicos.

Não obstante a medicina asiática possuir o maior número de adaptogéneos 
(Schisandra chinensis, Panax ginseng, Centella asiatica, Angelica sinensis), 
conhecem­se e estudam­se cada vez mais plantas provenientes de outros 
continentes, por exemplo, a raiz de Cimicifuga racemosa (black cohosh root) da 
América do Norte, o Harpagophytum procumbens (raiz­do­diabo) de África, as 
folhas de Turnera aphrodisiaca do deserto do México ou a casca da árvore 
Tabebuia impetiginosa.

Vários adaptogéneos parecem ter também uma acção anticancerígena, como por 
exemplo, os cogumelos Lentinus edodes (shi­take), Ganoderma lucidum (cogumelo de 
Reischi) e Pachyma hoelen (hoelen).

Devemos mencionar também a Rhodiola rosea, planta adaptogénea que pertence à 
farmacopeia europeia. Foi cultivada em França, em Inglaterra, em Itália e nos 
Países Baixos até ao final do século xvii (actualmente encontra­se em estado 
selvagem em França). A sua raiz (vendida sob o
nome de Radix rhodiae) foi utilizada na Europa contra as dores de cabeça e como 
substituto do ginseng, demasiado caro nessa época. No Extremo Oriente era 
conhecida sob o nome de “raiz dourada” e era prescrita contra o cansaço.
93
As investigações contemporâneas confirmaram que a Rhodiola rosea age sobre o 
sistema imunitário e hormonal. Tem propriedades adaptogéneas de luta contra o 
stress físico e psicológico. Redescobriu­se o interesse da sua prescrição em 
casos de neurose, bem como em estados patológicos do sangue: por exemplo, para a 
leucocitose e para a hipo e hiperglicernias. Além disso, também se observaram 
efeitos benéficos desta planta em pacientes em tratamento citostático.
94
DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

Neste capítulo descreveremos os tratamentos preconizados na segunda parte deste 
livro:

­Como utilizar as plantas e de que forma devem ser consumidas ou aplicadas sobre 
o corpo.
­ Como alimentar­se para melhorar o estado de saúde. Através de
conselhos e de uma revisão das teorias existentes ­ por exemplo, o
“crudivorismo” ou o vegetarianismo ­ de estudos sobre a germinação dos grãos, 
sobre o açúcar, o pão, as bebidas, bem como as suas indicações e contra­
indicações. Falaremos também do jejum, recomendado em quase todas as afecções.
­ Como viver melhor graças a exercícios físicos (combinados com um
bom repouso), ao relaxamento, aos exercícios respiratórios e aos
inúmeros efeitos benéficos do riso.
­ Finalmente, para fechar o capítulo, examinaremos os remédios preconizados pelo 
padre Kneipp e pelo Dr. Bilz, praticados durante muito tempo e actualmente 
esquecidos pela medicina moderna ocidental: por exemplo, os duches terapêuticos 
e os banhos de todos os tipos (vapor, ar, sol, luz ... ).

COMO UTILIZAR AS PLANTAS

A INFUSÃO

A preparação de uma infusão pode ser feita tanto para um consumo diário como à 
medida das tomadas.
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*Aqueça água até ferver e depois junte­lhe as plantas: o equivalente
para uma chávena serão 2 a 3 pitadas (cerca de 1 colher, de café). Para 1 litro, 
que representa geralmente o consumo diário, uma dezena de pitadas é suficiente.
*Deixe a água tremer sem ferver, durante 2 a 3 minutos. Depois deixe
em infusão durante 10 a 15 minutos, filtre e beba morna. Se o sabor da sua 
tisana for demasiado amargo, pode acrescentar um pouco de mel. Quando tiver de 
utilizar várias plantas para fazer a sua infusão, pode fazer a sua preparação 
por meio de saquinhos individuais. Neste caso a
quantidade necessária deve, bem entendido, ser dividida pelo número de plantas.

Se, por exemplo, utilizar 4 plantas diferentes para a sua preparação, a mistura 
para 1 litro de água comportará 2 a 3 pitadas de cada planta. Se o desejar, o 
seu farmacêutico­ervanário pode preparar­lhe estas misturas.

A DECOCÇÃO
É preferível preparar a sua decocção para 1 dia ou 2 de utilização.
*Utilize uma dezena de pitadas de plantas (cerca de 3 colheres, de
sopa) para 1 litro de água.
*Deixe ferver em lume brando durante cerca de 20 minutos e em
seguida deixe repousar a mistura durante meia hora e, se necessário, junte­lhe 
um pouco de mel.
­ A decocção pode beber­se fria ou aquecida antes de cada tomada.

AS DECOCÇõES DO PADRE KNEIPP

As decocções do padre Kneipp são utilizadas em banhos, cataplasmas ou 
compressas.
FLORES DE FENO  91)

Por “flores de feno” entendem­se os talos, as folhas, as flores e os grãos do 
feno.
96
Utilizam­se 1 a 2 punhados para 1 litro de água. Esta mistura deve ferver em 
lume brando durante 15 a 20 minutos.

­ Kneipp realça que os fenos secos ou frescos têm o mesmo valor.
­ Esta preparação é útil em cataplasmas, compressas ou banhos.

Como alternativa, pode utilizar flores dos campos, dos prados e
dos bosques.

Palha de aveia

Prepara­se fervendo a palha de aveia cortada, à razão de 2 punhados para 1 
litro, durante 15 a 20 minutos.
­ Esta mistura utiliza­se em compressas e em banhos.

Decocção de cavalinha

1 punhado para 1 litro de água. Deixe ferver durante 15 minutos.

­ O padre Kneipp recomenda vivamente a cavalinha, quer em tisana
quer em banhos, compressas ou cataplasmas.
­ Esta planta tem uma acção remineralizante.

AS CATAPLASMAS DE ARGILA

Preparam­se com argila desfeita, verde ou branca, que se pode encontrar à venda 
no comércio.

Coloque­a num recipiente e cubra­a de água. Quando apresentar uma
consistência pastosa, estará pronta a utilizar. A argila é conhecida desde os 
tempos mais remotos. Tem os seus fervorosos defensores. As suas aplicações 
terapêuticas são muitas e variam em função da sua origem. Revela­se de uma 
eficácia notável em unguentos, cataplasmas, máscaras de beleza e compressas,
­ Para o padre Kneipp ela tem um papel importante no tratamento
do lúpus e do cancro. É anti­inflamatória e limpa as úlceras pútridas e 
malignas.
97
­ Aconselha­a também para dores de cabeça, de costas, para as
luxações, os tumores e as inflamações. A sua acção antipútrita permite a 
aplicação em feridas abertas.

A MACERAÇÃO

Obtém­se deixando as plantas dentro de um líquido durante um período de tempo 
mais ou menos longo.

Maceração em água

* Encha um frasco de vidro com ‘/4 de plantas e o restante com água.
* Deixe macerar durante 2 a 3 dias, se possível ao sol.
* Agite o frasco de vez em quando.
* Filtre, de modo a obter o suco.
* Uma alternativa consiste em encher o frasco tal como descrevemos,
aquecê­lo em banho­maria durante cerca de 1 hora e deixá­lo a repousar durante 
24 horas.

­ Estes preparados são utilizados em banhos, cataplasmas ou misturadas com 
bebidas, à razão de 2 colheres, de café, por dia (em média).
­ Devemos acrescentar que este tipo de preparado tem um prazo de
conservação muito curto e por conseguinte deve ser utilizado nos dias que se 
seguem à sua confecção.

Maceração em álcool (alcoolatura)

* Pode deixar macerar a planta directamente em álcool, que absorve
deste modo os princípios activos da planta. As quantidades geralmente utilizadas 
são da ordem de 50 a 100 g para meio litro de álcool.
* Pode também utilizar outros tipos de álcool, como o rum, o calvados
ou o vodka. O tempo de “digestão” dos produtos activos é de alguns dias para as 
folhas, flores e rebentos, e de 2 a 3 semanas para as
raízes e cascas. Filtre no final da operação.
98
Tintura­mãe

­ O preparado tem um protocolo semelhante ao anterior. É feito por
laboratórios e destina­se à homeopatia.

­ A posologia destes preparados varia, segundo os casos, entre 20 a
50 gotas diluídas em água ou sumo de fruta, 1 a 2 vezes por dia.

Maceração em vinho

O vinho é um suporte interessante. É preferível escolher um de muito boa 
qualidade e, de preferência, biológico.

* A maceração em vinho fica pronta ao fim de um período de 5 a 6
dias, ao fim do qual deve ser filtrada. A sua conservação é excelente.
* A prescrição é da ordem de meio a 1 copo, de licor, por dia.

Maceração em óleo

* Deve utilizar um óleo virgem de primeira pressão a frio. Os óleos
de azeitona, de cártamo e de germe de trigo são bons para este tipo de operação. 
Após terminar a maceração deve proceder à sua filtragem.

­ Este óleo pode ser tomado com vegetais crus e saladas, na porção
de meia colher de sopa. Atenção: não utilize este óleo em cozeduras.

­ Para uso externo em massagens (especialmente dores musculares, reumatismos, 
lumbagos, tratamento da pele, etc.), os óleos de amêndoas­doces e de avelã são 
mais agradáveis.

* Deixe macerar durante um período de 15 dias a 3 semanas, se possível ao sol.
* Para acelerar o processo, pode aquecer esta mistura em banho­maria
durante cerca de meia hora e deixá­la macerar durante 48 horas. Filtre no final 
da operação.
99
OS óLEOS ESSENCIAIS

Definição e complexidade da sua estrutura química

É impossível dar uma definição exacta dos óleos essenciais. Contudo, a mais 
adequada parece ser a seguinte:

“Substâncias oleosas aromáticas, provenientes de fontes naturais,
frequentemente vegetais, distiladas no vapor.”

Não são corpos químicos simples e homogéneos. Contêm misturas de vários 
componentes, podendo alguns deles ser dominantes. Além disso, pode existir 
sinergia ou antagonismo entre eles.

É inútil tentar reduzir a acção do óleo essencial a um dos seus componentes, 
mesmo que alguns deles sejam predominantes e que as propriedades do óleo possam 
ser bem definidas. A título de exemplo, o óleo essencial de cravo­de­cabecinha 
tem fortes propriedades antibióticas. As experiências realizadas no século xix 
por um dos fundadores da microbiologia, Robert Koch (Prémio Nobel), demonstraram 
que este óleo age sobre certas bactérias após um período de apenas 12 minutos de 
exposição e numa solução diluída a 1%!

Tenta­se frequentemente reduzir o poder antibiótico dos óleos essenciais à 
quantidade dos seus componentes fenólicos. Mas o caso do óleo de cravo­de­
cabecinha mostra bem que tal associação carece de uma justificação científica, 
já que este óleo tem efeitos superiores aos do fenol. Por este motivo é difícil 
determinar os inconvenientes associados à sua utilização, mesmo que, como é o 
caso do Melaleuca alternifolia (que sabemos ser responsável de inúmeros eczemas 
alérgicos), se tenha conseguido isolar o factor causal (d­limenona).

Cinco razões pelas quais os óleos essenciais não são estáveis

A riqueza bioquímica dos óleos essenciais é, sem dúvida, uma das razões da sua 
eficácia, mas infelizmente é difícil e, muitas vezes, até impossível realizar 
investigações comparativas, bem como repetir os resultados.
100
O problema da garantia e da estabilidade dos óleos essenciais comercializados 
também se põe. A quantidade extraída depende do período de vegetação. Os estudos 
sobre o manjericão mostraram que ela aumenta significativamente nas folhas, no 
início, e isto até à floração, e que em seguida a quantidade baixa nas folhas e 
sobe nas flores. Depois da fecundação, ela volta às folhas (mas diminui em 
quantidade). É por este motivo que, ao longo do dia, a quantidade de óleo na 
planta varia, tal como a libertação do seu perfume. Foi possível constatar que 
esta variação diária é regular, a tal ponto que no século xviii R. Meusee criou 
um relógio vegetal aromático, composto de várias espécies de flores. As horas 
eram indicadas pelos aromas libertados ao longo do dia, cada espécie libertando 
o seu “perfume” em momentos bem específicos.
O perfume dos óleos essenciais fornece particularidades multifacetadas. Existe 
em particular um mundo fascinante no qual os aromas têm um papel preponderante: 
é o que se utiliza quando nos
servimos dos seus princípios voláteis para perfumar um quarto de
uma casa.

A composição química (quantitativa e qualitativa) está associada às condições 
ambientais, tais como a qualidade do solo, a atmosfera, a utilização de 
herbicidas e a presença de poluentes. Pode variar muito dentro da mesma espécie 
em função da sua origem (por exemplo, a diferença de quantidade de cetonas de 
Salvia officinalis pode variar de 1000%). Esta variação não se verifica apenas 
no que diz respeito à sua composição química, mas também à reacção do organismo 
receptor. A experiência confirma que a acção bacteriostática das várias raízes 
de um mesmo germe pode ter reacções diferentes num óleo essencial aparentemente 
sempre idêntico. A sua grande diversidade química torna impossível comparar o 
processo de acção dos produtos naturais com o dos extractos brutos ou de óleos 
purificados, e não é possível de modo algum ter uma garantia de estabilidade na 
sua produção. Outra dificuldade da homogeneização está ligada ao facto de os 
óleos não serem solúveis em água e ser necessária a sua utilização por meio de 
um solvente especial ­ um agente emulsionante que interfere no produto inicial.
101
Um pouco de história a propósito da origem dos óleos essenciais

Apareceu primeiro a aromaterapia

A utilização dos aromas de flores e de plantas é muito antiga. Todos os povos e 
todas as tradições utilizaram os “aromas”, com finalidades rituais ou 
terapêuticas. A Bíblia cita o hissopo, planta sagrada dos Hebreus
­ que a preparavam de uma maneira específica.

A aromaterapia é a arte de recuperar ou de conservar a saúde utilizando a parte 
volátil ou olfactiva das plantas.

Depois veio o embalsamamento

O embalsamamento foi praticado por diversas culturas. Há 6000 anos os Egípcios 
sabiam extrair a essência das coníferas: a madeira de cedro era aquecida num 
recipiente de argila, cuja abertura era coberta por uma
grade de fibras de lã. Bastava espremer a lã para libertar a essência de que 
esta ficava impregnada.

A seguir vieram as destilações

O desenvolvimento e o entusiasmo que os óleos essenciais tiveram ao
longo dos séculos só foram possíveis graças à destilação. Este procedimento foi 
provavelmente descoberto por sábios árabes no início da Idade Média. A essência 
de alecrim foi uma das primeiras a ser isolada e extraída por Ramóri Luil 
(nascido em Maiorca em 1235).

Em 1370, certos documentos relatam a existência de uma destilação obtida a 
partir do cedro, do alecrim e da terebintina, chamada “água da rainha da 
Hungria”. Mas só a partir do século xv se começou a praticar a destilação de 
plantas e de flores. Independentemente da água­húngara, ninguém (à excepção de 
alguns alquimistas cujos trabalhos são ainda mal conhecidos) se interessava 
pelas partes oleosas das plantas que, ao separarem­se, boiavam à superfície das 
águas destiladas. Eram consideradas como impurezas, inutilizáveis na produção de 
“perfumes”.
102
E são finalmente mencionados

O catálogo das especiarias de Francoforte, editado em 1450, não menciona nenhum 
óleo essencial. Um pouco mais de um século depois, em
1587, existe um reportório de 59. A partir do início do século xvii a
destilação é realizada em laboratórios, e a sua produção torna­se mais 
substancial. No século xviii começam a melhorar os rendimentos e passam a 
existir meios que irão permitir detectar e suprimir as fraudes, que se
tornam frequentes.

O século xix e o início do século xx trazem um melhor conhecimento dos óleos 
essenciais, graças às aplicações da química analítica e da fisiologia vegetal. 
Mas, apesar de ter conhecido uma fama incontestável, constata­se actualmente o 
pouco interesse que a ciência oficial tem por este tipo de investigação. A mais 
importante base de dados das investigações médicas, a Medline, relata apenas 57 
trabalhos efectuados sobre os óleos essenciais durante os últimos três anos.

As causas dos poderes dos óleos essenciais
Os óleos essenciais estão entre os remédios mais potentes conhecidos. A sua 
eficácia reside na diversidade dos seus componentes químicos. A sua concentração 
em princípios activos confere­lhes um poder excepcional.

Deste modo, para extrair quantidades ínfimas, são necessárias grandes 
quantidades de matéria­prima. Para obter 500 g de essência de bergamota, por 
exemplo, são necessários 100 kg de frutos; 300 kg de limões para 1 kg de 
essência; 1000 kg de flores de laranjeira para 1 kg, e 200 kg de lavanda para 1 
kg de essência.

Certas plantas fornecem quantidades ainda mais ínfimas: para se obter
5 g de essência de violeta, são necessários 100 kg de flores de violeta! A 
título de comparação, para uma decocção de violeta (20 g para 1 litro de água) 
utilizam­se 1000 vezes menos de matéria vegetal do que para produzir uma só gota 
(1 g) de óleo essencial. Mas este exemplo tem apenas um carácter demonstrativo, 
já que a diferença é também qualitativa (os princípios da decocção são 
diferentes dos princípios dos óleos essenciais).
103
Verifica­se que os óleos essenciais penetram facilmente no organismo através da 
pele. Esta propriedade é um meio precioso para veicular outros tipos de 
preparações medicinais. Os óleos são depois eliminados pelos rins e pelos 
pulmões, onde produzem a sua acção anti­séptica. Esta facilidade de penetração 
no corpo é frequentemente subestimada.

O poder dos óleos essenciais sobre o organismo

O seu poder, bem como a heterogeneidade da sua acção sobre o organismo, são as 
razões pelas quais é imperativo utilizá­los com prudência!!! A sua utilização 
deve ter em conta o óleo e o modo de administração:
­ Em uso externo, por inalação, lenço, compressas, máscara de argila,
massagens, fricções, banhos curativos, gargarejos, champôs ou difusão no ar (por 
evaporação ou pulverização).
­ Por via interna, é necessário o aconselhamento de um terapeuta
competente e não os utilizar puros, mas, de preferência, diluídos ou em 
cápsulas.

A acção antibiótica dos óleos essenciais

O poder anti­séptico dos óleos essenciais é conhecido desde há muito e foi 
confirmado pelos resultados das investigações contemporâneas. A sua acção 
antibiótica é inegável: em 133 óleos estudados, 105 demonstraram uma forte acção 
bactericida, bacteriostática e antifúngica. Além disso, a lista dos “óleos 
antibióticos” não terminou e enriquece­se constantemente. Entre as plantas 
africanas, o Schinus inollelin, espécie originária do Zimbabwe, tem um poder 
antibiótico quase excepcional sobre todos os micróbios examinados (20 espécies 
de bactérias e 5 fungos).

Esta acção antibiótica já foi realçada no início da microbiologia moderna. Em 
1881, Robert Koch estudou a acção bactericida da essência de terebintina. Além 
disso, estudos efectuados no século xix confirmaram a acção particularmente 
forte das essências de canela, de orégão e de cravinho­da­índia (em emulsão ou 
vaporização).

Contudo, pensa­se descobrir ainda as suas propriedades terapêuticas. Em 1893, M. 
G. Bertrand e Forne estudaram o poder bactericida do
104
Melaleuca viridi ra (”niauli”). Um século depois, em 1992, certos produtores 
reivindicam ter “descoberto” as suas propriedades medicinais.

E, para terminar, notamos que são sempre os mesmos óleos os mais utilizados: de 
orégão, de tomilho, de gerânio, de canela, de cravinho, de canela­da­china, de 
lavanda, de limão, de zimbro, de laranjeira e de bergamota.

As vantagens dos óleos essenciais

Os investigadores surpreenderam ­se (e continuam a surpreender­se)
com a rapidez da sua penetração no organismo:
­Já dissemos que bastam 12 minutos para o óleo de cravinho agir
sobre certas espécies bacterianas. ­Os vapores da essência de limão, em 
suspensão no ar, agem em 2 horas sobre os estafilococos.
­ As afecções das vias respiratórias são atacadas pelos óleos de
eucalipto, de pinho, de mirta, de mirra ou de tomilho em menos de
1 hora.

Em 1936, Risler verificou que era possível prolongar a sua acção acrescentando­ 
lhes elementos não voláteis, tais como resinas, o que lhes confere um tempo de 
acção extremamente longo. Este autor demonstrou assim que as misturas de óleos 
essenciais são muito mais activas do que quando estes são aplicados 
separadamente.

Mas utilizem­nos com prudência!

Independentemente do poder que as essências fornecem durante a sua utilização, 
deve evitar­se misturá­las (salvo sob prescrição médica autorizada) com outros 
medicamentos.

Verificou­se, por exemplo, que certos antibióticos diminuem o poder 
antibacteriano do óleo de erva­cidreira. Em contrapartida, este aumenta a
toxicidade dos antibióticos.

Finalmente, observou­se por diversas vezes a resistência dos microrganismos. É a 
utilização abusiva dos óleos essenciais que é responsável deste fenómeno. É 
também por esta razão que é necessário utilizá­los com cautela.
105
Outras acções dos óleos essenciais sobre o organismo humano

Os óleos essenciais não se limitam a ter uma acção antibiótica. A riqueza deste 
grupo de remédios fitoterapêuticos é tal que não existe praticamente nenhuma 
patologia que não responda à sua administração. Apresentamos a sua utilização 
pormenorizada na 2.’ parte desta obra, consagrada ao tratamento de 267 afecções.

Mas, de uma maneira geral, podemos afirmar que eles são notoriamente 
antiespasmódicos. Os óleos essenciais geram, em doses fortes, um mal­estar que 
pode ir até à paralisia dos movimentos espontâneos da musculatura lisa. Em altas 
diluições são estimulantes.

As múltiplas virtudes terapêuticas dos óleos essenciais

*Os óleos de menta, de mentol e de cânfora são antiespasmódicos e
agem sobre o intestino e a vesícula biliar.
*O tomilho age mais especificamente sobre os pulmões.
*A mistura de mentol, timol, cânfora e cineol, utilizada em aerosol,
é antitússica. Este fenómeno foi demonstrado nas cobaias submetidas a vapores de 
amoníaco e no homem submetido a vapores de ácido cítrico.
*As propriedades cicatrizantes, anti­inflamatórias (as últimas investigações 
relatam a grande eficácia do Bupleurum frutescens), citofilácticas, tónicas, 
desintoxicantes e anti­reumatismais, a acção estimulante sobre as secreções 
gástricas, biliares e intestinais, os seus efeitos sobre o sistema circulatório 
são também frequentemente citados.
*Também se demonstrou o seu poder anticolesterol (menta) e antiparasitário 
contra vermes e protozoários (até contra certos parasitas tropicais difíceis de 
combater).
*As investigações realizadas em 1993 em São Paulo, no Brasil, demonstraram a 
acção preventiva do sabão à base de óleo essencial de Pterodonpubescens 
leguminoseae contra o Schistosomias mansoni, veiculado pelos ácaros.
106
Eles estimulam as defesas imunitárias e combatem as bactérias

A outra vantagem dos óleos essenciais que não devemos negligenciar é que eles 
estimulam as defesas naturais do organismo. Quando, por exemplo, actuam sobre 
uma infecção, aniquilam os germes e têm um poder antibacteriano garantido. Não 
sendo meramente imunoestlmulantes, reforçam também o terreno e favorecem a 
reacção orgânica.

Inúmeros trabalhos apontam o largo espectro da sua aplicação: podem ser 
utilizados em praticamente todas as afecções bronquíticas, gripes, sinusites, 
afecções urinárias e micoses. Mas o mais importante é que, graças ao seu poder 
de estimulação natural das defesas imunitárias, eles favorecem o regresso a um 
bom estado de saúde.

Mas, prudência!...

A aromaterapia é uma medicina activa que deve, contudo, ser utilizada com alguma 
precaução. Certos óleos essenciais podem apresentar inconvenientes, em 
particular a salva, o hissopo e a artemísia, que podem provocar crises de 
epilepsia. Devem ser manejados com prudência e ser
prescritos apenas por terapeutas experimentados.

O seu modo de preparação

A destilação mais correntemente utilizada pratica­se em vapor de água. As 
plantas, depois de seleccionadas e limpas, são colocadas num alambique. A 
mistura é então aquecida, e o óleo essencial sobe à superfície, podendo ser 
recolhido no final desta operação.

Modo de utilização

Por via interna

A posologia média é de 1 a 4 gotas, duas a três vezes ao dia, dependendo das 
essências.

Não é necessário tomar quantidades importantes de óleos essenciais, tendo a sua 
utilização demonstrado que uma posologia regular de peque
107
nas quantidades dava com frequência melhores resultados. É preferível começar 
por doses fracas e aumentá­las progressivamente, sem contudo ultrapassar as 
doses indicadas pelo terapeuta.

Certos óleos fenolados, tais como o de tomilho, de segurelha ou de orégão, devem 
ser tomados de preferência em preparações específicas, confeccionadas por um 
farmacêutico­ervanário.

Em supositórios

O seu farrnacêutico­ervanário pode preparar­lhe supositórios à base de óleos 
essenciais.

Em fricções
Fricções ou massagens podem ser executadas com óleos essenciais diluídos num 
óleo vegetal (de avelãs, amêndoas­doces, germe de trigo, etc.). A pele, por 
capilaridade, absorve os princípios activos, que penetram deste modo no 
organismo.

Por vaporização

A vaporização na atmosfera é uma forma interessante de sanear o ambiente e de o 
purificar de forma agradável. Os óleos essenciais perfumam a atmosfera 
regenerando simultaneamente o meio ambiente.

Existem actualmente pequenos difusores de aromas, baratos e de fácil utilização. 
Como alternativa, pode colocar algumas gotas de essência num
recipiente, previamente misturadas com álcool (10 a 20%, ou seja, 1 a 2 gotas 
para 10 gotas de álcool). Ao evaporar­se, esta mistura purifica a atmosfera.

Esta utilização é um meio eficaz de prevenção contra os pequenos males do 
Inverno (essências de eucalipto, de tomilho, de pinho e de terebintina).

Onde se podem encontrar os óleos essenciais?

O seu farmacêutico­ervanário pode fornecer­lhe todos os óleos essenciais e 
aconselhá­lo quanto à sua administração.
108
Também existe uma gama importante à sua disposição nas lojas de dietética.

É preferível utilizar óleos extraídos por vapor de água, se possível de 
qualidade biológica.
Precauções na utilização

É importante saber que os óleos essenciais não se dissolvem em água (não são 
hidrossolúveis). Terá de utilizar um diluente, por exemplo, álcool, óleo, 
“carvão de Belloc” (vende­se nas farmácias), um pedaço de açúcar ou de mel ou 
ainda incluí­los noutras preparações.

Para os banhos, pode utilizar o álcool, numa proporção de 10 volumes de álcool 
para 1 volume de óleo essencial. Para fazer esta mistura pode também utilizar um 
gel de banho ou champô.

N. B.: Nunca deixe os óleos essenciais ao alcance de crianças.

A DRAGEIA
A drageia envolve e protege a planta sem diminuir de modo algum a
sua eficácia, apesar de muitos terapeutas tradicionalistas lhe preferirem a
infusão ou a decocção.

Uma cápsula está doseada de 250 a 400 mg. O invólucro é dissolvido pelos sucos 
gástricos, e a planta, ficando em contacto directo com as mucosas do estômago, é 
rapidamente assimilada pelo organismo.

Esta modalidade fornece a possibilidade de seguir um tratamento fitoterapêutico 
de forma fácil e eficaz. Além disso, sendo cada drageia doseada com precisão, a 
sua ingestão é sempre idêntica, fácil e agradável.

Certas plantas têm um sabor particularmente acre, como, por exemplo, a erva­
moleirinha. Graças às cápsulas, podem ser facilmente ingeridas, o
que nem sempre é o caso com a infusão, a decocção ou a maceração, que exigem, 
frequentemente, o recurso ao açúcar ou ao mel para alterar o seu sabor inicial.
109
COMO DEVE ALIMENTAR­SE PARA SALVAGUARDAR A SUA SAúDE

A ALIMENTAÇÃO

As teorias alimentares são variadas e antigas

Certas teorias estão associadas a práticas religiosas ou a proibições 
alimentares, como é o caso, por exemplo, do catolicismo. De facto, esta religião 
prescreve a quaresma em determinados períodos, bem como a
proibição do consumo de carne às sextas­feiras, e aponta os pecados capitais, 
entre os quais a gula tem um lugar importante.

Hipócrates conhecia a importância da alimentação e preconizava:

“Que a alimentação seja o teu medicamento.”

E ainda:

­­­Quando alguém desejar recuperar a saúde, é necessário perguntar­lhe se está 
pronto a suprimir as causas da sua doença; só então será possível ajudá­lo. “

Maimónides, médico, filósofo e rabino que viveu em Toledo no século xii enuncia 
as seguintes regras:

“Come apenas quando sentires vontade. O homem sábio só come
para acalmar a sua fome.”

Cinco séculos antes da nossa era, os médicos chineses já tinham feito a 
aproximação entre a sobrealimemtação e a doença. No Neí Ching, que é um dos mais 
antigos tratados de medicina, é sob a forma de diálogos que um médico ensina ao 
seu imperador as regras que governam a vida:
110
­ Nos tempos antigos ­ perguntava o imperador ­ o homem podia, ao
que parece, viver até aos 100 anos; agora, gasta­se muito rapidamente e morre 
jovem, qual é a razão de ser assim? ­Antigamente ­ responde o médico ­ os homens 
seguiam o Princípio.
Eram sóbrios e levavam unia vida ordenada e regular; actualmente os homens são 
destemperados, bebem álcool e cometem abusos. Ainda neste nosso tempo, se o 
homem poupar as suas energias, pode viver de boa saúde e tornar­se centenário.

A sua alimentação e o seu modo de vida têm consequências sobre a sua saúde
Para os partidários de uma alimentação saudável, a cozedura e as diversas 
transformações dos alimentos implicam alterações de estrutura e
perdas de nutrientes difíceis de avaliar.

Deste modo, as experiências feitas no início do século por dois célebres 
investigadores, Simonsen e Pottenger, não deixam qualquer dúvida sobre as 
consequências que as modificações nos nossos hábitos alimentares podem implicar.

No âmbito desta experiência, dois grupos de gatos foram alimentados de forma 
diferente: o primeiro com carne crua e leite cru; o segundo com
carne cozida e leite fervido. Os gatos alimentados com carne crua permaneceram 
de boa saúde, enquanto os do outro grupo, alimentados com carne cozida, sofreram 
doenças, e as suas crias apresentaram taras e malformações, em particular ao 
nível do maxilar e do esqueleto.

Não somos gatos, como é óbvio, mas é mais do que certo que não somos 
geneticamente capazes de nos adaptarmos a modificações importantes no nosso modo 
de vida. A nossa alimentação já não é semelhante à dos nossos antepassados, que 
era fundamentalmente crua e composta de frutos, bagas e raízes.

Os alimentos desnaiurados que consumimos

Actualmente, a nossa alimentação, devido à industrialização da agricultura e à 
notável transformação que tem sofrido graças à conservação, ao congelamento e 
aos pratos pré­preparados, tornou­se barata (as despesas neste campo representam 
em média 20% a 25% do orçamento familiar).

As prateleiras dos mercados e das grandes superfícies estão repletas de 
alimentos variados e abundantes. Mas estes sofreram alterações muito importantes 
durante as últimas décadas. Inúmeras substâncias químicas, destinadas a 
preservar as culturas contra a invasão de parasitas e de ervas daninhas, são 
utilizadas para aumentar o rendimento da produção. Estas substâncias concentram­
se no vegetal, e os excedentes contaminam os solos e as camadas friáticas.

Calcula­se um patamar de tolerância, considerado aceitável, que vai
até um certo teor de contaminação, já que se considera que abaixo desse patamar 
as doses ingeridas não têm qualquer incidência sobre a saúde humana. Estas são 
calculadas em função de uma quantidade ingerida ao
longo de uma vida e supõe­se que não apresenta riscos apreciáveis. Uma vez 
estabelecida esta quantidade limite, aplica­se­lhe um coeficiente de segurança e 
define­se assim a dose máxima admitida diariamente.

Este tipo de cálculo deveria ser tranquilizador e pôr­nos ao abrigo de qualquer 
intoxicação pelos componentes de síntese que entram hoje em
dia correntemente na nossa alimentação. No plano teórico, estes cálculos têm uma 
certa coerência. No plano prático, em contrapartida, podemos considerar que 
diversos poluentes alimentares, introduzidos através de técnicas modernas e 
industriais, representam uni “risco maior” para a
saúde global das populações, quanto mais não seja porque somos incapazes de 
avaliar as reacções específicas de cada indivíduo.

Escolha a qualidade e modere a quantidade

Uma boa parte dos males de que sofremos está directamente ligada ao
nosso modo de vida e, especialmente, à nossa alimentação. É por esta
razão que nos parece especialmente importante insistir neste ponto. Se, por um 
lado, como afirmam muitos investigadores, devemos limitar a
quantidade de alimentos que consumimos, devemos por outro lado estar atentos à 
sua qualidade. Por esta razão é útil evitar o consumo de pratos pré­preparados, 
congelados, cozinhados, etc., e que sofreram, além dos poluentes alimentares 
durante a sua cultura (ou criação, quando se trata de produtos de origem 
animal), manipulações para a sua transformação que recorrem a conservantes, 
corantes, emulsionantes, etc.
112
O consumidor, no final desta cadeia, compra, prepara e consome alimentos 
desnaturados. A nossa vitalidade e a nossa saúde sofrem as consequências, e 
perdemos a capacidade de fazer face às inúmeras agressões exteriores.

As doenças de civilização cardiovasculares, cancros, diabetes, reumatismos, 
alergias, etc., proliferam (consequência de uma mistura judiciosa de stress, de 
condições de vida trepidantes e, para cúmulo, de uma alimentação inadequada, 
rica em gorduras animais e em colesterol ... ).

Conselhos para melhorar a sua alimentação

Escolha bem os seus produtos

É preferível escolher, se possível, produtos provenientes de agricultura 
biológica. Existem etiquetas que garantem a origem, por exemplo, a
Ecocert, e que diminuem parcialmente os riscos. Como alternativa existem em 
muitos mercados pequenos agricultores que vendem directamente
a sua produção aos consumidores e que utilizam geralmente muito menos
produtos químicos, ou só os utilizam em caso de necessidade.

Quando? Como? O que comer?
O professor Bilz tinha este tipo de discurso:

Quando deve comer? Quando sentir necessidade; o melhor é comer
3 vezes por dia e nunca comer nem de mais nem à noite.

Como deve o homem comer? Deve mastigar bem e durante um período o mais longo 
possível todos os alimentos. Por duas razões. A primeira, porque a saliva, tão 
importante no acto da digestão, mistura­se convenientemente aos alimentos e 
facilita o trabalho do estômago. Mas para conduzir até ao estômago alimentos bem 
triturados e muito bem desfeitos é necessário ter bons dentes. Se quiser ter 
dentes sãos, lave­os várias vezes
ao dia. Não tome bebidas nem alimentos demasiado quentes ou frios pois estes 
estragam os dentes e prejudicam a sua conservação.

O que devemos comer? O homem deve comer alimentos fáceis de digerir, em 
particular:
113
­ Frutos e legumes que a terra produz e que o sol faz amadurecer. ­Cereais 
integrais: o trigo, com o qual se fabrica um pão de farinha
grossa e que é tão alimentício e saboroso. É bom para a saúde porque o seu 
conteúdo tem glúten, situado no invólucro do grão. O pão também contém fósforo, 
magnésio e inúmeros minerais, indispensáveis ao bom equilíbrio corporal. Pela 
primeira vez, há cerca de 7000 anos, os homens colheram gramíneas selvagens e 
cultivaram­nas.

Todos os cereais estão inscritos nas grandes civilizações e marcaram
a consciência dos povos e a história da humanidade. Eles estão na base de 
tradições filosóficas e religiosas. O arroz, o trigo, a cevada, o milho painço, 
o trigo sarraceno, o centeio e o mais (em função das épocas e das
regiões) participam na elaboração da estrutura do corpo e das células e têm uma 
influência directa nos comportamentos humanos. A sua cultura
contribuiu para sedentarizar os nossos antepassados nómadas, transformando­os em 
cultivadores.

A classificação dos alimentos de Shelton

Para Shelton, as perturbações que se verificam no nosso estado de saúde decorrem 
de um desconhecimento da higiene alimentar, da sobrealimentação e de combinações 
erradas de alimentos. Shelton estabeleceu regras para as combinações 
alimentares. A sua observação dos animais selvagens permitiu­lhe constatar que 
estes comem sobriamente e não misturam variedades diferentes de alimentos no 
decurso de uma mesma refeição. Assim a sua classificação dos alimentos é a 
seguinte:
* proteínas
* xaropes, hidratos de carbono e outros açúcares
* farináceos
* frutos doces
* gorduras
* frutos ácidos
* frutos semiácidos
* legumes verdes
* e, numa categoria à parte, os melões, já que estes não podem ser
misturados com outros frutos nem com qualquer outro tipo de alimento.
114
Os dez mandamentos de Geffroy

Geffroy, fundador da revista Vie Claire, preconizou as seguintes regras de 
alimentação:

1. Evitar a sobrealimentação, devendo as restrições alimentares aplicar­se 
sobretudo à carne e aos subprodutos animais e, obviamente, ao álcool e ao 
tabaco.
2. Evitar o hipertiroidismo e as radiações ionizantes, as temperaturas
ambientes elevadas (o sobreaquecimento dos apartamentos).
3. Exigir a não eliminação do germe e da base proteica do trigo na
preparação das farinhas e a proibição do mazute para a sua cozedura.
4. A proibição de utilizar, na indústria alimentar, aromatizantes,
emulsionantes e outros produtos que ele desconfiava serem cancerígenos.
5. A proibição da comercialização de óleos refinados, de gorduras
hidrogenadas e de carne de animais alimentados com produtos adicionados de 
antibióticos.
6. O regresso a processos razoáveis de cultura de frutos, de legumes
e de cereais, de modo a não perturbar a sua composição aumentando o teor em 
produtos químicos, nitratos e potássio.
7. Proibição de obrigar seres humanos a trabalharem em condições
insalubres, sem luz e num ambiente viciado, de modo a que, por magia, 
desapareçam muitas patologias.
8. Estimular a expressão activa da consciência e o desenvolvimento de
faculdades tais como a memória e a intuição, que permitem ao
homem ultrapassar a sua mediocridade. Quanto à vontade, esta desenvolve­se por 
meio de exercícios físicos, tal como os músculos. É simples, basta para tal, 
perante uma alternativa possível, fazer algo que tem de ser feito, ou não o 
fazer porque é cansativo. Qualquer acção que necessite de esforço deve ser 
privilegiada. Pretender escolher o caminho da boa saúde exige um esforço de 
vontade.
9. Necessidade de optimismo e de auto­sugestão; reconhecer a influência que pode 
ter o pensamento sobre o corpo e vice­versa.
10. Agir também sobre certas causas independentes da nossa vontade:
as causas psicológicas, de origem psicossomática, tais como a angús­
115
tia, os medos, o stress e os desgostos, que geram reacções próprias a cada 
indivíduo e que têm por vezes origens ambientais.

O crudivorismo

O crudivirismo preconiza a exclusão da nossa alimentação de qualquer tipo de 
cozedura e a ingestão de alimentos no estado em que a natureza os produz. O 
instinto alimentar deve ser redescoberto, já que os nossos gostos e apetências 
foram pervertidos pela transformação dos alimentos e dos nossos métodos 
culinários.

O exemplo de um animal doméstico que sempre comeu carne crua, e a quem se dá a 
provar carne cozinhada, e a come e pede mais é uma boa ilustração deste facto. 
Já se observava este fenómeno em volta dos acampamentos onde os alimentos eram 
cozidos e onde os animais selvagens, atraídos pelo cheiro, comiam os restos 
deixados pelos homens. Um outro fenómeno relacionado com este é o facto de este 
tipo de hábito criar dependências e, por conseguinte, se espalhar facilmente. É 
assim que trocamos de moradas de restaurantes ou de receitas culinárias.

Para os adeptos do crudivorismo, só os alimentos produzidos naturalmente no 
nosso ambiente devem fazer parte das nossas ementas.

Fomos geneticamente “programados” para os consumirmos assim mesmo, já que 
estamos fisiologicamente próximos dos nossos primos, os
macacos, tendo em comum com eles 99% do nosso material genético. Entre o 
chimpanzé e o homem existem grandes semelhanças genéticas. Estas semelhanças 
deveriam inspirar­nos sobre o nosso tipo de alimentação.

Este método preconiza uma alimentação que terá sido a do homem na sua origem. 
Alguns chamam­lhe alimentação paleolítica, pois exclui qualquer tipo de 
cozedura ou de transformação, qualquer adição de sal, de pimenta ou de açúcar 
(mas permanece contudo uma hipótese de escola). As alterações que decorrem da 
cozedura predispõem­nos ao consumo de alimentos cada vez mais modificados, como 
é o caso, por exemplo, do açúcar, do café e dos excitantes, o que contribui para 
o nosso desequilíbrio orgânico.
116
Para o Dr. Devernois de Bonnefon, o carácter recente das transformações que 
aplicamos aos nossos alimentos, graças à industrialização da agricultura e às 
diversas mutações ligadas à conservação e à preparação da nossa alimentação, têm 
por consequência o facto de o nosso organismo não conseguir adaptar­se a estas 
novas formas e técnicas alimentares. Deveríamos, por isso, questionar estas 
transformações, bem como as diversas misturas que fazemos no decurso de uma 
mesma refeição.

As fibras cruas agem de uma forma específica sobre a flora intestinal e 
influenciam os microrganismos que a compõem. Elas estimulam a função das 
bactérias úteis e facilitam a eliminação das bactérias patogénicas.

A acção enzimática da alimentação crua é importante: ela é viva e
facilita a digestão e a boa assimilação dos princípios nutritivos. Daí a
necessidade de uma alimentação em que o cru entre numa proporção importante, 
para nos protegermos contra as doenças degenerativas. A cozedura destrói as 
enzimas e priva o organismo destes preciosos aliados.

A clorofila é um pigmento essencial, cuja função é a fotossíntese, e
encontra­se em quantidades suficientes nos legumes verdes. Quando estes 
alimentos são ingeridos crus, têm poderes protectores espantosos sobre o nosso 
organismo.

Os grãos germinados

Constituem uma outra forma de consumir os cereais e as leguminosas. Muitos grãos 
prestam­se admiravelmente, com efeito, a esta simples operação: basta colocar os 
grãos num prato ou num recipiente e cobri­los de água. Depois devem ser 
enxaguados, e deve mudar­se­lhes a água todos os dias. Ao fim de 2 a 3 dias os 
grãos começam a germinar e podem ser consumidos misturados em saladas.

O príncipe Sadruddin Aga Khan lembra o seguinte:

1’Para nos livrarmos dos hábitos alimentares suicidas das sociedades industriais 
e para garantir aos habitantes do Terceiro Mundo uma quantidade de alimentos 
suficiente, trata­se de aprender a
utilizar as tecnologias primárias que livram os primeiros da doença
dos da fome. “
117
Os grãos germinados têm um poder energético extraordinário. Constituem um 
alimento por si só e são ricos em vitaminas, enzimas e oligoelementos 
assimiláveis. Têm uma importância fundamental em todos os casos de carência e, 
além disso, não têm quaisquer contra­indicações.

Todos os grãos são excelentes: o trigo, a aveia, o centeio, o arroz, a cevada, o 
milho painço, bem como as leguminosas: grão­de­bico, lentilhas, feijões de todas 
as espécies, soja, etc.

O pão na história

A evolução do consumo do pão na história é interessante já que ela
marca a diminuição progressiva do número de cereais utilizados pelo homem. Como 
alimento fabricado, é relativamente recente na história alimentar da humanidade 
e foi colocado em lugar de honra pelos ricos. Anteriormente consumiam­se 
essencialmente bolachas e papas.

Rivalidade entre os cereais segundo as épocas

­ Para a Roma antiga o pão era um produto novo. Preferiam­lhe o trigo
moído confeccionado em papas. ­Na Antiguidade o pão de trigo fermentado era o 
mais utilizado. Não boiava à superfície da água e afundava­se, o que nos dá uma 
ideia da sua densidade.
­ Os Gregos, habituados ao pão de trigo, consideravam que o pão
negro de centeio dos Macedónios e dos Trácios era detestável.
­ Os Romanos consideravam o centeio uma planta daninha. Só gostavam do pão de 
cevada.

Durante muito tempo o pão foi considerado como um produto raro e
caro, que era necessário consumir com moderação e parcimónia. Nas regiões 
alpinas coziam­no raramente por falta de lenha, e era conservado com um cuidado 
muito especial. Encontraram­se pães conservados durante vários anos.

­ Mais perto de nós, os Anglo­saxões e os Latinos têm uma preferência
acentuada pelo pão branco. ­Os Alemães e os Eslavos preferem o pão negro.
118
Também se confeccionou pão de milho painço, aveia e bolota e até mesmo de 
leguminosas (sobretudo lentilhas). E foi por causa da noção de luxo associada ao 
pão de trigo que se expandiu o pão de batata.

Crenças e doenças
Para certos povos o pão era considerado um alimento “extraordinário”, uma dádiva 
dos céus. Basta verificar a importância que ele ocupa nos
mitos, nos contos e nas crenças populares. O pão era utilizado para acalmar a 
fome e, em razão dos seus poderes benéficos, para combater as más influências 
graças às suas propriedades curativas. Os bolos que se confeccionam em memória 
do pão milagroso de Santo Emiliano, bem como os
que se oferecem a Santa Agata no dia 5 de Fevereiro, constituem um bom exemplo 
deste fenómeno.

Um ditado popular afirma que “aquele que deixar cair pão ao chão e por cima lhe 
passar saberá um dia o que é ter fome “.

O poder estatal descobriu também a importância do pão, que é mencionado no 
Capitulário de Francoforte de 794, em documentos emanados de Carlos Magno: este 
imperador pretendia fixar um preço máximo para os cereais, independentemente da 
importância da colheita.

As virtudes do pão

Panificação e simbólica

Segundo o historiador Henirich Edouard Jacob, a origem da primeira panificação 
situa­se a cerca de 4000 anos antes da nossa era. Foi o principal alimento dos 
povos da região do Nilo, e pensa­se que os primeiros trigos cultivados provinham 
da Abissínia. Mas é provavelmente do Egipto antigo que aprendemos a arte da 
panificação.

A simbólica do pão reveste­se de um carácter muito particular. A segurança 
alimentar que oferecia a cultura do trigo foi o ponto de partida da evolução das 
técnicas e das ciências. Tem uma Influência importante na construção do 
pensamento abstracto. As antigas tradições sempre tiveram uma atitude de 
respeito para com os seus cereais.
119
Pão integral e pão branco.. Uma explicação necessária

A operação de moagem pulveriza simultaneamente o farelo e o endosperma para 
fazer uma farinha integral. Desde há séculos que a farinha é peneirada de modo a 
fornecer farinhas cada vez mais brancas. Porque a imagem da brancura imaculada é 
imposta ao público como garantia de pureza e de boa saúde!

Todavia tudo milita em favor do pão integral, na condição de este ser
confeccionado com farinha biológica. Porque o pão integral cuja farinha provém 
de cultura industrial é mais perigoso do que benéfico, já que o
farelo concentra os resíduos químicos utilizados na agricultura.

O pão integral natural é mais rico em sais minerais e biocatalisadores. A 
celulose é um activador hepático. Graças à sua acção laxante, é um anti­séptico 
das vias biliares e intestinais. Além disso, a ingestão de farelo favorece a 
eliminação do colesterol e dos sais biliares e reduz as litíases, daí a sua 
importância na prevenção dos cálculos.

O farelo facilita a digestão e combate a prisão de ventre

De um ponto de vista alimentar é nitidamente preferível às outras fibras que se 
encontram nos vegetais. Estes contêm todos celulose em
várias quantidades, mas o farelo tem um poder higroscópico várias vezes superior 
ao dos legumes.

O professor Bernier considera que 20 g de farelo por dia são suficientes para 
tratar a prisão de ventre causada por inércia do cólon (a mais
vulgar). Henri Charles Geffroy, fundador da revista Vie Claire, constata que a 
prisão de ventre, mesmo a mais rebelde, desaparece geralmente em
alguns dias quando as pessoas que dela sofrem substituem o pão branco por pão 
integral. Realça também que este tem uma acção salutar sobre as
perturbações digestivas, a obesidade, a hemoglíase e os problemas 
cardiovasculares decorrentes de uma má assimilação do glúten e do amido.

Mas actualmente só os pães integrais confeccionados com farinhas biológicas 
respeitam estes critérios de qualidade.
120
As especiarias: devem ser consumidas com moderação

Estas são, geralmente, muito controversas para todos os adeptos de uma 
alimentação saudável, pelo menos nas nossas regiões. Aconselham que sejam 
utilizadas com moderação.

É também o caso do sal, cujo consumo não deve ser exagerado.

O açúcar

O açúcar na história

O consumo de açúcar é um fenómeno relativamente recente. Os Gregos nem sequer 
tinham uma palavra para designar a caria­de­açúcar. Nearco, almirante ao serviço 
de Alexandre, o Grande, chamava­lhe o mel sem abelhas.

600 anos antes da nossa era, os Persas descobriram uma técnica de refinação e de 
cristalização do suco da cana­de­açúcar, que, ao solidificar, não fermentava.

O exército muçulmano foi o primeiro a constatar os malefícios do açúcar. Os 
oficiais do sultão falam do pouco entusiasmo para a guerra que demonstravam os 
soldados consumidores de açúcar, da sua falta de combatividade, de resistência 
física e de coragem.

No século xvi, Léonard Rauwolf, botânico e viajante, descreve o
fenómeno da dependência das guloseimas.

Não se deixem tentar pela “açucarmania”

A hipoglicemia (queda brusca da taxa de glicose no sangue), que se
manifesta por múltiplas perturbações, é, para certos neuropsiquiatras, uma
das causas principais das doenças mentais (psicose, paranóia, esquizofrenia) e 
tem a sua origem nas transformações efectuadas nos nossos hábitos alimentares. 
Para o Dr. Van Meer, investigador, a correlação entre o aparecimento da 
poliomielite e o consumo de açúcar não deixa quaisquer dúvidas.

Combater o açúcar não é, contudo, uma coisa fácil. Este simboliza efectivamente, 
aos olhos do público, a doçura e a facilidade. Questionar
121
esta imagem, ou simplesmente lançar a dúvida e sugerir que o açúcar pode estar 
associado ao aparecimento de doenças, é insustentável. Como negar tantas ideias 
adquiridas e conseguir que as pessoas aceitem que quando dão uma guloseima ou 
açúcar às crianças estão a prepará­las para que elas se tornem no futuro 
“açúcar­dependentes” e que isto constitui uma porta aberta para muitos problemas 
de saúde?

Como todas as dependências, a “mania do açúcar” é uma droga difícil de 
abandonar. Ela predispõe e favorece outras dependências: do chocolate, do café, 
do chá, do tabaco (e, para algumas pessoas, predispõe à toxicomania).

Nas crianças pequenas podemos constatar por vezes uma hipoglicemia funcional que 
faz com que não sejam capazes de assimilar o açúcar e o rejeitem.

Para os médicos tradicionalistas orientais, o açúcar, sendo “Yin”, favorece as 
doenças “Yin”, ou seja, os cancros, as doenças cardiovasculares
e as doenças mentais. Inúmeros investigadores ocidentais consideram também que o 
açúcar é o alimento privilegiado da célula cancerosa.

Para o Dr. Tintera, existe apenas um único tipo de alergia: a alteração das 
glândulas supra­renais pelo açúcar. O Dr. Tintera emite a hipótese de que o 
recrudescimento (apesar da vacinação sistemática) da tuberculose está ligada ao 
consumo de açúcar, que favorece o desenvolvimento das bactérias patogéneas.

Finalmente, constata­se que o diabetes está em constante progressão: quanto mais 
os países consomem açúcar, mais os cidadãos desses países sofrem desta doença. 
Quanto à mortalidade em razão dos seus efeitos, esta aumenta nos países onde 
aumenta o consumo de açúcar.

Dezoito consellios para lutar contra a hipoglicemia

O Relatório da “United States Dietary Goals” (Metas dietéticas dos Estados 
Unidos) propõe o regime seguinte:

­aumente os hidratos de carbono naturais;
diminua as gorduras saturadas;
­ suprima os açúcares rápidos (ou reduza­os acentuadamente); ­restrinja o uso do 
sal; ­use e abuse de frutos e de legumes frescos, bem como de cereais
integrais;
122
­evite a carne, diminua o consumo de manteiga e de leite (e, ainda,
dos subprodutos lácteos, queijos, pastelaria, etc.); ­abstenha­se de tomar café; 
­evite os excessos alimentares, não coma demais;
­ não coma quando se sentir contrariado, depois de uma emoção violenta, medos, 
desgostos... ­evite comer pratos demasiado quentes ou gelados; ­evite as 
cozeduras em fornos de microndas; ­evite os grelhadores e os barbecues;
­ não coma quando não tiver vontade. É preferível saltar uma ou duas
refeições a forçar­se (ou forçar uma criança) a comer;
­ não coma alimentos refinados continuamente (pão branco, açúcar,
congelados, batatas fritas, conservas, produtos de charcutaria, enchidos, carnes 
frias, pratos cozinhados, manteigas cozinhadas, gorduras animais, pastelaria e, 
de uma maneira geral, todas as preparações alimentares pré­cozinhadas);
­ suprima as bebidas açucaradas: sodas, schweppes, coca­cola;
­ consuma com bom senso vinho, cerveja, álcool, café, chá;
­ evite consumir diversos tipos de alimentos numa mesma refeição;
­ de uma maneira geral, evite os aditivos, os produtos de síntese, os
adoçantes, os aromatizantes e os conservantes.

A título indicativo, apresentamos uma lista de alguns produtos que ingerimos com 
os nossos alimentos

Os pesticidas vão parar ao seu prato

O rendimento das colheitas duplicou desde a última guerra. Para que isto pudesse 
acontecer foi necessário utilizar dez vezes mais pesticidas. Os insectos e as 
ervas daninhas que estes produtos supostamente combatem tornam­se cada vez mais 
resistentes e adaptam­se de modo a lutar contra os pesticidas utilizados para a 
sua destruição. Por conseguinte é necessário utilizá­los em quantidades cada vez 
maiores e descobrir novos
sem cessar.

Entre os produtos utilizados encontram­se, nos insecticidas, organocloretos (das 
quais faz parte o célebre DDT), organofosfatos; nos herbicidas, fenoxil, 
dinitrofenol, ete.; nos fungicidas, guanidina, cicio­hexano,
123
carbamatos, etc. Alguns destes produtos, como, por exemplo, o DDT, foram 
proibidos na maioria dos países industrializados, mas continuam a ser vendidos 
nos países subdesenvolvidos. É por isso que certos produtos alimentares 
comprados nesses países e cultivados com a ajuda desses pesticidas aparecem, 
graças às importações, no cabaz das compras da dona de casa do Ocidente.

Inúmeros estudos demonstraram que alguns destes produtos podiam ter efeitos na 
saúde dos indivíduos e ser genotóxicos, apesar de serem, em
geral, rapidamente metabolizados. Trata­se, em particular, dos organocloretos 
que permanecem mais tempo nos tecidos. A toxicidade destes produtos revela­se 
frequentemente quando se encontram associados a outros, tais como a certas 
substâncias farmacêuticas.

Os pesticidas atacam o esperma
Devemos também lembrar que a utilização de pesticidas na agricultura é um dos 
factores que contribuíram para fazer baixar de forma notável a taxa de 
fertilidade do esperma masculino. Estudos escandinavos e belgas concluem a 
existência de uma redução de 30% na espermatogénese, fenómeno que se verificou 
nos últimos trinta anos. Para Ralph Doughtery, da Universidade da Florida, a 
densidade do esperma passou de 90 milhões de espermatozóides para 60 milhões. 
Quem é responsável: os bifenilos policloretos (BPC). Todas as amostras de 
esperma examinadas continham resíduos de pesticidas.

O tratamento dos animais degrada a carne que consumimos

No que diz respeito aos produtos de origem animal, o processo é idêntico. O 
animal é, primeiro, alimentado e engordado com ingredientes que contêm os 
produtos atrás referidos, e, além disso, para o proteger contra as doenças 
infecciosas, a sua alimentação é submetida a tratamentos preventivos. Todos 
estes comportam doses notáveis de antibióticos incorporados nos alimentos. Para 
além de combaterem as doenças infecciosas, estimulam o crescimento dos animais. 
A penicilina, a tetraciclina e a estreptomicina são utilizadas com nitrofuranos 
(sulfamidas). A tal ponto que existem criadores que se recusam a consumir os 
seus próprios animais e produzem outros animais reservados ao seu consumo 
pessoal.

Não obstante a maioria destas substâncias serem eliminadas nos excrementos ou se 
degradarem no organismo, algumas podem fixar­se nos
124
tecidos do animal e causar, nos humanos sensíveis problemas de intolerância ou 
alergias. Além do mais suspeita­se que sejam cancerígenas.

O QUE DEVEMOS BEBER?

A água, esse elemento mal conhecido que nos sacia a sede desde os tempos mais 
remotos

­O adulto, o adolescente e a criança devem saciar a sua sede com uma bebida: a 
áGUA. “

Era assim que começava um dos discursos pronunciados pelo prof Bilz.

A água representa mais de 70% da superfície terrestre. É o principal componente 
do nosso corpo. A sua origem na terra remonta ao período pré­câmbrico (há 4 mil 
milhões de anos). É um elemento extraordinário, presente a todos os instantes da 
nossa vida e, contudo, tão mal conhecido.
A água tem a faculdade extraordinária de se regenerar e recielar. Bebemos 
actualmente a mesma água que os primeiros seres vivos do nosso planeta bebiam.

No nosso organismo ela está presente de duas maneiras: a água associada e 
integrada nas nossas células, e a água livre que circula na linfa e no sangue e 
assegura desta forma a nutrição e a eliminação dos detritos.

Para o Dr. Eng. J. Giralt Gonzales, os aspectos das propriedades dinâmicas da 
água são desconhecidos, e ela não constitui apenas uma simples combinação de 
átomos de oxigénio e de hidrogénio, contendo outras substâncias em dissolução.

A água é indispensável à vida

Reduzir a água a propriedades químicas e físicas tem um significado muito 
limitado. A realidade é mais complexa e ultrapassa largamente todas as hipóteses 
actualmente emitidas. Ela é indispensável à vida e tem
uma função de intermediário entre o meio ambiente e os seres vivos.
125
A água, no nosso organismo, participa no equilíbrio geral e é um dos factores 
essenciais na optimização das nossas defesas imunitárias. Se ela contiver 
elementos indesejáveis, estas ficam diminuídas e perturbadas.

A água participa em todas as trocas corporais e é a base de todas as reacções 
físico­químicas. Serve como veículo para transmitir os elementos necessários à 
reconstituição do nosso corpo e à eliminação dos detritos. É o motor dos nossos 
intercâmbios extra e intracelulares.

O culto da água em todas as grandes tradições

Em todas as grandes tradições, a água é certamente o símbolo regenerador, mas 
também purificador, por excelência. Ela liberta o corpo e alma das suas 
impurezas. É indispensável e antecede todas as cerimónias tradicionais. Na 
Bíblia, este elemento está presente de forma quase permanente. No Deuteronómio 
11:13­17, pode ler­se este trecho perfeitamente significativo:

“Se obedecerdes às leis que hoje vos imponho amando o Senhor
vosso Deus, servindo­O com todo o vosso coração e com toda a vossa alma, o 
Senhor derramará sobre a vossa terra a chuva no seu tempo, chuva de primavera e 
chuva de fim de outono, e farás a
colheita do teu trigo, do teu vinho e do teu azeite. Fará crescer a erva no teu 
campo para o teu gado, e viverás na abundância. Cuidai para que o vosso coração 
não ceda à sedução e sejais infiéis a ponto de servir outros deuses e de lhes 
prestardes culto. A cólera do Senhor inflamar­se­ia contra vós e Ele fecharia os 
céus: a chuva deixaria de cair, a terra recusar­vos­ia o seu fruto e vós 
desapareceríeis rapidamente da boa terra que o Senhor vos destina.1

Desconfiem das águas minerais

A alteração dos nossos hábitos relativamente ao consumo de água nos
últimos vinte anos, derivada em parte da poluição das nossas camadas friáticas, 
fez com que o consumidor se tenha virado para as águas ditas
126
“minerais”. É importante realçar que se trata de águas medicinais que têm 
frequentemente virtudes específicas.

Estas águas são muitas vezes fortemente mineralizadas e desaconselhamos 
vivamente o seu consumo sistemático. É aliás provavelmente por este motivo que 
cada vez existem mais pessoas com problemas de cálculos.

Contudo, se desejarem beber uma água pouco mineralizada, existe um
método: consiste em adaptar um aparelho de osmose inversa na torneira de água. 
Este tipo de aparelho tem a particularidade de libertar a água dos seus 
minerais, do calcário, dos pesticidas, dos microrganismos, etc.

ALIMENTAÇÃO VEGETARIANA E DIETA

As refeições “fortificantes” não vos curarão

A digestão exige que o organismo mobilize as suas forças. Este trabalho, sendo 
fácil para um corpo em bom estado de saúde, torna­se difícil para pessoas 
doentes, cansadas, perturbadas ou simplesmente contrariadas. Contrariamente ao 
que se pensa habitualmente, não se ajudam os
doentes dando­lhes alimentos ditos “fortificantes”. Estes só fazem, na
melhor das hipóteses, atrasar a cura e, na pior, acentuar as afecções e
provocar recaídas.

Um organismo que precisa de se defender mobiliza as suas forças contra a doença, 
por conseguinte restam­lhe poucas ou nenhumas para dedicar à digestão. Um doente 
que pretenda encontrar o caminho da saúde deve saber que não é através de 
excessos alimentares que encontrará um
remédio para os seus males.

Para Bilz:

“Restringirmo­nos ou privarmo­nos de alimentos produz no nosso
corpo as mais sólidas curas. “
127
Alimentação alternativa de tendência vegetariana: redescubram o sentido de bem 
comer

Muitas doenças, como já vimos, têm por origem erros alimentares. Estes erros 
estão entranhados em nós e foram frequentemente transmitidos de geração em 
geração, a ponto de se tornarem imperceptíveis e de já não os considerarmos como 
tal.

Os legumes, os cereais, as leguminosas, as batatas, os frutos e as bagas devem 
ter uma parte importante na nossa alimentação. Se actualmente os
vegetais não chegam para alimentar completamente os homens, é provável que antes 
de existir a agricultura compusessem o essencial da alimentação dos primeiros 
homens.

O cansaço é o resultado de a nossa alimentação ser demasiado forte, mal 
mastigada, demasiado rica e abundante e não conter suficientes frutos frescos, 
que deveríamos consumir diariamente.

Recentemente a medicina começou a relacionar os alimentos industriais com as 
doenças e perturbações que estes podem favorecer (pão branco e prisão de ventre; 
gorduras animais e colesterol, doenças cardiovasculares; açúcares e obesidade, 
diabetes; aditivos químicos e cancros e alergias, etc.).

O JEJUM PARA DESINTOXICAR

Tal como dissemos anteriormente, para fazer um jejum prolongado é preferível 
consultar um médico especialista ou um terapeuta nutricionista e seguir o 
tratamento sob a sua vigilância.

Em contrapartida, o que toda a gente pode e deve é fazer jejuns de 24 a 36 
horas. Estão ao alcance de todos, são benéficos e não têm qualquer perigo. Além 
do mais, como o período de dieta é muito curto, a realimentação não levanta 
qualquer problema.

O hábito que é necessário vencer é a fome psicológica (que não tem nada a ver 
com a fome real), esse pequeno buraco no estômago que sentimos nas horas 
habituais das refeições. Tal sensação não dura muito, o que verificamos 
facilmente quando temos alguma obrigação ou trabalho que nos faz esquecer esse 
momento.
128
Para começar faça uma cura de frutos
As pessoas que nunca jejuaram devem, de preferência, começar por uma   cura de 
fruta.

* Na véspera à noite coma uma refeição leve.
* No dia seguinte de manhã coma fruta fresca, toranjas, laranjas ou
maçãs.
* Ao almoço varie a fruta se puder: peras, melão, fruta da época, etc.

Cerca das 16.00 pode voltar a comer uma ou duas peças de fruta. Esta dieta é 
acompanhada de água fresca, à discrição, ou de infusões. À noite coma muito 
pouco.

Este género de dieta pode praticar­se um dia por semana e, até, mais vezes, 
podendo ser eventualmente adaptada. É excelente e permite desintoxicar o 
organismo. É, em especial, recomendada após abusos alimentares (refeição 
copiosa, abuso de bebidas alcoólicas, etc.).

Em seguida, jejue durante 24 a 36 horas

Os benefícios do jejum são inúmeros e recomendáveis para todas as
afecções. As únicas contra­indicações, para certos especialistas, são a
diabetes e a tuberculose.

As pessoas obesas podem jejuar, tal como as pessoas magras; e os jovens, tal 
como as pessoas idosas.

Proceda da seguinte maneira:
* Na véspera à noite coma uma refeição ligeira. No dia seguinte beba
apenas água. Se por qualquer razão o jejum se tornar desagradável (o que 
significa que a desintoxicação se está a efectuar), interrompa­o com uma 
refeição de fruta fresca e recomece 2 ou 3 dias depois. Na maioria dos casos, 
para jejuns de 24 a 36 horas, pode continuar a ter as suas ocupações habituais.
* Para um jejum de 24 horas, alimente­se ligeiramente à noite, o que
na realidade consiste apenas em “saltar o pequeno­almoço e o almoço,,.
129
Pode terminar este jejum com uma infusão de tomilho, de alecrim ou de outra 
planta qualquer.

Depois de várias experiências o jejum torna­se tão simples, fácil e
benéfico que certamente conseguirá converter muitos adeptos.

* As pessoas com prisão de ventre crónica podem sentir, eventualmente, um certo 
mal­estar, mas sem qualquer gravidade: dores de cabeça, náuseas, etc. Para o 
evitar basta tomar na véspera uma compota de ameixas cozidas, à qual pode 
acrescentar 2 colheradas de farelo, e de manhã, fazer uma lavagem intestinal com 
água morna com um pouco de sal (ver também o tratamento natural contra a prisão 
de ventre).
* Para jejuar durante 36 horas, proceda da mesma maneira e só volte
a alimentar­se dois dias depois, à hora do almoço, mas faça apenas uma refeição 
ligeira (ou de fruta fresca).
* Além de 36 horas é preferível jejuar sob a vigilância de um terapeuta
competente.

CONSELHOS PARA VIVER MELHOR E MAIS TEMPO

DUAS REGRAS ESSENCIAIS PARA UMA BOA SAúDE

1.’ regra: Vigie a sua saúde

“Não se deve começar a pensar no corpo quando este está em
sofrimento, mas, pelo contrário, começar a preocupar­se quando ele está 
saudável. Com efeito, é sempre mais simples evitar uma
doença, por grave que seja, do que curar uma simples constipação.

Bilz

Encontra­se este princípio, tal como outros conselhos de temperança, em todos os 
grandes médicos da Antiguidade.
130
Quanto mais se vigia a saúde, tomando medidas de prevenção adequadas, menos se 
terá de intervir para combater a doença. Mas, mesmo que esta apareça, o doente 
terá a capacidade de a enfrentar sozinho.
2.’ regra: Procure um ambiente de qualidade e respire a plenos pulmões

Já vimos, no capítulo que lhe foi dedicado, qual é o papel de uma
alimentação saudável e restrita. Os problemas gerados pelo nosso mundo 
industrial aumentam constantemente e são responsáveis por novas
patologias. A qualidade do nosso ambiente, mesmo escapando ao nosso
poder de decisão, tem, por conseguinte, uma importância capital. Por este motivo 
deve­se absolutamente, tanto quanto possível, viver num ambiente saudável.

Cinco conselhos para viver de uma forma saudável

A respiração é a nossa necessidade primordial. A vida começa com a respiração e 
acaba com ela. A cada inspiração ingerimos ar, e a sua
composição intervém directamente na totalidade do nosso metabolismo e do 
funcionamento do nosso corpo. O ar é a nossa necessidade primordial e, 
juntamente com a água, é totalmente indispensável. Podemos jejuar, privarmo­nos 
de certos alimentos na nossa alimentação, mas é impossível vivermos mais do que 
alguns minutos sem respirar, É por isso que, se
seguir os conselhos que damos adiante, terá uma boa saúde.

­ Evite, se possível, viver nos grandes centros urbanos. As cidades médias ou as 
aldeias são sempre, no que diz respeito à qualidade do ar, preferíveis às 
megalópoles.

­ Viva num ambiente agradável.
­ Evite os materiais tóxicos. Inúmeros materiais intervêm no nosso ambiente 
próximo e podem ter repercussões sobre a nossa saúde. O escândalo recente do 
amianto é a prova disto. Existe actualmente a possibilidade de viver num 
ambiente aceitável. Encontram­se, hoje em dia, tintas e tratamentos não tóxicos 
à disposição do público, para a construção ou recuperação de casas. Para o chão 
é preferível utilizar a madeira, a tijoleira ou revestimentos naturais tais como 
as alcatifas de lã.
131
­Prefira as fibras naturais. As fibras naturais são, de longe, superiores aos 
tecidos artificiais que perturbam os campos magnéticos do corpo. Evite, se 
possível, roupas à base de tecidos sintéticos e prefira o algodão, a lã e a 
seda.

­ Evite usar constantemente sapatos isolantes (com solas de borracha, material 
sintético, etc.).

O ENDURECIMENTO:

SETE MANEIRAS DE VENCER A DOENÇA

Segundo o professor Bilz e para o padre Kneipp, é indispensável tornar o corpo 
mais resistente, de modo a que este esteja apto a fazer face às
variações climatéricas e seja capaz de enfrentar e de vencer a doença. Os seus 
conselhos continuam válidos:

­Faça fricções diariamente com loções frias ou frescas em todo o
corpo, durante um período prolongado. Se no início não suportar a
água fria, habitue­se progressivamente, começando com água morna.

­Não hesite em tomar banho na banheira: estes banhos tomam­se
a uma temperatura de 25 a 30’ centígrados e duram entre 5 e 10 minutos. São 
imediatamente seguidos de duches frios com uma
duração de 2 a 3 minutos, terminando com uma vigorosa fricção. ­Aproveite os 
banhos de Verão, de mar ou de rio.
­ Ande descalço: o andar deve ser confortável e pode durar de alguns
instantes a várias horas. Deve certificar­se de que os seus pés estão quentes. 
Ande no jardim ou na tijoleira. Uma das particularidades deste exercício é 
permitir ao corpo libertar­se da electricidade estática.
­ _na erva húmida: esta marcha é particularmente vivificante. É
recomendada depois da chuva e também quando aparece o orvalho matinal. A sua 
duração é variável, pode durar de alguns instantes a
30 minutos. ­...Sobre as pedras húmidas. ­... e na água, à beira do mar e dos 
rios. A água deve chegar até às  canelas (quanto mais fresca for, mais benéfica 
será). Na falta de mar ou de rio, pode fazê­lo em casa, dentro da banheira.
132
PROCURE NOS EXERCíCIOS FíSICOS A DESCONTRACÇÃO E A EXPRESSÃO CORPORAL

O exercício físico é indispensável ao bom funcionamento do nosso corpo. Este 
deve sempre adaptar­se à idade, ao físico e à personalidade de cada um.

Caminhe ao ritmo da sua respiração

Caminhar é o exercício físico por definição. Não tem contra­indicações e pode 
ser praticado por toda a gente. Não exige qualquer tipo de equipamento 
sofisticado nem qualquer infra­estrutura dispendiosa. Além disso, andar a pé ao 
ar livre favorece a oxigenação, a circulação sanguínea
e a descontracção.

Um exercício excelente que fornece bem­estar e descontracção é caminhar ao ritmo 
da respiração: o andar é lento, com o corpo relaxado, começando por uma 
expiração lenta e profunda, de modo a expulsar o ar
dos pulmões.

A inspiração efectua­se durante 3 ou 4 passos, conservando o ar nos
pulmões durante 2 ou 3, e a expiração efectua­se, igualmente, durante 3 ou 4 
passos. Este exercício deve adaptar­se ao ritmo da respiração e
efectuar­se sem brusquidão.

Cultive as benesses dos exercícios físicos

Podem praticar­se inúmeras actividades físicas: andar de bicicleta, natação, 
jogging, desportos de equipa, ete. Contrariamente, todos os desportos violentos 
que buscam hipotéticas performances, ou as competições desportivas, estão 
proscritos. Desenvolvem apenas a agressividade e predispõem à violência. Para 
nos apercebermos disto basta constatar os danos e a violência que geram certas 
reuniões desportivas. Estas competições só existem porque geram lucros. Quanto 
aos desportistas de alto nível”, estes sofrem, frequentemente, as sequelas de um 
treino que os empurra para além das suas capacidades físicas. Eles são, para os
promotores de espectáculos desportivos, meras ferramentas das quais
133
retiram o máximo de rentabilidade por todos os meios possíveis, incluindo o 
doping.

Em contrapartida, quando um desporto é praticado como forma de descontracção ou 
de expressão corporal, respeitando os recursos físicos próprios de cada 
indivíduo, ele é sempre benéfico.

O REPOUSO: INDISPENSÁVEL PARA O SEU BEM­ESTAR
Se, tal como vimos, o exercício físico bem coordenado é indispensável ao corpo, 
o repouso também é muito salutar.

O nosso corpo possui a faculdade de se auto­regenerar de forma natural. Possui 
também um elo específico que o mantém em estreita relação com o seu meio 
ambiente. Mas nós temos, por intermédio do nosso espírito, a possibilidade de 
influenciar as nossas reacções e as fases que as compõem.

O segredo de um bom repouso: durma... naturalmente

Existem diferentes tipos de sono que foram descritos por inúmeros 
investigadores. É simples consciencializarmo­nos deste facto, basta examinar os 
períodos e a intensidade do sono. A sua duração é variável em
função dos indivíduos e da idade. Por isso, durante a infância e a adolescência, 
as necessidades são maiores.

Constata­se que as perturbações do sono são cada vez mais frequentes. Contudo, o 
sono ocupa ou deveria ocupar um terço da nossa vida, do qual grande parte é 
feita de sonhos.

Para que o nosso organismo possa recuperar o melhor possível, é necessário que o 
sono seja natural. Quando se recorre, para dormir, a
soníferos, antidepressivos ou ansiolíticos, estes alteram as fases iniciais do 
sono. Estes medicamentos geram habituação e dependência. Ora o sono pode 
aprender­se e preparar­se. Para tal, antes de se deitar, faça exercícios de 
relaxamento, oiça música clássica e evite os espectáculos stressantes ou 
violentos na televisão, que favorecem as insónias.
134
Aprenda a descontrair­se e a relaxar
Muitas vezes, é preciso pouca coisa para nos conseguirmos descontrair. As 
técnicas são variáveis em função dos indivíduos. As decorrentes do hatha­yoga já 
demonstraram a sua eficácia: treino autogéneo, sofrologia de Edgar Cayce, auto­
hipnose, relaxamento Schultz, método Vittoz, stretching postural, Rebirth, etc. 
Todas elas visam o mesmo objectivo, que é o de nos predispor à descontracção.

Um método muito simples

Existe um método simples: deite­se de costas, em cima de um tapete no chão. 
Escolha um local silencioso e com pouca luz e vista­se confortavelmente. A 
posição deve ser agradável.

Descontrair­se: um método para se conhecer melhor

Com os olhos semicerrados comece por respirar calmamente, lentamente. Passe em 
seguida em revista todas as partes do seu corpo e todos os seus músculos. 
Visualizando interiormente as várias partes do seu
corpo, descontraia­as mentalmente. Para tal pode utilizar frases do tipo:

* “Estou calmo, calmo, calmo... descontraído, descontraído... o meu
corpo está pesado, pesado... já não o sinto. Está a afundar­se no chão. Uma doce 
sensação de calor invade­me...”
* Depois, comece pelo rosto: “0 meu rosto está descontraído, as minhas
faces estão descontraídas, os meus lábios estão descontraídos.” A língua é 
importante: no início, deve atentar em deixá­la repousar tranquilamente na sua 
cavidade bucal.
* Desta forma, cada vez que pensar num órgão ou num músculo, visualize­o 
descontraindo­o simultaneamente.

Trata­se aqui apenas de um resumo de uma técnica que deu provas da sua eficácia. 
O que podemos esperar e obter do relaxamento acompanhado de exercícios 
respiratórios é, em primeiro lugar, um melhor autoconhecimento. Estar mais 
calmo, na vida quotidiana. Aumentar a nossa
resistência física, a nossa memória, a nossa atenção, o controlo das nossas 
emoções e da dor.
135
Relaxamento e visualização criativa: positive­se e cure­se!
*/* A LER E A MARCAR
A importância do querer, a forma e a intensidade com as quais o

formulamos, eis o que, sem contestação possível, constitui um dos factores de 
qualquer tipo de êxito. Não existe qualquer objectivo alcançado sem que 
previamente tenhamos formulado o nosso desejo.

O derrotismo, a autodesvalorização, as imagens parasitas e negativas devem, numa 
primeira fase, ser identificados, examinados e controlados, para que possam, em 
seguida, ser transformados em imagens positivas. Um dos factores do mal­estar 
reside no sentimento de culpa e de falta de auto­estima que mantemos e que 
perturbam as nossas relações com os outros.

A descontracção criativa é um meio de evolução. Para tal, comece a

analisar as suas tensões e os seus pensamentos negativos. Anote­os e

classifique­os por ordem de prioridade. Examine­os sem tentar combatê­los 
frontalmente; contorne­os e quando tiverem perdido alguma intensidade, 
transforme­os em imagens positivas.

O nosso corpo tem a possibilidade de se curar a si mesmo da maioria das doenças. 
Os sintomas com que somos confrontados são sinais que o

corpo nos envia de modo a alterarmos o nosso comportamento.

Podemos assim encurtar o tempo de cicatrização das feridas, consolidar mais 
rapidamente fracturas, aumentar a eficácia de um tratamento médico e participar 
activamente na cura.

A ajuda mais preciosa que podemos dar ao nosso corpo, quando este está doente, é 
imaginá­lo a curar­se, pouco a pouco, pormenorizando todas as fases dessa cura, 
e visualizá­lo, em seguida, de boa saúde, fazendo aquilo que gostaríamos que 
ele fizesse.

Em casos de infecção, ajude a cura, visualize e ajude as suas células saudáveis 
a vencerem o mal. Elimine pouco a pouco o mal, erradique­o, volte 
incansavelmente a essa imagem. Arrefeça ou aqueça, conforme o

caso, a parte do seu corpo que de tal necessita. Ao fim de um certo tempo e com 
um pouco de prática, verificará que pode perfeitamente visualizar uma parte do 
seu corpo e que o seu espírito concebe a forma como este se pode curar.

Esta visualização criativa dá­lhe a possibilidade de canalizar a sua

energia mental de modo a permitir ao seu corpo pôr em acção todos os

mecanismos que activam a cura.

136
DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

A RESPIRAÇÃO E O RELAXAMENTO

O homem, tal como todos os animais, respira instintivamente. É um

acto indispensável que se faz e se pratica sem a intervenção do nosso

intelecto, da nossa vontade ou da nossa reflexão. Sem respiração a vida pára.

Aprenda a controlar a respiração por meio de exercícios

Os exercícios respiratórios começam no momento em que fixamos a

nossa atenção nesta função. O simples facto de pensarmos nela modifica o seu 
curso e o seu ritmo.

Aperfeiçoaram­se inúmeras técnicas. Na índia, os yogues utilizam várias dezenas: 
cada uma delas tem uma acção específica, por exemplo, para ajudar a suportar o 
frio, o calor, a fome, a controlar os pensamentos, etc. Descreveremos apenas 
algumas que estão ao alcance de todos e que são fáceis de entender e de 
executar. Não comportam qualquer perigo, e os

benefícios decorrentes são frequentemente imediatos.

Salvo em casos bem específicos, a inspiração e a expiração fazem­se sempre pelo 
nariz. Começa­se pela expiração, que se efectua expulsando o mais completamente 
possível o ar dos pulmões, sem brusquidão e sem

esforçar demasiado. A inspiração faz­se naturalmente, sem esforço, deixando o ar 
penetrar por si. A respiração é controlada, dirigida, mas de modo suave. Como 
dissemos antes, este exercício pode ser praticado em qualquer lado. Ajuda a

descontracção, combate a agressividade, expulsa o stress e predispõe ao 
autocontrolo.

Dois exercícios simples

­ Uma variante consiste em contar mentalmente o tempo de inspiração

e de expiração; por exemplo, 3 para a inspiração, 2 para a retenção,
3 para a expiração, 2 para o período em que os pulmões estão vazios.
­ Uma outra variante pode fazer­se ao caminhar. Neste caso, o ritmo
da marcha adapta­se à respiração; por exemplo, 2 passos para a

inspiração, 2 passos para a retenção, 3 passos para a expiração,
2 passos para o período em que os pulmões estão vazios.

137
DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

Como é evidente, estes exercícios devem fazer­se o mais naturalmente possível e 
devem ser sempre agradáveis. Devem ser interrompidos se

apresentarem algum desconforto.

O canto ou a emissão de sons para esvaziar os pulmões

Assemelha­se à oração, aos cantos litúrgicos, às melodias e canções de embalar 
que escutávamos quando éramos crianças e nos adormeciam. Um método simples 
consiste em emitir sons expirando profundamente e esvaziando totalmente os 
pulmões. Todas as letras do alfabeto servem, mas as vogais são particularmente 
indicadas.

Escolha a sua música: o seu corpo está à escuta

A Bíblia conta que o rei Saul, doente e deprimido na sua velhice, chamava David 
(que lhe sucedeu no trono de Israel) para que este lhe tocasse harpa. A história 
realça que o rei Saul melhorava. Todas as tradições falam da música e dos sons 
que eram utilizados na oração, na descontracção e para aliviar os doentes.

A tradição chinesa, durante a dinastia de Chu (1030 a 480 a. C.) já falava das 
influências musicais, e, em 1980, foi criado um grupo de estudo das medicinas 
tradicionais chinesas de Hunan (na China). Os seus autores, musicólogos e 
musicoterapeutas, elaboraram uma série de cinco peças harmónicas, denominadas 
Música I Ching, para a saúde. (Estas músicas estão disponíveis na Livraria 
Chinesa de Paris.)

Mas os Ocidentais não ficaram de mãos a abanar. Com efeito, existem muitos 
cientistas, médicos e terapeutas que trabalham sobre a influência sonora: o 
nosso corpo e as nossas células estão em constante vibração. Para Georges 
Lakhovski, tudo são vibrações, e a desordem orgânica e a

doença perturbam essas vibrações.

O nosso corpo, na sua totalidade, apreende, por conseguinte, as vibrações 
emitidas por esses sons. A música, quando é bem escolhida, permite­nos 
desligarmo­nos do ambiente. Existe todavia o risco de se tornar nociva, é 
preciso lembrá­lo, quando os sons são inadaptados, violentos, e de um ritmo que 
não corresponde às nossas realidades biológicas. É o

caso em particular das músicas que se ouvem nos concertos de hard rock, nas 
rave­parties ou por intermédio dos walkmans. Muitos jovens começam, de facto, a 
sofrer os efeitos devastadores destas músicas.

138
DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

A osteofonia: faça vibrar a sua voz

Este método utiliza a voz como ferramenta para reestruturar o corpo

e o espírito. Ajuda a “colocar” em fase o timbre da voz e a estrutura interna do 
ouvido e a alargar a tessitura para um espectro maior. É uma

boa preparação para os cantores e actores que desejam desenvolver a “sua aura” e 
expressar­se com maior facilidade.

A osteofonia permite reencontrar o eixo fundamental de evolução, sintonizando­
nos com as energias de base e evacuando as perturbações físicas e psíquicas. 
Ela entra no processo de limpeza dos stresses vibratórios.

Visualize cores

Podem utilizar­se as cores como suporte do relaxamento. A visualização efectua­
se por inspiração, fixando uma cor, visualizando~a de olhos fechados e 
efectuando em simultâneo exercícios respiratórios.

Cada estação permite igualmente contemplar as cores presentes na natureza e 
associar­lhes exercícios respiratórios e visualizações. Com um

pouco de prática é possível sentir as cores e associá­las a sentimentos, cheiros 
ou a certas imagens mentais.

O riso: uma terapia com mil virtudes benéficas

“Se pretender estudar um homem, não dê atenção ao modo como

se cala, fala, chora, ou até se comove com as ideias nobres. Observe sobretudo 
quando ele ri.” Dostoiévski

O riso é um meio de expressão variável até ao infinito. Não nos rimos todos da 
mesma maneira, nem pelas mesmas razões. As expressões sobre o riso são inúmeras: 
rimo­nos até dilatar o baço, até dar murros nas coxas, à s gargalhadas, 
divertimo­nos, torcemo­nos a rir...

Melhor do que tudo isto, rir é bom, é saudável, é convivial e, além do mais, 
trata e cura! O riso sob prescrição médica? Será preciso prescrever o riso? 
Existirá em breve um ensinamento do riso nas Faculdades de Medicina e, para 
cúmulo de tudo, exigiremos nós ser tratados pela “risoterapia”?

139
DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

O riso é uma terapia de direito próprio, a tal ponto que certas enfermeiras 
americanas nos hospitais colocam nas batas o slogan:

­­­Atenção: rir é perigoso... para a sua doença.”

Os seus benefícios fazem­se sentir tanto no plano físico como no plano psíquico. 
O riso faz trabalhar os músculos do rosto e atrasa o aparecimento das rugas. Os 
músculos das costas e do abdómen são estimulados. Favorece a eliminação de 
detritos, activa o fígado, o coração e o baço. Liberta endorfinas e, por 
conseguinte, tem uma acção sobre o stress, a angústia e a ansiedade. Todos os 
deprimidos deviam dar grandes gargalhadas. Os insatisfeitos, os nervosos e os 
bulímicos podem abusar do riso.
O riso (quem o diria?) é nutritivo: é portanto recomendado a todos os que 
pretendem perder peso.

O riso acalma os agressivos e os hipertensos e controla a dor! O riso é um 
verdadeiro medicamento, é o único que se aconselha a ultrapassar a dose 
prescrita. Então, não hesite. Ria!!!

OS TRATAMENTOS ESQUECIDOS

OS DUCHES TERAPÊUTICOS

Os duches e afusões prescritos pelo padre Kneipp e pelo Dr. Bilz têm uma 
vantagem nos nossos dias: podem, com efeito, ser facilmente praticados. Todas as 
casas de banho estão equipadas com um duche de “telefone”. Além disso existem 
actualmente no mercado aparelhos de duche de pressão variável, que permitem 
aumentar a intensidade do jacto e, por conseguinte, a sua eficácia. Contudo os 
princípios de base enunciados pelos seus fundadores e demonstrados pela prática 
e pela experiência de inúmeros praticantes permanecem os mesmos.

Todavia, acautele­se, já que as práticas hidroterapêuticas devem ser

sempre personalizadas e adaptadas a cada um. O que significa que se deve 
interromper o tratamento em caso de reacção violenta ou de cansaço, e

retomá­lo moderadamente no dia seguinte.

140
DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

Testados e adaptados pelo Dr. Bilz, os duches (afusões) de Kneipp fizeram a 
prova das suas virtudes. Este utilizava­os contra o esgotamento, o cansaço, o 
nervosismo, a prisão de ventre, as hemorróidas, a histeria, as psicoses, os 
tremores, a gota, a diabetes e a obesidade, bem como para as doenças cardíacas 
(afusão das pernas) e a fraqueza sexual (afusão das costas e o meio banho).

A técnica de base preconizada

Trata­se do duche ou do banho frio curto, de cerca de 1 a 2 minutos, sobre 
determinadas partes do corpo. A excitação assenta sobre as reacções cutâneas ao 
jacto de água fria.

Todavia, para indivíduos frágeis e sensíveis, deve­se graduar o efeito e 
proceder por etapas, para que se habituem progressivamente. Por exemplo: no 
primeiro dia, água morna, no segundo, um pouco mais fria, etc. As temperaturas 
das nossas águas correntes são geralmente aceitáveis para estas práticas.

Duche terapêutico do rosto

* Com o corpo ligeiramente inclinado para a frente, as partes tratadas

são a testa, os olhos, as faces e o queixo.
* Utiliza­se um jacto suave. Passa­se de um olho para o outro várias

vezes, e depois volta­se a passar na testa. O movimento é lento, circular.
* Dura de 1 a 2 minutos.

Duche terapêutico do peito

* Pratica­se sobre o peito, em movimentos circulares e, em seguida,

de baixo para cima, da direita para a esquerda e em ziguezague.
* A duração deste duche é de 1 minuto (máximo 2).

Duche terapêutico, da cabeça

* Utiliza­se particularmente para as doenças dos olhos e dos ouvidos.
* Com o corpo inclinado para a frente, vira­se o jacto para o topo da

cabeça e todo o coro cabeludo, em movimentos circulares e rotativos.
141
DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

Duche terapêutico dos braços

*Vivamente aconselhado em caso de constipações rebeldes e corrimento nasal. 
Estes duches acalmam também a dor e previnem contra os reumatismos e a gota.
*Começa­se pelas mãos, e sobe­se até às axilas, passando pelo interior e pelo 
exterior dos braços.
*Dura 1 minuto, em cada braço.

Duche terapêutico das coxas

*Começa­se pelo pé, subindo ao longo da perna. Em seguida começa­se pelo 
calcanhar e sobe­se até aos rins. Volta­se a descer, em movimento lento. Em caso 
de dificuldade, deve­se pedir ajuda.
*Quando o jacto se encontra na parte dianteira da perna, pode também

duchar o ventre e o baixo­ventre, o que tem uma influência notável nos 
intestinos, combate a prisão de ventre e age favoravelmente nas

dilatações do estômago e nos gases de origem nervosa.

Duche terapêutico dos joelhos

*Molham­se as pernas a partir do pé e até ao joelho. O Dr. Bilz

comenta que, quanto mais extenso for, mais eficaz será.
*Quando se chega ao joelho efectuam­se vários movimentos de rotação. O padre 
Kneipp dizia que era um meio excelente para facilitar o trabalho de parto e 
estancar as hemorragias. Repete­se a operação várias vezes em cada perna.
* A duração é de 1 a 2 minutos, em cada perna.

Duche terapêutico das costas

­ Parte da planta do pé e sobe até à base do crânio. O importante é

a regularidade do movimento. Sobe­se ao longo de uma perna até à nádega, 
continua­se subindo pela borda externa das costas até ao

ombro. O jacto é depois dirigido para a omoplata e volta­se a descer

142
DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

até à cintura. A projecção de água faz­se, em seguida, ao longo da coluna 
vertebral, de baixo para cima, depois de cima para baixo. Depois realiza­se a 
mesma operação no outro lado do corpo. Esta afusão fortalece o coração. A 
insistência nas partes lombares constitui um excelente meio de combater as 
hemorróidas. Deve ser evitada em caso de menstruação dolorosa ou demasiado 
abundante.

Duche terapêutico rectal

* Como todas as outras afusões, o duche rectal pratica­se quando o

corpo está quente e, de preferência, de manhã, ao sair da cama. É relaxante e é 
útil em inúmeras afecções: reumatismos, insónia, doenças nervosas, abdominais, 
insuficiência hepática, impotência, hemorróidas, etc.
* O ideal é praticá~lo sentado no bordo da banheira, ou sobre uma

prancha atravessada, com as nádegas de fora, de modo a que o ânus fique bem 
acessível ao jacto do duche. A água pode ser fria (de preferência), fresca ou 
morna.

Duche terapêutico fulgurante

­ Pratica­se em todo o corpo. Começa­se pela face interna, partindo

do pé, subindo ao longo da perna, parando ao nível do umbigo, depois prossegue­
se, da mesma maneira, sobre a outra perna. Sobe­se, em seguida, ao longo do 
peito. Desce­se pelo meio do corpo c

sobe­se até ao pescoço. Procede­se do mesmo modo para o outro lado do peito. Em 
seguida efectua­se uma afusão completa das costas e dos braços. * 6 a 8 minutos 
são necessários para efectuar correctamente esta operação. * O Dr. Bilz lembrava 
que esta afusão só se devia aplicar a pessoas robustas (e bem preparadas) e 
endurecidas por outras aplicações. Deve­se, portanto, actuar de forma gradual. 
Recomenda­se aos obesos. O padre Kneipp recomendava­a para os casos difíceis.

143
DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

NOTA: todos os duches terapêuticos podem ser seguidos de fricções, com a ajuda 
de um pano grosso em linho ou de uma luva de crina. Por outro lado, as 
deslocações do jacto devem sempre ser

executadas lentamente.

OS BANHOS MEDICINAIS

O banho dos pés derivativo

* Faz­se com água fria. Mas as pessoas sensíveis podem começar com

água morna (1 8'C). Durante todo o banho, devem esfregar­se os pés um contra o 
outro. Esfregam­se também as barrigas das pernas com a planta dos pés. A duração 
é de 3 a 5 minutos. Este banho deve ser seguido de uma vigorosa fricção, até os 
pés ficarem quentes.
* Uma segunda maneira de proceder consiste em meter os pés em água

morna durante alguns minutos e terminar mergulhando­os em água fria durante 
alguns instantes. Termina­se a operação com uma vigorosa fricção.

Os banhos de assento

São provavelmente os mais célebres e mais úteis em casos de digestão difícil, 
afrontamentos, doenças abdominais e hemorróidas. Os seus efeitos salutares 
surgem, muitas vezes, rapidamente. Existem diversas formas de proceder: as 
descritas pelo padre Kneipp e retomadas pelo Dr. Bilz, bem como o banho de 
assento com fricções recomendado por Louis Kuhne.

­ Utilize um alguidar grande de plástico, mais prático do que o bidé

tradicional porque permite um melhor contacto com a água. Para certos banhos as 
nádegas devem ficar dentro de água, e também as partes genitais e o baixo­
ventre.

144
DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

Os banhos de assento Kneipp

Fazem­se com decocções de cavalinha, de flores de feno” ou palha de aveia.

* Deite a planta escolhida na água a ferver (um pequeno punhado para

1 litro de água) e deixe­a ferver durante alguns instantes. Deite em seguida a 
decocção no alguidar e acrescente água quente suficiente. Este banho deve durar 
15 minutos.
* Todos os cinco minutos, alterne com um banho de assento frio que

deve durar de 30 segundos a 1 minuto.

Estes banhos são recomendados para as seguintes afecções:

­0 banho de aveia, para a gota. ­0 banho de cavalinha, para os reumatismos, 
nefrites, doenças dos

rins, da bexiga e cálculos. ­0 banho de feno, para as cólicas ou prisões de 
ventre difíceis.

O banho de assento quente

Utiliza­se para acalmar as dores, cãibras, espasmos da bexiga, dores 
intestinais, estomacais, etc.

* A temperatura da água deve ser quente (30’ ou mais). A duração do

banho é de 20 a 25 minutos. No fim do banho aplica­se uma loção fresca (ou um 
duche) nas partes tratadas. Termina­se com fricções manuais vigorosas,
* Aconselha­se, durante este banho, a beber um pouco de água em

pequenos goles.
* Mas atenção: este banho deverá ser interrompido em caso de

transpiração excessiva, palpitações, náuseas, etc.

O banho de assento frio

Este tem uma reputação de soberania em muitos casos. Para o Dr. Bilz, é um 
regulador da circulação sanguínea: deve por conseguinte aplicar­se em caso de 
corrimentos sanguíneos, clorose, problemas ligados ao baixo­ventre, em caso de 
digestão difícil e contra as sensibilidades excessivas às mudanças de 
temperatura.

145
DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

* Deve ser tomado, de preferência, de manhã. A única condição expressa é que o 
corpo esteja quente. É excelente contra a insónia e

as doenças nervosas.
* Dura de 1 a 5 minutos, mas pode ser prolongado para além deste

período.

O banho de assento com fricções (ou banho Kuhne)

Utiliza­se o banho de assento com fricções para excitar os órgãos digestivos, os 
intestinos, os rins e, sobretudo, para provocar a excreção de substâncias 
mórbidas (segundo o autor).

O nosso sistema nervoso deixa­se influenciar num único lugar do nosso corpo: as 
partes sexuais. Sempre segundo Kuhne, os banhos de assento praticados nestas 
partes fortificam os nervos condutores e transmissores da nossa força vital, já 
que é precisamente nestas partes que estes se encontram reunidos. Por 
conseguinte, têm uma acção sobre todo o nosso sistema nervoso.

Kuhne afirmava também que a entrada de materiais estranhos, acumulados no nosso 
organismo, conduz à doença: uma digestão mal feita, os

maus hábitos alimentares e os abusos permitem que as doenças penetrem nos nossos 
órgãos.

O atrito e a afluência de substâncias estranhas não evacuadas produzem no corpo 
alterações de temperatura. O corpo é refrescado durante o

banho, e a pele é aquecida. O doente não sente o frio mas, pelo contrário, um 
calor agradável. Quanto mais fria for a água, mais eficazes serão os

banhos. Quanto ao seu número e duração, são variáveis conforme o estado da 
pessoa. Mas, regra geral, devem durar entre 10 e 60 minutos.

O corpo não deve ficar em contacto directo corri a água. Se se utilizar um bidé, 
basta colocar uma prancha atravessada e sentar­se em cima da mesma. No caso de 
se utilizar um alguidar, deve colocar~se um pequeno banco, para que a água 
alcance a altura do banco, sem molhar a sua parte superior e sentar­se sem que 
as nádegas fiquem em contacto com a água.
O recipiente deve estar cheio de água fria. Pega­se num pano grosso e lavam­se 
suavemente as partes sexuais. Não se deve esfregar, e de cada vez voltar­se a 
mergulhar o pano na água. As mulheres só

146
DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

devem lavar as partes exteriores dos lábios vaginais (como é óbvio, este banho 
não deve ser praticado durante o período menstrual).
­ Os homens devem lavar a ponta do prepúcio, mantendo­o entre o

polegar e o indicador, sempre com a ajuda de um pano grosso.

OS BANHOS DE VAPOR PARA TRANSPIRAR

Actualmente é possível encontrar no comércio saunas aquecidas electricamente. 
Estes aparelhos, concebidos para uma ou mais pessoas, podem ser facilmente 
instalados em casa. Os seus preços variam em função dos aparelhos. Na maioria 
dos salões de desporto existem saunas, e alguns possuem mesmo hammams (vapor e 
calor húmido).

A sauna é agradável, dilata os poros da pele e acelera o ritmo sanguíneo. 
Infelizmente, poucas casas estão equipadas com saunas.

Comentários importantes sobre os banhos de vapor

São desaconselhados, salvo indicação médica favorável:
­ em caso de temperatura alta;
­ doenças cardíacas;
­ insuficiência respiratória ou doenças dos pulmões.

A sua duração oscila entre 15 e 60 minutos. Deve ser praticado enquanto for 
agradável; caso contrário, pára­se e recomeça­se no dia seguinte, eventualmente.

Para acelerar a transpiração

Existem contudo vários meios de transpirar de uma forma pouco dispendiosa, caso 
não se possua uma sauna e não exista nenhuma próximo de nós.

Basta tomar um duche quente ou um banho quente de curta duração (5 minutos 
bastam), não secar o corpo, tomar antes e durante o

banho infusões quentes de rainha­dos­prados, tomilho ou sabugueiro, beber água 
durante o banho e envolver­se, em seguida, num

roupão húmido e deitar­se coberto.

147
DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

A CAMISA DE 4 (FLORES DE FENO” (SEGUNDO O PADRE KNEIPP)

Esta camisa deve ser feita em pano grosso e deve ser ampla e comprida. Como 
alternativa pode utilizar um roupão velho.

Mergulhe esta camisa numa decocção quente de flores de feno. Esprema­a e vista­a 
contra a pele. Proteja a sua cama com um

pedaço de nylon e coloque dois cobertores para se tapar. Conserve a camisa 
durante 1 a 2 horas.

N. B.: A camisa deve ser agradável de vestir, caso contrário é melhor despi­Ia.

Para as pessoas em bom estado de saúde, o Dr. Bilz recomenda aplicar todos os 15 
dias um camisa fria de curta duração (4 a 5 minutos), procedendo da mesma 
maneira que para a camisa de flores de feno”. Apenas mudam a duração e a 
temperatura do líquido.

Esta camisa fortalece o baixo­ventre, o fígado e os rins.

O CINTURÃO DE NEPTUNO (COMPRESSA ABDOMINAL)

Comentários do Dr. Bilz: “Se existissem remédios universais, a compressa 
corporal mereceria este nome. A compressa nocturna é extraordinariamente útil 
nas mais variadas doenças e perturbações da saúde. Para a tosse, constipação, 
afrontamentos, dores de cabeça, dores de dentes, inapetência, vertigens, 
inflamação dos olhos, difteria, pneumonia... numa palavra, todas as doenças 
agudas.

Deve­se usar a compressa durante todo o período da doença, de alguns minutos a 
várias horas, com pequenas interrupções.

Quase tudo cede à compressa corporal: hemorróidas, flatulência, doenças 
estomacais, gases...

148
DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

A acção das compressas corporais é maravilhosa nas doenças da mulher. Inúmeras 
doenças deste tipo foram curadas com compressas no corpo e banhos de assento. 
Para a insónia das crianças a compressa corporal é um remédio soberano.”

Material

­ Um cinto de flanela suficientemente comprido e largo para dar duas

voltas à cintura.
­ Dois panos de algodão cru.

Proceda da seguinte maneira:

Coloque na cama um plástico e um ou dois cobertores. Pegue num

ou dois panos que mergulhará numa água a cerca de 20’. Esprema­os. Coloque­os, 
em seguida, sobre o seu corpo, ao nível do ventre e do baixo­ventre, incluindo 
as costas. Pegue em seguida no cinto de flanela e enrole­o em volta da cintura, 
de modo a segurar os panos. É preferível que os panos molhados ultrapassem 
ligeiramente, de 1 ou 2 cm, o cinto de flanela. Fixe o cinto com agrafos ou 
alfinetes­de­ama, e cubra­se.

Comentários importantes

­ É preferível aplicar a compressa à noite, ao deitar. ­Nunca a aplique no corpo 
se este estiver frio. Neste caso, aqueça­o

previamente por meio de fricções, banhos quentes ou de vapor. ­Nas pessoas 
robustas, habituadas às compressas corporais, pode utilizar­se água mais fria 
(15’) ou mesmo fria. O aquecimento dá­se neste caso mais depressa. Johanna 
Brandt preconiza a utilização de cubos de gelo colocados dentro dos panos; este 
modo de proceder deve ser efectuado com precaução.
­ Deve­se estar atento a que a compressa aqueça o corpo e que

a sensação de frio desapareça rapidamente (em geral, ao fim de 1 a
2 minutos). ­Se pretender agir mais especificamente no estÔmago, coloque um

pano húmido dobrado em quatro sobre este órgão.

149
DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

­Se retirar a compressa sem a renovar, faça uma fricção geral do

corpo com água morna (a uma temperatura de cerca de 20’).
­ Durante o dia, as compressas devem ser mudadas de 2 em 2 ou de

3 em 3 horas. ­A acção da compressa é amplificada com uma alimentação ligeira,

pobre e não excitante (veja o capítulo dedicado a este assunto). ­As lavagens 
com água morna podem também favorecer a acção da

compressa.
­ A compressa aplica­se o tempo que for necessário. Retire­a de tempos a tempos, 
para a renovar (de 2 em 2 ou de 3 em 3 horas).

Como se verifica, o Dr. Bilz considerava esta compressa corporal uma ferramenta 
necessária aos seus tratamentos. É espantoso que ela tenha sido completamente 
esquecida pelos adeptos da actual medicina naturopática.

As suas explicações a propósito da eficácia desta compressa eram as seguintes: “ 
Ela age ao nível dos milhões de vasos capilares que percorrem a pele. Quando o 
vaso se contrai com o frio, contém pouco sangue. A pele tem então um aspecto 
pálido, o seu toque é fresco: onde falta o sangue falta o calor. Se pelo 
contrário os vasos se dilatam, o que acontece com o calor, ficam cheios de 
sangue. Quanto mais o sangue correr vivamente na pele e para ela, menos ele 
provocará no interior acúmulos e, a partir daí, inflamações. Além disso, 
arrastará consigo as impurezas para a pele sob a forma de suor.

A compressa húmida está mais fria do que a pele. No momento da sua aplicação, o 
sangue recua, por assim dizer, amedrontado, e os vasos capilares contraem­se. 
Todavia, imediatamente a seguir, o corpo envia mais sangue, porque está 
organizado para tal, aos locais cobertos pelo pano frio e húmido, de modo a 
aquecê­los vivamente. Ao mesmo tempo que a pele, os panos húmidos também 
aquecem. O calor é retido pela compressa. Daí resulta uma chegada contínua e 
vigorosa de sangue para os vasos capilares dilatados pelo calor, bem como, 
simultaneamente, um calor elevado nos locais por ela cobertos. Os órgãos 
internos nobres são libertos do excesso

de sangue que os perturbava e podem assim curar­se.”

150
DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

OS BANHOS DE AR LIVRE E DE SOL: UM TRATAMENTO NATURAL QUE DEVE SER PRATICADO COM 
MODERAÇÃO

Uma moda ridícula e nefasta exige que actualmente, para se ser bonito ou bonita 
e parecer saudável, o homem ou a mulher estejam bronzeados, tenham uma cor 
acobreada, de modo a responder aos critérios da nossa actual concepção de 
estética. Esta moda recente tem apenas cinquenta anos.

Abusar do sol e querer a qualquer preço, após um curto espaço de tempo, ter uma 
pele trigueira pode implicar vários perigos, entre eles os

temíveis “escaldões”, que ocasionam frequentemente graves queimaduras. 
Predispõem às rugas e ao envelhecimento da pele e são, além disso, responsáveis 
por inúmeras doenças cutâneas. Além disso favorecem a

evolução dos cancros.

Todavia o ar e o sol, tomados de modo sensato, são ainda um meio que faz parte 
dos tratamentos naturais possíveis.

Théodore Hahn, no século passado, para grande sorte dos seus doentes, fazia­os 
tomar banhos de ar e de sol, duas vezes por dia, durante o Verão no vale da 
Goldach. Estes banhos eram acompanhados de loções quentes. Apresentamos abaixo 
os conselhos que ele dava e que nos parecem ser ainda actuais:

“0 sol é medicinal e, como tal, deve ser utilizado com uma certa

cautela e sobretudo sem abusos.”

O Dr. Bilz procedia da seguinte maneira: “0 doente deve estar deitado 
naturalmente, nos dias quentes de Verão, num local iluminado pelo sol, pouco 
exposto ao vento, sobre um saco de palha ou um colchão, envolto num pano leve e 
com a cabeça protegida por um guarda­sol. Ao fim de uns instantes deve voltar­
se.

Quando o doente está transpirado, deve tomar duches frescos ou frios. Se o pano 
leve for insuficiente para causar transpiração, deve ser envolvido num cobertor 
de lã. Como estes banhos de sol servem sobretudo para o tratamento de doenças 
crónicas, devem ser utilizados com precaução e ser apropriados à doença e à 
pessoa. Devem ser prescritos por um médico naturista.”
151
DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

A FOTOTERAPIA: UMA CIÊNCIA EM MARCHA

A luz medicinal

O jornal científico Nature, no final do século xix, publicou um artigo sobre os 
trabalhos do Dr. NieIs Finsen, que valorizava a fototerapia no

tratamento da varicela.

NieIs Finsen isolou os seus pacientes num quarto onde a luz era velada por 
vidros e tecidos vermelhos. Observou que sob esta influência as

pústulas supuravam menos e que, quando a doença acabava, as cicatrizes eram 
inexistentes ou pouco pronunciadas. A observação era importante devido aos 
estigmas que esta doença frequentemente deixa. Em vários países, em França e no 
Japão, existe um método que consiste em colocar no escuro os doentes com 
varicela ou com outras doenças com sintomas cutâneos.

Finsen pensava que a eliminação de certos raios luminosos devia assegurar uma 
atenuação da inflamação. Depois das suas experiências com a

varicela, procurou aplicar o seu método a outras doenças. Os microbiólogos já 
conheciam, nessa época, a acção antibacteriana da luz sobre certas espécies de 
bactérias.

Finsen tratou as dermatoses de origem bacteriana (como o lúpus) com

a luz (solar ou eléctrica). Para a concentrar e simultaneamente diminuir a sua 
acção térmica, construiu um sistema óptico complexo. Graças a este

aparelho, os raios solares eram projectados sobre a parte doente do corpo. A 
superfície exposta era reduzida e limitada no tempo.

Numa primeira fase, Finsen utilizou unicamente a luz, depois besuntou a pele com 
loções para que esta ficasse mais flexível e a penetração dos raios se 
efectuasse em melhores condições. Os resultados obtidos foram significativos na 
maioria dos casos, tal como o testemunharam os jornais da época. Conseguiu curar 
“deformidades, mutilações graves, ulcerações extensas. Mas a fototerapia tem um 
campo bem mais vasto: a luz é o elemento regenerador e vivificante por 
excelência. Tudo na natureza sofre a sua influência benéfica”. Nessa época 
utilizaram­se também os banhos solares para ti­atar os reumatismos, a obesidade 
e a ma­nutrição.

152
DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

A luz permanece um grande mistério

O papel da luz em diversos processos é mal conhecido. É certo que é um dos 
factores mais importantes da saúde. O médico alemão F. A. Popp dirigiu um grupo 
de investigadores que trabalhou sobre os problemas da estrutura física das 
substâncias cancerígenas. O 3,4­benzopireno é uma substância conhecida pela sua 
forte acção cancerígena. K. Bauer, pioneiro das investigações alemãs sobre estas 
patologias, descreveu esta substância como sendo a mais fatal de todas as 
substâncias produzidas pelas sociedades industrializadas.

Mas existe um facto muito surpreendente: o 1,2­benzopireno é uma

substância muito próxima do 3,4­benzopirénio (a diferença entre as duas 
substâncias reside apenas na diferença de posição dos dois anéis aromáticos) que 
parece ser neutra, inofensiva e não cancerígena. Este facto é tanto mais 
surpreendente que entre as substâncias cancerígenas encontram­se substâncias 
muito variadas do ponto de vista químico e que não têm, do ponto de vista 
físico, nenhum denominador comum.

Elucidar este mistério significaria compreender os mecanismos de desencadeamento 
do cancro

Por que razão duas substâncias tão próximas uma da outra podem agir de uma forma 
tão diferente sobre o organismo? É evidente que se conseguíssemos determinar a 
razão de uma delas ser cancerígena conseguiríamos compreender, pelo menos em 
parte, os mecanismos de desencadeamento do cancro.

O grupo dirigido por A. Popp descobriu que estas duas substâncias se

distinguiam pelo espectro de luz que absorviam. O 3,4­benzopireno, substância 
cancerígena, absorve a luz ultravioleta numa faixa de cerca de
800 mm. É exactamente este tipo de luz que é necessária à fotoactivação de uma 
célula, ou seja, para activar os mecanismos de auto­reparação do seu material 
genético. Será possível que as substâncias cancerígenas sejam as que privam a 
célula dos mecanismos necessários à sua auto­reparação?

153
DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS UTILIZADOS

Desde a descoberta dos médicos alemães que o mundo da ciência se começou a 
interrogar seriamente sobre o papel da luz. Mesmo que este esteja longe de ter 
sido claramente demonstrado, é certo que estes dados devem ser levados em conta 
no que respeita à investigação das possibilidades da fototerapia, já que as 
células do nosso corpo necessitam de luz para se poderem proteger contra a 
destruição do seu património genético. Mas, por outro lado, está bem demonstrado 
o papel preponderante dos raios ultravioletas no processo de cancerização: 
devemos, por conseguinte, ser prudentes na sua utilização e proibir os 
bronzeamentos artificiais!

154
OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE

ESQUECIDOS

AS SANGUESSUGAS VÃO VOLTAR

AOS NOSSOS HOSPITAIS?

Existem muitos estudos que permanecem desconhecidos, apesar do seu

grande interesse para a história da medicina e para a terapia. É infelizmente o 
caso da maioria das teses. O excelente estudo da Sr.’ Elisabeth Kind sobre A 
Escola Fisiológica de Broussais e a Utilização das Sanguessugas no Século xix 
está entre os trabalhos que mereciam uma publicação de grande tiragem. A autora 
descreve neste livro a utilização das sanguessugas ao longo da história.

O tratamento pelas sanguessugas na história

As sanguessugas fazem parte dos tratamentos médicos desde os tempos mais remotos 
(vêm mencionados na Bíblia sob o nome de “aluca”). A sua utilização foi 
redescoberta pelos Gregos, pelos Hindus, pelos Árabes e pelos Chineses. No 
século xvi, este animal foi estudado pelo grande naturista Conrad Gesner.

A utilização das sanguessugas era muito vulgar na época das sangrias 
terapêuticas. Voltaram a ter o seu lugar na medicina graças à escola e à 
doutrina de Broussais. Foi a vitória da teoria de Pasteur que diminuiu a 
presença deste anelídeo nos hospitais. Contudo as investigações demonstraram a 
sua grande utilidade. Em 1884, Haycraft descobriu a hirudina e o seu poder 
anticoagulante. Sete anos depois, Heidenhain observou a

155
OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

acção do extracto de sanguessuga. Em 1895, Ledoux confirmou o seu

poder anti~infeccioso ao constatar a imputrescibi 1 idade do sangue das 
sanguessugas.

As sanguessugas segregam uma proteína com poderes medicinais

Sali demonstrou que a injecção intravenosa de hirudina combatia a

formação de coágulos durante a penetração de um corpo estranho por via 
intravascular. Demonstrou, assim, que não era à sangria local provocada pela 
sucção da sanguessuga que se deviam atribuir os efeitos terapêuticos, mas sim à 
penetração no organismo da proteína que ela segrega: a hirudina.

Muitos autores confirmaram a sua eficácia nos tratamentos médicos e cirúrgicos. 
Assini, em 1946, Durant utilizou a hirudina no tratamento de crises de asma. 
Bach descobriu as suas propriedades diuréticas e utilizou­as para a eclampsia. 
Mohard concluiu que:

“as indicações da sanguessuga relacionam­se em primeiro lugar

com as doenças do sistema venoso, em particular com as tromboses e as embolias, 
as flebites, as hemorróidas, as inflamações fleumonosas e os abcessos das 
amígdalas, bem como as inúmeras afecções oculares. Certas perturbações mentais 
são melhoradas, bem como as ocasionadas pela menopausa.”

Diversos países utilizaram várias espécies: a Hirudo officinalis (espécie 
protegida) e a Hírudo trochina, na Europa; a Hírudo mysomelus no Senegal; a 
Hirudo granulosa, na índia, e a Hírudo sinica, na China.

Actualmente as sanguessugas continuam a ser utilizadas em certos campos da 
medicina

A utilização da sanguessuga pertence a uma arte terapêutica específica.
O médico é, de facto, obrigado a escolher a frequência das aplicações, e

também o local e o número de hirudíneas aplicadas. A hirudinoterapia

156
OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

comporta certas complicações, tais como, eventualmente, hemorragias ou

a transmissão de doenças contagiosas.

Actualmente, a indústria farmacêutica utiliza estes anelídeos para produzir a 
hirudina. As sanguessugas são ainda utilizadas actualmente num

dos hospitais mais modernos de Nova Iorque, no serviço de microcirurgia pós­
operatória. Outros hospitais (por exemplo, o Hospital Pellegrin de Bordéus) 
utilizam­nas em cirurgia cardiovascular e plástica. São também utilizadas nos 
reimplantes de dedos seccionados, quando o cirurgião não descobre veias 
pequenas.

No passado as sanguessugas fascinavam, actualmente continuam a espantar­nos

As sanguessugas fascinam o homem desde há séculos. Heródoto descreve a 
tarambola’ do Egipto que procura a sanguessuga de origem egípcia Ozobranchus 
quatrefagesi na goela dos crocodilos. Os viajantes contam que na Ásia vivem 
grandes sanguessugas “vampiras” que atacam os

homens. Estas sanguessugas exóticas de grande dimensão, da família dos 
Haemapsidae, nidificam nas árvores ou nas ervas altas. Quando o homem passa na 
sua proximidade, atiram­se a ele às dezenas ou mais e fazem­lhe múltiplas 
sangrias, a tal ponto que o sangue continua a escorrer muito depois de se terem 
desligado da sua vítima.

Os inúmeros caracteres biológicos dos hirudíneos permanecem desconhecidos. Os 
biólogos espantam­se com a sua extraordinária resistência ao jejum. Com efeito, 
as sanguessugas medicinais suportam privações de alimento durante 6 meses. Foram 
mesmo observados jejuns de 300 dias nas Hemiclepsis marginata.

A sua capacidade de conservar o sangue é também espantosa. Durante semanas o 
sangue ingerido pelo animal não apresenta qualquer alteração: é possível desta 
forma observar corpos imunizantes e bactérias patogéneas assimilados pela 
sanguessuga juntamente com o sangue. São necessárias várias semanas e, por 
vezes, meses até começar a bemólise.

‘ Tarambola: ave pernalta que vive à beira de água.

157
OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

As cinco principais indicações das sanguessugas

No passado, as sanguessugas eram utilizadas em 3 ópticas diferentes (segundo o 
Tratado de Zoologia de Grasset):
­ Para efectuar sangrias importantes (a colocação simultânea de uma

vintena de sanguessugas pode, em poucas horas, retirar meio litro de sangue).
­ Para uma sangria local numa região inflamada, de modo a acalmar

os fenómenos dolorosos e congestivos.
­ Para uma sangria em locais suspeitos da formação de um coágulo (flebites).

Eram particularmente aconselhadas nas partes do corpo onde não era

possível colocar ventosas. ­Graças à acção da hirudina, a sangria tem também uma 
acção anti­infecciosa. Todavia o papel das bactérias simbióticas dos hirudíneos 
é ainda mal conhecido. Contudo a bactéria intestinal Pseudomonas hirudinis tem 
uma acção antibiótica particularmente eficaz contra o

estafilococo dourado.
­ Por outro lado, existem inúmeros autores que afirmam a acção

antialérgica (anti­histamínica) das hirudíneas.

AS VENTOSAS NA TERAPIA MODERNA

As ventosas foram abandonadas pela medicina moderna e substituídas por outros 
métodos terapêuticos, em particular pelos antibióticos e pelos medicamentos 
antálgicos. Podemo­nos interrogar se o abandono deste método não terá sido 
prematuro. Na verdade, quais são as razões (científicas ou técnicas) que 
motivaram o seu desaparecimento? Teria a medicina vivido um mito durante vários 
séculos?

A crise que defrontam os métodos que as substituíram justificaria o

retorno a esta terapia. Desta forma, nos Estados Unidos e na Europa central 
assiste­se ao seu regresso. Seria, por conseguinte, desejável lançar o debate 
sobre a utilidade das ventosas.

158
OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

Um inquérito médico prova a incontestável eficácia das ventosas

Este debate é tanto mais necessário que se prevê que as ventosas serão 
provavelmente reutilizadas nos próximos anos.

No catálogo da Biblioteca Interuniversitária de Medicina encontrámos apenas um 
único trabalho recente sobre esta matéria, datado de 1973. Contudo a excelente 
tese de doutoramento em Medicina de Alain Sonneville e algumas investigações 
históricas permitiram­nos encontrar respostas para várias perguntas sobre as 
ventosas.

A. Sonneville fez um inquérito a 100 pacientes hospitalizados em

diversos serviços, submetidos a uma terapêutica revulsiva por ventosa seca. 
Informou­se sobre os tipos de afecções para as quais estavam a ser aplicadas e 
os alívios resulantes em casos de dispneia, dores ou febres, bem como a 
influência dos modos terapêuticos que fizeram com que elas tivessem deixado de 
ser aplicadas.

O efeito positivo sobre as dificuldades respiratórias é incontestável

* 92% dos doentes sentiram, com efeito, um alívio imediato nas horas

que se seguiram à aplicação de ventosas secas; * 32% observaram também uma 
diminuição da dor; * 26% observaram um abaixamento da temperatura.

Entre as afecções tratadas com êxito, o inquérito de Sonneville enumera 55% de 
bronquites, 7% de lumbagos, 25% de afecções gripais, 10% de asma, 8% de 
congestões pulmonares e 7% de pleurisias.

Por outro lado, o mesmo inquérito interrogou 100 médicos de clínica geral 
franceses que tinham utilizado ventosas. As perguntas diziam respeito aos 
efeitos no plano funcional, sobre o aparelho broncopulmonar e circulatório 
(mecanismo meramente físico e mecanismo imunológico), sobre o aparelho 
neurológico e também as eventuais contradições e a

necessidade de um estudo patogénico completo, fisiológico e anatómico, sobre as 
ventosas.

Os médicos e os doentes ficam, na sua maioria, satisfeitos
82% dos médicos estão persuadidos dos seus efeitos objectivos, enquanto 78% que 
utilizaram as ventosas com êxito acreditam nos seus

159
OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

efeitos subjectivos. Apenas 11 % pensam que os efeitos objectivos das ventosas 
são nulos. 14% dos médicos ignoram o seu mecanismo de acção     ‘
63% adiantam diversas hipóteses, entre as quais algumas não foram verificadas ou 
permanecem meras suposições. 70% consideram este método inofensivo, mas 26% 
evocam as suas diversas contra­indicações, em particular nos casos de hemoptise 
e de tuberculose. 6% observaram efeitos nocivos em afecções cardíacas e em 
perturbações da crase sanguínea.

O inquérito revelou que os doentes tratados por ventosas se mostravam 
satisfeitos com os resultados dos tratamentos. Os médicos que as tinham 
preconizado também tinham ficado satisfeitos com os resultados obtidos.

Por conseguinte, devemos deplorar que este método terapêutico tenha sido 
abandonado, sem que os mecanismos da sua acção no corpo tivessem sido 
analisados.

Uma terapia já apreciada na Antiguidade

As ventosas já eram utilizadas na Antiguidade. A história da revulsão torácica 
por meio de ventosas está ligada à da sangria e das sanguessugas. Os médicos da 
escola de Alexandria criticavam a utilização demasiado frequente da sangria e 
preconizavam a emissão localizada de sangue por meio de ventosas. Há   2000 
anos, Asclépio da Bitínia aplicou ventosas secas e escarificadas.

Segundo Próspero   Alpinus, eram utilizadas pelos Egípcios para a

extirpação de sangue  viciado. Os médicos árabes reservavam­nas para tratar 
crianças com menos de 14 anos.

Dioscórides preconizava a sua aplicação na região epigástrica em afecções 
hepatobiliares.

Qual é a verdadeira acção das ventosas?

Ao longo dos séculos diversas teorias propuseram uma explicação para o mecanismo 
das ventosas. A teoria depurativa ou desintoxicante foi provavelmente a primeira 
hipótese emitida ao longo da história. A experiência mais importante, inspirada 
nessa teoria, foi realizada por Bier. Foram efectuadas sucções por ventosas em 
dois grupos de cães nos quais tinha sido injectado veneno de cobra. Todos os 
animais submetidos à
160
OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS
1

sucção sobreviveram e desenvolveram uma patologia mínima, enquanto os animais 
picados e abandonados à s suas próprias defesas apresentaram perturbações 
convulsivas gravíssimas.

Várias respostas não convincentes

*A teoria derivativa ou descongestionante passiva baseia­se no

fenómeno de um afluxo de massa sanguínea no território subcutâneo, libertando os 
órgãos profundos de uma estase nociva.
*A teoria reflexa recorre a uma observação da diferença de reacção

dos vasos sanguíneos sob a influência de uma excitação sensitiva. Segundo esta 
teoria as ventosas beneficiam o tecido pulmonar por meio de um impulso arterial 
acrescido e de uma estimulação periférica.
*A teoria imunológica considera que a acção das ventosas implica a

produção de anticorpos contra as proteínas eventualmente desnaturadas pelo 
extravasamento, ou contra as substâncias produzidas por catabolismo celular. 
Outros partidários desta teoria evocaram o

fenómeno do choque coloidal ou peptónico.
*A teoria sedativa considera em primeiro lugar a acção antálgica das

ventosas. Ela recorre aos diversos fenómenos físicos, eléctricos e

radioterapêuticos que podem inibir os reflexos. Deve acrescentar­se que os 
efeitos sedativos das ventosas foram observados desde a

Antiguidade, muito antes da utilização farmacológica de substâncias calmantes. A 
sua acção antálgica não se limita às pontadas pneumónicas. Foi assinalada em 
inúmeros campos. É por esta razão que os cinesioterapeutas as utilizaram para 
aliviar algias, lumbagos ou torcicolos.

Verificamos que foram propostas várias teorias para a acção das ventosas, todas 
elas mais ou menos criticáveis ou aceitáveis. Mas nenhuma delas foi capaz de dar 
uma explicação satisfatória.

Três certezas científicas sobre a acção das ventosas
Alain Sonneville, pela sua parte, não limitou as investigações a estudos 
estatísticos e bibliográficos. Para entender o modo como agem as ventosas fez 
uma série de experiências em animais e uma série de observações

161
OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

clínicas no homem. Estudou os factores hematológicos e biológicos. Examinou os 
parâmetros de tensão, as medições da numeração globular vermelha e branca, os 
valores espirométricos, tais como a ventilação máxima/minuto, o volume corrente, 
o volume expiratório máximo/segundo, os

gases do sangue, as impressões deixadas pelas ventosas e os factores de 
coagulação por meio de trombociastogramas.

Depois de efectuar estes estudos, propôs três processos diferentes de acção das 
ventosas:

­ um sistema reflexo imediato: melhoria funcional em caso de afecção

infecciosa ou inflamatória, queda tensional moderada, leucopenia inicial, 
activação do sistema simpático;
­ um sistema humoral secundário: melhoria a longo prazo dos estados

infecciosos e dispneicos, leucocitose tardia, libertação de substâncias humorais 
e de histamina;
­ e fenómenos acessórios.

Uma alternativa aos antibióticos e aos antálgicos?

Passaram­se vinte anos desde os estudos de Alain Sonneville. Actualmente estamos 
em plena crise dos antibióticos e dos calmantes. Por outro lado, o nosso 
conhecimento dos mecanismos imunológicos progrediu muito. Dispomos de técnicas e 
de investigações que há alguns anos eram inacessíveis. Talvez seja então o 
momento de retomarmos os estudos sobre as ventosas?

Existem muitas terapias que tenham uma tal unanimidade, com 92% dos pacientes 
satisfeitos com a sua acção?

Tentativa de explicação da terapia das ventosas mediante as teorias da medicina 
chinesa

O dorso é percorrido por quatro meridianos. Também possui outros, conhecidos e 
utilizados em acupunctura e moxibustão (pontos de acupunctura aquecidos com a 
ajuda de cigarros de artemísia ou de cones de

162
OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

artemísia colocados sobre a pele). São estes os meridianos da “bexiga”, do 
‘triplo aquecedor” e do “intestino delgado”. Todos estes meridianos são Yang, 
por oposição aos meridianos que lhes estão acoplados e que são chamados Yin 
(ex.: bexiga [Yang] acoplado ao dos rins [Yin] ... ).

O meridiano da bexiga parte do ângulo interno do olho, sobe até à testa, passa 
por trás da cabeça e percorre as costas em duas linhas distintas, paralelas à 
coluna vertebral. Em seguida desce, ao longo da face interna da coxa terminando 
no dedo mindinho do pé.

Este meridiano possui pontos, chamados Yu, que têm a particularidade de estarem 
em ligação activa com todos os órgãos do corpo. Estes pontos são aliás 
utilizados para expulsar o excesso de Yang (calor, dor, etc.). Desta forma temos 
uma relação com os rins, os pulmões (daí a relação da ventosa com as doenças 
causadas pelo frio), o fígado, a vesícula biliar... Entende­se melhor agora a 
importância que os médicos e os doentes atribuíam a esta terapia que lhes deu 
plena satisfação durante séculos.

As indicações das ventosas são inúmeras

Tosses, constipações, bronquites, doenças derivadas do frio, febres, lombalgias, 
reumatismos articulares, traqueítes, cansaço, nervosismo, perturbações 
digestivas, torcicolos...

Como se colocam as ventosas?

As ventosas assemelham­se a pequenos frascos de iogurte. Colocam­ ~se, 
geralmente, entre 6 e 24, conforme a afecção tratada e a corpulência do doente. 
Enrolado num pauzinho um pouco de al godão­em ­rama, previamente embebido em 
álcool, incendeia­se no frasco já próximo da parte do corpo que vai ser tratada. 
Em seguida retira­se vivamente (1 segundo basta para efectuar o vazio no 
frasco), e coloca­se a ventosa sobre a pele. Recomeça­se a operação para todas 
as ventosas que se pretenda aplicar.

­ Através da acção de vácuo, a pele é atraída e incha ligeiramente no interior 
da ventosa. As ventosas ficam sobre a pele entre@ ]0 e 20 minutos.

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OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

A LITOTERAPIA, OU TERAPIA PELOS MINERAIS

Os minerais são um elemento importante na medicina tradicional. Realmente, o 
homem utilizou desde sempre as pedras para tratar certas doenças.

As duas faces da litoterapia

A litoterapia, tal como a fitoterapia, tem duas faces. Uma delas, “científica”, 
procura nos minerais uma fonte de microelementos, cuja acção pode ser 
demonstrada. A litoterapia científica demonstrou, por exemplo, a acção da 
dolomite. Este mineral deve o seu nome a um naturista e viajante suíço que lho 
atribuiu em honra de um geólogo francês, D. Dolomieu. A sua fórmula química é 
CaC03 Mgc03’ Nos anos 30 descobriu­se, graças aos trabalhos do Prof. Delbet, que 
em França as

arterioscleroses e os cancros eram menos frequentes em terrenos ricos em 
dolomite. Explica­se assim o papel protector do magnésio na regulação enzimática 
e na permeabilidade das membranas celulares.

De qualquer modo a litoterapia é pouco estudada pelos cientistas.
O aspecto esotérico­místico, a sua segunda face, que procura a relação entre as 
partes do corpo humano e as pedras, é provavelmente uma das razões desta 
situação. É difícil encontrar um equilíbrio entre estas duas correntes de 
pensamento, apesar de a biologia electrónica e de a física moderna reconhecerem 
que os “amuletos de pedra”, desprezados pela medicina oficial cartesiana, podem 
influenciar o estado energético do organismo e ter um papel no equilíbrio saúde­
doença.

As pedras medicinais

É interessante notar que a origem dos nomes de certas pedras está ligada às 
práticas médicas ancestrais. Assim a “nefrite” deve o seu nome à acção curativa 
do pó dessa variedade de jade nas doenças dos rins (do grego, nephros). Além 
disso, na quase totalidade das grandes tradições medicinais (e religiosas) 
encontram­se práticas nas quais a utilização das pedras preciosas era corrente.

164
OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

Também não é um acaso o facto de as investigações dos alquimistas sobre a “pedra 
filosofal” os ter levado a transmutar os metais em ouro e a tratar todas as 
doenças.

Acreditava­e que as pedras protegiam o seu possuidor contra as grandes 
epidemias, e os amuletos orientais sobreviveram aos impérios orientais.

­ As pedras assírias serviram durante vários séculos para facilitar o

parto. ­0 beosar (produto mineral proveniente do estômago dos antílopes e

das cabras) era um detector e um antídoto dos venenos. Os povos nómadas da Ásia 
Central utilizam­no até hoje. ­0 berilo trata a rinite e protege contra os 
abortos.
­ O crisólito elimina a falta de ar e diminui os riscos das doenças

respiratórias.
­ O quartzo foi apreciado porque prevenia e curava a cólera, as intoxicações 
digestivas, as enxaquecas e era um antídoto contra o arsénico.
­ A ametista foi utilizada para tratar as ulcerações. ­0 jaspe permitia estancar 
as hemorragias. ­0 rubi era a pedra da juventude eterna e tinha a capacidade de

regenerar os tecidos.
­ A safira é ainda utilizada nas doenças dos olhos. Alguns pretendem,

até, que a sua radiação é tal que pode fazer desaparecer os cancros.

­Os antigos médicos utilizavam o pó de coral misturado com azeite

para curar problemas auditivos e de surdez. Quanto a Paracelso, este prescrevia 
o coral branco para tratar a epilepsia e as intoxicações.
­ O pó de pérolas misturado com leite preservava e permitia manter

uma bela voz. Na índia, ainda hoje, esta preparação serve para lavar os olhos 
dos recém­nascidos de modo a preveni­los contra futuros problemas oculares.

Inúmeros investigadores pensam que o estado de saúde se caracteriza pelo 
equilíbrio energético do organismo. Avançam a hipótese de que os

minerais estão em relação com as radiações cósmicas e têm um campo magnético 
semelhante aos dos diversos órgãos do corpo humano. Os campos magnéticos 
emitidos pelas pedras preciosas têm, por conseguinte, a capacidade de 
reequilibrar o campo magnético corporal. Esta teoria

165
OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

energoterapêutica explica por que motivo certos doentes se sentem aliviados 
quando estão na presença de pedras preciosas. Desta feita, os

cristais de quartzo acalmam as personalidades stressadas e, além disso, teriam a 
capacidade de rearmonizar as emissões energéticas.

QUADRO DAS RELAÇÕES ENTRE OS PLANETAS, OS óRGÃOS E AS PEDRAS

Sol, Lua ou planeta

órgão do corpo humano

Pedra

Sol

Coração, circulação sanguínea.

Diamante, rubi, crisólito, calcedónia (crisópraso e heliótropo).

Lua

Linfa, figado, estômago, garganta, mucosas.

Esmeralda, opala, berilo (variedade de água­marinha), selenite, malaquite, pedra 
da Amazónia, coral branco, nefrite.

Mercúrio

Cérebro, sistema nervoso.

Jaspe, crisólito, topázio, calcedónia (cornalina).

Vénus

Seios, góriadas.

Esmeralda, ágata, pérola branca, coral rosa, berilo (variedade de água­marinha), 
safira, topázio, quartzo, turmalina.

Marte
Veias, góriadas, metabolismo geral.

Rubi, diamante, granada, opala, espinela, hematite, coral vermelho.

Júpiter

Fígado, desenvolvimento celular, aorta.

Safira, ametista, turquesa, lápis­lazúli e

todas as pedras azuis.

Saturno

Ouvido, boca, dentes, baço, sistema ósseo.

Ónix, pérola preta, calcedónia, ágata, espinela azul­marinho.

úrano

Sistema nervoso central.

Alexandrite, âmbar, turquesa verde, zircónio, jacinto.

Neptuno

Olhos, cérebro, capacidades mentais.

Turmalina, berilo (variedade de água­marinha), ametista, coral branco.

Plutão

Sistema imunitário.

Granada.

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OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

Quatro substâncias minerais com poderes de cura

Entre as inúmeras substâncias minerais utilizadas em terapia, seleccionámos 
quatro que vos apresentaremos, a seguir, com mais pormenores.

O MÚMIO, OU “BÁLSAMO DAS MONTANHAS”

O múmio (múmia, mummy ou bálsamo das montanhas) é uma substância balsâmica que 
se encontra nas montanhas da Sibéria, nos Himalaias, no Irão e na Mongólia. Os 
cientistas confirmam que as propriedades do múmio, independentemente da sua 
origem, têm as mesmas características terapêuticas.

As propriedades curativas ancestrais do “bálsamo das montanhas”

Desde há mais de 2000 anos que os povos asiáticos o utilizam por via interna e 
externa para tratar entorses, asma, doenças gastrointestinais, diversos 
problemas respiratórios e a gangrena. Para os povos siberianos o múmio tem o 
mesmo papel que os antibióticos para os ocidentais. Ele fazia parte da 
farmacopeia de Avicena.

Engelbert Kampfer, viajante, médico e naturista (a quem devemos também a 
descoberta do Gingko biloba), foi provavelmente também o

primeiro europeu a descobrir e descrever os estranhos poderes do “bálsamo das 
montanhas”. Em 1717, Kampfer, convidado pelo xá da Pérsia, constatou que os 
habitantes do Golfo Pérsico consideravam o múmio, uma substância cara e 
preciosa, como uma dádiva dos céus. A sua utilização era estritamente reservada 
às pessoas próximas da família imperial. A descoberta, a verificação e a 
autenticidade dos novos jazigos eram

acompanhadas de grandes festejos. O soberano cedia, por vezes (mas raramente), 
um pouco de múmio aos guerreiros nobres, feridos nas batalhas.

Esta substância, na época de Paracelso, conheceu também uma voga excepcional. 
Finalmente, os Egípcios chamavam ao múmio “ensani”, o que significa “substância 
humana por excelência”. Engelbert Kampfer observou­lhe as capacidades curativas 
e no seu Ameonitum exoticarum

167
OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

descreveu a consolidação de fracturas em três dias, nas crianças, e num

dia, nos pássaros feridos.

Os Siberianos utilizam os animais para descobrir novos jazigos’    já que os 
mamíferos feridos procuram o múmio para se tratar. A mitologia siberiana associa 
a presença do “bálsamo das montanhas” aos mamutes, animais mágicos e 
omnipresentes nas crenças do Norte da Ásia.

Em 1956, o Dr. Shakirov de Tachekent descobriu um jazigo muito rico

de uma substância betuminosa que ele utilizava no tratamento de fracturas e para 
a regeneração tissular. Os institutos de investigação, tanto soviéticos como 
americanos, demonstraram a heterogeneidade dos múmios provenientes de diversas 
regiões. Actualmente só existem vinte locais de exploração.

A riqueza da composição química do múmio

Os químicos russos falam da existência de nove classes diferentes. Estas 
diferenciam­se pelas suas propriedades físicas: a estrutura granular, resinosa 
(chamada na Sibéria “manteiga de pedras”) ou líquida, a solubilidade na água e a 
composição química. De qualquer forma, todas as

classes são suficientemente parecidas para terem sido repertoriadas num mesmo 
tipo.

A análise química do múmio mostra a grande riqueza da sua composição. O 
“bálsamo das montanhas” contém proteínas, nove aminoácidos, esterídios, ácido 
hipúrico, ácido benzóico, resinas e compostos inorgânicos: sílica, alumínio, 
magnésio, cálcio, nátrio, potássio, manganês, níquel, cobalto, crómio, 
molibdeno, berílio, cobre, paládio, zinco, gálio, bário, fósforo e titânio. A 
riqueza química do múmio é tal que os químicos russos dizem que contém todos os 
elementos conhecidos.

A controvérsia acerca da origem do múmio

As teorias relativas à origem do múmio são muito controversas. A datação 
isotópica fornece uma hipótese que vai dos 800 milhões aos

3 milhões de anos. Certas categorias de múmio contêm resíduos vegetais entre os 
quais uma parte é composta de restos de espécies cambricas. Outras amostras não 
contêm nenhuns vestígios de plantas. Além disso, os

investigadores avançam várias hipóteses: seria de origem animal, vegetal, 
vulcânica ou mesmo cósmica? Quanto a certas teorias originais e, por

168
OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

vezes, muito fantasistas, essas são mais que muitas e pretendem que o

múmio seria proveniente de restos de mamutes ou até de dinossauros.

As incríveis proprieda(les do múmio

As investigações e as experiências clínicas confirmam a grande capacidade 
regenerativa do múmio. Esta capacidade polivalente permitiria tratar com a mesma 
eficácia tanto a consolidação de fracturas como as

doenças degenerativas. A imprensa russa menciona a eficácia do múmio em inúmeros 
casos reconhecidamente incuráveis. Todavia, até à data, ainda não foi 
apresentada nenhuma explicação cientificamente válida sobre o mecanismo do 
múmio. Os médicos ocidentais confirmaram também a sua forte acção 
bacteriostática. O múmio é por conseguinte um “antibiótico natural” por 
excelência.

Finalizando, o múmio está, provavelmente, na origem dessa misteriosa pomada 
anti­inflamatória utilizada pelos médicos do exército russo durante a guerra 
contra o Afeganistão. A grande surpresa dos médicos russos foi a de constatar as 
capacidades regenerativas do múmio em patologias que surgiam no seguimento de 
irradiações. Mas neste campo as investigações continuam em fase experimental.

Um último comentário interessante: esta substância está disponível (e a preços 
acessíveis) em todos os países da Europa Central e Oriental.

A 0ZOQUERITE: UMA CERA NATURAL

O nome ozoquerite provém de duas palavras gregas: ozein (sentir) e keros (cera). 
A substância também é chamada “cera das montanhas” ou
14 cera natural” e é comparável à cera de abelhas. Além disso é uma resina 
mineral com uma origem idêntica à do petróleo.

O jazigos de ozoquerite, existem em diversas regiões do mundo: na Roménia, na 
Polónia, na Ucrânia (o maior jazigo do mundo encontra­se na Boristávia), na 
Áustria, na Eslovénia, nos Estados Unidos, no Tajiquistão e no Usbequistão. A 
ozoquerite da Escócia, de França (vale do Loire) e do País de Gales distingue­se 
das de outras proveniências e por este motivo é chamada elateríte ou 
“hatchetin”.

A sua cor pode ir do amarelo­esverdeado ao castanho, passando pelo preto. É 
facilmente combustível, e o seu cheiro é semelhante ao da cerasina.

169
OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

É utilizada na indústria de cosméticos e de têxteis e pode substituir a cera

de abelhas.

A ozoquerite: uma penicilina mineral

Avicena prescrevia­a para o tratamento de hemorragias, fracturas e

dores de cabeça. Mas a ozoquerite está muito divulgada na medicina popular 
russa. Além disso, neste país esta substância é muito acessível e

pouco dispendiosa. A sua grande reputação começou na ex­URSS em
1942, quando foi utilizada pelos médicos do exército para tratar feridas e 
fracturas nos soldados. Descobriram­se então os seus poderes bactericidas e 
antibióticos, que são comparáveis e, por vezes, até superiores aos da 
penicilina.

As indicações da ozoquerite

A ozoquerite pode ser utilizada por via externa, oral, rectal ou vaginal. O seu 
mecanismo de acção é pouco conhecido. Durante o trata~

mento observa­se uma melhoria da circulação sanguínea (daí a sua

utilidade no tratamento da arteriosclerose), mas também estimula a regeneração 
dos nervos periféricos e melhora as polinevrites. Na Ucrânia é prescrita na 
balneoterapia e nas curas termais. No tratamento de gastrites e de doenças 
intestinais os médicos russos prescrevem­na como

terapia complementar.

A série de experiências feitas no início dos anos 40 está na base da sua 
prescrição em ginecologia. Tem efeitos ostrogénicos e, por conseguinte, é 
utilizada em casos de insuficiência ovariana e em inflamações.

Em pediatria é prescrita contra inflamações, broncopneumonias e

poliomielite. Uma das suas vantagens, a não negligenciar, está ligada ao

facto de não ter qualquer efeito secundário sobre o sistema imunitário das 
crianças.
Referir, ainda, que a ozoquerite diminui as alterações dermatológicas ligadas à 
radioterapia. Em razão da sua acção vascular está indicada no

tratamento de certas doenças corno as úlceras e os eczemas crónicos.

As experiências russas demonstraram que quando é utilizada localmente aumenta a 
permeabilidade capilar e melhora a circulação. A sua

170
OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

acção fortemente anti­i n fiam atória é cada vez mais reconhecida pela medicina 
oficial.

E, para finalizar, a ozoquerite opõe­se à decomposição da matéria viva, daí o 
fenómeno de conservação de animais pré­históricos encontrados em

perfeito estado de conservação. O mais célebre é provavelmente o rinoceronte de 
Estarúnia, na Galícia (exposto no Museu de Zoologia de Cracóvia, na Polónia).

O MISTÉRIO DA “PEDRA DAS SERPENTES”

Quando se consultam os antigos jornais e publicações, encontram­se informações 
enigmáticas e misteriosas.

Uma história enigmática

Assim, na revista mensal Nature, de 1906, o Dr. A. Gartaz fez um comunicado 
sobre a pedra indiana das serpentes. Na índia os répteis são responsáveis, todos 
os anos, por várias dezenas de milhares de acidentes mortais. Os indígenas 
serviam­se deste talismã contra as mordeduras de serpentes e outros animais 
venenosos. As pedras eram preparadas pelos brâmanes e, segundo as crenças 
populares, eram dotadas de poderes sobrenaturais. Protegiam a vida dos 
encantadores de serpentes, frequentemente vítimas das mordeduras dos seus 
répteis.

Faraday, no início do século, fez a análise química de uma delas, proveniente da 
região de Hyderabad. O seu primeiro comentário foi a

constatação de que a pedra não passava de um fragmento de osso calcinado cheio 
de sangue e passado no lume.

Por seu lado, o Dr. Watkins­Pitchford, de Pietermaritzburgo (África do Sul), 
testou a pedra de acordo com a directivas indianas. Aplicou­as no

local da mordedura, depois de molhar previamente a ferida com um pouco de água. 
Mas os testes sul­africanos não confirmaram a sabedoria popular indiana.

Seis perguntas continuam em suspenso

A diferença entre as espécies de répteis sul­africanos e indianos e por 
Conseguinte entre os venenos seria, talvez, a causa?
171
OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

A pedra agiria apenas em pequenas doses de toxina? Seria ela eficaz apenas nos 
humanos (a experiência foi feita em coelhos)?

A pedra, talvez, não tivesse suportado a longa viagem (nessa época eram 
necessárias várias semanas para ir da índia até África)?

As pedras testadas, talvez, não fossem verdadeiras “pedras das serpentes”?

A pedra seria uma mera crença, a última esperança que resta às pessoas mordidas 
por uma cobra?

Seria, sem dúvida, interessante examinar de novo esta pedra misteriosa de modo a 
ficarmos definitivamente elucidados e sabermos enfim se esta “pedra das 
serpentes” tem algum poder terapêutico.

O ÂMBAR: UM PRECIOSO MEDICAMENTO DESDE A ANTIGUIDADE

Desde a mais recuada Antiguidade que o âmbar foi um dos medicamentos mais 
preciosos da farmacopeia europeia.

A sua prestigiosa história

DiócIes foi o primeiro médico grego, conhecido dos historiadores, a

aconselhar a sua utilização em preparações médicas. Atribuía a esta pedra 
capacidades purgativas, anti­reumatismais e anti­hemorrágicas.

Os naturistas gregos foram também os primeiros a tentar explicar a

origem do âmbar. Para eles esta pedra provinha da urina de certos animais, em 
particular do lince.

Dioscórides, Teofrasto e Galiano mencionaram o valor médico desse “ouro do 
norte”. Plínio, o Antigo, e Callistratus citam­no nas suas obras que descrevem 
os remédios que receitavam. Acreditava­se que o âmbar ajudava contra os males da 
garganta e protegia as amígdalas. Foi também prescrito como colírio associado a 
óleo de rosas e mel. Era, ainda, utilizado na preparação de um vinho para tratar 
a icterícia. Contudo, é difícil saber se o conhecimento antigo das virtudes do 
âmbar provinha das observações dos médicos gregos, romanos ou árabes.

A tradição da Idade Média coloca o âmbar entre os seis medicamentos mais 
eficazes. Segundo Santa Hildegarda, o âmbar macerado em vinho ou

172
OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

cerveja trata as dores de estômago. No livro de Agrícola (1554), o âmbar em 
solução tem uma acção anti­hemorrágica e, no vinho, trata as doenças do 
estômago. Santa Hildegarda e Culperer aconselham­no para resolver problemas 
urinários. Os médicos dessa época utilizam­no também para tratar os reumatismos, 
a epilepsia e também, segundo Alberto, o Grande, para... examinar a virgindade.

Durante as grandes epidemias era utilizado em fumigação para prevenir contra a 
peste. Era por conseguinte um dos remédios mais caros nessa época. A sua 
utilização era reservada aos privilegiados, aos reis e aos papas. A Ordem dos 
Cavaleiros Teutónicos tentou monopolizar a sua

exploração. A comercialização em territórios polacos e lituanos era aliás 
controlada por estes cavaleiros teutónicos.

Actualmente as investigações recomeçam

Actualmente, entre os célebres pacientes tratados com âmbar podemos citar Martin 
Luther King, que graças a este medicamento se livrou dos cálculos renais. 
Compreende­se, aliás, mal que esta pedra medicinal tão rica não tenha sido 
devidamente estudada. Mas ultimamente a sua grande capacidade de produção de 
iões negativos, bem como alguns dos seus

componentes aromáticos, é objecto de investigações aprofundadas.

O âmbar continua a ser utilizado na medicina popular de certas regiões da 
Polónia e dos Países Bálticos, como medicamento anti­reumatismal. Preparações 
homeopáticas de âmbar são comercializadas na Alemanha e na Polónia. Na Rússia os 
médicos utilizam a vitamina D3, extraída do âmbar.

Como se utiliza o âmbar?

Ao longo dos séculos e de acordo com os autores, foram preconizadas diversas 
preparações. Seleccionámos algumas receitas, fáceis de preparar:

­ O âmbar jóia: @@)loea­se directamente em contacto com a pele, em

medalhão, especialmente no Inverno durante o tempo frio. É particularmente 
recomendado a pessoas sujeitas aos inconvenientes derivados das mudanças de 
estação (resfriamentos, gripes, constipações, bronquites, tosse, dores de 
garganta, etc.).
173
OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

Macerado em vinho: escolha um vinho tinto de boa qualidade. Deixe macerar o 
âmbar durante 24 horas e depois ferva­o. Esta preparação era especialmente 
utilizada para as dores de estómago (úlceras?), os cálculos renais e as 
hemorragias. óleo de âmbar: deixe macerar um pedaço de âmbar, durante 8 dias, 
num litro de azeite. Este azeite pode ser utilizado no tempero de saladas e 
outros vegetais crus.

Esta preparação está mais indicada para combater o stress, a angústia e as 
depressões.

A ESPELEOTERAPIA OU TERAPIA NO SUBSOLO

A espeleoterapia é uma terapia baseada na acção curativa das caves e

das formas subterrâneas.

Nas grutas e nas minas de sal

Desde 1949 que existe uma estação termal subterrânea na Áustria, na

região de Salzburgo, perto de Badenstein. Nesta estação os médicos austríacos 
obtêm excelentes resultados no tratamento de afecções reumatismais (reumatismos 
degenerativos), perturbações da circulação e em certos casos

de artrite. Por outro lado, na Hungria, na região de Braradala, o Dr. Dudech 
criou uma cura para asmáticos, situada a 50 metros abaixo do solo.

As primeiras experiências de espeleoterapia datam do século xix. O Dr. Crogham, 
para tratar os seus pacientes tuberculosos, fazia­os passar cinco meses numa 
gruta do estado de Kentucky.

As minas de sal têm um lugar muito especial na espeleoterapia. Já em

1740, uma carta endereçada a Henry Baker, secretário da Royal Society, por John 
Mouney, médico inglês do exército russo, descrevia o perfeito estado de saúde 
dos mineiros que trabalhavam nas minas de sal de Wieliezka, perto de Cracóvia, 
na Polónia. Nessa época um naturista francês, Jean Étienne Guettard, dedicou uma 
obra completa a essa mina de sal. Actualmente a mina de Wieliczka está protegida 
e faz parte do patri174
OS TRATAMENTOS INJUSTAMENTE ESQUECIDOS

mónio mundial da UNESCO. Uma parte contém um museu, e a outra foi transformada 
em hospital onde, a 210 metros abaixo da terra, desde há trinta anos, são 
tratados com êxito casos de asma e todas as doe"cas respiratórias.

A eficácia da espeleoterapia está relacionada com a especificidade do meio

É difícil explicar o fenómeno curativo da espeleoterapia e, em particular, das 
minas de sal. Evoca­se a especificidade do clima, a estabilidade da pressão 
atmosférica, a ausência de alergénios e de microrganismos patogénicos, a 
presença de pequenas quantidades de movimentos impetuosos e os efeitos da 
ionização das pequenas partículas de sal.

Como é evidente, todas estas condições favorecem uma boa ventilação dos pulmões, 
mas as investigações feitas na Rússia demonstram também a acção da 
espeleoterapia e das minas de sal no que diz respeito à estimulação directa do 
sistema imunitário do homem. Finalmente, todas as investigações sobre as 
diferentes formas de vida mostraram que estas beneficiam de um ecossistema bem 
particular, muito distinto dos outros ambientes.

175
O REDUCIONISMO, UMA ARMADILHA

A EVITAR

reducionismo é a causa principal da crise do pensamento médico ocidental da 
nossa época. Se, por um lado, não nos é difícil entender que uma teoria que 
reduz os fenómenos complexos a um único factor seja sedutora, sabemos também que 
é a investigação científica que obriga os investigadores a tornarem­se 
reducionistas. Porque é impossível estudar a vida e a saúde em toda a sua 
complexidade e permanecer cientificamente credível. Este tipo de fenómeno é bem 
conhecido.

COMO SE CHEGOU AO REDUCIONISMO

NA MEDICINA?

Em primeiro lugar escolhem­se os problemas acessíveis aos estudos e aqueles que 
têm a possibilidade de ser resolvidos. Não nos preocupamos com aqueles que, no 
estado actual dos nossos conhecimentos, não têm qualquer hipótese de solução, 
como sabemos de antemão. Considera­se que são inexistentes. Desta forma obtém­se 
uma caricatura do método cartesiano, pelo facto de se rejeitar tudo o que é 
duvidoso ou incerto.

A ciência moderna só se preocupa com o acessível, cuja solução lhe parece 
possível. Além disso, considera­se que a realidade de laboratório, totalmente 
artificial, é idêntica à que se encontra na Natureza. Em seguida, pretende­se 
que o conhecimento do comportamento de algumas moléculas é suficiente para 
descrever todos os parâmetros dos organismos vivos. Esquece­se facilmente que, 
por exemplo, a física clássica (newtoniana) é incapaz de descrever sistemas 
compostos por... três bolas de bilhar e que a ciência moderna não consegue 
compreender o mecanis177
O REDUCIONISMO, UMA ARMADILHA A EVITAR

mo da formação... das bolhas de champanhe. Desta forma, a ciência, que deveria 
ser uma ferramenta de conhecimento do mundo, transforma­se na força criadora de 
um novo mundo que, infelizmente, está nos antípodas do mundo real.

A medicina reduz os factos a uma causa única

Podemos pensar que estas reflexões sobre a ciência moderna não têm nada em comum 
com os problemas de saúde que defrontamos diariamente. Mas a medicina é 
provavelmente o mais reducionista de todos os nossos conhecimentos. Além disso, 
é o mais hipócrita porque, contrariamente à física ou à biologia modernas, os 
médicos continuam à procura de meios milagrosos. Pretendem compreender a maioria 
dos problemas, que sã o muito mais complicados do que, por exemplo, a formação 
das bolhas de champanhe.

A medicina é reducionista nas suas investigações sobre a causa das doenças ao 
tentar quase sempre limitá­la a um único factor. É também reducionista na 
investigação dos mecanismos patológicos e dos remédios, porque, se a doença é 
causada@ por um factor (microrganismo, carência de um elemento, gene, etc.), 
basta agir sobre esse factor único (antibiótico, suplemento alimentar, terapia 
genética) para recuperar a saúde.

Pensamos que esta lógica é eficaz apenas em alguns casos raros. Nos restantes, 
para preservar a saúde, é indispensável agir sobre vários factores. O nosso 
principal conselho é, por conseguinte, vigiar as nossas condições de vida e agir 
de modo a proteger o nosso meio ambiente.

LUTAR PARA QUE A MEDICINA NATURAL NÃO CONSTITUA UMA AMEAÇA PARA A NATUREZA

“... a fauna e aflora selvagens constituem um elemento insubstituível dos 
sistemas naturais, que deve ser protegido contra a sobreexploração pelo comércio 
internacional.”

O desaparecimento das espécies e o empobrecimento da riqueza natural são as 
consequências mais graves da actividade humana. Ninguém pode fornecer um número 
exacto das espécies animais e vegetais que

178
O REDUCIONISMO, UMA ARMADILHA A EVITAR

vivem no nosso planeta, e ninguém tem a possibilidade de fornecer números sobre 
a extinção total de algumas delas. Contudo, as estimativas são muito 
pessimistas, já que os botânicos afirmam que todos os dias desaparecem uma ou 
duas espécies de plantas superiores. Do início dos anos 80 até ao final do 
século, 40 000 plantas superiores terão definitivamente desaparecido.

Como foi possível chegar­se a esta situação?

As principais causas desta situação foram a alteração do ambiente e a destruição 
dos habitat naturais. Todavia não devemos negligenciar o

papel da colheita e da comercialização incontrolada das espécies selvagens. Com 
uma facturação de cerca de 30 mil milhões de francos, o tráfico relacionado com 
a fauna e a flora é considerado como a terceira actividade comercial ilícita, a 
seguir à das drogas e das armas.

O transporte de plantas e de animais selvagens gera diversos problemas: em 
primeiro lugar, favorece a extinção das espécies. Em segundo lugar, a introdução 
de organismos novos na natureza do país destinatário tem consequências: podemos 
citar a tartaruga da Florida que constitui uma ameaça para a cístude (tartaruga) 
indígena de França, ou a rã sul­americana introduzida em Itália. Além disso, os 
organismos transplantados podem ser os vectores de diversas doenças (a tortue­
salmonelose). Para finalizar, é importante realçar as condições cruéis de 
transporte, responsáveis pela mortalidade de 62% dos pássaros provenientes do 
Senegal e de 55 % dos provenientes do México.

Qual é o papel da medicina natural neste tráfico indigno9

O carácter ilícito, bem como a determinação difícil dos destinatários de certas 
orquídeas, cactáceas ou corais, tornam impossível avaliar o

impacto da medicina natural na destruição das espécies ameaçadas. Todavia, desde 
o desaparecimento do “sifilon” ­ planta contraceptiva da Grécia antiga, cuja 
colheita intensiva ocasionou a sua completa extinção
­ sabemos com exactidão que a prática medicinal (mesmo dita natural) pode ser a 
causa directa da destruição total de uma espécie.

179
O REDUCIONISMO, UMA ARMADILHA A EVITAR

Os historiadores das ciências e os botânicos dedicam uma grande parte das suas 
investigações à descoberta das plantas dos Antigos. Frequente­ mente, não 
conseguem determiná­las nem inseri­ias no nosso sistema taxinómico. Estará esta 
dificuldade exclusivamente relacionada com as dificuldades linguísticas? É muito 
provável que, pelo menos em certos

casos, seja o seu desaparecimento que torna a identificação impossível.

As principais espécies de fauna ameaçadas

Entre as espécies ameaçadas pelo mercado da medicina natural podemos até 
encontrar animais de grande porte.

Desta forma, na medicina chinesa utilizam­se os ossos de tigre para tratar as 
úlceras, os reumatismos articulares e musculares, o paludismo, a febre tifóide e 
para aliviar as dores. O grande mercado de pó de osso

(aplicado debaixo das unhas dos pés para queimaduras e erupções cutâneas) e as 
bebidas alcoólicas, fabricadas com ossos, são a principal causa da caça furtiva 
a este animal. Estima­se que no ano de 1991 mais de 30 000 garrafas de bebida de 
osso de tigre foram enviadas da China para Hong Kong, Singapura, Malásia, 
Tailândia e para todos as partes do mundo onde existe uma diáspora chinesa, 
particularmente na Europa Ocidental e nos

Estados Unidos. O preço dos ossos varia muito: na fronteira chinesa, 1 kg pode 
valer até 270 dólares (um tigre de pequeno porte tem um esqueleto de cerca de 7 
kg). É por isso que em certas regiões a situação dos tigres se torna muito 
crítica devido à caça furtiva supostamente “medicinal”. Desta forma, o número de 
tigres no Parque Nacional de Ranthaombar, índia, é inferior a 14.

Os efectivos mundiais de rinocerontes passaram de 80 000, nos anos

70, para 11 000 actualmente. A caça furtiva de rinocerontes é a razão principal 
da sua progressiva extinção. Esta situação persiste apesar de mais de 100 países 
perseguirem os traficantes e os indivíduos que comercializam os cornos destes 
animais. A procura de cornos é muito grande porque a medicina tradicional 
chinesa utiliza­os contra as febres, a epilepsia, a malária, os envenenamentos, 
os abcessos e, especialmente, a impotência. Três anos de prisão e uma multa 
constituem a sanção para as pessoas que comercializam ou utilizam o corno de 
rinoceronte na
180
O REDUCIONISMO, UMA ARMADILHA A EVITAR

Formosa (centro mundial deste tráfico). Mas as inúmeras apreensões efectuadas 
por diversos países, por exemplo, 21 chifres apreendidos ultimamente pela 
polícia belga a um comerciante de Bruxelas, mostram que os

caçadores furtivos não hesitam em arriscar a sua liberdade.

Por outro lado, a utilização de “castóreo”, sedativo nervoso, antiespasmódico, 
estimulante vascular e um dos seis remédios panaceia da Idade Média, foi 
provavelmente uma das causas da caça e do desaparecimento do castor na Europa. 
Graças à sua reimplantação podemos encontrá­lo em

diversos rios da Europa Ocidental e Central. Infelizmente, existem provas de que 
este animal se tornou, de novo, alvo dos caçadores furtivos.

A caça ilegal ameaça também a população de arganazes nos Cárpatos. A gordura 
deste animal é utilizada como remédio contra os reumatismos.

Os ursos pretos asiáticos, os ursos dos coqueiros e os baribalas estão ameaçados 
pela comercialização da sua vesícula biliar. A Coreia do Sul é o centro mundial 
do comércio e do tratamento deste produto. As vesículas biliares são secas e 
reduzidas a pó e, em seguida, utilizadas em chá ou sob a forma de infusão para 
tratar as hemorróidas, as infecções intestinais, a hepatite e a icterícia.

As serpentes são, frequentemente, também objecto de tráfico. Em certas culturas 
africanas os amuletos de pele de serpente protegem contra as

doenças dos olhos. Na América Latina utilizam­nas para tratar as fracturas. Na 
Ásia são preconizadas contra os reumatismos. Na medicina grega a serpente é um 
dos componentes da célebre “grande teriaga”. Este medicamento foi utilizado na 
Europa durante mais de dez séculos como

remédio contra as mordeduras de serpentes e contra a raiva, a peste e a varíola. 
Ao longo da história existiram outras substâncias que serviram para tratar as 
mordeduras de serpentes, em particular o corno do unicórnio marinho. Foi aliás 
por este nome que os Antigos designaram o narval, mamífero actualmente raro e 
ameaçado de extinção total.

A utilização do almíscar, produzido por certos mamíferos e por um pequeno 
cervídeo, pela indústria de cosméticos e pela farmacopeia tradicional é uma 
ameaça para as populações. Ora a colheita do almíscar pode ser feita sem matar o 
animal, e existem na China unidades de produção especializadas nisso. Mas a 
procura desta misteriosa substância (o almíscar é composto de hormonas sexuais, 
de colesterol e de substâncias cerosas) é tão importante que a caça furtiva 
persiste, especialmente nos Himalaias

181
O REDUCIONISMO, UMA ARMADILHA A EVITAR

e na Sibéria. Ele é depois revendido na Europa e na América, e é impossível 
distinguir do almíscar proveniente da caça furtiva o almíscar proveniente das 
unidades legais de produção.

A abertura das fronteiras na CE agrava ainda mais a situação de diversos 
animais, entre os quais se encontram as víboras da Europa Central e Ocidental, 
que servem para confeccionar pomadas (certas serpentes são mesmo utilizadas 
vivas), os alces e os veados por causa dos seus cornos, que são utilizados 
depois de pulverizados. Na Checoslováquia existem vários “estabelecimentos 
turísticos” especializados em viagens a África, a Espanha, a França ou à 
Alemanha. Estes “turistas” de um género muito especial importam animais 
exóticos, em particular répteis, insectos e aranhas provenientes de África, e 
comercial utiliizam­nos em França ou na Alemanha.

As principais espécies de flora ameaçadas

Certas explorações medicinais põem em perigo inúmeras espécies vegetais. A 
Prunus africana é uma árvore africana cuja casca é utilizada para tratar 
problemas de micção nos homens idosos, entre os quais o

tumor da próstata. infelizmente, a sua sobreexploração colocou em perigo a 
maioria das árvores. É desta forma que uma planta pode desaparecer antes mesmo 
de todas as suas virtudes terem sido descobertas.

As florestas de teixos nos Himalaias foram, praticamente, destruídas desde que 
se conhecem as propriedades anticancerígenas das substâncias extraídas da casca 
desta árvore. Além disso, a publicação sobre a acção antitumoral do “taxoi” foi 
a causa directa da destruição de várias espécies de árvores na Europa graças a 
uma colheita selvagem, apesar de ser

praticamente impossível isolar esta substância sem uma aparelhagem 
especializada.

O Aloe polyphy11a (aloés espiralado) é uma planta originária das montanhas do 
Lesoto. A descoberta das suas propriedades medicinais gerou um tráfico 
internacional, e foram feitas tentativas do seu cultivo nos Estados Unidos. 
Infelizmente, este aloés só cresce no seu solo natal, onde é cada vez mais raro.

182
O REDUCIONISMO, UMA ARMADILHA A EVITAR

O dragoeiro (Dracaena draco) das ilhas Canárias pode atingir uma

idade de 6000 anos. Os habitantes destas ilhas utilizaram­no para mumificar os 
mortos e para tratar várias doenças (é fortemente imunoestimulante); a sua 
madeira também serve para fabricar violinos de grande qualidade. Esta árvore 
desapareceu totalmente de quatro das sete ilhas Canárias. Existem apenas cerca 
de 200 exemplares desta árvore no conjunto destas ilhas. Ainda será possível 
preservá­la?

O que pode fazer a medicina natural para remediar esta situação?

É certo que a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies de Fauna e de 
Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), bem como a acção de organizações 
como a WWF ou TRAFFIC, melhoraram a situação de certas espécies. Mas uma acção 
meramente legislativa não tem capacidade para fazer face a todos estes 
problemas. É, por conseguinte, indispensável que certos princípios de 
deontologia profissional sejam aplicados pelos praticantes da medicina natural, 
de modo a evitar uma catástrofe que precipitaria a extinção de várias espécies. 
Apesar de ser difícil distinguir as plantas cultivadas das plantas selvagens, é 
sempre possível verificar e exigir certificados de proveniência. Porque o 
desaparecimento de espécies limita a riqueza natural e pode privar­nos, no

futuro, de inúmeros novos medicamentos.

Uma das forças da medicina natural é o seu paradigma holístico, ou seja, a sua 
visão da doença como um estado de desequilíbrio entre o corpo humano e a 
Natureza. De acordo com esta visão, é impossível tratar ou prevenir as doenças 
se, paralelamente, destruímos a Natureza. A aplicação de uma ética sobre as 
colheitas e a utilização das plantas medicinais deve, portanto, ser um dos 
principais dogmas do código de deontologia do médico naturista.

Os praticantes de medicina natural rejeitam a vivissecção como base do 
conhecimento médico. Eles podem, por conseguinte, ter também um papel na acção 
de protecção dos primatas que são actualmente alvo de caça furtiva com o 
objectivo de investigações experimentais.

183
267, DOENÇAS E OS SEUS TRATAMENTOS*

NATURAIS

O asterisco que acompanha certos tratamentos assinala que estão amplamente 
explicados na parte “DESCRIÇÃO DOS TRATAMENTOS LITILIZADOS”, da página 97 à 
página 156. À mínima questão sobre a forma de aplicar qualquer um

deles, não hesite em consultá­la!

185
SIMBOLISMOS VISUAIS QUE ACOMPANHAM CERTOS TRATAMENTOS
*/* para ver com o livro
­4

14 0)

Alififfinffição (p. 110)

ÁRO/7/los * ~ pós, de assento) (p. 144)

sonhos de vapor @@=0l (p, 147)

at ,qpl

405m95 * compressás 11

(p. 97)

CIliturão de Noptuno (p. 148)

DOMOS (111g10170 ~

Á0r8901.95 (p. 109)

Falmacopela chinesa

Altoteripla

Gargorejos Ágochechos

117fu.qão * Deco~o (pp. 95­96)

jejum (P. 128)

Ráscora

óleos essenci.TIS (p. 100)

;r1J7t1118­1nãO * (p. 99)

Tratamentos descritos em pormenor nas páginas mencionadas
186
* Abcessos ­ furúnculos
* Acidez de estômago (azia gástrica)
* Ácido úrico (uremia)
* Acne

* Afrontamentos

* Aftas

* Albuminúria

* Alcoolismo
* Alergias e doenças ditas ambientais
* Anemia
* Anginas, dores de garganta
* Ansiedade ­ angústia, medos
* Apetite ­ falta de, perda de (anorexia)
* Arteriosclerose, Angina de peito, Enfarte do miocárdio
* Artrites
* Artrose, Reumatismos articulares, Poliartrites

* Asma

* Astenia nervosa
Abcessos ­ furúnculos

Abcessos ­ furünculos
*/* a corrigir
Trata­se de vermelhidão frequentemente acompanhada de inchaço purulento e de 
dor, com diminuição de mobilidade e eventualmente febre.

DIV90i

475 * ZIMbro ­ Escablosa
­ Salsaparrilha

1 drageia de cada planta, 3 vezes ao dia, antes das principais refeições. @

OU IMUSÃO ZIMbrO ­ Escablosa
­” salsaparrilha

1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Leve a ferver durante 1 minuto e 
deixe em infusão 10 minutos.
­ Beber 3 chávenas por dia, entre as refeições, durante uns 15 dias.

óIOM OSSOMI.115

ESSênCI.7 o& ZIMbrO

2 ou  3 gotas, 2 vezes ao dia.
­ Cura  de 15 dias (a repetir).

offipi ,wn,95 * IM Feno­grego + Endro

Em meio litro de água deite 2 pitadas de cada planta e leve a ferver. Apague o 
lume e acrescente 3 boas pitadas de urtigas para fazer uma decocção. Deixe 
macerar 2 horas.

Aplique em compressa. Repetir frequentemente.

ou Cataplasmas da decocção de:

F­­no­grogo ­i­ Argíl27

Outras cataplasmas possíveis:
Foffias de Couve ou de Cebola (cort27d27 em 2) ou ArgIla
* A borragem: as folhas frescas

bem esmagadas e aplicadas nos abc&ssos em cataplasmas ajudam a amadurecê­los.
* As virtudes desta planta foram

descritas por Alberto, o Grande. Este considerava­a como “geradora de um bom 
sangue”. Os médicos da Idade Média também a utilizavam para tratar fraquezas 
cardíacas.
* A brunela, tomada em decocção

e aplicada em cataplasmas suprime os firúnculos e cura as feridas (Cefal p i 
no).
* O saláo aplica­se com êxito (em
decocção) nos panaríclos.

8917h05 de lissento *

­ Banhos de assento frios, diários.

188
Abcessos ­ furúnculos

UÇAO   ÁRRIffiOS dO 1140p0.r *
­ Banhos de vapor completos, 2 vezes por semana.

cilitulio de Neptu170

Fálmacopelo C17117050

A casca de “tse king”, G&rcis chinensís, misturada com tc17ang (canforeiro) 
GInnamornum camp17oia e com vinho chinês. Só se utiliza em aplicação externa, 
depois de macerada em vinho, à razão de 30 g para 1 garrafa, durante 8 dias. 
Aplique por meio de compressas, 1 ou 2 vezes ao dia. Ou, ainda, em infusão: 30 
g para
1 litro de água. Leve a ferver durante 4 minutos e deixe em infusão durante 10 
minutos. Aplique em compressas, 1 ou 2 vezes ao dia. A raiz de Ilyuen hoall 
Dap17i7&
919~8. “Tse hoa” (Violeta, talos) víola patrínil
O pó de 9eu lu” Ec171nops da17uricus. Estas 3 plantas preparam­se quer em 
infusão quer em maceração em vinho. Em Infusão: 10 g para 1 litro de água. Leve 
a ferver durante 2 minutos. Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. Em maceração em 
vinho: 20 g de planta para 1 garrafa de vinho. Deixe macerar 8 dias e depois 
filtre.
­ Tomar 1 ou 2 pequenos copos,

de licor, por dia.

A1117701MOÇãO

*  Alimentação sóbria, supressão

de carnes gordas, de pratos com molho, charcutaria, caça, manteigas cozinhadas, 
bebidas alcoólicas, papas de aveia.
*  Alimentos privilegiados: Alho

cebola, germe de trigo (consu     ma em abundância), todos os frutos, legumes 
frescos e cereais integrais.

ou&” ã~Mentos

*  Para acelerar a maturação dos

abcessos, aplicar cataplasmas de folhas de figueira Fícus carIc.7 (Moraceae). As 
virtudes desta árvore foram mencionadas na Bíblia, e o profeta Isaías utilizou­a 
para curar Ezequias.
*  Os figos também fazem parte da

farmacopeia de Maimónides (médico, rabino e filósofo do século xii). As suas 
inúmeras utilizações foram descritas no Código de Melétios, monge bizantino do 
século IX. Estes frutos estão igualmente presentes na farmacopeia mediterrânica 
da Idade Média.
*  Dioscórides preconiza o “s.71

viperuiW como antídoto. Este não é mais do que a carne de serpente cozida com 
figos, sal e mel.

189
Acidez de estômago (azia gástrica)

Acidez de estômago (azia gástrica)

ia, acidez, dores de estômago, seguidas, por vezes, de vómitos. Pode @ser 
provocada por inúmeras doenças digestivas, bem como por uma alimentação ou uma 
mastigação insuficientes.

Lembremos que todos os alimentos devem ser bem mastigados, que todas as 
refeições devem ser tomadas em posição sentada, num estado calmo: devem 
constituir um momento de descontracção.

DIW0611

479 * Énula­c.7mpana ­ Hortelã­pímenta

* 1 drageia de cada planta, 2 vezes ao dia, de manhã.

PrópolIS ­ Endro

* 1 drageia de cada planta, 2 vezes ao dia, de tarde.

ou 11MUSJ0 * Énula­c,gmpana ­ Hortelã­pímenta , Endro

1 pitada de cada planta para 1 chávena grande de água; leve a

ferver 3 minutos e deixe em infusão 10 minutos. Tomar 3 chávenas por dia. Z

õleos essenciais Lavanda

2 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia. Fazer curas de 10 dias, várias

vezes ao ano.

ÁS017hOS £fO OSSOIMO *

Banhos de assento, com massagem do baixo­ventre, seguidos de fricção vigorosa 
(diariamente).

ES/7/105 £f0 mpor *
2 vezes por semana.

Afusões *

* Depois do duche: Afusão dos

braços + coxas, alternadamente, 1 dia para cada.
* Fulgurante: afusão rectal.

CintUI*O de Nopt,1170

­ Pode ser experimentado.

190
Acidez de estômago (azia gástrica)

Recol~ fitomIspêuticas Betóníc.7­ofikinal

Em infusão: 15 g para 1 litro de água. Leve a ferver durante 2 minutos, deixe em 
infusão durante 10 minutos. Tomar 2 chávenas por dia, depois das refeições. É 
uma das plantas considerada panaceia na Idade Média. Era utilizada para tratar 
nada menos do que 40 doenças, das mais diversas. A sua eficácia foi demonstrada 
nos casos de catarro pulmonar e estomacal e de cólicas e nas doenças de rins e 
da bexiga.

Camomíl27 (matrícárlá) e Camornila­romano

* Em infusão: 15 g para 1 litro de

água. Leve a ferver durante 1 minuto e deixe em infusão durante 10 minutos.
* Tomar 2 chávenas por dia, entre

as refeições.

Centáurea­poquena

* Em infusão: 10 g para 1 litro de

água, 1 chávena antes de cada refeição.
* Para suavizar o sabor particular,

pode aromatizá­lo com uma mistura de endro ou de angélica.
* Pode também macerar a planta

em vinho.

Hortélã­PIM­­17ta

Em infusão: 20 g para 1 litro de água; tomar 1    chávena de manhã e outra à 
noite.

PIMpi17ela

Em infusão: 10 g para 1 litro de água. Leve a ferver durante 3 minutos e deixe 
em infusão durante 10 minutos. Tomar 2 ou 3 chávenas por dia. Nos Alpes esta 
planta tem o nome comum de “bouquetine” ou “salsa­de­bode”, devido ao cheiro 
característico da sua raiz.
Tanc173~ Trata­se do ‘Plai7tago major”, bem como de outras espécies de tanchagem 
(Plantagínac&ao Decocção de tanchagem: 20 g de raiz ou de folhas em 1 litro de 
água; tomar 4 chávenas por dia (esta preparação pode ser feita com vinho branco 
puro ou cortado com água). A azia estomacal não é a única indicação para a 
utilização da tanchagem. As suas propriedades mucilaginosas e acistringentes 
foram aproveitadas (e podem continuar a sê­lo) nas patologias das vias 
respiratórias e digestivas. No século xix, nas regiões alpinas utilizava­se esta 
planta para tratar a disenteria. A tanchagem foi também utilizada em cataplasmas 
para tratar feridas, mordeduras de insectos e queimaduras.

191
Ácido úrico (urernia)

Finalmente, certos médicos, como o Dr. Dubois, preconizavam a decocçâo de 
tanchagem, aplicada em uso externo, no tratamento de úlceras.
O suco das folhas jovens misturado com mel (1 parte de mel para 5 partes de 
suco) é uma excelente bebida popular na Europa Central.

J@JI A1,1k7entação *
­ Regime sóbrio (se possível vegetariano).

* Evitar: todos os abusos alimentares, álcool, aperitivos, cerveja, bebidas 
gaseificadas, charcutaria, manteiga cozinhada, pratos com molhos, caça, 
especiarias, enchidos, vinagres, etc. Vigie o sal e o tabaco.
* Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, azeite, couve e lacticínios.

jejum

1 vez por semana ou, pelo menos, uma cura de fruta.

CONSELHOS

Ver também, na parte Descrição dos tratamentos utilizados:
­ Caminhar de pés descalços (p. 132).
­ Exercícios físicos (p. 133). ­Repouso (p. 134). ­Respiração (p. 13 7).

Jw Acido Úrico (uremia)

r E

um aumento anormal da taxa de ureia no sangue. O ácido úrico ocasiona: cansaço, 
dores de cabeça, vertigens, náuseas, cãibras, for­ migueiros e insensibilidade 
nas extremidades do corpo.

É indispensável um acompanhamento médico.

192
Ácido úrico (uremia)

LL(@@j

* 1.8 semana: 1 drageia de cada

planta, 2 vezes ao dia.

Zímbro ­ AmíeIro­preto

* 2.8 sernana: 1 drageia de cada planta, 2 vezes ao dia.

Donto­dê­l&ãO ­ Bétula

* Repetir.

@ OU IMU5J0

1.8 semana:

Zímbro ­i­ Bétula

* 2.8 semana:

Dente­de­l&ão + Ami&iro­preto

* 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Leve a ferver durante 2 
minutos e deixe em infusão 10 minutos. * Tomar 1 chávena de cada planta, 2 vezes 
ao dia.

óleos essenciais *

1 a 3 gotas de zimbro, 2 vezes ao dia, por períodos de 15 dias. Repetir.

8917hos de assento *

Banho de assento morno, acompanhado de massagem do ventre e do baixo­ventre. 
Este banho de assento deve ser seguido de fricções no corpo, vigorosas e mornas, 
com a ajuda de uma luva de tela ou de crina.

SoMios de vapor *

1 por semana (de curta duração, no início), de 20 a 30 minutos.
AI1M0174a~

* A alimentação vegetariana é a

mais recomendada, ou uma alimentação muito sóbria. (Beber de preferência apenas 
água.)
* Contra­indicações: carnes vermelhas, em sangue, pratos com molhos, manteigas 
cozinhadas, salmouras, charcutaria, caça e bebidas alcoólicas.
* Diminuição acentuada do consumo de sal.

* Alimentos privilegiados: alho,

cebola, limão.

JOjUM

* Refeição de fruta.
* Jejum de 24 horas. Repetir.

193
Acne

CONSELHOS

­ Dormir com as janelas abertas, se possível. ­Andar a pé. ­Caminhar de pés 
descalços. ­Evitar preocupações e enervamentos.

­Actividades desportivas devem ser praticadas com moderação.
­ Repouso.
­ Ver, eventualmente, Obesidade (página 479).

Ame

corre especialmente na adolescência, deixa marcas no rosto, no pescoço, na nuca, 
no peito e nas costas. Estas marcas são pequenos nódulos desagradáveis, na 
extremidade dos quais se encontra um pequeno ponto escuro. A pele é geralmente 
gordurosa.

MiMoffias rAquIleÃâ) ­ Amor­perfeito * 1.1 semana: 1 drageia, 2 vezes ao dia. * 
2.1 semana: 1 drageia de cada planta, ao acordar, e 1 drageia de cada, durante a 
manhã.

GêniáUroa ­ Zk7bro

* 2 vezes ao dia, a seguir ao almoço e ao jantar. Repetir,

Devem fazer­se, várias vezes ao ano (no início de cada estação), curas de 3 
semanas, de drageias de própolí s, ou de extracto líquido, 10 a 20 gotas, 2 ou 3 
vezes ao dia.

ou IMUSãO *

Míl­foffias + Amor­perf&Ito Centául­ea + ZImbro

1 pitada de cada planta para 1

194
Acne

chávena de água, leve a ferver e deixe em infusão 15 minutos. A miMoffias 
(aquileia) não deve ser utilizada durante o período menstrual.

ó1005 e55e17CARIS * (P~MeIMO dO rOStOj

Loção de Leptoso&imum (Méial­euca alterolfolla) ­,­ Águ.?­d­­­rosgs (20 ml) * 
hamamélIs (20 ml) * 25 g o& mistura de flores o& Lavanoa, MIl­foffias e Sabugu­­
lro

Outros  óleos:

caioputo, Límão, Palma­rosa, Sâncalo

comp/essas * Énula­camo.7na ,, Escabiosa ‘. c,9momí/,9

* 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Leve a ferver e deixe em 
infusão 10 minutos. * Aplicar durante alguns minutos, de manhã e à noite. 
Termine com uma afusão do rosto. * Esta loção pode também servir como 
desmaquilhante.

MIísca/0 Énuia­CaMpa170 + ESCabIOS.7 @@ + Algíla

Fazer uma infusão com 2 pitadas de cada planta para 1 chávena de água. Leve a 
ferver e misture com a argila.

­ A infusão mistura­se com argila

desfeita, de modo a fazer uma pasta homogénea. Esta máscara conserva­se 20 
minutos, e deve repetir­se todos os dias (ou, pelo menos, 3 vezes por semana). 
Terminar com uma afusão do rosto.

Outra máscara de argila:

Lavanda + Argila verde

* 4 ou 5 gotas de óleo essencial misturadas em 1 colher, de sopa, de óleo de 
amêndoas­doces, adicionadas a 1 copo de argila verde. Acrescentar água, de modo 
a obter uma pasta homogénea e untuosa. * Aplicar e conservar cerca de 20 
minutos, 3 vezes por semana.

n@@ ESIMIOS *
* Cuidados rigorosos com a pele.
* Loções totais seguidas de fricções diárias.

8,7171105 dO MSOMO

* Banhos de assento frios, todas

as manhãs ao acordar.

LÇApi ÁRY171;os de vapor *

­ Banhos de vapor, 2 vezes­por

semana.
195
Afrontamentos

A fusões *

Afusão fulgurante. Afusão rectal, 3 vezes por semana, depois da toMette.

C117M110 dO NOPtUI1O

AllInenffiÇão *

Alimentação sóbria, se possível vegetariana. Contra­indicaçô«: charcutaria, 
fritos, carnes gordas, gorduras animais, manteiga cozinhada, ovos (excepto ovo 
escalfado), queijos fortes, vinho, álcool, cerveja, pratos com molhos, 
especiarias (atenção ao sal), açúcares e pastelaria.
* Alimentos aconselhados: legumes, fruta, cereais integrais (arroz integral, 
trigo sarraceno, etc.), pão integral, peixe, carnes magras e bem cozinhadas, 
papas de aveia (se não se retiver o regime vegetariano).
* Alimentos privilegiados: alho,

cebola, levedura de cerveja (a cada refeição), germe de trigo,
* Atenção.*vigiar também as causas possíveis: dentição, doenças digestivas, 
obesidade, etc. @u      J¥11177

Deve, pelo menos, fazer uma dieta de fruta (2 vezes por semana).

CONSELHOS

Evitar a maquilhagem e as exposições ao sol.

Afrontamentos

v  i

gie especialmente a tensão arterial. Ver, eventualmente, Menopausa, p. 459.

Drageias * Valeriana ­ Escabiosa ­ Nogueira (folhas) ­ Betónica Espinheiro­alvar

2 drageias de cada, 1 vez por        ­ 1 pita dia. 
cháve

ou Infusão * Valeriana + Escabiosa + Nogueira (folhas) + Betõnica + Espinheiro­
alvar
da de cada planta para 1 na grande de água. Fer196
Afrontamentos

ver durante 3 minutos e deixar em infusão durante lOrninutos.
­ Beber 3 ou 4 chávenas por dia.

óleos essenciais Bagas de Zimbro

2 gotas, 3 vezes ao dia.

O u ­.

Manjerona

­ 2 ou 3 gotas, 3 vezes ao dia.

Banhos de assento *

­ Banhos de assento frios.

Banhos de vapor

vez por semana.

Duches e afusões

Da face e dos braços, alternando com as coxas e o peito.

Alimentação

* Alimentação sóbria. Mastigar

bem.
* Contra­indicações: bebidas alcoólicas, vinho, cerveja, café, chá, charcutaria, 
doces, carnes vermelhas, salmoura, fritos, etc.
* Alimentos privilegiados: legumes frescos, cereais integrais, pão integral, 
fruta fresca, saladas, vegetais crus, levedura de cerveja, alho, cebola, couve, 
limões, laranjas.

Jejum *

* 1 dia por semana. * Praticar também cura, de 1 dia, de fruta.

CONSELHOS
­Caminhar'de pés descalços (ver Endurecimento, p. 132). ­Banhos de ar livre e de 
sol (p. 15 1).
­ Cinturão de Neptuino (p. 148).

197
Aftas

Aftas

onsultar também Boca (p. 261). Inflamação provocada por pequenos nódulos que 
cobrem o interior da boca.

Escovar regularmente os dentes e lavar frequentemente a boca.

~veias *

Urz& ­ Cavalínha ­ SaIka

1 drageia de cada, 2 ou 3 vezes ao dia. Cura de drageias de própolis­. 4 
drageias por dia, durante 1 mês, ou, em solução, 10 a 20 gotas,
2 a 4 vezes ao dia, durante 1 mês. Repetir.

ou 117fusfo * Urz& ­ Cavalính.7 ­ Salva

1 pitada de cada para 1 chávena grande de água. Ferver durante
4 minutos e deixar em infusão durante um quarto de hora. Tomar 3 chávenas por 
dia.

óleos essenCI.Tis Gravo­d&­cabecínha

* 2 gotas, 3 vezes ao dia. Outros õleos essenciais:

Mal7jerICãO, C8M0M170, LImão, Fúncho, Segureffia, Gorânío

711MIMO­MãO * MIrra (15 1771)

* Algumas gotas misturadas numa infusão de alecrim, 3 vezes ao dia. * Ou em 
vinho quente, para lava­ gem da boca. * 2 ou 3 lavagens por dia.

Mi     LOVO_~M £47 bOCO

Carva117o * Buxo (foffias) * Decocção: 2 pitadas de cada planta para meio litro 
de água. Ferver durante 20 minutos e deixar em infusão durante meia hora. * 3 ou 
4 lavagens por dia (de preferência, depois das refeições).

Hig10170 dos melmes
Faça uma pasta de argila, acrescente­lhe 5 ou 6 gotas de essência de tomilho e 
obtém uma pasta dentífrica pronta a utilizar.

198
Aftas

0817h05 dO OSSOMO *

Banhos de assento (Kneipp), todos os dias.

Á%1/71;05 dos

Banhos dos pés derivativos (3 vezes por semana).

ÁRO/MIOS de vapor *

1 ou 2 vezes por semana, seguidos de uma fricção vigorosa.

Afusios

Afusão diária da face.
­ Afusâo fulgurante (3 vezes por

semana).

AlIMeIMOÇj0

* Regime sóbrio.
* Evitar: carnes gordas, manteiga

cozinhada, especiarias, mostarda, doces, frutos secos, álcool, charcutaria, 
conservas, chocolate, fritos, etc.
* Alimentos privilegiados: alho,

cebola, levedura de cerveja, germe de trigo, cereais integrais, papas de aveia, 
frutos frescos lavados ou descascados, lacticínios, carnes grelhadas ou bem 
passadas, manteiga crua.

JOJU177

Cura de fruta e jejum, muito aconselhado.

A L GumA s REcEirA s ürEis

­As lavagens da boca com quintefõllo + erva­d"ão­lourenço (ou consolda­pequena) 
em infusão, várias vezes ao dia, curam as
aftas: 10 g de cada planta para 1 litro de água. Ferver durante
3 minutos e deixar em infusão durante 10 minutos.

CONSELHOS

Ver também:
­ Endurecimento (p. 132)
­ Respiração (p. 137). ­Banhos de ar livre e de sol (p. 15 1).

199
Alburninúria

Albuminúria

igie as causas, que podem ser inúmeras.

L&1J@I  ~geios *

Zimbro ­ salva

* 1 drageia de cada, 2 vezes ao dia (de manhã).

BétUla ­ TOMI1170

* 1 drageia de cada, 2 vezes ao dia (de tarde).

ou MAISão *

Zírnbro ­ salva * Bétula + TOMi1170

* 1 pitada de cada para uma chávena de água; leve a ferver durante 5 minutos e 
deixe em infusão durante 15 minutos.

* Beber 4 chávenas por dia.

ó10OS OSSO0CAVIS

Zimbro ­ Sétilla

­ 1 ou 2 gotas de cada, alternadamente, 2 vezes ao dia.

8317h05 dO 35501M0 *

Frios ou banhos de assento com fricções (Kuhne). Diários.

8a1717os de mpor *

1 vez por semana, seguidos de uma fricção vigorosa.

* Afusão do rosto + braços + pernas.
* Afusão fulgurante. Alternadamente, 1 dia cada.

AIAMOIMOP#O
Alimentação sóbria, vegetariana se possível. Evitar: ovos, lacticínios, queijos, 
álcool, vinho, charcutaria, carnes gordas, pratos com molhos, caça, enchidos, 
crustáceos, moluscos, etc. Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, 
legumes, frutos, saladas, cereais, carnes magras bem cozinhadas.

JejUM

1 vez por semana, mas também cura de fruta.

200
Alcoolismo

outMS ã~Mentos                  secas de giesta, 8 g de barbas

de milho e 10 g de bagas de Infusão ou decocçâo da seguin­       zimbro. te 
mistura: rãbano silvestre,      ­ Estas plantas podem também ser
10 g para 2 litros de água, à qual   tomadas separadamente, em inse acrescentam 
15 g de flores        fusão ou decocção.

CONSELHOS

Ver também:
­ Endurecimento (p. 132)
­ Exercícios físicos (p. 133)
­ Respiração (p. 137)

Alcoolismo

r E   um dos flagelos da nossa época que favorece e predispõe a um grande

número de afecções, doenças vasculares, artrites, reumatismos, gota, cancro, 
etc. Constitui também um factor agravante nos acidentes de viação.

Tal como o tabagismo, o alcoolismo atinge todas as camadas da população.

Foram feitos inúmeros estudos sobre as populações alcoólicas, frequentemente 
vítimas de carências. A carência em magnésio atinge­as especificamente, já que 
os alcoólicos eliminam esta substância mais facilmente do que os abstinentes.

O Prof. Delbet demonstrou que a indústria agrícola e as grandes quantidades de 
adubos potássicos empobrecem os solos em magnésio e

carenciam as culturas. Esta situação agrava­se em razão da transformação dos 
alimentos e do consumo de pão branco (que contém 5 a 6 vezes menos magnésio do 
que o pão integral). Quando um organismo está deficiente, procura aliviar este 
estado. Se este persiste, a ordem orgânica

201
Alcoolismo

é perturbada, o instinto é enganado e a resistência enfraquecida. Podem então 
manifestar­se diversas perturbações: abuso de drogas, de medicamentos, de 
açúcares, acompanhadas de várias desordens indefiníveis, tais como cansaço 
geral, lassidão, instabilidade emocional, dificuldade em seguir o pensamento, 
etc.

As curas de desintoxicação constituem um paliativo, uma ajuda momentânea e 
passageira que devern, para evitar recaídas, ser seguidas de uma vigilância 
séria.

Existem diversas associações que provaram a sua boa prática e eficáela: os 
“Alcoólicos Anónimos”, as “Cruzes de Ouro”, etc. Associaçoes como estas existem 
na maioria das cidades.

D189eias * Tânchagem ­ Absínto ­ M//­folhas

* 1 de cada, 3 vezes ao dia, durante uma semana, alternando com:

Torment11178 ­Angélica ­ Tancha~ * na outra semana; depois, recomeçar. * Própolis 
ou extracto líquido: 3 vezes ao dia durante 3 semanas. Várias vezes por ano.

OU IMUSãO *

O padre Kneipp aconselhava:

Tanchagem ­ Absinto ­ M//­f0117aS

* Alternando 1 semana de cada

planta com:

Tormentíffia ­ Angélica ­ TanC17­9geM
* Em infusão: 1 pitada de cada

planta para uma chávena de

água. Leve a ferver e deixe em infusão durante 15 minutos. Tomar 3 ou 4 vezes ao 
dia. Estas infusões podem ser substituídas por drageias (ver acima). 
Recomendações formuladas pelo Dr. Bilz: “AqU&I&S qU& plelênOeM OeSintoxicar­so 
devem fazê­lo de Lima só V&Z & nunca mais tecome­Çar, poís poderíam tornar a 
ficar deoendenies.”
SOMIOS dO .95501M0 *

­ Frios ou com fricções (Kuhne).

BY17lios de vapor *

Frequentes ou mesmo diários (constituem um excelente meio de desintoxicação); no 
início 1 ou 2 por dia. Devem ser seguidos de um fricção fresca e vigorosa.

202
Alcoolismo

A fusões *

*  Do rosto, das coxas, dos braços,

fulgurante.
*  Várias vezes ao dia, se possível.
*  Use e abuse dos duches, afusões frescas ou frias todos os dias.

Receitas Lf AtotelaPdUticas

ÁS.7r0

Esta planta tem uma forte acção vomitiva, comparável à da ipeca. Era utilizada 
antes da importação desta. O seu segundo nome,
11 cabaret”, provf5m do facto de ser utilizada para fazer vomitar os bêbados. 
Tomar infusões de folhas frescas ou do pó do rizoma.

ATENÇA01 Esta planta é perigosa o deve ser prescrita por um especialista.

Erv.7~Mate

Entre as plantas utilizadas no tratamento do alcoolismo, a erva­mate parece ser 
um dos remédios mais eficazes. A garantia de não produzir efeitos secundários e 
a sua acção suave tornam­na num precioso aliado. Mas, paradoxalmente, continua 
desconhecida como meio de luta contra a dependência etílica e os malefícios do 
álcool.

A história da erva­mate é espantosa. Esta planta foi descoberta no final do 
século xvii pelos Jesuítas. A ciência classificou­a, graças à descrição de 
Auguste Saint­Hilaire, um século depois. Tal como inúmeras plantas pertencentes 
às civilizações pré­colombianas, a erva­mate está associada a uma cultura e a um 
cerimonial de colheita e de consumo. Esta bebida é o equivalente do chá na Ásia. 
Os colonizadores aperceberam­se rapidamente que se tratava de uma planta com 
virtudes excepcionais. No século xix, a bebida preparada à base de erva­mate era 
muito popular na Europa Ocidental. A colheita da erva­mate é um trabalho penoso 
mas simultaneamente uma aventura rocambolesca. Uma equipa, constituída por uma 
quinzena de “hervateiros” (nome dado aos colhedores de mate), dirigida por um 
chefe, parte para a colheita do
11 chá do Paraguai”. Esta primeira busca consiste em encontrar u m a A rwwriá 
brasillensls, u m a árvore de grande porte que vive em simbiose com a erva­mate. 
Infelizmente, a sua hiperexploração é responsável pelo desaparecimento dos 
locais naturais desta planta. Mas o homem aprendeu a cultivar esta planta há um 
século, e ela continua a

203
Alcoolismo

ser a bebida preferida de uma grande parte dos habitantes da América Latina. No 
Brasil as culturas de erva­mate cobrem uma superfície de 65 000 ha (a produção 
anual é de cerca de
100 000 toneladas). As folhas de erva­mate contêm
1,8% de cafeína, 9,3% de taninos, várias vitaminas (ainda mal identificadas), 
20% de resinas e
O,1% de óleos essenciais. A sua acção é múltipla. Ela é em primeiro lugar um 
forte estimulante cardíaco: dilata os vasos sanguíneos e combate o cansaço. O 
mate é também um antialcoólico notável. Mas grande parte das suas virtudes 
permanecem ainda desconhecidas. Vários autores científicos observaram que as 
populações consumidoras de mate estão protegidas contra os malefícios do 
alcoolismo que dizimam actualmente as populaçõ es indígenas. Esta situação 
provém do facto de os bebedores de mate consumirem menos etanoi e nunca caírem 
numa dependência alcoólica. Esta bebida, que tem um sabor muito agradável, 
merece ser redescoberta.
*  A infusão de erva­mate prepara­se tal como o chá.

MeiMe17drO
*  Os seus princípios activos são

utilizados como sedativo nervoso contra as dores nevríticas,

as doenças mentais, a melancolia, a ansiedade e também para tratar o alcoolismo.

ATENÇA01 Esta planta é tõxica. Só deve ser utilizada sob receita médica.

Vi17C~XíCO

Utilizam­se os rizomas (nome popular: raiz­de­asclepíades).
O seu nome provém do facto de ter a capacidade de libertar os intestinos de 
certas substâncias. Era considerada como um antídoto de vários venenos e era até 
utilizada contra a peste. Mas, apesar da sua acção real (e do facto de continuar 
a fazer parte de certas preparações farmacêuticas), tais virtudes parecem 
exageradas. ATENÇÃO1 Esta planta é tõxica. Só deve ser utilizada sob receita 
médica.

AliMeIM~O

Uma alimentação saudável, de tendência vegetariana, rica em magnésio (pão 
integral, cereais integrais, frutos frescos, frutos secos, legumes, etc.). A 
proscrever: refeições ricas, pratos com molhos, charcutaria, carnes gordas, 
conservas, fritos, guloseimas, pastelaria. Quanto mais gorda e gastronómica for 
a

204
Alcoolismo

alimentação, mais ela necessita de ser acompanhada, como é lógico, de vinho e 
bebidas espirituosas. Diminuiçã o do consumo de batatas.

Alimentos privilegiados: papas de aveia (a aveia é utilizada devido às suas 
propriedades desintoxicantes), levedura de cerveja, germe de trigo, alho, 
cebola, salsa, couve.

jejum

É fortemente recomendado, tal como a cura à base de fruta. Aconselham­se as 
curas de uvas (biológicas), da é poca.

Bebid,75 *

O vinho é um remédio comprovado caso não se abuse dele de modo a criar 
dependência.
O Cânone de Avicena dizia, a propõsIto do vinho que utilizava como remédio:

Sob a designação de vinho entende­se o “verdadeiro vinho”, bebida fermentada 
preparada a partir de uvas secas ou de tâmaras. (Este vinho bastante espesso 
necessita de ser filtrado. O vinho da época de Avicena era semelhante aos vinhos 
gregos do tipo “Retsina”.)

* As principais virtudes que este

lho reconhecia oram as seguintes: reforça as vísceras, preserva a saúde geral e 
a digestão, conserva o corpo, regenera as fracturas e purifica os humores. 
Segundo Avicena, o vinho activa o funcionamento do fígado e ajuda­o em caso de 
obstrução. Influencia a formação dos ossos e ajuda, em doses moderadas, a 
“clarificar” o cérebro. Além disso, fornece uma boa disposição e permite vencer 
a melancolia.
* O vinho branco leve é preferível, segundo Avicena, para as pessoas “excitadas” 
(nervosas) pois não causa dores de cabeça. Pode ser consumido misturado com mel 
(depois de macerado durante 2 horas).
* O vinho branco pesado, quando é doce, é indicado para todos aqueles que 
pretendem engordar e recuperar as forças. Quanto mais agradáveis forem o aroma e 
o sabor do vinho, mais benéfico será para o organismo. Ajuda a digestão e a 
assimilaçâ o dos alimentos. Torna os humores mais móveis e participa no 
equilíbrio do corpo.
* O vinho velho é como um bom
médico, mas o vinho novo é como o fel e pode provocar desordens hepáticas. Se 
ficarmos doentes depois de ter bebido vinho, no dia seguinte devemos

205
Alcoolismo

beber água fria, absinto e comer romãs. Para prevenir problemas desagradáveis 
ocasionados pelo excesso de bebida, Avicena recomendava que se tomasse (antes de 
beber vinho) um xarope de suco de couve branca, misturado em partes iguais com 
suco de romã verde, aos quais se acrescentava o dobro do volume de vinagre. É 
interessante assinalar a influência (e a concordância) dos conselhos de Avicena 
na medicina medieval.

Citamos aqui alguns aforismos e conselhos da célebre Escola de Salerno (segundo 
o 1?egímon Sabítatís Saleiniatum, de Bleusen de Ia Martinière, em 1749. Editado 
pela Union Latine d'Éditions):
* Sobro a escolha e as marcas de bons vinhos:

Quanto ao vinho,­ sobre a sua escolha, eis aqui a nossa doutrina.Bebam pouco,­ 
mas que s&ja bom
O bom Vil7170 é UM3 boa M&díCina,

O mau vonho é um veneno. EVItar OS V11717OS faISIfICadOS POIS dão CabO do pWtO
* Sobre os afeitos dos bons vinhos:

Sempre aos me117ores vil717os dêem a vossa preferêncla, Produzem sempre os 
me117ores humores. Dêsprezem o vinho n&gro, espesso, sem transparência Est& 
envia ao cérebro vapores grosseiros; Carr&9a o &stômago causa uma sensação o& 
peso E torna nos suj&ltos a pr&guiça

CONSELHOS

­ Cura de magnésio: 3 semanas várias vezes por ano, salvo em

caso de insuficiência renal grave (em saquetas de 20 g, dissolvido em 1 litro de 
água de boa qualidade): meio copo de manhã, em jejum. Ver também:
­ Endurecimento, exercícios físicos, repouso, respiração, relaxamento ­ yoga 
(pp. 133 a 139).

206
Alergias e doenças ditas ambientais

Alergias e doenças ditas ambientais

ão inúmeras, e as suas manifestações podem ter diversas formas. As causas são 
múltiplas e, por vezes, iatrogé neas (envenenamento por medicamentos).

Contudo, as alterações no modo de vida e no regime alimentar produzem sempre uma 
melhoria.

Veja também as diversas formas de alergias e as suas manifestações sintomáticas 
(asma, asma dos fenos, etc.).

INFLUÊNCIA DAS ALTERAÇõES NATURAIS

DO AMBIENTE SOBRE A SAúDE

A meteopatologia ou a biometeorologia

As condições atmosféricas têm um papel importante na nossa saúde. Conhecemos 
desde sempre o “mal do vento”, que se caracteriza por astenia, irritabilidade 
ou, ainda, por dores reumatismais nos adultos e perturbaçõ es digestivas ou 
respiratórias nas crianças.

A meteorologia age sobre a saúde

Certos ventos são mesmo responsáveis por perturbações específicas, apesar de 
estas serem frequentemente difíceis de definir.

* Assim a síndroma do vento suão perturba o cicio do sono e provoca

insônias, pesadelos, enxaquecas e dores ao nível do tórax.
* O mal do vento mistral ocasiona nevralgias e insónias. O vento

sharav, em casos extremos, é responsável por anomalias hormonais, cortico­supra­
renais ou hipertiroidismo.
* Também foi observada a síndroma da trovoada: antes da trovoada os

bebés lactentes têm diarreias, convulsões e uma agitação anormal.

207
Alergias e doenças ditas ambientais

* No século xvi, o padre jesuíta d'Acosta descreveu o mal de “Puna”

que dizimava as expedições espanholas durante a travessia dos recifes 
montanhosos. Os sintomas são comparáveis ao mal da montanha, com dificuldades 
respiratórias e aceleração do ritmo cardíaco. Foram descritos por Saussure 
durante a sua escalada ao cimo do monte Branco. Inúmeras observações feitas por 
viajantes e praticantes foram retomadas e estudadas pelos naturistas. (É 
provavelmente daí que decorrem as investigações feitas sobre os
efeitos da electricidade do ar realizadas por Nollet, Franklin, Saussure e de 
Candolle.) Por outro lado, o desenvolvimento da aviação permitiu constatar que 
os pilotos estão sujeitos à mesma doença que os

alpinistas, apenas muda a altitude em que surgem os sintomas (2000 metros para 
os alpinistas e cerca de 6000 para os aviadores).
* A guerra trouxe novas constatações: o mal causado pelo “vento da

bala” é responsável por hemorragias capilares. Sabe­se perfeitamente que o tempo 
pode agravar ou melhorar certas patologias.
* O mistral e a tramontana provocam acessos de congestão e hemoptíses

nos tuberculosos. Aliás, em certos casos, uma simples previsão meteorológica 
permite fazer um prognóstico sanitário. Nesta perspectiva, os investigadores 
gregos utilizam eficazmente o índice termo­higrométrico (medida da humidade e da 
temperatura diárias) para prever a mortalidade em Atenas.

Por que razões reagirá o organismo desta forma?

Quais são as causas das patologias meteorológicas? Incriminou­se a

rnodificação da pressão atmosférica, os fenômenos eléctricos, as alterações na 
quantidade de oxigénio e de óxidos de carbono, bem como vários outros factores. 
Estas modificações (naturais) teriam o poder de modificar o nosso meio ambiente 
e a nossa homeostase. Paradoxalmente a explicação destes fenômenos biológicos é 
sempre vaga. Dispomos de inúmeras constatações, mas temos falta de explicações 
fisiológicas. Porque são raros os casos que se podem resumir a um fenômeno 
único, como é o caso do mal do mistral em que o vento é acompanhado de uma

ionização positiva. (Neste caso um simples regresso a uma ionização negativa 
basta para curar o doente.)

208
Alergias e doenças ditas ambientais

Quais são os mecanismos da acção do estado do tempo sobre as afecções?

Devemos em primeiro lugar considerar a acção geral sobre o orgaIlisnio.

­ A acção directa das condições meteorológicas influencia as reacções

fisiológicas.
­ A acção indirecta, por sua vez, modifica­as indirectamente, favorecendo a 
hipersensibil idade.

Foi por este motivo que os investigadores se interessaram pelos efeitos dos 
climas continentais. Todavia as explicações propostas são variáveis: pensa­se 
alternativamente num enfraquecimento geral do organismo que favorece o 
aparecimento de infecções microbianas, o desenvolvimento de novas patologias 
bacterianas, uma falha do sistema enzimático, o

desregulamento dos mecanismos de termorregulação, a modificação dos parâmetros 
físicos dos líquidos (a viscosidade), uma actividade anormal do sistema nervoso 
autónomo, alterações na permeabilidade das membranas celulares e a interrupção 
do funcionamento do metabolismo proteico.

As estações agem sobre o corpo e sobre o espírito

­ Por outro lado, entre as várias meteo­sensibilídades, devemos mencionar, para 
além das alergias, as bronquites e as insuficiências respiratórias, as 
tuberculoses pulmonares e os enfartes. As condições atmosféricas intervêm também 
de uma forma predominante nas

doenças vasculares cerebrais. Quanto ao aparecimento do reumatismo, este está 
relacionado com o frio, com a humidade e com a natureza dos solos.
­ Além disso, em muitos países observa­se um agravamento das doenças mentais por 
ocasião da Primavera. Certos investigadores até emitiram a hipótese de a 
criminalidade e o nascimento de esquizofrénicos serem sensivelmente mais 
elevados nos primeiros dias de Primavera. Outros estudos demonstraram que os 
acidentes no trabalho aumentam quando a temperatura ambiente é diferente da 
temperatura óptima para o organismo humano (entre 11 e 24'C). Aplica­se o mesmo 
comentário aos suicídios, mais frequentes no Inverno do que no Verão.

209
Alergias e doenças ditas ambientais

Aliás o sol intervém de forma tão benéfica no nosso corpo que até a cárie 
dentária parece (segundo certas fontes) sofrer a influência dos

raios de sol.

­ As doenças infecciosas têm, também elas, um carácter sazonal. Manifestam­se 
tanto sob a forma de epidemias como pela diversidade dos seus tipos. Na Europa 
Central as doenças infecciosas dividem­se em três categorias:
* estivais (febre tifóide, poliomielite, disenteria);
* hiberno­vernais (patologias rinofaríngicas, sarampo, varicela

e varíola);
* hibernais (escarlatina, difteria, gripe, pneumonia).

­ As condições atmosféricas podem fazer baixar o teor de ácidos gordos (que têm 
um papel protector) da pele, o que tem por efeito facilitar a penetração de 
bactérias patogénicas.

­ A observação dos fenómenos naturais demonstra que o ar seco e frio

estimula a mucosa nasal, enquanto o ar húmido a inibe. Isto explica a razão de 
as doenças das vias respiratórias serem muito menos frequentes no Norte da 
Europa.

­0 estado do tempo tem também uma influência apreciável sobre a

taxa de anticorpos. Ele altera a composição hormonal (sobretudo supra­renal). O 
frio caracteriza­se pela excreção urinária de esteróides e por um aumento da 
resistência antibacteriana.

A meteorologia: um meio de prevenir muitas doenças

O conhecimento dos elementos meteorológicos permite neutralizar certos 
inconvenientes e tirar proveito de certos remédios elementares bem conhecidos, 
tais como a benéfica “mudança de ares”.

A título indicativo, consulte o quadro que apresentamos adiante. Este mostra o 
aumento do número de certas patologias em relação com as

perturbações climáticas sazonais nos vários meses do ano.
210
Alergias e doenças ditas ambientais

MÊS

Doenças de risco e fenórnenos patológicos

Janeiro

Aumento significativo das doenças cardíacas, de apoplexias, de úlceras pépticas, 
riscos de coma diabético, raquitismo, gripe, pneumonia, meningite cérebro­
espinal, aumento da fragilidade capilar, riscos de deficiência em vitaminas A, 
Li e K, hipertensão.

Fevereiro

Fortes crises de arteriosclerose, de doenças cardíacas diversas, apoplexias, 
bronquites, úlceras pépticas, aumento de risco de comas diabéticos, doenças 
mentais, raquitismo, riscos de pneumonia, meningite cérebro­espinal, deficiência 
em vitaminas A, D e K, descalcificação, hipertensão, tuberculose e perda de 
fosfato.

Março

Reumatismos, doenças mentais, risco de tuberculose, meningite cérebro­espinal, 
varíola, fragilidade capilar acrescida, hipertensão, descalcificação e perda de 
fósfato.

Abril

Doenças mentais, risco de tuberculose, meningite, agravamento da fragilidade 
capilar.

Maio

úlcera duodenal, bócio, asma dos fenos, febre tifóide, poliomielite, risco de 
deficiências em vitamina B.

Junho

Asma dos fenos, febre tifóide, poliomielite, disenteria, deficiência em 
vitaminas B e C.

Julho
Apendicite, conjuntivite, febre tifóide, poliomielite, disenteria, deficiência 
em vitamina C.

Agosto

Propício às febres tifóides, asma, poliomielite, disenteria.

Setembro

Asma, cólera, disenteria, poliomielite.

Outubro

Reurnatisinos, escarlatina, gripe, hipertensão.
Novembro

úlcera do duodeno, acréscimo de casos de glaucomas, reumatismos, difteria, 
gripe, crises de hipertensão.

Dezembro

Bronquites, úlceras pépticas, aumento do risco de coma diabético, raquitismo, 
gripe, pneumonia, meningite cé rebro­espinal, possibilidade de dericiência em 
vitaminas A, D e K, hipertensão, acréscimo de leucócitos.

211
Alergias e doenças ditas ambientais

INFLUÊNCIA DAS ALTERAÇõES ARTIFICIAIS

DO AMBIENTE SOBRE A SAúDE

Qualquer tipo de actividade utiliza energia e gera poluições que têm freq 
uentem ente repercussões nefastas, que só consideramos quando temos a 
possibilidade de as medir e identificar. Isto é possível quando as consequências 
se fazem sentir imediatamente, mas difícil quando estas só surgerri muito tempo 
depois.

O nosso mundo está doente de poluição

Certas espécies animais e vegetais, ditas bioindicadoras, apresentam uma 
sensibilidade particular e testemunham do desaparecimento de certas formas de 
vida.

Quando uma indústria polui com os seus detritos (o que acontece com todas) e 
surge o escândalo à luz do dia, instaura­se um regateio entre os

industriais aliados dos sindicatos da empresa que defendem o direito ao emprego. 
A vida, as alterações nos ecossistemas, as repercussões biológicas e as 
eventuais consequências sobre a saúde têm pouco peso face aos

argumentos económicos.

Caminhamos para uma diminuição da poluição?

Os factores criadores de poluição acentuaram­se nos últimos anos, 
particularmente graças à intensificação da industrialização. O crescimento

e a alteração do consumo dos indivíduos são em grande parte os factores 
responsáveis desta situação. E seria uma ilusão pensar que os progressos 
realizados fazem ou farão inverter este processo de degradação que constatamos 
na nossa vida quotidiana.

O estado global de nosso meio ambiente, desde que tomámos consciência da sua 
degradação, não melhorou por isso. Alguns cientistas, desde os anos 30 (a 
escolha desta data, sabemo­lo, é puramente arbitrária, já que os primeiros 
trabalhos sobre os efeitos nocivos dos fumos datam do século xvii) começaram a 
avaliar os efeitos nefastos da industrialização sobre a Natureza. Apresentaram 
as suas reservas relativamente à poluição gerada pelas actividades humanas e 
acautelaram os poderes públicos. As

212
Alergias e doenças ditas ambientais

primeiras medidas significativas foram tomadas nos anos 70, mas o estado do 
planeta continua todavia a degradar­se.

Existem me(lidas possíveis de prevenção?

As ineclídas preventivas são quase ínexístentes. Mesmo que um país tornasse a 
decisão de respeitar totalmente o seu meio arribiente (o que é impossível no 
nosso mundo industrializado), esta decisão teria poucas repercussões porque a 
poluição não tem em conta as fronteiras e estas, numa perspectiva 
proteccionista, não nos servem de nada.

Quando sornos confrontados com uma poluição que nos obriga a agir de modo a 
neutralizá­la, limitá­la ou substituí­la por uma técnica “com efeitos nocivos 
aceitáveis”, o mal já está feito. Além disso, o que poderia à primeira vista 
parecer uma boa medida demonstra ser irrealista e, grande parte do tempo, apenas 
substituímos um tipo de poluição por outro, cujos efeitos ainda não se 
manifestaram.

Tomar consciência (lo meio ambiente significa a(laptarmo­nos ou adaptá­lo às 
nossas necessida(les?

O problema reside na percepção que o homem tem do seu meio ambiente. As outras 
espécies vivas, sejam elas animais ou vegetais, vivem em osmose com o seu meio 
ambiente. Uma espécie adapta­se e aclimata­se em função do seu meio: se não 
consegue encontrar o seu lugar, desaparece; pelo contrário, se as condiçõ es lhe 
são favoráveis ela persiste e prolifera.

Para o homem a situação é muito diferente. Este adapta o meio ambiente à suas 
necessidades’ . Enquanto estas apenas exigiram a energia fornecida pela força 
dos animais, as repercussões, apesar de terem algumas consequências, perinitiram 
contudo um modus vivendi. O homem explorava a natureza em função das suas 
capacidades limitadas, e esta podia, mal ou bem, reconstituir­se.

Com a chegada da era industrial, a relação de forças alterou­se em

grande escala e a exploração dos recursos naturais acentuou­se ainda mais, 
aumentando paralelamente os seus efeitos desagradáveis. O raciocínio do homem 
fá­lo pensar que aquilo que não conseguiu resolver ontem

1 As alterações feitas pelos animais também existem, mas têm um carácter 
limitado.
213
Alergias e doenças ditas ambientais

estará ao seu alcance amanhã. Mas, no estado actual da situação, nada indica que 
os problemas para os quais não encontrámos uma resposta sejam resolvidos num 
futuro próximo.

Além disso, o nosso sistema imunitário tem a capacidade de indentificar as 
substâncias patogénícas que encontramos e deveria neutralizá­las. É o

que norrnalmente acontece. Mas quando somos confrontados com agentes tóxicos 
novos, que enganam as nossas defesas, o nosso organismo não consegue ídentificá­
los, e estes são, assim, assimilados e armazenados.

O progresso gera exclusão e inatlaptação

Destas perspectivas decorrem dois sistemas de pensamento:
­ O primeiro consiste em afirmar que o homem, desde os tempos mais

remotos, soube adaptar­se ao seu meio arribiente.
­ O segundo consiste em acreditar que o homem, no futuro, será capaz

de encontrar a solução para os problernas que tem sido incapaz de resolver no 
passado.

Este tipo de raciocínio optimista, que defende o progresso “a todo o custo”, não 
é sério e não resiste a uma análise profunda. Dizer que o

homem vai conseguir adaptar­se é uma pura abstracção especulativa e

revela mais do desejo do que da realidade observável que decorre dos factos. 
Basta, para ficaririos convencidos, enumerar as espécies que desapareceram ao 
longo desta última década e verificar que inúmeros rios e

lagos perderam a totalidade ou uma grande parte da sua fauna aquática.

Um outro aspecto que não se deve negligenciar e que é esquecido é que, longe de 
resolver os problemas do homem, a industrialização marginaliza socialmente os 
indivíduos mais fracos (os que não podem ou não sabem adaptar­se às condições 
sociais ou económicas) e exclui­os, perante a indiferença geral da colectividade 
(à excepção de algumas associações de caridade com meios limitados). Para estes 
problemas, e isto independentemente do tipo de governantes no poder, não foi 
ainda encontrada qualquer solução. A sociedade continua a produzir progresso e 
a
acentuar o fenómeno da inadaptação e da exclusão.

Quanto aos outros, aqueles que estão “provisoriamente” adaptados, têm 
consciência da precariedade da sua situação. Esta é uma das razões pelas quais 
os países ricos necessitam cada vez mais de drogas (legais ou

ilegais) para os ajudarem a suportar o seu “mal­estar”.

214
Alergias e doenças ditas ambientais

A POLUIÇÃO ELECTROMAGNÉTICA

A fada boa da electricidade

Uma das primeiras pessoas em França a apontar os riscos ligados a

este tipo de poluição invisível, e por isso insidiosa, foi o Dr. Maschi. Como é 
o caso de todos os precursores, isto não só lhe valeu um grande número de 
transtornos e processos, como tarribém o ter sido, durante mais de vinte anos, 
excluído da ordem dos médicos. Actualmente toda a gente parece concordar, ou 
quase, e inúmeros cientistas admitem que a corrente eléctrica não é talvez tão 
anódina como normalmente se pensa.

Com efeito, os responsáveis e os produtores de electricidade de todos os países 
fizeram crer ao público que a electricidade só tinha vantagens. Durante muito 
tempo ela só teve qualidades, a tal ponto que os publicitários, ao gabarem os 
seus méritos, apresentavam­na sob a imagem tranquilizadora de “fada boa do lar”. 
Mas, por detrás desta fada radiosa e dispensadora de tanto conforto e 
facilidade, esconde­se talvez uma terrível bruxa, pronta a fazer­nos pagar o 
cêntuplo por todas as vantagens que nos fornece.

As investigações finalmente reveladas

As primeiras investigações dissonantes datam de 1954. Foram efectuadas nos 
Estados Unidos. Na mesma época os Polacos também trabalharam sobre esta questão 
polémica.

A evolução da técnica teve como resultado o facto de o conjunto de radiações 
electromagnéticas da atmosfera terrestre ter ficado “carregado” de forma 
considerável. Trata­se de uma poluição ignorada, ocultada, mas

cuja presença se torna cada vez mais evidente.

Já nessa época se suspeitava que este tipo de poluição era responsável por 
certas patologias degenerativas tais como as leucemias ou a doença de Parkinson.

Em 1976 um estudo americano apresentava os resultados de um relatório do 
Pentágono que realçavam que “os fornos de microndas poderiam produzir crises 
cardíacas, alterar o comportamento dos diplomatas e

influenciar as pessoas submetidas a um interrogatório”.
215
Alergias e doenças ditas ambientais

Milhões de dólares foram investidos neste tipo de investigação, tanto rio 
Ocidente como no Oriente. Mas com que finalidade? Esta questão continua actual.

Em 1979, WertheIrner e Leeper observaram um excesso de mortalidade por doenças 
cancerosas em crianças que viviam em casas com campos magnéticos muito elevados. 
Três anos depois Milham realça que as pessoas que têm uma actividade associada 
à exposição a campos inagnéticos podem manifestar um risco acrescido de 
leucemia.

Nos anos 80 e 90 foram realizados estudos epiderniológicos em pessoas que 
manifestavam exposiçoes não só residuais, mas tarribém profissionais. Na Suécia 
confirmaram que o aumento dos riscos relativos cresce proporcionalmente à 
frequência e aos níveis de exposição. Este estudo conclui “que os resultados 
trazem mais argumentos em favor de uma relação entre campos magnéticos e cancro 
do que contra ela”. Esta evidência é ainda mais acentuada no caso da leucemia 
infantil.

As doenças desencadeadas pelos campos electromagnéticos

O Prof. Cyrí1 W. Smith realça o papel fundamental das radiações não ionizantes 
nos processos vitais e os perigos potenciais que resultam da exposição regular 
às radiações electromagnéticas, mesmo de fraca potência. Estas favorecem o 
aparecimento do cancro, de leucemia, de alergias e de depressões. Estas doenças 
são agravadas ou desencadeadas pela maioria dos nossos sistemas e campos 
eléctricos, tais como os cabos de alta tensão, os fornos de microndas, as ondas 
de rádio, os radares e certas

aplicações militares. Estes exemplos edificantes mostram a enorme complexídade 
dos problemas e dos fenómenos que podem resultar das consequências das 
actividades industriais.

Localizar e conhecer o nível e o grau de exposição aos campos electromagnéticos 
do nosso meio ambiente é uma etapa indispensável para combatermos estes perigos 
com conhecimento de causa e nos mantermos afastados das suas fontes.

Máquinas de costura efetos

As mulheres grávidas que trabalham com máquinas de costura eléctricas arriscam­
se a expor os seus fetos a radiações electromagnéticas,

216
Alergias e doenças ditas ambientais

susceptíveis de provocar leticemia. Com efeito, a Dr.’ Claire Infânte­Rivard, da 
Universidade McGill de Montreal, recenseou um número importante de leucernias em 
crianças filhas de costureiras. Esta investigadora tinha primeiro atribuído este 
fenómeno ao pó e às fibras sintéticas.

Campos magnéticos e cancro do cérebro

“As pessoas que trabalham em instalações eléctricas duplicam o risco de 
contraírerri cancro do cérebro”, afirmam os investigadores da Universidade da 
Carolina do Norte.

Os resultados mais significativos estabelecem uma relação de causa e

efeito entre exposiçao e cancro do cérebro. Esta doença provocou 144 mortes 
entre os 140 000 indivíduos que trabalhavam numa central eléctrica (foram 
escolhidos ao acaso para o estabelecimento da amostra analisada).

Este risco alarga­se também a outros tipos de cancro, por exemplo, ao

cancro do sangue. Com efeito, a exposição prolongada aos campos magnéticos 
duplica as “possibilidades” de desenvolver um tumor deste tipo.

Por outro lado, na Bélgica, certos criadores de gado constataram o

aparecimento de perturbações fisiológicas no gado depois da colocação de um cabo 
de alta tensão nos seus terrenos. Podemos também mencionar o teor anormal de 
astrocitomias em Los Angeles e o número elevado de cancros entre o pessoal da 
central telefónica Pacífic Bell; na Polónia e na Ucrânia, constata­se um aumento 
de leucemias crónicas e agudas, bem como casos de cancro em instaladores e 
técnicos de rádio e a multiplicação de arterioscleroses e também de problemas de 
esterilidade nos

condutores de carros eléctricos.

É possível preservarmo­nos da poluição electromagnética?

É preciso, em primeiro lugar, medir os campos magnéticos do nosso

meio ambiente para identificá­los e protegermo­nos. Existem diversos meios:

­ Aparelhos de medição;
­ Detecção efectuada por especialistas. Além disso, é necessário:
* que a instalação eléctrica esteja bem feita;
* que as tomadas estejam ligadas à terra;

217
Alergias e doenças ditas ambientais

*  que não existam perdas de corrente;
*  evitar ter nos quartos despertadores eléctricos, reduzir o número de

tornadas e proceder de modo a que os candeeiros de cabeceira tenham uma 
iluminação mínima;
*  evitar as camas metálicas;
*  evitar as fibras sintéticas;
*  limitar o tempo passado diante de aparelhos de televisão, ecrãs de

computador, evitar também os telemóveis, os microndas, etc. (ver o

capítulo dedicado ao cancro, p. 279). A  acumulação de electricidade estática 
provém do facto de estarmos permanentemente isolados da terra. Com efeito as 
nossas estradas são alcatroadas, os solos das nossas casas estão isolados e os 
nossos sapatos com sola de borracha isolam­nos do solo. Desta forma acumulamos 
electricidade sem podermos libertar­nos dela.

*  O primeiro método consiste em retomar o contacto com a terra,

andando a pé, sempre que possível, de pés descalços sobre a terra, na erva 
húmida, etc.
*  Outro meio, contudo menos eficaz, é lavar, várias vezes, ao dia as

mãos com água fria e agarrar, durante alguns instantes, na torneira com as duas 
mãos, o que permite fazer uma ligação à terra. Mas, como é óbvio, o melhor meio 
consiste em pen­rianecermos, se possível, afastados de campos electromagnéticos.

A irradiação alimentar

É um outro aspecto da utilização da ionização destinada a proteger a nossa 
alimentação e a prolongar o seu tempo de conservação.

Se nos é possível, quando compramos um produto alimentar, ler nas etiquetas os 
componentes químicos ­ conservantes, aromatizantes, adoçantes, emulsionantes e 
outros ­ que são necessários ao seu fabrico, é­nos muito mais difícil saber se o 
produto em questão foi tratado com raios ionizantes. Contudo, uma lei de 8 de 
Maio de 1970 torna obrigatória a

indicação de qualquer produto que tenha sido sujeito a irradiação. Mas esta lei 
nunca é aplicada. A 15 de Novembro de 1989, o Parlamento Europeu, com a 
finalidade de proibir a irradiação dos alimentos frescos na CEE a partir de 1 de 
Janeiro de 1993, adoptou uma directiva. Mas a

218
Alergias e doenças ditas ambientais

França ultrapassou esta directiva e continuou a irradiar os queijos “camembert” 
confeccionados com leite cru. Quanto à Alemanha, não obstante ter proibido a 
irradiação dos produtos destinados ao seu mercado interno, autoriza­a para os 
produtos destinados à exportação.

As consequências da irratfiação

­ Em todos os casos, a permeabilidade das membranas celulares é afectada, os 
raios ionizantes dissociam as moléculas e libertam radicais livres. As batatas 
irradiadas, por exemplo, têm uni tempo de conservação mais longo, mas perdem a 
vitalidade, estão mortas.

­ Destrói a germinação e opõe­se à vida: os cereais tratados não germinam ou 
germinam muito mal. O estudo feito com raios infravermelhos mostra o 
aparecimento de deformações estruturais. Os açúcares e os amidos alteram­se. 
Quanto aos frutos, os processos são idênticos: a irradiação mata os micróbios, 
mas altera o teor de vitaminas e acarreta uma perda enzimática importante.

Inúmeros produtos agrícolas, tanto em França como noutros países, são 
actualmente irradiados: frutos frescos, cebolas, alhos, frutos secos, aves, 
leite, etc. É, por conseguinte, preferível consumir apenas produtos de qualidade 
biológica ou comprados a pequenos produtores.

Os metais são necessários, mas em doses altas são tóxicos

O organismo tem necessidade de inúmeros metais para assegurar o seu

funcionamento. Mesmo que só os utilizemos em quantidades infinitesimais, não 
podemos viver sem eles. Em contrapartida, certos metais podem estar na origem de 
graves perturbações orgânicas. Por exemplo, o cobre é um elemento necessário, 
mas, ingerido em quantidades importantes, torna­se nocivo. A toxicidade dos 
metais obriga­nos a utilizá­los com precaução nos complementos alimentares e nas 
amálgamas dentárias.

As fontes de intoxicação podem ser variadas. Na Silésia, por exemplo, 
constataram­se vários casos de intoxicação em crianças que brincavam em

parques infantis onde a areia de jogos continha doses anormais de chumbo.

Por outro lado, devemos sempre ter em conta que não basta, em caso
de carência, tomar apenas o elemento que falta para remediar a carência, já que 
vários factores podem ser responsáveis. Por exemplo, a anemia

219
Alergias e doenças ditas ambientais

maligna é frequenternente o resultado, não de falta de vitamina B12 (ver 
“Cobalto” no quadro adiante), mas da incapacidade que o organismo tem de a 
assimilar. Ela só pode ser utilizada sob a forma de um complexo com

uni factor interno (glicoproteina produzida pelas mucosas do estômago).

O exemplo do zinco

O caso do zinco demonstra bem a evolução dos nossos conhecimentos sobre o papel 
dos microelementos metálicos no nosso organismo. Em
1869, Raulin descobriu que o zinco era necessário ao desenvolvimento do cogumelo 
Aspergilliís niger. Mas foi preciso quase um século para se

descobrirem as consequências das carências desse metal e as suas funções no 
organismo. Em 1961 demonstrou­se que uma carência em zinco é a causa de graves 
perturbações metabólicas, de anemia severa, de estagnação ponderal, do atraso no 
crescimento e de hipogonadismo.

Os bioquímicos descobriram que este elemento é necessário ao funcionarnento de 
várias enzimas: desidrogenases, aldolases, peptidases, fosfatases, isomerases e 
transfosfiralases. Sabemos que ele participa no processo de sintetização 
proteica e de divisão celular. Continuam a ser estudadas as relações com os 
ácidos nucleicos. As graves consequências da sua

carência e a sua múltipla acção retiram a atenção dos terapeutas.

Utilizou­se primeiro o zinco para tratar certas patologias. A sua

toxicidade não era ainda conhecida. Todavia, certos metais vitais são, em

certas formas e em determinadas doses, fortemente tóxicos. As primeiras 
intoxicações causadas pelo zinco foram descritas nos mineiros e operários da 
indústria metalúrgica. A “febre do zinco” tem os sintomas seguintes: arrepios, 
febre, vómitos, cansaço, fraqueza, acompanhados de secura bucofaríngica. Contudo 
os efeitos tóxicos do zinco a longo prazo foram durante muito tempo ignorados. 
Além disso, casos de intoxicação próximos dos observados na indústria foram 
considerados como efeitos secundários do tratamento terapêutico pelo zinco.

Actualmente a toxicidade dos sais e compostos de zinco é mais bem conhecida. A 
base de dados Medline comporta 74 publicações sobre este assunto. Inúmeras 
informações falam da sua toxicidade em animais de laboratório, também observada 
no meio natural. Para estas investigações utilizam­se culturas celulares in 
vitro (fibroplastas humanos) e estudam­se as zonas ecologicamente devastadas. A 
acção tóxica dos compostos de zinco é muito variada.

220
Alergias e doenças ditas ambientais

Os metais: doenças de carência ou de excesso

METAL

Efeito de carência

Efeito de excesso

Crómio (Ci­)

Metabolismo

Desconhecido.

anormal da glicose.

Cobalto (Co)

Anemia maligna,

Insuficiência das artérias

porque este metal

coronárias e hipergIobulia.

faz parte da

Nos anos 1965­1966, no

vitamina B,,,

Canadá, acrescentou­se

necessária à síntese

sulfato de cobalto à cerda hemoglobina.

veja (I mg para 750 ml)

A falta de cobalto
de modo a estabilizar a

na alimentação dos

espuma. Detectaram­se

animais provoca

então nos consumidores

doenças que,

casos de cardiomiopatia,

outrora, dizimavam

20 deles mortais. O pó de

os rebanhos de

cobalto provoca tumores

ovelhas na Austrália.

malignos nos músculos.

Lítio (U)

Depressão maníaca.

Desconhecido.

Magnésio (Mg)

Convulsões.

Parestesia.

Manganês (Mn)

Deformações ósseas.
Inércia locomotora.

Funcionamento

A inalação de pó de óxido

anormal das
Alergias e doenças ditas ambientais

METAL

Efeito de carência

Efeito de excesso

Potássio (K)

Doença de Addison.

Selénio (Se)

Necrose do figado.

Cenurose nos anirriais, efeito desconhecido no homern.

Sódio (Na)

Doença de Addison.

Cálcio (Ca)

Deformação óssea, Tetania.

Catarata. Cálculos da vesícula biliar.

Ferro (Fe)

Anemia.

Hematocromatose (acompanhada de cirrose do fígado). Sideritose.

Cádmio (Cd)

Inflamação renal, doença “Itai Itai” (intoxicação crónica). Várias centenas de 
pessoas morreram dos efeitos desta intoxicação no Nordeste do Japão, numa região 
mineira (antigas minas de metais não ferrosos). O cádmio acumula­se nos rins e 
no figado. Este metal fragiliza também os ossos.

Chumbo (Pb)
Anemia. Encefalomielite. Neuropatia.

222
Alergias e doenças ditas ambientais

óLEOS ESSENCIAIS, LEGIONELOSE E POLUIÇÃO

MICROBIOLóGICA DO AR

Uma doença misteriosa...

A história começa corno um policial americano. Em 1976, durante uma reunião 
comemorativa do 58.O aniversário da Legião Americana, no

Hotel Bellevue Stratford de Filadélfia, 182 antigos legionários, cidadãos 
arnericanos, são vítimas de uma estranha doença. A “nova” pneumonia causou a 
morte de 29 pessoas. A imprensa avançou a hipótese de um

atentado “biológico” contra estes antigos mercenários. O FBI fez uma

investigação pormenorizada, mas foi preciso um ano para se descobrir a

solução deste mistério.

Em Dezembro de 1977, a equipa de investigadores do Centro de Controlo de Doenças 
de Atlanta conseguiu isolar e determinar o bacilo incriminado. A “nova” bactéria 
recebeu o nome de Legionellapneumophila, e descobriu­se que o seu vector era o 
sistema de ar condicionado.

A doença dos legionários seria realmente uma nova doença? Ou teríamos nós 
conseguido finalmente encontrar uma explicação para certas patologias pulmonares 
inexplicadas até 1977? Isto porque a análise de amostras de soro responsáveis 
por antigas pneumonias determinou a

implicação da Legionellapneumophila na epidemia de febre de Pontiac em 1968, e 
também:

­na morte de 14 pessoas entre as 81 contaminadas no Hospital de

Santa Elizabeth, em Washington em 1965; ­em 11 pneumonias, entre as quais 2 
mortais, no mesmo hotel em

Filadélfia, em 1974. Além disso, as epidemias ocorridas em diversos países 
mostram o

carácter universal da legionelose: em hotéis de Itália, em 1980; em centros 
comerciais na Suécia, em 1979, em hotéis nos Estados Unidos, na Austrália, em 
Porto Rico, em hospitais franceses em 1989. Basta lembrar que todos os anos a 
legionelose atinge 400 000 pessoas nos Estados Unidos e que uma única epidemia 
num pequeno clube de golfe em Inglaterra provocou a morte de 43 pessoas, para 
compreendermos a importância desta doença.

223
Alergias e doenças ditas ambientais

Desde 1976 descreverarri­se cerca de 30 espécies e 80 estereótipos diferentes de 
legionela. Contudo, a Legionella pneuniophila, estereótipo 1, é responsável por 
90% das infecções. Mas as outras espécies também podem ser patogénicas. Além 
disso, o nosso conhecimento sobre este grupo de bactérias é ainda muito 
limitado. A capacidade patogénica da Legionella anisa só foi descoberta na 
Austrália em 1990, ou seja, catorze anos depois do início das investigações 
sobre a legionelose.

A responsável finalmente descoberta

A legionela é uma bactéria muito cornum. A investigação mostrou a

sua presença em 64% de torneiras de água fria e em 75% de torneiras de água 
quente, em Paris. Os aerossóis e a transmissão de pequenas gotas contendo 
bactérias favorecem a contaminação. Os sistemas de climatizaçã o e humidificação 
do ar são as principais fontes de risco de legionelose. Mas não devemos contudo 
esquecer os riscos ligados aos simples duches e

trabalhos de construção.

A legionela vive em simbiose com o Flavobacteriutn breve ou Fischerella sp. 
Estes microrganismos assegurarn­lhe uma fonte de ferro. A legionela pode também 
sobreviver em períodos difíceis graças à sua

simbiose (parasitismo?) com as arnibas. É uma bactéria muito resistente que 
consegue viver no seu meio, mesmo depois de um tratamento por meio de cloro, 
ozono, raios UV e calor. A utilização dos biostáticos, que se julga limitar o 
seu desenvolvimento, não forneceu resultados comprovativos. É por isso que os 
meios utilizados para a esterilização dos contentores de água dos climatizadores 
devem ser limitados, já que são tóxicos e serão posteriormente dispersos no meio 
ambiente pelo sistema de climatização.

Os sistemas de ar condicionado são os culpados

A doença dos legionários deve incitar os investigadores a trabalharem sobre a 
flora e a fauna dos reservatórios e dos sistemas de ar condicionado. Porque 
certas condições físicas, como a temperatura e a humidade, criam um ambiente 
ideal para a proliferação de bactérias. Desta forma, a análise biológica dos 
sistemas de ar condicionado pode inquietar todas as pessoas que trabalham em 
edifícios “modernos”, equipados com siste224
Alergias e doenças ditas ambientais

mas de clirriatização do ar. A análise mostrou que, além das bactérias do tipo 
legionela, cerca de 50 espécies de bolores e esporos (AspergilIus, 
Cl(ido,@I)orini@i, Alternaria, Mucor, Alirebasidiui7i, etc.), mais de 20 
espécies de bactérias também vivem nos ares condicionados (Baciflus cereus, 
Baciffiíssubtilis, etc.), bem como amibas, do tipo Acanihamoeba e Nagleria, e 
algumas algas.

Alguns destes microrganismos são susceptíveis de ter uma acção patogénica. Desta 
forma, 26 casos de aspergilose invasiva forarri diagriosticados em pacientes 
imunodeprimidos, em tratamento no Serviço de Hematologia do Hospital Henri 
Mondor. A aspergilose parece ser uma das doenças microbiológicas iatrogénicas 
mais frequentes rios hospitais franceses. Por outro lado, certos organismos de 
“ecossisternas de ar condicionado” têm um papel de agentes patogénicos directos, 
e outros são

responsáveis por patologias de origem alérgica. As arnibas poderri também ter um 
papel de “reservatórios de vírus” e, como já dissernos anteriormente, podem 
constituir um veículo para as legionelas.

O Prof Ragnar Rylander da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, trabalha desde 
há anos sobre o papel das bactérias Gram­, diferentes da legionela, e das suas 
endotoxinas, nas doenças do ar condicionado. Os resultados mostram os perigos de 
diversas bactérias e das suas toxinas dispersas rio ar através dos sistemas de 
climatização.

Como diminuir os riscos de contaminação pelos sistemas de ar condicionadrp?

A patologia do ar condicionado provém essencialmente de uma concepção errada na 
instalação da climatização e está frequentemente associada ao  sistema de 
hurnidificação. As soluções eficazes continuam, por conseguinte, nas mãos dos 
engenheiros e técnicos mais do que nas mãos dos médicos. Em certos casos é 
necessário conceber novamente e substituir totalmente o sistema de climatização. 
Trabalhos dispendiosos deste tipo permitiram deste modo eliminar os riscos rios 
edifícios da BBC em Londres. É certo que uma instalação e humidificação 
correctas, filtros eficazes, uma temperatura da água desfavorável à proliferação 
microbiana e limpezas regulares são as precauçõ es necessárias para diminuir 
estes riscos.

225
Alergias e doenças ditas ambientais

O que é evidente é que é preferível não criar condições artificiais patogénicas. 
Mas, indiscutivelmente, a “escolha técnica” não está ao alcance de um indivíduo 
obrigado a trabalhar ou a tratar­se em locais climatizados.

Os óleos essenciais podem resolver uma parte dos problemas?

Faltam­nos dados sobre a acção antibiótica contra a legionela, mas

existem estudos, infelizmente desconhecidos, sobre a desinfecção contínua do ar 
por meio de óleos essenciais. Como é óbvio, a dispersão de substâncias tão 
potentes exige uma certa prudência, mas esta solução deve ser encarada e, além 
disso, é facilmente aplicável. Em 1960, M. L. Joubert de Lyon estudou a 
desinfecção contínua. Por este meio demonstrou a eficácia dos aparelhos 
“aerolizores” (em relação aos brumizadores e pulverizadores), o que resultou na 
diminuição quantitativa dos germes patogénicos quando se utilizam aerosóis com 
óleos essenciais, bem como numa importante diminuição de bactérias.

Observou também a atenuação da virulência destes microrganismos, mas, o que é 
mais importante, que a taxa de germes “saprófitos” (encarregados da defesa) 
permanecia estável. Quanto à acção broncodilatadora e apneizante, esta 
melhorava. Além disso, notou também a diminuição da poluição química do ar 
ambiente (como a do amoníaco, por exemplo).

AS ALERGIAS ALIMENTARES E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS

Certas doenças não respondem aos tratamentos clássicos. Sintomas diversos, tais 
como cansaço, dores de cabeça, dores abdominais e diarreias não parecem 
corresponder a uma doença com características bem determinadas. Perante casos 
deste tipo, um grande número de terapeutas classifica estas perturbações na 
categoria das patologias psicossomáticas. É certo que pode ser verdade para 
certos pacientes, mas outros apresentam simplesmente uma intolerância a uma 
substância alimentar, a um aditivo químico ou uma reacção ao contacto com um 
determinado produto.

226
Alergias e doenças ditas ambientais

Quando se poderá suspeitar que as alergias têm uma origem alimentar?

­ Em casos de diarreias rias crianças: estas cólicas poderri por vezes

ocorrer se a criança é alirrientada ao peito e a mãe abusa de produtos lácteos.
­ Dores de garganta repetidas, rinites (suspeitar também do tabaco e

das poluições ambientais).
­ Sinusite.
­ Dores de cabeça.
­ Cansaço, ansiedade.
­ Doenças da pele tais corno eczema, psoríase (neste caso podern

existir também alergias ao contacto com fibras sintéticas ou com produtos 
químicos).
­ Asma.
­ Reumatismos.

Artrite, artrose, artrite reurnatóide (incluindo as inflamatórias).
­ Certas doenças gastrintestinais, inchaços.
­ Doenças card lovascu lares.
­ Hiperexeitabilidade.

Instabilidade, stress, irritabilidade.
­ Insónia.

Quais são os produtos suspeitos de causar alergias?

O leite e os seus derivados (manteiga ­ queijo)

Basta, muitas vezes, eliminá­los durante algum tempo para que a alergia 
desapareça, em particular em problemas nas crianças pequenas, mas

também em casos de diarreias, prisão de ventre, doenças da pele, asma, rinites, 
sinusites e também nas doenças card iovascu lares e intestinais.

Conhecem­se actualmente 20 substâncias alergizantes além dos antibióticos, todas 
elas contidas no leite.

O mito de que os produtos lácteos contêm cálcio e são, por conseguinte, 
saudáveis só é alimentado pela publicidade e contradiz os factos.
227
Alergias e doenças ditas ambientais

Os países onde existe inenos osteoporose são os que não consomem ou consomem 
poucos produtos lácteos (a China, os países africanos e certos

países do Extremo Oriente). O Prof. Kervran dernonstrou que não bastava 
consurnir produtos lácteos para cobrir as necessidades em cálcio do organismo, e 
que estes tinham, muitas vezes, um efeito oposto.

Certos produtos de origem animal

Os ovos, os peixes, sobretudo os fritos. Esta alergia manifesta­se 
frequentemente à distância, veiculada unicamente pelo cheiro (a peixe frito).

O glúten e os cereais

Especialmente nas perturbações intestinais, na artrite, na artrose e rias 
poliartrites reurnatismais, bem como nas diversas alergias (à excepção do 
arroz).

O açúcar, o café, o chá, o chocolate

Estes podem, em certa medida, acentuar os fenómenos alergizantes e

devem ser proscritos em todas as abordagens desintoxicantes.

O que fazer para descobrir uma alergia?

Para descobrir uma alergia alimentar, basta, muitas vezes, deixar de consumir o 
produto suspeito até se fazer sentir uma melhoria. Esta chega normalmente ao fim 
de alguns dias. Mas não se trata de uma regra absoluta: em certas alergias é 
necessário esperar mais tempo, às vezes algumas semanas. Além disso, os 
sintomas, no início, podem acentuar­se. Se isto acontecer, é porque existem 
fortes probabilidades de que o produto em questão seja o responsável desta 
situação. Se nada acontecer, volte a

introduzir o elemento na sua alimentação e retire outro.

Uma outra técnica consiste em jejuar alguns dias e voltar a introduzir os 
alimentos suspeitos de toxicidade, uns a seguir aos outros, espaçando

228
Alergias e doenças ditas ambientais

a ingestão de cada um de alguns dias, o que permite observar o

reaparecimento do sintoma e identificar a substância com uma margem de erro 
mínima.

Existem testes de electroacupunctura (Võll, moraterapia) que permitern, na 
generalidade dos casos, diagnosticar as alergias e tratá­las.

Quando o excesso de sensibilidade provém da acumulação de metais pesados, os 
testes de moraterapia, de Võll, do perfil proteico, e a análise

do cabelo são tarribém de uma grande utilidade e podem orientar o tratarnento. A 
queloterapia permite, na maioria das vezes, corrigir estas situações. Em caso de 
intoxicações deste tipo, o alho tem virtudes desintoxicantes que tornam este 
boibo particularmente interessante.

Em casos de artrite, artrose e patologias reumatóides tais como a

poliartrite, existem motivos para se suspeitar que estas possam ter unia,

origem alimentar. É importante intervir pr ioritariam ente neste factor.

Como realçámos anteriormente, inúmeros investigadores começam a

pensar que os alimentos, a sua escolha, a sua origem e a forma como são

preparados, podem ter uma incidência sobre a nossa saúde. A assimilação

e a utilização dos alimentos pelos nossos organismos são variáveis em

função de parâmetros pouco ou mal conhecidos.

Os outros alergizantes

Os ácaros

É uma das alergias mais frequentes. Está ligada à presença dos ácaros no meio 
ambiente. Estas alergias são cada vez mais nurnerosas e provêm das alterações no 
nosso modo de vida, particularmente do sobreaquecimento dos apartamentos que 
lhes permite viverem e reproduzirem­se em condições ideais.
Os produtos cosméticos, de limpeza, lixívias, sabões

A alergia é causada pela presença de certos diluentes e de certas

substâncias aromáticas.

229
Alergias e doenças ditas ambientais

ALGUNS TRATAMENTOS NATURAIS RECOMENDADOS

EM CASOS DE ALERGIAS

Receitas da medicina monãsticas, arte medicinal dos lrmàos de São João de Deus 
(Pato 0e17e Frateliii

117fUSiO dS MIStUrO

TanCha_Q0M (f0117as), Veróníca (érva), CavalInha (erv.7), Sempt­­­­r,0íVa (erV8), 
Gal­­Opse (­­rva), GraMa (ríZOIn.7), Ácoro­ Verdadelro (rizorna), TUSS11.7~ 
(f0117aS), Torment1117a (flZOMa), Bétula (f0117as), De17te­Oe­leãO (raIZ),

ou

Amor­perfeito (erv,9), Eufrasi.g~oficin.71 (erv.7) Erva­de­são~joão (erva), 
cava&7ha (erva), BÓIS­7­0é_Pastor (erv29), CoenIros (frutos), Urtíga (folhas), 
ArtemIsía (erva), Arnieiro­preto (casc.7), B&tó17iC.7 (erVa), Gr8Ma (riZO/77.7)

Depois de misturar estas plantas em proporções iguais, deite uma colher desta 
mistura num copo de água a ferver. Cubra e

deixe em infusão durante 3 horas. Em seguida filtre e aqueça ligeiramente. Tomar 
3 copos por dia (20 minutos antes das refeições).

ó1005 055e17C1215 *

Berg­7mota, B010,O, Bélula,
1­7ra17);9, AleCriM

Em vaporização.

ATENÇÃO: estas preparações dizem respeito apenas aos sintomas; o tratamento 
propriamente dito, tal como foi dito anteriormente, consiste em eliminar a (ou 
as) causa(s)!

230
Anemia

Anemia

E @iagnóstico médico indispensável, de modo a conhecer as causas exactas. 
Manifesta­se por diversos sintomas: pele macilenta e fria, rosto pálido, 
abatimento, palpitações ao mínimo esforço, vertigens, etc.

ÁDroffoi ,as * CaValí17ha­Fucus VeSIGUIOSUS

* 2 drageias de cada, no primeiro dia.

Eleuterococo

* 3 drageias, no segundo dia. Alternando com:

Própolis
2 drageias, no segundo dia.

ou 117fus,10 * Cava11n17a + Alecrom + seglirelha + Salva
1 pitada de cada planta para 1 chávena de água, deixar ferver
5 minutos; deixar em infusão durante 10 minutos. Tomar 4 chávenas por dia, fora 
das refeições. Receitas da medicina monãstica, arte médica dos Irmãos de São 
João de Deus (Fata Sono FratelIV

Ilifusão dS mistura

Urtíga (folh&S, 100 9), Rosa (fruto loog) cássís (f0117as, 50 camomila (50 g) 
Dente­de­l&ão (raiz 50 g),

Angélica ­ arGal9gélIC.7 (r.?IZ, ‘50 g), Grama (ri­­oma, so g), Gentáurea (erva, 
20 g)
*Misturar as plantas. Uma colher

para um copo de água a ferver. Deixe em infusão durante 20 minutos e filtre.
*Tomar quente, 2 ou 3 vezes ao

dia, depois das refeições.

ó100.9 055017CARIS (@@ 7otr~17/à

1 gota, 2 ou 3 vezes ao dia.
­ Cura de 15 dias, várias vezes
ao ano.

Outros õleos essenciais:

Angélica, Manjeticão, Genoura, Limão, Funcho,
1 aranja, Salsa

7117NIO­MãO Urtiga (20 g de urtIyas coffiidaS /70 MêS dO Malo)
­Introduzir as urtigas em meio litro de álcool a 450 durante 10 dias. Deite em 
seguida esta mistura numa garrafa opaca, e tome um copo pequeno ao deita r.

231
Anemia

* Pode misturar esta tintura com

uma tintura­mãe de raiz de dente­de­leão, sumo de alperce e vinho tinto.
* Para meia garrafa de vinho tinto

acrescente sumo de alperce, ou, melhor ainda, alperces frescos cortados em 
pequenos pedaços (cerca de 400 g). Acrescente em seguida 30 ml de tintura.
* Tomar 2 ou 3 cálices, de licor,

por dia.

SO/7/705 dO áSSOIMO *

Frios, diários, ou com fricções Kuhne.

0M71705 dO V8POr *

1 vez por semana, seguidos de fricções totais, frescas ou frias.

Duches o 7fusios *

­ Alternadamente, 1 dia cada uma: ­coxas + braços, no 1.O dia; ­fulgurante, no 
dia seguinte ‘seguida de uma fricção vigorosa.

Alimelmação

Deve ser simples e sóbria. Evitar: charcutaria, salmoura, conservas, caça, 
carnes gordas, fritos e tudo o que seja difícil de digerir. Consumir de 
preférència: frutos frescos, secos, legumes, legumes secos, saladas, cereais,

arroz, aveia, azeite e óleos vegetais de primeira pressão a frio (milho, noz, 
caroços de uva, etc.) germe de trigo, levedura de cerveja, ovos, alho, cebola, 
mel, peixe, pão integral, lacticínios, queijos, etc.
* Alimentos privilegiados: papas

de aveia, levedura de cerveja, germe de trigo salpicado em cima dos alimentos, 
cebola, alho, couves e alface­de­cordeiro.
* Papas de aveia o mais frequentemente possível.

JejUJ 7 7 *
1 vez por semana, no início. Cura de fruta: especialmente uvas, alperces, 
pêssegos, marmelos e quivis.

OU~ fistOMOIMOS

* Azeda comum o azeda­pequena Utilizar as folhas colhidas no momento da 
floração, secas e preparadas em decocção. As folhas também podem ser comidas em 
saladas. É a “planta medicinal” dos animais: as ovelhas doentes procuram­na.
* Azeda­crespa

O consumo desta espécie aumenta a taxa de hemoglobina e o número de glóbulos 
vermelhos. A raiz e as flores são excelentes remédios que facilitam o trabalho 
do estômago.

232
Anginas, Dores de garganta

. CONSELHOS

­Cura de magnésio.
­ Dormir de janela aberta. Ver também:
­ As regras para uma boa saúde (p. 130).
­ Endurecimento (p. 132).
­ Repouso (p. 134).

Anginas, Dores de garganta

primeira fase começa, geralmente, com uma pequena dor de garganta, com 
dificuldade de engolir a saliva. Podem sobrevir dores violentas, respiração 
difícil, com pieira, espirros, zumbidos nos ouvidos, etc. A pele fica quente, o 
pulso torna­se mais acelerado e a temperatura sobe.

Àolwffeias * L&"J, Espil71701r0 ­ M.7/V.7

2 de  cada, de manhã.

l_av.?nda ­ Verbena

2 de  cada, de tarde.

OU Infu.5J0 * EspInhelro ­@­ Malva Lavand.7 “ verbena

Uma   pitada de cada. Ferver durante 3 minutos e deixar em infusão durante 15. 
Acrescentar o sumo de meio limão. Adoçar com mel. Tomar 5 a 6 chávenas por dia.

G8137,91vios i R&sta­bol + ESPInh&1r0 Em decocção: 3 pitadas de cada para meio 
litro de água. Leve a ferver durante 20 minutos. Deixe em infusão 30 minutos.
* Várias vezes ao dia.
* Com uma infusão de:

Sal14.7 (fOffids, 20 g), C.7177017711.7 @10 g), Hortélã­pImei71,7 ffioffias, lOg), 
Cr.gvo­de­defui7to (flor&s, log)
* Misturar as plantas e deitar 3 colheres numa chávena de água a ferver. Deixar 
em infusão 20 minutos. Filtrar.
233
Anginas, Dores de garganta

Utilizar em gargarejos, várias vezes ao dia.

ó/005 055017CI.815 Mauli

1 gota, 2 ou 3 vezes ao dia.

117SAlaÇãO de OSSênCia d& Sálva­Euca11p10 Deitar algumas gotas num prato ou num 
difusor de aromas.

Outros Meos essenciais:

Carnomíla, 1_1@não, Eucaliplo, CtaVO­de­CabOCInha, ILOUrO, L a Va17da L@@J 
8817hOS
* Banho total a 300. Este banho

total é seguido de um duche morno.
* Duches e afusôes frescas da

nuca.
* Pode beber água fresca em goles pequenos durante os banhos.

80/7/105 £05 ~ *

* A mistura seguinte permite activar a transpiração:

Lavanoa + Sábuqueiro + EucalIpto
* 2 pitadas de cada para meio litro

de água. Ferver durante 20 minutos.
* Deitar numa bacia e acrescentar

água quente.
* Este banho de pés dura de 20 a

30 minutos. Deve ser seguido de uma loção fresca ou morna com fricção.

8917h05 dO V0POr *

Este banho deve ser seguido de uma loção fresca com fricção.

CI1MUrJO dO NOPN170 *
F,11M8C0P81.7 C1,117eso

* Raiz ou flores de “Yuen hoa”, “Dafne genkwa”: a planta deve ser fervida em 
vinagre 10 vezes. Retira­se o vinagre e deixa­se macerar a planta em água 
durante uma noite. Em seguida deve secar ao sol. * 3 pitadas para uma chávena de 
água. Deixe ferver 10 minutos. Deixe em infusão durante 20 minutos. * Beber 2 ou 
3 chávenas por dia.

Receltas AtoterapéuMM5 oréqão­ vulgar
* Infusão de 15 g de planta em

1 litro de água a ferver. Deixe em infusão 20 minutos.
* Tomar, quente, 3 ou 4 chávenas

por dia.
* A sua acção pode ser reforçada

com tomilho, camomila e salva.

Salva­oricli7a1 ou Tom1117o~
­ Vulgar
* Infusão de 15 g de folhas cortadas finas em 1 litro de água fria. Leve a 
ferver e deixe repousar (para gargarejos).

234
Anginas, Dores de garganta

* A salva era conhecida dos Gregos antigos. Chamavam­lhe então “chá da Grécia”. 
A sua infusão é ainda em certas regiões uma bebida muito popular. Linné dá­lhe o 
seu nome latino salvia que é um derivado de salvare (salvar), para realçar os 
seus efeitos benéficos.

Tomilho erva~ursa
* Infusão de 15 g de planta cortada em 1 litro de água fria. Deixe em infusão 
sem ferver.
* Esta planta possui inúmeras virtudes. Na Sabóia era utilizada tradicionalmente 
(as extremidades floridas misturadas com amor­de­hortelão amarelo): preparava­se 
uma maceração que servia para coalhar o leite. (0 nome popular do amor­de­
hortelão é “coalha­leite”).

Receitas da medicina monãstica, arte médica dos Irmãos de São João de Deus @Fate 
Sono ,Frotelli)

IMUsão do mistura T111a (1@7170reSCê17G1è7, 20 g), camomIla (10 g),

Frainboesa ffiolhas, 10 g), Anis (fruto, 10 g), PIMP11701a (raIZ, 10 g), sé7/Va 
(f0117as, /o g), Hortelã­pÁrnenta (foffias, lOg) Misturar as plantas e da 
mistura deitar uma colher num copo de água a ferver. Deixar em infusão 30 
minutos. Filtrar. Beber quente, 2 vezes ao dia, depois das refeições.

OU~ tratamentos MO1V180118c05.1 CamomIla (1n8tr1@!ár13) e CamomIla­roma17.7

10 9 de planta para 1 litro de água. Deixar em infusão sem ferver. Na Suíga 
também se utiliza para aromatizar a cerveja.

Alimentação

A alimentação deve ser fresca, pouco abundante, composta sobretudo de sopas de 
legumes, compotas, bebidas: infusões, sumos de fruta fresca.

CONSELHOS

Banhos de ar livre.

Arejar bem os quartos. Se se é sujeito a anginas frequentes, deve­se mudar a 
alimentação, praticar o endurecimento (ver p. 132) e fazer, várias vezes ao ano, 
curas de drageias de própolis­elleuterococo, à razão de 4 por dia de cada, 
durante períodos de 4 semanas.
235
Ansiedade ­ angústia, medos

Ansiedade ­ angústia, medos

Pode caracterizar­se por estados de agitação geral, de excitação, entusiasmo, 
seguidos de estados de prostração ou abatimento.

U ‘~gei (@I           as

Erva­cIdroíra ­ Alecrim

* 2 de cada, de manhã.

Erva­mo1eír1@717.? ­ Lúpulo

* 2 de cada, de tarde.

Cura de dragelas:

Elouterococo

4 drageias por dia, durante 4 a
6 semanas.

OU 117fUSãO

Erva­cidrelra + Alecrim + Erva­moleIrínha + Lúpulo

1 pitada de cada para uma chávena de água. Leve a ferver durante 3 minutos. 
Deixe em infusão durante 15 minutos. Tomar 4 chávenas por dia, repartidas ao 
longo do dia, uma delas ao deitar.

óleos essenc1.915

Lavanda

2 gotas por dia. Utilizar também a lavanda num difusor de essências.

U@@ Sanhos *

* Todos os dias: banhos dos pés

alternados com banhos dos braços, com uma decocçâo de:
Erva­cíOreíra #­ 13v317da +
1 ouro

* 2 pitadas de cada planta para meio litro de água. Leve a ferver durante 20 
minutos e acrescente 3 ou 4 litros de água quente. * Estes banhos duram cerca de
10 a 20 minutos e terminam com uma fricção fresca.

ES17hos de essento

* Banhos de assento, frios ou mornos, de 1 a 3 minutos. * 1 ou 2 vezes ao dia.

ÁRonhos de vapor *
­ 3 vezes por semana, seguidos

de uma fricção fresca e vigorosa.

Afus~ *

Afusões do rosto (diárias). Afusão fulgurante (diária) seguida de uma fricção 
vigorosa. Afusão rectal.

236
Apetite ­ falta de, perda de (anorexia)

l@ @’ AI1M0I7M00 *
* Não sobrecarregar o organismo.

Escolher um regime sóbrio. Mastigar lentamente.
* Evitar os excitantes: chá, café e

estimulantes: álcool, vinho, cerveja, charcutaria, fritos, carnes gordas, 
enchidos, etc.
* Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, limão, laranja, salsa, couve, 
alface, abóbora, cebola, cereais integrais, pão integral.

jejum    *

* Aconselha­se 1 vez por semana.

* 1 dia da fruta. * Cura de fruta fresca.

CONSELHOS

Evitar os ruídos fortes, as contrariedades.

Ver também:

­Regras de uma boa saúde (p. 130).
­ Endurecimento (p. 132).
­ Exercícios fisicos (p. 133)
­ Respiração (p. 137).

Apetite ­ falta de, perda de (anorexia)

evemos desconfiar das falsas perdas de apetite, que consistem em não comer nada 
às refeições e passar o dia a encher a barriga de cornida. Devemos por 
conseguinte evitar este erro que consiste em depenicar chocolate, doces, 
pastelaria, etc., entre as refeições.

Para as verdadeiras perdas de apetite, vigiar as causas exactas e a

prisão de ventre.
As crianças não devem ser obrigadas a comer, nem ser castigadas, nem

suplicar­se­lhes que corriam.

237
Apetite ­ falta de, perda de (anorexia)

j@@j D~01.15       *

1.a semana:

BetónIca ­ C17icoria solvagem

2 drageias de cada por dia.

2.8 semana:

EndrO ­ CentáUWa Manj­­ron.7

­2 drageias de cada por dia.
­ Alternadamente.

Cura de dragelas, 2 ou 3 vezes

ao dia:

Géleia­real

­ 2 por dia, durante 30 dias.

Alternadamente com:

Eleuterococo

2 a 4 por dia, durante 30 dias.

ou Infusão * Betónica , C17icorla + Endro

* 1 pitada de cada planta para uma chávena de água. Ferver durante 3 minutos. 
Deixar em infusão
15 minutos. * Tomar 2 vezes ao dia.

COntáUrOa + ManjêrOna

* 1 pitada de cada planta para 1 litro de água. Ferver durante 3 minutos. Deixar 
em infusão 15 minutos. Adoçar a gosto com mel ou açúcar amarelo.

Tomar 2 ou 3 chávenas por dia, entre as refeições.
ó1005 055017CATIS Orégãos

1 ou  2 gotas, 2 vezes ao dia.

Outros õleos essenciais:

Alho, Garnomi7a, Cenoura, Alcaravia Coentros

8217h05 0f05 ~ *

Fazer uma decocção de:

Salva + 1>erónIca

* 2 pitadas de cada planta para meio litro de água, ferver durante 20 minutos, 
apagar o lume, acrescentar 2 pitadas de urtigas. Deixar em infusão 30 minutos. * 
Acrescentar a 3 ou 4 litros de água quente e tomar um banho dos pés durante 20 a 
30 minutos. Terminar com uma afusão fresca dos pés e uma fricção vi­ gorosa.

00/7/705 dO .75501M0

* Banhos de assento frios ou com fricções (Kuhne), diários.

Ranhos de vapor *

2 vezes por semana, seguidos de fricções frescas e vigorosas.

238
Apetite ­ falta de, perda de (anorexia)

A fu~S *

Duches diários de braços + coxas, alternando com afusão fulgurante. Afusão 
rectal, seguida de fricçôes vigorosas.

Receitas fitoteIspêutic­15 Acoro­ verdadeiro

Infusão de 10 g de rizoma cortado fino para 1 litro de água a ferver. Deixe em 
infusão, meia hora; beber morna. Tomar duas chávenas por dia. * Na antiguidade 
esta planta era utilizada para as afecçôes pulmonares, hepáticas e 
ginecológicas. Para os povos ameríndios, a raiz de ácoro é considerada “fonte de 
juveritude”. Os idosos mastigavam as raízes (um pedaço equivalente a um dedo por 
dia) para se manterem jovens e saudáveis.

ATENÇÃO1 Esta planta fresca é tõxica.

A17gá#Ca­alIC.917géAW

Infusão de 15 g de planta para 1 litro de água. Ferva durante 2 minutos e deixe 
em infusão 10 minutos. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. É uma planta medicinal de 
origem nórdica, cultivada no século xvi. Espalhou­se por toda a

Europa. Na época das grandes epidemias era um dos principais remédios contra a 
peste. Deve o seu nome à sua acção benéfica (planta dos anjos). A maceração 
alcoólica desta espécie é muito apreciada como bebida na região dos Cárpatos.

Gei7clana­amarel.7
* Infusão de 15 g de raiz cortada

para 1 litro de água. Ferver e deixarem infusão durante 10 minutos.
* Tomar 3 ou 4 chávenas por dia.
* Pode também ser preparada com

vinho: 30 g de raiz macerada em
1 litro de vinho branco durante 8 dias. Filtrar.
* Pode também acrescentar a esta

preparação 10 g de alecrim e
10 g de salva.
* Tomar 2 pequenos cálices por
dia. É uma das plantas mais potentes com poder aperitivo. As propriedades da 
genciana já eram conhecidas de Teofrasto e de Dioscórides. Deve o seu nome a 
Gentius, último rei da Ilíria, que foi o primeiro a reconhecer o seu valor 
terapêutico. Para Dioscórides, a genciana é um antídoto contra as mordeduras de 
cobras o também um remédio para as doenças de estómago o do fígado. É certo que, 
independentemente da sua acção no sistema digestivo, a genciana fortalece o

239
Apetite ­ falta de, perda de (anorexia)

organismo e ajuda­o a combater as infecções. Os habitantes das montanhas 
utilizam­na também em decocção para limpar feridas e partes inflamadas, pois é 
um bom anti­séptico. As folhas servem para o transporte de queijos. A aguardente 
de genciana tem propriedades vermífugas.

0~ loceitas fitotelapêuticas

As tisanas de plantas que possuem princípios amargos podem ser tomadas meia hora 
antes das refeições.

Absínto­o,fícinal ou Art&inísía­Mutelína

10 g para 1 litro de água. Deixar em infusão, sem ferver. Tomar 1 chávena por 
dia, fora das refeições, durante 3 semanas. Repetir. Os autores antigos tinham 
notado que o uso frequente de absinto podia provocar dores de cabeça e dos 
olhos. Vinho de absinto.­ 30 g de folhas secas para 3 litros de vinho; filtrar 
após 24 horas. Consumir um copo por dia, só por receita médica. Esta planta é a 
base de um licor, o absinto, produzido desde
1570.

ATENÇA0I O uso prolongado e limoderado deste licor conduz à dependència o ao 
alcoolismo, descrito sob o nome de “absintismo”.

Aftemísía comum

*10 g de planta para 1 litro de água fria. Ferva e deixe em infusão. *Tomar 1 
chávena, meia hora antes de cada refeição.

C.3stan17eiro

*50 g de casca para 1 litro de vinho branco; deixe macerar durante uma semana. 
Beber 1 copo antes das refeições. *Tomar 1 chávena, meia hora antes de cada 
refeição.

Gentáurea pequena, CW71aUriUM

*10 g de planta para 1 litro de água. Ferva e deixe em infusão. *Tomar 1 
chávena, meia hora antes de cada refeição. *Pode utilizar­se como vinho 
medicinal: 2 litros de vinho para
30 g de planta, acrescentar 10 g de camomila, o sumo de 3 laranjas, 30 g de 
casca de laranja amarga. Engarrafar, tapar e deixar macerar durante 3 semanas ao 
sol. Filtrar. *Tomar um copo antes de cada refeição. Esta planta é conhecida 
desde a Antiguidade pelas suas propriedades cicatrizantes. De acordo com a 
mitologia, o centauro Quíron utilizou­a para curar as

240
Apetite ­ falta de, perda de (anorexia)

suas feridas durante o combate contra Hércules.

Híssopo

* 10 g de planta para 1 litro de

água fria. Ferver e deixar em infusão.
* Tomar 1 chávena, meia hora antes de cada refeição.
* Desde 1754, também se utiliza

em óleo essencial. Os talos foram utilizados em aspersórios nas cerimônias da 
igreja católica.

ATENÇA01 O óleo essencial é opileptizante.

Míl_folhas

* Infusão de 15 g de planta para 1

litro de água. Deixe repousar.
* De acordo com a mitologia,

Aquiles utilizou esta planta para tratar as suas feridas.
* Tomar 1 chávena, meia hora antes das refeições.

Hortelã­p~17ta
* Tisana de 10 g de planta para 1

litro de água fria. Deixar em infusão sem ferver.
* Tomar 1 chávena meia hora

antes de cada refeição.

Trevo­de­água
* 20 g de folhas para 1 litro de

água fria. Ferva e deixe em infusão 15 minutos.
* Beber uma chávena antes de

cada refeição.
* Pode ser tomada sob a forma de
tintura­mãe (30 gotas para um copo de água). * Para o padre Kneipp, esta planta 
constitui um excelente depurativo do sangue. Foi por vezes utilizada em 
substituição do lúpulo na preparação da cerveja.

ZIMbro­COMUM

* 20 g de bagas e de ramos preparados em tisana, em 1 litro de água a ferver. * 
Tomar 1 chávena, meia hora antes de cada refeição.

AI1M0I7MÇAO *

* Alimentação sóbria.
* Evitar: contrariamente ao que se

pensa geralmente, os pratos supostamente fortificantes, tais como carnes gordas, 
bebidas alcoólicas, guisados, charcutaria e miúdos (vísceras), etc,
* Preferir: legumes cozidos em

água (ou no vapor), frutos frescos e secos, peixes, etc.
* Alimentos privilegiados: leve­ dura de cerveja, germe de trigo,

nabo preto, rábano, laranjas, limôes, toranjas, quivis, uvas, alperces.
* O gengibre é um estimulante do

apetite.

jejum

Muito aconselhado (1 vez por semana), bem como a cura de fruta.

241
Arteriosclerose, Angina de peito, Enfarte do miocárdio

Arteriosclerose, Angina de peito, Enfarte do miocárdio

V@r Alergias (p. 207) ­ Cancro (p. 279).

E indispensável um controlo médico. Verifique a sua tensão arterial, o teor de 
colestrol, etc.

ÁVIw90i35

A título indicativo, mas de preferéncia sob receita médica:

EleuterOCOCO

* 3 drageias por dia ­ 1.1 dia Erva­mo1è1@­1nha

* 2 drageias por dia ­ 1.1 dia. aZIOlIdónía

* 2 drageias por dia ­ 2.O dia * N.B.: o eleuterococo pode ser tomado sozinho 
durante um período prolongado (cura de 6 semanas), à razão de 6 drageias por 
dia.

SaIV.7 ­ ESP11717&1r0 IlVar Alternadamente­.

2 drageias por dia ­ 2.1 dia

OU IMUSiO * Erva­molelrin17a + Salva + EspInheiro­alvar + QuelidónIa

1 pitada de cada planta para uma chávena de água. Ferver durante 3 minutos. 
Deixar em infusão 15 minutos. Tomar 2 ou 3 chávenas por dia, fora das refeições, 
durante 3 semanas. Repetir.

8.71711OS*

Banhos dos pés derivativos morn@s, seguidos de fricções suaves.
2 por semana, inicialmente.

80/7/105 dO OSSOIMO

Banhos de assento mornos.
2 por semana, inicialmente.
Afus~ *

* Afusões das coxas e dos joelhos. * 1 de cada por semana, morno, inicialmente.

;r/WtOMO/MOS

COMP101M7MIOS

Tanto quanto sabemos, não existem remédios fitoterapêuticos para

242
Arteriosclerose, Angina de peito, Enfarte do míocárdio

tratar directamente esta doença. Todavia, certas plantas influenciam 
favoravelmente a cura, fazendo baixar a tensão arterial.

Alcachofra

* 250 g de folhas frescas (ou 100 g de folhas secas) para 1 litro de água fria. 
Ferver durante 3 minutos. * Tomar uma chávena antes de cada refeição.

Affio

* 25 gotas de alcoolatura antes das refeições, por períodos de 2 dias entre os 
quais se faz um repouso de 2 dias. * Na antiguidade também era utilizada contra 
as mordeduras de cobras.

Affio­dos­ursos

* Consumir as folhas cortadas em saladas.

C&17trântía

* Tem as mesmas propriedades que a valeriana. Em Itália consornem­se as folhas 
em saladas. Graças à sua riqueza em vitamina C, é um excelente remédio contra o 
escorbuto.

ESPM170h`0~alVar

* 20 gotas de alcoolatura para um copo de água, 3 vezes ao dia.

QUOlIdól71.9

* Os seus princípios activos diminuem as contracções e a tensão arterial. Supõe­
se que poderia ser utilizada para a arteriosclerose, mas não se conhece ainda 
muito bem a sua posologia. ATENÇÃO1 A quel111c16nia pode provocar graves 
Intoxicações.
*0 suco de quelidónia é utilizado

para eliminar as verrugas.
*Misturada com água serve para

tratar as oftalmias.
Valeriana­ofícinal
*Ferver lentamente 10 g de planta cortada em meio litro de água fria e deixar em 
infusão 10 minutos.
*Tomar 1 a 3 chávenas por dia.

M117701M1~

* Os abusos, a má alimentação, a

insuficiência de exercício físico, o stress, os ruídos, a poluição, o álcool, o 
tabaco, o aumento de peso são os factores directamente ou indirectamente 
responsáveis pelos acidentes cardiovasculares.
* Alimentação pobre em collosterol: suprimir ovos, queijos fortes (c@?memb&1­t, 
bríe, etc.), fritos, carnes gordas, chocolate, gorduras animais, manteiga 
cozinhada, charcutaria, aparas e miudezas (vísceras), café, chá, pimenta 
(atenção ao sal), vinho, doces (pastelaria, etc.) cerveja, álcool e, como é 
óbvio, o cigarro.

243
Arteriosclerose, Angina de peito, Enfarte do miocárdio

A alimentação vegetariana é o ideal. Alternativamente: carne magra, legumes 
verdes, peixes (brancos): linguado, carapau, pescada, azevia, etc.; iogurtes, 
lacticínios, um pouco de manteiga crua. Alimentos privilegiados: frutos e 
legumes frescos, saladas, limão, cebola, alho, óleo de milho, pão integral, 
cereais integrais, levedura de cerveja, germe de trigo, cenouras, papas de 
aveia.

JejUM

Deixar o estômago repousar é proporcionar uma segunda juventude ao seu coração. 
Cura da fruta.
O jejum ou a cura de fruta devem ser praticados após todos os abusos 
alimentares.

PARA EVItAR OS ACIdENtES CARdIOVASCULARES

­Alimentação vigiada (os vegetarianos não sabem, na maioria das
vezes, o que são as doenças card iovascu lares).
­ Desconfiar dos desportos violentos (sobretudo depois dos 40 anos

de idade).
­ Estar especialmente atento ao excesso de peso.
­ Evitar os abusos alimentares, de bI@@bidas alcoólicas, de açúcar e

pôr de parte o tabaco.

­ Evitar também os medicamentos de conforto e o abuso de todos

os medicamentos.
­ O pão integral, os cereais integrais, a levedura de cerveja são

excelentes alimentos preventivos dos acidentes cardiovasculares.

CONSELHOS

­Desporto moderado: marcha, hatha­yoga, etc. ­Evitar preocupações, 
contrariedades, enervamentos.
­ Praticar exercícios respiratórios (ver p. 137).

244
Artrites

Artrites

er também Alergias (p. 209) São inflamações nas articulações. Podem sobrevir no 
seguimento de inúmeras causas e devem ser vigiadas.

M1171a1710(20 ml), Owei

8.9 *                           RaIz do Aryélica (20 m@, Sabugueiro ­ ZIMbro 
Azeda­crespa (20 m@,
2 de cada, dia sim dia não, e:               Can&1a (15 Mg,

SãlSaCarríl17.7 ­ B0IónIC.7            Alcaçuz (10 m/)

* 2 de cada, dia sim dia não.           ­ Deitar as tinturas num frasco de * 
Alternadamente, semana sim,            vidro opaco. Agitar com força. semana 
não.                           ­Tomar algumas gotas num copo Cura de dragelias: 
de água quente, 3 vezes ao dia.
­ Durante 1 mês, 4 drageias por

dia.                                  ­Rebentos de cássia em maceOU IMUSãO 
ração ou tintura­mãe (20 a 30 Sabugueiro + Zimbro +            gotas, 2 ou 3 
vezes ao dia). Salsaparr1117.7 ­k BelónIca

1 pitada de cada planta para 1 chávena, ferver durante 3 minutos e deixar em 
infusão 15 minutos. Tomar 3 a 4 chávenas por dia.

Zimbro

1 a 3 gotas, 2 vezes ao dia. r[@]j   rintíllw­mfe *

Mistura de tinturas:

Erva­de~são­joão (30 ml), Aipo (30 1771),

As pessoas sujeitas ao artritismo, ao reumatismo, à gota e às contusões devem 
preparar a maceração seguinte, indicada por Chornei
Ti­atado das Plantas Úsuais@.

Meio litro de azeite virgem (pode ser substítuído por óleo de amêndoas­doces), 
30 g de sabugueiro, um punhado de camomila (20 cabeças). Expor ao sol durante 8 
a 10 dias ou, para activar a preparação, aquecê­la em banho­maria, em lume 
brando durante 30 minu245
Artrites

tos, e deixar repousar várias horas.

Esta mistura utiliza­se tal qual, em fricção sobre as partes doentes ou 
misturada com álcool canforado para aquecimento. Chomei aplicava esta preparação 
para resolver inchaços, convulsões e tremores de origem nervosa.

COMPIOSS.M
O COM.VAM7,75 *

Decocçâo de@

SabugueírO ­@­ Lav.Ind,9

2 pitadas de cada planta para meio litro de água, ferver durante 20 minutos, 
deixar em infusão 30 minutos. Aplicar em compressas, várias vezes ao dia. A 
cataplasma utiliza a mesma decocção, que se mistura com argila de modo a obter 
uma pasta homogénea. Repetir várias vezes ao dia.

88/717OS do .75S0J7t0 *

Banhos de assento frios (ou mornos).

0817h05 dre vapor *

2 vezes por semana, seguidos de fricções frescas.

A fusies *

Diárias.­ braços e coxas, alternadamente com fulgurante ­ afusão rectal.

CI1MUIão de Neptu17o *

AI1M0I7MÇãO

A mais conveniente é a alimentaçâo vegetariana.

Evitar: caça, carnes vermelhas, gorduras, gorduras animais, manteigas 
cozinhadas, fritos, charcutaria, pratos com molhos, pimentos, pimenta (atenção 
ao sal), vinho, cerveja, álcool, doces.

Alimentos privilegiados.­ levedura de cerveja, alho cru, cebola, alface, uvas, 
papas de aveia, cereais integrais, pão integral, legumes e frutos frescos.

L@U Jejum      *

É provavelmente a terapêutica ideal e indispensável.

Fazer também cura de fruta fresca.

246
Artrose, Reumatismos articulares, Poliartrites

o Artrose, Reumatísmos artículares, Poliartrites

Ver tarribém Alergias (p. 207), Reurnatismos (p. 538).

V Estas afecções podem ser acompanhadas de febre, vermelhidão e deformação das 
articulações, que se tornam dolorosas.

Sabemos actualmente que este tipo de afecção tem origens plurifactoriais. A 
artrose é uma patologia que afecta um grande número de indivíduos. Suspeita­se 
que acima dos 55 anos de idade os indivíduos sofrem de problemas articulares 
passageiros ou crónicos em proporções que atingem os 40%.

Até há pouco tempo existiam poucos tratamentos fláveis, as dores eram associadas 
ao envelhecimento, a problemas decorrentes de fracturas, de erros alimentares, 
de factores hereditários, etc,

Esta afecção caracteriza­se por uma limitação dos movimentos que surge após o 
aparecimento de dores. As deformações articulares são frequentes. As crises são 
geralmente agravadas pelo frio e a humidade e melhoram com o calor.

Nota­se também que o envelhecimento favorece naturalmente a anquilose e a perda 
da mobilidade bem como as sobrecargas ponderais.

São actualmente propostos diversos tratamentos pela medicina alopática. Os anti­
infiamatórios, em particular, com os seus efeitos secundários bem conhecidos, 
deveriam ser reservados apenas aos momentos de crise aguda.

A poliartrite reumatóide pode surgir após um choque emocional (ou agravar­se em 
resultado desse choque).

Para o Dr. Polak, as dores da artrose não se devem, como geralmente se pensa, à 
cartilagem, mas sim aos espasmos musculares. É por isso que este médico afirma 
que as dores são sempre reversíveis tratando o músculo através da mioterapia.

Quanto aos partidários da complementação alimentar, estes consideram que a 
vitamina C associada à vitamina E é um tratamento que favo­ rece o 
restabelecimento do metabolismo e simultaneamente impede a sua deterioração.

247
Artrose, Reumatismos articulares, Poliartrites

o~eA ‘75 *
1@fl BéNIa ­ Fr&ixo ­ Ra1@7ha~oos­Pr­7dOS ­ AlqUOqU&17j& ­ Salguelro ­ HárPagó&ó

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia, por períodos de 3 semanas. Repetir.

ou Infusão Sétula ><­ Fr&lxo * Rainha­dos~pr­7dos ­,­ Alqu&quenje Salqu&Iro + 
Haroagófilo

* 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. * Tomar 3 ou 4 chávenas ao 
dia.

óleOS 055017CAW715 Bélu127, monta

* 2 ou 3 gotas de cada, alternadamente com:

N127U11 ­ PInho ­ ZíMbro

* Cura de õleo de onagra : 4 a 6 cápsulas de cada por dia, durante períodos de 4 
a 6 semanas. Repetir 3 vezes por ano.

COffiPI.OSMOS

As aplicações de cataplasmas de cebola, de folhas de couve crua e de argila são 
recomendadas.

ÁRMI1OS OÇO OSSOIMO *

Frios ou mornos, 2 ou 3 vezes por semana.

Lovagens *

3 por semana com uma infusão de camomila­. 10 a 12 cabeças de camomila para meio 
litro de água. Ferver, deixar arrefecer e aplicar. Conservar se possível durante 
cerca de 20 minutos.

E5717hos de mpor *

2 ou 3 por semana, seguidos de loções frescas.

Duches O afi~ *
O Dr. Bilz recomenda em particular aplicações frescas e de curta duração sobre a 
parte doente, várias vezes ao dia.

Recoffim rItotelapéuticas

GáSSI19

* Demolhe a frio em meio litro de

água 40 g de folhas secas de cássia. Aqueça em lume brando até ferver. Deixe em 
infusão um quarto de hora.
* Beber 3 chávenas por dia (entre

as refeições).
Mistura de:

Folhas de Cássía (80 g), Folhas de Frel)(o (40 g), Floies de Rainha­dos­Pr­7dos 
(150 9), Flores de urze

248
Artrose, Reumatismos articulares, Poliartrites

* 1 colher, de sopa, desta mistura para uma chávena de água a fe rve r. * Tomar, 
de preferência, à noite.
2)       Flores o& Sábugue11­0 (309),

V&rbe17a­oÀci@7a1 @1,5 g), Ma17j0r0n3 @10 g)
* Misturar as plantas e acrescentar a meio litro de água a ferver. Deixar em 
infusão durante 20 minutos.
* Tomar 2 ou 3 chávenas por dia.

3)       cardo­bonto po g),

Anémona pulsátil @15 g), Flores de Verbasco br.917C0 @15 g)

* Ferver e deixar em infusão durante 30 minutos em 1 litro de água.
* Tomar 2 vezes ao dia durante 6

dias. Fazer uma pausa durante
4 dias e recomeçar (a cura dura ao todo 20 dias).
* Existe também uma preparaçao

à base de cãssia e de “harpagophytum” pronta a utilizar que se encontra nas 
farmácias ou lojas de dietética.
* Para um cientista alemão, o

Dr. Hauschka, o bambu­cie­tabashir, utilizado há 2 ou 3 milénios no Extremo 
Oriente, facilita a reconstrução ó ssea. As farmácias e lojas de dietética 
vendem preparações ou tintura­mãe de bambu­de­tabashir.

Ca Va15n17.7

Recomendada graças à sua riqueza em sílica que favorece a assimilação do cálcio.

Flores de Camomil.7 romana
* Em infusão: 20 cabeças de

camomila para 1 litro de água. Ferver e deixar em infusão 10 minutos.
* Tomar 2 ou 3 chávenas por dia,

durante períodos de 15 dias a 3 semanas.

Pás de Coreja ­@­ Cáss/a UrtIgas + MIrlilo + CamomIla + Orégão + TOM11170
* Em infusão, 2 ou 3 pitadas desta

mistura para 1 chávena de água. Ferver e deixar em infusão 5 minutos.
* Tomar 3 ou 4 chávenas ao dia.

1?ai1717a­olos­prados
* 1 grande colherada num copo de

água a ferver­ deixar em infusão durante 10 minutos.
* Tomar 1 chávena durante 15

dias, de 2 em 2 meses.

Gemotelwpla
* Um tratamento de base pode ser

feito com:

PInus montana, Ríbes nIgrum, WIS Vi171fOra (éM f.7rMáClá)
* O sumo de luzerna pode ser

tomado como complemento alimentar (30 g por dia).
* Fazer uma decocção com uma

mistura (partes iguais) de folhas de Freixo, de H~agophytum e de luzerna. Deitar 
50 g de mistura em 1 litro de água. Ferver.
* Beber 5 chávenas ao dia.

249
Artrose, Reumatismos articulares, Poliartrites

Unção local de óleo de camomila canforada, enriquecida com louro e essência de 
manjerona.

Alímonffipão *

Num dossíordedicado à poliartrite, o Professor Seignalet, do laboratório de 
imunologia de Montpellier, comenta que as terapias clássicas têm efeitos 
limitados e que a remissão completa é rara e discutível. De facto, o tratamento 
deste tipo de patologia limita­se, na maioria das vezes, a uma acção sobre as 
dores.
O tratamento que testou em doentes com poliartrite reumatóide dita evolutiva 
consiste em seguir um regime dietético. Em 85 doentes que tentaram este 
tratamento, apenas 46 conseguiram segui­lo; as directivas fundamentais eram as 
seguintes:

comer alimentos crus, de preferência biológicos; suprimir todos os produtos 
lácteos; suprimir os cereais, à excepção de pequenas quantidades de arroz.

Os resultados positivos obtidos são particularmente interessantes porque, 
segundo diversos estudos, atingem­se quase 80% de

resultados positivos, após um ano de alteração do regime alimentar inicial. Esta 
orientação alimentar deve ser feita de forma imperativa e sem qualquer 
tolerância e pode incluir peixe e carne crus. (Ver Alergias, p. 207). Alimentos 
privilegiados: Todos os alimentos crus, couves, beterraba, cenoura, frutos 
frescos e secos, cebola, alho, aipo, ba~ gas maduras de groselha, de cássia, 
etc.

jejum

É um excelente regenerador.
* Praticar 1 ou 2 dias por semana.
* Cura de fruta, especialmente de

uvas, no Outono.

OU&« fl~Mentos

* As massagens, a electroterapia

e a acupunctura podem complementar um tratamento.
* A horneopatia, por seu lado, utiliza diversas substâncias, entre as quais 
Sulphur, Kalium carb, Bryonia alba, Arnica, Nux vomica, Medorrhinum, Thuya, em 
diluições que variam de 5 a
30 CH.
* A autornassagem das partes

situadas próximo das zonas doentes permite também aliviar as dores, com óleo de 
sabugueiro do Dr. Chomel: 30 g de sabugueiro para meio litro de azeite

250
Artrose, Reumatismos articulares, Poliartrites

(ou óleo de amêndoas­doces). Acrescentar 20 cabeças de camomila. Deixar macerar 
8 dias ao sol ou aquecer a mistura em banho­maria durante 30 minutos

para acelerar a preparação. Deixar repousar 2 dias, filtrar e misturar em partes 
iguais com álcool canforado. Fazer 1 ou 2 massagens por dia.

RECEI7A ANrL4R7R0SE

Esta receita é citada por inúmeros autores. Teria principalmente

uma acção remineraiizante. Prepara­se da seguinte maneira:

­ Uma casca de ovo, de preferência biológico. Depois de retirar as

aderências no interior, reduzi­ia a pó; espremer 2 limões. Deixar a casca dentro 
do sumo de limão durante toda a noite: esta dissolve­se,

­ Tomar 2 colheres, de sopa, por dia, se possível em jejum ou

antes das refeições, durante 8 dias. Parar durante 4 dias e recomeçar.

­ A mesma preparação pode ser feita utilizando vinagre de cidra.

O tempo de diluição e a posologia são idênticos.

SOPA

­ 2 cenouras, 3 dentes de alho, salsa, 2 cebolas. Moa tudo. Acrescente 1 litro 
de água, ferva cerca de 10 minutos e deixe repousar meia hora. Beba esta mistura 
morna ao longo do dia.

CONSELHOS

As actividades devem ser adequadas a cada caso. Não devem de modo nenhum ser 
constrangedoras, mas devem, contudo, ser diárias de modo a não permitir que se 
instalem endurecimentos musculares prejudiciais.

251
Asma

Asma

odem ser consideradas várias causas: alérgicas, respiratórias, nervosas, 
alterações no modo de vida, acção de certas substâncias odoríferas, etc. (ver 
também Alergias, p. 209).

‘0189ei

495 *

Hor,@ ­ TassIlag&m

2 drageias de cada, dia sim dia não, com:

V.71kiána ­ Salva

* 2 drageias de cada. * Seguir o tratamento durante 1 semana, alternando com:

atlelidónl.? ­ ~basco­branco

* 2 drageias de cada, dia sim dia não, com:

V,glorIána ­ AngélIc.7

* 2 drageias de cada.

OU IMUSiO * Hwa 1 Tussíla_~ + V.71enana + SaIV.7

* 1 pitada de cada planta para
1 chávena grande de água. Ferver 2 minutos e deixar em infusão 15 minutos. * 
Beber 4 chávenas por dia, durante 1 semana, alternando com.QU&IldónIg + 
Vorbasco­branco + Valáriána + A ngélIc.7 * 1 pitada de cada, ferver durante

2 minutos e deixar em infusão
15 minutos.
­ Tomar 4 chávenas por dia.

ReceIMs lf rItotelopoutica­9
Alcar.9via

* Infusão de 10 g de planta para 1

litro de água.
* Tomar 1 chávena depois das refeições. É utilizada para a produção do kumm&l 
(álcool à base de cominhos).

Angé1À@a­oo,s~bosqu&s

15 g de raiz para 1 litro de água a ferver. Deixe em infusão 10 minutos.
* Tomar meia chávena por dia.

Arnica­da­montanha

ATENÇÃO1 Este planta é perigosa em doses elevadas, por via oral. Provoca 
vertigens e vómitos. Só deve ser tomada sob aconsolhamento de um especialista.
* A infusão e a decocção de flores

faz­se à razão de 5 g para 1 litro de água; de folhas, 10 9 para

252
Asma

1 litro de água; de raízes, 4 g para 1 litro de água.
* Tomar 1 a 3 chávenas por dia,

sob receita médica.
* Antigamente, os habitantes dos

Alpes utilizavam­na como tabaco, fumando as folhas ou aspirando­a pelo nariz 
como rapé.

Aspéru127­odorífera
* Infusão de 20 g de planta para 1

litro de água. Não deixar em infusão mais de 8 minutos, de modo a evitar um 
gosto amargo.
* Tomar 2 ou 3 chávenas por dia.
* Esta planta pode também ser

eficazmente utilizada para perfumar a roupa e preservá­la contra os insectos. Em 
certas regiões produz­se “  vinho de Maio”, uma excelente bebida preventiva 
obtida por maceração de aspérula em vinho branco.

Assafétid.7

Planta originária do Irão e do Afeganistâo e cultivada em França como planta 
ornamental. ATENÇA01 É uma planta abortival Tem também uma forte acção sedativa.

Betóníca­oficInal

Infusão de 20 g de planta para 1 litro de água. Ferver durante 2 minutos e 
deixar em infusão durante 10 minutos. Tomar 2 chávenas por dia, depois das 
refeições.

Carnornila (matricárlá) e c.7morní127­rom.717.7
* Infusão de 10 g de planta para 1

litro de água a ferver.
* Tomar 3 ou 4 chávenas por dia.

Catalpa

As folhas e os frutos contêm uma substância chamada catalpina, útil no 
tratamento da asma e da tosse convulsa.
* 10 g de folhas para 1 litro de

água. Ferver durante 2 minutos e deixarem infusão 10 minutos.
* Tomar 2 chávenas por dia.

Drós&ra­de­fol17as­r&dondas

* Infusão de 10 g de planta seca

para meio litro de água a ferver. Deixar em infusão 10 minutos.
* Beber 2 chávenas por dia.
* Tintura­mãe*: 1 litro de álcool a

700 para 200 g de planta. Tapar a garrafa e deixar macerar 2 semanas à 
temperatura ambiente. Agitar, 2 vezes por dia.
* Tomar 15 gotas misturadas a

água, 2 vezes ao dia.

Efedra

* Em infusão ou tintura­mãe.

ATENÇÃO1 Não utilizar esta planta sem consultar um especialista.
* Utilizam­se diferentes espécies

de efedra na medicina asiática para tratar as afecçôes pulmonares.

No Iraque, em cavernas do neanderthal, encontraram­se restos de efedra, 
provavelmente

253
Asma

utilizada para cerimônias e oferendas funerárias. Os indios da América do Norte 
bebem­na em decocção, como estimulante e como suporte para a adivinhação.

É17U13­CaMpa17a
*  Infusão da raiz: 30 9 de raiz para

1 litro de água fria. Deixar macerar 12 horas, aquecer sem deixar ferver.
*  Beber uma chávena morna por

dia que pode adoçar com mel.
*  Pode também ser tomada

macerada em vinho branco durante pelo menos 1 semana,
*  Na Alsácia prepara­se o vinho

11 reps” misturando a parte subterrânea seca da planta com mosto de uva preta 
fermentada durante o Inverno.

Erv.?­cldrelra

*  Infusão de 10 g de planta para 1

litro de água a ferver.
*  Beber 2 chávenas por dia, quente e adoçada com mel.
*  As folhas maceradas em vinho

serviam antigamente para tratar as mordeduras de escorpião, de aranhas e de 
cães.

Estr29Mónio

*  Utiliza­se sob a forma de cigarro

ou em pó. ATENÇA01 Esta planta é tõxica. Não utilizar sem o conselho de um 
especialista. Encontrámos um trabalho sobre

os efeitos antiasmáticos dos cigarros de estramónio, de beladona e de meimendro. 
Estas 3 plantas pertencem à mesma família do tabaco. Estes cigarros foram 
considerados por Trousseau como “quase milagrosos”. Eles foram até há pouco 
tempo muito utilizados em França. O autor deste trabalho confirma que fumar 
estes cigarros tem um efeito calmante em ataques de asmas.
M917j6eron.7
* Infusão de 10 g de planta para 1

litro de água a ferver.
* Tomar 3 chávenas por dia durante 1 mês. Repetir.

Menta
* Infusão de 10 g de planta para 1

litro de água a ferver.
* Beber 2 chávenas por dia.

Pímpínela
* Infusão de 10 g de planta para 1

litro de água. Ferver durante 3 minutos e deixar em infusão 10 minutos.
* Tomar 2 ou 3 chávenas por dia.

S.7114.7­OfIC117.71
* Infusão de 10 g de planta para 1

litro de água.
* Tomar 3 chávenas por dia fora

das refeições durante 3 semanas. Repetir.

Ta17c17.7gem
* Decocção de 20 g de raizes ou

de folhas para 1 litro de água

254
Asma

(ou eventualmente de vinho branco).
*Beber 3 chávenas por dia durante 3 semanas.

Tussilagem
*Infusão de flores, 10 g para 1 litro de água a ferver. Deixar em

infusão durante 15 minutos.
*Beber em média 4 chávenas por

dia, depois de filtrar a tisana de

modo a retirar os detritos que podem irritar a garganta. Dioscórides 
aconselhava­a em fumigações para tratar doentes asmáticos. Plínio, o Antigo, era 
partidário de utilizar as folhas frescas. Na antiguidade servia para fazer 
amadurecer os abcessos dos seios.

Para evitar os ataques de asma

D~0A15     *

*Cura de drageias de prõpolis: 2

a 4 drageias por dia durante
1 mês.
*Ou em extracto líquido, 10 a 20

gotas 2 vezes ao dia.
*Fazer o tratamento no Outono e

na Primavera. A seguinte preparação dá bons resultados:

117fusão é

QU&Ildó171a ­@­ LaVanda Valeroana + TomIlho

* 1 pitada de cada planta + 5 ou
6 rodelas de nabo; ferver durante 3 minutos e deixar em infusão 15 minutos; 
adoçar com mel. * Beber à noite, de preferência.

Receitas da medicina monãstica, arte médica dos Irmãos de São João de Deus (Fato 
Beno F~01IV
IMUSãO d.9 SOgUI1M0 Misturl?..

TussIla~ (foffias, 20 g), TIlía (flores, 20 g), Altel,9 (ralz 10 g), PíMpínela 
(raíz lo g), MaIv,7 (flores, 10 g), Sabugueír0 (flores, 10 9), Marroio branco 
(erva, 10 g), Alcaçuz (r.71z, 10 g), Hortelã­pím­­nta (foffias, log)
* Misturar as plantas e deitar uma

colher da mistura numa chávena de água a ferver. Deixar em infusão 30 minutos, 
filtrar e adoçar com sumo de framboesa ou de cássis.
* Beber 3 chávenas por dia, depois das refeições.

ó10OS 055017CIOIS

Por instilação num difusor de aromas, algumas gotas de Ilavanda ou de oucalipto.

255
Asma

Outros óleos essenciais:

Alho, AngélIca, Bomeol Ca/opute ESP117h01ro alvalHortelã P~17la, IríS, V.71&­ 
,ríana, Verbena­aroinátíca

7ZIMUrOS­MãO

Mistura de tinturas­mãe:

HIssopo (25 m,9, ­­nula­campana (20 rng, Tomíl17o (20 ml), CaMOM17.7 (20 m,9, 
Extracto fluído de Dróser.7 (10 m,9, Extracto flulolo de Alcaçuz (5 M/)
Deitar todos estes líquidos num
frasco de vidro opaco. Agitar bem. Tomar algumas gotas numa chávena de água, 3 
vezes ao dia, antes das refeições.

8m7hos de vapor *

Banhos de vapor curtos, de 20 a
30 minutos aproximadamente. Repetir 3 vezes por semana, seguidos de um duche 
morno ou de uma fricção.

8M71705 dO V27POr dos ~

1 ou 2 vezes por semana, seguidos de uma fricção fresca.

Para parar os ataques de asma

­ Mergulhar os pés e as mãos em

água quente e fazer aplicações de compressas quentes no esterno. Mergulhar, em 
seguida, os pés e as mãos em água fria (5 minutos em água quente e meio minuto 
em água fria). Repetir se necessário.

08/711OS de OSSeIMO

Banhos de assento frios, 3 vezes por semana.

Afus~ *

­ Afusâo das coxas, de manhã.
Afusão dos joelhos e do rosto, à noite.

A111n01M80o

Alinientação sóbria e variada. Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, 
legumes e frutos frescos, alho, cereais integrais, pão integral, etc.

JOjUJ77

Fazer, de vez em quando. E também cura de fruta.

256
Asma

OutMS MOMMOIMOS

Todas as medicinas oferecem um

grande leque de tratamentos para esta doença:
* A horneopatia preconiza, entre

outros: Kalium carbonicum, Arsenicum album, lpeca, Lobelia, Kalium nitricum, 
Sambucus, Turbeculum.
* O tratamento isoterapéutico,

especialmente em casos de alergia às poeiras caseiras, pode ser prescrito, ou 
uma dessensibilização por isoterapia urinária em diluições de 7­12 ou 30 CH.
* Acupunctura
* Osteopatia
* Quiroprãtlca
* Mioterapia
* Curas termais
* Espelleoterapia, etc.

A asma segundo a mecânica biótica

A “verdadeira” asma instala­se no seguimento de uma falsa asma, tratada com 
cortisona e broncodilatadores.

Para a mecânica biótica, a “falsa asma” provém dos stresses vibratórios tóxicos, 
acumulados nos pulmões. Pode ser erradicada graças a uma limpeza destas 
acumulações.

A origem tóxica ocorre nas crianças, especialmente no seguimento de poluições 
por vacinação (B.C.G.), climáticas e urbanas. A transmissão hereditária da 
memória da água para a memória do ar, passada erradamente no nascimento ou no 
seguimento de partos com epidural, bem como problemas afectivos ou de identidade 
podem também ser responsáveis por alergias. A qualidade da gestação e do 
nascimento tem uma grande importância na gênese desta doença. Todavia a asma é, 
antes de mais, a manifestação de um problema de identidade e de 
hipersensibilidade face ao meio ambiente.

Repondo em fase o movimento biótico das células pulmonares, a aplicação biótica 
faz desaparecer as manifestações da falsa asma e torna os pulmões aptos a 
efectuarem trocas.
257
Astenia nervosa

CONSELHOS

­A marcha é muito aconselhada.
­ Ver Endurecimento (p. 132).
­ Vigie também o excesso de humidade, as poeiras ambientais, o

ar condicionado e, obviamente, o tabaco.
­ Exercícios respiratórios (p. 137).

Astenia nervosa

R~IMS fitoffiMpétItica­9 Á,coro­ verd27dehro, ou 1.7 v,17nd.7

Utiliza­se em tisana ou em banhos. Para os banhos: 30 g de raiz ou
30 g de flores para 1 litro de água a ferver. Deixe ferver durante 15 minutos e 
deixe em infusão 20 minutos. Filtre e mis­ ture na água do banho.

ATENÇÃO1 Não tomo banho à noite o não ultrapasse os 15 minutos.

Alecrim

Em vinho, infusão ou em banhos. Vinho de alecrim: 100 g de planta fresca para 1 
litro de vinho de boa qualidade; deixar macerar durante 15 dias. Filtrar. Tomar 
1 pequeno cálice, de licor, por dia, durante 15 dias. Repetir.
* Banhos de alecrim: 100 g de

alecrim para 2 litros de água. Ferver durante 15 minutos e deixar em infusão 10 
minutos. Acrescentar à água do banho.
* 1 ou 2 banhos por semana.

Ginse/79
* Ferva 20 g de raiz para 1 litro de

água durante 1 minuto. Deixe em infusão durante 15 minutos.
* Tomar uma chávena, de manhã

e à noite.
* Esta planta é considerada uma

panaceia e um afrodisíaco. Foi apreciada pelos imperadores da China, que, todos 
os anos, organizavam uma expedição à Manchúria para a sua colheita. Foram os 
diplomatas russos que popularizaram esta planta na Europa.

258
B

­ Blenorragias, Gonorreia ­ Esquentamento
­ Boca (Afecções bucais, Estomatites, Piorreia, etc.)
­ Bronquites, Traqueítes, Catarro das vias respiratórias
­ Bursite (Higrorna)
Bienorragias, Gonorreia ­ Esquentamento

Blenorragias, Gonorreia Esquentamento

stas afecções caracterízam­se por um corrimento muco­purulento dos

órgãos sexuais. Este surge alguns dias após o coito com urn(a) parceiro(a) 
contamínado(a). É indispensável um tratamento médico.

Note­se que, mesmo em casos de relações sexuais duvidosas, o parceiro ou a 
parceira podem não ficar obrigatoriamente contaminados. É portanto indispensável 
que exista um terreno predisposto à doença. A relação sexual neste caso 
específico é apenas o catalisador de várias fraquezas, que poderiam ter­se 
manifestado numa outra ocasião, sob uma

forma diferente. Compreende­se por conseguinte o interesse de um tratamento das 
causas profundas, de modo a que o corpo fique apto a defender­se em caso de 
agressões exteriores.

Banhos de 05501M0 *

* Banhos de assento quentes
* Ou banhos de assento Kneipp,

2 vezes por semana.

8817h05 de vapor *

­ 2 por semana, seguidos de

duches frescos e refeições vigorosas.

LL(@'j Dragelas SoIsg d­­ p,7stor ­ AgrImôniã

2 drageias de cada, alternando dia sim dia não com:
7aiw17agem ­ Zimbro ­ Bardai7a
­ 2 drageias de cada.

L a V.717da
­ 2 gotas, 3 vezes ao dia. ou..

S27ssafrás @citido por G170m01)

* 1 ou 2 gotas, 3 vezes ao dia.

ou TerebIntIna

* 2 gotas, 2 vezes ao dia.

Diárias: do peito e das costas fulgurante. (@@    Alimen&Ção *

Vegetariana, de preferência.

260
Boca (Afecções bucais, Estomatite, Piorreia, etc.)

*  Contra­indicações: carnes gordas, álcool, cerveja, vinho, especiarias, sal 
(reduzir), agúcar (reduzir), conservas, aparas e miudezas (vísceras), 
charcutaria, maionese, caça, etc.
* Alimentos privilegiados: saladas cruas, levedura de cerveja, romãs, laranjas, 
limões, cereais

integrais, amêndoas, amendoins, tâmaras, frutos sécos, uvas.

jejum

Pode ser utilizado como terapêutica de purificação e de limpeza. Cura de frutos, 
especialmente de uvas e alperces.

CONSELHOS

Vigie a higiene sexual e o tratamento simultâneo do(da) parceiro(a).

Boca (Afecções bucais,

o Estomatite, Piorreia,, etc.)

igie particularmente a dentição, o fígado, a vesícula biliar, o estômago, etc. 
Faça uma higiene rigorosa da boca, escove os dentes com frequência. Consulte o 
seu dentista para limpar o tártaro.

Veja também “Aftas”, p. 198 ­ “Dentes”, p. 356.

Cura de prõpolis:

4 drageias por dia durante 1 mês. Repetir várias vezes ao ano.

OU JAIMUSiO * Salva ­ Espinheiw alvar + Erva­benta + Malva

1 pitada de cada planta para uma chávena grande de água. Fer~gei ,is Salva ­ 
Espin17eii­o alvar

* 2 drageias de cada, durante a manhã.

Erva­benta ­ Malva
* 2 drageias de cada, durante a tarde.

261
Boca (Afecções bucais, Estomatite, Piorreia, etc.)

ver durante 3 minutos. Deixar em infusão 15 minutos. Tomar 3 chávenas por dia, 
fora das refeições, durante 3 semanas.  Repetir.

óleos essenclois

Cr.7VO­de­cabecinha

1 ou 2 gotas, 3 vezes ao dia.

Limão

2 gotas, 2 vezes ao dia. In      LIVOgons do bow

Decocção (para fortificar as gengivas):

Carvalho (lo'117as) ­k Brun&1a * Bístorta

* 1 pitada de cada planta para uma chávena de água. Ferver durante 15 minutos e 
deixar em infusão 20 minutos. * Fazer várias lavagens por dia, seguidas de uma 
massagem das gengivas com um pedaço de pano de algodão. Terminar com uma lavagem 
com água morna.

O padre Kneipp aconselha:
­ Lavagens da boca com uma

decocção de:

S.?/V.? + Cav,911n17,9

@]1 PefiffiffiCO

Confeccione este dentífrico para

fortificar as suas gengivas. Ingredientes:
­ Uma pequena colher de sal marinho não refinado, cerca de 15 gotas de uma 
mistura de óleos essenciais de crevinho, orágáos, monta, segurolha. Deixar 
embeber, acrescentar água e argila verde, misturar tudo muito bem de modo a 
obter uma pasta untuosa.

8,117/705 *
* Banhos dos pés derivativos, 2

vezes por semana.
* Banhos de assento frios ou banhos de assento com fricções, dia sim dia não.

ÁRiviffios de vapor *

­ 3 vezes por semana.

Duches o Offisões *

* Diários.
* Afusão das pernas e dos braços, alternando com uma afusão do rosto e da 
cabeça.
* Afusão rectal.
CintUI§O £0 NO.ONJ7O

Recomendado.

262
Boca (Afecções bucais, Estomatite, Piorreia, etc.)

Receitas fitoffimpéu~S

Carvaffio­comum

* Decocção da casca­. ferver 20 g durante 15 minutos em 1 litro de água. * Fazer 
3 lavagens da boca por dia,

GerânIo Ervg­de­são­roberto

* 10 g em 1 litro de água fria. Deixar em infusão e em seguida ferver durante 10 
minutos. * As folhas frescas podem ser mastigadas. * Fazer 3 lavagens por dia.

SalVa 011C1M1 O 7ÕM11170

* Preparação como para as anginas (p. 233). * Fazer 3 ou 4 lavagens por dia.

Tor~ntIlha

* 1 g (equivalente a uma ponta de faca) de pó do rizoma (em água ou vinho 
tinto), 4 vezes ao dia. * Utilizada também para o corrimento branco das mulheres 
(10 9 do rizoma para 1 litro de água).

Affineaffi00*

Como em todas as doenças digestivas, a alimentação tem um papel preponderante.
* Ver eventualmente Prisão de

ventre (p. 522).
* Contra­indicações: álcool, vinho, cerveja, tabaco, gorduras animais, manteiga 
cozinhada, fritos, conservas, charcutaria, maionese, especiarias, açúcar, doces, 
etc.
* Aliniontos privilegiados: alho,

cebola, levedura de cerveja, limôes, laranjas, toranjas, legumes e frutos 
frescos, óleo de milho, cereais integrais, trigo, arroz, trigo sarraceno, 
cevada, aveia, pão integral, etc.
* Vigie a mastigação.
* Não comer alimentos dema~ siado quentes nem tomar bebidas geladas.

jk, /um
* Acompanha e completa judiciosamente o tratamento natural da piorreia e de 
outras afecções bucais. * 1 dia por semana, a fruta. * Cura de fruta de estação; 
pêssegos, peras, uvas.

263
Bronquites, Traqueítes, Catarro das vias respiratórias

Bronquites, Traqueites, Catarro das vias respiratórias

er também Anginas (p. 233).
O corpo deve, em qualquei­ circunstância, ter a possibilidade de resistir às 
agressões exteriores. As bronquites, as traqueítes e outras afecções de Inverno 
são uma expressiva ilustração da diminuição das defesas naturais.

Por que razão é capaz um indivíduo de fazer face sem problemas a um

Inverno rigoroso enquanto outro, nas mesmas condições, fica doente? A resposta é 
simples: o organismo resistente adapta­se às condições climáticas enquanto o 
fraco cede. Temos de concluir que o frio não é a causa profunda da afecção, mas 
apenas o seu “detonador”.

80/7h05 *

* Banhos dos antebraços e dos pés com uma decocção de:

L31,ar`da ­@­ SablIgUeIrO + EUC.711p10 *  2 pitadas de cada planta para meio 
litro de água. Ferver durante 15 minutos, deixar em infusão 20 minutos. 
Acrescentar 4 ou 5 litros de água. Proceder aiternadamente, 5 minutos para os 
braços e 5 minutos para os pés. Passar por água fresca.

01v90i

OS * É17U18­CaMpana ­ ESCabIOSa

2 drageias de cada.

Marro/o ­ TOMílho ­ S&1ó17À@a * 2 drageias de cada. * 1 vez por dia, 
alternadamente, dia sim dia não.

£!U IM/5J0 * Enula­campano Escabiosa + “arrolo Tomiffio ­@­ BêtónIca

* 1 pitada de cada planta para 1 chávena grande de água. Acrescentar 3 cravos­
de­cabecinha. Ferver 3 minutos e deixar em infusão 15 minutos. * Tomar 4 ou 5 
chávenas por dia.

ó10OS OSSOMISIS Orégãos
2 gotas, 3 vezes ao dia.

LLWi =J 8.717hOS dO V.T.00r
­ 2 vezes por semana, seguidos

de uma afusão fresca e de uma fricção.

264
Bronquites, Traqueítes, Catarro das vias respiratórias

Ouches e vfu~s

Das coxas e do peito. Rectal, 2 vezes por semana.

Receit,75 fitoterapêutic.vs A11s0íro
* Comer os frutos.

Amor­perfeito
* Infusão de 10 g de raiz para 1

litro de água fria. Ferver 3 minutos e deixar em infusão 15 minutos,
* Tomar 2 chávenas quentes por

dia.

EUGalIpto
* Infusão de folhas secas: para 1

litro de água deitar 10 g de folhas secas e deixar em infusão
10 minutos.
* Tomar 3 chávenas por dia.
* Banho: 20 g de folhas secas (podem misturar­se com uma

quantidade igual de folhas de tomilho). Deixar em infusão em
1 litro de água a ferver e acrescentar ao banho (duração do banho: cerca de 15 
minutos).

Falso­escarnbro&lro
* A compota dos seus frutos é

utilizada na Europa Central como antiescorbútico.

Glecoma @erva­de­são­joão)
* Infusão das pontas (frescas ou

secas) em água a ferver.
* Tomar 2 chávenas ao dia.
* A tintura­mão (composta de

metade de sumo e outra metade de álcool a 700, que se deixa
repousar durante 1 mês) tem as mesmas propriedades que a infusão. É também 
diurética.

Pínho
* Infusão dos rebentos. Deixar

macerar a frio e em seguida ferver 3 minutos e deixar arrefecer.
* Tomar 3 chávenas por dia, durante 8 a 10 dias.

PO/í ‘919/27
* Dec~o de 10 g de planta para

1 litro de água.
* Tomar 3 chávenas por dia, durante 8 a 10 dias.

Sanícula­europeía
* Infusão de 10 9 para 1 litro de

água, adoçada com mel.
* Tomar 3 chávenas por dia, durante 8 a 10 dias.

Saponária­ofícl@7a1 Decocção do rizoma (10 g de plantas) para 1 litro de água. 
Deixar em infusão durante pelo menos 6 horas, ferver e deixar arrefecer.
* O nome desta planta curiosa

provém da sua capacidade de fazer espuma na água. Foi utilizada no passado para 
lavar tecidos de lã e branquear rendas.

TomIlho o Tom1117o­erv.7­ursa
* Mesma preparação que para a

asma (p. 252)

TUSSil­790m
* Infusão de 10 g de folhas ou

flores para 1 litro de água a ferver. Deixarem infusão 10 minutos.
* Toma­se à razão de 3 chávenas

ao dia.

265
Bronquites, Traqueites, Catarro das vias respiratórias

Verb.7SCO
* Infusão das flores acabadas de

abrir, secas e conservadas no escuro, 1 ou 2 pitadas para uma chávena de água. 
Ferver durante 1 minuto e deixar em infusão 10 minutos.
* Beber 2 ou 3 chávenas por dia.
* As flores cozidas em leito utilizam­se em aplicações externas contra as dores, 
as hemorróidas e as úlceras. (@@ ­411M0IMOÇãO * Alimentação quente: privilegiar 
as sopas e os purés de legumes. Frutos frescos, laranjas, limões, toranjas, 
quivis. Contra­indicações: alimentação gorda, difícil de digerir, fritos, 
conservas, charcutaria, etc. Alimentos privilegiados: figos, uvas, maçãs 
reinetas, jujuba, tâmaras, cebolas, puré de trigo, mel.

MUM    *

Obtêm­se melhorias notáveis por meio de jejuns curtos.
1 dia a fruta. Cura de uvas e de alperces.

RECEM

­ Macerar durante a noite 1 ou 2 cebolas cortadas finas num

pouco de azeite. Comê­las no dia seguinte, adoçadas com mel (segundo Chornel).

rRAMMEN70 KNEIPP

De manhã, lavar o corpo todo com água fresca, em seguida fazer uma fricção e 
voltar para a cama. Todos os dias, fazer uma afusão superior fresca, se o corpo 
estiver quente. De manhã o à noite, tomar uma tisana de casca de carvalho + 
cavalinha. Casos dificeis: fazer uma loção fria no corpo ao sair da cama, depois 
voltar para a cama durante 1 hora. Todos os dias, duches e afusões dos joelhos. 
Todas as semanas, 2 banhos frios curtos (30 segundos). Tisana de urtigas (2 a 6 
chávenas por dia): 20 9 de planta fresca para 1 litro de água. Ferver durante 2 
minutos. Deixar em infusão
10 minutos.

266
Bursite (Higroma)

CONSELHOS

Suprimir o tabaco.

Ver Endurecimento (p. 132). Arejar os quartos. Lavagens eventuais com uma 
infusão de camomila: Deitar 8 a 10 cabeças em meio litro de água, ferver e 
deixar em infusão 15 minutos. Fazer a lavagem, morna, 1 a 2 horas antes de 
deitar.

Bursite (Higroma)

r E

indispensável um acompanhamento médico. Trata­se de uma reacção inflamatória 
específica que afecta um tendão, uma rótula, um cotovelo, etc.

Os autores americanos relatam bons resultados obtidos graças à acupunctura e a 
quiroprática. Todavia é, muitas vezes, necessária uma intervenção cirúrgica. Em 
fitoterapia aconselham­se geralmente diversas plantas anti­inflamatórias. 
Existem, contudo, poucos dados convincentes sobre o tratamento desta doença. 
Certos homeopatas prescrevem Rlius toxicodendron em diluição de 30 CH, bem como 
Bryona 5 CH, Calium iodatum 5 CH, etc., mas na nossa opinião trata­se apenas de 
tratamentos preventivos ou para evitar recaídas.

Atençãol Esta planta é perigosa. Não utilizar sem consultar um especialistalli
* Em tintura­mãe em álcool a 400.
* Pode também utilizar­se misturada com tintura de consolda.

267

7117tUM­MiO

Em uso externo:

AMICa 1n0171.717a
Cabeça (dores de) Cabelo (queda do), Caspa Cãibras Cálculos biliares (litíases) 
Cálculos urinários Cancro Catarata Celulite Ciática Cicatrização de feridas e 
hemostáticos Cistite Colesterol Colibacilose Cólicas hepáticas Cólicas 
intestinais Comichão Conjuntivite, inflamações oculares Constipação (de cabeça) 
Contusões ­ Golpes Convulsões Coqueluche ­ Tosse convulsa Coração ­ Afecções 
cardíacas Coreia (Dança de São Gui) Corrimento branco Costas (dores nas) 
Cuperose
Cabeça (dores de) 1 Cabelo (queda do), Caspa

Cabeça (dores de)

er Enxaquecas (p. 377).

Cabelo (queda do), Caspa

queda do cabelo é frequente, particularmente em certos homens depois dos 40 
anos. As outras causas possíveis são: herpes, tinha, tratamentos médicos, etc.

Deve observar uma higiene minuciosa e utilizar champôs à base de essências de 
plantas ou de óleo de cade.

F131c00 Fricções com uma decocção de:

Tomíl17o + Bélula

3 pitadas de cada planta para meio litro de água. Ferver durante 20 minutos e 
acrescentar
3 ou 4 pitadas de urtigas. Deixar em infusão durante 30 minutos e filtrar. 
Fricção diária, depois da lavagem com champô.

Afusão

Da cabeça, 3 ou 4 vezes por semana.

Massagem do couro cabeludo.

Alin701MO­00

Consumo de legumes crus, cereais integrais (arroz), levedura de cerveja, frutos 
secos, amêndoas, nozes, etc. Se tiver a pele gordurosa e caspa: vigie 
obrigatoriamente a alimentação. Suprimir: gorduras, manteiga cozinhada, fritos, 
charcutaria, salmoura, cerveja, vinho, etc.

Apresentamos algumas receitas antigas, esquecidas por quase todos, e

que poderiam, como parece, fazer milagres.
270
Cabelo (queda do), Caspa

Para fazer parar DOCOCÇãO V117053 C0P11,ar de MOIMPOIller

Adianto + Híssopo
1 litro de vinho tinto de boa qualidade e 10 boas pitadas de cada planta. 
Aquecer em banho­maria até ficar reduzido em metade. Fazer fricções diárias com 
esta

a queda dos cabelos

mistura. Este tratamento faz parar a queda de cabelo e, ao que parece, fá­lo 
voltar a nascer. Como alternativa ao adianto, utilizar:

Foto + Mksopo
­ Mesmas proporções, mesma

mistura, mesma utilização.

Para fazer voltar a nascer o cabelo

* 50 nozes verdes, esmagadas,

misturadas em meio litro de azeite. Acrescentar 50 g de alume. Mexer e deixar 
esta mistura repousar durante 3 meses. Moer e depois filtrar.
* Friccionar o couro cabeludo todas as manhãs. Esta mistura faz nascer o cabelo.
* Uma decocçâo de musgo dos

prados teria as mesmas propriedades.
* Estas receitas não têm qualquer

perigo,

ouãws fficeitas Bardana­cofnum
* Em tintura­mãe: 30 g para meio

litro de álcool a 700. Deixe macerar uma semana e acrescente um copo de água 
destilada. Filtre.

(citado por autores antigos)

Deve ser utilizada como loção.
Bélula­branca Um copo (cerca de 250 mi) de seiva de bétula fresca em 250 ml de 
álcool a 450. Aplicar em loção (é possível fazer esta loção utilizando as 
folhas. Neste caso, deixe­as macerar durante 5 dias e depois filtre).

Noguelra Utilizar uma decocção de folhas (30 g) para 1 litro de água a ferver, 
para lavar o cabelo (receita grega).

Urtíga Em tintura­mãe: 200 g de folhas frescas para meio litro de álcool a 700. 
Deixe macerar 3 dias. Utilizar em loção depois de diluída em água.

CONSELHOS

Não utilizar champÔs anticaspa, são demasiado agressivos. Alimentação sóbria. 
Alimentação com tendência vegetariana.
271
Cãibras

Cãibras

odem manifestar­se por meio de contracções persistentes dos músculos ou 
contracções corri relaxamentos variáveis. Podem também ocorrer

em certas posições: corpo inclinado, mão crispada (cãibra dos escritores), etc.

Á0m90i ‘75 * ArgOn&W (001e1711117a) AbSI@7tO

* 3 drageias de cada no momento da crise e durante os 3 ou 4 dias seguintes.

GOA91a_rW1

* 3 drageias por dia, durante 1 mês (repetir várias vezes por ano).

OU IMUSãO * Arwn,117.7 (potent,717.9) + AbSI@7t0

* 3 pitadas de cada planta para 1 chávena de água. Ferver durante 3 minutos. 
Deixar em infusão 15 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia.

ó10OS OSSO17C1815

CaMOM17.1
­ 2 gotas, 3 vezes ao dia.

8.9J7h05 *

­ Banhos de assento frios e curtos, 2 vezes por semana.

Ágo17hos de mpor *

Tomado no momento da cãibra, o banho de vapor permite o relaxamento rápido dos 
músculos. Banhos de vapor da parte ou do membro afectado, seguidos de uma loção 
fresca e de uma fricçâo.

OUCI1OS o ‘MUS495 *

Duche quente da parte doente (mão, pé, nuca, etc.) terminando com uma afusão 
curta, mais fresca. Afusão dos joelhos. Afusão das coxas e do baixo­ventre, 
afusão rectal.

Affi77e17M00

* Ligeira, fácil de digerir, sem excitantes.
* Contra­indicações: álcool, vinho, cerveja, tabaco, especiarias, conservas, 
manteiga cozi272
Cãibras

nhada, charcutaria, maionese, carnes gordas, ovos, pratos com molhos, doces e 
pastelaria, tc.

e’ Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, germe de trigo, cereais 
integrais, pão integral, frutos frescos: laranjas, limões, ananás, alperces, 
uvas, legumes verdes: alhos­porros, salsa, couves, espargos, funcho, feijão­
verde, alcachofras, etc. w jejum *

Descontrai e relaxa. Também aconselhamos: * Cura de fruta. * 1 dia, a fruta.

A£ GUNS CONSELHOS DO PADRE KNEIPP

*Se os estados espasmódicos afectam a cabeça ou a nuca, dar

banhos de vapor a essas partes do corpo (efectuam­se com um recipiente cheio de 
água a ferver, com a cabeça coberta. O vapor provoca a sudação).
*No abdômen: banhos de vapor de assento + camisa molhada

quente de “flores de feno”.
*Espasmos no estómago:

­Camisa de flores de feno quente, 2 ou 3 vezes por semana. ­Cinturão de Neptuno.
­ Dia sim dia não, semicúpio frio (banheira) muito curto (3 segundos).
*Cãibras no útero:

­Todos os dias­ de manhã, andar descalça sobre a pedra molhada (ou sobre a erva 
húmida, ou sobre tijoleira fria); ao deitar aplicar uma loção fresca completa.
­ 2 banhos de assento frios por semana.
*Espasmos do peito, cãibras dos pés o das mãos­ Todos os dias uma afusâo 
superior e uma afusão dos joelhos,

3 vezes por semana. ­Andar descalço sobre a erva húmida 5 a 15 minutos, 
dependendo da estação.
* Cãibras abdominais com cólicas:

­ Banhos de assento com “flores de feno” + maillots quentes

sobre o baixo­ventre + infusão de argentina.
­ Recomendam­se também:

Banhos dos pés quentes seguidos de loções frias.
273
Cálculos biliares (litíases)

­ Infusão recomendada:

Mil­follws * Erva de­sãoyoão ­k Camomila ­@­ Funcho

1 pitada de cada planta. Deixar levantar fervura. Deixar em infusão 15 minutos. 
Tomar, de preferência, à noite.
* Kneipp preconiza tomar argentina em infusão em leite quente.
* O cioreto de magnésio pode também dar bons resultados.

CONSELHOS

­Praticar o endurecimento (ver p. 132).

Cálculos biliares (litiases)

aracterizam­se frequentemente por dores na região do estômago (espasmos 
estomacais), muitas vezes, seguidas de vómitos. Em caso de cólica hepática, o 
doente sente dores violentas na região do fígado e do estômago, e estas dores 
podem subir até ao ombro direito.

As causas: abuso de alimentos gordos, de gorduras animais, vinho, temperamento 
colérico, desgostos, preocupações, etc.

­ 1 pitada de cada planta para uma

chávena de água. Ferver duDente­de­loão ­ saxífi­ag8          rante 3 minutos e 
deixar em in­
2 drageias de cada.                       fusão 15 minutos.

Urtígas ­ P.71­1etáría           ­  Beber 3 ou 4 chávenas por dia.

2 drageias de cada. Alternadamente, dia sim dia não.

01/ IMUSãO * DoMO­de­leãO I’ S8Xffir8g.7 + Urtígas + Pgríetár127

Viir     ó100.9

Alecrín7
2 ou 3 gotas, 3 vezes ao dia. Ou:

274
Cálculos biliares (litíases)

L imão
2 gotas, 3 vezes ao dia.

80/71,05 de Ossento *

* Banhos de assento quentes, com

massagem do baixo­ventre, 2 vezes por semana.
* Banhos de assento frios. @w       00/7/705 dO V2POr

2 banhos de vapor por semana.

Receitas da medIcina monástica, arte médica dos Irmãos de São João de Deus 
ffiata Se/7o Frat0111)

QuelIdóma rkervz?, 20 g), Camom11.7 @20 g), Erva­cIdrelra ffioffias, 20 g).
* Misturar as plantas e deitar 1

pitada desta mistura em 1 chávena de água a ferver. Deixar em infusão 3 minutos 
e depois filtrar.
* Beber 1 chávena quente, 3 vezes ao dia.

DUCI705 o ?fusões *

Afusões das coxas e do baixo­ventre.

Receitas fitOMIspêuticos Alcachofra

Infusão de 100 g de folhas em
1 litro de água fria. Ferver e deixar em infusão 15 minutos. Beber 3 chávenas 
por dia.

C171córIa selvagem Infusão de 20 g de raiz em 1 litro de água fria. Ferver 
durante 3 minutos. Deixar em infusão coberta. Beber 2 chávenas ao dia. A mistura 
de raizes de chicória e de ruibarbo é ligeiramente purgante, aconselhada às 
crianças.

Fumáría

10 g de planta para meio litro de água fria. Ferver e deixar em infusão 15 
minutos. Filtrar. Tomar 1 chávena antes de cada refeição. ATENÇÃO1 Esta planta é 
ligeiramente tõxlcal A medicina popular utiliza­a para tratar as afecçôes 
crónicas da pele.

Potasíte

Infusão de 10 g de raiz em 1 litro de água a ferver. Ferver 2 minutos e deixar 
em infusão 15 minutos. Beber 2 chávenas por dia. <2i1elIdónia

Infusão de 15 g de raizes secas (eventualmente 30 g de planta) em 1 litro de 
água fria. Ferver e deixar em infusão 10 minutos. Tomar 3 chávenas ao dia, entre 
as refeições. ATENÇÃO1 É uma planta tóxica, deve ser tomada sob prescrição de um 
especialistal

275
Cálculos urinários

l@ M   AlimelMação *

Alimentação sóbria. Vigiar a boa mastigação dos alimentos.
* Contra­indicações­. manteiga

cozinhada, fritos, pratos cozinhados, maionese, charcutaria, carnes gordas, 
gorduras animais, pastelaria, cremes, chocolate, chá, café, especiarias, vinho, 
cerveja, álcool, açúcar, etc.
* Alimentos privilegiados­ alcachofras, nabos pretos, azeite, limôes, toranjas, 
tomates, ceboIas, alho, morangos, alcaparras, uvas, dente­de­leão, azedas, aipo, 
salsa, espargos, funcho, alhos­porros.
­ Beber muita água (limonada). w       JOjU,07 *

É evidente que deixar repousar os órgãos digestivos durante algumas horas só 
pode ser saiuta r.
* Dias a fruta.
* Cura de fruta, por exemplo, uvas

ou morangos.

CONSELHOS

Atenção à cólera, ao nervosismo, às contrariedades. Ver também:
­ Exercícios físicos (p. 133).
­ Repouso (p. 135).
­ Respiração (p. 137).
­ Cinturão de Neptuno (p. 148).

Cálculos urinários

aracterizam­se, muitas vezes, por dores frequentes e Insuportáveis na

região da bexiga, acompanhadas de vontade frequente de urinar, suores frios, 
febre, prisão de ventre, dificuldade em urinar, urina com sangue, etc.

Ver também Âmbar (p. 172).

ÁO
ÁrigeÃOS Bétula ­ samo de Tílía­selvagem ­ VIlOurea (Solídago)

* 2 drageias de cada.

GInómodo ­ Grama * 2 drageias de cada. * Alternadamente, dia sim dia não.

276
Cálculos urinários

OU IMUSãO * Sétula ­k samo de TIlía­se/va

yoM * Vir~rea + Ginórrodo + Grama

* 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver durante 3 minutos e 
deixar em infu­ são 10 minutos. * Tomar 4 ou 5 chávenas por dia.

ó/005 OSSOMIZIS (@@ GerânIo

2 gotas, 3 vezes ao dia.

ZImbro
­ 2 gotas, 3 vezes ao dia.

COMPrOSS.65 *

Chomel preconizava:
* Uma compressa quente sobre o

baixo­ventre com uma infusão de Coroa­de­rei + Camomilia.
* Aplicar e repetir várias vezes ao

dia.

8817h05*

Banhos de assento quentes (de
10 a 20 minutos), seguidos de um banho de assento frio (de 2 ou 3 minutos). 
Banhos de assento com fricções, seguidos de fricções no baixo­ventre.

Duches o afusões *

­ Duche das coxas e do baixo­ventre, diários.

­ Fulgurante.

Receitas da medicina monãs. tica, arte médica dos Irmãos de São João de Deus 
(Fato 8e17e Fratelli)

Camornila (20 g) sétula (fO1)@as, 10 g), ca Valinha (erva, 10 g), Gr~­PeqUeA9 
(rlZOMa, /o g), Rosa (frutos, 10 g), Aspérul.7 (10 g), Sabuquelro (flores, /o 
g), Urtig­9S (f011WS, 10 g).

* Misturar as plantas, 1 pitada da

mistura para 1 chávena de água a ferver; deixar em infusão 5 minutos.
* Tomar 3 chávenas por dia, entre

as refeições.

FOIMOCO~O C1M17058 Trígonella foenum­graecum Feno­grego

­ 10 g de feno­grego para meio litro de água.

Tomar 2 chávenas ao dia.

Recei~ fitoteMpêutícas A1quequ&i7j@9

Consumir as bagas (conhecidas sob o nome de cerejas de Inverno) cruas ou em 
decocção: 30 g de frutos secos para 1 litro de água.

277
Cálculos urinários

Geteraque 00h',adin17.?)
*Ferver a planta e beber 1 copo

desta decocção por dia.

E179OS
*Infusão de 15 g de raiz para 1

litro de água fria. Ferver 3 minutos e deixar em infusão 10 minutos.
*Tomar 2 chávenas ao dia.

M11170
*A tradição peruana preconiza

beber água obtida por decocção das “barbas” de milho (jovens).
*Retire as “barbas” de 3 maçarocas de milho e deite­as em meio litro de água.
*Tomar 2 ou 3 chávenas por dia.

S.@/S.?
*Infusão de 10 g de grãos de salsa

para 1 litro de água a ferver. Deixar macerar coberta durante 20 minutos.
*Tomar 1 chávena à noite.

ZIMbro
*A infusão das bagas de zimbro

esmagadas em leite de cabra a

ferver, em aplicações durante vários dias sobre as partes doentes, faz 
desaparecer os cálculos (receita popular).

Alimentaçjo

* Beber muita água.
* Contra­indicações: chá, café,

chocolate, carnes gordas, charcutaria, aparas e vísceras, man~ teíga cozinhada, 
espinafres, azedas, sardinhas, anchovas, fritos, conservas, salmoura, açúcar, 
pastelaria, etc., vigiar o consumo de sal.
* Alimentos priviligoados: castanhas, grão, cebola, alho, morangos, framboesas, 
frutos maduros, pêssegos, alperces, laranjas, cereais integrais, pão integral, 
sumo de mirtilos, etc.

jejum

* Na condição expressa de beber

muita água.
* Cura de morangos ou de uvas.

CONSELHOS

Não negligenciar: ­os exercícios respiratórios (p. 137); ­os endurecimentos (p. 
132); ­andar a pé, descalço, na á gua e na erva húmida, na Primavera.

278
Cancro

Cancro

A DEVASTAÇÃO DO CANCRO

Uma das certezas que temos sobre esta doença é que as mortes

provocadas por cancro estão em progressão constante. A mortalidade tripl icou 
desde os anos 30. Era então de 60 mortes por ano por 100 000 habitantes. 
Actualmente os números sã o da ordem de 190 por 100 000 habitantes; certos 
cancros têm um crescimento quase exponencial, como

o do pulmão, por exemplo, cuja taxa de mortalidade foi multiplicada por
7. Se em matéria de tratamentos a medicina e a cirurgia podem reivindicar alguns 
êxitos e se os cancerólogos consideram que 40 a 50% dos cancros são curáveis, 
estes números não levam em conta as recaídas após cinco anos. Isto não altera em 
nada a realidade dos factos, porque actualmente cada vez mais pessoas contraem 
cancro e morrem.

Em 1971 o presidente americano Richard Nixon declarou a guerra ao cancro. Cinco 
anos deviam bastar, segundo ele, para vencê­lo e erradicá­ ~lo defin ítívam 
ente. Apesar de todas as promessas dos cientistas da época e de vários milhares 
de dólares gastos em investigaçã o, os êxitos prometidos transformaram­se num 
grande fracasso. Desde então continua­se a investigar, mas sem se saber muito 
bem o quê.

Conseguem­se, contudo, algumas remissões em certas formas de cancro: é o caso do 
cancro dos testículos nos jovens, da doença de Hodkin e dos cancros do estômago.

Para Yvan Illitch, a taxa de sobrevivência durante cinco anos para o

cancro da mama é de 50%. Não se demonstrou, contudo, que esta taxa diferisse da 
dos cancros não tratados.

Certos povos não conhecem o cancro

Ainda existem actualmente povos que não conhecem nem o cancro

nem as doenças cardiovascu lares (os Hunzas, os Abkhazes, os habitantes de 
Vilcacamba, do Altai, de Lacutia, etc.). Também é um facto que estes povos só 
foram parcialmente tocados pelas benesses da civilização ocidental. Talvez se 
deva aqui observar uma relação de causa/efeito.
279
Cancro

2 pessoas em 3 morrem de uma doença degenerativa

No nosso mundo civilizado e hipermedicalizado, 1 pessoa em 4 é ou será vítima 
de cancro. E o Dr. J. P. Willem (presidente e fundador da associação Médicos de 
Pés Descalços) conclui que, se acresce ritarm os a iriortalidade por doenças 
cardiovascu lares, pode­se afirmar que 2 pessoas em 3 vão morrer no seguimento 
de uma doença degenerativa. Somos obrigados a reconhecer que se trata do mais 
desastroso fracasso para o

niundo científico médico.

A única constatação que se impõe e que é irrefutável é que o fiagelo progride, 
apesar de todos os esforços desenvolvidos para o erradicar. Progrediu até muito 
mais rapidamente nestes últimos trinta anos, corri a

generalização da utilização dos métodos intensivos de produção na agricultura, 
os adubos, os pesticidas, a propagação dos efeitos nocivos da indústria civil ou 
militar, da energia nuclear, etc.

Todavia, já desde os anos 20 que os investigadores tinharil feito uma

aproximação entre o cancro, a alimentação e certos tipos de poluição.

E já falavam também do papel do siress. Estes trabalhos só agora começam a ser 
considerados pelos poderes públicos:

“Temos a prova de que os cancros e os vários tumores variam de

país para país e de região para região. Entre os riscos de cancro, nenhum é mais 
importante do que a nutrição e o tipo de alímentação” (Advances in cancer 
research, 1980 ­ Academic Press, New York).

A alimentação é a causa

A diferença das taxas de mortalidade por cancro da mama em função dos países não 
deixa qualquer dúvida sobre o papel da alimentação no

mecanismo de cancerização.

Com efeito, com 28,7 mortes por 100 000 habitantes, a Grã­Bretanha é o líder 
incontestado da mortalidade por cancro da mama entre todos os países 
industrializados. A Espanha tem 17,1, a França está na 23.’ posição com 19,7 por 
100 000 habitantes. Os países do Extremo Oriente são os

que têm as taxas de mortalidade mais baixas: a China tem 4,6, e o Japão
6,3. Veja­se que estes dois países consomem poucas gorduras animais e

poucos ou nenhuns produtos lácteos.

280
Cancro

Há cinquenta anos Delbet, professor catedrático de medicina, coristatava que a 
deficiência de magnésio dos nossos alimentos era, ria sua opinião, uma das 
principais causas do cancro. Realçava tarribém que esta carência tinha corno 
causa os adubos agrícolas à base de potássio.

Para André Voisin, que era professor na Escola Veterinária de Maisons­Alfort, os 
adubos azotados acumulados na agricultura desnaturam os

solos e geram carências em cobre. Considerava também que esta carência é uma 
causa provável do crescimento do mecanisi­no de cancerização.

A despistagem funciona?

Quanto à despistagem precoce, o Dr. André Gernez comenta que, apesar de haver 
progressos reais no diagnóstico do cancro da mama, este só é descoberto tarde de 
mais. Quando atinge 1 g, a sua massa comporta então 1 milhar de células (para 1 
cm de diâmetro), ou seja, já está no 8.’ ano da sua evolução. Abaixo desta 
dimensão é praticamente irripossível de diagnosticar e daí a dificuldade das 
despistagens precoces. Além disso, o tratamento actualmente proposto só se faz 
quando o tumor maligno é localizado.

As nossas actuais condições de vida implicam uma multiplicação dos factores de 
risco de cancerização. Contudo, André Gernez afirma que a

reversibilidade da cancerogénese é possível em certos casos porque as células 
mutantes são frágeis no início e basta um reforço do organismo para as 
erradícar. Realça que para que um cancro seja viável são necessárias 
circunstâncias excepcionais. Só então se torna irreversível. O tempo necessário 
a essa irreversibil idade exige cerca de cinco anos. O que significa que todos 
nós, em certos momentos das nossas vidas, produzimos cancros, mas, na maioria 
das vezes, eliminamo­los. Para o Dr. Gernez, basta precipitar a erradicação 
destas células antes que o cancro seja diagnosticável graças às nossas técnicas 
actuais, pondo o corpo em estado de acidosel .

‘ Escolhemos certas teorias sobre a origem e o tratamento, das muitas 
existentes, entre as quais algumas são muito controversas. Quanto a nó s, 
estamos convencidos de que para fazer recuar este flagelo e explicar a origem 
das doenças, é impossível recorrer a um único factor, porque é o conjunto de 
circunstâncias ambientais e genéticas que são responsáveis pelo seu 
desenvolvimento. Pensamos também que só um
retorno a um modo de vida saudável e a um estrito respeito pela Natureza pode 
inverter de forma significativa esta situação.

281
Cancro

A prevenção não é suficiente

A prevenção preconizada pelos Poderes Públicos não é totalmente inútil, mas é 
insuficiente pois Iii­nita­se a desaconselhar o álcool e o tabaco.

Tal corno vimos anteriormente, inúmeros tipos de poluição podem ser causas 
detonadoras, como aconteceu no caso de Tchernobil. A explosão desta central 
nuclear causou, realmente, a morte de muitas pessoas e será responsável por um 
aumento de cancros, particularmente o cancro da tiróide.

Pode­se também pôr em causa a poluição electromagnética, a poluição do ar, da 
água, dos alimentos pela industrialização da agricultura, mas

também pela utilização de agentes cada vez mais eficazes utilizados para a sua 
conservação, aromatização, coloração e emulsionização. Utilizamos na alimentação 
do gado um número cada vez maior de antibióticos. Certas bactérias tornam­se 
mutantes e acabam por se tornar resistentes a muitos destes antibióticos. 
Transformam­se então, nos nossos intestinos, num reservatório potencialmente 
virulento, para o qual os tratamentos clássicos não são eficazes.

O intestino: um órgão­chave na luta contra o cancro

As bactérias da flora intestinal formam, por si só, um ecossistema. Têm 
múltiplos papéis vitais no nosso organismo. Constituem também uma verdadeira 
barreira imunológica capaz de se opor à implantação de bactérias estranhas 
(particularmente germes patogénicos), sejam elas de espécies microbianas 
externas às da flora intestinal ou provenientes de famílias estranhas às suas 
próprias espécies. Demonstrou­se também a

acção antitóxica desta barreira. Certas toxinas mortais (como as citotoxinas e 
as enterotoxinas de Clostridium difficile) são neutralizadas e tornam­se 
inofensivas graças a esta barreira intestinal.

A flora participa em vários outros processos fisiológicos, como a degradação do 
colesterol ou a transformação dos sais biliares e das hormonas sexuais. São 
verdadeiros “aliados internos” que sintetizam as vitaminas do grupo B (13,2) e a 
vitamina K. As suas interacções com o organismo são extremamente complexas. 
Existe, por conseguinte, um equilíbrio real entre o nosso sistema imunitário e 
as bactérias dos nossos intestinos.

Apesar das investigações e dos diversos métodos de análise desenvolvidos durante 
o último século (estudo da flora fecal, métodos de análise

282
Cancro

diferencial, quantitativa, testes respiratórios, técnicas de criação de anirnais 
estéreis, métodos genéticos e cromatográficos), o nosso conhecimento sobre este 
assunto continua muito modesto. O que é certo é que qualquer desequilíbrio da 
flora bacteriana intestinal pode ter consequências graves sobre a saúde.

OS ANTIBIóTICOS: UMA GRANDE AMEAÇA PARA A SUA SAúDE

O regime alimentar pode alterar a sua composição, mas este fenômeno não é 
suficientemente conhecido para que nos seja possível tirar conclusões 
definitivas. O que podemos dizer é que os antibióticos são uma grande ameaça 
para a nossa flora intestinal.

Os antibióticos alteram sempre o ecossistema intestinal

*  Em primeiro lugar destroem as bactérias que asseguram as defesas

imunitárias. É certo que não eliminam as espécies (e mesmo se

assim acontecesse, estas recon stitu ir­se­ iam), mas são nocivos para o 
equilíbrio interno porque o modificam. Novas bactérias passam a

dominar, e estas são, por vezes, espécies nocivas ou, pelo menos, são incapazes 
de assegurar o funcionamento da nossa imunidade.
*  Os antibióticos diminuem também inúmeras funções metabólicas,

por exemplo, a redução e a produção de ácidos gordos voláteis. Esta redução é 
responsável pela má absorção do açúcar e do sódio, pela não degradação dos 
ácidos biliares e pela retenção de água nos intestinos.

*  Se ainda não conhecemos a influência dos antibióticos sobre a

motricidade intestinal, as experiências demonstram, em contrapartida, uma 
diminuição da resposta imunitária no seguimento da destruição da flora 
intestinal.

Sabemos também que o organismo permanece em equilíbrio graças à flora 
bacteriana, que tem um papel em inúmeros processos metabólicos.

283
Cancro

Se este equilíbrio é perturbado, a flora pode tornar­se a fonte de estados 
patológicos. O desequilíbrio do pH gástrico, a imunodepressão, a desnutrição, a 
quimioterapia, as anomalias anatómicas, as doenças tais como a

cirrose podem favorecer a expansão dos geri­nes presentes em pequenas 
quantidades, que graças à sua actividade enzii­nática transformam os nitratos em 
nitritos. Estes podem então associar­se a aminas secundárias de origem alimentar 
e formar nitrosaminas cancerígenas. É assim que a

deturpação da acção enzimática da flora pode tornar­se responsável por certos 
cancros gástricos.

Os antibióticos geram aberrações no intestino

A transformação bacteriana é o segundo perigo ligado à degenerescênia da flora 
bacteriana. No seguimento de uma fragilização da barreira bacteriana 
(antibioterapia ou SIDA), as bactérias patogénicas podem infiltrar­se nos 
gânglios linfáticos e causar uma infecção geral.

Uma proliferação anon­nal da flora pode também ser a causa da síndroma de má 
absorção. As bactérias desviam em seu proveito, por acção enzimática, as 
vitaminas e os alimentos e privam os seus hospedeiros das substâncias que lhes 
são necessárias. Finalmente, o desequilíbrio entre o

nosso corpo e as bactérias intestinais pode favorecer a acção dos microrganismos 
patogénicos, tais como as salmonelas, as chigelas e as iersínias.

O papel da flora bacteriana intestinal é por conseguinte tão importante que 
certos investigadores pensam que o seu desiquilíbrio é a causa maior do 
aparecimento de diversas doenças, tais como os cancros, a SIDA e as doenças 
infecciosas. Mas a medicina moderna tem poucos conhecimentos sobre esta matéria.

O PONTO DE VISTA DOS NATUROPATAS

Todas estas teorias confiri­nam a abordagem empírica de certos naturopatas que 
pensam que, ao se impedir a doença febril de se manifestar com a ajuda dos 
antibióticos, evita­se ou diminui­se a febre. A evacuação da doença pelas vias 
naturais tais como a transpiração não pode

284
Cancro

fazer­se. A consequência é que esta peri­nanece e manifesta­se alguns anos

depois sob a forma de doenças degenerativas. Foram aliás observadas rernissões e 
curas de cancros no seguimento de uma hiperterinia importante.

Quanto aos naturopatas do século passado, que começavam a observar certos 
cancros, as suas conclusões nã o diferiam muito.

* Para o padre Kneipp, um mau tratamento médico podia ser uma das

causas desta doença. O que o fazia afirmar que um cancro era a fase final de 
doenças abortadas. Ele dizia também que a cura só é possível se o mal for 
atacado logo no seu início. Utilizava compressas de argila, de alume, de aloés, 
de tormentilha, de cavalinha (tratava em particular lesões externas). 
Acompanhava o seu tratamento com uma alimentação saudável, pouco salgada e sem 
especiarias.
* O Dr. Bilz preconizava uma alimentação estritamente vegetariana,

banhos de vapor e afusões frescas.
* Para Kuhne, a alimentação vegetariana estrita impoe­se, acompanhada de banhos 
de assento com fricções.

DOIS CASOS DE CURA NATURAL

A cura de uvas de Johanna Brandit

Johanna Brandt, no seu livro A Cura de Uvas, conta­nos a sua vitória sobre a sua 
doença. Tendo contraído um cancro no estômago em 1921, os médicos davam­lhe seis 
semanas de vida. Começou então a fazer curas de jejum umas a seguir às outras e, 
se a doença regredia durante o jejum, parecia retomar o seu vigor quando 
recomeçava a alimentar­se. Concluiu que o seu cancro prosperava em razão de uma 
alimentação rica em proteínas animais. Johanna começou então a alimentar­se 
apenas de uvas e, como por milagre, o tumor desapareceu em seis semanas. Ela 
apresentou então ao mundo inteiro a sua descoberta e conseguiu convencer alguns 
cépticos. O seu método foi experimentado com êxito em casos em que os

especialistas tinham falhado.

285
Cancro

Guy Claude Burger redescobre os instintos originais do homem

Mais perto de nós, Guy Claude Burger, dotado de uma sólida fori­riação 
científica, canceroso aos 26 anos, põ e em causa todas as teorias alimentares 
existentes, incluindo o(s) vegetarianismo(s). Recorre à instintoterapia, segundo 
a qual a cozedura e a arte culinária que dela decorre perturbaram o nosso 
instinto inicial. Esta teoria preconiza uma alimentação estritamente crua e 
exclui os produtos lácteos. Propõe­nos redescobrir o nosso instinto original de 
modo a sermos capazes de escolher a nossa alimentação em função das nossas 
necessidades organicas.

O jejum parcial é preventivo

No que toca a prevenção, a maioria dos autores parece estar de acordo: para o 
Dr. Gernez e para o Dr. J. P. Willem, autor de Laprévention active des cancers, 
a colocação do corpo em estado de acidose é a melhor maneira de o evitar. Este 
método consiste em reduzir a nossa alimentação uma vez por ano, no final do 
Inverno. Este jejum parcial obriga o organismo a queimar as suas reservas e 
favorece a eliminação de células malignas.

­ Este regime consiste em consumir alimentos ricos em indolos: couve, brócolos, 
salsa, alecrim, e dar um lugar importante aos legumes crus. Esta cura inicial 
comporta a supressão dos produtos considerados alcalinos: bicarbonato de sódio, 
carbonato de cálcio, magnésio.
­ Este regime é acompanhado de um complemento de selénio associado às vitaminas 
A, C e E, e a um conjunto de oligoelementos: crómio, cobalto, enxofre e, 
acessoriamente, vanádio e sílica.
­ Esta cura dura 30 dias e termina com a ingestão de colquicina e de

hidrato de cloral.

286
Cancro

44 MÉTODOS DE PREVENÇÃO DO CANCRO

27 conselhos para uma alimentação saudável

1 .O jejum (ver o capítulo que lhe é dedicado na página 128), a

efectuar particularmente em caso de stress, de contrariedades, de medos e, 
evidentemente, quando tiver praticado abusos alimentares.
2. Evite o álcool e o tabaco.

3. Faça frequentemente curas de fruta, coma legumes, especialmente couves, 
brócolos, beterrabas, nabos. De uma maneira geral, dê preferência a alimentos 
ricos em vitamina A, B (segundo certos autores), C e E, e privilegie os 
alimentos integrais: cereais, arroz, trigo, pão, biscoitos, bem como óleos de 
primeira pressão a frio: azeite, óleo de girassol, de cártamo, etc.
4. Varie a sua alimentação consumindo produtos provenientes de

todos os grupos alimentares.
5. Coma alho. Inúmeros estudos confirmam: o alho tem um poder

antioxidante. Mostra­se eficaz na prevenção do cancro, de certas patologias 
cardíacas e de patologias ligadas ao envelhecimento. Segundo o Dr. Pianto, 
director de Investigação no Memorial Sloan­Kettering Cancer Center, o alho 
diminui de forma significativa os

riscos de cancro da mama e da próstata e impede o aparecimento de tumores. A 
Universidade de Michigan realça a sua acção sobre o cancro do estômago. Em 
Sidney demonstrou­se que o alho reduzia a dimensão dos tumores da pele.
6. Dê preferência aos alimentos naturais, provenientes de cultura

biológica ou tradicional. Prefira os alimentos provenientes de pequenas 
explorações agrícolas vendidos directamente nos mercados.

7. Evite sistematicamente os alimentos com corantes (E123),

conservantes (E220), conservadores (E250), antioxidantes (E321), bem como os 
produtos que contêm estabilizantes, espessantes, emulsionantes, gelificantes, 
agentes de textura, agentes de sapidez, aromatizantes (particularmente os 
artificiais), etc.
8. Coma alimentos frescos e crus.
9. Evite comer e beber alimentos demasiado quentes ou gelados.

287
10.    Consuma produtos tais corno o pólen de flores, a espirulina, a

levedura de cerveja, as algas marinhas, os trigos e grãos gerrilinaZ­1

dos, a geleia real, a acérola, o espinheiro (estes dois frutos são ricos em 
vitarnina C), etc.
11.    Consuma alimentos ricos em magnésio. (0 papel do magnésio

foi demonstrado pelo Prof. Delbet.) A carência dos nossos alimentos provém da 
utilização maciça de adubos potássicos na agricul­ tura. O magnésio encontra­se 
nos solos férteis e nos organisi­nos vivos, na clorofila (todas as plantas com 
pigmentação verde, saladas, etc.). A sobrecarga de potássio rompe a harmonia 
sódio­potássio­cálcio­magnésio, e daí a impossibilidade de produzir uma

alimentação adequada às necessidades reais dos homens e dos animais. O ser 
humano tem necessidade de assimilar diariarnente magnésio, e a sua carência 
implica sempre um processo pré­degenerativo.

O magnésio intervém também na utilização dos açúcares pelo organismo. Se existir 
carência de magnésio, os açú cares e a glicose (incluindo os naturais) tornam­se 
inutilizáveis e podem a longo prazo tornar­se cancerígenos e favorecer o 
aparecimento de doeuças ateromatosas. Eis a título indicativo o teor em certos 
alimentos de magnésio (mg/kg):

­ Amêndoas          ..............................             2500
­ Trigo integral         ................... ........          1600
­ Amendoins          ................... ............          1800
­ Arroz integral           ..........................            700
­ Salada .     ........ ..............................           350
­ Avelãs       .......................................         1400
­ Figos, tâmaras, alperces                ..........             850
­ Frutos frescos e legumes                 ........     60 a 250

* A quantidade de magnésio diária aconselhada é de 350 mg, o

que corresponde a 3 ou 4 fatias de pão integral.
* O consumo de cloreto de magnésio (ou produtos equivalentes)

só deve fazer­se sob prescrição médica ou de um especialista e

deve ser proscrito em casos de insuficiência renal.
Cancro

12. Evite as cozeduras prolongadas. Prefira as baixas terriperaturas

e a cozedura no vapor.
13. Evite os pratos complicados, feri­nentados, envelhecidos, a charcutaria, as 
carnes fumadas ou grelhadas.
14. Evite as misturas complicadas numa mesma refeição.
15. Evite toda e qualquer sobremedicação, se possível dê sempre

preferência a tratamentos sem toxicidade e sem efeitos secundários.

16. Beba água de boa qualidade.
17. Só coma quando sentir fome, abstenha­se quando não tiver apetite. Nunca se 
esforce para comer.

18. Coma com tempo, mastigue com cuidado.

19. Faça curas de frutos (especialmente de uvas).
20. Faça frequentemente curas com infusões desintoxicantes.

21. Evite as manteigas cozinhadas.
22. Evite os açúcares e os alimentos que os contêm.

23. Modere o consumo de sal e de especiarias.
24. Evite o café, o chá e o chocolate.

25. Evite os queijos fortes.
26. Repouse, durma bem.
27. Adopte uma alimentação vegetariana ou lacto­vegetariana que

lhe pareça apropriada. Não existem, contudo, estatísticas oficiais comparativas 
da taxa de cancros nos vegetarianos e nos não vegetarianos. Mas estes 
apresentam, todavia, uma maior resistência às doenças cardiovascu lares, aos 
reumatismos e ao eczema.

17 maneiras de viver melhor para evitar o cancro

1. Evite fazer análises de sangue e dar sangue repetidamente.

Segundo Georges Beau, a perda de plasma provoca uma estimulação da divisão 
celular que permite compensar as perdas e restabelecer o equilíbrio.
2. Preocupe­se em ter uni bom trânsito intestinal.
1     289
Cancro

3.  Favoreça a oxigenação natural por meio de exercícios respiratórios, 
transpiração e actividades físicas. Excreite­se: o cansaço físico é 
indispensável ao bom funcionamento corporal e ao relaxamento.

4.  Habitue o seu corpo a ser mais resistente, ande a pé, descalço,

pratique o endurecimento (ver o capítulo dedicado a este assunto

na p. 132).
5.  Evite as exposições ao sol.

6.  Tenha hobbies, paixões, etc.
7.  Se tiver de fazer longas viagens de avião, com mudança de fusos

horários ou de estação, habitue­se progressivamente.
8.  Privilegie os materiais naturais no seu meio ambiente. Evite o

amianto, use vernizes naturais e tintas sem diluentes: existem actualmente no 
mercado produtos garantidos não tóxicos.
9.  Prerira sempre os tecidos e lençóis naturais (lã, algodão, seda,

linho) aos tecidos sintéticos, especialmente os triboeléctricos, na

roupa que usar em contacto com a pele.
10. Evite as exposições frequentes à poluição electromagnética limitando:
* Os exames médicos repetidos, tais como radiografias ou scanners.

Estes só devem ser feitos se forem absolutamente necessários.
* A exposição frequente e permanente diante de aparelhos de televisão. A ilha de 
Santa Helena, famosa por ter sido a prisão de Napoleão, tem uma particularidade: 
as crianç as desta ilha não têm praticamente perturbações comportamentais. Para 
o fisiólogo Tony CharIton, isto deve­se a uma estabilidade da célula farniliar, 
a uma ética de trabalho na escola e também à ausência total de aparelhos de 
televisão. Para este investigador, a incidência entre o comportamento, o stress 
e a depressão não pode ser mais evidente. A sua conclusão é a seguinte: quanto 
maior for um número de televisores maior será o número de depressões. As 
hiperfrequências compreendidas entre 100 kHz e 300 kHz têm um poder de 
penetração nos tecidos.
* Os telemóveis, os fornos microndas, os ecrãs de computador, os

C. B.
* Os radares civis e militares e as antenas de satélite.
* A proximidade de cabos de alta tensão.
Cancro

li. Evite viver em locais onde a intensidade sonora é elevada. Na

Argentina alguns médicos pediram a proibição da venda de walkinans portáteis que 
ultrapassem os 80 decibéis. Segundo a Dr.’ Monica González, “a música rock 
arriplifica os sons graves, o que não modifica imediatamente a capacidade de 
audição, mas pode desenvolver posteriormente uma diminuição da capacidade de 
percepção dos sons agudos e desenvolver por conseguinte uma surdez precoce”.
12. Evite o sobrcaquecimento dos apartamentos.
13. Evite os estrogéneos (escolha outro método contraceptivo, o método Billings, 
por exemplo).
14. Se tiver de fazer uma biópsia, tirar uma verruga, um sinal ou qualquer outro 
tipo de excrescência, aconselhe­se sempre antes com

o seu médico naturopata.
15. Não ataque de maneira brutal a febre, em caso de doenças infecciosas, gripe, 
constipação, anginas, por meio de uma antibioterapia sistemática. A febre 
acelera a fagocitose e participa na destruição da célula cancerosa.

16. Utilize antioxidantes naturais tais como a vitamina C.

17. Verifique as obturações dentárias e substitua as que contêm mercúrio.

MÉTODOS DE DESPISTAGEM E TRATAMENTOS COMPLEMENTARES E “ALTERNATIVOS” DO CANCRO’

Para parafrasear o Prof. Bilz, é muito mais simples evitar uma doença, mesmo 
muito grave, mas é certamente muito menos espectacular do que curá~la. É por 
conseguinte preferível não ter de recorrer a um tratamento médico, mesmo se este 
for classificado como suave ou diferente.

2 Apresentamos apenas alguns métodos marginalizados pela medicina oficial. 
Fornecemo­los, evidentemente, apenas a título informativo, e não devem opor­se a 
um

eventual tratamento em curso. Alguns deles apresentam (tal como os tratamentos 
oficiais) alguns inconvenientes e devem ser administrados por praticantes 
experientes.

291
Cancro

A despistagem através da fotometria

Elaborado pelo Dr. Arthur Vernes, este método consiste em fornecer ao corpo a 
possibilidade de lutar contra o cancro de modo a tornar o terreno refractário 
aos tumores.

A evolução da doença cancerosa pode por conseguinte ser seguida corri uma grande 
eficácia. São utilizados 16 solutos para fazer regredír os

tumores que podem ou tornar­se facilmente operáveis ou mesmo desaparecer.

A ionoquinésia

Foi elaborada pelo Dr. Janet, discípulo de Arthur Vernes. A íonoquinésia 
mobiliza os iões positivos e complementa o tratamento do Dr. Vernes. O campo 
eléctrico fica regulado, e os valores bioelectrónicos voltam ao normal.

Inúmeros cancros são influenciados pelos efeitos deste método: o cancro do 
cólon, da mama, da próstata, os tumores no fígado, no colo do útero, etc. Nos 
casos avançados este método tem a vantagem de exercer

uma acção calmante sobre as dores.

A biologia electrónica

Elaborada em França pelo Prof. Vincent, não se trata de um método para curar o 
cancro, mas apenas para avaliar o estado do terreno. Permite seguir a evolução 
da doença e a eficácia do tratamento aplicado. Em funçã o dos dados recolhidos, 
as alterações permitem agir com precisão sobre a alimentação e sobre a 
medicação.

Na verdade, o terreno canceroso é alcalino, e à medida que o alimento ou os 
medicamentos alteram as curvas do pH e do rH2, aumentando­o e

diminuindo a sua resistividade, precipitam a alcalinização e a cancerização. 
Deve­se por conseguinte escolher uma alimentação e medicamentos que tenham um pH 
e um rH2 fracos e uma resistividade importante de modo a tornar o terreno ácido.

292
Cancro

A cristalização sensível

Foi elaborada em 1930 pelo Dr. Pfelffer. Quando uma fina camada de cloreto de 
cobre em dissolução se cristaliza numa placa de vidro, produz­se um ajuntamento 
repartido de fori­na mais ou menos difusa. Acrescentando pequenas diluições 
orgânicas, os

cristais ordenam­se tomando uma configuração especial. A experiência repetida 
milhares de vezes demonstra que as imagens obtidas variam em

função da qualidade do produto examinado. Consegue­se assim definir o

sinal específico da doença bem como o do órgão doente.

É portanto possível obter, a partir de um exame extremarnente simples, o estado 
de uma patologia degenerativa vários anos antes do seu aparecimento. Pode­se 
então intervir eficaz e preventivamente, através de meios simples utilizando 
métodos imunoestimulantes.

O tratamento Solomidès desacreditado

Em 1977 as Edições J. J. Pauvert publicaram um livro, LAffaire Solomidès, de 
André Conord. Esta obra descreve um trabalho de investigação sobre o cancro e as 
dificuldades que Solomidès teve com o corpo médico que rejeitou sistematicamente 
as suas descobertas. Todavia os seus diplomas não têm conta: Licenciado em 
Ciências Físicas, Ciências Naturais, doutor em Medicina e ligado ao Centre 
National de Ia Recherche Scientifique do Instituto Pasteur. Poderíamos pensar 
que tais qualificações o poriam ao abrigo dos detractores e que os seus 
trabalhos seriam, pelo menos, examinados pelos seus pares. Nada disso. Sob a 
direcção do Prof. Van Deinse, em 1945, Solornidès estuda a oleólise das culturas 
tuberculosas. As suas investigações permitem­lhe elaborar um produto sem 
qualquer toxicidade que inibe a proliferação bacteriana. Em 1949 injecta ao seu 
próprio pai, canceroso, uma das suas preparações e, em

poucas semanas, o tumor desaparece. Perante um tal êxito, o Instituto Pasteur 
despede­o.

Então Solornidès continua o seu trabalho sozinho e sem meios. Ninguém no 
universo científico quer testar os seus produtos. Solomidès é combatido, posto 
na lista negra, tratado como um vulgar charlatão. No entanto, as peroxidases de 
Solornidès são melhoradas, e inúmeros médi293
Cancro

cos prescreveni­nas (oficiosamente), ultrapassando a fúria dos seus mandarins. 
Mas a oi­dei­n dos médicos recusa­se a receber os pacientes curados. A 
recorripensa deste médico foi ter sido perseguido... por prática ilegal da 
medicina, apesar das inúmeras provas de nielhorias e de curas obtidas pelo seu 
método. O que nos faz concluir que é permitido morrer com a

bênção da Faculdade, mas proibido viver sem a sua autorização...

O Dr. Gernez face à medicina oficial

Escrevíamos no ri.’ 4 da nossa revista Reussir votre Santé o seguinte: “Dr. 
Gernez, lá por ter tido razão antes dos seus colegas não vale a pena dizer­lhes 
isso!”

Efectivamente, Gernez incomoda, é o homem que impede a cancerização. Há mais de 
quarenta anos que afiri­na praticamente o contrário dos seus colegas e realça 
que, apesar dos milhares de dólares investidos, os grandes laboratórios só 
gastaram dinheiro e não descobriram nada.

Destacou também inúmeras vezes nos seus esci,itos e nas conferências que deu a 
derrota da cancerologia oficial: “A confusão é tal que nos interrogamos se se 
deve manter a amputação de uma mama cancerosa e

constatamos com pavor que os cancerosos do pulmão tratados vivem menos tempo 
segundo as estatísticas, que aqueles que são abandonados...

Prevenir para não ter de remediar: é a teoria do Dr. Gernez

A célula saudável tem uma função específica e divide­se em 2 grupos: célula 
somática e célula reprodutora.

O cancro prolifera por uma razão simples: as suas células são reprodutoras. 
Assiste­se assim a uma proliferaçã o celular. A explicação da doença, se esta 
teoria for aceite, é simples: ela é apenas a tentativa desesperada do organismo 
de aliviar o esgotamento das suas funções normais.

O Dr. Gernez afirma que se deve tratar o cancro antes de este ser detectável, 
que não serve de nada procurar detectá­lo sistematicamente, já que quando este 
se torna identificável através dos meios clássicos já se

encontra num estado irreversível. A detecção precoce proposta pelos
294
Cancro

médicos oficiais é um objectivo sem qualquer interesse, já que ela implica a 
constatação de que já é dernasiado tarde para agir. A única solução consiste em 
prever uma política preventiva geral.

Temos duas possibilidades:
*A primeira: conservar um ambiente celular desfavorável à célula

cancerosa, agindo em particular sobre os factores alimentares. Já se provou 
milhares de vezes que, quando a alimentação é quantitativamente reduzida e 
qualitativamente melhorada nos animais cancerizados, a curva do cancro baixa de 
50% em relação ao grupo testemunha. Esta demonstração é concludente se nos 
referirmos aos povos que ignoram o cancro e as doenças card iovascu lares.
* A segunda: acrescentar ao tratamento complementos vitamínicos e

2 antimitóticos menores.

A electroacupunctura do Dr. Võll

Em 1953, com a ajuda de um engenheiro, Võll concebeu um aparelho capaz de medir 
a actividade celular e demonstrou que os sinais electromagnéticos são um reflexo 
do metabolismo. Sabe­se, com efeito, desde
1922, graças aos trabalhos de Gutwirtsch, que as trocas são responsáveis por 
descargas ao nível da membrana. Quando uma célula fica doente, esta corrente 
fraca altera­se.

A partir destas experiências Võll seleccionou 200 pontos repartidos pelo corpo 
de modo a estabelecer um diagnóstico e determinar a presença de um foco 
patológico tóxico, bacteriano, viral, químico, intoxicação por vacinas, por 
metais pesados ou por medicamentos alopáticos. A intervenção efectua­se, por 
conseguinte, sob a forma de um inquérito policial, detectando os agentes 
culpados e neutralizando­os com a ajuda de substâncias homeopáticas.

O ozono e o cancro

Sabemos que a parede das células cancerosas se caracteriza por uma alteração na 
permeabilidade das membranas. A ionização e os transportes activos no selo 
destas paredes são específicos ao seu estado patológico e

isto reflecte­se na receptividade aos agentes extracelulares, quer se trate

295
Cancro

de elementos nutritivos, tais como os oligoelementos, quer de co­factores 
vitamínicos, essenciais ao bom funcionamento da célula.

A cancerização depende da fragilidade do material genético, da sua

sensibilidade, que depende de condições exteriores, tais como os raios

cósmicos ou lonizantes cujo impacte pode ser modificado em função da anoxia ou 
da oxigenação. Desta foriria podemos conceber que uma boa oxigenação poderia 
diminuir os riscos e a frequência dos acidentes genéticos cuja sorna comanda a 
cancerização.

O ozono, em doses maciças, modifica certas constantes físico­químicas, tais como 
o pH do sangue e a sua resistividade.

Devemos assinalar que o ozono, não obstante os seus partidários o

negarem, tem uma acção ao nível dos radicais livres e é por conseguinte 
genotóxico (o que pode também ser considerado como prova da sua eficácia).

A lei de ferro do Dr. Hamer sobre o cancro e a SIDA

Tendo contraído cancro no seguimento da morte brutal do seu filho,

as suas investigações permitiram­lhe formular uma lei que tem por base a 
síndroma Dirk­Hamer.

Para Hamer, o cancro começa com um choque afectivo violento, de origem 
psicológica e vivido num isolamento total. A partir desse momento o cérebro 
sofre uma ruptura no seu campo eléctrico e emite ordens contraditórias que 
perturbam o bom funcionamento dos órgãos que se

encontram sob a tutela da zona cervical atingida. Constata­se então que a 
evolução do conflito e a evolução do cancro estão associadas.

Em função deste raciocínio, o fim do cancro não é necessariamente a morte. É 
possível parar o processo de proliferação das células malignas quando o 
conflito, que foi o ponto de partida da doença, cessa. O cérebro comanda então a 
regeneração dos órgãos atingidos. A fase de cura tem todavia a mesma duração que 
a fase conflitual. Mas o Dr. Hamer explica, através desta teoria, o aparecimento 
de outras doenças tais como a diabetes, a esclerose em placas, a doença de 
Parkinson, etc.

Assinale­se que existem cada vez mais investigadores interessados na

relação do psiquismo com o aparecimento de certas patologias degenerativas.

296
Cancro

O germânio

Há vários anos que o Dr. Serge Jurasunas tenta estirnular as funções imunitárias 
para ajudar o organismo a vencer o mal. O estudo da célula mutante permitiu­lhe 
compreender certos mecanismos que esta utiliza para se defender ou para 
desestabilizar uma célula normal.

Nesta perspectiva, Serge Jurasunas utiliza o germânio. O germânio é um metal 
muito quebradiço, análogo ao silício e exímio na sua acção de estimulação das 
jefesas imunitárias. A sua acção situa­se ao nível da produção de iiiterferon S3 
. Esta técnica foi vivarnente criticada, mas, contudo, inúmeros trabalhos 
científicos sobre o germânio foram publicados na base de dados Médline. Algumas 
destas comunicações, mais de 200 repertoriadas na MédIffie, afirmarri que o 
germânio é anti­radicular e genotóxico.

Os ácidos Le Foll

O tratamento Le Foll agrupa um conjunto de preparações homeopáticas injectáveis 
ou bebíveis. Estas preparações são compostas por três ácidos acéticos à base de 
cloro, de flúor e de iodo, complementadas por um tratamento de acupunctura.

As enzimas: uma terapia de acção sistémica

Max Wolf, nascido em Viena em 1885, professor em medicina, interessa­se e 
apaixona­se pela genética aplicada. Retoma os trabalhos do Prof. Errist Freund, 
que tinha descoberto uma substância capaz de atacar e de destruir as células 
cancerosas. Depois de vários anos de investigaçõ es, elabora dois produtos que 
agem sobre as afecções inflamatórias e

degencrativas. Trata celebridades do mundo artístico. Em 1976, graças ao

‘ interferon: proteína produzida pelas células infectadas por uni vírus e que 
torna essas células resistentes a todas as afecções virais.

297
Cancro

seu composto enzimático, Max Wolf trata o seu próprio cancro gástrico que cede 
ao seu tratamento.

As enzimas penetram no organismo directamente e estimulam as defesas 
imunitárias. Estas enzimas têm, além disso, propriedades anti­inflamatórias e 
antiedematosas e apresentam poucos ou nenhuns efeitos secundários ou contra­
indicações. Esta concepção está na base de várias outras concepções de 
tratamento enziiiiático do cancro.

A Dr.’ Kousmine e o cancro

Jovem médica confrontada com o problema do cancro, a Dr.’ Kousmine tentou 
primeiro, como boa investigadora curiosa, compreender por que se

forma um tumor. O seu trabalho leva­a a concluir que o cancro é a reacção do 
organismo a uma agressão. A hipótese que avança confirma a de um grande número 
de médicos naturopatas. A doença não é senão a expressão de um mal­estar, um 
mecanismo que visa restabelecer a saúde por esta via.

Os elementos incriminados provêm, em primeiro lugar, das alterações alimentares 
dos povos civilizados. Refinação, modo de preparação, alimentação carenciada em 
vitaminas e oligoelementos, intoxicação da flora intestinal por aumento do 
consumo de açúcares e ausência de cereais integrais.

Ela pensa, e com razão, que qualquer tratamento deve começar por uma alteração 
dos hábitos alimentares. A Dr.’ Kousmine aconselha também lavagens intestinais 
com camomila e a instilação de óleo de girassol virgem no seguimento dessas 
lavagens. O tratamento comporta também um regime desintoxicante e a utilização 
de vitaminas e de ácidos gordos poli­insaturados.

A medicina do Dr. Nieper

Especialista em doenças auto­imunes, entre as quais o cancro e as

doenças cardiovascu lares, o Dr. Nieper é membro de inúmeras sociedades 
científicas.

298
Cancro

Elaborou os orotatos de magnésio e de cálcio, que são transportadores de 
minerais que agem rios estados carenciados. Para a protecção da membrana 
celular, o Dr. Nieper utiliza a Vit. Mi, que a mantéiri estanque. A análise 
espectral permite avaliar as carências e tratá­las.

Os orotatos, tal corno a Vit. Mi, são nutrientes e não têm contra­indicações. O 
orotato de Njeper tem a propriedade de transportar a substância

activa até ao seu destino, o que reforça a sua eficácia.

Esta abordagem terapêutica, bem como todas as outras, leva em conta o perfil 
específico de cada indivíduo e é acompanhada de um regime alimentar 
reequilibrador comparável ao que atrás descrevemos.

A oxígenação bicicatallítica

René Jacquier é um investigador muito particular. O seu trabalho e a sua 
metodologia assentam no “método dos paradoxos”, que, segundo este investigador, 
leva rapidamente à solução dos problemas através de uma

lógica muito simples. Para descobrir é preciso, antes de mais, um sentido 
crítico e um certo hábito. Não se deve tão­pouco ter ideias preconcebidas e 
acreditar absolutamente nos livros e nos pontífices... Não se deve por 
conseguinte hesitar em questionar o establishment e o conhecimento oficial.

O Prof Warburgjá avançava, em 1955, a hipótese de o cancro ser uma
doença que só se desenvolve quando a respiração celular se torna anormal.

As células saudáveis alimentam­se de substâncias doces, e o oxigénio do sangue 
serve para queimá­las; enquanto as células cancerosas fermentam os açúcares e 
transformam­nos em ácido láctico.

A partir desta reflexão tratava­se de descobrir um meio de reoxigenar a célula. 
Renê Jacquier elaborou um processo de oxigenação biocatalítica chamado “malga de 
ar Jacquier”, que consiste em respirar peróxidos de terpenos que permitem a 
assimilação do oxigénio.

A cura pode ser feita para tratar doenças microbianas que não 3e curam pelas 
terapias habituais ­ doenças metabólicas, cansaço, doenças cardíacas, alergias ­ 
e como tratamento complementar de casos de cancro e de SIDA.
299
Cancro

Pierre Tubéry

Sabernos que muitas plantas têm virtudes ii­nunoestli­niilantes.
O Dr. Tubéry elaborou, a partir de plantas africanas, três produtos cujos 
efeitos sobre o cancro parecem prornissores. Algumas destas substâncias agem em 
particular sobre os cancros de evolução lenta, na leucernia e nos cancros da 
próstata.

A outra característica é que os extractos fitoterapêuticos de Tubéry minoram os 
efeitos secundários da quirnioterapia.

Uma destas substâncias, o DPG, é uma solução injectável corriplementar a uni 
tratarnento clássico e reforça os seus efeitos. Mas este produto pode ser 
utilizado em substituição da quiiiilotei­apia nos casos em que esta não pode ser 
aplicada.

Rudolph Steiner e a antroposofia

Para os discípulos de Rudolph Steiner, os cancros têm a particularidade de ser 
diferentes em função do seu hospedeiro. O homem deve portanto ser considerado na 
totalidade das suas dimensões. A expressão da doença por meio de realidades 
físicas é apenas um reflexo de um mal­estar geral. As substâncias que se 
utilizam em terapia, sejam elas químicas, fitoterapêuticas ou outras, inscrevem­
se na célula e, por reflexo, marcam

o corpo etérico e o corpo astral. Estas substâncias são portadoras de 
informações que vão recondicionar o ambiente celular e inculcar uma nova 
memória.

Mas o cancro não é apenas o efeito de um acaso. Se ele existe fisicarnente é 
porque ele tarribém está presente nas outras dimensões. Ora o eclipse do 
espiritual no mundo da matéria não ocorre sem obstáculos. A matéria engendra de 
certa forma o cancro que é a expressão de uma

supra­i rid iv ld ual idade que se tentou dissimular.

Destruir as células cancerosas não pode, nesta perspectiva, resolver o

problema. Se se considerar o cancro no seu aspecto multidimensional, é 
necessário, com a eventual ajuda de tratamentos clássicos, restabelecei­ o
equilíbrio entre os diversos mundos espirituais e materiais.

Uma das plantas utilizadas é o visco (Visicum albuni), uma planta semiparasita. 
O que demonstra uma abordagem terapêutica corri uma

300
Cancro

relação óbvia corri o cancro, que é tarribém uma manifestação parasita das 
nossas células.

A imunoterapia em doses inímitesimais

Os Drs. Jenaer e Marichal partiram da seguinte reflexão: a medicina está 
impotente face a patologias pesadas, i­nas as suas investigações não são 
totalmente desprovidas de interesse.

A ideia destes médicos foi a de utilizar, em doses liorneopáticas, péptidos que 
constituem factores de regulaçã o. Podem por conseguinte utilizar produtos que, 
em doses ponderadas, apresentam efeitos secundários tais que se tornam 
inutilizáveis, o que não lhes permite ser receitados por períodos prolongados.

Para Jenaer e Marichal, a imunoterapia infinitesimal, apesar de ter no

seu currículo resultados promissores, é um tratamento complementar que pode ser 
acrescentado e reforçar a panópIla dos tratamentos actualmente existentes.

As acções terapêuticas do selénio

O selénio age a nível molecular o que Ilie confere efeitos anticancerígenos. 
Conhecc­se a sua acção preventiva do cancro da coluna vertebral e da marna. 
Observou­se também a relação directa entre um baixo nível de selénio e a 
frequência do cancro da laringe.

A administração de selénio tem um efeito protector contra as intoxicações do 
mercúrio e, mais especificamente, para combater a acção nefasta do mercúrio a 
nível renal. Por outro lado, os investigadores alemães demonstraram que a adição 
de selé nio no regime alimentar dos porcos tem uma acção preventiva contra as 
intoxicaçoes causadas por antibióticos. Os investigadores russos, por sua vez, 
demonstraram a capacidade antídota do selénio inorgânico corno neutralizante das 
perturbações ocasionadas pelos campos magnéticos rias células sanguíneas do 
homem. Além disso, o selénio foi utilizado com êxito como protector contra 
certos tipos de radiações. Finalmente, parece ter a capacidade de proteger os

organismos contra a poluição biológica nas doenças virais, já que se

301
Cancro

observou que certos vírus se tornam virulentos em condições de carencia

de selénio.

O selénio é provavelmente o mais potente antioxidante nutricional. É um 
oligoelernento cuja poderosa acção anticancerígena e antirilutagénica foi 
corriprovada e que, em doses extremamente baixas, reduz, com resultados 
significativos, os riscos de doenças card lovascu lares. Além disso, é uni 
agente anti­inflamatório natural.

Um nutriente anticanceroso

É provavelmente este o efeito antipatológico mais importante do selénio:

a sua capacidade de prevenir e de tratar o cancro. O selénio previne e faz 
regredir em larga medida os tumores espontâneos, induzidos quimicamente e 
transplantados, o que foi demonstrado por estudos feitos sobre os animais. Estes 
grandes estudos cpidemiológicos confirmaram a actividade do selénio no campo da 
prevenção do cancro, e as experiências clínicas deram resultados promissores.

Selmaget Selzimag

Trata­se de bebidas suplementativas, elaboradas por investigadores israelitas. 
Contêm duas formas de Se, selenite e selenato, vitaminas antioxidantes (E e C) e 
pirodixina, que reforçam a absorção do selénio de forma directa e indirecta, bem 
como do zinco e do magnésio.

O 714 X

Gaston Naessens, investigador francês instalado no Canadá, constatou que, em 
certos sujeitos saudáveis, um cancro implantado era rejeitado, enquanto 
proliferava num sujeito doente.

Esta constatação levou­o a pensar que as defesas naturais do organismo podiam 
ser estimuladas e opor­se à formação de células mutantes. Constatou também que 
as células anormais consomem mais glicose e

hidratos de carbono do que as células normais, o que lhes perrnite crescer e 
parasitar o organismo.

302
Cancro

A particularidade do 714 X é que este não é antimitótico nem antimetabólico; ele 
ajuda a inibir o FCX e devolve ao sistema imunitário a sua função normal.

Para fazer as análises, a equipa de Naessens utiliza um microscópio que lhe 
permite observar com uma precisão inigualável os líquidos biológicos. No sangue 
das pessoas saudáveis observou somátidos, bem como

uma hormona indispensável à divisão celular. Os efeitos perturbadores diminuem 
de forma significativa os seus ciclos. Os resultados obtidos por Naessens podem 
já ser considerados significativos.

BeIjanski e as promessas da biologia molecular

Entre os vários trabalhos de biologia molecular, existem alguns que permitem 
compreender melhor certos aspectos do cancro. A descoberta em 1953 da estrutura 
em dupla hélice do AND por Watson, Crick e Wilkins, a decifração do código 
genético, a descoberta do esquema da hereditariedade (passagem do ADN durante a 
divisão celular) e o esquema da realização da informação genética (AM para ARN e 
a síntese das proteí nas) fazem parte destes trabalhos.

Robert Weinberg induziu tumores em animais de laboratório por transferência de 
um único gene. Descobriu­se assim que esta doença está ligada a uma alteração 
genética. Um gene normal “proto­oncogene” está presente na célula e é 
transferido (como todos os genes) em cada divisão celular. Este gene, por razões 
ainda mal definidas, transforma­se em

41oncogene”, responsável pela transformação de uma célula sã numa célula 
cancerosa. Esta transformação é o início molecular da génese do cancro. Todavia 
não se conhecem todas as condições desta transformação. Sabe­se que pode ser 
provocada por várias substâncias químicas (substâncias cancerígenas) ou por 
outros factores do mau funcionamento do sistema reprodutor das células.

É evidente que a descoberta de uma substância que bloqueia um

oncogene ou que é capaz de destruir selectivamente as células cancerosas ou os 
seus ácidos nucleicos pode fornecer imensas possibilidades de tratamento para 
esta doença. Há vários anos, aliás, que as maiores instituiçõ es de investigação 
trabalham neste sentido.

303
Cancro

Mas trata­se de processos muito complexos e ainda mal conhecidos.
O trabalho ao nível molecular é difícil (em certos casos, impossível). Ninguém é 
capaz de dizer se as substâncias em questão existem e se, além disso, são 
susceptíveis de ser utilizadas num tratamento. Devemos portanto ter grandes 
reservas relativarnente às prornessas feitas por laboratórios que anunciam a 
“descoberta de uma substância milagrosa”, mesmo

que essas certas substâncias, à prirrieira vista, pareçam prornetedoras.

Em França, o tratarnento do Dr. Beljanski conhece uma certa voga. Segundo certos 
cornunicados da imprensa, o produto (uma substância extraída de unia árvore 
originária do Brasil, o pau­pereira, utilizada neste tratamento, inibe o ADN e 
torna impossível a síntese do ARN. Parece também que só penetra nas células 
doentes. O PB 100 teria também a capacidade de inibir a acção dos vírus.

Até à data os conhecimentos em biologia molecular permitem afirmar que a 
formação do cancro está ligada a um mau funcionamento do sistema genético, 
favorecido em certos casos pela agressão de factores externos (substâncias 
cancerígenas, radiações, poluição electromagnética ... ). Sabemos também que 
existem antioncogenes, ou seja uma categoria específica de genes cujos produtos 
têm a propriedade de bloquear a acção dos oncogenes (formação dos cancros). 
Pensamos e afiriríamos e repetimos incansavelmente que só a limitação dos 
factores genotóxicos e mutagéneos constitui a melhor forma de prevenção do 
cancro.

AS PLANTAS IMUNOSTIMULANTES E O CANCRO

A unha­de­gato

A unha­de~gato, também chamada ­­­ufia de gato” ou ­­­cat's claw”, é originária 
da floresta tropical peruana. A sua grande fama provém do facto de ter 
incontestavelmente efeitos sobre o sangue. Assinalamos que o que reteve 
especialmente a atenção dos investigadores foram os resultados obtidos na 
Áustria e na América Latina com o tratamento de certos tipos de cancro e de 
SIDA.

Esta planta, venerada pelos índios Ashninka, parece ser um imunostimulante com 
poder quase excepcional.

304
Cancro

A unha­de­gato activa a fagocitose (um dos mecanisi­nos de defesa celular do 
corpo) do sangue. As células estimuladas tornam­se mais agressivas contra as 
células estranhas, e a sua acção é reforçada. Tarribém ti­ata as colites, as 
hei­norróidas e as gastrites. Esta planta também age dirrunuindo a tensão 
arterial e inibindo a degradação dos vasos (daí o seu

interesse nos enfartes e nas artrites). Finali­nente, esta planta minimiza os

inconvenientes ligados ao tratamento com AZT (nos casos de SIDA) e corri 
radioterapia.

Durante as experiências clínicas, os médicos peruanos obtiveram resultados 
interessantes no tratamento de catorze tipos de cancro.

Razões para esperar, quando já não há esperança? A fitoterapia face ao cancro e 
às doenças virais

Os historiadores da medicina consideram que a quimioterapia ou riascéu em 1935 
com a publicação por A. P. Dustin do relatório sobre a

capacidade antimitótica da colquicina  4(alcalóide tóxico extraído das sementes 
de cólquica), ou em 1938 corri o início das investigações sobre a

influência das toxinas bacterianas sobre os tumores.

A medicina admite dificilmente as suas origens

Contudo, a grande maioria dos médicos e dos biólogos moleculares admitem 
dificilmente encontrar as raízes das suas descobertas na botânica e na medicina 
antiga. No entanto, Dioscórides já aconselhava às pessoas com cancro os bolbos 
de Narcisus sp. E os resultados das investigações contemporâneas mostram que 
esta planta contém colquicina entre os seus

vários princípios activos. Uma outra planta, a Aristolochia clematis? da 
farmacopeia de Dioscórides, contém ácido aristolóquico, uma substância 
antitumoral “descoberta” em 1969. O Journal of lhe American Cheinical Society 
fala do poder de acção anticancerosa da elactricina, que provém da Eebalium 
elaterum, planta já utilizada por Dioscórides e Plínio no tratamento do cancro e 
citada na Bíblia.

Colquicina: alcalóide tóxico extraído das sementes de cólquico.
305
Cancro

A medicina redescobre as virtudes terapêuticas das plantas

Entre as plantas anticancerosas de que se serviam os Gregos, os químicos do 
século xx isolaram várias substâncias recuperadas pela quirmoterapia: a raiz de 
Ricinus communis, que fornece a viriblastina e a vincristina, preconizadas no 
tratamento de leucemias, bem como a cantaridina, que provém da Catharanlhus 
roseus.

Foram também descobertas substâncias citostáticas na couve, panaceia da medicina 
romana. A acção antitumoral de certas substâncias de origem animal, tal como uma 
substância obtida a partir do Afflabris phalerata, foi confirmada. Ora este 
animal faz parte da farmacopeia tradicional chinesa.

O mesmo fenômeno repete­se nas investigações virológicas. O questionamento da 
medicina e da química modernas vai obrigar­nos a

redescobrir as plantas da farmacopeia tradicional. Os investigadores “descobrem” 
com surpresa as virtudes antivirais de plantas muito conhecidas e facilmente 
acessíveis a todos. Por exemplo, os çxtractos de zimbro inibem os efeitos do 
vírus do herpes. Citamos algumas espécies da flora francesa que têm uma acção 
antiviral reconhecida: o goiveiro, o hissopo, a manjerona, a erva­cidreira, a 
hortelã­pimenta, o morrião­vermelho, o tomilho.

Mais de 3000 plantas anticancerígenas repertoriadas

Jonathan L. Hartwell isolou os princípios anticancerosos da podofila. Esta 
podofila Podophyllumpeltatum é uma planta utilizada pelo menos há
2000 anos pelos índios norte­americaios no tratamento dos tumores malignos. As 
experiências realizadas demonstraram, por outro lado, a sua

acção em diversos tipos de sarcomas. Estes resultados encorajaram HartWell a 
realizar um trabalho que intitulou Plants used against cancer, que agrupa uma 
lista de plantas que, ao longo da história, serviram de remédio contra o cancro. 
E esta lista é composta por mais de 3000 espécies!

Estas pertencem a várias famílias, provêm de todas as regiões do mundo e 
pertenceram a todas as tradições medicinais: a medicina árabe com a Anisotes 
trisucla, os indígenas da Austrália com o Mesembryanthemum aequa­literale, os 
índios sul­americanos com a Euxolus muricatus

306
Cancro

sob a forma de cataplasmas, o Uruguai onde se utilizava uma decocção de uma 
espécie de bordo americano, o Acer pensylvanicuiii, e as plantas dos escravos 
negros, como a Miniosa pudica.

No trabalho de Hartwell encontrarnos citações de Aviceria, de Galiano e de 
Dioscórides sobre inúmeras espécies, tais como a Alisina plantago­aquatica, e 
plantas da farmacopela da Europa da Idade Média, como a

Acanthus sl­)., citada por Nicolau de Salerno no século xiii.

Constata­se que várias plantas citadas pelos autores antigos fazem sempre parte 
da farmacopeia da medicina popular actual, como a Agave americana, citada por 
Garcilazo de Ia Vega e ainda utilizada no México, na Venezuela e nos Estados 
Unidos. Uma outra constatação etnobotânica curiosa é que, muitas vezes, culturas 
muito diferentes e muito distanciadas geograficamente utilizavam plantas que 
pertencem ao mesmo gênero e

consideradas muito próximas. Podemos tentar explicar este fenômeno pela eficácia 
destas espécies que fez com que fossem seleccionadas durante séculos pelos 
curandeiros. Na lista de Hartwell encontram­se, por exemplo, as provas da 
utilização anticancerosa de 17 espécies do gênero Acacia. E de facto as acácias 
foram prescritas nos cinco continentes, praticamente em todo o lado onde 
existem.

Plantas correntes contra o cancro

Podemos constatar com espanto que certas plantas preconizadas, durante séculos 
em diversas tradições, para tratar o cancro são especies banais.

* A cebola é citada por 42 fontes, entre elas o papiro de Eber do

Egipto Antigo, os trabalhos de Dioscórides, na Europa da Idade Média 
(Bartolomela Alemã), na medicina popular checa, russa e

também peruana e chilena. A cebola foi utilizada sob diversas formas em 
injecções, cataplasmas com sal ou mel, consumida crua ou preparada em vinagre, 
sumo de

limão (Malásia) ou com azeitonas e pétalas de lírio branco (índias Orientais 
Holandesas).
* Por outro lado, as citações de espécies banais, como o Quercus ilex
para o cancro do estômago, no Chile, e as bolotas ria Ucrânia, são inúmeras.

307
Cancro

* Entre as plantas antitumorais da flora francesa, podemos citar a raiz

de beterraba vermelha, as folhas de alcachofra, a casca de espinheiro, o rizoma 
e a raiz de morangueiro. Os leitores interessados neste assunto podem consultar 
a lista de Hartwell (ver Bibliografia, p. 641 ).
* Os aloés são também muito citados (73 vezes). São utilizados no

tratamento da leucemia na medicina chinesa. No Brasil aplica­se a

polpa de Aloe africana sobre os turnores. O Aloe arabica, dissolvido em água, é 
utilizado na Florida para os cancros do ânus e do pénis. Nesta região é, aliás, 
consumido na alimentação, a título preventivo. As cataplasmas antitumorais de 
aloés são preconizadas no Egipto. Nas índias Orientais é macerado em vinho. Na 
América Central o Aloe arborescens é assado, descascado e colocado em óleo 
vegetal. Nesta região deita~se nos banhos uma decocção para tratar os cancros do 
estômago. Quanto à tintura­mãe, esta é utilizada actualmente em todos os 
continentes.
* O aloés também era conhecido na Europa. É citado na antiga medicina alemã 
(Reichenau antidotaruni e Berlin antidotarum do século ix) e inglesa (Glasgow 
antidotariitil do século x). As propriedades anticancerosas desta planta foram 
redescobertas pelo padre Kneipp (sumo de aloés). É impossível citar aqui todas 
as plantas anticancerosas ou descrever todas as formas de as utilizar. Todavia, 
é certo que entre mais de 3000 espécies utilizadas pelo homem em todos os 
continentes, ao longo da histó ria, ainda é possível encontrar plantas eficazes 
que podem complementar um tratamento clássico ou substituí­lo nos casos em que a 
medicina oficial não tenha soluções a propor.

óleos essencisis *

Certos terapeutas associam às suas prescrições óleos essenciais para o 
tratamento do cancro. Utilizam entre outros.VIÓIeld ­ Gravo­de~defulmo 
OrégãOS~de­eS,0a1717a ­ ÁrVoi@&­d.7­cane1a ­ Tom1117o

CONSELHOS

­ Ver também o conteúdo da moldura sobre o Saw Palmetto (p. 528).

308
Catarata

Catarata

m grande número de cataratas necessita de uma intervençao cirúrgica

que dá excelentes resultados pois está actualmente muito bem controlada.

A catarata manifesta­se por uma opacidade do cristalino. Esta perturbação afecta 
mais espec i ficam ente as pessoas idosas, mas existem actualmente jovens com 
estas afecções.

Podemos supor, corno causa possível, o agravamento dos efeitos dos raios 
ultravioletas motivados pelo consumo de certos medicamentos. Devemos lembrar 
que, tanto nas crianças como nos adultos, os efeitos indesejáveis dos 
medicamentos sobre a retina foram demonstrados, particularmente os efeitos dos 
corticóides, dos colírios midriáticos, dos antiespasmódicos, dos psicotrópicos, 
da beladona, dos medicamentos para a doença de Parkinson, dos hipotensores, etc.

Os diabéticos apresentam mais riscos de contrair esta doença. Não encontrámos 
nenhum tratamento credível nas medicinas complementares. Os conselhos que damos 
aqui são meramente preventivos.

É indispensável consultar um médico.

,L L(2J õ/005 essenciais

1 arícío ­ Gengibre ­ P5n17o~ _Sílv&Stro

* Os óleos essenciais de larício, gengibre e pinho­silvestre teriam uma acção 
preventiva benéfica. * 1 ou 2 gotas de larício, de gengibre ou de pinho 
silvestre, 2 ou
3 vezes ao dia.

C0177pre,55.85
1, I_MI MIósói;ig ffiores, 30 g)

Utilizar as flores de miosótis.

Ferver e deixar em infusão durante 10 minutos (30 g de flores para 100 ml de 
água). Aplicar compressas mornas, de manhã e à noite.
,411177e17A100 *

Recorre­se cada vez mais a uma planta injustamente esquecida: a c u rc u m a, 
Curcuma longa (s e rvia també m para tingir os hábitos dos monges budistas). 
Utiliza­se ainda o rizoma seco, por via oral,

309
Celulite

Segundo a tradição oriental, certos pratos saborosos temperados com um molho 
picante à base de curcuma e outros ingredientes têm uma acção protectora contra 
as cataratas. Alimentos privillegiados: os frutos ricos e os legumes crus, o 
alho pelas suas virtudes regeneradoras, a cebola, a cenoura,

a couve e de uma maneira geral todos os alimentos ricos em beta­caroteno e em 
vitamina E: espinafres, abóbora, óleos vegetais de primeira pressão a frio, 
azeite, óleo de cártamo, de girassol, de sésamo, de grãos germinados (trigo, 
luzerna, cevada, aveia, soja, lentilhas, etc.) e levedura de cerveja.

Celulite

E  xistem diversos tipos de celulite que podem localizar­se em diferentes

partes do corpo: nas ancas, nas nádegas, em volta das coxas, no

ventre e no baixo­ventre, nas barrigas das pernas, etc.

A celulite afecta com mais frequência as mulheres

A celulit& afecta mais especificamente as mulheres, mas os homens não são 
totalmente poupados. Inúmeros trabalhos questionam a pílula anticoncepcional bem 
como a prescrição de hormonas para a menopausa. Durante os períodos de gravidez, 
em razão da secreção de prolactina, a

mulher pode ser sujeita a este tipo de fenômeno, que se atenua e desaparece 
depois do parto. As glândulas supra­renais são também importantes porque 
favorecem a retenção de água. As hormonas que agem mais especi icamente sobre a 
celulite são os estrogéneos, a prolactina, a insulina, a adrenalina, a 
aldosterona, etc.

O que diferencia a obesidade da celulite é que a celulite caracteriza­se por um 
desequilíbrio endócrino e um ari­nazenamento anormal de água nas células que 
estão “saturadas” e não são capazes de eliminar este excedente.

310
Celulite

Podemos, por isso, considerar que se trata de uma inflamação do tecido que surge 
progressivamente. A primeira fase “congestiva” passa muitas vezes despercebida. 
Observa­se uma dilatação dos vasos sanguíneos e uma má circulação do sangue e da 
linfa. É então que se produz a retenção de água, a pele torna­se menos flexível 
e instala­se uma certa sensibilidade. Esta situação manifesta­se por um fenômeno 
chamado “pele de laranja”. A primeira fase passa rapidamente e é importante agir 
logo que surgem os primeiros sintomas, que indicam sempre uma disfunção.

Existem diversos tipos Z celulite, a Mole, a dura e a edematosa. Esta última 
distingue­se porque torna a pele mais sensível ao toque.

As causas psicológicas da celulite

Independentemente das causas hormonais que acabámos de descrever, a celulite 
pode ter uma origem psicológica. Pode ser uma resposta ao stress, à angústia, a 
uma contrariedade e surgir após um choque afectivo. Estes factores, muitas vezes 
negligenciados, têm a sua Importância pois estão na origem de perturbações que 
favorecem um consumo excessivo de comida, de bebida e de açúcar. É frequente as 
pessoas (particularmente as mulheres) compensarem um desequilíbrio afectivo com 
o consumo de guloseimas (os homens procuram mais facilmente refugiar­se no 
álcool). Verificamos portanto que se trata de um fenômeno complexo, e é por esta 
razão que não se devem negligenciar nenhuns aspectos deste problema.

Paradoxalmente, afirmamos que todos os tratamentos dão bons resultados ou 
falham. Alguns são mais eficazes que outros, é certo, mas para que o êxito seja 
total necessitam de perseverança.

Quanto à cirurgia estética, somos obrigados a constatar que esta obtém 
resultados notáveis e até espectaculares. Mas estes resultados só duram se

forem complementados por uma tomada de consciência e uma transformação dos 
hábitos que desencadearam o desenvolvimento desta afecção.

E se começasse imediatamente?!

Este tipo de decisão é excelente. Comece de imediato mas sem brusquidão, sem 
tentar mudar tudo imediata e sistematicamente. O motivo

311
celulite

é simples: a motivação forja­se e só se transforma em vontade pouco a

pouco. O que é importante é começar. A abordagem que propornos para a obesidade 
pode ser adaptada para vencer a celulite.

É indispensável fazer um balanço antes de começar, e este deve ser tão 
pormenorizado quanto possível. Não hesite em olhar­se ao espelho, em

tirar fotografias, em tirar regularmente as suas medidas e anotá­las para 
comparar a sua evolução. Isto é muito importante e condicionará tanto o seu 
êxito como a sua dei­rota.

Ver também Prisão de Ventre (p. 522), Nervosismo (p. 474), Diabetes (p. 361), 
Obesidade (p. 482), Alcoolisi­no (p. 201), Tabagisi­no (572), Alergias (p. 207) 
e o capítulo reservado ao Relaxamento (p. 137).

@ZJ ÁgIsgol­as *

Rah7ha­alos­pn?aIos ­ Sabugu&íro ­ Hamainéli@­, ­ Salva

2 drageias por dia.

ou 117fusgo R.71n17.7­dos­pr.?dos ­@­ Sabilguelro + H.9mamélIs + Salva

1 pequena pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver

durante 1 minuto e deixar em infusão 10 minutos. Tomar 3 ou 4 chávenas ao dia, 
entre as refeições.

óleos essenciais

L imão

2 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia.

Z1@nbr0

2 gotas, 2 vezes ao dia. Alternadamente, dia sim dia não.

Nos casos mais graves
IMUSãO * Fueus vesiculosus   Pes d& cereja ­@. 01­1osffion Sabuguelro

1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver durante 1 minuto e deixar 
em infusão 10 minutos. Tomar 3 chávenas por dia.

11  @@ Águciles e O&Sje.9 Dos braços, das coxas, do ventre e do baixo­ventre, 
todos os dias. Efectuar movimentos rotativos curtos, insistindo particularmente 
nas partes afectadas. Duraçâo 1 ou 2 minutos.

312
Celulite

8.717h05

São especialmente indicados à razão de 1 a 2 por semana, aos quais se acrescenta 
uma solução pronta a utilizar à base de FuctIs vesIculosus que se encontra à 
venda nas farmácias ou nas lojas de dietética, e 11.1 de copo de vinagre de 
cidra. Este banho termina com um duche fresco (ou frio) seguido de uma fricção 
vigorosa.

80/7/705 dê? OSSOIMO

Frios, diários.

LOMI_q0175 117teSMIMIS

1 de 2 em 2 dias no início, depois, 2 por semana, com uma infusão de camomília.
10 cabeças de camomila para meio litro de água. Ferver e deixar em infusão 10 
minutos, filtrar e tomar morno.

Banhos de v.9por *

2 ou 3 vezes por semana. Terminar com um duche fresco e uma fricção vigorosa. 
@C@1  C117M100 dO NOPN170

Conservar durante a noite. Melhora de forma notável os resultados obtidos.

O cinturão de Neptuno é particularmente indicado para combater a celulite 
localizada em volta das ancas e ao nível do baíxo­ventre.

F¥@ AffineIffi?~

* Eviltar: o açúcar e os produtos

com açúcar: pastelaria, bebidas doces incluindo as ligN, o leite e os produtos 
lácteos, charcutaria, os enchidos, a caça, os pratos com molhos, a maionese, os 
fritos e sistematicamente todas as gorduras cozinhadas, manteiga, carnes gordas, 
pratos apurados, álcool, cerveja, vinho, aperitivos, chá, café, chocolate, 
queijos fortes e, obviamente, o tabaco.
* Alimentos privilegiados: a preparação das refeições é preponderante bem como a 
forma de as consumir. Devem ser consumidas, se possível, tranquilamente. 
Lembramos também que todos os alimentos devem ser cuidadosamente mastigados para 
que a ensalivação permita a sua assimilação.
* Todos os frutos e legumes frescos crus, saladas, alface, chicória, agrião, 
pepino, tomate, alho e cebola (em razão das suas propriedades desintoxicantes), 
cenoura, aipo, salsa, nabo, couve branca ou roxa, chucrute (sem os 
acompanhamentos), ra313
Celulite

banetes  ‘cogumelos, alperces, ananás, maçãs, peras, amoras, cássias, limão, 
cerejas, groselhas, pêssegos, melancia, uvas.
* Os cereais e as leguminosas

devem ser consumidos com moderação.
* Os grãos germinados ­ trigo, girassol, etc. ­ podem também ser consumidos, bem 
como os óleos vegetais de primeira pressão a frio, azeite, girassol, sésamo, 
cártamo, etc.
* Devem introduzir­se progressivamente na alimentação os alimentos crus, de modo 
a não agir de forma demasiado brusca sobre os hábitos alimentares.
­ É preferível utilizar os produtos

da agricultura biológica ou provenientes de pequenas explorações.

o jejum

*1 dia por semana pode completar eficazmente a cura anticelulite, bebendo água 
ou infusões (ver acima). *Cura de fruta. *Dia de fruta: uvas, ananás, alperce, 
etc. (em função da estação).

OUZIros t10Mmentos COMPIMI7MÉRIVS possiveis

São propostos inúmeros métodos para fazer face a este problema.

os métodos cifúlvicos

Trata­se da lipossucção e da lipoaspiração que visam a obter efeitos rápidos por 
intervenção corporal. Estes métodos só têm interesse se existir um desejo real 
de agir sobre a causa, caso contrário o risco de reaparecimento da celulite é 
quase inevitável a médio ou longo prazo. Pensamos, por isso, que antes de fazer 
um tratamento deste tipo é preferível começar por transformar progressivamente 
os hábitos de vida. Quando surgirem melhoras, é então possível encarar uma 
intervenção para perfazer o resultado. Como é óbvio, uma intervenção deste 
gênero só se justifica em casos sérios.

A 171d1utempla do có/0/7

Efectua­se em consultório especializado, não tem inconvenientes e ajuda ao 
reequilíbrio intestinal. Os benefícios são inúmeros: uma digestão melhor, uma 
melhor assimilação e o restabelecimento do trânsito intestinal.
AS n78558g0175

Existem diferentes tipos, e certos cinesioterapeutas propõem asso314
ciar­lhes sessões de electroterapia.
* A drenagem linfática VõdcIer,

praticada em consultório de estética, pode ser indicada como método de 
acompanhamento excelente.
* A acupunctura, a auriculoterapia,

a mesoterapia, a homeopatia, a

Ciática

vertebroterapia, particularmente quando estas afecções são acompanhadas de 
dorsalgia, lombalgia, desequilíbrio postural, etc. Neste caso a osteopatia, a 
quiroprática, a etiopatia, praticadas por profissionais, são tratamentos que 
também não devem ser negligenciados.

MATAMEN70 KNEIPP

­ Durante períodos de 4 semanas.­ semicúpios frios, curtos (30

segundos a 1 minuto).

CONSELHOS

­ Exercícios respiratórios e de relaxamento, acompanhados de

visualização criativa.
­ Andar de pés descalços na erva húmida.

­Andar descalço na água, com a água até às canelas.
­ Exercícios físicos, desportos, bicicleta, fioting, etc.

Ciática

r também Artrose (p. 247), Nevralgias (p. 478), Costas (p. 349), eLombalgias (p. 
455). A ciática manifesta­se por dores, cãibras extremamente violentas ao

nível dos rins e nas faces anterior e exterior da parte dianteira e inferior da 
coxa. Esta dor pode descer até à parte inferior da perna.

A menor flexão resulta geralmente numa acentuação da dor, que pode durar de 
alguns minutos a algumas semanas.

A título preventivo: vigiar o peso (ver eventualmente Obesidade, p. 479), evitar 
os esforços violentos, os movimentos bruscos, etc.

315
Ciática

IMUSãO *

Durante 3 semanas, no início da Primavera e do Outono, fazer uma cura de:

B&tó17iCa

3 ou 4 pitadas para 1 chávena de água. Ferver durante 2 minutos e deixar 
repousar 10 minutos.

Tomar 3 ou 4 chávenas ao dia.

ÁLOVOg0175 *

Com uma infusão de centaúrea, que também alivia as dores.
20 9 de planta para meio litro de água. Ferver e deixar repousar
20 minutos. Fazer com a ajuda de uma “pêra”, de manhã, de preferência, e 
conservar durante 20 minutos.

RECEIrA ANrIGA CIrADA POR DIO~RIVES E GALIANO

Em aplicação externa, uma decocçâo de énula­campana em vinho tinto: 20 g de 
planta para 1 garrafa de vinho. Deixar macerar
3 dias. Aplicar 2 ou 3 vezes por dia, em compressas. (Para acelerar a 
preparação, pode aquecer em banho­maria durante cerca de 20 minutos e deixar 
macerar 5 a 6 horas, antes de utilizar). Em seguida aplicar com um pano para 
aliviar as dores.

A EMBROCAÇÃO ÁOO PR. CHOMEL rEM UMA A CÇÃO

SENÉFICA SOBREA3,00RES Meio litro de azeite + 30 cabeças de camomilia + 30 g de 
erva­de­sào­João. Deixar macerar 8 dias ao sol ou perto de uma fonte de calor, 
filtrar (para acelerar a preparação, aquecer em banho­maria durante 20 a 25 
minutos, filtrar). Misturar em partes iguais com álcool canforado. Fazer 
penetrar massajando a parte dolorosa, várias vezes ao dia.

O ÁI7R. ÁRIIIZ RECOMENÁa41

Todos os dias­ um banho de vapor na cama, ou um banho de vapor dos pés. Escolher 
o mais bem tolerado e em seguida fazer uma fricção quente completa. Banhos de 
assento quentes de 20 minutos. Compressas de panos quentes bem cobertos nas 
partes dolorosas (1 a 2 horas). Fique em repouso massajando a parte dolorosa, 
várias vezes ao dia.
Cicatrização de feridas e hemostáticos

CONSELHOS

Alimentação ligeira. Outros tratamentos possíveis: Massagens, acupunctura, 
vertebroterapia, etc.

Cicatrização de feridas e hemostáticos

r Feridas (p. 396).

Recoltos lf Atoffi~dut~

Arl71c,g­da­mo17tai717a

* 1 colher, de sopa, de tintura­mãe para um copo de água, em compressas.

BOIS.?­de­pastor

Antigamente utilizava­se contra as hemorragias (em decocção) e para tratar 
inflamaçôes. Depois esta planta foi completamente esquecida. Mas as suas 
virtudes hemostáticas foram oficialmente reconhecidas durante a 11 Guerra 
Mundial, e desde então é frequentemente utilizada. * Reduzida a pó, estanca 
eficazmente os sangramentos do nariz.

Castan17a­ale­áqu.7
* As folhas em cataplasmas são

anti­inflamatórias.

conso/da
* As raízes frescas utilizam­se

raladas, em compressas.

Cr.7VO­d&­~U17t0 * Arlstolóquia­comum Galnornila­pequena ffior­es) ­@­ 
HainamélIs ffioffias)
* Em infusão aplicada em compressas.

Erva­d&­são:ffião
* Utiliza­se em compressas, em

óleo.
EvónImo
* Uma decocçâo de 15 g para 1

litro de água. Ferver 10 minutos e deixar repousar 20 minutos.
* Aplicar em compressas.
* Activa a cicatrização das feridas.

317
Cistite

GerânIo, Erva~de­são­robertô
* Utilizam­se as folhas moídas.

P~17101r0­da~aMériCd
* Aplicam­se directamente as folhas sobre as feridas.

Romã
* Utiliza­se a casca pulverizada

dos frutos.
* 80 g de planta para 1 litro de

azeite. Agita­se frequentemente e deixa­se macerar ao sol durante 2 semanas. 
Filtrar.

Sanícul.7 europela
* Utilizam­se as folhas moídas.

Esta planta é uma das panaceias da Idade Média.
* Aplica­se em uso externo em

banhos e para envolver as feridas, em casos de hemorragia, feridas, contusões, 
equimoses. A sanícula acelera a cicatrização. ATENÇÃO1 A grande procura desta 
planta é a razào pela

qual ela é frequentemente substituída pela De17taria
017e8~110.

Tomil170 ­ CaMOM//27 Oregão Vulgar Aplicação idêntica à da Asma (p. 252)

ulmei;10 A decocção da casca, das folhas ou dos frutos trata as feridas de 
cicatrização difícil e as dermatites. As propriedades desta árvore foram 
descritas por Dioscórides.
30 g de planta para 1 litro de água. Ferver durante 10 minutos e deixar em 
infusão 30 minutos. Aplicar em compressas. Repetir
2 ou 3 vezes ao dia. Pode também preparar um unguento composto por 80 g de pó de 
casca de ulmeiro misturado em 1 kg de vaselina.

Cistite

As
suas origens e causas são diversas. Pode ou não ser acompanhada de dores.

Áo~ei ‘65 * Tomíl17o ­ Lavanda ­ MaIv.7
­ cInórrodo

2 drageias de cada, 1 vez ao dia. Alternadamente, dia sim dia não.

Zimbro ­ Mirtilo ­ Énula CaMp817.9
­ 2 drageias de cada, 1 vez ao

dia.

318
Cistite

ou Infusão * ZIMbrO + MIrMO ­@­ ÉMIa campana + Tomil17o lavanda + MaIV.7

1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver e deixar repousar 15 
minutos. Tomar 4 chávenas por dia.

2 gotas, 2 vezes ao dia.

ÁMO/7/105 dO V8POr

3 banhos de vapor de assento com uma infusão de cavalinha (5 ou 6 boas pitadas 
para meio litro de água, ferver e acrescentar 4 a 5 litros de água a ferver).
3 vezes por semana.

OUCI1OS o ofusios *

Mornos de 5 a 10 minutos, das coxas e do baixo­ventre, insistindo no ânus e no 
umbigo. Diários, seguidas de um banho quente.

Recoltos

Infusão de 10 g de folhas secas ou frescas em 1 litro de água a ferver. Deixar 
repousar 10 minutos. Beber 3 chávenas por dia.

Herníola comum
*Infusão de 15 g de planta para 1

litro de água. Ferver e deixar em infusão 12 horas. Aquecer.
*Beber 3 chávenas por dia.

L ígástica
*Infusão de 15 g de raiz para 1

litro de água. Ferver e deixar repousar 10 minutos.
*Beber 3 chávenas por dia.

Medronheíro ou erva­de~ui­so
*Infusão de 10 g de planta para 1

litro de água a ferver. Deixar repousar 12 horas. Aquecer.
*Beber 3 chávenas por dia.

Resta­bol­espin17osa
*Infusão de 10 g de planta migada (ou raiz) em 1 litro de água a

ferver. Deixar repousar 20 minutos.
*Beber 3 chávenas por dia.

Zímbro cornum
*Infusão de 30 g de bagas para 1

litro de água a ferver. Deixar repousar meia hora.
*Beber 2 chávenas por dia. (@@    A111n017m00 *

A alimentação mais adaptada e que tem um efeito sinérgico com os tratamentos 
naturais acima descritos é, sem qualquer dúvida, uma alimentação vegetariana.
­Contra­indicações: açúcar, doces, pastelaria, compotas, álcool, vinho, cerveja, 
cidra, carnes gordas, charcutaria, enchidos, aparas e vísceras, caça, queijos 
fortes, especiarias, pi319
Cistite

menta, pimento, mostarda, maio­         rabanetes, endívias, figos, ananese. 
Atenção ao sal.                    nás, bananas, morangos, etc. Alimentos 
privilegiados: cereais integrais, germe de trigo,               iVO/M levedura 
de cerveja, couve, cou­       Aã ve­flor, chucrute (sem as carnes       . É 
aconselhado na condição de que a acompanham normalmen­              se beber 
bastante água fresca. te), tapioca, beterraba, tomates,      ­ Cura de fruta.

7RA7AMEN7O KNEW

* Para as pessoas robustas, meios banhos frios curtos (alguns

segundos).
* As pessoas fracas e delicadas começam com banhos mornos

curtos para progressivamente tomarem banhos cada vez mais frios.
* Em infusão preconizava uma mistura chamada “Mistura reguladora T, preparada e 
composta da seguinte maneira:
­ 2 colheres de funcho moído; ­3 colheres de bagas de zirnbro­1 .­3 colheres de 
raiz de engos;
­ 1 colher de feno­grego;
­ 1 colher de aloás. Fazer uma mistura homogénea.
1 pequena colherada desta mistura é suficiente para uma chávena. Ferver durante 
3 minutos e deixar em infusão 15 minutos. Atenção, esta infusão toma­se na 
porção de 4 a 6 colheres à noite (1 chávena dura cerca de 2 dias).
* Durante o dia, as infusões de cavalinha são também recomendadas.
* Cinturão de Neptuno, morno.

CONSELHOS

­ Quando houver uma melhoria, praticar o endurecimento (ver p. 132).
­ Ver também a moldura sobre o Saw Palmetto (p. 528).

320
Colesterol

Colesterol,

igie a tensão, a obesidade, as doengas digestivas, etc., e... a taxa de 
colesterol.

Será o colesterol ínjustamente acusado?

Desde há alguns anos que os meios de comunicação, os laboratórios de produtos 
farmacêuticos e uma parte de corpo médico acusam o colesterol de ser o inimigo 
ri.’ 1 da saúde. Nesta campanha, com tonalidades histéricas, dissimulam­se 
factos desconcertantes e que podem desacreditar o

lobby anticolesterol. Está fora dos nossos propósitos contestar que os

riscos de doenças coronárias aumentam em função de uma taxa de colesteroi 
elevada.

Mas será que basta mudar o regime alimentar ou tomar um medicamento supostamente 
contra o colesterol para diminuir os riscos ligados a

este tipo de patologia? Será este tipo de tratamento anódino, ou terá ele 
inconvenientes? Será a mortalidade menos importante nos países onde, graças a um 
regime alimentar apropriado, a taxa de colesterol diminuiu?

Não é nossa intenção pôr em causa os tratamentos de hipercolesterolemia, que são 
necessários em certos casos bem específicos mas limitados. Em contrapartida, 
parece­nos importante sermos cépticos quanto ao

valor de uma propaganda anticolesterol exageradarnente amplificada e a

psicose dela decorrente.

Um dos componentes da membrana celular

Se nos fiarmos nos meios de comunicação, podemos pensar que o

papel essencial do colesterol é afectar a nossa saúde e que a sua 
responsabilidade na arteriosclerose está comprovada. Contudo, esquecem­se 
frequentemente de dizer que o colesterol é um elemento­chave da composição da 
membrana celular, Nenhum organismo vivo pode continuar a

viver se for privado deste elemento que está na base da arquitectura das nossas 
células.

321
Colesterol

Dois investigadores americanos, Michael Brown e Josepli Goldstein, receberam o 
Prêmio Nobel em 1985 pelos seus trabalhos que demonstravam os mecanismos de 
transporte do colesterol no interior da célula. Descobriram que este transporte 
só é possível graças à existência, na

membrana celular, de receptores de colesterol. Mas os seus trabalhos também 
salientam que a h i perco lesterolem ia só é possível quando existe um defeito 
genético ao nível destes receptores da merribrana celular, porque se estes 
funcionam mal, ou não funcionam de todo, a célula fica sem material de base à 
sua disposição para elaborar as suas membranas e sintetiza então o seu próprio 
colesterol. Neste caso específico, o mecanismo de autocontrolo não existe 
praticarnente (porque a taxajá não depende destes receptores), e o organismo 
fica condenado a produzir colesterol.

Estes trabalhos demonstram que não somos todos iguais perante a

arteriosclerose e que o aparecimento desta doença não depende exclusivamente do 
regime alimentar e do modo de vida.

E os factores de risco?

É lógico que uma célula privada de colesterol procure sintetizá­lo e

que a importância da taxa de colesterol esteja ligada ao número e ao 
funcionamento dos receptores e que, neste caso, um regime hipocolesterolémico só 
possa ter um efeito limitado. É certo que todos sabernos que o café, o cigarro, 
a diabetes e o excesso de peso são factores de risco para as doenças coronárias 
e contribuem para o aumento da taxa de colesterol. Mas poderemos nós deduzir que 
o colesterol é responsável por estas patologias ou que se trata apenas de um 
efeito secundário e não de uma causa inicial? Por outro lado, alguns cientistas 
britânicos verificaram que em muitos casos a doença das coronárias está 
provavelmente programada desde os primeiros momentos das nossas vidas.

A polémica em torno do colesterol pretende frequentemente que uma

taxa de colesterol baixa é sinónimo de boa saúde e que diminui os riscos de 
acidentes cardíacos. Contudo, sabemos actualmente que as pessoas que conseguem 
reduzir a sua taxa de colesterol morrem menos de acidentes coronários, mas mais 
de cancro.

Esta constatação vem juntar­se à dos fisiólogos do início deste século que 
pensavam que o colesterol tinha um papel primordial na regulação da

322
Colesterol

permeabilidade celular e que, além disso, era um dos elementos­chave da 
autodefesa do nosso corpo contra a infestação de células cancerosas.

É certo que o nosso conhecimento dos mecanismos da cancerogénese é ainda 
insuficiente para podermos afirmar ou rejeitar esta hipótese, mas

está bem demonstrado que a redução do colesterol aumenta o risco do cancro. 
Recentemente os investigadores japoneses observaram vários milhares de 
habitantes de Osaka. Esta hipótese foi, mais uma vez, confirmada: a relação 
entre o cancro (especialmente nos homens) e uma taxa de colesterol baixa parece 
ser evidente.

Certos médicos pensam também que a queda da taxa de colesterol antecede a morte 
em pacientes que sofrem de doenças prolongadas. Os investigadores do Centro 
Médico de Baltimore constataram que uma taxa baixa de colesterol em pessoas 
idosas implica frequentemente a morte.

Terá o colesterol alguma incidência sobre a duração da vida?

Em 1981 os investigadores chegaram a conclusões perturbadoras. As pessoas que 
têm uma taxa de colesterol baixa não vivem estatisticamente muito mais tempo do 
que o resto da população, mas, para sua enorme

surpresa, os investigadores constataram que estas tinham uma taxa de suicídio 
muito mais alta. Um grande nú mero de investigadores pensa actualmente que uma 
taxa de colesterol demasiado baixa está na origem de depressões, suicídios e 
morte precoce. Os psiquiatras finlandeses observaram que os indivíduos 
particularmente agressivos se caracterizam por uma taxa de colesterol baixa. As 
inúmeras experiências feitas em

animais confirmam a relação entre a taxa de colesterol e a agressividade.

Todas estas investigações realçam também que a moda dos medicamentos 
anticolesterolémicos é duvidosa e que o abaixamento da taxa de colesterol feita 
de forma inconsiderada pode ter consequências graves para a nossa saúde.

Deve­se falar do colesterol com muito cuidado

É um assunto escabroso e que exige uma grande prudência, já que os

estudos contraditórios sucedem­se. Tal como acabámos de ver, o colesterol está 
presente em todas as células e no sangue, bem corno na bílis. Este

323
Colesterol

esterol encontra­se nas gorduras animais, no tecido cerebral e no leite e é 
sintetizado pelo figado. O seu papel é particulaririente importante na

síntese das hormonas esteróides.

O excesso de colesterol é perigoso: bloqueia as artérias e dá origem à 
arteriosclerose. Se houver formação de placas no sangue, existe risco de 
trombose. Mas só o excesso de colesterol que provém das gorduras saturadas que 
se encontram nos produtos de origem anirrial, na carne, no toucinho, nos 
produtos lácteos, no chocolate, tem inconvenientes notáveis. Em contrapartida, 
as gorduras não saturadas, presentes rios óleos virgens, têm uma incidência 
protectora notável.

O único “senão” é que ignoramos por corripleto qual é o papel exacto do 
colesterol nas doenças cardiovascu lares. É por isso que, tal como

virrios, nos podemos perguntar se ele estará verdade i ram ente na sua origem e, 
se esse for o caso, é normal e oportuno agir para o controlar e neutralizar, 
mas, se ele for apenas a consequência, estaremos a agir apenas sobre um sintoma 
e o efeito protector será apenas ilusório.

No plano prático, quando se consome uma quantidade exagerada de alimentos ricos 
em colesteroi e este não é eliminado, fixa­se na parede dos vasos e forma uma 
placa que se torna mais espessa com o tempo e chega até a provocar a obstrução 
dos vasos sanguíneos.

Mas, como nada disto é simples, certos investigadores avançam a

hipótese que o colesterol exerceria uma protecção contra os radicais livres e 
seria até antioxidante (daí a sua influência protectora em caso de cancro). A 
sua toxicidade só apareceria depois do fenômeno de oxidação, ele próprio 
directamente ligado às nossas condições de vida.

Estudos surpreendentes

Fabricamos todos os dias cerca de 15 gramas de colesterol, mas o que é essencial 
é que a sua taxa de concentração esteja num nível óptimo, tal como para a 
glicemia e todos os outros elementos indispensáveis ao bom funcionamento do 
nosso corpo.

Em Israel certos investigadores estabeleceram taxas de comparaçao entre as 
esperanças de vida: as pessoas cuja taxa se situa entre 2 e 2,30 têm uma 
esperança de vida superior às que têm uma taxa situada entre
1,5 e 1,9. Aqui também não devemos tirar conclusões demasiado rápidas,

324
Colesterol

porque verificamos que o modo de vida, apesar de ter, por vezes, repercussões 
(mas nem sempre) sobre a taxa de colesterol, tem uma incidência indiscutível 
sobre a esperança de vida.

Os ovos, por sua vez, estiveram muitas vezes, e sem razão, no banco dos réus, 
mas verificou­se que o que se utilizava nos estudos era ovo em pó desidratado! 
Foram também realizados outros estudos contraditórios que demonstram que os 
ovos, consumidos cozidos ou escalfados, mesmo em quantidades importantes, têm 
uni papel menor sobre a taxa de colesterol. É mesi­no provável que a lecitina 
contida nos ovos seja um agente fortemente protector. Além disso, contêm também 
proteínas, aminoácidos e

nutrientes diversos que os tornam num alimento­chave.

Os verdadeiros inimigos

O colesterol não é um inimigo a abater a qualquer preço. Pode ser o

reflexo de erros alimentares e (ou) ser geneticamente hereditário, 
característico de certas famílias; mas é também provável que, nestes casos, os

hábitos alimentares familiares tenham um papel predominante.

A tudo isto podemos acrescentar a hipertensão, a sobrealimentação, o excesso de 
peso, o cigarro, o álcool, os produtos lácteos (suspeitos para muitos 
investigadores) e especialmente os cozinhados com manteiga, os fritos, o excesso 
de gorduras animais, as charcutarias, os enchidos, os açúcares artificiais, bem 
como todos os produtos que os contêm (bebidas doces, sodas, pastelarias, 
compotas, chocolate, etc.), a diabetes, o stress, a inactividade física e certos 
produtos farmacêuticos.

Combater naturalmente o colesterol

* Os nutrientes tais como o óleo de onagra, o óleo de caroços de

cássia têm uma acção anticolesterolemiante.
* A lecitina diminui a taxa de lípidos, tal corno os óleos de peixe (contêm 
ácidos gordos poliinsaturados óniega 3), os óleos vegetais (de primeira pressão 
a frio), tais como os óleos de linhaça, de noz,

de soja, de sésamo e de girassol.
* Os cereais integrais, o arroz, o milho painço, todos os frutos frescos

e os legumes verdes, as alcachofras, as saladas verdes, o limão, a

325
Colesteroi

toranja, as uvas, as cenouras, as beringelas, a couve, a cebola, a

cebolinha, o alho (tem uma acção específica sobre a estrutura das artérias, 
demonstrada por H. Heinle, por adjunção de alho à comida) fazem baixar de forma 
substancial a taxa de colesterol e têm uma acção benéfica sobre a hipertensão.
* O estudo sobre o alho foi confirmado pelo Prof. A. Arekhov de

Moscovo, que constatou que o consumo regular de alho impede a

acumulação de colesterol e a formação de placas ateromatosas nos

vasos saudáveis e também nos vasos já afectados. Curiosamente, este professor 
constatou também que o alho diferencia os colesteróis, combatendo os nocivos 
(LDL), mas privilegiando os bons (HDL). Por outro lado, é também um agente 
antioxidante e opõe­se aos efeitos dos radicais livres.
* Isto explicaria o motivo de os regimes “mediterrânicos” serem protectores 
contra as doenças coronárias e o facto de as pessoas que vivem no Norte da 
Europa serem mais sensíveis as estas afecções.
* Assinale­se que o ácido O­linoleíco contido no azeite teria também

uma acção protectora.
* Devem privilegiar­se também as vitarninas uo grupo A, C e B, o

selénio e o magnésio.

LM ÁO~6,1 ,os *

Sardd17a ­ GraMa

* 2 drageias de cada. Sax,fraqa ­ Oliveira ­ Grama * 2 drageias de cada. * 
Alternadamente, dia sim dia não. @

ou IMU5J0 *
8arda17a ‘/­ GiaMa + 5.9Xífraqa ­@­ 011vgIra

Ferver durante 3 minutos, deixar repousar 15 minutos.
­ Tomar 4 chávenas por dia.
O chá chinós “Yunnan” precipita a digestão das gorduras.

Tomar 1 chávena depois de cada refeição, em infusão.
ó/005 OSSOMÁTIS
1­11não

2 ou 3 gotas, 3 vezes ao dia.

ou Gerânio

2 gotas, 2 vezes ao dia.

86/7/105*

Banhos de assento quentes com massagem do baixo­ventre, 2 vezes por semana. 
Banhos de assento frios.

326
Colesterol

Banhos de vapor *

Banhos de vapor 2 ou 3 vezes por semana, seguidos de fricçôes frescas e 
vigorosas.

ouc/jos o afusões E`6j1* i

Das coxas, alternando com fulgurante ­ Afusão rectal.

Receitas AtotelaPéuticos

As plantas que combatem o colesterol@

Alfafa, Denté­de­leão BéIÚIa@ Oliveíra, samo do Tffia, Bardanal Grama, SaxífrIV­
71 Alecrim, SolIdago, casca de Freixo, Eupatóría

* Todas estas plantas podem ser

preparadas sob a forma de decocção à razão de 10 9 para
1 litro de água. Ferva durante
15 minutos e deixe repousar 30 minutos.
* Tomar 4 ou 5 chávenas por dia,

fora das refeições.

A11h7017toÇão

A alimentação actual, demasiado rica, demasiado abundante (gorduras animais, 
pratos cozinhados preparados, etc.), favorece a colesterolemía.
* Contra­indicações: todas as

gorduras animais, manteiga cozinhada, queijos, charcutarias, enchidos, 
salmouras, carnes gordas (borrego, porco), chocolate, açúcar, bebidas doces, 
pastelaria, compotas, ovos (especialmente a gema), fritos, álcool, vinho, 
cerveja, conservas, peixes gordos (sardinha, carapau, etc.). Atenção também ao 
consumo de sal.
* Alimentos privilegiados: alcachofras, saladas verdes, legumes crus, limões, 
toranjas, uvas, maçãs, couves, cebolas, alho, cereais integrais, pão integral, 
papas de aveia, óleos de milho e de girassol, etc.
* Bebidas: água (com um fio de
limão).

@@ JeJUIn *

Praticar regularmente.
1 dia, a fruta. Cura de fruta (uvas).

KI7h0 SIMICOIOSMIVI

Folhas de bétula + casca de freixo em 1 litro de vinho tinto de Bordéus (se 
possível biológico). Deixar macerar 1 semana, filtrar e beber um cálice por dia, 
fora das refeições.

327
Colibacilose

CONSELHOS

Tente praticar, se possível:
* o endurecimento, andar a pé descalço na erva húmida (p. 132);
* os exercícios fisicos (p. 133). Atenção às tensões, contrariedades e acessos 
de cólera.

Colibacilose

v   igiar eventualmente a prisão de ventre.

gás EtIcalipto ­ Llrz&

* 2 drageias de cada. Grama ­ chi@@órla­SOIV.7g&rn
­ Madr&Ssilva

* 2 drageias de cada. * Alternadamente, dia sim dia não. @

ou Infusio * E11c1911p10 + Urz& + Grama + ChIcórIa + iv<9ofressIlva
1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver durante 3 minutos e 
deixar repousar 15 minutos. Tomar 4 chávenas por dia.

óleos essenciais ZImbro

2 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia.

BO/7/105 de OSSOMO *

Banhos de assento quentes (Kneipp) com uma infusão de cavalinha, 3 vezes por 
semana, seguidos de um banho de assento frio, curto.

88/7/105 de V27por

por semana.

* Afusão diária dos braços e das

coxas.
* Afusão dos braços e da cabeça,

3 vezes por semana. P@@    MIMUIW0 de Neptuno
328
Cólicas hepáticas

AliMeIffi?Çj0

Alimentação sóbria, não excitante, se possível com tendência vegetariana. 
Alimentos a evitar: álcool, vinho, cerveja, águas gasei      i: cadas, sodas, 
enchidos, charcu taria, conservas, salmouras, manteiga cozinhada, fritos, 
especiarias (pouco sal), carnes gordas. Atenção ao açúcar.

Alimentos privilegiados.­ couve, beterraba, aipo, maçãs, mirtilos, cássis, uvas 
e todos os frutos, legumes verdes, cereais integrais, pão integral, peixe magro, 
etc.

jejum

Recomenda­se beber muita água fresca (ou com limão).
1 dia, a fruta.

CONSELHOS

Após melhoria, praticar:

endurecimentos, andar a pé descalço na erva húmida (p. 132); afusões fulgurantes 
(p. 140); banhos de assento frios (p. 145).

Cólicas hepáticas

aracterizam­se por dores na região do fígado e do estômago. A dor pode subir até 
ao ombro direito e ser acompanhada de vómitos.

G171CÓr1;9 (r.?!­­) ­ AlqU&~171&

2 drageias de cada.

01/ 1/Musão * C171córId + Alqu&~nio * Amlél@­o­pr&to ­k Soldo

1 pitada de cada planta para 1

AMÁgIro­Preto ­ Soldo HarpagófIlo

2 drageias de cada. Alternadamente, dia sim dia não.
329
Cólicas hepáticas

chávena de água. Ferver durante 3 minutos e deixar em infusão 15 minutos.
* Tomar 3 ou 4 chávenas por dia.
* Neste caso, tomar 2 drageias de

harpagófito.

óleos 0s56.17C1,91.9

Alecrím

3 gotas, 2 vezes ao dia.

ou 1imão

* 2 ou 3 gotas, 2 vezes ao dia.

ou Pil7170

* 3 gotas, 2 vezes ao dia.

R.017h05  *

­ Banhos de assento quentes com

massagem do baixo­ventre, 2 ou 3 vezes por semana, seguidos de um banho de 
assento frio, curto.

Ulq0   E.9171jos efe vapor *

2 banhos de vapor por semana.

Afusâo das coxas seguida de uma fricção vigorosa.

Afusâo rectal.

MIMUI00 dO NO.Offil70 *

Alimentação *

Sóbria e ligeira. Contra­indicações: fritos, conservas, salmouras, carnes 
gordas, caça, charcutaria e outras carnes de porco, pastelaria, doces, 
chocolates, cremes, manteiga cozinhada, álcool, vinho, cerveja. Não comer 
alimentos demasiado quentes nem bebidas geladas. Alimentos privilegiados: purés 
de legumes, iogurte, frutos frescos, salada, chicória, dente­de­leão, azedas, 
morangos, aipo, salsa, alhos­porros, funcho, cebola, limões, azeite, papas de 
aveia. Beber muita água.

JOjUII7

Aconselhado. Cura de fruta da estação (morangos, uvas, etc.)

CONSELHOS

­ Praticar o endurecimento, (p. 132).

330
Cólicas intestinais

Cólicas intestinais

anifestam­se por dores violentas na região do umbigo, seguidas de diarrelas e de 
gases intestinais. A dor diminui geralmente quando se exerce pressão no local.

L@J ‘010g01.m *

Feno­gr&go ­ Garva117o
­ Verbasco branca ­ Trevo
­ AlcaravIa

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou Infusão

Feno grego + Carva117o + Verbasco branco ­i­ Trevo + Alcaravía

* 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver durante 3 minutos e 
deixar em infusão 15 minutos. * Beber 3 chávenas por dia.

ó/005 0550J7C1015

canela

­ 2 ou 3 gotas, 2 ou 3 vezes ao

dia.

COMP/VSSOS     *

* Quentes, sobre o abdômen.
* Infusão de (receita de Kneipp)­.

“Flores de fei7o” + AnIs + Func17o + Hortalã­,olmenta

1 boa pitada de cada planta para meio litro de água. Ferver durante 1 minuto e 
deixar em infusão 10 minutos. Molhar um pano, espremer ligeiramente e aplicar. 
Manter no local com a ajuda de uma ligadura. Repetir.

ÁSW/7/105 â9 OSSOIMO *
Kneipp Ç'flores de feno”). Ou banho de assento quente com massagem do baixo­
ventre, seguido de um curto banho de assento frio.

Lavogem *

Infusão de carnornila: 10 cabeças de camomila para meio litr,,, de água. Ferver 
durante 1 nuto e deixar em infusão 15 @­nínutos. Aplicar e conservar durante 15 
a
20 minutos.

331
Cólicas intestinais

Quando desaparecerem as dores

8017h05 *

Banhos de assento quentes com massagem do baixo­ventre. Banhos de assento frios.

@@JJ  88171705 dO V.RpOr *

2 por semana, seguidos de uma afusão fresca e de uma fricção vigorosa.

A fusão *

Das coxas e do baixo­ventre, 3 vezes por semana. Fulgurante, 2 vezes por semana.

Afusão rectal.

n(­il) AlimeIMOÇãO

­ Mastigar bem.

Contra­indicações: todos os alimentos pesados e indigestos, manteiga cozinhada, 
creme, molhos de manteiga, fritos, conservas, salmouras, charcutarias, carnes 
gordas, pastelaria, doces, caça, etc. Evitar os alimentos demasiado quentes e as 
bebidas geladas. Alimentos privilegiados: amêndoas, noz­moscada, gengibre, 
canela, legumes e frutos frescos, cereais integrais, azeite, levedura de 
cerveja, etc.

jejum

Especialmente aconselhado. Repousa os órgãos digestivos. Cura de fruta.

CONSELHOS

Não negligenciar: ­o endurecimento, andar de pés descalços (p. 132); ­C inturão 
de Neptuno (p. 148).

332
Comichão 1 Conjuntivite, InflamaÇões oculares

Comichão

er sobretudo as causas: hepatisino, perturbações digestivas, prisão de ventre, 
etc. Ver também Abcessos (p. 188), Impigeris (p. 438), Eczema (p. 372), Herpes 
(p. 426), etc.

Decocoo * @@ OuelIdónía ­i­ ÊnZ ­campana
4 ou 5 pitadas de cada planta para meio litro de água. Ferver em lume brando 
durante 10 minutos. Deixar repousar 20 minutos.

* Aplicar numa compressa (várias

vezes ao dia).
* Se a comichão é súbita e violenta e surgir após um tratamento médico 
(injecção, medicamentos, etc.) consultar imediatamente o médico.

Conjuntivite, Inflamações oculares

r também Olhos (p. 485). As inflamações podem ser diversas: inflamação da 
pálpebra, da conjuntiva, da córnea, etc. Manifestam­se por veri­nelhidão e 
incliaços.

De manhã a pálpebra está colada, as lágrimas escorrem, os olhos estão vermelhos, 
sente­se uma sensibilidade excessiva à luz. As causas podem ser inúmeras: 
esfregar os olhos, poeiras e diversas doenças.

A água chamada “quebra­õculos” CO/” [91          40ress,65 *               é 
suposto que clarifica a vista e Rosa + Tancha~                 éexcelente para 
as inflamações * 2 ou  3 pitadas d,­, cada planta     e vermelhidões (Tragus).

­ Receita da água “quebra­óculos”: para  1 chávena de água, ferver, 
3 PItadas de 1,10res de apagar o lume e deixar em infu­              C&17taUr&a­
aZUI são 30 minutos (Dr. Chomel).                 + 1 Pe~17a P11a0'.7 dO * 
Aplicar em compressas.                       Açalr5ão

333
Conjuntivite, inflamações oculares

+ 1 pequena pit.7da de Cânfora

* Fazer uma infusão, ferver meio

litro de água e deixar macerar a mistura durante 24 horas. Filtrar. Utiliza­se 
em compressas.
* O alecrim em infusão (aplicado

em compressa) fortalece a vista (segundo Chomel).

Recoffim fitoteMpêUtic­Ts Áqua­d1V1@7a

Em 1 litro de bom vinho tinto deitar 50 g de folhas de tanchagem bem limpas e 
ferver durante 35 minutos. Em seguida deitar um punhado de pétalas de rosa em 
500 g de água (destilada) e ferver durante 5 minutos. Misturar as 2 soluções e 
deitá­las em frascos bem fechados.

Á5tèr~.@MO1O Loção para tratar inflamações oculares, em decocção para uso 
externo (10 g de raiz ou 20 g de folhas para 1 litro de água).

G­?mom11a­m.71ricári@q e Camorni7a­romana

30 cabeças para 1 litro de água, em aplicação local.

EufrásIa~OfICIM71

Decocção para loções e compressas, 20 g para 1 litro de água (podem também 
acrescentar­se
20 g de funcho e de absinto).

­Esta planta é conhecida e aconselhada como remédio para os olhos desde o fim da 
Idade Média. No século xvi o célebre botânico suíço Jean Bauhin aconselhava­a em 
compressas e em colírio para lavar e tratar as inflamações oculares. É um anti­
inflamatório e um anti­séptico utilizado com êxito nas oftalmias dos recém­
nascidos e também nas conjuntivites e fotofobias dos adultos.

Mírtílo

Em loção, para tratar as inflamações oculares. Fazer uma decocção de 20 g de 
bagas para
1 litro de água.
Pé­de­leão­comuin

Sob a forma de loção e de colírio e em decocçâo para uso externo. Esta planta 
foi utilizada na Alemanha no século xvi. Está representada num quadro de Hans 
MemIing (1484) onde o pintor mostra uma série de plantas medicinais aos pés de 
três curandeiros, São Cristóvão, Santa Maude e Santo Egídio.

QUOlIdó17k?

Na medicina popular é utilizada (diluída em água) contra as doenças dos olhos; 
daí um dos seus nomes vulgares de “grande alumiadora”.

ATENÇÃO1 Esta planta é tóxica sob cortas formas. Consulto sempre um 
especialistal

334
Conjuntivite, inflamações oculares

sabugueíI_O

Decocçâo de 10 g de flores secas para 1 litro de água. Contra a conjuntivite e 
as oftalmias crónicas.

Tanchagem
10 g de folhas em 250 ml de água (1 copo) a ferver à qual se pode acrescentar 8 
g de flores de trevo (MelMolus offIcInalis) e
8 g de centãurea (Contauwa cyanus). Antigamente a decocção de tanchagem 
misturada com ãguado­rosas, à qual se acrescentavam algumas gotas de sulfato de 
zinco, substituía eficazmente os colírios comercializados em farmácia.

Tre vo

Infusão para loções ou compressas (20 g para 1 litro de água).

V.71e1­1a17a­OfíCíl7.91
* As fontes antigas mencionam a

utilização da valeriana para as oftalmias. O uso da valeriana está codificado na 
obra La Médecino o Ia C17murgie des Pwvr&s (Paris, 1749). Nessa época era 
prescrita para a “vista fraca”. Supunha­se também que o pó da raiz desta planta 
( ValerIanae s#ws1ri@q radZ@, seca ao sol e tomada todas as manhãs, restabelecia 
a vista nos idosos.
* A loção ou o colírio obtidos a

partir desta planta é suposto curarem as manchas e as pintas dos olhos.
* Também se podem fazer compressas de infusão de camomila pequena, de carvalho­
rubro e de funcho.

MANCHAS NA CóRNEA Compressas *
* A quelidónia em infusão, aplicada em compressas, faz desaparecer as manchas 
brancas.
* A quelidónia (5 9) + rosa (cerca de 15 pétalas) em infusão: ferva

meio litro de água, apague o lume e deixe macerar durante 24 horas. Dissipa a 
inflamação dos olhos e é també m útil nas doenças da pele e comichões.

Receita da Tabena Montanus para as manchas na córnea (só com

receita médica):
­ Escabilosa (3 ou 4 pitadas) + um pouco de b6rax + um pouco

de cánfóra, em infusão + Maceração durante 24 horas.

335
Constipação (de cabeça)

Constipação (de cabeça)

anifesta­se por inchaços e vermelhidão nas mucosas do nariz. Tern­se uma 
sensação de obstrução e    de secura, dificuldades respiratórias, irritações e 
inflamações das glândulas lacrimais, olhos lacrimejantes e secreções de 
mucosidades aquosas. A constipação pode ser acompanhada de cefaleias, de dores 
nas costas, de sede, de febre e de cansaço.

Ver também Anginas (p. 234), Bronquite (p. 264), Gripe (p. 420).

D189ei &vs o TOM/Mo ­ Verbasco~br.7nco
­ Marrolo ­ Sabuguelro

* 1 drageia de cada por dia. * Cura de própolis em dragelas:
2 a 4 por dia. * Ou em solução: 10 a 20 gotas,
2 ou 3 vezes ao dia.

01/ Infusio * TOM11170 * V&l­basco­branco + Marrolíq + Sa&Ig£101r0

* 1 pequena pitada de cada planta para meio litro de água. Ferver durante 2 
minutos e deixar em infusão 10 minutos. * Tomar 3 a 6 chávenas ao dia. Também se 
aconselham infusões de:

AbsInto, Azevinho, EupatórIo­can/7.7moso, QuInquina, Raính.7­dos­prados, 
Roseir.7­br.7V.9, S.7bUgUOirO, Tílía.

* 10 g de uma destas plantas para
1 litro de água. Ferver durante 2 minutos e deixar em infusão 10 minutos.

­ Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. E fumigações de:

Hortelã~pImenta, TomIlho­crespo, Oréqão~vulgar

* 20 g de planta para 2 litros de água. Ferver durante 2 minutos. * Respirar 
esta mistura num recipiente durante alguns minutos.

ó1005 055017CARIS L/Mão

2 gotas, 3 vezes ao dia.
B.917hOS *

Banhos quentes, 2 ou 3 vezes por semana, seguidos de envolvimentos húmidos para 
estimular a transpiraçãio.

6­J]

Das coxas e dos braços. Alternadamente do peito e da cabeça, todos os dias.

336
Constipação (de cabeça)

ClImuljo ofe Neptu170

AI1M017MÇj0 *

Em caso de constipações repetidas há todo o interesse em ter uma alimentação 
saudável.

Suprimir: charcutaria, maionese, manteiga cozinhada; vigiar o excesso de sal e 
de açúcar, álcool, vinho, cerveja; banir o tabaco, etc.

Alimentos privilegiados: cereais integrais, trigo, arroz, aveia, germe de trigo, 
legumes e frutos frescos, limão, laranja, toranja, alperce, maçã, pêra, uvas, 
cerejas, saladas, feijão­verde, aipo, couve, etc.

jejum

É uma excelente terapêutica, que deve ser praticada 1 vez por semana.

1 dia, a fruta. Cura de fruta.

RECEI7AS A N7IGAS

* Cobrir a cabeça com um pano embebido numa infusão de orégãos:

10 g de planta para 1 litro de água. Ferver durante 2 minutos e deixar em 
infusão 10 minutos.
* Para curar as constipações rebeldes, deitar uma colher de cevada (farinha) num 
caldo de carne de vaca e ferver até ficar reduzido a 11, (cerca de 15 minutos). 
Toma­se de manhã e à noite (segundo o Dr. Chornel).

CURAS DO PADRE KNEIPP

* Banhos de pés quentes ou banhos de vapor de pés.
* Banhos de vapor.
* Afusões da cabeça, do peito e do pescoço.

CONSELHOS

~Exercícios respiratórios (ver p. 137). ­Banhos de ar livre e de sol (ver p. 15 
1). ­Endurecimentos (ver p. 132).
337
Contusões ­ Golpes

Contusões ­ Golpes

v    r Feridas (p. 396).
10 compreSSOS

Aplicar a decocção de:

Alecrím + Arníca + Tomílho ­k Lav.717d27

* 3 pitadas de cada planta para

meio litro de água, ferver durante 20 minutos e deixar em infusão 30 minutos.
* Aplicar em compressas.

* Cataplasmas de argila misturada com a decocção acima descrita.
* Cubos de gelo aplicados na parte lesionada.
* Para acalmar as dores, aplicar

loções frescas (repetir).

Receios fitotOMOUticas

Abóbora

* As folhas frescas utilizam­se em

cataplasmas.

Alface

* As cataplasmas de alface morna e embebida em azeite curam

as contusões, os hematomas e as irritações de pele.

Ancólia

O suco fresco desta planta é utilizado para tratar feridas. (As sementes são 
diuréticas. A planta utiliza­se em gargarejos para as dores de garganta. Era 
muito apreciada na Idade Média. Está presente em certos quadros, por exemplo, a 
Adoraçãodos ReIs Magos de Van der Goes.)
A17tíllda

Em decocção: 20 g de planta inteira para 1 litro de água. Ferver durante 20 
minutos e deixar em infusão 30 minutos. Filtrar. Aplicar em compressas. Pode 
utilizar­se a planta fresca esmagada em aplicação directa, para cicatrizar 
feridas e curar contusões. A utilização desta planta é antiga e remonta à Idade 
Média.

Armolês

As cataplasmas de folhas misturadas com mel reduzem as contusôes (o mel tem 
propriedades cicatrizantes).

338
Contusões ­ Golpes

Arníca­da­rnonlanha

* Tintura­mâe.­ 10 g de flores,

raizes e folhas secas em 100 ml de álcool a 900. Pode acrescentar também 5 g de 
anis verde, Pin7pInella anísum ( Uinbellif&ra&), de canela, de cravo­de­
cabecinha. Deixe macerar durante 15 dias num recipiente fechado.
* Aplicar em diluição, acrescentando 9 vezes o seu volume de água.

Consolda
* Cataplasmas de raiz fresca. (Em

certos países comem­se as folhas e as extremidades desta planta).

Erva­de­sãÓ@íÓão
* A maceração desta planta fresca em óleo quente pode utilizar­se em compressas.

HarnamélIs
* Em infusão: 20 g de folhas ou de

casca para 1 litro de água fria; ferver 15 minutos e deixar em infusão meia 
hora.
* Utiliza­se em compressas.

Hissopo
* Em decocção: 20 g de folhas e

de extremidades fervidas durante meia hora em 1 litro de água. Filtrar.
* Aplicar em compressas.

Míl_folhas
* O suco fresco ou uma infusão

em água ou em vinho (10 g das

extremidades floridas ou das folhas para meio litro de água ou de vinho a 
ferver).
* Aplicar nas feridas que não sangram e nas contusões.

P&rV1@7Ca
* As folhas são utilizadas sob a

forma de cataplasmas devido ao seu poder cicatrizante.

salão

* As folhas esmagadas ou o sumo

fresco, em aplicações directas.
* O saião é antiespasmódico,

antipirético e adstringente.

Sanícula­&uropela
* Banhos ou envolvimentos de

decocção: 20 g para 1 litro de água, em aplicação quente.

Salva­OfIcínal

* Infusão de 20 g para 1 litro de

vinho a ferver. Deixar repousar
1 hora e filtrar.
* Aplicar em cataplasmas sobre o

peito. Repetir várias vezes ao dia.

Sélo­de­Salomão

* A polpa deste rizoma serve para

fazer cataplasmas.

TâMIó

* Raiz reduzida a pasta e fervida.
* Ferver durante 10 minutos e

deixar repousar 20 minutos.
* Aplicar em cataplasmas, 1 ou 2

vezes ao dia.
339
Convulsões

Convulsões

rata­se de convulsões violentas e súbitas, acompanhadas, muitas vezes, de dores 
de cabeça, vertigens, palpitações, movirrientos bruscos e

desordenados. O rosto fica vermelho, azulado, a respiração torna­se rápida e 
ofegante, os maxilares ficam crispados.

* 2 drageias de cada.

Valériana (raiz) ­ Erva­cidr&íra

* 2 drageias de cada. * Alternadamente, dia sim dia não.

OU IMUSãO * ArtêMISia ­k Lava17da + V.7/0r1.7na (r.?Iz) + Erva­cídrelra

1 pitada de cada planta para 1 chávena de água; ferver durante 3 minutos e 
deixar em infusão 15 minutos.
* Tomar 3 ou 4 chávenas por dia.
* A valeriana, segundo Tragus, é o

remédio específico para a epilepsia.
* Kneipp recomendava a tisana de

valeriana e camomila.

ó/005 eSSelW1015

2 gotas, 3 vezes ao dia.

oLI Erva­clalreIr,9

1 gota, 2 vezes ao dia.

00/7h05 *

*Quentes (adicionados de “flores

de feno” em infusão), seguidos de uma fricção fresca e vigorosa com massagem do 
ventre e do baixo­ventre.
* Todos os dias.

Senhos de OSSOMO

* Banhos de assento frios ou com

fricções, diários.

Lavagem

* A lavagem morna é também

indicada.

IM/7/105 £fe vapor *

Banhos de vapor curtos (15 a 20 minutos), 2 vezes por semana. Logo que surjam 
melhoras, podem aumentar para 3 vezes por semana e com uma duração de
40 a 45 minutos.

­ Dos pés e das coxas e fulgu340
Coqueluche ­ Tosse convulsa

rante seguida de uma fricção vigorosa. Afusão rectal. Várias vezes ao dia.

MIMUI00 de Neptu170 *

Alime17MÊdo

A alimentação tem um papel preponderante. Deve ser sóbria, ligeira e variada.
­ Contra­indicações: todos os

excitantes: café, chá, tabaco, álcool, vinho, cerveja, chocolate, bem como a 
sobrealimentação, manteiga cozinhada, charcutaria, fritos, especiarias, pratos 
com molhos, etc. Alimentos privilegiados: frutos frescos, legumes, pepino, 
couve, chucrute, alface, alhos­porros, cerejas, maçãs, peras, cereais integrais, 
pão integral, sumo de fruta, levedura de cerveja, etc.

JejUI77

Recomendado, água fresca. Cura de fruta. Dia de fruta.

mas deve beber

CONSELHOS

Ver também:
­ Endurecimento (p. 132).

Coqueluche ­ Tosse convulsa

anifesta­se por acessos de tosse bruscos e espasmódicos, febre mais

ou menos forte, acompanhados de constipação, garganta seca, rouquidão, olhos 
vermelhos e lacrimejantes, etc.

ÁO

MOO/85 * IZI    /­00J0 ­ Violeta ­ iwaiva

­ Erva­tirsa
* 1 drageia de cada, 1 vez por dia. ou o& Própolis * 3 drageias por dia.

01/ IMUSãO * PO&J@2 + VIol&t3 ­@­ MglVa ,, Erva­tirsa

1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver, apagar o lume e deixar 
em infusão

341
Coqueluche ­ Tosse convulsa

10 minutos. Adoçar com mel.
­ Tomar 3 ou 4 chávenas por dia (+ Drageias de Própolis).

óleOS OSSO17C1015

2 gotas, 2 vezes ao dia.

EM7h05

Banhos quentes de pés (”flores de feno”). Passar por água morna e esfregar 
vigorosamente.
1 vez por dia.

88/7/105 dO MSOIMO

Banhos de assento quentes. Terminar com um banho de assento morno.

801711OS dO MpOr *

2 ou 3 banhos por semana estimulam a transpiração e a eliminação (beber infusões 
ou água fresca durante o banho).
3

Recoffivs
31@ fitotelapêuticos

G9S1d17170írO

Infusão de 20 9 de folhas para 1 litro de água a ferver; deixar

repousar 15 minutos. Toma­se à razão de 3 chávenas por dia.

Drósera­ale­folha­redonda Infusão de 15 g de planta seca para 1 litro de água a 
ferver,­ deixar repousar 15 minutos. Beber 2 chávenas por dia.

Hor.7 Infusão de 10 g de planta para 1 litro de água fria; ferver durante
3 minutos e deixar repousar 15 minutos. Beber 3 chávenas por dia, muito quentes.

TOMil170 Infusão de 10 g de planta para 1 litro de água a ferver. Deixar 
repousar 15 minutos Beber 3 chávenas por dia.
AlIMOIMOfio *

Ligeira, essencialmente composta por puré de legumes, fruta e sumos de fruta. 
Alimentos privilegiados: nabo (caldo), figos, uvas, funcho, cebola, sopa de 
cevada, de trigo, de alho (picar 2 ou 3 dentes de alho em 1 copo de leite, 
ferver e adoçar com mel), laranjas, limões, fruta fresca, frutos secos.

RECEIrAS úrEIS

1 cebola, cozida no forno ou em água, esmagada e misturada com um pouco de 
azeite. Adoçar com mel. Esta receita acalma a tosse e alivia a asma (Chomei).

342
Coração ­ Afecções cardiacas

Coração ­ Afecções cardiracas

X7,

er Arteriosclerose (p. 242). Vigilância médica indispensável.

Drageias *

Eleuterococo

4 drageías por dia.

Espinheiro alvar ­ Erva­cidreira ­ Valeriana

2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou Infusão *

Espinheiro­alvar + Erva­cidreira + Valeriana

1 pitada de cada planta para 1 chávena de água; ferver durante 3 minutos e 
deixar em infusão durante 15 minutos (neste caso, tomar também 2 drageias de 
eleuterococo).

Receitas da medicina monástica, arte médica dos Irmãos de São João de Deus (Fate 
Bene Fratelli)

Infusão da mistura:

Castanheiro (casca, 50 g), Agripalma (erva, 10 g), Mil­folhas (erva, 20 g), 
Arruda (erva, 10 g), Sempre­noiva (erva, 10 9), Alcaravia (frutos, 10 g), Erva­
cidreira (10 g), Helianto (flores, 10 g).

* Misturar as plantas. 1 colher da

mistura para uma chávena de água a ferver. Deixar em infusão 30 minutos, 
filtrar.
* Beber quente 3 vezes ao dia,
entre as refeições.

óleos essenciais Limão

3 gotas, 3 vezes ao dia.

Zimbro

­ 2 gotas, 2 vezes ao dia.

Outros óleos essenciais:

Alecrim, Alho, Bétula, Cebola, Limão, Tomilho, Zimbro

343
Coreia (dança de São Gui)

CONSELHOS

Fortemente desaconselhados:

­abusos alimentares, álcool, vinho, cerveja, tabaco, gorduras anímais. ­tensões, 
fricções, disputas, enervamentos, contrariedades, ruídos,

etc.

Indispensáveis:

­calma, repouso, descontracção, andar a pé, relaxamento, etc. ­Recomendações 
gerais, ver Arteriosclerose (p. 242), Alimentação, Exercícios Físicos, 
Respiratórios, Afusões, Banhos, Jejum.

Coreia (dança de São Gui)

er também Convulsões, p. 340. Atenção aos acidentes e às feridas decorrentes, 
especialmente com

garfos, facas, objectos cortantes ou pontiagudos.

A dança de São Guí caracteriza­se por movimentos espasmódicos e

incontrolados dos músculos dos braços, das pernas e do rosto. A ímprecisão de 
certos movimentos é, muitas vezes, o primeiro indício da doença.
O controlo dos músculos deixa de se fazer, e o corpo acaba por ficar agitado com 
movimentos contínuos.

O acompanhamento médico é indispensável.

Drageías * Erva cidreíra ­ Erva­de­são­joão ­ Valeriana ­ Marroio

ou Infusão * Erva cidreira + Erva­de­são­joão + Valeriana + Marroio

­ 1 drageia de cada, 1 vez por dia.     1 pitada de cada planta para

344
Coreia (dança de São Gui)

meio litro de água. Ferver durante 2 minutos e deixar repousar 15 minutos. Beber 
3 ou 4 chávenas por dia.

óleos essenciais Camomila

1 a 3 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia.

Massagem

Fazer a maceração oleosa seguinte: para meio litro de azeite,
5 ou 6 boas pitadas de lavanda + 10 pitadas de erva­de­são­joão + 20 cabeças de 
camomila. Expor ao sol durante 4 ou
5 dias, ou, para acelerar a preparaçâo, aquecer a mistura em banho­maria durante 
cerca de meia hora e filtrar. Fazer uma fricção todos os dias.

Banhos *

Fricções completas, mornas, várias vezes ao dia. Banhos mornos.

Banhos de assento

Banhos de assento quentes, seguidos de banhos de assento frios e curtos (2 vezes 
por semana).

Lavagens

Lavagens com meio litro de água morna ou com uma infusão de

camomila: 10 cabeças de camomila para meio litro de água. Ferver durante 1 
minuto e deixar repousar 10 minutos. Efectuar a lavagem com uma ,,pêra”, de 
manhã em jejum. Conservar 20 minutos.

Duches e afusões *

Rectais e diárias.

Cinturão de Neptuno *

* 2 ou 3 vezes por semana.

Camisa quente *
* Camisa quente húmida, durante
1 hora ou mais, cobrir­se bem e colocar nos pés uma botija de água quente 
(aplicações diárias)

Alimentação *

* Higiene alimentar indispensável.

Alimentação sóbria e variada.
* Evitar: todos os excitantes, álcool, vinho, cerveja, chocolate, tabaco, 
especiarias. E também açúcar, pastelaria, fritos, charcutaria, manteiga 
cozinhada, etc.
* Alimentos recomendados: todos os frutos frescos, legumes, pepino, couve, 
chucrute, alhos­porros, cereais integrais, arroz integral, trigo sarraceno, 
beter345
Corrimento branco (leucorreia)

raba, rabanetes, endívias, alface, amêndoas, passas, tâmaras, figos, ameixas, 
germe de trigo, levedura de cerveja.

Jejum *

1 dia por semana. Tem um efeito calmante, relaxa e descontrai. Beber muita água.
1 dia, a fruta Cura de fruta.

CONSELHOS

Andar de pés descalços é indispensável, recomendado por Kneipp (durante a 
estação fria, deve fazer dentro de casa). No Verão, andar dentro de água, à 
beira­mar ou do rio. Alternativamente, ficar de pé numa banheira meia cheia de 
água fria (ou fresca) durante 4 ou 5 minutos.

Arejar bem os quartos. Evitar ruídos, emoções violentas, stress. Praticar os 
endurecimentos, a marcha, a descontracção, os exercícios respiratórios.

Corrimento branco (leucorreia)

anifesta­se por secreções de líquido claro, purulento. A doença pode ser aguda 
ou crónica e manifesta­se por inflamações nos lábios vaginais, uma sensação de 
crispação no útero, dores violentas no baixo­ventre, nas costas, uma 
sensibilidade excessiva das partes vaginais internas e externas, inchaços, etc.

Atenção: pode resultar de uma lesão interna (consulta médica indispensável).

Vigiar também a prisão de ventre.

346
Corrimento branco (leucorreia)

D ,wffei

as * SalsaparIlha ­ Pervinw
­ UrtIga ­ M//­fo/17.7s

2 drageias de cada, 1 vez por dia.

OU IMUSiO S.71saparíll?a + PervInc.7 @@ + Urliga ­@­ Mil­foffias

1 pitada de cada planta para meio litro de água. Ferver e deixar em infusão 10 
minutos. Tomar 2 ou 3 chávenas por dia  .

ó10OS OSSO17C1,015

* 2 gotas, 3 vezes ao dia, alternadamente, dia sim dia não com:

S.ISSafrás

* 1 a 3 gotas, 3 vezes ao dia.

Tuía

* 2 gotas, 3 vezes ao dia (unicamente sob receita médica).

BOIMIOS dO OSSOIMO *

Mornos, tos).

diários (5 a 10 minuLOVOgOIM * V0g117RIS

Com    infusões de:

M// foffias ou Folh.7 do carva1170
4 ou   5 pitadas de planta para meio litro de água. Ferver durante  3 minutos e 
deixar em infusão 15 minutos.

­ Fazer a lavagem com uma “pêra”,

de manhã.

ÁOuci>OS e Ofusões
* Das coxas (diárias) e fulgurante,

3 vezes por semana.
* Higiene indispensável, loções

mornas várias vezes ao dia nas partes sexuais e no baixo­ventre. ffi AI1M017h700

Contra­indicações: evitar todos os excessos, chá, café, álcool, tabaco, 
especiarias (pimenta, mostarda, pimentos), sal (usar com muita moderação), 
açúcar, pastelaria, pratos com molhos, conservas, charcutaria, caça, queijos 
fortes, etc. Alimentos privilegiados: frutos frescos, legumes, cereais 
integrais, germe de trigo, levedura de cerveja, nozes, alperces, papas de aveia, 
berinjelas, cebolas, azeitonas, cenouras, aipo, ameixas, rabanetes, uvas, 
laranjas, limões, maçãs, tomates, soja, cerejas, toranja, etc. ffl     jejum 
*

1 dia por semana (ou durante 36 horas).
1 dia a fruta, por semana. Cura de fruta da estação: aiperces, uvas, maçãs...

347
Corrimento branco (leucorreia)

O PADRE KNEIPP A CONSEL HA

* Todos os dias, 1 banho de assento morno e uma irrigação (lavagem vaginal) com 
uma decocção de casca de carvalho: 5 ou 6 pitadas para meio litro de água. 
Ferver durante 10 minutos e deixar em infusão durante 20 minutos. Fazer de 
manhã, com a ajuda de uma “pêra”.
* E todos os dias, alternativamente:
* abiução da parte superior do corpo,­
* afusão dos joelhos e das coxas.

A £ GUMA S RECEIM S DO DR. CHOMEL

Em injecção vaginal, infusões de:
* água de alecrim
* argentina
* mil­folhas
* urtiga
* 4 ou 5 pitadas de cada planta para meio litro de água. Ferver

durante 3 minutos e deixar em infusão 15 minutos. Fazer a lavagem ao acordar com 
a ajuda de uma “pêra”.

CONSELHOS

Banhos de ar livre e de sol (ver p. 151). Exercícios fisicos, praticados com 
moderação. Exercícios respiratórios e de relaxamento (ver p. 137).

348
Costas (dores nas)

Costas (dores nas)

Ou a perda de 3 milhões e 600 mil dias de trabalho!

É uma das mais frequentes afecções de que se queixam os habitantes dos países 
industrializados. Só em França, ao longo de apenas um ano, este mal ocasiona 
cerca de 208 milhões de consultas médicas; 8 a 9 milhares de francos em despesas 
de 95 000 acidentes de trabalho (fonte: Réussir votre Santé 11/1995).

Se tentarmos definir as dores nas costas, apercebemo­nos que se trata de um 
fenômeno muito complexo. Certamente que está sempre ligado a

dores situadas na parte dorsal ou lombar do corpo ou na coluna vertebral. Mas 
estas dores podem ocorrer em qualquer outra parte das costas, num

ponto bem preciso ou cobrir uma grande superfície. Podem ter uma intensidade 
variável: violentas ou ligeiras. São descritas pelos pacientes como sensações de 
queimadura, de picadas, de contracções, de tensão. As dores nas costas podem 
atingir as partes circundantes e até provocar paralisias. Finalmente, podem 
surgir bruscamente ou progressivamente. As dores nas costas podem resultar em 
dores intensas, sem que exista lesão, e podem também desaparecer tão depressa 
como apareceram.

As origens das dores nas costas são múltiplas

As dores nas costas podem ser ocasionadas por diversas patologias, por vezes 
trata­se de uma lesão lombar vertebral. Podemos citar também outras causas: a 
artrite degenerativa da coluna vertebral, a luxação vertebral, os reumatismos, a 
osteoporose, a fractura acidental, as sequelas de diversos traumatismos, etc.

Os praticantes realçam a incidência de más posturas. O exemplo muito 
frequentemente citado é o de pesos erguidos com as costas dobradas e as pernas 
esticadas. Más condições de trabalho e ausência de actividades físicas são 
também razões da progressão deste tipo de patologia nos países industrializados.

Não é por acaso que empregados de escritório constituem, juntamente com os 
trabalhadores de mudanças, um grupo profissional de “alto risco”.

349
Costas (dores nas)

Esta constatação permite­nos pôr em evidência o papel primordial dos gestos 
aparentemente anódinos que efectuamos diariamente, a fim de nos prevenirmos 
contra esta doença.

As dores nas costas podem também provir de uma má formação da coluna vertebral 
ou de um desarranjo hormonal.

Cada vez mais se demonstra a importância dos factores psíquicos na

gênese dos sintomas somáticos das dores nas costas. Este papel parece estar 
confirmado pelos resultados excelentes obtidos nos Estados Unidos com 
tratamentos placebo. Os terapeutas californianos realçam que a diminuiçao da 
ansiedade e as distracções são elementos essenciais do tratamento.

Em certos casos (felizmente bastante raros), é inevitável uma intervenção 
cirúrgica. Contudo, inúmeros estudos americanos demonstram que este tipo de 
tratamento é, muitas vezes, praticado de forma abusiva e que nem sempre traz 
algum alívio. Segundo o Prof R. Lechtenberg do Departamento de Neurologia do 
Downstate Medical Center de Nova lorque, a intervenção deve ser acompanhada de 
substâncias tais como os esteró ides (cortisona) cujos inconvenientes estão mais 
que demonstrados.

MAIS VALE PREVENIR DO QUE REMEDIAR

A prevenção deve consistir no consumo de elementos nutritivos. As plantas 
remineralizantes, tomadas em infusão, como a urtiga ou

a cavalinha, constituem um excelente meio de prevenção.

Os exercícios físicos constituem o segundo elemento. Existem diversos tipos de 
exercícios possíveis. Certos terapeutas aconselham especialmente a postura 
sentada ancestral (a postura utilizada antes da descoberta da cadeira, que 
consiste em sentar­se sobre os calcanhares, de braços cruzados sobre os joelhos 
e com a cabeça inclinada para a frente. Esta posição pode ser mantida enquanto 
não causar mal­estar. Uma variante desta posição é sentar­se no chão, de pernas 
cruzadas.

Contudo não devemos esquecer que, em certos casos, o melhor remédio em caso de 
dor é ficar deitado. Por vezes, basta isto para parar a

progressão da dor.
Entre os procedimentos propostos pela medicina não convencional, três técnicas 
manuais dão, de uma maneira geral, resultados excelentes.

350
Costas (dores nas)

Trata­se da etiopatia, da osteopatia e da quiroprática. Estas terapias podem ser 
preventivas ou curativas. Não têm contra­indicações e não usam medicamentos.

As curas termais e a acupunctura são também indicadas, especialmente para as 
osteoartrites.

A estimulação transcutânea eléctrica dos nervos é cada vez mais utilizada nos 
Estados Unidos e dá resultados significativos.

O papel do tratamento por hipnose e auto­hipnose leva em conta os factores 
psicossomáticos que podem estar na origem da doença e

permitem obter, por vezes, remissões espectaculares.

Para o Dr. Hauschka, as “dores nos rins” são funcionais. Não são os nervos da 
coluna vertebral que estão em causa quando o disco está em mau estado. A dor 
provém, na realidade, dos nervos ligados aos músculos e dos ligamentos que 
funcionam em más condições. Estes não podem ser

vistos nas radiografias clássicas.

O seu tratamento assenta numa associação fito­ortomolecular à base de bambu­de­
tabashir, planta utilizada no Sul da índia há mais de 25 séculos, à qual ele 
associa o harpagófito e o cássis. Excelente remineralizante, o bambú­de­tabashir 
contém 97% de sílica, razão da sua

utilidade em casos de fragilidade óssea.

A mioterapia

O procedimento aqui é sensivelmente diferente. Com efeito, para os

partidários desta técnica, utilizar um medicamento, seja ele químico ou

natural, apenas encobre o problema sem o resolver. O mioterapeuta vai procurar a 
origem traumática esquecida que é responsável pelo espasmo que ocasionou a dor. 
Verifica­se que esta se localiza quase sempre longe do ponto doloroso.

A outra particularidade deste método que não se pode esquecer é que ele é 
totalmente indolor. O médico “mioterapeuta” faz desaparecer a dor, qualquer que 
seja a sua origem. O músculo reencontra a sua amplitude máxima e a sua função 
normal. Finalmente, a importância desta técnica é que ela tem resultados 
interessantes em muitas outras patologias, por exemplo, as vertigens, a asma, a 
insônia e diversos tipos de dores.

351
Costas (dores nas)

A osteobiótica ou o lado “psico” das dores nas costas

As niemórias de stress inscrevem­se nas células do cérebro e ocasionam sequelas 
ao nível do esqueleto que estão ria origem das dores rias costas.

Todas as idades podem ser afectadas, mas em particular a partir das idades 
críticas que se situam entre os 40 e os 50 anos e que marcam uma

reorganização hormonal.

Se estes vestígios traumáticos despertam, repercutem­se no físico e no psíquico. 
A técnica da osteobiótica consiste em limpar todas estas memórias a firri de 
aliviar as dores nas costas.

A mecânica para socorrer as dores nas costas

O Affiletic training é fabricado e distribuído pelo seu inventor, J. Frelat. 
Esta máquina propõe o “trabalho muscular excêntrico dos membros inferiores e 
superiores”. Este tipo de movirriento assemelha­se a descer as escadas e baseia­
se na tensão máxima das fibras musculares. A eficácia deste dispositivo é que 
ele permite uma reeducação funcional duas vezes mais rápida que os aparelhos 
mais fláveis actualmente existentes no mercado. É recomendado a todas as vítimas 
de traumatismos. O aparelho de Jean Frelat foi testado pela Unidade de Formação 
e de Investigação em

Ciências Técnicas das actividades físicas e desportivas de Dijon.

352
Cuperose

Cuperose

v   igie a digestão, a prisão de ventre, as doenças intestiriais, etc.

D~el,is *
11@@JI  Amor­porfeíto ­ I­abaça Fuináría ­ H.7177.7inélis

­.2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

PróPo11@q * 4 drageias por dia. * Ou em solução­ à razão de 10 a

20 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia (curas de 1 mês).

ou Infusão Amor­perfeito ­ Labaça Fumária

* 1 boa pitada de cada planta para
1 chávena de água. Ferver, apagar o lume e deixar repousar 15 minutos. * Tomar 3 
chávenas por dia.

ó1005 O.95017CAVIS C.717&1a

2 gotas, 2 vezes ao dia.

oCO/w00 *
200 g (ou 200 cl) alo óleo dO A~17d03S­CoC&S “ @abaÇ.7 + Énula­campana

3 ou 4 boas pitadas de cada planta, misturadas no óleo de amêndoas­doces. Deixar 
repousar durante 12 horas. Aquecer em

seguida esta mistura em banho­maria durante 30 minutos. Filtrar. Aplicar de 
manhã e à noite nas partes doentes. Esta preparação é excelente para os cuidados 
do rosto e para o cieiro (segundo o Dr. Chomel).

02/7/105*

Banhos dos pés derivativos de feno, dia sim dia não. Banhos de assento frios 
todos os dias.

Einhos de vapor
­ Recomendados.

Mé;'@4 ÁoUches

óó

­ Das coxas e dos braços.

Alimentação *

Formalmente proibidos: todos os álcoois e bebidas alcoólicasvinho, cerveja, 
cidra, aperitivos, etc,

353
Cuperose

* Contra­indicações: tabaco, todos os alimentos pesados e indigestos, pratos com 
molhos, charcutaria, enchidos, morcelas, carnes gordas, açúcar, manteiga 
cozinhada, pastelaria. Atenção ao sal.
* Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, todos os frutos, couves, 
chucrute, legumes verdes, cereais integrais, pão integral, frutos secos 
(amêndoas, nozes, avelãs), salsa, alho, cebola, feijão verde, pepino, espargos, 
mirtilos, melão, beterraba, etc.

JejUM    *

Descongestiona (é um excelente rejuvenescedor), melhora o estado da pele. Beber 
água. Cura de fruta.

CONSELHOS

­Atenção ao sol, ao frio e ao vento.
­ Desaconselham­se: a montanha, os banhos de sol e os banhos de

mar prolongados. Ver Endurecimento (p. 132).

354
D

­ Dentes
­ Depressão nervosa
­ Descalcificaçâo ­ Desmineralização
­ Diabetes e hipoglicernia
­ Diarreias

­ Disenteria
­ Dores e nevralgias
Dentes

Dentes

Xp

r tarribém Afias (p. 198), Boca (p. 261), Consulta médica indispensável.

ff

LOVOg0175 47 bOCO ] Cr,?vo­de­cabecí17ha

Em decocção e lavagens da boca: 7 ou 8 cravos­de­cabecinha para 1 chávena de 
água. Ferver durante 3 minutos e deixar em infusão 15 minutos.

* Lavar a boca 4 ou 5 vezes ao

dia.

Orégão
* Em decocção: 3 ou 4 pitadas

para 1 chávena de água. Lavar a boca várias vezes ao dia.

Útil em casos de nevralgias dentárias.

Vei^àysco~br,9=

Em infusão: 5 pitadas para 1 chávena de vinho tinto de boa qualidade. Ferver 
durante 3 minutos e deixar em infusão 15 minutos. Lavar a boca várias vezes ao 
dia. Acalma a dor (Tragus).

Dentes móveis (Piorreia)

Lovogons CO bom

A cocleãria em infusão para lavagens da boca, várias vezes ao dia, firma os 
dentes nos alvéolos dentários (Dr. Chomel). Pode ser utilizada para lavar a boca 
depois de escovar os dentes.

A brunela e a bistorta têm poderes idênticos.
A1M7Onffifão

Evitar: açúcares, álcool, tabaco, pastelarias, etc., bem como os alimentos 
demasiado quentes ou gelados.

356
Depressão nervosa

Depressão nervosa

v  e

r tarribém Prisão de ventre (p. 522), Insónia (p. 446), Nervosismo (p. 474), 
etc. Manifesta­se de várias forinas: excitabilidade, cólera, alegria intensa 
seguida de depressão, abatimento, lassidão, medos frequentes, insônia, i­nau 
humor, vertigens, contracções, etc.

Os choques emocionais ou afectivos repetem­se ao longo da vida. Têm sempre uma 
repercussão sobre a saú de física e, como acontece frequentemente, podem 
acarretar alterações de ordem fisiológica.

Por conseguinte, um indivíduo “stressado”, com medo, em pânico ou

colérico mobiliza as glândulas supra­renais que segregam um excesso de 
adrenalina, libertam glicogénio no fígado que o descarrega no sangue sob a forma 
de glicose de modo a poder fazer face a esta situação e reagir. Para satisfazer 
estes gastos energéticos mobilizamos ácidos gordos e colesterol. É uma reacção 
de autodefesa natural face a um eventual perigo. Este processo é acompanhado de 
um aumento do caudal sanguíneo e do ritmo cardíaco.

Em condições normais de vida estas sobrecargas são canalizadas e não ocorrem 
danos. Volta tudo rapidamente à normalidade, e tornamos a acertar os nossos 
relógios biológicos pela hora da Vida. Mas a maioria das pessoas tem uma 
existência artificial e muito distante da dos nossos antepassados “primitivos”, 
que sabiam gerir as situações perigosas ou “stressantes”.

Não é possível evitar estas situações pois elas são quase sempre independentes 
da nossa vontade. É necessário, por isso, reaprender a enfrentá­las.

357
Depressão nervosa

,olwffei des * LLL@j Eleillei­0C0C0

* Tomar 4 drageias por dia, durante 1 mês. Repetir no início da Primavera e do 
Outono.

Erva­cIdreIr.7 ­ Erva­moleli­ínha ­ A1&cr1@n ­ Válorlan.7

* 1 ou 2 drageias de cada, 1 ou 2 vezes ao dia.

Gélela­re.71

* 3 drageias por dia durante 1 mês. (Repetir 2 ou 3 vezes por ano, se 
necessário).

ou 117fusio Erva­cIdreIri + Erva­moleIrínk? “ AlecrIM ‘@­ Váler18n8

* 2 pitadas de cada planta para 1 litro de água. Ferver e deixar em infusão 
durante 15 minutos. * Tomar 3 ou 4 chávenas por dia

817/711OS*

Banhos dos braços. Banhos dos pés, todos os dias. Alternadamente, com uma 
decocção de.Erva­cídreíra ­@­ Lavinda + L ouro

2 pitadas de cada planta para 1 litro de água. Aquecer, sem ferver, durante 20 
minutos e acrescentar 4 a 5 litros de água muito quente. Estes banhos fazem­se 
alternadamente 5 minutos para os antebraços, 5 minutos para os pés. Terminam com 
uma fricção fresca.

88/7/105 Oro assento

*Banhos de assento frios ou
*Banhos de assento com fricções,

todos os dias.
*De preferência, de manhã ao

acordar, na condição de o corpo estar quente.

Áganhos de mpor *
São um excelente meio de eliminação e de descontracção.
3 vezes por semana, seguidos de fricções frescas e vigorosas. (Beber água 
durante os banhos.)

Afusão completa, quente e de curta duração, seguida de uma fricção fresca e 
vigorosa em todo o corpo com uma luva de crina ou um pano grosseiro. Depois de 
alguns dias, estas afusões deverão ser menos quentes e depois frescas. Afusão 
rectal.

C­MiSO IlúMIdO

Camisa embebida em água quente e espremida, que deve ser conservada no corpo 
envol358
Depressão nervosa

vida em cobertores. Fazer 2 vezes por semana.

Banhos de or livre e de sol *

Exercícios físicos indispensáveis: andar a pé todos os dias. O cansaço físico é 
uma terapêutica excelente.

E17dUfficimeIMO

Andar de pés descalços na erva húmida ou dentro de água.

Alimelmição

Sóbria e variada, mas evitar todas as sobrecargas alimentares. Evitar: chá, 
café, tabaco, especiarias, álcool, vinho, cerveja,

chocolate, doces, pastelaria, charcutaria, salmoura, fritos, manteiga cozinhada, 
carnes gordas, alimentos gelados ou muito quentes.
­ Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, germe de trigo, mel, limão, 
alface, toranjas, laranjas, cereais integrais, arroz, trigo, aveia, todos os 
legumes verdes, saladas, endívias, frutos frescos e secos: amêndoas, nozes, 
avelãs, ameixas, alperces, etc.

jejum

Muito aconselhado porque repousa e descontrai.
1 vez por semana, se possível. Cura de fruta fresca.

CONSELLIOS

­ Cura de magnésio (20 g para 1 litro de água mineral Volvie, Mont

Roucous): tomar meio copo de manhã em jejum, salvo em casos

de insuficiência renal.
­ Vigiar o repouso, evitar as contrariedades, os ruídos, as luzes

fortes e a excitação.

359
Descalcificação ­ Desmineralização

Descalcificação ­ Desmineralização

descalcificação pode estar ligada ou surgir rio seguirriento de várias doenças: 
tuberculose, diabetes, carência de fósforo, de magnésio, etc.

01wffoi ‘95 * C.714.7111717a ­ R.7bal70 SIM9SIrO
­ UrIlg.7 ­ De17te­d&­leão

Fucus wsiculosus ­ Éntila­CaMPan9 ­ Ca14a111717a

1 ou 2 drageias de cada, 2 vezes ao dia.

ou 117fusão * C914d&717a + UrtIga ­k

DOnte­d0­1&ãO * Ráb3170­SilVOSMO

* 1 pitada de cada planta em meio litro de água. Ferver durante 1 minuto e 
deixar em infusão 15 minutos. * Tomar 3 ou 4 chávenas por dia.

ó100.9 OSSOMIZIS LIMão

1 ou 3 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia.

fia/7/705 *

Banhos completos quentes, com algas marinhas (pode comprar algas marinhas 
prontas a usar nas lojas de dietética ou em farmácia).

2 por semana, seguidos de um duche fresco e de uma fricção vigorosa.

Banhos de assento

Banhos de assento frios ou Banhos de assento com fricção.
3 vezes por semana.

SaMios de vapor *

Preparar uma decocção de cavalinha: 8 a 10 pitadas para meio litro de água. 
Ferver durante 10 minutos e acrescentar
5 ou 6 litros de água a ferver. Esta mistura é colocada debaixo de uma banco e 
deve ser seguida de uma fricçã o fresca.
2 vezes por semana.

DUCI1OS o afusies *

Das coxas e dos braços, 2 vezes por semana. Fulgurante, 2 vezes por semana.

360
Diabetes e hipoglicemia

Banhos de ar livro e de sol

Aconselhados quando estiver bom tempo.

AI1M017ffição

A alimentação tem um papel preponclerante: a sobrealimentaçâo, o leite e os 
queijos não preenchem obrigatoriamente as necessidades em cálcio do    organismo 
(apesar de o leite de vaca conter 4 vezes mais cálcio do que o leite materno). É 
preciso favorecer o consumo de cálcio assimilável através do consumo de tósforo, 
magnésio, silício, etc.

Evitar: álcool, vinho, cerveja, tabaco, óleos refinados, pão branco. Alimentos 
privilegiados: cereais integrais, pão integral, aveia, tapioca, agrião, feijão­
verde, couve­flor, chucrute, cenouras, alcachofras, salsa, cerefólio, cebolas, 
laranjas, limões, toranjas, morangos, germe de trigo, azeite, óleo de girassol 
(1.1 pressão a frio), frutos secos (amêndoas, nozes, avelãs), etc.

JejUI17

É aconselhado, se possível 1 vez por semana.
1 dia de frutos frescos e secos. Cura de fruta: uvas, alperces.

Diabetes e hipoglicemia

igilância médica indispensável. Para os conselhos gerais, ver Alergias (doenças 
ambientais), p. 207, Alimentaçã o ­ açúcar, p. 121.

A taxa normal de glicose no sangue situa­se entre O,90 e 1,10 g por litro. Acima 
destes números considera­se que existe hiperglicernia, e podem surgir vários 
sintomas: sede, fome, emissões frequentes de urina, vertigens, impotência, 
doenças da pele, perturbações do apetite, cansaço, doenças cardiovascu lares, 
etc. A obesidade também constitui, com a idade, uma factor de agravamento.

Manifestani­se frequentemente várias perturbações, directamente ligadas aos 
nossos hábitos alimentares, muito depois da ingestão da substância responsável, 
o que dificulta a identificação exacta das causas destas

361
Diabetes e hipoglicemia

perturbações. Mais do que qualquer outra patologia, a desregulação da glicemia 
está na origem, directa ou indirectamente, de uma parte importante das doenças 
que existem actualmente. A arteriosclerose, as afecções card iovascu lares, a 
diabetes, todas estas perturbações do metabolismo estão directamente ligadas aos 
nossos hábitos alimentares.

A diabetes é uma desregulação da glicernia. Antes do século xix esta doença era 
ainda mal conhecida e mal repertoriada porque a sua manifestação era muito mais 
rara do que nos nossos dias.

Quais serão os factores que fazem com que se assista actualmente a uma tal 
epidemía que acarreta severas complicações?

Em primeiro lugar é útil relembrar alguns números: de acordo com as

fontes consultadas, o consumo de açúcar, que já tinha aumentado em relação ao 
século anterior, era em 1820 da ordem de 3 kg por ano e por pessoa; em 1990 o 
consumo médio de um americano era de 75 a 90 kg. Observa­se aqui uma alteração 
de hábitos que faz a fortuna das empresas de açúcar e dos laboratórios 
farmacêuticos, mas que, simultaneamente, arruína a saúde dos consumidores.

Por outro lado, a diabetes é frequentemente precedida por hipoglicemia 
(insuficiência de glicose no sangue), que constitui um factor de cansaço, de 
enxaquecas, etc. Esta reacção orgânica decorre do esforço exercido pelo 
organismo para tentar livrar­se do excesso de açúcar, libertando a

insulina. A insulina é uma hormona segregada pelo pâncreas e que fornece a 
glicose às células, armazenada sob a forma de triglicéridos. Quando a

alimentação é normal (e preenche as necessidades do organismo), esta operação 
decorre normalmente e a insulina preenche a sua função.

O açúcar e os alimentos refinados

O problema torna­se crucial quando se ingere demasiado acúçar e

alimentos refinados, que se transformam em glicose. A reacção orgânica toma­se 
anárquica, e o corpo produz demasiada insulina. O excedente faz baixar a 
glicemia para um nível inferior ao aceitável, e por conseguinte o nível de 
glicose no sangue baixa e manifestam­se os sintomas de can362
Diabetes e hipoglicemia

saço e uma maior procura de produtos doces por parte do organismo. É o

início da engrenagem e a progressão do desequilíbrio, pois a única solução que 
se apresenta para evitar as perturbações é o consumo de açúcar.

Esta constatação é o resultado de um consumo de açúcar e de produtos refinados, 
marcas de qualidade e de pureza veiculadas pela nossa sociedade. Com efeito, que 
haverá de mais puro do que a brancura imaculada mais branca do que branca? A 
brancura é sempre sinónimo de limpeza, por conseguinte é suposto ser protectora. 
O branco está na moda: refina~ ­se tudo, desde a farinha até ao arroz, e desde o 
pão até ao sal.

As relações entre os alimentos e a saúde consideradas por Hipócrates e por todos 
os seus sucessores como sendo fundamentais têm pouco eco

actualmente entre os nossos médicos. (São efectivamente raros aqueles que dão 
conselhos alimentares.)

As perturbações da nutrição podem ser facilmente avaliadas se repararmos que os 
povos que não consomem açúcar ou alimentos refinados só raramente contraem 
doenças cardíacas e diabetes. Foi o caso dos Islandeses até aos anos 20, dos 
lemenitas, dos Japoneses, de certas populações da ex­URSS, os Abkhazes.

Curiosamente verificamos que a modificação dos hábitos alimentares dá origem a 
perturbações, por vezes, só passados 20 ou 30 anos. O que significa que os 
povos protegidos pela sua alimentação tradicional deixam de o ser quando 
abandonam os seus hábitos ancestrais. É o caso dos japoneses imigrantes nos 
Estados Unidos da América. Estes têm os mesmos problemas que os outros 
americanos quando se alimentam como eles. A sua altura aumentou, passando de 
1,60 m (altura média dos Japoneses do início do século) para 1,80 m actualmente, 
comparável à altura dos outros americanos. As suas defesas imunitárias baixaram, 
em grande parte em

razão do consumo de açúcar, de alimentos refinados e de produtos lácteos.

Realizaram­se inúmeras experiências sobre a glicemia, particularmente por Cohen, 
que, em 1972, publicou um artigo numa revista especializada sobre o papel dos 
factores genéticos e alimentares na diabetes. Este cientista demonstrou que era 
possível alterar o património genético dos ratos através da alimentação. Todos 
estes trabalhos foram confirmados por outras equipas de investigadores, 
especialmente por Laube e Pfeiffer. Estes também realçaram o papel dos hidratos 
de carbono refinados (farinhas brancas, arroz descascado, etc.) neste tipo de 
patologias, que, em

363
Diabetes e hipoglicernia

resultado da refinação, são privados dos nutrientes essenciais e tornam­se 
inassimiláveis.

Os tratamentos tradicionais

Nas perturbações da nutrição que gerarri este tipo de patologias (supostamente 
incuráveis), é possível obter, através de uma alteração alimentar bem conduzida, 
resultados interessantes.

* Para o Prof. Bilz, esta doença só aparece rio seguimento de um estilo

de vida específico: abusos alirrientares, consurno de bebidas alcoólicas e, 
obviamente, abuso de doces.
O essencial do seu tratamento consistia numa alteração dos hábitos alimentares, 
na prática de exercícios físicos, bem como na aplicação de banhos de vapor e 
massagens.
* Para o padre Kneipp, a diabetes é simplesmente uma grave doença

digestiva. Não é possível curá­la com tratamentos de rotina, e é necessário 
proceder individualmente. Ele preconizava uma alimentação simples e variada, 
semicúpios frios e curtos, banhos de vapor e banhos de assento. Aconselhava 
também decocções de tormentilha (à razão de 2 ou 3 chávenas por dia).

ó1005 OSSO17CIOIS * ZíMbro ­ Eucalípío ­ CeboIa ­ Gerânio

2 gotas alternadamente, 2 ou 3 vezes ao dia.

B.61717os de OSSOIMO *

­ Todos os dias.

EO/7h05 dO &WpOr *

­ 2 ou 3 vezes por semana, seguidos de uma loção fresca e de fricções vigorosas.

ou

Receito moli,45tico

Foffias de noguelia + foffias de MIrtilo + foffias de Urilga + folhas de 
Amoreir,7 ­@­ erva de AgrIpalma * erva de Morangos­silvastros + vagens de Febfão 
* erva de Galeça

ErV.7 ale Galkga + bagas de Zímbro + erva a’& Pé­de­leão + t7ores de TílIa + 
erva de Morangos­sílvestres + fOffiaS de UVa­UrSI@7a + foffias de MIrtIlo + 
foffias de Vísco + Erva­de­São­pão + Cenlaurea grande

364
Diabetes e hipoglicemia

Em infusão: misturar em partes iguais todas as plantas. 1 colher, de sopa, desta 
mistura para 1 copo de água a ferver. Deixar em infusão durante 5 minutos. Tomar 
2 copos por dia, entre as refeições.

Afusio

Fresca, das costas e das coxas,
2 ou 3 vezes por semana.

câmiso húmid.9

Aconselhada.

ReceIMS rItoter.10utic­es

PIOMOS 817W~05

* Decocgão em 1 litro de água de

10 9 de raiz de bardana, 30 g de suco de urtiga, 30 9 de cevada, misturadas com 
sumo de limão e de agrião (20 g de cada).
* Tomar 2 ou 3 chávenas por dia.

Abacate
* Mencionamos este fruto porque

é um alimento ideal para os diabéticos. Contém poucos glícidos e tem uma grande 
percentagem de vitaminas e de proteínas.

AÚ­ela­mirtílo
* Mergulhar as folhas de airela­mirtilo em água morna e deixar repousar durante 
24 horas. Filtrar.

Beber um copo pequeno por dia. Segundo Jules Offner, as folhas de airela­mirtilo 
são utilizadas com êxito contra a diabetes, bem como o gerânio, erva­de­são­
roberto, Geranium robertl;gnul­n (também utilizado para a cicatrização de 
feridas).

Alcac17ofra

A decocção das folhas é hipogiicerniante, portanto aconselhada aos diabéticos. 
Tomar meio copo 2 vezes ao dia, antes das principais refeições.

Esp117176­1r0 @S11V.7) Um punhado de planta fresca para 1 litro de água. Na 
medicina popular grega utiliza­se a decocção das extremidades tenras, à razão de 
um copo por dia, em jejum.

Gal­­9.7
20 g de planta para 1 litro de água. Tomar 1 a 3 chávenas por dia. Esta planta 
forrageira estimula os animais. É também fortemente hipoglicemiante e faz baixar 
a taxa de açúcar no sangue.

Noguelra Fazer uma decocção: 10 a 15 g de folhas para 1 litro de água. Tomar 2 
ou 3 chávenas por dia.

011velra
10 a 15 g de folhas para 1 litro de água. Tomar 2 ou 3 chávenas por dia.

365
Diarreias

* As folhas de oliveira têm propriedades hipoglicemiantes.

7remoço
* 10 g de planta para 1 litro de

água.
* Tomar 2 chávenas por dia.
* A infusão é hipoglicemiante (pela

acção da lupanina). Pode­se também fazer café com as suas sementes.

Tupi@7ambo
* Beber a água da cozedura à

razão de 1 ou 2 chávenas por dia.
* Os tubérculos, muito ricos em

insulina, são hipoglicemiantes.

Também:

EUCalipto ZIMbro S­7/14.7
01114e1;la, Ce17OUrZ7, COUVe, Espargos

E:

Cloreto de magnésio, zinco, selénio, vitaminas.

Alimenfi?ção

* Deve ser sóbria e variada. Evitar

todos os excessos alimentares.
* Evitar: álcool, cerveja, vinho,

aperitivos, chá, café, chocolate, especiarias, sal, todos os doces, pastelaria, 
manteiga cozinhada, carnes gordas, fritos, enchidos, charcutaria, alimentos 
refinados, pratos com molhos, óleos refinados e, de uma forma geral, todo o tipo 
de alimentos industriais.
* Alimentos privilegiados: óleos
virgens de primeira pressão, especialmente o azeite, mas também alho, cebola, 
saladas verdes, espargos, pepino, espinafres, alcachofras, couve (crua), dente­
de­leão, agrião, frutos frescos, mirtilo, groselha, amora, nozes, avelãs, 
levedura de cerveja, etc.

Diarreias

0% a 30% da população sofre, a vários títulos, de problemas digestivos: prisão 
de ventre, diarreia, inchaços. Todas estas perturbações podem ter origens muito 
diversas (alimentares, parasitárias, stress ou abuso de certas substâncias 
medicamentosas) e serem passageiras ou crónicas.

Poucas pessoas afectadas com este tipo de patologia consultam o médico, já que a 
alteração do tipo de alimentação tem, na maioria das vezes, resultados 
apreciáveis.

366
Diarreias

Receitas fitolelaPêutic­es

Alfarroba

* As sementes são esmagadas e

reduzidas a farinha.
* Utilizam­se salpicadas nos alimentos, tal como as especiarias (o equivalente a 
meia colher de café).

Cássis

* Beber o sumo extraído das bagas (sem açúcar).
* 3 copos por dia,

Carvaffio­comum

* Tisana ou pó da casca, 1 g, 5

vezes ao dia.

Ca valinha

* Infusão de 20 g de planta para 1

litro de água a ferver.
* Tomar 1 ou 2 chávenas por dia,

antes das refeições.

Cíl70glOSSO­oficínal
* Infusão de 10 9 de ramos

migados para 1 litro de água a ferver. Deixar repousar 15 minutos.
* Beber 2 chávenas por dia.

Erv.9­benta­w­num

* Infusão de 10 g de raiz para 1

litro de água fria. Ferver e deixar repousar 10 minutos.
* Beber 3 chávenas por dia.

Espính&iro (sílva)

Tisana das folhas: 20 g para 1 litro de água a ferver. Tomar 3 chávenas por dia.

Hortelã­p~nta

Utiliza­se como para a falta de apetite: infusão de 15 g para 1 litro de água a 
ferver. Tomar 2 ou 3 chávenas por dia, no final das refeições.

“irNOS secos

Um centena de mirtilos secos, previamente demolhados.
Mor.7ngueiro

Infusão de 15 g para 1 litro de água a ferver. Tomar 2 chávenas por dia. É 
antidiarreico. Atribuía­se­lhe uma acção protectora contra a lepra, os humores e 
a fecundidade das mulheres. As folhas servem para preparar uma tisana que acalma 
a tosse dos fumadores.

NOSPOreíra

Infusão da casca: 10 g para 1 litro de água a ferver. Tomar 2 chávenas por dia.

Pé­de­leão­COMUM e Pé­de­leão­dos,71POS

10 g de folhas para 1 litro de água fria. Ferver 2 minutos.
O pé­de­leão­dos­alpes foi utilizado no século xvii pelo médico italiano 
Allioni.

367
Disenteria

Po te17 P717a ­ ans &rIna

Decocção: 10 g para 1 litro de água fria. Ferver durante 10 minutos e deixar 
repousar. Tomar 2 chávenas por dia.

P0101711117a­r.7SIel,71710

Decocção de 20 g de planta para
1 litro de água.

Tomar 2 chávenas por dia.

SOMPr&­nolva

1 g de raiz seca e reduzida a pó,
3 vezes ao dia (com um pouco de água). As folhas tenras podem ser consumidas em 
saladas. É uma das plantas várias vezes citadas por Alberto, o Grande. Está 
também representada no célebre quadro de Roger van der WeycIen, no qual a Virgem 
está rodeada por quatro santos, entre os quais dois são médicos, Côme e Damião.

Tormentilha, GerânIo @èi­v.7­de­são­roberto)
* Utilizar como para a boca (p. 261): 10 g em 1 litro de água

fria. Ferver e deixar em infusão durante 10 minutos.
* As folhas frescas podem ser

mastigadas.

Tom1117o erva­ursa e Orégão­
­ Villgar
* Utilizar como para as anginas (p. 233): infusão de 15 g de planta em 1 litro 
de água a ferver.
* A sua acção pode ser reforçada

com t~11ho, camomila e salva.

UlmeírO

* Infusão da casca: 10 9 para 1

litro de água a ferver.
* Tomar 2 chávenas por dia.

Disenteria

ntigamente utilizava­se unia decocção de casca de castanheiro, que é muito rica 
em taninos.

CI9SC3 de Cas117nhoh­0

­ Em decocção: 20 g de casca

368

para 1 litro de água. Ferver durante 20 minutos e deixar repousar 30 minutos.
­ Tomar meia chávena, 2 ou 3 vezes ao dia.
Dores e nevralgias

Dores e nevralgias

ReCeAt.95 Jr]:] rItotelopêutic­75

A Có17i10

Planta utilizada para as dores nevráigicas, especialmente as do trigémeo e para 
as perturbações respiratórias, ATENÇA01 Esta planta é muito tõxica. Em cortas 
doses pode até ser mortalill No século xvii observaram­se casos de pastores 
mortos depois de terem adormecido perto do acónito (no seguimento da inalação 
dos vapores). Esta planta deve ser prescrita por um especialista. Pertence à 
categoria das plantas “mágicas”, pois dizia­se que as bruxas preparavam uma 
pomada de acónito para friccionar o corpo antes de levantarem voo nas suas 
vassouras. A cíência tenta explicar esta crença pela acção anestesiante do 
acónito nas terminações nervosas. É por conseguinte possível que, ao perderem a 
sua sensibilidade, “as bruxas” tivessem a impressão de voar.

Alecrim

Tintura­mãe: 40 g de flores para meio litro de álcool a 900. Deixar macerar num 
frasco ao sol durante 2 semanas. Filtrar.

* Friccionar as partes dolorosas.

AnéM0173

* As anérnonas foram citadas por

Dioscórides. Há 2300 anos o poeta grego Nicandro utilizava­as como antídoto 
contra os venenos dos animais.

Anémona­pulsát11

* Para as dores uterinas, a anémona pulsátil é eficaz. ATENÇA01 Esta planta é 
perigosa. Deve ser preparada por especialistas.

A Veia

* Banho: 500 g de palha de aveia

para 3 litros de água. Deixar de molho durante 3 horas, filtrar e acrescentar à 
água do banho.

Caldo­morto

(utiliza­se também a erva­de­sào­tiago).
* Decocção para dores diversas e

para as perturbações da menstruação.

Erva­d&­são­joão­ofIcli7a1
* 80 g de folhas esmagadas em 1

litro de azeite. Deixar macerar durante 3 semanas ao sol numa garrafa bem 
fechada. Filtrar.
* Friccionar as partes dolorosas.

369
Dores e nevralgias

Hei@g

As folhas em uso externo são eficazes contra as dores e as úlceras.

L a vaiwla

Tintura­mãe: 40 g de flores para meio litro de álcool a 900. Deixar macerar num 
frasco ao sol durante 2 semanas. Filtrar. Friccionar as partes dolorosas.

MO1M91701r0

As folhas frescas utilizam­se em cataplasmas.

ATENÇA01 Em uso interno esta planta é t6xica. Não utilizar sem consultar um 
especialistalil

Salguelro­bianco

Infusão de 20 g de casca esmagada em 1 copo de água. Ferver 5 minutos e deixar 
em infusão 15 minutos. Tomar 3 chávenas por dia.

Tom1117o­crespo @é1­va­ursa)

Utiliza­se imediatamente em compressas ou em loção. Alivia as dores nevrálgicas 
e a ciática.

370
* Eczerna

* Edema

* Enfarte do miocárdio
* Enjoo
* Entorpecimentos
* Entorses ­ Luxações
* Enxaqueca (cefaleia, dores de cabeça)
* Epilepsia
* Erisipela
* Escaldão (golpe de sol)
* Escarlatina
* Esclerose em placas
* Escrófulas ­ Adenites ­ Alporcas
* Espasmofilia (Tetania)
* Esterilidade
* Estomatite ­ Gengivite
Eczema

Eczema

Ver tanibém Alergias (p. 207), Impigens (p. 438), Pele (p. 506).

V Pode recobrir todo o corpo ou, pelo contrário, estar disserninado aperias em 
certas partes: mãos, costas, pernas, torso. Pode ser escamoso, húmido e dar 
origem a febre e comichão.

DM90A

as * SalSapar1117a ­ ESCabIóS.7

Labaça ­Amor­perfeito ErVa­MOleIr117178

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia, alternadamente, 2 a 4 drageias de 
prõpolis durante 1 mês, ou em soluçã o: 10 a 20 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia.

ou 117fusio * SalSapar11173 + ESCabIOSa + Labaça + Amor­perfelto + Erva­
molelr11717a

* 1 pitada de cada planta para 1 litro de água. Ferver e deixar em infusão 
durante 15 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia.

compressas *

Em uso externo:

Escabiosa + Gamomíla
*Fazer uma infusão: 2 pitadas de

cada planta para meio litro de água. Ferver e deixar em infusão durante 20 
minutos.
*Aplicar em compressas ou cataplasmas de argila, de manhã e

à noite e conservar se possível durante cerca de 20 minutos.

Receitas rItotempêuticas Arístolóqtila­comum Infusão de 10 g de planta para 1 
litro de água fria. Ferver 1 minuto e deixar repousar durante meia hora. 
Utilizar em compressa, 1 ou 2 vezes ao dia, durante 10 a 15 minutos.

Con.solda Infusão de 20 g de raiz descascada para 1 litro de água fria. Ferver 5 
minutos e deixar repousar 15 minutos. Beber 2 chávenas mornas por dia, fora das 
refeições.

NO ,queira
20 g de folhas secas para 1 litro de água fria. Ferver e deixar repousar 10 
minutos. Tomar 2 chávenas por dia. Esta infusão pode ser aplicada em compressa, 
conservada durante 10 a 20 minutos, 1 ou 2 vezes por dia.

CONSELHOS

Para a aplicação de afusões, banhos, banhos de assento, conselhos gerais, 
alimentação, alimentos privilegiados, aplicações externas, ver: Impigens (p. 
438), Comichão (p. 333) e Pele (p. 504).

372
Ederna

Edema

nchaço de certas partes do corpo provocado pela acumulação de líquidos

nos tecidos subcutâneos. Vigilância médica indispensável.

Ál21wffoi ‘95 * Glêsta ­ Freíxo ­ Bélula
­ ZIMbro ­ Ortosíf017

1 ou 2 drageias por dia.

ou Infusio * Gí,está + FrKvO + Bétula + ZIMbrO + OrtOS1f017

1 ou 2 pitadas de cada pIIant@ para 1 litro de água. Ferverdu rante 2 minutos e 
deixar em infusão 10 minutos. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia.

COMP/w55.65 cícl~

* Utilizar os tubérculos esmagados em cataplasmas (também para o tratamento das 
glândulas entupidas). * 50 g de planta para meio litro de água. Ferver durante 
15 minutos e deixar em infusão 20 minutos. * Aplicar em compressas nas partes 
atingidas. Repetir 2 ou 3 vezes ao dia. * A preparação pode também fazer­se em 
cataplasmas, com meio copo de argila, à qual se acrescenta a preparação acima

descrita. Mexer de modo a obter uma pasta untuosa.
­ Aplicar em compressas nas partes atingidas. Repetir 2 ou 3 vezes ao dia.

óleos essenciais cebola

2 gotas, 3 vezes ao dia. @@I Duches e ?fusôés

­ Suaves e mornos, em função do

doente.

Alimentação *

Regime alimentar indispensável. Contra­indicações: álcool, vinho, cerveja, 
doces, pastelaria, sal, charcutaria, pratos com molhos, manteiga cozinhada, 
maionese, pimentos, queijos fortes, etc. Alimentos privilegiados: alcachofras, 
cebola, alho, salsa, funcho, legumes, frutos frescos, etc.

jejum   *

­ Recomendado.

373
Enfarte do miocárdio 1 Enjoo (de barco) 1 Enjoo (de automóvel, transportes)

Enfarte do miocá'rdio

r Arteriosclerose (p. 242), Coração (p. 343).

Enjoo (de barco)

Bebida i­ Imão

Receita grega: beber um copo de água do mar misturada com sumo de 2 limões.

Enjoo (de automóvel, transportes)

190M4?   *

Vinho de abalinto: macerar 25 g de absinto durante 2 ou 3 dias

em 100 ml de álcool. Em seguida juntar esta mistura a uma garrafa de vinho tinto 
(Bordéus).
­ Tomar 1 ou 2 colheres diluídas

em meio copo de água, 1 hora antes da partida.

CONSELHOS

­Para os casos díficeis, ver Náuseas, p. 472.

374
Entorpecimentos

Entorpecimentos

o   s tratamentos diferem em função da duração do entorpecimento.
­ Se o membro for passageiramente submetido a um entorpecimento, no

seguimento de uma posição desconfortável:

UU­ FlIcop­9

Fazer fricções frescas com massagem . Esta sensação cede ao fim de alguns 
instantes,

Se o entorpecimento for prolongado, acompanhado de formigueiro e

picadas nas extremidades, consultar um médico de modo a identificar

as causas.

Para prevenir os entorpecimentos

.4 filsão

Afusões frescas dos braços e das coxas, 3 vezes por semana. ::(@11 ÁMO17hOS dO 
V.~ *

Banhos de vapor, 2 vezes por semana.

A11k7entação ­ Alimentação variada, com diminuição de gorduras animais e, se 
possível, supressão do álcool e do tabaco.

375
Entorses ­ Luxações

Entorses ­ Luxações

ertificar­se de que não se trata de uma fractura. Em caso de entorse, existem 
vários tratamentos que dão resultados muito bons e rápidos. Estes podem 
acompanhar as receitas que damos abaixo e são os seguintes:

* A acupunctura tem muitas vezes uma acção imediata na síndroma

dolorosa.
* As massagens, endireitamentos, quiroprática, osteopatia, etiopatia.

Estes especialistas devem sempre ser consultados em caso de recaídas frequentes, 
que podem ter uma causa postural.

ÁOeCOCOO *

T27si7elra + Verbona­oficli7a1

A decocção de tasneira alivia as entorses e as luxações: misturar 10 g de 
verbena oficinal e
10 g de tasneira em 1 litro de água.
* Aplicações quentes, repetidas.

Agr~171,7, Murta, PIM&nIO, AlecrIm, T2w7elra, Wrbo17,9­comum, ArtemIslã, Boldo 
G&17láUr0.7, P.7p0118­SlIV&Stre, Cravo­alé­defunto
* Em infusão: misturar as plantas

em partes iguais. 20 g da mistura para 1 litro de água a ferver. Deixar repousar 
durante 10 minutos.
* Tomar 2 chávenas por dia no

momento das refeições.

óleOS OSSOMIZIS M.717j6­MA9 Tratamento externo: 2 ou 3 gotas de óleo essencial 
de manjerona, em aplicação por massagens suaves.

COMPAISMOS*
* A agrlmõnla, misturada com a

farinha de trigo, fervida durante vários minutos em vinho tinto, produz um 
emplastro que cura as entorses e as luxações.
* Cataplasmas de argila fria: aplicar após ter misturado a argila com água. A 
preparação deve ter o aspecto de uma pasta untuosa.

rMAIMOMO de C1;offiei

* óleo de erva­de­são­jollo: 20 g

de planta para meio litro de azeite (ou óleo de amêndoas doces), acrescentar 20 
cabeças de camornila. Deixar macerar 8

376
Enxaqueca (cefaleias, dores de cabeça)

dias ao sol (para acelerar a pre­     durante 20 minutos e filtrar). paração, 
aquecer a mistura em         Misturar, em seguida, em partes banho­maria, em 
lume brando,          iguais corri álcool canforado.

CONSELHOS
­ Entorses na prática do esqui, ou consequência de um movimento

em falso: pôr o pé ou a mão em contacto corri a neve, cubos de gelo, ou 
alternativamente em água fria, continuando sempre a

massajar. Estas aplicações dão muito bons resultados e suprimem a dor.
­ As pessoas sujeitas a entorses frequentes devem andar de pés

descalços na erva húmida ou dentro de água e fazer exercícios para fortalecer as 
canelas.

Enxaqueca (cefaleias, dores de cabeça)

er eventualmente Hipertensão (p. 430), Prisão de ventre (p. 522). A enxaqueca 
pode ser passageira, moderada ou persistente e até extremamente violenta. Pode 
sofrer as mais variadas alterações, desde um pequeno mal­estar até à mais 
insuportável dor de cabeça. Estas afecções podem durar muito pouco tempo e 
persistir durante anos.

As suas causas são variadas: choques, traumatismos, corpos estranhos nos ouvidos 
ou no nariz, picadas de insectos, escaldões, luzes fortes, ruídos violentos, 
prisão de ventre, emoções, stress, cólera, tristeza, alegria excessiva, 
alimentação defeituosa, má ventilação dos quartos, dos locais de trabalho, 
poluição atmosférica, abuso do álcool, do tabaco, falta de sono, doenças 
intestinais, hepáticas, deslocação vertebral, etc.

Devem tratar­se as causas iniciais (consultar eventualmente um

acupunctor, um quiroprático, etc.). Mas se as enxaquecas não têm uma

causa aparente e resistirem a todos os tratamentos, experimente os remédios 
seguintes.

377
Enxaqueca (cefaleias, dores de cabeça)

L7Mffoias * Valeríana ­ Primavera Erva­ursa ­ Cardo­berlo
­ Verbena

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou Infusão

Absinto­oficil7.91 raiz de Pepíno­selvagem
* Recelita do Dr. Chornei: ferver

folhas de absinto com raiz de pepino selvagem (atençáo, esta planta é perigosa), 
em 2 partes de água e 1 parte de azeite.
* Tomar 1 chávena por dia. Sob

receita médica. E também:

Erva~cídreíra
* lnfusào de 20 g de folhas em 1

litro de água a ferver. Deixar em infusão durante 15 minutos.
* Beber 2 chávenas por dia, quentes e adoçadas com mel.
* Tintura­mâ9 (utilizar em fricções

na testa e nas têmporas). Utilizar também infusões de:

R.71,717.7 dos pr.?dos (flores) Salguelro­bra17co (casca, C1781nada as01r117.7 
178tUr3,@ V.710r7a179­OfIC117a1 (ra!Z), Lava17da ffiores), PrImavera (17or&s)
* Fazer uma preparação com uma

mistura de 10 g de cada planta. Deitar 2 ou 3 pitadas para 1 chávena de água, 
ferver e deixar em infusão durante 10 minutos.
* Beber 2 ou 3 chávenas por dia.

Válerlana + Prímavera “ Erva~ursa 1 Cardo­bento ./­ Verb017a

* 1 ou 2 pitadas de cada planta

em 1 litro de água. Ferver durante 1 minuto e deixar em infusão 15 minutos. * 
Tomar 2 ou 3 chávenas por dia.

ó100,5 055017C1015
1@@ Ilav:7170a

3 gotas, 3 vezes ao dia.

compressas *

­ Compressas frescas ou mornas

na testa, nuca e têmporas.

E.9171105 *

* Quando os pés estiveram frios,

proceder ao seu aquecimento por meio de banhos quentes dos pés e banhos de vapor 
dos pés e paralelamente as loções frescas ou mornas na cabeça.
* A fricção prolongada das têmporas, com as mãos previamente mergulhadas em água 
fria, permite diminuir a intensidade das cefaleias.
* Semicúpio curto e frio: 3 vezes

por semana (de 10 segundos a
1 minuto).

80/7/105 dO 05501740

* Ou banhos de assento com fricções, 3 vezes por semana.

LOVOgOJIS *

Com uma infusão de Carnomila.378
Enxaqueca (cefaleias, dores de cabeça)

Meio litro de água para 7 ou 8 cabeças de camomila. Ferver e aplicar quando a 
preparação estiver morna. Conservar durante cerca de 20 minutos. Inúmeras dores 
de cabeça persistentes foram aliviadas de forma notável graças a lavagens. @w 
B217h05 dO V0POr *

Banhos de vapor 3 vezes por semana.

Duches e &fusões *

Duches e afusões superiores: braços, tórax, nuca, cabeça, aiternadamente, dia 
sim dia não, com uma afusão das coxas, seguida de fricções mornas dos pés e das 
pernas.

AlimenffiÇão

* Muitas cefaleias são de origem

alimentar, por isso deve vigiar os excessos.
* Evitar: tabaco, álcool, vinho,

cerveja, cidra, charcutaria, manteiga cozinhada, gorduras animais, fritos, 
pratos com molhos, pastelaria, doces e todos os excessos alimentares.
* Alimentos privilegiados: frutos,

legumes verdes, saladas, etc.

jejum

Indispensável, dá frequentemente resultados inesperados. 1 dia por semana. Cura 
de fruta (uvas).
1 dia, a fruta.

O PADRE KNEIPP RECOMENDA
*Uma infusão de cominhos + funcho: 2 pitadas de cada planta

para 1 chávena de água. Ferver durante 2 minutos e deixar em infusão durante 15 
minutos.
*Tomar 2 ou 3 chávenas por dia.
*Também: afusões, banhos, banhos de assento frios (seguidos de

um duche muito quente), banhos quentes, banhos de vapor, fricções, etc.
A£ GUNS CONSELHOS DO OR. EW PARA O rRArAMEN7O

DE VÃRIOS rIPOS DE ENXAQUECA
* Dores de cabeça gãstricas: origem alimentar, indigestão. Sintomas, hálito 
nauseabundo, opressão, fezes preguiçosas, enjoo, hemorróidas possíveis.
* Evitar as causas e vigiar a alimentação.
* Exercícios físicos e respiratórios.

379
Enxaqueca (cefaleias, dores de cabeça)

Banhos de vapor seguidos de fricções. Camisa de Neptuno. Lavagens intestinais 
diárias. Dores de cabeça reumatismais: não têm sintomas específicos. São 
violentas e agravadas pelos movimentos, os esforços, a flexão, a tosse, os 
espirros, uma sensação de tensão na nuca. Quanto à dor, esta piora com a pressão 
(Ver Reumatismos, p. 538). Banhos de vapor, duche morno da cabeça (diários). 
Fricções. Em caso de prisão de ventre, fazer lavagens intestinais. Dores de 
cabeça nervosas: periódicas. Acompanham o período menstrual, as emoçõ es. A dor 
é surda ou violenta, e aumenta geralmente com a pressão. Banhos de vapor dos pés 
e das pernas, acompanhados de compressas frescas na cabeça e na nuca. Banhos 
mornos com afusão fresca da cabeça e da nuca. Lavagens intestinais eventuais, em 
caso de prisão de ventre. Dores de cabeça com sensação de frio: Afusôes quentes, 
repetidas várias vezes por dia. Compressas quentes no pescoço. Dores de cabeça 
opressivas: manifestam­se por fortes pulsações nas veias temporais e no pescoço. 
Surgem após uma excitação, um golpe de sol, consumo de álcool. Banhos de assento 
frios prolongados, acompanhados de um banho de vapor dos pés (ou de um banho 
quente dos pés).

A £ GUMA S RECEMA S A NMA S Sumo de hera tomado pelo nariz cura as enxaquecas 
mais violentas (receita popular). As folhas de matricãrla em decocção, aplicadas 
em cataplasmas na cabeça, são particularmente convenientes quando os doentes se 
queixam de frio na cabeça (segundo Cheneau). A cataplasma de verbena em 
decocçâo: 20 g de planta em 1 litro de água. Ferver durante 20 minutos e deixar 
em infusão 10 minutos. Aplicar 2 ou 3 vezes ao dia, com uma compressa embebida 
na mistura. Uma cebola cortada em duas metades iguais­ pôr de molho em álcool a 
900 durante 15 minutos e aplicar durante algum tempo na testa e nas têmporas 
(segundo Chomel). Cataplasmas com uma decocção de manjericão + lavanda.­ 3 
pitadas de cada planta em meio litro de água. Ferver durante 20 minutos, 
misturar em partes iguais com vinagre. Aplicar por meio de uma compressa ou de 
um pano, 2 ou 3 vezes ao dia.

380
Epilepsia

Epilepsia

epilepsia era chamada, antigamente, mal caduco, mal comicial, mal sagrado, etc. 
Manifesta­se por uma inconsciência e uma insensibilidade súbitas, acompanhadas 
de convulsões. Deve colocar­se o doente na cama, de modo a que este não possa 
magoar­se. Coloca­se, se possível, um lenço na boca, de modo a evitar que o 
doente morda a língua. Não se deve forçar o doente

a abrir as mãos. Deve­se aliviar­lhe o colarinho e o cinto das calças.

0m90i

às * Val&rIana ­ CardO­b&17t0

Tasneir.7 ­ Mil­folhas

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

OU IMUSiO Valeriâna + Cardo bento + Tasneíro ­k MíMolhas

1 pitada de cada planta em meio litro de água. Ferver e deixar em infusão 
durante 15 minutos. Tomar 3 chávenas por dia.

ó10OS OSSOIMi.VIS
23@ Erva­cIdreIr.7

2 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia. (Essências aconselhadas: nardo, artemísia, mas só 
sob receita médica).

Sonhos *

Banhos quentes adicionados de “flores de feno” em infusão, todos os dias.

* Banhos de assento frios, 3 vezes por semana.

LOMOgOM

* As lavagens são recomendadas
com uma infusão de camomila:
10 cabeças de camomila em meio litro de água. Ferver e deixarem infusão durante 
10 minutos.
* Fazer a lavagem morna com uma

11 pêra”, de manhã em jejum.

ÁSIânhos de vapor

­ 2 vezes por semana. @R MIMUI§O de NOPN170

2 vezes por semana.

W¥ Aliment.7Ção

Não excitante, pode fazer a doença evoluir de forma favorável.

381
Epilepsia

Evitar: excitantes, café, chá, tabaco, álcool, vinho, cerveja, sobrealimentaçâo, 
pratos com molhos, especiarias, manteiga cozinhada, charcutaria, fritos, aipo, 
etc. Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, fruta fresca, legumes verdes, 
couve, beterraba, limão, alface, endívías, pepino, espinafres, uvas, alperces, 
figos, cereais integrais, etc.

jejum

* Acalma e descontrai. * 1 dia por semana, se possível. * 1 dia, a fruta. * Cura 
de fruta.

CONSELHOS

­ Banhos de ar livre e de sol: são indispensáveis.
­ Praticar o endurecimento, andar de pés descalços na erva húmida,

na água, na tijoleira, na pedra húmida, etc.

Durante o ataque

COMPIV5M5

Se a cabeça estiver fresca: compressas muito húmidas, mornas, em volta da 
cabeça, da nuca, dos pés e no baixo­ventre, ao nível das partes genitais.

Repetir frequentemente. Fazer também massagens no pescoço. Se a cabeça estiver 
quente.compressas frias. Manter a cabeça alta, esfregar os pés com as mãos 
previamente molhadas em água fria.

Roceit,15

ArtemIsia­comum

Certas fontes dizem que a raiz de artemísia reduzida a pó tem fortes 
propriedades antiepilépticas. Polvilhar por cima dos alimentos, como condimento.

Para evitar os ataques

GalíUm Vorum

A planta inteira ou as extremidades floridas em infusão: sob receita médica.
Nabo­do­dIabo ATENÇÃO1 Esta planta é muito perigosa, pode provocar acidentes 
mortais. Deve ser receitada por um especialista.

382
Erisipela

V.710r1a17a
* As raízes da valeriana possuem

propriedades antiespasmódicas que podem ser aproveitadas na epilepsia e também 
nas neuroses, nas histerias e na coreia (dança de São Gui). Foi um médico 
italiano, Fabio Colonna, que descobriu, no século xvii, a acçã o antiepiléptica 
da valeriana.
* Infusão: 20 g de raiz em 1 litro

de água fria, durante 12 horas.
* Tomar 1 ou 2 chávenas por dia.
* Banho: 100 g de planta em infusão em 1 litro de água fria, durante 24 horas. 
Acrescenta­se a preparação à água do banho.

visco

Esta planta foi venerada pelos Celtas. Utiliza­se há muito tempo para tratar a 
epilepsia e as convulsões. Podem comprar­se preparações nas ervanárias ou nas 
farmácias. Esta planta é utilizada em certos países como forragem, e observa­se 
então um aumento da produção de leite nas vacas e nas ovelhas, daí a 
possibilidade de ter uma acção hormonal.

O PADRE KNEIPP RECOMENDA

Andar de pés descalços todos os dias. Andar na água (no Inverno, ficar de pé na 
banheira, ‘14 cheia de água fria) durante 5 a 10 minutos.

Erisipela

er Eczerna (p. 372), Impigens (p. 438), Pele (p. 504). A erisipela manifesta­se 
por vermelhidão na pele acompanhada de inchaços, precedidos de arrepios, febre, 
sonolência, náuseas e eventualmente vómitos. A febre pode desaparecer logo que 
surgem as primeiras vermelhidões, ou pelo contrário, persistir; também pode 
haver sensação de calor, comichão, dores, a língua fica carregada e constata­se 
uma perda de apetite. O hálito é fétido.

A erisipela pode atacar todas as partes do corpo.

383
Erisipela

OMPOi @@JJ/         ‘95 * Sabugueíro ­ Labaça
­ Erva­ursa ­ Tussíl,9~ (Passo­de­asno)
1 ou 2 drageias de cada 1 vez ao dia.

OU ll7fUSãO

sabugueli­O + labaça + Erva­ursa ­ Tussílagem

1 ou  2 pitadas de cada planta em 1 litro de água. Ferver durante 1 minuto e 
deixar em infusão 15 minutos. Tomar 3 chávenas por dia.

Erva­urs.7

1 ou 2 gotas, 3 vezes ao dia.

COMP/M_9.95

* Alternadamente quentes e frias,

de meia em meia hora. Repetir.
* Na erisipela do rosto, molhar um

pano em água morna (25 a 30OC) e aplicar. Repetir a partir do momento em que a 
compressa aquece as partes tratadas (geralmente ao fim de 10 a
15 minutos).

ÁMonhos de mpor

Curtos, de 20 a 30 minutos, 3 vezes por semana.

LOVOg0175 *

* Fazer com água morna, todas

as manhãs.

MIMIUS

*  MailloIsde corpo constituídos por

uma camisa molhada morna, conservada durante 1 a 2 horas, se possível. Estes 
InalIlots devem ser repetidos até desaparecer a febre.

Alimen~10 *

Simples, exclusivamente composta de caldos de legumes e de sumos de fruta 
(fresca). Beber líquidos suficientes e comer poucos alimentos sólidos. Em geral, 
o doente não sente fome e não deve ser obrigado a comer. Evitar: todo o tipo de 
álcool, vinho, cerveja, tabaco, chocolate, café, doces, pastelarias, carnes, 
crustáceos, charcutarías, salmoura, pão, etc. A realimentação deve ser feita por 
meio de pequenas refeições, essencialmente compostas de fruta e de legumes.

384
Escaldão (golpe de sol) 1 Escarlatina/ Esclerose em placas

Escaldão (golpe de sol)

er Queimaduras (p. 534).

Escarlatina

r fundamentalmente uma doença infantil, geralmente epidérnica. A febre Epode 
atingir os 400 ou mais, e surgem na pele mancliasi vermelhas escarlates que se 
espalham rapidamente e provocam inflamações. Diminuiçã o da urina, náuseas, 
vómitos, amígdalas inchadas.

Tratamento idêntico ao do Sarampo (ver p. 554). Vigilância médica indispensável.

Recoltas lf fitotempêuticas

Borragem

*No início da doença, fazer uma lavagem com uma infusão de flores de borragem. 
*20 g de planta em 1 litro de água. Ferver durante 2 minutos e deixar em infusão 
20 minutos.

* Aplicar com uma “pêra”, de preferência de manhã, e conservar durante 20 
minutos.
* Os rebentos jovens podem ser

consumidos em saladas e as folhas servem de aromatizante.
* Esta planta também tem a fama

de tratar a irritação e a congestão dos rins.

Esclerose em placas

er Poluição electromagnética ­ Alergias e doenças ambientais (p. 207).

385
Escrófulas ­ Adenites ­ Alporcas

Escrófulas ­ Adenites ­ Alporcas

das estas afecções estão ligadas aos gânglios linfáticos. vigilância médica 
indispensável.

ÁO/0 .90AOS * Cr.7vo­de­defu171o ­ Fraxínea
­ Salv.7 ­ Lúpulo ­ Fucus VeSICUIOSU$

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou Infus#O Cr.?vo­de­defui7to ­@­ Fraxínea :^] , SaM7 ,<­ /_úPU/O
1 pitada de cada planta em meio litro de água. Ferver e deixar em infusão 
durante 15 minutos. Tomar 3 chávenas por dia (+ drageias de Fticus veslculosus).

MOSSO90M

Com a seguinte preparação: meio litro de azeite (ou óleo de amêndoas doces + 30 
g de erva­de­sâo­Joâo + 20 cabeças de camornila. Expor ao sol durante 8 dias ou 
aquecer em banho­maria durante 30 minutos. Utilizar tal qual em fricções.

OSIMIOS *

Com algas marinhas (preparação pronta a utilizar que se encontra nas lojas de 
dietética ou nas farmácias). Lave o corpo com água morna, envolva­se numa toalha 
sem enxugar o corpo e deite­se.

L.N~Ofi7 *

Lavagem com água morna. Conservar durante 20 minutos.

COMIS.MS

Camisas de Mores de feno” quentes, com envolvimento, à noite.

Ágonhos dlo vopor *

Banhos de vapor seguidos de um banho quente, 3 vezes por semana.

Alimentação *
Alimentação rigorosa, não excitante. A alimentação vegetariana é a mais 
adaptada. Evitar: tabaco, álcool, vinho, cerveja, charcutaria, pratos com 
molhos, manteiga cozinhada, doces, pastelaria, carnes gordas, queijos fortes, 
caça, etc.

386
Espasmofilia (Tetania)

Alimentos privilegiados: legumes verdes, levedura de cerveja, sopas de legumes, 
papas de aveia, saladas, fruta, etc.

ioiuln

* Recomendado. * 1 dia, a fruta.

Espasmofilia (Tetania)

anifesta­se por contracções musculares, de forma e intensidade variáveis.

Diversas causas são possíveis.

ÁO #13901 &9.9 *

GaVal11717.7 ­ MIMOlhaS (Aquileía) ­ Urtíga Elouterococo ­ Fucus VeSI;5VI0SUS
­ 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez

por dia.

Cura de dragelas: * 2 drageias de elouterococo + 2

drageias de Fucus wsIculosus. * Várias vezes por ano, especialmente na Primavera 
e no Outono: geleia real (segundo indicação do apicultor) e cápsulas de onagra 
(4 por dia). * Cura renovável de 1 mês.

ou /MUSA0 *

Gavalínha + MIl­folhas (4quilela) + Urtíga
1 pitada de cada planta em meio litro de água. Ferver e deixar em infusão 
durante 10 minutos.

Tomar 3 ou 4 chávenas por dia.

óIOM OS5017C1015

Alpa
2 gotas, 3 vezes ao dia, alternadamente, dia sim dia não, com: &rva­cidreíra
2 ou 3 gotas, 3 vezes ao dia.
@@I]  88/7/108*

Banhos completos quentes com preparações à base de algas marinhas (de manhã, de 
preferência).

8,717hOS dO OSSOIMO

Mornos e depois frios, com uma duração de 5 a 10 minutos, dia sim dia não.

387
Espasmofilia (Tetania)

8s17hos de vapor *

1 a 2 por semana, com uma duração de 20 a 30 minutos, seguidos de uma fricção 
fresca.

Duchos eafilsões *

Diárias, dos braços, das coxas, do rosto e do pescoço. M       A1M7e17M0o *

Atenção à sobrealimentação. Evitar: carnes vermelhas, açúcar e seus derivados, 
pastelaria, sal, charcutaria, fritos, salmoura, maionese, álcool, cerveja, 
vinho, especiarias, óleos refinados, pão branco, café, chá, tabaco, gorduras 
animais, manteiga cozinhada, queijos fortes, etc.
*  Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, germen de trigo, óleos de 
caroço de uva e de girassol, papas de aveia, trigo, pão integral, frutos e os 
legumes frescos, couve, chucrute (sem charcutaria), aipo, cenouras, amêndoas, 
nozes, avelãs, figos, tâmaras, cebolas, alho, alcachofras, espinafres, uvas 
(secas e frescas), alperces, ameixas, salsa, saladas, limão, laranjas, toranjas, 
ananás, etc.
* Mastigue bem os alimentos.

Jejum

* Aconselhado 1 ou 2 dias por

semana.
* Cura de fruta.

CONSELHOS

­Proceda a uma boa ventilação dos quartos.

388
Esterilidade 1 Estornatite ­ Gengivite

Esterilidade

onsulta médica indispensável.

RECEIM AN77GA

­Sementes de &mio, em pó. 3 ou 4 pitadas em infusão em leite

ou vinho. Tomar esta infusão 4 ou 5 dias seguidos, 3 horas antes do jantar. 
Durante o tratamento, abster­se de relações sexuais.
­ Esta receita é citada por Mathiole, Feitagius e Simon Pauli, que

acrescentam que esta semente é o melhor tratamento para o corrimento branco.

Estomatíte ­ Gengivite

er Aftas (p. 198), Boca (p. 261), Dentes (p. 356).

onsulte o dentista.

389
* Fadiga ­ Convalescença ­ Esgotamento ­ Fraqueza
* Febre

* Feridas

* Feridas abertas

* Fibroma uterino
* Fígado
* Fístulas anais

* Flatulências ­ Gases intestinais

* Flebite

* Fracturas
* Fragilidade capilar
* Frieiras
* Frigidez
* Furúnculos
Fadiga ­ Convalescença ­ Esgotamento ­ Fraqueza

Fadiga ­ Convalescença
­ Esgotamento ­ Fraqueza

fadiga pode decorrer de uma actividade física ou intelectual demasiado intensa 
ou, pelo contrário, de uma inactividade prolongada. Em qualquer dos casos deve 
procurar as causas: doenças, alimentação, etc.

Nas crianças e nos adolescentes que se queixam de fadiga, atenção à música e aos 
sons violentos (hardrock, músicas ditas “tecrio” ... ); suprimir os 
auscultadores individuais extremamente nocivos para o equilíbrio nervoso, para 
as faculdades de memorização e para a atenção. A música violenta pode também 
predispor às perturbações cardíacas, auditivas, ete. Ver tarribém: Anemia (p. 
231), Insónia (p. 446).

ÁOM .VOA

465 * M27nj&ivi7a ­ Ar1@@1o1óqtií.9 M.7rroló ­ Segurelha

* 1 ou 2 drageias por dia. * Fazer curas várias vezes por ano de ­.

Fucus vosIctilosus @â1gas marIniws), ElouterOCOCO

* 3 drageias de cada, durante períodos de 1 mês.

ou Infusão Mai7jerona + ArístolóquIa Mal­roló + Seguroffia
­ 1 pitada de cada planta para 1

chávena de água.

ó100,5 VS5VOCAVIS AlecrIm

2 gotas 3 vezes ao dia.

392

Massagem ErV.?­d&­SãO@1óãO + G.717701ník7

Com óleo de erva­de­são­joáo, segundo Chomei: Para meio litro de azeite (ou óleo 
de amêndoas­doces), 30 g de erva­de­são­joâo e 20 cabeças de camomila. Deixar 
macerar durante 8 dias ao sol. Filtrar. Para acelerar a preparação: aquecer a 
mistura em banho­maria durante 20 minutos. Filtrar.
2 massagens por semana. @33@ Banhos dos antebraços e dos pés com a seguinte 
decocção:

Eucaliplo ,, AlecrIM ­k S.?/va

2 ou 3 pitadas de cada planta
Fadiga ­ Convalescença ­ Esgotamento ­ Fraqueza

para 1 litro de água. Ferver durante 5 minutos e acrescentar 4 ou 5 litros de 
água quente. Tomar alternadamente durante 5 minutos banhos dos antebraços e dos 
pés. Passar por água fresca. Friccionar. Repetir 3 vezes por semana.

SOMIOS C0177.010t05

Com algas marinhas (preparaçâo pronta a utilizar que se pode comprar nas lojas 
de dietética ou nas farmácias).

8M71105 dO V0POr *

Durante uma hora, todos os dias, seguidos de uma fricção fresca total.

COMISO qUOMO Molhada e espremida. Conservar durante 1 hora, 1 vez ao dia, e 
terminar com uma fricçã o total.
9@ A1197701M900

Os excessos alimentares não

resolvem de modo nenhum o problema da fadiga. Muito pelo contrário, a 
mobilização anormal dos órgãos da digestão podem fazê­la aumentar.
* Evitar: todos os excitantes, café,

chá, tabaco, álcool, vinho, cerveja, charcutaria, pratos com molhos, enchidos, 
salmoura, fritos, manteiga cozinhada, abuso de matérias gordas.
* Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, germe de trigo, geleia real, 
mel, limão, laranjas, quivi, mirtilos, uvas, alperces, cássis, salsa, cerefólio, 
legumes verdes, cereais integrais, flocos de aveia, papas de trigo, arroz 
integral, pão integral, etc.

Jejum

Contrariamente ao que normalmente se pensa, o jejum combate eficazmente a 
fadiga. Deve ser praticado, se possível, 1 dia por semana.
1 dia, a fruta.

Crianças fracas

S6J7h05 @avando

Banhos de lavanda: 150 g de planta fresca para 2 litros de água. Ferver durante 
15 minutos e deixar repousar durante 20 minutos. Acrescentar à água do banho. 
Duração do banho: 10 a 20 minutos, 2 ou 3 vezes por semana. Estes banhos também 
são antiparasitários.

393
Febre

Fadíga e fraqueza geral

tinto: 10 g de cada planta maceCO/8                              rados em vinho 
durante 8 dias. Marmelelro­COMUM                  Filtrar.

Tomar um copo pequeno, de li­
­ Infusão fria dos frutos em vinho       cor, 1 vez ao dia.

CONSELHOS

­ Se a fraqueza for muscular e tiver por origem a exaustão física:

repousar e descontrair­se. Ver Relaxamento, Exercícios respiratórios, p. 137.
­ Se a fadiga tiver por origem uma inactividade física prolongada,

aconselham­se a marcha e os exercícios físicos. Quando surgirem melhoras:
* Afusões frescas.
* Endurecimentos, andar de pés descalços (ver p. 132)

Febre

febre não é uma doença independente, mas sim o estado que resulta do esforço 
extremo do organismo para se libertar de uma doença e

restabelecer o estado normal. Ela traz um calor excessivo e um aumento do ritmo 
cardíaco. Este calor alterna com sensações de frio e é acompanhado também de 
sede persistente, dores, cefaleias, urina escura, etc.

Harless dizia o seguinte:

“Dêem­me os meios de provocar a febre e curarei todas as doenças. “

A transpiração nas doenças febris é útil e indispensável.

394
Febre

Olveias * Bard.7178 ­ Cel7táUrOd Gênciana ­ Rai1717a­aos­prados ­ Carolo­
eslrelado

­ 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez

ao dia.

ou Infusão Bard27na ­@­ Centáurea + Gênciana + Rainha­olos~prados + Cardo­
estrelado

* 1 ou 2 pitadas de cada planta em 1 litro de água. Ferver e deixar em infusão 
durante 15 minutos. * 4 chávenas ao longo do dia.

ó10OS OSSORCAVIS Eucalipio

1 gota 3 vezcs ao dia.
­ óleos essenciais recomendados:

tomilho, niauli, canela, Iavenda.

80171105 *

Banhos dos antebraços e dos pés com a seguinte decocção: @aV.?nda + Sabugueiro

Eucalipio
2 ou 3 pitadas de cada planta

para meio litro de água, acrescentar 4 a 5 litros de água quente e tomar 
alternadamente um banho dos braços e dos pés durante 5 minutos. Friccionar com 
água morna. Deitar­se imediatamente.
* Fricção morna total do corpo.
* Banhos mornos acompanhados

de um duche cuja temperatura deve ser inferior à do banho. Envolver­se num 
roupão, sem secar o corpo, e colocar uma toalha em volta do pescoço. Deitar­se e 
cobrir­se e permanecer assim, de 30 a 60 minutos. Colocar eventualmente nos pés 
uma garrafa de água quente, envolvida num pano húmido.

ÁILZ~607 *

* Ver Prisão de ventre, p. 522.
* Com meio litro de água morna.

Conservar durante 20 minutos.

8817h05 dO V8POr *

Banhos de vapor dos pés, de 20 a 30 minutos, seguidos de uma fricção morna.

Se a febre continuar

AlIMOMOÇãO

Um doente com febre tem pouco ou nenhum apetite.

A alimentação fundamental deve consistir em caldos de legumes, alguma fruta e 
sumos de fruta.

395
Feridas abertas

O DR. 8IIIZ RECOMENDA E CONSIDERA

COMO MUI7O EFICAZ

*2, 3 ou até 4 envolvimentos do corpo húmidos mornos durante cerca de 15 a 30 
minutos (no máximo), sendo os primeiros os mais curtos. *Em seguida, banhos 
mornos acompanhados de duches. Secar o corpo, friccioná­lo bem, sobretudo os 
pés, e ir para a cama. *Se os pés não aquecerem, aplicar uma garrafa bem quente 
envolvida num pano muito húmido e quente.

Feridas abertas

ependendo da importância da lesão, pode ser necessário executar uma sutura ou 
proceder a uma intervençã o médica. Os tratamentos abaixo descritos deram provas 
e podem ser utilizados em todo o tipo de feridas. Nã o esquecer que a supuração, 
tal como a

transpiração, é um meio utilizado pelo corpo para eliminar os detritos e os 
venenos acumulados no organismo.

ÁO

54.offoi ‘75 * @LfJJ Gardo­bento ­ Tanchagom
2 drageias, alternadamente, dia sim dia não, com:

C.7Vali1717a ­ UrtIga * 2 drageias de cada, tomadas ao longo do dia. * Nas 
feridas purulentas, que não cícatrizam:

El&uterococo ­ Levedura de c&rveja * 2 a 4 drageias de cada por dia, em cura 
prolongada.

* Também uma cura de cioreto de

magnésio: * 20 g para 1 litro de água (meio copo de manhã em jejum, durante 3 
semanas, excepto em casos de insuficiência renal grave) ou 117fusão C3r0'0­
b&17t0 Ta17C173geM + CaVaffi717a Ul­t1

qa
­ 1 pitada de cada planta para 1
chávena de água. Ferver durante 3 minutos e deixar em infusão 15 minutos.

396
Feridas abertas

Beber 3 a 5 chávenas por dia.

OS.9enci óleos             ais (@@ “,;Ira

Algumas gotas numa compressa. Aplicar.

COMIPANSMOS
12 ou COMPfessas Compressas de:

Cardo­bento + Cavalinha + foffia de Carva117o + M11­ _folhas *1 pitada de cada 
planta para 2 chávenas de á gua, Ferver durante 20 minutos e deixar em infusão 
meia hora. *Aplicar e repetir a compressa várias vezes ao dia. Ou cataplasmas 
de: argila, misturada com a decocçâo anterior.
*A couve também pode ser utilizada: folhas, lavadas e esmagadas, aplicam­se na 
ferida.
*Compressas com decocções de

urtiga + tanchagem + erva­de­são4ourenço.
*Chomei dá também a seguinte

fórmula:

Consolda­pr.7noe + Erva­ao­são­lourenço + Brune12? + Saxífraga + Erva­ao­são­
j@2àÓ + Wróníca + Salva + Oréqão + Híssopo + Monta
* Artemh91a + Escrofulária
* Betónica + ArIstolóquia
*Esta preparação pode ser obtid

em farmácia: para 1 litro de vinho branco, deitar 60 a 70 g de plantas 
misturadas em partes iguais. Deixar esta mistura em infusão durante 3 dias, 
perto de

uma fonte de calor moderado. Em seguida aquecer em banho­maria de modo a reduzir 
a mistura de ‘13. Filtrar e conservar num frasco bem fechado. Esta água 
vulnerária utiliza­se sobre as feridas, inchaços, supurações, etc.

8,7/7/105 £0 MpOr

2 por semana, dependendo do estado da ferida. No início dar banhos de curta 
duração: 20 a 30 minutos.
AlimelMaÇão *

Tal como vimos acima, as feridas purulentas acentuam uma disfunção orgânica. 
Deve­se portanto vigiar muito particularmente a alimentaçao.
* Vegetariana, de preferência.
* Contra­indicações: carnes gordas, charcutaria, caça, vinho, cerveja, álcool, 
queijos fortes (came~rt 1Ivarot, brie), conservas, fritos, etc.
* Alimentos privilegiados: cereais integrais, trigo sarraceno, aveia, frutos 
frescos e secos, legumes, saladas, óleos virgens (azeitona, girassol, caroço de 
uva), levedura de cerveja. W      jejum    *

Praticado 1 dia por semana, acompanhado de uma cura de fruta, constitui um meio 
excelente de purificação interna.

397
Fibroma uterino

CONSELHOS

Praticar:
­ Cinturão de Neptuno (p. 148.). ­Banhos de ar livre e de sol (p. 15 1). 
­Endurecimento (p. 132).

Fibroma uterino

gílância e consulta médicas indispensáveis.

2j aravelas *

Argentina ­ Bolsa­ce­pastor
­ carva1170 (10117as) ­ 1 âmio­branco ­ Cr.7vo­de­defunto

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

OU Argentína , Bolsa­de­pasior @­ Carv.71170 (10N17as) + LâMIO­branco + Cr.?vo­
de­defunto

1 ou   2 pitadas de cada planta para   1 litro de água. Ferver durante 2 minutos 
e deixar em infusão 15 minutos. Tomar 3 chávenas por dia.

ó100.9 essenci­sis Cípr&ste (sob receita médica)

2 gotas, 2 a 3 vezes ao dia.

Á9W17hVS dO OSSOMO *

Banhos de assento mornos, com massagens suaves no ventre e no baixo­ventre. 
Banhos de assento frios, 3 vezes por semana.

MIMeIMIÇJ0

Deve vigiar a alimentação. Evitar: álcool, vinho, gorduras animais, manteiga 
cozinhada, queijos fortes, charcutaria, enchidos, salmoura, carnes gordas, 
conservas, sardinhas, peixes gordos, condimentos, especiarias, pimenta, 
mostarda, vinagre. Diminuir substancialmente o consumo de sal, de açúcar e 
suprimir pastelaria, Alimentos privilegiados: leve398
Fígado

dura de cerveja, germe de trigo, cereais integrais, flocos de aveia, todos os 
frutos frescos e secos, saladas, vegetais crus, legumes verdes.

Jejun7

1 dia por semana, se possível. Cura de fruta (uvas).

O PADRE KNEIPP RECOMENDA

Entre outras coisas, a aplicação da camisa húmida, 2 vezes por semana.

Fígado

r também Cólicas hepáticas (p. 329), Flatulências (p. 403), Diarreias p. 366).

Para descongestionar o fígado

DIwffoi ‘os * Agrímóní& ­ Denté­de­1.9ão
­ Angélica ­ Ouelidónia Erva­moloírín17.7

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou Infusão Agrimónía + Dente~de­leão
­ Angélica + Quolídónia + Erva­moloírín17a

* 1 ou   2 pitadas de cada planta para   1 litro de água. Ferver durante 2 
minutos e deixar em infusão 20 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia.

ó*~ 055017c1.915 * Bétula (sob prescrição médica)

­ 1 gota, 2 vezes ao dia.

ÁS:61711os dos ~ *

Até meio da barriga da perna, com uma decocçâo de:

Alocrim + louro

L1@@J  MIMUI00 dO NO.Offi170
­ 2 vezes por semana.
399
Fígado

Receit,Ts
9f1 fitotempêuticlas

A /C.? ch o fr.7

* Decocção: 30 g para 1 litro de

água a ferver.
* Tem uma acção diurética, depurativa, digestiva e estimulante das secreções 
biliares.
* Tomar 2 ou 3 chávenas por dia.
* Também é possível beber a água

da cozedura de alcachofra (à razão de meio copo, 2 vezes ao dia).

solda

Pela sua capacidade de fazer aumentar a formação de bílis e a sua fluidez, esta 
planta é utilizada sob a forma de tintura­mãe, de extracto fluido ou de infusão 
em diversas afecções do fígado. É originária do Chile.

Gardo­bel710
* Infusão de 10 g de planta para 1

litro de água. Ferver e deixar macerar durante 20 minutos.
* Tomar 3 chávenas por dia.

Cardo­marí.7no
* Infusão de 10 g de sementes

para 1 litro de água a ferver. Deixar em infusão durante 20 minutos.
* Tomar 3 chávenas por dia, meia

hora antes das refeições, durante 1 mês.

Erv.?­de­são­louren.ço
* A infusão estimula a secreção

biliar.

* 10 g de planta para 1 litro de
água.
* Tomar 2 chávenas por dia.

Eupatóríg­can17amosa
* Infusão de 10 g de planta para 1

litro de água a ferver. Deixar em infusão coberta, durante 20 minutos.
* Tomar 3 chávenas por dia.
* Ou macerar 40 g de folhas em 1

litro de vinho durante 1 semana.
* Tomar 1 copo pequeno, de licor,

1 vez ao dia.
Grain.7
* Tisana de 10 g de raiz para 1

litro de água, que deve ferver devagar. Pode­se acrescentar alcaçuz e cevada.
* Tomar 2 ou 3 chávenas por dia.

Híbisco
* Esta planta regula a secreção da

bílis.
* Infusão de 20 g de planta para 1

litro de água. Ferver e deixar em infusão durante 10 minutos.
* Tomar 2 ou 3 chávenas por dia.

Perpétua
* Infusão de 10 g de planta para 1

litro de água a ferver. Deixar em infusão 20 minutos.
* Tomar 2 chávenas por dia.

Vínhê?
* Infusão de 20 g de folhas para 1

litro de água fria. Ferver e deixar em infusão 20 minutos.
* Tomar 3 chávenas por dia, durante pelo menos 1 mês.

400
Fístulas anais

Para:

Afusões Banhos Banhos de vapor Alimentação Jejum

CONSELHOS

Ver Cólicas hepáticas, p. 329.

Fístulas anais

rata­se de lesões húmidas que frequentemente ocasionam pruridos. Ver Alergias 
(p. 207), Eczerna (p. 372), Pele (p. 504).

DIw901

às * Centáuroq­poquena ­ 1,9baça
­ Esc.7b1osa ­ Ainor­perfolto * 1 ou 2 drageias de cada por dia. * Cura de 
prõpolis em drageias ou em solução: * 3 drageias de cada por dia, durante 1 mês, 
várias vezes por ano.

OU 11MUSãO Gentáurw­pequena + La'@gÇ'q + Esc,9biosa + Amor­p&rfelto * 1 pitada 
de cada planta para meio litro de água. Ferver e deixar em infusão durante 15 
minutos. * Tomar 2 ou 3 chávenas por dia, fora das refeições.

ó10OS OSSOMIOIS sassafrás

1 gota, 3 vezes ao dia. Aplicação externa:

Lavanda

2 vezes por dia (diluída em óleo de amêndoas­doces).

ÁRN/7h05 0f0 OSSeIMO *

Banhos de assento quentes com uma infusão de cavalinha: 5 ou
6 pitadas para meio litro de água. Ferver e acrescentar à água do banho de 
assento. Duração: 20 a 25 minutos. Passar por água morna.
3 vezes por semana.
401
Fístulas anais

L~g0175 *

*Com uma infusão de cavalinha

ou uma decocção de carvalho.
*Para meio litro de água, 5 pitadas de uma ou de outra.
*Fazer uma lavagem morna, 3

vezes por semana.

* Dos braços e das coxas, alternadamente com uma afusão superior do peito e das 
costas. * 3 vezes por semana.

MWUffio de NO.Offil70 ou comisã d10 ffio/VS dO M170’” *

­ 2 ou 3 vezes por semana.
9@    AlIMOMOÇA0 *

Como em todas as doenças da pele, o factor alimentar é determinante.

* Evitar: gorduras animais, manteiga cozinhada, carnes gordas, carnes vermelhas, 
excitantes, café, tabaco, chá, álcool, vinho, cerveja, pimenta, mostarda. Vigiar 
o consumo de sal, açúcar, pão branco, queijos fortes, crustáceos, enchidos, 
charcutaria, maionese, pratos com molhos, etc.
* Alimentos privilegiados: agrião (macerado em iogurte, tomado

de manhã em jejum: receita do Dr. Chornel), levedura de cerveja, fruta fresca, 
laranjas, toranjas, ananás, legumes verdes, cenoura, saladas, cereais integrais, 
papas de aveia, salsa, morangos, etc.

J¥11177

Indispensável. É um meio curativo activo para resolver todos os problemas da 
pele. Se possível, 1 dia por semana. Cura de fruta.

CONSELHOS

­Atenção: usar roupa interior em fibras naturais e mudá­la todos

os dias. Evitar o contacto de fibras sintéticas com a pele.
­ Para as aplicações complementares externas, ver em Impigens as
receitas úteis do Dr. Chornel, p. 440. ­Banhos de ar livre e de sol (ver p. 15 1

402
Flatulência ­ Gases intestinais

Flatulência ­ Gases intestinais

ão sintomas isolados de perturbações da digestão. Estas emissões podem ser 
passageiras ou persistentes. As diversas causas são as seguintes: mastigação 
deficiente, ausência de actividade física, úlceras gástricas, consumo excessivo 
de cerveja, de couve, de chucrute, etc.

0109ei

as *

Aipo ­ Zimbi­o ­ AngélIc.7
­ Poejo­bravo

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou 117fusão

Aipo + ZImbro + AngélIcz? + Po ejo ­ b r.? vo

* 1 pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver e deixar em infusão 
durante 20 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia.

óleos asse/IC1,61.9

MOSC.7d27

* 1 gota, 2 vezes ao dia.

ou Ma17jorona

* 2 gotas, 2 vezes ao dia.

SP/MIOS Oro assento

Banhos de assento quentes com massagem do ventre e do baixo­ventre, seguidos de 
um banho de assento frio curto.

Lovapens *
COM ‘12 litro de água morna. Conservar durante 20 minutos.

ouchos o ofusões *

* Das coxas e do baixo­ventre,

seguidas de uma fricção vigorosa. 3 vezes por semana.
* Afusão rectal.

cilituloo £f6 Noptulio *

Praticar.

ReceIffis
A~líc­7­arcai7gffic.7 Infusão de 10 g de raiz para 1 litro de água fria. Ferver 
durante
2 minutos e deixar em infusão durante 15 minutos.
* Tomar 3 chávenas por dia.

Anis verdé
* Infusão de 10 9 de sementes

esmagadas para 1 litro de água a ferver. Deixar em infusão durante 15 minutos.
* Tomar 2 chávenas por dia.

403
Flebite

Func17o

* 15 g de frutos esmagados para
1 litro de água fria. Ferver. * Tomar 3 chávenas

Rábal70­SlIVOStr& É aconselhado contra a preguiça do aparelho respiratório. É 
diurético e antiescorbútico. Reduzido a papas, pode ser utilizado

em cataplasmas para tratar a ciática.

A11177e1M9~

Alimentos privilegiados: aipo, anis, alho, funcho, nozes, avelãs, gengibre, 
pimenta (moderadamente), canela.

ALGUMAS RECEI7A5 ÜrEIS

* 150 g de nozes moídas e maceradas durante 1 noite inteira em
1 litro de vinho rosé curam os gases (segundo Chomel). Tomar
1 a 3 cálices por dia. * A infusão de anis + funcho é aconsethada por Kneipp: 1 
pitada de cada planta para 1 chávena de água. Ferver 2 minutos e deixar em 
infusão 10 minutos, Tomar 2 ou 3 chávenas por dia.

CONSELHOS

­ Colocar uma garrafa de água quente sobre o baixo­ventre (eventualmente 
envolvida numa toalha molhada em água quente).
­ Actividade física, indispensável.

Flebite

VI, (

r também Varizes (p. 598). Vigilância médica indispensável.

404
Flebite

ÁOlogoi

OS * Hamamélís ­ Zimbro Amor­perfeíto ­ Bólula
­ 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez

ao dia.

OU IMUSiO hamamélis ­k Zimbro ,A morPeneito * B01u1.7 ff0117as) * 2 pitadas de 
cada planta para 1 litro de água. Ferver e deixar em infusão durante 10 minutos. 
* Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. Também:

hamamélIs, Consolda, T7evo­coroa­oe­rei
* Infusão de 10 g de planta (à

escolha) em 1 litro de água a ferver. Deixar em infusão durante 15 minutos.
*Tomar 5 chávenas todos os dias.

Rua­fétída (sob prescrição médica)
*Infusão de 20 g de planta em 1

litro de água a ferver. Deixar em infusão durante 10 minutos.
*Tomar 2 chávenas por dia.

ATENÇA01 Esta planta é perigosa, pode provocar hemorragias o gastrenteritesi
*Tem também propriedades

vermífugas e regula o ritmo da menstruação. É conhecida pelas suas propriedades 
abortivas. Está presente no “bagaço” italiano: a grappa.
2

ó1005 OSSOMIOIS ?111 Cípreste

2 gotas, 3 vezes ao dia (sob receita médica).

ou Canela
­ 3 gotas, 3 vezes ao dia.

MIMUI*O dO NOPtUI7O

­ 2 ou 3 vezes por semana.
AlimelMã.Ção *

* Regime severo, com tendência

vegetariana se possível.
* Contra­indicações: os excitantes como chá, café, chocolate, tabaco, álcool, 
vinho, cerveja, aperitivos, bem como charcutaria, carnes gordas, enchidos, caça, 
carne de cavalo, fritos, conservas, açúcar, sal, pimenta, pimentos, mostarda, 
queijos fortes, pratos com molhos, etc.
* Alimentos privilegiados: germe

de trigo, pão integral, legumes cozidos em água, saladas, vegetais crus, 
levedura de cerveja, cenoura, beterraba, ananás, cerejas, mirtilos, maçãs, 
tomates, toranjas, salsa, funcho, couve rôxa, espinafres, alho, limão, laranjas, 
etc.
Jejum

1 dia por semana, Cura de sumo de cenoura, de couve, de limão, de toranjas.

405
Fracturas

CONSELHOS

­ Evitar ficar muito tempo de pé.
­ Lavagens contra a prisão de ventre, se necessário.
­ Banhos de pés (biquotidianos), mornos, seguidos de uma passagem por água 
fresca.
­ Massagens (1 vez ao dia) assíduas, começando pelo meio das

coxas ­ face interna ­, com os polegares previamente molhados em água fresca ou 
em óleo de amêndoas­doces. Subir lentamente até ao baixo­ventre (segundo o Dr. 
Bilz).

Fracturas

ratamento médico indispensável. Ver também o capítulo sobre o Múmio, p. 167. Não 
existe nenhum tratamento que possa reduzir as fracturas sem uma intervenção 
médica. Desde sempre que os especialistas tiveram por dever intervir. Recorria­
se a um “endireita”. Durante muito tempo estes “endireitas” fizeram concorrência 
aos médicos. Alguns tinham uma tal dexteridade que os períodos de consolidação 
eram muito curtos. Outros, infelizmente, tinham falta de habilidade, e os 
pacientes ficavam estropiados para o resto da vida. Poucos “ endireitas” correm 
o risco (no Ocidente) de se dedicarem a tais práticas nos nossos dias. Devemos 
dizer que, neste campo específico, certos médicos competem, em virtuosismo, com 
os antigos praticantes tradicionais.

Assinalamos, a título de pequena história, que na América do Sul, 
particularmente no Peru, os xamãs “reparam os membros partidos” envolvendo­os 
numa serpente que os mantém no lugar até à cura total.

Os nossos conselhos limitar­se­ão, por conseguinte, a algumas receitas que têm 
como finalidade activar a consolidação e, eventualmente, a cicatrização.

406
Fracturas

CIMPIOS/7785 *

As cataplasmas quentes de argila podem ser utilizadas depois de se retirar o 
gesso (nos estados inflamatórios aplicam­se cataplasmas frias). A argila tem 
propriedades descongestionantes descritas por inúmeros autores.

Receitas fitotelaPêuticas

As plantas remineralizantes são particularmente recomencladas­.

C.7valínim?

* 30 g de planta para 1 litro de água fria. Deixar repousar 6 horas e em seguida 
ferver lentamente durante 30 minutos e deixar em infusão durante 10 minutos. * 
Beber 4 chávenas por dia.

ESP­7dana­de­á_qua

* 30 g de raiz seca para 1 litro de água. Ferver durante 15 minutos e deixar em 
infusão 10 minutos. * Tomar 1 chávena de manhã e à noite, durante 20 dias.

Pulmonái­í2?

* Ferver durante 20 minutos 30 g de raízes em 1 litro de água. * Tomar 1 chávena 
todas as manhãs durante 1 mês.

GeMOtOMPAI

* Obtèm­se bons resultados com

a gemoterapia, por meio de preparações à base de rebentos de abeto (Abíes), 
cãssis @Rib&s) e sequõia. O seu farmacêutico poderá executar este tipo de 
preparação.
* Toma­se à razão de 30 a 40

gotas num pouco de água, 1 vez ao dia.

Outras plantas que podem ser utilizadas:

Urtíga, Rábano­sllvestro, Fucus vesiculosus
AlIMOIMOÇJ0

* Evitar: álcool, açúcar, café, pratos pesados e indigestos, charcutaria, 
queijos fortes, carnes gordas, fritos e todos os excessos alimentares.
* Alimentos privilegiados: couve,

aipo, cenouras, rabanetes, agrião, aveia, grãos germinados, pólen, geleia real.
* O sumo de nabo é também um

remineralizante extraordinário. Prepara­se moendo 3 ou 4 nabos de tamanho médio 
numa centrifugadora, de modo a obter cerca de  314 de copo. Prefira os nabos 
novos.

* Tomar essa dose 1 vez ao dia.
407
Fragilidade capilar

Fragilidade capilar

comprimento da rede capilar no corpo humano é de 6300 metros. A resistência das 
vénulas está adaptada à pressão sanguínea. As perturbações circulatórias, os 
dedos dormentes e os hematomas frequentes são

as suas consequências.

Ver eventualmente Hemorróidas (p. 423), Sangue (p. 549).

‘01wffoi

os * H.91namélis ­ Gardo~bento
­ Erva­de­São­10ão
­ Mil­foffias (AquIlela)
­ 1 ou 2 drageias de cada, 1 vez

ao dia.

01/ Infusão H,gmamélIs @. Cardo­bento @, Erva­oe~sào@1oào Mil­f01173S (AqUil01.7) 
* 1 ou   2 pitadas de cada planta para   1 litro de água. Ferver durante 2 
minutos e deixar em infusão durante 15 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia. 
Também:

GIni(­go bIloba
­ Em infusão ou tintura­mãe.

óleos CIPresté

2 gotas, 3 vezes ao dia (sob receita médica).

Áy817h05*

Banhos do corpo quentes, com

preparações à base de algas marinhas (prontas a utilizar, à venda nas lojas de 
dietética ou nas farmácias), seguidos de uma loção fresca e de uma fricção 
vigorosa.
SoMIOS de wPor *

2 banhos por semana, seguidos de 1 fricção fresca.

J:ó@@ó@è

66 ô

­ Dos braços e das pernas, alternando com uma afusâo fulgurante.

A11117017~O

Evitar: álcool, vinho, cerveja, pratos com molhos, charcutaria, carnes gordas, 
gorduras animais, manteiga cozinhada, enchidos, conservas, anxovas, peixes 
gordos, açúcar, pastelaria. Atenção ao sal.
408
Frieiras

Alimentos privilegiados: levedura de cerveja, fruta fresca, couve, chucrute, 
legumes verdes, cereais integrais, pão integral, frutos secos, amêndoas, nozes, 
avelãs, uvas, salsa, cerefólio, alho, cebola, saladas, espargos, mirtilos, 
cássis, etc.

jejum

Descongestiona e melhora a flexibilidade dos vasos sanguíneos.
1 dia, a fruta, Cura de fruta.

CONSELHOS

­Praticar os exercícios respiratórios e os endurecimentos.

Frieiras

ontrariamente ao que habitualmente se pensa, o álcool não protege contra o frio 
e as suas consequências. Só a sua acção analgésica permite suportá­lo 
temporariamente.

As pessoas sujeitas às frieiras podem fazer duas vezes por ano, na Primavera e 
no Outono, as seguintes curas:

0m90i8.9 * Própolís ­ Levedura de cerveja
­ 2 drageias de cada, durante 1 mês.

Prevenção das frieiras

O Dr. Chomel preconiza fazer, no Verão, aplicações de morangos frescos esmagados 
nas partes atingidas no Inverno.

Estas aplicações fazem­se sob a forma de cataplasmas que se colocam durante 4 ou 
5 noites sucessivas.

409
Frieiras

Quanto às lesões, tratam­se da seguinte maneira:

D0C0C00

Decocção de nabo aplicada nas lesões. Repetir. [o C~PIOSM85

De figos cozidos em mel, colocados nas feridas, aliviam rapidamente. De cenoura 
ralada, aplicada directamente. Pode­se também misturar couve o cenoura com 
argila, para fazer um emplastro.

compresmS        *

* Compressas húmidas e mornas

que se conservam e renovam nos locais lesionados.

Fric~

* Fazer fricções frescas (nunca

aquecer um pé, uma mão, aproximando­os de uma fonte de calor) até o membro ficar 
quente.
* Ou fricções frescas parciais da

parte superior do corpo.

881711OS *

Banhos locais mornos, seguidos de fricções frescas. Quando os membros aquecerem, 
podem aplicar­se compressas quentes.

Fazer afusões frescas dos membros, da cabeça e do pescoço.

&7difIVOAM0~ *

Andar de pés descalços na Primavera e no Verão.

AlIMO1M300

Evitar: álcool, pratos demasiado quentes ou gelados, alimentos difíceis de 
digerir. Alimentos privilegiados: alho, cebola, nozes, avelãs, amêndoas, 
bananas, alperces, aipo, cenouras, azeitonas, agrião, alface, espinafres, 
endívias, legumes secos, fruta fresca, cereais integrais, germe de trigo, 
levedura de cerveja, tomate, salsa, figos, tâmaras, ananás, mel e os produtos da 
colmeia, etc.

Â9JUM

Praticar como medida de prevenção. Cura de fruta, indispensável.
1 dia, a fruta: neste caso específico, as curas de fruta devem ser feitas na 
Primavera, no fim do Verão e no Outono (especialmente aconselhada a cura de 
uvas) .

410
Frigidez

Frigidez

r a incapacidade, na mulher, de atingir o orgasmo. A ausência de desejo, Eos 
problemas afectivos e psicoló gicos e as lesões funcionais (raras), etc. estão 
na sua origem.

Vigiar: o álcool, a diabetes, a obesidade e as doenças nervosas.

DIw901

os * LL(@JJ GInS&ng­VerMO1170

4 a 6 drageias por dia. Ou:

Eleutêrococo
­ 4 a 8 drageias por dia. Complementos sinérgicos eventuais:

Própolís, Gel&ia­leal Levedura do cerveja, Fucus vesículosus

Em drageias ou qualquer outra forma de preparação.

ó16M OSSOMASIS

Gei7CI.9M

2 gotas, 3 vezes ao dia.

ÁRO/7/105 dO OSSOIMO *

* Banhos de assento quentes, seguidos de um banho de assento frio curto. * 3 
vezes por semana.

LLo=J Ág:Rnj>os de V.I.Dor *
­ 2 vezes por semana.

Duches o ?fusões *

Das coxas, do baixo­ventre e dos braços.

MIMO/MOÇãO
Alimentação sóbria, evitar todos os excitantes e euforizantes que tenham efeitos 
contrários aos pretendidos. Evitar: álcool, vinho, cerveja, tabaco, açúcar, 
pastelaria. Atençâo aos excessos de chá e de café. Alimentos privilegiados: 
alho, alcachofra, germe de trigo, levedura de cerveja, aipo, amêndoas, nozes, 
avelãs, óleo de amendoins, canela, gengibre, açafrão, pimenta preta.

JeAUM  *

É recomendado como desintoxicante. Cura de fruta.

411
Furúnculos

CONSELHOS

­ O relaxarnento e os exercícios respiratórios são indispensáveis (ver p. 137). 
­Andar de pés descalços, na erva húmida, e praticar o endurecimento são também 
exercícios aconselhados (ver p. 132).

Furúnculos

s furúnculos devem­se à infecção dos folículos pilosos por um

estafilococo. Forma­se uma bolsa de pus que amadurece a acaba por rebentar.

Ver Abcessos, p. 188.

Aplica­se em compressas ou em cataplasmas, que se preparam da seguinte maneira: 
Argila verde (meio copo) à qual se acrescenta uma parte da preparaçao anterior, 
de modo a obter uma pasta untuosa. Aplicar 2 ou 3 vezes ao dia.

TOM11170­OrV.7­Ursa ­ orégão­Vulg­7r ­ S­7nícula­&urop&1­7
10 g de folhas moídas para meio litro de água. Ferver durante 10 minutos e 
deixar em infusão 20 minutos. Aplica­se em compressas ou em cataplasmas, que se 
preparam da seguinte maneira: Argila verde (meio copo) à qual se acrescenta uma 
parte da preparaçáo anterior, de modo a obter uma pasta untuosa, Aplicar 2 ou 3 
vezes ao dia.

=@jjr Receitas MotelaPêuticas F&no­gr&go ou Malva
10 g de planta para meio litro de água. Ferver durante 10 minutos. Aplicar em 
compressas, 2 ou 3 vezes ao dia.

L inária

Em pomada para uso externo (utilizada também para as hemorróidas).

selo­de­s19101não

Utilizar o rizoma seco e reduzido a pó: 10 g para meio litro de água. Ferver 
durante 10 minutos e deixar em infusão 20 minutos.

412
G

­ Gaguez
­Gangrena
­Gastrites
­Gengivas
­Gota

­Gretas
­Gripe
Gaguez

Gaguez

efeito da fala, pode ocorrer a qualquer momento: a meio de uma palavra ou de uma 
conversa. Apesar dos esforços, a palavra fica bloqueada. Na maioria dos casos 
está presente uma respiração ofegante ou irregular.

de loções frescas acompanhadas de fricções.

OUCI7OS o &fusões *

Diárias, do rosto e do peito, alternando com os braços e as coxas ­ afusão 
rectal.

AI1M0I7M00

Alimentação saudável, equilibrada, pouca ou nenhuma carne (sempre bem passada), 
fruta fresca, iogurtes, lacticínios, frutos secos, amêndoas, nozes, avelãs, pão 
integral. Alimentos privilegiados: cereais integrais, trigo germinado, levedura, 
uvas, cenouras, ananás, alho, cebola.

jejum

Recomendado. Fazer também curas de frutos frescos.

Lav.7nda ­ Prím~ra

2 ou 3 drageias de cada por dia.

ou 117filsio * Lavand2?

3 pitadas para 1 chávena de água. Ferver durante 3 minutos e deixar em infusão 
15 minutos. Tomar 3 ou 4 chá venas por dia (segundo Chomei, Abrégá d& IMSt01r0 ~ 
Pla171&S).

ó10OS OSSOO7CAVIS Lav.7nda

1 ou 2 gotas, 2 vezes ao dia. @@3     ÁRRIMIOS dO OSSOMO

Quentes, 1 vez por semana. Banhos de assento com fricções,
2 vezes por semana. @w      ÁRI/7/105 dO V8POr

2 vezes por semana, seguidos

414
Gangrena

Gangrena

rata­se de uma mortificação local de uma parte do corpo que se torna

insensível. As origens podem ser diversas: queimaduras, traumatismos, feridas, 
etc.

Vigilância médica indispensável.

DIw90i

w.9 * Cava11n17a ­ Urtga ­ ZImbro
­ Salsaparr1117.7

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

OU Cavalín17.7 + Urtiga + Zimbro + S,71saparr11178

1 ou 2 pitadas de cada planta para 1 litro de água. Ferver durante 2 minutos e 
deixar em infusão durante 15 minutos. Tomar 3 chávenas por dia.

ó/WS OMOMMIS

Cravo­de­cabecínha

2 gotas, 3 vezes ao dia. Também os óleos essencias de oucalipto e de tomilho.

@=L­U COMPrOSSOS *

Aplicações externas: em decocção e em compressas de:

casca de CarVI?1h0 Arístolóquí8

Aplicações de cataplasmas:

Co~ ­ Argíla

B017hOS dO V0POr
Locais, se forem suportáveis. ffl .411/no~00 *

De preferência, vegetariana. Evitar: todos os excitantes, álcool, vinho, 
cerveja, especiarias, carnes gordas, charcutaria, gorduras animais, manteiga 
cozinhada, fritos, chocolate, chá, café, enchidos, crustáceos, moluscos, caça, 
etc. Alimentos privilegiados: frutos frescos, legumes cozidos em água, cereais 
integrais, levedura de cerveja, germe de trigo, etc. Ai      jejum    *

Indispensável, 1 ou 2 dias por semana.
­ 1 dia de fruta.

415
Gastrites 1 Gengivas

CON$EÁLHOS DO ÁUR RIÁLZ

­Uma higiene corporal perfeita. ­Compressas de cavalinha ou, alternativamente, 
compressas de

água morna frequentemente renovadas.

Gastrites

er Inchaços (p. 443), Digestão difícil, Flatulências (p. 403), úlceras (p. 592), 
etc.

Gengivas

v    r também Aftas (p. 198), Boca (p. 261), Dentes (p. 356).

Receitas f1 fitolefaPêuticas

cai­V.71170

As folhas de carvalho em infusão em vinho tinto com mel, aplicadas sob a forma 
de gargarejos,

eram antigamente utilizadas com eficácia em casos de “relaxamento das gengivas” 
(piorreia).

M.?rm&lelro­coinum

Utilizar sob a forma de gargarejos os frutos cortados em fatias e macerados em 
vinho.

SANGRAMENTO DAS GENGIVAS

Recoltos lf fitoterãpdutlcas

Agrião
O agrião fortalece as gengivas enfraquecidas e sanguinolentas.
* Tintura­mãe: 80 g em meio litro

de álcool a 700. Deixar macerar durante 3 semanas.

* Utilizar com água destilada: lavar a boca várias vezes ao dia.

416
Gengivas

Cardo morto (utiliza se também a Erva­de­são­liago)
* Decocção recomendada para

dores diversas (também para as perturbações da menstruação).
* Infusão de 20 g de plantas em 1

litro de água fria. Ferver e apagar o lume. Deixar em infusão durante 20 
minutos.
* Tomar 3 chávenas por dia.

Pimentoira­da~&mérica
* A goma resinosa é a substância

que se obtém depois de se entalhar a casca de uma árvore (como a bétula, o 
choupo, etc.), quando sobe a seiva.
* Aplicar massajando as gengivas

durante alguns minutos, 1 vez ao dia.

T&rOffi71ina

* A resina, utilizada como goma

para mastigar, fortalece as gengivas.

GENGIVITES

Receitas fitote~UtICOS

Arníca~d,g­rnontanha

* Tintura­mãe: 80 g de flores em

llitro de álcool a 700. Deixar macerar durante 15 dias. Filtrar.
* Deitar 2 colheradas num copo

de água morna e lavar a boca durante 15 minutos todos os dias.
* Utilizar a tintura não diluída para

os locais inflamados.
Malva
* Infusão de 10 g de folhas em 1

litro de água fria. Ferver durante
3 minutos e deixar em infusão
10 minutos.
* Lavar a boca com esta mistura

morna.

Mirtílo
* 20 g de bagas secas em meio

litro de água fria. Ferver durante
10 minutos.
* Lavar a boca com este líquido

quente.

Silva & Framboeselro
* A infusão das folhas é utilizada

como colutório (anti­séptico que age na faringe) + consumo de amoras de estação.
* Infusão de 30 a 40 g por litro de

água. Ferver durante 2 minutos e deixar em infusão durante 10 minutos.
* Tomar 2 ou 3 chávenas por dia.
* Pode ser utilizado por via oral,

mas também na água de lavagem dos dentes.

Tormontíffia
* 20 g de raiz para 1 litro de água.

Ferver 5 minutos e deixar em infusão 10 minutos.
* Para lavagem da boca, depois

de escovar os dentes.

417
Gota

Gota

s candidatos à gota têm, muito antes do aparecimento dos primeiros ) sintomas 
desagradáveis e precursores desta doença, hemorróidas, perturbações do sono, 
palpitações, mau humor, perturbações digestivas, opressão, etc.

A gota manifesta­se sob a forma de uma dor violenta no dedo grande do pé que 
fica inchado e vermelho. A urina fica escura e surgem então diversos sintomas: 
transpiração, sede intensa, febre, pulso rápido. Estas crises podem durar entre 
4 e 9 dias e ser mais frequentes no fim do Inverno.

A gota afecta sobretudo as pessoas que comem muito.

ÁO/090/OS * Sétonic.7 ­ Enços ­ Zimbro
­ Cal­Val171n17a ­ Raíl7h8­dos­prados
1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

OU 11MUSJ0 Betonica + Engos + Zimbro * Carva1171n17.7 + Raínha­dos­pr.7dos
2 ou  3 pitadas de cada planta para  1 litro de água. Ferver durante 2 minutos e 
deixar em infusão 15 minutos. Tomar 3 chávenas por dia.

ólws OSSO/7CI.TIS Sassafrás

* 1 gota, 3 vezes por dia.

N.8550g0177

* Massagem das partes gotosas

418

com óleo de erva­d"ão­joão (receita do Dr. Chomel): Para meio litro de azeite, 
deitar
30 g de erva­d"ão­joão e 20 cabeças de cornornilo. Deixar macerar 8 dias ao sol 
e filtrar. Para acelerar esta preparação, aquecer em banho­maria durante 20 
minutos e acrescentar um quarto de álcool canforado.

SOMIOS dO OSSOIMO *
Quentes com “flores de feno” ou palha de aveia, 3 vezes por semana. Banhos 
completos quentes com infusã o de palha de aveia, 3 vezes por semana.

OUC/105 e afusões *

Loções totais frias (fulgurantes),
Gretas

3 vezes por semana, de manhã ao acordar.
* Ou afusão dos joelhos, 3 vezes

por semana e semicúpio frio, curto (30 segundos).
* Afusâo rectal.

AlIme17M0o

A alimentação tem um papel determinante em todas as afec~ ções gotosas. Não 
existe solução durável sem um regime ali~ mentar severo. Evitar: todos os 
álcoois, vinho, cerveja, bebidas espirituosas, digestivos, aperitivos, carnes 
gordas, enchidos, caça, charcutaria, salmoura, fritos, ovos, crustáceos, queijos 
fortes, maionese, moluscos, manteiga, chocolate, chá, café, açúcar, pastelarias, 
etc. Usar pouco sal. Afirrientos privilegiados: a alimentação vegetariana é de 
longe superior a todos os regimes (não existe gota nas pes~ soas que praticam o 
regime vegetariano há muito tempo), alho, cebola, couve, couve roxa, alho­porro, 
saladas verdes, frutos frescos, maçãs, peras, ananás, limão, laranjas, toranjas, 
morangos, cássis, mirtilos, salsa, cereais integrais, etc.

jejum

Indispensável, 1 dia por semana. Beber muita água. Cura de fruta.

D~MOIMO KM1,pp ~0 gOtá

* Envolver as partes inchadas com compressas de infusão de “fiores e feno
* Repetir de 2 em 2 ou de 3 em 3 horas.

Gretas

v    r Frieiras (p. 409).

419
Gripe

Gripe

­as essoas idosas esta afecção pode ter um carácter grave. Os sintomas 
ca'racterizam­se por arrepios, dificuldades respiratórias, cabeça pesada, 
vertigens, febre, pieira, etc.

Ver Bronquites (p. 264), Febre (p. 395), Rouquidão (p. 544) e eventualmente 
Prisão de ventre (p. 522).

D/0901

às * Verbasco­br,9nco
­ TUSSIl.Igem ­ Afarrolo
­ Ervzi­ursa ­ Veró171ci

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

OU Wffi.7sco­br.inco

Tussilagem * «arrolo Erva­urs,9 , VerónIc.7

1 pitada de cada planta para meio litro de água. Ferver durante 2 minutos e 
deixar em infusão um quarto de hora. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia.
2

óleos essencimis @1] Pínho

3 gotas, 3 vezes ao dia. Em vaporização: os óleos essencíais de:

Híssopo ~ Euc.711pto
­ Lavanda

CONSELHOS

Para os conselhos gerais, ver Bronquites, p. 264: ­Banhos dos braços e dos pés. 
­Banhos de vapor.
­ Tratamentos Kneípp.
­ Alimentação.
­ Jejum.
420
H

. Hálito (mau)
­ Hernofilia ­ Hemorragia
­ Hemorróidas
­ Hepatismo
­ Herpes ­ Zona
­ Hidropisia
­ Hipertensão
­ Hipocondria
­ Hipotensão
­ Histeria
Hálito (mau) 1 Hemofilia ­ Hemorragia

Hálito (mau)

evem tratar­se as causas: o tabagismo, o abuso do álcool, as doenças biliares, 
as afecções do estômago, da boca, as doenças digestivas, da dentição, etc.

infusão * Alcaçuz ou Anis ­ Coei7tros

Infusão à razão de 3 ou 4 pitadas de planta para 1 chávena de água. Ferver 
durante 3 ou 4 minutos e deixar em infusão 10 minutos.

Tomar 3 ou 4 chávenas por dia.

ó1005 855817C10.1q * Hortelã­pirnonta Canel.7 ou ErV.?­C1dre1@­a

1 gota, 2 ou 4 vezes ao dia.

Hemofilia ­ Hemorragia

igilância médica para as hemorragias acidentais. Transporte imediato do doente 
para o hospital mais próximo.

Dw61

595 * ‘1:5111 Aqu1101a (MI­foffias)
­ T.717C17.7~ ­ TOrMO17t1117a
­ Bolsa­d&­pastor ­ Urtiga

1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou IMUS90 * AquIlek? + T­717c17.79em ­k Torment1117.7 + BOIM­de­Pastor + Urtiga

* 1 pitada de cada planta para meio litro de água. Ferver durante 2 minutos e 
deixar em infusão durante 15 minutos. * Tomar 3 ou 4 chávenas por dia.

422
Hemorróidas

Hemorróidas

s bemorróidas podem ocorrer devido a uma predisposição hereditária, mas também 
doentia, de origem alimentar. Os homens são mais sujeitos a esta doença do que 
as mulheres. Caracterizam­se por um inchaço do baixo­ventre, inapetência, prisão 
de ventre, comichão.

Dão origem a uma inflamação das mucosas rectais, com dor durante a evacuação.

Ver Fragilidade capilar (p. 408), Sangue (p. 549), eventualmente Prisão de 
ventre (p. 522).

D12901

as * Verbasco­b1.7nco ­ Bolsa­de ­Pastor ­ Mírtílo ­ A quíleia (MIl­foffias) ­ 
hamamélis
1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou Vorbasco­branco + Bolsa­de­pastor + Mírtílo + Aquíleía + Harnamélís * 1 
pitada de cada planta para 1 litro de água. Ferver durante 3 minutos e deixar em 
infusão durante 15 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia.

ó180.9 essenciais ZIMbro

2 gotas, 2 ou 3 vezes ao dia.

Apresentamos várias aplicações locais que deram resultados muito úteis ao longo 
dos séculos:

Figos esmagados, misturados com mel (segundo o Dr. Chomel). Cebola migada fina 
misturada com manteiga fresca. Marroio misturado com mel. Verbasco­branco + 
Alteia em decocção em leite fresco.

ÁRV/71;05 *

Banhos de assento quentes, todos os dias. N.B.: os banhos de assento quentes, 
durante as crises, acalmam as dores. Logo que surjam melhoras, os banhos de 
assento devem ser tomados mornos e depois frios.

“~8178 * dIUMUS

A arlisto16quia em infusão e lavagem cura as hemorróidas internas (segundo o Dr. 
Chomel):
3 ou 4 pitadas de planta para

423
Hemorróidas

meio litro de água. Ferver durante 3 ou 4 minutos e deixar em infusão durante 10 
minutos.
* Fazer a lavagem com uma “pêra”

e conservar durante cerca de 20 minutos.
* Camomila em infusão e em lavagem (preparação idêntica à anterior).

8017hOS £fO Vã"r *

* Banhos de vapor de assento

durante 5 minutos, 2 vezes por semana.
* Banhos de vapor dos pés,

à noite, 2 vezes por semana.

ÁOI/CI1OS e afilsões

* Das coxas, 2 vezes por semana.
* Afusão rectal.

ffl   CIMUIO0 dO NOPtUM

Dia sim dia não.

Recolffis

AqiMek? ­ Mil­foffias

Banho de assento: fazer uma infusão com 50 g de flores em 1 litro de água a 
ferver. Deixar em infusão 1 hora, filtrar e acrescentar à água do banho.

8011h79e/19
*Receita popular italiana. Fazer

uma pomada com sumo de beringela cozida em azeite, à qual se acrescenta cera 
virgem e sulfato de cobre. Esta mistura aplica­se nas partes doentes.

GaMOMIla­p­9~17a
*Em banhos de vapor de assento:
20 g de flores em água a ferver. Duração do banho: 15 minutos.

H29m.imélIs
*Infusão de 20 g de casca (eventualmente também de folhas) em
1 litro de água fria. Ferver durante 5 minutos e deixar em infusão durante 10 
minutos.
*Tomar 2 chávenas por dia.
*Pode utilizar­se esta infusão sob

a forma de compressa. Neste caso deve utilizar­se o dobro das plantas.
*A hamamélis era conhecida das

civilizações pré­colombianas.
O extracto das folhas e da casca é vasoconstritor e adstringente.

Marmelelro­comum
*Utilizam­se os caroços do marmelo (fruto do marmeleiro­comum) e a casca, 
fervidos em leite. Coloca­se esta mistura em pequenos sacos de pano e aplicam­se 
(quentes) sobre as hemorróidas. Renovam­se estas cataplasmas de meia em meia 
hora.
* Também todas as plantas

adstringentes.

424
Hepatismo

* Infusão de 20 g de planta em 1

litro de água fria. Ferver e deixar em infusão durante 20 minutos.
* Tomar 2 chávenas por dia.

Potênti117a ansorina
* Infusão de 20 g de planta em 1

litro de água fria. Ferver e deixar em infusão durante meia hora.
* Fazer compressas.

Alimentação

Deve ser muito sóbria e ligeira. Evitar: especiarias, gorduras animais, fritos, 
carnes gordas, manteiga cozinhada, peixes gordos, sardinhas, carapaus, caça, 
carnes envelhecidas, álcool, vinho, cerveja, charcutaria, enchidos, queijos 
fortes, crustáceos, chá, café, chocolate, açúcar e doces. Consumir pouco sal.
­ Alimentos privilegiados: fruta

fresca, mirtilos, cássis, pêssegos, alperces, uvas, toranjas, ananás, legumes 
verdes, cereais integrais, pão integral, levedura de cerveja, amêndoas, nozes, 
avelãs.

jejum

* Aconselhado para descongestionar. * 1 dia, a fruta.

CONSELHOS

­Vida regular, sem excitações. ­Exercícios físicos.
­ Praticar o endurecimento e andar de pés descalços (ver p. 132).

Hepatísmo

v  e

r Cálculos biliares (p. 274), Cólicas hepáticas (p. 329), Prisão de ventre (p. 
522), Diarreias (p. 366), Fígado (p. 399), etc.

425
Herpes ­ Zona

Herpes ­ Zona

fecções cutâneas nas quais se formam pequenas bolhas. Podem ser

precedidas de febre. Encontram­se principalmente no baixo­ventre, nas partes 
genitais, no rosto, etc.

Ver também Impigens (p. 438) e Eczema (p. 372).

DIw901

os *

Esc.7b10sa ­ Labaç.7 ­ Doce­am­9rYa ­ Amor­perf&íto
2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou Infusão

Escabiosa + I­abaça + Doce­amarga + Amor­Perffiíto
1 pitada de cada planta para meio litro de água. Ferver e deixar em infusão 
durante 15 minutos. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. Em aplicação externa:

óleo de Erva­de~são­joão
* Meio litro de azeite (ou óleo de

amêndoas­doces) + 30 g de erva­d"ão­joão + 20 cabeças de carnomila. Expor 
durante 8 dias ao sol e filtrar. Para acelerar a preparação, aquecer a mistura 
em banho­maria durante 20 minutos.
* Aplicar sobre as lesões.

PessegueírO
* As folhas, piladas e esmagadas,

utilizam­se sob a forma de cataplasmas (também para casos de úlceras).

50/7/105 * 47u017t05

Seguidos de um duche morno,
2 vezes por semana.
B017h05 dO 35501M0

Banhos de assento mornos, seguidos de um banho de assento frio curto. Todos os 
dias.

ÁRanAios de va~ *

3 banhos de vapor por semana.

Das coxas e dos braços, 3 vezes por semana. Afusão rectal.

CIntuffio de Noptulio*

AI/MO/MOÇOO Deve ser sóbria e ligeira.
426
Hidropisia

Evitar: todos os abusos, álcool, vinho, cerveja, chocolate, café, chá, gorduras 
animais, fritos, manteiga cozinhada, conservas, enchidos, maionese. Vigiar o sal 
e o açúcar, etc. Alimentos privilegiados: alimentação vegetariana, de 
preferência, sobretudo nos casos difíceis. Fruta fresca, legumes verdes, 
saladas, couve, espargos, agrião,

levedura de cerveja, ananás, toranja, cereais integrais, nozes, avelãs, figos, 
uvas, alperces, etc.

jejum   *

1 dia por semana.
1 dia, a fruta. Cura de fruta.

Hidropisia

cumulação de líquidos nos tecidos e nas cavidades do corpo. Diversas doenças 
podem dar origem a esta afecção: doenças do coração, dos pulmões, do fígado, dos 
rins, do baço e a gota.

Os poros da cara ficam inchados, os tecidos distendidos e as pernas incham.

Esta doença,é acentuada pelos excessos de comida e de bebida. Devem tratar­se as 
causas principais.

Ver também Edema (p. 373).

ÁO~01

495* sabugueíro ­ verônIca
­ Cardo bento ­ Zimbro
­ Salsaparríl17.7
1 ou  2 drageias, 1 vez ao dia.

ou 117fusão * GíeSla

Infusão de 10 g de flores em 1 litro de água a ferver. Deixar em infusão durante 
20 minutos. Tomar 2 chávenas por dia.
* A giesta é também cardiotónica

e diurética (utilizar, contudo, em doses fracas).

Resta boi espinhosa * Infusão de 20 g de raiz em 1 litro de água a ferver. 
Deixar em infusão durante 20 minutos. * Tomar 3 chávenas por dia.

Sabugueíro + Veróníca + Cardo bento + Zimbro + Salsaparríl17.7 * 1 pitada de 
cada para 1 litro de

427
Hidropisia

água. Ferver durante 2 minutos e deixar em infusão 15 minutos.
­ Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. Ou:

salsa
* Infusão de 15 g de sementes ou

de raizes em 1 litro de água fria. Ferver e deixar em infusão durante 15 
minutos.
* Tomar 2 chávenas por dia.

ó10OS O.95017C1,015

ZIMbro

2 gotas, 2 vezes ao dia.

80/7/705 *

Banhos de pés (até ao meio da barriga da perna) com uma decocção de:

Zimbro @. Giést.7

3 pitadas de cada planta para meio litro de água. Manter em lume brando durante 
20 minutos. Acrescentar à água do banho de pés. Depois do banho, passar por água 
fresca e friccionar. Duração do banho: 10 minutos,
3 vezes por semana, de preferência à noite.

ÁRRIffiOS dO OSSOfitO *

Banhos de assento mornos de
15 a 20 minutos, 2 vezes ao dia,

seguidos de afusões frescas e de fricções.

£8V27g0175

Lavagens todas as manhãs com água morna ou com uma infusão de camomila: 3 ou 4 
pitadas de planta (cerca de 10 cabeças) para meio litro de água. Ferver durante 
1 minutos e deixar em infusão durante 15 minutos. Fazer a lavagem com uma “pêra” 
e conservar durante cerca de 20 minutos.
ÁRO17h05 dO VO~1­ *

­ (Se forem suportáveis), curtos,

seguidos de uma fricção fresca.

@@n C117tUI*O OFO NeptUI7O

Dia sim dia não. H@     Alimentação

Não deve de modo nenhum ser excitante. Evitar: álcool, vinho, cerveja, legumes 
feculentos, charcutaria, pratos com molhos e, de uma maneira geral, uma 
alimentação rica, fritos, manteiga cozinhada, açúcar, pastelaria. Atenção ao 
sal, etc.

428
Hidropisia

Alimentos privilegiados: fruta e legumes frescos, frutos secos, cebola, nozes, 
avelãs, limão, toranja, agrião, rábano silvestre,   . 1 dia por semana, se 
possível. cereais integrais, pão integral,     ­ 1 dia, a fruta. papas de aveia, 
etc.                 ­ Cura de fruta fresca (uvas,

alperces, pêssegos, etc.).

O PADRE KNEIPP RECOMENDA

­ Semicúpios frios, curtos (30 segundos a 1 minuto), 4 vezes por

semana.
­ Banhos de vapor, de assento, 3 vezes por semana, com uma

decocção de “flores de feno”. E também:
­ Infusões de cavalinha + zimbro, alternando com infusões de

absinto + aloés.
­ 1 de cada, 1 vez por dia.

AILGUMAS RECEIMS ú7EIS

­ Vinho de qlesta: ramos de giesta reduzidos a cinza (ou então

flores de giesta), misturados com vinho branco. Deixar repousar durante 1 ou 2 
dias. ­Tomar 3 colheradas, de manhã e à noite (Dodonée).
­ Bagas de zlrnbro esmagadas e misturadas com vinho tinto (20

a 30 por litro). ­Tomar 3 colheradas, de manhã e à noite (Mathiole).
­ Vinho d alecrim: um punhado de alecrim pilado fino e misturado

com vinho branco. Deixar repousar 12 horas. ­Tomar 3 colheradas, de manhã e à 
noite (Kneipp).

CONSELHOS

Exercícios Físicos (ver p. 133). Endurecimento e andar de pés descalços (ver p. 
132). Exercícios respiratórios (ver p. 137). Banhos de ar livre e de sol (ver p. 
151).

429
Hipertensão

Hipertensão

enção às perturbações persistentes, tais como dores de cabeça, zum­ `bidos nos 
ouvidos, vertigens, insônia, fadiga, perturbações da visão, etc. Controlar 
frequentemente a tensão arterial. Vigiar a exaustão física e intelectual, evitar 
os ruídos, as contrariedades e a excitação.

Ver também Prisão de ventre (p. 522), Colesterof (p. 321).

DIw901

40.9 * Espinheiio­alvar ­ Erva­benta ­ Bolsa­de­pastor Oliveira (folhas) ­ Salva
1 ou 2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

ou Espin17eíro­alv,ar + Erva­benta + Bolsa­de­pastor Oliveira (f0117OS) + Salva
1 ou   2 pitadas de cada planta para   1 litro de água. Ferver durante 2 minutos 
e deixar repousar durante 15 minutos. Tomar 3 chávenas por dia.

2 gotas, 2 vezes ao dia (sob receita médica).

8817hOS dOS ~

Com uma infusão de:

Cornomil,9 + Espinheiro­alvar + Salva

2 pitadas de cada planta para meio litro de água. Aquecer em

lume brando durante 20 minutos. Acrescentar 4 ou 5 litros de água.
* Este banho dos pés dura entre

10 ou 15 minutos. Em seguida passar os pés por água fria.
* 3 vezes por semana.

ÁRVIMIOS CtO OSSOIMO

* Banhos de assento frios ou com
fricções, 3 vezes por semana.

1,0~017.9 *

* Com uma infusão de alho: 5 ou

6 dentes de alho migado fino para meio litro de água. Ferver e deixar em infusão 
durante 15 minutos.
* Fazer esta lavagem, dia sim dia

não.

DUC/MS O.ofus~

* Dos braços e da cabeça, alternando com as coxas.
* Afusão rectal.

430
Hipocondria

AlimelMaÇão

O factor alimentar tem um papel preponderante na tensão arterial. O regime 
alimentar deve ser feito sob vigilá ricia médica. Evitar: todos os excitantes, 
chá, café, chocolate, tabaco, álcool, vinho, cerveja, gorduras animais, manteiga 
cozinhada, fritos, charcutaria, caça, carnes gordas, mostarda, maionese. Pouco 
sal e pouco pão. Alimentos privilegiados: comer alho a todas as refeições 
(sobretudo cru) e, caso seja insuportável, consumi­lo em drageias; legumes e 
frutos frescos, limão, óleo de milho e de girassol, cereais integrais, arroz, 
aveia, cebola, tomate, beterraba, aipo, dente­de­leão, cenoura, peras, maçãs, 
couve, etc.

jejum

E indispensável. Produz bem­estar e favorece a eliminação.
1 dia por semana. Cura de fruta.

CONSELHOS

N.B.: deve praticar­se um regime severo até surgir uma melhoria

substancial.
­ Vigiar continuamente a tensão arterial.
­ Exercícios fisicos moderados.
­ Importante: praticar o relaxamento (ver p. 137), estar calmo

e descontraído. Evitar todas as contrariedades.

Hipocondria

doente observa­­se e interpreta os sintomas. Anda silencioso, triste, gostada 
solidão... anda atormentado pela angústia, por inquietações irrazoáveis e sofre 
de dores, de calores e de suores frios.

Para o tratamento, ver: Depressão nervosa (p. 357), Neurastenia (p. 477) e 
eventualmente Prisão de ve;itre (p. 522).

431
Hipotensão

MUITO ACONSELHADO PELO PADRE KNEW

Banhos de assento frios ou com fricções, todos os dias, bem como loções e 
fricções totais, frescas e diárias.

CONSELHOS

­Exercícios físicos (ver p. 133).
­ Endurecimento, andar de pés descalços na água (ver p. 132). ­Exercícios 
respiratórios (ver p. 13 7).

Hipotensão

er também Fadiga, p. 392. A hipotensão pode provocar mal­estar, vertigens, 
síncopes. É necessário fazer um exame médico para determinar a sua origem.

Á0m961 ‘15 *

Alecrim ­ Zímbro ­ Monta

2 drageias de cada, 1 vez ao dia.

Golola rm71 ­ Eleuterococo

Alternando com 4 a 6 drageias por dia, durante 1 mês.

ou /IMUSSO *

Alecrírn + Zimbro + Monta

1 pitada de cada planta para meio litro de água. Ferver durante 3 minutos e 
deixar em infusão durante 15 minutos. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia, entre as 
refeições.

08/7/105 d05 PóS Alocrim + Lavanda

2 ou 3 pitadas de cada planta para meio litro de água. Aquecer durante 20 
minutos e acrescentar 4 ou 5 litros de água. Duração do banho: 10 a 15 minutos. 
Em seguida passar os pés por água fria e friccionar.
432
Histeria

8617h05 dO 85501M0*

Banhos de assento frios ou com fricções, dia sim dia não.

B817h05 dO V0POr *

­ Curtos (sobretudo em caso de

fadiga), 2 vezes por semana.

Das coxas e dos braços, alternando com uma afusão fulgurante, dia sim dia não.

Aliment.9p10

Evitar: todos os excitantes, chá, café, tabaco, álcool, vinho, cerveja. 
A