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As Formações dos Grupos Sociais na Visão

Gramsciana.
Elisandro Desmarest de Souza1

NOGUEIRA, Claudio M. M2 e NOGUEIRA, Maria Alice3. A Sociologia da


Educação de Pierre Bourdieu: Limites e Contribuições. Educação & Sociedade,
ano XXIII, nº78, Abril/2002.

Cláudio Marques Martins Nogueira, possui graduação em Ciências Sociais


(1992) e mestrado em Sociologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1996).
Possui doutorado em Educação por essa mesma instituição (2004), com doutorado
sanduíche com o professor Dr. Bernard Lahire, na Ècole Normale Supérieure Lettres et
Sciences Humaines de Lyon. Realizou pós-doutorado (2012/2013) na
FLACSO/Argentina, com a professora Guillermina Tiramonti, e no IESP-UERJ, com o
professor Frederic Vandenberghe. É professor associado de Sociologia da Educação da
Universidade Federal de Minas Gerais e pesquisador do Observatório Sociológico
Família-escola, OSFE. Atua principalmente com os seguintes temas: trajetórias
escolares, relação família-escola, escolha dos estudos superiores, escolha da carreira
docente, teoria sociológica, sociologia de Pierre bourdieu e Bernard Lahire.
NOGUEIRA, Maria Alice graduou-se em Pedagogia pela Faculdade de Filosofia,
Ciências e Letras de Santo André (1973) e em Ciências da Educação pela Universidade
de Paris V (1975). Possui doutorado em Educação pela Universidade de Paris V (1986).
Realizou dois estágios de pós-doutorado: na Universidade de Paris V/CNRS (1996) e na
École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris (2006). É Professora-Titular da
Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, onde também é
coordenadora do OSFE (Observatório Sociológico Família-Escola). Em 2000, foi
professora visitante convidada na Universidade de Lille III, na França. Foi
coordenadora do GT Sociologia da Educação da Anped. Coordena o GT Educação e
Sociedade da Sociedade Brasileira de Sociologia, desde 2004. É coordenadora da
coleção Ciências Sociais da Educação da Editora Vozes e participa do conselho editorial
dos seguintes periódicos: Educação e Sociedade (CEDES), Educação e Realidade
(UFRGS), Fórum Sociológico (Universidade Nova de Lisboa), Revista de la Asociación
de Sociologia de la Educación - ASE (Espanha), Sociologia On Line - Revista da
Associação Portuguesa de Sociologia. Foi organizadora do I e do II Colóquio Luso-
Brasileiro de Sociologia da Educação (2008 e 2010). Foi membro do CA-Educação do
CNPq (2009-2013). É bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq desde 1988. Suas
pesquisas focalizam as relações família-escola em diferentes meios sociais, em
particular entre as classes médias e as elites, bem como as trajetórias escolares dos
jovens pertencentes a esses meios sociais.
1
Graduando em Filosofia na Universidade Federal de Rondônia.
e-mail elisandro_souza_2006@hotmail.com
http://lattes.cnpq.br/0684841892216928
2
http://lattes.cnpq.bbr//4616623900584216
3
http://lattes.cnpq.br/9543227391255854
O referido artigo dividiu-se em duas partes, sendo que a primeira parte A
herança familiar e suas implicações escolares os autores abordam a relação entre a
herança familiar e desempenho escolar nas perspectivas de Bourdieu, onde o aluno é
visto como um ente, e não como um ser que vive em um contexto social real e não num
mundo abstrato; a segunda parte A escola e o Processo da Reprodução das
Desigualdades Sociais, eles polemizam em suas teses o papel social da escola sendo
uma reprodutora e legitimadora das desigualdades dentro de uma sociedade.

Em sua primeira parte os autores mostram suas demandas sobre uma sociedade
com um contexto de desigualdade social onde a meritocracia e as oportunidades
estariam hipoteticamente ao alcance de todos, ou seja, uma sociedade justa, pois seus
cidadãos teriam os mesmo benefícios independentes de classe social, da mesma forma
que a escola publica gratuita ofereceria um ensino de qualidade e acessível a todos,
portanto os indivíduos estariam é pé de igualdade para competir por posições sociais na
escola e no mercado de trabalho. Todavia Bourdier mostra que a realidade era outra, o
desempenho do aluno não dependia somente de sua capacidade cognitiva, mas sim,
havia um contexto social em cima que deveria ser levado em conta, como o local onde
esse indivíduo mora, as condições econômicas familiares, o convívio social e etc. Tudo
isso poderia contribuir para o desempenho negativo ou positivo do aluno, como a
analise é de uma sociedade desigual, então podemos conduzir que o aluno de classe
mais abastarda teria uma maior chance de alcança um “sucesso” social, que um aluno de
classe pobre. Então a escola que na teoria seria uma instituição revolucionaria, onde os
estudantes teriam a oportunidade de desenvolvimento social e melhorar de vida, se
mostra na realidade uma instituição reacionária, elitista e segregadora.

No entanto, concordo com o autor em relação a sua visão que o trabalho é o


ponto primordial de uma boa educação e também na forma de ensino para o intelectual,
porém não é porque seja de uma visão socialista ou capitalista e sim que visa buscar
conciliar uma igualdade que beneficie a todos sem interferência do estado. Porém, fica
sempre aquela dúvida, quando se fala em hegemonia, entende-se de um domínio de um
país ou classe sobre o outro, então, o autor realmente busca essa igualdade ou seria
apenas uma troca de “senhor-escravo”. Indico a obra Fortunato para ser lida por pessoas
comuns para poderem ter mais conhecimento do que seria uma “luta de movimentos
sociais”, também para professores que levariam estes conhecimentos e pode debater
com seus alunos (claro que se a “escola sem partido” não vingar) assuntos políticos-
econômicos-sociais, assim tornar seus alunos melhores pensadores e cidadãos.