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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO

FACULDADE DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA

ANA CRISTINA
ANA LUIZA
BRUNO NERI
DIEGO BORGES
IGOR PESSOA

PROJETO DE CONCRETO PROTENDIDO

São Paulo
2019
ANA CRISTINA
ANA LUIZA
BRUNO NERI
DIEGO BORGES
IGOR PESSOA

PROJETO DE CONCRETO PROTENDIDO

Trabalho submetido ao programa de


graduação em engenharia civil da
Pontifícia Universidade Católica de São
Paulo, para a obtenção de nota parcial
semestral na disciplina de concreto
protendido.

Orientador: Prof.ª Matheus Marquesi

São Paulo
2019
SUMÁRIO

1. DADOS DO PROJETO ......................................................................................................4

2. MEMÓRIA DE CÁLCULO .................................................................................................5

2.1 Levantamento das cargas atuantes .............................................................................5

2.2 Cálculo da protensão .......................................................................................................5

2.3 Momento fletor máximo ...................................................................................................6

2.4 Verificações para combinações frequentes ...............................................................6

2.5 Verificações para combinações raras .........................................................................7

2.6 Cálculo das tensões máximas nas cordoalhas no ato da protensão..................8

2.7 Cálculo do número de cordoalhas................................................................................9

2.8 Análise estrutural no V-PRO ........................................................................................10

3. Armadura passiva – ELU .................................................. Error! Bookmark not defined.


1. DADOS DO PROJETO

As premissas de projeto foram disponibilizadas pelo orientador do projeto,


conforme descrito abaixo:
N= média da última dezena dos RA dos membros:50,8
Vão = (20+N/10) m  25,08m
Cordoalhas = 12,7 mm
Concreto: fck= 35 MPa fckj=28 MPa
Aço: CP190RB
Perdas: 10% iniciais e 25% finais

Ato da protensão: -1,2fctm> σ > 0,6 fck

Ψ1=0,5 e Ψ2=0,3

Figura 1 – Seção transversal

Fonte: própria
Para dar continuidade aos cálculos se fez necessária a aplicação dos comandos
region e massprop na ferramenta AutoCAD, das quais foram extraídas as principais
informações em relação à geometria da peça.

2. MEMÓRIA DE CÁLCULO

2.1 Levantamento das cargas atuantes

2.2 Cálculo da protensão

Para t=∞, considera-se 25% de perdas de protensão. Neste caso, duas situações
devem ser verificadas:

ELS-D → Combinação Quase Permanente (Descompressão)


ELS-F → Combinação Frequente (Formação de fissuras)

Como a maior preocupação é para que não haja tração nas fibras inferiores, temos:
𝑃 𝑃∗𝑒 𝑀
+ + 𝑊𝑖 ≥0
𝐴 𝑊𝑖

Sendo,
P: Valor de protensão após todas as perdas

Sabe-se também, que em função das perdas de protensão tem-se:

P = Np (1 – 25%)
P= 0,75 * Np
Sendo,
Np: Valor correspondente ao puxe

2.3 Momento fletor máximo


Carregamentos Valor Momentos
g0k 15,8 kN/m 1242,288 kN.m
g1k 6,4 kN/m 503,205 kN.m
q0k 10,0 kN/m 786,258 kN.m

Combinação Frequente (Mcf)


1. 2138,62 kN.m

Combinação Rara (Mcr)


1. 2531,75 kN.m

2.4 Verificações para combinações frequentes

Cálculo da tensão de protensão na fibra inferior


Existe sempre a preocupação de que, na fibra inferior, não haja tração, portanto,
a resultante deve ser maior do que zero. Desta forma:

Estado Limite de Serviço de Descompressão (ELS-D)


i = -NP/A -NP x e/Wi + Mcr/Wi =< 0
0,00 = -NP/0,632 -NP x 0,773/0,1039 +2138,62/0,1039
NP >= 2281,44 kN

2.5 Verificações para combinações raras

Fctk,inf
Fctk, inf = 0,7*0,3*fck2/3
Fctk, inf = 0,7*0,3*352/3
Fctk, inf = 2,25 MPa = 2250 kN/m2

Cálculo da tensão de protensão na fibra inferior

Segundo a NBR 6118:2014, item 17.3.1, o fator que correlaciona


aproximadamente a resistência à tração na flexão com a resistência à tração direta, pode
apresentar valores diferentes conforme sua seção, conforme figura abaixo.

Figura 3 – Valores de 𝜶 para seções I


Fonte: NBR6118:2017

Assim, temos:
𝑃 𝑃∗𝑒 𝑀 𝐸𝐿𝑆,𝑓
σi = 𝐴 + + ≥ - 𝛼 𝑓𝑐𝑡𝑘, 𝑖𝑛𝑓
𝑊𝑖 𝑊𝑖

Estado Limite de Serviço de Fissuração (ELS-F)


i = -NP/A -NP x e/Wi + Mcr/Wi =< 1,2 x fct,inf
2696,37 = -NP/0,632 -NP x 0,773/0,1039 + 2531,75/0,1039
NP >= 2401,96 kN

i) Np ≥ 2401,96 kN
Np ≥ 2281,44 kN

Considerou-se, portanto, Np = 2401,96 kN.

2.6 Cálculo das tensões máximas nas cordoalhas no ato da protensão

Aço: CP 190 RB
Fptk = 1900
Fpyk = 1710 Mpa

Cálculo da tensão máxima (σpi)

σpi ≤ {0,77 * fptk= 0,77 * 1900 = 1463 MPa


0,85 * fpyk= 0,85 * 1710 = 1453,3 MPa
Normal no ato da protensão

Pi = NP/1-Perdas totais
Pi = 2401,96/(1-0,25)
Pi = 3202,62 kN

lb = 1,91 m
lbpt = 0,93 m
lp = 1,323852487 m
1,323852487 >= 0,93

Usar o 1,32 m

Estado Limite Último - Ato da Protensão


i >= -NP/A -NP x e/Wi + Md/Wi
= -3202,62/0,632 -3202,62 x 0,773/0,1039
1453,5
+6,809/0,1039
1453500 28959,95731
Okay
Não haverá compressão excessiva da cordoalha!

Cálculo da área de protensão (Ap)


𝑁𝑝
Ap = 𝜎𝑝𝑖
3202,62
Ap = 1453,5∗1000

Ap = 23 cm²

2.7 Cálculo do número de cordoalhas


Considerando como premissa de projeto, ∅ = 12,7 mm (1cm²)

𝑁º 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑟𝑑𝑜𝑎𝑙ℎ𝑎𝑠 = 23 / 1,0 = 23
2.8 Análise estrutural no V-PRO
Após os cálculos realizados anteriormente, foram imputados os dados da estrutura
no Software V-PRO para modelagem computacional, conforme figuras abaixo.

Dados da geometria da peça:

Cargas na seção:
Propriedades da seção fornecidas pelo VPRO:

Geometria do CABO 1 – 12 cordoalhas CP190RB – Protensão bilateral:


Geometria do CABO 2 – 12 cordoalhas CP190RB – Protensão bilateral:

Geometria do CABO 3 – 12 cordoalhas CP190RB – Protensão bilateral:


Geometria do CABO 4 – 12 cordoalhas CP190RB – Protensão bilateral:

Resumo das perdas de protensão:


Verificação ELS – FORMAÇÃO DE FISSURAS:

Verificação ELS – DESCOMPRESSÃO:


Verificação ELU – NO ATO DA PROTENSÃO: