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UNIVERSIDADE METODISTA DE ANGOLA

FACULDADE DE CIENCIAS ECONÓMICAS E EMPRESARIAIS


LICENCIATURA EM GESTÃO E ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS

11432– REDY AFONSO ZAYA BONGUI

CONTROLO FISCAL NO AMBITO DE APURAMENTO DE


RESULTADO

CASO DE ESTUDO: HABICONSTROI – HABITAÇÃO E CONSTRUÇÃO, LDA

LUANDA
2017
UNIVERSIDADE METODISTA DE ANGOLA
FACULDADE DE CIENCIAS ECONÓMICAS E EMPRESARIAIS
LICENCIATURA EM GESTÃO E ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS

11432– REDY AFONSO ZAYA BONGUI

CONTROLO FISCAL NO AMBITO DE APURAMENTO DO IMPOSTO


INDUSTRIAL

CASO DE ESTUDO: HABICONSTROI – HABITAÇÃO E CONSTRUÇÃO, LDA

Monografia apresentada a Faculdade de Ciências


Económicas Empresariais da Universidade Metodista de
Angola para obtenção do grau de Licenciatura em Gestão
e Administração de Empresas na especialidade de
Contabilidade e Fiscalidade, sob orientação do Professor
Francisco Diogo.

LUANDA
2017
DEDICATÓRIA / AGRADECIMENTO

Dedico este trabalho de amplitude ciêntifica ao meu pai. Em memoria, mas estará sempre no
meu coração. Pai estamos juntos, desejo paz e que Deus te Tenha.

Agradeço primeiramente a Deus pela capacidade intelectual concedida e pela vida, agradeço de
seguida ao meu tutor professor Francisco Diogo que esteve sempre disponivel em me atender
mesmo quando muito ocupado; Foste um verdadeiro companheiro, instrutor e conselheiro.

Agradeço a Empresa que forneceu os dados, a minha mãe pela paciencia e noiva pela atenção
dispensada aquando da elaboração do trabalho.

Agradeço aos meus professores desde o primeiro ao último ano na Universidade Metodista de
Angola, Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais, aos meus colegas, as pessoas que
me viram nesta luta aquele abraço.

Finalmente agradeço a todos que directa ou indirectamente contribuiram para a conclusão deste
trabalho e que não foi possível menciona-los.
Conteúdo
LISTA DE TABELAS .................................................................................................................................... V

RESUMO ....................................................................................................................................................... VI

CAPÍTULO I – INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 1

1.1. FORMULAÇÃO DO PROBLEMA ................................................................................................................ 1


1.2 OBJECTIVOS ........................................................................................................................................... 2
1.2.1 OBJECTIVO GERAL ................................................................................................................................. 2
1.2.2 OBJECTIVOS ESPECÍFICOS: .......................................................................................................................... 2
1.3 FORMULAÇÃO DAS HIPÓTESES ............................................................................................................... 2
1.4 LIMITAÇÃO E DELIMITAÇÃO ................................................................................................................... 3

CAPITULO II – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA....................................................................................... 4

2.1.3. TIPO DE PESQUISA ...................................................................................................................................... 4


2.1. POPULAÇÃO E AMOSTRA .............................................................................................................................. 4
2.1.2. TÉCNICAS E INSTRUMENTOS ...................................................................................................................... 5
2.1.4. MODELO DE PESQUISA ............................................................................................................................... 5
2.1.1. VARIÁVEIS (INDEPENDENTES E DEPENDENTES)......................................................................................... 5
2.2. CONFIDENCIALIDADE ................................................................................................................................... 6
2.3. CONSIDERAÇÕES ÉTICAS............................................................................................................................... 6
2.4. PROCEDIMENTOS E DIFICULDADES ENCONTRADAS ....................................................................................... 6
2. REVISÃO DA LITERATURA ................................................................................................................................ 7
2.5 DEFINIÇÃO DE TERMOS E CONCEITOS............................................................................................................. 7
2.6. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................................ ERROR! BOOKMARK NOT DEFINED.
2.6.1. Breve abordagem sobre a composição do imposto.............................................................................. 8
2.6.2 Situação legislativa dos impostos em Angola........................................................................................ 9
2.6.3. Principais alterações em sede da Reforma fiscal ................................................................................ 12
2.6.4. Análise ao Relatório e Contas da empresa ......................................................................................... 19
2.7. Caracterização da empresa ................................................................................................................... 22
2.7.1. Objecto social ..................................................................................................................................... 22
2.7.2. Localização da empresa ..................................................................................................................... 22
2.7.3. Ambiente externo e interno da empresa ............................................................................................. 22
2.7.4. Organização da empresa .................................................................................................................... 23

CAPITULO III – ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS ............................................................ 23

3.1. ANÁLISE DE RESULTADOS .......................................................................................................................... 23


3.1.1.Análise de Modelo 1 ................................................................................ Error! Bookmark not defined.
3.1.3. Apuramento do Imposto sobre Aplicação de Capital ............................. Error! Bookmark not defined.
3.1.4. Apuramento do Imposto Industrial Adicional ........................................ Error! Bookmark not defined.
3.2. INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS ............................................................................................................ 23

CAPITULO IV – CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................... 24

BIBLIOGRAFIA .......................................................................................................................................... 25

ANEXOS ....................................................................................................................................................... 26
LISTA DE TABELAS

Tabela 3-Dossier Fiscal .............................................................................. Error! Bookmark not defined.

Palavras-chaves: Controlo Fiscal, Imposto Industrial, Correcção da Modelo 1

GLOSSÁRIO

AGT Administração Geral Tributária


DAR Documento de arrecadação de receitas
DLI Documento de liquidação de impostos
IAC Imposto de Aplicação de Capitais
II Imposto Industrial
IAC Imposto sobre Aplicação de Capitais
IC Imposto de Consumo
IS Imposto de Selo
IPU Imposto Predial Urbano
NIF Número de Identificação Fiscal
PERT Programa do Executivo para Reforma Tributária
SGCC Sistema de Gestão de Contas Correntes
CGT Código Geral Tributario
PGC Plano Geral de Contabilidade

RESUMO

O presente trabalho foi desenvolvido com intuito de demonstrar a importância da utilização do


controlo fiscal no âmbito de apuramento de Resultado. e aponta quatro objectivos específicos:

 Fundamentar teoricamente o trabalho com vista a garantir o sustento teor da auditoria


tributária;
 Examinar se todas as operações são sustentadas pelas provas ou documentos de registo
contabilísticos e verificar se os procedimentos obedecem as regras e práticas
contabilísticas;

 Verificar se o imposto declarado corresponde ao legalmente devido;

 Apurar e corrigir os impostos em falta que não estão declarados na modelo 1 do imposto
industrial e nos documentos de liquidação de impostos do exercício em análise.

A elaboração do trabalho fundamenta-se em três tipos de pesquisa: Descritiva, bibliográfica e


documental. Em função dos objectivos a estrutura do trabalho comporta 5 capítulos. No entanto
o presente trabalho de investigação científica obedece à seguinte estrutura: Capítulo I;
Elaborou-se neste capítulo a parte introdutória do trabalho; Introdução, organização dos
capítulos, formulação do problema, importância do estudo, objectivos e hipóteses; Capítulo II;
Determinou-se neste capítulo as estratégias metodológicas; população e amostra, variáveis do
estudo, técnicas e instrumentos, tipo de pesquisa, delimitação, considerações éticas; Capítulo
III; Neste capítulo elaborou-se as pesquisas e conceitos; fundamentação téorica, caracterização
de campo de estudo; Capítulo IV; Elaborou-se neste capítulo os instrumentos de pesquisa,
coleta e análise de dados; Capítulo V; No último capítulo do trabalho elaborou-se as conclusões
e recomendações.

Do caso concluímos que, a empresa auditada cumpriu rigorosamente com os princípios e


procedimentos contabilísticos geralmente aceites, visto que, as operações estão bem registadas;
o balanço e demonstração de resultado estão bem preenchidos e a informação apresentada na
Declaração modelo 1representa correctamente à situação financeira da empresa. A Declaração
de Rendimento não foi entregue a Repartição Fiscal atempadamente, no dia 07 de Julho de
2016, mas a empresa não cumpriu com as suas obrigações fiscais, facto estes que nos levaram
a apurar e corrigir os impostos em falta, acrescidos as multas fiscais, juros e adicionais sobre as
multas.

Abstract

This work has been developed in order to demonstrate the importance of tax control in scope
of the accounting results review and is focused on the four major subjects resumed below:

 To provide the theoretical grounding for the tax audit and tax control;
 To review all the transactions and their documental support and verify if the procedures
adopted are in compliance with the accounting standards;
 To verify if the tax amount that has been reported in the Corporate Income Tax (“CIT”)
Return is correct;
 To calculate the CIT amount due by the company in one particular period and rectify the
CIT Return submitted by this company.

This work development is based on three types of research: descriptive, bibliographical and
documentary. Based on the purposes described, the work structure comprises 5 chapters and
obeys the following structure: Chapter I – this chapter includes the introductory part of the
research and depicts the chapters organization, determination of the problem, importance of the
study, its purposes and possible solutions; Chapter II – this chapter describes the
methodological strategies applied in the research; the chosen population and samples, study
variables, techniques and instruments, types of research, delimitation of scope and ethical
considerations; Chapter III – in this chapter were developed the major concepts of the research,
theoretical grounding and characterization of the field of study; Chapter IV - this chapter depicts
the tools for the research, data collection and analysis; Chapter V - this last chapter of the
research contains the conclusions and the recommendations that were elaborated.

Following the detailed review provided in scope of this research we can conclude that the
financial statements under analysis comply with all the generally accepted accounting standards
and procedures and all the transactions are well recorded, the balance sheet and the income
statements are well completed and the information presented in the CIT Return correctly
represents the financial situation of the company. The CIT Return was delivered to the Tax
Office in a timely manner - on May 31, 2010, however, the company did not comply with its
tax obligations, which led us to determine and correct the missing taxes, tax penalties, interests
and additional penalties.
CAPÍTULO I – INTRODUÇÃO

A presente monografia com o tema, “Controlo Fiscal no Ambito de Apuramento de Imposto


Industrial, vai utiizar o estudo de Caso da empresa HABICONSTROI-Habitação e Construções,
Lda., O referido estudo tem como objectivo principal demonstrar os benefícios do controlo
analisando as contas de proveitos ou ganhos e os custos ou perdas de modo a apurar o resultado
fiscal ou o lucro tributável de uma determinada empresa. O controlo fiscal surge como uma
forma prática para apurar o real resultado fiscal, de modo a dar tratamento de determinadas
manipulações contabilísticas, de caracter ilícito. Deste modo, tem havido uma extrema
necessidade de se aprimorar a presença do controlo fiscal no acto da preparação e divulgação
de resultados, de modo a promover um planeamento com vista a assegurar elisão fiscal evitando
diversas situações resultantes da evasão fiscal que poderão provocar riscos materiais e
financeiros relevantes as contas da empresa, tais como: multas fiscais significativas que
acarretam em capitais próprios negativos, falência, e outros riscos. Desta forma no âmbito do
controlo fiscal somos a apresentar em linha de conta a forma como são espelhadas estas
diferenças nas demonstrações financeiras, propriamente analisando o Mapa de Demonstração
de Resultado. No entanto o presente trabalho de investigação científica obedece à seguinte
estrutura:

Capítulo I; Elaborou-se neste capítulo a parte introdutória do trabalho; Introdução, organização


dos capítulos, formulação do problema, importância do estudo, objectivos e hipóteses;

Capítulo II; Determinou-se neste capítulo as pesquisas e conceitos; fundamentação téorica,


caracterização de campo de estudo e as estratégias metodológicas; população e amostra,
variáveis do estudo, técnicas e instrumentos, tipo de pesquisa, delimitação, considerações
éticas.

Capítulo III; Elaborou-se neste capítulo os instrumentos de pesquisa, coleta e análise de dados.

Capítulo IV; No último capítulo do trabalho elaborou-se as conclusões e recomendações.

1.1.Formulação do Problema

Muitas empresas desconhecem a existência da estrutura Fiscal / Tributária, e incorrem a vários


riscos. O apuramento de resultado é uma das operações mais importante da empresa porque
este consiste num conjunto de operações (regularizações) ocorridos durante um exercício
económico que tem por objectivo, em primeiro lugar, valores das várias operações sejam
contabilizadas de acordo com as regras, características e princípios contabilísticos. Em segundo
lugar que a contabilidade cumpra cabalmente a sua função, ou seja, forneça a informação mais
fiável possível para garantir aos interessados a credibilidade que lhe é reconhecida. Em função
desta temática, proponho para uma análise profunda a seguinte questão:

Qual é o impacto da utilização do controlo fiscal no âmbito de apuramento do Imposto


Industrial?

1.2 Objectivos

1.2.1 Objectivo Geral

 Demonstrar a importância da utilização do controlo fiscal no âmbito de apuramento de


Imposto Industrial.

1.2.2 Objectivos Específicos:

 Fundamentar teoricamente o trabalho com vista a garantir o sustento teor da auditoria


tributária;

 Examinar se todas as operações são sustentadas pelas provas ou documentos de registo


contabilísticos e verificar se os procedimentos obedecem as regras e práticas
contabilísticas;

 Verificar se o imposto declarado corresponde ao legalmente devido;

Apurar e corrigir os impostos em falta que não estão declarados na modelo 1 do imposto
industrial e na DLI do exercício em análise

1.3 Formulação das Hipóteses

Diante do exposto verifica-se as seguintes hipóteses:

H1: O controlo fiscal permite detectar irregularidades no cumprimento das obrigações aquando
do apuramento do imposto real devido;

H2: O controlo fiscal não permite detectar irregularidades no cumprimento das obrigações
aquando do apuramento do imposto real devido;
1.4 Limitação e delimitação

O estudo delimita-se nas vertentes a saber;

Limitação temporal; o estudo abrange a análise do processamento de apuramento do imposto


industrial do exercício 2015 da HABICONSTROI – Habitação e Construção, Lda.
O estudo foi realizado na empresa HABICONSTROI – Habitação e Construção, Lda.,
utilizando documentos da empresa, entrevistas, o mesmo foi realizado com o pessoal da área
administrativa (Financeira, comercial e operacional).
CAPITULO II – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 Metodologia
3.1.1. Tipo de pesquisa

A expressão" pesquisa qualitativa" assume diferentes significados no campo das ciências


sociais. Compreende um conjunto de diferentes técnicas interpretativas que visam a descrever
e a descodificar as componentes de um sistema complexo de significados. Tem por objectivo
traduzir e expressar o sentido de fenómenos do mundo social; trata-se de reduzir a distancia
entre indicador e indicado, entre a teoria e dados, entre contexto e acção. Em sua maioria, os
estudos qualitativos são feitos no local de origem dos dados; não impedem o pesquisador de
empregar a lógica do empirismo científico (adequada para fenómenos claramente definidos),
mas partem da suposição de que seja mais apropriado empregar a perspectiva da análise
fenomenológica, quando se trata de fenómenos singulares e dotados de certo grau de
ambiguidade. (GIL, p.520).

O presente trabalho assenta-se no tipo de pesquisa qualitativa, com base ao estudo de caso
devido a sua especificidade e pelo facto de ser um tema que tem como foco perceber e esclarecer
o impacto da reforma tributária sobre o processo de apuramento do imposto industrial, no nosso
caso concreto na HABICONSTROI – Habitação e Construção, Lda.

As pesquisas exploratórias têm como principal finalidade desenvolver, esclarecer e modificar


conceitos e ideias, tendo em vista a formulação de problema mais precisos ou hipóteses para
estudos posteriores. (Gil, 2006:27).

3.1.2. População e Amostra

População ou Universo: é um conjunto definido de elementos que possuem determinadas


características. Comummente fala-se de população como referência ao total de habitantes de
determinado lugar. Todavia, em termos estatísticos, pode-se entender como Amostra: o
conjunto de dados ou observações recolhidas no subconjunto da população. (Rita Marques
Brandão Pag.3) Amostragem por acessibilidade ou por conveniência: constitui o menos
rigoroso de todos os tipos de amostragem. Por isso mesmo é destituída de qualquer rigor
estatístico. O pesquisador selecciona os elementos a que tem acesso, admitindo que este
possam, de alguma forma, representar o universo. Aplica-se este tipo de amostragem em
estudos exploratórios ou qualitativos, onde não é requerido elevado nível de precisão. (António
Carlos Gill 2000:14).
Sendo assim o presente trabalho teve como a população os funcionários do departamento de
Finaças/Contabilidade da Sociedade Mineira de HABICONSTROI – Habitação e Construção,
Lda. no total de 15; como amostra 6 funcionários do referido departamento. A técnica utilizada
para a seleção da amostra foi a da amostragem por acessibilidade ou por conveniência, pois a
mesma acenta-se melhor na pesquisa do tipo exploratórias que é o nosso caso.

3.1.3. Técnicas e Instrumentos

Para a conclusão deste trabalho, selecionou-se as seguintes técnicas e instrumentos:

 Entrevistas e análise documental

Definição de Entrevista

Entrevista: é uma técnica de pesquisa que visa obter informaçãoes de interesse a uma
investigação, onde o pesquisador formula perguntas orientadas, com um objectivo definido,
frente a frente com o respondente e dentro de uma interação social.(GIL, António Carlos, 2006,
p.117)

A definição de análise documental, para Carmo e Ferreira (1998), é um processo que envolve
selecção, tratamento e interpretação da informação existente em documento (escrito, áudio ou
vídeo) com o objectivo de eduzir algum sentido.

3.1.4. Modelo de pesquisa

Em relação à abordagem do problema, será utilizado o modelo de pesquisa analítico uma vez
que o estudo baseou-se na análise das demonstrações financeiras com particularidade ao
processamento do imposto industrial.

3.1.5. Variáveis (Independentes e Dependentes)

Variáveis: são características que são medidas, controladas ou manipuladas em uma pesquisa.
Diferem em muitos aspectos principalmente no papel que a elas e dado em uma pesquisa e na
forma como podem ser medidas. No entanto existem dois tipos de variáveis:

 Variável Independente: são aquelas que são manipuladas; enquanto a variável


dependente são aquelas apenas medidas ou registadas (CEQ e Data Mining-Seminário
de 02/07/2003). Portanto as variáveis independentes e dependentes deste trabalho são:
 Variável independente (X): Controlo Fiscal
 Variável dependente (Y): Modelo 1 do Imposto Industrial

3.1.6. Confidencialidade

Garantiu-se, que fizeram o uso correcto das informações operacionais fornecidas pela empresa
HABICONSTROI – Habitação e Construção, Lda.

3.1.7. Considerações éticas

O presente trabalho obedeceu as regulamentações, emitidas pela Universidade metodista de


Angola; pelo que em função disso o mesmo é isento de plágios.

3.1.8. Procedimentos e dificuldades encontradas

A caminhada para conclusão deste trabalho foi complexa. Foi necessária persistência para a
conclusão do mesmo, tanto mais é que teve necessidade de trocar a empresa por dificuldade de
conseção das Demonstrações Financeiras. E de todas as dificuldades, uma das principais, foi a
reunião do material de apoio para a revisão bibliográfica uma vez que pouco se encontra na
literatura angolana que disserte sobre o tema em estudo. Foi necessário receber ajudas de
amigos, colegas de trabalhos e profissionais na área de impostos que contribuíram,
positivamente, para o encontro do mesmo.

Segundo, foi a disponibilidade do autor, pois não foi fácil conciliar a vertente da actividade
laboral e o tempo para compilar o trabalho, tendo em conta o tráfego de trânsito que a cidade
de Luanda atravessa no final do dia.

Contudo, apesar das situações acima, pensamos ser este o produto final da nossa monografia.
3.2. Revisão da literatura

3.2.1. Definição de termos e conceitos

Imposto: é a prestação pecuniária, definitiva e unilateral, estabelecida por lei a favor de uma
pessoa colectiva de direito público, para a realização de fins públicos. (Fernando Gonçalves
Pag.11)

Imposto: é a prestaçao pecuniária, coactiva e unilateral, a titulo definitivo, sem carácter de


sanção derivada ao Estado ou outros ente público, ou seja, é estabelecida por lei a favor de uma
pessoa colectiva de direito público, que é exigida pelo Estado, para a realização de fins públicos.
(Adilson Sequeira Pag. 9)

Imposto: é uma quantia paga obrigatoriamente por pessoas ou organizações ao governo, a partir
de uma base de cálculo e de um facto gerador. É uma forma de tributo. Tem como principal
finalidade financiar o Estado. O campo da economia que lida com a tributação é o das finanças
públicas. Os impostos podem ser pagos em moeda (dinheiro) ou mercadorias, embora o
pagamento em mercadorias nem sempre seja permitido, ou classificado como impostos em
todos os sistemas tributários.

Imposto Industrial: foi aprovado pelo diploma legislativo nº 35/72 e demais legislações
posteriores. Trata-se de um imposto directo que tributa o lucro obtido pelas pessoas colectivas
em cada ano económico, corrigido pelos efeitos fiscais.

Taxa: é uma receita tributária em que há uma contraprestação individualizada de um serviço


público prestado a quem paga.

Contribuinte: pessoa, singular ou colectiva, em relação á qual se devem verificar os elementos


factícios do pressuposto do imposto e que é visada pela lei como devendo sofrer um certo
desfalque patrimonial a titulo de imposto.

Estabelecimento estável: instalação fixa ou representação permanente para o exercicio da


actividade empresarial nomeadamente:

 Um local de escritório;
 Uma sucursal;
 Uma fábrica;
 Uma oficina; etc.

3.2.2. Breve abordagem sobre a composição do imposto

O estado deve cumprir os seus objectivos de prestação de serviços á comunidade, nos mais
variados campos, tais como: Saúde, Educação, Assistência social, Administração pública,
Defesa e ordem interna, criação de infraestruturas que possibilitem o desenvolvimento
económico-social, etc. Necessita de igual modo de receitas que resultam dos impostos pagos
pelos contribuintes, segundo leis estabelecidas.

Podemos classificar os impostos em:

 Impostos directos;
 Impostos indirectos.

Impostos directos: aqueles cujos pressupostos correspondem á verificação ou identificação


concreta do contribuinte, o qual está dotado de património colectável ou aufere rendimento
tributável. É o caso do:

 Imposto industrial;
 Imposto sobre o rendimento de trabalho;
 Imposto sobre sucessões e doações;
 Sisa.

Impostos indirectos: aqueles que surgem com a ocorrência de certas despesas ou aquisições
de bens para consumo ou fruição. Neste caso destacamos:

 Imposto de selo;
 Imposto de consumo.

Atendendo á estrutura da taxa de imposto devem classificar-se em:

Impostos proporcionais: neste caso a taxa fixa. O imposto aumenta proporcionalmemte á


matéria colectável. Aqui destaca-se:

 Imposto industrial;
 Imposto predial urbano.
Impostos progressivos: nestes impostos, a taxa aumenta á medida que cresce a matéria
colectável. Assim, o imposto aumenta mais que proporcionalemete, face ao aumento da matéria
colectável. É o caso do:

 Imposto sobre as sucessões e doações;


 Imposto sobre o rendimento do trabalho.

Impostos regressivos: estes impostos são caracterizados pela diminuição da taxa do imposto
sempre que aumenta a matéria colectável. Em Angola, não existem este tipo de impostos.

Normalmente distinguem-se quatro fases ou momentos na vida do imposto:

Incidência: é a caracterização em abstracto dos elementos constitutivos da obrigação do


imposto. A incidência pode ser:

Pessoal ou subjectiva: determinação das categorias de sujeitos a imposto com diferentes


tratamentos fiscais;

Real ou objectiva: definição dos bens ou elementos do património que servem de base á
determinação do imposto a pagar.

Lançamento: operações que permitem identificar o contribuinte e determinar a matéria


colectável.

Liquidação: determinação do montante do imposto pela aplicação á matéria colectável da


respectiva taxa, pode ser feita pela administração fiscal, pelo contribuinte ou por terceiros.

Cobrança: operações de pagamento do imposto.

3.2.3. Situação legislativa dos impostos em Angola

Nesta sessão iremos abordar em síntese a incidência e a base legislativa dos impostos praticados
em Angola.

 Código do imposto sobre os rendimentos do trabalho (IRT)- Lei n˚ 18/14, de 22 de


Outubro.

A incidência do IRT encontra-se expressa no capítulo I da legislação fiscal no seu artigo 1˚ nos
seus números 1 e 2 conforme abaixo;
O imposto sobre os rendimentos do trabalho incide sobre os rendimentos por conta própria ou
por conta de outrem, expressos em dinheiro ou em espécie de natureza contratual, periódicos
ou ocasionais, fixos ou variáveis, independentemente da sua proveniência, local, moeda, forma
estipulada para o seu cálculo e pagamento.

Constituem rendimentos do trabalho todas as remunerações percebidas a titulo de ordenados,


vencimentos, salários, honorários, avenças, gratificações, subsídios, prémios, comissões,
participações, senhas de presença, emolumentos, participações em multas, custas e outras
remunerações acessórias.

 Código do imposto sobre as aplicações de capitais

O imposto sobre a aplicação de capitais foi estabelecido pelo decreto legislativo Presidencial
n˚ 2/14, e a sua incidência encontra-se expressa no capítulo I da legislação fiscal nos seus artigo
1˚ e 2˚ conforme abaixo;

O imposto sobre a aplicação de capitais incide sobre os rendimentos provenientes da simples


aplicação de capitais e divide-se em duas secções: A e B.

O imposto é devido pelos titulares dos respectivos rendimentos, sem prejuízo da sua exigência
a outras entidades nos casos previstos neste diploma. (Legislação Fiscal 1º Edição KPMG Pág
216).

 Regulamento do imposto de selo

É um imposto indirecto e encontra-se regulado pelos seguintes diplomas:

 Diploma legislativo n˚ 3774/67 de 08 de Novembro de 1967;


 Decrecto n˚ 7/89;
 Decrecto n˚ 18/92;
 Decrecto Executivo n˚ 85/99;
 Decrecto Executivo n˚ 71/04.

Actualmente o mesmo é legislado pelo decreto legislativo presidencial nº 3/14

A incidência encontra-se expressa no capítulo I da legislação fiscal nos seus artigo 1˚ e 2˚


conforme abaixo;
O imposto de selo recai sobre todos os documentos, livros, papéis, actos e produtos designados
na tabela anexa a este regulamento, ou em leis especiais, salvas as isenções ai declaradas.

O imposto do selo é arrecado por meio de:

 Letras seladas;
 Selo reconstrução nacional;
 Selo de verba;
 Selo a tinta de óleo. (Legislação Fiscal 1º Edição KPMG Pág 237).

 Regulamento do imposto de consumo decreto n˚ 3/A/14, de 21 de Outubro

A incidência do presente regulamento encontra-se expressa no capítulo I da legislação fical nos


seus artigo 1˚ nos números 1 e 2 conforme abaixo;

O imposto de consumo incide sobre;

 A produção e importação de mercadorias, seja qual for a sua origem;


 A arrematação ou venda realizadas pelos serviços aduaneiros ou outros quaisquer
serviços públicos;
 A utilização dos bens ou matérias-primas fora do processo productivo e que
beneficiaram de desoneração do imposto;
 O consumo de água e energia;
 Os serviços de telecomunicações;
 Os serviços de hotelaria e outras actividades a si conexas ou similares.
 Para efeitos deste imposto consideram-se bens produzidos no país productos ai
produzidos ou manufacturados, aqueles cujo processo de produção teve o seu termo em
território nacional. (Legislação Fiscal 1º Edição KPMG Pág 309).

 Código do imposto predial urbano (Foi aprovado pelo diploma legislativo n˚


4044/70 de 13 de outubro, com a introdução da Lei n˚ 18/11 de 21 de Abril).

A incidência do presente regulamento encontra-se expressa no capítulo I da legislação fical nos


seus artigo 1˚ e 2˚ nos números 1 e 2 conforme abaixo;

O imposto predial urbano incide sobre os rendimentos dos prédios urbanos situados no território
Nacional.
Considera-se rendimento dos prédios urbanos, quando arrendados, o valor da respectiva renda
expresso em moeda Nacional; e, quando o não estejam, a equivalente utilidade que deles
obtiver, ou tenha possibilidades de obter, quem possa usar ou fruir os mesmos prédios.

Não incide o imposto predial sobre aquela utilidade, quando os prédios se encontrem adstritos,
por quem os use ou flua sem pagamento de renda, ao exercicio de actividades sujeitas a imposto
industrial, embora delas isentas. (Legislação Fiscal 1º Edição KPMG Pág 342).

3.2.4. Principais alterações em sede da Reforma fiscal

 Isenções e Benefícios Fiscais

Em matéria de isenções e benefícios fiscais, é eliminada a possibilidade de serem concedidas


isenções subjetivas, justificadas por fins sociais ou económicos, permitindo-se, no entanto, que
as isenções e benefícios fiscais atribuídos ao abrigo da legislação actual se mantenham até ao
termo do prazo previsto para as mesmas, desde que atribuídas pelo Estado ou por outra entidade
pública dotada, por lei, com esse poder.

 Grupos de Tributação

Mantêm-se apenas os Grupos de tributação A e B, sendo de referir que se actualizam os valores


de capital social (2.000.000 AKZ) e de proveitos totais (500.000.000 AKZ) a partir dos quais
as sociedades comerciais são obrigatoriamente consideradas como incluídas no Grupo A e, bem
assim, é alargado o âmbito de aplicação deste Grupo às associações, fundações e cooperativas
cuja actividade gere proveitos adicionais às dotações e subsídios recebidos dos seus associados,
cooperantes ou mecenas.

 Determinação da Matéria Colectável do Grupo A

Proveitos ou ganhos

No que diz respeito a proveitos ou ganhos qualificáveis para efeitos de Imposto Industrial,
importa referir que é eliminada a norma segundo a qual os rendimentos provenientes de
quaisquer títulos de dívida pública do país se encontram excluídos de tributação. São
considerados como proveitos ou ganhos realizados no exercício;

 Derivados de perdões de dívida


 Valores de construções, equipamentos ou outros bens de investimento produzidos e
utilizados na própria empresa.
 Adicionalmente, passam a ser tributadas as variações patrimoniais positivas, com
excepção das que decorrem de entradas de capital ou de cobertura de prejuízos efectuada
pelos titulares do capital.

Refira-se, a este respeito, que não é criada uma norma que preveja a consideração como custo
fiscal das variações patrimoniais negativas registadas no capital próprio

 Custos ou perdas dedutíveis

Passa a prever-se, expressamente, na letra da lei, que as contribuições efectuadas pelas


entidades empregadoras para fundos de pensões sejam dedutíveis fiscalmente, em sede de
Imposto Industrial.

Estas contribuições passam a ser tributadas em sede de IRT, relativamente a custos ou perdas
com assistência social (assistência médica, creches, cantinas biblioteca se escolas), os mesmos
apenas serão considerados fiscalmente dedutíveis, na medida em que sejam atribuídos em
benefício da generalidade dos trabalhadores.

 Custos ou perdas não dedutíveis

Passa a prever-se que os seguintes custos ou perdas também não são dedutíveis para efeitos
fiscais:

As multas pela prática de infrações de natureza económica e administrativa, à semelhança das


multas pela prática de infrações tributárias;

 Os custos de conservação e reparação relativos a imóveis, relevados como custam no


apuramento do Imposto Predial Urbano (“IPU”);
 Os juros de empréstimos, sob qualquer forma, dos detentores de capital, bem como os
juros de suprimentos;
 Correções da matéria calectável relativas a exercícios anteriores, bem como as correções
extraordinárias do exercício;
 Os seguros de vida e saúde cujo benefício não seja atribuído à generalidade do pessoal
da empresa.

Uma importante alteração introduzida no âmbito destas alterações legislativas prende-se, ainda,
com a introdução de normas específicas de regulamentação de custos indevidamente
documentados (em que a documentação de suporte da despesa apenas identifica o nome e o
Número de Identificação Fiscal (“NIF”) do beneficiário do pagamento), custos não
documentados (em que não existe documentação válida de suporte nos termos da lei, mas em
que a ocorrência e natureza da despesa são materialmente comprováveis) e despesas
confidenciais (em que não existe documentação válida de suporte nos termos da lei e em que a
ocorrência e natureza da despesa não são materialmente comprováveis). Estes custos, para além
de não poderem ser considerados como enggcargos dedutíveis em sede de Imposto Industrial
(devendo ser acrescidos para efeitos de determinação do lucro tributável), são ainda objecto de
tributação autónoma à taxa de 2%, no caso dos encargos indevidamente ou não documentados,
e de 15%, relativamente às despesas confidenciais.

A taxa de tributação autónoma das despesas confidenciais pode ser elevada para 30% nas
circunstâncias em que a despesa origine um custo ou um proveito na esfera de sujeitos passivos
isentos ou não sujeitos a tributação em sede de Imposto Industrial. Por fim, cumpre mencionar
que, com o propósito de regular o tratamento fiscal a conferir aos donativos e liberalidades,
cria-se a Lei do Mecenato, para a qual o Código do Imposto Industrial passa a remeter nesta
matéria, prevendo-se a não-aceitação, em sede de Imposto Industrial, dos donativos não
enquadrados na referida Lei e, igualmente, a sua tributação a uma taxa autónoma de 15%.

 Existências

A lei passa a prever expressamente que é permitido o registo de custos com existências a título
de depreciação, obsolescência ou possíveis perdas de valor dos seus elementos, nos termos e
limites da legislação em vigor. Actualmente, o registo destes custos está dependente de
aprovação por parte da Direcção Nacional dos Impostos.

 Amortizações e reintegrações

Em matéria de reintegrações e amortizações, o legislador fiscal optou por introduzir uma série
de alterações, no sentido de clarificar, designadamente, o que se deverá entender por activos
amortizáveis, quais os respectivos critérios de valorimetria, métodos de cálculo, regimes
especiais, entre outros temas. Desde logo, importa destacar o facto de os custos com
reintegrações e amortizações apenas poderem ser reconhecidos dentro dos períodos de vida útil
dos bens, salvo casos excepcionais devidamente justificados e reconhecidos pela Direcção
Nacional dos Impostos, de acordo com as taxas de reintegrações e amortizações aplicáveis.
Deste modo, deixa de ser possível a aplicação de taxas mínimas, correspondentes a metade das
taxas máximas permitidas.
A este respeito, importa reter que é revogada a actual tabela das taxas anuais de reintegrações
e amortizações, aprovada pela Portaria n.º 755/72, de 26 de Outubro, sendo aprovada uma nova
tabela, com algumas actualizações às taxas em vigor e com a previsão de novas tipologias de
activos.

Com especial importância para o sector industrial, passa a ser expressamente previsto um
regime intensivo de reconhecimento de amortizações sobre bens que laborem em dois turnos
(majoração de 25% da taxa de amortização) ou de forma contínua (50% de majoração).

É ainda introduzida uma regra, segundo a qual as amortizações que, num dado exercício, não
sejam consideradas como custos ou perdas para efeitos fiscais, por excederem a amortização
máxima permitida, poderão ser consideradas como custos ou perdas do exercício seguinte,
quando aceites nos termos da legislação aplicável, e desde que efectuada a adequada
regularização contabilística.

Ao nível das taxas, merece especial destaque o facto de terem sido criadas taxas para os
computadores

(33,33%) e de ter sido reduzida a taxa dos veículos automóveis pesados, ligeiros e mistos para
25%.

 Provisões

A par das alterações previstas no Código do Imposto Industrial, é prevista a aprovação de um


Decreto Executivo específico com vista à regulamentação das condições de dedutibilidade das
provisões para processos judiciais em curso, para créditos de cobrança duvidosa e para custos
ou perdas com existências. A este respeito, importa destacar que o legislador vem
expressamente definir que se consideram créditos de cobrança duvidosa (em que o risco de
incobrabilidade se considera devidamente justificado) os casos em que:

O devedor tenha pendente processo especial de recuperação de empresa e protecção de credores


ou;

 Processo de execução, falência ou insolvência;


 Os créditos tenham sido reclamados judicialmente;
 Os créditos estejam em mora há mais de 6 meses desde a data do respectivo vencimento.

Por seu turno, não se consideram fiscalmente dedutíveis os custos com provisões para créditos
de cobrança duvidosa relativas a:
 Créditos cobertos por seguro, com excepção da importância correspondente à
percentagem de descoberto, obrigatório ou por qualquer espécie de garantia real;
 Créditos sobre pessoas singulares ou colectivas que detenham mais de 10% do capital
da empresa ou sobre membros dos seus órgãos sociais, salvo nos casos previstos na Lei;
 Créditos sobre empresas participadas em mais de 10% do capital, salvo nos casos
previstos na Lei.

Para os contribuintes que exerçam a actividade editorial, encontra-se prevista uma norma
específica de determinação de custos com provisões fiscalmente dedutíveis.

 Deduções para efeitos de determinação do lucro tributável

Passa a estar prevista a dedução à matéria colectável, e até à concorrência desta, dos proveitos
sujeitos a IPU e a IAC. Deste modo, é revogado o mecanismo da eliminação da dupla tributação
económica por dedução à colecta, relativamente a lucros decorrentes da detenção de partes
sociais nacionais sujeitas a Imposto Industrial. Na mesma medida, deixam de poder ser
deduzidos os dividendos e juros de títulos nacionais em que tenham sido aplicadas as reservas
técnicas das sociedades de seguros.

 Prejuízos fiscais

A regra do reporte dos prejuízos fiscais mantém-se nos três anos. Contudo, o legislador vem
especificar que, caso o contribuinte tenha apurado prejuízos fiscais no decorrer de um período
de isenção ou redução de taxa de Imposto Industrial, os mesmos não poderão ser deduzidos ao
lucro tributável apurado nos exercícios posteriores ao fim do período de isenção ou de redução
de taxa.

No mesmo sentido, os prejuízos apurados no âmbito de uma actividade isenta ou que beneficie
de redução de taxa também não são passíveis de serem deduzidos contra lucros de outras
actividades sujeitas ao regime geral.

 Lucros levados a reservas

A dedução à matéria colectável dos lucros levados a reservas passa a estar limitada até metade
do seu valor (independentemente da origem dos lucros), desde que os mesmos sejam
reinvestidos nos três anos seguintes em instalações ou equipamentos novos que contribuam,
objectivamente, para a criação de emprego e para o desenvolvimento económico do País. O
presente benefício está dependente de aprovação por parte da Administração Geral Tributaria,
mediante requerimento a submeter pelo contribuinte até ao final do mês de Janeiro do ano
seguinte à conclusão do investimento.

 Determinação da matéria colectável do Grupo B

A tributação passa a incidir sobre os lucros efectivamente obtidos pelos contribuintes e


determinados através da sua contabilidade (com recurso às mesmas regras aplicáveis aos
contribuintes do Grupo A) ou, e apenas quando tal não for possível, sobre os lucros
presumivelmente obtidos pelos contribuintes.

Nestes casos, passa a ser presumida uma matéria colectável correspondente a 25% do valor de
compras efectuadas e dos serviços contratados no exercício. Na ausência destes elementos,
presume-se uma matéria colectável em dobro da apurada através da tabela de lucros mínimos.

 Determinação da colecta dos serviços acidentais

A matéria colectável do regime de liquidação de imposto dos serviços acidentais presume-se


constituída pelo valor global do serviço prestado, excepto se ao contribuinte for possível
demonstrar e documentar a componente do preço relativa a matérias-primas, peças ou materiais
necessários à prestação do serviço, os quais lhe permitem uma dedução máxima, à matéria
colectável, de 30%.

 Neutralidade fiscal em operações de fusão de sociedades

É criado um regime de neutralidade fiscal a aplicar às fusões de sociedades, no sentido de não


existir qualquer impacto fiscal da fusão na esfera das sociedades envolvidas, o qual obedece a
normas específicas, das quais se destaca o facto dos elementos patrimoniais objecto de
transferência terem de ser registados na contabilidade da sociedade beneficiária pelos mesmos
valores que tinham na contabilidade das sociedades fundidas. Os prejuízos fiscais apurados na
esfera das sociedadesfundidas poderão ser deduzidos aos lucros tributáveis da sociedade
beneficiária nos seis exercícios posteriores a que os mesmos se reportam, mediante autorização
prévia do Ministro das Finanças.

 Taxas

A taxa de Imposto Industrial é reduzida de 35% para 30%, sendo prevista ainda a possibilidade
de reduções de taxa no contexto de projectos de investimento privado, desde que devidamente
licenciados pela Agência Nacional para o Investimento Privado ou por legislação especial
aprovada para o efeito.

 Liquidações provisórias de Imposto Industrial

As regras de liquidação provisória de Imposto Industrial são, no âmbito deste pacote legislativo
da Reforma Fiscal, totalmente reformuladas, passando a distinguir-se as situações de venda de
bens das situações de prestação de serviços, independentemente dos sujeitos passivos se
enquadrarem no Grupo A ou B.

 Liquidações provisórias sobre vendas de bens

O imposto devido em actividades de vendas de bens, pelos contribuintes dos Grupos A e B,


passa a ser objecto de auto-liquidação provisória até ao final dos meses de Agosto e Julho,
respectivamente, por referência ao próprio exercício fiscal em que a actividade teve lugar,
devendo a liquidação em causa ser efectuada mediante a aplicação de uma taxa de 2% sobre o
volume total de vendas do contribuinte, incluídas s matérias-primas, peças ou materiais
necessários à prestação de serviços, apurado no primeiro semestre do exercício. Porém,
relativamente aos contribuintes do Grupo B cuja matéria colectável seja determinada pelo dobro
da matéria colectável apurada nos termos da tabela dos lucros mínimos, a liquidação provisória
é calculada sobre metade deste valor.

Prevê-se que se possa deduzir, à liquidação provisória sobre as vendas, o imposto


comprovadamente entregue em excesso nas liquidações provisórias dos exercícios anteriores,
até ao limite do prazo de caducidade previsto no Código Geral Tributário.

 Liquidações provisórias no sector bancário e segurador

Cumpre ressalvar que os contribuintes cuja actividade esteja no âmbito dos poderes de
supervisão do Banco Nacional de Angola e do Instituto de Supervisão de Seguros efectuam a
respectiva liquidação provisória utilizando como base de cálculo o total do resultado derivado
de operações de intermediação financeira ou dos prémios de seguro e resseguro,
respectivamente, apurados nos primeiros seis meses do exercício anterior, à qual aplicam uma
taxa de 15%. O regime de liquidação provisória destas entidades é regido, com as devidas
adaptações, pelo regime disposto quanto às liquidações provisórias de vendas de bens.

 Liquidações provisórias sobre prestações de serviços

As prestações de serviços de gestão ou administração (com conceito lato, o qual inclui diversos
tipos de prestações de serviços expressamente identificados pelo legislador), efectuadas por
contribuintes dos Grupos A e B, estão sujeitas a tributação, por retenção na fonte, à taxa de
6,5%, a efectuar pelas entidades pagadoras dos rendimentos, devendo a entrega do imposto ser
efectuada até ao final do mês seguinte. Esta liquidação de imposto é de natureza provisória e
releva na liquidação definitiva, deduzindo-se à colecta final do contribuinte.

Contudo, se, na determinação final do Imposto Industrial, for apurado um montante inferior ao
imposto pago provisoriamente no decurso do exercício, esse crédito deverá ser abatido à colecta
dos exercícios seguintes, dentro do prazo geral de caducidade do imposto.

 Outras Alterações Relevantes

É introduzida a possibilidade de submissão das Declarações de rendimentos de Imposto


Industrial através de meios electrónicos. Por último, cumpre referir que são introduzidas várias
alterações ao nível das obrigações declarativas, regras de cobrança e garantias dos contribuintes
de Imposto Industrial, tanto no que diz respeito aos contribuintes incluídos no Grupo A, como
no Grupo B.

3.2.5. Análise ao Relatório e Contas da empresa

Esta análise vai permitir que o Analista fiscal tenha conhecimento sobre todas informações
inerentes a empresa, desde seu objecto social, as políticas contabilísticas, os critérios
valorimétricos, até a sua situação económica e financeira.
Reconciliação da Declaração Modelo 1 com a Demonstração de Resultados do exercício

Consiste em confirmar se a informação apresentada na Declaração representa correctamente à


situação financeira da empresa, deverá ser efectuado um teste comprovativo entre Declaração
e a Demonstração de Resultados do exercício.

Análise do balancete analítico antes do Apuramento de Resultados

Análise do balancete analítico consiste em verificar a desagregação das contas e os respectivos


lançamentos contabilísticos, pois este é o quadro contabilístico onde se inscrevem todas as
contas do razão, com os totais dos débitos e dos créditos e os acumulados. Consiste em verificar
as contas do Balanço e de Resultados com grandes implicações para o apuramento do Lucro
tributável, e sobre outros impostos. Desta análise poderão surgir dúvidas sobre a credibilidade
e o teor de algumas contas, sendo assim podemos pedir esclarecimentos adicionais.

Verificação da situação fiscal do contribuinte

Consiste em verificar no sistema informático de gestão de contas correntes, se a empresa


durante o ano auditado, pagou os Impostos a que esteve sujeito. Caso o resultado da pesquisa
seja negativo, elaboramos o pedido de esclarecimento e questionamentos a empresa sobre o
porquê do não pagamento.

Solicitação da documentação que se achar relevante para o controlo a executar

Logo após a análise do conteúdo do Balancete e da verificação no SGCC poderão surgir alguns
questionamentos que só poderão ser esclarecidos a partir do pedido de esclarecimento.

Análise da informação disponibilizada, após o pedido de esclarecimento

Após recepção da documentação solicitada, devemos analisar o teor e a credibilidade da


informação disponibilizada pela empresa, caso tenhamos mais dúvidas, devemos seleccionar
uma amostra e solicitar ao contribuinte que nos envie os comprovativos.

Selecção da documentação a partir dos extractos de Contas Fornecidos


Esta metodologia consiste em seleccionar alguns documentos nos extractos das contas
apresentadas, e solicitar os seus comprovativos. Caso a empresa não tenha a documentação
requisitada ou não consiga provar a veracidade dos custos incorridos, os mesmos serão
acrescidos ao lucro tributável.

Auscultação e apresentação das irregularidades detectadas

É o encontro programado, entre o auditor Fiscal e o contribuinte, em que são apresentadas e


discutidas, todas as inconformidades detectadas. O contribuinte tem a oportunidade de aceitar,
contrair e refutar sobre as correcções efectuadas. Caso o contribuinte não concorde com as
correcções, lhe é dado um prazo para que ele possa enviar a documentação que contrarie as
correcções. Este encontro também tem o carácter pedagógico, pois o auditor fiscal, tendo em
conta a avaliação pré-eliminar efectuada, poderá fazer recomendações no sentido do
contribuinte melhorar os seus procedimentos contabilísticos e fiscais.

Apuramento e cobrança do imposto Industrial adicional se existir

Após análise de toda informação disponibilizada, todos os custos excessivos, proveitos não
declarados, amortizações com taxas excessivas, provisões excessivas e inexistentes e todas as
inconformidades que contrariam o que está previsto no Código do Imposto Industrial, serão
acrescidos ao lucro Tributável, para se voltar a calcular o novo Imposto Industrial. Depois de
apurado, este será comparado com o Imposto Industrial pago e a diferença encontrada vai
corresponder ao Imposto Industrial adicional. Caso a empresa tenha declarado ter prejuízo e
após a correcção se apure lucros, a empresa poderá reclamar ou pagar o imposto devido, no
prazo de 15 dias, contados a partir da data da recepção do mandato de notificação conforme
estabelecido na Lei.

O mandato de notificação e o documento elaborado no final de uma auditoria fiscal, ele serve
para cobrarmos os impostos e dar a conhecer a situação fiscal do contribuinte durante o
exercício auditado.

Quando o Lucro tributável declarado pelo contribuinte corresponde ao apurado pelo auditor
fiscal, elabora-se um mandato de notificação, para informar que das correcções efectuadas pelo
auditor não se conseguiu apurar nenhuma inconformidade.

Apuramento e cobrança de outros Impostos, caso estejam em falta


Das análises efectuadas as contas e ao SGCC, por vezes chegamos a concluir que a empresa
não honrou com as obrigações fiscais a que esteve sujeita no exercício, nestes termos cobramos
os impostos em falta com multa fiscais, juros e adicionais de 10% sobre as multas.

Caso a empresa não esteja em situação faltosa, elabora-se somente o mandato de notificação do
Imposto Industrial.

3.3. Caracterização da empresa

A Empresa tem a denominação de HABICONSTROI – Habitação e Construção, Lda. É uma


empresa privada, constituída em 2009 e juridicamente classifica-se como uma sociedade
comercial por quotas cujo capital social é de 400.000,00 Kz. O qual foi realizado em bens
moveis e imóveis.

3.3.1. Objecto social

HABICONSTROI – Habitação e Construção, Lda. tem como objecto social as actividades de


projecto, fornecimento e montagem de instalações eléctricas e mecânicas, infra-estruturas
diversas, indústria de engenharia eléctrica, metalomecânica, galvanização, construção civil e
obras públicas, podendo ainda exercer actividades no ramo do comércio a grosso e a retalho.

3.3.2. Localização da empresa

Encontra-se localizada na Rua Kwame Nkruman, 207 R/c. É uma zona de fácil acesso com vias
de comunicação em bom estado, o que permite que todos os entes que fazem parte do seu
ambiente externo e interno possam se dirigir com facilidade para a instituição.

3.3.3. Ambiente externo e interno da empresa

Fazem parte do ambiente externo da HABICONSTROI – Habitação e Construção, Lda., o


Estado, os seus fornecedores nacionais e estrangeiros e clientes.
Quanto ao seu ambiente interno fazem parte os investidores, gestores e trabalhadores etc.

3.3.4. Organização da empresa

No topo da sua estrutura orgânica encontra-se a Direcção Geral. Possui 2 (dois) Departamentos,
sendo um de Gerência administrativa e o de contabilidade. O Departamento de Gerência
Administrativa divide-se em 6 Secções: O sector de Recursos Humanos, sector do Pessoal,
sector Financeiro, sector de supervisão Operacional, coordenação operacional e vigilância.

Organicamente a empresa tem a seguinte estrutura:

A HABICONSTROI – Habitação e Construção corresponde a uma filial da HABICONSTROI


- PORTUGAL. No seu geral possui 200 trabalhadores. Dos quais 70 estão no sector de
supervisão operacional, 30 no sector de coordenação e os restantes redistribuídos nos diversos
sectores da empresa.

CAPITULO III – ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS

O trabalho apresentado foi realizado em 01 de Agosto de 2016 referente ao relatório de contas


de 2015 e 2016, verificando á declaração de imposto da empresa como objecto de investigação.
Confirmar se verificaram os impostos declarados por ela, seu cálculo e apuramento dos
mesmos, com o objectivo de encontrar diferença entre os mesmos.

3.1. Análise de Resultados

3.2. Interpretação dos Resultados


CAPITULO IV – CONSIDERAÇÕES FINAIS

4.1. Conclusão

Da correcção efectuada a Declaração de Rendimento da empresa HABICONSTROI –


HABITAÇÃO E CONSTRUÇÃO, LDA, durante o ano de 2015 chegamos às seguintes
conclusões:

a) A HABICONSTROI durante o ano de 2015, não foi uma empresa regular, pois não
pagou os Impostos a que esteve sujeita, demonstrando ser uma empresa faltosa.
Simplesmente honrou com os procedimentos e regras de contabilidade e também
efectuou a entrega da Declaração a Repartição Fiscal fora da data prevista por lei.

b) O Imposto Industrial apurado pela HABICONSTROI não estava em consonância com


o apurado pela Administração Fiscal, pelo facto da mesma ter excedido os seus custos
em algumas rubricas, ter efectuado deduções a matéria colectável a título de retenção
na fonte Lei 7/97, que não conseguiu comprovar documentalmente.

c) Das correcções efectuadas, apuramos um Imposto Industrial Adicional de 1.054.237,00


kz, um Imposto de Selo dos recibos de 720.092,00 kz e Imposto de Aplicação de Capital
de 1.285.057,00 kz, perfazendo um total a título de não observância das regras fiscais,
no valor de 3.059.386,00 kz

d) Das hipóteses apresentadas verificou-se que a primeira é verdadeira sendo que “controlo
fiscal permitiu detectar irregularidades no cumprimento das obrigações aquando do
apuramento do imposto real devido”. Por sua vez o problema foi respondido.

CAPITULO V – RECOMENDAÇÕES

5.1.Recomendações

Recomendamos o seguinte:

a) Que a HABICONSTROI, continue a funcionar no sentido de gerar mais emprego.

b) Que a empresa comece a cumprir com rigor as obrigações fiscais a que está sujeita,
porque pela falta cometida, ela pagará um valor muito superior a que devia ter pado.

c) Que a empresa contrate um bom contabilista, com conhecimentos sobre a Fiscalidade.


d) Que a empresa continue a registar e arquivar toda informação contabilística porque o
fisco tem até cinco anos para corrigir uma Declaração de Rendimento.

e) Que a empresa tenha um sistema de planeamento e controlo fiscal que lhe possibilite ter
conhecimento de quanto pagou, e quanto irá pagar em termos de Impostos, para que no
futuro não seja confrontada com a cobrança de impostos com valores muito elevados.

BIBLIOGRAFIA

SEQUEIRA, Adilson. Planeamento e Gesstão Fiscal em Angola, Escolar Editora 2014.

António Borges, Azevedo Rodrigues e Rogério Rodrigues, Elementos de Contabilidade


Geral, Áreas Editora 2014.

SEQUEIRA, Adilson. Planeamento e Gestão Fiscal, 2ª edição, Escolar editora 2015.

Nvela, Antonio Fiscalidade Angolana (Âmbito da Reforma Fiscal), Colecção Teses Mestrados
2015.

BENZINHO Jorge, RODRIGUES Marcos. Técnicas de Gestão de Empresas trabalho de fim


de exercicio, Escolar Editora.

GONÇALVES Fernando. Fiscalidade para Contabilistas, Texto Editores, Luanda abril de 2009
1ºEdição.

GONÇALVES Fernando. Fiscalidade para , Texto Editores, Luanda maio de 2013 2ºEdição.

IMPOSTOS direção nacional. Legislação Fiscal "Tributação do Rendimento" 2ºEdição 2008

GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projectos de pesquisa. 2ª Edição São Paulo: Atlas,
2006;

KPMG, Legislação Fiscal da República de Angola, Plural editores, 1º Edição

REPÚBLICA DE ANGOLA Ministério das Finanças; Projecto Executivo para a Reforma


Tributária; Linhas Gerais do Executivo para a Reforma Tributária em Angola; Jornal de Angola,
segunda feira, 11 de Abril de 2011.

Legislação:
Constituição da República de Angola, Imprensa Nacional, Luanda, 2010;
Legislação Fiscal da República de Angola, Plural Editores, 4ª Edição,
Diploma Legislativo nº 35/72 de 29 de Abril, Código do Imposto Industrial, com alterações
introduzidas pela Lei nº 19/14, de 22 de Outubro;
Diploma Legislativo nº 4044/70, Código do Imposto Predial Urbano;
Diploma Legislativo nº 38/68 de 30 de Dezembro de 1968, Código Geral Tributário, com
alterações introduzidas pelo Decreto Presidencial nº 21/14 de 22 de Outubro de 2014;
Decreto Presidencial nº 3/A/14, de 21 de Outubro;
Código do Imposto Sobre aplicação de Capitais;
Lei nº 18/14, de 22 de Outubro, Código do Imposto Sobre os Rendimentos do trabalho (IRT);
Diploma Legislativo nº 1647/68, de 29 de Maio, aprova o Regulamento do Imposto do selo;
Decreto - Executivo nº 71/04, de 9 de Julho, aprova a Tabela Geral do Imposto do selo;
Decreto Legislativo Presidencial nº 3/14 que regula o Imposto de Selo;
Portaria nº 755/72, de 26 de Outubro, aprova as taxas de Amortizações e Reintegrações a aplicar
ao activo imobilizado;
Portaria nº 668/2, de 28 de Setembro, aprova as taxas dos limites das provisões;
Diploma Legislativo nº 36/72, de 01 de Maio, aprova o Código do Imposto sobre aplicação de
Capitais, com alterações introduzidas pela Lei nº 14/92.

ANEXOS