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M AT E M Á T I C A

1
As torneiras A, B e C, que operam com vazão constante,
podem, cada uma, encher um reservatório vazio em 60
horas, 48 horas e 80 horas, respectivamente. Para encher
esse mesmo reservatório vazio, inicialmente abre-se a
torneira A por quatro horas e, em seguida, fecha-se a
torneira A e abre-se a torneira B por quatro horas. Por fim,
fecha-se a torneira B e abre-se a torneira C até que o
reservatório se encha por completo. De acordo com o
processo descrito, o tempo necessário e suficiente para
encher o reservatório por completo e sem transborda-
mento é de
a) 84 horas.
b) 76 horas.
c) 72 horas.
d) 64 horas.
e) 60 horas.
Resolução
Seja R o “tamanho” do reservatório.
1) Se a torneira A leva 60h para encher o reser-
R
vatório, em 1 hora enche ––– . Em 4 horas ela
60
R R
encheu 4 . ––– = ––– .
60 15
2) Se a torneira B leva 48h para encher o reser-
R
vatório, em 1 hora enche ––– . Em 4 horas ela
48
R R
encheu 4 . ––– = ––– .
48 12
3) Se a torneira C leva 80h para encher o reser-
R
vatório, em 1 hora enche ––– . Para encher os
80
R R 51R
R – ––– – ––– = ––––– que faltavam para com-
15 12 60
pletar o reservatório foram necessário
51R
–––––
60
––––––– = 68 horas.
R
–––
80
Ao todo foram necessárias e suficientes
(4 + 4 + 68)h = 76h

Resposta: B

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
2
Aníbal, Cláudio, Daniel, Rafael e Renato são interrogados
na investigação do roubo de uma joia. Sabe-se que apenas
um deles cometeu o roubo. No interrogatório, as seguintes
falas foram registradas:
Renato: “Aníbal roubou a joia”.
Aníbal: “Cláudio não roubou a joia”.
Rafael: “Daniel roubou a joia”.
Daniel: “Aníbal não roubou a joia”.
Cláudio: “Renato roubou a joia”.
Se apenas três dos cinco disseram a verdade em sua fala
e se quem roubou a joia mentiu na sua fala, então, quem
roubou a joia foi
a) Aníbal.
b) Cláudio.
c) Daniel.
d) Rafael.
e) Renato.
Resolução
A tabela a seguir, onde “V” significa falou a verdade e
“M” significa mentiu, mostra o que acontece com as
respostas dadas por cada um, em cada caso.
Quem
roubou Aníbal Cláudio Daniel Rafael Renato
foi…

Aníbal V M M M V

Cláudio M M V M M

Daniel V M V V M

Rafael V M V M M

Renato V V V M 쎻
M

Como a questão diz que dos cinco apenas três dis-


seram a verdade, tanto Daniel como Renato podem ter
roubado a joia. No entanto a questão diz que “quem
roubou a joia mentiu” em sua fala este só pode ter sido
RENATO.

Resposta: E

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
3
A conta armada a seguir indica a adição de três números
naturais, cada um com três algarismos, resultando em um
número natural de quatro algarismos. Os algarismos que
compõem os números envolvidos na conta, indicados
pelas letras A, C, D e E, representam números primos
distintos entre si.
AEC
+ CDD
EAE
––––––––––
1CDC

Assim, o valor de E . D + A . C é igual a


a) 35.
b) 33.
c) 31.
d) 29.
e) 27.
Resolução
I) Se A, B, C e D são algarismos, primos e distintos
entre si, podem ser 2, 3, 5 e 7, não necessariamente
nesta ordem.
II) Como C + D + E = C, obrigatoriamente deve-
mos ter D + E = 10. Desta forma, (D = 3 e E = 7) ou
(D = 7 e E = 3).
III) Como 1 + E + D + A = D, obrigatoriamente
devemos ter 1 + E + A = 10 ⇔ E + A = 9. Assim,
(E = 2 e A = 7) ou (E = 7 e A = 2).
IV) Dos itens (II) e (III), conclui-se que E = 7.
Consequentemente, D = 3, A = 2 e C = 5.
A conta fica
275
+ 533
727
––––––––––
1535

V) Por último, E . D + A . C = 7 . 3 + 2 . 5 = 31

Resposta: C

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
4
O quadrado PQRS está inscrito em um círculo de centro
— —
C. A corda BQ intersecta a diagonal PR do quadrado em
A, sendo que QA = 6 cm e AB = 4 cm.

Nas condições descritas, a medida do lado do quadrado


PQRS, em cm, é igual a
a) 2
10.
b) 5
2.
c) 2
15.
d) 6
2.
e) 7
2.
Resolução

Sendo ᐉ, a medida do lado do quadrado, ᐉ 


2 a
medida da diagonal, AR = a e AP = ᐉ 
2 – a, temos:
1) No triângulo AQR, pela lei dos cossenos,
AQ2 = AR2 + RQ2 – 2 . AR . RQ . cos 45° ⇒

2
⇒ 62 = a2 + ᐉ2 – 2 . a . ᐉ . –––– ⇒
2

⇒ 36 = a2 + ᐉ2 – aᐉ
2 (I)

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
2) Da potência do ponto A, AR . AP = AQ . AB ⇒

⇒ a . (ᐉ
2 – a) = 6 . 4 ⇒ aᐉ
2 – a2 = 24 (II)

3) Das equações (I) e (II) resulta,


(a2 + ᐉ2 – aᐉ
2 ) + (aᐉ
2 – a2) = 36 + 24 ⇒
⇒ ᐉ2 = 60 ⇒ ᐉ = 2 
15

Resposta: C

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
5
As cidades A, B, C e D estão ligadas por uma rodovia,
como mostra a figura seguinte, feita fora de escala.

Por essa rodovia, a distância entre A e C é o triplo da


distância entre C e D, a distância entre B e D é a metade da
distância entre A e B, e a distância entre B e C é igual a
5 km. Por essa estrada, se a distância entre C e D corres-
ponde a x% da distância entre A e B, então x é igual a
a) 36.
b) 36,5.
c) 37.
d) 37,5.
e) 38.
Resolução

Sejam a, b e c, em quilômetros, respectivamente as


distâncias entre A e B, B e C e C e D, sempre pela
estrada. Temos:


a + b = 3c

 
a – 3c = – 5 a 40
1
b + c = ––a ⇔ a – 2c = 10 ⇔ b = 5
2 b=5 c = 15
b=5
Assim,
c 15 3
x% = ––– = ––– = ––– = 0,375 = 37,5% ⇔ x = 37,5
a 40 8

Resposta: D
a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
6
Na tabela de 8 colunas e infinitas linhas numeradas,
indicada na figura, podemos formar infinitos quadrados
coloridos 3x3, como mostra um exemplo.

Nessa tabela, o quadrado colorido 3x3 cuja soma dos 9


elementos é igual a 4 806 ocupa três linhas, sendo uma
delas a linha
a) 71.
b) 67.
c) 53.
d) 49.
e) 41.
Resolução
1) O quadrado colorido 3x3 é do tipo
x x+1 x+2
x+8 x+9 x + 10
x + 16 x + 17 x + 18
cuja soma dos elemento é
x + (x + 1) + (x + 2) + (x + 8) + (x + 9) + (x + 10) +
+ (x + 16) + (x + 17) + (x + 18) = 9x + 81 = 4806
Assim, 9x = 4725 ⇔ x = 525

2) Como 525 8 o número x está na 65a. linha e


5 65
na 5a. coluna. Desta forma, o quadrado con-
siderado ocupa as linhas 65, 66 e 67 e as colunas 5,
6 e 7.

Resposta: B

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
7
Removendo um número do conjunto {11, 12, 17, 18, 23,
29, 30} formamos um novo conjunto com média arit-
mética dos elementos igual a 18,5. A mediana dos
elementos desse novo conjunto é igual a
a) 26,5.
b) 26,0.
c) 20,5.
d) 17,5.
e) 14,5.
Resolução
1) A soma dos elementos do conjunto {11, 12, 17, 18,
23, 29 e 30} é 140.
Se ao retirarmos um elemento deste conjunto a
média aritmética dos seis elementos restantes é
18,5, a soma dos elementos restantes é
18,5 x 6 = 111 e, portanto, o número retirado foi
140 – 111 = 29.
2) O novo conjunto é {11, 12, 17, 18, 23, 30} cuja
17 + 18
mediana é ––––––– = 17,5.
2

Resposta: D

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
8
Em uma prova de matemática de 10 questões, cada
questão vale zero ou um ponto, não havendo pontuações
intermediárias.
Concede-se conceito C para os alunos que fizerem de 5 a
6 pontos, conceito B para os que fizerem de 7 a 8 pontos,
e A para os que fizerem de 9 a 10 pontos. Alunos que
fizerem menos do que 5 pontos recebem conceito
insatisfatório.
A respeito do desempenho dos alunos de uma classe nessa
prova, sabe-se que nenhum deles recebeu conceito
insatisfatório, 20% receberam conceito A, 36 alunos não
receberam conceito A e x% dos alunos receberam
conceito C, sendo x um número inteiro positivo. Apenas
com os dados informados, é possível concluir que a
pontuação dos alunos que tiraram conceito A ou conceito
B nessa prova pode ter sido, no máximo, igual a
a) 162.
b) 226.
c) 234.
d) 290.
e) 306.
Resolução
1) Seja n o número de alunos da sala. Como
(100% – 20%) = 80% dos alunos não tiveram o
conceito A,
80
80% n = 36 ⇒ –––– . n = 36 ⇒ n = 45
100
2) Para a pontuação daqueles que obtiveram con-
ceitos A e B ser a maior possível devemos con-
siderar que:
– Todos os alunos que tiveram conceito B tiraram
a maior nota (8 no caso).
– Todos os alunos que tiveram conceito A tiraram
a maior nota (10 no caso).
– A menor quantidade possível de alunos tenham
tirado conceito C (x é menor possível).
3) Desta forma, com 1% . 45 = 0,45, 2% . 45 = 0,90,
3% . 45 = 1,35 e assim por diante, o menor valor
de x é 20, pois 20% . 45 = 9, lembrando que o
número de alunos é sempre inteiro.

4) O número de alunos que tiveram conceito B foi


36 – 9 = 27 e o número de alunos que tiveram
conceito A foi 20% . 45 = 9.

5) Assim, a maior pontuação possível para aqueles


que tiveram conceito A ou B é
27 . 8 + 9 . 10 = 216 + 90 = 306

Resposta: E
a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
9
A torre de controle de tráfego marítimo de Algés, em
Portugal, tem o formato de um prisma oblíquo, com base
retangular de área 247 m2. A inclinação da torre é de
aproximadamente 76,7°, com deslocamento horizontal de
9 m da base superior em relação à base inferior do prisma.

Dados:

α sen α cos α tg α

13,3° 0,23 0,97 0,24

Nas condições descritas, o volume do prisma que repre-


senta essa torre, aproximado na casa da centena, é igual
a
a) 9 300 m3.
b) 8 900 m3.
c) 8 300 m3.
d) 4 600 m3.
e) 4 200 m3.

Resolução

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
1) Independente do plano ABFE ser ou não perpen-
dicular ao plano da base, sempre haverá um
triângulo retângulo EIA, onde I é a projeção
ortogonal de E sobre o plano da base, conforme a
figura.
9
Neste triângulo tg 13,3° = ––– ⇔
h
9 9
⇔ h = –––––––– ⇒ h = ––––– = 37,5
tg 13,3° 0,24

2) O volume do prisma que representa a torre, em


m3, é V = 247 . 37,5 = 9262,5  9300

Resposta: A

10
Os pontos de coordenadas cartesianas (2, 3) e (–1, 2)
pertencem a uma circunferência. Uma reta que passa,
necessariamente, pelo centro dessa circunferência tem
equação
a) 3x – y + 9 = 0.
b) 3x + y – 9 = 0.
c) 3x + y – 4 = 0.
d) x + 3y – 4 = 0.
e) x + 3y – 9 = 0.
Resolução

Uma reta que passa, necessariamente, pelo centro


dessa circunferência é a mediatriz do segmento
A(2; 3) e B(– 1; 2). Qualquer ponto P(x; y) dessa reta
satisfaz a condição PA = PB.
Assim,
(x – 2)2 + (y – 3)2 = (x – (– 1))2 + (y – 2)2 ⇒
⇒ x2 – 4x + 4 + y2 – 6y + 9 = x2 + 2x + 1 + y2 – 4y + 4 ⇒
⇒ 6x + 2y – 8 = 0 ⇔ 3x + y – 4 = 0

Resposta: C
a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
11
Para certos valores reais de k, o polinômio
P(x) = x2 – 6x +  2k – 7  é divisível por x–1. A soma de
todos esses valores é igual
a) 8.
b) 7.
c) 5.
d) – 1.
e) – 5.
Resolução
Se P(x) = x2 – 6x + 2k – 7 é divisível por x – 1, então
P(1) = 0.
Assim,
P(1) = 12 – 6 . 1 + 2k – 7 = 0 ⇔ 2k – 7 = 5 ⇔
⇔ 2k – 7 = – 5 ou 2k – 7 = 5 ⇔ k = 1 ou k = 6
A soma dos possíveis valores de k é 1 + 6 = 7

Resposta: B

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
12
Suponha que fosse possível dar uma volta completa em
torno da linha do Equador caminhando e que essa linha
fosse uma circunferência perfeita na esfera terrestre.
Nesse caso, se uma pessoa de 2 m de altura desse uma
volta completa na Terra pela linha do Equador, o topo de
sua cabeça, ao completar a viagem, teria percorrido uma
distância maior que a sola dos seus pés em, aproxima-
damente,
a) 63 cm.
b) 12,6 m.
c) 6,3 km.
d) 12,6 km.
e) 63 km.
Resolução

Se o raio em metros, do equador (e, portanto, da cir-


cunferência percorrida pelos pés da pessoa) for R, o
raio da circunferência percorrida pela cabeça da pes-
soa será R + 2.
A circunferência percorrida pelos pés tem compri-
mento CP = 2π R e a percorrida pela cabeça tem
comprimento CC = 2π (R + 2) = 2π R + 4π = CP + 4π.
Para π  3,14, temos CC  CP + 4 x 3,14 = CP + 12,56.

Resposta: B

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
13
O índice de Angstrom (IA), usado para alertas de risco de
incêndio, é uma função da umidade relativa do ar (U), em
porcentagem, e da temperatura do ar (T), em °C. O índice
U 27 – T
é calculado pela fórmula IA = –––– + ––––––– , e sua
20 10
interpretação feita por meio da tabela a seguir.
Condição de
ocorrência de incêndio

IA > 4 improvável

2,5 < IA ≤ 4 desfavorável

2 < IA ≤ 2,5 favorável

1 < IA ≤ 2 provável

IA ≤ 1 muito provável

(Tabela adaptada de www.daff.gov.za)

A temperatura T, em ºC, ao longo das 24 horas de um dia,


variou de acordo com a função T(x) = – 0,2x2 + 4,8x,
sendo x a hora do dia (0 ≤ x ≤ 24). No horário da
temperatura máxima desse dia, a umidade relativa do ar
era de 35% (U = 35). De acordo com a interpretação do
índice de Angstrom, nesse horário, a condição de
ocorrência de incêndio era
a) improvável.
b) desfavorável.
c) favorável.
d) provável.
e) muito provável.
Resolução
Para função T(x) = – 0,2x2 + 4,8x, o horário de maior
– 4,8
temperatura é xv = ––––––––––– = 12.
2 . (– 0,2)
A temperatura neste horário foi de
T(12) = – 0,2 . 122 + 4,8 . 12 =
= – 0,2 . 144 + 57,6 = 28,8 grau Celsius.
Assim, o índice de Angstrom, era
35 27 – 28,8
IA = –––– + ––––––––– = 1,7 – 0,18 = 1,52
20 10
Como 1 < 1,52 ≤ 2, o índice foi tal que 1 < IA ≤ 2 e a
condição de ocorrência de incêndio foi classificada
como “provável”.

Resposta: D
a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
14
Um estudante de Economia precisa escolher exatamente
duas dentre três disciplinas eletivas, que são:
econometria, microeconomia, macroeconomia. A
probabilidade de ele escolher econometria é a mesma que
a de ele escolher microeconomia, cada uma igual a
62,5%. A probabilidade de ele escolher econometria e
microeconomia é de 25%. Sendo assim, a probabilidade
de esse estudante escolher macroeconomia é igual a
3 18 2 5 3
a) –– . b) ––– . c) –– . d) –– . e) –– .
4 25 3 8 5
Resolução
O enunciado não deixa claro a situação pedida. A
melhor interpretação que se pode dar é a seguinte:
– Ele escolhe obrigatoriamente duas disciplinas e esco-
lherá macroeconomia se não escolher econometria e
microeconomia juntas.
A probabilidade disso ocorrer é
3
1 – 25% = 75% = –––
4

Resposta: A

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
15
Uma fração, definida como a razão entre dois inteiros,
chama-se imprópria quando o numerador é maior ou igual
ao denominador e chama-se decimal quando o denomi-
nador é uma potência de dez.
Dois dados convencionais, de seis faces equiprováveis,
possuem cores diferentes: um deles é branco, e o outro
preto. Em um lançamento aleatório desses dois dados, o
número obtido no dado branco será o numerador de uma
fração, e o obtido no dado preto será o denominador. A
probabilidade de que a fração formada seja imprópria e
equivalente a uma fração decimal é igual a
17 1 19 5 7
a) ––– . b) –– . c) ––– . d) –– . e) ––– .
36 2 36 9 12
Resolução
Observe o conjunto dos possíveis resultados
Dado Branco (Numerador)

1 2 3 4 5 6

1 1 2 3 4 5 6
1 3 5
Dado Preto (Denominador)

2 –– 1 –– 2 –– 3
2 2 2
1 2 4 5
3 –– –– 1 –– –– 2
3 3 3 3
1 1 3 5 3
4 –– –– –– 1 –– ––
4 2 4 4 2
1 2 3 4 6
5 –– –– –– –– 1 ––
5 5 5 5 5
1 1 1 2 5
6 –– –– –– –– –– 1
6 3 2 3 6

São impróprias e decimais todos os inteiros da tabela


(num total de 14) e mais as frações
3 5 5 6 3 150 , 5 250 ,
–––, –––, ––– e –––, pois ––– = –––– ––– = ––––
2 2 4 5 2 102 2 102
5 125 e 6 120 3
––– = –––– ––– = –––– . Observe que ––– aparece
4 102 5 10 2 2
duas vezes. Assim, ao todo são 14 + 5 = 19 frações
impróprias e equivalentes a uma fração decimal.
19
A probabilidade disso ocorrer é –––.
36
Resposta: C

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
16
Os pontos A(0, 1), B(1, 1), C(1, 0) e D(–k, –k), com
k > 0, formam o quadrilátero convexo ABCD, com eixo

de simetria BD sobre a bissetriz dos quadrantes ímpares.

O valor de k para que o quadrilátero ABCD seja dividido


em dois polígonos de mesma área pelo eixo y é igual a
2 + 
5
a) ––––––– .
4
3 + 
2
b) ––––––– .
4
1 + 
2
c) ––––––– .
2
1 + 
3
d) ––––––– .
2
1 + 
5
e) ––––––– .
2
Resolução

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6

1) O ponto P(0; p) de intersecção da reta CD com o
eixo y está alinhado com os pontos C e D.
1 0 1 –k
0 p 1 = 0 ⇔ p + pk + k = 0 ⇔ p = ––––––
–k –k 1 k+1

 ––––––
k+1 
–k 2k + 1
Desta forma AP = 1 – p = 1 – = ––––––
k+1

2) As áreas do trapézio ABCP e do triângulo APD são


tais que:
(AP + BC) . AB
SABCP = –––––––––––––– =
2

––––––
2k + 1
k+1
+ 1 . 1
3k + 2
= –––––––––––––––– = ––––––––
2 2(k + 1)

2k + 1
–––––– . k
AP . DF k+1 2k2 + k
SAPD = ––––––––– = ––––––––––– = ––––––––
2 2 2(k + 1)

3) Para que SABCP = SAPD devemos ter


3k + 2 2k2 + k
–––––––– = –––––––– ⇔
2(k + 1) 2(k + 1)
⇔ 3k + 2 = 2k2 + k e k ≠ – 1 ⇔
⇔ 2k2 – 2k – 2 = 0 e k ≠ – 1 ⇔
⇔ k2 – k – 1 = 0 e k ≠ – 1 ⇔
1 + 
5
⇔ k = –––––––– , pois k > 0
2

Resposta: E

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
17
A equação algébrica x3 – 7x2 + kx + 216 = 0, em que k é
um número real, possui três raízes reais. Sabendo-se que
o quadrado de uma das raízes dessa equação é igual ao
produto das outras duas, então o valor de k é igual a
a) – 64.
b) – 42.
c) – 36.
d) 18.
e) 24.
Resolução
Consideremos que {r1, r2, r3} seja o conjunto das
raízes da equação x3 – 7x2 + kx + 216 = 0.
1) Pelas relações de Girard:


(– 7)
r1 + r2 + r3 = – –––––
1
k
r1 . r2 + r1 . r3 + r2 . r3 = –––
1
216
r1 . r2 . r3 = – –––––
1

2) Conforme enunciado r12 = r2 . r3, que substituindo


na 3a. relação, resulta
r1 . r12 = – 216 ⇔ r13 = – 216 ⇔ r1 = – 6
3) Desta forma,
(– 6)3 – 7 . (– 6)2 + k . (– 6) + 216 = 0 ⇔
⇔ – 216 – 252 – 6k + 216 = 0 ⇔
⇔ 6k = – 252 ⇔ k = – 42

Resposta: B

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
18
O coeficiente de x12 na expansão de (1 + x4 + x5)10 é igual
a
a) 120.
b) 90.
c) 81.
d) 60.
e) 54.
Resolução
(1 + x4 + x5)10 = [1 + x4(1 + x)]10 =
10

 k  .1
10 10 – k
= ∑ . [x4 . (1 + x)]k =
k=0

10

 k  .x
10 4k
= ∑ . (1 + x)k =
k=0

10 k


   p 1
10 k
= ∑ . x4k . ∑ k–p . xp) =
k=0
k p=0

10 k

 k . p x
10 k 4k
= ∑ ∑ . xp =
k=0 p=0

10 k

 k . p x
10 k 4k + p
= ∑ ∑
k=0 p=0

No termo em x12 devemos ter 4k + p = 12, com k,


p ∈ ⺞, k ≤ 10 e p ≤ k.
Os possíveis valores de k e p que satisfazem esta equa-
ção são: k = 3 e p = 0. Neste caso o termo será

 3 . 0 .x
10 3 4.3+0= 120 x12, cujo coeficiente é 120.

Resposta: A

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
19
Somando todos os números de três algarismos distintos
que podem ser formados com os dígitos 1, 2, 3 e 4, o
resultado será igual a
a) 2 400.
b) 2 444.
c) 6 000.
d) 6 600.
e) 6 660.
Resolução
Analisemos cada uma das três casas.
1) Na casa das unidades cada algarismo aparece P3
vezes e, portanto, a soma é P3 . (1 + 2 + 3 + 4) . 1
2) Na casa das dezenas cada algarismo aparece P3
vezes e, portanto, a soma é P3 . (1 + 2 + 3 + 4) . 10
3) De modo análogo, na casa das centenas a soma é
P3 . (1 + 2 + 3 + 4) . 100
Assim, a soma nas três casas será
P3 . (1 + 2 + 3 + 4) . (1 + 10 + 100) = 3! . 10 . 111 = 6660

Resposta: E

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
20
Para todos os inteiros n de 1 a 2016, temos que:
2, se log n for um número inteiro;
an =  (–1)n, se log n não for um número inteiro.
Sendo assim, a soma a1 + a2 + a3 + … + a2015 + a2016 é
igual a
a) 8.
b) 7.
c) 6.
d) – 6.
e) – 8.
Resolução
1) Inicialmente observamos que (– 1)n = 1, para todo
n par e (– 1)n = – 1 para todo n ímpar.
Além disso observamos também que de 1 a 2016
existem 1008 números naturais pares e 1008
números naturais ímpares.
2) Entre 1 e 2016 existem apenas quatro valores de n
cujos log n é inteiro. São eles n = 1, cujo logarítmo
é zero, n = 10, n = 100 e n = 1000, cujos logarítmos
são respectivamente 1, 2 e 3.
3) A soma dos 1007 (1008 menos o 1) termos an, cujo
índice é ímpar é – 1007.
A soma dos 1005 (1008 menos o 10, o 100 e o 1000)
termos an, cujo índice é par é 1005.
A soma dos quatro termos an, cujo log n é inteiro,
é 2 . 4 = 8.
4) Desta forma,
a1 + a2 + a3 + … + a2016 = – 1007 + 1005 + 8 = 6

Resposta: C

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
21
Uma parábola P1 de equação y = x2 + bx + c, quando
refletida em relação ao eixo x, gera a parábola P2.
Transladando horizontalmente P1 e P2 em sentidos
opostos, por quatro unidades, obtemos parábolas de
equações y = f(x) e y = g(x).
Nas condições descritas, o gráfico de y = (f + g)(x)
necessariamente será
a) uma reta.
b) uma parábola.
c) uma hipérbole.
d) uma exponencial.
e) um círculo.
Resolução
1) Refletida em relação ao eixo x, a parábola passa a
ter equação y1 = – x2 – bx – c.
Deslocando horizontalmente uma dessas parábola
4 unidades para a esquerda e a outra 4 unidades
para a direita obteremos as seguintes equações:
y = f(x) = (x + 4)2 + b(x + 4) + c e
y = g(x) = – (x – 4)2 – b(x – 4) – c
2) Nestas condições
y = (f + g)(x) = f(x) + g(x) =
= [(x + 4)2 + b(x + 4) + c] +
+ [– (x – 4)2 – b(x – 4) – c] ⇔
⇔ y = (f + g)(x) = 16x + 8b que é a equação de uma
reta.

Resposta: A

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
22
Certo capital foi aplicado em regime de juros compostos.
Nos quatro primeiros meses, a taxa foi de 1% ao mês e,
nos quatro meses seguintes, a taxa foi de 2% ao mês.
Sabendo-se que, após os oito meses de aplicação, o
montante resgatado foi de R$ 65.536,00, então o capital
aplicado, em reais, foi aproximadamente igual a
Dado: 65 536 = 216
a) 3,668.
b) 3,728.
c) 3,788.
d) 3,888.
e) 3,968.
Resolução
1) O capital C, aplicado a juros compostos, à taxa
de 1%, durante 4 meses rende o montante
M1 = C . (1 + 1%)4.
Reaplicado a juros composto, à taxa de 2% ao
mês, também durante 4 meses rende o montante
M2 = C . (1 + 1%)4 . (1 + 2%)4

2) Desta forma, em reais, temos:


C . [(1 + 1%) . (1 + 2%)]4 = 65 536 ⇒
216
⇔ C = –––––––––––––––––––– =
[(1 + 1%) . (1 + 2%)]4
8



4
= ––––––––––– =

1,01 . 1,02
8 8




4 4
= –––––––––  ––––––  3,948, pois
1,015

1,0302


1,0302  1,015. O valor mais aproximado é 3,968

Resposta: E

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
23
O dono de uma papelaria comprou uma grande quan-
tidade de canetas de dois tipos, A e B, ao preço de
R$ 20,00 e R$ 15,00 a dúzia, respectivamente, tendo pago
na compra o valor de R$ 1.020,00. No total, ele saiu da
loja com 777 canetas, mas sabe-se que, para cada três
dúzias de um mesmo tipo de caneta que comprou, ele
ganhou uma caneta extra, do mesmo tipo, de brinde. Nas
condições descritas, o total de dúzias de canetas do tipo B
que ele comprou foi igual a
a) 52.
b) 48.
c) 45.
d) 41.
e) 37.
Resolução
1) Sejam a e b as quantidades de dúzias de canetas
do tipo A e B que ele comprou. Como para cada
3 dúzias ele ganha uma caneta extra, ele ganhou
a b
–– canetas do tipo A e –– canetas do tipo B.
3 3


20 . a + 15 . b = 1020
2) a b ⇔
12 . a + 12 . b + –– + –– = 777
3 3


4a + 3b = 204
⇔ 37a 37b ⇔
––––– + ––––– = 777
3 3

 a + b = 63  b = 48
4a + 3b = 204 a = 15
⇔ ⇔

Resposta: B

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
24
Seja Z um número complexo cujo afixo P está localizado
no 1o. quadrante do plano complexo, e sejam I, II, III, IV
e V os afixos de cinco outros números complexos, con-
forme indica a figura seguinte.

Se a circunferência traçada na figura possui raio 1 e está


centrada na origem do plano complexo, então o afixo de
1
––– pode ser
Z
a) I. b) II. c) III. d) IV. e) V.
Resolução
1) 1 = 1 + 0i = 1 (cos 0 + i sen 0)
π
Z = ρ(cos θ + i sen θ), com 0 < θ < ––– e ρ > 1, pois
2
o afixo de Z pertence ao primeiro quadrante e é
externo ao círculo de centro na origem e raio 1.
1 1(cos 0 + i sen 0)
2) ––– = ––––––––––––––– =
Z ρ(cos θ + i sen θ)
1
= ––– (cos (– θ) + i sen(– θ))
ρ
1 π
3) Como 0 < ––– < 1 e – ––– < – θ < 0, o afixo de
ρ 2
1
––– pertence ao quarto quadrante e pertence ao
Z
círculo considerado. Dos pontos dados, apenas o
III satisfaz esta condição.

Resposta: C

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
25
Na representação gráfica do sistema de equações
x2 + y2 = 4
 4x2 – y = 2
no plano cartesiano, uma das soluções é (0, – 2). A dis-
tância entre os pontos que representam as duas outras
soluções desse sistema é igual a
a) 
14.
7
b) ––– .
2


15
c) ––––– .
2


14
d) ––––– .
2

3
e) ––– .
2
Resolução

 
x2 + y2 = 4 x2 = 4 – y2
1) ⇔
4x2 – y = 2 4x2 – y = 2
Assim, 4 . (4 – y2) – y = 2 ⇔
– 1 ± 
225
⇔ 4y2 + y – 14 = 0 ⇔ y = ––––––––––– ⇔
8
7
⇔ y = – 2 ou y = –––
4
Para y = – 2 tem-se x2 = 4 – (– 2)2 ⇒ x = 0
2
7 7
Para y = ––– tem-se x2 = 4 –
4  ⇒
–––
4
15 
15
⇒ x2 = ––– ⇒ x = ± –––––
16 4

2) Os dois outros pontos a que se refere o enunciado



15
4
7
são P ––––– ; –––
4  e Q– –––––

15
4
; ––– 
7
4
A distância entre estes pontos é
2 2

PQ =
–––––

15
4
–  – –––––  + 
4

15 7
4
7
––– – –––
4 =
15 
15
= ––– = –––––
4 2

Resposta: C
a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
26
A única solução da equação
sen 2x . sen 3x = cos 2x . cos 3x, com 0° ≤ x < 90°, é
a) 72°.
b) 36°.
c) 24°.
d) 18°.
e) 15°.
Resolução
1) sen 2x . sen 3x = cos 2x . cos 3x ⇒
⇒ cos 3x . cos 2x – sen 3x . sen 2x = 0 ⇔
⇔ cos (3x + 2x) = 0 ⇒ cos(5x) = 0 ⇔
⇔ 5x = 90° + k . 180° ⇔ x = 18° + 36°k

2) Para k = 0, tem-se x = 18° ∈ [0°; 90°[


Para k = 1, tem-se x = 54° ∈ [0°; 90°[

Resposta: D (No entanto, 54° também é solução.)

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
27
Uma esfera de raio r está apoiada sobre o chão plano em
um dia iluminado pelo sol. Em determinado horário, a
sombra projetada à direita do ponto onde a esfera toca o
chão tinha comprimento de 10 m, como indica a figura.

Nesse mesmo horário, a sombra projetada por uma vareta


reta de 1 m, fincada perpendicularmente ao chão, tinha
2 m de comprimento. Assumindo o paralelismo dos raios
solares, o raio da esfera, em metros, é igual a
a) 5
5 – 10. b) 10
5 – 20.
c) 5
5 – 5. d) 5
5 – 2.
e) 10
5 – 10.
Resolução
1) Com as medidas em metros, considere a figura.

1
No triângulo ADE, tem-se tg α = –––
2
α
2 tg ––
2  
1
2) tg α = ––––––––––––– = ––– ⇒
α 2
1 – tg2 ––
2  
α α
⇒ 4 tg
 –––2  = 1 – tg  –––2  ⇔
2

α α
⇒ tg2
 –––2  + 4 tg  –––2  – 1 = 0 ⇒
α α
⇒ tg
 –––
2  = 
5 – 2, pois tg
 –––
2  >0
3) No triângulo ABC, temos:
α BC R
tg
 –––2  = ––––
AB
= ––– = 
10
5–2⇔

⇔ R = 10
5 – 20

Resposta: B
a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
28
3
A probabilidade de ocorrência do evento A é igual a –– ,
4
2
e a de ocorrência do evento B é igual a –– . Apenas com
3
essas informações, e sendo p a probabilidade de ocor-
rência de A e B, pode-se afirmar que o menor intervalo ao
qual p necessariamente pertence é


–––
12 3
1 2
a) , ––– .


–––2, –––3 .
1 2
b)


–––
12 2
1 1
c) , ––– .


–––
12 2
5 1
d) , ––– .


–––
12 3
5 2
e) , ––– .

Resolução
1) Vamos considerar que A e B são dois eventos do
mesmo espaço amostral.
Sejam P(A), P(B), P(A  B) e P(A  B) as proba-
bilidades de ocorrerem os eventos A, B, A  B e
A  B, respectivamente. Seja também P(A  B) a
probabilidade de ocorrer A tendo ocorrido B.
3 2
2) Sendo P(A) = –– e P(B) = –– , temos:
4 3
P(A  B)
P(A  B) = ––––––––– ⇔
P(B)
⇔ P(A  B) = P(A  B) . P(B) ⇔
2
⇔ P(A  B) ≤ P(B) = ––– , pois 0 ≤ P(A  B) ≤ 1.
3
Além disso,
P(A  B) = P(A) + P(B) – P(A  B) ≤ 1 ⇔
3 2 5
⇔ ––– + ––– – P(A  B) ≤ 1 ⇔ P(A  B) ≥ –––
4 3 12
5 2
Desta forma, ––– ≤ P(A  B) ≤ –––
12 3
Observe que o enunciado não afirma que A e B são
eventos independentes e nem tão pouco do mesmo
espaço amostral. Não se pode afirmar que
P(A  B) = P(A) . P(B)

Resposta: E
a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
29
O volume do cilindro circular reto que se obtém aumen-
tando-se x metros no raio da base desse cilindro, com
x ≠ 0, é igual ao do que se obtém aumentando-se x metros
na sua altura.
Nessas condições, x é um
a) produto de dois números primos.
b) número primo maior do que 5.
c) número irracional.
d) divisor de 64.
e) múltiplo de 7.
Resolução
1) Aumentando-se x metros no raio da base de um
cilindro circular reto de raio R e altura h, obtém-
se um novo cilindro de volume V1 = π . (R + x)2 h.
2) Se, ao invés disso aumentarmos x metros na altura
desse cilindro, obteremos um novo cilindro de
volume V2 = π . R2 . (h + x).
3) Assim, V1 = V2 ⇔ π(R + x)2h = πR2(h + x) ⇔
⇔ R2h + 2Rxh + x2h = R2h + R2x ⇔
⇔ 2Rh + xh = R2 ⇔ xh = R2 – 2Rh ⇔
R2 – 2Rh
⇔ x = ––––––––
h

Considerando que R e h podem assumir quaisquer


valores reais positivos (com R > 2h), x não fica defi-
nido, podendo ser qualquer real positivo.

Resposta: S E M R E S P O S TA

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
30
O total de números de cinco algarismos que possuem pelo
menos dois dígitos consecutivos iguais em sua com-
posição é igual a
a) 6 581.
b) 9 590.
c) 18 621.
d) 27 930.
e) 30 951.
Resolução
1) O total de números de cinco algarismos existentes
no sistema decimal de numeração é:
9 . 10 . 10 . 10 . 10 = 90 000
2) O total de números de cinco algarismos que não
possuem dois algarismos consecutivos igual é:
9 . 9 . 9 . 9 . 9 = 59 049
3) O total de números de cinco algarismos que pos-
suem pelo menos dois algarismos iguais é:
90 000 – 59 049 = 30 951

Resposta: E

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
BIOLOGIA
31
As setas 1, 2 e 3, na figura seguinte, indicam
biomoléculas componentes da membrana plasmática de
uma célula animal.

(<http://brasilescola.uol.com.br>. Adaptado.)
Com base nas funções desempenhadas pela membrana
em diferentes tipos celulares, é correto afirmar que
a) a biomolécula 1 é um carboidrato componente do
glicocálix e atua no reconhecimento intercelular.
b) a biomolécula 2 é um fosfolipídio componente da
bicamada e atua no transporte de gases respiratórios
nos eritrócitos.
c) a biomolécula 3 é um polissacarídeo componente da
parede celular e confere resistência e sustentação às
células ósseas.
d) as biomoléculas 1 e 3 são proteínas da bicamada e
realizam a contração e o relaxamento nas células
musculares.
e) as biomoléculas 2 e 3 são aminoácidos do glicocálix e
atuam na síntese de secreções nas células epiteliais.
Resolução
As setas da figura apontam:
1. carboidrato (glicídio);
2. proteína;
3. fosfolipídio.
O carboidrato associado à proteína forma o glicocálix,
relacionado ao reconhecimento intercelular.

Resposta: A

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
32
O número de cromossomos presentes no núcleo celular é
característico em cada espécie de ser vivo eucarionte,
porém podem ocorrer variações geradas naturalmente
pelo ambiente, ou intencionalmente por meio de
procedimentos laboratoriais.
Em relação a essas variações no número de cromossomos
nucleares, é correto afirmar que a poliploidia,
a) nos gatos domésticos, é responsável pela alta diver-
sidade de raças existentes.
b) em uma colônia de bactérias, constitui a principal
metodologia biotecnológica para produção de
transgênicos.
c) no trigo cultivado, é responsável pela padronização de
características com interesse econômico.
d) no protozoário plasmódio, causador da malária, cons-
titui o principal tratamento para a doença.
e) em uma colônia de leveduras, confere maior capaci-
dade metabólica fotossintetizante.
Resolução
A poliploidia no trigo cultivado é responsável pela
padronização de características com interesse econô-
mico, como o aumento da produtividade por grão.

Resposta: C

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
33
A garantia da polinização de espécies vegetais nativas é
essencial para a manutenção do equilíbrio ecológico dos
ecossistemas naturais, uma vez que, a partir da poliniza-
ção, as sementes se desenvolvem nas estruturas repro-
dutivas dos vegetais.
A gimnosperma Araucaria angustifolia é bastante abun-
dante nos ecossistemas da região da Serra da Mantiqueira,
e sua reprodução ocorre em função do transporte de grãos
de pólen entre estróbilos masculinos
a) e estróbilos femininos de uma mesma árvore, realizado
por insetos e pássaros.
b) de uma árvore e estróbilos femininos de outra árvore,
realizado pelo vento.
c) e estróbilos femininos (hermafroditas) de árvores
diferentes, realizado pelos insetos.
d) e estróbilos femininos (hermafroditas) de uma mesma
árvore, realizado por morcegos e pássaros.
e) e estróbilos femininos (hermafroditas) de árvores
diferentes, realizado pelo vento e pelos animais.
Resolução
Na Araucaria angustifolia, a reprodução ocorre em
função do transporte de grãos de pólen entre
estróbilos masculinos de uma árvore e estróbilos
femininos de outra árvore, realizado pelo vento,
processo denominado anemofilia.

Resposta: B

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
34
A fotografia mostra o corte transversal de uma raiz.

(<www.ebah.com.br>. Adaptado.)

A absorção de _______ do solo através do pelo radicular


ocorre por _______, atingindo o xilema primário, tecido
responsável pela condução do que foi absorvido até a
porção superior dos vegetais. A principal força ascendente
de condução é promovida pela _______.
Assinale a alternativa que completa, correta e respectiva-
mente, as lacunas do texto.
a) seiva bruta … transporte ativo … capilaridade
b) íons minerais … transporte passivo … pressão
osmótica
c) seiva elaborada … difusão facilitada … gutação
d) moléculas orgânicas … difusão simples … abertura
estomática
e) água … osmose … transpiração foliar
Resolução
A absorção de água através do pelo radicular ocorre
por osmose, um tipo de transporte passivo e sem gasto
de energia. A principal força ascendente de condução
da seiva bruta é promovida pela transpiração foliar.

Resposta: E

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
35
A tabela mostra a composição gasosa no ar inspirado e
no ar expirado por uma pessoa.

% %
Gases
no ar inspirado no ar expirado

Nitrogênio (N2) 79,0 79,0

Oxigênio (O2) 20,9 14,0

Dióxido de
0,03 5,6
carbono (CO2)
(José Mariano Amabis e Gilberto Rodrigues Martho,
Biologia. Moderna, 2009.)

Com base na fisiologia humana, é correto afirmar que


a) as porcentagens de gás nitrogênio inspirado e expirado
são iguais, pois o consumo e a produção desse gás são
equivalentes no metabolismo celular.
b) a maior porção do gás oxigênio inspirado é utilizada
como fonte de energia no metabolismo respiratório
mitocondrial.
c) o aumento da porcentagem de dióxido de carbono no
ar expirado decorre do metabolismo celular para
produção de energia.
d) as diferenças das porcentagens no ar inspirado e no ar
expirado são justificadas devido à conversão de gás
oxigênio em gás carbônico na respiração celular.
e) a diminuição da porcentagem de gás oxigênio no ar
expirado se relaciona com a utilização dos átomos de
oxigênio para a síntese de biomoléculas.
Resolução
O aumento da porcentagem de dióxido de carbono no
ar expirado decorre do metabolismo oxidativo celular,
para a produção de moléculas de adenosinatrifosfato
(ATP). O CO2 é um produto da combustão celular de
nutrientes orgânicos.

Resposta: C

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
36
A figura ilustra um ovário humano com folículos em
diferentes estágios de desenvolvimento.

(<http://wikiciencias.casadasciencias.org>. Adaptado.)

Com base na regulação hormonal de um ciclo ovariano


sem alterações, com duração de 28 dias, é correto afirmar
que
a) o corpo-lúteo é formado concomitantemente ao perío-
do de fluxo menstrual, em função da ação do estró-
geno, nos primeiros dias do ciclo.
b) os folículos ovarianos produzem FSH e LH na
primeira metade do ciclo, em função da ação da
progesterona e do estrógeno, responsáveis pela
ovulação.
c) o óvulo é liberado nas tubas uterinas em função da
queda nas taxas de FSH e LH cerca de vinte e um dias
após o primeiro dia do fluxo menstrual.
d) o corpo-lúteo é responsável pela produção de proges-
terona e acaba degenerando-se ao final da segunda
metade do ciclo, caso não ocorra a fecundação.
e) os folículos ovarianos, na primeira metade do ciclo,
produzem estrógeno e progesterona sob o estímulo do
corpo-lúteo, que produz FSH e LH.
Resolução
O corpo-lúteo produz a progesterona, hormônio
ovariano, e acaba degenerando-se ao final da segunda
metade do ciclo, caso não ocorra a fecundação. O
corpo-lúteo transforma-se em corpo-albicante, e a
queda da progesterona provoca a descamação do
endométrio, na menstruação.

Resposta: D

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
Leia a notícia a seguir para responder às questões de
números 37 e 38.

O CLIMA DE HOJE, OS DRAMAS DE AMANHÃ

O Rio Araguaia, um dos maiores do País, já perdeu


mais de 100 de suas ilhas, com o assoreamento docu-
mentado por cientistas. O canal principal de navegação
reduziu-se, sendo que a drenagem de água para fins de
agricultura contribui para o agravamento da crise
hídrica.
Goiânia e Aparecida de Goiânia sofrem sem água em
partes das cidades, porque fazendas desviaram o curso de
um rio. A Ilha do Bananal só existe agora como ilha
durante parte do ano porque o Rio Javaés, borda
ocidental dessa ilha, só tem água durante dois meses no
ano. Em vários municípios, a crise na captação é forte.
Só na Serra das Areias, 15 nascentes e 9 cachoeiras
secaram.
Estudo recente do Painel do Clima (IPCC), publicado
na revista Nature, atualizou a correlação entre volumes
de emissão de gases do efeito estufa (GEE) e aumentos da
temperatura média na Terra até o fim do século – a
continuarem como hoje as políticas, o aumento será entre
3,2 e 4,4 graus. Mesmo que os países cumpram os com-
promissos voluntários assumidos no passado, o aumento
ficaria entre 2,9 e 3,8 graus.
Este ano, o El Niño contribuiu para o aumento da
concentração de gases do efeito estufa para um nível
recorde, ultrapassando, pela primeira vez, 400 partes por
milhão. Mudanças climáticas estão provocando desloca-
mento de nuvens para os polos, exposição de zonas,
tropical e subtropical, do planeta à radiação solar e
desertificação.
(Washington Novaes. <http://opiniao.estadao.com.br/23/09/2016>.
Adaptado.)

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
37
Os dois primeiros parágrafos da notícia se referem à crise
hídrica na Região Centro-Oeste brasileira e citam alguns
de seus impactos ambientais.
Assinale a alternativa que relaciona corretamente um
impacto ambiental da crise hídrica com a ecologia dos
ecossistemas.
a) O assoreamento de um rio é o resultado da falta de
chuva, que expõe trechos cuja profundidade é menor.
b) A drenagem de água para fins de agricultura é
minimizada com a implantação de monoculturas em
larga escala.
c) A construção de canais de navegação contribuiu para o
controle da vazão dos rios em qualquer estação do ano.
d) O represamento dos rios em reservatórios garante a
captação de água para a população independentemente
do regime pluviométrico.
e) A ocorrência das nascentes depende da cobertura
vegetal nativa e da percolação da água no solo que
abastece os lençóis freáticos.
Resolução
Um dos agravantes da crise hídrica refere-se às
regiões de mananciais, que são fundamentais na
manutenção do clima e também na captação de água
para consumo humano. A ocorrência da vegetação
ciliar e a da percolação da água promovem a formação
dos lençóis freáticos, que posteriormente darão
origem às nascentes hídricas.

Resposta: E

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
38
O terceiro e o quarto parágrafos da notícia se referem às
mudanças climáticas no planeta. Em relação ao aqueci-
mento global, ao efeito estufa e ao fenômeno El Niño, é
correto afirmar que
a) são processos independentes e não relacionados, uma
vez que o primeiro ocorre em função da radiação solar,
o segundo é um fenômeno atmosférico natural, e o
terceiro está limitado ao Oceano Pacífico.
b) o aquecimento global é uma consequência do efeito
estufa, que, por sua vez, é intensificado com a maior
emissão de alguns gases e agravado pela ação do El
Niño quanto à maior concentração desses gases estufa
na atmosfera.
c) o El Niño é um fenômeno decorrente do efeito estufa,
que, por sua vez, tem origem no aquecimento global
gerado, principalmente, pela atividade industrial con-
centrada nos países desenvolvidos e em desenvol-
vimento.
d) a intensificação do efeito estufa é essencial na manu-
tenção de um clima adequado para a preservação da
biodiversidade no planeta, porém o fenômeno El Niño
e o aquecimento global são fatores antrópicos que
minimizam tal ocorrência.
e) são processos interdependentes e relacionados, uma
vez que são gerados diretamente pela emissão de gases
poluentes que destroem as camadas atmosféricas
superiores, tais como a do ozônio, responsáveis pela
dissipação do calor.
Resolução
O aquecimento do globo é uma consequência do efeito
estufa, decorrente de uma grande emissão de alguns
gases (CO2, NO2 e CH4), agravado pelo El Ninõ.

Resposta: B

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
39
A figura a seguir ilustra o processo de transformação do
milho moderno cultivado, atualmente, a partir do teosinto,
uma gramínea silvestre ancestral. Ambos os vegetais são
classificados dentro da espécie Zea mays.

(<www.ebah.com.br>.)

O processo que gerou as variedades agrícolas cultivadas


hoje em larga escala está fundamentado
a) na seleção natural, promovida pelo ambiente, de varie-
dades mais produtivas e mais resistentes às variações
ambientais.
b) nas mutações induzidas, e posteriormente
selecionadas, a partir de cruzamentos com espécies de
gramíneas diferentes.
c) no cultivo sob diferentes condições ambientais, o que
promove maior diversidade genética dentro da espécie
ancestral.
d) na seleção artificial de características de interesse, a
partir do cruzamento de variedades cultivadas em
diferentes regiões.
e) nos cruzamentos dentro das mesmas variedades, o que
promove a homogeneização das características.
Resolução
As diferentes variedades de plantas de milho cul-
tivadas hoje em larga escala estão fundamentadas na
seleção artificial de características de interesse, a
partir de cruzamentos direcionados de plantas cul-
tivadas em diferentes regiões.

Resposta: D

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
40
A interação entre dois pares de alelos autossômicos com
segregação independente condiciona uma determinada
característica genética, com três fenótipos diferentes.
Fenótipo X: presença de, pelo menos, um alelo dominante
em cada par.
Fenótipo Y: presença de, pelo menos, um alelo dominante
no primeiro par e presença de dois alelos recessivos no
segundo par.
Fenótipo Z: presença de dois alelos recessivos no
primeiro par e presença de, pelo menos, um alelo
dominante no segundo par.
Indivíduos duplo-recessivos são inviáveis e morrem ainda
na fase embrionária.
A partir do cruzamento entre parentais cujos genótipos
são Aabb e aaBb, a probabilidade de nascimento de
indivíduos caracterizados pelos fenótipos X, Y e Z,
respectivamente, é
1 1 1
a) ––– , ––– e ––– .
3 3 3
1 1 1
b) ––– , ––– e ––– .
2 4 4
3 1 1
c) ––– , ––– e ––– .
4 8 8
1 1
d) 0, ––– e ––– .
2 2
1 1 1
e) ––– , ––– e ––– .
4 4 4
Resolução
Fenótipos –– Genótipos
X –– A_B_
Y –– A_bb
Z –– aaB_
letal –– aabb

Pais: Aabb × aaBb


Filhos: 1/3 AaBb; 1/3 aaBb e 1/3 Aabb
P(X) = P(AaBb) = 1/3
P(Y) = P(Aabb) = 1/3
P(Z) = P(aaBb) = 1/3

Resposta: A

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
41
A taxonomia dos seres vivos denominados de protoctistas
é bastante complexa devido à diversidade apresentada
pelos seus integrantes e cuja explicação está nas
diferentes origens evolutivas existentes dentro desse
grupo.
Os seres vivos classificados artificialmente como protoc-
tistas se caracterizam por serem
a) unicelulares, heterótrofos e eucariontes, apenas.
b) uni ou pluricelulares, heterótrofos e eucariontes,
apenas.
c) uni ou pluricelulares, autótrofos ou heterótrofos e
eucariontes, apenas.
d) uni ou pluricelulares, autótrofos ou heterótrofos e
procariontes ou eucariontes.
e) unicelulares, autótrofos ou heterótrofos e procariontes,
apenas.
Resolução
O Reino Proctista reúne organismos eucariontes,
tanto pluricelulares como unicelulares, que podem ser
autótrofos ou heterótrofos. Podemos utilizar como
exemplos desse Reino os protozoários e as algas.

Resposta: C

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
42
O trecho a seguir foi retirado do livro A origem das
espécies, escrito pelo naturalista Charles Darwin.
Alguns naturalistas defendem que todas as variações
estão ligadas à reprodução sexuada, o que é certamente
um erro. Citei, em outra obra, uma extensa lista de
plantas que os jardineiros chamam “plantas anômalas”,
isto é, plantas nas quais se vê surgir, de repente, um broto
apresentando qualquer caráter novo e, por vezes,
diferente por completo de outros brotos da mesma planta.
(<http://ecologia.ib.usp.br/>. Adaptado.)

Darwin desconhecia as leis sobre hereditariedade, porém


estava correto em afirmar que nem todas as variações
estão ligadas ao ato da reprodução sexuada.
O surgimento repentino de características, com origem
não sexuada, completamente distintas em alguns brotos
da mesma planta é explicado atualmente
a) pelas interações gênicas, tais como a epistasia e a
pleiotropia.
b) pela segregação independente de cromossomos na
meiose.
c) pelo processo de permutação na prófase 1 da meiose.
d) pela manifestação de alelos recessivos em homozigose.
e) pelas mutações genéticas, aleatórias e espontâneas.
Resolução
O surgimento de características repentinas e distintas
pode ser explicado por mutações que ocorreram
durante o processo de formação dos brotos.

Resposta: E

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
43
O Instituto Butantan está na fase final dos testes da vacina
contra a dengue, a qual imunizará as pessoas, com uma só
aplicação, para os quatro sorotipos virais existentes.
Com base no aspecto imunológico, é correto afirmar que
a vacina produzida pelo Instituto Butantan contém
a) quatro tipos de antígenos que estimulam a produção de
quatro tipos de anticorpos, na resposta imunitária
primária.
b) um tipo de antígeno que estimula a produção de quatro
tipos de anticorpos, na resposta imunitária primária.
c) quatro tipos de anticorpos que estimulam a produção de
quatro tipos de antígenos, na resposta imunitária
secundária.
d) um tipo de anticorpo que estimula a produção de quatro
tipos de antígenos, na resposta imunitária secundária.
e) quatro tipos de antígenos que estimulam a produção de
um tipo de anticorpo, na resposta imunitária primária.
Resolução
A vacina é um método de imunização ativa em que um
antígeno é inoculado e estimula a produção de anticor-
pos, caracterizando uma resposta imunitária pri-
mária.
De acordo com o texto, a vacina do Instituto Butantan
é formada por quatro sorotipos (antígenos) virais, logo
estimulará a produção de quatro anticorpos diferentes
(cada qual específico para um sorotipo viral).

Resposta: A

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
44
A ação fisiológica de drogas como o crack e a cocaína,
resumidamente, é explicada pelo bloqueio de canais de
recaptura de neurotransmissores, como a dopamina, por
exemplo. A presença de dopamina na sinapse neural por
um tempo prolongado confere as alterações nas sensações
e no comportamento do usuário.
Tendo em vista a propagação do impulso nervoso nos
neurônios cerebrais humanos, é correto afirmar que a
ação do crack e da cocaína ocorre
a) nos receptores de membrana localizados nos axônios.
b) nos receptores de membrana localizados nos dendritos.
c) nas vesículas secretadas pelo corpo celular na sinapse.
d) nas vesículas secretadas pelos axônios na sinapse.
e) nas vesículas secretadas pelos dendritos na sinapse.
Resolução
O uso de drogas como crack e cocaína inibe a recap-
tura de neurotransmissores como a dopamina. Essa
inibição age sobre os receptores localizados nos
axônios, permitindo assim maior concentração de
dopamina na fenda sináptica.

Resposta: A

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
45
Em uma confraternização entre amigos, foram servidos
pão e vinho. Durante o brinde, um convidado bem
humorado agradeceu profundamente a existência dos
fungos para a realização dos eventos gastronômicos.
O agradecimento aos fungos, com relação ao pão e ao
vinho, respectivamente, refere-se à produção de
a) glicose e oxigênio, em função da respiração nas hifas.
b) aminoácidos e monossacarídeos, em função da
digestão enzimática nos esporos.
c) glúten e ácido pirúvico, em função do metabolismo
aeróbico nos corpos de frutificação.
d) gás carbônico e etanol, em função do metabolismo
anaeróbico nas leveduras.
e) ácido lático e ácido acético, em função da hidrólise de
açúcares no micélio.
Resolução
Leveduras são fungos microscópicos utilizados na
produção de pães e vinhos. Tais seres vivos realizam
fermentação alcoólica, um processo anaeróbico que
resulta na liberação de etanol e gás carbônico.

Resposta: D

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
HISTÓRIA
46
(...) a partir do século V a.C., a guerra tornou-se endêmica
no Mediterrâneo. Foram séculos de guerra contínua, com
maior ou menor intensidade, ao redor de toda a bacia. O
trabalho acumulado nos séculos anteriores tornara pos-
sível um adensamento dos contatos, um compartilhamen-
to de informações e estruturas sociais, uma organização
dos territórios rurais que propiciava a extensão de redes
de poder. Foram os pontos centrais dessas redes de poder
que animaram o conflito nos séculos seguintes.
(Norberto Luiz Guarinello. História Antiga, 2013)

Sobre esses “séculos de guerra contínua”, é correto


afirmar que
a) as Guerras Púnicas, entre Atenas e Cartago, foram uma
disputa pelo controle comercial sobre o mar Mediter-
râneo, terminando após três grandes enfrentamentos,
com a vitória de Cartago e a hegemonia cartaginesa em
todo o Mundo Antigo ocidental.
b) as Guerras Macedônicas foram um longo conflito entre
o Reino da Macedônia, em aliança com os persas, e o
Império Romano, que venceu com muitas dificuldades
porque ainda estava em guerra com outros povos.
c) as Guerras Médicas, entre persas e gregos, resultaram
na vitória dos últimos e, em meio a esses confrontos,
permitiram que Atenas liderasse a Liga de Delos,
aliança de cidades-Estados gregas com o intuito de
combater a presença persa no Mediterrâneo.
d) as Campanhas de Alexandre, o Grande, aliado a Espar-
ta e Corinto, combateram e venceram as poderosas
forças persas e ampliaram os domínios gregos até a
Ásia Menor, propagando os princípios da democracia
ateniense pelo Mediterrâneo.
e) a Guerra do Peloponeso, o mais importante conflito
bélico da Antiguidade, envolveu as principais cidades-
Estados gregas que, aliadas a Roma, enfrentaram e
derrotaram as forças militares cartaginesas.
Resolução
As Guerras Médicas (490-449 a.C.), que opuseram
gregos e persas, concluíram-se com a vitória dos
primeiros e asseguraram a hegemonia ateniense sobre
a maior parte da Grécia por meio da Confederação de
Delos, organizada pouco antes do início da Terceira
Guerra Médica. O encerramento do conflito definiu a
supremacia grega nos mares Negro e Egeu (e não em
todo o Mediterrâneo, como a alternativa escolhida dá
a entender).
Resposta: C
a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
47
[Desde o início do século XIV], no reino do Congo (...)
moravam povos agricultores que, quando convocados
pelo mani Congo, partiam em sua defesa contra inimigos
de fora ou para controlar rebeliões de aldeias que queriam
se desligar do reino. Aldeias (lubatas) e cidades (banzas)
pagavam tributos ao mani Congo, geralmente com o que
produziam: alimentos, tecidos de ráfia vindos do
nordeste, sal vindo da costa, cobre vindo do sudeste e
zimbos (pequenos búzios afunilados colhidos na região
de Luanda que serviam de moeda). (...) o mani Congo,
cercado de seus conselheiros, controlava o comércio, o
trânsito de pessoas, recebia os impostos, exercia a justiça,
buscava garantir a harmonia da vida do reino e das
pessoas que viviam nele. Os limites do reino eram
traçados pelo conjunto de aldeias que pagavam tributos ao
poder central, devendo fidelidade a ele e recebendo
proteção, tanto para os assuntos deste mundo como para
os assuntos do além, pois o mani Congo também era
responsável pelas boas relações com os espíritos e os
ancestrais.
(...) O mani Congo vivia em construções que se
destacavam das outras pelo tamanho, pelos muros que a
cercavam, pelo labirinto de passagens que levavam de um
edifício a outro e pelos aposentos reais que ficavam no
centro desse conjunto e eram decorados de tapetes e
tecidos de ráfia. Ali o mani vivia com suas mulheres,
filhos, parentes, conselheiros, escravos, e só recebia os
que tivessem nobreza suficiente para gozar desse
privilégio.
(Marina de Mello e Souza. África e Brasil africano, 2006)

A partir da descrição do reino do Congo, é correto afirmar


que, nesse reino,
a) toda a organização administrativa estava voltada para
a acumulação de riquezas nas mãos do soberano, que
as redistribuía entre as aldeias mais leais e com maior
potencialidade econômica.
b) o político e o sobrenatural estavam intimamente
relacionados, além das semelhanças entre uma corte
europeia e uma de um reino na África, porque ambas
eram caracterizadas por hierarquias rígidas.
c) a ordem política derivava de uma economia voltada
para a produção baseada no uso da mão de obra
compulsória, por isso o soberano era o maior
beneficiado com a captura de homens para serem
escravizados.
d) a fragmentação do poder entre os chefes das aldeias e
os conselheiros do soberano permitiu a consolidação
de uma prática política pouco usual na África, na qual
as decisões eram tomadas pelos moradores do reino.

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
e) a prevalência da condição tribal favoreceu sua domina-
ção por outros povos africanos, mas especialmente
pelos comerciantes europeus, interessados na explora-
ção de metais amoedáveis.
Resolução
A primeira parte da alternativa escolhida (íntima
relação entre o político e o sobrenatural) é confirmada
pelo texto transcrito. Quanto à semelhança entre a
corte do rei do Congo e suas congêneres europeias,
pode ser determinada pela observação – ainda que
superficial – da etiqueta e da hierarquia vigentes nas
segundas, tendo como paradigma a corte de Luís XIV,
e as características do ambiente criado em torno do
mani Congo.

Resposta: B

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
48
Perante esta sociedade, a burguesia está longe de assumir
uma atitude revolucionária. Não protesta nem contra a
autoridade dos príncipes territoriais, nem contra os
privilégios da nobreza, nem, principalmente, contra a
Igreja. (...) A única coisa de que trata é a conquista do seu
lugar. As suas reivindicações não excedem os limites das
necessidades mais indispensáveis.
(Henri Pirenne. História econômica e social
da Idade Média, 1978)

Segundo o texto, é correto afirmar que


a) a burguesia, nascida da própria sociedade medieval,
nela não tem lugar; para conquistá-lo, suas
reivindicações são a liberdade de ir e vir, elaborar
contratos, dispor de seus bens, fazer comércio,
liberdade administrativa das cidades, ou seja, não tem
o objetivo de destruir a nobreza e o clero.
b) os burgueses, enriquecidos pelo comércio, reivindicam
privilégios semelhantes aos da nobreza e do clero na
sociedade moderna; acentuadamente revolucionários,
os seus interesses significam título, terras e servos para
garantirem um lugar compatível com sua riqueza.
c) o território da burguesia é o solo urbano, a cidade como
sinônimo de liberdade, protegida da exploração da
nobreza e do clero; para isso, cria o direito urbano, isto
é, leis para o comércio, a justiça e a administração que,
de forma revolucionária, asseguram-lhe um lugar na
sociedade moderna.
d) a sociedade medieval tem um lugar específico para os
burgueses, pois as liberdades, as leis, a justiça e a
administração estão em suas mãos; tal situação tem o
objetivo de brecar o poder político e econômico dos
nobres e da Igreja, fortalecidos pela expansão da
servidão e pelo declínio do comércio.
e) com exigências revolucionárias, como liberdade
comercial, jurídica e territorial, a burguesia, cada vez
mais rica, visa destruir a sociedade medieval; esta, por
sua vez, barra a ascensão econômica e política da
burguesia, ao fortalecer a servidão no campo e impedir
as transações comerciais na cidade.
Resolução
A burguesia, quando de seu surgimento – a partir do
século XI –, fazia parte do terceiro grupo da sociedade
medieval, colocado em posição de inferioridade em
relação ao clero e à nobreza: o Terceiro Estado (na
nomenclatura francesa) ou os laboratores, na concei-
tuação eclesiástica. Assim, à medida que acumula
riqueza e se destaca dos outros membros de sua ordem
social (vilões, servos, jornaleiros, artesãos), a classe
burguesa passa a reivindicar um lugar próprio na
sociedade medieval, com direitos definidos, mas sem
pretender destruir as camadas sociais predominantes.

Resposta: A
a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
49
Leia trechos do Manifesto dos camponeses, documento
de 1525.
(...) nos sejam dados poder e autoridade, para que cada
comunidade possa eleger o seu pastor e, da mesma forma,
possa demiti-lo, caso se porte indevidamente.
(...) somos prejudicados ainda pelos nossos senhores,
que se apoderaram de todas as florestas. Se o pobre precisa
de lenha ou madeira tem que pagar o dobro por ela.
(...) preocupam-nos os serviços que somos obrigados a
prestar e que aumentam dia a dia (...)
(In Antologia humanística alemã, apud Marques e outros. História
moderna através de textos, 2010)

A partir do documento, é correto afirmar que, no território


da atual Alemanha,
a) os movimentos camponeses foram liderados por Lutero
contra a exploração feita pelos nobres que, de forma
ilegal, apropriavam-se das florestas e reprimiam
violentamente os movimentos trabalhistas.
b) os movimentos dos trabalhadores em favor das
mudanças propostas por Lutero baseavam-se na
solidariedade entre os homens e em contraposição ao
individualismo tão característico da Idade Média.
c) a liderança dos movimentos camponeses defendeu a
exploração dos trabalhadores, na Alemanha, apoiada
por Lutero, e, juntos, receberam proteção dos nobres
locais contra a perseguição feita pela Igreja Católica.
d) as revoltas camponesas irromperam exigindo reformas
sociais e religiosas que prejudicariam parte da nobreza
apoiada por Lutero, o qual se colocou abertamente
contra os movimentos.
e) as experiências dos camponeses contra os nobres,
apoiados por Lutero, restringiram-se aos aspectos
religiosos, isto é, de domínio da Igreja Católica, pois a
cooperação entre os trabalhadores e os proprietários
marcava a sociedade alemã.
Resolução
A questão refere-se à revolta dos camponeses anaba-
tistas (uma derivação radical da Reforma Luterana)
que abalou certas regiões da Alemanha em 1524-25.
Além de defender ideias democráticas e comuni-
taristas nos planos religioso e social, os camponeses
colocaram-se contra as propriedades fundiárias dos
príncipes alemães, tanto leigos como eclesiásticos.
Lutero, cujo movimento reformista dependia do apoio
da nobreza germânica, posicionou-se contra os
revoltosos, sobretudo em seu Sermão contra as Hordas
Rebeldes e Assassinas de Camponeses.

Resposta: D
a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
50
A colonização do Novo Mundo na época moderna
apresenta-se como peça de um sistema, instrumento da
acumulação primitiva, da época do capitalismo mercantil.
Na realidade, nem toda colonização se desenrola dentro
das travas do sistema colonial, pois a colonização inglesa
na América do Norte, colônias de povoamento, deu-se
fora dos mecanismos definidores do sistema colonial
mercantilista.
(Fernando Novais. Portugal e Brasil na crise do antigo sistema
colonial,1989. Adaptado)

A partir do texto, é correto afirmar que


a) coexistem, no processo de colonização na Idade
Moderna, dois tipos de colônias: as de exploração e as
de povoamento, sendo estas as mais encontradas, uma
vez que se baseiam em pequena propriedade, trabalho
livre e mercado interno; além disso, o Antigo Sistema
Colonial garantia superlucros às respectivas
metrópoles.
b) dois tipos de colonização significam a coexistência de
dois processos históricos diferentes, um ligado à Idade
Média e outro ligado à Idade Moderna, com caracterís-
ticas semelhantes, como o comércio triangular, a
grande e a pequena propriedades, o autogoverno e o
exclusivo metropolitano.
c) a colonização de povoamento, típica do Sistema Colonial
Mercantilista, baseia-se em grande propriedade, trabalho
escravo e produção voltada para o mercado externo, o
que implica o exclusivo metropolitano como base das
relações entre Metrópole e Colônia.
d) os dois tipos de colonização, de exploração e de povoa-
mento, explicam-se por processos diferentes: a de
exploração está ligada à acumulação de riqueza para a
Metrópole moderna, com grande propriedade e
trabalho escravo, enquanto a colonização de povoa-
mento liga-se à Metrópole industrializada.
e) o sentido profundo da colonização moderna é comer-
cial e capitalista, pois as colônias de exploração, típicas
do Antigo Sistema Colonial, nasceram para as Metró-
poles acumularem riqueza; e é dentro desse processo
de análise de conjunto que se torna inteligível a
existência do outro tipo, a colonização de povoamento.
Resolução
A colonização de exploração, conforme o próprio
nome indica, destinava-se a explorar economicamente
as colônias para promover a acumulação primitiva de
capitais nas metrópoles europeias. Foi em torno desse
processo que se definiram as normas do Pacto Colo-
nial, tendo no exclusivo comercial metropolitano seu
elemento essencial. Quanto às colônias de povoa-
mento, de importância secundária no contexto econô-
mico do período, foram implantadas em condições
distintas das primeiras, tendo em consequência
estrutura e características diferenciadas em relação
ao colonialismo mercantilista.

Resposta: E
a
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51
Leia o excerto de uma peça teatral, de 1973.
Nassau
Como Governador-Geral do Pernambuco, a minha
maior preocupação é fazer felizes os seus moradores.
Mesmo porque eles são mais da metade da população do
Brasil, e esta região, com a concentração dos seus quase
350 engenhos de açúcar, domina a produção mundial de
açúcar. Além do mais, nessa disputa entre a Holanda,
Portugal e Espanha, quero provar que a colonização
holandesa é a mais benéfica. Minha intenção é fazê-los
felizes… sejam portugueses, holandeses ou os da terra,
ricos ou pobres, protestantes ou católicos romanos e até
mesmo judeus.
Senhores, a Companhia das Índias Ocidentais, que
financiou a campanha das Américas, fecha agora o
balanço dos últimos quinze anos com um saldo devedor
aos seus acionistas da ordem de dezoito milhões de florins.

Moradores
Viva! Já ganhou! (...) Viva ele! Viva!
(Chico Buarque de Holanda e Ruy Guerra. Calabar:
o elogio da traição, 1976. Adaptado)

Sobre o fato histórico ao qual a obra teatral faz referência,


é correto afirmar que
a) as bases religiosas da colonização holandesa no
nordeste brasileiro produziram uma organização
administrativa que privilegiava a elite luso-brasileira,
ao oferecer financiamento com juros subsidiados e
parcelas importantes do poder político aos grandes
proprietários católicos.
b) a grande distância entre as promessas de tolerância
religiosa e a realidade presente no cotidiano dos
moradores da capitania de Pernambuco deu-se porque
os dirigentes da companhia holandesa impuseram o
calvinismo como religião oficial e perseguiram as
demais religiões.
c) a presença da Companhia das Índias Ocidentais no
nordeste da América portuguesa trouxe benefícios aos
proprietários luso-brasileiros, como o financiamento
da produção, mas reproduziu a lógica do colonialismo,
ao concentrar a riqueza no setor mercantil e não no
produtivo.
d) a felicidade prometida pelos invasores holandeses não
pôde ser efetivada em função da lógica diplomática
presente na relação entre Portugal e Holanda, pois se
tratava de nações inimigas desde o século XV, em
virtude da disputa pelo comércio oriental.
e) as promessas dos invasores holandeses se confirma-
ram, e a elite ligada à produção açucareira e ao
a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
comércio colonial foi amplamente beneficiada, prin-
cipalmente pelo livre comércio, o que explica a
resistência desses setores sociais ao interesse português
em retomar a região invadida pela Holanda.
Resolução
Alternativa escolhida por eliminação porque estende,
a todo o período de domínio holandês sobre o
Nordeste brasileiro (1630-54), características que
somente estiveram presentes durante a administração
nassoviana (1637-44). Com efeito, o financiamento
(com prazos longos de amortização) concedido aos
plantadores só foi abundante na administração de
Nassau. De qualquer forma, a alternativa escolhida
acerta ao concluir que o setor mercantil flamengo foi
o mais beneficiado pela exploração do Brasil holandês.

Resposta: C

a
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52
O que queremos destacar com isso é que o tráfico
atlântico tendia a reforçar a natureza mercantil da
sociedade colonial: apesar das intenções aristocráticas da
nobreza da terra, as fortunas senhoriais podiam ser feitas
e desfeitas facilmente. Ao mesmo tempo, observa-se a
ascensão dos grandes negociantes coloniais, fornecedores
de créditos e escravos à agricultura de exportação e às
demais atividades econômicas. Na Bahia, desde o final
do século XVII, e no Rio de Janeiro, desde pelo menos o
início do século XVIII, o tráfico atlântico de escravos
passou a ser controlado pelas comunidades mercantis
locais (...).
(João Fragoso et alli. A economia colonial
brasileira (séculos XVI-XIX), 1998)
O texto permite inferir que
a) o tráfico atlântico de escravos prejudicou a economia
colonial brasileira porque uma enorme quantidade de
capitais, oriunda da produção agroindustrial, era
remetida para a África e para Portugal.
b) as transações comercias envolvendo a África e a Amé-
rica portuguesa deveriam, necessariamente, passar
pelas instâncias governamentais da Metrópole, con-
dição típica do sistema colonial.
c) a monopolização do tráfico negreiro nas mãos de
comerciantes encareceu essa mão de obra e atrasou o
desenvolvimento das atividades manufatureiras nas
regiões mais ricas da América portuguesa.
d) as rivalidades econômicas e políticas entre fidalgos e
burgueses, no espaço colonial, impediram o cresci-
mento mais acelerado da produção de outras merca-
dorias além do açúcar e do tabaco.
e) nem todos os fluxos econômicos, durante o processo de
colonização portuguesa na América, eram controlados
pela Coroa portuguesa, revelando uma certa autonomia
das elites coloniais em relação à burguesia
metropolitana.
Resolução
Segundo o autor, o tráfico negreiro e outras atividades
econômicas coloniais escaparam ao controle da
burguesia portuguesa e mesmo da própria Coroa,
passando para as mãos de grupos locais ligados às
práticas comerciais e financeiras.

Resposta: E

a
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53
Sobre a regência do paulista Diogo Antônio Feijó, entre
1835 e 1837, é correto afirmar que
a) o regente conseguiu vencer a eleição devido ao apoio
recebido dos produtores de algodão do Nordeste,
classe emergente nos anos 1830, o que possibilitou o
combate às rebeliões regenciais e o início do processo
de centralização político-administrativa.
b) o apoio inicial que Feijó recebeu de todas as forças
políticas do Império foi, progressivamente, sendo
corroído porque o regente eleito mostrou simpatia pelo
projeto político da Balaiada, que defendia uma
Monarquia baseada no voto universal.
c) a opção de Feijó em negociar com os farroupilhas e
com a liderança popular da Cabanagem provocou forte
reação dos grupos mais conservadores, especialmente
do Partido Conservador, que organizaram a queda de
Feijó por meio de um golpe de Estado.
d) o isolamento político do regente Feijó, que provocou a
sua renúncia do mandato, relacionou-se com a sua
incapacidade de conter as rebeliões que se espalhavam
por várias províncias do Império e com a vitória
eleitoral do grupo regressista.
e) as condições econômicas brasileiras foram se deterio-
rando durante a década de 1830 e provocaram um forte
desgaste da regência de Feijó, que renunciou ao cargo
depois de um acordo para uma reforma constitucional.
Resolução
Em 1835, Feijó foi eleito regente uno do Império por
voto censitário direto, para um mandato de quatro
anos. Entretanto, não tendo conseguido debelar a
Revolução Farroupilha no Rio Grande do Sul nem a
Cabanagem no Pará (ambas irrompidas em 1835),
sofrendo forte oposição dos regressistas/conservadores
e perdendo o apoio da maioria na Câmara dos
Deputados (além de problemas com sua saúde),
acabou renunciando em 1837.

Resposta: D

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
54
A Comuna é, assim, um órgão executivo e legislativo ao
mesmo tempo, onde os poderes não estão “divididos”,
mas sim “descentralizados”. (...) nasce como prefeitura e
age como tal. Mas acima dela nada existe. (...) A Comuna
toma funções próprias do Estado centralizador e, ao
projetá-lo em uma dimensão municipal, converte-se, de
fato, em uma reformulação fundamental da relação entre
o poder e a sociedade. (...) seria o “governo dos produ-
tores”, a “república do trabalho”.
(Horácio González. A Comuna de Paris, 1982)

A partir do excerto e do que se sabe sobre a Comuna, é


correto afirmar que
a) a Comuna de Paris foi um órgão político centralizador,
nascido em meio à Primeira Guerra, em 1914, e visava
manter as relações típicas entre o poder e a sociedade
da hierarquia liberal burguesa, isto é, baseadas no
capital e na propriedade; foi derrotada.
b) foi uma forma de autogestão, nascida da luta liberal
em Paris, cidade abandonada pelo governo de Thiers,
em meio à Guerra Franco-Prussiana, em 1914, para
proteção das relações entre o poder centralizado e a
sociedade da ordem liberal burguesa; foi vencedora.
c) a Comuna de Paris nasceu como uma municipalidade,
em 1871; visou transformar as funções do Estado em
um pacto comunal que destruiu as forças políticas
contra o trabalhador baseadas nas relações de
solidariedade; foi derrotada.
d) os trabalhadores de Paris tomaram o poder, em 1871,
para impedir o avanço alemão sobre a cidade; eles
tinham o objetivo de alterar as relações democráticas
existentes, baseadas na cooperação e na descen-
tralização; foram vencedores.
e) a Comuna nasceu em Versalhes, em meio à Guerra
Franco-Prussiana, em 1866, para proteger o governo
antidemocrático que havia abandonado Paris e cuja
ação privilegiava os interesses dos trabalhadores
urbanos e do campo; foi derrotada.
Resolução
A Comuna de Paris foi a maior insurreição socialista
anterior à Revolução Russa de 1917. Irrompida em
março de 1871, pouco depois da capitulação francesa
na Guerra Franco-Prussiana, estendeu-se até maio
seguinte, quando foi sangrentamente reprimida pelas
forças da III República Francesa. A Comuna, que
congregou toda a esquerda radical de Paris (inclusive
refugiados políticos estrangeiros) constituiu uma
importante experiência de governo popular, exercido
coletivamente por meio de assembleias com poder
decisório, voto universal e participação política das
mulheres. Foram também tomadas medidas con-
trárias ao princípio da propriedade privada, com a
ocupação de moradias e controle dos trabalhadores
sobre os estabelecimentos industriais.

Resposta: C
a
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55
Empreiteiro da Companhia Estrada de Ferro D. Pedro II,
o imigrante norte-americano David Sompson decidiu dar
fim à própria vida na noite de 29 de outubro de 1869, em
Sapucaia, província do Rio de Janeiro. Por ser protestante
e suicida, Sompson foi enterrado do lado de fora dos
muros do cemitério. O diretor da companhia chegou a
solicitar a realização de um sepultamento digno para seu
funcionário, mas foi em vão: sob a justificativa de impedir
a “profanação das almas”, o vigário-geral não autorizou
o enterro no mesmo espaço sagrado dos católicos –
“Tenho a honra de declarar que as leis da Igreja Católica
proíbem o enterrar-se em sagrado aos que se suicidam,
uma vez que antes de morrer não tenham dado sinais de
arrependimento, acrescendo a circunstância no presente
caso de ser o falecido protestante”.
Em 20 de abril de 1870, o imperador D. Pedro II tomou
conhecimento do parecer e concordou com a opinião dos
membros do Conselho de Estado: “Recomende-se aos
Reverendos Bispos que mandem proceder às solenidades
da Igreja nos cemitérios públicos, para que neles haja
espaço em que possam enterrar-se aqueles a quem a
mesma Igreja não concede sepultura em sagrado. E aos
Presidentes de Província que providenciem para que os
cemitérios que de agora em diante se estabelecerem se
reserve sempre para o mesmo fim o espaço necessário”.
(Sérgio Augusto Vicente. Segregação dos mortos, 1.2.2015. In
Revista de História da Biblioteca Nacional, no. 113,
fevereiro de 2015. Adaptado)

A partir do fato apresentado e do contexto do Segundo


Reinado, é correto afirmar que a segregação dos mortos
a) marcou os primeiros embates da chamada Questão
Religiosa, que opôs o recém-fundado Partido
Republicano Paulista, patrono do projeto legislativo
que revia o padroado, contra a cúpula da Igreja
Católica no Brasil, que advogava a necessidade de as
escolas básicas estarem sob a administração das ordens
religiosas.
b) decorreu dos preceitos constitucionais do Império que
atribuíam à Igreja Católica prerrogativas superiores às
do Estado em algumas questões, caso dos sepulta-
mentos, mas tais prerrogativas estavam sendo revistas
pelo Legislativo, e o Imperador defendia, desde o
início do seu reinado, a separação entre a Igreja e o
Estado.
c) representou a etapa final de um longo processo de
desgaste nas relações entre o governo imperial e as
mais importantes lideranças da Igreja Católica bra-
sileira, porque havia novas posições católicas que,
desde 1850, condenavam a ausência de propostas
objetivas para a extinção do trabalho compulsório no
Brasil.
a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
d) revelou uma face das contradições entre o poder
espiritual da Igreja e o poder secular da Monarquia
brasileira, em uma conjuntura na qual a hierarquia
eclesiástica esforçava-se para ampliar sua autonomia
perante as políticas do Estado e o Imperador buscava
a conciliação dos interesses da religião oficial com o
direito civil dos não católicos.
e) anunciou um novo patamar nas relações entre o Estado
e as religiões no país, em especial a Igreja Católica,
porque o princípio constitucional que permitia apenas
a prática do culto católico no Brasil estava em debate
público e dom Pedro II já havia manifestado a sua
simpatia a uma ampla liberdade religiosa.
Resolução
A Constituição outorgada de 1824 fez do catolicismo a
religião oficial do Império, sem deixar de assegurar a
prática (desde que realizada em caráter privado) das
demais religiões. Entre as atribuições da Igreja Cató-
lica reconhecidas pelo Estado, contavam-se o batismo,
o casamento e a administração dos cemitérios. No caso
destes últimos, a Igreja vedava o sepultamento de
acatólicos e também de suicidas. Entretanto, em
função do instituto do padroado, que subordinava o
clero brasileiro à autoridade imperial, D. Pedro II
impôs, em 1870 – conforme consta no enunciado –, a
criação de um espaço nos cemitérios reservado
àqueles que não pudessem ser enterrados no terreno
destinado pela Igreja aos católicos. Quanto à
“conjuntura” referida na alternativa, trata-se do
aumento da tensão entre o poder político e a autono-
mia eclesiástica, tensão essa que desembocaria na
Questão Religiosa de 1872-74.

Resposta: D

a
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56
Controle público absolutamente indispensável. (...)
Corrupção inevitável (...) A prática do socialismo exige
uma completa subversão no espírito das massas (...).
Instintos sociais em lugar dos instintos egoístas (...). Mas
ele [Lenin] se engana completamente no emprego dos
meios. Decreto, poder ditatorial dos inspetores de fábrica,
sanções draconianas, terror (...). A única via que leva a
um renascimento é a própria escola da vida pública, uma
democracia mais ampla (...).
É justamente o terror que desmoraliza.
(Rosa Luxemburgo. A Revolução Russa (1918), apud Marc Ferro.
A Revolução Russa de 1917, 1974. Adaptado)
A partir do fragmento, é correto afirmar que
a) o processo de criação do Estado socialista na Rússia, a
partir de 1917, faz-se com métodos violentos,
defendidos pela autora: esvaziamento do poder dos
sovietes, fortalecimento da polícia secreta, burocracia
e implantação de uma ditadura para realizar as
mudanças econômicas tão importantes naquele
momento de crise.
b) o texto da militante comunista é uma crítica à forma
como a Revolução de 1917, liderada por Lenin,
organizou o Estado de forma centralizadora, burocrá-
tica, sem tolerar a oposição, impunha a requisição de
grãos, a estatização com o comunismo de guerra,
afastando-se da democracia.
c) a militante anarquista russa critica a forma como a
liderança menchevique usa meios violentos para
implantar o socialismo, baseado na reforma agrária, no
controle dos bancos, dos transportes e das riquezas do
subsolo, na tentativa de diminuir as distâncias sociais
e aumentar o poder dos sovietes.
d) a autora considera que a Revolução Russa de 1917
havia avançado no seu projeto de construção do Estado
socialista e no êxito de suas realizações econômicas:
controle da máquina administrativa para evitar a
corrupção, a organização do Estado de forma demo-
crática e o estabelecimento da propriedade coletiva.
e) a militante comunista alemã, a partir de uma crítica
contundente, aponta erros na rota planejada por Lenin
para o Estado socialista russo e sugere caminhos como:
o controle público da economia, o terror com a polícia
secreta, sanções contra a corrupção administrativa
e, por fim, a ditadura para garantir os princípios
socialistas.
Resolução
No texto transcrito, a militante socialista germano-
polonesa Rosa Luxemburgo, na época (1918) filiada à
social-democracia, critica o totalitarismo do governo
bolchevique instaurado na Rússia por Lenin, assim
como suas medidas econômicas radicais (“comunismo
de guerra”).

Resposta: B
a
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57
No mesmo ano em que o Nafta [1994] entrou em vigor, o
Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN),
liderado pelo subcomandante Marcos, deu a conhecer ao
mundo sua objeção ao tratado. (...) os zapatistas
reclamaram uma nova atitude do Estado mexicano
perante grupos sociais indígenas condenados a séculos de
pobreza, exploração e abandono.
(Maria Ligia Prado e Gabriela Pellegrino.
História da América Latina, 2014)

Referência do movimento citado, Emiliano Zapata foi um


a) líder camponês, comandante do Exército Libertador do
Sul, que ofereceu importante contribuição para a
vitória da Revolução Mexicana de 1910 e defendia a
continuidade das terras do pueblo nas mãos das
comunidades camponesas.
b) líder guerrilheiro que, depois de 1911, integrou o
governo revolucionário mexicano, representando os
interesses dos trabalhadores urbanos, assim como dos
operários das minas de prata e da construção de
ferrovias.
c) nacionalista mexicano que elegeu como o maior
inimigo do povo do seu país os Estados Unidos,
interessados especialmente na exploração do petróleo
e da construção e administração das ferrovias no
México.
d) presidente revolucionário mexicano, que assumiu o
governo após a queda de Porfírio Dias, e, em 1913, foi
emboscado e morto a mando de Venustiano Carranza,
outra importante liderança popular da Revolução
Mexicana.
e) partidário do ditador Porfírio Dias, que rompeu com o
antigo aliado e, ao associar-se ao revolucionário
Francisco Madero, organizou e liderou milícias
populares com o objetivo de derrubar o regime
autoritário mexicano.
Resolução
No cenário da Revolução Mexicana iniciada em 1910,
o camponês mestiço Emiliano Zapata foi o líder
popular de maior prestígio, tendo morrido
assassinado em 1919. Foi ele o autor do Plano de Ayala
(1911), no qual propunha uma reforma agrária
radical, que não chegou a ser implementada.

Resposta: A

a
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58
[Em novembro de 1937], (...) ao falar em organizar a
juventude com a finalidade “de promover-lhe a disciplina
moral e o adestramento físico, de maneira a prepará-la ao
cumprimento dos seus deveres para com a economia e a
Nação, [o ministro da Justiça Francisco] Campos estava
pensando em instituições voltadas para a mobilização e a
militarização dos jovens. (...)
Consciente de que não poderia contar com o apoio de
Gustavo Capanema para a efetivação de seu projeto de
mobilização política da juventude através do sistema de
ensino e tendo fracassado na sua tentativa de afastá-lo do
Ministério da Educação e Saúde, Campos planejava
reunir os jovens em um sistema e criar para isto uma
grande organização nacional, sob a dependência direta do
Ministério da Justiça, isto é, dele mesmo.
(José Silvério Baía Horta. O hino, o sermão e a ordem do dia: a
educação no Brasil (1930-1945), 1994)

Considerando o fragmento e o contexto do Estado Novo,


é correto afirmar que
a) o prestígio do ministro Francisco Campos podia ser
dimensionado pela importância que Getúlio Vargas deu
ao projeto da juventude brasileira, com recursos
financeiros, apoio político e aval da Câmara dos
Deputados, e foi implantado durante a Segunda
Guerra, encaminhando o Brasil em direção aos
interesses dos Estados Unidos e dos Aliados.
b) a efetivação da Juventude Brasileira, que tinha como
patrono Duque de Caxias, funcionando apenas no Rio
de Janeiro e em algumas outras capitais brasileiras,
desencadeou um sério conflito entre vários líderes do
Estado Novo, o que enfraqueceu o regime autoritário,
que perdia as suas bases de sustentação por conta da
forte oposição liberal nascida nos estados nordestinos.
c) o ministro Francisco Campos, um notável articulador
político, soube convencer o ministro Capanema das
vantagens em organizar militarmente os estudantes
brasileiros, assim o projeto inicial foi ampliado e,
durante boa parte do Estado Novo, os jovens
brasileiros receberam instruções sobre o uso de armas,
civismo e condicionamento físico.
d) o ministro da Justiça do Estado Novo, apesar da sua
função relevante de autor da Constituição de 1937,
ocupava poucos espaços políticos na ordem derivada
do golpe de Estado, e a proposta de uma organização
militar para a juventude dificilmente contaria com o
apoio do presidente Vargas, avesso às práticas físicas e
esportivas, que desviavam a população do trabalho.
e) o ministro Francisco Campos, um dos mais importan-
tes ideólogos do autoritarismo, defendia uma organiza-
a
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ção da juventude brasileira em formato parecido com
as experiências das nações nazifascistas, e, ao mesmo
tempo, a oposição do ministro Capanema a esse
projeto mostra o governo ditatorial de Vargas marcado
por divergências políticas entre os seus ministros.
Resolução
Uma das características do governo de Getúlio Vargas
durante o Estado Novo (1937-45) foi dispor de
auxiliares próximos com posições ideológicas distintas,
como no caso do americanófilo Osvaldo Aranha,
ministro das Relações Exteriores, e o germanófilo
Filinto Müller, chefe da Polícia do Distrito Federal. O
mesmo se poderia dizer do ministro da Justiça
Francisco Campos, admirador dos regimes totali-
tários, e do ministro da Educação Gustavo Capanema,
de formação liberal.

Resposta: E

a
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59
Tudo muda.
De novo começar podes, com o último alento.
O que acontece, porém, fica acontecido:
E a água que pões no vinho, não podes mais separar.
(...)
Porém, tudo muda: com o último alento podes
de novo recomeçar.
(Bertold Brecht)

É a esse processo histórico, que levou à liquidação dos


impérios coloniais europeus e ao surgimento ou
ressurgimento de povos que se constituíram em Nações e
Estados, que se costuma dar o nome de descolonização.
(Letícia Bicalho Canêdo.
A descolonização da Ásia e da África, 1985)

A partir dos textos, é correto afirmar que


a) a colonização europeia foi inseparável da descoloni-
zação da Ásia e da África do século XX, pois o nacio-
nalismo, um valor ocidental, foi usado pela classe
dirigente que, identificada com o Estado Nacional, não
respeitou as tradições locais, isto é, a descolonização
não destruiu a colonização; água e vinho estão mis-
turados.
b) a descolonização da Ásia e da África, no século XX,
fez surgir novos povos, identificados com suas
tradições e com valores antigos, essenciais para a
estabilidade dos Estados e das nações, geridos pela
classe dirigente, distante do velho colonialismo; a
descolonização rompeu com a colonização, isto é,
separou a água do vinho.
c) a descolonização da Ásia e da África no século XIX,
como continuidade ao colonialismo europeu, iden-
tificou-se com a classe dirigente internacional, preser-
vou as principais tradições e criou o Estado Nacional
a partir do nacionalismo, valor tribal que garantiu
estabilidade para aquelas regiões; portanto, a água não
se separou do vinho.
d) a descolonização da Ásia e da África, no século XX,
foi um processo separado da colonização, pois os
valores da tradição foram rompidos e surgiu o Estado
Nacional como criação da classe dirigente local, cujos
interesses estavam alinhados com o capitalismo
internacional, o que significou desenvolvimento para a
maioria; água e vinho estão separados.
e) o processo de descolonização do século XX, na Ásia e
na África, é revolucionário na medida em que destruiu
o velho colonialismo e colocou no poder a classe diri-
gente local, identificada com o capitalismo internacio-
a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
nal, que organizou o Estado Nacional segundo os
interesses de estabilidade e de desenvolvimento para
todos; água e vinho estão separados.
Resolução
A alternativa contempla um dos aspectos mais visíveis
do legado neocolonialista na África: a manutenção das
“fronteiras artificiais”, criadas pelos colonialistas
europeus e que serviram de base para a ascensão de
líderes que, sob o pretexto de forjar uma unidade
nacional, utilizaram os antagonismos étnicos locais
para permanecer no poder.

Resposta: A

a
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60

(In: Luiz Gê, Ah como era boa a ditadura..., 2015)

A charge, publicada em 1981 no jornal Folha de S. Paulo,


faz referências a um momento particular do último
governo da ordem autoritária instaurada em 1964, porque
a) reforça a convicção do presidente sobre a necessidade
de uma abertura política efetivamente democrática,
inclusive com eleições presidenciais diretas para o seu
sucessor, mas entende que a volta da inflação pode
impedir esse formato institucional.
b) indica a reação do presidente frente a dois grandes
problemas: os atentados praticados por grupos de
extrema-direita, contrariados com o processo de
abertura política, nascido no governo anterior, e a forte
inflação, que atingiu quase 100% em 1981.
c) recrimina o presidente porque este condiciona a
continuidade do processo de abertura política ao
melhoramento nas condições econômico-financeiras
do país, em uma conjuntura particularmente complexa,
marcada por uma hiperinflação e queda acentuada do
PIB.
d) assinala a preocupação do presidente com dois eventos
interligados: o acelerado ritmo da abertura política
provocado pelo avanço das oposições nos pleitos
municipais e o primeiro episódio de hiperinflação,
associado à recessão econômica e à crise do petróleo.
e) destaca a provocação do presidente às organizações de
esquerda que ainda defendiam o caminho da luta
armada para a conquista do poder, mas reconhece a
incapacidade do seu governo em conter a espiral
inflacionária, provocada pelos aumentos salariais da
década de 1970.

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
Resolução
Os dois primeiros quadrinhos fazem referência a dois
atentados praticados por elementos contrários à
abertura política: em 27/08/1980, a explosão de uma
carta-bomba matou uma funcionária da OAB; e em,
30/04/1981, uma bomba que deveria explodir no
Riocentro, em uma comemoração do 1º de Maio,
detonou acidentalmente, matando o militar que a
manipulava. Esses acontecimentos, segundo o presi-
dente Figueiredo, não o afastariam do caminho da
redemocratização. Não obstante, de acordo com o
cartum, Figueiredo reconhecia os empecilhos nesse
processo, causados pela “forte inflação” do período.

Resposta: B

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
GEOGRAFIA
61
Tropas indianas e paquistanesas trocaram tiros nesta
terça-feira [20.09.2016] ao longo da linha fronteiriça
entre a Índia e o Paquistão, dois dias depois de um
violento ataque contra uma base militar indiana nesta
disputada região do Himalaia.
(www.istoe.com.br. Adaptado)

A área de conflito mencionada no excerto e sua


importância geopolítica correspondem, respectivamente,
a) ao Curdistão e à definição de territórios para os povos
tradicionais.
b) à Caxemira e à expansão de cinturões industriais
modernos.
c) ao Sahel e ao domínio sobre terras férteis agricultáveis.
d) à Caxemira e à soberania regional sobre os recursos
hídricos.
e) ao Curdistão e ao restabelecimento de ligações
coloniais.
Resolução
Caxemira é uma área fronteiriça entre a Índia, o
Paquistão e a China, disputada pelos três. O Paquistão
não reconhece a anexação de parte da Caxemira
paquistanesa, feita em 1948 pela Índia e escaramuças
de maior ou menor gravidade se sucedem na região,
de tempos em tempos. Nessa região estão nascentes de
importantes sistemas hídricos como os rios Indo e
Ganges.

Resposta: D

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
62
A organização da produção industrial inaugurada na se-
gunda metade do século XX procurou superar os gargalos
do modelo fordista em momentos de crise. Nesse novo
paradigma, as indústrias implantaram a economia de
escopo, caracterizada pela
a) produção descentralizada em plantas fabris reduzidas
e flexíveis.
b) organização fabril intensiva em mão de obra e ativi-
dades manuais.
c) produção centralizada em grandes fábricas com es-
truturação rígida.
d) organização de grandes estoques em áreas com maior
mercado consumidor.
e) produção racionalizada em linhas de montagem
repetitivas e insalubres.
Resolução
Na tentativa de racionalizar a produção, reduzindo
custos, há uma separação entre os sistemas de
gerenciamento e de produção, buscando essa última,
regiões que ofereçam vantagens fiscais ou menor custo
de mão de obra. Aplica-se também o processo “just-in-
time” que reduz o acúmulo de matéria prima e peças
de fabricação.

Resposta: A

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
63

(Graça M. L. Ferreira. Atlas geográfico, 2013. Adaptado)

A partir dos conhecimentos acerca da estrutura da


produção nos países selecionados, é correto afirmar que
as faces 1, 2 e 3 do gráfico correspondem,
respectivamente, a
a) indústria, serviços e agricultura.
b) agricultura, indústria e serviços.
c) serviços, indústria e agricultura.
d) indústria, agricultura e serviços.
e) serviços, agricultura e indústria.
Resolução
A distribuição do sectograma mostra o número 1
como a atividade de serviços (exemplo, o Brasil com
53%), o número 2 representando a agricultura (no
caso do Brasil, 8%) e o número 3 identifica a indústria
(para o Brasil, 39%).

Resposta: E

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
64
Evolução do índice de Gini da propriedade da terra

Grandes
1967 1972 1978 1992 1998 2000
Regiões

Norte 0,882 0,889 0,898 0,878 0,871 0,714


Nordeste 0,809 0,799 0,819 0,792 0,811 0,780
Sudeste 0,763 0,754 0,765 0,749 0,757 0,750
Sul 0,722 0,706 0,701 0,705 0,712 0,707

Centro-
0,833 0,842 0,831 0,797 0,798 0,802
oeste

Brasil 0,836 0,837 0854 0,831 0,843 0,802

(DIEESE. Estatísticas do meio rural 2010-2011, 2011. Adaptado)

A operacionalização do Índice de Gini e sua expressão na


tabela manifestam
a) o acesso igualitário às terras, resultado da reforma
agrária.
b) a concentração de terras, decorrente da herança latifun-
diária.
c) a valorização dos imóveis rurais, fruto da especulação
imobiliária.
d) o aumento das terras improdutivas, provocado pelo
êxodo rural.
e) a modernização do campo, incentivada por associações
regionais.
Resolução
Criado pelo matemático italiano Corrado Gini, o
índice de Gini apura concentrações de valores, que
podem ser renda, ou mesmo terra. Quanto mais
próximo de 1, maior é o índice de concentração. Como
se nota na tabela, não só para o Brasil, mas também
para as suas regiões administrativas, os índices de
concentração de terras são elevados, herança de um
passado colonial concentrador, baseado no latifúndio
monoprodutor.

Resposta: B

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
65
Avaliando o processo de industrialização brasileiro, é
correto
afirmar que, no período entre 1930 e 1956, destacou-se
a) a construção de redes de transporte para o escoamento
da produção cafeeira.
b) o predomínio de indústrias de bens de consumo não
duráveis de capital estrangeiro.
c) a implantação de indústrias estatais de bens de
produção e de infraestrutura.
d) o emprego de subsídios fiscais para a exportação de
bens de produção e de consumo.
e) a abertura do mercado à importação de bens de
consumo sem concorrência interna.
Resolução
O período que se estende de 1930 a 1956, inclui dois
governos de Getúlio Vargas que se caracterizaram
pela instalação da indústria de base. Tal foi o caso da
Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em Volta
Redonda, Rio de Janeiro e a criação da Petrobrás,
com a instalação da indústria petroquímica
(refinarias).

Resposta: C

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
66
Participação dos grupos etários no conjunto da
população brasileira

(www.clubemundo.com.br)

O cenário apresentado pelo gráfico demonstra, na dinâ-


mica demográfica brasileira, um processo de
a) aumento da taxa de crescimento natural, derivado da
entrada de imigrantes e da diminuição da mortalidade
infantil.
b) crescimento demográfico, devido às melhores con-
dições de saneamento básico e ao desenvolvimento de
medicamentos.
c) aumento da taxa de fecundidade, compreendido por
programas de planejamento familiar e pela difusão de
método contraceptivos.
d) implosão demográfica, promovido pela estabilização
das taxas de crescimento e pelo envelhecimento da
população.
e) transição demográfica, possibilitado pela revolução
médico-sanitária e pelo incremento da urbanização.
Resolução
As melhorias médico-sanitárias, a melhor alimen-
tação, o incremento do saneamento básico (água
tratada, esgoto recolhido), possibilitaram a redução
das taxas de mortalidade e o aumento da expectativa
de vida. Com isso, população se encontra numa fase
de transição demográfica, caracterizada pelo envelhe-
cimento da população e a redução do número de
jovens.

Resposta: ?

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
67
Leia o trecho de Morte e Vida Severina, de João Cabral de
Melo Neto.

— Bem me diziam que a terra


se faz mais branda e macia
quando mais do litoral
a viagem se aproxima.
Agora afinal cheguei
nesta terra que diziam.
Como ela é uma terra doce
para os pés e para a vista.
Os rios que correm aqui
têm água vitalícia.
Cacimbas por todo lado;
cavando o chão, água mina.
Vejo agora que é verdade
o que pensei ser mentira
Quem sabe se nesta terra
não plantarei minha sina?
Não tenho medo de terra
(cavei pedra toda a vida),
e para quem lutou a braço
contra a piçarra da Caatinga
será fácil amansar
esta aqui, tão feminina.
(João Cabral de Melo Neto. Obra Completa.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994)

Considerando as sub-regiões do nordeste brasileiro, é


correto afirmar que a personagem chegou
a) à Mata de Terra Firme.
b) ao Sertão.
c) à Mata de Igapó.
d) à Zona da Mata.
e) ao Vale do Parnaíba.
Resolução
Diferentemente do seu local de partida, o Sertão,
caracterizado pelo solo pobre, seco e pouca profun-
didade, os solos da Zona da Mata são profundos,
úmidos e férteis (em geral, o massapé) que permite
maior rendimento na atividade agrícola.

Resposta: D

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
68
Considere os mapas a seguir.

(Maria E. R. Simielli. Geoatlas, 2013. Adaptado)

(Maria E. R. Simielli. Geoatlas, 2013. Adaptado)

Os mapas apresentam as grandes estruturas geológicas


brasileiras. Sobre eles, é correto afirmar que temos,
a) em A, escudos cristalinos compostos por rochas
magmáticas e metamórficas.
b) em B, maciços antigos compostos por rochas ígneas
intrusivas e extrusivas.
c) em A, bacias sedimentares compostas por rochas
aluvionais.
a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
d) em B, crátons compostos por rochas cristalinas e
magmáticas.
e) em A, depósitos sedimentares compostos por materiais
orgânicos.
Resolução
O mapa A representa uma estrutura geológica
caracterizada por escudos cristalinos, ricos em rochas
metamórficas, onde se encontram depósitos metálicos.
O mapa B representa bacias sedimentares que
apresentam deposição de materiais fósseis, com a
presença de carvão mineral, petróleo, gás natural ou
xisto.

Resposta: A

69
Área de verões quentes e áridos. Árvores perenes baixas,
de distribuição esparsa, entrançadas com barras espessas
e entremeadas com áreas arbustivas. As árvores apresen-
tam folhas com cera ou formação espinhosa e raízes
profundas para resistir à estiagem. Muitas dessas florestas
têm sido desmatadas pelo homem, resultando em extensas
formações de vegetação arbustiva (maquis e chaparral).
(IBGE. Atlas geográfico escolar, 2012)

As especificidades encontradas no excerto caracterizam a


formação vegetal denominada
a) estepe. b) subtropical. c) mediterrânea.
d) savana. e) tundra.
Resolução
O clima mediterrâneo se caracteriza por verões
quentes e secos e invernos frios e pouco úmidos. O
baixo índice pluviométrico implicou no
desenvolvimento de uma formação arbustiva que,
entretanto, veio sendo alterada ao longo dos séculos
(principalmente no sul da Europa) dando origem a
uma formação residual conhecida como maquis ou
garrigue.

Resposta: C

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
70
Na interface entre as terras emersas e os oceanos, são
encontradas as chamadas margens continentais. Em sua
condição passiva, distante dos limites de placas
tectônicas, a margem continental abriga
a) o sopé continental, composto pela área plana que
corresponde ao assoalho oceânico.
b) a plataforma continental, formada pela extensa parte
submersa e rasa dos continentes.
c) a fossa abissal, marcada por taludes resultantes da soli-
dificação do magma.
d) o talude continental, definido por fendas e fraturas
encontradas no fundo oceânico.
e) a dorsal submarina, caracterizada por terraços limita-
dos por rupturas de declives.
Resolução
A plataforma continental é formação contígua ao
litoral, pertencendo mesmo ao continente, pois
apresenta rochas de mesma origem continental. Trata-
se de uma área importante para a atividade pesqueira
e a exploração mineral. Estende-se até 200 m de
profundidade e sua largura é variável, conforme sua
inclinação.

Resposta: B

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
71

(The Crop Site. Disponível em: http://bit.ly/2fkMUcH)

Pautando-se em questões ambientais, é correto afirmar


que as áreas destacadas no mapa correspondem à
ocorrência de
a) hotspots.
b) desertificação.
c) corredores ecológicos.
d) anecúmenos.
e) chuva ácida.
Resolução
“Hotspots” são áreas onde as formações de flora e
fauna se encontram ameaçadas. Deve conter, no
mínimo, 1.500 espécies endêmicas de plantas e haver
perdido mais de ¾ da vegetação natural existente. Os
hotspots se espalham pelo mundo e no Brasil, os dois
hotspots mais ameaçados são a Mata Tropical
Atlântica e o cerrado.

Resposta: A

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
72
O Tratado da Biodiversidade, assinado durante a Eco-92,
concebia o pagamento de royalties sobre a riqueza natural
de um país. O tratado, desse modo, previa
a) a compra dos recursos naturais de um país em nome
da manutenção do patrimônio mundial.
b) o repasse de verbas por fundos internacionais para a
preservação da riqueza natural em países desenvolvi-
dos.
c) a aplicação de multas aos países que negligenciassem
a preservação do meio ambiente.
d) o ressarcimento pela venda de mercadorias que uti-
lizassem matérias-primas naturais de outros países.
e) o financiamento de pesquisas para garantir o registro de
patentes com a diversidade natural de um país.
Resolução
O royalty equivale a um valor pago ao detentor de
uma marca, patente, processo de produção, produto
ou obra original pelos direitos de sua exploração
comercial. Estendendo-se o conceito para a questão
ambiental tem-se a proposta de financiamento de
pesquisas para garantir o registro de patentes, no
caso, com a diversidade natural de um país. A ideia
era que os países auferissem valor pela exploração de
suas formações naturais, principalmente vegetais, no
intuito de arrecadar fundos que ajudassem a proteger
essas formações.

Resposta: E

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
73
A preocupação com questões ambientais incentivou a
criação de estratégias para reduzir a emissão de poluentes,
como os projetos de captura de gás em aterro sanitário,
compostagem de resíduos sólidos, uso de combustíveis
alternativos, entre outros, passando a gerar créditos de
carbono. O comércio de créditos de carbono fundamenta-
se no(s) chamado(s)
a) ODM, Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
b) MDL, Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.
c) IRI, Índice de Riqueza Inclusiva.
d) ZEE, Zoneamento Ecológico-Econômico.
e) EIA, Estudo de Impacto Ambiental.
Resolução
Os MDL, Mecanismo de Desenvolvimento Limpo,
foram desenvolvidos a partir do Protocolo de Kyoto,
que propunha a redução da emissão de gases estufa
para controlar o aquecimento global. Esse mecanismo
permitia que os países que não conseguiam cumprir
suas metas de redução pudessem comprar certificados
dos países que as tivessem cumprido mantendo assim
seu crescimento econômico e o compromisso com o
Protocolo de Kyoto.

Resposta: B

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
74
A ideia de que estamos vivendo uma nova fase da história
geológica da Terra, marcada pelos impactos avassaladores
da ação de uma única espécie – a nossa – sobre a estrutura
do planeta, acaba de dar um passo importante rumo à
aprovação oficial. Um time com mais de 30 cientistas
apresentou suas conclusões após anos de debates e
afirmou que sim, este é o Antropoceno, a Era do Homem.
(Reinaldo J. Lopes. www.folha.com.br, 07.01.2016. Adaptado)

Pode-se afirmar, corretamente, que a relação homem-


meio indicada no excerto é reforçada
a) pela prática da reciclagem e da compostagem em
ambientes urbanos.
b) pela agricultura e pelas formas de manejo familiares
no campo.
c) pelo sedentarismo e pela domesticação de animais.
d) pela perenidade e pelo represamento de corpos
hídricos.
e) pelo uso do carvão mineral e do petróleo como fontes
de energia.
Resolução
O carvão mineral e o petróleo se constituem de
material fóssil retido sob camadas de rochas sedimen-
tares. Seu uso gera uma série de gases que,
depositados sobre as rochas superficiais, formarão
depósitos que deixarão vestígios de atividades
passíveis de serem reconhecidas no futuro como de
passado geológico notável.

Resposta: E

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
75
Considerando a cartografia enquanto um conjunto de
técnicas, temos nas projeções cartográficas o desafio de
representar em um plano o formato geoide do planeta
Terra. Quanto ao tipo de superfície de projeção, aquela
cujas distorções aumentam conforme nos afastamos da
linha do Equador denomina-se projeção
a) cônica.
b) polissuperficial.
c) cilíndrica.
d) poliédrica.
e) azimutal.
Resolução
Entre as projeções e mapas criados a partir do
advento das Navegações (séculos XV e XVI), uma das
primeiras foi a projeção cilíndrica de Mercator. Muito
utilizada desde então, esta projeção remete a super-
fície da Terra a um cilindro infinito. O ponto de tan-
gência da superfície terrestre com o cilindro é a linha
do equador, tornando as áreas de baixa latitude
(próximas a zero grau) menos distorcidas. Contudo, à
medida que nos afastamos do equador e nos aproxi-
mamos dos polos, os pontos localizados em altas
latitudes se distanciam cada vez mais, tornando as
áreas polares completamente distorcidas.

Resposta: C

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
INGLÊS
Leia o texto para responder às questões de números 76 a
88.
Patience is needed for Brazil to come good again
Michael Hasenstab
Dr. Michael Hasenstab is executive
vice-president, portfolio manager
and chief investment officer of
Templeton Global Macro

The Olympic Games in Rio drew global interest to


Brazil, but the country and the rest of South America has
been in sharp focus for investors all year. They have
flocked to the region as part of a broader migration into
emerging market debt, following record low valuations
and the hunt for yield in a low interest rate environment.
While investors have been presented with a rarely seen
buying opportunity in emerging markets like South
America, it is a mistake to regard these countries as a
homogenous group.
That leaves the challenge of working out which are the
most attractive opportunities – some of our best known
investments were not obvious choices.
We have devised a formula to help us evaluate the
fundamental strength of different emerging market
countries. It scores a country’s current and projected
strength on five factors: how well it has learnt the lessons
from past crises; the quality of its policy mix; the
structural reform being undertaken to boost productivity;
the level of domestic demand; and its ability to resist
external shocks. The aim is to pick nations that are
fundamentally strong but, for one reason or another, are
out of favour with investors. It can take time for the
market to catch up to reality. But if you are a long-term
investor – and we are certainly in that camp – you have
the luxury of being able to wait.
Brazil, for example, is known as a vulnerable market
due to the commodities downturn, the ongoing corruption
crisis and ensuing political turmoil, but our work suggests
to us that it is poised for a potentially significant rebound
in the long term. Its current score is low, but its projected
future score tells a different story.
We believe the country has learnt the lessons from the
most recent crisis, which brought home the importance
of having a sustainable fiscal policy. It has already
adopted a flexible exchange rate, has strong foreign
exchange reserves and has limited short-term debt. This
is also reflected in the country’s improving resilience to
external shocks, with a reliance on commodities, at 60 per
cent of exports, being the largest remaining negative.
It is perhaps no surprise, given Brazil’s deep recession
and political instability, that there is much work required
a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
in terms of improving policy mix, making structural
reforms and boosting domestic demand. However, there
are signs things are being turned around, with monetary
policy already being tightened aggressively to bring
inflation expectations back under control, and the
previously excessive levels of government subsidised
lending being cut. Once political stability returns, the
government will be empowered to do even more.
Work on structural reform should accelerate too, as
Brazil’s middle class has made it clear it wants greater
transparency and an economic policy framework that can
both boost living standards and improve the environment
for businesses.
(www.ft.com. 01.09.2016. Adaptado)

76
The title Patience is needed for Brazil to come good again
reflects the idea presented in the text, that the country
a) should be ruled out as an investment option.
b) has bleak prospects in the long run.
c) is going down the hill at the moment.
d) is a bet to be considered for long-term investors.
e) has to be included in the investors’ portfolio for
immediate returns.
Resolução
O título reflete a ideia apresentada no texto de que o
Brasil é uma aposta a ser considerada por investidores
de longo prazo.

Resposta: D

77
According to the first paragraph, one of the reasons why
investors are interested in South America is
a) its commodity valuation.
b) that the Olympic games took place in Rio.
c) that there is a hunt for yield due to low interest rates.
d) the forecast of the continent’s market as a whole.
e) the continent’s migration into new markets.
Resolução
Encontra-se a informação no seguinte trecho do texto:
“They have flocked to the region as part of a broader
migration into emerging market debt, following
record low valuations and the hunt for yield in a low
interest rate environment”.

Resposta: C

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
78
In the excerpt of the first paragraph “While investors
have been presented with a rarely seen buying
opportunity in emerging markets like South America, it is
a mistake to regard these countries as a homogenous
group”, the word in bold can be correctly replaced by
a) Although.
b) Whenever.
c) Likewise.
d) Unless.
e) Therefore.
Resolução
While dá ideia de contradição ao que foi mencionado
anteriormente e pode ser corretamente substituído
por although (= embora).

Resposta: A

79
In the excerpt of the second paragraph “That leaves the
challenge of working out which are the most attractive
opportunities”, the word in bold refers to the idea that
a) there are rarely seen buying opportunities.
b) interest rates are extremely low.
c) there is fear of a broad migration.
d) South American countries are not all the same.
e) Brazilian Market stands out in South America.
Resolução
Lê-se no texto:
“While investors have been presented with a rarely
seen buying opportunity in emerging markets like
South America, it is a mistake to regard these countries
as a homogenous group”.
“That leaves the challenge of working out which are
the most attractive opportunities – some of our best
known investments were not obvious choices”.

Resposta: D

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
80
The formula mentioned in the third paragraph
a) should devise at least five items that have to predict
the market future.
b) is based on the existing strength of the emerging
markets.
c) establishes how domestic demand is able to resist
external shocks.
d) predicts future behaviour from past crises.
e) helps to grade emerging market countries strength.
Resolução
A informação está contida no trecho a seguir:
“We have devised a formula to help us evaluate the
fundamental strength of different emerging market
countries. It scores a country’s current and projected
strength on five factors: how well it has learnt the
lessons from past crises; the quality of its policy mix;
the structural reform being undertaken to boost
productivity; the level of domestic demand; and its
ability to resist external shocks”.

Resposta: E

81
According to the third paragraph, the objective of the
formula is to
a) identify the reasons why investors favour a certain
market.
b) spot a still unfamiliar strong market to invest in the
long run.
c) rank all nations in terms of future reliability.
d) recommend good options to invest without waiting too
long.
e) find investors for emerging strong countries.

Resolução
Lê-se no texto:
“The aim is to pick nations that are fundamentally
strong but, for one reason or another, are out of favour
with investors. It can take time for the market to catch
up to reality. But if you are a long-term investor – and
we are certainly in that camp – you have the luxury
of being able to wait”.

Resposta: B

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
82
In the excerpt of the third paragraph “We have devised a
formula to help us evaluate the fundamental strength”,
the word in bold refers to
a) investors.
b) marketing specialists.
c) the article’s author.
d) emerging market investors.
e) the Templeton Global Macro team.
Resolução
We, em negrito, refere-se à equipe do Templeton Glo-
bal Macro, cujo vice-presidente executivo é o Dr. Mi-
chael Hasenstab, autor do artigo.

Resposta: E

83
In the excerpt of the fourth paragraph “Brazil, for
example, is known as a vulnerable market due to the
commodities downturn”, the expression in bold
introduces a
a) contrast.
b) probability.
c) rank.
d) cause.
e) consequence.
Resolução
A expressão due to (= devido a) introduz uma causa.

Resposta: D

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
84
Based on the fourth paragraph, the fifth paragraph
presents Brazil as
a) a dominant market because its score is low.
b) a country on the way of future recovery.
c) too dependent on commodity production.
d) an immediate solid investment option.
e) a politically unstable country.
Resolução
Lê-se no texto:
“We believe the country has learnt the lessons from
the most recent crisis, which brought home the
importance of having a sustainable fiscal policy. It has
already adopted a flexible exchange rate, has strong
foreign exchange reserves and has limited short-term
debt. This is also reflected in the country’s improving
resilience to external shocks, with a reliance on
commodities, at 60 per cent of exports, being the
largest remaining negative”.

Resposta: B

85
In the sixth paragraph, the text indicates Brazil should
a) turn things around.
b) tighten monetary policy.
c) stop creating surprises.
d) cut excessive lending.
e) increase domestic demand.
Resolução
Encontramos a informação no seguinte trecho:
“It is perhaps no surprise, given Brazil’s deep
recession and political instability, that there is much
work required in terms of improving policy mix,
making structural reforms and boosting domestic
demand”.

Resposta: E

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
86
In the excerpt of the sixth paragraph “However, there are
signs things are being turned around” the word in bold
can be replaced, without meaning change, by
a) Nevertheless.
b) Inasmuch.
c) Unless.
d) Furthermore.
e) Throughout.
Resolução
*However = nevertheless = contudo, entretanto

Resposta: A

87
In the excerpt of the sixth paragraph “Once political
stability returns, the government will be empowered to
do even more”, the word in bold expresses an idea of
a) uniqueness.
b) consequence.
c) condition.
d) substitution.
e) purpose.
Resolução
Once (= uma vez que, quando, assim que) expressa
ideia de condição.

Resposta: C

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
88
In the excerpt of the seventh paragraph “Work on
structural reform should accelerate too”, the word in bold
can be replaced, without meaning change, by
a) used to.
b) ought to.
c) had to.
d) might.
e) would.
Resolução
Should e ought to possuem basicamente o mesmo
sentido, sendo ought to mais formal. Ambos expres-
sam conselho, obrigação, dever, probabilidade e a lem-
brança de um dever no presente e no futuro.

Resposta: B

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
Leia o texto para responder às questões de números 89 e
90.
Economists Reduce Outlook for Brazil Inflation – Survey
By Rogerio Jelmayer – Dow Jones Business News

Shutterstock photo

Economists reduced their inflation estimate in Brazil


for this year and next year, according to the central bank’s
weekly survey of 100 economists published Monday.
Economists now expect inflation, as measured by the
consumer-price index, to be 7.25% this year, compared
with last week’s estimate of 7.34%, the survey showed.
Economists estimate Brazil’s gross domestic product
is likely to contract 3.14% this year, compared with an
expected contraction of 3.15% in last week’s survey. Last
year, Brazil’s economy contracted 3.80%, according to
the country’s statistical bureau, IBGE. For 2017,
economists reduced their view of GDP growth to 1.30%
from 1.36%.
(www.nasdaq.com. 26.06.2016. Adaptado)

89
In the title of the text, the word “outlook” means
a) prospect.
b) opinion.
c) quality.
d) nature.
e) aspect.
Resolução
*Outlook = prospect = perspectiva, panorama,
cenário.

Resposta: A

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
90
The survey mentioned in the text
a) was conducted by central bank’s economists.
b) revealed that inflation estimate lowered for 2016.
c) compared past established inflation rates.
d) provided reliable data based on future expectations.
e) demonstrated that gross domestic product in Brazil
won’t improve.
Resolução
Lê-se no texto:
“Economists now expect inflation, as measured by the
consumer-price index, to be 7.25% this year, compared
with last week’s estimate of 7.34%, the survey
showed”.

Resposta: B

FÍSICA
91
A área de um vitral quadrado foi apresentada com o valor
de 1,960 · 102 m2. A menor divisão da trena com a qual
foram medidas a base e a altura do vitral foi o
a) metro. b) decímetro.
c) centímetro. d) milímetro.
e) décimo de milímetro.
Resolução
A = 196,0 m2
Precisão de 0,1 m2
A trena tem como menor divisão o decímetro.

Resposta: B

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
92
O gráfico horário da posição (S), em função do tempo (t),
descreve, qualitativamente, o deslocamento de um
veículo sobre uma trajetória. As curvas, nos trechos A, B
e D, são arcos de parábola cujos vértices estão presentes
no gráfico.

Analisando o gráfico, é correto concluir que


a) a trajetória por onde o veículo se move é sinuosa nos
trechos A, B e D e retilínea no trecho C.
b) a trajetória por onde o veículo se move é toda retilínea,
mas com lombada em B e valetas em A e D.
c) o trecho B é percorrido em movimento uniformemente
desacelerado e retrógrado.
d) nos trechos A e D, o veículo se desloca em movimentos
uniformemente acelerados com velocidade inicial nula.
e) a velocidade escalar do veículo no trecho C é constante
não nula, sendo variável nos outros trechos.
Resolução
a) (F) O gráfico s = f (t) nada tem que ver com a
trajetória.
b) (F)
c) (F) A velocidade escalar é positiva (espaço cres-
cente) e o movimento é retardado (desace-
lerado), pois V > 0 e γ < 0. O movimento é
progressivo.
d) (V) V0 = 0 (vértice das parábolas), V > 0 e γ > 0:
movimento progressivo e acelerado.
e) (F) No trecho C, o espaço é constante e o veículo
está parado (V = 0).

Resposta: D

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
93
A nave “New Horizons”, cuja foto é apresentada a seguir,
partiu do Cabo Canaveral em janeiro de 2006 e chegou
bem perto de Plutão em julho de 2015. Foram mais de 9
anos no espaço, voando a 21 km/s. É uma velocidade
muito alta para nossos padrões aqui na Terra, mas muito
baixa se comparada aos 300 000 km/s da velocidade da
luz no vácuo.

(http://goo.gl/oeSWn)

Considere uma nave que possa voar a uma velocidade igual


a 80% da velocidade da luz e cuja viagem dure 9 anos para
nós, observadores localizados na Terra. Para um astronauta
no interior dessa nave, tal viagem duraria cerca de
a) 4,1 anos. b) 5,4 anos. c) 6,5 anos.
d) 15 anos. e) 20,5 anos.
Resolução
Δt0
Δt = –––––––––––––
V 2
1 – –––
c 
Δt = 9a
V
––– = 0,80
c
Δt0 Δt0
9 = –––––––––– = ––––

1 – 0,64 0,60

Δt0 = 5,4 a

Resposta: B

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
94
Uma partícula eletrizada de massa m gira no interior de
um campo magnético uniforme descrevendo um
movimento circular uniforme de raio R e frequência f.
Então um sistema de n partículas iguais a essa, girando
nas mesmas condições, estará dotado de uma energia
cinética dada por
a) 2 · π2 · f2 · n · m · R2
2 · π2 · f2 · n · m
b) –––––––––––––––
R2

2 · π2 · f2 · n
c) –––––––––––
m . R2
n.m
d) –––––––––––––
2 · π2 · f2 · R2

n . m . R2
e) –––––––––––
2 · π2 · f2
Resolução
A energia cinética para n partículas será dada por:
m V2
EC = n –––––
2
em que V = 2 π f R
Assim:
n m (2π f R)2
EC = ––––––––––––
2
n m 4π2 f2 R2
EC = ––––––––––––
2

EC = 2 π2 f2 n m R2

Resposta: A

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
95
Os Jogos Olímpicos recém-realizados no Rio de Janeiro
promoveram uma verdadeira festa esportiva,
acompanhada pelo mundo inteiro. O salto em altura foi
uma das modalidades de atletismo que mais chamou a
atenção, porque o recorde mundial está com o atleta
cubano Javier Sotomayor desde 1993, quando, em
Salamanca, ele atingiu a altura de 2,45 m, marca que
ninguém, nem ele mesmo, em competições posteriores,
conseguiria superar. A foto a seguir mostra o atleta em
pleno salto.

(Wikipedia)
Considere que, antes do salto, o centro de massa desse
atleta estava a 1,0 m do solo; no ponto mais alto do salto,
seu corpo estava totalmente na horizontal e ali sua veloci-
dade era de 2 ·  5 m/s; a aceleração da gravidade é 10
m/s2; e não houve interferências passivas. Para atingir a
altura recorde, ele deve ter partido do solo a uma
velocidade inicial, em m/s, de
a) 7,0.
b) 6,8.
c) 6,6.
d) 6,4.
e) 6,2.
Resolução
Conservação da energia mecânica:
Ef = E0 (referência no solo)
V2 m V02
m –––– + m g H = ––––– + m g H0
2 2

V02 V2
–––– = –––– + g (H – H0)
2 2 2
V0 = V2 + 2 g (H – H0)

2
V0 = 20 + 2 . 10 . (2,45 – 1,0)

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
2
V0 = 20 + 29 = 49 ⇒ V0 = 7,0 m/s

Resposta: A

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
96
Johannes Kepler (1571-1630) foi um cientista dedicado
ao estudo do sistema solar. Uma das suas leis enuncia que
as órbitas dos planetas, em torno do Sol, são elípticas,
com o Sol situado em um dos focos dessas elipses. Uma
das consequências dessa lei resulta na variação
a) do módulo da aceleração da gravidade na superfície
dos planetas.
b) da quantidade de matéria gasosa presente na atmosfera
dos planetas.
c) da duração do dia e da noite em cada planeta.
d) da duração do ano de cada planeta.
e) da velocidade orbital de cada planeta em torno do Sol.
Resolução
Quando a órbita é circular, o movimento é uniforme
e a velocidade escalar orbital é constante.
Quando a órbita é elíptica, a velocidade escalar orbital
é variável e o movimento não é uniforme.

Resposta: E

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
97
Segundo o manual do proprietário de determinado
modelo de uma motocicleta, de massa igual a 400 kg, a
potência do motor é de 80 cv (1 cv  750 W).

(https://goo.gl/9aeM0K.com)

Se ela for acelerada por um piloto de 100 kg, à plena


potência, a partir do repouso e por uma pista retilínea e
horizontal, a velocidade de 144 km/h será atingida em,
aproximadamente,
a) 4,9 s.
b) 5,8 s.
c) 6,1 s.
d) 6,7 s.
e) 7,3 s.
Resolução
1) Cálculo da potência em W:

Pot = 80 cv = 80 . 750W ⇒ Pot = 60 000W

2) Cálculo do trabalho realizado:


m V2 m V02
TEC: τmotor = ΔEC = ––––– – –––––
2 2

km 144
V = 144 –––– = –––– m/s = 40 m/s
h 3,6
500
τmotor = ––––– (40)2 (J) ⇒ τmotor = 400 000J
2
3) Cálculo do tempo gasto:
τmotor τmotor
Pot = –––––– ⇒ Δt = ––––––
Δt Pot

400 000
Δt = –––––––– (s) ⇒ Δt  6,7 s
60 000

Resposta: D

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
98
Um bloco metálico, maciço, homogêneo, de capacidade
térmica C, é feito de um material de coeficiente de
dilatação linear α e ocupa um volume V0 à temperatura
ambiente. Ele é colocado no interior de um forno quente
e recebe uma quantidade de calor Q até entrar em
equilíbrio térmico com o forno sem sofrer mudança de
estado físico. Como consequência, seu volume sofre uma
dilatação ΔV. Tal dilatação é diretamente proporcional a
V0,
a) α, C e 1/Q.
b) α, Q e 1/C.
c) C, Q e 1/α.
d) α, 1/Q e 1/C.
e) Q, 1/α e 1/C.
Resolução
(I) Q = m c Δθ ⇒ Q = C Δθ
Q
Da qual: Δθ = ––– (1)
C

(II) ΔV = V0 3 α Δθ (2)

(1) em (2):
Q
ΔV = 3 V0 α –––
C

1
ΔV é diretamente proporcional a V0, α, Q e ––– .
C
Resposta: B

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
99
A figura a seguir ilustra três cilindros sólidos maciços e
homogêneos, de mesma área da base e altura (volumes
iguais), em equilíbrio em um líquido. O cilindro A está
completamente submerso, sem tocar no fundo do
recipiente, o cilindro B está com metade de seu volume
emerso, enquanto o cilindro C apresenta 1/3 de seu
volume abaixo da superfície livre do líquido.

líquido
B C

Sobre essa situação, é correto afirmar que


a) a densidade do cilindro A é maior do que a do líquido,
pois ele está completamente submerso.
b) a densidade do cilindro B é igual ao dobro da do
líquido, pois ele desloca metade do seu volume no
líquido.
c) a densidade do cilindro A é maior do que a do cilindro
B, que é maior do que a do cilindro C, em razão dos
volumes deslocados no líquido.
d) pelo fato de estar completamente submerso, o peso do
cilindro A é maior do que o empuxo sobre ele e maior
que os pesos de B e de C.
e) o peso do cilindro C é menor do que o empuxo sobre
ele porque apenas 1/3 de seu volume está submerso.
Resolução
®
® EC
EB

B ( V2 ( C ( V3 (
® ®
EA ® PC
PB
A

®
PA

1) Equilíbrio do cilindro A:
EA = PA
μL . V . g = μA . V . g

μA = μL

2) Equilíbrio do cilindro B:

EB = PB

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
V .g=μ .V.g
μL . –– B
2

1
μB = –– μL
2

3) Equilíbrio do cilindro C:

EC = PC

V .g=μ .V.g
μL . –– C
3

1
μC = –– μL
3

Podemos concluir que:

μA > μB > μC

Resposta: C

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
100
Ao ser admitido no interior da câmara de combustão do
motor de uma motocicleta, o vapor de etanol chega a
ocupar o volume de 120 cm3 sob pressão de 1,0 atm e
temperatura de 127°C. Após o tempo de admissão, o
pistão sobe, o volume ocupado por essa mistura diminui
para 20 cm3, e a pressão aumenta para 12 atm. Consi-
derando a mistura um gás ideal e desprezando perdas de
calor devido à rápida compressão, a temperatura do gás
resultante desse processo no interior da câmara passa a
ser, em °C, de
a) 473.
b) 493.
c) 527.
d) 573.
e) 627.

Resolução
Lei geral dos gases perfeitos:
p1V1 p0V0
––––– = –––––
T1 T0
12 . 20 1,0 . 120
–––––– = –––––––––
T1 127 + 273

Da qual:

T1 = 800 K = 527°C

Resposta: C

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
101
As figuras a seguir representam uma foto e um esquema
em que F1 e F2 são fontes de frentes de ondas mecânicas
planas, coerentes e em fase, oscilando com a frequência
de 4,0 Hz.
As ondas produzidas propagam-se a uma velocidade de
2,0 m/s. Sabe-se que D > 2,8 m e que P é um ponto vi-
brante de máxima amplitude.

2,8 m

F1 F2

(educação.com.br)

Nessas condições, o menor valor de D deve ser


a) 2,9 m.
b) 3,0 m.
c) 3,1 m.
d) 3,2 m
e) 3,3 m.
Resolução
Em P ocorre interferência construtiva (reforço).
Logo, a diferença de percursos Δx = D – 2,8 deve ser
um múltiplo par de meio comprimento de onda.
λ
Δx = p ––– (p = 0, 2, 4...)
2

V
Δx = p –––
2f

O menor valor de D ocorrerá com p = 2. Assim:

2,0
D – 2,8 = 2 ––––––
2 . 4,0

Da qual:

D = 3,3 m

Resposta: E

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
102
A função trabalho de certo metal é 9,94·10–19 J. Considere
a constante de Planck com o valor 6,63·10–34 J·s. A
frequência mínima a partir da qual haverá efeito fotoelé-
trico sobre esse metal é, em 1015 Hz, de
a) 1,1.
b) 1,2.
c) 1,5.
d) 1,7.
e) 1,9.
Resolução
hf>τ
τ
f > –––
h

τ 9,94 . 10–19
fmín  ––– = –––––––––––– Hz
h 6,63 . 10–34

fmín = 1,5 . 1015 Hz

Resposta: C

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
103
Uma garota, estudante do ensino médio, dispõe de uma
lupa para se entreter. Ela consegue queimar um ponto de
uma folha de papel pousada no chão horizontal, com sol
a pino, mantendo a lupa paralelamente à folha e a uma
altura h dela. Desejando obter a imagem direita de uma
figura desenhada nessa mesma folha, ampliada duas
vezes, ela deverá manter a lupa paralela e a uma distância
da folha igual a
a) 3h.
b) 2h.
c) h.
h
d) –– .
2
h
e) –– .
3
Resolução
(I) A distância focal da lupa vale h, como ilustra a
figura abaixo:

(II) A imagem direita é de natureza virtual.


Com A = + 2 e f = h, a distância entre o objeto e a
lupa é calculada por:
f h
A = ––––– ⇒ 2 = –––––
f–p h–p

h
2h – 2p = h ⇒ p = –––
2

Resposta: D

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
104
A usina hidrelétrica de Itaipu, empresa binacional,
localizada na fronteira do Brasil com o Paraguai, tem uma
potência instalada de 14 000 MW gerada por 20 unidades
de 700 MW cada. Essa potência é distribuída por 12 li-
nhas de transmissão que operam sob tensão de 500 kV
cada. A energia produzida é levada até as cidades por
cabos condutores de corrente elétrica, sustentados por
altas torres que podem ser vistas quando se viaja pelas
estradas.
A intensidade da corrente elétrica através desses cabos é,
em kA, mais próxima de
a) 1,5.
b) 2,3.
c) 3,0.
d) 3,2.
e) 3,5.
Resolução
A potência elétrica em cada linha de transmissão será
dada por:
14 000 . 106
Plinha = ––––––––––– (W)
12

A intensidade de corrente elétrica em cada linha será


dada por:
Plinha = i U
14 000 . 106
––––––––––– = i 500 . 103
12

i  2,3 . 103 A

i  2,3 kA

Resposta: B

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
105
As figuras representam dois exemplos de solenoides,
dispositivos que consistem em um fio condutor enrolado.
Tal enrolamento pode se dar em torno de um núcleo feito
de algum material ou, simplesmente, no ar. Cada volta de
fio é denominada espira.

(labdemo.if.usp.br)

A passagem de uma corrente elétrica através desse fio


cria, no interior do solenoide, um campo magnético cuja
intensidade
a) é diretamente proporcional ao quadrado da intensidade
da corrente elétrica e ao comprimento do solenoide.
b) é diretamente proporcional à densidade das espiras, ou
seja, ao número de espiras por unidade de compri-
mento.
c) é diretamente proporcional ao número total de espiras
do solenoide e ao seu comprimento.
d) independe da distância entre as espiras, mas depende
do material de que é feito o núcleo.
e) é a maior possível quando o material componente do
núcleo é diamagnético ou paramagnético.
Resolução
N (número de espiras)

Para um longo solenoide, a intensidade do campo


magnético B é dada por:
N
B = μ ––– i
L

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
N
em que –– é o número de espiras por unidade de com-
L
primento
μ: permeabilidade magnética do meio
i: intensidade de corrente elétrica
Do exposto, a alternativa correta é a b.

Resposta: B

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
QUÍMICA

A tabela periódica encontra-se no final do caderno de


questões

Utilize o texto para responder às questões de números 106


e 107.

A soda cáustica, NaOH, é obtida industrialmente como


subproduto da eletrólise da salmoura, NaCl em H2O, que
tem como objetivo principal a produção do gás cloro.
Esse processo é feito em grande escala em uma cuba
eletrolítica representada no esquema da figura:
anodo catodo
+ -
parede porosa

solução diluída Cl2 H2


de NaCl(aq) NaOH(aq)
-
+ OH
Na
solução saturada
- H2O(l)
de NaCl(aq) Cl H O H2O (H )
+
2

Do compartimento em que se forma o gás hidrogênio, a


solução concentrada de hidróxido de sódio é coletada para
que esse composto seja separado e, no estado sólido, seja
embalado e comercializado.

106
A separação da soda cáustica formada no processo de
eletrólise é feita por
a) fusão.
b) sublimação.
c) condensação.
d) cristalização.
e) solubilização.
Resolução
O processo de separação do hidróxido de sódio sólido
é obtido por cristalização da solução saturada do mes-
mo.

Resposta: D

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
107
Na produção do cloro por eletrólise da salmoura, a
espécie
que é oxidada e as substâncias que são os reagentes da
reação global do processo são, correta e respectivamente,
a) íon sódio e NaCl + H2.
b) água e NaCl + H2O.
c) íon cloreto e NaCl + H2O.
d) íon hidrogênio e NaOH + H2O.
e) íon hidróxido e NaCl + H2.
Resolução
As reações que ocorrem no processo são:
NaCl → Na+ + Cl–
1+ 0
Catodo: H2O + e– → 1/2 H2 + OH–
redução

–1 0
Anodo: Cl– ⎯→ 1/2 Cl2 + e– (o íon cloreto sofre
oxidação)
oxidação
–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Equação global: NaCl + H2O ⎯→
→ 1/2 H2 + 1/2 Cl2 + Na+OH– (aq)

Resposta: C

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
108
Um professor de química propôs uma atividade lúdica a
seus alunos denominada “Caça ao PoQUÍmon”. Ele
confeccionou fichas que apresentavam a figura e o nome
de um personagem do jogo Pokemon Go®. O aluno
deveria localizar, na tabela periódica, a família de origem
do personagem e, para isso, ele deveria primeiro
identificar, no nome do personagem, as representações de
símbolos de elementos químicos. Só valiam letras lidas
da esquerda para direita. A família de origem do
personagem era aquela do elemento com maior
eletronegatividade, dentre os elementos químicos
simbolizados nas letras do seu nome.
Considere estes personagens:

No jogo “Caça ao PoQUÍmon”, esses personagens


pertencem, respectivamente, às famílias dos elementos
a) alcalinos e do nitrogênio.
b) alcalinos e calcogênios.
c) halogênios e do nitrogênio.
d) halogênios e calcogênios.
e) alcalinos terrosos e calcogênios.
Resolução
No personagem Kadabra, podemos identificar os ele-
mentos K (potássio) pertencente à família 1A (1) (me-
tais alcalinos) e Br (bromo) pertencente à família 7A (17)
(halogênio), Ra (rádio) da família 2A (2), sendo que o
halogênio é o mais eletronegativo. Portanto, Kadabra
pertence à família dos halogênios.
No personagem Snorlax encontramos os elementos: S
(enxofre) família dos calcogênios (16), Sn (estanho),
pertencente à família do carbono (14), o nitrogênio, N
(15) e o elemento O (oxigênio) da família dos calco-
gênios, No (nobélio), actinídeo e o elemento La (Lan-
tânio) pertencente à série dos lantanídeos. Dentre os
citados, o oxigênio é o mais eletronegativo e, portanto,
Snorlax pertence à família dos calcogênios.

Resposta: D
a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
109
Um processo para produção de iodo a partir de algas
marinhas foi desenvolvido em 1817. As algas eram
queimadas e as suas cinzas, ricas em iodeto de potássio,
KI, eram tratadas e misturadas a ácido sulfúrico (H2SO4)
e MnO2, formando-se iodo, I2, de acordo com a reação:
2 NaI + 3 H2SO4 + MnO2 →
→ I2 + 2 NaHSO4 + MnSO4 + 2 H2O

Nessa reação, há variação do número de oxidação dos


elementos
a) hidrogênio e enxofre.
b) enxofre e oxigênio.
c) manganês e iodo.
d) iodo e hidrogênio.
e) oxigênio e manganês.
Resolução
O iodo no NaI possui Nox = 1 – e sofre oxidação
formando I2, cujo Nox = 0.
Na I I2

1- 0
oxidação

O manganês no MnO2 possui Nox = 4 + e sofre


redução formando MnSO4, cujo Nox = 2+.
MnO2 MnSO4

4+ 2+
redução

Observação: No enunciado está escrito iodeto de po-


tássio e na equação química aparece o iodeto de sódio.

Resposta: C

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
110
A teoria ácido-base de Brönsted-Lowry tem grande
importância e aplicação na química, pois ela pode ser útil
para elucidar mecanismos de reações e, portanto, otimizar
suas condições para aplicações em processos industriais.
Considere as reações:
I. CN– + H O ← → HCN + OH–
2
II. CN– → HCN + NH–
+ NH3 ← 2
→ NH+ + OH–
III. H2O + NH3 ← 4

De acordo com essa teoria ácido-base, o cianeto, em I e


II, e a amônia, em II e III, são classificados, respectiva e
corretamente, como:
a) base, base, ácido, base.
b) base, base, base, ácido.
c) base, ácido, base, ácido.
d) ácido, ácido, base, ácido.
e) ácido, base, ácido, base.
Resolução
Pela teoria ácido-base de Brönsted-Lowry, classifica-se
como base a espécie capaz de receber íon H+ e como
ácido, a espécie capaz de doar íon H+. Assim, o cianeto
atua como base nos dois processos.
A amônia atua como ácido no processo II e como base
no processo III.
- -
I) CN + H2O HCN + OH

+
H
- -
II) CN + NH3 HCN + NH2

+
H
+ -
III) H2O + NH3 NH4 + OH

+
H

Resposta: A

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
Utilize os textos para responder às questões de números
111 a 113.

Um refrigerante, de baixa caloria, fabricado no Brasil,


tem em sua composição os adoçantes sacarina sódica (I)
e ciclamato de sódio (II) e o conservante benzoato de
sódio (III).
O

-
N +
Na
O -
S II) O Na+
I) O
S
O
N
O
H
O

C -
O
+
III) Na

A imagem do rótulo desse refrigerante é apresentada a


seguir:

*Valores diários de referência com base em uma dieta de 2000 kcal ou 8400 J. Seus valores

diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas.

111
Considerando que a origem do sódio desse refrigerante é
devida, unicamente, aos adoçantes e ao conservante, é
correto afirmar que a soma da quantidade total de
fórmulas unitárias das substâncias adoçantes e do con-
servante contidos em uma lata do refrigerante descrito no
texto é
Dado: Constante de Avogadro 6,02 x 1023 mol–1
a) 6,02 x 1020.
b) 6,02 x 1023.
c) 6,02 x 1026.
a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
d) 1,86 x 1020.
e) 1,86 x 1023.
Resolução
Em uma lata de refrigerante estão presentes 23 mg de
sódio.
Massa molar do Na = 23 g/mol
1 mol de Na ⇒ 6,02 . 1023 átomos ––––––– 23 g
x ––––––– 23 . 10–3 g
x = 6,02 . 1020 átomos

Cada fórmula unitária contém um átomo de sódio,


então são 6,02 . 1020 fórmulas unitárias.

Resposta: A

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
112
As duas principais interações entre cada uma das
substâncias I, II e III e as moléculas do solvente da
solução que compõe o refrigerante são:
a) íon – íon; íon – dipolo.
b) íon – íon; dipolo – dipolo.
c) íon – dipolo; ligação de hidrogênio.
d) íon – dipolo; dipolo induzido – dipolo induzido.
e) dipolo induzido – dipolo induzido; ligação de
hidrogênio.
Resolução
Estando as substâncias dissolvidas em água, as prin-
cipais interações que ocorrem são:
1) Íon-dipolo
H
+
Na O
H

2) Ligações de hidrogênio
Exemplos:
O
H H
O

-
N

O -
S O
O
S
O
N
O
H

H
H
O

Resposta: C

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
113
A concentração de sódio em mol/L, nesse refrigerante, é:
a) 2,85 x 10+3.
b) 2,85 x 10+2.
c) 2,85 x 10–1.
d) 2,85 x 10–2.
e) 2,85 x 10–3.
Resolução
Cálculo da quantidade de matéria de sódio:
Massa molar do Na = 23 g/mol
1 mol –––––––– 23 g
x –––––––– 23 . 10–3 g
x = 1 . 10–3 mol

Cálculo da concentração de sódio:


1 . 10–3 mol ––––––– 350 mL
y ––––––– 1000 mL
y = 2,85 . 10–3 mol
∴ M = 2,85 . 10–3 mol/L

Resposta: E

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
Utilize o texto para responder às questões de números 114
e 115.

Uma inovadora radioterapia para tumores de fígado


tem sido empregada nos últimos anos por meio da in-
gestão, pelo paciente, de microesferas do ácido 2-hidro-
xipropanoico, contendo o radioisótopo hólmio-166. Este
radioisótopo é obtido pelo isótopo natural e estável
hólmio-165 irradiado em um reator nuclear.
Com a ingestão das microesferas, o paciente recebe
radiação gama e beta, que são emitidas pelo radioisótopo
166Ho, e o crescimento das células tumorais é desace-

lerado.
(COSTA, R.F. Desenvolvimento de métodos e preparação de
microesferas de polímero e resinas marcadas com Hólmio-166.
Dissertação de mestrado. Disponível em: http://www.teses.usp.br/.
Adaptado)

114
O produto do decaimento do radioisótopo usado na
radioterapia inovadora com ingestão de microesferas é o
a) érbio-166.
b) érbio-165.
c) hólmio-165.
d) disprósio-165.
e) disprósio-166.
Resolução
0
O isótopo 166Ho decai emitindo partícula β e raio 0γ
–1 0
de acordo com a equação a seguir:
0 166
166
Ho ⎯→ β + 0γ + Er
67 –1 0 68

Logo, o produto do decaimento em questão é o 166Er.

Resposta: A

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
115
O ácido orgânico empregado na esfera com o
radioisótopo hólmio-166 apresenta a fórmula estrutural:
HO O O
HO HO
a) OH b) OH c)
O OH OH

HO O HO O

d) OH e) OH
OH

Resolução
A estrutura do ácido 2-hidroxipropanoico é:
O
O
H 3C CH C ou
OH
OH OH
OH

Resposta: B

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
116
Uma indústria produz aromatizante artificial por um
processo que é representado de acordo com a equação
química seguinte:
O O

CH3CH2CH2C + CH3OH CH3CH2CH2C + H2O

OH OCH3

Aroma de maçã

Em um teste de laboratório, foram adicionados 10 mol de


O

CH3CH2CH2C e n mol de CH3OH a um reator de 1 L.


OH

O reator foi fechado e, ao se atingir o equilíbrio reacional,


verificou-se a formação de 9 mol da substância com
aroma de maçã e 9 mol de H2O.
Considerando que a constante de equilíbrio referente às con-
dições de temperatura e pressão do processo é K eq = 9,
o valor correto da quantidade, em mol, de CH3OH
adicionado ao reator é
a) 9.
b) 10.
c) 12.
d) 18.
e) 20.
Resolução
O O

CH3CH2CH2C CH3CH2CH2C

OH O CH3

Ácido → Éster +
+ H3COH ← H2O

Início 10 mol/L n mol/L 0 0

Reage e
9 9 9 9
forma
Equilí- n–9
1 mol/L 9 mol/L 9 mol/L
brio mol/L

[Éster]1 . [H2O]1
KC = –––––––––––––––––– =9
[Ácido]1 . [H3COH]1

(9)1 . (9)1
KC = –––––––––––– = 9 → 9 . 9 = 9 (n – 9)
(1)1 . (n – 9)1
9 = n – 9 →
n = 18 mol

Resposta: D

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
117
O arsênio é encontrado na natureza associado a minerais
de certos metais de transição. Seu óxido, As2O3, é obtido
como subproduto de processos de metalurgia extrativa.
Esse óxido pode ser transformado em As2O5 por meio de
reação com oxigênio ou com ozônio.
As2O3 (s) + O2 (g) → As2O5 (s) ΔH0r1 = 270 kJ
3 As2O3 (s) + 2 O3 (g) → 3 As2O5 (s) ΔH0r2 = 1096 kJ
Com base nessas informações, é correto afirmar que o
valor da entalpia padrão da reação (ΔH0r) de conversão de
1 mol de oxigênio a ozônio, em kJ, é aproximadamente
a) –286.
b) –95.
c) +95.
d) +286.
e) +810.
Resolução
Queremos determinar o ΔH0r da reação:

1 O2 (g) → 2/3 O3 (g)

Usando a Lei de Hess, temos:


copiar (I) As2O3 (s) + O2 (g) → As2O5 (s)
ΔH1 = 270 kJ
÷3e
inverter 1 As2O5 (s) → 1 As2O3 (s) + 2/3 O3 (g)
1
(II) ΔH2 = – –– . 1096 kJ
3
–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
2
Somando as duas 1 O2 (g) → –– O3 (g)
3
0 1 . 1096) kJ
ΔH = (270 – ––
r 3
ΔHr0 = –95,3 kJ

Resposta: B

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
118
O dióxido de carbono gerado pelos tripulantes na atmos-
fera artificial dos submarinos e estações espaciais deve
ser removido do ar, e o oxigênio deve ser recuperado. Um
dos possíveis métodos para realização desse processo
envolve o uso do superóxido de potássio, KO2, de acordo
com a reação:

4 KO2 (s) + 2 CO2 (g) → 2 K2CO3 (s) + 3 O2 (g)

Em um processo a 27°C e 1 atm, são produzidos 1 476 L


de oxigênio. A quantidade de peróxido de potássio (sic),
em kg, mínima para esse processo é aproximadamente

Adote: R = 0,082 atm. L. mol–1 . K–1


a) 1,4.
b) 2,8.
c) 5,7.
d) 11,4.
e) 14,8.
Resolução
Pela equação balanceada, temos:
4 KO2 (s) + 2 CO2 (g) → 2 K2CO3 (s) + 3 O2 (g)
4 mol 3 mol

Cálculo da quantidade de matéria (mols) de O2 pro-


duzido:
PV = n R T

1 atm . 1476 L = n . 0,082 atm . L . mol–1 . K–1 . 300K


n = 60 mol
Massa molar de KO2 = (39,1 + 2 x 16) g/mol = 71,1
g/mol

produzem
4 mol de KO2 ⎯⎯⎯⎯→ 3 mol de O2
↓ ↓
4 x 71,1 g de KO2 ––––––– 3 mol de O2
x ––––––– 60 mol de O2
x = 5688 g de KO2  5,7 kg de KO2

Resposta: C

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
119
É comum atribuir a fatores antropogênicos a ocorrência
de poluentes atmosféricos, entretanto alguns gases são
lançados na atmosfera em decorrência de eventos que não
têm nenhuma relação com ações do ser humano. Tomem-
se, como exemplos, as erupções vulcânicas, que liberam
substâncias gasosas como NO, CO e SO2, e a decom-
posição de plantas na estação chuvosa nas florestas
tropicais, que libera CH4.

É correto afirmar que, entre esses gases poluentes,


contribuem diretamente para formação de chuva ácida os
gases
a) CO e NO.
b) CO e SO2.
c) CH4 e CO.
d) NO e CH4.
e) NO e SO2.
Resolução
Na formação da chuva ácida, óxidos ácidos reagem
com H2O formando ácidos:
A partir do NO:
NO + 1/2 O2 → NO2
NO2 + H2O → HNO2 + HNO3
–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
NO + 1/2 O2 + H2O → HNO2 + HNO3 (global)

A partir do SO2:
SO2 + 1/2 O2 → SO3
SO3 + H2O → H2SO4
–––––––––––––––––––––––––––––––––––
SO2 + 1/2 O2 + H2O → H2SO4 (global)

Observação: O enunciado dá margem a dúvida,


quando ele afirma “contribuem diretamente para a
formação da chuva ácida”. A melhor resposta é a
alternativa e. A questão poderia até ser anulada.

Resposta: E *

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
120
Um polímero empregado no revestimento de reatores na
indústria de alimentos é o politetrafluoreteno. Sua fabri-
cação é feita por um processo análogo ao da formação do
poliestireno e PVC.
O politetrafluoreteno é formado por reação de ________,
e a fórmula mínima de seu monômero é ____________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respec-
tivamente, as lacunas.
a) adição … CF2
b) adição … CHF
c) condensação … CF2
d) condensação … C2HF
e) condensação … CHF
Resolução
O politetrafluoreteno é formado por reação de adição:

( (
F F F F
P,T
n C C C C
cat.
F F F F
n
monômero polímero

A fórmula molecular do monômero é C2F4, então a


fórmula mínima é CF2.

Resposta: A

TABELA PERIÓDICA
1 18
1 2
H He
1,01 2 13 14 15 16 17 4,00
3 4 5 6 7 8 9 10
Li Be B C N O F Ne
6,94 9,01 10,8 12,0 14,0 16,0 19,0 20,2
11 12 13 14 15 16 17 18
Na Mg Al Si P S Cl Ar
23,0 24,3 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 27,0 28,1 31,0 32,1 35,5 39,9
19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36
K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr
39,1 40,1 45,0 47,9 50,9 52,0 54,9 55,8 58,9 58,7 63,5 65,4 69,7 72,6 74,9 79,0 79,9 83,8
37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54
Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe
85,5 87,6 88,9 91,2 92,9 95,9 (98) 101 103 106 108 112 115 119 122 128 127 131
55 56 57-71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86
Cs Ba Série dos Hf Ta W Re Os Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn
133 137 Lantanídios 178 181 184 186 190 192 195 197 201 204 207 209 (209) (210) (222)
87 88 89 -103 104 105 106 107 108 109 110 111
Fr Ra Série dos Rf Db Sg Bh Hs Mt Ds Rg
(223) (226) Actinídios (261) (262) (266) (264) (277) (268) (271) (272)

Série dos Lantanídios


Número Atômico 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71
Símbolo La Ce Pr Nd Pm Sm Eu Gd Tb Dy Ho Er Tm Yb Lu
139 140 141 144 (145) 150 152 157 159 163 165 167 169 173 175
Massa Atômica
Série dos Actinídios
89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103
( ) = n.º de massa do Ac Th Pa U Np Pu Am Cm Bk Cf Es Fm Md No Lr
isótopo mais estável (227) 232 231 238 (237) (244) (243) (247) (247) (251) (252) (257) (258) (259) (262)

(IUPAC, 22.06.2007.)

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
PORTUGUÊS
121
Leia o texto.

Mil dias após seu lançamento, em 19 de dezembro de


2013, o telescópio espacial europeu Gaia revelou nesta
quarta-feira [14.09.2016] o resultado de suas buscas no
espaço, observando a passagem de 60 milhões de estrelas
por dia em nossa galáxia, que tem 100 mil anos-luz de
diâmetro.
O resultado é o mapa 3D mais detalhado já produzido
da Via Láctea, um catálogo de 1 bilhão de estrelas.
(Uol Notícias. http://bit.ly/2ev0ikx, 14.09.2016. Adaptado)

Em conformidade com a norma-padrão e com o sentido


das informações apresentadas, um título coerente para o
texto é:
a) As estrelas que consta no mais completo mapa da Via
Láctea soma um bilhão
b) Mapa mais completo da Via Láctea têm um bilhão de
estrelas
c) Chega a um bilhão as estrelas do mapa mais completo
da Via Láctea
d) Estimam-se que sejam próximo de um bilhão o total
de estrelas do mais completo mapa da Via Láctea
e) Um bilhão de estrelas compõe o mapa mais completo
da Via Láctea
Resolução
A forma verbal “compõe” está no singular, pois con-
corda com o núcleo do sujeito “bilhão”. Em a, o cor-
reto seria constam e somam; em b; tem; em c; chegam;
em d, estima-se e seja.

Resposta: E

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
Leia o texto para responder às questões de números 122
a 126.
O país tenta se recompor
No Brasil, que enfrenta uma das piores recessões de
sua história, a cada novo dado econômico que é divul-
gado, a questão que se coloca é a mesma: melhoramos ou
continuamos a piorar? No final de agosto, os indicadores
de desempenho do produto interno bruto do segundo
trimestre apontaram uma retração de 0,6%, totalizando
assim seis semestres consecutivos no vermelho. Da
mesma forma, o último balanço do mercado de trabalho
mostrou que o desemprego continua a se encorpar.
Conclusão: pioramos. Já o índice que mede a produção
industrial registrou em julho a quinta alta consecutiva.
Para quem observa o mercado financeiro, com a recente
sequência de altas da Bovespa e a valorização do real, a
mensagem é de volta da confiança. Nova conclusão:
estamos melhorando. A profusão de dados pintando um
cenário contraditório apenas confirma que a retomada –
por mais que seja desejada – tende a ser difícil e lenta. O
que vai ficando claro é que, enquanto grande parte da
economia brasileira ainda contabiliza seus mortos, outra
parcela – menor, é verdade – começa a se recompor.
Trata-se de uma reorganização que, motivada pela crise,
deverá redesenhar setores inteiros, determinar novos
líderes de mercado e, no longo prazo, tornar a economia
brasileira mais competitiva.
(Fabiane Stefano e Flávia Furlan. Exame, 14.09.2016. Adaptado)

122
O texto trata da recessão vivida pelo Brasil. Nele, as
autoras destacam a existência de informações que
a) apontam a impossibilidade de superação da crise
brasileira, considerando que o produto interno bruto há
meses tem mostrado retração.
b) permitem diferentes perspectivas em relação à crise
econômica brasileira, destacando que sua superação
não ocorre com a rapidez que se deseja.
c) comprovam a superação da crise econômica brasileira,
havendo dados suficientes que sustentam a retomada
dos investimentos e o avanço industrial.
d) sinalizam para a retomada de modelos passados para a
superação da crise econômica brasileira atual, tendo
em vista a ausência de novos líderes de mercado.
e) ironizam a busca pela superação da crise econômica
brasileira, considerando que esta de fato não existe, já
que o país é um dos mais competitivos.
Resolução
As informações do texto apresentam “diferentes pers-
pectivas em relação à crise econômica”, porque há
dados que sugerem crescimento e outros que indicam
retrocesso, por isso as autoras acreditam que a
retomada “tende a ser difícil e lenta”.

Resposta: B
a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
123
Nas passagens “totalizando assim seis semestres conse-
cutivos no vermelho”, “mostrou que o desemprego con-
tinua a se encorpar” e “A profusão de dados pintando
um cenário contraditório”, os termos em destaque
significam, respectivamente,
a) posteriores, firmar e relevância.
b) resultantes, fortalecer e disseminação.
c) seguidos, ampliar e abundância.
d) emparelhados, recrudescer e iminência.
e) próximos, amenizar e limitação.
Resolução
O significado de consecutivo é “sucessivo, ininterrup-
to”; encorpar significa “desenvolver-se, ampliar-se”;
profusão tem sentido de “grande quantidade, exube-
rância, abundância”.

Resposta: C

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
124
Observe a manchete do site UOL.
O que nos faz imbecis?
Podemos
emburrecer ao
longo da vida,
mas é reversível

(uol. http://bit.ly/2e08yFs, 14.09.2016)

O processo de formação das palavras “emburrecer” e


“reversível” também ocorre, respectivamente, nas pala-
vras destacadas nos seguintes trechos do texto O país
tenta se recompor:
a) “o desemprego continua a se encorpar” e “Já o índice
que mede a produção industrial”.
b) “Trata-se de uma reorganização” e “tornar a economia
brasileira mais competitiva”.
c) “O país tenta se recompor” e “A profusão de dados
pintando um cenário contraditório”.
d) “mostrou que o desemprego” e “enquanto grande parte
da economia brasileira”.
e) “a cada novo dado econômico” e “registrou em julho
a quinta alta consecutiva”.
Resolução
“Emburrecer” é verbo formado pelo processo de
derivação parassintética, em que à raiz “burr” foram
acrescidos o prefixo “en” e o sufixo “ecer”: em+ bur-
ro+ -ecer. A palavra “reversível é um adjetivo formado
por “reverso” acrescido do sufixo “-el “: revers+i+vel.
O mesmo ocorre com a palavra “encorpar”, verbo
formado pelo processo de derivação parassintética e
“industrial”, adjetivo formado por derivação sufixal.

Resposta: A

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
125
Há linguagem figurada no trecho
a) “melhoramos ou continuamos a piorar?”, em que o
paradoxo evidencia a falta de perspectiva para a
economia brasileira.
b) “seis semestres consecutivos no vermelho”, em que
“vermelho” constitui uma hipérbole que aponta o
exagero da queda do PIB.
c) “pintando um cenário contraditório”, em que o verbo
traz uma ironia por meio da qual se questiona a real
existência da crise.
d) “grande parte da economia brasileira ainda contabiliza
seus mortos”, em que se personificam os elementos da
economia.
e) “deverá redesenhar setores inteiros”, em que a locução
verbal sugere uma ação utópica, considerada a
argumentação das autoras.
Resolução
Os “mortos” da economia brasileira são os dados
negativos dos indicadores econômicos que foram
personificados pelas autoras.

Resposta: D

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
126
Leia os enunciados:
• Considerando o cenário econômico atual, a pergunta
__________ qual se quer uma resposta é: melhoramos ou
continuamos a piorar?
• Analisando os indicadores de desempenho do produto
interno bruto e o último balanço do mercado de trabalho,
muitos chegam __________ conclusão __________ pio-
ramos.
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas nas
frases devem ser preenchidas, respectivamente, com:
a) para a ... à ... de que
b) à ... na ... que
c) na ... a ... de que
d) da ... à ... no que
e) a ... a ... que
Resolução
A expressão “para a ” complementa o trecho “quer
uma resposta para a pergunta”. O verbo chegar rege
a preposição a e o substantivo “conclusão” admite
artigo a, o que explica o acento grave, indicando a
ocorrência da crase.
“Conclusão” rege a preposição de que vem anteposta
à conjunção integrante que, introduzindo oração
subordinada substantiva completiva nominal.

Resposta: A

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
Leia o texto para responder às questões de números 127
a 129.

A notícia da morte de Domingos Montagner, o


protagonista de Velho Chico, pegou todos de surpresa. Em
um de seus melhores trabalhos na televisão, o ator
encerrou uma carreira curta, porém com êxito no veículo.
Tão logo surgiu em seu primeiro papel de destaque,
Capitão Herculano, de Cordel Encantado (2011),
Montagner foi alçado ao posto de galã.
Em 2015, Montagner viveu um de seus principais
papéis nas telenovelas. Mais uma vez, não decepcionou.
Cativou o público e foi um dos pontos de destaque do
sucesso de Sete Vidas.
Montagner foi escalado para o principal papel da
história Velho Chico, de Benedito Ruy Barbosa. Como
Santo, vivia seu melhor momento na carreira: bem
dirigida, sua interpretação estava irretocável. O
nordestino era a alma da novela, que perde
completamente o sentido com a morte do ator.
A estupidez da morte de Domingos Montagner abrevia
uma carreira no auge e que tinha tudo para seguir em
crescimento. Sem dúvida alguma, as artes brasileiras
perdem um magnífico ator. Velho Chico, a razão de ser.
(Raphael Scire. Notícias da TV. http://bit.ly/2eQMcW3, 15.09.2016.
Adaptado)

127
O texto enfatiza que Domingos Montagner foi um artista
de talento. Isso se contrapõe
a) ao crescimento que ele teve profissionalmente como
ator.
b) à forma irretocável como o ator interpretava seus
papéis.
c) à perda de sentido da novela da qual ele era
protagonista.
d) à morte do ator, quando estava na plenitude de sua
carreira.
e) ao destaque que teve em papéis que cativaram o
público.
Resolução
A morte do ator Domingos Montagner, segundo o
autor do texto, foi uma “estupidez” que abreviou
“uma carreira no auge e que tinha tudo para seguir
em crescimento”.

Resposta: D

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
128
Assinale a alternativa em que uma das vírgulas está
sinalizando a elipse de um termo da frase.
a) A notícia da morte de Domingos Montagner, o prota-
gonista de Velho Chico, pegou todos de surpresa.
b) Em um de seus melhores trabalhos na televisão, o ator
encerrou uma carreira curta, porém com êxito no
veículo.
c) Em 2015, Montagner viveu um de seus principais
papéis nas telenovelas. Mais uma vez, não decep-
cionou.
d) Como Santo, vivia seu melhor momento na carreira:
bem dirigida, sua interpretação estava irretocável.
e) Sem dúvida alguma, as artes brasileiras perdem um
magnífico ator. Velho Chico, a razão de ser.
Resolução
A vírgula no período “Velho Chico, a razão de ser”
omitiu a informação de que o ator Domingos
Montagner era a razão de ser de Velho Chico.

Resposta: E

129
Afirmar que Montagner “cativou o público” e que sua
interpretação na novela Velho Chico “estava irretocável”
equivale a dizer que ele
a) conservou o público, em interpretação perene.
b) seduziu o público, em interpretação perfeita.
c) aglutinou o público, em interpretação questionável.
d) sensibilizou o público, em interpretação despreten-
siosa.
e) prendeu o público, em interpretação mediana.
Resolução
“Cativar o público” significa que o ator Domingos
Montagner “prendia, seduzia, atraía” o público. A
expressão “estava irretocável” significa que o ator
estava perfeito em sua atuação.

Resposta: B

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
Leia o texto para responder às questões de números 130
a 135.

Foi exatamente durante o almoço que se deu o fato.


Almira continuava a querer saber por que Alice viera
atrasada e de olhos vermelhos. Abatida, Alice mal
respondia. Almira comia com avidez e insistia com os
olhos cheios de lágrimas.
– Sua gorda! disse Alice de repente, branca de raiva.
Você não pode me deixar em paz?!
Almira engasgou-se com a comida, quis falar,
começou a gaguejar. Dos lábios macios de Alice haviam
saído palavras que não conseguiam descer com a comida
pela garganta de Almira G. de Almeida.
– Você é uma chata e uma intrometida, rebentou de
novo Alice. Quer saber o que houve, não é? Pois vou lhe
contar, sua chata: é que Zequinha foi embora para Porto
Alegre e não vai mais voltar! Agora está contente, sua
gorda?
Na verdade Almira parecia ter engordado mais nos
últimos momentos, e com comida ainda parada na boca.
Foi então que Almira começou a despertar. E, como se
fosse uma magra, pegou o garfo e enfiou-o no pescoço
de
Alice. O restaurante, ao que se disse no jornal, levantou-se
como uma só pessoa. Mas a gorda, mesmo depois de ter
feito o gesto, continuou sentada olhando para o chão, sem
ao menos olhar o sangue da outra.
Alice foi ao pronto-socorro, de onde saiu com cura-
tivos e os olhos ainda regalados de espanto. Almira foi
presa em flagrante.
Na prisão, Almira comportou-se com delicadeza e ale-
gria, talvez melancólica, mas alegria mesmo. Fazia graças
para as companheiras. Finalmente tinha companheiras.
Ficou encarregada da roupa suja, e dava-se muito bem
com as guardiãs, que vez por outra lhe arranjavam uma
barra de chocolate.
(Clarice Lispector. A Legião Estrangeira, 1964. Adaptado)

130
O fato referido pelo narrador, no primeiro parágrafo do
texto, corresponde à
a) ida de Zequinha para Porto Alegre, o que provavel-
mente seria a felicidade para Almira, mas não para
Alice.
b) falta de bom senso de Alice, que se pôs a agredir
verbalmente Almira, execrando-a pelo fato de ser
inoportuna.
c) agressão da qual Alice foi vítima por ter se manifestado
de forma discriminatória em relação a Almira.
d) indiferença de Almira em relação aos problemas de
a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
Alice, sobretudo pelo fato de esta dividir seus segredos
com ela.
e) prisão de Almira, que se descontrolou ao ouvir Alice
esbravejar e trazer à tona sua condição física de
obesidade.
Resolução
O fato mencionado no primeiro parágrafo refere-se à
agressão física sofrida por Alice depois de ter insultado
Almira, discriminando-a por sua forma física.

Resposta: C

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6
131
No trecho do último parágrafo “Na prisão, Almira com-
portou-se com delicadeza e alegria, talvez melancólica,
mas alegria mesmo.”, a expressão em destaque
a) nega a possibilidade de Almira poder estar feliz.
b) sugere que Almira se exaspera com a vida na prisão.
c) opõe a alegria de Almira à desgraça que cometeu.
d) reforça a melancolia de Almira vivendo na prisão.
e) enfatiza a ideia de que Almira estava feliz na prisão.
Resolução
A narradora afirma que Almira se sente realmente
feliz na prisão por ter companhia e se dar muito bem
inclusive com as guardiãs, que a presenteavam com
chocolate.

Resposta: E

132
Assinale a alternativa em que a preposição “de” forma
uma expressão indicativa de causa.
a) ... por que Alice viera atrasada e de olhos vermelhos.
b) ... e insistia com os olhos cheios de lágrimas.
c) – Sua gorda! disse Alice de repente, branca de raiva.
d) ... pegou o garfo e enfiou-o no pescoço de Alice.
e) Mas a gorda, mesmo depois de ter feito o gesto...
Resolução
A preposição “de” tem valor causal no trecho “branca
de raiva”, pois Alice ficou branca por causa da raiva.

Resposta: C

a
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133
Considerando-se o contexto em que está empregado o
período “O restaurante, ao que se disse no jornal, le-
vantou-se como uma só pessoa.” (7.o parágrafo), a oração
em destaque pode ser substituída, sem prejuízo de sentido
ao enunciado, por:
a) quando disseram algo no jornal.
b) conforme o que se disse no jornal.
c) caso se tenha dito algo no jornal.
d) embora dissessem algo no jornal.
e) à medida que se disse algo no jornal.
Resolução
A circunstância expressa no trecho “ao que se disse no
jornal” é de conformidade.

Resposta: B

134
Observe o trecho do segundo parágrafo do texto:
“Almira continuava a querer saber por que Alice viera
atrasada e de olhos vermelhos. Abatida, Alice mal
respondia.”
Assinale a alternativa em que as expressões em destaque
estão grafadas de acordo com a norma-padrão, respecti-
vamente conforme aquelas observadas no trecho trans-
crito.
a) Ela perguntou por que não lhe telefonei. Fiquei con-
fuso e constrangido com a pergunta e mal consegui
olhar para ela e me explicar com convicção.
b) Todos estavam realmente felizes por que ela resolvera
viajar com o grupo. Estava ansiosa para contar para
todos, e, mal chegaram, anunciou sua decisão.
c) Era preciso saber o por que daquele mal-estar entre os
amigos e talvez essa proesa coubesse a mim, que não
representava para eles um mau companheiro.
d) Todos pensavam por que o casamento daqueles jorna-
listas não tinha dado certo: talvez agora entre eles
houvesse só amisade; o amor mal cuidado deixa de
frutificar.
e) Por que tentaram catequisar os índios, se eles eram, de
fato, os verdadeiros e únicos donos da terra onde, mal
entraram os portugueses, e já começou a exploração?
Resolução
De acordo com a norma padrão, grafa-se separado
“por que” na oração interrogativa indireta, quando
significa “por qual motivo”. “Confuso” é grafado com
“s” e “mal” é um advérbio que significa “a custo,
pouco, dificilmente”.

Resposta: A
a
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135
Considere as passagens do texto:
– O restaurante, ao que se disse no jornal, levantou-se
como uma só pessoa.
– ... e dava-se muito bem com as guardiãs...
Pretendendo-se conferir sentido pejorativo à primeira
passagem e obter na segunda passagem um termo
masculino plural que siga a mesma regra do masculino
plural de “guardiãs”, os termos em destaque devem ser
substituídos, respectivamente, por
a) periódico e alemães.
b) jornalzinho e cidadãos.
c) noticiário e órfãos.
d) jornaleco e capitães.
e) diário e barões.
Resolução
O sentido pejorativo de jornal é “jornaleco” e a
mesma regra do masculino plural de “guardiãs”
encontra-se em “capitães”.

Resposta: D

a
G V - E C O N O M I A ( 1 .a FA S E ) - N O V E M B R O / 2 0 1 6

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