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Plano Tecnológico, Agenda Digital na Europa e em Portugal

MESG | Multimédia e Novos Serviços
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Monografia 2

ELABORADO POR: Cecília Santos (meg10013) 29/10/2010

Índic d C nteúd s
1 2 Sumário Executivo................................ ................................ ................................ ............ 4 Plano Tecnológico ................................ ................................ ................................ ............ 4 2.1 2.2 2.3 2.4 3 Enquadramento................................ ................................ ................................ ........ 4 Medidas do Plano ................................ ................................ ................................ ..... 5 Desafios e Soluções................................ ................................ ................................ ... 6 Avaliação ................................ ................................ ................................ .................. 8

Agenda Digital para a Europa (EDA)................................ ................................ ................ 10 3.1 3.2 3.3 Enquadramento................................ ................................ ................................ ...... 10 Caracterização Panorama actual ................................ ................................ ............. 11 Domínios de acção da EDA................................ ................................ ...................... 12 Um mercado único digital dinâmico ................................ ................................ 12 Interoperabilidade e normas................................ ................................ ........... 14 Confiança e Segurança ................................ ................................ .................... 15 Acesso rápido e ultra-rápido à Internet ................................ ........................... 15 Investigação e inovação................................ ................................ ................... 16

3.3.1 3.3.2 3.3.3 3.3.4 3.3.5

3.3.6 Melhorar a literacia digital, as qualificações nesse domínio e a inclusão na sociedade digital................................. ................................ ................................ ............ 17 3.3.7 3.3.8 3.4 4 Benefícios proporcionados pelas TIC à sociedade, na UE ................................ . 18 Aspectos internacionais da Agenda Digital................................ ....................... 19

Execução e Governação ................................ ................................ .......................... 19

Agenda Digital em Portugal ................................ ................................ ............................ 20 4.1 4.2 Enquadramento................................ ................................ ................................ ...... 20 Descrição ................................ ................................ ................................ ................ 20 Redes de Nova Geração................................ ................................ ................... 20 Melhor Governação ................................ ................................ ........................ 21 Educação de Excelência................................ ................................ ................... 21 Saúde de Proximidade................................ ................................ ..................... 22 Mobilidade Inteligente................................ ................................ .................... 22

4.2.1 4.2.2 4.2.3 4.2.4 4.2.5 5

Outras Iniciativas................................ ................................ ................................ ............ 22 5.1 5.2 Millenium Development Goals e Project ................................ ................................ . 22 Broadband Commission for Digital Development................................ .................... 23 MESG | Multimédia e Novos Serviços | Monografia 2 | Cecília Santos 2

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......... 16 MESG | Multimédia e Novos Serviços | Monografia 2 | Cecília Santos 3 £ ¢ ............................................6 7 Conclusão........ ........ 8 Indicadores Tecnologia .... ........... ................ 25 Índice de Fi ur s Figura 1 Figura 2 Figura 3 Figura 4 Figura 5 Figura 6 Figura 7 Taxa Média de crescimento do Produto Interno Bruto per capita 1960 -2002 .............................................................................................. 9 Indicadores Inovação .................................. ............................................................................................. 10 Descarregamentos de títulos musicais por trimestre (em milhões).................................... 15 Despesa Total de I&D nas TIC em milhares de milhões de euros (2007)........... ....................... 24 Bibliografia .............. 4 Indicadores Conhecimento ...... 13 Penetração do FTTH em Junho de 2009...................... .. ............................................................. .... ............................................ .............. . .. ..................... .....................................

que limitam o potencial de inovação e a adaptabilidade da economia aos choques a que inevitavelmente está exposta. a iniciativa da Agenda Digital na Europa aprovada pela Comissão Europeia e mais concretamente a sua adopção em Portugal e respectivo enquadramento nas iniciativas já existentes do Plano tecnológico. St. a uma taxa de 3. e . Vincent and the renadines Hong Kong. Portugal foi a 12ª economia que mais cresceu em todo o mundo. China Thailand alta Singa ore China Korea.1 Enqu dr ento ¨§ 2 Pl no Tecnol ico Portugal alaysia Ja an Ireland ¥ 1 Su ári Executiv ¥ ¤ ¦ Taxa de Crescimento . nomeadamente ao nível da qualidade do c apital humano e das Organizações. É necessária uma estratégia e um forte compromisso para que a economia portuguesa volte a crescer. no que se refere à definição de medidas estratégicas de forma a melhorar a qualidade de vida e economia de toda uma sociedade e Organiz ações com o suporte das plataformas tecnológicas.8% ao ano. reflexo do ciclo económico mundial e a necessidade inadiável de restaurar equilíbrios macroeconómicos fundamentais assim como de condicionantes de carácter estrutural. e segundo dados do World Development Indicators (2005) do Banco Mundial.Neste documento pretende descrever as principais iniciativas e roadmap associado tanto a nível Europeu como em Portugal. Botswana 0 1 2 3 4 5 6 7 Figura 1 Taxa Média de crescimento do Produto Interno Bruto per capita 1960 -2002 MESG | Multimédia e Novos Serviços | Monografia 2 | Cecília Santos 4       © © 2. Neste contexto iremos abordar o Plano tecnológico definido em Portugal. No período entre 1960 e 2002. Portugal pode crescer. nos últimos anos assistiu-se a uma desaceleração do ritmo de crescimento económico. Contudo.

facilitando a adaptação do tecido produtivo aos desafios impostos pela globalização através da difusão. criando um sistema abrangente e diversificado de aprendizagem ao longo da vida e mobilizando os portugueses para a Sociedade de Informação. de produtos e de experiências. A maioria das inovações é fruto de trocas complexas de ideias. apostando no reforço das competências científicas e tecnológicas nacionais. fomentando medidas estruturais vocacionadas para elevar os níveis educativos médios da população. no sentido da produção de bens e serviços diferenciados. Inovação (50 medidas): Imprimir um novo impulso à inovação. como alavanca para transformar ortugal numa economia dinâmica e capaz de se afirmar na economia global. difusão. A inovação envolve agentes variados. tendo uma população com um perfil adaptativo forte (entre a rotura e a rotina).2 Medid s do Pl no O Plano Tecnológico indica uma estratégia de desenvolvimento e competitividade assente em três eixos: lano Tecnol gico Conhecimento Tecnologia Inovação y y y Conhecimento (38 medidas): pretende-se qualificar os portugueses para a sociedade do conhecimento. MESG | Multimédia e Novos Serviços | Monografia 2 | Cecília Santos 5                   . No lano Tecnol gico. apoiados em actividades de investigação e desenvolvimento e cada vez mais vocacionados para os mercados externos. Tecnologia (25 medidas): Vencer o atraso científico e tecnológico. formas de organização.Uma das apostas estratégicas do X II Governo Constitucional para promover o desenvolvimento sustentado em ortugal é o lano Tecnol gico. de interacções entre agentes. adaptação e uso de novos processos. reconhece-se a necessidade de qualificar os portugueses e estimular a inovação e a modernização tecnol gica. É um plano de acção para levar à prática um conjunto articulado de políticas que visam estimular a criação. que têm a ambição de recuperar atrasos estruturais e voltar à primeira linha do progresso e do desenvolvimento. mas importa que chegue ao mercado e favoreça a modernização administrativa. colocando no terreno políticas que acelerem o actual processo de mudança do padrão de especialização da economia portuguesa. O lano Tecnol gico não é mais um diagn stico. públicas e privadas. 2. de projectos que dão frutos no tempo. absorção e uso do conhecimento. serviços e produtos. num ambiente de concorrência que leva cada um a procurar a sua pr pria superação. O lano Tecnol gico parte do pressuposto de que o mercado tem um papel fundamental como mecanismo dinamizador das actividades econ micas. aprovado em 24 de Novembro de 2005 pelo Conselho de Ministros. Esta é uma oportunidade para ortugal. reconhecendo o papel das empresas na criação de emprego qualificado e nas actividades de investigação e desenvolvimento (I & D).

Um ambiente favorável aos negó ios: esburocratizando e adaptando os s necessidades das empresas e dos instrumentos de política pública empreendedores. Caixa ostal Electr nica. eforma dos Laborat rios do Estado. implex. Uma administ ação públi a moderna: sando as novas tecnologias para tornar os serviços mais eficientes. istema Logístico Nacional. iário da epública -line. niciativa Novas portunidades. Contribuir para ue as famílias beneficiem do acesso sociedade da informaç o: MES | Multimé ia e v s Se viç s | Monografia 2 | ec lia Santos 6 v q ' & u t ‚ h € ƒ † x g “‚ $ % pi b $ $# y f ‰€ Uma população ualificada ` ` ` ‚ € €  y y  Um ambiente favorável aos neg cios Empresa na ora. abinetes de novação Novo Q EN. 2. ACE. ocumento Único Autom vel. ME ecnol gico. ebização da Comunidade n Empresarial. Estratégia Nacional da Energia. 1. Compromisso com a Ciência.y los de Competitividade e ecnologia. Novo Q EN 2. ortal Net Emprego. Novo Q EN n  ‚ † ƒ ˆ  † €‚y ƒy Um ordenamento da base competitiva y € „ ƒ ‚ € € ‚ ‚ … y Uma base científica e tecnol gica reforçada arcerias nternacionais com centros de excelência. y Ligando todas as escolas públicas nternet em banda larga Concluído a 31 de aneiro de 2006 . implicando reformas e alteraç es estruturantes . assaporte Electr nico. y Utilizando acessos em banda larga nos serviços públicos 77 dos organismos da administraç o pública ligados em banda larga). Marca na ora. Finicia. Factura Electr nica. alcão Único. lataforma de novação. ) 65 25 3 4 1 H a ed c r 0 " ( s me idas definidas apostam em cinco focos transversais de acç o. Acesso a banda larga nas escolas e nas famílias. ortugal pain esearch nstitute. Colocar ortugal na primeira linha da cobertura de banda larga: y Assegurando a cobertura integral do território nacional com tecnologias de acesso nternet em banda larga Concluído a 26 de unho de 2006 . Novo Q EN nglês no rimeiro Ciclo. Avaliaç o nternacional ovo Q EN Y T X U S y R Q W P " V s Y v I y H D ! G w CB y 8 7 F E A@ 9 32 2 3 23 2 y Uma bas i ntífi a t noló i a fo ada: romovendo a cooperaç o e o desenvolvimento de redes nacionais e internacionais e apostando no aumento do investimento público e privado em & Um o d namento da base ompetiti a: romovendo pólos de competitividade e tecnologia u e reforcem a ligaç o universidade empresa numa perspectiva de afirmaç o internacional. Empresa -line. egurança ocial irecta.3 De afio e Soluçõe Segue descriç o dos principais desafios e soluç es identificadas nestas medidas.  ƒ y ‚ ˆ  ˆ € ’ ‘ ‰ ‰ ‰ ‚ ‡ ‚ƒy ƒ y ƒ y Uma administração pública moderna Cartão do Cidadão. implificação de n Actos Notariais. Certificação de Competências. e ualificação de Activos. ropriedade ndustrial -line. mais próximos e mais acess veis aos utilizadores. Uma população qualifi ada: postando na re ualificaç o de activos e na melhoria do sistema de formaç o inicial. Cursos de Especialização ecnol gica.

Reforçar a internacionalização do Sistema Científico: y Estabelecendo parcerias entre instituições de excelência estrangeiras e universidades portuguesas (Foram celebrados protocolos com o MIT (25/2/06). tendo-se realizado a 8/2 a primeira reunião da comissão técnica). graças à Empresa na Hora. Apoiar empresas inovadoras: y Realinhando as prioridades dos sistemas de incentivos às empresas para estimular a inovação. Portugal foi o quinto país europeu que mais progrediu nos últimos dois anos no desenvolvimento dos serviços públicos on-line que disponibiliza aos seus cidadãos (ex: Segurança Social directa.3. 4. y Disponibilizando a todos os cidadãos uma caixa postal electrónica (Caixa Postal Universal Via CTT disponível desde 27 de Junho).4ºna Europa). y Promovendo a literacia tecnológica (Já foram atribuídos 284. como língua estrangeira indispensável (Este ano lectivo. Facilitar a relação das empresas com a administração pública: y Simplificando os procedimentos burocráticos de criação de empresas (Portugal é hoje o país europeu onde é mais rápido constituir empresas. Requalificar os activos para melhorar o nosso nível de qualificações y MESG | Multimédia e Novos Serviços | Monografia 2 | Cecília Santos 7 . a CarnegieMellonUniversity(10/3/06) e a Universidade do Texas (22/3/06). Garantindo condições para o mercado da banda larga crescer (em Portugal.ºciclo do ensino básico. y Desenvolvendo parcerias ibéricas em áreas de ponta (está em instalação o Instituto de I&D Portugal Espanha. 69% dos lares com PC já têm uma ligação de banda larga . Preparar os jovens para a sociedade do conhecimento y Generalizando o ensino do inglês no 1. 9. 5. 99% das escolas e 86% dos alunos do 3ºe 4ºanos tiveram aulas de inglês). Tornar mais eficiente o mercado de emprego: y Criando um portal para facilitar a procurar e a oferta de emprego (O portal NetEmprego foi lançado dia 28 de Junho de 2006). 6. y Simplificar os procedimentos para o registo de marcas (Iniciativa Marca na Hora lançada a 14 de Julho de 2006). Dotar as empresas de quadros jovens e qualificados: y Integrados 3482 jovens licenciados nas empresas através do Programa InovJovem y Proporcionando a jovens licenciados uma experiência profissional no estrangeiro. Documento Único Automóvel e Cartão do Cidadão). Passaporte Electrónico Português. 8. Facilitar a relação dos cidadãos com a administração pública: y Lançando novos serviços públicos on-line e melhorando os existentes. já disponível também como serviço online). y Criando condições para cada família poder comprar um computador (Benefício fiscal até250 em vigor desde Dezembro de 2005). y Lançamento oficial doPrograma MIT (11/10/06).841 certificados de competências básicas em 2005/2006) y Combatendo o insucesso escolar A formação contínua em matemática envolve cada vez mais professores. 7. 10.

no que se refere ao Conhecimento. aferir a dinâmica da inovação e a sensibilidade ao contexto e. 2. Com estes indicadores. cursos de dupla certificação e o reconhecimento. Como se pode observar.4 Av li ção Foram definidos indicadores para medir a evolução das medidas. por outro. perceber a tendência verificada e quantificar os objectivos e as metas que permitam.7% para 13. sendo que se encontra melhor classificado relativamente à média Europeia em Diplomados em ciência e tecnologia por 1000 habitantes com 20. A Iniciativa Novas Oportunidades tem ganho expressão desde o seu lançamento.9% da Europa e Percentagem de Serviços Públicos disponíveis online com 100% para 71% da Europa. e inovação. por um lado. garantindo a oferta de cursos de educação e formação de adulto. Portugal têm vindo a melhorar a em alguns casos já ultrapassou o objectivo. validação e certificação de competências em cada vez mais centro. avaliar os efeitos das políticas num horizonte de médio prazo. pretende-se caracterizar a posição de Portugal nestas áreas. através dos três eixos principais: conhecimento. Estes indicadores constituem uma avaliação contínua das metas identificadas. ” ” Figura 2 Indicadores Conhecimento MESG | Multimédia e Novos Serviços | Monografia 2 | Cecília Santos 8 . tecnologia.y Garantindo ofertas de formação de adultos com a dimensão adequada.

sendo que se encontra melhor classificado relativamente à média Europeia na componente de Reforçar as Competências Cientificas e Tecnológicas em Investigadores por 1000 empregados com 7. Investigadores (ETI) por permilagem de população activa com 7.76% para 0.9 para 6.69% da Europa. Nesta componente apenas 2 dos indicadores não atingiu ainda os objectivos propostos nomeadamente Despesa das empresas em I&D com 0.80% e Despesa Pública em I&D com 0.4.2 em 5. MESG | Multimédia e Novos Serviços | Monografia 2 | Cecília Santos 9 .Figura 3 Indicadores Tecnologia Relativamente à Tecnologia.76% para 0.6 da Europa e finalmente Despesa Pública em I&D com 0. mantém a tendência de melhorar face ao valor inicial dos indicadores.76% para 1%.

3. MESG | Multimédia e Novos Serviços | Monografia 2 | Cecília Santos 10 • – • .Figura 4 Indicadores Inovação No que se refere à performance de Portugal na componente de Inovação. com base na Internet rápida e ultra-rápida e em aplicações interoperáveis. nomeadamente a Agenda Digital em Portugal. 3 A end Di ital para a Europa (EDA) Passaremos a apresentar a Agenda Digital Europeia para contextualizar uma das iniciativas do Plano Tecnológico Português.1 Enquadramento A agenda digital surge em 19/05/2010 pela Comissão Europeia: O objectivo geral da Agenda Digital é extrair benefícios económicos e sociais sustentáveis de um mercado único digital. os únicos indicadores onde atingiu os objectivos propostos foram Emprego nos serviços de alta tecnologia e Marcas comunitárias registadas .

abre caminho a serviços inovadores que tiram partido das velocidades. O sector das TIC contribui com números significativos para o aumento geral da produtividade. o que. está a obrigar a alterações do modo de funcionamento tradicionais. devido à diversidade de informação na Internet. por sua vez. de forma a evoluir para o próximo século de forma sustentada. 3. No âmbito social. A implantação e a adesão a redes mais rápidas. levantam-se MESG | Multimédia e Novos Serviços | Monografia 2 | Cecília Santos 11 . e por isso a Europa está preocupada em ultrapassá-la da forma mais eficiente e ao mesmo tempo preparar-se para o futuro. e ao mesmo tempo assegurar o livre trânsito de conteúdos e serviços através das fronteiras com o objectivo de se estabelecer um mercado digital único.2 Caracterização Panorama actual Como se pode ver pela imagem anterior. É necessário estabelecer regulamentos transversais e simplificar os pagamentos e facturação electrónica de forma unificada para aumentar a confiança dos clientes. dando origem à partilha da informação. com 20% directamente do sector das TIC e 30% dos investimentos nestas tecnologias. 2) Falta de interoperabilidade: Necessário assegurar que os diferentes componentes e aplicações são interoperáveis e baseadas em plataformas abertas. 3) Cibercriminalidade crescente e risco de desconfiança nas redes: São muitos os crimes que se conhecem no meio digital. pelo que os europeus não irão usufruir da tecnologia digital enquanto não sentirem confiança nas redes. No que se refere às Organizações. Nesse sentido são propostas um conju nto de acções a serem aplicadas em toda a Europa. o facto de existirem 250 milhões de utilizadores de Internet na Europa e grande parte da população possuir telemóvel mudou a vida de todos. Essa circunstância estimula a procura de maiores débitos e mais capacidade. por sua vez. conhecimento e consequentemente partilha de serviços acessíveis em qualquer lugar a qualquer momento por via de plataformas digitais.Com a crise surgiram as evidências das principais fraquezas da economia europeia. inteligente e inclusivo. Isto acontece devido aos níveis elevados de dinamismo e inovação inerentes ao sector e no impacto que este tem nos outros. Ao mesmo tempo. justifica comercialmente os investimentos em redes mais rápidas. desde abuso de crianças até roubo de identidades. A Agenda Digital para a Europa constitui uma das sete iniciativas emblemáticas da estratégia Europa 2020 e visa definir o importante papel que a utilização das TIC terá de desempenhar se a Europa quiser ver as suas ambições para 2020 coroadas de sucesso. foram identificados 7 entraves principais que condicionam a visão desta iniciativa: 1) Mercados Digitais compartimentados: A Europa digital é constituída por uma manta de retalhos representativa das soluções digitais distintas de cada país. entrando assim num ciclo vicioso.

Esforços insuficientes a nível de investigação: Precisamos tirar partido da criatividade das PME e converter a vantagem intelectual da investigação em vantagem competitiva. Falta de literacia e de qualificações em matéria digital: Toda a Europa tem um défice elevado tanto a nível de qualificações profissionais como de literacia digital. as autoridades públicas deverão promover as informações do sector público disponibilizadas numa base de transparência. Oportunidades perdidas de resposta aos desafios societais: Através do uso efectivo das TIC será mais fácil responder aos desafios societais mais relevantes: alterações climáticas. O foco deverá ser melhorar o regime e transparência da gestão colectiva dos direitos. Neste âmbito foram identificadas acções nos seguintes áreas:  Abrir acesso aos conteúdos: de forma a garantir igual eficácia em compras de conteúdos em linha e mundo físico.3. complementado por investimentos públicos. resumidamente aproveitar melhor os recursos existentes e ao mesmo tempo mobilizar maior investimento privado fomentando o desenvolvimento das investigações. sendo por isso um grande entrave no crescimento da produtividade.4) 5) 6) 7) ainda questões de protecção de dados pessoais e privacidade que necessitam ser assegurados. MESG | Multimédia e Novos Serviços | Monografia 2 | Cecília Santos 12 — . assim como licenciamento transfronteiras e pan-europeu. assim s como concentrar-nos na melhoria da atribuição das radiofrequências. Ao mesmo tempo.3 Domínios de acção da EDA 3. Falta de investimento em redes: Necessário garantir o correcto investimento privado.1 Um mercado único di ital dinâmico Está na altura de tirar partido da era digital através de um novo mercado único . população envelhecida etc. A Agenda Digital para a Europa define as suas principais acções em torno destes sete domínios. 3. sem monopolizar as nossa redes. sendo necessário um compromisso e acção concertada de todos os países membros.

Principais Acções: o Implementar o Espaço Único de Pagamentos em Euros (SEPA) o Propor uma revisão da Directiva relativa às assinaturas electrónicas para criar um quadro legal dos sistemas seguros de autenticação electrónica.Figura 5 Descarregamentos de títulos musicais por trimestre (em milhões) Como se pode ver a Europa está bastante atrasada no que se refere às outras Potencias Mundiais. Principais Acções: o Simplificar o pagamento dos direitos de autor. Neste momento as principais razões para não se comprar em linha prendem-se com a Segurança do pagamento. Neste momento é mais fácil efectuar uma transacção electrónico com uma empresa americana do que com países da Europa. de forma a aumentar a confiança dos indivíduos e reforçar os seus direitos. Principais Acções: o Rever o quadro regulamentar da EU relativo à p rotecção de dados. receio da privacidade e problemas de confiança o que representa uma entrave para o desenvolvimento digital. neste caso nos EUA fazem -se quatro vezes mais descarregamentos do que na EU.  Simplificar as transacções em linha e transfronteiras: O mercado dos pagamentos electrónicos e de facturação electrónica encontra dividido pelas -se fronteiras nacionais devido a regulamentos existentes em cada país.  Criar confiança na tecnologia digital: Necessário clarificar os direitos dos compradores e garantir protecção da informação disponibilizada. a sua gestão e o seu licenciamento através de várias medidas. MESG | Multimédia e Novos Serviços | Monografia 2 | Cecília Santos 13 .

com a publicação de orientações sobre direitos de propriedade intelectual essenciais e os termos e condições de licenciamento.3. repositórios de dados. e ao mesmo tempo uma maior coordenação da utilização do espectro. Principais Acções: o Propor medidas de carácter jurídico no domínio da interoperabilidade das TIC para reformar as regras sobre a aplicação das normas TIC na Europa. aplicações. Reforçar o mercado único dos serviços de telecomunicações: A concorrência mundial e pela Internet vêm ameaçar as estruturas nacionais existentes. Neste âmbito foram identificadas acções nos seguintes áreas:  Melhorar a normalização no domínio das TIC: A Comissão irá prosseguir com a revisão da política de normalização europeia.  Melhorar a interoperabilidade através da coordenação: Principalmente através da adopção de uma estratégia europeia para a interoperabilidade e do Quadro Europeu para a Interoperabilidade a ser elaborado no programa SA I (Interoperability Solutions for European Public Administration). serviços e redes. garantindo que os consumidores utilizam os mesmos equipamentos e acedam aos mesmos serviços em toda a UE. para reforçar os benefícios de um mercado único. Principais Acções: o Propor medidas que visem a harmonização dos recursos de numeração para o fornecimento de serviços comerciais na Europa. o Efectuar um estudo do custo da ausência de uma dimensão europeia nos mercados das telecomunicações.  Promover uma melhor utilização das normas: Para permitir uma maior concorrência. o Coordenar as condições técnicas e regulamentares aplicáveis à utilização do espectro e harmonizar as faixas do espectro para criar economias de escala no mercado dos equipamentos. de forma a apoiar a legislação e contratos públicos.2 Interoperabilidade e normas Para maximizar os benefícios da implantação das TIC deverá ser melhorada a interoperabilidade entre vários equipamentos. Ao mesmo tempo. Torna-se assim necessário a revisão e aplicação do quadro regulamentar. sendo que estas estão divididas por regimes de numeração. licenciamento e atribuição de radiofrequências de âmbito nacionais. poderá contribuir para reduzir os custos cobrados pela utilização de normas. MESG | Multimédia e Novos Serviços | Monografia 2 | Cecília Santos 14 . 3.

3.4 Acesso rápido e ultra-rápido à Internet O futuro da economia assenta em conhecimento baseado em redes onde o seu centro será a Internet.3. Apresentar iniciativas legislativas que visem combater os ciberataques contra sistemas informáticos. Principais Acções: o o Apresentar medidas que visem por em prática uma política reforçada e de alto nível em matéria de segurança das redes e da informação. com preços competitivos e acessíveis para a generalidade da população. Dessa forma é necessário garantir acessos cada vez mais rápidos. A estratégia europeia contempla a disponibilização de Internet de banda larga (básica com e sem fios) a todos os europeus até 2013 e que até 2020 todos os europeus terão acesso a débitos de Internet mais elevados (>30 Mbps) e ainda 50% ou mais dos agregados familiares europeus sejam assinantes de ligações com débitos superiores a 100 Mbps. Tal como já referido.3. assim como segurança acerca dos dados disponibilizados nestas plataformas.3 Confiança e Segurança Os europeus não adoptarão tecnologias nas quais não confiam a era digital não é nem o «big brother» nem o «ciber-oeste selvagem . os utilizadores das plataformas TIC precisam de sentir confiança na utilização dos serviços. Figura 6 Penetração do FTTH em Junho de 2009 MESG | Multimédia e Novos Serviços | Monografia 2 | Cecília Santos 15 . assim como regras em matéria de jurisdição do ciberespaço aos níveis europeu e internacional.3.

3. aparelhos de consumo e até saúde. nomeadamente: reforço e racionalização do financiamento da banda larga de elevado débito. Necessário ainda investir na nebulosa computacional mais concretamente no que se refere à administração pública e da ciência. assim MESG | Multimédia e Novos Serviços | Monografia 2 | Cecília Santos 16  . e por isso constitui uma ameaça para a globalidade da industria e dos serviços na Europa. como se pode constatar na figura seguinte: Figura 7 Despesa Total de I&D nas TIC em milhares de milhões de euros (2007) Este tema torna-se crítico quando se identifica o peso das TIC em sectores que são pontos fortes da Europa. Principais Acções: o Definir um quadro comum de acções a realizar a nível da EU e dos estados membros para que se cumpram os objectivos da Estratégia Europa 2020 neste âmbito. incentivar o investimento em redes APG competitivas através de medidas regulatórias claras e eficazes. A penetração da fibra óptica até casa é muito baixo na Europa e bastante inferior ao de algumas das principais nações presentes no G20. focalizar e agregar os seus investimentos de forma a aumentar a vantagem competitiva neste domínio. a Europa ainda está atrasada em relação a alguns dos seus principais congéneres internacionais. Nesse sentido foram identificadas as seguintes acções:  Aumentar os esforços e a eficiência: A Europa deve intensificar. como indústria automóvel. implementação de um programa no âmbito da política europeia do espectro que crie uma política coordenada e estratégica de forma a maximizar os benefícios para os consumidores e empresas.5 Investigação e inovação A Europa continua a investir muito pouco em Investigação e desenvolvimento no domínio das TIC.Como se pode ver nesta figura. 3. Impulsionar a inovação nas TIC tirando partido do mercado único: Deverá existir um investimento da despesa pública no sentido de promoção da inovação. além de continuar a investir na investigação fundamental pluridisciplinar.

como na óptica pública as entidades europeias deverão unir se para alinhar a regulamentação. No entanto.6 Melhorar a literacia digital. Pretende-se assim aumentar e melhorar a oferta de profissionais das TIC e as qualificações no domínio dos negócios electrónicos. o que logo à partida exclui uma grande dimensão do mercado. Principais Acções: o Definir como prioridade para o regulamento relativo ao Fundo Social Europeu a literacia e as competências em matéria digital. A Internet veio revolucionar o mercado e a forma como acedemos aos serviços disponibilizados. a Comissão apoiará actividades nacionais e europeias que visem promover a formação. Principais Acções: o Induzir mais investimento privado através da utilização estratégica dos contractos públicos e parcerias público-privadas. a fim de orientar a inovação para as necessidades sociais. As razões para tal prendem-se maioritariamente devido à faixa etária onde se enquadram. os contratos públicos e a normalização em favor da inovação. Dever-se-á ainda fomentar as parcerias público privadas para alinhar o roadmap estratégico com o comercial. Nesse sentido foram identificadas as seguintes acções:  Literacia e qualificações digitais: Essencial ensinar a todos os cidadão europeus como utilizar as TIC e os meios de comunicação digitais. A era digital deve ser sinónimo de responsabilização e de emancipação. aconselha -se ainda a publicação em livre acesso de dados e documentos científicos. a certificação. Na óptica da sociedade de conhecimento. MESG | Multimédia e Novos Serviços | Monografia 2 | Cecília Santos 17 ˜ . desempregados ou baixos níveis de escolaridade.  Serviços Digitais inclusivos: Necessário garantir que os benefícios da sociedade digital se estendem a toda a gente. através de fundos estruturais para IID.  Iniciativas do sector para uma inovação aberta: Cada vez mais as empresas necessitam de soluções abertas e interoperáveis para explorarem o máximo potencial das TIC. as qualificaç es nesse domínio e a inclusão na sociedade digital. cerca de 30% dos europeus nunca utilizaram a Internet.3. Neste âmbito. com especial ênfase em atrair os jovens para cursos nesta área. estando em alguns casos definidos modelos exclusivos em linha. a origem social ou as qualificações não devem constituir um obstáculo ao acesso a este potencial. 3. as carreiras e os empregos em TIC. pelo que será fomentado todas as iniciativas que visem o estabelecimento de normas e plataformas abertas para novos produtos e serviços. resultantes de investigações financiadas com dinheiro público. baixos rendimentos.

Principais Acções: o Realizar acções piloto para dotar os cidadãos europeus de um acesso em linha seguro.3. 3. assim como implementação generalizada dos serviços de telemedicina.o Desenvolver ferramentas que permitam identificar e reconhecer as competências dos profissionais e dos utilizadores das TIC. No entanto. Portanto. No caso da consecução objectivos políticos. MESG | Multimédia e Novos Serviços | Monografia 2 | Cecília Santos 18 .  Promover a diversidade cultural e os conteúdos criativos: A convenção da UNESCO sobre a diversidade cultural prevê a promoção e a protecção da diversidade cultural em todo o mundo e aplica-se igualmente aos direitos digitais. redução de consumo de energia etc. continua a sobressair dificuldades do sistema de licenciamento. na UE A sociedade digital deve ser encarada como uma sociedade que oferece vantagens a todos. reduzir os custos e promover uma vida autónoma. Internet.  Cuidados de saúde sustentáveis e apoio. cinemas. o Apoiar o estabelecimento de parcerias entre o sector das TIC e os sectores que mais produzem emissões. assim como dificuldades de transferência/adaptação das Organizações para fornece serviços r nestes meios. torna-se necessário as plataformas actuais interagirem de forma a assegurar que os dados pessoais de saúde estejam guardados em linha e sejam acessíveis por quem necessite. assente nas TIC. combate às alterações climáticas. está a tornar-se crítico no que se refere a questões societais como por exemplo: envelhecimento da população. o Recomendar um conjunto mínimo comum de dados dos doentes para facilitar o acesso e intercâmbio dos registos entre Estados-Membros. Neste âmbito o sector das TIC deverá ainda dar o exemplo para ser possível medir o seu próprio desempenho ambiental. As TIC irão assumir um papel essencial no desempenho deste desafio pelo que a cooperação com outros sectores e autoridades públicas deverá aumentar. Como referência podemos elencar os seguintes vectores: media digitais. a uma vida digna e autónoma: As TIC podem aumentar consideravelmente a qualidade dos cuidados d e saúde. Principais Acções: o Verificar se o sector das TIC cumpriu o calendário de adopção de métodos comuns de medição do desempenho energético.7 Benefícios proporcionados pelas TIC à sociedade. Nesse sentido foram identificadas as seguintes acções:  As TIC e a protecção do ambiente: A EU comprometeu-se a reduzir no mínimo em 20% as emissões de gases de estufa até 2020 (comparativamente a 1990) e a melhorar a eficiência energética em 20%.

4 Execução e Governação O desafio mais difícil consiste em assegurar a rápida adopção e execução destas medidas.Principais Acções: o Propor modelo sustentável de financiamento da Europeana. o Parlamento Europeu e todas as partes interessadas. e a digitalização de conteúdos. 3.  Administração Pública em linha: Esta iniciativa tem como objectivo aumentar a eficácia de meio e eficaz dos serviços de administração pública. ferrovias e vias aéreas. biblioteca digital da EU. 3. Uma vez que apenas 38% (2009) dos cidadãos da EU utilizaram a Internet para acederem aos serviços de administração pública em linha. Assim. mais concretamente nos direitos de propriedade intelectual. Necessitamos de uma determinação e de uma visão comuns para conseguirmos esta grande mudança para a Europa.8 Aspectos internacionais da Agenda Digital A dimensão internacional da agenda digital. Cooperar estreitamente com os Estados-Membros. Assim é necessário continuar a assegurar a promoção da Internet tão aberta e inclusiva quanto possível. marítimas e de navegação interior. tendo em vista a realização das acções acima referidas. os governos europeus estão empenhados em disponibilizar generalizadamente serviços de administração pública pelo que terão que resolver os constrangimentos técnicos existentes (ex: aplicações que só funcionam em determinados ambientes técnicos ou com determinados dispositivos). é necessário encontrar soluções sustentáveis para os estrangulamentos nas infra-estruturas que afectam rodovias. sendo dada especial ênfase à Internet. MESG | Multimédia e Novos Serviços | Monografia 2 | Cecília Santos 19 . Apresentar os processos realizados na execução da Agenda Digital. necessárias para a realização dos nossos objectivos. Neste sentido. o Trabalhar em conjunto com países terceiros para melhorar as condições do comércio internacional de bens e serviços digitais. Principais Acções: o Promover a internacionalização da governação da Internet e a cooperação à escala mundial. mais fiável e mais fácil.  Sistemas de Transporte Inteligentes para um transporte eficiente e uma maior mobilidade: Os sistemas de transporte inteligentes tornam o transporte mais barato. a oferecer a todos os Estados-Membros. Principais Acções: o Apresentar uma proposta de decisão do Conselho e do Parlamento que assegura o reconhecimento mútuo da identificação e autenticação electrónica em toda a EU com base em serviços de autenticação em linha. a comissão irá: o o o Criar mecanismo interno de coordenação.3.

4. 4.1 Enquadramento Para todas as acções identificadas na EDA.2 Descrição A Agenda Digital 2015 foca-se em cinco áreas de intervenção prioritárias. 4 Agenda Digital em Portugal 4.  Disponibilidade generalizada de serviços RNG multi-terminal.  Desenvolvimento de competências industriais TIC e RNG em rede para a internacionalização.1 Redes de Nova Geração o Âmbito: Instalação de uma rede de telecomunicações de âmbito nacional. com elevadas capacidades de transmissão e de largura de banda disponível para o utilizador (RNG).  Disponibilização de serviços baseados nas RNG. Apresentar os resultados destas actividades ao Conselho Europeu.2.  10% do PIB gerado pelo sector. tendo em conta os novos desafios da economia internacional e o forte investimento em curso nas Redes de Nova Geração para disponibilizar uma cobertura nacional de banda larga de nova geração. a EDA foi enquadrada criando-se uma Agenda Digital própria em Setembro de 2010. O foco do Plano Tecnológico na Agenda Digital 2015 visa criar valor e oportunidades de internacionalização a partir das competências adquiridas e das redes desenvolvidas. Em Portugal. denominada Agenda Digital 2015. como uma iniciativa do Plano Tecnológico já a decorrer. os Estados-Membros deverão elaborador e colocar em prática plano nacionais para a concretização dos seus objectivos individuais alinhados com a EDA. o MESG | Multimédia e Novos Serviços | Monografia 2 | Cecília Santos 20 . o Algumas medidas:  Banda larga de nova geração de acesso generalizado. Principais resultados esperados:  Cobertura 100% da rede fixa RNG (>=50Mbps)  Oferta generalizada de serviços residenciais RNG. para redes fixas e móveis.  Plataforma de suporte às empresas. com capacidade de internacionalização. Criar condições para o desenvolvimento de empresas de serviços e produtos avançados na área das Tecnologias da Informação Comunicações e Electrónica (TICE).o o Organizar debates com as partes interessadas sobre os progressos registados no âmbito de uma assembleia anual.

 Empresa na internet. Principais resultados esperados:  Lançamento do projecto Telefone do Cidadão .  Licenciamento Zero.  Matrículos e certificados online.  Disponibilização de dados da administração úteis para os cidadãos e as empresas desenvolveram soluções de valor acrescentado.2 Melhor Governação o Âmbito: Garantir o acesso dos cidadãos e das empresas a melhores serviços públicos. docentes e encarregados de educação.  Plataforma virtual de aprendizagem.3 Educação de Excelência o Âmbito: Criar plataformas que potenciem a utilização de ferramentas TIC em contexto de ensino e aprendizagem e dinamizem o mercado de conteúdos no contexto do espaço de língua oficial portuguesa. em complemento do elevado patamar de disponibilização online já alcançado.2. o Algumas medidas:  Espaços do aluno.  Administração aberta. do docente e do encarregado de educação.  Disponibilização de serviços Web e modos de pagamentos através do Portal da Empresa.4. Principais resultados esperados:  Disponibilização de uma plataforma virtual de apoio ao ensino e à aprendizagem da matemática.  Caderno de exercícios virtuais.2. o 4. o Algumas medidas:  Serviços públicos multicanal.  Implementação do licenciamento zero . Identificação e promoção de soluções com impacto na sociedade po rtuguesa e com elevado potencial de exportação. MESG | Multimédia e Novos Serviços | Monografia 2 | Cecília Santos 21 o .  Matrículas certificados disponibilizados online.  Definição do portal de educação com espaço para alunas.  Disponibilização online de conteúdos educativos.

Principais resultados esperados:  Registo electrónico de saúde para os cidadãos. gerando soluções exportáveis para outros mercados.4. no local e no instante em que é necessária. MESG | Multimédia e Novos Serviços | Monografia 2 | Cecília Santos 22 . de forma adequada e segura.  Hospitais com Banda Larga 1Gpds. tendo por base as competências nacionais nas tecnologias de informação.  Serviços de tele-saúde para o cidadão idoso e/ou com doença crónica.5 Mobilidade Inteligente o Âmbito: Desenvolver soluções tecnológicas de mobilidade e suporte à mobilidade inteligente e à optimização energética.  Plataforma Mobi.2. Principais resultados esperados:  Disponibilização dum sistema de pagamento integral. o Algumas medidas:  Passe Portugal Total.  Portal para marcação de consultas e acesso a documentos pessoais de saúde.1 Millenium Development Goals e Project Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (MDG) constituem um modelo acordado por todos os países do mundo e todas as instituições líderes de desenvolvimento mundiais.  Disponibilização do acesso a sistemas de gestão de tráfego e car sharing. para o cidadão e para o profissional de saúde que lhe preste serviços. Assegurar que a informação de saúde do cidadão está disponível. com forte incorporação tecnológica nacional. o 4.  Serviços de tele-saúde para o cidadão idoso e/ou com doença crónica.E para utilização nos veículos eléctricos. que concentra todos os esforços sem precedentes para satisfazer as necessidades dos mais pobres do mundo. o 5 Outras Iniciativas 5.  Acesso online aos serviços de saúde.2. o Algumas medidas:  Rede de Nova Geração da Saúde.4 Saúde de Proximidade o Âmbito: Disponibilizar plataformas que optimizem a prestação de cuidados de saúde.  Exportar pelo menos 800 milhões de euros de bens e serviços deste sub-sector.

Esta vem reforçar as iniciativas apresentadas em cima. e 10 anos após o lançamento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. tanto na Europa como em Portugal. na medida em que defende que as altas velocidades e conexões de alta capacidade na Internet são elementos essenciais para uma sociedade moderna. 5. malária e outras doenças. De forma resumida. Na figura em baixo estão representados os principais desafios para este projecto. Melhorar saúde materna. Assegurar universalmente educação primária. Combater HIV/Sida. MESG | Multimédia e Novos Serviços | Monografia 2 | Cecília Santos 23 . esta Comissão defende que as RNG:  Têm a mesma importância que as redes eléctricas e rodoviária. fome e doença que afecta milhões de pessoas. a sua missão é promover a adopção de práticas e políticas de RNG simples e eficazes para que toda a população mundial possa usufruir das vantagens associadas a estas redes. Assegurar ambiente sustentável Estabelecer parcerias globais para desenvolvimento. Nesse sentido. contribuindo de forma significativa a nível económico e social. 5 anos após o World Summit on the Information Socieaty. O Projecto do Milénio foi encomendado pelo Secretário-Geral em 2002 para desenvolver um plano de acção concreto para o mundo alcançar os Objectivos do Milénio e para reverter a pobreza extrema. Promover igualdade de Géneros e potenciar as mulheres.2 Broadband Commission for Digital Development A Broadband Commission surge em 2010. Reduzir mortalidade infantil. e por isso deverão fazer parte das infra-estruturas básicas de uma sociedade moderna.Os 8 objectivos definidos são os seguintes:         Erradicar a pobreza e forme extrema.

de forma a se explorar ao máximo o benefício destas redes. a ser bem sucedido. Convém no entanto referir o risco de estas iniciativas não serem implementadas devido ao panorama geral económico. A crise económica irá obviamente também condicionar os investimentos necessários para assegurar o sucesso destas iniciativas: a Europa continua a investir muito pouco em Investigação e desenvolvimento no domínio das TIC.4 milhões de toneladas de emissões de CO2 (Estudo BCG: The Economic and Social Impact of Next Generation High Speed Broadband). MESG | Multimédia e Novos Serviços | Monografia 2 | Cecília Santos 24 . Este investimento. São um suporte essencial para todos os sectores das indústrias. sendo uma oportunidade para disponibilizar mais e melhores serviços desenvolvidos de e para Portugal. posicionará Portugal entre os seus parceiros mais evoluídos a nível destas infra-estruturas (ex: Holanda. Os operadores Portugueses assumiram recentemente o compromisso de investimento. a Dinamarca. Por exemplo. assim como para os serviços públicos e progresso social. no entanto no essencial todas estão alinhadas no que se refere á importância das RNG. criando 15 a 20 000 empregos qualificados e reduzindo 1. Devem ser coordenadas pelos Governos a nível nacional em conjunto com a Indústria. Cerca de 1100 milhões serão investidos pelos operadores em infra-estruturas de fibra instaladas no mercado.8% do PIB considerando o impacto directo e o efeito multiplicador noutros sectores. Até 2012 Portugal vai investir cerca de 2. a Suécia ). 6 Conclusão Como pudemos comprovar existem várias iniciativas a decorrer. no entanto isso não é suficiente. Estudos independentes estimam que a concretização deste investimento gerará anualmente 1. devido à política de centralização das mesmas? As iniciativas definidas em Portugal serão as mais adequadas? Se pensarmos no combate ao desemprego como referido no plano tecnológico. umas mais orientadas para a vertente de melhoria de vida das populações com o suporte das TIC (Agenda Europeia) e outras mais orientadas para o factor social/humano. Existirá ainda um programa de redes rurais. Oferecem um ROI elevadíssimo para as economias em desenvolvimento ou já desenvolvidas. com comparticipação directa de fundos públicos mobilizará 200 milhões de euros. sendo que em Portugal mais concretamente como podemos constatar nos indicados do Plano tecnológico ainda nos encontramos muito longo do objectivo. Deverá assim ter-se em conta uma revisão destas iniciativas de acordo com o mercado financeiro mundial. para garantir a universalidade e a equidade do acesso inclusive em zonas com menor interesse comercial.5 mil milhões de euros no desenvolvimento de serviços de valor acrescentado e na criação duma infra-estrutura com cobertura nacional para oferta de aumento da largura de banda. 600 milhões serão investidos pelos diversos agentes do mercado no desenvolvimento de serviços e conteúdos e 750 milhões em desenvolvimento e modernização de redes.    São ferramentas poderosas para atingirmos os objectivos definido no Millenium s Development Goals (MDGs). na essência o site NetEmprego já existia pelo que não terá grande impacto na resolução destas questões. como melhorar a literacia quando os alunos em zonas rurais não têm acesso garantido nem para as aulas.

europa.un.htm www.shtml http://ec.gov.ama.ibm.com http://www.escola.europa.pt/ http://ec.pt http://www.pt/pte/PT/ http://www.gov.pt MESG | Multimédia e Novos Serviços | Monografia 2 | Cecília Santos 25 .eu/information_society/digital-agenda/index_en.millennium-project.org/millenniumgoals/bkgd.pt/ www.ligarportugal.umic.pt www.org/millennium/challenges.eu/ www.portal.anacom.planotecnologico.pt http://www.7 Bibliografia http://www.html http://www.