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Transmissão de sinal digital de TV

Nome RA
Henio Domingos Amancio 20944245
Luiz Gustavo Melo Xavier 21501664
Jonathas Formiga 21341487
Paulo Vitor Calvet Schulz 21602433
William Chrystian 21604977

Brasília, novembro de 2018


Introdução
Segundo o Instituto Euvaldo Lodi (2007). O Sistema Brasileiro de TV Digital
(SBTVD) foi criado em 2004 através do Decreto 4.901, de 26 novembro de 2004, definindo o
Comitê de Desenvolvimento (CD), o Grupo Gestor (GG) e o Comitê Consultivo (CC). Como
função, cabe ao SBTVD modificar o Modelo de Referência para o modelo de televisão digital
em todo o nacional, sempre se fundamentando nos estudos técnicos, econômicos, regulatórios
e sociais capazes de viabilizar soluções e tecnologia [1].

O avanço tecnológico proporcionou diversas mudanças de maneira precoce em nosso


cotidiano. A Televisão sofreu influência deste avanço, pois é eletrodoméstico comum nas
casas das famílias brasileiras que mantém a população informada, traz entretenimento, entre
outros benefícios deste meio de comunicação. Estudos na área de transmissão de sinal,
indicaram uma melhor qualidade na transmissão de sinal digital ao ser comparada com
analógica.

Além da qualidade de imagem, som, entre outros benefícios, há outros aspectos para a
substituição da TV Analógica pela TV Digital sendo elas, questões sociais, econômicas e
estratégicas, implementando o sistema nipônico de modulação utilizando-o como base,
devido às relações econômicas do Brasil com o Japão.
Conceitos básicos

A TV digital genérica foi dividida em áreas de conhecimento. Nessas áreas, foram


identificados itens técnicos a serem estudados que promove a formulação das múltiplas
soluções sistêmicas. As cinco áreas de conhecimento são: [1].

➢ Transmissão e Recepção, Codificação de Canal e Modulação.


➢ Camada de Transporte.
➢ Canal de Interatividade.
➢ Codificação de Sinais Fonte.
➢ Middleware [1].

Transmissão e recepção, codificação de canal e modulação


A parte do sistema de transmissão e recepção da TV Digital Terrestre é responsável
pela comunicação entre a Difusão de Acesso (DA) e o Terminal de Acesso (TA), é
estruturado por dois módulos:
➢ Difusão e Acesso: Codificação de canal, Modulação e Transmissão.
➢ Terminal de Acesso: Recepção, Demodulação e decodificação de canal.
A transmissão e recepção, tem como função num sistema de televisão digital é receber
- no módulo da estação transmissora (DA) - o feixe de transporte enviado pela camada de
transporte. Posteriormente processá-lo para sua irradiação no canal de radiofrequência (RF) e
conceder sua recepção e regeneração de modo a entregá-lo devidamente recuperado no TA,
na Camada de Transporte. Os processos que caracterizam este subsistema são:

➢ Maximizar a robustez do feixe de transporte recuperador, frente às degradações


introduzidas no canal de transmissão – atenuação, obstrução, multipercursos, ruídos e
interferências.
➢ Minimizar a potência de transmissão requerida [2].

Manter o espectro de frequência do sinal transmissão confinado ao canal de


transmissão. No caso de sistema de televisão digital, o canal de transmissão adotado no Brasil
e o mesmo dos sistemas analógicos, e tem uma largura de faixa de 6MHZ, centrado em
frequência das faixas de VHF e de UHF. Devem também ser respeitados para permitir a
convivência otimizada dos canais analógicos e digitais durante o período de transição para
sistema totalmente digitalizado. A figura 1 mostra a seguir o diagrama em bloco simplificado
do processo da evolução subsistema [3].

Figura 1: Transmissão e Recepção do sinal de televisão digital [3].

Camada de transporte

É composta por:
➢ Codificador de canal - Inclui de forma sistemática e controlada, informação
redundante no feixe de transporte, com o objetivo de conferir a robustez ao sistema de
transmissão, ao viabilizar, na recepção, a correção dos erros introduzidos pelos fatores
agressores nos canais de transmissão. [3].
➢ Modulador Digital - Processa o sinal codificado possibilitando a transmissão em
radiofrequência (RF), com ocupação espectral restrita e com obstáculos dos canais de
transmissão.
➢ Up-converter - Converte a subida do sinal modulado, de uma frequência intermediária
(FI) para o canal de radiofrequência (RF) almejado, na faixa de VHF (​Frequência
Muito Alta​) ou UHF (​Frequência Ultra-Alta​).
➢ Amplificador de Potência - Aumenta a potência do sinal RF ao nível necessário para
abranger a área de proveito da emissora. O Amplificador de Potência deve operar
tendendo a uma linearidade, visando evitar alterações no sinal amplificado, como
distorções harmônicas e por intermodulação, preservando a ocupação espectral do
sinal em RF é libera o canal de transmissão por meio do sistema irradiante.

O sintonizador possui a função de receber o sinal de RF captado pela antena


receptora, seguindo os procedimentos a seguir:

➢ Amplificação de baixo ruído, para diminuir o nível de ruído acrescidos pelo receptor
ao sinal recebido;
➢ Conversão do sinal recebido do canal de RF por faixa de VHF ou UHF, à frequência
de FI é recebido em um down-converter, ou misturador;
➢ Controle de Ganho, mantém estável o nível de sinal enviado ao demodulador digital,
independente do nível de sinal recebido em RF;
➢ Filtragem e amplificação de sinal FI, para filtrar outros canais e interferências
externas recebidos pelo canal, e adequar o nível de sinal de saída ao valor pretendido
pelo demodulador digital.
➢ Demodulador digital é responsável pela recuperação do feixe de transporte, por meio
do sinal em FI livre em sua entrada.
➢ Decodificador e Estimador de canal são responsáveis, por remover a informações
repetidas e corrigir erros encontrados no canal, e medir o desempenho do canal de
transmissão, compensando as distorções presentes no sinal.
Por fim, o feixe de transporte chega à camada de Transporte para seguir a novos
processos no Terminal de Acesso.
Segundo CPqD (2006). A comunicação entre o subsistema de transmissão e recepção
e a camada de transporte precisa se especificar. Apesar de existirem diversas alternativas que
podem ser consideradas para esta interface, nenhuma norma internacional demanda o uso de
uma solução específica para a comunicação entre o codificador de canal e o multiplexador
(camada de transporte, no lado de difusão e acesso), entre o decodificador de canal e o
multiplexador (Camada de Transporte no lado do terminal de acesso). Esta interface deve
respeitar a recomendação ITU-TH.222 (UIT, 2000a), que define como os quadros do feixe de
transporte devem ser estruturados [3].

Canal de interatividade

O canal de interatividade tem por finalidade estabelecer o meio de comunicação entre


usuários da Televisão Digital e as emissoras, programadoras, provedores de serviço.
Distingue-se como um sistema virtual, sustentado por sistema independente em suas
concepções técnicas e bases regulamentares que são (Sistema de Televisão e Sistema de
Comunicações) [4].

As soluções consideradas para implementação do subsistema de Canal de


Interatividade, mesmo com a diversidade de tecnologias comerciais disponíveis, é importante
a construção de uma solução para as demandas específicas do subsistema canal de
interatividade no âmbito do projeto sistema brasileiro de televisão digital, que consideram
particularidades do país e dos serviços e aplicações. Assim, demandam-se uma solução
inovadora, que se dê através de sistema de acesso sem fio, características de propagação e
alocação espectral convenientes: sistema de canal de interatividade via RF intrabanda [4].

RF Intrabanda Transmitindo canal de Interatividade

O sistema via RF intrabanda compreende na implementação de infra-estrutura da rede


de acesso sem fio para o canal de interatividade, por meio de novas redes de comunicações.
As faixas de frequência de operação deve estar entre 54 e 87,5 MHz (VHF - baixo) ou 174 a
216 MHz (VHF - alto) e de 470 a 806 MHz (UHF), consequentemente subfaixas iguais as
destinadas à transmissão de televisão aberta.

Como decorrência, a determinação de frequência de operação de um sistema


intrabanda, para uma dada localidade, estará sujeita às mesmas limitações técnicas,
operacionais e legais que regulamentam a determinação dos canais de televisão, face à
influência mútua entre este sistema [4].

Codificação de sinais fonte

O subsistema de decodificação de sinais fonte é composto pelas etapas de codificação


e decodificação de áudio e vídeo. A função básica da codificação de sinais fonte é reduzir a
taxa de bits necessária para transmissão do sinal de vídeo e áudio de acordo com a capacidade
do canal de transmissão. Um Codec é formado por um codificador e um decodificador. O
codificador recebe como entrada o sinal digital não-comprimido, realiza a sua compreensão, e
gera como saída um fluxo elementar de informação que é fornecido ao multiplexador do
sistema. Na recepção o decodificador recebe como entrada este fluxo elementar a partir do
multiplexador, realiza sua decodificação e disponibiliza para apresentação o sinal
comprimido [4].

Resolução de vídeo

A resolução de luminância do sinal de vídeo usado na geração do fluxo elementar de


vídeo HDTV que deve seguir um dos dois modelos a seguir:

➢ 1080i: 1920 colunas x 1080 linhas (pixels de luminância).


➢ 720p: 1280 colunas x 720 linhas (pixels de luminância).
O decodificador de vídeo HDTV deverá ser capaz de decodificar fluxos elementares
de vídeo nas resoluções listadas nos itens acima [4].

Resolução de áudio

Enquanto ao áudio os três padrões digitais utilizam sistema de decodificação


reconhecida internacionalmente para digitá-lo. O DVB-T utiliza o MPEG-1 Layer2,
escolhido por ser amplamente utilizado no padrão de rádio digital DAB e em outras
indústrias. O ATSC optou pelo padrão Dolby- Digital AC-3, um padrão proprietário e mais
sofisticado, permitindo a transmissão de som envolvente em cinco canais (surround), e
finalmente, o ISDB-T emprega uma versão mais recente de MPEG-2, o AAC, que possibilita
o som envolvente [5].

A difusão de dados, áudio e vídeo

Há duas maneiras de produzir conteúdo televisivo: transmissão ao vivo ou gravar


sequências de vídeo e áudio para edições subsequente antes da divulgação. Os dados
necessitam ser colocados no multiplexador, mediante de um injetor de dados.

Figura 2: Etapas de difusão [6]


Geralmente os fluxos elementares na televisão digital são codificados usando taxa de
bits variável (VBR). Após a multiplexação desses fluxos, um problema que poderia ocorrer é
o somatório da taxa de bits gerados ultrapassarem a largura de banda disponível para difusão.
Cabe ao modulador essa tarefa [9].

O sinal analógico em baixa frequência é produzido por um modulador. O sinal


necessita ser convertido em um sinal de frequência maior possibilitando sua difusão pelos
variados meios. O receptor pode estar integrado na televisão digital ou ser um equipamento
separado, ele tende a ser conhecido como terminal de acesso ou ​set top box​. O dispositivo
tem como objetivo de ser agregado a uma televisão analógica, que converte os sinais digitais
para ser assistidos por essas televisões comuns. Um receptor ou ​set top Box h​ á possibilidade
de um canal de retorno possibilitando uma interatividade entre o telespectador e os serviços
disponíveis. Esse canal de retorno pode usar distintas tecnologias disponíveis, como linha
telefônica discada, ADSL e cabo, para realizar a comunicação no sentido inverso da difusão,
do telespectador para as operadoras.

Para permitir ao telespectador a interação com os serviços, os ​sets top boxes ​possuem
capacidade de processamento. Por isso seu hardware pode conter tecnologias que são comuns
aos computadores, tais como CPU, memória, ​modems ​para canal de retorno, discos rígidos
para armazenamento de dados, e leitores de ​smartcards para controle de acesso. Como ocorre
em computadores convencionais, esses dispositivos são controlados por ​device drivers de
sistemas operacionais. Set top boxes também precisa lidar com controle remoto, tal como na
TV convencional. Contudo as semelhanças param aqui, pois os tipos de serviços são bem
diferentes dos da TV convencional [6].
As etapas incluídas no processamento do sinal num ​set-top Box ​são representadas na
Figura 4​.

Figura 3: Etapas da recepção [6]

Middleware

A ideia central da arquitetura em camadas é cada um oferecer serviços para a camada


superior e usar os serviços oferecidos pela inferior. Dessa forma, as aplicações que executam
na TV digital interativa usam uma camada de middleware, que intermedeia toda a
comunicação entre a aplicação e o resto dos serviços oferecidos pelas camadas inferiores [8].
Figura 4: Arquitetura de TV digital com tecnologias usadas em cada camada [8]

A finalidade da camada de middleware – ou camada do meio – é oferecer um serviço


padronizado para as aplicações (camada de cima), escondendo as peculiaridades e
heterogeneidades das camadas inferiores (tecnologias de compressão, de transporte e de
modulação). O uso do middleware facilita a portabilidade das aplicações, permitindo que
sejam transportadas para qualquer receptor digital (ou ​set top box​) que suporte o middleware
adotado. Essa portabilidade é primordial em sistemas de TV digital, pois é muito complicado
considerar como premissa que todos os receptores digitais sejam exatamente iguais [8].
Figura 5: Camadas de pacotes para transmissão da TV Digital [9]

Em termos gerais é uma camada de software que provê serviços para outros
programas. No contexto da TV Digital Interativa Brasileira é usado como sinônimo para
Ginga [7].

Distribuição por satélite (DTH - "Direct To Home")


É proporcionado um serviço de distribuição de TV digital com baixa relação de
Sinal/Ruído, de modo que as dimensões da antena receptora possam ser minimizadas. A
comunicação via satélite é então limitada pelo ruído gaussiano do canal, estando por outro
lado livre de interferências (exceto desvanecimento ocasional provocado pela chuva) [11].
A distribuição por satélite tem como vantagem o grande alcance, com abrangência a
nível de continente, atendendo mesmo em locais remotos. O sinal é captado pelo cliente
através de antenas para TV digital ou antenas parabólicas, no caso de locais remotos. A Sky é
um exemplo de TV por assinatura via satélite.
A tabela seguinte apresenta a comparação de dois sistemas de distribuição de TV
digital via satélite, são essas: DVB-S e DVB-S2 (“​Digital Video Broadcasting – Satellite”).​
Ambos os sistemas utilizam o processo MCPC (​“Multiple Channels per Carrier”)​ o qual
permite múltiplos programas por canal e em alguns casos, para aplicações específicas
temporárias, pode-se usar o processo SCPC (​“Single Channel per Carrier”​) o qual permite
apenas um programa por canal.

DTH - Sistemas DVB-S DVB-S2

MODULAÇÃO QPSK, 8-PSK 4-PSK, 8-PSK, 16-APSK,


32 A-PSK
Tabela 1 - Sistemas DTH
Figura 6: ​APSK-16 e APSK-32

Distribuição via cabo


Distribuição via cabo é o modo mais comum de TV por assinatura. Ela depende de
uma boa infraestrutura para distribuição física de cabos pelas regiões onde oferecem o
serviço. Os cabos utilizados nesse processo são coaxial e fibra ótica. O sinal é enviado para
os clientes por meio desse cabo, a empresa dispõe um decodificador para transformar a
informação enviada em imagem diretamente na TV. A NET é um exemplo de TV por
assinatura via cabo.
Uma vez que na maioria dos casos os sistemas de TV a cabo operam com quantidade
de canais analógicos próxima do limite da capacidade, é necessário que a transmissão digital
possa operar satisfatoriamente nas frequências mais altas, onde a qualidade de serviço não é
mais aceitável para a distribuição de sinal analógico. Por outro lado, o cabo não está sujeito a
distorções ou interferências tão severas quanto a radiodifusão terrestre [11].
Distribuição por Redes Digitais de Alta Velocidade
O fluxo de transporte MPEG-2 prevê compatibilidade com a formatação em células
ATM (​“Asynchronous Transfer Mode”​) e pacotes IP, permitindo assim a distribuição de TV
digital através de redes de alta velocidade. Esta forma de comunicação é mais adequada para
distribuição ponto-a-ponto sob demanda [11].
É possível implantar enlaces ATM com diferentes larguras de banda, a partir de 1,5
Mbps, ou com valores bem maiores saltando para 25 Mbps, 155 Mbps (OC3), 622 Mbps ou
2,488 Gbps, dependendo do meio de transmissão, que pode ser fibra monomodo ou
multimodo. As aplicações que utilizam ATM, podem ter requisitos de transmissão bem
diferentes umas das outras, ou seja, enquanto uma aplicação requer latência muito baixa,
outras não toleram perda de informações mas suportam atrasos.[13]
Este tipo de distribuição é muito comum em vídeos sob demanda, como Netflix,
NOW, Youtube e até mesmo transmissões realizadas pelo Facebook e outras redes sociais.
Radiodifusão Terrestre ("Broadcasting")
Deve-se buscar cobertura equivalente à da transmissão analógica, apesar do meio de
comunicação estar sujeito a interferências, ruído, atenuação, desvanecimento, distorções por
multi-percurso estáticas e dinâmicas; além do que a radiodifusão de sinal digital deve
coexistir com a analógica dentro do mesmo espaço espectral, pelo menos durante uma longa
fase de transição [11].
O padrão ATSC(​“Advanced Television Systems Commitee”)​ foi o primeiro sistema de
radiodifusão a ser usado para TV digital, e foi implementado nos EUA em 1995. Este tipo
utiliza modulação 8-VSB, ou seja, o sistema incorpora um piloto (amostra da portadora) e
sincronismos de segmento e de quadro de dados, que garantem robustez e facilidade de
captura do sinal recebido, mesmo em condições de baixa relação Sinal/Ruído.
O sistema DVB-T(​“Digital Video Broadcasting”)​ , que é usado na Europa, utiliza a
técnica de modulação OFDM (“​Orthogonal Frequency Division Modulation”​ ). OFDM é uma
técnica de modulação que utiliza divisão em freqüência para transmitir blocos de dados. Cada
símbolo do sinal é constituído por um conjunto de portadoras, que utilizam ​modulação
QPSK, 16QAM ou 64QAM,​ cada uma transportando informações independentes.
Radiofusão - Sistemas ATSC(​Advanced Television DVB-T(​Digital Video
Systems Commitee)​ Broadcasting)​

Modulação 8-VSB OFDM


Tabela 2 - Sistemas de radiodifusão terrestre

Sistema ISDB (​​“Integrated Service Data Broadcasting”​)

Consiste em um sistema que usa diversos esquemas de modulação, foi desenvolvido


para a TV digital do Japão. Ele foi projetado para suportar sistemas hierárquicos de diversos
níveis e pode ser utilizado, por exemplo, para fornecer uma recepção baixa de dados em
condições móveis excepcionalmente difíceis, uma taxa intermediária em condições normais e
uma taxa de dados elevada (HD) para boas condições de recepção [12].

O sistema ISDB-S para Satélite consiste em até oito correntes de transporte que
podem ser usadas ao todo em um modo que deve ser obtido de comum acordo entre as
emissoras que compartilham o transponder. No sistema ISDB-S, são suportados quatro tipos
de modulação, são estes: BPSK, QSPSK e TC8PSK (​“Trellis Coded 8-Phase Phase Shift
Keying”)​ . A modulação hierárquica permite que o modo de modulação seja variado na base
de pacote por pacote (dentro de quadros de 48 pacotes). Cada pacote é associado a um slot de
modulação [12].

O sistema ISDB-C para Cabo tem como principal característica poder transmitir
diversas correntes de transporte numa única portadora 64QAM. O sistema foi desenvolvido
para ser capaz de retransmitir eficientemente a informação transportada por sinais ISDB-S.
Um máximo de 52,17 Mbits/s de informação é transmitido tipicamente em uma portadora
digital BS. A taxa de informações de um sinal 64QAM/6 MHz é de 19,162 Mbits/s. Assim,
pelo menos dois canais de TV a cabo devem ser utilizados para transmitir novamente a
informação de uma portadora única BS. O serviço digital BS completo consiste em 4
transmissoras e ocupa aproximadamente 174 MHz, incluindo as bandas de guarda [12].

O canal ISDB-T (terrestre) é dividido em 13 segmentos (tipicamente de 400 a 500


kHz de largura). Uma transmissão OFDM separada é usada para cada segmento. Todos os
parâmetros que afetam a robustez (número de portadoras, comprimento da banda de guarda,
tipo de modulação, codificação de convolução) podem ser escolhidos separadamente para
cada hierarquia. Modulação OFDM normal a largura de faixa de um canal completo
representa uma única camada. As portadoras (QSPK ou 64QAM) usadas são espaçadas ao
longo da largura de faixa por um conjunto de múltiplos de uma certa freqüência. No ISDB-T
a largura do canal de 5,6 MHz é dividida em até 13 segmentos, cada qual tendo uma largura
de faixa de 429 kHz. A transmissão hierárquica ISDB-T é conseguida pela transmissão de
grupos de segmentos OFDM com parâmetros diferentes de transmissão [12].

Sistema Brasileiro de TV Digital ISDB-Tb


O sistema do Brasil é uma variante do sistema ISDB-T, embora os sistemas sejam
semelhantes, há algumas diferenças que consistem de:
Compressão de Vídeo, na qual foi adotado o sistema H.264, High Profile, Nível 4.0 para a
codificação de TV, suplementado pelo Baseline, Nível 1.3 para a transmissão “one-seg” para
dispositivos móveis;
Compressão de Áudio, na qual foi adotado o AAC-HE e AAC-LC Level 4 para HDTV, e
AAC-V2 para “​one-seg”​ ;
Canalização: foram mantidas as frequências nominais dos canais de TV analógica, porém
adotando um desvio de +1/7 MHz (142,857.. kHz) para reduzir a interferência das portadoras
de áudio analógicas na transmissão digital. Assim sendo, por exemplo, a frequência central
do canal 14 digital (UHF) é de 473,1428.. MHz;
Bandas: a faixa de frequências de VHF alto (canais de 7 a 13) está também disponível para
transmissão digital, além da banda de UHF;
Máscaras de Transmissão: o gabarito espectral de irradiação permitido para as emissoras é
diferente do sistema ISDB-T original;
Frequência Intermediária nos receptores: no Japão, os receptores utilizam F.I. de 56 MHz,
enquanto no Brasil essa frequência é de 44 MHz (isso determina a sensibilidade a frequências
interferentes e afeta os critérios de proteção e alocação de canais) [11].

As normas que definem o padrão brasileiro são editadas pela ABNT. ​[11]
O sistema de transmissão é definido pela NBR15601:2008. As normas NBR15602-1 e
NBR1562-02 definem respectivamente os sistemas de codificação de vídeo e áudio. O
sistema “Ginga” é definido nas normas NBR15606 e NBR15607.
NBR 15601: Sistema de Transmissão (Sistema OFDM/ISDB-T, máscaras de transmissão,
tolerâncias, espúrios, etc.)
NBR 15602-1: Codificação de Vídeo (Parâmetros de varredura e digitalização, compressão
MPEG/ H.264, restrições de parâmetros)
NBR 15602-2: Codificação de Áudio (Formatos, processos de compressão, restrições)
NBR 15602-3: Sistemas de Multiplexação de Sinais (Pacotes PES, TS, tabelas PAT, PMT,
descritores, etc.)
NBR 15603-1: Multiplexação e Serviços de Informação (SI) do Sistema de Radiodifusão
(Serviços de Informação e Tabelas para implementação da EPG - Electronic Program Guide
ou Guia de Programação)
NBR 15603-2: Estrutura de Dados e Definições da Informação Básica de SI (Detalhamento
das Tabelas e Descritores de dados e programas)
NBR 15603-3: Sintaxes e Definições de Informação Estendida do SI (Mais detalhes sobre
serviços extras do Sistema de Informação)
NBR 15604: Receptores (Especificações mínimas dos receptores para o ISDB-Tb)
NBR 15605-1: Tópicos de Segurança - Controle de Cópias (Descritores para proteção e
controle de cópias digitais de conteúdo áudio-visual)
NBR 15606-1: Codificação de Dados (Modelo de referência do receptor para recebimento de
dados, estrutura e pilha de protocolos do Middleware)
NBR 15606-2: Ginga NCL - Linguagem de Aplicação XML para Codofocação de Aplicações
(Arquitetura do sitema Ginga, módulos NCL – Nested Context Language, objetos
procedurais LUA, etc.)
NBR 15606-3: Especificação de Transmissão de Dados (Carrossel de dados DSM-CC –
Digital Storage Media – Command and Control, Modelos de Aplicação, Mensagens de
Eventos)
NBR 15606-4: Ginga-J: Ambiente para Execução de Aplicações Procedurais (Arquitetura,
modelo de aplicação, plataforma Ginga sobre linguagem Java)
NBR 15606-5: Ginga NCL para receptores portáteis (Linguagem NCL, objetos procedurais e
de mídia para aplicações “One-Seg”)
NBR 15606-6: Java DTV 1.3 (Especificações do núcleo e das funções da parte procedural do
middleware Ginga)
NBR 15607-1: Canal de Interatividade: Protocolos, Interfaces Físicas e Interfaces de
Software (Modelos e arquiteturas para redes de comunicação bidirecional para interatividade)
NBR 15608-1: Guia para Implementação da NBR 15601 – Sistema de Transmissão (Manual
com informações adicionais, tais como uso da SFN, canalização, medidas ecálculo de
sensibilidade e alcance, etc.)
PTC2547 – Princípios de Televisão Digital – EPUSP 36
NBR 15608-2: Guia para Implementação da NBR 15602 – Codificação de Vídeo, Áudio e
Multiplexação (Recomendações para configuração de parâmetros de codificação de Vídeo e
Áudio, serviços “One-Seg”, tabelas PSI)
NBR 15608-3: Guia para Implementação da NBR 15603 – Multiplexação e Serviço de
Informação (Descrição dos conteúdos e restrições das tabelas de informação do sistema).

TDT

Em 2006 o governo brasileiro optou por utilizar o padrão ISDB-Tb no lugar da


televisão analogica convencional. A Televisão Digital Terrestre proporciona uma grande
variedade de canais com altíssimo nível de qualidade de imagem e som, porém ela utiliza
antenas de transmissão aérea convencional e não uma parabólica ou cabos.

IPTV

O Internet Protocol Television, abreviado como IPTV, é um método de transmissão


de sinais de vídeo e áudio utilizado pelas emissoras televisivas. O IPTV faz a transmissão
através do streaming, tecnologia que faz com que o conteúdo seja mostrado na tela em
“tempo real”, ou seja: o conteúdo não é “baixado” e sim apenas transmitido. Tal tecnologia
faz uso de compressões em altíssimos níveis para que seja usado a menor quantidade possível
de largura de banda. Vale salientar que com o uso da IPTV, é retirado alguns dos problemas
da transmissão utilizando-se cabos coaxiais, interferências, degradação de sinal e capacidade
de banda.

HDTV

A HDTV, como o seu próprio nome diz, é uma televisão de alta definição. A
qualidade de imagem e áudio é superior aos seus antecessores, como o NTSC, PAL, etc. Os
padrões da HDTV são definidos pela ITU-R BR.709, e são (como dito anteriormente): no
mínimo 720p ou 1080i caso seja entrelaçado, 1080p caso seja progressivo e com a proporção
de tela de 16:9.

Pay-Per-View

O pay-per-view é um sistema oferecido pela emissoras no qual o usuário paga


somente aquilo que asiste. O conteúdo é transmitido sempre igual para todos seus
compradores, ou seja, não é possível ter controle sobre o conteúdo em si.

Video-On-Demand

O famoso video-on-demand são aqueles tipos de conteúdos transmitidos para seus


compradores de forma temporária ou definitiva, ou seja: o usuário tem a opção de apenas
alugar por alguns dias ou comprar o conteúdo para poder ver quando quiser, diferente do
pay-per-view que pode-se ver apenas quando está sendo transmitido pela emissora.

Web TV

Web TV é a programação da televisão transmitida totalmente via internet, é possível


ter acesso a esse conteúdo de qualquer dispositivo com tela e acesso a internet.

Conclusão

As televisões foram uma das invenções mais impressionantes da humanidade, a


capacidade de transmitir informações com longas distâncias entre a fonte ao receptor, de
forma clara e rápida, certamente foi uma das principais causas da globalização. Em suas
primeiras das décadas as televisões eram caras, analógicas e escassas de provedores de
informações, na qual somente as pessoas mais ricas podiam ter a chance de usufruir, porém
ao longo das décadas as televisões começaram a serem largamente aprimoradas.

Com a grande popularização das TVs, o público geral não era mais famílias ricas, e
sim grandes populações. Como consequência, para aumentar sua capacidade de transmissão
de informações foi adotado uma substituição do sistema analógico de transmissão para um
sistema digital após descobrir grandes vantagens sobre o antigo sistema. Logo uma das
maiores mudanças que continuaria a ser implementada para todas as regiões do mundo
devido à alta demanda de informações que o mundo aspirava. É difícil não perceber o avanço
tecnológico ocasionado pelas televisões digitais, já que ainda continua a ser umas das
principais fontes de comunicações.

Referências

[1] Instituto Euvaldo Lodi. Núcleo Central. TV digital: qualidade e interatividade / IEL.NC.–
Brasília: IEL/NC, 2007.

[2] Disponível em: ​http://www.teleco.com.br/tutoriais/tutorialinttvd1/pagina_3.asp

Acessado em: 07/11/2018.

[3] CPqD – Tutorial Arquitetura de referência, Sistema Brasileiro de Televisão Digital


Terrestre - 2006.

[4] CPqD– Tutorial Especificação técnica de referência, Projeto brasileiro de televisão digital
– 2006.

[5] CPqd – Tutorial Projeto Brasileiro de Televisão digital – 2004.

[6] Montez, Carlos e Becker - Artigo TV Digital Interativa: Conceitos e Tecnologias – 2006.

[7] eBook – Tv digital - A obra Ebook Bê-a-bá da TV Digital de BRAVA.

[8] MONTEZ, Carlos; BECKER, Valdecir. TV Digital Interativa: conceitos, desafios e


perspectivas para o Brasil. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2005. 2ª edição.

[9] Disponível em:

https://www.researchgate.net/figure/Figura-51-Camadas-da-TV-Digital-brasileira-Fon
te-Adaptado-a-partir-de-SBTVD-2012_fig15_296697973

Acessado em: 09/11/2018.

[10] Disponível em:


<http://www.tecnicontrol.pt/pt/wiki/item.html?id=81-os-varios-meios-de-transmissao-de-tv>.
Acesso em: 11/11/2018

[11] PTC2547 – PRINCÍPIOS DE TELEVISÃO DIGITAL Guido Stolfi – EPUSP – 10 /


2016, Disponível em: http://www.lcs.poli.usp.br/~gstolfi/PPT/APTV0916.pdf [1]
Acesso em: 10 nov. 2018.

[12] Disponível em:


http://www.newtoncbraga.com.br/index.php/telecom/9226-tv-digital-parte-5-modulacao-digit
al-tel142 Acesso em: 10 nov. 2018.

[13] Disponível em:


http://rmav-sp.larc.usp.br/Documentos/RAVeAplic.pdf. Acesso em 11 nov. 2018