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Versão Online ISBN 978-85-8015-037-7

Cadernos PDE

VOLUME I
O PROFESSOR PDE E OS DESAFIOS
DA ESCOLA PÚBLICA PARANAENSE 2007
1

GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ


SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

MARIA ÉDNA DA GLÓRIA

ARTIGO CIENTÍFICO
PDE - PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL

Londrina
2008
2

GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ


SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

MARIA ÉDNA DA GLÓRIA

ARTIGO CIENTÍFICO
PDE - PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL

Artigo Científico, da disciplina de


Geografia, apresentado ao Núcleo
Regional de Educação de Apucarana,
como requisito para conclusão do PDE –
Programa de Desenvolvimento
Educacional.

Londrina
2008
3

INFORMÁTICA EDUCATIVA APLICADA AO ENSINO DA GEOGRAFIA –


CONCEITOS E PRÁTICAS1

Maria Edna da Glória 2


Rosana Figueiredo Salvi3

Resumo

A proposta apresentada neste artigo refere-se ao uso da informática educativa


como recurso auxiliar das práticas didático-pedagógicas. Recurso este que
possibilita meios mais atrativos e eficazes de integrar o ensino às exigências de
uma sociedade marcadamente tecnológica.
O Artigo norteia-se por uma base teórico-metodológica, apontando possibilidades
de uso das tecnologias de informação e comunicação, com destaque para o uso
do computador, e apresenta uma intervenção prática na realidade escolar,
ancorada na informática educacional.

Palavras-chave: Educação. Metodologias alternativas. Informática educativa.

Abstract:

The proposal presented in this article refers to the use of computers as an


educational assistant practice-teaching pedagogy. This feature allows you more
attractive and effective means of integrating the teaching to the demands of a
highly technological society.
The Article is orientated by a theoretical-methodological base, pointing possibilities
of use of the technologies of information and communication, with prominence for
the use of the computer, and it presents a practical intervention in the school
reality, anchored in the education computer science.

Key-Words: Education. Alternative methodologies. Educational computer science.

1
Trabalho apresentado como requisito para conclusão do PDE - Programa de Desenvolvimento Educacional,
desenvolvido pela Secretaria de Educação do Estado do Paraná.
2
Professora de Geografia, integrante do PDE/2007.
3
Professora Doutora dos cursos de graduação, especialização e mestrado do Departamento de Geociências,
da Universidade Estadual de Londrina; orientadora da Professora PDE e co-autora do presente artigo.
4

Introdução

“As tecnologias fazem partem de nossa realidade”. Essa é uma das


frases mais utilizadas hoje em dia para se referir aos equipamentos com os quais
lidamos em nossas atividades rotineiras. Pensadores contemporâneos e a mídia
em geral falam que estamos em plena “sociedade tecnológica”.
Afinal, o que vem a ser essa tal tecnologia?
O ser humano emprega processos e usa artefatos diariamente, de
forma tão natural, que nem se dá conta de que os mesmos constituem distintas
tecnologias há muito presentes na sociedade, uma vez que já se encontram
incorporados aos hábitos, como é o caso dos processos empregados para cuidar
da higiene e da limpeza pessoal, alimentar-se, falar ao telefone, cozer, etc. Outras
tecnologias com as quais o homem convive também não se fazem notar, embora
se caracterizem como artefatos, tais como canetas, lápis, cadernos, talheres, etc.
Outras servem de prótese para estender ou aprimorar os sentidos, como óculos,
aparelhos de audição, instrumentos de medida e outros.
Em 1995, Reis (apud ALMEIDA, 2005), define tecnologia como um
conceito com múltiplos significados que variam conforme o contexto, podendo ser
vista como: artefato, cultura, atividade com determinado objetivo, processo de
criação, conhecimento sobre uma técnica e seus respectivos processos, etc. Kline
(apud ALMEIDA, 2005), por sua vez, define tecnologia como o estudo do
emprego de ferramentas, aparelhos, máquinas, dispositivos, materiais,
objetivando uma ação deliberada e a análise de seus efeitos, envolvendo o uso
de uma ou mais técnicas para atingir determinado resultado, o que inclui as
crenças e valores subjacentes às ações, estando, portanto, relacionada com o
desenvolvimento da humanidade.
Fato indiscutível é que a evolução tecnológica impõe-se e transforma o
comportamento individual e social, pois as tecnologias transformam as maneiras
do homem pensar, sentir, agir. Mudam também sua forma de se comunicar e de
adquirir conhecimentos. No entanto, a democratização do acesso a esses
produtos tecnológicos constitui grande desafio para a sociedade atual e demanda
esforços e mudanças nas esferas política, econômica e educacional.
5

Neste sentido, a SEED - Secretaria de Educação do Estado do Paraná -


empreende ações que apontam para uma política educacional voltada para a
inclusão social, ao dotar as escolas públicas estaduais de laboratórios de
informática, com acesso à Internet por fibras ópticas e de televisores multimídias
para cada sala de aula, com entradas para pen-drives, possibilitando ao professor
a elaboração de suas aulas, utilizando-se dos recursos computacionais, e o
repasse das mesmas em sala de aula, por meio dos pen-drives que foram
disponibilizados pela SEED a todos os professores da rede pública estadual.
Entretanto, não basta ter os equipamentos instalados na escola, para
que a as novas tecnologias realmente passem a fazer parte dos recursos didático-
pedagógicos e promovam as mudanças almejadas no processo de ensino e de
aprendizagem. De fato, as tecnologias ampliam nossa visão de mundo, modificam
as linguagens e propõem novos padrões éticos e novas maneiras de apreender a
realidade. Porém, a escola – seus dirigentes e professores – deve discutir e
compreender seu papel nos processos de ensino e aprendizagem, pois a
distância existente entre as especificidades das aprendizagens realizadas a partir
das mediações tecnológicas e as metodologias de ensino tradicionais de sala de
aula ainda constitui um grande desafio e, ao mesmo tempo, impõe aos
educadores que tenham uma postura crítica frente à realidade que se vive.
Diante do quadro traçado, o papel do professor se altera. Muitos
professores já sentiram que precisam mudar a sua maneira de ensinar. Querem
se adaptar ao ritmo e às exigências educacionais dos novos tempos. Anseiam por
oferecer um ensino de qualidade, adequado às novas exigências sociais e
profissionais.
Professores e alunos contemporâneos vivenciaram a virada do século e
vivenciam o início do novo milênio. Longe de ser banal, esse fato deve levar a
comunidade escolar, com mais determinação e responsabilidade, a confrontar a
escola que se idealiza com a escola que existe de fato, o que se “diz” com o que
se “faz”, as metas com os resultados alcançados. Muito se projeta e se idealiza.
Mas em que medida, realmente, o rompimento com o estado atual do fazer
pedagógico acontece? O que tem sido feito em função do que se sabe ou se
pensa saber? Em que medida os projetos supõem rupturas com o presente e
promessas para o futuro? Os educadores têm a coragem necessária para propor
6

novas metodologias que, como tudo que é novo, colocam as pessoas diante do
risco de passar por períodos de insegurança, instabilidade e incerteza, porque
acreditam na possibilidade de enriquecimento de suas práticas e na melhoria da
qualidade de ensino?
Em resposta a essas reflexões, coloca-se a possibilidade do uso da
informática educativa como recurso capaz de promover melhorias positivas nas
práticas didático-metodológicas. No entanto, para que este recurso não se
transforme numa panacéia, urge que alguns questionamentos sejam levantados
quanto à possibilidade de tornar o ensino de Geografia mais significativo e
prazeroso para o aluno, quanto às contribuições metodológicas do uso da
informática educacional, bem como sobre a necessidade do professor não
permanecer imune à necessidade de inserir novas tecnologias na educação.
O presente artigo tem por objetivo prioritário tentar buscar as respostas
para estes questionamentos.

1 As N ovas T ecnologias e o Ensino da Geografia

A Geografia, enquanto ciência e disciplina escolar que trata da


distribuição dos fenômenos físicos/naturais e humanos e a
integração entre eles em escala local, regional ou global, deve ter
várias formas de mediação para atingir seu objetivo que é o de
levar o educando a compreender o mundo em que vive, da escala
local até a planetária, dos problemas ambientais até os
econômicos-culturais. (VESENTINI, 2003,p.22)

O ensino de Geografia, em boa parte das escolas, tem sido ministrado


de forma tradicional e pouca motivadora, ou seja, por meio de aulas expositivas,
utilização de quadro de giz e, algumas vezes, mapas, que apesar de serem o
material básico das aulas de Geografia, acabam, se comparados às novas
tecnologias, vistos como um material estático. Esses recursos podem até ser
eficazes, porém, esta forma de ensino não estimula os alunos. Deste modo, a
Geografia deve ser ensinada também através de outros recursos que irão facilitar
a assimilação desta disciplina.
O estudo do espaço geográfico como hoje é entendido requer a
apropriação de métodos diversos de leituras da paisagem, descrição, observação,
explicação, interação, análise, síntese, dentre outros. A aplicação desses
7

métodos exige o auxílio de técnicas e recursos tecnológicos que possibilitem a


aproximação do educando com seu objeto de investigação. Neste sentido, o uso
das tecnologias da informática – se bem utilizadas pelo docente -, poderão
representar um desafio ao educando, que mobilizará então, todas as suas
possibilidades na compreensão daquilo que lhe é dado.
Vesentini (2003, p.30), ao ser questionado sobre como educar os
adolescentes, quando estes estão voltados para as imagens, jogos e
computadores, pouco se preocupando com a linguagem escrita responde o
seguinte:

O bom professor deve adequar seu curso à realidade dos alunos.


Realidade tanto local (a comunidade, o espaço de vivência e suas
características) – nunca se deve esquecer que os estudos do meio
constituem um dos mais importantes instrumentos da geografia
escolar -, como também psicogenética, existencial, social e
econômica. Se os educandos são fascinados pelos computadores,
pela imagem no lugar da escrita, por jogos, então é interessante
incorporar tudo isso na estratégia de ensino, afinal, o professor
também é um cidadão que vive no mesmo mundo pleno de
mudanças do educando; ele também deve estar a par e participar
das inovações tecnológicas, das alterações culturais. A televisão, a
mídia em geral e os computadores (isolados ou conectados em
redes) oferecem imensas possibilidades inovadoras ao professor.
Cabe trabalhar com esses recursos de maneira crítica, levando o
aluno a usá-los de forma ativa (não meramente passiva).

A dinâmica moderna exige do ensino de Geografia uma rápida


adaptação às novas tendências pedagógicas e aos novos caminhos que a
tecnologia apresenta. O professor de Geografia deve, então, apropriar-se das
novas tecnologias, a fim de tornar suas aulas mais instigantes, criando novas
condições de aprendizagem.
Os principais recursos e técnicas utilizados pelo professor de Geografia
na sua prática pedagógica deverão ser os visuais, como os mapas, aulas
ilustradas por meio de slides elaborados no Power Point, cartografia,
sensoriamento remoto, etc. A imagem para a geografia é essencial, pois, como
explica Moran (2001):
(...) o não mostrar equivale a não existir, a não acontecer. O que
não se vê perde existência, um fato mostrado com imagem e
palavra tem mais força que se for mostrado somente com palavra.
Muitas situações importantes do cotidiano perdem força por não ter
sido valorizadas pela imagem (...).
8

O microcomputador, o principal produto das tecnologias de informação


e comunicação, ganha destaque e importância neste quesito. Rico em recursos
audiovisuais, possibilita o entrecruzamento de imagens, sons e textos. Os Atlas
digitais, por exemplo, estão sendo muito utilizados na educação geográfica, assim
como diversos softwares educativos de apoio aos conteúdos curriculares, de
jogos e simulações para o ensino de Geografia que podem estimular os alunos
para a aprendizagem dessa disciplina.
Existem inúmeros recursos tecnológicos que podem facilitar o processo
de aprendizagem do ensino da Geografia, recursos que são muito atrativos e
interessantes. A quantidade de programas educacionais e as diferentes
modalidades de uso do computador mostram que esta tecnologia pode ser
bastante útil no processo de ensino e aprendizado desta disciplina.
Nesse contexto, mediar o conhecimento, quer seja geográfico ou não,
com novas tecnologias é tarefa laboriosa, pois é necessário adaptar-se à
evolução constante das mesmas e tentar responder às expectativas dos
educandos usuários dessas novidades.

2 Informática Educacional – Conceitos e Práticas

A era computacional está em evidência e a contribuição educacional


que ela pode fornecer é inquestionável. Parece pertinente afirmar que a
informática educacional pode contribuir para o processo de ensino e de
aprendizagem de forma a otimizar o processo e a potencializar a motivação do
estudante. O professor, utilizando diversas estratégias, estimuladoras da
potencialidade de seus alunos, deve oferecer a eles a necessária sintonia com os
desafios que a vida impõe.
O que se pretende aqui não é tratar do ensino da disciplina Informática.
A intenção é demonstrar aos docentes como a ferramenta da informática pode ser
um valioso recurso, capaz de tornar o processo de ensino e aprendizagem mais
dinâmico e prazeroso ao aluno. Portanto, a relevância do presente estudo está
em apontar novas práticas pedagógicas para auxiliar a construção do
conhecimento, podendo servir de base para a modernização da didática
desenvolvida em sala de aula. Sendo assim, serão apresentados conceitos sobre
9

as modalidades da informática educacional, ancorados em revisões bibliográficas


de artigos e obras que versam sobre a informática na educação e o emprego das
novas tecnologias no ensino da Geografia, e, em seguida, será apresentada uma
proposta de implementação prática do uso da informática educativa, visando a
proposição de uma metodologia que focaliza a utilização dos recursos
computacionais nos Ensinos Fundamental e Médio.

2.1 Informática Educacional – Conceitos

Com a introdução da informática na educação, os educadores em geral


e, em particular, os educadores de Geografia, passaram a contar com maior
número de artefatos tecnológicos para auxiliá-los nas práticas pedagógicas,
contribuindo para a interação do educando com seu universo de ação de maneira
mais autônoma. Entretanto, é importante ressaltar que a utilização desses
recursos sem um planejamento adequado não irá produzir resultados
significativos para a melhoria do ensino e que os recursos computacionais devem
permitir uma ampliação intelectual e não serem utilizados somente como
instrumentos que tornam obsoletos os métodos tradicionais de ensino. Para tanto,
o professor precisa conhecer as diferentes modalidades de uso da informática na
educação e planejar com cuidado suas aulas, definindo conteúdos, objetivos
específicos, estratégias e os meios auxiliares mais adequados à execução de seu
planejamento.

2.1.1 Modalidades de utilização dos computadores na educação

Diversos pesquisadores que se destacam na área da informática


educativa, entre eles Figueiredo (1989), Valente (1993) e Matias (2005),
subdividem o uso do computador na educação em modalidades, de acordo com
suas aplicações pedagógicas. Assim, segundo os citados autores, a utilização
educacional do computador pode realizar-se através, principalmente, de duas
modalidades, a saber:
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A) Modo Tutor
Nesta modalidade o computador é tido como uma máquina de ensinar;
tal como um tutor humano, ele assume o papel de orientador da aprendizagem,
assemelhando-se a uma versão computadorizada dos métodos tradicionais de
ensino. As categorias mais comuns do modo tutor são:

 Programas Tutoriais – convencionais e inteligentes – apresentam-se


como conjuntos de perguntas-respostas organizados segundo seqüências
lineares, ou obedecendo a redes ramificadas em diversos níveis de dificuldade,
nos quais o progresso do aluno é condicionado pela sua capacidade de fornecer
ao computador respostas previstas. A vantagem dos tutoriais é o fato de o
computador apresentar o material com características que não são permitidas no
papel como: animação, som e a manutenção do controle da performance do
aluno, propiciando o processo de administração dos conteúdos e possíveis
programas de avaliação e correção de erros.

 Programas de exercícios e prática (repetitivos) – exploram a


potencialidade do computador como meio de assegurar, por um lado,
mecanismos de reforço, e por outro a condução do aluno ao longo de uma série
de exercícios de complexidade crescente, ou seja, o computador propõe um
problema ao qual o aluno procura responder: se a resposta for correta, o
computador apresenta outro problema de maior dificuldade; se for errada, o
computador sugere problemas mais fáceis. A vantagem deste tipo de programa é
o fato de o professor dispor de uma infinidade de exercícios que o aluno pode
resolver de acordo com o grau de conhecimento e interesse.

 Simulação e construção de modelos – o computador é usado para


construir uma descrição simplificada do mundo real, reduzindo-o a um conjunto de
elementos, condições, relações e processos que facilitam seu estudo. A
simulação possibilita ao aluno desenvolver hipóteses, testá-las, analisar
resultados e definir conceitos. Pode-se construir, por exemplo, o modelo de um
acontecimento histórico, de fenômenos geográficos como mudanças climáticas,
urbanização, desastres ambientais, e deixar que o aluno, por simples alteração de
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variáveis, verifique à vontade a confirmação, ou não, das hipóteses que emitiu


acerca do modelo.

 Resolução de problemas – o objetivo desta modalidade de uso do


computador é propiciar um ambiente de aprendizagem baseado na resolução de
problemas. O programa oferece a possibilidade de ser verificado através de sua
execução. Com isto o aluno pode verificar suas idéias e conceitos. Se existe algo
errado, pode-se analisar o programa e identificar a origem do erro. Tanto a
representação da solução do problema como a sua depuração é muito difícil de
serem conseguidas através dos meios tradicionais de ensino.

 Jogos educativos – os softwares de jogos educativos associam prazer,


divertimento e aprendizagem. Esse tipo de recurso proporciona um alto grau de
interatividade, podendo facilitar a aprendizagem de conteúdos difíceis. Entretanto,
o grande problema com os jogos é que a competição pode desviar a atenção do
aluno do conceito envolvido no jogo. Cabe ao professor contornar este problema,
através de uma utilização eficiente do jogo, fazendo com que o aluno, após uma
jogada que não deu certo, reflita sobre a causa do erro e tome consciência do por
que da jogada errada, evidenciando, assim, o objetivo pedagógico do jogo.

 Suportes educacionais abertos – também denominados de “programas


livres de conteúdo”. Constituem ferramentas destinadas a ser configuradas pelo
próprio professor, facilitando a inserção de novas perguntas, de novas respostas,
ou de textos ou gráficos adequados a esta ou aquela situação que se pretenda
explorar em sala de aula. Permitem o funcionamento em dois modos: o “modo
professor”, que é usado pelo professor para configurar seqüências de
aprendizagem ou exercícios acompanhados das respostas que lhe
correspondam; e o “modo aluno”, que apresenta ao aluno , para exploração ou
resolução, as seqüências ou exercícios que o professor configurou. Exemplo de
programa aberto é o APC – Ambiente Pedagógico Colaborativo, desenvolvido
pela Secretaria da Educação do Paraná e CELEPAR (Companhia Paranaense de
Informática). São informações relacionadas a conteúdos das disciplinas dos
ensinos fundamental e médio, pesquisadas e elaboradas exclusivamente por
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professores da Rede Pública de Educação Básica do Estado do Paraná. Depois


de publicadas estas informações podem ser complementadas por outros usuários
do Portal Dia-a-dia Educação.

B) Modo Ferramenta:

Difere do modo tutor porque nesta modalidade o computador não é


mais o instrumento que ensina, mas sim a ferramenta com a qual o aluno
desenvolve algo através da execução de uma tarefa por seu intermédio.
São exemplos dos diferentes usos do modo ferramenta:

 Aplicativos para uso do professor e do aluno (suportes lógicos de


aplicação) – programas de processamento de textos (Word), planilhas, construção
e transformação de gráficos (Excel), montagem de slides para apresentação de
trabalhos (PowerPoint), calculadoras. São aplicativos extremamente úteis tanto ao
aluno como ao professor.

 Programas de Controle de Processo – oferecem ótima oportunidade


para o aluno entender processos e como controlá-los. São programas que
permitem a coleta de dados de experimentos, a análise destes dados e a
representação do fenômeno em diferentes modalidades, como gráfico e sonoro. O
aluno envolve-se não somente com o produto (como a produção de um gráfico),
mas principalmente com o processo de como os fenômenos acontecem, pois o
computador obriga a explicação do processo. Propiciam interessantes aplicações
na disciplina de Geografia, onde permitem manipular volumes de dados que
seriam ingeríveis sem o auxílio de computadores, prestando-se a análises
estatísticas e ao estabelecimento de variadíssimas relações, como, por exemplo,
relação entre hidrografia e implantação urbana, entre pluviosidade, temperatura e
culturas agrícolas. O computador como controlador de processos adiciona outras
peculiaridades à atividade que o aluno desenvolve, permitindo que sejam
explorados aspectos pedagógicos que são impossíveis de serem trabalhados com
o material tradicional.
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 Sistema de Gestão de ensino/aprendizagem – corresponde ao emprego


do computador como suportes lógicos que auxiliam os professores no
planejamento de suas atividades docentes, na gestão de recursos de
aprendizagem, na manutenção de registros, e na elaboração, classificação e
tratamento estatístico de testes e outros elementos de avaliação, quer do
progresso dos alunos, quer da sua própria atividade.

 Circulação de informações/comunicação – uma das mais importantes


funções do computador como ferramenta é a de transmitir informações e,
portanto, servir como comunicador. Através de uma complexa rede de
comunicação, propiciada principalmente pela Internet, os alunos podem trocar
informações, consultar banco de dados, constituírem comunidades com
interesses em comum, produzir hipertextos (textos ligados a outros textos por
links), e hipermídia (hipertextos que envolvem recursos da multimídia, como
imagens, sons, filmes ou programas aplicativos como planilhas eletrônicas e
banco de dados), etc.. O grande desafio da Internet enquanto ferramenta
educacional é saber como lidar com a informação on-line. Para superar esse fato
é necessário mecanismos para saber pesquisar, selecionar, tratar e processar a
informação. As possibilidades são inúmeras e o limite está praticamente na nossa
capacidade de imaginação e criatividade.
Por se tratar de uma das modalidades de informação/comunicação
mais utilizadas na atualidade é importante que se tenha uma visão e um
entendimento mais amplos das possibilidades de uso da Internet na educação.
Segundo Magdalena e Costa (2003), o uso da Internet na escola é
exigência da cibercultura, isto é, do novo ambiente comunicacional-cultural que
surge com a interconexão mundial de computadores em forte expansão no início
do século XXI. Novo espaço de sociabilidade, de organização, de informação, de
conhecimento e de educação.
As autoras supra citadas estão corretas quando afirmam que cada vez
se produz mais informação on-line socialmente partilhada e que é cada vez maior
o número de pessoas cujo trabalho é informar on-line, cada vez mais pessoas
dependem da informação on-line para trabalhar e viver. A economia assenta-se
na informação on-line. As entidades financeiras, as bolsas, as empresas
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nacionais e multinacionais dependem dos novos sistemas de informação on-line e


progridem, ou não, à medida que os vão absorvendo e desenvolvendo. A
informação on-line penetra a sociedade como uma rede capilar e ao mesmo
tempo como infra-estrutura básica.
Se a escola não inclui a Internet na educação das novas gerações, ela
está na contramão da história, alheia ao espírito do tempo e, criminosamente,
produzindo exclusão social ou exclusão da cibercultura. Quando o professor
convida o aprendiz a um site, ele não apenas lança mão da nova mídia para
potencializar a aprendizagem de um conteúdo curricular, mas contribui
pedagogicamente para a inclusão desse aprendiz na cibercultura.
A possibilidade de desenvolver atividades significativas, que instigam os
alunos a lançar e resolver problemas, a recolher dados e informações, a elaborar
enquetes e trabalhos de campo para depois reunir, organizar, comparar e
interpretar esses dados, confrontar a realidade próxima e a distante, amplia-se
enormemente se usarmos adequadamente todos os recursos que nos são
oferecidos por este meio de comunicação que é a Internet.
A Internet, vista como espaço aberto, ou como um oceano onde
podemos navegar, geralmente é pensada como fonte de pesquisa. Essa visão
tem trazido à tona uma série de questões: o problema do “cola-copia”, a questão
dos direitos autorais, a avalanche de informações, a preocupação com a
fidedignidade do material encontrado, o medo de deixar à mão material
inadequado ou moralmente discutível. Esses fatos incontestáveis nos remetem a
um questionamento essencial: Como podemos, então, utilizar a Internet na
escola?
Indubitavelmente, a Internet está ficando cada vez mais interessante e
criativa, possibilitando a exploração de um número incrível de assuntos. Porém,
se o aprendiz não tem um objetivo nessa navegação ele pode ficar perdido em
meio a tantas informações. O aluno pode estar fazendo coisas fantásticas, porém
o conhecimento usado nessas atividades pode ser o mesmo que o exigido em
uma outra atividade menos espetacular. O produto pode ser sofisticado, mas não
ser efetivo na construção de novos conhecimentos. Por exemplo, o aluno pode
estar buscando informações na rede Internet, na forma de texto, vídeo ou
gráficos, colando-as na elaboração de uma multimídia, porém sem ter criticado ou
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refletido sobre os diferentes conteúdos utilizados. Com isso, a multimídia pode ter
um efeito atraente, mas ser vazia do ponto de vista de conteúdos relevantes
utilizados. Assim, a idéia de navegar pode mantê-lo ocupado por um longo
período de tempo, porém muito pouco pode ser realizado em termos de
compreensão e transformação dos tópicos visitados em conhecimento. Se a
informação obtida não é posta em uso, se ela não é trabalhada pelo professor,
não há nenhuma maneira de se estar seguro de que o aluno compreendeu o que
está fazendo. Nesse caso, cabe ao professor suprir essas situações, pois para
que haja a construção do conhecimento não basta ter conexão com a Internet e
saber como acessar as informações que lá estão disponibilizadas. Entender as
implicações do uso dessa tecnologia e ser ativo em relação a ela é o grande
desafio com o qual se depara o educador.
Mais do que incentivar os alunos a acessar e buscar material na
Internet é necessário que, junto com eles, o professor explore a
pluridirecionalidade desses meios, e aprenda também a produzir, veicular e fazer
circular informações e significados construídos nesse espaço de convivência.
Portanto, para atuar e intervir no espaço eletrônico, o educador precisa
desenvolver sua fluência tecnológica, explorar as telecomunicações no seu
trabalho, entrar em rede para se comunicar com seus pares, aprender a localizar-
se, mover-se, estabelecer parcerias e cooperar em ambientes virtuais.
Como foi exposto, o computador pode ser utilizado na educação como
máquina de ensinar ou como ferramenta. Ao utilizá-lo como máquina de ensinar
estaremos apenas informatizando os métodos de ensino tradicional. Como
ferramenta, o computador pode ser adaptado aos diferentes estilos de
aprendizado, aos diferentes níveis de capacidade e interesse intelectual, às
diferentes situações de ensino e aprendizagem, provocando maiores e mais
profundas mudanças do processo de ensino vigente, pois possibilita ao aluno a
construção de seu próprio conhecimento. Portanto, enquanto a utilização do
computador como máquina de ensinar (modo tutor), apresenta-se com
características instrucionistas, o modo ferramenta, onde o aluno desenvolve ou
constrói algo através do uso do computador, apresenta-se direcionado por uma
abordagem construtivista.
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A disponibilização de diferentes modalidades de uso do computador na


educação permite o atendimento de diferentes interesses educacionais. A
coexistência destas modalidades é muito benéfica e a decisão por uma ou outra
modalidade deve levar em conta a diversidade de variáveis que atuam no
processo de ensino e aprendizagem. Se o professor assim o fizer, o computador
poderá ser um importante aliado, enriquecendo e diversificando a sua forma de
encaminhar o processo de construção de uma educação mais moderna,
motivadora e eficaz.
Não obstante os claros benefícios da utilização da informática
educacional faz-se necessário registrar um alerta: apesar de o computador ofertar
uma gama imensa de possibilidades de aprendizagem, o professor deve estar
constantemente atendo à forma de uso deste recurso, pois a falta de orientação
adequada pode incorrer na não aquisição de conhecimento. Nesse aspecto, como
afirma Valente (2005), a experiência pedagógica do professor é fundamental.
Conhecendo técnicas de informática para a realização de atividades e sabendo o
que significa construir o conhecimento, o professor pode e deve averiguar se o
uso do computador está contribuindo ou não para construção de novos
conhecimentos.

2.2 Informática Educativa – Implementando Uma Proposta Prática

Constava das atividades inerentes ao PDE - Programa de


Desenvolvimento da Educação, desenvolvido pela Secretaria de Educação do
Estado do Paraná, o compromisso de elaborar e aplicar uma proposta de
intervenção na realidade escolar, em sintonia com o objeto de estudo escolhido
pelo professor PDE, no caso específico, a Informática Educacional.
Assim, a Professora PDE elaborou sua proposta de intervenção e a
aplicou no Colégio Estadual Osmar Guaracy Freire – Ensino Fundamental e
Médio, onde a mesma encontra-se lotada, exercendo a função de apoio
pedagógico.
A temática da intervenção na escola enfocou a utilização de
metodologias alternativas, com destaque à informática educativa aplicada ao
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ensino da Geografia, visando proporcionar aulas mais instigantes, criativas e


fecundas, norteando-se por duas frentes de ação:
1. Formação para os professores na área tecnológica, com destaque
às atividades computacionais, ao uso de TVs multimídias e do pen-drive como
recursos didático-pedagógicos.
2. Atendimento a alunos no laboratório de informática, em parceria
com os dois professores de Geografia do citado Colégio.
A intervenção direcionada aos professores de todas as disciplinas do
Ensino Fundamental e Médio e, em especial aos professores de Geografia,
ocorreu no período de março a junho de 2008, uma vez por semana para cada
professor, durante uma de suas horas-atividade. Num primeiro momento, os
professores receberam breve formação teórica sobre a informática educativa,
sobre a necessidade de inserção dos recursos tecnológicos na educação e de
melhoria do processo de ensino e aprendizagem ancorada na proposição de
metodologias alternativas que possam tornar as aulas mais instigantes e
significativas. Num segundo momento, os professores receberam orientações
técnicas sobre os recursos tecnológicos utilizados, compreendendo instruções
sobre como operar computadores (para os que ainda não haviam feito cursos de
informática); como elaborar planos de aula e atividades direcionadas a alunos
utilizando os diversos recursos computacionais (pesquisas pela internet,
montagem de slides com textos e imagens, os quais foram exportados para o
formato JPEG, para exibição nas TVs multimídias), também receberam suporte
quanto ao uso das TVs, já em funcionamento nas salas de aula, e dos pen-
drives, fornecidos pelo Governo do Estado aos professores da rede estadual de
ensino. Os professores também receberam apoio da professora PDE na
organização e aplicação de aulas ministradas no laboratório de informática. É
importante destacar que a maioria dos professores já tinha algum conhecimento
e experiência no uso desses recursos, outros, porém, apresentavam-se receosos
e até mesmo com certa aversão ao uso das tecnologias já disponíveis na escola.
Esta frente de ação foi disponibilizada aos professores de todas as disciplinas
dos Ensinos Fundamental e Médio e à equipe técnico-pedagógica do Colégio.
Já a intervenção direcionada aos alunos, realizou-se em parceria com
os professores de Geografia, mais especificamente com alunos de duas turmas
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de 6ª série do ensino fundamental e de uma turma da 3ª série do Ensino Médio.


A partir de planos de aula elaborados previamente pela professora PDE,
juntamente com o professor regente de Geografia, os alunos foram
encaminhados ao laboratório de informática, onde foram orientados sobre os
usos didático-pedagógicos do computador, tais como: como realizar pesquisas
pela Internet, como realizar trabalhos escolares com o uso de recursos
computacionais, como montar apresentações de trabalhos. Nas diversas aulas
ministradas no laboratório de informática, os alunos, divididos em trios,
realizaram pesquisas pela Internet sobre conteúdos geográficos pré-
estabelecidos, aprenderam a montar slides e textos para apresentação nas TVs
multimídias e finalizaram cada assunto estudado com a apresentação em sala de
aula dos trabalhos por eles realizados. Para os alunos da 6ª série, também foi
oportunizado uma outra modalidade de metodologia de ensino: a ludicidade. Ao
final de seus trabalhos, propôs-se a fixação dos conteúdos estudados
(Regionalização do Brasil) por meio de jogos educativos computacionais,
disponíveis em sites previamente pesquisados pela Professora PDE.
Ao encerrar o primeiro semestre letivo, realizou-se uma avaliação, em
parceira com a direção, com a equipe técnico-pedagógica e com os professores
do colégio, das atividades desenvolvidas no laboratório de informática pela
Professora PDE, e, considerando-se os questionamentos levantados inicialmente
quanto às contribuições metodológicas do uso da informática educacional e
quanto à possibilidade de tornar o ensino de Geografia mais significativo e
prazeroso para o aluno, bem como sobre a necessidade do professor não
permanecer imune à necessidade de inserir novas tecnologias na educação, a
intervenção na realidade escolar possibilitou a percepção de que, havendo
disponibilidade do educador em vivenciar novas experiências com ferramentas
tecnológicas e que sejam elas de fácil acesso, há de fato a possibilidade de se
criar e desenvolver novas metodologias que vão diferenciar seu trabalho
enquanto educador, desenvolvendo estratégias eficientes e prazerosas que
dinamizam o processo de ensino e aprendizagem e possibilitam ao aluno uma
aprendizagem mais significativa.
Quanto à intervenção direcionada aos alunos, observou-se o alto
índice de aceitação pelos mesmos em relação aos temas geográficos propostos
19

para o desenvolvimento de seus trabalhos, levando em conta a motivação, o


interesse e o conhecimento dos alunos sobre o uso de recursos tecnológicos.
Quanto à questão disciplinar, observou-se no início certa euforia em alguns e
resistência em outros, que logo foram transformadas em organização, satisfação
e vontade de fazer. O trabalho realizado com as sextas séries, ainda apontou
para a possibilidade prazerosa de aprender brincando, com a utilização de jogos
educativos computacionais, abrindo caminho para a utilização de mais uma
alternativa metodológica – a ludicidade.
Concluiu-se que a proposta foi muito oportuna, tendo em vista a
recente implantação dos laboratórios de informática, disponibilizados pelo
Programa Paraná Digital4, a instalação em salas de aula das TVs multimídias e o
dispositivo pen-drive fornecido aos professores pela Secretaria de Educação do
Estado do Paraná. A intervenção demonstrou, de forma prática, que estes
recursos tecnológicos podem e devem ser utilizados por todos os professores e
que a utilização da informática educativa para abordar os conteúdos curriculares,
em especial os de Geografia, foi positiva e resultou em aprendizagem
significativa, eficaz e prazerosa, tanto para os alunos como para os educadores.

3 Conclusão

Indiscutivelmente, a informática educativa pode e deve fazer parte de


um ambiente de aprendizagem no qual a eficácia e os resultados positivos
ganham espaço cada vez mais significativo na sociedade contemporânea,
marcada pela tecnologia e pela globalização. Faz-se necessário, no entanto,
destacar a importância do professor buscar o conhecimento técnico. Ainda que
ele não seja um mestre em informática, necessita ter conhecimentos básicos que
lhe permitam orientar com competência o trabalho do aluno com os recursos
computacionais.

4
Programa Paraná Digital – Programa desenvolvido pelo Governo do Estado do Paraná, visando a instalação
de laboratórios de informática em todas as escolas públicas estaduais, com a utilização de software livre - o
Linux - e de Internet, via fibras ópticas, em convênio com a COPEL – Companhia Paranaense de
Eletricidade.
20

A formação do professor, porém, envolve muito mais do que provê-lo


com conhecimento técnico sobre computadores. Nesse sentido, o desafio dessa
formação é enorme. Ela deve criar condições para que o professor possa
construir conhecimento sobre os aspectos computacionais, compreender as
perspectivas educacionais subjacentes às diferentes aplicações do computador e
entender por que e como integrar o computador na sua prática pedagógica.
Por derradeiro, cumpre dizer que para mudar nosso jeito de ensinar e
de aprender, além de modificar as práticas pedagógicas e metodológicas,
também necessitamos rever nossas posturas ideológicas, o que não é fácil e nem
rápido. Embora as mudanças aqui propostas possam parecer complexas para
educadores e educandos acostumados ao ensino tradicional, acreditamos que o
seus resultados serão frutuosos, desde que os segmentos diretamente envolvidos
com a educação – governo, educadores e educandos – estejam imbuídos de boa
vontade e invistam recursos, tempo, estudos, interesse e dedicação para
promover a imprescindível inclusão tecnológica na educação.
21

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