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Introdução.

A origem do Atletismo está relacionada com a própria origem do ser humano que,
por necessidade, defesa ou até prazer, já corria, saltava ou lançava.
Depois, os diferentes povos foram inventando formas variadas e competitivas de
corridas, saltos e lançamentos com diversas finalidades: preparação para a guerra,
agradecimento aos deuses e homenagem aos heróis desaparecidos.
Nos nossos dias, o Atletismo é uma modalidade desportiva que engloba várias
disciplinas, como corridas, marchas, saltos, lançamentos e provas combinadas.
Neste trabalho vão estar presentes os tipos de modalidades complementares ao
atletismo e a sua forma de execução e o papel do atletismo nos jogos olímpicos.
Durante este trabalho, terás oportunidade de aprofundar os teus conhecimentos sobre
a modalidade.

História

O atletismo é a forma organizada mais antiga de desporto e vem-se celebrando há


mil anos. As primeiras reuniões organizadas da história foram os Jogos Olímpicos,
que iniciaram os gregos no ano 776 a.C. Durante muitos anos, o principal evento
olímpico foi o pentatlo, que compreendia lançamentos de disco, salto de longitude e
luta livre. Outras provas, como as carreiras de homens com armaduras, fizeram parte
mais tarde do programa. Os romanos continuaram celebrando as provas olímpicas
depois de conquistar a Grécia no 146 a.C. No ano 394 da nossa era o imperador
romano Teodósio aboliu os jogos. Durante oito séculos não se celebraram
competições organizadas de atletismo. Restauram-se na Inglaterra em meados da
metade do século XIX, e então as provas atléticas converteram-se gradualmente no
desporto favorito dos ingleses. Em 1834 um grupo de entusiastas desta nacionalidade
alcançou os mínimos exibíeis para competir em determinadas provas. Também no
século XIX se realizaram as primeiras reuniões atléticas universitárias entre as
universidades de Oxford e Cambridge (1864), o primeiro mitin nacional em Londres
(1866) e o primeiro mitin amador celebrado nos Estados Unidos em pista coberta
(1868). O atletismo posteriormente adquiriu um grande seguimento na Europa e
América. Em 1896 iniciaram-se em Atenas os Jogos Olímpicos, uma modificação
restaurada dos antigos jogos que os gregos celebravam em Olímpia. Mais tarde os
jogos celebraram-se em vários países com intervalos de quatro anos, excepto em
tempo de guerra. Em 1913 fundou-se a Associação Internacional de Federações de
Atletismo. Com sede central de Londres, a associação é o organismo reitor das
competições de atletismo a escala internacional, estabelecendo as regras e dando
oficialidade às melhores marcas mundiais obtidas pelos atletas.

Estádio de atletismo

Um estádio é concebido de modo a que possam ocorrer ao mesmo tempo provas de


corrida (ou pista), bem como de saltos e lançamentos (ou campo).
A pista moderna é oval, mede 400 m  de perímetro, e possui seis a dez faixas. A
superfície da pista é geralmente de plástico ou borracha, o que a torna tanto resistente
ao tempo como ao atrito. As modalidades de campo realizam-se no centro da pista,
área essa que se designa por centro do campo.

 
As provas de pista e campo são disputadas em pista de atletismo e reúnem: corridas
rasas, corridas com barreiras ou com obstáculos. Já as provas de campo englobam
saltos, arremesso e lançamentos. Há ainda as provas combinadas, como o Decatlo e

Diferentes modalidades do atletismo

O atletismo e um conjunto de desportos constituído por três modalidades corrida,


lançamentos e saltos. De modo geral, o
atletismo é praticado em estádios, com
excepção de algumas corridas de longa
distância, praticadas em vias públicas
ou no campo, como a maratona.

Corrida de estafetas

Uma das modalidades atléticas mais


excitantes é a corrida de estafetas,
constituindo, com frequência, o ponto
alto das competições importantes, como
os Jogos Olímpicos, e sendo,
habitualmente, a última das provas. Ao
contrário da maioria das outras, esta é
uma prova de equipa, em que quatro
corredores fazem um determinado
trajecto. Cada corredor é escolhido por
ter um mérito especial. O mais rápido
actua na primeira posição, os mais potentes ocupam a segunda e a última, e o melhor
a descrever curvas actua em terceira. O primeiro passa ao segundo um testemunho, e
assim sucessivamente. As principais provas são 4x100 m  e 4x400 m.
O testemunho é um tubo macio e oco, com cerca de 30 cm  de comprimento e 12 cm 
de perímetro. Pode ser feito de madeira, metal ou plástico, e pesa 50 g  apenas. Em
geral, os testemunhos têm uma cor viva, para se verem com facilidade. Uma boa
passagem do testemunho pode poupar preciosos segundos numa corrida. Na prova
dos 4x100 m, o corredor que parte não olha para trás ao receber o testemunho, mas
na dos 4x400 m, que é muito fatigante, o corredor que parte olha para trás na
passagem do testemunho.
Passagem por cima - Das duas passagens de testemunho, esta é a mais fácil de
aprender e a mais segura de utilizar. O corredor da frente mantém o braço baixo, o
que facilita a entrega do testemunho.
1- Quando o corredor da frente ouve o de trás gritar-lhe, estica a mão esquerda,
com a palma virada para baixo. O polegar e o indicador devem formar um V.
2- O portador do testemunho levanta-o até ao V formado pela mão do corredor da
frente. O corredor nº 1 deve agarrar o testemunho pelo seu primeiro quarto, o nº
2 pelo segundo, etc.
3- O portador do testemunho larga-o quando vê que o corredor da frente o agarrou.
O testemunho é transportado na mão direita desse corredor e transferido para a
mão esquerda do corredor seguinte.
Passagem por baixo - Quando se faz correctamente, esta passagem torna-se a mais
rápida. Contudo, é a mais difícil, porque o corredor da frente eleva mais o braço para
receber o testemunho.
1- O portador do testemunho agarra a extremidade deste, enquanto o corredor da
frente leva a mão direita atrás, com a palma virada para cima.
2- O portador entrega o testemunho baixando-o para a mão esticada do outro. Este
deve ter os dedos a formar um V.
3- O corredor da frente pega no testemunho coma mão direita, pronto a passá-lo
para a mão esquerda do próximo corredor.

Barreiras

Nos Jogos Olímpicos de 1896, a primeira destas corridas executou-se numa distância
de 100 m. Nessas primeiras competições as barreiras eram, na realidade, barreiras
para carneiros, pregadas à pista, portanto, muitíssimo pesadas e capazes de magoar
gravemente um atleta que
derrubasse uma delas. Hoje, esta
prova pratica-se em distâncias de
100 m (mulheres), 110 m
(homens) e 400 m (homens e
mulheres). As barreiras actuais
são uma barra de madeira
apoiada em dois postes de metal
ajustáveis. Não estão presas à
pista, mas têm de pesar o suficiente para que seja precisa uma força de 3,6 kg para as
derrubar. A altura da barreira varia consoante a idade e o sexo. Abaixo dos 14 anos
(A-14) dos rapazes e dos 17 anos (A-17) das raparigas, emprega-se a barreira de 76
cm; os rapazes A-15, as raparigas A-20 e as mulheres mais velhas saltam uma
barreira de 84 cm; os rapazes A-17 transpõem uma altura de 91,4 cm, e os homens
mais velhos uma de 106,7cm. Quando os atletas estão a saltar barreiras, esforçam-se
por executar uma corrida suave e contínua, apenas ligeiramente interrompida cada
vez que passam sobre uma barreira, a isso chama-se técnica de barreiras.

Triplo salto

O Triplo Salto é um dos tipos de salto mais complicados e exigentes. As suas origens
remontam tão longe quanto os antigos
Jogos Olímpicos dos Gregos, quando
não existiam quaisquer regras e os
atletas podiam dar dois pulos e um
salto, ou três passos e um salto. Ainda
nos primeiros Jogos Modernos, James
Conolly, o vencedor, ganhou com dois
pulos e um salto. Hoje as regras
obrigam os atletas a “um pulo, um passo e um salto”, enquanto tentam cobrir a maior
distância possível. Para esta modalidade os atletas precisam de ser ágeis e ter pernas
muito fortes. O ritmo também é importante, já que necessitaram de tornar os voos de
cada fase tão iguais quanto possível e devem ter noção da sincronização ao
aterrarem.

Pulo, passo e salto.


1- O atleta esforça-se por ganhar velocidade na corrida de balanço, por causa da
rapidez e da distância que irão perder cada vez que fizerem a chamada.
2- O pulo de chamada deve ser rápido e enérgico. Batem na tábua de chamada
com o pé todo e avançam com essa perna, atirando-a para cima, de forma a que
a sua coxa fique paralela à pista.
3- Arremessam a perna esquerda para uma posição horizontal, de maneira a ficar
paralela ao chão e lhes impulsionar o joelho direito para trás. Nesta fase de
contacto intermédio tentam “cravar” o pé esquerdo no chão, da frente para trás,
atirando, assim, o corpo para a frente.
4- Ao caírem, os seus pés devem estar um pouco à frente dos joelhos e das ancas.
Serão impulsionados para a frente pelo pé em que caem, “cravado” no chão,
bem como pela oscilação do joelho direito.
5- Aproveitando ainda o movimento oscilatório de um só braço, entram na fase do
passo. O voo é semelhante ao do pulo. Com as pernas bem afastadas, levantam a
perna direita e arremessam-na para a frente.
6- Este passo de contacto intermédio é o mais difícil do triplo salto porque é
executado com a perna mais fraca e porque já terão perdido imensa velocidade e
ímpeto nas duas chamadas anteriores. Quando, caírem, lançam os braços para a
frente preparando, assim, a sua próxima chamada.
7-  Partem imediatamente com a perna do contacto intermédio. A chamada do
salto é mais elevada do que a do pulo e do passo, e faz um ângulo de 20-24º.
8- Quando levarem o joelho direito ao encontro do esquerdo, pareceram suspensos
no ar, por instantes, até dobrarem o corpo para a frente, pronto a aterrar. A este
movimento chama-se “salto pairante”.
9- Quando tocarem na areia, projectam os braços para a frente e deixam que os
joelhos se dobrem um pouco - impedindo que o corpo caia para trás ao
aterrarem.
As medidas de distância do triplo salto, bem como do salto em comprimento, são
medidas a partir da tábua de chamada até à marca mais próxima que existir na areia.
Por conseguinte, devem sempre tentar cair para a frente, na aterragem e afastarem-se
pela frente do buraco. Se caírem ou andarem para trás, os seus saltos serão medidos a
partir da distância mais curta.

Salto em comprimento

De todas as provas de salto, o salto em comprimento é talvez o mais natural de


executar e o mais simples de aprender. O objectivo é fazer a chamada atrás de uma
determinada linha e tentar cobrir a maior distância
possível, antes de aterrar na caixa de areia. A
modalidade torna-se mais difícil devido às
velocidades fantásticas que o corredor tem de
alcançar na corrida de balanço, porque isso afecta
directamente o comprimento do salto. Os saltadores
com mais sucesso nesta modalidade muitas vezes
têm a constituição dos sprinters - altos, com pernas compridas e uma boa capacidade
de arranque. Nos treinos devem esforçar-se por desenvolver a sua força, um bom
sentido rítmico e a capacidade de avaliar distâncias com rigor. Há quatro fases
distintas no salto em comprimento: a corrida de balanço, a chamada, o voo e a queda
ou aterragem.
1- Batem na tábua de chamada com o pé todo, e depois, avançam rapidamente
com a perna livre, lançando-a para cima e para a frente. Estendem a outra perna
e conservam o corpo direito enquanto se impulsionam.
2- Durante o voo tentam dar uma ou duas passadas, o que os ajudará a impulsionar
o corpo para diante, enquanto estão no ar.
3- Quando se preparam para aterrar juntam as pernas e balançam-nas para a frente.
Conservam os pés elevados e fazem oscilar os braços para trás, enquanto o
corpo avança.
4- No momento em que tocam com os pés na areia, dobram ligeiramente os
joelhos e tentam impulsionar-se para além da marca feita pelos pés.

Salto em altura

Um dos factores mais importantes no salto em altura é o material em que os atletas


têm que aterrar. Até princípios da
década de 60, caíam sobre areia e, por
conseguinte eram forçados a servir-se
de uma técnica de salto que lhes
garantisse uma queda incólume. O
aparecimento de uma área de espuma,
permitiu aos atletas concentrarem-se na
passagem sobre a fasquia. Tal como o
salto em comprimento e o triplo salto, o
salto em altura tem quatro fases: corrida de balanço, chamada, passagem da fasquia e
queda ou aterragem.
Os dois tipos principais de salto em altura são o Fosbury e a tesoura. O estilo
Fosbury foi usado pela primeira vez no México, quando um atleta americano, nos
Jogos Olímpicos, em 1968. Em vez de executar o habitual salto em tesoura, Fosbury
espantou a multidão ao passar a fasquia de costas e cair sobre estas. Embora seja
uma técnica ligeiramente mais difícil de aprender do que a da tesoura, vai permitir
um salto muito mais elevado.
1- A corrida de balanço deve consistir em 8 a 10 passadas. As primeiras 4 e 5
serão lineares e vão permitir ganhar velocidade, enquanto as últimas 4 e 5 serão
curvilíneas, para os fazer elevar sobre a fasquia.  
2- Enquanto se aproximam da fasquia, dão as últimas passadas mais curtas e mais
rápidas. Tentam cair sobre os calcanhares, porque isso fará com que consigam
baixar as ancas e flectir a perna da chamada, aprontando-se para o salto.
3- O seu pé de chamada deve estar agora a apontar na direcção que pretendem.
Mantêm dobrada a perna interior, enquanto fazem avançar a coxa e a levantam.
4- Em consequência da corrida de balanço curvilínea, o seu corpo irá virar-se
enquanto saltam, e serão impulsionados sobre a fasquia, de cabeça para a frente.
5- Enquanto passam a fasquia, levantam a cabeça e os ombros, para verem os pés.
Mantêm as costas direitas, empurram os ombros para trás e os calcanhares para
dentro. Isso irá evitar-lhes que as ancas caiam e irá elevar-lhes as pernas sobre a
fasquia. Esforçam-se por cair sobre as costas e os ombros.

Salto com vara

Salto com vara é um evento atlético onde os competidores usam uma vara longa e
flexível para alçar altura, e passar por cima de uma barra.
Competições de salto com vara aconteciam na
Grécia antiga. Até o início do século XX, as
varas eram feitas de bambu ou madeira e,
posteriormente, passaram a ser feitas de
alumínio. Actualmente, as varas modernas são
feitas de fibra de carbono ou fibra de vidro.
Estas mudanças geraram grande diminuição do
peso da vara e maior flexibilidade, e graças a
estes avanços os recordes de salto com vara
tornaram-se cada vez mais altos.
A pista oficial no salto com vara deve medir no
mínimo 45m. O atleta deve saltar sobre um
travessão - a fasquia ou sarrafo - apoiado em
duas traves verticais.
São permitidas um máximo de três tentativas
para cada altura escolhida pelo atleta, o qual
pode se recusar a saltar sob determinadas
alturas com o intuito de alcançar mais rapidamente marcas maiores. Contam como
faltas a queda do sarrafo, tanto pelo corpo do atleta quanto pela vara, e a mudança da
posição das mãos após a vara ser fincada na caixa de apoio. Três faltas seguidas
acabam com a prova.

Lançamento do disco

O praticante desta modalidade roda em torno de um círculo antes de arremessar um


objecto plano e redondo, designado por disco. O disco remonta ao século VIII a.C.
Até 1912, o disco era lançado de uma plataforma inclinada. Hoje, os atletas são
obrigados a lançá-lo de dentrode um
círculo com 2,5 m  de diâmetro. Têm de
dar uma volta e meia ao círculo, antes
de largarem o disco - o que significa
que a acção é mais parecida com um
arremesso de uma funda do que com
um lançamento.
O disco é feito de madeira e contornado
por um aro de metal. A parte central
pode ser de madeira, metal ou borracha. Para segurar o disco, ele deve estar folgado
na palma da mão lançadora, com a beira apoiada nas pontas dos dedos. Podem abrir
os dedos a intervalos regulares, ou manter juntos o indicador e o médio. Em ambas
as preensões, servem-se do polegar para manterem o disco numa posição firme. Uma
das melhores maneiras de aprender a lançar o disco é parado. Isso vai ensinar os
elementos básicos da modalidade e também irá auxiliar o treino futuro. Usar esta
técnica aumenta gradualmente a velocidade, fazendo girar os braços e o tronco a
partir das ancas.
1- Parados, com os pés afastados à mesma largura dos ombros, seguram o disco na
mão que lhes der mais jeito. Viram um pouco o corpo, enquanto estendem o
braço para trás.
2- Fazem girar o disco para a frente, virando também o corpo, enquanto o fazem.
3- Levam o disco até ao ponto mais alto do seu rodopio. Agora devem ter o peso
apoiado no pé esquerdo. Viram-no de frente para a posição em que vão lançar.
4- Voltam à posição de partida e recomeça a sequência. Flectem os joelhos,
enquanto giram o corpo e, gradualmente, vão acumulando velocidade.

A Volta

Desde que tenham controlado o balanço, tentam virar-se, enquanto lançam.


Começam na parte de trás do círculo, mantendo as pernas flectidas e ligeiramente
afastadas, e os braços abertos. Desviam o seu peso para o pé oposto ao braço
lançador, e giram nesse pé. Dão uma volta ao corpo, e aterram sobre o outro pé.
Quando se virarem de novo para as traseiras do círculo, começam a endireitar o
corpo e a levar para a frente o braço lançador, num gesto largo e balanceado. Lançam
o disco e atravessam o seu braço direito, em frente do corpo, à altura do peito,
levando o pé direito para diante, o que lhes evitará uma queda. Um peso normal tem
7,257 kg, sendo fabricado em aço. O peso para as mulheres tem 4 kg.
Lançamento do dardo

Ao contrário de outras provas de lançamento, esta é praticada com corrida de


balanço e não num círculo.
 Evoluiu a partir do arremesso de
dardos usados pelos nossos
antepassados na caça e na guerra, mas
as distâncias são agora muito superiores
ao que se poderia imaginar, resultando
de melhorias na concepção do dardo e
na própria técnica de lançamento. De
facto, em 1984 o dardo teve de ser
novamente desenhado porque estava a
cair para lá do campo e sobre a pista -
uma distância de mais de 100 metros!
O dardo é composto a partir de um cabo
de madeira ou metal, com uma ponteira
de metal e uma braçadeira de cordão.
No lançamento do dardo são precisas as
seguintes etapas:
1- Ganhar velocidade na corrida de balanço. Segurar o dardo alto, com a palma da
mão voltada para cima.
2- Nas últimas passadas da corrida, esticar o braço que vai lançar, para que o dardo
ficar atrás de si, e também levantar o joelho direito, na última passada. A isso
chama-se passada cruzada.
3- Devido à passada cruzada, aterram no pé direito, com o corpo inclinado para
trás e as ancas para a frente, posição essa destinada a facilitar o arremesso do
dardo, que seguraram alto e atrás de si.
4- Atirar a perna esquerda para a frente, na última passada, com o braço direito e o
dardo atrás si. Flectir a perna direita, para as ancas avançarem, e o corpo se
arquear ligeiramente. Arremessar para fora o braço esquerdo, para ajudar no
equilíbrio.
5- Inclinar para a frente o peito e os ombros, para atirar o dardo. Ver se tem o
cotovelo elevado, nesse momento, o que fará com que o dardo voe bem acima
do ombro e da cabeça, ajudando a evitar lesões na articulação do cotovelo.
6- Depois de largar o dardo, a sua perna direita continuará a avançar para a
próxima passada. Flectir para abrandar a marcha e evitar ultrapassar a linha
limite. Permanecer atrás dessa linha até a distância ter sido medida, ou o
lançamento será invalidado.

Lançamento do peso

Esta modalidade nasceu nos Jogos das Terras Altas da Escócia provavelmente no
século XIV. Os pesos eram pedras
grandes, demasiado pesadas para serem
atiradas, mas passíveis de serem
arremessadas, a partir do ombro, com
uma das mãos. Hoje, em vez de uma
pedra, usa-se uma bola de metal pesada,
chamada peso mas a técnica permanece
a mesma. Utiliza-se a base do
indicador, do médio e do anelar para
aguentar o peso; com o polegar e o
mínimo podemos estabilizá-lo. Deve-se
segurar o peso debaixo do queixo até ao
momento de o arremessar sem nunca
tocar a palma da mão. O peso, de
bronze ou ferro, varia entre 3,25 kg
para raparigas A-13, 7,26 kg para
homens e 4 kg para mulheres. No lançamento do peso são necessárias as seguintes
etapas:
1- Afastar os pés cerca de 60 cm. Segurar o peso debaixo do queixo, mantendo
alto o cotovelo desse braço.
2- Juntar os pés enquanto se salta, ou deslizar para a esquerda.
3- Apoiar-se no pé direito, enquanto se aterra, e avançar com a perna esquerda.
Flectir os joelhos e preparar-se para empurrar o peso a partir do ombro.
4- Fazer oscilar a anca direita, para lançar o corpo para a frente. Retirar o peso
debaixo do queixo,   como preparação para o largar.
5- Tentar impulsionar o peso para cima e em frente,   a partir do queixo e tão
depressa quanto possível. O peso irá tanto longe quanto mais alto e mais
depressa for arremessado.
6- Para seguir o movimento do peso depois do arremesso, avançar com a perna
direita e dobrá-la, para evitar passar sobre a barra de madeira em frente do
círculo.
Lançamento do martelo

O lançamento do martelo é uma modalidade olímpica de atletismo. O desporto é


baseado no lançamento de martelos
propriamente ditos, que foram
entretanto trocados por bolas de metal
presas por um cabo de arame pesando
que termina numa pega ou alça.
O martelo pesa 7,26kg na prova dos
homens e 4kg nos eventos femininos.
O conjunto bola, arame e alça, formam
uma unidade de comprimento máximo
de 1,2 m.
A base de lançamento da prova é um
círculo de 2,1 m de diâmetro,
geralmente rodeado por uma rede que
protege a audiência.
Segurando a alça com as duas mãos e
mantendo os pés imóveis, o atleta faz a
bola girar três ou quatro vezes, num círculo que passa por cima e por baixo da sua
cabeça.
Quando o martelo alcança velocidade, o arremessador gira sobre si próprio duas ou
três vezes para acelerar mais a bola e logo a solta para cima e para frente.
Se o martelo cai no terreno dentro de um ângulo de 90 graus, o lançamento é
considerado válido.

Marcha Atlética

A Marcha Atlética é uma modalidade do atletismo onde se executa uma progressão


de passos de maneira que o atleta
sempre mantenha contacto com o solo
com, pelo menos, um dos pés. A perna
que avança tem que estar recta, (ou
seja, não dobrada) desde o momento do
primeiro contacto com o solo até que se
encontre em posição vertical.
Foi integrada aos Jogos Olímpicos em
1908 e em 1992 passou a ser disputada também na categoria feminina.
As provas de marcha atlética são disputadas na distância de 20km, feminino, e 20km
e 50km masculino, que se realizam normalmente em uma pista de rua. A marcha é
uma actividade em que a resistência, a coordenação, o ritmo e a agilidade do atleta
são fundamentais.
O regulamento estabelece que os juízes de Marcha têm que avisar aos atletas que por
sua forma de marchar correm o risco de cometer alguma falta, e para isso utilizam
discos amarelos como símbolos de uma possível infracção. No julgamento de
Marcha, quando um atleta comete infracção é mostrado um cartão vermelho. Quando
três juízes diferentes mostram os cartões vermelhos a um atleta, o juiz chefe procede
a desqualificação do mesmo.

Triatlo

Triatlo é uma palavra grega que designa um evento atlético composto por três
modalidades. Actualmente, o nome triatlo é em geral aplicado a uma combinação de
natação, ciclismo e corrida, nessa
ordem e sem interrupção entre as
modalidades.
Pode-se dizer que o triatlo moderno
surgiu no San Diego Track Club na
década de 1970. A primeira grande
competição de triatlo, entretanto, foi o
Ironman Triathlon, organizado em 1978
no Havaí. Naquela ocasião, a
competição foi organizada com o
intuito de esclarecer qual dos atletas
(nadador, ciclista ou corredor) era o
melhor condicionado fisicamente, que
possuía a maior resistência. Era uma
competição genuinamente individual,
na qual não era permitida interacções entre alguns competidores que viessem a
prejudicar os demais.
A modalidade estreou no programa nos jogos de Sydney no ano 2000, após sofrer
algumas modificações estabelecidas pela União Internacional de Triatlo (ITU),
fundada em 1989. Tais modificações, aplicadas com o fim de tornar a modalidade
mais atractiva ao público, alteraram consideravelmente a dinâmica da prova e
afastaram-na dos princípios que guiaram o nascimento da modalidade, mas
aproximaram o desporto de requisitos necessários para ingressar no âmbito dos
desportos olímpicos. Algumas das alterações mais importantes para que o triatlo se
tornasse um desporto olímpico dizem respeito aos uniformes e a exposição de logo-
marcas de patrocinadores nos uniformes dos atletas. Pode-se classificar as provas de
triatlo de acordo com as distâncias percorridas e com os locais onde as provas são
disputadas. As principais são as seguintes:
. Sprint: 750 metros de natação / 20 km de bicicleta / 5 km de corrida
. Olímpico: 1.5 km de natação / 40 km de bicicleta / 10 km de corrida
. Ironman: 3.8 km (2.4 milhas) de natação / 180 km (112 milhas) de bicicleta / 42
km (26.2 milhas) de corrida

Lançamento do Disco
É uma prova difícil porque exige um equilíbrio e coordenação perfeitos, e uma
técnica mais apurada do que outras provas de arremesso.
Salto com Vara
Os saltadores devem ser rápidos, fortes e maleáveis, para executarem todos os
movimentos exigidos ao catapultar-se sobre a barra apoiando-se numa vara de fibra
de vidro.
Lançamento do Dardo
Nesta altura da competição, o atleta do decatlo estará cansado, e deverá concentrar-
se em arremessar o dardo com rigor para ter a certeza de que marca pontos. No seu
primeiro arremesso “válido”, deve ter por alvo o meio da área de aterragem. O
segundo e o terceiro arremessos podem ser usados, depois, para melhorar a distância
atingida.
1500 metros
A última e a mais difícil de todas as provas. Como nos 800 m  femininos, a táctica é
mais importante que a velocidade.
Olimpíadas dos Deficientes
Nestas competem atletas com vários tipos de deficiências. Tal como os Jogos
convencionais, as Olimpíadas dos deficientes têm lugar de quatro em quatro anos e,
sempre que possível, no mesmo país que os Jogos Olímpicos.
As primeiras Olimpíadas deste tipo, completas, foram em Roma, no ano de 1960 e,
desde 1976, também tem havido as Olimpíadas de Deficientes de Inverno, que
incluem bicicleta e judo.

Maratona
A maratona é uma corrida de longa distância cujo trajecto é de cerca de 42 km, o que
exige um esforço extraordinário do atleta.

Conclusão

Em todos os Jogos Olímpicos, é sempre no Atletismo que se atingem os momentos


mais altos e de maior impacto mediático. É talvez a modalidade desportiva onde o
ideal olímpico corresponde perfeitamente aos objectivos da própria modalidade:
mais rápido, mais alto, mais forte. De facto, o que se procura é chegar em primeiro,
ser mais veloz, chegar mais alto e mais longe e ainda aguentar melhor as dificuldades
das provas, ser mais forte.
Após a realização deste trabalho fiquei a conhecer melhor esta modalidade
fantástica.