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Demonstrações Contábeis de 31/12/2009

BR GAAP

Arquivada na CVM e na SEC em 10/02/2010

Gerência Geral de Controladoria - GECOL


ÍNDICE
A– DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 3
1- BALANÇO PATRIMONIAL 3
2- DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO 4
3- DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 5
4- DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA 6
5- DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO 7
6 - NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 E DE
2008 8
6.1- Contexto Operacional 8
6.2- Sumário das Principais Práticas Contábeis 8
6.3- Aquisições e Desinvestimentos 12
6.4- Caixa e Equivalentes de Caixa 12
6.5- Investimentos a Curto Prazo 13
6.6- Contas a Receber de Clientes 13
6.7- Partes Relacionadas 13
6.8- Estoques 16
6.9- Tributos a Recuperar ou Compensar 16
6.10- Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos 16
6.11- Investimentos 18
6.12- Intangíveis 19
6.13- Redução de Valor Recuperável de Ativos 20
6.14- Imobilizado 20
6.15- Empréstimos e Financiamentos 21
6.16- Passivos Contingentes e Compromissos 23
6.17- Provisão com Obrigações para Desmobilização de Ativos 24
6.18- Fundo de Pensão 25
6.19- Incentivos de Longo Prazo 31
6.20- Capital Social 31
6.21- Recursos vinculados à Futura Conversão Mandatória em Ações 32
6.22- Programa de ADRs – American Depositary Receipts 33
6.23- Ações em Tesouraria 33
6.24- Remuneração aos Acionistas 33
6.25- Resultado Financeiro 34
6.26- Instrumentos Financeiros – Derivativos 35
6.27- Despesas com Vendas e Administrativas, Outras Despesas Operacionais e Resultado na
Realização de Ativos 52
6.28- Concessões, Subconcessões e Arrendamentos 53
1
6.29- Seguros 54
6.30- Plano de Participação nos Resultados 55
6.31- Informações por Segmentos 56
6.32- Balanço Social (não auditado) 58
6.33- Eventos Subsequentes 59
7- PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES 60
8- PARECER DO CONSELHO FISCAL SOBRE O RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO E DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DA VALE S.A.
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 62
9- PARECER DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO SOBRE O RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO E DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 63
10- ANEXO I - DEMONSTRAÇÃO DOS INVESTIMENTOS EM CONTROLADAS E CONTROLADAS DE CONTROLE COMPARTILHADO 64
B- INFORMAÇÕES ADICIONAIS 65
11- GERAÇÃO DE CAIXA (NÃO AUDITADO) 65
12- CONSELHEIROS, MEMBROS DOS COMITÊS E DIRETORES 66

2
A– D EMONSTRAÇÕES C ONTÁBE IS

1- B ALANÇO P ATRIM ONIAL


Exercícios findos em 31 de dezembro Em milhões de reais
C o n s o l id a d o C o n t ro la d o ra
N o ta s 2 0 09 2 00 8 20 0 9 2 0 08
Ati vo
C ir c u l an t e
C a i x a e e q u i va l e nt e s d e c ai x a 6. 4 1 3 .2 21 2 4.6 39 1 .2 5 0 6 .7 1 3
In v e s ti m e n t o s a c u r to p ra z o 6. 5 6 .5 25 5.3 94 - -
C o n ta s a re c e b e r d e c li e n t e s 6. 6 5 .6 43 7.9 33 3 .3 6 0 9 .8 2 7
P a rt e s r e l a c i o na d a s 6. 7 1 44 28 4 .3 6 0 2 .2 3 2
E s to q u e s 6. 8 5 .9 13 9.6 86 1 .8 8 1 2 .9 1 3
Im p o s to d e r e n d a e c o n tr i b u i ç ã o s o c i a l d i fe r i d o s 6 .1 0 1 .4 92 1.3 05 1 .2 1 9 1 .2 2 0
T ri b u t o s a re c up e r a r o u c o m p e n s a r 6. 9 2 .6 85 4.8 86 1 .8 8 1 3 .3 1 2
D e r i v a t i vo s a v a l o r j u s to 6 .2 6 1 83 - - -
A d ia n ta m e nt o s a f o r n e c e d o r e s 8 72 9 46 751 8 13
O u tr o s 1 .5 80 1.2 42 155 1 86
3 8 .2 58 5 6.0 59 1 4 .8 5 7 2 7 .2 1 6
N ã o c i rc u l a n t e
P a rt e s r e l a c i o na d a s 6. 7 64 - 1 .8 4 2 3 .3 9 8
E m p ré s ti m o s e f i na n c ia m e n to s 2 86 1 80 136 1 28
D e s p e s as a n t ec ip a d a s 2 95 6 32 - -
D e p ós it os ju d i c i a is 2 .4 78 1.7 94 1 .3 7 0 1 .2 9 9
A d ia n ta m e nt o s a f o r n e c e d o r e s d e e n e r gi a 8 89 9 53 - -
Im p o s to d e r e n d a e c o n tr i b u i ç ã o s o c i a l d i fe r i d o s 6 .1 0 - - 747 6 40
T ri b u t o s a re c up e r a r o u c o m p e n s a r 6. 9 1 .5 40 1.0 67 158 1 89
D e r i v a t i vo s a v a l o r j u s to 6 .2 6 1 .5 06 85 1 .0 9 8 5
O u tr o s 5 46 4 14 358 2 45
7 .6 04 5.1 25 5 .7 0 9 5 .9 0 4
I n v es t i m e n t o s 6 .1 1 4 .5 90 2.4 42 8 7 .7 1 1 9 1 .5 4 3
I n t a n g ív e i s 6 .1 2 1 0 .1 27 1 0.7 27 7 .8 5 2 8 .3 8 6
I m o b i li z a d o 6 .1 4 11 5 .1 60 1 1 0.4 94 4 3 .6 2 8 3 8 .7 1 1
12 9 .8 77 1 2 3.6 63 1 3 9 .1 9 1 1 3 8 .6 4 0
17 5 .7 39 1 8 4.8 47 1 5 9 .7 5 7 1 7 1 .7 6 0
P a s si v o e P at r im ô n io L íq u id o
C ir c u l an t e
C o n ta s a p a g ar a fo rn e c e d or e s e e m p r e i te i ro s 3 .8 49 5.2 48 2 .3 8 3 2 .1 4 5
S a lá ri o s e e n c a r g o s s o c i a i s 1 .5 56 1.4 28 1 .0 1 0 8 81
P a rc el a d o c i r c u la n te d e e m p ré s t i m os d e l on g o pr a z o 6 .1 5 5 .3 05 1.5 83 2 .0 5 3 7 11
E m p ré s ti m o s e f i na n c ia m e n to s 6 .1 5 6 46 1.0 88 - -
P a rt e s r e l a c i o na d a s 6. 7 33 1 62 7 .3 4 3 9 .5 7 8
T ri b u t o s , c o n tri b u iç õ es e r o y a lt ie s 2 56 1 88 97 56
P ro v is ã o p ar a im po s to de re n da 3 66 1.4 23 - -
F u nd o d e p en sã o 2 43 2 39 111 86
S u b c o n c e s s ã o F e r r ov i a N or t e S u l 4 96 9 34 - -
D e r i v a t i vo s a v a l o r j u s to 6 .2 6 2 64 - - -
P ro v is ã o p ar a o b ri g a ç õ es p a r a d e s m o b il i z aç ã o d e a ti v o s 6 .1 7 1 57 1 13 122 44
D iv i d e n do s e j ur o s s ob r e o c a p it al p ro p os t o 6 .2 4 2 .9 07 4.8 34 2 .9 0 7 4 .8 3 4
O u tr o s 1 .3 38 1.3 99 466 4 00
1 7 .4 16 1 8.6 39 1 6 .4 9 2 1 8 .7 3 5
N ã o c i rc u l a n t e
F u nd o d e p en sã o 3 .3 34 3.5 63 440 5 23
E m p ré s ti m o s e f i na n c ia m e n to s 6 .1 5 3 6 .1 26 4 2.6 94 1 2 .0 7 2 1 1 .6 0 2
P a rt e s r e l a c i o na d a s 6. 7 1 03 1 25 2 8 .1 1 1 3 8 .0 1 1
P ro v is õ e s p a r a c on t in g ên c ia s 6 .1 6 3 .5 71 2.9 89 1 .6 6 7 1 .7 3 0
Im p o s to d e r e n d a e c o n tr i b u i ç ã o s o c i a l d i fe r i d o s 6 .1 0 7 .6 73 7.1 05 1 .3 2 0 -
D e r i v a t i vo s a v a l o r j u s to 6 .2 6 40 1.3 45 - 1 .0 8 4
P ro v is ã o p ar a o b ri g a ç õ es p a r a d e s m o b il i z aç ã o d e a ti v o s 6 .1 7 1 .8 44 1.9 97 724 8 48
D e b ên t ur e s 1 .3 08 8 86 1 .3 0 8 8 86
O u tr o s 2 .7 79 3.1 48 1 .8 8 6 2 .0 6 6
5 6 .7 78 6 3.8 52 4 7 .5 2 8 5 6 .7 5 0
P a r tic ip a ç õ e s d e m in o ri tá ri o s 5 .8 08 6.0 81 - -
P a t r im ô n io lí q u id o
C a p it a l s o c ia l 6 .2 0 4 7 .4 34 4 7.4 34 4 7 .4 3 4 4 7 .4 3 4
C u s t o d e c ap ta ç ã o d e r ec ur s o s ( 1 61 ) (1 6 1 ) ( 1 6 1) (1 61 )
R e c u r s o s v i n c ul a do s a fu tu r a c o n v e rs ã o m a n da t ór i a e m
6 .2 1 4 .5 87 3.0 64 4 .5 8 7 3 .0 6 4
aç õe s
A ju s t e s d e a va l i a ç ã o p a tr i m o ni a l ( 21 ) 8 ( 2 1) 8
A ju s t e s a c u m u la d o s d e c o n v e r s ã o ( 2 .9 04 ) 5.9 82 ( 2 .9 0 4) 5 .9 8 2
R e s e r v as d e l uc r o s 4 6 .8 02 3 9.9 48 4 6 .8 0 2 3 9 .9 4 8
9 5 .7 37 9 6.2 75 9 5 .7 3 7 9 6 .2 7 5
17 5 .7 39 1 8 4.8 47 1 5 9 .7 5 7 1 7 1 .7 6 0

A s n o t a s e x p li c a t iv a s e o a n e xo I s ã o p a r te in t e g r an t e d a s d e m o n s t r a ç õ e s c o n t á b e is

3
2- D EM ONSTRAÇÃO DO R ESULT ADO Em milhões de reais
Exercícios findos em 31 de dezembro (exceto quando indicado de outra forma)
Consolidado Controladora
(Não auditado) Acumulado Acumulado
Notas 4T/09 3T/09 4T/08 2009 2008 2009 2008
Receita de vendas
Minerais e metais 9.633 11.217 14.193 40.478 59.892 24.979 31.645
Produtos da área de alumínio 1.108 1.027 1.824 4.217 5.843 483 390
Serviços de transporte 726 791 914 2.843 3.666 1.267 2.027
Produtos siderúrgicos 133 136 304 546 1.348 - -
Outros produtos e serviços 448 412 711 1.728 2.017 556 383
12.048 13.583 17.946 49.812 72.766 27.285 34.445
Impostos e contribuições sobre vendas e serviç os (367) (374) (563) (1.316) (2.225) (855) (1.545)

Receita operacional líquida 11.681 13.209 17.383 48.496 70.541 26.430 32.900

Custos dos produtos vendidos e serviços prestados


Minerais e metais (4.952) (4.950) (5.890) (19.498) (23.804) (11.877) (14.006)
Produtos da área de alumínio (1.030) (1.018) (1.099) (4.203) (3.873) (559) (399)
Serviços de transporte (543) (506) (568) (2.040) (2.215) (816) (955)
Produtos siderúrgicos (129) (123) (278) (510) (1.177) - -
Outros produtos e serviços (545) (366) (276) (1.469) (1.087) (397) (143)

(7.199) (6.963) (8.111) (27.720) (32.156) (13.649) (15.503)

Lucro bruto 4.482 6.246 9.272 20.776 38.385 12.781 17.397

Margem bruta 38,4% 47,3% 53,3% 42,8% 54,4% 48,4% 52,9%

Despesas operacionais
Com vendas e administrativas 6.27 (704) (577) (1.716) (2.369) (3.618) (1.244) (1.412)
Pesquisa e desenvolvimento (522) (438) (718) (1.964) (2.071) (1.314) (1.233)
Redução de valor recuperável de ativos intangíveis 6.13 - - (2.447) - (2.447) - -
Outras despesas/ receitas operacionais líquidas 6.27 (996) (647) (1.626) (3.262) (2.849) (927) (832)
(2.222) (1.662) (6.507) (7.595) (10.985) (3.485) (3.477)

Lucro operacional antes do resultado financeiro e das


2.260 4.584 2.765 13.181 27.400 9.296 13.920
participações societárias

Resultado de participações societárias 6.11 22 30 (59) 116 104 (3.744) 19.036


Amortização de ágio 6.12 - - (351) - (1.429) - (1.429)
22 30 (410) 116 (1.325) (3.744) 17.607

Resultado financeiro líquido 6.25 (460) 199 (2.343) 1.952 (3.838) 9.960 (11.706)

Ganho (perda) na realização de Ativos 6.27 (330) 128 - 93 139 284 -


Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 1.492 4.941 12 15.342 22.376 15.796 19.821
Imposto de renda e contribuição social 6.10 1.206 (1.840) 2.465 (4.925) (665) (5.547) 1.458
Corrente 849 (1.397) 2.028 (4.991) (2.057) (4.813) 12
Diferido 357 (443) 437 66 1.392 (734) 1.446
Participações de minoritários (69) (98) (36) (168) (432) - -

Lucro líquido do período 2.629 3.003 2.441 10.249 21.279 10.249 21.279

Quantidade de ações em circulação no final do período (em


5.212.724 5.212.724 5.213.512 5.212.724 5.213.512 5.212.724 5.213.512
milhares) (a)

Lucro líquido por ação em circulação no final do período


0,50 0,58 0,47 1,97 4,08 1,97 4,08
(R$)

(a) Inclui 77.580.256 ações preferenciais e 74.997.899 ações ordinárias vinculadas a emissão de títulos obrigatoriamente conversíveis (vide nota explicativa 6.21).

As notas explicativas e o anexo I são parte integrante das demonstrações contábeis

4
3- D EMONSTRAÇÃO DAS M UT AÇÕES DO P ATRIMÔNIO L Í QUIDO
Exercícios findos em 31 de dezembro Em milhões de reais
Reservas de lucros

Custo de Recursos vinculados Ajustes de Ajustes


Expansão/ Ações em Lucros a Incentivos captação de à futura conversão avaliação acumulados de Lucros
Notas Capital social Investimentos tesouraria realizar Legal fiscais recursos mandatória em ações patrimonial conversão Acumulados Total

Em 31 de dezembro de 2007 28.000 24.284 (790) 61 2.320 91 - 3.064 - - - 57.030

Lucro líquido do exercício - - - - - - - - - - 21.279 21.279


Ações em tesouraria - - (1.658) - - - - - - - - (1.658)

Ajustes acumulados de conversão - - - - - - - - - 5.982 - 5.982


Ganho não realizado em investimentos disponíveis para venda - - - - - - - - 8 - - 8
Aumento de capital 6.20 19.434 - - - - - (161) - - - - 19.273
Remuneração complementar - 2007 - (580) - - - - - - - - (580)
Destinação do resultado:
Juros sobre o capital próprio antecipados - - - - - - - - - - (225) (225)
Remuneração proposta aos acionistas - - - - - - - - - - (4.834) (4.834)

Apropriação às reservas de lucros - 15.179 - (23) 1.064 - - - - - (16.220) -

Em 31 de dezembro de 2008 47.434 38.883 (2.448) 38 3.384 91 (161) 3.064 8 5.982 - 96.275

Lucro líquido do exercício - - - - - - - - - - 10.249 10.249

Ações em tesouraria - - (22) - - - - - - - - (22)

Recursos vinculados à futura conversão mandatória em ações - - - - - - - 1.523 - - - 1.523

Ajustes acumulados de conversão - - - - - - - - - (8.886) - (8.886)

Resultado não realizado de avaliação à mercado - - - - - - - - (29) - - (29)

Remuneração complementar - 2008 - (371) - - - - - - - - - (371)

Destinação do resultado:

Juros sobre o capital próprio antecipados - - - - - - - - - - (95) (95)

Remuneração proposta aos acionistas - - - - - - - - - - (2.907) (2.907)

Apropriação às reservas de lucros - 6.653 - (38) 512 120 - - - - (7.247) -

Em 31 de dezembro de 2009 47.434 45.165 (2.470) - 3.896 211 (161) 4.587 (21) (2.904) - 95.737

As notas explicativas e o anexo I são parte integrante das demonstrações contábeis

5
4- D EMONSTRAÇÃO DOS F LUX OS DE C AIX A
Exercícios findos em 31 de dezembro Em milhões de reais
Consolidado Controladora
(Não auditado) Acumulado Acumulado

4T/09 3T/09 4T/08 2009 2008 2009 2008

Fluxo de caixa das operações:


Lucro líquido período 2.629 3.003 2.441 10.249 21.279 10.249 21.279
Ajustes para reconciliar o lucro líquido do período com recursos
provenientes de atividades operacionais:
Resultado de participações societárias (22) (30) 410 (116) 1.325 3.744 (17.607)
Resultado na realização de ativos 330 (128) - (93) (139) (284) -
Depreciação, amortização e exaustão 1.449 1.448 1.322 5.447 5.112 1.931 1.641
Imposto de renda e contribuição social diferidos (357) 443 (437) (66) (1.392) 734 (1.446)
Variações monetárias e cambiais, líquidas (1.808) (1.157) 4.050 (6.604) 3.184 (9.980) 11.793
Provisão para perda do valor recuperável dos ativos - - 2.447 - 2.447 - -
Baixa de bens do imobilizado 177 173 28 653 740 343 579
Perdas (ganhos) líquidos não realizados com derivativos (366) (611) 1.470 (2.649) 1.832 (2.140) 1.475
Participações de minoritários 69 98 36 168 432 - -
Dividendos/juros sobre o capital próprio recebidos - - 25 21 63 734 1.121
Outros 4 137 57 (47) 233 (113) 76
2.105 3.376 11.849 6.963 35.116 5.218 18.911
Redução (aumento) nos ativos:
Contas a receber de clientes 565 (529) 3.434 2.287 (449) 6.378 (7.448)
Estoques (186) 1.216 (1.112) 2.766 (2.413) 1.091 (638)
Tributos a recuperar ou compensar (820) (2.743) - (1.151) - 733 -
Outros 81 4 (780) (559) (886) 395 (2.344)
(360) (2.052) 1.542 3.343 (3.748) 8.597 (10.430)

Aumento (redução) nos passivos:


Contas a pagar a fornecedores e empreiteiros 1.375 (243) 836 (51) 1.586 238 136
Salários e encargos sociais 179 192 75 112 125 129 95
Tributos e Contribuições (292) 1.139 208 736 380 693 (16)
Outros (320) 239 (480) 435 (1.272) 468 413
942 1.327 639 1.232 819 1.528 628

Recursos líquidos provenientes das atividades operacionais 2.687 2.651 14.030 11.538 32.187 15.343 9.109

Fluxo de caixa utilizado nas atividades de investimentos:


Investimentos a curto prazo 1.585 (2.255) (4.180) (1.131) (5.394) - -
Empréstimos e adiantamentos a receber (73) (337) 20 (1.067) (4) (101) (1.660)
Depósitos e garantias 12 (53) (166) (153) (295) (142) (248)
Adições em investimentos (2.032) (601) (148) (3.422) (327) (9.037) (7.685)
Adições ao imobilizado (4.895) (3.364) (9.024) (16.108) (18.716) (7.481) (7.259)
Recursos provenientes da alienação de bens do imobilizado/investimentos 293 305 - 1.200 371 692 -
Caixa líquido utilizado na aquisição e aporte em subsidiarias, líquido do
caixa da subsidiária - (1.452) - (4.246) - - -
Recursos líquidos utilizados nas atividades de investimentos (5.110) (7.757) (13.498) (24.927) (24.365) (16.069) (16.852)

Fluxo de caixa proveniente das (utilizado nas) atividades de


financiamentos:
Empréstimos de curto prazo adições 761 2.127 120 3.940 2.660 1.785 4.393
Empréstimos de curto prazo baixas (756) (1.363) (313) (3.624) (2.669) (5.888) (5.042)
Empréstimos e financiamentos captados a longo prazo 2.874 2.069 935 6.286 4.053 5.254 4.242
Emissão de títulos conversíveis, em ações ordinárias - 577 - 577 - - -
Emissão de títulos conversíveis, em ações preferenciais - 1.281 - 1.281 - - -
Pagamentos:
Partes relacionadas - - - - - (129) -
Instituições financeiras (118) (264) (181) (808) (1.725) (438) (1.366)
Dividendos e juros sobre o capital próprio pagos a acionistas (2.647) - (3.579) (5.381) (5.827) (5.299) (5.558)
Aumento de capital - - - - 19.273 - 19.273
Ações em tesouraria - 1 (1.658) (22) (1.658) (22) (1.658)
Recursos líquidos proveniente das (utilizado nas) atividades de
114 4.428 (4.676) 2.249 14.107 (4.737) 14.284
financiamentos

Aumento (redução) no caixa e equivalentes (2.309) (678) (4.144) (11.140) 21.929 (5.463) 6.541
Caixa e equivalentes de caixas no início do período 15.560 16.333 28.385 24.639 2.128 6.713 120
Efeito de variações da taxa de câmbio no caixa e equivalentes (30) (95) 398 (278) 582 - -
Caixa e equivalentes de caixa de empresa incorporada - - - - - - 52
Caixa e equivalentes no final do período 13.221 15.560 24.639 13.221 24.639 1.250 6.713

Pagamentos efetuados durante o período por:


Juros de curto prazo (23) (28) (72) (110) (138) (108) (166)
Juros de longo prazo (513) (463) (744) (2.277) (2.321) (2.370) (2.784)
Imposto de renda e contribuição social (1.795) (276) (977) (2.698) (6.383) (1.535) (1.707)
Recebimentos durante o período por: - - - - - - -
Imposto de renda e contribuição social - - - - - - -
Transações que não envolveram caixa:
Adições ao imobilizado com capitalizações de juros (103) (90) (307) (384) (673) (11) (527)
AFACs transferidos para investimento - - - - - (268) (316)

As notas explicativas e o anexo I são parte integrante das demonstrações contábeis

6
5- D EMONSTRAÇÃO DO V ALOR ADICIONADO
Exercícios findos em 31 de dezembro Em milhões de reais

Consolidado Controladora
2009 2008 2009 2008
Geração do valor adicionado
Receita de vendas
Receita de produtos e serviços 49.812 72.766 27.285 34.445
Receitas relativas à construç ão de ativos próprios 13.919 17.706 7.493 7.259
Provisão para crédito de liquidação duvidosa (23) (32) (17) (27)
- - - -
Menos: Aquisição de produtos (1.219) (2.805) (363) (1.565)
Serviços c ontratados (6.242) (8.244) (3.117) (3.734)
Materiais (20.653) (23.958) (11.808) (11.493)
Óleo com bustível e gases (2.777) (3.761) (1.128) (1.477)
Energia (1.776) (2.052) (758) (648)
Redução de valor recuperável de ativos intangíveis - (2.447) - -
Outros custos (6.920) (6.829) (3.279) (2.518)
Valor adicionado bruto 24.121 40.344 14.308 20.242

Depreciaç ão, amortização e exaustão (5.447) (5.112) (1.931) (1.641)

Valor adicionado líquido 18.674 35.232 12.377 18.601

Recebido de terceiros

Receita financeira 866 1.221 437 903


Resultado de participações societárias 116 (1.325) (3.744) 17.607

Valor adicionado total a distribuir 19.656 35.128 9.070 37.111

Pessoal 5.086 5.046 2.540 2.240


Impostos, taxas e contribuições 5.810 5.267 6.336 2.704
Impostos pagos a recuperar (571) (1.955) (532) (1.672)
Remuneração de capitais de terceiros 3.433 4.157 3.342 3.422
Variações monetárias e cam biais, líquidas (4.519) 902 (12.865) 9.138
Remuneração de capital próprio
Acionistas 3.373 5.640 3.373 5.640
Reinvestido 6.876 15.639 6.876 15.639
Participação minoritária 168 432 - -

Distribuição do valor adicionado 19.656 35.128 9.070 37.111

7
6- N OT AS E XPLIC ATI VAS ÀS D EMONSTR AÇ ÕES C ONT ÁBEI S D OS E XERCÍC IOS F IN DOS EM 31 DE D EZEM BR O DE 2009 E DE
2008
(Valores expressos em milhões de reais, exceto quando indicado de outra forma)

6.1- Contexto Operacional

A Vale S.A, anteriormente denominada Companhia Vale do Rio Doce, (“Vale”, a “Companhia”) é uma sociedade anônima de capital aberto com
sede na cidade do Rio de Janeiro, estado do Rio de Janeiro, Brasil, e tem como atividades preponderantes a extração, o beneficiamento e a venda
de minério de ferro, pelotas, cobre concentrado e potássio, a prestação de serviços logísticos, a geração de energia elétrica e a pesquisa e
desenvolvimento mineral. Além disso, através de suas controladas diretas, indiretas e de controle compartilhado, opera também nas áreas de
níquel, metais preciosos, cobalto (subproduto), manganês, ferroligas, caulim, carvão, produtos siderúrgicos e produtos da cadeia de alumínio.

Em 31 de dezembro de 2009, as principais controladas operacionais consolidadas e controladas que consolidamos proporcionalmente são:

% capital Localização da
Empresas % Participação votante sede Atividade principal

Controladas
Alumina do Norte do Brasil S.A. - Alunorte 57,03 59,02 Brasil Alumina
Alumínio Brasileiro S.A. - Albras 51,00 51,00 Brasil Alumínio
CADAM S.A 61,48 100,00 Brasil Caulim
CVRD Overseas Ltd. 100,00 100,00 Ilhas Cayman Trading
Ferrovia Centro-Atlântica S. A. 99,99 99,99 Brasil Logística
Ferrovia Norte Sul S.A. 100,00 100,00 Brasil Logística
Mineração Corumbá Reunidas S.A. 100,00 100,00 Brasil Minério de ferro
Pará Pigmentos S.A. 86,17 85,57 Brasil Caulim
PT International Nickel Indonesia Tbk 59,09 59,09 Indonésia Niquel
Vale Australia Pty Ltd. 100,00 100,00 Austrália Carvão
Vale Colômbia Ltd. 100,00 100,00 Colômbia Carvão
Vale Inco Limited 100,00 100,00 Canadá Niquel
Vale International S.A 100,00 100,00 Suíça Trading
Vale Manganês S.A 100,00 100,00 Brasil Manganês e Ferroligas
Vale Manganèse France 100,00 100,00 França Ferroligas
Vale Manganese Norway 100,00 100,00 Noruega Ferroligas

Controladas de controle compartilhado


California Steel Industries, Inc. 50,00 50,00 Estados Unidos Siderúrgia
Mineração Rio do Norte S.A. 40,00 40,00 Brasil Bauxita
MRS Logística S.A 41,50 37,86 Brasil Logística
Samarco Mineração S.A. 50,00 50,00 Brasil Minério de ferro

6.2- Sumário das Principais Práticas Contábeis

(a) Bases da apresentação

As demonstrações contábeis foram aprovadas pelo conselho de administração no dia 10 de fevereiro de 2010 e não houve eventos subseqüentes
à data do balanço que devam ser registrados.

As demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, tomando-se como a base a Lei das
Sociedades por Ações (com nova redação dada pela Lei 11.638), e as normas e pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos
Contábeis - CPC e pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM. Essas demonstrações seguiram os princípios, métodos e critérios uniformes em
relação àqueles adotados no encerramento do último exercício social findo em 31 de dezembro de 2008, exceto quanto a amortização de ágio.

Conforme requerido pelo Pronunciamento CPC 13 – Adoção inicial da Lei nº 11.638 e na Lei 11.941, o ágio proveniente de expectativa de
resultado futuro decorrente de aquisição de outra Companhia deixou de ser amortizado a partir de 2009. Em 31 de dezembro de 2008, o valor
registrado a esse título foi de R$1.429 (R$351 no 4T08).

A preparação das demonstrações contábeis requer que a administração utilize estimativas e premissas que afetem os valores e reportados de
ativos e passivos, a divulgação de ativos e passivos contingentes na data das demonstrações contábeis, bem como, os valores reconhecidos de
receitas e despesas durante o exercício. As estimativas são utilizadas para, mas não se limitam: a seleção da vida útil de ativos imobilizados,
provisões para contingências, valores justos atribuídos a ativos e passivos em transações de aquisição de Companhias, provisão para perdas de
créditos de imposto de renda, benefícios pós-aposentadoria para empregados e outras avaliações semelhantes. Os resultados reais podem ser
diferentes dessas estimativas.

8
A Vale apresenta como informação complementar às demonstrações contábeis o cálculo do lucro antes do resultado financeiro, resultado de
participações societárias, imposto de renda e contribuição social e depreciação, amortização e exaustão – LAJIDA (EBITDA). Embora este não
forneça uma medida de mensuração para fluxo de caixa operacional segundo as práticas contábeis adotadas no Brasil, é frequentemente usado
por analistas financeiros na avaliação de negócios, e a Administração da Companhia utiliza este indicador para a avaliação do desempenho
operacional.

Certas cifras relativas às Demonstrações Contábeis de 2008 foram reclassificadas para fim da melhor comparabilidade.
´´

(b) Conversão de operações em moeda estrangeira

Os direitos e obrigações monetárias denominadas em moedas estrangeiras são convertidos às taxas de câmbio vigentes na data das
demonstrações contábeis, sendo US$1,00 equivalente a R$1,7412 em 31 de dezembro de 2009 (US$1,00 equivalente a R$2,3370 em 31 de
dezembro de 2008).

As receitas de vendas, custo e despesas denominados em moedas estrangeiras são convertidos pela taxa média de câmbio do mês de suas
ocorrências.

(c) Consolidação

As demonstrações contábeis consolidadas refletem os saldos de ativos e passivos em 31 de dezembro de 2009 e 2008 e operações dos
exercícios findos nessas datas, da Controladora, de suas controladas diretas e indiretas e de controle compartilhado, sendo esta na proporção da
participação mantida. Para as coligadas, entidades sobre as quais a Vale tem influência significativa, mas não o controle, os investimentos são
contabilizados pelo método de equivalência patrimonial. As operações no exterior são convertidas para a moeda de apresentação das
demonstrações contábeis no Brasil para fins de registro da equivalência patrimonial e de consolidação integral ou proporcional. As práticas
contábeis das controladas e coligadas são ajustadas para assegurar consistência com as políticas adotadas pela controladora. As operações entre
as Companhias consolidadas, bem como os saldos, os ganhos e as perdas não realizados nessas operações são eliminados.

A participação em projetos hidrelétricos é feita através de contratos de consórcio sob os quais a Companhia participa nos ativos e passivos dos
empreendimentos na proporção da cota que detém sobre a energia gerada. A Companhia não possui responsabilidade conjunta por nenhuma
obrigação. Uma vez que pela legislação brasileira, não existe entidade legal separada para o consórcio, não há demonstrações financeiras, declaração
de imposto de renda, resultado e patrimônio líquido separados. Dessa forma a Companhia reconhece a participação proporcional dos custos e das
participações não divisíveis nos ativos relacionados aos projetos hidrelétricos.

(d) Caixa e equivalentes de caixa e investimentos a curto prazo

Os fluxos de caixa dos investimentos a curto prazo são demonstrados pelos valores líquidos (aplicações e resgates). As aplicações a curto prazo
que possuem liquidez imediata e vencimento original em até 90 dias são consideradas como caixa e equivalentes. Os demais investimentos, com
vencimentos superiores à 90 dias, são reconhecidos a valor justo e registrados em investimentos a curto prazo.

(e) Contas a receber

Os valores a receber são registrados e mantidos no balanço pelo valor nominal dos títulos representativos desses créditos, acrescidos das
variações monetárias ou cambiais, quando aplicáveis, deduzidos de provisão para cobrir eventuais perdas na sua realização.

A provisão para créditos de liquidação duvidosa é constituída em montante considerado suficiente pela Administração para cobrir eventuais perdas
estimadas na realização desses créditos. O valor estimado da provisão para créditos de liquidação duvidosa pode ser modificado em função das
expectativas da Administração com relação à possibilidade de se recuperar os valores envolvidos, assim como por mudanças na situação
financeira dos clientes.

(f) Não circulante

Os direitos realizáveis e as obrigações vencíveis após os 12 meses subseqüentes à data das demonstrações contábeis são considerados como
não circulantes.

9
(g) Receitas

As receitas de vendas são reconhecidas quando da transferência da titularidade do produto ou quando os serviços são prestados. As receitas de
serviços de transporte são reconhecidas quando o serviço é executado.

(h) Estoques

Os estoques estão demonstrados pelo menor valor entre o custo médio de aquisição ou produção e os valores de reposição ou realização.
Quando aplicável, é constituída provisão para estoques obsoletos ou de baixa movimentação.

No momento em que ocorre a extração física do minério este deixa de fazer parte do cálculo das reservas provadas e prováveis e passa a fazer
parte do estoque da pilha de minério e portanto não fazem parte do cálculo da depreciação, amortização e exaustão por unidade de produção.

(i) Imobilizado

O imobilizado está registrado ao custo (sendo os bens adquiridos no Brasil acrescidos das atualizações monetárias até 1995) e inclui os encargos
financeiros incorridos durante o período de construção. Os bens são depreciados pelo método linear, com base nas vidas úteis estimadas. A
exaustão das jazidas é apurada com base na relação obtida entre a produção efetiva e o montante total das reservas provadas e prováveis.

(j) Política de paradas programadas

Os gastos relevantes com manutenção de áreas industriais e de navios, incluindo peças para reposição, serviços de montagens entre outros, são
registrados no ativo imobilizado e depreciados durante o período de benefícios desta manutenção até a próxima parada.

(k) Intangíveis

Os ativos intangíveis são avaliados ao custo de aquisição, deduzido da amortização acumulada e perdas por redução do valor recuperável,
quando aplicável. Os ativos intangíveis que possuem vida útil definida são amortizados considerando a sua utilização efetiva ou um método que
reflita os seus benefícios econômicos, enquanto os de vida útil indefinida são testados anualmente quanto a sua recuperabilidade.

(l) Redução para valor recuperável de ativos de longa duração

A Companhia analisa anualmente se há evidências de que o valor contábil de um ativo não será recuperável. Caso se identifiquem tais evidências,
a Companhia estima o valor recuperável do ativo. Independentemente da existência de indicação de não recuperação de seu valor contábil, saldos
de ágio originados da combinação de negócios e ativos intangíveis com vida útil indefinida têm sua recuperação testada pelo menos uma vez por
ano. Quando o valor residual contábil do ativo excede seu valor recuperável, a Companhia reconhece uma redução do saldo contábil deste ativo
(deterioração). Se não for possível determinar o valor recuperável de um ativo individualmente, é realizada a análise do valor recuperável da
unidade geradora de caixa à qual o ativo pertence.

(m) Gastos com estudos e pesquisas

Os gastos com estudos e pesquisas minerais são considerados como despesas operacionais até que se tenha a comprovação efetiva da
viabilidade econômica da exploração comercial de determinada jazida. A partir desta comprovação, os gastos incorridos passam a ser
capitalizados como custo de desenvolvimento de mina.

Durante a fase de desenvolvimento de uma mina, antes do início da produção, os gastos de remoção de estéril (isto é, os custos associados com
remoção de estéril e outros materiais residuais) são contabilizados como parte dos custos depreciáveis de desenvolvimento. Subseqüentemente,
estes custos são amortizados durante o período de vida útil da mina com base nas reservas prováveis e provadas. Após o início da fase produtiva
da mina, os gastos com remoção de minério são tratados como custo de produção.

(n) Arrendamento mercantil

Os arrendamentos mercantis nos quais uma parte significativa dos riscos e benefícios de propriedade ficam com o arrendador são classificados
como arrendamentos operacionais. Os encargos dos arrendamentos são apropriados ao resultado pelo método linear ao longo do período do
arrendamento.

10
(o) Obrigações com desmobilização de ativos

Os gastos representativos de fechamento de mina decorrentes da finalização das atividades estão registrados como obrigações com
desmobilização de ativos. As obrigações consistem principalmente de custos associados com encerramento de atividades. O custo de
desmobilização de ativo equivalente à obrigação está capitalizado como parte do valor contábil do ativo sendo depreciado pelo período de vida útil
do ativo.

(p) Benefícios a empregados

Os pagamentos de benefícios tais como salário, férias vencidas ou proporcionais, bem como os respectivos encargos trabalhistas incidentes sobre
estes benefícios, são reconhecidos mensalmente no resultado por meio de provisão respeitando o regime de competência.

(q) Fundo de Pensão e outros benefícios pós-aposentadoria

A Companhia adota as práticas contábeis previstas na Deliberação CVM 371/00 para reconhecimento dos passivos e resultados advindos da
avaliação atuarial do fundo de pensão de seus funcionários e do plano de assistência médica dos funcionários aposentados. Os ganhos e perdas
atuariais gerados por ajustes e alterações nas premissas atuariais dos planos de benefícios de pensão e aposentadoria e os compromissos
atuariais relacionados ao plano de assistência médica são reconhecidos no resultado do exercício, segundo o método do corredor.

(r) Participação no resultado

A participação nos resultados a ser paga no ano seguinte, é provisionada mensalmente respeitando o regime de competência e é classificada
como custos de produtos vendidos e serviços prestados ou despesas operacionais de acordo com a lotação do empregado em atividades
produtivas ou administrativas, respectivamente.

(s) Incentivo de longo prazo

A Companhia contabiliza o custo desse incentivo de acordo com o Plano de Remuneração de Longo Prazo, seguindo os requerimentos da
"Deliberação CVM 562/2008”. As obrigações são medidas, em cada data de divulgação, a valor justo, baseado em cotações de mercado. Os
custos de compensação incorridos são reconhecidos, durante os três anos definidos como período aquisitivo.

(t) Derivativos e operações de hedge

Os instrumentos financeiros derivativos são reconhecidos como ativo ou passivo no balanço patrimonial e são mensurados a valor justo.
Mudanças no valor justo dos derivativos são registradas em cada período como ganhos no resultado ou em ajustes de avaliação patrimonial no
patrimônio líquido, quando a transação for caracterizada como um hedge efetivo e que tenha sido efetivo durante o exercício.

(u) Impostos diferidos

O reconhecimento de impostos diferidos é baseado nas diferenças temporárias entre o valor contábil e o valor para base fiscal dos ativos e
passivos e nos prejuízos fiscais do Imposto de Renda e na base de cálculo negativa de Contribuição Social Sobre o Lucro na medida em que foi
considerada provável sua realização contra resultados tributáveis futuros. Se a Companhia não for capaz de gerar lucros tributáveis futuros, ou se
houver uma mudança significativa no tempo necessário para que os impostos diferidos sejam dedutíveis, a Administração avalia a necessidade de
constituir provisão para perda desses impostos diferidos.

(v) Valor Presente

Os ativos e passivos de longo prazo da Companhia e de suas controladas são, quando aplicável, ajustados a valor presente utilizando taxas de
desconto que refletem a melhor estimativa da Companhia.

(w) Destinação dos Resultados

No encerramento do ano a Companhia destina seus resultados entre dividendos e reservas na forma prevista na legislação societária. Com
relação aos dividendos a Companhia pode utilizar-se de beneficio fiscal através da modalidade de juros sobre capital próprio respeitando os
critérios e limites definidos pela legislação brasileira. O benefício atribuído para os acionistas nesta modalidade é considerado legalmente como
parte do dividendo mínimo anual e, portanto, é registrado para fins contábeis como dividendos a pagar com contrapartida em lucros acumulados.

As demonstrações contábeis da Controladora refletem a proposta do Conselho de Administração para a destinação do lucro líquido do exercício
no pressuposto de sua aprovação pela Assembléia Geral Ordinária.

11
(x) Provisão para contingências

Os passivos contingentes são constituídos sempre que a perda for avaliada como provável, o que ocasionaria uma provável saída de recursos
para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança levando em conta a opinião dos
assessores jurídicos, a natureza das ações, similaridade com processos anteriores, complexidade e no posicionamento de tribunais. Os passivos
contingentes classificados como perdas possíveis não são reconhecidos contabilmente, sendo apenas divulgados nas demonstrações financeiras,
e os classificados como remotos não requerem provisão e nem divulgação.

Os depósitos judiciais são atualizados monetariamente e apresentados como dedução do valor do correspondente passivo constituído quando não
houver possibilidade de resgate destes depósitos, a menos que ocorra desfecho favorável da questão para a entidade.

6.3- Aquisições e Desinvestimentos

(a) Mineração Corumbá Reunidas S.A

Em setembro de 2009, a Vale adquiriu da Rio Tinto a Companhia Mineração Corumbá Reunidas, detentora dos ativos relativos as operações de
minério de ferro em Corumbá, por R$1.473 (inclui o pagamento da variação do capital de giro no período). Nessa aquisição os ativos e passivos
foram avaliados a valor de mercado, o que resultou em um acréscimo de R$ 788 comparado aos valores contábeis, sem reconhecimento de ágio.

(b) Diamond Coal Ltd

Em março de 2009, a Vale adquiriu da Cement Argos, a Diamond Coal Ltd (atual Vale Colombia Holding Limited), que possui ativos de carvão
térmico na Colômbia por R$695. Na aquisição os ativos foram avaliados a mercado, o que resultou um acréscimo de R$475 comparado aos
valores contabilizados, sem reconhecimento de ágio.

(c) Green Mineral Resources

Em fevereiro de 2009, a Vale adquiriu da Rio Tinto a Green Mineral Resources, Companhia proprietária de direitos minerários de fertilizantes do
Projeto Regina (Canadá) e do Projeto Colorado (Argentina) por R$1.995. Na aquisição os ativos foram avaliados a mercado, o que resultou um
acréscimo de R$1.745 comparado aos valores contabilizados, sem reconhecimento de ágio.

(d) Outras transações

Em setembro de 2009 a Vale concluiu acordo com a ThyssenKrupp Steel AG para aumento de participação na ThyssenKrupp CSA Siderúrgica do
Atlântico Ltda. (CSA) dos atuais 10% para 26,87%, através de aporte de capital de R$2.532.

Em julho de 2009 a Vale assinou acordo que contempla a venda de parte de seus ativos florestais, totalizando 84,7 mil hectares, incluindo áreas
de preservação e florestas de eucalipto localizadas no sudoeste do Maranhão, por aproximadamente R$235, obtendo um ganho de R$110. (vide
nota 6.27).

Em abril de 2009, a Vale vendeu sua participação remanescente na Usiminas, por R$ 595 obtendo um ganho de R$ 288.

Em março de 2009, a Companhia adquiriu 50% da Teal Minerals Incorporated, uma Joint Venture com a African Rainbow Minerals Limited, por
R$139. Na aquisição os ativos foram avaliados a mercado, o que resultando em um acréscimo de R$254 em relação aos valores contabilizados,
sem reconhecimento de ágio.

Em fevereiro de 2008 a Vale vendeu sua participação de 4,83% das ações ordinárias da Jubilee Mines N.L, detidas pela Vale Inco, por R$232
obtendo um ganho de R$139. (vide nota 6.27)

6.4- Caixa e Equivalentes de Caixa


Consolidado Controladora
2009 2008 2009 2008
Caixas e bancos 1.405 1.814 86 59
Aplicações financeiras 11.816 22.825 1.164 6.654
13.221 24.639 1.250 6.713

Todas as aplicações financeiras acima foram efetuadas em investimento de baixo risco, sendo parte em reais indexadas ao CDI e parte em
Dólares em Time deposits, com prazo de vencimento de até 90 dias.

12
6.5- Investimentos a Curto Prazo
Consolidado
2009 2008

Time deposit 6.525 5.394

Representam aplicações de baixo risco, com data de regaste entre 91 e 360 dias.

6.6- Contas a Receber de Clientes

Consolidado Controladora
2009 2008 2009 2008

No país 1.538 1.135 1.211 825


No exterior 4.327 6.997 2.234 9.071
5.865 8.132 3.445 9.896

Provisão para créditos de liquidação duvidosa (222) (199) (85) (69)


5.643 7.933 3.360 9.827

6.7- Partes Relacionadas

No curso normal das operações, a Vale contrai direitos e obrigações com partes relacionadas, oriundas de operações de venda e compra de
produtos e serviços, arrendamento de ativos, operações de mútuos pactuados em condições normais de mercado, comercialização de matéria-
prima, assim como de serviços de transporte ferroviário.

Os saldos dessas operações com partes relacionadas e seus efeitos nas demonstrações contábeis podem ser identificados como segue:

C on so lidado
Ativo
2 00 9 2008

P artes Pa rtes
C lien tes Clien tes
rela cion ad as relacionad as

C o mp an hia H isp an o-Bras ile ira de Pe lot ização - HISP AN OBR ÁS 29 - 8 -


C o mp an hia Ítalo-Bra sileira de Pelotização - ITA BR ASC O 1 - 35 7
C o mp an hia N ipo -Brasileira d e P elo tização - NIBR ASC O - - 10 1
K orea Nickel C orpora tion 19 - 90 -
S am arco M in era çã o S.A 10 37 1 11
T ea l M inera ls Inco rporate d - 14 6 - -
O utros 33 25 117 9
To tal 92 20 8 261 28

R e gis trad o no:


Circulante 92 14 4 261 28
Não C ircula nt e - 64 - -
92 20 8 261 28

13
Con so lidado
Passivo
2009 2008

Partes Partes
F orneced ores F orneced ores
relacion ad as relacionad as

Baovale Mineração S.A 19 - 23 -


Companhia Coreano-B rasileira de Pelotização - KO BRASCO 5 2 18 8
Companhia Hispano-Bras ileira de Pelot ização - HISPANOBRÁS 28 1 15 51
Companhia Ítalo-Brasileira de Pelotização - ITABRASCO 5 - 46 27
Companhia Nipo-Brasileira de Pelotização - NIBRASCO 8 10 23 58
Minas da Serra G eral 8 14 8 7
Mineração Rio do Norte S.A. 26 - 53 -
MRS Logistic a S.A. 310 109 168 125
Mitsui & CO , LT D 45 - - -
O utros 55 - 49 11
To tal 509 136 403 287

Registrad o no:
Circulante 509 33 403 162
Não Circulant e - 103 - 125
509 136 403 287

Controladora
Ativo
2009 2008

Partes Partes
Clientes Clientes
relacionadas relacionadas

ALUNORTE - Alumina do Norte do Brasil S.A. 33 72 65 127


Baovale Mineração S.A 3 3 3 2
CVRD OVERSEAS Ltd. 545 - - 30
Ferrovia Centro - Atlântica S.A. 59 68 61 30
Companhia Coreano-Brasileira de Pelotização - KOBRASCO 1 - 2 -
Companhia Hispano-Brasileira de Pelotização - HISPANOBRÁS 60 - - -
Minerações Brasileiras Reunidas S.A. - MBR 6 687 10 678
MRS Logistica S.A. 1 6 1 17
Companhia Nipo-Brasileira de Pelotização - NIBRASCO - - 20 47
Salobo Metais S.A. 3 234 2 234
Samarco Mineração S.A 21 75 1 378
Vale International S.A. 1.672 4.652 7.857 3.102
Vale Manganês S.A. 36 181 7 597
Outros 166 224 1.415 388
Total 2.606 6.202 9.444 5.630

Registrado no:
Curto Prazo 2.606 4.360 9.444 2.232
Não circulante - 1.842 - 3.398
2.606 6.202 9.444 5.630

Controladora
Passivo
2009 2008

Partes Partes
Fornecedores Fornecedores
relacionadas relacionadas

ALUNORTE - Alumina do Norte do Brasil S.A. 16 - 13 -


Baovale Mineração S.A 39 - 46 -
Companhia Portuária Baía de Sepetiba - CPBS 30 2 - 80
CVRD OVERSEAS Ltd. - 491 - 790
Ferrovia Centro - Atlântica S.A. 14 2 13 57
Companhia Coreano-Brasileira de Pelotização - KOBRASCO 9 - 36 12
Companhia Hispano-Brasileira de Pelotização - HISPANOBRÁS 57 - - -
Minerações Brasileiras Reunidas S.A. - MBR 30 88 28 22
MRS Logistica S.A. 433 - 224 -
Companhia Nipo-Brasileira de Pelotização - NIBRASCO 17 21 47 139
Salobo Metais S.A. 16 - - -
Vale International S.A. 42 34.808 30 46.117
Vale Manganês S.A. - - - 54
Mitsui & CO, LTD 45 - - -
Outros 97 42 182 318
Total 845 35.454 619 47.589

Registrado no:
Curto Prazo 845 7.343 619 9.578
Não circulante - 28.111 - 38.011
845 35.454 619 47.589

14
Consolidado
Receita (Não auditado) Despesa / Custo (Não auditado) Financeiro (Não auditado)
4T/09 3T/09 4T/08 4T/09 3T/09 4T/08 4T/09 3T/09 4T/08
Baovale Mineração S.A. 2 - - 4 5 5 - - -
Companhia Coreano-Brasileira de Pelotização - KOBRASCO - - - 33 - - - - -
Companhia Hispano-Brasileira de Pelotização - HISPANOBRÁS 49 17 34 49 18 56 (2) 2 (2)
Companhia Ítalo-Brasileira de Pelotização - ITABRASCO - - 7 5 5 73 36 (2) 29
Companhia Nipo-Brasileira de Pelotização - NIBRASCO - - - 10 9 125 (36) - (42)
Log-in S.A. 14 - - - - 21 - - -
Mineração Rio do Norte S.A - - - 48 55 97 - - -
MRS Logistica S.A. 4 4 1 138 150 428 26 (26) -
Samarco Mineração S.A. 42 21 63 - - - - - -
Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. - USIMINAS (*) - - 292 - - - - - -
Outras 22 2 27 7 5 30 5 1 -
133 44 424 294 247 835 29 (25) (15)

Co nsolidad o
Receita Despesa / Cu sto Financeiro
2009 2008 2009 2008 2009 2008
Baovale Mineração S.A. 5 - 18 17 - -
Companhia Coreano-B rasileira de Pelotização - KO BRASCO - 85 33 - - -
Companhia Hispano-Bras ileira de Pelotização - HISPANOBRÁS 75 270 68 433 (2) (3)
Companhia Ítalo-Brasileira de Pelotização - ITABRASCO - 184 17 256 - 34
Companhia Nipo-Brasileira de Pelotização - NIBRASCO - 45 44 404 (1) (37)
Log-in S.A. 28 - - - 1 -
Mineração Rio do Norte S.A - - 240 276 - -
MRS Logistic a S.A. 13 9 526 936 (30) -
Samarco Mineração S.A. 92 234 - - - -
Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. - USIMINAS (*) - 1.198 - - - -
O utras 2 27 11 38 - 6
215 2.052 957 2.360 (32) -

C on tro la do ra
R e ce i ta D es pe s a / Cu s to Fina nc e ir o
2 00 9 20 0 8 2 00 9 2 0 08 20 0 9 2 0 08
A L B R A S - A lum ín io B ras il eiro S . A . 1 30 26 - - - -
A L U NO R T E - A lum in a d o N ort e do B ras il S . A . 3 68 384 13 1 53 (2 2) -
B a o vale M in era ç ã o S .A . 10 - 37 - - -
C o m p an h ia C o rea n o-B ras ileira d e P e lotiz a çã o - K O B R A S C O - 175 66 4 09 - (1 )
C o m p an h ia H is p an o -B ras ile ira d e P e loti za çã o - H IS P A N OB R Á S 1 61 579 13 0 6 17 (3) (9 )
C o m p an h ia Í ta l o-B ra s ileira d e P e lo tiz a çã o - I TA B R A S C O - 391 35 2 77 (1) 6
C o m p an h ia N ipo -B ra si le ira d e P e lo tiz a ção - N IB R A S C O - 162 89 6 42 63 (54 )
C o m p an h ia P ort uá ri a B a ia d e S e p et ib a - C P B S - - 29 1 2 82 (7) (14 )
C V R D O ve rse as L td . 2.5 51 4 .2 6 2 - - 131 (53 )
F erro vi a Ce n tro - A tlâ nt ic a S .A . 1 82 206 9 43 5 (7 )
M R S L o gis tic a S .A . 19 38 89 9 1 .3 12 - -
S a m a rco M in era çã o S .A . 1 84 467 - - - -
U s ina s S i de rú rgi ca s d e M ina s G e rais S .A . - U S I M IN A S (* ) - 1 .0 2 5 - - - -
V a le E n erg ia S .A . - - 21 7 1 18 - -
V a le In te rn at ion a l S .A . 1 9.0 02 1 8 .9 7 5 - - 8 .3 7 0 (1 1 .4 22 )
V a le M an g a nê s S .A . 72 83 - - - (13 )
O ut ras 18 92 22 89 26 (10 )
2 2.6 97 2 6 .8 6 5 1 . 92 6 3 .8 42 8 .5 6 2 (1 1 .5 77 )

(*) Investimento alienado em abril de 2009.

Adicionalmente, a Vale tem com o Banco Nacional de Desenvolvimento Social e o BNDES Participações S. A. os valores de R$2.945 e R$1.153
em 31 de dezembro de 2009, respectivamente, relativos a operações de empréstimos remunerados a juros de mercado, cujo maior prazo de
vencimento é setembro de 2029. As operações geraram despesas de juros de R$183 no resultado

A Vale tem ainda operações financeiras com o Bradesco no valor de R$185 em 31 de dezembro de 2009. O efeito no resultado destas operações
foi de R$77.

Remuneração de pessoal chave da administração 2009

Benefícios de curto prazo a administradores 41


Outros benefícios de longo prazo a administradores 11
Total 52

15
6.8- Estoques
Consolidado Controladora
2009 2008 2009 2008
Produtos acabados
Níquel (co-produtos e subprodutos) 1.886 3.537 56 33
Minério de ferro e pelotas 1.324 1.917 999 1.677
Manganês e ferroligas 290 518 - -
Produtos de alumínio 251 365 1 22
Caulim 73 94 - -
Carvão 89 101 - -
Concentrado de cobre 61 60 61 60
Produtos siderúrgicos 25 55 - -
Outros 13 77 30 39
4.012 6.724 1.147 1.831
Peças de reposição e manutenção 1.901 2.962 734 1.082
5.913 9.686 1.881 2.913

Em 31 de Dezembro de 2009, os saldos de estoque contemplam uma provisão para ajuste a valor de realização para o aço no montante de R$ 4,6
(R$ 150 em 2008). Para o níquel não houve provisão em 2009 (R$ 184 em 2008).

6.9- Tributos a Recuperar ou Compensar

Consolidado Controladora
2009 2008 2009 2008
Imposto sobre lucro líquido 1.577 3.957 402 2.581
Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços - ICMS 570 733 466 538
PIS e COFINS 1.898 1.057 1.105 328
Outros 180 206 66 54

Total 4.225 5.953 2.039 3.501

Circulante 2.685 4.886 1.881 3.312


Não circulante 1.540 1.067 158 189
4.225 5.953 2.039 3.501

6.10- Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos

O lucro da Companhia está sujeito ao regime comum de tributação aplicável às Companhias em geral. Os saldos diferidos líquidos, apresentam-se
como segue:
Diferido Líquido
Consolidado Controladora
2009 2008 2009 2008
Resultado fiscal a compensar 1.373 725 799 -
Diferenças temporárias:
. Fundo de pensão 1.238 430 187 235
. Provisão para contingências 781 687 667 654
. Provisão para perdas em ativos 750 1.167 400 1.047
. Mais valia vinculada ao imobilizado adquirido (9.039) (8.518) - -
. Outras 36 (291) (88) (76)
Total (6.234) (6.525) 1.166 1.860

Contribuição social (1.320) - (1.320) -


Total (6.181) (5.800) 645 1.860

Circulante 1.492 1.305 1.219 1.220


Não circulante - - 747 640
ATIVO 1.492 1.305 1.966 1.860

PASSIVO (7.673) (7.105) (1.320) -

16
Os ativos e passivos diferidos de imposto de renda e contribuição social decorrentes de prejuízos fiscais, bases negativas de contribuição social e
diferenças temporárias são reconhecidos contabilmente levando-se em consideração a análise dos resultados futuros, fundamentada por
projeções econômico-financeiras elaboradas com base em premissas internas e em cenários macroeconômicos, comerciais e tributários que
podem sofrer alterações no futuro.

Estas diferenças temporárias, que serão realizadas quando da ocorrência dos correspondentes fatos geradores, apresentam as seguintes
expectativas:
Valor líquido dos créditos
Anos Consolidado Controladora
2010 1.492 1.219
2011 (243) 109
2012 (286) 109
2013 (301) 109
2014 (305) 109
2015 (372) 41
2016 (362) 41
2017 (359) 40
2018 (359) 40
2019 (3.765) 149
(4.860) 1.966

O imposto de renda no Brasil compreende o imposto sobre a renda e a contribuição social sobre o lucro. A alíquota estatutária aplicável nos
períodos apresentados é de 34%. Em outros países, onde temos operações, a tributação aplicável varia entre 1,67% e 40%.

O total demonstrado como resultado de imposto de renda nas demonstrações contábeis consolidadas está reconciliado com as alíquotas
estabelecidas pela legislação, como segue:
Consolidado Controladora
Trimestres (Não auditado) Acumulado Acumulado
4T/09 3T/09 4T/08 2009 2008 2009 2008
Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 1.492 4.941 12 15.342 22.376 15.796 19.821
Resultado de participações societárias e amortização de ágio (22) (30) 410 (116) 1.325 3.744 (17.607)
Efeito tributário decorrente de moeda funcional não tributada 866 1.458 (5.315) 10.577 (6.992) - -
2.336 6.369 (4.893) 25.803 16.709 19.540 2.214
Alíquota combinada do imposto de renda e da contribuição social 34% 34% 34% 34% 34% 34% 34%
Imposto de renda e contribuição social às alíquotas da
(794) (2.165) 1.664 (8.773) (5.681) (6.644) (753)
legislação

Ajustes que afetaram o cálculo dos tributos:

Imposto de renda e contribuição social de juros sobre o capital próprio 872 - 446 872 1.315 872 1.315
Incentivos fiscais 113 62 (25) 368 227 184 -
Resultados de empresas no exterior tributadas à aliquotas diferentes
769 273 (17) 2.126 3.046 - -
a da controladora
Outros 246 (10) 397 482 428 41 896
Imposto de renda e contribuição social no resultado do período 1.206 (1.840) 2.465 (4.925) (665) (5.547) 1.458

A Vale no Brasil possui incentivo fiscal de redução parcial do imposto de renda devido, pelo valor equivalente à parcela atribuída pela legislação
fiscal às operações nas regiões norte e nordeste com ferro, ferrovia, manganês, cobre, bauxita, alumina, alumínio, caulim e potássio. O incentivo é
calculado com base no lucro fiscal da atividade (chamado lucro da exploração), leva em conta a alocação do lucro operacional pelos níveis da
produção incentivada durante os períodos definidos como beneficiados para cada produto, e, no geral, expiram até 2018. Parte das operações
com ferrovia e ferro na região norte foi reconhecida como incentivada por 10 anos a partir de 2009. Um montante igual ao obtido com a economia
fiscal deve ser apropriado em uma conta de reserva de lucros, no patrimônio líquido, e não pode ser distribuído como dividendos aos acionistas.

A Vale pode se beneficiar com a destinação de parte do imposto de renda devido para ser reinvestida na aquisição de equipamentos na operação
incentivada, sujeita a aprovação posterior pela agência reguladora da área incentivada Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia -
SUDAM e Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste - SUDENE. Quando aprovado o reinvestimento, o beneficio fiscal é também
apropriado em uma reserva de lucros, com impedimento a distribuição como dividendos aos acionistas.

A Vale tem também incentivos de impostos relacionados ao projeto Goro na Nova Caledônia (Goro). Estes incentivos fiscais incluem isenções
temporárias totais do imposto de renda durante a fase de construção do projeto, e, também por um período de 15 anos iniciando-se no primeiro
ano da produção comercial, conforme definido pela legislação aplicável, seguido por 5 anos com 50% de incentivos fiscais temporários. Além
disto, Goro está qualificado para determinadas isenções de impostos indiretos tais como taxa de importação durante a fase de construção e
17
durante toda a vida comercial do projeto. Alguns destes benefícios fiscais, incluindo incentivos fiscais temporários, estão sujeitos a uma
interrupção antecipada, caso o projeto alcance uma taxa acumulada específica de retorno. Goro está sujeito a tributação de uma parte do lucro
começando no primeiro ano em que a produção comercial for atingida, conforme definido pela legislação aplicável. Até o momento, não foi
realizado nenhum lucro tributável na Nova Caledônia. Os benefícios desta legislação são esperados para quaisquer impostos então aplicáveis
quando o projeto Goro estiver em operação. A Vale obteve incentivo fiscal para os projetos em Moçambique, Oman e Malásia, que terá efeito
quando os projetos iniciarem sua operação comercial.

A Vale está sujeita a revisão do imposto de renda pelas autoridades fiscais locais, por até cinco anos nas Companhias que operam no Brasil, dez
anos para operações na Indonésia e até sete anos para Companhias com operações no Canadá.

No Brasil a compensação do prejuízo fiscal apurado não prescreve, sendo que sua utilização é restrita a 30% do lucro tributável na apuração anual
e trimestral de imposto de renda.

6.11- Investimentos

Investimentos Resultado de Participações Societárias


Trimestres (Não auditado) Acumulado
2009 2008 4T/09 3T/09 4T/08 2009 2008
Investimentos avaliados a mercado ( a )
Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. - USIMINAS (b) - 384 - - - 17 33
Mirabela Nickel Ltd (b) - 19 - - - - -
Skye Resources (e) - - - - (83) - (83)
Hudbay Minerals Inc. (b) - 20 - - - - -
Heron Resources Inc 14 5 - - - - -
Outros 14 33 - - - - -
28 461 - - (83) 17 (50)
Investimentos avaliados pelo método de equivalência patrimonial
Henan Longyu Energy Resources Co. Ltd. 435 411 33 32 35 148 145
Korea Nickel Corp. 22 49 1 - 4 1 7
Log-In - Logistica Intermodal S/A. 218 221 - - 12 4 37
Shandong Yankuang International Company Ltd (d) - 58 (7) (3) (33) (35) (33)
ThyssenKrupp CSA - Cia Siderúrgica do Âtlantico (c) 3.546 1.034 (11) - - (11) -
Vale Soluções em Energia 172 98 - - - - -
Zhuhai YPM Pellet e Co.,Ltd. 22 - 6 2 - 3 -
Outros 147 110 - (1) 6 (11) (2)
4.562 1.981 22 30 24 99 154
4.590 2.442 22 30 (59) 116 104
(a) Investimentos avaliados a valor de mercado, ou equivalente, com reflexo no grupo de Ajustes de Avaliação Patrimonial no patrimônio líquido.
(b) Investimento alienado em 2009.
(c) Investimento avaliado a mercado até set/09.
(d) Empresa com patrimonio liquido negativo em 2009
(e) Os valores registrados como equivalencia patrimonial refere-se a perda na marcação a mercado não temporária

18
Resultado de
% de Resultado do participações Dividendos
partici- Patrimônio exercício Investimentos societárias recebidos
Controladora pação líquido ajustado ajustado 2009 2008 2009 2008 2009
Avaliados pelo método de equivalência patrimonial
ALBRAS - Alumínio Brasileiro S.A. 51,00 2.035 154 1.038 992 78 76 6
ALUNORTE - Alumina do Norte do Brasil S.A. 57,03 4.557 243 2.599 2.479 139 137 8
Belém - Administrações e Participações LTDA. 100,00 1 (15) 1 232 (15) 22 -
Cadam S. A. 61,48 229 (24) 141 156 (15) (33) -
Companhia Coreano-Brasileira de Pelotização - KOBRASCO 50,00 301 45 150 127 23 78 -
Companhia Hispano-Brasileira de Pelotização - HISPANOBRÁS 50,89 286 (47) 146 170 (24) 103 -
Companhia Ítalo-Brasileira de Pelotização - ITABRASCO 50,90 312 45 159 136 22 55 -
Companhia Nipo-Brasileira de Pelotização - NIBRASCO 51,00 500 (4) 255 257 (2) 149 46
Companhia Portuária da Baía de Sepetiba - CPBS 100,00 347 155 347 325 155 140 46
Ferrovia Norte Sul S.A. 100,00 1.291 14 1.291 820 14 26 6
Green Mineral Resources Inc (a) 100,00 1.433 (74) 1.433 - (74) - -
LOG-IN - Logística Intermodal S/A 31,33 695 12 218 221 4 37 6
Minas da Serra Geral S.A. - MSG 50,00 102 6 51 49 3 2 -
Mineração Rio do Norte S.A. 40,00 640 46 256 237 19 88 86
Mineração Tacumã Ltda 100,00 (84) 3 (84) (88) 3 56 -
AFAC Mineração Tacumã Ltda - - - 1.788 1.788 - - -
Minerações Brasileiras Reunidas S.A. - MBR (b) 87,94 4.258 (325) 3.744 4.129 (286) 420 -
Mineração Corumbá Reunidas S.A 100,00 1.426 (28) 1.426 - (28) - -
MRS Logística S.A. (b) 10,89 1.958 643 213 200 70 69 54
Salobo Metais S.A. 100,00 917 (60) 917 417 (60) - -
AFAC Salobo Metais S.A. - - - 682 415 - - -
Samarco Mineração S.A. 50,00 1.804 1.179 902 300 590 553 346
Thyssenkrupp CSA Companhia Siderúrgica do Atlântico 26,87 13.200 (42) 3.547 1.034 (11) - -
Vale Manganês S.A. 100,00 689 194 689 600 194 657 -
Valesul Alumínio S.A. (b) 56,44 556 (100) 313 370 (56) 12 -
Vale International S.A. (a) 100,00 64.203 (4.236) 64.203 75.583 (4.236) 16.162 -
Vale Colombia Ltd (a) 100,00 678 (26) 678 - (26) - -
Urucum Mineração 100,00 68 8 68 38 8 163 100
Outras - - 540 172 (233) 64 30
Avaliados a mercado
Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. - USIMINAS - 384 - - -
87.711 91.543 (3.744) 19.036 734

(a) O patrimônio líquido das empresas sediadas no exterior foi convertido em moeda nacional às taxas de câmbio vigentes na data das demonstrações contábeis;
(b) Esse percentual contempla apenas a participação direta da Vale;

6.12- Intangíveis
Consolidado/ Controladora
Término da
2009 2008 amortização
Intangíveis por segmento

Minério de ferro e pelotas


Ágio - Minerações Brasileiras Reunidas - MBR (Inclui ágio Caemi) (b) 4.060 4.060 Indeterminado
Ágio outras empresas (a, b) 5 5 Indeterminado
Direito de uso das ações da EBM 656 679 Maio de 2037
4.721 4.744
Níquel
Ágio na aquisição da Inco Limited (a, b) 2.948 3.471 Indeterminado
Acordos Vale Inco 609 667 Setembro de 2046
3.557 4.138
Carvão
Ágio na aquisição da Vale Austrália (a, b) 168 171 Indeterminado

Logística
Subconcessão - Ferrovia Norte Sul - FNS 1.666 1.660 Dezembro de 2037

Outros 15 14
Total consolidado 10.127 10.727

Intangíveis não registrados na controladora (2.275) (2.341)


Total controladora 7.852 8.386

(a) Ágio não registrado na controladora; e


(b) Ágios pagos por expectativa de rentabilidade futura.
(*) A amortização de ágio foi cessada em dezembro de 2008 (vide nota 6.2-a).

As movimentações que ocorreram na rubrica de intangíveis durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2009, de R$10.727 em 31 de
dezembro de 2008 para R$10.127 em 31 de dezembro de 2009, foram as seguintes: redução por amortização de R$43, redução por ajustes de
conversão de R$582 e aumento por variação monetária de R$25.

19
6.13- Redução de Valor Recuperável de Ativos

Conforme descrito nas notas 6.2 (l), a Vale testa o valor recuperável dos ativos de longa duração caso exista evidência de que seu valor contábil
não seja recuperável, e independentemente da existência de evidências, testa anualmente os intangíveis com vida útil indefinida, que se
constituem principalmente de parcela de ágio por expectativa de resultados futuros advindos de processos de combinação de negócios.

Nenhuma despesa de Impairment foi reconhecida em 2009 como resultado do teste anual de recuperabilidade do ágio. Em 2008, uma perda pela
não recuperabilidade, relacionada às operações de níquel foi reconhecida no montante de R$ 2.447.

A Administração determina seus fluxos de caixas com base nos orçamentos aprovados. As projeções de margem bruta são baseadas em
performance passadas e expectativa da administração sobre o desenvolvimento dos mercados. As informações sobre preços de venda são
consistentes com as projeções utilizadas nos relatórios publicados pela indústria, considerando a cotação de mercado quando disponível e
apropriado. As taxas de descontos utilizadas refletem riscos específicos relacionados aos ativos relevantes em cada unidade geradora de caixa,
dependendo de sua composição e localização.

A recuperabilidade dos ativos com base no critério do fluxo de caixa descontado depende de diversas estimativas, que são influenciadas pelas
condições de mercados vigentes no momento em que essa recuperabilidade é testada e dessa forma não é possível determinar se novas perdas
de recuperabilidade ocorrerão no futuro, e caso ocorram, se estas seriam materiais.

6.14- Imobilizado
(a) Por tip o de ativo:
Co nsolidado Con trolado ra
2009 2008 2009 2008
Taxas
médias de Depreciação Depreciação
depreciação Custo acumulada Líquido Líquido Custo acu mulada Líquid o Líq uido
Terrenos - 506 - 506 425 300 - 300 170
Imóveis 1,50% 9.094 (2.407) 6.687 6.885 3.904 (1.010) 2.894 2.439
Instalações 4,23% 30.227 (10.304) 19.923 19.371 14.306 (4.491) 9.815 9.495
Equipam entos 7,73% 14.722 (4.998) 9.724 9.587 5.509 (1.975) 3.534 2.916
Equipam entos
20,00% 2.287 (1.425) 862 948 1.870 (1.163) 707 721
de informática
Ferrovias 3,73% 13.439 (4.667) 8.772 7.558 11.451 (4.114) 7.337 6.224
Ativos minerários 5,09% 27.342 (3.475) 23.867 25.734 1.976 (445) 1.531 1.445
Outros 6,57% 15.182 (3.757) 11.425 8.651 3.463 (1.681) 1.782 1.855
112.799 (31.033) 81.766 79.159 42.779 (14.879) 27.900 25.265
Imobilizações em curso 33.394 - 33.394 31.335 15.728 - 15.728 13.446
To tal 146.193 (31.033) 115.160 110.494 58.507 (14.879) 43.628 38.711

(b) Por área de negócio: Consolidado


2009 2008
Depreciação
Custo acumulada Líquido Líquido
Ferrosos
Em operação 41.245 (14.184) 27.061 20.732
Imobilizações em curso 9.403 - 9.403 9.068
50.648 (14.184) 36.464 29.800
Não Ferrosos
Em operação 47.302 (8.119) 39.183 43.304
Imobilizações em curso 18.756 - 18.756 18.121
66.058 (8.119) 57.939 61.425
Logística
Em operação 10.071 (3.376) 6.695 6.170
Imobilizações em curso 1.369 - 1.369 837
11.440 (3.376) 8.064 7.007
Participações
Em operação 12.113 (4.192) 7.921 8.065
Imobilizações em curso 1.843 - 1.843 1.265
13.956 (4.192) 9.764 9.330
Corporação
Em operação 2.068 (1.162) 906 888
Imobilizações em curso 2.023 - 2.023 2.044
4.091 (1.162) 2.929 2.932
Total 146.193 (31.033) 115.160 110.494

A depreciação do período, alocado ao custo de produção e as despesas, monta um R$5.447 em 2009 (R$5.112 em 2008) no consolidado e
R$1.931 em 2009 (R$1.647 em 2008) na controladora.

20
6.15- Empréstimos e Financiamentos

Captados a curto prazo


Consolidado Controladora
2009 2008 2009 2008

Financiamento de comércio exterior 546 958 - -


Capital de giro 100 130 - -
646 1.088 - -

Referem-se a financiamentos a curto prazo para exportação, denominados em dólares norte-americanos, com taxa média de juros de 2,02% ao
ano.

Captados a longo prazo


Consolidado Controladora
Passivo circulante Não circulante Passivo circulante Não circulante
2009 2008 2009 2008 2009 2008 2009 2008
Contratados no exterior
Empréstimos e financiamentos em:
Dólares norte-americanos 2.846 568 10.683 15.287 276 380 1.095 1.046
Outras moedas 51 54 715 390 6 8 6 15
Títulos em dólares norte-americanos (juros fixos) - - 12.851 15.214 - - - -
Securitização de exportações (*) 261 129 - 348 - - - -
Notas perpétuas - - 136 194 - - - -
Encargos decorridos 346 507 - - 7 24 - -
3.504 1.258 24.385 31.433 289 412 1.101 1.061

Contratados no país
Indexados por TJLP, TR, IGP-M e CDI 145 103 6.233 4.879 108 76 5.976 4.645
Cesta de moedas 2 2 5 9 2 3 5 10
Empréstimos em dólares norte-americanos - - 990 386 - - 990 386
Debêntures não conversíveis em ações 1.500 - 4.513 5.987 1.500 - 4.000 5.500
Encargos decorridos 154 220 - - 154 220 - -
1.801 325 11.741 11.261 1.764 299 10.971 10.541
5.305 1.583 36.126 42.694 2.053 711 12.072 11.602

(*) Títulos da dívida securitizados por recebíveis futuros oriundos de determinadas exportações. (Títulos liquidados em Janeiro de 2010, vide nota
6.33)

As parcelas a longo prazo em 31 de dezembro de 2009 têm vencimento nos seguintes anos:
Consolidado Controladora
2011............................................................................................................................................................
x 4.697 13% 392 3%
2012............................................................................................................................................................
x 2.544 7% 433 4%
2013............................................................................................................................................................
x 5.973 17% 4.428 37%
2014............................................................................................................................................................
x 1.861 5% 1.474 12%
2015 em diante...............................................................................................................................................................................................................................................
x 20.402 56% 5.345 44%
Sem data de vencimento (Notas perpétuas e debêntures não conversíveis em ações)........................................................................................................................................................
x 649 2% - 0%
36.126 100% 12.072 100%

Em 31 de dezembro de 2009, as taxas de juros anuais sobre as dívidas a longo prazo eram como segue:
C ons ol id ad o Co ntr ol ad or a
At é 3 %. .. ..... .... ..... ..... .... ... .. .. ..... ..... .... ..... .. ..... .... ..... ..... .... ... .... ..... ..... .... ..... .. ..... ..... .... ..... .. ... .. ..... .... ..... .... ... . x 1 1.9 28 2 .37 5
3 ,1 % a té 5% .... .. ..... ..... .... ..... .. .. ... .... ..... ..... .... ... .. .. ..... ..... .... ..... .. ... .. ..... .... ..... ..... .. ..... .... ..... .... ..... .. ... .. ..... .... ..... .....
x 2 02 -
5 ,1 % a té 7% (* ). ..... .. ..... ..... .... ..... .. ... .. ..... .... ..... ..... .. .. ... .... ..... ..... .... .. ... .. ..... .... ..... ..... .. .. ... .... ..... ..... .... ... .. .. ..... .....
x .... ... 1 5.0 60 1 .16 6
7 ,1 % a té 9% (* ). ..... .. ..... ..... .... ..... .. ... .. ..... .... ..... ..... .. .. ... .... ..... ..... .... .. ... .. ..... .... ..... ..... .. .. ... .... ..... ..... .... ... .. .. ..... .....
x .... ... 1 0.2 76 6 .99 5
9 ,1 % a té 11% .. ... .... ..... ..... .... ..... .. ..... ..... .... ..... .. .. ... .... ..... ..... .... ... .. .. ..... .. ... .... ..... .. ... .. ..... .... ..... ..... .. .. ... .. x 1.7 46 1 .51 4
Ac im a de 1 1% (*) .... .. .. ... .... ..... ..... .... ..... .. ..... ..... .... ..... .. ... .. ..... .... ..... .... ... .. .. ..... ..... .... ..... .. ... .. ..... .... ..... ..... .. ..... ....
x ..... ..... .... ... .. 2.0 77 2 .07 5
Va riáve is (N o ta s pe rpétu as).... ..... .... ... .. .. ..... ..... .... ..... .. ... .. ..... .... ..... ..... .. ..... .... ..... ..... .... ... .... ..... .... ..... .. ... .. ..... . x 1 42 -
4 1.4 31 14 .12 5

(*) Inclui debêntures não conversíveis e outros empréstimos em Reais, cuja remuneração é igual à variação acumulada da taxa do CDI e TJLP
mais spread. Para estas operações foram contratados instrumentos financeiros derivativos a fim de proteger a Companhia da exposição às
variações da dívida flutuante em Reais. O total contratado para estas operações é de R$11.623, dos quais R$6.876 tem taxas de juros originais
entre 7.1% e 9% e grande parte do saldo remanescente com taxa original acima de 9%. Após a contratação dos derivativos o custo médio destas
operações é de 4,47 %.

21
A Vale possui debêntures denominadas em reais não conversíveis em ações conforme demonstrado a seguir :

Quantidade em 31/12/2009 Saldos em


Emitida Em Carteira Vencimento Encargos Anuais 2009 2008
Emissões
Vale - 1a Série - 7a Emissão pública 150.000 150.000 20/11/2010 101,75% CDI 1.514 1.522
Vale - 2a Série - 7a Emissão pública 400.000 400.000 20/11/2013 100% CDI + 0,25% 4.037 4.057
Salobo - Tranche 'B' 5 5 Indeterminado 6,5 % a.a + IGPDI 513 487
6.064 6.066

Parcela de Curto Prazo 1.500 -


Parcela de Longo Prazo 4.513 5.987
Encargos decorridos 51 79
6.064 6.066

As variações percentuais relativas aos índices aplicados à dívida foram às seguintes:

2009 2008 2007


Indexados à Taxa de Juros de Longo Prazo - TJLP (taxa efetiva) 6,2 6,3 6,4
Indexados ao Índic e Geral de Preços-Mercado - IGP -M (1,7) 9,8 7,8
Valorização (desvalorizaç ão) do Real diante o Dólar norte-americano 34,2 (24,2) 20,7

Em novembro de 2009, a Vale emitiu US$1bilhão (equivalentes a R$1,7 bilhão) em bônus com vencimento em trinta anos, através de sua
subsidiária integral Vale Overseas. As notas com vencimento em novembro de 2039, têm cupom de 6,875% ao ano, pagos semestralmente, ao
preço de 98,564% do valor de face do título.

Em setembro de 2009, a Vale emitiu US$1 bilhão (equivalentes a R$1,8 bilhão) em bônus com vencimento em dez anos, através de sua
subsidiária integral Vale Overseas. As notas com vencimento em setembro de 2019, terão cupom de 5 5/8% ao ano, pagos semestralmente, ao
preço de 99,23% do valor de face do título.

Em janeiro de 2008, foi contratada com um banco brasileiro uma operação para financiamento de capital de giro de R$2 bilhões com vencimento
em 2018.

Linhas de Crédito

Em novembro de 2009, a Vale contratou linha de crédito no valor de US$300 (equivalentes a R$522), através de sua subsidiária PT International
Nickel Indonesia Tbk (PTI), com instituições financeiras japonesas, utilizando seguro da Nippon Export and Investment Insurance (NEXI), do
Japão, para o financiamento da construção da usina hidrelétrica de Karebbe, na Indonésia. Até 31 de Dezembro de 2009 a PT International sacou
US$150 (equivalentes a R$261) desta linha de crédito.

Em 2008, a Vale participou de acordos com o BNDES no valor de R$7.300 e com agências de crédito japonesas de financiamentos de longo prazo
no valor de US$5 bilhões (equivalentes a R$8.706), sendo US$3 bilhões (equivalentes a R$5.224) com o Japan Bank for International
Cooporation(JBIC) e US$2 bilhões (equivalentes a R$3.482) com o Nippon Export and Investment Insurance (NEXI) para o financiamento dos
projetos de mineração, logística e geração de energia desenvolvidos no âmbito do plano de investimentos da Vale para 2008-2012. Até 31 de
dezembro de 2009, a Vale utilizou R$1.554 da linha de crédito compromissada com o BNDES.

Adicionalmente a Vale tem disponível linha de crédito rotativa que pode ser desembolsada e paga à opção do devedor. Em 31 de dezembro de
2009, o montante disponível envolvendo linhas de crédito era de US$1.900 (equivalentes a R$3.308), sendo US$1.150 (equivalentes a R$2.002)
disponibilizados para Vale International e o restante para Vale Inco. Até 31 de dezembro de 2009, nenhum valor foi sacado pela Vale International
ou pela Vale Inco, porém foram emitidas cartas de credito no valor de US$115 (equivalentes a R$200) relacionadas à linha de credito da Vale
Inco.

Garantias

Em 31 de dezembro de 2009, R$1.311 (31 de dezembro de 2008 - R$1.299) do saldo devedor eram garantidos, sendo R$265
(31 de dezembro de 2008 R$478) por recebíveis da CVRD Overseas Ltd.; R$59 (31 de dezembro de 2008 R$133) pelo Governo Federal Brasileiro
e R$987 (31 de dezembro de 2008 R$689) por outros recebíveis. O saldo devedor restantes de R$ 40.120 (31 de Dezembro 2008 R$42.978) não
possui garantias.

Alguns dos instrumentos financeiros de longo prazo contêm obrigações relacionadas a indicadores financeiros. Os principais indicadores são
dívida sobre patrimônio líquido, dívidas versus EBITDA e cobertura de juros. A Vale está em conformidade com os níveis requeridos para os
indicadores.

22
6.16- Passivos Contingentes e Compromissos
A Vale e suas controladas são partes envolvidas em ações trabalhistas, cíveis, tributárias e outras em andamento e estão discutindo estas
questões tanto na esfera administrativa quanto na judicial, as quais, quando aplicável, são amparadas por depósitos judiciais. As provisões para as
perdas decorrentes destes processos são estimadas e atualizadas pela Administração, amparada pela opinião da diretoria jurídica da Companhia
e de seus consultores legais externos.

Adicionalmente às provisões registradas, existem outros passivos contingentes, distribuídos entre processos tributários, cíveis e trabalhistas,
considerados como perda possível no montante de R$9.242 (R$4.009 na controladora).

Provisão para Contingências

As provisões líquidas de depósitos judiciais, considerados pela Administração da Companhia e por seus consultores jurídicos como suficientes
para cobrir eventuais perdas em processos judiciais de qualquer natureza são detalhadas, como segue:
Consolidado Controladora
2009 2008 2009 2008
I) Contingências tributárias 1.933 2.299 404 1.203
(-) Depósitos judiciais (495) (1.082) (245) (862)
1.438 1.217 159 341

II) Contingências cíveis 935 687 539 475


(-) Depósitos judiciais (41) (44) (2) -
894 643 537 475

III) Contingências trabalhistas 1.273 1.097 993 905


(-) Depósitos judiciais (95) - (48) -
1.178 1.097 945 905
IV) Contingências ambientais 61 32 26 9
Total de passivos provisionados 3.571 2.989 1.667 1.730

2009 2008 2009 2008


Saldo no início do período 2.989 3.189 1.730 1.979
Reversões líquidas de provisões 536 (1.234) 192 (747)
Pagamentos (377) (30) (237) (30)
Atualização monetária (10) 568 184 385
Depósitos judiciais 433 496 (202) 143
Saldo no final do período 3.571 2.989 1.667 1.730

I) Contingências Tributárias
As principais naturezas das causas tributárias referem-se substancialmente a discussões sobre a base de cálculo da Compensação
Financeira pela Exploração de Recursos Minerais CFEM e sobre indeferimentos de pedidos de compensação de créditos na liquidação
de Tributos Federais. As demais referem-se a cobranças de Adicional de Indenização do Trabalhador Portuário (AITP) e
questionamentos sobre a localidade de incidência para fins de Imposto sobre Serviços (ISS).

Em 2009, procedeu-se a baixa dos valores provisionados referentes a discussão sobre a compensação de prejuízos fiscais e bases
negativas de contribuição social acima de 30%, devido a desistência da ação e consequentemente extinção do processo com liberação
dos recursos depositados judicialmente em favor da União.

II) Contingências Cíveis

As ações cíveis estão relacionadas às reclamações de Companhias contratadas por perdas que supostamente teriam ocorrido como
resultado de vários planos econômicos, acidentes e ação reivindicatória solicitando devolução de terreno.

III) Contingências Trabalhistas

Contingências trabalhistas e previdenciárias consistem principalmente de: (a) horas “itinere”, (b) adicional de periculosidade e
insalubridade, (c) reclamações vinculadas a disputas sobre o montante de compensação pago sobre demissões e ao terço constitucional
de férias.

23
Outros compromissos

(a) Em relação ao acordo de benefício fiscal para financiamento sobre arrendamento patrocinado pelo Governo Francês, a Vale fornece
algumas garantias em favor da Vale Inco New Caledônia (“VINC”) para as quais garante pagamentos devidos da VINC até o máximo de
R$174 (US$100 milhões) (“Montante Máximo”) em relação a indenização. Também fornece garantia adicional que cobre pagamentos
devidos a VINC de valores que excedem o Montante Máximo em relação a indenização e outros valores pagáveis pela VINC sob o
acordo de arrendamento que cobre alguns ativos.

Durante o segundo trimestre duas novas garantias bancárias de R$108 (€43 milhões) foram constituídas pela Vale em benefício da VINC
e em favor da South Province of New Caledônia de maneira a garantir a realização de certas obrigações ambientais referentes a sua
planta metalúrgica e a instalação de armazenamento de resíduos de Kwe West.

Sumic Nickel Netherlands B.V. (Sumic), que detém 21% das ações da VINC, tem opção de vender para a Vale 25%, 50%, ou 100% de
suas ações de VINC. Esta opção poderá ser exercida se o custo definido do projeto de desenvolvimento de níquel-cobalto ultrapassar o
valor acordado com os acionistas e um acordo não for alcançado sobre como proceder com relação ao projeto.

A Vale concedeu garantia cobrindo pagamentos indenizatórios da VINC (Vale Inco New Caledônia) devidos ao fornecedor, no âmbito de
um acordo de fornecimento de energia elétrica ("ESA"), celebrado em outubro de 2004 para o projeto VINC. O montante da indenização
depende de uma série de fatores, incluindo se a eventual rescisão for resultado de descumprimento contractual pela VINC e a data do
término do contrato for antecipada. Se a VINC descumprir o ESA antes da data prevista para o início de fornecimento de eletricidade ao
projeto, a indenização, que atualmente está no seu valor máximo, seria de R$364 (€145 milhões). Após o início do fornecimento de
energia elétrica no âmbito da ESA, os montantes garantidos reduzirão ao longo do período do Contrato.

Em fevereiro de 2009, a Vale Inco Newfoundland e Labrador Limited (“VINL”) subsidiária da Vale, celebrou um quarto aditivo para o
acordo de Desenvolvimento de Voisey´s Bay com o Governo de Newfoundland e Labrador, Canadá, que permite a VINL embarcar até
55.000 toneladas métricas de níquel concentrado das minas da área de Voisey´s Bay. Como parte do acordo, VINL concordou em
fornecer ao Governo de Newfoundland e Labrador garantia financeira na forma de cartas de crédito, no montante de R$27 (CAD$16
milhões) para cada embarque de níquel concentrado saído da província de 1º de janeiro de 2009 até 31 de agosto de 2009. O valor
máximo desta garantia financeira é de R$186 (CAD$112 milhões) com base no sétimo embarque de níquel concentrado. Em 31 de
dezembro de 2009 todas as cartas de crédito já foram emitidas, permanecendo R$102 (CAD$ 61, 6 milhões) em aberto.

(b) Por ocasião do primeiro passo de sua privatização, em 1997, a Vale emitiu debêntures para os acionistas existentes na ocasião,
incluindo o Governo Brasileiro. Os termos das debêntures foram estabelecidos para garantir que os acionistas pré-privatização,
participassem em possíveis benefícios futuros, que pudessem ser obtidos a partir da exploração de certos recursos minerais.

A Vale possui 388.559.056 debêntures participativas emitidas com valor nominal unitário na data de emissão de R$0,01 (hum centavo de
Real), cuja atualização se dá de acordo com a variação do Índice Geral de Preços de Mercado – IGP-M, conforme o disposto na
escritura de emissão.

Os debenturistas têm o direito de receber prêmios, pagos semestralmente, equivalentes a um percentual das receitas líquidas
provenientes de determinados recursos minerais conforme escritura de emissão.

Em abril e setembro, a Vale efetuou pagamento de remuneração das debêntures participativas no valor de R$8 e R$7, respectivamente.

6.17- Provisão com Obrigações para Desmobilização de Ativos


Consolidado Controladora
2009 2008 2009 2008

Provisão no início do período 2.110 1.763 892 790

Acréscimo de despesas 136 294 90 163

Liquidação financeira no período corrente (86) (16) (74) (11)

Revisões estimadas nos fluxos de caixa (48) (153) (62) (50)

Ajustes acumulados de conversão (111) 222 - -

Provisão no final do período 2.001 2.110 846 892

Circulante 157 113 122 44


Não circulante 1.844 1.997 724 848
2.001 2.110 846 892

24
6.18- Fundo de Pensão
Desde 1973, a Vale patrocina um plano de previdência complementar com características de benefício definido (“Plano Antigo”), cobrindo
substancialmente todos os empregados, sendo o cálculo dos benefícios baseado em tempo de serviço, idade, salário de contribuição e
complementação aos benefícios da seguridade social. Este plano é administrado pela Fundação Vale do Rio Doce de Seguridade Social – VALIA
e foi financiado pelas contribuições mensais realizadas pela patrocinadora e empregados, calculadas com base em estimativas atuariais
periódicas.

Em maio de 2000, foi implementado um novo plano de previdência complementar com características de contribuição variável , contemplando a
renda de aposentadoria programada e os benefícios de risco (pensão por morte, aposentaria por invalidez e auxílio doença). Por ocasião do
lançamento deste “Plano Novo” (Plano Misto de Benefícios - Vale Mais), foi oferecida aos empregados ativos a oportunidade de transferência para
o mesmo. Mais de 98% dos empregados ativos optaram pela transferência. O plano antigo continua existindo, cobrindo quase que exclusivamente
participantes aposentados e seus beneficiários.

Adicionalmente, um grupo específico de ex-empregados tem direito a pagamentos suplementares aos benefícios normais da VALIA, através do
chamado Abono Complementação acrescido de um benefício pós-aposentadoria que cobre assistência médica, odontológica e farmacêutica a
este grupo específico.

Com a aquisição da Vale Inco a Companhia assumiu compromissos através de fundos de pensão com benefícios definidos que cobrem
essencialmente todos os seus empregados e outros planos de benefícios pós-aposentadoria que proporcionam determinados benefícios de saúde
e seguro de vida para empregados aposentados.

A Vale não registrou em seu balanço patrimonial o ativo decorrente da avaliação atuarial sobre plano de pensão superavitário, por não haver
claramente uma evidência na sua realização, conforme estabelece o item 49 da NPC 2. Entretanto, para possibilitar um maior entendimento, os
ativos garantidores desses planos foram divulgados em notas explicativas.

As informações a seguir detalham o status dos elementos de benefício definido de todos os planos, de acordo com a Deliberação CVM 371/00,
bem como os custos a eles relacionados.

Os resultados da avaliação atuarial estão assim representados:

(a) Evolução do valor presente das obrigações

Consolidado
2009 2008
Outros Outros
Planos Planos Planos Planos
benefícios benefícios
superavitários deficitários superavitários deficitários
deficitários deficitários
Valor presente das obrigações no início do exercício 5.666 7.084 2.499 5.629 7.127 2.668
Custo do serviço corrente 22 86 33 20 110 42
Custo dos juros 614 495 176 556 379 127
Benefícios pagos (443) (555) (129) (512) (467) (97)
Ajuste no plano - - - - 29 -
Alteração das hipóteses 498 28 19 (712) - -
Perda (ganho) atuarial 17 615 248 685 (1.207) (684)
Efeitos de variações cambiais - (922) (354) - 383 143

Valor presente das obrigações no final do exercício 6.374 6.831 2.492 5.666 6.354 2.199

Controladora
2009 2008
Outros Outros
Planos Planos Planos Planos
benefícios benefícios
superavitários deficitários superavitários deficitários
deficitários deficitários
Valor presente das obrigações no início do exercício 5.666 730 300 5.629 732 292
Custo do serviço corrente 22 - 3 20 - 3
Custo dos juros 614 78 32 556 71 29
Benefícios pagos (443) (73) (27) (512) (67) (31)
Ajuste no plano - - - - - -
Alteração das hipóteses 498 28 19 (712) (63) (34)
Perda (ganho) atuarial 17 (5) (3) 685 57 41
Efeitos de variações cambiais - - - - - -

Valor presente das obrigações no final do exercício 6.374 758 324 5.666 730 300

25
(b) Evolução do valor justo dos ativos
Consolidado
2009 2008
Outros Outros
Planos Planos Planos Planos
benefícios benefícios
superavitários deficitários superavitários deficitários
deficitários deficitários
Valor justo dos ativos no início do exercício 7.111 5.859 21 7.417 6.405 18
Rendimento real dos ativos 1.952 788 2 132 (1.147) 2
Contribuição da patrocinadora 78 308 129 74 399 97
Benefícios pagos (443) (555) (129) (512) (467) (97)
Efeitos de variações cambiais - (777) (4) - 328 1

Valor justo dos ativos no final do exercício 8.698 5.623 19 7.111 5.518 21

Controladora
2009 2008
Outros Outros
Planos Planos benefícios Planos Planos benefícios
superavitários deficitários deficitários superavitários deficitários deficitários
Valor justo dos ativos no início do exercício 7.111 341 - 7.417 259 -
Rendimento real dos ativos 1.952 90 - 132 49 -
Contribuição da patrocinadora 78 111 27 74 100 31
Benefícios pagos (443) (73) (27) (512) (67) (31)
Efeitos de variações cambiais - - - - - -

Valor justo dos ativos no final do exercício 8.698 469 - 7.111 341 -

Os ativos dos Planos em 31 de dezembro de 2009 incluem R$ 1.022 (R$ 439 em 31 de dezembro de 2008) e R$ 120 (R$ 124 em 31 de dezembro
de 2008) referente a investimentos em carteira em nossas próprias ações, e debêntures, respectivamente; e R$ 111 (R$ 103 em 31 de dezembro
de 2008) de ações de partes relacionadas, respectivamente. Eles também incluem R$ 5.678 de títulos e valores mobiliários do Governo Federal
(R$ 5.777 em 31 de dezembro de 2008) e R$ 681 de títulos e valores mobiliários do Governo do Canadá (R$ 811 em 31 de dezembro de 2008).

(c) Conciliação dos ativos e passivos reconhecidos no balanço


Consolidado
2009 2008
Outros Outros
(*) Planos Planos (*) Planos Planos
benefícios benefícios
superavitários deficitários superavitários deficitários
deficitários deficitários
Valor presente das obrigações no final do exercício (6.374) (6.831) (2.492) (5.666) (6.354) (2.199)
Valor justo dos ativos no final do exercício 8.698 5.623 19 7.111 5.518 21
Valor líquido dos (ganhos) e perdas não reconhecidos no balanço (45) 602 (498) 545 231 (410)
Total 2.279 (606) (2.971) 1.990 (605) (2.588)

Ativo / (Passivo) atuarial líquido provisionado:


Curto prazo - (108) (135) - (26) (127)
Longo prazo 2.279 (498) (2.836) 1.990 (579) (2.461)
Ativo / (Passivo) atuarial líquido provisionado 2.279 (606) (2.971) 1.990 (605) (2.588)

Controladora
2009 2008

(*) Planos Outros benefícios (*) Planos Outros benefícios


Planos deficitários Planos deficitários
superavitários deficitários superavitários deficitários

Valor presente das obrigações no final do exercício (6.374) (758) (324) (5.666) (730) (300)
Valor justo dos ativos no final do exercício 8.698 469 - 7.111 341 -
Valor líquido dos (ganhos) e perdas não reconhecidos no balanço (45) 22 40 545 49 31

Total 2.279 (267) (284) 1.990 (340) (269)

Ativo / (Passivo) atuarial líquido provisionado:


Curto prazo - (84) (27) - (62) (24)
Longo prazo 2.279 (183) (257) 1.990 (278) (245)
Ativo / (Passivo) atuarial líquido provisionado 2.279 (267) (284) 1.990 (340) (269)

(*) A Companhia não registrou em seu balanço patrimonial o ativo decorrente da avaliação atuarial, por não haver claramente uma evidência na realização, conforme estabelece o item 49 da NPC 26.

26
(d) Custos reconhecidos na demonstração do resultado do exercício
Consolidado
2009 2008
Outros Outros
(*) Planos Planos (*) Planos Planos
benefícios benefícios
superavitários deficitários superavitários deficitários
deficitários deficitários
Custo do serviço corrente 22 85 34 20 110 45
Juros sobre as obrigações atuariais 614 494 178 556 450 153
Rendimento esperado dos ativos (846) (390) (4) (926) (483) (9)
Amortizações e (ganhos) e perdas líquidos - 36 (74) 18 20 -

Total dos custos (receitas), líquidos (210) 225 134 (332) 97 189

Controladora
2009 2008
Outros Outros
(*) Planos Planos (*) Planos Planos
benefícios benefícios
superavitários deficitários superavitários deficitários
deficitários deficitários
Custo do serviço corrente 22 - 4 20 - 3
Juros sobre as obrigações atuariais 614 77 32 556 71 26
Rendimento esperado dos ativos (846) (45) - (926) (49) -
Amortizações e (ganhos) e perdas líquidos - - - (11) - -

Total dos custos (receitas), líquidos (210) 32 36 (361) 22 29

(*) A Companhia não registrou em seu balanço patrimonial a receita decorrente da avaliação atuarial, por não haver claramente uma evidência na realização,
conforme estabelece o item 49 da NPC 26.

(e) Hipóteses Atuariais e Econômicas

Todos os cálculos atuariais envolvem projeções futuras acerca de alguns parâmetros, tais como: salários, juros, inflação, comportamento dos
benefícios do INSS, mortalidade, invalidez, etc. Nenhum resultado atuarial pode ser analisado sem o conhecimento prévio do cenário de hipóteses
utilizado na avaliação.

As hipóteses atuariais econômicas adotadas foram formuladas considerando-se o longo prazo previsto para sua maturação, devendo, por isso,
serem analisadas sob essa ótica. Portanto, a curto prazo, elas podem não ser necessariamente realizadas.

Nas avaliações foram adotadas as seguintes hipóteses econômicas:


Brasil
2009 2008

Planos Outros benefícios Planos Outros benefícios


superavitários Planos deficitários deficitários superavitários Planos deficitários deficitários

Taxa de desconto 11.08% p.a. 11.08% p.a. 11.08% p.a. 11.28% p.a. 11.28% p.a. 11.28% p.a.
Taxa de retorno esperado dos ativos 12.00% p.a. 11.50% p.a. N/A 12.22% p.a. 13.00% p.a. N/A
Taxa de crescimento dos salários e encargos - até 47 anos 7.64% p.a. 7.64% p.a. N/A 7.12% p.a. N/A N/A
Taxa de crescimento dos salários e encargos - após 47 anos 4.50% p.a. 4.50% p.a. N/A 4.00% p.a. N/A N/A
Inflação 4.50% p.a. 4.50% p.a. 4.50% p.a. 4.00% p.a. 4.00% p.a. 4.00% p.a.
Taxa de crescimento nominal dos custos médicos N/A N/A 7.63% p.a. N/A N/A 7.12% p.a.

Exterior
2009 2008

Planos Outros benefícios Planos Outros benefícios


superavitários Planos deficitários deficitários superavitários Planos deficitários deficitários

Taxa de desconto N/A 6.21% p.a. 6.20% p.a. N/A 5.58% p.a. 7.32% p.a.
Taxa de retorno esperado dos ativos N/A 7.00% p.a. 6.23% p.a. N/A 6.99% p.a. 7.35% p.a.
Taxa de crescimento dos salários e encargos - até 47 anos N/A 4.11% p.a. 3.58% p.a. N/A 4.12% p.a. 3.58% p.a.
Taxa de crescimento dos salários e encargos - após 47 anos N/A 4.11% p.a. 3.58% p.a. N/A 4.12% p.a. 3.58% p.a.
Inflação N/A 2.00% p.a. 2.00% p.a. N/A 2.00% p.a. 2.00% p.a.
Taxa de crescimento nominal dos custos médicos N/A N/A 6.04% p.a. N/A N/A 6.19% p.a.

Todas as premissas foram revistas em 2009.

27
(f) Ativos dos planos

Planos Brasileiros

A política de investimentos dos planos previdenciários patrocinados para os trabalhadores brasileiros esta baseada em um cenário
macroeconômico de longo prazo, e retornos esperados apresentados no Relatório de Avaliação Atuarial preparado pela consultoria atuarial. A
definição sobre a Política de Investimento foi criada para cada obrigação, e os seguintes resultados deste estudo estratégico de alocação de ativos
são apresentados para 2009

As alocações dos ativos dos planos, dos fundos de pensão locais cumprem regulamentação emitida pelo CMN - Conselho Monetário Nacional
(Resolução CMN 3792/09). Autorizando a investir em seis diferentes classes de ativos, definidos como segmentos por lei, como segue: renda fixa,
ações, investimentos estruturados (investimentos alternativos e projetos de infra estrutura), investimentos internacionais, imóveis e empréstimo
aos participantes.

As demonstrações da política de investimento dos planos são aprovadas pelo Conselho fiscal, a Diretoria Executiva e duas Comissões de
Investimentos. Os gestores da carteira interna e externa estão autorizados a exercer o poder de investimento no âmbito das limitações impostas
pelo Conselho de Administração e os Comitês de Investimento.

Os fundos de pensão tem um processo de gerenciamento de risco com as políticas estabelecidas que pretendem identificar, medir e controlar
todos os tipos de riscos enfrentados pelos nossos planos, tais como: mercado, liquidez, crédito, operacionais, sistêmicos e jurídica.

Planos no exterior

A estratégia para cada um dos planos de pensão patrocinado pela Vale Inco é baseada em uma combinação de práticas locais e as características
específicas dos planos de pensão em cada país, incluindo a estrutura do passivo, o risco versus comércio são recompensado entre diferentes
classes de ativos e a liquidez necessária para satisfazer pagamentos de benefícios.

Planos de pensão superavitários

Planos Brasileiros

O Plano de Benefício Definido ("Plano antigo") tem a maior parte de seus ativos alocados em renda fixa, principalmente no governo brasileiro
(como TIPS) e da inflação a longo prazo das empresas ligadas com o objetivo de reduzir a volatilidade do ativo e do passivo. A meta é de 55% do
total dos ativos. A estratégia de investimentos LDI (Liability Driven Investments), quando consideradas em conjunto com o segmento de
empréstimos aos participantes, visa proteção dos passivos do plano “hedge” contra o risco de inflação e volatilidade. Outros segmentos ou classes
de ativos, têm os seus alvos, como segue: Investimento em ações - 28%; investimentos estruturados - 5%; Investimentos Internacionais - 2%;
imobiliário - 6% e empréstimos aos participantes - 4%. Segmento de investimentos estruturados, tem investido apenas em Fundos de sociedades
não listadas no valor de R$ 151 e R$ 156 no final de 31 de dezembro de 2009 e 2008, respectivamente.

A política de investimento tem o objetivo de alcançar a diversificação adequada, a renda atual e crescimento de capital a longo prazo, através da
combinação de todas as classes de ativos acima descritos para cumprir suas obrigações com o nível adequado de risco. Este plano tem um
rendimento médio nominal de 21,3% aa. em termos de dólares nos últimos 10 anos.

O Plano Vale Mais ("Plano novo") tem obrigações com características dos planos de benefício definido e planos de contribuição definida, conforme
mencionado. A maior parte dos investimentos está em renda fixa. Foi também implementado um LDI (Liability Driven Investments) para reduzir a
volatilidade das componentes do ativo e do passivo do plano de benefícios definidos, utilizando títulos indexados à inflação (como TIPS). A
alocação é de 60% em renda fixa. Outros segmentos ou classes de ativos, têm os seus alvos, como segue: Investimento em ações - 24%;
investimentos estruturados - 2%; Investimentos Internacionais - 2%; imobiliário - 3% e empréstimos aos participantes - 10%. Segmento de
investimentos estruturados tem investido apenas em Fundos de sociedades não listadas no valor de R$ 43 e R$ 11 no final de 31 de dezembro de
2009 e 2008, respectivamente.

A Contribuição Definida do Vale Mais oferece três opções de combinação de classes de ativos que podem ser escolhidos pelos participantes. As
opções são: Renda fixa - 100%, 80% de renda fixa e 20% ações e 65% de renda fixa e 35% ações. Opção de ações é um índice de fundos que
tem o Índice Bovespa como referência.

A de política de investimentos tem o objetivo de alcançar a diversificação adequada, a renda atual e crescimento de capital a longo prazo, através
da combinação de todas as classes de ativos acima descritos para cumprir suas obrigações e metas, com o nível adequado de risco. Este plano
tem um rendimento médio nominal de 20% aa em termos de dólares nos últimos 10 anos.

28
Planos superavitários por categoria de ativo

Controladora
Em 31 de dezembro
Ativos por categoria 2009 2008
Caixa e equivalentes 2 2
Contas a receber 29 -
Títulos em ações - liquido 2.270 1.078
Título em ações - não liquido 112 281
Titulo de dívida de corporações 250 353
T'tulo de diívida de instituições financeiras 394 342
T'tulo de diívida do governo 3.036 2.592
Fundo de investimento em renda fixa 3.546 3.180
Fundo de investimento em ações 1.004 515
Fundo de investimento de empresas não listadas 169 167
Empreendimento imobiliário 433 364
Empréstimo de participantes 491 535
Total 11.736 9.409
Fundos não relacionados aos planos de risco (3.038) (2.298)
Valor justo dos ativos do plano no final do exercício 8.698 7.111

Os ativos dos planos superavitários na controladora e no consolidado são iguais, por isso somente foram divulgados na controladora.

A meta de retorno para investimento em ativos de sociedades não listadas em 2010 é de 10,20%. A meta de alocação é de 5%, com uma variação
entre 2% e 10%. Estes investimentos têm um horizonte longo de investimento e baixa liquidez, que visam lucro e crescimento econômico,
sobretudo no setor de infra estrutura da economia brasileira. Normalmente o valor justo dos ativos sem liquidez é estabelecido considerando o
custo de aquisição ou valor patrimonial. Para alguns fundos em sociedades não listadas, temos como alternativa as seguintes metodologias:
análise do fluxo de caixa descontado ou análise com base em múltiplos.

A meta de retorno para os empréstimos aos participantes em 2010 é 11,90%. O valor justo destes ativos inclui provisões para empréstimos não
pagos, de acordo com o regulamento do fundo de pensão local.

A meta de retorno para os ativos imobiliários em 2010 é 9,90%. O valor justo destes ativos é considerado valor contábil. Contratamos empresas
especializadas em avaliação de imóveis que não atuam no mercado como corretores. Todas as técnicas de avaliação seguem o regulamento do
local.

Planos de pensão deficitários

Obrigações planos Brasileiros

Esta obrigação tem a alocação exclusiva do ativo em renda fixa. Também é usado o LDI (Liability Driven Investments) como estratégia para este
plano. A maioria dos recursos foram investidos em títulos do governo a longo prazo e títulos indexados à inflação das empresas, com o objetivo de
minimizar a volatilidade do ativo e do passivo e reduzir o risco de inflação.

A política de investimentos tem o objetivo de alcançar a diversificação adequada, a renda atual e crescimento de capital a longo prazo, através da
combinação de todas as classes de ativos acima descritos, para cumprir suas obrigações com o nível adequado de risco. Esta obrigação tem um
rendimento médio nominal de 22,8% aa em termos de dólares nos últimos 8 anos.

29
Planos no exterior

Para todos os planos de pensão, exceto a PT Inco, a meta de alocação dos ativos é de 60% em investimentos em ações e 40% em investimentos
de renda fixa, com todos os valores mobiliários negociados nos mercados públicos. Investimentos em renda fixa estão em títulos nacionais para o
mercado de cada plano, e envolve uma mistura de títulos do governo e títulos de corporações. Os investimentos em ações são essencialmente de
natureza global e envolver uma mistura de grandes, médias e pequenas empresas de capitalização, com um investimento modesto explícito em
ações nacionais para cada plano. Os planos canadenses também usam uma estratégia de proteção cambial “hedge” (cada um que desenvolveu
exposição cambial de 50% é coberto), devido ao grande risco de títulos estrangeiros. Para a PT Inco, a meta de alocação de investimento em
ações é de 20% e o restante em renda fixa, com a grande maioria desses investimentos que estão sendo feitas dentro do mercado interno.

Planos deficitários por categoria de ativo

Consolidado
Em 31 de dezembro
Ativos por categoria 2009 2008
Caixa e equivalentes 58 84
Títulos em ações - liquido 2.345 1.955
Titulo de dívida de corporações 21 21
Título de diívida de instituições financeiras 34 30
Título de diívida do governo 776 915
Fundo de investimento em renda fixa 1.719 1.961
Fundo de investimento em ações 712 944
Total 5.665 5.910
Fundos não relacionados aos planos de risco (42) (51)
Valor justo dos ativos do plano no final do exercício 5.623 5.859

Controladora
Em 31 de dezembro
Ativos por categoria 2009 2008
Titulo de dívida de corporações 21 21
Título de diívida de instituições financeiras 34 30
Título de diívida do governo 48 45
Fundo de investimento em renda fixa 408 296
Total 511 392
Fundos não relacionados aos planos de risco (42) (51)
Valor justo dos ativos do plano no final do exercício 469 341

Outros benefícios deficitários

Planos no exterior

Outros benefícios deficitários por categoria de ativo

Consolidado
Em 31 de dezembro
Ativos por categoria 2009 2008
Caixa e equivalente 0 19 21
Valor justo dos ativos do plano no final do exercício 19 21

(g) Desembolso do fluxo de caixa futuro

A Vale espera ter desembolso em 2010 com os planos de pensão e outros benefícios para a consolidado em R$522 e controladora R$210.

30
(h) Estimativa de pagamento de benefícios futuros

A tabela a seguir apresenta a expectativa de pagamentos de benefícios, que refletem serviços futuros, como segue:
Consolidado
Outros
Planos Planos
benefícios Total
superavitários deficitários
deficitários
2010 482 542 143 1.167
2011 509 549 153 1.211
2012 536 550 161 1.247
2013 564 548 168 1.280
2014 592 541 175 1.308
2015 em diante 3.404 2.647 878 6.929

Controladora
Outros
Planos Planos
benefícios Total
superavitários deficitários
deficitários
2010 482 86 28 596
2011 509 89 31 629
2012 536 90 34 660
2013 564 90 37 691
2014 592 90 41 723
2015 em diante 3.404 441 168 4.013

6.19- Incentivos de Longo Prazo


Em 2008, com o objetivo de incentivar a visão de “acionista”, além de elevar a capacidade de retenção dos executivos e reforçar a cultura de
performance sustentada o Conselho de Administração aprovou um Plano de Remuneração a Longo Prazo, para alguns dos executivos da
Companhia, que foi implementado para ciclos de 3 anos.

De acordo com os termos do plano, os participantes podem alocar uma parte de seus bônus anuais para comprar ações preferenciais da Vale
através de uma instituição financeira previamente definida em condições de mercado e sem nenhum benefício fornecido pela Vale.

Essas ações, compradas por cada executivo não têm restrições e de acordo com critérios próprios de cada participante, podem ser vendidas a
qualquer momento. Contudo, para serem intituladas ao Plano de Remuneração a Longo Prazo fornecido pela Vale, o montante das ações
inicialmente compradas pelos executivos na adoção do plano, devem ser mantidas por um período de três anos e os executivos precisam manter
seu vínculo empregatício com a Vale durante esse período.

Estando enquadrado nessas duas condições descritas acima, (manter o número de ações compradas e continuar como funcionário da Vale por
três anos) o participante é intitulado a receber da Vale ao final de cada ciclo um pagamento em dinheiro equivalente ao valor total de ações
detidas, baseado em cotações de mercado. Em 31 de dezembro de 2009, haviam 1.809.117 ações (711.005 ações em 31 de dezembro de 2008)
vinculadas a esse beneficio.

Adicionalmente, certos executivos elegíveis ao incentivo de longo prazo, têm a oportunidade de receber ao final de um ciclo trianual um valor
monetário equivalente ao valor de mercado de um determinado números de ações calculados com base nos critérios de avaliação de carreira e
fator de performance da Vale medida pelo indicador de retorno total aos acionistas.

Em 31 de dezembro de 2009, o valor total provisionado para atender aos incentivos é de R$125 (R$17 em 31 de dezembro de 2008),
integralmente reconhecido no resultado.

6.20- Capital Social

As ações preferenciais classe A possuem os mesmos direitos das ações ordinárias, com exceção do voto para eleição de membros do Conselho
de Administração, e têm prioridade no recebimento de um dividendo mínimo anual de 6%, calculado sobre a parcela de capital constituída por esta
classe de ações ou de 3% do valor do patrimônio líquido da ação, o que for maior entre eles.

A partir de 04 de maio de 2009, a Vale alterou o código de negociação de suas ADR’s transacionadas na New York Stock Exchange (NYSE) de
RIO e RIO P para VALE e VALE P, respectivamente.

31
Em julho e agosto de 2008, a Vale através de oferta global emitiu 256.926.766 ações ordinárias e 189.062.948 ações preferenciais, registradas no
Brasil e no exterior. Com a conclusão da operação, o capital social aumentou R$19.434 e adicionalmente, foi registrado em conta retificadora do
patrimônio líquido o custo de captação dos recursos, no valor de R$161.

Em 31 de dezembro de 2009 o capital social é de R$47.434, correspondendo a 5.365.304.100 (3.256.724.482 ordinárias e 2.108.579.618
preferenciais) ações escriturais, sem valor nominal.
Quantidade de ações
Acionistas ON % PNA % Total %
Valepar S.A. 1.716.435.045 52 20.340.000 1 1.736.775.045 32
Governo Brasileiro (Tesouro Nacional / BNDES / INSS / FPS) 56.712 - 12 - 56.724 -
Investidores estrangeiros em ADRs 723.543.045 22 771.781.814 37 1.495.324.859 28
FMP - FGTS 114.442.258 4 - - 114.442.258 2
PIBB - BNDES 3.823.246 - 4.570.779 - 8.394.025 -
BNDESPar 218.386.481 7 69.432.771 3 287.819.252 5
Investidores institucionais estrangeiros no mercado local 134.549.803 4 344.681.659 16 479.231.462 9
Investidores institucionais 212.945.027 7 429.824.078 20 642.769.105 12
Investidores de varejo no país 57.544.966 2 390.366.601 19 447.911.567 8
Ações em tesouraria no país 74.997.899 2 77.581.904 4 152.579.803 4
Total 3.256.724.482 100 2.108.579.618 100 5.365.304.100 100

Os conselheiros e diretores, como grupo, detêm 157.340 ações ordinárias e 1.007.420 ações preferenciais.

O Conselho de Administração poderá, independentemente de reforma estatutária, deliberar a emissão de novas ações (capital autorizado),
inclusive mediante a capitalização de lucros e reservas até o limite autorizado de 3.600.000.000 ações ordinárias e 7.200.000.000 ações
preferenciais, todas sem valor nominal.

6.21- Recursos vinculados à Futura Conversão Mandatória em Ações

A Vale emitiu títulos mandatoriamente conversíveis em ações, conforme tabela abaixo:

Data Valor (em milhões de reais)


Títulos Emissão Vencimento Bruto Líquido de encargos Cupom

Séries RIO e RIO P. Junho/2007 Junho/2010 3.601 3.064 5,50% a.a.

Séries VALE - 2012


Séries VALE P - 2012 Julho/2009 Junho/2012 1.858 1.523 6,75% a.a.

Os títulos têm cupons pagos trimestralmente e direito ao recebimento de remuneração adicional equivalente a distribuição em dinheiro paga aos
detentores das ADSs. Estes,se enquadram como instrumento de capital, principalmente pelo fato de que não há opção, tanto por parte da Vale
quanto por parte dos titulares de liquidar, total ou parcialmente, as operações com recursos financeiros, sendo portanto, a conversão em ações
compulsória e consequentemente foram reconhecidos contabilmente, líquidos dos encargos financeiros, como componente específico do
Patrimônio Líquido.

A conversão compulsória em ações será liquidada pela quantidade máxima das ações ordinárias e preferenciais, conforme demonstrado abaixo.
Todas as ações estão atualmente em tesouraria (vide nota explicativa 6.23).

Quantidade máxima de ações

Títulos Ordinárias Preferenciais

Séries RIO e RIO P. 56.582.040 30.295.456

Séries VALE - 2012


Séries VALE P - 2012 18.415.859 47.284.800

Em 30 de abril de 2009 a Vale pagou remuneração adicional aos detentores de notas obrigatoriamente conversíveis, das séries RIO e RIO P, no
valor de R$1,073721 e R$1,274361 por nota, respectivamente.

Em 30 de outubro 2009, a Vale pagou juros adicionais aos detentores de notas obrigatoriamente conversíveis das séries RIO, RIO-P, VALE-2012
e VALE.P-2012 no montante de R$ 0,857161, R$ 1,017334, R$1,236080 e R$1,429662 por nota, respectivamente.

32
6.22- Programa de ADRs – American Depositary Receipts

A Companhia possui registro na Securities and Exchange Commission – SEC, que permite que suas ações preferenciais e ordinárias sejam
negociadas na Bolsa de Valores de Nova York – NYSE em forma de ADR - American Depositary Receipts desde Junho/00 e Março/02,
respectivamente . Cada ADR representa 1 (uma) ação preferencial classe "A" ou ordinária, negociada com os códigos “VALEP” e "VALE",
respectivamente.

Para manutenção deste registro a Companhia também divulga suas demonstrações de acordo com os princípios contábeis norte-americanos –
USGAAP cujo resultado apurado no ano de 2009 foi de US$5.349 (R$10.458 equivalentes).

6.23- Ações em Tesouraria

Em 27 de maio de 2009, após a aquisição de 18.415.859 ações ordinárias e 47.284.800 ações preferenciais, o Conselho de Administração
aprovou o encerramento do programa de recompra de ações aprovado em 16 de outubro de 2008.

Em 31 de dezembro de 2009, estavam em tesouraria 152.579.803 ações, no montante de R$2.470, como segue:

Ações
Classe Quantidade Custo de aquisição unitário Cotação média em
2009 2008 Médio Mínimo Máximo 2009 2008
Preferenciais 77.581.904 76.854.304 23,56 21,02 27,96 33,22 37,99
Ordinárias 74.997.899 74.937.889 37,07 23,33 31,00 38,23 44,44
152.579.803 151.792.193

Parte substancial destas ações estão vinculadas aos recursos para futuro aumento de capital. ( vide nota 6.21)

6.24- Remuneração aos Acionistas


Em 15 de Outubro 2009, o Conselho de Administração aprovou o pagamento da segunda parcela do dividendo mínimo e dividendos adicionais,
totalizando R$ 2.565, equivalente a R$ 0,492036226 por ação ordinária ou preferencial em circulação.

Em 30 de abril de 2009 a Vale remunerou seus acionistas no valor de R$2.735, sob a forma de dividendos.

A seguir proposta de destinação do resultado de 2009 :

Lucro líquido do exercício 10.249


Reserva legal (512)
Reserva de incentivos fiscais (120)
Realização da reserva de lucros a realizar 38
Lucro líquido ajustado 9.655

Dividendo mínimo obrigatório - 25% (R$0,46 por ação em circulação) 2.414

Dividendos estatutário das ações preferenciais (3% do PL R$0,57 por ação em circulação) 1.164

Dividendos estatutário das ações preferenciais (6% do capital R$0,55 por ação em circulação) 1.108

Dividendos propostos:
Dividendos/Juros sobre o capital próprio totais 3.002
Dividendos antecipados em outubro de 2009 (95)
Dividendo/Juros sobre o capital próprio proposto a pagar 2.907

33
6.25- Resultado Financeiro
Consolidado
Trimestres (Não auditado)
4T/09 3T/09 4T/08
Despesas financeiras
Juros (424) (402) (786)
Contingências trabalhistas, cíveis e fiscais (57) (36) (51)
Outras (583) (478) (156)
(1.064) (916) (993)
Receitas financeiras
Aplicações financeiras 87 143 495
Outras 39 57 91
126 200 586

447 635 (1.327)


Derivativos

Variações monetárias e cambiais:


Caixa e equivalentes de caixa (247) (755) 3.187
Empréstimos 493 2.273 (5.490)
Outros (215) (1.238) 1.694
Líquido 31 280 (609)
Resultado financeiro líquido (460) 199 (2.343)

Acumulado
Consolidado Controladora
2009 2008 2009 2008
Despesas financeiras
Juros (1.859) (2.996) (2.253) (2.885)
Contingências trabalhistas, cíveis e fiscais (160) (183) (156) (173)
Outras (1.414) (978) (933) (364)
(3.433) (4.157) (3.342) (3.422)
Receitas financeiras
Partes relacionadas - 4 41 39
Aplicações financeiras 705 1.023 318 772
Outras 161 194 78 92
866 1.221 437 903

Derivativos 2.939 (1.817) 2.528 (1.475)

Variações monetárias e cambiais:


Caixa e equivalentes de caixa (3.446) 5.045 (33) 3.058
Empréstimos 7.755 (7.295) 523 (260)
Partes Relacionadas - 3 9.724 (10.094)
Outros (2.729) 3.162 123 (416)
Líquido 1.580 915 10.337 (7.712)
Resultado financeiro líquido 1.952 (3.838) 9.960 (11.706)

34
6.26- Instrumentos Financeiros – Derivativos

a) Política de gestão de risco

A Vale desenvolveu sua estratégia de gestão de riscos com o objetivo de prover uma visão integrada dos riscos aos quais está exposta. Para tal,
avalia não apenas o impacto das variáveis negociadas no mercado financeiro sobre os resultados do negócio (risco de mercado), como também o
risco proveniente de obrigações assumidas por terceiros para com a Companhia (risco de crédito) e aqueles inerentes aos processos produtivos
(risco operacional).

Métricas tradicionais de mensuração de risco de mercado, tais como VaR (Valor em Risco), não são suficientes para avaliar as exposições do
grupo, uma vez que, no caso da Vale, o principal objetivo é evitar possível falta de recursos em caixa para honrar compromissos futuros.

A gestão integrada de riscos, que incorpora os diversos tipos de risco, bem como, as relações entre os diversos fatores de risco de mercado
(correlações), busca avaliar o impacto que tais eventos trariam, considerando os chamados hedges naturais presentes no portfólio da Companhia.
Desta forma, ao avaliar o risco associado aos negócios Vale, pode-se observar o efeito positivo associado à diversificação do seu portfólio de
produtos e moedas. Esta diversificação implica em uma redução natural dos níveis de risco da Companhia. Qualquer estratégia de mitigação de
risco, quando necessária, será implementada quando contribuir de forma significativa para a redução da volatilidade do fluxo de caixa além dos
níveis inicialmente observados e desejados.

A Vale entende que o gerenciamento de risco é fundamental para apoiar sua estratégia de crescimento e flexibilidade financeira. A redução do
risco quanto aos fluxos de caixa futuros melhora a capacidade de crédito da Companhia, facilitando o acesso aos diversos mercados e reduzindo o
custo relativo a eventuais captações. Em decorrência disso, o Conselho de Administração estabeleceu uma política de gestão de risco corporativo
e um comitê executivo de gestão de risco.

A política de gestão de risco corporativo determina que a Vale avalie regularmente o risco associado ao seu fluxo de caixa, bem como, propostas
de mitigação de risco. Conforme já destacado, estas, quando necessárias, serão executadas com o objetivo de reduzir os riscos com relação ao
cumprimento dos compromissos assumidos pela Companhia, tanto com terceiros, como com seus acionistas.

A Diretoria Executiva é responsável pela avaliação e aprovação das estratégias de mitigação de risco que foram recomendadas pelo comitê
executivo de gestão de riscos. O comitê é responsável por emitir parecer sobre os princípios e instrumentos de gerenciamento de risco, além de
comunicar periodicamente a Diretoria Executiva sobre o processo de gestão e monitoramento dos riscos e os principais riscos aos quais a
Companhia está exposta, bem como, o impacto destes sobre o fluxo de caixa.

A política e as normas de gestão de risco, que complementam os normativos de governança corporativa de gestão de riscos, determinam a
diversificação de operações e contrapartes e a proibição de operações de derivativos de caráter especulativo.

Além da estrutura normativa de gestão de risco, a Vale conta ainda com uma estrutura corporativa com responsabilidades bem definidas. A
recomendação e a execução das operações são feitas por áreas independentes. É responsabilidade da área de gestão de riscos definir e propor
ao comitê executivo de gestão de risco operações ou medidas de mitigação de riscos de mercado consistentes com a estratégia da Vale e suas
Companhias consolidadas. É responsabilidade da área financeira a execução das operações que envolvam contratação de derivativos. A
independência entre as áreas garante um controle efetivo sobre estas operações.

O monitoramento e a avaliação mensal de nossa posição consolidada permitem acompanhar os resultados financeiros e o impacto no fluxo de
caixa, bem como, garantir que os objetivos inicialmente traçados sejam atingidos. O cálculo do valor justo das posições é disponibilizado
semanalmente para acompanhamento gerencial.

Todas as operações de derivativos foram apresentadas no balanço de acordo com o valor de mercado e os ganhos ou perdas foram devidamente
contabilizados no resultado do exercício.

Considerando a natureza dos negócios e operações da Vale, os principais fatores de risco de mercado aos quais estamos expostos são:

• Taxas de juros;
• Taxas de câmbio;
• Preços de produtos;
• Insumos e outros custos.

35
b) Metodologia de cálculo do valor justo das posições

Foram utilizadas metodologias de avaliação comumente empregadas por participantes de mercado de derivativos para o cálculo do valor justo. Os
instrumentos financeiros foram avaliados calculando o seu valor presente por meio da utilização das curvas de mercado que impactam o
instrumento nas datas de apuração. As curvas e preços utilizados no cálculo para cada grupo de instrumentos estão detalhados no tópico “curvas
de mercado”.

O método de precificação utilizado no caso de opções européias é o modelo Black & Scholes, amplamente utilizado pelos participantes do
mercado para avaliação de opções. Neste modelo, o valor justo do derivativo é em função da volatilidade e preço do ativo subjacente, do preço de
exercício da opção, da taxa de juros e do período até o vencimento. No caso das opções em que o resultado é função da média do preço do ativo
subjacente em um período da vida da opção, denominadas asiáticas, utilizamos o modelo de Turnbull & Wakeman, também amplamente utilizado
para apreçar este tipo de opção. Neste modelo, além dos fatores que influenciam o preço da opção no modelo de Black & Scholes, é considerado
o período de formação do preço médio.

No caso de swaps, tanto o valor presente da ponta ativa quanto da ponta passiva são estimados através do desconto dos fluxos de caixa pela taxa
de juros da moeda em que o swap é denominado. A diferença entre o valor presente da ponta ativa e da ponta passiva do swap gera seu valor
justo.

O modelo de cálculo de swaps atrelados a TJLP segue a descrição contida no caderno de fórmulas da CETIP, o que envolve a definição da curva
a termo de TJLP. Desta forma, a TJLP pode ser representada por meta de inflação divulgada pelo Banco Central do Brasil, baseada no Índice de
Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) mais prêmio de risco Brasil, que compreende uma taxa de juro real internacional e um componente de
risco Brasil, computado a partir do spread de risco dos títulos de dívida emitidos pelo país, numa perspectiva de médio e longo prazo.

Os contratos de compra ou venda de produtos, insumos e custos de venda com liquidação futura são precificados utilizando as curvas futuras de
cada produto. Normalmente, estas curvas são obtidas nas bolsas onde os produtos são comercializados, como a London Metals Exchange (LME),
a COMEX (Commodities Exchange) ou outros provedores de preços de mercado. Quando não há preço para o vencimento desejado, utilizamos
interpolações entre os vencimentos disponíveis.

c) Metodologia de cálculo do valor em risco das posições

Foi mensurado o valor em risco das posições com derivativos através da metodologia de simulação histórica. Foram identificados os diferentes
fatores de risco que determinam a formação de preço dos derivativos que compõem a carteira da Vale e coletada uma amostra de seus retornos
diários históricos ao longo da janela de observação de dois anos.

As posições atuais dos derivativos da Vale foram utilizadas para simular seus retornos com base nos retornos observados na amostra e obter uma
distribuição não-paramétrica do retorno e, conseqüentemente, do valor em risco da carteira no horizonte de um dia útil. O valor em risco da carteira
foi obtido utilizando-se o nível de confiança estatística de 95%.

d) Análise de sensibilidade

No tópico “análise de sensibilidade” são apresentados os quadros com análise de sensibilidade de todas as posições em aberto em 31 de
dezembro de 2009. Os cenários definidos nesta análise foram:

 Precificação à mercado: cálculo do valor justo considerando as curvas de mercado de 31 de dezembro de 2009;
 Cenário I: deterioração de 25% - perdas potenciais considerando um choque de 25% nas curvas de mercado utilizadas para precificação
à mercado, impactando negativamente o valor justo das posições de derivativos da Vale;
 Cenário II: evolução de 25% - ganhos potencias considerando um choque de 25% nas curvas de mercado utilizadas para precificação à
mercado impactando positivamente o valor justo das posições de derivativos da Vale;
 Cenário III: deterioração de 50% - perdas potenciais considerando um choque de 50% nas curvas de mercado utilizadas para
precificação à mercado, impactando negativamente o valor justo das posições de derivativos da Vale;
 Cenário IV: evolução de 50% - ganhos potenciais considerando um choque de 50% nas curvas de mercado utilizadas para precificação
à mercado, impactando positivamente o valor justo das posições de derivativos da Vale.

36
e) Contratos sujeitos à chamada de margem

Os contratos com chamadas de margem referem-se apenas a parte das operações de cobre e níquel contratadas pela Vale Inco Ltd.,subsidiária
integral da Vale, e o valor total de margem depositada em dezembro de 2009 é irrelevante.

f) Custo Inicial dos Contratos

Os derivativos financeiros descritos neste documento negociados pela Vale e por suas controladas não tiveram custo inicial associado. Mesmo as
operações com opções foram negociadas em estruturas de custo zero (zero cost collars).

g) Risco de câmbio e de taxa de juros

O fluxo de caixa da Companhia está sujeito a volatilidade de diversas moedas. Enquanto os preços de nossos produtos são predominantemente
indexados ao dólar norte-americano, a maioria de nossos custos, despesas e investimentos são indexados a moedas diferentes do dólar norte-
americano, principalmente reais e dólares canadenses.

A fim de reduzir a volatilidade potencial do fluxo de caixa da Companhia proveniente do descasamento de moedas são utilizados instrumentos de
derivativos. A principal estratégia da Vale é realizar o swap da dívida atrelada a reais para dólares norte-americanos de maneira à atenuar o
impacto da variação cambial no fluxo de caixa da Vale já que a maioria das receitas é denominada em dólares norte-americanos.

As operações de swap têm vencimentos e valores similares aos dos vencimentos dos pagamentos de juros e principal, na medida em que a
liquidez de mercado permitir. Sendo assim, na data de liquidação, o resultado do swap compensará parte do impacto da variação cambial do real
frente ao dólar norte-americano sobre as obrigações da Vale, contribuindo para estabilizar o fluxo de caixa em dólares norte-americanos dados o
pagamento de juros e/ou principal da dívida denominada em reais.

Caso ocorra apreciação (depreciação) do Real contra o dólar norte-americano, o impacto negativo (positivo) no serviço da dívida da Vale (juros
e/ou pagamento de principal) medidos em dólares norte-americanos será quase totalmente anulada pelo efeito positivo (negativo) das operações
de swap, independentemente da taxa de câmbio US$/R$ na data de pagamento.

A Vale também tem exposição de fluxo de caixa à de taxa de juros sobre os empréstimos e financiamentos. A dívida de taxa de juros variável em
dólares norte-americanos consiste principalmente em empréstimos incluindo operações de pré-pagamento de exportações, empréstimos em
bancos comerciais e organizações multilaterais. Em geral, as dívidas de taxa variável em dólares norte-americanos são indexadas à Libor. Para
atenuar os efeitos da volatilidade das taxas de juros no fluxo de caixa, a Vale considera o hedge natural entre a flutuação das taxas de juros norte-
americanas e dos preços dos metais. Na ausência de hedge natural, a Vale analisa a contratação de instrumentos financeiros para obter a
proteção desejada.

Em 31 de dezembro de 2009, o valor do principal e dos juros da dívida denominada em reais e convertida através de swaps em dólares norte-
americanos era de R$11,6 bilhões (US$ 6,7 bilhões), com custo médio de 4.47% após as operações de swaps, e vencimento entre Novembro de
1
2010 e Dezembro de 2027, com pagamentos de juros semestrais .

No quarto trimestre de 2009, a Vale pagou em reais o valor equivalente a R$ 320 em juros relacionados à dívida em reais atrelada a transações de
swaps para dólares norte-americanos. No entanto, a Companhia recebeu R$ 157 na liquidação do swap, anulando o efeito da variação USD/BRL
no serviço da dívida.

As tabelas a seguir apresentam as posições de derivativos da Vale e Companhias controladas em 31 de dezembro de 2009 com as seguintes
informações: valor nominal, valor de custo inicial, valor justo, valor em risco, ganhos ou perdas no período e valor justo por faixa de vencimento
para cada grupo de instrumentos.

1
Com exceção de dívida de US$ 975 com juros e amortização mensais e trimestrais.
37
Programa de proteção dos empréstimos e financiamentos em reais indexados a CDI

 Swap CDI vs. taxa fixa em USD – com o objetivo de reduzir a volatilidade do fluxo de caixa, foram realizadas operações de swap para
converter o fluxo de caixa das dívidas indexadas a CDI para dólares norte-americanos nos contratos de empréstimos e financiamentos.
Nestas operações, a Vale paga taxas fixas em dólares norte-americanos e recebe remuneração atrelada ao CDI.

 Swap CDI vs. taxa flutuante em USD – com o objetivo de reduzir a volatilidade do fluxo de caixa foram implementadas operações de
swap para converter o fluxo de caixa de dívidas indexadas a CDI para dólares norte-americanos nos contratos de empréstimos e
financiamentos. Nestas operações, a Vale paga taxas flutuantes em dólares norte-americanos (Libor - London Interbank Offered Rate) e
recebe remuneração atrelada ao CDI.

Estes instrumentos foram utilizados para converter o fluxo das debêntures emitidas em 2006 com valor nominal de R$ 5,5 bilhões, da NCE (Nota
de crédito de exportação) emitida em 2008 com valor nominal de R$ 2 bilhões e de financiamentos para aquisição de bens e serviços, com valor
nominal de R$ 1 bilhão, realizados em 2006 e 2007.

*Não há operações com vencimento nos anos de 2011, 2013 e 2014.

Tipo de contrato: balcão (over-the-counter)


Item protegido: dívidas atreladas a reais

Os itens protegidos são as dívidas atreladas a reais já que o objetivo desse programa é transformar as obrigações atreladas a reais em obrigações
atreladas ao dólar norte-americano e com isso atingir o equilíbrio de moedas contrabalançando os recebíveis (que são basicamente atrelados ao
dólar norte-americano) com os pagamentos da Vale.

Programa de proteção dos empréstimos e financiamentos em reais indexados a TJLP

 Swap TJLP vs. taxa fixa em USD – com o objetivo de reduzir a volatilidade do fluxo de caixa, foram realizadas operações de swap para
converter o fluxo de caixa de dívidas indexadas a TJLP para dólares norte-americanos nos contratos de empréstimos junto ao BNDES.
Nestas operações, a Vale paga taxas fixas em dólares norte-americanos e recebe remuneração atrelada à TJLP.

 Swap TJLP vs. taxa flutuante em USD – com o objetivo de reduzir a volatilidade do fluxo de caixa, foram realizadas operações de
swap para converter o fluxo de caixa de dívidas indexadas a TJLP para dólares norte-americanos nos contratos de empréstimos junto ao
BNDES. Nestas operações, a Vale paga taxas flutuantes em dólares norte-americanos (Libor) e recebe remuneração atrelada à TJLP.
Programa de proteção dos Empréstimos e Financiamentos em Reais
Em milhões de R$
Perda/Ganho
Valor Principal ($ milhões) Valor justo VaR Valor justo por ano *
Fluxo Índice Taxa Média Realizado
31-dez-09 31-dez-08 31-dez-09 31-dez-08 31-dez-09 31-dez-09 2013 2014 2019

Swap TJLP vs. Taxa Fixa em USD


Ativo R$ 1.164 R$ 518 TJLP 1,34% 1.845 436 110
Passivo USD 636 USD 304 USD 3,31% (1.710) (580) (88)
Líquido 135 (144) 22 65 165 (13) (17)

Swap TJLP vs. Taxa flutuante em USD


Ativo R$ 658 R$ 645 TJLP 0,94% 616 503 17
Passivo USD 385 USD 378 Libor Libor -1,14% (562) (572) (10)
Líquido 54 (69) 7 33 24 30

*Não há operações com vencimento nos anos de 2015, 2016, 2017 e 2018.

38
Tipo de contrato: balcão (over-the-counter)
Item protegido: dívidas atreladas à reais

Os itens protegidos são as dívidas atreladas a reais já que o objetivo desse programa é transformar as obrigações atreladas a reais em obrigações
atreladas ao dólar norte-americano e com isso atingir o equilíbrio de moedas contrabalançando os recebíveis (que são basicamente atrelados ao
dólar norte-americano) com os pagamentos da Vale.

Hedge cambial de fluxo de caixa

 Swap taxa fixa em BRL vs. Taxa fixa em USD – Com o objetivo de reduzir a volatilidade do fluxo de caixa, foram realizadas transações
de swaps para mitigar a exposição cambial originada pelo descasamento de moedas entre receitas em dólares norte-americanos e
custeio e investimentos em reais.
Em milhões de R$
Perda/Ganho
Valor Principal ($ milhões) Valor justo VaR Valor justo por ano
Fluxo Índice Taxa Média Realizado
31-dez-09 31-dez-08 31-dez-09 31-dez-08 31-dez-09 31-dez-09 2010 2011

Ativo R$ 2.675 - Pré 7,52% 2.644 - -


Passivo USD 1.469 - USD 0,00% (2.516) - -
Líquido 128 - - 73 58 70

Tipo de contrato: balcão (over-the-counter)


Item hedgeado: parte das receitas denominadas em dólares norte-americanos.

O resultado de perda/ganho apresentado na tabela acima é anulado pelo resultado de perda/ganho do item hedgeado devido à variação cambial
R$/US$. Novamente, o objetivo final desse programa, de acordo com a estratégia de proteção de moeda da Vale, é contrabalançar a exposição à
moedas dos recebíveis com as dos pagamentos.

Programa de proteção cambial de fluxo de caixa

 NDFs (non-deliverable forward): Com o objetivo de reduzir a volatilidade do fluxo de caixa, foram realizadas transações de NDFs
(non-deliverable forwards) para mitigar a exposição cambial originada pelo descasamento de moedas entre receitas em dólares norte-
americanos e custeio e investimentos em reais.

Tipo de contrato: balcão (over-the-counter)


Item protegido: parte das receitas denominadas em dólares norte-americanos.

O resultado de perda/ganho apresentado na tabela acima é anulado pelo resultado de perda/ganho do item protegido devido à variação cambial
R$/US$. Novamente, o objetivo final desse programa, de acordo com a estratégia de proteção de moeda da Vale, é contrabalançar a exposição à
moedas dos recebíveis com as dos pagamentos.

Programa de proteção de pagamento dividendos indexados a reais no quarto trimestre de 2009

Com objetivo de reduzir a volatilidade do fluxo de caixa devido a desembolsos relacionados ao pagamento de dividendos em reais, foi realizado
operação de swap para proteger o risco de mercado advindo da variação cambial entre dólares norte-americanos e reais. Nesta operação, a Vale
pagou taxa fixa em dólares e recebeu pagamentos atrelados ao CDI Este swap foi contratado em 14 de outubro e no vencimento, em 29 de
outubro, a Vale pagou R$ 1,4 milhões.

39
Programa de proteção para os empréstimos e financiamentos em euros

Com o objetivo de reduzir a volatilidade do fluxo de caixa, foi realizada uma operação de swap para converter o fluxo de caixa de dívidas em euros
indexadas à Euribor para dólares norte-americanos indexados à Libor. Esta operação foi utilizada para converter o fluxo de uma dívida em euros,
com valor nominal remanescente de € 5.3 milhões, emitida em 2003 pela Vale. Nesta operação a Vale recebe taxas flutuantes em euros (Euribor)
e paga remuneração atrelada a taxas flutuantes em dólares norte-americanos (Libor).

Tipo de contrato: balcão (over-the-counter)


Item protegido: parte das dívidas atrelada a Euros.

O resultado de perda/ganho apresentado na tabela acima é anulado pelo resultado de perda/ganho do item protegido devido à variação cambial
EUR/USD. Novamente, o objetivo final desse programa, de acordo com a estratégia de proteção de moeda da Vale, é contrabalançar a exposição
à moedas dos recebíveis com as dos pagamentos

Programa de proteção para os empréstimos e financiamentos sujeitos a taxa flutuante em dólares norte-americanos

Com o objetivo de reduzir a volatilidade do fluxo de caixa, foi realizada uma operação de swap para converter o fluxo de caixa de uma dívida
sindicalizada emitida pela Vale Inco Ltd.,subsidiária integral da Vale, no ano de 2004, com valor nominal de USD 200 milhões indexada a taxa
flutuante (Libor) para taxa fixas. Na operação de proteção, a Vale paga à contraparte taxa fixa e recebe remuneração atrelada a taxa flutuante
(Libor).

Tipo de contrato: balcão (over-the-counter)


Item protegido: dívida flutuante da Vale Inco.

O resultado de perda/ganho apresentado na tabela acima é anulado pelo resultado de perda/ganho do item protegido devido à variação da Libor.

Programa de proteção cambial para venda de carvão a preço fixo


Com o objetivo de reduzir a volatilidade do fluxo de caixa associada a contratos de venda de carvão a preço fixo, a Vale realizou operações a
termo de compra de dólares australianos de forma a equalizar as moedas de custeio e de receita.
Em milhões de R$
Perda/Ganho
Valor Principal ($ milhões) Compra / Taxa Média Valor justo VaR Valor justo por ano
Fluxo Realizado
Venda (AUD/USD)
31-dez-09 31-dez-08 31-dez-09 31-dez-08 31-dez-09 31-dez-09 2010 2011

Termo AUD 41 - C 0,66 15 - 10 1 13 2

Tipo de contrato: balcão (over-the-counter)


Item protegido: parte dos custos da Vale em dólares australianos.

O resultado de perda/ganho apresentado na tabela acima é anulado pelo resultado de perda/ganho do item protegido devido à variação cambial
AUD/USD.

40
h) Posições em derivativos de commodities

O fluxo de caixa da Companhia também está exposto à diferentes riscos de mercado associados à volatilidade dos preços de commodities globais.
Com objetivo de anular o efeito dessa volatilidade, a Vale contrata as seguintes operações com derivativos:

Programa de proteção estratégica de fluxo de caixa de alumínio


Com o objetivo de proteção de fluxo de caixa para os anos de 2009 e 2010, a Vale realizou operações de proteção onde fixa o preço de parte das
vendas de alumínio no período.

Tipo de contrato: balcão (over-the-counter)


Item protegido: parte das receitas da Vale atrelada ao preço do alumínio.

O resultado de perda/ganho para as operações de forwards apresentadas na tabela acima é anulado pelo resultado de perda/ganho do item
protegido devido à variação do preço do alumínio. No entanto, no caso das opções, por se tratar de instrumentos não-lineares, os resultados
desses instrumentos compensam parcialmente o resultado do item protegido (ver quadro de sensibilidade).

Programa de proteção estratégica de fluxo de caixa de níquel


Com o objetivo de proteção de fluxo de caixa para os anos de 2009 e 2010, a Vale realizou operações de proteção onde fixa o preço de parte das
vendas de níquel no período.

Tipo de contrato: balcão (over-the-counter)


Item protegido: parte das receitas da Vale atrelada ao preço do níquel.

O resultado de perda/ganho apresentado na tabela acima é anulado pelo resultado de perda/ganho do item protegido devido à variação do preço
do níquel.

Programa de venda de níquel a preço fixo

Com o objetivo de manter a exposição a flutuações de preço do níquel, foram realizadas operações de derivativos para converter para preço
flutuante os contratos comerciais de Níquel com clientes que solicitam a fixação do preço. As operações têm como objetivo garantir que os preços
relativos a estas vendas sejam equivalentes à média de preços da LME no momento da entrega física do produto para o cliente. As operações
usualmente realizadas neste programa são compras de níquel para liquidação futura, seja em bolsa (LME) ou em mercado de balcão. Estas
operações são revertidas antes do vencimento original de forma a casar com as datas de liquidação dos contratos comerciais que tiveram o preço
fixado. Este programa foi interrompido em função da decisão de proteção estratégica do fluxo de caixa.

41
Tipo de contrato: contratos negociados na London Metal Exchange
Item protegido: parte das receitas da Vale fixadas a um preço pré-determinado para clientes finais

O resultado de perda/ganho apresentado na tabela acima é anulado pelo resultado de perda/ganho do item protegido devido à variação do preço
do níquel.

Programa de proteção para operações de compra de níquel


Com o objetivo de reduzir a volatilidade do fluxo de caixa e eliminar o descasamento entre o período de precificação da compra de Níquel
(concentrado, catodo, sínter e outros tipos) e o período da revenda do produto processado, foram realizadas operações de proteção. Os itens
comprados são matérias-primas utilizadas no processo de produção de níquel refinado. As operações usualmente realizadas neste caso são
vendas de níquel para liquidação futura, seja em bolsa (LME) ou em mercado de balcão.

Em m ilhões de R$
Perda/Ganho Valor justo
Valor Principal (ton) Com pra / Strike Médio Valor justo VaR
Fluxo Realizado por ano
Venda (USD/ton)
31-dez-09 31-dez-08 31-dez-09 31-dez-08 31-dez-09 31-dez-09 2010

Futuros 1.446 4.944 V 16.720 (4) (16) (83) 3 (4)

Tipo de contrato: contratos negociados na London Metal Exchange


Item protegido: parte das receitas da Vale atrelada ao preço do níquel.

O resultado de perda/ganho apresentado na tabela acima é anulado pelo resultado de perda/ganho do item protegido devido à variação do preço
do níquel.

Programa de proteção para compra de gás natural


Com o objetivo de minimizar o impacto das oscilações dos preços deste insumo nos custos da Companhia, foram realizadas operações de
proteção de gás natural. As operações são feitas geralmente através da contratação de compra de contratos futuros/forwards.

Tipo de contrato: balcão (over-the-counter)


Item protegido: parte do custo da Vale atrelada ao preço do gás natural.

Programa de proteção para compra de óleo combustível – Bunker Oil


Com o objetivo de reduzir o impacto das oscilações dos preços do óleo combustível (Bunker Oil) na contratação de frete e, consequentemente,
reduzir a volatilidade do fluxo de caixa da Companhia, foram realizadas operações de proteção deste insumo. As operações são feitas geralmente
através da contratação de compra a termo ou swaps.

42
Tipo de contrato: balcão (over-the-counter)
Item protegido: parte do custo da Vale atrelada ao preço do óleo combustível.

O resultado de perda/ganho apresentado na tabela acima é anulado pelo resultado de perda/ganho do item protegido devido à variação do preço
do óleo combustível.

Programa de proteção para contratação de frete marítimo

Com o objetivo de reduzir o impacto das oscilações dos preços de frete marítimo contratado para viabilizar a venda de produtos nas modalidades
CIF e CFR e, consequentemente, reduzir a volatilidade do fluxo de caixa da Companhia, foram realizadas operações de proteção de frete (FFA -
Forward Freight Agreement). As operações são feitas geralmente através da contratação de compra a termo.

Tipo de contrato: balcão (over-the-counter)


Item protegido: parte do custo da Vale atrelado ao preço de frete marítimo.

O resultado de perda/ganho apresentado na tabela acima é anulado pelo resultado de perda/ganho do item protegido devido à variação do preço
frete marítimo.

i) Posições em Derivativos embutidos


O fluxo de caixa da Companhia também está exposto à diversos riscos de mercado associados a contratos que contem derivativos embutidos ou
funcionam como derivativos. Da perspectiva da Vale, podem incluir mas não estão limitados à contratos comerciais, contratos de compra,
contratos de aluguel, títulos, apólices de seguros e empréstimos. Os derivativos embutidos observados em 2009 são os seguintes:

Compra de Energia
Contrato de compra de energia entre a Albras, controlada da Vale, e a Eletronorte. O contrato contém uma cláusula que define a cobrança de
prêmio sobre o valor da energia caso o preço do alumínio seja negociado entre US$ 1.450/ton e US$ 2.773/ton. Esta cláusula é considerada um
derivativo embutido.

Compra de produtos intermediários e matérias-primas


Contratos de compra de matérias primas e concentrado de níquel realizados pela Vale Inco Ltd., subsidiária integral da Vale, que contem
provisões de preço baseadas no preço futuro de cobre e níquel. Estas provisões são consideradas derivativos embutidos.

43
j) j) Posições de Companhias de controle compartilhado

Apresentamos a seguir os valores justos dos derivativos de Companhias de controle compartilhado. Esses instrumentos são gerenciados sob as
políticas de risco próprias de cada uma dessas Companhias. Contudo os efeitos das marcações a mercado são reconhecidos nas demonstrações
contábeis na proporção da participação de cada uma dessas Companhias.

Programa de proteção cambial

A fim de reduzir a volatilidade do fluxo de caixa, foram contratadas operações de swaps para converter para reais os fluxos de caixa de dívidas
indexadas ao dólar norte-americano. Neste swap, é recebida uma taxa fixa em dólares norte-americanos e executado pagamentos em reais,
indexados ao CDI.

Em milhões de R$

Valor Principal Valor justo VaR


Fluxo Índice Taxa Média
31-dez-09 31-dez-09 31-dez-09

Swap taxa fixa vs. CDI


Ativo USD 114 USD 3,97% 210
Passivo R$ 245 CDI 100,22% (272)
Líquido (62) 6,3

Tipo de contrato: balcão (over-the-counter)


Item protegido: Dívidas atreladas ao USD

O resultado de perda/ganho apresentado na tabela acima é anulado pelo resultado de perda/ganho do item protegido devido à variação da
quotação do USD/BRL.

Programa de hedge

Foram contratadas operações de swaps para transformar parte dos pagamentos de dívidas atreladas a Libor USD em pagamentos em taxa fixa
em dólares norte-americanos. Neste swap, são recebidas taxas flutuantes (Libor USD) em dólares norte-americanos e executado pagamentos em
taxas fixas em dólares norte-americanos.

Em milhões de R$

Valor Principal Valor justo VaR


Fluxo Índice Taxa Média
31-dez-09 31-dez-09 31-dez-09

Swap USD flutuante vs.pré


Ativo Libor Libor + 0,65% 30,0
USD 20
Passivo Tx.Pré 3,98% (30,9)
Líquido (0,9) 0,1

Tipo de contrato: balcão (over-the-counter)


Item hedgeado: Dívidas atreladas a Libor USD

O resultado de perda/ganho apresentado na tabela acima é anulado pelo resultado de perda/ganho do item hedgeado devido à variação da Libor
USD.

44
k) Análise de Sensibilidade – Derivativos da Controladora e Controladas
Valores em R$ milhões

45
l) Análise de Sensibilidade - Derivativos de Companhias de Controle Compartilhado
Valores em R$ milhões

m) Análise de Sensibilidade - Dívida e Investimentos de Caixa

Os programas de investimento de caixa e captação atrelados a moedas diferentes de reais estão sujeitos à variação da taxa de câmbio, tais como
EUR/USD e USD/BRL.
Valores em R$ milhões

n) Risco de crédito nas operações e rating das instituições financeiras

As operações de derivativos são realizadas com instituições financeiras de primeira linha. Os limites de exposição a instituições financeiras são
propostos anualmente para o comitê executivo de gestão de riscos e aprovados pela diretoria executiva. O acompanhamento do risco de crédito
das instituições financeiras é feito utilizando uma metodologia de avaliação de risco de crédito que considera, dentre outras informações, os ratings
divulgados pelas agências de rating internacionais. No quadro abaixo, apresentamos os ratings em moeda estrangeira publicados pelas agências
Moody’s e S&P para as principais instituições financeiras com as quais tínhamos operações em aberto em 31 de dezembro de 2009.

Nome da Holding Nome da contraparte Moody’s* S&P*

JP Morgan Chase & Co** JP Morgan Chase Bank Aa3 A+


Banco Santander SA** Banco Santander Banespa SA Aa2 AA
Banco Santander SA Banco Santander SA Aa2 AA
Banco Santander SA Banco Santander Brasil SA Baa3 BBB-
BNP Paribas** BNP Paribas Securities Corp Aa1 AA
BNP Paribas BNP Paribas Aa1 AA
The Goldman Sachs Group Inc** J Aron & Co A1 A
Itau Unibanco Holding SA Banco Itau BBA SA A1 BBB
Societe Generale** Banco Societe Generale do Brasil SA Aa2 A+
Societe Generale Societe Generale Aa2 A+
Credit Agricole SA Calyon (London) Aa1 AA-
Banco Votorantim SA Banco Votorantim SA A3 BB+
Itau Unibanco Holding SA União de Bancos Brasileiros SA A1 BBB
Banco do Brasil SA Banco do Brasil SA A2 BBB-
Citigroup Inc** Citibank NA (Brazil) A3 A
Deutsche Bank AG** Deutsche Bank AG (London) Aa1 A+
HSBC Holdings plc HSBC Bank Brasil SA - Banco Multiplo A1 BBB-
Barclays PLC Barclays Bank PLC Aa3 AA-
Banco Santander SA** Banco ABN AMRO Real SA Aa2 AA
Standard Bank PLC** Standard Bank Limited (London) A3 -
Banco Bradesco SA Banco Bradesco SA A1 BBB
BNP Paribas** BNP Paribas Energy & Commodities Aa1 AA
Prudential Financial Inc** Prudential Bache Commodities Ltd (London) Baa2 A
Natixis** Natixis Metals Limited Aa3 A+
Mitsui Co Ltd** Mitsui Bussan Commodities Ltd A2 A+

* Para bancos brasileiros foi utilizado rating global dos depositos em moeda local.
** Rating da empresa controladora

46
o) Curvas de Mercado
Na construção das curvas utilizadas para o precificação dos derivativos foram utilizados dados públicos da BM&F, Banco Central do Brasil, London
Metals Exchange (LME) e dados proprietários de Thomson Reuters, Bloomberg L.P. e Enerdata.

47
48
Movimentação saldos de Balanço:
Consolidado Controladora
Ativo Passivo Ativo Ativo Passivo
2009 2008 2009 2008 2009 2008
Longo Longo Longo Longo Longo Longo
Curto Prazo Curto Prazo Longo Prazo
Prazo Prazo Prazo Prazo Prazo Prazo
Derivativos não designados como hedge
Risco de câmbio e de taxas de juros
Swaps CDI & TJLP vs. taxa fixa e flutuante em USD - 1.383 - - - (1.309) 1.058 - (1.084)
Swap taxa flutuante em EUR vs. taxa flutuante em USD - 3 5 - - - 3 5 -
Swap taxa fixa em USD vs.CDI - - - (39) - - - - -
Swap taxa fixa em USD vs.CDI - - - - (23) - - - -
Swap USD flutuante vs. pré - - - (1) - - - - -
Swap taxa flutuante em USD vs. taxa fixa em USD - - - (12) - (32) - - -
Swap taxa flutuante em USD vs. taxa fixa em USD - - - - (2) - - - -
Compra a termo de Dólares Australianos - 15 - - - - - - -
- 1.401 5 (52) (25) (1.341) 1.061 5 (1.084)
Risco de preços de produtos
Níquel
Compra/ Venda de níquel a preço fixo 22 - 79 (5) - - - - -
Compra/ Venda de níquel a preço fixo - 3 - - (15) - - - -
Programa estratégico (2) - - - (55) - - - - -
Frete marítimo 50 - - - - - - - -
Gás natural - - - - - (4) - - -
Alumínio (3) - - - (28) - - - - -
Óleo combustível (1) 85 - - - - - - - -
Cobre - - 1 - - - - - -
157 3 80 (88) (15) (4) - - -

Derivativos designados como hedge


Hedge cambial de fluxo de caixa 26 102 - - - - 37 - -
Alumínio (3) - - (124) - - - - -
- - -
26 102 - (124) - - 37 - -
Total 183 1.506 85 (264) (40) (1.345) 1.098 5 (1.084)

(1) Inclui derivativos realizados em 31-12-09 no valor de R$ 7.


(2) Inclui derivativos realizados em 31-12-09 no valor de R$ (16).
(3) Inclui derivativos realizados em 31-12-09 no valor de R$ (39)

49
Efeitos dos Derivativos no Resultado
Ganho (Perda) Reconhecido no Resultado

Consolidado Controladora
Trimestres (Não auditado) Acumulado Acumulado
4T/09 3T/09 4T/08 2009 2008 2009 2008
Derivativos não designados como hedge

Risco de câmbio e de taxas de juros


Swap CDI & TJLP vs. taxa fixa e flutuante em USD 342 826 (1.516) 3.164 (1.745) 2.512 (1.503)
Swap taxa flutuante em USD vs. taxa fixa em USD (1) (3) (23) (5) (28) - -
Swap taxa flutuante em Euro vs. taxa fixa em USD - - 1 (1) 1 (1) 1
Swap taxa flutuante em AUD vs. taxa fixa em USD 1 5 - 25 - - -
Swap Taxa Fixa em USD vs.CDI (65) - - (65) - - -

Risco de preços de produtos


Níquel
Programa de compra de níquel a preço fixo (1) 3 (78) 5 (172) - -
Programa estratégico (11) (92) - (187) - - -
Cobre - - 138 (1) 56 - 34
Platina - - 3 - (2) - -
Ouro - - (1) - (9) - (7)
Gás natural - (1) (3) (9) 6 - -
Frete marítimo 134 (83) - 119 - 17 -
Óleo combustível 72 20 - 116 - - -
Alumínio - - 99 - (40) - -

Derivativos embutidos:
Venda de níquel a preço fixo - (22) 13 (149) 72 - -
Compra de matéria-prima 7 (18) (6) (42) 12 - -
Compra de energia - opção de alumínio - - 47 - 32 - -

Derivativos designados como hedge


Alumínio (31) - - (31) - - -
447 635 (1.326) 2.939 (1.817) 2.528 (1.475)

Liquidação Financeira

Consolidado Controladora
Trimestres (Não auditado) Acumulado Acumulado
4T/09 3T/09 4T/08 2009 2008 2009 2008
Derivativos não designados como hedge

Risco de câmbio e de taxas de juros


Swap CDI & TJLP vs. taxa fixa e flutuante em USD 153 57 (121) 469 (687) 369 639
Swap taxa flutuante em USD vs. taxa fixa em USD (4) (4) 1 (15) 5 - -
Swap taxa flutuante em Euro vs. taxa fixa em USD 1 - (1) 2 (1) 2 2
Swap taxa flutuante em AUD vs. taxa fixa em USD 5 2 - 10 - - -
Swap Taxa Fixa em USD vs.CDI (3) - - (3) - - -

Risco de preços de produtos


Níquel
Programa de compra de níquel a preço fixo (31) (19) 91 (122) 112 - -
Proteção para operações de compra de níquel - - - - - - -
Programa estratégico (64) (66) - (130) - - -

Cobre - - (62) - 277 - 32

Platina - - 3 - 45 - -
Ouro - - 20 - 74 - (52)
Gás natural (1) (3) 2 (12) 1 - -
Frete marítimo 13 47 - 69 - 17 -
Óleo combustível 19 10 - 31 - - -
Alumínio - - (59) - 181 - -

Derivativos embutidos:
Compra de matéria-prima - - (16) - (21) - -

Derivativos designados como hedge


Alumínio (8) - - (8) - - -
80 24 (142) 291 (14) 388 621

50
Os saldos ativos e passivos bem como as mudanças no valor justo dos derivativos são apresentados como segue:
Consolidado
Trimestres (Não auditado)
4T/09
Óleo
Moedas\ Produtos de
Combustível e Ouro Frete Cobre Níquel . Platina Total
Juros (libor) alumínio
Gás Natural
Valor de mercado não realizado em 30/09/09 1.240 31 - (71) 19 - (136) - 1.083
Pagamentos (recebimentos) financeiros (152) (18) - (13) 8 - 95 - (80)
Despesas financeiras, líquidas (1) 370 72 - 132 (179) - (13) - 382
Variações monetárias, líquidas (2) (6) - - 2 - - 4 - -
Valor de mercado não realizado em 31/12/09 1.452 85 - 50 (152) - (50) - 1.385

3T/09
Óleo
Moedas\ Produtos de
Combustível e Ouro Frete Cobre Níquel Platina Total
Juros (libor) alumínio
Gás Natural
Valor de mercado não realizado em 30/06/09 432 19 - 59 - - (94) - 416
Pagamentos (recebimentos) financeiros (55) (7) - (47) - - 85 - (24)
Despesas financeiras, líquidas (1) 883 23 - (83) 20 - (145) - 698
Variações monetárias, líquidas (2) (20) (4) - - (1) - 18 - (7)
Valor de mercado não realizado em 30/09/09 1.240 31 - (71) 19 - (136) - 1.083

4T/08
Óleo
Moedas\ Produtos de
Combustível e Ouro Frete Cobre Níquel Platina Total
Juros (libor) alumínio
Gás Natural
Valor de mercado não realizado em 30/09/08 323 (3) (19) - (87) (75) 73 (4) 208
Pagamentos (recebimentos) financeiros (121) 2 20 - (59) (62) 77 1 (142)
Despesas financeiras, líquidas (1.518) (3) 2 - 157 152 (88) 2 (1.296)
Variações monetárias, líquidas (20) - (3) - (11) (14) 17 1 (30)
Valor de mercado não realizado em 31/12/08 (1.336) (4) - - - 1 79 - (1.260)

Acumulado
2009
Óleo
Moedas\ Produtos de
Combustível e Ouro Frete Cobre Níquel Platina Total
Juros (libor) alumínio
Gás Natural
Valor de mercado não realizado em 31/12/08 (1.336) (4) - - - 1 79 - (1.260)
Pagamentos (recebimentos) financeiros (463) (18) - (69) 8 - 252 - (290)
Despesas financeiras, líquidas (1) 3.267 112 - 119 (159) (1) (397) - 2.941
Variações monetárias, líquidas (2) (16) (5) - - (1) - 16 - (6)
Valor de mercado não realizado em 31/12/09 1.452 85 - 50 (152) - (50) - 1.385

2008
Óleo
Moedas\ Produtos de
Combustível e Ouro Frete Cobre Níquel Platina Total
Juros (libor) alumínio
Gás Natural

Ganhos (perdas) não realizados em 31/12/07 1.119 (11) (65) - (173) (332) 74 (43) 569
Pagamentos (recebimentos) financeiros (683) 1 74 - 181 277 91 45 (14)
Despesas financeiras, líquidas (1.985) 4 (8) - (10) 66 (110) (3) (2.046)
Variações monetárias, líquidas 213 2 (1) - 2 (10) 24 1 231
Valor de mercado não realizado em 31/12/08 (1.336) (4) - - - 1 79 - (1.260)

(1) Contempla valores de hedge accounting que não afetam o resultado financeiro, a saber: R$(61), R$54, R$(1) e R$(2), 4T09, 3T09,
31 de dezembro de 2009 e 31 de dezembro de 2008, respectivamente.

Esses valores foram registrados no patrimônio líquido sob a rubrica "resultado não realizado de avaliação à mercado" deduzidos de imposto de
renda e na proporção de nossa participação, quando aplicável.

(2) Inclui reclassificações de variação cambial para o patrimônio líquido: R$(4), R$2, R$(3), 4T09, 3T09 e 31 de dezembro de 2009,
respectivamente.

51
Controladora
2009
Moedas\
Juros (libor) Frete Ouro Cobre Total
Valor de mercado não realizado em 31/12/08 (1.079) - - - (1.079)
Pagamentos (recebimentos) financeiros (371) (17) - - (388)
Despesas financeiras, líquidas (*) 2.549 17 - - 2.566
Variações monetárias, líquidas (1) - - - (1)
Valor de mercado não realizado em 31/12/09 1.098 - - - 1.098

2008
Moedas\
Juros (libor) Frete Ouro Cobre Total

Ganhos (perdas) não realizados em 31/12/07 1.064 - (45) (2) 1.017


Pagamentos (recebimentos) financeiros (641) - 52 (32) (621)
Despesas financeiras, líquidas (1.734) - (6) 30 (1.710)
Variações monetárias, líquidas 232 - (1) 4 235
Valor de mercado não realizado em 31/12/08 (1.079) - - - (1.079)

(*) Contempla R$37, referente a hedge accounting que não afeta o resultado.

Os vencimentos dos últimos contratos dos derivativos são apresentados a seguir:


Moedas\ Juros (LIBOR) Dezembro de 2019
Alumínio Dezembro de 2010
Óleo combustível Dezembro de 2010
Frete Dezembro de 2010
Níquel Maio de 2011

6.27- Despesas com Vendas e Administrativas, Outras Despesas Operacionais e Resultado na Realização de Ativos
Consolidado Controladora
Trimestres (Não auditado) Acumulado Acumulado
Administrativas 4T/09 3T/09 4T/08 2009 2008 2009 2008
Pessoal 184 143 207 640 747 377 431
Serviços (consultoria, infraestrutura e outros) 118 96 229 385 528 183 262
Propaganda e publicidade 105 56 94 236 253 227 244
Depreciação 113 95 70 384 294 295 225
Despesas de viagem 9 8 16 36 72 15 33
Aluguéis e impostos 26 22 37 86 89 32 32
Comunidades Indígenas 5 6 5 20 20 19 18
Outras 28 45 118 156 303 54 140
Vendas (*) 116 106 940 426 1.312 42 27
Total 704 577 1.716 2.369 3.618 1.244 1.412

(*) Representa os reflexos da flutuação dos preços da commodity cobre sobre seus recebíveis, gastos com escritórios no exterior e provisão para
créditos de liquidação.
Consolidado Controladora
Trimestres (Não auditado) Acumulado Acumulado
Outras despesas (receitas) operacionais, líquidas 4T/09 3T/09 4T/08 2009 2008 2009 2008
Provisão para contingências 210 6 162 230 (53) 236 (78)
Provisão para perdas com créditos de ICMS 108 48 63 259 386 81 213
Provisão para remuneração variável 143 58 16 320 221 196 113
Fundação Vale do Rio Doce - FVRD 13 42 26 99 81 99 81
Recuperação de PIS/COFINS (73) (70) (70) (295) (244) (295) (244)
Provisão para materiais/inventário - - 142 9 407 - 126
Ajuste a valor de realização de estoque 9 - 334 122 334 - -
Desligamento 16 29 - 187 - 64 -
Paradas de usina e capacidade ociosa 386 489 - 1.776 - 596 -
Outras 184 45 953 555 1.717 (50) 621
Total 996 647 1.626 3.262 2.849 927 832

52
Consolidado
Trimestres (Não auditado) Acumulado
Resultado na realização de #REF!
ativos 4T/09 3T/09 4T/08 2009 2008
Jubilee Mines N.L. - - - - 139
Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S.A. - USIMINAS - - - 288 -
Companhia Alumina Para - - - 8 -
Ativos florestais - 110 - 110 -
Hurdbay Minerals Inc - 12 - 12 -
Ativos de cobre (65) - - (65) -
Ativos de alumínio (147) - - (147) -
UTE Barcarena (122) - - (122) -
Outras 4 6 - 9 -
Total (330) 128 - 93 139

6.28- Concessões, Subconcessões e Arrendamentos

(a) Companhias de Transporte Ferroviário

A Companhia e algumas Companhias do Grupo celebraram com a União, por intermédio do Ministério dos Transportes, contratos de concessão
para exploração e desenvolvimento do serviço público de transporte ferroviário de carga e arrendamento dos bens destinadosà prestação desses
serviços.

Os prazos de concessão por ferrovia são:

Término do prazo de
Ferrovia concessão
Vitória a Minas e Carajás (direta) (*) Junho de 2027
Carajás (direta) (*) Junho de 2027
Malha Centro-Leste (indireta via FCA) Dezembro de 2037
Malha Sudeste (indireta via MRS) Agosto de 2026
Ferrovia Norte Sul S.A. (FNS) Dezembro de 2026

(*) Concessões não onerosas.

A concessão se extinguirá com a concretização de um dos seguintes fatos: término do prazo contratual, encampação, caducidade, rescisão,
anulação e falência ou extinção da concessionária.

As concessões, subconcessões e arrendamentos das Companhias controladas são tratados contabilmente no conceito de arrendamento
operacional e apresentam as seguintes características:

FNS FCA MRS


1) Nº de parcelas totais 3 112 118
2) Periodicidade de pagamento (*) Trimestral Trimestral
3) Índice de atualização IGP-DI FGV IGP-DI FGV IGP-DI FGV
4) Nº de parcelas já pagas 2 47 50
5) Valor atualizado da prestação
Concessão R$ - R$ 2 R$ 3
Arrendamento R$ - R$ 29 R$ 49
Subconcessão R$ 496 R$ - R$ -
(*) De acordo com a entrega de cada trecho da ferrovia

53
(b) Portos

A Companhia possui terminais portuários especializados, conforme abaixo:


Término do prazo de
Terminal (*) Localização concessão
Terminal de Tubarão, Praia Mole e Granéis Líquidos Vitória - ES 2020
Terminal de Praia Mole Vitória - ES 2020
Terminal de Produtos Diversos Vitória - ES 2020
Terminal de Granéis Líquidos Vitória - ES 2020
Terminal de Vila Velha Vila Velha - ES 2023
Terminal Marítimo de Ponta da Madeira - Píer I e III São Luís - MA 2018
Terminal Marítimo de Ponta da Madeira - Píer II São Luís - MA 2010
Terminal Marítimo Inácio Barbosa Aracaju - SE 2012
Terminal de Exportação de Minério - Porto de Itaguaí Rio de Janeiro - RJ 2021
Terminal Marítimo da Ilha Guaíba - TIG - Mangaratiba Rio de Janeiro - RJ 2018
(*) Concessões não onerosas.

(c) Usinas Hidrelétricas

Data início da % de participação na


Projetos concessão geração de energia
Amador Aguiar I e II (anteriormente denominados Capim Branco I e II) 2001 48,42
Balambano, Karebbe e Larona 1978, 2000 e 2000 60,80
Engenheiro José Mendes Júnior e Eliezer Batista (anteriormente denominados Funil e Aimorés) 2000 51,00
Estreito 2002 30,00
Igarapava 1998 38,15
Machadinho 2000 8,29
Porto Estrela 1997 33,33

Durante 2009 a Companhia arrendou três usinas de pelotização das Joint-Ventures, Nibrasco, Kobrasco e Itabrasco pelo prazo de 30 anos, 5
anos e 10 anos, respectivamente. Considerando que os principais riscos e benefícios dos arrendamentos se mantêm com as joint-ventures
arrendadas os mesmos foram classificados como arrendamento operacional com custos anuais mínimos da ordem de R$198.

6.29- Seguros

Riscos Operacionais

A Companhia possui um amplo programa de gerenciamento de riscos, que proporciona cobertura e proteção para todos os seus ativos, bem como
para possíveis perdas com interrupção de produção, através de uma apólice do tipo All Risks. Este programa contempla inspeções e treinamentos
in loco utilizando-se da estrutura de vários comitês de risco espalhados pela Companhia, suas controladas e coligadas. A Vale procura alinhar os
riscos em todas as áreas, proporcionando um tratamento único e uniforme, buscando nos mercados nacional e internacional coberturas
compatíveis com uma Companhia do seu porte.

Seguros

Visando a adequada mitigação dos riscos, a Vale contrata vários tipos diferentes de apólices de seguros tais como seguros de riscos operacionais
e responsabilidade civil, além de uma apólice de seguro de vida para seus funcionários. As coberturas destas apólices são contratadas em linha
com a Política de Gestão de Riscos Corporativos e similares aos seguros contratados por outras Companhias da indústria de mineração. Entre os
instrumentos de gestão, a Vale utiliza desde 2002 uma resseguradora cativa e que nos permite a contratação de seguros em bases competitivas
bem como o acesso direto aos principais mercados internacionais de seguro e resseguro.

A gestão de seguros é realizada na Vale com o apoio dos comitês de seguros existentes nas diversas áreas operacionais da Companhia que são
compostos por vários profissionais destas unidades.

54
6.30- Plano de Participação nos Resultados

A Companhia, baseada no Programa de Participação nos Resultados - PPR, possibilita definição, acompanhamento, avaliação e reconhecimento
do desempenho coletivo e individual de seus empregados.

A Participação nos Resultados na Companhia para cada Empregado é apurada individualmente de acordo com o alcance de metas previamente
estabelecidas por blocos de Indicadores conforme desempenho: da Companhia, do Departamento ou Unidade de Negócios, da Equipe, individual,
e relativo às Competência individuais. A contribuição de cada bloco de desempenho na pontuação dos empregados é discutida e acordada, a cada
exercício, entre a Vale e entidades sindicais que representam os seus empregados.

A Companhia provisionou despesas/custos referente à Participação no Resultado conforme segue:


Consolidado Controladora
2009 2008 2009 2008
Despesas Operacionais 320 221 196 113
Custo de produtos Vendidos 439 358 439 358
Total 759 579 635 471

55
6.31- Informações por Segmentos

As informações apresentadas à alta administração com o respectivo desempenho de cada segmento são geralmente derivadas dos registros
contábeis, com algumas realocações entre os segmentos. Analisamos nossas informações por segmento como segue:

Demonstrações do Resultado Consolidado por Segmentos de Negócios

Exercícios findos em 31 de dezembro


Em milhões de reais
2009
Participações
Minerais
Minerais Centro
Não- Logística Siderurgia Outras Total
Ferrosos Corporativo
Ferrosos
Receita bruta
Vendas de minerais e metais 30.125 10.353 - - - - 40.478
Serviços de transporte - - 2.843 - - - 2.843
Vendas de produtos da área de alumínio - 4.217 - - - - 4.217
Vendas de produtos siderúrgicos - - - 546 - - 546
Outros produtos e serviços 12 142 - - 1.574 - 1.728
30.137 14.712 2.843 546 1.574 - 49.812
Impostos e contribuições sobre vendas e serviços (650) (190) (398) - (78) - (1.316)

Receita operacional líquida 29.487 14.522 2.445 546 1.496 - 48.496


Minerais e metais (11.490) (8.008) - - - - (19.498)
Serviços de transporte - - (2.040) - - - (2.040)
Produtos da área de alumínio - (4.203) - - - - (4.203)
Produtos siderúrgicos - - - (510) - - (510)
Outros produtos e serviços (100) - - - (1.369) - (1.469)
Custos dos produtos e serviços (11.590) (12.211) (2.040) (510) (1.369) - (27.720)
Lucro bruto 17.897 2.311 405 36 127 - 20.776

Margem bruta 60,7% 15,9% 16,6% 6,6% 8,5% - 42,8%

Despesas operacionais
Com vendas e administrativas (1.514) (503) (105) (17) (230) - (2.369)
Pesquisa e desenvolvimento (933) (632) (126) - (273) - (1.964)
Outras despesas operacionais (1.556) (1.692) 40 (56) 2 - (3.262)
(4.003) (2.827) (191) (73) (501) - (7.595)
Lucro antes do resultado financeiro, das
participações societárias e redução de valor
13.894 (516) 214 (37) (374) - 13.181
recuperável de ativos

Redução do valor recuperável de ativos intangíveis - - - - - - -

Lucro antes do resultado financeiro, das


13.894 (516) 214 (37) (374) - 13.181
participações societárias

Resultado de participações societárias (10) 1 4 17 111 (7) 116

Resultado financeiro líquido - - - - - 1.952 1.952


Lucro (prejuízo) operacional 13.884 (515) 218 (20) (263) 1.945 15.249
Resultado na venda de investimentos 302 (61) - (148) - - 93

Lucro (prejuízo) antes do imposto de renda e


14.186 (576) 218 (168) (263) 1.945 15.342
contribuição social
Imposto de renda e contribuição social (5.642) 850 (134) 21 (20) - (4.925)
Lucro (prejuízo) antes das participações 8.544 274 84 (147) (283) 1.945 10.417
Participações de minoritários (9) (148) - - (11) - (168)
Lucro (prejuízo) líquido do exercício 8.535 126 84 (147) (294) 1.945 10.249

56
Demonstrações do Resultado Consolidado por Segmentos de Negócios
Exercícios findos em 31 de dezembro
Em milhões de reais
2008
Participações
Minerais
Minerais Centro
Não- Logística Siderurgia Outras Total
Ferrosos Corporativo
Ferrosos
Receita bruta
Vendas de minerais e metais 43.569 16.323 - - - - 59.892
Serviços de transporte - - 3.666 - - - 3.666
Vendas de produtos da área de alumínio - 5.843 - - - - 5.843
Vendas de produtos siderúrgicos - - - 1.348 - - 1.348
Outros produtos e serviços 345 311 - - 1.361 - 2.017
43.914 22.477 3.666 1.348 1.361 - 72.766
Impostos e contribuições sobre vendas e serviços (1.272) (270) (613) - (70) - (2.225)
Receita operacional líquida 42.642 22.207 3.053 1.348 1.291 - 70.541
Minerais e metais (13.255) (10.549) - - - - (23.804)
Serviços de transporte - - (2.215) - - - (2.215)
Produtos da área de alumínio - (3.873) - - - - (3.873)
Produtos siderúrgicos - - - (1.177) - - (1.177)
Outros produtos e serviços (448) - - - (639) - (1.087)
Custos dos produtos e serviços (13.703) (14.422) (2.215) (1.177) (639) - (32.156)
Lucro bruto 28.939 7.785 838 171 652 - 38.385

Margem bruta 67,9% 35,1% 27,4% 12,7% 50,5% - 54,4%

Despesas operacionais
Com vendas e administrativas (1.784) (1.471) (111) (29) (223) - (3.618)
Pesquisa e desenvolvimento (677) (704) (180) - (510) - (2.071)
Outras despesas operacionais (2.457) (127) (64) (153) (48) - (2.849)
(4.918) (2.302) (355) (182) (781) - (8.538)
Lucro antes do resultado financeiro, das
participações societárias e redução de valor
24.021 5.483 483 (11) (129) - 29.847
recuperável de ativos

Redução do valor recuperável de ativos intangíveis - (2.447) - - - - (2.447)


Lucro antes do resultado de participações e
24.021 3.036 483 (11) (129) - 27.400
financeiro
Resultado de participações societárias (557) (1.117) 37 33 265 14 (1.325)

Resultado financeiro líquido - - - - - (3.838) (3.838)


Lucro (prejuízo) operacional 23.464 1.919 520 22 136 (3.824) 22.237
Resultado na venda de investimentos - 139 - - - - 139

Lucro (prejuízo) antes do imposto de renda e


23.464 2.058 520 22 136 (3.824) 22.376
contribuição social
Imposto de renda e contribuição social 622 (1.092) (147) 10 (58) - (665)
Lucro (prejuízo) antes das participações 24.086 966 373 32 78 (3.824) 21.711
Participações de minoritários (31) (430) - - 29 - (432)
Lucro (prejuízo) líquido do exercício 24.055 536 373 32 107 (3.824) 21.279

Nas demonstrações por área de negócio, as operações da Companhia estão estruturadas de acordo com os seguintes segmentos: Minerais
Ferrosos, Minerais Não-Ferrosos, Logística, Siderurgia, Centro Corporativo e Outras Participações.

• Ferrosos – compreende a extração de minério de ferro e produção de pelotas, bem como os sistemas de transporte do Norte, Sudeste e
Sul, incluindo ferrovias, portos e terminais, vinculados a estas operações. O minério de manganês e ferroligas também estão incluídos neste
segmento.

• Não-ferrosos – compreende a produção de minerais não-ferrosos, incluindo a comercialização de produtos de alumínio, o refino da
alumina e fundição do alumínio e investimentos em joint ventures e coligadas responsáveis pela mineração de bauxita, potássio, caulim, cobre e
níquel (co-produtos e sub-produtos).

• Logística – compreende nosso sistema de transporte de cargas para terceiros divididos em serviços de transporte ferroviário, portuários
e de navegação.

• Participações – dividem-se nos segmentos de:

• Siderurgia – compreende nossos investimentos em Companhias de siderurgia.

• Outros – compreendem nossos investimentos em joint ventures e coligadas em outros negócios.

57
6.32- Balanço Social (não auditado)
O balanço social demonstra os indicadores sociais, ambientais, o quantitativo funcional e informações relevantes quanto ao exercício da cidadania Companhiarial e foi elaborado de acordo com a Resolução do
Conselho Federal de Contabilidade – CFC nº 1003. As informações apresentadas foram obtidas através dos registros auxiliares e de determinadas informações gerenciais da Companhia, das controladas diretas,
indiretas e de controle compartilhado.
Consolidado (Não revisado) Controladora (Não revisado)
Base de cálculo 2009 2008 2009 2008
Receita Bruta 49.812 72.766 27.285 34.445
Lucro operacional antes do resultado financeiro
e das participações societárias 13.181 27.400 9.296 13.920
Remuneração bruta 2.549 4.422 2.127 1.768

% sobre % sobre % sobre % sobre


Folha de Lucro Folha de Lucro Folha de Lucro Folha de Lucro
Indicadores laborais Valor pagamento operacional Valor pagamento operacional Valor pagamento operacional Valor pagamento operacional
Alimentação 295 12% 2% 307 7% 1% 251 12% 3% 253 14% 2%
Encargos sociais compulsórios 792 31% 6% 892 20% 3% 634 30% 7% 608 34% 4%
Transporte 159 6% 1% 152 3% 1% 136 6% 1% 123 7% 1%
Previdência privada 208 8% 2% 431 10% 2% 106 5% 1% 134 8% 1%
Saúde 339 13% 3% 297 7% 1% 226 11% 2% 189 9% 1%
Educação 105 4% 1% 174 4% 1% 85 4% 1% 130 7% 1%
Creches 3 - - 2 - - 3 - - 2 - -
Participação nos resultados 868 34% 7% 548 12% 2% 635 30% 7% 471 27% 3%
Outros benefícios 86 3% 1% 124 3% - 68 3% 1% 95 5% 1%
Total - Indicadores laborais 2.855 112% 22% 2.927 66% 11% 2.144 101% 23% 2.005 113% 14%

% sobre % sobre % sobre % sobre


Lucro Faturamento Lucro Faturamento Lucro Faturamento Lucro Faturamento
Indicadores sociais
Valor operacional bruto Valor operacional bruto Valor operacional bruto Valor operacional bruto
Tributos (excluídos encargos sociais) 5.810 44% 12% 5.274 19% 7% 6.336 68% 23% 3.761 27% 11%
Impostos pagos a recuperar (571) -4% -1% (1.955) -7% -3% (532) -6% -2% (1.672) -12% -5%
Investimentos em cidadania - - - 409 1% 1% - - - 356 3% 1%
Projetos e ações sociais 370 3% 1% 390 1% 1% 366 4% 1% 337 2% 1%
Cultura 100 1% - 102 - - 97 1% - 67 - -
Comunidades indígenas 19 - - 19 - - 19 - - 19 - -
Investimentos em meio ambiente 1.397 11% % 3% 808 3% 1% 1.156 12% 4% 678 5% 2%
Total - Indicadores sociais 7.207 55% 14% 6.491 24% 9% 7.492 81% 27% 4.795 34% 14%

Indicadores do corpo funcional


Total de empregados no final do ano 60.036 62.490 40.101 39.525
Total de admissões durante o ano 2.633 7.673 1.805 6.133

Os projetos sociais e ambientais desenvolvidos pela empresa


direção (X) direção e gerências (X) todos (as) empregados (as)
foram definidos por:
Os pradrões de segurança e salubridade no ambiente de
(X) direção e gerências todos (as) empregados (as) todos (as) + CIPA
trabalho foram definidos por:
Quanto à liberdade sindical, ao direito de negociação coletiva
e à representação interna dos(as) trabalhadores(as), a não se envolve segue as normas OIT (X) incentiva e segue a OIT
empresa:
A previdência privada contempla: (X) direção (X) direção e gerências (X) todos (as) empregados (as)
A participação dos lucros ou resultados contempla: (X) direção (X) direção e gerências (X) todos (as) empregados (as)

Na seleção dos fornecedores, os mesmos padrões éticos e de


não são considerados são sugeridos (X) são exigidos
responsabilidade social e ambiental adotados pela empresa:

Quanto à participação de empregados(as) em programas de


não se envolve (X) apóia (X) organiza e incentiva
trabalho voluntário, a empresa:

58
Critérios de responsabilidade social para a seleção dos fornecedores.

Além de aspectos técnicos e econômicos, a Companhia considera aspectos jurídicos, ambientais e de saúde e segurança na seleção de seus
fornecedores. Do ponto de vista jurídico, é exigida situação regular em questões tributárias e trabalhistas/previdenciárias. O aspecto ambiental é
verificado por meio de documentos que comprovem a situação regular das operações dos fornecedores junto aos órgãos competentes, além de
evidências da implantação de políticas de preservação ambiental. O compromisso com saúde e segurança é avaliado por meio de um questionário
que mede a prática de políticas preventivas. É considerada também a importância da atuação do fornecedor em sua região de origem. Além de
contratar fornecedores levando em consideração os critérios acima, a Companhia também implementa o Programa de Desenvolvimento de
Fornecedores (PDF). Ao fomentar o desenvolvimento dos fornecedores, O PDF se desdobra em benefícios também para a comunidade e para os
negócios da região, apoiando o seu desenvolvimento socioeconômico. A Vale também participa, em parceria com as federações das indústrias,
órgãos de governos e demais entidades de classe, de programas regionais de desenvolvimento de fornecedores. Para fortalecer o relacionamento
com nossos pequenos e médios fornecedores regionais, por meio de capacitação e ferramentas para promover a realização de negócios com
fornecedores locais, promovendo o crescimento das Companhias, geração de emprego e renda, contribuindo com o desenvolvimento sustentável
nas áreas que atuamos, a Vale implantou o Programa Inove.

Os investimentos em responsabilidade social corporativa totalizaram US$ 796 milhões em 2009, sendo US$ 580 destinados a proteção ambiental
e US$ 216 a projetos sociais.

Em linha com as prioridades estratégicas, os investimentos em responsabilidade social corporativa para 2010 estão orçados em US$ 999 milhões,
dos quais US$ 829 milhões serão investidos em proteção e conservação do meio ambiente e US$ 170 milhões em projetos sociais. Os recursos
são aplicados em ações de educação, cultura, geração de renda, patrocínios, doações e estímulo ao fortalecimento do capital social. Os
programas sociais da Vale já beneficiam cerca de 3 milhões de pessoas.

6.33- Eventos Subsequentes

Em janeiro de 2010, a Vale celebrou contrato de compra com a Bunge Fertilizantes S.A. e com Bunge Brasil Holdings B.V. para adquirir 100% das
ações em circulação da Bunge Participações e Investimentos S.A. (BPI), uma Companhia com ativos no Brasil e investimento na Fertifos
Administração e Participações S.A. (Fertifos), que detém 42,3% do capital da Fertilizantes Fosfatados S.A. – Fosfertil (Fosfertil) por US$ 3,8
bilhões a serem pagos em dinheiro. A transação está sujeita às condições precedentes usuais, como algumas aprovações de órgãos
governamentais competentes. Adicionalmente, como parte dessa aquisição, celebramos contrato de opções de compra e venda de ações para
adquirir ações adicionais de emissão da Fertifos Administração e Participações S.A. (Fertifos) com Fertilizantes Heringer S.A. –Heringer (preço de
exercício US$ 2,4) , Fertilizantes do Paraná Ltda. – Fertipar (preço de exercício US$ 39,5) e Yara Brasil Fertilizantes S.A. (preço de exercício
US$ 785,1). Esses contratos nos concedem o direito de comprar 16,3% da participação na Fosfértil e também estão sujeitas a algumas condições
dentre as quais a efetiva aquisição do negócio de fertilizantes do grupo Bunge no Brasil.

Em janeiro a Vale resgatou a totalidade das notas de securitização de recebíveis de exportações emitidas em setembro de 2000 e Julho de 2003.
Os títulos resgatados com vencimentos em 2010 e 2013 têm como principal e juros anuais, US$ 28 (8,9%) , US$122 (4,4%), respectivamente.
Totalizando US$ 150.

Em janeiro, a Companhia celebrou através da nossa subsidiária integral, Valesul Alumínio S.A. (Valesul) acordo para venda de seus ativos de
alumínio, localizados no Rio de Janeiro, para a Alumínio Nordeste S.A., uma Companhia do grupo Metalis, por US$ 31,2 milhões.

59
7- P ARECE R DOS AUDIT ORES I NDE PE NDE NTES

60
61
8- P ARECE R DO C ONSELHO F IS CAL S OBRE O R ELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO E D E MONSTRAÇÕES C ONTÁBE IS
DA V ALE S.A. E M 31 DE DEZE MBRO DE 2009

O Conselho Fiscal da Vale S.A., no exercício de suas atribuições legais e estatutárias, tendo examinado o Relatório da Administração da Vale, o
Balanço Patrimonial, a Demonstração do Resultado, a Demonstração dos Fluxos de Caixa, a Demonstração das Mutações Patrimoniais, a
Demonstração do Valor Adicionado e as respectivas Notas Explicativas, relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2009, e
tomando como base o parecer dos Auditores Independentes, é de opinião que as citadas peças, examinadas à luz da legislação societária vigente,
encontram-se em condições de serem aprovadas pela Assembléia Geral Ordinária da Vale.

Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 2010

Marcelo Amaral Moraes Antonio José de Figueiredo Ferreira


Presidente

Anibal Moreira dos Santos Marcus Pereira Aucélio

62
9- P ARECE R DO C ONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO S OBRE O R ELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO E D EMONSTRAÇÕES
C ONTÁBE IS E M 31 DE DEZE MBRO DE 2009

O Conselho de Administração da Vale S.A., tendo examinado o Relatório da Administração, o Balanço Patrimonial e demais Demonstrações
contábeis da Sociedade, relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2009, aprovou, por unanimidade, a referida proposição.

Face ao exposto, é de parecer que os citados documentos merecem a aprovação da Assembléia Geral dos Acionistas.

Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 2010.

Renato da Cruz Gomes Jorge Luiz Pacheco


Conselheiro Conselheiro

Sandro Kohler Marcondes José Ricardo Sasseron


Conselheiro Conselheiro

João Batista Cavaglieri Paulo Sérgio Moreira da Fonseca


Conselheiro Conselheiro

Hidehiro Takahashi
Oscar Augusto de Camargo Filho
Conselheiro
Conselheiro

Francisco Augusto da Costa e Silva


Conselheiro

63
10- ANEX O I - D E MONSTRAÇÃO DOS INVESTIME NTOS EM C ONTROLADAS E C ONTROLADAS DE C ONTROLE C OMPARTILHADO
Período findo em 31 de dezembro de 2009 Em milhões de reais
Informações co ntábeis - (Não auditado)
% de participação Ativo Passivo e Patrimônio Líquido Resu ltado
Não circulante Não circulante
Partic. Custo do s
societárias, Não Circulante e Patrimônio prod utos e Receitas Lucro
Não imobilizado e Participações de líquido Vendas serviço s (d espesas) (p rejuízo)
Total Votante Circulante circulante diferido Circulante minoritários (ajustado) líquidas vendido s op erac. IR e CSL ajustado
Controladas
ALBRAS - Alumínio Brasileiro S.A. 51,00 51,00 447.428 1.597.007 1.043.024 634.286 417.367 2.035.807 1.412.446 (1.428.986) 100.437 69.785 153.682
ALUNORTE - Alumina do Norte do Brasil S.A. 57,03 61,74 642.852 367.375 5.280.512 278.916 1.454.623 4.557.200 2.751.968 (2.717.179) 333.566 (125.120) 243.235
Brasilux S.A. 100,00 100,00 13.413 18.525 - 3.250 - 28.686 - - (8.950) (177) (9.127)
Cadam S.A 61,48 100,00 118.359 85.046 82.437 29.008 28.149 228.684 154.423 (129.138) (49.659) 138 (24.236)
Companhia Paulista de Ferro Ligas 100,00 100,00 152.842 109.511 1.366 146.981 90.579 26.159 - - 36.299 (3.409) 32.890
Companhia Portuária Baia de Sepetiba - CPBS 100,00 100,00 203.617 12.058 199.962 67.296 1.485 346.857 338.463 (111.176) 173 (72.310) 155.150
CVRD Overseas Ltd. 100,00 100,00 930.200 - 1.185.500 1.407.903 34.946 672.852 3.253.555 (2.593.709) (597.548) - 62.298
Docepar S.A. 100,00 100,00 47.301 122.376 257 63.800 103.948 2.187 - - 3.644 - 3.648
Ferrovia Centro - Atlântica S.A. 100,00 100,00 249.979 130.512 1.724.366 181.035 1.990.696 (66.875) 678.608 (662.279) (11.768) (79) 4.482
Ferrovia Norte-Sul S.A. 100,00 100,00 53.498 1.487 1.752.208 515.368 - 1.291.825 73.808 (41.120) (13.883) (4.257) 14.548
Florestas Rio Doce S.A. 99,90 100,00 9.958 16.677 3.474 5.243 10.696 14.170 - - (6.930) 60 (6.870)
Green Minerals Resources Inc 100,00 100,00 59.190 - 2.897.356 21.645 967.247 1.967.654 - - (6.742) - (6.742)
Mineração Corumbá Reunidas S.A. 100,00 100,00 284.158 - 1.713.214 34.664 536.637 1.426.071 41.446 (70.368) 6.320 (5.265) (27.867)
Mineração Tacumã Ltda. 100,00 100,00 239 - 1.722.966 19.329 1.787.810 (83.933) - - 3.196 - 3.196
Minerações Brasileiras Reunidas S.A. - MBR (a) 92,99 92,99 186.267 207.666 5.890.800 837.225 1.189.621 4.257.887 11.297 (295.667) (61.765) 20.886 (325.249)
Para Pigmentos S.A 86,17 85,57 71.848 67.446 (33.257) 55.363 107.298 (56.623) 134.340 (104.146) (62.185) (10.710) (42.702)
Rio Doce Manganése Norway AS 100,00 100,00 147.610 - 51.436 70.208 2.773 126.066 198.204 (170.008) (89.213) - (61.017)
Salobo Metais S.A. 100,00 100,00 421.603 - 1.955.375 50.079 1.409.846 917.053 - - (60.523) - (60.523)
Urucum Mineração S.A. 100,00 100,00 176.151 12.944 57.389 51.169 126.482 68.834 125.019 (61.667) (47.205) (7.887) 8.260
Vale Manganês S.A. 100,00 100,00 808.357 176.122 367.442 345.370 317.711 688.839 690.674 (422.633) (63.790) (9.771) 194.481
Vale Austrália Pty Ltd. 100,00 100,00 503.306 357.145 2.353.778 293.889 1.847.046 1.073.291 877.725 (738.600) (386.612) (383) (247.871)
Vale Colômbia Ltd 100,00 100,00 13.432 - 908.036 13.413 213.495 694.560 - - - - -
Vale Inco 100,00 100,00 5.674.287 372.673 45.096.881 2.519.903 37.697.399 10.926.536 8.010.581 (6.518.327) (3.400.236) 1.039.349 (868.633)
Vale International S.A. 100,00 100,00 27.232.346 53.131.961 41.829.289 10.074.368 45.445.105 66.674.120 25.221.748 (21.541.990) (7.008.888) (18.664) (3.347.794)
Vale Manganese France 100,00 100,00 193.463 155 97.901 91.019 8.888 191.613 216.764 (228.807) (35.260) 1.045 (46.258)
Vale Overseas Ltd. 100,00 100,00 260.273 13.540.278 - 260.275 13.540.278 - - - - - -
Valesul Alumínio S.A (a) 100,00 100,00 159.717 111.541 409.884 61.615 63.448 556.079 246.643 (225.486) (171.541) 50.216 (100.167)

Controladas de controle compartilhado


Baovale Mineração S.A. 50,00 100,00 32.683 26 54.510 4.776 - 82.443 3 5.00 3 (4.626) (23.228) (3 .954) 3.19 5
California Steel Industries, Inc. 50,00 50,00 504.574 34.208 479.224 102.308 394.025 521.672 1.09 2.30 5 (1.020.476) (162.356) 42 .257 (48.27 0)
Companhia Coreano-Brasileira de Pelotização - KOBRASCO 50,00 50,00 127.574 28.629 244.315 30.534 69.395 300.589 6 6.01 8 (12.280) 35.942 (43 .891) 45.78 9
Companhia Hispano-Brasileira de Pelotização - HISPANOBRÁS 50,89 51,00 184.398 88.719 129.653 69.690 47.160 285.920 13 9.75 6 (149.042) (58.076) 20 .189 (47.17 3)
Companhia Ítalo-Brasileira de Pelotização - ITABRASCO 50,90 51,00 133.210 55.269 201.415 18.506 59.056 312.333 4 5.60 5 (13.583) 23.832 (11 .101) 44.75 3
Companhia Nipo-Brasileira de Pelotização - NIBRASCO 51,00 51,11 133.222 64.621 378.420 15.509 60.668 500.085 8 6.54 9 (32.782) (35.527) (21 .834) (3.5 94)
Minas da Serra Geral S.A. - MSG 50,00 50,00 49.457 24.951 51.443 1.587 22.403 101.861 1 7.92 2 (9.665) (510) (1 .661) 6.08 6
Mineração Rio do Norte S.A. 40,00 40,00 142.711 404.311 883.964 509.351 281.275 640.360 81 0.91 6 (519.700) (114.155) (130 .742) 46.31 9
MRS Logística S.A. (a) 41,50 37,86 1.052.716 755.180 2.889.351 998.710 1.739.655 1.958.882 2.25 3.41 6 (1.217.868) (81.119) (311 .312) 6 43.11 6
Samarco Mineração S.A. 50,00 50,00 1.001.440 390.329 3.575.111 1.151.917 2.010.557 1.804.406 2.74 8.88 4 (1.333.244) 63.981 (299 .923) 1.1 79.69 8
Teal Minerals 50,00 50,00 150.541 - 756.611 233.836 222.491 450.825 - - - - -

Observações:
(a) Inclui participação direta e indireta.
Informações adicionais das principais Companhias investidas operacionais estão disponíveis no website da Companhia, www.vale.com – menu: “Investidores”.

64
B- I NFORMAÇÕES ADICIONAIS
11- G ERAÇÃO DE CAIX A ( NÃO AUDITADO )

A geração de caixa consolidada medida pelo EBITDA (LAJIDA) (lucro antes do resultado financeiro, resultado de participações societárias, imposto de
renda e contribuição social e depreciação, amortização e exaustão e acrescido dos dividendos recebidos) foi de R$18.649 em
31 de dezembro de 2009 contra R$35.022 em 31 de dezembro de 2008, representando um decréscimo de 46,8%.

EBITDA não é uma medida de mensuração em BR GAAP e não representa o fluxo de caixa para os períodos apresentados e por isso não deverá ser
considerado como uma medida alternativa para o lucro (prejuízo) líquido, como um indicador de desempenho operacional ou como uma alternativa
para o fluxo de caixa como fonte de liquidez.

Nossa definição de EBITDA pode não ser comparável com o EBITDA, por definição, segundo outras Companhias.

EBITDA (LAJIDA) - Consolidado


Trimestres (Não auditado) Acumulado
4T/09 3T/09 4T/08 2009 2008
Resultado operacional - EBIT 2.260 4.583 5.212 13.181 27.400
Depreciação/Amortização de ágio 1.449 1.448 1.322 5.447 5.112
Redução de valor recuperável de ativos intangíveis - - - - 2.447
3.709 6.031 6.534 18.628 34.959
Dividendos recebidos - - 25 21 63
EBITDA (LAJIDA) 3.709 6.031 6.559 18.649 35.022
Depreciação/Amortização de ágio (1.449) (1.448) (1.322) (5.447) (5.112)
Dividendos recebidos - - (25) (21) (63)
Redução de valor recuperável de ativos intangíveis - - (2.447) - (2.447)
Resultado de participações societárias 22 30 (410) 116 (1.325)
Resultado na venda de investimento (330) 129 - 93 139
Resultado Financeiro líquido (460) 199 (2.343) 1.952 (3.838)
Imposto de renda e contribuição social 1.206 (1.840) 2.465 (4.925) (665)
Participações de minoritários (69) (98) (36) (168) (432)
Lucro líquido do período 2.629 3.003 2.441 10.249 21.279

EBITDA (LAJIDA) Consolidado por Segmento


EBITDA
Trimestres (Não auditado) Acumulado
Segmentos 4T/09 3T/09 4T/08 2009 2008
Minerais ferrosos 3.279 4.879 5.712 16.207 25.067
Minerais não-ferrosos 225 811 340 2.018 8.485
Logística 180 349 529 930 1.491
Siderurgia 9 14 (157) (7) 18
Outras 16 (22) 135 (499) (39)
3.709 6.031 6.559 18.649 35.022

65
12- C ONSELHE IROS , M E MBROS DOS C OMITÊS E D IRETORES

Conselho de Administração Conselho Fiscal

Sérgio Ricardo Silva Rosa Marcelo Amaral Moraes


Presidente Presidente

Mário da Silveira Teixeira Júnior Aníbal Moreira dos Santos


Vice Presidente Antônio José de Figueiredo Ferreira
Marcus Pereira Aucélio
Eduardo Fernando Jardim Pinto
Francisco Augusto da Costa e Silva Suplentes
Jorge Luiz Pacheco Cícero da Silva
José Ricardo Sasseron Oswaldo Mário Pêgo de Amorim Azevedo
Ken Abe
Luciano Galvão Coutinho
Oscar Augusto de Camargo Filho Diretoria Executiva
Renato da Cruz Gomes
Sandro Kohler Marcondes Roger Agnelli
Diretor - Presidente

Suplentes Carla Grasso


Deli Soares Pereira Diretora - Executiva da Área de Recursos Humanos e
Hajime Tonoki Serviços Corporativos
João Moisés de Oliveira
Luiz Augusto Ckless Silva Eduardo de Salles Bartolomeo
Luiz Carlos de Freitas Diretor - Executivo da Área de Logística, Gestão de Projetos e
Luiz Felix Freitas Sustentabilidade
Paulo Sérgio Moreira da Fonseca
Raimundo Nonato Alves Amorim Fabio de Oliveira Barbosa
Rita de Cássia Paz Andrade Robles Diretor - Executivo da Área de Finanças e Relação
Wanderlei Viçoso Fagundes com Investidores

Comitês de Assessoramento ao Conselho de Administração José Carlos Martins


Diretor - Executivo da Área de Ferrosos
Comitê de Controladoria
Luiz Carlos de Freitas Tito Botelho Martins
Paulo Ricardo Ultra Soares Diretor - Executivo da Área de Não - Ferrosos
Paulo Roberto Ferreira de Medeiros

Comitê de Desenvolvimento Executivo


João Moisés de Oliveira
José Ricardo Sasseron
Oscar Augusto de Camargo Filho

Comitê Estratégico
Roger Agnelli
Luciano Galvão Coutinho
Mário da Silveira Teixeira Júnior
Oscar Augusto de Camargo Filho
Sérgio Ricardo Silva Rosa
Marcus Vinícius Dias Severini
Comitê Financeiro Diretor do Departamento de Controladoria
Fabio de Oliveira Barbosa
Luiz Maurício Leuzinger Gerente Geral de Controladoria
Ricardo Ferraz Torres Vera Lúcia de Almeida Pereira Elias
Wanderlei Viçoso Fagundes Contador CRC-RJ - 043059/O-8

Comitê de Governança e Sustentabilidade


Jorge Luiz Pacheco
Renato da Cruz Gomes
Ricardo Simonsen

66
I NFORMAÇÕES C ONTÁBEIS – 31/12/2009

Área de Alumínio - Albras (Ajustadas e Não Auditadas)

2009 2008
Dados Período de três meses findos em Período de três meses findos em
31 de
31 de março 30 de junho 30 de setembro 31 de dezembro Total 31 de março 30 de junho 30 de setembro dezembro Total

Quantidade vendida - ME ton (mil) 107 109 101 115 432 109 99 117 108 433
Quantidade vendida - MI ton (mil) 5 6 5 7 23 7 6 7 6 25
Quantidade vendida - total ton (mil) 112 115 106 122 455 116 105 124 114 459

Preço médio - ME US$ 1.388,35 1.378,32 1.689,77 1.852,89 1.579,27 2.486,87 2.939,31 2.888,76 2.138,46 2.605,19
Preço médio - MI US$ 1.783,09 1.251,00 1.656,00 2.067,14 1.691,39 2.307,59 2.640,89 2.625,72 1.989,17 2.389,40
Preço médio - total US$ 1.405,98 1.372,42 1.688,08 1.865,19 1.584,94 2.476,70 2.920,77 2.874,64 2.130,52 2.593,10

Endividamento bruto contratado a longo prazo US$ 250.000 233.333 233,332 216.665 216.665 283.333 300.521 266.666 250.000 250.000
Endividamento bruto contratado a curto prazo US$ 155.748 151.232 185,099 228.765 228.765 111.462 90.031 127.730 133.328 133.328
Endividamento bruto total US$ 405.748 384.565 418,431 445.430 445.430 394.795 390.552 394.396 383.328 383.328

Patrimônio líquido R$ 1.919.775 1.975.919 2.034,958 2.014.528 2.014.528 1.762.743 1.871.810 1.908.042 1.974.698 1.974.698

Receita líquida R$ 361.771 325.595 332.265 392.815 1.412.446 507.262 513.302 583.876 556.610 2.161.050
Custo de produtos R$ (377.260) (348.804) (325.348) (377.574) (1.428.986) (389.192) (370.909) (431.517) (445.146) (1.636.764)
Outras despesas/receitas R$ (29.997) (21.591) (23.647) (37.636) (112.871) (33.556) (34.060) (30.689) (36.839) (135.144)
Depreciação, amortização e exaustão R$ 14.763 14.239 15.439 27.630 72.071 18.680 17.539 18.851 17.422 72.492
EBITDA R$ (30.723) (27.876) (1.291) 5.235 (57.340) 103.194 125.872 140.521 92.047 461.634
Depreciação, amortização e exaustão R$ (14.763) (14.239) (15.439) (27.630) (72.071) (18.680) (17.539) (18.851) (17.422) (72.492)
EBIT R$ (45.486) (44.998) (16.730) (22.395) (129.411) 84.514 108.333 121.670 74.625 389.142
Itens não recorrentes (Baixa de ativos) R$ - - - - (6) - (122) (19.743) (19.871)
Resultado financeiro líquido R$ (3.175) 131.343 59.173 25.967 213.308 (116.210) 63.342 (72.234) (23.765) (148.867)
Resultado não operacional R$ - - - - - -
Lucro antes do IR/CSL R$ (48.661) 86.543 42.443 3.572 83.897 (31.702) 171.675 49.314 31.117 220.404
IR/CSL R$ 17.915 (30.398) (16.111) 98.379 69.785 (14.510) (62.608) (13.082) 18.084 (72.116)
Resultado do período R$ (30.746) 56.145 26.332 101.951 153.682 (46.212) 109.067 36.232 49.201 148.288
Área de Alumínio - Alunorte (Ajustadas e Não Auditadas)

2009 2008
Dados Período de três meses findos em Período de três meses findos em

31 de março 30 de junho 30 de setembro 31 de dezembro Total 31 de março 30 de junho 30 de setembro 31 de dezembro Total

Quantidade vendida - ME ton (mil) 1.225 1.257 1.237 1.280 4.999 814 832 975 1.336 3.957
Quantidade vendida - MI ton (mil) 216 273 253 218 960 235 258 301 250 1.044
Quantidade vendida - total ton (mil) 1.441 1.530 1.490 1.498 5.959 1.049 1.090 1.276 1.586 5.001

Preço médio - ME US$ 192,84 214,82 255,36 287,31 238,90 322,36 372,73 378,60 286,74 359,27
Preço médio - MI US$ 170,69 190,76 265,62 289,10 239,79 287,59 340,49 342,74 300,46 325,30
Preço médio - total US$ 195,62 210,39 257,10 287,57 239,05 314,57 365,10 370,14 288,91 343,47

Endividamento bruto contratado a longo prazo US$ 865.398 845.398 835.397 835.397 835.397 740.000 828.590 855.397 855.398 855.398
Endividamento bruto contratado a curto prazo US$ 19.670 39.301 57.106 23.742 23.742 20.037 - 28.951 31.124 31.124
Endividamento bruto total US$ 885.068 884.699 892.503 859.139 859.139 760.037 828.590 884.348 886.522 886.522

Patrimônio líquido R$ 4.294 4.435 4.548.332 4.485.755 4.548.332 4.077.566 4.233.439 4.345.957 4.346.958 4.346.958

Receita líquida R$ 643.619 668.535 700.910 738.493 2.751.557 574.017 660.565 789.345 1.033.795 3.057.722
Custo de produtos R$ (705.018) (734.327) (659.268) (618.566) (2.717.179) (476.079) (478.374) (587.518) (754.073) (2.296.044)
Outras despesas/receitas R$ (19.070) (22.189) (26.458) (37.455) (105.172) (25.223) (26.517) (22.959) (49.473) (124.172)
Depreciação, amortização e exaustão R$ 59.478 70.022 62.080 61.725 253.305 36.013 30.350 30.294 45.448 142.105
EBITDA R$ (23.991) (17.959) 77.264 144.197 182.511 108.728 186.024 209.162 275.697 779.611
Depreciação, amortização e exaustão R$ (59.478) (70.022) (62.080) (61.725) (253.305) (36.013) (30.350) (30.294) (45.448) (142.105)
EBIT R$ (80.469) (87.981) 15.184 82.472 (70.794) 72.715 155.674 178.868 230.249 637.506
Resultado financeiro líquido R$ 43 302.604 135.850 652 439.149 (108.077) 33.026 (57.123) (227.185) (359.359)
Itens não recorrentes (Baixa de ativos) R$ - - - - - - -
Lucro antes do IR/CSL R$ (80.426) 214.623 151.034 83.124 368.355 (35.362) 188.700 121.745 3.064 278.147
IR/CSL R$ 28.075 (73.644) (51.321) (99.675) (196.565) (7.679) (32.826) (9.227) 12.761 (36.971)
Resultado do período R$ (52.351) 140.979 99.713 (16.551) 171.790 (43.041) 155.874 112.518 15.825 241.176
Área de Alumínio - MRN (Ajustadas e Não Auditadas)

2009 2008
Dados Período de três meses findos em Período de três meses findos em

31 de março 30 de junho 30 de setembro 31 de dezembro Total 31 de março 30 de junho 30 de setembro 31 de dezembro Total

Quantidade vendida - ME ton (mil) 798 777 838 1.192 3.605 1.369 1.573 1.496 1.557 5.995
Quantidade vendida - MI ton (mil) 2.640 2.865 3.182 3.346 12.033 2.621 2.949 3.268 3.415 12.253
Quantidade vendida - total ton (mil) 3.438 3.642 4.020 4.538 15.638 3.990 4.522 4.764 4.972 18.248

Preço médio - ME US$ 35,19 32,96 29,66 29,90 31,51 61,52 34,93 34,71 36,96 41,47
Preço médio - MI US$ 30,96 27,42 26,80 28,22 28,15 53,89 31,24 31,96 33,35 36,87
Preço médio - total US$ 31,94 28,61 27,39 28,66 28,92 56,51 32,52 32,83 35,16 38,56

Endividamento bruto contratado a longo prazo US$ 84.258 76.960 71.344 64.110 64.110 46.151 115.231 96.970 90.306 90.306
Endividamento bruto contratado a curto prazo US$ 180.491 211.086 206.148 230.913 230.913 245.429 221.143 225.894 163.251 163.251
Endividamento bruto total US$ 264.749 288.046 277.492 295.023 295.023 291.580 336.374 322.864 253.557 253.557

Patrimônio líquido R$ 661.785 729,982 778,475 594.422 594.422 634.170 687.360 717.533 591.487 591.487

Receita líquida R$ 229.025 193.875 184.243 203.773 810.916 206.543 220.647 242.896 377.298 1.047.384
Custo de produtos R$ (121.426) (127.601) (127.221) (143.452) (519.700) (121.170) (150.287) (145.601) (168.979) (586.037)
Outras despesas/receitas R$ (2.524) (11.395) (2.365) 878 (15.406) (4.622) (5.480) (5.586) 899 (14.789)
Depreciação, amortização e exaustão R$ 27.563 28.309 28.103 26.988 110.963 28.386 28.305 28.322 28.016 113.029
EBITDA R$ 132.638 83.188 82.760 88.187 386.773 109.137 93.185 120.031 237.234 531.571
Depreciação, amortização e exaustão R$ (27.563) (28.309) (28.103) (26.988) (110.963) (28.386) (28.305) (28.322) (28.016) (113.029)
EBIT R$ 105.075 54.879 54.657 61.199 275.810 80.751 64.880 91.709 209.218 446.558
Resultado financeiro líquido R$ (1.985) 47.642 19.059 (163.465) (98.749) (12.584) 18.096 (53.799) (68.541) (116.828)
Lucro antes do IR/CSL R$ 103.090 102.521 73.716 (102.266) 177.061 68.167 82.976 37.910 140.677 329.730
IR/CSL R$ (39.480) (33.979) (26.494) (81.858) (181.811) (25.009) (29.786) (7.737) (46.817) (109.349)
Resultado do período R$ 63.610 68.542 47.222 (184.124) (4.750) 43.158 53.190 30.173 93.860 220.381
Área de Alumínio - Valesul (Ajustadas e Não Auditadas)

2009 2008
Dados Período de três meses findos em Período de três meses findos em

31 de março 30 de junho 30 de setembro 31 de dezembro Total 31 de março 30 de junho 30 de setembro 31 de dezembro Total

Quantidade vendida - ME ton (mil) 2 - - - 2 4 7 6 4 21


Quantidade vendida - MI ton (mil) 13 9 9 9 40 16 15 19 16 66
Quantidade vendida - total ton (mil) 15 9 9 9 42 20 22 25 20 87

Preço médio - ME US$ 2.392,81 - - - 2,815,50 2.653,70 2.846,14 2.679,23 2.818,91 2.861,40
Preço médio - MI US$ 2,133,06 3.629,56 3.164,66 3.596,33 2.972,28 3.786,95 4.168,23 3.321,93 2.575,30 3.695,60
Preço médio - total US$ 2.167,50 3,722,67 3.164,66 3.596,33 2.964,81 3.560,30 3.747,56 3.148,89 2.624,02 3.494,25

Patrimônio líquido R$ 648 652 649 654 654 637.555 644.643 650.810 656 656

Receita líquida R$ 59.818 51.448 56.965 78.412 246.643 100.607 115.282 134.658 100.820 451.367
Custo de produtos R$ (61.642) (42.489) (52.200) (69.155) (225.486) (84.081) (91.021) (122.915) (87.461) (385.478)
Outras despesas/receitas R$ (6.948) (4.619) (7.020) (5.917) (24.504) (10.741) (10.754) (9.585) (11.768) (42.848)
Depreciação, amortização e exaustão R$ 7.164 6.420 4.074 3.991 21.649 8.099 5.909 7.084 7.056 28.148
EBITDA R$ (1.608) 10.760 1.819 7.331 18.302 13.884 19.416 9.242 8.647 51.189
Depreciação, amortização e exaustão R$ (7.164) (6.420) (4.074) (3.991) (21.649) (8.099) (5.909) (7.084) (7.056) (28.148)
EBIT R$ (8.772) 4.340 (2.255) 3.340 (3.347) 5.785 13.507 2.158 1.591 23.041
Resultado financeiro líquido R$ 200 (390) 49 798 657 (905) (372) 10.469 9.248 18.440
Lucro antes do IR/CSL R$ (8.572) 3.950 (2.206) 4.138 (2.690) 4.880 13.135 12.627 10.839 41.481
IR/CSL R$ - - - - - (2.814) (6.045) (6.460) (5.405) (20.724)
Resultado do período R$ (8.572) 3.950 (2.206) 4.138 (2.690) 2.066 7.090 6.167 5.434 20.757
Área de Pelotização - Hispanobras (Ajustadas e Não Auditadas)

2009 2008
Dados Período de três meses findos em Período de três meses findos em

31 de março 30 de junho 30 de setembro 31 de dezembro Total 31 de março 30 de junho 30 de setembro 31 de dezembro Total

Quantidade vendida - ME ton (mil) - - - 75 75 404 400 618 - 1.422


Quantidade vendida - MI ton (mil) - - 243 753 996 710 805 554 396 2.465
Quantidade vendida - total ton (mil) - - 243 828 1.071 1.114 1.205 1.172 362 3.887

Preço médio - ME US$ - - - 70,90 62,70 71,45 203,07 227,18 - 176,15


Preço médio - MI US$ - - 70,08 75,18 65,66 75,95 203,58 236,04 146,47 164,94
Preço médio - total US$ - - 70,08 74,79 65,46 74,32 203,41 231,37 146,47 169,04

Endividamento bruto contratado a curto prazo US$ - - - - - 75.338 58.382 7.474 - 7.474
Endividamento bruto total US$ - - - - - 75.338 58.382 7.474 - -

Patrimônio líquido R$ 222,769 204,581 296,327 285,920 285,920 157.097 264.714 301 333.094 333.094

Receita líquida R$ 276 - 31.811 107.669 139.756 144.995 409.554 274.225 113.968 942.742
Custo de produtos R$ - - (34.448) (114.593) (149.041) (129.399) (237.400) (196.794) (81.105) (644.698)
Outras despesas/receitas R$ (17.175) (20.975) (20.879) (7.625) (66.654) (4.226) (5.218) (3.828) (14.393) (27.665)
Depreciação, amortização e exaustão R$ 21 6 1.032 3.746 4.805 1.832 2.106 2.341 1.980 8.259
EBITDA R$ (16.878) (20.969) (22.484) (10.803) (71.134) 13.202 169.042 75.944 18.470 276.658
Depreciação, amortização e exaustão R$ (21) (6) (1.032) (3.746) (4.805) (1.832) (2.106) (2.341) (1.980) (8.259)
EBIT R$ (16.899) (20.975) (23.516) (14.549) (75.939) 11.370 166.936 73.603 18.470 270.379
Resultado financeiro líquido R$ 2.514 2.704 1.685 1.675 8.578 901 (2.986) 11.974 30.417 40.306
Lucro antes do IR/CSL R$ (14.385) (18.271) (21.831) (12.874) (67.361) 12.271 163.950 85.577 48.887 310.685
IR/CSL R$ 95 83 17.543 2.467 20.188 (5.138) (56.334) (29.992) (17.044) (108.508)
Resultado do período R$ (14.290) (18.188) (4.288) (10.407) (47.173) 7.133 107.616 55.585 31.843 202.177
Área de Pelotização - Samarco (Ajustadas e Não Auditadas)

2009 2008
Dados Período de três meses findos em Período de três meses findos em

31 de março 30 de junho 30 de setembro 31 de dezembro Total 31 de março 30 de junho 30 de setembro 31 de dezembro Total

Quantidade vendida - Pelotas ton (mil) 2.141 3.313 6.011 5.440 16.905 3.010 4.327 5.519 3.413 16.269
Quantidade vendida - Minério de ferro ton (mil) 714 236 345 314 1.609 168 140 154 202 664

Preço médio - Pelotas US$ 98,56 71,89 70,60 79,43 75,01 105,51 142,07 152,30 156,17 141,95
Quantidade vendida - Minério de ferro US$ 62,56 75,17 45,52 56,15 61,36 47,61 98,95 73,86 85,18 76,08

Endividamento bruto contratado a longo prazo US$ 769.734 819.663 719.676 949.564 949.564 799.634 799.597 799.666 799.726 799.726
Endividamento bruto contratado a curto prazo US$ 698.816 455.569 415.149 520.704 520.704 591.496 845.623 987.132 783.013 783.013
Endividamento bruto total US$ 1.468.550 1.275.232 1.134.825 1.470.268 1.470.268 1.391.130 1.645.220 1.786.798 1.582.739 1.582.739

Patrimônio líquido R$ 791,000 1.235,020 1.619.465 1.804,406 1.804,406 995.859 1.493.766 1.377.023 599.872 599.872

Receita líquida R$ 600.154 535.866 825.334 787.530 2.748.884 576.988 1.033.109 1.387.256 1.248.950 4.246.303
Custo de produtos R$ (218.224) (360.903) (431.360) (439.901) (1.450.388) (275.764) (450.521) (520.484) (353.458) (1.600.227)
Outras despesas/receitas R$ (133.437) (7.991) (89.788) (100.548) (331.764) (76.574) (160.350) (89.263) (156.344) (482.531)
Depreciação, amortização e exaustão R$ 32.103 35.160 36.408 75.116 178.787 13.635 26.227 44.595 44.008 128.465
EBITDA R$ 280.596 202.132 340.594 322.197 1.145.519 238.285 448.465 822.104 783.156 2.292.010
Depreciação, amortização e exaustão R$ (32.103) (35.160) (36.408) (75.116) (178.787) (13.635) (26.227) (44.595) (44.008) (128.465)
EBIT R$ 248.493 166.972 304.186 247.081 966.732 224.650 422.238 777.509 739.148 2.163.545
Resultado financeiro líquido R$ (7.768) 345.759 147.444 27.454 512.889 5.635 176.662 (466.551) (547.667) (831.921)
Lucro antes do IR/CSL R$ 240.725 512.731 451.630 274.535 1.479.621 230.285 598.900 310.958 191.481 1.331.624
IR/CSL R$ (43.826) (120.145) (67.185) (68.767) (299.923) (57.342) (100.979) (46.457) (21.571) (226.349)
Resultado do período R$ 196.899 392.586 384.445 205.768 1.179.698 172.943 497.921 264.501 169.910 1.105.275