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ENGENHARIA CIVIL

PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO DE OBRAS


UE 02 – PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO
02.04 – Roteiro do planejamento
02.05 - Definições de orçamento
02.06 - Importância do orçamento

PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO DE OBRAS - PROF. RICARDO YAMAGUTI


02.04 – ROTEIRO DO PLANEJAMENTO
O objetivo de um planejamento é a elaboração de
uma estrutura lógica de tarefas a serem executadas
(interdependências, durações mínimas e máximas da
execução total planejada), podendo ser subdivididas em
6 etapas que compõe um roteiro de planejamento.

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02.04 – ROTEIRO DO PLANEJAMENTO
1) Identificação das Atividades
- Identificação das atividades que comporão o
cronograma, maneira mais prática é elaborando a
Estrutura Analítica do Projeto (EAP)
- EAP é uma estrutura hierárquica, em níveis,
decompondo a obra em pacotes de trabalho menores,
organizando o processo de desdobramento do trabalho,
permitindo que a lista de atividades seja checado e
corrigido
A EAP pode ser apresentada de 2 diferentes
formas:

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EAP em formato de árvore:

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EAP em formato analítico:

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02.04 – ROTEIRO DO PLANEJAMENTO
2) Definição das Durações
- Toda atividade do cronograma precisa ter uma
duração (quantidade de tempo – horas, dias, semanas ou
meses) associada a ela, que é o tempo que leva para ser
executada
- Existem tarefas com duração fixa, independente
da quantidade de recursos humanos e equipamentos, por
exemplo?
- Outras tarefas dependem da quantidade de
recursos, por exemplo?

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02.04 – ROTEIRO DO PLANEJAMENTO

2) Definição das Durações


- A duração depende da quantidade de serviço, da
produtividade e da quantidade de recursos alocados.
Por exemplo:
quantidade de alvenaria: 120 m2
produtividade do pedreiro: 1,5 m2/hora
jornada de trabalho: 8horas/dia

duração: 120/1,5 = 80 horas de trabalho

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02.04 – ROTEIRO DO PLANEJAMENTO

2) Definição das Durações


duração: 120/1,5 = 80 horas de trabalho

Trabalhando-se com o número de pedreiros,


considerando a jornada de trabalho de 8 horas por dia:
1 pedreiro – 10 dias
2 pedreiros – 5 dias
3 pedreiros – 3,33 dias
5 pedreiros – 2 dias

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02.04 – ROTEIRO DO PLANEJAMENTO

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02.04 – ROTEIRO DO PLANEJAMENTO

2) Definição das Durações


- Cabe ao planejador definir a relação
prazo/equipe conforme disponibilidade e que lhe for
mais conveniente, e adotar na montagem do
cronograma.
- Aqui vincula-se orçamento x planejamento,
aumentando-se os recursos pode-se alterar as durações.

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02.04 – ROTEIRO DO PLANEJAMENTO

3) Precedência
- Sequenciação das atividades
- Precedência é a dependência das atividades
(quem vem antes de quem), com base na metodologia
construtiva da obra
- define-se o inter-relacionamento entre as
atividades, criando-se a lógica do cronograma
- Para cada atividade são atribuídas suas
predecessoras imediatas que são condições necessárias
para que a atividade em questão seja desempenhada

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02.04 – ROTEIRO DO PLANEJAMENTO

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02.04 – ROTEIRO DO PLANEJAMENTO

4) Diagrama de Rede

- Criado o quadro de sequenciação com a lógica da


obra e determinada a duração de cada atividade,
devemos representar graficamente as atividades e suas
dependências lógicas por meio de um diagrama de rede,
que é um fluxo de atividades
- Diagrama PERT/CPM

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02.04 – ROTEIRO DO PLANEJAMENTO

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18

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02.04 – ROTEIRO DO PLANEJAMENTO

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
A B B B C C C C C D D
E E E E E E E E E
F
G G G
G G G
H H
H H

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02.04 – ROTEIRO DO PLANEJAMENTO
- Método das Flechas

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02.04 – ROTEIRO DO PLANEJAMENTO

5) Caminho Crítico
- Cálculo na rede resultando a duração total do
projeto
- A sequencia das atividades que produz o tempo
mais longo é a que define o prazo total do projeto,
chamadas de atividades críticas e este é o caminho
crítico, representado por um traço de cor diferente, mais
forte ou duplo

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02.04 – ROTEIRO DO PLANEJAMENTO

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
A B B B C C C C C D D
E E E E E E E E E
F
G G G
G G G
H H
H H

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02.04 – ROTEIRO DO PLANEJAMENTO
- No método das flechas é calculado por contas
sucessivas

Quais são as atividades críticas?

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02.04 – ROTEIRO DO PLANEJAMENTO
6) Geração do Cronograma e Cálculo de Folgas
- Produto final do planejamento é o cronograma,
podendo ser representado pelo Gráfico de Gantt

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02.04 – ROTEIRO DO PLANEJAMENTO
- As atividades não críticas podem “flutuar” dentro do
prazo total, e o período de tempo de que uma atividade pode
dispor sem comprometer a duração final é chamada de folga

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02.04 – ROTEIRO DO PLANEJAMENTO

- O diagrama de Gantt é um gráfico usado para


ilustrar o avanço das diferentes etapas de um projeto.
- Os intervalos de tempo representando o início e
fim de cada fase aparecem como barras coloridas sobre o
eixo horizontal do gráfico.

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02.04 – ROTEIRO DO PLANEJAMENTO

Conclue-se:

- Caminho crítico une as atividades críticas


- Caminho crítico é o mais longo da rede
- Qualquer atraso em uma atividade crítica atrasa
o final do projeto
- Para o projeto ser antecipado, precisa-se reduzir
a duração de alguma atividade crítica
- O prazo não se reduz por ganho de tempo em
atividades não críticas

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02.05 – DEFINIÇÕES DE ORÇAMENTO
- O orçamento resulta em uma ideia próxima
daquele valor.

- Quanto mais apurada e criteriosa for a


orçamentação, menor será sua margem de erro.

- A aproximação de um orçamento está embutida


em diversos itens:

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02.05 – DEFINIÇÕES DE ORÇAMENTO
1) Mão de obra:
Produtividade das equipes - quando, por exemplo, se
admite que um pedreiro gasta 1,0 h para fazer 1,0 m2 de
alvenaria de bloco cerâmico, será por meio dessa premissa que o
total de mão-de-obra de alvenaria será calculado. A
produtividade afeta diretamente a composição de custo;
Encargos sociais e trabalhistas - o percentual de
encargos que incidem sobre a mão de obra leva em conta
premissas tais como incidência de acidentes do trabalho,
rotatividade para cálculo de aviso prévio, faltas justificadas e
outros elementos arbitrados a partir de parâmetros estatísticos e
históricos.

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02.05 – DEFINIÇÕES DE ORÇAMENTO
2) Materiais:
Preço dos insumos - não se pode afirmar com certeza
que os preços cotados durante a orçamentação serão os
praticados durante a obra;
Perda - o percentual de perda e desperdício é arbitrado
para cada insumo que entra no orçamento. Assim, por exemplo,
admitir que há uma perda de 15% no bloco cerâmico é uma
consideração que pode se mostrar arrojada, realista ou
conservadora;
Reaproveitamento - consiste na quantidade de vezes
que um insumo pode ser reutilizado (Ex.: chapa compensada).

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02.05 – DEFINIÇÕES DE ORÇAMENTO
3) Equipamentos:
Custo horário - custo horário depende de parâmetros de
cálculo como vida útil, custo de manutenção e operação, etc.;
Produtividade – em função da disponibilidade mecânica
(percentual de tempo em que o equipamento está em condições
mecânicas de ser utilizado) e do coeficiente de utilização
(percentual do tempo disponível em que o equipamento
efetivamente trabalha).

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02.05 – DEFINIÇÕES DE ORÇAMENTO
4) Custos indiretos:
Equipe admnistrativa - salários e encargos sociais das
equipes técnica, administrativa e de apoio;
Custos fixos - contas de água, luz, telefone, aluguel de
equipamentos gerais (grua, andaimes), seguros, fretes, etc.
Imprevistos - os orçamentistas precisam incluir no
orçamento alguma verba para os custos que não podem ser
orçados com certeza ou explicitamente: retrabalho por causa de
chuvas, retrabalhos, enchimentos, danos causados por
fenômenos naturais ou por terceiros, etc.

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02.06 – IMPORTÂNCIA DO ORÇAMENTO
1- Provisão do custo da obra
2- Levantamento dos materiais e serviços - a descrição e a
quantificação dos materiais e serviços ajudam a planejar
as compras, identificar fornecedores e analisar
metodologias executivas;
3- Obtenção de índices para acompanhamento - com
base nos índices de utilização de cada insumo (mão-de-
obra, equipamento, material) que poderá realizar uma
comparação entre o que orçou e o que está efetivamente
acontecendo na obra. Os índices servem também como
metas de desempenho para as equipes de campo;

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02.06 – IMPORTÂNCIA DO ORÇAMENTO
4 - Dimensionamento de equipes - a quantidade de
homem/hora requerida para cada serviço serve para a
determinação da equipe. A partir do índice, determina-se
o número de trabalhadores para uma dada duração do
serviço;
5 - Atualização de valores previstos - o orçamento pode
ser facilmente recalculado a partir de novos preços de
insumos e índices de produção. Para isso, basta que os
campos de valores sejam alterados, pois todo o restante é
produto de operações aritméticas simples;

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02.06 – IMPORTÂNCIA DO ORÇAMENTO
6 - Realização de simulações - cenários alternativos de
orçamento com diferentes produtividades, jornadas de trabalho,
duração de obra, etc.;
7 - Geração de cronogramas físico e financeiro - o cronograma
físico retrata a evolução dos serviços ao longo do tempo. O
cronograma financeiro quantifica mensalmente os custos e
receitas desses mesmos serviços, distribuindo os valores em
certos intervalos de tempo;
8 - Análise da viabilidade econômico-financeira - o balanço entre
os custos e as receitas mensais fornece uma previsão da situação
financeira da obra ao longo dos meses.

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UE 02 – PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO
02.07 - Graus de um orçamento
02.08 - Etapas do orçamento
02.09 - Planilha orçamentária

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02.07 – GRAUS DE UM ORÇAMENTO
02.07.01 - Estimativa de custo
- Avaliação com base em custos históricos e
comparação com projetos similares.
- Fornece uma ideia aproximada da ordem de
grandeza do custo do empreendimento.
- Geralmente, a estimativa de custos é feita a partir
de indicadores genéricos, números consagrados que
servem para uma primeira abordagem da faixa de custo
da obra.

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02.07.01 – ESTIMATIVA DE CUSTOS
- No caso de obras de edificações, um indicador
bastante usado é o custo do metro quadrado construído.
- Inúmeras são as fontes de referência desse
parâmetro, sendo o Custo Unitário Básico (CUB) o mais
utilizado.
- Cada construtora, no entanto, pode ir gerando
seus próprios indicadores com o passar do tempo.

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02.07 – GRAUS DE UM ORÇAMENTO
02.07.02 - Orçamento Preliminar
- Está um degrau acima da estimativa de custos, sendo
um pouco mais detalhado.
- Pressupõe o levantamento de algumas quantidades e a
atribuição do custo de alguns serviços.
- O grau de incerteza é mais baixo do que o da estimativa
de custos.
- No orçamento preliminar, trabalha-se com uma
quantidade maior de indicadores, que representam um
aprimoramento da estimativa inicial. Os indicadores servem para
gerar pacotes de trabalho menores, de maior facilidade de
orçamentação e análise de preços.

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02.07.02 – ORÇAMENTO PRELIMINAR
- Em obras similares, a construtora pode ir gerando seus
próprios indicadores. Embora os prédios tenham projetos
arquitetônicos distintos e acabamentos diferentes, nota-se que
os indicadores não flutuam muito.
Exemplos:
- Consumo de concreto por m2 construído: 0,20 a 0,26 m3 / m2
- Consumo de fôrmas de madeira por m2 construído: 1,8 a 2,2
m2 / m2
- Consumo de aço por m3:
- Blocos, baldrames, cortinas de contenção: 130 a 150 kg / m3
- Lajes: 95 a 110 kg / m3

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02.07 – GRAUS DE UM ORÇAMENTO
02.07.03 – Orçamento analítico ou detalhado
- O orçamento analítico constitui a maneira mais
detalhada e precisa de se prever o custo da obra.
- É elaborado a partir de composições de custos e
cuidadosa pesquisa de preços dos insumos.
- O orçamento analítico vale-se de uma
composição de custos unitários para cada serviço da obra,
levando em consideração quanto de mão-de-obra,
material e equipamento é gasto em sua execução.

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02.07.03 – ORÇAMENTO ANALÍTICO
- Além dos custos diretos da obra, são computados
também os custos de manutenção do canteiro de obras,
equipes técnica, administrativa e de suporte da obra,
taxas e emolumentos, etc. (custo indireto), chegando a
um valor orçado preciso e coerente.

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02.08 – ETAPAS DO ORÇAMENTO
1 - Interpretação do projeto e especificações técnicas
Necessário: Plantas baixas, cortes, vistas, perspectivas,
croquis, detalhes, levantamento planialtimétrico do
terreno, perfis de sondagem, memorial descritivo, folder
de venda.

2- Conhecimento do empreendimento como um todo


Necessário: prazo da obra, data marcos, penalidades,
critérios de medição, sistema de vendas (fechado ou
administração).

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02.08 – ETAPAS DO ORÇAMENTO
3 - Visita técnica no terreno antes do início
Necessário: Conhecimento do entorno (vizinhos),
disponibilidade de rede de água, energia, esgoto, vias de
acessos, transporte público, averiguação do tipo de
limpeza do terreno, necessidade de demolições,
confirmação topografia do local.
4 - Identificação dos serviços (Roteiro do Planejamento –
IDENTIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES)
5 - Levantamento quantitativo (projetos executivos)
6 - Composição unitária
7 - Cotação de preços dos insumos
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02.09 – PLANILHA ORÇAMENTÁRIA

1- Descrever atividades envolvidas e colocá-los em grupos


segundo ordem lógica
2- Planilhar itemizando cada serviço, criando colunas
onde constem o item, discriminação, quantidade e
unidade

Sugestão:
01 – ETAPA DA OBRA (MACROS ITENS)
01.01 – Serviços
01.01.01– Etapas ou Localização dos
serviços
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02.09 – PLANILHA ORÇAMENTÁRIA

- 1º e 2º níveis são o mínimo que deve ser apresentado


em um orçamento
- 3º nível poderão ser etapas mais específicas do serviço
do 2º nível, ou poderão ser discriminados os locais que
o serviço do 2º nível serão executados, “quebrando” o
orçamento em fases de construção conforme
pavimentos.
- Na planilha orçamentária deve-se ter o mesmo
número de níveis para todos os serviços, em alguns
casos, apenas para manter-se o padrão, deve-se
repetir a discriminação.
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02.09 – PLANILHA ORÇAMENTÁRIA
04 – VEDAÇÕES VERTICAIS
04.01 – Alvenaria de Blocos Cerâmicos
04.01.01 – Alvenaria de ½ vez espessura 15 cm
04.01.02 – Alvenaria de 1 vez espessura 15 cm
04.01.03 – Alvenaria de ½ vez espessura 20 cm

04.02 – Gesso Acartonado


04.02.01 – Gesso Acartonado

04.03 – Bloco Estrutural


04.03.01 – Bloco Estrutural espessura 19 cm

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02.09 – PLANILHA ORÇAMENTÁRIA

3 – Composição Unitária: quantidade necessária de


insumos (materiais, mão de obra e equipamentos),
apresentada em forma de coeficientes conforme
respectiva unidade, para se executar 1 unidade de
medida do serviço em questão.

OBS: As composições unitárias podem ser colocado à


parte em uma subplanilha, e não necessariamente
deverão ser apresentadas.

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02.09 – PLANILHA ORÇAMENTÁRIA
04.01.01 - Alvenaria de ½ vez espessura 15 cm (m2)
Descrição Un. Coef.
Bloco cerâmico furado de vedação (altura: 190 mm /
UN 27,70
comprimento: 190 mm / largura: 90 mm)
Argamassa mista de cimento, cal hidratada e areia
M³ 0,0147
sem peneirar traço 1:2:8
Pedreiro H 1,24
Servente H 0,62

Para executar 1 m2 do serviço de 04.01.01, necessita-se 27,70


unidades de bloco cerâmico+ 0,0147 m3 de argamassa mista +
1,24 horas de pedreiro + 0,62 horas de servente

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02.09 – PLANILHA ORÇAMENTÁRIA

- Não compramos Alvenaria no mercado,


compramos ou contratamos INSUMOS para executá-la.
- Existem vários bancos de dados de composições
unitárias, sendo a mais conhecida a Tabela de
Composição de Preços para Orçamentos (TCPO) da PINI.
- Cada construtora deve ter sua composição
unitária REAL, conforme suas particularidades para que
se tenha um orçamento mais REAL (quantidades
estimadas mais próximas da realidade a ser executada).

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02.09 – PLANILHA ORÇAMENTÁRIA

- As perdas de materiais podem ser acrescentadas


nos coeficientes das composições unitárias, porém neste
caso não poderão ser consideradas no levantamento
quantitativo, pois seriam consideradas 2 vezes.

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02.09 – PLANILHA ORÇAMENTÁRIA

4 – Levantamentos Quantitativos: Conforme projetos


EXECUTIVOS e memoriais descritivos, deve-se fazer o
levantamento quantitativos dos serviços conforme item
anterior.
Cada serviço possui sua particularidade de se fazer
o levantamento quantitativo, mas em todos os casos
deve-se criar memórias de cálculo, documentando-se os
critérios adotados e levantamentos realizados.
Deve-se fazer o levantamento quantitativo de
forma que outra pessoa em qualquer momento possa
dar continuidade com os mesmos critérios adotados.
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02.09 – PLANILHA ORÇAMENTÁRIA

- O levantamento quantitativo pode ser muito


subjetivo, motivo que o torna muito suscetível ao erro.
- Levantamento quantitativo errado gera enorme
distorção no orçamento, perdendo-se o foco.
- Deve-se conhecer o formato das medições dos
serviços em obra, para que o levantamento quantitativo
na fase de orçamento seja semelhante e desta forma
possa ser utilizado fielmente para medições de serviços
economizando-se muito tempo.

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02.09 – PLANILHA ORÇAMENTÁRIA

5 – Valorizando orçamento: Conforme levantamento


quantitativo e composições unitárias, busca-se a
valorização do valor unitário de cada INSUMO conforme
sua unidade de medida adotado.
É fundamental que as unidades dos INSUMOS
sejam coerentes conforme sua aquisição no mercado.
Aconselha-se valorizar o orçamento conforme os
serviços discriminados na PLANILHA ORÇAMENTÁRIA por
preço unitário conforme sua unidade, separando-se
materiais de serviços

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Considerando 100 m2 de Alvenaria (A)

Coef Quant Preço Unit Preço Total


Descrição Un
(B) (C) (D) (E)

Bloco cerâmico furado de


vedação UN 27,70 A x B1 0,86 C1 x D1

Argamassa mista A x B2
M³ 0,0147 251,70 C2 x D2

A x B3
Serviço Empreitado M2 1,00 20,00 C3 x D3

TOTAL ALVENARIA MATERIAIS POR METRO QUADRADO:


(E1 + E2) / A
(F)

TOTAL ALVENARIA MÃO DE OBRA POR METRO QUADRADO:


(G)
PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO DE OBRAS - PROF. RICARDO YAMAGUTI E3 / A
PREÇO UNIT. (R$) PREÇO TOTAL. (R$)
QUANT %
UN
(H) M. TOTAL
ITEM DESCRIÇÃO MAT. TOTAL MAT. M O TOTAL
O.

04 ALVENARIA DE VEDACAO

ALVENARIA DE BLOCOS
04.01
CERAMICOS
04.01.
½ VEZ ESP. 15 CM. 100,00 M2 F G F+G H x F H x G H x (F + G)
01

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02.09 – PLANILHA ORÇAMENTÁRIA
PRINCIPAIS ETAPAS DE UMA OBRA (MACRO ITENS)

- PROJETOS
- INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS DE CANTEIRO
- SERVIÇOS INICIAIS
- DESPESAS FIXAS ADMINITRATIVAS
- SERVIÇOS EM TERRA
- FUNDAÇÕES
- SUPRA ESTRUTURA
- VEDAÇÕES VERTICAIS
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02.09 – PLANILHA ORÇAMENTÁRIA
- INSTALAÇÕES (HIDRÁULICAS, ELÉTRICAS, TELEFÔNICAS,
GÁS)
- REBOCO INTERNO
- REBOCO EXTERNO
- REGULARIZAÇÃO DE PISO/CIMENTADO
- TRATAMENTOS
- FORRO
- ESQUADRIAS (ALUMINIO / FERRO / MADEIRA E
FERRAGENS)
- REVESTIMENTOS DE PISOS
- REVESTIMENTOS DE PAREDES
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02.09 – PLANILHA ORÇAMENTÁRIA

- APARELHOS (LOUÇAS E METAIS)


- PINTURAS
- VIDROS
- JARDINAGEM
- DECORAÇÕES
- COMPLEMENTAÇÃO
- LIMPEZA FINAL

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