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Características das pessoas seculares - saber, ajuda a evangelizar.

George Hunter em “How to reach secular people” – Traduzido pelo Bispo José Ildo Swartele de Mello
com o acrescido de alguns comentários explicativos.

 Não tem idéia e nem interesse pela fé cristã, dentre estes se encontram muitos cristãos
meramente nominais. São geralmente ignorantes também a respeito da Bíblia e do culto cristão.
 Não se preocupam tanto com a vida após a morte, querem saber mesmo é de vida antes da morte
– como dar sentido e propósito a sua vida neste tempo presente, muito mais do que pensam em
vida após a morte. Em parte isto se deve aos avanços da medicina que permitiram uma
longevidade maior de vida, que levou as pessoas a não pensarem na morte como algo tão
próximo e ameaçador como antes. Outro motivo também é o universalismo ou a idéia de que
todos em geral estão “partindo desta para melhor”. Geralmente não temem um castigo ou morte
eterna, mas demonstram mais medo de uma vida vazia e sem sentido.
 Pessoas seculares possuem mais consciência da dúvida do que da culpa. Não se sentem culpados
e responsáveis. Eles vêem a si mesmos como vítimas da sociedade e não pensam serem
responsáveis por suas ações. Em vez de culpa, eles se mostram céticos e cheios de dúvida,
especialmente quando se trata de acreditarem em absolutos. Não tem sentimento de culpa em
relação a Deus e duvidam que exista realmente algo como a verdade e sentido para a vida.
 Tem uma imagem negativa da igreja. Pensam que os cristãos não são muito inteligentes e que
são contra o progresso científico, mesmo que a história demonstre o contrário, ou seja, que a
ciência floresceu não na China e nem no mundo mulçumano, mas, sim, no mundo cristão.
Pensam também que a igreja não possui relevância e que os crentes são intolerantes e de mente
estreita e obtusa. Sentem um espírito arrogante e de superioridade nos cristãos como se
estivessem a julgar e condenar as pessoas do mundo. Tal preconceito parece justificável em
muitos casos.
 O ignóstico sente-se só. Está alienado da natureza, do Governo, do trabalho, dos outros. Não
possui amizades profundas. Às vezes, está também afastado dos próprios familiares. Mas ainda
conserva um senso de comunidade. A urbanização tem muita culpa no cartório a este respeito,
pois gera também distância da natureza. O imediatismo e o utilitarismo presentes em nossa
sociedade faz com que a maioria não esteja disposta a suportar as frustrações geradas pelas
relações humanas, o que gera ruptura prematura das relações de amor e amizade, não
concedendo a elas o tempo necessário e a chance de sobreviver e se solidificar. Maturidade é
saber se impor frustração em curto prazo para colher satisfação a médio e longo prazo.
Não confiam em ninguém. Comumente se sentem manipulados, abusados e espoliados.
Costumam pensar em Deus em termos do Policial Onipresente que vem para julgar, ou em
termos do espoliador e do desmancha prazeres. E desejam ficar longe de um Deus que julga e
castiga. Não confiam que exista coerência em Deus e passam a não ver valor em Deus.
 Não possuem uma boa auto-estima. Em parte isto é produto de lares destruídos e disfuncionais.
Daí a importância de deixar claro o valor que Deus nos dá (Jo 3.16) e a questão a imago Dei.
 Tem a impressão de que as forças da história estão fora de controle. Sente-se vítima das forças
do destino que fogem ao seu controle, guerras, epidemias, instabilidade política e econômica.
 Sentem também que as forças da sua própria personalidade e da família estão fora do seu
próprio controle. Vêem as suas próprias vidas como um problema.
 Pessoas seculares estão perdidas e não vêem um modo de encontrarem a Deus. “Aqueles que
negam a Deus, negam-no por causa de seu desespero em não encontrá-lo”.“Querem saber onde
fica a porta, mas só acham o muro, onde a porta está”. Primeiro responder a pergunta: O que é o
cristianismo. A impressão geral é que se tornar cristão é aceitar uma lista de regras. Jesus é a
pessoa mais atraente da história. Portanto, não devemos falar tanto de conversão, mas devemos
nos concentrar mais em falar a respeito do próprio Jesus.