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25/05/2020 Campanha do governo federal pela abstinência sexual começa em fevereiro - Jornal O Globo

Campanha do governo federal pela abstinência


sexual começa em fevereiro
Medida faz parte de política pública contra gravidez na adolescência. Ação começará pelas
redes sociais

Paula Ferreira e Renata Mariz


23/01/2020 - 08:00 / Atualizado em 23/01/2020 - 18:46

Damares Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos Foto: Jorge William - Agência O Globo

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25/05/2020 Campanha do governo federal pela abstinência sexual começa em fevereiro - Jornal O Globo

BRASÍLIA — A primeira campanha do governo federal para promover


a abstinência sexual como meio de evitar a gravidez na adolescência deve
chegar às ruas no dia 3 de fevereiro.

A estratégia de marketing para divulgar o que o governo chama de "iniciação


sexual não precoce" está sendo desenhada pelo Ministério da Mulher, da
Família e dos Direitos Humanos em conjunto com o Ministério da Saúde e
terá foco inicial nas redes sociais. A campanha pretende alcançar o público de
10 a 18 anos. 

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Entrevista: 'Proposta de abstinência sexual coloca adolescentes em risco', diz


especialista

O objetivo é mostrar aos jovens os benefícios de adiar o início da vida sexual.


De acordo com o secretário nacional dos Direitos da Criança e do
Adolescente, Maurício José Silva Cunha, a argumentação não é pautada em
elementos religiosos e sim em estudos científicos.

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A extensão da campanha para televisão e rádio, por exemplo, ainda depende


da disponibilidade do Ministério da Saúde para arcar com os custos.

O anúncio que a abstinência sexual seria usada como  política de


governocontra a gravidez precoce gerou polêmica. A medida, contudo, foi
confirmada pela ministra Damares Alves.

A expectativa é que após essa primeira sensibilização, os ministérios


construam a Política Nacional de Prevenção ao Risco da Atividade Sexual
Precoce. O governo também vai lançar também um termo de referência para
contratação de consultores para trabalhar no desenvolvimento da política. Nos
documentos já produzidos, as experiências dos Estados Unidos e de Uganda
aparecem como exemplos positivos da política de abstinência sexual entre
adolescentes, independentemente da situação econômica da região.

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A campanha planejada pelo governo será feita no âmbito de uma lei


sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro que criou a Semana Nacional de
Prevenção da Gravidez na Adolescência. Ficou estabelecido que
anualmente, na primeira semana de fevereiro, serão realizadas ações com o
objetivo de "disseminar informações sobre medidas preventivas e educativas
que contribuam para a redução da incidência da gravidez na adolescência".

Leia também: Abstinência sexual não é assunto de Estado, diz Silas Malafaia

Segundo Cunha, a propagação da ideia de adiar a vida sexual é tratada no


governo sob a perspectiva de preservar um direito humano de crianças e

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adolescentes. Ele nega que o governo deixará de recomendar métodos


contraceptivos.

— Para nós, isso é uma ampliação de direitos. Ou seja, a gente não está de
forma alguma renunciando outros métodos contraceptivos. A gente quer que
seja um componente a mais do leque que temos de redução ao risco sexual
precoce. O fortalecimento da criança e adolescente e suas famílias como uma
opção, não como imposição ou agenda única de redução da gravidez — disse.  ??

Apesar da garantia de Cunha de que campanhas públicas sobre métodos


contraceptivos não perderão a força, essas iniciativas não são de
responsabilidade do ministério em que atua. O Ministério da Saúde é que
elabora e divulga as mobilizações em torno do sexo seguro e uso de métodos
anticoncepcionais. 

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O Ministério a Mulher lançará ainda outras duas campanhas relacionadas ao


período do carnaval. Com o mote "Criança Protegida, entre nesse bloco", uma
das ações tem o objetivo de conscientizar os foliões para a violência sexual,
negligência e outros tipos de agressão contra crianças e adolescentes que
podem aumentar no período da festa.

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