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Trabalho de Organizações e Instituições Internacionais

Análise dos Discursos da AGONU


Enzo Ribas Poletto

EUA(25/09/2018)

No discurso dos Estados Unidos o presidente Donald Trump abre sua fala fazendo um auto-
elogio ao seu governo e listando os diferentes avanços do país desde o ínicio de sua
administração, um dos avanços mais notáveis seria o aumento do orçamento estatal e lucro que
subiu 10 trilhões de dólares nos últimos 2 anos. Trump utiliza do crescimento dos EUA para
iniciar um debate sobre o porque sua nação havia crescido nestes dois últimos anos, ele retrata
este crescimento após um pedido(mais visto como reforço de um argumento) para o
reconhecimento da soberania dos Estados, o que mais tarde é utilizado como argumento contra o
Irã que teve a principal crítica de Trump durante o discurso.
Trump continua sua manifestação incitando que o desenvolvimento econômico dos Estados
Unidos vem sendo possível graças a utilização do unilateralismo americano e o uso de um
mercado mais fechado e sobretaxado para produtos estrangeiros, complementando que o Estado
sofria de um déficit de 800 bilhões de dólares ao ano graças ao aproveitamento de países sobre a
economia dos EUA.
Após as falas com teor econômico, Trump inicia suas acusações sobre o Irã e crítica o não
reconhecimento de soberania de outros países cometido pelo Irã, já que o país se aproveitava
tanto territorialmente quanto economicamente de seus vizinhos, sendo assim o presidente dos
Estados Unidos pede a cooperação dos diversos países das Nações Unidas para iniciar um
isolamento do regime iraniano.
Dentro dos assuntos do Oriente Médio, Donald Trump argumenta sobre sua decisão da
realocação da embaixada americana para Israel afirmando suas relações com Israel e conclui o
governo americano se preocupa e procura resolver o mais rápido possível a questão da paz entre
israelenses e palestinos.
Trump critica também os planos comerciais da China e a afronta que eles trazem aos Estados
Unidos, sendo assim o país não irá remediar forças em sua economia para combater a China
mesmo que isso signifique sobretaxar e diminuir as relações com o estado chinês.
Então o presidente dos Estados Unidos começa a fazer uma crítica sobre a Instituição de
Direitos Humano da ONU, criticando-a de ineficiente e desorganizada. Seu maior exemplo seria
que os EUA sofrem com obrigações dentro desta instituição porém diversos países que degrinem
os direitos humanos são acobertados. Junto a isso o Presidente Trump reforça a saída dos Estados
Unidos do órgão(e complementa que os EUA só retornarão ao órgão após mudanças no mesmo)
e o não reconhecimento do TPI, ou seja, os EUA não irão mais ajudar em investigações ou
pedidos de ambos os órgãos.
Para complementar os problemas do Oriente Médio, Trump acusa o aproveitamento das
nações da OPEP dizendo que diversos países ocidentais têm ajudado e buscado se comprometer
a melhorar estas áreas, porém o que vem em troca não é nada de benefício mútuo já que
ultimamente as taxas e preços sobre o petróleo vem aumentando por parte da OPEP.
E finalizando seu discurso na AGONU, o presidente Trump cita o caso desesperador da
Venezuela em seu atual estado e a usa de exemplo para criticar o socialismo e comunismo que
segundo o presidente só trouxeram dificuldades e exaustão aos estados que utilizavam esses
métodos econômicos, critica Maduro e sua política, pede a mudança de governo da Venezuela
para um governo democrático e sanções por parte dos Estados sobre a Venezuela.
Então em seu tópico final traz a insatisfação do governo americano sobre o quanto eles doam e
“se entregam” a ONU, porém não recebem nada em troca. E que estariam diminuindo seu
percentual de doação para no máximo 25% de orçamento de doações para mais países se
integrarem e preocuparem com a cooperação dos Nações.

China(28/09/2018)

A China inicia seu discurso com seu primeiro-ministro aconselhando que a ordem
internacional está ficando obsoleta e necessita de melhorias e reformas, para assim seguindo o
posicionamento e opinião chinesa, haver maior distribuição no desenvolvimento e enaltecendo
do multilateralismo que vem combatendo a ideologia de unilateralismo que está prestes a entrar
em colapso segundo o Estado chinês.
Comenta sobre sua situação passada, dos diversos acordos necessários que teve de manter para
retornar ao GATT e o WTO, e que se mantém fiel aos mesmos, criticando o unilateralismo e
nacionalismo estadunidense. Aproveita e complementa que nos últimos anos a China é o país
que mais vem abrindo sua economia e se alinhando ao multilateralismo.
Após este início, o primeiro-ministro cita diversos fatores necessários para a melhoria da
ordem internacional e desenvolvimento, sendo o primeiro fator as cooperações “Win-Win”
havendo assim a melhoria para ambos os lados dos acordos e desenvolvimento maior
distribuído(dentro disso ainda estaria proposto a maior cooperação dos Estados e menos uso de
confrontamento na economia). O segundo fator enunciado seria a maior justiça entre as
nações( responsabilidade das grandes nações dar suporte e ajuda as pequenas). E o terceiro e
último fator seria a maior disponibilidade dos países que se alinham ao multilateralismo em
mostrar resultados cada vez maiores e melhores.
No meio de seu discurso a China afirma que continuará prestando as suas devidas contas a
ONU e também é otimista com a cooperação do EUA em relação a Coréia do Norte e sua
desnuclearização para a manutenção da paz e ordem mundial.
Cita também as dificuldades encontradas nos países do Oriente Médio para suas resoluções de
paz e apela ajuda aos Estados das Nações Unidas nas relações para solucionar as desavenças.
E finalizando seu discurso, o primeiro-ministro chinês cita os avanços econômicos, estruturais
e sociais da China, dando ênfase a diminuição da taxa de pobreza, aumento da taxa da classe
média e criação de rodovias para infraestrutura do país.

Rússia(28/09/2018)

O primeiro-ministro russo começa seu discurso difamando o unilateralismo estadunidense e o


uso do poder de algumas nações para se manterem no patamar de potências(crítica ligada
diretamente aos EUA). Complementa sua fala se utilizando do argumento que essas nações
também utilizam a ONU para seus próprios interesses nacionalistas. Depois comenta sobre as
taxas desnecessárias sobre o setor da indústria do urânio.
A Rússia julga e condena os países ocidentais por fazerem alianças ou uniões tanto militares
quanto econômicas para pressionar diversos nações menores se favorecendo do “hard power”
para poderem manipulá-los depois, o que prejudica a ordem internacional. Esta crítica esta ligada
diretamente as intervenções militares dos Estados Unidos segundo a Rússia, que as Nações
Unidas não aprovaram.
Apela também para ajuda no processo de paz palestino e condena os países ocidentais por
tentar influenciar os Balcãs e usá-los como base.
Reforçam a desnuclearização da península da Coréia do Norte.
E em todo os seu discurso se demonstram fortemente a favor do multilateralismo.