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1.

Verificar a estabilidade da barra simplesmente apoiada de comprimento 145cm feita de madeira da


classe D40, de secção transversal 6x16cm solicitada por cargas de compressão: permanente de
27.6kN (acção permanente de grande variabilidade), sobrecarga de 13.2kN e carga variável igual a
8.25kN devida ao vento.
Dados:
l=145 cm
Classe D40: fmk=4kN/cm2 Coeficientes de minoração: A= 6x16=96cm2
Gk1= 27,6kN Ψ0,1= Ψs= 0,4 Ix=6x163/12=2048cm4
Qk1= 13,2kN (sobrecarga) Ψ0,2= Ψw= 0,5 Iy=16x63/12=288cm4
Qk2= 8,25kN (vento)

Resolução:
1) Determinação do esforço solicitante:
Efd= γg(Gk1+ Gk2) + γq(Qk1+ Qk2)

Efd1= γg(Gk1+ Gk2) + γq(Qk1+ Ψ0,2Qk2) Efd1= γg(Gk1+ Gk2) + γq(Ψ0,1Qk1+Qk2)


= 1,35x(27,6) + 1,5x(13,2+0,5x8,25) = 1,35x(27,6) + 1,5x(0,4x13,2+8,25)
=63,248 kN =57,56 kN

O caso crítico a considerar para a verificação da instabilidade da barra é Efd= 63,248 kN.
A acção Efd corresponde a uma força de compressão centrada, sem flexão. Portanto, deverá ser
verificada a sua condição de resistência e de estabilidade. Assim, Nd = Fd.

2) Verificação da condição de resistência e de estabilidade


i) Índice de esbeltez
λx l/ ix = 145/√(288/96)= 83,72< 200 Ok – peça esbelta (80<λ≤140)

3) Verificação da condição de segurança ELUresistência:

𝜎𝑐,𝑦,𝑑 𝜎 𝜎𝑐,𝑦,𝑑 𝜎
Condição de verificação: + 𝑘𝑚 𝑓 𝑐,𝑧,𝑑 ≤ 1 e 𝑘𝑚 𝜎 + 𝑓 𝑐,𝑧,𝑑 ≤ 1
𝜎𝑐,𝑦,𝑑 𝑐,𝑦,𝑑 𝑐,𝑦,𝑑 𝑐,𝑦,𝑑

Km = 0,7 – secções rectangulares de madeira maciça; Kmod = 0,56 – classe de humidade 1e2
𝑓𝑐,𝑦,𝑑 = kmod(𝑓𝑚𝑘 /𝛾𝑤𝑐 ) = 0,56x(4/1,3)= 1,723kN/cm2
𝐸𝑐,𝑦,𝑑 = kmod𝑓𝑐,𝑦,𝑚 = 0,56x1300= 728kN/cm2
Tensões actuantes:
𝐸𝑓𝑑
𝜎𝑐,𝑦,𝑑 = 𝐴
= 63,248/96= 0,659kN/cm2
𝑀𝑧𝑑
𝜎𝑐,𝑧,𝑑 = 𝑦=(1134,267/288)x3= 1,179 kN/cm2
𝐼
𝑀𝑧𝑑 – momento de cálculo em função da excentricidade, ed
e1=ei+ea
𝑙0 145 𝑒𝑖 =0 pois M1d=0 (não existe acção que provoque
300
= 300 = 0,48𝑐𝑚
𝑒𝑎 = { ℎ ⟹ 𝑒𝑎 = 0,48𝑐𝑚 flexão) Nd= Efd
= 6/30 = 0,2𝑐𝑚 𝑒𝑖 = M1d/Nd ≥ h/30 ⟹ 𝑒𝑖 = 0,2cm
30

e1=ei+ea = 0,48+0,2=0,68cm

𝐹𝐸 𝜋2 𝐸 𝐼𝑥 𝜋2 𝑥728𝑥288
𝑒𝑑 = 𝑒1 𝐹 ; 𝐹𝐸 = 𝑙𝑜2
= 1452
= 98,421𝑘𝑁 (carga crítica)
𝐸− 𝑁𝑑

Estruturas de Madeira 1
𝐹𝐸 98,421
𝑒𝑑 = 𝑒1 = 0,68 ∗ = 1,791𝑐𝑚
𝐹𝐸− 𝑁𝑑 98,421 − 63,248

Mzd=Efd*ed= 63,248*1,791= 113,267 kN.cm

Tensões actuantes:
𝐸𝑓𝑑
𝜎𝑐,𝑦,𝑑 = 𝐴
= 63,248/96= 0,659kN/cm2
𝑀𝑧𝑑
𝜎𝑐,𝑧,𝑑 = 𝐼
𝑦=(1134,267/288)x3= 1,179 kN/cm2

Verificação da segurança em relação à estabilidade:


0,659 1,179 0,659 1,179
𝑥0,7 + ≤1 + 𝑥0,7 ≤ 1
1,723 1,723 1,723 1,723
0,952 ≤ 1 0,862 ≤ 1

A barra apresenta estabilidade perante a solicitação por carga de compressão.


A tensão 𝜎𝑐,𝑦,𝑑 =0,659kN/cm2 devida a força normal é quase duas vezes inferior à tensão devida ao efeito do
momento de cálculo devido as excentricidades consideradas.

Estruturas de Madeira 2
2. Avaliar a condição de segurança da barra bi-apoiada (com travamento) em torno do eixo X e com
dois apoios em torno do eixo Y de secção transversal 6x12 cm. As solicitações axiais são causadas
por cargas concentradas de 43,50 kN (permanente de grande variabilidade), 13,00 kN (sobrecarga)
e 7,00 kN (vento), todas no sentido da compressão da barra. Considerar uma madeira Dicotiledônea
classe D40 e classe de humidade (1) e (2).
Admitir que esta barra faz parte de uma estrutura que suporta cargas de equipamentos provenientes
de uma oficina.

Dados:
l=330 cm
Classe D40: fmk=4kN/cm2 Coeficientes de minoração: A= 6x12=72cm2
Gk1= 43,5kN Ψ0,1= Ψs= 0,4 Ix=6x123/12=864cm4
Qk1= 13,0kN (sobrecarga) Ψ0,2= Ψw= 0,5 Iy=12x63/12=216cm4
Qk1= 7,00kN (vento)

Resolução:
4) Determinação do esforço solicitante:
Efd= γg(Gk1+ Gk2) + γq(Qk1+ Qk2)

Efd1= γg(Gk1+ Gk2) + γq(Qk1+ Ψ0,2Qk2) Efd1= γg(Gk1+ Gk2) + γq(Ψ0,1Qk1+Qk2)


= 1,35x(43,5) + 1,5x(13,0+0,5x7,0) = 1,35x(43,5) + 1,5x(0,4x13,0+7,0)
=83,475 kN =76,025 kN

O caso crítico a considerar para a verificação da instabilidade da barra é Efd= 83,475 kN.
A acção Efd corresponde a uma força de compressão centrada, sem flexão. Portanto, deverá ser
verificada a sua condição de resistência e de estabilidade. Assim, Nd = Fd.

5) Verificação da condição de resistência e de estabilidade


Índice de esbeltez
λx  l/ ix = 330/√(864/72)= 95,266< 200 Ok – peça esbelta (80<λ≤140)
λy  l/ iy = 165/√(216/72)= 95,266< 200 Ok – peça esbelta (80<λ≤140)

6) Verificação da condição de segurança ELUresistência:

𝜎𝑐,𝑦,𝑑 𝜎𝑐,𝑧,𝑑 𝜎𝑐,𝑦,𝑑 𝜎𝑐,𝑧,𝑑


Condição de verificação: + 𝑘𝑚 ≤ 1 e 𝑘𝑚 + ≤1
𝑓𝑐,𝑦,𝑑 𝑓𝑐,𝑦,𝑑 𝑓𝑐,𝑦,𝑑 𝑓𝑐,𝑦,𝑑

Km = 0,7 – secções rectangulares de madeira maciça; Kmod = 0,56 – classe de humidade 1e2
𝑓𝑐,𝑦,𝑑 = kmod(𝑓𝑚𝑘 /𝛾𝑤𝑐 ) = 0,56x(4/1,3)= 1,723kN/cm2
𝐸𝑐,𝑦,𝑑 = kmod𝑓𝑐,𝑦,𝑚 = 0,56x1300= 728kN/cm2
A verificação será efectuada em relação aos dois eixos:

Estruturas de Madeira 3
a) Tensões actuantes, eixo y:
𝐸𝑓𝑑
𝜎𝑐,𝑦,𝑑 = 𝐴
= 83,475 /72= 1,159kN/cm2
𝑀𝑧𝑑
𝜎𝑐,𝑧,𝑑 = 𝐼
𝑦=(-134,837/216)x3= -1,873 kN/cm2
𝑀𝑧𝑑 – momento de cálculo em função da excentricidade, ed
e1=ei+ea
𝑙0 165
= 300 = 0,55𝑐𝑚 𝑒𝑖 =0 pois M1d=0 (não existe acção que provoque
300
𝑒𝑎 = {ℎ ⟹ 𝑒𝑎 = 0,55𝑐𝑚 flexão) Nd= Efd
30
= 6/30 = 0,2𝑐𝑚 𝑒𝑖 = M1d/Nd ≥ h/30 ⟹ 𝑒𝑖 = 0,2cm

e1=ei+ea = 0,55+0,2=0,75cm

𝐹𝐸 𝜋2 𝐸 𝐼𝑦 𝜋2 𝑥728𝑥216
𝑒𝑑 = 𝑒1 𝐹 ; 𝐹𝐸 = 𝑙𝑜2
= 1652
= 57,006𝑘𝑁 (carga crítica)
𝐸− 𝑁𝑑
𝐹𝐸 57,006
𝑒𝑑 = 𝑒1 = 0,75 ∗ = −1,615𝑐𝑚
𝐹𝐸− 𝑁𝑑 57,006 − 83,475
Mzd=Efd*ed= − (83,475 *1,615)= −134,837 kN.cm

Verificação da segurança em relação à estabilidade:


1,159 −1,873 1,159 −1,873
𝑥0,7 + ≤1 + 𝑥0,7 ≤ 1
1,723 1,723 1,723 1,723
−0,616 ≤ 1 Ok − 0,088 ≤ 1 Ok

b) Tensões actuantes, eixo x:


𝐸𝑓𝑑
𝜎𝑐,𝑥,𝑑 = = 83,475 /72= 1,159kN/cm2
𝐴
𝑀𝑧𝑑
𝜎𝑐,𝑧,𝑑 = 𝐼
𝑥=(-269,669 /864)x6= -1,873 kN/cm2
𝑀𝑧𝑑 – momento de cálculo em função da excentricidade, ed
e1=ei+ea
𝑙0 330
= 300 = 1,1𝑐𝑚 𝑒𝑖 =0 pois M1d=0 (não existe acção que provoque
300
𝑒𝑎 = { ℎ ⟹ 𝑒𝑎 = 1,1𝑐𝑚 flexão) Nd= Efd
30
= 12/30 = 0,4𝑐𝑚 𝑒𝑖 = M1d/Nd ≥ h/30 ⟹ 𝑒𝑖 = 0,4cm

e1=ei+ea = 1,1+0,4=1,5cm

𝐹𝐸 𝜋2 𝐸 𝐼𝑦 𝜋2 𝑥728𝑥864
𝑒𝑑 = 𝑒1 ; 𝐹𝐸 = = = 57,006𝑘𝑁 (carga crítica)
𝐹𝐸− 𝑁𝑑 𝑙𝑜2 3302
𝐹𝐸 57,006
𝑒𝑑 = 𝑒1 = 1,5 ∗ = −3,231𝑐𝑚
𝐹𝐸− 𝑁𝑑 57,006 − 83,475
Mzd=Efd*ed= − (83,475*3,231)= −269,669 kN.cm

Verificação da segurança em relação à estabilidade:


1,159 −1,873 1,159 −1,873
𝑥0,7 + ≤1 + 𝑥0,7 ≤ 1
1,723 1,723 1,723 1,723
−0,616 ≤ 1 Ok − 0,088 ≤ 1 Ok
A barra apresenta estabilidade perante a solicitação por carga de compressão.

Estruturas de Madeira 4
3. Projectar a ligação correspondente ao nó de uma tesoura de madeira, indicado nas figuras, usando pregos
como meio de ligação. Considere os dados seguintes:

1- Madeira : Dicotiledónea D-40.


2- Dimensões em centímetros.
3- Critério da NBR-7190.
4- Esforços actuantes:
Efd = Tk= Gk + TQk ⟹ [Gk = 12 kN (permanente); Qk = 15 kN (vento de
sobrepressão)].
5- Notar que as peças de madeira têm dimensões finais correspondentes ao
trabalho de plainagem em todas as faces.

Resolução:

1) Determinação do esforço solicitante (combinação das acções):


Efd = 1,4 x (12 + 0,75 x 15) = 32,6 kN.
Projectar a ligação usando pregos com duas secções de corte, como meio ligante.

2) Propriedades mecânicas da madeira Dicotiledónea classe D-40:


- fc0m = 78,4 MPa = 7,84 kN/cm2 (resistência à flexão na direcção das fibras)
- fc0k = 0,7fc0m = 0,7x7,84kN/cm2 = 5,48kN/cm2; (Resistência à Compressão Paralela ao Fio)
𝑓k0c 5,48
- fc0d=kmod = 0,56 = 2,20 kN/cm2
γc 1,4
3) Determinação do diâmetro do prego.
Uma vez que não existem procedimentos para determinação do diâmetro do prego, é sugerido considerar o
diâmetro do prego situado entre 1/10 e 1/7 da espessura da peça mais delgada (de menor espessura). Assim
sendo:
1 1
1/10t≤d≤1/7t ⟹ 𝑥25𝑚𝑚 ≤d≤ 𝑥25𝑚𝑚 ⟹2,5 mm ≤ d ≤ 3,5 mm
10 10

A norma em menção considera d ≥ 3,0 mm, (d = 3,0 ou 3,4 mm). Para garantir maior capacidade de resistência
do predo adoptaremos d = 3,4 mm.

4) Determinação do comprimento do prego:


Devemos sempre tentar a escolha de um comprimento do prego suficientemente longo, para possibilitar o maior
número possível de secções de corte.
Neste caso:

25 + 75 + 25 = 125 mm 𝐿𝑚𝑖𝑛1𝑠𝑒𝑐 = {25 + 12x3,4 = 66 mm


𝐿𝑚𝑖𝑛2𝑠𝑒𝑐 = {
25 + 75 + 12x3,4 = 141 mm 25 + 75 = 100 mm
O maior comprimento disponível comercialmente é 83 mm, impossibilitando as duas secções de corte. Desta
forma, a opção é projectar ligações com apenas uma secção de corte:

O prego utilizado portanto, será (18 X 30) (d=3,4mm, L=69mm)

5) Análise da interferência dos pregos que são cravados de faces opostas:


Estruturas de Madeira 5
Por forma a garantir uma ligação compacta das faces, consideramos duas possibilidades:
b) colocar os pregos de topo
(desencontrados) e considerar
a) usar pregos espaçados em t = t2/2 = 3,75 cm.
6d, na direcção da carga, Considerando que no
e considerar no cálculo t dimensionamento prevalecerá
= t2 = 7,5 cm, t = t1 = 2,5 cm, a segunda
opção vai possibilitar uma
ligação mais compacta.

6) Verificação das condições:


t = 2,5 na ( peça mais delgada)  5d ou (4d) = 5x0,34 = 1,7 cm (OK)

7) Resistência do prego na ligação:


Uma vez que todas as peças envolvidas na ligação têm esforço paralelo às fibras, será suficiente efectuar a
verificar as peças laterais, onde t = 2,5 cm (mais delgada). t = t1 = t3 = 2,5 cm
𝑡 2,5 𝑓𝑦𝑘 60
𝛽 = 𝑑 = 0,34 = 7,35; 𝑓𝑦𝑑 = 𝛾𝑠
= 1,0 = 54,55 kN/cm2

- 𝑓𝑦𝑑 54,25
fe0d= fc0d = 2,20 kN/cm2 ⟹ 𝛽𝑙𝑖𝑚 = 1,25√ 𝑓 = 1,25√ 2,2
= 6,22 ;
𝑒𝑑

𝛽 > 𝛽𝑙𝑖𝑚 , então ocorrerá a flexão.

- 𝑑2 0,342
𝑅𝑣𝑑,1 = 0,625 𝛽 𝑓𝑦𝑑 = 0,625𝑥 6,22
𝑥54,55 = 0,63𝑘𝑁
𝑙𝑖𝑚

8) Número de pregos necessários :

𝑇𝑑 32,6
𝑛= = = 52 ⟹ Em cada face da emenda teremos 52/2=26 parafusos.
𝑅𝑉𝑑1 0,63

9) Disposição dos pregos


Será verificada a disposição dos pregos em duas direcções:
a) direcção paralela à aplicação da carga
Bordo carregado ⟹ BC = 7.d = 7. 0,34 = 2,4 ~ 2,5 cm ;
Entre pregos consecutivos ⟹ EPC (= 6.d = 6. 0,34 = 2,1 ~ 2,5 cm ;
Bordo descarregado ⟹ BD = 4.d = não há BD nesta ligação.

b) direcção normal à carga :


Bordo externo ⟹ BE = 1,5 . d = 1,5 . 0,34 = 0,6 ~ 1,5 cm ;
Entre linhas de pregos ⟹ ELP = 3.d = 3 . 0,34 = 1,1 ~ 1,5 cm

Nota: Atendendo que serão necessárias três linhas de pregos então, colocados 54 pregos, por simetria , em
cada lado (27 pregos em cada face) e em toda a ligação (emenda) serão necessários 108 pregos.

Estruturas de Madeira 6
4. Projectar a ligação correspondente ao nó de uma tesoura de madeira, indicado nas figuras, usando pregos
como meio de ligação. Considere os dados seguintes:

1- Madeira : Conífera C-25.


2- Dimensões em centímetros.
3- Critério da NBR-7190.
4- Esforços actuantes:
Tk = TGk + TQk ⟹ [TGk = 6 kN (permanente); TQk = 5 kN (vento de
sobrepressão)].
5- Notar que as peças de madeira têm dimensões finais correspondentes ao
trabalho de plainagem em todas as faces.

Resolução:

a) Determinação do esforço solicitante (combinação das acções):


Efd = 1,4 x (6 + 0,75 x 5) = 13,7 kN.
b) Propriedades mecânicas da madeira Conífera classe C-25:
- fc0k = 25 MPa = 2,5 kN/cm2 ;
𝑓k0c 2,5
- fc0d=kmod γc
= 0,56 1,4 = 1,0 kN/cm2

c) Determinação do diâmetro do prego.


Uma vez que não existem procedimentos para determinação do diâmetro do prego, é sugerido considerar o
diâmetro do prego situado entre 1/10 e 1/7 da espessura da peça mais delgada (de menor espessura). Assim
sendo: e=4 cm (espessura da peça delgada)

1 1
1/10t≤d≤1/7t ⟹ 𝑥40𝑚𝑚 ≤d≤ 𝑥40𝑚𝑚 ⟹ 4 mm ≤ d ≤ 5,7 mm
10 10
Os diâmetros disponíveis são d=3,9mm, 4,4mm, 4,9mm ⟹ (d=4,9mm)

d) Determinação do comprimento do prego :


Devemos sempre tentar a escolha de um comprimento do prego suficientemente longo, para possibilitar o maior
número possível de secções de corte.
Neste caso:

𝐿𝑚𝑖𝑛2𝑠𝑒𝑐 = {
40 + 65 + 40 = 145 mm 𝐿𝑚𝑖𝑛1𝑠𝑒𝑐 = {40 + 12x4,9 = 99 mm
40 + 65 + 12x4,9 = 164 mm 44 + 65 = 105 mm

O maior comprimento disponível comercialmente é 124 mm, impossibilitando as duas secções de corte o que
implicaria adoptar um diâmetro maior (d=5,9mm) (23 X 66) (d=5,9mm, L= 152mm). Desta forma, a opção é
projectar ligações com apenas uma secção de corte, permitindo manter o diâmetro de cálculo).
O prego a ser utilizado na verificação será (21 X 45) (d=4,9mm, L= 104mm).

e) Análise da interferência dos pregos cravados nas faces opostas:


Estruturas de Madeira 7
Por forma a garantir uma ligação compacta das faces, consideramos duas possibilidades:

ii. colocar os pregos das


i. usar pregos espaçados em
faces opostas de topo
6d, na direcção da carga,
(desencontrados) e considerar
e considerar no cálculo
para o cálculo da resistência
t = t2 = 6,5 cm,
t= t2/2 = 6,5/2=3,25cm

Para os cálculos adoptaremos a primeira possibilidade de disposição dos pregos t = t2:


6) Verificação das condições t  5d ou (4d):
t = 4cm ( peça mais delgada)
t  5d ou (4d) = 5x0,49 = 2,5 cm (OK)

7) Resistência do prego na ligação:


Uma vez que as peças envolvidas na ligação têm esforço paralelo e normal às fibras, será necessário efectuar a
verificação das peças laterais e central:
i. Pecas laterais
onde t = 4,0 cm (mais delgada). t = t1 = t3 = 4 cm, α=90º (normal às fibras)

𝑡 4 𝑓𝑦𝑘 60
𝛽= = = 8,16; 𝑓𝑦𝑑 = = = 54,55 kN/cm2 (Resistência de cálculo/projecto do parafuso)
𝑑 0,49 𝛾𝑠 1,1

fe0d= fc0d = 1,00 kN/cm2 (resistência ao embutimento paralelo às fibras)


fe90d= 0,25 x fc0d x αE (resistência ao embutimento normal às fibras)

Sendo d< 0,62cm ⟹ αE = 2,5 então


fe90d= 0,25 x fc0d x αE= 0,25 x 1,00 x2,5= 0,625 kN/cm2
𝑓𝑦𝑑 54,25
⟹ 𝛽𝑙𝑖𝑚 = 1,25√ = 1,25√ = 11,68 ;
𝑓𝑒𝑑 0,625
𝛽 < 𝛽𝑙𝑖𝑚 , então ocorrerá o esmagamento da madeira.

- 𝑡2 42
𝑅𝑣𝑑,1 = 0,4 𝛽 𝑓𝑒𝑑 = 0,4𝑥 8,16 𝑥0,625 = 0,49𝑘𝑁
-

ii. peça central


onde t = t2 = 6,5 cm, α=0º (paralelo às fibras)

𝑡 6,5 𝑓𝑦𝑘 60
𝛽 = 𝑑 = 0,49 = 13,3; 𝑓𝑦𝑑 = 𝛾𝑠
= 1,1 = 54,55 kN/cm2 (Resistência de cálculo/projecto do parafuso)

fe0d= fc0d = 1,00 kN/cm2


𝑓𝑦𝑑 54,25
⟹ 𝛽𝑙𝑖𝑚 = 1,25√ = 1,25√ = 9,23 ;
𝑓𝑒𝑑 1,0
𝛽 > 𝛽𝑙𝑖𝑚 , então ocorrerá a flexão do parafuso.

- 𝑑2 0,492
𝑅𝑣𝑑,1 = 0,625 𝛽 𝑓𝑦𝑑 = 0,625𝑥 9,23
𝑥54,55 = 0,89𝑘𝑁
𝑙𝑖𝑚

Estruturas de Madeira 8
O valor de RVd1 é tomado igual ao menor valor de cálculo (neste caso equivale ao das peças
laterais).
Considerando que a 1ª disposição desta tentativa mostrou-se inconclusiva. Ainda, esta opção de
defasar os pregos de faces opostas quase sempre se mostra inconveniente. Então, há espaço para
proceder a verificação com base na 2ª possibilidade de disposição dos pregos, t= t2/2.

iii. Pecas laterais


onde t = 4,0 cm (mais delgada). t = t1 = t3 = 4 cm, α=90º (normal às fibras)

𝑡 4 𝑓𝑦𝑘 60
𝛽 = 𝑑 = 0,49 = 8,16; 𝑓𝑦𝑑 = 𝛾𝑠
= 1,1 = 54,55 kN/cm2 (Resistência de cálculo/projecto do parafuso)

fe0d= fc0d = 1,00 kN/cm2


fe90d= 0,25 x fc0d x αE
αE = 2,5 então fe90d= 0,25 x fc0d x αE= 0,25 x 1,00 x2,5= 0,625 kN/cm2
𝑓 54,25
⟹ 𝛽𝑙𝑖𝑚 = 1,25√𝑓𝑦𝑑 = 1,25√0,625 = 11,68 ;
𝑒𝑑

𝛽 < 𝛽𝑙𝑖𝑚 , então ocorrerá o esmagamento da madeira.

𝑡2 42
𝑅𝑣𝑑,1 = 0,4 𝑓𝑒𝑑 = 0,4𝑥 𝑥0,625 = 0,49𝑘𝑁
𝛽𝑙𝑖𝑚 8,16

iv. peça central

onde t = t2/2 = 6,5 cm/2= 3,25 cm, α=0º (paralelo às fibras)

𝑡 3,25 𝑓𝑦𝑘 60
𝛽 = 𝑑 = 0,49 = 6,63; 𝑓𝑦𝑑 = 𝛾𝑠
= 1,1 = 54,55 kN/cm2 (Resistência de cálculo/projecto do parafuso)

fe0d= fc0d = 1,00 kN/cm2


𝑓 54,25
⟹ 𝛽𝑙𝑖𝑚 = 1,25√𝑓𝑦𝑑 = 1,25√ 1,0
= 9,23 ;
𝑒𝑑

𝛽 < 𝛽𝑙𝑖𝑚 , então ocorrerá o esmagamento da madeira.

𝑡2 3,252
𝑅𝑣𝑑,1 = 0,4 𝑓𝑒𝑑 = 0,4𝑥 𝑥0,625 = 0,64𝑘𝑁
𝛽𝑙𝑖𝑚 6,63

Uma vez que o menor valor de cálculoRVd1 manteve-se inalterado, então Rvd,1=0,49kN.
Na 2ª possibilidade é possível obter uma disposição de pregos mais compacta, no que toca as
distâncias entre os pregos.

8) Número de pregos necessários :


𝑇𝑑 13,7
𝑛= = = 28 ⟹ Em cada face da emenda teremos 28/2=14 parafusos.
𝑅𝑉𝑑1 1,18

Nota: Atendendo que serão necessárias três linhas de pregos então, serão colocados 30 pregos, por
simetria, em cada lado (15 pregos em cada face).

9) Disposição dos pregos


Estruturas de Madeira 9
Será verificada a disposição dos pregos em duas direcções:
c) direcção paralela à aplicação da carga
Bordo carregado ⟹ BC = 7.d = 7. 0,49 = 3,43 ~ 4,0 cm ; e
BC = 4.d = 4. 0,49 = 1,96 ~ 2,0 cm ;
Entre pregos consecutivos ⟹ EPC = 6.d = 6. 0,49 = 2,94 ~ 3,0 cm ;
Bordo descarregado ⟹ BD = 1,5xd = 1,5x0,49 = 0,735 ~ 2,0 cm.

d) direcção normal à carga :


Bordo externo ⟹ BE = 1,5 . d = 1,5 . 0,49 = 0,735 ~ 1,5 cm ;
Entre linhas de pregos ⟹ ELP = 3.d = 3 . 0,49 = 1,47 ~ 1,5 cm

Estruturas de Madeira 10
5. Calcular a carga máxima de projecto Nd da uma coluna (9,0 cm × 12,0 cm) com ℓfℓ = 205 cm. A peça
de madeira Diplotropis spp, classe C60, de 2ª categoria, classe de humidade 2, está sujeito à compressão
simples. Considere carga de longa duração.
Devido à natureza deformável das ligações, em estruturas de madeira, geralmente se despreza o efeito favorável
engastamento nas extremidades, tomando-se para comprimento de flambagem o próprio comprimento da coluna
(lfl=l.) Excepção é feita ao caso de peça engastada em uma extremidade e livre em outra, no qual lfl=2l.
No caso de colunas de madeira com ligações com ligações intermediárias de contraventamento, o comprimento
de flambagem é sempre tomado igual à distância l1 entre os pontos de ligação intermediária lfl=l1, desprezando-se
o efeito favorável da continuidade da coluna.
Dados:

𝑓𝑐0 = 95,2 𝑀𝑃𝑎


𝑘𝑚𝑜𝑑1 =0,7 (longa duração)
𝑘𝑚𝑜𝑑2 = 1,0 (2ª classe de humidade)
𝑘𝑚𝑜𝑑3 = 0,8 (madeira de 2ª categoria)
𝛾𝑤 = 1,4 (compressão)

Resolução:
i. Determinação das propriedades geométricas da peça
a) A=bxh=12cmx9cm=108,0 cm2
𝑏ℎ3 12𝑥93
b) 𝐼 = 12 = 12 = 729,00 𝑐𝑚4
𝑏ℎ2 12𝑥92
c) 𝑊 = = = 162,00 𝑐𝑚3
12 12

𝑏ℎ3 12𝑥93
𝐼 9
d) 𝑟 = √
𝐴
=√ 12
𝑏ℎ
=√ 12
12𝑥9
= = 2,598 𝑐𝑚
√12
𝐿𝑓𝑙 205 𝑐𝑚
e) 𝜆 = 𝑟
=
2,598 𝑐𝑚
= 78,9 ⟹ peça medianamente esbelta (40<λ≤80) ⟹ 𝜎𝑡𝑑 + 𝜎𝑀𝑑 ≤
𝑓𝑐𝑑

ii. Determinação das propriedades mecânicas da peça


a) 𝑘𝑚𝑜𝑑 = 0,7𝑥1,0𝑥0,8 = 0,56
𝑓𝑐𝑘 0,70𝑥95,2 𝑘𝑁
b) 𝑓𝑐𝑑 = 𝑘𝑚𝑜𝑑 = 0,56𝑥 = 26,66 𝑀𝑃𝑎 = 2,666
𝛾𝑤 1,4 𝑐𝑚2
𝑘𝑁
c) 𝐸𝑐,𝑒𝑓 = 𝑘𝑚𝑜𝑑 𝐸𝑐 = 0,56𝑥21724,0 = 12165,44 𝑀𝑃𝑎 = 1216,544 𝑐𝑚2

iii. Cálculo da carga máxima Nd para peça esbelta


𝜋 2 𝐸𝐼 𝜋 2 𝑥1216,544𝑥729,0
a) 𝑁𝑐𝑟 = = = 208,2799 𝑘𝑁
𝐿2𝑓𝑙 2052
𝐿𝑓𝑙 205 𝑐𝑚
b) 𝑒 = = = 0,683 𝑐𝑚 (excentricidade acidental da carg, para consideração das
300 300
imperfeições geométricas )
𝑁𝑑 𝑁𝑑 𝑒 𝑁𝑑 𝑁 𝑒 𝑁𝑐𝑟 1
c) 𝜎𝑡𝑑 + 𝜎𝑀𝑑 ≤ 𝑓𝑐𝑑 ⟹ + ≤ 𝑓𝑐𝑑 ⟹ + 𝑊𝑓𝑑 (𝑁 ) ≤ 𝑓𝑐𝑑 𝑓
𝐴 𝑊 𝐴𝑓𝑐𝑑 𝑐𝑑 𝑐𝑟 −𝑁 𝑐𝑑
𝑁𝑑 𝑁𝑑 𝑒 𝑁𝑐𝑟
⟹ + ( ) ≤ 1,0
𝐴𝑓𝑐𝑑 𝑊𝑓𝑐𝑑 𝑁𝑐𝑟 − 𝑁𝑑

Estruturas de Madeira 11
𝑁𝑑 𝑁𝑑 𝑒 𝑁𝑑 𝑁𝑑 𝑥0,683 208,2799
+ 2 ≤ 𝑓𝑡𝑑 ⟹ + ( ) ≤ 1,0
𝑏ℎ 𝑏ℎ ⁄ 108𝑥2,666 162𝑥2,666 208,2799 − 𝑁𝑑
6

A carga máxima de projecto é 𝑁𝑑 ≤ 130,1 𝑘𝑁.

6. Uma prancha de Canafistula (C30) de 2ª categoria, classe de humidade 2, de 8,0 cm × 23,5 cm está
sujeita a um esforço de tracção, originado de carga de longa duração. Calcular o esforço normal de tração
paralela às fibras resistente de projecto, Nd, com segurança à flexotracção numa secção que tenha uma
endentação de profundidade c = 3,5 cm segundo a altura da secção. Considere carga de longa duração.

𝑓𝑡0 = 84,9 𝑀𝑃𝑎

Resolução:

a) 𝑘𝑚𝑜𝑑 = 0,7𝑥1,0𝑥0,8 = 0,56


𝑓𝑐𝑘 0,70𝑥84,9 𝑘𝑁
b) 𝑓𝑐𝑑 = 𝑘𝑚𝑜𝑑 𝛾𝑤
= 0,56𝑥 1,8
= 18,49 𝑀𝑃𝑎 = 1,849 𝑐𝑚2

𝑁𝑑 𝑁𝑑 𝑒 𝑁𝑑 𝑁𝑑 𝑒 𝑁𝑑 𝑁𝑑 𝑥1,75
c) 𝜎𝑡𝑑 + 𝜎𝑀𝑑 ≤ 𝑓𝑡𝑑 ⟹ + ≤ 𝑓𝑡𝑑 ⟹ + 𝑏ℎ2 ≤ 𝑓𝑡𝑑 ⟹ + 8𝑥202⁄
≤ 1,849
𝐴 𝑊 𝑏ℎ ⁄6 8𝑥20
6

𝑵𝒅 ≤ 𝟏𝟗𝟒, 𝟎𝟎 𝒌𝑵

7. Duas peças traсçionadas (115 mm × 42 mm) de Angelim-ferro de segunda categoria usado em ambiente de
classe 2 de рumidade, estão ligadas por parafusos de def=19 mm (diâmetro do furo – d0=20 mm) à duas talas laterais
metálicas.
Considere carga de longa duração. Calcular o esforço normal resistente de tração paralela às fibras de projeсto, Ndres. O
esboço das peças é apresentado na figura:

Resolução:
An = (h - 2d0)b = (11,5 – 2x2,0)x4,2 = 31,5 cm2
𝑓𝑡𝑘 0,70𝑥117,8
𝑓𝑡𝑑 = 𝑘𝑚𝑜𝑑 = 0,7𝑥1,0𝑥0,8𝑥 = 25,65 𝑀𝑃𝑎
𝛾𝑤 1,8
Ndres = An ftd = 31,5 x 2,565 = 80,8 kN

Estruturas de Madeira 12
8. Determinar a carga concentrada máxima de projecto, Pd, no meio de um vão de 360 cm, de uma viga de secção
9,0 cm × 18,0 cm, em Branquilho de 2ª categoria, classe de humidade 2. Considere carga de longa duração.

𝑓𝑐0 = 48,1 𝑀𝑃𝑎

Resolução:
𝑓𝑐𝑘 0,70𝑥48,1
𝑓𝑐𝑑 = 𝑘𝑚𝑜𝑑 = 0,7𝑥1,0𝑥0,8𝑥 = 13,47 𝑀𝑃𝑎
𝛾𝑤 1,4

𝑃𝑑 𝐿⁄ 𝑃𝑑 360⁄
𝑀𝑑 4 4 ≤ 1,347 ⟹
≤ 𝑓𝑐𝑑 ⟹ ≤ 𝑓𝑐𝑑 ⟹ 𝑷𝒅 = 𝟕, 𝟐𝟕 𝒌𝑵
𝑊 𝑏ℎ2⁄ 9𝑥182⁄
6 6

9. Dada a figura, é solicitado o dimensionamento da ligação por entalhe do nó extremo de uma treliça de madeira
Bagassa Guianensis (classe C40, 2ª categoria, classe 3 de humidade). Os esforços indicados na figura
decorrem de uma combinação normal de acções. A peça diagonal da ligação forma com o banzo inferior um
ângulo =33º e é submetida a um esforço de projecto Nd =28 kN.
𝑓𝑐0 = 95,2 𝑀𝑃𝑎
𝑓𝑡0 = 12,2 𝑀𝑃𝑎
𝑘𝑚𝑜𝑑1 =0,7 (longa duração)
𝑘𝑚𝑜𝑑2 = 1,0 (2ª classe de humidade)
𝑘𝑚𝑜𝑑3 = 0,8 (madeira de 2ª categoria)
𝛾𝑤 = 1,4 (compressão)
𝛾𝑤 = 1,8 (cisalhamento)

Resolução:
a) 𝑘𝑚𝑜𝑑 = 0,7𝑥0,8𝑥0,8 = 0,448
𝑓𝑐𝑘
b) 𝑓𝑒𝑑 = 𝑓𝑐𝑑 = 𝑘𝑚𝑜𝑑 (tensão de embutimento pararlelo as fibras)
𝛾𝑤
0,70𝑥79,5 𝑘𝑁
𝑓𝑒𝑑 = 0,448𝑥 = 17,81 𝑀𝑃𝑎 = 1,781
1,4 𝑐𝑚2
𝑓𝑣𝑘 0,54𝑥12,2 𝑘𝑁
c) 𝑓𝑣𝑑 = 𝑘𝑚𝑜𝑑 = 0,448𝑥 = 1,640 𝑀𝑃𝑎 = 0,164 (tensão de ruptura na ligação)
𝛾𝑤 1,8 𝑐𝑚2

𝑘𝑁
d) 𝑓𝑐𝑛𝑑 = 0,25𝑥𝑓𝑐𝑑 = 0,25𝑥17,81 = 4,45 𝑀𝑃𝑎 = 0,445 (tensão à compressão normal as fibras)
𝑐𝑚2

e) Determinação da tensão resistente 𝑓𝑐𝛽𝑑 para face com inclinação de 33º.


𝑓𝑐𝑑 𝑥𝑓𝑐𝑛𝑑
𝑓𝑐𝛽𝑑 = (Fórmula de Hankinson)
𝑓𝑐𝑑 𝑥 sin2 𝛽+ 𝑓𝑐𝑛𝑑 𝑥 cos2 𝛽

17,81 𝑥 4,45
= = 9,42 𝑀𝑃𝑎
17,81𝑥 sin2 33° + 4,45𝑥 cos 2 33°
f)
𝑁𝑑 𝑐𝑜𝑠𝛽 28000 𝑥 𝑐𝑜𝑠 33°
𝑡≥ = = 33,2 𝑚𝑚 = 3,32 𝑐𝑚
𝑏𝑓𝑐𝛽𝑑 75 𝑥 9,42
𝑁𝑑 𝑐𝑜𝑠𝛽 28000 𝑥 𝑐𝑜𝑠 33°
𝑎≥ = = 191,0 𝑚𝑚 = 19,1 𝑐𝑚
𝑏𝑓𝑣𝑑 75 𝑥 1,640

Estruturas de Madeira 13
DICOTILEDÔNEAS (Brasil)

fc0 0.7 fc0 Classefc0,k


Espécie
(MPa) (MPa) (MPa)
Eucalipto Grandis 40,30 28,21 20
Cedro Doce 31,50 22,05 20
Cedro Amargo 39,00 27,30 20
Eucalipto Umbra 42,70 29,89 20
Angico Vermelho 41,80 29,26 20
Peroba Rosa 42,50 29,75 20
Quarubarana 37,80 26,46 20
Eucalipto Camaldulensis 48,00 33,60 30
Eucalipto Dunnii 48,90 34,23 30
Eucalipto Cloeziana 51,80 36,26 30
Eucalipto Maidene 48,30 33,81 30
Eucalipto Triantha 53,90 37,73 30
Eucalipto Urophylla 46,00 32,20 30
Louro Preto 56,50 39,55 30
Eucalipto Microcorys 54,90 38,43 30
Eucalipto Propinqua 51,60 36,12 30
Eucalipto Saligna 46,80 32,76 30
Casca Grossa 56,00 39,20 30
Castelo 54,80 38,36 30
Canafístula 52,00 36,40 30
Angelim Araroba 50,50 35,35 30
Branquilho 48,10 33,67 30
Cupiúba 54,40 38,00 30
Eucalipto Alba 47,30 33,11 30
Guarucaia 62,40 43,00 40
Ipê 76,00 53,20 40
Garapa Roraima 78,40 54,88 40
Guaiçara 71,40 49,00 40
Angelim Ferro 79,50 55,65 40
Oiticica Amarela 69,90 48,93 40
Tatajuba 79,50 55,65 40
Maçaranduba 82,90 58,03 40
Mandioqueira 71,00 49,98 40
Eucalipto Punctata 78,50 54,95 40
Cafearana 59,10 41,37 40
Catiúba 83,80 58,66 40
Eucalipto Maculata 63,50 44,45 40
Eucalipto Paniculata 72,70 50,89 40
Angelim Pedra Verdadeiro 76,70 53,69 40
Angelim Pedra 59,80 41,86 40
Eucalipto Citriodora 62,00 43,40 40
Eucalipto Tereticornis 57,70 40,39 40
Jatobá 93,30 65,31 60
Sucupira 95,20 66,64 60
Champagne 93,20 65,24 60

Estruturas de Madeira 14
CONÍFERAS (Brasil)

fc0 0.7 fc0 Classe


Espécie
(MPa) (MPa) fc0,k (MPa)
Pinus bahamensis 32,60 22,82 20
Pinus caribea 35,40 24,78 20
Pinus elliotii 40,40 28,28 25
Pinho do Paraná 40,90 28,63 25
Pinus hondurensis 42,30 29,61 25
Pinus oocarpa 43,60 30,52 30
Pinus taeda 44,40 31,08 30

Estruturas de Madeira 15