FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011

Recolhe unanimidade a afirmação de que o actual contexto económico exige medidas de rigor que permitam reforçar a equidade do sistema tributário e minorar a crise financeira na sustentabilidade das finanças do Estado. Neste contexto, a Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 (doravante abreviadamente designada por “Proposta do OE”) prevê medidas de natureza fiscal assentes em quatro preocupações essenciais: (i) trazer maior justiça ao IRS; (ii) alargar a base da incidência do IRC e combater práticas de natureza evasiva; (iii) reforçar a capacidade imediata de financiamento do Estado; e (iv) incentivar o investimento. Entre as medidas previstas, têm merecido grande destaque a alteração profunda do aproveitamento das deduções à colecta do IRS, o significativo alargamento da base de incidência do IRC por via da eliminação do tratamento mais favorável actualmente atribuído, em determinadas condições, aos lucros, mais-valias e dedução de prejuízos fiscais, a revisão do limite de relevantes benefícios fiscais às empresas, a criação de uma contribuição sobre o sector bancário na linha das introduzidas noutros Estados Membros e o expressivo aumento do IVA. Mas assumem também grande relevância as alterações propostas ao Código Contributivo, com entrada em vigor prevista para 1 de Janeiro de 2011, designadamente tendo em conta o seu significativo impacto nos encargos a suportar por entidades patronais e trabalhadores. Sem o mesmo potencial de angariação de receita, foi também objecto de ampla discussão nos últimos dias a introdução de uma contribuição extraordinária de solidariedade que incide sobre as chamadas reformas douradas. Em sentido contrário às medidas expostas, prevêem-se alguns incentivos às empresas, traduzidos na promoção de soluções de financiamento dos investimentos empresariais essencialmente por meio de capitais próprios e desonerando os empréstimos às sociedades pelos seus sócios. Seguidamente, sintetizamos e comentamos as alterações fiscais mais relevantes contidas na Proposta do OE que, como referiu o actual Ministro das Finanças, será porventura a mais importante dos últimos 25 anos para o nosso país, devendo, por isso, merecer uma atenta e rigorosa análise.

FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares - IRS Adaptação do Código do IRS ao indexante dos apoios sociais Propõe-se que o indexante de apoios sociais (IAS) passe a ser a referência para efeitos, designadamente, da determinação dos limites de dedução à colecta e sujeição a imposto de alguns rendimentos, substituindo a retribuição mínima mensal garantida que até então tem servido de base. Salienta-se, no entanto, que a retribuição mínima mensal garantida se mantém, nalguns casos, como valor de referência até que o IAS atinja o valor de € 475. A este respeito, gostaríamos ainda de referir que na Proposta do OE se prevê a suspensão, durante o ano de 2011, da actualização anual do valor do IAS, mantendo-se assim o actual valor de € 419,22. Extensão da tributação de subsídios e suplementos de residência e de utilização de casa atribuídos a titulares de cargos públicos Propõe-se a extensão da tributação de subsídios de residência ou equivalentes e a utilização de casa de habitação atribuídos a titulares de órgãos de soberania ou de cargos em tais órgãos (v.g. magistrados judiciais, magistrados do Ministério Público e Militares das Forças Armadas), passando estas prestações a ser consideradas, para efeitos de IRS, rendimentos do trabalho dependente. Tributação dos prémios literários, artísticos ou científicos Propõe-se que os prémios literários, artísticos ou científicos, que não envolvam a cedência, temporária ou definitiva, dos respectivos direitos de autor e desde que atribuídos em concurso – actualmente excluídos de tributação – sejam tributados na parcela que exceda o valor correspondente a dez vezes o valor do IAS. Tributação das bolsas de alto rendimento desportivo e dos prémios atribuídos aos praticantes de alto rendimento desportivo Propõe-se que as bolsas atribuídas pelo Comité Olímpico de Portugal ou pelo Comité Paralímpico de Portugal e pela respectiva federação titular do estatuto de utilidade pública desportiva aos praticantes de alto rendimento desportivo, bem como os prémios atribuídos a estes agentes desportivos e respectivos treinadores, por classificações relevantes obtidas em provas desportivas de elevado prestígio e nível competitivo, passem a estar sujeitos a tributação quando o montante anual exceda o valor correspondente a dez vezes o valor do IAS.

Restrições às deduções de perdas Propõe-se que o resultado líquido negativo apurado no contexto dos rendimentos prediais (categoria F) e profissionais (Categoria B).FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 Obrigatoriedade de incluir o NIF de dependentes na declaração de rendimentos Ainda que na prática a declaração de rendimentos Modelo 3 do IRS já o exigisse. passem a ser reportados apenas aos quatro anos seguintes àquele a que respeitam (actualmente este período é de cinco anos. no caso de rendimentos profissionais). as pensões de montante anual superior a € 30. propõe-se que se considere como valor de aquisição (para efeitos do cálculo de uma posterior mais-valia) o montante correspondente ao somatório do capital incluído nas rendas pagas durante a vigência do contrato e do preço de exercício do direito de opção de compra. e de seis anos.000) no valor de 13% da parte que excede aquele valor de € 30. Propõe-se ainda uma limitação acrescida à dedução. no âmbito das pensões. das contribuições obrigatórias para regimes de protecção social e para subsistemas legais de saúde.240 sofrem uma redução da dedução fiscal prevista para a Categoria H (de € 6. para os rendimentos prediais e para o saldo negativo entre as mais e menos-valias.500 sofram também esta redução. Valor de aquisição de imóveis no termo de vigência de contrato de locação financeira No caso de bens imóveis adquiridos no termo do contrato de locação financeira. bem como o saldo apurado entre as mais-valias e as menos-valias realizadas no mesmo ano. .240. sendo que a própria redução é ampliada para 20% da parte que excede o valor de € 22. propõe-se que fique expressamente previsto na lei a obrigação dos sujeitos passivos de IRS identificarem naquela declaração os dependentes que têm a seu cargo mediante a indicação do respectivo número de identificação fiscal para efeitos da aplicação de deduções à colecta e da aplicação de benefícios fiscais. com exclusão de quaisquer encargos. Deduções da Categoria H (pensionistas) Actualmente.500. quando negativo. Trata-se de um aumento significativo da carga fiscal dos pensionistas. É agora proposto que as pensões de montante anual superior a € 22.

sempre que sejam pagos ou colocados à disposição em contas abertas em nome de um ou mais titulares mas por conta de terceiros não identificados (vulgo. bem como os que sejam devidos pelo facto de os sócios não levantarem os lucros ou remunerações colocados à sua disposição passem a estar sujeitos a uma taxa liberatória de 21. às remunerações dos membros dos órgãos estatutários. abonos ou adiantamentos de capital ou decorrentes do não levantamento de lucros ou remunerações Propõe-se que os juros e outras formas de remuneração de suprimentos. Tributação autónoma para rendimentos de capitais pagos por não residentes que não recorram a agente pagador em território português Prevê-se o agravamento. aos rendimentos de trabalho prestado a bordo de navios ou aeronaves e aos rendimentos provenientes de propriedade intelectual ou industrial que se consideram obtidos em território português. Agravamento da taxa liberatória para rendimentos pagos ou colocados à disposição por conta de terceiros não identificados Propõe-se o agravamento para 30% das taxas liberatórias para todos os rendimentos a estas sujeitos. Regime de não discriminação entre residentes e não residentes provenientes da UE ou do EEE A Proposta do OE alarga aos rendimentos do trabalho dependente. Actualmente.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 Taxa liberatória – Juros e outras formas de remuneração de suprimentos. das taxas especiais de IRS aplicáveis aos rendimentos de capitais pagos a residentes para efeitos fiscais em território português por entidades não residentes que não recorram a agente pagador aqui sedeado. estes rendimentos são sujeitos a englobamento e tributados nos termos gerais. . de 20% para 21. circunstância em que se aplicarão as regras gerais.5%. “testas-de-ferro”).5%. a possibilidade conferida aos não residentes provenientes de países da UE ou do Espaço Económico Europeu de solicitar o reembolso de imposto retido sobre aqueles rendimentos quando este montante seja superior àquele que resultaria da aplicação das taxas progressivas de IRS. Note-se que esta prerrogativa tributária já existe actualmente no caso de rendimentos decorrentes de prestações de serviços. Esta regra não terá aplicação sempre que se consiga identificar o beneficiário efectivo. abonos ou adiantamentos de capital feitos pelos sócios à sociedade. de actos isolados e do exercício de actividades de profissionais de espectáculos ou desportistas.

100 Limite . Escalão de rendimento colectável Até € 4.2440 De mais de € 61. Limites à dedução dos benefícios fiscais Em termos semelhantes ao que é proposto para as deduções à colecta constantes do Código do IRS. em função do escalão do rendimento colectável do sujeito passivo.375 De mais de € 18. ascendentes. a dedução dos benefícios fiscais constantes do EBF passa a estar sujeita a limites.410 De mais de € 7.244 até € 66. A realização das deduções depende agora da correcta identificação fiscal dos dependentes.898 até € 7.447% do rendimento colectável com o limite de € 800 4.375 até € 42.898 De mais de € 4. excepcionandose as importâncias despendidas com prémios de seguros de vida pelos sujeitos passivos que desenvolvam profissões de desgaste rápido ou as importâncias pagas a associações de mutualistas para o mesmo efeito.130% do rendimento colectável com o limite de € 1.715% do rendimento colectável com o limite de € 1. colaterais ou beneficiários a que se reportem.410 até € 18.050 1. Propõe-se ainda que as deduções à colecta passem a estar sujeitas a limites em função do rendimento do sujeito passivo. A dedução à colecta com prémios de seguros de vida foi eliminada para a generalidade dos sujeitos passivos.259 até € 61. feita na declaração de rendimentos. sendo o montante da dedução menor consoante o rendimento se enquadrar em escalão superior.045 Sem limite 9.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 Alteração das regras das deduções à colecta de IRS As deduções à colecta dos encargos com equipamentos novos de energias renováveis e com prémios de seguros de saúde são eliminadas do Código do IRS e passam a estar previstas no EBF.354% do rendimento colectável com o limite de € 900 2.259 De mais de € 42. e ainda da identificação na factura emitida do sujeito passivo ou do membro do agregado a que se reportem.

pelo menos.000. que a participação directa detida pela entidade beneficiária seja igual ou superior a 10% do capital da entidade pagadora. Por outro lado. a eliminação deste requisito alternativo torna imperativo.000. . bem como nos casos em que os lucros auferidos não tenham sido sujeitos a tributação efectiva. 10% no capital social da entidade pagadora. o valor de aquisição dessa participação tenha ascendido a. se nos casos de lucros de fonte estrangeira ainda restará a possibilidade da dupla tributação internacional ser atenuada através da aplicação do mecanismo do crédito de imposto. o qual deixa de abranger as situações em que. actualmente aplicável aos casos em que alguns dos requisitos de que depende a eliminação total da dupla tributação (dedução em 100%) não se encontram cumpridos.000. Eliminação da dupla tributação económica de lucros distribuídos Em igual sentido.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas – IRC Isenção de lucros colocados à disposição de entidades não residentes – Directiva Mães-Filhas Propõe-se restringir o âmbito da isenção aplicável aos lucros colocados à disposição de entidades residentes ou estabelecimentos estáveis situados em Estados membros da União Europeia. sociedades de capital de risco (SCR) e investidores de capital de risco (ICR) Propõe-se a revogação da norma que consagra a possibilidade das SGPS. sendo também para este efeito eliminado o requisito alternativo correspondente ao valor de aquisição não inferior a € 20. Sociedades gestoras de participações sociais (SGPS).000. SCR e ICR aplicarem o regime de eliminação da dupla tributação económica dos lucros que lhes sejam distribuídos. Nestes termos. para efeitos de aplicação da isenção. Neste cenário. sem estarem dependentes do cumprimento do requisito quanto à percentagem ou ao valor de aquisição da participação. no que concerne aos lucros de fonte nacional verificarse-á uma efectiva e total dupla tributação dos mesmos. mesmo sendo a entidade beneficiária dos lucros detentora de uma participação inferior a 10% no capital social da entidade que distribui os lucros. pelo menos. propõe-se restringir a aplicação do regime de eliminação da dupla tributação económica dos lucros distribuídos apenas às entidades que detenham uma participação de. nos termos da Directiva Mães-Filhas. prevê-se a eliminação da dedução de 50% dos lucros recebidos e incluídos na base tributável. € 20.

um valor superior a € 750. e também aqueles que se encontrem prescritos e não atinjam. passando a incluir os créditos que resultem de decisões de tribunal arbitral. Com esta medida. Em sentido oposto. . ao cumprimento integral das condições de que depende a aplicação daquele regime. do regime de eliminação da dupla tributação económica.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 Nestes moldes. propõe-se que a dedutibilidade dos créditos incobráveis. propõe-se o alargamento das situações em que os créditos incobráveis poderão ser considerados gastos ou perdas do período de tributação. no âmbito de litígios emergentes da prestação de serviços públicos essenciais. tal como a generalidade dos sujeitos passivos de IRC. fique condicionada à existência de prova da comunicação ao devedor da anulação da dívida. deste modo. aquelas entidades passarão a estar sujeitas. deixa de ser efectuada qualquer dedução do montante dos lucros auferidos nestas circunstâncias. bem como das perdas por imparidade em créditos de cobrança duvidosa. nos quatro anos anteriores. na parte que corresponda ao valor dos lucros distribuídos que tenham beneficiado. a exemplo do que sucede com as demais. as SGPS equiparadas à generalidade dos sujeitos passivos de IRC. Prevê-se ainda que as menos-valias e demais perdas relativas a partes de capital não concorram para a formação do lucro tributável. sendo. Por outro lado. propõe-se ainda restringir a aplicação deste regime quando os lucros que lhes sejam distribuídos não tenham sido sujeitos a tributação efectiva na fonte. Encargos não dedutíveis para efeitos fiscais Propõe-se que a contribuição sobre o sector bancário não seja um encargo dedutível para efeitos da determinação do lucro tributável das entidades abrangidas por aquela. neste caso. Perdas por imparidade em créditos Propõe-se a extensão dos casos em que o risco de incobrabilidade de créditos de cobrança duvidosa se considera devidamente justificado àqueles em que os créditos tenham sido objecto de reclamação em tribunal arbitral. no caso concreto das SGPS. Créditos incobráveis No mesmo sentido. à semelhança do que sucede com os impostos incidentes sobre os lucros.

mas representem uma participação inferior a 10% do capital social. vedando a aplicação do regime de reinvestimento relativamente a mais-valias obtidas com a alienação de participações cujo valor de aquisição tenha sido igual ou superior a € 20. A exemplo do que já se sucede relativamente a mudanças no objecto social ou a alterações substanciais na natureza da actividade exercida. também no caso de alterações da titularidade em. . se anterior). se verificados os seguintes pressupostos: (i) Os prejuízos fiscais em questão tenham sido apurados no período imediatamente anterior ao da verificação de alterações: No objecto social da empresa. e. a solicitar a manutenção dos prejuízos fiscais. pelo menos. desde que (ii) Tais alterações se verifiquem antes do termo do prazo da entrega da declaração de rendimentos Modelo 22 respectiva. poderá o requerimento.000. poderá ser apresentado no prazo de 15 dias contados do termo do prazo da entrega da declaração de rendimentos Modelo 22 (ou da data da respectiva entrega. em resultado de operações de fusão. ser apresentado à Direcção-Geral dos Impostos até ao fim do mês seguinte ao pedido de registo na Conservatória do Registo Comercial.mais-valias realizadas com a alienação de acções Na mesma linha do que se encontra previsto para a isenção de lucros distribuídos a entidades não residentes. propõe-se retirar relevância ao valor de aquisição da participação. É igualmente prevista uma norma (de carácter interpretativo) que determina que o requerimento a solicitar a manutenção dos prejuízos fiscais dirigido ao Ministro das Finanças.000. Na actividade substancialmente exercida pela empresa. em qualquer dos casos. Na titularidade em. 50% do capital social ou da maioria dos direitos de voto resultantes de tais operações. 50% do capital social ou da maioria dos direitos de voto. segundo termos e condições a definir por portaria do Ministro das Finanças.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 Reinvestimento dos valores de realização . cisão ou entrada de activos que beneficiem do regime de neutralidade fiscal. Dedução de prejuízos fiscais Prevê-se que a dedução de prejuízos fiscais ao lucro tributável de um determinado período passe a estar dependente da certificação legal das contas por parte de Revisor Oficial de Contas. pelo menos.

bem como das menos-valias obtidas. obtidos por entidades não residentes e sem estabelecimento estável em território português. do Conselho. nos casos de participações indirectas – o regime geral de eliminação de dupla tributação económica. Deste modo. industriais e agrícolas. actualmente. sempre que não seja possível aplicar – designadamente. supomos que o sentido da proposta em apreço seja o de contemplar desde logo situações não previstas no Código do IRC durante o hiato temporal que se verificará entre uma eventual alteração da Directiva que venha a alargar o leque de operações abrangidas e a sua transposição para o Código do IRC. Neutralidade fiscal aplicável às operações de fusão e cisão .pessoas colectivas e outras entidades residentes que não exerçam. procede-se à equiparação da taxa de retenção na fonte àquela já actualmente aplicável a entidades residentes (ainda que com a natureza de pagamento por conta do imposto devido a final) e a sujeitos passivos de IRS que aufiram rendimentos de idêntica natureza.Regime aplicável aos sócios das sociedades fundidas ou cindidas Encontra-se previsto um eventual alargamento das situações em que os sócios de sociedades fundidas ou cindidas poderão beneficiar do regime de neutralidade fiscal. industrial ou agrícola Prevê-se que o prazo de reporte dos prejuízos fiscais resultantes do exercício.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 Dedução de prejuízos fiscais . da taxa de retenção na fonte aplicável aos rendimentos de títulos de dívida e outros rendimentos de capitais não expressamente tributados a taxa diferente. todos os tipos de operações de fusão ou cisão previstos na mencionada Directiva. . Taxa de retenção na fonte – rendimentos de capitais Propõe-se o agravamento. de 19 de Outubro de 2009. seja reduzido de seis para quatro anos. Caso esta proposta venha a ser aprovada. de actividades comerciais. por parte destas entidades. passando a ser consideradas quaisquer operações de fusão ou cisão abrangidas pela Directiva 2009/133/CE. na linha do que já se encontra previsto para os demais sujeitos passivos de IRC. de 20% para 21. actividade comercial. haverá lugar a uma dupla tributação dos lucros distribuídos. a título principal. Considerando que a legislação interna já abrange. Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades Propõe-se a revogação da norma que prevê a correcção do lucro tributável do grupo na parte que correspondente a lucros distribuídos entre as sociedades do grupo que se encontrem incluídos nas respectivas bases tributáveis individuais.5%.

mas por conta de terceiros não identificados. de 20% para 21. aplicando-se. salvo nos casos em que o beneficiário efectivo destes rendimentos seja identificado. no prazo de 2 anos contados do final do ano civil seguinte àquele em que se verificou o facto tributário. Retenções na fonte Propõe-se a extensão do carácter definitivo da retenção na fonte aos rendimentos de capital que sejam pagos ou colocados à disposição em contas em nome de um ou mais titulares. as regras gerais. e a demonstração de que aquela cumpre as condições previstas na Directiva Mães-Filhas. passando estes a ser tributados à taxa de 30%. aplicando-se. tendo em consideração a totalidade dos rendimentos auferidos. Para este efeito. de um requerimento dirigido aos serviços da Direcção-Geral dos Impostos. Retenções na fonte – Direito comunitário Propõe-se que as retenções de imposto efectuadas sobre lucros pagos ou colocados à disposição. prevê-se a necessidade de apresentação. as regras gerais. da taxa de retenção na fonte aplicável às remunerações auferidas por membros de órgãos estatutários de pessoas colectivas e de outras entidades. nessa eventualidade. . Adicionalmente. desde que existam mecanismos de troca de informação em matéria fiscal). com conta aberta junto de entidades registadoras ou depositárias. mas por conta de terceiros não identificados.5%. Prevê-se ainda que as sociedades gestoras de património residentes em território português. poderão ser devolvidas na parte em que excedam. é previsto o agravamento. neste cenário. por parte da entidade beneficiária dos rendimentos. Este regime apenas não será aplicado caso o beneficiário efectivo destes rendimentos seja identificado. de entidades residentes noutro Estado membro da União Europeia ou do Espaço Económico Europeu (neste caso. eliminar o tratamento discriminatório dos lucros obtidos por entidades residentes noutro Estado membro da União Europeia ou do Espaço Económico Europeu face ao tratamento fiscal conferido aos lucros obtidos por residentes em território português. por uma sociedade residente sujeita (e não isenta) a tributação em sede de IRC ou de imposto do jogo. Trata-se de um mecanismo que visa. passem a ser responsáveis por efectuar a retenção na fonte sobre os rendimentos que paguem ou coloquem à disposição. o que resultaria da aplicação das taxas gerais de IRC e da derrama estadual.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 É também proposto – em linha com o previsto em sede de IRS – estabelecer uma taxa de retenção na fonte aplicável aos rendimentos de capitais pagos ou colocados à disposição em contas abertas em nome de um ou mais titulares. essencialmente.

a taxa de tributação autónoma passará a ser sempre de 20% (actualmente esta taxa apenas é aplicável caso os sujeitos passivos apresentem prejuízos fiscais nos 2 períodos de tributação anteriores àqueles em que os factos tributários digam respeito). é proposto que todas as taxas de tributação autónoma sejam elevadas em 10 pontos percentuais sempre que os sujeitos passivos apresentem prejuízo fiscal no período de tributação respectivo. industrial ou agrícola Prevê-se o agravamento. será aplicável uma taxa de tributação autónoma de 10% sobre os encargos (independentemente de serem ou não dedutíveis) respeitantes a todas as viaturas ligeiras de passageiros ou mistas.000. uma actividade de natureza comercial. efectuados ou suportados pelos sujeitos passivos não isentos subjectivamente e que exerçam. bem como das não residentes com estabelecimento estável em Portugal. actividade de natureza comercial. caso tais encargos respeitem a viaturas cujo valor de aquisição seja considerado excessivo (e. da taxa de IRC aplicável ao rendimento global auferido por entidades residentes que não exerçam. Nestes termos. adquiridas a partir de 1 de Janeiro de 2011). propõe-se que o resultado da liquidação não possa ser inferior a 90% (actualmente esta percentagem é de 75%) do montante que seria apurado caso o sujeito passivo não usufruísse de benefícios fiscais ou de outros mecanismos de . de 20% para 21. a título principal. Tributação autónoma de viaturas ligeiras de passageiros Propõe-se que a taxa de tributação autónoma aplicável aos encargos relacionados com viaturas ligeiras de passageiros ou mistas. prevê-se uma diminuição do impacto que os benefícios fiscais poderão produzir na determinação do imposto a liquidar por parte das entidades residentes que exerçam. Adicionalmente. deixe de estar indexada aos níveis homologados de emissão de CO2. industrial ou agrícola. a título principal.5%. Não obstante. e com excepção dos encargos referentes a veículos movidos exclusivamente a energia eléctrica. no caso de viaturas não exclusivamente movidas a energia eléctrica. actividades de natureza comercial. Nestes termos. industrial ou agrícola. Assim sendo. actividades de natureza comercial. motos ou motocicletas. € 30. Resultado da liquidação Dentro da orientação que vem sendo seguida nos últimos anos. a título principal. industrial ou agrícola.g. a título principal. deixa de existir a discriminação positiva que permitia que os encargos com veículos de baixo impacto ambiental fossem tributados autonomamente à taxa de 5%.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 Taxa de IRC – entidades residentes que não exerçam.

a qual passa a incluir o regime da interioridade (salvo na parte respeitante à redução de taxa). Nestes termos. mas também os rendimentos provenientes de comissões de contratos de seguro e de operações consideradas como contratos de investimento ou de contratos de prestação de serviços. Benefícios referentes às Zonas Francas da Madeira e da Ilha de Santa Maria. registos contabilísticos e demais documentos de suporte que não sejam documentos autênticos ou autenticados deixem de poder substituídos por suportes digitalizados. o montante do pagamento a efectuar. a redacção ora proposta prevê a identificação taxativa dos benefícios fiscais que não serão abrangidos por aquela. Face à redacção actualmente em vigor. Pagamento especial por conta Propõe-se que os bancos. Obrigações contabilísticas das empresas É proposto que os livros. constata-se que há uma reformulação dos benefícios abrangidos por esta limitação. e Os seguintes benefícios previstos no Estatuto dos Benefícios Fiscais relativos à: Criação de emprego. e Eliminação de dupla tributação económica dos lucros distribuídos por sociedades residentes nos PALOP e em Timor-Leste. . para efeito de apuramento do pagamento especial por conta. não apenas os juros e rendimentos similares e comissões ou prémios brutos emitidos. agravando. tais documentos apenas poderão continuar a ser substituídos por microfilmes que constituam a representação fiel dos mesmos. SGPS. Ao contrário do que se sucede actualmente. Benefícios que operem por redução de taxa. mas deixa de considerar os respeitantes à criação de emprego e às deduções à colecta de que beneficiam as SCR. a saber: (i) (ii) (iii) (iv) (v) Benefícios fiscais de natureza contratual. deste modo.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 redução da tributação (relacionados com contribuições suplementares para fundos de pensões e equiparáveis ou com prejuízos fiscais transmissíveis em resultado de certas operações de reestruturação). SCR e ICR. empresas de seguro e outras entidades do sector financeiro passem a considerar. em que há uma enunciação expressa dos benefícios abrangidos por esta limitação. Sistema de incentivos fiscais em investigação e desenvolvimento empresarial II (SIFIDE II).

Serão objecto de densificação por Portaria do Ministro das Finanças. durante aqueles exercícios. Despesas com equipamentos e software de facturação Tendo em consideração a exigência de certificação do software.00010 % e 0. sem necessidade de obtenção da respectiva aceitação por parte da Direcção-Geral dos Impostos. . poderem vir a ser arquivados em suporte electrónico.00020% em função do valor apurado. as regras para aplicação das taxas e para a liquidação. propõe-se que as despesas com a aquisição. através de declaração de modelo oficial. até ao último dia do mês de Junho. por transmissão electrónica de dados. as filiais de instituições de crédito que não tenham a sua sede principal e efectiva da administração em território português e as sucursais de instituições de crédito com sede principal e efectiva fora da União Europeia.05% em função do valor apurado.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 É igualmente prevista a possibilidade das facturas ou documentos equivalentes. Contribuição extraordinária para o sector bancário Nos termos da Proposta do OE serão sujeitos passivos desta contribuição as instituições de crédito com sede principal e efectiva da administração situada em território português. a base de incidência definida. No mesmo sentido. devendo ser enviada. No que concerne ao respectivo pagamento.01 % e 0. correios e tesourarias de finanças. o mesmo deverá ocorrer até ao último dia do mês de Junho nos bancos. A contribuição sobre o sector bancário incidirá sobre: (i) O passivo apurado e aprovado pelos sujeitos passivos deduzido dos fundos próprios de base (Tier 1) e complementares (Tier 2) e dos depósitos abrangidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos – taxa aplicável entre 0. os talões de venda ou quaisquer documentos com relevância fiscal emitidos pelo sujeito passivo. de programas e equipamentos informáticos de facturação certificados possam ser considerados como gasto fiscal no período de tributação em que sejam suportadas. as despesas excepcionais com o abate de programas e equipamentos informáticos de facturação que sejam substituídos por motivo daquela exigência. (ii) O valor nocional dos instrumentos financeiros derivados fora do balanço apurado pelos sujeitos passivos – taxa aplicável entre 0. sejam consideradas perdas por imparidade. A liquidação será efectuada pelo próprio sujeito passivo. cobrança e pagamento da contribuição. é proposto que. anualmente. mediante recurso a um computador. durante os exercícios de 2010 ou 2011.

por alteração das Listas I e II anexas ao Código do IVA. nas Regiões Autónomas. Passagem de bens e serviços sujeitos à taxa reduzida ou intermédia para taxa normal Propõe-se que determinados bens e serviços que beneficiam da taxa reduzida ou taxa intermédia de IVA passem a ser tributados à taxa normal. Recorde-se que a anterior previsão estabelecia que apenas eram penhoráveis os créditos de IVA oferecidos à penhora pelo próprio sujeito passivo. . no Continente. sumos e néctares de frutas Leite achocolatado e bebidas e sobremesas lácteas Serviços de ginásios Livros encadernados (1) (2) Taxa intermédia 13% » Taxa Normal 23% (2) Conservas Óleos alimentares e margarinas Aperitivos e snacks Flores e plantas ornamentais Taxa reduzida de 4% » Taxa normal de 16% nas Regiões Autónomas Taxa intermédia de 9% » Taxa normal de 16% nas Regiões Autónomas Penhora de reembolsos de IVA A Proposta do OE contempla a alteração da regra da impenhorabilidade dos créditos de IVA. As novas taxas aplicar-se-ão às operações realizadas a partir de 1 de Janeiro de 2011. Destacamos as seguintes alterações: Taxa reduzida 6% » Taxa Normal 23% (1) Refrigerantes. designadamente construção de imóveis e aquisições de veículos. por Instituições Particulares de Solidariedade Social e pela Santa Casa da Misericórdia na aquisição de determinados bens e serviços. e de 15% para 16%. Santa Casa da Misericórdia e Igrejas A Proposta do OE prevê ainda a eliminação da possibilidade de restituição do IVA suportado por instituições da Igreja Católica.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 Imposto sobre o Valor Acrescentado – IVA Aumento da taxa do IVA É proposta a subida da taxa normal do IVA de 21% para 23%. estabelecendo que passem a ser penhoráveis os reembolsos confirmados e comunicados nos termos previstos no Decreto-Lei n. Restituição do IVA suportado pelas IPSS. de 11 de Setembro.º 229/95.

005 por litro.2%. para 2011.0025. Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos De acordo com a Proposta em análise.000 t/ano (no regime actual esta isenção abrange um conjunto maior de operadores económicos). Sujeição a ISV da aquisição de veículos de transporte colectivo por pessoas colectivas de utilidade pública A Proposta em discussão retira a isenção do ISV atribuída à aquisição. para o gasóleo rodoviário e colorido e marcado. . para a gasolina. por pessoas colectivas de utilidade pública. Propõe-se ainda reduzir a isenção deste imposto conferida aos biocombustíveis apenas às situações em que este produto é produzido por pequenos produtores dedicados. um acréscimo de 5% nas taxas (e parcela a abater) da componente ambiental da forma de cálculo do ISV. no montante de € 0.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 Impostos Especiais sobre o Consumo – IEC Aumento das taxas sobre bebidas alcoólicas e tabaco Em geral. manter-se-á em vigor em 2011 o adicional às taxas do imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos. Para automóveis ligeiros de passageiros e mistos é introduzido um “coeficiente de actualização ambiental” o qual prevê. de veículos de transporte colectivo utilizados para actividades de interesse público.2% na componente de cilindrada da forma de cálculo do ISV. propõe-se um aumento das taxas de imposto sobre as bebidas alcoólicas e sobre o tabaco de 2. Imposto sobre Veículos – ISV Aumento das taxas Em geral é proposto um aumento das taxas (e parcelas a abater) de 2. e de € 0. O respectivo regime será regulado por portaria. Esta isenção é mantida para as Instituições Particulares de Solidariedade Social. com o limite global de 40.

Imposto Municipal sobre Imóveis – IMI Instrução da Declaração Modelo 1 do IMI de terreno para construção A Declaração Modelo 1 do IMI a apresentar pelos sujeitos passivos relativamente a terrenos para construção em que não exista loteamento passa a poder ser acompanhada de comunicação prévia ou de informação prévia favorável.25 (€ 1. sejam aumentadas para 5%. O actual regime termina a 31 de Dezembro de 2010. por redução do ISV na aquisição de veículos novos.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 Abate de veículos em fim de vida O incentivo fiscal à destruição de automóveis em fim de vida. actualmente aplicáveis aos prédios que sejam propriedade de entidades que tenham domicílio fiscal em país.74 em 2010). não é renovado para o ano de 2011. Taxas Propõe-se que as taxas de IMI de 1% e 2%. território ou região sujeitos a um regime fiscal claramente mais favorável. . Taxas e Contribuições Contribuição para o audiovisual O valor mensal da contribuição para o audiovisual a cobrar em 2011 sobe para € 2. constantes de lista aprovada por portaria do Ministro das Finanças. Imposto Único de Circulação – IUC Limitação da isenção A isenção do IUC deixa de ser aplicável às pessoas colectivas de utilidade pública.

de actividades agrícolas ou industriais consideradas de superior interesse económico e social. . naquelas regiões.418 para € 92. do valor isento de IMT na aquisição de prédio urbano ou de fracção autónoma de prédio urbano destinado exclusivamente a habitação própria e permanente. de interesse público ou de interesse municipal Os prédios classificados como de interesse nacional. Aquisição de prédios por instituições de crédito em actos de dação em cumprimento Prevê-se a possibilidade de as instituições de crédito obterem a suspensão do pagamento do IMT nos casos de aquisições de prédios urbanos ou de fracções autónomas destes exclusivamente destinados a habitação em actos de dação em cumprimento que sejam efectuados por devedor pessoa singular. Caducidade da isenção e da redução de taxas aplicáveis a imóveis destinados exclusivamente a habitação Propõe-se que os imóveis que não sejam afectos à habitação própria e permanente no prazo de seis meses a contar da data da aquisição. Actualização dos escalões de tributação Propõe-se a actualização em 2.407. de interesse público ou de interesse municipal passam a beneficiar de isenção de IMT apenas se forem individualmente classificados.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 Imposto Municipal sobre a Transmissão Onerosa de Imóveis – IMT Imóveis de interesse nacional.2% dos escalões de tributação em sede de IMT relativamente à aquisição de prédios destinados exclusivamente a habitação. Bens situados nas regiões economicamente mais desfavorecidas Propõe-se a revogação da isenção de IMT aplicável às aquisições de bens situados nas regiões economicamente mais desfavorecidas. de € 90. quando efectuadas por sociedades comerciais ou civis sob a forma comercial que os destinem ao exercício. Aquisição de prédios destinados exclusivamente a habitação própria e permanente A Proposta do OE prevê a actualização. e que tenham sido adquiridos para este fim. deixem de beneficiar da isenção e da redução de taxas de IMT.

cujo pagamento foi suspenso. o IS aplicável nos actos. é devido quando forem apresentados perante quaisquer entidades ou profissionais que autentiquem documentos particulares. serão acrescidos juros compensatórios. quando essa forma seja admitida em alternativa à escritura pública. quando o considere indevidamente cobrado. papéis e outros factos previstos na Tabela Geral deste imposto. de o Ministro das Finanças ordenar o reembolso do imposto pago nos últimos quatro anos. quando o adquirente seja comproprietário e tenha pago imposto aquando da aquisição. Imposto do Selo – IS Nascimento da obrigação tributária Nos termos da Proposta do OE. Reembolso independentemente da anulação A Proposta do OE contempla a eliminação da possibilidade. passa a aplicar-se a taxa correspondente apenas ao valor da parte a adquirir. ao imposto devido. Locação Financeira Prevê-se a alteração da norma que estabelece a isenção de IMT nas transmissões de imóveis locados a favor do locatário. . títulos. indústria ou prestação de serviços. estabelecendo que tal isenção ocorra no exercício do direito de opção de compra previsto no regime jurídico do contrato de locação financeira. documentos. actualmente em vigor. independentemente da anulação da liquidação.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 Caso a isenção não venha posteriormente a ser reconhecida. o prazo de caducidade e prescrição do imposto devido conta-se a partir da data da promoção do registo predial. contratos. em que não intervenham pessoas colectivas ou pessoas singulares no exercício de actividade de comércio. Caducidade do direito à liquidação e prescrição A Proposta do OE prevê uma nova regra nos termos da qual. Transmissões de partes de prédios Nos casos de transmissão parcial ou total de um prédio. pelo prazo máximo de 180 dias. relativamente aos actos ou contratos realizados por documento particular autenticado ou qualquer outro título.

Restituição de imposto Elimina-se a possibilidade de solicitar ao Ministro das Finanças. Assim. este benefício apenas pode ser concedido uma vez em relação ao mesmo trabalhador. de garantias a favor do Estado ou das instituições de Segurança Social. esta Proposta prevê a isenção do IS na constituição. com interposição de contrapartes centrais. incluindo os respectivos juros efectuados por sócios à sociedade. no âmbito do pagamento de dívidas em prestações e de renovação de garantias ao abrigo do Plano Mateus. no prazo de 4 anos. Operações de reporte Propõe-se a isenção de IS das operações de reporte e das alienações fiduciárias em garantia realizados pelas instituições financeiras. se . Fundos de poupança-reforma e planos de poupança-reforma (PPR) Propõe-se a alteração da penalização dos contribuintes em caso de mobilização antecipada dos PPR. Estatuto dos Benefícios Fiscais – EBF Alargamento do benefício da criação líquida do emprego Propõe-se que o benefício da criação líquida de emprego apenas possa ser concedido uma única vez por trabalhador que tenha sido admitido na entidade beneficiária ou noutra entidade com a qual existam relações especiais. o reembolso de IS indevidamente cobrado. designadamente por instituições de crédito e sociedades financeiras. Constituição de garantias Á semelhança do anteriormente estabelecido na Lei do Orçamento do Estado para 2010. qualquer que seja a entidade patronal.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 Isenção aplicável aos suprimentos No âmbito da isenção de IS aplicável aos empréstimos com características de suprimentos. em 2011. Actualmente. encontra-se prevista a eliminação do requisito que impunha a estipulação de um prazo inicial não inferior a um ano. no ano em que ocorrer o pagamento. deverá ser acrescido à colecta de IRS um montante correspondente a 10% das importâncias pagas.

. outros valores mobiliários. desde a data de início do processo de privatização até decorridos os cinco primeiros exercícios encerrados após a sua finalização. Disposições diversas com relevância tributária Sistema de Incentivos Fiscais em Investigação e Desenvolvimento Empresarial II (SIFIDE II) Propõe-se. Fundos de investimento imobiliário fechados de subscrição pública A Proposta do OE vem prever a isenção de IMI e IMT relativamente aos prédios integrados em fundos de investimento imobiliário fechados de subscrição pública. decorrido desde aquele em que foi exercido o direito à dedução. mesmo que resultantes de aumentos de capital. majorados em 10 %. contam em apenas 50% do seu valor. a extensão dos benefícios fiscais previstos no âmbito do SIFIDE. determina que os dividendos de acções adquiridas na sequência de processo de privatização realizado até ao final do ano de 2002. em termos gerais. líquido de outros benefícios. Mais-valias realizadas por não residentes Prevê-se o alargamento da não aplicação da isenção de IRS/IRC para as mais-valias realizadas com a transmissão onerosa de partes sociais. por cada ano ou fracção. pelo menos.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 aos sujeitos passivos que tenham beneficiado da dedução à colecta inerente aos planos de poupança-reforma for atribuído qualquer rendimento ou for concedido o reembolso dos certificados (salvo em caso de morte do subscritor ou quando tenham decorrido. para que os mesmos continuem a ser aplicáveis aos períodos de tributação de 2011 a 2015. cinco anos a contar da respectiva entrega e ocorra qualquer das situações previstas na lei). Recorde-se que a penalização actualmente em vigor traduz-se no acréscimo à colecta de IRS do ano da verificação dos factos dos montantes deduzidos. warrants autónomos e instrumentos financeiros derivados que cumpram determinados requisitos. por entidades não residentes e sem estabelecimento estável em território português quando essas entidades sejam domiciliadas em país com o qual não esteja em vigor uma convenção destinada a evitar a dupla tributação internacional ou um acordo sobre troca de informações em matéria fiscal. para efeitos da tributação em sede de IRS e de IRC. repondo quanto a estes o regime anterior ao OE para 2010. Revogação do benefício aplicável à aquisição de acções no âmbito de privatizações Propõe-se a revogação da norma que.

que permite que os sujeitos passivos que efectuem em 2011 investimentos considerados relevantes usufruam de determinados benefícios fiscais. até ao final do mês de Fevereiro de cada ano.º 10/2009. (iv) Os sujeitos passivos que estejam envolvidos em operações de fusão. entradas de activos ou permutas de partes sociais possam solicitar ao Ministro das Finanças a transmissão deste benefício fiscal para a entidade que resultar da realização de tais operações. dentro de certos limites e condições.º do Código do IRC. cisão. a vigência do RFAI. à nova redacção proposta para o artigo 92. relativamente aos prédios da sua propriedade que constituam investimento relevante). aprovado pelo artigo 13. (v) A Comissão Certificadora para os Incentivos Fiscais à I&D Empresarial passe a comunicar à Direcção-Geral dos Impostos. o SIFIDE II prevê que: (i) (ii) (iii) As despesas de funcionamento elegíveis deixem de estar sujeitas a um limite máximo. . Atendendo. possam beneficiar de uma majoração de 10% à taxa base fixada (32.º da Lei n. mas continuem a ter de estar relacionadas com os encargos com pessoal directamente envolvido em tarefas de I&D. Os sujeitos passivos de IRC que sejam PME. despesas com investigação e desenvolvimento (I&D) que sejam consideradas elegíveis para o efeito. designadamente. de 10 de Março. a identificação dos beneficiários e do montante das despesas consideradas elegíveis reportáveis ao ano anterior. no entanto. com a epígrafe “Resultado da liquidação”. Os encargos com execução de projectos de I&D necessários ao cumprimento de obrigações contratuais públicas passem a integrar o elenco das despesas elegíveis. A título de novidades. isenção de IMT e de IS (relativamente às aquisições de prédios que constituam investimento relevante). Prorrogação do Regime Fiscal de Apoio ao Investimento (“RFAI”) A Proposta do OE prorroga.5%). que serve de base ao apuramento das deduções à colecta. deduções à colecta do IRC. que ainda não tenham completado dois exercícios e que não tenham tido a possibilidade de beneficiar da taxa incremental aplicável a partir de certo nível de despesas.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 Este novo regime continuará a permitir que entidades residentes e estabelecimentos estáveis em território português de entidades não residentes possam deduzir à sua colecta de IRC. é expectável que os efeitos decorrentes da aplicação deste sistema de incentivos fiscais venham a ser substancialmente reduzidos. isenção de IMI (por um período até cinco anos. por mais um ano.

a taxa máxima aplicável a estes meios de financiamento passará a corresponder à EURIBOR a 12 meses do dia da constituição da dívida acrescida de um spread de 6%. Para a aplicação deste benefício será necessário que: (i) (ii) (iii) A sociedade beneficiária seja qualificada como PME. da Comissão. durante um período de três anos.º 372/2007. que ocorram nos anos de 2011 a 2013. Os sócios que participem na constituição da sociedade ou no aumento do capital social sejam exclusivamente pessoas singulares. e é efectuada no apuramento do lucro tributável relativo ao período de tributação em que ocorram as mencionadas entradas e nos dois períodos seguintes. de acordo com as regras comunitárias aplicáveis aos auxílios de minimis. desde que globalmente não ultrapassem € 200. nos termos previstos no anexo ao Decreto-Lei n. quando estejam em causa PME. de 15 de Dezembro de 2006.º 67-A/2007. SCR ou ICR. Neste caso. aprovado pela Lei n.000 por entidade beneficiária. calculada mediante a aplicação da taxa de 3% ao montante das entradas realizadas. um desagravamento da taxa máxima fiscalmente aceite aplicável aos juros e outras formas de remuneração de suprimentos e empréstimos feitos pelos sócios. O lucro tributável não seja determinado por métodos indirectos. no âmbito da constituição de sociedade ou de aumento do capital social. no âmbito de constituição de sociedades ou de aumento do capital social. na determinação do lucro tributável do IRC. A referida dedução aplica-se exclusivamente às entradas. para efeitos de determinação do lucro tributável.º 1998/2006. o qual consiste na dedução de uma importância correspondente à remuneração convencional do capital social. Remuneração convencional do capital social Prorroga-se a vigência do regime da remuneração convencional do capital social. o spread a acrescer àquela taxa EURIBOR continuará a não poder ultrapassar 1. de 6 de Novembro. Para os restantes casos.5%. pelos sócios. Este benefício fiscal é apenas cumulável com os benefícios relativos à interioridade.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 Medidas Excepcionais de Apoio ao Financiamento das Empresas Suprimentos e empréstimos efectuados pelos sócios a PME Propõe-se. de 31 de Dezembro. por entregas em dinheiro. . definidas no Regulamento (CE) n.

. salvo nos casos dos bancos centrais e das agências de natureza governamental. Valores mobiliários representativos de dívida emitida por entidades não residentes Prevê-se que os rendimentos dos valores mobiliários representativos de dívida pública e não pública emitidos por entidades não residentes. prevê-se a necessidade de apresentação de prova de não residência até à data do pagamento do rendimento ou. pagos pelo Estado Português enquanto garante de obrigações assumidas por sociedades das quais é accionista em conjunto com outros Estados membros da União Europeia. A isenção aplicável a tais rendimentos apenas aproveitará aos beneficiários efectivos que: (i) (ii) (iii) Não sejam considerados residentes nem possuam estabelecimento estável em território português. Operações de reporte com instituições financeiras não residentes Propõe-se a isenção de IRC relativamente aos ganhos obtidos por instituições financeiras não residentes na realização de operações de reporte de valores mobiliários efectuadas com instituições de crédito residentes. território ou região com regimes de tributação privilegiada. Não sejam pessoas colectivas detidas. não conheça. I. desde que o credor seja um não residente sem estabelecimento estável em território português ao qual o empréstimo seja imputado. que sejam considerados obtidos em território português. fiquem isentos de tributação em sede de IRS e IRC. o beneficiário efectivo. nessa data. Não sejam entidades residentes em país. nos 60 dias posteriores. directa ou indirectamente. caso o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público. em mais de 20% por entidades residentes.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 Medidas Excepcionais de Apoio ao Financiamento da Economia Empréstimos externos Propõe-se a isenção de IRS ou de IRC relativamente aos juros de capitais provenientes do estrangeiro representativos de contratos de empréstimo Schuldscheindarlehen celebrados pelo Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público. I. desde que os ganhos não sejam imputáveis a estabelecimento estável daquelas instituições situado em território português.P. constante de lista aprovada por portaria do Ministro de Estado e das Finanças.. Para o efeito. em nome e em representação da República Portuguesa.P.

dirigida ao órgão periférico regional.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 Código do Procedimento e do Processo Tributário – CPPT Entidades competentes para reconhecer o direito a juros indemnizatórios e prazos De acordo com o texto da Proposta. sendo ainda fixado um prazo de 30 dias contados do termo do prazo de execução espontânea. Regime Geral das Infracções Tributárias Cúmulo material das sanções aplicáveis em processo contra-ordenacional Propõe-se que as sanções aplicadas às contra-ordenações em concurso sejam sempre objecto de cúmulo material. deixando assim de estar a cargo do tribunal tributário de 1. Alteração do procedimento de verificação e graduação de créditos Propõe-se que a verificação e graduação de créditos passe a ser efectuada pelo órgão de execução fiscal. Propõe-se que a venda passa a ser feita preferencialmente por meio de leilão electrónico e só na impossibilidade deste é que se recorre à venda por propostas em carta fechada (único meio actualmente previsto na lei). Agilização das regras de venda de bens penhorados São propostas alterações aos procedimentos inerentes à venda de bens penhorados. para a reclamação de não pagamento de juros indemnizatórios. Esta reclamação terá efeito suspensivo. o CPPT passará a prever as entidades competentes para reconhecer o direito dos contribuintes a juros indemnizatórios. requerer ao órgão de execução fiscal a entrega dos bens. calculado nos termos do CPPT. no caso da execução de uma decisão judicial de que resulte esse direito. Estabelecem-se ainda os procedimentos a adoptar e os prazos para o contribuinte reclamar a falta de pagamento dos juros indemnizatórios. sendo o tribunal tributário de 1. Salienta-se ainda que o adquirente do bem penhorado passa a poder. Trata-se de um regresso ao regime inicialmente previsto no registo.ª instância o órgão competente para dela conhecer. que implicará a eliminação dos limites máximos dos montantes das coimas relativas às contra-ordenações em concurso. Poderão todavia os credores reclamar da verificação e graduação de créditos no prazo de 10 dias. . sendo o valor base de licitação o correspondente a 70% do valor do bem. depois de aquele reconhecimento ser efectuado. O leilão electrónico decorrerá durante 15 dias. com base no título de transmissão.ª instância.

procedendo à uniformização das regras de emissão do cartão de identificação fiscal com as regras aplicáveis ao cartão do cidadão.º 2010/24/UE. de 16 de Março de 2010. e a revogar o Decreto-Lei n. quando esta o solicite. no caso de dívidas à Segurança Social. devendo a mesma ser fornecida para todos os sujeitos passivos que aufiram aqueles rendimentos. relativa ao mecanismo de assistência mútua em matéria de recuperação de créditos de impostos. . a aprovar por Portaria do Ministro das Finanças. através de declaração de modelo oficial. de 21 de Novembro. para fins exclusivamente fiscais. Existência de dívidas tributárias passa a justificar acesso a informações e documentos bancários Propõe-se que a mera “existência comprovada” de dívidas tributárias permita à Administração Tributária o acesso a todas as informações ou documentos bancários sem dependência do consentimento do titular dos elementos protegidos.º 296/2003. do Conselho. sobre o valor dos fluxos de pagamentos com cartões de crédito e de débito relativos a sujeitos passivos inseridos em determinados sectores de actividade que aufiram rendimentos da categoria B de IRS e de IRC. desde Setembro de 2010. do número de identificação fiscal pela Direcção-Geral dos Impostos. De acordo com a Proposta. até ao final do mês de Julho de cada ano. Revisão da regulamentação relativa à atribuição e gestão do número de identificação fiscal A Proposta do OE contempla uma autorização legislativa ao Governo para revisão e sistematização de toda a regulamentação relativa à atribuição e gestão. Note-se que esta prerrogativa da Administração Tributária já se encontrava prevista. direitos e outras medidas entre os Estados membros da União Europeia.º 20010/24/UC Autoriza-se o Governo a proceder à transposição para a ordem jurídica interna da Directiva n. as instituições de crédito e sociedades financeiras têm o dever de informar a Administração Tributária. Autorizações Legislativas Directiva n. deixará de ser necessário solicitar esta informação. sem que se identifique os titulares dos cartões.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 Lei Geral Tributária Esclarecida a obrigação de informação relativa a operações financeiras efectuadas por sujeitos passivos da Categoria B e de IRC Actualmente. cartão da empresa e cartão de pessoa colectiva e introduzindo procedimentos que visem simplificar o cumprimento de obrigações fiscais.

que aprovou aquele diploma. a favor dos trabalhadores. Regras dependentes de regulamentação A Proposta do OE contém uma alteração ao diploma que aprovou o Código Contributivo. de 16 de Setembro. Refira-se ainda que a regra da adequação da taxa contributiva à modalidade de contrato de trabalho – introduzida pelo Código Contributivo – também carece de regulamentação prévia para que passe a vigorar. nos termos da Proposta do OE. os valores despendidos pela entidade empregadora com aplicações financeiras. Salienta-se que. de acordo com a qual (i) (ii) (iii) os montantes atribuídos aos trabalhadores a título de participação nos lucros da empresa (quando não esteja assegurada ao trabalhador uma remuneração adequada ao seu trabalho). Código Contributivo Perspectivando-se a entrada em vigor do Código Contributivo para Janeiro de 2011.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 Autorização legislativa relativa ao regime de estruturação fundiária A Proposta do OE contempla igualmente uma autorização legislativa ao Governo para proceder à aprovação do regime jurídico da estruturação fundiária. apenas integrarão a base de incidência contributiva quando houver regulamentação que defina os termos em que estas prestações estarão sujeitas a contribuições. entre as diversas medidas propostas. a criação de um regime de incentivos fiscais destinados à promoção do redimensionamento de prédios e à mobilização de terras agrícolas.º 110/2009. Destacamos seguidamente as mais relevantes. IMT e ao IS. que sejam objecto de antecipação e os prémios atribuídos ao trabalhador que estejam relacionados com o desempenho da empresa. a regulamentação não terá lugar antes de 1 de Janeiro de 2014 e será precedida de avaliação efectuada em reunião da Comissão Permanente de Concertação Social . florestais ou agro-florestais. benefícios fiscais associados ao IMI. Esta autorização compreende. designadamente. é proposta a introdução de algumas alterações à Lei n.

. na inexistência deste. no que constitui uma aproximação ao regime constante do Código do IRS. com expressa possibilidade de utilização nos dias de descanso semanal. Propõe-se ainda a sujeição a contribuições quando tais despesas excedam o valor de passe social ou. quando o trabalhador não esteja abrangido pelo regime da isenção de horário de trabalho. que a entidade empregador suporta na íntegra os encargos com a viatura e decorrentes da sua utilização e que é conferida ao trabalhador a possibilidade de utilização para fins pessoais ou. Salientamos ainda que. Base de incidência contributiva – Clarificação da sujeição a contribuições das despesas de transporte suportadas pela entidade empregador Propõe-se que as despesas de transporte suportadas pela entidade empregadora para custear as deslocações em benefício dos trabalhadores passem a estar sujeitas a contribuições apenas na medida em que não se traduzam na utilização de meio de transporte disponibilizado pela entidade empregadora. Base de incidência contributiva – Clarificação da sujeição a contribuições pela atribuição de viatura automóvel ao trabalhador Adita-se uma regra ao Código Contributivo na qual se procura esclarecer em que medida a atribuição de viatura automóvel ao trabalhador integra a base de incidência. a possibilidade de utilização da viatura durante 24 horas por dia. sendo proposto passar a considerar-se que a viatura é para uso pessoal sempre que tal se encontre previsto em acordo escrito entre o trabalhador e a entidade empregadora. na sujeição a contribuições desta prestação. deixa de ser feita remissão para as regras do IRS. Nos termos constantes da Proposta do OE. referindo-se agora que o valor sujeito a incidência contributiva corresponde a 0.75% do custo de aquisição da viatura. viatura automóvel concreta. Do acordo escrito deverá resultar: (i) (ii) (iii) a afectação em permanência de uma viatura concreta ao trabalhador. a viatura será ainda considerada para uso pessoal sempre que no acordo escrito seja afecta ao trabalhador. quando excedam o valor que resultaria da utilização de transportes colectivos.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 Base de incidência contributiva – Sujeição dos montantes atribuídos a título de despesas de representação Propõe-se que a sujeição a contribuições para a Segurança Social dos valores atribuídos a título de despesas de representação – desde que predeterminados – passe a estar dependente de não terem sido prestadas contas até ao termo do exercício. em permanência.

Nos termos propostos. à compensação por cessação do contrato de trabalho por acordo nas situações com direito a prestações de desemprego e às importâncias auferidas pela utilização de automóvel próprio em serviço da entidade empregadora – prestações relativamente às quais a incidência contributiva será determinada por remissão para as regras do IRS –. aos abonos para falhas. Prestação de serviços – Enquadramento como entidade contratante Deverão passar a considerar-se entidades contratantes de serviços – sujeitas a uma contribuição de 5% do valor dos serviços prestados – as pessoas colectivas e as pessoas singulares com actividade empresarial que no mesmo ano civil beneficiem de pelo menos 80% do valor total da actividade de trabalhador independente. por extinção do posto de trabalho e por inadaptação. actualmente circunscrita aos casos de despedimento colectivo. no caso das pensões pagas pelo Centro Nacional de Pensões. cujo valor seja superior a € 5. esta contribuição incidirá sobre o montante daquelas prestações que exceder o mencionado valor. relativamente às importâncias atribuídas a título de ajudas de custo.000 extraordinária (que vulgarmente tem sido denominada “imposto sobre as reformas douradas”). despesas de transporte e outras equivalentes. pagas a um único titular. pensões. subvenções e outras prestações pecuniárias de idêntica natureza. de despedimento por caducidade e por resolução por parte do trabalhador. considerando-se para este efeito como prestados à mesma entidade contratante os serviços prestados a empresas do mesmo agrupamento empresarial. Base de incidência contributiva – Compensação por cessação do contrato de trabalho Propõe-se que a exclusão da base de incidência contributiva dos montantes de compensação por cessação de contrato de trabalho.FISCAL | Proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 Base de incidência contributiva – Alteração dos limites de incidência contributiva por Instrumento de Regulamentação Colectiva É proposto que. Contribuição Extraordinária de Solidariedade Prevê-se a criação de uma contribuição incidente sobre as reformas. e a favor da Caixa Geral de Aposentações. passe a ser aplicável aos casos de não concessão de aviso prévio. nos restantes casos. desde que o acréscimo resulte de Instrumento de Regulação Colectiva de Trabalho. . os limites previstos no Código do IRS possam ser acrescidos até 50%. a respectiva taxa será de 10% e reverterá a favor da Segurança Social. abonos de viagem.