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BRENDA CHAVES COELHO LEITE

SISTEMA DE AR CONDICIONADO COM


INSUFLAMENTO PELO PISO EM AMBIENTES
DE ESCRITÓRIOS: AVALIAÇÃO DO CONFORTO
TÉRMICO E CONDIÇÕES DE OPERAÇÃO

Tese apresentada à Escola


Politécnica da Universidade de
São Paulo para obtenção do
Título de Doutor em Engenharia

São Paulo
2003
BRENDA CHAVES COELHO LEITE

SISTEMA DE AR CONDICIONADO COM INSUFLAMENTO


PELO PISO EM AMBIENTES DE ESCRITÓRIOS:
AVALIAÇÃO DO CONFORTO TÉRMICO
E CONDIÇÕES DE OPERAÇÃO

Tese apresentada à Escola


Politécnica da Universidade de São
Paulo para obtenção do Título de
Doutor em Engenharia

Área de Concentração:
Engenharia Mecânica

Orientador:
Prof. Dr. Arlindo Tribess

São Paulo
2003
Leite, Brenda Chaves Coelho
Sistema de ar condicionado com insuflamento pelo piso em
ambientes de escritórios: avaliação do conforto térmico e
condições de operação. São Paulo, 2003.
162p.

Tese (Doutorado) – Escola Politécnica da Universidade de


São Paulo. Departamento de Engenharia Mecânica.

1.Ar condicionado 2.Insuflamento pelo piso 3.Conforto


térmico 4. Operação de sistemas

I.Universidade de São Paulo. Escola Politécnica.


Departamento de Engenharia Mecânica.
II.t
Dedico este trabalho à minha família:
Renato, Daniel, Sérgio e Débora

Agradeço-lhes

...por me apoiarem sempre, mesmo que


se sacrifiquem,
...por compreenderem a minha ausência
quando mais precisam da minha
companhia,
...pelo carinho que sempre recebo de
vocês, mesmo nas horas difíceis,
...pelo incentivo à busca da realização
dos meus sonhos.

Vocês são meus amores.


AGRADECIMENTOS

Ao meu orientador, Prof. Dr. Arlindo Tribess, pelo apoio técnico e pessoal à realização
desta pesquisa, pelo seu companheirismo, amizade e incentivo em todos os momentos.

À Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP – pelo suporte


oferecido ao projeto (Proc. 99/09798-6).

Ao Ciríaco G. Mendes Jr., pela inestimável colaboração nos ensaios e tabulação de dados,
durante e após o período de sua pesquisa de iniciação científica desenvolvida no
laboratório utilizado para este trabalho.

Às 33 pessoas que representaram a amostra de usuários de escritórios que,


voluntariamente, dedicaram grande parte do seu precioso tempo participando dos testes.

Às empresas: Trox Technik, Tate do Brasil Ltda., Multi Vac Comercial Ltda., Sperone
Comercial Ltda., Tempset Engenharia e Instalações Ltda., Controller Equipamentos e
Sistemas Ltda., pelas doações de componentes para o laboratório e apoio técnico durante e
após a montagem do protótipo.

À Simone Monice e ao Sérgio Leal Ferreira, pela colaboração na parte gráfica da tese.

Aos amigos do Departamento de Construção Civil da EPUSP, especialmente aos


professores: Eduardo Toledo dos Santos, João Diego Petreche, Cheng Liang Yee, Rovilson
Mafalda, Sérgio Leal Ferreira, Luiz Reynaldo de A. Cardoso e Alexandre Kawano, pelo
coleguismo, apoio e incentivo ao meu trabalho.

Aos funcionários do Laboratório de Máquinas Térmicas do Departamento de Engenharia


Mecânica da EPUSP: Ademir Santos Ladeira, Wilson Costa Neves, Francisco dos Reis
Faustino e Benedito Fragoso, pelo auxílio na montagem e manutenção do laboratório.
SUMÁRIO

LISTA DE TABELAS

LISTA DE FIGURAS

LISTA DE SÍMBOLOS

RESUMO

ABSTRACT

1 INTRODUÇÃO 1
1.1 Objetivos 5
1.2 Desenvolvimento da tese 6
1.3 Revisão da literatura 8

2 SISTEMAS DE CONDICIONAMENTO DE AR COM INSUFLAMENTO 15


PELO PISO
2.1 Componentes e características do sistema de insuflamento de ar pelo piso 18
2.2 Condições de funcionamento 20
2.3 Outros requisitos necessários ao bom desempenho do sistema 24
2.4 Considerações sobre o desempenho do sistema 25

3 CONFORTO TÉRMICO 28
3.1 Introdução 28
3.2 O sistema termorregulador 28
3.3 Condições de conforto térmico 31

4 AVALIAÇÃO DE AMBIENTES TÉRMICOS 40


4.1 Introdução 40
4.2 Voto médio estimado 40
4.3 Percentagem de pessoas insatisfeitas 44
4.4 Condições de conforto térmico 45
4.5 Desconforto térmico local 48
4.6 Influência de fatores secundários sobre o conforto 53
4.7 Considerações sobre a aplicação do método de Fanger 55

5 LABORATÓRIO REPRESENTATIVO DE AMBIENTES DE 56


ESCRITÓRIOS COM AR FRIO INSUFLADO PELO PISO
5.1 Descrição do laboratório 56
5.1.1 Câmara de Testes 58
5.1.2 Sistema de condicionamento de ar 61
5.1.3 Sistema de automação e controle 65
5.1.4 Sistemas de medição e aquisição de dados no ambiente 68
5.2 Testes de comparação e calibração dos transdutores dos sistemas de controle e 70
de aquisição de dados no ambiente

6 MÉTODO DE TRABALHO 73
6.1 Primeira etapa 74
6.1.1 Condições do ambiente 74
6.1.2 Variáveis medidas 77
6.1.3 Pontos de medição 77
6.1.4 Períodos de medição 79
6.1.5 Condições de operação do sistema 80
6.1.6 Tratamento dos dados 82
6.1.7 Aspectos analisados 83
6.2 Segunda etapa 83
6.2.1 Definição da amostra 84
6.2.2 Vestimenta das pessoas 84
6.2.3 Procedimentos de ensaios 86
6.2.4 Questionário aplicado 91
6.3 Terceira etapa 92
6.3.1 Condições do ambiente 92
6.3.2 Procedimentos de ensaios 92
6.3.3 Medições 94
6.3.4 Tratamento dos dados 95

7 ANÁLISE QUANTITATIVA DAS CONDIÇÕES DE CONFORTO 96


TÉRMICO NO AMBIENTE
7.1 Resultados das medições e análise das condições térmicas do ambiente 96
7.2 Avaliação dos aspectos de conforto térmico no ambiente 106
7.2.1 Desconforto térmico geral 106
7.2.2 Desconforto térmico local 110

8 ANÁLISE QUALITATIVA DAS CONDIÇÕES DE CONFORTO 112


TÉRMICO NO AMBIENTE
8.1 Avaliação das condições do ambiente sob o ponto de vista do desconforto 112
térmico geral
8.2 Avaliação das condições do ambiente sob o ponto de vista do desconforto 120
local

9 O CONFORTO TÉRMICO PERSONALIZADO – ANÁLISE DAS 126


CONDIÇÕES TÉRMICAS COM CONTROLES INDIVIDUAIS DE
VAZÃO DE AR
9.1 Análise das condições térmicas individuais 126
9.2 Condições de operação do sistema 134

10 POTENCIAL DE CONSERVAÇÃO DE ENERGIA COM A APLICAÇÃO 136


DO SISTEMA DE INSUFLAMENTOPELO PISO
10.1 Verificação do potencial de conservação de energia sob o ponto de vista das 137
temperaturas
10.2 Determinação de parâmetros de projeto para ambientes térmicos com vistas 140
à conservação de energia

11 CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES FINAIS 145


11.1 Discussão sobre o experimento 148
11.2 Trabalhos futuros 149

12 BIBLIOGRAFIA 152

ANEXO A – Questionário e resultados de tabulação de dados

ANEXO B – Dados de medições das variáveis de conforto – 1a. etapa

ANEXO C – Gráficos e dados de medições de temperatura e velocidade do ar – 3a.


etapa
LISTA DE TABELAS

Tabela 3.1 Exemplos de taxa metabólica para alguns tipos de atividades 34


Tabela 3.2 Valores de isolações típicas, de fatores de área e de permeabilidade 36
para conjuntos de vestimentas
Tabela 4.1 Escala de Sensação Térmica 40
Tabela 4.2 Determinação do voto médio estimado - PMV (ISO 7730, 1994) 43
Tabela 4.3 Faixas de temperaturas operativas ótimas 46
Tabela 5.1 Características dos sensores do sistema de controle 67
Tabela 5.2 Características dos instrumentos do sistema SENSU 69
Tabela 6.1 Cargas internas 76
Tabela 6.2 Parâmetros de funcionamento do sistema 82
Tabela 6.3 Características da amostra 85
Tabela 6.4 Características das peças de roupas utilizadas nos ensaios 86
Tabela 6.5 Conjuntos de peças de roupas utilizadas nos ensaios 86
Tabela 7.1 Variáveis para a análise do conforto térmico – médias no nível 0,60m 100
Tabela 7.2 Temperaturas superficiais no piso (°C) 105
Tabela 7.3 Voto Médio Estimado (PMV) e Percentual de Pessoas Insatisfeitas 107
(PPD)
Tabela 7.4 Categorias para ambientes térmicos 108
Tabela 7.5 Classificação das áreas do ambiente 108
Tabela 7.6 Critérios para conforto térmico em escritórios baseados na temperatura 109
operativa e velocidade média do ar
Tabela 8.1 PMV e PPD, para Va≤0,10 m/s e pessoas em atividade leve (70 W/m2) 113
Tabela 8.2 Percentuais de votos para os valores da escala de sensação térmica 114
Tabela 9.1 Parâmetros de funcionamento do sistema 134
Tabela 10.1 Dias típicos do ano – temperaturas de bulbo seco 139
Tabela 11.1 Parâmetros de Conforto 147
Tabela 11.2 Parâmetros para operação do sistema 147
Tabela A.1 Tabulação das respostas aos questionários
Tabela B.1 Dados das variáveis de conforto - Simuladores - condição C1
Tabela B.2 Dados das variáveis de conforto - circulação (P13 a P16) - condição C1
Tabela B.3 Dados das variáveis de conforto - difusores - condição C1
Tabela B.4 Dados das variáveis de conforto - Simuladores - condição C2
Tabela B.5 Dados das variáveis de conforto - circulação (P13 a P16) - condição C2
Tabela B.6 Dados das variáveis de conforto - difusores - condição C2
Tabela B.7 Dados das variáveis de conforto - Simuladores - condição C3
Tabela B.8 Dados das variáveis de conforto - circulação (P13 a P16) - condição C3
Tabela B.9 Dados das variáveis de conforto - difusores - condição C3
Tabela B.10 Dados das variáveis de conforto - Simuladores - condição C4
Tabela B.11 Dados das variáveis de conforto - circulação (P13 a P16) - condição C4
Tabela B.12 Dados das variáveis de conforto - difusores - condição C4
Tabela B.13 Dados das variáveis de conforto - Simuladores - condição C5
Tabela B.14 Dados das variáveis de conforto - circulação (P13 a P16) - condição C5
Tabela B.15 Dados das variáveis de conforto - difusores - condição C5
Tabela B.16 Dados das variáveis de conforto - Simuladores - condição C6
Tabela B.17 Dados das variáveis de conforto - circulação (P13 a P16) - condição C6
Tabela B.18 Dados das variáveis de conforto - difusores - condição C6
Tabela B.19 Dados de desconforto local para a condição C1
Tabela B.20 Dados de desconforto local para a condição C2
Tabela B.21 Dados de desconforto local para a condição C3
Tabela B.22 Dados de desconforto local para a condição C4
Tabela B.23 Dados de desconforto local para a condição C5
Tabela B.24 Dados de desconforto local para a condição C6
Tabela C.1 Dados de temperatura e velocidade do ar dos ensaios com controles
individuais de vazão de ar - Amostra de pessoas do sexo feminino de
01 a 04
Tabela C.2 Dados de temperatura e velocidade do ar dos ensaios com controles
individuais de vazão de ar - Amostra de pessoas do sexo feminino de
05 a 08
Tabela C.3 Dados de temperatura e velocidade do ar dos ensaios com controles
individuais de vazão de ar - Amostra de pessoas do sexo feminino de
09 a 12
Tabela C.4 Dados de temperatura e velocidade do ar dos ensaios com controles
individuais de vazão de ar - Amostra de pessoas do sexo feminino de
13 a 16
Tabela C.5 Dados de temperatura e velocidade do ar dos ensaios com controles
individuais de vazão de ar - Amostra de pessoas do sexo masculino de
01 a 04
Tabela C.6 Dados de temperatura e velocidade do ar dos ensaios com controles
individuais de vazão de ar - Amostra de pessoas do sexo masculino de
05 a 08
Tabela C.7 Dados de temperatura e velocidade do ar dos ensaios com controles
individuais de vazão de ar - Amostra de pessoas do sexo masculino de
09 a 12
Tabela C.8 Dados de temperatura e velocidade do ar dos ensaios com controles
individuais de vazão de ar - Amostra de pessoas do sexo masculino de
13 a 16
Tabela C.9 Dados de temperatura e velocidade do ar dos ensaios com controles
individuais de vazão de ar - Amostra de pessoas do sexo masculino 17
LISTA DE FIGURAS

Figura 2.1 Tipos de sistemas com insuflamento pelo piso elevado 16


Figura 2.2 Ambiente com ar condicionado insuflado pelo piso (esquemático) 17
Figura 2.3 Plenum – piso elevado 20
Figura 2.4 Suportes para piso elevado 20
Figura 2.5 Difusor de piso 22
Figura 2.6 Placa contendo difusores acoplados a ventiladores utilizados no 23
sistema com pressão negativa
Figura 2.7 Difusor para instalação no piso com sistema de pressão positiva 23
Figura 3.1 Modelo cilíndrico da interação térmica: corpo humano – meio 31
envolvente
Figura 4.1 Percentual de Pessoas Insatisfeitas X Voto Médio Estimado 44
Figura 4.2 Zonas de conforto para inverno e verão 46
Figura 4.3 Velocidade do ar necessária para acréscimo de temperatura 48
Figura 4.4 Percentual de pessoas sentadas insatisfeitas com a diferença vertical 49
de temperatura do ar entre os pés e a cabeça
Figura 4.5 Percentagem de pessoas que expressam desconforto devido à 50
assimetria da radiação
Figura 4.6 Percentual de pessoas insatisfeitas com a temperatura do piso 51
Figura 4.7 Correntes de ar para 15% de insatisfeitos 52
Figura 5.1 Planta de um pavimento tipo de um edifício de escritórios situado 57
àRua Verbo Divino – São Paulo – Detalhe de uma célula
Figura 5.2 Corte esquemático do laboratório 57
Figura 5.3 Perspectiva da câmara de testes do laboratório 59
Figura 5.4 Perspectiva da câmara de testes do laboratório 59
Figura 5.5 Painel de lâmpadas 60
Figura 5.6 Reostatos 60
Figura 5.7 Simulador 60
Figura 5.8 Chiller 62
Figura 5.9 Fan coil 62
Figura 5.10 Medidor de vazão de água 62
Figura 5.11 Resistência de aquecimento 62
Figura 5.12 Caixa de mistura 64
Figura 5.13 Medidor de vazão de ar no insuflamento 64
Figura 5.14 Tela de interface homem / máquina – sistema de controle 70
Figura 6.1 Temperatura operativa ótima (PMV=0) em função da vestimenta e 75
da atividade
Figura 6.2 Faixa da zona de conforto dos ensaios 75
Figura 6.3 Pontos de medição 78
Figura 6.4 Sistema de aquisição de dados no ambiente – SENSU 79
Figura 6.5 Planta da sala com as pessoas 88
Figura 6.6 Lay out de escritório na câmara de testes 88
Figura 6.7 Estação de trabalho individual 89
Figura 6.8 Estação de trabalho para duas pessoas 89
Figura 6.8 Posto de trabalho ocupado para controle individual de vazões de ar 90
Figura 6.9 Ensaio com vestimenta 0,6 clo 90
Figura 6.10 Ensaio com vestimenta 0,6 clo 90
Figura 6.11 Ensaio com vestimenta 0,7 clo 90
Figura 6.12 Ensaio com vestimenta 0,7 clo 90
Figura 6.13 Ensaio com vestimenta 1,1 clo 90
Figura 6.14 Ensaio com vestimenta 1,1 clo 90
Figura 6.15 Posto de trabalho ocupado para controle individual de vazão de ar 93
Figura 6.16 Pontos de medição (P4 a P6) em torno da pessoa 94
Figura 7.1 Perfis de temperatura e velocidade do ar – Condição 1 97
Figura 7.2 Perfis de temperatura e velocidade do ar – Condição 2 97
Figura 7.3 Perfis de temperatura e velocidade do ar – Condição 3 98
Figura 7.4 Perfis de temperatura e velocidade do ar – Condição 4 98
Figura 7.5 Perfis de temperatura e velocidade do ar – Condição 5 99
Figura 7.6 Perfis de temperatura e velocidade do ar – Condição 6 99
Figura 7.7 Esquema representativo da classificação e caracterização do 109
ambiente nas condições de ensaios realizados
Figura 8.1 Opiniões das pessoas sobre o ambiente térmico representadas pelos 115
percentuais de votos nos pontos da escala de sensação térmica,
condições de ensaio (C1 a C6)
Figura 8.2 Votos das pessoas para a adequação das roupas usadas nos ensaios 116
Figura 8.3 Curvas comparativas do PMV calculado com os dados de medições 118
e PMV real, representativo dos votos médios das pessoas
Figura 8.4 Curvas comparativas do PPD calculado com os dados de medições, 118
PPD real* e PPDreal, representativos dos percentuais de pessoas
insatisfeitas
Figura 8.5 Gráfico das respostas sobre os sintomas físicos devido à umidade do 119
ar
Figura 8.6 Gráficos das respostas referentes às sensações de temperatura em 122
partes localizadas do corpo (cabeça, tórax e pés)
Figura 8.7 Gráfico das respostas referentes às temperaturas superficiais do piso 124
Figura 9.1 Perfis de temperaturas do ar 128
Figura 9.2 Gráfico da faixa de temperaturas do ar no posto de trabalho antes (A) 130
dos ajustes de vazões de ar
Figura 9.3 Gráfico da faixa de temperaturas do ar no posto de trabalho depois 130
dos ajustes de vazões de ar
Figura 9.4 Gráfico da faixa de velocidades do ar no posto de trabalho antes (A) 132
dos ajustes de vazão de ar
Figura 9.5 Gráfico da faixa de velocidades do ar no posto de trabalho depois 132
(D) dos ajustes de vazão de ar
Figura 9.6 Acréscimos de velocidades do ar e de temperatura 133
Figura 10.1 Comparação de temperaturas dos sistemas de insuflamento pelo teto 136
e pelo piso
Figura 10.2 Perfis de temperaturas médias do ar nos postos de trabalho nas 142
condições de ensaio C1 a C6 e temperaturas de insuflamento
Figura A Modelo do questionário
Figura C.1 Perfis de temperatura e velocidade do ar nos ensaios com controles
individuais de vazão de ar - Amostra de pessoas do sexo feminino de
01 a 04
Figura C.2 Perfis de temperatura e velocidade do ar nos ensaios com controles
individuais de vazão de ar - Amostra de pessoas do sexo feminino de
05 a 08
Figura C.3 Perfis de temperatura e velocidade do ar nos ensaios com controles
individuais de vazão de ar - Amostra de pessoas do sexo feminino de
09 a 12
Figura C.4 Perfis de temperatura e velocidade do ar nos ensaios com controles
individuais de vazão de ar - Amostra de pessoas do sexo feminino de
13 a 16
Figura C.5 Perfis de temperatura e velocidade do ar nos ensaios com controles
individuais de vazão de ar - Amostra de pessoas do sexo masculino
de 01 a 04
Figura C.6 Perfis de temperatura e velocidade do ar nos ensaios com controles
individuais de vazão de ar - Amostra de pessoas do sexo masculino
de 05 a 08
Figura C.7 Perfis de temperatura e velocidade do ar nos ensaios com controles
individuais de vazão de ar - Amostra de pessoas do sexo masculino
de 09 a 12
Figura C.8 Perfis de temperatura e velocidade do ar nos ensaios com controles
individuais de vazão de ar - Amostra de pessoas do sexo masculino
de 13 a 16
Figura C.9 Perfis de temperatura e velocidade do ar nos ensaios com controles
individuais de vazão de ar - Amostra de pessoas do sexo masculino
17
LISTA DE SÍMBOLOS

Símbolo Variável Unidade


Acl área da superfície coberta do corpo m2
AD área DU BOIS m2
cp calor específico do ar J/Kg.K

C calor transferido pela pele por convecção W/m2


Cres calor transferido por convecção pela respiração W/m2
D diâmetro do globo m
Eres calor transferido por evaporação pela respiração W/m2
Esk calor transferido pela pele por evaporação; W/m2
Esw calor trocado pela transpiração W/m2
fcl fator de área da roupa adimensional
hc coeficiente de transferência de calor por convecção W/m2K
hcg coeficiente de transferência de calor por convecção ao nível do W/m2K
globo;
hr coeficiente de transferência de calor por radiação W/m2K
hrg coeficiente de transferência de calor por radiação entre as W/m2K4
superfícies e o globo
Icl índice de isolamento da roupa clo
Iclu,i isolamento efetivo de cada peça clo
l altura m
L carga térmica (por unidade de área superficial do corpo W/m2
M metabolismo W/m2 ou met
m massa corporal kg
pa pressão parcial do vapor de água no ar kPa
ps pressão de saturação do vapor de água no ar kPa
qc troca de calor por convecção W/m2
qr troca de calor por radiação W/m2
qv vazão de ar l/s

R calor transferido pela pele por radiação W/m2


Rcl resistência intrínseca da roupa m2K/W
Símbolo Variável Unidade
ta temperatura do ar °C
Ta temperatura do ar K
tcl temperatura da roupa °C
tg temperatura de globo °C
Tg temperatura de globo K
to temperatura operativa °C
tr temperatura radiante média °C

Tr temperatura radiante média K

tsk temperatura média da pele °C


Tu intensidade de turbulência %
U& taxa de variação da energia interna (W/m2)
UR umidade relativa do ar %
Va velocidade média do ar m/s
W trabalho externo W/m2

Letras gregas

Símbolo Variável Unidade


(∆t )pr
assimetria da temperatura radiante °C

ε emissividade adimensional
Φ tot carga térmica total W

θp temperatura do ar perto do piso °C

θi temperatura do ar insuflado °C

θr temperatura do ar de retorno °C
ρ densidade do ar Kg/m3
σ constante de Stefan-Boltzmann W/m2K4
RESUMO

Desde a introdução do conceito de escritório aberto, o tipo de ocupação e a


distribuição das cargas internas têm sofrido grandes mudanças, requerendo maior
flexibilidade nos edifícios. Além disto, avaliações de desempenho de edifícios de
escritórios da atualidade têm apresentado resultados que são fortes indicadores da
necessidade de mudanças de conceitos de projeto, operação e uso de sistemas de
condicionamento de ar, devido ao elevado nível de insatisfação dos usuários quanto ao
conforto e à qualidade do ar. Para tentar solucionar estes problemas, outro conceito em
distribuição de ar, já em uso nos países desenvolvidos, está começando a ser adotado
também no Brasil; trata-se de insuflamento pelo piso, com difusores instalados em placas
de piso elevado e nas estações de trabalho, que permitem flexibilidade e controle
individual de vazão de ar.
Neste trabalho foi feita a avaliação de sistema de condicionamento de ar com
insuflamento pelo piso em um laboratório com condições controladas. O laboratório em
que foram realizados os ensaios foi projetado e instalado com características similares
àquelas de ambientes reais de edifícios de escritórios. Este fato, aliado à participação de
usuários no processo de avaliação das condições de conforto térmico, tornaram possível a
definição de parâmetros para a elaboração de projetos bem como para o estabelecimento de
um modo eficaz de operação do sistema.
O processo de avaliação das condições de conforto térmico no ambiente envolveu
três etapas. Inicialmente, foram feitas medições das variáveis de conforto térmico no
ambiente e de variáveis do sistema utilizando simuladores. Posteriormente, foi realizada a
avaliação subjetiva do conforto térmico, com a substituição dos simuladores por pessoas
no ambiente (usuários), nas mesmas condições da etapa anterior. Finalmente, foram feitas
as medições das variáveis de conforto nas zonas de ocupação – micro climas – na condição
de condicionamento individualizado, promovido por ajustes de vazão de ar e
direcionamento do fluxo pelos usuários.
Os resultados da avaliação permitem concluir que o sistema de condicionamento de
ar com insuflamento pelo piso atende às expectativas para promover conforto térmico aos
usuários de edifícios de escritórios com potencial de conservação de energia.
ABSTRACT

Since the introduction of the landscape office concept, the layout type and the
internal loads distribution have changed significantly, requesting larger flexibility in the
buildings. Besides, building performance evaluation applied to contemporary office
buildings has shown that for most such buildings thermal comfort and air quality users
level satisfaction is low. These facts are indicating that project concepts, operation and use
of air conditioning systems need to be changed. In order to solve these problems,
underfloor air supply is becoming a common practice also in Brazil. This system with floor
and workstation diffusers allows flexibility and an individualized airflow control.
In this work the evaluation of the underfloor air conditioning system was carried
out in a laboratory facility with controlled conditions. The laboratory was designed and
built up with similar characteristics to those of actual office buildings environments. This
fact and the participation of users in the process of thermal comfort evaluation, made
possible the definition of design parameters as well as the establishment of the system
operation conditions in an effective way.
The evaluation of the environment thermal comfort conditions was accomplished in
three stages. Initially, measurements of thermal comfort and system variables were made
using simulators. Later, in the same conditions of the previous stage, users (a sample of
people) have evaluated, in a subjective way, the environment thermal comfort. Finally,
measurements of the comfort variables were accomplished in the occupation areas -
microclimates - in the condition of individualized conditioning, promoted by air flow
adjustments and flow direction by the users.
The results of the evaluation allow to conclude that the underfloor air conditioning
system satisfies to the expectations to promote thermal comfort to the office building users
with potential of energy conservation.
1

Capítulo 1

INTRODUÇÃO

Os edifícios de escritórios, um dos setores mais dinâmicos da indústria da


construção civil, são bastante representativos nas mudanças dos cenários urbanos como
conseqüência da globalização econômica. No Brasil, a cidade de São Paulo pode ser citada
como o maior exemplo do conglomerado deste tipo de edificação com uma considerável
área útil para escritórios, com cerca de 7.600.000 m2 até o final da última década (CB –
Richard Ellis, 1999). No centro da cidade há um grande contingente de edifícios antigos,
mas até 1995 a taxa de vacância era da ordem de 11%, com espaço útil de cerca de 1,8
milhões de m2, dos quais, apenas 23% contavam com ar condicionado central (Richard
Ellis, 1995). Atualmente, o maior crescimento deste setor ocorre na região da marginal do
rio Pinheiros, com um aumento anual de áreas para escritórios de 150.000 m2
aproximadamente (Exame, 2001).

Nos edifícios de escritórios trabalham cerca de 2/3 dos empregados do setor


terciário, que passam grande parte de seu tempo sujeitos a implicações relativas ao
conforto e produtividade; essas implicações repercutem diretamente no consumo de
energia elétrica porque estão relacionadas, principalmente, com os sistemas de ar
condicionado instalados.

Pesquisas internacionais e brasileiras sobre ambientes de trabalho têm demonstrado


que o conforto térmico está entre os mais importantes atributos de um escritório, mas, que
este conforto não está sendo bem promovido (Harris, 1980; Hartkopf et al., 1985; Schiller,
1988; Hedge, 1992; Leite, 1997; Ornstein et al., 1999) e que um grande percentual do
consumo de energia elétrica é devido aos edifícios comerciais, sendo a maior parte (de
40% a 60%) para promover conforto.

Estes elevados valores devem-se, entre outros fatores, às características


arquitetônicas dos edifícios, que requerem grande capacidade de refrigeração. No entanto,
nota-se que já há, por parte dos arquitetos, uma preocupação com as questões de
sustentabilidade na concepção dos seus projetos (Daniels, 2002), onde são considerados
aspectos determinantes tanto no consumo final de energia nos edifícios quanto na
2

qualidade do ambiente interno. Por exemplo, a utilização dos recursos naturais como
vento, energia solar, temperatura da terra para aquecimento e resfriamento, energia da água
e vegetação, são elementos previstos para serem incorporados aos projetos. Há, portanto,
uma tendência de inclusão de meios naturais para climatização dos ambientes internos.
Entretanto, para proporcionar condições térmicas aceitáveis, a utilização desses recursos
isoladamente pode ser limitada, tendo em vista que fatores externos indesejáveis ou
inadequados podem existir em determinados locais. Por exemplo, em São Paulo, as zonas
urbanas onde se localiza a maioria dos edifícios de escritórios são locais com elevada
poluição do ar e sonora (área central da cidade ou próximo à marginal do rio Pinheiros);
neste caso, a ventilação natural é um recurso quase impraticável. Sendo assim, a
climatização artificial, mesmo que seja apenas pela ventilação mecânica, quando as
condições térmicas externas são favoráveis, é necessária.

O conceito mais praticado para o projeto de sistemas de condicionamento de ar


para edifícios de escritórios contempla o suprimento de ar condicionado através de redes
de dutos com difusores uniformemente distribuídos no teto. Uma estratégia de controle
centralizado é usada para controlar a temperatura e/ou o volume de ar fornecido ao
ambiente para manter uma distribuição de temperatura uniforme no espaço, devendo esta
permanecer relativamente constante durante todo o tempo de ocupação. Este conceito
prevê uma mistura completa de ar insuflado com o ar do ambiente, mantendo todo o
volume a uma temperatura desejada, assegurando a taxa mínima de renovação do ar. Na
prática, o sistema convencional é operado para manter as condições do ambiente interno de
acordo com os padrões especificados pela norma NBR – 6401/1980 (ABNT,1980).

Os padrões de conforto adotados até o momento são os constantes da ASHRAE


Standard 55a-1995 (ASHRAE,1995), que especifica uma zona de conforto definida por
uma faixa e combinação ótima de fatores físicos (temperatura do ar, temperatura radiante
média, velocidade e umidade do ar) e fatores pessoais (tipo de vestimenta e nível de
atividade), com os quais, pelo menos 80% dos ocupantes expressem satisfação (ISO 7730,
1994). Entretanto, satisfações ou insatisfações individuais podem ocorrer quando existem
condições térmicas distintas no espaço (por exemplo, estratificação, correntes de ar,
assimetria da temperatura radiante plana) e esses aspectos normalmente não são levados
em conta na avaliação da satisfação do usuário. Isto pode ser observado em resultados de
pesquisas, como de Schiller et al. (1988), realizadas em campo, onde, em edifícios
3

mantidos dentro da zona de conforto, foi identificado que um mínimo de 40% de


funcionários de escritórios preferiam sentir mais frios ou mais quentes os seus ambientes
de trabalho. Em outros estudos realizados na Europa (Croome e Rollason, 1988; Harris,
1980), no Japão e Estados Unidos (Hartkopf et al., 1993) e também no Brasil (Leite, 1997;
Ornstein et al., 1999) foi também constatada esta situação, sendo ela uma das principais
reclamações em ambientes de escritórios. Esses resultados sugerem, inclusive, que é
fisiológica e psicologicamente importante para os ocupantes perceberem alguma
movimentação do ar no seu ambiente de trabalho, uma vez que eles acusam problemas
com estagnação do ar (ar parado).

Desde a introdução do conceito de escritório aberto (landscape office), pela


primeira vez na Europa, na década de 1950, o tipo de ocupação (lay out) tem evoluído
rapidamente (Vischer, 1989) de acordo com as mudanças na dinâmica do trabalho; isto tem
gerado sérios conflitos entre as propostas de ocupação (flexível) e de distribuição de ar
condicionado por difusores no teto (fixa) (Leite, 1997). Os dois conceitos se contrapõem
tendo em vista a divergência de suas características (dinâmico x estático). Além disso,
outros fatores como a variação e aumento de carga térmica devido ao incremento e/ou
mudanças de equipamentos de trabalho (computadores, impressoras, luminárias de tarefa)
comprometem substancialmente o desempenho do sistema instalado, uma vez que são
dissipadores de calor localizados e flexíveis quanto à mudança de local e o sistema é
dimensionado para cargas estimadas fixas e uniformes.

Todos esses fatores indicam que os edifícios de escritórios abertos têm


necessidades especiais para o condicionamento do ambiente, devendo, com isso, haver
uma revisão de conceitos.

Uma vez que as preferências individuais para condições térmicas variam de hora
para hora, de dia para dia e de pessoa para pessoa, promover conforto ótimo para esta
população heterogênea não é simples; além disto, as rápidas mudanças no modo de
trabalho dos funcionários de escritórios, com o acréscimo de equipamentos pessoais, os
dissipadores de calor passaram a ser mais localizados dentro do ambiente, criando zonas
térmicas diferentes dentro de um mesmo pavimento.

Para solucionar este problema, a estratégia convencional de condicionamento do


ambiente de maneira uniformizada pode não ser a solução mais apropriada. Uma nova
4

tecnologia, condicionamento de tarefa ou condicionamento individualizado, com


distribuição do ar pelo piso (plenum), tem sido desenvolvida para atender a essas
preocupações. Trata-se de um sistema onde o ar condicionado para conforto é fornecido
diretamente à estação de trabalho, criando-se um micro clima, onde é permitido ao usuário
controlar o fluxo de ar (vazão e direção) de tal forma a ser conseguida a condição de
conforto preferida, com economia de energia elétrica (Heinemeier et al., 1990). Da mesma
maneira que o sistema de iluminação de tarefa, o sistema de condicionamento de tarefa
permite que o condicionamento do ar no ambiente seja reduzido em áreas não críticas,
mantendo um condicionamento geral mínimo necessário no ambiente e, por meio de
difusores controlados individualmente, pode ser realizado o condicionamento pontual
(local) somente quando e onde for necessário para manter o conforto do usuário.

Em contraste com o sistema convencional centralizado, no qual uma grande área do


pavimento tipo do edifício é controlada por um único termostato, o conceito do sistema
individualizado visa uma solução mais otimizada, promovendo uma coleção de pequenas
zonas (estações de trabalho), cada uma sob o controle de um termostato “humano”
calibrado.

Como se trata de uma tecnologia ainda pouco usual, o condicionamento


individualizado está ainda em estágio de desenvolvimento. Existem poucas informações
disponíveis sobre como as pessoas usam esse sistema, os efeitos interativos entre as
estações de trabalho ou como as condições dos espaços são afetadas numa micro escala.
Contudo, já começam a surgir resultados de pesquisas feitas para documentar as
preferências térmicas individuais e o seu real desempenho frente a essas situações.

A necessidade de condicionamento controlado individualmente e localizado foi


sugerida inicialmente por: Kaplan (1987), Fallucchi (1988), Givoni (1988), Kaplan (1989)
e por Hartkopf e Loftness, (1993). Nota-se pelas datas das publicações que o conceito não
é tão novo. Além disso, pelas ações dos usuários no ambiente, como, por exemplo, uso de
ventiladores comuns na estação de trabalho, abertura de janelas no escritório ou até mesmo
obstrução dos difusores (Leite, 1997), fica evidente o desejo do usuário de controlar as
condições do seu próprio espaço.

Embora esta necessidade seja observada, ela só se torna viável com a utilização de
um sistema de distribuição de ar pelo piso que, pelas suas características de flexibilidade e
5

o modo de operação, parece ser o mais adequado. Trata-se de um sistema que fornece ar
resfriado “de baixo para cima”, proveniente de um plenum, que é o espaço livre entre dois
níveis de piso (laje e piso elevado) de pequena altura (cerca de 30 cm). Tem como
principais características as seguintes: promove a troca de calor com o ambiente mais
rapidamente, pode climatizar apenas o volume de ar do espaço efetivamente ocupado,
opera com temperaturas do ar mais altas do que as adotadas nos sistemas convencionais
com insuflamento pelo teto e permite mudanças de localização dos pontos de captação de
ar no piso pela ausência de dutos, promovendo flexibilidade.

1.1 Objetivos

Neste trabalho pretende-se avaliar o potencial da aplicação de um sistema de


condicionamento de ar com insuflamento pelo piso a edifícios de escritórios no Brasil
visando solucionar problemas de conforto térmico e consumo de energia. A pesquisa
proposta toma como base outras já realizadas, principalmente por Sodec e Craig (1990) e
Mc Carry (1995), que utilizaram, em laboratório, um sistema de condicionamento de ar
com insuflamento pelo piso, com plenum pressurizado. Na presente pesquisa um sistema
similar é utilizado, com a inclusão da possibilidade de controle individual do fluxo de ar
nos postos de trabalho para conforto pessoal; o que se configura em um avanço na
identificação das preferências térmicas individuais e na melhoria no uso do sistema.

O desenvolvimento deste trabalho tem como objetivos:

A. a determinação dos parâmetros de conforto

A.1. com condicionamento geral, usando simuladores no lugar de pessoas,


com dissipação de calor equivalente à de uma pessoa em atividade de
escritórios, para avaliação quantitativa das condições térmicas do
ambiente;

A.2. com condicionamento geral, com a participação das pessoas, para


avaliação subjetiva das condições anteriores;

A.3. com condicionamento geral e individualizado, com a participação de


pessoas, para a avaliação quantitativa das condições preferidas pelos
participantes.
6

B. a determinação de parâmetros de projeto, baseados nas características de uso e


operação do sistema para atender às condições de conforto definidas pelos
parâmetros determinados anteriormente.

C. a verificação do potencial de redução do consumo de energia com a aplicação de


estratégias para a operação do sistema, sem prejuízo do conforto.

Estes objetivos foram atingidos através de procedimentos experimentais, que


envolvem dados quantitativos e qualitativos, obtidos por meio de medições das variáveis
de conforto térmico no ambiente, do levantamento do nível de satisfação das pessoas com
o ambiente térmico ao qual estão submetidas e da caracterização dos micro climas criados
pelas pessoas de acordo com as suas preferências, baseados em medições locais.

Para a avaliação, foram criados ambientes com condições térmicas estáveis em um


laboratório de características físicas correspondentes às reais de um edifício de escritórios
no Brasil.

É importante salientar que esta pesquisa se compara a outras similares, em


andamento paralelamente a esta nos países desenvolvidos, como por exemplo, as da
Dinamarca (Kaczmarczyk, 2002; Toftum, 2002), sob a coordenação do Prof. Fanger.
Contudo, se diferencia daquelas pelo agrupamento das questões em um único tema, pelos
recursos disponíveis, pela importância dada às reais necessidades locais1, que motivaram o
seu desenvolvimento e pelo uso de procedimentos e métodos criados especialmente para
esta pesquisa.

1.2 Desenvolvimento da tese

A apresentação deste trabalho de tese segue a ordem da seqüência de realização da


pesquisa. Inicialmente, é apresentada uma revisão da bibliografia específica do tema,
incluindo alguns comentários a respeito das principais características do sistema e uma
visão crítica de sua aplicação.

1
Leite, Brenda C. C. Análise do Desempenho de Edifícios de Escritórios Automatizados através da
Avaliação Pós-Ocupação. Dissertação de mestrado concluída junto à FAU/USP, em 1997, sob a orientação
da Profa. Sheila W. Ornstein, com o apoio da FAPESP.
7

A seguir, é feita uma descrição detalhada do sistema de condicionamento de ar com


insuflamento pelo piso, contemplando seus principais componentes e as condições de
funcionamento.

No capítulo seguinte são apresentados os principais conceitos relativos ao conforto


térmico, com ênfase na equação de conforto de Fanger (1972), a qual relaciona fatores
pessoais e ambientais para determinar situações de conforto.

Na seqüência, é apresentado o método de avaliação de ambientes térmicos,


desenvolvido por Fanger, que associa índices de desconforto térmico às sensações
expressas pelas pessoas.

Os capítulos seguintes, isto é, capítulos 5 ao 10, tratam exclusivamente da parte


experimental da pesquisa. No primeiro capítulo da seqüência é feita uma descrição
minuciosa do laboratório instalado para o experimento. Seus componentes: câmara de
testes, unidade de condicionamento de ar, sistema de automação e controle e sistemas de
aquisição de dados são detalhados separadamente, com ênfase nas condições de
funcionamento e nas características dos elementos.

A seguir, no capítulo 6, é apresentado o método utilizado para o trabalho de


avaliação com a descrição detalhada de cada etapa da parte experimental. As etapas são em
número de três, sendo, a primeira, uma avaliação quantitativa (medições das variáveis de
conforto), a segunda, qualitativa (com a inclusão de usuários) e a terceira,
quali/quantitativa (usuários e medições das variáveis de conforto individualizado).

No capítulo 7 se encontram os resultados da primeira etapa, com a análise dos


ambientes térmicos resultantes, nas condições de ensaios. O capítulo 8 se refere à análise
qualitativa das condições de conforto térmico no ambiente, baseada nos resultados da
avaliação das pessoas. No capítulo 9 são apresentados os resultados da análise dos
ambientes térmicos resultantes de micro climas, determinados individualmente pelas
pessoas de acordo com suas preferências (conforto térmico personalizado).

O capítulo 10 se refere à verificação do potencial de economia de energia com a


aplicação do sistema de insuflamento pelo piso. São apresentadas algumas estimativas de
redução no consumo, tanto pelas características de funcionamento do sistema quanto pela
aplicação de estratégias de operação com este objetivo.
8

No capítulo 11 são apresentadas as principais conclusões da pesquisa, que


comprovam a hipótese de que o sistema de condicionamento de ar pode atender aos
requisitos de conforto em edifícios de escritórios e ainda apresentar um potencial de
economia de energia. São também apresentados os parâmetros de conforto e de projeto,
atendendo aos objetivos propostos. Adicionalmente, com uma visão crítica, é apresentada
uma discussão sobre alguns aspectos do protótipo e de procedimentos metodológicos, com
vistas à melhoria do sistema e do processo de avaliação. Ao final, são feitas propostas de
trabalhos futuros, basicamente em três áreas: técnica, avaliação e saúde.

O último capítulo contempla a relação do material bibliográfico de referência.

Fazem parte também desta tese, anexos que contêm o modelo do questionário
utilizado na pesquisa e os dados que consubstanciam as discussões.

1.3 Revisão da literatura

A distribuição de ar frio pelo piso foi originalmente introduzida na década de 1950


em espaços específicos com cargas térmicas altas e localizadas (CPDs, centros de controle,
laboratórios) (Bauman, 1996). Para isto foram utilizados pisos elevados com a função não
só de acomodação de cabos de energia, telefonia e transmissão de dados, como também
para constituir um reservatório de ar frio a ser fornecido ao ambiente. Não havia,
entretanto, a preocupação com o conforto térmico, embora já se tirasse partido da
possibilidade de convecção natural para o ar de retorno pelo teto.

Na década de 1970, a distribuição de ar pelo piso foi introduzida em edifícios de


escritórios na Alemanha como uma solução tanto para acomodação de cabeamento quanto
para remoção de cargas localizadas devido aos equipamentos de escritórios (David, 1984;
Sodec e Craig, 1990). Nesses edifícios, o conforto dos funcionários foi considerado, dando
início ao desenvolvimento de dispositivos controláveis individualmente pelo usuário. Os
primeiros sistemas de condicionamento ambiental individualizados usaram a combinação
de difusores instalados na estação de trabalho, à altura do tronco de uma pessoa sentada,
para controle do conforto pessoal e difusores no piso para condicionamento geral do
ambiente (Sodec 1984; Barker et al., 1987).

Desde então, este tipo de sistema tem atraído a atenção de pesquisadores,


principalmente nos Estados Unidos, Europa e Japão. Sistemas dessa natureza, construídos
segundo estratégias mais convencionais, têm sido investigados sob o ponto de vista de:
9

zoneamento (definição de zonas com cargas térmicas diferenciadas), resfriamento através


de ventilação, ventilação com equipamentos diretos, possibilidade de definição de
situações de conforto pelo usuário, uso de sensores de presença com o intuito de economia
de energia, estratificação da temperatura, aumento da eficiência de ventilação e
armazenamento térmico. Dentre os diversos trabalhos, publicados até o final do século,
destacam-se os seguintes: Spoormaker and McMillan (1984), Tuddenham (1986); Barker
et al. (1987); Rowlinson e Croome (1987); Givoni (1988); Wyon (1988); Genter (1989);
Arnold (1990); Hanzawa e Nagasawa (1990); Heinemeier et al. (1990); Spoormaker
(1990); Sodec e Craig (1990); Bauman et al. (1992); Fisk et al. (1991); Sodec e Craig
(1990); Tanaka (1991); Yokoyama e Inoue (1991); Hedge et al. (1992); Shute (1992);
Bauman et al. (1993); Fountain (1993); Fountain et al. (1994); Arens et al. (1995); Bauman
et al. (1995); Houghton (1995); Matsunawa et al. (1995); McCarry (1995); Shute (1995);
Zhu et al. (1995); Tanabe (1995); Bauman e Akimoto (1996); Leite e Tribess (2000).

Estes trabalhos são resultados de pesquisas de campo, de laboratório (câmaras


climatizadas), pesquisas com usuários, onde são apresentados indicadores de desempenho
do sistema ou partes do sistema, com enfoque principalmente no conforto e aspectos de seu
funcionamento. Alguns autores apresentam métodos de projeto, características de
desempenho energético, características de operação e problemas com o uso do sistema em
edifícios.

Mesmo com estes esforços de pesquisa, o emprego desta tecnologia ainda era
limitado até o final da década de 1990. Até aquela época, a maioria dos edifícios dotados
de sistemas de insuflamento pelo piso, principalmente para condicionamento geral, se
encontrava na África do Sul, seguido dos Estados Unidos, Japão, Alemanha, Suécia e Itália
(Heinemeier, 1990). Bauman (1996) justifica o número reduzido de aplicações nos Estados
Unidos, naquela época, pela baixa produção de edifícios na década de 1980. Tal situação
não ocorreu no Japão, onde, até 1995, foram identificados 90 edifícios que adotaram este
sistema (Tanabe, 1995). Embora dados mais recentes não sejam conhecidos, nota-se pelas
pesquisas mais atuais que, em edifícios de escritórios e até mesmo em auditórios e
restaurantes, a aplicação deste tipo de sistema tem sido usada em larga escala. No Brasil,
esta tecnologia também começa a ser aplicada para conforto, tanto em edifícios novos
quanto em “retrofits”. Por exemplo, podem ser citados os edifícios: Spazio JK, GM,
10

Serasa, Gazeta Mercantil e Votorantim – em São Paulo; Bemge - MG, o edifício da


Unimed - RS e o edifício da Souza Cruz – RJ, sendo este último, um “retrofit”.

Esta baixa expressividade ainda se apresenta pelo fato desta tecnologia não ser bem
conhecida pela falta de informações que consubstanciem o conceito, a tal ponto que
justifique sua utilização em larga escala. Além disto, um outro aspecto também bastante
relevante para a sua pouca aplicabilidade, é a hesitação do empreendedor diante das
incertezas quanto ao custo de sua instalação. Entretanto, a maioria dos pesquisadores é
unânime ao afirmar que este custo é menor, ou no máximo, igual ao do sistema
convencional (na Europa é 10% inferior ao do sistema convencional (Sodec, 1990)) e que
seu custo x benefício é superior ao do outro sistema, justificando, portanto, sua utilização
(GSA, 1992; Blaevoet, 1995).

Mesmo que essas questões ainda precisem ser mais bem definidas, Bauman et al.
(1996) apontam vários benefícios promovidos pelo sistema de condicionamento
individualizado com insuflamento pelo piso: maior conforto térmico para os ocupantes;
maior movimentação de ar e ventilação efetiva; ambiente mais limpo; flexibilidade; maior
possibilidade de remoção de altas cargas térmicas; uso reduzido de energia; baixo custo
inicial e maior satisfação do usuário e potencial aumento de produtividade. Mas, ao mesmo
tempo, apontam também algumas limitações: tecnologia nova e pouco conhecida; custos
altos aparentes; limitada aplicabilidade em “retrofits”; falta de informações e diretrizes de
projeto; potencial para alto consumo de energia se mal projetado; limitada disponibilidade
de produtos componentes do sistema; falta de método padronizado para avaliação de
desempenho deste tipo de sistema; problemas com desconforto nos pés (frio) e com
correntes de ar quando o sistema é mal projetado e problemas com sujeira, condensação e
desumidificação no plenum.

Entretanto, pelas características da arquitetura típica do sistema, algumas dessas


limitações podem não se justificar. Por exemplo, como a grande maioria dos edifícios
antigos não foi projetada para conter ar condicionado central, a instalação de sistemas
convencionais, com insuflamento pelo teto torna-se extremamente difícil, ou até mesmo
inviável, principalmente porque a altura livre entre o piso e o teto, geralmente é limitada
pelas vigas estruturais. Ao contrário do que se aponta, a aplicabilidade do sistema com
insuflamento pelo piso a “retrofits” parece ser adequada, pois o sistema, por não contar
com dutos de distribuição de ar, não requer espaço entre a laje superior e o forro e o espaço
11

destinado ao suprimento de ar (entre a laje de piso e um piso elevado) será, provavelmente,


menor que o necessário para dutos para insuflamento pelo teto.

Quanto à limitada disponibilidade de produtos componentes do sistema, apenas o


dispositivo de controle individual (difusor de mesa) não é muito conhecido ou
comercializado; entretanto, existem sistemas desta natureza no mercado, mas são pouco
divulgados, de custo alto e não se integram esteticamente ao mobiliário. Para os demais
componentes, não se justifica esta restrição, pois não diferem muito dos sistemas
tradicionais.

No que se refere aos custos altos aparentes, isto se deve à inclusão de pisos
elevados como condição para instalação do sistema. Atualmente, este fato não deve ser
considerado como adicional ao custo porque a maioria dos edifícios de escritórios
construídos nos últimos dez anos incluem este tipo de recurso para cabeamento de
eletricidade, voz e dados. Vale a pena ressaltar que, mesmo com pisos elevados, a maioria
desses edifícios possui sistemas de ar condicionado com insuflamento pelo teto, com
grande perda de espaço.

Quanto à sujeira no plenum, a sua remoção parece ser bastante simples e de fácil
execução, contanto que o piso elevado ofereça condições de abertura e fechamento de vãos
para o trabalho com aspirador de pó, sem implicar em prejuízo de tempo e mão de obra.

Quanto ao consumo de energia, as próprias características do sistema já apresentam


indícios de que este somente será elevado se o sistema for mal projetado. Por exemplo,
estima-se que o volume de ar a ser resfriado (condicionamento previsto até à altura de
aproximadamente dois metros) seja menor que o previsto para o sistema convencional.
Além disto, pela sua flexibilidade e características de operação, é um tipo de sistema que
pode admitir algumas intervenções com vistas à economia de energia, como, por exemplo,
um maior aproveitamento do ar externo em determinadas épocas do ano.

Quanto às demais limitações apontadas, a solução depende de estudos, cujos


resultados, representados por parâmetros de projeto e de conforto, servem como referência
para projetistas, instaladores, operadores e usuários do sistema.

Para esclarecer os pontos ainda obscuros, vários grupos de pesquisadores, a maioria


internacional, têm se empenhado na busca de respostas por meio de pesquisas em
laboratórios (experimentação e simulação) e campo.
12

Dentre os trabalhos mais recentes, podem ser destacados: Toftum; Zhou; Yang;
Cermak; Clarke; Pitchurov; Naydenov; Jacobsen; Madsen; Zeng; Kaczemarczyk (2002),
que apresentam resultados de pesquisas conjuntas, inclusive com enfoques mais atuais e
urgentes, como, por exemplo, a qualidade do ar interno, a adequação de parâmetros de
conforto térmico às preferências individuais e locais e desempenho dos sistemas de
condicionamento de ar com insuflamento pelo piso (Bielli, 2002; Leite e Tribess, 2001;
Leite e Tribess, 2002 a, b). Trata-se também de pesquisas experimentais em laboratórios e
de modelagem matemática, com adição de recursos de realidade virtual aos softwares de
simulação.

Os resultados da maioria das pesquisas relacionadas acima, dentre outras, também


recentes, têm sido utilizados por normas como subsídio para a atualização dos índices de
conforto. Como exemplo, podem ser citadas: a americana American Society of Heating,
Refrigerating and Air-Conditioning Engineers, Inc. – ASHRAE, da européia International
Standards Organization - ISO e da japonesa The Society of Heating, Air Conditioning &
Sanitary Engineers of Japan – SHASE. Os parâmetros de conforto, adotados mundialmente
como referência, têm sido revistos, visando à adequação à diversidade climática, às reais
necessidades locais, às condições sócio culturais e, principalmente, às diferenças
individuais de percepção do conforto. Neste sentido, somam-se aos esforços das pesquisas,
que incluem não só os recursos computacionais de simulação como também a participação
das pessoas nos processos de avaliação, a sistematização de procedimentos de projeto e a
divulgação nos meios científicos e institucionais, por associações internacionais, como, por
exemplo, a Federation of European Heating and Air-conditioning Associations – REHVA.

Como exemplo de esforço no sentido da evolução dos conceitos de aplicação de


sistemas para conforto térmico, Levy (2002), apresenta resultados de uma pesquisa
relacionada com o conforto térmico personalizado, onde existe a possibilidade de controle
individual das condições ambientais, por meio de dispositivos de ajustes do fluxo de ar. O
autor afirma que é possível se conseguir condições térmicas diferenciadas que atendam às
exigências individuais, em uma área ocupada por diversas pessoas, apenas com variações
locais de velocidade do ar a uma mesma temperatura.

A questão da individualidade, no entanto, não é focalizada exclusivamente para


conforto térmico onde se requer o resfriamento do ambiente, que é o caso mais comum no
Brasil. Em países onde as condições climáticas são severas com relação ao frio, há também
13

uma preocupação com o aquecimento individualizado (Gaspar et al., 2002), com pesquisas
realizadas que geraram propostas de dispositivos pessoais para o controle da temperatura,
baseados em painéis radiantes, instalados nas estações de trabalho. Essas propostas
também enfatizam a satisfação pessoal com o ambiente térmico e a redução no consumo de
energia.

Embora a maioria das pesquisas hoje em desenvolvimento ou recentemente


concluídas se baseiem em simulações ou experimentações em laboratórios com manequins
aquecidos, é de consenso geral que a introdução das pessoas no processo de avaliação é
fundamental, pois somente através de suas manifestações é possível se determinar
parâmetros adequados para a elaboração de projetos de sistemas de climatização. É com
esta visão que as pesquisas têm sido desenvolvidas, inclusive com a preocupação com os
aspectos relativos à saúde, tanto no que tange ao conforto térmico quanto na qualidade do
ar interno, que são os principais problemas dos edifícios denominados “doentes”. Inúmeros
centros de pesquisa têm norteado os seus trabalhos tendo como principal objetivo a solução
destes problemas, podendo ser citado como um dos principais, o International Centre for
Indoor Environment and Energy, Technical University of Denmark (DTU), em Lyngby, na
Dinamarca, sob a coordenação do Prof. P. O. Fanger. Nessas pesquisas, são verificados os
principais fatores intervenientes no conforto térmico e as possibilidades de otimização dos
sistemas com vistas à melhoria da qualidade dos ambientes e ao menor consumo de
energia. São utilizados recursos computacionais, laboratoriais e humanos nos processos de
investigação. Por exemplo, Kaczmarczyk et al. (2002), afirmam que pessoas em um
ambiente fechado se sentem confortáveis quando a temperatura do ar é ligeiramente
inferior à ideal para seu conforto, sob a condição de receberem, diretamente na sua zona de
respiração, 100% de ar externo (denominado “ar fresco”) e poderem ajustar as vazões e
direções do fluxo de ar.

Sob o ponto de vista de economia de energia, Zeng et al. (2002) afirmam que é
possível se conseguir condições de conforto térmico em um ambiente interno mesmo com
temperaturas mais elevadas (por exemplo, a 28°C) desde que as pessoas possam ajustar a
velocidade do ar individualmente; nesta condição ainda, há maiores chances de percepção
da qualidade do ar e ela representa um ganho no consumo de energia, sendo uma estratégia
bastante vantajosa.
14

Tendo em vista o exposto, acredita-se que não só as limitações, como também as


vantagens apontadas, necessitam ser mais amplamente verificadas por meio de pesquisas,
principalmente no Brasil, onde o clima, os costumes e a economia são diferentes daqueles
onde têm sido desenvolvidos os estudos. Essas pesquisas podem gerar resultados que
venham a suprir a carência das informações referidas anteriormente para que o objetivo de
adequação e otimização do sistema de condicionamento de ar com insuflamento pelo piso
seja atingido e este sistema possa ser efetivamente implantado também nos edifícios
brasileiros.
15

Capítulo 2

SISTEMAS DE CONDICIONAMENTO DE AR COM


INSUFLAMENTO PELO PISO

Os sistemas de condicionamento de ar com insuflamento pelo piso são compostos


basicamente por uma câmara de ar frio (plenum), formada pelo vão entre um piso elevado
(modular ou monolítico) e a laje de concreto do pavimento, suprida por uma unidade
primária de resfriamento do ar (geralmente chiller e fan coil) e unidades terminais
(difusores) que distribuem o ar nos ambientes.

Os sistemas variam entre si principalmente quanto à pressão de ar no plenum em


relação ao ambiente, ao modo de insuflamento de ar frio pela unidade primária, ao grau de
centralização de equipamentos, ao método de controle do sistema e à localização e
natureza dos equipamentos terminais. Primariamente, os sistemas são dependentes do valor
da pressão adotada no plenum. Quanto a este quesito, os sistemas se dividem em três tipos
(Fig. 2.1):

• Sistema com pressão negativa (pressão instantânea no plenum inferior à do


ambiente) ou “pressão zero” (quando não há solicitação de vazões de ar no
ambiente, não há diferencial de pressão).

• Sistema com pressão positiva (pressão no plenum superior à do ambiente).

• Sistema conectado diretamente (ou dutado), que é semelhante ao convencional


(com insuflamento pelo teto), onde os difusores são instalados nas pontas dos
dutos. Não é muito usual devido às limitações de altura do piso elevado, tanto no
que se refere às dimensões dos dutos quanto às dificuldades de instalação
juntamente com cabeamentos.

a) O ambiente é dividido por zonas de acordo com a concentração e tipos de cargas:


zonas perimetrais (próximas às envoltórias), zonas interiores com alta densidade
ocupacional (estações de trabalho) e zonas interiores com baixas cargas (corredores
e áreas de uso comum).
16

Pressão negativa Pressão positiva Dutado

Figura 2.1 – Tipos de sistemas com insuflamento pelo piso elevado.

O sistema dutado não é muito utilizado, pois limita a flexibilidade na mudança de


lay-out, uma das características mais importantes do sistema de insuflamento pelo piso. Os
sistemas de pressão positiva e de pressão negativa possuem em comum as seguintes
características:

b) O ar de suprimento misturado com um volume de ar externo é filtrado,


condicionado (a uma determinada temperatura e umidade) e fornecido ao plenum,
por uma unidade convencional de condicionamento de ar (unidade primária),
através de uma quantidade mínima de dutos.

c) O plenum é formado pela instalação de um sistema de piso elevado monolítico ou


composto por placas modulares e removíveis, posicionadas a uma altura de cerca de
0,30m, ou menos, acima da laje estrutural.

d) Podem operar com fornecimento de ar frio por um sistema central ou


compartimentado (unidades primárias) com vazão de ar constante ou variável,
determinando a pressão no plenum. As unidades primárias têm suas plantas
configuradas à semelhança dos sistemas convencionais.

e) O ar frio é introduzido no ambiente através de difusores (controláveis manualmente


pelo usuário ou por termostatos) localizados no piso ou no mobiliário das estações
de trabalho, sendo que, no caso de plenum com pressão negativa, os difusores são
acoplados a pequenos ventiladores instalados nas placas do piso elevado, que
“sugam” o ar do plenum para o ambiente (fig. 2.2).

Nas zonas perimetrais geralmente são instaladas caixas com reguladores de


vazão de ar e ventilador com difusor acoplado a um duto flexível, controlados por
termostatos, para responder pelas cargas térmicas originadas principalmente pela
radiação solar.
17

Figura 2.2 – Ambiente com ar condicionado insuflado pelo piso (esquemático)


(Matsunawa et al. (1995), p. 891)

Nas zonas interiores com alta ocupação, também denominadas zonas de


ocupação, há duas possibilidades de suprimento de ar: com difusores instalados no
piso, próximo à estação de trabalho ou instalados no mobiliário, com saída de ar à
altura da região de respiração da pessoa sentada; em ambos os casos, o usuário
pode controlar a direção e a vazão do ar fornecido ao ambiente, de acordo com a
sua preferência.

Em zonas interiores com baixa ocupação (zonas de circulação) são


instalados difusores no piso (com ou sem ventiladores, dependendo do tipo de
sistema) controlados por termostatos.

f) O retorno do ar é feito naturalmente na direção piso-teto, tirando-se partido da


propriedade de ascensão natural do ar quente (convecção natural), com a ajuda de
exaustão mecânica. O ar de retorno passa através de luminárias, grelhas ou placas
de forro perfuradas e entra no plenum superior formado pelo forro e a laje. O
volume de ar de retorno, a menos do percentual expurgado, pode voltar
inteiramente à unidade primária e ser, depois de filtrado e resfriado, fornecido
novamente ao plenum do piso, como também pode ser dividido de tal forma que,
parte se direciona à unidade condicionadora e parte retorna diretamente a uma caixa
de mistura através de um “shaft” de indução, para ser misturado ao ar primário
oriundo daquela unidade.

g) Os valores indicados para as pressões no plenum são: de zero a cinco (Pa) menor
que a pressão do ambiente (valores instantâneos quando há solicitação de vazões de
18

ar para o ambiente), para o caso do tipo pressão negativa e de 7,5 a 20 (Pa) maior
que a pressão do ambiente, para o caso do tipo pressão positiva (Sodec e Craig,
1990). Neste último caso, a necessidade de instalação de ventiladores adicionais
para fornecimento de ar ao ambiente é eliminada, já que este diferencial de pressão
(promovido pelo ventilador do sistema fan-coil) é suficiente para forçar a passagem
do ar do plenum para os espaços condicionados.

2.1 Componentes e características do sistema de insuflamento de ar pelo piso

O sistema é constituído pelos seguintes componentes básicos:

a) Unidade primária para o resfriamento do ar;

b) Sistema de controle;

c) Plenum para o insuflamento de ar resfriado (insuflamento pelo piso);

d) Ambiente (área de ocupação e retorno de ar quente);

a) Unidade primária

A unidade primária é composta por equipamentos de expansão direta ou indireta


(dependendo da capacidade de refrigeração necessária). Para o caso específico de edifícios
de grande porte, o mais adequado é o sistema com chiller e fan coil.

A capacidade dos equipamentos pode ser determinada com base nos critérios de
dimensionamento para sistemas convencionais de insuflamento pelo teto. Algumas
características, no entanto, devem ser alteradas, com a adição de alguns itens, para que
sejam garantidas condições adequadas ao funcionamento do sistema, quais sejam:

• Duto para o retorno de um percentual de ar quente diretamente ao plenum,


passando por uma caixa de mistura com o ar frio proveniente do fan coil;

• Caixa de mistura do ar de retorno não resfriado com o ar que passa pela


serpentina;

• Filtro adicional no duto de retorno do ar diretamente ao plenum, para que sejam


evitadas contaminações;
19

• Variador de freqüência do ventilador do fan coil para adequar a vazão mantendo


constante a pressão no plenum.

b) Sistema de controle aplicado à produção e distribuição de ar resfriado

O sistema deve ter controles automatizados nos moldes do sistema convencional,


adicionado de alguns pontos de controle específicos, quais sejam:

• Temperatura do ar na saída do fan coil, para atuar na válvula de controle de


vazão de água gelada na serpentina no controle da umidade no ambiente.

• Temperatura do ar na saída da caixa de mistura, para atuar sobre os dampers do


ar de retorno no controle da temperatura no ambiente.

• Pressão no plenum, para atuar na freqüência do ventilador da serpentina (fan


coil) no controle da vazão de ar no ambiente.

Além dos controles relacionados acima, podem ainda ser monitorados os itens:

• Velocidade do ar na entrada do ar externo e saída do ar expurgado, para manter


os percentuais da vazão de ar externo e expurgado equilibrados.

• Umidade do ar na saída da caixa de mistura, para manter constante a umidade do


ar insuflado no ambiente.

c) Plenum

O plenum é uma câmara de ar frio pressurizado ou com pressão zero (pressão


negativa instantânea), formado por um sistema de piso elevado instalado sobre a laje
inferior (Figs. 2.3 e 2.4).

d) Ambiente condicionado.

Nos ambientes são instalados difusores de piso e/ou de mesa nas estações de
trabalho, difusores de piso nas áreas de circulação e difusores de piso na zona periférica,
podendo ser de 150mm ou 200 mm de diâmetro nas duas primeiras situações e grelhas
retangulares na última.
20

O forro deve conter aberturas suficientes para o retorno do ar através de um plenum


superior (perfurações nas placas de forro e/ou luminárias com retorno).

Figura 2.3 – Plenum – piso elevado Figura 2.4 – Suportes para piso elevado

2.2 Condições de funcionamento

Segundo Sodec e Craig (1990), em edifícios de escritórios a carga térmica estimada


nos espaços é: nas zonas perimetrais, 50 a 70 W/m² e nas zonas internas, 30 a 50 W/m² de
área de piso. Para remover esta carga térmica é necessária uma vazão de ar de suprimento
da ordem de 5 a 7 l/s.m² nas zonas perimetrais e 3 a 5 l/s.m² nas zonas internas. Sendo
assim, a vazão requerida por pessoa, isto é, para 10 m² do espaço no pavimento, é de 50 a
70 l/s nas zonas periféricas e 30 a 50 l/s na zona interna.

Segundo resultados obtidos utilizando programa de simulação detalhada do


comportamento térmico de edificações BLAST (Pedersen, 1993), para os edifícios e
condições climáticas do Brasil os valores de carga térmica nas zonas periféricas são bem
mais elevados devido à maior insolação. Acrescente-se que em ambientes de telemarketing
as cargas térmicas nas zonas internas também assumem valores mais elevados. Estes
resultados de carga térmica, com valores bem mais elevados, exigem também uma vazão
de ar algo maior.
21

Para atender aos requisitos de retirada destas cargas térmicas, algumas condições
no sistema devem ser observadas, tais como:

• A temperatura da água gelada na serpentina deve ser mantida em torno de 6°C a


7° C;

• A temperatura do ar primário insuflado na caixa de mistura deve estar na faixa


de 10°C a 13° C;

• A temperatura do ar no plenum, que geralmente é uma mistura do ar insuflado


com um percentual de ar de retorno, deve estar na faixa de 17 a 20° C para não
provocar sensação de desconforto ao usuário.

Este ar, entrando no ambiente, na condição promovida pelos difusores instalados


diretamente no piso (fluxo laminar ou turbulento, no caso de plenum com pressão positiva)
ou acoplados a ventiladores individuais (no caso de plenum com pressão negativa) arrasta
o calor na direção vertical para cima; chega ao forro para ser retornado, na faixa de
temperatura de 27°C a 30° C.

Uma parte desse ar aquecido é expurgada e igual percentual de ar externo é


introduzido no sistema. O restante do ar quente pode retornar integralmente à unidade de
resfriamento ou se dividir em duas partes, cujos percentuais são determinados pelos set
points estabelecidos para o sistema, indo uma para a unidade primária e outra para a caixa
de mistura através de shafts de indução ou por pontos de bypass no plenum.

Devido ao fato do ar contido no plenum estar em contato direto com a laje, podem
ser usadas estratégias de armazenamento térmico (resfriamento prévio da laje) para reduzir
os picos de demanda de energia para resfriamento do ar e diminuição da capacidade do
equipamento de produção de água gelada / ar frio.

Para atender aos requisitos de fluxo de ar no ambiente, dois diferentes tamanhos de


difusores (geralmente circulares) são mais usados: 150 mm e 200 mm de diâmetro, sendo
as vazões máximas para cada tipo, ≤12,5 l/s para o menor e ≤40 l/s para o maior. Arnold
(1990), em suas pesquisas de campo, concluiu que os difusores de menor diâmetro, por
causarem correntes de ar menos intensas, parecem ser mais apropriados para uso nas
proximidades dos postos de trabalho e que os de maior diâmetro poderiam ser usados em
locais de ocupação transitória, mas que suas vazões não devem ser maiores que 34 l/s a
22

uma temperatura de suprimento de 18° C; entretanto, o autor destaca que estas conclusões
são resultados puramente subjetivos.

Existem alguns tipos de difusores que diferem entre si basicamente pelas


dimensões, pela forma, tamanho e disposição das aberturas ou das aletas e pelo grau de
liberdade de controle das aberturas. Os tipos mais comuns são os de jato livre e os
trançados; o primeiro tipo produz um jato direto enquanto o segundo apresenta um jato de
efeito espiralado. No caso de difusores de piso, a velocidade de descarga do ar
imediatamente acima do difusor (cerca de 10 a 20 cm, dependendo do tipo de jato) é em
torno de 2 a 4 m/s, velocidade essa, mais alta do que a especificada por norma como
admissível para ambientes ocupados. Sendo assim, é aconselhável que os difusores de
diâmetro de 150 mm sejam instalados a uma distância mínima de 0,80 m a 1,00 m do
usuário e os de 200 mm, de 1,00 m a 1,50 m (Sodec e Craig, 1990).

Quanto aos difusores de mesa, a direção do jato de ar é individualmente ajustável.


Conseqüentemente, a velocidade do ar pode ficar sujeita ao controle direto dentro da área
de trabalho o que, inclusive, tem um efeito psicologicamente positivo. Os difusores de
mesa são dimensionados de tal forma que, ao nível da cabeça de pessoas sentadas, a
velocidade do ar possa ser ajustada numa faixa de zero a 0,80 m/s. As Figuras 2.5, 2.6 e 2.7
exemplificam os difusores mais comumente usados nos dois tipos de insuflamento pelo
piso.

Figura 2.5 –Difusor de piso – Skistad, et al. (2002), p. 37


23

LEGENDA
1 – Placa do piso
2 – Ventilador elétrico
3 – Grelha de descarga de ar
4 – Controlador de velocidade
5 – Placa de carpete
6 – Caixa acústica

Figura 2.6 – Placa contendo difusores acoplados a ventiladores utilizados no


sistema com pressão negativa.(Bauman et al (1996), p.33 - Cortesia Tate Access Floors)

Difusor

Damper

Cesto

Moldura

Guarnição

Figura 2.7 –Difusor para instalação no piso com sistema de pressão positiva.
(Bauman et al. (1996), p. 34 - Cortesia de Krantz)

Quanto à temperatura do ar no ambiente, suas características de distribuição são


bastante diferentes daquelas apresentadas pelo sistema convencional com insuflamento
pelo teto. No sistema convencional, a temperatura do ar no ambiente (no nível médio) é
praticamente a mesma do ar de retorno e, no sistema com insuflamento pelo piso, a
temperatura do ar no ambiente geralmente é um pouco inferior à do ar de retorno (neste
caso, retorno significa o ar imediatamente antes de entrar nas luminárias ou no plenum do
teto) num ciclo de resfriamento, formando uma camada de ar quente próxima ao forro, cuja
24

intensidade varia com a carga térmica no local. Se a temperatura do ar de retorno não


passar de 28° C, a temperatura do ar no ambiente deverá ficar por volta de 25° C ou 26° C.
O perfil de temperatura no ambiente se torna estratificado, embora a diferença de
temperatura entre os níveis 0,10 m e 2,00 m do piso em direção ao teto não ultrapasse 3° C,
na maioria dos casos avaliados por pesquisadores da área (Skistad, et al., 2002).

Num sistema com o plenum pressurizado, uma área de até 300 m² pode ser
facilmente atendida com apenas um duto de descarga livre de ar de suprimento, sendo que
o plenum deve ter uma altura de 300 mm. Se a velocidade do ar de descarga não for maior
do que 2,5 m/s, a distribuição do ar do plenum para os difusores será relativamente
uniforme. (Shute, 1992, 1995).

Considerando 300 m² como limite de área para cada zona controlada, o pavimento
pode ser seccionado em várias zonas por meio de elementos separadores. No caso de
plenum pressurizado, essas zonas não necessitam ser totalmente estanques se a pressão
estática não for superior a 20 Pa; a perda de vazão de uma zona para outra não passa de
0,7% (Sodec, 1990). Entretanto, perdas pelas frestas das placas do piso elevado podem
ocorrer; se o plenum é pressurizado (perda de aproximadamente 5% do volume de
suprimento se não houver revestimento de carpete (Arnold, 1990)). Este fato não se torna
um problema, uma vez que o ambiente poderá contar com aquele volume de ar “perdido”;
por outro lado, se o plenum for do tipo pressão negativa, a perda se realizará do ambiente
para o plenum, havendo inversão no sentido do fluxo, o que é desaconselhável pelo
desbalanceamento do sistema.

2.3 Outros requisitos necessários ao bom desempenho do sistema

As ações que acontecem nos ambientes repercutirão diretamente sobre o


funcionamento do sistema, cujo desempenho, além das características apresentadas, é
dependente dessas ações. Para que não ocorram efeitos indesejáveis aos usuários ou
prejudiciais aos próprios equipamentos, alguns requisitos devem ser atendidos, tanto no
que se refere ao projeto de distribuição de ar nos ambientes e estratégias de controle
(individual e/ou por zonas), quanto à forma de utilização.

O projeto de distribuição de ar nos ambientes, além de contemplar os itens:


definição de set points (por exemplo: de temperatura do ar e água, pressão no plenum),
25

escolha adequada de difusores (quanto ao tipo e tamanho), distâncias dos difusores ao


usuário e outros já mencionados anteriormente, deve levar em consideração também a
definição de zonas com cargas térmicas aproximadamente iguais. Este procedimento se
reporta ao controle das vazões de ar nos difusores localizados no piso, tanto em áreas de
ocupação quanto nas de circulação e periféricas. Este controle é feito baseado em valores
de temperatura do ar, coletados por sensores termostáticos localizados em pontos
estratégicos, que representam condições semelhantes das áreas daquela zona. Por exemplo,
deve ser evitado o agrupamento de estações de trabalho com densidades ocupacionais
diferentes ou localizações distintas (estações de trabalho em área central com periféricas,
próximas a uma parede envidraçada, etc.) para serem controladas por um mesmo ponto.

Quanto à distribuição de difusores no piso, devem ser evitadas as concentrações


como também a ausência de pontos; em ambos os casos podem ocorrer sensações
desagradáveis aos usuários (correntes de ar ou ausência de “ventilação” – sensação de ar
parado).

Nas estações de trabalho os difusores devem ser providos de dispositivos de


controle individual de vazão de ar. Entretanto, isto não é suficiente se os usuários não
forem devidamente informados sobre a existência desses dispositivos, bem como treinados
para manuseá-los adequadamente e de acordo com suas preferências. Além disso, a equipe
de manutenção deve ser orientada e treinada para reposicionar os difusores (seguindo o
mesmo conceito de projeto) quando ocorrerem mudanças de lay out. Nestes casos, o
fornecimento de um manual de instruções de uso e operação é bastante desejável, além de
palestras informativas sobre o assunto.

2.4 Considerações sobre o desempenho do sistema

Embora o sistema de ar condicionado com insuflamento pelo piso represente uma


tecnologia relativamente nova, alguns aspectos já podem ser caracterizados como positivos
ou negativos, com base em resultados de pesquisas internacionais e brasileiras, tanto no
campo da simulação quanto da experimentação em laboratório e, mais recentemente, no
campo da aplicação, ou seja, avaliações de desempenho de sistemas instalados e em
funcionamento no edifício.
26

Esses resultados têm revelado que existe uma forte tendência para o uso deste tipo
de sistema, uma vez que promove alguns efeitos que não são alcançados com o sistema
convencional com insuflamento pelo teto.

Os principais aspectos deste tipo de sistema são:

• Flexibilidade para mudanças de lay out sem prejuízo do conforto térmico, uma vez
que existe a possibilidade de deslocamento dos difusores e controle individual de
vazão de ar resfriado;

• aproveitamento da convecção natural para a retirada do calor dos ambientes;

• menor possibilidade de curto circuito devido ao sentido do fluxo de ar;

• volume de ar a ser resfriado é menor que o volume total do ambiente, já que a


região acima da zona ocupada não necessita de resfriamento;

• a temperatura do ar insuflado no ambiente é mais alta do que a do ar fornecido pelo


sistema convencional;

• como conseqüência dos dois itens anteriores, se o sistema for bem projetado e
operado adequadamente, a tendência é haver menor consumo de energia;

• possibilita uma ventilação efetiva através de ajustes individuais de vazão de ar,


promovendo uma movimentação do ar pelo aumento de sua velocidade, que é
percebida pelos usuários, resultando em condições de conforto mais desejáveis;

• a idade do ar respirado pelos usuários é menor, porque a distância do ponto de


origem à região do nariz é inferior àquela quando é oriundo do teto. Por este fato e
pela formação de micro climas; pode haver menor incidência de contaminações,
significando melhoria na qualidade do ar interno;

• a manutenção e limpeza são facilitadas pela ausência de dutos de distribuição de ar;

• pela pouca solicitação de espaço (altura), a aplicação do sistema permite a redução


do pé direito nas edificações, considerando que a tipologia estrutural adotada
atualmente, em sua maioria, é composta por lajes livres com vigas periféricas e
número reduzido de pilares;

• sua aplicabilidade em retrofits depende da altura disponível entre a laje de piso e as


vigas da cobertura;
27

• mesmo em novos projetos, sua aplicação depende do tipo de ocupação;

• não deve ser utilizado em áreas suscetíveis à água, alguns tipos de indústrias,
centros cirúrgicos;

• maior estratificação de temperaturas nas zonas ocupadas;

• maior sensação de correntes de ar se houver concentração de difusores;

• o sistema exige um maior controle na desumidificação do ar;

• a localização dos difusores requer cuidados especiais para que seja evitada
sensação de “frio nos pés”; por ser um sistema novo, o número de pesquisas na área
ainda é reduzido, incorrendo em falta de informações e diretrizes de projeto.
28

Capítulo 3

CONFORTO TÉRMICO

3.1 Introdução

Nos edifícios de escritórios atuais as pessoas ficam sujeitas a ambientes térmicos


criados artificialmente para que se sintam em conforto e possam produzir melhor as suas
tarefas. Se o objetivo é atingido, a pessoa tem uma sensação de bem estar1, expressa pela
sua satisfação com aquele ambiente térmico.

Entretanto, em condições térmicas diferentes daquelas nas quais a maioria das


pessoas se sentiria confortável, o organismo provoca reações desencadeadas pelo sistema
termorregulador que age no sentido de manter constante a temperatura interna do corpo
frente às variações térmicas externas. Esta ação mais intensa do sistema termorregulador
acarreta uma sensação de desconforto, para uma dada atividade (metabolismo), podendo,
essa sensação, ser associada ao nível de atuação do sistema através de um índice que leva
em conta o grau de afastamento das condições de conforto.

3.2 O sistema termorregulador

Para manter as atividades dos órgãos vitais, a temperatura interna do corpo humano
deve ser mantida praticamente constante, por volta de 37oC. Esta temperatura interna é
mantida constante somente se ocorrer um equilíbrio entre o calor produzido pelo corpo e o
perdido para o ambiente. Em mamíferos, incluindo o homem, o balanço térmico é
controlado principalmente pelo hipotálamo, que é parte do sistema nervoso central (SNC)
que atua como um termostato.

O hipotálamo recebe sinais de receptores térmicos de temperatura, situados no


próprio hipotálamo e numa grande extensão de pele. Quando a temperatura, especialmente
mudanças de temperatura, influenciam esses receptores, impulsos nervosos são
transmitidos ao centro de temperatura no SNC, que processa a informação, resultando em

1
Conforto térmico é definido pela ASHRAE 55a (1995) como sendo “um estado de espírito que
reflete satisfação com o ambiente térmico que envolve a pessoa”.
29

reações que mantêm a temperatura interna do corpo constante. Receptores de “frio” dão
origem a sensações de “frio” se a temperatura, numa área da pele, diminui rapidamente, em
torno de 0,004°C/s (14,4°C/h); receptores de “calor” originam sensações de “calor” se a
temperatura, numa área de pele, aumenta rapidamente, de aproximadamente 0,001°C/s
(3,6°C/h) (Olesen, 1982).

O corpo produz calor continuamente pelo processo metabólico, através da


transformação de energia química (oxidação). Esta produção de calor, considerando
metabolismo basal, é da ordem de 1W/kg de massa do corpo, se medida durante certas
condições padrão (passadas 8 horas depois da última refeição, em posição de relaxamento
e a uma temperatura neutra). Variações na produção de calor podem ocorrer em função,
tanto de fatores fisiológicos e pessoais quanto das condições ambientais. Por exemplo, em
ambientes frios, o centro de temperatura aumenta o tônus dos músculos, aumentando a
produção de calor e, em ambientes ainda mais frios, as tensões musculares provocam
calafrios, os quais podem aumentar a produção de calor em três vezes o metabolismo basal.
As maiores mudanças na produção de calor são, entretanto, o resultado do trabalho dos
músculos, que pode mudar o metabolismo basal por um fator de 10 vezes.

O calor é transportado do centro quente para a pele, parcialmente pela condução,


através dos tecidos celulares e parcialmente pelo fluxo de sangue para a pele. Em
ambientes frios, os impulsos nervosos dos receptores de frio resultam em uma vaso-
constricção cutânea, isto é, a contração dos vasos sanguíneos, diminuindo o fluxo
sanguíneo e, conseqüentemente, o fluxo de calor para a pele, para manter uma temperatura
de 37oC nas partes vitais do corpo; nestas circunstâncias, o fluxo de sangue é reduzido
primeiramente nas extremidades (mãos e pés), onde a sensação de frio é sentida primeiro.
Entretanto, quando todos os vasos sanguíneos na pele estão completamente fechados, há
ainda perda de calor por condução através da pele para o ambiente. Em um ambiente
quente, a temperatura da pele é alta e o gradiente de temperatura entre o centro do corpo e
a superfície da pele é pequeno; a troca de calor por condução do centro para a pele é, então,
pequena. Nesses ambientes, o fluxo sanguíneo aumenta devido à vaso-dilatação (abertura
dos vasos sanguíneos). O calor então produzido é transportado pelo sangue até à superfície
da pele, onde é trocado com o meio.

A regulagem da perda de calor por evaporação é feita pela secreção de água das
glândulas sudoríparas. As glândulas sudoríparas podem produzir de 2 a 3 litros de água por
30

hora, sendo que cada grama ou mililitro que evapora removerá 2,43 kJ da superfície da
pele. A produção de suor, como o fluxo sanguíneo na pele, é principalmente controlada
pelo centro de temperatura no hipotálamo, havendo, no entanto, a evaporação
descontrolada de água através da pele (transpiração insensível), que ocorre continuamente.

Uma outra possibilidade de perda de calor é pela respiração, pois, a quantidade de


vapor d’água contida no ar inspirado é menor do que a exalada pela expiração. Mas, a
quantidade de calor perdido devido à evaporação, através da respiração, é mínima, de
aproximadamente 40g/h, equivalente à perda de calor de aproximadamente 28W.

O sistema termorregulador, em condições de frio, quando o fluxo de sangue é


diminuído e há ocorrência de calafrios (aumento do metabolismo) e em condições quentes,
quando o fluxo sanguíneo aumenta e há evaporação do suor, atua para manter a
temperatura interna dentro de certos limites. Esta temperatura pode mudar de
aproximadamente 36oC para 40oC a 42oC, sob certas circunstâncias, enquanto a variação
na temperatura média da pele pode ser muito maior, de 17oC a 40oC.

A temperatura interna normal do corpo em repouso, medida de manhã, é de


aproximadamente 37oC, podendo haver, no entanto diferenças individuais (36oC a 38oC).
Durante o dia, ela varia de aproximadamente 1oC, com o valor máximo no final da tarde.
Então, cai novamente e atinge seu valor mínimo durante a manhã. Quando existe um
trabalho muscular, a temperatura do corpo aumenta para um nível mais alto, dependendo
da intensidade desse trabalho; este aumento ocorre para beneficiar o processo metabólico
no trabalho dos músculos. Esta temperatura é mantida constante independentemente da
grande variação nas condições ambientais, mas, como a capacidade do corpo de produzir
calor e a produção do suor é limitada, existem limites inferiores e superiores para manter o
balanço térmico. Por exemplo, se a temperatura ambiente sobe acima do limite superior de
regulação, haverá um acúmulo de calor no corpo e a temperatura interna deve aumentar.
Neste caso, a troca de calor entre o centro e a superfície da pele aumenta devido ao
aumento de fluxo de sangue e um novo balanço térmico pode ser atingido, mas a um nível
mais alto de temperatura interna e, se o ambiente é muito mais quente, a temperatura
interna continua aumentando até um nível fatal de 42oC a 43oC.

Em ambientes frios, onde a perda de calor, mesmo com vaso-constricção, é maior


que a produção de calor, a temperatura interna diminui. A primeira reação é que começam
31

os calafrios; mas, à aproximadamente 33oC os calafrios param e, a temperaturas mais


baixas, a pessoa fica inconsciente. Uma temperatura interna de 35°C já define “hipotermia”
(Ferreira, 2001) e, abaixo desta (cerca de 25oC) é fatal (Olesen, 1982).

A temperatura da pele em diferentes partes do corpo tende a ser uniforme em


ambientes quentes. Mas, em ambientes frios, mãos, pés, pernas e braços, em particular, se
tornam relativamente mais frios do que a cabeça e o tórax.

Uma boa revisão do assunto pode ser encontrada em Ferreira (2001).

3.3 Condições de conforto térmico

O homem interage termicamente com o ambiente trocando calor pelos mecanismos


da condução, convecção, radiação e evaporação, conforme apresentado na Fig. 3.1.

Ar no Ambiente
(ta, Va, pa)

Radiação (R)
Convecção (C)
Superfície no
C+R (pele)
Ambiente

Corpo
Pele (Ts, AD)

Suor (psk,sw)

Calor Gerado Roupa (Rcl, Re,cl)


Evaporação
Pele (Esk) (M-W) Superfície Exposta
(tcl, fcl, ε)

Respiração (Cres, Eres)

Figura 3.1 – Modelo cilíndrico da interação térmica: corpo humano – meio envolvente
(ASHRAE, 2001)

Do balanço térmico do corpo humano (1a. lei da termodinâmica), tem-se que:

U& = M − W − ( R + C + E sk ) + (C res + E res ) (3.1)


32

onde:

U& = taxa de variação da energia interna (W/m2);

M = metabolismo;

W = trabalho externo;

R = calor transferido pela pele por radiação;

C = calor transferido pela pele por convecção;

Esk = calor transferido pela pele por evaporação;

Cres = calor transferido por convecção pela respiração;

Eres = calor transferido por evaporação pela respiração.

Fanger (1972) estabelece três condições para uma situação de conforto térmico de
uma pessoa exposta a um dado ambiente por um período longo:

A. A primeira condição é que haja equilíbrio das trocas de calor entre o corpo e o
ambiente, isto é,

U& = 0 (3.2)

B. A segunda condição é que a temperatura média da pele (tsk) seja dada pela equação:

t s k = 35,7 − 0,0275( M − W ) (3.3)

C. A terceira condição é que a produção de suor (Esw) seja igual a:

E sw = 0,42( M − W − 58,2) (3.4)

As equações (3.3) e (3.4) são regressões lineares baseadas em dados experimentais


de Rohles e Nevins (1971) (Fanger, 1972; ASHRAE, 2001).

Destas três condições resulta a equação de conforto de Fanger (Fanger, 1972;


ASHRAE, 2001), dada por:
33

[
(M − W ) = 3,96.10 −8 f cl (t cl + 273)4 + (t r + 273)
4
]
+ f cl .hc (t cl − t a ) + 3,05[5.73 − 0,007(M − W ) − p a ]

+ 0,42[(M − W ) − 58,15] + 0,0173M (5.87 − p a ) + 0,0014M (34 − t a ) (3.5)

com:

(M − W ) − 3,05[5,73 − 0,007(M − W ) − p a ] 


 
t cl = 35,7 − 0,028(M − W ) − 0,155 I cl − 0,42[(M − W ) − 58,15] − 0,0173M (5,87 − p a )
− 0,0014 M (34 − t ) 
 a 

(3.6)

2,38(t cl − t a )0, 25 2,38(t cl − t a ) > 12,1 Va 


0 , 25

 para  (3.7)
2,38(t cl − t a ) ≤ 12,1 Va 
0 , 25
 12,1 Va

1,00 + 0,2 I cl I cl ≤ 0,5


f cl  para  clo (3.8)
1,05 + 0,1I cl I cl > 0,5

onde:

M = metabolismo (W/m2)

W = trabalho externo (W/m2)

Icl = índice de isolamento da roupa (clo)

ta = temperatura do ar (°C)

Va = velocidade média do ar (m/s)

pa = pressão parcial do vapor d’água no ambiente (kPa)

tr = temperatura média radiante (°C)

A equação 3.5 relaciona os fatores pessoais (M, W, Icl ) e ambientais (ta, Va, pa , tr )
para conforto térmico:
34

a. Pessoais

a.1. Atividade, dada por (M-W) - A energia é liberada no corpo a uma taxa equivalente à
quantidade de energia que o corpo necessita para funcionar (M). A energia liberada
é algumas vezes parcialmente convertida em trabalho externo dos músculos (W),
mas, é, principalmente convertida em calor interno do corpo.
Nas aplicações convencionais em ambientes condicionados W=0. O
metabolismo é sempre dado em unidade “met”, onde l met é igual ao metabolismo
para uma pessoa sentada em repouso, isto é, em atividade sedentária (1 met = 58,15
W/m2). Na Tabela 3.1, são listadas algumas atividades e seus correspondentes
valores de metabolismo.

Tabela 3.1 – Exemplos de taxa metabólica para alguns tipos de atividades (Olesen, 1982)
Atividade met W/m2

Deitado 0,8 47

Sentado, quieto 1,0 58

Atividade Sedentária (escritório, casa, laboratório, escola) 1,2 70

Em pé, relaxado 1,2 70

Atividades leves, em pé (shopping, laboratório, indústria leve) 1,6 93

Atividade média, em pé (assistente de compra, trabalho 2,0 117


doméstico, trabalho com máquinas)

Atividade alta (trabalho com máquinas pesadas) 3,0 175

a.2. Vestimenta – é dada pelo índice de isolamento térmico da roupa (Icl) que pode ser
determinado basicamente sob duas formas: por meio de medições em manequins
aquecidos (McCullough e Jones, l984, Olesen e Nielsen, 1983 apud ASHRAE,
2001) e por meio de medições em pessoas (Nishi et al., 1975) apud ASHRAE
(2001).
Os valores medidos representam a resistência intrínseca da roupa (Rcl),
expressa em m2K/W; entretanto, é mais usual a aplicação do símbolo Icl, expresso
na unidade “clo”, sendo:
35

Rcl = 0,155 Icl (3.9)

Mc Cullough e Jones (1984) apud ASHRAE (2001) sugerem que, para se


obter o isolamento térmico de um conjunto, pode-se utilizar a equação 3.10,
considerando valores específicos para cada peça:

Icl = 0,835 ∑Iclu,i + 0,161 (3.10)

onde Iclu,i é o isolamento efetivo de cada peça.

Olesen (1985) simplificou esta equação para Icl = ∑Iclu,i, que é adotada pela
ISO 7730/1994 / REV 2000. Ambas as equações oferecem exatidão aceitável para
vestimentas próprias para ambientes fechados, para valores até 1,5 clo.

Um outro fator importante para o cálculo da transferência de calor é o fator


de área (fcl), expresso pela equação:

fcl = Acl / AD (3.11)

onde:Acl = área da superfície coberta do corpo (incluindo partes descobertas, como


mãos);

AD = área do corpo nu (Área DU BOIS)

AD = 0,202 m0,425l0,725 (3.12)

onde:

m = massa corporal (kg)

l = altura (m)

A equação 3.12 é empírica (ASHRAE, 2001), através da qual, se pode


estimar um valor da superfície externa do corpo nu, se conhecidos a sua massa e
sua altura.

Valores de isolamento térmico para conjuntos de roupas (combinações de


várias peças) e para peças individuais são apresentados nas normas ASHRAE
Standard 55a / 1995 e ISO 7730 / 1994 que, normalmente, são suficientes para se
estimar os valores para esta variável.
36

Na tabela 3.2, são apresentados valores de isolamento térmico para algumas


combinações de vestimentas.

Tabela 3.2 Valores de isolações típicas, de fatores de área e de permeabilidade para


conjuntos de vestimentas (ASHRAE, 2001)
Descrição do Conjuntoa Icl fcl
Calção para caminhada, camisa de manga curta 0,36 1,10
Calças, camisa de manga curta 0,57 1,15
Calças, camisa de manga longa 0,61 1,20
Calças, camisa de manga longa, paletó 0,96 1,23
Calças, camisa de manga longa, paletó, camiseta de 1,14 1,32
manga curta, camiseta sem manga
Calças, camisa de manga longa, blusa (suéter) de 1,01 1,28
manga longa, camiseta de manga curta
Calças, camisa de manga longa, blusa de manga 1,30 1,33
longa, camiseta de manga curta, paletó, ceroula
Calças de lã, camisa de lã 0,74 1,19
Camisa de pijama de manga longa, calça longa de 0,96 1,32
pijama, robe curto de manga ¾, chinelos de tecido,
sem meias
Saia até o joelho, camisa de manga curta, meia 0,54 1,26
calça, sandálias
Saia até o joelho, camisa de manga longa, meia 0,67 1,29
calça, combinação
Saia até o joelho, camisa de manga longa, meia 1,10 1,46
calça, anágua, blusa (suéter) de manga longa
Saia até o joelho, camisa de manga longa, meia 1,04 1,30
calça, anágua, paletó
Saia longa, camisa de manga longa, meia calça, 1,10 1,46
paletó
Sobretudo de manga longa, camiseta de manga 0,72 1,23
curta
Macacão, camisa de manga longa, camiseta de 0,89 1,27
manga curta
Sobretudo de lã, blusa de frio de manga longa, 1,37 1,26
ceroula
a
Todos os conjuntos incluem sapatos e cuecas ou calcinhas.
Todos os conjuntos, exceto aqueles com meia-calça, incluem meias.

b. Ambientais

b.1. Temperatura do ar (ta) – é a média aritmética das temperaturas de bulbo seco em


torno do ocupante, em três alturas: do tornozelo (0,10m), do tronco (0,60m) e da
cabeça (1,10m), alturas essas, referentes a uma pessoa sentada e a 0,10m; 1,10m e
37

1,70m, para pessoas em pé. Esta média, em cada altura, é calculada com base em
medições realizadas em um período de três minutos.

b.2. Temperatura radiante média ( t r ) – é definida como a temperatura uniforme de um


invólucro negro imaginário na qual a transferência de calor por radiação do corpo
humano se iguala à transferência de calor por radiação num ambiente real não
uniforme. Seu valor pode ser calculado em função do fator de forma, como também
por medições de temperatura de globo (tg), temperatura do ar (ta) e velocidade do ar
(Va); por meio da combinação destas medidas, pode-se estimar o valor da
temperatura radiante média, usando as equações (3.17) a (3.20), que se baseiam no
balanço das trocas térmicas entre o globo e o ambiente, dado pela equação (3.13):

qr + qc = 0 (3.13)

onde:

qr = troca de calor por radiação entre as superfícies e o globo (W/m2)

qc = troca de calor por convecção entre o ar e o globo (W/m2).

Sendo: ( 4
q r = hrg Tr − Tg
4
) (3.14)

hrg = σε (3.15)

onde:

hrg = coeficiente de transferência de calor por radiação entre as superfícies e


o globo (W/m2K4)

ε = emissividade do globo

σ = constante de Stefan-Boltzmann = 5,67x10-8 W/m2K4

Tr = temperatura radiante média (K)

Tg = temperatura de globo (K)

q c = hcg (Ta − Tg ) (3.16)


38

onde:

hcg = coeficiente de transferência de calor por convecção ao nível do globo


(W/m2K);

Ta = temperatura do ar (K).

Na condição de convecção natural, o coeficiente de transferência de calor por


convecção ao nível do globo2 (hcg), é dado por:

1
 Tg − Ta 4
hcg = 1,4.  (3.17)
 D 

Na condição de convecção forçada, hcg é dado por:

Va 0, 6
hcg = 6,3. (3.18)
D 0, 4

onde Va é a velocidade do ar (m/s) ao nível do globo.

Em ambientes “moderados”, isto é, “onde as condições ambientais se


aproximam dos padrões de conforto adotados pela ISO 7730 (1994)” (ISO 7726, 1985),
pode-se adotar o maior valor de hcg para determinar o tipo de convecção (natural ou
forçada). Neste caso, para a condição de convecção natural, a temperatura radiante média
( t r ) é dada pela equação (3.19):

1
 1
4
t r = (t g + 273) + 0,4.10 8. t g − t a 4 .(t g − t a ) − 273
4
(3.19)
 

e, para a condição de convecção forçada, a temperatura radiante média ( t r ) é dada pela


equação (3.20):

[ ]
1
t r = (t g + 273) + 2,5.10 8.Va .(t g − t a ) 4 − 273
4 0, 6
(3.20)

2
Nas medições são utilizados globos de 15cm de diâmetro (D), com emissividade ε = 0,95.
39

onde t r , ta e tg são dados em °C.

b.3. Velocidade do ar (Va) – é a média da velocidade instantânea do ar à qual o corpo


está exposto. Esta média é calculada com os valores medidos durante o mesmo
período de medição e nos mesmos níveis que a temperatura do ar.

b.4 Umidade relativa (UR) – caracteriza a quantidade de vapor d’água no ar em relação


à máxima quantidade que pode ser mantida, numa dada temperatura, dado pela
relação entre a pressão parcial do vapor de água no ar, pa, e a pressão de saturação
do vapor de água no ar, ps, à mesma temperatura.

pa
UR = (3.21)
ps

A umidade relativa, UR (e conseqüentemente a pressão parcial do vapor d’água, pa)


deve ser medida no nível 0,60m nas áreas ocupadas pelas pessoas.
40

Capítulo 4

AVALIAÇÃO DE AMBIENTES TÉRMICOS

4.1 Introdução

As equações apresentadas no Capítulo 3 tratam exclusivamente de situações de


conforto térmico, ou seja, das combinações dos parâmetros (M, W, Icl, ta, Va, pa , tr ) que
causam sensação de conforto térmico. A percepção do conforto e a aceitação de um
ambiente térmico, contudo, depende das pessoas.

Em função disto, foi estabelecido um critério que avalie o grau de desconforto


apresentado por um determinado ambiente, expresso subjetivamente, de acordo com a
classificação a seguir, denominada “Escala de Sensação Térmica da ASHRAE” (Tab. 4.1):

Tabela 4.1 – Escala de Sensação Térmica (ASHRAE 55a, 1995)


+3 muito quente
+2 quente
+1 ligeiramente quente
0 neutro
-1 ligeiramente frio
-2 frio
-3 muito frio

4.2 Voto médio estimado

Segundo Fanger (1972), “quando a equação do conforto é satisfeita, espera-se, para


um grande grupo de pessoas, um voto médio igual a zero (neutro). Como, então, pode uma
expressão física, tendo relação com uma sensação térmica, ser estabelecida para desvios
(variações) da equação de conforto?
Sabe-se que o corpo humano é capaz de manter o balanço térmico dentro de
grandes faixas de variáveis ambientais, pelo uso de seus mecanismos: vasodilatação e
vasoconstrição, secreção de suor e calafrios. Mas, dentro dessas grandes faixas (limites)
existe apenas um pequeno intervalo que é considerado como confortável. Por isto, é
41

razoável assumir que o grau de desconforto é tanto maior, quanto mais a carga nos
mecanismos termorreguladores se desvia da condição de conforto. Sendo assim, assume-se
que a sensação térmica, a um dado nível de atividade, é uma função da carga térmica ‘L’
do corpo, definida como a diferença entre a produção interna de calor e a perda de calor
para o ambiente real, para uma pessoa hipoteticamente mantida sob a condição de
temperatura média da pele e produção de suor com valores compatíveis para conforto”.
De acordo com esta definição, a carga térmica (por unidade de área superficial do
corpo) pode ser expressa matematicamente como a seguir:

L = M – (R + C + E + Esk + Esw) (4.1)

Experimentalmente, com base em experiências realizadas com cerca de 1300


pessoas, Fanger obteve uma relação entre a carga (L) e o metabolismo (M), a partir do voto
de pessoas submetidas a diferentes condições do ambiente, denominado PMV (Predicted
Mean Vote), resultando:

[ ]
PMV = 0,303 e -0,036M + 0,028 L (4.2)

Fanger (1972) enfatiza que o uso do PMV para avaliação do conforto térmico deve
se restringir à faixa − 2 ≤ PMV ≤ +2 e os principais parâmetros estejam dentro dos
seguintes intervalos:

M = 46 a 232 W/m2 (0,8 a 4 met)

Icl = 0 a 0,310 m2°/W (0 a 2 clo)

ta = 10 a 30°C

t r = 10 a 40°C

Va = 0 a 1 m/s

pa = 0 a 2700 (Pa)

UR = 30 a 70%

Uma vez que o cálculo do voto médio estimado é trabalhoso, a ISO 7730 (ISO,
1994) apresenta tabelas, gráficos e uma rotina para utilização em microcomputador, que
42

permitem determinar, mais facilmente, o PMV para diferentes atividades, tipos de


vestimenta e condições ambientais.

A Tabela 4.2 contém valores de PMV para atividade de escritórios (1,2met) com
umidade relativa de 50%, os quais são apresentados em função da temperatura operativa1
(to), dada pela equação 4.3, 4.4 ou 4.5.

hr t r + hc t a
to = (4.3)
hr + hc

onde: hr = coeficiente de transferência de calor por radiação;

hc = coeficiente de transferência de calor por convecção;

Para ambientes condicionados, a temperatura operativa também pode ser calculada


utilizando-se a equação:

t o = a.t a + (1 − a ).t r (4.4)

onde “a” depende da velocidade do ar, conforme a relação abaixo (ISO 7726, 1985):

V (m/s) 0-0,2 0,2-0,6 0,6-1,0

a 0,5 0,6 0,7

Para ambientes com pessoas em atividades cuja taxa metabólica se apresenta entre
1,0 met e 1,3 met, não sujeitas à luz do sol e não expostas a velocidades do ar superiores a
0,20 m/s, a relação pode ser aproximada, com aceitável exatidão, por:

to =
(t a + tr ) (4.5)
2

1
Temperatura operativa é a temperatura uniforme de um invólucro negro imaginário, na qual uma pessoa
trocaria a mesma quantidade de calor por radiação e convecção, do que se estivesse num ambiente real não
uniforme” (ASHRAE, 2001).
43

Tabela 4.2 - Determinação do voto médio estimado - PMV (ISO 7730, 1994)
Atividade 1.2 met e umidade relativa do ar de 50%
Vestimenta Temperatura Velocidade Relativa do ar – m/s
Operativa
CLO m2 . ºC
ºC < 0.10 0.10 0.15 0.20 0.30 0.40 0.50 1.00
W

0 0 25 – 1.33 – 1.33 – 1.59 –1.92


26 – 0.83 – 0.83 – 1.11 – 1.40
27 – 0.33 – 0.33 – 0.63 – 0.88
28 0.15 0.12 – 0.14 – 0.36
29 0.63 0.56 0.35 0.17
30 1.10 1.01 0.84 0.69
31 1.57 1.47 1.34 1.24
32 2.03 1.93 1.85 1.78

0.25 0.039 23 – 1.18 – 1.18 – 1.39 – 1.81 –1.97 – 2.25


24 – 0.79 – 0.79 – 1.02 – 1.22 – 1.54 – 1.80 – 2.01
25 – 0.42 – 0.42 – 0.64 – 0.83 – 1.11 – 1.34 – 1.54 – 2.21
26 – 0.04 – 0.07 – 0.27 – 0.43 – 0.68 – 0.89 – 1.06 – 1.65
27 0.33 0.29 0.11 – 0.03 – 0.25 – 0.43 – 0.58 – 1.09
28 0.71 0.64 0.49 0.37 0.18 0.03 – 0.10 – 0.64
39 1.07 0.99 0.87 0.77 0.61 0.49 0.39 0.03
30 1.43 1.35 1.25 1.17 1.05 0.95 0.87 0.58

0.50 0.078 18 – 2.01 –2.01 – 2.17 – 2.38 – 2.70


20 – 1.41 –1..41 – 1.76 – 2.04 – 2.25 – 2.42
22 – 0.79 – 0.79 – 0.97 – 1.13 – 1.36 – 1.54 – 1.69 – 2.17
24 – 0.17 – 0.20 – 0.36 – 0.48 – 0.68 – 0.83 – 0.95 – 1.35
26 0.44 0.39 0.26 0.16 – 0.01 – 0.11 – 0.21 – 0.52
28 1.05 0.98 0.88 0.81 0.70 0.61 0.54 – 0.31
30 1.84 1.57 1.51 1.46 1.39 1.37 1.29 1.14
32 2.25 2.20 2.17 2.15 2.11 2.09 2.07 1.99

0.75 0.118 16 – 1.77 – 1.77 – 1.91 – 2.07 – 2.31 – 2.49


18 – 1.27 –1..27 – 1.42 – 1.56 – 1.77 – 1.93 – 2.05 – 2.45
20 – 0.77 – 0.77 – 0.92 – 1.04 – 1.23 – 1.36 – 1.47 – 1.82
22 – 0.25 – 0.27 – 0.40 – 0.51 – 0.66 – 0.78 – 0.87 – 1.17
24 0.27 0.23 0.12 0.03 – 0.10 – 0.19 – 0.27 – 0.51
26 0.78 0.73 0.64 0.57 0.47 0.40 0.34 0.14
28 1.29 1.23 1.17 1.12 1.04 0.99 0.94 0.80
30 1.80 1.74 1.70 1.67 1.62 1.58 1.55 1.46

1.00 0.155 16 – 1.18 –1.18 – 1.31 – 1.43 – 1.59 – 1.72 – 1.82 – 2.12
18 – 0.75 – 0.75 – 0.88 – 0.98 – 1.13 – 1.24 – 1.33 – 1.59
20 – 0.32 – 0.33 – 0.45 – 0.54 – 0.67 – 0.76 – 0.83 – 1.07
22 0.13 0.10 0.00 – 0.07 – 0.18 – 0.26 – 0.32 – 0.52
24 0.58 0.54 0.46 0.40 0.31 0.24 0.19 0.02
26 1.03 0.98 0.91 0.86 0.79 0.74 0.70 0.58
28 1.47 1.42 1.37 1.34 1.28 1.24 1.21 1.12
30 1.91 1.86 1.83 1.81 1.78 1.75 1.73 1.67

1.50 0.233 12 – 1.09 – 1.09 – 1.19 – 1.27 – 1.39 – 1.48 – 1.55 – 1.75
14 – 0.75 – 0.75 – 0.85 – 0.93 – 1.03 – 1.11 – 1.17 – 1.35
16 – 0.41 – 0.42 – 0.51 – 0.58 – 0.67 – 0.74 – 0.79 – 0.96
18 – 0.06 – 0.09 – 0.17 – 0.22 – 0.31 – 0.47 – 0.42 – 0.56
20 0.28 0.25 0.18 0.13 0.05 0.00 – 0.04 – 0.16
22 0.63 0.60 0.54 0.50 0.44 0.39 0.36 0.25
24 0.99 0.95 0.91 0.87 0.82 0.78 0.76 0.67
26 1.35 1.31 1.27 1.24 1.20 1.18 1.15 1.08

2.00 0.310 10 – 0.77 – 0.78 – 0.86 – 0.92 – 1.01 – 1.06 – 1.11 – 1.24
12 – 0.49 – 0.51 – 0.58 – 0.63 – 0.71 – 0.76 – 0.80 – 0.92
14 – 0.21 – 0.23 – 0.29 – 0.34 – 0.41 – 0.46 – 0.49 – 0.60
16 0.08 0.06 0.00 – 0.04 – 0.10 – 0.15 – 0.18 – 0.27
18 0.37 0.34 0.29 0.26 0.20 0.17 0.14 0.05
20 0.67 0.83 0.59 0.58 0.52 0.48 0.43 0.39
22 0.97 0.93 0.89 0.87 0.83 0.80 0.78 0.72
24 1.27 1.23 1.20 1.18 1.15 1.13 1.11 1.06
44

4.3 Percentagem de pessoas insatisfeitas

Os valores de PMV por si só, também não são suficientes para definir a sensação de
desconforto, pois, “ligeiramente frio”, ou qualquer outro valor da escala, não indicam o
quão insatisfeitas estão. Para isto, Fanger (1972), associou aos índices de voto médio
estimado, valores percentuais de insatisfação manifestada por aquelas pessoas – Percentual
Previsto de Insatisfação (Predicted Percentage of Dissatisfied – PPD).

Os valores de PPD podem ser extraídos da Figura 4.1 ou determinados pela


equação (4.6).

PPD = 100 − 95.e−(0,03353.PMV )


4
+ 0, 2179 PMV 2
(4.6)

A ISO 7730 (1994) recomenda, para ambientes térmicos aceitáveis os limites de


PMV-PPD:

− 0,5 ≤ PMV ≤ +0,5


PPD ≤ 10%
Percentual de pessoas insatisfeitas - PPD

Voto médio estimado - PMV


Figura 4.1 – Percentual de Pessoas Insatisfeitas X Voto Médio Estimado (ASHRAE, 2001)

Mesmo que a pessoa esteja na condição de conforto, ou com desconforto térmico


geral (considerando o corpo como um todo) dentro dos limites aceitáveis, insatisfações
45

térmicas locais podem ocorrer ocasionando sensações de “frio” ou “calor” em uma parte
particular do corpo (desconforto térmico local). Neste caso, a mesma norma recomenda
limites para a aceitação do ambiente, baseados em um critério de 5% a 15% de
insatisfação. Entretanto, esses percentuais não são aditivos, pois pessoas que sentem
conforto ou desconforto geral, podem sentir ou não desconforto localizado e de modos
diferentes. Sendo assim, a norma admite que um ambiente estará confortável, sob os dois
pontos de vista associados, se satisfizer a, pelo menos, 80% dos ocupantes.

A seguir, são feitas considerações sobre estes dois aspectos: conforto e desconforto
local, no que se refere aos fatores ambientais.

4.4 Condições de conforto térmico

As considerações a seguir se referem a pessoas em atividade leve (met 1,2), em


ambientes fechados e em regime permanente, durante o dia. Uma vez fixados estes
parâmetros, a condição de conforto se baseia principalmente nas variações dos seguintes
itens: vestimenta, temperatura operativa, umidade e velocidade do ar.

a. Vestimenta – de um modo geral, mesmo estando em ambientes fechados, as pessoas


costumam usar vestimentas de acordo com as estações do ano e as condições
externas do tempo. Entretanto, nos ambientes fechados, elas adaptam suas
vestimentas de acordo com as condições térmicas do local, acrescentando ou
diminuindo peças do vestuário. Durante os meses de primavera e verão, as roupas
usadas por pessoas que trabalham em escritórios no Brasil são tipicamente leves ou
de meia estação (calças / saias, blusas de algodão, poliéster ou mistas, de manga
curta ou comprida), cuja composição apresenta isolamento térmico (Icl) na faixa de
0,5 a 0,7 clo. Nas estações de outono e inverno, as pessoas vestem roupas um pouco
mais pesadas (as mesmas anteriores, acrescidas de um blaser ou paletó de tecido
leve), cujo conjunto apresenta isolamento térmico por volta de 1,0 clo.

b. Temperatura operativa – Tendo em vista os hábitos sazonais de vestimenta das


pessoas, supõe-se que os valores de temperatura operativa para conforto no verão
sejam maiores que no inverno. A faixa de temperatura operativa e temperatura
operativa ideal, sugerida pela ISO 7730 (1994), na qual, teoricamente, não mais que
10% das pessoas se sentem insatisfeitas, nas condições estabelecidas anteriormente,
46

é dada na Tabela 4.3 e uma faixa mais ampla, com condições aceitáveis de
temperaturas do ar associadas a valores de umidade relativa, pode ser extraída da
carta psicrométrica apresentada na Figura 4.2.

Tabela 4.3 – Faixas de temperaturas operativas ótimas


pessoas em atividade leve (≤1,2 met), em ambiente com umidade relativa de 50% e
velocidade média do ar ≤ 0,15 m/s (ISO 7730, 1994)
Estação Descrição da Icl Temperatura Faixas de to
do ano roupa típica clo operativa ótima (to) (para 10%
de insatisfeitos
Inverno Calça comprida pesada 1,0 22°C 20 – 23,5°C
Camisa de manga comprida
paletó

Verão Calça comprida leve 0,5 24,5°C 23 – 26°C


Camisa de manga curta

Figura 4.2 – Zonas de conforto para inverno e verão – ASHRAE (2001)


47

Na carta psicrométrica modificada da Figura 4.2 estão delimitadas as “zonas


de conforto”, definidas em termos de faixas de temperaturas operativas para
conforto, em função da combinação de temperatura do ar e temperatura radiante
média que promovem condições térmicas aceitáveis, com velocidade do ar inferior
a 0,20 m/s. São mostradas duas zonas, sendo uma para 0,5 clo de isolamento
térmico das roupas e outra para 1,0 clo. Estes índices de isolamento são típicos para
roupas usadas quando o ambiente externo é quente ou frio, respectivamente.

As bordas de temperatura mais frias e mais quentes das zonas de conforto


são afetadas pela umidade e coincidem com as linhas de temperatura efetiva2
(ET*). Na região central de uma zona, a pessoa vestida nas condições adequadas, se
sente em neutralidade térmica (“zero” da escala apresentada na Tabela 4.1);
próximo à borda da região mais quente, a pessoa se sente como em torno de +3 da
mesma escala e a –3, se estiver próxima à borda mais fria.

c. Umidade – Os limites, superior e inferior, das zonas de conforto são determinados


pela umidade e são menos precisos. A ASHRAE Standard- 55a (1995) recomenda
que a temperatura de orvalho não seja inferior a 2°C, para que não haja problemas
com ressecamento da pele, olhos, mucosas e outros.

d. Velocidade do ar – dentro das condições apresentadas, na faixa de temperatura


considerada para conforto, de acordo com a ASHRAE Standard – 55a (1995) não
existe um valor mínimo para a velocidade do ar necessário para o conforto térmico,
mas valores altos devem ser evitados para que não haja desconforto com correntes
de ar.

As zonas de conforto apresentadas na Figura 4.2 podem ser alteradas em


função de acréscimos de temperatura e velocidade do ar, dependendo da
vestimenta, da atividade e da diferença de temperatura entre a vestimenta e a
superfície da pele. A Figura 4.3 mostra a velocidade requerida para vestimenta e
atividade correspondentes para a zona de conforto no verão e as possibilidades de
incremento de temperatura. Para pessoas sedentárias, ou em atividade de
escritórios, não é recomendado proporcionar um incremento de temperatura
superior a 3°C acima da zona de conforto, nem velocidades maiores que 0,8 m/s.

2
Temperatura efetiva é a temperatura de um ambiente, com 50% de umidade relativa, que resulta em uma
mesma perda de calor sensível e latente pela pele como no ambiente real.
48

Esta ação só pode ocorrer se o usuário puder controlar, tanto a velocidade do ar


quanto a direção do fluxo e, para não acontecerem situações de desconforto, os
ajustes devem ser gradativos, com variações máximas de até 0,15 m/s em cada
passo.(ASHRAE Standard – 55a/1995).

Acréscimo de Temperatura, °C
Velocidade do ar, pé/min

Velocidade do ar, m/s


Limite para
Atividade
sedentária

Acréscimo de Temperatura, °F

Figura 4.3 – Velocidade do ar necessária para acréscimo de temperatura


(ASHRAE, 1995)

As curvas da Figura 4.3 se aplicam a pessoas com vestimentas cujo


isolamento térmico da roupa esteja na faixa de 0,5 clo a 0,7 clo e sua taxa
metabólica se situe entre 1,0 e 1,3 met.

4.5 Desconforto térmico local

O desconforto local ocorre devido a alguns fatores que alteram a uniformidade no


ambiente. Tais fatores podem ser devido a janelas ou superfícies frias ou quentes, correntes
de ar ou variações dessas. As principais causas são as descritas a seguir.

a. Diferença vertical de temperatura do ar – estratificação da temperatura –


geralmente, em ambientes fechados, a temperatura do ar aumenta do piso para o
teto. Se este aumento é muito grande, pode ocorrer desconforto local expresso por
calor na cabeça e frio nos pés, embora o corpo como um todo possa estar em
49

situação de conforto. Para que este fato não ocorra, o gradiente de temperatura não
deve ser maior que 3°C, para pessoas em atividade leve, vestindo roupa com
isolamento de 0,5 clo a 0,7 clo. A Figura 4.4 pode ser usada para determinar o
máximo gradiente de temperatura no ambiente, de acordo com o limite de
percentual de insatisfação para o caso.
Percentual de pessoas insatisfeitas - PPD

Cabeça = 1,10 m acima do piso


Pés = 0,10 m acima do piso

Diferença de temperatura do ar entre os pés e a cabeça °C

Figura 4.4 – Percentual de pessoas sentadas insatisfeitas com a diferença vertical


de temperatura do ar entre os pés e a cabeça (ASHRAE, 2001)

b. Assimetria da temperatura radiante – a radiação térmica em torno do ocupante


pode não ser uniforme devido tanto a superfícies frias ou quentes quanto à radiação
solar direta. Esta assimetria pode causar desconforto local e reduzir a aceitabilidade
térmica do espaço. Em geral, as pessoas são mais sensíveis à radiação assimétrica
causada por teto quente do que àquelas por superfícies verticais frias ou quentes. De
acordo os com critérios determinados pela ASHRAE-Standard – 55a (1995-
REV/2000), para indivíduos nas condições de atividade e vestimenta especificadas
anteriormente, os limites para a assimetria da temperatura radiante, apresentados no
gráfico da Figura 4.5, são os seguintes:

• Para teto quente, assimetria < 5°C

• Para teto frio, assimetria < 14°C


50

• Para parede quente, assimetria < 23°C

• Para parede fria, assimetria < 10°C

Teto quente
Percentual de pessoas insatisfeitas

Parede fria

Teto frio
Parede quente

Assimetria da temperatura radiante °C


Figura 4.5 – Percentagem de pessoas que expressam desconforto devido à
assimetria da radiação (ASHRAE, 2001).

A medida da assimetria da temperatura radiante plana (∆t pr ) é dada

pela diferença entre as temperaturas radiantes planas de dois lados opostos de um


elemento plano pequeno. Este parâmetro descreve a assimetria do ambiente
radiante e é especialmente importante nas condições de conforto. Seu valor depende
da orientação do elemento plano que pode ser especificada em algumas situações
(por exemplo, assimetria do piso para o teto); quando não é especificada, sua
orientação deve ser aquela que dá o maior valor. Deve ser medida na altura 0,60m
para pessoas sentadas e a 1,10m do piso, para pessoas em pé.

c. Temperatura do piso – Ocupantes de ambientes fechados, nas condições de


atividade e vestimenta já mencionadas, podem sentir desconforto nos pés, mesmo
calçados, devido ao contato direto com o piso, se este estiver frio ou quente. Os
limites de temperatura do piso indicados pela ASHRAE – Standard 55a - REV
51

(2000), são de 19°C a 29°C; da Figura 4.6, podem ser extraídos valores para esta
variável, em função do percentual máximo tolerável de insatisfação.

Percentual de pessoas insatisfeitas

Temperatura do piso°C

Figura 4.6 – Percentual de pessoas insatisfeitas com a temperatura do piso


(ASHRAE, 2001)

d. Correntes de ar (Draught Rate - DR) – quando ocorre um resfriamento localizado e


indesejado no corpo, devido ao movimento do ar, há uma sensação de corrente de
ar, que depende da velocidade do ar, da temperatura do ar, da intensidade de
turbulência, da atividade e da vestimenta das pessoas. A sensibilidade à corrente de
ar é maior em partes do corpo descobertas, especialmente na região da cabeça,
pescoço e ombros e na região dos pés, tornozelos e pernas.

Determina-se o percentual de insatisfação (DR) com as correntes de ar pela


equação (4.7), quando são conhecidas a temperatura e a velocidade do ar do
ambiente. Este aspecto é verificado principalmente na altura da cabeça e tronco das
pessoas (1,10m para pessoas sentadas e 1,70m para pessoas em pé). Se a pessoa
estiver com as pernas descobertas, deve ser feita a verificação também no nível
0,10m.

A ISO 7730 (1994) propõe, como limite para desconforto, 15% de


insatisfeitos. A figura 7.7 ilustra algumas condições limites de temperatura e
52

velocidade do ar, dependentes da intensidade de turbulência (definida a seguir) para


ambientes, nos quais, o percentual de pessoas insatisfeitas seja o máximo tolerável
(DR=15%). Este gráfico pode, inclusive, servir para se determinar combinações de
temperaturas e velocidades do ar para orientar ajustes em sistemas de
condicionamento de ar de modo a que opere em condições de não promover
desconforto para os usuários.

[
DR = (34 − t a )( ]
. Va − 0,05)0,62 .(0,37.Va .Tu + 3,14) (4.7)

onde: ta = temperatura do ar local (°C)

Va = velocidade média do ar local (m/s)

Tu = intensidade de turbulência (%)

15% insatisfação
Velocidade média do ar – m/s

Intensidade de turbulência

Temperatura °C

Figura 4.7 – Correntes de ar para 15% de insatisfeitos (ASHRAE, 2001)


53

A intensidade de turbulência (Tu) – é a relação entre o desvio padrão (DPV) e a


média da velocidade do ar (Va), expresso em porcentagem. Esta relação pode ser calculada
pela equação (4.8), com base nos valores de velocidade do ar, medidos com intervalos de
0,2 segundos, durante, pelo menos, três minutos e o desvio padrão (DPv), referente à
respectiva coleção de dados.

DPV
Tu = .100 (4.8)
Va

Este critério não se aplica para o caso de velocidades do ar mais altas, quando a
pessoa utiliza o controle individual desta variável.

4.6 Influência de fatores secundários sobre o conforto

Os fatores intervenientes no conforto, descritos anteriormente, são ditos primários.


Entretanto, alguns outros, chamados de secundários, podem também influir no conforto,
mas em menor escala:

a. Variações diárias – Fanger (1972) conduziu uma experiência com um grupo de


pessoas, onde a temperatura ambiente preferida para cada uma delas, sob condições
idênticas, foi determinada em quatro dias diferentes. Como o desvio padrão para os
resultados foi de 0,6 ºC, Fanger concluiu que as condições de conforto para os
indivíduos podem ser reproduzidas e elas variarão muito pouco de dia para dia.

b. Idade – devido ao fato de que o metabolismo diminui ligeiramente com a idade,


diz-se que não se podem realizar experiências com pessoas de idades muito
diferentes. Entretanto, resultados de pesquisas de: Fanger (1982), Fanger e
Langkilde (1975), Nevins et al. (1966) e Rohles e Johnson (1972) apud ASHRAE
(2001), realizadas na Dinamarca e Estados Unidos, com grupos de idades diferentes
(21 a 84 anos), revelaram que os ambientes térmicos preferidos pelas pessoas mais
velhas não diferem dos preferidos pelas mais jovens. Justificam que o baixo
metabolismo nas pessoas mais velhas é compensado pela baixa perda de calor por
evaporação; afirmação esta, confirmada por outros pesquisadores: Collins e
Hoinville (1980) apud. ASHRAE (2001). O fato das pessoas idosas e jovens
preferirem o mesmo ambiente térmico não necessariamente significa que elas são
54

igualmente sensíveis ao frio e ao calor. Na prática, o nível de temperatura ambiente


nas casas das pessoas idosas é sempre mais alto do que das pessoas jovens, sendo
explicado pelo fato dos idosos permanecerem em atividade sedentária na maior
parte do tempo.

c. Adaptação – resultados de pesquisas desenvolvidas principalmente por Fanger


(1972), com grupos étnicos diferentes, revelam que as pessoas não são capazes de
se adaptar a uma determinada condição térmica para sentir conforto, se ela não é de
sua preferência. Sendo assim, as condições de conforto estabelecidas podem servir
para qualquer lugar, desde que observada a utilização de roupas usadas
habitualmente por aquelas pessoas.

d. Sexo – como resultado das mesmas pesquisas referidas anteriormente, concluiu-se


que as mulheres têm preferência por ambientes térmicos quase iguais aos da
preferência masculina. Isto se deve ao fato da temperatura da pele das mulheres ser
mais baixa que a dos homens e de perderem menos calor por evaporação; havendo
uma compensação pelo metabolismo mais baixo. A razão pela qual as mulheres
preferem ambientes mais quentes é o fato de vestirem roupas mais leves que os
homens.

e. Sazonalidade e ritmo circadiano – tendo em vista que as pessoas não podem se


adaptar para preferir ambientes mais quentes ou mais frios, os mesmos
pesquisadores concluíram que não há diferença de preferência entre as condições de
conforto para inverno ou verão. Por outro lado, espera-se que as condições de
conforto se alterem ao longo do dia, porque a temperatura interna do corpo tem um
ritmo diário, ocorrendo seu valor máximo no final da tarde e o mínimo no início da
manhã. Entretanto, pesquisas desenvolvidas por Fanger (1973) apud Olesen (1982)
indicam que também não há preferências por ambientes térmicos diferentes no
transcorrer do dia.

f. Cor e ruído – pesquisas também desenvolvidas por Fanger et al. (1977) apud
Olesen (1982) mostram que o uso de cores “quentes” no inverno e “frias” no verão,
em ambientes condicionados, para produzir um efeito psicológico nas pessoas, com
o intuito de reduzir ou aumentar a temperatura do ambiente, não surte efeito porque
as pessoas não mudam suas preferências quanto à temperatura. Da mesma forma,
55

acontece com o nível de ruído, que não produziria nenhum efeito psicológico no
conforto térmico.

4.7 Considerações sobre a aplicação do método de Fanger

Este método tem sido utilizado na maioria das pesquisas de avaliação das condições
de conforto térmico em ambientes fechados. É um método básico que serve de referência
para aplicação em qualquer situação, desde que as condições sejam estáveis (ambiente
controlado). Tanto os resultados de experimentos quanto os de simulação têm demonstrado
a sua adequabilidade até os dias atuais, mesmo em diferentes situações. Entretanto, como
cada pesquisa tem as suas particularidades, tanto no que diz respeito às condições locais
quanto aos objetivos específicos, adaptações ao método são necessárias. Contudo, tais
adaptações não invalidam os resultados; ao contrário, conferem maior versatilidade ao
método.
56

Capítulo 5

LABORATÓRIO REPRESENTATIVO DE AMBIENTES

DE ESCRITÓRIOS COM AR FRIO

INSUFLADO PELO PISO

A exemplo das pesquisas desenvolvidas principalmente por Sodec e Craig (1990),


Bauman et al. (1993) e McCarry (1995), neste trabalho foi instalado um laboratório que
representa, em escala real, uma área significativa de ambientes de escritórios, onde foram
aplicados os procedimentos experimentais. Esta área, aqui denominada “célula”,
exemplificada na Figura 5.1, significa uma fração de um pavimento tipo de edifício de
escritórios, cujas características: configuração de lay out, tipo de ocupação por pessoas e
equipamentos, localização e tipo de envoltória, além de serem as mais repetitivas,
traduzem as condições reais dos ambientes deste tipo de edificação.

A célula é dotada de sistema de ar condicionado do tipo expansão indireta, com


controles automatizados, que supre o ambiente com ar frio pelo piso com pressão positiva,
mas com opção de insuflamento pelo teto, com a finalidade de futuros estudos
comparativos.

5.1. Descrição do laboratório

O laboratório, mostrado esquematicamente na Figura 5.2, é constituído pelos seguintes


componentes básicos:

Câmara de testes, com possibilidades de distribuição de ar pelo piso e pelo teto;

Unidade de condicionamento de ar;

Sistema de automação e controle;

Sistema de aquisição de dados no ambiente.


57

Célula

DETALHE DE CÉLULA
LEGENDA
Divisórias até o teto
Divisórias baixas
Envoltória

Figura 5.1 – Planta de um pavimento tipo de um edifício de escritórios em São Paulo

Figura 5.2 – Corte esquemático do laboratório


58

5.1.1. Câmara de Testes

A definição das características e dimensões da câmara de testes se baseou,


principalmente em modelos utilizados na Universidade de Berkely /USA (Bauman, 1993),
em laboratórios visitados: na Alemanha (Trox Technik – Neukirchen Vluyn e Technische
Hochsule – RWTH – Aachen) e na Inglaterra (Reading University e Building Research
Establishment – BRE) além de especificações da norma DIN 4715 – 1 /1995 (DIN, 1995).
Trata-se de um escritório nos moldes do que existe nos edifícios brasileiros, ilustrado nas
Figuras 5.3 e 5.4. Possui área de 34,8 m2 composta por três paredes de alvenaria, uma
divisória, lajes de teto e piso de concreto armado, todas isoladas com placas de
poliuretano1 com espessuras de 50, 60 e 100 mm. Do lado interno da câmara, o poliuretano
foi revestido com chapas de material melamínico. A parede (divisória) que separa a câmara
da sala do fan coil é revestida com chapa impermeável do lado dos equipamentos para que
não haja degradação do material quando em contato com água durante os períodos de
manutenção. Sobre o isolamento da laje de piso foram colocadas chapas de “eucatex” para
proteção mecânica e evitar o carreamento de partículas de poliuretano. No teto, foi
instalado um pré-forro em placas duplas de “eucatex” com enchimento de poliuretano, com
espessura de 50 mm. Abaixo desse pré-forro, foi instalado um forro metálico modular de
dimensões 120 x 60 cm, sem perfurações, onde se alojam oito luminárias para duas
lâmpadas fluorescentes cada, formando um plenum superior para o retorno do ar e
passagem de dutos para insuflamento pelo teto.

Em uma das paredes foi instalado um painel de lâmpadas para simular a radiação
solar em superfície envidraçada. Para o dimensionamento da carga térmica equivalente, foi
considerada a pior condição de insolação, resultando em um valor de 6.400 W. Esta carga
está super dimensionada para a pesquisa piloto, mas poderá atender a outras pesquisas que
necessitem simular cargas mais altas. O painel de lâmpadas é constituído de oito fileiras,
cada uma com 20 lâmpadas incandescentes de 40 W de potência nominal, distribuídas
homogeneamente ao longo da extensão da parede (5,27 m) e da altura (2,68 m). Cada
fileira está ligada a um reostato para 1000 W, com faixa de variação de potência de 20 a
100 % (Figs. 5.5 e 5.6); foram instalados como um recurso para ajustar a carga devido à
radiação solar de acordo com a condição desejada no ambiente.

1
O material isolante possui coeficiente de condutibilidade térmica médio de 0,0233 W/mK (0,02 kcal/h
m°C), com faixa de temperatura de trabalho de -200°C a +120°C, segundo dados de ensaio fornecidos pelo
fabricante, de acordo com a norma PN-0.01.5.001, da ABNT.
59

Figura 5.3 – Perspectiva da câmara de testes do laboratório

Figura 5.4 – Perspectiva da câmara de testes do laboratório


60

Figura 5.5 – Painel de lâmpadas Figura 5.6 –Reostatos Figura 5.7 – Simulador

Do lado interno da câmara e paralelamente ao painel de lâmpadas, foram colocadas


persianas ajustáveis, com lâminas horizontais para variação do efeito da radiação no
interior da câmara. Essas persianas cobrem toda a área da superfície envidraçada
imaginária.

Para representar o lay out de escritórios, foi projetado e construído mobiliário para
compor três estações de trabalho, sendo duas adequadas para uma pessoa (com 8,7 m2
cada) e uma para duas pessoas (17,4 m2). Suas características e dimensões são bastante
utilizadas nos edifícios da atualidade. São estações separadas por divisórias de 1,20 e 1,60
m de altura, revestidas por tecido que se aproxima razoavelmente daqueles mais utilizados
nos escritórios. Sobre as mesas, em compensado revestido com material melamínico, estão
posicionados os equipamentos: micro computadores e impressoras. Nas mesas, estão
instalados também, difusores para ajustes manuais de vazão de ar e direção de fluxo. Nas
quatro estações de trabalho, foram colocados cilindros negros (simuladores) que dissipam
calor equivalente a uma pessoa sentada (Fig. 5.7). Esses simuladores foram confeccionados
de acordo com a norma DIN 4715 – 1/1995 (DIN, 1995).

O piso da câmara de testes – piso elevado – é composto por placas metálicas


moduladas e intercambiáveis, apoiadas em pedestais metálicos e revestidas com carpete em
placas. Essas placas formam, com a laje de piso, o plenum inferior para o ar frio
distribuído no ambiente, por meio de difusores instalados em posições previamente
definidas (ver cap. 6).
61

Quanto aos difusores, foi feito um pré-dimensionamento para cargas térmicas


máximas, tanto na zona periférica quanto nas demais de circulação e ocupação (internas),
sendo a área periférica aquela próxima ao painel de lâmpadas. Para a distribuição de ar no
piso, foram determinados 18 difusores circulares de Ø 200 mm junto ao painel de
lâmpadas e para a zona interna, 19 difusores circulares de Ø 150 mm, sendo 14 localizados
no piso e cinco nas mesas, sendo que cada mesa conta com, no mínimo, um difusor. O pré-
dimensionamento se baseou nas recomendações de Sodec (1990), que sugere, com base em
resultados de suas pesquisas, 01 l/s.m2 para remover uma carga de 10W/m2. Foram
consideradas também, as características dos difusores escolhidos, cujas vazões máximas
são: para Ø 150 mm, até 20 l/s e Ø 200 mm, até 40 l/s, conforme dados fornecidos pelo
fabricante (Trox Technik), com jatos do tipo espiralado.

Os difusores de mesa têm as mesmas características dos de piso e são acoplados a


dutos auxiliares conectados às aberturas na placa de piso; esses dutos são de alumínio,
semiflexíveis, e contam com dispositivos reguladores de vazão de ar.

5.1.2. Sistema de condicionamento de ar

O sistema de condicionamento de ar é composto de uma Unidade Resfriadora de


Água (chiller) com condensação a ar e capacidade nominal de 5 TR. O equipamento foi
instalado em área próxima ao laboratório, fora do edifício, abrigado por uma construção
em alvenaria (Fig. 5.8). Essa unidade atende a um fan coil com capacidade nominal de 5
TR e 3420 m3/h de capacidade de vazão de ar para insuflamento de ar frio no ambiente
(Fig. 5.9).

Na rede hidráulica entre o chiller e o fan coil, foi instalada uma resistência elétrica
com 15 kW de potência de aquecimento, para reposição de carga na linha. Foi instalada
também, uma válvula de três vias (bypass de água gelada) na linha de retorno do fan coil
para que, alterando as vazões, possa garantir temperatura constante do ar na saída do fan
coil, atendendo ao requisito de regime permanente para a realização das medições. Ainda
na rede hidráulica, foi instalado um medidor de vazão para permitir o cálculo do consumo
de energia gasta para se atingir condições de conforto térmico para condições idênticas de
62

carga interna2 (incluindo radiação solar simulada por lâmpadas) e diferente condição de
insuflamento do ar (Figs. 5.10 e 5.11).

Figura 5.8 – Chiller Figura 5.9 – Fan coil

Figura 5.10 – Medidor de vazão de água Figura 5.11 – Resistência de aquecimento

No que se refere ao circuito do ar, o sistema possui características comuns aos


normalmente instalados nos edifícios; entretanto, com algumas diferenças, com o objetivo
de promover as condições de conforto desejadas e algumas peculiaridades inerentes ao
sistema de insuflamento pelo piso, que o diferenciam dos sistemas tradicionais.

A distribuição do ar resfriado no fan coil foi prevista para ser pelo teto ou pelo piso,
de forma distinta. Por meio de comandos manuais em dois dampers estanques instalados

2
Todas as paredes e porta, isoladas termicamente, minimizam ao máximo as cargas externas ou a perda de
calor (ensaios podem ser realizados em qualquer estação do ano).
63

nos dutos de ar, o sistema pode funcionar com um totalmente aberto e outro totalmente
fechado, segundo a direção desejada. Neste conceito, uma saída dutada de ar do fan coil se
divide em dois ramos, sendo cada um para uma direção.

A planta de distribuição de ar pelo teto é constituída por um duto principal e quatro


secundários, em cujas extremidades se encontram quatro difusores fixos no forro metálico,
com características do sistema de distribuição de ar próprias para volume de ar constante.
O retorno de ar quente pelo plenum superior é feito através de 11 grelhas instaladas no
forro, homogeneamente distribuídas e posicionadas de forma a se evitar, na medida do
possível, curto-circuitos.

A planta de distribuição de ar pelo piso apresenta alguns diferenciais que a tornam


mais complexa que a anterior. Como a temperatura do ar insuflado no plenum inferior deve
ser mais alta do que a do ar insuflado pelo teto, esse efeito é conseguido através de uma
mistura de ar resfriado no fan coil com um percentual de ar quente do retorno, significando
que o volume do primeiro é menor do que no caso anterior. A mistura do ar frio com o
quente ocorre numa caixa localizada na junção de dois ramos de dutos (um proveniente do
fan coil e outro do retorno) ilustrada na Figura 5.12. Ao final dessa caixa, na abertura para
a saída do ar para o plenum, existe um medidor de vazão de ar, que permite a monitoração
pela leitura direta pelo sistema de controle (Figura 5.13).

Os volumes de ar frio e quente para a mistura são determinados pelo do controle


microprocessado de dois dampers estanques instalados num dos ramos do duto de retorno,
que regulam a vazão de ar quente. É importante esclarecer que o ar proveniente do retorno
se divide em três partes, isto é, de uma caixa de ventilação contendo um ventilador de
indução e sistema de filtragem parte um duto que se divide em dois ramos: um para
expurgo e outro, que também se divide em dois, que conduz um percentual de ar quente
para a caixa de mistura e o restante para o fan coil.

O sistema de dutos de retorno conta também com dampers estanques para o


controle manual da vazão de expurgo, cujos valores medidos são monitorados por meio de
sensores instalados na rede. Além disso, existe um damper adicional em um dos ramos de
retorno que, se totalmente fechado, expurga todo o ar, implicando em taxa de renovação
igual a 100%.
64

Figura 5.12 – Caixa de mistura Figura 5.13 – Medidor de vazão de ar no insuflamento

Foi também instalado um damper fora da linha de dutos de retorno (na divisória
entre a câmara de testes e a sala do fan coil) à altura do plenum superior, para o
balanceamento das pressões internas, o que permite, também, que o ar quente retorne
integralmente ao fan coil, em condição de 0% de ar externo. Ambas as possibilidades
foram previstas com o intuito de se estudar futuramente assuntos ligados à qualidade do ar
interno e consumo de energia, não fazendo parte, portanto, desta pesquisa.

O ar é distribuído no ambiente através de difusores circulares individuais, com jato


espiralado, cujos componentes permitem ajustes manuais de vazão, instalados tanto no piso
quanto nas mesas. O plenum inferior que fornece o ar distribuído é pressurizado, opera
com valores de diferencial de pressão para o ambiente entre 5 e 20 Pa, mantidos constantes
para cada condição de funcionamento determinada. Considerando que a demanda de vazão
de ar no ambiente pode variar, alterando-se a pressão no plenum, a ação indicada para
normalizá-la de acordo com um set point pré-estabelecido é a variação da frequência de
rotação do ventilador do fan coil, cujos comandos são microprocessados, baseados na
média de medidas de diferencial de pressão em dois pontos no plenum. O processo
referente a esta ação é descrito no item 5.1.3.

Foi feito o comissionamento do sistema de condicionamento de ar instalado de


acordo com os padrões normais de funcionamento nos edifícios, levando-se em conta
também parâmetros específicos previstos inicialmente para a pesquisa, que estariam
sujeitos a alterações futuras. Por exemplo, o circuito de ar foi equilibrado, através do ajuste
dos dampers manuais, incluindo o ar externo para renovação, com diferencial de pressão
entre o ambiente e a sala do fan-coil ajustado para a capacidade de vazão máxima de ar do
65

fan-coil. O chiller foi ajustado para condição de máximo rendimento (∆T=5oC),


trabalhando com temperatura da água de entrada a 12oC. Na linha hidráulica as pressões
foram ajustadas para que a máxima vazão de água não ultrapasse a 2,0 m3/h. Os
parâmetros para os ajustes foram definidos em função de observações do comportamento
do sistema durante ensaios preliminares, para identificar condições de operação mais
adequadas à estabilidade das condições térmicas do ambiente.

5.1.3. Sistema de automação e controle

O sistema de automação aplicado ao sistema de condicionamento de ar foi definido


com base em uma estratégia de controle específica para atender às condições da pesquisa.
Trata-se de um projeto flexível que possibilita alterações com aproveitamento total dos
componentes instalados.

A concepção do projeto visou à otimização do controlador, em função do número


de pontos de controle do sistema, necessários ao desenvolvimento da pesquisa. A
especificação de periféricos contemplou a confiabilidade, conferida pelas características do
seu range e da exatidão, procurando atender às exigências da norma ISO 7726 (1985).

As partes que compõem o sistema são: software de supervisão Excel Building


Supervisor – XBS, versão 1.4.40, Rede de Comunicação tipo C – Bus e Unidade Remota de
Controle (URC) Excel 500 – XL500, da Honeywell e transdutores, relacionados a seguir,
cujas características são apresentadas na Tabela 5.1.

• Sensores de temperatura:

da água na entrada do chiller (01);

da água na saída do chiller (01);

da água na saída da serpentina do fan coil (01);

do ar na saída do fan coil (01);

do ar externo (01);

de ar no duto de by pass de retorno (antes da mistura) (01);

do ar na sala do fan coil (01);

do ar no duto de retorno (depois do ventilador de indução) (01);


66

do ar no plenum superior – retorno (01);

do ar no ponto de descarga – insuflamento (01);

do ar no plenum inferior – (03) e

do ar no ambiente – ponto médio da sala (01).

• Sensores de umidade relativa do ar:

no duto de ar externo (01);

no duto de ar expurgado (01);

no ponto de descarga – insuflamento (01)

no ambiente – ponto médio da sala (01)e

no plenum superior – retorno (01).

• Sensores de pressão dinâmica para determinação de vazões de ar:

no duto de ar externo (01);

no duto de ar expurgado (01);

no ponto de descarga – insuflamento (01);

no duto de ar frio para mistura (01)e

nos difusores de mesa (01).

• Sensores de pressão estática:

no plenum inferior – (02).

• Medidor de vazão de água:

na linha hiráulica de entrada na serpentina do fan coil (01).

A estratégia de controle se baseia em quatro loops, que são descritos a seguir:

a) O primeiro loop atua no âmbito da unidade de refrigeração (chiller), onde o controle é


feito sobre a temperatura da água de entrada. Um sensor de temperatura, instalado na
rede hidráulica após a resistência de aquecimento, envia um sinal que determina o
percentual de potência desse equipamento a ser utilizado para que a temperatura da
67

água de entrada atinja o valor de set point. Esse procedimento garante que a unidade
não seja desligada em caso de baixa carga térmica e a temperatura da água na saída seja
constante. Na saída de água do chiller foi instalado um outro sensor de temperatura
com a finalidade de monitoramento.

Tabela 5.1 – Características dos sensores do sistema de controle


Sensor - Utilização Tipo do elemento Sensor Faixa de Precisão
Medição
Temperatura do ar Sonda capacitiva RTD – -50° a ±0,5°C
PT 1000 260°C
Temperatura do ar Sonda capacitiva RTD – -50°C a ±0,5°C
PT 1000 65°C
Temperatura da água Sonda capacitiva RTD – -200°C a ±0,5°C
PT 1000 260°C
Umidade Relativa do ar Compensação de temperatura - -20° a ±3%
Circuito integrado 80°C
Sensores de pressão Células de capacitância -0,2 a ±1% da faixa de
diferencial 0,2”ca medição
Medidores de vazão de Diafragma ±1% do fundo de
água escala

b) O segundo se refere ao controle da vazão de água gelada na serpentina do fan coil. Na


rede hidráulica entre o chiller e o fan coil, a válvula de três vias para bypass de água
gelada atua de acordo com o valor pré-definido da temperatura do ar na saída do fan
coil, que deve ser constante. Além disso, um medidor de vazão de água na linha de
entrada da serpentina permite o monitoramento desta variável.

c) O terceiro consiste em variar a frequência de rotação do ventilador do fan coil em


função de valores de diferencial de pressão do plenum para o ambiente, medidos por
meio de sensores de pressão estática. A condição de projeto é que esse diferencial
permaneça constante, em um valor predeterminado; isto é, havendo variações na
demanda de vazão de ar no ambiente, o diferencial de pressão também sofre alterações,
repercutindo no modo de operação de um variador de freqüência instalado no sistema,
que determina ações sobre o ventilador. É também possível monitorar o relatório de
dados desse equipamento. Para não haver prejuízo nas avaliações de pressão no
plenum, foram providenciadas instalações flexíveis, ou seja, cabos trançados com
shields, soltos e de extensão suficiente para permitir o posicionamento do sensor em
68

qualquer ponto do plenum; os pontos mais adequados, determinados por


experimentação, são aqueles de máximos e mínimos valores absolutos.

d) O quarto loop permite a atuação de dampers de regulagem da vazão de ar de retorno


antes da mistura, em função da temperatura do ar insuflado no plenum inferior. Neste
caso, um sensor de temperatura do ar, instalado no ponto de descarga (insuflamento),
determina o percentual de abertura nos dois dampers, de forma a proporcionar uma
mistura adequada para se atingir o objetivo, ou seja, a temperatura do ar de
insuflamento. No ponto de leitura dos valores de temperatura foi instalado também um
sensor de umidade do ar, fornecendo valores para monitoração. Essas medidas ajudam
na definição de set points de temperatura para o ar frio, que estão condicionados,
inclusive, a outros fatores, como por exemplo, às condições do ar externo.

Além dos loops de controle e os pontos monitorados descritos acima, são feitas a
monitoração e aquisição de dados em outros pontos para que a avaliação dos parâmetros de
conforto e do sistema seja completa. Esses pontos são: temperatura da água na saída da
serpentina do fan coil; temperatura do ar em três diferentes pontos no plenum inferior;
vazão de ar na boca de insuflamento e nos difusores de mesa; temperatura e umidade do ar
de retorno no plenum superior, na sala do fan coil e no ambiente; temperatura, umidade e
vazão do ar externo (para renovação); temperatura do ar no duto de by pass de retorno e no
duto de retorno depois do ventilador de indução; temperatura e vazão de ar no duto de ar
frio para mistura.

O sistema possui uma tela gráfica de interface onde é possível monitorar, em tempo
real, as condições de operação do sistema de condicionamento de ar, além de fazer
mudanças de set points diretamente pelo computador dedicado ao controle. O sistema gera
relatórios de eventos e arquiva os dados de medição a cada segundo e, pela interface com o
software Excell, pode gerar gráficos, tanto relativos a dados já arquivados quanto gráficos
dinâmicos em tempo real. A Figura 5.14 exemplifica a tela de interface homem-máquina.

5.1.4. Sistemas de medição e aquisição de dados no ambiente

O laboratório conta com dois sistemas independentes para medição das variáveis
ambientais, que são compostos de sensores, módulos de aquisição de dados (receptores e
conversores de sinais) e softwares, com os dois sistemas montados sobre uma base
69

IBM/PC. Para a medição das temperaturas superficiais, os sensores são “termopares” do


tipo cobre/constantan, em número de nove e para as grandezas físicas: temperatura do ar,
temperatura radiante média (temperatura de globo), assimetria da temperatura radiante
plana, umidade relativa e velocidade do ar, o conjunto, denominado SENSU, cujos
sensores são os relacionados abaixo.

• 6 sensores de velocidade do ar (anemômetro de esfera quente);

• 6 sensores de temperatura do ar (termômetro de Bulbo Seco, sonda PT100);

• 1 termômetro de globo (diâmetro 150 mm, ε = 0,93 , sensor tipo PT100);

• 1 sensor de umidade relativa (tipo capacitivo);

• 1 sensor de temperatura radiante orientada (tipo fluximétrico).

Na Tabela 5.2 são apresentadas as características dos instrumentos do sistema


SENSU, que atendem às especificações da norma ISO 7726/1985.

Quanto à localização dos termopares, foram afixados às paredes, teto, piso e


persianas, nos respectivos pontos centrais, sendo que os do piso localizam-se nas áreas das
estações de trabalho. Quanto aos sensores do SENSU, foram instalados em um suporte
móvel, em tubos de alumínio, especialmente fabricado para esta utilização, cuja arquitetura
contempla a flexibilidade para mudanças nas direções horizontal e vertical.

Tabela 5.2 – Características dos instrumentos do sistema SENSU


Variáveis Faixa de medição Precisão
Temperatura do ar 10 – 30 0C ± 0,2 0C
Temperatura radiante média 10 – 40 0C ± 0,5 0C
Assimetria de radiação 0 – 20 K ±1K
Velocidade do ar 0,05 – 5 m/s 0,03 + 3% m/s
Umidade relativa 30 a 70% 3%

Além dos sistemas relacionados, o laboratório conta com outros equipamentos de


suporte, como por exemplo, um Wattímetro digital, um conjunto digital de medidores de
temperatura, umidade e velocidade do ar e um conjunto de termômetros de mercúrio
calibrados, utilizados como referência para os demais sistemas.
70

Figura 5.14 – Tela de interface homem / máquina – sistema de controle

5.2. Testes de comparação e calibração dos transdutores dos sistemas de controle e de


aquisição de dados no ambiente

Embora os instrumentos adquiridos para o laboratório tenham sido devidamente


calibrados pelos seus fabricantes, verificou-se a necessidade da realização de testes
comparativos com medidores padrão para averiguar possíveis diferenças de resultados de
medições, dadas as diversidades de origem dos equipamentos e das condições de medições.
A seguir, são feitas algumas considerações a respeito de cada tipo de medidor utilizado:

Transdutores de temperatura do ar

Esses transdutores sofreram um teste de comparação com termômetro de mercúrio


calibrado, em meio homogêneo (imersos em água), para determinação das curvas,
representativas das variações e os respectivos desvios padrão, utilizadas para corrigir as
medições definitivas.

Transdutores de velocidade do ar

Estes transdutores, como não puderam ser comparados com outro elemento, sofreram
ajustes no seu mecanismo, com regulagem dos sinais de tensão equivalentes ao “zero” de
71

velocidade, na condição de “ar parado” e a uma temperatura de referência de 28oC por


indicação do fabricante.

Sensor de umidade relativa do ar

Este sensor foi comparado com um outro (da Bruel & Kjaer), calibrado recentemente,
sendo que os resultados obtidos nos testes comparativos foram equivalentes ao de
referência, com variações de aproximadamente 3%, consideradas desprezíveis, dadas as
características de precisão do equipamento.

Sensor de temperatura de globo

Também neste caso, a comparação foi feita com o equipamento Bruel & Kjaer,
simultaneamente ao de umidade do ar. Não foram identificadas também diferenças
significativas entre os valores medidos pelos dois sensores, na faixa de temperatura
avaliada.

Sensor de assimetria da temperatura radiante plana

Este sensor, da mesma maneira que os três últimos, foi comparado com o da Bruel & Kjaer
e os resultados indicaram uma correção em torno de 4oC, em função da curva obtida
referente aos dados dos testes comparativos.

Termopares

A calibração foi feita através do processo do banho termostático utilizando, como


referência, termômetros de mercúrio padrão. A faixa de temperatura para calibração foi de
5oC a 50oC e as curvas obtidas para cada termopar indicaram a necessidade de correções
individuais que variam de –2,3 a –3,1°C.

Sistema de Controle

Para os sensores deste sistema, os testes de comparação foram realizados sob diversas
condições, num processo evolutivo de tentativas, com vistas à minimização de erros
aleatórios intervenientes no equilíbrio do sistema em funcionamento e nos resultados das
medições definitivas.

Para avaliar o comportamento desses sensores por meio de comparações com padrão
(temperatura) e outro equipamento calibrado disponível (Bruel & Kjaer) simultaneamente,
foram feitas várias tentativas, entretanto, com resultados insatisfatórios do ponto de vista
72

do seu comportamento sob diferentes condições de atuação. Sendo assim, foi criada a
condição: ambiente sem dissipadores de calor, com a sala fechada; apenas recirculação do
ar interno – sem refrigeração e sem ar externo e, portanto, sem desumidificação;
temperatura constante no ponto médio da sala como referência (24oC) e termômetro de
mercúrio padrão para comparação com o controle.

Como em todos os pontos houve coincidência de valores, quando comparados entre si,
concluiu-se que não havia necessidade de se fazer correções nas medidas dos sensores do
sistema, pois suas condições de medição estão satisfatórias, isto é, o sistema está calibrado.
73

Capítulo 6

MÉTODO DE TRABALHO

A avaliação das condições de conforto térmico no ambiente se baseou em medições


locais das variáveis de conforto e no levantamento do nível de satisfação dos usuários
incluídos nos testes.O método aplicado compõe-se de técnicas utilizadas por Fanger
(1972), em procedimentos indicados nas normas: ISO 7730 (1994), ISO 7726 (1985),
ASHRAE Standard 55a (1995) e técnicas e procedimentos de Avaliação Pós-Ocupação
(Leite, 1997), constituindo-se em um método específico para esta aplicação.

A pesquisa experimental foi feita através de ensaios, realizados nas três etapas
seguintes:

1a etapa – medições das variáveis de conforto térmico no ambiente e de variáveis


do sistema – sob seis condições térmicas diferentes, com insuflamento
pelo piso para condicionamento geral, usando simuladores que dissipam
calor equivalente ao das pessoas.

2a etapa – avaliação subjetiva do conforto térmico, com a substituição dos


simuladores por pessoas no ambiente (usuários), nas mesmas
condições da Etapa 1.

3a etapa – medições das variáveis de conforto nas zonas de ocupação – micro


climas – na condição de condicionamento individualizado,
promovido por ajustes de vazão de ar e direcionamento do fluxo
pelos usuários.

Para avaliar as possibilidades de redução no consumo de energia oferecidas pelo


sistema de condicionamento de ar com insuflamento pelo piso, foram feitas:

a) medições das variáveis inerentes ao sistema e monitoração simultânea de


fatores externos intervenientes no modo de operação, com vistas à sua
otimização;

b) identificação de possibilidades de redução na carga de refrigeração, pelo


incremento de temperatura e velocidade do ar no ambiente, com valores
74

definidos com base nos resultados da avaliação do ambiente térmico pelos


usuários.

Os itens “a” e “b” conduzem à formulação de estratégias de funcionamento e de


controle do sistema, para reduzir o consumo de energia, mas com conforto.

A seguir, são apresentadas, separadamente, as etapas do trabalho experimental,


destacando os objetivos específicos de cada etapa, as condições em que foram realizados
os ensaios, bem como os procedimentos e técnicas utilizados.

6.1 Primeira etapa

O objetivo desta etapa foi avaliar as condições térmicas do ambiente, promovidas


pelo sistema de condicionamento de ar com insuflamento pelo piso, para a identificação
das condições de conforto e de desconforto localizado, tomando como base, os parâmetros
de conforto de Fanger. Nesta etapa, quando apenas os difusores de piso permaneceram
abertos para o suprimento de ar no ambiente e contando com simuladores para dissipar
calor no lugar de pessoas, foram feitas medições locais das variáveis ambientais de
conforto térmico. Os resultados, representados pelos perfis das respectivas variáveis,
permitiram a caracterização do ambiente térmico e a comparação deste com o proposto por
Fanger (1972) como ideal para conforto, usando como referencial os valores de PMV
calculados em função dos dados coletados. Ou seja, foram identificadas as condições de
conforto e de desconforto local existentes no ambiente avaliado.

6.1.1 Condições do ambiente

Como o ambiente em estudo é de escritórios, o tipo de atividade desenvolvida é


leve, com taxa de metabolismo (M) de cerca de 1,2 met (69,6 W/m2); considerou-se que as
vestimentas mais usuais nos escritórios brasileiros apresentam índices de isolamento
térmico na seguinte faixa: 0,5 clo ≤ Icl ≤ 1,0 clo, que variam dependendo das condições
térmicas internas e externas ao edifício.

Para estas condições, a ISO 7730 (1994) sugere que as temperaturas operativas (to)
ideais para conforto devem estar na faixa de 21oC a 26oC, para valores de velocidade
relativa do ar (Va) de 0,10 < Va ≤ 0,30 m/s e umidade relativa do ar (UR) em torno de 50%.
75

Esses parâmetros, extraídos da zona de conforto (Fig. 6.1) determinada por Fanger (1972)
e adotada pela ISO 7730 (1994), foram escolhidos para servirem de referência para se criar
seis diferentes condições na sala (uma para cada ensaio), em regime permanente,
abrangendo condições típicas para inverno e verão (Fig. 6.2). Essas condições foram
representadas pelas temperaturas do ar no ponto médio (com relação ao plano do piso e à
altura) da câmara de testes, associadas à faixa de umidade relativa do ar 30%≤UR≤60%.

Figura 6.1 – Temperatura operativa ótima (PMV=0) em função da vestimenta e da


atividade (ISO 7730, 1994)

Figura 6.2 – Faixa da zona de conforto dos ensaios


76

As condições criadas foram as seguintes:

Condição 1 → ta = 26oC ± 0,5°C

Condição 2 → ta = 25oC ± 0,5°C

Condição 3 → ta = 24oC ± 0,5°C

Condição 4 → ta = 23oC ± 0,5°C

Condição 5 → ta = 22oC ± 0,5°C

Condição 6 → ta = 21oC ± 0,5°C

Embora os valores de referência para conforto sejam relativos à temperatura


operativa, foram usados, como base para a definição dessas condições, valores de
temperatura do ar, por serem os valores de to, à priori, desconhecidos. Entretanto, esta
variável pôde ser considerada válida como referência porque, em ensaios preliminares
realizados, onde a temperatura de globo (tg) foi medida nas seis condições referidas, os
(
valores encontrados se apresentaram próximos aos das temperaturas do ar t g − t a ≤ 1°C )
nos mesmos locais e em condições de baixas velocidades do ar (Va≤ 0,2 m/s).

Para dissipar calor no ambiente, foram instalados os equipamentos relacionados na


Tabela 6.1, com valores reais de potência consumida. Uma vez que praticamente não há
troca de calor entre os meios interno e externo à câmara de testes, a carga interna no
ambiente pôde ser considerada constante para as seis condições.

Tabela 6.1 – Cargas internas


Quatro microcomputadores 390,4 W
Quatro simuladores – (pessoas em atividade leve) 399,6 W
16 lâmpadas fluorescentes com reatores eletrônicos 696 W
80 lâmpadas incandescentes, para simular a radiação solar em superfície 2723,1 W.
envidraçada
Total 4.209,1 W
Carga interna 121,00 W/m2
77

6.1.2 Variáveis medidas

Em cada condição criada no ambiente, foram realizadas medições das variáveis


primitivas e derivadas de conforto utilizando critérios e procedimentos em conformidade
com as determinações da ASHRAE 55a (1992) e ISO 7726 (1985):

• Temperatura do ar

• Umidade relativa do ar

• Velocidade do ar

• Temperatura de globo

• Assimetria da temperatura radiante

• Temperatura superficial do piso.

6.1.3 Pontos de medição

As medições foram feitas em vinte pontos, determinados previamente em planta


(Fig. 6.3), cobrindo toda a área da sala (câmara de testes), ou seja, zonas de ocupação
(estações de trabalho com os simuladores S1 a S4), zona periférica (próxima ao painel de
lâmpadas) e zonas de circulação.

Nas zonas de ocupação, foram determinados três pontos para medição em torno de
cada simulador, eqüidistantes 33 cm do seu centro (o simulador é cilíndrico), totalizando
12 pontos (P1 a P12). As normas referidas anteriormente sugerem que sejam feitas
medições em um ponto de cada estação de trabalho; entretanto, este número foi ampliado
para possibilitar a verificação de possíveis variações de temperatura e velocidade do ar e da
radiação em torno de cada simulador (equivalente a uma pessoa sentada), uma vez que as
suas posições nas estações de trabalho, com relação às principais fontes de radiação, aos
difusores e às obstruções (divisórias), não são iguais.

Para a zona periférica e a de circulação foram determinados quatro pontos, sendo


um para cada área, localizados aproximadamente nos seus respectivos centros (P13, P14 e
P15 nas áreas de circulação e P16 na zona periférica). Estes pontos serviram para avaliar as
condições térmicas para pessoas em pé.
78

Figura 6.3 – Pontos de medição

Além dessas, foram feitas medições em mais quatro pontos (P17 a P20), localizados
nos centros dos difusores, que permitiram a determinação dos perfis de velocidade e
temperatura do ar fornecido diretamente ao ambiente, para servirem de referência, tanto
para as análises das condições térmicas no ambiente quanto para a estimativa das
características do escoamento e das distribuições de temperatura do ar no plenum.

Em cada ponto, as variáveis foram medidas nas seguintes alturas (níveis):

Temperatura e velocidade do ar, nos níveis 0,10; 0,60; 1,10; 1,70; 2,00 e 2,35 m,
sendo: 0,10; 0,60 e 1,10 m, recomendados para avaliação do conforto de pessoas
sentadas e 0,10; 1,10 e 1,70m, para pessoas em pé. Os demais níveis (superiores)
medidos foram adicionados para a verificação da estratificação da temperatura do ar no
pé direito da sala.
79

Temperatura de globo, assimetria de temperatura radiante e umidade relativa do ar,


no nível 0,60 m, nas zonas de ocupação dos simuladores S3 e S4 e a 1,10 m de altura
nas zonas ocupadas pelos simuladores S1 e S2, sendo esta diferença de níveis, devido à
ocorrência de obstruções à principal fonte de radiação; no nível 1,10 m, nas zonas de
circulação e periférica (pessoas em pé).

Temperaturas superficiais do piso, nas zonas de ocupação, com termopares em contato


com a superfície de carpete.

A Figura 6.4 ilustra o posicionamento dos transdutores nos pontos de medição.

Figura 6.4 – Sistema de aquisição de dados no ambiente – SENSU

6.1.4 Períodos de medição

Para estabelecer um período de medição adequado, antes de realizar os testes


definitivos foram feitos ensaios preliminares, nas seis condições criadas no ambiente, com.
medições pelos sistemas de aquisição de dados no ambiente e o monitoramento das
variáveis inerentes ao sistema. Os resultados indicaram que o ambiente pôde ser
considerado estacionário (regime permanente), tendo em vista que, durante o período
ininterrupto (de cerca de oito horas), os valores se apresentaram praticamente constantes.
80

Pelo fato das condições térmicas criadas no ambiente terem sido próximas às do
conforto e as temperaturas não terem sofrido variações significativas durante o período dos
testes, de acordo com Fanger (1972), o ambiente pode ser considerado “moderado”.

De acordo com a ISO 7726 (1985), ambientes com as características apresentadas


podem ser classificados como tipo C e, para esta classificação, a ASHRAE Standard 55a
(1995) sugere que o período mínimo e desejável para medições da temperatura seja de um
minuto e da velocidade do ar seja de três minutos. Contudo, optou-se por adotar um
período de cinco minutos para medição em cada ponto, com intervalo de cinco a dez
minutos entre um ponto e outro para a estabilização dos transdutores.

6.1.5 Condições de operação do sistema

Paralelamente às medições das variáveis de conforto, outras referentes à operação


do sistema, foram medidas e monitoradas continuamente, durante cada ensaio, para
garantir que as condições criadas no ambiente permanecessem constantes:

1. Circuito de água:

• Temperatura da água na entrada do chiller – para cada condição estabelecida no


ambiente, foi determinado um valor fixo de temperatura para operação do chiller
(set point adotado no sistema de controle), dentro da faixa de melhor rendimento do
equipamento (12oC a 14oC). Este valor foi mantido constante através de reposição
de carga proporcional (reaquecimento) promovida pela resistência adicionada à
linha hidráulica. O objetivo deste controle foi manter constante a temperatura da
água na saída do chiller, para evitar flutuações de temperatura do ar na saída do fan
coil;

• Temperatura da água gelada na entrada da serpentina do fan coil – os valores


referentes a esta variável, como conseqüência dos ajustes referidos anteriormente,
visou minimizar a desumidificação do ar de retorno pela condensação em contato
com a serpentina, porque nesta etapa não houve participação de pessoas.

2. Circuito de ar:

• Temperatura e umidade do ar externo – estas variáveis foram monitoradas para


adequação dos parâmetros de operação do sistema às condições externas;
81

• Vazão do ar expurgado – valores medidos para servirem de referência para a


determinação da vazão do ar de renovação, por meio do balanceamento das
pressões internas, pelos ajustes manuais de dampers;

• Temperatura e umidade do ar na sala do fan coil – variáveis medidas para que, em


comparação com as correspondentes do ar insuflado no plenum, permitissem
intervenções no sistema no caso de haver alterações significativas na umidade do ar
resultante no ambiente;

• Temperatura do ar de retorno – a medição desta variável permitiu o controle da


vazão de ar insuflado no plenum, pela sua diferença com relação à temperatura do
ar no ponto médio do ambiente;

• Temperatura do ar na saída do fan coil – para cada ensaio, foi determinado um


valor fixo, acima da temperatura do ponto de orvalho, para se atingir a temperatura
desejada no ambiente. Trata-se de uma variável sujeita ao sistema de controle e os
set points adotados foram determinados empiricamente nos ensaios preliminares; os
valores encontrados foram os mais adequados, tendo em vista a arquitetura do
sistema (por exemplo, as características da caixa de mistura e a capacidade do
ventilador de indução);

• Vazão de ar frio antes da caixa de mistura – esta variável foi medida para checar os
percentuais de ar frio e quente na mistura, além de contribuir para detectar
possíveis perdas de ar por frestas, por meio do balanço de massa;

• Temperatura do ar insuflado no plenum – para cada condição criada no ambiente,


foi especificada uma temperatura para o ar de insuflamento no plenum, na faixa de
18oC a 21oC, que foram os set points utilizados na operação do sistema. Os valores
desta temperatura foram também definidos empiricamente nos testes preliminares;

• Umidade relativa do ar insuflado no plenum – variável medida para checar se a


umidade do ar permanecia dentro da faixa adotada, durante cada ensaio;

• Vazão do ar insuflado no plenum – medições contínuas para monitoramento das


vazões totais de ar de descarga, adotadas para os ensaios, tendo sido definidas, à
priori, em função da carga interna e do diferencial de temperatura entre o
insuflamento e o retorno;
82

• Temperatura e umidade relativa do ar no ambiente – estas variáveis monitoradas


serviram de referência para os ajustes do sistema para que este operasse de modo a
que as condições estipuladas para os ensaios fossem atingidas e mantidas;

• Temperatura do ar no plenum – medições contínuas em três pontos do plenum para


monitoração das distribuições de temperatura naquele local e para auxiliar nos
ajustes do sistema;

• Diferencial de pressão estática entre o plenum e o ambiente – medições contínuas


em dois pontos do plenum/ambiente, cuja média, através do sistema de controle,
mantém constante a pressão no plenum e, conseqüentemente, a vazão de ar
insuflado.

A tabela 6.2 contém os parâmetros de funcionamento do sistema durante os ensaios.

Tabela 6.2 – Parâmetros de funcionamento do sistema


Variáveis Condições de ensaio

C1 C2 C3 C4 C5 C6

Temp. ar ambiente (oC) 25,8 25,2 24,1 23,2 22,1 20,8


Umidade ar ambiente (%) 42,0 45,0 43,0 48,0 57,0 63,0
Temp. ar retorno (oC) 27,2 26,6 24,5 24,4 23,4 22,4
Umidade ar retorno (%) 40,0 42,0 40,0 45,0 52,0 57,0
o
Temp. ar saída fan coil ( C) 13,9 14,2 13,1 13,9 14,8 15,0
Temp. ar insuflamento (oC) 19,9 19,5 19,0 17,9 16,3 15,4
Umidade ar insuflamento (%) 63,0 65,0 62,0 70,0 81,0 86,0
Temp. água entrada serpentina (oC) 9,0 9,0 8,0 8,9 9,1 9,0
Temp. água entrada chiller (oC) 13,8 14,1 12,9 14,1 14,0 14,2
Pressão est. plenum (Pa) 9,0 9,6 11,2 13,7 18,1 18,9

6.1.6 Tratamento dos dados

Nesta etapa, a aquisição dos dados foi feita a cada 0,2 segundos, com médias
calculadas e gravadas, a cada 10 segundos, em arquivo de planilha eletrônica. Para cada
período de 5 minutos, foram determinadas as médias aritméticas das medidas e os desvios
83

padrão. Essas médias, por ponto e nível medidos, compuseram os perfis relativos a cada
grandeza.

6.1.7 Aspectos analisados

Os resultados desta etapa da pesquisa permitiram a análise:

a. das características térmicas apresentadas no ambiente,

b. da compatibilidade dessas características com os requisitos para ambientes


térmicos aceitáveis propostos por Fanger (1972) e adotados pelas normas ISO
7730 (1994), conforme apresentado no Capítulo 4.

6.2 Segunda etapa

Esta etapa consistiu na avaliação subjetiva do ambiente nas mesmas seis condições
térmicas adotadas na anterior. Este tipo de avaliação permite determinar os níveis de
satisfação dos usuários com relação ao ambiente térmico, os quais representam valores de
PMV reais; neste caso, eles definiram os parâmetros de conforto adequados para usuários
de edifícios de escritórios brasileiros com as mesmas características do ambiente avaliado.
Estes resultados foram comparados com os calculados na 1a. etapa para verificar se os
parâmetros já consagrados são adequados para a elaboração de projetos, dimensionamento
de sistemas e seus modos de operação, quando a distribuição do ar é feita pelo piso.

As análises dos dados nesta etapa seguem a seguinte ordem:

a. A determinação, para cada condição de ensaio, das melhores condições de conforto


representadas pelas características térmicas presentes nos postos de trabalho, por
meio dos valores de PPD reais;

b. A determinação, pela comparação dos resultados anteriores, da condição de ensaio


que mais satisfaz aos usuários, considerando os níveis mínimos de PPD de cada
condição;

c. A determinação dos limites das condições de conforto adequados para o ambiente


analisado por meio da comparação dos PPDs calculados na primeira etapa com os
84

PPDs reais, da segunda etapa, considerando a proximidade dos parâmetros reais aos
de Fanger, indicados pela ISO 7730 (1994);

d. A definição da zona de conforto real, com base nos resultados do item “c”

Para esta avaliação, os simuladores instalados na câmara de testes foram


substituídos por pessoas (usuários), que deram opiniões sobre suas sensações térmicas,
expressas através de respostas às questões contidas em um questionário, cujo modelo se
encontra no Anexo A.

6.2.1 Definição da amostra.

Alguns fatores essenciais, cuja influência deve ser levada em conta na interpretação
dos resultados, foram observados na determinação da amostra: idade, sexo, massa e altura,
área superficial, nutrição, treinamento atlético, clima, altitude, sono e temperatura corporal
(Ferreira, 2001). Todas as pessoas convidadas, que participaram voluntariamente da
pesquisa, desenvolvem atividades de escritórios no seu dia a dia.

O número de pessoas participantes foi de 33 (17 homens e 16 mulheres). A faixa


etária escolhida foi de 20 a 40 anos, por ser esta a predominante nos edifícios de escritórios
contemporâneos brasileiros (Leite, 1997); a maioria dos usuários tem nível de escolaridade
superior (completo ou incompleto). Quanto aos tamanhos das pessoas, procurou-se, na
medida do possível, enquadrá-las aos padrões brasileiros, isto é, Área de DU BOIS (AD)
em torno de 1,8 m2 para homens e 1,6 m2 para mulheres (Tab. 6.3). Todas as pessoas são
brasileiras (a menos de um casal que é colombiano) e nenhuma delas pratica esportes com
freqüência. À época dos testes, nenhuma delas apresentou estado febril ou qualquer outro
tipo de sintoma de doença infecciosa ou inflamatória. Como os ensaios foram realizados no
período da tarde, as pessoas não estavam sonolentas; além disto, nenhuma delas apresentou
características de subnutrição ou excesso de peso.

6.2.2 Vestimenta das pessoas

Como as condições térmicas do ambiente às quais as pessoas foram submetidas se


situam numa faixa de temperaturas com características desde inverno até verão, as roupas
utilizadas foram escolhidas para se adequarem a essas condições, como também aos
85

costumes brasileiros, com tecidos e modelos iguais para homens e mulheres. Na Tabela 6.4
são apresentadas as peças utilizadas, suas características e seus índices de isolamento (Icl);
na Tabela 6.5 se encontram os conjuntos de roupas usados para cada par de condições de
n
ensaios e os respectivos índices de isolamento, sendo ( I cl = ∑ I cli ).
i =1

Os índices de isolamento térmico dos conjuntos de peças de roupas (Icl)


apresentados na Tabela 6.5 são a somatória simples dos índices relativos a cada peça, em
acordo com a norma ISO 9920 (1995) e Olesen (1985) apud ASHRAE (2001).

Tabela 6.3 – Características da amostra


FAIXAS
HOMENS MULHERES
Quantidade Quantidade
20 a 25 04 06
IDADE (anos) 26 a 30 05 04
31 a 35 06 06
36 a 40 02 00
1,50 a 1,60 00 07
ALTURA (m) 1,61 a 1,70 05 09
1,71 a 1,80 08 00
1,81 a 1,90 04 00
45,0 a 55,0 01 07
56,0 a 65,0 04 06
66,0 a 75,0 03 03
MASSA (kg) 76,0 a 85,0 04 00
86,0 a 95,0 04 00
96,0 a 100,0 01 00
1,45 a 1,55 00 06
1,56 a 1,65 02 05
1,66 a 1,75 02 03
ÁREA DU BOIS (m2) 1,76 a 1,85 04 02
1,86 a 1,95 02 00
1,96 a 2,05 03 00
2,06 a 2,15 02 00
2,16 a 2,25 02 00
86

Tabela 6.4 – Características das peças de roupas utilizadas nos ensaios


N° Peça Descrição da Peça Icli (clo)
01* Calça comprida 0,25
02** Camisa de manga comprida 0,31
03** Camisa de manga curta 0,24
Homens 04* Paletó de manga comprida 0,41
05 Gravata 0,02
06 Cuecas 0,03
07 Meias 0,03
08 Sapato 0,03
09* Calça comprida 0,25
10** Blusa de manga comprida 0,33
11** Blusa de manga curta 0,24
Mulheres 12* Paletó de manga comprida 0,38
13 Lenço de pescoço 0,02
14 Calcinha / Soutien 0,06
15 Meias 0,03
16 Sapatos 0,03
Materiais: *100% poliéster (microfibra); ** 35% algodão e 65% poliéster

Tabela 6.5 – Conjuntos de peças de roupas utilizadas nos ensaios

Combinação Icl Combinação Icl Combinação Icl


Homens 01, 03, 06, 07 e 08 0,6 01, 02, 05, 06, 07 e 08 0,7 01, 02, 04, 05, 06, 07 e 08 1,1

Mulheres 09, 11, 14, 15 e 16 0,6 09, 10, 13, 14, 15 e 16 0,7 09, 10, 12, 13, 14, 15 e 16 1,1

6.2.3 Procedimentos de ensaios.

A duração desta etapa foi de 27 dias, com os testes realizados nos períodos da tarde.
O sistema de condicionamento de ar foi ajustado para proporcionar as mesmas condições
térmicas internas da primeira etapa.

Para a realização dos ensaios, a amostra foi dividida em grupos de quatro pessoas
(na maioria das vezes, dois homens e duas mulheres) que se submeteram, na câmara de
testes, a duas condições térmicas subseqüentes por dia; isto é, cada pessoa compareceu ao
laboratório três vezes, em dias diferentes.

As condições térmicas foram agrupadas da seguinte maneira, com abaixamento


subseqüente de 1°C na temperatura:
87

• Condição 1 seguida da Condição 2;

• Condição 3 seguida da Condição 4;

• Condição 5 seguida da Condição 6.

As seqüências foram definidas nesta ordem para facilitar os ajustes do sistema e


conseguir condições térmicas estáveis no ambiente no menor tempo possível.

Para cada ensaio, as pessoas do grupo, após se vestirem com as roupas adequadas
adquiridas para a pesquisa, permaneceram durante uma hora em uma sala, próxima à
câmara de testes, com temperatura aproximadamente igual à da condição à qual seriam
submetidas. Em seguida, entraram na câmara e ocuparam, cada uma, os postos de trabalho
existentes, de forma aleatória. As figuras 6.5 a 6.8 ilustram a ocupação dos postos de
trabalho.

Depois de permaneceram sentadas, por 50 minutos, desenvolvendo atividades de


escritórios, foi solicitado a elas que respondessem às perguntas do questionário (modelo do
questionário no anexo A). Após terem terminado de responder às perguntas, foi solicitado
que ficassem de pé durante 10 minutos, no mesmo local onde estavam sentadas e, em
seguida, respondessem às questões 16 e 17 do bloco B e saíssem da sala.

Com a sala vazia, foi feita a mudança de condição térmica na câmara de testes,
exigindo uma hora para que o sistema entrasse em equilíbrio e a condição interna da
câmara de teste ficasse estável. Após este procedimento, as pessoas voltaram para seus
postos de trabalho (os mesmos ocupados na primeira vez) e repetiram as tarefas. Em todos
os ensaios foi feita a documentação fotográfica, ilustrada pelas Figuras 6.9 a 6.14.

É importante salientar que, na falta de algum membro do grupo, foi colocado, no


seu lugar, um simulador para não variar a carga interna. Além disso, os simuladores foram
também utilizados nos períodos de estabelecimento das condições no ambiente, tanto antes
dos ensaios quanto nos intervalos.
88

Figura 6.5 – Planta da sala com as pessoas

Figura 6.6 – Lay out de escritório na câmara de testes


89

Figura 6.7 – Estação de trabalho individual

Figura 6.8 – Estação de trabalho para duas pessoas


90

Figura 6.9 – Ensaio com vestimenta 0,6 clo Figura 6.10 – Ensaio com vestimenta 0,6 clo

Figura 6.11 – Ensaio com vestimenta 0,7 clo Figura 6.12 – Ensaio com vestimenta 0,7 clo

Figura 6.13 – Ensaio com vestimenta 1,1 clo Figura 6.14 – Ensaio com vestimenta 1,1 clo
91

6.2.4 Questionário aplicado.

Para a elaboração do questionário, levou-se em conta a objetividade, com perguntas


estritamente necessárias para se obter as informações desejadas; além disto, procurou-se
utilizar uma linguagem simples, para não haver dúvidas quanto ao significado dos termos
técnicos. Todas as questões são fechadas; não foram incluídas questões abertas (como, por
exemplo, “dê sua opinião”) para não haver falsos diagnósticos, devido às possíveis
interpretações pessoais de respostas duvidosas pela sua subjetividade.

O questionário aplicado contém informações pessoais e as perguntas estão divididas


em três blocos, sendo:

Bloco A – Conforto – com perguntas que envolvem as variáveis, relativas a este


aspecto, como: temperatura operativa, umidade relativa do ar e
velocidade do ar. Optou-se por não adotar os termos técnicos
explicitamente para não confundir as pessoas. Por exemplo, foi usado
o termo “temperatura do ar” ao invés de “temperatura operativa”, por
ser o primeiro, mais familiar. A umidade do ar foi abordada sob forma
de sintomas físicos e a velocidade do ar, foi tratada como “movimento
do ar”.

Bloco B – Desconforto Local – as questões abrangeram os aspectos de: diferença


vertical de temperatura (sentados e em pé), assimetria da temperatura
radiante, correntes de ar e temperatura do piso. Neste bloco, foi
também introduzida uma pergunta sobre a preferência individual
quanto à velocidade do ar, como preparatória para a etapa seguinte (3ª
etapa da pesquisa).

Bloco C – Perguntas Gerais – a pergunta sobre a adequação da vestimenta, com o


objetivo de auxiliar no entendimento das respostas às perguntas
anteriores e à pergunta final, sobre o desejo de controlar as condições
do seu próprio ambiente, também foi uma preparação para a etapa
seguinte da pesquisa.

A escala de valores adotada, de sete pontos, foi escolhida para possibilitar


comparações com os resultados das pesquisas de Fanger, onde esta mesma escala foi
adotada.
92

6.3 Terceira etapa

A última etapa tratou da avaliação do ambiente nos postos de trabalho, nas


condições térmicas criadas por usuários, de acordo com suas preferências. Estas condições
foram obtidas pelos ajustes manuais de vazão de ar (com incremento de velocidade do ar) e
direcionamento do fluxo, por meio de difusores instalados nas mesas (postos de trabalho),
onde a temperatura operativa adotada para o ambiente foi superior à máxima aceita ainda
como confortável, na etapa anterior.

Esta avaliação foi realizada para definir os parâmetros limites de temperatura e


velocidade do ar para conforto, bem como de temperatura e vazão do ar de insuflamento,
para que o sistema opere com o menor gasto de energia, sem prejuízo do conforto;
tratando-se, portanto, de uma estratégia de operação para a conservação de energia.

6.3.1 Condições do ambiente

As condições estabelecidas para o ambiente foram as mesmas dos ensaios


anteriores, tanto no que se refere à carga interna, quanto aos parâmetros de umidade
relativa e ao set point de diferencial de pressão entre o plenum e o ambiente. Entretanto,
para a temperatura do ar no ponto médio da sala, foi adotado um valor próximo de 28°C,
ou seja, em torno de 2°C acima do adotado para a condição limite para conforto, com
tendência para o “quente”. Para que esta condição fosse atingida, o valor de set point da
temperatura do ar de insuflamento também teve que ser aumentado e, conseqüentemente,
os demais parâmetros, para controle da operação do sistema, foram alterados
adequadamente.

6.3.2 Procedimentos de ensaios.

Nos ensaios desta etapa, houve a participação das mesmas pessoas da amostra
anterior. Neste caso, porém, os ensaios foram individuais. A câmara de testes foi preparada
com antecedência, ou seja, a condição de regime permanente foi estabelecida e, somente
depois, uma pessoa vestindo a mesma roupa utilizada nas condições 1 e 2 da primeira
etapa, ocupou a estação de trabalho ocupada anteriormente pelo simulador S2, onde
permaneceu sentada, desenvolvendo atividade de escritório (Fig. 6.15).
93

Figura 6.15 – Posto de trabalho ocupado para controle individual de vazão de ar

Depois de 20 minutos, foram feitas medições das variáveis ambientais em torno da


pessoa, do mesmo modo em que foram feitas na primeira etapa. Após as medições, já
tendo decorrido mais de 60 minutos, o usuário participante foi solicitado a manipular o
difusor de mesa para ajustar a vazão de ar e a direção do fluxo, até que a condição térmica
de sua preferência fosse atingida.

O tempo para os ajustes variou de pessoa para pessoa, dependendo da sua


sensibilidade. Entretanto, após a pessoa manifestar sua sensação de conforto, ela ainda
permaneceu no local por, pelo menos, mais 30 minutos, para se certificar de que a
condição criada por ela era realmente confortável.

Após a condição térmica individual ter sido estabelecida, foram feitas novas
medições em torno da pessoa, que ficou no lugar que o simulador 2 ocupou na primeira
etapa. Neste intervalo, foram feitas perguntas relativas às suas sensações a respeito das
condições térmicas que ela criou, bem como sobre a temperatura e velocidade do ar nos
difusores de mesa. È importante destacar que este ensaio durou, para cada pessoa, no
mínimo duas horas.
94

Este procedimento não consta em nenhuma bibliografia ou norma. Foi adotado,


com base em observações feitas pela pesquisadora, durante os experimentos realizados na
etapa anterior (2a. etapa), quando percebeu-se que estes períodos eram suficientes para que
as pessoas se acostumassem ao ambiente térmico ao qual estavam sujeitas e estivessem
aptas a opinarem sobre ele.

6.3.3 Medições

As variáveis medidas são as mesmas referidas no item 6.1.2, nos mesmos pontos de
medição da primeira etapa, localizados na estação de trabalho ocupada pela pessoa e com o
mesmo período de medição (Fig. 6.16). Também nesta etapa, as variáveis do sistema foram
monitoradas, sendo algumas delas medidas, para comparação de valores com os da
primeira, com vistas à definição de possibilidades de redução no consumo de energia, pelo
modo de operação do sistema.

P6

P5 P4

Figura 6.16 – Pontos de medição (P4 a P6) em torno da pessoa


95

6.3.4 Tratamento dos dados

Os dados coletados nesta etapa sofreram os mesmos tratamentos utilizados nas


etapas anteriores, cujos resultados permitiram a determinação dos limites de acréscimos de
temperatura e velocidade do ar no ambiente, sem que fosse afetado o conforto das pessoas,
conforme resultados apresentados no Capítulo 9.
96

Capítulo 7

ANÁLISE QUANTITATIVA DAS CONDIÇÕES DE

CONFORTO TÉRMICO NO AMBIENTE

Esta etapa da pesquisa permitiu verificar se as condições térmicas, promovidas pelo


sistema de condicionamento de ar com insuflamento pelo piso ao ambiente estudado,
atenderam aos requisitos de conforto propostos pelas normas de referência.

Os dados das medições tabulados geraram gráficos relativos a cada grandeza e por
ponto, que foram simplificados pelas curvas representativas das médias em cada ponto e
em cada nível, agrupados pelo tipo de ocupação (simuladores 1 a 4 = zona ocupada;
circulação = pontos P13 a P16; difusores). Esta simplificação permitiu, tanto a análise
pontual quanto global, das condições no ambiente (de desconforto geral e localizado). Os
gráficos condensados e a tabela das variáveis de conforto térmico são apresentados no item
7.1 deste capítulo e as tabelas com os dados de medição e de cálculos se encontram nas
Tabelas B.1 a B.18 (Anexo B).

A seguir, são apresentadas as análises das condições térmicas obtidas no ambiente e


a avaliação do conforto térmico proporcionado por essas condições, sob o ponto de vista
do desconforto térmico geral e local, conforme definido no Capítulo 4.

7.1. Resultados das medições e análise das condições térmicas do ambiente

A análise foi feita com base nos resultados dos perfis de temperatura e velocidade
do ar constantes dos gráficos das Figuras 7.1 a 7.6. Esses gráficos se referem às seis
condições de ensaio, que tiveram como referência as temperaturas médias no centro
geométrico da câmara de testes (de 26°C a 21 ºC), que correspondem respectivamente às
condições C1 a C6, apresentadas no Capítulo 6).
97

Simulador 1 Simulador 2 Simulador 3 Simulador 4 Circulação Difusores


2,6
2,1
Altura (m)

1,6
1,1
0,6
0,1
23 25 27 29 23 25 27 29 23 25 27 29 23 25 27 29 23 25 27 29 21 24 27 30 33
Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC)
P1 P4 P7 P10 P13 P17
P2 P5 P8 P11 P14 P18
P15 P19
P3 P6 P9 P12 P16 P20

Simulador 1 Simulador 2 Simulador 3 Simulador 4 Circulação Difusores


2,6

2,1
Altura (m)

1,6

1,1

0,6

0,1
0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 1 2 3
Veloc. do ar (m /s) Veloc. do ar (m /s) Veloc. do ar (m /s) Veloc. o ar (m /s) Veloc. do ar (m /s) Veloc. do ar (m /s)
P1 P4 P7 P10 P13 P17
P2 P5 P8 P11 P14 P18
P15 P19
P3 P6 P9 P12 P16 P20

Figura 7.1 – Perfis de temperatura e velocidade do ar – Condição 1

Simulador 1 Simulador 2 Simulador 3 Simulador 4 Circulação Difusores


2,6
2,1
Altura (m)

1,6
1,1
0,6
0,1
23 25 27 29 23 25 27 29 23 25 27 29 23 25 27 29 23 25 27 29 21 24 27 30 33
Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC)
P1 P4 P7 P10 P13 P17
P2 P5 P8 P11 P14 P18
P15 P19
P3 P6 P9 P12 P16 P20

Simulador 1 Simulador 2 Simulador 3 Simulador 4 Circulação Difusores


2,6

2,1
Altura (m)

1,6

1,1

0,6

0,1
0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 1 2 3
Veloc. do ar (m /s) Veloc. do ar (m/s) Veloc. do ar (m/s) Veloc. o ar (m/s) Veloc. do ar (m /s) Veloc. do ar (m /s)
P1 P4 P7 P10 P13 P17
P2 P5 P8 P11 P14 P18
P15 P19
P3 P6 P9 P12 P16 P20

Figura 7.2 – Perfis de temperatura e velocidade do ar – Condição 2


98

Simulador 1 Simulador 2 Simulador 3 Simulador 4 Circulação Difusores


2,6
2,1
Altura (m)

1,6
1,1
0,6
0,1
22 24 26 28 22 24 26 28 22 24 26 28 22 24 26 28 22 24 26 28 20 23 26 29 32
Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC)
P1 P4 P7 P10 P13 P17
P2 P5 P8 P11 P14 P18
P15 P19
P3 P6 P9 P12 P16 P20

Simulador 1 Simulador 2 Simulador 3 Simulador 4 Circulação Difusores


2,6

2,1
Altura (m)

1,6

1,1

0,6

0,1
0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 0 1 2 3
Veloc. do ar (m /s) Veloc. do ar (m /s) Veloc. do ar (m /s) Veloc. o ar (m /s) Veloc. do ar (m /s) Veloc. do ar (m /s)
P1 P4 P7 P10 P13 P17
P2 P5 P8 P11 P14 P18
P15 P19
P3 P6 P9 P12 P16 P20

Figura 7.3 – Perfis de temperatura e velocidade do ar – Condição 3

Simulador 1 Simulador 2 Simulador 3 Simulador 4 Circulação Difusores


2,6
2,1
Altura (m)

1,6
1,1
0,6
0,1
20 22 24 26 20 22 24 26 20 22 24 26 20 22 24 26 20 22 24 26 19 22 25 28 31
Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC)
P1 P4 P7 P10 P13 P17
P2 P5 P8 P11 P14 P18
P15 P19
P3 P6 P9 P12 P16 P20

Simulador 1 Simulador 2 Simulador 3 Simulador 4 Circulação Difusores


2,6

2,1
Altura (m)

1,6

1,1

0,6

0,1
0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 1 2 3
Veloc. do ar (m /s) Veloc. do ar (m /s) Veloc. do ar (m /s) Veloc. o ar (m /s) Veloc. do ar (m /s) Veloc. do ar (m /s)
P1 P4 P7 P10 P13 P17
P2 P5 P8 P11 P14 P18
P15 P19
P3 P6 P9 P12 P16 P20

Figura 7.4 – Perfis de temperatura e velocidade do ar – Condição 4


99

Simulador 1 Simulador 2 Simulador 3 Simulador 4 Circulação Difusores


2,6
2,1
Altura (m)

1,6
1,1
0,6
0,1
20 22 24 26 20 22 24 26 20 22 24 26 20 22 24 26 20 22 24 26 18 21 24 27 30
Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC)
P1 P4 P7 P10 P13 P17
P2 P5 P8 P11 P14 P18
P15 P19
P3 P6 P9 P12 P16 P20

Simulador 1 Simulador 2 Simulador 3 Simulador 4 Circulação Difusores


2,6

2,1
Altura (m)

1,6

1,1

0,6

0,1
0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 1 2 3
Veloc. do ar (m /s) Veloc. do ar (m /s) Veloc. do ar (m /s) Veloc. o ar (m /s) Veloc. do ar (m /s) Veloc. do ar (m /s)
P1 P4 P7 P10 P13 P17
P2 P5 P8 P11 P14 P18
P15 P19
P3 P6 P9 P12 P16 P20

Figura 7.5 – Perfis de temperatura e velocidade do ar – Condição 5

Simulador 1 Simulador 2 Simulador 3 Simulador 4 Circulação Difusores


2,6
2,1
Altura (m)

1,6
1,1
0,6
0,1
18 20 22 24 18 20 22 24 18 20 22 24 18 20 22 24 18 20 22 24 16 19 22 25 28
Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC)
P1 P4 P7 P10 P13 P17
P2 P5 P8 P11 P14 P18
P15 P19
P3 P6 P9 P12 P16 P20

Simulador 1 Simulador 2 Simulador 3 Simulador 4 Circulação Difusores


2,6

2,1
Altura (m)

1,6

1,1

0,6

0,1
0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 1 2 3
Veloc. do ar (m /s) Veloc. do ar (m /s) Veloc. do ar (m /s) Veloc. o ar (m /s) Veloc. do ar (m /s) Veloc. do ar (m /s)
P1 P4 P7 P10 P13 P17
P2 P5 P8 P11 P14 P18
P15 P19
P3 P6 P9 P12 P16 P20

Figura 7.6 – Perfis de temperatura e velocidade do ar – Condição 6


100

Tabela 7.1- Variáveis para a análise do conforto térmico – médias no nível 0,60m

Condição 1 (26°C)
Simulador1 Simulador2 Simulador3 Simulador4 P13 P14 P15 P16
ta 24,3 24,3 25,9 25,7 25,3 25,5 25,0 26,6
tg 24,8 24,7 26,0 26,1 24,6 24,8 25,2 26,4
hcg 1,58 1,55 1,07 1,50 1,73 1,75 1,27 1,23
tr 25,0 24,9 26,0 26,2 24,4 24,5 25,2 26,3
to 24,7 24,6 26,0 26,0 24,8 25,0 25,1 26,4
Va 0,08 0,05 0,07 0,04 0,07 0,00 0,06 0,04
UR 39,0 39,6 36,3 36,5 39,6 39,2 37,2 36,8

Condição 2 (25°C)
Simulador1 Simulador2 Simulador3 Simulador4 P13 P14 P15 P16
ta 23,9 23,9 25,3 24,9 24,8 24,8 24,4 26,0
tg 24,1 24,3 25,4 25,2 24,0 24,4 24,6 25,8
hcg 1,32 1,51 1,14 1,48 1,80 1,51 1,24 1,27
tr 24,2 24,4 25,4 25,4 23,7 24,2 24,6 25,7
to 24,0 24,1 25,4 25,1 24,3 24,5 24,5 25,9
Va 0,03 0,04 0,05 0,05 0,05 0,00 0,07 0,02
UR 40,4 40,2 37,4 38,1 40,8 39,2 38,7 37,8

Condição 3 (24°C)
Simulador1 Simulador2 Simulador3 Simulador4 P13 P14 P15 P16
ta 23,1 23,0 24,3 24,2 23,9 23,9 23,8 24,1
tg 23,1 23,3 24,4 24,6 23,1 23,1 23,6 24,3
hcg 0,74 1,37 0,97 1,50 1,80 1,76 1,29 1,11
tr 23,1 23,4 24,4 24,7 22,8 22,9 23,6 24,3
to 23,1 23,2 24,3 24,4 23,4 23,4 23,7 24,2
Va 0,05 0,04 0,08 0,05 0,01 0,00 0,03 0,07
UR 39,5 39,0 37,2 36,5 39,2 39,1 37,9 38,1

Condição 4 (23°C)
Simulador1 Simulador2 Simulador3 Simulador4 P13 P14 P15 P16
ta 22,1 22,2 23,5 23,3 22,5 22,9 22,9 23,8
tg 22,1 22,1 23,4 23,6 22,2 22,3 22,6 23,8
hcg 0,83 1,17 0,96 1,39 1,46 1,65 1,45 0,63
tr 22,1 22,0 23,4 23,7 22,0 22,1 22,5 23,8
to 22,1 22,1 23,4 23,5 22,3 22,5 22,7 23,8
Va 0,07 0,03 0,06 0,04 0,01 0,00 0,00 0,00
UR 45,1 45,3 40,2 39,5 44,3 43,7 42,1 40,9
101

Condição 5 (22°C)
Simulador1 Simulador2 Simulador3 Simulador4 P13 P14 P15 P16
ta 21,2 21,4 22,5 22,7 21,3 21,6 22,1 22,7
tg 21,1 21,1 22,4 22,7 20,9 21,3 21,7 22,6
hcg 1,05 1,31 0,83 0,58 1,50 1,31 1,44 1,02
tr 21,1 21,1 22,4 22,7 20,8 21,3 21,6 22,6
to 21,2 21,2 22,4 22,7 21,0 21,4 21,9 22,7
Va 0,06 0,05 0,07 0,04 0,07 0,00 0,00 0,00
UR 49,9 50,0 46,1 46,0 50,8 48,9 47,6 46,5

Condição 6 (21°C)
Simulador1 Simulador2 Simulador3 Simulador4 P13 P14 P15 P16
ta 20,6 20,6 21,4 21,7 20,4 20,6 21,1 21,8
tg 20,5 20,3 21,3 21,6 20,1 20,2 20,7 21,6
hcg 1,19 1,38 0,82 0,98 1,46 1,54 1,46 1,26
tr 20,4 20,3 21,3 21,6 20,0 20,1 20,6 21,6
to 20,5 20,4 21,4 21,6 20,2 20,4 20,8 21,7
Va 0,08 0,05 0,07 0,06 0,05 0,00 0,01 0,00
UR 52,2 53,2 50,5 49,4 54,5 52,8 52,6 50,1

Nota: os valores referentes aos simuladores 1 a 4 são as médias dos três pontos de
medição em torno de cada simulador.
onde:

ta = temperatura do ar (°C);
tg = temperatura de globo (°C);
hcg = coeficiente de transferência de calor por convecção;
t r = temperatura radiante média (°C);
to = temperatura operativa (°C);
Va = velocidade média do ar (m/s) e
UR = umidade relativa do ar (%).

De acordo com os dados apresentados nas figuras 7.1 a 7.6 e na tabela 7.1, podem
ser feitas as seguintes considerações sobre as condições térmicas no ambiente:

Nos diferentes postos de trabalho ocupados pelos simuladores, observou-se que a


temperatura do ar em torno dos quatro simuladores se manteve homogênea desde
o nível dos pés (0,10m) até o nível 0,60m (referente ao tronco de uma pessoa
102

sentada). Esta homogeneidade foi também observada, deste nível para cima, nos
simuladores S3 e S4, onde os valores medidos nos níveis correspondentes são
muito próximos, fazendo com que os três perfis referentes a cada simulador
praticamente coincidam. Os perfis relativos aos simuladores S1 e S2, no nível
1,10m (referente à cabeça de uma pessoa sentada), apresentaram uma menor
homogeneidade, em decorrência das distâncias dos pontos de medição aos difusores
instalados nas proximidades; isto é, os pontos P3 e P2 (do S1) e P5 e P6 (do S2)
sofrem maior influência da temperatura do ar insuflado, por serem mais próximos
dos difusores, acusando diferenças entre os três perfis, no nível correspondente, de
até 1°C em torno do S1 e de 1,5°C a 2,8°C em torno do S2.

• Nos mesmos pontos referidos acima, ou seja, em torno dos simuladores,


observa-se também que, na maioria das condições térmicas do ambiente, a
estratificação da temperatura praticamente se iniciou no nível 0,60m, sendo
que, neste nível, estão situados os principais dissipadores de calor.

• Nas zonas de circulação (P13 a P16), em qualquer condição de ensaio, este fato
também ocorre, conforme indicam os perfis dos gráficos (fig.7.1 a 7.6).

• A partir do nível 1,70m, todos os perfis desta variável, tanto os que se referem
aos simuladores quanto à circulação, convergiram para o mesmo valor, com
aumento constante na direção do teto; desta forma, no nível mais alto medido
(2,35m), a temperatura do ar foi praticamente a mesma em toda a área da sala.

• Quanto ao nível mais baixo (0,10m), ou seja, à altura dos pés das pessoas, em
cada área distinta, a temperatura do ar pode ser considerada homogênea;
entretanto, considerando as diversas áreas em conjunto, nota-se que nas
ocupadas pelos simuladores S1 e S2 a temperatura do ar se apresentou
ligeiramente inferior às dos demais simuladores, com diferença em torno de
1°C e as zonas de circulação mais próximas a esses simuladores (representadas
pelos pontos P13 e P14), neste mesmo nível, apresentaram valores de até 1°C
mais baixos que na referida zona ocupada, independentemente da condição de
ensaio. As áreas de circulação representadas pelos pontos P15 e P16, que estão
mais próximas às ocupadas pelos simuladores S3 e S4 e ao painel de lâmpadas,
variaram de 1°C acima aos da área ocupada, nas condições mais quentes de
103

ensaio (C1 e C2), se igualaram aos da mesma área (nas condições C3 e C4) e
se tornaram inferiores, cerca de 1°C (em C5 e C6). As diferenças apontadas
pelas medições, que, no entanto, não chegaram a 3°C, se devem basicamente
ao fato da temperatura do ar no plenum ter sofrido variações ao longo da sua
extensão, bem como à influência das distâncias dos pontos de medição aos
difusores. Neste sentido, vale a pena ressaltar que, no nível em questão
(0,10m), as temperaturas do ar medidas nos eixos dos difusores (P17 a P19),
foram inferiores às medidas em torno dos simuladores, com diferenças que
variaram de 1,5°C a 2,8°C, na condição de ensaio mais quente (C1) e de 2,0°C
a 3,8°C na condição mais fria (C6), sendo as menores diferenças observadas no
posto de trabalho do S3 e as maiores no do S4.

• Considerando os perfis de temperatura do ar em toda a altura,


comparativamente, as zonas de ocupação dos S1 e S2 e as de circulação mais
próximas se apresentaram cerca de 1°C mais frias que as demais. Este fato é
um indicador das diferentes influências da radiação, das temperaturas do ar de
insuflamento e das obstruções no lay out, tendo em vista seus posicionamentos.
Entretanto, como não são diferenças expressivas, sob o ponto de vista desta
variável, o ambiente como um todo pode ser considerado homogêneo nos
níveis correspondentes, com estratificação definida.

• A estratificação da temperatura do ar é um fenômeno esperado num ambiente


com insuflamento pelo piso. As características desta estratificação foram
identificadas nos perfis das Figuras 7.1 a 7.6; neles se observou que as
diferenças verticais (∆ta) dos valores medidos entre os níveis 0,10m e 1,10m
(para pessoas sentadas) não ultrapassaram a 1,5°C, sendo que, na maioria dos
pontos, foram inferiores a 1°C; apenas no ponto P4, do simulador S2, este
valor foi um pouco maior, chegando a 2,5°C. Observa-se, também, que à
medida em que a temperatura do ar no ambiente diminuiu (da C1 para a C6),
essas diferenças também tenderam a diminuir. Quanto às diferenças entre os
níveis 0,10m e 1,70m (para pessoas em pé), os valores máximos verificados,
em toda a área da sala, ficaram em torno de 3°C, mesmo nas condições mais
quentes (C1 e C2), chegando, inclusive, a não apresentar diferenças
significativas, como por exemplo nas condições C5 e C6, ∆ta <0,5°C.
104

Quanto à velocidade do ar, em todos os pontos medidos e nas seis condições de


ensaio, os valores máximos encontrados, em torno dos simuladores, foram
inferiores a 0,20 m/s, ficando na grande maioria dos casos em torno de 0,10 m/s. Os
perfis representativos dessas medidas indicam que o ar sofreu maiores
deslocamentos no nível 1,10m (nível da cabeça da pessoa sentada) com incremento
a partir do nível 0,60m e ficou praticamente parado aos níveis dos pés (0,10m) e da
cabeça das pessoas em pé (1,70m para cima). Nas áreas de circulação, os valores
foram todos menores ou iguais a 0,10 m/s, em todo o pé direito da sala; apenas no
ponto P15, nas condições de ensaio C4 a C6, quando as vazões de ar insuflado
foram mais altas, houve um acréscimo na velocidade do ar no nível 2,00m,
chegando, no entanto, a apenas 0,2 m/s. Como o sistema de distribuição de ar
instalado é do tipo “por deslocamento” (displacement flow), esses dados se
apresentam coerentes com o esperado (Skistad et al., 2002).

De acordo com os valores dos coeficientes de transferência de calor por convecção,


calculados (eq. 3.17 e 3.18) com base nos dados de medição e características do
instrumento (globo), todas as zonas de ocupação apresentaram condições de
convecção natural. Em todos os casos, as temperaturas radiantes médias se
apresentaram muito próximas das temperaturas do ar, com diferenças médias de
0,5°C e máximas de 1°C, que ocorreram apenas nos simuladores S3 e S4, nas
condições de ensaio “mais quentes” (C1 a C3); e, uma vez que as velocidades do ar
medidas foram inferiores a 0,2 m/s, a temperatura operativa pode ser aproximada
pela média aritmética das duas (eq. 4.6). Sendo assim, sob o ponto de vista desta
variável, verificou-se, mais uma vez, que as zonas de ocupação dos simuladores S1
e S2 estão sofrendo influência menor da radiação do painel de lâmpadas que as
demais, principalmente devido à existência de obstruções (divisórias); contudo, a
diferença entre as temperaturas operativas médias dos lados opostos da sala (S1 e
S2 versus S3 e S4) foi pouco significativa (em torno de 1°C).

Quanto à umidade absoluta do ar no ambiente, em todas as condições de ensaio os


valores se apresentaram na faixa de 8 a 10 g/kgar seco, em todos os pontos de
medição, enquanto que a umidade relativa variou de 40% a 50%, crescente com a
diminuição da temperatura do ar. Esta variável foi mantida nesta faixa, como
conseqüência de ajustes no sistema para que não houvesse desumidificação
105

expressiva no ambiente, uma vez que, nesta etapa, não havia calor latente nem ar de
renovação (ar externo). Esses ajustes se basearam na determinação de set points de
temperatura do ar na saída do fan coil, em função das temperaturas e umidades
relativas do ar de retorno (Tab. 6.2), procurando mantê-los entre 14°C e 15°C.

As temperaturas superficiais no piso da sala apresentaram, nas condições de


ensaio, valores na faixa de 19°C a 24° aproximadamente (Tab. 7.2). As pequenas
variações encontradas têm uma relação direta com as variações de temperatura do
ar no plenum. Pelos valores encontrados, notou-se que as zonas ocupadas pelos
simuladores S1 e S2 se apresentaram mais frias que as dos outros simuladores
(diferença de cerca de 1,5°C) e ligeiramente mais quentes do que a zona de
circulação adjacente, que fica na direção do fluxo de ar insuflado, próximo do
ponto de descarga do ar no plenum.

Tabela 7.2 – Temperaturas superficiais no piso (°C)

C1 C2 C3 C4 C5 C6

M DP M DP M DP M DP M DP M DP

TP1 22,2 0,3 21,7 0,3 21,0 0,2 20,7 0,2 20,0 0,4 19,4 0,3

TP2 21,7 0,3 21,4 0,2 21,0 0,2 20,1 0,2 19,5 0,4 18,4 0,2

TP3 22,6 0,3 22,2 0,5 21,6 0,4 21,5 0,3 20,9 0,3 20,4 0,2

TP4 23,2 0,5 22,7 0,4 22,4 0,3 21,6 0,3 20,8 0,5 20,0 0,3

TP5 21,2 0,3 20,8 0,2 20,4 0,3 19,7 0,3 19,5 0,4 18,6 0,2

M = média; DP = desvio padrão; C1 a C6 = condição de ensaio


Termopares: TP1 a TP4 correspondem aos postos de trabalho S1 a S4 e
TP5 à área de circulação próxima à S1 e S2

Uma vez que a principal fonte de radiação na câmara de testes é o painel de


lâmpadas instalado em uma das paredes da câmara de testes, foi considerada a
influência de uma parede quente para a verificação da assimetria da temperatura
radiante. Em todos os pontos de medição, a placa do elemento sensor foi
posicionada com o lado positivo voltado para o painel. Os dados coletados,
constantes das Tabelas B19 a B24 (Anexo B), apontaram diferenças da ordem de
3K, com desvios padrão de até 0,3K. Considerando que os valores medidos são
106

muito inferiores aos limites para desconforto devido às superfícies verticais quentes
(paredes), que são de 23K para PPD = 5% (ISO 7730/1994 e ASHRAE Standard
55a/1995) (ver fig. 4.5) e que existem incertezas de medição, não se justifica uma
avaliação pontual, onde a ordem de grandeza dos dados é relativamente pequena.

7.2. Avaliação dos aspectos de conforto térmico no ambiente

A avaliação dos aspectos de conforto térmico no ambiente se baseou na


comparação dos valores de PMV e PPD, calculados pelas equações de Fanger (eq. 4.2 e
4.6) utilizando os dados de medição, com os parâmetros sugeridos pelas normas ASHRAE-
Standard 55a (1995 - REV 2000), ISO 7730 (1994) e CR -1752 (1998), fundamentados nos
estudos de Fanger (1972). Considera-se que as condições do ambiente podem ser
termicamente aceitáveis se o percentual máximo de pessoas insatisfeitas (PPD) com
aquelas condições não ultrapassar a 20%.

7.2.1. Desconforto térmico geral

Como visto nos capítulos 3 e 4, a aceitação de um ambiente térmico depende dos


aspectos ambientais: temperatura operativa, velocidade do ar e umidade do ar e dos
aspectos pessoais: atividade e vestimenta. Nesta pesquisa o ambiente analisado é de
escritório, o tipo de atividade é leve (1,2 met) e as roupas utilizadas nos ensaios, próprias
para o ambiente em questão, possuem os seguintes índices de isolamento (Icl):

0,6 clo, utilizadas nas condições de ensaio C1 e C2 (25ºC e 26ºC);

0,7 clo, utilizadas nas condições de ensaio C3 e C4 (23ºC e 24ºC);

1,1 clo, utilizadas nas condições de ensaio C5 e C6 (21º e 22ºC).

É importante ressaltar que os índices (Icl) acima são aproximados porque foram
determinados, empiricamente, por meio de pesagem e medição da área das peças e
identificação do material (tecido). Com esses dados, foi determinada a relação de
equivalência aos das tabelas da norma ISO 9920 (ISO, 1995) específicos para cada peça do
vestuário, nos modelos correspondentes, para estimar o índice de isolamento do conjunto.
107

Pelas medições, os valores referentes às variáveis ambientais são os constantes da


Tabela 7.1, do item 7.1. Com base nesses valores e considerando os índices de isolamento
das roupas utilizadas nos ensaios, foram determinados o Voto Médio Estimado (PMV) e o
Percentual de Pessoas Insatisfeitas (PPD), utilizando as equações de Fanger (eq. 4.2 e 4.6).
Os valores de PMV e PPD calculados se encontram na tab. 7.3.

Com base nos valores de PMV calculados, que variaram de -0,35 a +0,47,
verificou-se que, em todas as condições ensaiadas, todos os pontos do ambiente
satisfizeram aos requisitos de conforto, apresentando condições para a aceitação térmica.

Tabela 7.3 – Voto Médio Estimado (PMV) e Percentual de Pessoas Insatisfeitas (PPD)

S1 S2 S3 S4 P13 P14 P15 P16


C1 PMV 0,11 0,11 0,47 0,47 0,20 0,24 0,23 0,62
PPD 5,3 5,3 9,6 9,6 5,8 6,2 6,1 13,1
C2 PMV -0,04 -0,02 0,31 0,25 0,04 0,09 0,08 0,46
PPD 5,0 5,0 7,0 6,3 5,0 5,2 5,1 9,4
C3 PMV -0,12 -0,10 0,19 0,21 -0,04 -0,03 0,03 0,15
PPD 5,3 5,2 5,7 5,9 5,0 5,0 5,0 5,5
C4 PMV -0,35 -0,35 -0,02 -0,02 -0,31 -0,24 -0,20 0,07
PPD 7,5 7,5 5,0 5,0 7,0 6,2 5,8 5,1
C5 PMV 0,08 0,10 0,33 0,38 0,07 0,14 0,22 0,37
PPD 5,1 5,2 7,3 8,0 5,1 5,4 6,0 7,8
C6 PMV -0,05 -0,05 0,13 0,24 -0,09 -0,07 0,04 0,19
PPD 5,1 5,1 5,4 6,2 5,2 5,1 5,0 5,7
C1 a C6 = Condição de ensaio; S1 a S4 = Simuladores; P13 a P16 = Zonas de circulação

De acordo com a norma CR-1752 (CR, 1998) apud Olesen (s.d.), os ambientes de
escritórios podem ser divididos em três categorias – “A”, “B” e “C”, com base em valores
de PMV e PPD admissíveis para determinadas condições térmicas (com características
para inverno e para verão), conforme apresentado na Tabela 7.4. Para as três categorias, a
norma estipula diferentes faixas de tolerância (PPD), de acordo com os níveis de exigência
dos usuários. A ISO 7730 (ISO,1994), adota a faixa que se refere ao nível médio (categoria
“B”).

Na tabela 7.4 são destacadas as faixas de tolerâncias para o índice de insatisfação


com alguns aspectos intervenientes no conforto. Os valores de PMV e PPD calculados com
base nos resultados das medições e em comparação com os índices apresentados na
108

referida tabela permitiram a classificação das diferentes áreas do ambiente (Tab. 7.5),
considerando as seis condições de ensaio.

Tabela 7.4 – Categorias para ambientes térmicos


Porcentagem de insatisfeitos com o desconforto geral e desconforto local
Categoria Desconforto Geral Desconforto Local (% de insatisfeitos)
PPD PMV Correntes Diferença Piso Assimetria
% de ar (%) vertical de frio ou da
temperatura quente temperatura
do ar (%) (%) radiante (%)
A <6 -0,2<PMV<+0,2 <15 <3 <10 <5
B <10 -0,5<PMV<+0,5 <20 <5 <10 <5
C <15 -0,7<PMV<+0,7 <25 <10 <15 <10

Tabela 7.5 – Classificação das áreas do ambiente


Área ocupada Condição
C1 C2 C3 C4 C5 C6
S1 A A A B A A
S2 A A A B A A
S3 B B A A B A
S4 B B B A B B
P13 A A A B A A
P14 B A A B A A
P15 B A A A B A
P16 C B A A B A

A classificação, apresentada na figura 7.5, mostra que o ambiente atendeu ao nível


de exigência mais rigoroso (categoria A), na maioria das áreas e condições.

A tabela 7.6 exemplifica critérios de conforto, baseados na temperatura operativa e


na velocidade média do ar, com faixas de valores típicos para escritórios, considerando a
umidade relativa do ar a 60% para verão e 40% para inverno, conforme previsto na norma
CR-1752 (CR, 1998) apud Olesen (s.d.).

Os valores de temperatura operativa, determinados nos seis ensaios (Tab. 7.1)


mostram que, tanto para pessoas sentadas quanto em pé (nas zonas de ocupação e nas
zonas de circulação respectivamente), todas as áreas da sala apresentam características
109

próprias para verão, nas condições Cl e C2. Na condição C3, as áreas mais próximas ao
painel de lâmpadas apresentaram características de verão e as demais, de inverno, ficando,
no entanto, próximas ao limite de transição de uma estação para a outra, sem grandes
diferenças (em torno de 1°C). Da condição C4 em diante, todas as áreas apresentaram
características próprias para inverno. Embora na condição C3 características de inverno e
de verão tenham ocorrido simultaneamente, este fato pode não chegar a ser determinante,
pois, sendo as diferenças de temperatura operativa pequenas, o limite entre uma estação e
outra pode não estar claramente definido. A figura 7.7 ilustra as características térmicas do
ambiente (para inverno e verão) nas seis condições de ensaio e a classificação quanto ao
nível de exigência dos usuários.

Tabela 7.6 – Critérios para conforto térmico em escritórios baseados na


temperatura operativa e velocidade média do ar
Vestimenta Atividade Categoria Temperatura operativa Velocidade média do
(clo) (met) (°C) ar (m/s)
Verão Inverno Verão Inverno Verão Inverno
0,5 1,0 1,2 A 24,5±0,5 22,0±1,0 0,18 0,15
B 24,5±1,5 22,0±2,0 0,22 0,18
C 24,5±2,5 22,0±3,0 0,25 0,21

UR = 40%

B AeB AeB B AeB B

21 22 23 24 25 26
UR = 60% °C
Legenda:

Inverno Verão Inverno e Verão

AeB Classificação do ambiente quanto ao nível de exigência

Figura 7.7 – Esquema representativo da classificação e caracterização do ambiente


nas condições de ensaios realizados

Quanto à velocidade média do ar, os valores medidos no ambiente foram inferiores


aos limites indicados na tabela 7.6.
110

Sendo assim, do ponto de vista do desconforto térmico geral, todas as condições do


ambiente podem ser consideradas adequadas, desde que as pessoas estejam vestidas com
roupas próprias para cada condição apresentada.

7.2.2. Desconforto térmico local

Como visto no capítulo 4, os aspectos ambientais que podem ocasionar desconforto


local são: diferença vertical de temperatura do ar (∆ta); correntes de ar (Draught Rate -
DR , expresso em porcentagem de insatisfeitos); temperatura do piso (frio ou quente) e
assimetria da temperatura radiante (∆tpr). A seguir, são feitas considerações sobre cada
aspecto, levando-se em conta os resultados das medições realizadas nesta etapa.

a. Diferença vertical de temperatura do ar (∆ta) (entre os pés e a cabeça)

Nos espaços dos edifícios, a temperatura do ar normalmente aumenta no sentido do


piso para o teto e, se o gradiente é muito grande, pode acarretar desconforto com calor na
cabeça e/ou frio nos pés.

No ambiente analisado, as situações encontradas para pessoas sentadas,


apresentaram diferenças de temperatura do ar (do nível 0,10m a 1,10m) menores que 1°C,
em 80% dos pontos medidos, nas seis condições de ensaio (Tab. B19 a B24). O máximo
valor encontrado foi de 2,0°C ± 0,5°C, em condição de verão, em apenas um ponto da zona
de ocupação, próximo ao local de insuflamento (ponto P4, em torno do simulador S2).
Tomando como referência os índices indicados na Tabela 7.4, para um gradiente máximo
tolerável de 3°C, admitido pela ISO 7730 (1994), os valores encontrados não apresentam
características para desconforto local, tanto para condições de inverno quanto de verão,
mesmo com o maior valor encontrado, que não chegou a atingir PPD de 4%, de acordo
com índices baseados em experimentos de Olesen, et al. (1979) apud ASHRAE (2001).

Para pessoas em pé (do nível 0,10m a 1,70m), os gradientes de temperatura do ar


encontrados também foram menores que 3°C, não oferecendo situações de desconforto
local, mesmo havendo uma tendência para diferenças ligeiramente superiores na região
próxima ao painel de lâmpadas.
111

b. Correntes de ar

Para avaliar o efeito das correntes de ar, tomou-se, como referência, o percentual de
pessoas insatisfeitas (DR) com este aspecto, cujos valores foram calculados pela equação
4.7 com base nos dados de medição (Tab. B19 a B24).

Para todas as condições de ensaio, os valores de DR calculados ficaram abaixo de


10%; sendo assim, pode-se concluir que, à altura da cabeça, as pessoas sentadas ou em pé,
não devem se sentir em desconforto quanto a este aspecto. Além disto, os valores de
velocidade média do ar se apresentaram abaixo de 0,1 m/s, sendo inferiores até mesmo ao
máximo aceitável para a condição de inverno (1,5 m/s). Quanto a haver desconforto desta
natureza ao nível dos pés, não foram verificadas ocorrências de tal situação em nenhuma
das áreas e condições de ensaio, pelos mesmos motivos apresentados acima.

c. Assimetria da temperatura radiante

No ambiente analisado, pela sua configuração, a maior possibilidade de ocorrer


assimetria da temperatura radiante é devido à superfície vertical quente (painel de
lâmpadas). De acordo com as medições, o máximo valor encontrado para esta variável foi
de 3,0K, sendo, na grande maioria dos pontos, inferiores a 1K. Estes valores, de acordo
com a referência da ISO 7730 (1994), ilustrada no gráfico da fig. 4.5 (Cap. 4), implicam
em PPD muito inferiores a 5%. Considerando, para comparação, os limites constantes da
Tabela 7.4, pode-se dizer que o ambiente não apresenta problemas de desconforto devido a
este aspecto, atendendo, inclusive, os níveis de exigência para ambientes das classes “A” e
“B”, onde o PPD máximo é de 5%.

d. Temperatura superficial do piso

Os dados de medição relativos à temperatura superficial do piso (Tab. 7.2, do item


7.1), em comparação com os índices propostos pela ASHRAE Standard 55a (1995 – REV-
2000), indicaram que não ocorrem situações de desconforto local no ambiente, podendo
este, inclusive, receber a classificação “A”, atendendo o nível de exigência mais alto.
112

Capítulo 8

ANÁLISE QUALITATIVA DAS CONDIÇÕES DE

CONFORTO TÉRMICO NO AMBIENTE

Neste capítulo é apresentada a análise das condições de conforto do ambiente sob o


ponto de vista das pessoas (dados subjetivos) submetidas às mesmas condições térmicas da
etapa anterior. De acordo com o descrito no capítulo 6, referente ao método aplicado, os
usuários deram opiniões sobre suas sensações térmicas, por meio de respostas às perguntas
de questionários, de acordo com a escala de sensação térmica de sete pontos da ASHRAE
(ASHRAE, 2001) apresentada no capítulo 4. As respostas tabuladas permitiram verificar se
as condições térmicas propostas são aceitáveis pelas pessoas participantes e quais as
condições são mais confortáveis.

A análise das condições de conforto térmico contemplou os aspectos intervenientes


que causam desconforto térmico geral e desconforto local, sendo os resultados os que se
seguem.

8.1. Avaliação das condições do ambiente sob o ponto de vista do desconforto térmico
geral

A verificação da aceitação dos ambientes térmicos pelas pessoas foi feita com base
nos índices de PMV e PPD extraídos das respostas aos questionários, cujos resultados da
tabulação se encontram no Anexo A. Foram considerados como referência, os índices de
Fanger com PMV = 0 (situação de conforto), adotados pela ISO 7730 (1994).

Na tabela 8.1, estão relacionados os índices PMV e PPD determinados nesta etapa
da pesquisa, como também os da etapa anterior, apresentados no Capítulo 7, a título de
comparação.

Os índices com as designações “calc” são as médias dos valores de S1 a S4,


constantes da tabela 7.4, referentes à primeira etapa. Os demais foram extraídos dos dados
tabulados dos questionários, sendo:
113

PMVreal = média dos votos (-3 a +3 da escala), referentes à questão 1 do bloco A dos
questionários;

PPD real* = valores calculados pela a equação 4.7, utilizando os valores de PMVreal;

PPD real = percentual de respostas aos pontos –3 a +3 da escala de sensação térmica,


adotada nos questionários.

Tabela 8.1 –PMV e PPD, para Va≤0,10 m/s e pessoas em atividade leve (70 W/m2)
ta tr UR to Icl PMV PMV PPD PPD PPD
calc real calc real* real
Fanger (25,6°C) 0,0 5,0
C1 (26,0°C) 25,1 25,5 37,9 25,3 0,6 0,29 0,13 7,5 5,3 12,5
C2 (25,0°C) 24,5 24,9 39,0 24,7 0,6 0,13 -0,19 5,8 5,7 3,1
C3 (24,0°C) 23,7 23,9 38,0 23,8 0,7 0,05 0,00 5,5 5,0 3,2
C4 (23,0°C) 22,8 22,8 42,5 22,8 0,7 -0,19 -0,65 6,3 13,7 6,5
C5 (22,0°C) 22,0 21,8 48,0 21,9 1,1 0,22 -0,16 6,4 5,5 6,4
C6 (21,0°C) 21,1 20,9 51,3 21,0 1,1 0,07 -0,81 5,5 18,7 19,3

C1 a C6 = condições de ensaio e temperaturas de referência no ponto médio do ambiente


ta, tr , UR e to = dados de medição no ambiente com as pessoas (etapa 2)

Para uma melhor compreensão do real significado dos valores de PMV e PPD da
tabela 8.1, a exemplo de Fanger (1972), foi feito um detalhamento dos votos para os
valores da escala de sensação térmica, que estão relacionados na tabela 8.2. Este
detalhamento foi necessário porque os valores (PMV e PPD), considerados isoladamente,
refletem um resultado global, não mostrando claramente as tendências da amostra.

As opiniões das pessoas podem ser mais bem visualizadas pelas curvas
representativas de seus votos, na figura 8.1, onde as tendências são explícitas.

É importante salientar que, de acordo com Gagge et al. (1967) apud Fanger (1972),
as pessoas que realmente sentem desconforto votam acima de +2 ou abaixo de –2. Fanger
(1972) adotou este critério para suas avaliações e, seguindo este conceito, este critério
também foi adotado neste trabalho. Portanto, considerou-se que as situações de conforto
são representadas pela faixa de –1 a +1.
114

Tabela 8.2 – Percentuais de votos para os valores da escala de sensação térmica


Percentual de pessoas que votaram em:
Ensaios 0 -1 +1 -1, 0 e +1 -2 +2 -2, -1, 0, +1 e +2
(total) (total)
Fanger (25,6°C) 55 20,0 20,0 95 2,5 2,5 100,0
C1 (26,0°C) 62,5 12,5 12,5 87,5 3,1 9,4 100,0
C2 (25,0°C) 59,4 25,0 12,5 96,9 3,1 0,0 100,0
C3 (24,0°C) 38,7 25,8 32,5 96,8 3,2 0,0 100,0
C4 (23,0°C) 41,9 51,6 0,0 93,5 6,5 0,0 100,0
C5 (22,0°C) 58,1 25,8 9,7 93,6 3,2 3,2 100,0
C6 (21,0°C) 25,8 48,4 6,5 80,7 19,3 0,0 100,0

De acordo com os resultados apresentados nas tabelas 8.1 e 8.2 (PMVreal e


PPDreal), se observa que cinco condições criadas no ambiente são termicamente aceitáveis
(ISO 7730 /1994), sem desconforto térmico significativo para o corpo como um todo. Há,
no entanto, uma manifestação de desconforto na condição de ensaio C6, verificada pelo
valor de PPDreal = 19,3% e PPDreal* = 18,7% onde todas as pessoas que se manifestaram
insatisfeitas votaram no valor –2 da escala de sensação térmica. Isto pode significar que
esta condição térmica esteja abaixo do limite de conforto para os usuários deste tipo de
ambiente. Quanto à condição C1, embora o PPDreal tenha apresentado um valor acima de
10% (PPDreal = 12,5%), não se pode considerar que esta seja uma condição de
desconforto, pois, dos respondentes insatisfeitos, 3,1% votaram no valor –2 da escala, para
uma condição de ensaio limite, considerada a mais quente (to=25,3°C); além disto, o valor
do PPDreal*, calculado em função do PMVreal, é bastante inferior a 10%.

Pelo gráfico da figura 8.1, que representa as sensações das pessoas com relação ao
ambiente térmico e dos dados das Tabelas 8.1 e 8.2, se observa que a maioria das
condições térmicas podem promover situações de conforto para as pessoas. As condições
de ensaio C4 e C6, apresentaram curvas deslocadas para o lado esquerdo da escala,
indicando que as pessoas as consideraram mais frias, embora a C4 tenha sido considerada
confortável. Como esta (C4) não é a condição de ensaio mais fria, este fato pode ser
atribuído à inadequação das roupas utilizadas para os testes, conforme pode ser visto pelo
gráfico da figura 8.2, o qual mostra que, nesta condição, várias pessoas responderam que as
roupas que estavam usando no momento as deixavam sentir frio.
115

Sensação Térmica - Pessoas

100
90
80
70
Respostas (%)

60
50
40
30
20
10
0
-3 -2 -1 0 1 2 3
Escala de Sensação Térmica

C1 C2 C3 C4 C5 C6 FANGER

Figura 8.1 – Opiniões das pessoas sobre o ambiente térmico representadas pelos
percentuais de votos nos pontos da escala de sensação térmica, nas condições de ensaio
(C1 a C6)

O gráfico da Figura 8.2 se refere às respostas dos usuários com relação à adequação
da vestimenta que usaram durante os ensaios. Neste gráfico foi usada a seguinte
convenção:

C1 a C6 = condições de ensaio com as pessoas (etapa 2)

MI= muito inadequada; I= inadequada; LI= ligeiramente inadequada; A= adequada

Os votos à direita de “A”, significam que a roupa faz com que a pessoa sinta calor e
à esquerda de “A”, permitem que sinta frio.

Conforme visto no capítulo 6, em duas condições consecutivas de ensaios as


pessoas vestiram a mesma roupa. As curvas do gráfico da figura 8.2 mostram que esta
116

opção não foi adequada, ficando claro que, ao se diminuir em 1°C a temperatura média da
câmara de testes para mudança da condição de ensaio, o índice de isolamento das roupas
deveria ter sido incrementado de aproximadamente 0,06 clo (o equivalente a uma camiseta
regata de algodão). Como este fato não foi considerado, o efeito repercutiu nos resultados,
fazendo com que as pessoas votassem nos valores mais frios da escala, deslocando para a
esquerda do ponto de conforto (zero da escala), principalmente a curva relativa à condição
C4.

Roupas

100
90
80
70
Respostas (%)

60
50
40
30
20
10
0
MI I LI A LI I MI
Adequação

C1 C2 C3 C4 C5 C6

Figura 8.2 – Votos das pessoas para a adequação das roupas usadas nos ensaios

Os dados indicam ainda que as condições térmicas que tiveram maior aceitação
foram as mais quentes (C1 e C2), uma vez que os maioesr percentuais de votos no ponto
zero (0) da escala foram para estas condições. Com relação à condição C3, cujas
características térmicas são as que mais se aproximam das de referência para operação dos
sistemas de condicionamento de ar convencionais (23°C≤ta≤24°C), embora o PMV seja
igual a zero, não se pode considerá-la como a mais adequada, pois, esta foi a condição
117

menos votada no ponto zero da escala (a menos da C6, que foi considerada “fria” pelas
pessoas). Nesta condição (C3), os votos das pessoas ficaram bastante equilibrados entre
“ligeiramente frio” e “ligeiramente quente”, anulando seus efeitos sobre o PMV. Este fato
pode ser justificado pelas características térmicas do ambiente nesta condição de ensaio,
onde a câmara de testes apresentou características de inverno e verão ao mesmo tempo,
dependendo da localização dos postos de trabalho com relação ao ponto de insuflamento e
do painel de lâmpadas (conforme análises quantitativas no capítulo 7).

Os gráficos das figuras 8.3 e 8.4 mostram a comparação dos resultados das opiniões
das pessoas com o que foi verificado nas análises da primeira etapa. Considerando valores
de PMV para a comparação, observa-se na Fig. 8.3 que, conforme visto no capítulo
anterior, as condições térmicas do ambiente satisfazem aos critérios de conforto
(representados pelo PMVcalculado, da etapa 1), ficando, os valores, na faixa considerada
confortável (-0,5≤PMV≤+0,5). As curvas deste gráfico mostram também o efeito da falta
de uma peça de roupa (com aproximadamente 0,06 clo) sobre as sensações térmicas das
pessoas, principalmente nas condições C2 e C4, representado pelas distâncias à linha de
valor zero da escala, nos pontos correspondentes. Com a correção da roupa, provavelmente
as curvas seriam menos acentuadas, havendo uma aproximação maior à condição de
conforto.

De acordo com os resultados, na opinião das pessoas, as condições que mais se


aproximam do esperado para conforto são as mais quentes. Observa-se que, as curvas de
PMVcalculado e PMV real se distanciam progressivamente na direção das temperaturas
mais baixas (to < 22°C), indicando que estas temperaturas, consideradas por Fanger (1972)
para conforto (até aproximadamente 21°C), não devem ser incluídas na faixa ideal para as
pessoas que participaram dos experimentos. Isto significa que os limites de temperatura
operativa da zona de conforto, em princípio, poderiam ser deslocados para a direita, no
sentido das temperaturas mais altas, comparativamente à zona proposta por Fanger (ISO
7730 ,1994).

Levando-se em conta as considerações feitas anteriormente, as curvas da Fig. 8.4,


representativa dos índices de insatisfação das pessoas (PPD), confirmam as colocações
feitas acima e indicam que a faixa de temperaturas operativas para conforto em ambientes
condicionados com insuflamento pelo piso poderia ter o valor de 22°C como limite inferior
118

e entre 26°C e 27°C como limite superior, implicando, com isto, em um acréscimo de pelo
menos 1°C nestes limites.

0,4
0,4
0,3
0,3
0,2
0,2
0,1
1
0
PMVPMV

-0,1
-0,1 21 21,5
-0,2 21,5 22 22,5
22,5 23 23,5
23,5 24 24,5
24,5 25 25,5
25,5 26
-0,2
-0,3
-0,3
-0,4
-0,4
-0,5
-0,5
-0,6
-0,6
-0,7
-0,7
-0,8
-0,8
-0,9
-0,9
Temperatura operativat o (°C)
Temperatura operativa (°C)
PMV
PMV calc
calc PMV
PMV real
real
PPD real* e PPDreal, representativos dos percentuais de pessoas insatisfeitas

Figura 8.3 – Curvas comparativas do PMV calculado com os dados de medições e


PMV real, representativo dos votos médios das pessoas

25
25
20
20
15
(%)(%)

15
PPDPPD

10
10

0
21 22 23 24 25 26
Temperatura operativa- to
Temperatura operativa - to(°C)
(°C)

PPD calc
PPD calc PPD real*
PPD real* PPD real
PPD real Limite
Limite

Figura 8.4 - – Curvas comparativas do PPD calculado com os dados de medições,


119

Das variáveis ambientais que influenciam no desconforto térmico geral, também


foram contempladas, para avaliação do ponto de vista dos usuários, a umidade relativa e a
velocidade do ar.

Quanto à umidade relativa do ar, os resultados não são conclusivos com relação à
sua influência na sensação térmica porque a abordagem contemplou apenas aspectos de
ocorrência de sintomas fisiológicos. Como não foram encontrados procedimentos para
avaliação subjetiva desta variável, supõe-se que os resultados apresentados a seguir
estejam muito mais relacionados com características pessoais do que com a umidade do ar.

De acordo com os resultados, ilustrados pelo gráfico da figura 8.5, podem ser feitos
as seguintes considerações:

Ressecamento nos olhos

Ressecamento da pele

Ressecamento das narinas

Ressecamento da garganta

Espirros

Falta de ar

Transpiração

0 5 10 15 20 25 30
%

C1 C2 C3 C4 C5 C6

Figura 8.5 – Gráfico das respostas sobre os sintomas físicos devido à umidade do ar

• Em todas as condições de ensaio, houve manifestações sobre ressecamento


nos olhos com 10%, em média, das respostas;

• quanto ao ressecamento da pele, no máximo 6% das pessoas declararam


sentir, também em todas as condições de ensaio;
120

• as manifestações de ressecamento das narinas foram mais acentuadas nas


condições de ensaio C4 (13%) e C5 (16(%), sendo que nas demais, o
percentual de não passou de 6%;

• percentuais acima de 10% acerca de ressecamento da garganta ocorreram


nas condições C1 a C3 e C6;

• cerca de 16% responderam que espirraram durante os ensaios na condição


C2 e, nas demais condições, as manifestações foram iguais ou inferiores a
6%;

• quanto à falta de ar, as manifestações não foram significativas, pois, apenas


6% declararam este sintoma e apenas na condição C2 e

• na condição C3, cerca de 6% das pessoas disseram que transpiraram; na C1


e C2 houve também manifestações mas, com percentuais mais baixos ainda
(da ordem de 3%).

Com relação à velocidade do ar na altura do tronco, abordada no questionário


como “movimento do ar”, aproximadamente 64% das pessoas não conseguiram perceber.
Daqueles que perceberam, mais da metade responderam que “não faz diferença”,
significando que este aspecto não os incomodou. Para o restante das pessoas que
perceberam, na condição C6, na qual a vazão de insuflamento é mais alta e a temperatura
do ar é mais baixa, os resultados mostram que a velocidade do ar é um aspecto que
desagrada mais; entretanto, na C1, os resultados indicam que as pessoas sentem a
movimentação do ar como um efeito agradável. De acordo com esses resultados, pode-se
considerar que, em sendo a velocidade do ar baixa, torna-se quase imperceptível e as
pessoas não conseguem definir exatamente as suas sensações a este respeito. Isto indica
que a velocidade do ar atende aos requisitos de conforto térmico, conforme também
verificado na análise quantitativa apresentada no Capítulo 7.

8.2. Avaliação das condições do ambiente sob o ponto de vista do desconforto local

Os aspectos que causam desconforto local, abordados individualmente nos


questionários, foram avaliados pelas pessoas e os resultados são os que se seguem.
121

Como já referido anteriormente, este tipo de sistema de distribuição de ar promove


alguma estratificação da temperatura. Contudo, pelas análises quantitativas das condições
do ambiente feitas no capítulo 7, em nenhuma condição de ensaio foi verificada diferença
vertical de temperatura do ar acima do limite para conforto (∆ta ≥ 3°C); o que caracteriza
que o ambiente está adequado para conforto sob este ponto de vista.

Embora, na opinião de cerca de 70% das pessoas participantes dos ensaios, na


posição sentada, a diferença vertical de temperatura do ar (em torno de 1°C) seja
perceptível, sendo “ligeiramente desagradável” para a maioria delas, esta estratificação não
causa desconforto, conforme pode ser verificado nos gráficos da figura 8.6, onde estão
destacadas as sensações dos usuários sobre temperatura do ar em partes diferenciadas do
corpo (cabeça, tórax e pés). Este fato é confirmado pelos percentuais mais altos de
respostas predominantemente na faixa –1 a +1 da escala de sensação térmica. As condições
de ensaio onde houve manifestações de desconforto foram as condições limites. As pessoas
sentiram uma sensação desagradável na cabeça (quente, na condição C1), embora com um
índice de insatisfação dentro da faixa de tolerância (menor que 10%). Quanto ao principal
efeito esperado da estratificação devido a este tipo de sistema, ou seja, “frio nos pés”,
observa-se que somente a partir da condição C4 até C6 (condições onde as vazões do ar
insuflado são maiores e as temperaturas do ar insuflado são mais baixas) as pessoas
manifestaram insatisfação com este aspecto, com PPD de 13% a 35% aproximadamente,
com votos para o “frio” da escala de sensação térmica.

De acordo com as análises quantitativas anteriores, as diferenças verticais de


temperatura do ar entre os níveis 0,10 m e 1,70 m (para pessoas em pé), o ambiente atende
aos requisitos de conforto, com diferenças máximas de 3°C. Do ponto de vista da análise
qualitativa, as diferenças apresentadas são percebidas por cerca de 70% das pessoas que
consideram, em sua maioria, este fato “ligeiramente desagradável”, com percentuais de
respostas para esta classificação de 60% a 70%. Observa-se, no entanto, que o restante das
respostas se distribuem mais significativamente nas classes “indiferente” e “ligeiramente
agradável” do que na “desagradável”, indicando que este aspecto não representa uma
situação de desconforto. Além disto, considerando que em ambientes de escritórios as
pessoas passam mais de 70% do seu tempo sentadas (Ornstein, et al., 1999), este aspecto
pode não ser relevante.
122

Temperatura do Ar

Cabeça 9,4 59,4 21,9


C1
Torax 21,9 62,5 12,5

Pé 25,0 56,3 12,5

Cabeça 18,8 59,4 18,8

Torax 40,6 43,8 9,4 C2

Pé 28,1 50,0 6,3

Cabeça 16,1 41,9 35,5

Torax 29,0 51,6 16,1 C3

Pé 48,4 38,7 3,2

Cabeça 16,1 77,4

Torax 45,2 41,9 3,2


C4

Pé 54,8 25,8

Cabeça 16,1 71,0 12,9

Torax 16,1 67,7 9,7 C5

Pé 35,5 51,6

Cabeça 29,0 54,8 12,9

Torax 32,3 54,8 3,2 C6


Pé 48,4 16,1

0 20 40 60 80 100
Respostas (%)

-3 -2 -1 0 1 2 3

Figura 8.6 – Gráficos das respostas referentes às sensações de temperatura em partes


localizadas do corpo (cabeça, tórax e pés)

Quanto à assimetria da temperatura radiante média, seus efeitos foram


questionados com relação aos níveis do tórax e da cabeça. Cerca de 65% das pessoas
responderam que não sentem diferença de temperatura entre os lados opostos do tórax
(frente e costas, lado esquerdo e direito) e, entre os lados opostos da cabeça (testa e nuca,
123

faces esquerda e direita), 70% também disseram que não sentem diferença. Segundo as
pessoas que perceberam diferenças de temperatura no nível do tórax, este fato não chega a
ser motivo de desconforto, pois a maioria dos usuários classificou-as de “indiferente” a
“ligeiramente desagradável”, com votos, inclusive, para “ligeiramente agradável”. A
mesma situação ocorreu para o nível da cabeça, mas com mais respostas para a faixa de
“ligeiramente agradável” a “agradável”. Estes resultados são similares aos da análise
quantitativa deste aspecto feita no capítulo 7.

A ocorrência de correntes de ar foi verificada nos níveis da cabeça e dos pés, que
são os locais onde este fenômeno pode ser motivo de incômodo, conforme indica a ISO
7730 (1994). De acordo com a análise feita no capítulo anterior, as condições do ambiente
se apresentaram favoráveis para o conforto com relação a este aspecto, com índice de
insatisfação (DR) previsto inferior a 10%.

Na análise qualitativa, de 70% a 80% dos usuários responderam que não


perceberam correntes de ar na região da cabeça, nas seis condições de ensaio. Daqueles
que perceberam, de 60% a 75% acharam que este fato é “indiferente”; as demais respostas
se equilibraram entre “ligeiramente desagradável” e “ligeiramente agradável”, revelando
uma dúvida que pode ser justificada pela dificuldade de se perceber correntes de ar quando
a velocidade do ar é muito baixa (Va ≤ 0,1 m/s). Já na região dos pés, de 68% a 84% das
pessoas não perceberam correntes de ar nas condições de ensaio mais quentes (C1 a C3);
nas condições seguintes, nas quais as vazões de ar foram maiores e as temperaturas mais
baixas, cerca de 55% das pessoas perceberam este efeito. Apenas na condição de ensaio C3
a maioria (60%) considerou que este aspecto é indiferente, inclusive, com respostas
bastante equilibradas para a faixa de “desagradável” a “agradável” (10% para cada
classificação da faixa). Observou-se também que, nas condições de ensaio mais quentes
(C1 a C3), a maioria das respostas foi para o lado das sensações agradáveis, ao contrário
das condições mais frias (C4 a C6).

Como a maioria das pessoas não percebeu correntes de ar e as que perceberam


demonstraram que este aspecto não foi significativo nas condições térmicas em que se
encontravam, pode-se considerar que, também relativamente a este aspecto, o ambiente é
aceitável para as pessoas, de acordo com o que foi constatado no capítulo 7.
124

Um outro fator relevante nesta verificação é o que se refere às preferências das


pessoas quanto à velocidade do ar, às temperatura do ar no ambiente nas condições de
ensaios. Para uma questão que solicitava ao usuário uma sugestão a respeito de manter,
diminuir ou aumentar a velocidade do ar, na condição atual de temperatura, praticamente
em todas as condições de ensaio, aproximadamente a metade dos entrevistados sugeriu
manter a velocidade como estava no momento. Entretanto, nas condições de ensaio mais
quentes (C1 a C3), as sugestões foram mais expressivas para aumentar a velocidade do ar
do que para diminuir (30%, em média, para aumento contra 18%, em média, para
diminuição). Nas condições mais frias (C4 a C6), houve uma inversão desses percentuais.
As sugestões para aumento da velocidade do ar nas condições de ensaio onde as
temperaturas do ar são mais altas, principalmente na condição C1 (26°C no ponto médio da
sala), são indícios de que há possibilidade de se estabelecer temperaturas mais altas no
ambiente, com incremento de velocidade do ar, sem comprometer o conforto. Considera-se
que esta possibilidade pode se tornar viável se os usuários detiverem o poder de ajustar as
vazões de ar de acordo com suas preferências.

O gráfico da Figura 8.7 se refere às medidas de temperatura superficial do piso.

Temperatura superficial
superficialdo
dopiso
piso

100,0
100,0
90,0
90,0
80,0
80,0
(%)
Respostas(%)

70,0
70,0
60,0
60,0
Respostas

50,0
50,0
40,0
40,0
30,0
30,0
20,0
20,0
10,0
10,0
0,0
0,0
-3
-3 -2
-2 -1
-1 0 1 2 3
Escala de Sensação Térmica

C1 C2 C3 C4 C5 C6

Figura 8.7 – Gráfico das respostas referentes às temperaturas superficiais do piso


125

Pelas análises anteriores, as condições térmicas do ambiente não ofereceram


situações de desconforto local devido à temperatura superficial do piso. Na avaliação
das pessoas, cujos resultados estão representados pelos gráficos da figura 8.7, a
temperatura do piso pode ser considerada adequada, mesmo com a maioria dos votos para
“ligeiramente frio”, com algumas respostas para frio, pois, os percentuais mais altos se
encontram na faixa de –1 a 0; apenas na condição C6, as pessoas manifestaram sensação de
piso frio (PPD = 16,1%, com votos para o valor –2 da escala de sensação térmica); mesmo
assim, este índice está bastante próximo ao limite de tolerância (PPD < 15%) indicado pela
norma CR-1752 (CR, 1998) apud Olesen (s.d.).
126

Capítulo 9

O CONFORTO TÉRMICO PERSONALIZADO –


ANÁLISE DAS CONDIÇÕES TÉRMICAS COM
CONTROLES INDIVIDUAIS DE VAZÃO DE AR

Neste capítulo são apresentados os resultados das condições de conforto térmico


criadas pelos usuários por meio de ajustes em dispositivos individuais de controle de vazão
de ar. As condições térmicas, ou micro climas resultantes foram caracterizadas e
comparadas com as condições das etapas anteriores para a definição, tanto de parâmetros
de conforto mais próximos aos costumes e clima brasileiros, quanto de parâmetros de
projeto mais adequados ao tipo de sistema de condicionamento de ar com distribuição pelo
piso. Além disto, os resultados desta avaliação serviram para a identificação de estratégias
de operação e controle do sistema, possíveis de serem aplicadas com vistas à economia de
energia, conforme discutido no Capítulo 10.

A caracterização das condições do conforto personalizado foi feita com base em


dados de medições no ambiente e dados de operação do sistema (antes e depois dos ajustes
individuais de vazões de ar), em associação com as entrevistas e observações do
posicionamento dos dispositivos de ajuste, realizadas durante os ensaios.

9.1. Análise das condições térmicas individuais

Os usuários foram submetidos inicialmente ao ambiente térmico cuja temperatura


do ar no ponto médio da sala se encontrava na faixa de 26,7°C a 29,5°C (±0,5°C). Estas
condições significaram temperaturas do ar, na estação de trabalho ocupada para testes
(Simulador 2), incrementadas de até 2,5°C com relação à temperatura de ensaio mais
quente da primeira etapa (condição Cl). Este posto de trabalho foi escolhido para os testes
porque possui dois dispositivos de ajustes de vazão de ar localizados próximo à pessoa, o
que lhe dá a opção de utilizar os dois ou apenas um, de acordo com a sua preferência. As
medições feitas nestas condições geraram dados que resultaram nos perfis (de temperatura
e velocidade do ar) que estão detalhados no Anexo C.
127

Segundo 32% das pessoas, o ambiente ao qual estavam submetidas antes dos
ajustes de vazão de ar se encontrava “quente”; 55% afirmaram que estava “ligeiramente
quente” e o restante se sentia “confortável”, o que corresponde, na escala de sensação
térmica, aos índices +2, +1 e 0 respectivamente. Nesta condição ainda, 65% relataram
sensação de “ar parado”; 26% sentiram “movimentação do ar” e o restante não fez
comentários a respeito deste aspecto.

Após terem efetuado os ajustes de vazão de ar e atingidas as condições de conforto


de suas preferências, de acordo com o que foi proposto no método, foram feitas novas
medições em torno das pessoas, cujos resultados detalhados se encontram no Anexo C.

A análise das condições térmicas a seguir se baseia tanto nas médias e faixas que
compõem os gráficos apresentados nas figuras 9.1 a 9.5 quanto nos dados de tabelas e
gráficos detalhados constantes do Anexo C.

Foram adotados como convenção os seguintes códigos:

C1⇒ para curvas referentes aos dados das medições na condição de ensaio C1, da
primeira etapa;

A⇒ para curvas referentes aos dados das medições na condição de ensaio antes
dos ajustes de vazões de ar, da terceira etapa;

D⇒ para curvas referentes aos dados das medições na condição de ensaio depois
dos ajustes de vazões de ar, da terceira etapa.

Para as análises comparativas das principais variáveis ambientais (temperatura e


velocidade do ar, com umidade relativa em torno de 40%), foram considerados os dados
relativos ao posto de trabalho referente ao Simulador S2.

Os perfis de temperatura do ar da figura 9.1, onde P4C1 a P6C1 são pontos de


medições nas condições de ensaio C1 (valores relativos ao simulador S2); P4A a P6A são
pontos de medições na condição de ensaio antes dos ajustes de vazão de ar e P4D a P6D
são pontos de medições na condição de ensaio depois dos ajustes. Esses perfis permitem
verificar que as características da estratificação da temperatura são muito parecidas nas
condições de ensaio consideradas (C1, A e D), porém com curvas menos acentuadas nas
condições A e D, principalmente na região ocupada (entre os níveis 0,1 a 1,1m); isto é,
128

aparentemente, há uma variação das características de estratificação nesses níveis, embora


bastante sutil.

2,6

2,1

1,6
Altura (m)

1,1

0,6

0,1
23 24 25 26 27 28 29 30 31
Temperatura do ar (°C)

P4C1 P5C1 P6C1 Média


P4A P5A P6A Média
P4D P5D P6D Média D

Figura 9.1 – Perfis de temperaturas do ar

As diferenças verticais de temperatura (∆ta), entre os níveis 0,1 e 1,1m, depois dos
ajustes de vazões de ar, apresentaram valores inferiores a 1°C (da ordem de 0,5°C) para
pessoas sentadas e de aproximadamente 2°C (±0,5°C) para pessoas em pé, sendo
ligeiramente inferiores aos identificados nas condições dos ensaios anteriores.
Considerando que as diferenças verticais de temperatura do ar, com as características de
estratificação apresentadas na primeira etapa não provocaram situações de desconforto
local, uma vez que os índices de PMV e PPD são baixos, os resultados da terceira etapa,
que indicam diferenças muito próximas daquelas, também não oferecem situações de
desconforto, sendo confirmado por 94% das pessoas que participaram do ensaio, que
votaram no “zero” da escala de sensação térmica (confortável).

Os perfis da figura 9.1 permitem observar também que, com o incremento da vazão
de ar nos níveis do tórax e/ou da cabeça, há uma maior homogeneidade das temperaturas
129

em torno do ponto de ocupação do que o que se observou nos ensaios anteriores e aqui
representados pela curva Cl. Este fato pode ser conseqüência dos ajustes de vazão de ar,
cuja influência se observa mais nas laterais das pessoas, onde estão situados os dispositivos
de controle (difusores de mesa). Vale a pena ressaltar que 94% das pessoas utilizaram os
dois dispositivos disponíveis para regular a vazão de ar e que a preferência de 70% delas
para a direção do fluxo de ar é a horizontal (na região do tórax e pescoço), direta ou
indiretamente para o corpo. É importante destacar também que:

• A temperatura média do ar insuflado no plenum, durante as baterias de


medições A e D, foi de 22,5°C, na faixa de 20,5°C a 23,5°C. Estas
temperaturas são cerca de 2°C a 2,5°C mais altas do que as mantidas nos
ensaios anteriores da condição C1 e, até atingir o local ocupado, no nível
1,1m, sofrem um incremento de 4°C a 5°C. As temperaturas do ar nos
difusores de mesa são bem próximas das do ar insuflado, dada a localização
dos pontos de captação de ar no plenum para esses difusores (próxima do
ponto de insuflamento). Na opinião de 70% das pessoas, essas temperaturas
são adequadas, 16% disseram que elas poderiam ser mais altas e 14% que
deveria ser mais baixa. Os insatisfeitos, cujas opiniões são equilibradamente
divididas (para mais fria ou para mais quente) foram aqueles que estiveram
sujeitos às condições limites da faixa de temperaturas na condição de ensaio
D.

• As vazões médias de ar nos difusores de mesa (direito e esquerdo com


relação à pessoa sentada) foram: em torno de 300 m3/h nos dois difusores,
sendo as máximas e mínimas de 460 e 105 m3/h no difusor direito e 400 e
75 m3/h no difusor esquerdo, respectivamente, sendo os valores mais
freqüentes de 260 m3/h no difusor direito e 290 m3/h no difusor esquerdo.

Os gráficos das figuras 9.2 e 9.3 se referem aos perfis de temperatura do ar


resultantes das medições feitas nas condições A e D respectivamente, englobando os testes
de todos os usuários. As figuras permitem uma melhor visualização das faixas de
temperatura do ar no ambiente ao qual foram submetidos antes dos ajustes de vazão de ar
(A) (fig. 9.2) e as faixas preferidas pelas pessoas depois (D) (fig. 9.3).
130

Antes

2,6

2,1

1,6
Altura (m)

1,1

0,6

0,1
25,0 25,5 26,0 26,5 27,0 27,5 28,0 28,5 29,0 29,5 30,0 30,5 31,0 31,5 32,0 32,5 33,0
Temperatura (ºC) Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
P t 4 P t 5 P t 6

Pontos P4 a P6 = pontos de medição em torno do usuário

Figura 9.2 – Gráfico da faixa de temperaturas do ar no posto de trabalho antes (A)

Depois
2,6

2,1

1,6
Altura (m)

1,1

0,6

0,1
25,0 25,5 26,0 26,5 27,0 27,5 28,0 28,5 29,0 29,5 30,0 30,5 31,0 31,5 32,0 32,5 33,0
Temperatura (ºC) Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
P t 4 P t 5 P t 6
dos ajustes de vazão de ar
Pontos P4 a P6 = pontos de medição em torno do usuário

Figura 9.3 - Gráfico da faixa de temperaturas do ar no posto de trabalho depois dos


ajustes de vazão de ar
131

Com base nesses dados, define-se que as faixas de temperaturas do ar que podem
representar as preferências para conforto individual são:

• de 25,5°C a 27,5°C, na altura 0,6m e

• de 25,5°C a 28 ou 29°C, na altura 1,1m.

Estes valores podem ser considerados como limites máximos de temperatura do ar


para conforto térmico em ambientes de escritórios com condicionamento de ar com
insuflamento pelo piso, desde que a vestimenta das pessoas seja adequada para a condição
(Icl ≅.0,6 clo). Estes resultados também implicam em velocidades do ar algo maiores,
passíveis de serem conseguidas com os controles individuais, conforme apresentado a
seguir.

Os gráficos das figuras 9.4 e 9.5 representam os perfis de velocidades do ar


resultantes das medições feitas nas condições A e D respectivamente, para todas as
pessoas.

Na condição A (antes) (Fig. 9.4), fica evidente que no ponto P5, localizado atrás da
pessoa, a velocidade do ar é mais alta do que nas laterais (P4 e P6), provavelmente devido
à influência de um difusor no piso, instalado próximo do ponto de medição em questão
(ver Fig. 6.4). Mesmo assim, os valores de velocidade do ar são baixos, como nos ensaios
anteriores, principalmente na condição C1. Nesta condição (A), cerca de 65% das pessoas
disseram que tinham a sensação de “ar parado”.

Após os ajustes de vazões de ar nos dispositivos individuais de controle, houve uma


mudança significativa com relação à velocidade do ar, havendo aumentos substanciais
verificados nas laterais das pessoas, principalmente no nível 1,1m (P4 e P6). Verifica-se,
pelo gráfico da figura 9.5, que a faixa de velocidades do ar, para a faixa de temperaturas
definida como preferencial (D) pode chegar a ter valores da ordem de 0,35 m/s como limite
superior, sem causar desconforto com correntes de ar. Segundo 77% das pessoas, esses
valores atendem às suas exigências para conforto e 17% sugeriram que a velocidade
poderia ser mais alta e apenas 6% (PPD < 15%) se sentiram desconfortáveis com correntes
de ar, sugerindo que a velocidade deveria ser mais baixa.
132

Antes
2,6

2,1

1,6
Altura (m)

1,1

0,6

0,1
0,00 0,05 0,10 0,15 0,20 0,25 0,30 0,35 0,40
Velocidade do Ar (m/s) Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
Pontos P4 a P6 = pontos de medição em torno do usuário

Figura 9.4 - Gráfico da faixa de velocidades do ar no posto de trabalho antes (A)


dos ajustes de vazão de ar

Depois
2,6

2,1

1,6
Altura (m)

1,1

0,6

0,1
0,00 0,05 0,10 0,15 0,20 0,25 0,30 0,35 0,40
Velocidade do Ar (m/s) Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
P t 4 P t 5 P t 6
Pontos P4 a P6 = pontos de medição em torno do usuário

Figura 9.5 - Gráfico da faixa de velocidades do ar no posto de trabalho depois (D)


dos ajustes de vazão de ar
133

Conforme mencionado no Capítulo 4 (item 4.4 – d), de acordo com a ASHRAE


Standard 55a (1995), as zonas de conforto podem ser alteradas em função de acréscimos de
temperatura e velocidade do ar, dependendo da vestimenta, da atividade e da diferença de
temperatura entre a vestimenta e a superfície da pele.

O gráfico da figura 9.6, tendo como base a Figura. 4.3, mostra os acréscimos de
temperatura e velocidade do ar efetuados nesta bateria de ensaios. Para as considerações a
seguir, tomou-se como referência a curva representativa das diferenças nulas entre
temperatura do ar (ta) e temperatura radiante média ( t r ), que é o caso do ambiente
analisado.

Acréscimo de Temperatura do ar °C
Velocidade do ar, pé/min

Velocidade do ar, m/s


Limite para atividade sedentária

Acréscimo de Temperatura do ar, °F


Acréscimo efetuado
Acréscimo projetado

Figura 9.6 – Acréscimos de velocidades do ar e de temperatura

As ações dos usuários sobre as vazões de ar resultaram em valores de velocidades


da ordem de 0,3 m/s, conforme referido anteriormente, sendo este o valor aproximado do
limite de velocidade do ar para que não haja desconforto com correntes de ar (DR máximo
de 15%). De acordo com os dados do gráfico da fig. 9.6, o acréscimo de temperatura do ar
compatível (projetada) seria de aproximadamente 1°C, para que as condições de conforto
se mantivessem. O acréscimo médio de temperatura do ar foi da ordem de 2,5°C, cuja
134

velocidade do ar compatível (projetada) deveria ser da ordem de 0,6 m/s, mas foi de apenas
0,3 m/s, conforme referido acima. Entretanto, mesmo que a combinação dessas variáveis
não esteja de acordo com o proposto pela ASHRAE Standard 55a (1995), para os usuários
as condições de conforto se mantiveram.

Este fato, reforçando o que foi mencionado anteriormente, pode significar que, em
ambientes de escritórios com condicionamento de ar com insuflamento pelo piso, é
possível se estabelecer temperaturas mais elevadas, sem comprometer o conforto das
pessoas, desde que elas usem vestimentas adequadas para as condições térmicas em
questão (roupas típicas para escritórios, Icl ≅ 0,6 clo) e possam alterar a velocidade do ar na
estação de trabalho.

9.2. Condições de operação do sistema

Para se atingir as condições térmicas desejadas no ambiente, o sistema operou de


acordo com os parâmetros relacionados na tabela 9.1.

Tabela 9.1 – Parâmetros de funcionamento do sistema


VARIÁVEL ANTES DEPOIS
Méd Máx Mín Md Méd Máx Mín Md
o
Temp. Ar Ambiente ( C) 28,3 29,5 26,7 27,8 28,0 29,5 26,7 28
Umidade Ar Ambiente (%) 39 47 35 36 40 49 36 37
o
Temp. Ar Retorno ( C) 29,5 30,9 27,4 30,2 28,9 30,5 27,1 28,8
Umidade Ar Retorno (%) 38 45 35 36 38 45 35 36
o
Temp. Ar Saída Fan Coil ( C) 15,7 22,9 14,7 15 15,2 18,8 14,7 15
Temp. Ar Insuflamento (oC) 22,6 24,2 15,1 23 22,6 23,5 20,4 23
Umidade Ar Insuflamento (%) 57 69 52 57 57 69 52 57
o
Temp. Ar Externo ( C) 23,6 31,8 17,2 18,4 23,6 31,8 17,2 18,4
Umidade Ar Externo (oC) 70 95 39 95 70 95 39 95
3
Vazão de ar frio para mistura (m /h)* 500 1900 400 500 670 1140 420 540
Vazão de ar insuflado no plenum (m3/h) 1870 2100 1490 1930 1990 2290 1580 1890
Pressão estática média no plenum (Pa) 11 15 8 10 11 15 8 10
Méd = média dos valores referentes a todas as pessoas; Max = valores máximos medidos;
Min = valores mínimos medidos; Md = valores mais freqüentes (moda).
(*) Nos ensaios em que as temperaturas de insuflamento foram maiores ou iguais a 23°C,
as vazões de ar frio para mistura (fan coil) foram baixas, com valores não captados pelo
transdutor instalado no duto.
135

Pelos dados constantes da tabela 9.1, observa-se que a temperatura e umidade


relativa do ar externo variaram significativamente durante o período de ensaios. Para
manter as condições térmicas internas dentro da faixa desejada, nos dias mais frios, quando
a temperatura do ar externo estava abaixo de 24°C, foi usado o recurso de acréscimo de
carga ao ar de retorno para resfriamento (na sala do fan coil), por meio de aquecedores
elétricos.

Tendo em vista os resultados conseguidos no ambiente com esses parâmetros de


funcionamento do sistema, considera-se que eles podem servir como referência (set points)
para programas de operações de sistema de condicionamento de ar com insuflamento pelo
piso, onde for desejável operar com temperaturas mais altas, desde que as pessoas possam
controlar individualmente a vazão de ar.
136

Capítulo 10

POTENCIAL DE CONSERVAÇÃO DE ENERGIA COM


A APLICAÇÃO DO SISTEMA DE
INSUFLAMENTOPELO PISO

Para uma dada temperatura do ar no espaço ocupado, as temperaturas do ar de


retorno e, conseqüentemente do ar insuflado, no sistema de condicionamento de ar com
insuflamento pelo piso são mais altas do que as correspondentes no sistema de distribuição
pelo teto. No caso de ambientes com pé direito em torno de 2,5 m, essas diferenças são em
torno de 1 a 2 K, quando a diferença entre a temperatura do ar de retorno e de insuflamento
é da ordem de 8 a 10 K (Skistad, et al, 2002), conforme apresentado na Figura 10.1.
Comparativamente, isto significa que, com o sistema de insuflamento pelo piso, em um
período maior do ano pode ser utilizada apenas a ventilação (sem refrigeração), com
utilização do ar externo, para se obter condições internas de conforto.

Figura 10.1 –Comparação de temperaturas dos sistemas de insuflamento pelo teto e


pelo piso (Skistad, 2002)
137

Tomando como exemplo a temperatura média do ar no ambiente condicionado


igual a 24°C e temperaturas de insuflamento de 14°C para insuflamento pelo teto e de
19°C para insuflamento pelo piso (temperatura esta adotada nos ensaios para a temperatura
do ambiente em questão) e, levando-se em conta que a temperatura do ar externo sem
prévio resfriamento aumenta cerca de 1K durante o percurso até o ponto de insuflamento
(Skistad et al., 2002), pode-se dizer que não há necessidade de refrigeração quando as
temperaturas do ar externo forem inferiores a 13°C (para o sistema convencional) e a 18°C
(para o insuflamento pelo piso). Isto significa que, pelos dados típicos de temperatura de
bulbo seco em São Paulo, apresentados na tabela 10.1, se poderia prescindir da
refrigeração num período do ano cerca de 16% maior com a aplicação do sistema de
insuflamento pelo piso.

Este fato representa um potencial de economia de energia (conservação de energia)


com ar condicionado. Para consubstanciar esta colocação, foram verificadas as reais
potencialidades do sistema, com enfoque nos parâmetros de temperatura do ar interno
adotados para operação do sistema e nos do ar externo.

10.1. Verificação do potencial de conservação de energia sob o ponto de vista das


temperaturas

De acordo com o exposto no Capítulo 9, o sistema de condicionamento de ar com


insuflamento pelo piso com controles individuais de vazão de ar pode proporcionar
condições de conforto no ambiente condicionado mesmo com temperaturas do ar mais
altas. Para que esta condição seja atingida, sugerem-se como parâmetros para operação do
sistema os relacionados na tabela 9.1. Nesta condição, estima-se que este modo de
operação pode ser uma boa estratégia para conservação de energia, como é demonstrado a
seguir.

Para se atingir a condição térmica no ambiente com temperaturas do ar de 25,5°C a


28°C o ar foi insuflado com temperaturas na faixa de 20,4°C a 23,5°C. Sendo as
temperaturas de bulbo seco desta faixa bastante freqüentes durante o ano (ver tabela 10.1),
isto pode significar que, nos períodos de ocorrência de temperaturas externas do ar iguais
ou inferiores a estas, não há necessidade de resfriamento do ar para insuflamento, podendo,
inclusive, haver renovação de 100% do ar.
138

No entanto, é importante salientar que, como a condição térmica é determinada


também em função da umidade do ar, dependendo das condições do ar externo, esta faixa
pode ser mais restrita, havendo necessidade de resfriamento para desumidificação do ar em
algumas situações.

Para estimar o potencial de conservação de energia oferecido pelo sistema, nas


condições de conforto individual, foram considerados, para este caso, os dados de
medições das variáveis de temperatura e umidade do ar dos pontos inerentes ao sistema de
condicionamento de ar comparados com dados climáticos de São Paulo, representados
pelos perfis (hora a hora) de temperaturas de bulbo seco dos dias típicos do ano (mês a
mês), apresentados na Tabela 10.1.

Os valores constantes da Tabela 10.1 foram obtidos com a utilização do programa


computacional BLAST (Pedersen, 1993), gerados a partir das temperaturas máxima e
mínima do dia em questão, com valores medidos no ano de 2001 (IAG, 2001). O
procedimento para a determinação das temperaturas máxima e mínima do dia típico de
cada mês do ano foi o seguinte (Akutsu, 1998):

a) Dia típico de verão (outubro a abril)

Temperatura máxima, TMAX : Dada pela média entre a maior das temperaturas
máximas, TMAXMAX , e a média das temperaturas máximas, TMAXMED , do mês:

TMAX MAX + TMAX MED


TMAX = (10.1)
2

Temperatura mínima, TMIN : Dada pela temperatura máxima, TMAX, menos a


amplitude de variação das temperaturas, que é dada pela diferença entre a média das
temperaturas máximas, TMAXMED, e a média das temperaturas mínimas, TMINMED, do
mês:

TMIN = TMAX − (TMAX MED − TMIN MED ) (10.2)

b) Dia típico de inverno (maio a setembro)

Temperatura mínima, TMIN : Dada pela média entre a maior das temperaturas
mínimas, TMINMAX , e a média das temperaturas mínimas, TMINMED , do mês:

TMIN MAX + TMIN MED


TMIN = (10.3)
2
139

Temperatura máxima, TMAX : Dada pela temperatura mínima, TMIN, mais a


amplitude de variação das temperaturas, que é dada pela diferença entre a média das
temperaturas mínimas, TMAXMED, e a média das temperaturas mínimas, TMINMED, do
mês:

TMAX = TMIN + (TMAX MED − TMIN MED ) (10.4)

Tabela 10.1 – Dias típicos do ano – temperaturas de bulbo seco


Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Horário
1 22 22,8 21,3 20,4 12,3 9,7 9,1 12,5 11,1 19,3 21,6 21,4
2 22 22,3 20,8 19,8 11,8 9,2 8,5 11,8 10,6 18,7 21,1 20,9
3 21 21,9 20,3 19,4 11,5 8,7 8,0 11,3 10,2 18,3 20,7 20,5
4 21 21,6 20,0 19,0 11,2 8,4 7,6 10,9 9,9 17,9 20,4 20,2
5 21 21,5 19,9 18,9 11,1 8,3 7,5 10,8 9,8 17,8 20,3 20,1
6 21 21,7 20,1 19,1 11,3 8,5 7,7 11,1 10,0 18,0 20,5 20,3
7 22 22,2 20,7 19,7 11,7 9,0 8,4 11,7 10,5 18,6 21,0 20,8
8 23 23,1 21,7 20,7 12,5 10,0 9,4 12,8 11,4 19,7 22,0 21,6
9 24 24,4 23,1 22,2 13,7 11,4 11,0 14,5 12,7 21,2 23,3 22,9
10 26 25,9 24,7 23,8 15,1 13,0 12,8 16,4 14,2 23,0 24,8 24,3
11 28 27,5 26,6 25,7 16,6 14,8 14,9 18,6 16,0 25,0 26,6 26,0
12 30 29,1 28,4 27,5 18,0 16,5 16,8 20,6 17,6 26,9 28,2 27,5
13 31 30,3 29,7 28,9 19,1 17,7 18,3 22,1 18,8 28,3 29,5 28,6
14 32 31,1 30,6 29,8 19,8 18,6 19,2 23,1 19,6 29,3 30,3 29,4
15 32 31,4 30,9 30,1 20,1 18,9 19,6 23,5 19,9 29,6 30,6 29,7
16 32 31,1 30,6 29,8 19,8 18,6 19,2 23,1 19,6 29,3 30,3 29,4
17 31 30,4 29,8 29,0 19,2 17,8 18,4 22,2 18,9 28,4 29,6 28,7
18 30 29,3 28,6 27,8 18,2 16,7 17,1 20,8 17,8 27,1 28,4 27,7
19 28 28,0 27,2 26,3 17,0 15,3 15,5 19,2 16,5 25,6 27,1 26,4
20 27 26,8 25,7 24,8 15,9 13,9 13,9 17,5 15,2 24,1 25,8 25,2
21 25,6 25,7 24,5 23,6 14,9 12,8 12,6 16,1 14,0 22,8 24,6 24,1
22 24,5 24,7 23,4 22,5 14,0 11,7 11,4 14,9 13,0 21,6 23,6 23,2
23 23,6 23,9 22,5 21,6 13,3 10,8 10,4 13,9 12,2 20,6 22,8 22,4
24 22,9 23,3 21,9 20,9 12,7 10,2 9,7 13,1 11,6 19,9 22,2 21,8
Obs.: os valores destacados na Tabela 10.1 se referem às temperaturas de insuflamento
adotadas nos ensaios na condição para conforto personalizado (etapa 3).

Legenda:

Sem refrigeração – 100% de ar externo para insuflamento

Período de funcionamento do sistema de ar condicionado

Sem refrigeração – necessidade de mistura com ar de retorno para reaquecimento


140

Na maioria dos edifícios de escritórios em São Paulo os sistemas de ar


condicionado são ligados às 7:00h e desligados às 20:00h (Leite, 1997), durante os cinco
dias úteis da semana. No período em que o sistema permanece ligado, observa-se pela
Tabela. 10.1 que, sob o ponto de vista das temperaturas, em torno de 55% dos dias do ano
(períodos marcados com linhas contínuas e tracejadas) o uso de refrigeração seria
desnecessário.

Entretanto, dados referentes à temperatura e umidade do ar externo, coletados


durante os ensaios realizados nos meses de maio, junho, julho e novembro de 2002,
indicaram que apenas no inverno a refrigeração poderia ser dispensada, não havendo
necessidade de desumidificação. Em cerca de 70% dos dias de medições foram verificados
valores de umidades absolutas inferiores a 10,5 g/kgar seco (correspondendo a uma umidade
relativa de 50% para temperatura de 24oC). Uma vez que estes dados de umidades
absolutas se referem às temperaturas de bulbo seco iguais e inferiores a 19 C, esta
temperatura pode ser considerada como limite máximo de temperatura externa de bulbo
seco para dispensa da refrigeração.

Ressalta-se que estes resultados indicam que o sistema de condicionamento de ar


em questão, principalmente quando se aplica a estratégia de condicionamento
individualizado, pode oferecer um grande potencial de conservação de energia. Contudo,
são necessários estudos mais aprofundados nesta área, com maior enfoque para o controle
da umidade, para se estabelecer limites mais exatos e, conseqüentemente, se determinar a
real economia de energia do sistema comparativamente aos sistemas convencionais.

10.2. Determinação de parâmetros de projeto para ambientes térmicos com vistas à


conservação de energia

Conforme discutido no item 10.1, o sistema apresenta um potencial para a


conservação de energia em função de valores de temperatura. Contudo, na condição para
conforto pessoal, que oferece o potencial mais expressivo, as velocidades do ar são mais
altas. Sendo assim, há que se considerar a influência do conseqüente aumento das vazões
de ar no consumo de energia. Para se avaliar este efeito, são feitas, inicialmente, algumas
considerações a respeito de valores de temperatura que, conforme referido anteriormente,
podem ser consideradas como referência para projetos dos sistemas.
141

Em sistemas de condicionamento de ar com distribuição pelo piso, a temperatura


do ar insuflado aumenta no nível da área de piso (cerca de 0,10m acima das placas do piso
elevado) devido às trocas de calor com as superfícies quentes do ambiente. Um valor
adimensional (constante k) pode ser adotado para a determinação desta temperatura de
acordo com a equação (10.5).

θ p −θi
k= (10.5)
θr −θi

onde:

θ p = temperatura do ar perto do piso

θ i = temperatura do ar insuflado

θ r = temperatura do ar de retorno

De um modo prático, baseado em pesquisas experimentais, esta temperatura pode


ser estimada com boa aproximação utilizando a regra dos 50%, onde a temperatura do ar
referida (a 0,10 m do piso) é igual à metade da diferença entre a temperatura do ar de
retorno e do insuflado, de acordo com a equação (10.6) (Skistad et al., 2002).

θr −θi
θp = +θi (10.6)
2

Para o projeto de sistemas de condicionamento de ar com insuflamento pelo piso,


onde devem ser definidos valores de vazão de ar para o seu dimensionamento, é necessário
que se adote um valor de temperatura do ar de retorno e a temperatura que se quer
conseguir no piso. Desta maneira, pode-se determinar a temperatura de insuflamento,
usando a regra acima.

Na figura 10.2 foi usada a seguinte convenção:

C1 a C6 = temperaturas médias do ar nas condições de ensaio (médias dos valores


referentes aos simuladores S1 a S4, nos seis níveis de medição);
142

Dif C1 a Dif C6 = temperaturas médias do ar nos difusores nas condições de ensaio


C1 a C6 (médias dos valores referentes aos pontos P17 a P20, nos seis níveis de
medição) e

Ins Cl a Ins C6 = temperaturas do ar no ponto de insuflamento nas seis condições


de ensaios, no nível –0,30 m(considerou-se como nível zero, a superfície do piso
elevado).

As medidas de temperatura do ar de insuflamento foram em um único nível;


entretanto, para uma melhor visualização no gráfico da Figura 10.2, os valores foram
considerados constantes ao longo da altura de –0,30 m a 0,10 m.

2,6

2,1

1,6
Altura (m)

1,1

0,6

0,1

-0,4
15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
Temperatura do ar (°C)

C1 C2 C3 C4 C5 C6
Dif C1 Dif C2 Dif C3 Dif C4 Dif C5 Dif C6
Ins C1 Ins C2 Ins C3 Ins C4 Ins C5 Ins C6

Figura 10.2 – Perfis de temperaturas médias do ar nos postos de trabalho nas


condições de ensaio C1 a C6 (26 a 21 ºC) e temperaturas de insuflamento correspondentes.

O gráfico acima apresenta os perfis das temperaturas médias nos postos de


trabalho, nas condições de ensaio C1 a C6, onde também estão destacadas as temperaturas
de insuflamento e do piso (nos difusores). Observa-se que os valores estão coerentes com
os calculados pela equação 10.6. Um outro ponto a ser observado é a diferença
143

praticamente constante entre as temperaturas medidas no insuflamento e nos difusores,


onde 2,7°C ≤ k ≤ 3,4°C (ver Eq.10.5), sendo o limite superior, repetido em quatro das seis
condições de ensaios (C1 a C6). Nos postos de trabalho, no mesmo nível (0,10 m), essas
diferenças se mantiveram na faixa de 1,5°C a 2,5°C. A elevação da temperatura do ar,
desde a saída do difusor até atingir as pessoas, ocorre em virtude das distâncias dos
difusores aos pontos de ocupação (mínima de 0,80 m, adotada no laboratório), sendo estes,
os locais onde as medidas foram realizadas. Isto significa que a temperatura do piso (na
saída dos difusores), pode ser calculada, ou estimada em projeto, com valores inferiores
aos considerados para conforto na região dos pés das pessoas. As faixas apresentadas
podem ser consideradas como referências para a definição de set points de operação do
sistema, representando, desta forma, parâmetros para a elaboração do projeto.

Para determinar a vazão de ar requerida para a retirada de uma determinada carga


térmica do ambiente, utiliza-se a equação (10.7), onde a diferença de temperatura
considerada para o cálculo é a obtida das temperaturas do ar de retorno e de insuflamento,
determinadas pelo método referido acima.

q v .ρ .c p (θ r − θ i ).10 −3 = Φ tot (10.7)

onde:

q v = vazão de ar (l/s)

ρ = densidade do ar = 1,2 Kg/m3

c p = calor específico do ar = 1000 J/Kg.K

Φ tot = carga térmica total

Para o caso particular da condição térmica referente ao conforto individual, as


vazões de ar requeridas e as aplicadas nos ensaios foram conforme a seguir. Para o cálculo,
considerou-se que a diferença das temperaturas entre o ar de retorno e de insuflamento
utilizada nesta equação é adequada para o sistema em questão (Skistad et al., 2002).

Para a condição de ensaio A (antes dos ajustes de vazões de ar), os dados são:

Φ tot = 4209 W

ρ = 1,2 Kg/m3

c p = 1000 J/Kg.K
144

θ r =29,5°C

θ i = 22,6°C

∆θ = 7 K

Resultando na vazão qv de 0,5 m3/s (1800 m3/h)

Para a condição de ensaio D (depois dos ajustes de vazões de ar), os dados são:

Φ tot = 4209 W

ρ = 1,2 Kg/m3

c p = 1000 J/Kg.K

θ r =28,9°C

θ i = 22,6°C

∆θ = 6,3 K

Resultando na vazão qv de 0,56 m3/s (2004 m3/h)

Para os cálculos das vazões, foram utilizados os dados de temperatura do ar de


insuflamento e de retorno ( θ r e θ i ) dos ensaios (Fig. 10.2).

De acordo com os dados de medições do sistema de controle, nos ensaios A e D, as


vazões médias de ar ( q v ) foram as seguintes:

A⇒ q v = 1872 m3/h 1489≤ qv ≤2099 m3/h

D⇒ q v = 1984 m3/h 1576 ≤qv ≤2288 m3/h

Pelos valores calculados, esperava-se, com o decréscimo da diferença de


temperatura do ensaio A para o D ( ∆θ ), houvesse um acréscimo de cerca de 11% no valor
médio da vazão ( q v ). Na prática, o acréscimo foi de cerca de 6%, tendo sido suficiente
para se atingir a condição de conforto. Esta diferença entre os dois percentuais (esperado e
real) é um indicador que esta é uma estratégia que também pode ser utilizada com vistas à
conservação de energia.
145

Capítulo 11

CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES FINAIS

O sistema de condicionamento de ar com insuflamento pelo piso surgiu como uma


proposta para melhorar as condições de conforto térmico nos edifícios de escritórios. Este
tipo de sistema, porém ainda é pouco utilizado devido à carência de informações sobre
“como o sistema deve ser projetado, como deve funcionar e quais os benefícios que ele
efetivamente pode promover”.Com o desenvolvimento da presente pesquisa procurou-se
responder a estas e outras questões por meio da avaliação do sistema em um laboratório
com condições controladas.

O laboratório em que foram realizados os ensaios foi projetado e instalado com


características similares àquelas de ambientes reais de edifícios de escritórios. Este fato,
aliado à participação de pessoas (usuários) no processo de avaliação das condições de
conforto, tornaram possível a definição de parâmetros para a elaboração de projetos bem
como para o estabelecimento de um modo eficaz de operação do sistema. A eficácia,
representada pela aceitação das condições térmicas resultantes no ambiente específico e
pelo potencial de conservação de energia oferecido pelo sistema de insuflamento pelo piso,
foi constatada pelos resultados das experiências realizadas apresentados ao longo dos
capítulos 7 a 10.

Com base nos resultados deste trabalho podem ser feitas as seguintes
considerações:

As condições térmicas promovidas pelo sistema de condicionamento de ar com


insuflamento pelo piso (condicionamento geral), mesmo sem os ajustes individuais
de vazões de ar (condicionamento personalizado), atendem aos requisitos de
conforto térmico adotados pela ISO 7730 (ISO, 1994) e podem ser bem aceitas
pelas pessoas. Embora este tipo de insuflamento provoque estratificação da
temperatura, constatou-se que esta condição não oferece risco para o conforto
porque as diferenças de temperatura entre os níveis de ocupação (de 0,10 a 1,10m,
para pessoas sentadas, e de 0,10 a 1,70m, para pessoas em pé) são pequenas
(inferiores a 3°C) e a velocidade do ar é baixa (< 0,1 m/s), com características de
146

convecção natural, não promovendo correntes perceptíveis ou indesejáveis. Além


disso, o possível desconforto com “frio nos pés”, aspecto este que geralmente é
questionado, não deve ocorrer com o sistema operando com temperaturas do ar
insuflado mais elevadas do que as adotadas nos sistemas de distribuição pelo
teto.Para que estas condições sejam realmente atendidas, recomenda-se que o
sistema opere com parâmetros, definidos pelas faixas determinadas nos ensaios,
relacionados na tabela 11.2, concomitantemente com um projeto adequado de
distribuição dos difusores.

Os dados experimentais indicaram que a faixa de temperaturas, própria para este


tipo de ambiente e para usuários de escritórios de São Paulo - Brasil, é próxima da
proposta por Fanger (1972), adotada pela ISO 7730 (ISO, 1994) e aquela proposta
pela ASHRAE 55a (ASHRAE, 1995). Contudo, os limites da temperatura operativa
para que ocorra desconforto, determinados nesta pesquisa (22°C a 28°) são
superiores àqueles, definidos na faixa de 21°C a 26 °C.

Constatou-se que o sistema, pelas suas características de flexibilidade, permite a


inclusão de dispositivos de controle de vazão de ar para o conforto personalizado.
As experiências mostraram que a condição de conforto pode ser obtida, mesmo
com valores de temperatura do ar no ambiente mais elevados do que os adotados
para o condicionamento geral, isto é, de 26°C a 28°C. Esta opção, além de atender
às preferências individuais de conforto, constitui-se em uma estratégia para
economia de energia principalmente porque permite um aproveitamento de até
100% do ar externo para insuflamento durante um período significativo do ano.

É importante enfatizar que as considerações feitas estão condicionadas a um


ambiente onde não foram identificadas situações de desconforto com assimetria de
radiação ou com piso frio ou quente. Além disto, as temperaturas radiantes médias
determinadas nos ensaios foram muito próximas das temperaturas do ar.

De acordo com as considerações acima, estima-se que os parâmetros mais


indicados para o conforto das pessoas em atividade leve (1,2 met), em ambientes de
escritórios com insuflamento pelo piso, são os relacionados abaixo:
147

Tabela 11.1 – Parâmetros de conforto térmico


Variável Para Inverno Para Verão Para Verão
com com com controle
condicionamento condicionamento individual de
geral* geral* vazão de ar
Vestimenta 0,7≤ Icl ≤1,1 clo 0,5 ≤Icl≤ 0,7 clo Até 0,6 clo
Temperatura 23 ± 1,0 24,5 ± 1,5 27 ± 1,0
operativa (°C)
Velocidade do ar Va ≤ 0,1 m/s Va ≤ 0,1 m/s 0,05 ≤ Va ≤ 0,3 m/s
(no nível 1,10 m)
Umidade relativa 50 ± 10 50 ± 10 50 ± 10
do ar (%)
(*) Condicionamento do ambiente sem utilização dos dispositivos de ajuste de vazão de ar.

Para se atingir as condições de conforto dentro das faixas indicadas na tabela 11.1,
os parâmetros mais adequados para a operação do sistema são os da tabela 11.2.

Tabela 11.2 – Parâmetros para a operação do sistema


Variável Faixas Faixas Faixas
Para Inverno Para Verão Para Verão
Condicionamento Condicionamento Conforto
Geral* Geral* Individual
Temperatura do ar 22,0 a 24,0 24,0 a 26,0 28,0 ± 1,0
(oC)**
Umidade relativa 40 a 60 40 a 60 40 a 60
do ar (%)**
Temperatura do ar 13,0 a 15,0 13,0 a 14,0 15,0 a 19,0
na saída fan coil
(oC)
Temperatura do ar 16,0 a 19,0 19,0 a 20,0 20,5 a 23,5
no insuflamento
(oC)
Umidade relativa 60 a 80 60 a 70 50 a 70
do ar no
insuflamento (%)
Pressão estática no 11,0 a 18 9,0 a 11,0 8,0 a 15,0
plenum (Pa)
As faixas foram determinadas em função das médias obtidas nos ensaios nas
condições C1 a C6 e com controles individuais de vazão de ar, considerando, para
limites, os valores máximos e mínimos.
(*) Condicionamento do ambiente sem utilização dos dispositivos de ajuste de vazão de ar.
(**) Valores no ponto médio do ambiente (largura, profundidade e altura).
148

Os parâmetros para a operação do sistema, apresentados na tabela 11.2, dependem


de alguns pontos relacionados ao projeto do sistema, que devem ser considerados:

• O sistema necessita de um ventilador adicional para auxiliar na extração do


ar de retorno e indução da mistura do ar quente com o frio na caixa de
mistura.

• A escolha do tipo de difusores é de extrema importância para se evitar


camadas muito frias no nível dos pés. Considera-se que os mais adequados
são os de jato espiralado porque promovem uma troca de calor mais rápida
do ar insuflado com o ambiente.

• O posicionamento dos difusores no piso deve contemplar uma distância


mínima ao ocupante para não causar desconforto local. Recomenda-se que
seja mantida uma distância não inferior a 0,80 m com relação ao ocupante.

• Considera-se que uma altura de aproximadamente 0,30 m para o plenum


seja suficiente para garantir o diferencial de pressões estáticas, para que não
haja o comprometimento da capacidade do ventilador do fan coil.

Com base nas considerações e parâmetros indicados acima, conclui-se que:

“O sistema de condicionamento de ar com insuflamento pelo piso atende às


expectativas para promover conforto térmico aos usuários de edifícios de escritórios
com potencial de conservação de energia”.

11.1 Discussão sobre o experimento

A pesquisa, desenvolvida segundo padrões internacionais, é pioneira no Brasil e se


diferencia daquelas desenvolvidas e em desenvolvimento nos principais centros de
pesquisa no exterior pelo caráter de aproximação às condições reais dos edifícios de
escritórios locais. Por este motivo, alguns aspectos relativos à arquitetura do protótipo e
aos procedimentos metodológicos foram definidos empiricamente sendo, portanto,
passíveis de uma avaliação crítica.
149

Quanto à arquitetura do protótipo, observou-se que:

• A arquitetura da caixa de mistura, nos moldes atuais, não é ideal porque não
promove uma mistura homogênea do ar quente e frio;

• A localização do ponto de insuflamento, definida em função do espaço


disponível para a sala do fan coil, não foi a mais adequada porque, pelas
medições feitas nos difusores, percebe-se que, devido às trocas de calor do
ar insuflado com o piso, aliado ao tipo de escoamento resultante, existem
diferenças de temperatura do ar no plenum que repercutem na uniformidade
das condições térmicas do ambiente;

• Durante os ensaios, o fato da umidade do ar no ambiente ter sido mantida


empiricamente através de ajustes de set points no sistema de automação,
dificultou um controle mais rigoroso deste parâmetro.

No que se refere aos procedimentos metodológicos, foi observado o seguinte:

• Nos ensaios com os usuários, teria sido mais adequada a adição de mais
uma peça de roupa, com Icl≅ 0,6 clo (equivalente a uma camiseta regata de
algodão) nas mudanças subseqüentes de condição térmica (com diminuição
de 1°C na temperatura do ambiente); fato este, identificado através das
respostas das pessoas aos questionários, sobre a adequação das roupas.

Contudo, os aspectos relacionados acima não implicaram em prejuízo para a


pesquisa; mas significam pontos a serem melhorados na realização de futuros trabalhos.

11.2 Trabalhos futuros

O desenvolvimento deste trabalho permitiu obter resultados que podem ser


utilizados como diretrizes para a elaboração de projetos e operação de sistemas de ar
condicionado com insuflamento pelo piso em edifícios de escritórios. Para que a utilização
deste sistema ocorra de forma ainda mais adequada, sugere-se a realização de trabalhos de
pesquisa objetivando o aperfeiçoamento e otimização deste sistema, conforme relacionado
a seguir.
150

Pesquisas específicas sobre aspectos particulares, inerentes ao sistema de


condicionamento de ar com insuflamento pelo piso:

a. A caixa de mistura necessita ser aperfeiçoada para que o ar seja


efetivamente misturado antes do insuflamento. Para isto, podem ser feitos
estudos para se determinar uma arquitetura adequada, utilizando os recursos
computacionais de simulação, cujos resultados devem ser validados com
testes experimentais utilizando-se a estrutura do próprio laboratório
instalado.

b. Usando os mesmos recursos do item anterior, sugerem-se estudos que


estabeleçam uma relação entre o ponto de insuflamento e a geometria do
plenum para se determinar a posição ideal de sua instalação.

c. Na área de sistemas de automação e controle, sugerem-se estudos para a


determinação de estratégias de controle da umidade no ambiente, em função
das informações relativas às variáveis disponíveis em tempo real.

d. Propõe-se, também, no âmbito do desenvolvimento de produtos, o projeto e


viabilização da produção de um dispositivo de ajuste individual de vazão de
ar que satisfaça aos requisitos de integração estética, simplicidade para
manuseio e de baixo custo.

Pesquisas de avaliação de conforto térmico com a inclusão de usuários:

a. Considerando que as pessoas têm hábitos sazonais, sugere-se que outros


estudos semelhantes ao realizado sejam feitos em diferentes estações do
ano, para aferir o nível de satisfação expresso com as condições térmicas
proporcionadas pelo sistema de condicionamento de ar com insuflamento
pelo piso. Sugere-se, também, que a amostra seja constituída por pessoas
que trabalhem em edifícios de escritórios que utilizem este tipo de sistema.

b. Propõe-se que seja feita a avaliação dos efeitos interativos entre as diversas
estações de trabalho, ocupadas simultaneamente, quando as pessoas criam o
micro clima de sua preferência.

c. O laboratório instalado, por ser altamente flexível, oferece oportunidades


para se avaliar as condições térmicas de ambientes com diferentes materiais
151

construtivos, de acabamento e configuração do lay out. Pesquisas que


contemplem essas variações podem ser de grande valia para tomadas de
decisão na fase de projeto, tanto de arquitetura quanto do próprio sistema de
condicionamento de ar.

d. Para verificar os ganhos reais em conforto e economia de energia, propõe-se


um estudo comparativo entre os sistemas de insuflamento pelo piso e pelo
teto, nos moldes da pesquisa realizada.

Pesquisas na área da saúde:

Embora já existam resultados de pesquisas que demonstram que a concentração de


particulados no ar dos ambientes que contam com o sistema de distribuição de ar pelo piso
é menor do que nos ambientes com distribuição de ar pelo teto (Raimundo, 2002), não se
sabe ainda o que acontece, por exemplo, com a qualidade e quantidade de fungos em
ambientes condicionados no Brasil.
152

Capítulo 12

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$1(;2³$´
Para a tabulação das respostas ao questionário foi usada a seguinte convenção:

      

0) ) /) & /4 4 04


Muito frio Frio Ligeiramente Frio Confortável Ligeiramente quente Quente Muito quente

0' ' /' , /$ $ 0$


Muito Desagradável Ligeiramente Não faz Ligeiramente agradável Agradável Muito
desagradável desagradável diferença agradável

0, , /, $ /, , 0,


Muito Inadequada Ligeiramente Adequada Ligeiramente Inadequada Muito
inadequada (para o frio) inadequada (para o inadequada (para o (para o inadequada
(para o frio) frio) quente) quente) (para o
quente)
1
ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA

$9$/,$d­2'2&21)25727e50,&2(0$0%,(17(6'((6&5,7Ï5,26
&20$5&21',&,21$'2,168)/$'23(/23,62

3HVTXLVDGH'RXWRUDGR

$OXQD%UHQGD&KDYHV&RHOKR/HLWH
2ULHQWDGRU3URI'U$UOLQGR7ULEHVV

Caro colaborador,

Favor preencher os campos deste questionário assim que for solicitado.

Nome:
Sexo:
Idade:
Número da estação de trabalho que está ocupando:
Condição: Data: / /

$  '(6&21)25727e50,&2*(5$/     

1. No local onde está sentado, como você sente a temperatura do ar?


(Marque com X o quadrinho correspondente à sua opção)


 0) ) /) & /4 4 04

0) Muito Frio ) Frio /) Ligeiramente Frio
& Confortável
/4 Ligeiramente Quente  4 Quente 04 Muito Quente
2
ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA

2. Na condição térmica em que se encontra no momento, você sente algum desses sintomas?

Ressecamento dos olhos


Ressecamento da pele
Ressecamento das narinas
Ressecamento da garganta
Espirros
Falta de ar (bronquite)
Transpiração

3. Você percebe algum movimento do ar na altura do tronco?

6LP 1mR

4. Se você percebe, identifique a sua sensação:


(Marque com X o quadrinho correspondente à sua opção)

0' ' /' , /$ $ 0$


0' Muito Desagradável  ' Desagradável  /' Ligeiramente Desagradável
, Não faz diferença pra você
/$ Ligeiramente agradável  $ Agradável  0$ Muito agradável

Nível da cabeça

Nível do tronco

Nível dos pés

%  '(6&21)2572/2&$/     

No local onde você está sentado:

1. Você sente alguma diferença na temperatura do ar entre os níveis dos pés e da cabeça?

6LP 1mR
3
ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA

2. Se sente diferença, isto é:

0' ' /' , /$ $ 0$

3. Como sente a temperatura do ar ao nível dos pés?

0) ) /) & /4 4 04

4. Como sente a temperatura do ar ao nível do tronco?

0) ) /) & /4 4 04

5. Como sente a temperatura do ar ao nível do cabeça?

0) ) /) & /4 4 04

6. Na direção horizontal, você sente alguma diferença de temperatura nos lados opostos
do tronco? (Por exemplo: frente e costas, lado esquerdo e direito).

6LP 1mR

7. Se sente, isto é:

0' ' /' , /$ $ 0$

8. Na direção horizontal, você sente alguma diferença de temperatura nos lados opostos
da cabeça? (Por exemplo: testa e nuca, face esquerda e direita).

6LP 1mR

9. Se sente, isto é:

0' ' /' , /$ $ 0$

10. Você percebe algum movimento do ar (velocidade do ar) na região da cabeça?

6LP 1mR

11. Se percebe, este movimento do ar é:


0' ' /' , /$ $ 0$
4
ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA

12. Você percebe algum movimento do ar (velocidade do ar) na região dos pés?

6LP 1mR

13. Se percebe, este movimento do ar é:

0' ' /' , /$ $ 0$

14. Na condição de temperatura do ar atual no ambiente, você gostaria que a velocidade


do ar fosse:

ƒMuito mais baixa........................


ƒMais baixa..................................
ƒUm pouco mais baixa.................
ƒA mesma que está agora.............
ƒUm pouco mais alta...................
ƒMais alta.....................................
ƒMuito mais alta...........................

15. Como você sente a temperatura do piso em contato com seus pés (calçados)?

0) ) /) & /4 4 04

16. Depois de ficar 10 minutos em pé, você sente alguma diferença de temperatura do ar
entre os pés e a cabeça?

6LP 1mR

17. Se sente diferença, isto é:

0' ' /' , /$ $ 0$



5
ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA

&  3(5*817$6*(5$,6         

1. Como você considera a roupa que está usando, com relação às condições térmicas do
ambiente em que se encontra no momento?

0, , /, $ /, , 0,

Permite que eu sinta frio Faz com que eu sinta calor


0, 0XLWRLQDGHTXDGD, ,QDGHTXDGD /, OLJHLUDPHQWHLQDGHTXDGD

2. Você gostaria de poder controlar as condições térmicas no seu posto de trabalho, de


acordo com sua preferência?

6LP 1mR

$JUDGHFHPRVDVXDFRODERUDomR
Tabela A.1-Tabulação das respostas aos questionários
Número de respostas na condição de ensaio C1
Não Sim Total -3 -2 -1 0 1 2 3 Total
1. 0 1 4 20 4 3 0 32
A -Desconforto Térmico

2.a) 29 3 32
2.b) 30 2 32
2.c) 30 2 32
2.d) 24 8 32
2.e) 32 0 32
2.f) 32 0 32
2.g) 31 1 32
Geral

3. 21 11 32
4. 0 0 3 7 0 1 0 11
1. 15 17 32
2. 0 1 9 4 3 0 0 17
3. 0 2 8 18 4 0 0 32
4. 0 1 7 20 4 0 0 32
B - Desconforto Local

5. 0 0 3 19 7 2 1 32
6. 22 10 32
7. 0 1 5 4 0 0 0 10
8. 21 11 32
9. 1 0 6 4 0 0 0 11
10. 25 7 32
11. 0 0 1 6 0 1 0 8
12. 27 5 32
13. 0 0 3 1 1 1 0 6
14. 1 0 5 15 9 1 1 32
15. 0 1 8 16 7 0 0 32
16. 11 21 32
17. 0 3 14 4 0 0 0 21
1. 0 1 5 23 2 1 0 32
C

2. 2 30 32
Número de respostas na condição de ensaio C2
1. 0 1 8 19 4 0 0 32
A -Desconforto Térmico

2.a) 28 4 32
2.b) 31 1 32
2.c) 30 2 32
2.d) 27 5 32
2.e) 27 5 32
2.f) 30 2 32
2.g) 31 1 32
Geral

3. 16 16 32
4. 0 1 9 2 3 1 0 16
1. 6 26 32
2. 0 2 12 7 2 3 0 26
3. 0 2 9 16 2 3 0 32
4. 0 1 13 14 3 1 0 32
B - Desconforto Local

5. 0 0 6 19 6 1 0 32
6. 16 16 32
7. 1 3 8 2 1 1 0 16
8. 21 11 32
9. 0 2 4 4 0 1 0 11
10. 26 6 32
11. 0 1 0 1 3 1 0 6
12. 24 8 32
13. 0 2 1 3 1 1 0 8
14. 0 2 5 17 8 0 0 32
15. 0 2 6 20 1 1 2 32
16. 8 24 32
17. 0 2 17 1 3 1 0 24
1. 0 2 9 18 3 0 0 32
C

2. 2 30 32
Número de respostas na condição de ensaio C3

Não Sim Total -3 -2 -1 0 1 2 3 Total


1. 0 1 8 12 10 0 0 31
A -Desconforto Térmico

2.a) 27 4 31
2.b) 29 2 31
2.c) 30 1 31
2.d) 26 5 31
2.e) 30 1 31
2.f) 31 0 31
2.g) 29 2 31
Geral

3. 22 9 31
4. 0 0 5 4 0 0 0 9
1. 9 22 31
2. 0 4 10 5 3 0 0 22
3. 0 2 15 12 1 1 0 31
4. 0 1 9 16 5 0 0 31
B - Desconforto Local

5. 0 0 5 13 11 2 0 31
6. 21 10 31
7. 0 0 6 3 1 0 0 10
8. 23 8 31
9. 0 0 5 1 2 0 0 8
10. 24 7 31
11. 0 0 1 5 1 0 0 7
12. 21 10 31
13. 0 1 1 6 1 1 0 10
14. 0 0 4 17 8 2 0 31
15. 0 0 10 19 1 1 0 31
16. 8 23 31
17. 0 2 14 6 1 0 0 23
1. 0 1 6 20 4 0 0 31
C

2. 1 30 31
Número de respostas na condição de ensaio C4
1. 0 2 16 13 0 0 0 31
A -Desconforto Térmico

2.a) 27 4 31
2.b) 29 2 31
2.c) 27 4 31
2.d) 28 3 31
2.e) 29 2 31
2.f) 31 0 31
2.g) 31 0 31
Geral

3. 19 12 31
4. 0 0 7 3 2 0 0 12
1. 8 23 31
2. 0 4 14 3 1 1 0 23
3. 0 6 17 8 0 0 0 31
4. 0 3 14 13 1 0 0 31
B - Desconforto Local

5. 0 2 5 24 0 0 0 31
6. 18 13 31
7. 0 0 9 3 1 0 0 13
8. 22 9 31
9. 0 0 5 3 1 0 0 9
10. 21 10 31
11. 0 1 3 6 0 0 0 10
12. 13 18 31
13. 0 1 12 4 1 0 0 18
14. 0 2 11 12 5 1 0 31
15. 0 2 17 12 0 0 0 31
16. 6 25 31
17. 0 1 14 4 5 1 0 25
1. 0 2 11 18 0 0 0 31
C

2. 2 29 31
Número de respostas na condição de ensaio C5

Não Sim Total -3 -2 -1 0 1 2 3 Total


1. 0 1 8 18 3 1 0 31
A -Desconforto Térmico

2.a) 27 4 31
2.b) 29 2 31
2.c) 26 5 31
2.d) 29 2 31
2.e) 30 1 31
2.f) 31 0 31
2.g) 31 0 31
Geral

3. 26 5 31
4. 1 0 1 1 1 1 0 5
1. 12 19 31
2. 1 3 9 5 0 1 0 19
3. 0 4 11 16 0 0 0 31
4. 0 1 5 21 3 1 0 31
B - Desconforto Local

5. 0 0 5 22 4 0 0 31
6. 21 10 31
7. 1 0 7 1 1 0 0 10
8. 21 10 31
9. 0 0 7 2 1 0 0 10
10. 22 9 31
11. 0 0 3 2 3 0 1 9
12. 17 14 31
13. 0 2 7 4 0 1 0 14
14. 0 0 8 15 7 1 0 31
15. 0 2 9 19 1 0 0 31
16. 14 17 31
17. 0 2 11 2 1 1 0 17
1. 0 0 8 15 7 1 0 31
C

2. 0 31 31
Número de respostas na condição de ensaio C6
1. 0 6 15 8 2 0 0 31
A -Desconforto Térmico

2.a) 28 3 31
2.b) 31 0 31
2.c) 29 2 31
2.d) 27 4 31
2.e) 31 0 31
2.f) 31 0 31
2.g) 31 0 31
Geral

3. 20 11 31
4. 0 2 6 2 0 1 0 11
1. 6 25 31
2. 0 3 18 3 1 0 0 25
3. 0 11 15 5 0 0 0 31
4. 0 2 10 17 1 1 0 31
B - Desconforto Local

5. 0 1 9 17 4 0 0 31
6. 21 10 31
7. 0 2 5 3 0 0 0 10
8. 21 10 31
9. 0 0 8 2 0 0 0 10
10. 18 13 31
11. 0 1 7 3 1 0 1 13
12. 12 19 31
13. 0 6 9 2 2 0 0 19
14. 0 1 10 14 5 1 0 31
15. 0 5 17 9 0 0 0 31
16. 6 25 31
17. 1 5 15 4 0 0 0 25
1. 0 2 11 14 4 0 0 31
C

2. 1 30 31
$1(;2³%´
Tabela B.1 - Dados das variáveis de conforto - Simuladores - condição C1
Retorno: 27,2ºC Insuflamento: 19,9ºC Ambiente: 25,8ºC Condição 1 Simuladores

Temperatura (ºC) Velocidade (m/s) Globo (ºC) UR (%) Assim.(ºC)


0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,60m 0,60m 0,60m
Ponto
Média: 24,9 24,7 25,6 27,1 27,8 28,3 0,00 0,06 0,05 0,00 0,03 0,03 25,0 38,3 0,3
1 Desvio: 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,00 0,02 0,01 0,00 0,02 0,01 0,0 0,1 0,3

Média: 24,9 24,5 24,7 26,9 27,8 28,4 0,08 0,05 0,12 0,00 0,02 0,03 24,8 39,1 0,5
2 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,1 0,0 0,0 0,01 0,02 0,03 0,00 0,02 0,02 0,1 0,1 0,2

Média: 24,7 23,8 24,2 27,3 27,8 28,2 0,01 0,14 0,15 0,00 0,03 0,04 24,7 39,6 2,9
3 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,02 0,04 0,02 0,00 0,02 0,01 0,0 0,1 0,3

Média: 24,7 24,4 26,8 27,2 27,8 28,2 0,00 0,04 0,15 0,00 0,03 0,03 24,7 40,1 2,8
4 Desvio: 0,0 0,0 0,2 0,1 0,0 0,0 0,00 0,02 0,02 0,00 0,02 0,02 0,1 0,3 0,1

Média: 24,5 24,0 24,0 27,1 27,9 28,4 0,00 0,08 0,14 0,00 0,01 0,02 24,5 39,6 2,5
5 Desvio: 0,0 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,00 0,02 0,01 0,00 0,02 0,02 0,2 0,3 0,1

Média: 24,6 24,4 25,2 26,9 27,8 28,3 0,00 0,03 0,05 0,00 0,02 0,04 25,0 39,3 2,7
6 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,0 0,1 0,0 0,00 0,02 0,02 0,01 0,02 0,01 0,1 0,3 0,2

Média: 25,7 26,0 26,8 27,2 27,9 27,7 0,11 0,05 0,10 0,02 0,04 0,00 26,0 36,6 0,6
7 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,1 0,02 0,01 0,01 0,02 0,02 0,00 0,1 0,2 0,1

Média: 26,3 26,1 26,6 27,5 28,0 27,7 0,06 0,04 0,01 0,00 0,05 0,01 26,0 36,2 -0,9
8 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,1 0,0 0,1 0,01 0,01 0,02 0,00 0,01 0,02 0,0 0,1 0,2

Média: 25,7 25,6 26,4 27,5 28,0 27,8 0,06 0,12 0,14 0,00 0,04 0,02 26,0 36,2 3,4
9 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,0 0,01 0,02 0,02 0,01 0,02 0,02 0,1 0,0 0,1

Média: 25,7 25,6 26,3 27,5 28,1 28,9 0,03 0,05 0,04 0,00 0,05 0,04 26,5 36,3 2,0
10 Desvio: 0,1 0,0 0,0 0,0 0,1 0,1 0,02 0,01 0,02 0,01 0,03 0,01 0,0 0,2 0,1

Média: 25,7 25,8 26,6 27,5 28,1 28,5 0,01 0,00 0,00 0,00 0,03 0,05 26,1 36,3 -0,1
11 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,0 0,1 0,1 0,02 0,01 0,01 0,00 0,02 0,00 0,1 0,1 0,2

Média: 25,6 25,7 26,8 27,3 28,1 28,6 0,01 0,07 0,12 0,00 0,02 0,04 25,7 36,9 -1,1
12 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,0 0,1 0,0 0,02 0,01 0,02 0,00 0,02 0,01 0,1 0,1 0,1
Tabela B.2 - Dados das variáveis de conforto - circulação (P13 a P16) - condição C1
Retorno: 27,2ºC Insuflamento: 19,9ºC Ambiente: 25,8ºC Condição 1 Sala

Temperatura (ºC) Velocidade (m/s) Globo (ºC) UR (%) Assim.(ºC)


0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,60m 0,60m 0,60m
Ponto
Média: 24,0 24,2 25,3 27,0 27,6 28,1 0,01 0,06 0,07 0,00 0,04 0,02 24,6 39,6 2,2
13 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,1 0,02 0,02 0,01 0,00 0,02 0,02 0,0 0,1 0,1

Média: 24,0 24,2 25,5 27,1 27,7 28,3 0,05 0,00 0,00 0,00 0,04 0,01 24,8 39,2 2,0
14 Desvio: 0,1 0,1 0,0 0,0 0,0 0,1 0,01 0,00 0,00 0,00 0,01 0,02 0,0 0,3 0,1

Média: 24,9 25,1 25,0 27,2 27,9 27,4 0,03 0,00 0,06 0,00 0,06 0,01 25,2 37,2 0,1
15 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,0 0,02 0,00 0,02 0,00 0,02 0,02 0,1 0,2 0,1

Média: 25,4 25,4 26,6 27,9 28,2 28,6 0,10 0,11 0,04 0,00 0,04 0,04 26,4 36,8 1,6
16 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,0 0,02 0,02 0,01 0,00 0,01 0,01 0,1 0,2 0,1
Tabela B.3 - Dados das variáveis de conforto - difusores - condição C1
Retorno: 27,2ºC Insuflamento: 19,9ºC Ambiente: 25,8ºC Condição 1 Difusores

Temperatura (ºC) Velocidade (m/s) Globo (ºC) UR (%) Assim.(ºC)


0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,60m 0,60m 0,60m
Ponto
Média: 22,8 23,6 24,7 27,0 27,7 28,3 0,40 0,12 0,08 0,00 0,03 0,04 24,6 39,6 2,3
17 Desvio: 0,1 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,00 0,03 0,01 0,00 0,02 0,01 0,0 0,1 0,1

Média: 24,2 25,3 26,9 27,7 28,2 27,6 2,20 0,13 0,05 0,00 0,02 0,00 26,1 36,9 0,4
18 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,21 0,02 0,01 0,00 0,02 0,01 0,0 0,0 0,1

Média: 22,9 23,5 24,6 27,4 28,0 28,5 0,40 0,49 0,11 0,00 0,01 0,03 25,4 38,5 2,8
19 Desvio: 0,0 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,00 0,05 0,02 0,00 0,02 0,01 0,1 0,1 0,1

Média: 23,2 24,0 26,0 28,2 29,8 32,2 1,91 0,44 0,12 0,11 0,21 0,13 26,8 36,7 -0,5
20 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,0 0,1 0,1 0,03 0,04 0,02 0,01 0,02 0,01 0,0 0,2 0,2
Tabela B.4 - Dados das variáveis de conforto - Simuladores - condição C2
Retorno: 26,6ºC Insuflamento: 19,5ºC Ambiente: 25,2ºC Condição 2 Simuladores

Temperatura (ºC) Velocidade (m/s) Globo (ºC) UR (%) Assim.(ºC)


0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,60m 0,60m 0,60m
Ponto
Média: 24,2 24,1 25,0 26,3 27,0 27,6 0,00 0,02 0,03 0,00 0,04 0,02 24,3 40,3 -0,5
1 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,0 0,00 0,02 0,02 0,00 0,02 0,02 0,0 0,1 0,2

Média: 24,1 24,0 24,4 26,3 27,0 27,6 0,14 0,02 0,05 0,00 0,04 0,03 24,2 39,8 0,2
2 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,0 0,03 0,02 0,01 0,00 0,01 0,02 0,1 0,1 0,1

Média: 24,1 23,6 23,9 26,5 27,0 27,4 0,07 0,06 0,10 0,00 0,03 0,04 23,8 41,1 0,9
3 Desvio: 0,1 0,0 0,2 0,1 0,1 0,0 0,02 0,02 0,01 0,00 0,03 0,01 0,0 0,2 0,2

Média: 23,9 23,8 26,4 26,5 27,2 27,4 0,00 0,06 0,14 0,00 0,02 0,03 24,5 40,4 0,3
4 Desvio: 0,0 0,0 0,1 0,0 0,0 0,1 0,01 0,02 0,02 0,00 0,02 0,02 0,1 0,2 0,2

Média: 24,0 23,8 24,1 26,4 27,2 27,5 0,02 0,03 0,10 0,01 0,02 0,04 24,2 40,0 -0,4
5 Desvio: 0,0 0,0 0,2 0,0 0,0 0,0 0,02 0,02 0,01 0,02 0,02 0,01 0,1 0,2 0,1

Média: 24,1 24,1 24,4 26,2 27,1 27,5 0,00 0,04 0,04 0,01 0,01 0,04 24,2 40,2 -1,8
6 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,1 0,0 0,0 0,00 0,01 0,03 0,01 0,02 0,02 0,1 0,1 0,3

Média: 24,9 25,3 26,0 26,4 27,1 27,0 0,13 0,05 0,10 0,02 0,05 0,01 25,5 37,2 0,3
7 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,02 0,01 0,02 0,02 0,02 0,02 0,0 0,1 0,1

Média: 25,3 25,4 25,8 26,6 27,1 26,8 0,04 0,06 0,02 0,00 0,04 0,00 25,4 37,3 3,1
8 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,2 0,0 0,0 0,02 0,01 0,02 0,00 0,02 0,01 0,0 0,1 0,1

Média: 25,0 25,1 26,0 26,7 27,2 27,1 0,06 0,05 0,18 0,00 0,04 0,02 25,3 37,6 2,9
9 Desvio: 0,0 0,0 0,1 0,1 0,0 0,0 0,01 0,01 0,01 0,00 0,02 0,02 0,0 0,1 0,1

Média: 24,5 24,6 25,9 26,7 27,4 27,7 0,10 0,06 0,01 0,08 0,10 0,02 25,6 38,4 -1,2
10 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,2 0,01 0,01 0,02 0,04 0,05 0,02 0,1 0,5 0,1

Média: 24,7 24,9 25,9 26,7 27,4 26,8 0,06 0,04 0,00 0,00 0,02 0,02 25,2 37,7 -1,1
11 Desvio: 0,1 0,0 0,0 0,1 0,1 0,1 0,01 0,02 0,01 0,00 0,02 0,02 0,1 0,1 0,2

Média: 24,9 25,1 26,2 26,5 27,3 26,9 0,04 0,06 0,11 0,00 0,03 0,01 24,9 38,3 3,1
12 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,1 0,02 0,01 0,02 0,01 0,02 0,01 0,0 0,1 0,1
Tabela B.5 - Dados das variáveis de conforto - circulação (P13 a P16) - condição C2
Retorno: 26,6ºC Insuflamento: 19,5ºC Ambiente: 25,2ºC Condição 2 Sala

Temperatura (ºC) Velocidade (m/s) Globo (ºC) UR (%) Assim.(ºC)


0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,60m 0,60m 0,60m
Ponto
Média: 23,3 23,3 24,8 26,3 27,0 26,6 0,09 0,12 0,05 0,00 0,04 0,00 24,0 40,8 -0,2
13 Desvio: 0,0 0,1 0,1 0,0 0,0 0,0 0,01 0,03 0,02 0,00 0,02 0,00 0,0 0,2 0,1

Média: 23,4 23,8 24,8 26,4 27,0 26,5 0,05 0,03 0,00 0,00 0,03 0,00 24,4 39,2 1,8
14 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,01 0,02 0,00 0,00 0,02 0,00 0,1 0,2 0,1

Média: 24,4 24,6 24,4 26,1 27,1 26,6 0,02 0,00 0,07 0,01 0,04 0,00 24,6 38,7 0,0
15 Desvio: 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,02 0,00 0,02 0,02 0,02 0,01 0,1 0,1 0,1

Média: 24,7 25,0 26,0 27,0 27,4 26,8 0,10 0,11 0,02 0,00 0,04 0,00 25,8 37,8 1,0
16 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,02 0,02 0,02 0,00 0,02 0,01 0,1 0,2 0,1
Tabela B.6 - Dados das variáveis de conforto - difusores - condição C2
Retorno: 26,6ºC Insuflamento: 19,5ºC Ambiente: 25,2ºC Condição 2 Difusores

Temperatura (ºC) Velocidade (m/s) Globo (ºC) UR (%) Assim.(ºC)


0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,60m 0,60m 0,60m
Ponto
Média: 21,8 22,8 23,9 26,4 27,0 26,7 2,41 0,31 0,08 0,00 0,04 0,01 23,9 40,6 0,0
17 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,03 0,10 0,03 0,00 0,02 0,01 0,1 0,3 0,2

Média: 23,2 24,6 25,8 26,6 27,2 26,6 2,10 0,14 0,04 0,00 0,02 0,00 25,1 38,8 -0,1
18 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,15 0,02 0,01 0,00 0,02 0,01 0,1 0,1 0,2

Média: 21,9 23,1 24,8 26,7 27,3 26,7 2,40 0,48 0,05 0,00 0,01 0,00 24,7 39,3 2,3
19 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,04 0,05 0,02 0,00 0,02 0,01 0,1 0,1 0,1

Média: 22,6 23,3 24,6 28,0 29,2 31,4 1,19 0,40 0,23 0,02 0,10 0,05 25,7 38,7 -0,5
20 Desvio: 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,1 0,02 0,04 0,02 0,02 0,02 0,00 0,1 0,3 0,1
Tabela B.7 - Dados das variáveis de conforto - Simuladores - condição C3
Retorno: 25,4ºC Insuflamento: 19ºC Ambiente: 24,1ºC Condição 3 Simuladores

Temperatura (ºC) Velocidade (m/s) Globo (ºC) UR (%) Assim.(ºC)


0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,60m 0,60m 0,60m
Ponto
Média: 23,5 23,4 23,9 25,3 26,1 26,6 0,09 0,02 0,02 0,00 0,04 0,03 23,4 38,9 1,6
1 Desvio: 0,0 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,02 0,02 0,03 0,00 0,02 0,02 0,1 0,2 0,2

Média: 23,3 23,0 22,9 25,4 26,2 26,6 0,07 0,05 0,11 0,00 0,06 0,03 23,0 39,7 1,9
2 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,1 0,02 0,01 0,02 0,00 0,02 0,02 0,0 0,1 0,1

Média: 23,4 22,9 23,0 25,6 26,3 26,5 0,03 0,06 0,12 0,00 0,04 0,04 23,0 39,7 1,5
3 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,02 0,02 0,02 0,00 0,02 0,01 0,1 0,2 0,1

Média: 23,2 22,9 25,4 25,5 26,0 26,3 0,04 0,05 0,11 0,00 0,02 0,05 23,5 38,9 2,1
4 Desvio: 0,0 0,0 0,1 0,1 0,0 0,0 0,00 0,01 0,02 0,00 0,03 0,01 0,0 0,1 0,2

Média: 23,2 22,9 22,6 25,4 26,1 26,5 0,07 0,06 0,13 0,00 0,04 0,04 23,1 39,2 1,6
5 Desvio: 0,0 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,02 0,02 0,02 0,00 0,02 0,01 0,1 0,1 0,1

Média: 23,4 23,4 23,9 25,1 26,0 26,4 0,00 0,01 0,01 0,06 0,03 0,05 23,4 38,9 3,1
6 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,01 0,01 0,02 0,02 0,02 0,01 0,0 0,1 0,4

Média: 24,4 24,5 25,0 25,4 25,8 26,8 0,05 0,08 0,09 0,03 0,05 0,04 24,4 37,3 2,9
7 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,0 0,02 0,02 0,01 0,03 0,03 0,00 0,1 0,0 0,1

Média: 24,1 24,2 24,8 25,4 25,9 26,6 0,08 0,10 0,06 0,10 0,10 0,04 24,4 37,1 -1,2
8 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,0 0,1 0,0 0,01 0,02 0,02 0,04 0,05 0,01 0,0 0,1 0,3

Média: 24,0 24,3 24,8 25,7 26,2 26,9 0,07 0,07 0,13 0,00 0,04 0,04 24,3 37,2 3,1
9 Desvio: 0,0 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,01 0,01 0,01 0,01 0,02 0,01 0,0 0,1 0,1

Média: 24,0 24,2 25,2 25,7 26,2 26,8 0,05 0,05 0,00 0,06 0,10 0,05 25,0 36,2 2,0
10 Desvio: 0,0 0,0 0,0 0,1 0,0 0,1 0,01 0,01 0,01 0,03 0,03 0,01 0,0 0,1 0,1

Média: 23,4 23,9 24,2 25,2 25,5 26,0 0,03 0,04 0,00 0,00 0,04 0,04 24,4 36,3 -1,3
11 Desvio: 0,1 0,1 0,2 0,1 0,1 0,1 0,01 0,02 0,01 0,00 0,03 0,01 0,1 0,1 0,2

Média: 24,1 24,4 25,2 25,6 26,4 26,6 0,05 0,05 0,08 0,00 0,05 0,04 24,3 37,2 2,8
12 Desvio: 0,0 0,1 0,1 0,0 0,1 0,0 0,01 0,02 0,02 0,00 0,02 0,00 0,0 0,1 0,1
Tabela B.8 - Dados das variáveis de conforto - circulação (P13 a P16) - condição C3
Retorno: 25,4ºC Insuflamento: 19ºC Ambiente: 24,1ºC Condição 3 Sala

Temperatura (ºC) Velocidade (m/s) Globo (ºC) UR (%) Assim.(ºC)


0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,60m 0,60m 0,60m
Ponto
Média: 22,6 22,6 23,9 25,4 26,0 26,6 0,09 0,09 0,01 0,00 0,03 0,03 23,1 39,2 1,2
13 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,0 0,02 0,03 0,02 0,00 0,02 0,01 0,1 0,1 0,1

Média: 22,8 23,0 23,9 25,4 25,9 26,5 0,06 0,00 0,00 0,00 0,05 0,01 23,1 39,1 1,4
14 Desvio: 0,1 0,1 0,0 0,1 0,1 0,0 0,01 0,01 0,00 0,00 0,01 0,01 0,1 0,2 0,1

Média: 23,6 23,8 23,8 24,8 26,0 26,4 0,04 0,01 0,03 0,03 0,01 0,01 23,6 37,9 1,7
15 Desvio: 0,1 0,1 0,0 0,1 0,0 0,1 0,02 0,02 0,02 0,02 0,02 0,02 0,0 0,1 0,1

Média: 22,5 23,0 24,1 25,9 26,4 26,6 1,56 0,35 0,07 0,02 0,08 0,05 24,3 38,1 0,3
16 Desvio: 1,0 0,5 0,4 0,1 0,0 0,0 1,05 0,14 0,03 0,02 0,03 0,02 0,2 0,4 1,4
Tabela B.9 - Dados das variáveis de conforto - difusores - condição C3
Retorno: 25,4ºC Insuflamento: 19ºC Ambiente: 24,1ºC Condição 3 Difusores

Temperatura (ºC) Velocidade (m/s) Globo (ºC) UR (%) Assim.(ºC)


0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,60m 0,60m 0,60m
Ponto
Média: 21,1 22,3 23,3 25,5 26,1 26,6 2,26 0,11 0,01 0,00 0,04 0,02 23,1 39,5 1,5
17 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,0 0,13 0,02 0,02 0,00 0,01 0,02 0,0 0,1 0,2

Média: 22,6 24,0 24,8 25,6 26,3 26,5 2,04 0,11 0,04 0,00 0,03 0,04 23,8 39,8 1,5
18 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,25 0,02 0,02 0,00 0,02 0,01 0,1 0,2 0,1

Média: 21,4 22,1 23,8 25,7 26,3 26,5 2,62 0,48 0,01 0,00 0,04 0,04 23,2 39,9 1,5
19 Desvio: 0,0 0,0 0,1 0,0 0,1 0,0 0,03 0,04 0,02 0,00 0,01 0,00 0,1 0,3 0,1

Média: 24,1 24,1 25,0 26,1 26,5 26,7 0,10 0,10 0,00 0,00 0,05 0,03 24,3 38,2 0,7
20 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,02 0,03 0,01 0,00 0,01 0,01 0,1 0,1 0,2
Tabela B.10 - Dados das variáveis de conforto - Simuladores - condição C4
Retorno: 24,4ºC Insuflamento: 17,9ºC Ambiente: 23,2ºC Condição 4 Simuladores

Temperatura (ºC) Velocidade (m/s) Globo (ºC) UR (%) Assim.(ºC)


0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,60m 0,60m 0,60m
Ponto
Média: 22,4 22,3 22,8 23,9 24,8 25,2 0,05 0,03 0,00 0,00 0,05 0,03 22,2 45,0 1,9
1 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,0 0,01 0,02 0,01 0,00 0,01 0,02 0,1 0,1 0,1

Média: 22,4 22,2 22,6 23,7 24,9 25,3 0,08 0,09 0,01 0,01 0,03 0,04 22,2 44,6 1,6
2 Desvio: 0,0 0,0 0,1 0,1 0,0 0,0 0,02 0,02 0,02 0,02 0,02 0,02 0,0 0,1 0,1

Média: 22,5 21,9 21,8 23,7 24,8 25,1 0,05 0,08 0,15 0,01 0,05 0,05 21,9 45,7 1,8
3 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,1 0,0 0,1 0,01 0,02 0,01 0,02 0,02 0,01 0,1 0,2 0,1

Média: 22,5 22,0 24,2 24,1 24,6 24,9 0,03 0,04 0,11 0,00 0,04 0,06 22,0 45,8 1,3
4 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,1 0,02 0,02 0,03 0,00 0,02 0,02 0,1 0,3 0,1

Média: 22,6 22,1 21,8 23,7 24,8 25,0 0,04 0,03 0,11 0,02 0,04 0,05 21,9 45,4 2,2
5 Desvio: 0,0 0,0 0,1 0,2 0,0 0,0 0,02 0,02 0,01 0,02 0,02 0,01 0,1 0,1 0,3

Média: 22,7 22,5 22,7 23,7 24,5 24,9 0,03 0,03 0,01 0,11 0,10 0,08 22,2 44,8 1,8
6 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,1 0,02 0,02 0,02 0,03 0,02 0,01 0,1 0,3 0,2

Média: 23,5 23,6 24,2 24,2 24,4 25,4 0,02 0,05 0,13 0,03 0,11 0,05 23,5 40,0 2,4
7 Desvio: 0,0 0,0 0,1 0,0 0,0 0,1 0,02 0,02 0,02 0,02 0,03 0,01 0,0 0,1 0,1

Média: 23,6 23,4 23,6 24,3 24,6 25,4 0,06 0,07 0,07 0,03 0,07 0,05 23,4 40,0 -0,7
8 Desvio: 0,2 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,02 0,02 0,02 0,03 0,02 0,01 0,1 0,1 0,3

Média: 23,3 23,5 23,6 24,5 24,9 25,7 0,08 0,07 0,15 0,00 0,07 0,07 23,3 40,6 0,3
9 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,02 0,01 0,01 0,00 0,02 0,01 0,0 0,2 0,2

Média: 23,5 23,4 24,2 24,4 24,8 25,4 0,05 0,03 0,01 0,04 0,09 0,06 24,0 38,9 -1,8
10 Desvio: 0,1 0,1 0,0 0,1 0,1 0,0 0,01 0,02 0,02 0,03 0,04 0,01 0,0 0,1 0,2

Média: 23,4 23,3 23,7 24,4 24,8 25,3 0,04 0,01 0,02 0,00 0,10 0,06 23,5 39,5 -1,3
11 Desvio: 0,0 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,01 0,02 0,03 0,01 0,04 0,01 0,1 0,2 0,1

Média: 23,3 23,3 23,9 24,3 25,0 25,5 0,04 0,06 0,10 0,00 0,05 0,05 23,4 40,1 2,8
12 Desvio: 0,0 0,0 0,0 0,1 0,1 0,1 0,01 0,01 0,02 0,01 0,02 0,01 0,0 0,1 0,1
Tabela B.11 - Dados das variáveis de conforto - circulação (P13 a P16) - condição C4
Retorno: 24,4ºC Insuflamento: 17,9ºC Ambiente: 23,2ºC Condição 4 Sala

Temperatura (ºC) Velocidade (m/s) Globo (ºC) UR (%) Assim.(ºC)


0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,60m 0,60m 0,60m
Ponto
Média: 22,0 21,7 22,5 24,1 24,7 25,1 0,05 0,12 0,01 0,00 0,02 0,04 22,2 44,3 1,2
13 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,0 0,02 0,04 0,02 0,00 0,02 0,01 0,1 0,1 0,2

Média: 21,8 22,0 22,9 24,1 24,7 25,0 0,04 0,03 0,00 0,00 0,02 0,02 22,3 43,7 0,9
14 Desvio: 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,1 0,02 0,02 0,00 0,00 0,02 0,02 0,0 0,1 0,1

Média: 22,7 22,8 22,9 22,6 24,4 25,3 0,06 0,01 0,00 0,14 0,07 0,03 22,6 42,1 0,9
15 Desvio: 0,0 0,0 0,0 0,1 0,1 0,0 0,01 0,02 0,00 0,03 0,02 0,01 0,0 0,1 0,1

Média: 23,3 23,1 23,8 24,6 25,3 25,4 0,12 0,12 0,00 0,00 0,06 0,03 23,8 40,9 1,2
16 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,0 0,02 0,02 0,01 0,00 0,01 0,01 0,1 0,2 0,1
Tabela B.12 - Dados das variáveis de conforto - difusores - condição C4
Retorno: 24,4ºC Insuflamento: 17,9ºC Ambiente: 23,2ºC Condição 4 Difusores

Temperatura (ºC) Velocidade (m/s) Globo (ºC) UR (%) Assim.(ºC)


0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,60m 0,60m 0,60m
Ponto
Média: 19,9 21,2 22,2 24,1 24,8 25,1 > 3,00 0,20 0,01 0,00 0,05 0,04 22,0 45,2 1,6
17 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,1 0,0 0,0 - 0,04 0,02 0,00 0,02 0,01 0,0 0,2 0,2

Média: 21,3 23,0 23,6 24,7 25,0 25,4 2,50 0,15 0,03 0,00 0,05 0,05 23,8 41,6 0,6
18 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,33 0,01 0,02 0,00 0,02 0,01 0,1 0,2 0,1

Média: 20,3 21,4 22,4 24,6 25,1 25,5 2,81 0,55 0,07 0,00 0,05 0,05 22,8 43,4 1,5
19 Desvio: 0,0 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,06 0,08 0,03 0,00 0,02 0,01 0,1 0,1 0,1

Média: 21,1 22,1 23,1 25,6 26,8 29,8 1,58 0,51 0,18 0,00 0,10 0,07 23,8 42,5 0,2
20 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,1 0,1 0,2 0,02 0,08 0,02 0,00 0,02 0,01 0,0 0,2 0,2
Tabela B.13 - Dados das variáveis de conforto - Simuladores - condição C5
Retorno: 23,4ºC Insuflamento: 16,3ºC Ambiente: 22,1ºC Condição 5 Simuladores

Temperatura (ºC) Velocidade (m/s) Globo (ºC) UR (%) Assim.(ºC)


0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,60m 0,60m 0,60m
Ponto
Média: 21,7 21,4 22,0 22,4 23,2 23,5 0,06 0,04 0,01 0,00 0,06 0,05 21,2 49,9 1,5
1 Desvio: 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,1 0,02 0,02 0,02 0,01 0,02 0,02 0,1 0,4 0,2

Média: 21,7 21,2 21,6 22,3 23,3 23,7 0,06 0,06 0,04 0,00 0,04 0,04 21,3 49,4 1,6
2 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,01 0,01 0,02 0,00 0,02 0,01 0,1 0,2 0,1

Média: 21,6 21,1 21,2 22,0 23,1 23,5 0,06 0,09 0,13 0,07 0,06 0,05 21,0 50,3 0,0
3 Desvio: 0,0 0,0 0,1 0,1 0,1 0,1 0,02 0,02 0,02 0,03 0,02 0,01 0,0 0,2 0,1

Média: 21,6 21,2 23,4 22,8 23,3 23,3 0,05 0,06 0,08 0,00 0,07 0,10 21,1 50,0 1,4
4 Desvio: 0,1 0,1 0,2 0,1 0,0 0,0 0,01 0,03 0,01 0,00 0,02 0,01 0,1 0,3 0,2

Média: 21,8 21,3 21,3 22,4 23,3 23,5 0,08 0,05 0,09 0,01 0,05 0,05 21,1 50,0 2,3
5 Desvio: 0,0 0,1 0,1 0,1 0,1 0,0 0,02 0,02 0,02 0,02 0,02 0,01 0,1 0,3 0,3

Média: 21,6 21,5 21,9 22,5 23,3 23,5 0,04 0,03 0,00 0,00 0,08 0,08 21,3 50,0 1,5
6 Desvio: 0,0 0,1 0,1 0,1 0,0 0,1 0,02 0,02 0,01 0,01 0,02 0,01 0,1 0,2 0,1

Média: 22,5 22,7 23,4 22,8 23,1 23,6 0,06 0,07 0,06 0,13 0,14 0,09 22,6 45,9 0,7
7 Desvio: 0,0 0,0 0,1 0,0 0,1 0,1 0,02 0,01 0,02 0,02 0,04 0,01 0,0 0,2 0,1

Média: 22,7 22,4 22,7 23,0 23,3 24,0 0,01 0,07 0,02 0,04 0,09 0,06 22,4 46,0 2,2
8 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,0 0,02 0,02 0,02 0,03 0,02 0,01 0,1 0,2 0,2

Média: 22,5 22,3 22,6 23,2 23,5 24,2 0,10 0,07 0,12 0,04 0,12 0,07 22,3 46,5 3,0
9 Desvio: 0,1 0,0 0,2 0,1 0,1 0,0 0,03 0,01 0,01 0,03 0,04 0,01 0,0 0,1 0,1

Média: 22,8 22,7 23,2 23,1 23,4 23,8 0,00 0,03 0,00 0,09 0,21 0,08 22,9 46,7 -1,6
10 Desvio: 0,0 0,1 0,1 0,0 0,0 0,0 0,00 0,02 0,01 0,05 0,07 0,01 0,1 0,4 0,1

Média: 22,8 22,8 22,9 22,9 23,4 24,0 0,00 0,03 0,02 0,05 0,11 0,08 22,8 45,6 2,5
11 Desvio: 0,1 0,1 0,0 0,1 0,0 0,1 0,01 0,02 0,03 0,03 0,04 0,01 0,1 0,1 0,1

Média: 22,5 22,6 23,1 22,8 23,4 23,9 0,01 0,06 0,07 0,07 0,14 0,08 22,5 45,8 2,8
12 Desvio: 0,0 0,0 0,0 0,1 0,0 0,1 0,02 0,01 0,02 0,03 0,05 0,01 0,0 0,1 0,1
Tabela B.14 - Dados das variáveis de conforto - circulação (P13 a P16) - condição C5
Retorno: 23,4ºC Insuflamento: 16,3ºC Ambiente: 22,1ºC Condição 5 Sala

Temperatura (ºC) Velocidade (m/s) Globo (ºC) UR (%) Assim.(ºC)


0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,60m 0,60m 0,60m
Ponto
Média: 21,1 20,8 21,3 22,2 23,3 23,5 0,06 0,13 0,07 0,02 0,06 0,06 20,9 50,8 0,5
13 Desvio: 0,2 0,0 0,1 0,1 0,0 0,0 0,02 0,02 0,02 0,03 0,02 0,01 0,0 0,2 0,1

Média: 21,1 21,1 21,6 22,9 23,2 23,5 0,04 0,00 0,00 0,00 0,08 0,07 21,3 48,9 -0,8
14 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,0 0,1 0,1 0,01 0,00 0,01 0,00 0,03 0,01 0,0 0,1 0,1

Média: 21,9 22,0 22,1 21,7 22,4 23,7 0,09 0,00 0,00 0,10 0,25 0,05 21,7 47,6 1,1
15 Desvio: 0,0 0,0 0,1 0,0 0,1 0,1 0,02 0,01 0,01 0,02 0,04 0,00 0,0 0,1 0,1

Média: 22,1 22,3 22,7 23,4 24,0 24,0 0,14 0,03 0,00 0,00 0,07 0,05 22,6 46,5 0,8
16 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,0 0,1 0,0 0,03 0,02 0,01 0,00 0,02 0,01 0,1 0,1 0,2
Tabela B.15 - Dados das variáveis de conforto - difusores - condição C5
Retorno: 23,4ºC Insuflamento: 16,3ºC Ambiente: 22,1ºC Condição 5 Difusores

Temperatura (ºC) Velocidade (m/s) Globo (ºC) UR (%) Assim.(ºC)


0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,60m 0,60m 0,60m
Ponto
Média: 19,2 20,2 21,1 22,4 23,3 23,7 >3,00 0,44 0,10 0,00 0,06 0,05 21,1 49,9 -0,4
17 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,0 - 0,11 0,04 0,01 0,02 0,01 0,1 0,1 0,1

Média: 20,6 21,7 22,1 22,6 23,3 23,9 >3,00 0,18 0,09 0,03 0,08 0,06 22,0 48,3 0,9
18 Desvio: 0,0 0,1 0,1 0,1 0,1 0,0 - 0,04 0,01 0,03 0,02 0,01 0,1 0,3 0,1

Média: 19,0 20,3 21,0 23,2 24,0 24,3 >3,00 0,87 0,19 0,00 0,06 0,06 21,7 49,8 1,0
19 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,1 0,1 0,2 - 0,04 0,02 0,00 0,02 0,01 0,1 0,1 0,1

Média: 19,9 20,6 21,4 24,1 25,6 28,0 1,69 0,54 0,25 0,00 0,08 0,08 22,5 49,0 1,9
20 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,1 0,2 0,3 0,02 0,06 0,01 0,00 0,01 0,01 0,1 0,7 0,1
Tabela B.16 - Dados das variáveis de conforto - Simuladores - condição C6
Retorno: 22,4ºC Insuflamento: 15,4ºC Ambiente: 20,8ºC Condição 6 Simuladores

Temperatura (ºC) Velocidade (m/s) Globo (ºC) UR (%) Assim.(ºC)


0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,60m 0,60m 0,60m
Ponto
Média: 21,2 21,0 21,3 21,3 22,1 22,6 0,08 0,03 0,06 0,07 0,09 0,04 20,9 50,9 1,2
1 Desvio: 0,0 0,0 0,1 0,1 0,0 0,1 0,02 0,02 0,04 0,03 0,03 0,01 0,0 0,1 0,2

Média: 21,1 20,3 20,3 21,4 22,3 22,7 0,08 0,15 0,13 0,01 0,06 0,05 20,5 51,7 1,2
2 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,02 0,05 0,04 0,02 0,02 0,01 0,1 0,4 0,1

Média: 20,9 20,6 20,4 20,9 22,2 22,7 0,08 0,06 0,17 0,09 0,06 0,06 20,0 53,8 0,6
3 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,1 0,0 0,0 0,02 0,01 0,02 0,04 0,02 0,01 0,1 0,5 0,1

Média: 20,9 20,5 22,4 21,8 22,4 22,5 0,07 0,05 0,13 0,00 0,09 0,10 20,3 53,6 2,2
4 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,1 0,1 0,1 0,01 0,02 0,02 0,00 0,03 0,01 0,0 0,3 0,3

Média: 20,9 20,5 20,8 21,8 22,3 22,5 0,11 0,07 0,08 0,00 0,08 0,08 20,2 53,1 2,3
5 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,0 0,03 0,02 0,02 0,01 0,02 0,01 0,1 0,1 0,3

Média: 20,9 20,9 21,3 21,7 22,3 22,5 0,06 0,02 0,01 0,01 0,09 0,10 20,5 52,8 -2,1
6 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,1 0,0 0,0 0,01 0,02 0,02 0,02 0,02 0,01 0,1 0,3 0,3

Média: 21,4 21,5 22,0 21,8 22,1 22,7 0,06 0,06 0,06 0,15 0,16 0,10 21,4 51,4 1,4
7 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,0 0,1 0,1 0,02 0,01 0,02 0,02 0,06 0,01 0,1 0,6 0,1

Média: 21,7 21,5 21,7 21,8 22,2 22,9 0,06 0,07 0,02 0,09 0,11 0,09 21,4 50,1 1,8
8 Desvio: 0,0 0,1 0,1 0,0 0,0 0,0 0,01 0,02 0,02 0,03 0,03 0,01 0,1 0,2 0,1

Média: 21,5 21,2 21,3 21,9 22,4 23,2 0,06 0,08 0,14 0,06 0,14 0,09 21,3 49,9 3,1
9 Desvio: 0,0 0,0 0,1 0,0 0,0 0,1 0,01 0,01 0,01 0,02 0,03 0,01 0,0 0,2 0,2

Média: 21,8 21,6 22,0 22,0 22,5 22,8 0,06 0,05 0,00 0,08 0,22 0,09 21,7 49,7 1,8
10
Desvio: 0,0 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,01 0,01 0,01 0,04 0,07 0,01 0,1 0,4 0,1

Média: 21,9 22,0 22,2 21,7 22,6 23,0 0,07 0,05 0,08 0,02 0,08 0,09 21,7 49,1 2,5
11 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,1 0,0 0,1 0,01 0,02 0,02 0,02 0,02 0,01 0,1 0,0 0,1

Média: 21,2 21,4 21,8 21,6 22,1 22,8 0,05 0,07 0,04 0,04 0,11 0,09 21,3 49,4 2,6
12 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,1 0,0 0,1 0,01 0,02 0,03 0,03 0,04 0,01 0,1 0,1 0,1
Tabela B.17 - Dados das variáveis de conforto - circulação (P13 a P16) - condição C6
Retorno: 22,4ºC Insuflamento: 15,4ºC Ambiente: 20,8ºC Condição 6 Sala

Temperatura (ºC) Velocidade (m/s) Globo (ºC) UR (%) Assim.(ºC)


0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,60m 0,60m 0,60m
Ponto
Média: 20,2 19,9 20,4 20,8 22,1 22,7 0,09 0,10 0,05 0,11 0,07 0,07 20,1 54,5 1,2
13 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,1 0,1 0,0 0,02 0,02 0,02 0,05 0,02 0,01 0,0 0,2 0,1

Média: 20,4 20,2 20,6 21,8 22,1 22,6 0,05 0,01 0,00 0,00 0,11 0,08 20,2 52,8 -0,5
14 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,1 0,0 0,0 0,01 0,02 0,01 0,01 0,02 0,01 0,0 0,1 0,1

Média: 20,8 20,9 21,1 20,8 21,5 22,7 0,07 0,02 0,01 0,10 0,25 0,06 20,7 52,6 1,3
15 Desvio: 0,0 0,0 0,0 0,1 0,1 0,0 0,02 0,02 0,02 0,03 0,06 0,00 0,1 0,2 0,1

Média: 21,1 21,4 21,8 22,2 22,8 22,8 0,15 0,05 0,00 0,00 0,10 0,06 21,6 50,1 0,8
16 Desvio: 0,1 0,0 0,1 0,1 0,0 0,1 0,02 0,01 0,01 0,01 0,03 0,01 0,1 0,3 0,1
Tabela B.18 - Dados das variáveis de conforto - difusores - condição C6
Retorno: 22,4ºC Insuflamento: 15,4ºC Ambiente: 20,8ºC Condição 6 Difusores

Temperatura (ºC) Velocidade (m/s) Globo (ºC) UR (%) Assim.(ºC)


0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 2,00m 2,35m 0,60m 0,60m 0,60m
Ponto
Média: 18,3 19,4 20,6 21,5 22,2 22,7 >3,00 0,30 0,05 0,02 0,06 0,06 20,4 53,3 -0,7
17 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,0 0,1 0,0 - 0,10 0,03 0,02 0,02 0,01 0,1 0,3 0,1

Média: 19,6 20,9 21,2 21,6 22,3 22,8 >3,00 0,17 0,07 0,05 0,10 0,07 21,0 52,3 1,2
18 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,0 - 0,02 0,02 0,03 0,02 0,01 0,1 0,2 0,1

Média: 18,1 19,4 20,1 21,8 22,7 22,9 >3,00 0,81 0,21 0,00 0,06 0,06 20,4 52,7 1,0
19 Desvio: 0,1 0,0 0,0 0,0 0,1 0,1 - 0,04 0,03 0,00 0,02 0,01 0,0 0,2 0,1

Média: 18,9 19,4 20,6 23,2 24,6 27,2 1,90 1,20 0,29 0,00 0,09 0,08 21,3 53,7 -0,6
20 Desvio: 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,2 0,03 0,07 0,03 0,01 0,02 0,01 0,1 0,5 0,1
Tabela B.19 - Dados de desconforto local para a condição C1
Retorno: 27,2ºC Insuflamento: 19,9ºC Ambiente: 25,8ºC Condição 1
Correntes de Ar (DR) Intensidade de Turbulência (Tu) ∆ta (°C) Τpr (°C)
0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 0,10m a 1,10m 0,10m a 1,70m 0,60 m ou 1,10m
Ponto
1 0,0 1,4 0,6 0,0 0 31 26 0 0,6 2,1 0,3

2 3,6 0,0 7,8 0,0 18 48 23 0 0,2 2,1 0,5

3 0,0 10,2 9,0 0,0 33 26 14 0 0,5 2,5 2,9

4 0,0 0,0 6,5 0,0 0 40 11 0 2,1 2,5 2,8

5 0,0 4,1 8,4 0,0 0 23 10 0 0,5 2,6 2,5

6 0,0 0,0 0,9 0,0 0 37 31 17 0,5 2,3 2,7

7 5,6 0,5 4,0 0,0 14 19 15 43 1,1 1,5 0,6

8 1,5 0,0 0,0 0,0 22 21 33 0 0,3 1,2 -0,9

9 1,4 6,2 7,0 0,0 17 20 16 22 0,7 1,8 3,4

10 0,0 0,0 0,0 0,0 31 24 34 22 0,7 1,8 2,0

11 0,0 0,0 0,0 0,0 31 20 11 0 0,9 1,8 -0,1

12 0,0 2,3 5,4 0,0 32 20 20 0 1,2 1,7 -1,1

13 0,0 2,4 2,8 0,0 31 36 17 0 1,3 2,9 2,2

14 0,0 0,0 0,0 0,0 20 0 0 0 1,5 3,0 2,0

15 0,0 0,0 1,9 0,0 40 0 31 0 0,1 2,3 0,1

16 4,8 5,8 0,0 0,0 16 15 23 0 1,2 2,6 1,6

17 18,4 8,1 4,0 0,0 0 22 16 0 1,9 4,3 2,3

18 100,0 7,2 0,0 0,0 10 15 22 0 2,7 3,4 0,4

19 18,1 32,0 6,6 0,0 0 11 22 0 1,7 4,5 2,8

20 69,0 25,1 5,9 3,5 2 8 13 8 2,8 5,0 -0,5


Tabela B.20 - Dados de desconforto local para a condição C2
Retorno: 26,6ºC Insuflamento: 19,5ºC Ambiente: 25,2ºC Condição 2
Correntes de Ar (DR) Intensidade de Turbulência (Tu) ∆ta (°C) Τpr (°C)
0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 0,10m a 1,10m 0,10m a 1,70m 0,60 m ou 1,10m
Ponto
1 0,0 0,0 0,0 0,0 0 44 50 0 0,8 2,1 -0,5

2 9,5 0,0 0,3 0,0 26 46 17 0 0,2 2,1 0,2

3 3,0 2,0 5,9 0,0 27 26 14 0 0,2 2,4 0,9

4 0,0 2,0 6,8 0,0 15 32 13 0 2,5 2,6 0,3

5 0,0 0,0 5,5 0,0 37 40 12 31 0,1 2,4 -0,4

6 0,0 0,0 0,0 0,0 0 22 53 27 0,3 2,1 -1,8

7 7,2 0,9 4,8 0,0 14 20 16 43 1,1 1,4 0,3

8 0,0 1,2 0,0 0,0 33 18 36 0 0,5 1,2 3,1

9 1,2 0,9 8,1 0,0 12 17 6 0 1,0 1,7 2,9

10 5,1 1,4 0,0 3,4 15 21 39 48 1,5 2,3 -1,2

11 2,1 0,0 0,0 0,0 19 35 15 0 1,1 1,9 -1,1

12 0,0 2,1 5,5 0,0 30 22 21 14 1,3 1,6 3,1

13 5,6 9,2 0,8 0,0 15 27 31 0 1,5 3,0 -0,2

14 0,0 0,0 0,0 0,0 14 34 0 0 1,4 3,0 1,8

15 0,0 0,0 3,0 0,0 40 0 24 33 0,0 1,8 0,0

16 6,1 6,2 0,0 0,0 22 19 38 0 1,3 2,3 1,0

17 84,8 32,4 4,9 0,0 1 31 34 0 2,2 4,7 0,0

18 100,0 8,2 0,0 0,0 7 13 27 0 2,7 3,5 -0,1

19 95,3 33,1 1,0 0,0 2 11 34 0 2,9 4,8 2,3

20 48,8 24,9 11,9 0,0 2 9 7 35 2,0 5,4 -0,5


Tabela B.21 - Dados de desconforto local para a condição C3
Retorno: 25,4ºC Insuflamento: 19ºC Ambiente: 24,1ºC Condição 3
Correntes de Ar (DR) Intensidade de Turbulência (Tu) ∆ta (°C) Τpr (°C)
0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 0,10m a 1,10m 0,10m a 1,70m 0,60 m ou 1,10m
Ponto
1 5,4 0,0 0,0 0,0 22 48 52 0 0,4 1,7 1,6

2 3,2 0,0 8,0 0,0 25 28 22 0 0,4 2,2 1,9

3 0,0 2,8 7,7 0,0 32 24 13 0 0,3 2,2 1,5

4 0,0 1,4 5,8 0,0 9 26 20 0 2,2 2,3 2,1

5 3,2 1,9 9,1 0,0 27 41 12 0 0,6 2,2 1,6

6 0,0 0,0 0,0 1,5 11 25 30 32 0,6 1,7 3,1

7 1,2 3,6 4,3 0,0 30 21 17 60 0,6 0,9 2,9

8 3,9 5,9 1,6 6,2 13 20 41 41 0,7 1,3 -1,2

9 3,0 2,6 6,7 0,0 15 10 8 15 0,8 1,6 3,1

10 0,8 0,0 0,0 2,5 16 20 20 44 1,2 1,6 2,0

11 0,0 0,0 0,0 0,0 28 36 17 0 0,8 1,8 -1,3

12 0,0 1,1 3,6 0,0 12 29 23 0 1,1 1,5 2,8

13 5,5 6,8 0,0 0,0 19 33 47 0 1,3 2,8 1,2

14 1,5 0,0 0,0 0,0 15 11 0 0 1,1 2,6 1,4

15 0,0 0,0 0,0 0,0 41 35 38 48 0,3 1,3 1,7

16 100,0 42,8 3,5 0,0 67 40 49 47 1,7 3,4 0,3

17 100,0 8,0 0,0 0,0 6 20 37 0 2,3 4,4 1,5

18 100,0 7,1 0,0 0,0 12 17 41 0 2,3 3,0 1,5

19 96,5 33,6 0,0 0,0 1 9 44 0 2,4 4,2 1,5

20 6,4 6,2 0,0 0,0 21 34 15 0 0,9 1,9 0,7


Tabela B.22 - Dados de desconforto local para a condição C4
Retorno: 24,4ºC Insuflamento: 17,9ºC Ambiente: 23,2ºC Condição 4
Correntes de Ar (DR) Intensidade de Turbulência (Tu) ∆ta (°C) Τpr (°C)
0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 0,10m a 1,10m 0,10m a 1,70m 0,60 m ou 1,10m
Ponto
1 0,4 0,0 0,0 0,0 17 38 11 0 0,4 1,6 1,9

2 4,5 5,9 0,0 0,0 20 19 36 34 0,1 1,2 1,6

3 0,3 5,6 10,4 0,0 22 27 10 34 0,7 1,2 1,8

4 0,0 0,0 6,9 0,0 34 42 24 0 1,7 1,6 1,3

5 0,0 0,0 7,7 0,0 35 44 13 40 0,8 1,1 2,2

6 0,0 0,0 0,0 7,7 36 43 39 26 0,0 1,0 1,8

7 0,0 0,0 8,2 0,0 47 31 15 48 0,6 0,6 2,4

8 2,4 3,8 4,1 0,0 34 25 33 69 0,0 0,8 -0,7

9 4,2 2,7 9,2 0,0 25 12 7 0 0,3 1,2 0,3

10 0,0 0,0 0,0 0,0 14 44 34 69 0,7 0,9 -1,8

11 0,0 0,0 0,0 0,0 23 38 55 14 0,3 1,0 -1,3

12 0,0 2,8 5,7 0,0 24 18 17 14 0,5 1,0 2,8

13 0,0 10,7 0,0 0,0 37 29 38 0 0,5 2,1 1,2

14 0,0 0,0 0,0 0,0 31 38 0 0 1,0 2,3 0,9

15 2,7 0,0 0,0 10,7 17 34 0 21 0,2 0,1 0,9

16 8,1 8,0 0,0 0,0 16 20 11 0 0,5 1,3 1,2

17 0,0 18,9 0,0 0,0 0 22 40 0 2,3 4,3 1,6

18 100,0 9,4 0,0 0,0 13 10 44 0 2,3 3,3 0,6

19 100,0 51,4 4,2 0,0 2 15 44 0 2,2 4,3 1,5

20 67,0 45,1 12,0 0,0 1 16 13 0 2,1 4,5 0,2


Tabela B.23 - Dados de desconforto local para a condição C5
Retorno: 23,4ºC Insuflamento: 16,3ºC Ambiente: 22,1ºC Condição 5
Correntes de Ar (DR) Intensidade de Turbulência (Tu) ∆ta (°C) Τpr (°C)
0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 0,10m a 1,10m 0,10m a 1,70m 0,60 m ou 1,10m
Ponto
1 2,5 0,0 0,0 0,0 27 43 40 14 0,3 0,7 1,5

2 2,7 2,8 0,0 0,0 14 24 48 0 0,1 0,6 1,6

3 3,2 6,4 9,9 5,0 26 20 12 35 0,4 0,4 0,0

4 0,0 3,1 4,7 0,0 29 41 17 0 1,9 1,2 1,4

5 5,4 1,8 6,1 0,0 28 36 18 33 0,6 0,6 2,3

6 0,0 0,0 0,0 0,0 39 46 22 14 0,3 0,9 1,5

7 3,0 3,1 2,4 8,9 30 20 26 17 0,9 0,3 0,7

8 0,0 4,1 0,0 0,0 33 32 40 60 0,0 0,3 2,2

9 7,3 3,7 7,8 0,0 26 20 11 60 0,1 0,7 3,0

10 0,0 0,0 0,0 7,8 0 34 20 51 0,4 0,2 -1,6

11 0,0 0,0 0,0 1,6 15 43 60 54 0,1 0,1 2,5

12 0,0 1,7 3,7 4,3 32 18 32 41 0,5 0,2 2,8

13 3,1 10,9 4,4 0,0 26 18 27 52 0,2 1,2 0,5

14 0,0 0,0 0,0 0,0 23 0 11 0 0,5 1,8 -0,8

15 6,2 0,0 0,0 7,7 18 14 14 20 0,1 0,2 1,1

16 11,3 0,0 0,0 0,0 21 42 11 0 0,6 1,3 0,8

17 0,0 55,9 9,4 0,0 0 25 42 11 2,0 3,3 -0,4

18 0,0 16,2 6,2 0,0 0 23 13 55 1,6 2,0 0,9

19 0,0 55,6 15,0 0,0 0 5 12 0 2,0 4,2 1,0

20 74,7 44,2 17,1 0,0 1 10 5 0 1,5 4,2 1,9


Tabela B.24 - Dados de desconforto local para a condição C6
Retorno: 22,4ºC Insuflamento: 15,4ºC Ambiente: 20,8ºC Condição 6
Correntes de Ar (DR) Intensidade de Turbulência (Tu) ∆ta (°C) Τpr (°C)
0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 0,10m 0,60m 1,10m 1,70m 0,10m a 1,10m 0,10m a 1,70m 0,60 m ou 1,10m
Ponto
1 5,0 0,0 4,0 5,4 20 40 63 38 0,1 0,1 1,2

2 5,3 16,1 13,2 0,0 21 32 27 41 0,7 0,3 1,2

3 5,5 2,1 13,9 7,7 19 20 13 42 0,4 0,1 0,6

4 3,6 1,4 9,3 0,0 20 33 14 0 1,5 0,9 2,2

5 9,2 5,2 5,9 0,0 27 24 24 11 0,1 0,8 2,3

6 2,1 0,0 0,0 0,0 15 37 33 39 0,4 0,9 -2,1

7 3,5 1,8 3,0 11,6 28 25 27 15 0,6 0,3 1,4

8 2,4 3,5 0,0 6,9 20 27 41 29 0,1 0,1 1,8

9 2,5 5,2 10,1 3,6 17 15 7 38 0,2 0,4 3,1

10 2,0 0,0 0,0 6,1 14 19 11 54 0,2 0,2 1,8

11 4,0 0,3 5,3 0,0 16 34 23 49 0,3 0,2 2,5

12 0,0 4,4 0,0 0,0 15 22 54 59 0,6 0,4 2,6

13 8,0 8,3 1,7 11,4 26 26 46 42 0,2 0,5 1,2

14 0,0 0,0 0,0 0,0 12 42 11 21 0,3 1,4 -0,5

15 4,0 0,0 0,0 8,7 24 37 38 32 0,2 0,0 1,3

16 12,4 0,0 0,0 0,0 16 22 14 17 0,7 1,1 0,8

17 0,0 42,5 0,0 0,0 0 34 54 44 2,3 3,2 -0,7

18 0,0 14,1 4,7 1,9 0 15 21 49 1,7 2,0 1,2

19 0,0 58,2 18,7 0,0 0 5 13 0 2,0 3,7 1,0

20 97,4 88,3 22,7 0,0 2 5 9 29 1,7 4,3 -0,6


$1(;2³&´
Figura C.1 -Perfis de temperatura e velocidade do ar nos ensaios com controles individuais de vazão de ar
Amostra de pessoas do sexo feminino de 01 a 04
Feminino 01 Feminino 02 Feminino 03 Feminino 04
2,6 2,6 2,6 2,6

2,1 2,1 2,1 2,1

Altura (m)
Altura (m)

Altura (m)

Altura (m)
1,6 1,6 1,6 1,6

1,1 1,1 1,1 1,1

0,6 0,6 0,6 0,6

0,1 0,1 0,1 0,1


25 26 27 28 29 30 31 32 28 29 30 31 32 33 26 27 28 29 30 26 27 28 29 30 31
Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC)
Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5
Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4
Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6

2,6 2,6 2,6 2,6

2,1 2,1 2,1 2,1

Altura (m)
Altura (m)
Altura (m)

Altura (m)

1,6 1,6 1,6 1,6

1,1 1,1 1,1 1,1

0,6 0,6 0,6 0,6

0,1 0,1 0,1 0,1


0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3
Velocidade do Ar (m/s) Velocidade do Ar (m/s) Velocidade do Ar (m/s) Velocidade do Ar (m/s)
Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5
Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4
Ponto 5 Ponto 6
Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6
Figura C.2 -Perfis de temperatura e velocidade do ar nos ensaios com controles individuais de vazão de ar
Amostra de pessoas do sexo feminino de 05 a 08
Feminino 05 Feminino 06 Feminino 07 Feminino 08
2,6 2,6 2,6 2,6

2,1 2,1 2,1 2,1

Altura (m)
Altura (m)
Altura (m)
Altura (m)

1,6 1,6 1,6 1,6

1,1 1,1 1,1 1,1

0,6 0,6 0,6 0,6

0,1 0,1 0,1 0,1


26 27 28 29 30 31 32 33 25 26 27 28 29 30 31 26 27 28 29 30 31 0 1 2
Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC)
Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5
Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4
Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6

2,6 2,6 2,6 2,6

2,1 2,1 2,1 2,1


Altura (m)

Altura (m)

Altura (m)
Altura (m)

1,6 1,6 1,6 1,6

1,1 1,1 1,1 1,1

0,6 0,6 0,6 0,6

0,1 0,1 0,1 0,1


0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3
Velocidade do Ar (m/s) Velocidade do Ar (m/s) Velocidade do Ar (m/s) Velocidade do Ar (m/s)
Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5
Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4
Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6
Figura C.3 - Gráficos de temperatura e velocidade do ar nos ensaios com controles individuais de vazão de ar
Amostra de pessoas do sexo feminino de09 a 12
Feminino 09 Feminino 10 Feminino 11 Feminino 12
2,6 2,6 2,6 2,6

2,1 2,1 2,1 2,1


Altura (m)

Altura (m)
Altura (m)

Altura (m)
1,6 1,6 1,6 1,6

1,1 1,1 1,1 1,1

0,6 0,6 0,6 0,6

0,1 0,1 0,1 0,1


26 27 28 29 30 31 32 25 26 27 28 29 30 31 32 25 26 27 28 29 30 31 32 25 26 27 28 29 30 31 32
Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC)
Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5
Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4
Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6

2,6 2,6 2,6 2,6

2,1 2,1 2,1 2,1


Altura (m)

Altura (m)

Altura (m)

Altura (m)
1,6 1,6 1,6 1,6

1,1 1,1 1,1 1,1

0,6 0,6 0,6 0,6

0,1 0,1 0,1 0,1


0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0,4
Velocidade do Ar (m/s) Velocidade do Ar (m/s) Velocidade do Ar (m/s) Velocidade do Ar (m/s)
Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5
Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4
Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6
Figura C.4 - Gráficos de temperatura e velocidade do ar nos ensaios com controles individuais de vazão de ar
Amostra de pessoas do sexo feminino de13 a 16
Feminino 13 Feminino 14 Feminino 15 Feminino 16
2,6 2,6 2,6 2,6

2,1 2,1 2,1 2,1

Altura (m)

Altura (m)
Altura (m)
Altura (m)

1,6 1,6 1,6 1,6

1,1 1,1 1,1 1,1

0,6 0,6 0,6 0,6

0,1 0,1 0,1 0,1


26 27 28 29 30 31 26 27 28 29 30 31 32 26 27 28 29 30 31 25 26 27 28 29 30 31 32
Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC)
Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5
Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4
Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6
Ponto 5 Ponto 6

2,6 2,6 2,6 2,6

2,1 2,1 2,1 2,1


Altura (m)

Altura (m)

Altura (m)
Altura (m)

1,6 1,6 1,6 1,6

1,1 1,1 1,1 1,1

0,6 0,6 0,6 0,6

0,1 0,1 0,1 0,1


0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0,4
Velocidade do Ar (m/s) Velocidade do Ar (m/s) Velocidade do Ar (m/s) Velocidade do Ar (m/s)
Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5
Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4
Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6
Figura C.5 -Perfis de temperatura e velocidade do ar nos ensaios com controles individuais de vazão de ar
Amostra de pessoas do sexo masculino de 01 a 04
Masculino 01 Masculino 02 Masculino 03 Masculino 04
2,6 2,6 2,6 2,6

2,1 2,1 2,1 2,1

Altura (m)
Altura (m)
Altura (m)

Altura (m)
1,6 1,6 1,6 1,6

1,1 1,1 1,1 1,1

0,6 0,6 0,6 0,6

0,1 0,1 0,1 0,1


25 26 27 28 29 26 27 28 29 30 31 26 27 28 29 30 31 25 26 27 28 29 30 31
Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC)
Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5
Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4
Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6

2,6 2,6 2,6 2,6

2,1 2,1 2,1 2,1


Altura (m)

Altura (m)
Altura (m)

Altura (m)
1,6 1,6 1,6 1,6

1,1 1,1 1,1 1,1

0,6 0,6 0,6 0,6

0,1 0,1 0,1 0,1


0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3
Velocidade do Ar (m/s) Velocidade do Ar (m/s) Velocidade do Ar (m/s) Velocidade do Ar (m/s)
Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5
Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4
Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6
Figura C.6 -Perfis de temperatura e velocidade do ar nos ensaios com controles individuais de vazão de ar
Amostra de pessoas do sexo masculino de 05 a 08
Masculino05 Masculino06 Masculino07 Masculino08
2,6 2,6 2,6 2,6

2,1 2,1 2,1 2,1

Altura (m)
Altura (m)
Altura (m)
Altura (m)

1,6 1,6 1,6 1,6

1,1 1,1 1,1 1,1

0,6 0,6 0,6 0,6

0,1 0,1 0,1 0,1


26 27 28 29 30 31 32 33 -1 0 1 2 26 27 28 29 30 31 32 33 26 27 28 29 30 31
Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC)
Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5
Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4
Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6

2,6 2,6 2,6 2,6

2,1 2,1 2,1 2,1


Altura (m)

Altura (m)

Altura (m)
Altura (m)

1,6 1,6 1,6 1,6

1,1 1,1 1,1 1,1

0,6 0,6 0,6 0,6

0,1 0,1 0,1 0,1


0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3
Velocidade do Ar (m/s) Velocidade do Ar (m/s) Velocidade do Ar (m/s) Velocidade do Ar (m/s)
Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5
Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4
Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6
Figura C.7 -Perfis de temperatura e velocidade do ar nos ensaios com controles individuais de vazão de ar
Amostra de pessoas do sexo masculino de 09 a 12
Masculino09 Masculino10 Masculino11 Masculino12
2,6 2,6 2,6 2,6

2,1 2,1 2,1 2,1

Altura (m)
Altura (m)

Altura (m)
Altura (m)

1,6 1,6 1,6 1,6

1,1 1,1 1,1 1,1

0,6 0,6 0,6 0,6

0,1 0,1 0,1 0,1


26 27 28 29 30 31 32 25 26 27 28 29 30 31 32 26 27 28 29 30 31 26 27 28 29 30 31
Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC)
Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5
Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4
Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6

2,6 2,6 2,6 2,6

2,1 2,1 2,1 2,1


Altura (m)

Altura (m)

Altura (m)

Altura (m)
1,6 1,6 1,6 1,6

1,1 1,1 1,1 1,1

0,6 0,6 0,6 0,6

0,1 0,1 0,1 0,1


0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3
Velocidade do Ar (m/s) Velocidade do Ar (m/s) Velocidade do Ar (m/s) Velocidade do Ar (m/s)
Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5
Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4
Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6
Figura C.8 -Perfis de temperatura e velocidade do ar nos ensaios com controles individuais de vazão de ar
Amostra de pessoas do sexo masculino de 13 a 16
Masculino13 Masculino14 Masculino15 Masculino16
2,6 2,6 2,6 2,6

2,1 2,1 2,1 2,1

Altura (m)

Altura (m)
Altura (m)
Altura (m)

1,6 1,6 1,6 1,6

1,1 1,1 1,1 1,1

0,6 0,6 0,6 0,6

0,1 0,1 0,1 0,1


26 27 28 29 30 31 26 27 28 29 30 31 32 33 25 26 27 28 29 30 31 26 27 28 29 30 31
Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC) Temperatura (ºC)
Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5
Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4
Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6

2,6 2,6 2,6 2,6

2,1 2,1 2,1 2,1


Altura (m)

Altura (m)

Altura (m)
Altura (m)

1,6 1,6 1,6 1,6

1,1 1,1 1,1 1,1

0,6 0,6 0,6 0,6

0,1 0,1 0,1 0,1


0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3 0 0,1 0,2 0,3
Velocidade do Ar (m/s) Velocidade do Ar (m/s) Velocidade do Ar (m/s) Velocidade do Ar (m/s)
Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 4 Ponto 5
Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 6 Ponto 4
Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 5 Ponto 6
Figura C.9 -Perfis de temperatura e velocidade do ar nos ensaios com controles individuais de vazão de ar
Amostra de pessoas do sexo masculino 17
Masculino17
2,6

2,1
Altura (m)

1,6

1,1

0,6

0,1
26 27 28 29 30 31
Temperatura (ºC)
Ponto 4 Ponto 5
Ponto 6 Ponto 4
Ponto 5 Ponto 6

2,6

2,1
Altura (m)

1,6

1,1

0,6

0,1
0 0,1 0,2 0,3
Velocidade do Ar (m/s)

Ponto 4 Ponto 5
Ponto 6 Ponto 4
Ponto 5 Ponto 6
Tabela C.1 - Dados de temperatura e velocidade do ar dos ensaios com controles individuais de vazão de ar
Amostra de pessoas do sexo feminino de 01 a 04
Temperatura
Antes - Feminino 01 Depois - Feminino 01 Antes Feminino 02 Depois - Feminino 02
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 27,1 27,0 26,8 27,1 27,5 27,4 28,2 28,4 28,4
0,60 m 27,2 26,8 27,0 27,0 27,4 27,6 28,2 28,4 28,5
1,10 m 28,3 26,4 27,5 28,1 28,2 29,0 29,8 28,9 29,6
1,70 m 30,0 29,8 29,9 30,0 30,4 30,6 31,3 31,5 31,6
2,00 m 30,6 30,5 30,5 30,8 31,1 31,3 32,0 32,2 32,3
2,35 m 31,2 30,9 30,8 31,2 31,7 32,0 32,4 32,7 32,8
Velocidade
Antes - Feminino 01 Depois - Feminino 01 Antes - Feminino 02 Depois - Feminino 02
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 0,07 0,09 0,04 0,04 0,06 0,01 0,03 0,04 0,02
0,60 m 0,04 0,06 0,04 0,02 0,01 0,01 0,03 0,03 0,04
1,10 m 0,02 0,13 0,03 0,16 0,04 0,10 0,00 0,06 0,00
1,70 m 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
2,00 m 0,01 0,01 0,00 0,03 0,02 0,04 0,02 0,03 0,03
2,35 m 0,03 0,02 0,04 0,03 0,02 0,04 0,03 0,03 0,03
Temperatura
Antes - Feminino 03 Depois - Feminino 03 Antes - Feminino 04 Depois - Feminino 04
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 27,5 27,3 26,8 27,2 27,3 27,1 27,1 27,1 27,1 27,3 27,1 27,0
0,60 m 27,2 27,2 27,0 27,0 27,0 27,2 26,9 27,0 27,2 27,2 27,2 27,1
1,10 m 28,0 27,1 27,7 28,0 27,2 27,8 28,0 27,0 27,6 27,8 27,4 27,8
1,70 m 29,2 29,1 28,8 29,0 29,0 29,1 29,2 29,3 29,3 28,9 29,0 29,1
2,00 m 29,4 29,4 29,3 29,3 29,3 29,4 29,6 29,6 29,8 29,4 29,4 29,7
2,35 m 29,8 29,8 29,6 29,5 29,6 29,6 29,8 30,0 30,1 29,7 29,7 29,9
Velocidade
Antes - Feminino 03 Depois - Feminino 03 Antes - Feminino 04 Depois - Feminino 04
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 0,04 0,09 0,02 0,05 0,07 0,03 0,04 0,08 0,03 0,05 0,13 0,01
0,60 m 0,01 0,07 0,05 0,06 0,03 0,05 0,04 0,01 0,03 0,01 0,04 0,04
1,10 m 0,00 0,06 0,00 0,00 0,04 0,05 0,01 0,07 0,04 0,06 0,14 0,05
1,70 m 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00
2,00 m 0,08 0,08 0,03 0,09 0,03 0,02 0,07 0,05 0,03 0,09 0,07 0,04
2,35 m 0,09 0,08 0,08 0,10 0,07 0,07 0,08 0,08 0,07 0,10 0,08 0,06
Tabela C.2 - Dados de temperatura e velocidade do ar dos ensaios com controles individuais de vazão de ar
Amostra de pessoas do sexo feminino de 05 a 08
Temperatura
Antes - Feminino 05 Depois - Feminino 05 Antes - Feminino 06 Depois - Feminino 06
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 27,9 28,1 27,8 27,4 27,2 27,1 27,3 27,0 26,9 26,2 26,0 25,9
0,60 m 27,8 27,9 27,8 27,3 27,2 27,3 27,3 26,9 27,1 26,2 26,0 26,0
1,10 m 29,2 28,1 28,8 27,9 27,4 28,2 28,3 26,7 27,6 27,0 26,3 26,4
1,70 m 30,9 30,9 30,7 30,0 30,1 30,0 30,0 29,8 29,7 28,9 28,8 28,8
2,00 m 31,5 31,4 31,2 30,6 30,8 30,6 30,5 30,4 30,2 29,4 29,3 29,4
2,35 m 32,1 32,2 31,8 31,0 31,1 31,1 30,7 30,6 30,4 29,4 29,4 29,4
Velocidade
Antes - Feminino 05 Depois - Feminino 05 Antes - Feminino 06 Depois - Feminino 06
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 0,03 0,04 0,04 0,05 0,06 0,04 0,07 0,09 0,05 0,05 0,09 0,02
0,60 m 0,02 0,02 0,01 0,04 0,05 0,04 0,02 0,04 0,02 0,01 0,13 0,08
1,10 m 0,00 0,07 0,01 0,11 0,06 0,11 0,00 0,10 0,00 0,04 0,08 0,19
1,70 m 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
2,00 m 0,03 0,03 0,03 0,03 0,03 0,04 0,01 0,01 0,01 0,03 0,01 0,01
2,35 m 0,04 0,03 0,04 0,04 0,03 0,03 0,05 0,02 0,05 0,05 0,04 0,04
Temperatura
Antes - Feminino 07 Depois - Feminino 07 Antes - Feminino 08 Depois - Feminino 08
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 26,9 26,7 26,7
0,60 m 26,7 26,9 27,1
1,10 m 27,3 27,0 27,7
1,70 m 29,3 29,4 29,4
2,00 m 29,9 30,1 30,1
2,35 m 30,3 30,4 30,4
Velocidade
Antes - Feminino 07 Depois - Feminino 07 Antes - Feminino 08 Depois - Feminino 08
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 0,01 0,09 0,01
0,60 m 0,05 0,15 0,05
1,10 m 0,17 0,06 0,03
1,70 m 0,00 0,00 0,00
2,00 m 0,03 0,01 0,04
2,35 m 0,03 0,03 0,04
Tabela C.3 - Dados de temperatura e velocidade do ar dos ensaios com controles individuais de vazão de ar
Amostra de pessoas do sexo feminino de 09 a 12
Temperatura
Antes - Feminino 09 Depois - Feminino 09 Antes - Feminino 10 Depois - Feminino 10
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 27,1 27,0 27,1 26,9 26,9 26,8 27,5 27,6 27,5 26,4 26,2 26,0
0,60 m 27,0 26,8 27,4 26,9 26,6 26,9 27,6 27,5 27,4 26,3 25,9 26,2
1,10 m 28,3 26,9 28,3 28,2 26,6 27,7 28,8 27,6 28,3 27,2 25,6 26,7
1,70 m 30,1 30,2 30,2 29,6 29,6 29,2 30,4 30,4 30,2 28,8 28,6 28,6
2,00 m 30,6 30,8 30,9 30,3 30,3 30,3 31,1 31,1 30,8 29,6 29,5 29,4
2,35 m 30,8 31,1 31,2 30,5 30,8 30,8 31,5 31,4 31,1 29,7 29,7 29,6
Velocidade
Antes - Feminino 09 Depois - Feminino 09 Antes - Feminino 10 Depois - Feminino 10
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 0,04 0,09 0,00 0,04 0,08 0,02 0,00 0,03 0,03 0,02 0,05 0,02
0,60 m 0,03 0,07 0,02 0,02 0,06 0,03 0,00 0,04 0,03 0,01 0,06 0,01
1,10 m 0,00 0,10 0,02 0,00 0,09 0,05 0,00 0,09 0,02 0,06 0,13 0,05
1,70 m 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,09 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01
2,00 m 0,00 0,01 0,04 0,03 0,03 0,02 0,00 0,02 0,02 0,03 0,03 0,04
2,35 m 0,03 0,01 0,03 0,06 0,05 0,06 0,05 0,04 0,06 0,07 0,05 0,05
Temperatura
Antes - Feminino 11 Depois - Feminino 11 Antes - Feminino 12 Depois - Feminino 12
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 27,0 26,8 26,6 26,3 26,3 26,4 26,9 26,9 26,7 26,4 26,4 26,3
0,60 m 27,0 26,4 26,9 26,4 26,2 26,6 26,9 26,6 26,8 26,2 26,2 26,4
1,10 m 28,0 26,4 27,4 27,2 26,1 26,9 28,1 26,7 27,9 27,4 26,5 27,0
1,70 m 29,8 29,7 29,6 28,7 28,9 29,1 29,8 29,7 29,6 28,7 28,8 28,6
2,00 m 30,5 30,3 30,2 29,3 29,6 29,7 30,5 30,4 30,4 29,4 29,4 29,4
2,35 m 31,0 30,8 30,5 29,7 29,9 30,0 31,1 30,9 30,8 29,8 29,8 29,8
Velocidade
Antes - Feminino 11 Depois - Feminino 11 Antes - Feminino 12 Depois - Feminino 12
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 0,02 0,06 0,01 0,04 0,06 0,01 0,03 0,03 0,00 0,02 0,03 0,03
0,60 m 0,01 0,09 0,02 0,02 0,07 0,01 0,01 0,04 0,00 0,01 0,03 0,00
1,10 m 0,03 0,13 0,03 0,06 0,11 0,08 0,00 0,09 0,00 0,07 0,10 0,36
1,70 m 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
2,00 m 0,02 0,01 0,02 0,09 0,02 0,03 0,01 0,01 0,02 0,05 0,04 0,03
2,35 m 0,07 0,06 0,06 0,06 0,05 0,05 0,05 0,04 0,04 0,07 0,06 0,05
Tabela C.4 - Dados de temperatura e velocidade do ar dos ensaios com controles individuais de vazão de ar
Amostra de pessoas do sexo feminino de 13 a 16
Temperatura
Antes - Feminino 13 Depois - Feminino 13 Antes - Feminino 14 Depois - Feminino 14
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 26,4 26,8 26,5 26,3 26,6 26,4 27,2 27,2 27,0 26,9 26,8 26,6
0,60 m 26,5 26,7 26,9 26,4 26,6 26,7 27,1 27,1 27,3 26,8 26,7 26,9
1,10 m 27,5 26,8 27,5 27,0 26,7 27,4 28,6 27,5 28,1 27,5 27,2 27,6
1,70 m 28,9 29,0 28,8 28,6 28,7 28,7 30,1 30,0 30,0 29,3 29,4 29,3
2,00 m 29,2 29,4 29,7 29,1 29,1 29,5 30,8 30,6 30,7 29,9 30,0 30,0
2,35 m 29,6 29,7 30,0 29,4 29,5 29,7 31,0 31,0 31,1 30,3 30,4 30,4
Velocidade
Antes - Feminino 13 Depois - Feminino 13 Antes - Feminino 14 Depois - Feminino 14
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 0,04 0,04 0,00 0,01 0,04 0,00 0,04 0,05 0,02 0,03 0,03 0,04
0,60 m 0,01 0,02 0,01 0,01 0,00 0,00 0,02 0,04 0,03 0,06 0,03 0,03
1,10 m 0,03 0,07 0,01 0,09 0,05 0,01 0,01 0,07 0,01 0,16 0,03 0,10
1,70 m 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
2,00 m 0,04 0,05 0,01 0,06 0,04 0,01 0,01 0,01 0,02 0,02 0,01 0,02
2,35 m 0,06 0,05 0,06 0,08 0,06 0,05 0,03 0,03 0,03 0,02 0,02 0,05
Temperatura
Antes - Feminino 15 Depois - Feminino 15 Antes - Feminino 16 Depois - Feminino 16
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 27,2 27,3 27,1 27,1 27,1 27,1 27,3 27,2 27,1 26,6 26,2 26,1
0,60 m 26,9 27,1 27,1 26,9 27,1 27,1 27,3 27,0 27,3 26,7 26,1 26,3
1,10 m 27,9 27,1 27,7 27,7 27,1 27,5 28,4 26,8 28,0 27,9 26,5 26,1
1,70 m 29,0 29,1 29,1 28,7 28,8 28,7 30,0 30,0 30,0 29,3 29,0 28,8
2,00 m 29,4 29,5 29,6 29,2 29,4 29,6 30,7 30,7 30,8 29,8 29,5 29,3
2,35 m 29,7 29,7 30,0 29,5 29,6 29,7 31,0 31,1 31,1 30,2 29,8 29,7
Velocidade
Antes - Feminino 15 Depois - Feminino 15 Antes - Feminino 16 Depois - Feminino 16
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 0,03 0,05 0,01 0,02 0,04 0,00 0,06 0,09 0,02 0,06 0,09 0,01
0,60 m 0,03 0,01 0,01 0,01 0,04 0,02 0,02 0,07 0,03 0,01 0,05 0,08
1,10 m 0,02 0,07 0,02 0,06 0,07 0,19 0,01 0,12 0,01 0,02 0,18 0,36
1,70 m 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
2,00 m 0,09 0,07 0,03 0,08 0,05 0,02 0,00 0,03 0,03 0,02 0,01 0,01
2,35 m 0,08 0,07 0,08 0,09 0,08 0,07 0,02 0,02 0,04 0,04 0,04 0,03
Tabela C.5 - Dados de temperatura e velocidade do ar dos ensaios com controles individuais de vazão de ar
Amostra de pessoas do sexo masculino de 01 a 04
Temperatura
Antes- Masculino 01 Depois - Masculino 01 Antes - Masculino 02 Depois - Masculino 02
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 25,9 26,1 26,0 26,2 26,4 26,4 26,7 26,8 26,6 26,5 26,5 26,4
0,60 m 25,8 25,7 26,2 26,0 26,0 26,4 26,5 26,4 26,8 26,5 26,1 26,5
1,10 m 26,7 25,7 26,7 27,2 26,0 27,2 27,6 26,3 27,5 27,3 26,3 27,0
1,70 m 27,6 27,7 27,6 27,7 27,8 27,5 29,4 29,5 29,6 29,1 29,1 29,3
2,00 m 28,0 28,0 28,2 28,1 28,2 28,0 30,1 30,1 30,2 29,7 29,8 29,8
2,35 m 28,2 28,3 28,5 28,3 28,3 28,4 30,5 30,6 30,6 30,2 30,2 30,1
Velocidade
Antes - Masculino 01 Depois - Masculino 01 Antes - Masculino 02 Depois - Masculino 02
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 0,05 0,02 0,01 0,02 0,03 0,00 0,02 0,05 0,02 0,03 0,07 0,01
0,60 m 0,00 0,07 0,00 0,01 0,05 0,01 0,01 0,06 0,00 0,03 0,07 0,03
1,10 m 0,04 0,11 0,04 0,05 0,10 0,12 0,00 0,12 0,01 0,11 0,13 0,26
1,70 m 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
2,00 m 0,06 0,07 0,08 0,06 0,05 0,10 0,02 0,02 0,03 0,04 0,01 0,03
2,35 m 0,10 0,09 0,08 0,08 0,09 0,09 0,07 0,07 0,05 0,08 0,06 0,05
Temperatura
Antes - Masculino 03 Depois - Masculino 03 Antes - Masculino 04 Depois - Masculino 04
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 27,1 26,9 26,8 26,5 26,4 26,4 27,2 27,0 26,9 25,6 25,5 25,2
0,60 m 26,8 26,6 26,9 26,3 26,1 26,6 27,0 26,8 26,9 25,7 25,4 25,5
1,10 m 27,8 26,5 27,4 27,3 26,1 27,1 27,9 26,5 27,4 25,8 25,4 26,0
1,70 m 29,2 29,2 29,3 28,9 28,9 28,9 29,5 29,5 29,5 28,0 27,9 27,6
2,00 m 29,8 29,9 29,9 29,4 29,4 29,6 30,1 30,2 30,2 28,5 28,5 28,3
2,35 m 30,2 30,4 30,3 29,7 30,0 29,9 30,5 30,6 30,7 28,8 28,8 28,5
Velocidade
Antes - Masculino 03 Depois - Masculino 03 Antes - Masculino 04 Depois - Masculino 04
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 0,02 0,04 0,02 0,02 0,05 0,01 0,05 0,04 0,04 0,03 0,04 0,01
0,60 m 0,00 0,08 0,00 0,00 0,07 0,01 0,00 0,04 0,04 0,03 0,08 0,08
1,10 m 0,01 0,13 0,01 0,05 0,12 0,00 0,01 0,11 0,05 0,25 0,08 0,18
1,70 m 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
2,00 m 0,04 0,02 0,01 0,04 0,04 0,01 0,01 0,01 0,04 0,04 0,02 0,02
2,35 m 0,04 0,04 0,06 0,06 0,04 0,05 0,04 0,03 0,05 0,06 0,05 0,05
Tabela C.6 - Dados de temperatura e velocidade do ar dos ensaios com controles individuais de vazão de ar
Amostra de pessoas do sexo masculino de 05 a 08
Temperatura
Antes - Masculino 05 Depois - Masculino 05 Antes - Masculino 06 Depois - Masculino 06
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 27,7 27,7 27,7 27,3 27,2 27,1 1,3 1,3 1,3 1,3 1,3 1,3
0,60 m 27,6 27,4 27,8 27,2 27,3 27,2 0,9 0,9 0,9 0,9 0,9 0,9
1,10 m 28,8 27,4 28,7 27,8 27,5 27,9 1,3 1,3 1,3 1,3 1,3 1,3
1,70 m 30,6 30,7 30,7 30,1 30,1 30,0 0,9 0,9 0,9 0,9 0,9 0,9
2,00 m 31,3 31,3 31,4 30,8 30,8 30,6 1,1 1,1 1,1 1,1 1,1 1,1
2,35 m 31,6 31,7 31,6 31,0 31,1 31,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Velocidade
Antes - Masculino 05 Depois - Masculino 05 Antes - Masculino 06 Depois - Masculino 06
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 0,06 0,10 0,02 0,04 0,05 0,03 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
0,60 m 0,03 0,07 0,01 0,04 0,03 0,03 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
1,10 m 0,01 0,10 0,01 0,15 0,06 0,14 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
1,70 m 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
2,00 m 0,01 0,03 0,00 0,01 0,05 0,05 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
2,35 m 0,02 0,01 0,04 0,04 0,03 0,03 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Temperatura
Antes - Masculino 07 Depois - Masculino 07 Antes - Masculino 08 Depois - Masculino 08
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 28,0 27,7 27,4 26,8 26,8 26,6 27,1 27,2 27,0 27,3 27,2 27,1
0,60 m 27,8 27,5 27,6 26,8 26,8 26,9 27,1 27,1 27,1 27,1 27,2 27,2
1,10 m 29,1 27,4 28,2 27,3 26,8 27,2 27,8 27,1 28,0 27,7 27,5 27,6
1,70 m 30,8 30,8 30,5 29,4 29,6 29,5 29,2 29,2 29,2 28,5 28,9 28,8
2,00 m 31,4 31,3 31,0 30,0 30,3 30,1 29,5 29,6 29,8 29,4 29,6 29,7
2,35 m 31,8 31,7 31,3 30,4 30,5 30,5 29,8 29,8 30,1 29,8 29,9 30,1
Velocidade
Antes - Masculino 07 Depois - Masculino 07 Antes - Masculino 08 Depois - Masculino 08
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 0,04 0,08 0,04 0,04 0,06 0,04 0,04 0,07 0,02 0,04 0,05 0,02
0,60 m 0,00 0,04 0,01 0,00 0,04 0,04 0,00 0,00 0,01 0,02 0,01 0,03
1,10 m 0,00 0,09 0,01 0,07 0,05 0,05 0,03 0,06 0,03 0,09 0,05 0,23
1,70 m 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00
2,00 m 0,00 0,00 0,03 0,00 0,01 0,02 0,08 0,06 0,01 0,03 0,04 0,04
2,35 m 0,03 0,02 0,03 0,03 0,04 0,04 0,08 0,08 0,06 0,07 0,07 0,08
Tabela C.7 - Dados de temperatura e velocidade do ar dos ensaios com controles individuais de vazão de ar
Amostra de pessoas do sexo masculino de 09 a 12
Temperatura
Antes - Masculino 09 Depois - Masculino 09 Antes - Masculino 10 Depois - Masculino 10
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 27,6 28,0 27,6 27,2 27,2 27,1 27,8 27,4 27,2 26,5 26,1 25,9
0,60 m 27,8 27,7 27,6 27,0 26,9 27,3 27,5 27,2 27,4 26,3 26,1 26,2
1,10 m 29,2 27,8 28,7 28,7 27,1 28,0 28,8 27,2 28,1 27,4 26,1 26,7
1,70 m 30,5 30,7 30,2 29,6 29,7 29,2 30,4 30,3 30,2 28,7 28,7 28,5
2,00 m 31,1 31,3 31,1 30,2 30,4 30,3 31,1 30,9 30,9 29,4 29,6 29,4
2,35 m 31,3 31,6 31,3 30,6 30,8 30,7 31,3 31,2 31,2 29,6 29,7 29,5
Velocidade
Antes - Masculino 09 Depois - Masculino 09 Antes - Masculino 10 Depois - Masculino 10
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 0,01 0,05 0,02 0,05 0,06 0,04 0,04 0,08 0,03 0,06 0,09 0,04
0,60 m 0,00 0,03 0,00 0,01 0,05 0,04 0,01 0,06 0,02 0,01 0,06 0,02
1,10 m 0,00 0,08 0,00 0,03 0,09 0,20 0,00 0,10 0,02 0,06 0,06 0,14
1,70 m 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
2,00 m 0,00 0,02 0,04 0,04 0,02 0,01 0,00 0,02 0,04 0,05 0,03 0,04
2,35 m 0,03 0,03 0,05 0,04 0,03 0,04 0,04 0,04 0,03 0,06 0,04 0,03
Temperatura
Antes - Masculino 11 Depois - Masculino 11 Antes - Masculino 12 Depois - Masculino 12
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 27,2 27,3 27,1 27,1 27,2 27,0 26,4 26,5 26,6 26,4 26,4 26,3
0,60 m 27,1 27,1 27,1 26,9 27,0 27,1 26,4 26,4 26,8 26,4 26,2 26,5
1,10 m 28,0 27,0 27,7 27,9 26,9 27,7 27,3 26,3 27,5 27,4 26,5 27,2
1,70 m 29,0 29,0 28,9 29,0 29,0 28,8 29,1 29,2 29,2 28,9 28,9 28,7
2,00 m 29,3 29,3 29,4 29,3 29,4 29,5 29,5 29,8 30,0 29,4 29,5 29,6
2,35 m 29,6 29,7 29,8 29,6 29,7 29,9 29,8 30,1 30,2 29,8 29,8 29,9
Velocidade
Antes - Masculino 11 Depois - Masculino 11 Antes - Masculino 12 Depois - Masculino 12
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 0,05 0,08 0,02 0,05 0,09 0,03 0,01 0,04 0,05 0,02 0,04 0,02
0,60 m 0,02 0,03 0,01 0,03 0,05 0,02 0,01 0,05 0,00 0,01 0,04 0,02
1,10 m 0,04 0,06 0,02 0,00 0,06 0,01 0,00 0,10 0,01 0,04 0,11 0,14
1,70 m 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
2,00 m 0,08 0,07 0,04 0,06 0,07 0,05 0,06 0,03 0,00 0,04 0,02 0,03
2,35 m 0,09 0,07 0,08 0,09 0,08 0,08 0,07 0,04 0,06 0,07 0,06 0,04
Tabela C.8 - Dados de temperatura e velocidade do ar dos ensaios com controles individuais de vazão de ar
Amostra de pessoas do sexo masculino de 13 a 16
Temperatura
Antes - Masculino 13 Depois - Masculino 13 Antes - Masculino 14 Depois - Masculino 14
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 27,1 27,2 27,2 27,2 27,2 27,1 27,6 27,1 27,1 27,2 27,0 26,8
0,60 m 27,0 26,9 27,2 27,2 27,1 27,3 27,7 27,0 27,1 27,1 26,9 27,0
1,10 m 27,6 26,8 27,6 27,5 27,6 27,5 29,1 26,8 28,1 28,2 26,9 27,7
1,70 m 29,0 29,1 29,3 28,9 28,7 28,7 30,7 30,0 30,2 29,9 29,8 29,6
2,00 m 29,5 29,5 29,7 29,4 29,4 29,6 31,4 30,5 30,7 30,3 30,3 30,2
2,35 m 29,8 29,9 30,0 29,7 29,8 29,9 31,8 30,9 31,1 30,7 30,7 30,7
Velocidade
Antes - Masculino 13 Depois - Masculino 13 Antes - Masculino 14 Depois - Masculino 14
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 0,04 0,04 0,03 0,05 0,05 0,01 0,03 0,05 0,02 0,05 0,06 0,04
0,60 m 0,04 0,02 0,05 0,07 0,04 0,04 0,02 0,04 0,01 0,01 0,04 0,02
1,10 m 0,04 0,10 0,06 0,28 0,10 0,30 0,00 0,09 0,00 0,11 0,07 0,18
1,70 m 0,00 0,00 0,00 0,01 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
2,00 m 0,07 0,04 0,01 0,08 0,07 0,01 0,03 0,01 0,00 0,02 0,01 0,03
2,35 m 0,08 0,07 0,07 0,08 0,08 0,07 0,03 0,04 0,06 0,05 0,05 0,04
Temperatura
Antes - Masculino 15 Depois - Masculino 15 Antes - Masculino 16 Depois - Masculino 16
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 26,6 26,5 26,6 26,3 26,3 26,4 27,5 27,6 27,5 27,4 27,3 27,3
0,60 m 26,4 26,3 26,8 26,3 26,2 26,4 27,5 27,3 27,5 27,4 27,2 27,2
1,10 m 27,6 26,4 27,5 27,3 26,5 27,1 28,2 27,3 28,2 27,8 27,7 27,8
1,70 m 29,1 29,2 29,1 28,9 28,8 28,4 29,5 29,5 29,5 29,0 28,7 28,9
2,00 m 29,7 29,8 29,9 29,3 29,3 29,5 29,9 30,0 29,9 29,4 29,5 29,9
2,35 m 30,0 30,3 30,2 29,6 29,7 29,7 30,1 30,3 30,1 29,8 29,8 30,0
Velocidade
Antes - Masculino 15 Depois - Masculino 15 Antes - Masculino 16 Depois - Masculino 16
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 0,03 0,05 0,02 0,02 0,06 0,01 0,05 0,10 0,05 0,05 0,10 0,04
0,60 m 0,00 0,06 0,00 0,01 0,08 0,04 0,05 0,05 0,05 0,05 0,12 0,09
1,10 m 0,02 0,10 0,02 0,10 0,09 0,18 0,00 0,05 0,00 0,17 0,07 0,14
1,70 m 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
2,00 m 0,05 0,04 0,02 0,05 0,06 0,02 0,02 0,02 0,02 0,08 0,05 0,02
2,35 m 0,06 0,04 0,06 0,08 0,07 0,05 0,08 0,06 0,08 0,09 0,07 0,06
Tabela C.9 - Dados de temperatura e velocidade do ar dos ensaios com controles individuais de vazão de ar
Amostra de pessoas do sexo masculino 17
Temperatura
Antes - Masculino 17 Depois - Masculino 17
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 27,2 27,0 26,9 27,1 27,2 27,2
0,60 m 27,0 27,0 27,0 27,0 27,2 27,3
1,10 m 28,0 27,0 27,8 27,6 27,4 27,9
1,70 m 29,1 29,1 29,0 28,9 29,1 29,0
2,00 m 29,5 29,5 29,6 29,3 29,5 29,6
2,35 m 29,7 29,7 29,9 29,7 29,8 29,8
Velocidade
Antes - Masculino 17 Depois - Masculino 17
Nível Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6 Ponto 4 Ponto 5 Ponto 6
0,10 m 0,05 0,08 0,01 0,04 0,05 0,04
0,60 m 0,03 0,03 0,05 0,04 0,04 0,04
1,10 m 0,01 0,05 0,02 0,18 0,02 0,07
1,70 m 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
2,00 m 0,08 0,07 0,03 0,05 0,05 0,03
2,35 m 0,09 0,07 0,07 0,09 0,07 0,07