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Técnica de Teste — Particionamento de

Equivalência
Sandrine Ventura
Jul 3, 2020 · 4 min read

O particionamento de equivalência é uma técnica de testes com base em requisitos


(também conhecida como caixa preta), que significa que ao utilizar esta técnica, a
pessoa que testa aplicações passa a ter noção clara de cobertura de testes a partir de
requisitos e especificações. Este tipo de técnica não requer conhecimento dos caminhos
internos, estrutura ou implementação do software sob teste.

Esta técnica é usada para reduzir o número de casos


de teste a um nível gerenciável, mantendo ainda
uma cobertura razoável do teste. Esta técnica
simples é usada intuitivamente por quase todos os
testadores, embora eles possam não estar cientes
disso como um método formal de design de teste.
Isso faz com que seus testes sejam menos eficazes,
gerando duplicidades, ambiguidades ou ausência de
cobertura de algumas faixas de valores. Muitos
testadores logicamente deduziram sua utilidade,
enquanto outros descobriram simplesmente por
falta de tempo para testar mais detalhadamente.
Mas como funciona esta técnica?
O particionamento de equivalência divide as entradas do usuário na aplicação em
partições (também conhecidas como classes de equivalência) e então as divide em
faixas de valores possíveis, para que então, um desses valores seja eleito como base
para o teste. Existem partições de equivalência para valores válidos e inválidos.

Valores válidos são valores que devem ser aceitos pelo sistema. Uma partição de
equivalência contendo este tipo de valor é chamada de “partição de equivalência
válida”. Valores inválidos são valores que devem ser rejeitados pelo sistema. Uma
partição de equivalência contendo estes valores é chamada de “partição de
equivalência inválida”.

Considere que na sua empresa há um sistema de recursos humanos que processa


pedidos de emprego com base na idade de uma pessoa e que possui as seguintes regras
de negócio:

Pessoas menores de 16 anos não devem trabalhar

Pessoas entre 16 e 60 anos podem trabalhar

Pessoas com mais de 60 anos não podem trabalhar

Dividindo estas regras em entradas possíveis para o sistema, teremos


Dado este conjunto de regras, é claro que não teremos tempo de testar tudo. Por isso, o
particionamento de equivalência te orienta a escolher subconjuntos de testes que
encontrarão mais defeitos do que um número equivalente de testes criados
aleatoriamente.

Então qual valor escolher?

Qualquer um dentro da partição é tão bom quanto qualquer outro. Dados que
pertencem à mesma partição devem ser tratados da mesma forma pelo sistema ou
devem produzir o mesmo resultado, logo, qualquer valor dentro de uma classe é
equivalente, em termos de teste, a qualquer outro valor.

Para obter uma cobertura de 100% com essa técnica, os casos de teste devem cobrir
todas as partições identificadas (incluindo partições inválidas)* usando no mínimo um
valor de cada partição. Para exemplificar, tomemos como base o exemplo acima para a
criação dos casos de testes a seguir:
Com esses valores, esperamos que:

Se um caso de teste em uma classe de equivalência detectar um defeito, todos os


outros casos de teste na mesma classe de equivalência provavelmente detectarão o
mesmo defeito.

Se um caso de teste em uma classe de equivalência não detectar um defeito,


nenhum outro caso de teste na mesma classe de equivalência é provável que
detecte o defeito.

* Quando partições de equivalência inválidas são usadas em casos de teste, elas devem ser
testadas individualmente, ou seja, não podem ser combinadas com outras partições de
equivalência inválidas, para garantir que as falhas não sejam mascaradas. Falhas podem
ser mascaradas quando várias falhas ocorrem ao mesmo tempo, mas apenas uma é visível,
fazendo com que as outras falhas não sejam detectadas

O uso desta técnica é simples e ela pode ser usada como base para outras técnicas de
teste. Sua utilização consiste basicamente em dois passos:

Identifique as classes de equivalência

Crie um caso de teste para cada classe de equivalência

É importante ressaltar que esta técnica baseia-se em requisitos e não na tela. Usar a
tela como foco para definir as entradas, faz com que um número maior de testes sejam
escritos e dificulta a eficiência na validação de requisitos. A criação de casos adicionais
pode fazer você se sentir mais seguro, mas eles raramente descobrem defeitos que os
primeiros não encontram. E ai, você tem tempo e dinheiro para criar novos casos de
teste?

Referências

A Practitioner's Guide to Software Test Design


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